Atualidades para Concursos: Parte I
Atualidades para Concursos: Parte I
Atualidades – Parte I
SISTEMA DE ENSINO
Livro Eletrônico
ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................4
Atualidades – Parte I.. ....................................................................................................................................................6
Globalização........................................................................................................................................................................6
Organização Política e Econômica..........................................................................................................................9
Economia no Mundo........................................................................................................................................................9
Blocos Econômicos.. .......................................................................................................................................................11
Economia Brasileira......................................................................................................................................................16
O Aumento da Pobreza no Brasil...........................................................................................................................18
Preços da Gasolina, Diesel e Gás de Cozinha Aumentam nas Refinarias.......................................19
Política..................................................................................................................................................................................19
Joe Biden é Eleito Presidente dos EUA. ............................................................................................................20
Contexto Histórico – Rússia x Ucrânia. ..............................................................................................................21
Dez Anos de Guerra na Síria. . ....................................................................................................................................31
Relações Internacionais............................................................................................................................................32
Relação Brasil x China................................................................................................................................................33
Relações Diplomáticas com os Estados Unidos após a Vitória de Joe Biden.. ...........................34
Multiculturalidade, Pluralidade e Diversidade Cultural. ........................................................................35
Multiculturalidade.. .......................................................................................................................................................35
Pluralidade........................................................................................................................................................................36
Diversidade.......................................................................................................................................................................37
Tecnologias de Informação e Comunicação. ...................................................................................................38
Lei Maria da Penha É Aplicável às Mulheres Trans. ..................................................................................41
Mineração em Terras Indígenas.. ...........................................................................................................................42
Crimes Digitais................................................................................................................................................................44
O PIX......................................................................................................................................................................................48
Brasil Pós-Vacina. . .........................................................................................................................................................50
Nova Onda de Contaminações por Covid na China......................................................................................53
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Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
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Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Apresentação
Olá, futuro(a) concursado(a)!
Como você está? Firme e forte nos estudos?
Sou o professor Cleber Monteiro, graduado em Geografia e pós-graduado em Coordenação
Pedagógica e Supervisão Escolar. Aprovado nos concursos da Polícia Militar do Estado de São
Paulo (PMSP) e Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (PMSC). Atualmente sou professor
do Colégio Militar Dom Pedro II, em Brasília, e ministro aulas em vários cursinhos preparatórios
para carreiras militares e concursos públicos nas disciplinas de Geopolítica, RIDE-DF, Atualida-
des, História e Geografia dos Estados e Municípios. E agora estamos juntos pelo Gran Cursos,
para que você possa conseguir a sua tão sonhada aprovação no serviço público.
Querido(a) candidato(a), o estudo de Atualidades é extremamente importante para o seu
certame, cada acerto fará muita diferença na sua colocação final. Muitos candidatos menos-
prezam ou estudam essa disciplina de maneira errada, o que ocasiona um mal desempenho
indesejado e que pode te colocar dentro ou fora da fase seguinte.
Essa disciplina está ligada à Geografia e História, de forma direta ou indireta. Inicialmente,
passarei algumas dicas que vão te ajudar muito na matéria e serão determinantes para um
bom resultado.
Observe que o assunto cobrado será algo que ocorreu recentemente no cenário mundial,
nacional ou estadual, no entanto, é sempre importante salientar que o estudo precisa estar
relacionado com o contexto histórico do assunto.
Dessa forma, além de saber o fato que ocorreu em determinado momento, pode ser co-
brado o contexto histórico da situação exposta, por isso é importante ter conhecimentos su-
ficientes para julgar o item como certo ou errado. Não há a necessidade de saber tudo sobre
o assunto, mas é necessário ter uma base para conseguir um maior número de acertos. E
este é nosso objetivo com nosso material: oferecer as informações mais significativas so-
bre os acontecimentos mundiais, nacionais e estaduais. Lembrando que podem ser cobrados
assuntos em seus diferentes aspectos de análise e, inclusive, englobar mais de um tema no
mesmo item.
A primeira dica que passo a você é acompanhar diariamente os meios de comunicação,
principalmente jornais em suas diversas formas de apresentação. Mas não se trata de apenas
assistir o jornal e compreender uma situação isolada. Sugiro que destaque aquilo que ache
relevante e aprofunde o seu conhecimento respondendo algumas perguntas, entre elas: Por
que isso aconteceu? Quais fatos históricos levaram a esse acontecimento? Qual a relevância
desse acontecimento em sua escala de abrangência (mundial, nacional ou estadual)? Quais re-
flexos esse acontecimento pode gerar na sociedade? Essa prática pode te levar a desenvolver
sua habilidade de compreensão e assimilação de assuntos que fogem da sua esfera de co-
nhecimento.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Mas não é só isso que vai te levar ao êxito, é necessário que você faça várias questões,
de forma consciente, ou seja, sabendo identificar os erros. Pratique exaustivamente, pois só
assim você garantirá um bom desempenho.
O nosso material apresentará assuntos de várias escalas de abrangência, indo do nível
mundial ao estadual, e oferecendo argumentos e reflexões sobre os fatos ocorridos.
É importante lembrar que as Atualidades são dinâmicas, precisam ser acompanhadas dia-
riamente. Talvez o tema da sua prova ainda está por acontecer.
Como em todas as outras disciplinas, iremos usar estratégias para que você poupe seu
tempo e consiga assimilar o maior número de conhecimento necessário para a sua prova.
Ao longo deste material você encontrará dicas e lembretes que ajudarão na compreensão
do conteúdo.
Eu e todo a equipe do GRAN estamos aqui para oferecer tudo o que for necessário para sua
aprovação. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo fórum, terei um enorme prazer em lhe
atender. Espero que você goste do nosso material e faça um excelente uso dele.
Sem mais observações, vamos iniciar nosso material de estudo, e espero, verdadeiramen-
te, que te ajude a alcançar a tão sonhada aprovação. Vamos nessa e bons estudos!
Cleber Monteiro – @Profclebermonteiro
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Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
ATUALIDADES – PARTE I
Globalização
Nos últimos tempos, tem-se tomado maior consciência do mundo como um sistema global
e interdependente. Este fenômeno, intitulado “globalização”, é um dos termos mais difundidos
e discutidos para explicar as transformações das sociedades atuais. Esse termo foi originado
na década de 1980 para denominar o processo de consolidação da integração política, eco-
nômica e cultural no cenário mundial, caracterizado pelos avanços nos meios de transporte e
comunicação.
O PULO DO GATO
Esse fenômeno, porém, não é considerado algo novo. Como sua essência é a conexão mundial,
podemos datar globalização desde o período das grandes navegações, quando europeus reali-
zavam trocas comerciais com os asiáticos. No entanto, esse processo foi se intensificando ao
longo da história e aprimorando suas características, passando a ser comercial, informativo,
cultural e científico.
Por se tratar de um fenômeno de caráter mundial, muitos autores preferem utilizar o termo
mundialização. Mas antes de qualquer coisa, é interessante notar que grande parte das dis-
putas acerca da globalização se dão em torno da definição do conceito – o que se expressa,
por exemplo, no fato de vários autores analisarem tal fenômeno social sem indicar, de maneira
explícita, o que entendem pelo termo.
O surgimento de blocos regionais e sub-regionais no mundo contemporâneo retrata a pre-
disposição à integração econômica. Como consequência, diante dos acordos comerciais, as
fronteiras políticas perdem seu significado e se moldam de forma que explique a ideia de uma
nova geografia mundial.
Dessa forma, mais do que nunca, a noção de economia global se contrapõe ao isolamento.
O momento privilegia as associações econômicas que, para se fortalecerem, adotam medidas
unificadas com o objetivo de facilitar o trânsito de bens, serviços e, também, de pessoas inte-
grantes de um mesmo bloco. Essas modificações refletem o deslocamento de pessoas da pro-
dução e do comércio de bens e serviços, que será acelerado em razão direta dos investimentos
de capitais destinados à melhoria da infraestrutura de tratamento de transportes e de novas
tecnologias de comunicações.
As distâncias, assim como ocorre com as fronteiras políticas de blocos economicamente
organizados, também perdem o seu real significado, pois os fatos são divulgados e conheci-
dos num espaço de tempo cada vez menor, graças aos avanços da tecnologia. A formação dos
blocos econômicos, a liberação de fronteiras políticas e ideológicas, os avanços das tecnolo-
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Atualidades – Parte I
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gias de comunicação, além de outros fatores, vêm contribuindo para fortalecer a globalização
da economia.
A sociedade em rede, através da mídia e da internet, é o resultado de transformações eco-
nômicas, tecnológicas, sociais e culturais que abrangem todo o planeta, fenômenos esses que
intensificam o conceito de globalização. Anos atrás, os teóricos da comunicação estabeleciam
como mídia de massa somente imprensa, cinema, rádio e televisão. No começo da década
de 90, os sistemas eletrônicos interativos fundamentados em computação e telefonia eram
definidos como mídias emergentes, mas, hoje em dia, a internet já é tratada como uma nova
mídia de massa, que saiu das redes de pesquisas de universidades e outras instituições para
se tornar um sistema de comunicação que abrange expressivas parcelas da população em
grande parte do mundo.
Em contrapartida à ideia de um mundo integrado, vem ocorrendo a fragmentação de terri-
tórios pelos mais variados motivos (étnicos, religiosos, de nacionalidade, entre outros), geran-
do conflitos que ameaçam a segurança pessoal e coletiva em algumas áreas e, até mesmo, em
alguns blocos econômicos já constituídos.
É evidente que essa situação tem efeitos sobre a cultura da humanidade, especialmente
nos países pobres, nos quais os contrastes sociais são ainda mais perceptíveis. Em primeiro
lugar, podemos falar de uma espécie de conformidade e adaptação. Em função da exigência
de competitividade, cada um se vê como adversário dos outros e pretende lutar pela manuten-
ção de seu lugar de trabalho, onde os excluídos são taxados de incompetentes e os pobres
tendem a ser responsabilizados pela sua própria pobreza.
Paralelamente a isso, surge nos países industrializados uma nova forma de extremismo de
direita, de forma que a xenofobia e a violência aparecem entrelaçadas com a luta por espaços
de trabalho. É claro que a violência surge também como reação dos excluídos, e a lógica do
sistema baseado na competição e que desenvolve uma crescente “cultura da violência” na
sociedade. É importante lembrar que o próprio crime organizado oferece oportunidades de
trabalho e segurança aos excluídos.
Embora tenham sido desenvolvidos e disponibilizados mais meios de comunicação, pre-
senciamos um crescente isolamento dos indivíduos, de forma que as alternativas de socializa-
ção têm sido, paradoxalmente, reduzidas.
A exclusão de muitos grupos na sociedade e a separação entre camadas sociais têm con-
tribuído para que a tão propalada integração entre diferentes povos não se efetive; pelo con-
trário, isso tem levado a um processo de atomização da sociedade. O valor está no fragmento,
de modo que o engajamento político da maioria ocorre de forma isolada como, por exemplo, o
feminismo, o movimento ambientalista, movimentos contra a discriminação ética e sexual etc.
Tudo isso sem que se perceba um fio condutor que possa unificar as lutas isoladas num proje-
to coletivo de sociedade. Nessa perspectiva, fala-se de um “fim das utopias”, que se combina
com uma nova forma de relativismo: “a verdade em si não existe; a maioria a define”.
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Atualidades – Parte I
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DICA
Candidato(a), selecionei a seguir diversos assuntos atuais que
estão ligados à globalização. Saiba usar esse conceito a seu
favor, associando-o ao assunto abordado. Então, quando apa-
recer um item que envolva esse tema, veja a conectividade
com o conceito de globalização e o interprete de forma sábia.
Organização política é qualquer organismo que participa do processo político, incluindo gru-
pos de interesse, organizações não governamentais e partidos políticos. Elas participam de
atividades políticas que buscam alcançar objetivos políticos bem definidos, que geralmente
trazem benefícios para seus membros.
A economia mundial nos últimos anos foi marcada por recordes de crescimento e, princi-
palmente, de regressão. Diante da pandemia da Covid-19, muitos países não souberam enfren-
tar a situação e suas medidas refletiram diretamente na produção econômica.
Nesse tópico, chamo a sua atenção para os dados referentes ao Brasil, pois no nosso país
tivemos índices baixos em várias taxas analisadas. Lembre-se que essa queda não foi exclu-
siva do Brasil, mas é interessante que você esteja por dentro do crescimento ou regressão
econômica, PIB e colocação no ranking das economias do mundo.
