COLÉGIO ESTADUAL RENATO VIANA
Ana Flávia Aparecida Santos Lima
Francieli Lima Morais
Michelle Santos Araujo
Queith da Cruz Barbosa
SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS
Anagé-BA
2022
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Ana Flávia Aparecida Santos Lima
Francieli Lima Morais
Michelle Santos Araujo
Queith da Cruz Barbosa
Sobre Ansiedade e Depressão
Trabalho de Iniciação Científica apresentado a
professora Márcia Barros do Colégio Estadual
Renato Viana
Anagé, BA
2022
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ANSIEDADE E DEPRESSÃO NAS ESCOLAS
O presente trabalho tem o intuito de trabalhar a saúde mental nas escolas com
o aumento dos casos de ansiedade e depressão.
O projeto tem como objetivo promover a saúde mental dos jovens, atraves da
formação de professores e outros profissionais da educação.
Na adolescência, que é um período de muitas transformações físicas e
mentais. Essas mudanças podem acabar gerando uma carga emocional muito
grande, tanto para crianças quanto para adolescentes, o que acaba afetando a
saúde mental. Isso se acentua ainda mais com o uso intensivo das redes
sociais e da internet.
Segundo a pesquisa Índice de Confiança Digital (ICD), realizada pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV), 41% dos jovens participantes afirmaram sentirem-se
ansiosos, tristes e até depressivos após usarem as redes sociais.
Esse número expressivo mostra que temas como depressão, ansiedade,
solidão e baixa autoestima estão mais presentes na vida dos jovens do que
imaginamos.
E a pior parte é que, muitas vezes, esses problemas não são diagnosticados
adequadamente, ou sequer identificados, fazendo com que muitas crianças
sofram caladas, principalmente por não terem conhecimento sobre o assunto e
não saberem ao certo o que estão sentindo.
Nisso, a escola acaba sendo um espaço importante, onde os alunos podem ter
os primeiros contatos com questões da educação socioemocional e cuidados
básicos com a saúde mental.Tudo isso é fundamental. Afinal, o ambiente
escolar é ótimo para observar os comportamentos de crianças e adolescentes.
A escola é onde os estudantes são colocados em situações de socialização
quase que constantemente,Mas, para lidar com esse tipo de situações, é
essencial ter uma gestão educacional realmente preparada.
Contudo uma das soluções encontrada é a prática de atividades físicas que é
altamente recomendável nesses casos, pois a liberação de endorfina diminui
bastante os níveis de ansiedade. A endorfina é considerada um analgésico
natural, reduzindo o estresse, a ansiedade, aliviando às tensões e sendo até
recomendada no tratamento de depressão leve.
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Incentivo para uma escola acolhedoraUma escola acolhedora se constrói,
entre vários fatores, por meio do diálogo que envolve toda a comunidade
escolar. E esse ambiente de confiança deve ser apresentado para os
envolvidos no cotidiano da escola de maneira positiva, para que alunos, pais e
educadores sintam que podem contar com o auxílio da sua instituição para
enfrentar as suas dificuldades.
Nesse sentido, realizar palestras, discussões em sala de aula e exposições de
materiais que abordam e desmistificam os transtornos mentais, assim como
outros estigmas relacionados ao tema, também ajudam a criar essa sensação
de proximidade e apoio. Dessa forma, a sua escola deve investir parte de seu
tempo e alguns de seus recursos na construção desses conteúdos e na
realização desses momentos, que são tão importantes na formação humana,
social e emocional dos estudantes, bem como dos colaboradores da sua
instituição de ensino.
Combate ao bullying, ao preconceito e ao suicídio
Falar sobre saúde mental na sua escola é, ainda, um importante aliado no
combate ao bullying, ao preconceito e ao suicídio. Isso porque,
frequentemente, os indivíduos com problemas de saúde mental são
marginalizados. Além disso, é comum que as pessoas pensem que os
transtornos mentais possuem menor importância, relativizando o sofrimento
dos jovens e o impacto das dificuldades em suas vidas.
No entanto, segundo a OMS, o suicídio é a segunda maior causa de morte
entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. Portanto, quando se fala abertamente
sobre esses assuntos nas escolas, os estudantes são conscientizados e
mobilizados.É possível, por exemplo, que os próprios jovens fiquem mais
atentos às suas emoções, seus sentimentos e alterações comportamentais. E,
assim, os próprios adolescentes podem pedir ajuda, procurar o apoio de
profissionais caso seja necessário e apoiar outros colegas, por exemplo.