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INFORMATIVO

OFICINA DE PROPAGAÇÃO DE ÁRVORES E ARBUSTOS AUTÓCTONES 27 DE NOVEMBRO DE 2011 NA SERRA DE MONTEJUNTO 10:00
10H - SAÍDA DE CAMPO - MATA DO FURADOURO - SERRA DO MONTEJUNTO 13H - ECO-ALMOÇO - SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E SOCIAL DA TOJEIRA (VILAR - CADAVAL)
TOME NOTA: Os crimes de poluição e dano contra a natureza também já podem ser objecto de apresentação de queixa electrónica através do portal: https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/sqe.aspx?l=PT

BOLETIM

14:30 - PREPARAÇÃO E CONSERVAÇÃO
DE SEMENTES E SEMENTEIRA CRASM (TOJEIRA—VILAR)

18H - AVALIAÇÃO E FIM DOS TRABALHOS PREÇO? 22,50 PARA SÓCIOS, 27,50 NÃO SÓCIOS

Editorial
Nesta edição procurou-se abordar alguns assuntos muito práticos para melhorarmos o ambiente. Chamo assim a atenção para os artigos „Natal Ecológico‰ e sobre a moto eléctrica. Como habitualmente dá-se notícia do que se vai fazendo e divulgam-se as próximas actividades, e teremos mais uma Oficina prática, desta vez sobre como propagar por semente as nossas árvores e arbustos nativas (ou autóctones). Este ano em que se comemora o Ano Internacional das Florestas é preciso que todos façamos um esforço para recuperar o nosso património vegetal que se encontra bastante reduzido, devido à ocupação para actividade agrícola, monocultura de eucalipto, habitações e infra-estruturas (estradas, edifícios públicos, ⁄), invasão por plantas exóticas infestantes (como as canas e as mimosas), mas se olharmos bem, há muitos espaços que podem acolher mais vegetação, a começar nos nossos próprios jardins, por exemplo. Há soluções simples, basta querermos! A Presidente da Direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Oficina de Cozinha Dia Mundial da Alimentação SEED SAVERS Motas Eléctricas Novo Aterro VERMICOMPOSTAGEM Natal Ecológico Breves Espaço Jovem Atento
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Ano 7, N.º 24
Novembro de 2011

www.mpica.info

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n.º 24 - Novembro de 2011

OFICINA DE COZINHA SUSTENTÁVEL FOI TRABALHO
DE APTIDÃO PROFISSIONAL
A convite de uma aluna finalista, Filipa Pereira, do Curso Técnico de Animador Sócio-Cultural da Escola Técnica Empresarial do Oeste, nas Caldas da Rainha, realizou-se no dia 7 de Junho de 2011 uma Oficina de Cozinha Sustentável. No auditório da escola reuniram-se as duas turmas do 12À ano para a projecção de um excerto do filme „Uma Verdade Mais que Inconveniente‰ (Meat the Truth), filme que constitui uma adenda ao conhecido documentário de Al Gore, apresentando de forma factual o impacto do actual consumo excessivo de carne, como a desflorestação, a perda de biodiversidade e as alterações climáticas, a que se seguiu um debate com Alexandra Azevedo, onde se desenvolveu a questão tão actual sobre os maus hábitos de alimentares e o que se esconde para lá das prateleiras dos supermercados. Foram ainda realçadas as potencialidades da Eco-Gastronomia não só para a promoção da nossa saúde e do planeta, mas também para o desenvolvimento económico e social do nosso país.

BALANÇO DAS ÚLTIMAS ACTIVIDADES

Numa cozinha improvisada, mas funcional, montada num pátio interior da escola todos os alunos da turma da aluna responsável pela activ idade e respec tivos professores participaram na confecção de uma ementa completa, sob a orientação de Alexandra Azevedo, e constituiu dos momentos mais animados! O MPI deseja a todos os alunos, e em especial à Filipa Pereira, votos de sucesso profissional, e uma atitude pró-activa em defesa do desenvolvimento sustentável, para uma vida plena de saúde num ambiente ecologicamente equilibrado.

