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Comportamento e Bem Estar Animal - Relatório

O relatório aborda a avaliação do bem-estar de equinos e coelhos, destacando a importância de protocolos validados como AWIN e Welfare Quality. A análise inclui observações sobre comportamento, saúde e interação com o ambiente, visando garantir práticas de produção responsáveis. Conclui-se que a aplicação de tais protocolos é essencial para melhorar as condições de vida dos animais e atender às exigências éticas e legais.

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Comportamento e Bem Estar Animal - Relatório

O relatório aborda a avaliação do bem-estar de equinos e coelhos, destacando a importância de protocolos validados como AWIN e Welfare Quality. A análise inclui observações sobre comportamento, saúde e interação com o ambiente, visando garantir práticas de produção responsáveis. Conclui-se que a aplicação de tais protocolos é essencial para melhorar as condições de vida dos animais e atender às exigências éticas e legais.

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Licenciatura em Enfermagem Veterinária 2024/2025

Comportamento e
Bem Estar Animal II
Relatório de
Equinos e Coelhos
2025
Anastasia Malhó - 2024138288213
Bruna Carreira - 2024145248
Maria Almeida - 2023135328
Maria Leonor Ramirez - 2024131495
Maria Ruivinho - 2024136956
Nicole Bernardino - 2024136588
Índice

1. Introdução

2. Relatório Equinos

2.1 Protocolos

2.2 Avaliação

3. Relatório Coelhos
3.1 Protocolos

3.2 Avaliação

4. Conclusão

5. Referências Bibliográficas

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1. Introdução
Atualmente, o bem-estar animal tem vindo a assumir um
papel central na produção animal, não apenas por motivos
éticos, mas como um fator determinante para a
sustentabilidade e produtividade dos sistemas de
produção. Compreender e avaliar o bem-estar dos animais
exige uma abordagem objetiva que considere o
comportamento, o estado físico e a interação com o
ambiente, sendo essencial a aplicação de protocolos
validados, padronizados e específicos para cada espécie.
Assim, surgiram os projetos europeus AWIN (European
Animal Welfare Indicators) e Welfare Quality. Estes
constam de referenciais e protocolos que visam a
avaliação e certificação do bem-estar em animais de
produção em explorações e matadouros com base em
critérios mensuráveis, por exemplo, em escalas padrão.

Mais tarde, com o intuito de abranger mais espécies,


esclarecer, adaptar e uniformizar estes protocolos e
avaliações na prática, o IRTA (Institute of Agrifood
Research and Technology da Catalunha), juntamente com
o NEIKER (Instituto Vasco de Investigación y Desarrollo
Agrario) e baseando-se nestes referenciais desenvolveu a
certificação Welfair®, permitindo identificar, avaliar e
assegurar ao consumidor a origem dos produtos,
garantindo que respeitam padrões de bem-estar animal.

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A fim de aplicarmos os protocolos, acima citados (AWIN e
Welfare Quality), no âmbito da disciplina Comportamento e
Bem Estar Animal II, usufruímos duas espécies distintas de
animais de produção, disponibilizadas para a avaliação
pela ESAC (Escola Superior Agrária de Coimbra): Equinos e
Coelhos.

No caso dos equinos, deslocamo-nos às cavalariças da


ESAC, onde observámos e avaliamos um cavalo
selecionado. Já no caso dos coelhos, implementámos os
protocolos num grupo específico da unidade de
cunicultura da exploração agrícola da ESAC.

Ao longo deste relatório, apresentaremos os protocolos


utilizados, os dados recolhidos e a análise crítica dos
resultados, refletindo a importância destas ferramentas de
avaliação e o seu contributo para práticas de produção
mais responsáveis.

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2. Equinos
O comportamento dos equinos é um reflexo direto do seu
bem-estar físico e emocional e constitui um dos pilares
essenciais na avaliação das suas condições de maneio.
Cavalos são animais sociais, com uma estrutura de grupo
bem definida, e expressam uma ampla gama de
comportamentos naturais que incluem interações sociais,
exploração, descanso e movimentação.

