UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
DESEMPENHO TÉRMICO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Disciplina:Conforto Ambiental III
Professor: Rodrigo Carlos Fritsch
Acadêmicos: José Carlos Hilario, Laura Barizon, Marcos Balardin, Mateus Gatto Paludo
SUMÁRIO
ÍNDICE DE FIGURAS 2
1. INTRODUÇÃO 4
2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA DA CIDADE 4
3. ESTRATÉGIAS BIOCLIMÁTICAS PARA A CIDADE 4
3.1. Conforme NBR 15220-3 4
3.2. Conforme Analysis Bio 5
4. VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE 8
4.1. Apresentação do Projeto 8
4.1.1. Planta Baixa 8
4.1.2. Descrição Arquitetônico 8
4.1.3. Verificação de Conformidade 10
5. CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA 12
5.1. Cálculo Inicial 12
5.2. Cálculo da Carga Térmica Corrigida 14
5.3. Comparativos das Carga 16
6. SISTEMAS DE CONDICIONANTE 17
6.1. Escolha do modelo da unidade central de refrigeração (condensadores) 17
6.2. Escolha da unidade evaporadora 17
6.3. Adequação, medidas para a sala de máquinas e espaço ocupados pelas unidades de
evaporação e unidades centrais de refrigeração. 18
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 20
8. REFERÊNCIAS 21
1
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 01: Zonas Bioclimáticas 4
Figura 02: Carta Bioclimatica 6
Figura 03: Planta Baixa 8
Figura 04: Alvenaria Externa 9
Figura 05: Alvenaria Interna 9
Figura 06: Cobertura 9
Figura 07: Transmitância Térmica - Para Vedação Externa 10
Figura 08: Abertura para Ventilação 10
Figura 09: Vidro Cebrace Emerald 15
Figura 10: Telhado utilizado para cobertura 15
Figura 11: Modelo: MV5-X88W/V2GN1 e Modelo: MV5-X70W/V2GN1 17
Figura 12: Modelo unidade evaporadora 18
ÍNDICE DE TABELAS
2
Tabela 01 –Resumo da radiação para cada posição solar 12
Tabela 02 –Cargas Térmicas Iniciais Pavimentos Tipo 13
Tabela 03 –Cargas Térmicas Iniciais Cobertura 13
Tabela 04 – Carga térmica e potência da unidade de ar condicionado total 14
Tabela 05 –Cargas Térmicas Corrigidas 14
Tabela 06 – Carga térmica e potência da unidade de ar condicionado total corrigida com
propostas de redução da carga térmica 16
Tabela 07 – Comparativo das cargas térmicas antes e depois das alterações propostas 16
1. INTRODUÇÃO
3
O presente trabalho tem como objetivo estudar o desempenho térmico e eficiência
energética de um edifício comercial de 6 pavimentos tipo mais cobertura, localizada na cidade
de Recife/PE, no qual será realizada cálculos e análises, conforme as normas técnicas
brasileiras, visando a redução e adequação de projeto de desempenho térmico e
dimensionamento de sistemas de ar condicionados, para assim, proporcionar melhor conforto
e qualidade de vida para os moradores do edifício.
2. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA DA CIDADE
O clima do Recife não possui as quatro estações bem definidas, sendo quente e úmido
durante todo o ano, com incidência de maior volume de chuvas durante os meses de junho,
julho e agosto, e sol constante nos outros meses do ano. Segundo o INMET (Instituto Nacional
de Meteorologia) a cidade apresenta o clima tropical atlântico, no qual a temperatura média
varia entre 18º C e 26º C e índice pluviométrico com média de 1.200 mm por ano. Recife está
a 4 metros acima do nível do mar.
3. ESTRATÉGIAS BIOCLIMÁTICAS PARA A CIDADE
3.1. Conforme NBR 15220-3
De acordo com a NBR 15220-3, a cidade se encontra na Zona Bioclimática 8,
conforme a figura 01.
Figura 01: Zonas Bioclimáticas
Fonte: NBR 15220-3
Para esta Zona, a Estratégia Bioclimática recomendada é a FIJ, no qual deve-se
seguir o detalhamento das estratégias de condicionamento térmico abaixo:
4
F - As sensações térmicas são melhoradas através da desumidificação dos ambientes. Esta
estratégia pode ser obtida através da renovação do ar interno por ar externo através da
ventilação dos ambientes.
