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Opala: Histórias e Curiosidades

Enviado por

matheusgnr1985
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Distribuição 100% gratuita @clubederevistas

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GUEDES &
MIRANDA
Presidente:
Vice-Presidente Editorial:
Paulo Roberto Houch
Andrea Calmon
Distribuição 100% gratuita @clubederevistas
ÉPOCAS
DISTINTAS
redacao@editoraonline.com.br

REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Andrea Calmon – MTB 47714

Colaboraram nesta edição: Roberto Marks (Editor-Executivo)


veiculos@editoraonline.com.br Os dois exemplares da versão Comodo-
Luiz Guedes Jr. (Editor Assistente)
Bob Sharp (Editor Técnico)
Igor Thomaz e Rogério Ferraresi (Textos);
ro cupê em destaque na capa desta edição
Arte e Diagramação:
Saulo Mazzoni (Fotos)
Adilson Nicollette / Comunica Multimídia
de Opala & Cia, além de se diferenciarem
PROGRAMAÇÃO VISUAL nos detalhes de estilo e radicalmente no visu-
Coordenador de Diagramação: Rubens Martim
Coordenadora Arte e Criação: Patricia Paiva al, também testemunham duas fases distintas
diagramacao@editoraonline.com.br
Estagiária: Ana Carolina Silva Gelinskas na trajetória do charmoso cupê da linha Opa-
ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
Coordenador: Manoel Carvalho
la. Enquanto o Comodoro 1975, uma raridade
PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA
em perfeito estado original, é um legítimo re-
Coordenadora: Elaine Simoni
elainesimoni@editoraonline.com.br presentante da fase de ouro desta versão no
PUBLICIDADE mercado brasileiro, o modelo personalizado,
Diretora Comercial: Arines Garbin
Diretora de Publicidade: Patricia Massini fabricado em 1988, marca a última série de
Supervisor: Daniel Giongo
Executivos de Contas: Aline Guarino, Andressa Silva, Ari Nunes,
Avany Ferreira e Milton Lima
produção deste cupê.
Executivos de Negócios:
operacional@editoraonline.com.br
Cleusa Garcia, Lea Naftal, Rodrigo Cortona,
De versão preferida pelos consumidores
Sumara Vecchio e Valéria Alves
agencia@editoraonline.com.br nos anos setenta, o Opala cupê acabou fican-
Assistente de Publicidade:
Designer Gráfico:
Priscyla Bassi
Danilo Moura do esquecido na segunda metade dos anos
Escritório: Rio de Janeiro: (21) 2225-6106
Representantes: Alagoas, Ceará, Paraíba e oitenta, o que provocou, inclusive, a desati-
Rio Grande do Norte: (81) 3341-5693
Belo Horizonte: (31) 3291-6751
Brasília: (61) 3034-3704/ 3034-3038
vação de sua produção em 1988. Este fato
Espírito Santo: (27) 3229-1986
Interior de SP - Exceto região de
curioso marca também duas épocas distin-
Campinas: (16) 3620-2702
Paraná e Santa Catarina: (41) 3023-8238 tas no desenvolvimento do mercado brasilei-
Recife: (81) 3326-7188
Rio Grande do Sul: (51) 3374-5672 ro, no qual durante cerca de duas décadas os
Salvador e Sergipe: (71) 3243-3944
modelos de duas portas tiveram a preferên-
MARKETING
Diretora de Marketing: Yuko Lenie Tahan
yukotahan@editoraonline.com.br
cia dos consumidores, contrariamente ao que
Supervisão de Marketing:
Assistente de Marketing:
Cássia Silva
Bruno Oliveira
sempre foi comum no resto do mundo.
Designer Gráfico: Andressa Pimentel
No caso do Opala, esta preferência era
CANAIS ALTERNATIVOS
DEP. VENDAS
Luiz Carlos Sarra
(11) 3687-0099 equilibrada pelo fato da versão de quatro por-
vendaatacado@editoraonline.com.br
tas ser comumente utilizada por executivos de
LOGÍSTICA E ARMAZENAGEM Luiz Carlos Sarra
luizcarlos@editoraonline.com.br empresas, frotistas e também como táxi. Mes-
ADMINISTRAÇÃO
Diretora Administrativa: Jacy Regina Dalle Lucca
mo assim, durante a década de 1970 e co-
financeiro@editoraonline.com.br
Coordenadora de Suprimentos: Juliana Santos meço dos anos oitenta, o cupê tinha a pre-
suprimentos@editoraonline.com.br
ferência do comprador particular, algo que
CRÉDITO E COBRANÇA cobranca@editoraonline.com.br
também se comprovava na hora da revenda,
ASSINATURAS CORPORATIVAS
Consulte sobre descontos e condições especiais, entre em contato e solicite uma
proposta direto com o IBC (11) 3393-7717 ou através do e-mail.: assinatura@
quando um cupê usado valia bem mais do
editoraonline.com.br que um quatro portas do mesmo ano.
ASSINATURAS:
Supervisora de Assinaturas
assinatura@editoraonline.com.br
Tatiane Sara Lopez Isso só começou a mudar em meados da
tatianelopez@editoraonline.com.br
década de 1980, quando o mercado brasi-
Impresso por Bandeirantes
Distribuição no Brasil por Dinap leiro passou a se comportar como o resto do
Distribuição em Portugal Logistica Portugal

Opala & Cia é uma publicação do IBC - Instituto Brasileiro de Cultura Ltda. –
mundo. Vale destacar que, na mesma oca-
Caixa Postal 61085 – CEP 05001-970 – São Paulo – SP – Tel.: (0**11) 3393-7777
A reprodução total ou parcial desta obra é proibida sem a prévia autorização do
sião, o Diplomata de quatro portas se tornou
editor.
basicamente o único modelo de prestígio em
Números Atrasados com o IBC ou por intermédio do seu jornaleiro ao preço da
última edição acrescido das despesas de envio. nosso mercado. Tudo isso se refletiu rapida-
Para adquirir com o IBC – www.revistaonline.com.br, Tel.: (0**11) 3512-9477 ou
Caixa Postal 61085 - CEP 05001-970 - São Paulo - SP. mente em acentuada queda nas vendas do
Compras pela internet:
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cupê, o que acabou provocando o fim de sua
A On Line Editora tem a revista que você procura. Confira algumas das nossas publicações e boa produção, para tristeza de seus fãs.
Ainda nesta edição, mostramos também a
leitura.
ARTESANATO LEVE: Arte & Decoupage • Arte em Biscuit • Arte em Madeira • Cortinas & Bandôs •
Decorando Albuns Scrap • Faça Fácil • Galeria em Tela • Moda em Bolsas • Panos de Copa • Pátina &
Sátinê • Pintura em Tecido • Pintura em Tela Esp ARTESANATO COM LINHA: Coleção Aprenda Fácil
• Figurino Crochê • Tricô & Cia • Almanaque dos Monogramas • Arte em Patchwork • Figurino Ponto
Cruz • Figurino Tricô Inverno • Guia de Pontos Tricô • Macramé • Minigráficos em Ponto Cruz • Roupa
curta trajetória do Chevette Junior no merca-
em Crochê • Tricô Trends • Arte em Barbante Esp • Figurino Tricô Inverno Esp • Só Gráficos Ponto
Cruz Esp • Tramas & pontos Extra ASTROLOGIA: Anuário Astrológico • Anuário Astrológico Especial do brasileiro e, acreditem, um Maverick. Isso
• Anuário Astrológico Previsões • Astros e Você • Astros e Você Previsões BICHOS: Almanaque do
Pit Bull • Bichos em Casa Especial CULINÁRIA: Cozinhas Faça Fácil • Bolos de Natal • Coleção
Delicias da Cozinha Mini • Coleção Delicias da Cozinha Mini Esp • Delicias da Cozinha Esp • Delicias mesmo! Um Ford Maverick, porém repoten-
da Cozinha Extra • Delicias da cozinha • Salgadinhos & Receitas Esp DECORAÇÃO: Anuário Brasileiro
de Decoração • Anuário de Paisagismo • Anuário do Feng Shui • Armários & Closets • Armários de
Cozinha • Casa & Decoração • Decoração & Estilo Casa • Decoração & Estilo Festas • Casa & Ambiente
ciado com o “seis canecos” de Opala. Santa
Banheiros & Lavabos • Casa & Ambiente Bebê • Casa & Ambiente Cozinhas & Salas de Almoço • Feng
Shui em Casa • Casa & Ambiente Filhos • Pequenos Ambientes • Projetos para Banheiros • Casa &
Ambiente Quartos & Closets • Quartos de Casal • Casa & Ambiente Salas & Livings • Salas de TV
heresia! Outro destaque é a jovem estudante
EDUCAÇÃO: Almanaque do Estudante • Almanaque do Estudante Extra • Almanaque do Estudante
Pós Graduação • Projetos Escolares Creche • Projetos Escolares Educação Infantil • Projetos Escolares de engenharia mecânica que conta sua pai-
Educação Fundamental • Projetos Escolares Especial • Projetos Escolares Extra FIGURINO E
BELEZA: Festa 15 Anos • Figurino Noivas • Figurino Moda & Estilo • Guia de Cortes de Cabelos •
Guia de Festas & Formaturas • Guia de Noivas & Debutantes • Cabelos para Festas Esp • Cabelos para xão pela linha Chevrolet em Meu Opala. Por
Noivas Esp • Cabelos Curtos Extra • Cabelos Longos Extra FUTEBOL: Show de Bola Especial • Show
de Bola Extra • Magazine SuperPôster Show de Bola MODA :Moda Moldes NEGÓCIO: Meu Próprio
Negócio • Meu Próprio Negócio Especial • Meu Próprio Negócio Extra • Anuário de Franquias • Guia
fim, também detalhamos todo o histórico das
MPN PLANTAS: Almanaque de Flores • Almanaque de Hortas • Guia de Plantas em Casa • Guia de
Plantas Medicinais • Almanaque de Rosas • Guia de Florais PUERICULTURA: Revista da Gestante •
Guia da Gestante Extra • Revista da Gestante Especial SAÚDE E BEM ESTAR: Guia Oficial de Yoga
características faixas da versão SS e mostra-
• Revista Oficial de Pilates TEEN: Rebelde • yes!Teen • Magazine Pôster yes!Teen • yes!Teen Especial
Férias • yes!Teen Style • yes!Teen Especial • yes!Teen Books TURISMO: Guia dos Melhores Resorts & mos como restaurar corretamente esta versão
Pousadas • Guia dos Melhores Hotéis Brasileiros • Guia dos Melhores Hotéis de São Paulo • Roteiros
de Hotéis-Fazenda • Guia de Pousadas de Campo • Guia de Pousadas de Praias • Guia do Litoral
Brasileiro • Guia de Cruzeiros Marítimos • Guias de Lazer e Turismo: Florianópolis, Maceió, Natal, Rio esportiva.
de Janeiro, Salvador, Buenos Aires, Lisboa, Paris, Chile, Orlando, Madri • Guia de Spas VEÍCULOS:
Fusca & Cia • Vendo Autos • Opala & Cia

