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15-01-2009

INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS INDUSTRIAIS

ORIGEM DA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

15-01-2009

Origem da instalação eléctrica

Origem da instalação eléctrica • Para desempenhar a sua função, com toda a segurança, é condição

• Para desempenhar a sua função, com toda a segurança, é condição fundamental que seja concebida, tendo como objectivo a minimização de risco inerentes ao seu uso e a maximização da sua funcionalidade.

• Concepção baseada na forma, estrutura e dimensões do edifício onde se irá executar a instalação bem como as actividades nele a desenvolver.

• É importante também conhecer as características de localização dos equipamentos a instalar, bem como as características do ambiente de cada um dos espaços a utilizar.

Concepção das instalações eléctricas

Concepção das instalações eléctricas • Definição dos equipamentos • Avaliação da potência previsível •

• Definição dos equipamentos

• Avaliação da potência previsível

• Escolha do tipo de alimentação

• Estudo da localização e constituição dos quadros eléctricos

• Dimensionamento e escolha das canalizações

• Equipamentos e instalações especiais

• Elaboração do projecto

• Execução da instalação

• Verificação da instalação conforme o projecto

• Manutenção da instalação

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Classificação das instalações eléctricas

Classificação das instalações eléctricas • Tipo A - instalações de carácter permanente com produção

Tipo A - instalações de carácter permanente com produção própria, não incluídas no tipo C.

Tipo B – instalações alimentadas por instalações de serviço público em média, alta, ou muito alta tensão.

Tipo C – instalações alimentadas por uma rede de distribuição de serviço público em baixa tensão ou instalações de carácter permanente com produção própria em baixa tensão até 10 kVA, se de segurança ou de socorro.

Conceitos

Conceitos 1. Limites das instalações - Origem : ponto de entrega de energia - Limite a

1. Limites das instalações

- Origem : ponto de entrega de energia - Limite a jusante:

a) terminais de alimentação dos aparelhos de utilização ou dos

equipamentos eléctricos alimentados por canalizações fixas

b) tomadas

2. Instalação eléctrica Conjunto de equipamentos associados com vista a uma aplicação e possuindo características coordenadas.

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Conceitos

Conceitos 3. Valor estipulado Valor de uma grandeza eléctrica fixado, em regra pelo fabricante na placa

3. Valor estipulado Valor de uma grandeza eléctrica fixado, em regra pelo fabricante na placa de características para que os seus utilizadores conheçam os limites das suas capacidades de funcionamento e utilização.

4. Valor nominal Valor de uma grandeza eléctrica que flui nas redes e nas instalações eléctricas.

Conceitos

Conceitos 5. Instalações temporárias Instalações de duração limitada pela circunstâncias que as originam: -

5. Instalações temporárias

Instalações de duração limitada pela circunstâncias que as originam:

- instalações para reparações

- instalações para trabalhos

- instalações semi-permamentes

- instalações de estaleiros

6. Factor de utilização

relação entre a potência efectivamente absorvida por um dado aparelho de utilização e a sua potência estipulada

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Conceitos

Conceitos 7. Factor de simultaneidade relação entre o somatório das potências estipuladas dos equipamentos

7. Factor de simultaneidade relação entre o somatório das potências estipuladas dos equipamentos susceptíveis de funcionarem simultaneamente e o somatório das potências estipuladas de todos os equipamentos alimentados pelo mesmo circuito ou pela mesma instalação.

Classificação dos equipamentos relativamente à protecção contra os choques eléctricos

relativamente à protecção contra os choques eléctricos Equipamento da classe 0 – protecção garantida pelo

Equipamento da classe 0 – protecção garantida pelo isolamento principal Equipamento da classe I – protecção garantida pelo isolamento principal + ligação das partes condutoras acessíveis a um condutor de protecção ligado à terra Equipamento da classe II – protecção garantida por duplo isolamento ou isolamento reforçado sem ligação à terra das partes acessíveis Equipamento da classe III – protecção garantida por meio de alimentação a tensão reduzida de segurança (TRS) ou à tensão reduzida de protecção (TRP) e no qual não são originadas tensões superiores às do limite do domínio I.

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Avaliação da potência previsível

Avaliação da potência previsível • A avaliação da potência reveste-se de muita importância porque vai

• A avaliação da potência reveste-se de muita importância porque vai

influenciar directamente os custoscustos globaisglobais dada instalação,instalação quer no que diz respeito aos materiaismateriais aa usarusar, ao custocusto dosdos equipamentos,equipamentos como à definição do graugrau dede responsabilidaderesponsabilidade dodo projectistaprojectista e ao tipotipo dede alimentaçãoalimentação aa usarusar (MT(MT ouou BT)BT).

• Cálculo da potência previsível: compromisso entre a soma de todas

as potências de todos os receptores existentes ou previsíveis (potênciapotência instaladainstalada) e o regime de exploração previsto (potênciapotência realmenterealmente utilizadautilizada).

• Deve-se ter ainda em conta a evolução previsível da instalação, tanto na alteração do Lay-Out como na ampliação das instalações ou da potência consumida.

