[Sobrenome] 1
Emanuelle Silva De Oliveira
Eunice Almeida
Comportamento Humano Nas Organizações
06/05/24
Resenha: A sociedade do Cansaço
A "Sociedade do Cansaço" do filósofo Byung-Chul Han, se caracteriza por
mostrar um mundo em que as pessoas se sentindo pressionadas pelo meio
exterior por um maior auto-desempenho, acabam buscam maneiras
frequentemente mas não tão compensadoras de aliviar essa situação.
A primeira vista o livro se trata de uma discussão que tem por originem uma
análise dos aspectos de violências de outros tempos e da época atual. Acaba
sendo também citado o distanciamento e a mudança do paradigma imunológico,
que é basicamente a formação do adversário da sociedade da disciplina para o
paradigma do desempenho, sendo assim a “sociedade do cansaço”.
Dividido em sete capítulos, a Sociedade do cansaço, nos mostra que os problemas
da sociedade repressora descrita por Foucault no século XX, já não são mais os
mesmos problemas vividos pela sociedade do século XXI.
Para dar início ao capítulo 1 com tema “violência neuronal” lembremos a
situação-problema nele abordado: o individuo não se enxerga mais no outro, mas
apresenta-se no próprio sujeito. Como resultado, o que antes era o olhar alheio
que nos delimitava agora é nosso auto-olhar que delineia e determina isso. Dessa
maneira é mostrado que uma sociedade que produz de maneira demasiada,
buscando o máximo de seu desempenho laboral, acabada por se tornar vítima de
si mesma. Tendo como resultado dessa busca, o nascimento de uma sociedade do
cansaço, vacante, depressiva, doente e escrava de si mesma, sequelas de um vazio
nessa era digital e solitária do seu próprio “eu”.
O capítulo seguinte de nome “além da sociedade disciplinar” nos mostra que
nesta era neoliberal, em que se busca perfeição, somos cobrados para produzir
mais, para fins quantitativos com sentimentos de confiança e positividade ao
extremo, mas que esses comportamentos sociais tem obtido resultados
incoerentes com as atitudes individuas que aparece para uma sociedade que
cobra muito. Diante disso todos esses esforços têm desencadeado doenças
psicológicas, distúrbios, perturbações, ansiedade, disfunções e depressões.
Segundo o escritor Han, “o cansaço do esgotamento não é um cansaço da
potência positiva. Ele nos incapacita de fazer qualquer coisa” (HAN, 2015, p. 76).
Ao irmos direto ao último capítulo de número 7 do qual se tem o mesmo nome do
livro “sociedade do cansaço” nos é apresentado o excesso de positividade que
também se manifesta como excesso de estímulos, informações e impulsos.
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É descrito também que essa transição de uma sociedade para outra, conforme
Foucault apresentou no primeiro capítulo, mostra que a sociedade disciplinar
não se encaixa mais no ritmo social atual, com as mudanças econômicas,
tecnológicas e comportamentais que ocorreram nas últimas décadas, forçando,
de certa forma, uma adequação ou transformação à sociedade do desempenho.
Todo esse aceleramento e eficiência laboral, relacionado às sequelas que em
outra época, aparentemente, não eram evidentes, com destaque para o
agravamento dos distúrbios da psique humano nos fez entender que o fracasso
do homem atual se configurou com a produção de inúmeros sofrimentos
psíquicos, derivados do excesso de responsabilidade motivada pela realização do
desempenho esperado pelo novo modelo que a sociedade pós-moderna exige:
sujeitos bem sucedidos e empresários de si mesmos.