Aviso importante: A On Line Editora não se responsabiliza pelo conteúdo e pela procedência dos anúncios
publicados nesta revista, de modo que não restará configurado nenhum tipo de responsabilidade civil
Roberto Marks
em decorrência de eventual não cumprimento de pactos firmados entre anunciantes e leitores.
Editor-Executivo
veiculos@editoraonline.com.br
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ÍNDICE

10 PERSONALIZADO
Derradeira versão do Cupê ganha visual
exclusivo e potente sistema de som

RO curioso
EPOTENCIADO
34
e inusitado Maverick
com “coração” de Opala

18 R ARIDADE
Comodoro 1975 brilha como se
ainda fosse de zero-quilômetro

EO Opel
SPECIAL
42
Rekord D: sucessor da versão

26 NACIONAL
O natimorto Chevette Junior, um dos
da marca alemã que originou o Opala

precursores da onda dos carros populares

M EU OPALA
48
Uma jovem estudante de engenharia
declara de sua paixão pela linha Opala
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Fotos de capa: Luiz Guedes Jr.


e Saulo Mazzoni

6 - CARTAS
Dúvidas, críticas e
sugestões
52 - SERVIÇO
As faixas da família SS
58 - ENCONTRO
Reunião opaleira
65 - CLASSIFICADOS
Vitrine de bons negócios
66 - CHEVROLET NEWS
Corvette comemorativo

OPALA & CIA


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CARTAS
PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO
Revista Opala & Cia, Rua Federação Paulista de Futebol, 777
Barra Funda – São Paulo - SP – Cep 01141-040
E-mail: veiculos@editoraonline.com.br

GRAN LUXO
Ganhei de um amigo uma edição
da revista Opala & Cia e resolvi
“MINHAS PAIXÕES” enviar a foto do meu Chevrolet
É com muita satisfação que escrevo para elogiar a qualidade desta Opala Gran Luxo ano 1971,
revista, que virou minha leitura preferida. Desde que comprei a núme- azul Le Mans com teto de vinil
ro um, não parei mais! Espero que vocês continuem se superando, branco, todo conservado. Este
como fazem com frequência durante todos estes anos. Parabéns! modelo está prestes a completar
Aproveito para mandar a foto das minhas paixões: o Comodoro Cupê 40 anos. Ficarei muito satisfeito
1986, carinhosamente apelidado de “Pratão” pelo amor da minha se a foto dele for publicada.
vida, que adora passear no carrão!
Heraldo Corrêa Luiz Carlos Nassaralla
São Paulo – SP E-mail

LEVARAM O CAVEIRÃO!!!
Queria parabenizá-los por
mais um número desta
maravilhosa revista e agra-
decer por terem publicado
a foto do “Caveirão”, minha
Caravan, que na verdade
agora não sei mais onde
está... No dia 26 de março
a furtaram perto do Canindé
(São Paulo), enquanto eu
assistia a um jogo de fute-
bol. Ela estava com trava de
direção e um corta ignição,
mas ainda assim a levaram.
Se alguém puder ajudar, as
placas do veículo são CHZ
9859. Obrigado por terem AMOR DE PAI
eternizado meu “Caveirão” Sou leitor da revista Opala & Cia e gostaria de ver publicada a foto de
na revista. meus “dois filhos”. Um Opala SS 1979 e um Diplomata SE 1992.
Marcello Azevedo Gabriel Cunha Souza
São Paulo-SP Clube do Opala Catarinense
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CIUMENTO
Quero parabenizar a equipe da
revista Opala &Cia pelo trabalho
em favor dessa paixão chamada
Opala. Tenho todas as edições
da revista, leio todas as repor-
tagens e me sinto à vontade
para fazer uma observação: os
Opalas estão perdendo espaço
AMIGOS OPALEIROS nessa revista, tem muito carro
Primeiramente, parabéns a todos desta revista. Gostaria muito de fa- diferente aí. Isso não é uma
zer uma surpresa ao meu grande amigo Éric, publicando a foto dos reclamação, já que gosto de
nossos Opalas nesta grande revista. Nos conhecemos nos tempos todo tipo de carro antigo. Isso é
de faculdade de engenharia na cidade de Ourinhos. Hoje, apesar ciúme mesmo... Segue a foto do
de morar a 320 km de distância, sempre que posso pego o Opalão e meu Opala Comodoro 1979.
vou visitar o amigo. Aliás, já está na hora de ele colocar o Opala na
estrada e vir me visitar... Na foto, apareço ao lado de meu Comodoro José Roberto Tenani
1979. Ao fundo, está o Éric com seu Diplomata 1989. São Caetano do Sul-SP
Marcelo Crid
Nova Esperança-PR

CARRO DO PRESIDENTE
Meu Diplomata SE 1991 que perten-
ceu à Presidência da República foi
matéria da edição nº 20 da revista, o
que me deixou muito satisfeito e me
incentivando ainda mais a deixá-lo o
mais próximo possível dos padrões
originais, conforme prometido na
matéria. Desde a publicação fiz um
intenso trabalho na parte estética
e mecânica do ‘Presidente’ que
terminou no fim do ano passado,
culminando numa visita à Basílica
de Aparecida para pedir proteção
PAIXÃO PELO OMEGA à família e ao bólido. Aí estamos em
Meu amigo Gleison me apresen- Aparecida do Norte.
tou a esta maravilhosa revista e, Carlos Souza CARAVAN SS
muito emocionado, contou o caso Participo do Barreiro Opala Clube
E-mail
de amor pelo seu Omega 1998, de Belo Horizonte e gostaria que
chegando a comentar que “não vocês publicassem a foto da mi-
o trocaria por mulher alguma”. nha Caravan SS 1978 com motor
Acreditam? Pois é. Por este caso de 6 cilindros. Sou fã da revista
de amor, decidi lhe preparar esta e agradeço a vocês por nos
surpresa. Ele vai adorar ver a foto manterem informados sobre tudo
do seu Omega na revista! relacionado à família Opala...

Tisa Mello Vilson Nobre


E-mail Belo Horizonte-MG
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8
ASSINATURA?
Gostaria de saber se a
revista Opala & Cia está
disponível para assinatura,
pois procurei no site e não
a encontrei na relação de
assinaturas.

Paulo Cezar Oliveira


E-mail

A todos os interessados, a
revista Opala & Cia ainda
não conta com sistema de
assinaturas. Sua periodi-
cidade é bimestral, nas
bancas de todo o País.

DIPLOMATA 6 CANECOS
Sou um grande admirador da revista Opala & Cia, da qual tenho todos
os exemplares. Gostaria de ver a foto do meu Diplomata 1989/1990 “6
canecos” publicada. Essa foto com a minha noiva e também admiradora
de Opalas foi tirada no último encontro na cidade de Governador Vala-
dares, em Minas Gerais. Parabéns pela excelente revista, que agrada
sempre a todos os opaleiros...
Eder Marques
E-mail

COISA RARA
Caros amigos da revista
Opala & Cia, aqui está um
exemplar de um raríssimo
Chevette SL 1985 com ar-
-condicionado e apenas 34
mil quilômetros rodados.
Adquiri essa raridade há
pouco mais de seis meses e
“MEU BEBÊ” gostaria que todos os apai-
Em primeiro lugar, quero prestar uma merecida homenagem aos edito- xonados pela linha Chevro-
res desta maravilhosa revista, que sempre nos trás ótimas e saudosas let pudessem admirá-lo. É o
reportagens sobre o mais belo carro que já existiu. Aproveito para man- meu xodó! Na foto, detalhe
dar a foto do “meu bebê”, um Comodoro 1990 todo original, que desfila do meu filho, que adora o
sereno nas ruas de Belém do Pará. ventinho gelado!

