Opala: Histórias e Curiosidades
Opala: Histórias e Curiosidades
GUEDES &
MIRANDA
Presidente:
Vice-Presidente Editorial:
Paulo Roberto Houch
Andrea Calmon
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ÉPOCAS
DISTINTAS
redacao@editoraonline.com.br
REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Andrea Calmon – MTB 47714
Opala & Cia é uma publicação do IBC - Instituto Brasileiro de Cultura Ltda. –
mundo. Vale destacar que, na mesma oca-
Caixa Postal 61085 – CEP 05001-970 – São Paulo – SP – Tel.: (0**11) 3393-7777
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sião, o Diplomata de quatro portas se tornou
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basicamente o único modelo de prestígio em
Números Atrasados com o IBC ou por intermédio do seu jornaleiro ao preço da
última edição acrescido das despesas de envio. nosso mercado. Tudo isso se refletiu rapida-
Para adquirir com o IBC – www.revistaonline.com.br, Tel.: (0**11) 3512-9477 ou
Caixa Postal 61085 - CEP 05001-970 - São Paulo - SP. mente em acentuada queda nas vendas do
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cupê, o que acabou provocando o fim de sua
A On Line Editora tem a revista que você procura. Confira algumas das nossas publicações e boa produção, para tristeza de seus fãs.
Ainda nesta edição, mostramos também a
leitura.
ARTESANATO LEVE: Arte & Decoupage • Arte em Biscuit • Arte em Madeira • Cortinas & Bandôs •
Decorando Albuns Scrap • Faça Fácil • Galeria em Tela • Moda em Bolsas • Panos de Copa • Pátina &
Sátinê • Pintura em Tecido • Pintura em Tela Esp ARTESANATO COM LINHA: Coleção Aprenda Fácil
• Figurino Crochê • Tricô & Cia • Almanaque dos Monogramas • Arte em Patchwork • Figurino Ponto
Cruz • Figurino Tricô Inverno • Guia de Pontos Tricô • Macramé • Minigráficos em Ponto Cruz • Roupa
curta trajetória do Chevette Junior no merca-
em Crochê • Tricô Trends • Arte em Barbante Esp • Figurino Tricô Inverno Esp • Só Gráficos Ponto
Cruz Esp • Tramas & pontos Extra ASTROLOGIA: Anuário Astrológico • Anuário Astrológico Especial do brasileiro e, acreditem, um Maverick. Isso
• Anuário Astrológico Previsões • Astros e Você • Astros e Você Previsões BICHOS: Almanaque do
Pit Bull • Bichos em Casa Especial CULINÁRIA: Cozinhas Faça Fácil • Bolos de Natal • Coleção
Delicias da Cozinha Mini • Coleção Delicias da Cozinha Mini Esp • Delicias da Cozinha Esp • Delicias mesmo! Um Ford Maverick, porém repoten-
da Cozinha Extra • Delicias da cozinha • Salgadinhos & Receitas Esp DECORAÇÃO: Anuário Brasileiro
de Decoração • Anuário de Paisagismo • Anuário do Feng Shui • Armários & Closets • Armários de
Cozinha • Casa & Decoração • Decoração & Estilo Casa • Decoração & Estilo Festas • Casa & Ambiente
ciado com o “seis canecos” de Opala. Santa
Banheiros & Lavabos • Casa & Ambiente Bebê • Casa & Ambiente Cozinhas & Salas de Almoço • Feng
Shui em Casa • Casa & Ambiente Filhos • Pequenos Ambientes • Projetos para Banheiros • Casa &
Ambiente Quartos & Closets • Quartos de Casal • Casa & Ambiente Salas & Livings • Salas de TV
heresia! Outro destaque é a jovem estudante
EDUCAÇÃO: Almanaque do Estudante • Almanaque do Estudante Extra • Almanaque do Estudante
Pós Graduação • Projetos Escolares Creche • Projetos Escolares Educação Infantil • Projetos Escolares de engenharia mecânica que conta sua pai-
Educação Fundamental • Projetos Escolares Especial • Projetos Escolares Extra FIGURINO E
BELEZA: Festa 15 Anos • Figurino Noivas • Figurino Moda & Estilo • Guia de Cortes de Cabelos •
Guia de Festas & Formaturas • Guia de Noivas & Debutantes • Cabelos para Festas Esp • Cabelos para xão pela linha Chevrolet em Meu Opala. Por
Noivas Esp • Cabelos Curtos Extra • Cabelos Longos Extra FUTEBOL: Show de Bola Especial • Show
de Bola Extra • Magazine SuperPôster Show de Bola MODA :Moda Moldes NEGÓCIO: Meu Próprio
Negócio • Meu Próprio Negócio Especial • Meu Próprio Negócio Extra • Anuário de Franquias • Guia
fim, também detalhamos todo o histórico das
MPN PLANTAS: Almanaque de Flores • Almanaque de Hortas • Guia de Plantas em Casa • Guia de
Plantas Medicinais • Almanaque de Rosas • Guia de Florais PUERICULTURA: Revista da Gestante •
Guia da Gestante Extra • Revista da Gestante Especial SAÚDE E BEM ESTAR: Guia Oficial de Yoga
características faixas da versão SS e mostra-
• Revista Oficial de Pilates TEEN: Rebelde • yes!Teen • Magazine Pôster yes!Teen • yes!Teen Especial
Férias • yes!Teen Style • yes!Teen Especial • yes!Teen Books TURISMO: Guia dos Melhores Resorts & mos como restaurar corretamente esta versão
Pousadas • Guia dos Melhores Hotéis Brasileiros • Guia dos Melhores Hotéis de São Paulo • Roteiros
de Hotéis-Fazenda • Guia de Pousadas de Campo • Guia de Pousadas de Praias • Guia do Litoral
Brasileiro • Guia de Cruzeiros Marítimos • Guias de Lazer e Turismo: Florianópolis, Maceió, Natal, Rio esportiva.