Momento ainda para a foto de grupo e os agradecimentos e despedidas.

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DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO – 16 DE OUTUBRO
Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação organizações e movimentos da sociedade civil unem as suas vozes para exigir Soberania Alimentar na Europa e no mundo, chamando a atenção para a urgência de uma nova política europeia e global em matéria de alimentação e agricultura. A soberania alimentar é a liberdade e capacidade de cada pessoa e cada comunidade de exercer os seus direitos económicos, sociais, culturais e políticos relativos à produção da sua alimentação. Reconhecer o direito à alimentação é também reconhecer o direito à produção de alimentos e ao acesso aos recursos comuns, tais como terra, água e sementes. A luta pela soberania alimentar é um movimento transformador, lançado em 1996 pela Via Campesina, que procura recriar o ideal democrático e regenerar a diversidade dos sistemas alimentares autónomos baseados na equidade, justiça social e sustentabilidade ecológica. A mobilização a favor de uma alternativa aos actuais sistemas alimentar e agrícola, fortemente dominados pela indústria agro-química, tem como pano de fundo o descontentamento generalizado da sociedade civil com o estado da democracia. Um pouco por todo o mundo as pessoas saem à rua para reclamar o direito à informação transparente e uma participação real nas tomadas de decisão. Como são exemplo nos Estados Unidos de uma campanha para exigir a rotulagem dos organismos geneticamente modificados (OGM), a ocupação de Wall Street para denunciar o poder abusivo das grandes corporações e bancos, e a concentração frente à sede da FAO em Roma para protestar o „land grabbing‰ e o investimento corporativo, as duas últimas semanas de Outubro prometem não dar tréguas ao poder político e corporativo. Em nenhuma área o controlo da indústria é tão evidente como na alimentação e agricultura. Por esse motivo a Via Campesina afirma que „a Soberania Alimentar não representa apenas uma mudança nos nossos sistemas alimentar e agrícola, mas também o primeiro passo para uma mudança mais profunda nas nossas sociedades‰. A partir deste ano, o Dia Mundial da Alimentação deverá ser conhecido como o Dia Mundial da Soberania Alimentar.
(Fonte: adaptado do Comunicado da Campanha pelas Sementes Livres de 14/10/2011)

SEED SAVERS EM PORTUGAL
De 4 a 13 de Novembro, Portugal receberá a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton, precursores da consciência global pela preservação das sementes e da sua divulgação junto dos permacultores e horticultores por todo o mundo. Ao longo de 10 dias partilharão os seus conhecimentos de permacultura e preservação de sementes locais em eventos espalhados de norte a sul do país. O MPI contribuiu na qualidade de parceiro da Campanha pelas Sementes Livres, e foi o culminar do contacto que temos vindo a estabelecer com eles (Seed Savers) há quase 2 anos por causa do excelente documentário "As Nossas Sementes", para obtenção das autorização de tradução, legendagem e exibição pública.