Já o tópico política sempre foi muito complexo, polêmico e gerador de discussões. A prin-
cipal dica quanto a esse tema é que tenha cuidado com a maneira de se posicionar. Seu objeti-
vo será compreender o fato, comentar de maneira imparcial e evitar discriminação ou qualquer
tipo de manifestação favorável a partido ou políticos. Portanto, tendo cuidado com esses pon-
tos específicos, tenho certeza de que se sairá bem na prova.
Economia no Mundo
A economia mundial está retornando rapidamente às suas atividades, com destaque para
o setor industrial. Dados demonstram um crescimento significativo em 2021. Os índices ele-
vados estão presentes também nos serviços, onde a demanda e a produção diminuíram em
consequência da pandemia. Os Estados Unidos é o país que apresenta a melhor recuperação,
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O PIB chinês cresceu, em 2021, 8,1% em comparação com 2020, superando as expectati-
vas oficiais com um salto de 6% no crescimento econômico. É o maior crescimento do PIB do
país nos últimos dez anos.
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Os preços das commodities aumentaram a atividade econômica global, com forte cresci-
mento nos últimos meses e nível histórico elevado. A intensa recuperação, contudo, é maior
que a do período pós-crise financeira internacional, que levou ao recorde da série: naquele pe-
ríodo, o crescimento médio mensal foi de 2,4% ao mês.
De forma mais específica, um fator que pressionou os preços de grãos no mercado interna-
cional foi a recomposição do rebanho suíno da China após a epidemia de febre suína africana
que matou uma grande parte rebanho em 2018 e 2019. A recuperação da suinocultura estaria
ocorrendo em bases modernas e intensivas no uso de rações para alimentação dos animais.
Blocos Econômicos
Com o fim da Guerra Fria, as nações capitalistas começaram uma disputa na busca do
controle dos mercadores consumidores, esse foi um dos principais efeitos do chamado mun-
do globalizado. Essas nações resolveram se unir em blocos econômicos, a princípio regionais,
com o objetivo de facilitar e aumentar o alcance dos mercados, além da ajuda mútua entre
os membros.
Esses blocos econômicos são uma espécie de acordo intergovernamental onde as barrei-
ras do comércio são reduzidas ou eliminadas. São organizações criadas entre os países, com
a finalidade de estabelecer relações econômicas entre si e entre os demais membros, visando
ao crescimento das relações econômicas com a integração das relações de comércio.
1
Disponível em: < [Link]
celera-no-4º-[Link] >. Acesso em 01 de mai. de 2022.
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A expansão dos blocos econômicos regionais ocorreu, em especial, em razão dos seguin-
tes fatores:
• É natural que países com políticas econômicas semelhantes avancem para alianças co-
merciais, buscando o comércio multilateral e aumento natural da competitividade;
• A conversão dos Estados Unidos da América ao regionalismo;
• O desmonte do Bloco do Leste, fazendo com que os países que giravam sobre a extinta
União Soviética 119 procurassem celebrar acordos de livre comércio;
• O chamado “efeito dominó do regionalismo”, com o desejo de adesão dos países que
ficam de fora da criação ou do aprofundamento dos blocos econômicos regionais.
Implementação de condutas de
União Aduaneira comércio com vistas a alcançar
países fora do bloco.
Integração da economia,
Mercado Comum possibilitando a passagem de
mercadorias e pessoas entre os
países.
União
Econômica e Integração da economia e criação
de moeda única para os países do
Monetária bloco.
União Europeia
A União Europeia foi criada na década 1950. Seus membros foram, inicialmente, Alemanha,
Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Holanda, e hoje abrange 27 países. É caracterizada por
uma parceria econômica e política, sendo considerada uma aliança supranacional, com um
sistema de instituições independentes e decisões acordadas entre seus países, e um ordena-
mento jurídico próprio.
Ela surgiu em 1951, com a formação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e se
tornou mais ampla com a assinatura dos Tratados de Roma, em 1957, quando se transformou
em Comunidade Econômica Europeia e Comunidade Europeia de Energia Atômica. Posterior-
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mente, em 1965, foi assinado o Tratado de Fusão, por meio da criação da Comissão Europeia
e do Conselho da União Europeia, unindo, assim, os tratados anteriores.
Em 1993, surge a União Europeia como bloco econômico, por meio do “Tratado de Maastri-
cht”, que estabeleceu uma nova estrutura que se manteria até vigorar o Tratado de Lisboa, em
2007. Com ele ocorreu a proposta da cidadania europeia, com a livre circulação e residência
de pessoas nos países da comunidade, além da implementação do euro como moeda única,
administrada pelo Banco Central Europeu. O Tratado de Lisboa aumentou a atenção para os
problemas mundiais, como o desenvolvimento sustentável e as alterações climáticas, insti-
tuiu o Parlamento Europeu, e foi ratificado por todos os países-membros em 1º de dezem-
bro de 2009.
As principais características desse bloco econômico são a mútua ajuda para fortalecimen-
to econômico e facilitação de negócios entre os países integrantes. Suas políticas são direcio-
nadas para a livre circulação de pessoas, serviços, bens e capital, além das legislações sobre
assuntos relativos à justiça, mantendo também as políticas relativas ao comércio.
Brexit
Depois de muitos debates e imprecisões, o Brexit foi decretado de forma oficial em janeiro
de 2020. Na história do bloco econômico, o Reino Unido é o primeiro a sair da União Europeia
(UE), após 47 anos de integração. O Brexit é a abreviação para “British Exit” (saída britânica),
este é o termo mais utilizado ao se referir à saída do Reino Unido da UE.
O acordo da retirada, como ficou conhecido, foi conduzido pela ex primeira-ministra, There-
sa May, com auxílio da UE, mas foi rejeitado três vezes no Parlamento do Reino Unido. Após os
sucessivos fracassos na condução do Brexit, May deixou o cargo, sendo a segunda a pedir para
sair provocada pelo Brexit. Boris Johnson, chanceler da ex-premiê, foi eleito para substituí-la.
Mercosul
Esse bloco surgiu em 1991. Foi criado por países da América do Sul – inicialmente Ar-
gentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, tendo outros entrado futuramente, sendo a Venezuela um
deles. Tem como objetivo garantir a integração política, econômica e social entre os países.
Atualmente, o bloco é formado por cinco membros plenos, sendo eles a Argentina, o Brasil,
o Uruguai, o Paraguai e a Venezuela, porém, a Venezuela está suspensa desde dezembro de
2016 por apresentar crises econômica, social e política. Possui como membros associados o
Chile, a Bolívia (em processo de adesão desde 2015), a Colômbia, o Equador e o Peru, tendo
ainda, como observadores, a Nova Zelândia e o México.
A estrutura física e administrativa está sediada em Montevidéu, no Uruguai. Apresenta um
mercado de 220 milhões de consumidores e um PIB de aproximadamente 1,1 trilhão de dóla-
res. Durante o século XXI, a água será um recurso estratégico fundamental, por isso é impor-
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tante destacar que no território do Mercosul estão as duas maiores bacias hidrográficas do
planeta: a do Prata e a da Amazônia.
30 anos do Mercosul
Em uma reunião virtual de aniversário de 30 anos do Mercosul, o presidente do Brasil, Jair
Bolsonaro, defendeu a modernização do Bloco propondo a atualização da Tarifa Externa Co-
mum (TEC) como ponto importante no processo de recuperação do Bloco.
A TEC se caracteriza como um conjunto de tarifas cobradas em cima das importações de
produtos e serviços de empresas dos países-membros. O seu objetivo é estimular a compe-
titividade entre os países do Bloco. Essa tarifa tem uma estrutura de 11 níveis diferentes de
alíquotas, podendo variar de 0% até 20%, de acordo com o valor agregado do bem. O presidente
também afirmou que existe espaço para melhorar a integração regional entre os países, redu-
zindo as barreiras não-tarifárias e promovendo a incorporação de setores que ainda não fazem
parte do comércio interno do Bloco.
Além disso, o presidente cobrou o aumento das negociações externas para que os países
do Bloco possam participar da “quarta revolução industrial” e ocupar “o espaço que nos cabe
no mundo das grandes correntes econômicas internacionais”. Bolsonaro afirmou que para le-
var adiante a modernização do Mercosul, é necessário “compromisso e espírito de cooperação
entre os membros”.
NAFTA (USMCA)
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APEC
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Nations), que possuía na época os Estados Unidos como parceiro econômico. Em 1993, pas-
sou a ser um bloco com livre comércio em todo o Oceano Pacífico e criação de novos merca-
dos para os produtos agrícolas e matérias-primas.
A APEC representa um PIB de 40% do comércio mundial, e é formalizada para a livre cir-
culação de mercadorias, tendo como membros Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Japão,
Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Coréia do Sul, Tailândia, EUA (1989); China, Hong
Kong (China), Taiwan (Formosa) (1991); México, Papua Nova Guiné (1993); Chile (1994); Peru,
Federação Russa e Vietnã (1998).
O objetivo principal é diminuir as tarifas e barreiras comerciais, criando para seus membros
melhorias econômicas com o aumento da oferta de empregos e mais oportunidades para o
comércio internacional. Além de medidas comerciais e econômicas, são desenvolvidas ações
que buscam os aspectos humanos.
BRICS
O BRICS não pode ser considerado um bloco, mas um agrupamento econômico com me-
canismo internacional. Atualmente, é formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Esses países têm um potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em
um período de, no máximo, cinquenta anos.
Eles representam mais de 21% do PIB mundial, sendo o grupo de países que mais crescem
no planeta. Apresentam 42% da população mundial, 45% da força de trabalho e o maior poder
de consumo do mundo. Destacam-se também pela grande quantidade de riquezas nacionais e
as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
Economia Brasileira
Em 2020, o Brasil apresentou uma redução no total do Produto Interno Bruto (PIB), que
caiu 4,1%. Desde o governo Collor, essa é a maior queda sofrida pela economia brasileira. No
ranking global das economias, o país ficou em uma posição intermediária. O Brasil fechou a
década com a maior recessão em 120 anos, alocando-se em 12ª economia mundial.
Para chegar ao denominador do PIB, é necessário realizar o cálculo de diversos dados, in-
clusive de fontes externas. Calcula-se vários elementos, como, por exemplo, o desempenho de
setores da economia (primário, secundário e terciário), consumo familiar, gastos governamen-
tais e os índices de inflação, que medem o preço dos produtos para o produtor e o consumidor.
O índice de crescimento do PIB da nação pode ser variado, pois está relacionado direta-
mente com a situação econômica do país. O Brasil, que começou a década de 2010 com um
crescimento de 3,9%, chega a 2020 sendo a 12ºeconomia mundial. A queda de 4,1% em 2020
foi a maior em um período de 30 anos e a terceira pior na história econômica do país.
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dos os crescimentos de 2020 e 2021, a variação neste período é de 0,5%, superando o resulta-
do da maioria dos países com maior PIB e os países vizinhos ao Brasil.
Um dos fatores que explica esse crescimento no PIB é a alta dos preços das commodities
agrícolas e minerais, principais produtos exportados pelo Brasil. Os índices de vendas externas
de produtos agropecuários aumentaram 24,4% no período, enquanto as exportações da indús-
tria extrativa aumentaram 50,8%.
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Política
Querido(a) candidato(a), é comum criarmos uma imagem negativa e distante da nossa
realidade no que diz respeito à política. Muitas pessoas alimentam o estereótipo de que polí-
tica se resume ao voto ou às eleições, mas é importante ressaltar que ela é uma ferramenta
ativa na transformação social e que seus aspectos negativos só mudarão por meio do próprio
sistema político.
A política pode ser compreendida como um elemento que está relacionado com o bem pú-
blico, a vida em sociedade, as regras, leis e normas sociais nesse espaço, e, principalmente, ao
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ato de decidir sobre esses aspectos mencionados. Portanto, podemos afirmar que a política
foi criada para regular conflitos.
Os atos políticos não são limitados aos governantes e à profissão em si, mas abrangem
uma participação da sociedade de forma geral. A política se tornou algo intrínseco na socieda-
de contemporânea, sendo que até quando não queremos participar, acabamos participando.
Compreenda a política como um importante instrumento, sobre o qual você deve conhecer
e participar, pois ela não é um mecanismo exclusivo de políticos. A política tem como objetivo
nos proporcionar debates, discussões e questionamentos sobre leis, regras e normas, bem
como a vida em sociedade.