de Janeiro, Salvador, Buenos Aires, Lisboa, Paris, Chile, Orlando, Madri • Guia de Spas VEÍCULOS:
Fusca & Cia • Vendo Autos • Opala & Cia
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Editor-Executivo
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ÍNDICE
10 PERSONALIZADO
Derradeira versão do Cupê ganha visual
exclusivo e potente sistema de som
RO curioso
EPOTENCIADO
34
e inusitado Maverick
com “coração” de Opala
18 R ARIDADE
Comodoro 1975 brilha como se
ainda fosse de zero-quilômetro
EO Opel
SPECIAL
42
Rekord D: sucessor da versão
26 NACIONAL
O natimorto Chevette Junior, um dos
da marca alemã que originou o Opala
M EU OPALA
48
Uma jovem estudante de engenharia
declara de sua paixão pela linha Opala
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6 - CARTAS
Dúvidas, críticas e
sugestões
52 - SERVIÇO
As faixas da família SS
58 - ENCONTRO
Reunião opaleira
65 - CLASSIFICADOS
Vitrine de bons negócios
66 - CHEVROLET NEWS
Corvette comemorativo
GRAN LUXO
Ganhei de um amigo uma edição
da revista Opala & Cia e resolvi
“MINHAS PAIXÕES” enviar a foto do meu Chevrolet
É com muita satisfação que escrevo para elogiar a qualidade desta Opala Gran Luxo ano 1971,
revista, que virou minha leitura preferida. Desde que comprei a núme- azul Le Mans com teto de vinil
ro um, não parei mais! Espero que vocês continuem se superando, branco, todo conservado. Este
como fazem com frequência durante todos estes anos. Parabéns! modelo está prestes a completar
Aproveito para mandar a foto das minhas paixões: o Comodoro Cupê 40 anos. Ficarei muito satisfeito
1986, carinhosamente apelidado de “Pratão” pelo amor da minha se a foto dele for publicada.
vida, que adora passear no carrão!
Heraldo Corrêa Luiz Carlos Nassaralla
São Paulo – SP E-mail
LEVARAM O CAVEIRÃO!!!
Queria parabenizá-los por
mais um número desta
maravilhosa revista e agra-
decer por terem publicado
a foto do “Caveirão”, minha
Caravan, que na verdade
agora não sei mais onde
está... No dia 26 de março
a furtaram perto do Canindé
(São Paulo), enquanto eu
assistia a um jogo de fute-
bol. Ela estava com trava de
direção e um corta ignição,
mas ainda assim a levaram.
Se alguém puder ajudar, as
placas do veículo são CHZ
9859. Obrigado por terem AMOR DE PAI
eternizado meu “Caveirão” Sou leitor da revista Opala & Cia e gostaria de ver publicada a foto de
na revista. meus “dois filhos”. Um Opala SS 1979 e um Diplomata SE 1992.
Marcello Azevedo Gabriel Cunha Souza
São Paulo-SP Clube do Opala Catarinense
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CIUMENTO
Quero parabenizar a equipe da
revista Opala &Cia pelo trabalho
em favor dessa paixão chamada
Opala. Tenho todas as edições
da revista, leio todas as repor-
tagens e me sinto à vontade
para fazer uma observação: os
Opalas estão perdendo espaço
AMIGOS OPALEIROS nessa revista, tem muito carro
Primeiramente, parabéns a todos desta revista. Gostaria muito de fa- diferente aí. Isso não é uma
zer uma surpresa ao meu grande amigo Éric, publicando a foto dos reclamação, já que gosto de
nossos Opalas nesta grande revista. Nos conhecemos nos tempos todo tipo de carro antigo. Isso é
de faculdade de engenharia na cidade de Ourinhos. Hoje, apesar ciúme mesmo... Segue a foto do
de morar a 320 km de distância, sempre que posso pego o Opalão e meu Opala Comodoro 1979.