Ellymar Cony Rafael Vera Cruz


Belém-PA Recife-PE
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LÍDER
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PERSONALIZADO Por Igor Thomaz/ Fotos de Saulo Mazzoni

REC E I TA
EXPLOSIVAPara fazer com que seu raro cupê Comodoro CHAMASSE
A ATENÇÃO de todos, farmacêutico DESENVOLVEU
UMA FÓRMULA ESPECIAL de personalização
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11

ste Comodoro 1988 pelo farmacêutico Ansel-

E
raramente costuma mo Melo Venâncio, dono
desfilar pelas ruas da máquina há exatamen-
de São José dos te 13 anos. “Comprei o car-
Campos, no inte- ro quando fiz 18 anos. Foi o
rior paulista. Mas, primeiro que tive, mas era
sempre que o faz, totalmente original”, lem-
deixa um monte de gente bra o proprietário. Por in-
torcendo o pescoço por crível que possa parecer,
onde ele passa. É impos- isso o incomodava. Na ver-
sível não notar o raro cupê dade, indiretamente. An-
da última série produzida selmo explica que sempre
dessa versão de duas por- gostou de levar seu cupê
tas, com sua pintura preta 4.1 a álcool nos encontros
brilhando, as rodas espor- de antigos, mas sentia cer-
tivas na carroceria rebaixa- ta decepção quando via as
da e os vidros com película versões originais dos anos
escura. Isso sem contar a setenta arrancando sus-
quantidade de equipamen- piros dos visitantes, en-
tos e detalhes escondidos quanto seu raro Comodoro,
embaixo do capô do motor apesar de ser igualmente
e do porta-malas, além dos impecável, acabava fican-
cuidados especiais com o do em segundo plano.
acabamento no interior. Daí ele teve a ideia.
A transformação des- “Decidi investir em equi-
se clássico foi concebida pamentos diferenciados,

OPALA & CIA


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AS RODAS DE 18 POLEGADAS E AS PINÇAS AMARELAS NOS DISCOS


DE FREIO SÃO INDICATIVOS DE QUE ESTE NÃO É UM OPALA COMUM...
personalizando o carro por couro preto e amarelo, as-
inteiro, para que ele pas- sim como as laterais das
sasse a chamar a atenção portas, onde estão os al-
de todo mundo”, explica o to-falantes do sistema de
farmacêutico. A primeira som Pioneer, o primeiro
decisão nesse sentido foi componente que Anselmo
optar por acessórios bem adquiriu para o carro. Mon-
chamativos, como os ban- tados sobre suportes feitos
cos tipo concha da San de plástico reforçado com
Marino equipados com cin- fibra de vidro também de
tos de segurança de cinco cor amarela, estes alto-fa-
pontos, nas cores preta e lantes têm detalhes vaza-
amarela. Esta já foi uma re- dos com espelhos. “Pode
volução e tanto para quem parecer estranho, mas foi
pretendia atrair novos olha- meu funileiro que fez tudo
res, mas várias outras mu- isso. Ele trabalha muito
danças estavam sendo bem, é bastante capricho-
boladas por Anselmo nos so”, comenta o farmacêu-
momentos de folga. tico.
Foi o funileiro quem
PRETO E AMARELO também cuidou da pintu-
Para acompanhar a ra do painel, do console e
nova combinação de co- das molduras do rádio e de
res, o banco traseiro tam- todos os instrumentos, que,
bém recebeu forração de aliás, são vários. Na coluna
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13

O motor recebeu pequenas


melhorias e personalização
especial, enquanto o
escapamento especial
agora é 6x2

OPALA & CIA


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A RELOJOARIA NO PAINEL JÁ PREVÊ UM FUTURO “VENENO” ESPECIAL


PARA MOTOR, QUE CONTARÁ INCLUSIVE COM INJEÇÃO DE “NITRO”
do para-brisa, ao lado do onde correm fluidos e in-
motorista, estão voltímetro, dicador da pressão na
vacuômetro e indicador da do combustível.
pressão do óleo do motor,
enquanto no alto do painel
de instrumentos, à direita,
CILINDRO DE
está montado o conta-giros ÓXIDO NITROSO
esportivo com escala até O console ganhou ain-
10 mil rpm e shift light. O da duas chaves de pai-
indicador acende uma luz nel de avião, que acionam
amarela que indica o mo- a bomba elétrica de com-
mento exato de engatar a bustível e os faróis de ne-
marcha seguinte. blina. Entre os bancos, um
Há ainda mais instru- acessório que também im-
mentos no painel central: pressiona bastante, apesar
outro conta-giros, com de ainda não estar operan-
escala até oito mil rpm, te: “Coloquei o cilindro de
além do original, e to- óxido nitroso também para
dos funcionando juntos. chamar a atenção, apesar
Não é por falta de infor- dele ainda não estar em
mação que o motorista uso. Mas logo, logo vou
vai errar na troca de mar- cuidar disso”, se apressa
chas. Já o hallmeter in- em dizer Anselmo. Para re-
forma a composição da forçar ainda mais a esporti-
mistura ar/-combustível vidade desse personaliza-
e tem também o termô- do, o volante original deu
metro de temperatura da lugar ao modelo Venon, da
água e o manômetro do Shutt. No assoalho, o des-
óleo, o marcador do nível taque fica para os tapetes
de combustível, amperí- de alumínio e a pedaleira
metro, indicador de pres- feita do mesmo material.
são nas mangueiras por A irreverência, nesse pon-
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15
to, está no pedal do acele- satisfeito com tantos deta- cor amarela) feito sob medi-
rador, no formato de um pé! lhes, Venâncio quis ainda da, que está fixado na par-
Ainda no assoalho, pró- mais. Ele encomendou mais te interna da tampa traseira.
ximos às portas, estão mais seis cornetas, dois subwoo- O carpete de forração
dois alto-falantes (pezinho) fers e dois módulos, todos original deu lugar ao reves-
para melhorar ao máximo a instalados no porta-malas. timento de couro sintético,
qualidade de som, que tam- Mas não foram colocados no mesmo padrão dos ban-
bém tem o reforço de seis de qualquer jeito. As cor- cos esportivos e das late-
outros falantes no tampão netas, por exemplo, estão rais das portas, e o assoa-
traseiro – outra peça desta- montadas num alojamento lho ganhou um espelho no
cada na cor amarela. Não de plástico-fibra de vidro (de formato da gravata da Che-

A combinação de
cores preto e amarelo
ditou a customização
em todos os
ambientes, do interior
da cabine ao porta-
malas do Comodoro

OPALA & CIA


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A sóbria pintura preta se destaca pelo


contraste com os detalhes em amarelo

MESMO COM O MOTOR BASICAMENTE ORIGINAL, O CUPÊ ARRANCA


FORTE. E TAMBÉM “ARRANCA” OLHARES POR ONDE PASSA
vrolet. Mais: ao lado esquer- te de acrílico, respiro de de rebaixar a altura da car- tro das molas originais. Se-
do, pode-se ver uma tampa óleo, dosador de combus- roceria, mas nada que tire gundo o proprietário, esse
que esconde ferramentas tível e escapamento 6x2. espaço para as rodas cro- artifício melhorou sensivel-
(com o mesmo acabamen- No lado interno do capô, o madas de aro 18 polega- mente a estabilidade do
to preto) e, ao direito, uma destaque fica para a pintu- das, montadas com pneus carro. Assim como a sus-
tampa que cobre o estepe, ra de duas gatas de biquíni, 225/40 ZR18. pensão, o sistema de freios
tudo muito bem feito. bem à vontade. O trabalho Na traseira, as molas também foi revisado. Agora,
é assinado por um grafitei- originais também foram este Comodoro 88 tem freio
MOTOR GRAFITADO ro amigo do farmacêutico, encurtadas e a suspensão a disco nas quatro rodas.
O motor também ga- que também desenhou um rebaixada. Para isso, tam- Já o motor seis cilin-
nhou pintura personalizada, palhaço no lado direito do bém foi utilizado um par dros a álcool teve dias
bem colorida, contrastando cofre. Já a suspensão dian- de molas do VW Gol. Com mais “quentes”, quando
com os cabos de vela Ac- teira teve as molas originais menor diâmetro, elas cou- rodava com um comando
cel alinhados num supor- com o curso diminuído a fim beram perfeitamente den- de válvulas de 296°. “Po-
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17
rém, como tive alguns pro-
blemas com ele, decidi colo-
car de volta o original. Mas já
comprei um de 298° e, quan-
do tiver condições, vou insta-
lar três carburadores Weber,
embreagem de cerâmica e
outros detalhes. Como aca-
bei de me casar, preciso es-
perar um pouco para refor-
çar o ‘caixa’ de novo.”
Falando nisso, esse belo
Comodoro participou direta-
mente na cerimônia de união
de Anselmo com Carolina.
Coube a um amigo deles
a tarefa de levar a noiva no
Opalão até a porta da igre-
ja. Depois de casados, o far-
macêutico assumiu o volante
até o salão de festas. A par-
tir daí, a vida deles (do casal
e desse personalizado) ficou
completa. Apesar do motor
ainda não estar do jeito que
o farmacêutico deseja, ele já
tem uma certeza: seu belís-
simo Comodoro cupê, que
ronca forte mesmo com a re-
ceita original, chama todas
as atenções por onde passa.

O interior do Comodoro chama a atenção nos tradicionais encontros de carros antigos.


Mas nada se compara à reação das pessoas ao olharem para o “recheado” porta-malas

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RARIDADE Por Igor Thomaz/ Fotos de Saulo Mazzoni

PRESERVADO
COM CARINHO
ESSE COMODORO 1975 é um daqueles de se ADMIRAR COM TODA
ATENÇÃO. Tal é seu estado de conservação, que mais parece UM ZERO-QUILÔMETRO
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19

OPALA & CIA


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A TONALIDADE TURQUESA METÁLICA É BASTANTE RARA E


GARANTE O CHARME DESTE EXCLUSIVO COMODORO 1975

As peças cromadas
e os detalhes de
acabamento, como os
emblemas em perfeito
estado, resultam num
harmonioso contraste
com a carroceria
Distribuição 100% gratuita @clubederevistas
21

o primeiro olhar, o que chama a atenção

A
nesta raridade é a cor Turquesa metálica,
não muito fácil de encontrar mesmo nos di-
versos eventos que reúnem colecionadores
do Opala. A pintura, refeita com muita qua-
lidade, evidencia uma carroceria livre de
riscos, ondulações, pontos amassados ou
opacos. O mesmo se pode dizer dos detalhes funcio-
nais e decorativos, a começar pela grade dianteira.
“Ela se diferencia por contar com quatro capas de aço
inoxidável nos elementos horizontais”, explica Rober-
to Xavier, administrador de empresas e feliz proprie-
tário deste cupê.
Ainda no frontal, os faróis têm as máscaras pin-
tadas na mesma cor da carroceria, outro detalhe
de requinte dessa luxuosa versão. Já os dois pa-
ra-choques brilham como espelho e preservam
os batentes originais, de borracha. As rodas ori-
ginais exibem calotas e sobrearos absolutamente
íntegros, além dos pneus diagonais nas medidas
7.35-14, iguais aos que saíam da linha de produção
na época – sem faixas brancas. Pode ser difícil de
acreditar, mas até o vinil do teto, no que ficou defini-
do popularmente como estilo Las Vegas, é o mesmo
que os funcionários da fábrica da GM, em São Cae-
tano do Sul (SP), instalaram em 1975. Está perfeito,
e nem foi preciso trocar o acabamento.
Outro detalhe desse luxuoso modelo são os vi-
dros verdes. Mas também chama a atenção o friso
que emoldura o painel traseiro, em estado impecável.
Este era mais um requinte da versão Comodoro, que
foi a mais luxuosa até o surgimento do Diplomata. E,
nas largas colunas traseiras, podem ser vistos os em-
blemas que exibem a letra “C”, de Comodoro, protegi-
das por uma camada de acrílico – nesse caso, as pe-
ças originais, bem desgastadas pelo tempo, tiveram

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de ser trocadas por outras novas. Por sinal, este sem-


pre é um dos principais problemas para os proprietá-
rios de Comodoro.