Avaliação da potência previsível

Avaliação da potência previsível Potência a contratar: Pc = Pinst x Fu x Fs x Fe

Potência a contratar:

Pc = Pinst x Fu x Fs x Fe

Pc – potência contratada

Pinst – potência instalada

Fu – factor de utilização

Fs – factor de simultaneidade (quadros, circuitos eléctricos, receptores eléctricos) Fe – factor de evolução - caracteriza a capacidade de aumento de potência instalada estabelecida no âmbito da concepção da instalação, seja pela concepção de novos receptores, seja pela alteração dos factores de simultaneidade

Receptores

Factor de utilização

Iluminação

1

Tomadas

Variável consoante a utilização*

Aquecimento

1

Motores

0,3-0,75

Outros tipos de utilização/receptores

1

* Na dúvida, aconselha-se o factor utilização 1

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Avaliação de equipamentos eléctricos

Avaliação de equipamentos eléctricos • Relação de todos os receptores existentes; • Relação de todos os

• Relação de todos os receptores existentes;

• Relação de todos os receptores cuja instalação a prazo seja

previsível;

• Características técnicas relevantes:

- potência útil (kW)

- rendimento

- factor de potência

- outra características relevantes

• Modos de exploração identificados (utilização e simultaneidade de

receptores);

• Previsão da evolução de cargas

Tipos de alimentação

Tipos de alimentação A escolha do tipo de alimentação torna-se muito importante para a definição dos

A escolha do tipo de alimentação torna-se muito importante para a

definição dos custos e o tipo de instalação a projectar.

Baixa tensão

Potência de instalação até 50 kVa

 
 

.

Elevadas potência de utilização

Necessidade de adopção de um Posto de Transformação privativo

Média tensão

.

Não disponibilidade do distribuidor de

energia eléctrica em fornecer baixa tensão

Previsão de grandes evoluções da potência contratada

.

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Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção

Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção • SeccionadorSeccionador – aparelho mecânico de conexão

SeccionadorSeccionador – aparelho mecânico de conexão que satisfaz, na

posição de aberto, as especificações para a função seccionamento-

função destinada a garantir a colocação fora de tensão de toda ou de

parte de uma instalação, separando-a, por razões de segurança, das

fontes de energia eléctrica

InterruptorInterruptor – aparelho mecânico de conexão capaz de estabelecer,estabelecer de

suportarsuportar e de interromperinterromper correntescorrentes nas condições normais do circuito,

incluindo, eventualmente, as condições específicas de sobrecarga em

serviço. Este aparelho é ainda capaz de suportar, num tempo

especificado, correntes nas condições anormais especificadas para o

circuito, tais como as resultantes de um curto-circuito.

Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção

Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção • FusívelFusível – aparelho cuja função é a

FusívelFusível – aparelho cuja função é a de interromper, por fusão de um ou mais dos seus elementos concebidos e calibrados para esse efeito, o circuito no qual está inserido, cortando a corrente quando esta ultrapassar, num tempo suficiente, um dado valor.

DisjuntorDisjuntor – aparelho mecânico de conexão capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes nas condições normais do circuito. Este aparelho é ainda capaz de estabelecer, de suportar, num tempo especificado, e de interromper correntes em condições anormais especificadas para o circuito, tais como as resultantes de um curto- circuito.

ContactorContactor (mecânico)(mecânico) – aparelho mecânico de ligação com uma única posição de repouso, comandado por um processo que não seja o manual, capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes nas condições normais do circuito, incluindo as condições de sobrecarga do serviço.

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POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO

Posto de transformação

Posto de transformação • função de reduzir a média tensão para a baixa tensão utilizável pelo

• função de reduzir a média tensão para a baixa tensão utilizável pelo

consumidor final doméstico, comercial ou pequeno industrial.

• instalações destinadas a transformar a energia eléctrica de níveis de

tensão mais elevados (15 ou 30 kV) para a tensão de utilização (400 V). FunçõesFunções::

seccionamento – isolamento (separação física) da instalação em

relação à rede de alimentação

interrupção: para actuação na instalação em regime de carga

medida/contagem

protecção: contra curto-circuitos, sobrecargas, sobretensões e

sobreaquecimento

• transformação de uma tensão mais elevada para a tensão de

distribuição

alimentação de instalações em baixa tensão

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Esquema dum posto de transformação

Esquema dum posto de transformação
Esquema dum posto de transformação

Esquema dos quadros eléctricos duma instalação industrial alimentada em AT

eléctricos duma instalação industrial alimentada em AT Condensadores Força motriz Força motriz QPT Força
Condensadores Força motriz Força motriz QPT Força motriz QG Força motriz Tomadas Tomadas QP QP
Condensadores
Força motriz
Força motriz
QPT
Força motriz
QG
Força motriz
Tomadas
Tomadas
QP
QP
QP
QP
Tomadas
Tomadas
Iluminação

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CONDUTORESCONDUTORES ELÉCTRICOSELÉCTRICOS

Condutores eléctricos

Condutores eléctricos • Condutor isolado • Cabo isolado: conjunto constituído por: a) um ou mais condutores

• Condutor isolado

• Cabo isolado: conjunto constituído por:

a) um ou mais condutores isolados

b) o revestimento individual

c) o (ou os) revestimento(s) de protecção

d) eventualmente, um ou mais condutores não isolados

• Cabo monocondutor / cabo unipolar

• Cabo multicondutor / cabo multipolar

• Bainha de uma cabo

• Canalização

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Condutores eléctricos

Condutores eléctricos Condutores

Condutores

Condutores eléctricos Condutores

Condutores eléctricos

Condutores eléctricos Isolamento • PVC – policloreto de vinilo : boas características de isolamento e rigidez

Isolamento

PVC policloreto de vinilo: boas características de isolamento e rigidez dieléctrica.