Dividiremos a apresentação do tema em uma metodologia mais didática e focada em um
contexto mais atual. Apresentaremos as relações políticas tanto no âmbito nacional como no
âmbito internacional.
Política em um âmbito internacional é um tema muito complexo e com bastante conteúdo.
Sabendo disso, tenho como objetivo apresentar os fatos que mais marcaram esse cenário nos
últimos anos, destacando conceitos importantes para seu estudo.
O conteúdo será apresentado em vários tópicos, sendo demonstrados apenas os fatos
relevantes sobre o acontecimento em destaque.
Vamos lá?
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de a partir das 18h – 20h no horário de Brasília. Inicialmente, a medida ficaria em vigor por 12
horas e poderia ser ampliada.
Pesquisas demonstram que mais da metade dos eleitores republicanos acreditam forte-
mente que Trump venceu as eleições presidenciais de 2020 ou não tem certeza de quem ven-
ceu, porém, uma coisa é certa para este grupo: negam a vitória do democrata.
Nos Estados Unidos não existe um tribunal eleitoral de âmbito nacional, como ocorre no
Brasil, pois a apuração das eleições é de responsabilidade dos estados. A contagem é demora-
da, podendo levar semanas, e a projeção é uma forma que possibilita saber com antecedência
o possível vencedor.
É interessante lembrar que Biden conquistou mais votos diretos do que Trump, entrando
para a história como o candidato a presidente mais votado da história do país, com mais de 75
milhões de votos. Essa eleição foi destacada por ter a maior participação já registrada.
Joe Biden simboliza o retorno dos democratas à Casa Branca após a saída de Barack Oba-
ma, que governou o país entre 2009 e 2017, e de quem Biden foi vice-presidente.
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esfera de influência. Aliás, é importante lembrar que a Rússia lidava com uma depressão eco-
nômica e se via amarrada no conflito militar na Chechênia.
Em 1997, Rússia e Ucrânia assinaram o Tratado de Amizade, Cooperação e Parceria, co-
nhecido como o “Grande Tratado”, por meio do qual Moscou reconheceu as fronteiras oficiais
da Ucrânia, incluindo a Península da Crimeia, região que abriga uma maioria étnica russa.
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A primeira grande crise diplomática entre os dois, surgiu com o início do governo de Putin,
em 2003, quando a Rússia começou a construir, subitamente, uma barragem no estreito de Ker-
ch, próximo à ilha ucraniana de Tulza – entre o território russo e a Península da Crimeia. Kiev
considerou isso como uma tentativa russa de redesenhar as fronteiras nacionais. O conflito foi
resolvido após um encontro frente a frente entre os dois presidentes. A construção foi suspen-
sa, entretanto, a fachada de amizade entre os dois lados começou a demonstrar rachaduras.
As tensões agravaram durante as eleições presidenciais da Ucrânia em 2004, quando Mos-
cou posicionou-se a favor do candidato pró-Rússia Viktor Yanukovych, mas a Revolução Laran-
ja evitou que ele assumisse. A eleição foi declarada fraudulenta, e o candidato pró-Ocidente Vi-
ktor Yushchenko tornou- se presidente. A reação russa foi o corte do fornecimento de gás para
a Ucrânia em duas ocasiões, em 2006 e 2009, além de interromper também o abastecimento
para a União Europeia. Em 2008, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pressionou
o processo de adesão da Ucrânia e da Geórgia à Otan, mesmo com os protestos de Putin, cujo
governo não reconheceu de maneira completa a independência ucraniana.
Alemanha e França mudaram os planos de Bush através de uma cúpula da Otan em Bu-
careste, na Romênia, quando a possível adesão ucraniana foi discutida, mas sem que fossem
estabelecidos prazos para esse processo. Após o andamento dos fatos não corresponderem
com as expectativas em relação à Otan, a Ucrânia fez uma nova tentativa de reforçar seus la-
ços com o Ocidente por meio de um acordo de associação com a União Europeia. Porém, no
verão de 2013, poucos meses antes da assinatura do documento, Moscou passou a exercer
forte pressão econômica sobre Kiev e forçou o congelamento do acordo. O governo russo
impôs um embargo sobre produtos ucranianos exportados para o país, o que resultou em pro-
testos em toda a Ucrânia.
Quando os ucranianos depuseram seu presidente pró-Rússia, no início de 2014, o Kremlin
se aproveitou do vácuo de poder em Kiev e anexou a Península da Crimeia, em março do
mesmo ano. Este foi um ponto de inflexão nas relações entre os dois países e o início de uma
guerra não declarada. Simultaneamente, as forças paramilitares russas iniciaram um levante
separatista na região de Donbass, no leste ucraniano, e instituíram “repúblicas populares” li-
deradas por Moscou, com simulacros de Estados em Donetsk e Lugansk. O governo de Kiev
esperou até depois da eleição presidencial de maio de 2014 para lançar uma grande ofensiva
militar, que nomeou de operação antiterrorismo.
Conhecida como “Bacia de Donbass”, a região é a mais importante fonte de energia e área
industrial do país, estendendo-se em boa parte na Ucrânia e um pouco pela Rússia. O carvão
é um dos produtos mais produzidos e comercializados, com indústrias altamente desenvolvi-
das, além de metalúrgicas e empresas diversas.
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Em junho de 2014, o presidente recém-eleito, Petro Poroshenko, realizou uma reunião com
Putin na ocasião dos 70 anos da invasão da Normandia, na Segunda Guerra Mundial. O en-
contro, que futuramente seria conhecido como “As Conversações em Formato Normandia”,
aconteceu sob mediação da Alemanha e da França. Simultaneamente, o exército ucraniano
demonstrou incapacidade em expulsar os separatistas. No final de agosto, Kiev acusou Mos-
cou de intervenção militar em larga escala, o que o Kremlin nega. Forças ucranianas próximas
a Iloviask, a leste de Donetsk, foram derrotadas em um episódio que foi um ponto de mudan-
ça na guerra. O conflito foi encerrado em setembro, a partir da assinatura de um cessar-fo-
go em Minsk.
O que se seguiu foi uma guerra de exaustão que continua até os dias atuais. No início de
2015, os separatistas lançaram uma nova ofensiva, de acordo com Kiev, com apoio de tropas
russas que, antes dos combates, retiraram as identificações de seus uniformes, o que Moscou
também nega. As forças ucranianas sofreram uma nova derrota, agora na cidade estrategica-
mente importante de Debaltseve, de onde foram obrigadas a se retirar.
A intermediação do Ocidente teve como resultado o que seria conhecido como o Protocolo
de Minsk, o acordo que tem como base os esforços de paz, mas que até hoje não chegou a
ser cumprido. A última vez em que houve esperança de paz na região foi no outono de 2019,
quando soldados dos dois lados foram retirados das linhas de frente. A chamada Cúpula da
Normandia, em Paris, em dezembro de 2019, simbolizou a última vez em que os dois lados se
sentaram à mesma mesa. O presidente russo não possui um verdadeiro interesse em se reunir
frente a frente com seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem Moscou acusa de
não cumprir o Tratado de Minsk. Putin continua a exigir que os Estados Unidos mantenham a
Ucrânia fora da Otan e que o país não receba ajuda militar. A Otan rejeita tal exigência.
A situação na fronteira entre Ucrânia e Rússia foi tensa durante semanas e se agravou nos
últimos dias. O presidente russo, Vladimir Putin, negou que estaria organizando um ataque à
Ucrânia, mas os EUA afirmaram que ele já teria decidido invadir o país.
A tensão aumenta quando Putin realiza um discurso televisionado anunciando que reco-
nheceria a independência de dois territórios ucranianos - Donetsk e Luhansk - que são contro-
lados por separatistas apoiados pela Rússia. Ele afirmou que a Ucrânia não tinha histórico para
ser uma nação de verdade e acusou as autoridades ucranianas de corrupção.
Após o anúncio, Putin ordenou que as tropas desempenhem “funções de manutenção da
paz” em ambas as regiões. Ao ultrapassarem as fronteiras, será a primeira vez que soldados
russos entrarão oficialmente em território controlado pelos rebeldes.
Em resposta, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, pronunciou à nação que seu país
queria a paz, mas afirmou “não temos medo” e “não entregaremos nada a ninguém”. Kiev agora
precisa de “ações claras e efetivas de apoio” de seus parceiros internacionais.
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A Otan e a União Europeia condenaram a decisão do presidente russo. Joe Biden, presiden-
te dos EUA, afirmou que buscaria impor sanções à Rússia. Ursula von der Leyen, presidente da
Comissão Europeia, disse que a medida “é uma violação explícita do direito internacional” e “da
integridade territorial da Ucrânia”.
Em 2014, a Rússia assumiu o controle do território ucraniano na Crimeia e apoiou as forças
separatistas que lutavam nas regiões de Donbas e Luhansk, fazendo com que os grupos rebel-
des criassem repúblicas populares em Donetsk e Luhansk.
Lideranças das duas áreas separatistas anunciaram a evacuação dos moradores, pois a
Ucrânia intensificou os bombardeios e planeja um ataque, aliás, a Rússia está noticiando uma
iminente invasão das áreas rebeldes pelas forças ucranianas. No entanto, um correspondente
diplomático da BBC afirmou que era “infundada” a ideia de que uma evacuação seria necessá-
ria por causa de um ataque planejado pela Ucrânia. Para os EUA, a Rússia provocou uma crise
para justificar uma ação militar (incluindo o chamado ataque de bandeira falsa), embora não
tenham fornecido nenhuma prova específica para respaldar essas alegações.
Porém, antes do anúncio da Rússia de que o país reconheceria a independência de áreas
da Ucrânia controladas por separatistas apoiados pelos russos, os dois países não estavam
nem perto de um acordo diplomático para resolver a crise. Em fevereiro, Putin reafirmou as
exigências da Rússia após um encontro com o premie húngaro Viktor Orban:
3
Disponível em: <[Link] Acesso em: 28 de fev. 2022.
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O que é a OTAN?
A OTAN (sigla que significa Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma aliança formada
por 30 países. A organização foi criada em 1949, no período da chamada Guerra Fria, sob a
liderança dos EUA em oposição à extinta União Soviética. Com o fim do bloco comunista, em
1991, a OTAN passou a atuar, sobretudo, como uma aliança que zela pelos interesses econô-
micos dos membros.
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Em 2021, o presidente russo escreveu um artigo onde afirmava que os russos e os ucrania-
nos eram uma única nação. Ele apresentou o colapso da União Soviética como a “desintegra-
ção da Rússia histórica” e considerou que os atuais líderes da Ucrânia estão desenvolvendo
um “projeto anti-Rússia”. Putin também afirmou que, se a Ucrânia entrar na OTAN, a aliança
pode buscar recapturar a Crimeia.
Esse aumento na tensão entre Rússia e Ucrânia gerou ataques por terra, ar e mar, iniciados
no dia 24 de fevereiro de 2022. Após uma série de ameaças e de ter reconhecido a independên-
cia de duas províncias separatistas do leste ucraniano, Vladimir Putin invadiu a Ucrânia.
Ocidente
Europeia.
Menção da organização em
Expansão da Otan no Leste
adicionar a Ucrânia e a Geórgia
Europeu
como países-membros.
Diversas bases militares foram destruídas e tropas russas avançaram no território ucra-
niano por praticamente todos os lados. Ao norte da Ucrânia, militares russos rapidamente to-
maram a região de Chernobyl. No dia 25 de fevereiro, os militares russos começaram a se
aproximar da capital, Kiev, e realizaram vários ataques. É importante lembrar que a Rússia de-
senvolveu linhas de ataque em três grandes cidades, Kiev, Carcóvia e Kherson, mas as tropas
ucranianas resistem aos russos nesses três locais.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse ser o alvo número um da ofensiva rus-
sa e que nem sua família está a salvo. Porém, a mídia tem afirmado que ele está disposto a
negociar. O governo ucraniano afirma ter derrubado algumas aeronaves russas e, segundo o
presidente Zelensky, a Ucrânia não vai baixar as armas.
Este é um assunto que deve ser acompanhado constantemente, pois vários outros acon-
tecimentos estão por vir, sendo eles para pacificar a situação ou não. Nos últimos dias, por
exemplo, o Putin solicitou que a Força Nuclear Russa esteja de prontidão, caso seja necessária
sua participação no conflito. O mundo acompanha a situação de uma forma atenta e tensa,
sem saber de fato o que pode vir a acontecer.
