MECÂNICA DOS SOLOS
Prof. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima
DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Geani Andrea Linde Colauto
DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini
DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel
SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira
COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling
Caroline da Silva Marques
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio Azevedo
Kauê Berto
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO André Dudatt
Carlos Firmino de Oliveira
Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO Carlos Eduardo da Silva
DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos
Yan Allef
FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
O48m Oliveira, Ana Carolina Silvério
Mecânica dos solos / Ana Carolina Silvério Oliveira.
Paranavaí: EduFatecie, 2023.
55 p.: il. Color.
1. Mecânica do solo. 2. Solos - Compactação.
3. Solos - Umidade.
I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a
Distância. III. Título.
CDD: 23 ed. 624.15136
Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
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de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
AUTORA
Prof.ª. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
● Engenheira civil formada pela FEITEP - Faculdade de Engenharia e Inovação
Técnico Profissional - Maringá - PR.
● Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Londrina - UEL.
● Perita Judicial inscrita pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná - TJPR.
● Professora universitária lecionou e/ou lecionando nos cursos de engenharias e/
ou arquitetura nas instituições de ensino superior Faculdade FEITEP (Maringá-PR),
Centro Universitário UniFatecie (Paranavaí-PR), Faculdade FAEMA (Ariquemes-
-RO) e Universidade UniCesumar (Maringá – PR).
● Possui experiências na área acadêmica e técnica da engenharia civil, tendo
como principais trabalhos práticos: Elaboração de laudo técnico para implantação
de placas solares no Condomínio Portal de Segóvia em Maringá – PR (2019);
● Elaboração de laudo técnico para implantação de placas solares na empresa
JDC Comércio de Calçados em Londrina – PR (2020);
● Elaboração de laudo técnico para implantação de placas solares na empresa
Rhinosize Confecções em Apucarana – PR (2020);
● Elaboração de laudo e perícia técnica em uma residência unifamiliar na cidade de
Londrina – PR a pedido da 5ª Vara Cível de Londrina – PR (2019/2020);
● Elaboração de projeto estrutural para o Terminal Urbano Acapulco de Londrina –
PR (2019/2020);
● Elaboração de projeto de fundação para o Terminal Urbano Acapulco de Londrina
– PR (2019/2020);
● Elaboração de projeto de pavimentação para o Terminal Urbano Acapulco de
Londrina – PR (2019/2020);
● Elaboração de projeto estrutural para o Terminal Urbano Ouro Verde de Londrina
– PR (2019/2020); Elaboração de projeto de fundação para o Terminal Urbano Ouro
Verde de Londrina – PR (2019/2020);
● Elaboração de projeto de pavimentação para o Terminal Urbano Ouro Verde de
Londrina – PR (2019/2020);
● Elaboração de laudo e perícia técnica em um edifício residencial na cidade de
Maringá – PR a pedido da 2ª Vara da Fazenda Pública de Maringá – PR (2020) e
outros no Estado do Paraná.
Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2748730862553150
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Caro estudante, seja muito bem-vindo (a)!
Prezado (a) aluno (a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina isso já é
o início de uma grande jornada que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, junto
com você, construir nosso conhecimento sobre os conceitos fundamentais da Mecânica
dos Solos. Além de conhecer seus principais conceitos e definições vamos explorar as mais
diversas aplicações dessa disciplina relacionada com a parte prática das engenharias.
Na unidade I, começaremos a nossa jornada entendendo sobre a origem e a
formação dos solos, bem como sobre seus índices físicos e a granulometria.
Já na unidade II, vamos ampliar nossos conhecimentos entendendo melhor
sobre a capilaridade e a plasticidade, bem como sobre a classificação dos solos e a
compactação dos mesmos.
Na unidade III, iremos entender melhor sobre as tensões nos solos e o fluxo de
água nos mesmos.
Finalizando, na unidade IV, iremos compreender sobre o adensamento dos solos e
a sua resistência ao cisalhamento de acordo com cada tipo de solo.
Assim, aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer essa
jornada de conhecimento e multiplicar os entendimentos sobre tantos assuntos abordados
em nosso material. Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional.
Muito obrigada e bom estudo!
4
SUMÁRIO
UNIDADE 1
Origem e Formação dos Solos
UNIDADE 2
Da Capilaridade a Compactação
dos Solos
UNIDADE 3
Tensão e Fluxo de Água
nos Solos
UNIDADE 4
Adensamento e Resistência
dos Solos
ORIGEM E FORMAÇÃO
● Introduzir os conceitos relacionados com a origem e a
Prof. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
DOS SOLOS
● Explanar sobre os índices físicos dos solos;
● Explicar sobre a granulometria dos solos.
Objetivos da Aprendizagem
● Origem e a formação dos solos;
● Índices físicos dos solos;
● Granulometria dos solos.
Plano de Estudos
formação dos solos;
UNIDADE
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1
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INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a),
Nesta unidade I, vamos entender melhor sobre os aspectos introdutórios e os
conceitos gerais relacionados com a origem e a formação dos solos, bem como sobre
seus índices físicos e a granulometria. Sabemos que, por sermos responsáveis técnicos,
aprendemos durante o período da graduação, como por exemplo que seguir as normas e
legislações ligadas a essa área são obrigações nossas. Assim como aprendemos a utilizá-
las adequadamente de forma a garantir a segurança nas diferentes áreas e também dessa
forma nos resguardar profissionalmente.
Por isso, baseado nesses aspectos, vamos ao longo desta unidade aprimorar nos-
sos conhecimentos técnicos de forma que ao término desta disciplina como um todo, você
possa ser devidamente credenciado e habilitado, não só tecnicamente, mas também de
fato a intervir como um bom engenheiro em ações voltadas à mecânica dos solos.
Seja muito bem-vindo (a) mais uma vez e te convido a embarcar nessa jornada de
conhecimento ao meu lado!
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 7
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1
TÓPICO
ORIGEM E A FORMAÇÃO
DOS SOLOS
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Os solos são originados da decomposição ou da desagregação das rochas,
sendo que esse processo ocorre devido ao intemperismo, ou seja, ações ocasionadas por
chuva, sol e outros elementos temporais. A formação do solo pode ser natural ou artificial.
Os principais solos artificiais são os resíduos e os materiais selecionados. Os resíduos
são, por exemplo, aqueles restos de escavações e demolições resultantes de processos
industriais. Esses materiais são normalmente despejados de forma aleatória, por isso,
existe a necessidade de um cuidado contínuo quanto a seu destino final. Já os materiais
selecionados também conhecidos como aterros projetados são usados em pavimentação,
reaterros, contenções e solos reforçados (BARNES, 2016).
De acordo com o mesmo autor, além dos solos artificiais é importante conhecer
também sobre a formação de outros tipos de solos, como:
● Solos contaminados e poluídos: são aqueles que apresentam gases, ácidos e
outros materiais com alto potencial de risco a vida dos animais e das pessoas;
● Solos naturais: são aqueles formados in situ que podem permanecer em seu
local de formação ou serem transportados até o local onde se encontram (são
agentes transportadores o vento, a água, o gelo, etc.);
● Solos in situ – rochas intemperizadas: são aqueles que apresentam graus de
decomposição e/ou desintegração devido ao intemperismo, conforme observa-se
na Figura 01;
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 8
FIGURA 01 – GRAUS DE INTEMPERISMO E APLICAÇÕES DOS SOLOS NA ENGENHARIA
Fonte: adaptado de Barnes (2016, p. 50).
● Solos in situ – turfa: são aqueles compostos predominantemente por matéria
orgânica e são normalmente encontrados em pântanos e brejos;
● Solos transportados pela água: esses solos são classificados de acordo com
seu local de depositação, conforme representado na Figura 02;
FIGURA 02 – AMBIENTES DOS SOLOS TRANSPORTADOS PELA ÁGUA
Fonte: Barnes (2016, p. 60).
