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DIREITO

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DIREITO ADMINISTRATIVO

TJ-RJ
1ª Parte
Direito Administrativo Princípios informativos do Direito Administrativo. Administração direta e indireta. Órgãos públicos. Ato administrativo: requisitos, atributos, classificação, espécies e extinção. Do processo administrativo. Agentes públicos. Servidores Públicos. Direito Constitucional Constituição: conceito. Da Administração Pública: disposições gerais, dos servidores públicos.

“A tarefa de viver nunca se conclui, a não ser que a gente determine. O sonho e o susto sopram em nosso ouvido quando tudo aparece apaziguado. ... Algo novo se posta junto a poltrona onde talvez estivéssemos inocentemente vendo televisão. Uma palavra ouvida, uma frase lida, um rosto novo, um velho conhecido, um quase-nada nos toca. ... Podemos optar: Vou ficar dormindo. Vou até a próxima esquina ver o que acontece. Esse momento define a continuação de uma existência em movimento cristalizada, afinada ou fora de sintonia. Essa possibilidade de escolher assusta mas é apenas um sinal de que estamos embarcados, estamos em movimento e em transformação. ... Talvez a gente nem compreenda ainda, mas a sorte – que preparar as armadilhas boas e ruins onde fatalmente cairemos porque estamos vivos – sorri acenando com a nossa nova amante: a vida. O futuro pousa outra vez na nossa mão.” Lya Luft

PROFESSOR ALEXANDRE LOPES
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS

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DA CONSTITUIÇÃO
1)Conceito: considerada sua lei fundamental, seria, então, a organização dos seus elementos essenciais: um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma do Estado, a forma de seu governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, o estabelecimento de sus órgãos, os limites de sua ação, os direitos fundamentais do homem e as respectivas garantias; em síntese, é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. A constituição é algo que tem, como forma, um complexo de normas; como conteúdo, a conduta humana motivada das relações sociais; como fim, a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade; e, finalmente, como causa criadora e recriadora, o poder que emana do povo; não podendo ser compreendida e interpretada, se não tiver em mente essa estrutura, considerada como conexão de sentido, como é tudo aquilo que integra um conjunto de valores. 2)Classificação das Constituições: quanto ao conteúdo: materiais e formas; quanto à forma: escritas e não escritas; quanto ao modo de elaboração: dogmáticas e históricas; quanto à origem: populares (democráticas) ou outorgadas; quanto à estabilidade: rígidas, flexíveis e semi-rígidas. A constituição material em sentido amplo, identifica-se com a organização total do Estado, com regime político; em sentido estrito, designa as normas escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que regulam a estrutura do Estado, o organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. A constituição formal é o peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. A constituição escrita é considerada, quando codificada e sistematizada num texto único, elaborado por um órgão constituinte, encerrando todas as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado, a
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organização dos poderes constituídos, seu modo de exercício e limites de atuação e os direitos fundamentais. Não escrita, é a que cujas normas não constam de um documento único e solene, baseando-se nos costumes, na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. Ex. constituição inglesa. Constituição dogmática é a elaborada por um órgão constituinte, e sistematiza os dogmas ou idéias fundamentais da teoria política e do Direito dominantes no momento. Histórica ou costumeira: é a resultante de lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sóciopolíticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. São populares as que se originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborar e estabelecer a mesma. (Cfs de 1891, 1934, 1946 e 1988). Outorgadas são as elaboradas e estabelecidas sem a participação do povo, aquelas que o governante por si ou por interposta pessoa ou instituição, outorga, impõe, concede ao povo. (Cfs 1824, 1937, 1967 e 1969). Rígida é a somente alterável mediante processos, solenidades e exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou complementares. Flexível é a que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis ordinárias. Semi-rígida é a que contém uma parte rígida e uma flexível. 3) Objeto: estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo de quisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins sócioeconômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais. 4) Conteúdo: é variável no espaço e no tempo, integrando a multiplicidade no 3

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“uno”das instituições econômicas, jurídicas, políticas e sociais na unidade múltipla da lei fundamental do Estado. 5) Elementos: por sua generalidade, revela em sua estrutura normativa as seguintes categorias: a) elementos orgânicos: que se contêm nas normas que regulam a estrutura do Estado e do poder; b) limitativos: que se manifestam nas normas que consubstanciam o elenco dos direitos e garantias fundamentais; limitam a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de Direito (individuais e suas garantias, de nacionalidade, políticos); c) sócio-ideológicos: consubstanciados nas normas sócioideológicas, que revelam a caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado individualista e o social intervencionista; d) de estabilização constitucional: consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução dos conflitos constitucionais, a defesa da constituição, do Estado e das instituições democráticas; e) formais de aplicabilidade: são os que se acham consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das constituições, assim, o preâmbulo, o dispositivo que contém as cláusulas de promulgação e as disposições transitórias, assim, as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. DA CONSTITUIÇÃO 6) Rigidez e supremacia constitucional: A rigidez decorre da maior dificuldade para sua modificação do que as demais; dela emana o princípio da supremacia da constituição, colocando-a no vértice do sistema jurídico. 7) Supremacia da Constituição Federal: por ser rígida, toda autoridade só nela encontra fundamento e só ela confere poderes e competências governamentais; exerce, suas atribuições nos termos dela; sendo que todas as normas que integram a ordenação jurídica nacional só serão válidas se se conformarem com as normas constitucionais federais.
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DA FEDERATIVA DO BRASIL

REPÚBLICA

8) O País e o Estado brasileiros: País se refere aos aspectos físicos, ao habitat, ao torrão nacional; manifesta a unidade geográfica, histórica, econômica e cultural das terras ocupadas pelos brasileiros. Estado é uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentação global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território; constitui-se de um poder soberano de um povo situado num território com certas finalidades; a constituição organiza esses elementos. 9) Território e forma de Estado: território é o limite espacial dentro do qual o Estado exerce de modo efetivo o poder de império sobre pessoas e bens. Forma de Estado é o modo de exercício do poder político em função do território. 10) Estado Federal - forma do Estado brasileiro: o federalismo, refere-se a uma forma de Estado (federação ou Estado Federal) caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional, autonomia federativa; a federação consiste na união de coletividades regionais autônomas (estados federados, estados-membros ou estado). Estado federal é o todo, dotado de personalidade jurídica de Direito Público Internacional. A União é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes, constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno, autônoma em relação aos Estados e a que cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. A autonomia federativa assenta-se em dois elementos: a) na existência de órgãos governamentais próprios; b) na posse de competências exclusivas. O Estado federal apresenta-se como um Estado que, embora parecendo único nas relações internacionais, é constituído por Estados-membros dotados de autonomia, notadamente quanto ao exercício de capacidade normativa sobre matérias reservadas à sua competência. 11) Forma de Governo a República: Forma de governo é conceito que se refere à maneira como se dá a instituição 4

SUPREMACIA

DA

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do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. República é uma forma de governo que designa uma coletividade política com características da res pública, ou seja, coisa do povo e para o povo, que se opõe a toda forma de tirania. O princípio republicano (art. 1º) não instaura a República, recebe-a da evolução constitucional. Sistema de Governo é o modo como se relacionam os poderes, especialmente o Legislativo e o Executivo, que dá origem aos sistemas parlamentarista, presidencialista e diretorial. 12) Fundamentos do Estado brasileiro: segundo o art. 1º, o Estado brasileiro tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 13) Objetivos fundamentais do Estado brasileiro: a Constituição consigna como objetivos fundamentais (art. 3º): construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização; reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e de outras formas de discriminação. PODER E DIVISÃO DE PODERES A divisão de poderes é um princípio fundamental da Constituição, consta no ser art. 2º :são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário; exprimem , a um tempo, as funções legislativa, executiva e jurisdicional e indicam os respectivos órgãos, estabelecidos na organização dos poderes. 14) Poder político: pode ser definido como uma energia capaz de coordenar e impor decisões visando à realização de determinados fins; é superior a todos os outros poderes sociais, os quais reconhece, rege e domina, visando a ordenar as relações entre esses grupos de indivíduos entre si e reciprocamente, de maneira a manter um mínimo de ordem e estimular o máximo de progresso à vista do bem comum; possui 3
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características fundamentais; indivisibilidade e indelegabilidade.

unidade,

15) Governo e distinção de funções do poder: Governo é o conjunto de órgãos mediante os quais a vontade do Estado é formulada, expressada e realizada, ou , o conjunto de órgãos supremos a quem incumbe o exercício das funções do poder político; a distinção das funções que são a legislativa, a executiva e a jurisdicional, fundamentalmente é: - a legislativa consiste na edição de regras gerais(leis), abstratas, impessoais e inovadoras da ordem pública; a executiva resolve os problemas concretos e individualizados, de acordo com as leis; a jurisdicional tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de dirimir conflitos de interesse. 16) Divisão dos poderes: consiste em confiar cada uma das funções governamentais a órgãos diferentes, que tomam os nomes das respectivas funções; fundamenta-se em dois elementos: a especialização funcional e a independência orgânica. 17) Independência e harmonia entre os poderes: a independência dos poderes significa que a investidura e a permanência das pessoas num dos órgãos não dependem da confiança nem da vontade dos outros, que, no exercício das atribuições que lhe sejam próprias, não precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização, que, na organização dos respectivos serviços, cada um é livre, observadas apenas as disposições constitucionais e legais. A harmonia entre os poderes verifica-se pelas normas de cortesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que mutuamente todos têm direito; a divisão de funções entre os órgãos do poder nem sua independência são absolutas; há interferências, que visam ao estabelecimento de um sistema de freios e contrapesos, à busca do equilibrio necessário à realização do bem da coletividade. 18) Exceções ao princípio: a Constituição estabelece incompatibilidades relativamente ao exercício de funções e poderes (art. 54), e porque os limites e 5

6 .DIREITO ADMINISTRATIVO www. do sistema de direitos fundamentais.br consiste na criação de um conceito novo. caracteriza-se no propósito de compatibilizar. sua tarefa fundamental consiste em superar as desigualdades sociais e regionais e instaurar um regime democrático que realize a justiça social. 2 elementos: o capitalismo. que surgiu como expressão jurídica da democracia liberal. a CF de 88 apenas abre as perspectivas de realização social profunda pela prática dos direitos sociais que ela inscreve e pelo exercício dos instrumentos que oferece à cidadania e que possibilita concretizar as exigências de um Estado de justiça social. da divisão de poderes. servindo de base ao neocapitalismo. Exemplos de exceção ao princípio: arts. fundado na dignidade da pessoa humana. a divisão de poderes e o enunciado e garantia dos direitos individuais. 24) Princípios a tarefa do Estado Democrático de Direito: são os seguintes: princípio da constitucionalidade. que impõe a participação efetiva e operante do povo na coisa pública. 22) Caracterização do Estado Democrático de Direito: não significa apenas unir formalmente os conceitos de Estado de Democrático e Estado de Direito. sujeita-se ao império da lei. é conceito mais abrangente do que o de Estado de Direito. na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. 21) Estado Democrático: se funda no princípio da soberania popular. alexandre@alexandrelopes. é da essência do seu conceito subordinar-se à Constituição e fundar-se na legalidade democrática. é um tipo de Estado que tende a realizar a síntese do processo contraditório do mundo contemporâneo. em um mesmo sistema. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS exceções ao princípio decorrem de normas. 62 (medidas provisórias com força de lei) e 68 ( delegação de atribuições legislativas). 23) A lei no Estado Democrático de Direito: o princípio da legalidade é também um princípio basilar desse Estado. na simples formação das instituições representativas. mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. como realização de valores de convivência humana.alexandrelopes. participação que não se exaure. 20) Estado Social de Direito: transformação do Estado de Direito. da igualdade. da justiça social. e a consecução do bemestar social geral. 56. onde o qualitativo social refere-se à correção do individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais e realização de objetivos de justiça social. superando o Estado capitalista para configurar um Estado promotor de justiça social que o personalismo e monismo político das democracias populares sob o influxo do socialismo real não foram capazes de construir. assim. DO DIREITO ESTADO DEMOCRÁTICO DE A democracia.pro. democrático. O Estado Democrático de Direito reúne os princípios do Estado Democrático e do Estado de Direito. revela um conceito novo que os supera. levando em conta os conceitos dos elementos componentes. visa. que constituem em estágio da evolução do Estado Democrático.pro. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade. da legalidade e da segurança jurídica. mas não o seu completo desenvolvimento. não como simples reunião formal dos respectivos elemento. a realizar o princípio democrático como garantia real dos direitos fundamentais da pessoa humana. 19) Estado de Direito: suas características básicas foram a submissão do império a lei. como forma de produção.

Esse atual modelo de Estado. da indisponibilidade do interesse público. 37 e segs. da imperatividade da atuação administrativa. está cada vez mais amplo e é o papel do administrativista conseguir visualizá-lo no seu grande mister de efetivo atendimento das necessidades sociais.pro. a máquina foi se tornando autista. Essa matéria tem matiz constitucional. A Administração Pública foi erigida calcada em instrumentos. o que era atividade-meio foi crescendo em detrimento da atividade-fim.br Cominando em burocratizarão. Agora. partia de algumas premissas que estão se sujeitando a releitura crítica. Para tanto. existe uma crise nos paradigmas do direito administrativo e da Administração Pública num modo geral. a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins. na doutrina. alexandre@alexandrelopes. 37 e seguintes da Constituição da República tratam da Administração Pública. tenta induzir comportamentos. sob a ótica da atual administração gerencial. onde o foco está no cidadão-cliente. o cidadão.1 CONCEITO ADMINISTRATIVO: DE DIREITO Segundo Hely Lopes Meirelles.2 – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: PREÂMBULO Não só o art. porém. e de certa forma. com o passar dos tempos. de natureza pública”. que é muito conhecido na doutrina como DELEGAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. formalidades e mecanismos que visariam a proteger o interesse público. autores que apóiam essa mudança (passagem do Estado Social para o Estado subsidiário – Diogo de Figueiredo). que permanece em constante evolução. como outros que consideram isso uma barbárie (Celso Antônio Bandeira de Melo).. 1. se isso é apenas demagogia.alexandrelopes. bem como o art. sendo este o ponto de partida para o estudo deste 2º setor. Hoje. a tendência no direito administrativo moderno é a flexibilização de certos dogmas: legalidade. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”. os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta. Ocorre que. Estudaremos o Estado. A CF/88 foi elaborada num momento em que se acreditava no Estado do Bem Estar Social. Caminha-se para um direito administrativo consensual: o Estado ao invés de obrigar. 1º SETOR: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (Direta e Indireta) A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA BRASILEIRA É ENCONTRADA NO 1º SETOR E É DIVIDIDA EM DOIS GRUPOS: O FORMADO PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO E O FORMADO PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO.DIREITO ADMINISTRATIVO www. vou deixar em aberto com vocês. trata da organização da Administração Pública e da relação desta com os administrados. ou seja é a “parceria” (palavra que está na moda) entre 7 . na medida em que toda a sua atividade é jungida pelo respeito aos direitos fundamentais.pro. 175. prestador de serviços públicos. é expirada pelos princípios que constituem a ordem jurídica. agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS 1 . É a “dobradinha”. o Estado cresceu e hoje é dividido em três diferentes setores. Direito Administrativo é o “conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos. 2º SETOR: PARTICULAR COM FINS LUCRATIVOS (Concessionárias e Permissionárias de Serviços Públicos) Esse setor é chamado de INICIATIVA PRIVADA COM FINS LUCRATIVOS. 5º. tenta agir em parceria com a iniciativa privada.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. Nesse momento. porque o direito administrativo constitucional desenhado pelo constituinte de CF/88. serão estudados os arts. O Direito Administrativo.. Há. no art. eficiência . Maria Sylvia Zanella Di Pietro define o Direito Administrativo como “ramo do direito público que tem por objeto os órgãos. princípios como poder de polícia. em última análise.

o Serviço Social Autônomo.790/99 e as Organizações Sociais estão previstas na Lei nº 9. o Poder Público não tem um tostão furado para atender ao interesse coletivo. A princípio. destinado à realização de tais atividades. supostamente. isto é. “Administração Pública como objeto precípuo do direito administrativo encontra-se inserida no Poder Executivo. como. assim como a tarefa de legislar é do Poder Legislativo e a de jurisdicionar é do Poder Judiciário. Daí. a tarefa de Administração é atribuída ao Poder Executivo. Poder Público apenas irá controlar. fiscalizar essa atividade. como queiram) por causa das siglas SESC. As organizações da sociedade civil de interesse público estão previstas na Lei nº 9. pensase. Em segundo lugar. calçamento de ruas. Assim. aparece a Sociedade Civil sem fins Lucrativos. bens e utilidades para a população. por utilidade ou conveniência de sua realização. SENAI e SEBRAE.pro. Afinal de contas se trata de uma organização nãogovernamental que nada tem a ver com a nossa matéria. o Poder Público “empurra a bola” da execução do serviço para a iniciativa privada. por exemplo. 3º SETOR: PARTICULAR SEM FINS LUCRATIVOS (Sistema “S”. SENAI. a iniciativa privada não cobra do Poder Público pela execução do serviço e sim do usuário. bens e utilidades para a população. Entretanto. Administração Pública significa um conjunto de atividades do Estado que auxiliam as instituições políticas de cúpula no exercício de funções de governo.” Os órgãos e entes administrativos praticam atividades administrativas.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS Poder Público e iniciativa privada. coleta de lixo. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONCEITO Segundo Odete Medauar. a organização nãogovernamental propriamente dita não tem nada a ver com o Direito Administrativo. temos as Organizações Não-Governamentais. em ministérios. que podem dar origem a duas entidades que interessam muito ao Poder Público. qual é o raciocínio? Fazer “uma parceria” com a iniciativa privada que.DIREITO ADMINISTRATIVO www. a organização nãogovernamental pode dar origem a duas entidades que interessam ao Direito Administrativo. 8 . Administração Pública representa o conjunto de órgãos e entes estatais que produzem serviços. etc. por exemplo: ensino público.. Tem a ver com o próprio Direito Civil. tem dinheiro. departamentos. Organizações Sociais e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) No 3º setor do Estado Gerencial Brasileiro. como parceiras do 1.pro. Daí. No aspecto funcional.) Sob o ângulo organizacional. coordenadorias. Nesse enfoque predomina a visão de uma estrutura ou aparelhamento articulado. coadjuvando as instituições políticas de cúpula no exercício das funções de governo. Quem paga ao concessionário e ao permissionário de serviço público é o usuário.alexandrelopes. Pode ser considerada sob o ângulo funcional e sob o ângulo organizacional. SESI. este é o sistema “S”. Elas são alexandre@alexandrelopes. em primeiro lugar. que é o serviço social autônomo.637/98. Na concepção clássica da separação de poderes. Portanto. Então. secretarias. conhecido como sistema “S” (‘S’ de serviço ou ‘S’ de social. que organizam a realização das finalidades públicas postas por tais instituições e que produzem serviços. Considera-se atividade administrativa a gestão dos interesses da sociedade. seja por necessidade. A rigor. bem como ao Estado Gerencial: as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e as Organizações Sociais. surgem dois integrantes: Temos. No entanto. (..br normalmente tratadas Poder Público.