JACARANDÁ E AR-CONDICIONADO
Todo o requinte dessa versão também pode ser vis-
to internamente, em que se destacam os apliques que
simulam jacarandá em toda a extensão do painel – in-
clusive no painel do ar-condicionado. Além dos instru-
mentos muito bem conservados, o interior do charmoso
cupê ainda conserva o rádio AM Chevrolet original, com
memória mecânica de estações e dois alto-falantes: um
no painel e outro no lado direito do tampão traseiro – era
assim que o sistema de som desse Opala saía da linha
de produção. Além disso, o modelo também oferece o
conforto da direção hidráulica.
O forro do teto, branco, contrasta com o tecido Jer-
sey, na cor preta dos bancos, que ainda são de encosto
baixo, um pedido específico do primeiro dono do Chevro-
let. Originalmente, o Comodoro 1975 já vinha de fábrica
com bancos de encosto alto. Preta também é a cor do
carpete do tipo buclê e dos tapetes de borracha, bem
como do console central. Toda essa qualidade também
pode ser vista quando se abre a tampa do porta-malas,
onde estão o macaco, o estepe e a forração também com

A SOFISTICAÇÃO DO INTERIOR É REFORÇADA COM OS APLIQUES


QUE IMITAM MADEIRA, ALÉM DE ACESSÓRIOS COMO O AR-CONDICIONADO
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23
carpete original. Da mesma forma, ao se abrir o capô do
motor, tudo parece novo, como a pintura em ordem e sem
qualquer vestígio de óleo ou sujeira.

RESTAURAÇÃO CRITERIOSA
Muito satisfeito com a relíquia que mantém com todo
cuidado na garagem, Xavier lembra que teve certo tra-
balho para deixar o Opala do jeito que está. “Comprei o
carro no começo de 2007 de um amigo e, logo em se-
guida o mandei para a restauração, que só ficou pronta,
como eu queria, depois de mais de um ano”, detalha o
colecionador, que faz questão de lembrar que o amigo
em questão fez, na verdade, um negócio de irmão. “Foi
ele quem comprou o cupê, ainda do primeiro dono, que
morava no centro de São Paulo e só vendeu o carro de-
vido já estar com idade avançada.”
Como não tinha intenção de ficar com o Comodoro, o
“amigão” ofereceu o carro para Xavier, que destaca os cui-
dados do primeiro dono do Chevrolet, que foi comprado

Até mesmo o rádio AM


Chevrolet é original
de fábrica neste
conservadíssimo exemplar

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O MOTOR DO RARO COMODORO PARECE NOVO NO DESEMPENHO E NA APARÊNCIA,


exatamente no dia 2 de abril de 1975 na concessionária -choques. Como eram difíceis de encontrar, as peças
Itacolomy de Automóveis por Cr$ 67.061,30. “Tenho a nota acabaram sendo restauradas – olhando para elas, nem
fiscal original e o manual do proprietário também.” dá para perceber. A bela grade frontal também precisou
Apesar do zêlo, é claro que o Comodoro sofreu a ser revitalizada. Para completar o trabalho, o Comodoro
ação do tempo, por isso precisou de importantes cuida- ganhou novas borrachas de vedação.
dos. O carro, que recentemente chegou aos 120 mil qui-
lômetros (isso mesmo!), precisou de uma pintura nova. DEDICAÇÃO PREMIADA
Além disso, alguns pontos de ferrugem obrigaram o res- O resultado desse criterioso trabalho não poderia ter
taurador a trocar a porta direita e o para-lama esquerdo, sido outro. Ainda em 2008, ano em que a restauração ficou
que já estavam comprometidos pela corrosão. Xavier pronta, o charmoso Comodoro foi premiado no Encontro
conta também que o carro foi totalmente desmontado Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindoia (SP), um dos
para que a restauração fosse completa. “Só o vinil do mais importantes do País. “Foi a primeira vez que participei
teto continuou no lugar”, detalha o colecionador. do evento. E gostei muito. Na verdade soube que o carro foi
Nesse processo, ele pôde comprovar também que a premiado quando um amigo, que conferiu os resultados, me
estrutura do Comodoro está perfeita. Na parte de baixo, ligou. Estava aproveitando aqueles dias também para pas-
suspensão e dutos de freio foram trocados, assim como to- sear pela cidade com a minha esposa e meu filho, na época
dos os parafusos da carroceria. Apesar de toda essa mão com dois meses e meio”, lembra o colecionador.
de obra, por conta do capricho do novo proprietário, a res- Depois do reconhecimento, Xavier tomou ainda mais
tauração não deu grandes dores de cabeça. “Como esta- gosto pela linha Chevrolet. Tanto que já adquiriu mais seis
va muito bem cuidado, só foi preciso, fora a pintura nova e versões da linha Opala – sem contar o VW Fusca 1962,
as poucas peças substituídas, fazer uma boa limpeza in- seu primeiro antigo, comprado em sociedade com a es-
terna. Os apliques de jacarandá estavam sujos. Além dis- posa. A ideia é prepará-los para também participar de
so, bastou colocar o ar-condicionado para funcionar.” encontros de colecionadores. A julgar pelo capricho do
O que deu um pouco de trabalho foram certos itens administrador, logo seus outros modelo da família Opa-
da carroceria, como os batentes de borracha dos para- la também merecerão prêmios nos eventos de antigos.
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COM DESTAQUE PARA A CONSERVADA E RELUZENTE PINTURA VERMELHA DO BLOCO

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NACIONAL Por Luiz Guedes Jr./ Fotos de Saulo Mazzoni
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PROPOSTA
(IM)POPULAR
O CHEVETTE JUNIOR foi uma tentativa mal sucedida da
Chevrolet para CONQUISTAR UMA PARTICIPAÇÃO no
segmento dos “CARROS POPULARES”

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O raro exemplar
sobrevivente da série
Junior ainda conserva
os faróis com lentes
originais Cibié

NUMA TENTATIVA DESESPERADA PARA OBTER MAIS DESEMPENHO,


ançado no mer- anti-Fusca, conforme a im- ainda mais popular, batiza-

L
cado brasileiro prensa divulgava, seu pri- da como Chevette Junior.
em abril de 1973, meiro concorrente direto foi Desta vez, a missão era
o Chevette foi outro modelo Volkswagen: combater outro concorren-
durante mais de o Brasilia... Em 1992, já te também popular: o Fiat
vinte anos o “ca- com mais de um 1 milhão Mille, que havia relançado
çula” da linha de e meio de unidades produ- em 1990 o segmento dos
modelos oferecida pela zidas e algumas evoluções “modelos mil” (1,0 litro) no
General Motors do Bra- no estilo, o modelo popu- mercado nacional – para
sil. Definido na época de lar da Chevrolet brasileira se beneficiar do IPI menor,
seu lançamento como o ganhou uma nova versão, 20% ante 32% para carros
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A CHEVROLET CHEGOU A ENCOMENDAR VIDROS MAIS FINOS...

com motor até essa cilin- junto do Chevette desem- havia surgido.
drada. No visual, o modelo penho compatível ao do
da GM até que fazia frente principal concorrente. Tal MUDANÇA FORÇADA
à concorrência – se por um era essa deficiência que, Mas a descontinuação
lado o projeto do Uno Mille numa tentativa desespe- da “natimorta” versão Ju-
datava de 1984, o Chevet- rada para melhorar o de- nior do Chevette tem ainda
te Junior exibia o desenho sempenho do modelo, a um outro motivo. No come-
A diminuta roda de 13
remanescente da última GM chegou até mesmo a ço de 1993, o governo bra-
grande alteração de estilo solicitar vidros mais finos sileiro decidiu incentivar a polegadas e o emblema nas
realizada pela Chevrolet, para o Chevette Junior, ta- produção de automóveis laterais das portas identificam
em 1983, com estilo inspi- refa prontamente atendi- concedendo incentivos fis- a malfadada versão popular
rado no Monza. da pelo fornecedor. Mas o cais exclusivos aos chama-
O problema, entretan- esforço acabou em vão... dos “carros populares”. A
to, e que logo se revela- Demasiadamente lenta, a princípio, um dos critérios
ria insolúvel, era a limitada versão Junior desapare- era exatamente ser equi-
potência do motor, com ceria do mercado em me- pado com motor de 1.000
apenas 50 cv, insuficien- ados do ano seguinte, de cm³, no qual o Chevette Ju-
te para garantir ao con- forma tão discreta quanto nior já se enquadrava. E o