I e J - A ventilação cruzada é obtida através da circulação de ar pelos ambientes da
edificação. Isto significa que se o ambiente tem janelas em apenas uma fachada, a porta
deveria ser mantida aberta para permitir a ventilação cruzada. Também deve-se atentar para
os ventos predominantes da região e para o entorno, pois o entorno pode alterar
significativamente a direção dos ventos.
Pela norma as aberturas devem ser grandes e sombreadas, a vedação externa das
paredes deve ser leve refletora assim como para a cobertura. E no verão a ventilação deverá
ser cruzada permanente.
Observações:
1- Coberturas com telha de barro sem forro, embora não atendam aos critérios recomendados
pela norma sobre vedação externa, poderão ser aceitas na Zona 8, desde que as telhas não
sejam pintadas ou esmaltadas.
2- Na Zona 8, também serão aceitas coberturas com transmitâncias térmicas acima dos
valores tabelados, desde que atendam às seguintes exigências:
a) contenham aberturas para ventilação em, no mínimo, dois beirais opostos; e
b) as aberturas para ventilação ocupam toda a extensão das fachadas respectivas.
3.2. Conforme Analysis Bio
Conforme a figura 02 podemos analisar o relatório gerado para a cidade de
Recife/PE pelo Analysis Bio.
Figura 02: Carta Bioclimática - Recife/PE
5
Fonte: Software Analysis Bio
● ANO TODO
>>Dia e Mês Inicial: 01/01
>>Dia e Mês Final: 31/12
>>Total de Horas: 8760
>>Pressão: 101.28 KPa
● GERAL
>>Conforto: 31.9%
>>Desconforto: 68.1%
-Frio: 0.0799%
-Calor: 68%
● Calor
>>Ventilação: 67.9%
>>Alta Inércia p/ Resfr.: 6.93%
>>Resfr. Evap.: 6.8%
>>Ar Condicionado: 0.148%
● Frio
6
>>Alta Inércia Térmica/Aquecimento Solar: 0.0799%
>>Aquecimento Solar Passivo: 0%
>>Aquecimento Artificial: 0%
>>Umidificação: 0%
● POR ZONAS
>>Ventilação: 60.9%
>>Ventilação/Alta Inércia: 0.126%
>>Ventilação/Alta Inércia/Resfriamento Evaporativo: 6.8%
>>Alta Inércia Térmica p/ Resfriamento: 0%
>>Alta Inércia/Resfriamento Evaporativo: 0%
>>Alta Inércia Térmica/Aquecimento Solar: 0.0799%
>>Conforto: 31.9%
>>Aquecimento Artificial: 0%
>>Aquecimento Solar Passivo: 0%
>>Ar Condicionado: 0.148%
>>Resfriamento Evaporativo: 0%
>>Umidificação: 0%
● SOMBREAMENTO
>>Porcentagem: 99.9 %
4. VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE
4.1. Apresentação do Projeto
7
Localizado na cidade de Recife com clima predominante tropical atlântico, sendo
um edifício comercial de 7 pavimentos, cobertura + 6 pavimentos tipos.
4.1.1. Planta Baixa
Abaixo segue o desenho da Planta Baixa do edifício.
Figura 03: Planta Baixa
Fonte: Material de Apoio
4.1.2. Descrição Arquitetônico
Na área externa terá um revestimento argamassado de 2,5cm com pintura na cor
verde clara. Internamente será composto de um revestimento de gesso com espessura de 0,2
cm e para compor o meio da parede um bloco de concreto com as dimensões de 14x19x39
cm, com assentamento argamassado de 1,50 cm.
Figura 04: Alvenaria Externa
8
Fonte: Material de Apoio
A alvenaria interna será composta por uma camada de gesso de 1,25cm, uma câmara
de ar de 2,00 cm e Placa Cimentícia de 1,00cm.
Figura 05: Alvenaria Interna
Fonte: Material de Apoio
A cobertura será composta por uma Laje Maciça de 10,00 cm de espessura, sem
telhamento.
