* MISTURADO: - história: O fenômeno da bifurcação brasileira, isto é, a aplicação da Lei portuguesa em nosso território, no Período Colonial, vigoraram as Ordenações

Afonsinas (1500 – 1512); as Ordenações Manuelinas (1512 – 1569); o Código de D. Sebastião (1569 – 1603); as Ordenações Filipinas (1603 – 1830) (Cf. PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro: parte geral, p. 60-64). A mitigação passou a ocorrer após 1830, a partir do projeto do Deputado Bernardo Pereira de Vasconsellos, foi criado o primeiro Código Penal verdadeiramente brasileiro. Quanto ao período republicano, o Brasil teve a contribuição de Batista Pereira que contribuiu para a criação do segundo Código Penal brasileiro, em 1890. - Nos crimes de tendência intensificada, o tipo penal requer o ânimo de realizar a própria conduta típica legalmente prevista, sem necessidade de transcender tal conduta, como ocorre nos delitos de intenção. Em outras palavras, não se exige que o autor do crime deseje um resultado ulterior ao previsto no tipo penal, mas, apenas, que confira à ação típica um sentido subjetivo não previsto expressamente no tipo, mas deduzível da natureza do delito. Cita-se, como exemplo, o propósito de ofender, nos crimes contra a honra. - Subdividem-se os crimes de perigo em crimes de perigo concreto e crimes de perigo abstrato, diferenciando-se um do outro porque naqueles há a necessidade da demonstração da situação de risco sofrida pelo bem jurídico penal protegido, o que somente pode ser reconhecível por uma valoração subjetiva da probabilidade de superveniência de um dano. Por outro lado, no crime de perigo abstrato, há uma presunção legal do perigo, que, por isso, não precisa ser provado. - O crime material é aquele que demanda, para a sua configuração, da ocorrência do resultado naturalístico, proveniente da conduta do agente. Se o referido resultado não ocorre, lesionando um bem jurídico, não há se falar em consumação do crime. É o caso do homicídio (art. 121, CP). Observa-se o crime quando ocorre o "matar alguém". - Crime omissivo próprio: há somente a omissão de um dever de agir, imposto normativamente, dispensando, via de regra, a investigação sobre a relação de causalidade naturalística. São delitos de mera conduta. Ex.: Omissão de socorro (art. 135 CP), omissão de notificação de doença (art. 269 CP), etc.

- O crime omissivo impróprio (ou comissivo por omissão), por natureza, é um crime material, pois deve haver a produção do resultado naturalístico a partir do descumprimento de um dever jurídico de agir do agente. Encontra-se no tipo penal a descrição de uma ação, uma conduta positiva, que veio a ser descumprida. É o caso de uma mãe que, dolosamente, deixa de alimentar o filho, levando-o à morte. - Nos crimes omissivos impróprios (também chamados "Comissivos por Omissão" essa denominação esclarece bastante o seu sentido) há uma figura, denominada garante ou garantidor, que tem o dever jurídico de agir para evitar um determinado resultado e, em não agindo (ou seja, omitindo-se), poderá produzir-se um determinado resultado naturalístico que é, notadamente, característico de um delito comissivo. Daí o porque de chamar-se também "Comissivo por Omissão" esse tipo de delito pois, em sua essência, é um delito comissivo, mas cujo resultado naturalístico somente se configura a partir de uma dada omissão daquele que tinha o dever jurídico de agir. - Crime comissivo: a norma prevê a conduta proibida, ou seja, o sujeito não deve agir, portanto só haverá crime se resultante de uma ação formalmente típica. - Crime omissivo: a norma impõe um dever jurídico de agir, ou seja, a norma ordena que o sujeito impeça um determinado resultado. Assim, só haverá crime se o sujeito não agir conforme a norma prevê. - No CP, adota-se, em relação ao concurso de agentes, a teoria monística ou unitária, segundo a qual, aquele que, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas na medida de sua culpabilidade; no referido código, adota-se, ainda, o conceito restritivo de autor, entendido como aquele que realiza a conduta típica descrita na lei, praticando o núcleo do tipo. - Franz Von Liszt estabeleceu distinção entre ilicitude formal e material, asseverando que é formalmente antijurídico todo comportamento humano que viola a norma penal, ao passo que é substancialmente antijurídico o comportamento humano que fere o interesse social tutelado pela própria norma. E justamente o conceito de ilicitude material, parafraseando o Professor Toledo, com base no escólio de Von Liszt, conduz a novas possibilidades de admissão de causas supralegais de justificação, com base no princípio da ponderação dos bens. - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, tenha produzido o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os tenha praticado;

- A norma penal em branco em sentido estrito é a mesma norma penal em branco heterogênea, ou seja aquela que é regulada por outro tipo normativo que não lei (ex.: portaria estabelecendo as substâncias entorpecentes). Enquanto que a norma penal em branco em sentido lato é a mesma homogênea, na qual uma lei, de mesma natureza que a norma penal, a regulamenta (Ex.: código civil que dispõe sobre os impedimentos para casamento, regulando o crime de ocultação de impedimento para casamento) - O uso de norma penal em branco não ofende o princípio da legalidade. Ex: crime de tráfico de drogas em que o complemento da norma é feito por portaria do Ministério da Saúde; - Conforme lição do professor Luiz Flávio Gomes, os denominados delitos de dano cumulativo ou delitos de acumulação, são aqueles cometidos mediante condutas que, geralmente, são inofensivas ao bem jurídico protegido. No entanto, quando cometidas reiteradamente pode constituir séria ofensa ao bem jurídico. Exemplo: pequenas infrações à segurança viária ou ao ambiente, desde que repetidas, cumulativamente, podem constituir um fato ofensivo sério. Obs.: Considerando estes atos isoladamente, não seria o caso de se utilizar o Direito Penal, e sim, o Direito Administrativo ou Direito Sancionador; - Quanto à recusa do advogado em depor, sob a alegação de sigilo profissional, é correto afirmar que a dispensa do depoimento não tem cabimento quando a inquirição não envolva matéria a que se esteja preso pelo sigilo necessário; - Segundo Rogério Greco, toda vez que o legislador nos fornecer em frações as diminuições ou aumentos a serem aplicados, estaremos diante de CAUSAS DE DIMINUIÇÃO OU AUMENTO DE PENA. Se estas estiverem na Parte Geral, serão CAUSAS GERAIS, se na Parte Especial, CAUSAS ESPECIAIS. - PRINCÍPIOS: - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: O princípio da legalidade é o mais importante instrumento constitucional de proteção individual no moderno Estado Democrático de Direito, porque proíbe: a) a retroatividade como criminalização ou agravação da pena de fato anterior; b) o costume como fundamento ou agravação de crimes e penas; c) a analogia como método de criminalização ou de punição de condutas; d) a indeterminação dos tipos legais e das sanções penais.

Hipóteses Aplicáveis: a) Quando um crime é meio necessário ou normal fase de preparação ou de execução de outro crime.O princípio da reserva legal considera que a lei que incrimina ou agrava a pena deve estar em vigor antes da prática do ato é a lei em sentido formal. condutas que são absorvidas por um crime principal de acordo com o contexto em que estão inseridas. lex scripta. pode ser editada para descriminalizar condutas ou diminuir penas. . por outro lado. assim. Não recebe punição pelo Direito Penal. um caminho necessário para obtenção do resultado de outra conduta. geralmente. O artigo em voga foi vedado. p. de modo que não pairem dúvidas quanto a sua aplicação ao caso concreto. . mas somente o que a lei permite. Ex: A MP 417/2008. Infringe. portanto. menos graves. de se fazer aquilo que se quer.O princípio da consunção ou absorção prevê que uma conduta mais ampla engloba. trazendo a idéia de antefatos e pós fatos impuníveis. em geral mais grave. 2003. pois estará absorvido pelo crime-fim. não incluindo. um crime principal. É do princípio a função de garantia fundamental de liberdade. que. que obriga a que sejam precisas as leis penais. ou nos casos de antefatos e pós-fatos impuníveis (Cf." . por isso. as penas indeterminadas. absorve outras condutas menos amplas e. e que. a medida provisória. o princípio da legalidade e a descrição penal vaga e indeterminada. que não possa determinar qual a abrangência exata do preceito da lei. assim. eis que não atendia ao princípio da legalidade em sua vertente lex certa. 33). . O fato anterior não punível é considerado uma preparação. exige clareza da lei a fim de possibilitar que seu conteúdo e limites possam ser deduzidos do texto legal o mais claramente possível. Greco. proibindo-se. as quais funcionam como meio necessário ou normal fase de preparação ou de execução de outro crime. Acerca do tema. leciona Mirabete: "Vigora com o princípio da legalidade formal o princípio da taxatividade.Tais ponderações são resumidas nas fórmulas lex praevia. O referido princípio prevê uma relação entre crime meio e crime fim. Também é inconstitucional o dispositivo que não comine com exatidão a qualidade e quantidade da sanção penal a ser aplicada ao autor do fato criminoso. lex stricta e lex certa. alterou o Estatuto do Desarmamento realizando um abolitio criminis.

Princípio da Especialidade: Esse princípio estabelece que a lei especial prevalece sobre a lei geral. a fim de conseguir levar a efeito o crime por ele pretendido inicialmente e que.O enfoque sobre o fato. sem recorrer às normas. sem aquele não seria possível. . cometendo-se o delito durante o parto ou logo após.matar alguém. é característico do Princípio da Consunção.Pode ser considerado um exaurimento do crime principal praticado pelo agente. Exemplos: a) A consumação absolve a tentativa. Pós. surgem os conceitos de "ante factum" e "post factum". . Antefato Impunível: . comparam-se os fatos. partindo-se do pressuposto desse enfoque precipuamente fático. nesse sentido considerando-se o "post factum" como mero exaurimento. O primeiro consistindo em fato anterior menos grave que apresenta-se como meio para que se realize fato criminoso mais grave. esta por sua vez absolve o ato preparatório. qual seja . a tênue linha que separa esse princípio do Princípio da Subsidiariedade. O segundo diz respeito à realização de novo fato. Logo. b) O crime de homicídios absolve o de Lesão Corporal.b) Nos casos de Antefato e Pós-fato impuníveis. Exemplo: o crime de infanticídio. Na Subsidiariedade.fato Impunível: . sob o mesmo objeto jurídico. O fato principal absorve um dado fato acessório. após realizado um primeiro. da CF/88 e estabelece a necessidade de que o CRIME E A PENA estejam previamente definidos em LEI. ele torna-se especial ao exigir elementos diferenciadores: a autora deve ser a mãe e a vítima deve ser o próprio filho. comparam-se as normas. tem um núcleo idêntico ao do crime de homicídio. visando apenas tirar proveito da prática anterior. inclusive. Entretanto. em suas diversas ocorrências no tempo. sob influência do estado puerper.Situação antecedente praticada pelo agente. salvo para beneficiar o réu. nascente ou neonato. .Princípio da Anterioridade: Esse princípio tem base no art. XXXIX. Na Consunção. sendo essa. A lei penal produz efeitos a partir de sua entrada em vigor. Não pode retroagir. considerando-se os fatos praticados. . Considera-se lei especial aquela que contém todos os requisitos da lei geral e mais alguns chamados especializantes. 5.

está relacionado com a missão fundamental do direito penal.Uma quantidade mínima de cocaína apreendida. . Com a caracterização de tal princípio opera-se tão somente a tipicidade formal.O princípio da insignificância deriva do princípio da intervenção mínima.detenção. entretanto.Uma vez aplicado o princípio da insignificância. se o fato não constituir crime mais grave. Exemplo . Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena .Princípio da Subsidiariedade: Esse princípio subdivide-se em: expresso e tático. . mas.. com base no princípio da insignificância. isto é. pois não existe ofensa insignificante ao princípio da moralidade. Não há. . por sua vez.O Princípio da insignificância ou criminalidade de bagatela funciona como causa de exclusão da tipicidade. compreendida como a capacidade de lesar ou ao menos colocar em perigo o bem jurídico penalmente tutelado. tipicidade material. . é afastada ou excluída.Não se aplica o referido princípio às condutas judicialmente reconhecidas como ímprobas. examinada na perspectiva de seu caráter material. desempenhando uma interpretação restritiva do tipo penal. diante do caso concreto verifica-se o seu caráter secundário. e não com a pena. pode constituir causa justa para trancamento da ação penal. 132. a própria tipicidade penal. . admitindo incidir somente se não ficar caracterizado o fato de maior gravidade. Ocorre a subsidiariedade expressa. (Direito Penal EsquematizadoCleber Masson). . .Código Penal: "Art.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: . Nesse caso." No caso da subsidiariedade tácita. que deve ser analisado conjuntamente com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado. mediante o emprego de violência.Pode ser aplicado mesmo quando o agente tenha maus antecedentes. de 3 meses a 1 ano. incidem o tipo definidor do roubo (norma primária) e o do constrangimento ilegal (norma secundária). a adequação entre o fato praticado pelo agente e a lei penal incriminadora. quando a própria norma reconhecer o seu caráter subsidiário. em hipótese alguma. Exemplo: Crime de roubo em que a vítima é constrangida. a entregar sua bolsa ao agente. Este. a norma nada diz. em seu caráter fragmentário.

retirado de um julgado do STJ reflete a maior parte dos julgados desse Tribunal.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: Critérios de aplicação (STF e STJ) a) Mínima ofensividade da conduta do agente. 29. pois entende que nos crimes contra a Administração Pública. Informativo 418. art. por maioria. . o paciente. Min. Mesmo nos casos supracitados. mas a moral administrativa.O STJ na maioria de seus julgados entende que não é possível a aplicação deste princípio nos crimes contra a administração pública. portanto da análise de cada caso em concreto para aferir-se a possibilidade da aplicação ou não do princípio da insignificância.8. . (HC87478). HC 87478/PA. vejamos: Em conclusão de julgamento. o que torna inviável a afirmação do desinteresse estatal à sua repressão (Resp 655. O STF. consistente na subtração de fogão da Fazenda Nacional. o fogão como ressarcimento de benfeitorias que fizera — v.O crime de responsabilidade praticado por prefeito não comporta aplicação do princípio da insignificância. Eros Grau. rel. dependendo. 26/3/07 Esse entendimento acima exposto. deferiu habeas corpus impetrado em favor de militar denunciado pela suposta prática do crime de peculato (CPM. com autorização verbal de determinado oficial. do princípio da insignificância e determinouse o trancamento da ação penal. há que se ter o cuidado de demonstrar que tal entendimento não é unânime na jurisprudência de nossa corte constitucional.2006. . a Turma. retirara. não obstante tivesse recolhido ao erário o valor correspondente ao bem. pois desse agente público exige-se comportamento ético e moral. na espécie.. como a prática de crime de responsabilidade. a norma busca resguardar não somente o aspecto patrimonial.946/DF). b) Nenhuma periculosidade social da ação. contudo. peculato praticado por militar e descaminho. 303). Reconheceu-se a incidência. ao devolver o imóvel funcional que ocupava. realizando um alargamento constitucional do princípio. principalmente em relação aos crimes funcionais contra a Administração Pública. No caso. possibilitando a aplicação do referido princípio a diversas espécies criminosas. ainda que o valor da lesão possa ser considerado ínfimo. não vem restringindo da mesma maneira a aplicação do princípio. entendendo-se pela possibilidade.

. . Observações importantes: -na aplicação do princípio da insignificância há julgados do STF analisando a realidade econômica do país. no dia 31-05-11.986). .Princípios relacionados com a missão fundamental do direito penal: .: Direito penal punir quem segue o ateísmo ou o homossexualismo.: a missão do direito penal é proteger os bens jurídicos mais relevantes do homem.Princípio da intervenção mínima: .Princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos: .O direito penal só deve ser aplicado quando estritamente necessário. -STJ analisa o significado do bem jurídico para a vítima. 168-A).STF e STJ admitem princípio da insignificância no descaminho. mantendo-se subsidiário (a sua intervenção fica condicionada ao fracasso dos demais ramos) e . -STF. Cuidado: a 1ª turma do STF. não admite o princípio da insignificância em crimes contra a administração pública.Impede que o Estado venha a utilizar o direito penal para a proteção de bens ilegítimos. em regra.c) Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. não aplicou o princípio no descaminho (HC 100. sob pena de se restaurar o direito penal do autor. pois considera o caráter supraindividual do bem jurídico. -STJ. em regra. . *Crítica: temos corrente lecionando que os antecedentes do agente não devem ser levados em conta no princípio da insignificância. Ex. .temos decisões no STF e STJ não aplicando o princípio quando se trata de réu reincidente ou criminoso habitual. pois o bem jurídico tutelado é fé pública. d) Inexpressividade da lesão jurídica provocada.STF não aplica o princípio da insignificância na apropriação indébita previdenciária (art. . Obs. admite o princípio da insignificância nos delitos contra a administração pública.STF e STJ não aplicam o princípio da insignificância no delito de moeda falsa.

É indispensável a culpabilidade.PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE: não haverá crime quando a conduta não tiver oferecido. A punição de uma agressão em sua fase ainda embrionária. derivada tão-só de uma associação causal entre a conduta e um resultado de lesão ou perigo para um bem jurídico. O direito penal só tipifica um fato como crime quando ineficazes os demais ramos (“última ratio”). A culpabilidade não se presume. Não cabe. ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurídica.Princípio da ultratividade da lei penal benéfica: Pelo princípio da ultratividade da lei penal anterior mais benéfica a lei será aplicada mesmo que perdida a sua vigência. O Direito penal é a derradeira trincheira. embora aparentemente útil do ponto de vista social. . apesar da disposição do princípio tempus regit actum. A responsabilidade penal é sempre subjetiva. ao menos. Características: Subsidiariedade → orienta a intervenção em abstrato. . podendo a obrigação de reparar o dano e a . . o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes.fragmentário (observa somente os casos de relevante lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico). um perigo concreto.Júlio Fabbrini MIRABETE esclarece que. “é possível a ocorrência da retroatividade e da ultratividade da lei”. por disposição expressa do próprio Código Penal Brasileiro. . [1] Por retroatividade podemos entender o fenômeno jurídico aplica-se uma norma a fato ocorrido antes do início da vigência da nova lei. mas. real.PRINCÍPIO DA INTRANSCEDÊNCIA: Prevê a Constituição Federal que nenhuma pena passará da pessoa do condenado. uma responsabilidade objetiva. Fragmentariedade → orienta a intervenção em concreto. Por ultratividade podemos entender o fenômeno jurídico pelo qual há a aplicação da norma após a sua revogação. . . efetivo e comprovado de lesão ao bem jurídico. O princípio da insignificância é um desdobramento lógico da fragmentariedade. em direito penal. representa à proteção do indivíduo contra atuação demasiado intervencionista do Estado.PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE: impõe a subjetividade da responsabilidade penal. O direito penal só intervém no caso quando presente relevante lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico.Princípio da fragmentariedade: Segundo o princípio da fragmentariedade. apenas nos crimes que ocorreram durante a sua vigência.

resultado naturalístico (nos crimes materiais) e nexo de causalidade. será sujeito passivo da ação penal somete aquele que. também chamada de princípio da pessoalidade da pena.decretação de perdimento de bens ser. em atenção ao princípio da ofensividade. . Isso foi contestado por Frisch. até o limite do valor do patrimônio transferido. que sublinha que o risco proibido não é assunto de imputação. onde se acham presentes dois juízos de valor: (a) valoração da conduta e (b) valoração do resultado jurídico. A conduta deve ser valorada de acordo com a teoria do risco de Roxin. Causar. A tipicidade formal se completa com a adequação típica (subsunção do fato à letra da lei). está vinculada com a conduta. Para Roxin. com razoabilidade. já que a pena criminal não poderá passar da pessoa do condenado.CAUSAÇÃO. ou seja. diz respeito à tipicidade material. (c) significativa e (d) intolerável. Tudo tem conexão com o princípio da materialização do fato. A vertente penal é a acima mencionada. No âmbito da valoração do resultado jurídico o juiz. . valorar e imputar são coisas distintas em Direito Penal. praticou a conduta criminosa. Referido dispositivo constitucional traduz o princípio da intranscendência. que é exigência do princípio da legalidade do fato. de valoração. (b) transcendental. a priori. Tendo em vista o princípio ou teoria da imputação objetiva de Roxin cabe ao juiz (ainda) verificar (e) se o resultado (jurídico) pode ser imputado ao risco criado (nexo de imputação) e (f) se esse resultado está no âmbito de proteção da norma. nos termos da lei. O princípio da intranscendência possui duas vertentes: a processual penal e a penal. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. A processual penal implica na imputação do fato àquele que cometeu o delito. importa saber (aqui) se o agente criou ou incrementou um risco proibido relevante. VALORAÇÃO E IMPUTAÇÃO: A causação está atrelada ao âmbito da tipicidade formal. deve constatar se a ofensa ao bem jurídico (lesão ou perigo concreto de lesão) é (a) concreta. o risco proibido é matéria de imputação (imputação da conduta). ou seja. Pensamos que Frisch tem razão. ou seja. A valoração. sim. sobretudo.

em nosso sistema. . ou seja. de que depende a existência do crime. por si só. . ao dolo e/ou outras intenções especiais (que são chamadas de elementos subjetivos do tipo ou elementos subjetivos do injusto ou requisitos subjetivos especiais).SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE: . que está atrelada a uma parte do princípio da responsabilidade subjetiva. A primeira imputação em Direito Penal diz respeito ao aspecto objetivo. 13 .Art. imputam-se a quem os praticou.§ 2º . . quando deve o agente ser responsabilizado pelo seu ato. produziu o resultado. entretanto. 13. se consumando com a simples prática da conduta descrita. Não se pode confundir responsabilidade subjetiva (ninguém pode ser punido penalmente senão quando atua com dolo ou culpa) com responsabilidade penal (ninguém pode ser punido por fato alheio).É prescindível nos crimes formais. Superveniência de causa independente § 1º .Está regulada. já que em tais crimes a ocorrência do resultado naturalístico é mero exaurimento. A segunda imputação em Direito Penal é a subjetiva. . ou seja. pela teoria da equivalência dos antecedentes causais. já que tais crimes exigem para sua consumação a ocorrência do resultado descrito pela norma penal. depois da causação e da valoração vem a imputação. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. . Dentro dela temos que estudar o princípio da responsabilidade pessoal (quem responde pelo delito) assim como o princípio da culpabilidade (só responde quem podia se motivar de acordo com a norma e se comportar conforme o direito).A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando.Na ordem lógica. § 2° .Tal relação é indispensável nos crimes materiais.O resultado. portanto.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. A terceira imputação em Direito Penal diz respeito a quem deve ser responsabilizado penalmente: é a chamada imputação pessoal.Art. somente é imputável a quem lhe deu causa. os fatos anteriores.Para se determinar quando uma ação é causa de um resultado. há várias teorias: . .

Entre o comportamento humano e o resultado é necessário a verificação da relação causa e efeito. A causa é adequada para o resultado se.em que restam afastadas as condições indiferentes. Crítica: confunde-se com culpabilidade. A causa é obtida a partir do juízo feito pelo magistrado. como uma condição positiva que prepondera sobre uma negativa. define causa como antecedente invariável e incondicionado de algum fenômeno.Teoria da equivalência das condições: doutrina do Código Penal Brasileiro. . Teoria da causalidade jurídica: o juiz escolhe a causa responsável pelo resultado antijurídico dado. produz aquele resultado..q. Teoria da condição mais eficaz ou ativa: o valor de uma causa é reduzido a uma expressão quantitativa – sendo a que contribui mais que outras. e considerando-se o homem médio. necessidade e uniformidade. Ocasião é uma circunstância acidental que favorece a ocorrência do resultado. Teoria da tipicidade condicional tem de apresentar os requisitos da sucessão. Teoria da imputação objetiva de resultado: um resultado típico só realizará o tipo objetivo delitivo se o agente criou um perigo juridicamente desaprovado na causa. é o adequado para a produção do resultado. é possível o nexo de causalidade envolvendo agente inferior ao homem médio. Teoria da causalidade adequada: quando causa é a condição mais adequada para produzir um resultado. além de necessário. normalmente praticada no meio social. É a valoração acrescentada à c. Causa é aquilo que determina a existência de uma coisa.n. colocando-se no lugar do agente na mesma situação fática. é impossível determinar o grau de possibilidade efetivo para gerar o resultado. fortuitas e excepcionais. Teoria do equilíbrio ou da preponderância: a causa como o resultado de uma luta entre duas forças. Teoria da qualidade do efeito ou da causa eficiente: causa como condição da qual depende a qualidade do resultado. Concausa concorrência de mais de uma causa Teoria da causalidade adequada causa é a condição mais adequada para produzir o resultado. revelando todos os critérios de causalidade.s. Condição é o que permite a uma causa produzir seu efeito. Causa é o antecedente que. Teoria da causa próxima ou última: a causa é a última ação humana na cadeia causal. fazendo juízo de valor.

