ESCOLA PRÁTICA DE INFANTARIA
1. A publicação “ Missões Tácticas”, resulta da necessidade de aplicar o APP-6ª no
que respeita à simbologia de algumas das tarefas tácticas durante o
planeamento. Passa a constituir um auxiliar para os alunos do Curso de
Promoção a Capitão fornecendo-lhes a ferramenta necessária à compreensão
das tarefas atribuídas pelo escalão superior e ao planeamento durante o curso.
2. É uma publicação não classificada e não registada.
3. Podem ser feitos extractos desta publicação sem autorização da entidade
promulgadora.
4. Todos os comentários, sugestões e possíveis correcções devem ser enviadas à
Escola Prática de Infantaria.
5. Esta publicação entra em vigor na data da aprovação.
Aprovo para utilização nos cursos,
Mafra 20 de Novembro de 2002
O COMANDANTE,
ANTÓNIO NOÉ PEREIRA AGOSTINHO
Cor Inf
Missões Tácticas
1. INTRODUÇÃO
Segundo o RC 130-1 Vol I o Princípio da Guerra, Unidade de Comando, é “A
aplicação decisiva do Potencial de Combate disponível, através da manobra e
visando a conjugação dos princípios da economia de forças e massa, exige
uma actuação coordenada de todas as forças por forma a fazerem convergir
os seus esforços tendo em vista um objectivo comum. Esta coordenação
só é possível se existir unidade de doutrina e de comando a orientarem a
acção das diferentes forças. A melhor forma de garantir essa unidade de
comando é investir num único comandante a autoridade necessária”.
O que deve ser entendido como convergir os seus esforços tendo em vista
um objectivo comum?
A definição do FM 3-0, Operations é ainda mais simples e pragmática, “para
cada objectivo é necessário assegurar unidade de esforços sob um único
comandante responsável”.
Qualquer Oficial ou Sargento sabe o significado da palavra missão e que ela
contém as cinco respostas a “ Quem? Faz o quê? quando? Onde? E para
quê?”.
È sobre o para quê? que este texto de apoio é elaborado. Este texto para além
de ser um bom auxiliar para a compreensão da intenção do comandante serve
com auxiliar no desenvolvimento do Conceito de Operação, particularmente
atribuição de missões às subunidades. O contributo final, a finalidade deste
texto, é assegurar a unidade de esforços no campo de batalha.
Outro aspecto que é necessário referir é de que o espírito de quem elaborou
este documento está moldado pela Doutrina de Manobra e as ordens são
“ordens tipo-missão (mission-type orders) “ que muito simplesmente significa
diz-me o que tenho que fazer mas não me digas como. Estas ordens
permitem que o subordinado exerça um julgamento independente e explore
janelas de oportunidade. Estes conceitos não são novos e são o renascer da
doutrina alemã BlitzKrieg que se centrava em dois pontos de referência:
auftragstaktic (ordens tipo missão; controlo directivo) e schwerpunkt (esforço
principal). Numa passagem para os tempos actuais pode dizer-se que
schwerpunkt é a relação entre o esforço e os apoios (unidades que contribuem
para o sucesso do esforço), no ponto decisivo.
2. ORDENS TIPO-MISSÃO
Vamos agora pormenorizar o que são as ordens tipo missão. Este tipo de
ordens é a chave para a descentralização necessária à tomada da iniciativa do
escalão subordinado. Uma ordem tipo-missão informa o subordinado acerca do
que o superior quer cumprir, isto é, a sua missão. Deixa ao subordinado como
é que este deseja cumprir. À medida que a situação se altera, o subordinado
executa o que pensa ser o suficiente para que a sua unidade cumpra aquilo
que o escalão superior queria ver cumprido. Mas atenção! Informa o superior
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Missões Tácticas
da alteração e não lhe pede autorização para a execução, ou, faz antes e
informa depois.
Este raciocínio pode ser exemplificado como um contrato entre escalão
superior e subordinados. Um contrato de curto prazo inscrito na missão
atribuída pelo escalão superior e um de longo prazo referido na Intenção do
Comandante. Esta intenção espelha a visão do comandante a longo prazo.
Um comandante de Pelotão necessita de saber qual a intenção do seu
comandante de Companhia e do seu comandante de Batalhão.