Figura 06: Cobertura
Fonte:
Material de Apoio
As janelas são compostas de duas folhas de correr com dimensões de 1,50 x 1,20 m
9
e abertura de 50% do vão para ventilação, possui também vidro simples de 3mm.
Fator solar: 0,87;
Transmitância: 5,79 W/(m²K)
4.1.3. Verificação de Conformidade
A verificação será feita conforme a NBR 15220, que deverá atender os parâmetros das
figuras 07 e 08.
Figura 07: Transmitância Térmica - Para Vedação Externa
Fonte: NBR 15220-03
Figura 08: Abertura para Ventilação
Fo
nte: NBR 15220-03
● Paredes
De acordo com a NBR 15220-3, para a cidade de Recife é necessário Vedação
Externa Leve Refletora com U ≤ 3,60. A parede a ser utilizada possui U =
2,86. Portanto, a parede está dentro dos padrões da NBR 15220-3.
● Cobertura
De acordo com a NBR 15220-3, para a cidade de Recife é necessário que a cobertura seja do
tipo Leve Refletora com U ≤ 2,30*FT (FT=1,00). A cobertura a ser utilizada possui U
= 3,73. Portanto, a cobertura não está dentro dos padrões da NBR 15220-3.
● Aberturas para Ventilação
De acordo com a NBR 15220-3, para a cidade de Recife é necessária uma abertura
para ventilação média, acima de 40%.
Cálculo realizado, conforme situação original das Aberturas, sem alteração proposta.
Abertura das Janelas de apenas 50% do tamanho total
10
Área da Janela = 1,50m * 1,20 m = 1,8m² / 2 = 0,9m²
Sala 1 - 0,9 m² * 4 janelas = 3,6 m² x% = (3,6 m² * 100%) / 17 m² = 21,17%
Não está conforme a NBR
Sala 2 - 0,9 m² * 1 janela = 0,9 m² x% = (0,9 m² * 100%) / 8 m² = 11,25%
Não está conforme a NBR
Sala 3 - 0,9 m² * 1 janela = 0,9 m² x% = (0,9 m² * 100%) / 8 m² = 11,25%
Não está conforme a NBR
Sala 4 - 0,9 m² * 3 janelas = 2,7 m² x% = (2.7 m² * 100%) / 14 m² = 19,28%
Não está conforme a NBR
Sala 5 - 0,9 m² * 1 janela = 0,9 m² x% = (0,9 m² * 100%) / 9 m² = 10,00%
Não está conforme a NBR
Sala 6 - 0,9 m² * 1 janela = 0,9 m² x% = (0,9 m² * 100%) / 19 m² = 4,74%
Não está conforme a NBR
5. CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA
Com o auxílio do software Excel, conseguimos determinar a radiação incidente na
edificação. A planilha do Excel foi entregue pelo professor Rodrigo Carlos Fritsch, onde há
uma base de dados para as cidades de todo o Brasil a qualquer mês e horário.
11
Com a planilha de radiação solar podemos adquirir o pior caso de radiação tanto para
noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste.
Tabela 01 –Resumo da radiação para cada posição solar
PIOR CASO - RADIAÇÃO RECIFE
POSIÇÃO ÉPOCA RADIAÇÃO
NOROESTE (45°) MAIO 1.998,90 W
NORDESTE (-45°) MAIO 1.998,90 W
SUDOESTE (135°) DEZEMBRO 2.390,50 W
SUDESTE (-135°) DEZEMBRO 2.390,50 W
Fonte: Próprios Autores
5.1. Cálculo Inicial
O cálculo inicial será elaborado no estado da edificação atual, ou seja, sem nenhuma
alteração no conforto térmico do imóvel. Ele será calculado pelas seguintes etapas:
- Carga térmica pelo fechamento opaco: cálculo térmico das paredes;
- Carga térmica pelo fechamento interno: cálculo das paredes internas, piso e forro;
- Carga térmica pelo fechamento transparente: cálculo de janelas e pele de vidro;
- Carga devido ao ganho de calor pelo vidro por irradiação: cálculo pela irradiação das
janelas e peles de vidro;
- Carga térmica devido aos ocupantes: cálculo da carga térmica que as pessoas
transmitem dentro dos ambientes, dimensionado para 14 pessoas por 100 metro quadrado.