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 9
● Depósitos glaciais: são aqueles chamados normalmente de deriva glacial e
podem ser classificados como solos depositados diretamente pelo gelo e solos
depositados pelas águas derretidas;
● Solos transportados pelo vento: são aqueles compostos por areia e são
formados próximos a regiões desertas e litorâneas. Existem basicamente duas
formas de solos transportados pelo vento: dunas (areia) e loess (silte).
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 10
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2
TÓPICO
ÍNDICES FÍSICOS
DOS SOLOS
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Segundo Pinto (2016), os índices físicos dos solos são grandezas que representam
porções de pesos e volumes entre as fases do solo (água, sólido e ar). O comportamento
do solo depende da quantidade desses elementos em sua composição, assim como
suas propriedades dependem do estado em que ele se encontra. Por exemplo, quanto
menos vazio um solo apresentar, maior resistência ele terá. Os índices dos solos são
classificados de acordo com a Figura 03.
FIGURA 03 – FASES DOS SOLOS: A) ESTADO NATURAL; B) SEPARADO POR VOLUME; C) EM
FUNÇÃO DO VOLUME E COMPOSIÇÃO DOS SOLOS
Fonte: Pinto (2016, p. 40); Caputo e Caputo (2022, p. 35).
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 11
É importante destacar os elementos que têm relação com o estado dos solos,
sendo eles:
● Umidade: relação entre o peso da água e o peso dos sólidos;
● Índices de vazios: relação entre o volume de vazios e o volume das partículas
sólidas;
● Porosidade: relação entre o volume de vazios e o volume total;
● Grau de saturação: relação entre o volume de água e o volume de vazios;
● Peso específico dos sólidos: relação entre o peso das partículas sólidas e o
seu volume;
● Peso específico da água: valor utilizado para cálculos e que tem equivalência
a 10 kN/m³;
● Peso específico natural: relação entre o peso total do solo e seu volume total;
● Peso específico aparente seco: relação entre o peso dos sólidos e o volume total;
● Peso específico aparente saturado: valor utilizado para cálculos e que tem
equivalência a 20 kN/m³;
● Peso específico submerso: valor utilizado para cálculos de tensões efetivas e
que tem equivalência a 10 kN/m³.
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 12
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3
TÓPICO
GRANULOMETRIA
DOS SOLOS
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Conforme Caputo e Caputo (2016), a granulometria é um estudo contido dentro das
propriedades das partículas sólidas do solo. Por meio dela é possível determinar as porções
que formam os solos, bem como classificá-los desde solos do tipo argila até pedregulho. A
escala granulométrica brasileira classifica os solos em diferentes tipos de acordo com suas
dimensões, conforme pode-se observar na Figura 04.
FIGURA 04 – ESCALA GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS E TIPOS DE PENEIRAS
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 13
Fonte: adaptado de Caputo e Caputo (2022, p. 36).
É possível observar que existe um termo chamado “porcentagem retida” e outro
chamado de “porcentagem que passa” na Figura 04 e eles dizem respeito a procedimentos
realizados em laboratório para classificar os solos, ou seja, nesses experimentos os solos
são colocados em peneiras de diferentes granulometrias uma sobre as outras (aberturas
de um maior diâmetro até um menor diâmetro) e são vibrados. Assim, quanto mais grosso
um solo for, mais ele ficará retido em uma peneira de menores diâmetros e vice-versa,
conforme comprovamos nessa mesma Figura 04.
O estudo granulométrico também define a graduação dos solos, ou seja, seus
padrões de tamanhos, conforme observa-se na Figura 05.
FIGURA 05 – GRADUAÇÃO DOS SOLOS
Fonte: Caputo e Caputo (2022, p. 53).
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 14
A classificação de um solo é feita pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, que representa
uma classificação com base em características morfológicas e genéticas descritas nos horizontes do solo, sendo
contemporizadas em sistema de chave taxonômica. O sistema nacional classifica os solos em seis níveis diferentes,
correspondendo, cada nível, a um grau de generalização ou detalhe, são eles: Ordem, Subordem, Grande Grupo,
Subgrupo, Família e Série (ainda em discussão). O sistema completo com todos os tipos de solos está publicado no
livro Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (Santos et al., 2018). Distinguem-se 13 grandes classes de solos
representativas das paisagens brasileiras: Argissolos, Cambissolos, Chernossolos, Espodossolos, Gleissolos, Latossolos,
Luvissolos, Neossolos, Nitossolos, Organossolos, Planossolos, Plintossolos e Vertissolos.
Fonte: CURIOSIDADES sobre solos. PRONASOLOS. Disponível em: http://pronasolos.agenciazetta.ufla.
br/curiosidades#:~:text=O%20solo%20serve%20para%20dar,se%20as%20demais%20necessidades%20humanas.
Acesso em: 01 jun. 2022.
A chave de classificação é organizada em 6 níveis categóricos. Os quatro primeiros níveis são denominados de
ordens, subordens, grandes grupos e subgrupos, sendo que o 5 º e 6 º nível categórico ainda se encontram em discussão.
Fonte: A autora (2022).
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 15
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito da
mecânica dos solos. Para tanto, abordamos as definições teóricas e, neste aspecto,
acreditamos que tenha ficado claro o quanto é importante para nós responsáveis técnicos
da área que tenhamos compreensão e entendimento sobre todos os aspectos citados até
então dentro desta disciplina.
Destacamos também a importância dos itens que estão inseridos em cada tópico
citado neste material. Além dos aspectos teóricos que contribuíram profundamente para o
entendimento dos assuntos aqui abordados, trouxemos vários elementos para uma melhor
compreensão sobre esse tema.
Levantamos também aspectos que nos levaram a chegar nas formulações, processos
e técnicas que hoje aplicamos para ter um bom e eficiente controle relacionado com a mecânica
dos solos. Esse olhar facilita o entendimento sobre o presente e sobre o modo como podemos
olhar o futuro e buscar melhorar em aspectos que ainda precisam ser aprimorados, como por
exemplo, em normas, legislações e treinamentos voltados para essa área.
Ao pensarmos nesses elementos temos que sempre levar em consideração
o conhecimento, o diálogo, o respeito e o ouvir nossos parceiros de trabalho, nossos
colaboradores e todos aqueles que integram nossa equipe. A partir de agora acreditamos que
você já está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades
voltadas para situações nessa área.
Desse modo, encerrando a unidade 1 desta disciplina, podemos concluir que os
solos são originados da decomposição ou da desagregação das rochas, sendo que esse
processo ocorre devido ao intemperismo, ou seja, ações ocasionadas por chuva, sol e
outros elementos temporais.
Com relação aos índices físicos, podemos concluir que são grandezas que
representam porções de pesos e volumes entre as fases do solo (água, sólido e ar).
Já com relação a granulometria podemos concluir que é um estudo contido dentro das
propriedades das partículas sólidas do solo. Por meio dela é possível determinar as porções
que formam os solos, bem como classificá-los desde solos do tipo argila até pedregulho.
Até uma próxima oportunidade. Muito obrigada!
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 16
LEITURA COMPLEMENTAR
Nesse item, apresento a você algumas leituras complementares do tipo artigos
na intenção de colaborar ainda mais com o seu conhecimento. É importante destacar que
todos esses artigos estão relacionados com o tema dessa disciplina e ajudaram você a
compreender melhor sobre seus aspectos gerais e específicos. Acompanhe as dicas de
leitura que deixo a você.
