CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL UniPinhal

ENFERMAGEM

ANDERSON LUIZ DIONISIO LUIZ GUSTAVO LOPES DE ARAUJO GRASSI

HUMANIZAÇÃO E A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA

ESPIRITO SANTO DO PINHAL- SP 2011

2

ANDERSON LUIZ DIONISIO LUIZ GUSTAVO LOPES DE ARAUJO GRASSI

HUMANIZAÇÃO E A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA

Projeto de Pesquisa apresentado como parte da exigência para obtenção do título de enfermeiro ao Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal, sob orientação da professora Roberta Mara Gonçalves e Magda Cristina Zanforlin Inada

ESPÍRITO SANTO DO PINHAL – SP 2011

3

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..................................................................................................4

1. JUSTIFICATIVA................................................................................................9

2. OBJETIVOS....................................................................................................10 3.1- OBJETIVO GERAL.......................................................................................10 3.2 OBJETIVO ESPECIFICO...............................................................................10

3. HIPÓTESE DA PESQUISA.............................................................................11 4. MATERIAL E MÉTODOS................................................................................12 5. CRONOGRAMA DA PESQUISA....................................................................13 6. REFERÊNCIAS...............................................................................................14

8. APÊNDICE.......................................................................................................16 8.1- APÊNDICE A- Questionário aplicado pelos pesquisadores a equipe...................................................................................................................17 8.2- APÊNDICE B - Questionário aplicado ao idoso........................................20

9- ANEXOS...........................................................................................................21 9.1- ANEXO A- Folha de rosto para pesquisa envolvendo seres humanos..............................................................................................................22 9.2- ANEXO B- Formulário de encaminhamento para pesquisa com seres humanos..............................................................................................................23 9.3- ANEXO C – Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE)...........24

4

9.4- ANEXO D – Termo de ciência dos esclarecimentos fornecido pelo CEPex...................................................................................................................25

Chegar a terceira idade em um contexto sócio econômico desfavorável com as projeções demográficas apontando a explosão idosa no terceiro milênio em face das possibilidades do aumento do tempo de vida e das adversidades sociais segundo Lenardt et al (2006) exige uma tomada de consciência de que o processo de envelhecimento é uma realidade próxima de todos. et al. Até o momento não se descobriu como ele evolui nos diversos sistemas do nosso corpo. havia cerca de 204 milhões de idosos. no período de 26 de julho a 6 de agosto de 1982 com representantes de 124 países.esse plano de Ação foi um dos mias importantes documentos de estratégia e recomendações nos aspectos sociais culturais e econômicos no processo do . 2006). Em 1998. Segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE) o Brasil é considerado um país jovem. em 2005 o país poderia ocupar o sexto lugar do ranking de pessoas acima de 60 anos (Figueiredo. O crescimento da população de idosos está acontecendo no mundo todo e ocorrendo em níveis sem precedentes. alcançando 579 milhões de pessoas (CARNEIRO. isso não quer dizer que envelhecer significa adoecer. no ano de 2000 havia 12 milhões de idosos. menos de cinco décadas depois esses números aumentaram para quase oito milhões. é visto como um processo cumulativo que se torna irreversível. 2007).Áustria. ou como retardá-lo ( LENARDT. A organização das Nações Unidas (ONU) em sua primeira assembléia sobre o envelhecimento foi um marco mundial que iniciou as discussões direcionadas aos idosos ocorridos em Viena . universal. muitas pessoas conseguem chegar a velhice conservando a saúde. podendo levar o individuo a incapacidade de desenvolver algumas atividades antes realizadas rotineiramente. e desse modo questões relativas ao envelhecimento têm se tornado um assunto de extrema relevância e apesar dos esforços realizados pela ciência o processo de envelhecimento do ser humano ainda não é preciso apenas se sabe que ele é silencioso inevitável e não ocorre de maneira uniforme. uma crescente parcela da população brasileira vem avançando a velhice. Em 1950. Envelhecimento segundo Tier et al (2004) é a deteriorização do organismo maduro. et al.5 Introdução Atualmente.foi nesse fórum que se estabeleceu um plano de Ação para o envelhecimento publicado posteriormente em Nova Iorque em 1983. Santos e Tavares 2009).

negligência. Muitas vezes os idosos sofrem maus tratos. laser e cultura. educacionais. casa de repouso. fisioterapia. Prestar cuidados à saúde conforme a necessidade do idoso promovendo atividades esportivas. et al. geriatria e ancionato – devem proporcionar serviços nas áreas: social. pois não basta a dedicação extrema ao idoso e o conhecimento das suas necessidades básicas. A instituição de longa permanência é um estabelecimento para atendimento integral institucional.6 envelhecimento. 2005). 2007). famílias brasileiras de renda inferior a dois salários mínimos.de vários princípios estabelecidos alguns se destacaram com a estipulação da família como unidade fundamental protetora e mantedora dos idosos (Rodrigues. conhecidas por varias denominações – abrigo. cujo público alvo são pessoas com 60 anos ou mais dependentes ou não. fornecer vestuário se for pública e alimentação suficiente. optam por internar seus idosos em instituições asilares quando têm esgotado a capacidade de fornecer os cuidados necessários. medica. Sendo assim o atendimento ao idoso devem oferecer instalações físicas com condições adequadas de habitabilidade. O profissional precisa buscar fontes diferenciadas para o conhecimento necessário que é fundamental para o cuidado que ele tem com essa clientela. violências no seio familiar e nas instituições. o objetivo que acreditam existir nelas contribuem para a autonomia do idoso. a direção que as pessoas percebem em suas vidas. Em geral. de psicologia. A enfermagem necessita perseguir duas coisas: a percepção dos significados de cuidado e a direção que esse saber dá a vida do idoso. enfermagem. O despreparo dos profissionais que cuidam dos idosos institucionalizados é visível. asilo. terapia ocupacional. et al. odontologia e outras áreas conforme a necessidade (ANDRADE. et al. lar. 2006). físico e priva suas necessidades básicas ou omitem o ato de cuidar pode ser considerada violência (Vieira e Figueiredo 2009). Estas instituições. . manter o quadro de funcionários com formação especifica (LENARDT. toda situação que ocasiona danos psicológicos. O profissional deve ter como principio que é o orientador da promoção do cuidado do mesmo.

pois favorecem a interação entre os membros residentes. entre elas a depressão. estilo de vida. das aspirações pessoais do individuo. O estatuto do idoso em seu artigo 49 incentiva “o atendimento personalizado e a criação de pequenos grupos”. a interação social. o suporte familiar e o próprio estado de saúde. todas as suas capacidades. Segundo Silva (2009) a implantação de serviços de baixa complexidade com o programa de visita domiciliar permite a realização de propostas e modalidades de serviços e a interação com a família. a capacidade.7 O cuidado exercido pelos profissionais deve proporcionar autonomia e independência minimizando as incapacidades e reduzindo os sofrimentos. O idoso internado é forçado a aprender a conviver com desconhecidos deixando para trás seu estilo de vida pessoal e de viver seu cotidiano. possibilitando auxilio na adaptação do idoso (Bessa e Silva. Tais atividades são importantes em Instituição de longa permanência (ILP). 2006). ajuda a enfrentar o envelhecimento de forma digna. paixões e idéias. utilizando a criatividade. Nesse contexto o residente em Instituição de longa permanência (ILP) reconstroem seu cotidiano e o faz funcionar todos os seus sentidos. além de valores culturais. é um conceito subjetivo dependente do nível sociocultural. o conhecimento adquirido por experiências já vivenciadas e a avaliação do grau de especificidade e o multi-dimensionalidade do atendimento deste cliente. 2008) Fatores como as limitações físicas e a dependência funcional verificadas em residentes em ILPI. . o estado emocional. Portanto varia de autor para autor e. a satisfação com o emprego ou com atividades diárias e o ambiente que vive. Vecchia et al (2005) relatam que o conceito de qualidade de vida esta relacionado à auto estima e ao bem estar pessoal e abrange vários aspectos como a capacidade funcional. Santos (2000) aponta que a enfermagem deve abordar o cuidado com uma visão holística sobre o paciente idoso. associam-se ao isolamento e a negação no intuito de diminuir a percepção de um ambiente que não lhe é agradável e afeta profundamente seus sentimentos contribuindo para o desenvolvimento de doenças. o auto cuidado. éticos. além disso. (Lenardt et al. sentimentos. religiosos. da faixa etária. habilidades.

