Grupo 7 - Rio de Janeiro
Grupo 7 - Rio de Janeiro
O bioma predominante na cidade é a Mata Atlântica, que se mescla com a paisagem urbana em algumas áreas. O grau de urbanização é
alto, refletido na densa infraestrutura viária e no variado transporte público.
Além disso, o Rio de Janeiro é famoso por sua rica diversidade cultural e seus marcos icônicos, como o Cristo Redentor e o Pão de
Açúcar, que ornamentam sua paisagem e atraem visitantes do mundo inteiro. Assim, o Rio se destaca não apenas por sua geografia
DADOS
Latitude: -22.9035
singular, mas também por sua vibrante vida urbana e cultural.
Longitude: -43.2096 22° 54′ 13″ Sul, 43° 12′ 35″ Oeste;
Superfície Total: 120.028 hectares e 1.200,28 km²
Altitude: 20 m;
BRASIL CIDADE RIO DE Clima: Clima tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: Aw);
População 2023 IBGE: 6.718.903 habitantes;
JANEIRO (RJ) Principais Atividades Econômicas: indústria e serviços.
Zona Bioclimática: 8
Estratégias de Conforto: 1) Paredes leves e refletoras; 2) Cobertura leve e refletora; 3)
Grandes aberturas de ventilação; 4) Sombreamento das aberturas; 5) Ventilação cruzada
permanente, com atenção à direção dos ventos.
01. Conforto
02. Ventilação
03. Resfriamento Evaporativo
04. Alta Inércia Térmica p/ Resfr.
05. Ar Condicionado
06. Umidificação
07. Alta Inércia Térmica/Aquecimento Solar
08. Aquecimento Solar Passivo
09. Aquecimento Artificial
Na paisagem urbana, a face voltada para o norte da cidade do Rio de Janeiro recebe uma maior exposição solar ao longo do dia,
enquanto a face sul, em contrapartida, desfruta de menos incidência solar. Considerando a orientação do nascer do sol a leste, a face 10. Ventilação/Alta Inércia
voltada para essa direção recebe os raios solares da manhã, ao passo que a face voltada para o oeste é banhada pela luz solar da tarde. 11. Vent. /Alta Inércia/Resf. Evap.
12.Alta Inércia/Resf. Evap.
CARTA SOLAR GRÁFICO DE TEMPERATURAS GRÁFICO DE PLUVUOSIDADE GRÁFICO DE RADIAÇÃO MÉDIA MENSAL GRÁFICO DE ROSA DOS VENTOS
32 300 300
30
250 250
28
TEMPERATURA (C°)
200 200
26
Wh/m²
24
150 150
22
100 100
20
18
50 50
16
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
0 0
ZONA DE CONFORTO (C°) JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
TBU MÉDIA MENSAL (C°) PREC. DE CHUVA MENSAL (mm) RAD. GLOBAL HORIZONTAL MÉDIA MENSAL (Wh/m²)
CASA CT - ESTÚDIO MATTERIA Materialidades e suas funções:
Madeira
Nome: Casa CT
Isolante Térmico Natural
Autores: Frederica Linares
Absorve menos calor e frio em comparação com outros materiais
Breve Biografia: Federica é arquiteta e urbanista pela PUC-Rio. Desde sua formação
como tijolos, mantendo a temperatura do interior da construção
atua no campo da pesquisa e prática desenvolvendo projetos de diversas escalas e
neutra em todas as estações do ano
contextos. Além de colaborações com os escritórios Atelier 77, Monostudio e Gávea
Sustentabilidade
Arquitetos, foi premiada pela PUC-Rio pela sua pesquisa de iniciação cientifica e pelo
Material renovável
IAB-RJ pelo seu trabalho no Delta Paraná. Em 2023, iniciou sua colaboração com o
Concreto Menor emissão de gases de efeito estufa
MATTERIA.
Ajuda a manter um ambiente mais frio Versatilidade
Principais Projetos: Cobertura Oceânico; Casa de Seis Águas (HIS); Casa Pátio.
Absorve calor durante o dia e libera durante a noite quando a Efeito visual marcante
temperatura externa diminui Pode ser aplicada de diversas formas
Evita o uso de ar condicionado - economia de energia
Evita que aconteça um efeito estufa interna durante o verão
Impede a dissipação de calor durante o frio
Estruturas de concreto podem conter diversas camadas de material
isolante como revestimentos e mantas
Baixo custo e fácil execução em obra
Boa resistência e durabilidade
Vidro
Absorve parte da incidência solar em sua massa
Reflete parte da radiação para o exterior
Permite a passagem de iluminação natural
Ventilação natural
A residência se ergue gradualmente em direção aos fundos do terreno, maximizando o espaço do jardim
vizinho e melhorando a iluminação externa. Dividida em dois pavimentos, separa áreas comuns e íntimas.