PEX – polietileno reticulado: boas características dieléctricas, mecânicas e físico-químicas.

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Condutores eléctricos

Condutores eléctricos • Nas instalações eléctricas podem ser utilizados cabos e condutores com características

• Nas instalações eléctricas podem ser utilizados cabos e condutores

com características diversas, para cada situação concreta de instalação

e potência a alimentar dependendo de:

- características da tensão de alimentação

- modos de instalação

- riscos a que ficam sujeitos pelas influências externas

Condutores eléctricos

Condutores eléctricos Secções mínimas dos condutores As secções dos condutores de fase nos circuitos de corrente

Secções mínimas dos condutores As secções dos condutores de fase nos circuitos de corrente alternada

e dos condutores activos nos circuitos de corrente contínua não devem

ser inferiores aos seguintes:

corrente alternada e dos condutores activos nos circuitos de corrente contínua não devem ser inferiores aos

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Condutores eléctricos

Condutores eléctricos • Condutores activos Condutores afectos à transmissão de energia (fase) (L1, L2, L3 ou

Condutores activos

Condutores afectos à transmissão de energia (fase) (L1, L2, L3 ou R,S,T) e neutro Secções do condutor neutro

Circuitos monofásicos: secção condutor neutro = secção condutores

de fase

Circuitos trifásicos:

- se condutores de secção S < 16 mm 2 secção do neutro =

secção dos condutores fase

- se S 16 mm 2 secção neutro pode ser inferior à secção

dos condutores de fase.

Condutores eléctricos

Condutores eléctricos • Marcação dos condutores de protecção Os condutores de protecção podem desempenhar as

Marcação dos condutores de protecção

Os condutores de protecção podem desempenhar as seguintes funções:

- ligar uma massa a um eléctrodo da terra

- garantir uma ligação equipotencial

A marcação pelo isolamento da cor verde/amarelaverde/amarela deve ser usada

apenas nos condutores que garantem a função de segurança

Marcação do condutor PEN (PE+N)

Condutor ligado à terra e que tem, simultaneamente, as funções de

condutorcondutor dede protecçãoprotecção (PE)(PE) ee dede condutorcondutor neutroneutro (N)(N)

O condutor PEN é verde/amarelaverde/amarela em toda a sua extensão e nos

extremos das suas ligações deve ser marcado com a cor azul

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Métodos de referência para canalizações eléctricas

Métodos de referência para canalizações eléctricas 1. Correntes máximas admissíveis Correntes admissíveis

1. Correntes máximas admissíveis

Correntes admissíveis dependem:

- secção e natureza da alma dos condutores

- natureza do seu isolamento

- número de condutores em carga

- modo de estabelecimento (condutores não podem atingir

temperaturas superiores às que os seus isolamentos suportam) • 7 Métodos de Referência designados pelas letras A, B, C, D, E, F e G

para avaliação das correntes.

• para saber qual a corrente admissível para uma dada canalização, basta

identificar o Método de referência que lhe é aplicável e consultar a

correspondente tabela de correntes admissíveis.

Métodos de referência para canalizações eléctricas

Métodos de referência para canalizações eléctricas 2. Modos de instalação a) Canalizações em condutas circulares

2. Modos de instalação

a) Canalizações em condutas circulares (tubos) permitidas em ocos de

construção

b) Canalizações sem fixação dos condutores ou cabos (permitidos em

ocos de construção)

c) Canalizações em caminhos de cabos, escadas e consolas

d) Canalizações sem fixação e com fixação em condutas circulares ou

em calhas

e) Canalizações em condutas não circulares e circulares permitidas em

oco de construção, caleiras, enterradas, embebidas e à vista

f) Canalizações embebidas em calhas, condutas não circulares ou

circulares, com ou sem fixação directa

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Condutas para instalações eléctricas

Condutas para instalações eléctricas 1. Condutas circulares Constituição das condutas circulares: - PVC - PE –

1. Condutas circulares

Constituição das condutas circulares:

- PVC

- PE – polietileno

- metálicas

2. Dimensão das condutas A soma das áreas transversais da totalidade dos condutores inseridos na conduta não deve exceder 40 % ou 33 % da secção transversal da própria conduta conforme ela for à vista ou embebida, respectivamente.

