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1 Motivos para se negociar 2

• Buscar consenso nas interações


Negociação – Alinhamento de interesses inicialmente conflitantes;
• Manter eficácia nas atividades inter... pes, dep, org
– Melhores prazos, qualidade, preço, quantidade
– Acordos que atendam todas as expectativas
• Tratar criteriosamente questões relativas a acordos
– Interesses, expectativas e resultados esperados,
– Alternativas, viabilidades e prioridades,
– Escolha da melhor alternativa estratégica e operacional.
A negociação será necessária sempre que mudanças • Planejar as transformações organizacionais
forem provocadas
– Mudanças culturais e estruturais necessárias

Mudanças na Idade Média 3 Mudanças na Era da Informação 4

• Aprimoramento: • Aprimoramento:
– Aperfeiçoou rotinas para melhorar o atendimento;
• Sobreviver por mais tempo – Terceirizou a distribuição e entrega;
• Racionar víveres – Aprimorou, aprimorou e de nada adiantou;
• Inovação:
• Inovação:
– Instalou terminais nos hospitais; No final dos anos
• __________________________ – Transferiu responsabilidade do pedido para o cliente; 70, a concorrência
– Garantiu entrega em 24 horas; continuava tomando
• __________________________ Em 1334 as tropas
clientes de um
da duquesa do – Fez o custo do estoque do cliente cair;
grande fornecedor
• __________________________ Tirol, Margareta – Criou conversor de códigos para aceitar qualquer pedido; de material
Maultasch, já • Desfecho: hospitalar;
• Desfecho: estavam há semanas
– Duplicou seu faturamento em 18 meses.
sitiando o castelo de
• __________________________ Hochosterwitz.

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Tipos de Mudança 5 Negociação em projetos 6
• Discussões ocorrem em diversos estágios de um projeto
– Tratam até de questões sobre mudança de cultura e estrutura;
• Pisar no acelerador • As discussões tem como objetivo um acordo
• Racionar víveres – Consegue-se de forma direta ou através de terceiros;
• Aprimorar rotinas • Ao longo dos estágios alguns fatores geram mudanças
• Manter estrutura – Regulamentos e padrões,
– Internacionalização e influências culturais,
• Trocar de marcha – Sustentabilidade social, econômica e financeira;
• Reformular situação • As mudanças levantam questões inadiáveis
– Objetivos e alterações de escopo, custo e cronograma,
• Inovar processos
– Termos e condições contratuais, designações e recursos,
• Alterar estrutura – Aquisições, alocações, contratações, deslocamentos, instalações;
• Mudar cultura • A negociação em projetos requer uma metodologia
• Negociar

Processo de negociação 7 Processo de negociação 8

Comunicação eficaz para desenvolver Opções de interesse comum que precisam


confiança no relacionamento; ser legitimadas;

Relacionamento aberto para que haja


Legitimidade que comprove veracidade e
liberdade na exposição de interesses;
estimule fechamento de negócio;
Interesses expostos para esclarecer
afinidades e criar opções;
Alternativa escolhida dentre as melhores
caso não se feche negócio.

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Metodologia universal de negociação 9 Jogo do Bom Negociador 10

1. Manter comunicação eficaz;


Compromisso Final Relacionamento Opções
2. Cuidar do bom relacionamento;
Meu comportamento durante a Sob pressão psicológica eu
3. Descobrir os interesses da contraparte; negociação sempre leva em sempre altero Antes de iniciar a negociação,
conta o fato de que no futuro significativamente meu eu sempre estabeleço meu
eu poderei voltar a negociar comportamento como preço mínimo.
4. Elaborar opções coerentes; com a mesma pessoa. negociador.

5. Comprovar a legitimidade das opções;

6. Definir alternativas caso não haja acordo;


34 11 45
7. Assumir o compromisso com ações definidas.