A composição de volumes nos fundos inclui terraços interligados, oferecendo espaços externos
conectados ao paisagismo. Essa abordagem promove auto-sombreamento para conforto térmico e
eficiência energética.
No térreo, o acesso principal é ligeiramente deslocado para a esquerda, dividindo áreas comuns de
módulos de apoio. Uma claraboia na área mais profunda da planta proporciona iluminação natural.
Aberturas nas fachadas laterais são estrategicamente alinhadas ao paisagismo, integrando interior e
exterior.
PLANTA DE ACESSOS PLANTA DE PENETRAÇÃO DOS VENTOS - PRIMEIRO PAVIMENTO
ACESSO
ACESSO
ACESSO
DIAGRAMA DE PENETRAÇÃO DOS VENTOS - ROSA DOS PLANTA DE PENETRAÇÃO DOS VENTOS - TÉRREO
VENTOS
TRAJETÓRIA SOLAR TRAJETÓRIA SOLAR -OUTONO 10H
NORTE
OESTE LESTE
ACESSO
ACESSO
Área
Número de Área Unitária
Ambiente Atividade Total Características do Ambiente
Ambientes (m)
(m²)
Ambiente de trabalho do responsável pelo 1 3,45x1,65;2,85 Aberturas para Iluminação, ventilação natural e
Diretoria 13,67m²
gerenciamento da escola. x2,80m iluminação artificial.
Sala de Local destinado para organização e 1 Aberturas para Iluminação, ventilação natural e
2,06x2,65m 5,43m²
arquivos armazenamento de arquivos. iluminação artificial.
Local público equipado com pias e vasos Aberturas para Iluminação, ventilação natural e
Banheiros 2 1,45x1,65m 2,39m²
sanitários. iluminação artificial.
Área
Número de Área
Ambiente Atividade Total Características do Ambiente
Ambientes Unitária (m)
(m²)
Biblioteca/Informát Local de estudos e acesso a equipamentos Isolamento acústico, aberturas para iluminação e
1 7,82x6,00m 46,95m²
ica tecnológicos. ventilação natural e iluminação artificial.
Área
Número de Área Unitária
Ambiente Atividade Total Características do Ambiente
Ambientes (m)
(m²)
Local público equipado com pias e vasos Aberturas para iluminação e ventilação natural e
Banheiros 2 3,15x4,45m 14,02m²
sanitários. iluminação artificial.
SALA DOS
WC
PROFESSORES
SECRETARIA CIRCULAÇÃO
ALMOXARIFADO
BIBLIOTECA/INFORMÁTICA
SALA DE AULA
CIRCULAÇÃO
LEGENDA:
COZINHA JARDIM
WC CIRCULAÇÃO
DESPENSA LIXO
ÁREA RECREATIVA
PATIO CENTRAL
S O CENTRO DE APOIO
E S
A C
EDUCACIONAL
ADMINISTRATIVO
ESPELHO D’ÁGUA
IMPLANTAÇÃO
1:500
No contexto do ambiente bioclimático da cidade do Rio de Janeiro - onde localiza-se nosso terreno -, caracterizado por um clima subtropical úmido, a
implementação de estratégias de conforto térmico ambiental desempenha um papel preponderante na concepção arquitetônica. Considerando as
particularidades climáticas dessa região, é imperativo adotar medidas que otimizem a utilização dos recursos naturais disponíveis, tais como a luz
solar e a ventilação natural, ao mesmo tempo em que se mitigam os impactos adversos, como o calor excessivo e a umidade.
As aberturas destinadas à iluminação natural desempenham uma função primordial, sendo integradas por meio de dispositivos como janelas,
claraboias e aberturas estratégicas nas paredes, com o intuito de viabilizar a penetração de luz natural nos recintos internos. No contexto carioca,
onde a irradiação solar é considerável ao longo do ano, o dimensionamento e a localização destas aberturas são meticulosamente planejados para
otimizar a entrada de luz, tendo em vista a orientação solar, visando minimizar a dependência de fontes de iluminação artificial durante o período
diurno.
