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Língua Portuguesa

RESEUMO DE CPORTUGUES PARA ESTUDANTES

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RESEUMO DE CPORTUGUES PARA ESTUDANTES

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LÍNGUA PORTUGUESA

CLASSES GRAMATICAIS
São 10, embora a interjeição, vocábulo-frase, fique, na verdade, excluída:

variáveis
 Substantivo,
 Artigo,
 Adjetivo,
 Numeral,
 Pronome,
 Verbo.

invariáveis
 Advérbio,
 Preposição,
 Conjunção.

A interjeição também é invariável.

Obs. Existem casos, porém, de palavras que mesclam, nelas mesmas, mais de uma classe
gramatical.
Ex. no: contração de em (preposição) + o (artigo)

ARTICULAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS:
 Função básica: verbo (transitivo ou intransitivo)
 Funções relacionais (conectivos): conjunção, preposição, verbo de ligação.
 Funções estruturais: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, advérbio.
 Funções estilísticas: interjeição e palavras denotativas.

SUBSTANTIVO:
substantivo (ou palavra com valor substantivo)

funcionará sempre como núcleo dos termos.:


denomina os seres em geral.

 Nossos ídolos ainda são os mesmos. (núcleo do sujeito)


 Encontramos os livros na estante. (núcleo do objeto direto)
 Todos carecem de respeito. (núcleo do objeto indireto)
 As informações são úteis ao povo. (núcleo do complemento nominal)
 As estrelas pareciam grandes olhos azuis. (núcleo do predicativo do sujeito)
 A criança foi avistada pelo diretor. (núcleo do agente da passiva)
 Naquela tarde, lembrei-me dos bons momentos. (núcleo do adjunto adverbial)

Obs.:
em questões de paralelismo sintático, as palavras ou termos destacados deverão exercer a
mesma função sintática.:
A moça entrou e viu o corpo estendido no chão.
(OBJETO DIRETO, dos verbos viu e viver)

Obs: Viagem (substantivo), viajem (verbo)

CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS:


Ex.
 Comum: todos os seres de uma mesma espécie. Ex. mesa, porta.
 Próprio: determinado ser de uma espécie. Ex. Fortaleza, Código Civil.

 Concreto: designam os seres propriamente ditos, ou seja, os nomes de pessoas, de


lugares, de um gênero. de uma espécie: mulher, cão, Câmara, vila, João, Ilhéus, Deus,
livro.

 Abstrato: qualidade, sentimento, sensações, ações (Ex. análise) ou estados (Ex. morte).
designam como seres determinadas noções, estados e qualidades.

 Primitivo: não nasce de outra palavra. Ex. rio, alma, saudade.

 Derivado: forma de outra palavra. Ex. velocidade

 Simples: uma só palavra. Ex. noite, sol, Deus.

 Composto: mais de uma palavra. Ex. girassol, beija-flor.

 Coletivo: indica uma reunião, coleção de seres de uma mesma espécie. Ex. acervo (obras
de arte); bando (aves, crianças).

INFINITIVO
Todo verbo pode ser usada substantivamente: infinitivo.

São comuns os infinitivos encontrados: o vagar, o volver, etc.

pode ser tratado, na mesma frase, como substantivo e como verbo, conforme na frase Aquele não
falar-lhe era o que mais doía.

Embora o infinitivo tenha suas próprias desinências, pode adotar o plural de um substantivo.

Ex. o vagar, o volver, etc.


Veja:
 O que havia mais sério nas agressões de Montepoliziano era o envolverem uma ofensa
pessoal ao infante
 um desses volveres do espírito à obra começada

substantivos de um único gênero


- comum de dois gêneros
 o balconista/a balconista
 o:a agente,
 o:a artista,
 o:a camarada,
 o:a cliente,
 o:a mártir,
 o:a estudante,
 o:a fã.

-epiceno
 baleia macho e baleia fêmea
 mosquito macho e mosquito fêmea
 o jacaré (macho:fêmea),
 a águia (macho: fêmea),
 a onça (macho:fêmea),
 a cobra (macho:fêmea),
 o tatu (macho:fêmea),
 a mosca (macho:fêmea),
 o rouxinol (macho:fêmea).

- sobrecomum:
 a criança
 a mascote,
 a testemunha
 a vítima
 o algoz,
 o carrasco,
 o cônjuge,
 o guia,
 o indivíduo
 o sósia,

aumentativo/ diminutivo
Ex. casa
 aumentativo analítico: casa enorme
 aumentativo sintético: casarão
 diminutivo analítico: casa pequena
 diminutivo sintético: casinha / casebre

aumentativo e diminutivo descaracterizados


Por convenção, estão no grau normal
Ex. Cartão, Cartilha

Artigos
palavra que se coloca antes do substantivo para determiná-lo (ou indeterminá-lo) e para indicar-
lhe o gênero e o número.
será sempre adjunto adnominal.

Exemplo:
tem a função de realçar (dar intensidade a) a ideia expressa pelo substantivo

Ele falava com UMA segurança que impressionava a todos


sempre concorda em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural) com o substantivo a
que se refere.
 O jagunço trouxe animal.
 No Brasil, todos desconfiam dos políticos.

Artigos definidos: O, A, OS, AS.


Ex.
 levar a saúde a toda população. é considerada uma população muito maior
 levar a saúde a toda a população. está abordando uma população específica

Artigos Indefinidos: UMA, UNS, UMAS.

SUBSTANTIVAÇÃO
Toda palavra ou expressão que apresentar artigo antes de si passa a ser substantivo.

O sonhar é importante. (SUBSTANTIVO/ F.S.: NÚCLEO DO SUJEITO)

Além de formas simples, os artigos definidos combinam com as preposições: em, por, o que dá
origem a ao, do, nas, pelos etc.

Quando o artigo definido feminino se combina com a preposição a, forma-se a crase: Elas
chegaram cedo à cidade.

Os artigos indefinidos combinam-se com as preposições, dá origem a num, numa, nuns, numas,
dum, duma etc.

Antes de nomes próprios de pessoa, artigo é de uso coloquial e familiar:


O João está?
A Maria já foi embora,

da conotação de informalidade o uso do artigo anteposto aos adjetivos possessivos, como em o


meu pai, a nossa menina

a omissão do artigo, nesses casos, dá à frase um toque de elegância.

se omite o artigo
 antes de expressões de tratamento,
 antes de palavras como terra e bordo usadas como antônimo (Os passageiros vieram de
bordo para terra)
 antes da palavra casa, não se referindo a moradia específica (Chegou cedo a casa).

Alguns nomes de cidade são empregados com artigo (o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto;
opcionalmente, o Recife).

ADJETIVO
acompanha o substantivo para indicar as qualidades ou características desse.

pode funcionar como adjunto adnominal ou nome predicativo.

 O progresso material não acontece repentinamente. (Adjunto adnominal)


 Filhos estudam por mais tempo (Adjunto adnominal)
 Nossos sonhos parecem impossíveis. (Predicativo do sujeito)
 Considero sua atitude infantil. (Predicativo do objeto)
 Por um lado, por si só (sozinha) a megamobilidade social a que fizemos referência implica
redução das desigualdades de renda (Adjunto adnominal)

LEMBRE-SE: predicativo também pode ser exercida pelo substantivo.

Ex. A comunicação é uma necessidade vital. (SUBSTANTIVO/NÚCLEO DO PREDICATIVO DO


SUJEITO)

Locução adjetiva
(em geral formada de: preposição + substantivo)

exerce função de adjetivo, funciona como adjunto adnominal.


Ex. O sonho de criança me emociona. (de criança = pueril, infantil)

Substantivação do adjetivo
comum adjetivo como substantivo, coloca-se um determinativo (geralmente artigo).

Os desobedientes devem ser punidos. (Classe gramatical: SUBSTANTIVO/Função sintática:


NÚCLEO DO SUJEITO)

GRAUS DO ADJETIVO
Comparativo
 Comparativo de inferioridade
Ele é menos MAGRO que você.

 Comparativo de igualdade
Ele é tão MAGRO quanto você.

 Comparativo de superioridade analítico


Seu pai é mais experiente que o meu.

 Comparativo de superioridade sintético


Suas dificuldades são menores ( = mais pequenas) que as minhas.
(menores corresponde a mais pequenas: em desuso; por isso fala-se em grau de
superioridade).

superlativos
só existem nas formas -ésimo/-érrimo/-ílimo ou quando há um advérbio + adjetivo

 Superlativo relativo de superioridade analítico


Ela é a mais bela das moças.

 Superlativo relativo de superioridade sintético


Ele recebeu o maior dos elogios.

 Superlativo relativo de inferioridade


Aquela moça era a menos simpática de todas.
 Superlativo absoluto analítico
Aquele artista era muito negro.

 Superlativo absoluto sintético


Aquele artista era nigérrimo.

Obs. Isso é de bastante importância


(não é superlativo pois importância é substantivo)

Substituição do adjetivo
ser substituído por palavras ou expressões de outra classe gramatical, bem como por orações:

O rio gigante (substantivo em função de adjetivo)


A poltrona sem comodidade (locução formada por preposição + substantivo, = incômoda);
A escrita que não se consegue ler (ilegível).

adjetivos pátrios
referem a continentes, países, regiões, estados, cidades, províncias, vilas e povoados Ex.
europeu, alemão, amazônico, paraense, campista, minhoto etc.);

adjetivos pátrios compostos, primeiro elemento assume forma alatinada, em geral reduzida:
anglo-germânico, austro-húngaro, euro-asiático,
franco-italiano, greco-latino, indo-europeu,
ítalo-suíço, luso-brasileiro, sino-soviético.

adjetivos gentílicos
aplicam a raças ou povos
Ex. Ele é latino / germânico

sufixos -ês, -ense, -ão, -ano


são os mais usados para a formação de adjetivos pátrios e gentílicos.

NUMERAL
quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração.

Numeral substantivo (substitui o substantivo) = núcleo dos termos.

Os dois devem procurar a tesouraria. (Núcleo do sujeito)

Numeral adjetivo (acompanha o substantivo) = adjunto adnominal.


Quando associado a substantivo tem papel adjetivo, mesmo que não seja adjetivo.

Os três navios naufragaram.


Os homicídios, após uma década, voltaram a subir.

Numerais Cardinais: indica quantidade de seres.


Ele conhece os sete pecados capitais.

Numerais Ordinais:.
O Brasil é considerado a oitava potência mundial?
Numerais Multiplicativos:.
Teremos o triplo de ações.

Numerais Fracionários:.
Três centésimos de professores.

Leitura dos numerais


Na indicação de reis, papas, séculos, capítulos e outros, sempre que numeral vier depois do
substantivo, deve-se usar os ordinais até dez e a partir daí deve-se usar os cardinais (onze, doze,
etc.).
século III (terceiro), século XI (onze), capítulo X (décimo), Carlos V (quinto).

numeral pode expressar número indeterminado, como por exemplo: Já lhe disse isso mais de mil
vezes.

primeiro dia do mês, dá-se preferência ao ordinal: primeiro de janeiro.

VERBO
palavra que designa processo (ação, estado, mudança, aparência, fenômeno da natureza)

funciona como núcleo do predicado. Exceção: verbo de ligação (função conectiva).

ADVÉRBIO
modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio,
exprime circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.)

ex.

Tipos:

Modo:
Tristemente balão solitário caiu no meio da avenida.

Tempo:
Hoje ouvi um diálogo entre as nuvens.
A protagonista entra correndo e então (no mesmo momento) desaba no sofá, em prantos.

Negação:
Não deixou de sofrer tão cedo.

Tempo e Negação ao mesmo tempo:


Nunca fui vadio.
Jamais traí meus compatriotas

Afirmação:
Sim, eu já vou embora.

Lugar:
Lá na cidade é tudo tão alto.
Intensidade:
Choveu bastante.
Nada diferente do que ocorre em relação à acepção da ética.

Dúvida:
O sol talvez permaneça fora mais um pouco.

Interrogação:
Como aprendeu?
Perguntei como aprendeu.

funcionam, sintaticamente, como adjuntos adverbiais.

Encontraremos nossos metais amanhã. (Classe gramatical: ADVÉRBIO/ Função sintática:


ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO)

Locução adverbial
Expressão, preposicionada, com valor de advérbio. Sintaticamente, é adjunto adverbial.

Ex.
 À noite os assaltantes invadiram a residência do embaixador. (locução adverbial de tempo)
 Cumpriu de bom grado as tarefas que lhe confiaram. (locução adverbial de modo)
 Avistava-se de longe uma belíssima cachoeira. (locução adverbial de lugar)

Advérbios interrogativos.
palavras ou expressões que, nas interrogações diretas ou indiretas, indicam circunstâncias de:
 causa (Por que não dizes a verdade? Quero saber por que não dizes a verdade),
 lugar (Onde mora sua irmã? Não sei onde mora sua irmã),
 modo (Como passa você? Diga-me como passa você)
 tempo (Quando prestarás exame? Quero saber quando prestarás exame).

costuma-se conservar o sufixo apenas no último da série.


Ex. Discursou lógica e serenamente.
PREPOSIÇÃO
palavra que liga palavras (ou orações com conjunção implícita), subordinando-as.
NÃO TEM FUNÇÃO SINTÁTICA. Funciona apenas como CONECTIVO.

subordinando palavras:
 Voou até o Sol com a notícia.
 Nós víamos folhas de papel prontas para nossas canetas.
 que, vulgarmente, se denomina de tradição, ou de cultura (facultativa, pois verbo por O.D.
ou O.I.)

subordinando orações:
apenas as subordinadas reduzidas de infinitivo são ligadas a principal por preposição, (a
conjunção fica implícita).
César gostaria apenas de fechar os olhos. (César gostaria apenas de que fechasse os olhos).

as preposições introduzem os objetos indiretos


excepcionalmente
 complementos nominais (medo de chuva)
 adjuntos adnominais (mesa de vidro)
 adjuntos adverbiais (fugir com pressa, Creio que sim)
 predicativos (tachou-o de ignorante) (constitui uma anomalia sintática)
 objetos diretos (amar a Deus)

somente elas têm o privilégio de introduzir as formas pronominais mim, ti e si,:

classificam-se em:
preposições herdadas do latim
 a, ante, após, até,
 com, contra,
 de, desde,
 em, entre,
 per, por,
 sem, sob, sobre,
 trás,
 para, perante

Exemplos:
 Estivemos em São Paulo (idéia de lugar)
 Essas ginastas vieram do (de + o) Japão (idéia de origem),
 Recebeu a herança do avô paterno (idéia de posse)
 Adquiriu roupas de lã (idéia de matéria)
 Mora com a mãe (ideia de associação)
 Carlos vê direita nervosa e aflita perante/ ante Rui Costa (relação a um limite)
 Piloto sobrevive após avião cair (relação a um limite)

preposições acidentais
Há palavras de outras classes gramaticais que, em determinadas situações, podem atuar como
preposições acidentais, provenientes de, (nomes, verbos),
 afora,
 mais, mediante,
 menos,
 não obstante,
 salvo,
 segundo,
 tirante,
 como ( = na qualidade de),
 conforme ( = de acordo com),
 segundo ( = conforme),
 consoante ( = conforme),
 durante, salvo,
 fora, mediante,
 tirante, exceto,
 senão, visto ( = por).

Exemplos:
 Todos, exceto eu, preferem sorvete de chocolate.
 Agimos conforme atitude deles,
 Obtiveram como resposta um bilhete
 Ele terá que fazer o trabalho
 Creio que sim

Locução prepositiva
Expressão com valor de preposição,

normalmente terminam em preposições:


 à disposição de,
 em face de (= ante)
 à moda de,
 à procura de,
 abaixo de,
 acima de,
 apesar de,
 exceto em,
 graças a.
 junto a,
 não obstante,
 para com,
 por sobre,
 quanto a,
etc.

Ex.
 O moço ia adiante de seu grupo, como um verdadeiro líder.
 Mande esta correspondência em atenção a Maria do Carmo.
 Junto a nós, estavam os familiares da noiva.
 Graças a Deus, tudo deu certo!
 Menos de 18% do empréstimo foi amortizado
 Menos de cinco convidados chegaram atrasados. (expressão aproximativa com a
preposição de)

PALAVRAS DENOTATIVAS
Palavras de classificação à parte. palavras habitual e impropriamente incluídas entre os advérbios
ou preposição. Muitas são confundidas, mas podem ser retiradas da frase sem prejuízo ou não
possuem o DE, quando locução prepositiva.

denotam, entre outras circunstâncias,


 continuação (Mas você ainda não sabe da novidade. Então é certo que ele ficou zangado),
 designação (Eis-me aqui),
 exclusão (Todos saíram, menos eu. / Salvo Antônio, todos concordam),
 explicação (Os batráquios, a saber, os sapos, rãs e pererecas. O Brasil, isto é, o maior
pais da América do Sul.),
 inclusão (Até mesmo os mais avisados podem errar. Inclusive os mais velhos não
souberam como agir),
 realce (Eu cá não me incomodo. Ele é que sabe),
 retificação (Encontrei quinze, aliás, vinte pessoas. Passou toda a tarde tocando, digo,
arranhando o violino).

CONJUNÇÃO
liga palavras e, principalmente, orações.

não tem função sintática. É apenas um CONECTIVO.


Classificam-se em coordenativas e subordinativas.

conjunções coordenativas:

aditivas, ideia de soma: O trabalho gera riqueza e produz alegria.


adversativas, relacionam elementos contrastantes: Foi a Roma, mas não viu o papa.

alternativas, relacionam elementos excludentes: Quer queiras, quer não queiras, irás comigo.

conclusivas, Estudou bastante, logo deve ser aprovado.

explicativas, exprimem, motivo: Não vás, porque te arrependerás.

conjunção subordinativa:
- integrantes, servem de sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo ou aposto a outra.
É necessário que acabemos logo.

- causais, justifica oração anterior:


Os preços caíram porque cresceram as importações,

- concessivas, fato contrário à ação principal, mas insuficiente para anulá-la:


Insistiu em sair, embora fosse tarde.

- condicionais (se, caso, contanto que, etc.), põem a oração subordinada em condição, hipótese
ou suposição para com a principal: Caso viaje, não poderei estar contigo.

- conformativas, conformidade da subordinada com a principal: Esses dados, conforme já


anunciado, são falsos.

- finais, orações indica a finalidade da principal: Fale baixo, para que Marta não acorde.

- proporcionais, fato realizado ou a realizar-se simultaneamente com o da principal.


À medida que a cidade crescer, mais difícil será resolver seus problemas.

- temporais,: Quando estiveres irado, conta até dez.


Mal chegou, foi começando a gritar.

- comparativas, ligam à principal uma subordinada que encerra comparação: Nada é mais caro
que a ignorância.

- consecutivas, indica consequência do que foi declarado na anterior: Trabalhe sério, de modo
que o respeitem.
INTERJEIÇÃO
exprime emoções,
não tem função sintática.

Viva! (alegria)
Psiu! Fiquem atentos! (pedido de atenção)
que Simone consiga! (desejo)

Ex.
 Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Atenção!, Olha!, Alerta!
 Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
 Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
 Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
 Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
 Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
 Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
 Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!,
Chega!, Basta!, Ora!
 Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
 Desculpa: Perdão!
 Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Eh!
 Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, Ora!
 Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!,
Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
 Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
 Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
 Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó,
Psiu!, Socorro!, Valha-me, Deus!
 Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
 Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!

PODEMOS SINTETIZAR:
 Funções substantivas: sujeito, complementos verbais (objeto direto, objeto indireto),
complemento nominal, agente da passiva, aposto, predicativo, vocativo.
 Funções adjetivas: adjunto adnominal, predicativo.
 Função adverbial: adjunto adverbial.

FRASE
enunciado capaz de estabelecer comunicação:
A lua ia grande e bela!
Nossa! Você veio?
Silêncio!

ORAÇÃO
frase construída em torno de um verbo.
Os cientistas descobriram a cura.
Não assisti àquele filme.

PERÍODO é
uma ou mais orações.
- simples: uma oração.
- composto: duas ou mais orações.

VERBOS
exprimem processos (ação, estado, fenômeno, mudança, etc.).

CLASSIFICAÇÃO

Regular: radical é invariável e segue o paradigma de sua conjugação.


Ex. estudar, trabalhar, partir.

Irregular: Apresenta variação no radical ou no paradigma de terminações.

alteração deve ser gráfica e fonética ao mesmo tempo:

 Estudar: Eu estudo (regular: sem alterações radical/ terminações.)


 Agir: Eu ajo (regular: houve alteração gráfica, mas não fonética no radical.)
 Medir: Eu meço (irregular: houve alteração gráfica e fonética, ao mesmo tempo,.)
 Estar: Eu estou (irregular: houve alteração gráfica e fonética no paradigma de terminações.)
Ex. Esteja. Compare: AMAR: Eu amo. (regular)

1ª conjugação – Terminação - AR
2ª conjugação – Terminação - ER
3ª conjugação – Terminação - IR

Verbos anômalos
apresentam transformações profundas no radical:
- ser: sou, era, fui
- ir: vou, irei, fora

Verbos Defectivo:
não é conjugado em todas as formas:
Ex.
 abolir,
 colorir,
 descomedir-se,
 falir,
 feder.
 precaver-se,
 reaver,
 remir,

Verbos ABUNDANTE:
É o verbo que possui dependendo do contexto dois particípios (duas ou mais formas equivalentes)

havia/tinha Aceitado. - foi/está aceito, aceite.

havia/tinha Entregado. - foi/está Entregue.

havia/tinha Enxugado. - foi/está Enxuto.


havia/tinha Expressado. - foi/está Expresso.

havia/tinha Expulsado. - foi/está Expulso.

havia/tinha Isentado. - foi/está Isento.

havia/tinha Matado. - foi/está Morto.

havia/tinha Salvado. - foi/está Salvo.

havia/tinha Soltado. - foi/está Solto.


havia/tinha Vagado. - foi/está Vago.

havia/tinha Acendido. - foi/está Aceso.


havia/tinha Benzido. - foi/está Bento.
havia/tinha Elegido. - foi/está Eleito.

havia/tinha Incorrido. - foi/está Incurso.

havia/tinha Morrido. - foi/está Morto.

havia/tinha Rompido. - foi/está Roto.

havia/tinha Suspendido. - foi/está Suspenso.

havia/tinha Emergido. - foi/está Emerso.

havia/tinha Exprimido. - foi/está Expresso.

havia/tinha Extinguido. - foi/está Extinto.

havia/tinha Frigido. - foi/está Frito.

havia/tinha Imergido. - foi/está Imerso.

havia/tinha Imprimido. - foi/está Impresso.

havia/tinha Inserido. - foi/está Inserto.

havia/tinha Omitido. - foi/está Omisso.


havia/tinha Submergido. - foi/está Submerso.

locução verbal
quando duas ou mais formas verbais ocorrem para expressar apenas um processo verbal, ou
seja, uma unidade semântica e sintática.

haverá sempre um verbo principal: que será o ÚLTIMO no infinitivo, gerúndio ou particípio: e
verbos auxiliares, que indicarão o tempo e o modo verbais.
Ex.
 Eu estava tomando café.
 Estou escrevendo uma peça inédita!
 O médico há de agir com ética.
 Os políticos estão querendo enganar o povo.

Não formam locução verbal


Verbos causativos e sensitivos + infinitivo

Esses verbos não são considerados, nessa estrutura, auxiliares.


causativos indicam que a ação expressa pelo outro verbo foi causada por eles: MANDAR,
DEIXAR E FAZER.
 Eu o deixei chorar.

sensitivos indicam que a ação seguinte foi percebida sensorialmente: VER, OUVIR E SENTIR.

 Nós a vimos esconder um objeto na bolsa.

Nada impede que outros auxiliares formem locução com esses seis verbos.
 Procurei fazer a coisa certa.

TEMPOS PRIMITIVOS E DERIVADOS


tempos primitivos:
 presente do indicativo,
 pretérito perfeito do indicativo
 infinitivo impessoal.

tempos derivados
Os demais tempos são derivados desses três.

Formação do imperativo Afirmativo


2ª pessoa do singular e 2ª pessoa do plural: indicativo menos o s.
demais pessoas: presente do subjuntivo

Alguns verbos
 Ser: sê tu, seja você, sejamos nós, sede vós, sejam vocês.
 Estar: está tu, esteja você, estejamos nós, estai vós, estejam vocês.
 Ter: tem tu, tenha você, tenhamos nós, tende vós, tenham vocês.
 Haver: há tu, haja você, hajamos nós, havei vós, hajam vocês.
 Ver: vê tu, veja você, vejamos nós, vede vós, vejam vocês.
 Vir: vem tu, venha você, venhamos nós, vinde vós, venham vocês.
 Pôr: põe tu, ponha você, ponhamos nós, ponde vós, ponham vocês.

EX.

Dois imperativos no quadrinho:


ADIVINHA tu / adivinhe você..
OLHA tu / olhe você..

Formação do imperativo Negativo


todas originam-se do presente do subjuntivo.
Ser: (não) sejas tu, (não) seja você, (não) sejamos nós, (não) sejais vós, (não) sejam.

