Parte 4
Autor: escritor contista
Chegamos a sua casa de malas e lembranças nas costas. Eu tinha novas
lembranças, um homem sem memória não tem pelo que perder. Você vai me
dizer, por favor, dois anos que diferença faz? E se estamos falando aqui bem do
ano que posso (não me peça essa certeza) ter conhecido o cara da minha vida.
Puta merda, isso é de foder a cabeça de alguém! Eu não diria “acho que estou me
apaixonando por aquele garoto”, antes de ter escorregado naquela escada, o que
é tudo que lembro. Mas, foi bem depois que justamente caí de quatro por ele e
merdaaa, não recordo. Hum, acho que eu não caí de quatro, Rei não disso que é
o passivo? É outra coisa esquisita. Imagine que você é um ator (todos na vida
somos atores e representamos papéis) e seu diretor chega e diz: “Lion, aqui seu
roteiro e suas falas, você é o ativo e vai trepar nele.” Depois se vira pra Rei e lhe
enche de folhas: “Toma, você é fodido, fica caladinho e recebe tudo”.
Percebeu algo errado aqui?! Não?! Eu estou falando putaria pesada quando
nem pensava até ontem que podia me viciar naquele beijo. Ou eu lembro de
tudo, ou eu o largo, ou eu me mato. E sabe bem que estou indo por mais uma via:
não to lembrando de nada e recomeçando a aprender e a gostar de cada
pedacinho daquele reizinho puto de um gostoso!
Ele está agora alimentando o cachorro e lhe dando atenção. Não conte a
ninguém, estou com ciúme. Olha que ponto do ridículo: com ciúme do carinho em
um bicho! Vou me internar na terapia, depois do mandato, porque não me
arriscaria a abrir o coração pra nenhum profissional que tivesse jurado com
sangue dos pulsos cortados que iria guardar segredo. Nenhum sobreviveria a essa
realidade.
Seria um exagero? Tem um monte de gente aí fudendo feliz e eu estou só
dramatizando tudo?! Mas, é óbvio que a resposta é sim, Lion. Eles são não
governam a cidade!
_Está com fome? _perguntou pra mim, agora sentado na poltrona.
_Ah! Agora lembra de mim? _fiz uma voz de relegado. _Vai encher minha
latinha em segundo lugar?! Isso é admissível, Rei?
Ele primeiro arregalou os olhos e depois abriu um sorrisinho de lado, pego
de surpresa com a brincadeira e aprendi como condicionamento animal, que se
eu quisesse beijo dos bons era só pegar aquele atalho. Rei caiu por cima do braço
da poltrona se jogando inteiro nos meus braços e me beijando com paixão até me
tirar o fôlego, como se o cansaço da viagem não o abatesse em nada quando o
exercício da vez era me dar prazer.
_Vou pedir pizza e já sei que gosta de Marguerita e Mussarela. _disse-me.
_Obrigado por me fazer me sentir mal por não conhecer o seu sabor!
_Por que não pergunta: Rei, qual é o seu sabor?
_Rei, qual é o seu sabor?
_Nenhum, eu mudo sempre.
Não sorri, aquela frase não me fez bem. Como assim, muda sempre de
sabor. Isso era um padrão de comportamento do seu coração também?
_Hêêi? Ainda estamos falando de pizza aqui? _levantou meu queixo pra me
olhar. Sorri forçado e botou a boca na minha orelha. _Por que não me pergunta
qual o sabor de homem que prefiro, que eu vou te dizer que gosto do seu pau
com calda de chocolate quente.
_Sério?! _fiz acho que uma cara de nojo e surpresa juntos.
_É, certo, tenho que confessar, eu não tenho também um sabor preferido.
Eu já experimentei com leite moça, com chantilly, com calda de morango, com
batom.
_Batom? Batom de mulher?
_Hum... Não, deixa pra lá.
_Pera, como não é batom de mulher? Eu me vestia de calcinha e colocava
batom vermelho? Se for, sério, não me conta! Se eu não lembrar vou ser muito
mais feliz.
Rei inclinou a cabeça de novo no meu pescoço e sussurrou baixinho como
se até Charlie ouvisse ficaria escandalizado. Fez uns segundos de suspense para
aumentar o drama:
_Eu já coloquei um batom de chocolate da garoto enfiado no seu...