Mas até onde pode chegar a liberdade de acção? Em termos de doutrina de
manobra, embora possa chocar os mais clássicos, esta pode ser total já que
muitas vezes o comandante superior pode apenas definir o fim a atingir (Para
quê). Durante a guerra do Yom Kippur, durante a batalha pelos montes Golan,
um comandante israelita recebeu a seguinte missão: Não os deixes passar.
Referia-se a uma brigada síria.
Noutros exemplos as ordens têm de ser mais específicas, como por exemplo
num ataque deliberado onde é dada a hora H, Pontos de Passagem, Pontos de
Ligação, etc. Espera-se que os subordinados cumpram rigorosamente o que
lhes foi especificado. Mas e se a situação que lhe serviu de factor base ao
planeamento se alterar? O subordinado deve guiar-se pela intenção do
comandante e este tem de admitir os seus possíveis erros porque as ordens
tipo-missão são incompatíveis com as atitudes “zero defeitos”. Mas tanta
liberdade de acção não deixa os subordinados fora do controlo? Não! Em vez
do controlo ser feito pelo pedido incessante de relatórios, aquele toma a forma
de controlo directivo (orientação) enquanto que a intenção e a missão são a fita
adesiva que ligam a força como um todo. A diferença entre um comandante
que responsabilize e um que pede justificações é muito importante. O primeiro
dá grandes responsabilidades aos subordinados e permite que estes cometam
erros honestos (confiança). O segundo exigindo justificações, o que sugere a
punição, requer o conhecimento completo de todas as acções dos seus
subordinados.
Permitindo aos subordinados que estes combatam o comandante apenas
intervém para mudar o esforço ou explorar oportunidades.
3. A IMPORTÂNCIA DA FINALIDADE
Por certo que já viram escrito em qualquer ordem de operações um para quê?
… para conquistar região de MALAQUIAS e destruir o In na ZA. Mas afinal o
que é que se tem que fazer? Conquistar … ou destruir? Ou as duas? São as
duas mutuamente exclusivas?
Vamos tentar responder.
A uma unidade que está em apoio é-lhe atribuída uma finalidade que está
directa ou indirectamente ligada à unidade que executa o esforço, de modo a
criar condições para o sucesso do esforço. É o esforço que executa a tarefa
essencial e cumpre a finalidade do escalão superior para que a operação seja
cumprida com o sucesso desejável. A todos os níveis existe um esforço, mas
esse esforço pode mudar de acordo com a mudança da situação para que se
cumpra a finalidade da operação. A compreensão do significado de esforço e
apoios leva a que o Estado Maior (EM) da unidade possa atribuir os meios
necessários ao cumprimento da missão. É durante a fase de planeamento,
levantamento das m/a (e durante a análise), que o EM articula a inter-relação
entre o que é o esforço e o que é apoio e que vem especificado no conceito de
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Missões Tácticas
operação que não é mais do que como o comandante vê as acções das suas
unidades subordinadas conjugadas para o cumprimento da missão.
Tomando como referência um Batalhão de Infantaria, pode dizer-se que este
consiste num conjunto de sistemas paralelos, escalonados e verticalmente
integrados. Para o cumprimento da execução, está escalonado verticalmente,
para efeitos de sincronização está escalonado horizontalmente. Mas o que é
que está escalonado? As companhias, o Pelotão ACar, etc. Quando o
comandante da brigada desenvolve e dissemina o seu conceito está a obrigar
os seus subordinados a agir como tal. A cada subordinado é exigido que
articule e elabore o seu conceito de acordo com esse e de acordo com as
condições particulares do In, terreno ao seu nível e meios dispostos à sua
disposição. Este é o fulcro do sistema – centralização de conceito e
descentralização de execução e uma completa exploração das forças e das
oportunidades. Os conceitos elaborados em cascata carregam as intenções
dos comandantes até ao mais baixo nível de execução traçando o caminho das
prioridades, daquilo que é significativo e deixando o que é acessório.
A razão pela qual o pelotão de atiradores conquista a região do .335 é porque a
sua companhia tem de proteger a companhia BRAVO durante a conquista da
região do .356, o objectivo do batalhão que por sua vez vai permitir que o
batalhão C, esforço da brigada, seja apoiado pelos seus fogos.
