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Estudo Dirigido Ii - Análise Geológica

ANÁLISE GEOLÓGICA

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Érika
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Estudo Dirigido II

Nome do aluno: Érika Monteiro Dias da Cruz


Curso: Engenharia Ambiental e Sanitária
Disciplina: Projeto Integrador: Análise das características do solo
Tutor/a: Jhonatan Breno Morais

ESTUDO DIRIGIDO II – ANÁLISE GEOLÓGICA

• Geomorfologia
A região do terreno está inserida na área de Domínio das Bacias e Coberturas
Sedimentares e do Domínio dos Planaltos Cristalinos, composta por um relevo
irregular, com presença de morros, atingindo cerca de 50m de altura. O terreno está
localizado a aproximadamente 5m/6m acima do nível do mar.

• Geologia Regional
No contexto geológico, a região se insere sobre rochas sedimentares, de substrato
rochoso e litologias integrantes da Bacia Sedimentar do Recôncavo, recobertas
localmente por sedimentos praiais, terraços arenosos e depósitos de pântanos e
manguezais, de idade holocênica. A Baía de Todos os Santos se situa em um graben
encaixado em rochas do embasamento pré-Cambriano, preenchido por sedimentos
Jurássicos e Cretáceos.
Basicamente, os Grupos Ilhas (K1i), Massacará (K1ss) e Barreiras (ENb), bem como
Granitoides das Regiões de Serrinha e Uauá (A4ƴms), são as principais formações
identificadas na região, situada na Bacia do Recôncavo.
O terreno está localizado sobre o Grupo Ilhas (K1i), caracterizado por intercalações de
espessos folhelhos, de coloração variando entre o cinza-esverdeado ao negro,
calcíferos e fossilíferos, e siltitos cinza-claros, argilosos e laminados, contendo diversos
corpos de arenitos, de granulação fina a sílticos, com uma matriz argilosa, além de
marga, siltito e calcilutito.

• Hidrogeologia Regional
Em termos hidrogeológicos, a região da área de estudo está inserida na unidade
pertencente à Bacia do Recôncavo, sobre o domínio do Grupo Ilhas Formação Pojuca,
associado às rochas sedimentares cretáceas da Bacia do Recôncavo.
O Grupo Ilhas (K1i) é constituído por conglomerados, siltitos, arenitos e folhelhos, que
ocorre de forma livre, semiconfinada a confinada. A produtividade do aquífero poroso
é alta, apresentando vazões superiores a 40m3/h. O mapa com a Hidrogeologia
Regional, pode ser observado na figura abaixo.
• Sondagens de reconhecimento
Para avaliação das características físicas do solo local e interpretação de dados do nível
d’água no terreno, este estudo recorreu à observação do Relatório: Serviços de
Sondagem Mista, executados no terreno, para a Ultracargo, pela Empresa Top
Sondagens, entre os dias 03 e 28 de setembro de 2020. Este estudo, apresentado no
Anexo III, demonstra os resultados da execução de 05 (cinco) sondagens Standard
Penetration Test (SPT, por sua sigla em inglês) na área.
De maneira geral, os serviços apresentados, neste relatório de sondagem, demonstram
que o material que recobre o terreno, até o primeiro metro de profundidade, pode ser
descrito como silte argiloso, mole e de aterro e que o nível d’água foi interceptado na
profundidade mínima de 22cm (SM-01).
A Tabela 4, à frente, demonstra os níveis d’água interceptados durante os trabalhos
de campo, enquanto na Imagem 10, adaptada do trabalho supracitado, podem ser
visualizadas as localizações das sondagens executadas.
Os dados, obtidos com as sondagens realizadas no local, indicam que não há nível
d’água aflorante, sem observações de artesianismos no terreno e o sentido do fluxo da
água subterrânea pode ser considerado como para Sudeste.
• Considerações finais

Este documento apresenta as informações relativas à caracterização ambiental de


terreno situado no Porto de Aratu, município de Candeias/BA, tendo sido observado
o que segue:
⎯ O terreno está inserido na Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte e Inhambupe –
XI;
⎯ Uma vez que não há ocupação, não havendo usuários na área, não há consumo
ou fornecimento de água;
⎯ O Decreto de Lei do Estado da Bahia n.° 7.595, que: Cria a Área de Proteção
Ambiental - APA da Baía de Todos os Santos e dá outras providências, de 05 de
junho de 1999, reconhece o local como: “III - ZONA DE OCUPAÇÃO URBANA -
corresponde às áreas de ocupação urbana consolidada, e seu entorno. São áreas em
que se permite a expansão da ocupação, com aprovação prévia da entidade
administradora da APA, independentemente de outras licenças e autorizações
pertinentes”, indicando que o terreno se encontra próximo da Unidade de
Conservação Área de Proteção Ambiental Baía de Todos os Santos, no entanto,
totalmente fora de seus limites;
⎯ A análise das aerofotogrametrias, do ano de 1976/1977 e de 1989, não
demonstrou uso e ocupação do local, imagens de satélite, dos anos de 2005 e
2009, apresentam o que se assemelha a um canteiro de obras, para os anos de
2012 e 2014 foi possível observar a ocupação, no limite Leste-Nordeste, com um
canteiro de obras e estruturas de apoio à estas.
⎯ De acordo com Diplomas Legais que regem o tema, não incidem Áreas
Preservação Permanente (APP) no terreno uma vez que neste, de acordo com as
informações cartográficas oficiais, não ocorrem cursos d’água ou nascentes em
seu interior tampouco em áreas lindeiras - limítrofes, sem vegetação de
manguezal, vegetação de restinga, topo de morro e de declividades acentuadas
na área;
⎯ A área alagadiça, ocorrente no terreno, não é oriunda de
barramento/represamento de cursos d’água naturais, sendo sua ocorrência
associada a exploração da área em tempos pretéritos, com a movimentação de
terra realizada para instalação dos Terminais locais e demais empreendimentos
do Porto;
⎯ Sondagens executadas no local demonstram que o solo do terreno é composto,
em sua porção superior – até 01 (um) metro de profundidade por material de
aterro, formado por silte argiloso mole, com nível d’água não aflorante, sem
ocorrência de artesianismo e com sentido de fluxo para Sudeste do terreno;

• ANEXO

Foram utilizadas 01 (uma) sonda rotativa, modelo 920 de avanço manual, empregando-
se coroa diamantada de diâmetro NWG e barrilete amostrador duplo móvel NWG. Foi
utilizado também tripé completo e todos os acessórios exigidos para a realização do
ensaio NBR-6484/01 "SOLO -SONDAGENS DE SIMPLES RECONHECIMENTO
COM SPT - MÉTODO DE ENSAIO" e ABGE.

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