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O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, em 12 de abril, que a operação militar espe-
cial de Moscou na Ucrânia, sem dúvida, alcançará o que ele certifica serem seus “objetivos
nobres”. Em uma cerimônia de premiação no centro espacial Cosmódromo de Vostochny, no
Extremo Oriente russo, Putin foi citado por agências de notícias russas que declararam que
Moscou não tinha outra escolha a não ser lançar uma operação militar com a finalidade de
proteger a Rússia, e que um confronto com as forças da Ucrânia foi inevitável. “Seus objetivos
são absolutamente claros e nobres”, disse Putin sobre a campanha militar da Rússia.
Putin afirma que o principal intuito da intervenção militar de Moscou na Ucrânia é salvar
pessoas na região de Donbas, no leste da Ucrânia, onde separatistas apoiados pela Rússia
combatem as forças ucranianas desde 2014. “Por um lado, estamos ajudando e salvando pes-
soas e, por outro, estamos simplesmente tomando medidas para garantir a segurança da pró-
pria Rússia”, disse Putin. “Está claro que não tivemos escolha. Foi a decisão certa.” Milhões
de ucranianos foram forçados a fugir do país desde que a Rússia enviou dezenas de milhares
de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chamou de operação especial com a fina-
lidade de degradar as capacidades militares de seu vizinho do sul e extirpar pessoas a quem
chamou de nacionalistas perigosos. As forças ucranianas montaram forte resistência.
A Rússia retirou parte de suas tropas da região de Kiev e alterou grande parte do foco da
guerra para o leste da Ucrânia, depois de uma série de derrotas nas proximidades da capital.
Essa mudança para a região conhecida como Donbas pode significar um possível prolonga-
mento do conflito. Quando o presidente Putin fala sobre Donbas, ele está se referindo à antiga
região produtora de carvão e aço da Ucrânia, indica a totalidade de duas grandes regiões orien-
tais, Luhansk e Donetsk, que cobrem desde a área próxima a Mariupol, no sul, até a fronteira
com a Rússia no norte.
Se a Rússia conseguisse conquistar essas duas grandes regiões, Vladimir Putin alcançaria
algum tipo de conquista com a guerra russa. A próxima etapa seria o anexo de Donbas, da
mesma maneira que ocorreu com a Crimeia, após um referendo contestado em 2014. E, caso a
conquista viesse antes de 9 de maio, ele comemoraria no Dia da Vitória, data em que as forças
armadas russas celebram a vitória sobre a Alemanha nazista em 1945.
A batalha decisiva da guerra na Ucrânia tem previsão para ocorrer nas regiões que a Rús-
sia já ocupava desde 2014, a partir de separatistas, ou as conquistadas no ataque deste ano,
na parte leste e sul, como Donbas e a Crimeia. O ponto de partida da nova ofensiva russa foi
a cidade de Izyum, tomada há quinze dias, em cima de Sloviansk, onde há o cruzamento ro-
doviário e uma margem de rio importante, em direção à Donetsk, que já foi conquistada por
separatistas.
Os russos estão escalando nessa situação entre 120 mil a 130 mil soldados, contra 40 mil
ucranianos que estão nesta área, atacando através de tecnologia por satélite. A Ucrânia tem
demonstrado interesse em realizar negociações, mas não se renderá a qualquer ultimato. O
governo russo não demonstra desejo de recuar antes de alcançar seus objetivos.
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rebeldes, grupos fundamentalistas, turcos e curdos. Porém, a posição de Al-Assad é bem mais
estável e segura do que a de anos atrás.
Durante os dez anos de guerra, estima-se que já sejam 600 mil pessoas mortas. Não pode-
mos deixar de lembrar das duas milhões de pessoas feridas durante o conflito, e das muitas
que adquiriram deficiências físicas permanentes no combate.
Aproximadamente, seis milhões de pessoas decidiram por migrar da Síria e se refugiar
em países vizinhos ou em locais como a Europa e a América do Norte. Esse intenso fluxo de
pessoas indo para outros países levou a um fenômeno conhecido como crise de refugiados,
quando o volume de imigrantes tentando entrar na Europa era muito grande. Vários países,
como a Hungria, decidiram endurecer sua política de imigração.
A destruição física da Síria levou boa parte da população a viver em situação de pobreza e
miséria. Diversos habitantes têm dificuldades de conseguir até comida. Mesmo com os esfor-
ços de grupos sírios e estrangeiros em ofertar as condições mínimas de sobrevivência, o país
passa por sérias dificuldades.
Relações Internacionais
As relações internacionais que envolvem o Brasil ganharam grandes repercussões nos úl-
timos anos. O cenário ficou marcado por declarações ofensivas, novos acordos comerciais
e imparcialidade sobre determinados assuntos. O tema está fortemente ligado ao contexto
político-econômico, e pode ser vinculado a vários outros assuntos.
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DICA
Busque focar no fato abordado, evitando extremismos, e nun-
ca menospreze ou inferiorize determinada situação. Os temas
que podem ser abordados são, muitas vezes, polêmicos e
complexos, mas nada que você não irá conseguir responder
em sua prova.
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A estratégia seria agregar valores aos produtos internamente. Mas para isso, seria preciso fazer
investimentos direcionados para adicionar valor à soja, ao milho e à carne, por exemplo. Precisaria
ter toda uma estruturação de logística e investimento na industrialização dos produtos agrícolas.
Só assim o País terá mais segurança sem depender apenas dos pedidos da China. Mesmo porque
os preços das commodities oscilam muito e, em algum momento, isso poderá prejudicar o Brasil.4
4
Disponível em: < [Link]/economia/dependencia-comercial-do-brasil-em-relacao-a-china-bate-recorde-em-
-2020-e-deve-ficar-ainda-maior/>. Acesso em 27 de Abr. 2021.
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resta. Um alerta à política ambiental brasileira, criticada por vários organismos internacionais
e nacionais.
Com a vitória de Joe Biden, se não ocorrer uma mudança na política externa, haverá um
imenso risco de o Brasil perder a proximidade com os Estados Unidos e se afastar da agenda
de interesses brasileiros construída durante anos.
[...] a nova vulgata planetária que apoia-se numa série de oposições e equivalências, que se susten-
tam e contrapõem, para descrever as transformações contemporâneas das sociedades avançadas:
desengajamento econômico do Estado e ênfase em seus componentes policiais e penais, desre-
gulação dos fluxos financeiros e desorganização do mercado de trabalho, redução das proteções
sociais e celebração moralizadora da “responsabilidade individual.
Tendo essa visão do mundo contemporâneo como base, quando o autor fala de multicul-
turalismo, ele associa à política norte-americana, que unido à globalização, impõe um conceito
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Pluralidade
Pluralidade Cultural é sobre o conhecimento e a apreciação de características étnicas e
culturais dos diferentes grupos sociais que convivem em território nacional, as desigualdades
socioeconômicas e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que perduram
na sociedade brasileira, demonstrando o Brasil como um país complexo, multifacetado e, por
vezes, paradoxal.
Tal tema sugere um ponto de vista que visa a explicitar a diversidade étnica e cultural que
forma a sociedade brasileira, entender suas relações, destacadas por desigualdades socioeco-
nômicas e indicar transformações necessárias, oferecendo elementos para promover a com-
preensão de que valorizar as diferenças étnicas e culturais não significa aderir aos valores do
outro, mas respeitá-los como expressão da diversidade, respeito que é obrigatório a todo ser
humano, por sua dignidade inerente, sem qualquer tipo de discriminação. Afirmar a diversida-
de é essencial na construção de uma identidade nacional que possua a ética como elemento
definidor das relações sociais e interpessoais.
Ao discorrer acerca deste assunto, é importante diferenciar diversidade cultural de desi-
gualdade social. As culturas são desenvolvidas pelos grupos sociais no decorrer de suas his-
tórias, na construção de suas formas de subsistência, na organização da vida social e política,
nas relações com o meio e com outros grupos, na produção de conhecimento etc.
A distinção entre culturas é produto da singularidade de tais processos em cada grupo
social. A desigualdade social é uma diferença de outra origem: é estabelecida na relação de
dominação e exploração socioeconômica e política. Ao propor o conhecimento e o reconheci-
mento da pluralidade cultural brasileira, não há a pretensão de deixar de lado essa questão, ao
contrário. Principalmente quanto à discriminação, é impossível compreendê-la sem voltar ao
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Diversidade
A diversidade cultural é um conjunto de diferenças que são vividas por um vasto número de
pessoas, que podem estar em um mesmo país ou em uma única cidade e, mesmo assim, con-
servar características, crenças religiosas e costumes sociais totalmente diferentes entre si.
A diversidade está presente em toda e qualquer sociedade humana, tendo em vista que
é reconhecida em todo o globo como a capacidade do indivíduo de se inventar, reinventar e
de construir a própria identidade todos os dias, em um processo que demanda influências
recíprocas com outros membros da sociedade ou de grupos distintos que sejam adeptos de
outras culturas.
Ela pode ser caracterizada por elementos como o idioma, crenças, costumes, religião, dan-
ças, comida típica, arte etc. Entretanto, a diversidade cultural é tudo aquilo que promove as
distinções dentro de uma mesma sociedade, que sugere um papel democratizante, a fim de
que todos possam ter seus espaços de direito dentro de um grupo ou de um país.
A diversidade cultural também está vinculada ao sentimento de pertencimento e aceitação
da identidade de cada indivíduo que faz parte de determinado grupo. A UNESCO, em sua Decla-
ração Universal sobre a Diversidade Cultural, no artigo 4º, diz:
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A defesa da diversidade cultural é um imperativo ético, inseparável do respeito pela dignidade da
pessoa humana. Implica o compromisso de respeitar os direitos humanos e as liberdades funda-
mentais, em particular os direitos das pessoas que pertencem a minorias e os dos povos autóc-
tones (nativos ou indígenas). Ninguém pode invocar a diversidade cultural para violar os direitos
humanos garantidos pelo direito internacional, nem para limitar seu alcance.
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assim como tecnologias que permitem a comunicação entre pessoas. Com a evolução tecno-
lógica, surgiram novas tecnologias, que se propagaram pelo mundo como formas de difusão
de conhecimento e facilitaram a comunicação entre as pessoas, independentemente de dis-
tâncias geográficas (RODRIGUES et al., 2014).
As TICs são utilizadas nas mais diversas áreas, como, por exemplo, na indústria, no co-
mércio, no setor de investimentos e na educação. Em todas as possíveis aplicações de TICs, o
principal objetivo é proporcionar o acesso à automação da informação e comunicação. No que
tange ao conjunto de tecnologias emergentes em TICs, são incluídos softwares e hardwares
para garantir a operacionalização da comunicação. A grande popularização das TICs ocorreu
com o surgimento e a difusão da internet (Pacievitch, 2014).
Desde o início da civilização, o homem sentiu a necessidade de comunicação com os ou-
tros indivíduos. As novas tecnologias vêm realizando diversas mudanças sociais drásticas nos
variados segmentos da sociedade. As chamadas Tecnologias da Informação e Comunicação
(TIC) têm se apresentado como um fator decisivo na nova organização social, sem preceden-
tes na história.
No fim do século XX, o mundo adotou uma nova organização baseada nas tecnologias
da informação e da comunicação. A sociedade pós-industrial tem sofrido transformações de
maneira muito acelerada, reformulando o capitalismo, ao passo que todas as economias do
planeta possuem uma interdependência umas das outras.
Em vista disso, é possível observar que as maiores organizações mundiais estão passando
por um processo de descentralização e interconexão das empresas, tendo como exemplos de
tal processo o aumento do capital diante do trabalho, sindicalismo em declínio, desemprego
crescente e a incorporação massiva da mulher no universo trabalhista.
Com uso das Tecnologias da Informação e de Comunicação crescendo nos mais diversifi-
cados setores de atividade do ser humano, assim como a incorporação às possibilidades das
telecomunicações, ficou ainda mais evidente a perspectiva de ampliação, tanto em relação
ao acesso à informação quanto ao desenvolvimento de novos meios que viabilizem de forma
rápida sua distribuição no âmbito das pesquisas científicas.
As atividades tradicionais, como a leitura, a escrita, o correio, o comércio, a publicidade ou
o ensino, são agora capturadas através desses novos dispositivos tecnológicos de informáti-
ca, cada vez mais desenvolvidos. Esse processo, que teve a sua origem no fim dos anos 1960
e início dos anos 1970, não foi, por si só, responsável pela nova forma de organização social.