vou visitar o amigo. Aliás, já está na hora de ele colocar o Opala na
estrada e vir me visitar... Na foto, apareço ao lado de meu Comodoro José Roberto Tenani
1979. Ao fundo, está o Éric com seu Diplomata 1989. São Caetano do Sul-SP
Marcelo Crid
Nova Esperança-PR
CARRO DO PRESIDENTE
Meu Diplomata SE 1991 que perten-
ceu à Presidência da República foi
matéria da edição nº 20 da revista, o
que me deixou muito satisfeito e me
incentivando ainda mais a deixá-lo o
mais próximo possível dos padrões
originais, conforme prometido na
matéria. Desde a publicação fiz um
intenso trabalho na parte estética
e mecânica do ‘Presidente’ que
terminou no fim do ano passado,
culminando numa visita à Basílica
de Aparecida para pedir proteção
PAIXÃO PELO OMEGA à família e ao bólido. Aí estamos em
Meu amigo Gleison me apresen- Aparecida do Norte.
tou a esta maravilhosa revista e, Carlos Souza CARAVAN SS
muito emocionado, contou o caso Participo do Barreiro Opala Clube
E-mail
de amor pelo seu Omega 1998, de Belo Horizonte e gostaria que
chegando a comentar que “não vocês publicassem a foto da mi-
o trocaria por mulher alguma”. nha Caravan SS 1978 com motor
Acreditam? Pois é. Por este caso de 6 cilindros. Sou fã da revista
de amor, decidi lhe preparar esta e agradeço a vocês por nos
surpresa. Ele vai adorar ver a foto manterem informados sobre tudo
do seu Omega na revista! relacionado à família Opala...
A todos os interessados, a
revista Opala & Cia ainda
não conta com sistema de
assinaturas. Sua periodi-
cidade é bimestral, nas
bancas de todo o País.
DIPLOMATA 6 CANECOS
Sou um grande admirador da revista Opala & Cia, da qual tenho todos
os exemplares. Gostaria de ver a foto do meu Diplomata 1989/1990 “6
canecos” publicada. Essa foto com a minha noiva e também admiradora
de Opalas foi tirada no último encontro na cidade de Governador Vala-
dares, em Minas Gerais. Parabéns pela excelente revista, que agrada
sempre a todos os opaleiros...
Eder Marques
E-mail
COISA RARA
Caros amigos da revista
Opala & Cia, aqui está um
exemplar de um raríssimo
Chevette SL 1985 com ar-
-condicionado e apenas 34
mil quilômetros rodados.
Adquiri essa raridade há
pouco mais de seis meses e
“MEU BEBÊ” gostaria que todos os apai-
Em primeiro lugar, quero prestar uma merecida homenagem aos edito- xonados pela linha Chevro-
res desta maravilhosa revista, que sempre nos trás ótimas e saudosas let pudessem admirá-lo. É o
reportagens sobre o mais belo carro que já existiu. Aproveito para man- meu xodó! Na foto, detalhe
dar a foto do “meu bebê”, um Comodoro 1990 todo original, que desfila do meu filho, que adora o
sereno nas ruas de Belém do Pará. ventinho gelado!
LÍDER
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PERSONALIZADO Por Igor Thomaz/ Fotos de Saulo Mazzoni
REC E I TA
EXPLOSIVAPara fazer com que seu raro cupê Comodoro CHAMASSE
A ATENÇÃO de todos, farmacêutico DESENVOLVEU
UMA FÓRMULA ESPECIAL de personalização
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E
raramente costuma mo Melo Venâncio, dono
desfilar pelas ruas da máquina há exatamen-
de São José dos te 13 anos. “Comprei o car-
Campos, no inte- ro quando fiz 18 anos. Foi o
rior paulista. Mas, primeiro que tive, mas era
sempre que o faz, totalmente original”, lem-
deixa um monte de gente bra o proprietário. Por in-
torcendo o pescoço por crível que possa parecer,
onde ele passa. É impos- isso o incomodava. Na ver-
sível não notar o raro cupê dade, indiretamente. An-
da última série produzida selmo explica que sempre
dessa versão de duas por- gostou de levar seu cupê
tas, com sua pintura preta 4.1 a álcool nos encontros
brilhando, as rodas espor- de antigos, mas sentia cer-
tivas na carroceria rebaixa- ta decepção quando via as
da e os vidros com película versões originais dos anos
escura. Isso sem contar a setenta arrancando sus-
quantidade de equipamen- piros dos visitantes, en-
tos e detalhes escondidos quanto seu raro Comodoro,
embaixo do capô do motor apesar de ser igualmente
e do porta-malas, além dos impecável, acabava fican-
cuidados especiais com o do em segundo plano.
acabamento no interior. Daí ele teve a ideia.