LISTA DE VERBOS.

APROPINQUAR
- presente do indicativo: apropínquo, apropínquas, apropínqua, apropinquamos, apropinquais,
apropínquam.

- pretérito perfeito do indicativo: apropinquei, apropinquaste, apropinquou, apropinquamos,


apropinquastes, apropinquaram.

ABOLIR (defectivo)
- presente do indicativo: aboles, abole, abolimos, abolis, abolem.
- pretérito perfeito do indicativo: aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram.

Conjugam-se da mesma forma: banir, carpir, colorir, demolir, descomedir-se, exaurir, fremir, fulgir,
haurir, retorquir, urgir.

Colorir: colorimos, coloris


Banir: Banimos, Banis

ADEQUAR (defectivo)

Prefira:
- presente do indicativo: adequamos, adequais.
- pretérito perfeito do indicativo: adequei, adequaste, adequou, adequamos, adequastes,
adequaram.

ADERIR (alternância vocálica)


- presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem.
- pretérito perfeito: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram.

Conjugam-se da mesma forma: advertir, cerzir, digerir, divergir, ferir, despir, deferir, sugerir.

APIEDAR-SE (pronominal)
- presente: apiedo-me, apiedas-te, apieda-se, apiedamo-nos, apiedais-vos, apiedam-se.
- pretérito perfeito: apiedei-me, apiedaste-te, apiedou-se, apiedamo-nos, apiedastes-vos,
apiedaram-se.

APRAZER (irregular). Provocar ou sentir contentamento e prazer


presente: aprazo, aprazes, apraze, aprazemos, aprazeis, aprazem.
pretérito perfeito: aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram.

COMERCIAR (regular)
- presente: comercio, comercias, comercia, comerciamos, comerciais, comerciam.
- pretérito perfeito: comerciei, comerciaste, comerciou, comerciamos, comerciastes, comerciaram.

Assim se conjugam os verbos terminados em iar: anunciar, evidenciar, licenciar etc.

INTERMEDIAR
Assim como mediar, ansiar, remediar, conjugam-se como odiar.
- presente: intermedeio, intermedeias, intermedeia, intermediamos, intermediais, intermedeiam
- presente do subjuntivo: que eu intermedeie, intermedeies, intermedeie, intermediemos,
intermedieis, intermedeiem

INCENDIAR conjuga-se como odiar.


presente: incendeio, incendeias
presente do subjuntivo: que eu incendeie

CONSTRUIR (irregular e abundante)


- presente: construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís,
constroem (ou construem).
- pretérito perfeito: construí, construíste, construiu, construímos, construístes, construíram.

DIGNAR-SE (pronominal)
- presente: digno-me, dignas-te, digna-se, dignamo-nos, dignais-vos, dignam-se.
- pretérito perfeito: dignei-me, dignaste-te, dignou-se, dignamo-nos, dignastes-vos, dignaram-se.
Assim se conjuga: persignar-se

FALIR (defectivo)
- presente: nós falimos, vós falis.
- pretérito perfeito: fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram.

Assim se conjugam: aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir.

FRIGIR = Fritar (acomodação gráfica e alternância vocálica)


presente: frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem.
pretérito perfeito: frigi, frigiste, frigiu, frigimos, frigistes, frigiram.

POLIR (alternância fonética)


- presente: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem.

PRECAVER-SE (defectivo e pronominal)


- presente: precavemo-nos, precaveis-vos
- pretérito perfeito: precavi-me, precaveste-te, precaveu-se, precavemo-nos, precavestes-vos,
precaveram-se.

PROVER (irregular): Observe que, no presente do indicativo, ele é conjugado como o verbo ver,

- presente: provejo, provês, provê, provemos, provedes, proveem.

REAVER (defectivo)
- presente: reavemos, reaveis.
- pretérito perfeito: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

REMIR = Absolver(defectivo)
- presente: remimos, remis.
- pretérito perfeito: remi, remiste, remiu, remimos, remistes, remiram.

REQUERER (irregular)
- presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem.

SAUDAR (alternância vocálica)


- presente: saúdo, saúdas, saúda, saudamos, saudais, saúdam.
- pretérito perfeito: saudei, saudaste, saudou, saudamos, saudastes, saudaram.

SOER (defectivo)
- presente: sóis, sói, soemos, soeis, soem. (verbo pouco usado)

OBSERVAÇÃO:
O verbo pôr, assim como seus derivados, pertence à 2ª conjugação. (forma antiga: poer).

PÔR
- Conjugam-se como o verbo pôr: repor, propor, antepor, compor etc.
Futuro subjuntivo: quando eu puser
Pretérito imperfeito: se eu pusesse

CONTER
Futuro do subjuntivo: quando eu contiver, contiveres, contiver, contivermos, contiverdes,
contiverem
- Conjugam-se como o verbo ter: reter, conter, ater, entreter etc.

IR
pretérito perfeito: eu fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Futuro do subjuntivo: quando eu for, fores, for, formos, fordes, forem

VER
Pret. mais-que-perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram
Futuro do subjuntivo: quando eu vir, vires, vir, virmos, virdes, virem

- Conjugam-se como o verbo ver: antever, entrever, prever e rever.

INTERVIR/VIR
- Conjugam-se como o verbo vir: advir, convir, desavir, antevir, intervir, provir e sobrevir.

Pretérito imperfeito: se eu interviesse, interviesses, interviesse, interviéssemos, interviésseis,


interviessem

Obs.: O gerúndio e o particípio do verbo VIR são iguais: vindo.

O trabalhador quase não tem intervindo nas discussões sobre a comercialização dos produtos
editoriais.

CRER
particípio : tendo crido

Obs.: Modo Subjuntivo: não expressa certeza, e sim uma dúvida ou desejo.

Voz ativa:
sujeito é AGENTE (executa ou pratica a ação).
 Fie derrubou a casa.
 Explicaram o problema ao mendigo.
 O moço havia encontrado as esmeraldas.
 A industria moderna tem produzido uma quantidade impressionante de peças
 Lançam (V.T.D.) grande parte dessas substâncias (objeto direto) diretamente na água ou
no ar (adjunto adv. lugar).

transposição para a voz passiva,


objeto direto passará a funcionar como sujeito

é uma das formas de se fazer PARÁFRASE: o texto é reescrito sem que haja prejuízo semântico.

Uma quantidade de substâncias tem sido produzida pela indústria moderna. (voz passiva
analítica).

Voz passiva analítica (com auxiliar):


sujeito PACIENTE (recebe ou sofre a ação)
 A casa foi derrubada por ele. (Agente da passiva )
 O problema foi explicado pelo mendigo.
 O problema foi explicado ao mendigo.
 As esmeraldas foram encontradas pelo moço.
 A chácara estava cercada de cães.
 a Coreia havia sido anexada ao/pelo Japão

Voz passiva sintética ou pronominal:


Transitivo direto ou direto & indireto + partícula apassivadora.
 Derrubou-se a casa. (Sujeito paciente: a casa)
 Planejaram-se muitas aulas. (Sujeito paciente plural: muitas aulas)
 Informou-se o problema ao público. (Sujeito paciente singular: o problema; objeto indireto:
ao público; verbo informar (V.T.D.I.) na voz passiva pronominal)
 Acumula-se grande parte dessas substâncias no solo (adjunto adv. lugar)

Tempos verbais compostos


constituem locuções verbais que têm como auxiliares os verbos TER E HAVER e como principal +
qualquer verbo no particípio.:

Pretérito perfeito composto do indicativo: ter ou haver no presente + particípio.

Indica fato que tem ocorrido.


 Eu tenho trabalhado muito ultimamente.
 Todos nós temos lutado por um mundo melhor.

Pretérito perfeito composto do subjuntivo:


ter ou haver no presente do subjuntivo + particípio.

Indica desejo de que algo já tenha ocorrido.


 Esperamos que você tenha convencido o presidente.
 Esperamos que você convenceu o presidente.
 O meu desiderato é que todos tenham confessado o crime.
 O meu desiderato é que todos confessaram o crime.

Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo = pretérito mais-que-perfeito do indicativo


simples

ter ou haver no pretérito imperfeito + particípio.

 Ontem, quando você foi ao aeroporto, o avião já havia decolado.


 Ontem, quando você foi ao aeroporto, o avião já decolara
 Eu já tinha estudado na U.n.B., quando conheci Ambrosina.
 Eu já estudara na U.n.B., quando conheci Ambrosina.

Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo = pretérito imperfeito do subjuntivo.

ter ou haver no pretérito imperfeito do subjuntivo + particípio.

 Eu teria conquistado mais medalhas, se não tivesse conhecido esse técnico.


 Eu conquistaria mais medalhas, se não conhecesse esse técnico.

Futuro do presente composto do indicativo = futuro do presente.


ter ou haver no futuro + particípio.

 Quando você chegar ao aeroporto, o avião já terá decolado.

Futuro do pretérito composto do indicativo:


ter ou haver no futuro do pretérito + particípio.
mesmo valor semântico do futuro do pretérito.
 Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto.
 Eu teria estudado na U.n.B., se tivesse passado no vestibular.

Futuro composto do subjuntivo:


ter ou haver no futuro do subjuntivo + particípio.
mesmo valor semântico do futuro do subjuntivo simples.
 Quando você tiver concluído o relatório, eu dispensarei o grupo.

Infinitivo pessoal composto:


ter ou haver no infinitivo + particípio.
 Para você ter adquirido essa propriedade, necessitou de orientações do corretor.

Correlação Verbal
textos precisam ser coerentes, é necessário depreender/perceber a articulação temporal entre
duas formas verbais,.

exemplos de correlações lógicas e coerentes:


 Se eu tivesse recursos, construiria o monumento.
Tivesse (pretérito imperfeito do subjuntivo)
Construiria (futuro do pretérito do indicativo)
os dois verbos têm em comum a marca do pretérito.
exemplos de correlações verbais adequadas. .

presente do indicativo/presente do subjuntivo.


Peço-te que me entregues o documento.

pretérito perfeito/pretérito imperfeito do subjuntivo.


Pedi-te que me entregasses o documento.

presente do indicativo/pretérito composto do subjuntivo (verbo ter no presente do subjuntivo).


Desejo que ele tenha encontrado o documento.
Ainda não temos uma geração que haja/tenha sido completamente formada na era da internet.

pretérito imperfeito do indicativo/mais-que-perfeito composto do subjuntivo (verbo ter no


pretérito imperfeito do subjuntivo).
Queria que ele tivesse encontrado o documento.

futuro do subjuntivo/futuro do presente.


Se você confessar o crime, ficarei tranquilo.

pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo/futuro do pretérito simples ou composto do indicativo.


Se os jovens tivessem estudado, seriam, hoje, bons profissionais

futuro do subjuntivo/futuro do indicativo.


Quando eu chegar à puberdade, terei mais independência?

futuro do subjuntivo/futuro composto do indicativo.


Quando compuserem a música, ele já terá conquistado a mulher amada.

MORFOSSINTAXE DO VERBO.
O VERBO, palavra que indica processo, constitui uma palavra nuclear.

Não se esqueça de que o VERBO DE LIGAÇÃO jamais funcionará como núcleo do predicado,
pois sua função é somente ligar o sujeito ao predicativo.

Predicação (ou Regência) verbal


nome ao tipo de conexão que há entre:
 sujeito e verbo,
 verbo e complementos.

Por isso, a classificação do verbo depende do seu emprego no contexto intraoracional. exemplos:

 Ele está decepcionado. (LIGAÇÃO)


 Ela estava comigo. (INTRANSITIVO/Não existe predicativo do sujeito)
 Choveu muito ontem. (INTRANSITIVO)
 Deus choverá bênçãos. (TRANSITIVO DIRETO)
 Eu obedeço aos meus superiores. (TRANSITIVO INDIRETO)
 O homem deu tudo aos pobres. (TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO)

CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO
depende do tipo de verbo que contém.
PREDICADO VERBAL
apresenta verbo significativo, isto é, que indica ação, fato ou fenômeno.

 As ruas (suj.) escalavam (V.T.D.) íngremes ladeiras (o.d.)


 Não duvides (V.T.I) das palavras divinas

PREDICADO NOMINAL
não apresenta verbo significativo e sim de ligação
 A plateia (sujeito) permaneceu (V.L.) absolutamente (adj. adv.) quieta (predicativo do
sujeito/ núcleo),
 Pedro (sujeito) acha-se (V.L.) ocupado (predicativo do sujeito/ núcleo) no momento (adj.
adv.)
 A crisálida (sujeito) virou (V.L.) borboleta
 Nossa vida (sujeito) tornou-se (V.L.) impossível (predicativo do sujeito/núcleo)

Obs.: Só existirá verbo de ligação, se existir predicativo do sujeito.


 Eu estava eufórico. (estava = verbo de ligação/ eufórico = predicativo do sujeito)
 Eu estava contigo. (estava = verbo intransitivo/ contigo = adjunto adverbial de companhia)

Principais verbos de ligação:


 achar-se,
 andar,
 cair,
 continuar,
 estar,
 ficar,
 parecer,
 permanecer,
 ser,
 tornar-se,
 virar, etc.

PREDICADO VERBO-NOMINAL
é um predicado misto, fusão de predicado verbal com predicado nominal.

Verbo significativo + predicativo do sujeito/predicativo do objeto


 O tenista abandonou (V.T.D.) a quadra (o.d.) irritado (predicativo do suj.)
 A lua (sujeito) ia (V.I.) grande e bela (predicativo do suj.)
 Ela falava (V.T.I.)-me (o.i.) séria, carrancuda (predicativo do suj.)
 O médico julgou (V.T.D.) desnecessária (predicativo do obj.) a cirurgia (o.d.).

VÍRGULA

SÃO SEPARADAS POR VÍRGULAS.

termos de mesma função sintática.


 Os terroristas destruíram prédios, vidas, famílias, sonhos.
aposto.
 Norberto Bobbio, cientista e filósofo, criticou as sociedades democráticas.

vocativo.
 O bicho, meu Deus, era um homem.

adjunto adverbial deslocado (Se longa extensão).


 Num século de significativo desenvolvimento tecnológico, o homem privilegiou o consumo.

marcar elipse verbal (verbo subentendido).


 Luís Estêvão viajou de avião; Roriz, de metrô. ( = Roriz viajou de metrô)

expressões explicativas, explanativas ou retificadoras ou desolcamento


(por exemplo, ou seja, ou melhor, a saber, aliás, isto é, etc.).
 Pedro sabia criar um clima organizacional muito especial, como, por exemplo, dar nome
para cada carneirinho e ovelhinha.
 O debate seguia acalorado entre o jornalista e o entrevistado, sendo, por essa razão, o
convite feito a um mediador, pois de sua presença dependia o impasse

predicativo deslocado.
 A população, aterrorizada, assistiu ao desmoronamento dos prédios.

orações adverbiais deslocadas (reduzidas ou não).


 Ao chegar a casa, deparou com o pai da moça.
 A ética e a moral, embora ocupem raios concêntricos, apresentam conceitos diferentes.

elementos de uma enumeração.


 O réu era escalafobético, magro, doente.

Indicar inversão ou intercalação de algum elemento da frase, fazendo-a sair da ordem direta.
 Ao final da audiência, os advogados requereram prazo para memoriais

Isolar termos pleonásticos ou repetidos.


 Com a presença da testemunha tão inesperada, Gudesteu ficou branco, branco de
espanto.

orações coordenadas adversativas, conclusivas e explicativas,


 O réu foi interrogado, mas nada confessou.
 Estou no mercado, portanto existo.
 Cale-se, pois você está incomodando.

orações ligadas pela conjunção E com sujeitos diferentes


 A testemunha mencionou a prova, e o juiz a recusou.
 séculos de esquecimento começam a ser rompidos, e muita gente escuta falar

orações adjetivas explicativas

conjunção nem em expressões ou orações de razoável extensão (pausa prosódica ou melódica).


 O réu não confessou a autoria do delito tão hediondo, nem trouxe elementos fidedignos
para o real esclarecimento dos fatos.

Orações subordinadas adverbiais deslocadas e de longa extensão


 Quando o mar invadiu a região, todos ficaram estupefatos (vírgula obrigatória).

para isolar orações intercaladas ou interferentes


se usam entrevírgulas, travessões ou parênteses. Estudiosos costumam afirmar que os
travessões e os parênteses dão mais ênfase. (questão de estilo)

orações intercaladas ou interferentes, sintaticamente independentes, se interpõem a outras


para esclarecimento, observação, advertência ou ressalva. São orações consideradas à margem
da frase.

Ex.
 Desta vez, disse ele, vais para a Europa
 Tive (por que não direi tudo?), tive remorsos
 Rico, e muito rico: pensava Caúla: quem possuía barco como aquele
 O homem, dizia Rousseau, é puro em estado de natureza.
 A casa, embora espaçosa, não é adequada para o evento.
 Os Estados Unidos, em virtude de interesses capitalistas, desenvolvem políticas opressivas
no mundo.
 Márcio, apesar do nervosismo, fez uma ótima apresentação.
 O consumidor, em caso de dúvida, poderá requerer nota.

A VÍRGULA NÃO SERÁ USADA NOS CASOS SEGUINTES ENTRE:

sujeito e verbo.
 juíza proferiu uma sentença condenatória.
 o fato é que, minimizá-lo (isto) será abrir a possibilidade de o desempenho de todos eles
decair intensa e irreversivelmente.

verbo e objeto direto.


A testemunha apresentou provas.

verbo e objeto indireto.


O cientista depende das verbas.

verbo e predicativo.
A reunião foi cansativa.

verbo e agente da passiva.


Uma sentença arbitrária foi proferida pelo magistrado.

adjunto adnominal e o substantivo modificado.


A resposta do réu provocou indignação.

complemento nominal e o vocábulo por ele completado.


A resposta ao magistrado provocou revolta.
Portanto entre as orações principais e as orações subordinadas substantivas subjetivas, as
objetivas diretas, as objetivas indiretas, as predicativas e as completivas nominais, com exceção
da apositiva

 É imprescindível que os descalabros sociais desapareçam.


 Kant afirmou que a busca do conhecimento não tem fim,
 Todos têm um sonho: que a paz seja estabelecida. Use dois pontos (mais comum), vírgula
ou travessão.

Não será também usada:


para indicar posposição do sujeito ao verbo.

 Caminhavam o pai e a filha calmamente.


 Saíram o advogado e seu cliente para uma conversa particular.
 Conversavam o juiz, os advogados e as testemunhas.

sujeito de longa extensão (evite-a) e verbo. alguns estudiosos defendem


 A novação por substituição do devedor, pode ser efetuada independente de consentimento
deste.

conjunção nem, quando liga orações ou termos de pequena extensão;


 Não falou sobre Modernismo nem sobre Simbolismo;
 O réu não confessou nem acusou os demais;

-coordenadas Aditivas (e) com o mesmo sujeito.


 A testemunha entrou e (a testemunha) foi inquirida.

-adjetivas restritivas.

AS VÍRGULAS SÃO OPTATIVAS


-antes de etc.

-Em orações subordinadas adverbiais


Mas por via de regra, são separadas por vírgulas de suas principais.

 Muitos candidatos ficaram nervosos(,) embora a prova não apresentasse dificuldades.

-Para isolar o adjunto adverbial deslocado se curta extensão, desde que não comprometa a
interpretabilidade
 Ontem(,) aconteceu o inesperado
 O governo criará(,) aproximadamente(,) vinte mil empregos.
 Desrespeitosamente(,) o réu segurava o queixo com a mão;
 O réu segurava(,) desrespeitosamente(,) o queixo com a mão;

depois de conjunções que principiem período.

 Muitos ministros foram julgados. Todavia(,) nem todos foram alvo de críticas;

Ausência/posição da vírgula pode provocar ambiguidade ou modificação de sentido apesar


de correta a gramática:
 Roriz, em campanha política, prometeu reajuste. (Vírgulas obrigatórias. Se retiradas, o
sujeito será Roriz em campanha política.)
 Calcula-se que, em 2011, mais de 2,3 trilhões de mensagens de texto tenham sido
enviados em todo o mundo. (refere-se ao cálculo que teve como análise o ano de 2011.)
 Em 2011, calcula-se que mais de mais de 2,3 trilhões de mensagens de texto tenham sido
enviados em todo o mundo. (refere-se ao cálculo realizado em 2011.)

Travessão no discurso direto


Nos discursos diretos, o travessão indica quando começa a fala de uma personagem, quando há
mudança de interlocutores e quando há mudança para o narrador através de um verbo de
elocução, ou seja, através de verbos que anunciam o discurso, como: dizer, perguntar, responder,
comentar, entre outros.
 — Que horas são, por favor? — perguntou o desconhecido.
 — São onze horas. — respondeu a senhora.
 — Obrigado!

Travessão nas orações intercaladas


Nas orações intercaladas, o travessão pode substituir a vírgula ou os parênteses, separando-as
da oração principal.
 Há quem o faça — mas não o aconselha — por isso não o farei.
 Eles dizem — embora ninguém acredite — que são de confiança.

Travessão para criar destaque


No destaque de alguma parte da frase, o travessão realça uma informação sobre um elemento da
frase, principalmente quando aparece no fim da mesma. O travessão também serve para destacar
o aposto.
 Ele está fazendo o possível e o impossível para concretizar seu objetivo — ficar com minha
vaga dentro da empresa.
 Aquelas duas meninas — a Camila e a Tatiana — ficaram ajudando no fim da festa.

Travessão, hífen e meia-risca


Não devemos confundir o travessão com o hífen ou com a meia-risca.

O travessão é um sinal de pontuação e é mais longo do que o hífen e do que a meia-risca, que
são sinais gráficos complementares.

— travessão
– meia-risca
- hífen

Travessão e vírgula
quando um travessão coincidir com uma vírgula, devem-se usar os dois sinais. Se colocar em um
que possui a vírgula deve colocar no outro também.

Dois pontos
Esse sinal pode marcar, principalmente:
 enumerações;
 explicações;
 discurso direto ou citação.
Em enumerações
A mulher foi à feira e levou: dinheiro, uma sacola, cartão de crédito, um porta-níquel, e uma luva.

Antes de uma citação


Confúcio disse certa vez: O ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia.

Bush afirmou: Não quis a guerra.

Quando se quer esclarecer algo


Ele conquistou o que tanto desejava: uma vaga no TRT de Brasília.

Abriu mão do que mais gostava: acordar tarde. Mas foi recompensado por isso.

No vocativo em cartas, sejam comerciais ou sociais (ou vírgulas)


Querida amiga: (ou ,)
Estarei na sua casa no próximo mês.

Após as palavras: exemplo, observação, nota, importante etc.

ponto e vírgula
visa a separar:
 orações coordenadas de certa extensão
 coordenadas que já tiveram vírgulas internas.

Ex:
 No andamento do processo, explicitam as partes seu pretenso direito e o comprovam; ao
final, após regular contraditório, o juiz decide a controvérsia.

 O chefe enviou o parecer; o assessor, o relatório ( = O chefe enviou o parecer, e o assessor


enviou o relatório).

 Sou brasileiro; tenho, portanto, orgulho. ( = Sou brasileiro, portanto tenho orgulho)

a opção por períodos mais curtos, faz raro o uso do ponto e vírgula.

Emprego das Aspas:


 Para destacar citações, transcrições.
Segundo um jornal de hoje, a seleção brasileira entrará em campo desfalcada.

 Para enfatizar um termo.


A palavra Amor, quando proferida de forma relapsa, nada diz.

 Para dar conotação irônica.


Eu lhe sou fiel.

 Para indicar estrangeirismos, vulgarismos, neologismos, arcaísmos, etc.


No shopping, está havendo uma sale. (estrangeirismo)
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
monossílabos tônicos/oxítonos terminados em A, E, O
 pá,
 vê,
 já,
 pé, pés,
 nó, nós
 maracujá, maracujás,
 café, cafés,
 você, vocês,
 avô, avós,
 até

Obs. verbos monossílabos tônicos não estão nesta mesma regra, pq verbo não termina com U.

monossílabos tônicos e oxítonos terminados em éis, éu, éus, ói, óis.


 povaréu,
 céu,
 chapéu,
 anzóis,
 lençóis,
 dói,
 sóis (plural de Sol)
 herói, heróis
 troféu, troféus

oxítonos terminados em EM,


 alguém,
 Parabéns

Obs. monossílabos tônico, não acentua


Ex. Bem, Bens

verbos monossílabos tônicos ou oxítonos, junto a pronome oblíquo. (exceto terminados em


ir, porque não se acentua i ou u)
 dar + os = dá-los
 anotar + as = anotá-las
 ver + o = vê-lo
 decompor + as = decompô-las

oxítono I OU U vindo depois de ditongo


 tuiuiú, tuiuiús,
 Piauí,

paroxítonos terminados em
 I, U
 PS, R, X, N, L (Pseudo Rouxinol)
 UM, OM, ON
 Ã, ÃO
 DITONGO

Ex.
 água
 álbum, álbuns,
 bíceps,
 bônus,
 elétron,
 grátis,
 hífen,
 jóquei, jóqueis
 órfã, órfãs,
 órfão, órfãos,
 repórter,
 táxi,
 tórax,
 visível,

Obs. As paroxítonas terminadas em -n, se vierem na forma plural, não são acentuadas.