Centrado na ideia de informação e comunicação, o uso das TICs resultou da interação de três
processos independentes: revolução da tecnologia da informação; da economia (crise econô-
mica do capitalismo e do estatismo e a consequente reestruturação de ambos); e apogeu de
movimentos sociais e culturais, tais como a afirmação das liberdades individuais, dos direitos
humanos, do feminismo e do ambientalismo (Castells, 2001).
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Nos dois primeiros estágios, os avanços tecnológicos se caracterizam pelo learn by using, isto é,
pelo aprender usando. No último, são os usuários que aprenderam a tecnologia fazendo, o que aca-
bou resultando na configuração das redes e na descoberta de novas aplicações. (Castells, 2001, p.
51)
Dessa maneira, seria incorreto utilizar o termo “Sociedade Informacional”, envolvendo uma
indevida “homogeneidade das formas sociais” em qualquer lugar do mundo sob o novo siste-
ma. Não é sobre reduzir os povos da Terra ao novo paradigma informacional, mas, conforme
o pensador espanhol, poderíamos falar de uma sociedade informacional assim como falamos
da “sociedade urbano-industrial, cujas características são bem definidas e algumas de suas
principais estão difundidas mundialmente” (Castells, 1999, p. 38).
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identidade de gênero deveria estender essa proteção a todas essas pessoas que se identifi-
cam como mulheres”, afirmou.
O ministro afirmou que a discussão apresenta “uma certa transfobia” e disse que a popu-
lação e algumas instituições reproduzem uma cultura “patriarcal” e “misógina”. Segundo ele:
Aqui há, por trás de toda essa discussão, uma certa transfobia, e o Brasil infelizmente é
um país recordista em índices ignominiosos em relação ao trato que a própria população e
algumas instituições direcionam a quem não se ajusta numa concepção heteronormativa, num
binarismo, que até nas pequenas coisas costuma formar nossa cultura, uma cultura patriarcal,
misógina, que se reflete em índices de assassinatos de transexuais e travestis que há 13 anos
inserem o Brasil como país com maior número de assassinatos de pessoas trans no mundo.
Os ministros Antônio Saldanha, Olindo Menezes, Laurita Vaz e Sebastião Reis seguiram o
relator e votaram a favor do recurso e aplicação de medidas protetivas requeridas pela vítima.
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adas”. Conforme a agência, “nenhum requerimento para execução de atividade mineral pros-
pera em áreas com bloqueio legal”.
Há ligações geográficas entre terras indígenas e as áreas almejadas pelas empresas. Todos
os pedidos de mineração selecionados pelo monitoramento da Amazônia Minada possuem al-
guma sobreposição espacial com as terras indígenas. Tais dados foram retirados diretamente
do Sigmine (Sistema de Informação Geográfica da Mineração), mantido pela ANM. Grande
parte das reservas de minerais metálicos ao redor do globo está em solos do pré-cambriano,
período geológico que vai desde a formação da Terra até 500 milhões de anos atrás.
A Amazônia, que possui aproximadamente 40% do seu território em áreas pré-cambrianas,
é extremamente rica em uma série de substâncias e foco de atividades minerárias desde a
primeira metade do século passado. Em boa parte dos casos, as áreas cobiçadas são limí-
trofes às terras demarcadas pela Funai, e ultrapassam essas fronteiras. Um exemplo é a ter-
ra indígena Kayapó, no sudeste do Pará, onde residem 4.546 pessoas, conforme o Censo de
2010. O povo Kayapó, cuja população total gira em torno de 12 mil indivíduos, habita outras 11
terras no Pará e no Mato Grosso. De acordo com o banco de dados Povos Indígenas do Brasil,
do ISA (Instituto Socioambiental), eles vivem em aldeias dispersas pelo curso de rios afluen-
tes do Xingu.
Desde 2019, o presidente Jair Bolsonaro (PL) alega a abertura dessas terras para a minera-
ção. Em abril do mesmo ano, ele recebeu os representantes de povos indígenas em Brasília, e
afirmou que Roraima teria “trilhões embaixo da terra” e declarou que “índio não pode continuar
sendo pobre em cima de terra rica”. Tal argumento do Presidente já foi desmentido através de
estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pesquisadores apontaram que, sem
explorar jazidas em terras indígenas, o Brasil tem reservas nacionais de potássio suficientes
para durar até 2100. Outra conclusão é que dois terços dos depósitos minerais estão em Minas
Gerais, São Paulo e Sergipe e, portanto, fora da Amazônia legal, onde se localiza a maioria das
terras indígenas brasileiras.
Alguns meses após esse encontro, em fevereiro de 2020, o governo enviou ao Congresso
Nacional o projeto de lei que está em discussão. Entretanto, o deputado Rodrigo Maia (sem
partido/RJ), presidente da Câmara na época do envio, comprometeu-se com ambientalistas e
lideranças de povos indígenas a não colocar o texto para votação. Entretanto, com a chegada
de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, Bolsonaro passou a enviar para a Casa mais
medidas de interesse do governo.
Em fevereiro de 2022, o Planalto divulgou os projetos prioritários que serão votados na
Câmara no decorrer do ano. Além da proposta sobre as terras indígenas, está nessa lista um
projeto que facilita o uso de agrotóxicos. Tamanha preocupação das organizações indígenas
brasileiras com o tema não é atual. Em nome da mineração, diversas violações dos direitos
humanos já ocorreram contra povos originários. Até 1988, a mineração em seus territórios era
permitida, mas foi parcialmente vetada pela atual Constituição Federal. O relatório da Apib e
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Crimes Digitais
A internet atualmente é uma ferramenta muito importante no cenário mundial, já que possi-
bilita desenvolver diversas atividades, como comércio, relações sociais e transações financei-
ras, por exemplo. Porém, oferece riscos reais para seus usuários, vão desde a desinformação
promovida com a propagação de fake news até crimes presentes no Código Penal brasileiro.
É nítido que nossas ações em ambientes digitais influenciam no mundo real. O uso inade-
quado de aplicativos, principalmente redes sociais, pode trazer consequências além do sim-
ples bloqueio, sua conduta pode ser enquadrada como um crime digital.
Podemos conceituar crimes digitais como: condutas previstas em lei como ato ilícito e re-
alizadas por meios tecnológicos. Dessa forma, os crimes cibernéticos podem ser específicos,
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como invadir banco de dados de uma empresa, ou tradicionais, como estelionato e difamação,
dentre outros.
O Brasil apresenta poucas e recentes leis sobre a proteção dos internautas, destacando-se
a Lei Carolina Dieckmann, o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados.
A Lei n. 12.737, conhecida como Lei Carolina Dieckmann, torna crime a invasão de apa-
relhos eletrônicos para obtenção de dados particulares. Essa legislação foi apelidada com o
nome da atriz após uma invasão digital e posterior divulgação de ao menos 36 fotos dela nua.
Para não publicação das fotos, foi exigido pelo criminoso o valor de R$10.000,00 (dez mil re-
ais). Após inquérito policial, descobriram que a caixa de e-mail da atriz foi violada por hackers.
Com a criação da Lei, crimes desse tipo serão punidos com multa e detenção. Se, além da
invasão, houver divulgação, comercialização ou envio das informações sensíveis, a pena pode
ser elevada. Se forem cometidos contra autoridades políticas, a pena será aumentada de um
terço à metade. Além disso, a Lei equiparou os dados do cartão de crédito a documento parti-
cular para atribuir punição à falsificação de identidade.
A Lei n. 12.965/2014, conhecida como Marco Civil da Internet, prevê a regulamentação dos
princípios do uso da internet no Brasil, entre eles o princípio da proteção da privacidade e dos
dados pessoais, e assegura como direitos e garantias dos usuários da Internet a inviolabilida-
de e o sigilo do fluxo de suas comunicações privadas armazenadas. A Lei ainda trata de forma
específica da proteção dos registros, dados pessoais e comunicações privadas, sendo bem
clara em relação ao fornecimento de dados se forem requisitados por ordem judicial.
A Lei n. 13.709/20, ou Lei Geral de Proteção de Dados, colocou o Brasil ao lado de várias
nações do mundo onde há legislações específicas para delimitar a coleta, guarda e tratamento
de informações pessoais. A LGPD regulamenta aspectos relacionados às categorias de dados,
delimita para quem vale seus ditames, fixa as hipóteses de coleta e tratamento de dados, apre-
senta os direitos dos titulares de dados, descreve condições especiais para dados sensíveis
e segmentos, determina obrigações às empresas, implementa um regime diferenciado para o
poder público e institui a criação de uma autoridade nacional.
Voltando à questão dos crimes cibernéticos, segundo a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, é permitido a todo cidadão manifestar suas opiniões sem censuras ou represálias.
Porém, essa manifestação deve ter cuidados, pois tudo o que o cidadão falar deve ser respal-
dado por fatos e evidências que confirmem o que esteja sendo comentado.
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Esse cuidado deve ser redobrado nas redes sociais, pois é um ambiente onde os pensa-
mentos expressados podem facilmente ser copiados e permanecer na rede por meio de tercei-
ros, tanto que um dos lemas dos profissionais da tecnologia é: nada é deletado para sempre.
Veja os crimes que os usuários comuns podem cometer, muitas vezes sem saber que se trata
de conduta criminosa.
CRIMES VIRTUAIS
Cyber bullying
Muitos internautas têm a ideia de que estão protegidos pela tela do aparelho eletrônico e o
que ele postar não causará danos à sua pessoa. O anonimato na Internet é só uma questão de
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tempo, pois hoje é completamente possível encontrar o responsável por um perfil que se passa
por outra pessoa e processá-lo, inclusive por falsidade ideológica.
O que mais se teme na rede mundial de computadores é a divulgação de conteúdos íntimos,
ou seja, o compartilhamento de fotos, vídeos ou mensagens privadas para outros usuários.
Existem condutas que podem ser consideradas crimes pelo simples fato de passar o do-
cumento para outras pessoas. Por exemplo, suponhamos que você conseguiu, através de um
amigo, uma foto íntima de uma pessoa e encaminhou para outro amigo. Você não foi o respon-
sável por tirar a foto e nem divulgar de forma inicial, mas, a partir do momento em que recebe
e compartilha, você responde por importunação sexual. Segundo o art. 214-C do Código Penal,
publicar, compartilhar, vender ou mesmo oferecer imagens ou vídeo de sexo, nudez ou porno-
grafia sem consentimento da vítima é considerado crime.
É sempre importante que os usuários redobrem os cuidados e prestem atenção no ambien-
te virtual. Apresento abaixo dicas de especialistas de como se proteger no ambiente virtual:
Manter os aparelhos,
Sempre usar softwares
antivírus e firewalls
originais.
sempre atualizados.
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O PIX
Na criação do PIX, o Banco Central tinha como objetivo criar um meio de pagamento amplo
que pudesse substituir TEDs, DOCs, cartões e boletos, com o uso apenas do aparelho celular.
Conforme os dados divulgados pelo Banco Central, aproximadamente 75% das transações são
feitas entre pessoas físicas. Já as transferências de pessoa física para pessoa jurídica têm
crescido, chegando a 16%.
Os brasileiros adotaram o PIX de forma bastante surpreendente. O diretor da Organização
do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, afirmou em
outubro de 2021, que em média 40 milhões de pessoas no Brasil fizeram sua primeira transfe-
rência bancária através do PIX. “Antes nunca tinham feito. Isso é inclusão”, disse, argumentan-
do que boa parte desse número se deve à gratuidade do sistema e enfatizando que a inclusão
financeira é uma das grandes metas do Banco Central.
Desde a sua chegada, em 2020, tem sido bastante difícil encontrar algum estabelecimento
que não aceite o pagamento através do PIX. Ele trouxe vantagens para os vendedores, como a
velocidade em que o dinheiro cai na conta e o fim das taxas que são cobradas nas máquinas
de cartões. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) realizou um
levantamento que mostrou que, aproximadamente, 86% dos pequenos negócios já possuem o
PIX como forma de pagamento.
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Tal influência atingiu até mesmo a forma de pagamento de lojas online, tendo em vista a
viabilização do processo de entrega da mercadoria para o cliente, que tem a sua compra apro-
vada quase que instantaneamente. As empresas tiveram sua taxa de conversão de venda au-
mentada (dado que o boleto abre uma margem grande para desistência), bem como a redução
de golpes em compras falsas. Especialistas afirmam que o PIX alavancará ainda mais quando
a opção de PIX parcelado tiver uma adesão mais efetiva.