psicológicos e sociais que influenciam na saúde delas. para liderar e direcionar o trabalho destes profissionais (Andrade et al. universal a serviços e ações de promoção prevenção e recuperação (Aguiar e Motta. este trabalhador tem condições de tornar este cuidado/atendimento/assistência mais humanizado. No artigo 196 da Constituição Brasileira está incorporada uma a concepção ampliada de saúde entendida com direito a cidadania. onde existe profissional de nível médio: técnico e auxiliares em enfermagem e outros profissionais que realizam outros cuidados é necessários a presença de um enfermeiro. estabelece que as praticas de cuidado aos idosos exigem uma abordagem global. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI). levando em consideração a grande interação entre fatores físicos. De acordo com a Lei 7498/86 que regulamenta o exercício profissional no seu artigo 11. acolhedor. avaliativo e integral podendo contribuir na melhoria da qualidade de vida do idoso institucionalizado. O enfermeiro desenvolve suas atividades junto a pessoa idosa por meio de um processo de cuidar que consiste em olhá-la. coordenação. visando a melhoria a qualidade de vida do mesmo (Shiratori et al 2009). garantindo mediante políticas sócias e econômicas que visam a redução de doenças e ao acesso igualitário. Essa concepção de cuidar prevê a interação das multidimenções . organização. A enfermagem enquanto responsável para a estruturação do conhecimento das respostas humanas aos problemas de saúde tem o intuito de propiciar ao doente as melhores condições para que a natureza aja sobre ele. além da importância do ambiente em que elas estão inseridas.8 No artigo 3° do Estatuto do idoso a enfermagem deve encontrar meios para ajudar. O enfermeiro necessita estar presente no contexto multidisciplinar. considerando todos seus valores. interdisciplinar e multidimensional. Quando o enfermeiro atua junto à pessoa idosa. A saúde deve ser compreendida com um direito de todos e dever do Estado. inciso I consta ser atividade privativa do enfermeiro: planejamento. 2005). execução e avaliação dos serviços de enfermagem. ensinar e orientar a família sobre esta fase da vida pela qual o idoso esta passando. 2007). instituído pela Portaria n° 2528 de outubro de 2006. O modelo de classificação da enfermagem para descrever e para desenvolver um plano de cuidados fundamentado cientificamente é a identificação dos diagnósticos de enfermagem.

a equipe passa a cuidar do cliente com respeito e dignidade. a criação de condições para identificação. as relações devem estar baseadas no amor ao próximo para que a humanização possa se tornar uma realidade no cotidiano (Amestoy. ainda. O conceito de humanização idealiza dignidade e respeito a vida humana e enfatiza a dimensão ética na relação entre pacientes e profissionais da saúde. a comunidade em parceria dos órgãos públicos deve realizar ações de apoio e acompanhamento do trabalho executado (Andrade. . que é a administração dos ressentimentos. além de mudanças internas nos trabalhadores. como a capacidade de se colocar no lugar do outro. Cuidar é permitir a possibilidade de um encontro dialógico. alterações no ambiente de trabalho. ou seja. para promoção de uma vida saudável e ativa por meio das utilizações e condições da capacidade do idoso visando seu continuo desenvolvimento pessoal (SANTOS et al. Vaitsman. O trabalho é fundamental e deve ser encarado como fonte de satisfação e prazer e não de sofrimento. Entre as ações do projeto de humanização esta a avaliação de satisfação dos usuários e dos profissionais que envolvem três aspectos fundamentais: a capacitação dos profissionais. ocupação. quanto mais intima a relação enfermeiro-paciente. A humanização do ambiente de trabalho é um subproduto da necessidade de incorporar o amor nas relações profissionais e interpessoais. A maioria dos profissionais considera o não envolvimento emocional como uma maneira de cuidar de si. responsabilização e envolvimento afetivo com o ser cuidado. avaliação. 2005). 2008). como estratégia de defesa. por isso. 2006).9 do viver da pessoa idosa. mais propicia o profissional a compartilhar os sentimentos com o paciente. ele reduz o contato como doente. Segundo Fragoso (2008) cuidar é na realidade uma atitude de preocupação. Schwartz e Thofehrn. Entendido. são necessárias concomitantemente. entre o ser que cuida e aquele que é cuidado. esse encontro é que se descobre o refugio nas práticas de cuidar. Então. e participação ativa na busca da qualidade de serviço. evitando envolvimento emocional.

2009). É preciso saber que envelhecer é um processo individual inevitável de todo o ser vivo. é necessário ir à busca do conhecimento interno em busca da beleza interior quando já não se tem mais familiar que por muitas vezes estão ocupados no trabalho e se esquecem de quem muitas vezes o apoiou. que apesar de todos os problemas e as dificuldades da idade eles percebem a velhice como um processo dinâmico e positivo. crescer e de aprender. não patológico que pode incapacitar e diminuir o desenvolvimento do organismo maduro em realizar certas atividades. Para Tier (2004) o envelhecimento pode ser considerado um processo cumulativo. se faz necessário um esforço físico e espiritual para aceitar as dificuldades que terão que enfrentar com o avanço da idade. Segundo Figueiredo (2009) o envelhecimento é um ritual de passagem da vida para a morte essa passagem pode ser antecipada por vários fatores não dando tempo para o envelhecimento quando se tem a possibilidade de passar e estender a vida no seu curso natural há a possibilidade de viver. Envelhecer é um processo continuo que quando não interrompido leva ao estado de velhice e ocorre de forma individual e diferente em cada pessoa. irreversível. Para se definir um individuo como idoso podemos nos embasar em critérios de caráter biológicos a partir dessa noção biológica é possível demarcar o declínio . Relata ainda que atingir a velhice é um momento importante da vida situada no continuo nascimentomorte.10 Capitulo 1 Instituição de longa permanência e idoso: definições Com o passar dos anos pode se verificar uma mudança significativa na aparência dos indivíduos tanto morfológica como funcionais tais mudanças se tornam parte de um processo natural comum entre todos os organismos vivos. quando seu corpo já cansado de tanto trabalhar já não tem mais a força para desenvolver atividades lucrativas e quando já não são mais companhia para os jovens e os adultos não doam mais seu tempo para eles (FIGUEIREDO. o envelhecimento. envelhecer não significa adoecer muitas pessoas conseguem chegar à velhice preservando o um bom estado de saúde. Santos (2000) se refere à fisiologia do envelhecimento que os idosos são seres humanos capazes de se adaptar. ver e sentir o envelhecimento. universal. 2008). Com relação as mudanças torna-se visível a redução funcional e as dificuldades para responder a estímulos (SOUZA.