Condutas para instalações eléctricas

Condutas para instalações eléctricas Condutas circulares - tubos Condutas não circulares - calhas Para condutas não

Condutas circulares - tubos

para instalações eléctricas Condutas circulares - tubos Condutas não circulares - calhas Para condutas não

Condutas não circulares - calhas

Para condutas não circulares, aplicam-se as mesmas regras de percentagens máximas de ocupação pelos condutores ou cabos nelas instalados

circulares, aplicam-se as mesmas regras de percentagens máximas de ocupação pelos condutores ou cabos nelas instalados

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CONCEPÇÃO DAS INSTALAÇÕES

Todas as instalações têm obrigatoriamente um Quadro de Entrada (QE) e podem ser dotadas de

Todas as instalações têm obrigatoriamente um Quadro de Entrada (QE) e podem ser dotadas de um ou vários Quadros Parciais (QPi) conforme:

• implantação da instalação ( um ou vários andares)

• tipo de actividade desenvolvida

• existência de equipamentos com potências elevadas

• existência de uma elevada concentração de equipamentos no

mesmo local

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Modos de instalação

Modos de instalação • Canalização fixa a superfícies de apoio • Caleira • Caminho de cabos

• Canalização fixa a superfícies de apoio

• Caleira

• Caminho de cabos

• Conduta, tubos

• Calha (coberta)

• Roço

• etc…

Circuitos de uma instalação eléctrica

Circuitos de uma instalação eléctrica Para definir o númeronúmero dede circuitoscircuitos dede umauma

Para definir o númeronúmero dede circuitoscircuitos dede umauma instalaçãoinstalação eléctricaeléctrica é preciso conhecer:

- forma e dimensões, compartimentação e funções do edifício onde

a instalação eléctrica se irá implementar;

- Lay-Out e potência de todo o equipamento a instalar;

- locais onde se irão instalar os quadros (geral e parciais);

- locais onde se irão instalar máquinas de potência significativa ou

com um elevado grau de fiabilidade que exijam circuitos dedicados;

- flexibilidade para se poder alterar o Lay-Out ou para futuras

ampliações da instalação sem custos elevados;

- definição de circuitos prioritários para eventual alimentação de socorro.

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Estabelecimento das canalizações

Estabelecimento das canalizações Para o estabelecimento das canalizações eléctricas deve-se ter em conta o seguinte:

Para o estabelecimento das canalizações eléctricas deve-se ter em conta o seguinte:

- a tensão nominal da instalação

- as condições de serviço

- as influencias externas

- a acessibilidade das canalizações a pessoas e aos animais

- as características do local onde se instalam

- o tipo de equipamento por ela alimentado

- o tipo de condutores, tubos ou condutas

- a diversidade das canalizações disponíveis

Vizinhança de canalizações eléctricas com canalizações não eléctricas

eléctricas com canalizações não eléctricas • Princípio geral : - não colocação das

Princípio geral:

- não colocação das canalizações eléctricas na vizinhança de canalizações não eléctricas que produzam calor, fumos ou vapor; - não colocação das canalizações eléctricas debaixo de outras canalizações que possam originar condensações.

Condições a observar no caso de vizinhança ou de proximidade imediata, inevitáveis - tomar precauções para evitar que a intervenção numa delas não causa dano na outra; - as canalizações eléctricas devem proteger-se contra os perigos que possam resultar da utilização normal das outras canalizações; - as canalizações metálicas não eléctricas devem ser considerados elementos condutores e, por isso, devem ser ligados à terra.

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PROTECÇÃOPROTECÇÃO DASDAS INSTALAÇÕESINSTALAÇÕES ELÉCTRICASELÉCTRICAS

PROTECÇÃOPROTECÇÃO DASDAS INSTALAÇÕESINSTALAÇÕES ELÉCTRICASELÉCTRICAS

Protecções

Protecções Se não se tomarem medidas de protecção adequadas, a electricidade pode: - produzir efeitos nocivos

Se não se tomarem medidas de protecção adequadas, a electricidade pode:

- produzir efeitos nocivos no corpo humano e nos animais; - ser causa de grave dano para as instalações e equipamentos devido aos efeitos térmicos susceptíveis de causarem queimaduras, incêndio, sobreaquecimento ou a própria destruição.

incêndio, sobreaquecimento ou a própria destruição. Cumprimentos das regras: - protecçãoprotecção dasdas

Cumprimentos das regras:

- protecçãoprotecção dasdas instalaçõesinstalações -- protecçãoprotecção dasdas pessoaspessoas

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Protecção das instalações Condições de protecção contra curto-circuitos

Condições de protecção contra curto-circuitos • Dispositivos de protecção contra curto–circuitos

• Dispositivos de protecção contra curto–circuitos têm que possuir características que lhes permitam efectuar o corte da alimentação do circuito que protegem quando neles ocorrem defeitos de impedância desprezável, em resultado dos quais se geram correntes muito elevadas;

• capacidade do dispositivo de protecção actuar, sem se danificar e antes que as próprias instalações sofram dano, é designada por PoderPoder dede CorteCorte, que será, o valor máximo da corrente de curto- circuito, expresso em kA, que o dispositivo pode interromper.

Aparelhos de protecção

Aparelhos de protecção • Os aparelhos de protecção têm como função proteger todos os elementos que

• Os aparelhos de protecção têm como função proteger todos os elementos que constituem uma instalação eléctrica contra os diferentes tipos de defeitos que podem ocorrer.