Ex.
Pólen, polens, hífen, hifens.

Proparoxítonas
Todas.
 médico, árvore,
 súplica, Matemática,
 Gramática
 físico (Obs. Não existe tal vocábulo sem acento gráfico).

Obs: as paroxítonas terminadas em ditongo crescente são também chamadas proparoxítonas


aparentes e estão na mesma classificação.
 SÉRIE = SÉ – RIE (paroxítona) ou SÉ – RI – E (proparoxítona aparente)

 SECRETÁRIA = SE – CRE – TÁ – RIA (paroxítona) ou SE – CRE – TÁ – RI – A


(proparoxítona aparente
 ÁGUA = Á – GUA (paroxítona) ou Á – GU – A (proparoxítona aparente).

hiato (i e o u tônicos)
 juízo,
 raízes,
 saída,
 graúdo,
 baú,

hiato (i e u) seguidas de s na mesma sílaba:


 FAÍSCA = FA – ÍS – CA
 BALAÚSTRE = BA – LA – ÚS – TRE
 BA-ÚS;

NÃO SE ACENTUAM

hiato com vogais idênticas:


 xiita,
 vadiice,
 sucuuba etc.

hiato (i e o u tônicos) e + nh.


 rainha,
 bainha,
 moinho;

i ou u com outra letra acompanhando


 saindo,
 ruim,
 Raul,
 distribuir,
 ainda,
 juiz,
 raiz.

i e o u tônicos vindo depois de ditongo decrescente:


 feiura,
 taoismo,
 baiuca
 bocaiuva
 cauila

ditongos abertos éi e ói.


Desaparece o acento.
 asteroide
 colmeia
 Coreia
 geleia
 paranoia

vocábulos terminados em êem e ôo.


 creem
 enjoo
 magoo
 perdoo
 zoo

Não se diferenciam mais os pares


 pára/para,
 péla/pela,
 pêlo/pelo,
 pólo/polo
 pêra/pera.

Ex. :
 Ela para o cavalo.
 Ele foi ao polo Sul.
 Esse animal tem pelos bonitos.
 Devoramos uma pera.

IMPORTANTE
Permanece o acento diferencial em
 pôde/pode.
 pôr/por

Ex. :
 Desejo pôr o documento sobre a mesa que foi construída por mim.

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos: verbos


 ter
 vir,
 derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).:

Ex. :
 Ele tem escrúpulos. / Eles têm escrúpulos.
 Ele vem de uma região humilde. / Eles vêm de uma região humilde.
 Ele mantém a promessa. / Eles mantêm a promessa.
 Ele detém o marginal. / Eles detêm o marginal.

Todos acima são distinguidos quanto à morfologia e à grafia, mas não em relação à fonética.

É facultativo o uso:
 dêmos de demos (do passado nós demos);
 fôrma (substantivo) de forma (verbo).

Não se acentua as formas arguis, arguem, do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

guar, quar e quir, como aguar, averiguar, obliquar, delinquir

se forem pronunciadas com a ou i tônicos, devem ser acentuadas.

Exemplos:
- enxaguar: enxáguo, enxáguas.
- delinquir: delínquo, delínques.

pronunciadas com u tônico, deixam de ser acentuadas.


- enxaguar: enxaguo, enxaguas.
- delinquir: delinquo, delinques.
No Brasil, a pronúncia mais corrente é, a e i tônicos.

PRINCIPAIS CASOS EM QUE OCORRE A CRASE


Antes de palavra feminina
Método prático: trocar a palavra feminina por masculina,

Chegando a(?) cidade, procurei os amigos.


Chegando ao clube. Logo,
Chegando à cidade, procurei os amigos.

Com nomes de lugares


O principal problema é o artigo.
-Ainda voltarei a(?) Itália (Estou na Itália, volto da Itália): há artigo, pode, dependendo do verbo,
haver crase.

-Verbo voltar: quem volta, volta a. Portanto,


-Ainda voltarei à Itália.

Nas formas àquela, àquele àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro (e derivados)


 Cheguei àquele (a + aquele) lugar.
 Vou àquelas cidades.
 Referiu-se àqueles livros.
 Não deu importância àquilo.

Nas indicações de horas, desde que determinadas.


 Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora.
 O aumento entra em vigor à zero hora.
 Veio à meia-noite em ponto.

Obs.: A indeterminação afasta a crase:


 Irá a uma hora qualquer.

Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas, como:


 à custa de,
 à direita,
 à espera de.
 à esquerda,
 à forma de,
 à frente,
 à maneira de,
 à medida que,
 à mercê de,
 à moda de,
 à noite,
 à procura de,
 à proporção que,
 à risca,
 às pressas,
 às vezes,

Ex. :
 Saiu às pressas.
 Vive à custa do pai. (da)
 Estava à espera do irmão.(na)
 Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam.
 Serviu o filé à moda da casa.

locuções que indicam meio ou instrumento e em outras que tradição linguística o exija:
Perceba que todas são femininas.
 à baioneta calda,
 à bala,
 à chave,
 à espera,
 à faca,
 à fome (matar à fome).
 à mão,
 à máquina,
 à navalha,
 à tinta,
 à toa,
 à venda,
 à vista,

não se pode usar a regra de substituir a por.

Ex. :
 Morto à bala, à faca, à navalha.
 Escrito à tinta, à mão, à máquina.
 Pagamento à vista.
 Produto à venda.
 Andava à toa.

Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou
aos.
 Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se referiu).
 Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (fez alusão aos trabalhos aos quais.).
 É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é problema semelhante ao que.).

NÃO SE USA ACENTO GRAVE ANTES DE


Dica: Quando não está particularizado, nos casos femininos.

Palavras masculinas.
 andar a pé,
 pagamento a prazo,
 caminhadas a esmo,
 cheirar a suor,
 viajar a cavalo,
 vestir-se a caráter.

Exceção: quando se pode subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou
nome de empresa ou coisa.
 Salto à Luís XV (à moda de Luis XV).
 Estilo à Machado de Assis (à maneira de).
 Referiu-se à Apolo (à nave Apolo).
 Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso.
 Vou à (editora) Melhoramentos.
 Fez alusão à (revista) Veja.

Nome de cidade que não usa artigo.


 O deputado foi a(?) Paris. (Estou em Paris, volto de Paris), não há artigo, portanto não pode
haver crase. Logo, o deputado foi a Paris.
 Chegou a Brasília.
 Irão a Roma este ano.

Exceção: quando se atribui uma qualidade à cidade.


 Iremos à Roma dos Césares.
 Referiu-se à bela Lisboa, à Brasília das mordomias, à Londres do século 19.
 Irei brevemente à Curitiba dos pinheirais.

Verbo
 Passou a ver.
 Começou a fazer.
 Pôs-se a falar.

Substantivos repetidos.
 Cara a cara,
 frente a frente,
 gota a gota,
 de ponta a ponta.

Ela, esta e essa


 Pediram a ela que saísse.
 Cheguei a esta conclusão.
 Dedicou o livro a essa moça.

Outros pronomes que não admitem artigo, como:


 ninguém,
 alguém,
 toda,
 cada,
 tudo,
 você,
 alguma,
 qual, etc.
Ex. :
 Referiu-se a você.
 Obedece a alguma regra.
 Fez críticas a tudo

Formas de tratamento
 Escreverei a Vossa Excelência.
 Recomendamos a Vossa Senhoria.
 Pediram a Vossa Majestade.

Uma.
 Foi a uma festa.

Exceção: na locução, que uma designa hora.

Palavra feminina tomada em sentido genérico.


 Não damos ouvido a reclamações.
 Devido a morte em família, faltou ao serviço (Regra prática: devido a falecimento, e não ao
falecimento).
 Não me refiro a mulheres, mas a meninas.

Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo.


 Pegaram-se a dentadas.
 Agrediram-se a bofetadas.
 Progrediram a duras penas.

Nomes de mulheres célebres/não particularizado.


 Ele a comparou a Ana Néri.
 Preferia lngrid Bergman a Greta Garbo.

Dona e madame.

Exceção: há crase se dona ou madame estiverem particularizados.


 Deu dinheiro à dona Maria.
 Já se acostumou à madame Angélica.
 Referiu-se à Dona Flor dos dois maridos.

Distância, desde que não determinada.


 A polícia ficou a distância.
 O navio estava a distância.

Observação: quando se define a distância, existe crase.


O navio estava à distância de 500 metros dos manifestantes.

Terra, quando a palavra significa terra firme.


 O navio estava chegando a terra.
 O marinheiro foi a terra. (não há artigo com outras preposições: Viajou por terra. / Esteve
em terra.)
Observação: nos demais significados de terra, usa-se a crase.
 Voltou à terra natal.
 Os astronautas regressaram à Terra.

Casa, considerada como o lugar onde se mora.


 Voltou a casa. (para casa)
 Chegou cedo a casa (Veio de casa, voltou para casa, sem artigo).

Observação: se a palavra estiver determinada, existe crase.


 Voltou à casa dos pais.
 Voltou à casa dele.
 Iremos à Casa da Moeda.
 Fez uma visita à Casa Branca.

CIRCUNSTÂNCIAS O ACENTO GRAVE É OPCIONAL:


Antes do possessivo.
Observação: na maior parte dos casos, a crase dá clareza ao tipo de oração.
 Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia.
 Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa).

Antes de nomes de mulheres.


Observação: em geral se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase, caso contrário, não.
 Declarou-se a Joana (ou à Joana)

Com ATÉ a
 Foi até a porta (ou até à).
 Até a volta (ou até à).

ALFABETO
26 letras.

Reintroduziram-se as letras k, w e y.

Usam-se: unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);


na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): playboy, show, playground.

TREMA
desaparece.

O trema permanece apenas em palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Bündchen,


Müller, mülleriano.

HÍFEN
usa-se sempre o hífen
prefixo vice.:
 vice-diretor,
 vice-almirante.

prefixo sub e ab, e palavra iniciada por r e b


 sub-região,
 sub-raça.
 sub-bibliotecário
 Sub-reptício
 Ab-rogar
 Abrupto / Ab-rupto

quando compõem adjetivos pátrios como afro-, anglo-, euro, franco-, indo-, luso-:
 Afro-americano
 Afro-asiático
 Afro-brasileiro
 Anglo-americano
 Anglo-brasileiro
 Anglo-saxão
 euro-americano
 franco-alemão
 Franco-suíço
 luso-brasileiro

Obs.:
 Afrodescendente.
 Eurocomunista
(ambas não formam adjetivos pátrios)

prefixo terminado por vogal e segundo começar pela mesma vogal ou h:


 Anti-herói
 anti-higiênico;
 anti-histórico;
 anti-humanitário;
 anti-ibérico;
 anti-inflacionário;
 anti-inflamatório;
 contra-atacar;
 Contra-ataque
 macro-história;
 micro-ondas;
 micro-ônibus;
 mini-hotel;
 proto-história;
 semi-internato.
 sobre-humano;
 ultra-humano.
 Neo-Helenico

Obs.:
 Co-herdeiro ou coerdeiro
 Carbo-hidrato ou carboidrato
 Subumano ou sub-humano
termina por consoante, e segundo começar pela mesma consoante ou h.:
 hiper-religioso;
 inter-racial;
 sub-base;
 super-racista;
 super-homem;

prefixos circum e pan, diante de palavra iniciada por m, n e vogal


 circum-navegação
 pan-americano.

prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pró, Pré (com acento): tudo
 além-mar;
 além-túmulo;
 Aquém-oceano
 ex-hospedeiro;
 ex-presidente;
 pós-graduação;
 pró-europeu;
 Pró-labore
 recém-casado;
 recém-nascido;
 sem-terra.
 Pré-requisito / Prerrequisito
 Pré-seleção / Presseleção
 pré-história

- sufixos: açu, guaçu e mirim:


 amoré-guaçu,
 anajá-Mirim,
 capim-açu.

- iniciados pelos adjetivos: grã, grão.


 Grã-Bretanha,
 Grão-Pará-Abre-Campo;

- ligar duas ou mais encadeamentos vocabulares:


 ponte Rio-Niterói,
 eixo Rio-São Paulo.
 o jogo Inglaterra-França
 o percurso Brasília-Goiânia
 a divisa Liberdade-lgualdade-Fraternidade

Encadeamento vocabular associação ocasional de palavras, muito comum, quando se refere uma
relação entre duas ou mais entidades

- palavras compostas por justaposição (colocadas uma do lado da outra, sem mudar nenhuma
das duas palavras), cujos elementos formam sentido diferente que quando juntas
exemplo, ano significa uma coisa; luz significa outra.
Quando justapostos, anos e luz têm um terceiro significado: ano-luz (emprega-se hífen).

Exemplos:
 Abaixo-(TIPO)assinado
 Alto-astral
 Alto-relevo
 Ano-luz
 Arco-íris
 Azul-escuro
 Baixo-astral
 Baixo-relevo
 Baleia-branca
 Batata-doce
 Belo-horizontino
 Boa-nova
 Cabo-verdiano
 Cabra-macho
 Café-expresso
 Célula-tronco
 Centro-esquerda
 Cidade-satélite
 Cinema-verdade
 decreto-lei,
 Fruto-oligossacarídeo
 Giga-hertz
 Livre-arbítrio
 Livre-docência
 mato-grossense
 Meia-entrada
 Peso-atômico
 Ponta-esquerda / Ponta-direita
 Porta-retratos
 primeiro-ministro
 Seguro-saúde
 Sul-americano
 Timor-Leste
 tio-avô,
 Zen-budismo

Obs.: palavras que perderam a noção de composição:


 madressilva;
 pontapé;

- iniciados pela forma verbal.


 Passa-Quatro,
 Quebra-Costas,
 Quebra-Dentes,
 Traga-Mouros,
 Trinca-Fortes;
 guarda-chuva;
 guarda-noturno,
 Manda-tudo
 Conta-gotas
 Vade-mécum
 Ave-maria

Obs.: palavras que perderam a noção de composição:


 girassol;
 passatempo

- espécies botânicas ou zoológicas.


Exemplos:
 andorinha-do-mar,
 Beija-flor
 bem-me-quer,
 bem-te-vi;
 cobra-d’água,
 couve-flor,
 erva-doce,
 erva-do-chá,
 ervilha-de-cheiro,
 feijão-verde,
 Louva-a-deus
 Pica-pau-amarelo
 Bálsamo-do-canadá
 Vaga-lume
 mula-sem-cabeça

compostos ligados por artigo:


 Albergaria-a-Velha,
 Baía de Todos-os-Santos,
 Entre-os-Rios,
 Montemor-o-Novo,
 Trás-os-Montes etc.

- Bem: com qualquer palavra (regra geral)


se trata de um adjetivo composto com um elemento de valor prefixal;

Exemplos:
 bem-estar,
 bem-humorado,
 bem-criado,
 bem-ditoso,
 bem-falante,
 bem-mandado,
 bem-nascido,
 bem-soante
 bem-visto.

Obs.: aparece as vezes aglutinado com o segundo elemento (mas é com n):
 benfazejo,
 benfeito,
 benfeitor,
 benquerença;

- Mal, seguidos de vogal ou h,


 mal-afortunado,
 mal-estar,
 mal-humorado.

- compostos repetidos, de formas onomatopeicas:


 blá-blá-blá,
 Nhem-nhem-nhem
 reco-reco,
 trouxe-mouxe
 Zás-trás

Para acompanhar a lição dos dicionários, que não hifenavam as formas derivadas flexionadas de
tais substantivos compostos (como cricrilar, ziguezaguear), a equipe técnica do VOLP optou por
não recomendar o hífen nessas formas.
 pinguepongue,
 zunzum,
 Lengalenga
 Cricri
 ziguezague

hífen para clareza gráfica,


se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen,
ele deve ser repetido na linha seguinte.

Não se usa o hífen


- prefixo termina vogal/consoante + vogal/consoante diferente:
 aeroespacial;
 Anteprojeto
 antieducativo;
 antietico;
 antissimbólico
 autodefesa;
 autoescola;
 Autopromoção
 autoproteção;
 Cardiovascular
 Contraexemplo
 Desumano
 Extraoficial
 geopolítica;
 Hidroelétrica /hidrelétrica
 hiperacidez;
 hiperativo;
 Hiperprodução
 infraestrutura
 interescolar;
 interestadual;
 interestelar;
 mandachuva;
 Maxidesvalorização
 microcomputador;
 Neovascularização
 paraquedas;
 paraquedista;
 passatempo.
 pseudomestre;
 Pseudoprofessor
 semicírculo;
 semideus;
 seminovo;
 Sociolinguístico
 subdiretor
 Súbdito (Portugal) Súdito (Brasil)
 Subsequente
 superaquecimento;
 Superdose
 supereconômico;
 Superestimar
 superexigente;
 superinteligente;
 superinteressante.
 Superotimismo
 ultramoderno,
 Cerebrovascular

Exceção: prefixos ex-, sem, além, aquém, recém, pós, pró, Pré (com acento): usam em tudo

- sub + h perdem esta letra e juntam-se sem hífen:


 subumano,
 subumanidade (opcional).

- prefixo pre (sem acento), co, re,


 Coabitar / Coabitação
 coautor;
 coedição;
 Coerdar / Coerdeiro
 Coirmão
 Coobrigação
 Coocorrer
 Coocupar
 Cooperativa
 Coordenador
 Corréu (antes era Co-Réu)
 Corredator
 Corresponsável
 Cosseno
 Preanunciar
 Predeterminado
 predispor
 preestabelecer
 preexistir
 prever
 reedição
 reelaborar
 Reescrever
 Refazer
 Reidratar
 relembrar
 reutilização

- prefixo terminado em vogal + r ou s, duplicam-se letras:


 antirracismo;
 antirreligioso;
 Autorretrato
 Autossatirizar
 Biorritmo
 Contrarregra
 Contrassenha
 Contrassenso
 cosseno;
 Interrupção
 microssistema;
 neorrealismo;
 semirreta;
 sociorreligioso;
 ultrarresistente;
 ultrassom.
 Antessala

Mal, com palavra iniciada por consoante:


 malcriado
 malditoso
 malfalante
 malmandado
 malnascido
 malsoante
 malvisto
 Malpassado

unidade expressiva é uma locução (substantiva, adverbial, adjetiva etc.) (Regra geral)
Exemplos:
 à toa,
 Água com açúcar (romântico)
 Auto de fé
 café com leite,
 Calcanhar de aquiles
 Cão de guarda
 Coreia do Norte / Coreia do Sul
 dia a dia,
 dona de casa
 Em cima
 Faz de conta
 fim de século
 pé de atleta,
 pé de boi,
 pé de cabra,
 pé de chinelo,
 pé de galinha,
 pé de pato,
 pé de vento.
 Ponto de exclamação
 Ponto de interrogação
 Tiro de meta
 Tomara que caia

Exceção: locuções consagradas pelo uso:


 à queima-roupa
 Água-de-coco
 água-de-colônia,
 ao deus-dará,
 arco-da-velha,
 Azeite-de-dendê
 Bem-me-quer
 Copo-d’água
 cor-de-rosa,
 Mais-que-perfeito
 pé-de-meia,
Algumas palavras sem hífen
 Arco e flecha
 Conceção (Portugal)
 Concepção (Bras
 De cujus
 Debiloide
 Iberorromânico
 Lengalengar
 Muçarela
 Musculoesquelético
 Xiquexique

PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS


grafados sem hífen
comportam-se como os substantivos simples:

Quando ligados por hífen.

Flexionam-se os dois elementos, quando:


- substantivo + substantivo
 couves-flores
 cirugiões-dentistas,
 sofás-camas

- substantivo + adjetivo
 amores-perfeitos
 águas-marinhas,
 viúvas-alegres

- adjetivo + substantivo
 gentis-homens
 puros-sangues,
 belas-artes,
 altos-relevos

- numeral + substantivo
 quintas-feiras
 primeiros- ministros

Flexiona-se somente o primeiro elemento:


- substantivo + preposição + substantivo =
 águas-de-colônia
 ervilhas-de-cheiro,
 bênçãos-de-deus.

- Substantivo + substantivo que determina finalidade (adjetivando)


 pombos-correio (pombos tipo correio)
 navios-escola (navios tipo escola)
 peixes-espada,
 homens-rã.
 mangas-rosa,
 laranjas-pera.
 palavras-chave
 bombas-relógio
 notícias-bomba
 peixes-espada
 cavalos-vapor

Flexiona-se somente o segundo elemento:


- verbo + substantivo
 guarda-roupas
 arranha-céus,
 beija-flores,
 guarda-chuvas,
 abre-alas,
 toca-discos,
 quebra-nozes,
 salva-vidas.

- Advérbio + adjetivo:
 alto-falantes,
 sempre-vivas,
 mal-agradecidos.
 abaixo-assinados. Obs. Sem hífen, é a designação dada aos que assinam o documento.
Ex. As abaixo assinadas requerem nova análise do abaixo-assinado.

- Prefixo + substantivo:
 vice-diretores,
 pseudo-heróis,
 grão-duques.

- Onomatopéias:
 reco-recos,
 tico-ticos,
 tique-taques.

verbos repetidos (pode ter 2 plurais)


 pisca-piscas e piscas-piscas,
 corre-corres e corres-corres.

Permanecem invariáveis:
-verbo + advérbio
 os bota-fora
 os pisa-mansinho,
 os ganha-pouco,
 os cola-tudo

-verbo + substantivo no plural


 o saca-rolhas e os saca-rolhas

Verbos antônimos:
 os senta-levanta,
 os sobe-desce.

Casos Especiais
 o louva-a-deus/os louva-a-deus
 o bem-te-vi /os bem-te-vis
 o bem-me-quer / os bem-me-queres
 o joão-ninguém / os joões-ninguém.

Flexão dos Adjetivos Compostos


Regra: só o último se flexiona em gênero e número:
 saudades doce-amargas,
 ciências político-sociais,
 salas médico-cirúrgicas.

Casos Especiais
surdo-mudo (ambos se flexionam):
surda-muda e surdo–mudo .

substantivos indicando cor (invariáveis):


 fitas amarelo-ouro,
 bandeiras azul-turquesa,
 blusas rosa-claro,
 vestidos cinza-chumbo.
 ternos azul-marinho,
 saias azul-celeste.

SINTAXE DO PERÍODO E PONTUAÇÃO


orações podem ser classificadas da seguinte forma:

Absoluta:
única oração de um período simples.
A morte está ficando banal em demasia.

Principal
qualquer oração que possua subordinada.
Criaremos uma nova sociedade / quando tomarmos consciência dos problemas.

Coordenada:
estão coordenadas entre si
não dependam sintaticamente umas das outras.
independência não é de sentido, mas de função sintática.
 O lago está na fazenda, por conseguinte me pertence.

Coordenação:
quando só existem orações coordenadas.
O personagem toma tiro, / bate as botas/ e nada mais acontece.
1ª: Assindética.
2ª: Assindética.
3ª: Coordenada Sindética.

relação entre as orações coordenadas –


-conectivo ou síndeto diz-se que as orações são coordenadas sindéticas,
-caso não haja conectivo, assindéticas.
 Comerciantes contratam justiceiros/ e estes matam indiscriminadamente.

Subordinação:
quando existem orações principais e subordinadas.
 Sabe-se / que 32 milhões de brasileiros passam fome. (Subord. Subst. Subjetiva)

Coordenação e subordinação (período misto): existem orações coordenadas, principais e


subordinadas.
O assessor chegou atrasado, / mas deseja / que todos concluam o trabalho.
 Coordenada Assindética.
 Coordenada Sindética Adversativa.
 Subordinada Substantiva Objetiva Direta.

COORDENADAS SINDÉTICAS:

Aditivas:
 e,
 nem,
 não só,
 mas também,
 tanto
 como.

Ex. :
Deves regar as plantas mas também adubá-las.
Deves regar as plantas não só adubá-las.
E voltou aos cajueiros, que eram símbolo. E ao boi, vegetal sim. E aos recursos humanos de sua
gente. (indica sequência de orações de estrutura idêntica.)

Adversativas:
 mas,
 porém,
 todavia,
 contudo,
 entretanto,
 no entanto,
 enquanto = mas
 e sim,
 e não etc.

Ex. :
 Você insiste em zero a zero e eu quero um a um.
 O Banco Central reduziu as taxas; todos estão, porém, insatisfeitos. (Conjunção deslocada)
 O Banco Central reduziu as taxas, porém, conforme pesquisa do Correio Braziliense, todos
estão insatisfeitos. (Conjunção seguida de interrupção)
 Cerca de 25% dos domicílios com internet tinham velocidade acima de 2 megabitz,
enquanto, em Junho de 2012, esse número passou para 40% do total.

Explicativas:
 pois (anteposta ao verbo),
 porque,
 que,
 porquanto etc.