A transformação des- “Decidi investir em equi-
se clássico foi concebida pamentos diferenciados,
A combinação de
cores preto e amarelo
ditou a customização
em todos os
ambientes, do interior
da cabine ao porta-
malas do Comodoro
PRESERVADO
COM CARINHO
ESSE COMODORO 1975 é um daqueles de se ADMIRAR COM TODA
ATENÇÃO. Tal é seu estado de conservação, que mais parece UM ZERO-QUILÔMETRO
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As peças cromadas
e os detalhes de
acabamento, como os
emblemas em perfeito
estado, resultam num
harmonioso contraste
com a carroceria
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A
nesta raridade é a cor Turquesa metálica,
não muito fácil de encontrar mesmo nos di-
versos eventos que reúnem colecionadores
do Opala. A pintura, refeita com muita qua-
lidade, evidencia uma carroceria livre de
riscos, ondulações, pontos amassados ou
opacos. O mesmo se pode dizer dos detalhes funcio-
nais e decorativos, a começar pela grade dianteira.
“Ela se diferencia por contar com quatro capas de aço
inoxidável nos elementos horizontais”, explica Rober-
to Xavier, administrador de empresas e feliz proprie-
tário deste cupê.
Ainda no frontal, os faróis têm as máscaras pin-
tadas na mesma cor da carroceria, outro detalhe
de requinte dessa luxuosa versão. Já os dois pa-
ra-choques brilham como espelho e preservam
os batentes originais, de borracha. As rodas ori-
ginais exibem calotas e sobrearos absolutamente
íntegros, além dos pneus diagonais nas medidas
7.35-14, iguais aos que saíam da linha de produção
na época – sem faixas brancas. Pode ser difícil de
acreditar, mas até o vinil do teto, no que ficou defini-
do popularmente como estilo Las Vegas, é o mesmo
que os funcionários da fábrica da GM, em São Cae-
tano do Sul (SP), instalaram em 1975. Está perfeito,
e nem foi preciso trocar o acabamento.
Outro detalhe desse luxuoso modelo são os vi-
dros verdes. Mas também chama a atenção o friso
que emoldura o painel traseiro, em estado impecável.
Este era mais um requinte da versão Comodoro, que
foi a mais luxuosa até o surgimento do Diplomata. E,
nas largas colunas traseiras, podem ser vistos os em-
blemas que exibem a letra “C”, de Comodoro, protegi-
das por uma camada de acrílico – nesse caso, as pe-
ças originais, bem desgastadas pelo tempo, tiveram
JACARANDÁ E AR-CONDICIONADO
Todo o requinte dessa versão também pode ser vis-
to internamente, em que se destacam os apliques que
simulam jacarandá em toda a extensão do painel – in-
clusive no painel do ar-condicionado. Além dos instru-
mentos muito bem conservados, o interior do charmoso
cupê ainda conserva o rádio AM Chevrolet original, com
memória mecânica de estações e dois alto-falantes: um
no painel e outro no lado direito do tampão traseiro – era
assim que o sistema de som desse Opala saía da linha
de produção. Além disso, o modelo também oferece o
conforto da direção hidráulica.
O forro do teto, branco, contrasta com o tecido Jer-
sey, na cor preta dos bancos, que ainda são de encosto
baixo, um pedido específico do primeiro dono do Chevro-
let. Originalmente, o Comodoro 1975 já vinha de fábrica
com bancos de encosto alto. Preta também é a cor do
carpete do tipo buclê e dos tapetes de borracha, bem
como do console central. Toda essa qualidade também
pode ser vista quando se abre a tampa do porta-malas,
onde estão o macaco, o estepe e a forração também com
RESTAURAÇÃO CRITERIOSA
Muito satisfeito com a relíquia que mantém com todo
cuidado na garagem, Xavier lembra que teve certo tra-
balho para deixar o Opala do jeito que está. “Comprei o
carro no começo de 2007 de um amigo e, logo em se-
guida o mandei para a restauração, que só ficou pronta,
como eu queria, depois de mais de um ano”, detalha o
colecionador, que faz questão de lembrar que o amigo
em questão fez, na verdade, um negócio de irmão. “Foi
ele quem comprou o cupê, ainda do primeiro dono, que
morava no centro de São Paulo e só vendeu o carro de-
vido já estar com idade avançada.”
Como não tinha intenção de ficar com o Comodoro, o
“amigão” ofereceu o carro para Xavier, que destaca os cui-
dados do primeiro dono do Chevrolet, que foi comprado
PROPOSTA
(IM)POPULAR
O CHEVETTE JUNIOR foi uma tentativa mal sucedida da
Chevrolet para CONQUISTAR UMA PARTICIPAÇÃO no
segmento dos “CARROS POPULARES”
O raro exemplar
sobrevivente da série
Junior ainda conserva
os faróis com lentes
originais Cibié
L
cado brasileiro prensa divulgava, seu pri- da como Chevette Junior.