• Os principais tipos de defeitos que podem ocorrer num circuito são:

- Sobreintensidades

- Sobretensões

- Subtensões

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Características dos dispositivos de protecção

Características dos dispositivos de protecção • Corrente estipulada: valor de corrente a partir da qual são

Corrente estipulada: valor de corrente a partir da qual são determinadas as

condições de funcionamento (160 …… A): industriais

6300

Corrente convencional de não funcionamento (de um dispositivo de

protecção): valor especificado de corrente que pode ser suportado num tempo especifico (tempo convencional) sem provocar o seu funcionamento

Corrente

convencional

de

funcionamento

(de

um

dispositivo

de

protecção): valor especificado de corrente que provoca o funcionamento antes do final de um tempo especificado (tempo convencional

Poder de corte: valor da corrente que o dispositivo é capaz de cortar a uma dada tensão especificada e em condições prescritas de emprego e de funcionamento (3 -6 -10- 15- 20-25 -50 kA)

Sobreintensidade

Sobreintensidade • As sobreintensidades podem assumir duas formas : - SobrecargaSobrecarga : sobreintensidade que se

• As sobreintensidades podem assumir duas formas :

- SobrecargaSobrecarga: sobreintensidade que se produz num dado circuito na ausência de defeito.

Objectivo da protecção: impedimento do funcionamento das canalizações e dos aparelhos acima dos valores máximos admissíveis ou estipulados.

- CurtoCurto--circuitocircuito: sobreintensidade que resulta de um defeito de impedância desprezável entre condutores activos que em serviço apresentam uma diferença de potencial

Objectivo da protecção: evitar a deterioração das características (mecânicas, de isolamento) ou mesmo das canalizações, da aparelhagem associada e dos

equipamentos.

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Sobreintensidade

Sobreintensidade • Se a corrente eléctrica (I) nos condutores ultrapassar o valor nominal (I n )

• Se a corrente eléctrica (I) nos condutores ultrapassar o valor nominal (I n ) diz-se que há uma sobreintensidade;sobreintensidade

• Por exemplo, demasiados equipamentos ligados simultaneamente num mesmo circuito;

• Se por exemplo, dois pontos do circuito com potências eléctricas diferentes entram em contacto directo entre si estamos na presença de um curto-circuito que é uma sobreintensidade em que a corrente do circuito é muito superior à intensidade nominal do circuito ( I >>>> I n )

Aparelhos de protecção contra sobreintensidades

Aparelhos de protecção contra sobreintensidades • para proteger circuitos contra sobre intensidades (sobrecargas ou

• para proteger circuitos contra sobre intensidades (sobrecargas ou curto-circuitos) são usados disjuntores magnetotérmicos ou corta circuitos fusíveis que interrompem automaticamente a passagem da corrente no circuito, evitando o sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio.

a passagem da corrente no circuito, evitando o sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio.
a passagem da corrente no circuito, evitando o sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio.
a passagem da corrente no circuito, evitando o sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio.

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Disjuntor

Disjuntor • Características associadas às funções definidas - Estabelecer - Suportar - Interromper poder de fecho

• Características associadas às funções definidas

- Estabelecer

- Suportar

- Interromper

poder de fecho em curto-circuito (Icm)

corrente admissível de curta duração (Icw)

Poder de corte (Icu – Ics)

Disjuntor

Disjuntor • Poder de fecho em curto-circuito (Icm): expresso como a crista máxima da corrente prevista;

• Poder de fecho em curto-circuito (Icm): expresso como a crista máxima da corrente prevista;

• Em corrente alternada o poder de fecho em curto-circuito não deve ser inferior ao poder de corte último em curto-circuito (Icu), multiplicado pelo factor da tabela.

não deve ser inferior ao poder de corte último em curto-circuito (Icu), multiplicado pelo factor da

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Disjuntor

Disjuntor • Um disjuntor é constituído pelo relé , com um órgão de disparo (disparador) e

• Um disjuntor é constituído pelo relé, com um órgão de disparo (disparador) e um órgão de corte (interruptor) e dotado também de convenientes meios de extinção do arco eléctrico (câmaras de extinção do arco eléctrico.

arco eléctrico ( câmaras de extinção do arco eléctrico. • Disjuntor mais vulgar: disjuntor magnetotérmico :
arco eléctrico ( câmaras de extinção do arco eléctrico. • Disjuntor mais vulgar: disjuntor magnetotérmico :

• Disjuntor mais vulgar: disjuntor magnetotérmico: constituídos por dois relés, um electromagnético,electromagnético, que protege contra curto-curto-circuitocircuito e um relérelé térmicotérmico, que protege contra sobrecargas.sobrecargas

Disjuntores - curva intensidade tempo

Disjuntores - curva intensidade tempo

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Características dos disjuntores

Características dos disjuntores • Corrente estipulada (vulgarmente designada por calibre): valor para o qual o

Corrente estipulada (vulgarmente designada por calibre): valor para o qual o

disjuntor não actua.

Correntes estipuladas: 6 – 10 – 16 – 20 – 25 – 32 – 40 – 50 – 63 – 80 – 100 – 125 A (domésticas)

60 – 250 – 400 – 630 – 800 – 1000 – 1250 – 1600 – 2000 – 2500 – 3200 – 4000 – 5000 - 6300 A (industriais)

Corrente convencional de não funcionamento: valor para o qual o disjuntor não

deve funcionar durante o tempo convencional.

Corrente convencional de funcionamento: valor para o qual o disjuntor deve

funcionar antes de terminar o tempo convencional.

Poder de corte: corrente máxima de curto-circuito que o disjuntor é capaz de

interromper sem se danificar.