CRIOLAC

Dimensões da negociação em projetos 11 Comunicação 12

s iv a s
Pr o c es
i s s o so Transformar o franco
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C A timid pções ses
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Diálogos típicos 13 "TSOM" - Trinta Segundos Ou Menos 14
• Diálogo socrático • Por que Trinta Segundos?
– o - orientador; a - aluno – Coação do tempo e média de atenção 30”
• O que se consegue?
– oooooo-aa-oooooooo-aaa-oooooooo-aaa-oo
– Despertar o interesse do interlocutor
• Diálogo rogeriano
– Aumentar a eficácia da comunicação
– p - psicanalista; c - cliente – Mais concentração, rumo, concisão e lógica
– p-ccccccc-p-cccccccc-p-ccccccc-p-ccc-p • Princípios Básicos:
• Diálogos com intenções ocultas – Ter um objetivo bem definido
– s - suspeito; d - detetive • Convidar, conquistar, envolver, desenvolver, vender, apresentar
– sss-dddd-ssss-dddddddd-s-ddddddd-sssss-dddd – Conhecer o interlocutor e seus motivos
• Quem é ele o que temos em comum e em que somos complementares
• Comunicação criativa - TSOM
– Definir a abordagem adequada ao interlocutor
– c - comunicador; o - ouvinte • Filosófica, social, econômica, financeira, emocional,
– cccc-ooo-cccccccccc-oo-ccccccc-oo-ccccc – Criar ganchos coerentes com a abordagem e o interlocutor
• Afirmação, pergunta, humor, visual, incidental

"TSOM" – Princípios Básicos 15 Editando um filme 16


• Desenvolver o tema
– Descritivo, narrativo, lógico, retórico, dialético,
– indutor, dedutor, socrático, rogeriano
• Arrematar o que foi dito
– Solicitação de ação ou reflexão
• Pintar um quadro na mente do interlocutor
– Personalizada, emotiva, vivenciada, histórica, metafórica
• Manter uma imagem pessoal impecável
– Sinceridade, coerência, gesticulação, postura, entonação, entusiasmo,
variedade
• Manter os mesmos princípios para um ou mil
– Esquematização, prazer, espontaneidade, naturalidade, credibilidade

Referência: “The Power of Learning”. http://www.amazon.com/gp/product/1556238932/002-3637800-8878461?v=glance&n=28315

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Drama e Comunicação 17 Verificando a Comunicação 18
• Disposição para ouvir e compreender
O Drama O processo de comunicação
– O que se espera que a contraparte diga, questione, reclame?
Abertura Tema: principal conflito Interesse Curiosidade, preparação – O que posso fazer para ouvir com empatia?
do filme: bem vs. mal... mental e receptividade.
– Que protocolo devo usar em caso de prolixidades?
Exposição da Quem é quem. Qual é o Fatos Fatos e dados são
problema. Pontos fortes transformados em • Clareza na transmissão
crise
de cada um. informações. – Que tipo de abordagem devo usar?
Escalada do A trama: “o que irá Processamento As informações são – Quais são as possíveis incompreensões e como contorná-las?
conflito acontecer?” transformadas em – Que recurso não verbal usar para melhorar a clareza?
experiência e descoberta • Inferências e suposições sobre a contraparte
Resolução do O clímax: “Isto foi o que Conclusão Conhecimento é obtido da
aconteceu”.
– O que fazer para conhecer o perfil da contraparte?
conflito experiência e descoberta – Alguém na contraparte pensa muito diferente?
Finalização Finalização. O que se Aplicação Conhecimento é – Que diferenças podem afetar?
aprende com a transformado em técnicas, • Estilo do diálogo
experiência. atitudes e sabedoria.
– Em que circunstâncias devo conduzir o diálogo?
– Em que casos devo deixar que a contraparte conduza o diálogo?