.Teorias funcionalistas. ação e omissão são acontecimentos no mundo do dever ser.verifica-se que o conhecer e o querer humanos se voltam sempre para uma meta. Tem por finalidade conseguir obter um conceito onímodo de comportamento. coincidente com a realidade da vida. em 1984. " Miguel Reale Jr. A característica ontológica. ‘exercício de atividade final’. Diz mais. “Para essa teoria considera-se ação como categoria pré-jurídica. nem finalista. isto é.TEORIAS DA AÇÃO: . que inspirou a alteração da parte geral do Código Penal brasileiro. (Luiz Regis Prado) . se impõe. (Luiz Regis Prado) -Teoria da evitabilidade individual “Substitui-se aqui a finalidade pela evitabilidade. é sempre. é tudo aquilo que pode ser atribuído a uma pessoa como centro de atos anímico-espirituais. por força da normação ôntica. Outros aspectos peculiares dessa doutrina vêm a ser o critério funcional da teoria da imputação objetiva (tipicidade) e a extensão da culpabilidade a uma nova categoria sistemática.postos como objetivas realidades. também. na posição de objetos do conhecimento . Subdivide-se em duas: -Teoria personalista da ação A ação é conceituada como manifestação da personalidade. portanto.. integrando-a a intencionalidade. A ação. O querer é querer algo posto como fim pelo sujeito. do conhecer e do querer humanos está nesta ‘intencionalidade’. condicionadas pelas valorações jurídicas. por força de sua própria estrutura.Para o modelo de ação finalista. . assim interpretou a justificativa do criador do finalismo: "Ao apreender a essência dos atos do querer e do conhecimento do homem . isto é. também. afirma. portanto. visada pelo agente. que a ação humana é ontologicamente finalista. a causalidade como uma exigência do real”. enquanto autenticamente humana.O professor Luiz Luisi. posto ante o sujeito. visam um objetivo. nesta ‘finalidade’. Configura a ação como a realização de um resultado individualmente evitável. como decorrência desta estrutura ontológica. a responsabilidade (culpabilidade/necessidade preventiva da pena). não sendo puramente naturalista. fundado na diferença de resultado: ação como “causação evitável do resultado” e omissão “como não-evitamento de um resultado que se pode evitar”. o mestre paulista: "Além do caráter finalístico da ação. A culpabilidade se apóia nos princípios político-criminais da teoria dos fins da pena”. O conhecimento é conhecimento de algo. que é sempre.

porque ela está preocupada com o seu dolo. voluntária. com a prática do fato típico esgota-se a consumação do delito. há resquício de direito penal do autor. segundo o qual a pena da tentativa deve corresponder ao crime consumado. a existência de sistema eletrônico de vigilância NÃO impede de forma eficaz a consumação de delitos. por qualquer razão. .Segundo entendimento pacificado dos Tribunais. pois. .Segundo Cléber Masson.. realística ou dualista. diminuída de um a dois terços. e teoria objetiva temperada ou intermediária (já explicada acima). pois o desvalor do resultado é menor.Crime tentado: O CP adotou como regra o critério objetivo.Existem 3 teorias que explicam a punibilidade do crime impossível: Teoria objetiva – apregoa que a responsabilização de alguém pela prática de determinada conduta depende de elementos objetivos e subjetivos (dolo e culpa). o CP adotou a teoria objetiva temperada ou intermediária (os meios empregados e o objeto do crime devem ser absolutamente inidôneos a produzir o resultado idealizado pelo agente). demonstra o agente ser perigoso. ou monista nos delitos de atentado ou de empreendimento. 15 do CP “impede que o resultado se produza”. Arrependimento eficaz ou resipiscência somente é admitido em crimes materiais. Teoria Sintomática – “Com sua conduta. Ex. Teoria Subjetiva – “Sendo a conduta subjetivamente perfeita (no crime impossível o agente demonstra a vontade consciente de praticar o delito). pela análise do art.” Preocupa-se com o perigo do agente. Tal teoria se divide em teoria objetiva pura (quando a conduta é incapaz. deve o agente sofrer a mesma pena cominada à tentativa. o fato há de permanecer impune. se a conduta não pode ser fracionada. Não se preocupa com o fato. independentemente do grau da inidoneidade da ação). . de provocar a lesão. Excepcionalmente.” Nesta. 309 do Código Eleitoral. exteriorizando-se por um único ato. que já se aperfeiçoou com a atuação do agente. . é aceita a teoria subjetiva. sendo um desdobramento do direito penal do autor.Segundo Cléber Masson “a desistência voluntária não é admitida nos crimes unissubsistentes. Art. é impossível desistir da sua execução. razão pela qual deve ser punido ainda que o crime se mostre impossível de ser consumado. No crime formal e de mera conduta. 352/CP – evasão mediante violência contra a pessoa e art. .

somente sendo preso por infração comum após sentença condenatória (Art. devendo ser tal fato ser considerado como arrependimento posterior e. podendo ser processado por crime comum ou de responsabilidade somente após a admissibilidade da Câmara dos Deputados com 2/3 de votos dos membros. . a queixa ou a denúncia não será recebida se não for instruída com o exame pericial dos objetos que constituam o corpo de delito.Havendo vestígios nos crimes contra a propriedade imaterial. * AÇÃO PENAL: . Todavia. com as modificações constantes dos artigos seguintes.Segundo remansosa jurisprudência desta Corte. servir aos parâmetros da individualização penal. Art.Em regra. o crime de divulgação de segredo se sujeita à ação penal pública condicionada. . tudo deve ser apurado pela instrução criminal. 86 da Constituição Federal prevê o Senado federal como competente para processar e julgar o Presidente da República neste tipo de crime. No processo e julgamento dos crimes contra a propriedade imaterial. a ação penal será pública incondicionada. No caso de haver o crime deixado vestígio. Ele também tem privilégios em relação à prisão. portante. sendo necessária a admissão pela Câmara dos Deputados. 525. não sendo certo interromper o procedimento criminal diante de fatos absolutamente controversos. o exame pericial é condição de procedibilidade para a ação penal: Art. . quando resultar prejuízo para a administração pública. tampouco ilide a justa causa do tipo do art.O Presidente da República possui imunidades formais em relação ao processo. não afasta o dolo. mesmo que antes do recebimento da denúncia. .. 86 da Constituição Federal prevê o Senado federal como competente para processar e julgar o Presidente da República neste tipo de crime. a devolução do "bem" na apropriação indébita. §3º).O Art. bem como do Supremo Tribunal Federal. observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III do Título I deste Livro. sendo necessária a admissão pela Câmara dos Deputados O Art. 86. iniciando a fluência desse prazo no dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime. 168 do CP. Existindo dúvida sobre o elemento subjetivo e sobre a extensão do ressarcimento à vítima. principalmente se houver controvérsia sobre a existência de devolução parcial.O prazo para o ajuizamento da queixa-crime é de seis meses. 524.

Previsibilidade é potencialidade de conhecimento do perigo. o ordenamento jurídico considera a evitabilidade do erro. isto é. possibilidade do agente conhecer o perigo que sua conduta esteja gerando. . há previsão. . seja qual for a modalidade. se evitável. . .o agente não quer e nem assume o risco de produzir o resultado. . assim.Vale lembrar que o sistema normativo brasileiro traz quatro espécies de culpa (Rogério Sanches): Culpa consciente ou com previsão . a punição por culpa). embora o agente haja com dolo em sua conduta. a finalidade do agente é ilícita e. Já nos crimes culposos. a finalidade do agente é lícita.derivada de erro de tipo evitável.Conduta voluntária. possibilidade de conhecer o perigo.Nexo causal. negligência ou imperícia. .São elementos do crime culposo a não observância do dever de cuidado e a previsibilidade do resultado. permitindo. Exceção: Culpa consciente – não há previsibilidade.Violação de um dever de cuidado objetivo por imprudência.* CRIME CULPOSO: . na qual. . a punição por crime culposo (cabe lembrar que o erro de tipo sempre exclui o dolo. O resultado deve estar abrangido pela previsibilidade do agente. se a conduta puder ser fracionada em atos preparatórios e executórios. Culpa própria .neste caso há uma maior reprovabilidade da conduta.Previsibilidade. mas acaba por cometer um ilícito apenas por negligência.Nos crimes dolosos. imprudência ou imperícia. . Culpa imprópria .Resultado naturalístico involuntário. Culpa inconsciente ou sem previsão. ou seja. Não se confunde com previsão. haverá tentativa.São elementos estruturais do crime culposo: . tornando.Tipicidade .

CRIME PRETERDOLOSO: Conduta base (dolo) + resultado qualificador (culpa). já que o agente não almejava fim ilícito. Cada um responde pela sua culpa. Seria absurdo alguém ser condenado por tentaiva de alcançar um fim permitido pela lei. conjuntamente. ou seja o agente é punido a título de dolo e também de culpa.127)."Parte da doutrina tradicional e da jurisprudência brasileira admite co-autoria em crime culposo. . Porém. 19 do Código Penal Brasileiro define os crimes preterdolosos. agindo por imprudência. Participação de várias pessoas no crime culposo. O art. Obs. também não é sustentável a possibilidade de co-autoria em crime culposo.Cleber Masson: "A doutrina nacional é tranquila ao admitir a coautoria em crimes culposos. * CRIME PRETERDOLOSO: . o resultado lesivo gravoso está fora do campo de vontade do agente. mesmo porque a co-autoria exige uma concordância subjetiva entre os agentes. A verdade é que a culpa (como infração do dever de cuidado ou como criação de um risco proibido relevante) é pessoal. A jurisprudência admite co-autoria em crime culposo. portanto.Crime preterdoloso = dolo no antecedente e culpa no consequente. Luiz Flávio.Assim. sendo produzido de forma culposa. Doutrinariamente. Ex. uma . Quanto à participação a doutrina é praticamente unânime: não é possível nos crimes culposos. É possível que se inicie as manobras abortivas na gestante. nesse caso. Não se admite tentativa nos crimes preterdolosos. pela sua parcela de contribuição para o risco criado. como sendo aqueles que são qualificados pelo resultado. Há dolo na conduta inicial do agente e o resultado desta é diverso do almejado por este." . produzindo um resultado naturalístico.: Aborto doloso + lesão corporal grave da gestante (art. quando duas ou mais pessoas. violam o dever objetivo de cuidado a todos imposto. o instituto da tentativa é inaplicável a qualquer modalidade de crime culposo. mas o feto não morre. haja vista que.: Autores desatualizados entendem que os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. a doutrina moderna entende que é possível a tentativa em crime preterdoloso sempre que a figura típica admitir a consumação do resultado qualificador culposo sem a consumação da conduta base dolosa. Teremos." (GOMES. . Todas as situações em que ela vislumbra co-autoria podem ser naturalmente solucionadas com o auxílio do instituto da autoria colateral. mas tecnicamente não deveria ser assim. negligência ou imperícia.

a qualquer ato do processo a que deva estar presente. iniciada esta.reclusão. não se destinando. de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos. contudo. II . art. Já no caso da lesão corporal seguida de morte não será possível a tentativa.quando o querelante deixar de comparecer. pois a morte culposa só pode acontecer se for seguida da lesão. ou sobrevindo sua incapacidade.Art. dentro do prazo de 60 (sessenta) dias. falecendo o querelante. Acho que é isso! * PEREMPÇÃO: . Veja: Lesão dolosa + morte culposa = não é possível a tentativa. se as circunstâncias evidenciam que o agente não quis (dolo direto) o resultado morte. não comparecer em juízo.quando. nem assumiu o risco de produzi-lo (dolo eventual). Nos casos em que somente se procede mediante queixa. 2008 . mais severamente. 19). deverá responder pela morte a título de culpa. àquela considerada como privada subsidiária da pública. sem motivo justificado. . IV .pg. ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. 60. qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo.Toda vez que houver um resultado mais grave do que o descrito no tipo fundamental e apenado. ressalvado o disposto no art. sendo o querelante pessoa jurídica. esta se extinguir sem deixar sucessor. 129 § 3º .conduta base dolosa tentada (pois o feto não morreu) + consumação do resultado qualificador (lesão corporal grave culposa).Curso de Direito Penal . não como incurso nas penas do homícidio.parte geral."A perempção é instituto jurídico aplicável às ações penais de iniciativa privada propriamente ditas ou personalíssimas. 715) . por isso mesmo. para prosseguir no processo.quando. por ele responderá o agente se lhe houver causado ao menos culposamente (art. considerar-se-á perempta a ação penal: I ." .quando. III . pois não tinha dolo de matar. 60 do CPP: "Art. editora Impetus. mas nas penas da lesão corporal (a título de dolo) seguida de morte (a título de culpa). 36." (Rogério Greco . No caso.

desde que a sentença apresente a necessária motivação. A TODOS OS CRIMES. tutelado ou curatelado. I. NÃO ESTENDENDO-SE. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. INC.* EFEITOS DA CONDENAÇÃO: .Nos termos do Código Penal. for aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano E quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. sujeitos à pena de reclusão. MANDADTO ELETIVO. função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano.a incapacidade para o exercício do pátrio poder. FUNÇÃO PÚBLICA OU 3. 92. 2. nos crimes dolosos.a perda de cargo. JÁ QUE NÃO SÃO AUTOMÁTICOS. devendo ser motivadamente declarados na sentença.Art. A PERDA DO CARGO. 92 . nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública.A perda de função pública constitui efeito da condenação quando aplicada pena privativa de liberdade igual ou superior a um ano. cometidos contra filho. APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO SÃO: 1.São também efeitos da condenação: I . tutela ou curatela. TAIS EFEITOS SÃO CONSIDERADOS ESPECÍFICOS. II . . ALÍNEAS A e B. O QUE . a perda de cargo. b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. .a inabilitação para dirigir veículo. III .NOS CRIMES COMETIDOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS OS EFEITOS DA CONDENAÇÃO DO ART.Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. ASSIM. . quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. função pública ou mandato eletivo ocorrerá quando. Parágrafo único .

o disposto na alternativa "e" está correto. enquanto que o erro de proibição indireto se dá quando o agente reconhece a sua conduta como típica. por isso. BEM COMO ÀS CONDIÇÕES PESSOAIS DO RÉU. Assim. por isso. justamente por prever a possibilidade.exclui dolo. * ERRO DE PROIBIÇÃO: .SIGNIFICA DIZER QUE O JUIZ AO PROLATAR A SENTENÇA DEVERÁ MOTIVÁLOS DE FORMA CONCISA E FUNDAMENTADA. . O MAGISTRADO PRECISA PROCEDER À APRECIAÇÃO DA NATUREZA E DA EXTENSÃO DO DANO.exclui dolo e culpa. se vencível e. se houver previsão. porém acredita que age de acordo com uma das excludentes legais.Erro de tipo. 21 do Código Penal). O erro sobre a ilicitude do fato.Nas descriminantes putativas derivadas de erro de tipo é necessário que ele seja plenamente justificado pelas circunstâncias. e não a certeza. isenta o agente de pena. se inevitável (escusável). de exclusão da culpabilidade. * ERRO DE TIPO: .O erro de proibição se verifica quando o engano do agente recai sobre a ilicitude do fato. O desconhecimento da existência da norma proibitiva ou a certeza de sua nãoincidência no caso concreto caracterizam o erro de proibição direto. se evitável (inescusável). inescusável . PARA AFERIR SEU CABIMENTO NO CASO CONCRETO. para obrigar o condenado residente no Brasil à reparação do dano causado pelo crime que cometeu. CONSEQUENTEMENTE. pelo STJ.Erro de tipo. de modo a excluí-la ou atenuála. Exemplo de erro evitável: . se invencível e.O erro sobre a ilicitude do fato reflete na culpabilidade. SOB PENA DE NULIDADE. . de sentença penal condenatória proferida pela justiça de outro país. implica na possibilidade de diminuição da pena de um sexto a um terço (art. uma vez que apenas o caso concreto irá determinar se o erro foi evitável ou não. mas responde por culpa.É possível a homologação. . . escusável .

Trata-se de um erro quanto à ilicitude do fato.No erro de proibição indireto. na verdade. . Rel. 229 e 21 (redação da Lei 7. este por sua vez vai à sua casa. se evitável e. sem saber que a paz foi acelerada. 229 do CP de 1940 é necessário que se demonstre que o “drive-in” tenha sido desvirtuado para lugar destinado à prostituição (TJSP. se inevitável. se evitável. perdido de seu pelotção. inescusável . se inevitável e. Tal erro.O erro de proibição é causa excludente da potencial consciência da ilicitude.Casa de prostituição – “Drive-in” – Local não destinado especificamente a encontros para fins de prostituição – Fiscalização do mesmo pela Polícia – Licença de funcionamento fornecida pela Prefeitura local e placa proibindo a entrada de menores – Erro sobre a ilicitude do fato. quais sejam: 1. . . acolhido – Absolvição decretada – Inteligência dos arts. à guisa de exemplo pode-se citar o caso de alguém que. . Se enganou. j. sem ter a noção de que ela é proibida.O erro de proibição indireto se dá quando o agente supõe que sua ação. 2. 3. Ex: um soldado. .Erro de proibição. Quanto aos limites: o agente pratica o fato porém desconhece seus limites.. escusável .Erro de proibição inescusável. pois o agente ativo age sem ter consciência da ilicitude do fato.). acreditando ainda estar em guerra. mas. exclui a culpabilidade. Desconhecia José que a referida excludente de ilicitude se refere à agressão atual e iminente. durante o período de guerra. pois pensou que a legítima defesa poderia se dar em relação a mal futuro. o agente tem perfeita noção da realidade. como por exemplo.diminui a pena de 1/6 a 1/3.O erro de proibição ocorre quando o agente ativo pratica a conduta de boa-fé supondo ser lícita. se escusável. João ameaça José. mata um inimigo. isenta de pena. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. v. pratica uma ilicitude. ou seja. é lícito eliminar o inimigo. portanto. Pode ocorrer em duas situações. . .ª Câm. isenta-o de pena. O desconhecimento da lei é inescusável. é amparada por alguma excludente de ilicitude.. por isso. GENTIL LEITE. uma vez que.u. 41253-3. se inescusável. ainda que típica.exclui a culpabilidade. RT 610/335.209/84) do CP. pega a arma e mata João. mas avalia de forma equivocada os limites da norma autorizadora. mas o erro sobre a ilicitude do fato. Quanto à existência: o agente supõe presente uma causa que está ausente. 30. uma vez que é possível o agente desejar praticar uma conduta típica. concede-lhe o direito a redução da pena de um sexto a um terço. Ap.12. Para a caracterização do delito previsto no art.85. por isso. Nucci afirma que: o legislador abriu bem ao incluir entre o rol das excludentes de culpabilidade o erro quanto à ilicitude do fato.

provoca intencionalmente o resultado ilícito e evitável. . supondo estar acobertado por causa excludente da ilicitude (caso de descriminante putativa) e.sendo credor de outrem. não é mister que o dolo persista durante todo o fato: basta que a ação desencadeante do processo causal seja dolosa” [16].De acordo com Rogério Sanches. por erro. que não teve a intenção de causar esse risco. entende que pode ir à casa deste pegar o dinheiro devido. mas é francamente minoritária na doutrina brasileira. Utiliza-se o mesmo raciocínio da aberratio ictus. * ERRO SUCESSIVO: Não há previsão na lei a respeito do erro sucessivo. .Ocorre um homicídio doloso consumado. devendo ser considerado o momento da ingestão da substância e não o da prática delituosa.Há concurso material entre a tentativa de homicídio e o homicídio culposo. A solução tem o mérito de prestigiar a realidade dos fatos. De acordo com Magalhães Noronha. em que a lei considera existir um crime doloso em um fato culposo contra uma vítima que o agente não pretendia atingir * CULPA: .Em relação à embriaguez não acidental. .Existe somente uma tentativa de homicídio. o CP adotou a teoria da "actio libera in causa". o resultado morte advindo da segunda conduta não pode ser imputado ao agente. A disciplina dessa situação é dada pela doutrina. para aferir a culpabilidade do agente. tendo em vista a perfeita similaridade entre o que ele fez e o que ele quis fazer. De acordo com Damásio Evangelista de Jesus. culpa imprópria é aquela na qual recai o agente que. em razão disso. na qual existem três orientações a respeito: . O agente deve ser responsabilizado por seu dolo inicial (precedente). a denominação "culpa" advém do fato de o agente responder a título de culpa por razões de política criminal. fantasia situação de fato. Ressalte-se que apesar de a ação ser dolosa. no termos da teoria da imputação objetiva. sendo certo que tal atitude configura crime de Exercício Arbitrário das Próprias Razões . “nos crimes dolosos.

Trata-se de discriminante putativa: há erro quanto à existência de uma justificante. efetivamente desejado. após prever o resultado. I. É o que a doutrina chama de erro de permissão ou erro de proibição indireto. .Culpa inconsciente. É um dolo punido a título de culpa. deslocando a consciência da ilicitude para a culpabilidade). sem previsão ou “ex ignorantia”: o agente não prevê o resultado objetivamente previsível.Culpa imprópria: também conhecida por culpa por extensão.. de acordo com os adeptos da teoria limitada da culpabilidade. “ex lascivia": o agente. A outrateoria do dolo é a da representação/previsão (dolo é a previsão do resultado. . é aquela em que o sujeito. após prever o resultado objetivamente previsível. por motivos políticocriminais. e teoria do assentimento/aceitação (dolo é a vontade de praticar a conduta com a aceitação dos riscos de produzir o resultado.Dolo de segundo grau ou de consequências necessárias: vontade do agente dirigida a determinado resultado. o dolo é a intenção de se praticar um fato que se conhece contrário à lei (agente deve conhecer o ato que vai praticar + vontade de causar o resultado). o dolo é sempre natural (ele é a simples vontade de fazer.teoria clássica). atual.o CP adotou a teoria da atividade. . o art. o indivíduo imagina estar em legítima defesa. ou seja. obrigatoriamente. realiza a conduta por erro inescusável quanto à ilicitude do fato. o agente não quer. efeitos colaterais de verificação praticamente certa.Culpa consciente. com previsão. . sendo suficiente que o resultado seja previsto pelo sujeito). se existente fosse. na teoria finalista. 18. Supõe uma situação fática que. * LEGÍTIMA DEFESA: -"Na legítima defesa putativa. mas não se importa com o resultado). por equiparação ou por assimilação. diz que o dolo é a consciência da vontade ou a aceitação do risco de produzir o resultado. legitimaria sua ação. realiza a conduta acreditando sinceramente que o resultado não acontecerá. reagindo contra uma agressão inexistente. Assim. em que a utilização dos meios para alcança-lo inclui. . * DOLO: .Na teoria naturalista da conduta o dolo é normativo (porta a consciência da antijuridicidade .

Então. pela teoria finalista da conduta. . que se caracteriza quando há erro invencível. . é um dolo despido do elemento normativo. Por derradeiro. Esse elemento normativo ficou na própria culpabilidade como potencial consciência da ilicitude. a culpabilidade. Trata-se de causa supralegal de inexigibilidade de conduta diversa. Em outras palavras. O terceiro elemento. .O que a teoria normativa pura faz: a culpabilidade tinha dolo e tinha culpa. a culpabilidade. Porém.A coação moral irresistível e obediência hierárquica afastam o exigibilidade de conduta diversa. Desta forma. b) desenvolvimento mental incompleto." * CULPABILIDADE: . que é a consciência atual da ilicitude. . um dos componentes da culpabilidade.Teoria normativa pura da culpabilidade: essa teoria tem base finalista. qualquer pessoa. realçando que a previsibilidade objetiva é elemento do tipo culposo (por ser elemento. são situações que excluem a culpabilidade.Fale-se em legítima defesa subjetiva na hipótese de excesso exculpante. passou a ser elemento desta. é a reação contra o excesso injusto. imputabilidade. portanto. é um dolo despido do elemento normativo.Compõem a culpabilidade: potencial consciência da ilicitude.A culpa. O fato que foi para o fato típico. a previsibilidade subjetiva do crime. ilícito e culpável). . virou elemento da culpabilidade como potencial consciência da ilicitude. e não o elemento culpa do tipo. o dolo. 3º elemento da análise do crime (crime é fato típico. Portanto. Se ela tem base finalista. abarcou os elementos subjetivos do mesmo. e inexigibilidade de conduta diversa. posto que.As causas de exclusão da imputabilidade são as seguintes: a) doença mental. a legítima defesa sucessiva ocorre quando há repulsa ao excesso. e. agiria em excesso. que agora pertence ao fato típico. diante das mesmas circunstâncias. . . é constituído somente de consciência e vontade. na mesma situação. a ausência desta exclui a culpabilidade (3º fase de análise do crime). sua ausência exclui a tipicidade). (potencial consciência da ilicitude). Ela faz com que o dolo e a culpa migrem para onde? Para o fato típico. que exclui. o que você não vai mais encontrar na culpabilidade? Dolo e culpa.

caput. caput). b) coação moral irresistível (22. proveniente de caso fortuito ou força maior.c) desenvolvimento mental retardado. . § 1º.Inexigibilidade de conduta diversa.art. CP.art.Coação moral irresistível . 1ª parte). . e . proveniente de caso fortuito ou força maior. e) inimputabilidade por menoridade penal (27).Menoridade .Embriaguez decorrente de caso fortuito ou força maior .Doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado . Excluem.2 Supralegais: .art.Quanto ao fato: 2. CP. 22. c) obediência hierarquica (22. .Obediência hierárquica . 21.Embriaguez decorrente de vício (é considerada doença mental) . 2. .art. f) inimputabilidade por embriaguez completa.art.art. São as seguintes as causas excludentes da culpabilidade: a) erro de proibição (21. 27. . e . 2ª parte). 28. § 1º. CP. as 3 primeiras causas encontram-se no artigo 26.Legais .Guilherme de Souza Nucci classifica as excludentes de culpabilidade (causas dirimentes) da seguinte maneira: 1 . . 2 . CP.Quanto ao agente do fato: . 26. CP.Estado de necessidade exculpante. no artigo 28.art. por conseqüência. d) inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (26. 26. d) embriaguez completa. caput). a culpabilidade. CP.Descrimiantes putativas. do Código Penal. CP. 22.1 . . a quarta.Erro de proibição escusável .