interesses que são do Estado ou de entidades por ele constituídas ou reconhecidas. A constante. legisla ( art.pro. normalmente vinculada à lei ou à norma técnica. Não são conceitos sinônimos. de autonomia política na condução dos negócios públicos.alexandrelopes. em acepção operacional. mas com responsabilidade técnica e legal para execução. segundo a competência do órgão e seus agentes. dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. Pessoas Jurídicas Públicas Administrativas – São as autarquias e as fundações (conceito que será visto em momento oportuno). a administração é. a jurisdição. atos de execução. O Poder Legislativo tem como função legislar. Administração Pública – em sentido formal (ou subjetivo). do governo é a sua expressão política de comando. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 3. é o complexo de funções estatais básicas. Elas se dividem em políticas e administrativas. Estados.” 3. . Na organização administrativa brasileira há uma divisão decorrente da forma federativa adotada pelo Estado. ora se apresenta nas funções originárias desses Poderes e órgãos como manifestação da soberania. são denominadas por Hely Lopes Meirelles de entidades paraestatais.Governo comanda com responsabilidade constitucional e política.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS atualmente. O Poder Judiciário tem como função precípua. pois. mas também administra e exerce a função jurisdicional (art. as duas expressões diferenciam-se: “Governo – em sentido forma. Administração é atividade neutra. pratica. . Administração é conduta hierarquizada. É denominada de divisão 9 . com maior ou menor autonomia funcional. tão-somente. A administração não pratica atos de governo. em sentido material. Na verdade. 4. Diferenciam-se: . porém. Municípios e o Distrito Federal. O governo alexandre@alexandrelopes. é a conduções política dos negócios públicos. em sentido operacional.pro. Pessoas Jurídicas Públicas Políticas – União. pelo menos. em sentido material (ou objetivo). mas sem responsabilidade profissional pela execução. Numa visão global. Estas.Governo é conduta independente. mas em certos casos legisla (art. é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral.br atua mediante atos de soberania ou. de fixação de objetivos do Estado e da manutenção da ordem jurídica vigente. que trata da iniciativa de lei) e administra. mas.DIREITO ADMINISTRATIVO www. por vezes. é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do governo. ou seja. . 2. 93.. visando à satisfação das necessidades coletivas.Governo é objeto de estudo do Direito Constitucional. todo o aparelhamento do Estado preordenado à realização de seus serviços. legal e técnico. de iniciativa.Governo é atividade política e discricionária. o governo ora se identifica com os Poderes e órgãos supremos do Estado. ADMINISTRAÇÃO E GOVERNO - - 2. por exemplo) e JAMAIS exerce função jurisdicional. Pessoas Jurídicas Privadas Colaboradoras com o Estado – São as Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista. Administração é objeto de estudo do Direito Administrativo. é o desempenho perene e sistemático. 1. inexiste uma separação absoluta de funções: O Poder Executivo tem como função administrar. é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. 86 da CF). PERSONALIDADE JURÍDICA PÚBLICA As pessoas jurídicas públicas têm por finalidade a satisfação dos interesses públicos. São chamados atos administrativos. Administração executa sem responsabilidade constitucional ou política. Na concepção de Helly Lopes Meirelles. 62 da CF.

meio ambiente. E. que não significa hierarquia entre os níveis. secretarias. S. mediante controle administrativo exercido nos limites da lei. Agentes são as pessoas incumbidas de funções estatais. Quando o Estado (Poder Público) cria uma fundação. Administração Estadual. A partir da Constituição de 1988. Na fundação (privada). nos limites da lei.. cultura. onde diversos membros se juntam para atingir certos fins que a eles mesmos beneficiam. assistência. II – Administração Indireta: Autarquias. Via de regra. parece que todas as fundações públicas. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. o instituidor não exerce mais nenhum poder sobre ela. indo beneficiar terceiros estranhos a ela. via de regra. também adotam essas entidades. com capacidade de autoadministração e mediante controle da Administração Pública. DF e M Órgãos: Ministérios. ou governamentais. mas os Estados e Municípios.E. em cada uma dessas administrações.alexandrelopes. através de agentes públicos. a quem compete velar pela fundação. Fundações Públicas.). Empresa Pública. são pessoas jurídicas de direito público. 84. pública ou privada. FUNDAÇÃO PÚBLICA: Patrimônio dotado de personalidade jurídica. quando não exige a criação de cargos e não aumenta a despesa pública (art. Administração do Distrito Federal e a Administração Municipal. • Sociedades são pessoas jurídicas de forma associativa. Direta: Entidades: U. Na fundação (privada) ocorre fenômeno diferente. Excepcionalmente. a maneira de administrá-la. Nesse caso não há sócios a se beneficiarem. Indireta: Entidades: Autarquia. por decreto e normas inferiores. a Administração Pública se compõe. especificando o fim a que se destina e declarando. é complexo de competências. criada por lei. reparte-se a Administração Pública em Administração Direta e Administração Indireta.br . é destinado à realização de certos fins que ultrapassam o âmbito da própria entidade. Essa divisão ingressou no ordenamento jurídico através do Decreto-lei 200/67. VI. Órgão é elemento despersonalizado incumbido da realização de atividades da entidade a que pertence.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS vertical.pro. inspetorias. Segundo esse critério. O Decreto-Lei 200/67 se refere obrigatoriamente à União..DIREITO ADMINISTRATIVO www.pro. quanto o grau de complexidade a admitir. se quiser. Em síntese. ao qual é atribuída personalidade jurídica. existe a 10 alexandre@alexandrelopes. lucrarem com a fundação. ela será chamada de Fundação Pública. No critério horizontal. se faz através de uma estruturação legal das entidades e órgãos que irão desempenhar funções. o instituidor faz a dotação de determinada universalidade de bens livres. Então: • Adm. pois um patrimônio. Seu estatuto é feito pela pessoa por ele designada ou pelo Ministério Público. entretanto. existe a Administração Federal. com capacidade de auto-administração. A partir do momento em que a fundação (privada) adquire personalidade jurídica.M ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: • AUTARQUIA: Pessoa jurídica de direito público. • Adm. educação. eles são sócios da pessoa jurídica. para o desempenho de serviço público descentralizado. A organização da Administração Pública. “b”. da CF). da seguinte forma: I – Administração Direta. destinado por lei ao desempenho de atividades do Estado na ordem social (saúde. ela ganha vida própria. Entidade é a pessoa jurídica.. procuradorias. essa organização é feita por lei. de acordo com o Decreto-Lei nº 200/67. que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. Fundação Pública..

inclusive sendo chamadas de autarquias fundacionais. Em regra deve-se responder positivamente. Em cada caso. Quando é criada fundação pública com personalidade jurídica de direito privado. isso quer dizer que em seu capital só pode haver a participação de entidades da administração direta ou indireta. desde que a maioria do capital votante (mais de 50% das ações com direito a voto) seja público. Quando o Poder Público cria fundação de direito público. Com isso. com capital majoritariamente público. para as empresas públicas federais. estruturada sob qualquer das formas admitidas em direito. por isso. dos Estados e Municípios. esta se regerá pelas normas públicas. com capital inteiramente público. deve-se examinar a lei instituidora e os estatutos da fundação. que a maioria do capital votante permaneça de propriedade da União.pro. se aproximando das autarquias. para saber se a natureza jurídica da fundação pública é pública ou privada. O decreto-lei 900/69 exige ainda. Quanto ao capital. admite-se a possibilidade de participação de pessoas jurídicas de direito privado (empresas públicas e sociedades de economia mista) em uma empresa pública. seu destino pode ser mudado. estruturada sob a forma de Sociedade Anônima. • SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: Pessoa jurídica de direito privado. pela alteração ou até a revogação da lei que a criou. perguntando se o capital da empresa pública é inteiramente público.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA & PRINCÍPIOS possibilidade de o poder público atribuir à fundação pública por ele instituída personalidade de direito público ou de direito privado. é preciso cuidado em questões de concurso: São comuns questões alexandre@alexandrelopes. • EMPRESA PÚBLICA: Pessoa jurídica de direito privado.br 11 . da União. O interesse público é que determina a criação da fundação pública.alexandrelopes. O capital da sociedade de economia mista pode ser constituído por capital público e privado.pro.DIREITO ADMINISTRATIVO www. ela se submeterá ao direito comum em tudo aquilo que não for derrogado pelo direito público. entretanto.

112/90. Público ou Assistencial. as quais só poderão ser providas por servidores estatutários. das autarquias e das fundações públicas”. Distrito Federal e Municípios) tinha seu próprio regime jurídico. os Estados. de 14/03/79. a lei específica apenas autoriza a criação. CORREIOS. entre outras coisas.3. os direitos e deveres de seus servidores. entretanto. muitas vezes colocada em questões de concurso. sociedade de economia mista. possibilitando a cada um deles contratar empregados. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da Administração Pública Direta. pessoal regido pela CLT. No âmbito federal. IRB PODE Direito Privado Empregado Público CLT “>50%” público S. a lei define as carreiras exclusivas de Estado. IBAMA. advocacia. é a possibilidade de aquisição de estabilidade no serviço público. Uma das principais características do servidor estatutário. Na prática essa alteração acabou com a obrigatoriedade do regime jurídico único para cada ente. o estatuto é a lei 8. Para aqueles servidores estatutários. Essa afirmativa. IPEA. MISTA Atípica Estado Serv. autarquia ou fundação pública. PETROBRAS. BACEN NÃO Direito Público Servidor Público Estatutário OU Empregado Público Regime Jurídico Estatutário CLT Capital Tipo de sociedade Obs: As questões de pessoal e regime jurídico serão melhor tratadas no capítulo relativo a Servidores Públicos. o estatuto é o decreto-lei nº 220. segurança. A partir da emenda constitucional 19. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. regulando. que se processa por atos constitutivos do Poder Executivo (Decreto de criação). No âmbito do Município do Rio de janeiro. também chamado de estatuto. dispunha que “A União. de 18/07/75. de 04/06/1998. Quanto às demais entidades. IBGE.. único para todo aquele ente federativo. FUNAI INFRAERO NÃO PODE Direito Público Direito Privado ou Privado Servidor Público Estatutário OU Empregado Público Empregado Público Estatutário CLT CLT 100% público Qualquer tipo SOC. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. o artigo 39.1. tais como aquelas ligadas ao Ministério Público.A Exemplo Fim lucrativo Personalidade jurídica Pessoal INSS. o referido inciso só exige lei específica para a criação da autarquia. o artigo 37 XIX da Constituição exigia lei específica para a criação de empresa pública. fiscalização. regidos pelo que determina aquele estatuto e não pela CLT e demais leis trabalhistas. atividade econômica Educacional . no âmbito de sua competência.1 – QUADRO ESQUEMÁTICO: AUTARQUIA Atividade Típica Estado FUNDAÇÃO EMPRESA PÚB. nenhuma modificação houve e. caput. pode-se adiantar que. Isso significa que cada um desses entes (União.. o estatuto é a lei municipal nº 94. que não está presente no empregado público. diz-se que esses servidores são estatutários.. Estados. além disso. PÚBLICA Interesse Atípica Estado público Serv. CARACTERÍSTICAS COMUNS ÀS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 1)CRIAÇÃO E EXTINÇÃO POR LEI. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes”. Por isso. Público ou atividade econômica BB. os Estados. até a emenda constitucional 19. Agora. deve ser interpretada com cuidado: Até a emenda constitucional 19. CEF. afora a “lei complementar” que irá definir a área de .. ECON. No âmbito do Estado do Rio de Janeiro. o artigo 39 caput da Constituição Federal passou a ter o seguinte dispositivo: “A União.

criou-se a possibilidade de se estabelecer normas diferenciadas para essas entidades. 1.só SEM). “Art. porém. 150 § 3º da Constituição Federal. não havendo SUBORDINAÇÃO à administração direta. de sociedade de economia mista e de fundação. uma vez que os mesmos não podem ser paralisados. renda e serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. compras e alienações. as empresas públicas e sociedades de economia mista que prestem serviço público. tal lei ainda não foi promulgada. ao contrário da descentralização. 5) CONTROLE FINALÍSTICO OU TUTELA PELA ADMINISTRAÇÃO DIRETA: A desconcentração entre órgãos da administração direta pressupõe que existe um controle hierárquico entre eles.2)BENS SÃO IMPENHORÁVEIS: Embora os bens de empresas públicas e sociedades de economia mista sejam suscetíveis à penhora. Dessa forma. só será necessária a lei específica para autorizar-lhe a instituição. são processadas e julgadas por juízes federais. entretanto. nos limites definidos em lei. lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública e da sociedade de economia mista que explore atividade econômica.3)NÃO ESTÃO SUJEITOS À FALÊNCIA. 1. definir as áreas de sua atuação”. em função do princípio da continuidade do serviço público. conforme Art. 1. DIFERENÇAS ENTRE AS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 1)PRIVILÉGIOS DAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS NÃO ESTENDIDOS ÀS EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA (STF vem entendendo que esses privilégios. c) Criação e extinção por lei. cabendo à lei complementar. dispondo sobre licitação e contratação de obras. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à justiça eleitoral e justiça trabalhista. para garantir a observância da legalidade e o cumprimento das suas finalidades institucionais. 1. patrimônio próprio e orçamento próprio. o STF tem entendido que aqueles bens que estejam diretamente vinculados à prestação de serviço público não podem ser penhorados. Por definição. 37 XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. Pelo mesmo motivo. se estendem às EP e SEM prestadoras de serviços públicos): 1. exceto as de falência. todas as entidades da administração indireta têm autonomia. Existe apenas a VINCULAÇÃO. por isso chamadas de “autarquias fundacionais”.5)IMUNIDADE TRIBUTÁRIA: Para impostos sobre patrimônio. 100 da Constituição. ao invés de desempenhar atividade econômica. também não estarão sujeitas à falência. 2) EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO DE PESSOAL.1) São traços comuns às empresas públicas e sociedades de economia mista: a) Possibilidade de exercer atividade econômica monopolizada. . 3) PROIBIÇÃO DE ACUMULAÇÃO DE CARGOS.1)PROCESSO ESPECIAL DE EXECUÇÃO: Os pagamentos devidos em virtude de sentença judiciária serão feitos por precatórios. De acordo com o artigo 173 § 1º III da Constituição. nos moldes do Art. O STF também tem entendido que esse privilégio constitucional se estende às empresas públicas que prestem serviços públicos. que é um controle. b) Personalidade jurídica de direito privado (como sociedades anônimas S/A . Caso a fundação seja de direito privado. 4) EXIGÊNCIA DE LICITAÇÃO PÚBLICA (Regra). nos moldes das empresas públicas e sociedades de economia mista.4)JUÍZO PRIVATIVO: As causas relativas às autarquias. fundações e empresas públicas federais. Entende parte da doutrina que se a fundação a ser criada for de direito público. 1. em regra. OBS: esse privilégio só não se estende às sociedades de economia mista. capacidade de auto-administração. como autora ou ré. neste último caso. serviços. EMPREGOS E FUNÇÕES.atuação tão-somente no caso das Fundações Públicas. a regra é a mesma para criação de autarquia. necessitando portanto de criação por lei específica.

dá-se um plus à personalidade jurídica das entidades privadas. previsto em lei. ANP – Agência Nacional de Petróleo . dispensa licitação como acontece em todos os outros casos de transferência de serviço público (facilita o desvio do dinheiro público). o controle e a fiscalização de serviços públicos transferidos ao setor privado.1. Paulo Modesto aponta as principais diferenças entre esses dois títulos jurídicos. conferido pelo poder público. recebem servidores públicos. Ex. interessa ao Estado ajudar). que asseguram vantagens e sujeições incomuns para as tradicionais pessoas jurídicas qualificadas pelo título de utilidade pública. Conforme bem explicita Paulo Modesto.” . bens públicos através de uma permissão de uso. porém. 37. OUTRAS ENTIDADES QUE INTEGRAM O ESTADO PRESTADOR DE SERVIÇOS PÚBLICOS . orçamentária e financeira. Não haverá esse duplo grau de jurisdição quando o valor for pequeno (até 60 salários mínimos) ou se a sentença for baseada em jurisprudência do STF ou de outro tribunal superior.ORGANIZAÇÕES SOCIAIS – não integram a Administração Pública.: SESI. Para ele. As duas principais agências são: ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – Lei 9427/96 e ANATEL – Agência Nacional das Telecomunicações. Podem receber incentivos com dotações orçamentárias e titularizam contribuições parafiscais. conferido pelo Poder Público em vista do atendimento de requisitos gerais de constituição e funcionamento previstos expressamente em lei. quando vencidas. são responsáveis pela regulamentação. ensino. apenas. que passam a gozar de benefícios especiais não extensíveis às demais pessoas jurídicas privadas (benefícios tributários e vantagens administrativas diversas). § 8º (é um contrato diferente já que o contrato de gestão se celebra entre a Administração direta e a indireta). SESC (a finalidade é fomentar o desenvolvimento de certas categorias privadas e. • As sentenças proferidas contra elas estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição obrigatório.são Autarquias e Fundações que por iniciativa da Administração Direta celebram contrato de gestão visando a melhoria dos serviços que prestam em troca de uma maior autonomia gerencial. sem finalidade lucrativa. as Organizações Sociais são instituições do terceiro setor (pessoas privadas de fins públicos. O instrumento para o repasse é contrato de gestão – art. integrantes da iniciativa privada que foram criadas para desenvolver atividades de auxílio a determinadas categorias profissionais que não tenham finalidade lucrativa. A Lei 9637/98 autorizou que fossem repassados serviços de: pesquisa científica. . a título de exemplo. concedidos às entidades do terceiro setor: "O título de organização social. tais como: • Prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer das decisões nos processos em que for parte. significando dizer que essas decisões só produzirão efeitos após serem confirmadas pelo tribunal. Traçando um paralelo entre as tradicionais pessoas jurídicas qualificadas pelo título de utilidade pública e as atuais organizações sociais. Podem receber: dotações orçamentárias. São pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos criadas por particulares para a execução de serviços públicos não exclusivos do Estado. Criadas pela Lei 9649/98.AGÊNCIAS EXECUTIVAS . possuir um título jurídico especial. . integram a iniciativa privada mas atuam ao lado do Estado. faz incidir sobre as instituições reconhecidas um plexo de disposições jurídicas especiais.SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS – é um rótulo atribuído a todas as pessoas jurídicas de direito privado.6)PRIVILÉGIOS PROCESSUAIS: Os mesmos privilégios outorgados à Administração Direta. • Pagamento das custas judiciais somente ao final. por isso. cooperando com ele estabelecendo parcerias com o poder público. ser organização social significa. constituídas voluntariamente por particulares. cultura e saúde. SENAC.AGÊNCIAS REGULADORAS – são autarquias de regime especial. citamos o INMETRO. meio ambiente. Em qualquer dos dois títulos referidos. auxiliares do Estado na persecução de atividades de conteúdo social relevante).

100/99. educação. na medida em que estas entidades se credenciam a receber recursos ou bens públicos para o desempenho de suas atividades e desenvolvimento de suas metas e programas. são entidades do terceiro setor. Assim como as Organizações Sociais – OS. pesquisa e divulgação do conhecimento científico e tecnológico. o examinador adora perguntas do tipo: Qual a diferença entre organização da sociedade civil de interesse público e organização social?  A OS entra no Programa de Publicização e a OSCIP não. sem fins lucrativos. .790/1999. Essa relação de cooperação entre o Poder Público e as OSCIPs é formalizada através de termo de parceria. que não prevê a participação direta do Poder Público.  A OSCIP tem que ir ao Ministério da Justiça para depois procurar um órgão parceiro e a OS vai direto ao órgão parceiro. Apesar de ocupar um papel muito similar ao das organizações sociais. a promoção da cultura. possuem um diferencial básico e fundamental na estrutura de sua formatação jurídico-administrativa. Normalmente.ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO – As Organizações da sociedade civil de interesse público – OSCIPs foram instituídas pela Lei 9. segurança alimentar e nutricional.  A OSCIP realiza termo de parceria e a OS realiza contrato de gestão. cujos objetivos sociais abrangem a assistência social. a proteção ao patrimônio histórico e ao meio ambiente. cuja disciplina jurídica está estatuída no Capítulo II da Lei 9.790/99 e regulamentadas pelo Decreto 3. constituídas como pessoas jurídicas de direito privado. A participação do Poder Público na atuação das OSCIPs dá-se através da função de fomento. a promoção da saúde. entre outros. em especial pela composição associativa..

e) fundações públicas e universidades fundacionais públicas.br 12) A Administração Pública. c) o foro da Justiça Federal. ( ) 7) O Departamento de Polícia Federal criou Superintendência Regional da Polícia Federal praticando a desconcentração administrativa.EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO: FISCAL DO INSS 97/ CESPE UNB: Marque Certo ou Errado: 1) Embora seja pessoa jurídica de direito privado.ESAF 11) Não há previsão legal para a celebração de contrato de gestão entre a pessoa jurídica de direito público política e a seguinte espécie: a) órgão público b) organização social c) agência executiva d) organização da sociedade civil de interesse público e) sociedade de economia mista AGU 98 . b) as universidades federais que são fundações públicas. ( ) AFRF 2003 . de modo descentralizado.). e) os partidos políticos.pro. ( ) 2) Ao contrário das entidades da administração pública indireta. possui. com personalidade jurídica própria b) pessoas administrativas. 16 . ( ) 3) O fato de as sociedades de economia mista qualificarem-se como pessoas jurídicas de direito privado torna desnecessário que as mesmas sejam criadas por lei específica. empresas públicas e concessionárias de serviço público. ( ) 9) As entidades da Administração Pública Indireta constituem um produto do mecanismo da desconcentração administrativa. 37) e na legislação pertinente (Decreto-Lei no 200/67. a) as concessionárias de serviço público em geral. além dos órgãos estatais e de diversos tipos de entidades abrange. como integrantes da Administração Federal Indireta. portanto. b) partidos políticos e organizações sindicais. com natureza de empresa pública. c) organizações sindicais. d) os chamados serviços sociais autônomos (Senai. e) o fato de constituírem um serviço público essencial personificado. com os seus serviços sociais autônomos. equiparam-se entre si pelo fato de que ambas são a) pessoas administrativas. AFC 2002 – ESAF 15) Integram a Administração Pública Federal Indireta e estão sujeitas ao controle do Tribunal de Contas da União. com alterações supervenientes). por lhes serem iguais. autarquia conceitua-se como um patrimônio público dotado de personalidade jurídica para a consecução de finalidade especificada em lei. sem personalidade jurídica própria c) pessoas jurídicas de direito público interno d) pessoas jurídicas de direito privado e) pessoas ou entidades políticas estatais AFC 2002 – ESAF 14) Como entidades da Administração Pública Federal Indireta. praticando a descentralização administrativa. AGU 98 . ( ) 10)Tanto na descentralização quanto na desconcentração ocorre hierarquia. os órgãos da administração pública direta têm personalidade jurídica de direito público. ( ) POLÍCIA FEDERAL 97 Marque Certo ou Errado: 6) A União criou o SERPRO. Senac etc. as autarquias e empresas públicas podem ter em comum.ESAF alexandre@alexandrelopes. ( ) 4) No direito administrativo brasileiro. natureza autárquica. d) cartórios judiciais e extrajudiciais. a) a sua natureza jurídica. as entidades caracterizadas como a) autarquias. ( ) 5) A autarquia é concebida como pessoa jurídica destinada ao desenvolvimento de atividade econômica pelo Estado. também. Serviço Federal de Processamento de Dados. a empresa pública federal caracterizase por ser composta apenas por capital público. b) a imunidade fiscal. ( ) 8) O Ministério Público Federal é órgão da União sem personalidade jurídica. d) o regime jurídico dos seus servidores. como tal prevista na Constituição Federal (art. c) as organizações sindicais.ESAF 13) As autarquias e as empresas públicas.