O PIX auxiliou bastante na inclusão, mas as fraudes estão cada vez mais frequentes e isso
tem preocupado bastante, como explica a especialista em Banking e professora de Relações
Econômicas Internacionais e Mercado Financeiro da Universidade Mackenzie, Thaís Cíntia Cár-
nio, em entrevista à CNN. Ela defende que os bancos têm condições de detectar as fraudes
mais facilmente, caso queiram. Segundo a especialista:
Gostaria de ver uma postura mais proativa da Febraban e das instituições financeiras, porque o
dinheiro transferido pelas quadrilhas não evapora, vai para conta de outra instituição financeira, que
têm obrigação de conhecer seu cliente, se ele tem capacidade financeira para os valores que estão
circulando em sua conta. Precisa de um pouco mais de empenho para coibir esse tipo de ação
criminosa e, a partir dessa busca, desbaratar quadrilhas, e não sermos cerceados da liberdade de
utilização. O problema não é com o Pix, é de segurança pública.
A política de ‘conheça seus clientes’ das instituições financeiras está falha. Elas têm uma tecnologia
avançada, lucram muito anualmente, e essa questão de investimento em proteção deve ser uma
pedra de toque cada vez mais forte, não algo só no papel. Os bancos têm sistemas que permitem
verificar se o que está transitando na conta do cliente faz sentido ou não de acordo com a sua capa-
cidade financeira. Uma pessoa que transita R$ 3 mil por mês, de repente passa a R$ 30 mil, precisa
ser verificada pela instituição financeira. Com um pouco mais de vontade, os bancos conseguirão
aplicar os mecanismos de segurança.
Dentre os golpes do PIX mais utilizados, estão a clonagem de WhatsApp, quando os gol-
pistas realizam o sequestro do perfil, acionam os contatos da vítima e pedem ajuda financeira;
o falso sequestro, no qual a pessoa entra em contato com a vítima afirmando que sequestrou
algum familiar e que precisa de um valor específico para o resgate. O golpista se aproveita
do desespero da pessoa e induz à realização de uma transferência através do PIX; o phishing,
quando os criminosos utilizam mensagens cujo conteúdo se assemelha muito com algo real e
induzem ao fornecimento de informações confidenciais, como senhas e números de cartões;
dentre outros métodos que os golpistas criam para conseguir dinheiro de maneira ilícita.
Tendo tais afirmações como base, cabe ao cidadão se proteger da maneira que é possível:
maior atenção no nome que aparece no aplicativo do banco antes de realizar a transferência,
não acreditar em qualquer mensagem que lhe é enviada, sempre se certificar com o familiar
se ele realmente está necessitando daquele suposto dinheiro que está sendo solicitado na
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mensagem, fazer uso de pastas secretas para que possa colocar os aplicativos do banco ou,
em casos mais extremos, não ter aplicativos de banco instalados em seu celular, para que, em
caso de furto, não haja um estrago em sua vida financeira.
Brasil Pós-Vacina
Foram ao menos seis meses patinando na campanha de vacinação contra a Covid-19 até
que o Brasil decidisse executar o seu programa de imunização. No último semestre de 2021,
o número de doses aplicadas se multiplicou, o país superou outras potências mundiais em
porcentagem de imunizados e viu diminuir a quantidade de mortes e casos graves provocados
pelo coronavírus.
Entretanto, no aniversário de um ano da aplicação da primeira dose, o país ainda está
enfrentando desafios no combate à pandemia. Alguns deles novos, como a propagação de
uma variante muito mais transmissível e um apagão de dados no Ministério da Saúde. Outros
são antigos, como a desinformação, o medo e a resistência de uma parte da população ao
imunizante.
Nesse cenário, o Brasil chegou a uma nova etapa da campanha: a vacinação de crianças
de 5 a 11 anos, que iniciou justamente na semana em que se completa um ano do início da
vacinação. Os últimos resultados demonstram um avanço no segundo semestre de 2021 em
relação ao primeiro período do mesmo ano. Em julho de 2021, aos seis meses de campanha,
apenas 20% da população brasileira havia recebido duas doses. Realizando uma comparação,
os Estados Unidos, o Reino Unido e o vizinho Uruguai já haviam passado da metade de imuni-
zados na mesma época.
É de extrema importância seguir o cronograma de vacinação, diminuir a diferença que exis-
te entre a quantidade de vacinados com primeira e segunda dose, aplicar a dose de reforço
naqueles elegíveis e imunizar o que se tornou um novo grupo de risco: as crianças, a fim de
se aproximar do fim da pandemia. “Estamos em um cenário completamente diferente daquele
de seis meses atrás. No primeiro semestre de 2021, não tinha vacina. Agora o problema deci-
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didamente não é a falta dela”, diz Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações
da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Mas para evitar novas ondas de transmissão, é preciso
ampliar a base de vacinados, incluindo crianças e adolescentes, e tornando a cobertura mais
homogênea no território brasileiro.”
A imunização da faixa etária entre 5 e 11 anos foi a polêmica mais recente que travou o
combate à pandemia no Brasil. Apesar da aprovação da aplicação da vacina da Pfizer nesse
grupo, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e demais órgãos internacionais,
o Governo Federal atrasou o processo ao levantar questionamentos acerca da segurança das
doses pediátricas e promover uma consulta pública online. “Perdemos mais de um mês nessa
discussão. Os imunizantes pediátricos poderiam estar sendo negociados desde outubro do
ano passado, quando foram aprovados pelos órgãos reguladores americanos, com a condição
de que seriam comprados com a aprovação da Anvisa”, diz José Cássio de Moraes, professor
da Santa Casa de São Paulo e integrante do Observatório Covid-19, iniciativa independente que
reúne pesquisadores para disseminar informações sobre a doença com base em dados. “Se
isso tivesse sido feito, chegaríamos em fevereiro com pelo menos a primeira dose aplicada em
todo esse grupo”.
Para os especialistas, parte da resistência ocorre pela razão de uma mudança no foco do
combate: durante muito tempo, o entendimento foi de que crianças não eram afetadas pelo
vírus. Infectologista da Unicamp (Universidade de Campinas) e consultora da Sociedade Brasi-
leira de Infectologia (SBI), Raquel Stucchi explica que o deslocamento da atenção é esperado
à medida em que se amplia a cobertura vacinal:
É importante pontuar porque, de repente, as crianças passaram a ser os atores principais da Covid
em termos de indicação de vacina. No começo de 2020, os grupos que mais sofriam, mais morriam,
eram mais internados, eram o dos idosos e o das pessoas com comorbidades. E, por isso, o foco
inicial da vacinação foi para esses grupos. Conforme cumprimos esse objetivo e passamos a flexi-
bilizar as medidas de restrição, as crianças se tornaram o grupo mais exposto e desprotegido.
Igor Marinho, infectologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Pau-
lo), completa:
Ficou um pouco no imaginário popular que Covid não pega em criança, o que é falso. É fato que [o
vírus] parece poupar mais os menores, mas isso não significa que eles não sejam vulneráveis, se
contaminem, sejam vetores de transmissão e possam desenvolver formas graves.
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Outra questão que vem à tona no estágio atual da campanha é a periodicidade da aplica-
ção da vacina na população daqui em diante. O Brasil avança na dose de reforço entre adultos,
enquanto países como Israel já testam a aplicação de uma quarta dose. De acordo com Re-
nato Kfouri:
Já sabemos que a proteção conferida não é vitalícia, nem duradoura. Mas a periodicidade pode
depender da idade, da vulnerabilidade, da vacina etc. Enquanto vivenciarmos uma pandemia, vamos
precisar repor a proteção dos que a perderam. Estamos aprendendo, mas essa é uma comunicação
que precisa ser feita adequadamente para evitar a desconfiança da população.
Para Stucchi, o Brasil acertou na segunda metade do ano ao introduzir a dose adicional,
se antecipando a muitos países europeus que viram os números de casos avançarem. Ela faz
a ressalva, no entanto, que alguns estados, como São Paulo, erraram ao descumprir a reco-
mendação de autoridades científicas de que a dose adicional fosse feita com o imunizante
produzido pela Pfizer - em particular em idosos, que mostram uma resposta pior aos demais
imunizantes. A especialista explica:
Não está claro neste momento a necessidade de novas doses para toda a população. O grupo de
pessoas que possuem uma resposta inferior ao imunizante, como idosos e comórbidos, provavel-
mente precisará de mais doses. Mas para isso precisamos de dados adicionais, conforme o tempo
avança e vamos aprendendo sobre o vírus. É esperado que adaptações no esquema vacinal sejam
necessárias ao longo de um processo.
O grande balanço deste um ano de campanha foi a percepção dos benefícios da vacinação
em termos de hospitalização e mortalidade. Os dados que demonstram a predominância de
não vacinados entre as vítimas da Covid em todo o mundo reforçam a tese. “Todas as vacinas
conseguiram realizar a lição de casa com nota 10 no sentido de serem capazes sim de reduzir
drasticamente os óbitos entre a população vacinada”, afirma Stucchi. Para Kfouri, a diferença
entre o atual vertiginoso aumento do número de casos e o menos alarmante aumento de inter-
nações é outra evidência contundente:
Temos uma variante circulando com o maior impacto visto até hoje em termos de infecção. É uma
variante que não poupa vacinados e infecta todo mundo. Mas o quadro da pessoa imunizada rara-
mente evolui para formas graves, e esse é o grande mérito da vacinação.
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O programa continua exigindo uma comunicação efetiva, que se torna mais difícil com o avançar da
pandemia. Era mais fácil convencer a população a ir tomar a primeira dose, já a segunda não é tanto
e por aí vai. Há uma perda entre uma e outra e é necessário continuar motivando as pessoas a se
vacinarem. Esse é o desafio de ano.
Moraes enfatiza que, em meio a esse cenário, o Brasil convive com um apagão de
informações:
Neste momento não temos dados atualizados sobre a cobertura vacinal. Estamos em uma pane de
informação que é incompreensível. Os dados são instrumentos fundamentais para acompanhar-
mos a doença e estabelecer os próximos passos para combatê-la.
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Disponível em: <[Link] em 27 de Abr. 2021.
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Tecnologia 5G
O 5G é a quinta geração da tecnologia que possibilita o acesso à internet através de dis-
positivos móveis, especialmente celulares. A diferença entre uma tecnologia de rede móvel e
uma rede Wi-Fi, é que o Wi-Fi utiliza um roteador para decodificar as ondas de sinais recebidas
e transferi-las para aparelhos que estejam próximos e conectados.
Em contrapartida, a rede móvel funciona através de ondas comuns, como as do rádio e
da TV, de forma mais aperfeiçoada diretamente no aparelho em questão. A rede trabalha a
partir da distribuição de sinais por pequenas regiões, chamadas “cédulas”. Na teoria, esses
sinais propiciam conexão em alta velocidade para mais de um milhão de pessoas por me-
tro quadrado.
O 5G é uma grande novidade no universo tecnológico por trazer diversas melhorias con-
sideráveis para a conexão móvel. O primeiro ponto é o aumento da velocidade do serviço. É
estimado que a velocidade da banda larga alcançada pelo 5G seja até 20 vezes superior que a
tecnologia anterior. A velocidade média do 4G é 45 Mps (megabit por segundo), já o 5G tem a
proposta de alcançar facilmente 1 Gbs (gigabit por segundo), em até dez vezes menos tempo
de resposta que o 4G comumente teria.
Em testes realizados na internet, os altos números de velocidade de navegação e down-
load causam surpresa nos usuários, chegando a mais de 1,5 Gbs. Na prática, isso significa
baixar um filme inteiro em alta qualidade em minutos; transmissão de vídeo em qualidade 4K;
conversar em vídeo chamadas sem travamentos ou imagem pixelada; nunca mais ter que ficar
esperando uma página carregar por mais de um segundo.
Porém, as mudanças não estão limitadas ao usuário médio. A grande mudança do 5G é a
possibilidade de não utilizar apenas as redes móveis no celular, mas em absolutamente todos
os aparelhos conectados à internet. O objetivo é que o 5G coloque um fim em todo e qualquer
tipo de delay, ou seja, o tempo de demora entre um comando e uma ação.