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OS COMBUSTÍVEIS ESTÃO CAROS? DESLOQUE-SE A MENOS DE 1€ POR CADA 100KM. É POSSÍVEL!!
Os veículos eléctricos estão a surgir no mercado. Muito lentamente, é certo, mas já existem várias modelos, sendo de longe os mais acessíveis os veículos de duas rodas! Conto neste artigo a minha experiência. Depois de várias buscas na net pelo meu marido decidimos comprar uma scooter eléctrica modelo Ecoglady de 3000 Watts de potência (equivalente a um ciclomotor, ou seja com menos de 50 cm3), com cerca de 70 Km de autonomia e velocidade máxima de 50 Km/h, baterias de chumbo. Não andámos mais do que 1000 Km e decidimos trocar por outro modelo, a Ecoway, com 5000 Watts de potência, autonomia até 100 Km, velocidade máxima de 100 Km/h e baterias de lítio, pois depressa percebemos que valia a pena investir neste modo de deslocação. Para além das notórias diferenças do desempenho entre as duas motos, a vantagem da Ecoway é que as baterias de lítio têm maior duração, até 100.000 Km, enquanto que as baterias de chumbo não fazem mais que 15.000 Km. E quanto a custos? Cada vez que carregamos as baterias da moto utilizamos um contador de consumo e assim ficamos a saber a energia consumida, dividindo pelos Km percorridos e multiplicando pelo custo do Kwh (unidade de medida dos contadores de electricidade) ficamos a saber o custo por km, e em média tem-nos ficado a 0,006€ o Km, ou seja, 0,60€ (60 cêntimos) por 100 km! AEcoglady custou-nos cerca de 2.000€, e cada mudança de baterias custaria 300€. A Ecoway custounos cerca de 4.600€, no entanto em 6 anos, com uma média de 10.000 Km por ano, a Ecoway estará paga! Tem sido muito engraçado andar de moto, as pessoas têm-nos feito muitas perguntas: qual a autonomia? qual a velocidade que atinge? qual o consumo de energia? quanto custou? ⁄ A curiosidade é muita, mas ainda levará o seu tempo até que mais pessoas se decidam a mudar de transporte! Com uns belos impermeáveis nem a chuva nos assusta, por isso com esta decisão, „faça sol, faça chuva‰ poupamos o ambiente e a carteira! Já nem nos preocupamos com o custo dos combustíveis! Por vezes há soluções ou alternativas para muitos dos nossos problemas, a questão fundamental é a nossa vontade em procura-las, e isso manifesta-se nas mais variadas áreas. Alexandra Azevedo

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ATERRO DE RERÍDUOS INDUSTRIAIS EM TORRES VEDRAS NÃO AVANÇOU
Um movimento espontâneo de cidadãos do concelho de Torres Vedras denunciou a pretensão de uma empresa espanhola Befesa em instalar um centro de tratamento de lixos industriais a menos de 2 km da cidade de Torres Vedras, a menos de 500 metros de habitações e numa área correspondente a 53 campos de futebol, na zona do Casal da Bombarda, entre A-dos-Cunhados e o Paul. Segundo informação desse grupo de cidadãos, os terrenos do local são porosos e permeáveis, sobre a principal reserva de água que alimenta as actividades agrícolas do nosso Concelho, o Sistema Aquífero de Torres Vedras, e na proximidade da Falha Sísmica Torres Vedras-Montejunto. O p ro je c to p rev ia a instalação de um aterro de resíduos não perigosos, um aterro de resíduos inertes, uma unidade de classificação e outra de tratamento de resíduos não perigosos, numa área de 17 hectares. Previa-se que que a unidade recebesse 150.000 toneladas/ano de resíduos industriais, ou seja, com uma dimensão semelhante à do Aterro Sanitário do Oeste. No entanto, o lixo industrial produzido no Concelho de Torres Vedras é menos de 1 por cento dessas 150.000 toneladas! Ao que se apurou até ao momento a solução técnica assenta essencialmente na deposição em aterro. A Câmara Municipal de Torres Vedras iniciou em Abril o procedimento de reclassificação do sol, para os terrenos previstos para o aterro no Plano Diretor Municipal (PDM). Como forma de luta perante este atentado contra o ambiente e as populações na envolvente tomaram a iniciativa de um abaixo-assinado, que reuniu 7.000 assinaturas, pedindo ao Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras a reprovação do projecto. Ou seja, este processo é em muitos aspectos semelhante ao do Aterro Sanitários do Oeste, pelo que o MPI está solidário com este movimento de cidadãos, tendo realizado uma reunião em Abril. Em Setembro, depois de recebido o estudo de avaliação ambiental encomendado pela autarquia de Tores Vedras à Universidade Nova de Lisboa para avaliar as vantagens e desvantagens do projeto para o concelho, a câmara decidiu não vai aceitar o empreendimento para o concelho, suspendendo o processo de alteração do PDM.