em abril de 1973, meiro concorrente direto foi Desta vez, a missão era
o Chevette foi outro modelo Volkswagen: combater outro concorren-
durante mais de o Brasilia... Em 1992, já te também popular: o Fiat
vinte anos o “ca- com mais de um 1 milhão Mille, que havia relançado
çula” da linha de e meio de unidades produ- em 1990 o segmento dos
modelos oferecida pela zidas e algumas evoluções “modelos mil” (1,0 litro) no
General Motors do Bra- no estilo, o modelo popu- mercado nacional – para
sil. Definido na época de lar da Chevrolet brasileira se beneficiar do IPI menor,
seu lançamento como o ganhou uma nova versão, 20% ante 32% para carros
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com motor até essa cilin- junto do Chevette desem- havia surgido.
drada. No visual, o modelo penho compatível ao do
da GM até que fazia frente principal concorrente. Tal MUDANÇA FORÇADA
à concorrência – se por um era essa deficiência que, Mas a descontinuação
lado o projeto do Uno Mille numa tentativa desespe- da “natimorta” versão Ju-
datava de 1984, o Chevet- rada para melhorar o de- nior do Chevette tem ainda
te Junior exibia o desenho sempenho do modelo, a um outro motivo. No come-
A diminuta roda de 13
remanescente da última GM chegou até mesmo a ço de 1993, o governo bra-
grande alteração de estilo solicitar vidros mais finos sileiro decidiu incentivar a polegadas e o emblema nas
realizada pela Chevrolet, para o Chevette Junior, ta- produção de automóveis laterais das portas identificam
em 1983, com estilo inspi- refa prontamente atendi- concedendo incentivos fis- a malfadada versão popular
rado no Monza. da pelo fornecedor. Mas o cais exclusivos aos chama-
O problema, entretan- esforço acabou em vão... dos “carros populares”. A
to, e que logo se revela- Demasiadamente lenta, a princípio, um dos critérios
ria insolúvel, era a limitada versão Junior desapare- era exatamente ser equi-
potência do motor, com ceria do mercado em me- pado com motor de 1.000
apenas 50 cv, insuficien- ados do ano seguinte, de cm³, no qual o Chevette Ju-
te para garantir ao con- forma tão discreta quanto nior já se enquadrava. E o
A fábrica
economizou onde
pôde. Prova disso
é o esguicho do
para-brisa, ainda
acionado no pé
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tal nas versões equipados gar ao Chevette L, com a op- bro de 1993 a última unida-
com motores de 1-litro. ção dos motores a gasolina de do modelo deixou a linha
Mas além das razões ou álcool empurrando um de produção. Após mais de
de equidade de tratamento conjunto de acabamento tão 1,6 milhão de unidades ven-
dispensado pelo governo simples quanto o oferecido didas, o pequeno Chevrolet
à GM, havia o compromis- pelo antecessor. Mesmo as- cumpria sua última missão:
so de lançar, no começo do sim, a “nova” versão “popu- abrir espaço no segmento Outro detalhe de
ano seguinte, um novo mo- lar” da Chevette não conse- “popular” para o Corsa, que economia popular: falta
delo com motor de 1 litro. guiu o mesmo sucesso dos em fevereiro de 1994 pas- de encosto de cabeça
Com o ganho de potên- concorrentes. Por isso mes- sou a ser o novo “caçula” da para os ocupantes do
cia, a versão Junior deu lu- mo, no dia 12 de novem- família Chevrolet brasileira. banco traseiro
CORAÇÃO
VALENTE
ESTE CLÁSSICO DOS ANOS SETENTA, agora ronca forte
equipado com o “SEIS CANECOS” da linha Chevrolet OPALA
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O CÂMBIO DE 5 MARCHAS É DA
PICAPE CHEVROLET SILVERADO
Q
plexo. Isso porque, no lugar do tradicional motor V-8
que equipava as versões mais potentes desta linha,
repousa nada mais, nada menos, que o potente e
confiável “seis canecos” original da linha Chevrolet
Opala. E engana-se quem imagina que esse “trans-
plante de coração” resultou em perda de potência.
Apimentado com preparação especial, o 6-cilindros Chevrolet
“despeja” atualmente cerca de 280 cv – exatos 83 cavalos de
força a mais se comparado aos 197 cv originalmente oferecidos
pelo motor Ford V-8. “A mecânica do Opala foi inicialmente uma
necessidade, mas depois acabou se mostrando a melhor opção
na relação investimento-potência”, declara o empresário Mar-
cello Malienco Gomes, 43 anos, proprietário do “brinquedo” e
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RECEITA DO ACASO
Na verdade, quando comprou a “carcaça” desmontada – sim,
era neste estado que o Maverick se encontrava –, o empresário
também arrematou o carro com a mecânica de Chevrolet Opala,
porém de 4 cilindros. “Ele já não contava com o motor original e
seu antigo proprietário não tinha recursos financeiros para concluir
O “6 CANECOS” DO OPALA
ENCAIXOU COMO UMA LUVA NO
COFRE DO MAVERICK
a restauração”, conta Marcello, que deu um Fus-
ca 1994 “novinho” em troca do quebra-cabeças
que era na ocasião o modelo da Ford.