É este efeito de cascata que permite que as finalidades sejam atingidas e que
se mantenham como farol. É o seu contributo.
Para ilustrar podemos exemplificar:
Considere-se comandante de companhia. Após a análise da missão
restabeleceu-a e “ O SuAgr ALFA ataca em D e hora H para destruir o In na
região do .99 e evitar que execute fogos ajustados sobre o SubAgr BRAVO.
Elaborou o seu conceito para o cumprimento da missão e durante a execução
o In já não está no .99; se calhar o In pode contra-atacar de uma direcção
inesperada; se calhar o In retirou algumas forças e colocou-as noutra posição;
será que a missão continua válida? Se calhar em vez da tarefa destruir vai ter
que atribuir outra tarefa à sua unidade. Centre-se no para quê? evitar que
execute fogos ajustados sobre o SubAgr BRAVO . A tarefa pode ser agora
Suprimir ou Apoiar pelo fogo. A finalidade mantém-se. A tarefa foi alterada
devido a um imprevisto do In, algo que não pode controlar, este era o seu
contrato de curto prazo com o seu comandante de batalhão, mas o de longo
prazo manteve-se.
Uma técnica fácil para determinar as ligações, horizontais e verticais, entre as
missões que as unidades tem que executar e determinar qual o seu contributo
na missão do escalão superior até 2 escalões acima é a utilização de diagrama
“Nesting” – Fig 1.
Considere o seguinte exemplo prático:
Você é o comandante do SuAgrBRAVO e recebe a seguinte informação
constante, entre outra, mas aqui desnecessária, da OPrep#3 do Agr31(via
rádio) .
Missão do Agr31: O Agr31 ataca em D e Hora H e conquista a região de
CARVALHA para proteger o flanco OESTE do Agr21.
É minha intenção negar ao In a possibilidade de contra-atacar pelo flanco
LESTE o Agr21, ataque principal da nossa brigada, de modo que este
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Missões Tácticas
mantenha o ímpeto do ataque e permita que a 3ª Brig, esforço da Divisão
continue o ataque para NORTE para destruir a reserva da DivMec. No final da
operação prevejo deter o contra-ataque do RegMecIn, no mínimo, na Área de
Empenhamento 1.
Conceito de Operação: Efectuar uma passagem de linha por forças do GRec45
e atacar com o SubAgrALFA, inicialmente no esforço, abrir uma brecha em
__________ para garantir uma passagem segura ao SubAgrBRAVO; com o
SubAgrBRAVO, ataque principal, atacar e conquistar OBJ FOLHA para
proteger o flanco OESTE do Agr21; com o PelRec vigiar entre _____ e _____
para alertar da aproximação In; O Pelotão ACar segue o PelRec e ocupa
posição em ______ e orienta os seus fogos para a Área de Empenhamento1;
O SubAgrCHARLIE prepara-se para destruir o In detido na Área de
Empenhamento 1.
…
x T: Derrotar RegMec
F: Permitir ataque com ímpeto da 3ªBrig
II T: Conquistar CARVALHA
31 F: Proteger Flanco W Agr21
I T: Conquistar CARVALHA
B F: deter In na AE1
I T: Abre brecha
I T: destruir In AE1
A F: permitir passagem SubAgrB C F: impedir que forças In
retirem para N
Nota: Os Pelotões da CAC foram omitidos para não pesar muito o gráfico
Legenda
Apoio
Esforço
Contribuição directa
Contribuição indirecta
Fig 1- Diagrama Nesting
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Missões Tácticas
4. MISSÕES TÁCTICAS
Esta compilação é uma tradução e adaptação do Apêndice B do FM 3-90
Tactics. Pretende descrever os resultados que o comandante pretende
alcançar quando atribui uma tarefa a uma das suas subunidades. Traduz de
um modo muito simples o O QUÊ? e o PARA QUÊ? de uma missão. Em
algumas definições inclui mais que uma simples definição, inclui os resultados
esperados relativamente ao Terreno, Inimigo ou Forças Amigas, não associado
exclusivamente a qualquer tipo de operação. Porquê este documento? A razão
principal prende-se com a necessidade de um entendimento comum de
doutrinas e técnicas aos alunos do CPC.