_Oh, não! Não quero saber...
_E chupei tudinho derretido.
_Isso é muito pra minha cabeça... Pare.
Ele se levantou com seu humor em nada alterado. Rei depois de gozado
era um gozador (com trocadilho), irritantemente transpirando alegria em cada
poro.
_Hum, nojinho? _ironizou-me. _Foi você que fez em mim primeiro e me
ensinou!
_Eu não fiz isso! Como é que isso vai derreter lá dentro?
_Posso te mostrar.
_Não quero saber mais.
_Foi só umas metidinhas e depois me chupou até eu gozar. Qual é?! Você
antes de dois anos tinha uma vida sexual de padre, hen?!
_Padres não transam!
_Quem disse?
_Meu Deus, você já transou com um padre?!
Rei caiu na gargalhada e foi em direção a porta da cozinha.
_Me responda!
_Não, Lion, você foi meu único homem e sempre será! _disse-me de
costas. Sério, ele está me dizendo que eu tirei sua virgindade masculina (o que
tecnicamente e circunstancialmente é meu caso agora) sem me olhar nos olhos?!
Como joga isso no ar?!
Meu coração estava disparado como trem descarrilado. Uau! Ele faz isso
comigo.
_Lion? _virou-se no portal da cozinha. _Você sabe por que sua poltrona é
virada pra cá?
_Não sabia que essa poltrona era minha também, além do meu sofá
preferido.
_Por que acha que sempre senta aí? Eu não quis te falar pra não te
condicionar, mas lá dentro você sabe que o sofá, a poltrona, tudo e eu incluso
somos seus.
Sorri, ele se declarando era tão bonito de se ver como aquele peito
perfeito e a barriga deliciosa que acabava de expor tirando a camisa. Por que
exatamente está ficando sem ela? Lá vou cair em tentação, droga, droga, eu
tinha que ir embora e só quero ficar.
_Sabe por que está de frente pra cá? _suspendeu a mão e tocou na barra.
Barra? Tinha uma barra de ferro ali no portal da cozinha? Nunca reparei.
_Já posso imaginar. Só quero saber de quem foi a ideia.
_Sua! Sempre suas. Você comprou a poltrona com a barra e disse “Rei, eu
quero te ver daqui!”
_A visão está ótima...
_Você nem viu nada!
Realmente, aquilo não era nada pelo que estava por vir e eu tinha a perna
dobrada sobre a outra e o polegar encostado na boca, em contemplação e
espera.
Uma mulher dançando pole dance é excitante. Não, agora pra mim. Não
com Rei subindo e descendo com cada músculo contraído. Minha boca secou,
certo, estava aberta. Lion, você está de joelhos, completamente súdito deste
cara.
É, por isso, que ele é o Rei.
Levantei da poltrona. Não era eu. Não, não eu de dois anos atrás. Era ele
se manifestando em mim. Caminhei sem pressa em sua direção e Rei não parou,
só diminuiu o ritmo.
_Isso tudo é pra se exibir pra mim?
_Não gostou? _manteve-se no alto com o abdômen em gomos divididos e a
entrada delineada.
_Eu acho que merece uma lição por me provocar! _coloquei os dedos em
gancho no coz da sua calça e a desci em um puxão até os seus tornozelos.
_O que está....?_caiu em pé no chão.
Exatamente, Lion, o que diabos você está fazendo de livre e espontânea
vontade, quero dizer, tesão?!!! Está se vendo? Sua mão que fez isso sozinha?! E
agora, vai levantar de novo!
_Só quero ver se é forte mesmo! _abracei sua cintura e o peguei no meio
da sua surpresa, cara de espanto, sem saber se beijava agora a mim ao seu Lion
amado. Eu não era ele, mas também queria seu rapaz.
Ele tirou o tênis e chutou a calça para andar de costas até o nosso sofá
onde caímos, eu por cima, ele nu por baixo.
_Ohhhh, acho que vou te provocar sempre! _ofereceu o pescoço e minha
mão já estava agarrando sua coxa para sua perna ficar na minha cintura
encaixada. _Me toca... não tirou minha roupa pra só me beijar... Anda, sua mão
no meu pau, estou louco. Lion, me toca. _falava e ritmava para frente e para trás
como se ainda eu pudesse ficar mais excitado. Sim, aquela cadência conseguia
me elevar o nível de tesão a um limite desrespeitável!