ARTIGO 01: MORAIS, E. R. Avaliação de índices físicos, mecânicos e estruturais do solo,
aplicado a pavimentação. VETOR-Revista de Ciências Exatas e Engenharias, v. 25, n. 2, p.
41-55, 2015. Disponível em: https://periodicos.furg.br/vetor/article/view/4482/4206 Acesso
em: 01 jun. 2022.
ARTIGO 02: SIMÕES DE OLIVEIRA, A. G.; JESUS, A. C.; MIRANDA, S. B. Estudo geológico
geotécnico dos solos expansivos da região do Recôncavo Baiano. II Simpósio Brasileiro
de Jovens Geotécnicos-II Geojovem, 2006. Disponível em: http://www.geotecnia.ufba.br/
arquivos/EGGAGS.pdf Acesso em: 01 jun. 2022.
ARTIGO 03: TEIXEIRA, W et al. Estabilização de um solo silte arenoso da Formação
Guabirotuba com cal para uso em pavimentação. In: XIX Congresso Brasileiro de Mecânica
dos Solos e Engenharia Geotécnica. 2018. Disponível em: https://www.atenaeditora.com.
br/post-artigo/16202 Acesso em: 01 jun. 2022.
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 17
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Mecânica dos Solos e suas Aplicações
Autor: Homero Pinto Caputo e Armando Negreiros Caputo.
Editora: LTC.
Ano: 2015.
Sinopse: Acidentes ocorridos em grandes obras da engenharia
como deslizamentos durante a construção do Canal do Panamá
deixaram clara a percepção inadequada dos princípios de gestão
do solo, outrora vigentes na engenharia. Por outro lado, a falta
de conhecimento impedia que uma nova direção fosse adotada.
Desses desafios e do aprendizado nasceu uma nova orientação
do estudo dos solos, que a 7ª edição de Mecânica dos Solos e
Suas Aplicações reúne de forma consistente e atualizada.
FILME/VÍDEO
Filme: Volcano
Ano: 1997.
Sinopse: Um terremoto atinge Los Angeles, e o diretor da Defesa
Civil Mike Roark interrompe suas férias para ajudar a cidade.
A geóloga Amy Barnes alerta que um vulcão pode se formar
nas redes de esgoto, mas não consegue apresentar evidências
para que Roark faça algo. Pouco depois, um terremoto mais
forte libera a lava do subterrâneo, derretendo e queimando
tudo pelo caminho. Roark e Barnes tentam bolar um plano para
conter a lava e dar fim à destruição que a erupção vulcânica
está causando.
Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=M49PmH-
t8PEc
UNIDADE 1 ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS 18
COMPACTAÇÃO
●Introduzir os conceitos relacionados com a capilaridade e a
Prof. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
DA CAPILARIDADE A
DOS SOLOS
●Explanar sobre a classificação dos solos;
●Explicar sobre a compactação dos solos.
Objetivos da Aprendizagem
● Capilaridade e a plasticidade;
● Compactação dos solos.
● Classificação dos solos;
Plano de Estudos
plasticidade dos solos;
UNIDADE
2
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INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a),
Nesta unidade II, vamos entender melhor sobre os aspectos introdutórios e os
conceitos gerais relacionados com a capilaridade e a plasticidade, bem como a classificação
e a compactação dos solos. Sabemos que, por sermos responsáveis técnicos, aprendemos
durante o período da graduação, como por exemplo que seguir as normas e legislações
ligadas a essa área são obrigações nossas. Assim como aprendemos a utilizá-las
adequadamente de forma a garantir a segurança nas diferentes áreas e também dessa
forma nos resguardar profissionalmente.
Por isso, baseado nesses aspectos, vamos ao longo desta unidade aprimorar
nossos conhecimentos técnicos de forma que ao término desta disciplina como um todo,
você possa ser devidamente credenciado e habilitado, não só tecnicamente, mas também
de fato a intervir como um bom engenheiro em ações voltadas à mecânica dos solos.
Seja muito bem-vindo (a) mais uma vez e te convido a embarcar nessa jornada de
conhecimento ao meu lado!
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 20
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1
TÓPICO
CAPILARIDADE E AS
PLASTICIDADE
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Para Caputo e Caputo (2022) a capilaridade e a plasticidade são elementos
fundamentais para um bom entendimento sobre os solos. A capilaridade em específico é
um fenômeno que nos solos a água se eleva por meio dos mesmos em locais onde existem
vazios, sendo que a altura que essa água pode chegar depende do tipo de solo. Essa
explicação é dada por meio de estudos chamados de teoria do tubo capilar e é facilmente
entendida pela representação demonstrada na Figura 01.
FIGURA 01 – REPRESENTAÇÃO DA TEORIA DO TUBO CAPILAR (CAPILARIDADE NOS SOLOS)
Fonte: Caputo e Caputo (2022, p. 35).
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 21
Conforme os mesmos autores, é importante ressaltar que a altura capilar,
representada na Figura 01, relacionada com os tubos capilares que transportam a água em
um nível vertical nos solos, são na realidade irregulares e não uniformes. A capilaridade nos
solos pode ser comprovada de maneira experimental por meio de aparelhos de laboratório
denominados de capilarímetros. Esses aparelhos trabalham considerando a força de sucção
para avaliar os níveis de capilaridade nos solos. Já na prática, esse fenômeno é importante,
principalmente por ser considerado nas construções de pavimentos.
Já a plasticidade, de acordo com Murrieta (2018), é um fenômeno no qual o solo
possui a capacidade de ser moldado inúmeras vezes sem sofrer variação em seu volume,
ou seja, quanto mais facilidade um solo possui de ser moldado de diferentes formas, mais
plástico ele pode ser considerado. A plasticidade está relacionada com o teor de umidade
do solo e pode-se afirmar, como exemplo, que um tipo de solo muito plástico é o argiloso.
Esse fenômeno tem relação ainda com os diferentes tipos de estados dos solos, bem como
seus volumes, como representado na Figura 02.
FIGURA 02 – ESTADOS DE CONSISTÊNCIA DOS SOLOS E SEUS LIMITES
Fonte: Murrieta (2018, p. 40).
É importante notar que quanto mais água é incorporada a um solo maior também
fica seu volume, com exceção do estado sólido que apresenta o limite de contração. Os
demais estados (semissólido, plástico e líquido) e limites (de plasticidade e de liquidez)
seguem essa ordem crescente de quanto mais água mais volume no solo.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 22
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2
TÓPICO
CLASSIFICAÇÃO DOS
SOLOS
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Segundo Murrieta (2018) os solos são classificados em diferentes grupos, sendo
que a necessidade dessa classificação sempre foi requerida por diferentes povos de
modo que os solos já foram classificados por suas cores, estruturas, formação geológica e
granulométrica. Porém, todas essas formas não consideravam o comportamento mecânico
e hidráulico dos solos, por isso, até atualmente existe a necessidade de se fazer ensaios
em campo e/ou laboratórios para o reconhecimento desses pontos em específico dos solos.
É importante destacar então que uma das maneiras de se fazer o reconhecimento e a
classificação dos solos é por meio do uso de diagramas trilineares que divide as porcentagens
de areia, argila e silte para classificar um solo, conforme pode-se observar na Figura 03.
FIGURA 03 – DIAGRAMAS TRILINEARES PARA CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
Fonte: Murrieta (2018, p. 32).
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 23
Destaca-se que apesar de ainda usual, principalmente por agrônomos, essa forma
de classificar os solos vem sendo cada vez menos utilizada e indicada, principalmente por
não considerar a porcentagem de pedregulhos e matéria orgânica, além de não considerar
a plasticidade dos solos.