No entanto é necessário não esquecer que quando um comandante atribui
tarefas com uma determinada finalidade deve também atribuir os meios
necessários para as fazer cumprir de modo que estas sejam cumpridas e que
se atinja a finalidade desejada.
Muitas destas tarefas têm um símbolo gráfico associado, símbolo esse que
deve ser utilizado no gráfico do levantamento de m/a e nos Transparentes de
Operações.
Neste documento aparece em português a tarefa e a correspondente na
linguagem NATO entre parêntisis.
4.1 - TAREFAS REALIZADAS PELAS FORÇAS AMIGAS
4.1.1- ATACAR PELO FOGO (ATTACK-BY-FIRE)
E uma missão na qual o comandante usa fogos
directos, apoiado por fogos indirectos, para
empenhar uma força In sem estreitar o combate
para o destruir, suprimir, fixar o enganá-lo quanto ás
sua intenções.
Um comandante quando atribui esta tarefa deve
indicar qual o efeito desejado (finalidade) como por
exemplo fixar, neutralizar, separar. Esta tarefa é normalmente atribuída quando
não é necessário o combate próximo com o In ou não é necessário a ocupação
física de uma determinada área. A ponta da seta deve indicar a área onde se
pretende os efeitos os fogos. Pode haver confusão quando se faz a
comparação entre o ATAQUE PELO FOGO e APOIAR PELO FOGO. Esta
última tarefa é atribuída quando se pretende que a unidade apoiada manobre
para estreitar o contacto com o In.
A tarefa ATAQUE PELO FOGO inclui:
- Atribuição de sectores de tiro ou Áreas de Empenhamento (AE) a cada arma
ou sistema de armas sobre a área ou EAprox do In.
- Medidas de controlo de tiro que permitam facilmente concentrar, distribuir,
transportar e levantar fogos.
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Missões Tácticas
4.1.2- ABRIR UMA BRECHA (BREACH)
É uma missão na qual uma unidade emprega todos os meios à sua disposição
para abrir uma brecha ou assegurar a passagem por uma posição In, um
obstáculo ou fortificação.
A abertura de uma brecha é normalmente a última
escolha do comandante de modo que a operação
ocorra com o máximo ímpeto e se evite perder meios
e tempo desnecessário. A área central do gráfico
indica a localização geral da brecha pretendida e a
extensão indica a profundidade pretendida. O manual
da EPI , NOTAS DE ENGENHARIA, Cap III , detalha
os aspectos relacionados com a abertura de brecha.
4.1.3- ULTRAPASSAR (BYPASS)
Com esta tarefa o comandante ordena uma unidade a manobrar à volta de um
obstáculo, posição ou força In para manter o ímpeto enquanto evita o combate
com o In. As setas do gráfico indicam a posição a ultrapassar.
A sua decisão em ultrapassar é baseada em:
- necessidade em manter o ímpeto
- conhecimento do potencial, intenções ou missão do In
- critério estabelecido para ultrapassar forças
A força que ultrapassa a posição deve relatar de
imediato ao escalão superior e deve manter o In no
mínimo sob observação. Um comandante
normalmente não permite ultrapassagens a
subunidades de escalão inferior a batalhão.
Antes de aprovar a ultrapassagem de uma força In o
comandante assegura-se que a força que ultrapassa
utiliza itinerários cobertos e livres da presença ou influência de forças In.
Existem 2 técnicas básicas para ultrapassar forças:
- Evitar o In na totalidade
- Fixar o In com uma força e
ultrapassá-lo com o grosso da força.
Ocasionalmente o comandante pode
ordenar que a força que fixa rompa o
contacto com o In e se junte ao
grosso. A força que fixa,
normalmente tem a missão de seguir
e apoiar.
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Missões Tácticas
4.1.4- LIMPAR (CLEAR)
É uma tarefa que requer que o In numa determinada
área geográfica seja eliminado ou fique sem
capacidade de resistência. A unidade com esta tarefa
destrói, captura ou força a retirada do In. Em qualquer
caso a força manobra na direcção do In e o seu limite
de avanço no terreno é dado pela barra transversal.
Esta tarefa requer muito tempo e muitos recursos. O comandante da
subunidade pode alterar os objectivos se se deparou com uma força com mais
potencial do que previra.