Compreender estes comportamentos permite identificar


sinais precoces de desconforto, dor ou stress, sendo por
isso essencial para qualquer avaliação de bem-estar
animal.

Protocolos como o AWIN (Animal Welfare Indicators)


destacam a importância de adaptar métodos de
avaliação de bem-estar quando os cavalos são mantidos
em grupos. A convivência em grupo pode introduzir
variabilidade no comportamento observado, como
dominância, evitamento ou cooperação, que pode
comprometer a seleção dos animais avaliados se não
forem adotadas técnicas de amostragem aleatórias.

Além disso, certos indicadores clássicos podem não ser


totalmente fiáveis em contextos de grupo, exigindo a
adaptação ou desenvolvimento de novos indicadores
específicos — por exemplo, para avaliar expressão de
comportamento social, repouso adequado e qualidade do
sono.

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A observação do comportamento é, portanto, uma
ferramenta crucial tanto para a prática clínica como para
a gestão zootécnica, contribuindo não só para garantir o
bem-estar dos cavalos, mas também para promover
relações mais harmoniosas e seguras entre humanos e
animais.

A atualização contínua dos protocolos, com base em


novos conhecimentos científicos, reforça a importância de
um olhar atento e criterioso sobre o comportamento
equino em contextos de alojamento individual ou coletivo.

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2.1 Protocolos
Durante a avaliação do comportamento e estado de
bem estar dos equinos foi usados os indicadores e
medidas do protocolo da AWIN.

Estes indicadores foram criados para cavalos (e outros


animais de produção) para avaliar o bem-estar animal
de forma prática, científica e centrada no próprio
animal. São utilizados indicadores baseados em vários
aspetos relacionados com o seu comportamento,
saúde e interação com outros humanos, estas
avaliações permitem identificar sinais de desconforto,
dor ou stress.

Estes indicadores podem ser aplicados tanto em


cavalos alojados individualmente como em cavalos em
grupo. No caso dos animais alojados em grupos os
indicadores são adaptados de modo a evitar
complicações durante a avaliação e incluir indicadores
específicos, como o comportamento social e descanso
adequado.

O protocolo é uma ferramenta útil e importante usados


por veterinários, tratadores e produtores para garantir
melhores condições de vida e bem-estar para os
equinos.

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2.2 Avaliação
A avaliação prática a esta espécie teve lugar nas
cavalariças da ESAC, na tarde do dia 29 de março de
2025. Foi selecionado, para a avaliação, um dos cavalos
lá residentes.

Iniciamos a atividade por registar os dados de


identificação e contexto atual do indivíduo em questão,
no caso, um cavalo castrado, de nome É-Incrível,
dezasseis anos de idade, com aptidão moderada para
Ensino, Terapia e Lazer, sendo utilizado principalmente
em aulas de equitação.

Como primeiro critério avaliámos a expressão facial do


animal numa escala desde comportamento não
presente, moderadamente presente, obviamente
presente a não observável.
A moderada distância e durante um certo período de
tempo a observar, classificamos as expressões da
seguinte forma: orelhas firmemente voltadas para trás
como comportamento obviamente presente, órbita
tensa, narinas tensas e achatamento do perfil como
não presente e tensão acima da área dos olhos,
músculos mastigatórios proeminentes e tensos, boca
tensa e queixo pronunciado como comportamentos
moderadamente presentes.
Avaliamos ainda que, de forma geral, o animal não
apresentava tosse, nem sinais evidentes de
esteriotipias. No teste de aproximação voluntária do
animal deu resultados positivos, enquanto que evitou
contacto no teste de aproximação humana forçada.

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De seguida a avaliamos o comportamento numa
escala qualitativa tendo em conta o aparente estado
de espirito/emoções no momento do estudo.
Não mostrou sinais de agressividade, nem insistência
relevantes, mostrou sinais reduzidos de apatia e
felicidade, pouco amigável, níveis intermédios de
curiosidade, procura por contacto, inquietação, à
vontade, medo e relaxamento e níveis mais elevados de
alarme e incómodo.