A ventilação natural emerge como uma estratégia fundamental para garantir o conforto térmico nos ambientes, por meio da adoção de dispositivos
como janelas passíveis de abertura, em conjunto com a orientação adequada do edifício e a criação de corredores de vento, viabilizando uma
circulação de ar eficiente, sobretudo nos períodos de maior temperatura.
Como complemento à iluminação natural, a iluminação artificial é concebida de maneira a suplementar áreas menos iluminadas do edifício,
empregando tecnologias como lâmpadas de LED, ajustadas à temperatura de cor apropriada para cada ambiente, contribuindo não apenas para o
conforto visual, mas também para a eficiência energética do empreendimento.
Adicionalmente, medidas de isolamento acústico são implementadas, através da seleção criteriosa de materiais de acabamento, aplicados em
paredes, pisos e tetos, visando reduzir a propagação de ruídos indesejados, proporcionando um ambiente mais sereno e acolhedor aos ocupantes.
Por fim, a proteção solar é instituída mediante a utilização de dispositivos como brises, venezianas e vegetação estrategicamente posicionada, com o
propósito de prover sombreamento nos períodos de maior insolação. Tais elementos concorrem para atenuar o impacto do calor excessivo nos
ambientes internos, favorecendo o conforto térmico e a eficiência energética do edifício, particularmente relevante em uma metrópole como o Rio de
Janeiro, onde as temperaturas podem alcançar níveis elevados durante boa parte do ano.
O terreno escolhido se localiza no centro do Rio de Janeiro, na esquina
da rua Santana com a Av. Presidente Vargas. O terreno possui
propriedades interessantes para a instalação do projeto, pela suas
dimensões, fácil acesso a população, e do possível reaproveitamento da
vegetação existente.
Nesta primeira opção, notamos que as salas de aulas iriam ficar
na direção leste do terreno escolhido, entretanto, notou-se a
existência de um prédio que poderia gerar algum tipo de
sombra nas salas de aula, chegando a conclusão que não seria
o ideal.
IMPLANTAÇÃO
1:500
Já nesta opção, ficou evidente que as salas de aula não
receberiam sol em nenhum momento, pois estaria localizada na
face sul do do terreno, sendo assim, essa opção foi descartada.
IMPLANTAÇÃO
1:500
Nesta opção, observa-se que no lado Oeste da implantação
escolhida, as salas de aulas iriam pegar sol por um longo período
da tarde, mas que poderíamos fazer o controle desta insolação
através de brises. O fator de que as salas de aulas também não
estariam voltadas diretamente para a avenida foi um dos motivos
para escolha, devido a acústica.
IMPLANTAÇÃO
1:500
Nota-se também a predominância de ventos vindo sentido fachada
Oeste, o que se torna um ponto positivo, já que nossa zona
bioclimática se predomina em Ventilação
IMPLANTAÇÃO
1:500
T E
R
NO
T E
LE S
T E
S
OE
IMPLANTAÇÃO
1:500
NORTE
LESTE
OESTE
1:50
IMPLANTAÇÃO
1:500
Foi escolhido então a opção 3 como implantação, inserimos um espelho d’agua para aproveitar a incidência de ventos
predominantes vindo da fachada oeste, e aproveitando a ventilação cruzada através das aberturas de esquadrias das duas
faces das salas de aula e logo em seguida duas salas foram selecionadas para as próximas etapas. O grande uso de
vegetação, foi dado para gerar uma diminuição de temperatura.
S O
E S Salas escolhidas
A C
para exercício
IMPLANTAÇÃO
1:500
30° alpha 40° gama direito 80° gama esquedo
1:50
1:50
1:50
Ampliação
ELEVAÇÃO - AMPLIAÇÃO
1:50
1 – Porta 1,93m²
Iluminação artificial
Mínimo exigido por norma 500LUX
Iluminância de 500 lux Isto significa que o nível
de luz nas áreas em que as pessoas trabalharão
ou estudarão deve ter, no mínimo, este valor.
Menos que isso, começa a se exigir um esforço
visual, segundo a NBR 8995
n=34 lâmpadas
IMPLANTAÇÃO - AMPLIAÇÃO nlum= 17 lâmpadas de 20W
1:75
Teto:
Base: Forro de gesso acartonado (drywall) (85% de refletância)
• Maximiza a dispersão de luz e evita sombras, proporcionando uma luz mais uniforme.
Piso:
Vinílico em manta, visanso criar um ambiente mais fresco
Cor: Cinza Claro