Ao consultar a oficina Allen, especializada
em preparação de Opalas, o empresário con-
venceu-se de que a melhor receita seria des-
cartar o motor de 4 cilindros, porém não em
prol de uma mecânica original da linha Ma-
verick, mas sim do bom e confiável propulsor
seis-cilindros Chevrolet.
Ainda na Allen, o ”seis canecos” ganhou
sistema de injeção eletrônica Fuel Tech, co-
mando mais bravo, com 2920 e o cabeçote re-
baixado. Filtros esportivos e cabos de velas
de silicone da Accel também foram monta-
dos no motor. “O escapamento ganhou saída
dupla, como na versão equipada com o mo-
tor V-8. A suspensão foi recalibrada e o freio
a disco foi estendido também às rodas trasei-
ras”, detalha Marcello.
O segredo desse curioso mix de Opala
com Maverick, no entanto, o proprietário cre-
dita ao trio motor-câmbio-diferencial. “Ado-
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O SUCESSOR
QUE NÃO VEIO LANÇADO na ALEMANHA no fim de
1972, o OPEL REKORD D SUCEDEU
a versão que originou o OPALA
S
originou o Opala, o Opel Rekord D
se caracterizava pelas linhas mais
retas e os protótipos definitivos
foram finalizados em 1971. Já os
modelos de série, fabricados nas
instalações da Opel em Rüssel-
sheim, chegaram às ruas no fim do ano se-
guinte. Com carroceria monobloco, a nova
geração desta tradicional família de mode-
los era equipada com motores de quatro
cilindros em linha a gasolina de 1.897 cm³,
1.698 cm³ e 2.068 cm³. Havia ainda uma
versão a diesel, moda que começava a se
difundir na Europa naquela ocasião. Como
o bloco deste motor era mais alto, o estam-
po do capô da versão diesel era um pou-
co diferente. Além disso, como houve muita
confusão em relação a letra “D”, que muitos
achavam se referir ao motor a diesel, e não
a evolução normal da linha, a designação
“Rekord II” chegou a ser usada em alguns
folhetos publicitários.
Vale lembrar que a linha Opel Rekord
sofreu um constante processo de evolu-
ção na Alemanha, além de dar origem a di-
versos modelos pelo mundo. Ao todo foram
oito gerações: do Olympia Rekord (1953/57) Com estilo arrojado versão de luxo do Rekord C, foi mantida,
passando para o Rekord P I (1957/60); para a época a mas acrescida da letra “B”. Era disponível
Rekord P II (1960/63); Rekord A (1963/65); versão cupê do nas versões 2500 S, 2500 GS, 2800 GS e
Rekord B (1966/67); Rekord C, que originou
Rekord D também 2800 GS/E todos de seis cilindros em li-
o nosso Opala (fabricado na Alemanha de
se destacava pelo nha (o motor 2500 deixou de ser fabricado
1967 a 1972); Rekord D (1972/77); Rekord
equilíbrio e pela em 1974, devido às normas antipoluição).
E I (1977/82) e Rekord E2 (1982/86). A de-
elegância As carrocerias disponíveis para a linha
nominação Commodore, que surgiu como
Rekord D/Commodore eram cupê de duas
Com poucas
OUTROS PAÍSES alterações no estilo,
O Rekord D também substituiu, em 1973,
o Opel Rekord D
o Ranger, modelo montado na fábrica Opel
de Antuérpia, Bélgica, e que fora desenvol- foi fabricado na
vido baseado no Rekord C. A denominação Alemanha de 1972
Ranger, porém, foi mantida para facilitar a a 1977
comercialização na Europa Continental.
O estilo mais
conservador do
Vauxhall Victor
era marcado
pelo frontal, que
perdia as linhas
arrojadas do
Rekord
HERDEIRA DE
UMA TRADIÇÃO
FILHA DE um fã da linha Opala, ESTUDANTE DE ENGENHARIA dá sequência
à sucessão de modelos que já passaram pela GARAGEM DA FAMÍLIA
O
moda à estudante Eloísa com o fato de suas amigas estranha-
Helena Kuhn em troca de rem sua predileção não só pelo Opa-
seu Opala e ela pronta- la, mas também pelos automóveis em
mente recusará a propos- geral. “As pessoas acham esquisito
ta... “Gosto de todo tipo o fato de eu, como mulher, cursar a
de carro”, deixa claro a faculdade de engenharia mecânica”,
jovem, de apenas 21 anos de idade. detalha a jovem, que aprendeu a gos-
“Mas minha preferência sempre foi tar de mexer em carros e de Opala
pelos modelos grandes e potentes; por influência do pai, Ernesto Kuhn.
em especial os da linha Opala”, jus- “Meu pai já teve 58 exemplares da li-
tifica a aluna de engenharia. nha Opala. Por isso, posso dizer que
nasci e cresci a bordo do PROPRIETÁRIA Opala, até que ele falou: ainda não possuir a cartei-
modelo”, conta a estudan- ‘Então vou comprar para a ra de habilitação, meu pai
te, que aprendeu a dirigir POR ACASO Eloísa’, no que ela acabou deixava que eu conduzisse
aos 12 anos de idade, “po- Já o primeiro Opala concordando”, relembra a o Opalão 1979 em volta do
rém num Fusca”, lamenta. que Eloísa pôde chamar estudante. “Eu tinha ape- quarteirão de casa.”