Relativamente ao estado físico/de saúde do animal,


analisámos e registámos: a sua condição corporal
numa escala de 1 a 5, com o valor 3 (nem acima do
peso - silhueta notável - nem abaixo do peso saudável
- costelas muito pouco evidentes), a condição da
pelagem, aparentemente saudável, a respiração
normal (ausência de anormalidades na mesma),
descargas nasais, oculares ou do pénis, estando todas
ausentes, a consistência do estrume, estando normal,
possíveis sinais de negligência nos cascos e inchaço
nas articulações, estando ambos ausentes e, por fim
lesões nos cantos da boca, igualmente ausentes.
Dois dos critérios não foram observáveis, sendo estes
a presença/ausência de prolapso
(deslocamento/queda de órgão ou parte para fora da
sua posição normal) e ainda a claudicação, uma vez
que apenas foi possível observa-lo na box.

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Ainda na avaliação física do cavalo, atentámos às
alterações tegumentares, registando o numero de cada
alteração (alopecia, lesões na pele, feridas profundas e
inchaço) por região corporal (focinho, cabeça, pescoço,
ombros, área média/tronco, quadris posteriores, pernas
e cascos). Concluímos que o sujeito apresentava
alopecia e lesões na pele na zona média, mais
especificamente, no garrote. Estas alterações,
confirmando com o pessoal que trata do cavalo no dia
a dia, devem-se à fricção que o suadouro faz no garrote
quando aparelhado com o ajuste incorreto - a
chamada de assentadura.

De seguida, avaliámos as condições do espaço que o


rodeava, no caso, dentro da box. Começámos por medir
as dimensões da box, as quais, sendo 3 por 3 - as
mínimas oficiais - pudemos afirmar satisfatórias. A
quantidade de substrato da cama considerámos
suficiente e que estava limpa. A disponibilidade de
água é assegurada por um bebedouro automático,
funcional e limpo.

Já para a avaliação do estado psicológico/emocional


procedemos á realização do Teste do Medo, no qual
realizámos dois ensaios medindo a latência - tempo de
resposta/reação - do animal perante uma intervenção
atípica porém inofensiva.

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Para verificar o primeiro tempo de latência, atámos
um cordel a uma garrafa verde na qual colocámos
algumas pequenas pedras, colocamos a garrafa dentro
da box e aguardámos 5 minutos. Durante este intervalo
de tempo o animal não mostrou interesse em
aproximar-se, encolhendo-se num canto da box, logo
registámos o tempo de latência como: 05min00s.
Para o segundo tempo de latência deixámos a garrafa
descer até ao chão, folgando o cordel e aguardámos
mais 5 minutos. Durante este segundo intervalo de
tempo, o indivíduo, não só não demonstrou interesse
em aproximar-se, como se encolheu ainda mais no
canto e estremecendo ao descer do objeto. Assim, pela
mesma lógica, registámos o tempo da segunda
latência como: 05min00s.

Para concluir, examinámos o Indicador baseado na


gestão de trabalho/exercício do Animal.
Na execução deste parâmetro, dialogámos com os
principais responsáveis pela orientação das aulas de
equitação e consequente gestão de trabalho/descanso
dos animais (João Castro e Rita Piño ) concluindo que a
frequência de exercício que é requisitada ao cavalo em
questão, o É-Incrivel, é semanal (1-4vezes por semana)
- incluindo, caminhar pela a mão, ser montado,
galopadas e pastoreio manual, exercício não
controlado num terreno seco, arena, curral ou
pastagem - somando uma média de 2 a 4 horas de
trabalho diário

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3. Coelhos
Para avaliar o bem-estar dos coelhos, é preciso olhar além
dos sinais óbvios de saúde. Como eles são animais que
normalmente escondem a dor, é fundamental considerar
diferentes aspectos. Várias áreas do saber ajudam a ter
uma visão mais clara sobre como esses animais estão a
sentir-se.