Relacionamento 19 Caráter 20

Acordos ocorrem
através de
relacionamentos
cuja intensidade e
profundidade
dependem do
caráter de quem se
relaciona

autoconhecimento

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Autoconhecimento 21 Virtudes - cardeais, sociais e operacionais 22

l Virtudes cardeais
Que visão me Prudência - qualidade de quem escolhe alternativas com sensatez.
Futuro inspira um futuro
n

n Disciplina - poder sobre o comportamento, as ações, e as emoções


desejado desejado? n

n
Justiça - reconhecimento imparcial do direito e dever de cada um
Coragem - disposição para enfrentar, perigo, opressão, privação
l Virtudes sociais
Posição Identidade n

n
Gentileza - atitude marcada por conduta social polida, cortês, amável.
Lealdade - constância a algo ou alguém por promessa ou dever.
conquistada adquirida n Humildade - ponderação entre nossas próprias forças e fraquezas.
n Integridade - dignidade relativa às ações, promessas e afirmações.
l Virtudes operacionais
Em que ponto da Quem sou eu de modo que se eu n Prestatividade - disposição para servir a todos e a todo tempo.
minha curva de deixasse de ser assim sentiriam n Tolerância - capacidade para suportar "formas de energias" negativas
evolução eu estou? muita falta de mim? n Persistência - insistência estratégica na busca por soluções
n Simplicidade - qualidade de quem se expressa de forma descomplicada

Mapa das Virtudes 23 Virtudes nos negócios 24

Orientação para o sucesso dos clientes


Prudência Busca por soluções inovadoras
Lealdade Gentileza
Sustentação de parcerias duradouras
Integridade Prestatividade
Respeito ao ambiente
Aplicação da força tecnológica
Disciplina Justiça Estímulo à iniciativa própria
Diálogo aberto
Persistência Humildade
Prudência 1 Humildade 5 Persistência 9
Gentileza 2 Tolerância 6 Disciplina 10
Simplicidade Tolerância Prestatividade 3 Coragem 7 Integridade 11
Justiça 4 Simplicidade 8 Lealdade 12
Coragem

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Verificando o Relacionamento 25 Interesses 26
• Desavenças pendentes
– Qual o maior bloqueio potencial ao relacionamento amistoso?
– Que tipo de defensividade ou antagonismo pode ocorrer?
– Se existe alguma mágoa, que atitude pode amenizá-la?
• Distinção entre conflitos e problemas O negociadores são
– Quais são os focos de conflito: custos, prazos, riscos?
– Sobre o que pode haver problemas de confiabilidade? pessoas que acima de tudo
– O que fazer se a contraparte assumir atitude ofensiva? devem procurar analisar
• Ajuste dos desentendimentos seus interesses relativos ao
– Como convencer a mutualidade do relacionamento ruim?
– O que fazer para corrigir desentendimentos graves? objeto da negociação,
– Como tratar a desconfiança, coação, desrespeito, ofensa? enfrentando o desafio e não
• Contemporização disparada incondicionalmente a pessoa que o representa.
– Como separar o relacionamento do objeto da negociação?
– Como deixar claro a sua disposição para contemporizar?
– Como conhecer os valores da contraparte?

Concentre-se nos interesses, não nas posições 27 Verificando os Interesses 28


• Desperte o interesse do outro sem prejudicar seu próprio • Cuidados para não confundir posição com interesse
– Qual o interesse subjacente à posição tomada?
interesse
– Qual a necessidade por trás do que se deseja, quer ou exige?
– Qual o grau de certeza quanto à finalidade?
• Concilie interesses
– Existe possibilidade de algum sucedâneo?
– Os interesses definem o problema • Potencial de conflitos
– Que exigências podem causar conflitos?
– Por trás das posições opostas há interesses comuns e – Por que se quer isso ou aquilo?
compatíveis, assim como conflitantes. – Qual a origem das exigências?
– Qual o valor intrínseco do que se quer?
• Identifique os interesses • Suposições sobre a contraparte
– O que se supõe que a contraparte gostaria de obter?
– Pergunte "por que". Pergunte "por que não" – Quais os interesses comuns?
• Possíveis parceiros em ambas as partes
– Aperceba-se de que cada lado tem interesses múltiplos – Quem são os nossos parceiros e os da contraparte?
– Quais desses parceiros têm os mesmos interesses?
• Faça uma lista – Qual a prioridade geral de interesses?