INAUGURADA A PRIMEIRA UNIDADE DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS URBANOS COM MINHOCAS
Foi inaugurada a 18 de Julho no concelho do Nordeste em S.Miguel – Açores a primeira unidade industrial de tratamento de resíduos urbanos através de minhocas (vermicompostagem), sistema que consegue reciclar cerca de 80% desses resíduos. A vermicompostagem é um processo através do qual os resíduos urbanos que não foram sujeitos a recolha selectiva são tratados com recurso a minhocas que digerem toda a componente orgânica (restos de comida, papel e cartão sujo e resíduos de jardins) transformando-a em húmus, um correctivo orgânico para a agricultura. Ao digerir os resíduos orgânicos, as minhocas acabam por limpar outros resíduos, como o plástico, permitindo a sua reciclagem. Deste modo a unidade consegue atingir elevadas taxas de reciclagem. Para além do plástico e da matéria orgânica, a vermicompostagem também permite a reciclagem de cartão, do vidro e de metais, sendo o sistema mais eficiente para reciclar resíduos urbanos indiferenciados.
(Adaptado do Comunicado da Quercus – CIR – Centro de Informação de Resíduos, 18/7/2011)

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AMBIENTE E CIDADANIA NATAL ECOLÓGICO

Aproxima-se mais uma época natalícia, pelo que é oportuno alertar desde já para algumas questões para que o Natal não seja mais um peso para o ambiente. Nos últimos anos o Natal tem-se tornado na época do consumo por excelência. Mais do que em qualquer outro período do ano, há um forte apelo ao consumismo, afastando-nos do seu significado original. Este consumo imediato e pouco reflectido para além de problemas económicos (endividamento excessivo) provoca impactos ambientais graves, tais como toneladas de resíduos, extinção de inúmeras espécies selvagens (devido a um crescente e criminoso tráfico de espécies animais para satisfazer a procura, muito ávida nesta época do ano) e consequente perda de biodiversidade. Seguem-se alguns conselhos para que possa celebrar um Ecológico Natal: 1. Para a ceia de Natal comece a habituar-se a substituir o bacalhau por outra iguaria ou se não consegue mesou, mo resistir, adquira bacalhau de média/grande dimensão faça o mesmo em relação ao polvo (deverá ter sempre dimensão; mais de 800 ou 900 g). Adquira uma árvore de Natal artificial ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte. Natal, laços. Guarde e reutilize enfeites de Natal papel de embrulho e laços Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais, embrulhar as próximas prendas ou ainda pode usálos noutras ocasiões (confecção de máscaras de Carnaval, jogos, etc.).

4. Poupe energia Adquira lâmpadas energeticamente eficientes, isole bem a sua casa para reduzir a sua factura energia: energética e ambiental. 5. Não compre azevinho natural Existem bonitas imitações artificiais de azevinho que podem ser reutilizadas natural. de uns anos para os outros. 6. Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer Privilegie produtos duráveis, educativos, inócuos (isto é, sem oferecer. substâncias tóxicas, assim não compre brinquedos em PVC flexível, porque contém ftalatos, que podem causar danos no fígado, rins e no desenvolvimento sexual masculino), sem embalagens em excesso e úteis. Pode ainda comprar produtos em associações de defesa do ambiente, apoiando deste modo a sua acção. 7. Leve sacos quando for às compras compras. 8. Prefira produtos nacionais pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao nacionais, transporte dos produtos. 9. Não compre animais selvagens ou em vias de extinção ou seus produtos (exemplos: marfim, peles, etc.). Opte pela adopção de um animal abandonado! Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais (procure a lista em http://www.lpda.pt/).
coloqueecoponto. Separe todas as embalagens e pilhas e coloque-as no ecoponto Seja solidário não apenas durante a época natalícia, mas também durante o ano colaborando nas campanhas de solidariedade, por exemplo doando objectos que já não usa e que estão em bom estado, evitando assim colocá-los no lixo.
(Adaptado do Comunicado: „Natal Ambiental – Quercus apresenta alguns conselhos para um Natal mais sustentável‰, Quercus – A.N.C.N., 15 de Dezembro de 2004)