Essa avaliação é muito importante uma vez que os


coelhos podem ser criados em vários sistemas, desde
gaiolas individuais até sistemas mais modernos com
espaço em grupo e enriquecimento ambiental. Cada tipo
de sistema tem os seus próprios desafios e vantagens,
exigindo que se considere uma grande diversidade de
fatores.

Concluindo, o bem-estar dos coelhos só é realmente


entendido e melhorado se se fizer uma avaliação
completa, utilizando observações sobre a saúde,
comportamentos e ambiente. Isso não só garante que os
coelhos tenham uma vida melhor, mas também ajuda a
promover práticas de criação que sejam mais éticas e que
atendam aos pedidos dos consumidores e das leis atuais.

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3.1 Protocolos
A avaliação do bem-estar animal é fundamental para
garantir condições de vida adequadas aos coelhos
criados para produção, respeitando as suas necessidades
fisiológicas, sanitárias e comportamentais. O documento
"Animal Welfare Assessment Protocol for Does, Bucks,
and Kit Rabbits Reared for Production" foi a base para este
estudo e foi desenvolvido com base na abordagem
multidimensional do projeto europeu Welfare Quality e
aplicado a 30 explorações espanholas com coelhos de
engorda e reprodução. Este protocolo está estruturado em
quatro princípios fundamentais — Boa Alimentação, Boa
Habitação, Boa Saúde e Comportamento Apropriado —
que se desdobram em 11 critérios de avaliação.
Cada critério é avaliado com base em parâmetros
específicos, muitos deles baseados no próprio animal
(animal-based), e ponderados de forma distinta
conforme a sua relevância.

Cada parâmetro tem uma percentagem (peso) que


indica o quanto influencia a nota do critério. Por sua vez,
cada princípio contribui com um peso diferente para a
pontuação final:
Boa alimentação: 15%
Boa habitação: 30%
Boa saúde: 35%
Comportamento apropriado: 20%
A pontuação final da exploração (0–100 pontos)
determina a sua classificação em: Não aceitável,
Aceitável ou Excelente.

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Segue-se então os métodos de avaliação utilizados para
cada critério de cada princípio de bem-estar dos coelhos
(fêmeas, machos e láparos) conforme descrito no
protocolo:

PRINCÍPIO 1: GOOD FEEDING (Boa Alimentação)


CRITÉRIO 1: Ausência de fome prolongada
(65% do total do princípio)

Peso no
Parâmetro Método de avaliação Classificação
Critério (%)

Avaliação visual em 50 coelhos Excelente: 0%


Condição (normalmente fêmeas), magros
70%
corporal procurando sinais de magreza Aceitável: até
(ancas e coluna proeminentes). 3% magros
Dividido entre momentos: Não aceitável:
inseminação e pré-desmame. >3% magros

Inspeção visual de 75 gaiolas, Excelente:


Limpeza dos avaliando presença de bolor, 100% limpos
15% comida compactada ou Aceitável: até
comedouros
deteriorada. 20% sujos
Não aceitável:
>20% sujos

Questionamento ao produtor, e, Excelente:


se possível, observação direta acesso diário
Acesso ao
15% dos láparos após amamentação Não aceitável:
leite (láparos)
nos primeiros 7 dias. não
comprovado

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CRITÉRIO 2: Ausência de sede prolongada
(35% do total do princípio)

Peso no
Parâmetro Método de avaliação Classificação
Critério (%)

Número de Inspeção de 75 gaiolas: Excelente: ≥2


bebedouros confirmação da existência de Aceitável: 1
45%
por animal pelo menos um bebedouro Não aceitável:
funcional por animal, ou mais. nenhum

Excelente:
100% funcionais
Funciona- Aceitável: até
mento dos Teste de fluxo: deve ser
35% 10% defeituosos
bebedouros suficiente e sem fugas.
Não aceitável:
>10%
defeituosos

Excelente:
100% limpos
Limpeza dos Verificação visual: ausência de
25% Aceitável: até
bebedouros sujidade visível.
20% sujos
Não aceitável:
>20% sujos

Altura dos Avaliação com régua: Conforme


bebedouros <13 cm (excelente),
Penalizador intervalo de
(láparos 14–22 cm (aceitável, -10 pts), altura
≥21dias) >22 cm (-20 pts).