AGU 1999/ESAF: 20) A Administração Pública. c) Remuneração de pessoal. d) Delegação. d) Fundação. b) Órgão autônomo. A norma constitucional prevê uma lei para reger o assunto.AFC STN 2000/ESAF: 16) A espécie organizacional da Administração Pública Indireta que deve ter sua área de atuação definida em lei complementar é: a) Empresa pública. e) Responsabilidade dos dirigentes. não é correto afirmar: a) A autonomia gerencial de órgão despersonalizado pode ser ampliada mediante contrato de gestão. compras e serviços. e) Intervenção no domínio público.br 17 . b) Critérios de avaliação de desempenho. c) Mandato. e) Imputação. d) Formas de contratação de obras. AFC STN 2000/ESAF: 17) Em relação à organização administrativa. com personalidade jurídica de direito público. b) Serviço público. Gabarito: 01-C 08-E 15-E 02-E 09-E 16D 03-E 10-E 17-E 04-C 11D 18D 05-E 12B 19-C 06-C 13A 20-C 07-C 14-C 21-E alexandre@alexandrelopes. b) Usurpação. e) Sociedade de economia mista. AGU 1999/ESAF: 21) Pela teoria do órgão. entende-se que a vontade da pessoa jurídica manifesta-se por meio dos agentes que compõem os órgãos de sua estrutura. b) Órgão autônomo. exceto: a) Polícia administrativa. c) As organizações sociais gozam de personalidade jurídica de direito privado. d) Fomento a atividades privadas de interesse público. FISCAL DO TRABALHO 2003/ESAF: 18) A Constituição Federal estabeleceu a possibilidade de se firmar um contrato de gestão entre organismos da Administração Pública para concessão de autonomia gerencial. no exercício da função administrativa. d) A área de atuação da fundação deve ser objeto de lei complementar. a vinculação da vontade órgão e agente se dá mediante: a) Representação. d) Fundação pública. b) Somente lei específica pode criar autarquia. em sentido objetivo. engloba as seguintes atividades.pro. e capacidade exclusivamente administrativa. Por esta teoria. c) Elaboração legislativa com caráter inovador. orçamentária e financeira a órgãos e entidades. ASSISTENTE JUR. Não está prevista para esta lei dispor sobre o seguinte: a) Prazo de duração do contrato. e) A participação da sociedade de economia mista em empresa privada prescinde de autorização legislativa. c) Autarquia. ANALISTA MPU 2004/ESAF: 19) O serviço público personificado. é conceituado como sendo um(a): a) Empresa pública. c) Entidade autárquica. e) Sociedade de economia mista. ASSISTENTE JUR.

entretanto. programas.pro. 18 • • 2. São as regras de conduta interna da Administração. deve atentar para suas sujeições. que dispõe que “A publicidade dos atos. não se confundindo com os conceitos genéricos de Moral comum. mesmo estável. publicidade e eficiência e. entretanto. assegurada ampla defesa”. • EFICIÊNCIA: Princípio acrescido pela emenda constitucional 19. sempre tendo em vista atender ao interesse geral. uma vez que é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento. etc. É o mais moderno princípio da função administrativa. tais como circulares internas nos órgãos. 37 § 1º da Constituição. Em regra. De acordo com o artigo 37. caput. punir. também. suas prerrogativas. os bons costumes. “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. por um lado. nos limites da lei. informativo ou de orientação social. A Administração tem. Encontra-se intimamente ligado à alteração feita no artigo 41 § 1º da Constituição. Não se deve confundir publicidade com publicação. significa. moralidade. PUBLICIDADE: Os atos praticados pela Administração devem ser públicos. policiar. mas. ela está sujeita aos limites determinados em lei • alexandre@alexandrelopes. vários atos que não são de interesse geral podem adquirir publicidade apenas no âmbito necessário. a qual só exige afixação de aviso em quadro próprio do órgão. segundo Hely Lopes Meirelles. Percebe-se que todos os Poderes. requisitar. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.” MORALIDADE: O comportamento da Administração e de seus agentes. de todos os Entes Federados. • LEGALIDADE: O cidadão pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe.br . do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade.PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO: • SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O INTERESSE PRIVADO: A Administração pode. intervir.2 . A Administração não pode atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. o servidor. em outros casos. dos Estados. a Administração só pode fazer aquilo que a lei autoriza. a lei não exige essa publicação. com as devidas exceções dispostas na Constituição. as regras de boa administração. a publicidade dos atos se dá pela publicação em Diário Oficial. obras. Exemplo: Art. ou seja. que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade. relativas àqueles atos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado ou à intimidade de terceiros.PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 2. da Constituição. e. perfeição e rendimento funcional. A publicação de um ato significa que o mesmo deve figurar no Diário Oficial do referido Ente. não pode ofender a moral. devem obediência aos princípios constitucionais. ao criar nova possibilidade de perda do cargo para o servidor público estável. “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. poderá perder o cargo. “o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. os princípios de justiça e de eqüidade e a idéia de honestidade. após a devida regulamentação da matéria por Lei Complementar. que não pode ceder diante do interesse individual. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. ou seja. por outro. impessoalidade. também realizada pela emenda constitucional 19.1 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS: BÁSICOS. na forma de lei complementar. IMPESSOALIDADE: Significa que a finalidade pública é que deve nortear toda a atividade administrativa. exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros”. do conhecimento de todos. ao seguinte:”. Dessa forma. tais como a publicidade de licitação na modalidade convite. que não seja eficiente em seu desempenho funcional. desapropriar. embora esteja em consonância com a lei. dela não podendo constar nomes.

do STF: A Administração pode anular seus próprios atos. por ser inapropriável. A exceptio non adimpleti contractus é a “exceção ao contrato não cumprido”. 19 alexandre@alexandrelopes. respeitados os direitos adquiridos. limitem ou afetem direitos ou interesses. sendo vedada a imposição de obrigações. desnecessárias. em função de a outra parte não ter honrado com a sua contrapartida. a apreciação judicial. por motivo de conveniência ou oportunidade. TUTELA: Ou Controle. • RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE: Necessidade de adequação entre meios e fins imposta à Administração. Os órgãos e agentes públicos não têm disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização. da administração direta sobre as entidades da administração indireta. se refere à permissão dada a uma das partes em um contrato privado para deixar de cumprir com seus deveres assumidos. • INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: Sendo interesse qualificado como próprio da coletividade. em todos os casos. desproporcionais ao caso em questão.pro. do STF. consoante verbis: Súmula 473. a fim de garantir a observância de suas finalidades institucionais. encargos ou sanções.e sempre deverá agir de forma a alcançar o bem comum. ao contrário do que ocorre em um contrato privado. não se encontra à livre disposição de quem quer que seja. e ressalvada. • • • • CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO: O serviço público não pode ser interrompido.666/93 estabelece que o contratado poderá suspender a execução dos serviços após 90 dias de atraso de pagamento. imponham ou agravem deveres. de acordo com o artigo 37 VII da Constituição) e a impossibilidade. vez que admitem prova em contrário. AUTOTUTELA: Controle da administração pública sobre seus próprios atos. podendo anular os atos ilegais e revogar os atos que entender inconvenientes. Essa presunção é relativa. dispensem ou declarem a inexigibilidade de procedimento licitatório. As necessidades da coletividade não podem deixar de ser atendidas.br . quando eivados de vícios que os tornam ilegais. MOTIVAÇÃO: Exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito de suas decisões quando: neguem. ainda que a administração pública deixe de honrar com suas obrigações. Isso quer dizer que. especializando a prestação de serviços através da criação de autarquias. o contratado não pode interromper imediatamente a prestação dos serviços. atendendo ao PRINCÍPIO DA FINALIDADE PÚBLICA. • • • HIERARQUIA: Relação de coordenação e subordinação entre os órgãos e entre os agentes. nos contratos administrativos. A Administração deve ser razoável em sua atuação. ou revogá-los. Maria Sylvia Zanella Di Pietro defende que esse princípio se refere à descentralização para qualquer tipo de entidade da adm. ESPECIALIDADE: Quando a Administração pratica a descentralização. não fazendo exigências absurdas. de preferência autarquia. É a aplicação concreta da Súmula 473. A proporcionalidade está ligada à razoabilidade. presunção juris tantum. para o contratado. limitando a discricionariedade da Administração. indireta. restrições e sanções em medida superior àquela estritamente necessária ao atendimento do interesse público e devendo ser observadas as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. de invocar plenamente a exceptio non adimpleti contractus contra a Administração pública. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE: Presume-se que todos os atos realizados pela Administração sejam verdadeiros e praticados de forma legal. decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. Em conseqüência desse princípio ocorrem a proibição de greve nos serviços públicos (atualmente já abrandada. A lei 8. porque deles não se originam direitos. independentemente do Poder Judiciário. não realizando os pagamentos devidos.

mesmo aqui a Administração não perderá todos os seus privilégios. 2. Por exemplo. 2)DESVIO DE PODER ou DESVIO DE FINALIDADE: Quando o agente pratica ato com finalidade diversa da que decorre implícita ou explicitamente da lei.. ato que. abusa do poder que lhe foi conferido pelo Estado. agindo imoderadamente quando desnecessário. São inerentes à Administração de todas as entidades estatais (União. etc. de duas formas distintas. por sua própria característica. “Tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente”. Estes poderes são verdadeiros instrumentos de trabalho. o poder de expropriar. não cumprindo com o princípio da proporcionalidade dos seus atos. Entretanto. como quando decreta desapropriação de prédio de partido político com o intuito de perseguição.. mas extrapolando os seus limites.pro. podendo haver. sendo o regime privado parcialmente derrogado pelo regime público. privilégios à Administração Pública. de força pública para obrigar o administrado. sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário. vigorando aqui o sistema de jurisdição una. com os próprios meios. regida pelo direito privado. adequados à realização das tarefas administrativas. sobre o privado e o da indisponibilidade do interesse público. pode haver o controle judicial sobre a Administração. apenas com intuito de prejudicálo. Às vezes ela se submeterá a regime jurídico de direito privado.decidam recursos administrativos. Contencioso Administrativo. Em outros países existe o sistema dual. realizando diretamente uma execução forçada. Nem todos os atos são autoexecutórios. • ISONOMIA: Veda o tratamento desigual entre pessoas que estejam na mesma situação. ao mesmo tempo que estabelece as restrições a serem respeitadas pela Administração. como quando se excede no uso de força policial para praticar ato de sua competência.. fazendo coisa julgada. após decisão executória.3 – REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO: É o conjunto de normas que regem a relação entre a Administração e o administrado conferindo poderes maiores. 2. se necessário. configurando as espécies do abuso de poder: 1)EXCESSO DE PODER: Quando o agente exorbita de suas atribuições. impor medidas de polícia.br PODERES ADMINISTRATIVOS Noções Iniciais: Para bem atender ao interesse público a Administração é dotada de poderes administrativos. A doutrina defende que todos os atos devem ser motivados. dispense a necessidade de motivação. colocando-a em uma posição superior. • AUTO-EXECUTORIEDADE: Possibilidade que tem a Administração de. ou promove a remoção de um servidor público federal para localidade distante. não cabendo verificação pelo Judiciário. quando apreende mercadorias. como por exemplo é estabelecido no artigo 173 § 1º da CRFB.4 – ABUSO DE PODER: Vício do ato administrativo que ocorre quando o agente público. determinando que a lei estabelecerá regime jurídico próprio das empresas privadas às empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica. usando. onde atos privados são analisados pelo Poder Judiciário e atos da Administração são analisados pela própria Administração. São exemplos dessas prerrogativas da Administração a autoexecutoriedade. os princípios já vistos servem para garantir o regime jurídico-administrativo. interdita estabelecimento. praticando determinado ato para o qual tem competência. as prerrogativas da Administração. o que não seria aceito em uma relação entre particulares. sobretudo os princípios da supremacia do interesse público alexandre@alexandrelopes. É importante que se diga que nem sempre a Administração submete-se a regime jurídico de direito público. de aplicar sanções contratuais.. logo. excepcionalmente. Em suma. pôr em execução as suas decisões. estados e municípios) na 20 . pois é necessário que as medidas utilizadas estejam expressamente autorizadas em lei. • INAFASTABILIDADE DO CONTROLE JUDICIAL: Não se pode impedir o acesso de ninguém ao Poder Judiciário.

Classificação: São classificados em poder vinculado. regulamentar ou normativo e de polícia. discricionário. hierárquico.pro.proporção e limites de suas competências institucionais. disciplinar. alexandre@alexandrelopes. e podem ser usados isolada ou cumulativamente para a consecução do mesmo ato.br 21 .

DIREITO ADMINISTRATIVO www.br 22 .pro.alexandrelopes.pro.br APOSTILA DE ATOS ADMINISTRATIVO S DIREITO ADMINISTRATIVO 2ª Parte ATOS ADMINISTRATIVOS PROFESSOR ALEXANDRE LOPES alexandre@alexandrelopes.

1 – DEFINIÇÃO: Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade do Estado. 3 – ATO JURÍDICO. de 1° de janeiro de 1916: “Art. não havendo nos atos negociais.717. 185 CC/2002 !!! Lei n° 3. se denomina ato jurídico.Todo o ato lícito. por exemplo. modificar.” 4..2 – ATRIBUTOS OU CARACTERÍSTICAS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: 1) 2) 3) 4) 5) PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE & VERACIDADE. apreender mercadoria. entretanto. diretor de escola). transferir. BANDEIRA DE MELLO: “Declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como. Finalidade. não existindo nos atos que conferem direitos ao administrado. EXIGIBILIDADE.pro. resguardar. visto que a Administração só pode executar os atos que dependem dela própria (por exemplo. 81 . modificar ou extinguir direitos. a consertar a calçada de sua residência. 4 – PRÁTICA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Na verdade. A auto-executoriedade também não está presente em todos os atos administrativos. como nos atos de licença e autorização. HELY – “Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. o da Exigibilidade e o da Executoriedade. fazer valer o ato administrativo. extinguir.3 – REQUISITOS OU ELEMENTOS DE VALIDADE: Competência.S. extinguir e declarar direitos.) A tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente em lei...br APOSTILA DE ATOS ADMINISTRATIVO S ATOS ADMINISTRATIVOS 1 – ATO ADMINISTRATIVO O estudo do ato administrativo é o estudo mais importante do Direito Administrativo. M. suscetível de ser contestada pelo Poder Judiciário. que tem por finalidade criar. ou por qualquer pessoa que detenha poder reconhecido pelo Estado. Conforme Celso Antônio Bandeira de Mello. Fi Co Vinculados For Vinculados ou Mo Discricionários Ob - Normalmente é praticado pelos órgãos executivos. a pagar uma multa. em que estão presentes os interesses público e particular e nos quais pode haver convenção entre as partes. declarar. A imperatividade só ocorre nos atos em que a Administração usa seu poder de império. Os delegatários de serviços públicos também podem praticar atos administrativos (v. agindo nessa qualidade. tenha por fim imediato adquirir.pro. pode interditar estabelecimento. Todos os atos administrativos gozam de exigibilidade. extinguir ou declarar relações jurídicas entre este (o Estado) e o administrado. manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento.DIREITO ADMINISTRATIVO www. que tenha por fim imediato adquirir. Exigibilidade significa que a Administração exige dos administrados o cumprimento de todos os atos administrativos. AUTO-EXECUTORIEDADE. todos admitem exceções. como já visto no poder de polícia. obrigando-o a fazer (por exemplo.alexandrelopes.) mas não pode executar os atos que dependam do administrado. um concessionário de serviço público). 2º da lei nº 4. enquanto executoriedade seria propriamente executar. no exercício regular de suas funções.717/65. (MARCELO CAETANO). impondo obrigações a terceiros. mas as autoridades judiciárias e legislativas também podem praticá-los. visto que a presunção de legitimidade é relativa ou juris tantum..071.” LUCIA VALLE FIGUEIREDO: “Norma concreta emanada pelo Estado ou por quem esteja no exercício da função administrativa. modificar. 4. essas são as características da maioria dos atos administrativos.” • . É conseqüência do ato administrativo. transferir. demolir construção irregular que ofereça risco. de 29 de junho de 1965: 23 . Lei n° 4. Motivo. 2 – FATO ADMINISTRATIVO É toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa (construção de uma ponte). admitindo prova em contrário. resguardar. IMPERATIVIDADE. CONCEITO Art. mas nem todos gozam de executoriedade.Sofre controle jurisdicional e será sempre norteado pelo princípio da legalidade. A tipicidade também só ocorre quando há imposição de vontades da Administração. o atributo da auto-executoriedade abrange dois conceitos. alexandre@alexandrelopes. alienar ou modificar direitos.” O ATO ADMINISTRATIVO EXIGE A FINALIDADE PÚBLICA. só ocorrendo quando expressamente prevista em lei ou em casos de urgência. 81 do CC/1916 c/c art. por meio de seus representantes. Objeto. no exercício de prerrogativas públicas. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. 4. e sujeitos a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.br - Conceito legal: art. TIPICIDADE. Forma.g. que tenha por finalidade criar.

organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. É o objetivo de interesse público a atingir. exceção: sinais de trânsito. O motivo deve ser sério e real. . - Nenhum ato administrativo pode ser praticado sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo. c) ilegalidade do objeto. o contrabando e o descaminho. moral e possível.” FORMA do ato é o modo pelo qual a declaração se exterioriza. instituída por lei como órgão permanente. 93. “administrar é aplicar a lei de ofício. aeroportuária e de fronteiras.É o efeito jurídico imediato que o ato produz.br 24 .. prescreve.O objeto lícito. sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência. VALLE FIGUEIREDO: “É o conjunto de atribuições outorgadas pela lei ao agente administrativo par consecução do interesse público postulado pela norma. a finalidade deve ser sempre atender ao interesse público. É elemento vinculado do ato administrativo. A competência advém do texto expresso da Constituição.DIREITO - ADMINISTRATIVO www. é diferente da finalidade pois o motivo é anterior ao ato. . . Basta ver o que o ato enuncia.Atos discricionários: Cargo em Comissão (art. A competência não é um cheque em branco. nos casos de: (grifo meu) a) incompetência. formal.prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. É elemento vinculado Direito privado: Regra: liberdade de formas. . Competência da Polícia Federal. 144: (. a edição de um Decreto por um Ministro de Estado. d) inexistência dos motivos. e) desvio de finalidade. V. Maria Sylvia Zanella Di Pietro chama esse primeiro requisito de SUJEITO.37. Em regra é possível a delegação de competências. Justificativa: controle interno. segundo a norma de Direito. é delimitada por lei. 2° . salvo quando se tratar de competência outorgada com exclusividade a determinado órgão. da lei e das normas administrativas. É inválido o ato praticado por agente incompetente. serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas. . É o que o ato dispõe ou enuncia. “Não é competente quem quer.II . A finalidade do ato administrativo é aquela que a lei indica explícita ou implicitamente. mas quem pode.exercer as funções de polícia marítima. as funções de polícia judiciária da União.A competência administrativa resulta da lei. COMPETÊNCIA do órgão ou agente é o conjunto de atribuições fixado por lei. A finalidade é posterior ao ato. OBJETO ou CONTEÚDO do ato é o efeito jurídico que ele produz. dispõe. desde que a lei o permita.I .” (CAIO TÁCITO). É o revestimento exteriorizador do ato administrativo.pro. É a situação de fato ou de direito que determina ou autoriza a realização do ato administrativo. Ex. o ato vinculado deve ser motivado. A forma normal é a escrita. Para Hely. Princípio da motivação (art. .São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior.” (SEABRA FAGUNDES) FINALIDADE é o resultado que a Administração quer alcançar com a prática do ato.Pode vir expresso na lei (vinculado) ou pode ser deixado ao critério do administrador (discricionário). b) vício de forma.III . IX.br APOSTILA DE ATOS ADMINISTRATIVO S Art. com exclusividade. segundo se dispuser em lei. Ex..IV . Teoria dos Motivos Determinantes (TMD): É a obrigatoriedade da existência dos motivos alegados e que determinam a prática de um ato administrativo.Discute-se se a motivação é ou não obrigatória. possível e moral (DI PIETRO) - alexandre@alexandrelopes. CRFB/88) Motivação é a exposição dos motivos ou explicitação dos motivos. Ex. CRFB/88).alexandrelopes. O objeto deve ser lícito. assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme. de forma ampla. Direito Público: Regra: solenidade das formas.) § 1° A polícia federal. remoção de servidor para punir. sendo o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções (Lei em sentido amplo). É o resultado que a Administração quer alcançar com a prática do ato. (grifos meus) ------------------------------------------------------Pode ser delegada ou avocada. - A administração é atividade infralegal ou sublegal. Todo ato administrativo tem fim público. CRFB/1988.exercer. É elemento vinculado. controle externo e garantia para o administrado. em princípio.pro. . fatos que levam à prática do ato. MOTIVO é o pressuposto que serve de fundamento ao ato administrativo. Desvio de poder ou desvio de finalidade: ato ilegítimo. “Para que serve o ato?” . art. Todo ato administrativo é. destina-se a: . .

extinção ou declaração de direitos.br APOSTILA DE ATOS ADMINISTRATIVO S - Na desapropriação é a transferência compulsória da propriedade privada para o Estado. mediante prévia e justa indenização.DIREITO - ADMINISTRATIVO www.alexandrelopes.pro. Objeto: aquisição. resguardo.pro. transferência. alexandre@alexandrelopes.br 25 . modificação.

pro . Para o ato de exoneração. De qualquer forma. posterior. Por exemplo. quando a Administração motiva o ato. em que todas as regras estão definidas. ANULAÇÃO REVOGAÇÃO alexandre@alexandrelopes. caso entenda que aquele ato não é mais oportuno ou é inconveniente. de acordo com a sua capacidade de autotutela. forma.ATOS ADMINISTRATIVOS www. a lei prevê mais de uma forma possível. pois não se admite um decreto de desapropriação de ATO VINCULADO CO FI FOR M OB V V V V V Ex: Licença de obra 4. como a demissão. devem ser motivados. não restando à Administração possibilidade de avaliação conforme seus critérios. Dessa maneira. A FINALIDADE deve ser sempre aquela prevista para aquele ato. derrubando a nomeação original. não cabendo à Administração avaliação. correlacionando as duas colunas e assinale a opção correspondente.1)Analise o seguinte ato administrativo: O Prefeito Municipal de São Tomé baixa Decreto declarando um imóvel urbano de utilidade pública. ao contrário. dispense a motivação. o objeto é vinculado. no exercício da jurisdição. como por exemplo para aposentadoria. existe a teoria dos motivos determinantes ou vinculantes. vinculados ou discricionários. o chamado mérito administrativo. ou seja. A revogação só pode ser feita pela própria Administração. Identifique os elementos desse ato. durante execução. Excepcionalmente. de forma interna. cabendo à Administração avaliar qual delas será utilizada. no exercício da jurisdição. se para determinada infração de um servidor a lei prevê mais de uma penalidade possível. finalidade. se só é possível a demissão. para alguns atos. Segundo ela. A motivação é a exposição dos motivos daquele ato. se inexistentes ou falsos. Não se pode confundir MOTIVO com MOTIVAÇÃO. que torna inadmissível a situação antes permitida por aquele ato. A doutrina majoritária entende que todos os atos. motivos de ilegalidade. ele só será válido se os motivos forem verdadeiros. ou ainda pelo Poder Judiciário.br EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO: FISCAL DE TRIBUTO PA/ESAF: 4. não há motivos determinados em lei. O Motivo é vinculado quando a lei o define de forma taxativa. Ex: Cassação de licença de obra. 1-Prefeito Municipal 2-Decreto 3-Interesse público 4-Necessidade de vagas na rede pública 5-Declaração de utilidade pública a)3/5/4/2/1 b)4/1/3/2/5 c)4/3/5/1/2 d)5/4/3/2/1 e)3/4/5/2/1 4. os efeitos são ex nunc.alexandrelopes. pois a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro defende que nem todos os atos têm forma determinada. como na exoneração de cargo em comissão. motivo ou objeto. mesmo que a lei não exija a MOTIVAÇÃO. sendo válidos todos os efeitos gerados anteriormente. Ato discricionário é aquele em que nem todos os elementos são vinculados. nunca pelo Poder Judiciário. não se cogita de ter havido qualquer ilegalidade no ato.pro. há discricionariedade. DERRUBADA: Retirada do ato porque foi emitido outro ato com efeito contrário ao primeiro. por necessidade de vagas na rede municipal de ensino.5 – FORMAS ADMINISTRATIVOS: DE EXTINÇÃO DOS ATOS ( ( ( ( ( )finalidade )objeto )motivo )forma ) competência determinado imóvel com a finalidade de perseguir algum inimigo. entretanto. implicam a sua nulidade. segundo a qual a validade do ato se vincula aos motivos indicados como seu fundamento. • CADUCIDADE: Retirada do ato em virtude de nova lei. • ANULAÇÃO ou INVALIDAÇÃO: Extinção do ato por • CONTRAPOSIÇÃO.br 26 . de acordo com o mérito administrativo. Administração. A anulação pode se dar pela própria Administração. por sua própria característica. Os efeitos se dão a partir do momento da revogação.4 – DISCRICIONARIEDADE E VINCULAÇÃO: Ato vinculado é aquele em que todos os seus elementos são vinculados. A Administração pode avaliar o MOTIVO e o OBJETO conforme critérios de oportunidade e conveniência. poderá haver algum ato discricionário (nunca vinculado) que. Os efeitos da anulação se dão desde o momento do nascimento do ato. A divergência existe quanto à FORMA. • RENÚNCIA: Quando o beneficiário abre mão do ato que lhe beneficiava. quando provocado por qualquer interessado. para a construção de uma escola pública. Todos eles estão dispostos pelo legislador. Por outras palavras. por exemplo. retroagindo os efeitos. a forma seria elemento também discricionário. ATO DISCRICIONÁRIO CO FI FOR M e/ou OB V V V D D Ex: Autorização de camelô • REVOGAÇÃO: Retirada de ato discricionário pela • CASSAÇÃO: Extinção de ato que nasceu legítimo mas se tornou ilegal depois. de tal modo que. são ex tunc. Quanto ao MOTIVO. vício em qualquer dos elementos quanto à competência. A COMPETÊNCIA é determinada em lei. O Objeto é vinculado quando só há um objeto possível. para fins de desapropriação. podendo haver ato de demissão ou ato de suspensão.

alexandre@alexandrelopes. Nesse caso. o que não é possível.2)ATOS COMPLEXOS: Segundo Hely Lopes Meirelles. entretanto.3)ATOS DE MERO EXPEDIENTE: Mera tramitação burocrática. Exemplo: Concessão de regime tributário especial para determinados medicamentos.1)ATO VINCULADO 4.2)ATOS INDIVIDUAIS: Alcançam pessoas determinadas nominalmente.1)ATOS GERAIS: Atingem todas as pessoas que estiverem na mesma situação. 7)QUANTO À MANIFESTAÇÃO DA VONTADE: 7.pro ..alexandrelopes. Como o ato é vinculado.3)ATO EFICAZ: Quando. Em tal caso a autorização é o ato principal e o visto é o complementar que lhe dá exeqüibilidade.br Motivo Ato discricionário Ato vinculado Quem pode Efeitos 4. É preciso ter cuidado com o controle judicial sobre os atos discricionários. assinado. a Administração apenas reconhece. 2)QUANTO AO DESTINATÁRIO: 2. inclusive quanto ao MOTIVO e ao OBJETO. ou seja. o Poder Judiciário pode revogar um ato administrativo seu.2)ATO DISCRICIONÁRIO 5)QUANTO AOS EFEITOS: 5. OU se algum deles não estiver de acordo. OU se faltar alguma dessas fases. não pode avaliar os critérios de oportunidade e conveniência adotados pela Administração. 3)QUANTO À EXEQÜIBILIDADE: 3. 3. a autoridade que assinou deve ter competência. deliberação de um Conselho de Contribuintes. por exemplo.1)INTERNO: Quando só interessa ao âmbito repartição.1)ATO PERFEITO: Quando já completou todo o seu ciclo de formação. de forma geral. mas depende da verificação por parte de outro. “são os que se formam pela conjugação de vontades de mais de um órgão administrativo.2)ATO DECLARATÓRIO: Aquele ato que declara. sendo apenas ratificado por outra autoridade”. também editam atos administrativos. quando se afirma que não é cabível revogação de atos administrativos pelo Poder Judiciário. 5. a finalidade pública. Exemplo: Nomeação. a publicação deve ser da forma exigida por lei. diz-se que o ato é IMPERFEITO. Condição ou outro ato complementar será ATO INEFICAZ ou PENDENTE. 3. será INVÁLIDO ou NULO.ATOS ADMINISTRATIVOS www. 2. como nas certidões negativas de tributos. quer-se referir aos atos da Administração em sentido restrito. 4. seja ele singular ou colegiado. já que nesse caso haveria uma interferência de um Poder sobre o outro em um ato discricionário.6 – CONTROLE ADMINISTRATIVOS: Por conveniência Por avaliação de Motivo ou Objeto Não pode ser revogado Própria Administração Ex nunc JUDICIAL SOBRE OS ATOS Por ilegalidade Por vício em qualquer elemento Por vício em qualquer elemento Própria Administração ou o Judiciário Ex tunc Preliminarmente. para se tornar exeqüível.br 27 . publicado. de forma coercitiva ao particular. Exemplo: Uma autorização que dependa do visto de uma autoridade superior. já pode gerar efeitos.1)ATOS SIMPLES: São os que decorrem da declaração de vontade de um único órgão. ao passo que o ato composto é formado pela vontade única de um órgão.7 – CLASSIFICAÇÃO: 1)QUANTO À POSIÇÃO DA ADM.2)ATO VÁLIDO: Quando todos os requisitos estão de acordo com a lei. Se ainda depender de algum Termo. todas as etapas necessárias: Está motivado. O Poder Judiciário pode apreciar os aspectos de legalidade e verificar vícios em quaisquer dos elementos do ato. como na licença de obras. 6. que exige a aprovação do Min. atesta determinada situação que já existia. tal como revogar uma permissão de uso de lanchonete no interior de um tribunal. O essencial nessa categoria de atos é o concurso de vontades de órgãos diferentes para a formação de um ato único”. uma vez que ele sempre deverá respeitar a discricionariedade administrativa nos limites da lei. 3. cabe registrar que. 1. O ato complexo só se forma com a conjugação de vontades de órgãos diversos.pro. da Saúde e da Secretaria da Receita Federal. assim como o Poder Legislativo. 4)QUANTO À REGRA: 4.3)ATOS COMPOSTOS: Ainda de acordo com Hely Lopes Meirelles. deve-se lembrar que o Poder Judiciário.4)ATO CONSUMADO: Aquele que não pode mais ser modificado pois já exauriu todos os seus efeitos. 5. além de perfeito. reconhece um direito que já existia mesmo antes do ato. A publicidade pode ser feita internamente.2)EXTERNO: Quando interessa externamente à administração.1)ATO CONSTITUTIVO: Quando a Administração cria uma situação nova. 6)QUANTO AO ALCANCE: 6. Exemplo: despacho de chefe de seção. à da coletividade.. 7.1)ATOS DE IMPÉRIO: Aqueles em que a Administração goza de todas as suas prerrogativas e privilégios.2)ATOS DE GESTÃO: Quando a Administração se coloca praticamente no mesmo nível do particular. “são os que resultam da vontade única de um órgão. PÚBLICA: 1. realizando atos negociais. o particular já tinha direito à licença.3)ATO ENUNCIATIVO: Aquele em que a Administração enuncia. 1. 7. os atos desempenhados pelo Poder Executivo. como por exemplo a nomeação de seus próprios servidores... Entretanto.

esse não é considerado essencial. não são leis em sentido formal. o julgamento.alexandrelopes. ou pode ser posterior ao ato principal. visando à correta aplicação da lei. sendo aquele formado por vontades num binômio “acessório x principal”. individualizam situações e impõem encargos específicos a administrados. quando ele visa autorizar o ato principal que ainda será editado.2 Regulamentos São atos administrativos postos em vigência através de decretos. e o fazem com a mesma normatividade da regra legislativa. bem como as resoluções. Dessa forma. Não podem nem contrariar. embora sejam manifestações tipicamente administrativas. sendo chamado de COMPLEMENTAR. 8.1. Regulamento. Circular.3)ATO INEXISTENTE: É o que não chega a entrar no mundo jurídico. enquanto no ato composto ocorre mais de um ato. são considerados de efeitos concretos e podem ser atacados e invalidados direta e imediatamente por via judicial comum.br CUIDADO: A definição de Hely Lopes Meirelles é coincidente com a doutrina majoritária. existe divergência entre os principais autores quanto à classificação do ato de nomeação do Procurador Geral da República (ou do diretor do Banco Central e outros casos similares. A essa categoria pertencem os decretos regulamentares e os regimentos. Autorização. b) Decreto Regulamentar ou de Execução: visa a explicar a lei e facilitar a sua execução. Despacho. sendo chamado de PRESSUPOSTO. a homologação e a adjudicação da autoridade superior. Aviso. Regimento. Interdição. ou por mandado de segurança. Homologação.1. em que a vontade de um é instrumental em relação à vontade de outro. Esses atos expressam em minúcia o mandamento abstrato da lei. defende ela que tanto os atos complexos como os atos compostos resultam da manifestação de vontades de mais de um órgão.” Com isso. Atestado. como por exemplo a licitação pública. alexandre@alexandrelopes.ATOS ADMINISTRATIVOS www. • PUNITIVOS: Multa. quando visa aprovar. entretanto. seria exemplo de ato complexo. vale dizer. homologar o ato principal já editado. sejam eles singulares ou colegiados. razão pela qual deve ser invalidado. 9 – ESPÉCIES DE ATOS Meirelles): (Conforme Hely Lopes 9.1)ATO NULO: É aquele no qual existe um vício que atinge regra fundamental. Para Hely Lopes Meirelles. Ofício. O ato acessório pode ser anterior ao ato principal. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro. que abrange. “resultam da manifestação das vontades de dois ou mais órgãos. Apostila.3 Instruções Normativas • NORMATIVOS: Dispõem normas concretas ou abstratas do Poder Executivo: Decreto. como ocorre quando é praticado por um menor impúbere.1 Resolução. nem ir além da lei. mas.2)ATO ANULÁVEL: É aquele que. decretos e regulamentos. deliberações e portarias de conteúdo geral. com mero procedimento administrativo. Aprovação. São atos administrativos expedidos pelos Ministros de Estado para a execução das lei. se lesivos de direito individual líquido e certo”. o importante é que há duas ou mais vontades para a formação de um ato único. Visto. vez que se conjugam as vontades do Senado Federal e da Presidência da República (vontades de dois órgãos independentes). explícito ou implícito pela lei. por serem gerais e abstratos. embora possua um vício. conforme a professora. sejam complexos ou compostos. sob a aparência de norma. conquanto normalmente estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta. a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro adota uma visão diferente. Admissão. Como ato administrativo o decreto é sempre inferior à lei e não pode contrariá-la. entretanto. Deliberação.pro. baseada na quantidade de atos que são editados. 9.br 28 . • NEGOCIAIS: Se referem à gestão administrativa: Licença. Instrução Normativa.1. Permissão. a) Decreto Independente ou Autônomo: dispõe sobre matéria ainda não regulada especificamente em lei. • ENUNCIATIVOS: Certidão. Atos Normativos De acordo com Hely Lopes Meirelles: “Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um comando geral do Executivo. Tais atos. sendo melhor para o interesse público sua convalidação. seria exemplo de ato composto. Não se deve confundir atos. 8. o ato principal e o ato acessório. O objetivo imediato de tais atos é explicitar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. quando. na verdade há dois atos. são destinados a prover situações gerais ou individuais. no ato complexo. abstratamente previstas de modo expresso. 9. Esses atos. Parecer. 8)QUANTO ÀS CONSEQÜÊNCIAS DE SEUS VÍCIOS: 8.pro . onde é necessária a prévia aprovação pelo Senado Federal para posterior nomeação pelo Presidente da República).1 Decretos De competência privada dos chefes do Poder Executivo. ou prover situações ainda não disciplinadas por lei. onde ocorrem vários atos independentes que se sucedem e se ligam. a publicação. Por isso. têm a mesma normatividade da lei e a ela se equiparam para fins de controle judicial. São leis apenas em sentido material. • ORDINATÓRIOS: Ordenam o funcionamento da administração: Instrução. Embargo. não havendo possibilidade de sua permanência no mundo jurídico. para especificar os mandamentos da lei. Os atos compostos. provimentos executivos com conteúdo de lei. 9. Portaria. entre outros atos. com matéria de lei. vez que a aprovação pelo Senado Federal é o ato acessório e a nomeação pelo Presidente da República é o ato principal (dois atos).