Ex. :
Saia agora, pois estou extremamente ocupado.

Conclusivas:
 logo,
 portanto,
 Dessarte
 então,
 assim,
 por isso,
 por conseguinte,
 pois (posposta ao verbo) etc.

Ex. :
O intelectual não auferiu a vaga, está nervoso, pois.
O lago está na fazenda; pertence, portanto, ao Gudesteu. (Conjunção deslocada)

Alternativas:
 [Link],
 [Link],
 [Link],
 já.já etc.

Ex. :
Ou entramos num acordo, ou teremos muitos problemas futuros.

Oração subordinada
depende sintaticamente de outra oração.

oração dependente corresponde a uma função sintática (sujeito, objeto direto, adjunto adnomi-
nal, adjunto adverbial etc.)

Não sei se compreendi o processo. (valor de objeto direto)

Havia um barbeiro que me conhecia de vista. (valor de adjunto adnominal)


Saí satisfeito, embora não tivesse encontrado o chefe. (valor de advérbio)

Podem estar coordenadas entre si duas ou mais orações subordinadas a uma mesma principal:
 Não é natural que você chore / e que desista facilmente do projeto.

SUBORDINADAS DESENVOLVIDAS E REDUZIDAS

Desenvolvidas: verbo em formas finitas (indicativo, imperativo e subjuntivo).


É óbvio/ que existem muitos descalabros sociais.

Reduzidas: verbos em formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio passado): iniciam-se


diretamente ou por uma preposição. conectivo fica implícito.
É necessário / estabelecer normas. (que: implícito.)

orações subordinadas substantivas

iniciadas pelas:
 conjunções integrantes: que, se;
 pronomes interrogativos: que, quem, qual, quanto, quantos;
 advérbios interrogativos: onde, como, quando, quanto, por que

orações subordinadas substantivas

Subjetiva:.
aparecem com mais frequência depois de verbos unipessoais:
 basta,
 consta,
 urge,
 parece,
 convém etc.:

Ex. :
 Urge que atravessemos a ponte.
 Ficou claro que ele mordeu a orelha do adversário.
 Convém que falemos com o juiz sobre o assunto.
 As mulheres parece que estão nervosas. (ordem direta. Parece que as mulheres estão
nervosas. Essa antecipação do sujeito da segunda oração recebe o nome de PROLEPSE.)
 Importa destacar que a violência pode se dar na forma omissiva. (destacar (sujeito) isto:
que a violência pode se dar na forma omissiva (obj. direto) importa (é preciso).

Iniciadas pelos pronomes quem ou quantos,:


 compromete as cordas vocais quem fala demais

Depois de verbos transitivos diretos acompanhados do apassivador se


 Entendeu-se que a proposta era inovadora.

Depois de ser cuja oração só exista predicativo


 É imprescindível que ressaltemos o valor de sua participação.

Objetiva direta:
 Ignoraste quanto me custou a tua presença.
 Todos desejam que você conquiste a medalha.

Objetiva indireta:
 O professor carecia de que os alunos ficassem calmos.
 Jamais duvidei de que você pudesse concretizar tal sonho.

Completiva nominal:

 Tenho receio de que você use camisas brancas.


 O técnico não tinha dúvida de que traria a medalha.
 Nunca tive dúvida de que pudesse concretizar tal sonho.

Predicativa:
 O fato é que os homens não aceitam a emancipação delas.
 A verdade é que os políticos escamoteiam nossos direitos.

Apositiva:.
 Todos têm um desejo: que haja reeleição.

Agente da Passiva (N.G.B. não menciona) exerce a função de agente da voz passiva analítica.

 Ele foi espancado por quem é responsável pela segurança.

SUBORDINADAS ADJETIVAS:
se referem a um antecedente (substantivo ou equivalente) para restringir ou acrescentar-lhe
explicação.

Obs.: O valor restritivo ou explicativo diz respeito ao antecedente

Restritivas
é particularizante:

Antecedente genérico (qualquer) + oração adjetiva particularizante: vírgula proibida.


 um medo cresce cada vez mais na cabeça de muitas (quaisquer) pessoas que vivem nesta
cidade já tão conturbada (valor particularizante, restritivo).
 Procuro um apartamento que seja bem localizado (valor particularizante, restritivo).
 O patrão puniu os funcionários que não cumpriram as normas.
 Trouxemos as promissórias que ( = as quais) o contador solicitou.
 O material que você me pediu está sobre a mesa.
 Estes são os rapazes de cujos serviços necessito.
 Ela é a que mais grita. (Ela é aquela a qual mais grita.)
 Devo ao trabalho o que sou. (Devo ao trabalho aquilo o qual sou.)

Explicativas:
Antecedente particularizado + oração adjetiva. evidenciará, explicação: vírgula obrigatória.
 Visitei a Câmara dos Deputados (antecedente particularizado), que constitui órgão de
representação do povo (característica peculiar, explicação).
 A lenda é sumária, bela e genérica. Essas características (antecedente particularizado),
que a diferem da versão exata dos fatos (característica peculiar, explicação), estão
presentes em nossa história.
 Marcos, que é o técnico da seleção brasiliense, chegou.
 O Sol, que é astro brilhante, pode trazer alguns prejuízos.

Antecedente genérico (quaisquer e todos) + oração adjetiva generalizante (explicativa): vírgula


obrigatória.
 Esse fato diz respeito aos cidadãos brasileiros (quaisquer e todos), que devem ser tratados
com respeito (valor generalizante)
 O homem (qualquer e todo), que é mortal (valor generalizante), merece perdão.

SUBORDINADAS ADVERBIAIS.
nove tipos.

Condicionais:
 a menos que,
 caso,
 contanto que,
 desde que.
 se,
 sem que,

Ex. (Na condição de)


 Caso encontremos a esmeralda, ficaremos ricos.
 Sem que me orientem, não farei a prova. (a não ser que)
 a menos que o governo invista em educação, o país será mais rico.
 Caso todos estejam de acordo, Collor, em seu gabinete especial, iniciará a reunião às oito
horas.

Concessivas:
 embora,
 ainda que,
 mesmo que,
 apesar de que
 posto que,
 por mais que,
 por menos que,
 por muito que,
 conquanto,
 não obstante.
 A despeito de
 Malgrado
 sem embargo de
 sem que,

Ex. :
 por mais que seja eleito prefeito, não ficará na cidade.
 Sem que falassem a verdade, compreendi a situação (mesmo sem que)
 Se falava a verdade, ninguém lhe dava crédito. ( = Embora falasse a verdade, ninguém lhe
dava crédito.)
 A despeito de esporádicos êxitos locais, ninguém tem demonstrado possuir poder suficiente
para enfrentar aquele poder.
 Deve-se isso ao fato de as instituições brasileiras terem sido concebidas de forma
coercitiva e unilateral, não havendo diálogo, mas apenas a imposição da lei, quando (ainda
que) não inconvenientes aos interesses das elites políticas e econômicas de então.

Causais:
 que,
 porque,
 já que,
 visto que,
 Na medida em que
 uma vez que,
 como (quando precede a principal).

Ex. :
 Como estava muito trêmulo, não passou no teste.
 Não se trata de idealismo: (Visto que) vontades que poderiam nos colocar uns contra os
outros são freadas por um estranho dispositivo.
 O sarcasmo estende-se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de
admiração ao encontrarem mulheres muito habilidosas. (Visto que)
 Mas nem toda multidão atua por comportamento de multidão, por isso que, decantaram o
comportamento coletivo para nele identificar os movimentos sociais que discrepam das
irracionalidades próprias da multidão. (Visto que)
 Aninha desistiu de comprar o apartamento, na medida em que perdeu o emprego.

Consecutivas:
 De sorte que
 De modo que
 De maneira que
 que (precedido de um termo de intensidade Tanto, Tal, Tão, Tamanho):

Ex. :
 O barulho do carro era tal que não conseguíamos conversar.
 O susto foi tamanho, que Marta Suplicy caiu desmaiada (De maneira que)

Comparativas:
 que,
 como,
 do que,
 quanto.

Ex. :
 Ela agiu como uma moça virgem. (Temos período, composto, pois o segundo verbo está
implícito.)

Conformativas:
 como,
 conforme,
 segundo,
 consoante.

Ex. :
 Conforme havíamos previsto, ela discutiu com o marido.

Temporais:
 quando,
 assim que,
 desde que,
 logo que,
 que,
 se (com valor temporal)
 até que,
 sempre que.
 Eis que
 enquanto = No tempo em que

Ex. :
= no momento que
 Assim que pagarmos o carro, investiremos em uma casa de praia.
 Mal José abria a boca, todos riam.
 Todos se levantaram, eis que o juiz entrou na sala.
 Enquanto sobram candidatos com formação superior generalista, faltam técnicos e
tecnólogos especializados.
 Se um médico prescreve um tratamento, o objetivo é o bem-estar do paciente.

Finais:
 para que,
 a fim de que,
 que,
 porque (com verbo no subjuntivo).

Ex. :
 Fomos ao supermercado, a fim de que comprássemos alimentos.
 Estudemos porque sejamos aprovados.

Obs. A fim de e afim de são expressões diferentes, com significados diferentes.

afim de quer dizer que tem afinidade.

Proporcionais:
 à proporção que,
 à medida que,
 enquanto = à medida que
 ao passo que,
 quanto.
Ex. :
 À proporção que os presos gemem, os governantes riem.
 Vamos ficando mais surdos enquanto que ele fala. (à medida que)

Modal
não está na NGB
oração equivale a adjunto adverbial de modo
 Entrou, sem que ninguém o visse. (de modo)

Locativas
não está na NGB
oração equivale a adjunto adverbial de lugar:
 Você trabalhará onde o diretor-geral mandar. (no local)

ORAÇÕES REDUZIDAS DE INFINITIVO.


 Era importante ressaltar o valor das pequenas coisas. (subordinada substantiva subjetiva
reduzida de infinitivo):
Era importante que ressaltassem o valor das pequenas coisas.

 Nosso time foi o primeiro a marcar gol. (subordinada adjetiva restritiva reduzida de
infinitivo):
Nosso time foi o primeiro que ( = o qual) marcou gol.

 Ao chegar a casa, ele encontrou a filha no quarto. (subordinada adverbial temporal reduzida
de infinitivo):
Quando chegou a casa, encontrou a filha no quarto.

ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO.


 Na feira, havia homens carregando caixas. (subordinada adjetiva restritiva reduzida de
gerúndio):
Na feira, havia homens que ( = os quais) carregavam caixas.

 Agindo com cuidado, conseguirás a casa. (subordinada adverbial condicional reduzida de


gerúndio)
Se agires com cuidado, conseguirás a casa.

ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICÍPIO PASSADO.


 Concluído o colóquio, os universitários foram embora. (subordinada adverbial temporal
reduzida de particípio)
Depois que foi concluído o colóquio, os universitários foram embora.

EMPREGO DOS PRONOMES


substitui o substantivo ou o acompanha, determinando-lhe a extensão do significado.

Pronome substantivo: substitui o substantivo.

Pronome adjetivo: acompanha o substantivo.


Pronomes Retos
geralmente como sujeito:
 Eu
 Tu
 ele, ela
 Nós
 Vós
 eles, elas

Nós estabelecemos as regras no jogo.

Os pronomes ele, ela, nós e vós é objeto direto quando precedidos de todos, ou numeral:

 Encontre-os. Encontre todos eles.


 Defini-os. Defini eles dois.

pronomes retos de 3ª pessoa (ele, ela, eles, elas) passam a ser oblíquos com preposições de ou
em:
- de + ele = dele
- de + ela = dela
- em + ele = nele
- em + ela = nela

Precisamos deles. Sempre cremos neles.

contração não ocorre quando exercem a função de sujeito:


 É hora de o Congresso estabelecer suas normas.
 Isso não depende de o professor querer
 Isso não depende de ele querer

pronomes oblíquos
funcionam como objeto ou complemento:
 Bentinho contou-me a verdade. (objeto indireto)
 O livro será útil a nós. (complemento nominal)

Oblíquos Átonos (empregados sem preposição):


 Me
 Te
 Se, lhe, o, a
 Nos
 Vos
 Se, lhes, os, as

Dê-nos o material necessário à execução do plano


Os empregados enxergam-nos (enxergam eles) como [Link]. Por exemplo: Eles viram +
os: viram-nos

podem ser utilizados com sentido possessivo:


 O soldado cortou-me o rosto. (me = meu)
 Roubaram-lhe o dinheiro. (lhe = seu)
 O artista se matou hoje pela manhã (indica reflexivização do verbo)

Oblíquos Tônicos (precedidos de preposição):


 mim, comigo
 ti, contigo
 si, consigo, ele, ela
 nós, conosco
 vós, convosco
 si, consigo, eles, elas

Dê a nós o material necessário à execução do plano.

As formas conosco e convosco serão substituídas por com nós e com vós se vierem seguidas de:
 numeral
 palavras como todos, outros, mesmos, próprios, ambos:

Ex.
 Ela sairá conosco amanhã.
 Ela sairá com nós todos amanhã.
 Queremos falar com vós mesmos.
 Os nossos sonhos estão perdidos de nós mesmos
 Sei o que cabe a mim fazer.

Oblíquos lo, la, los, las (depois de verbos terminados em r, s, z):


 É necessário dividir a herança. /dividi-la (sem acento na forma verbal).
 Quis a proposta anterior. Qui-la (sem acento na forma verbal).
 Fiz os exercícios propostos. Fi-los (sem acento na forma verbal).
 É importante instruir o candidato/ instruí-lo (acento, em virtude do hiato)
 Lavrará a ata. Lavrá-la-á (acento agudo aparece duas vezes).
 Buscarás a verdade. Buscá-la-ás .

Oblíquos no, na, nos, nas (depois de verbos terminados em ditongo nasal (am, em, ão, õe):
 Executaram os sem-terra. Executaram-nos.
 Põe o álbum sobre a mesa. Põe-no.

classificação dos pronomes:


PRONOMES POSSESSIVOS
tem valor de adjetivo, acompanhando o substantivo.
 meu, minha, meus, minhas
 teu, tua, teus, tuas
 seu, sua, seus, suas
 nosso, nossa, nossos, nossas
 VOSSO, vossa, VOSSOS, vossas
 seu, sua, seus, suas

PRONOMES DEMONSTRATIVOS
situam o ser no espaço e no tempo.
Variáveis
 este, esta, estes, estas
 esse, essa, esses, essas
 aquele, aquela, aqueles, aquelas

Invariáveis
 isto
 isso
 aquilo

Este, esta, isto ser está próximo do falante:

Esse, essa, isso: ser está próximo do ouvinte:

Aquele, aquela, aquilo:


ser está afastado do falante e do ouvinte:

palavras o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante e tal podem ser pronomes
demonstrativos:
 O elefante é o que mais pesa. (o = aquele)
 O vigilante mesmo repreendeu os moleques.
 Tal gesto deve ser repreendido.

PRONOMES INDEFINIDOS
referem-se à 3ª pessoa de maneira indeterminada, vaga:
Alguém estacionou o carro em local proibido.

Variáveis
 Algum, alguma, alguns, algumas
 Nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas
 Todo, toda, todos, todas
 Outro, outra, outros, outras
 Muito, muita, muitos, muitas
 Pouco, pouca, poucos, poucas
 Certo, certa, certos, certas
 Vário, vária, vários, várias
 Tanto, tanta, tantos, tantas
 Quanto, quanta, quantos, quantas
 Qualquer, quaisquer
Invariáveis
 alguém
 ninguém
 tudo
 outrem
 nada
 cada
 algo

Locuções pronominais indefinidas


 cada qual,
 quem quer que seja,
 quem for,
 seja qual for etc.

Exemplos:
 Havia pouco entusiasmo no local
 Muito já fiz

PRONOMES INTERROGATIVOS
que, quem, qual e quanto (também indefinidos) na formulação de perguntas. pergunta pode ser
direta ou indireta.

direta:
 Quem abandonou o emprego naquela repartição?

indireta:
 Quero saber qual o meu peso ideal.

PRONOMES RELATIVOS

Referem-se a termos já expressos (função anafórica) e introduzem oração subordinada adjetiva:

Variáveis
 O qual, a qual, os quais, as quais
 Cujo, cuja, cujos, cujas
 Quanto, quanta, quantos, quantas

Invariáveis
 que
 quem
 onde

antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as:

 O jovem rapaz foi o que demonstrou mais segurança.


pode ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um
substantivo:
 Naquele lugar, há um restaurante que vende comida chinesa.

pronome cujo: tem valor possessivo e equivale a do qual, de quem, de que.

PRONOME DE TRATAMENTO
concordará sempre com a terceira Pessoa.
 Vossa Majestade deve exigir a manifestação de seus súditos.

Vossa Excelência, dirigidas as autoridades superiores:


Presidente, Governadores, Generais, Embaixadores, Membros do Legislativo, Judiciário,
Presidentes das Câmaras Municipais (Vereadores estão fora), Auditores.

doutor (Dr) não é forma de tratamento, e sim título acadêmico.

Fica abolido Digníssimo e Mui digno.

Fica dispensado superlativo Ilustríssimo.

Vossa Senhoria
Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

utilizada para:
 autoridades,
 funcionários em cargos de chefia,
 personalidades,
 diretores de empresas, autarquias e entidades,
 autoridades militares até coronel,
 particulares distintos

Vossa Magnificência,
reitores de universidades.
vocativo: Magnífico Reitor.

Vossa Santidade: Papa.


vocativo: Santíssimo Padre.

Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: Cardeais.

vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.

Vossa Excelência Reverendíssima: Arcebispos e Bispos;


vocativo: Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo (ou Bispo).

Vosso Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima Monsenhores, Cônegos e superiores


religiosos
Vocativo: Reverendíssimo Monsenhor (ou Cônegos), Reverendíssimo Senhor Cônego.

Vossa Reverencia: sacerdotes, clérigos e demais religiosos.


vocativo: reverendo

PRONOME
acompanha ou substitui o substantivo.
Pronome substantivo (substitui o nome): núcleo dos termos.

Pronome adjetivo (acompanha o nome): adjunto adnominal.

 Todos lhe disseram a verdade. (Núcleo do sujeito e do objeto indireto, respectivamente)


 Nossos assessores entregaram aquele relatório. (Adjuntos adnominais)

PRONOME RELATIVO
diferentes funções sintáticas:

Sujeito
O pintor apresentou os quadros que estavam sobre a mesa. (os quadros estavam sobre a mesa.)

Objeto direto
O pintor apresentou os quadros que você comprou. (você comprou os quadros)

A doença que o medo do trânsito causa é conhecida como amaxofobia. (O medo do trânsito
causa a doença.)

Objeto indireto
Os fatos a que te referiste são falsos. (Tu te referiste aos fatos.)
Ao ouvir aquela frase, de que nunca mais me esqueci, soava-me a um só tempo tão justa quanto
antipática. (Nunca mais me esqueci daquela frase)

Adjunto adverbial
A cidade em que (onde) moro foi invadida. (Moro na cidade.)

Agente da passiva
Esteve aqui o professor por quem tu eras procurado. (Tu eras procurado pelo professor.)

Predicativo do sujeito
O indisciplinado que fui fez-me sofrer na escola. (Fui indisciplinado.)

Adjunto adnominal
O trânsito está espalhando uma doença, cujos sintomas variam de uma simples tremedeira até
desmaios e pânico. (Os sintomas da doença variam)

virão precedidos de preposição quando exigir:


 Os filhos com cujos pais conversei prometeram mudar de atitude. (conversei com os pais
dos filhos)
 As revoluções de que essas fotos constituem um notável depoimento acarretam traumas
por que ninguém quer passar. (essas fotos das revoluções)
 O motorista, em cujo táxi entrei, era velho conhecido.(entrei no táxi do motorista)
Obs. cujo nunca se usa o artigo:
 Os alunos cujas ideias são claras fazem boas redações. (ideias dos alunos são claras)
 Os braços da justiça, a cujo alcance deveriam estar todos, tornam-se inócuos quando
desprestigiados. (todos deveriam estar a alcance)

Complemento nominal
 As informações de que tenho necessidade são sigilosas. (Tenho necessidade das
informações.)

Partícula de realce.
pode ser retirada sem prejuízo sintático.

Mas haverá prejuízo semântico, pois deixaremos de realçar um termo.

 Foi com disfarçada alegria que eu senti a mão do Mano sobre o meu ombro
 Com disfarçada alegria foi que eu senti a mão do Mano sobre o meu ombro
 Com disfarçada alegria eu senti a mão do Mano sobre o meu ombro

PRONOMES O, A, OS, AS (FUNÇÕES SINTÁTICAS)


substituem o objeto direto.
 Estabeleci os rumos da sua ação.

PRONOME LHE (FUNÇÕES SINTÁTICAS)

Objeto indireto:
Transmiti-lhe a mensagem.
não lhe (obj. indireto) apetecendo (V.T.I) a casa nem as atividades lúdicas (sujeito)

Complemento nominal:
Meu papel lhe é útil. ( = a ele)
A Voz de Magô pareceu-lhe anônima

Adjunto adnominal (valor de pronome possessivo)

 Fechei-lhe a porta na cara. (Fechei a porta na sua cara).

 quase sentia morder-lhe a pele (morder a sua pele)

 A franja comprida ameaçava entrar-lhe pelos olhos bistrados. (entrar pelos seus olhos
bistrados);

 Foi de olhos baixos que lhe acendeu o cigarro. (acendeu o seu cigarro)

 Um baque metálico decepou-lhe a palavra pelo meio. (decepou a sua palavra)

SUJEITO E PREDICADO.

SUJEITO SIMPLES: um núcleo.

 Muitos problemas surgiram naquele momento.


 Isso não releva as imensas disparidades
 Quem apresentou esses valores?
 Foi o próprio filho que o procurou logo de manhã.
 De quando em quando rumores surdos trovejavam ao longe
 Em outras palavras, presume-se que algo estável (o mundo das finanças, a política, a
moral, a existência humana, o livro..) perde esta condição ou tem esta condição colocada
em xeque

Quem é que perde essa condição? algo estável (o mundo das finanças, a política, a moral,
a existência humana, o livro..)

Quem é que tem essa condição colocada em xeque? algo estável (o mundo das finanças, a
política, a moral, a existência humana, o livro..)
Obs. essa parte em parenteses é APOSTO EXPLICATIVO e remete ao termo algo estável).

SUJEITO COMPOSTO: dois ou mais núcleos.


 Chapéus coloridos e guarda-chuvas velhos chamavam a atenção de todos.

SUJEITO ELIPTICO OU DESINENCIAL:


só pode ser conhecido pela análise da desinência verbal.
chamado, também, de oculto (evite essa nomenclatura), implícito, elíptico, fossilizado.

Ex.
 Negarás os teus parentes? (tu)
 Entendemos o processo de formação das palavras. (nós)

SUJEITO INDETERMINADO OU GENÉRICO:


não podemos ou não queremos dizer quem é o sujeito. não aparece anteposto ou posposto no
contexto oracional.

Casos:
- verbo, sem se referir a nenhum elemento, apresentar-se na 3ª pessoa do plural.
Falaram sobre a única matéria jornalística publicada.

Quando o verbo no infinitivo não apresenta referente, é possível caracterizar sujeito genérico (ou
indeterminado).

É necessário estabelecer novas metas. (Quem estabelecerá novas metas)

- verbo, sem se referir a nenhum elemento, apresenta-se na 3ª pessoa do singular + SE.

Acreditou-se em teorias obsoletas.


(V.T. + SE índice de indeterminação do sujeito)

ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO.

acontecerá com
 VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS,
 INTRANSITIVOS
 DE LIGAÇÃO.
 objeto direto preposicionado

Observe:
 Confiou-se em suas propostas. (V.T.I. + SE)
 Comeu-se em um bom restaurante. (V.I. + SE)
 É-se esperançoso no Brasil. (VL + SE)
 Bebeu-se do delicioso vinho. (V.T.D. + SE + OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO)
 só se necessitava de quatro paredes e um punhado de mentes brilhantes Quem necessita,
necessita de algo. (V.T.I. + SE)

VOZ PASSIVA E PARTÍCULA APASSIVADORA

- transpor para a voz passiva, em princípio,


 VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS
 transitivos diretos e indiretos.

Ex.
 Apresentar-se-ia o relatório. (Voz passiva sintética ou pronominal: V.T.D. + SE
(PARTÍCULA APASSIVADORA)
 Um relatório seria apresentado. (Voz passiva analítica). Nos dois enunciados o sujeito é o
mesmo:.

Ex.
 Não se comunicou o fato ao diretor. (passiva sintética ou pronominal: ( V.T.D.I + SE
(PARTÍCULA APASSIVADORA)
 O fato não foi comunicado ao diretor. (Voz passiva analítica)

Ex.
 não podemos compreender seu verdadeiro significado (Voz Ativa)
 seu verdadeiro significado não pode ser compreendido (Voz passiva analítica)
 não se pode compreender seu verdadeiro significado (passiva sintética ou pronominal:

Ex.
 Ela havia sido condenada à morte por apedrejamento
 HAVIAM-NA CONDENADO à morte por apedrejamento. (Voz Ativa. não há a presença do
verbo SER,)

ORAÇÃO SEM SUJEITO:


não admitem transposição para a voz passiva. Como transformar o objeto direto em sujeito se o
verbo é impessoal?

- Haver no sentido de existir, acontecer e indicando tempo passado:

 Havia alguns roqueiros no ambiente.


 Há dois anos éramos românticos.
 Há muitas árvores de cedro e outros paus de bom olor e várias cores e tantas diferenças de
folhas e flores
 Mas há muitos anos que o Paraíba não repetia a façanha
 Devia haver mais interesse pela boa formação profissional

- Fazer indicando tempo e fenômeno da natureza:


 Faz três meses, que estudo a língua.
 Faz calor no Rio sempre.

- Ser indicando tempo e distância:


 São cinco horas da manhã.
 Daqui a Brasília são vinte quilômetros.

- Verbos de fenômeno da natureza. (chover, ventar, nevar, relampejar e outros)


 Chove torrencialmente em Curitiba.

diferença entre verbos IMPESSOAIS E UNIPESSOAIS.


 Só aparecem na terceira pessoa do singular. (IMPESSOAIS;)

 vozes de animais, como granir, ladrar, zurrar, normalmente terceira pessoa do singular e do
plural. (UNIPESSOAIS)

SUJEITO ORACIONAL:
representado por uma oração.

O verbo deste sujeito estará sempre na terceira pessoa do singular.

 É necessário obter mais lucros.


 Ficou confirmado que o ministro renunciaria. (sujeito oracional de Ficou confirmado)
 Parece que ela os compra em alguma fábrica, pensou Rubião

ADJUNTO ADNOMINAL:
termo que se relaciona a nome (substantivo) para caracterizar, detalhar.

São representados, morfologicamente, por:


 artigos.
 adjetivos ou locuções adjetivas,
 numerais
 pronomes.

Ex.
 Pequenos flocos de espuma boiavam.
 A casinha ficava em um pequeno vale.

VERBO INTRANSITIVO:
por ter predicação completa. não exige complemento verbal (objeto).
 As nossas encomendas chegaram.
 Assobiava, lá fora, um vento gelado.
 Nossos atletas (sujeito) se comportaram (V.I.) muito bem (adj, adv.) nos jogos olímpicos
(adj. adv.)
 Existiam (V.I.) muitos estranhos (sujeito) na festa (adj. adv.)
VERBO TRANSITIVO DIRETO:
exige, para completar-lhe, um termo não iniciado por preposição (o objeto direto).
Alguns turistas fotografavam o mar.

VERBO TRANSITIVO INDIRETO:


exige complemento iniciado por preposição (o objeto indireto).
O motorista desconfiou de nossa conversa.

VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO:


exige dois complementos: um sem preposição e outro com.
 Todos pediram ajuda ao fiscal.
 A escola fornece todas as informações aos interessados.

VERBO DE LIGAÇÃO:
estabelece vínculo, entre o sujeito e uma qualidade atribuída a esse sujeito. (predicativo do
sujeito).

 Algumas crianças estavam tristes.


 A torcida ficou extremamente irritada.

VERBO TRANSOBJETIVO:
apresenta um objeto e um predicativo desse objeto.
 Nossos pais consideram sua atitude (obj. dir.) corajosa. (Pre. obj.)
 O fraco rei faz fraca (Pre. obj.) a forte gente (obj. dir.).

Atenção: verbos (cognominar, caracterizar, denominar, apelidar).


 É transitivo direto ou indireto indiferentemente
 predicativo pode vir ou não regido pela preposição DE.
Ex.
 Chamei-o perverso.
 Chamei-o de perverso.
 Chamei-lhe perverso.
 Chamei-lhe de perverso.

REGÊNCIA
relação necessária que se estabelece entre duas palavras, uma servindo de complemento a outra.

a relação entre o verbo (termo regente) e o seu complemento (termo regido) chama-se
REGÊNCIA VERBAL.

Ex. A grande maioria dessas vitaminas simplesmente não funciona na prevenção de doenças
cardíacas.
as doenças cardiovasculares lideram as causas de morte – no Brasil,

considerando o tipo de regência da forma verbal, funciona é intransitivo e lideram é transitivo


direto.

Ex. Ele conseguiu sustentar (VTD) facilmente (ADV) os custos exorbitantes da ópera (Obj. Dir.).
A locução verbal está empregada com regência idêntica a:
Sem falsa modéstia, recebeu a ovação (Obj. Dir.) com elegância e alegria (ADV).

REGÊNCIA DE VERBOS TRANSITIVO DIRETO.


Normalmente quando Refere-se a coisas.

ABRAÇAR.
 Pelo meu elogio, Pedro abraçou-me agradecido

AGRADAR = fazer agrado


 A mãe agradava os filhos.

ASPIRAR.
 secretária aspirou muita poeira.

ASSISTIR = ajudar, servir, acompanhar alguém


 O médico assiste a evolução daquele paciente.
 governo local assistiu os (aos) moradores daquela cidade.

ASSISTIR = pertencer, caber direito ou razão


 Não lhe assiste o direito de criticar o governo anterior.

ATIRAR
 Aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra!

COMUNGAR
 padre Fábio comungou meus amigos ontem.

COMUNGAR = estar de acordo, participar, e pode vir com preposição


 os deputados comungavam (das/nas/com as) mesmas ideias.

CONSTITUIR (-SE) alguma coisa


 O terceiro capítulo constitui o núcleo da obra.
 moralidade pública constitui uma esfera de que todos participam.
 A moralidade pública constitui-se uma esfera de que todos participam.

CONTENTAR = agradar, satisfazer alguém


 O pai fez o possível para contentar os filhos.

DEPARAR = fazer aparecer alguma coisa


 Qual é o gênio que depara os pedidos ocultos?

DESCONFIAR que (= supor, julgar)


 Desconfio que ele seja espião.

ESTIMAR alguém
 Estimo meus afilhados como filhos.
 Estimava bastante as obras de Guimarães Rosa.
 O corretor estimou esse imóvel em seis milhões de reais.
GOSTAR = degustar, provar, experimentar, saborear alguma coisa
 O advogado gostou o caldo de quiabo.

QUERER = desejar, ordenar, fazer o favor


 Os servidores querem fazer uma homenagem ao diretor-geral.
 Queremos uma obra que trate da crise econômica.
 O general queria todos os soldados a postos.

RESIGNAR = renunciar, desistir,


 Severino Cavalcanti resignou o cargo de deputado.

ESQUECER
se não pronominal.
 Nós não esquecemos o seu passado.

LEMBRAR / RECORDAR / ADMIRAR


se não pronominais.
 Lembrei os fatos da infância.
 Recordamos histórias antigas.
 anfitrião admirou os seus dotes físicos.
 Ela lembrou os acontecimentos recentes

PERDOAR = desculpar.
 Minha prima perdoa os meus erros.

VISAR = apontar ou pôr o visto.


 O gerente visou o cheque.

COMPARTILHAR
 Compartilho a dor do meu vizinho.
 Não compartilhamos essa opinião.
 Queremos compartilhar sua alegria.

NAMORAR
não admite, preposição alguma.
 Namoro fulana.
 Você está namorando alguém?

PRECISAR = , indicar com exatidão.


 O piloto precisou o local do ataque e apertou o botão.

REPARAR = consertar
O marceneiro reparou a porta

SERVIR = prestar serviço/ pôr sobre a mesa.


 O assessor serve bem o diretor.
 A cozinheira não serviu o almoço.
USUFRUIR
 Vou usufruir o verão.

IMPLICAR = acarretar, produzir coisa, pressupor


 A inadimplência implicará multa contratual.
 Sua atitude implicou suspensão por tempo indeterminado.

PAGAR = saldar compromissos. Refere-se a coisas


 O cliente pagou a consulta.

REGÊNCIA DE VERBOS TRANSITIVO INDIRETO

AGRADAR = satisfazer.
 A resposta não agradou ao juiz.
 Temos convicção de que este resultado não lhe agradará.

ABRAÇAR-SE em alguma coisa


 Meio tonto, o bêbado abraçou-se ao poste.
 Para ter mais apoio, a vítima abraçou-se em mim.

DESAGRADAR a alguem
 O projeto desagradou ao chefe.
 O projeto desagradou-lhe.

APOIAR-SE em alguma coisa


 Para não cair, o estudante apoiou-se ao muro.

ANTIPATIZAR / SIMPATIZAR
 Antipatizei com a ministra-chefe.
 Simpatizamos com as ideias do PMDB.

ASPIRAR = ambicionar, pretender, desejar àquela coisa


 Lula sempre aspirou ao cargo de presidente.
 Aquele cargo de auditor? Aspiro a ele desde 2001.

ASSISTIR (-SE) = prestar atenção, estar presente, presenciar.


 Assistiu-se ao espetáculo ontem à tarde.
 O mundo assistiu à queda do avião, perplexo.
 Quanto ao julgamento, assistimos a ele surpresos.

ATIRAR = disparar arma de fogo


 O alvo a que os soldados atiravam ficava a duzentos metros.
 Atirem nos inimigos.

CHAMAR = convocar, invocar, pedir auxílio


 Madre Tereza chamou por todos os santos.
 Rubinho chamava pelos colegas para empurrarem o carro.
 Quando avistou os ladrões, Maluf chamou pela policia.

CHEGAR A
Exige preposição a.
na linguagem coloquial, emprega-se a preposição em.
 O general chegou ao auditório atrasado.
 Maria chegou a casa na manhã seguinte.

CONTENTAR-SE COM = ficar contente,


apresenta-se com preposições com, de, em.
 Há pessoas que se contentam com poucas palavras.

CUSTAR A = ser difícil


sempre na terceira pessoa, (cuidado com o sujeito oracional).
 Custam aos advogados esses recursos. (Custam-lhes)

CUSTAR + verbo no infinitivo = ser difícil


pode vir ou não precedido da preposição a.
 Custa-me (a) entender os motivos da crise financeira.
 Custou-me (a) encontrar os insetos transmissores.

DESCONFIAR de algúem (= falta de confiança)


 desconfio da competência do ministro

GOSTAR DE = apreciar
 O advogado gostou da petição elaborada.

IMPLICAR = antipatia, irritação com alguém ou a alguma coisa


 O rei implicava com todos os serviçais do castelo.

QUERER = ter afeição,


 Os brasileiros querem muito ao país.
 Sempre lhe quis muito bem.

DEPARAR
Sarney deparou com Ronan no saguão

DEPARAR-SE = chegar, surgir inesperadamente


Pronominal
 Deparou-se-lhe uma perfeita chance de entrar no serviço público.

DIGNAR-SE disso
pronominal e exige a preposição de, que pode ficar elíptica.
 desembargador não se dignou de ler_o recurso.
 O governador se dignou ouvir as reivindicações dos professores.

ESQUECER-SE
Se Transitivo indireto é pronominal.
 O arquiteto se esqueceu do projeto.
 Esqueceu-me o seu nome. (O seu nome esqueceu a mim)

INDAGAR POR alguém (procurar) OU SOBRE algo (discorrer)


 Inconsolável, o pai indagava pelo filho desaparecido.
 O objetivo do trabalho é indagar sobre a identidade na adolescência.

LEMBRAR-SE/ RECORDAR-Se/ ADMIRAR-SE


Transitivos indiretos se pronominais. (preposição de)
 Ela se lembrou dos acontecimentos recentes.
 Recordamo-nos de histórias antigas.
 O anfitrião admirou-se dos seus dotes físicos.

RESIGNAR-SE = conformar-se com,


 Por acreditar na Justiça Divina, resigno-me com minhas dores.
 Resignou-se às tarefas que lhe foram dadas.

OBEDECER/DESOBEDECER a alguém
 Desobedecemos ao regulamento estabelecido.
 Você deve obedecer aos teus irmãos mais velhos.

PAGAR a alguém = remunerar


Refere-se a pessoas.
 O mandante do crime pagou ao detetive.

PERDOAR = conceder perdão


Refere-se a pessoas. (preposição a)
 Cristo perdoou aos pecadores.

PROCEDER = dar início a isso.


 Ele procedeu ao pronunciamento oficial.

VISAR = desejar, ter em vista


 Nós visamos ao crescimento da empresa.
 Nós visamos a ele.

Houais admite regência transitiva direta. Prefira a indireta


 Nós visamos o crescimento da empresa.

PRECISAR DE = necessitar
 Não precisamos de ajuda.

REPARAR = observar
preposição em.
 Repare no exemplo de seus pais.
 Não repare na casa.
SOBRESSAIR
nunca pronominal.
 Ele é o jogador que mais sobressaiu nos jogos.
 Nunca sobressaí em matemática.

SERVIR = ser útil.


 Essa máquina não serve ao meu escritório.

REGÊNCIA DE VERBOS TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO


AGRADECER.
 Agradecemos a Deus o milagre.

AJUDAR.
No sentido de ajudar alguém com alguma coisa
 Ajudou o escritor nas pesquisas.
 Ele o ajudou a conseguir emprego.
 O menino ajudou a mãe a sair.
 Ajudou-o a fazer o trabalho.
 Ajudaram a empresa a progredir.

Obs. Ajudou-se é verbo pronominal só.


 Ajudou-se dos colegas para conquistar cargos
 Eles se ajudam, pois são muito unidos
 Ajudava-se dos pés e das mãos para subir na árvore.

DESCULPAR por alguma coisa alguém


 Todo cristão sempre desculpa os erros de seus semelhantes.

Obs. Pode ser usado na forma pronominal.


Desse modo, temos:
 Desculpe-me pela demora.
 Desculpe pela insistência.
 Desculpem-nos pelos transtornos (como também poderia ser usado como transitivo –
desculpem os transtornos)

DIZER alguma coisa à alguém


 Diz-me que não fique sentida.
 Diz a mim para não ficar sentida (ERRADO)

FELICITAR alguém por alguma coisa


 Felicito-o de ter alcançado o segundo lugar.

INDAGAR algo DE alguém (procurar saber)


 Os deputados indagaram algumas irregularidades à testemunha.

PERSUADIR alguém sobre alguma coisa


 preciso persuadir o caseiro dessas verdades.
 Com essa informação, persuadiu a testemunha a mentir.
 Persuadi-os a deixar de fumar e de beber.

PREFERIR isto à aquilo


 Eu prefiro comprar uma casa simples a fazer uma dívida enorme.

PEDIR alguma coisa a alguém


 Pedi presente a ela.
 Peça ao governo que o indenize.
 Ele pediu asilo à Hungria

PEDIR
em ideia de licença, permissão.
 O aluno pediu para sair (a alguém.)

AVISAR alguém de alguma coisa.


 Eu avisarei o Presidente de sua chegada.
 Eu avisarei sua chegada ao Presidente.

REGÊNCIA DE VERBOS TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO

ATENDER
 A secretária atendeu o (ao) telefone com presteza.
 O assessor não atendeu as (às) ordens do ministro.

CHAMAR
 Obama chamou os secretários para uma reunião

CHAMAR = caracterizar, apelidar


o predicativo pode vir com ou sem a preposição.
 Chamavam o cientista, maluco.
 Chamavam o cientista de maluco.
 Chamavam ao cientista de maluco.
 Chamavam ao cientista, maluco.

DECLINAR
 Ele declinou o convite.
 Ele declinou do convite.

INFORMAR
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas
objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.

Exemplo:
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços)

Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.


Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)
Informá-los. O.D. informar "isso
Informar-lhes. O.I. informar " a vocês " os. Informar-lhes *sobre* algo. Errado (não pode 2 oi na
mesma oração)

REGÊNCIA DE VERBOS INTRANSITIVOS

PROCEDER = ter procedência, ter fundamento, comportar sem, provir


 O gesto infeliz não procedia.
 Ele sempre procedeu com transparência.
 O vendedor procede do Japão.

OBJETO DIRETO:
complemento verbal não iniciado por preposição.
 Poucas pessoas já leram esse livro.

em tese, toda frase que apresenta objeto direto pode ser transposta para a voz passiva.

 Todos aplaudiram o jogador.


 O jogador foi aplaudido por todos (o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz
passiva.)
 obstou-o o juiz de paz (suj.)
 Ele foi obstado pelo juiz de paz

Atenção:
verbo haver, sentido de existir, ocorrer,
embora transitivo direto, não admite transposição para a voz passiva, (verbo impessoal):

Havia pessoas no local (impossível transpor para a voz passiva).

objeto direto X pronomes oblíquos


objeto direto pode, ser substituído por um dos pronomes oblíquos:
O, A, OS, AS

Alguns moradores conheciam o velhinho


Alguns moradores o conheciam.

casos em que objeto direto pode apresentar, preposição; (pode até ser eliminada da frase.)
A notícia surpreendeu a todos.
[Link]. preposicionado

OBJETO INDIRETO:
vem iniciado por uma preposição
Muitos já desconfiaram de você.
O poeta dedicou o livro aos jovens.

objeto indireto X pronomes oblíquos


LHE, LHES.
Eu já LHE entreguei o livro

Pronomes oblíquos como objeto.


ME, NOS, TE, VOS, SE

Podem ser objeto direto ou indireto depende do verbo que o pronome estiver complementando.

Eu TE conheço (o.d.)
V.T.D.

Eu TE obedeço (o.i.)
V.T.I

Eu TE enviarei o material (o.d. - V.T.D.i.)

- SUJEITO ACUSATIVO OU DE INFINITIVO:

Eu o mandei arquivar o processo,


sujeito do verbo mandar é Eu, do verbo arquivar é o pronome o.

mandei que ele arquivasse o processo.


o objeto direto do verbo mandar é a oração, e não o pronome.

Quando isso ocorrerá?


Quando surgir verbo:
 causativo (mandar, fazer, deixar, ordenar, permitir,)
 sensitivo (ver, ouvir, sentir, escutar, enxergar, perceber).

+ qualquer verbo no infinitivo.

O sujeito desse segundo verbo não pode ser pronome pessoal do caso reto, e sim pronome
pessoal do caso oblíquo
 me, te, se,
 o, a, nos, vos, os, as.

O sujeito acusativo pode ser representado por


 um substantivo
 um pronome pessoal oblíquo.

Ex.
 Ela deixou-se levar pelo namorado.
 Nós a vimos virando a esquina.
 O gerente mandou o garoto buscar os documentos.

sujeito acusativo for substantivo plural, verbo no infinitivo tanto poderá concordar com
 substantivo
 ficar no singular.
Ex.
 Deixai vir a mim as criancinhas
 Deixai virem a mim as criancinhas?

sujeito acusativo for pronome pessoal oblíquo:


verbo sempre na terceira pessoa do singular.

exemplo
 Mandaram os advogados saírem
 Mandaram os advogados sair
 Mandei-os sair (sujeito acusativo representado pelo pronome).
 Mandaram as garotas fazer o trabalho.
 Mandaram as garotas fazerem o trabalho.
 Mandaram-nas fazer o trabalho.

OBJETO PLEONÁSTICO:
vem deslocado no contexto oracional e reforçado por um pronome pessoal oblíquo.

As folhinhas, inventou-as algum boticário da região,


sujeito
obj. dir.
objeto direto. pleonástico

Aos regulamentos, sempre obedeci-lhes.


obj. in
obj. in. pleonástico

OBJETO INDIRETO dativo de posse:


apresenta valor possessivo representado por um pronome do caso oblíquo.

Alguns chamam-no de objeto indireto por extensão e outros de adjunto adnominal.

Roubaram-lhe o carro (lhe = seu)


Cortaram-me os dedos. (me = meus)

OBJETO DIRETO COGNATO:


verbo e complemento pertencem à mesma família etimológica (mesmo radical).
 Os brasileiros vivem uma vida tranquila.
 Meu vizinho chorou um choro hipócrita.
 Ele aprouve em uma dia aprazível

OBJETO DIRETO INTERNO:


verbo e complemento estão no mesmo campo semântico (de significação).
 Dormi um sono tranquilo.
 A moça chorou lágrimas falsas.
AGENTE DA PASSIVA:
elemento que pratica a ação verbal nas frases na voz passiva.

O agente da passiva corresponde ao sujeito da ativa

sempre se inicia pela preposição POR/PELO (raramente, por DE).


 A atriz foi cercada de fãs.

 Muitas árvores foram destruídas pelo vento.


sujeito paciente/ ag. da passiva

 Ele será elogiado por nós?


sujeito paciente/ ag. da passiva

 As ruas ficaram cobertas de lama


sujeito paciente/ ag. da passiva

ADJUNTO ADVERBIAL:
se relaciona ao verbo para acrescentar uma circunstância qualquer (tempo, modo, negação,
causa, lugar, dúvida, etc.).

Talvez ele não vá à cidade hoje,


adjunto adv. de dúvida
adjunto adv. de negação
adjunto adv. de lugar
adjunto adv. de tempo

Os ilhais da fera arfam de fadiga e os olhos amortecem de cansaço. (adjuntos adverbiais de


causa)

Locução adverbial
termo preposicionado valor de advérbio, exprimindo ideia de circunstância.

Sintaticamente, função de adjunto adverbial e não pode ser confundido com objeto indireto.

Ele morreu de tuberculose.


(locução adverbial = adjunto adverbial de causa)

Na África, pessoas estão vivendo em cortiços,


(locuções adverbiais = adjuntos adverbiais de lugar)

PREDICATIVO:
expressa uma característica, um estado, um modo de ser do nome.

relaciona-se ao nome por verbo de ligação ou não.

pode ser:

Predicativo do sujeito:
Os jogadores estavam nervosos.

Os brasileiros assistiram à cena felizes.


 sujeito
 V.T.I.
 obj. in
 predicat. do sujeito

A lua ia grande e bela


sujeito
V.T.I.
predicat. do sujeito

Nossa vida tornou-se impossível


sujeito
V.L.
predicat. do sujeito

Saiu da luta engrandecido.


V.I.
Adj. Adv.
predicat. do sujeito

O cônego Brito acabava de sair eleito deputado


sujeito
V.T.D. na voz passiva
predicat. do sujeito

Uma das três janelas vivia sempre meio aberta.

Predicativo do objeto:
Ninguém considerou certa sua atitude.
[Link] obj
obj. dir

Um fraco rei faz fraca a forte gente


sujeito
V.T.D.
predicat. do sujeito
obj. dir

O professor (sujeito) será eleito (V.T.D. na voz passiva + auxiliar) presidente (predicativo do
sujeito) da associação dos moradores.

Acusaram de injusto o diretor.


A pobre dama sentiu-se (a ela mesma) humilhada

O voto deixa claro, ainda, que o respeito ao espírito e à letra da Constituição de 1988 é o caminho.
[Link] obj
obj. dir
O voto deixa isto claro,

COMPLEMENTO NOMINAL:
relaciona a nomes de sentido incompleto a fim de completá-los.

se assemelha ao objeto indireto, mas a diferença é que o objeto indireto completa verbos, e
complemento nominal (completa o sentido de nomes)

principais características:
 começa sempre por preposição;
 subordinado somente a: substantivos, adjetivos e advérbios;
 recebe, em muitos casos, a ação do nome que ele completa (relação objetiva ou
completiva).

Ex.
população ficou revoltada com as mudanças.
nome incomp.
compl. nom. (adjetivo)

A acusação ao criminoso foi feita por mim.


nome incomp.
compl. nom.

DIFERENÇA ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLEMENTO NOMINAL

será sempre complemento nominal

- Termo preposicionado subordinado ao adjetivo:


 Estamos insatisfeitos com o atual cenário político,
 Esse projeto é igual ao decreto.
 Estou satisfeito com você.

- Termo preposicionado subordinado ao advérbio:


 Agiu favoravelmente à Lei de Responsabilidade Fiscal.
 Ele mora perto do aeroporto paulista.
 Ele mora perto do rio.

- Termo preposicionado subordinado se estabelecer relação completiva/objetiva do verbo.


(em regra substantivo abstrato)
 O ataque aos iraquianos provocou revoltas.
 Os brasileiros têm aversão ao desemprego.
 Dirceu tinha sede de justiça
 Collor tinha a volúpia da mentira.
 A esperança de perdão transfigurava-o
 A digitação de mensagens;
 O acordo depende do cumprimento pela Grécia de um prazo restrito para adotar as
reformas.

será sempre adjunto adnominal


Termo preposicionado subordinado caso se estabelecer relação subjetiva mesmo se de
abstratos ou derivados de verbos.
 O ataque dos iraquianos foi fraco.
 Essa aversão dos brasileiros não procede.
 Maria Clara tem grande desembaraço de expressão.
 O aparecimento de fantasmas sobressaltou os habitantes do castelo.
 A explicação do mestre merece aplausos.
 O acordo depende do cumprimento pela Grécia de um prazo restrito para adotar as
reformas. (Grécia é a agente da ação)

Termo preposicionado subordinado ao substantivo concreto.


 O professor de Matemática recebeu o prêmio.
 A torre de aço foi derrubada pelo avião.
 A folha de papel está ali.
 Encontraram vários pacotes de dinheiro
 O inciso LVII do art. 5.º da CF (Logo, não poderia ser escrito dessa forma: art. 5º, inciso
LVII da CF, pois o art. é da CF)

os substantivos são empregados denotativamente, não indicam ação.

Cuidado quando for empregado conotativamente, pois poderá haver relação completiva.
 Dirceu era o cabeça do grupo.
 Paulo era o rei da mentira.

substantivos cabeça’’ e rei, empregados conotativamente, estabelecem, com o termo


preposicionado, relação completiva. (então complemento nominal)

APOSTO:
termo que serve para reiterar ou reforçar outro termo.

classifica-se em:

Explicativo:
Gudesteu, pai de Ambrosina, foi traído por todos.

Enumerativo:
Tenho necessidade de três coisas: caixas, fitas adesivas e pincéis.

Resumidor ou Recapitulativo:
Cadeira, mesa, armário, tudo parecia velho demais.

Comparativo:
As estrelas, grandes olhos azuis, espreitavam através da folhagem.

Especificativo ou Restritivo:
A cidade de Roma tem belezas incontestáveis.

VOCATIVO
termo usado para chamar a atenção da pessoa com quem se fala.
Para redação, é a saudação (inicial) de cortesia que se dirige ao destinatário antes de entrar no
assunto.

Invoca o destinatário e é seguido de vírgula.

não pertence nem ao sujeito, nem ao predicado da oração.

A vida, meu irmão, está triste agora,.


Deus, por que me abandonaste?
Por que me irritas, Maria?

Não se abrevia o vocativo dirigido aos três Chefes de Poder:


• Excelentíssimo Senhor Presidente da República
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal

Alguns não abreviam para Ministros, Governadores, Desembargadores, Prefeitos e autoridades


eclesiásticas maiores.

RESUMO DE EXPRESSÕES DE TRATAMENTO E VOCATIVOS

Presidente da República, Congresso, STF;

FORMA DE TRATAMENTO: Vossa ou Sua Excelência


ABREVIATURA: Somente Por extenso (Vossa ou Sua Excelência)
VOCATIVO: Excelentíssimo Senhor Presidente

outras tratadas como excelência


FORMA DE TRATAMENTO: Vossa ou Sua Excelência
ABREVIATURA: Singular: V. Exas. ou S. Exas.
VOCATIVO: Senhor ( + Título: Presidente do Senado)

Demais autoridades e particulares


FORMA DE TRATAMENTO: Vossa ou Sua Senhoria
ABREVIATURA: V. Sas. ou S. Sas.
VOCATIVO: Senhor ( + Título)

Reitores de Universidade
FORMA DE TRATAMENTO: Vossa Magnificência
ABREVIATURA: V. Magas S. Magas
VOCATIVO: Magnífico Reitor

Papa
FORMA DE TRATAMENTO: Vossa ou Sua Santidade
ABREVIATURA: V. S. ou S.S.
VOCATIVO: Santíssimo Padre (não papa)

Cardeais, Bispos e Arcebispos


FORMA DE TRATAMENTO: Vossa ou Sua Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima
ABREVIATURA: V. Emas. Ou V. Ema. Revmas.
VOCATIVO: Eminentíssimo Senhor ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor

Cônegos e superiores religiosos


FORMA DE TRATAMENTO: Vossa Senhoria Reverendíssima ou Vossa Reverendíssima
ABREVIATURA: V. Sa. Revmas. ou V. Revmas.
VOCATIVO: Reverendíssimo Monsenhor (ou Cônegos etc.), ou Reverendíssimo Senhor Cônego.

Sacerdotes em Geral (todos os cleros)


FORMA DE TRATAMENTO: Vossa Reverência
ABREVIATURA: V. Revas
VOCATIVO: Reverendo

usar a forma Vossa


quando se dirigir diretamente (mesmo correspondência).

 Vim falar a Vossa Excelência;


 Tenho a honra de convidar Vossa Excelência para
 Comunicamos a Vossa Senhoria que.

Usar a forma Sua


quando fizer referência a ela
 A placa comemorativa foi descerrada por Sua Excelência o Senhor Governador do Estado;
 Sua Santidade o Papa manifestou o desejo de visitar o Brasil.

MORFOSSINTAXE: CLASSES GRAMATICAIS E FUNÇÕES SINTÁTICAS

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS.


-palavras primitivas: não derivam de outras (casa, flor)

-palavras cognatas ou derivadas: derivam de outras (casebre, florzinha)

-palavras simples: um radical (couve, flor)

-palavras compostas: mais de um radical (couve-flor, aguardente)

processos de formação:

Composição:
junção de radicais. São dois tipos.

- justaposição: sem alteração fonética (girassol, sexta-feira, Necro+tério)

- aglutinação: alteração fonética, (planalto/plano + alto; pernalta/ perna + alta; Adult + ério).

Derivação:
palavra primitiva acrescida, de afixos.

cinco tipos.
- prefixal: acréscimo de prefixo (infeliz, desleal)
-sufixal: acréscimo de sufixo (felizmente, lealdade)
 Ex. Os sufixos -zinho e -zito indicam diminuição (jeitozinho), sentimento do interlocutor em
relação à pessoa com quem fala [docinho, benzinho] ou possuir um valor semântico
depreciativo [carrinho, povinho, gentinha, jeitinho]

- parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, (en + surdo + ecer / a +


benção + ado / en + forca + ar), formam-se especialmente verbos, de base substantiva ou
adjetiva; mas há outras classes

- regressiva ou deverbal: cria substantivos, derivados de verbo.: amparo, choro, voo, corte,
destaque, fala, pesca, denúncia.

Ex. passear → passeio – Derivação Regressiva


Ex. numerar → número → inúmero – Derivação por Prefixação e Sufixação

IMPORTANTE
Para determinar se a palavra primitiva é de verbo ou é de substantivo cognato, usa-se o critério:
 substantivo cognato: de ação derivada do verbo (ajuda, estudo, grito),
 substantivo primitivo: denota objeto ou substância (planta, âncora).

Imprópria ou conversão:
alteração gramatical da palavra primitiva

- o jantar: verbo para substantivo;


- é um judas: substantivo próprio a comum;
- o não é uma má resposta: de advérbio para substantivo

Hibridismo:
constituídas por elementos línguas diferentes

-automóvel: grego e latim


-alcaloide: árabe e grego
-caiporismo: tupi e grego
-bananal: africano e latim
-sambódromo: africano e grego
-burocracia: francês e grego.

Onomatopeia
imitativa de sons
pinguepongue, zunzum, miau, cocoricó, pum

Abreviação vocabular:
redução até o limite de compreensão
metrô em vez de metropolitano,
pneu em vez de pneumático.

Siglonimização:
A partir de siglas, formam-se palavras (aidético, petista, peemedebista e outras).

Siglas formadas por 4 ou mais letras, que formem palavra pronunciável, são grafadas como nome
próprio (apenas a primeira letra é maiúscula).
Ex.: Otan, Unesco e Petrobrás.

Siglas em que haja leitura mista (parte pronunciada pela letra e parte como palavra) são grafadas
com todas as letras em maiúscula. Ex.: DNIT e DPVAT

excepcionalmente, pode haver a concorrência de letras maiúsculas e minúsculas na estrutura de


sigla e acrônimo, a fim de evitar confusão com outros termos assemelhados. Exemplos: CNPq,
UnB, CBAt, SPTrans

Polissemia (polissemia lexical)


é o fato de uma determinada palavra ou expressão adquirir um novo sentido além de seu sentido
original, guardando uma relação de sentido entre elas.
 Deixei-os de boca aberta.
 A boca da garrafa está quebrada.
 O cheque frio voltou

FUNÇÕES DAS PALAVRAS QUE, SE, COMO, ONDE, QUANDO

Pronome relativo QUE:


 substituído por o qual, a qual, os quais ou as quais;
 substitui o termo antecedente (função anafórica);
 apresenta diferentes funções sintáticas.

Ex.
Encontramos um bom número de pessoas que estavam reivindicando os mesmos direitos.
(Função morfológica: pronome relativo/ função sintática: sujeito)

Pronome relativo CUJO (e variações):


 acompanha sempre o substantivo;
 não aceita artigo anteposto nem posposto;
 pode vir precedido de preposição (se verbo ou nome a exigir);
 função sintática é sempre adjunto adnominal.

Ex.
 Esse é o advogado de cuja honestidade muitos duvidam.
 os argentinos, cuja vida está pautada em problemas econômicos, fazem manifestações de
protesto.

Pronome relativo ONDE:


 retoma o antecedente;
 traduz sempre a ideia de lugar;
 função sintática é adjunto adverbial de lugar.

Ex.
Essa é a cidade onde ocorreram os fatos.

FUNÇÕES DA PALAVRA SE
pode exercer diversas funções:
 Pronome impessoalizador (Índice de indeterminação do sujeito):
 Pronome partícula apassivadora ou apassivador:
 Pronome reflexivo:
 Pronome reflexivo recíproco:
 Partícula expletiva ou de realce:
 Conjunção subordinativa integrante:
 Conjunção subordinativa adverbial condicional:

Índice de indeterminação do sujeito.


 aparece junto a intransitivo, transitivo indireto ou de ligação.
 Pode aparecer junto com transitivo direto, desde que preposicionado.
 função, indetermina ou não revela o sujeito da oração.
 não admite a passagem para a voz passiva analítica,
 verbo sempre na 3ª pessoa do singular.

Ex.
 Vive-se bem naquele país. (intransitivo)
 Precisa-se de novas fontes de riquezas. (transitivo indireto)
 É-se infeliz no sertão nordestino? (verbo de ligação)
 Respeitou-se aos regulamentos. (transitivo direto + o.d. preposicionado)

Pronome partícula apassivadora ou apassivador:


 aparece em voz passiva sintética, com transitivos diretos ou diretos e indiretos;
 com transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação, nunca pode ser partícula apassivadora.

Na prática, a frase pode ser transposta para a passiva analítica (com locução verbal).
Ex.
 Reformam-se móveis velhos. ( = Móveis velhos são reformados)
 Entregou-se o prêmio ao aluno que obteve a melhor nota. ( = O prêmio foi entregue ao
aluno que obteve a melhor nota.)
 Não mais se justifica tanta corrupção no cenário político
 O barro que em quimeras modelaste quebrou-se-te nas mãos. (O barro que em quimeras
modelaste foi quebrado nas mãos dele.)

Pronome reflexivo:
 indicar que a ação praticada pelo sujeito recai sobre o próprio.
 substituível por a si mesmo, a si próprio.
 Seus verbos são acidentalmente pronominais

Ex.
 Lula machucou-se com a foice. ( = machucou a si mesmo)
 Localize-se no mapa. ( = localize a si próprio)

na função reflexiva, é possível caracterizar as seguintes funções sintáticas:

Sujeito acusativo ou de infinitivo:


 Capitolina deixou-se ficar à janela a tarde toda.
 O jovem deputado sentiu-se fraquejar
 Joseildo deixou-se sentar no banco dos réus.
Objeto direto reflexivo:
 Gustavo viu-se rapidamente, telefonou pedindo um táxi, saiu.

Objeto indireto reflexivo: (verbo é transitivo direto e indireto)


 FHC arroga-se a liberdade de viajar a qualquer hora. Ele impôs-se uma disciplina rigorosa
 Os relatores da CPI indagaram-se algumas questões cruciais.

Pronome reflexivo recíproco:


substituível por um ao outro, uns aos outros.

Ex.
 ACM e Luiz Estevão abraçaram-se emocionados. ( = abraçaram ao outro)
 Argentinos e brasileiros deram-se as mãos afetuosamente. ( = deram as mãos um ao outro)

Parte integrante do verbo:


há verbos que, são sempre apresentados com pronome. São essencialmente pronominais

geralmente se referem a sentimentos e fenômenos mentais:

Dica trocar por indignar-se ou tornar-se ou trata-se, orgulhar-se etc.

Ex.
 Os deputados queixaram-se (indignaram-se) do tratamento recebido.
 Tudo se torna mágoa quando não somos transparentes.
 Trata-se de um filme a que eu assisti
 Interessavam-se (orgulham-se) as três, humanamente, pelos casos familiares
 O deputado comportou-se de forma evasiva
 Soares houve-se como pôde durante o interrogatório
 A vítima não se recordou dos traços do assaltante.
 Os brasileiros esquecem-se facilmente de muitos fatos políticos
 O brasileiro convenceu-se de que a honestidade é valor raro.

Partícula expletiva ou de realce:


normalmente ao lado de:
 verbos intransitivos,
 verbos de movimento ou
 verbos que exprimem atitudes da pessoa em relação ao próprio corpo

(ir-se, partir-se, chegar-se, passar-se, rir-se, sorrir-se e outros.),

Ex.
 Acabou-se a confiança nos agentes políticos.
 Lá se vai mais um deputado corrupto.
 Vão-se as páginas dos historiadores. O que fazer?

Conjunção subordinativa integrante:


 Ninguém sabe se Dilma será candidata.
 Não sabemos se a economia crescerá nos próximos anos.
Conjunção subordinativa adverbial condicional:
 Se não chover, FHC e Lula partirão à tarde.
 O processo jurídico será devolvido se o juiz quiser.

FUNÇÕES DA PALAVRA QUE


pode pertencer a várias categorias

Advérbio: valor aproximado das palavras quão e quanto.


Que longe está o sonho de reeleger-se!
Que profundo o discurso de Aécio Neves!

Substantivo: valor de qualquer coisa ou alguma coisa,.


Torna-se monossílabo tônico (portanto, acentuado).
 Um tentador quê de mistério torna-a cativante. (sujeito)
 Meu bem querer tem um quê de pecado.

-Também quando indicamos a 16 letra, usamos o substantivo quê.


-Mesmo tendo como símbolo Kg, a palavra quilo deve ser escrita com quê.

Preposição: equivale à de/para ou exceto/salvo.


 Tem que combinar? ( = de)
 Em 2003, teremos pouco que fazer no Senado Federal. ( = para)
 Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante. ( = exceto ou salvo)

Interjeição:,
QUE (exclamativo) tônica e acentuada.
Não apresenta função sintática.
 Quê! Você por aqui, FHC?
 Quê! Nunca o juiz Nicolau fará isso!

Partícula expletiva ou de realce:, a retirada não prejudica a estrutura sintática, não gera prejuízo
gramatical, mas pode provocar prejuízo semântico, pois deixaria de realçar determinado termo da
oração.

Ex.
 Quase que ela desvia dinheiro público!
 Então qual que é a arma do crime?

locução expletiva ou de realce


acompanhado do verbo ser,.
 O general é que vive de mordomias!
 É nessas horas que tudo parece incoerente.
 Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o
domínio do latim

Pronome relativo:
 Sempre defendi ideias que fazem a diferença.
 Ela é a que mais fala da vida alheia.
Pronome indefinido

significa que coisa.


 Que terá acontecido? ( = que coisa) (substantivo interrogativo)
 Que adiantaria a presença de Roriz? ( = que coisa) (substantivo interrogativo)
 Que objeto quebrou?
 O objeto era feito de quê?
 Que linda é Brasília! (substantivo exclamativo)

Pronome indefinido adjetivo:


funciona como adjunto adnominal, acompanha um substantivo.
 Que tempo estranho! Ora faz frio, ora faz calor. (adjetivo exclamativo)
 Que cidade linda é Brasília!
 Que quadro você encomendou? (adjetivo interrogativo)
 Por aquela que foi tua, que orvalho em teus olhos tomba? (adjetivo interrogativo)
 Que poema acabamos de declamar! (adjetivo exclamativo)
 Meu Deus! Que gelo, que frieza aquela! (adjetivo exclamativo)

Conjunção coordenativa Aditiva:,.


 Rouba que rouba e nunca chega a lugar algum.
 Fica lá o tempo com aquele chove que chove!

Conjunção coordenativa Explicativa:,


 Mantenhamo-nos unidos, que a união faz a força. ( = pois)
 Não faças mal ao teu vizinho, que o teu vem pelo caminho.

Conjunção coordenativa Adversativa:,.


 Outro, que não eu, criticaria os políticos brasileiros.
 Outro bombeiro, que não eu, deveria falar-lhe sobre a destruição das torres gêmeas.

Conjunção subordinativa Integrante:


 E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural.
 Parecia-me que a economia cresceria.

Conjunção subordinativa Causal:


 Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe. (porque)
 Não esperaria mais, que elas podiam derreter.

Conjunção subordinativa Final:


 Todos lhe fizeram sinal que ficasse no mesmo lugar. (para que)

Conjunção subordinativa Consecutiva:


 A minha sensação de ojeriza foi tal que o expulsei do local.
 José Serra e Marco Aurélio se abraçaram com tanto ardor que choraram.

Conjunção subordinativa Comparativa:


 Eu sou maior que (em comparação a) os vermes e todos os animais.
 As moças eram muito mais frágeis que os rapazes.
Conjunção subordinativa Concessiva:
 Que nos tirem o direito ao saque, continuaremos lutando. (ainda que)
 Estude, governador, um pouco que seja! (conquanto)

Conjunção subordinativa Temporal:


 Porém já cinco sóis ter passados que dali nos partíramos.
 Agora que FHC está no Brasil, podemos discutir o assunto.

FUNÇÕES DA PALAVRA COMO


Conjunção coordenada aditiva:
 O amor não só faz bem COMO alimenta. (= e)

Conjunção subordinada causal:


 COMO não tínhamos fósforo, ficamos às escuras.(já que)

Conjunção subordinada conformativa


 Fiz o trabalho COMO o professor pediu. (conforme)

Conjunção subordinada comparativa:


 Reciclar os dejetos oriundos das criações animais e dos refugos das plantações deve ser
encarado não como custo ou gasto a mais; mas sim COMO (igual a) uma excelente
oportunidade

 COMO a maioria dos biólogos, os ecologistas acreditam serem necessárias medidas


urgentes para que se contenham os males do efeito estufa.

POR QUE/PORQUE/ PORQUÊ/ POR QUÊ


Por que (separado e sem acento)

Expressão adverbial interrogativa de causa (ou explicação), podendo aparecer em interrogações


diretas e indiretas. (= Por que razão/motivo)

Veja.
 Por que razão o homem maltrata a natureza?
 Por que o homem maltrata a natureza?
 Ninguém sabe por que razão o homem maltrata a natureza.
 Ninguém sabe por que o homem maltrata a natureza.
 Não quero e não devo contar qual foi a confusão em que me meti, nem por que idas e
vindas acabei percebendo o real perigo que corria.

Expressão relativa com função anafórica.

Nesse caso, equivale a uma das seguintes expressões: pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas
quais.
 A estrada por que vim é tranquila. (por que = pela qual)
 O fax por que enviei o texto é antigo. (por que = pelo qual)

pronome indefinido adjetivo (equivalendo a por qual).

 Você sabe por que caminho ela está vindo?


Cuidado. Por vezes o segmento por que corresponde à seguinte morfologia: a preposição por é
exigida por um termo anterior; e que é conjunção integrante.
 Minha luta por que você supere isso é grande.

Por quê (separado e com acento)


Também tem valor adverbial interrogativo.
é utlizado no fim de ORAÇÕES, e não de FRASES,

O acento ocorre diante de pausas fortes.


 O homem maltrata a natureza por quê?
 O homem maltrata a natureza, mas ninguém sabe por quê.
 Ninguém sabe por quê, mas o homem maltrata a natureza.
 Não conseguimos saber por quê, mas tentamos.

Porque (junto e sem acento)


Trata-se sempre de conjunção: seja explicativa, seja causal, seja final.
 Não chore, porque me daria pena.
 Não chorei porque não tive vontade.
 Não chorarei porque não demonstre fragilidade.
 Você se assustou porque eu gritei?
 Porque nossa habilidade não era valorizada não íamos demonstrá-la?

Porquê (junto e com acento)


= o motivo
Trata-se de substantivo.
 Ninguém sabe o porquê, mas o homem maltrata a natureza.
 Às vezes sem saber o porquê, o povo escolhe determinados candidatos para cargos
importantes.

CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL


sujeito simples: o verbo concordará com o seu único núcleo
 A definição dos projetos maiores dependerá de sua ajuda.

sujeito composto: verbo poderá concordar com:


- Totalidade dos núcleos (concordância lógica)
 O rei e a rainha chegaram num avião especial.

sujeito composto se sujeito composto posposto ao verbo:


- núcleo mais próximo (concordância atrativa) ou totalidade:
 Num avião especial, chegaram o rei e a rainha.
 Num avião especial, chegou o rei e a rainha.
 Contribuiram, ainda, para o aumento da arrecadação, o recebimento de concessões para
exploração de petróleo e gás natural e serviços de telefonia móvel celular, a receita de
dividendos da União e a receita de cota-parte de compensações financeiras. Obs. nessa
oração o núcleo mais do sujeito composto também é composto: (recebimento e serviços),
logo o verbo deverá ficar obrigatoriamente no plural,
 Num mundo estarrecido pelas guerras, pelo terrorismo e pelo imperialismo a qualquer
preço, ganham (ganha) admiração o diálogo, a transparência e a contribuição para uma
sociedade melhor.
 uma realidade onde exista(m) mais equidade e respeito pela diversidade

Sujeito composto resumido por aposto.


verbo no singular concordando com resumitiva.
 O ódio, a inveja, o orgulho, tudo deve ser eliminado.
 Pelé, Romário, Ronaldinho, Zico, todos devem ser respeitados.

Quando o infinitivo não apresenta sujeito expresso, mas se relaciona a um sujeito indicado
anteriormente,
pode ou não aparecer flexionado
 Os direitos humanos enfrentam problemas para ser/serem efetivados

PREDOMINÂNCIA ENTRE PESSOAS GRAMATICAIS:


1ª pessoa predomina sobre todas as outras, levando o verbo à 1ª pessoa do plural:
 Eu, tu e Gudesteu enviaremos o documento solicitado.

ausência da 1ª pessoa, predominância da 2ª pessoa.


 Tu e Deus sois testemunhas.

verbos dar, bater, soar etc., nas indicações de horas.


 Deu uma hora.
 Bateram cinco horas no relógio da praça.
 Soaram sete horas.

Quem de nós, Alguém de vós, Quais de nós etc.,


verbo concordará com pronome ELE,.
 Qual de nós viajará de trem?
 Alguém de vós viajará de trem?
 Quais de nós viajará de trem?

- se os dois pronomes estiverem no plural, verbo ficará no plural concordando com qualquer
pronome.
 Muitos de nós enfrentam problemas familiares.
 Muitos de nós enfrentamos problemas familiares.

Verbo no singular de:


conjunção ou no sujeito em EXCLUSÃO ou em equivalência::
 Vitorina ou Brasiliana se casará com Gurgel.
 A ambiguidade ou anfibologia está presente na obra de Machado de Assis.

conjunção ou no sujeito em concomitância:


 O fumo ou a bebida fazem mal à saúde.

Nomes próprios plurais precedido de artigo = verbo no plural


 As Minas Gerais agasalham muitas belezas.

Nomes próprios plurais, não havendo artigo = verbo no singular:


 Minas Gerais agasalha muitas belezas.
Nomes próprios plurais quando o artigo integra o título de uma obra, não podendo, ser retirado,
normalmente plural:
 Os Lusíadas glorificaram a literatura.

Nomes próprios plurais, quando se quer destacar obra: Admite-se, singular.


 Os Lusíadas glorificou a literatura.

MAIS DE UM: em princípio no singular:


 Mais de um tenista conquistou a medalha.

MAIS DE UM: quando se repete a expressão: plural


 Mais de um senador, mais de um prefeito exigiram medidas rígidas.

MAIS DE UM em verbo recíproco: plural


 Mais de um aluno abraçaram-se no auditório.

cerca de, perto de, menos de, etc. = plural.


 Cerca de dez funcionários pediram demissão.
 Perto de vinte pessoas invadiram o Ministério.

Fui eu que fiz. = Apenas uma forma de concordância


 Fui eu que fiz o teste. (Não pode que fez)

Fui eu quem fiz/fez = As duas formas estão corretas


 Fui eu quem fez o teste.
 Fui eu quem fiz o teste.

Coletivo partitivo, percentual ou fracionário sem determinante = concordância facultativa


 A maioria dos aposentados se descuida/descuidam.
 Grande parte das pessoas vive/vivem em miséria absoluta.
 Portanto, 55% da população exige/exigem mudanças.

Coletivo partitivo, percentual ou fracionário = quando houver determinante, só uma


concordância.
 Portanto, os 55% da população exigem mudanças.

Um dos que = concordância facultativa


 Ela é uma das que mais gosta/gostam de falar em público.

Um e outro/ Nem um nem outro. (sem ideia de reciprocidade) = concordância facultativa


 Um e outro procurou (procuraram) o juiz mais antigo.
 Nem um nem outro falou (falaram) sobre o assunto.