Dessa forma, o uso de carros autônomos, procedimentos médicos feitos à distância, uti-
lização de drones e até mesmo a distribuição de eletricidade será possível por meio da rede
de dados. A proposta dessa nova tecnologia é a substituição de serviços de internet por fio
e redes Wi-Fi, o que só é possível através da mudança na faixa de frequência, de 3,5 GHz (Gi-
gahertz) para até 26 GHz. A tecnologia 5G necessita de vastas estruturas para funcionar, que
vão desde a utilização de cabos de fibra óptica como padrão até data centers.
A questão é polêmica sobre quem poderá utilizar e se estará disponível no Brasil. As ope-
radoras divulgam e oferecem o serviço 5G, no entanto, o leilão que irá decidir os caminhos que
a tecnologia terá no Brasil ocorreu em novembro de 2021 e a tecnologia só chegará de fato
ao país em 2022. Grandes cidades brasileiras já deverão ter acesso à rede até julho de 2022 e,
então, a expansão do 5G vai continuar pelo interior, o que não significa que o 3G e o 4G serão
esquecidos.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
O grande foco do Ministério das Comunicações é que todas as cidades com mais de 30
mil habitantes recebam tecnologia 5G até 2028. Entretanto, é possível que operadoras se an-
tecipem e lancem a nova rede antes do prazo, tendo em vista que há interesse comercial com
a possibilidade de vender banda larga residencial e conectar máquinas. O que as empresas de
internet têm feito até agora é utilizar o 5G DDS (Dynamic Sprectum Share, ou Compartilhamen-
to Dinâmico de Espectro) – que é oferecer o 5G utilizando a estrutura já estabelecida no país
para a rede 4G. Este é o motivo para especialistas afirmarem que o 5G DDS ser um “falso 5G”.
A vantagem do 5G DDS é que ele necessita de apenas uma atualização no software para
funcionar nas antenas das gerações anteriores de redes móveis. A desvantagem é que a ve-
locidade não se compara aos números prometidos pelo 5G, assemelhando-se mais ao 4,5G,
velocidade oferecida por algumas operadoras.
Um ponto de atenção seria o possível impasse entre a implementação do 5G e as TVs pa-
rabólicas no Brasil. De acordo com os dados do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações
e Comunicações (MCTIC) publicados no Diário da União, uma das frequências utilizadas pela
quinta geração será muito próxima daquela utilizada pelas televisões via satélite. Com a che-
gada do 5G e a proximidade dos sinais entre os dois formatos, é muito provável que o sinal nas
parabólicas seja prejudicado. Por aqui, este formato tornou-se popular devido à sua facilidade
e seu baixo custo de instalação, já que necessita somente de uma antena e de um receptor. En-
tretanto, esta tecnologia é considerada ultrapassada por ainda utilizar conexão via satélite ao
invés do receptor digital, com o sinal muito mais fraco do que o padrão atual. A diretriz tomada
pelo Ministério foi deixar a Anatel tomar a decisão final.
Apesar disso tudo, nem todos os celulares conseguirão utilizar as novidades do 5G. A gran-
de maioria dos aparelhos atualmente comercializados no Brasil não suporta a nova tecnologia,
e, os que suportam, são modelos de alto custo, com preços bem distantes dos aparelhos mais
vendidos do país.
Por que a China e os EUA brigam pelo 5G?
A polêmica que gira em torno da implementação do 5G é um dos assuntos nas tensões co-
merciais entre Estados Unidos e China. Além dos EUA, países como Reino Unido, Itália, França,
Austrália, Nova Zelândia e Japão bloquearam parcial ou totalmente a adesão da quinta geração
da tecnologia através de empresas chinesas que as oferecem – atualmente a Huawei e a ZTE.
O bloqueio, que é comandado pelos EUA desde o final de 2018, é feito com base em argu-
mentos de que a nova tecnologia armazena uma quantidade bastante significativa de dados
dos usuários e que pode servir para espionagem e ataques cibernéticos do governo chinês.
Esta alegação é justificada com o fato de parte da infraestrutura do 5G ser em datacenters que
conseguem armazenar dados dos usuários.
A grande preocupação dos EUA é a ligação presumida entre a Huawei e o Partido Comunis-
ta Chinês. A empresa segue a Lei de Segurança Nacional Chinesa, que permite que o governo
chinês acesse os dados coletados caso seja evidente que os temas tratados interferem na
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
soberania do país. E, de acordo com o governo americano, isso seria uma maneira de intercep-
tação e monitoramento do governo chinês, não somente dos dados dos EUA, mas de qualquer
país que utilize empresas chinesas na implementação do 5G.
Os bloqueios feitos pelos EUA e por outros países europeus às empresas chinesas têm
provocado uma verdadeira corrida para substituir a tecnologia nessas nações. No Reino Unido,
a adesão por antenas e infraestruturas da finlandesa Nokia e da sueca Ericsson tem sido uma
das soluções adotadas até o momento.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
RESUMO
• Vamos descrever globalização como a aproximação do mundo em suas relações. Com
esse processo, a distância global e a conectividade entre os povos se tornaram meno-
res. Facilmente percebemos formas culturais se espalhando pelo mundo, um aumento
de viagens e comunicações a longas distâncias e em curto prazo de tempo, até mesmo
tensões geopolíticas ocorrendo de forma remota, via internet.
• A economia mundial está retornando rapidamente às suas atividades econômicas, com
destaque para o setor industrial. Dados demonstram um crescimento significativo em
2021.
• O fechamento e a abertura da produção ao longo das cadeias produtivas globais têm
gerado a escassez de matérias-primas, o aumenta os preços. Além disso, a escassez
vem contribuindo para o aumento generalizado da inflação entre os países.
• Os blocos econômicos são uma espécie de acordo intergovernamental onde as barrei-
ras do comércio são reduzidas ou eliminadas. São organizações criadas entre os países,
com a finalidade de estabelecer relações econômicas entre si e os demais membros por
meio da integração das relações de comércio.
• Na história da União Europeia, o Reino Unido é o primeiro a sair do bloco, após 47 anos
de integração. Brexit é a abreviação para “British Exit” (saída britânica), é o termo mais
utilizado ao se referir à saída do Reino Unido da UE.
• Em 2020, o Brasil apresentou uma redução no total do Produto Interno Bruto (PIB), que
caiu 4,1%. Desde o governo Collor, essa é a maior queda sofrida pela economia brasilei-
ra.
• Porém, a economia brasileira registrou um crescimento significativo em 2021. O resulta-
do explicita uma sequência de indicadores econômicos melhores do que se imaginava
na produção industrial, comércio e prestação de serviços no país.
• Os valores da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) aumentaram de forma signi-
ficativa nas refinarias. A Petrobras afirmou que a gasolina aumentou, em média, R$ 0,16
(6,3%), fazendo com que o litro do combustível passe de R$ 2,53 para R$ 2,69.
• O diesel teve um aumento médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, e custará R$ 2,81 nas refina-
rias da Petrobras. O gás de cozinha passará a custar para as distribuidoras R$ 3,60 por
quilograma (kg), gerando um aumento de aproximadamente R$ 0,20 por kg.
• A situação na fronteira entre Ucrânia e Rússia ficou tensa durante semanas e acabou
se agravando. A tensão aumenta quando Putin anuncia o reconhecimento da indepen-
dência de dois territórios ucranianos - Donetsk e Luhansk - controlados por separatistas
apoiados pela Rússia.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
• Putin reafirmou as exigências da Rússia após um encontro com o premiê húngaro Viktor
Orban, sendo elas: evitar a expansão da Otan; cancelar o envio de armas próximo às
fronteiras da Rússia; e fazer com que as instalações militares do bloco voltem às suas
posições de 1997, quando o inovador Acordo Otan-Rússia foi assinado.
• A Ucrânia tem demonstrado uma grande vontade de se converter em membro da Orga-
nização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança político-militar mais importante
do mundo. Mas a Rússia pretender evitar a todo custo esse acontecimento, pois, se-
gundo seu presidente, Vladimir Putin, o avanço da OTAN até as bordas do seu território
representa uma ameaça à segurança nacional russa. Enquanto isso, a Otan declara que
qualquer país independente é livre para querer entrar na organização.
• Desde a invasão à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia é alvo de dezenas de
sanções de diferentes países, organizações e empresas. As sanções impostas pelos Es-
tados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outros países em resposta à guerra seguem
um longo padrão histórico de penalidades que têm como objetivo forçar mudanças de
comportamento em algumas nações.
• Entre as punições, estão sanções a bancos e membros do governo russo e da elite eco-
nômica, o que inclui o congelamento de ativos, restrições de viagens e exclusão de gran-
des bancos russos do sistema financeiro e de comunicação utilizado para transações
internacionais.
• As demais medidas abrangem a restrição de importações de petróleo, gás e carvão da
Rússia, proibição da exportação de diversos produtos para o mercado russo, incluindo
artigos de luxo, taxação sobre importação de produtos russos e restrições a aeronaves
russas no espaço aéreo de diversos países.
• Em 2021 a Guerra Civil Síria completa 10 anos, sendo considerada um dos maiores con-
flitos em curso. Ela vem causando várias consequências para toda a sociedade. Esse
conflito foi responsável por destruir uma grande parte da infraestrutura do país, o que
influenciará negativamente em seu desenvolvimento no futuro.
• A Guerra da Síria, iniciada em 2011, é considerada como um desdobramento da Prima-
vera Árabe. Este movimento foi caracterizado por uma onda de protestos populares que
ocorreu em nações do norte da África e do Oriente Médio, os quais tinham como objeti-
vos reivindicar governos menos corruptos, maior participação na democracia e melhoria
na qualidade de vida da população.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
EXERCÍCIOS
001. (QUADRIX/CRECI – 11ª REGIÃO/CONTADOR/2022) A opinião pública mundial acom-
panha, com interesse e acentuada preocupação, a guerra da Rússia na Ucrânia. Por mais de
uma vez, o dirigente russo Vladimir Putin lembrou ao mundo a existência de um arsenal nucle-
ar em suas mãos. Fora o drama humano vivido por milhares de pessoas, o conflito já aponta
para consequências econômicas que poderão assumir dimensão global.
Relativamente a esse conflito, iniciado em fevereiro de 2022, julgue o item:
O embargo promovido pelo Ocidente aos produtos e aos capitais russos não atingirá os países
da União Europeia, os quais, há muito, não mais dependem do petróleo e do gás importados
da Rússia.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes do cenário
mundial contemporâneo, julgue o item seguinte.
Independentemente de posições político-ideológicas, as autoridades governamentais mundo
afora, como o francês Macron, a alemã Merckel e, sobretudo, o norte-americano Trump, com-
preenderam a gravidade da Covid-19, aliaram-se à ciência e estimularam as respectivas popu-
lações a obedecer aos protocolos sanitários para o adequado enfrentamento da pandemia.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Os quatro migrantes escapam de seu país de origem devido ao seguinte fator conjuntural:
a) um movimento separatista que ataca os muçulmanos.
b) um acordo de paz que foi rompido com a União Europeia.
c) uma intervenção militar estrangeira que decretou estado de sítio.
d) uma revolução religiosa que expulsou os islâmicos do país.
e) uma guerra civil que se prolonga no país há dez anos.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos relevantes do atual ce-
nário mundial, julgue o item.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
O texto deixa claro que os efeitos dramáticos da covid-19 não se restringem apenas à saúde,
mas envolvem também aspectos sociais e econômicos.
Analise as afirmativas.
I – Além de causar centenas de milhares de mortes, a guerra deixou mais de 2,1 milhões de
civis feridos ou permanentemente incapacitados.
II – Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas estão registradas como refugiadas no exte-
rior. A maioria (cerca de 93%) dos refugiados estão nos países vizinhos do Líbano, Jordânia
e Turquia.
III – Em março de 2011, manifestações pró-democracia começaram na cidade de Deraa, no sul
do país, inspiradas por levantes em países vizinhos contra governos opressivos, na chamada
Primavera Árabe.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
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Em 1º de janeiro de 2021, o Reino Unido tomou a seguinte decisão em relação à União Europeia:
a) manter seus representantes no Parlamento Europeu.
b) realizar novo referendo junto aos cidadãos britânicos.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
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032. (INÉDITA/2022) São vacinas que estão disponíveis no Brasil para a COVID-19, EXCETO:
a) Coronavac.
b) Pfizer.
c) AstraZeneca.
d) Covax Facility.