1.2. coincidente com a pretensão do particular. expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados.1.3. ou à atribuição de certos direitos ou vantagem ao interessado.3 Permissão Ato pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo. 9.2.6 Deliberações São decisões administrativas.5 Resoluções São comunicações escritas que as autoridades fazem entre si. e entre Administração e particulares em caráter oficial. ou designam servidores para funções e cargos secundários.pro . Atos administrativos normativos ou decisórios emanados de órgãos colegiados. 9. serviço ou a utilização de determinado bem.4 Aprovação Atos emanados dos Ministros de Estado.br Ato pelo qual o Poder Público confere eficácia a outro ato anterior da própria Administração ou de entidade diversa.2 Circulares São ordens escritas. 9.2.3 Atos Negociais 9.3. 9.3. das autoridades executivas (ou legislativas ou judiciárias. 9. a respeito de assuntos afetos aos seus ministérios.ATOS ADMINISTRATIVOS www. faculta-lhe o desempenho de atividade.7 Ofícios São atos administrativos normativos de autuação interna.2. especialmente os da Justiça. contendo determinações e instruções que a Corregedoria ou os tribunais expedem para a regularização e uniformização dos serviços. com o objetivo de evitar erros e omissões na observância da lei. de caráter uniforme. repartições ou serviços.4 Regimentos 9. 9. contendo imposições de caráter administrativo 9. requerimentos e processos sujeitos à sua apreciação. 9.3.2.2 Autorização São ordens escritas e gerais a respeito do modo e forma de execução de determinado serviço público.pro. 9.1 Licença Os atos ordinários visam a disciplinar o funcionamento da administração e a conduta funcional de seus agentes. mas em funções administrativas). 9.alexandrelopes. 9. pelo qual o Poder Público. 9. visando à concretização de negócios jurídicos públicos.3 Avisos Ato que torna possível ao pretendente a realização de certa atividade.2 Atos Ordinatórios São praticados contendo uma declaração de vontade do Poder Público. ou o uso especial de bens públicos. em papéis. 9.2. ou de desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais.4 Portarias Ato pelo qual o Poder Público aprova a legalidade ou mérito de órgão público ou entidade particular. entre subalternos e superiores.6 Provimentos Ato pelo qual o Poder Público controla outro ato da própria Administração ou do administrado aferindo sua legitimidade formal para dar-lhe exeqüibilidade.6 Visto São determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras ou serviços públicos. alexandre@alexandrelopes.3.1 Instruções É o ato vinculado e definitivo. verificando que o interessado atendeu a todas as exigências legais.1. Por portarias também se iniciam sindicâncias e processos administrativos.2. 9.7 Homologação São atos administrativos internos.br mas são também utilizadas por outros órgãos superiores para o mesmo fim.2. dado que se destinam a reger o funcionamento de órgãos colegiados e de corporações legislativas.3. 9. pelos quais os chefes de órgãos. 9. 9.3. 9.5 Admissão São atos administrativos internos.5 Ordens de Serviço Ato pelo qual o Poder Público defere ao particular determinada situação jurídica de seu interesse. expedidas a determinados funcionários ou agentes administrativos incumbidos de certo serviço.8 Despachos São os atos que visam a disciplinar o funcionamento de seus agentes. 9.8 Dispensa 29 .3.

ou de uso proibido por lei.4.pro. 9. 9.10 Protocolo Administrativo Ato pelo qual o Poder Público acerta com o particular a realização de determinado empreendimento ou atividade ou a abstenção de certa conduta. a) Parecer Normativo Aprovado é convertido em norma de procedimento interno b) Parecer Técnico Provém de órgão especializado e não pode ser contrariado por leigo ou superior hierárquico.5. pelo qual se inutilizam alimentos. não se confundindo ambas com as multas criminais. É toda imposição pecuniária a que se sujeita o administrado a título de compensação do dano presumido pela infração. Há multas administrativas e multas fiscais. São também chamados de atos de pronúncia. 9. 9. liberando a pessoa obrigada perante a Administração. 9. 9. de que tenha conhecimento por seus órgãos competentes. Os atos punitivos podem ser: alexandre@alexandrelopes. b) externos: vinculado).br 30 . 9. substâncias.5. São manifestações de órgãos técnicos sobre assuntos submetidos à sua consideração. É obrigatória a expedição (prazo usual de 15 dias. 9.5 Atos Punitivos São atos que contém uma sanção imposta pela Administração àqueles que infrigem disposições legais. Não declara. ou a título provisório.4 Afastamentos de Cargo ou Função São cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos constantes de processo. Lei 9.5.3. livro ou documento que se encontre nas repartições públicas.1 Multa administrados (exercício do poder Extinção de um crédito ou direito próprio. 9. objetos ou instrumentos imprestáveis ou nocivos ao consumo.2 Atestados São atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação.1 Certidões É ato sumário da Administração. regulamentares ou ordinatórias dos bens ou serviços públicos. no interesse recíproco da Administração e do administrado signatário do instrumento protocolar.2 Interdição de Atividade 9. emitindo uma opinião sobre determinado assunto.alexandrelopes.4 Apostilas Atos enunciativos de situação ou direito. 9. sem qualquer manifestação de vontade da Administração.051/95).ATOS ADMINISTRATIVOS www.4 Atos Enunciativos É o ato pelo qual a Administração veda a alguém a prática de atos sujeitos ao seu controle.3 Destruição de Coisas São atos que enunciam uma situação existente.pro .4.9 Renúncia a) internos: funcionários (exercício do poder discricionário). Por tais atos a Administração certifica ou atesta um fato.5. ou a título definitivo.br Ato que exime o particular do cumprimento de determinada obrigação até então exigida por lei. ou que incidam sobre seus bens.3.4. Tem missão meramente opinativa. Não podem ser confundidas com sanção civil decorrente de não cumprimento de contrato administrativo. 9. reconhece. sem se vincular ao seu enunciado.4.3 Pareceres É ato pelo qual a Administração faz cessar o exercício de seus servidores.

independentemente de deliberar sobre a matéria do seu conteúdo. Exemplo: decreto regulamentar de lei. Quanto à FORMA. seriam legalmente proibidos. sendo necessário verificar-se qual elemento do ato foi viciado. Quando o elemento que invalidava o ato é substituído posteriormente pela Administração. após a Emenda Constitucional 32. Neste caso pode ocorrer a figura da CONVERSÃO. 4. nunca é possível a convalidação. Quanto à FINALIDADE ou MOTIVO. é possível a convalidação se a forma não era essencial à validade do ato. As diferenças entre eles serão melhor estudadas adiante. mediante decreto. SANEAMENTO: SANATÓRIA OU • REGULAMENTOS: Colocados em vigor por decretos. originário) • HOMOLOGAÇÃO: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece a legalidade de um ato jurídico. sem esse consentimento. • APROVAÇÃO: Ato unilateral e discricionário pelo qual • ADMISSÃO: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece ao particular. podendo ser atos gerais ou individuais. quando não se tratar de competência exclusiva. • AUTORIZAÇÃO e PERMISSÃO: Atos unilaterais e discricionários pelos quais a Administração faculta ao particular o uso privativo de bem público ou o desempenho de atividade que.pro . Podemos dizer ainda que os decretos são atos normativos derivados (porque não criam direito novo). quando vagos. se não causar lesão a terceiros de boa-fé e for mais econômico do que anular.. que preencha os requisitos legais. posteriormente a ele. como quando um Ministro de Estado assina um ato administrativo. em que não há a mesma exigência de licitação. • RESOLUÇÕES: Atos emanados por altas autoridades que não o chefe do Poder Executivo.pro. não é possível a ratificação. sobre: a)organização e funcionamento da administração federal.br 31 .br RESUMO DOS ATOS EM ESPÉCIE: • DECRETOS: São atos emanados pelo chefe do Poder Executivo do Ente Federativo (Presidente da República. Nem todo ato administrativo viciado poderá ser convalidado. Nesse caso. Um exemplo seria o de uma concessão de uso feita sem licitação. é possível a convalidação. no lugar do Presidente da República.. Decreto autônomo. Ato não normativo. a fim de regular algumas matérias de decretos para sua fiel execução. por algum motivo. Ou o motivo ocorreu ou não. 84. • VISTO: Ato unilateral pelo qual a autoridade competente atesta a legitimidade formal de outro ato jurídico. não é possível a convalidação. Exemplo: decreto de nomeação. Se o problema for em relação à COMPETÊNCIA. Ex: Licença de obra. editado para fiel execução das leis. Compete privativamente ao Presidente da República: . Governador ou Prefeito). o direito à prestação de um serviço público. de execução: É o decreto propriamente dito. vez que eles correspondem a situações de fato. b)extinção de funções ou cargos públicos. também chamada de ratificação. visto que “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Certo é que os decretos autônomos não podem criar obrigações não previstas em lei. poderá ratificar o ato já assinado caso concorde. • REGIMENTOS: Aplicações internas às repartições. se um agente podia ter delegado competência a outro agente mas. um decreto normativo) ou será um decreto individual quando se dirigir a pessoa ou grupo de pessoas determinadas. quando a Administração converte um ato inválido em ato de outra categoria. como por exemplo a admissão a escola pública.alexandrelopes. verificando se foi editado de acordo com o que prescreve a lei.” Então: Ato normativo. aproveitando os efeitos já produzidos. não o fez. se exerce o controle do ato administrativo.10 – CONVALIDAÇÃO. Ou a finalidade é a que decorre de lei ou não. O decreto geral pode ainda ser de dois tipos: 12Decreto regulamentar. Se a competência é exclusiva.ATOS ADMINISTRATIVOS www. alexandre@alexandrelopes. quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. enquanto a lei é ato normativo originário (porque cria direito novo. Quanto ao OBJETO. gerando um efeito concreto. sendo possível a delegação de competência. Será um decreto geral quando se dirigir indistintamente a todas as pessoas que se encontrem em determinada situação (nesse caso. Pode ser convertida em permissão de uso. tais como os Ministros de Estado e Secretários Estaduais ou Municipais. existe a previsão excepcional desse tipo de decreto no artigo 84 VI da Constituição: “Art. atualmente. A doutrina há muito entendia não haver esse tipo de decreto no Brasil. quando a lei exige. entretanto. se for interessante. VI – dispor. • LICENÇA: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração faculta àquele que preencha os requisitos legais o exercício de uma atividade. • DELIBERAÇÃO: Decisões normativas de órgãos colegiados que deliberaram sobre determinado assunto de sua competência. independente: É aquele que disciplina matéria não GERAL DECRETO INDIVIDUAL regulada em lei.

caso constate a ilicitude do ato I. inválido e eficaz d) perfeito. à Administração Pública é dado anulá-lo. quando concluído seu ciclo de formação e estando adequado aos requisitos de legitimidade. inválido e ineficaz AFRF 2003 . contando assim com a participação de órgãos independentes entre si.6) Sobre os atos administrativos. ( ) TCMRJ 2000/FJG: 4. ( ) 3) A administração.2) Acerca do controle da administração.7) A nomeação de ministro do Superior Tribunal de Justiça. se verificar que o administrador atuou nos limites de sua competência. conforme entender o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro AGU 98: 4. a lei regula determinadas situações de forma tal que não resta para o administrador qualquer margem de liberdade na escolha do conteúdo do ato administrativo a ser praticado.9) O denominado poder extroverso do Estado ampara o seguinte atributo do ato administrativo: a) imperatividade b) presunção de legitimidade c) exigibilidade d) tipicidade e) executoriedade AGU 98 . Assim. desde que ambos pertençam ao mesmo órgão ao qual está afeto o conteúdo do ato a ser praticado. por faltar-lhe o elemento relativo à finalidade de interesse público. pode-se afirmar que: a) a aprovação é espécie de ato unilateral. sem ouvir o particular -. a fim de que fiquem sujeitos ao exame de legalidade a cargo do Tribunal de Contas. motivo. depende de provocação do interessado. que ser anulado e seus efeitos. ( ) 3) Ao Judiciário somente é dado anular atos administrativos.5) Marque Certo ou Errado: No âmbito da administração pública. ou autorização. configura a hipótese específica de um ato administrativo a) complexo b) composto d) discricionário c) bilateral e) multilateral AFRF 2003 . obrigatoriamente. ( ) 3) No direito brasileiro. ( ) INSS 97/CESPE UNB: 4. válido e ineficaz c) perfeito. ( ) 5) Não cabe ao judiciário indagar do objeto visado pelo agente público ao praticar determinado ato. inválido e ineficaz e) imperfeito. o ato administrativo.3) Marque Certo ou Errado: 1) Caso exista norma jurídica válida.• EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1: AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL 97/CESPE UNB: 4.10)Um ato administrativo estará caracterizando desvio de poder. já que alguns de seus aspectos são sempre vinculados e) para serem extintos têm que ser. poderá o administrador praticar o ato discricionário. Acerca desse importante tema para o direito administrativo – discricionariedade ou vinculação administrativa e possibilidade de invalidação ou revogação do ato administrativo -. excluídos do mundo jurídico.br . ( ) 3) Um ato discricionário deverá ser anulado quando praticado por agente incompetente. a Administração Pública pode. ( ) 2 O motivo da revogação é a inconveniência ou a inoportunidade de um ato administrativo. ilegais ou imorais. ( ) 5) Sendo o ato administrativo legal. necessariamente. sem esse consentimento. editar o ato administrativo II para revogar o ato administrativo I. ( ) 4) Mesmo que ditada pelo interesse público. em conseqüência. a revogação de um ato administrativo que afete a relação jurídica mantida entre um Estado e um particular pode gerar o dever de o primeiro indenizar o segundo. ainda não se encontra disponível para eclosão de seus efeitos típicos. b) devem ser sempre motivados. ( ) 4) Todo ato administrativo ilegal tem. o agente público carente de competência para a prática de um certo ato pode substituir o agente competente para tanto. ( ) 4) Um ato administrativo será válido se preencher todos os requisitos jurídicos para sua prática.4) Marque Certo ou Errado: 1) Em linha de princípio. ( ) 2) Em razão do princípio constitucional da legalidade. c) são classificados como atos complexos quando resultam da manifestação de dois ou mais órgãos. não podendo revogá-los. ( ) 2) Segundo a lei e a doutrina majoritária. ( ) 5) O ato revocatório desconstitui o ato revogado com eficácia ex nunc.pro. quando quem o praticou violou o princípio básico da 32 Prof. Ao contrário. forma. válido e eficaz b) perfeito.( ) INSS 97/ CESPE UNB: 4.8) Conforme a doutrina. que edita o ato principal d) a liberdade de atuação da Administração Pública na prática de atos discricionários nunca é total. da conveniência e da oportunidade do ato que poderá ser praticado. ( ) 4) Ao Poder Judiciário somente é dado revogar o ato vinculado. prevendo que o atraso no recolhimento de contribuição previdenciária enseja multa de 5% calculada sobre o valor devido. discricionário e precário pelo qual a administração faculta ao particular o uso privativo de bem público que. a serem manifestados por uma autoridade controladora.ESAF 4. o administrador goza de certa liberdade na escolha do conteúdo.ESAF 4. seria legalmente proibido. finalidade. julgue os seguintes itens: 1) O ato discricionário não escapa do controle efetuado pelo Poder Judiciário. em que a vontade de um é instrumental em relação à de outro. ( ) 2) A discricionariedade administrativa decorre da ausência de legislação que discipline o ato. julgue os itens: 1) A revogação é privativa da própria Administração. ( ) INSS 97/CESPE UNB: 4. aprovação ou homologação. por depender de um termo inicial ou de uma condição suspensiva. não existindo proibição legal. unilateralmente – isto é. porém inconveniente ou inoportuno. porque a escolha está sujeita a uma lista tríplice e aprovação pelo Senado federal. Alexandre Lopes – alexandre@alexandrelopes. nada importando considerações morais a respeito do seu conteúdo. a aplicação desse dispositivo legal será definida como atividade discricionária. atos administrativos válidos podem ser revogados. classifica-se como: a) perfeito. que reconheceu ao administrado o preenchimento das condições para exercer um direito subjetivo. competência e objeto integram o ato administrativo. em outras situações.ESAF 4. para anular ato administrativo.

pro. até decisão em contrário c) deve por isso ser revogado pela própria Administração d) só pode ser anulado por decisão judicial e) não pode ser anulado pela própria Administração Gabarito: 4. isto consubstancia na sua essência a) a sua eficácia b) a sua executoriedade c) a sua motivação d) o poder vinculado e) o mérito administrativo AGU 98 . independente de qualquer decisão administrativa ou judicial b) goza da presunção de legalidade.9 – E 4.12)O ato administrativo.11)Quando a valoração da conveniência e oportunidade fica ao talante da Administração.ESAF 4.11 – E 33 Prof.8 .10 .B 4.C 4.4 1–E 2–E 3–C 4–E 5-E 4.6 .7 – A 4. para decidir sobre a prática de determinado ato. Alexandre Lopes – alexandre@alexandrelopes.a) b) c) d) e) economicidade eficiência impessoalidade legalidade moralidade AGU 98 .3 1-E 2-C 3-C 4–C 5-E 4.5 1–C 2–E 3–C 4–E 5-C 4. a) é considerado inexistente.B 4.12 .br .C 4.2 1–C 2–C 3–E 4–E 4.ESAF 4. a que falte um dos elementos essenciais de validade.

(TRF-4ª Região – FCC) No que tange aos atos administrativos. e) inoportunidade. produzindo efeito ex tunc. (Proc. o ato administrativo será sempre: a) composto. tendo de cumprir um mandado de prisão de um desafeto. (Téc. em decorrência de ilegalidade comprovada. c) pelo Poder Executivo e pelo Poder Judiciário. d) No conceito de ato administrativo sempre deve estar presente a finalidade pública. para que todos os jornais e meios de comunicação pudessem registrar a prisão. d) a Administração revoga ou anula seu próprio ato. produzindo efeito ex nunc. o que significa que há presunção relativa de que foram emitidos com observância da lei e de que os fatos alegados pela administração são verdadeiros. terá havido ofensa ao princípio da finalidade.NCE) A convalidação é: a) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável com efeitos ex tunc. b) O fato administrativo confunde-se com o ato administrativo. d) inconveniência. b) o Judiciário somente revoga o ato administrativo. d) objeto lícito ou ilícito. e) complexo. b) competência. 4. ( ) 9. para os quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. são denominados atos: a) de gestão. (Corregedoria Geral de Justiça – RJ . forma. d) da autorização legislativa. b) abuso de poder discricionário. 10. visando ao suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável. finalidade. e) gerais e internos. c) da presunção de legitimidade. b) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável com efeitos ex nunc.F. 8. c) o suprimento da invalidade de um ato administrativo anulável já impugnado administrativamente. c) ilegalidade. Esta atitude do delegado pode demonstrar: a) desvio de finalidade.br . a) O conceito de ato administrativo é fundamentalmente o mesmo do ato jurídico. d) abuso de poder vinculado. produzindo efeito ex nunc. motivo e objeto. d) pelo Poder Legislativo. Todavia. produzindo efeito ex tunc. b) inconveniência. c) objetivo. (TRF-4ª Região – FCC) É INCORRETA a afirmação que se segue. Alexandre Lopes – alexandre@alexandrelopes. produzindo efeito ex tunc. 2. finalidade. por desvio desta.• EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 2: 1. competência. é certo que: a) o Judiciário revoga ou anula o ato administrativo. 3. 13. (TRF-RJ – FCC) Os atos administrativos. por ilegalidade ou conveniência. 5. b) da presunção de veracidade. b) informalismo. apenas por razões de oportunidade e sempre obedecido o quorum regimental. finalidade. ( ) 12. editado pelo Poder Executivo. d) o ato discricionário da Administração.pro. apenas. b) pelo Poder Judiciário. Atárquico INSS/1999 – CESPE) Os atos administrativos são dotados de presunção de legitimidade e veracidade. e) plausibilidade. 14. (OAB/SP) Um delegado de polícia. b) da razoabilidade. e) a Administração não pode anular ou revogar seu próprio ato. c) Para o surgimento do ato administrativo é mister o uso da supremacia de Poder Público. pode ser feita: a) pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo. e) O ato administrativo se diferencia dos atos tipicamente legislativos e judiciais. motivo e objeto lícito ou ilícito. (Promotor/MP – SP) A revogação do ato administrativo. respectivamente. (Guarda Municipal-RJ/2002 – NCE) Um dos elementos do ato administrativo é: a) capacidade. c) vinculado. correspondem ao requisito: a) da tipicidade. o ato administrativo nulo pode ser executado em razão: a) da necessidade de assegurar direitos de terceiro. 34 Prof. c) da finalidade. os atos que gerarem direitos subjetivos para os administrados são irrevogáveis. (TRT-9ª Região – NCE) A anulação administrativo se dá em razão de: a) ilegalidade. d) de império. que permite à administração a invalidação do ato por motivos de oportunidade e conveniência. e) competência. apenas. e) do atributo da imperatividade. forma e motivo. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. c) vinculados. d) motivo. (TRF-RJ – FCC) São requisitos necessários aos atos administrativos: a) agente capaz e objeto lícito. (TRT-9ª Região – NCE) No que concerne à competência para sua edição./2002 – CESPE) Se a administração pública praticar ato que satisfaça a interesse seu mas que desatenda ao fim especificamente previsto na lei autorizadora do ato. b) discricionários. no último caso obedecido o quorum regimental. (Promotor/MP – MG) Enquanto não for decretada a invalidade. b) informal. e) do objeto. do ato 11. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. d) do motivo. c) a Administração apenas anula seu próprio ato. c) arbitrariedade. 7. (Escrivão P. (TRF-4ª Região – FCC) No que se refere à invalidação dos atos administrativos. TST/2003 – CESPE) A revogação do ato administrativo decorre do princípio da autotutela. resolve fazê-lo no dia em que este iria tomar posse em um cargo importante. e) nenhuma das respostas anteriores. a criação. c) finalidade forma e motivo. em decorrência de ilegalidade comprovada. Jud. 6. d) discricionário. ( ) 15.

