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Compras e Mistérios em Família

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Nós passamos a tarde inteira no shopping, compramos roupas, relógios e outros

acessórios pro Ravi, brinquedos e roupas pro Luca e roupas e sapatos pra mim. Minha
mãe não quis levar nada, disse que o dia era dos filhos delas. Ela, de fato, fez
Ravi experimentar inúmeros ternos. Enquanto ele tirava o último ela correu pra
vendedora e separou dois ternos que o Ravi pareceu gostar e mandou a moça passá-los
escondido e rápido. Quando Ravi voltou ela já tinha me dado as sacolas com os
ternos.

Quando ele me perguntou o porquê das bolsas respondi que era presente pro Miguel e
o porquê de eu estar dando presente pra ele sendo que o aniversário era meu era pra
não ter que voltar no shopping depois. Ele acreditou, ainda bem, porque não sei
mentir sobre pressão. Nem sem pressão. Nem quando é por uma boa causa. Nem por uma
má causa. Nem por causa nenhuma. Eu não sei mentir, ponto.

Umas seis horas e meia nós voltamos pra praça de alimentação, estávamos todos com
fome novamente e dessa vez fiz só um lanche. Enquanto estamos terminando meu pai
aparece e completa a nossa pequena reunião familiar.

- Que tal um jantar pra comemorar a nossa família finalmente completa? – Meu pai
pergunta olhando pra cada um.

- COMEEER. – Luca da um gritinho com seu punho fechado pra cima, fazendo até as
pessoas das mesas ao lado rirem.

- Você tá sempre com fome meu pinguinho. – Minha mãe diz rindo e pegando o pequeno
no colo.

- Por mim, tudo certo. – Ravi diz e se vira pra mim.

- Eu vou avisar o Miguel. – Digo me levantando com o celular na mão.

- Tá. – Meu pai diz balançando a cabeça uma vez.

- Pede pra ele deixar aquele vestido que eu comprei pra você lá em casa. – Minha
mãe diz antes que eu saia de perto

- Tá. – Saio andando e ligo pra Miguel que me atende rápido. – Oi, amor.

- Oi, minha pequena, aconteceu alguma coisa? – Ele me atende da mesma forma de
sempre: preocupado.

- Não, só liguei pra avisar que vou jantar com meus pais e pedir pra você levar um
vestido pra casa deles pra mim.

- Ok, pode deixar. – Escuto algo se quebrando ao fundo.

- Ta fazendo o quê? – Pergunto curiosa.

- Na-nada não. – Ele gagueja. – Foi só um... Um... Só um copo que eu derrubei sem
querer.

- Hum. – Resmungo desconfiada, mas decido perguntar depois. – Ok então, depois do


jantar eu vou pra casa pra nossa sessão de filmes e séries.

- Tá bom meu amor, até mais tarde.

- Até amor. – Desligo o celular e volto pra mesa e qual não é minha surpresa quando
vejo Norman conversando com meus pais sentando onde minutos antes eu estava. –
Nossa, mais um pouco e você sentava nas minhas pernas.
- O que? – Ele pergunta com a testa franzida enquanto o resto da família ri.

- Nada não. – Digo fazendo sinal com a mão para que deixe para lá.

- Então, prima, feliz aniversário. – Ele diz me olhando, pronunciando a palavra


prima de uma forma esquisita.

- Obrigada. – Eu digo franzindo a testa e me sentando em uma cadeira que Ravi pegou
pra mim.

- "Só eu acho esse carinha esquisito?" – Ravi diz por telepatia, um truque que
aprendemos, mas que só acontece com nós dois.

- "Não, mano, conheci ele mais cedo e já não simpatizei muito" – Respondo também
telepaticamente.

- Então, Luna e Ravi, o que gostariam de ganhar? – Norman pergunta nos fazendo
voltar a atenção pra ele.

- Bom, se for pra escolher... – Ravi começa com um sorriso de lado no rosto.

- Então não é presente. – Eu completo olhando meu irmão com um sorriso enorme no
rosto.

Ainda é estranho ter alguém que pense exatamente como você, alguém que completa
suas frases e você as dele, mas tudo flui tão facilmente entre a gente que nem
parece que passamos tanto tempo separados.

- Típico de gêmeos completar as frases um do outro. – Norman diz com um sorriso no


rosto, mas um olhar irritado. – Mas não acho que isso seja algo saudável.

- O que quer dizer com isso? – Ravi pergunta se empertigando todo, pronto pra
atacar ao menor sinal de ameaça, ele fica assim perto de mim sempre que saímos ou
estamos próximo a algum desconhecido e essa situação se enquadra nas duas opções.

- Calma, filho. – Meu pai coloca a mão no ombro de Ravi que se acalma um pouco, mas
puxa sua cadeira pra mais próximo de mim. – Tenho certeza que ele não falou por
mal, certo, Norman?