4.1.5- CONTROLAR (CONTROL)
É tarefa que requer que um comandante mantenha uma influência física sobre
uma determinada área para evitar que seja utilizada pelo In ou para cria
condições para ser utilizada por Forças Amigas.
O controlo não implica a limpeza duma área de forças In mas pode ser
cumprida com a possibilidade de executar fogos sobre essa área. Esta tarefa
difere da tarefa SEGURAR porque esta não permite a execução de fogos sobre
a área.
4.1.6- SEGUIR E ASSUMIR (FOLOW AND ASSUME)
É uma tarefa táctica na qual uma força do escalão de
ataque conduz uma operação ofensiva e está
preparada para continuar a missão da força da frente
se esta foi fixada, perdeu ímpeto ou não está em
condições de continuar.
A força de seguimento não é uma
reserva, pois tem missões atribuídas
à partida.
As tarefas que normalmente esta
força cumpre são:
- Preparar para executar todas as
tarefas da unidade seguida
- Manter o contacto com os
elementos à retaguarda da força
seguida
- Preparar para efectuar uma
passagem de linha pela força da
frente.
- Monitorizar a informação que é transmitida pela unidade da frente.
- Não se empenhar com forças In ultrapassadas pela força da frente.
Normalmente a força de seguimento está sob o controlo do comandante da
unidade que atribui a missão. No entanto se o comando e controlo sobre essa
unidade for difícil então a força de seguimento pode estar sob o comando da
unidade da frente, numa relação de comando standard como por exemplo
comando operacional ou então ser reforçada por ela.
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Missões Tácticas
4.1.7- SEGUIR E APOIAR (FOLOW AND SUPPORT)
É uma tarefa na qual uma força do escalão de ataque
apoia a unidade da frente conduzindo uma operação
ofensiva. A força de seguimento e apoio não é uma
reserva, pois tem missões atribuídas à partida.
As tarefas atribuídas são
normalmente:
- Destruir forças ultrapassadas pela
força da frente
- Deter reforços In e possam
interferir cm a força da frente
- Segurar linhas de comunicação
- Limpar obstáculos
- Guardar PG, áreas e instalações
chave
- Recolher baixas
- Controlar PI
- Controlar civis deslocados
Normalmente a força de seguimento está sob o controlo do comandante da
unidade que atribui a missão. No entanto se o comando e controlo sobre essa
unidade for difícil então a força de seguimento pode estar sob o comando da
unidade da frente, numa relação de comando standard como por exemplo
comando operacional ou então ser reforçada por ela.
4.1.8- OCUPAR (OCCUPY)
É uma tarefa na qual uma unidade se movimenta para
um local onde possa controlar essa área. Quer o
movimento quer a ocupação é executada fora da
influência do In.
Uma unidade pode controlar uma área sem a ocupar
mas o inverso não é possível.
O círculo corresponde à área a ocupar.
4.1.9- REDUZIR
É uma tarefa que envolve a destruição de uma força cercada. Não há nenhum
gráfico que lhe corresponda. Esta tarefa pode ocorrer em qual operação. A
redução é também uma tarefa de apoio à mobilidade que envolve a criação de
espaço suficiente num obstáculo para que possa ser utilizado como passagem
reduzindo assim o efeito pretendido pelo obstáculo.
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Missões Tácticas
4.1.10- MANTER A POSSE (RETAIN)
É uma tarefa através da qual um comandante se
assegura que o terreno controlado pelas forças
amigas permanece livre da ocupação ou uso por parte
das forças In.
Quando é atribuída esta missão o comandante tem de
especificar qual a área e a duração. A duração pode
ser uma acção decidida por um evento ou então
durante um determinado período. O gráfico deve
incluir a área a reter.
4.1.11- MANTER E PROTEGER (SECURE)
É uma tarefa táctica atribuída a uma unidade para
evitar que uma determinada área possa ser destruída
ou danificada por acção do In. Normalmente esta
tarefa envolve a execução de uma operação de
segurança. Esta tarefa não só evita que o inimigo a
ocupe mas também evita que o In possa fazer fogo
directo sobre ela ou fogos indirectos regulados.
Esta é a grande diferença entre as tarefas controlar e
segurar.
A unidade que recebe esta tarefa não tem que ocupar a área.
Quando é atribuída esta missão o comandante tem de especificar qual a área e
a duração.
A duração pode ser uma acção iniciada por um evento ou então durante um
determinado período.
O gráfico deve incluir a área a reter.
4.1.12- CONQUISTAR (SEIZE)
É uma tarefa que envolve a posse de determinada
área geográfica usando uma força com potencial
esmagador.
Uma vez conquistado o objectivo, a força tem de
limpar o terreno pela destruição, captura ou forçar o
In a retirar. O In não pode ter a capacidade de
executar fogos sobre essa área.
Difere da tarefa ocupar porque a força conduz sempre uma acção ofensiva.
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Missões Tácticas
4.1.13- APOIAR PELO FOGO (SUPPORT-BY-FIRE)
É uma tarefa na qual uma unidade se movimenta para uma posição donde
possa empenhar uma força In através da execução de fogos directos no apoio
a uma unidade que manobra. A tarefa principal é executar fogos ajustados
sobre o In de modo a suprimi-lo ou fixá-lo.
Uma vez dada esta tarefa a unidade deve ocupar
posição de apoio que lhe permita cobertura e
desenfiamento, boa observação e campos de tiro. A
tarefa difere da tarefa atacar pelo fogo porque esta
é atribuída em apoio a uma unidade que manobra
na direcção do In.
Quando a posição é ocupada, o elemento de apoio:
- Verifica a segurança da posição
- Adquire alvos e distribui fogos
- Orienta os fogos para posições suspeitas
4.2- TAREFAS COM EFEITOS NA FORÇA In
4.2.1- DETER (BLOCK)
É uma tarefa que nega ao In o acesso a determinada
área, impedindo o seu avanço num EAprox.
Normalmente esta tarefa requer a atribuição de um
determinado tempo.
A linha perpendicular ao movimento indica até onde o
In pode progredir. Deter pode também ser um efeito
pretendido por um obstáculo.
O manual da EPI , NOTAS DE ENGENHARIA, Cap II , detalha os aspectos
relacionados com a Contra-Mobilidade.
4.2.2- CANALIZAR (CANALIZE)
É uma tarefa na qual um comandante restringe o movimento In para uma zona
coberta por obstáculos e fogos, explorando a configuração do terreno, que o
torna vulnerável.
Esta tarefa também pode ser empregue como efeito
pretendido por obstáculos no entanto tem a designação
NATO - TURN. O manual da EPI , NOTAS DE
ENGENHARIA, Cap II , detalha os aspectos
relacionados com a Contra-Mobilidade.
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Missões Tácticas
TERRENO IMPEDITIVO
OBSTÁCULO ANTI-
CARRO
ENCOSTA>45%
4.2.3- CONTER (CONTAIN)
É uma tarefa táctica que requer que uma unidade pare, cerque ou obrigue o In
a centrar a sua actividade numa determinada área de
modo que este não possa empregar as suas forças
num local onde possa afectar a missão de uma outra
força amiga ou onde afecte o desenvolvimento de uma
nova modalidade de acção.
Conter permite ao In reposicionar-se noutro local
enquanto que a tarefa fixar não o permite, pelo que se
necessário a força que tem a tarefa de fixar poderá ter que movimentar-se para
cumprir a tarefa enquanto que a força que contém não.
4.2.4- DERROTAR (DEFEAT)
É uma tarefa que implica que uma força In perca temporariamente ou
permanentemente a sua capacidade para combater. O comandante da força
derrotada não consegue continuar a executar a sua m/a enquanto que permite
que as forças amigas continuem a desenvolver as suas m/a sem interferência
significativa do In. Derrotar deriva do uso da força ou da ameaça do seu uso.
Os efeitos gerados podem ser físicos (sobre armas, pessoal e outros meios) ou
psicológicos (o In perde a vontade de combater pela exaustão mental e baixo
moral)
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Missões Tácticas
4.2.5- DESTRUIR (DESTROY)
Tarefa que significa que uma unidade In se torna ineficiente em combate até
que seja reconstituída. Destruir um sistema significa que o grau de
inoperacionalidade é tão alto que tem que ser reconstruído.