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BREVES
Agricultores da UE abandonam milho geneticamente modificado

“Irresponsabilidade organizada” Documento censurado mostra corrupção na UE relativamente aos transgénicos
Este relatório demonstra que várias entidades europeias (políticas, judiciais, sociais) trabalham proximamente com as empresas de biotecnologia para secretamente contribuírem para a aprovação e distribuição de OGM dentro da EU. É relatado o caso alemão em que a avaliação de risco dos transgénicos não existe!

A organização ambientalista Greenpeace indicou que os mais recentes dados sobre milho geneticamente modificado (GM) na Europa revelam que os agricultores estão a abandonar este cultivo, em declínio em vários países, incluindo Portugal. O cultivo de milho GM caiu 13 por cento no conjunto da União Europeia entre 2009 e 2010. Em Portugal, a queda foi mais ligeira, de 4,4 por cento (de 5.094 para 4.868 hectares), mas na Roménia, por exemplo, registou-se um recuo de 75 por cento, enquanto em Espanha o cultivo caiu 10 por cento. Estes dados mostram que o milho geneticamente modificado ÿestá a falhar nos campos de cultivo e no mercadoŸ e isto porque ÿos agricultores e os consumidores não estão a cair da propaganda da indústria de biotecnologiaŸ.
(Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=495708)

UE permite material GM não aprovado em rações importadas
A União Europeia passou a permitir a importação de alimentos para animais com 0,1% de contaminação por transgénicos não autorizados, sob o argumento que se evitar a repetição da rutura de fornecimento como ocorreu em 2009, mas as associações de defesa do ambiente e grupos de consumidores acusam a Comissão Europeia de ceder ao lobby da indústria dos transgénicos contra a tolerância zero sobre transgénicos não autorizados. A União Europeia importa do Brasil, Argentina e Estados Unidos da América cerca de 45milhões de toneladas por ano de culturas ricas em proteina (em especial soja) para alimentação animal, a maioria das quais são transgénicas.
(Fonte: http://www.reuters.com/article/2011/06/24/eu-gmo-importsidUSLDE75M1EA20110624)

Hungria incluiu na sua Constituição a proibição de OGM no seu território

A Hungria, país da União Europeia conhecido por suas posições contra os organismos geneticamente modificados (OGM), vem de dar um novo passo nesse sentido. Ela incluiu na sua nova Constituição, aprovada a 18 de abril de 2011 por uma grande maioria, a proibição de OGM no território nacional. O artigo XX da Constituição afirma assim: "Todo mundo tem o direito ao bem-estar material e mental. Para que este direito, referido na alinea n. À 1 seja aplicado, a Hungria garante uma agricultura livre de OGM, assim como o acesso a alimentos saudáveis e água potável ". Este texto entra em vigor a 1 de Janeiro de 2012. A questão é se a Comissão Europeia concorda em aceitar a nova constituição.
Fonte: http://www.infogm.org/spip.php?article4845#nb1

Valença: Tribunal confirma aterro como ilegal O Tribunal Central Administrativo do Norte considera que o aterro de São Pedro da Torre (Valença do Minho) está em situação ilegal mas admitiu que não é possível encerrar o espaço e impôs o pagamento de indemnizações da Câmara à Junta de Freguesia. Segundo o acórdão do processo, o tribunal considera que não é possível repor o terreno para a situação anterior à construção do aterro, pelo que propõe um acordo entre a Junta e a Câmara de Valença, com uma indemnização pelos dados causados. Desde 2004 que o aterro tem ordem de encerramento do Supremo Tribunal Administrativo devido ao incumprimento de questões processuais durante a construção.
(Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=500831)