(Delegado D. c) é cabível sem quaisquer restrições./2004 – CESPE) Ocorre a extinção do ato administrativo por caducidade quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica superveniente que impede a permanência da situação anteriormente consentida. ( C ) 17. pode-se dizer que: I) no caso de ilegalidade do ato.pro. 24. enseja a expedição do ato. ( ) 19.F. 21. a) apenas as afirmativas I e III são corretas. insuscetível de controle judicial. que ocorre: a) na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato. II) a revogação do ato administrativo é exclusiva da Administração. c) apenas as afirmativas II e III são corretas. d) excesso de poder. são válidos os efeitos por ele produzidos até o momento de sua revogação. c) apenas as afirmativas II e III. b) o dispositivo legal que se entende aplicável à espécie. 35 Prof.br . ou seja. (Delegado D. quando provocado: a) é restrito aos aspectos de competência e formalidade. desde que a lei não exija determinada solenidade como sendo essencial. no exercício do Poder de Polícia. b) o elemento motivo também é chamado de motivação. 27. b) apenas as afirmativas I e III. em face da lei. o controle pelo Judiciário. III) a auto-executoriedade é atributo de todo ato administrativo. O fundamento para o controle do ato administrativo na hipótese acima retratada é: a) b) c) d) e) teoria dos motivos determinantes. d) somente uma das afirmativas é correta corretas. b) apenas as afirmativas I e II são corretas. da lei ou de outro preceito. conceitos legais indeterminados. enquanto sua anulação também pode ser decretada pelo Poder Judiciário.F. (Delegado D. (Magistratura/TJ-SP) Um dos princípios do direito administrativo é o da motivação. III) o Poder Judiciário pode revogar atos praticados pela Administração. 23.F. visando a afrontá-lo. c) os atos administrativos. por razões de conveniência e oportunidade. 22. d) presunção de legitimidade. a regra de direito habilitante e os fatos em que o agente se estribou para decidir./2004 – NCE) A Administração Pública. d) é incabível pela insindicabilidade do ato discricionário. d) nos casos em que a matéria de fato ou de direito. da razoabilidade. d) obrigação do agente público de ficar inteiramente preso ao enunciado da lei. c) obrigação de avocar funções específicas originariamente atribuídas a um subordinado. que editou o ato. caracteriza-se: a) o exercício de poder discricionário. Cumpre-se exigência de motivar atos administrativos. c) nos casos e n que o resultado pretendido pelo ato importa violação da Constituição. e) o vício de competência não admite qualquer tipo de sanatória. (Proc. c) presunção de veracidade./2004 – NCE) O ato administrativo motivado poderá ser controlado através da verificação da compatibilidade das razões de fato apresentadas pela Administração Pública com a realidade e das razões de direito com a lei. 18. 20. da discricionariedade. c) o fato que. b) é restrito aos aspectos de legalidade do ato. Atárquico INSS/1999 – CESPE) A motivação de um ato administrativo deve contemplar a exposição dos motivos de fato e de direito. São corretas: a) apenas as afirmativas I e II. (Delegado P./2004 – NCE) Em relação aos elementos constitutivos do ato administrativo. como regra. II) ocorrendo revogação de ato administrativo. desvio de poder. c) exercício de poder político. embora invocando motivo de interesse público. é correto afirmar que: a) a competência é o elemento do ato administrativo em que pode ser encontrado maior discricionariedade para a Administração Pública.e) pelo Poder Executivo. 16. b) auto-executoriedade. A característica do Poder de Polícia que legitima a conduta acima descrita denomina-se: a) imperatividade. d) o dispositivo legal aplicável e a intenção do agente. (Magistratura/TJ-SP) Em relação à invalidação dos atos administrativos. ressalvadas poucas exceções. Alexandre Lopes – alexandre@alexandrelopes. (Magistratura/TJ-SP) Se a autoridade competente declara de utilidade pública para fins de expropriação bem de inimigo político. é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. princ. (Magistratura/TJ-SP) Incompetência é um defeito ou vício do ato administrativo. pode executar seus atos independentemente da manifestação prévia de outro Poder. (Magistratura/TJ-SP) Em face de ato administrativo expedido no exercício de competência discricionária. princ. e) todas as afirmativas são corretas. d) o elemento motivo corresponde às razões de fato e de direito que servem de fundamento para o ato administrativo. em que se fundamenta o ato. e) discricionariedade. 25. 26.F. podem ser praticados de uma forma livre. (Promotor/MP – SP) Em relação às seguintes afirmativas: I) o Poder Legislativo e o Poder Judiciário também podem praticar atos administrativos. a própria Administração pode anulá-lo. b) obrigação de estabelecer relação de subordinação entre as diversas categorias de servidores públicos. (Magistratura/TJ-SP) Atos vinculados ou regrados da Administração Pública significam: a) obrigação de distribuir e escalonar funções correlatas. enunciando: a) a intenção com que o agente expede o ato. d) todas as afirmativas. b) no ato que não se inclui nas atribuições legais do agente que o pratica. b) desvio de poder ou de finalidade.

d) III. no âmbito de sua atuação.F./2004 – NCE) Em relação ao controle judicial do ato administrativo. e) nenhuma. a parte interessada somente poderá acionar o Poder Judiciário após o prévio esgotamento da esfera administrativa.A 3-B 9-A 15 . analise as afirmativas a seguir: I. O Poder Judiciário não pode controlar o uso correto da discricionariedade administrativa. c) I e II. d) II e III. Mas autorização para emprego de força física não legitima excesso de violência desnecessária ou desproporcional à resistência. II. (Agente P. e) nenhuma. nesse caso.B 28 . II.F. O controle judicial dos atos administrativos praticados pelo Poder Executivo pode ser exercido de ofício ou mediante provocação do interessado. É/são afirmativa(s) verdadeira(s) somente: a) I. admitem revogação por critérios de conveniência e oportunidade.B 26 . vinculados ou discricionários.F.B 23 .C 22 . ( ) 31.pro.A 29 ./2004 – CESPE) Do mandamento legal preconizando que qualquer do povo poderá e que as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem for encontrado em flagrante delito. ( ) Gabarito: 1-C 7-C 13 – A 19 – B 25 – D 31 . analise as afirmativas: I. 30. b) I e III. (Delegado D. Essa espécie de ato administrativo admite coerção estatal para torná-lo efetivo independentemente de autorização judicial. pode configurar-se excesso de poder e abuso de autoridade nulificadores do ato praticado e ensejadores de ações civis e criminais para reparação do dano e punição dos culpados.E 2-E 8-C 14 . II e III. todos os tipos de atos administrativos.E 21 .C 4-D 10 . III. É/são afirmativa(s) verdadeira(s) somente: a) I e II. c) I. Como regra. III.br . (Papiloscopista P./2004 – CESPE) A expedição de autorização de porte de arma de fogo constitui exercício de poder administrativo regulamentar.C 20 .A 6–C 12 – D 18 – B 24 – B 30 – E "Os ideais não morrem jamais” Che Guevara 36 Prof. 29.A 16 . O Tribunal de Contas. (Delegado D. b) II. razão por que.28./2004 – NCE) Sobre as diversas formas de extinção e controle de um ato administrativo. decorre que o ato administrativo de polícia é facultativo para o particular. Denomina-se contraposição a extinção de um ato administrativo em razão da prática de um novo ato com efeitos opostos ao ato anterior.F.D 27 .B 5-B 11 . Alexandre Lopes – alexandre@alexandrelopes.E 17 . pode controlar atos administrativos praticados por outro Poder. Quando houver na lei a previsão de recurso administrativo.

pro.br 37 .pro.br DIREITO ADMINISTRATIVO 3ª Parte AGENTES PÚBLICOS CRFB/88 SERVIDORES PÚBLICOS PROCESSO ADMINISTRATIVO Teoria e Exercícios PROFESSOR ALEXANDRE LOPES alexandre@alexandrelopes.www.alexandrelopes.

pro.alexandrelopes.br 38 .www.br alexandre@alexandrelopes.pro.

Celetistas ou Empregados Públicos (CLT. (o grifo é meu) A CRFB/88. Mas.pro. ainda. CRFB/88) AGENTES PÚBLICOS -Particulares Colaboração em . Autarquia e Fundação). Empregados: aqueles cuja relação de trabalho é regida pela CLT (Administração Direta. não basta apenas identificar o vínculo da pessoa física com o Estado.Agentes Delegados (tabeliães. porque foi provida em cargo em comissão. denominados estatutos.Agentes Credenciados (médicos do SUS.Nomeados p/ Cargos em Comissão: Ministros e Secretários .. vejam a eleição. previu. É importante identificar quem é agente público. A partir do momento que ele é um agente público. e a pessoa física responde subjetivamente (necessita provar que o agente agiu ao menos culposamente).Agentes Honoríficos (jurados. por todos os atos que ele praticar nessa qualidade. o Estado será responsabilizado solidariamente com a pessoa física.pro. tradutores públicos) .Magistratura.) IX . (Hely) -Agentes Políticos (Formadores da vontade superior do Estado) -Militares . IX)  Agente Público Conceito: é aquela pessoa física que se vincula com o Estado. a exigência deixou de existir. não havendo necessidade de que o mesmo regime adotado para a Administração Direta seja igual para autarquias e fundações públicas. (Di Pietro) “São todas as pessoas físicas incumbidas definitivamente ou transitoriamente. com a possibilidade de conviverem os dois regimes na mesma entidade ou órgão. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. que substituiu a expressão funcionário público por servidor público.Temporários (Necessidade Temporária e Excepcional. regime jurídico único para os servidores da Administração Direta. •  CRFB/1988: Art. de modo que cada esfera de governo poderá instituir o regime estatutário ou o contratual. que têm peculiaridades. A partir a EC 19/98. Concurso público não é a única forma de constituição do vínculo. (profissão.Corpos de Bombeiros (art. 42. advogados dativos) . por alguma situação fática. atinentes aos mesmos. Temporários: (CFRB.Definitividade (permanência no desempenho da função) . Cargo) .Eleitos (Governo. publicidade e eficiência e. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. para efeito de se determinar quem é a autoridade pública coatora no Mandado de Segurança.br AGENTES PÚBLICOS AGENTES PÚBLICOS “É toda pessoa física que presta serviços ao Estado e às pessoas jurídicas da Administração indireta”. Precisamos saber qual é esse vinculo para podemos classificar. CRFB/88) .Agentes de Fato Necessário ou Gestores de Negócio (assumem espontaneamente função em calamidades) . 39). Vínculo jurídico é o conjunto de direitos e obrigações e em contrapartida o Estado também tem deveres em face daquela pessoa física. TC . autarquias e fundações públicas (art.Hierarquia Administrativa -Servidores Públicos ou Agentes Administrativos Características CLASSIFICAÇÃO  Estatutários: são aqueles cuja relação jurídica de trabalho é disciplinada por diplomas legais específicos. 37.br 39 . moralidade. Emprego Público) . do exercício de alguma função estatal”. CRFB/88) . a questão da responsabilidade objetiva do Estado. dos Estados (art. 142 e 143. art. categoria) . na redação original. tendo com este uma vinculação jurídica. temos que verificar se naquele momento a pessoa está ou não no exercício de função pública. Função) . dos Estados. também. Função Política) .a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. impessoalidade.Estatutários ou Funcionários Públicos (Regime Estatutário.Forças Armadas (arts.. mesários eleitorais) . 37. ou por concurso público ou.DIREITO ADMINISTRATIVO www. leiloeiros. Mas o estado responde objetivamente. MP. ou como empregado público temporário.Profissionalidade. E mais.M.P. Não é porque alguém é delegado de polícia que se ele provocar um dano a terceiro vai ser como agente alexandre@alexandrelopes. temos algumas espécies. ao seguinte: (. Por que eu preciso saber a natureza jurídica e a classificação de alguns institutos? Porque a natureza jurídica vai trazer algumas conseqüências jurídicas.alexandrelopes. 42. Dentro do gênero agente público.

2) Servidores Públicos. das autarquias e fundações públicas. A partir da EC 19. e não quer mais pagar aposentadoria integral para ninguém. que se passou a ter que olhar no edital para ver se aquele concurso seria para emprego público ou para cargo público. em primeiro turno. de 02 de agosto de 2007. Antes do início da sessão já haviam votado para conceder a medida cautelar na ADI 2135 o relator. conforme previsto no artigo 60. Não tem nada haver com direito administrativo.alexandrelopes. 3) Particulares em colaboração. Empregados Públicos. a comissão especial de redação da Câmara dos Deputados teria deslocado o parágrafo 2º do artigo 39 – que havia sido aprovado. Partido Democrático Trabalhista (PDT). A norma. vejam bem! Eu não tenho situações em que uma pessoa pega a carteira de um servidor e sai praticando atos. senão vejamos: alexandre@alexandrelopes. caput. 2º. o texto deveria ter sido analisado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. Atualmente. disse acre ditar que o voto do ministro relator. Com a decisão. Ao elaborar o texto enviado para votação em segundo turno. ou seja. Voto-vista Na sessão desta tarde. por maioria. é diferente da pessoa que passa num concurso. eliminava a exigência do Regime Jurídico Único e planos de carreira para os servidores da Administração Pública Federal. empregado público podia ser da Administração Direta ou Indireta. da Constituição Federal. colocou aquela pessoa ali. Ou mesmo aquelas pessoas que são convidadas por policiais para participarem de operação. é um servidor putativo. Então. A partir de então. a própria administração investiu.pro. em seu voto-vista. Quando o servidor é putativo. relatou Cezar Peluso. aqueles atos são inexistentes. antes da Emenda 19. todo agente público tem atribuições. ainda na sessão de hoje. Contra a concessão da liminar haviam votado os ministros Nelson Jobim (aposentado). Eles confirmaram o fato de que a Emenda Constitucional 19/98 teria sido aprovada sem a observância do regime bicameral. volta a vigorar a redação anterior do artigo. algum problema. nesse caso. Agora. Não há responsabilidade do Estado. é imprescindível observar a decisão do STF. Eros Grau e Carlos Ayres Britto.pro. 4) Militares. quer mandar todo mundo embora. os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Toda pessoa física. não cabe nada contra essas pessoas. Ele ressaltou o fato de que a proposta de alteração do caput do artigo 39 da Constituição Federal não foi aprovada pela maioria qualificada (3/5 dos parlamentares) da Câmara dos Deputados.br AGENTES PÚBLICOS público. o X9. Os atos da vida privada do agente público são resolvidos à luz do direito civil. como se fosse agente público. Não há responsabilidade do Estado! Mas. porque antigamente ninguém tinha dúvida. Néri da Silveira (aposentado). para o lugar do caput do artigo 39. questionada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). porque aquela pessoa é como se fosse um servidor. O ministro frisou que o próprio Regimento Interno da Câmara dos Deputados. ministro Néri da Silveira (aposentado). Pela concessão da liminar votaram. vamos ser mais objetivos! Hoje. a Administração Pública investe o agente naquele cargo e depois vai descobrir que ele tinha um diploma falso. em seu artigo 118. eram só aqueles que faziam concursos para as pessoas jurídicas de direito privado. Outra coisa que não existia antes da emenda: empregado público. logo ela deve ser responsabilizada. qualquer parte da Administração pôde contratar empregado público. Nesse caso. No entanto. Onde se encaixam o juiz e o promotor? Qual a categoria que eles se encaixam? Agentes Políticos. cuja proposta de alteração havia sido rejeitada no primeiro turno. o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu hoje (2).DIREITO ADMINISTRATIVO www. por causa da culpa in vigilando. o ministro Cezar Peluso.br 2/8/2007 Plenário suspende artigo da Constituição sobre contratações de servidores públicos (atualizada) Ao retomar o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2135 com o voto-vista do ministro Cezar Peluso. a ministra Ellen Gracie e os ministros Sepúlveda Pertence. Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa. conceder liminar para suspender a vigência do artigo 39. só não houve uma fiscalização efetiva. Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Socialista Brasileiro (PSB). o Plenário deferiu medida cautelar para suspender o caput do 40 . sempre foi aquele servidor que prestava concurso para empresa pública e sociedade de economia mista. em face do regime. temos quatro grandes categorias de agentes públicos: 1) Agentes Políticos. Dessa forma. o ato existe em face da teoria da aparência e da boa-fé de terceiros. E função administrativa? É aquela que decorre da lei ou da CF. sem que a administração tenha qualquer conhecimento. em sua redação dada pela Emenda Constitucional (EC) 19/98. È interessante notar. da própria Constituição. teria dado uma solução correta à controvérsia. por oito votos a três. Mas. que vão poder exigir do Estado todos os seus direitos. há conhecimento da administração. só podendo praticar atos de acordo com o que está previsto dentro das mesmas. assenta que não há como se fazer essa transposição por mera emenda relacional. o governo não quer mais saber de estabilidade. Empregado público.

Autarquias e Fundações Públicas. explicou a ministra. e quando se manifestam o fazem representando a vontade do Estado. tem que haver excepcional interesse público”. fica a critério do órgão. Há um alto grau de independência. ele faz concurso público para ficar o resto da vida. Servidor Público era aquele que fazia concurso para Administração Direta. no âmbito de sua competência. Mas essas pessoas. 39. indicam para o primeiro escalão. como ficam os juízes e promotores? Pois juízes e promotores prestam concurso público. por ex. sem maiores espaços para àqueles gestores da coisa pública pouco preocupados com os lídimos interesses da coletividade.pro. e o conseqüente retorno do regime jurídico único para a Administração Direta. de 1998) // (Vide ADIN nº 2. com a redação dada pela Emenda Constitucional 19. de 1998) Art. das autarquias e das fundações públicas. pode ou não prestar. embora não tenham sido eleitos. O concurso evita a violação ao princípio da impessoalidade e da moralidade pública. das autarquias e das fundações públicas. deputados e vereadores são todos eleitos. o mata mosquito etc. vamos supor que ocorra uma calamidade pública? Não há tempo de fazer concurso público. pessoas jurídicas de direito público. Assim. senadores.alexandrelopes. A União. toda a legislação editada durante a vigência do artigo 39. Presidente. governador. alexandre@alexandrelopes. há concurso público. fundações e autarquias. (grifos meus) (Atual Redação. na ADIN nº 2. A ministra Ellen Gracie. Mas. passa a valer a partir de agora. temos o renascimento do mandamento normativo constitucional do Regime Jurídico Único para a Administração Pública Direta. o IBGE para fazer um censo. ou melhor. a partir do dia 02 de AGOSTO de 2007. “se houver interesse público pode haver contratação de pessoal temporário”. para aqueles que entendem que agentes políticos são apenas aqueles que são eleitos ou nomeados. Toda decisão judicial ou parecer do MP é manifestação de vontade do Estado. São situações de emergência. também haver empregados públicos. é o empregado público temporário. Autarquias e Fundações. dentro da administração direta. geralmente. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.DIREITO ADMINISTRATIVO www. voltando a vigorar a redação anterior à EC 19/98. ou seja. assim. Outrossim. um liame nãoprofissional. o Supremo Tribunal Federal ao constatar um vício formal na elaboração do caput. E são agentes temporários. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. a volta da vigência do texto original do referido dispositivo. ressaltando que. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. por conseguinte. A União. Pode ou não haver concurso. Então. A União. pós Constituição de 1988. por tempo limitado e cuja a atribuição está determinada na CF. é possível. São pessoas contratadas quando existe um excepcional interesse público. Agora. Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. com a redação da EC 19/98.. determina a sua suspensão.135-4) Art. está errado. esclareceu que a decisão tem efeito exnunc. E Empregado Público só em Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista. caput. São agentes que possuem um alto grau de discricionariedade.br 41 . em 02 AGO 2007) Com a decisão supramencionada. os Estados.135. com a redação determinada pela da Carta Social de 1988. até o julgamento do mérito. Logo. Com isso. O agente político tem um vínculo. afirmam isso porque as atribuições de juízes e promotores foram explicitadas pela CF. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. em regra é ligado ao Estado pela eleição. presente no Regime Jurídico Único. Antes da Emenda 19. ficam resguardas as situações consolidadas. dessa forma. entendo não existir o acaso. elegeram regimes estatutários como regimes jurídicos únicos. cargos de confiança. havia essa categoria de funcionário público e empregado público. ou seja. após a concessão de medida cautelar pelo Pleno do STF. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. os Estados. Se cair numa prova de marca “X”. A regra é que o liame do servidor público seja profissional. do art. gerando. (Redação original da Constituição de 1998) Art. 39. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. ministros e secretários também são considerados agentes políticos. Deve-se observar que – via de regra – os entes federativos. com o advento da Emenda 19. Autarquias e Fundações Públicas. 39.br AGENTES PÚBLICOS artigo 39 da Constituição Federal. continua válida. sem que haja qualquer vinculação. no âmbito de sua competência. 39. ao proferir o resultado do julgamento. hoje a Administração Pública volta a possuir um legítimo instrumento de gestão de seus servidores públicos. os servidores públicos têm liame. Para aqueles que entendem que juízes e promotores são agentes políticos. Primeira coisa. eles têm independência para se manifestar. vínculo profissional. do art. em obediência ao antigo (agora atual) caput. 39 da Constituição da República de 1988.pro. prefeito. os Estados. Mas há uma categoria de servidor público que não presta concurso público. São agentes políticos porque o agente político é aquele cuja atribuição está vinculada diretamente na CF.