- Carga térmica pela iluminação do ambiente: cálculo da carga térmica de quanto que
as luminárias emitem dimensionado 16 W/m².
- Carga térmica devido a equipamentos: cálculo da carga térmica dos equipamentos
que possam haver dentro do ambiente proposto no trabalho como: televisão, cafeteira,
impressora, entre outros...;
- Carga térmica devido ao ar exterior: diferença do ar exterior e interior.
Com esses cálculos obtivemos o cálculo total dos ambientes, sendo assim, o cálculo
seguirá os mesmos processos para todos os locais e pavimentos até chegar na cobertura. Os
12
cálculos dos ambientes com o forro sendo a cobertura haverá necessidade da soma da carga
térmica da cobertura.
Segue abaixo o cálculo da carga térmica realizado a partir da situação original do
projeto.
Tabela 02 –Cargas Térmicas Iniciais Pavimentos Tipo
Fonte: Próprios Autores
Com os cálculos acima é possível analisar que a carga térmica total inicial dos seis
pavimentos tipos é de 1.575.274,44 BTU/h ou 619,106 HP.
Tabela 03 –Cargas Térmicas Iniciais Cobertura
Fonte: Próprios Autores
Com os cálculos acima é possível analisar que a carga térmica total inicial da
cobertura é de 374.889,55 BTU/h ou 147,337 HP.
Tabela 04 – Carga térmica e potência da unidade de ar condicionado total
13
Fonte: Próprio Autor
5.2. Cálculo da Carga Térmica Corrigida
Após analisar os resultados dos cálculos de carga térmica do edifício, foi verificado
que há um resultado negativo à eficiência da edificação. No qual os elementos que mais
contribuem com o ganho da carga térmica são as janelas de vidro simples 3mm com U = 5,79
e a cobertura em Laje Maciça de concreto com 10cm de espessura e sem telhamento com U =
3,73.
Segue abaixo o cálculo da carga térmica corrigida realizado após a carga térmica
inicial original do projeto.
Tabela 05 –Cargas Térmicas Corrigidas
Fonte: Próprios Autores
Com os cálculos acima é possível analisar que a carga térmica total inicial dos seis
pavimentos é de 910.429,98 BTU/h ou 357,812 HP.
As modificações propostas, portanto, serão no sentido de aliviar o ganho térmico por
esses elementos. Inicialmente a alteração que reduzirá uma boa parte dos problemas no
conforto térmico é a alteração do fechamento transparente. A sugestão é a utilização do vidro
da Cebrace, modelo Cebrace Emerald. Um vidro float que pode ser tanto monolítico,
laminado ou insulado, com fator solar de 0,53 e transmitância térmica de 2,80 W/m²k.
Figura 09: Vidro Cebrace Emerald
14
Fonte: Cebrace (2022).
Outra modificação proposta é a utilização de um telhado na cobertura, o telhado fará
com que reduza carga térmica na laje exposta ao sol, diminuindo também a carga da
edificação, posteriormente a implantação do telhado haverá uma cobertura de pintura acima
das telhas na cor branco gelo, refletindo ainda mais a radiação solar.
Figura 10 – Telhado utilizado para cobertura
Fonte: Inmetro (2013)
Tabela 06 – Carga térmica e potência da unidade de ar condicionado total corrigida com propostas
de redução da carga térmica
15
Fonte: Próprios Autores
5.3. Comparativos das Carga
Após a implantação das alterações obtivemos um resultado de redução de
41,97% total da edificação, de acordo com a tabela 07.
Tabela 07 – Comparativo das cargas térmicas antes e depois das alterações propostas
Fonte: Próprios Autores
6. SISTEMAS DE CONDICIONANTE
6.1. Escolha do modelo da unidade central de refrigeração (condensadores)
O sistema de condicionamento escolhido foi da fabricante CARRIER, foram
dimensionadas as unidades centrais na cobertura houve a necessidade da instalação de 4
16
conjuntos do modelo MV5-X88W/V2GN1 e 1 conjunto do modelo MV5- X70W/V2GN1,
para suprir as necessidades de refrigeração devido a carga térmica do edifício, totalizando
422,00 HPs de potência, a potência necessária para suprir a necessidade do edifício era de
418,99 HPs.