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modelo da GM efetivamen- goria dos populares, ape- te popular fosse equipado


te tinha tudo para seguir sar de ambos manterem o com o mesmo motor 1.,6
carreira, não fosse uma ex- motor refrigerado a ar de litro utilizado nas versões
ceção na portaria governa- 1.600 cm³, que a VW ale- mais caras de seu modelo
mental que possibilitou à gava ser mais antigo e ter baseando-se nas mesmas
Volkswagen incluir o Fus- menor potência específica. razões da Volkswagen –
ca (cujo retorno de produ- Diante desta nova situ- vale lembrar que outros
ção havia sido solicitado ação, a General Motors do populares como Fiat Uno,
pelo próprio presidente da Brasil também recorreu ao Volkswagen Gol e Ford Es-
República, Itamar Franco), governo e conseguiu auto- cort só podiam aprovei-
além da Kombi, na cate- rização para que o Chevet- tar a regalia governamen-

A SIMPLICIDADE DO INTERIOR SE FAZ PRESENTE NO VISUAL E NA

A fábrica
economizou onde
pôde. Prova disso
é o esguicho do
para-brisa, ainda
acionado no pé
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tal nas versões equipados gar ao Chevette L, com a op- bro de 1993 a última unida-
com motores de 1-litro. ção dos motores a gasolina de do modelo deixou a linha
Mas além das razões ou álcool empurrando um de produção. Após mais de
de equidade de tratamento conjunto de acabamento tão 1,6 milhão de unidades ven-
dispensado pelo governo simples quanto o oferecido didas, o pequeno Chevrolet
à GM, havia o compromis- pelo antecessor. Mesmo as- cumpria sua última missão:
so de lançar, no começo do sim, a “nova” versão “popu- abrir espaço no segmento Outro detalhe de
ano seguinte, um novo mo- lar” da Chevette não conse- “popular” para o Corsa, que economia popular: falta
delo com motor de 1 litro. guiu o mesmo sucesso dos em fevereiro de 1994 pas- de encosto de cabeça
Com o ganho de potên- concorrentes. Por isso mes- sou a ser o novo “caçula” da para os ocupantes do
cia, a versão Junior deu lu- mo, no dia 12 de novem- família Chevrolet brasileira. banco traseiro

VISÍVEL ECONOMIA DE INSTRUMENTOS NO PAINEL...

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O MOTOR 1.0 DE APENAS 50 CV LOGO SE MOSTROU INSUFICIENTE PARA EMPURRAR


O compromisso com o go- portagem pertence a Alex metro”, afirma Oliveira, que exagera. Basta observar as
verno havia sido cumprido de Oliveira, 36 anos, só- aproveita para avisar a pos- rodas com aro de 13 pole-
à risca. cio da oficina paulista Estilo síveis interessados que está gadas originais. Ou então
Car, especializada em res- vendendo a raridade. “O os vidros e as lentes de fa-
RARIDADE À VENDA tauração de automóveis an- carro está perfeito, mas in- róis e lanternas com as mar-
Com apenas 65 mil qui- tigos. “Sou o segundo dono felizmente não tenho onde cas GM e Cibié. Ainda exter-
lômetros rodados, o raro do modelo, já que o com- guardá-lo”, justifica. namente, chama a atenção
exemplar 1992 do Chevet- prei de um cliente que o Quando diz que o car- o bocal do tanque de com-
te Junior que ilustra esta re- mantinha desde zero-quilô- ro está perfeito, Oliveira não bustível, ocultado por uma
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O CONJUNTO DO CHEVETTE, TORNANDO-O MENOS ATRATIVO FRENTE À CONCORRÊNCIA


falsa saída de ar localizada que o modelo ainda ofe- perdimensionado) agre- AGRADECIMENTO
na coluna “C”traseira direi- rece sistemas antiqua- ga os ponteiros de com-
ta, entre o vidro lateral tra- dos, caso do esguicho do bustível e temperatura.
seiro e o vigia. limpador de para-brisa Entre os componentes su- Estilo Car
Já internamente, além acionado pelo pé. No pai- primidos pela fábrica, es- Rua Onze de Agosto, 434
do acabamento esparta- nel, o velocímetro gradu- tão as alças de mão junto Centro, Guarulhos-SP
no e da visível economia ado até 180 km/h apare- ao teto, luz de cortesia in-
Tel.: (0xx11) 2409-2204
da fábrica nos instrumen- ce à esquerda, enquanto terna e espelho no para-
tos, é curioso observar à direita outro nicho (su- -sol do passageiro.

Curiosidade: o bocal do tanque de


combustível é ocultado por uma
falsa grade de saída de ar na coluna
traseira da carroceria

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REPOTENCIADO Texto e Fotos: Luiz Guedes Jr.

CORAÇÃO
VALENTE
ESTE CLÁSSICO DOS ANOS SETENTA, agora ronca forte
equipado com o “SEIS CANECOS” da linha Chevrolet OPALA
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O CÂMBIO DE 5 MARCHAS É DA
PICAPE CHEVROLET SILVERADO

uem escuta o ronco deste Maverick 1976, fica per-

Q
plexo. Isso porque, no lugar do tradicional motor V-8
que equipava as versões mais potentes desta linha,
repousa nada mais, nada menos, que o potente e
confiável “seis canecos” original da linha Chevrolet
Opala. E engana-se quem imagina que esse “trans-
plante de coração” resultou em perda de potência.
Apimentado com preparação especial, o 6-cilindros Chevrolet
“despeja” atualmente cerca de 280 cv – exatos 83 cavalos de
força a mais se comparado aos 197 cv originalmente oferecidos
pelo motor Ford V-8. “A mecânica do Opala foi inicialmente uma
necessidade, mas depois acabou se mostrando a melhor opção
na relação investimento-potência”, declara o empresário Mar-
cello Malienco Gomes, 43 anos, proprietário do “brinquedo” e
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“FOI PRECISO QUEBRAR MUITO ATÉ


CHEGAR À RECEITA ATUAL, COM
DIFERENCIAL DANA 44”
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idealizador do projeto que uniu “corpo” e “coração” de dois dos


principais concorrentes neste segmento do mercado nacional
durante a década de setenta.

RECEITA DO ACASO
Na verdade, quando comprou a “carcaça” desmontada – sim,
era neste estado que o Maverick se encontrava –, o empresário
também arrematou o carro com a mecânica de Chevrolet Opala,
porém de 4 cilindros. “Ele já não contava com o motor original e
seu antigo proprietário não tinha recursos financeiros para concluir

O “6 CANECOS” DO OPALA
ENCAIXOU COMO UMA LUVA NO
COFRE DO MAVERICK
a restauração”, conta Marcello, que deu um Fus-
ca 1994 “novinho” em troca do quebra-cabeças
que era na ocasião o modelo da Ford.
Ao consultar a oficina Allen, especializada
em preparação de Opalas, o empresário con-
venceu-se de que a melhor receita seria des-
cartar o motor de 4 cilindros, porém não em
prol de uma mecânica original da linha Ma-
verick, mas sim do bom e confiável propulsor
seis-cilindros Chevrolet.
Ainda na Allen, o ”seis canecos” ganhou
sistema de injeção eletrônica Fuel Tech, co-
mando mais bravo, com 2920 e o cabeçote re-
baixado. Filtros esportivos e cabos de velas
de silicone da Accel também foram monta-
dos no motor. “O escapamento ganhou saída
dupla, como na versão equipada com o mo-
tor V-8. A suspensão foi recalibrada e o freio
a disco foi estendido também às rodas trasei-
ras”, detalha Marcello.
O segredo desse curioso mix de Opala
com Maverick, no entanto, o proprietário cre-
dita ao trio motor-câmbio-diferencial. “Ado-
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tamos um eixo traseiro Dana 44, enquanto o O interior


câmbio é original da picape Chevrolet Silvera- personalizado
do, com 5 marchas”, explica Marcello. “Pena incluiu a
que foi preciso quebrar muito motor até che- criação de
garmos a esta receita.” um console
na base da
VISUAL MATADOR alavanca
E se a mecânica inspira esportividade, a de câmbio,
estética da carroceria não fica atrás. A come- onde foram
çar pela pintura na tonalidade preto Onix (ori- instalados
ginal da linha Mitsubishi) com duas faixas que quatro
pendem entre o prata e o dourado. “Comple- instrumentos
ta o visual as rodas Kromma de 17 polegadas
”calçadas” com pneus Hankook Ventus V4ES”,
observa o atual proprietário. Ainda externa-
mente, muitas das linhas do Maverick chegam
até a lembrar o Opala. Internamente, no entan-
to, o esportivo da Ford é bem menos espaçoso
e até mais simples que o modelo da GM.
No caso do carro de Marcello, porém, o in-
terior foi – bastante – melhorado com a perso-
nalização de diversos componentes. “Os ban-
cos, por exemplo, são originais de Honda Fit,

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“O PESSOAL ESTRANHA NOS ENCONTROS DE OPALA.


MAS SORRIEM ASSIM QUE EU LEVANTO O CAPÔ”
enquanto o volante é da tradicional marca ingle-
sa Moto-Lita”, aponta o empresário. “Outra me-
lhoria foi a adaptação da direção hidráulica, que
não existia no Maverick.”
A customização do interior foi realizada pela
equipe da MAR, empresa especializada neste
segmento, e contou ainda com a substituição
dos instrumentos originais por acessórios da
Cronomac. “Além do velocímetro e do conta-gi-
ros no painel, foi criado um console na base da
alavanca de câmbio para agregar outros quatro
instrumentos”, revela Marcello, referindo-se aos
Além da pintura medidores de temperatura de água, pressão de
exclusiva e do óleo, pressão de combustível e nível do tanque.
Com tantos acessórios paralelos e outros
escapamento
tantos componentes com o DNA da família
com saída 6x2, Opala, Marcello sente-se à vontade para fre-
as presilhas no quentar encontros e eventos dedicados ao
capô dianteiro modelo da Chevrolet. “A princípio, o pessoal
reforçam o até estranha. Mas todo mundo acabava gos-
caráter esportivo tando assim que eu levanto o capô”, finaliza o
do modelo feliz proprietário.