Existe também o Sistema Unificado de Classificação dos Solos – SUCS, esse mais
usual é indicado no ramo dos estudos de solos do mundo todo, principalmente por levar
em consideração a plasticidade dos solos. Essa metodologia proposta por Casagrande em
1948 sofreu alterações ao longo dos anos, porém, mantém ainda resquícios da época em
que foi criado. O SUCS segue a carta de plasticidade, demonstrada na Figura 04 e pode
classificar os solos de acordo com várias opções como descreve-se a seguir.
FIGURA 04 – CARTA DE PLASTICIDADE PARA CLASSIFICAR OS SOLOS DE ACORDO COM O SUCS
Fonte: Murrieta (2018, p. 36).
● 1ª OPÇÃO:
SOLOS GROSSOS => mais de 50% em peso dos grãos são retidos na #200;
SOLOS FINOS => mais de 50% em peso dos grãos passam na #200;
SOLOS ALTAMENTE ORGÂNICOS => turfas.
● 2ª OPÇÃO:
SE SOLOS GROSSOS => verifica-se a fração grossa (retido na #200):
PEDREGULHO => se mais de 50% da fração grossa é retido na #4;
AREIA => se mais de 50% da fração grossa passa na #4;
SE SOLOS FINOS => plota-se na Carta de Plasticidade.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 24
● 3ª OPÇÃO
=> SE SOLOS GROSSOS E PEDREGULHOS:
SE PASSA NA #200 MENOS QUE 5% : GW => se CD > 4 e 1 < CC < 3;
GP => se não obedece a todos os requisitos do grupo GW;
SE PASSA NA #200 MAIS QUE 12% :
GC => se abaixo da linha A na Carta de Plasticidade ou IP < 4;
GM => se acima da linha A na Carta de Plasticidade com IP > 7;
GC - GM => se acima da linha A na Carta de Plasticidade com 4 < IP < 7;
SE PASSA NA #200 ENTRE 5% E 12% :
GW - GC => se obedece os requisitos dos grupos GW e GC;
GW - GM => se obedece os requisitos dos grupos GW e GM;
GP - GC => se obedece os requisitos dos grupos GP e GC;
GP - GM => se obedece os requisitos dos grupos GP e GM.
● 4ª OPÇÃO
=> SE SOLOS GROSSOS E AREIAS:
SE PASSA NA #200 MENOS QUE 5%: SW => se CD > 6 e 1 < CC < 3;
SP => se não obedece a todos os requisitos do grupo SW;
SE PASSA NA #200 MAIS QUE 12%:
SC => se abaixo da linha A na Carta de Plasticidade ou IP < 4;
SM => se acima da linha A na Carta de Plasticidade com IP > 7;
SC - SM => se acima da linha A na Carta de Plasticidade com 4 < IP < 7;
SE PASSA NA #200 ENTRE 5% E 12%:
SW - SC => se obedece os requisitos dos grupos SW e SC;
SW - SM => se obedece os requisitos dos grupos SW e SM;
SP - SC => se obedece os requisitos dos grupos SP e SC;
SP - SM => se obedece os requisitos dos grupos SP e SM.
● 5ª OPÇÃO
=> SE SOLOS FINOS:
ML => se abaixo da linha A ou IP < 4 e com wL < 50%;
CL => se acima da linha A com IP > 7 e com wL < 50%;
OL => se abaixo da linha A com wL < 50% e conteúdo de matéria orgânica;
MH => se abaixo da linha A com wL > 50%;
CH => se acima da linha A com wL > 50%;
OH => se abaixo da linha A com wL > 50% e conteúdo de matéria orgânica;
CL - ML => se acima da linha A com 4 < IP < 7.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 25
Vale ressaltar que os símbolos usados no SUCS têm o seguinte significado prático:
● G = Gravel => pedregulho;
● S = Sand => areia;
● C = Clay => argila;
● W = Well Graded => bem graduado;
● P = Poorly Graded => mal graduado;
● M = Mo => silte;
● L = Low Plasticity => baixa plasticidade;
● H = High Plasticity => alta plasticidade;
● O = Organic.
Destaca-se que existem ainda outros métodos de classificação dos solos,
sendo eles, por exemplo, o Sistema de Classificação AASHTO (American Association
of State Highway and Transportation Officials), também conhecido nacionalmente como
HRB (Highway Research Board) e a classificação denominada de MCT (Miniatura,
Compactado, Tropical). O HRB classifica os solos levando em consideração fatores como
a granulometria e a plasticidade dos solos. Já o MCT leva em consideração fatores como
as propriedades mecânicas e hidráulicas dos solos, sendo que esse método é mais usual
para fins de pavimentação (MURRIETA, 2018).
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 26
................
...............
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3
TÓPICO
COMPACTAÇÃO DOS
SOLOS
.
.....
.....
.....
Segundo Santos (2013) a compactação dos solos pode ser definida resumidamente
como o reajuste das partículas dos solos que ocorre por meio de uma tensão aplicada
verticalmente sobre o mesmo juntamente com os vazios que vão diminuindo nesse mesmo
solo, conforme observa-se na Figura 05.
FIGURA 05 – ESQUEMATIZAÇÃO DE UM SOLO COMPACTADO
Fonte: Santos (2013, p. 40).
A compactação dos solos que pode ocorrer por meio de vibração, impacto,
amassamento e pressão é muito importante em diversas áreas, mas na engenharia civil em
especial é importante para:
● Aumentar a sua capacidade de resistência à carga, resistência ao cisalhamento;
● Evitar recalque do solo e dano por congelamento;
● Dar estabilidade;
● Reduzir a infiltração de água, dilatação e contração, ou seja, reduzir a permeabilidade.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 27
Destaca-se que a compactação dos solos pode ocorrer por meio do ensaio de
Proctor (Normal, Intermediário ou Modificado) que é realizado por sucessivos impactos de
um soquete padronizado na amostra de solo, por meio do ensaio CBR (California Bearing
Ratio) ou Índice de Suporte Califórnia (ISC) que tem como objetivo estimar a resistência de
um solo compactado para sua utilização em pavimentos e por meio de compactações em
campo que ocorrem por meio de equipamentos de compactação (estáticos ou vibratórios)
sendo que esses são mais usuais para construção de edificações (SANTOS, 2013).
A comemoração do dia da conservação do solo, em 15 de abril, é plenamente justificável, pois o solo encontra-se
no centro dos principais desafios do planeta da atualidade: a produção de alimentos, de fibras e de bioenergia,
além dos serviços ambientais. Tem ainda, papel fundamental na mitigação de efeitos de mudanças climáticas, na
manutenção e qualidade dos mananciais e na sustentação da biodiversidade. Conceitualmente, o solo é um recurso
natural lentamente renovável, encontrado em diferentes posições na paisagem, formado pela ação do clima e dos
organismos vivos sobre o material de origem, ao longo do tempo, modificado pela ação humana.
Fonte: RURAL CENTRO. Disponível em: https://www.ruralcentro.com.br/noticias/dicas-e-curiosidades-dia-da-conservacao-do-so-
lo-85520 Acesso em: 01 jun. 2022.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 28
O solo é um sistema aberto entre os diversos geoecossistemas do nosso Planeta, que está constantemente sob
ação de fluxos de matéria e energia. Essa condição o torna um sistema dinâmico, ou seja, o solo evolui, se
desenvolve e se forma de maneira contínua no ambiente em que está inserido.
Fonte: A autora (2022).
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 29
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito da mecânica
dos solos. Para tanto abordamos as definições teóricas e, neste aspecto acreditamos que
tenha ficado claro o quanto é importante para nós responsáveis técnicos da área que tenhamos
compreensão e entendimento sobre todos os aspectos citados até então dentro desta disciplina.