- Sim, senhor. – O cara de pau diz com um sorriso debochado. – Falei apenas por que
alguns amigos meus não gostam de gente que fala junto.

- Mas isso é um problema deles e não nosso. – Ravi diz visivelmente irritado e
nunca é uma boa coisa irritar Ravi. Depois que ele aprendeu a usar seu lado elfo
ele vem demonstrando ser uma salamandra poderosa, mas instável, então todo mundo
sempre evita irritá-lo.

- Com certeza. – O infeliz balança a cabeça confirmando, mas o sorriso não sai do
rosto dele. – Só quis avisar, porque eles também pretendem se mudar pro complexo.

- Não vejo problema algum; se eles não chegarem perto de nós, não irão se irritar.
– Digo também não gostando da conversa, mas ao contrario de Ravi que só está um
pouco irritado eu já estou fumegando de raiva. – E acho melhor nós irmos pra casa,
eu ainda tenho que me arrumar.

- Você tem razão filha. – Minha mãe se levanta e olha séria para Norman. – Até mais
Norman, acho que nos vemos no complexo, ligue pro meu pai e converse com ele sobre.
- Pode deixar, tia Sophie. – Ele se levanta e cumprimenta meus pais e por último eu
e Ravi, que permanecemos sentados. – Até mais primos.

- Até. – Nós falamos juntos e ele vai embora.

Quando chegamos na casa dos meus pais corro me arrumar e me arrumo em tempo
recorde, descendo pra sala às sete e meia, desço antes de todo mundo na verdade. À
medida que eles vão descendo meu sorriso vai se alargando com a cara de taxo deles
ao me verem já pronta e, diga-se de passagem, linda.

- Então vamos? – Pergunto animada.

- Vamos. – Minha mãe diz. – Só vamos passar no seu avô antes, vai ser rapidinho, só
pra pegar uma coisa com ele.

- Ok.

Nós vamos em direção a mansão, mas estranho tudo escuro e quando vamos nos
aproximando percebo a porta aberta e algumas marcas escuras na porta.

- Ravi acende uma lanterna. – Digo baixinho me posicionando com meu irmão na
frente.

Ele acende a lanterna do celular e percebemos que as marcas são sangue. Nós nos
entreolhamos e começamos a entrar devagar na casa.

- Espera. – Eu digo e me abaixo pra retirar o salto e puxar a barra do vestido pra
cima, pra não me atrapalhar enquanto ando descalça. – Vamos.

Nós andamos cautelosamente em direção a porta e quando entramos tentamos acender a


luz, mas a energia da casa parece ter sido cortada.

- Lu. – Ravi se abaixa e quando me aproximo percebo ser uma poça de sangue. – De
quem será esse sangue? Cadê o pessoal?

- Não sei, mano, mas é melhor a gente ir procurar. – Digo indo em direção a uma
porta secreta que sei que existe ao lado da porta de entrada.

A casa possui inúmeros compartimentos secretos que guardam armas, suprimentos e


outras coisas, pra qualquer eventualidade. Esse é um deles.

- Vamos nos separar ou vamos juntos? – Ravi pergunta guardando algumas adagas nos
bolsos do paletó.

- Normalmente eu diria separados, mas se o pessoal daqui que é treinado a mais


tempo sucumbiu, então é melhor nós irmos juntos. – Digo, também me armando.

- Então vamos. – Nós começamos a andar e percorrermos grande parte do térreo


rapidamente.

- Meninos? – Escutamos alguém falando e nos viramos rapidamente, alarmados. – Sou


eu, a mamãe.

- Ai, mãe. – Digo relaxando o corpo. – Quer matar a gente de susto? Pensamos que
fosse alguém nos atacando.

- O que a senhora tá fazendo aqui? – Ravi pergunta.

- Eu escutei um barulho vindo da lateral da casa e quando fui olhar não vi ninguém,
então comecei a arrodear a casa e vi cerca de trinta pessoas nos fundos.

- Ok, nós vamos pra lá, mas a senhora fica atrás. – Ravi diz já se encaminhando
pros fundos da casa. Ela então dá um tapa na parte de trás da cabeça do Ravi e diz:

- Tá pensando o que garoto? Antes de você sonhar em nascer eu já treinava, sabia?

- Ai mãe! – Ele diz passando a mão na cabeça. – Não precisava bater.

- Anda gente. – Digo tomando a frente.

Nós saímos da casa e começamos a circular a casa.

- Cadê o pai e o Luca? – Ravi pergunta.

- Eu os deixei vigiando pelo outro lado. – Minha mãe diz fazendo eu e Ravi pararmos
e a olharmos alarmados.

- E se eles forem vistos? – Pergunto.

- Seu pai sabe se virar, filha. – Ela diz com um sorriso discreto.

- Tá bom. – Digo e voltamos a andar.