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ESPECIAL Por Rogério Ferraresi/ Fotos: Arquivo
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O SUCESSOR
QUE NÃO VEIO LANÇADO na ALEMANHA no fim de
1972, o OPEL REKORD D SUCEDEU
a versão que originou o OPALA

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ucessor do Rekord C, modelo que

S
originou o Opala, o Opel Rekord D
se caracterizava pelas linhas mais
retas e os protótipos definitivos
foram finalizados em 1971. Já os
modelos de série, fabricados nas
instalações da Opel em Rüssel-
sheim, chegaram às ruas no fim do ano se-
guinte. Com carroceria monobloco, a nova
geração desta tradicional família de mode-
los era equipada com motores de quatro
cilindros em linha a gasolina de 1.897 cm³,
1.698 cm³ e 2.068 cm³. Havia ainda uma
versão a diesel, moda que começava a se
difundir na Europa naquela ocasião. Como
o bloco deste motor era mais alto, o estam-
po do capô da versão diesel era um pou-
co diferente. Além disso, como houve muita
confusão em relação a letra “D”, que muitos
achavam se referir ao motor a diesel, e não
a evolução normal da linha, a designação
“Rekord II” chegou a ser usada em alguns
folhetos publicitários.
Vale lembrar que a linha Opel Rekord
sofreu um constante processo de evolu-
ção na Alemanha, além de dar origem a di-
versos modelos pelo mundo. Ao todo foram
oito gerações: do Olympia Rekord (1953/57) Com estilo arrojado versão de luxo do Rekord C, foi mantida,
passando para o Rekord P I (1957/60); para a época a mas acrescida da letra “B”. Era disponível
Rekord P II (1960/63); Rekord A (1963/65); versão cupê do nas versões 2500 S, 2500 GS, 2800 GS e
Rekord B (1966/67); Rekord C, que originou
Rekord D também 2800 GS/E todos de seis cilindros em li-
o nosso Opala (fabricado na Alemanha de
se destacava pelo nha (o motor 2500 deixou de ser fabricado
1967 a 1972); Rekord D (1972/77); Rekord
equilíbrio e pela em 1974, devido às normas antipoluição).
E I (1977/82) e Rekord E2 (1982/86). A de-
elegância As carrocerias disponíveis para a linha
nominação Commodore, que surgiu como
Rekord D/Commodore eram cupê de duas

A VERSÃO CUPÊ DO REKORD D SE CARACTERIZAVA PELA ELEGÂNCIA NO ESTILO E PELA


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portas, sedã de duas portas, sedã de qua-
tro portas e perua.
O Commodore podia ainda vir equipa-
do com câmbio manual de quatro marchas,
com alavanca no assoalho, ou automático
Hydramatic TH-800, de três velocidades.
Foram fabricadas pouco mais de um milhão
de unidades do Opel Rekord D e Commo-
dore B nos cinco anos em que foi produzido
na Alemanha, sendo sucedido pelo Rekord
E1, fabricado de 1977 a 82. Este foi substi-
tuído pelo Rekord E2, fabricado de 1982 a
86, e que chegou a ser testado pela GM no
Brasil como possível sucessor do Opala. O
Rekord E foi a última versão dessa família e
foi sucedido pelo Omega A (primeira gera-
ção), produzido na Alemanha de 1986 a 93
e no Brasil de 1992 a 98. Já a versão Com-
modore ganhou vida própria e foi fabricada
até 1982.

Com poucas
OUTROS PAÍSES alterações no estilo,
O Rekord D também substituiu, em 1973,
o Opel Rekord D
o Ranger, modelo montado na fábrica Opel
de Antuérpia, Bélgica, e que fora desenvol- foi fabricado na
vido baseado no Rekord C. A denominação Alemanha de 1972
Ranger, porém, foi mantida para facilitar a a 1977
comercialização na Europa Continental.

O 4 PORTAS TINHA ESTILO MAIS DISCRETO

Montado em regime de CKD, o Ranger ti-


nha grades e emblemas diferentes das ver-
sões alemãs e era equipado com motores
de 1.700. 1.900 e 2.500 cm³. Dois anos de-
pois a Opel passou a oferecer o motor de
2.800 cm³, mas o carro não teve o suces-
so esperado e sua produção cessou em
1976. Da mesma forma, o modelo também
foi montado na África do Sul, onde foi “bati-
zado” como Chevrolet 2500/3800/4100, de-
pendendo do motor com o qual o carro era
vendido. Estes propulsores eram os mes-
mos que equipavam o Opala, mas no mer-
cado sul-africano a nova geração do Rekord
só era disponível com carrocerias de quatro
portas e peruas. Um detalhe curioso era
que os modelos 2500 (de quatro cilindros)

GRANDE ÁREA ENVIDRAÇADA, QUE PROPORCIONAVA BASTANTE VISIBILIDADE


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O Opel Rekord
D tinha uma
completa linha,
com sedã de 2 e
4 portas, cupê e
perua

tinham dois faróis grandes, enquan- esteticamente a maior diferença residia na


to os 3800/4100 (de seis cilindros) dianteira do FE, de estilo mais antiquado
tinham quatro faróis pequenos. e próprio para o consumidor inglês, mais
Como era praxe na época, o mode- conservador, com grade alta e estreita e
lo também foi produzido de 1972 a 76 na grupo óptico próprio. O Victor não tinha
Inglaterra, com a denominação Vauxhall os vidros fixos nas portas traseiras como
Victor FE. Este carro tinha algumas ca- o Rekord e suas janelas eram inteiriças:
racterísticas curiosas: enquanto o Rekord elas só desciam até a altura do corte das
D ainda utilizava sistema de direção por caixas de rodas. Assim, como os vidros
setor e rosca sem-fim, como a do Opala, só abriam até a metade, a Vauxhall ale-
o Victor já vinha com um arranjo mais mo- gava que o carro era mais seguro que
derno, por pinhão e cremalheira, como no os concorrentes para famílias que tives-
Chevette. Os motores eram os mesmos da sem crianças pequenas.
série anterior (Victor FD), de quatro cilindros Com estilo
e 1.759 cm³ ou 2.279 cm³. Houve, por algum moderno, o Opel
tempo, a opção de um seis em linha do Ven- Rekord D foi FIM DA LINHA
tora (versão esportiva), de 3.300 cm³. Disponí- sucesso de vendas O Victor FE também foi montado na Irlan-
vel com carrocerias de quatro portas e perua, em toda a Europa da, com a denominação Chevrolet Royal, e na

O estilo mais
conservador do
Vauxhall Victor
era marcado
pelo frontal, que
perdia as linhas
arrojadas do
Rekord

UTILIZANDO A MESMA PLATAFORMA, O VAUXHALL VICTOR SE DIFERENCIAVA POR DETALHES


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O DESENHO DA TRASEIRA DIFERENCIAVA AS PERUAS DA OPEL E DA VAUXHALL


Coreia do Sul, como Shinjin Rekord. Além disso, Em 1978, com o lançamento do Vauxhall
antes da revolução fundamentalista do Aiatolá Carlton derivado do Opel Rekord E1, o desti-
Khomeini, o Rekord D também foi fabricado no no do VX estava selado: o modelo deixou de
Irã. Lançado em 1974 como Chevrolet Royale ser produzido no ano seguinte. Encerrou-se,
e Chevrolet Iran, era fabricado com motores de assim, a história do Rekord D e que, apesar
2.500 cm³ ou 2.800 cm³. Em 1977 a produção de seus atributos, não foi produzido no Bra-
foi descontinuada e, em seu lugar, nos dez anos O sedã de duas sil porque a maturação do projeto brasileiro,
seguintes, a planta iraniana da GM passou a baseado na versão C, ainda estava em an-
portas também
produzir versões locais dos Chevrolet Nova, damento e não seria interessante financeira-
Buick Skylark e Cadillac Seville, o que prova que se caracterizava
mente fazer a substituição que era necessá-
a relação EUA-Irã não ficou tão ruim assim. por bom espaço
ria no competitivo mercado europeu, onde a
Com a crise do petróleo, em 1973, as ex- na cabina Opel na ocasião estava em alta.
portações da Vauxhall diminuíram e, com elas,
as vendas do Victor. Por isso, a empresa deci-
diu reestilizar o FE, lançando em 1976 a versão
VX. Oferecido por um preço inferior ao do novo
Vauxhall Cavalier (versão inglesa do Opel As-
cona), modelo de nível inferior, o VX demons-
trava o desespero da subsidiaria da GM para
tentar vender seus modelos de maior porte.
Com motores de quatro cilindros de 1.800
cm³ e 2.300 cm³, o VX ganhou novo frontal de
quatro faróis retangulares, grade reestilizada e
novo acabamento interno, muito mais requin-
tado. A versão esportiva 4/90, lançada no ano
seguinte, tinha motor de quatro cilindros de
2.279 cm³ e caixa de câmbio Getrag de cinco
marchas. A engenharia da Vauxhall chegou a
estudar a possibilidade de equipar o 4/90 com
um sistema de injeção eletrônica no lugar do
carburador, mas a ideia foi logo descartada
devido aos altos custos envolvidos.