Destacamos também a importância dos itens que estão inseridos em cada tópico
citado neste material. Além dos aspectos teóricos que contribuíram profundamente para o
entendimento dos assuntos aqui abordados, trouxemos vários elementos para uma melhor
compreensão sobre esse tema.
Levantamos também aspectos que nos levaram a chegar nas formulações, processos
e técnicas que hoje aplicamos para ter um bom e eficiente controle relacionado com a mecânica
dos solos. Esse olhar facilita o entendimento sobre o presente e sobre o modo como podemos
olhar o futuro e buscar melhorar em aspectos que ainda precisam ser aprimorados, como por
exemplo, em normas, legislações e treinamentos voltados para essa área.
Ao pensarmos nesses elementos temos que sempre levar em consideração
o conhecimento, o diálogo, o respeito e o ouvir nossos parceiros de trabalho, nossos
colaboradores e todos aqueles que integram nossa equipe. A partir de agora acreditamos que
você já está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades
voltadas para situações nessa área.
Desse modo, encerrando a unidade 2 desta disciplina, podemos concluir que a
capilaridade é um fenômeno que nos solos a água se eleva por meio dos mesmos em locais
onde existem vazios, sendo que a altura que essa água pode chegar depende do tipo de
solo. Já a plasticidade é um fenômeno no qual o solo possui a capacidade de ser moldado
inúmeras vezes sem sofrer variação em seu volume.
Com relação a classificação dos solos podemos concluir que os solos podem
ser classificados por meio de métodos como: diagramas trilineares, Sistema Unificado
de Classificação dos Solos – SUCS, Sistema de Classificação AASHTO ou HRB e a
classificação denominada de MCT.
Já com relação a compactação dos solos podemos concluir que ela pode ser
definida resumidamente como o reajuste das partículas dos solos que ocorre por meio
de uma tensão aplicada verticalmente sobre o mesmo juntamente com os vazios que vão
diminuindo nesse mesmo solo e ganhando maior resistência mecânica.
Até uma próxima oportunidade. Muito obrigada!
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 30
LEITURA COMPLEMENTAR
Nesse item apresento a você algumas leituras complementares do tipo artigos na
intenção de colaborar ainda mais com o seu conhecimento. É importante destacar que
todos esses artigos estão relacionados com o tema dessa disciplina e ajudaram você a
compreender melhor sobre seus aspectos gerais e específicos. Acompanhe a seguir as
dicas de leitura que deixo a você.
ARTIGO 01: ABREU, S. L.; REICHERT, J. M.; REINERT, D. J. Escarificação mecânica
e biológica para a redução da compactação em Argissolo franco-arenoso sob plantio direto.
Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 28, n. 3, p. 519-531, 2004. Disponível em: https://
www.scielo.br/j/rbcs/a/jcqgfkT4fWsbwn6pvh5HnRD/?lang=pt Acesso em: 01 jun. 2022.
ARTIGO 02: PASCHOALIN FILHO, J. A.; CARVALHO, D. Fundações de construções
submetidas a esforços de tração em solo de alta porosidade da região de Campinas-SP.
Engenharia Agrícola, v. 30, p. 205-211, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eagri/
a/7Fgm7yLv7fHpYtqTHv5WbJs/abstract/?lang=pt Acesso em: 01 jun. 2022.
ARTIGO 03: SANTANA, T; FARIA, P. Ensaios de caracterização laboratorial de
solos com vista à sua utilização em arquitectura de terra crua. IV SIACOT–Seminário Ibero-
Americano de Construção em Terra e III Seminário Arquitectura de Terra em Portugal, p. CD,
2005. Disponível em: https://run.unl.pt/bitstream/10362/11470/1/CI7%20-%20solos%20
IV%20SIACOT%20Out05.pdf Acesso em: 01 jun. 2022.
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 31
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Curso Básico de Mecânica dos Solos
Autor: Carlos de Sousa Pinto.
Editora: Editora Oficina de Textos.
Ano: 2006.
Sinopse: Matéria dos cursos de Engenharia Civil, de Minas,
Arquitetura e Geociências, entre outros, o livro apresenta de
maneira clara, em dezesseis aulas, os conceitos e fundamentos
da Mecânica dos Solos. Ao longo das soluções das questões,
exemplos, ilustrações e exercícios resolvidos apresentam
comentários e discutem como alterações nas proposições
iniciais alteram os resultados.
FILME/VÍDEO
Filme: Céu em Chamas
Ano: 2019.
Sinopse: O geólogo Wentao Li prometeu que nunca mais vol-
taria à Ilha Tianhuo depois que a erupção catastrófica de um
vulcão matou tragicamente sua esposa. Mas, 20 anos depois,
sua filha Meng continua seu trabalho de pesquisa na ilha que
tirou a vida de sua mãe, desenvolvendo um sistema de previsão
de erupções brilhante, que pode salvar inúmeras vidas.
Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Uo48Wi-
sAkAo
UNIDADE 2 DA CAPILARIDADE A COMPACTAÇÃO DOS SOLOS 32
TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA
● Introduzir os conceitos relacionados com as tensões nos
Prof. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
NOS SOLOS
● Explanar sobre o fluxo de água nos solos.
Objetivos da Aprendizagem
● Fluxo de água nos solos.
Plano de Estudos
● Tensão nos solos;
UNIDADE
3
solos;
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INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a),
Nesta unidade III vamos entender melhor sobre os aspectos introdutórios e os
conceitos gerais relacionados com as tensões nos solos e o fluxo de água nos mesmos.
Sabemos que, por sermos responsáveis técnicos, aprendemos durante o período da
graduação, como por exemplo que seguir as normas e legislações ligadas a essa área são
obrigações nossas. Assim como aprendemos a utilizá-las adequadamente de forma a garantir
a segurança nas diferentes áreas e também dessa forma nos resguardar profissionalmente.
Por isso, baseado nesses aspectos, vamos ao longo desta unidade aprimorar
nossos conhecimentos técnicos de forma que ao término desta disciplina como um todo,
você possa ser devidamente credenciado e habilitado, não só tecnicamente, mas também
de fato a intervir como um bom engenheiro em ações voltadas à mecânica dos solos.
Seja muito bem-vindo (a) mais uma vez e te convido a embarcar nessa jornada de
conhecimento ao meu lado!
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 34
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1
TÓPICO
TENSÃO NOS
SOLOS
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De acordo com Murrieta (2014) às tensões nos solos podem ser do tipo cisalhamento
que são aquelas que podem ser decompostas em tensões no plano e do tipo normais
que são aquelas normais no plano. A nível de cálculo as tensões normais de compressão
possuem sinal positivo, enquanto as de cisalhamento são positivas quando estão atuando
no sentido horário em relação ao solo analisado, como pode-se observar na Figura 01.
FIGURA 01 – CONVENÇÃO DE SINAIS NOS CÁLCULOS DE TENSÕES NOS SOLOS
Fonte: Murrieta (2014, p. 100).
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 35
É importante destacar ainda que os planos nos solos podem ser do tipo principais
(planos ortogonais entre si), bem como as tensões também podem ser do tipo principais
(maior, menor e intermediária). Dentro desse contexto, utiliza-se então o círculo de Mohr
para conhecer esses valores de tensões a níveis numéricos. O círculo de Mohr leva em
consideração todas as tensões que atuam sobre o solo. Destaca-se ainda que existe também
o método de Terzaghi, desenvolvido em 1936 e que leva em consideração o chamado princípio
das tensões efetivas, ou seja, em uma massa de solo calcula-se além das tensões principais,
a pressão neutra que é aquela influenciada pela tensão da água (MURRIETA, 2014).