.Teoria do resultado (ou do efeito): invoca o local do resultado criminoso como sendo o local do crime.aplica-se a lei em vigor ao tempo da conduta. ainda que outro seja o momento do resultado. o local em que ele foi cometido. ..Teoria da ubiqüidade (ou mista): lugar do crime é aquele em que se realizou qualquer um dos atos criminosos (ação ou resultado – tanto faz) . a lei brasileira adotou a teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime. * APLICAÇÃO DA LEI PENAL: . Ex. .O CP adotou. mas no mesmo país).Teoria da atividade (ou da ação): é considerado lugar do crime o local em que o agente desenvolveu atividade criminosa.: local em que a vítima veio a morrer. Ex.: local onde foram efetuados os disparos. . . Essa teoria gera relevantes conseqüências: . crimes falimentares (local onde foi decretado a falência) e atos infracionais (cometidos por crianças ou adolescentes será competente a autoridade do lugar da ação ou omissão). onde praticou os atos executórios. ou seja.a imputabilidade é apurada ao tempo da conduta.Não aplicação da teoria da ubiquidade: Crimes conexos (aqueles que de algum modo estão relacionados entre si.No tocante à aplicação da lei penal. a teoria da atividade. exceto se a do tempo do resultado for mais benéfica.LUGAR DO CRIME – “locus delicti” .Excesso exculpante. Três são as teorias a respeito desde assunto. ou seja. para o tempo do crime. sendo cada um julgado no país em que foi cometido). quais sejam: . . Crimes dolosos contra a vida (aplica-se a teoria da atividade).Excesso acidental. . crimes plurilocais (aqueles em que a conduta e o resultado ocorrem em comarcas diversas.Para a aplicação da regra da territorialidade é necessário que se esclareça qual é o lugar do crime. no seu artigo 4º: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. infrações penais de menor potencial ofensivo (teoria da atividade).

e prossiga durante o império de outra.STF Súmula nº 611: Sentença Condenatória Transitada em Julgado . .não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. mercantes ou de propriedade privada. operandose o aumento da pena por lei nova.os crimes: b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. de Território. exige outras CONDIÇÕES além da que o autor seja processado e julgado quando entrar no território nacional. Transitada em julgado a sentença condenatória. 7º.estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. de Estado.Para os efeitos penais. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro.não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. . praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras.os crimes que. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. por outro motivo. do Distrito Federal. de empresa pública.ser o fato punível também no país em que foi praticado.A extraterritorialidade CONDICIONADA. os praticados por brasileiro. como o próprio nome já sugere. onde quer que se encontrem.no crime continuado em que os fatos anteriores eram punidos por uma lei. por tratado ou convenção.entrar o agente no território nacional.. ainda que mais severa. desde que sob a sua vigência continue a ser praticada. Aplica-se aos crimes listados no inciso II do art7: II . compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. de Município.Segundo a jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal. o Brasil se obrigar a reprimir. 4. São elas: (art 7. . 5. sociedade de economia mista. .Competência na Aplicação de Lei Mais Benigna. segundo a lei mais favorável. embora cometidos no estrangeiro: I . 296 do CP). consideram-se extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. . não estar extinta a punibilidade. $2.SÚMULA Nº 711: A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME PERMANENTE. CP) 1.Falsificação de selo é crime contra a fé pública (art. Conforme o art. . autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público.no crime permanente em que a conduta tenha se iniciado durante a vigência de uma lei. aplica-se a lei nova. SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA. e . aplica-se esta última a toda a unidade delitiva. . do CP. 3. 2. Ficam sujeitos à lei brasileira.

visto que essas leis têm tempo exíguo. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro". "Nos casos do inciso I. o CP adotou a territorialidade RELATIVA ou TEMPERADA PELA INTRATERRITORIALIDADE (“sem prejuízo de convenções. . p. do CP. que se desdobra na possibilidade da retroação da lei mais benéfica é mitigado no tocante às leis temporárias e excepcionais. de Estado. é obrigatória a aplicação da lei brasileira.TEMPO DO CRIME: Teoria da atividade: Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. 7º."a lei aplicável é a da nacionalidade do bem jurídico lesado. II e §2º. 7º.O fato de o agente ser absolvido no exterior só impediria a condenação no Brasil se o exemplo da questão fosse caso de extraterritorialidade condicionada (hipóteses do art.os crimes: . §1º.O princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa. II .Ficam sujeitos à lei brasileira. o agente é punido segundo a lei brasileira. de Município. ainda que outro seja o momento do resultado. ou seja. fazendo com que o sujeito que as infringe seja julgado justamente sob a égide de outra lei. de Território. 2010.O princípio da territorialidade pode ser absoluto (aplica a territorialidade sem exceções) ou relativo (admite-se exceção). sem que seja necessário preencher qualquer condição para isso. CP). Ed. . como não é o caso. .Art. por quem está a seu serviço. de empresa pública. Fernando pode ser julgado de acordo com as leis brasileiras. do Distrito Federal. 50)". Juspodium. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. Diferentemente do CPP. O fundamento dessa regra é o de que não teria utilidade nenhum as ditas leis se fosse permitido a retroação da lei mais benéfica. tratados e regras de direito internacional”). d) de genocídio. conforme dispõe o art. 7º . independentemente de condenação ou absolvição no exterior. No caso da questão.Trata-se de hipótese de extraterritorialidade incondicionada. embora cometidos no estrangeiro: I .os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. onde quer que o crime tenha sido cometido e qualquer que seja a nacionalidade do seu agente (Rogério Sanches CP para Concursos. sociedade de economia mista. aplica-se o chamado princípio da defesa (ou real) . Por fim. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. c) contra a administração pública.

Regra Benéfica do Concurso Material. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. por outro motivo. do crime continuado) redunde em pena maior que a cumulação. § único.Art. b) praticados por brasileiro. § 1º . segundo a lei mais favorável. O aludido dispositivo reza que a aplicação do critério da exasperação. 70. por tratado ou convenção. . b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.a) que. como veremos adiante. ou nela é computada. O CP estabelece no art. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. o que a doutrina denomina de “regra benéfica do concurso material” ou de “regra do concurso material benéfico”.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. § 3º . Ou seja. em sede de concurso formal. 8º . § 2º .art. quando idênticas. deve .Nos casos do inciso II. o Brasil se obrigou a reprimir. b) houve requisição do Ministro da Justiça. Caso o juiz preveja que a aplicação do critério de exasperação do concurso formal (ou. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. nunca aumentar (exasperar) – benefício outorgado ao réu por motivos de política criminal – pode resultar em pena mais grave do que a correspondente em face da soma (da cumulação material) dos crimes. não estar extinta a punibilidade. mercantes ou de propriedade privada.Nos casos do inciso I. se. quando diversas.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. Pena cumprida no estrangeiro . 69 do CP). o agente é punido segundo a lei brasileira. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. não poderá resultar em pena mais alta a que seria cabível pela regra do cúmulo material (própria do concurso material de crimes .

CARACTERÍSTICAS DA DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA: O AGENTE ESTÁ NO ITER CRIMINIS. Trata-se de medida lógica. 2ª Turma.2006). como a falsificação de carteira de trabalho para obtenção de vantagem pessoal indevida. . DECIDE INTERROMPER SUA TRAJETÓRIA EM DIREÇÃO À CONSUMAÇÃO DO CRIME. desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado.deixar de lado a primeira e aplicar esta última técnica. do Código Penal" (STF: HC 88.O arrependimento eficaz ocorre quando o agente pratica.15. Segundo o eminente professor Damásio de Jesus. NESSE SENTIDO É A DICÇÃO QUE O DO ART. VOLUNTARIAMENTE. os atos executórios. o arrependimento eficaz tem lugar quando o agente. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza.O agente que. RESTANDO APENAS RESPONSABILIZAÇÃO PELOS ATOS JÁ PRATICADOS. só responde pelos atos já praticados. voluntariamente. 02. depois de esgotar todos os meios de que dispunha para consumar a infração penal. OU SEJA. INICIOU A EXECUÇÃO E. . Exemplo: "A" dispara e acerta vários tiros em "B". j.OBS: A pena do crime continuado não pode exceder a que seria resultante do concurso material. estabelecida para. 71. até o final. contudo. 15 DO SE CP.O agente que. . obsta o resultado. em homenagem aos primados da razoabilidade e proporcionalidade.253/RJ. paragrafo único. SEGUNDO SÓ O QUAL "O AGENTE ATOS QU. no entanto.DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ: SÃO INSTITUTOS QUE AFASTAM A TIPICIDADE DO CRME TENTADO. DESISTE DE PROSSEGUIR NA EXECUÇÃO OU IMPEDE RESULTADO PRODUZA.05. É o que se extrai da parte final do Art. . evitar situações esdrúxulas. rel. RESPONDE PELOS PRATICADOS". por sua voluntariedade. só responde pelos atos praticados: CP Art. JÁ VOLUNTARIAMAENTE. Min Eros Grau.Pode-se aplicar o princípio da consunção num fato que ostente a materialidade de falso e de estelionato. se arrepende e impede que o resultado ocorra. "A" se arrepende e desiste de matá-lo e o socorre evitando assim sua morte. * DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ: . tendo já ultimado o processo de execução do crime. .

2. maior deverá ser a redução da pena pelo juiz. ainda que não seja espontâneo. Esses delitos são denominados pela . Eventual: é aquele em que o delito pode ser praticado por um único agente. .Espécies de concursos de agentes: o concurso poderá ser eventual ou necessário.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. VOLUNTARIAMENTE. Todo crime com violência ou grave ameaça não terá a aplicação do arrependimento posterior. a pena será reduzida de um a dois terços. * CONCURSO DE CRIMES: . 3. quanto mais rápida a reparação do dano.É causa OBRIGATÓRIA de redução da pena. o critério a ser utilizado pelo juiz para quantificar a redução da pena é o da celeridade da reparação.O ressarcimento deve ser feito até o recebimento da denúncia ou queixa. CARACTERÍSTICAS DO ARREPENDIMENTO EFICAZ: O AGENTE ENCERROU O ITER CRIMINIS E. PRATICA NOVA AÇÃO QUE EVITA A CONSUMAÇÃO DO CRIME. .É necessário que o ato seja voluntário. etc. SENDO ASSIM. a redução da pena varia de um a dois terços. Veja-se: I.Não pode ser aplicado nos casos de delitos praticados com violência ou grave ameaça. por ato voluntário do agente.SENDO ASSIM. até o recebimento da denúncia ou da queixa. de maneira isolada.A reparação do dano (ressarcimento) ou a restituição do objeto material.Arrependimento Posterior Art. . é uma causa obrigatória de redução de pena. Conforme doutrina majoritária. Assim. homicídio. 4.O arrependimento posterior ocorre após a consumação do crime. reparado o dano ou restituída a coisa. O ARREPENDIMENTO EFICAZ SÓ É POSSÍVEL NA TENTATIVA PERFEITA.No arrependimento posterior.16 . * ARREPENDIMENTO POSTERIOR: . porém são necessários alguns requisitos: 1. A DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA SÓ É POSSÍVEL NA TENTATIVA IMPERFEITA. como furto.

aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. CP . mediante mais de uma ação ou omissão. sem a existência da previsão plurissubjetiva. mas aumentada. 69. b) Ações paralelas: ocorre quando os agentes executam o delito por meio de ações distintas. 70. pratica dois ou mais crimes. § 1º .Art. se iguais. não suspensa. § 2º . .Concurso formal: Quando o agente. 44 deste Código. Necessário: é um tipo de delito em que para sua realização será imprescindível a existência de mais de um agente. como no crime de quadrilha ou bando.doutrina como unissubjetivos. . em que cada um dos agentes tem uma função distinta no cometimento do delito. somente uma delas. aplica-se ao agente a mais grave das penas cabíveis ou.Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos. para os demais será incabível a substituição de que trata o art. Esses delitos irão variar conforme o ânimo do agente. mediante uma só ação ou omissão. de um . o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. isso porque a presença de mais de uma agente é elementar do tipo penal. por um dos crimes.Concurso material: Quando o agente. sabe do matrimônio de seu parceiro). c) Ações divergentes: ocorre quando a conduta dos agentes acaba se voltando uma contra a outra. quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade. de um sexto até metade. em qualquer caso. As penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. A doutrina os identifica como delitos plurissubjetivos. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção. os referidos delitos dessa segunda parte (necessário) deixariam de existir. CP . porque eles podem ser praticados mediante: a) Ações convergentes: ocorre quando os desígnios rumam (convergem) para o mesmo sentido (ex. em qualquer caso.No concurso formal de crimes. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. se iguais.Art. . Sendo assim. idênticos ou não. porque eles não dependem (exigem) da participação de terceiro. somente uma delas. por exemplo. pratica dois ou mais crimes. II.: bigamia.Na hipótese deste artigo. mas aumentada. executa-se primeiro aquela. idênticos ou não. quando a concubina. como no delito de rixa.

atendendo-se ao disposto no § 3º do artigo 20 deste Código. as condições ou qualidades da vítima. Dois resultados mas um único desígnio. entretanto. há unidade de desígnio. ou a mais grave. o agente. a conduta social e a personalidade do agente. aplica-se a regra do artigo 70 (concurso formal) deste Código. maneira de execução e outras semelhantes. por acidente ou erro no uso dos meios de execução. ou a mais grave.Quando o agente. cumulativamente. 70 e do art. se diversas. ocorrendo 2 resultados o concurso será formal imperfeito. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. mediante mais de uma ação ou omissão. observadas as regras do parágrafo único do art. Exemplo: A atira pedra para atingir B mas sem querer atinge também C (aberratio ictus com unidade complexa). . consoante o disposto no artigo anterior.Nos crimes dolosos. poderá o juiz. contra vítimas diferentes. 75 deste Código. considerando a culpabilidade. até o triplo. aumentar a pena de um só dos crimes. . do artigo 20. .sexto até metade. e as penas serão somadas. concurso formal perfeito. em qualquer caso. diz o seguinte: O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. 71 . Não se consideram. ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender. . do CP: Quando. No concurso formal perfeito é que não há designios autonomos. os antecedentes.Aberratio ictus = desvio no golpe ou aberração no ataque.Art. responde como se tivesse praticado o crime contra aquela. As penas aplicam-se. . senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. bem como os motivos e as circunstâncias. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. É tratada pelo nome de ERRO NA EXECUÇÃO e vem prevista no artigo 73. se idênticas. atinge pessoa diversa. neste caso. os designios são autonomos. se idênticas.O referido §3o. B e C. de um sexto a dois terços. pelas condições de tempo. lugar. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. Parágrafo único . Já se o caso fosse assim: A atira pedra querendo atingir 2 desafetos. justamente porque há designios autônomos. no perfeito são exasperadas de um sexto até a metade mas poderão ser somadas se benéfico ao réu (concurso material benéfico. se diversas.O concurso formal é imperfeito. No imperfeito as penas são somadas. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender. aumentada.

mas mato B. aplicam-se as regras do erro quanto à pessoa. produz um único resultado. Ou seja. . em comparação com o material.A . aplicam-se as regras deste último. ou seja. ou seja. Pode haver. pode ser aplicada a regra do concurso material benéfico (se a soma das penas for mais benéfico que a exasperação) quando se tratar de concurso formal perfeito (não há designios autonomos. ou seja. o que dá origem a duas classificações quanto à aberratio ictus: COM UNIDADE SIMPLES – o agente. mate também B. . Para solucionar esta alternativa (a) é preciso entender porque a aberratio ictus com unidade complexa é exemplo de concurso formal perfeito. quero matar A. que. ainda que o resultado tenha sido culposo: se quer matar o pai. além de matar A. dois resultados).A regra geral para aplicação da pena é a utilização do sistema da exasperação (aumenta-se a pena de 1/6 até a metade). deverá ser observada a regra do concurso material benéfico. Aqui.. se o concurso formal for prejudicial ao agente. como é o caso da aberratio ictus com unidade complexa. como se pode ver. não poderá resultar em pena mais alta a que seria cabível pela regra do cúmulo material (própria do concurso material de crimes . é de pessoa para pessoa. no entanto.Rogerio Greco. § único.Concurso Material Benéfico nas Hipóteses de ABERRATIO ICTUS E ABERRATIO CRIMINIS Seja nas causas de aberratio ictus ou de aberratio delicti (ambos com unidade complexa). em sede de concurso formal.O erro.art. só atinge uma pessoa. . 69 do CP). embora diversa da pretendida. O aludido dispositivo reza que a aplicação do critério da exasperação. Na aberratio ictus (erro na execução) o agente por acidente ou erro no uso dos meios de execução acaba ofendendo uma pessoa diversa daquela que ele pretendia atingir. ou seja. com sua conduta. responde com a agravante do homicídio contra ascendente. o que a doutrina denomina de “regra benéfica do concurso material” ou de “regra do concurso material benéfico”. nunca aumentar (exasperar) – benefício outorgado ao réu por motivos de política criminal – pode resultar em pena mais grave do que a correspondente em face da soma (da cumulação material) dos crimes. Com sua conduta o agente atinge o alvo e também um terceiro. Regra Benéfica do Concurso Material: O CP estabelece no art. 70. o agente responderá por seu dolo. mas atinge e mata stranho. entretanto. COM UNIDADE COMPLEXA – há um resultado duplo.

Concurso formal perfeito . o concurso formal é perfeito. . se presentes os demais requisitos.ART. Será com unidade simples quando tiver resultado único. * TENTATIVA: . pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado.aberratio ictus pode ser com unidade simples (consequência jurídica do erro sobre a pessoa art.) – Sistema do cúmulo material. Não se pune a tentativa quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. No concurso formal imperfeito há designios autônomos e a regra aplicada será a da cumulação material. 17. já que presente os designios autônomos). é impossível consumar-se o crime. Parte final do artigo 70. Formal imperfeito (com desígnios aut.20 p.sistema da exasperação ou concurso material benéfico * SUSPENSÃO DA PENA: .A condenação anterior à pena de multa não impede a suspensão da pena. .3) ou com unidade complexa. Ou concurso material benéfico. Súmula 499 STF: Não obsta à concessão do "sursis" condenação anterior à pena de multa.) – Sistema da Exasp.atenção. Então. Será com unidade complexa quando tiver resultado duplo (desejado e o não desejado . aumenta de 1/6 a metade. pois há unidade de desígnio. aumentados em qualquer caso de 1/6 até a metade). diminuída de um a dois terços.Parágrafo único . Formal perfeito (sem desígnios aut.Salvo disposição em contrário. se os 2 resultados forem desejados não há aberratio ictus mas concurso formal imperfeito.sistema da exasperação (Mais grave das penas se diferentes ou uma única pena se iguais os crimes. CP. Pra memorizar: COM RELAÇÃO A APLICAÇÃO DA PENA NO CONCURSO DE CRIMES: Concurso material – sistema do cúmulo material Concurso formal . tendo em vista que na aberratio ictus com unidade complexa há uma conduta e dois resultados.

livre de qualquer fundamento. haja vista que o sujeito se vale de meios absolutamente ineficazes ou objetos absolutamente impróprios que tornam impossível a consumação do crime. a maior ou menor proximidade da consumação. evitando decisões arbitrárias. j) no crime continuado. Fonte: GRECO. d) crimes unissubsistentes. não há se falar em crime putativo. Rio de Janeiro: Impetus. situação de precaução no sentido de surpreender o agente quando este intentar o ato criminoso. CP).Se a autoridade policial. . k) no crime complexo. 265. b) contravenções. poderá o julgador fundamentar com mais facilidade o percentual por ele aplicado. evitando-se. a seu turno. por exemplo. Trata-se de tentativa não punível. no crime continuado. ainda. h) crimes permanentes de forma exclusivamente omissiva. f) crimes em que a lei somente pune o agente quando ocorre o resultado. ao contrário. basicamente. como. ou quase crime. O todo. p. Tendo esse crítério como norte. sem ter sido artificialmente provocada. e) crimes preterdolosos ou preterintencionais.. * INTERCEPTAÇÀO TELEFÔNICA: . só é admissível a tentativa dos crimes que o compõem. não a admite. entende a doutrina que quanto mais próximo o agente chegar à consumação da infração penal. 122. são crimes que não admitem a forma tentada: a) crimes culposos. em função do aspecto surpresa. Rogério. a tentativa ocorre com o começo de execução do delito que inicia a formação da figura ou com a realização de um dos crimes que o integram.O crime impossível é também denominado por alguns estudiosos de tentativa inidônea. o resultado criminoso. evitando. acontece na participação em suicídio (art. g) crimes habituais. 11 ed. Assim. visando trazer critérios que possam ser aferidos no caso concreto. de acordo com o estágio em que se encontrava o crime". decisões extremamente subjetivas e injustas. . Curso de Direito Penal. . maior será a redução. criando a partir de então. 2009. . c) crimes omissivos próprios. Poderá o condenado. recorrer da decisão que impôs este ou aquele percentual. inútil.Segundo a doutrina: "O percentual de redução não é meramente opção do julgador. i) crimes de atentado.O critério utilizado pela jurisprudência para fixar o quantum de redução da pena pela tentativa considera. quanto mais distante o agente permanecer da consumação do crime. vem a conhecer previamente a iniciativa do agente. menor será o percentual de redução. inadequada.Segundo Damásio de Jesus.

Na mesma pena incorre aquele que. . . beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal.Nos casos de sentença condenatória por prática de algum dos crimes previstos na Lei n. que não poderá exceder o prazo de quinze dias. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. quando servidores públicos.Art. função ou mandato eletivo. . no que couber. o disposto no Código de Processo Penal. fundação pública. renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. § 2o A pena imposta será acrescida da terça parte.666/1993. a pena de multa deverá ser fixada em percentual.A autoridade competente que. fora das hipóteses previstas em lei. sociedade de economia mista. mesmo que sucessiva. porém: Art. à perda do cargo. determinar dispensa ou inexigibilidade de licitação incorrerá em crime previsto na Lei n. aquele que exerce. emprego. cargo. função ou emprego público. 83. * CRIMES EM LICITAÇÕES: . cuja base deverá . 100. se esta não for ajuizada no prazo legal. autarquia. aplicando-se. . 8666/93 Art. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. além das sanções penais. sob pena de nulidade. indicando também a forma de execução da diligência. Atenção: Paragrafo único. especialmente quando se tratar de fato complexo que exija investigação diferenciada e contínua. à perda de cargo.º 8. ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. 103. ainda que o crime não tenha sido consumado. sujeitam os seus autores.LEI 9296/96 Art.É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica.Os crimes definidos na lei de licitações sujeitam os seus autores. 5° A decisão será fundamentada. quando servidores públicos.LEI 8666/93 Art. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. 84. para celebrar contrato com o Poder Público. emprego.. Será admitida ação penal privada subsidiária da pública. ainda que simplesmente tentados. cabendo ao Ministério Público promovê-la. Os crimes definidos nesta Lei. empresa pública. . para os fins desta Lei. função ou mandato eletivo.º 8.666/1993. Considera-se servidor público.

Já para a teoria objetivo-subjetiva ou subjetivo-objetiva o crime continuado surge da coexistência de elementos subjetivos (unidade de desígnios) e elementos objetivos (elementos exteriores de homogeneidade: circunstâncias de tempo.OBS: Conforme recente decisão do STF.11.corresponder ao valor da vantagem obtida ou potencialmente auferível pelo agente. * SIGILOS BANCÁRIO. solicitar a quebra do sigilo bancário quando se tratar de aplicação de verbas públicas.Há duas teorias que tratam a respeito dos elementos fundamentais do crime continuado: objetiva e objetivo-subjetiva. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. Ou seja. o Ministério Público pode. A primeira entende que o crime continuado exige. no uso de suas prerrogativas institucionais. apenas e tão-somente. requisitos de ordem objetiva. segundo o STF. excepcionalmente. . de 26. praticados em tais condições de tempo.Dependem de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação de informações e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão de inquérito administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público por infração praticada no exercício de suas atribuições.Entendimento do STF: Os membros do Ministério Público. devido ao princípio da publicidade. não estão autorizados a requisitar documentos fiscais e bancários sigilosos diretamente ao fisco e às instituições financeiras. Obs: Cabe tão-somente ressaltar que. . que os subseqüentes são havidos como continuação dos precedentes”. sob pena de violação aos direitos e garantias constitucionais da intimidade da vida privada dos cidadãos. “para os objetivistas a unidade do crime deflui dos elementos exteriores da homogeneidade: crimes da mesma espécie. TELEFÔNICO E FISCAL: . a Receita Federal agora tem poder para quebrar sigilo bancário.2010. lugar e maneira de execução. por se entender que os elementos exteriores de homogeneidade bastam para se afirmar da unidade criminosa. . dispensa-se a unidade de desígnios. - * CRIME CONTINUADO: .