Segundo dados do Ministério da Saúde Brasileiro no artigo 1° instituíram o individuo idoso com idade igual ou superior a 60 (sessenta) ano. O limite de idade para se considerar uma pessoa idosa pode variar sendo consideradas as variações de sociedade para sociedade e não levarmos em conta apenas fatores biológicos e sim também ambientais. podendo ser um processo dinâmico progressivo onde ocorrem mudanças morfológicas e funcionais. Para Cupertino (2007) envelhecer é um processo multidimensional. Devemos considerar as mudanças na estrutura etária da população sendo o envelhecimento o estado de uma pessoa acima de certa idade. Alguns genes apresentam ações próprias em varias fases da vida. entre tanto devemos lembrar que a questão é um pouco mais complexa sendo o biótipo característico de cada individuo.11 físico podendo classificar o individuo como velho. sendo assim envelhecer seria a continuação do programa de diferenciação tendo como final a morte. Não apenas mudanças físicas /biológicas pressupõem a velhice. 1999). 2003). mas também alterações psicológicas e sociais individuais podendo variar e se modificar precocemente ou não (STAMATO. a decadência fisiológica do sistema se inicia após a terceira década de vida e pode sofrer interferências do fator genético individuais.alguns parâmetros políticos assumem a idade cronológica como um critério universal e classificam essa categoria (CAMARANO. é delimitado como a última fase da vida que incluem perdas e restrições tanto no aspecto psicomotor com na vida social. Alguns . bioquímicas e psicológicas que dificultam a adaptação do individuo no seu habitat. Lopes (2007) separa a definição de idosos por entre países mais desenvolvidos e a menos desenvolvida sendo a primeira considerada pessoas com idade superior ou igual a 65 anos e a segunda consideradas pessoas idosas com idade igual ou superior a 60 anos. científicos e econômicos (CARVALHO. Do ponto de vista fisiológica envelhecer está caracterizado por uma limitação da capacidade do organismo de manter o equilíbrio do sistema. Prado (2006) compreende o processo de envelhecer como processo de transformação do organismo que ocorrem após a maturidade sexual e que acometem gradualmente a sobrevida. aumentando a vulnerabilidade e a incidência de patologia que podem levá-lo a morte. Para Matheus Neto (2000) o envelhecimento pode ser definido como a diminuição da capacidade de sobreviver. 2007).

altitude. sendo esses fatores intrínsecos. 2008). Sobre outros fatores importantes estão relacionados imunidades. Camarano (2010) refere-se a instituição de longa permanecia (ILP) inicialmente ligadas a asilos voltado ao atendimento da população desfavorecida que necessitam de abrigo e da ajuda cristã frente a falta de políticas publicas. O idoso pode ser forçado a aprender a conviver com pessoas totalmente desconhecidos após longa trajetória de vida convivendo com aqueles com mantinha laços familiares. O que evidencia que esse avanço apenas protege a população da morte prematura. habilidade motoras. Diante . As instituições de longa permanência não devem ser colocadas como uma instituição onde se perdem os direitos de exercer cidadania ou como presídios defendidos como cárcere privado. Alguns fatores ambientais contribuem para que ocorra o envelhecimento como alimentação. uma vez que seu quadro físico e neurológico esteja preservado. radiação. é de livre demanda que ele queira e utilize seu direito de passar algum tempo fora da instituição junto à família. Fatores intrínsecos são particulares a cada espécie com as mudanças tecnológicas e avanços da ciência e da medicina têm prolongada a expectativa de vida. células e fenômenos relacionados ao humor. idéias e expectativas (BESSA. Instituições para idosos segundo Matheus Neto (2002) é referida como locais de abando de idosos locais mal cheirosos depósitos de velhos onde eles nem sabem o que os aguarda. doenças renais e hepáticas adquiridas por excesso do álcool e fumo. 2008). entre outros. os idosos devem exercer o direito de ir e vir e permanecer garantidos e constituídos pela legislação. paixões. Essa idéia é sempre ligado aos pensamentos de todos. (PIRES. Na maior parte do mundo os asilos foram criados para atender idosos sem condições do auto cuidado. ligações cruzadas entre macromoléculas.12 fatores que influenciam ao envelhecimento são as agressões sofridas pelas células ao longo da vida por fatores diferenciados provocando mutações ao acaso em alguns genes. por não adotar atitudes e abusos cometidos pelo homem muitas vezes tendo um ciclo de vida interrompido por acidentes de trabalho e automobilístico. de amizade deixando para trás seu estilo de vida pessoal e cotidiano é nesse contexto que o idoso institucionalizado desperta de maneira mais nítida seus sentimentos suas capacidades intelectuais. temperatura.que passa por dificuldades financeiras ou sem apoio familiar. porém a duração da vida humana não ultrapassa 115 anos. Levando em consideração a sobrevida da mulher. em relação ao homem.

que não disponham de condições para permanecer com a família ou em seu próprio domicilio. aqueles que não têm família. terapias ocupacionais. Sem dúvidas. enfermagem fisioterapia.13 das dificuldades financeiras e a falta de moradia a redução do outro cuidado e as capacidades cognitivas os asilos na maioria filantrópicos requer uma mudança no papel de assistência social e se entregue a rede de assistência a saúde. Observando as mudanças que ocorreram principalmente no papel da mulher a principal cuidadora dos membros da família. o melhor local para se ter uma boa qualidade de vida na velhice é o lar representado pelo seio familiar. vários aspectos devem ser avaliados devido à grande mudança que ocorreu na sociedade atual e suas mudanças culturais onde as famílias se dissolvem e são substituídas com maior freqüência por outros. casas de repouso. 2008). muitas vezes forçada a se inserir no mercado de trabalho para ajudar nas despesas domésticas ou como meio de conquista de sua satisfação pessoal e de garantir sua própria suficiência. Estas instituições são conhecidas por várias denominações. lar da terceira idade clinica geriátrica. e serviços médicos. para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos dependentes ou não de cuidados. mas nem sempre tem correspondência com a realidade atual existem inúmeros motivos para se realizar a . Que atende idosos com dependência de cuidados e idosos independentes. Instituição de longa permanência para Andrade et al (2005) é um estabelecimento para atendimento integral institucional. como instituição de moradia coletiva que fornece moradia alimentação. ancionato. vestuário. Entretanto. A instituição de longa permanência desenvolve papeis de atendimento relacionado ao cuidado do idoso nas diferentes necessidades de cada um dos residentes na intenção de minimizar e prevenir morbidades além dos papéis sociais no convívio no ambiente interno da instituição como em relações de base afetiva e aceitação mútua e com a comunidade (SANTOS et al. Colocado na Política Nacional do Idoso a Lei N°8842/96 refere-se ao atendimento em instituições de longa permanência deve ser um atendimento prestado ao idoso que não disponha das condições necessárias a manutenção de sobrevivência ou institucionalização. asilo. Entende-se a ILPI. medica. essas instituições devem prestar serviços no cunho social. odontologia. e outras áreas conforme segmentos etários. de psicologia. sem apóio familiar ou recursos financeiros que necessitam de cuidados. abrigo.

Para Barreto e Giatti (2003) as perspectivas de crescimento da população economicamente ativa (PEA) aponta que a população que mais cresceu no período de 1980 e 1990 foi a de 25 a 49 anos. 2008). o próprio estado de saúde. o estado emocional. 2009). Para Veras (2007) a expectativa media de vida do brasileiro se amplia de tal forma que grande parte da população atingirá a velhice. a população idosa com mais de 80 anos também esta aumentando alterando a composição do próprio grupo. a população idosa também está envelhecendo. elas estão mais sujeitas a deficiências físicas e mentais do que a população masculina. o estilo de vida e o ambiente onde se vive (VECCHIA.4 % eram do sexo feminino. o suporte familiar. Estudos apontam que idosos que . a atividade intelectual. A viuvez tem sido apontada em geral como sinônimo de “solidão”. No Brasil a população maior de 60 anos em 1940 era de 4%. o nível de socioeconômico. A feminização da velhice aponta que em 1996 dos 12. o autocuidado. Segundo Camarano (2002) o envelhecimento da população hoje é um fenômeno mundial. os valores culturais éticos e religiosos. da mortalidade infantil e também da mortalidade em idades mais avançadas (MELO et al. uma delas diz respeito ao fato de que as mulheres vivam mais que os homens.4 milhões de idosos 54. entre 2000 e 2020 será o segmento correspondente as pessoas acima de 50 anos. que significa um crescimento muito elevado de população idosa em relação com os demais grupos. além disso. Segundo Peixoto (1997) a morte do conjugue pode ser uma tragédia ou uma liberação. et al 2005). a interação social. a predominância da população feminina idosa tem repercussões importantes nas demandas por políticas públicas.14 quando há o aumento da demanda do cuidado com o idoso do grupo familiar (PIRES. Capitulo 2 Longevidade da População Brasileira A humanidade esta passando por um processo de mudança populacional chamado por “transição demográfica” onde houve a redução da fecundidade. A qualidade de vida está relacionada à auto estima e o bem estar pessoal e abrange uma serie de aspectos como a capacidade funcional. em 1996 foi para 8%.