espaço

Jovem Atento
Uma aventura no Planeta Azul 2
Em todo o dia não tive tempo de acabar de ler aquele livro que se tinha mostrado muito interessante. Já tinha jantado, escovados os dentes e vestido o pijama e por isso estava em cima da cama, pronta para ler o resto daquele livro que na noite anterior me tinha proporcionado uma aventura fantástica. Eram 9 horas da noite e ainda havia tempo para ler. Olhei para a página onde tinha posto o marcador de livros e recomecei a ler… Eu e o meu novo grupo de amigos estávamos a passear num jardim público onde uma família comia um bom piquenique ao pé do lago. É caso para dizer que todos estávamos ansiosos para ver o que é que iam eles fazer. De repente, levantaram-se e atiraram os pacotes e embalagens do piquenique para uns arbustos e foram-se embora com a sua toalha e o que ainda não tinha sido comido. A Judite começou a falar: - Mas que falta de civismo! Ainda por cima isto é um jardim público! Reparem que mais à frente está um caixote do lixo e que eles tiverem o cuidado de esconder um bocadinho o lixo que deitaram fora demonstrando assim que estavam conscientes do que faziam. O lixo que reside no chão já faz parte das nossas vidas mas não devia ser assim. Até devia ser proibido deitar lixo em sítios que não o caixote que ao fim e ao cabo está a servir de espantalho que espanta as pessoas. O lixo dá más condições às plantas para se desenvolverem e, é claro, os sítios tornam-se feios e sujos por causa do “Chico espertismo” de certas pessoas. Todos nós concordámos plenamente com o que ela dizia. De seguida, voltámos a falar de lixo, pois fomos para a beira de um lago onde ainda se viam peixes e sapos a viver, mas que infelizmente se via também muito lixo a boiar na água. - Voltamos a falar de lixo mas desta vez o lixo é encaminhado para outro lado: os rios, mares e outros sítios onde existe vida aquática. Todos devem saber que o lixo prejudica seriamente a vida dos seres aquáticos, por isso é que há sítios onde o peixe tem vindo a diminuir. A quantidade de peixes não diminui apenas por causa da pesca intensiva, é também por causa das condições da água onde vivem. Mas não são só os seres aquáticos que sofrem pelo “Chico espertismo”. Lembro-me de uma vez de estar a tomar banho num rio e pisar um vidro de garrafa! Pior ainda do que lixo a boiar e coisas do género é os rios servirem de esgoto o que faz com que em certos sítios, deixe de haver vida aquática. Acabada a explicação (protesto) seguimos para um beco que cheirava muito mal, porque era aí onde estavam uns caixotes do lixo e, felizmente, um ecoponto. Pior ainda, havia pelo chão pilhas gastas que não tinham ido para o pilhão. - Parece impossível! Com um pilhão mesmo ao lado e mesmo assim o destino das pilhas é o chão. As pilhas contêm químicos altamente perigosos para a Natureza e é por isso que é muito importante colocá-las no pilhão, assim como todos os resíduos que devem ser devidamente separados. Passemos agora para um assunto mais geral sobre o ecoponto. Há gente que diz que separa o lixo porque dá muito trabalho. Até parece, só lhes falta é habituarem-se porque depois disso é muito mais fácil. Eu, sem ter nenhum papel de instruções, vou dizer como se separa o lixo. Papel e cartão para o azul, plástico e metal para o amarelo, vidro para o verde, pilhas para o pilhão e o lixo orgânico para os caixotes normais. Mais fácil não há! Para quem tem horta ou jardim tem outra hipótese muito boa que é a compostagem, uma maneira de fazer estrume do bom para as plantas, com o lixo orgânico que assim já não vai para o caixote do lixo. Foi então que o sonho acabou. Quer dizer…o livro acabou. Quê? Já são 10 horas e 4 minutos, é melhor guardar o livro na estante e dizer boa noite a todos. Boa noite! Laura Azevedo Varges, Dezembro de 2007