1. contra vítimas diferentes. afirma expressamente que foi mantido. 71 do CP. 71 .º 59. maneira de execução e outras.Nos crimes dolosos. na visão da teoria eclética ou mista. em que as condutas criminosas são autônomas e isoladas. Aliás. maneira de execução e outras semelhantes. se idênticas. DIREITO PENAL. no item n. A unidade de desígnios – prévia vontade planejada de executar vários delitos em continuidade –.Quando o agente. mediante mais de uma ação ou omissão. a doutrina brasileira é pacífica em afirmar que o Código brasileiro adotou a teoria objetiva pura. NECESSIDADE DE PRESENÇA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. se idênticas. por implicar verdadeiro benefício àqueles delinqüentes que. a própria Exposição de Motivos da Parte Geral do CP. que indicam continuação delitiva mediante sucessão criminosa). DESCARACTERIZAÇÃO. Para a caracterização do crime continuado faz-se necessária a presença tanto dos elementos objetivos quanto subjetivos.HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. praticam crimes da . considerando a culpabilidade. ou a mais grave.Art. aumentar a pena de um só dos crimes. se diversas. em qualquer caso. Constatada a reiteração habitual. deve ser aplicada a regra do concurso material de crimes. . A continuidade delitiva. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. os elementos estruturantes da continuidade delitiva são apenas de ordem objetiva. lugar. a conduta social e a personalidade do agente. poderá o juiz. o critério da teoria puramente objetiva. 70 e do art. Assim. portanto. inexistindo qualquer menção a elementos subjetivos. . modo e lugar de execução. REITERAÇÃO HABITUAL. O nosso diploma penal não fez qualquer referência à unidade de desígnios enquanto requisito do crime continuado. 3. é elemento indispensável. ou a mais grave. a despeito das objeções formuladas pelos partidários da teoria objetivo-subjetiva”. até o triplo. por se entender que este “não revelou na prática maiores inconvenientes. cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. na reforma de 1984. de um sexto a dois terços. se diversas. Consoante se extrai da redação do art. CRIME CONTINUADO. nas mesmas circunstâncias de tempo. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. observadas as regras do parágrafo único do art. pelas condições de tempo. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. os antecedentes. bem como os motivos e as circunstâncias. 75 deste Código. 2. aumentada. para a configuração do crime continuado. Parágrafo único .lugar. Teoria adotada pelo CP.

neste ponto. ficção jurídica inspirada em política criminal e na menor censurabilidade do autor de crimes plurais da mesma espécie e praticados de modo semelhante. . em que. . ainda que verificadas as similitudes. por emprestado. pouco importa a conexão objetiva. se transforma em habitualidade. o que significa maior pena. habitualidade delitiva e crime continuado: . uma vez que a culpabilidade (no sentido de censurabilidade ou reprovabilidade) é maior. Não se cuida. os modos de execução são distintos e os delitos estão separados por espaço temporal igual a seis meses. Indispensável. propensão para o delito. o magistério de Cernicchiaro. estas não são bastantes a indicar continuidade. na verdade. desde que a seqüência das ações ou omissões diminuam a censura. ou. Incide a regra do concurso material". conforme já destacado inicialmente.mesma espécie. segundo o qual só se pode entender a continuação. de crime continuado. ainda que da mesma espécie. mas de reiteração criminosa. por exemplo. calculista.Como bem aduz Leonardo Marcondes Machado " O crime continuado e a habitualidade delitiva são duas figuras que não se confundem. em virtude de não se reconhecer o benefício dogmático e político-criminal da continuidade delitiva. portanto. atrai. A reiteração que. muito embora haja pluralidade de delitos. que os subseqüentes devem ser havidos como continuação do primeiro). é claro que o tratamento penal deve ser endurecido (leia-se: maior pena). se as circunstâncias evidenciarem.Crime habitual. Aliás. Tome-se. deve ser aplicada somente aos acusados que realmente se mostrarem dignos de receber a benesse. este também é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. [02] Nos casos de mera reiteração criminosa. raciocínio frio. "Ao contrário. maior culpabilidade". reiteração que se projeta todas as vezes que o agente encontra ambiente favorável aos delitos. no entanto. segundo o qual "a reiteração criminosa indicadora de delinqüência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado {1} " A continuidade delitiva representa. a indicar continuidade (ou seja. sem dúvida. hipótese concreta julgada pelo Supremo: "No caso dos autos. é a hipótese de simples reiteração ou habitualidade criminosa. Diferente. ausente as similitudes.

Ao contrário de ser de 1/6 a 2/3 (esta é a exasperação do crime continuado simples).08). a teoria objetiva (puramente objetiva ou objetiva pura). com os acréscimos legais. vítimas diferentes. como adotamos. 71 do CP terá direito ao reconhecimento da continuidade delitiva. no sentido de que é necessário distinguir habitualidade delitiva de crime continuado. delito caracterizado pelo exercício de uma profissão regulamentada.Crime habitual é aquele que depende de reiteração da conduta para que haja consumação. esta é a conexão legal. pela qual a natureza do crime continuado é uma ficção emprestada pelo Direito. * PENAS: . bastam os requisitos constantes do art. violentos ou com grave ameaça à pessoa) a exasperação será maior.144/SP. Esta. poderá elevar até o triplo (exasperação para o crime continuado especial ou específico). ao contrário de soma de penas. Com isso. . No Brasil. 71 do Código Penal para que haja crime continuado. ou seja. No caso de continuidade delitiva profissional (envolvendo crimes dolosos. verbi gratia. só são exigidos os requisitos expressos em lei para que haja reconhecimento da continuidade delitiva. Por isso. Uma pessoa que vive de diferenciados tipos de crimes será criminosa habitual."O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinqüência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado" (STF – RHC 93. o Código Penal define crime continuado e. provoca a exasperação da mais grave.5. exercício ilegal da profissão de médico.O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. O exposto afasta a possibilidade sustentada por alguns. É. criamos nova espécie de conexão material (vinculação material de delitos). . Relator Ministro Carlos Alberto Menezes Direito.MULTA: . In casu. Habitualidade delitiva é a reiteração criminosa. É o costume de praticar crimes. O criminoso habitual que atenda aos requisitos do art. também. DJ 9. em regra. ou à devolução do produto do ilícito praticado. quem diz o que é crime continuado é a lei. adotamos a teoria da ficção juridica.

26). sem personalidade jurídica. em regime semi-aberto. 97 . A de detenção. no regime fechado.O trabalho do preso será sempre remunerado.Se o agente for inimputável. .A jurisprudência contemporânea do STJ e do STF entende que há aplicação da Teoria da Dupla Imputação Objetiva. . Art. Ela não tem representante legal e não haveria como executar a pena. A sociedade de fato também não. 39 . aplicando-se as normas da legislação relativa à dívida ativa da fazenda pública. será por tempo indeterminado. Art. a massa falida. o espólio dos bens deixados pelo falecido (CPC. Se. ou aberto..A multa é considerada dívida ativa de valor. poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. 33 . com os acréscimos legais. a cessação de periculosidade. § 1º .Caput do Art. o juiz determinará sua internação (art. salvo necessidade de transferência a regime fechado. ou à devolução do produto do ilícito praticado. . Por exemplo. obra ou atividade e proibição de contratar com o poder público (artigo 22). sendo esta: " independentemente de ser ou não . III e IV).A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. 34 parágrafo § 3º .REGIME DE PENAS: . mediante perícia médica. interdição temporária de estabelecimento.O trabalho externo é admissível. .A internação. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. não podem ser responsabizadas. perdurando enquanto não for averiguada. * RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA: . Art. o fato previsto como crime for punível com detenção.As penas restritivas de direitos são: a suspensão parcial ou total de atividades. sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência Social. A lei não as alcança. todavia. em serviços ou obras públicas. ou tratamento ambulatorial. artigo 12. ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.STF Súmula 693: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa. 33 parágrafo § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. Art. semiaberto ou aberto.Pessoas com personalidade judiciária.

Pressupõe periculosidade. e o máximo da duração é indeterminado. Desse modo. * MEDIDAS DE SEGURANÇA: .. Portanto. Quanto à última teoria. Não se aplica aos imputáveis. (. dentro dos limites constitucionais. devem ser processadas (obrigatoriamente) a pessoa que praticou o crime e a pessoa jurídica (quando esta tenha sido beneficiado com o ato).O CP adota a teoria restritiva (só é autor quem executa a conduta típica) e a teoria unitária ou monista (todos os que contribuem para um resultado delituoso responderão pelo mesmo crime).REQUISITOS: (1) pluralidade de condutas. RESPONSABILIZAÇÃO SIMULTÂNEA DA PESSOA FÍSICA. há exceções (àqueles que decidem participar apenas de crime menos grave). CRIME CONTRA O MEIO AMBIENTE. NECESSIDADE."penal" a natureza específica da responsabilidade da pessoa jurídica prevista na lei ambiental.houve acordo. . leia-se. (3) liame subjetivo . AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO MÍNIMA DA RELAÇÃO DA RECORRENTE COM O FATO DELITUOSO. que age com elemento subjetivo próprio.Participação de menor importância: redução de um sexto a um terço da pena. potencialidade para novas ações danosas. . Possui 2 espécies: internação e tratamento ambulatorial. INÉPCIA DA DENÚNCIA. (4) identidade de crime para todos os envolvidos. * CONCURSO DE PESSOAS: .)Não é possível que haja a responsabilização penal da pessoa jurídica dissociada da pessoa física. perdurando a sua aplicação enquanto não for averiguada a cessação da periculosidade.Medida de segurança é o tratamento aplicado aos indivíduos inimputáveis que cometem um delito penal. a medida de segurança possui finalidade preventiva e visa ao tratamento dos inimputáveis que demonstrarem. ajustes de ambos -. pela prática delitiva. PESSOA JURÍDICA.. emerge como absolutamente inevitável a incidência da teoria da dupla imputação (ou da imputação paralela). . jamais pode a pessoa jurídica isoladamente aparecer no pólo passivo da ação penal (sempre será necessário descobrir quem dentro da empresa praticou o ato criminoso em seu nome e em seu benefício). tem prazo mínimo de 1 a 3 anos. São meramente preventivas. (2) relevância causal das condutas. INADMISSIBILIDADE. OBS: STJ: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.

etc. Ex 2: A qualidade de funcionário público é elementar dos crimes funcionais típicos. salvo quando elementares do crime. . c) As elementares. . .Condições objetivas são comunicáveis. .Quem dá cobertura para o crime é COAUTOR e não partícipe. 123 CP. que qualifica o homicídio. (Elementar é cada aspecto que compõe o tipo penal fundamental. motivos do crime. Ex: reincidência. . de arma que aumenta a pena de roubo.Nos casos de constituírem circunstâncias elementares do crime principal. Ex: O emprego de fogo. Ex: A influência do estado puerperal é elementar do infanticídio do art. por isso se comunica. desde que ingressem na esfera de conhecimento do agente.Elementares e circunstâncias objetivas: são aquelas ligadas ao meio e modo de execução. sejam materiais. finalidade (motivo do crime) ou condição pessoal do agente. Assim. tal teoria é adotada em relação aos crimes culposos. menoridade. as condições e circunstancias de caráter pessoal.30 do CP . salvo quando elementares do crime. . todos aqueles que violam o dever objetivo de cuidado são autores. admite-se a coautoria nos crimes culposos.A Teoria da Equivalência dos Antecedentes não distingue autor de partícipe.Segundo o entendimento do STF e STJ.Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal (subjetivas). . comunicam-se dos autores aos partícipes mas não dos partícipes aos autores por ser a participação acessória da autoria.Condições subjetivas são incomunicáveis. sejam pessoais. . e desde que tenham ingressado no dolo do agente. comunicam-se.Elementares e circunstâncias subjetivas: são aquelas ligadas ao estado anímico (intenção). desde que conhecidas pelo comparsa.São três as regras de comunicabilidade no concurso de pessoas (quando determinado aspecto passa (comunica) de um coparsa para outro): a) As circunstâncias e condições pessoais não se comunicam. portanto comunica-se ao particular desempregado ciente). . isto porque dizem respeito ao fato criminoso. . portanto comunica-se ao comparsa ciente.Circunstâncias incomunicáveis: Art. Nos crimes culposos. etc.. como o tipo é aberto. b) As circuntâncias e condições materiais comunicam-se desde que conhecidas pelo comparsa. porque dizem respeito a pessoa do agente.

. os dois responderiam pelo delito de homicídio. 02. co-autores são todos aqueles que de qualquer modo concorrem para o crime e não admitem a figura de "partícipe" (portanto.Para que haja autoria colateral é desnecessário o liame subjetivo entre as condutas dos agentes. por razões pessoais. o que pode resultar. partícipe é quem não domina a realização do fato. Por exemplo.“se algum dos concorrentes quis .Sobre a definição de "co-autoria" existem três teorias em evidência: 01. são todos aqueles que possuem poder de decisão da realização final do fato. mas todos aqueles que sem realizarem diretamente o núcleo. . . pseudo concurso ou concurso aparente.Para esta. o CONTEÚDO DO ELEMENTO SUBJETIVO do partícipe é diferente do crime praticado. não obrigatoriamente em sua execução.a autoria mediata ocorre quando o agente vale-se de inimputável ou de pessoa que atue sem dolo ou culpa para a prática do crime. “B” aproveita o ensejo e mata “C”. Teoria do domínio do fato . Teoria restritiva .209/84.No ordenamento jurídico brasileiro. O crime efetivamente praticado pelo autor principal não é o mesmo que o partícipe aderiu. “A” determina a “B”. logo. Antes da reforma Penal inserida pela Lei 7. Teoria extensiva . . O legislador ao reformar a Parte Geral do CÓDIGO PENAL dispôs no §2º do artigo 29 que . por beneficiar a defesa (o advogado sempre tentará mostrar que seu cliente é partícipe.adotada pelo nosso CP. essencial à prática do delito. . A doutrina moderna considera que a participação é acessória de um fato principal. Vale ressaltar que a autoria colateral não chega a constituir concurso de pessoas. bem como quem tem poder sobre a vontade alheia. para que ele faça jus a diminuição de pena de 1/6 a 1/3. resumindo... quem tem poder sobre ele. mas contribui de qualquer modo para ele. que de uma surra em “C”.é uma corrente moderna. domimam finalísticamente ou funcionalmente o fato. que dispõe que co-autores não são somente os executores do comando descrito no tipo.. 03. nos caso de instigação ou induzimento que o resultado produzido pelo autor seja DIVERSO daquele pretendido pelo partícipe. excedendo na execução do mandato. A autoria mediata também é conhecida na doutrina como: concurso impropriamente dito.É aplicável a teoria do domínio do fato para o estabelecimento da distinção entre coautoria e participação. considerando-se coautor aquele que presta contribuição independente. mais gravosa para o réu). na qual PODEM EXISTIR desvios subjetivos de conduta. a natureza jurídica do concurso de pessoas é justificada pela adoção da teoria monista.Essa teoria entende como autor quem domina a realização do fato. DOUTRINA: Cooperação dolosa distinta.

com diversidades de condutas. . a pena ser aumentada de até a metade se o homicídio era previsível. na hipótese de se ter sido previsível o resultado mais grave”. CP) entre outros. com diversidade de condutas.TEORIAS: . CP). FONTE: www. havendo pluralidade de agentes. outro. devem-se tão somente separar os co-autores. entretanto. A teoria dualista preconiza que há dois crimes: um praticado pelo autor. Para esta teoria. ser-lhe-á aplicada a pena deste. acessoriedade mínima: basta que o fato principal seja típico. ou seja.. hiperacessoriedade: o fato principal deve ser típico. 2. Portanto. acessoriedade limitada: basta que o fato principal seja típico e ilícito. essa pena será aumentada até a metade.Corrupção ativa (art. . a reforma leva a punição de “A” pelo crime de lesões corporais por ser o crime que efetivamente queria.participar de crime menos grave. a) . A alternativa erra também ao afirmar que o dolo se atribui aos co-autores e a culpa aos partícipes. adotada pelo Código Penal Brasileiro. no Brasil. havendo pluralidade de agentes. acessoriedade máxima: basta que o fato principal seja típico. ainda que provocando somente um resultado. O concorrente só responde pelo que efetivamente quis. sustenta que há único crime para autor e partícipe.com. cada agente responde por um delito diferente. ilícito. quais sejam: b) teoria objetiva formal..A teoria unitária ou monista. que praticam um delito.br . e os partícipes. todos respondem pelo mesmo crime. causando um só resultado.ambito-juridico. É certo que para a teoria pluralística. que cometem outro. pois. pois. É a adotada pelo CP. 126. o desvio subjetivo de condutas passou a ter tratamento adequado e justo. A alternativa peca ao dizer que esta teoria é excluída totalmente do sistema jurídico brasileiro. culpável e punível. CP) e Corrupção passiva (art.TEORIAS DA PARTICIPAÇÃO: 1. 333. pelo partícipe. é adotada como exceção para alguns crimes como por exemplo: Provocar aborto com o consentimento da gestante (art. 3. 4.Na doutrina pátria temos duas teorias que disputam a preferência dos penalistas quando se trata de definir o conceito de autor. 317. segundo o seu dolo e não de acordo o dolo do autor. podendo. ilícito e culpável.

2. diferenciam autor (e coautor) de partícipe. Para ela. ou. 495-496): [. é “subtrair”). induzimento ou instigação. . Quanto à adoção das duas teorias no Brasil. autor é aquele que tem poder de decisão (mesmo que parcial) no processo de execução do delito. autor (ou coautor) é somente aquele que realiza o núcleo do tipo (núcleo este que.). no crime de furto. autor em Direito penal é: (a) quem realiza o verbo núcleo do tipo (que tem o domínio da ação típica). ou seja. sendo partícipe aquele que contribui de outra maneira (acessoriamente) para o delito. 29 – Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. v. Já o partícipe é aquele cuja conduta é secundária no concurso de agentes. (b) quem tem o domínio organizacional da ação típica (quem organiza.Art. essa pena será aumentada até a metade. enfatizam Luiz Flávio Gomes e Antonio García-Pablos de Molina (2007. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Para a teoria do domínio do fato. afirma que autor é quem realiza o verbo núcleo do tipo. pp. nada mais é do que um autor que compartilha com um ou mais autores (também considerados coautores na hipótese de concurso de agentes) a execução de um delito determinado.. ainda. que é muito superior. quem planeja etc. o conceito de autor serve também para definir o conceito de coautor. ser-lhe-á aplicada a pena deste. prepondera a teoria do domínio do fato. . As duas pressupõem um conceito restritivo de autor. Por fim. em 2 grupos de casos: Quando houver previsão expressa da conduta de cada colaborador em um tipo autônomo (crimes plurissubjetivos).teoria do domínio do fato. como sabemos. Para a teoria objetiva formal.] a clássica doutrina pátria (assim como a jurisprudência) adota. entretanto. […] Na atualidade. (d) quem tem o domínio da vontade de outras pessoas (isso é o que ocorre na autoria mediata).. . (c) quem participa funcionalmente da execução do crime mesmo sem realizar o verbo núcleo do tipo (quem segura a vítima para que seja golpeada por outra pessoa). sendo partícipe quem concorre para o delito de outra maneira. a teoria objetiva formal e.A teoria pluralista é adotada. em uma análise sintética. como exceção. pertinente também ventilar que coautor. dessa forma. materializandose através do auxílio. ou seja. em geral.

na análise dos atos. Nesse caso aplica-se o in dúbio pro reo.Esse exemplo que vc trouxe é chamada autoria incerta.1. Não se fala aqui em co-autoria. liame subjetivo) tivessem atirado ao mesmo tempo e a pessoa atingida tivesse morrido. em que duas pessoas querem praticar um crime e agem ao mesmo tempo sem que uma saiba da intenção da outra e o resultado decorre da ação de apenas uma delas. por tentativa de homicídio. identifique que José seja o responsável pela morte de Francisco. 29. . sem. Se era previsível o resultado mais grave a pena poderá ser aumentada. A pessoa responsável pelo resultado responde pelo crime consumado (no caso homicídio).duas ou mais pessoas intervêm na execução do crime buscando o mesmo resultado . . in casu João e José. . enquanto a outra responde por tentativa. Nessa situação hipotética.1. . §2º da CP – se um dos colaboradores só aceitou participar de um crime menos grave. mas a perícia NÃO tivesse conseguido identificar quem foi o responsável pela morte. José responderá por homicídio consumado e João.AUTORIA COLATERAL X AUTORIA INCERTA: 2. Autoria colateral: . uma vez que não existe o liame subjetivo. Essa outra situação hipotética acima descrita também é alvo frequente de perguntas de prova de concurso. e que a perícia. responderão por tentativa. Consequência = responderá no limite do seu dolo.Trata-se de hipótese da chamada autoria colateral. na mesma situação (agindo com animus necandi e um desconhecendo a intenção do outro. AMBOS responderiam por TENTATIVA de homicídio. subtipo de autoria colateral. mas um desconhecendo a conduta do outro — atirem contra Francisco.art. ambas responderiam por homicídio consumado. Se houvesse liame subjetivo. . Os dois. que é identificada no caso concreto. Ocorre a autoria incerta quando não se consegue determinar qual dos dois comportamentes causou o resultado.Considere que os indivíduos João e José — ambos com animus necani. portanto.Quando houver cooperação dolosamente distinta .É importante ainda salientar que: Se João e José.

é apenada de forma mais gravosa.mesmo se consumando. .sabe-se quem obteve êxito no crime (somente um dos agentes) . o elemento . conhecido como animus rem sibi habendi (a intenção de ter a coisa para si).1. sendo dispensável um especial fim de agir. de que tem a posse em razão de seu emprego.cada uma delas ignore a conduta da outra . A RESPONDERÁ POR HOMICÍDIO. AMBOS NÃO SABEM DA VONTADE DO OUTRO EM MATAR. haverá duas tentativas. basta a demonstração do dolo genérico.O empregador pode ser sujeito ativo da apropriação indébita previdenciária. DESCOBRE-SE QUE O CULPADO FOI A. mas não se consegue descobrir quem foi o responsável pelo crime. pelo empregado. Autoria incerta: ..A E B DISPARAM CONTRA C. . Assim como ocorre quanto ao delito de apropriação indébita previdenciária. CASO FIQUE PROVADO QUE QUANDO O PROJÉTIL DE B ATINGIU C E ESTE JÁ ESTAVA MORTO.Há dano qualificado se o empregador destrói bem do empregado por puro sentimento de perseguição a este.A apropriação. * APROPRIAÇÃO INDÉBITA: .surge da autoria colateral. para a configuração do crime de apropriação indébita previdenciária. * CRIMES EM ESPÉCIE: * DANO: . “In dúbio pro reo” .caso haja um crime impossível. C MORRE E NO EXAME. B POR TENTATIVA. de coisa móvel do empregador.1. o outro pela tentativa ou ainda será crime impossível.A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que. . HAVERÁ CRIME IMPOSSÍVEL (IMPROPRIEDADE ABS DO OBJETO) 2.um responderá pelo crime. não haverá culpado pelo crime. .

e multa. I do CPP estabelece que não será concedida a fiança nos crimes cuja pena mínima cominada for superior a 2 anos. * NORMAS GERAIS CRIMES CONTRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: . documento público. no que tange aos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. de dois a seis anos. 155 do Código Penal. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . apesar do crime ter sido cometido em concurso de pessoas. . 318 (facilitação de contrabando ou descaminho) é que possuem pena mínima cominada maior que 2 anos (a pena mínima é de 3 anos). 323. somente os crimes previstos nos artigos 316. Não se trata de conflito aparente de normas. § 1° (excesso de exação) e art. 297 .subjetivo animador da conduta típica do crime de sonegação de contribuição previdenciária é o dolo genérico. a coletividade e de maneira secundária a pessoa física ou jurídica lesada com a falsificação.Para os efeitos penais. visto que. é possível a incidência do privilégio previsto no parágrafo 2º do art. .Segundo o STF.Art. * FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO: . o título ao portador ou transmissível por endosso. O STJ diverge de tal posicionamento.Na falsificação de documento público pela omissão de dados em documentos relacionados à previdência social o sujeito passivo é o estado.O excesso de exação e a facilitação ao contrabando são os únicos crimes funcionais inafiançáveis. consistente na intenção de concretizar a evasão tributária. caso a pena mínima cominada seja de 2 anos poderá ser concedida a fiança. Neste caso. No CP.reclusão.Falsificar. JUSTIFICATIVA: O art.É possível o concurso formal entre crime contra o meio ambiente e o crime de usurpação do patrimônio da União. Portanto. as ações de sociedade comercial. o paciente é primário e a coisa furtada de pequeno valor. * FURTO: . § 2º . os livros mercantis e o testamento particular. no todo ou em parte. .