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Opções 29 Invente opções de ganhos mútuos 30

Analise a preocupação de cada um com...


Forma Conteúdo
u Identifique os Economia Política
Examine os interesses lado interesses comuns
Teoria Prática
a lado e descubra aqueles u Indague sobre
Operações Estratégias
que são mutuamente preferências
u Harmonize os Curto prazo Longo prazo
vantajosos ou os que têm
interesses diferentes Resultado ad hoc Rotinas
maior correlação mútua l Facilite a decisão do Recursos Custos
outro Progresso Tradição
u No lugar de quem?
u Qual a decisão?
Precedentes Este caso
Reputação Resultados
Ganhos políticos Bem estar de todos

Verificando Opções 31 Legitimidade 32


• Tipo de jogo previsto na negociação
– O que caracteriza a situação em termos de perdas e ganhos?
– O que pode ser feito para que ambos saiam ganhando?
– O que fazer no caso de impasse?
• Inferências ou brainstorming conjunto
– Como promover um brainstorming conjunto?
Use padrões justos,
– Quais as opções possíveis para os meus interesses? precedentes, ou
– Quais as opções possíveis para os interesses da contraparte? procedimentos reconhecidos
– Quais os interesses compatíveis?
• Foco e valorização das diferenças
para validar as alternativas
– Qual a amplitude do foco dos interesses de cada parte? com critérios objetivos.
– O quanto cada parte valoriza riscos, prazos, custos e referências?
– Como usar a influência de terceiros?
• Viabilidade operacional
– Que recursos podem ser combinados para atender interesses?
– Que ganhos mútuos podem ser especificados?

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Verificando a Legitimidade 33 Alternativas 34
• A meta principal da negociação
– O que realmente está em jogo na negociação?
• Custo, prazo, risco, equipamento, pessoal, local, conhecimento...?
– O que abordar ao apresentar o resultado da negociação?
• Para o pessoal do projeto, para a alta administração, etc. O sucesso de uma
• Critérios aceitáveis para validação das opções negociação depende do
– Que critérios objetivos podem ser usados? poder psicológico para não
• Serve referência de sucesso anterior?
abrir concessões. Este
– Que padrões serão aceitáveis?
• qualidade, prioridade, habilidades, área, distância, experiência, poder, por sua vez, será
• Argumentos contra refutação dos critérios função da existência de
– O que seria equidade e justiça nesse acordo? alternativas para o caso de
• O que dizer quando a contraparte contestar a legitimidade comprovada?
• O que a contraparte pensará sobre o acordo quando ele for firmado?
nenhum acordo venha
• Apoio necessário ocorrer
– Que tipo de árbitro pode ajudar na comprovação da validade?
• Um especialista no tipo de atividade, produto ou serviço?

Negociação com vantagem recíproca 35 Desenvolvendo Alternativas 36


• Possibilidades de um acordo melhor
– Quais são os custos do acordo comparados com os benefícios?
– Com quem mais poderíamos fechar acordo e de que tipo?
• Preparação mesmo quando somos a contraparte
A negociação requer – Para ouvir uma proposta o que temos que preparar?
– Que respostas temos adotado anteriormente?
coragem para explicitação – Como evitar um acordo que não seja suficientemente bom?
de pontos de vista com • Definição do que pode ser feito caso não haja acordo
transparência e – Qual a melhor alternativa caso não haja acordo (batna*)?
consideração na busca por – O que há de negativo em fechar acordo com outro parceiro?
solução que atenda a – Existe possibilidade de melhorar a batna?
• Para fazer isso que informações são necessárias?
todas as expectativas.
• Suposições sobre a contraparte
* Batna – Best
– Qual a batna da contraparte? Alternative to
– Como eles satisfariam seus interesses sem um acordo? Negociation
• Até que ponto podemos chegar com essa inferência? Agreement