De acordo com o mesmo autor, tem-se ainda a consideração da carga vertical
aplicada na superfície de um maciço que foi desenvolvida por Boussinesq em 1885 e leva
em consideração os acréscimos de tensões devido a cargas externas nos solos, conforme
observa-se na representação da Figura 02.
FIGURA 02 – CARGA VERTICAL NA SUPERFÍCIE DO MACIÇO
Fonte: Murrieta (2014, p. 101).
Com base nesses autores e em demais estudos ao longo dos anos é que se pode
atualmente calcular também nos solos a carga vertical na superfície do maciço, a carga uniforme
ao longo de uma linha infinita, a carga uniforme em uma faixa infinita com largura constante,
a carga uniforme em uma faixa infinita com largura constante, a carga uniforme sobre placa
circular em qualquer ponto sob a placa, a carga em forma de trapézio retangular infinitamente
longo, a carga em forma de trapézio retangular infinitamente longo e a carga aplicada no interior
do maciço, sendo que para isso existem diferentes tipos de metodologias de cálculo (bulbo de
tensões, método de Newmark de 1942 e o método de Jimenez Salas de 1951).
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 36
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2
TÓPICO
FLUXO DE ÁGUA
NOS SOLOS
.
.....
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.....
Segundo Murrieta (2014) a maior parte da água existente no planeta Terra é salgada
ou inacessível ao homem, de modo que a menor parte, portável, chega para nosso consumo,
entre outras formas, por meio de um fenômeno chamado de permeabilidade. Porém, essa
permeabilidade ocorre de acordo com o fluxo de água que é permitido conforme o diâmetro
dos canalículos nos solos (elementos formados que permitem a passagem da água). Assim,
esse fluxo de água nos solos pode ser dos tipos uni, bi e tridimensionais.
O fluxo unidimensional proposto pelo matemático suíço Daniel Bernoulli no século
XVIII leva em consideração os seguintes elementos a nível de cálculos:
● H = carga total;
● hz = carga altimétrica ou de posição;
● hp = carga piezométrica ou de pressão;
● hv = carga cinética ou de velocidade;
● uw = pressão na água;
● γw = peso específico da água;
● v = velocidade;
● g = aceleração da gravidade.
Os estudos de Bernoulli levaram em consideração o escoamento de um fluido em
uma tubulação, conforme observa-se na Figura 03 e demonstrou que o fluxo depende de
diferenças de cargas totais, concluindo então que ocorrendo fluxo tem que haver perda
de carga e vice-versa.
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 37
FIGURA 03 – COMPROVAÇÕES DOS ESTUDOS DE BERNOULLI
Fonte: adaptado de Murrieta (2014, p. 78).
É importante destacar ainda, conforme o mesmo autor, que são parâmetros diretamente
relacionados com o fluxo de água nos solos, bem como são igualmente importantes:
● A permeabilidade, analisada por Darcy em 1856 a partir da observação do fluxo
em permeâmetros que concluiu que a velocidade de percolação era diretamente
proporcional ao gradiente hidráulico;
● O coeficiente de permeabilidade (velocidade média aparente de escoamento
da água);
● As estimativas do coeficiente de permeabilidade podem ser diretas ou indiretas
a nível de cálculos.
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 38
O fluxo bidimensional admite o solo como isotrópico e homogêneo é calculado
pela equação de Laplace. É nesse método, por exemplo, que se entende numericamente
as areias movediças. Já, por fim, o fluxo tridimensional acontece em um fluxo radial em
direção a um poço escavado em determinado solo (aquíferos). Os casos típicos onde
ocorrem esse fluxo são:
● Quando se determina o coeficiente de permeabilidade do terreno através de
ensaios de campo;
● Em drenos verticais usados para aceleração de recalques;
● Em algumas situações de rebaixamento do lençol freático.
“Na prática é importante diferenciar esses solos porque são muito diferenciados no manejo nos seguintes aspectos:
● Nitossolos: possuem disponibilidade hídrica muito maior do que os Latossolos da mesma textura devido a
sua estrutura prismática ou em blocos ricamente constituídos de microporos. Os Nitossolos típicos, ao contrário,
são moderadamente drenados (a água infiltra com velocidade moderada).
● Latossolos: [...] nos aspectos da paisagem os Nitossolos ocorrem em locais mais declivosos do que os
Latossolos, portanto com maior grau de erosão.
● Argissolos: com horizonte A espessos apresentam maior disponibilidade hídrica no perfil para as plantas com
sistema radicular muito profundo como citros, e essências florestais do que os Neossolos Quartzarênicos. Ao contrário,
as plantas como o milho, cana-de-açúcar, e soja secam semelhantemente nos referidos Argissolos porque o horizonte
B, de acúmulo de água, fica muito distante do maior volume radicular. Nos aspectos da paisagem os Argissolos
ocorrem em locais mais declivosos do que os Neossolos Quartzarênicos, portanto com maior grau de erosão.
● Luvissolos: possuem elevada saturação por bases e CTC em todo perfil. Cambissolos: dependendo do
material de origem pode apresentar potencial químico elevado, porém menor do que os Luvissolos, às vezes os
Cambissolos são distróficos ou até álicos”.
Fonte: BROTAÇÃO da cana-de-açúcar em áreas com o mesmo tipo de manejo. Pedologia Fácil. Disponível em:
https://www.pedologiafacil.com.br/curiosidade.php Acesso em: 01 jun. 2022
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 39
Projeto liderado pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) pretende levar a classificação de solos para smartphones
e tablets. O SMARTSolos, utilizando o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.
Fonte: A autora (2022).
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 40
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito da
mecânica dos solos. Para tanto abordamos as definições teóricas e, neste aspecto
acreditamos que tenha ficado claro o quanto é importante para nós responsáveis técnicos
da área que tenhamos compreensão e entendimento sobre todos os aspectos citados até
então dentro desta disciplina.
Destacamos também a importância dos itens que estão inseridos em cada tópico
citado neste material. Além dos aspectos teóricos que contribuíram profundamente para o
entendimento dos assuntos aqui abordados, trouxemos vários elementos para uma melhor
compreensão sobre esse tema.
Levantamos também aspectos que nos levaram a chegar nas formulações, processos
e técnicas que hoje aplicamos para ter um bom e eficiente controle relacionado com a mecânica
dos solos. Esse olhar facilita o entendimento sobre o presente e sobre o modo como podemos
olhar o futuro e buscar melhorar em aspectos que ainda precisam ser aprimorados, como por
exemplo, em normas, legislações e treinamentos voltados para essa área.
Ao pensarmos nesses elementos temos que sempre levar em consideração
o conhecimento, o diálogo, o respeito e o ouvir nossos parceiros de trabalho, nossos
colaboradores e todos aqueles que integram nossa equipe. A partir de agora acreditamos que
você já está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades
voltadas para situações nessa área.
Desse modo, encerrando a unidade 3 desta disciplina, podemos concluir que
as tensões nos solos podem ser do tipo cisalhamento que são aquelas que podem ser
decompostas em tensões no plano e do tipo normais que são aquelas normais no plano.
Já com relação ao fluxo de água nos solos podemos concluir que pode ser dos
tipos uni, bi e tridimensionais.
Até uma próxima oportunidade. Muito obrigada!
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 41
LEITURA COMPLEMENTAR
Nesse item apresento a você algumas leituras complementares do tipo artigos na
intenção de colaborar ainda mais com o seu conhecimento. É importante destacar que
todos esses artigos estão relacionados com o tema dessa disciplina e ajudaram você a
compreender melhor sobre seus aspectos gerais e específicos. Acompanhe a seguir as
dicas de leitura que deixo a você.