Abandono de função: Art. Pode caracterizar. sendo que o dolo do delito é a vontade de suprimir ou reduzir a própria contribuição social previdenciária. conforme as circunstâncias do caso concreto. É o caso da questão acima. o sujeito ativo omite com o intuito de falsificar. descabe. tratando-se de delito contra a fé pública.ainda. fora dos casos permitidos em lei: Pena . b) A falsificação grosseira é capaz de ludibriar a vítima e o agente obtém vantagem indevida. o dolo é a vontade de falsificar ou alterar o documento público. pois.Se do fato resulta prejuízo público: Pena . Já na sonegação de contribuição previdenciária o sujeito passivo é previdência social. ou multa. Veja-se que os próprios comerciantes identificaram a falsificação como grosseira. Assim. em princípio. de quinze dias a um mês. no primeiro. § 1º . em tese. aplicar ao crime de moeda falsa o princípio da insignificância. . . da competência de Justiça Estadual". e multa. É o que diz a súmula STJ 73: "A utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura.Quando a falsificação é grosseira. Mirabete afirma que é crime formal. sendo crime material. No segundo ele omite com o intuito de não pagar.detenção. . de três meses a um ano. Correta Letra "a".detenção.Abandonar cargo público. há duas possibilidades: a) A falsificação grosseira não engana qualquer pessoa Nesse caso será crime impossível por ausência de elemento essencial. pois é indiferente que tenha ou não causado prejuízo efetivo. é inviável a afirmação do desinteresse estatal na sua repressão. . em tese. o crime de estelionato. estelionato. 323 . apenas se consumando com a supressão ou redução da contribuição previdenciária ou se seus acessórios.FALSIFICAÇÃO DE MOEDA: .Ainda que seja a nota falsificada de pequeno valor.CONCUSSÃO: .

e não por ocasião do recebimento dela. principalmente no que se refere à primeira modalidade desta última infração (solicitar vantagem indevida). 316 .Art.Os sujeitos não podem. não há de falar em flagrante preparado depois da consumação do crime. que influa na manifestação volitiva do sujeito passivo. prometido o pagamento para o dia seguinte. Assim.É crime formal. . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. nesses casos de crimes formais. ainda que o agente não obtenha o fim desejado (crime formal). direta ou indiretamente.Constitui crime de concussão. no exercício da função. não se admite a tentativa. Na concussão. para si. simultaneamente e em relação ao mesmo fato. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Não é necessário que se faça a promessa de um mal determinado. basta o temor genérico que a autoridade inspira. o funcionário público constrange. o fato de o policial rodoviário exigir. reclamar vantagem indevida. previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro. prendendo-se o agente no momento de recebimento. Assim. exige a . para si ou para outrem. mas em razão dela.A conduta típica é exigir. Por ser crime formal. . uma vez que o crime está consumado. portanto. Há um constrangimento pelo abuso de autoridade por parte do agente O crime de concussão guarda certa semelhança com o delito de corrupção passiva. ordenar. aproveitando-se o agente do 'metus publicae potestatis'. que serve para demonstrar. e multa. não há possibilidade de se lavrar prisão em flagrante por ocasião do recebimento. responder pelos crimes de corrupção ativa e concussão. Guilherme Nucci sustenta que a prisão em flagrante deve ocorrer no momento da exigência da vantagem. se o funcionário exige uma vantagem. com maior nitidez. . vantagem pecuniária para deixar de lavrar auto de infração em desfavor de motorista que foi flagrado cometendo infração de trânsito. ou seja. O correto. . quando for necessário. seria a decretação da prisão preventiva. mas de difícil ocorrência na prática. instante em que há somente o exaurimento do delito.reclusão.. . .A tentativa é possível quando ocorrer por escrito. do temor de represálias a que fica constrangida a vítima.Exigir. a concretização da concussão. Só há de se falar em flagrante preparado quando não tiver havido consumação. vantagem indevida: Pena . impor como obrigação.A consumação do crime de concussão ocorre no momento da exigência da vantagem indevida. EM REGRA. porém.

pede que ela lhe entregue o carro. . portanto.Manual de Direito Penal. * REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA DE ESCRAVO: . sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. que é igualmente chamado de concussão. 305 do CPM. Na corrupção passiva (em sua primeira figura) há mero pedido. Por isso. terá sua pena aumentada se o crime for cometido por motivo de preconceito de raça ou cor. necessariamente. que caracteriza corrupção passiva. pena mais elevada. Obs: Deve haver um nexo entre a represália prometida. a exigência feita e função exercida pelo funcionário público. A concussão. * PECULATO: . descreve fato mais grave e. Tal ameaça pode ser: a) explícita. pois o delito previsto no caput do art. Obs: se o crime for cometido por PM. Assim. pois do contrário haveria mero pedido. uma ameaça à vítima. d) indireta. 316 do CP é formal. que diz respeito ao momento e à possibilidade do cabimento da prisão em flagrante nos delitos de concussão. b) implícita. mera solicitação.vantagem indevida. e não por ocasião do recebimento da vantagem. mediante ameaça de morte. . O simples fato de exigir a vantagem indevida já caracteriza o tipo penal. instante em que há somente o exaurimento do delito. a prisão em flagrante deve ocorrer no momento da exigência. está configurado o delito do art. não há possibilidade de se lavrar prisão em flagrante por ocasião do recebimento. prometido o pagamento para o dia seguinte. haverá crime de extorsão ou roubo.O agente que reduz alguém a condição análoga à de escravo. c) direta. Segundo o renomado autor. por isso. cede à exigência. Ex: um policial aponta um revólver para a vítima e. se o funcionário exige uma vantagem.Há crime de concussão consumada. Em função disso. se o funcionário público emprega violência ou grave ameaça referente a mal estranho a função pública. independe de resultado naturalístico. A vítima. ou seja. Guilherme Nucci . temendo alguma represália. se o crime é formal. Guilherme Nucci traz uma situação relevante.exigir= essa exigência carrega.

§ 4º. 16 do Código Penal (em caso de arrependimento posterior).2003) Fonte: Souza. p. a quem faltou a diligência exigível. do CP: § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. não há ajuste entre ambos. 312. 2010. Atenção: Atente para o disposto no art. com os acréscimos legais. São Paulo: Saraiva. § 3º. enquanto que no peculato culposo. haverá extinção da punibilidade e. neste. é exclusiva para o peculato culposo. dolosamente. (Incluído pela Lei nº 10. se a reparação do dano for anterior à sentença irrecorrível. § 3º: De acordo com esse §. .11. dolosamente. por falta de diligência. uma vez que a regra do art. Atenção: Para as outras formas de peculato (apropriação e furto). de 12. 4: Direito Penal.. Luiz Antônio de. não há concurso de agentes no peculato culposo: o terceiro responderá pelo crime praticado. pois. senão haveria peculato apropriação ou peculato furto). primeiro. ou à devolução do produto do ilícito praticado. deixa a porta da sua sala aberta ao sair e alguém passa e subtrai o dinheiro. Coleção OAB Nacional. 16 do Código Penal). Exemplo: Funcionário.A condição de funcionário público no crime de peculato é circunstância de caráter pessoal e elementar do tipo penal e por isso se em eventual concurso de pessoas. 254. para que terceiro o subtraia. nesse caso. se a condição de funcionário público . há furto por parte desse terceiro e peculato culposo por parte do funcionário. negligentemente. apesar de não ser funcionário público. se for posterior a ela. e o funcionário público por peculato culposo (não houve ajuste entre ambos). Portanto. aplica-se a regra do art.763. o funcionário subtrai dolosamente o bem que não está em seu poder ou concorre. Atenção: O peculato culposo não se confunde com o peculato-furto. o funcionário é negligente e colabora culposamente para o êxito doloso de outrem. deve reduzir a metade a pena imposta (essa é uma regra especial que prevalece sobre a do art. Portanto. 33.Definição: O peculato culposo pressupões um crime doloso praticado por alguém (que pode ou não ser funcionário público) e a contribuição culposa do funcionário público (por imprudência ou negligência). quando o agente. sempre que um particular comete um crime junto com um funcionário público. permite a prática criminosa por outrem (note que. devemos saber. sabe da condição de funcionário do outro. que.

Estelionato .Potencialidade Lesiva Quando o falso se exaure no estelionato. se o agente. o agente dá ao bem público ou particular. . Depois. em benefício próprio ou de terceiro. é por este absorvido. se o funcionário público. . ou multa. . 315 . Se ele não sabia responderá por outro crime.Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena . o subtrai. valor ou bem. de um a três meses.Se o desvio não ocasionar lesão e for para o beneficio da própria ADM PUBLICA. sem mais potencialidade lesiva.11. funcionário público. uma aplicação diversa daquela que lhe foi determinada.é elementar do tipo.Segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça.312. como ocorre no caso do peculato.1990 . . desencaminhar. CP: "Aplica-se a mesma pena. "desviar" significa alterar o destino ou aplicação. tenha se valido dessa qualidade para fins de praticar a subtração ou concorrido para que terceiro a praticasse. 17 do STJ.detenção.20/11/1990 . No peculato-furto basta que o agente. devemos atentar se o particular sabia da condição de funcionário público do seu comparsa. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário". destinação distinta da exigida. em proveito próprio ou de outrem. ou concorre para que seja subtraído.O entendimento do STF é no sentido de existir concurso formal de crimes e não absorção. Se ele sabia responde pelo mesmo delito que responderá o funcionário público. Se a falsidade é meio para o estelionato.O peculato-furto vem descrito no § 1. ocorre o emprego irregular de verbas: Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Art.Fala-se em peculato na modalidade de desvio quando o funcionário público dá ao objeto material.DJ 28. . Nessa linha. responderá por estelionato: Súmula nº 17 STJ . * CORRUPÇÃO PASSIVA: . em proveito próprio ou alheio. De acordo com a doutrina. para obter vantagem ilícita em prejuízo alheio. contrariando os termos da Súmula n. falsifica documento público. embora não tendo a posse do dinheiro. art.

308 do CPM. CEDENDO A PEDIDO OU INFLUÊNCIA DE OUTREM: Pena . . . Caso o particular ofereça ou prometa vantagem respodenrá por corrupção ativa. 317 . -Edmundo Oliveira: "o verdadeiro critério para diferenciar concussão e corrupção está na presença ou na ausência de coação". se o particular.Art. que poderá amenizar o metus publicae potestatis. ao invés de concussão.Admite-se a participação de particular no crime de corrupção passiva. descartamos a possível coação. nos levando ao raciocínio mais lógico de configuração da corrupção passiva.detenção. para si ou para outrem. Importante mencionar. .O crime de corrupção passiva é formal e se consuma com a prática de um dos verbos nucleares do tipo do art. . como partícipe ou co-autor. conhencendo as condiçoes de funcionário público do agente. em consequência da vantagem recebida. direta ou indiretamente.O crime de condescendência criminosa não admite tentativa. isto é. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. com infração de dever funcional. que o particular só será vítima se a corrupção partir do funcionário. receber ou aceitar promessa de tal vantagem. responderá também pelo crime de corrupção passiva. em situação diversa da mencionada. vez que a conduta tipificada é deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do . ou multa.Tendo em vista que o CP adota a teoria monista para o concurso de crimes. vantagem indevida. reverência e temor que se encontra no cidadão diante de autoridade pública. como a questão afirma que não houve imposição. Este é um caso típico de exceção pluralista à teoria monista. é mais comum na concussão.Se o funcionário pratica.Corrupção passiva privilegiada: § 2º .Solicitar ou receber. . em face da comunicabilidade das condições de caráter pessoal elementares do crime. .A corrupção passiva terá a pena aumentada se. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. colabora. o funcionário retardar ou deixar de praticar qualquer dever de ofício ou o praticar infringindo dever funcional. mas em razão dela.Assim. * CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA: . O metus publicae potestatis. ou aceitar promessa de tal vantagem.

cargo ou, quando lhe faltar competência, não levar ao conhecimento da autoridade competente;

* FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO: - Incide nas penas previstas no artigo 318 do Código Penal, que prevê o crime de facilitação do contrabando ou descaminho, o servidor que, com infração de dever funcional, facilita a prática de contrabando ou descaminho por terceiro;

* PREVARICAÇÃO: - Art. 319: Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Pena - detenção de 3 meses a 1 ano, e multa; - No crime de prevaricação, o interesse ou sentimento pessoal não constitui exaurimento do crime, mas representa o dolo específico do funcionário público que o determina à prática do crime;

* PREVARICAÇÃO IMPRÓPRIA: Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007). Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

* FALSIDADE IDEOLÓGICA: - Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: - No crime de falsidade ideológica, o documento é materialmente verdadeiro, mas seu conteúdo não reflete a realidade, seja porque o agente omitiu declaração que dele deveria constar, seja porque nele inseriu ou fez inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita;

- No falso material, o documento emana de pessoa incompetente para elaborá-lo. O falsário não tem atribuição para criar ou alterar o documento. A falsidade recai sobre o conteúdo e a forma do documento. Através da falsificação ou da alteração, o agente imita a verdade. Ex: particular cria uma certidão de óbito falsa. A prova da falsidade material é feita através de perícia. - No falso ideológico, a falsidade recai apenas sobre o conteúdo do documento. Este é formalmente perfeito em seus requisitos extrínsecos, e emana de pessoa autorizada a elaborá-lo, mas as idéias contidas no documento são falsas. Ex: Oficial de registro civil atesta, falsamente, o óbito de alguém. Na falsidade ideológica, a prova pericial é inócua, já que não houve alteração formal do documento. A prova, no crime, deverá ser feita por qualquer outro meio, e deverá recair sobre os fatos contidos no documento.

* FALSA PERÍCIA: - No crime de falsa perícia o fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o perito se retrata; - O perito nomeado pelo Juízo, ao fazer afirmação falsa em processo judicial, comete crime de falso testemunho ou de falsa perícia.

* INSERÇÃO DE DADOS FALSOS: - Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano; Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa; - Exige o dolo específico de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano; OBS: Não confundir com esse delito: Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente:

* RESISTÊNCIA:

Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena - detenção, de dois meses a dois anos.

* DESACATO: - PENAL. CRIME DE DESACATO. ART. 331, DO CPB. (...) ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. DOLO ESPECÍFICO DE DESPRESTIGIAR, MENOSPREZAR A FUNÇÃO PÚBLICA. IRRELEVÂNCIA DO ESTADO DE EMOÇÃO DO AGENTE NO MOMENTO DA PRÁTICA DELITUOSA. BASTANTE A CONVICÇÃO DE QUE AS PALAVRAS TENHAM CARÁTER OFENSIVO. EXISTÊNCIA DE VONTADE DE OFENDER POLICIAL MILITAR NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. PALAVRAS DE BAIXO CALÃO. TIPICIDADE E ILICITUDE DA CONDUTA. DESNECESSIDADE DO ÂNIMO CALMO E REFLETIDO DO AGENTE. AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS; - Dispensável a exigência de ânimo calmo para incidência da figura típica do crime de desacato, não excluída pelo estado de exaltação ou cólera do agente. - Para se configurar o crime de desacato, o tipo penal exige a presença física do servidor público ofendido; - Injúria contra funcionário público: O artigo 141, inciso II, do Código Penal prevê aumento da pena de 1/3 (um terço) quando a ofensa é contra funcionário público e refere-se ao desempenho de suas funções; - a diferença entre desacato e injúria contra funcionário público em razão de suas funções? Resposta: O desacato pressupõe ofensa na presença do funcionário público, e a injúria contra funcionário público só pode ser praticada em sua ausência. A injúria pode ser praticada na presença ou ausência da vítima, porém a injúria contra funcionário público só pode ser praticada na sua ausência, já que, na sua presença, configura o crime de desacato;

* DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA: - O crime de denunciação caluniosa consiste em dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente.

ou negar ou calar a verdade. • autoria atribuída a mero partícipe. Fazer afirmação falsa. § 2º . • crime inexistente. quem se autoacusa falsamente pode receber pena de prisão. ou multa. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10. se o crime é praticado mediante suborno. ou porque o crime nunca existiu).Hoje o falso testemunho está assim tipificado: "Art. § 2º. instauração de investigação administrativa. de 2000) Pena . antes da sentença. • imputação de crime acompanhada de justificativa ou exculpante. a denunciação caluniosa absorverá a calúnia. • imputação de crime cuja punibilidade está expirada.Não importa se a falsa imputação é de crime ou contravenção penal. e multa.reclusão.. Obs.DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA .028. O fato deixa de ser punível. Dar causa à instauração de investigação policial. Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos. se. perito. 339. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém.: Projeto de Lei nº 52/09. § 3º. policial ou administrativo. Quando tanto a calúnia quanto a denunciação caluniosa se referirem ao mesmo fato.Esse delito acontece quando o indivíduo acusa-se de ter cometido um crime que não cometeu (ou porque outra pessoa o fez. de processo judicial.A pena é aumentada de sexta parte.A pena é diminuída de metade. • circunstância qualificativa acrescentada falsamente a um crime realmente praticado. . 339. de 1 (um) a 3 (três) anos. 342 do Código Penal. de dois a oito anos. se a imputação é de prática de contravenção.A discussão giza em torno de: • crime real atribuído falsamente a terceiro inocente. Basta que o agente dê causa à instauração de investigação policial ou outro procedimento previsto no art. § 1º . De acordo com o texto . 342. Art. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. uma vez que esta é tida como crime menor. As penas aumentam-se de um terço. AUTO-ACUSAÇÃO FALSA . enquanto a denunciação caluniosa (ou calúnia qualificada) crime imediatamente contra a administração da Justiça e mediatamente contra a honra da pessoa. • atribuição de crime inimputável. como testemunha. COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE CONTRAVENÇÃO . FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA . que altera o caput do art. tradutor ou intérprete em processo judicial. o agente se retrata ou declara a verdade". Como conseqüência.A calúnia constitui crime mediata e imediatamente contra a honra da pessoa. § 1º. e multa. ou em juízo arbitral: Pena – reclusão. e multa.

além daquela que avisa ou ordena”. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena .aprovado. Objetiva o tipo penal. “comunicação. pois. de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês. ocorre o crime acima descrito. no âmbito de inquérito civil. inclusive. . especificamente. Por tratar-se de crime comum. O artigo 340 do Código Penal trata.Provocar a ação de autoridade. O cerne do tipo é provocar. 340 . qualquer pessoa pode ser sujeito ativo do delito. isto é. que aqui traz a idéia de promover.COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE CONTRAVENÇÃO De acordo com o professor De Plácido e Silva. * COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU CONTRAVENÇÃO: . pelo fato de que o agente faz com que a autoridade empregue esforços para investigar algo que não existe e. porém. ou de qualquer outro fato que se precise tornar de conhecimento comum. o sentido de aviso ou transmissão de ordem. Nesse sentido. da comunicação que é falsamente levada ao conhecimento da autoridade que seria competente para apurar o delito ou a contravenção penal se fossem verdadeiros. de 1 (um) a 6 (seis) meses. asseverando a eficiência dos trabalhos e mantendo o prestígio relativo aos serviços prestados. motivar. tem o sentido de ciência ou conhecimento que se dá a outrem de certo fato ocorrido. se realmente tivessem ocorrido. ou multa. * EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES: . ou seja. acaba desviando-a das diligências indispensáveis e necessárias. ocasionar. manter o bom andamento da administração da justiça. não perdendo tempo com investigações inúteis em função de fatos irreais. ou de certo ato praticado. Vejamos: Art.Fazer justiça pelas próprias mãos. ou multa. no sentido de garantir-lhe seja suas diligências desenvolvidas somente no que realmente for necessário. o crime de falso testemunho ou de falsa perícia poderá ser praticado. salvo quando a lei o permite: Pena . somente o Estado figurará como sujeito passivo. além da pena correspondente à violência. também.o delito de exercício arbitrário das próprias razões somente se procede mediante queixa.detenção. se não há emprego de violência: Art. do conhecimento de mais de uma pessoa. embora legítima. Tem. 345 .detenção. para satisfazer pretensão.

O crime é formal. Não é crime: defesa de ambos os cônjuges em separação consensual. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. partes contrárias (interesses conflitantes).A prática por advogado de ato processual simultâneo ou sucessivo ao interesse de partes contrárias se constitui no delito de patrocínio simultâneo ou tergiversação. de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena .Art. faz afirmações falsas sobre fato juridicamente relevante. 341: Acusar-se. simultaneamente (ao mesmo tempo) ou sucessivamente (após abandonar ou ser afastado da causa pela parte original). PU . bastando a potencialidade de dano à administração da Justiça * PATROCÍNIO SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO: . somente se procede mediante queixa. . perante a autoridade. o fato deixa de ser punível se. intimada a depor em processo judicial.Parágrafo único . já que inexistem partes contrárias * PATROCÍNIO INFIEL: . cuja pena é de detenção de seis meses a três anos e multa.detenção. Jurisprudência: É crime: receber procurações de partes contrárias e ingressar em juízo com petição de acordo. * FALSO TESTEMUNHO: .Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa (mesma pretensão jurídica e pode envolver vários processos). * AUTOACUSAÇÃO FALSA: . ou multa. o agente se retrata ou declara a verdade.Se não há emprego de violência. É irrisório que o falso testemunho tenha ou não influenciado a decisão da causa.Pode ser sujeito ativo do crime de falso testemunho qualquer pessoa que. de 3 meses a 2 anos.No crime de falso testemunho.

- Art. 355 do CP: Trair (infidelidade aos interesses do constituinte), na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse (moral ou econômico), cujo patrocínio, em juízo (penal, cível, trabalhista etc; não há crime na atuação extrajudicial), lhe é confiado;

* CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHAS: Art. 343 -Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.268 , de 28.8.2001) Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa - Necessidade de que a vantagem seja oferecida para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade; - TRF4 - APELAÇÃO CRIMINAL: ACR 146437 PR 2000.04.01.146437-9 Resumo: Penal. Relator(a): VLADIMIR PASSOS DE FREITAS Julgamento: 10/09/2002 Órgão Julgador: SÉTIMA TURMA Publicação: DJ 02/10/2002 PENAL. CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHA. CÓDIGO PENAL, ART. 343. PENA DE MULTA. DOSAGEM. ARTIGOS 59 E 60 DO CÓDIGO PENAL. 1. Comete o crime de corrupção ativa de testemunha, que é espécie do crime de falso testemunho, quem oferece dinheiro a testemunha, a fim de que se faça afirmação falsa em audiência a ser realizada na Justiça do Trabalho, sendo irrelevante, por tratar-se de crime formal, o fato da oferta ser ou não aceita ou da testemunha prestar ou não depoimento.

* FAVORECIMENTO PESSOAL: - Art. 348: Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena - detenção de 1 a 6 meses, e multa. §1°: Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena - detenção, de 15 dias a 3 meses, e multa. §2°: Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena.

* FRAUDE PROCESSUAL: - Inovar, artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito, constitui o delito de fraude processual, previsto no artigo 347 do Código Penal, sendo apenado com detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. -. O delito de fraude processual, quando cometido com o objetivo de produzir efeito em processo penal, terá pena aplicada em dobro. - Caso a inovação artificiosa seja realizada com o objetivo de produzir efeito em processo penal, as penas previstas para a fraude serão aplicadas em dobro, mesmo que o processo penal ao qual se destina ainda não se tenha iniciado.

* ADVOCACIA ADMINISTRATIVA: Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo: Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.

* CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA: Condescendência Criminosa: Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

* TRÁFICO DE INFLUÊNCIA: Tráfico de Influência: Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função

Exploração de Prestígio: Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha;

Patrocínio Infiel: Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado.

* FAVORECIMENTO REAL: - Art. 349: Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. Pena - detenção de 1 a 6 meses, e multa.

* DIVULGAÇÃO DE SEGREDO: Em regra, o crime de divulgação de segredo se sujeita à ação penal pública

condicionada. Todavia, quando resultar prejuízo para a administração pública, a ação penal será pública incondicionada.

* FLAGRANTE: - Flagrante forjado e esperado são inconfundíveis. Enquanto no primeiro cria-se uma situação ilícita para incrimar o agente num dado momento (ex. colocar droga na mochila de viajante para prender em flagrante), no flagrante esperado "espera-se" que o agente cometa o delito espontaneamente para que seja "pego" em flagrante. Nessa modalidade não há indução do flagrante, como ocorre no caso do flagrante preparado.

* CRIMES EM LICITAÇÕES: - Os crimes em licitações são de natureza meramente formal: Art. 83. Os crimes definidos nesta Lei, ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, quando servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo.

para os fins desta Lei. para o exercício de cargo ou função pública.Decreto-lei nº 201. § 2º A pena imposta será acrescida da terça parte. Estadual ou Municipal . cargo. da Lei 8666/93. poderá ocorrer após a condenação definitiva por crime de responsabilidade previsto no diploma legal em epígrafe.O autor terá a pena acrescida da terça parte. de 27 de fevereiro de 1967 dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores e estabelece: I . IV . aquele que exerce.ART. conforme o caso.A pena de multa deve ser calculada em índices percentuais. . se ocupante de cargo em comissão em autarquia . ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. Considera-se servidor público.a perda do cargo e a inabilitação do Prefeito. auxílios ou subvenções sem autorização da Câmara. à Fazenda Federal.O produto da arrecadação da multa reverterá. autarquia.Art.A ação penal privada da subsidiária da pública é admissível. cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente ART. II .os crimes de responsabilidade previstos no Decreto-lei nº 201/67 estão sujeitos a julgamento pelo Poder Judiciário * CRIMES TRIBUTÁRIOS: . pelo prazo de 5 (cinco) anos. III . . 103 da Lei 8666/93. 99 caput. * CRIMES DE RESPONSABILIDADE: . se esta não for intentada no prazo legal . mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. §2º da Lei 8666/93.são de ação pública os crimes de responsabilidade previstos no diploma legal em epígrafe. sociedade de economia mista. empresa pública. . Distrital.ART.comete crime de responsabilidade o Prefeito que concede empréstimos. 84. fundação pública.. função ou emprego público. efetivo ou de nomeação.99. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. ou em desacordo com a lei.