Cerca de 25% da população de idosos que vive nas regiões metropolitanas trabalham. podendo alcançar em 2010 a expectativa de 9. como vacinas. reduzindo a dependência e valorizando sua contribuição à sociedade (VERAS. possuem maior renda e escolaridade em relação aos que deixaram de trabalhar. Essa participação na vida produtiva contribui para mudar o papel do idoso dentro da família.2%.25 anos em 1995 e deve alcançar 77. projeções até 2020 é aumentar está diferença para 7 anos (MELO et al.7 anos.95% da população era de idosos. O aumento do número de idosos tem sido acompanhado por um acréscimo significativo nos anos de vida da população. O processo de transição demográfico se iniciou em 1940 quando começou as novas tecnologias. percentual que pulou para 8. passou para 50. já para os anos de 2010 a 2020 irá alcançar a taxa de 3. 1995). . onde há um aumento da renda e favorece um maior tempo ativo no mercado de trabalho. nos últimos 30 anos a pirâmide etária está tendo uma crescente participação de idosos.15 permanecem trabalhando são mais jovens. No Brasil. Segundo Melo et al (2009) dados do IBGE apontam que no Brasil na década de setenta 4. esse fator é determinante para maior sobrevida e na qualidade. como houve um declínio na mortalidade a população teve um ganho de dez anos na esperança de vida ao nascer entre os anos de 1940 e 1960. chegou em 66. tinham 6 anos a mais de chance de viver.99 anos em 1990. principalmente nos países pobres e de grande desigualdade social tornando predominante as doenças crônicas e suas complicações (TAVARES e JUNIOR. Para Berquó e Baeninger (2000) a evolução da população brasileira vem se destacando nas cinco ultimas décadas por mudanças nos níveis de mortalidade e fecundidade. ou seja. 2006).47% na década de noventa.08 em 2020/2025. antibióticos e medicamentos além da expansão do sedentarismo básico. em 1980 enquanto era de 59 anos a esperança de vida dos homens as das mulheres correspondia 65 anos. a esperança de vida que em 1950/1955 era de 33.8% ao ano. Desde 1950 as mulheres têm uma esperança de vida maior que os homens. 2009). alargando seu ápice. Assim em 1980 a mortalidade havia caído para menos da metade observada em 1940 (DUCHIADE. 2007) O processo de envelhecimento vem sendo um dos maiores desafios para a saúde pública.

ainda. com a falta de assistência e de atividades de laser. Quanto ao envelhecimento da população em breve o país ocupara uma posição de destaque quanto ao número de pessoas idosas. comando. nas ruas e dentro das áreas de serviço de saúde. 2007). Preservar a autonomia e envelhecer sem capacidades é um fator indispensável para uma boa qualidade de vida. dependência e independência pelos profissionais que trabalham na área da saúde. gerando qualidade aos anos adicionais de vida (VERAS. com medos e depressão. ser um idoso incapacitado significa que ele vai depender de atenção e de cuidados dispensados por outras pessoas. Com o aumento da idade aparecem as doenças crônicas características entre elas diabetes. Quanto à independência e dependência é considerado como estado em que a sua existência esta sempre relacionada a alguém ou a algo. com o abandono em hospitais ou asilos. em 2020 já seremos o sexto país do mundo em números de idosos com uma população superior a 30 milhões de pessoas. como autonomia. O profissional que lida com pessoas idosas deve estar preparado para identificar a capacidade do indivíduo de se adaptar ao seu meio. trata-se de uma explosão demográfica facilmente visível aos nossos olhos. A capacidade de decisão. Hoje o Brasil é considerado um jovem país de cabelos brancos. as projeções mais conservadoras indicam que. independência e de dirigir sua própria vida é um conceito defendido como autonomia. o indivíduo sempre irá depender de alguém ou de alguma coisa para realizar alguma tarefa. medicações contínuas e exames periódicos. Existem conceitos que são amplamente discutidos. A nova realidade aponta para a urgência de mudanças e inovação nos paradigmas de atenção à saúde da população idosa. todo ano 650 mil novos idosos é incorporado a população brasileira e muitos deles com doenças crônicas e algumas limitações exigindo cuidados constantes. hipertensão e doenças reumáticas. todo o tipo de obstáculos para assegurar alguma assistência por meio de planos de saúde.16 O crescimento da população idosa no Brasil está bastante acelerado. ou seja. realizando atividades rotineiras e deve também reconhecer as atividades básicas diárias de . Os idosos vivem cotidianamente angústias com a desvalorização das aposentadorias e pensões. e sofrem.

Essa compreensão diferenciada é fundamental para se prestar uma assistência de qualidade. não é incomum que após algum agravo no estado funcional e fisiológico do idoso que seus familiares retirem a sua autonomia.17 uma pessoa afetada pela idade tendo limitações que podem ser progressiva. 2001). que associam a perda física à perda da capacidade intelectual e de decidir o rumo de sua vida (DUARTE. . temporário ou permanente (MANCUSSI e FARO. estável. 2001).

além de favorecer a criação de vínculos que melhorem a e valorizem a dignidade do usuário de dos profissionais de saúde. O idoso tem todos os direitos fundamentais reservados à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral de que diz respeito no Art. com a intenção de atender e realizar atendimentos e integrais da saúde devido à grande demanda subjetivas manifestada pelos usuários e trabalhadores. Verificando as atuais mudanças a que está passando a sociedade consta a preocupação de todos ao que se refere às pessoas idosas e o cumprimento das leis que os protegem e resguardam seus direitos. 2008). A humanização do cuidado predetermina ações como integralidade. que é atividade privativa do Enfermeiro: a organização. por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS) é assegurado ao idoso à atenção do cuidado integral que lhe garanta acesso universal e igualitário em todos os segmentos de serviços prestados à atenção e a saúde de caráter preventivo. No contexto multidisciplinar é necessário introduzir o enfermeiro nas instituições de longa permanência regulamentando exercício profissional na Lei 7498/86 constando no artigo 11 inicio1. porém essa realidade não está presentes em muitas unidades prestadoras de serviços voltados a idosos. proteção e recuperação da saúde. Amestoy (2006) relata que no ano de 2000 o Ministério da Saúde brasileiro implantou o programa Nacional de Humanização da Assistência e em seguida a Política Nacional de Humanização. (ANDRADE et al 2005).15 do Estatuto do Idoso e lhe assegura todas as facilidades e oportunidades para preservação de sua saúde física e mental em condições de liberdade e dignidade além do exercício de sua cidadania.18 Capitulo 3 A Legislação. Na revisão de Motta (2007) sobre o estatuto do idoso Lei10741/2003/destaca a interconexão entre intersetorialidade e dos direitos a saúde. coordenação. . equidade. o planejamento. universalidade. Uma das maiores preocupações se refere às instituições de longa permanência que vem se multiplicando a cada dia devido ao aumento significativo da população idosa e as dificuldades de seus familiares em relação ao cuidado (SANTOS et al. o Enfermeiro e o bem estar do residente. execução e avaliação do serviço de enfermagem onde houver atendimento de nível técnico auxiliar ou outros profissionais que realizem cuidados. promocional.