Não foi preciso guiar minha mão, ela ansiosa achou sozinha seu pau e
beijando-o como um faminto subi e desci sem parar o cano formado por meus
dedos em seu vigoroso cacete duro e isso me levava ao delírio. Meu prazer era
lhe dar prazer e isso era excitante e satisfatório.
_Fala... Fala alguma coisa... _disse sobre meus lábios.
_Você também me deixa... duro. _confessei e me senti um devasso. Um
homem me deixando duro?! Eu falei com todas as letrinhas essa putaria?!!! Deixei
de ser uma figura de respeito.
_Posso te gozar?! Eu adoro sua mão me punhetando..._ perdeu o ar e daí
pra frente foram só gemidos de seguir e conter, num jogo de prazer pelo
sofrimento do adiamento do gozo.
_Quanto de porra você tem pra me dar? _perguntei e descobri que eu
tinha todas as chaves secretas do seu prazer. Pronto, ele soltou-se e começou a
jatear seu leite por toda a barriga, convulsionando de tanto prazer. Acho que ele
viu o céu, eu estava em outro plano em um inferno de tesão retido. _Fique aí.
Busquei sua camisa do chão no meio da sala e o limpei.
_Lion? _me olhava secar a mão e atirar a camisa longe. _Quero te fazer
uma pergunta.
_Já gastou essa cota antes.
_E respondeu que sim, que tinha curiosidade de me beijar. _Lembrou-se.
_Mas, e se eu quisesse agora te beijar de outro jeito, te beijar no seu pau?
Engoli em seco, não sendo possível esconder que eu tinha um pedaço de
ferro rasgando minha calça de lado.
_Só me diz, Lion, você quer ou não quer.
_Quero, mas tenho vergonha e medo.
_Eu já te disse uma vez. _falou baixinho, meio sonolento.
_E o que eu fiz?
_Resolveu a parte da vergonha. _riu e pulou do sofá.
Ai, Meu Deus! Por que eu me odeio por ter lhe dado ideia um dia e nem
saber qual é?!
Abriu minha mala. Hum. A resposta estava na minha mala? Tudo ali era
inofensivo. Ei... ei ei ei... três... gravatas se amarra muita coisa né?!
_Vai sonhando que irá me prender! Esquece! _minha vez de fugir do sofá.
_Se for para o banheiro..._puxou meu braço e entendi que era muito
forte, só representava o papel de frágil pra mim. _... eu juro que não te beijo
nunca mais.
_Não conseguiria. _duvidei.
_Por que quer ficar sem beijo se pode ganhar mais? _desafiou.
Soltei o ar com a parte do medo vindo a tona. Se ia resolver a vergonha, o
que faríamos com o medo?!
_Pode se ajoelhar para o seu rei?
_Ajoelhar?! Que história é essa de eu ser o ativo?!
_Lion, você nem lembra de nada, então, cala a boca e se ajoelha?! Vai
ficar de pau mole e me dar só mais trabalho!
Minha cara era de completa estupefação e ele esperou que isso passasse.
Revirei os olhos e ajoelhei. Eu me sentia estranho. É isso, eu domino e estou
sendo dominado!
_Feche os olhos! _mandou.
_Não quero que coloque nada na minha boca, nem vou chupar nada...
Rei abaixou-se na altura dos meus olhos e apoiou as mãos nos joelhos.
_Quando eu colocar todo meu pau na sua boca, vai ser porque você
implorou, Lion.
Engoli em seco, tremendamente excitado com seu jeito de falar de sexo
macho.
_Mas, agora, sou eu que estou pedindo. Eu vou chupar você todinho como
ninguém chupou, como você nunca se punhetou e nem como eu mesmo nunca te
chupei e eu sou o melhor. É, é o que você dizia. _ponderou. _Se não está
preparado para ver, então, feche os olhos agora!
Certo, eu não estou preparado pra ver. Fechei os olhos e senti o tecido
acetinado apertando minha pálpebra, o nó se fazendo na minha nuca.
_Se eu apertar forte, me avise. Não quero que fique sem pulso, só que não
se mexa pra sentir tudo... _disse ao meu ouvido, enquanto dava outro nó nas
minhas mãos. _Como não tem mais a chance de fugir, vou unir seus pés, se você
sentir câimbra, vai me avisar e eu vou parar e te soltar, tudo bem? Vai me avisar?