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Compromisso 37 Assumindo Compromisso 38
• Entendimento do compromisso
– Como certificar-se de que os detalhes foram compreendidos ?
– Como saber se a contraparte conhece suas responsabilidades?
Os bons negociadores • Planejamento das ações decorrentes do acordo
começam pensando sobre – Que ações são necessárias para realizar o acordo?
– O que faria o acordo final ser mais duradouro?
como gostariam de terminar – Quais os possíveis obstáculos e como lidar com eles?
e a partir daí mapeiam um – O que sobre o “depois” deve ser incluído no acordo?
caminho para chegar lá. – O que precisará ser feito para dar continuidade?
• Responsabilidades
Desta forma sentem-se – Quem tomará decisões e quem assinará o acordo?
sempre preparados para – Quem serão os implementadores e quem negociará os recursos?
realizar de fato o que for • Resultados
– Qual o resultado tangível que se espera em cada fase?
acertado.
• contrato assinado, compromisso com próximas etapas,
• plano de ação a seguir, serviço realizado, sistema implementado

Causas das deficiências nas negociações 39 Negociação em situações especiais 40

1. Expectativas não esclarecidas 10


2. Comunicações deficientes 5
3. Relacionamentos superficiais 2
4. Método de validação inadequado 2
l Eles são mais poderosos
5. Carência de algumas virtudes 1
6. Poucas alternativas elaboradas 10
7. Problemas de Barganha Posicional 15 l Eles não querem jogar
8. Falta de preparação 25
9. Estilo inadequado de negociação 10 l Eles usam truques sujos
10.Falha no ato de assumir o compromisso 3
11.Avaliação inadequada da contraparte 2
12.Fraqueza na legitimação de argumentos 10
13. Falta de opção caso não haja acordo 5

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Eles são mais poderosos 41 Eles não querem jogar 42
• Desenvolva sua batna* para: • Comece a jogar um "jogo novo"
– Proteger-se de um acordo ruim – Separe as pessoas do problema;
– Aumentar o poder relativo de negociação – Concentre-se nos interesses, não nas posições;
– Ter atratividade caso não chegue a um acordo – Invente opções de ganhos mútuos;
• Tenha sempre em mente: – Insista em critérios objetivos
– O que você fará se não chegar a um acordo • Considere a negociação como um jiu-jitsu
– Uma lista de providências em caso de não acordo – Não ataque a posição do outro; olhe por trás dela.
– Aperfeiçoe idéias e converta-as em opções práticas – Não defenda suas idéias; peça críticas e conselhos.
– A melhor opção mesmo que provisória – Reformule os ataques a você como ataques ao problema.
• Mentalize o poder de sua batna – Faça perguntas e espere.
• Considere a batna do outro • Procure um mediador
• * Batna – Best Alternative to Negociation Agreement

Eles usam truques sujos 43 Situação 1 44


• Descubra a tática traiçoeira • Descrição
– Perda de negócio devido a insatisfação dos clientes com os serviços de manutenção;
• Fraude deliberada – Satisfação com a qualidade do produto estimula metas maiores para a produção;
– Dados falsos. Autoridade ambígua – Redução de custos fazendo parte de uma estratégia corporativa;
– Intenções duvidosas. Não revelação integral – Redução drástica de pessoal em diversas áreas principalmente em RH e Produção.
• Guerra psicológica • Manutenção
– Precisa de bons profissionais que saibam se relacionar com os clientes;
– Situações tencionantes. Ataques pessoais – Recebe uma negativa e percebe que precisa treinar seu pessoal
– Ameaças. Seqüência mocinho/bandido. • Marketing
• Pressão posicional – Está com pouca gente e não pode liberar ninguém;
– Precisa treinar vendedores treinados em vendas;
– Recusa a negociar. Exigências extremadas
– Vendedores precisam conhecer melhor os diversos tipos de serviço da empresa.
– Escalada de exigências. Tática do impedimento • Produção
– O sócio implacável. O atraso calculado – Tem que melhorar ainda mais a qualidade do produto para realizar meta;
– É pegar ou largar – Com o corte de pessoal precisa treinar seu pessoal em tudo e não pode liberar;
• Diretoria Geral
• Negocie as regras do jogo
– Manutenção tem que resolver o problema da insatisfação do cliente;
– Estratégia de redução de custos é imperiosa, não se contrata mais viva alma.