Quando chegamos perto dos fundos nos aproximamos mais lentamente, tentando ouvir
alguma coisa ou enxergar alguma coisa, discretamente.

- Tem certeza que eles estavam aqui, mãe? – Sussurro.

- Sim. – Ela diz. – Mas eles estavam do outro lado.

- Perto do pai? – Ravi pergunta com a voz alterada pela frustração.

- É.

- Tá legal. – Digo tentando manter a calma, respirando fundo pra poder pensar. –
Vamos por aqui mesmo.

- Tá doida? – Ravi pergunta.

- Vamos pelas sombras. – Digo com fimeza.

- Mas a gente não consegue manter as sombras ao nosso redor Luna. – Ele diz se
irritando ainda mais.

- É a melhor solução. – Digo firme. – Se a gente tentar ir pelo outro lado pode ser
que seja tarde demais.

- Tá, vamos. – Ele diz a contra gosto. – Fica atrás da gente, mas bem perto viu
mãe?

- Pode deixar meus amores. – Ela diz com uma voz esquisita. Acho que ela está
tramando alguma coisa, só espero que não seja nenhuma idiotice.

Eu e meu irmão damos as mãos e nos concentramos nas sombras ao nosso redor,
tentando mantê-las lá, num raio de pelo menos um metro e meio, mantendo também
nossa mãe escondida nas sombras da noite.

Recomeçamos a andar, mas quando nós chegamos do outro lado, onde supostamente os
invasores estavam não encontramos nada, olhamos para todos os lados, mas nada nos
chama a atenção, então retiramos a proteção.

- Onde eles estão? – Pergunto ainda tentando olhar de um lado pro outro.

- Não sei. – Minha mãe diz. – Vamos voltar pra dentro de casa, eles podem ter
entrado.

- É. – Digo meio aérea.

Nós entramos na casa vagarosamente, com cuidado para não sermos surpreendidos, mas
então a luz se acende e escutamos vários gritos:

- SURPRESA! – Nós piscamos os olhos pra nos adaptarmos à luz e quando olhamos pra
frente vemos todos os nossos amigos e familiares nos encarando com sorrisos nos
rostos.

- Mas o que? – Escuto Ravi, que assim como eu está sem entender nada.

- Gostaram da surpresa? – Minha mãe pergunta com um sorriso sapeca no rosto.

- Foi tudo encenação? – Pergunto ainda com o queixo caído.

- Sim. – Ela diz rindo.

- Ai meu Deus, eu quase tive um ataque cardíaco. – Digo colocando uma mão no peito
e a outra no ombro do Ravi pra manter o equilíbrio.

- Poxa gente, nós ficamos preocupados. – Ravi diz sério, mas então abre um sorriso.
– Mas tenho que admitir que foi criativo.

Todo mundo começa a rir e nós nos vemos sendo abraçadas por todo mundo.

- Gostou da surpresa, amor? – Miguel pergunta no meu ouvido e me abraçando por


trás.

- Quase morri do coração! Mas sim, gostei. – Digo me virando e abraçando seu
pescoço.

- Que bom. – Ele me dá um selinho e logo sinto outros braços me puxando pra longe
de Miguel.

- Tá bom, deixa eu aproveitar minha filha. – Escuto antes de ver meu pai, que me
vira pra ele e me abraça apertado. – Parabéns, meu amor.

-Obrigada pai. – Digo o apertando e sendo apertada de volta.

Depois de todos os parabéns, nós tiramos várias fotos e na grande maioria eu estou
agarrada com Ravi, que não para de sorrir nem por um instante. Depois de todas as
fotos nós escutamos a doida da Babi começar a gritar.

- DISCURSO! DISCURSO! – Ela começa E logo é seguida por quase todo mundo.

- Bom. – Começo o famigerado discurso. – Eu quero agradecer por vocês terem


organizado tudo isso e esse é o meu aniversario mais feliz porque é o primeiro que
passo com minha família completa: avós, primos, tios, namorado e o mais importante,
com meu gêmeo. – Digo a última parte olhando para Ravi que fica com os olhos
brilhando de emoção. – Te amo, mano. – O abraço apertado, sentindo minhas lágrimas
molharem seu precioso terno.
- Eu também te amo, pequena. – Ele beija o topo da minha cabeça e começa a falar
ainda agarrado a mim. – Eu só quero dizer que esse é meu melhor aniversario e eu
sou muito feliz com todos vocês.

- Ount como ele fofo. – Marie diz colocando as mãos juntas do lado do rosto e
piscando os olhos, fazendo todo mundo rir.

- Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas vamos ao que interessa. – Marcelo diz
indo pra frente e esfregando uma mão na outra. – Vamos comer! – Ninguém aguenta e
começamos a rir, mas começamos a nos mover em direção a comida.

- Fome zero. – Tony diz pro irmão e Marcelo sai feliz da vida em direção a comida.

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