4º Não é punível a tentativa de contravenção.nos crimes cometidos por grupos armados. em regime semi-aberto ou aberto. 324. Art. previsto na Lei 8. igualmente.” (NR) Art. exigir vantagem pecuniária para deixar de lançar tributo devido. V . III . II . pois o rol de crimes inafiançáveis se torna diferente.Art.403 de 2011. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei. Não será concedida fiança: I . Não será. . que entrará em vigor dia 04 de Julho de 2011. * CONTRAVENÇÕES PENAIS: . . 323.Art.nos crimes de tortura. .. sem rigor penitenciário.(revogado). tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.A multa aplicada deve ser executada em ação de execução fiscal. quando escusaveis. concedida fiança: . IV . terrorismo e nos definidos como crimes hediondos. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.403/11 Com advento da lei 12.nos crimes de racismo. * FIANÇA: LEI 12. com violação do dever. 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida. civis ou militares.Art. a pena pode deixar de ser aplicada.Constitui crime funcional contra a ordem tributária. em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum.(revogado).137/90. estaria essa questão desatualizada. a conduta do servidor que.

em caso de prisão civil ou militar. 312).aos que. Art. 327 e 328 deste Código. e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.5ponto). étnico. no todo ou em parte. comete atos como assassinato de membros desse grupo ou lesão grave à sua integridade física ou mental ou. d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo. tiverem quebrado fiança anteriormente concedida ou infringido. com a intenção de destruir. sem motivo justo. identificando Caio Lívio como paciente (0.I .” (NR). no todo ou em parte. como tal: a) matar membros do grupo. . Presidente do Senado Federal (0. * GENOCÍDIO: . qualquer das obrigações a que se referem os arts. grupo nacional. com a intenção de destruir.5 ponto).Pratica genocídio quem. quem promove a transferência forçada de crianças desse grupo para outro. 1º Quem. IV .5ponto). em nome de Júlio César. racial ou religioso.quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art. no mesmo processo. determinado grupo religioso. ainda. * IMUNIDADE PARLAMENTAR: . c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionarlhe a destruição física total ou parcial. b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo.ESPELHO DE CORREÇÃO PARA PROVA DISCURSIVA I ADVG – Advogado do Senado Federal Advogado do Senado Federal QUESTÃO 3 1 – O candidato deve redigir petição inicial de ação de habeas corpus (0. III .(revogado). II .

I. o que caracteriza a falta de justa causa para a decretação da prisão (artigo 648. do Código de Processo Penal. o que não é o caso do delito de denunciação caluniosa (art. § 2º. por ausência do elemento subjetivo. invocando para tanto os seguintes fundamentos jurídicos: 3 – A imunidade material (inviolabilidade penal) do Senador por suas palavras. I do Código de Processo Penal) (1. Como enunciado deixa claro. a contrario sensu).0 pontos). órgão do Poder Judiciário competente para julgar esse tipo de ação quando o paciente é Senador (art. da Constituição da República) (1. I. 5 – a conduta do Senador Caio Lívio não constitui o crime de denunciação caluniosa. do Código de Processo Penal). mas simplesmente “causar nos demais Senadores e em todos os brasileiros uma reação à falta de engajamento dos cidadãos na vida política do país”.0 pontos) * CRIMES AMBIENTAIS: . I. a decretação da prisão em flagrante de Senador é ilegal (artigo 648. 53. e por fim.0 ponto) formulando pedido de relaxamento da prisão ilegal na forma do art.0 ponto). 648. Nesse caso.0 ponto). o que torna a prisão ilegal (artigo 648. III e IV do Código de Processo Penal). votos e opiniões (art.5 ponto) 2 – A petição deve ser dirigida ao Supremo Tribunal Federal. do Código de Processo Penal). da Constituição da República) os Senadores só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis. 53.apontando o Delegado de Polícia Federal Mévio Semprônio como autoridade coatora (0. 5º. utilizando os fatos inverídicos como “medida de retórica para chocar as pessoas a iniciar um amplo debate público sobre a política nacional”. I do Código de Processo Penal) (2. o Delegado não poderia ter instaurado inquérito sem expressa manifestação do ofendido (art. 102. II.0 ponto). é de ação privada ou pública condicionada. VI. 323 e 324. 5º. inciso LXV da Constituição da República (1. tornando nulo o procedimento com base no qual foi decretada a prisão (art. (2. I do Código de Processo Penal) (1. o candidato deverá apontar a evidente ausência das hipóteses expressamente previstas em lei que autorizam a decretação da prisão em flagrante (artigo 302. Assim sendo. a finalidade não era dar início a procedimento nenhum. da Constituição da República) no exercício do mandato. logo. o crime praticado é o de calúnia o qual. 4 – Por expressa previsão legal (art. além de ser coberto pela imunidade material. §§ 4º e 5º.

Tese de erro de proibição afastada por se tratar de erro inescusável que não apenas poderia como deveria se evitado. art. sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes. alternativamente cominada. ou ambas as penas cumulativamente.605/98. Lei 9. ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes: Pena . 3. que independe de resultado naturalístico. Resp nº 564960/SC. ESTABELECIMENTO DE ATIVIDADE POTENCIALMENTE POLUIDORA. 41. estabelecimentos. Turma Recursal Criminal. o qual não tem aplicação na ação penal pública. CONDENAÇÃO MANTIDA. Julgado em 12/07/2010). reformar. Crime ambiental.Recurso Crime Nº 71002617876. Meio ambiente.Art 60.Pena privativa de liberdade afastada porque suficiente.detenção. CPP.Denunciado que.605/98 .O delito ambiental consistente em instalar. causar danos à saúde humana. . . (Turma Recursal Criminal dos Juizados Especiais Criminais do Estado do Rio Grande do Sul . . uma vez que não se pode compreender a responsabilização do ente moral dissociada da atuação de uma pessoa física. sendo desnecessária a realização de perícia. ARTIGO 60 DA LEI 9. ampliar. LAUDO PERICIAL. na espécie. DESNECESSIDADE. Sistema ou teoria da dupla imputação.605/98. 2-Trata-se de crime de mera conduta. sem licença dos órgãos ambientais competentes.A necessidade de dupla imputação nos crimes ambientais não tem como fundamento o princípio da indivisibilidade. de um a seis meses ou multa. 5. Rel. . DELITO AMBIENTAL.RECURSO CRIME. SUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. em qualquer parte do território nacional. Ministro Gilson Dipp. Lei 9. 1-. a aplicação exclusiva da pena de multa.Prova suficiente para a manutenção do decreto condenatório. 5ª Turma. art.605/98.. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. obras ou serviços potencialmente poluidores.Construir. ao menos. instalar ou fazer funcionar. PENA READEQUADA. que age com elemento subjetivo próprio cf. em qualquer parte do território nacional. Admite-se a Responsabilidade penal da pessoa jurídica em crimes ambientais desde que haja a imputação simultânea do ente moral e da pessoa física que atua em seu nome ou em seu benefício. estabelecimento potencialmente poluidor só se configura se a poluição gerada tiver potencial de.STJ. Turmas Recursais. e de perigo abstrato. 3º. DJ de 13/06/2005. Aplica- . fez funcionar estabelecimento potencialmente poluidor pratica o crime ambiental previsto no art. sem licença ambiental. 60 da Lei 9. Relator: Cristina Pereira Gonzales. 4.

de 1 (um) a 4 (quatro) anos.Os tipos penais da lei dos crimes contra a ordem tributária. valendo-se da qualidade de funcionário público. todavia. dos crimes contra a ordem tributária. por meio de confissão espontânea. econômica e contra as relações de consumo são. além dos previstos no Decreto-Lei n° 2. dolosos. possuem como elemento subjetivo do tipo o querer ou a assunção do risco de suprimir ou reduzir tributo.As condutas elencadas no artigo 1º. em sede de crimes contra a ordem tributária. Este elemento subjetivo do tipo. de regra. A supressão ou a . interesse privado perante a administração fazendária. . sem exceção.se em razão de não se admitir a responsabilização penal da pessoa jurídica dissociada da pessoa física.Código Penal (Título XI. respectivamente dolo direto e dolo eventual. 3º (lei 8.Art.Nos delitos de lavagem ou ocultação de bens. Art.137/90) Constitui crime funcional contra a ordem tributária.613. direta ou indiretamente. em caso de sentença condenatória. 14 do Código Penal. . cometidos em quadrilha ou coautoria.Nos crimes contra o SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – SFN. o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. o coautor ou partícipe que. .613 .Lei 9. * CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA: .Lavagem de dinheiro: § 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art. . dolosos. e multa. provoca aumento de pena a prática do crime de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa.LAVAGEM DE DINHEIRO: Lei 9. * CRIMES CONTRA A ORDEM ECONÔMICA: . de 7 de dezembro de 1940 . . direitos e valores. revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a pena reduzida. Pena . encontrada na referida legislação apenas em alguns tipos relativos aos crimes contra as relações de consumo.848. 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e. aliado à ausência de previsão culposa. não se cogita da existência da modalidade culposa.reclusão. Capítulo I): III . faz-nos chegar a conclusão de que os tipos penais da lei são.patrocinar.

fornecida à Fazenda Pública. não tipifica delito funcional o ato de utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é. por lei. não depende de grave dano à coletividade. se praticado or funcionário público. nesta seara dos crimes contra a ordem tributária o condão de afastando o dolo.Cabe delação premiada: art. cometidos em quadrilha ou co-autoria.de que cuida o artigo 20 do Código Penal.90 refere-se a alguns tipos relativos aos crimes contra a relação de consumo . que prescreve a excepcionalidade do tipo culposo ao preceituar que com exceção dos casos expressos em lei.Cabe também o concurso de pessoas na forma de participação . parágrafo único da Lei 8. parágrafo único . . por falta de previsão legal. afastada estaria a existência do crime contra a ordem tributária. senão quando o pratica dolosamente. .adotada aqui a teoria finalista da ação .não se cogita. A delação premiada pode beneficiar o acusado com: .Nos crimes previstos nesta Lei. . excluir a própria tipicidade .artigo 12 da lei.137 de 27. 2º e 3º da Lei 8.artigo 16 da lei. assim como ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde.erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime.12.e à míngua de expressa previsão da forma culposa de agir. em sede de crimes contra a ordem tributária e equiparados de que cuidam os artigos 1º. Como conseqüência direta disso.90. da existência da modalidade culposa.a causa de aumento de pena. 16.art.redução de tributo culposa estaria excluída em face da aplicabilidade subsidiária do Código Penal.Nos crimes contra a ordem tributária. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime.176/91 . .Os crimes contra a ordem tributária não admitem a modalidade culposa. mesmo. Nos crimes de relação de consumo existe previsão da modalidade culposa em algumas hipóteses: . .12. tem. O grave dano À coletividade é outra causa de aumento de pena. deve ser a conclusão de que o erro de tipo . Como a única previsão de delito culposo que se tem na Lei 8. 7º. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços. Deve-se atentar que a Lei 8137/90 trata também dos crimes contra a ordem econômica e relação de consumo (capítulo II). conforme postado nos comentários anteriores.137 de 27.

Art. 10. .Nos crimes definidos nos arts.A pena de multa pode ser elevada até o décuplo.perdão judicial.167/91 .extinção da pena. sem as formalidades legais ou com abuso de poder.cumprimento da pena em regime semi-aberto. quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor. . f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem. e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança. . b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. desde que a cobrança não tenha apoio em lei. poderá diminuí-las até a décima parte ou elevá-las ao décuplo. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. 4º Constitui também abuso de autoridade: a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual. .A pena de multa será calculada em dias: Art..diminuição da pena de 1/3 a 2/3. Art. . 8° da Lei 8. A delação premiada é constantemente criticada. ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa. verifique a insuficiência ou excessiva onerosidade das penas pecuniárias previstas nesta lei. emolumentos ou de qualquer outra despesa. Caso o juiz. 1° a 3° desta Lei. g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade policial recibo de importância recebida a título de carceragem. imediatamente. d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada. Ainda se exige uma contribuição demasiadamente grande para que se considere efetiva a delação. * CRIMES CONTRA AS FINANÇAS PÚBLICAS: - * ABUSO DE AUTORIDADE: . custas. custas. permitida em lei. uma vez que fica a critério de avaliação do Juiz da causa e de parecer do membro do MP a utilidade das informaçoes prestadas pelo réu. considerado o ganho ilícito e a situação econômica do réu. emolumentos ou qualquer outra despesa. razão pela qual muitos a chamam de "extorsão premiada" . c) deixar de comunicar. a pena de multa será fixada entre 10 (dez) e 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.

que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. XI. de 11. (Incluído pela Lei nº 7. art. i) prolongar a execução de prisão temporária. XIII. VI.2001) II .960. 2o Em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. Lemos: Considera-se autoridade.217. O particular que não exerça função pública poderá ser responsabilizado na condição de partícipe. . XVI. de 21/12/89) . emprego ou função pública. . de pena ou de medida de segurança. que independe de autorização judicial. tendo a autoridade policial discricionariedade acerca do melhor momento para efetuá-la. Está ligada ao retardamento da prisão em flagrante.Tem como objetivos a correta atividade do agente público. decorrente dos princípios da legalidade e moralidade. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: (Redação dada pela Lei nº 10.30). III.034/95. Lei 9034/95: Art. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. XV. deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade. * PROVAS: .a ação controlada. .O crime de abuso de autoridade é crime próprio.h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se . para seus efeitos. sem prejuízo dos já previstos em lei.AÇÃO CONTROLADA: A ação controlada é um meio de obtenção de provas. dado que as condições de caráter elementar comunicam-se no concurso de agentes (CP. com o objetivo de que se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. admite-se que o particular seja coautor ou partícipe do intraneus. quem exerce cargo. previsto na Lei 9.4.CAPEZ: Considerando que a qualidade de autoridade integra o tipo dos crimes de abuso como elementar. de natureza civil. XVII e LXVIII). ainda que transitoriamente e sem remuneração. ou militar. bem como a proteção direta das garantias individuais previstas na Constituição Federal (artigo 5º.o artigo 5º da Lei 4898/65 define o que considera autoridade. para os efeitos desta Lei.

Art. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. esse fato . Parágrafo único.a infiltração por agentes de polícia. a ação controlada requer autorização judicial. de 11. II . que se encontrem no território brasileiro. bancárias. de 11. além dos previstos em lei. os seguintes procedimentos investigatórios: I . A autorização judicial será estritamente sigilosa e permanecerá nesta condição enquanto perdurar a infiltração. são permitidos. * TEORIA GERAL: . mediante circunstanciada autorização judicial. Assim. sem prejuízo da ação penal cabível. a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores. Obs. com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição.A diretriz dominante do Código Penal alinha-se à chamada fase do caráter indiciário da ilicitude. IV – a captação e a interceptação ambiental de sinais eletromagnéticos.2001).a não-atuação policial sobre os portadores de drogas. em tarefas de investigação. Na hipótese do inciso II deste artigo. constituída pelos órgãos especializados pertinentes. (Inciso incluído pela Lei nº 10. e o seu registro e análise. inicialmente. óticos ou acústicos. documentos e informações fiscais.217. em tarefas de investigação. o juiz. . constituída pelos órgãos especializados pertinentes.4. (Inciso incluído pela Lei nº 10. financeiras e eleitorais.4.2001) Parágrafo único. III . segundo a qual a prática de ato formalmente típico pressupõe indício de ilicitude.217.2001) V – infiltração por agentes de polícia ou de inteligência.217. verifica se o fato humano (doloso ou culposo) enquadra-se em algum modelo incriminador. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei.concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. de 11. seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção. em caso afirmativo. o que não ocorre na lei do crime organizado. mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público. mediante circunstanciada autorização judicial. 53.: Ressalta-se que no caso da lei de drogas.o acesso a dados.4.

Ordem concedida para trancar a ação penal. em virtude de ter ingerido substâncias psicotrópicas. quando se trata de delito de autoria coletiva. as pessoas se comportarão em conformidade com o direito. em relação a todos os denunciados. .provavelmente será ilícito. sustenta a doutrina que vigora o princípio da confiança. narrando a denúncia que a vítima afogou-se em virtude da ingestão de substâncias psicotrópicas. 33. se presentes. a responsabilidade dos pacientes. isenta de pena.STJ: Mesmo que se admita certo abrandamento no tocante ao rigor da individualização das condutas. assim. excludente da responsabilidade criminal. de forma contrária aos padrões esperados. em regime semi-aberto. na hipótese. ou aberto. necessária é a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco não permitido.Por outro lado. por atipicidade da conduta. que são as causas de exclusão da ilicitude. e o fato não deve ser considerado criminoso. diante da inexistência de previsibilidade do resultado. . poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 21 do CP: O desconhecimento da lei é inescusável. em razão da ausência de previsibilidade. passa ao exame dos tipos permissivos. 580 do Código de Processo Penal. se inevitável. o que caracteriza uma autocolocação em risco. tais como maus antecedentes. por não demonstrar qual a conduta tida por delituosa. . considerando que nenhum dos membros da referida comissão foi apontado na peça acusatória como sendo pessoa que jogou a vítima na piscina. que impeça o exercício da ampla defesa. afastando. porquanto é inviável exigir de uma Comissão de Formatura um rigor na fiscalização das substâncias ingeridas por todos os participantes de uma festa. a existência de condições pessoais desfavoráveis. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. por força do disposto no art. .Associada à teoria da imputação objetiva. O erro sobre a ilicitude do fato. segundo a denúncia. acarretando a atipicidade da conduta. não existe respaldo jurisprudencial para uma acusação genérica. Ainda que se admita a existência de relação de causalidade entre a conduta dos acusados e a morte da vítima.Art. . portanto. Em seguida. afastam a ideia (indício) inicial de ilicitude. à luz da teoria da imputação objetiva. se evitável. não-ocorrente. A de detenção. . semi-aberto ou aberto. ausente o nexo causal.Segundo a jurisprudência consolidada do STJ e também no Supremo Tribunal. . salvo necessidade de transferência a regime fechado. pois a vítima veio a afogar-se. que.Art. de nexo de causalidade e de criação de um risco não permitido. o que não ocorreu in casu. comportando-se.

§ 4º. 150.CONCEITO DE "CASA" PARA EFEITO DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL (CF. em casa alheia ou em suas dependências § 4º . II) . OS QUARTOS DE HOTEL. 150 . QUE TAMBÉM COMPREENDE OS APOSENTOS DE HABITAÇÃO COLETIVA (COMO.De acordo com o CPP: Art. as provas ilícitas. São inadmissíveis. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. EM TAL HIPÓTESE. não impedem a aplicação do princípio da insignificância.reincidência ou ações penais em curso. devendo ser desentranhadas do processo. ART. E no CP: Violação de domicílio Art. * PROVAS: . AO CONCEITO DE "CASA" .compartimento não aberto ao público. XI E CP. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO. ART. RESSALVADAS AS EXCEÇÕES PREVISTAS NO PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART.INIDONEIDADE JURÍDICA RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. DE PROVA OBTIDA COM TRANSGRESSÃO À GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR . DESDE QUE OCUPADOS): NECESSIDADE.qualquer compartimento habitado. 157. 5º.A expressão "casa" compreende: I . XI). . DESDE QUE OCUPADO. onde alguém exerce profissão ou atividade * CRIME CONTINUADO: . POR EXEMPLO. MOTEL E HOSPEDARIA. II .CONSEQÜENTE NECESSIDADE. PENSÃO.PROVA ILÍCITA . clandestina ou astuciosamente.Entrar ou permanecer.aposento ocupado de habitação coletiva. III . DE MANDADO JUDICIAL (CF. 5º.AMPLITUDE DESSA NOÇÃO CONCEITUAL. EM TAL HIPÓTESE. assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. BUSCA E APREENSÃO EM APOSENTOS OCUPADOS DE HABITAÇÃO COLETIVA (COMO QUARTOS DE HOTEL) SUBSUNÇÃO DESSE ESPAÇO PRIVADO. PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. DE MANDADO JUDICIAL.

a) Teoria da Unidade Real.Teoria Adotado pelo CP Brasileiro. entre nós. Prega que o delito continuado seria uma figura criminosa especial e autônoma. mas que é tratado como crime único pela lei penal vigente. . c) Teoria Mista. apesar de serem do mesmo gênero. enxerga o crime continuado como sendo. à luz dos artigos 69 e 70 do mesmo diploma legal”. Conforme já assentado pelo STJ. Tanto é verdade que o diploma criminal pátrio adotou a teoria da ficção jurídica que o crime continuado é tratado. seria tratado. . levando-se em conta a especificidade e particularidades do caso concreto e alegada menor culpabilidade do sujeito. são de espécies diversas. por ficção jurídica. Entende o delito continuado como sendo. não se confundindo com o crime único. . devido a razões de política criminal. A tese da unidade real. b) Teoria da Ficção Jurídica. o código penal brasileiro adotou a teoria da ficção jurídica (e não da unidade real). mas que. . para efeitos de aplicação da pena. concurso material). Esta foi a concepção idealizada por Francesco Carrara e que também recebe o título de teoria da “unidade fictícia limitada”. o crime continuado representa “induvidoso concurso material de crimes gravado pela menor culpabilidade do agente. Essa posição também é conhecida por tese da “unidade mista” ou “unidade jurídica”. enquanto crime único.No chamado crime continuado. na verdade. em essência (isto é. um único crime. Por outro lado. no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. uma pluralidade de crimes (ou seja. concebida originalmente por Bernardino Alimena. no tópico atinente ao concurso de crimes (embora represente uma multiplicidade de crimes. na realidade). por ficção jurídica. não se aplica a continuidade delitiva".. como resulta da simples letra dos artigos 71 e 72 do Código Penal.STJ: "tendo em vista que os crimes de roubo e extorsão. vê-se delito único).

quanto o exercício regular de direito.* EXCLUDENTES DE ILICITUDE: . cujo sacrifício. direito próprio ou alheio. . em circunstâncias outras. .Quem repele a agressão de sonâmbulo estará amparado pelo estado de necessidade. Essa só se legitima diante de uma ação humana consciente.É exemplo de excludente de ilicitude o abate de animal protegido pela lei ambiental quando realizado para saciar a fome do agente ou de sua família.ESTADO DE NECESSIDADE: Salvar perigo atual. o que não se configura no caso do sonâmbulo.No CP. seria delituoso. segundo a acepção mais moderna. interesse ou direito senão pela prática de ato que. . que não provocou por sua vontade. e não legítima defesa. excluem a tipicidade. nem podia de outro modo evitar. tanto o estrito cumprimento do dever legal. para a Teoria da Tipicidade Conglobante. adota-se a teoria unitária ou monista objetiva em relação ao estado de necessidade. não era razoável exigir-se. . por se tratar de ausência de conduta.Estado de necessidade é causa legal excludente de ilicitude e coação moral irresistível é causa excludente de culpabilidade. . nas circunstâncias. . 1)Perigo atual: Ato humano Ataque de animal Fato da natureza OBS: o estado de necessidade não abrange o perigo iminente. situação na qual se encontra pessoa que não pode razoavelmente salvar um bem.Segundo o professor Cristiano Rodrigues.