Os poderes de corte estipulados normalizados são: 3 -6- 10 - \5 – 20 – 25 – 50 kA

Características dos disjuntores

Características dos disjuntores • Tempo convencional de funcionamento: Para I n ≤ 63 A ⇒ t

Tempo convencional de funcionamento:

Para I n 63 A t = 1 H

Para I n 63 A t = 2 H

Disparo térmico:

disjuntores industriais: 1,05 x I n a 1,30 x I n (regulável)

Calibre (I n )

Corrente convencional de não funcionamento (I nf )

Corrente convencional de funcionamento (I 2 )

16 A

17 A (1,05 x I n )

21 A (1,3 x I n )

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Corta – circuitos fusível

Corta – circuitos fusível • Um corta-circuitos é constituído por um fio condutor, dentro de um

• Um corta-circuitos é constituído por um fio condutor, dentro de um invólucro. O fio condutor (prata, cobre, estanho,…) é calibrado de forma a poder suportar sem fundir, a intensidade para a qual está calibrado. Se a intensidade ultrapassar razoavelmente esse valor, ele deve fundir (interronpemdo o circuito) tanto mais depressa quanto maior o valor da intensidade

valor, ele deve fundir (interronpemdo o circuito) tanto mais depressa quanto maior o valor da intensidade

Fio condutor

Tipos de corta – circuitos fusível

Tipos de corta – circuitos fusível Fusível do tipo Gardy Fusível do tipo cartucho (facas) Tamanhos

Fusível do tipo Gardy

Tipos de corta – circuitos fusível Fusível do tipo Gardy Fusível do tipo cartucho (facas) Tamanhos
Tipos de corta – circuitos fusível Fusível do tipo Gardy Fusível do tipo cartucho (facas) Tamanhos

Fusível do tipo cartucho (facas) Tamanhos mais usuais: 00; 1; 2: 3; 4

Fusível do tipo rolo
Fusível do tipo rolo

Fusível do tipo cilíndrico (cartucho) Tamanhos mais usuais: 8,5 x 31,5; 10,3 x 38; 14 x 51; 22 x 58 mm

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Princípio de funcionamento dos fusíveis

Princípio de funcionamento dos fusíveis é a curva que relaciona os valores da intensidade à qual

é a curva que relaciona os valores da intensidade à qual o fusível funde com o respectivo tempo que o fusível demora a fundir.

O fusível não funde para a sua

intensidade nominal (I N ) calibre.

O fusível funde em

B mais

ou

depressa do que em A, visto que I é mais elevado em B.

Curva intensidade - tempo de fusão

I é mais elevado em B. Curva intensidade - tempo de fusão I n – corrente

I n – corrente estipulada

I inf – corrente convencional de não

funcionamento

I 2 – corrente convencional de

funcionamento

Características dos fusíveis

Características dos fusíveis • Corrente estipulada: intensidade nominal (I n ) é a intensidade de corrente

Corrente estipulada: intensidade nominal (I n ) é a intensidade de

corrente que o fusível pode suportar permanentemente sem fundir.

Corrente convencional de não funcionamento (I nf ) valor da corrente

para o qual o fusível não deve funcionar durante o tempo convencional.

Corrente convencional de funcionamento (I 2 ) valor da corrente para o

qual o fusível deve funcionar antes de terminar o tempo convencional

Poder de corte (P dc ) é a máxima intensidade de corrente que o fusível é

capaz de interromper, sem destruição do invólucro do elemento fusível.

ao

dimensionamento do fusível, do ponto de vista do isolamento eléctrico.

Tensão de serviço – tensão realmente existente no ponto do circuito

onde o fusível está instalado

Tensão

nominal

(U n )

é

a

tensão

que

serve

de

base

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Selectividade dos aparelhos de protecção

Selectividade dos aparelhos de protecção Diz-se que há selectividade dos aparelhos de protecção quando em caso

Diz-se que há selectividade dos aparelhos de protecção quando em caso de defeito apenas actua o aparelho de protecção imediatamente a montante do defeito.

Na prática a selectividade é garantida se:

• a intensidade nominal do corta-circuito fusível colocado a montante for igual ou maior a três vezes a intensidade nominal do corta-circuitos

fusível

colocado

a

jusante

(selectividade

entre

corta-circuitos

fusível).

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Selectividade dos aparelhos de protecção

Selectividade dos aparelhos de protecção • a intensidade nominal do disjuntor colocado a montante for igual

• a intensidade nominal do disjuntor colocado a montante for igual ou maior a duas vezes a intensidade nominal do disjuntor colocado a jusante (selectividade entre disjuntores).

• as curvas características do aparelho de protecção contra sobrecargas e do aparelho de protecção contra curto-circuitos forem tais que actue o primeiro aparelho situado a montante (selectividade entre disjuntores e corta – circuitos fusível).

15-01-2009

Selectividade dos aparelhos de protecção

Selectividade dos aparelhos de protecção Porque é importante um bom sistema de protecção? • para garantir

Porque é importante um bom sistema de protecção?

• para garantir a segurança da instalação e dos utilizadores em todos os momentos

• identificar e isolar rapidamente a zona de defeito sem afectar a

continuidade no serviço nas áreas não relacionadas com o defeito

• garantir o reforço adequado em caso do aparelho destinado a actuar não o faça correctamente

• reduzir os efeitos do defeito sobre outras partes da instalação (perda de tensão, perda de estabilidade em máquinas rotativas, etc…)

• reduzir o esforço nos componentes e os danos na zona afectada

Protecção das pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas

Protecção das pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas
Protecção das pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas

15-01-2009

Choque eléctrico

Choque eléctrico • O choque eléctrico traduz-se basicamente pela sensação e feitos da passagem da corrente

• O choque eléctrico traduz-se basicamente pela sensação e feitos da

passagem da corrente eléctrica pelo corpo humano quando este é

sujeito a uma diferença de potencial.