o enfermeiro dentro da instituição pode tornar o cuidado mais humanizado. políticos. é necessários profissionais que desenvolvem habilidades emocionais dotados de sensibilidade para interpretar a necessidade de cada individuo evitando a mecanização do atendimento. sociais e individuais garantidos na Constituição e nas leis. avaliador. Para se desenvolver um bom trabalho dentro dessas instituições é necessário o bom entendimento do processo de envelhecimento determinando ações de cuidados voltados à necessidade individual e coletiva. 2000). A qualidade de vida vem sendo reconhecida como tema importante da promoção da saúde discutido por organizadores do grupo de qualidade de vida da organização mundial da saúde defendida como a percepção de cada individuo de sua posição na vida. podendo oferecer um cuidado humanizado e diferenciado (AMESTOY. 2006). a vida ativa e independente. nível socioeconômicos fatores emocionais. Segundo Pessini (2005) a humanidade está experimentando uma grande transformação demográfica sem precedentes. ao respeito e à dignidade no Art. dando prioridade aos cuidados aos idosos. dando suporte para o auto cuidado.10 do Estatuto do Idoso consta como obrigação do Estado e da sociedade garantir aos idosos a liberdade. e integral contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do residente (SANTOS. A Organização Mundial da Saúde refere o grande crescimento da expectativa de vida como um fenômeno global e que em 2050 a população maior que 60 anos passará de 600 milhões para quase dois bilhões com um aumento de 10% para 21% da população. 2007). suporte familiar além . sistemas de valores e expectativas (CARNEIRO. É preciso verificar o papel do enfermeiro mesmo dentro de instituições preparadas com equipamentos e estruturas voltadas aos cuidados com o idoso. o respeito e a dignidade como pessoa humana e respeitar seus direitos civis. Com esse crescimento. dando suporte à família mantedora com ações sociais sem menção de esforços para busca e conquista de novas políticas e programas que realizem um trabalho de assistência digna em qualquer estágio conservando sua dignidade na vida comunitária e social (SANTOS. Vecchia (2005) relata que o conceito de qualidade de vida pode estar diretamente ligado a auto-estima do individuo e ao seu bem estar pessoal e está relacionado à capacidade física. 2008). surge a necessidade de se discutir a gerontologia e o avanço da enfermagem gerontológica.19 Do direito à liberdade.

encontrando meios para ajudá-los orientando e ensinando como enfrentar essa fase da vida pela qual seu familiar está passando. consumidor. mas também estilos de cuidado e expressões padrões. Chegar ao estágio de vida mais avançado não é uma tarefa fácil e de repente ter que deixar o convívio familiar e sair do ambiente rotineiro e se afastar das relações mantidas com os amigos para se isolar em um asilo pode ser muito traumático para a maioria dos idosos. usuário. Ao se refletir sobre o processo de cuidar de um indivíduo vivente em uma instituição de longa permanência podemos verificar que esse processo envolve não apenas questões como atitude. É necessária uma visão global estrutural e avaliativa para se desenvolver um atendimento humanizado no contexto da estrutura e do ambiente no qual o profissional está inserido. Na área da saúde o conceito de humanização vem com propósito vinculado ao paradigma de direitos humanos exposto de maneira individual e social e citando o sujeito como. É necessário ter a consciência de que essa é uma etapa . 2009).20 do próprio estado de saúde e valores agregados. Esse conceito é defendido por diversos autores de maneiras variável sendo um conceito subjetivo e depende de várias outras relevâncias como a própria perspectiva pessoal de cada individuo. quando ainda estão dentro de suas faculdades mentais apresentando apenas algumas limitações provindas da idade avançada às quais os próprios familiares não compreendem e nem mesmo assumem a tarefa de viver com eles. Referindo ao assunto está o despreparo da família economicamente e a falta de políticas públicas voltadas à assistência da pessoa idosa. lembrando que ele tem direito a uma vida digna e como ela pode encontrar caminhos para manter a saúde e a qualidade de vida dentro do convívio familiar. culturais éticos e religiosos e também do próprio estilo de vida. Shiratori et al (2009) demonstra que a enfermagem tem condições de atuar frente às adaptações da família que convive com o idoso. 2005). cliente com a idéia de dignidade e respeito à vida humana (VALTSMAN e ANDRADE. percebidos por diversos e diferentes sentidos da maneira de realizar o cuidado. A família nem sempre tem o preparo cultural e afetivo para dispor de tempo e paciência para auxiliar e se adaptar com a vivência domiciliar com indivíduos que apresenta lapsos de memória ou tem alguma dificuldade em desenvolver atividades que rotineiramente seriam de fácil execução e suas vivencias repetidamente contadas por eles (FIGUEIREDO.

. da sociedade e do Estado garantir que esses direitos sejam cumpridos garanta sua participação na sociedade defendendo sua dignidade bem estar e o direito a vida (RODRIGUES 2007). alterações no seu estado físico e psicológico muitas vezes inevitável no processo de envelhecimentos e se faz. seus desejos e perspectiva. portanto necessário refletirmos sobre o cuidado ao idoso. O cuidado deve ser realizado de maneira individual fundamentada nas raízes do ser humano ele se faz presente na relação entre o cuidador e o individuo a ser cuidado. organizações e a própria comunidade. e sendo de responsabilidade da família. alem de promover sua espiritualidade. Para Fragoso (2007) os cuidados do corpo não incluem o cuidado da alma devem-se levar em conta outras formas ontológicas e espirituais do homem observando o processo de envelhecimento se exige uma intervenção que deve envolver a todos de forma sistêmica e intermitente voltados ao ato de cuidar com participação de todos os envolvidos desde a família como outros cuidadores.842/1994. A Lei regida por determinados princípios como: assegurar ao idoso todos os seus direitos de cidadania. medos.21 da vida na qual o individuo está passando por momentos de insegurança.948/96. 2004). É de grande importância o reconhecimento do envelhecimento populacional. O cuidar no ponto de vista do enfermeiro não deve se estabelecer apenas no conhecimento teórico é necessário também a essência humana sobre o individuo como um ser único e promover os cuidados voltados a atender suas necessidades e anseios. que estabeleceu a Política Nacional do Idoso. posteriormente regulamentada pelo decreto N° 1. 2004). esta lei foi elaborada para assegurar ao idoso seus direitos sociais que promovam sua autonomia e sua participação efetiva na sociedade integrando participando e exercendo sua cidadania. e a melhoria qualidade de vida (FIGUEIREDO. foi aprovado a Lei N° 8. 2009). (TIER et al. em 1994. Ainda é um sonho o para o idoso o direito de exercer a sua cidadania tendo em vista que muitas vezes ele é afastado do convívio social vivendo sobre critérios pré estabelecidos pelas instituições asilares desfavorecido do prazer do conceito pessoal e de seus direitos como cidadão (DAVIM et al.

A equipe multidisciplinar tem um papel essencial no convívio dos entrevistados a adesão por parte deles é bem visível sendo que.no contexto de humanização ajuda a aproximação entre os cuidadores e os idosos e na maior aderência a internação e o aumento dos laços afetivos.isso mostra que a idéia de Tier et al.compostos por Enfermeiros e auxiliares de enfermagem. um qualitativo que foi aplicado a 10 internos com idade superior a 60 anos.em relação a amizade 2 moradores demonstraram esse sentimento em suas respostas e outros 2 referiram gostar de todos.Concordo com Santos et al. 2 deles consideraram a relação com ótima. localizada no interior de Minas Gerais. Em relação ao questionário aplicado nos residentes.Com esse resultado obtido reforça ainda mais a idéia de Figueiredo(2009).. O outro questionário semi-estruturado foi aplicado nos cuidadores. com intenção de compreender o universo de sentimentos que permeiam a visão do idoso com o ambiente que faz parte. a questão numero 1 que pergunta qual a relação entre os idosos institucionalizado e seus cuidadores observou-se que 4 destes entrevistados consideraram a relação boa nesse sentido os entrevistados se referem a uma boa convivência com esses funcionários.22 Capitulo 4: analise dos dados O trabalho de campo foi realizado em uma instituição de longa permanência.na questão de numero 3 quando foi perguntado se a havia consideração familiar por parte dos moradores 9 dos 10 entrevistados responderam que sim que os cuidadores são como membros da família e apenas 1 desconsiderou.que a enfermagem tem papeis ainda mais importantes que apenas realizar procedimentos de níveis técnicos e teóricos . Com relação a questão de numero 2 quando perguntado quais os valores sentimentais que sente pelos cuidadores 5 dos entrevistados é bastante claro considerando o amor e o carinho o sentimento de maior destaque por parte dos idosos. Foram elaborados dois questionários com 15 questões cada.( 2004).ao citar em seu trabalho em 2008 que a função das instituições de atenção ao idoso deve prestar diferentes maneiras de cuidados e introduzir a afetividade como uma forma de minimizar o sofrimento e a solidão do as atingidos notou-se que por parte dos moradores existe mais do que apenas o convívio com os trabalhadores eles demonstram um real sentimento pela equipe.1 relaciona sentir apenas amizade e o restante 4 associa o carinho com outro forma de sentimento.