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CRITÉRIO 2: Ausência de sede prolongada
(35% do total do princípio)

Peso no
Parâmetro Método de avaliação Classificação
Critério (%)

Número de Inspeção de 75 gaiolas: Excelente: ≥2


bebedouros confirmação da existência de Aceitável: 1
45%
por animal pelo menos um bebedouro Não aceitável:
funcional por animal, ou mais. nenhum

Excelente:
100% funcionais
Funciona- Aceitável: até
mento dos Teste de fluxo: deve ser
35% 10% defeituosos
bebedouros suficiente e sem fugas.
Não aceitável:
>10%
defeituosos

Excelente:
100% limpos
Limpeza dos Verificação visual: ausência de
25% Aceitável: até
bebedouros sujidade visível.
20% sujos
Não aceitável:
>20% sujos

Altura dos Avaliação com régua: Conforme


bebedouros <13 cm (excelente),
Penalizador intervalo de
(láparos 14–22 cm (aceitável, -10 pts), altura
≥21dias) >22 cm (-20 pts).

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3.2 Avaliação

A avaliação foi realizada numa exploração pertencente à


ESAC no dia 15 de maio de 2025. Foram avaliadas 2 jaulas:
uma contendo uma coelha e os seus láparos (9) e a outra
contendo 2 coelhas.

Os critérios avaliados foram classificados de acordo com


uma escala de eficiência: Insuficiente: corresponde a uma
pontuação <20 sobre 100 pontos; Suficiente: corresponde a
uma pontuação entre 20-54 sobre 100; Bom: corresponde
a uma pontuação entre 55-79 sobre 100; Excelente:
corresponde a uma pontuação entre 80-100 sobre 100.

Começou-se por avaliar o primeiro princípio (Boa


Alimentação), com 2 critérios: ausência de fome
prolongada e ausência de sede prolongada. Este primeiro
princípio tem como objetivo garantir que os animais
tenham acesso contínuo a alimento e a água de
qualidade, em quantidade suficiente, para manterem uma
boa condição corporal e hidratação evitando fome e sede
prolongada.

No primeiro critério, observou-se a condição corporal dos


coelhos e láparos e classificou-se como excelente, já que
os animais não apresentam sinais de magreza ou
obesidade. Verificou-se que um dos láparos apresentava
um menor desenvolvimento corporal comparativamente
com os outros, no entanto não se soube a causa.

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Foi avaliada também a limpeza dos comedouros,
classificando-se como excelente embora houvesse
alguma sujidade residual. Ainda neste critério podia-se
avaliar se os láparos tinham acesso ao leite pelo menos
uma vez por dia, no entanto não se obteve informação
suficiente para chegar a uma conclusão.
Também se podia avaliar se tinham acesso à comida
sólida a partir dos 21 dias de idade, contudo os láparos
tinham apenas 2 semanas o que não permitiu realizar a
avaliação.

No segundo critério, foi avaliado o fornecimento de água,


ou seja, a quantidade de bebedouros por número de
animais adultos.
Observou-se que havia um bebedouro por jaula e por isso
classificou-se esta medida como boa, uma vez que uma
das jaulas avaliadas apresentava 1 bebedouro para 2
coelhas, e a outra apresenta uma coelha e os seus láparos
(que não são considerados nesta medida pois não são
coelhos adultos).
Posteriormente, verificou-se o correto funcionamento dos
bebedouros. Os bebedouros são automáticos e estavam a
funcionar corretamente, classificando-se esta medida
como excelente.

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Observou-se também a limpeza dos mesmos,
considerando-se esta medida como excelente já que os
bebedouros se apresentavam limpos. De seguida,
também se verificou a altura dos bebedouros para os
láparos, considerando-se excelente quando a altura é
igual ou inferior a 13 cm e insuficiente quando a altura
ultrapassa os 22 cm.
Os bebedouros apresentaram uma altura de 26 cm,
considerando-se esta medida como insuficiente. Por fim,
analisou-se a presença de bebedouros suplementares,
contudo não havia estes bebedouros. Caso houvesse,
deveriam estar limpos.