O dano necessário para tornar uma unidade destruída
depende o seu tipo, disciplina e moral. A destruição de
forças In blindadas ou em terreno organizado requer
uma grande quantidade de munições.
4.2.6- SEPARAR (DISRUPT)
Tarefa na qual o comandante integra fogos directos, indirectos e obstáculos
para afectar a formação, ímpeto ou sincronização de um ataque In e modo a
que este empregue prematuramente forças e seja batido por partes.
Esta tarefa aumenta significativamente os efeitos dos
fogos. Uma força com esta tarefa deve atacar o In
com potencial de combate tal que lhe permita obter os
resultados de uma só vez. Pode envolver um ataque a
uma ZRn ou sobre uma força em deslocamento
administrativo antes de adoptar a fomação de
combate. Esta tarefa tem também significado em
termos de Contra-mobilidade, O manual da EPI , NOTAS DE ENGENHARIA,
Cap II , detalha os aspectos relacionados com a Contra-Mobilidade.
4.2.7- FIXAR (FIX)
É uma tarefa na qual um comandante impede que o In se movimente de um
local para outro durante um determinado período.
Esta tarefa pode ser cumprida através do
empenhamento do In o através da emissão de falsas
ordens. Fixar a unidade não significa destruí-la. Esta
tarefa difere da tarefa deter porque esta permite que
o In se movimente em qualquer direcção excepto
naquela em que é bloqueado.
Esta tarefa tem também significado em termos de Contra-mobilidade, O manual
da EPI , NOTAS DE ENGENHARIA, Cap II , detalha os aspectos relacionados
com a Contra-Mobilidade.
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Missões Tácticas
4.2.8- INTERDITAR (INTERDICT)
É uma tarefa na qual um comandante evita que o In use uma determinada área
ou EAprox. É uma operação de moldagem do Campo de Batalha conduzida em
apoio da operação decisiva, quer ofensiva quer defensiva. As duas setas do
gráfico devem estar por cima da unidade ou área a interditar.
A tarefa tem associado um determinado tempo de
interdição e o efeito desejado com a interdição. O efeito
está directamente relacionado com a capacidade da
força realizar esta tarefa. Interditar o movimento de
unidades In pode ter um impacto decisivo no seu cerco
ou perseguição.
4.2.9- ISOLAR (ISOLATE)
Esta tarefa significa que o In tem de ser isolado (física
e psicologicamente) do seu apoio, negando-lhe
liberdade de movimentos e impedindo-o de ter
contacto com outras unidades In.
Um comandante não deve permitir a sanctuarização da
área isolada mas sim continuar a atacar o In isolado
nessa área. O círculo indica a área a ser isolada.
4.2.10- NEUTRALIZAR (NEUTRALIZE)
É uma tarefa que se traduz na incapacidade de
pessoal ou material In interfiram com determinada
operação das forças amigas.
O comandante deve especificar qual a unidade ou
material a neutralizar e a duração da neutralização.
São utilizados os meios letais ou não letais.
4.2.11- SUPRIMIR (SUPRESS)
É uma tarefa que resulta na degradação da capacidade de uma unidade ou
sistema de armas In em cumprir a sua missão. Ocorre quando se empregam
fogos directos /ou indirectos ou outros fogos não letais que degradem a
capacidade do In para cumprir a sua missão. A unidade In não necessita de se
reconstituir ou reorganizar para que possa cumprir a sua missão, sendo esta a
diferença entre a tarefa neutralizar.
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Missões Tácticas
BIBLIOGRAFIA
• RC-130 Vol I – Operações
• FM 3-0 Operations
• FM 3-90 Tactics
• APP-6A – Military Symbols for Land Based Systems
• MDCP 1 Warfighting
• Maneuver Warfare Handbook – William S. Lind
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x T: Derrotar RegMec
F: Permitir ataque com ímpeto da 3ªBrig
II T: Conquistar CARVALHA
31 F: Proteger Flanco W Agr21
I T: Conquistar CARVALHA
B F: deter In na AE1
I T: Abre brecha
I T: destruir In AE1
A F: permitir passagem SubAgrB C F: impedir que forças In
retirem para N
Nota: Os Pelotões da CAC foram omitidos para não pesar muito o gráfico
Legenda
Apoio
Esforço
Contribuição directa
Contribuição indirecta