se fechando para mundo. tendo maior afetividade pelos cuidadores. visitas aos templos religiosos que freqüentam entre outras. relatando não gostar de ninguém. dos 10 entrevistados 100% reponderam que gostavam de trabalhar e que sentiam muita falta dessa atividade. Na questão de numero 5 do presente estudo verificou-se que a relação entre os moradores é formada a base de respeito 3 dos entrevistados se posicionaram desta forma quando foram perguntados sobre o assunto. constatou-se que o trabalho foi à atividade predominante nas respostas sempre associada à outra atividade. caminhadas pela cidade. provando assim que a afetividade é de fundamental importância para o bom relacionamento dos funcionários que lidam com esses idosos tendo responsabilidades de aproximar essas pessoas e assim melhorar o convívio entre eles. Concordo com Bessa (2008) que o distanciamento entre o asilado e seus familiares pode ser um peso enorme para a adaptação dos idosos dentro de uma instituição e dificultar o convívio com pessoas nunca vista antes por eles.no entanto 1 prefere se manter afastado do convívio com os demais viventes.3 moradores declararam ter uma boa convivência e firmam amizade por alguns. Outros 2 demonstraram em suas respostas que gostam de todos da equipe de cuidadores .Quando perguntado 1 dos entrevistados não adere as atividades e realiza apenas esporadicamente e apenas 1 não manifestam interesse por esse tipo de atividade evidenciando assim a melhoria da qualidade de vida no que diz respeito ao aumento da auto estima citado no estudo de Vechia (2005).23 devendo exercer seu papel como orientador aplicando no dia a dia os cuidados humanizados. Quando perguntado qual atividade os entrevistados sentiam mais falta e como se sentiam em relação à mesma. demonstrando que os moradores da instituição necessitam de alguma atividade que supra essa necessidade e faça com que eles sejam mais .Essa relação entre os internos mostra que mesmo convivendo no mesmo ambiente alguma pessoas acabam optando e se manterem reservados ao seu intimo. e 1 entrevistado respondeu ser cordial com todos tratando os cuidadores de maneira tratando de maneira igual a que é tratado e se comunica com eles apenas quando são solicitados. Foi questionado aos moradores referente ao item 4 do questionário se eles desenvolviam atividades que lhes proporcionava bem estar no seu dia-dia e constatou-se que dos moradores estão satisfeitos e realizam no cotidiano atividades prazerosas como.

20% acha importante o convívio familiar e os outros 20% declararam ser fundamental na vida. é necessário uma mudança no perfil das famílias tanto na cultura quanto na afetividade concordo com Figueiredo quando afirma essa citação em seu trabalho realizado em 2009. a reação de todos quanto as visitas a maioria reagem com alegria.24 participativos. em breve o pais alcançará o 6° lugar em numero de idosos e a nação deve se preparar e se educar para que haja um bom convívio e respeito com os mais velhos preparando cuidadores para exercer a função que em minha opinião é dever da família. concordando assim com Figueiredo (2009). No que diz respeito à família quando perguntado sobre a sua importância e qual o ponto de vista em relação a ela.100% respondeu que não e que estão satisfeitos com a alimentação fornecida pela instituição pesquisada. essas visitas ajudam os idosos a melhorar seu convívio com outros moradores e a melhorar a aceitação na nova moradia. No presente estudo quando perguntado aos entrevistados se eles participavam da elaboração dos cardápios e das atividades desenvolvidas na instituição dos 10 . Ao meu modo de ver com as grandes mudanças presenciadas na sociedade capitalista nem sempre se é capacitado para exercer atividades de cuidadores com seus entes queridos. 60% deixou evidente que sente muita saudade. é necessário um trabalho voltado aos mais jovens de integração e intergeracionalidade mostrando assim que a idade chega para todos.Porem não opinam na elaboração do cardápio o que poderia ajudar a proporcionar um ambiente mais parecido com o ambiente familiar. tendo em vista que essa atitude poderia ajudar na melhoria da qualidade . evidenciando que eles não estão abandonados. Constatado que na instituição pesquisada na quetão 8 dos 10 entrevistados 100%responderam que recebem visitas de amigos ou familiares e com essas visitas se sentem felizes. Os idosos afirmam que gostam de se sentirem uteis perante a sociedade.Talvez o despreparo ou condições financeiras obrigue seus cuidadores no âmbito familiar a institucionalizar seus idosos. constatou-se ainda que 2 deles sentem dificuldades para expressar a vontade de ingerir algum tipo de comida diferente da proporcionada no dia a dia. Ao ponto de vista de Rodrigues(2007) executando algumas atividades faz com que eles exerçam sua cidadania porem existem alguns fatores que impedem a realização desse oficio como: limitações físicas observada na maioria dos morados.

tendo em vista outros lugares onde já viveram .4 deles consideram um bom lugar para viver. .afeto e atenção por parte da equipe cuidadora.que dentro da instituição existes normas e rotinas o que impede que eles realizem algumas atividade que gostam. que estavam satisfeitos com tudo que era proporcionado a eles.Concordando assim com o parecer do estudo de Vecchia em 2005 que o aumento da auto-estima possibilita uma melhoria significativa na qualidade de vida dos indivíduos. Pode se observar que diferente da idéia citada por Matheus Neto (2002) de que as instituições eram vistas como depósitos de velhos e locais mal cheirosos às instituições vem se modificando e se tornando local de grande aceitação pela maioria dos entrevistados modificando o olhar critico antes mantido pela maioria das pessoas e dando melhores condições de habitação e qualidade de vida aos moradores que consideravelmente vêem a instituição como seus lares. Os moradores da instituição responderam quando perguntado o que era necessário para melhorar a qualidade de vida deles dentro da instituição.1 respondeu as vezes.tendo de viver na rua ou em casa de pessoas não tão próxima que deixaram de atende-los e tratá-los com o respeito lhes cabido. carinho. Em relação ao sentimento perante a sociedade quanto ao item em questão: 4 dos entrevistados não souberam responder. 5 se sente normal. 7 responderam que sim. Em nossa pesquisa levantamos dados referentes ao anseio por parte dos entrevistados em relação a instituição asilar e constatamos que dos 10 entrevistados 3 deles consideram o local como seu lar onde recebe além da alimentação e dos cuidados necessário ao uma vida digna.25 de vida dos institucionalizados. nesse sentido quiseram demonstrar que a comunidade os respeitam. 100% apresentou satisfação e disseram que estão muito felizes com relação à instituição. Na questão numero 12 foi perguntado se a individualidade de cada um era respeitada: dos 10 entrevistados.sem família muitos já se sentiram totalmente abandonados.apenas 1 morador se diz infeliz residindo na instituição ele relatou que sente falta da família e do convívio com seus parentes. quando perguntado o entrevistado disse que participa de atividades realizadas na comunidade.que tinham a liberdade de realizar suas ´coisas`. 2 responderam não. e apenas 1 se sente inserido na sociedade. relataram passar muito tempo dentro da instituição e não realizam seu exercício de cidadania. Outros 2 firmaram que o local é bom sem muitas especificações.

seus familiares e a comunidade onde estão inseridos? O enfermeiro como um educador deve também promover melhoria de qualidade de vida desses indivíduos mudando o olhar sobre essas casas dando um colorido diferente. Mas como estão os relacionamentos nas Instituições de Longa Permanência entre os internados. .Justificativa Já existe comparação cientifica que o mundo está se tornando um mundo de idosos onde as taxas de mortalidade estão decaindo cada vez mais.26 2.