NO ESTILO, BEM MAIS CONSERVADOR NA VERSÃO FABRICADA NA INGLATERRA


OPALA & CIA
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MEU OPALA Texto e Fotos: Luiz Guedes Jr.
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HERDEIRA DE
UMA TRADIÇÃO
FILHA DE um fã da linha Opala, ESTUDANTE DE ENGENHARIA dá sequência
à sucessão de modelos que já passaram pela GARAGEM DA FAMÍLIA

fereça qualquer carro da Eloísa também já está acostumada

O
moda à estudante Eloísa com o fato de suas amigas estranha-
Helena Kuhn em troca de rem sua predileção não só pelo Opa-
seu Opala e ela pronta- la, mas também pelos automóveis em
mente recusará a propos- geral. “As pessoas acham esquisito
ta... “Gosto de todo tipo o fato de eu, como mulher, cursar a
de carro”, deixa claro a faculdade de engenharia mecânica”,
jovem, de apenas 21 anos de idade. detalha a jovem, que aprendeu a gos-
“Mas minha preferência sempre foi tar de mexer em carros e de Opala
pelos modelos grandes e potentes; por influência do pai, Ernesto Kuhn.
em especial os da linha Opala”, jus- “Meu pai já teve 58 exemplares da li-
tifica a aluna de engenharia. nha Opala. Por isso, posso dizer que

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nasci e cresci a bordo do PROPRIETÁRIA Opala, até que ele falou: ainda não possuir a cartei-
modelo”, conta a estudan- ‘Então vou comprar para a ra de habilitação, meu pai
te, que aprendeu a dirigir POR ACASO Eloísa’, no que ela acabou deixava que eu conduzisse
aos 12 anos de idade, “po- Já o primeiro Opala concordando”, relembra a o Opalão 1979 em volta do
rém num Fusca”, lamenta. que Eloísa pôde chamar estudante. “Eu tinha ape- quarteirão de casa.”
“Acho que meu pai não de “seu” foi fruto de um im- nas 16 anos na época, mas Quando completou 18
deixaria ninguém apren- passe familiar. “Minha mãe fiquei super animada com anos de idade, ela conta
der a dirigir em um de seus tentava convencer meu pai a ideia de ter um carrão que o pai a consultou sobre
Opalas”, brinca. a não comprar mais um daqueles”, diz. “Apesar de a possibilidade de vender o

“ATÉ CONCORDO EM VENDER MEU OPALA, MAS COM UMA CONDIÇÃO: QUE O VALOR
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51
Opala. A jovem concordou,
mas com uma condição:
“Desde que o dinheiro fosse
usado para comprar outro
Opala para mim”, narra a
estudante. E foi assim que o
atual cupê com interior mar-
rom monocromático, também
fabricado em 1979, entrou na
garagem e na vida de Eloísa.
Apesar de ostentar a
placa preta, o exemplar da
universitária exibe algumas
características que fogem
da originalidade. “É o caso
das rodas Tucson de 16
polegadas, do motor 6-cilin-
dros convertido para o álco-
ol e do escapamento 6x2”,
descreve a jovem, afiada
quando o assunto é mecâ-
nica. “A suspensão também
foi rebaixada com a elimina-
ção de 1 elo e meio da mola
dianteira e 1 elo, na trasei- O motor seis cilindros foi
ra”, detalha, com conheci- convertido para o álcool,
mento típico de quem já é enquanto as rodas originais
especialista. foram substituídas

CIÚMES E CAPRICHOS
Dirigir um carro grande,
o que é considerado um pro-
blema para muitas mulheres,
não é obstáculo para Eloísa.
“Só não gosto de fazer baliza
com ele”, confessa a jovem.
“Mas é porque tenho receio

SEJA USADO PARA A COMPRA DE UM OUTRO OPALA, É CLARO”

Cursando engenharia
mecânica, a jovem proprietária
mostra ter conhecimento
especializado sobre a linha
Opala

de raspar a roda na guia e ma. Ciumenta, ela também estudante.


com isso acabar estragando não gosta que as pessoas Apesar da aparência im-
o Opala”, explica. encostem no modelo du- pecável e da mecânica em
Zelosa ao extremo, a rante as exposições e os excelente estado, Eloísa não
estudante faz questão de encontros que participa na descarta a possibilidade de
supervisionar cada centí- companhia do pai. “Fico um dia vender seu adorado
metro da carroceria a cada sempre com uma flanela Opalão 4100. “Claro, des-
saída do lava-rápido. “Verifi- na mão e de olho para que de que o dinheiro seja usa-
co se não ficaram manchas ninguém fique colocando do para a compra de outro
ou marcas de mãos”, afir- os dedos no carro”, diz a exemplar desta linha....”

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SERVIÇO Por Rogério Ferraresi/ Fotos: Saulo Mazzoni e arquivo

ESPORTIVIDADE NA FAIXA
PARA DIFERENCIAR O SS das outras versões da linha Opala, AS FAIXAS
Desenvolvidas
DECORATIVAS CARACTERIZAM o ano/modelo de cada VERSÃO “ESPORTIVA”
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53
principal detalhe de dife-

O
renciação da linha Opala
SS foi a adoção de exclu-
sivas faixas pretas, que
destacavam a carroceria.
Criadas como decoração A primeira versão
dos carros de corrida, em do Opala SS se
meados da década de 1950 elas caracterizava
logo se popularizaram, de tal forma, pelas faixas
que também foram adotadas pelos largas sobre o
estilistas da indústria automobilística. capô e a pintura
Este artifício passou a ser explo- em preto no
rado pela General Motors em 1962,
painel traseiro
quando a empresa apresentou o Su-
per Spyder, um dream car baseado
no Chevrolet Corvair que tinha uma
larga faixa longitudinal, que cobria
todo o centro da carroceria seguida
por filetes laterais. Tanto o público
quanto a imprensa gostaram da novi-
dade e a GM não demorou a “enfai-
xar” seus modelos esportivos, com
destaque para o Camaro RS lançado
em 1967.
A subsidiária brasileira, ao lan-
çar a versão esportiva do Opala
também decorou esta linha com fai-
xas pretas. A GMB seguia a receita
adotada no Opel Rekord Sprint, a
versão esportiva do modelo alemão,
e também de outros modelos nacio-
nais, como o Chrysler GTX e o Cor-
cel GT, lançados na mesma época.

VISUAL DIFERENCIADO O PRIMEIRO SS, LANÇADO EM 1971,


Lançado em novembro de 1970,
durante o Salão do Automóvel de São SÓ FOI FABRICADO COM 4 PORTAS, MAS
Paulo, como ano-modelo 71, o primei-
ro Opala SS só era disponível com
JÁ VINHA COM MOTOR 4100
carroceria de quatro portas, já que
o cupê ainda não havia sido lança-
do no mercado brasileiro. O modelo
esportivo se caracteriza por duas fai-
xas largas, em preto fosco, sobre o
capô. Já na traseira, o painel inferior
do porta-malas é inteiramente na cor
preta. Lateralmente o acabamento é
bem mais caprichado. No vinco infe-
rior, seguindo a abertura das caixas
de rodas, de ponta a ponta da carro-
ceria três faixas completam a deco-
ração: a superior, mais fina; a central,
intermediária; a inferior, mais larga.
Nesta última, na área dos “pés” dos
para-lamas, se destaca ainda um re-
tângulo quadriculado e outro com as O logo SS
letras “SS” na cor branca. Nos para- era colocado
-lamas dianteiros, logo acima da faixa discretamente
mais fina, o detalhe referente ao motor na lateral da
4100, lançado juntamente com o SS. carroceria, assim
Quando foi lançada a carroce-
como a cilindrada
ria cupê, a GMB deixou de produzir
o SS com quatro portas: tal versão do motor
passou a ser exclusiva do fastback
apresentado como ano-modelo 1972
e que, com penas duas portas, era
mais adequada para uma versão dita
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OPALA CIA
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esportiva. Não ocorreram, entretanto,
mudanças no desenho das faixas,
que ficaram ainda mais chamativas
no cupê, razão pela qual também não
O layout da
sofreram alterações no ano seguinte.
primeira Em 1974, entretanto, devido à cri-
versão do SS se do petróleo deflagrada no ano an-
foi mantido terior, a fábrica decidiu produzir o SS
inalterado nas com motor de quatro cilindros. Mas a
linha 72 e 73 GMB não mediu esforços para gastar
o mínimo possível na nova versão do
Opala. Diferente do que ocorria na ver-
são mais potente de seis cilindros, o
SS4 tinha o capô em preto fosco, assim
como o painel inferior dianteiro, o rebai-
xo do painel do porta-malas e a saia
traseira. A economia seguiu com os
para-choques pintados, também em
preto fosco, evitando despesas com a
cromeação, o que também podia ser
visto no pé do espelho retrovisor exter-
no. Adesivos diminutos, colados nos
pés dos para-lamas dianteiros, nas co-
res preta, vermelha e branca, com as
letras “SS” e o numeral “4”.
Naquele mesmo ano o SS6 ga-
nhou novas faixas laterais, aplicadas
logo abaixo das maçanetas das por-
tas. Os para-lamas dianteiros passa-
ram a ostentar as letras “SS” brancas
com contornos pretos. Depois delas,
A PARTIR DE 1972, COM O as duas faixas, de mesmo diâmetro,
se estendiam até o fim das laterais
LANÇAMENTO DO OPALA CUPÊ, A traseiras. Mas, antes de atingir as lan-
ternas, se uniam de modo a servir de
VERSÃO SS FICOU MAIS CATIVANTE fundo para as letras brancas que des-
tacavam a denominação “Opala”.