_Vou. _respondi e o tecido uniu meus calcanhares.
Rei depois disso sumiu, eu não sentia o calor da sua presença, nem
barulhos. Mentira... havia sim...uma cigarra longe e o piado de um passarinho.
De repente, meus ouvidos ganhavam uma superdimensão dos sentidos.
_Lion?_era ele na minha frente outra vez. _Sente algum incômodo?
_Sim.
_Qual? Os pés?
_Não, meu coração, está disparado.
_Quer que te solte?
Por que entrega a mim essa escolha? Só bota em frangalhos minha
consciência.
_Estranhamente... eu quero saber o que acontece...
Sua mão tocou meu rosto e senti o leve toque dos seus lábios. Beijei-o
lentamente.
_Sente esse gosto? _colocou uma superfície áspera, acho que seu queixo,
nos meus lábios e havia algo quente, meloso... _Eu com chocolate é muito
melhor?
_Hum... sim..._lambi e chupei-o.
_Na verdade, você com chocolate é melhor. _seu dedo me sujou o lábio e
meu queixo. Foi quando ganhei uma sucção no queixo que me fez provar os nós
das mãos e dos pés. Sim, a língua sugando abaixo do queixo e o lábio envolvendo
tudo era de testar todos os nervos.
_Gosta de ser chupado?
_Acho... que sim. _soltei o ar e me senti lambido e melado.
Seu beijo ficou mais e mais gostoso e suas mãos foram descendo pelas
minhas costas até que seus dedos tocaram os meus retidos pelos pulsos cruzados.
Mas a mão desceu mais abaixo e apertou minha bunda com a mão cheia, unindo
meu pau ao seu ventre.
_Lion, sua boca está livre. Não se esqueça que pode me mandar parar.
Eu não conseguiria olhar pra trás e achar o caminho de volta. Os pássaros
comeram todos as migalhas do caminho.
Eu o beijava romanticamente enquanto seus dedos exploravam por cima
do tecido meu pau. Céus... se aquilo era já bom. O que podia ser melhor?!
Demorou muito mais do que imaginei que abrisse o meu cinto e isso estava me
pirando.
_Abre a minha calça! _mandei sem fôlego e em três movimento abriu o
cinto, desabotoou o botão metálico e desceu o zíper.
_Como quiser..._continuou me beijando com uma mão no meu rosto e
outra na nuca. Não, não quero que conduza minha cabeça, tem tanto a fazer
mais abaixo.
Certo, eu preciso falar:
_Rei, eu estou explodindo... faz como eu gosto e não lembro? _afastei o
rosto pra me descolar do seu beijo, havia uma urgência maior em outra
extremidade.
Senti seus dedos mergulharem pelo púbis e coçar meus pelos. Oh, nãooo,
pare de ser devagar, isso me tortura. Foi mais no fundo, lá de baixo de saco,
bolinha por bolinha, cada uma ganhando sua vez.
_Rei, mais rápido... _pedi.
_Mais rápido o quê?_beijou-me e isso agora me irritou. _Não, não quero
beijo na boca.
_Pensei que gostasse do meu beijo.
Safado, filho da mãe! Que voz de tristinho falsa é essa?!
_Você me amarrou pra beijar minha boca, podia fazer isso livre!
Eu não podia ver sua reação, seu rosto, seus olhos, o que ia aprontar?! Ai,
que tesão maldito!
_Não, Lion, você vai entender já já por que está preso. _sua voz era
arrastada, como se estivesse se entretendo com outra coisa. _Eu tenho um outro
beijo de chocolate, pena que esse só eu vou sentir..._meu pau foi puxado pra
fora e cremosamente melado.
_Você vai me sujar todo de chocolate?
_Você está preocupado com sua calça, amor?! _falou no meu ouvido. _Vai
ter tanta porra nela daqui a pouco que o chocolate nem vai ser problema, sai
bem mais rápido. Você acabou de me limpar com a minha camisa, eu posso ferrar
com a sua calça...
Ele estava falando frases longos porque já gozou, eu estou aqui, amarrado
e tenso!
_Pode ser devagar?
_Não te entendo. Devagar ou rápido?!