• Dependendo de pessoa para pessoa, a resistência eléctrica do corpo

humano e as sensações à passagem da corrente eléctrica poderão ser

diferentes.

• A corrente eléctrica age sobre o corpo de três maneiras:

- Por contracção dos músculos (tetanização)

- Por queimaduras

- Por acção sobre o coração

Protecção das pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas

pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas Os efeitos da corrente eléctrica no corpo
pessoas quando utilizadoras das instalações eléctricas Os efeitos da corrente eléctrica no corpo

Os

efeitos

da

corrente

eléctrica

no

corpo

humano

não dependem

do

valor

da

corrente

mas

também do tempo

a

essa corrente!

de

exposição

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Protecção das pessoas

Protecção das pessoas Nas instalações eléctricas de utilização devem ser adoptadas medidas destinadas a garantir a

Nas instalações eléctricas de utilização devem ser adoptadas medidas destinadas a garantir a protecção das pessoas contra os chamados choques eléctricos.

Nas instalações de utilização devem ser tomadas medidas destinadas a garantir a protecção das pessoas contra os contactos directos e os contactos indirectos.

A protecção contra os contactos directos envolve fundamentalmente medidas preventivas.

A protecção contra contactos indirectos é usualmente feita através da utilização de aparelhos sensíveis à corrente diferencial - residual resultante de um defeito de isolamento.

Contacto directo

Contacto directo Se uma pessoa entra em contacto com uma parte activa de um elemento sob

Se uma pessoa entra em contacto com uma parte activa de um elemento sob tensão, por negligência ou desrespeito das instruções de segurança diz-se que ficou submetida a um contacto directo.

por negligência ou desrespeito das instruções de segurança diz-se que ficou submetida a um contacto directo

15-01-2009

Contacto indirecto

Contacto indirecto Se uma pessoa entra em contacto com um elemento que está acidentalmente sob tensão

Se uma pessoa entra em contacto com um elemento que está acidentalmente sob tensão devido, por exemplo a um defeito de isolamento, a electrocussão é consequência de um defeito imprevisível e não da negligência da pessoa. Esse contacto designa- se por contacto indirecto.

de um defeito imprevisível e não da negligência da pessoa. Esse contacto designa- se por contacto

Protecção contra contactos directos

Protecção contra contactos directos • Limitação da corrente que possa percorrer o corpo humano a um

• Limitação da corrente que possa percorrer o corpo humano a um valor inferior ao da corrente de choque.

• Medidas que impeçam a corrente eléctrica de percorrer o corpo humano.

• Modos de garantir a protecção de pessoas ou animais contra contactos directos :

- por isolamento das partes activas

- por meio de barreiras ou obstáculos

- por colocação fora do alcance

- por protecção complementar com dispositivos diferenciais

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Protecção contra contactos indirectos

Protecção contra contactos indirectos • Medidas que impeçam a corrente eléctrica de percorrer o corpo humano

• Medidas que impeçam a corrente eléctrica de percorrer o corpo humano .

• Limitação da corrente que possa percorrer o corpo humano a uma valor inferior ao da corrente de choque.

• Corte automático da alimentação num tempo determinado de modo a que a corrente não atinja os valores da corrente de choque.

Protecção contra contactos indirectos

Protecção contra contactos indirectos A protecção contra contactos indirectos pode ser assegurada pelos seguintes

A protecção contra contactos indirectos pode ser assegurada pelos seguintes modos:

- protecção por corte automático da alimentação

- protecção por ligação equipotencial suplementar

- protecção por recurso a equipamentos da classe II de isolamento

- protecção por recurso a locais não condutores

- protecção por ligação equipotencial local não ligada à terra

- protecção por separação eléctrica

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Protecção contra contactos indirectos

Protecção contra contactos indirectos Para a protecção das pessoas contra os contactos indirectos no regime de

Para a protecção das pessoas contra os contactos indirectos no regime de neutro TT, instala-se no início do circuito um disjuntor diferencial (DDR) ou interruptor diferencial (ID) e ligam-se as massas metálicas dos equipamentos a um condutor de terra que será ligado a um eléctrodo de terra.

A diferença fundamental entre o

disjuntor diferencial e o interruptor diferencial reside no facto de o disjuntor, além de ter protecção diferencial (contra as correntes de fuga),

tal como o interruptor diferencial, tem

também protecção magnetotérmica, isto é, contra sobrecargas e curto-circuitos. Portanto o disjuntor é mais completo, sendo o interruptor utilizado quando as outras protecções (contra sobrecargas e curto-circuitos) já estão asseguradas por outros órgãos de protecção.

Condutor de terra

Disjuntor ou interruptor diferencial Motor eléctrico Terra de protecção
Disjuntor ou
interruptor diferencial
Motor
eléctrico
Terra de
protecção

Sobretensão

Sobretensão • As sobretensões (aumento da tensão) podem ser de origem externa (descarga atmosférica nas linhas)

• As sobretensões (aumento da tensão) podem ser de origem externa (descarga atmosférica nas linhas) ou de origem interna (falsas manobras, deficiências de isolamento com linhas de tensão mais elevada).