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Atualidades – Parte I
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GABARITO
1. E 37. C
2. C 38. C
3. C 39. C
4. C 40. C
5. E
6. C
7. C
8. C
9. E
10. e
11. d
12. C
13. C
14. e
15. b
16. c
17. b
18. e
19. c
20. c
21. b
22. c
23. E
24. C
25. E
26. C
27. C
28. E
29. E
30. C
31. a
32. d
33. e
34. E
35. C
36. C
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GABARITO COMENTADO
001. (QUADRIX/CRECI – 11ª REGIÃO/CONTADOR/2022) A opinião pública mundial acom-
panha, com interesse e acentuada preocupação, a guerra da Rússia na Ucrânia. Por mais de
uma vez, o dirigente russo Vladimir Putin lembrou ao mundo a existência de um arsenal nucle-
ar em suas mãos. Fora o drama humano vivido por milhares de pessoas, o conflito já aponta
para consequências econômicas que poderão assumir dimensão global.
Relativamente a esse conflito, iniciado em fevereiro de 2022, julgue o item:
O embargo promovido pelo Ocidente aos produtos e aos capitais russos não atingirá os países
da União Europeia, os quais, há muito, não mais dependem do petróleo e do gás importados
da Rússia.
Alguns países têm uma grande dependência do gás russo. Cerca de 40% da população euro-
peia depende do gás natural fornecido pela Rússia para diversas finalidades, entre elas, cozi-
nhar e aquecer as residências durante o inverno europeu.
Errado.
Segundo a ONU, mais de 2 milhões de refugiados já deixaram a Ucrânia por causa da guerra. A
maioria das pessoas teve como destino a União Europeia, por meio dos pontos de fronteira na
Polônia, Eslováquia, Hungria e Romênia.
Certo.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
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Em 2021, 23% desses adubos ou fertilizantes químicos importados foram oriundos da Rússia,
segundo dados do Comex Stat, ferramenta do Ministério da Economia. Foram 41,6 milhões de
toneladas compradas por 15,1 bilhões de dólares.
Certo.
Sabemos que, com o fim da Guerra Fria, a Rússia foi a grande herdeira do potencial bélico da
antiga União Soviética, nesse arsenal encontram-se armamentos nucleares.
Errado.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
As sanções foram impostas pelos Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, dentre ou-
tros países.
Certo.
Segundo a ONU, mais de 2 milhões de refugiados já deixaram a Ucrânia por causa da guerra.
Certo.
A tensão aumenta quando Putin realiza um discurso televisionado anunciando que reconhe-
ceria a independência de dois territórios ucranianos – Donetsk e Luhansk – controlados por
separatistas apoiados pela Rússia. Ele afirmou que a Ucrânia não tinha histórico para ser uma
nação de verdade e acusou as autoridades ucranianas de corrupção. Após o anúncio, Putin
ordenou que tropas desempenhem “funções de manutenção da paz” em ambas as regiões. Ao
ultrapassarem as fronteiras, será a primeira vez que soldados russos entrarão oficialmente em
território controlado pelos rebeldes.
Certo.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes do cenário
mundial contemporâneo, julgue o item seguinte.
Independentemente de posições político-ideológicas, as autoridades governamentais mundo
afora, como o francês Macron, a alemã Merckel e, sobretudo, o norte-americano Trump, com-
preenderam a gravidade da Covid-19, aliaram-se à ciência e estimularam as respectivas popu-
lações a obedecer aos protocolos sanitários para o adequado enfrentamento da pandemia.
O presidente Macron e a Chanceler Merckel optaram por seguir as recomendações feitas pela
Organização Mundial de Saúde. Já o ex-presidente Donald Trump, buscou meios alternativos
para tentar combater a Covid-19.
Errado.
Os quatro migrantes escapam de seu país de origem devido ao seguinte fator conjuntural:
a) um movimento separatista que ataca os muçulmanos.
b) um acordo de paz que foi rompido com a União Europeia.
c) uma intervenção militar estrangeira que decretou estado de sítio.
d) uma revolução religiosa que expulsou os islâmicos do país.
e) uma guerra civil que se prolonga no país há dez anos.
O texto faz referência à Guerra Civil da Síria, que completou 10 anos em 2021.
Letra e.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
transformou num dos vilões da inflação deste ano, responsável por afetar duramente o orça-
mento das famílias brasileiras.
Com relação ao motivo do preço nos combustíveis estar subindo, assinale a alternativa
INCORRETA:
a) A formação do preço dos combustíveis é composta pelo preço exercido pela Petrobras nas
refinarias, mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do cus-
to de distribuição e revenda. Há ainda o custo do etanol anidro na gasolina, e o diesel tem a
incidência do biodiesel. As variações de todos esses itens são o que determinam o quanto o
combustível vai custar nas bombas.
b) O principal ‘motor’ das altas da gasolina e do diesel vem sendo o real desvalorizado.
c) O valor do combustível também é influenciado pela recuperação da cotação do petróleo no
mercado internacional. Depois do choque provocado pela pandemia de coronavírus, a econo-
mia global deve ter um crescimento robusto neste ano, o que aumenta a busca pela commodi-
ty e, consequentemente, ajuda a puxar os preços para cima.
d) Uma das principais acusações correntes sobre a alta de preços está relacionada ao Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – o ICMS. O imposto estadual, de fato, tem gran-
de peso sobre o valor na bomba. A alíquota não varia entre os estados e no caso da gasoli-
na, é de 45%.
As alíquotas do ICMS para a gasolina variam de 25% a 34%, dependendo do Estado. E como o
imposto tem peso significativo na formação dos preços, o valor do litro acaba apresentando
diferença entre uma região e outra.
Letra d.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos relevantes do atual ce-
nário mundial, julgue o item.
O texto deixa claro que os efeitos dramáticos da covid-19 não se restringem apenas à saúde,
mas envolvem também aspectos sociais e econômicos.
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ATUALIDADES
Atualidades – Parte I
Cleber Monteiro
Analise as afirmativas.
I – Além de causar centenas de milhares de mortes, a guerra deixou mais de 2,1 milhões de
civis feridos ou permanentemente incapacitados.
II – Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas estão registradas como refugiadas no exte-
rior. A maioria (cerca de 93%) dos refugiados estão nos países vizinhos do Líbano, Jordânia
e Turquia.
III – Em março de 2011, manifestações pró-democracia começaram na cidade de Deraa, no sul
do país, inspiradas por levantes em países vizinhos contra governos opressivos, na chamada
Primavera Árabe.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
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Atualidades – Parte I
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Cada letra da sigla BRICS, refere-se a um país, são eles: Brasil, Rússia, Índia, China e South Áfri-
ca (África do Sul, em inglês).
Letra b.
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b) I, III e IV.
c) II e IV.
d) I, II, III e IV.
I – Errada. A abertura econômica não ocorre apenas no século XXI. Esse processo surge desde
o final do século XX.
II – Certa.
III – Errada. O Brasil não está em uma balança comercial deficitária.
IV – Certa.
Letra c.
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Atualidades – Parte I
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“No Capitólio dos Estados Unidos, o Senado e a Câmara dos Representantes se reúnem para
discutir, debater e deliberar sobre a política nacional; desenvolver consenso; e elaborar as leis
do país”.6
Letra e.
O fato relata o BREXIT de forma expressa. O item que descreve uma característica desse pro-
cesso é a letra C, pois, até a conclusão, o país ainda seguia as regras do bloco econômico.
Letra c.
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Von der Leyen, para um acerto. A três semanas da data limite, as discussões estagnadas pre-
ocupam empresas e autoridades, diante da possibilidade de haver escassez de produtos, en-
garrafamentos, portos bloqueados e fábricas fechadas. Desde o início da semana, federações
industriais alertaram sobre o que pode ocorrer a partir de janeiro.
Empresas Reagem a Indefinição do Brexit. Jornal O Estado de São Paulo, Internacional, 13 dez. 2020, p. A11.
Adaptado.
Em 1º de janeiro de 2021, o Reino Unido tomou a seguinte decisão em relação à União Europeia:
a) manter seus representantes no Parlamento Europeu.
b) realizar novo referendo junto aos cidadãos britânicos.
c) deixar a condição de país-membro do bloco regional.
d) liberar a exigência de visto para trabalhadores do bloco.
e) adotar novas medidas para ingresso na zona do euro.
Essa questão é aquela para não zerar a prova. Em janeiro de 2021, o Reino Unido oficializa a
condição de país-membro do bloco regional.
Letra c.
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Essa união econômica é formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Lembrando
que a sigla representa uma letra cada país.
Letra c.
O art. 50 do Tratado de Lisboa permite que um país saia do bloco de modo unilateral e voluntá-
rio, sendo necessário que o interessado em sair notifique o Conselho Europeu. O prazo previsto
para a negociação de saída é de dois anos, podendo ser prorrogado.
Certo.
Os fatos realmente aconteceram, mas afirmar que Trump convocou as manifestações e a in-
vasão ao Capitólio é errado. Na verdade, ele apoiou as manifestações que ocorreram contra o
resultado das eleições.
Errado.
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Realmente, o coronavírus refletiu de forma negativa na economia de vários países. Nos perí-
odos mais severos da pandemia, o isolamento social impediu trabalhadores de desenvolver
suas atividades, resultando em uma queda em sua economia.
Certo.
Não só o Brasil, mas vários outros países fecharam o ano de 2020 com recessão econômica.
O país apresentou uma redução no total do Produto Interno Bruto (PIB).
Errado.
As redes sociais têm papel fundamental para o mundo globalizado, mas o seu uso não garante
mudanças na realidade socioespacial.
Errado.
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032. (INÉDITA/2022) São vacinas que estão disponíveis no Brasil para a COVID-19, EXCETO:
a) Coronavac.
b) Pfizer.
c) AstraZeneca.
d) Covax Facility.
Covax Facility é um programa que visa à aquisição e distribuição de vacinas para países
mais pobres.
Letra d.
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O Sistema Único de Saúde foi o que mais atendeu pacientes de COVID-19 no Brasil.
Errado.
Com a Pandemia, o sistema de educação de todo o mundo adotou o modelo EAD. Atualmente,
vários países e municípios estão adotando o sistema híbrido.
Certo.
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O profundo abismo da desigualdade social impede que muitas famílias de baixa renda cum-
pram o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao passo
que a mão de obra mais qualificada tem maior possibilidade de ficar em home office, numa
posição de fato mais privilegiada.
Certo.
A Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD, é a Lei Federal n. 13.709/2018, assinada pelo pre-
sidente Temer, a qual visa, conforme seu artigo primeiro, dispor sobre “o tratamento de dados
pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito
público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de pri-
vacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”.
Certo.
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O ambiente virtual oferece riscos reais para seus usuários, os quais vão desde a desinforma-
ção causada pela propagação de fake news até crimes previstos no Código Penal brasileiro.
Certo.
Item perfeito, candidato(a)! Em 2021, realmente foi enviado à órbita terrestre o primeiro satélite
de observação da Terra que foi projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, o Amazô-
nia-1. Ele faz parte da missão denominada Amazônia, que fará um trabalho conjunto de auxiliar
no monitoramento da Floresta Amazônica e seu desmatamento.
Certo.
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REFERÊNCIAS
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ch 2022, [Link]
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[Link]/internacional/putin-diz-que-russia-alcancara-objetivos-nobres-na-ucra-
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Sanções econômicas funcionam? O que a história diz sobre o sucesso dessas medidas. BBC,
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5G: entenda o que é a tecnologia e a disputa entre EUA e a China. Guia do Estudante, 16 De-
cember 2020, [Link]
logia-e-a-disputa-entre-eua-e-a-china/.
BRAGA, Lucas. 5G no Brasil: a saga até o leilão e tudo o que Claro, Vivo e TIM deverão fazer
– Tecnoblog. Tecnoblog, [Link]
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Diversidade Cultural - Antropologia Enem. Educa Mais Brasil, 15 October 2020. [Link]
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PONSO, Leonardo. Diversidade cultural no Brasil: entenda por que somos um país de muitas
culturas - Blog. Clube Quindim, 21 June 2021, [Link]
ral-no-brasil/. Accessed 30 April 2022.
Cleber Monteiro
Pós-graduado em Coordenação e Orientação Pedagógica. Professor do Colégio Militar Dom Pedro II (CM-
DPII) e de cursinhos preparatórios para PAS, Enem e concursos públicos (sistema EaD e presencial).
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