2)Perigo não causado voluntariamente pelo agente: Se o agente dolosamente criou o perigo não há estado de necessidade para ele. .Pela legítima o agente pode repelir agressão injusta a direito seu ou de outrem que pode ser qualquer pessoa física.Através da legítima defesa pode-se proteger qualquer bem jurídico.LEGÍTIMA DEFESA: Entende-se em legítima defesa quem. . mesmo que um criminoso. atual ou iminente. repele injusta agressão. 4)Proteção de direito próprio ou alheio 5)Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo – as pessoas que exercem determinadas profissões perigosas não podem deixar de enfrentar o perigo. . usando moderadamente dos meios necessários. . 6)Inexigibilidade de sacrifício do bem ameaçado.Inexigibilidade de conduta diversa é excludente supralegal de culpabilidade por definição doutrinária predominante que a considera implícita no ordenamento jurídico. (em perigo). 3)Inevitabilidade do fato típico Há estado de necessidade se não havia outra forma de salvar o bem em perigo. Prevalece o entendimento de que há estado de necessidade se o agente causou o perigo culposamente. . a direito seu ou de outrem. . a não ser praticando o fato típico.Na legítima defesa o agente não pode empregar o meio além do que é preciso para evitar a lesão do bem jurídico próprio ou de terceiro.

representados como necessários.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. A vontade é dirigida à conduta e não ao resultado. portanto.Dolo indireto ou eventual – Art. de forma que.Estrito cumprimento do dever legal é causa legal de exclusão da ilicitude. é responsável pelo resultado a título de dolo eventual. dê no que der. Exemplos: roleta russa. e em relação aos efeitos colaterais. se previsto em lei. porém. porém assume o risco de produzi-lo. 2ª parte . . assim procedendo.. tendências ou atitudes pessoais elementos subjetivos especiais existentes em conjunto com o dolo em determinados delitos. * DOLO: . 18. sendo as intenções. mesmo assim. passa a aceitar a sua eventual ocorrência: a superveniência do resultado se lhe torna indiferente. o agente não quer diretamente o resultado.O dolo direto em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos é classificado como de primeiro grau. elemento subjetivo geral. . excluído nas hipóteses de erro de tipo. mas permite a punição por crime culposo. apesar disso. A previsão da probabilidade do resultado não demove o agente de atuar. é classificado como de segundo grau.O estudo do tipo subjetivo dos crimes dolosos tem por objeto o dolo. Fórmula prática de Frank: Se o agente diz a si próprio: “seja como for.Erro inescusável (vencível) exclui o dolo. 20 . quer agir para alcançar o fim perseguido e se resigna com a eventual produção do resultado. se não couber punição por crime culposo: Art. I. em qualquer caso eu ajo”. resolve agir de qualquer forma. O agente prevê o resultado como possível ou provável e. . o agente conta seriamente com a possibilidade de produzir o resultado típico. No dolo eventual. etc. Apenas excluirá a punição a título de culpa.No dolo indireto ou eventual. . racha.

. * NEXO CAUSAL: . o resultado advém de situação totalmente dispersa ao conteúdo volitivo do agente. Excepcionalmente. não é eventual. Impropriedade da expressão dolo eventual – A expressão “dolo eventual” não é precisa. que o agente quer praticar a conduta de qualquer jeito. não o dolo. Tratamento penal aos crimes cometidos através de dolo direto e dolo eventual . entretanto. Unicamente a produção do resultado. Exemplo: o crime de receptação dolosa (art. pelo contrário. incondicional. no curso causal. como vontade de ação. Dúvida sobre a superveniência do resultado . o que poderá ser levado em conta pelo juiz na dosagem da pena. A doutrina e a jurisprudência entendem. que há maior reprovação no crime cometido através de dolo direto. Em nada pertence ao universo subjetivo do agente. produz o resultado. é que está sujeita a eventualidades ou incertezas. O dolo. 180. não obstante a dúvida sobre a ocorrência do resultado. pratica o crime a título de dolo eventual. Nem todo crime doloso admite a sua prática através do dolo eventual – Em regra. Se o agente. não se abstém de agir.Observe-se que.Para a existência do dolo eventual basta a simples dúvida do agente sobre a superveniência do resultado previsto. Essa causa. no entanto. os crimes dolosos admitem a sua prática através do dolo direto ou do dolo eventual. por si só.A causa é absolutamente independente se. nessa hipótese. caput) exige que o agente saiba que a coisa adquirida seja produto de crime.O Código Penal equipara o dolo direto ao dolo eventual. alguns crimes exigem a certeza sobre determinado elemento constitutivo do tipo. afastando o dolo eventual. mas.

entretanto.1984) III .1984) a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral. ou maior de 70 (setenta) anos. de 11. segundo o qual a infecção hospitar está na linha do desdobramento da ação física ou natural. de 11. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento. de 11. . (Redação dada pela Lei nº 7. * CAUSAS ATENUANTES: Art..1984) I . pois se excluissemos a causa ou a conduta do agente o resultado não se operaria. na data da sentença. e a ação esteja do agente esteja na mesma linha de desdobramento da ação física ou natural o resultado será impudado ao agente. se verificar a ocorrência de uma causa relativamente independente.o desconhecimento da lei.1984) II . na data do fato. 65 . Veja que a causa da morte de B foi a infecção hospitalar.ter o agente:(Redação dada pela Lei nº 7. de 11.7. trata-se de uma Causa Relativamente Independente. A desfere golpes de faca em B que passa por um processo cirúrgico e dias depois vem a morrer de infecção hospitalar. caso ocorra o resultado naturalístico. Exemplificando.209.7. (Redação dada pela Lei nº 7.209.209.7.São circunstâncias que sempre atenuam a pena: (Redação dada pela Lei nº 7. e portanto. portanto.As Causas Absolutamente Independentes sempre rompem o nexo causal.209. ser-lhe-a imputado a quem lhe deu causa.7.ser o agente menor de 21 (vinte e um).

A tentativa. segue-se outro: se o fato delituoso muda a sua qualificação legal para um dos concorrentes. evitarlhe ou minorar-lhe as conseqüências. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto. 29. segundo o qual. previsto no art. a autoria do crime. concorre para o crime. ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. se não o provocou. 30. é exemplo de adequação típica de subordinação mediata (indireta).Do princípio da unidade do crime. perante a autoridade. de qualquer modo.b) procurado.Aplicação do art. transmissível. salvo quando elementares do crime". incide nas penas a este cominadas"). ou sob a influência de violenta emoção. uma vez ser necessário invocar dois ou mais dispositivos para realizar juízo de subsunção * CRIMES FUNCIONAIS: . d) confessado espontaneamente. no Brasil. todos os participantes (autores. a desclassificação se opera em relação a . antes do julgamento. por sua espontânea vontade e com eficiência. logo após o crime. caput ("quem. havendo participação. reparado o dano. * TENTATIVA: . Ser funcionário público é condição de caráter pessoal elementar dos crimes funcionais. CP aos crimes funcionais: "Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. . ou ter. coautores e partÍcipes) respondem pelo mesmo crime. provocada por ato injusto da vítima. portanto. c) cometido o crime sob coação a que podia resistir.

por motivo de contravenção. disciplina a doutrina que para que haja o juízo de reprovabilidade é necessário que o agente possua a consciência da . É a conseqüência determinada pelo art. a ausência de qualquer deles importa a inexistência de crime (para os adeptos da teoria tripartida finalista) ou impedimento na aplicação da sanção penal (para os adeptos da teoria bitartida finalista).Em relação a culpabilidade. *a questão se refere corretamente à imputabilidade como capacidade de culpabilidade . ou.A culpabilidade. Nessa concepção.Em relação a "potencial consciência da ilicitude". Assim. no Brasil ou no estrangeiro. que exigem do agente uma qualidade natural particular (sexo). por meio do qual as elementares se comunicam entre os agentes.EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. 3.POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE. sejam de caráter objetivo ou subjetivo. a culpabilidade é composta dos seguintes elementos: 1. fundamento e também limite da aplicação da pena. 7º da Lei de Contravenções penais: Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado. responde por este delito e não por apropriação indébita (art. o CP adotou a TEORIA NORMATIVA PURA. é composta por 3 elementos que devem estar presentes (positivos) quanda da aplicação da reprimenda. social (cônjuge) ou jurídica (funcionário público). .todos. por qualquer crime. contribuindo CONSCIENTEMENTE (tem que saber da qualificação de funcionário público do autor) um estranho para a prática de um crime de peculato (art. caput). baseada na teoria finalista da conduta (Hans welzel). no Brasil. 30. Isso ocorre principalmente nos crimes denominados próprios. 312). * CULPABILIDADE: . 180.IMPUTABILIDADE. 2. * CONTRAVENÇÃO PENAL: Art.

erro sobre a causa excludente de ilicitude. a legítima defesa. quando cuida de causa excludente de culpabilidade emprega expressões diferentes: “é isento de pena”. deixe de prestá-lo. . “não é punível o autor do fato”. emprega expressão como “não há crime” ou “não constitui crime”. as outras ao autor.. quando o Código Penal trata de causa excludente da antijuricidade. denominada "valoração paralela na esfera do profano".O erro sobre a ilicitude do fato deve ser analisado em face do comportamento do homem médio para se chegar à conclusão de ser o erro evitável ou inevitável.ilicitude do fato ou que AO MENOS TENHA A POSSIBILIDADE DE CONHECÊ-LA. fica caracterizado o erro mandamental em relação ao crime de omissão de socorro. * ERRO DE PROIBIÇÃO OU MANDAMENTAL: .. por acreditar não estar obrigado a fazê-lo por não possuir qualquer vínculo com a vítima e por não ter concorrido para o perigo. * ILICITUDE (ANTIJURIDICIDADE): . as primeiras referem-se ao fato. pode ser de três tipos: 1) Erro de proibição direto. (. Segundo assevera Zaffaroni e Pierangeli: A doutrina é unânime na afirmação de que nao se requer um conhecimento OU POSSIBILIDADE de conhecimento da lei em si. que é o erro de proibição em crime omissivo ( no caso do garante). quando o erro recai sobre uma conduta proibitiva. o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito.As excludentes de ilicitude (também chamadas de excludentes de antijuridicidade) são: o estado de necessidade. 2) Erro mandamental.O erro sobre a ilicitude do fato. O que se requer é a POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO.Caso alguém. 3) Erro de proibição indireto. quando escusável. consciente da ausência de risco pessoal. Obs: não devemos confundir causas de exclusão da antijuricidade (justificativas) com causas de exclusão de culpabilidade (dirimentes). . .) que seria o conhecimento aproximado que tem o profano. sem que seja necessário o c onhecimento da penalização da conduta. o que nao ocorre de forma efetiva nem mesmo entre os juristas. Costuma-se dizer que basta o conhecimento ou a possibilidade de conhecimento da antijuricidade. da situação de perigo e da necessidade de prestar socorro a outrem.

. sobre o seu alcance. se o fato podia ter sido evitado mediante o emprego de alguma diligência por parte do agente)." * ERRO DE TIPO: . 21. isenta de pena. O erro de tipo incidente sobre as elementares.Concluindo: para diferenciar erro de tipo permissivo e erro de permissão é indispensável saber qual o objeto do erro do agente criminoso. 21 do Código Penal.Erro de tipo é o erro que recai sobre um elemento constitutivo do tipo legal (artigo 20. se houver previsão legal deste. mas será permitida a punição por crime culposo. . De acordo com o art. dependendo da gravidade. o dolo será excluído. Se ele erra sobre a própria situação fática que. tornaria a sua conduta legítima. se o indivíduo se equivoca sobre a própria existência da justificante. se inevitável.Podemos destacar uma semelhança e algumas diferenças entre o erro de tipo permissivo e o erro de permissão. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. No ordenamento jurídico brasileiro contamos com três hipóteses de discriminantes putativas: a) Erro sobre a situação fática: erro de tipo permissivo b) Erro sobre a existência de uma justificante: erro de permissão (erro de proibição indireto) c) Erro sobre os limites de uma justificante: erro de permissão (erro de proibição indireto). ou seja. ou.Verificando ser o erro inevitável. . No entanto. atenua-se a responsabilidade do agente. A similitude existente entre eles está no fato de ambos se relacionarem com hipóteses de discriminantes putativas. caput do CP). se existisse. ou indesculpável. Sendo o erro evitável. o erro sobre a ilicitude do fato. se evitável. diz o art. o que se evidencia é o erro de tipo permissivo. estaremos diante de um caso típico de erro de permissão. há a exclusão de culpabilidade. produz efeitos diversos: a) se vencível (ou inescusável.

Já o erro de proibição. Nele. . Apenas no PECULATO CULPOSO. DESDE QUE A REPARAÇÃO OCORRA ANTES DE SENTENÇA IRRECORRÍVEL. cum fulcro no art.O ressarcimento antes do oferecimento da denúncia não extingue a punibilidade de Fátima. tendo em vista que praticou PECULATO DOLOSO.b) se invencível (ou escusável. se o fato não podia ter sido evitado mesmo que o agente empregasse alguma diligência). Exemplo: “A” pretende furtar um objeto de grande valor. * PECULATO: . o dolo e culpa serão excluídos levando à atipicidade do fato e à consequente exclusão do crime. DEPOIS DE PRATICAR TODOS OS ATOS DE EXECUÇÃO SUFICIENTES PARA QUE OCORRA A CONSUMAÇÃO DO CRIME. o agente pensa que está agindo licitamente quando. Neste caso. se invencível. posteriormente. do Código Penal. ADOTA PROVIDÊNCIAS APTAS A IMPEDIR O RESULTADO. causas de aumento e circunstâncias agravantes). o que impede o arrependimento eficaz. age ilicitamente. é que ocorre a extinção da punibilidade. a exclusão da culpabilidade (em virtude da ausência de potencial consciência da ilicitude da conduta. 312. é o erro que recai sobre a ilicitude do fato. por outro lado. No momento em que Fátima devolve o dinheiro o crime já está consumado. QUE OCORRE JUSTAMENTE QUANDO O AGENTE. . ou desculpável. . Támbém não há que se falar em arrependimento eficaz. §3. pode determinar. “A” não poderá beneficiar-se da circunstância prevista no § 2º do artigo 155 do Código Penal. Uma vez reconhecido. determina somente a exclusão da circunstância desconhecida. ou seja. a diminuição de um sexto a um terço da pena. na verdade.O erro de tipo essencial sobre as circunstâncias do tipo (qualificadoras. isentando o agente de pena) ou se vencível. descobre que esse objeto possui valor irrisório/ ínfimo.

o título ao portador ou transmissível por endosso.a cominada à falsificação ou à alteração. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9.983.Se o agente é funcionário público. no todo ou em parte. de dois a seis anos.Art.STF/STJ: Não existe prisão provisória ex lege. . 297 a 302: Pena .Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados."Não será concedida LIBERDADE PROVISÓRIA. de 2000) . equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. 304 . documento público. e multa. toda prisão provisória deve ser fundamentada e respeitar os requisitos da prisão preventiva. ou alterar documento público verdadeiro: Pena .reclusão. . aos agentes que tenham tido INTENSA e EFETIVA participação na organização criminosa". 7º . as ações de sociedade comercial. * USO DE DOCUMENTO FALSO: .Para os efeitos penais. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.art. § 2º . com ou sem fiança. § 1º .* PRISÃO PROVISÓRIA: .Art. os livros mercantis e o testamento particular. a que se referem os arts.Falsificar. aumenta-se a pena de sexta parte. 297 .

(Incluído pela Lei nº 9.983. 298 .na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. de 2000) Falsificação de documento particular Art. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. de 2000) II .I . Falsidade ideológica Art. nome do segurado e seus dados pessoais.983. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. com o fim de prejudicar direito. de um a cinco anos. e multa. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita.na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. no todo ou em parte. de 2000) III . documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena .983. (Incluído pela Lei nº 9.(Incluído pela Lei nº 9. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório.Falsificar. em documento público ou particular. nos documentos mencionados no § 3o.(Incluído pela Lei nº 9.em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. 299 . criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: .reclusão. declaração que dele devia constar.Omitir. a remuneração. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. de 2000) § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite.983.

se o documento é particular. Certidão ou atestado ideologicamente falso Art. 301 .Falsificar. e multa. Falso reconhecimento de firma ou letra Art. isenção de ônus ou de serviço de caráter público.reclusão. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. aumenta-se a pena de sexta parte. ou qualquer outra vantagem: Pena .detenção. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. atestado ou certidão.Atestar ou certificar falsamente. de um a cinco anos. de três meses a dois anos. e multa. 300 . e multa. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro.detenção. Parágrafo único . Falsidade material de atestado ou certidão § 1º . ou qualquer outra vantagem: Pena . e de um a três anos. se o documento é público. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. firma ou letra que o não seja: Pena . e reclusão de um a três anos.Pena . em razão de função pública.reclusão. se o documento é público. no exercício de função pública. no todo ou em parte. como verdadeira. de dois meses a um ano. se o documento é particular.Se o agente é funcionário público.Reconhecer. e multa. . de um a cinco anos. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público.

aplica-se também multa. é da competência da Justiça Comum a decretação da perda de cargo público. descabe o exame do pedido.detenção. Destinando-se a Revisão Criminal a atacar a condenação.Não possuindo o crime de tortura correspondência no Código Militar. PEDIDO QUE NÃO ATACA A CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. .455/97. PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA. é efeito automático da condenação. dispensando fundamentação específica ou processo autônomo.Se o crime é cometido com o fim de lucro. EFEITO AUTOMÁTICO DA CONDENAÇÃO.Dar o médico.A perda de função pública prevista no § 5º.EMENTA: REVISÃO CRIMINAL. atestado falso: Pena . 1º.§ 2º . CONDENAÇÃO POR CRIME DE TORTURA. . no exercício da sua profissão. Parágrafo único .Se o crime é praticado com o fim de lucro. de um mês a um ano. a de multa. * ROUBO: . Falsidade de atestado médico Art. aplica-se. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME DO PLEITO VIA REVISÃO CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. da Lei nº 9. e não seus efeitos. MANUTENÇÃO. e não pena acessória. além da pena privativa de liberdade. do art. 302 . * CRIMES DE TORTURA: . DISPENSABILIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO.

a presença de duas causas especiais de aumento de pena no crime de roubo pode agravar a pena em até metade. Aí é que se deu a subtração. consoante tranquilo na doutrina. não fica o Juízo sentenciante adstrito.. à quantidade de qualificadoras para fixar a fração de aumento. a competência é do juízo do local onde se situa a agência bancária de onde foi sacada a quantia. IV . sendo assim. que sequer percebe estar sendo furtada.A pena é de reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Nesse sentido. constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da pena acima do mínimo legal. se o crime é cometido: I .Consoante reiterada jurisprudência do STJ. quando o magistrado.A fraude eletrônica via internet para subtrair valores de conta-corrente É FURTO MEDIANTE FRAUDE. diante das peculiaridades do caso concreto.FURTO QUALIFICADO: § 4º .com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa.com emprego de chave falsa. * FURTO: . mas também o emprego de qualquer meio . no ardil para distrair a atenção da vítima.mediante concurso de duas ou mais pessoas. II . . a fraude no furto compreende não só o expediente insidioso que desvia a atenção da vítima e facilita a subtração. ou mediante fraude. e multa. Assim. .A fraude (enganar) no furto consiste no enliço. III . escalada ou destreza.com Abuso de confiança. simplesmente.

é essencial que exista mais de três pessoas. responderá apenas o último pelo crime em tela. por isso. . no momento que é recebida a denúncia pelo crime de quadrilha. em tese. como é o caso das contravenções penais e demais fatos ilícitos ou morais. quando presente apenas uma relação empregatícia. Art. no livro: Direito Penal para Concurso.O furto qualificado pelo abuso de confiança no agente.Entende-se que. mesmo que entre estes participem os inimputáveis. não é o suficiente para configurar a relação de confiança. . 288. no momento da associação. . a permanência do delito de quadrilha. .HABEAS CORPUS: HC 78821 RJ: Correto o acórdão impugnado. não incorrendo no tipo penal os agentes que vierem a praticar ato diverso de crime. Os menores de dezoito anos são penalmente inimputáveis e ficarão sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.A pena aplica-se em dobro. de nova acusação pela prática de crime daquele mesmo tipo. Parágrafo único.Para a caracterização do crime em tela. 204. cessa a sua permanência. ao ter como cessada. * QUADRILHA: . Parte Geral e Especial. pag. no caso quatro.A associação de membros deve ter a finalidade de cometer crimes assim definidos pela lei. observa-se que mesmo que elaborando determinado crime estejam três menores e um maior.ardiloso destinado a vencer as defesas pré-constituídas pela vítima para a defesa de seu patrimônio.STF . de modo que se os agentes persistirem na associação criminosa terão praticado novo crime de quadrilha. para o efeito de admitir (sem que se incorra. em bis in idem) a legitimidade. Ainda nesse sentido. com a denúncia. de acordo com o Professor Emerson Castelo Branco.O parágrafo único do artigo 288 prevê a aplicação da pena dobrada caso a quadrilha ou o bando trabalhe com o uso armada. . se a quadrilha ou bando é armado.

. 92 CP.. São também efeitos da condenação: I.) III. (..) b) quando for aplicada pena prrivativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos.) II. a perda do cargo.* EFEITOS DA CONDENAÇÃO: ..) b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.. I. função ou mandato eletivo: a) (. Art. devendo ser motivadamente declarados na sentença. Art.. 91 CP.) II. São efeitos da condenação: I. quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. (. a inabilitação para dirigir veículo. São também efeitos da condenação: I. 64.. a sentença transitada em julgado deve permanecer a título de maus antecedentes criminais.Ultrapassado o período de cinco anos estabelecido pelo art. 92 CP. Art. a perda em favor da União. do Código Penal.. ressalvando o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) (.. Parágrafo único: os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. (.. .

. Apesar de encontrarem-se dispersas no Código (tanto na parte geral – tentativa. bem como o grau de periculosidade.Parágrafo único: os efeitos de que trata este artigo não são automáticos.Art. fatores estes que deverão ser ponderados pelo magistrado. 92 deste Código.A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta.As causas de aumento e diminuição de pena são os últimos elementos a serem levados em conta na fixação da pena. também. respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão * APLICAÇÃO DA PENA: . Semi-Aberto e Aberto.A progressão de regime prisional que se dá do mais rigoroso para intermediário. nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo. vedada a reintegração na situação anterior. pulando direto do fechado para o aberto. crime continuado – como na parte especial – art. 157. A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva. Para determinação de qual o regime inicial. do CP). No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. e por fim ao menos rigoroso. é necessário observar o tempo fixado em sentença. atingir os efeitos da condenação previstos no art. Parágrafo único. não sendo admitida a progressão por salto. devendo ser motivadamente declarados na sentença. §2º. assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação. concurso formal. . A reabilitação poderá. são facilmente identificáveis por virem sempre . São admitidos no Brasil os regimes Fechado. * DA PENA: . 93 CP.

" . acima de 1/3. II) ou o grosso calibre da arma de fogo utilizada na empreitada criminosa (CP. § 2º. art. pois. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO.Primeiramente são aplicadas as causas de aumento de pena e. em que o roubo foi praticado com arma branca e a participação do co-réu foi de menor importância. Rel. DJe 21/02/2011. à quantidade de qualificadoras para fixar a fração de aumento. apesar da dupla qualificação. art. deve abater do . ao unificar as penas. Na hipótese elencada de um crime praticado em concurso excessivo de agentes. Vale ressaltar que não se pode aplicar duas causas de aumento ou diminuição de pena da parte especial para o mesmo crime. julgado em 03/02/2011.Segundo iterativa jurisprudência do STJ.. QUINTA TURMA. as causas de diminuição de pena. hipótese em que pode o magistrado aplicar a fração mínima. 68 do CP.. na hipótese de existência de apenas uma. . a fração do aumento da pena será determinada pela gravidade da conduta que poderá ser fixada acima do mínimo legal.º 444 de 13/05/2010: "É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. a fração pode e deve ser elevada. I) –. etc). pela configuração das qualificadoras do delito de roubo. diminui-se de um a dois terços. 157. As causas de aumento e diminuição de pena da parte especial estão relacionadas no tipo penal que descreve o crime em análise.516/SP. deverá o magistrado proceder à regressão do acusado ao regime fechado e.expressas por uma fração (aumenta-se da metade. O mesmo raciocínio serve para uma situação inversa. . a presença de mais de uma circunstância de aumento da pena no crime de roubo não é causa obrigatória de majoração da punição em percentual acima do mínimo previsto. havendo nos autos elementos que conduzem à exasperação da reprimenda – tais como a quantidade excessiva de agentes no concurso de pessoas (CP.REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA: . Ordem concedida para fixar a pena base no mínimo legal e determinar a aplicação do aumento de 1/3.STJ: Súmula n.Consoante reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: (. . em observância ao art. . 157. contanto que devidamente justificada na sentença. em seguida. Nesse sentido: STJ HC 180.) havendo mais de uma causa especial de aumento de pena. simplesmente.Se o réu estiver cumprindo pena no regime semiaberto e este se tornar incompatível em razão da soma de nova pena por outro crime. § 2º. a menos que sejam constatadas particularidades que indiquem a necessidade da exasperação. não fica o Juízo sentenciante adstrito.

se não sobrevier revogação. quando idênticas. apagando a anotação de sua folha de antecedentes e suspendendo alguns efeitos secundários dessa condenação.A reabilitação poderá ser requerida. concedida a reabilitação. só pode ser concedida pelo próprio juízo da condenação (por onde tramitou o processo de conhecimento) e não pelo Juízo das Execuções. pode ser homologada no Brasil para: I . o condenado terá direito à obtenção de certidão criminal negativa. . de requisição do Ministro da Justiça * REABILITAÇÃO: .tempo efetivamente cumprido pelo réu o lapso temporal para a concessão da progressão.tenha dado. 94 . Art. de pedido da parte interessada.7. 8º . durante esse tempo.7. na falta de tratado.1984) I . de qualquer modo. após 2 anos.209. a restituições e a outros efeitos civis. de 11. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. b) para os outros efeitos. Art.209. não exclui a reincidência. mas a anotação referente à condenação continuará existindo para fim de pesquisa judiciária. quando diversas.obrigar o condenado à reparação do dano. Parágrafo único . (Redação dada pela Lei nº 7.A sentença estrangeira.tem como finalidade restituir o condenado à condição anterior à condenação. da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença. ou.sujeitá-lo a medida de segurança. 9º . ou nela é computada. a pena ou terminar sua execução. de 11.A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime.1984) II . de 11. cujos efeitos desaparecem apenas 5 anos após o cumprimento da pena (assim. II .Art. uma vez que a reabilitação é concedida após o término da execução da pena. para verificação da reincidência).7. computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento condicional. desde que o condenado: (Redação dada pela Lei nº 7. (Redação dada pela Lei nº 7.1984) . decorridos 2 (dois) anos do dia em que for extinta.tenha tido domicílio no País no prazo acima referido.209.

até o dia do pedido.7. por maioria. . 115 do CP (redução pela metade do prazo prescricional) se o agente conta mais de 70 anos de idade somente na data do acórdão que se limita a confirmar a sentença condenatória. a pena que não seja de multa. entendeu. que não se aplica o benefício do art.III .1984).Considerou-se que a prolação de acórdão somente deve ser reputada como marco temporal para a redução da prescrição quando: a) tiver o agente sido julgado diretamente por um colegiado.Art. em 9/12/2009.O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada.7. Assim. ao prosseguir o julgamento.209. . se o reabilitado for condenado.209. 63 . não se pode afastar aqui o quê inexiste. b) houver reforma da sentença absolutória em julgamento de recurso para condenar o réu e c) ocorrer a substituição do decreto condenatório em sede de recurso no qual reformada parcialmente a sentença. não aplica nenhuma pena e como o objetivo da reabilitação é afastar mácula pela aplicação de pena. de 11. ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.o STJ e o STF vêm decidindo: PRESCRIÇÃO. 95 . Rel. . . 415-STJ . depois de transitar em julgado a sentença que.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. no País ou no estrangeiro. eis que atingindo a própria ação penal. como reincidente.Segundo disposição sumulada do STJ. 70 ANOS.tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer. por decisão definitiva.A prescrição da pretensão punitiva impede que se defira um pedido de reabilitação. Arnaldo Esteves Lima. * REINCIDÊNCIA: . no âmbito criminal. de 11. (Redação dada pela Lei nº 7. Min. o tenha condenado por crime anterior * PRESCRIÇÃO: . (Redação dada pela Lei nº 7. REDUÇÃO.1984) Art. o período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada: SÚMULA N.A reabilitação será revogada. A Turma. de ofício ou a requerimento do Ministério Público.