assim ele é um gestor de negócios. e vão ser indicados pelo governador. quem é estatutário possui aposentadoria integral. princípios. Em princípio. não vai ser mandado embora. na indireta temos as entidades. institucional. Não existe servidor público. veio da classe dos advogados. É como se fosse uma adesão. não há contrato algum. E 1/5 dos tribunais tem que vim da classe dos advogados. ou seja. não há direito adquirido em face de regime legal. Herança é ato jurídico perfeito ou direito adquirido? É direito adquirido. basta política de contenção de despesas. lá só há empregados públicos. para prestarem um serviço publico específico. promotor requer. Estados e Municípios e o DF. que não vai ter mais. O que mais cai. foi indicado para ser desembargador do TRT de SP. Mas. mas que possuem um vínculo com o Estado. e você como civil. há direito adquirido em face de regime contratual. Lei 8112 se for servidor federal. Servidor público ocupa cargo público. o regime jurídico é estatutário. em sentido estrito. Mas.DIREITO ADMINISTRATIVO www. você assinou aquele contrato. ou por requisição do Estado art. não tem estabilidade em compensação. e o motorista para no sinal e também tem um enfarto. Ex. a qualquer momento você pode perder o direito à férias. o liame é temporário. O empregado público a qualquer momento pode ser mandado embora. Para quem faz concurso para cargo público. nos TJ e pelo presidente no caso do TRF. ou seja. autorizatários. Mas há contrato que é ato jurídico perfeito. É o caso que cai em concurso. aquilo que já estava previsto em lei.pro. Mas. servidor putativo. a qualquer momento pode acabar o seu adicional por tempo de serviço. são chamados de gestores de negócio. e não há direito adquirido em face do regime estatutário. às vezes. Quem estava dirigindo a ambulância não era servidor. e estabilidade. é que. quem é empregado público faz concurso para emprego público. os entes são União. numa função temporária e emergencial. para lhes auxiliarem. mas hoje não há Administração Indireta no Poder Legislativo e Judiciário. que é a mesma coisa que legal. temos um problema. autarquias e fundações. O Poder Executivo tem Administração Direta e Indireta o Judiciário só tem Administração Direta. quem é contratado assina contrato. mas não futuro você não vai ter. Só pode haver funcionário público na administração direta. a não ser que já esteja incorporado ao seu patrimônio. isso não quer dizer que esses poderes não possam criar sua administração indireta. Ex.pro. qualquer ato praticado por esse particular vai gerar responsabilidade do Estado. você é obrigado a prestar aquele serviço porque o Estado lhe requisitou. A única vantagem desse regime é ato jurídico perfeito. são criadas pela administração direta. Entidades são pessoas jurídicas descentralizadas da administração direta. Se um dia não quiserem mais aquele cargo. gestor de negócio e os delegatários. porque vem da lei. são escolhidos para prestar um serviço temporário.br AGENTES PÚBLICOS Na eleição. que regem a relação entre a pessoa física e o Estado. E. sai do seu carro pega a ambulância e sai dirigindo. finalmente.alexandrelopes. é evidente que um dia o Poder Judiciário pode pegar a EMERJ e formar uma Fundação Pública. mas bateu no carro de um outro civil. e dentro dos tribunais superiores o presidente pode escolher civis que nunca fizeram concurso público para ser ministro. aqui o vínculo é definitivo. o que é diferente de requerimento. As entidades podem ser estatais ou paraestatais. Qual é o comum? Os agentes delegados. são aqueles que recebem por delegação uma prestação de serviço público. é o quinto constitucional. ato jurídico perfeito. E temos também essa última categoria para atender situações de emergência. você será posto em disponibilidade. Quem é funcionário público. a previdência é contratual ou é legal? Legal. A importância de se saber se o regime jurídico é legal ou contratual. Dentro do TJ e dos TRF. e vão receber alguma atribuição administrativa. com vencimento proporcionais. eu tenho pessoas físicas que não prestaram concurso e também não foram eleitas. o Lalau não fez concurso. porque estas são pessoas jurídicas de direito privado. assim permanece. e pode dar ensejo a Mandado de Segurança. alexandre@alexandrelopes. juiz requisita. No dia da posse. são chamados também de agentes honoríficos. Ex. com aquelas condições.-Lei 220/75 se for do Estado. mas por uma situação emergencial assumiu uma função administrativa. Mas.br 42 . 217 CF. é a lei que determina. O nome é regime jurídico estatutário. Mas isso não quer dizer que eu não possa Ter juiz e promotor em cargo vitalício sendo nomeado pelo presidente da República. O ato jurídico perfeito vem do contrato e o direito adquirido vem da lei. não precisa que ele cometa qualquer falta. Esses agentes são os mesários. permissionatários. Dec. No caso de requisição do Estado. jurados. Qual a diferença entre Autarquia e empresa Estatal? Na Administração Direta temos os entes. podendo ser remunerado ou não. ou seja. o regime jurídico é um conjunto de normas. o motorista da ambulância está carregando uma pessoa para hospital público. é a diferença de agente honorífico. em sociedades de economia mista ou empresas públicas. em regra. são os concessionários.

escalonados segundo a hierarquia do serviço. 37 (. 2) Condições para Ingresso: (art. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. 37.pro. IV: Militares: Não! CARGOS.Ex.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. na forma prevista em lei. 37. os Estados. ACUMULAÇÃO DE CARGOS CRFB/1988: XVI . V. prorrogável uma vez. quando houver compatibilidade de horários. ocupado por servidor público. CRFB/1988) Cargos em Comissão: serão preenchidos por servidores de carreira nos casos. (P.É o número de servidores que devem ter exercício em cada repartição ou serviço. II a IV) Quadro – É o conjunto de carreiras. regida pela CLT. EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS Cargo público é o lugar dentro da organização funcional da Administração Direta e de suas autarquias e fundações públicas que. CRFB/88) NORMAS CONSTITUCIONAIS Brasileiros: preencham os requisitos 1) Acessibilidade Estrangeiros: na forma da lei. Provimento é o ato de preenchimento do cargo. o Livre Associação Sindical: norma autoDireito de Greve: necessita de lei específica 42. • Podem lotar e relotar servidores. 18 da CRFB. I. VI e VII):  aplicável. todos autônomos.pro. e com idênticas atribuição.  (?).Ex.o prazo de validade do concurso público será de ATÉ DOIS ANOS.: Delegado de 1ª. 3) Direitos (art 37. V. CRFB/1988: Art. o Distrito Federal e os Municípios. QUADRO. 95. na carreira. Funções de Confiança (art..Ex.alexandrelopes. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego.br 43 . IV . observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: CRFB/1988: Art. Função é a atribuição ou conjunto de atribuições que a Administração confere a cada categoria profissional ou comete a determinados servidores para a execução de serviços eventuais. Emprego público é a relação funcional dos trabalhadores de sociedades de economia mista. condições e percentuais mínimos previstos em lei.. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS Função – Modalidades: 1. CARREIRA . 37. tem funções específicas e remuneração fixada em lei ou diploma a ela equivalente. LOTAÇÃO • • • Cargos Vitalícios (art.: Delegado de Polícia Civil do Estado do RJ) Classe – É o agrupamento de cargos da mesma profissão. (P. CRFB/88) CLASSIFICAÇÃO DOS CARGOS • • Observância obrigatória! Código mínimo de direitos e obrigações. • Competência: art. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. cargos isolados e funções gratificadas de um mesmo órgão ou Poder. por igual período. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. IX. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. 37.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. V. 18. responsabilidades e vencimentos. nos termos desta Constituição. Funções de Confiança: exercidas exclusivamente por servidores efetivos.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. exceto. CLASSE.DIREITO ADMINISTRATIVO www. 37. de 2ª e de 3ª) Lotação .) I . CRFB/88) Cargos Efetivos Cargos em Comissão (art. extinguir cargos e funções.br AGENTES PÚBLICOS ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO • As entidades estatais são livres para organizar seu pessoal para o melhor atendimento dos serviços a seu cargo. (art. alexandre@alexandrelopes. empresas públicas e suas subsidiárias.: Policiais Civis) Carreira – É o agrupamento de classes da mesma profissão ou atividade. §5º e 142. Contratados por tempo determinado (art. (P. §3º. assim como aos estrangeiros.os cargos. l. (o grifo é meu) II . III . CRFB/88) 2. na forma da lei. para acesso privativo dos titulares dos cargos que a integram.

1° . aplicável este limite aos membros do Ministério Público. de 6 de janeiro de 1932: Art. dos Estados e dos Municípios. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. dos Estados. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo..br AGENTES PÚBLICOS a) a de dois cargos de professor. ou concedidas como ajuda aos servidores que reunam as condições pessoais que a lei especifica (gratificações especiais). sociedades de economia mista. autárquica e fundacional.) XI ..128. 39 (.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. de 13 de dezembro de 2001. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.) § 8° A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4°.. Gratificações são vantagens pecuniárias atribuídas precariamente aos servidores que estão prestando serviços comuns da função em condições anormais de segurança.. prescrevem em 5 (cinco) anos. (. em qualquer caso. não poderão exceder o subsídio mensal. meses ou anos. Art.. Vencimento = Vencimento-Base = (retribuição pelo exercício do cargo público) Remuneração = vencimento + vantagens pecuniárias. 37 (. b) a de um cargo de professor com outro. dos membros de qualquer dos Poderes da União. verba de representação ou outra espécie remuneratória. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. §3º).As dívidas passivas da União. salubridade ou onerosidade (gratificações serviços). {Alínea "c" com redação dada pela Emenda Constitucional n° 34. o detentor de mandato eletivo. • Prescrição de vencimentos e vantagens: Decreto n° 20. do Distrito Federal e dos Municípios. “c”). 37. em espécie. no âmbito do Poder Judiciário.. incluindo-se nesta as Procuradorias dos Estados e do DF (art. e sociedades controladas. prêmio.pro. com profissões regulamentadas. contados da data do ato ou fato do qual se originarem. • Ministros dos Tribunais de Contas da União (art.. §9º)..alexandrelopes. nos Municípios. adicional. (grifo meu) ------------------------------------------------------Lei nº 8.. seja qual for a sua natureza. Proventos configuram a retribuição pecuniária do aposentado. abono.. correspondente ao padrão fixado em lei. direta ou indiretamente.. à medida que completarem os prazos estabelecidos pelo presente decreto. percebidos cumulativamente ou não. (grifo meu) Subsídios: • Membros do Ministério Público (art. --------------------------------------------VENCIMENTOS E VANTAGENS PECUNIÁRIAS (Lei nº 8.pro. obedecido.. 144. X e XI..} XVII . dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. 135). e nos Estados e no Distrito Federal. empresas públicas.910.” (NR) Síntese em relação às aposentadorias dos servidores públicos alexandre@alexandrelopes. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. I.. estadual ou municipal. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal. o disposto no art.DIREITO ADMINISTRATIVO www. técnico ou científico. • SUBSÍDIO CRFB/1988: Art. a prescrição atingirá progressivamente as prestações. pensões ou outra espécie remuneratória. funções e empregos públicos da administração direta. • Servidores Policiais (art.br 44 ..852/94) Vencimento: é a retribuição pecuniária devida ao servidor pelo efetivo exercício de cargo.§5º. suas subsidiárias. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única.. fundações. o subsídio do Prefeito.. pelo poder público. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça.Quando o pagamento se dividir por dias.. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. aplicando-se como limite. • TETO CRFB/1988: Art. 3° . em espécie.) § 4° O membro de Poder.112/90: vantagens pecuniárias: a) indenizações b) gratificação c) adicional Adicionais são vantagens pecuniárias que a administração concede aos servidores em razão do tempo de exercício (adicional por tempo de serviço) ou em face da natureza peculiar da função.. • Integrantes da Defensoria Pública e da Advocacia Pública.. que exige conhecimentos especializados ou em regime próprio de trabalho ( adicional de função). vedado o acréscimo de qualquer gratificação...a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. 73.

nos municípios. cumulativas: a) 60 anos de idade (homem) e 55 anos (mulher). No cálculo de sua aposentadoria entram as contribuições feitas ao INSS. na prática serão necessários alguns anos para que uma pessoa chegue ao novo limite do INSS. A aposentadoria proporcional só existirá até a véspera da promulgação da atual reforma. cumprir um adicional de 20% sobre o tempo que em 15/12/98 faltava para completar a contribuição de 30/35 anos (mulher/homem) e pagar um redutor de 3. A Constituição estabelece que contribuições devem obedecer a noventenas para que entrem em vigor.869 para R$2. condições para pedir aposentadoria proporcional (com base na Emenda nº 20/1998). inclusive ao INSS (se trabalhou antes na iniciativa privada). mas incidindo alexandre@alexandrelopes. no Judiciário estadual. ninguém poderá receber no serviço público mais que ministro do Supremo Tribunal Federal. Primeiro. aposentados e futuros servidores com a reforma da Previdência. No entanto. cinco anos de serviço público. Quem já tem direito a aposentadoria proporcional ou integral poderá se aposentar com base na atual Emenda Constitucional nº 20/1998. O teto é a soma de tudo que o servidor ou aposentado recebe. Mas haverá três subtetos nos estados e um em cada município. ou de 5% por ano a partir desta data. das polícias militares e corpo de bombeiros. Contribuição de inativos Será cobrada contribuição previdenciária de 11% de todos aposentados e pensionistas. Cobrança será feita 90 dias após a promulgação da reforma. Contribuição de aposentados será cobrada em 90 dias A contribuição previdenciária a ser paga por todos os aposentados e pensionistas. até a data da promulgação da emenda. Se quiser aumentar a renda na velhice.Este aposentado terá uma espécie de "paridade parcial" com os ativos.400 (DEZ/2003). Lei ordinária definirá como serão atualizadas essas contribuições. Atenção . terá de contribuir para um fundo de previdência complementar dos servidores.25% do salário de ministro do STF. Se optar pelas condições da Emenda nº 20/1998. mais adicionais de 40% (no caso de aposentadoria proporcional) ou de 20% (integral) sobre o tempo que faltava para ter direito à aposentadoria em 15 de dezembro de 1998.400”. Lei definirá a atualização dessas contribuições. Corte de pensões As novas pensões serão integrais até o teto.5% para cada ano de idade antecipado. Com isso. No entanto. Atenção . estaduais e municipais. assessores do Congresso prevêem um período de baixas aposentadorias nos próximos anos. Lei definirá como ficam serão os reajustes dos aposentados e pensionistas. Hoje. O teto dos servidores do Executivo estadual será o salário do governador.pro. sendo dez na carreira e cinco no cargo. mas uma lei estabelecerá como serão os seus reajustes. Segurados do INSS O limite do salário de contribuição passou de R$ 1. só começou a ser descontada após o decurso do prazo de três meses. terá direitos adquiridos. acrescidas de 70% do valor que superar este limite. A antecipação máxima é de 7 anos. Abono de permanência Todo servidor que atingir condições de pedir aposentadoria terá um abono de permanência equivalente aos 11% da contribuição previdenciária. o aposentado perde a paridade ativo-inativo. o abono será dado também a quem atingir. se tiver trabalhado em empresas privadas. o valor que servirá de base para a aposentadoria levará em consideração as contribuições previdenciárias efetivamente feitas.alexandrelopes. Quem chegou ao serviço público até 15/12/98 e quiser se aposentar antes de completar as idades de 60 e 55 anos (homem e mulher) deve ter cinco anos de serviço público. no mesmo percentual da contribuição dos funcionários da ativa (em geral 11%). existirá o redutor para antecipações.br AGENTES PÚBLICOS Como ficaram a aposentadoria de funcionários federais. do prefeito.DIREITO ADMINISTRATIVO www. só terá descontada a contribuição sobre o excedente ao teto. como o valor da aposentadoria no INSS é a média das contribuições feitas desde julho de 1994. para evitar perda de poder aquisitivo. Futuros servidores Quem já entrou para o serviço público depois da reforma terá aposentadoria paga pelo Estado limitada ao teto de aposentadoria. porque no geral os servidores terão de trabalhar mais até sete anos para ter direito ao 45 . com exigência de tempo de contribuição de 30/35 anos (mulher/homem). o subteto equivalerá a 90. Lei ordinária definirá como as novas pensões serão corrigidas. Teto para todos Depois da promulgação desta reforma. no dia em que for se aposentar poderá optar pelo valor a que teria direito na véspera da promulgação da atual reforma ou pela nova legislação. a aposentadoria máxima do INSS passará a este valor. Serão cobradas contribuições sobre os proventos que passarem de 60% do teto de aposentadoria por mês recebidos por inativos estaduais e municipais e federais. Quem se tornar pensionista após a promulgação da atual reforma. Depois. o limite será o salário do deputado estadual. Isso porque essa pensão já sofrerá um desconto de 30% sobre a parcela que passar destes “R$ 2. Se quiser continuar trabalhando. Depois de uma corrida às aposentadorias. Neste caso. Ela fixa idades mínimas de 53 anos (homem) e 48 anos (mulher). Com a reforma. no Legislativo estadual. o abono só é dado a quem soma condições para aposentadoria integral. verificada desde que o governo enviou a reforma da Previdência ao Congresso.O teto e os subtetos valem para os militares das Forças Armadas.br apenas sobre a parcela que exceder a 60% do teto de aposentadoria. b) 35 anos de contribuição (homem) e 30 anos (mulher). inclusive sobre a paridade. Não terá direito à paridade ativo-inativo. se pedir o benefício até 31 de dezembro de 2005. c) 20 anos de efetivo exercício no serviço público. “Atuais servidores” – (Ingresso antes da EC 41/03) Somente terá aposentadoria pelo último salário (integralidade) quem tenha atingido as seguintes condições.pro.

em decorrência de pedido de vista do ministro Eros Grau que.112. 186. O pedido é feito para garantir o direito de alguém prejudicado pela omissão.112.Atividades sob condições especiais: Critérios definidos por Leis Complementares. Dessa forma. a decisão do Supremo não tem força de obrigar o Congresso Nacional a elaborar a lei. o exercício do direito assegurado constitucionalmente. O processo e julgamento do mandado de injunção compete ao STF quando a omissão na elaboração da norma regulamentadora for do presidente da República. c) tempo de serviço no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria: 5 anos.br AGENTES PÚBLICOS benefício. na sessão de hoje (30). o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o voto do ministro-relator Marco Aurélio. e em funções que prejudiquem a saúde e integridade física”. pois eles deixarão de ganhar o novo "abono de permanência" (de 11% sobre o salário) e ainda terão de pagar a contribuição se concretizarem a aposentadoria. Jurisprudência do STF (30/08/2007): Plenário determina aposentadoria especial por insalubridade para servidora da saúde Por unanimidade. 46 . cabe ao Supremo autorizar de forma temporária. 40. decidiu acompanhar o voto do relator pela procedência parcial do pedido. após mais de 25 anos em atividade insalubre. III – portador de deficiência. Tribunal de Contas da União. mas não pode ser exercido pela falta de regulamentação. A servidora alegou omissão do Estado. no Mandado de Injunção* (MI) 721. Os servidores que já têm direito à aposentadoria proporcional também deverão ser “desestimulados” a passar à inatividade. §5º): professor que comprove exclusivamente tempo de serviço das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. a dispor que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais constantes da Constituição têm aplicação imediata”. parágrafo 4º.213/91. (EC 47/05) I – atividades perigosas.pro. da CRFB. fica também declarada a “mora legislativa” [demora em legislar] do Poder Público em relação à matéria.DIREITO ADMINISTRATIVO www. O julgamento estava suspenso desde setembro de 2006. Mesa de uma dessas Casas legislativas. Entretanto. Para Marco Aurélio “há de se conjugar o inciso 71 do artigo 5º da Constituição Federal. deixou de cumprir sua obrigação.Aposentadoria voluntária com proventos integrais: a) tempo de efetivo serviço público: 20 anos. que prevê a volta da paridade (mesmos reajustes para ativos e inativos) para os novos aposentados. “não há dúvida quanto à existência do direito constitucional para a adoção de requisitos e critérios diferenciados para alcançar a aposentadoria daqueles que trabalham sob condições especiais. para deferir à impetrante o direito à aposentaria. Caso o pedido seja acolhido. nos termos do artigo 57. *O que é o Mandado de Injunção? Mandado de injunção é uma ação constitucional que pede a regulamentação de uma norma da Constituição Federal. à falta de regulamentação desse direito.pro. Câmara dos Deputados. 187 da Lei 8. § 1º. A idade mínima: 65 anos (homem) e 60 anos ( mulher). Essa pelo menos é a expectativa do governo. quando os poderes competentes não o fizeram. pode sair perdendo. § 1º. Aposentadorias especiais: a) professor (40. que aceitou incluir o "bônus" durante as discussões da reforma na Câmara.Para a aposentadoria voluntária com proventos proporcionais não se exige tempo mínimo de contribuição. O mandado foi impetrado por servidora da área da saúde. pois seus proventos não terão os mesmos reajustes dos ativos. até a vinda da lei complementar. da Lei 8. Arts. com o parágrafo 1º do citado artigo.  Compulsória (a invalidez é presumida) – art. b) tempo de serviço na carreira em que se dará a aposentadoria: 10 anos. o Supremo apenas comunica ao responsável pela elaboração da lei que ele está “em mora legislativa”. da Lei 8. MODALIDADES DE APOSENTADORIA DO SERVIDOR ESTATUTÁRIO  Por invalidez permanente – art. que teve sua aposentadoria negada por falta de alexandre@alexandrelopes.alexandrelopes. pela expectativa da aprovação da "emenda paralela" da Previdência. Senado Federal. Com esta decisão do STF. . um dos tribunais superiores. b) art. 40. II – atividades insalubres. relator do mandado. 212. e) tempo de contribuição: 35 anos (homem) e 30 (mulher). assim como os demais ministros presentes à sessão. Quem pedir aposentadoria nesse período.br regulamentação de aposentadoria especial pelo exercício de atividade insalubre. Segundo. § 1º. 188. Supremo Tribunal Federal. da Constituição Federal. pela inexistência de lei complementar que a impede de se aposentar sob o regime especial. §4º . Congresso Nacional. ou seja. concluiu o relator. que dispõe sobre plano de benefício da Previdência Social. d) idade mínima: 60 anos (homem) e 55 (mulher). De acordo com o ministro Marco Aurélio. . Seu direito consta do artigo 40.  Voluntária.