• As sobretensões são geralmente bruscas e podem danificar a aparelhagem eléctrica, particularmente a de informática e de electrónica.

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Protecção contra sobretensões de origem atmosférica

Protecção contra sobretensões de origem atmosférica Para a protecção contra sobretensões usa-se um D escarregador

Para a protecção contra sobretensões usa-se um Descarregador de SobreTensões (DST) a instalar à entrada da instalação (a montante ou a jusante do dispositivo diferencial). Este tipo de protecção é recomendada quando as instalações forem abastecidas por redes aéreas de distribuição em BT (condutores nus ou torçadas) e quando a segurança de bens e/ou a continuidade de serviço forem relevantes.

Subtensão

Subtensão As subtensões (abaixamento da tensão) podem ocorrer por: - Excesso de carga ligada (originando quedas

As subtensões (abaixamento da tensão) podem ocorrer por:

- Excesso de carga ligada (originando quedas de tensão nas linhas e cabos)

- Desequilíbrio acentuado na rede trifásica

- Rotura de uma das fases

- Contactos à terra de uma fase

Dispositivos de protecção contra os abaixamentos de tensão devem ser relacionados com os seguintes:

• Relés sensíveis aos abaixamentos de tensão ou disparadores que façam actuar um disjuntor ou um interruptor • Contactores sem encravamento

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Sistema de terra de protecção Codificação Situação do Situação das massas Sistema de terra neutro
Sistema de terra de protecção
Codificação
Situação do
Situação das massas
Sistema de terra
neutro
TT
Ponto da
alimentação ligado
directamente a
Ligadas directamente à
terra de protecção das
massas
Terra do neutro (de serviço)
separada da terra de
protecção das massas
terra
TN
Ligado
directamente à
terra
Ligadas ao neutro através
de condutor com funções
simultâneas de N e PE
(PEN) ou apenas de
protecção
Terra de neutro (de serviço)
e terra de protecção das
massas (de protecção)
constituindo um sistema
único
IT
Isolado
Ligado à terra de
serviço através de
impedância
Ligadas directamente à
terra de protecção de
massas
Neutro isolado
Terra do neutro (de serviço)
na opção impedante
separada da terra de
protecção das massas ( de
protecção)

Tipos de esquemas de ligação à terra

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TT

Sistema TT

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TT

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Tipos de esquemas de ligação à terra

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TN-C e TN-C-S

Sistema TN-C e TN-C-S

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TN-C e TN-C-S

Tipos de esquemas de ligação à terra

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TN-S

Sistema TN-S

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema TN-S

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Tipos de esquemas de ligação à terra

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema IT O n e u t r o

Sistema IT

Tipos de esquemas de ligação à terra Sistema IT O n e u t r o

O neutro pode ou não ser distribuído

(*) O esquema pode ser isolado da terra

Sistema de terra de protecção

Sistema de terra de protecção Critérios de selecção • Todos os regimes referidos apresentam-se como equivalentes

Critérios de selecção

• Todos os regimes referidos apresentam-se como equivalentes em termos de eficiência da protecção de pessoas contra contactos indirectos; • A selecção deve ser efectuada com base em critérios, o primeiro dos quais é o

da verificaçãoverificação dede exigênciaexigência préviaprévia regulamentarregulamentar. • Outros parâmetros de selecção:

- concepçãoconcepção ee execuçãoexecução dasdas instalaçõesinstalações ( características técnicas da rede de alimentação ( tipo. MT ou BT); características técnicas dos receptores; riscos operacionais (influências externas adversas, utilizações especiais); - exploraçãoexploração dasdas instalaçõesinstalações (evolução previsível; disponibilidade para

acompanhamento

qualificado

(conservação/manutenção/controlo); - avaliaçãoavaliação económicaeconómica (avaliação da relação custo/benefício)

da

instalação

por

pessoal

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INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA E SOCORRO

Serviços de segurança e de socorro Alimentação de socorro – alimentação prevista para se manter

Serviços de segurança e de socorro

Alimentação de socorro – alimentação prevista para se manter em funcionamento uma instalação, ou partes desta, em caso de falta da alimentação normal por razões que não sejam a segurança das pessoas

Alimentação de segurança – alimentação prevista para manter em funcionamento os equipamentos essenciais à segurança das pessoas

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15-01-2009 Nas instalações afectas aos serviços de segurança ou como fontes de socorro podem se utilizadas
15-01-2009 Nas instalações afectas aos serviços de segurança ou como fontes de socorro podem se utilizadas
Nas instalações afectas aos serviços de segurança ou como fontes de socorro podem se utilizadas

Nas instalações afectas aos serviços de segurança ou como fontes de socorro podem se utilizadas as fontes seguintes:

a) Baterias de acumuladores

b) Grupos geradores accionados por motores de combustão, independentes da alimentação normal que tenham características adequadas a arrancarem num tempo específico

c) Fonte exterior efectivamente independente da alimentação normal, desde que esteja garantido que as duas alimentações não são susceptíveis de falharem simultaneamente

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COMPENSAÇÃO DO FACTOR DE POTÊNCIA