D -Analisar o Estatuto do Idoso. analisado. F . Objetivos Especificos B -Entender o processo de envelhecimento da população brasileira. a Constituição Brasileira.Enumerar os anseios da população dos internados em Instituição de longa permanência. G . C -Verificar a qualidade de vida no tocante às atividades recreativas aos internados de longa duração no Brasil.2. o COREN. E .Objetivos 3. sobre a promoção da qualidade de vida dos internados em instituição de longa permanência.27 3. .Verificar as orientações da Organização Mundial da Saúde.Verificar o papel da enfermagem para a melhoria da qualidade de vida dos internados em instituição de longa permanência. relacionado a promoção de melhorias da qualidade de vida dos internados em longa permanência. do Ministério da Saúde brasileiro.1 Objetivo Geral A Verificar como o profissional de enfermagem poderia contribuir para melhorar a qualidade de vida dos internados em instituições de longa permanência 3.

28 Hipótese da Pesquisa No Brasil há um programa de atividades voltado para o bem estar do idoso internado em instituição de longa permanência. que apresenta excelentes resultados. .

seleção e análise dos dados serão resguardados em seu sigilo e teor ético.1. Ela será realizada na cidade de Jacutinga no Estado de Minas Gerais. Nesse estudo não será priorizado a questão de gênero.29 5.Abordagem Metodológica Essa pesquisa é de cunho exploratório. transversal. respeitando a Resolução CNS 1996/96. qualiquantitativo. A etnografia e a etnologia são dois mecanismos de seleção e analise de dados empregados em especial na antropologia. A coleta de dados ocorrerá nos meses de Julho e Agosto de dois mil e onze. Será adotado dois instrumentos de analise: Dois questionários semiestruturados com 15 perguntas a serem aplicadas a 10 residentes e 10 ao corpo de apoio dessas casas de residência e um trabalho de etnografia e etnologia. situação socioeconômica. A coleta. formação educacional e etnia.Material e Métodos 5. Será analisado as legislações pertinentes da população da terceira idade relacionados aos internados em instituição de longa permanência. .

Cronograma da Pesquisa Atividades Revisãode literatura Elaboração do projeto Entrega do projeto Envio do projeto ao CEPEx Coleta de dados Análise dos dados coletados Elaboração da monografia Entrega da Fev X Mar X Abr X X Mai X X X dia 16 Jun Julh Ago Set Out Nov Dez X X X X X X X X .30 6.

Satisfação e Responsabilidade: formas de medir a qualidade e a humanização da assistência a saúde. 20(2). A humanização do trabalho para os profissionais de enfermagem.A. Porto Alegre (RS) 2005 abr.C.C. Psicologia: Reflexão e Critica.A. M.R.interdisciplinaridade e intersetorialidade.C.L. 229-237.A. Florianopolis.J.R. AMESTOY. Texto Contexto Enferm. al. al. Acta Paul Enferm 2006. .P. apoio social e depressão em idosos: Relação com habilidades sociais.31 monografia Defesa da monografia dia 25 X X início dia 09 7-.17(2):258-65. CARNEIRO. THOFEHRN. et.da. VAITSMAN.2007. Rev Gaúcha Enferm.F.G. SILVA. M.2005. ANDRADE. 19(4): 444-9.M. Qualidade de vida. MOTTA. Novas competências profissionais em saúde e o envelhecimento populacional brasileiro: integridade.2008 Abr-Jun.S.B. SCHWARTZ. E.B. Motivação para o ingresso dos idosos em instituições de longa permanência e processos adaptativos: um estudo de caso. ANDRADE. Depressão em idosos de uma instituição de longa permanência (ILP): proposta de ação de enfermagem. FALCONI.B. 10(3):599-613.E.S. Referência AGUIAR.E.R. Ciência e Saúde Coletiva. et. 26(1):57-66. A. LIMA. 12(2):363-372. BESSA.de.J. Ciência e Saúde Coletiva.

A. S.N. Rev. Humanização dos cuidados a prestar ao idoso Institucionalizado. da 1° Ed.dos.A. M. Gaucha. da 1° Ed. C.B. p 137-140. da 1° Ed.I.R. Atuação da enfermagem no processo de envelhecimento 3° reimp. et. In: FIGUEIREDO. FIGUEIREDO. SILVA.A. al. M. jul.de. . et. 2009. 185230 p.M.de. Visita domiciliar: Modalidade de Atendimento ao Idoso . Reflexão sobre o processo de trabalho.M. 1-28 p. v. 2000 jul-set.R. TONINI. et. FIGUEIREDO.R. et al.G. 2001.32 DUARTE.N. 11(2):117-23. Gerontologia. São Paulo: Yends.C. D.A. p 70-86. Rev. S.(orgs). al. 295-358 p. Atuação da enfermagem no processo de envelhecimento 3° reimp.S. Bras Epidemiol 2005. TONINI. Gerontologia.T.P. In: FIGUEIREDO. A. Cogitare Enferm 2006 mai/ago.T. Refletindo sobre idosos institucionalizados. Rev. p. 2001.A.de. Ufpe [on line]. Gerontologia. Rev. SANTOS.2009. O papel do enfermeiro na instituição de longa permanência para idosos.S.Y. WILLIG.N.TAVARES. 2009. V. 51-61. O idoso institucionalizado e a cultura de cuidados profissionais. Atuação da enfermagem no processo de envelhecimento 3° reimp.K.8(3):246-52. São Paulo:Yends.V. Enferm. São Paulo.M. Enferm.C.Violência contra o idoso.A. Dependência e Incapacidades: Aplicabilidade dos Conceitos na Saúde do Adulto e do Idoso. n° 8. BOCCHI.A. Atuação da enfermagem no processo de envelhecimento 3° reimp. MANCUSSI. B. S. Acesso em 13/05/2011. O processo de envelhecimento e a assistência ao idoso.J. R.Direitos dos Idosos.S.da. In: FIGUEIREDO. FARO. H.O.N.N.(orgs). RUIZ. SHIRATORI.T.2. n. (orgs).N. al.C. 2008.(orgs).M. Manual de Enfermagem.VIEIRA. v. Brasilia (DF) 2004 maio-junho. São Paulo: Yends. Revista IGT na Rede.de. LENARDT.de. Política Nacional de atenção ao idoso e a contribuição da enfermagem.A. H. Rev. T. da 1° Ed.de. TONINI. 2009.C.A. Bras. FRAGOSO. 57(3)332-5.73-124p.21. TONINI.N.M. Gerontologia. In: FIGUEIREDO.M. Autonomia. FONTANA. SANTOS. SILVA. Florianópolis. SANTOS. VECCHIA.de. 185-196. p. São Paulo. Porto Alegre.C. 2008.M.T.5. TIER.T. Enferm. 2000. RODRIGUES. Manual de Enfermagem.A. SOARES.T. São Paulo: Yends. A dimensão da garantia do cuidado a pessoa idosa. SILVA.

Apêndice .33 8.

Você se envolve afetivamente com os moradores? ( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes Explique sua resposta! . técnicos e auxiliares de enfermagem.1 Apêndice A. 1. Questionário elaborado por DIONISIO e GRASSI a ser aplicado durante a realização das pesquisas deste estudo.34 8.Questionário a ser aplicado pelos pesquisadores aos enfermeiros.

O que entende por finalidade de vida? ( ) dormir bem ( ) ter um abrigo ( ) ter comida ( ) outros ( ) ter acesso aos remédios necessários ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 7.Para você o que é cuidado humanizado? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 5.Para você o morador de instituição tem boa qualidade de vida? ( ) Sim Explique: ( ) Não ( ) um pouco .O que você pensa em relação ao envolvimento afetivo? ( ) ele é bom ( ) ajuda no relacionamento ( ) ele é ruim o idoso pode não saber separar as situações e posições 3.Você acredita que a afetividade pode melhorar a qualidade de vida dos moradores? ( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes 4.Em sua opinião o que é necessário para a prática do cuidado humanizado? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 6.35 ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2.