Um e outro/ Nem um nem outro com RECIPROCIDADE:


 Um e outro abraçaram-se.

causa e efeito
Inserir na causa O fato de x fez/faz com que haja e depois analisar o sentido e as conjunções.
Ex.
 (O fato de) a inquietação decorrente da possibilidade de surgirem situações inesperadas
(faz com que haja) o planejamento racional das atividades diárias, levado a efeito por certas
pessoas.
 (O fato de) o medo de acontecimentos imprevistos na vida cotidiana (faz com que) a
constatação de que grandes catástrofes sempre podem ocorrer. (errado, está invertido)
 (O fato de) a constatação de que grandes catástrofes sempre podem ocorrer. (faz com que
existam) o medo de acontecimentos imprevistos na vida cotidiana.
 (O fato de) quando os itens que tornam mais feliz a sociedade são adequadamente
observados (faz com que) Há felicidade coletiva (errado, pois o 1 indica temporalidade e
não causa)
 exatamente por (o fato de) serem essenciais ao bem-estar da população no seu todo (faz
com que) a educação, a segurança, a saúde, o lazer, a moradia e outros mais são
considerados direitos fundamentais de cunho social pela Constituição.

Concordância ideológica ou silepse: = concordância facultativa


 Os brasileiros somos corajosos. (Silepse de pessoa)/ Os brasileiros são corajosos.
 São Paulo é movimentada. (Silepse de gênero)/ São Paulo é movimentado.
 A turma, depois de muita agitação, procuraram o síndico. (Silepse de número)./ A turma,
depois de muita agitação, procurou o síndico.

Silepse: consiste em estabelecer uma concordância com palavras ou noções pressupostas na


frase não explícitas.

Parecer + infinitivo: um ou outro poderá ser flexionado. Jamais os dois.


 As crianças parece sorrirem.
 As crianças parecem sorrir.

SE como pronome apassivador = objeto direto passa a ser sujeito, verbo concorda com esse
sujeito:
 Apresentou-se uma nova medida de restrição.
 Apresentaram-se novas medidas de restrição.

se pronome indeterminador = verbo na 3ª pessoa do singular:


 Careceu-se de orientações técnicas.

SUJEITO ORACIONAL = verbo no singular.


o verbo da oração principal ficará no singular.
 É imprescindível que a leveza e a harmonia prevaleçam.

verbo fazer quando indica tempo ou fenômeno = 3ª pessoa do singular:


 Faz cinco dias que nossos pais viajaram.
 Deve fazer dez anos que o fato aconteceu.
 Fez dias de muito frio no Rio Grande do Sul.

HAVER como existir ou tempo decorrido


3ª pessoa do singular.
 Havia algumas soluções para o problema.
 Vai haver muitas flores naquele jardim.
 Obs. Havia (existiam) três dias em QUE toda essa fantasmagoria passava e repassava.
(Haver não pode ser usado porque é VTD)

verbo existir = sempre pessoal, concorda com o sujeito,.


 Existem algumas soluções para o problema.
 Vão existir muitas flores naquele jardim.

HAJA VISTA = sempre no feminino, haja visto só existe como tempo composto do verbo ver.
 Haja vista o problema local, ele desfez o contrato.
 Haja/hajam vista os problemas locais, ele desfez o contrato.
 Obs.: Espero que ele haja visto o documento.

CONCORDÂNCIA DO ADJETIVO como PREDICATIVO


somente concordância lógica.
 Considerei o apartamento e a casa novos.

ADJETIVO COMO ADJUNTO ADNOMINAL


 Comprei um apartamento e uma casa novos (ou nova) = Adjunto adnominal: concordância
lógica ou atrativa.

substantivos de mesmo gênero + adjetivo


adjetivo vai para o plural
 A autora e a atriz desconhecidas.

adjetivo concorda com o substantivo mais próximo


 A autora e a atriz desconhecida.

Substantivos de gêneros diferentes + adjetivo


adjetivo vai para masculino
 Atitude e riso estranhos.
 Atitude e riso estranho.

substantivos sinônimos + adjetivo: adjetivo concorda com o último substantivo.


 Trabalho e atividade prolongada.

substantivos antônimos + adjetivo: adjetivo vai para o plural do gênero.


 Tristeza e alegria plenas.

adjetivo anteposto a substantivo: concorda com o substantivo mais próximo.


 Longas entrevistas e depoimentos.

VERBO SER em sujeito e predicativo.


- concorda com o sujeito, se este for plural
 Estas vaidades são o teu segredo.

- concorda com o predicativo, se este for plural


 Tua vida são ilusões.

VERBO SER com sujeito ou predicativo com nome de pessoas.


- concorda com o nome que se refere a pessoas.
 Você é a alegria de sua mãe.
 Suas preocupações era a filha.

VERBO SER com o sujeito ou predicativo com pronome pessoal.


concorda com o pronome.
 O poeta és tu.
 A professora sou eu.
 Os alunos somos nós.

VERBO SER na indicação de hora, data, distância.


concorda com o predicativo.
 É uma hora.
 São três horas.
 Eram dois quilômetros.
 São 15 de agosto.
 É 15 de agosto:

VERBO SER + perto de.


3ª pessoa do singular ou plural.
 Era/eram perto de duas horas.

VERBO SER precedido de expressões de quantidade, preço, medida.


3ª pessoa do singular.
 Cem quilos é muito.
 Cem mil cruzeiros é pouco.

pronomes de tratamento da linguagem protocolar (Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Sua


Eminência etc.)
levam o verbo à 3ª pessoa.
 Vossa Eminência deverá trazer os seus pertences.
 Sua Excelência, o Deputado Marcos Pereira, estará aqui amanhã.

BASTANTE como advérbio: invariável.


 Estamos bastante confiantes no Plano Real.
 Nós moramos bastante longe desse lugar.
 Esse lago é bastante eivado/contaminado

BASTANTE como pronome indefinido (anteposto ao substantivo): variável.


 Lemos bastantes obras de Clarice Lispector.
 Há bastantes ossos no armário.

BASTANTE como adjetivo (posposto ao substantivo): variável.


 Tínhamos motivos bastantes para reclamar.
 Ele apresentou razões bastantes para condenar o réu.

MENOS, ALERTA, PSEUDO: invariáveis.


 Tinha menos experiência agora.
 Todos estavam alerta.
 É uma pseudo-heroína.

MEIO como advérbio: invariável


 São pessoas meio carentes.

MEIO como numeral adjetivo, concorda com substantivo


 Bebeu meia garrafa de cerveja.

ANEXO, INCLUSO, APENSO, QUITE: concordam a que se referem.


 Anexos vão os dados.
 Inclusas estão as informações.
 Estou quite com ela.
 As folhas seguem apensas.

Obs.: A expressão em anexo é invariável (evite-a. forma afrancesada.)

MESMO, PRÓPRIO, SÓ: concordância com a palavra a que se referem.


 Ela mesma fará a pesquisa.
 Decidiram a causa eles próprios.
 Eles estão sós.

Obs.: SÓ: como advérbio invariável;


 só eles vieram à reunião.

OBRIGADO, SERVIDO:
concordam com o nome a que se referem.
 Muito obrigadas: disseram elas.
 A moça já foi servida.

O adjetivo só ficará no feminino se:


precedida de artigo.
 Cerveja é bom para a saúde
 A cerveja é boa para a saúde.

 Palmatória é bom para os peraltas.


 A palmatória é boa para os peraltas.

 É proibido ultrapassagem.
 É proibida a ultrapassagem.

concordância da palavra possível: dependerá exclusivamente do artigo.


 Conheço pessoas o mais inteligentes possível.
 Conheço pessoas as mais inteligentes possíveis.

TAL/ QUAL:
Tal concorda com o antecedente, Qual com o conseqüente.
 moça era tal quais os parentes.
 Os portugueses eram tais qual o visitante.
Obs: Cuidado com a conjunção aditiva E:
 Os gestos da menina eram tais e quais os da mãe.

CARO/BARATO como advérbios: invariáveis.


 As orientações aos filhos custaram caro aos pais.

CARO/BARATO como adjetivos: variáveis.


 Considero estes automóveis caros.

TODO/TODA como advérbio: invariável.


Sua saia é todo vermelha. (advérbio modificando adjetivo. A forma toda é aceita por muitos.)

TODO/TODA como pronome indefinido (anteposto ao substantivo): variável.


 Toda inocência será revelada.

DESINÊNCIAS NOMINAIS:
ndicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.

Exemplos:
 alun-o
 aluna-s

só desinências nominais de gêneros e números palavras que admitem.

Em palavras como mesa, tribo, telefonema, não temos desinência nominal de gênero. Já em pires,
lápis, ônibus não temos desinência nominal de número.

DESINÊNCIAS VERBAIS:
flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos.

Esperávamos
 verbo da primeira conjugação: terminado em AR.
 desinência número-pessoal = "mos".
 desinência modo-temporal. = "VA" - Pretérito Imperfeito Indicativo.
 Apresenta vogal temática "a": Esper(Radical) - a(Vogal temática).

- SIGLAS
são todas as letras maiúscula e sem pontinhos: TRE, TCM, IBGE etc.

- ACRÔNIMOS
apenas inicial maiúscula: Petrobras, Mpog, Ibama, Aneel etc.

EVITEM USAR:
 o mesmo: não existe no plano formal.
 onde: prefira em que.
 coisa: somente sob aspas.
 Tratar-se: só usado no singular e não pode ser precedido por sujeito.
 Não use ponto final antes de POIS.
 resumir ideia anterior, ESSE, ESSA, ISSO. Só ESTE, ESTA, quando a um nome específico
que acabou de empregar.
Exemplos:
 Estudo diariamente para passar no concurso. Isso = estudar diariamente tem me deixado
cansado.
 Estudo diariamente para passar no concurso. Este = o concurso tem me deixado cansado.

Para empregar dois pontos, use um pronome demonstrativo antes de fazer o emprego.

Exemplos:
 O planejamento está dividido em: estratégico, tático e operacional. errado
 O planejamento está dividido desta forma: estratégico, tático e operacional. correto

- Diante do exposto é típico de texto narrativo. evitada nas dissertações.


correto é uma vez que.

- A partir de / Começar
não juntar as duas, pois haverá pleonasmo.

Exemplo:
- a crise começa a partir da década de 70. (incorreto)
- A crise começa nos anos 70. (correto)

A princípio / Em princípio
- A princípio o Deputado mostrou os resultados positivos. (, em um primeiro momento)

- Em princípio, o Bolsa Família realmente ajuda. (em tese, teoricamente)

Através de
pertence à família do verbo atravessar, só empregada passar de um lado a outro, ou passar ao
longo de.

Ex.
 Através da lei, definiram-se as normas de acesso. (errado)
 Por meio da lei, definiram-se as normas.
 Por intermédio da lei, definiram-se as normas.
 através dos séculos, o mundo progrediu. (noção de passar)
 Através da lente, foi possível ler aquela informação.

Em longo prazo / A longo prazo


correta é em longo prazo.

os problemas econômicos, em longo prazo, serão sentidos.

redundâncias/tautologias,
 manter o mesmo,
 continuar ainda,
 conviver junto,
 fato real,
 voltar atrás,
 elo de ligação,
 pessoa humana,
 certeza absoluta,
 panorama geral,
 há anos atrás,
 comparecer pessoalmente,
 conclusão final
 erário público

Há outras formas que não implicam problemas.


Exemplo: prefeitura municipa.

Grosso modo
Por grosso modo se entende a ideia.

- Implantar / Implementar
O Bolsa Escola foi implantado/ inaugurado por Cristovam, mas foi implementado/ posto em
execução por Lula.

- Onde / Aonde
vinculados à ideia de lugar físico.
-Foi em São Paulo onde nos encontramos p.
-A chácara aonde nós vamos fica na Zona da Mata.

- Praticar preços / Cobrar preços


A forma correta é cobrar preços. Praticar preços é coloquialismo

Senão
-Preciso falar com seu patrão, senão/ do contrário com você mesmo.

- Tratar-se
somente no singular, pelo fato de ser impessoal.

Exemplo:
-Trata-se de casos de desvio de verbas.

De encontro a/ao encontro de


Ex.
 O senhor tropeçou e foi de encontro ao muro. (ideia de choque)
 Quando vi Marina, logo parti ao encontro dela. (em direção)

Por ora/por hora


Ex.
 O salário, por ora/ por enquanto, ficará nesse valor.
 Carla ganha R$ 100,00 por hora.

Devido a
Evite o uso.
Use, em virtude de, por causa de. Cuidado também com em função de, porque não existe.

Ex.
 Devido a uma gripe, Ana está de repouso.
 Em função de uma gripe, Ana está de repouso.
 Por causa de uma gripe, Ana está de repouso.

Enquanto
não pode ser usada para indicar na qualidade de.
Ex.
 O diretor, enquanto chefe, deve respeitar seus subordinados.
 O diretor, como chefe, deve respeitar seus subordinados.

Via de regra
não existe.
Use em regra.

Ex.
 As coisas funcionam, via de regra, assim.
 As coisas funcionam, em regra, assim.

Em via de/em vias de


 em vias de, não existe.
 O diretor está em vias de terminar o relatório.
 O diretor está em via de terminar o relatório.

Tem-se
não existe.
Use o verbo haver.

Ex.
 Finalmente, tem-se a conclusão dos fatos.
 Finalmente, há a conclusão dos fatos.


seu emprego para indicar inclusão não é culto.

Ex.
 Marina é simpática, já a irmã dela é insuportável.
 Marina é simpática, por sua vez a irmã dela é insuportável.

No sentido de
Evite o uso.
Use para, a fim de, com o intuito de.

Ex.
 Isso acontece no sentido de facilitar a aplicação da vacina.
 Isso acontece para facilitar a aplicação da vacina.

Até
é advérbio ou preposição. Mas se tirar o acento, = imperativo do verbo atar. Ate esse cadarço, por
favor
eis que
não existe.
indica sentido de tempo e nunca causa.
 Eis que Maria ainda não chegou, não sabemos o que fazer.
 Uma vez que Maria ainda não chegou, não sabemos o que fazer.

Entre/Dentre
entre significa no meio dentre significa do meio de.

Ex.
 Dentre os princípios, está o da impessoalidade. (errado)
 Entre os princípios, está o da impessoalidade.
 Em Brasília, há pontos turísticos: Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, dentre outros.
(errado)
 Em Brasília, há pontos turísticos: Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, entre outros.
 Dentre as provas, emergiram as que são mais importantes.

Melhor/mais bem
não use as formas sintéticas melhor e pior. Empregue bem e mais mal.

Ex.
 Márcio era o atleta melhor preparado. (errado)
 Márcio era o atleta mais bem preparado.
 Minha redação foi a mais mal qualificada pela banca.

Protocolizar/protocolar
Ambas corretas.

Ex.
 Marisa protocolou o processo.
 Marisa protocolizou o processo.

Às custas de
Não existe. Use à custa de e a expensas de.
Ex.
 A servidora somente conseguiu a função às custas de muito esforço. (errado)
 A servidora somente conseguiu a função à custa de muito esforço.
 Márcio pagou as custas processuais da ação.

Preeminente x Proeminente
 Preeminente aquilo que é superior,: um compositor preeminente.
 Proeminente o que, fisicamente, se salienta: nariz proeminente.
 as duas são sinônimas quando se referem a algo ou alguém que se destaca pelas suas
qualidades.

Efluentes X Dejetos
 Efluentes = esgoto
 Dejetos = excreção, fezes, lixo.
A partir de
expressa uma ideia temporal apenas.

Ex.
 A partir de exame realizado, observou-se deficiência em algumas vitaminas. (errado)
 Com base em (com fundamento em) exame realizado, observou-se deficiência.

sob o ponto de vista


não existe.

Ex.
 Sob o ponto de vista, será necessário cumprir as regras.
 Do ponto de vista, será necessário cumprir as regras.

a nível de,
não existe

Ex.
 A nível de cidade, Brasília é das melhores.
 Ana fará uma prova em nível de segundo grau.

Perante o/perante ao
Ex.
 Ana falou perante o juiz.
 Ana falou perante ao juiz.

Quando do
deve ser evitada.

Ex.
 Quando da audiência, Ana falou perante o juiz.
 Por ocasião da audiência, Ana falou perante o juiz.

intervir
Conjugamos como o verbo vir.
Ex.
 Carlos interveio na negociação.
 Carlos interviu na negociação. (errado)

Vista a/Visto a
Visto a Vista a oportunidade imperdível de rever as normas.

Convergir
Nunca é pronominal, pois é INTRANSITIVO
 a maioria prefere acreditar que o real e o imaginário não se convergem. ERRADO
 a maioria das pessoas prefere acreditar que o real e o imaginário não convergem, mas se
afastam.
Sucumbir
Perder uma batalha; deixar-se vencer;.

Desterrar
Fazer sair ou expulsar da pátria; condenar a desterro; exilar, banir.

Dicas valiosas de ortografia


 Adivinhar:
 Privilégio:
 Disenteria (diarreia)
 Ultraje:
 Prazeroso:
 Consciência:
 Ojeriza (má vontade, aversão)
 Discrição
 empecilho
 decúbito (deitada, não necessariamente dormindo)
 Sobreveniente = Superveniente
 inefável = que não se pode pegar, não se pode exprimir por palavras
 incomensurável = que não se pode medir;
 Concelho: assembleia, reunião Conselho de Ministros
 Polir Obs. Pulir não faz parte do Dicionário
 Cumprimento (de obrigações)
 ipsis litteris (de acordo com a lei)
 de encontro = ao contrário
 regozijo = alegria, Satisfação, Prazer

DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO
Denotação: Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) quando apresenta seu
significado original, independentemente do contexto.

Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta diferentes significados,
sujeitos a interpretações.

COESÃO
Em relação ao DISCURSO,
função catafórica
o que vai ser mencionado
é indicado pelo pronome este/isto
 Nosso vizinho vive repetindo este provérbio: Casa de ferreiro, espeto de pau.
 Fá-lo-ei, libertarei o Brasil do domínio português. Farei isto
 Esta é a principal causa da violência: a impunidade. (demonstrativo Esta refere-se ao termo
posposto; a impunidade.)

função anafórica
usa o este para referência a elemento anterior mais próximo:
 Fui professora durante minha juventude, mas já não o sou agora
 Preocupa-se o autor com a escrita como processo, e não como literatura ou como texto a
ser linguisticamente analisado. Aliás, neste último caso não se leva em consideração o tipo
de processo.
 A segunda parte do trabalho dispõe sobre a marginalidade social. É nesse capítulo / nessa
parte / nesse ponto que se discutem os desvios verificados nas instituições pesquisadas.

 A área usada para pesca, agricultura e silvicultura também entra na relação. Essas
instalações podem afetar direta ou indiretamente a biodiversidade, muitas vezes
danificando o entorno ao penetrar o hábitat das plantas e dos animais. a expressão As
instalações faz referência às instalações da área usada para pesca, agricultura e
silvicultura. Como indica posse, pode ser trocada por suas instalações.
 O ex-presidente criticou o empresário que intermediou o patrocínio do projeto. (pronome
relativo retoma o antecedente o empresário.)
 Não é novidade que, desde os primórdios coloniais, os ianques sempre dispensaram, para
o bem e para o mal, atenção prioritária ao seu entorno físico imediato, boa parte da qual -
da Flórida e Porto Rico a Louisiana, Texas, Califórnia - comprou, anexou ou associou.

Função endofórica:
apresenta referente interno (dentro do texto). todos os elementos coesivos, além de anafóricos ou
catafóricos, são endofóricos.

Função exofórica:
apresenta referente externo .
Eu estive fazendo um levantamento das mensagens que me enviam pela internet. (pronome Eu
refere-se a elemento não registrado no texto.)

Elemento dêitico (gestos demonstrativos ou direcionais): evidenciam a presença do emissor


no enunciado.

ocorre quando o vocábulo não significa, apenas indica, exercendo função de progressão textual,
além de se remeterem aos elementos da situação comunicativa. Podem ser de simultaneidade,
anterioridade ou posterioridade.

são elementos linguísticos que indicam:


 os participantes (pronomes pessoais)
 marcadores de tempo/lugar (advérbios de lugar e tempo)

Os dêiticos só podem ser entendidos se houver uma explicitação, mesmo dentro da situação de
comunicação.

Ex. circula uma proposta para aumentar as verbas de cada deputado desta Casa. Hoje, um
parlamentar recebe 35.000 reais para isso. Eu considero um assalto aos cofres públicos.

Elemento vicário:,
como verdadeiro pronome, se põe em lugar de uma oração inteira.

É um século que não chega pronto da fábrica, mas sim pronto para ser forjado por vocês à nossa
imagem e semelhança.
O vocábulo sim equivale, a é século que chega.

COESÃO POR REITERAÇÃO/ REFERENCIAL


é a relação pela qual os elementos do texto vão de algum modo sendo retomados, criando-se um
movimento constante de volta aos segmentos prévios, o que assegura continuidade ao texto.

Tipos:
 por repetição
 por Paráfrase
 por substituição

por repetição
Trata-se do último recurso de coesão a ser cogitado.

Devemos empregá-la somente quando não há alternativas de substituição ou quando a sua


utilização implica um ganho de expressividade não atingido por outro recurso coesivo.

Ex.
O capitalismo, para Gil funciona assim: o Estado paga tudo. Paga a produção do filme, paga a
construção da sala, paga a distribuição da cópia, paga o bilhete do espectador.

Paráfrase
voltar a dizer o que já foi dito antes, com outras palavras,

.
Normalmente, introduzidos por expressões do tipo em outras palavras, em outros termos, isto é,
ou seja, quer dizer, em suma, em síntese, etc.

Paralelismo
é um recurso ligado à coordenação de segmentos que apresentam valores sintáticos idênticos,
valores semânticos semelhantes e estruturas gramaticais similares.

A mãe pediu para a menina ir ao supermercado e, na volta, passar na farmácia.

A mãe pediu para a menina que fosse ao supermercado e (que), na volta, passasse na
farmácia.

O paralelismo dá clareza à frase ao apresentar estruturas idênticas, pois, para ideias similares,
devem corresponder formas verbais similares.

Vejamos mais ex.


 Ricardo estava aborrecido por ter perdido a hora do teste e porque seu pai não o esperou.
Nos exemplos anteriores, ocorreu uma quebra de paralelismo no nível sintático. Isso quer
dizer que os termos coordenados entre si foram construídos de forma heterogênea.

A quebra de paralelismo também pode ocorrer no nível semântico, podendo ser usada como um
recurso literário ou publicitário visando chamar atenção, dar ênfase. Vejamos alguns ex.

Marcela durante quinze dias e onze contos de réis. (Machado de Assis)

Aqui temos uma quebra de paralelismo no nível semântico. Quinze dias e onze contos de réis não
estão na mesma esfera semântica.
Um indica tempo, período; o outro, valor, preço. Essa quebra de paralelismo enfatiza uma ironia
(Marcela não me amou de fato. Somente esteve comigo por dinheiro).

Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no ouvido. (Anúncio publicitário)

Um indica lugar, cidade; o outro, lugar, mas se referindo a uma parte do corpo humano. Essa
quebra gera um efeito de humor ao anúncio.

Coesão por substituição

- Substituição gramatical
Consiste em substituir palavras anteriormente citadas por pronomes ou advérbios. Vejamos
alguns ex.

A casa era por aqui.


Onde? Procuro-a e não acho.

Muita e muita gente já a desejou. Alguns a tiveram. Ao longo da década de 80, ela deslumbrou o
Brasil desfilando nas passarelas do Rio de Janeiro. Os anônimos que a desejaram, é natural,
já a esqueceram. Ela se chama Josette Armênia de Campos Rodrigues. No auge de seu
estrelato, chamava-se Josi Campos. Era uma mulher introspectiva, mas batalhadora e guerreira.

Substituição Lexical
o uso de uma palavra no lugar de outra que lhe seja textualmente equivalente/sinônimo:
Ex.
O Governo vem se preocupando com o problema de redução dos gastos do Tesouro, atacando
um dos setores mais melindrosos – o das despesas com o funcionalismo.

substituir uma palavra por seu hiperônimo.


Por exemplo, o hiperônimo de gato é animal. Um dos hiperônimos mais famosos é coisa, não
muito bem-vindo em redações oficiais.

Ex.
Graças a Deus eu nunca experimentei a força e eficiência do air bag, pois nunca fui vítima de um
acidente. Mas sou totalmente a favor do equipamento. Jamais soube de casos em que pessoas
que dirigiam um carro com esse dispositivo tiveram um ferimento mais grave.

Elipse
consiste na omissão de um termo na frase (sujeito, verbo, complemento, etc.), identificado pelo
contexto.

Ex. Logo que a notícia chegou aos navios, foi como se uma verdadeira graça dos céus caísse
sobre aqueles homens, nem faltou quem se sentisse curado só com ver as frutas. = (o fato de)
ver as frutas..

zeugma.
caso particular de elipse, se o termo já foi citado anteriormente,

Ex.
Os recursos muitas vezes são escassos e a distribuição dos valores, heterogênea.