109 do CP (clique aqui). já a retroativa é aquela que ocorre quando a sentença condenatória transita em julgado para a acusação. retroagindo à data da consumação do delito.234/10 (clique aqui) trouxe mudanças na primeira. da sentença transitada em julgado para a acusação para trás. A lei 12. para o passado. a pena imposta serve apenas para marcar a quantidade justa pela qual será aferida a prescrição. Assim. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação) acabou pela metade. na retroativa.A prescrição da pretensão punitiva poderá ser: 1) Propriamente dita . Agora foi fixado o prazo de três anos. Nos moldes do Código Penal de 1984. (d) prescrição virtual ou antecipada ou em perspectiva (só admitida em primeira instância). Isso afetou a prescrição das sanções da lei de execução penal (que também passou a ser de três anos).a prescrição retroativa (prescrição contada para trás. . terceira e quarta modalidades. 2) Superveniente . Quais mudanças aconteceram? Primeira . Dois eram os . o prazo conta-se do cometimento do delito para frente. 3) Retroativa .que igualmente considera a pena em concreto (refere-se aos lapsos anteriores a sentença). Prolatada a sentença condenatória esta perderá seus efeitos se ocorrida a prescrição. Cuidei de tudo isso com detalhes no meu blog. Na propriamente dita. é uma das espécies de prescrição punitiva. (b) prescrição superveniente ou intercorrente. como ocorrera no caso. .que considera a pena aplicada (interregno entre o trânsito para a acusação e o trânsito em julgado definitivo da sentença condenatória). que passou a ser o menor prazo prescricional previsto no art.Mudanças quanto a prescrição retroativa: São cinco as modalidades de prescrição penal no Brasil: (a) prescrição pela pena máxima em abstrato. para onde remeto o leitor (clique aqui). a prescrição em abstrato acontecia em dois anos. Segunda . . Como assim? Antes da nova lei a prescrição retroativa podia acontecer ou entre a data do fato e o recebimento da denúncia ou queixa ou entre o recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença condenatória. 115 do CP às hipóteses em que se confirma a condenação em sede de recurso.antes.que considera a pena em abstrato (pena máxima). quando a pena máxima é inferior a um ano.O instituto da prescrição retroativa originou-se com a edição da Súmula 146 pelo STF em 1964. A prescrição da pretensão punitiva propriamente dita transcorre da data da consumação do crime até a sentença final. (e) prescrição da pretensão executória. (c) prescrição retroativa.não seria possível a aplicação do referido art.

848. Foi extinta pela metade. A regulamentação nova só rege os crimes novos (de 6/5/10 para frente). publicada em 06 de maio de 2010 Art. Com a redação nova tornou-se impossível computar qualquer tempo antes do recebimento da denúncia ou queixa. Art. também foi cortada pela metade.a lei nova é desfavorável ao réu (nos três pontos examinados). Nesse período rege a prescrição da pretensão punitiva pela pena máxima em abstrato (ou seja: a investigação não pode ser eterna. como sempre foi atrelada à prescrição retroativa. A prescrição retroativa. Cuidado: isso não significa que não existe nenhuma prescrição nesse período pré-processual (antes do recebimento da denúncia ou queixa).234. para crimes ocorridos desta data em diante.Código Penal. para excluir a prescrição retroativa.períodos prescricionais possíveis. só pode acontecer entre o recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença. Crimes ocorridos até 5/5/10 continuam regidos pelo Direito penal anterior (ou seja: para esses crimes a prescrição retroativa ou virtual ainda é contada da data do fato até o recebimento da denúncia ou desta data até a publicação da sentença). Só pode ser aplicada para fatos ocorridos de 6/5/10 para frente. . em síntese. 109 e 110 do Decreto-Lei nº 2.Lei nº 12. Direito intertemporal . 109 e 110 do Decreto-Lei nº 2. caso o Estado demore muito para apurar os fatos. de 7 de dezembro de 1940 . agora. É importante. ocorre a prescrição pela pena em abstrato). Só é possível agora entre a data do recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença. 1º Esta Lei altera os arts. por isso.Código Penal. 2º Os arts.848. Foi cortada pela metade. Terceira . de 7 de dezembro de 1940 .a prescrição virtual (ou antecipada ou em perspectiva). não se pode contar (na prescrição retroativa ou virtual) nenhum tempo anterior ao recebimento da denúncia ou queixa. Prescrição da pretensão punitiva pela pena máxima em abstrato: desde 6/5/10. que só é admitida (sabiamente) pela jurisprudência da primeira instância (os tribunais não a admitem – Súmula 440 do STJ). não acabou. saber a antiga regulamentação da prescrição retroativa ou virtual (porque é ela que rege os crimes antigos. ocorridos até 5/5/10). irretroativa. Logo. passam a vigorar com as seguintes alterações: . ou seja. Ou seja: a prescrição retroativa.

A prescrição.110. . verificando-se: VI . II .Art.pela decisão confirmatória da pronúncia. salvo o disposto no § 1º do art. 117 . . depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso. .Depois de passada em julgado a sentença condenatória. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 110 . § 1º A prescrição.Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. regula-se pela pena aplicada.INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO: Art. regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. . quanto aos outros. 108 .Art. a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo . CP . .no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade. III . Art. a agravação da pena resultante da conexão.A prescrição da pena de multa ocorrerá: I . 110 deste Código.pela pronúncia. se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.No caso de concurso de crimes.ART 109. não podendo.em 2 (dois) anos. . quando a multa for a única cominada ou aplicada.Art. 116 .Art. 109. antes de transitar em julgado a sentença final.O curso da prescrição interrompe-se: I .A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regulase pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior.Art. Parágrafo único .A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto. 119 . a prescrição não corre: Parágrafo único . elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. isoladamente. em nenhuma hipótese. os quais se aumentam de um terço. Nos crimes conexos. a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um.pelo recebimento da denúncia ou da queixa. II . . quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. se o condenado é reincidente.Art.Antes de passar em julgado a sentença final.em 3 (três) anos. 114. a extinção da punibilidade de um deles não impede.

(Redação dada pela Lei nº 7.848.SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO: Art. 182. (Redação dada pela Lei nº 7.Depois de passada em julgado a sentença condenatória. a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. 116 .209. VI .pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. de elementos que lhe permitam comprovar a definitividade da . da concessão da recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação extrajudicial. § 1º .pela reincidência. 182.(Redação dada pela Lei nº 7. por outros meios. A prescrição dos crimes previstos nesta Lei reger-seá pelas disposições do Decreto-Lei no 2.7. se o MP dispuser.1984) II .enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.7. V . de 11.209.Independentemente da representação fiscal para fins penais.Antes de passar em julgado a sentença final. estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.Código Penal.209.209. de 7 de dezembro de 1940 .7.209. de 11.Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo. em outro processo.7. de 11.1984) . Art. a prescrição não corre: (Redação dada pela Lei nº 7.7. .pelo início ou continuação do cumprimento da pena.1984) I . Parágrafo único. que sejam objeto do mesmo processo. questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime. de 11. todo o prazo começa a correr.enquanto não resolvida. (Redação dada pela Lei nº 7.1984) Parágrafo único . novamente. * CRIMES TRIBUTÁRIOS: . a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. Nos crimes conexos.1984) § 2º . salvo a hipótese do inciso V deste artigo. de 11. começando a correr do dia da decretação da falência. do dia da interrupção.Prescrição na falência: Art. A decretação da falência do devedor interrompe a prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a homologação do plano de recuperação extrajudicial.Interrompida a prescrição.IV .

SONEGAÇÃO TRIBUTÁRIA. ele pode.EMENTA: HABEAS CORPUS. de modo legítimo. Precedentes.que é material ou de resultado -. VEÍCULO. INOCORRÊNCIA. 2. em razão da indicação de endereço falso. enquanto dure.A impetração de mandado de segurança. sim. uma vez que ela é o crime meio para a consecução do delito fim de sonegação fiscal. não tem o condão de impedir o início da ação penal.No entanto. FALSIDADE IDEOLÓGICA. mas. quer se considere o lançamento definitivo uma condição objetiva de punibilidade ou um elemento normativo de tipo. em tese. supressão ou redução de tributo. fazer instaurar os pertinentes atos de persecução penal por delitos contra a ordem tributária. ESTADO DIVERSO. . após o lançamento definitivo do crédito tributário. ABSORÇÃO.constituição do crédito tributário. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. o processo administrativo suspende o curso da prescrição da ação penal por crime contra a ordem tributária que dependa do lançamento definitivo. 8137/90 . ORDEM DENEGADA. 1. Inaplicabilidade do princípio da consunção. A falsidade nos documentos de registro de automóvel apresenta potencial lesivo autônomo. independentemente da prática do crime contra a ordem tributária. 3. Ordem denegada.LICENCIAMENTO. enquanto não haja decisão definitiva do processo administrativo de lançamento. . em relação ao qual a ação penal foi trancada. . A Turma reiterou o entendimento de que o licenciamento de veículo em Estado que possua alíquota do imposto de propriedade de veículo automotor (IPVA) menor que a alíquota do Estado onde reside o proprietário do veículo não configura crime de falsidade ideológica. A suposta falsidade ideológica não foi perpetrada em documento exclusivamente destinado à prática. A finalidade da falsidade ideológica é pagar tributo a menor. falta justa causa para a ação penal pela prática do crime tipificado no art.Embora não condicionada a denúncia à representação da autoridade fiscal (ADInMC 1571). do crime de sonegação tributária. . . . por iniciativa do contribuinte. 1º da L. então.

.formar acordo.404-SP. incorporação. ajuste ou aliança entre ofertantes.Precedentes citados: CC 96.Art. DJe 8/9/2008. II . Min. 4° Constitui crime contra a ordem econômica: I . títulos. empresas coligadas ou controladas. dominando o mercado ou eliminando. HC 146.452-SP. b) aquisição de acervos de empresas ou cotas. HC 70. ações. ou direitos em poder de empresa. a concorrência mediante: a) ajuste ou acordo de empresas. e HC 94. títulos ou direitos. c) coalizão. f) impedimento à constituição. DJe 17/11/2008. visando: a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas. julgado em 19/11/2009. ou pessoas físicas. Rel. d) concentração de ações. total ou parcialmente. funcionamento ou desenvolvimento de empresa concorrente. Nilson Naves.939-PR. fusão ou integração de empresas. DJe 5/3/2009.930-SP. cotas. * CRIMES CONTRA A ORDEM ECONÔMICA: .abusar do poder econômico. e) cessação parcial ou total das atividades da empresa. convênio.

) II .subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem. com o fim de estabelecer monopólio ou de eliminar. ou ao uso de determinado serviço. .b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas. de 11. (Redação dada pela Lei nº 8. total ou parcialmente. V . de rede de distribuição ou de fornecedores.Art...Pena .. ou de eliminar. 6° Constitui crime da mesma natureza: (. a concorrência.6. ou por outro meio fraudulento. VI . destruir ou inutilizar bens de produção ou de consumo. VII .aplicar fórmula de reajustamento de preços ou indexação de contrato proibida. total ou parcialmente. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. .reclusão..1994) .884.vender mercadorias abaixo do preço de custo.) II . . III . c) ao controle. a concorrência. com o fim de impedir a concorrência. IV .Art. sonegar.provocar oscilação de preços em detrimento de empresa concorrente ou vendedor de matéria-prima. ou diversa daquela que for legalmente estabelecida. ou multa. mediante ajuste ou acordo. em detrimento da concorrência. 5° Constitui crime da mesma natureza: (. valendo-se de posição dominante no mercado. com o fim de estabelecer monopólio.discriminar preços de bens ou de prestação de serviços por ajustes ou acordo de grupo econômico. ou fixada por autoridade competente.elevar sem justa causa o preço de bem ou serviço.açambarcar.

mesmo porque o próprio Estado tutela o direito autoral. comprador ou freguês. ou que haja exclusão de culpabilidade. ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores.Os crimes deste Capítulo caracterizam-se ainda que a violação não atinja todas as reivindicações da patente ou se restrinja à utilização de meios equivalentes ao objeto da patente.A falsificação de CDs e/ou DVDs não pode ser tida como socialmente adequada. O fato de. da Constituição Federal).A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. do Estatuto Repressivo Penal (violação de direito autoral). além de consubstanciar em ofensa a um direito constitucionalmente assegurado (artigo 5o.944 . § 2o. 139 . * CRIMES CONTRA A RELAÇÃO DE CONSUMO: . razão pela qual. . pelo menos até que advenha modificação legislativa.Art. incide o tipo penal. . ainda: STJ . haver tolerância das autoridades fiscais em relação a tal prática.Crimes contra a propriedade intelectual: . imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena .O crime de difamação somente admite exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício das suas funções: Art.detenção. inciso XXVII.129. haja vista referida conduta não afastar a incidência da norma incriminadora prevista no artigo 184.GO (2008/0285682-0).AI No 1. e multa. de três meses a um ano.Difamar alguém. sem justa causa. 7° Constitui crime contra as relações de consumo: I . não pode e não deve significar que a conduta não seja mais tida como típica. Exceção da verdade Parágrafo único . * CRIMES CONTRA A HONRA: . RELATORA: MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA 10 de fevereiro de 2011.favorecer ou preferir.. Nesse sentido. muitas vezes.

na reparação de produtos. especificação técnica. recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas condições publicamente ofertadas. descrição. habitualmente oferecido à venda em conjunto. V . ou retê-los para o fim de especulação. VIII . inclusive a veiculação ou divulgação publicitária. IV . inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria. VII . III . ou que não corresponda à respectiva classificação oficial. c) junção de bens ou serviços.induzir o consumidor ou usuário a erro.destruir. mediante a exigência de comissão ou de taxa de juros ilegais. tipo.Alguns crimes no CDC admitem a modalidade culposa.Constitui crime a conduta de empregar. misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo. peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais. volume.vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem. com o fim de provocar alta de preço. VI . comumente oferecidos à venda em separado. leia as afirmações abaixo e. . sem modificação essencial ou de qualidade. peso. sinal externo. . em seguida.II . marca. em proveito próprio ou de terceiros. por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza. b) divisão em partes de bem ou serviço. pintura ou acabamento de bem ou serviço. de elementos tais como denominação. assinale a alternativa correta: .misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes.fraudar preços por meio de: a) alteração. embalagem. * DIREITO PENAL DO TRABALHO: A respeito do Direito Penal do Trabalho. especificação. sem autorização do consumidor. qualidade do bem ou serviço. utilizando-se de qualquer meio. d) aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos serviços. para vendê-los ou expô-los à venda como puros.sonegar insumos ou bens.elevar o valor cobrado nas vendas a prazo de bens ou serviços. peça ou componentes de reposição usados.

quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. III. no prazo legal. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. Dessa forma.I.. em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização: (. 27. . Liberar ou descartar OGM no meio ambiente. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. IV. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. não responderá o agente em concurso formal pela prática dos dois delitos mencionados na assertiva. no prazo e forma legal ou convencional. Comete crime de apropriação indébita previdenciária quem deixa de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes.. se resultar dano ao meio ambiente. II.Art.) II – de 1/3 (um terço) até a metade.. mas apenas incidirá uma causa especial de aumento de pena ao delito previsto na lei de biossegurança. * CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: .) § 2o Agrava-se a pena: (. Nas mesmas penas incorre quem deixar de recolher. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados ou quem deixar de recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviço ou quem deixar de pagar benefício devido a segurado.. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social.

Atendidos os requisitos legais. não há fundamento para impedir a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direitos àquele que pratica o delito de tráfico de drogas. * RACISMO: .. * TRÁFICO DE DROGAS: . Nessa regra de parâmetro. a Constituição fez clara opção por não admitir tratamento penal ordinário mais rigoroso do que o que nela mesma previsto. relativamente ao art. a Constituição estabeleceria tratamento rigoroso ao máximo.. se o Constituinte Originário não o fez. não incluindo. nesse catálogo de restrições. em consonância com o postulado de que a norma constitucional restritiva de direitos ou garantias fundamentais é de ser contidamente interpretada. subtraindo do legislador comum a possibilidade de estabelecer constrições sobejantes daquelas já preestabelecidas pelo próprio legislador constituinte. . a conduta de realizar atividades em bar com a emissão de sons e ruídos. nela não se enquadra.. estando sujeito a todos os consectários de tal espécie de delito. ainda que muito acima do volume permitido. Daí que quando da disciplina relativa ao crime de tráfico de drogas. inclusive quando de sua primária aplicação pelo legislador comum.1. não cabe ao legislador infraconstitucional fazer. Nessa linha de ideias. 54 ("causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana). adota-se o critério da máxima vedação constitucional. Considerando que a Lei nº 9.A própria norma constitucional cuidou de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas. a vedação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. a Constituição da República não estabeleceu a vedação da substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. a par de ser equiparado à hediondo." E mais: ". dizer.605/98 dispõe sobre condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

conteudojuridico. 16. os requisitos objetivos e subjetivos do benefício.Art. MACETES.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: . ou equiparado. a realização de exame criminológico”.Art. e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses.22430 . 16 e 17 desta Lei não são automáticos. para o servidor público. o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 18. * SÚMULAS: .br/?artigos&ver=2. de modo fundamentado. devendo ser motivadamente declarados na sentença.Olhar o seguinte artigo: http://www.072. 2º da Lei n. ou não. sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche. STF: “Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo. Os efeitos de que tratam os arts. * ESQUEMAS. . para tal fim.com. de 25 de julho de 1990. ETC: . 8. podendo determinar..Súmula Vinculante 26. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública.

Aplicabilidade . 2. ARREPENDIMENTO EFICAZ: Fase de execução Tentativa imperfeita (inacabada) Desistência voluntária Interrompida por ato involuntário Interrompida por ato voluntário (a) Execução não se interrompe e se esgota (b) Consumação não ocorre por motivos involuntários (a) Execução não se interrompe e se esgota (b) Consumação não ocorre por motivos voluntários Consequência Causa de diminuição da pena Responde pelos atos anteriormente praticados Tentativa perfeita (acabada) Causa de diminuição da pena Arrependimento eficaz Responde pelos atos anteriormente praticados .Não se aplica aos crimes contra a fé pública * DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. Mínima ofensividade da conduta do agente. Nenhuma periculosidade da ação.PRINCÍPIO REQUISITOS DA INSIGNIFICÂNCIA 1. Inexpressiva lesão jurídica STF Conceito de Insignificância – Avalia de acordo com a realidade econômica do país.Crimes contra a administração pública STJ Conceito de Insignificância – Avalia de acordo Não com a lesão aos para crimes a vítima. 3. a Aplicabilidade aplica contra administração pública (bem jurídico é a moralidade administrativa) . Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento 4.

sonegação ou inutilização de livro ou documento Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Concussão Excesso de exação Corrupção passiva Facilitação de contrabando ou descaminho Prevaricação Condescendência criminosa Advocacia administrativa Violência arbitrária Abandono de função Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado Violação de sigilo funcional Violação de sigilo de proposta de concorrência Violência arbitrária (há uma controvérsia na doutrina e jurisprudência acerca da vigência desse delito) DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL .983.Resumo crimes contra a Adm. de 2000) Extravio.. de 2000) Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9. Pública: DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Peculato Peculato culposo Peculato mediante erro de outrem Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983.

Aqui há o conhecimento das elementares. furta de grande valor tem o direito ao privilégio. se evitável. no caso sempre estará excluído o dolo. Se o erro for inevitável exclui-se o dolo e a culpa. se evitável somente o dolo. a punição por culpa. O sujeito erra quanto ao objeto do crime. Ou seja.Erro sobre circunstância: Tem como função influir na dosagem da pena. por erro. Tem como conseqüência. o sujeito mata alguém. mas furta de pequeno valor. mas não sabe que é alguém. Se a coisa querida pelo sujeito for de pequeno valor e. Portanto. Ex. Sujeito quer furtar coisa de grande valor. Afastados dolo e culpa. não há tipicidade (princípio da culpabilidade).Resumo de erros em matéria penal: Erros no Direito penal Erro de Tipo: o sujeito tem equivocada percepção da realidade. porém o objeto do crime diferencia-se do querido.Usurpação de função pública Resistência Desobediência Desacato Tráfico de Influência Corrupção ativa Contrabando ou descaminho Impedimento. . Portanto. se inevitável afasta-se tanto o dolo quanto a culpa. com equivocada percepção da realidade realiza conduta típica dolosa. perturbação ou fraude de concorrência Inutilização de edital ou de sinal Sonegação de contribuição previdenciária . Ex: temporada de caça ao urso o sujeito mata alguém que está na área de caça achando ser um urso. o sujeito deve responder no limite de seu dolo. . • Erro de Tipo essencial: o Erro sobre elementar de tipo incriminador: o sujeito.Descriminante putativa por erro de tipo: é a legítima defesa putativa. .

Erro sobre a pessoa (error in persona): o sujeito quer praticar crime contra uma pessoa. Reduz de 1/6 a 1/3. mas produz outro. 2 – Responde somente por tentativa. . 74 do CP é possível que o agente responda na forma culposa o resultado produzido. Erro de PROIBIÇÃO Exclui culpa (isenta de pena). Se há resultados múltiplos o sujeito responde em concurso formal.Erro quanto ao resultado (aberratio delicti): o sujeito quer produzir um resultado criminoso. o sujeito que pratica o crime.Erro sobre o objeto (error in re): o sujeito equivoca-se quanto ao objeto. 73 do CP.Erro na execução (aberratio ictus): por falha na execução. mas acerta transeunte. Soluções: 1 – Consumação antecipada. 3 – Responde pelo crime consumado. Conseqüência: responde como se tivesse acertado quem queria. . punido a título de culpa se prevista em lei. Responderá apenas por lesão corporal culposa. . Não há conseqüência relevante quanto a tipicidade da conduta. mas pratica contra outra acreditando ser a primeira. Ex: o agente quer praticar crime de dano contra uma loja. . acerta pessoa diversa da que deveria. Pelo art. É excluída a punição pela tentativa do crime querido. Conseqüência: responde como se tivesse praticado o crime contra a primeira. Art.Erro quanto ao nexo causal (aberratio causae): ocorre quando há alteração do curso causal fazendo com que o resultado venha a ser produzido em dois atos.• Erro de tipo acidental: . Escusável Inescusável Exclui dolo e PODE ser Erro de tipo ESSENCIAL Exclui dolo e culpa. .

O erro provocado por terceiro é uma das hipóteses em que se vislumbra a autoria mediata. uma vez que o provocado serve como mero instrumento para a prática criminosa por parte do provocador (menor que pratica o crime a mando de maior). Se inevitável. responderá por culpa se houver previsão típica. . o provocado pr nada responderá. se evitável.• Erro determinado por terceiro: aquele que determina o agente em erro responderá pelo resultado atingido.

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