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Verificando a Comunicação 45 Verificando o Relacionamento 46
• Disposição para ouvir e compreender • Desavenças pendentes
– O que o pessoal de produção e marketing poderá dizer ao negar apoio? – O que aconteceu nas últimas reuniões entre os setores ?
– Quais são os maiores desafios que Mktg. e Prod. estão enfrentando? – Que tipo de defensividade pode advir de pendências anteriores?
– Até que pontos eles estão atentos à satisfação geral do cliente? – Alguém de manutenção se desentendeu com algum elemento de outra área?
• Clareza na transmissão • Distinção entre conflitos e problemas
– Será que uma abordagem com base no plano estratégico funciona? – Quais foram os principais focos de conflito com as outras diretorias?
– Quem de mktg. e prod. conhece as rotinas do serviço de manutenção? – Sobre o que as outras áreas não confiam totalmente em manutenção?
– Que esquema explicaria a interdependência entre manutenção, mktg e prod.? – O que fazer se algum “opinion maker” vier com atitude ofensiva?
• Inferências e suposições sobre a contraparte • Ajuste dos desentendimentos
– Quem são os assessores e principais gerentes das outras áreas envolvidas? – Que casos contar para demonstrar a mutualidade do relacionamento ruim?
– Quem são os “opinion makers” e como eles influenciam a diretoria? – Que atitudes podemos adotar para amenizar desentendimentos pendentes?
– Quem nos outros setores tem mais consciência da interdependência das áreas? – O que fazer se houver desconfiança, coação, desrespeito, ofensa?
– Quais são as principais diferenças na forma de pensar os sistema empresa?
• Contemporização incondicional
• Estilo do diálogo
– Quais são os fatores críticos de sucesso das outras áreas?
– Que estilo de diálogo devemos adotar com mktg., prod. e diretoria geral?
– O que pode ser dito para demonstrar que o desafio é de todos?
– O que devemos deixar as outra parte comentar exaustivamente?
– Que argumentos podemos usar na contemporização?

Verificando os Interesses 47 Verificando Opções 48


• Cuidados para não confundir posição com interesse • Tipo de jogo previsto na negociação
– Quais os verdadeiros interesses de produção e marketing? – O que a empresa perde se manutenção continuar atendendo mal?
• Qual a relação desses interesses com a empresa como um todo?
– O que pode ser feito para que todos saiam ganhando?
– Qual a necessidade por trás de cada interesse estabelecido?
– O que fazer em caso de impasse?
– Existe possibilidade do interesse ser atendido de outra forma?
• Potencial de conflitos • Inferências ou brainstorming conjunto
– Que exigências das outras diretorias podem causar conflitos? – Que argumentos usar para justificar um brainstorming conjunto?
– Em que especificamente, marketing quer seus vendedores mais treinados? – Quais as opções possíveis para os interesses de manutenção? Usar CRM
– O que significa “treinar em tudo” para produção? – Quais as opções possíveis para os interesses dos outros? Treinamento interno
– Qual o significado final do que todos querem? – Quais os interesses compatíveis? Rodízios, acompanhamento e atendimento parcial.
• Será que todos têm idéia da dinâmica das mudanças? • Foco e valorização das diferenças
• Estão pensando nos impactos “acolá no futuro” de uma decisão “aqui e agora”? – Qual a amplitude do foco dos interesses de cada parte? Foco precisa ser estratégico.
• Suposições sobre a contraparte – O quanto cada parte valoriza riscos, prazos, custos e referências? Resultado imediato.
– O que podemos supor que mktg. e prod. imagina que é treinamento? – Quem poderia influenciar a favor de manutenção? Alguém da empresa ou de cliente.
– Quais os interesses comuns?
• Viabilidade operacional
• Possíveis parceiros em ambas as partes
– Como começaria o esforço combinado? Quem seriam os clientes, os profissionais?
– Quem são os melhores parceiros de manutenção, mktg. e prod.?
– Quais desses parceiros têm os mesmos interesses? – O que pode ser especificado em termos de ganhos mútuos?
– Qual a prioridade geral de interesses?