De seguida avaliou-se o segundo princípio (Bom


alojamento), que tem como propósito assegurar que os
animais vivem em condições físicas adequadas, com
conforto térmico, espaço suficiente, limpeza e
possibilidade de repousar com qualidade.
Este princípio segmenta-se em 3 critérios: terceiro critério
(conforto na zona de descanso), o quarto critério (Conforto
térmico) e o quinto critério (facilidade de movimento).

No terceiro critério é avaliado os animais completamente


deitados onde verificou-se mais de 20% dos animais
incluindo os láparos, portanto classificado como excelente.

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Também foi inspecionado os animais que se encontravam
molhados. Não se encontrou em nenhuma parte do corpo
das coelhas ou dos láparos zonas molhadas, concluindo-
se então este aspeto como excelente.
Na sequência analisou-se também animais com presença
de sujidade no corpo tanto moderada como severa.
Constatou-se após a observação das coelhas e dos
láparos não haver nenhum animal nem com sujidade
moderada nem severa, só sujidade residual na zona da
palma dos membros tanto nas coelhas como nos láparos.
Por isso avaliada essa medida como excelente.

Relativamente à medida da qualidade e padrão de horas,


falou-se com uma das responsáveis pela exploração, que
informou que é proporcionado aos animais no mínimo
cerca de 8 horas de luz por dia no mesmo horário, sendo
assim excelente. Observou-se também a qualidade de
material de cama, onde se verificou que a cama
apresentava um nível de humidade irrisória, mas toda
limpa.

Nesse critério incluía também medidas como o teste de


poeira, onde não se teve a oportunidade, materiais e o
tempo necessário para poder realizar esse teste. O teste
consistia em colocar uma placa ou cartão preto de um
formato A4, colocar-se num local horizontal com pouco
movimento e deixar-se por uns minutos, após esse tempo
observa-se a quantidade de poeira depositada na
superfície preta.

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Este teste tem como objetivo verificar a concentração de
poeiras no ar, para que se possa analisar se a qualidade
do ar é prejudicial ou não para a saúde respiratória dos
animais.

No critério referido incluía também a medida de avaliação


à presença do repousa patas e a presença de plataforma
elevada que não foram consideradas, pois os animais
avaliados são mantidos em jaulas no solo.

Passando de seguida para o quarto critério, no qual


começou-se por avaliar se os animais se demonstravam
ofegantes, contudo não se verificou nenhum animal
ofegante, logo considera-se a classificação desta medida
como excelente.
Outra medida avaliada foi se o animal apresenta tremores,
que foi considerada como excelente pois nenhuma das
coelhas e láparos apresentou esse comportamento.
Também foi observado se os animais tinhas queimaduras
no corpo, que foi considerado excelente pois não havia
esse tipo de lesões.

Por fim a última medida do quarto critério não foi possível


avaliar a temperatura ambiental por falta de material.
Apesar de não se poder avaliar este critério, percebeu-se
que a temperatura estava amena e confortável para pelos
menos os trabalhadores da exploração.

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No quinto critério foi avaliada a liberdade de movimento,
que se concluiu ser excelente pois o animal tinha uma boa
liberdade de movimento para poder andar, deitar ou
mesmo dar uma pequena corrida. Analisou-se de seguida
a altura, que se verificou ser 50cm na zona de ninho e
72cm no restante da jaula, sendo que o mínimo é de 38cm
constatou-se que a classificação era excelente.
Por fim mediu-se e calculou-se o espaço disponível em
metro quadrado. Portanto com o comprimento de 239cm
e largura de 91cm calculou-se 21749 cm2. Considerou-se
então excelente tendo em conta que o mínimo 3500 cm2.

Passou-se então para o terceiro princípio (Boa Saúde), que


se subdivide em 3 critérios: o critério 6 (ausência de
lesões), o critério 7 (ausência de doenças) e o critério 8
(ausência de dor causada por procedimentos de
tratamento). Neste princípio a finalidade é manter os
animais livres de lesões, doenças, sofrimento ou dor
causadas pelo maneio humano.