ARTIGO 01: MARCOLIN, C. D; KLEIN, V. A. Determinação da densidade relativa
do solo por uma função de pedotransferência para a densidade do solo máxima. Acta
Scientiarum. Agronomy, v. 33, n. 2, p. 349-354, 2011. Disponível em: https://periodicos.uem.
br/ojs/index.php/ActaSciAgron/article/view/6120/6120 Acesso em: 10 jun. 2022.
ARTIGO 02: REINERT, D. J.; COLLARES, G. L.; REICHERT, J. M. Penetrômetro de
cone com taxa constante de penetração no solo: desenvolvimento e teste de funcionalidade.
Engenharia Agrícola, v. 27, n. 1, p. 304-316, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/
eagri/a/hxNbqM9tQ4jhCRzqBZDtfNy/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 10 jun. 2022.
ARTIGO 03: TORRES, J. L. R et al. Resistência à penetração em área de pastagem
de capim tifton, influenciada pelo pisoteio e irrigação. Biosci. j.(Online), p. 232-239, 2012.
Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/view/12546/8368
Acesso em: 10 jun. 2022.
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 42
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Princípios da Mecânica dos Solos e Fundações Para a
Construção Civil
Autor: Manoel Henrique Campos Botelho.
Editora: Blucher.
Ano: 2016.
Sinopse: Do Eng. Manoel Henrique Campos Botelho, autor da
coleção Concreto Armado Eu Te Amo. Este texto foi preparado
para estudantes, tecnólogos e engenheiros civis. O livro apresenta,
em linguagem botelhana, de forma resumida, prática e direta, os
principais assuntos de Mecânica dos Solos e Fundações para obras
comuns de construção civil. O livro contém o estudo de tipos de
solos, ensaios de caracterização, aplicações dos mais usados tipos
de fundações, aterros e obras estradais, além de casos ocorridos
e interpretados, facilitando a compreensão da matéria. Veja
alguns assuntos complementares: Como, ao usar os conceitos
de Mecânica dos Solos, uma construtora bem inovadora ganhou
uma concorrência pública de execução de uma grande estação
elevatória de esgotos sanitários. A explicação do colapso do maciço
de terra do Açude de Orós (década de 1960), no Ceará, e como
ele foi reconstruído. Explicações simples sobre o fato de os locais
de doma de cavalo terem piso de areia, só areia; o fenômeno das
areias movediças e alguns dos muitos locais no Brasil onde elas
ocorrem; o caso de repercussão internacional de congelamento do
solo (década de 1950) para salvar um belíssimo prédio, já pronto,
na cidade de São Paulo face a recalques diferenciais; e, e, e... as
pegadas de dinossauros preservadas na cidade de Souza, na
Paraíba, fato só possível devido ao solo ser argiloso fossilizado.
FILME/VÍDEO
Título: Salt and Fire (Deserto em fogo)
Ano: 2016.
Sinopse: Um cientista culpa o líder de uma grande corporação
por um desastre ecológico na América do Sul. No entanto, um
vulcão dá sinais de que vai entrar em erupção, e os dois devem
deixar as diferenças de lado e se unir para evitar um desastre
maior.
Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=YWLb1rFurzc
UNIDADE 3 TENSÃO E FLUXO DE ÁGUA NOS SOLOS 43
RESISTÊNCIA DOS
● Introduzir os conceitos relacionados com o adensamento
● Explanar sobre a resistência ao cisalhamento nos solos.
Prof. Me. Ana Carolina Silvério de Oliveira
● Resistência ao cisalhamento nos solos.
ADENSAMENTO E
Objetivos da Aprendizagem
● Adensamento dos solos;
SOLOS
Plano de Estudos
UNIDADE
dos solos;
4
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INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a),
Nesta unidade IV, vamos entender melhor sobre os aspectos introdutórios e os
conceitos gerais relacionados com o adensamento e a resistência ao cisalhamento
de acordo com cada tipo de solo. Sabemos que, por sermos responsáveis técnicos,
aprendemos durante o período da graduação, como por exemplo que seguir as normas e
legislações ligadas a essa área são obrigações nossas. Assim como aprendemos a utilizá-
las adequadamente de forma a garantir a segurança nas diferentes áreas e também dessa
forma nos resguardar profissionalmente.
Por isso, baseado nesses aspectos, vamos ao longo desta unidade aprimorar
nossos conhecimentos técnicos de forma que ao término desta disciplina como um todo,
você possa ser devidamente credenciado e habilitado, não só tecnicamente, mas também
de fato a intervir como um bom engenheiro em ações voltadas à mecânica dos solos.
Seja muito bem-vindo (a) mais uma vez e te convido a
embarcar nessa jornada de conhecimento ao meu lado!
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 45
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1
TÓPICO
ADENSAMENTO DOS
SOLOS
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.....
Para Marangon (2018), o adensamento dos solos é um dos principais temas dentro
da mecânica dos solos. Sabendo disso, é importante destacar que o adensamento é a
relação entre a deformação do solo devido a presença de água no mesmo. O adensamento
está também diretamente relacionado com a compressibilidade dos solos, que é em resumo
a característica dos solos em relação a sua suscetibilidade à compressão, ou em outras
palavras, a relação entre a deformação e a tensão efetiva nos solos. Para analisar todas
essas propriedades, existem alguns métodos de estudo em laboratório, entre eles o estudo
de compressibilidade dos solos desenvolvido por Terzaghi e que utiliza os chamados tubos
“shelby” para verificação dessas propriedades, como apresentado na Figura 01.
FIGURA 01 – ESTUDO DE COMPRESSIBILIDADE DOS SOLOS COM TUBOS “SHELBY”
Fonte: Marangon (2018, p. 64).
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 46
De acordo com Silva (2018) o adensamento nos solos ocorre quando o volume dos
mesmos reduz gradativamente desde que estejam saturados e com baixa permeabilidade
quando estão sofrendo uma variação de tensão. Do ponto de vista técnico da engenharia,
esse fenômeno pode ocorrer por diferentes motivos, mas os principais são quando ocorre
uma sobrecarga no solo, quando ocorre a drenagem de água pelos seus poros e quando
ocorre o bombeamento de água no solo. Para entender melhor essas características nos
solos, vários estudiosos propuseram teorias e estudos a respeito disso, entre eles Taylor
em 1948, e Darcy em 1856.
Atualmente no Brasil, quem embasa as metodologias de ensaio desse fenômeno nos
solos é a norma ABNT NBR 12007/1990 que, entre muitas coisas, descreve a aparelhagem
e a metodologia necessária para a realização do ensaio.
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 47
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2
TÓPICO
RESISTÊNCIAS AO CISALHAMENTO
NOS SOLOS
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.....
.....
Segundo Ferreira (2015) a resistência ao cisalhamento nos solos também é um
dos temas mais relevantes dentro do ramo da mecânica dos solos, principalmente porque
é essa área de conhecimento que estuda sobre a estabilização de taludes (Figura 02) e
recuperação de voçorocas (Figura 03).
FIGURA 02 – TALUDES
Fonte: Ferreira (2015, p. 25).
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 48
FIGURA 03 – VOÇOROCAS
Fonte: Ferreira (2015, p. 27).
Marangon (2018) afirma que a resistência ao cisalhamento do solo é a tensão
cisalhante que ocorre no plano de ruptura no instante da ruptura do mesmo, como pode-se
observar na Figura 04. É importante destacar ainda que a ruptura ocorre porque, parte
do solo perde suas características de resistência por algum motivo, como por exemplo,
por erosão extrema e forma-se diferentes zonas em um mesmo conjunto de solos, como
pode-se observar na Figura 05.
FIGURA 04 – RUPTURA DE SOLO
Fonte: Marangon (2018).
FIGURA 05 – ZONAS DE CISALHAMENTO EM SOLOS
Fonte: Marangon (2018).