O contraditório exige a notificação de atos processuais à parte interessada. não havia leis gerais que disciplinavam o processo administrativo. mesmo com a edição posterior da lei básica sobre processo administrativo. poderes. como o contraditório e ampla defesa.DIREITO ADMINISTRATIVO www. Tendo em vista essa distinção. com meios e recursos a ele inerentes. Este último conceito abarca. segundo exposição de Medauar. do tempo e do lugar dos atos do processo. 2– PROCESSO E PROCEDIMENTO Procedimento é o termo que designa uma sucessão encadeada de atos que objetivam a pratica de uma até final. O principio da publicidade esta previsto expressamente no artigo 37 Caput da CRFB/88/88. O Inciso LV do artigo 5º da constituição federal de 1988 determina que aos litigantes. o direito de assistir à inquirição de testemunhas e direito de apresentar defesa escrita e recursos administrativos. A lei federal. processo disciplinar e processo administrativo tributário. Também o inciso LX do art. da revogação e da convalidação dos atos. conforme relata Celso Antonio Bandeira de Mello. a atuação dos sujeitos sob prisma contraditório. exige a divulgação oficial. No Estado do Rio de Janeiro não existe uma Lei que regule os Processos Administrativos.pro. Antigamente. da competência. ou seja.pro. à exceção das situações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.alexandrelopes. dos atos administrativos. os órgãos públicos devem prestar informações no prazo da lei. dos recursos administrativos e dos prazos. faculdades. a atipicidade. X. da formal. As leis de processo administrativo aplicam-se subsidiariamente aos processos específicos. dos direitos e deveres do administrado. em processo judicial ou administrativo. Atualmente. que regula o processo administrativo no âmbito federal. sobretudo. à produção de provas e a interposição de recursos. a economia processual. além do liame entre atos. a publicidade.br PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO 1– INTRODUÇÃO O processo administrativo é um dos mais importantes instrumentos de garantia dos administrados ante o desempenho da função administrativa. da motivação.br apesar da tradição. existiam apenas normas esparsas que continham um ou outro procedimento administrativo. como as decisões em processos tributários ou disciplinados. vínculo jurídico entre sujeitos. a matéria é regida pela Lei 10177/98. O artigo 2º. da Lei 9784/99. alexandre@alexandrelopes. o contraditório decorre da bilateralidade do processo. a pluralidade de instâncias administrativas. nos processos dos quais possam resultar sanções e nas situações de litígio. estando a matéria no âmbito do Poder Executivo disciplinada por meio de Decreto do Governador. à apresentação de alegações finais. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. a oficialidade. o processo administrativo no âmbito federal encontra-se disciplinado na Lei 9784/99. 3– PRINCÍPIOS INFORMADORES DO PROCESSO ADMINSTRATIVO O processo administrativo deve observar uma série de princípios. ele assegura à parte contrária a oportunidade de resposta em face da alegação de algo contra ela. a legislação utiliza os termos indistintamente. a possibilidade de exame das provas constantes no processo. Processo implica. Trata-se de rito que se desenvolve dentro do processo. a expressão procedimento. da decisão. deveres. o artigo 2º parágrafo único. trata dos princípios da administração Pública. na relação processual. por exemplo. que estabelece normas aplicáveis a administração direta e indireta para proteção doa Direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins administrativos. a gratuidade. Na esfera estadual de São Paulo. 5º determina que a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. ressalvadas as hipótese de sigilo previstas na constituição. Enquanto a ampla defesa se relaciona com a oportunidade de produção de provas e previsão de recursos administrativos. e resolvidos por um julgamento administrativo. licitações. do artigo 5º da CRFB/88/88. consagrou-se. a verdade real. prevalecem as leis específicas sobre. V. ou seja. 47 . por exemplo. participação popular e o dever de decidir. sendo reservados à expressão processo apenas os assuntos contenciosos. da comunicação. cercados de garantias. determina que sejam assegurados nos processos administrativos o direito à comunicação. do impedimento e da suspeição. da anulação. A título de exemplo. englobando direitos. a obediência à forma e aos procedimentos. da Lei 9784/99. da instrução. De acordo com as determinações contidas no XXXIII. Contudo.

o art. o superior hierárquico pode rever os atos de seus subordinados. é inadmissível no âmbito do processo administrativo a utilização de provas obtidas por meios ilícitos (art. 5º.pro. A emenda constitucional nº. 22 da lei determina que os atos do processo administrativo não dependem de forma alexandre@alexandrelopes. 45/04. parágrafo 1º.261/68) prescreve que “não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver influído na apuração ou da verdade substancial ou diretamente na decisão do processo ou sindicância”. a 48 . a matéria de fato pode ser reexaminada e também pode acontecer a produção de novas provas. Este último aspecto é complementado com o princípio da autotutela. 2º. das Autarquias e das Fundações públicas federais. No processo administrativo. Assim. 169. 5º da CRFB/88. ressalta a importância da observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados e enuncia a necessidade de adoção de formulas simples. a menos que haja leis específicas que cobrem por determinados atos processuais. é parte do processo administrativo e não pode exigir a mesma onerosidade. pode-se apenas adentrar com pedido de reconsideração. também denominada informalismo ou formalismo moderado. Todavia. e inciso XI.5º.pro. predomina atipicidade de ilícitos e infrações que geralmente são previstos por conceitos jurídicos indeterminados como “falta grave”. CRFB/88).br determinada. Os recursos hierárquicos podem chegar até a autoridade máxima da organização administrativa. uma vez que a administração não deve se restringir ao alegado pelas partes.DIREITO ADMINISTRATIVO www. isto é. A autoridade julgadora tem a discricionariedade para enquadrar a falta e a dosagem da pena ao caso concreto em função de gravidade do ilícito e de suas conseqüências para o serviço público. A obediência à forma e aos procedimentos. De acordo com art.2º incisos VIII e IX. senão quando a lei expressamente o exigir.alexandrelopes. salvo disposição em contrário. • Na instrução ou andamento do processo. ela é aplicada em três circunstâncias: • Na instauração do processo. referente aos servidores públicos civis da União. se a decisão partir da autoridade máxima. O art. investigar fatos e solicitar informações. da Lei 9784/99. da Lei 9. acrescentou o inciso LXXVIII ao art. CRFB/88). Ademais. Compreende a análise que o estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei 10. Decorre do poder hierárquico conjugado com a autotutela administrativa (Di Pietro). buscar as vias judiciais.112/90. A pluralidade de instâncias é chamada por Celso Antônio Bandeira de Mello de princípio da revisibilidade e garante ao administrado recorrer da decisão que não lhe seja favorável. indica que o formalismo no processo administrativo deve existir na medida razoável e proporcional ao atendimento dos interesses públicos ou da garantia de direitos dos administrados. mas pode. sem a necessidade de provocação de terceiro. a regra é gratuidade. LV. Mesmo em face da busca da verdade real dos fatos. • Na revisão dos próprios atos. se não atendido. o art. “procedimento irregular” etc. parágrafo único. 57 da lei de processo administrativo federal restringe o direito de recorrer a três instâncias administrativas. admitindo o requerimento de diligências. O princípio da verdade real é corolário da oficialidade. laudos e informações. a investigação de fatos. segurança e respeito aos direitos dos administrados. in verbis: ”A todos. no âmbito judicial e administrativo. pois tornaria inviável ao interessado buscar o reconhecimento de seus direitos. LVI. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. O art. da Lei 8. Também no reexame predomina um formalismo menos exacerbado do que aquele encontrado no processo civil. (grifo meu) Oficialidade é o princípio que garante à Administração iniciar o processo administrativo de ofício (ex officio). enunciado na Súmula 473 do STF. a solicitação de pereceres. restando ao administrado. A Administração Pública deve procurar a verdade material ou substancial. Nesta perspectiva. Isso ocorre porque a administração. de ofício. que resultou do movimento de Reforma do Judiciário para garantir amplo acesso à justiça e maior celeridade nas prestações estatais. Na realidade. pois os recursos hierárquicos admitem argüições que contenham novas alegações.br PROCESSO ADMINISTRATIVO Economia processual é o principio utilizado para o aproveitamento de nulidades sanáveis cuja inobservância não prejudique a Administração ou o administrado. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. diferentemente do judiciário. O direito de recorrer é uma garantia constitucional relacionada com a ampla defesa (art.784/99. que regula o processo administrativo federal. determina que “o julgamento fora do prazo legal não implica nulidade de processo”.

em regra. que abrangem a imposição de sanções disciplinares no âmbito interno do órgão. como nas infrações decorrentes do poder de polícia.2006. MS 24167/RJ. sendo a decisão proferida pela autoridade competente (Di Pietro). • Processos administrativos de controle: como prestação de contas. A Constituição possui diversas normas que garantem a participação da população na administração. O processo administrativo disciplinar é obrigatório na aplicação de penalidades que impliquem a perda do cargo de funcionário estável.pro.10. entre outros doutrinadores. à Administração. tema pulsante quando estudamos a legitimidade para a propositura do Mandado de Segurança (legitimidade ativa). O Brasil adota sistema misto. seja em face de funcionários. tendo em conta o que disposto nos artigos 48. também sejam tomadas em sessão pública. o dever de emitir. concurseiros ou não. de 06 OUT 2006. por exemplo. no prazo de trinta dias. O princípio da participação popular na gestão e no controle da Administração pública é decorrência do modelo de Estado Democrático de Direito. no sentido de exigir que as decisões administrativas dos tribunais.br . a ouvidoria. no prazo de trinta dias. cassação de aposentadoria ou cassação de disponibilidade. e externos. verbis: “Recurso Administrativo e Dever de Decidir O Tribunal concedeu parcialmente mandado de segurança impetrado pelo Estado de Minas Gerais contra ato omissivo do Secretário de Estado da Fazenda e Controle Geral do Rio de Janeiro para determinar que a autoridade coatora. diante da não-observância de normas por parte dos administrados. Entendeu-se haver demora injustificada para apreciação do aludido recurso. Joaquim Barbosa. ou que intercepte comunicações telefônicas ou correspondências epistolares. decisão nos processos administrativos de sua competência —.784/99 — que impõem. do STF. o interessante fato de o Autor da ação mandamental ser um Estado-membro da federação. de alunos de escolas públicas. do art. licenciamento ambiental. reclamações e impugnações de lançamento. rel. referente a crédito de ICMS. Considerou-se. 5. 49 e 59. aos estudiosos do direito. já que passados mais de cento e oitenta dias desde a sua interposição.DIREITO ADMINISTRATIVO www. no inadimplemento de contratos celebrados com a administração ou nas infrações contra a ordem econômica. A Lei 8. Min. corolário do princípio da legalidade.br PROCESSO ADMINISTRATIVO autoridade administrativa não pode utilizar ou determinar a realização de prova que macule garantias constitucionais. registro de marcas e patentes. seja anda. modificou a redação do inciso X. • Processos administrativos punitivos: que se dividem em internos. os processos administrativos são classificados em: • Processos administrativos de gestão: como licitações. Ilustramos com uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal o princípio em tela.alexandrelopes. consulta fiscal e lançamento tributário. todos da Lei 9. de função opinativa. mecanismos de participação ou de controle de pessoas de fora da administração. 5– PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLNAR Trata-se de meio de apuração de ilícito administrativo. que teria transcorrido lapso de tempo suficiente para o julgamento do recurso. como a inviolabilidade de domicílio. alexandre@alexandrelopes. julgue o recurso administrativo do impetrante. concursos de ingresso ao serviço público.pro. no qual o processo é realizado por comissões disciplinares – órgãos estranhos à relação entre funcionário e superior hierárquico -. adotado pela Constituição. demissão. O dever de decidir decorre do poder-ver da Administração Pública. tais como a audiência pública. • Processos administrativos de revisão: que abarcam recursos administrativos.112/90 exige a sua realização para aplicação de penas de suspensão por mais de trinta dias. • Processos administrativos de outorga: que compreendem licenciamento de atividades ou exercício de direitos. para que haja maior controle popular. sendo-lhe assegurada ampla defesa (art. (MS-24167) Fonte: Informativo 443. o disque-denúnca etc. 45/04. A emenda constitucional nº. a consulta pública. além de motivadas. 93. e 49 Cumpre ressaltar. A legislação infraconstitucional prevê. § 1º.” 4– CLASSIFICAÇÃO Conforme tipologia propagada por Odete Medauar. 41 CRFB/88/88). concurso de promoção ou remoção nas carreiras.

93. X. alexandre@alexandrelopes.pro. 146 CRFB/88 /88).br 50 . de acordo com o art. As medidas disciplinares dos Tribunais.DIREITO ADMINISTRATIVO www. da Constituição dependem do voto da maioria absoluta de seus membros.alexandrelopes.br PROCESSO ADMINISTRATIVO destituição de cargo em comissão (art.pro.

Por esse motivo se diz que a imposição da sanção pelo simples conhecimento ou por verdade sabida não foi recepcionada pela CRFB/88/88. inquirição de testemunhas. em face de falta punível de natureza leve.Decisão.Instrução: fase de elucidação dos fatos. (2) a aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 dias. devendo conter todos os elementos que permitam aos servidores conhecer os ilícitos de que são acusados. proceder à apuração de ocorrências anômalas no serviço público. como o paulista. CRFB/88/88. 2.www. ou seja. perícias técnicas e apresentação de documentos) e que. que pode ou não advir do acolhimento do relatório. da Lei nº. para a defesa. 7– VERDADE SABIDA Assim é denominado o conhecimento pessoal e direto de alguma falta funcional pela autoridade competente para aplicar a pena. deve assegurado o direito de vista do processo. O processo administrativo para aplicar a penalidade exige o contraditório e a ampla defesa.com. A imposição da sanção por meio da verdade sabida é admitida apenas em alguns estatutos. assim que concluída.Relatório: peça opinativa mediante a qual a comissão deve concluir com proposta de absolvição ou aplicação de determinada penalidade.pro. alexandre@alexandrelopes. 3Defesa: fase em que o servidor apresenta suas razões (escritas). com indiciados ou não. bem como a sua notificação. sigilosa ou publicamente. que envolve a apresentação de provas ou a solicitação de sua produção (depoimento da parte. (3) a instauração de processo administrativo disciplinar para os fatos que compreendem penas superiores à suspensão de 30 dias até a demissão.br PROCESSO ADMINISTRATIVO Há cinco fases do processo administrativo: 1. 2004). a decisão deve ser adequadamente motivada. na ausência. O art.cursomaxx. pessoalmente ou por advogado ou. comissão processante designa funcionário. um instrumento de que se vale a administração para a apuração de fatos irregulares. 4. inspeções pessoais.br 51 . 145.Instauração: fase na qual a peça instauradora é autuada e encaminhada para processamento regular pela comissão processante. e. conforme o artigo 5º LV. confirmadas. 6– SINDICÂNCIA Trata-se de “meio sumário” de que se utiliza a administração para. Se houver rejeição da sugestão da comissão. de preferência bacharel em direito. as quais. A lei federal não trata da verdade sabida. 8112/90 prevê como possível resultados da sindicância: (1) o arquivamento do processo. fornecerão elementos para a imediata abertura de processo administrativo (DI PIETRO. 5. quando dela não resultar qualquer falta punível.

salvo autorização em lei.B “O ideal não se define: enxerga-se pelas clareiras que dão para o infinito. ( ) 3. Das afirmativas a seguir.A 4.com.adaptada) Assinale a opção que elenque dois princípios norteadores da Administração Pública que se encontram implícitos na Constituição da República Federativa do Brasil aplicáveis aos Processos Administrativos em geral. e) Finalidade / eficiência. II. ressalvadas as previstas em lei. de obter cópia das decisões nele contidas e conhecer as decisões proferidas. sem prejuízo a atuação dos interessados.pro. Correlacione as duas colunas quanto aos princípios da lei federal de processo administrativo: 1 2 3 4 5 - gratuidade oficialidade segurança jurídica motivação finalidade ( ) Interpretação da norma administrativa da forma ( ) ( ) ( ) ( ) que melhor garanta o atendimento ao fim público a que se destina. II e IV II.” Rui Barbosa alexandre@alexandrelopes.B 2. o administrado pode argüir a suspeição da autoridade administrativa. II e III I.br PROCESSO ADMINISTRATIVO EXERCÍCIOS 1. devem ser observados no processo administrativo.br . III e IV 2. III e IV I. embora sejam valores éticos. se este não o fizer espontaneamente. b) Motivação / razoabilidade. (ACE . d) Contraditório / segurança jurídica.TCU/2006 – CESPE) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. II . a) Legalidade / moralidade. o administrado tem direito de ter vista dos autos em que figure na condição de interessado. (Técnico Administrativo ANEEL/2006 – ESAF . de ofício. ele poderá.www. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. delegar essa competência ao respectivo presidente. III . não podem ser considerados no processo administrativo. Atendimento a fins de interesse geral. o decoro. III e IV I. IV . Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. c) Eficiência / ampla defesa. por força de disposição legal. indique todas as que estão corretas: I. do processo administrativo. vedada a aplicação retroativa de nova interpretação. Impulsão. os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. a) b) c) d) e) 3 /1 / 5 / 2 / 4 5/1/3/4/2 3/1/2/5/4 2/3/1/4/5 5/1/4/3/2 4. a probidade e a boa-fé. a) b) c) d) e) I. por comportarem juízo subjetivo na sua aplicabilidade.E 3. 52 Gabarito: 1. Proibição de cobrança de despesas processuais.cursomaxx.