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Verificando a Legitimidade 49 Desenvolvendo Alternativas 50
• A meta principal da negociação • Possibilidades de um acordo melhor
– O que realmente deverá estar em jogo na argumentação? – Quais são os recursos necessários, quanto custam comparados aos benefícios?
• Qualidade do produto, receita maior, ou satisfação do cliente... – Que outro tipo de acordo poderia ser feito por manutenção?
– O que abordar ao apresentar os argumentos? • Preparação mesmo quando somos a contraparte
• Para o pessoal de marketing, produção, diretoria geral... – Como prod. e mktg. receberá a proposta de ceder seu pessoal?
• Critérios aceitáveis para validação das opções – Como o cliente irá receber a oferta de treinamento?
– Que critérios objetivos podem ser usados? • Definição do que pode ser feito caso não haja acordo
• Estatística de vendas, ou produção vs. manutenção – Qual a melhor alternativa caso não haja acordo (batna*)?
• Comentário de cliente documentado anteriormente • Usar tecnologia da informação tipo CRM para melhorar o atendimento?
– Que padrões serão aceitáveis? • Colocar chips nos equipamentos para discar automaticamente em caso de defeito?
• qualidade, prioridade, habilidades, área, distância, experiência, • Treinar o próprio cliente para primeiros socorros nos produtos?
• Argumentos contra refutação dos critérios – Existe possibilidade de melhorar a batna?
• Para fazer isso que informações são necessárias?
– O que seria equidade e justiça nesse acordo?
• O que dizer quando a contraparte contestar a legitimidade comprovada? • Suposições sobre a contraparte
• O que a contraparte pensará sobre o acordo quando ele for firmado? – Qual a melhor alternativa das outras diretorias caso não haja acordo?
• Apoio necessário • Esta alternativa está alinhada com as estratégias da empresa?
• Garante a satisfação geral dos clientes?
– Que tipo de árbitro pode ajudar na comprovação da validade?
• Um gerente de outra área, um consultor independente ou um profissional de cliente. – Como eles satisfariam seus interesses sem um acordo?
• Faz sentido pensar nos interesses das diretorias como entidades independentes?

Assumindo Compromisso 51 Desfecho da Situação 1 52


• Entendimento do compromisso • A gerência de produção
– O que as outras diretorias compreenderam sobre o acordo estabelecido?
– Que responsabilidades foram atribuídas a cada um? – reconhece uma oportunidade excelente de treinar seu pessoal apoiando
• Planejamento das ações decorrentes do acordo o setor de manutenção.
– Que ações foram programadas para realizar o acordo? Em quantas fases?
– O que faria o acordo final ser mais duradouro? • Marketing vai a reboque e
– Quais os possíveis obstáculos e como lidar com eles?
• Responsabilidades – percebe que poderá começar um treinamento do seu pessoal nos
– Quem tomará decisões e quem assinará o acordo? diversos serviços da empresa apoiando manutenção.
– Quem serão os implementadores e quem negociará os recursos?
• Como não vai haver contratações,
• Resultados
– Qual o resultado tangível que se espera em cada fase? – a diretoria geral acata as decisões tomadas pelos diversos gerentes que
• Acordo feito, pessoal treinado, compromisso com próximas etapas,
com certeza vão conseguir resultados muito bons com o apoio mútuo.
• Visitas em conjunto a clientes, pesquisa de satisfação de clientes
• Avaliação dos resultados do treinamento do pessoal de mktg e prod

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53 Sistemântica 54
Aspecto Sistêmico
das Negociações

Um aparente bom negócio “aqui e agora” pode ser


desvantajoso se considerarmos o “acolá no futuro”
John Gall ©1977. Systemantics: how systems work and especially how they fail