No critério 6 foi analisado se os animais apresentavam


lesões moderadas e severas no corpo. Assim sendo,
observou-se que nenhum dos animais tinham quaisquer
lesões no corpo, e por isso classificou-se esta medida
como excelente.
Posteriormente, analisou-se se os animais apresentavam
feridas antigas ou recentes nas orelhas. Verificou-se que
também nenhum apresentava quaisquer lesões nas
orelhas, classificando-se assim este parâmetro como
excelente.

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Analisou-se também se algum animal possuía as orelhas
caídas e percebeu-se que nenhum animal tinha as
orelhas caídas, logo classificou-se esta medida como
excelente.
Depois, analisou-se se algum animais apresentavam
pododermatites moderadas ou severas, no entanto
nenhum coelho apresentava esta condição,
considerando-se este parâmetro como excelente.
Além disso, também não foi possível observar quaisquer
animais com claudicações considerando-se, novamente,
esta medida como excelente.
Por fim, analisou-se também se havia a presença de
objetos dentro das jaulas que pudessem causar qualquer
dano os animais verificando-se que não havia nenhum
objeto e portanto classificou-se este parâmetro como
excelente.

Embora este critério ainda apresente mais uma medida,


não foi possível analisá-la. Esta medida dizia respeito à
análise de zonas sem pelo nos coelhos machos, contudo a
área da cunicultura a ser avaliada era a das fêmeas
reprodutoras, ou seja, não havia machos e portanto não se
conseguiu analisar este parâmetro.

No critério 7, a primeira medida analisada foi a


mortalidade. Naquela área estavam presentes 5 coelhas e
20 láparos, dando um total de 25 animais. Foi-se dada a
informação de que tinham morrido 2 láparos, ou seja, no
total eram 27 animais.

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Assim, a taxa de mortalidade foi de 7,4%. Considera-se
insuficiente se a taxa de mortalidade for superior a 5% nos
últimos 3 meses. Logo, considerou-se esta medida como
insuficiente. De seguida analisou-se a percentagem de
animais que foram eutanasiados, contudo não houve
nenhum animal a ser eliminado e por isso classificou-se
este parâmetro como excelente.
Analisou-se, em seguida, a reposição anual das coelhas e
o intervalo entre partos. Após uma breve conversa com
uma das responsáveis da exploração, percebeu-se que a
reposição das coelhas era feita de 4/5 em 4/5 anos ,
permitindo assim classificar esta medida como excelente.
Relativamente ao intervalo de partos, percebeu-se que
naquela exploração o intervalo era de 52 dias concluindo-
se que este parâmetro está classificado como excelente,
pois o intervalo entre partos é superior a 49 dias (mínimo).
Posteriormente, analisou-se se algum animal apresentava
tosse verificando-se que não havia presença de tosse em
nenhum animal, considerando-se esta medida como
excelente.
Analisou-se também se os animais estavam a espirrar,
contudo também não foi possível observar qualquer sinal
de espirros e portanto, considerou-se também como
excelente.
Relativamente a animais com descarga nasal e animais
com descarga ocular, também não se observou nenhum
animal com estas condições e por isso classificou-se estas
medidas como excelente.

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No que diz respeito a animais com dermatofitose,
dermatite ou abscessos, também não se observou
nenhum animal com estas condições considerando-se
esta medida como excelente.
Dentro deste critério, analisou-se também se os animais
apresentavam torções do pescoço, enteropatias, diarreia
ou sarna, verificando-se que em nenhuma destas
medidas havia animais com esses problemas e, portanto,
todas elas foram classificadas como excelente.
Além disso, analisou-se a limpeza das jaulas e verificou-se
que estavam parcialmente sujas, devido à presença de
algumas fezes. Por esse motivo, classificou-se este
parâmetro como bom.
Por fim, analisou-se a presença de moscas ou ovos destas
dentro da instalação onde estão os animais,
principalmente nos batentes das portas e janelas.
Confirmou-se a inexistência destes pequenos animais,
classificando-se esta medida como excelente.