“Acho que meu pai não de “seu” foi fruto de um im- nas 16 anos na época, mas Quando completou 18
deixaria ninguém apren- passe familiar. “Minha mãe fiquei super animada com anos de idade, ela conta
der a dirigir em um de seus tentava convencer meu pai a ideia de ter um carrão que o pai a consultou sobre
Opalas”, brinca. a não comprar mais um daqueles”, diz. “Apesar de a possibilidade de vender o
“ATÉ CONCORDO EM VENDER MEU OPALA, MAS COM UMA CONDIÇÃO: QUE O VALOR
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Opala. A jovem concordou,
mas com uma condição:
“Desde que o dinheiro fosse
usado para comprar outro
Opala para mim”, narra a
estudante. E foi assim que o
atual cupê com interior mar-
rom monocromático, também
fabricado em 1979, entrou na
garagem e na vida de Eloísa.
Apesar de ostentar a
placa preta, o exemplar da
universitária exibe algumas
características que fogem
da originalidade. “É o caso
das rodas Tucson de 16
polegadas, do motor 6-cilin-
dros convertido para o álco-
ol e do escapamento 6x2”,
descreve a jovem, afiada
quando o assunto é mecâ-
nica. “A suspensão também
foi rebaixada com a elimina-
ção de 1 elo e meio da mola
dianteira e 1 elo, na trasei- O motor seis cilindros foi
ra”, detalha, com conheci- convertido para o álcool,
mento típico de quem já é enquanto as rodas originais
especialista. foram substituídas
CIÚMES E CAPRICHOS
Dirigir um carro grande,
o que é considerado um pro-
blema para muitas mulheres,
não é obstáculo para Eloísa.
“Só não gosto de fazer baliza
com ele”, confessa a jovem.
“Mas é porque tenho receio
Cursando engenharia
mecânica, a jovem proprietária
mostra ter conhecimento
especializado sobre a linha
Opala
ESPORTIVIDADE NA FAIXA
PARA DIFERENCIAR O SS das outras versões da linha Opala, AS FAIXAS
Desenvolvidas
DECORATIVAS CARACTERIZAM o ano/modelo de cada VERSÃO “ESPORTIVA”
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principal detalhe de dife-
O
renciação da linha Opala
SS foi a adoção de exclu-
sivas faixas pretas, que
destacavam a carroceria.
Criadas como decoração A primeira versão
dos carros de corrida, em do Opala SS se
meados da década de 1950 elas caracterizava
logo se popularizaram, de tal forma, pelas faixas
que também foram adotadas pelos largas sobre o
estilistas da indústria automobilística. capô e a pintura
Este artifício passou a ser explo- em preto no
rado pela General Motors em 1962,
painel traseiro
quando a empresa apresentou o Su-
per Spyder, um dream car baseado
no Chevrolet Corvair que tinha uma
larga faixa longitudinal, que cobria
todo o centro da carroceria seguida
por filetes laterais. Tanto o público
quanto a imprensa gostaram da novi-
dade e a GM não demorou a “enfai-
xar” seus modelos esportivos, com
destaque para o Camaro RS lançado
em 1967.
A subsidiária brasileira, ao lan-
çar a versão esportiva do Opala
também decorou esta linha com fai-
xas pretas. A GMB seguia a receita
adotada no Opel Rekord Sprint, a
versão esportiva do modelo alemão,
e também de outros modelos nacio-
nais, como o Chrysler GTX e o Cor-
cel GT, lançados na mesma época.
MUDANÇAS DE ESTILO
Com a reestilização da linha reali-
zada em 1975, tanto o SS4 quanto o
SS6 ficaram muito parecidos. Exemplo
disso é o fato do modelo de quatro ci-
lindros ter passado a contar com para-
-choques cromados. A parte central do
Nos três capô, pintada em preto fosco, incluin-
primeiros anos do o painel frontal superior, tem filetes
de produção o perimetrais também em preto. Já na
SS foi oferecido lateral os “pés” dos para-lamas ganha-
somente com o ram um adesivo retangular, com as le-
motor de seis tras “SS” em branco com fundo preto.
Abaixo delas os numerais “4” ou “6”
cilndros
são ladeados por bandeiras quadricu-
ladas, que ficam por cima de três fai-
xas: preta com filete branco, branca e
preta com filete branco. A parte supe-
rior dos para-lamas traseiros uma faixa
preta, dividida em quatro segmentos,
segue a curvatura da carroceria.