Atitudes provocadoras de distorções 55 Liderando com Proatividade 56

Solução quebra- ...mas a minha


terra já estava
galho imediato; Uso egoísta de preparada!
Reação inadequada
às supostas recurso comum; E a de vocês?
ameaças; Acomodação de
meta às
possibilidades;
Heroísmo em
tempo de crise;
Protelação de
Uso de fórmula de investimentos
sucesso superada; relevantes; …eu apenas trabalhei a terra, pesquisei as melhores
Mais recursos sementes, busquei alternativas, e aos poucos fui
para o bem- encontrando uma grande harmonia interior.
Dependência de sucedido;
apoio externo;
Quanto à chuva, eu nada sei!

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Proatividade individual 57 Bibliografia 58
1. ROGER FISHER & WILLIAM URY (1981). Getting to 10. SENGE, Peter (1994) – A quinta disciplina: caderno de
1. Não tente atuar 2. Certifique-se de 3. Descubra qual o YES: Negotiating Agreement Without Giving ln. Penguin
Books. New York.
campo. Editora QualityMark. Rio de Janeiro
diretamente sobre que já fez todo o aspecto da situação 2. ROGER FISHER & DANNY ERTEL (1995) – Getting 11. WATZLAWICK, Paul & WEAKLAND, John & FISH,
fenômenos possível para cuja continuidade se Ready to Negotiate. Conflict Management. Penguin Books. Richard (1977) – Mudança: princípio de formação e
incontroláveis; resolver a situação; torna um problema; New York. resolução de problema. Editora Cultrix. São Paulo.
3. CHARLES HANDY (1994). A Era Do Paradoxo: Dando 12. CHRISTOPHER, Elizabeth M. (1996) – Técnicas de
4.Veja problema 5. Planeje o que 6. Planeje o que um Sentido para o Futuro. MAKRON Books. São Paulo. Negociação. CLIO Editora. São Paulo
como oportunidade pode ser feito se o fazer se o problema 4. WAITLEY, D.E. & TUCKER, R.B (1986). Winning the 13. EDELMAN, Joel & CRAIN, Mary B. (1993) – O TAO
lnnovation Game. A Berkley Book. New York. da Negociação. Editora Record. São Paulo.
vestida em roupa de problema persistir; acabar de repente;
trabalho; 5. STEPHEN R. COVEY (1989). Os 7 hábitos das pessoas 14. SEBENIUS, James K. (1998) – A Arquitetura do
muito eficazes. Editora Best Seller. São Paulo. Acordo. HSM Management. Maio-Junho 1998.
7. Atente para as 8. Aprenda a 9. Reconheça que a 6. ANDRÉ COMTE-SPONVILLE (1995). Pequeno Tratado
das Grandes Virtudes. Editora Martins Fontes. Rio de
15. ERTEL, Daniel & SANCHEZ, Francisco (1998) – A
mudanças fase da preparação. HSM Management. Maio-Junho 1998.
reconhecer e oportunidade só Janeiro.
decorrentes de aproveitar qualquer acontece para a 7. WILLIAM J. BENNETT (1993). O Livro das Virtudes - 16. URY, William (1998) – Muito Além do Não. HSM
melhorias indiretas; melhoria; mente preparada; Uma Antologia. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro. Management. Maio-Junho 1998.
8. MARILENA CHAUI (1994). Convite à Filosofia. Editora 17. WOOD, Jack D. & COLOSI, Thomas R. (1998) – As
10. Esteja sempre se Ática S.A. São Paulo. outras negociações. HSM Management. Maio-Junho 1998.
preparando para
9. SENGE, Peter (1999) – A Dança das Mudanças: o desafio 18. JUNQUEIRA, Luiz A. Costacurta (1994) – Negociação:
qualquer mudança. de manter o crescimento e o sucesso em organizações que tecnologia e comportamento. COP Editora Ltda. São Paulo.
aprendem. Editora Campus. Rio de Janeiro.

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