Por fim, no último critério (critério 8) deste princípio,


analisou-se a presença de mutilações e casos de
sacrifícios de emergência. Verificou-se que não houve
nenhum animal que apresentava mutilações nem nenhum
animal que foi sacrificado e por isso, ambas as medidas
foram classificadas como excelentes.

Observou-se o número de animais com comportamentos


anormais, que se classificou como excelente pois não
foram observados nenhuns coelhos com esses
comportamentos.

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Avançou-se, por fim, ao quarto princípio a ser analisado
(comportamento apropriado), que tem como objetivo
permitir que os animais possam expressar os seus
comportamentos naturais (interação social, exploração...),
sem sentirem frustração, medo ou stress, com ambiente
enriquecido, socialização saudável e liberdade de
expressar os comportamentos naturais.

O princípio é subdividido em 3 critérios: critério 9


(expressão de comportamento social), no critério 10
(expressão de outros comportamentos) e o critério 11 (boa
relação humano-animal).

No critério 9, foi avaliado o número de animais com


comportamento social negativo sobre o total de animais
ativos. Constatou-se uma classificação excelente tendo
em conta que as jaulas estão separadas o suficiente para
que as coelhas não expressem comportamentos
negativos visíveis entre fêmeas de jaulas vizinhas e
nenhuma das fêmeas demonstrou esse tipo de
comportamento.

Outra medida inspecionada foram as paredes sólidas. Foi


observado que todas as jaulas tinham paredes 100%
solidas, mas sem promover o isolamento social pois as
coelhas conseguem manter contacto umas com as
outras.

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Já no critério 10, tem como objetivo avaliar se os animas
têm a possibilidade de expressar comportamentos
naturais e não desenvolver nenhum tipo de estereotipia ou
comportamento anormal. Observou-se o número de
animais com comportamentos anormais, que se
classificou como excelente pois não foram observados
nenhuns coelhos com esses comportamentos.
Por último averiguou-se se havia a presença de material
de enriquecimento, que se classificou como excelente, pois
a jaula tinha feno o bastante para poder ter
enriquecimento ambiental suficiente para as coelhas.

Por último, no critério 11 foi feito o teste de aproximação.


Este teste consiste em colocar um palito dentro da jaula
segurando-o pela ponta a pelo menos 15cm do animal,
aguardando 30 segundos para observar se o animal se
aproxima ou não. Este teste foi realizado apenas em uma
coelha, fazendo com que o teste não tenha grande
fidelidade. Esta coelha mostrou interesse no palito,
contudo passado 30 segundos não cheirou nem tocou no
objeto. Considerando-se que todas as coelhas
apresentaram o mesmo comportamento, então classifica-
se este parâmetro como insuficiente.
Outra medida avaliada foi se a exploração apresentava
cuidadores que, estando em contacto com os coelhos,
apresentavam uma formação especializada no bem-estar
animal. Verificou-se que nenhum tratador ou cuidador
apresentava essa formação, classificando-se esta medida
como insuficiente.

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Por fim, neste mesmo critério, avaliou-se se os láparos
eram acariciados diariamente, ou seja, se todos os dias
tinham contacto físico com os seus tratadores. Percebeu-
se que não e por isso considerou-se este parâmetro como
insuficiente. É importante referir que esta última medida
apresenta consequências distintas se a mesma for
cumprida ou não: se não for cumprida, então os láparos
não vão estar acostumados a ser manuseados e por isso
vão ter medo dos seus tratadores; se o parâmetro for
cumprido, então a mãe desses mesmo láparos pode vir a
rejeitar as suas crias e isso pode trazer maus resultados
para o futuro.

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4. Conclusão

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5. Referências bibliográficas

[Link]
1%82%D1%8B/LEV%202%C2%BASemestre/CBEA%20II%202%C2%BAS/M2%20Amelia/protocolos%
20AWIN_WQ/[Link]

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20AWIN_WQ/Protocolo_Conejos_reproductores_may19.pdf

[Link]

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