MUDANÇAS DE ESTILO
Com a reestilização da linha reali-
zada em 1975, tanto o SS4 quanto o
SS6 ficaram muito parecidos. Exemplo
disso é o fato do modelo de quatro ci-
lindros ter passado a contar com para-
-choques cromados. A parte central do
Nos três capô, pintada em preto fosco, incluin-
primeiros anos do o painel frontal superior, tem filetes
de produção o perimetrais também em preto. Já na
SS foi oferecido lateral os “pés” dos para-lamas ganha-
somente com o ram um adesivo retangular, com as le-
motor de seis tras “SS” em branco com fundo preto.
Abaixo delas os numerais “4” ou “6”
cilndros
são ladeados por bandeiras quadricu-
ladas, que ficam por cima de três fai-
xas: preta com filete branco, branca e
preta com filete branco. A parte supe-
rior dos para-lamas traseiros uma faixa
preta, dividida em quatro segmentos,
segue a curvatura da carroceria.
No ano seguinte ocorreu a unifor-
mização das faixas do SS4 e do SS6.
Ou quase: a diferença ficou para o
adesivo com o número “4” ou “6” em
vermelho com contorno preto e, logo
abaixo, as letras “SS”, também bran-
cas, sobre fundo preto. Estes colan-
tes ficam aplicados nos para-lamas
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dianteiros, atrás das caixas de roda,
na mesma altura dos piscas. Outra
diferença entre os dois modelos eram
as rodas que, no SS6, vêm com o
contorno pintado em preto.
Exceto isso, os esportivos eram, O SS 4 se
basicamente, iguais em estética. No caracterizava
capô duas faixas cobrem o capô pelo capô todo
emolduradas por filetes brancos. O em preto, assim
painel traseiro não é pintado e, late- como o painel
ralmente, toda a área abaixo do vin- traseiro
co da carroceria passou a ser preta,
incluindo os painéis inferiores dian-
teiros e traseiros. Uma curiosidade:

A CRISE DO PETRÓLEO, DEFLAGRADA


EM 1973, FEZ A GMB DESENVOLVER
alguns carros saíram de fábrica com
fundo preto logo abaixo do vigia tra- RAPIDAMENTE A VERSÃO SS4
seiro, na qual vinha impresso o logo
“Opala” em letras brancas.
Tanto o SS6 quanto o SS4 perde-
ram os adesivos dos para-lamas em
1977. No lugar deles os carros passa-
ram a ter as letras “SS” vazadas (osten-
tando a cor do carro) no fundo preto
das faixas laterais, na área dos “pés”
dos pára-lamas dianteiros. Como o de- Os logos do
senho das rodas também mudou e a SS4 também
diferenciação entre elas desapareceu, procuravam
muitos proprietários de SS6 ficaram caracterizar a
decepcionados com a GM, já que a diferenciação
Ford continuou a distinguir o Maverick com a versão
GT de quatro cilindros do V-8. mais potente

ÚLTIMAS MUDANÇAS
Segundo boa parte dos entusias-
tas da linha Opala, os SS de 1978 têm
as mais belas faixas criadas para esta
versão esportiva. O capô do motor
passou a ter a parte central totalmente
preta, tendo apenas filetes delineado-
res da cor do carro, envoltos por outras
faixas de cor preta. Já o painel trasei-
ro do porta-malas voltou a ser preto e,
lateralmente, surgiu um novo arranjo,
com o emblema SS vazado, nas dessa
vez as faixas começavam na altura dos
para-choques dianteiros, passando
por cima do corte das caixas de roda,
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OPALA CIA
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Com as
alteração de
estilo realizadas
em 1975, o SS
também ganhou
novas faixas

e seguindo um pouco acima das cai-


xas de ar, quando afinam para passar
por cima das caixas de roda traseira e
terminam nos para-choques.
As faixas laterais são largas, com
filetes nas partes superior e inferior
(neste último caso, exceto ao passar
pelas caixas de rodas). Além disso,
com o lançamento da Caravan SS,
de acabamento igual aos Opala SS4
e SS6, a diferença básica é na tam-
pa do porta-malas, que na perua
não tinha faixas pretas, mas apenas
A PARTIR DE 1975 HOUVE A as letras “SS”, com filetes perime-
trais pretos. Além disso, na Caravan,
PADRONIZAÇÃONO VISUAL DAS DUAS a coluna dos vidros é pintada.
A última mudança veio em 1980,
VERSÕES: SS4 E 6 junto com a profunda reestilização da
linha. O capô, tanto no SS4 quanto no
SS6, passou a ser da cor do carro, o
mesmo ocorrendo com os para-cho-
ques, mais largos e com borrachões.
As faixas laterais cobriam, basica-
mente, a mesma área da faixa da linha
1978, embora sejam mais largas. Ou-
tra diferença é que a área coberta tem
inicio nos “pés” dos para-lamas tra-
Em 1978 a seiros, logo após a borda das rodas.
Caravan também Depois das portas ficam em destaque
ganhou sua as letras “SS”, maiores e vazadas na
versão esportiva
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cor da carroceria. Na sequência a fai-
xa afina até encontrar o para-choque
traseiro. Na traseira, tal como no mo-
delo do ano anterior, uma faixa preta
liga as lanternas traseiras, com a dife-
rença de que, em 1980, essa solução Uma larga
também foi adotada na Caravan. faixa lateral
que ressaltava
RESTAURAÇÃO COMPLETA o logo SS
Uma das empresas que fabri- marcou a última
cam atualmente faixas decorativas geração da
versão esportiva
da linha Opala

e máscaras para pintura da linha SS é


a Old Design. “Nosso trabalho é feito
com produtos da 3M. Já as máscaras
A ÚLTIMA SÉRIE DA VERSÃO ESPORTIVA
de transferência são feitas com mate- DA LINHA OPALA, LANÇADA EM 1980,
rial próprio para a pintura, na cor verde
ou laranja, para se destacarem da cor DESTACAVA A LARGA FAIXA LATERAL
do carro e facilitar a aplicação da tinta”,
explica Flávio de Souza, vendedor da
empresa.
Os preços variam conforme o pedido
do cliente que, em muitos casos, pode ad-
quirir as faixas ou somente as máscaras
de pintura. Para os modelos SS6 1971/73,
de duas ou quatro portas, o kit custa de Além da faixa,
R$ 210,00 a R$ 270,00. Para o SS4 1974,
a linha SS
a Old Design só vende o adesivo lateral e
o gabarito para a pintura das seções em também passou
preto por R$ 80,00. No caso do SS6 1974 a vir de fábrica
o preço do kit oscila entre R$ 210,00 e R$ equipada com
290,00. rodas de liga
Para a linha SS 1975 os preços ficam leve
entre R$ 190,00 a R$ 250,00. Já as dos mo-
delos 76 e 77 tem valores fixos: R$ 250,00
e R$ 230,00. Para o Opala e Caravan SS
linhas 1978/79 têm mais opções, com kits
que custam de R$ 250,00 a R$ 340,00. No
caso da linha 1980 o preço é um só: R$
190,00.
SERVIÇO:
Segundo o vendedor da Old Design,
Old Design
todas as faixas e máscaras da empresa
foram desenvolvidos a partir de adesivos (19) 3454-8019 ou
originais GM ou de veículos nunca restau- 9705-6865
rados, que ainda mantinham a pintura ori- Santa Bárbara
ginal. Vale destacar que os valores acima d´Oeste, SP
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antes da compra por telefone ou e-mail.
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ENCONTROS Fotos Divulgação

REUNIÃO DE OPALAS NO PARANÁ


cada domingo, a

A partir das 14 horas,


a Praça do Verbo
Divino se transfor-
ma em ponto de
encontro para os opa-
leiros de São José dos
Pinhais (PR), município
vizinho à capital Curitiba.
Por se tratar de um evento
semanal, chega a surpre-
ender a quantidade e a
qualidade dos exemplares
(Opala, Comodoro, Diplo-
mata, Caravan e outros da
antiga família Chevrolet)
expostos. Como compro-
vam as fotos gentilmente
enviadas pelo leitor Diego
do Carmo, um dos funda-
dores do Clube Opaleiros
de São José dos Pinhais.
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OPALA PARTS
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ENCONTROS

Faça chuva ou faça sol, os Opalas de São José


dos Pinhais estão sempre preparados para o já
tradicional encontro dominical
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DANIEL FARUK

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CHEVROLET NEWS Por Luiz Guedes Jr. / Fotos: Divulgação

CORVETTE GANHA
CENTENNIAL EDITION
A marca Chevrolet comemora
neste ano de 2011 o seu centená-
rio. E entre as festividades progra-
madas está o lançamento da versão
especial Centennial Edition Corvet-
te. Disponível em todos os modelos
da linha Corvette (incluindo o Grand
Sport, Z06 e ZR1), o pacote exclu-
sivo agrega diversos elementos di-
ferenciados de design. A começar
pela cor Flash Carbono Metálico,
com gráficos em preto e rodas pin-
tadas na mesma tonalidade – con-
trastando com as pinças de freio
vermelhas. Fabricadas em alumínio,
as rodas (de 18 a 20 polegadas,
variando de acordo com cada ver-
são) têm ainda um detalhe vermelho ras cruzadas contém uma pequena Austin Hatcher Foundation for Pe-
na borda, algo típico dos carros de adaptação, com o número “100” no diatric Center (fundação que ajuda
competição. lugar da tradicional flor de lis. crianças com o câncer e parceira da
As referências ao universo das Mas as exclusividades não pa- Amercian Le Mans Series, competi-
corridas, aliás, é mais do que na- ram por aí. No interior do carro, o ção onde a Chevrolet participa ofi-
tural, já que a marca Chevrolet fora painel de instrumentos é revestido cialmente com o Corvette). O Cen-
criada em 1911 por um piloto, Louis em couro Ebony, enquanto os ban- tennial Edition que será leiloado é
Chevrolet. Outras alusões às origens cos são de camurça – mesmo mate- baseado no pacote de performance
da marca estão presentes na edição rial adotado no voltante, na alavanca Z07 e possui o capô do Z06 feito em
centenária em formas de emblemas de câmbio e no descansa-braços, fibra de carbono.
e logotipos. Um logotipo com uma que têm costuras em fios vermelho Quem arrematar o modelo no lei-
imagem icônica de Louis Chevrolet e seguem o mesmo padrão dos utili- lão terá direito a participara do pro-
aparece na coluna central, nas ro- zados na versão Z06 Carbono Limi- grama Corvette Engine Build Expe-
das e no centro do volante. Os en- ted Edition. rience, que permite acompanhar a
costos de cabeça também ostentam A Chevrolet escolheu para a es- fabricação de seu próprio motor ao
um logótipo do centenário em alto tréia do Corvette Centennial Edition lado de especialistas da Chevrolet,
relevo. Além disso, os mais aficiona- um leilão na badalada casa Barrett- assim como a oportunidade de re-
dos pelo carro notarão outro detalhe: -Jackson. O valor alcançado pelo ceber o veículo no National Corvette
o histórico emblema das bandei- modelo de número 100 vai para a Museum, localizado na cidade de Bo-
wling Green, em Kentucky, nos EUA.
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