_Devagar. _mudei de idéia
_Eu sempre começo devagar. _avisou e sua voz enquanto falava pareceu
descer.
Senti o maior prazer da vida quando sua boca se fechou na cabeça do meu
pau.
_Ohhhhh, meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O cachorro latiu assustado.
_Tudo bem, Charlie, vai pra lá agora! Ele está bem!
Não estou bem nada?! Quem disse? Eu estou tremendo!
_Está clamando pra Deus, Lion? _ele falava comigo agora._Você quer
que...
_Continua! _interrompi.
_Continuar? Eu nem comecei... _sua voz era sexy pra porra!!!!!!
Ele chupava e a cada investida ia mais fundo e tirava tudo. Não era aquela
metida em uma garrafa de boca larga, era meu pau enrolado em plástico
insufilm. Sim, envelopou tão gostoso com sua língua toda a extensão que eu
entendi porque ele parecia gemer chorando.
_Mais rápido, mais rápido...
Riu baixinho e sugou gostoso, tirando e botando.
_Puta que pariu, você me fode tão bem. Eu queria muito sentir sua boca,
porra é muito bom. Chupa, a língua, suga... assimmmmmmmm Ohhhhhhhhhhhh
Minha barriga se contraía e eu acho que não controlava a saliva da boca,
meu corpo era resumidamente um pau, um toco de corpo enfiado em uma boca
chupadora.
Foi assim nessa sugação que senti câimbra, mas eu não ia lhe contar, eu
estava mole.
Beijou minha boca com a mesma boca que sugava minha pica e isso foi
brutalmente sexy!
_Rei, como eu gozo? Eu te aviso?
_Não, Lion, você nunca avisa, minha tarefa é só engolir tudo que botar na
minha boca!
Ohhhhhh, céus, esse garoto vai me matar! Comecei a ritmar a cintura pra
frente fodendo sua boca sem pena e a porra começou a vir numa velocidade
incontrolável. E isso não o afastou, chupou tudinho e afundou a boca e o nojo que
eu senti ao mesmo tempo que pensei que ele suportava triplicou o meu prazer.
_AAAAAAAnnnnnhhhh chupa minha porra..._mandei e senti que um raio
me atingira como fio terra e eu tombei feito peso de papel depois de gozar
absurdamente um rio de porra.
Desmoronado no chão eu arfava feito um animal ferido, de boca aberta
pra apreender todo o ar. Não havia Rei e isso era horrível, nenhum abraço,
nenhum beijo, eu estava todo amarrado no chão da sala e a solidão que se abriu
foi enorme. Até que com um minuto disso, gritei:
_Me desamarra, por favor, me desamarra...
_Shiiii, to aqui, fui só lavar a boca... Tava com cara de palhaço de
chocolate. _desprendeu as pernas, as mãos e eu mesmo tirei a venda.
Vi-o ao meu lado e me senti voltando de uma viagem intergaláctica a um
plano desconhecido.
Fechei minhas calças. Havia uns pingos de porra, minha cueca tinha
chocolate e eu estava murcho. Céus, esvaziei tudo na boca dele. Olhei pra
conferir, só dentes brancos de um lindo sorriso. Eu pingava de suor e só agora me
dava conta.
Não discutimos, nem analisamos nada e eu entendi seu pedido ontem:
_Me abraça?
Rei me puxou ali mesmo no tapete no chão, encostado no sofá e eu cai no
seu colo, desamparado de toda a minha moral e regras sociais.
_Se eu pudesse te mostrar o quanto te amo... _acariciou meu rosto. _...
Mas, isso é difícil de demonstrar.
_Acho que senti um pouco agora.
_O que sentiu não foi nem uma centelha, Lion. _mexeu no meu cabelo.
_Foi muito... chocante de bom.
Sorriu:
_Espero que isso seja algo realmente bom.
_Foi! _não esperei um segundo pra lhe dar a garantia.
_Como geralmente você fica faminto, acho melhor pedir a pizza.
_Qual refrigerante eu gosto? _gritei enquanto ele já agarrava o telefone
sem fio e procurava o número no ímã da geladeira.
_Por favor, tem sprite? _perguntou ele a atendente.
Fechei os olhos e botei a mão na testa. É, ele sabe tudo.
Nota A pra esse rapaz.
[Continuação em edição...]
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Acesso em; 17/01/13