PROVAS
EQUESTRES
BEM ESTAR ANIMAL
Ana Laura Furtado de Morais
Leonardo Mathias Schitini Quintiliano
Marcos Felipe de Moura Morales
Renata Maria Fernandes Senhuk
Teylor da Silveira Meira
Profª Esp. Thais Cristina Dias de Macedo
INTRODUÇÃO
Esta apresentação contém uma
abordagem sobre o bem-estar animal em
eventos esportivos envolvendo equinos.
Alcançar os objetivos da competição inclui
garantir que a estrutura e as instalações
sejam adequadas ao bem-estar dos
animais, definindo procedimentos e
estabelecendo instruções para a garantia
de atendimento à esses princípios de bem-
estar animal.
Nutrição adequada
Boa
alimentação Ausência de sede prolongada
Conforto em torno do descanso
Boa
Habitação Conforto térmico
Princípios e
Facilidade de movimento
Ausência de lesões
critérios de Boa saúde Ausência de doença
Ausência de dor e dor induzida por procedimentos de manejo
bem-estar Expressão de comportamento social
Expressão de outros comportamentos
Comportamento
Fonte: AWIN (2015) e
Welfare Quality® apropriado Bom relacionamento humano-animal
Estado emocional positivo
Proceder a um manejo condizente com a espécie
animal e possuir conhecimentos e práticas
comprovadas no manejo desses animais;
Qualidade técnica que atende aos requisitos de
cada tipo de competição, de forma a demonstrar a
cultura equestre ao mais alto nível.
ALIMENTAÇÃO E
SAÚDE COMPORTAMENTO
HIDRATAÇÃO Priorizam sua segurança,
Dieta com ingestão de Escore de condição pois naturalmente são
volumoso de boa corporal: conformação presas, dando importância
qualidade; robusta, dentro do ideal; ao conforto e interações
Fornecer sempre água Ausência de carrapatos, sociais com outros animais;
limpa e fresca, alimentos injúrias, feridas ou Quando bem tratados e
concentrados e cicatrizes; confortáveis, costumam
suplementos; Bom manejo sanitário e demonstrar afeição, sendo
É válido conhecer as alimentar; muito sociáveis com os
preferências dos animais. Vacinação em dia humanos.
CONDIÇÕES IDEIAS PARA EQUINOS
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
Equipamentos devem ser anatomicamente adequados ao animal,
garantindo a distribuição equitativa do peso ou carga, evitando
abrasões, assaduras e pontos de pressão concentrados;
Avaliar condições naturais de tensão muscular, a postura
corporal, o posicionamento e movimentos de cabeça e
movimentos de boca e língua;
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
Equipamentos proibidos: barbelas de arame, torcidas ou
excessivamente apertadas; embocaduras cortantes;
barrigueiras, mantas, cabeçadas e selas que limitem a circulação
por ajuste inadequado e pressão excessiva; e qualquer utensílio
utilizado de maneira a provocar sangramentos, cortes ou
abrasões.
Baias ou cochieras individuais, espaçosas, claras,
bem ventiladas, secas e confortáveis; apresentar
INSTALAÇÕES dimensões amplas, sendo o ideal 4x4m; o piso e
a cama das cocheiras devem permanecer secos,
limpos, evitando lesões, e ser de fácil limpeza e
É fundamental que as instalações desinfecção.
levem em conta as características
físicas e o comportamento dos Comedouros e bebedouros individuais;
animais, oferecendo proteção,
limpeza, segurança e proteção contra Cama das Cocheiras deve ser macia, seca e
agentes externos. plana e com boas propriedades absorventes,
evitando o mau cheiro, assim como não deve
desprender pó ou quaisquer outras substâncias
irritantes ou alérgicas.
As instalações devem conferir conforto ao animal,
e permitir a visualização de outros animais.
O ideal proporcionar ao cavalo o maior tempo
possível em ambiente externo, permitindo o
contato direto com outros animais. assim como
local de abrigo, para proteger os animais do sol
forte ou chuvas, sendo ideal que a água seja
fornecida neste local;
As baias provisórias usadas nos eventos não
devem ser fabricadas com material cortante;
devem apresentar dimensões compatíveis para o
conforto do animal; devem facilitar a circulação
do ar, e serem fornecidas sem nenhum tipo de
instalação elétrica.
SUPERVISÃO
VETERINÁRIA
Depois de cada competição, os animais deverão ser
cuidados e bem tratados, incluindo-se avaliação e
tratamento veterinário;
Os animais feridos nos locais de prova deverão ser
imediatamente atendidos por equipe especializada. O
deslocamento desses animais ficará a cargo do
médico veterinário e equipe responsável, que deverão
assegurar o mínimo estresse e evitar sofrimentos
desnecessários aos animais.
O acompanhamento veterinário inclui monitoramento
das condições físicas, prevenção e tratamento de
lesões, nutrição adequada e vacinação em dia.
ANTIDOPING
É proibida a administração interna e externa de
medicamentos que visam alterar potencialmente o
desempenho do cavalo nas provas, com o fim de
retirar uma dor ou mascarar uma condição de
saúde que não permitiria sua participação;
Não é permitido a participação do animal que
receber qualquer tipo de medicação que não seja
por recomendação do médico veterinário;
A existência de monitoramento e controle
antidoping preserva o bem-estar animal e a
concorrência leal.
RELAÇÃO CAVALO E
CAVALEIRO
O trabalho dos cavaleiros com seus cavalos, deve se
manter dentro dos parâmetros de bem-estar, evitando
toda atitude ou recurso que provoque desconforto, dor
ou medo nos animais, em conformidade com o
regulamento de cada modalidade;
É necessário uma atenção especial aos locais, arenas,
pistas de corrida, superfícies, clima, estábulos,
segurança das instalações e manutenção, a fim de
priorizar o bem-estar animal;
Durante a competição, os árbitros devem impor o bom
espírito desportivo consistente com o bem-estar dos
animais, punindo ou cancelando linguagem abusiva e
comportamento excessivo, como chicotadas excessivas
ou uso de lanças, condução violenta ou perigosa.
CONCLUSÃO
Pode-se concluir que o modelo ideal de
bem-estar em provas equestres deve ser
centrado no respeito e cuidado integral do
cavalo, priorizando sua saúde física e bem-
estar em todas as etapas da competição.
Isso implica em garantir condições
adequadas de alojamento, nutrição, manejo
e treinamento, além de uma relação de
confiança e respeito mútuo entre cavaleiro
e animal, visando assim, uma cultura de
respeito animal acima de resultados
esportivos.
Referências bibliográficas
ATROCH, T. M. A. USO DOS CINCO DOMÍNIOS PARA AVALIAR O BEM-ESTAR DE
EQUINOS. 2019. 44 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Zootecnia) -
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https://repository.ufrpe.br/bitstream/123456789/1755/1/tcc_thaynamilanoassisatroc
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Acesso em: 1 mar. 2024.
MINCHILLO, C. et al. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. MANUAL DE
BOAS PRÁTICAS PARA O BEM-ESTAR ANIMAL EM COMPETIÇÕES EQUESTRES, 2016.
Disponível em: <https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-
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estar-animal-em-competicoes-equestres.pdf>. Acesso em: 5 mar. 2024.