No ano seguinte ocorreu a unifor-
mização das faixas do SS4 e do SS6.
Ou quase: a diferença ficou para o
adesivo com o número “4” ou “6” em
vermelho com contorno preto e, logo
abaixo, as letras “SS”, também bran-
cas, sobre fundo preto. Estes colan-
tes ficam aplicados nos para-lamas
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dianteiros, atrás das caixas de roda,
na mesma altura dos piscas. Outra
diferença entre os dois modelos eram
as rodas que, no SS6, vêm com o
contorno pintado em preto.
Exceto isso, os esportivos eram, O SS 4 se
basicamente, iguais em estética. No caracterizava
capô duas faixas cobrem o capô pelo capô todo
emolduradas por filetes brancos. O em preto, assim
painel traseiro não é pintado e, late- como o painel
ralmente, toda a área abaixo do vin- traseiro
co da carroceria passou a ser preta,
incluindo os painéis inferiores dian-
teiros e traseiros. Uma curiosidade:
ÚLTIMAS MUDANÇAS
Segundo boa parte dos entusias-
tas da linha Opala, os SS de 1978 têm
as mais belas faixas criadas para esta
versão esportiva. O capô do motor
passou a ter a parte central totalmente
preta, tendo apenas filetes delineado-
res da cor do carro, envoltos por outras
faixas de cor preta. Já o painel trasei-
ro do porta-malas voltou a ser preto e,
lateralmente, surgiu um novo arranjo,
com o emblema SS vazado, nas dessa
vez as faixas começavam na altura dos
para-choques dianteiros, passando
por cima do corte das caixas de roda,
OPALA && CIA
OPALA CIA
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Com as
alteração de
estilo realizadas
em 1975, o SS
também ganhou
novas faixas
OPALA PARTS
OPALA & CIA
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DANIEL FARUK
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ÇÃ ON ÇÃ ON ÇÃ ON N° 2
EDI EDI EDI ÃO
E DIÇ
9 8 7
N° 1 N° 1 N° 1 6
ÃO ÃO ÃO N° 1
EDIÇ EDIÇ EDIÇ ÃO
E DIÇ
CORVETTE GANHA
CENTENNIAL EDITION
A marca Chevrolet comemora
neste ano de 2011 o seu centená-
rio. E entre as festividades progra-
madas está o lançamento da versão
especial Centennial Edition Corvet-
te. Disponível em todos os modelos
da linha Corvette (incluindo o Grand
Sport, Z06 e ZR1), o pacote exclu-
sivo agrega diversos elementos di-
ferenciados de design. A começar
pela cor Flash Carbono Metálico,
com gráficos em preto e rodas pin-
tadas na mesma tonalidade – con-
trastando com as pinças de freio
vermelhas. Fabricadas em alumínio,
as rodas (de 18 a 20 polegadas,
variando de acordo com cada ver-
são) têm ainda um detalhe vermelho ras cruzadas contém uma pequena Austin Hatcher Foundation for Pe-
na borda, algo típico dos carros de adaptação, com o número “100” no diatric Center (fundação que ajuda
competição. lugar da tradicional flor de lis. crianças com o câncer e parceira da
As referências ao universo das Mas as exclusividades não pa- Amercian Le Mans Series, competi-
corridas, aliás, é mais do que na- ram por aí. No interior do carro, o ção onde a Chevrolet participa ofi-
tural, já que a marca Chevrolet fora painel de instrumentos é revestido cialmente com o Corvette). O Cen-
criada em 1911 por um piloto, Louis em couro Ebony, enquanto os ban- tennial Edition que será leiloado é
Chevrolet. Outras alusões às origens cos são de camurça – mesmo mate- baseado no pacote de performance
da marca estão presentes na edição rial adotado no voltante, na alavanca Z07 e possui o capô do Z06 feito em
centenária em formas de emblemas de câmbio e no descansa-braços, fibra de carbono.
e logotipos. Um logotipo com uma que têm costuras em fios vermelho Quem arrematar o modelo no lei-
imagem icônica de Louis Chevrolet e seguem o mesmo padrão dos utili- lão terá direito a participara do pro-
aparece na coluna central, nas ro- zados na versão Z06 Carbono Limi- grama Corvette Engine Build Expe-
das e no centro do volante. Os en- ted Edition. rience, que permite acompanhar a
costos de cabeça também ostentam A Chevrolet escolheu para a es- fabricação de seu próprio motor ao
um logótipo do centenário em alto tréia do Corvette Centennial Edition lado de especialistas da Chevrolet,
relevo. Além disso, os mais aficiona- um leilão na badalada casa Barrett- assim como a oportunidade de re-
dos pelo carro notarão outro detalhe: -Jackson. O valor alcançado pelo ceber o veículo no National Corvette
o histórico emblema das bandei- modelo de número 100 vai para a Museum, localizado na cidade de Bo-
wling Green, em Kentucky, nos EUA.
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