Para você o que precisaria ser mudado nessa instituição? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 9. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 11.Ao seu modo de ver.O que você entende por felicidade? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 12. os idosos institucionalizados.36 ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 8.O que você faz para proporcionar uma boa qualidade de vida dos idosos institucionalizados? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ . são felizes? ( ) Sim ( ) Não Explique sua posição.Você moraria aqui se na velhice precisasse? ( ) Sim ( ) Não ( ) Depende Explique seu posicionamento. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.

Você possui autonomia para desenvolver seu trabalho dentro da instituição? ( ) Sim Explique.2 Apêndice B.Quais os valores sentimentais que sente por eles? 3. 1.De qual atividade sente mais falta? .37 13.Como é a relação entre você e os cuidadores? 2.Os idosos participam das atividades desenvolvidas pela entidade? Se não.Questionário a ser aplicado aos idosos.No dia a dia o senhor realiza atividades que lhe proporciona bem estar? 5. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 8.Você considera a equipe multidisciplinar como parte de sua família? 4. qual seria a dificuldade encontrada por eles? ( ) Sim ( ) Não ( ) às vezes ( ) Não ( ) às vezes 15-Você acha suficiente o numero de atividades desenvolvidas na instituição? ( ) Sim ( ) Não Explique sua posição e de sua opinião.Qual sua relação com os demais internos? 6. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 14.

Sua individualidade é respeitada? 13.Tem participação na elaboração dos cardápios e das atividades desenvolvidas na instituição? 10.Como a enfermagem pode proporcionar uma vida melhor? 15.Há quanto tempo está institucionalizado? Quais as mudanças presenciadas no decorrer desse tempo? .38 7.Qual o ponto de vista em relação à família? 8.Como se senti perante a sociedade? 12.Recebe visitas? Como se sente em relação à mesma? 9.O que é necessário para a melhoria da qualidade de vida dentro da instituição? 14.Qual o ponto de vista em relação à instituição? 11.

FOLHA DE ROSTO PARA PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS 1.416/0001-90 9.Anexo A . Unitermos: (3) 9.Projeto de Pesquisa: 2. Presidiários. Área do Conhecimento (Ver relação no verso) 5.1. etc) ( ) Outros ( ) Não se aplica ( ) PESQUISADOR RESPONSÁVEL 3. Código(s): 4. Militares.39 9.54. Nível: (Só áreas do conhecimento 2 a 4) 7. Número de sujeitos na pesquisa 11. Fase: (Só área temática 3) I ( ) II ( ) III ( ) IV ( ) . Código: 6.Anexos CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FUNDAÇÃO PINHALENSE DE ENSINO CGC. Grupos Especiais: <18 anos ( ) Portador de Deficiência Mental ( ) Embrião/Feto ( ) Relação de Dependência (Estudantes.228.Área(s) Temática(s) Especial (s) 8. Nome: SUJEITOS DA PESQUISA 10.

Fone: Internacional ( ) 31. onde será realizada a pesquisa): Declaro que conheço e cumprirei os requisitos da Res.FORMULÁRIO DE ENCAMINHAMENTO PARA PESQUISA COM SERES HUMANOS USO EXCLUSIVO DO CEPEx Protocolo Nº:____/____ Protocolo CPE Nº ____/___Recebido Em: ____/____/____ TITULO DO PROJETO: . Não Aprovado ( ) Data: _____/_____/_____ 46. Nome: 37. Data de Entrada: _____/_____/_____ 52. CEP: 43.40 12. CPF.228.F. U. Comprometo-me a utilizar os materiais e dados coletados exclusivamente para os fins previstos no protocolo e a publicar os resultados sejam eles favoráveis ou não.mail: 22. UF CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FUNDAÇÃO PINHALENSE DE ENSINO CGC. Cidade: 24. CNS 196/96 e suas Complementares e como esta instituição tem condições para o desenvolvimento deste projeto. Data de Entrada: _____/_____/_____ COMITÊ DE ÉTICA. Registro no CEPEx: 50. EM ENSINO. Participação Estrangeira: Sim ( ) Não ( ) 30. Termo de Compromisso: Declaro que conheço e cumprirei os requisitos da Res. E. Fone: 21. Data: _______/_______/_______ _____________________________________________ Assinatura INSTITUIÇÃO ONDE SERÁ REALIZADO 26. Registro na CEP: 47. autorizo sua execução Nome:___________________________________ Data: _______/_______/_______ PATROCINADOR 36. Cidade: 34.: 32. nº): 27. Fax 25. Fax. Responsável: 38. Assinatura Assinatura ) 41.F.: 15. Cargo/Função: Cargo: __________________________________________ _________________________________________________ Não se aplica ( 39.Endereço (Rua. U. PESQUISA E EXTENSÃO – CEPEx 48. Profissão: 17. Relatório(s) do Pesquisador responsável previsto(s) para: Data: _____/_____/_____ 53. 35. Endereço (Rua. Aceito as responsabilidades pela condução científica do projeto acima. Nacionalidade: 16. Cargo 19. CNS 196/96 e suas complementares. Nome: 29. Projeto Multicêntrico: Sim ( ) Não ( ) Nacional ( ) Brasil) (Anexar a lista de todos os Centros Participantes no Termo de Compromisso (do responsável pela instituição externa ao UNIPINHAL. Instituição a que pertence: 13. Assinatura dos membros do CEPEx: ____________________________ ___________________________ Data: _____/_____/______ _____________________________ 49.416/0001-90 9. Maior Titulação: 18. Fone: COORDENADORIA DE PESQUISA E EXTENSÃO – CPE 45. Fax: 42. nº): 20. Cidade: 44.2-Anexo B .54. Conclusão: Aprovado ( ) Data: ____/_____/_____ 51. Unidade/Órgão: 28. Identidade: 14. CEP: 23. Endereço 40. CEP: 33.

brasileiro (a). __________________________.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) ______________________________________________________.54.228.3 Anexo C ._________. ./Ramal Interno no UNIPINHAL Nome e Telefone dos Outros Pesquisadores Nome Completo do Orientador Patrocinador (Se Houver): Assinatura do Pesquisador: Curso Assinatura do Presidente da CIPE do Curso: Assinatura da Coordenação da CPE Assinatura dos Membros do CEPEx Data: CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FUNDAÇÃO PINHALENSE DE ENSINO CGC. portador do documento de identidade ______________ . SSP.416/0001-90 9.41 Nome Completo do Pesquisador Responsável Tel. residente à Rua (Av). do Pesquisador E-Mail do Pesquisador Tel.

____________________________________ Assinatura do voluntário/representante legal Data / / _____________________________________ Assinatura da testemunha RG . Minha participação é isenta de despesas.4 Anexo D . antes ou durante o mesmo.TERMO DE CIÊNCIA DOS ESCLARECIMENTOS FORNECIDOS PELO CEPEx ______________________________________________. ___________________________________ Assinatura do responsável pelo estudo Data / / Anexo D CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FUNDAÇÃO PINHALENSE DE ENSINO CGC. responsável pela pesquisa: ____________________________ ________. nº ______. deste trabalho. Bairro _____________________. na cidade de _______________________. ________________ .416/0001-90 9. sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido.228. de responsabilidade do (a) Prof (a)__________________________________________._________________________________ Data / / (Somente para o responsável do projeto) Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste voluntário ou representante legal para a participação neste estudo. Estou ciente dos desconfortos e riscos. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento.54. ou no meu atendimento neste Serviço. declaro estar ciente de .42 _______________________________________________. assim como das garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. declaro ter sido suficientemente informado a respeito dos objetivos e procedimentos da pesquisa _______________ .

não podendo declarar desconhecimento em caso de intervenção deste Comitê no andamento desta pesquisa. _______ de _______________ de 20___.43 todos os esclarecimentos fornecidos pelo CEPEx. _______________________________________ . realizada. Espírito Santo do Pinhal. na área de Pesquisa com Seres Humanos. por mim e meus colaboradores (se houver).

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful