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Parte 3

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Parte 3

Autor: escritor contista

Rei ainda estava do outro lado da linha e eu não entendia por que ficava
resignado com meu pedido. Caramba! Não queria um beijo? Isso nãoo estava
matando de ansiedade? Então, que agora viesse ao meu comando. Pelo que me
falou, eu conseguia ter tudo o que quisesse dele. Ah-há, ai está. Eu de antes. Eu
de agora o deixava com medo de estragar tudo!

_Vou tomar banho, Lion.

_Banho? _repeti, frustração emergindo.

_Sim, preciso me sentir limpo, tive um dia cheio demais.

_Que merda é essa, Rei, porra, eu quero beijar a sua boca, vou ter que
mandar um emoticon com dois pontos e asterisco pra você?

_Você está sendo grosseiro, como não é.

_E lá vamos nós querendo me colocar no meu lugar de antes. Eu não sei


como vai ser daqui pra frente, ok? _tirei uma garrafinha de bebida do bar e abri,
engolindo de uma vez o líquido quente.

_Eu também não sei se nosso beijo vai ser igual daqui pra frente.

_Que tal parar de frescurisse e vir aqui como homem e me beijar?

_Eu não sou um garoto de programa.

Silenciei e entendi que eu estava realmente caindo na vulgaridade que o


desespero leva. Cai sentado na poltrona, agora sem camisa, na segunda mini
garrafa.

_Esquece o que eu falei.

_Esquece tudo?

_Quer saber? Faz o que quiser, que saco! Já ferrou com a minha cabeça,
agora quer que me rasteje? Você me deixa com muita raiva, às vezes, com
vontade de te mandar pro inferno!

_Vou tomar banho.

_Vai tomar seu banho, porra, aproveita e bate uma pra acalmar e vê se
não chora, seu chorão! _desliguei o telefone na sua cara e o atirei na cama, meu
peito estava arfando, tudo queimava dentro de mim, subindo o fogo nos meus
olhos. Merda, não é incêndio, é água, muita água querendo romper a represa,
batendo nas minhas pálpebras fechadas.

Rei era um cara doce, amigo, lindo, inteligente, terno, honesto, fiel e eu
sou um babaca total! Por que eu estou me esforçando todo pra tentar ser o
oposto? Só porque eu começo a achar que não vou mais lembrar de nada, então,
é bom convencê-lo de que agora é diferente?!

Não vou chorar, eu não choro. Engoli a bola de boliche presa na garganta,
tossi, passei as costas da mão nos olhos e já terminava a terceira garrafinha
compulsivamente, atirando-as no carpete do quarto. Eu queria sair do controle, ir
para outro plano.

Sentei no chão, encostado na cama com as pernas esticadas. Na quarta


garrafinha na boca, me sentia mais leve. Até cogitei em bater ao lado e pedir
desculpas. Não, eu não me desculparia pelas grosserias e ingratidões que falei.

Flexionei as pernas e as abracei. Eu cheguei no topo, não lembro como,


mas tenho tudo. Por que o buraco é tão grande e não consigo preencher? Meu
coração diz que estou fazendo tudo certo e o cérebro me indica que é tudo moral
e socialmente errado.

A campanhia tocou e virei a cabeça para trás, incrédulo. Não era possível
que Rei quisesse começar agora uma discussão para analisar nossa briga. Ou tem
beijo, ou é melhor cada um dormir num canto. Não quero que me faça ficar pior
do que já me sinto.

Girei a maçaneta e lá estava meu oposto. Limpo, cheiroso, cabelo


molhado, perfumado, arrumado e sem óculos. Usava uma calça de abrigo de time
de futebol e uma camisa branca com um coqueiro bordado na altura do peito
direito. Chinelos nos pés e ainda de relógio, tão garotinho da vovó que já fez a
lição de casa e vai dormir cedo depois do leitinho quente.

O que via? Seu chefe sem camisa, só de calça social, cabelo bagunçado, já
descalço. O mesmo cara que falara meia dúzia de escrotisses a meia hora atrás.

Passou por mim e viu as garrafas no carpete, atravessando o quarto como


supervisor de escoteiros. Ótimo, eu ia ganhar esporro? E veio:

_Tínhamos combinado que pararia de beber?

_Não. Não combinamos. _Tranquei a porta. _Eu e você não fizemos esse
acordo. Ele fez esse acordo com você.
Fechou os olhos por um momento pra buscar paciência e seus lábios se
mexendo pareciam murmurar uma oração.

Eu já sei, Rei está pensando “Você é você, não existe ele!”. Sim, eu sou
ele, outro!

_Por que veio?

Virou a cabeça pra mim como faria seu cachorro, me estudando e piscando
os olhos.

_Você pediu.

_O que eu pedi? _incitei-o, igual uma professora primária fazendo mil


perguntas para criar uma cadeia de raciocínio e puxar seus alunos para a
conclusão final.

_Foi um erro eu ter vindo.

_Por que foi um erro?

_Eu já estabeleci o limite: não beijo você bêbado! Já brigamos, por isso, e
você parou.

_Bêbado? Eu estou extremamente consciente agora! Quer que eu faça o


quatro com as pernas?

_Viu? Você fica um idiota quando bebe!

_Idiota?! Finalmente, senhor certinho, você também aparece de dentro


dessa toca?! _ironizei.

_Por que quer me machucar?

Silenciei. Isso eu não queria. Machucá-lo seria como me cortar sem querer
com uma faca amolada.

_Me machucar ainda mais... _sua voz era baixa, terna, segura, como uma
melodia pra dormir e embalar. _...Eu já estou todo ferido por dentro, não tem
mais espaço onde ainda possa me machucar.

Respirei fundo, fungando, chutei as garrafas no tapete, movendo-as alguns


metros, como um jogo de entreter. Ele esperou, observando tudo. Parei
encostado a uma parede, olhando o chão e respirando forte.
Aproximou-se até ficar com metade do seu corpo na minha frente. Virei o
rosto um pouco para o lado direito, em direção ao meu ombro, olhando-o mais
abaixo. Disse baixinho:

_Eu primeiro tive que entrar aqui... _tocou com o indicador levemente na
minha testa e escorregou pelo meu nariz, pensei que fosse passar nos meus lábios
e os entreabriu. Não o fez, tocou com a palma da mão o meu coração. _Depois,
eu cheguei aqui. _sua voz agora era um fio, baixinha e hipnotizante. _Foi, então,
que virou uma questão de pele..._escorregou as costas dos dedos pelo centro do
meu abdômen e eu prendi o ar, contraindo a barriga e o maxilar que comprimiu
um dente contra o outro. _...E você deixou eu ultrapassar todas as fronteiras
proibidas..._seus dedos se fecharam levemente abaixo do meu saco e no meu pau
e isso arrancou de mim o ar da boca e franzi a testa.

Dei um passo de sofrimento atrás, mas só havia a parede, eu conseguia


apenas me grudar mais a ela.

_Agora, você quer começar tudo ao contrário, Lion. Quer meu corpo,
depois meu coração e no fim entender tudo racionalmente.

Um ente feroz amarrado dentro de mim arrebentou as correntes e eu o


viro contra a parede com força. Rei fechou os olhos com o choque, mas, depois,
permaneceu olhando pra baixo. Como isso aconteceu? Eu o tinha levantado pela
camisa para cima, como um lutador faria com alguém que o desafiasse. Mas, não
fez nada além de manter aquele irritante olhar de segurança e espera.

_E se eu dissesse que eu quero te beijar.

_Você sempre pode.

Deixo-o escorregar para baixo, afrouxando as mãos da sua camisa e com


impulsividade dou um encontrão do meu rosto no seu, chocando o canto das
nossas bocas, isso porque ele virou. Seus olhos azuis me diziam que eu podia
continuar, mas de um jeito menos bruto, o jeito que ele esperava.

Passei a língua levemente no meu lábio inferior e novamente encostei no


canto da sua boca e fiquei ali, pressionando de leve, nossos narizes quase se
tocando. Pra eu me entregar, precisava fechar os olhos. Deixei a pálpebra cair e
concentrei todos os sentidos na extremidade dos lábios. Os seus estavam
levemente secos, mas se entreabriram apenas um pouquinho e ali encaixei
perfeitamente os meus e isso era como se me ligassem na tomada. Sempre temi
que ao beijá-lo no segundo seguinte entendesse que estava tudo errado,
lembrando ou não. Ao contrário, quando consegui tocar a umidade da parte
interna do seu beiço inferior, ali tudo começou a ficar certo. Foi quando a
primeira vez sua cabeça se moveu para me guiar. Caiu um pouco para o lado de
modo que fizemos um “x” com nossas bocas e aí veio a língua sobre a minha e
meu pau reagiu abruptamente petrificando. Minha mão subiu por baixo da sua
camisa da lateral do corpo pelas costas e eu já sentia a sua na minha nuca,
apertando meus cabelos.

Era o melhor beijo de toda a minha vida e eu estava energizando como um


gerador que sustentaria um shopping por três horas. Eu queria tocar sua boca por
dentro com minha língua, explorar cada pedacinho da epiderme delicada, quente
e úmida da sua boca. Sua mão me apertou acima do meu cóccix, pressionando
nossas cinturas uma contra a outra e a cada vez que entrávamos mais na boca um
do outro, nossos peitos e barrigas se pressionavam. Será que nossas almas podiam
se sobrepor? Os corpos não tinham mais como se unir de tão unidos.

O beijo de Rei era cuidadoso, envolvente, oras delicado, oras asfixiante.


Me deixava dominar, me ensinava um pouco e, em sequencia, deixava eu mostrar
o que aprenderam. Foram quase vinte minutos, não dá pra saber, eu só entendi
que não era possível parar, porque não havia som, não havia o mundo, havia só o
beijo gostoso, quente, apaixonante, vigoroso.

Parou. Parou por quê? Não, não, pode continuar, bem aqui onde eu estava
começando a chupar seu lábio inferior e depois sorver seu queixo.

_Posso dormir aqui? _pediu e tive que abrir os olhos.

É isso? Dormir, ãnh, aqui? Sim, sim, dormir aqui, sem problemas. Mas, eu
quero beijo, beijo.

Puxou minha mão até a cama e depois engatinhou para os travesseiros.


Acompanhei-o caindo de lado, sem coragem pra fazer o que o primeiro extinto
me despertou, que era deitar por cima dele.

Lado a lado, ele continuou o beijo... hummm. Beijo quente, beijo com
vontade, beijo pra explorar, beijo pra aquecer, beijo pra excitar... como isso me
endurece...

_Lion, eu não estou aguentando, estou duro de doer..._gemeu muito


baixinho, empurrando minha mão para baixo. Encaixei minha mão entre sua coxa
e estava tão quente, apertei. _... Me toca, por favor, é como se fizesse em
você... só me toca, não precisa olhar, só me dá esse prazer..._pediu.

_Se me beijar... _com a mão sem seu rosto trouxe sua boca de volta,
minha nova obsessão.

Sabendo que era a moeda de troca, mostrou-me com o beijo de até então
era ensaio. O que vinha era a estreia de um show apoteótico! Seus lábios
ganharam movimento junto com o corpo e a língua dançou feroz, tornando a
minha amadora.

_Me toca... não aguento... mais... vem..._pedia falando sobre minha boca
e eu a cada vez devia mais.

Sua mão esfregou a minha no seu pau duro e isso me dava medo, mas eu
falava pra mim que não seria nada diferente do que eu mesmo tocava no
banheiro. Vamos, Lion, ele está te beijando do jeito que está gostando.

Enquanto me beijava intensamente, ele mesmo movimentou-se para


descer a calça e cueca enrolados até os joelhos. Eu não queria olhar muito, mas
sua mão me mostrou onde eu devia aliviá-lo. Fiz um rápido reconhecimento e
senti um choque com o tamanho e estrutura de aço. Um pau cavernoso, rosado,
duraço.

Só o toque das costas das minhas mãos o fez gemer e soltar minha boca
num estalido.

_Estou muito, muito sensível..._encostou sua testa na minha, precisando


de tempo. _Lion, por favor, me toca até eu explodir e faço o que quiser pra
sempre...

_Quero te beijar pra sempre.

Tomou minha boca e obrigou minha mão tomar seu pau. Fechei meus
dedos ao redor daquele pau quentíssimo e duro. Mordeu minha boca de tesão e
eu o bombeiei pra cima e pra baixo. Eu o aliviava e me sentia ainda mais e mais
túrgido, explodindo também. Mas, não ia pedir.

_Mais forte, mais forte..._comandava e voltava a me beijar em contra


partida para me motivar. Eu senti uma súbita vontade de montá-lo, então,
coloquei minhas pernas na lateral da sua cintura e me inclinei pra beijar sua
boca, totalmente por cima dele.
Desci com a mão e o peguei, ritmando com tanta vontade que ele chegou
num ponto que desaprendeu totalmente a beijar, começou a sofrer e escondeu o
rosto vermelho e contraído no meu pescoço. Segurei sua nuca com a outra mão e
não me senti injustiçado por só dar, em lugar de receber carinho. Dar prazer ao
Rei era receber o prazer de saber que o satisfaço.

_Goza, meu Rei, goza como você quer..._falei na sua orelha e pareceu
gemer um choro de puro prazer e dor._... goza tudinho na minha mão..._falei
dentro do seu ouvido e foi como atingi-lo com um raio, estremeceu e gemeu,
enchendo minha mão de jatos quentes e fortes.

Meu coração batia tão forte, mas tão forte, que não sai da posição onde
eu estava. Deixei-o amolecer e se aconchegar exausto no travesseiro, fechando
os olhos e voltando a respirar.

Era isso que eu sentiria também? Eu queria experimentar um dia.

Seu par de olhos azuis claros se abriram e minha cabeça ainda estava na
altura da sua. Desci e o beijei de leve. Depois, passei uma perna para o outro
lado e fiquei em pé no chão. Olhei melhor o todo, agora com mais coragem.

Nenhum monstro. Apenas um homem lindo de calças no joelho e a barriga


com uma poça branca.

_Fique aí. _ordenei e peguei papel higiênico no banheiro. Limpei-o como


faria a mim e sabia que seus olhos me acompanhavam com surpresa e estudo.

_E você?

_Eu vou ficar bem. _menti e fechei a porta do banheiro.

Lavei a mão e o rosto. A ficha caindo e a adrenalina vindo à tona. Meu


Deus! Foi chocantemente bom e tão natural, como se eu fizesse com uma mulher,
a diferença é que eu tocava um corpo semelhante ao meu.

Abri o zíper da minha calça e conferi meu solitário pau que só de tocar,
estava ao extremo de sensibilidade. Fechei os olhos e não foi preciso mais que
alguns gestos pra encolhê-lo de volta na cueca. Decidi tomar um banho longo e
quente. Sai enrolado na toalha e Rei virou o rosto para a porta assim que a abri,
meia hora depois.

Estava clara sua frustração por não ter lhe concedido me masturbar
também. Esse era um limite ainda muito rígido pra mim. Mas, trocou o semblante
por agradecimento quando voltei outra vez do banheiro, agora vestido com o
short que pegara na mala.

_Posso mesmo ficar? _perguntou e senti meu coração se encher de ternura


por aquele rapaz bonito no centro da minha cama.

_Pode, mas vamos pra baixo do edredom? _puxei a ponta de um lado e


rolou. Voltamos a nos encontrar no centro. Ele parecia saber o que fazer com as
mãos quando não estávamos mais controlados pelo desejo, abraçou-me e pareceu
quase natural nos beijarmos.

_Você está cheiroso. _elogiou. _Você sempre toma banho antes,


sempre._acariciou meu rosto, pensativo.

_Quando fala assim, me sinto inferior, o que é ridículo, pois está se


referindo a mim.

_Desculpe._beijou-me certeiro e voltar a deitar a cabeça no travesseiro.


_Vai ser a primeira noite de sono decente. Me abraça? _pediu e virou as costas
pra mim.

_Você é menor que eu. _comentei e colei meu peito nas suas costas.

_Não sou não... _riu e o duplo sentido me fez ficar vermelho. Ele tinha
razão.

[Continua... em edição]
Disponível em: [Link]

Acesso em: 16/01/13

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