Figura 11: Modelo: MV5-X88W/V2GN1 e Modelo: MV5-X70W/V2GN1
Fonte: Midea
6.2. Escolha da unidade evaporadora
As unidades evaporadoras também foram escolhidas da fabricante CARRIER,
baseando-se na tabela de cálculo de carga térmica, para a sala 1, foi necessário, uma unidade
evaporadora modelo MDV-D140Q4/ VN1-EA de 47.765,27 BTU/h, pois era necessário uma
unidade evaporadora de pelo menos 39.158,04 BTU/h , para sala 2 foi necessário uma
unidade evaporadora modelo MDV-D56Q4/ VN1-EA de 19.106,11 BTU/h, pois era
necessário uma unidade evaporadora de pelo menos 17.564,55 BTU/h , para a sala 3 foi
necessário uma unidade evaporadora de mesmo modelo que a unidade da sala 2, pois era
necessário uma unidade evaporadora de pelo menos 17.505,54 BTU/h, para a sala 4 foi
escolhido uma unidade evaporadora modelo MDV-D112Q4/ VN1-EA de 38.212,21 BTU/h,
pois era necessário uma unidade evaporadora de pelo menos 36.267,18 BTU/h, para a sala 5
foi necessário uma unidade evaporadora de mesmo modelo que a unidade da sala 2, pois era
necessário uma unidade evaporadora de pelo menos 19.073,52 BTU/h e para a sala 6 foi
necessário uma unidade evaporadora modelo MDV-D71Q4/VN1-EA de 24.223,81 BTU/h
pois era necessário uma unidade de pelo menos 22.169,50 BTU/h, lembrando que foram
calculados somente valores de carga térmica para o verão, sendo assim as unidades de
evaporação são BTU/h refrigeração não de aquecimento.
Figura 12: Modelo unidade evaporadora
17
Fonte: Midea (2022).
6.3. Adequação, medidas para a sala de máquinas e espaço ocupados pelas
unidades de evaporação e unidades centrais de refrigeração.
Será necessária uma sala de máquinas, seguindo as especificações da planta em
anexo. As unidades centrais deverão ser instaladas na cobertura em uma área com boa
ventilação como sugerido na planta de adequação de projeto, já as unidades evaporadoras
deverão ser instaladas de modo que fiquem centralizadas no teto de cada sala, seguindo as
especificações do fabricante.
ANEXO
Planta Refrigeração:
18
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com os cálculos de carga térmica foi possível comprovar quais são os fatores que
19
mais interferem no conforto térmico da edificação, os cálculos mostraram que apenas com
pequenas alterações no projeto pode-se reduzir 42,20% a carga térmica do edifício com a
mudança da cor da cobertura do edifício tipo de telha e laje e vidros das aberturas,
diminuindo os custos com refrigeração e melhorando o conforto térmico do ambiente.
Para redução maior na carga térmica, pode-se indicar a alteração dos componentes
das paredes como: a implantação de drywall com lãs isolantes revestindo as paredes
internas com as maiores transmitância térmica. Há fatores para observar que poderão
viabilizar ou não a construção do edifício como: mudança do projeto arquitetônico, custo da
obra, estética e dimensões de espaço.
8. REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120: Ações para
o cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro. 2019.
20
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15220-3:
Desempenho térmico de edificações Parte 2: Métodos de cálculo da transmitância
térmica, da capacidade térmica, do atraso térmico e do fator solar de elementos e
componentes de edificações. Rio de Janeiro. 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15220-3:
Desempenho térmico de edificações Parte 3: Zoneamento bioclimático brasileiro e
diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social. Rio de Janeiro.
2003.
Cebrace Emerald. Disponível em: <https://www.cebrace.com.br/produtos/para-
fachadas-comerciais/cebrace-emerald/>. Acessado em 04 nov. 2022.
Carrier. Disponível em: <https://carrierdobrasil.com.br/blog/produtos/mv5-x/>.
Acessado em 04 nov. 2022.
21