( = Os recursos muitas vezes são escassos e a distribuição dos valores é heterogênea.)

Conheça Minas.
A paisagem tira o fôlego. A hospitalidade devolve.
( = A hospitalidade devolve o fôlego.)

Um banco tem que ser completo para ajudar sua vida a também ser.
( = Um banco tem que ser completo para ajudar sua vida a também ser completa)

Enquanto na elipse existe a omissão de um termo não mencionado antes, na zeugma ocorre a
omissão de um termo ou expressão anteriormente mencionada.

COESÃO POR CONEXÃO


Por conexão, queremos nos referir ao uso de conectores (preposições, conjunções, pronomes
relativos, advérbios, etc.) na ligação das diferentes porções de texto.

DÍGRAFO
ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (fonema é o som que a
letra representa).

Existem dígrafos vocálicos e consonantais.

São exemplos de dígrafos consonantais:


SS - assunto, assento, isso.
SC - ascensão, descendente, consciência, rejuvenescer
SÇ - cresça.
GU (quando não prenunciamos o u) - guitarra, águia.
QU (quando não prenunciamos o u) - questão, quilo.
LH.. Nh..ch.. Rr.. Xs.. Xc…

Dígrafos vocálicos:

Quando M e N aparecem no final da sílaba.


AM ou AN - campo, sangue.
EM ou EN - sempre, tento, acidente, doença
IM ou IN - limpo, tingir.
OM ou ON - rombo, tonto.
UM ou UN - bumbo, sunga.

PROSÓDIAS.
ocupa-se da correta pronúncia das palavras quanto á posição da silaba tônica, segundo as
normas da língua culta. Ao erro prosódico dá-se o nome de silabada. Casos que caem com mais
frequencia nas provas:

1º Rubrica (Rubrica)
2º Record (Recorde)
3º Ibero (Ibero)
4º Cateter (Cateter)
5º Ruim (Ruim)
6º Ureter (ureter)
7º Nobel (Nobel)
8º Mister (Mister)
9º Avaro (avaro)
10º Austero (austero)
11º ciclope (ciclope)
12º Filantropo (filantropo)
13º pudico (pudico)
14º Latex (Látex)
15º Textil (têxtil)
16º Duplex (dúplex)
17º Interim (ínterim)
18º Necropsia (necropsia)
19º gratuito (gratuito)
20º Fluido (fluido)
21º levedo (lêvedo)
22º maquinaria (maquinaria).

TIPOS DE RADICAL
radical metro
 pode nos remeter a principal. Ex. méter/metrós + pólis: mãe + cidade).
 estudo e descrição dos sistemas de pesos e medidas nos lança de volta ao grego métron
(medida), também presente, por exemplo, nas palavras métrico, quilômetro, termômetro,
metrologia.

radical eco
traduz a ideia de casa; habitação; meio ambiente; residência; bens; propriedade. Também está
presente nas seguintes palavras: ecodesenvolvimento, ecólogo, ecônomo, ecosfera, ecossistema,
ecossociológico, ecotoxicologia, ecoturismo, ecoturista etc.

tele– significa longe, distanciamento.

petr– traduz a ideia de pedra, rochedo: pétreo; petrificação.

sin– (ou sim–, si–) indica conjunto, simultaneidade (sintaxe, síntese, sinfonia, simpatia, simetria
etc.).

SEMÂNTICA
A Semântica é a seção da gramática que se ocupa do estudo do significado em geral, em frases
inteiras, palavras e até em segmentos menores do que as palavras, como os prefixos e os sufixos.

Vamos analisar alguns conceitos fundamentais de Semântica:

Sinônimos: palavras de significado equivalente.


Ex.
 lento / vagaroso
 casa / habitação
 submergir / afundar
Polissemia: propriedade de uma só palavra assumir mais de um sentido.
Ex.
 Ele bateu o carro ( = colidiu o carro contra algo)
 O sino bateu ( = soou)
 Os dados da pesquisa batem com as previsões ( = coincidem)

Note que o verbo bater pode significar colidir, soar, coincidir, etc. O contexto é que definirá qual é
o seu significado.

Significação Contextual: o significado da palavra dentro do contexto em que ela está.

Ex.
A partida decisiva contra os dois finalistas tem tudo para ser o jogo do ano, mas as torcidas
uniformizadas vão estar presentes.

Nesse contexto, torcidas uniformizadas tem evidente significação negativa (senão não teria
sentido o uso da conjunção mas).

Significação literal x não-literal: O sentido literal de uma palavra ou expressão é aquele que é
depreendido apenas a partir das formas explícitas no texto, sem necessidade de recorrer a
pressuposições ou subentendidos.

É o significado resultante da interpretação ao pé da letra.

Já o sentido não-literal é aquele que, além do sentido ao pé da letra, leva em consideração dados
do contexto, da situação e subentendidos do universo cultural.

Ex.
 A classe média vive com a corda no pescoço.
 Suas tentativas de conseguir a aprovação do projeto deram com os burros n’água.
 Ele perdeu a cabeça com a lentidão do atendimento.

Observe que as expressões corda no pescoço, burros n’água e perdeu a cabeça não podem
ser interpretadas no sentido literal.

Efeito de Sentido:
é a reação provocada por um significado. Para compreender o que é efeito de sentido, basta
confrontar duas expressões que têm o mesmo significado, mas que provocam efeitos de sentido
diferentes.

Quando se fala de efeito de sentido, é indispensável salientar o fato de que palavras sinônimas,
embora possuam o mesmo sentido, não produzem o mesmo efeito de sentido.

Exemplos.
 José pagou-me um jantar.
 José pagou-me uma janta.

Jantar e janta são sinônimos.


Janta, porém, por ser palavra mais popular, contribui para criar um efeito de sentido menos
solene, mais vulgar que jantar (termo mais prestigiado).

Ele não era um professor. Era o professor.


Ao determinar professor com o artigo definido, está-se dando ao substantivo um efeito de
notoriedade, importância.

Não importa o que aquela mulherzinha diga de você.


O emprego do diminutivo –zinha confere tom depreciativo ao substantivo mulher.

Pressupostos:
são significados implícitos, depreensíveis a partir de indicações dadas por certas palavras ou
mecanismos que aparecem na superfície do texto.

Em outros termos, pressupostos são significados que não vêm expressos diretamente por
palavras que ocorrem no texto, mas são depreendidos indiretamente, por estarem implicados nas
que vêm expressas.

Exemplo:

 Fechem a porta, por favor. – O pressuposto é que a porta está aberta. Caso contrário, não
faria sentido pedir que a fechassem.
 O professor ainda não chegou. – O pressuposto é que ele já deveria ter chegado ou que
vai chegar.

Subentendidos:
São informações implícitas depreendidas de acordo com a interpretação do leitor. Quando
ocorrem divergências com o senso comum, produzem-se situações de surpresa ou comicidade.

Exemplo:

Imagine-se chegando a um restaurante com sua família (pai, mãe e irmão). Aí você chama o
garçom e lhe pergunta:
- Há uma mesa para quatro pessoas?
O garçom checa no recinto e retorna dizendo:
- Sim, há uma mesa para quatro pessoas.
Ele, então, dá as costas para você e vai embora atender outros clientes.

Nesse exemplo, foi gerada uma situação atípica, pois, quando você fez a pergunta, esperava não
apenas que o garçom respondesse sim, mas também que ele providenciasse a mesa para
acomodar você e seus familiares. De acordo com o senso comum, essa interpretação deveria
estar subentendida.

Compatibilidade e Incompatibilidade Semântica:


Nem todas as palavras são semanticamente compatíveis entre si; há aquelas que se combinam e
aquelas que se rejeitam.

Ex.
- O verbo conquistar só é semanticamente compatível com um complemento de valor positivo.

Assim, é adequado dizer:


 O time conquistou o título tão cobiçado.
 O piloto conquistou o primeiro lugar em prova muito disputada.

Se dermos a esse verbo um complemento de valor semântico negativo, a frase ficará mal
formada. Assim, é inadequado dizer

O jogador conquistou um cartão vermelho assim que entrou em campo.


Os infratores conquistaram uma pena severa de dez anos de detenção.

- A expressão Graças a só é compatível com complemento de valor semântico positivo.

Graças à competência dos diretores, a empresa conquistou o primeiro lugar entre as melhores
para se trabalhar.
Se lhe dermos um complemento não positivo, o verbo mudará de sentido:

Graças ao crime organizado, o Brasil ainda não pode ser considerado uma nação de primeiro
mundo.

Nesse caso, ou a expressão Graças a assume valor irônico – com sentido de deboche - ou
ocorreu por parte do autor da frase um equívoco semântico.

No caso deste último caso, devemos empregar outro conector causal, como Devido a.

LÍNGUA PORTUGUESA

GÊNEROS TEXTUAIS
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou seja, uma receita de bolo, apresenta a
lista de ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo).

Tipos
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que existem inúmeros gêneros textuais
dentro das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são estruturas
textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-
argumentativo, expositivo e injuntivo.

Texto Narrativo
apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em:
apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de gêneros textuais
narrativos:
 Romance
 Novela
 Crônica
 Contos de Fada
 Fábula
 Lendas

Normalmente os verbos estão no passado.

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar,
acontecimento. Dessa forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou apresentam
imagens a partir das percepções sensoriais do locutor (emissor). São exemplos de gêneros
textuais descritivos:
 Diário
 Relatos (viagens, históricos, etc.)
 Biografia e autobiografia
 Notícia
 Currículo
 Lista de compras
 Cardápio
 Anúncios de classificados

Normalmente os verbos estão no presente

Texto Dissertativo-Argumentativo
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de
argumentações; são marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese
(desenvolvimento), nova tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
 Editorial Jornalístico
 Carta de opinião
 Resenha
 Artigo
 Ensaio
 Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado

Texto Expositivo
possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como: definição,
conceituação, informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de gêneros textuais
expositivos:
 Seminários
 Palestras
 Conferências
 Entrevistas
 Trabalhos acadêmicos
 Enciclopédia
 Verbetes de dicionários

Texto Injuntivo/ instrucional


aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o
interlocutor (receptor); por isso, apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns
exemplos de gêneros textuais injuntivos:
 Propaganda
 Receita culinária
 Bula de remédio
 Manual de instruções
 Regulamento
 Textos prescritivos
Normalmente os verbos estão no imperativo

MANUAL DE REDAÇÃO PRESIDÊNCIA


Não podemos esquecer que não é lei, e sim uma norma, mas que é seguida em todo o Brasil.

O texto deve ser conciso, transmitindo um máximo de informações com um mínimo de palavras.

A elaboração de correspondências e atos oficiais deve caracterizar-se pela chamado CÍFU P.C.P.:
 clareza,
 impessoalidade,
 formalidade
 uniformidade
 padrão culto da linguagem,
 concisão,
 polidez

O Manual destaca a necessidade de se uniformizar a elaboração dos atos, pois, na redação


oficial, há um único comunicador (emissor), o Poder Público;

Correspondência oficial é aquela:


 que tem origem em órgãos da AP,
 é elaborada por agentes públicos credenciados a falar em nome da instituição
 finalidade tratar de assuntos relacionados ao serviço público.

ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL


Tipos de Correspondência

Correspondência Informal
Particular, familiar ou social.

Correspondência Formal
Possui uma linguagem técnica, pois precisa ser rápida e exata para poupar tempo.

São elas:
 Comercial (empresarial):.
 Oficial: é aquela enviada por órgãos do serviço público para se manterem relações de
serviço de AP.

QUANTO A NATUREZA.
Classificam-se:
 Interna
 externa

Diversamente da particular, a correspondência oficial não põe em relação dois indivíduos, mas sim
dois órgãos públicos, ou um órgão público e um particular, por meio de seus agentes.

Quanto ao Grau de Sigilo são CRUS:


 Confidencial;
 Reservado.
 Ultrassecreto;
 Secreto;

CARACTERÍSTICAS DA REDAÇÃO OFICIAL

Impessoalidade
 ausência de impressões individuais da pessoa que comunica;
 impessoalidade de quem recebe a comunicação:;
 caráter impessoal do próprio assunto tratado:

Formalidade e Padronização
Mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no tratamento do assunto do
qual cuida a comunicação.

É importante salientar que a formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária


uniformidade das comunicações.

Concisão e Clareza
A concisão consiste em expressar com um mínimo de palavras um máximo de informações, desde
que não se abuse da síntese a tal ponto que a ideia se torne incompreensível.

Deve-se evitar, a prolixidade.

Para que se redija um texto conciso, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do
assunto sobre o qual se escreve o tempo necessário para revisá-lo depois de pronto.

A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial.

Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor.
No entanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais
características da redação oficial.

Correção gramatical
é a utilização do padrão culto de linguagem, ou seja, é escrever sem desrespeitar os fatos
particulares da língua e as regras apropriadas para o seu perfeito uso.

Polidez
O texto polido revela civilidade, cortesia.

Correspondência é contato humano e, como tal, deve ser pautada pelos mesmos princípios de
convivência pacífica da vida social.

Formas de Cortesia utilizadas no Fecho da Correspondência Oficial


O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de
saudar o destinatário.

este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades
de comunicação oficial:

 Respeitosamente, para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República.


 Atenciosamente, para autoridades da mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.

Formas de Tratamento e Endereçamento


Nas comunicações oficiais deve-se observar a utilização adequada dos pronomes de tratamento,
considerando-se não somente a área de atuação da autoridade (civil, militar etc.), mas também a
posição hierárquica do cargo que ocupa.

Emprego dos Pronomes de Tratamento

Vossa Excelência, em comunicações dirigidas às seguintes autoridades:


do Poder Executivo:
 Presidente;
 Vice;
 Ministros;
 Secretário-Geral da Presidência;
 Consultor-Geral da República;
 Chefe do Estado-Maior da Presidência;
 Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente;
 Procurador-Geral da República e dos Estados;
 Governadores e Vice;
 Chefes de Estado-Maior das Três Armas;
 Oficiais-Generais das Forças Armadas;
 Embaixadores;
 Secretário Executivo e Secretário Nacional de Ministérios;
 Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
 Prefeitos;
 Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública;

do Poder Legislativo:
 Membros da Câmara e do Senado Federal; T.C;
 Assembleias Legislativas;
 Presidentes das Câmaras Municipais (Vereadores estão fora);

do Poder Judiciário:
 Membros do Tribunais;
 Juízes e Desembargadores;
 Auditores da Justiça Militar.

Acrescenta-se que doutor (Dr.) não é forma de tratamento, e sim título acadêmico.

Seu emprego deve restringir-se apenas às comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau
terem concluído curso universitário de doutorado.

Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

Fica abolido o uso do tratamento Digníssimo (DD) e Mui digno (MD) as autoridades arroladas
acima.
Fica dispensado o emprego do superlativo Ilustríssimo (Ilmo.) para as autoridades que recebem o
tratamento de Vossa Senhoria e particulares.

É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.

Vossa Senhoria é utilizada para:


 autoridades,
 funcionários públicos em cargos de chefia,
 personalidades que tenham alguma distinção,
 diretores de empresas,
 diretores de autarquias e entidades de classe,
 autoridades militares até a patente de coronel, e para os particulares (pessoas com quem
queremos distinguir com respeito e cordialidade).

Vocativo ou Invocação
Não se abrevia o vocativo na correspondência dirigida aos três Chefes de Poder, grafando-se:
 Excelentíssimo Senhor Presidente da República
 Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
 Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal

Obs.: Alguns redatores também não abreviam o vocativo em correspondências para Ministros,
Governadores de Estado, Desembargadores, Prefeitos Municipais e autoridades eclesiásticas de
maior nível hierárquico.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Ex.:
 A Sua Excelência o Senhor Vice-Presidente da República
 A Sua Excelência o Senhor Ministro
 A Sua Excelência o Senhor Presidente do Senado Federal
 A Sua Excelência o Senhor Presidente da Câmara.
 A Sua Excelência o Senhor Governador
 A Sua Excelência o Senhor Prefeito

Endereçamento e Envelope de Correspondência Oficial


No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades obedece aos
seguintes padrões:

Forma e estrutura
Os envelopes para a correspondência externa, ou daquela entre setores internos dos órgãos
públicos situados em localidades diversas a do remetente, deverão conter os seguintes
elementos:
 Forma de tratamento.
 Nome do destinatário, sempre que possível, ou do órgão ao qual se destinar.
 Designação do cargo do destinatário se houver.
 Rua, número, e bairro ou caixa postal, quando existir.
 Código de endereçamento postal, localidade e Estado.
 Nome do órgão remetente, por extenso e respectivo endereço, no rodapé do verso do
envelope.
Obs.: Para a remessa da correspondência serão utilizados envelopes adequados a cada tipo de
documento.

Destinatário
Presidentes da República, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal:

Envelope:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
(nome do Presidente)
Palácio do Planalto
Praça dos Três Poderes 70100-000: Brasília: DF

No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa


Excelência, terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064-900-Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70165-900-Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10ª Vara Criminal
Rua 100 nº 123 Setor Oeste
74000-000: Goiânia – GO

Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares.


No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, nº 123
12345-000: Curitiba.

PADRÃO OFÍCIO
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma:
 oficio,
 aviso
 memorando.

Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos
de padrão ofício.

a Instrução adotou uma diagramação única denominada padrão ofício, contendo as seguintes
partes:
 Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.
 Local e data.
 Destinatário/Endereçamento.
 Assunto.
 Vocativo.
 Texto.
 Fecho.
 Assinatura/Identificação do Signatário.

Exemplos:
tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede:

Mem. 123-MF
Aviso 123-SG
Of. 123-M.M.E

local e data em que foi assinado o expediente, digitado por extenso, com alinhamento a direita.

Exemplo:
Brasília, 23 de janeiro de 2007
Brasília, em 23 de janeiro de 2007.

As datas devem ser grafadas por extenso, sem o numeral zero à esquerda.

Certo: 4 de março de 1998.


Errado: 04 de março de 1998.

O primeiro dia do mês será indicado pelo algarismo 1 seguido do símbolo de número ordinal.

Ex.: Brasília, 1º de julho de 2004.

A identificação do ano não deve conter ponto entre a classe do milhar e a da centena.
Exemplo:
CERTO: 2005
ERRADO: 2.005

Convém que as décadas sejam grafadas em algarismos arábicos, e com a especificação do


século, para que não haja ambiguidades:
década de 1920;
década de 1870.

Destinatário/Endereçamento:
o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida à comunicação.

No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.

Assunto: resumo do teor do documento.

Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

Vocativo:
que invoca o destinatário, segue o mesmo alinhamento dos parágrafos do texto.

Deve ser seguido de vírgula.


Exemplo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Senhor Ministro / Senhor Prefeito,

Texto:
nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a
seguinte estrutura:
 introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto
que motiva a comunicação.
Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que,
empregue a forma direta;

 desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado;

 se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em
parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;

 conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada


sobre o assunto.

Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam
organizados em itens ou títulos e subtítulos.

Fecho:
Deve ser seguido de vírgula e segue o mesmo alinhamento dos parágrafos do texto.
Empregam-se, dois fechos:
 Para autoridades de hierarquia superior: Respeitosamente;
 Para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente.

Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que


atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério
das Relações Exteriores.

Assinatura e Identificação do Signatário: todas as comunicações oficiais, excluídas as


assinadas pelo Presidente da República, devem trazer digitado nome e o cargo da autoridade que
as expede, o nome em caixa alta

o cargo da autoridade que as expede em caixa baixa, logo abaixo do local de sua assinatura.

Exemplo:
(espaço para assinatura)
FULANO DE TAL
Diretor-Presidente

Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do documento.

Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.


Sugere-se transferir para a última página ao menos o último parágrafo do documento.

Forma de Diagramação
Os documentos do Padrão Oficio devem obedecer à seguinte forma de apresentação:
Deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações,
e 10 nas notas de rodapé;

Para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e
Wingdings;

É obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;


Os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel.

Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares
(margem espelha),

 O campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3 centímetro de largura;

 O início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 centímetro de distância da margem
esquerda;

 O campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 centímetro;

Nas margens superior e inferior deve-se escolher 3 centímetro no item Superior e 3 centímetro no
item Inferior.

Deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo,
ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;

Não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado,
sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a
sobriedade do documento;

A impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco.

A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações;

Todos os tipos de documentos do Padrão Oficio devem ser impressos em papel de tamanho A-4,
ou seja, 29,7 por 21,0 centímetro;

Deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto;

Dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado
para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;

Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira:

Tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo


Ex.: Of. 123: relatório produtividade ano 2002

AVISO, OFÍCIO
são modalidades de comunicações oficiais praticamente idênticas.

Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da AP entre si e, no
caso do ofício, também com particulares.

Ofício
Trata-se, de uma forma de comunicação eminentemente Externa.

é expedido para e pelas demais autoridades exceto ministros.

Estrutura

Título:
ofício (a letra O), maiúsculas e o restante em minúsculas, seguido do número sequencial,
ano, sigla da unidade organizacional da instituição.
Todos com alinhamento à esquerda.

Local e Data: 1 centímetro abaixo do código de identificação com alinhamento à direita.


Destinatário: tratamento e designativo do nome civil do destinatário, sempre que conhecido e
confirmado, do cargo ou função ocupado seguidos da Instituição e do endereço.
Assunto: resumo do teor do ofício.
Vocativo: que invoca o destinatário, seguido de vírgula.
Texto: desenvolvimento do assunto, sendo que, com exceção do vocativo e fecho, todos os
demais parágrafos devem ser numerados.

Fecho: respeitosamente ou Atenciosamente, conforme o caso.


Assinatura: titular da unidade organizacional.

Aviso
Quanto a sua forma, o aviso seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que
invoca o destinatário (Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.

aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia,

Exemplo de Aviso:
Memorando
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo
órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes.

Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.

Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos,
ideias, diretrizes etc., a serem adotados por determinado setor do serviço público.

Sua característica principal é a agilidade.

A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade
de procedimentos burocráticos.

Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando


devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação.

Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior
transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada
no memorando.

Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão oficio, com a diferença de que o seu
destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos

Exemplo de Memorando.
TÍTULO: Memorando (iniciais em maiúsculas e o restante em minúsculas), seguida do número de
ordem, ano e da sigla da unidade organizacional.

DATA: 1 centímetro abaixo do código de identificação com alinhamento à direita.

DESTINATÁRIO: Ao Senhor (cargo que ocupa).

ASSUNTO: Resumo do teor da comunicação em negrito.

TEXTO: Desenvolvimento do teor da Comunicação Interna.

Deve ser iniciado a 1,5 centímetro verticais, abaixo do item assunto.


Todos os parágrafos devem ser numerados na margem esquerda do corpo do texto, excetuado o
fecho.
FECHO: Atenciosamente ou Respeitosamente, conforme o caso.
ASSINATURA: Titular e servidor da unidade organizacional,

Exposição de Motivos
é o expediente dirigido ao Presidente e ao Vice para:
 informá-los de determinado assunto;
 propor alguma medida;
 submeter a sua consideração projeto de ato normativo.

Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente por um Ministro de Estado.

Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos
deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de
interministerial.

de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura:


 caráter exclusivamente informativo
 medida ou projeto de ato normativo.

caráter exclusivamente informativo


simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura
segue o modelo o padrão ofício.

Exemplo
{{Pause=?25}}
medida ou projeto de ato normativo
embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de outros comentários julgados
pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
 na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo
proposto;
 no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo ideal para se
solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
 na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser
editado para solucionar o problema.

Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente


preenchido,.

No anexo, encontramos:
 uma avaliação profunda e direta;
 o problema a ser enfrentado e suas causas;
 a solução que se propõe, seus efeitos e seus custos;
 alternativas existentes.

Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (servidores):


não é necessário o encaminhamento do formulário de anexo à exposição de motivos.

Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos requisitos básicos da
redação oficial deve ser redobrada.

A exposição de motivos pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso ou ao


Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.

Mensagem
 instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as
mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Legislativo para informar sobre fato
da AP;
 expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;
 submeter ao Congresso matérias que dependem de deliberação de suas Casas;
 apresentar veto;
 fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e
da Nação.

Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência, a cujas assessorias
caberá a redação final,

As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso têm as seguintes finalidades:


 projeto de LOA., complementar ou financeira.
 MP.
 indicação de autoridades.
 pedido de autorização para o Presidente ou o Vice se ausentarem do País por mais de 15
dias.
 atos de concessão e renovação de de emissoras de rádio e TV.
 contas referentes ao exercício anterior.
 abertura da sessão legislativa.
 comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
 comunicação de veto.
 Outras mensagens

Forma e Estrutura das mensagens

As mensagens contêm:
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem
esquerda:
 Mensagem número

- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no


início da margem esquerda;
 Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado,

- o texto, iniciando a 2 centímetro do vocativo;

- o local e a data, verticalmente a 2 centímetro do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir


seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente, não traz identificação de seu
signatário.

Ex.

A estrutura do documento apresentado é adequada à composição de um ofício.


tentem-se para a ESTRUTURA e não as informações contidas no documento, é o que pede o
item.

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