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 49
Em resumo, o mesmo autor afirma que a resistência ao cisalhamento nos solos é
perdida quando as tensões cisalhantes dos mesmos ultrapassam essa resistência e causa
a ruptura do solo. É importante destacar ainda que taludes mal executados também estão
propensos a rupturas. Sabendo dos principais motivos que levam a ruptura dos solos,
destaca-se que deve-se então levar em consideração fatores de segurança em cálculos de
dimensionamento de taludes e ainda que os principais tipos de movimentos de terra que
são resultantes da ruptura dos solos são:
● Escorregamento devido à inclinação;
● Escorregamento por descontinuidades;
● Escorregamentos por percolação de água;
● Escorregamento em aterro;
● Escorregamentos em massas coluviais.
“Cerca de 180 mil Km2 de terras brasileiras – a maior parte delas na região Nordeste – estão em processo de
desertificação só visto no continente africano. O desmatamento desenfreado e as práticas erradas de uso do solo
fazem com que a cada minuto, uma média de 12 hectares de terra virem desertos no mundo”.
Para saber mais acesse: http://www.jardimdeflores.com.br/curiosidades/a15curiosi1.htm
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 50
O solo é um dos recursos naturais mais importantes da natureza, pois exerce funções ambientais essenciais
à vida [...]. Este recurso natural é renovável, mas pode passar a não ser em função do desgaste constante em
função de seu uso intensivo, que muitas vezes não respeita suas limitações individuais.
Fonte: A autora (2022).
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 51
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito
da mecânica dos solos. Para tanto abordamos as definições teóricas e, neste aspecto,
acreditamos que tenha ficado claro o quanto é importante para nós responsáveis técnicos
da área que tenhamos compreensão e entendimento sobre todos os aspectos citados até
então dentro desta disciplina.
Destacamos também a importância dos itens que estão inseridos em cada tópico
citado neste material. Além dos aspectos teóricos que contribuíram profundamente para o
entendimento dos assuntos aqui abordados, trouxemos vários elementos para uma melhor
compreensão sobre esse tema.
Levantamos também aspectos que nos levaram a chegar nas formulações, processos
e técnicas que hoje aplicamos para ter um bom e eficiente controle relacionado com a mecânica
dos solos. Esse olhar facilita o entendimento sobre o presente e sobre o modo como podemos
olhar o futuro e buscar melhorar em aspectos que ainda precisam ser aprimorados, como por
exemplo, em normas, legislações e treinamentos voltados para essa área.
Ao pensarmos nesses elementos temos que sempre levar em consideração
o conhecimento, o diálogo, o respeito e o ouvir nossos parceiros de trabalho, nossos
colaboradores e todos aqueles que integram nossa equipe. A partir de agora, acreditamos
que você já está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades
voltadas para situações nessa área.
Desse modo, encerrando a unidade 4 desta disciplina, podemos concluir que
o adensamento nos solos ocorre quando o volume dos mesmos reduz gradativamente
desde que estejam saturados e com baixa permeabilidade quando estão sofrendo uma
variação de tensão.
Já com relação à resistência ao cisalhamento nos solos podemos concluir que a
resistência ao cisalhamento do solo é a tensão cisalhante que ocorre no plano de ruptura
no instante da ruptura do mesmo.
Até uma próxima oportunidade. Muito obrigada!!
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 52
LEITURA COMPLEMENTAR
Nesse item apresento a você algumas leituras complementares do tipo artigos na
intenção de colaborar ainda mais com o seu conhecimento. É importante destacar que
todos esses artigos estão relacionados com o tema dessa disciplina e ajudaram você a
compreender melhor sobre seus aspectos gerais e específicos. Acompanhe, a seguir, as
dicas de leitura que deixo a você.
ARTIGO 01: Verificação da consistência dos solos em campanha
Conquanto muito se tenha escrito a respeito do projeto, construção e conservação
de estradas e pistas de leito estabilizado, muito pouco tem sido publicado que se aplique
diretamente às construções militares no teatro da guerra, onde as condições táticas e a
deficiência à tempo e de material impedem a utilização dos processos técnicos padronizados.
Fonte: CLEMENTS, E. F; CORD, P. M. Verificação da consistência dos solos em
campanha. A Defesa Nacional, v. 29, n. 337, 1942. Disponível em:http://ebrevistas.eb.mil.
br/ADN/article/view/3951/3295 Acesso em: 10 jul. 2022.
ARTIGO 02: Influência dos Atributos Físico-Mecânicos do Solo na estabilidade
do Talude Do Rio São Francisco
O uso intensivo do solo das margens do rio São Francisco na região do seu
baixo curso exerce influência direta na sua degradação, potencializando a ocorrência
da erosão marginal e alterando a dinâmica fluvial. O objetivo deste estudo foi verificar o
comportamento dos atributos físicos e mecânicos do solo do talude fluvial relacionando-os
com a susceptibilidade à erosão no Baixo curso do rio São Francisco. O ensaio experimental
foi conduzido na margem direita do rio São Francisco, em talude com solo classificado
como Neossolo Flúvico. Foram realizadas coletas de amostras indeformadas e deformadas
de solo com execução de sondagem a trado, até o nível freático, e a caracterização dos
atributos físicos e mecânicos do solo em laboratório. As camadas superiores do talude
apresentaram predominância das frações granulométricas silte e argila, enquanto as
camadas inferiores predominância da fração areia, sendo esse comportamento bastante
regular ao longo do trecho estudado. Os processos de saturação e secagem, através das
elevações da cota do rio, comprometeram a estabilidade do talude.
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 53
A granulometria do solo do talude é determinante para a suscetibilidade ao processo
erosivo, e consequentemente para o comportamento mecânico desse talude.
Fonte: DE ARAÚJO FILHO, R. N et al. Influência dos atributos físicos-mecânicos
do solo na estabilidade do talude do baixo São Francisco. Scientia Agraria, v. 18, n. 4,
p. 107-113, 2017. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/agraria/article/view/52140 Acesso
em: 10 jul. 2022.
ARTIGO 03: Resistência à penetração em área de pastagem de Capim Tifton,
influenciada pelo pisoteio e irrigação
O impacto causado pelo pisoteio bovino tem sido apontado como causador da
compactação do solo em áreas de pastagens cultivadas e naquelas onde ocorre a integração
lavoura-pecuária. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do pisoteio bovino na
resistência mecânica à penetração numa pastagem constituída de capim Tifton 85, com e
sem irrigação, em Uberaba-MG. O experimento foi montado num esquema fatorial 2x6x4,
sendo dois tratamentos, compostos por área com irrigação (T1) e sem irrigação (T2) com
cobertura de Tifton 85, seis profundidades, com avaliações a cada 0,10 m até 0,60 m,
com quatro. Avaliou-se a resistência mecânica do solo à penetração com o penetrômetro
de impacto, a densidade e umidade volumétrica do solo nas profundidades avaliadas e a
produção de massa verde. A resistência à penetração foi influenciada pela umidade do solo
nas áreas com e sem irrigação; o pisoteio animal causou o aumento da densidade do solo
no tratamento não irrigado; existe correlação positiva entre densidade e umidade, negativa
entre as variáveis umidade, densidade e resistência a penetração. A maior produção de
fitomassa ocorreu sempre na área irrigada.
Fonte: TORRES, J. L. R, et al. Resistência à penetração em área de pastagem de capim
tifton, influenciada pelo pisoteio e irrigação. Biosci. j. (Online), p. 232-239, 2012. Disponível em:
https://seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/view/12546/8368 Acesso em: 10 jul. 2022.
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 54
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Mecânica dos Solos Experimental
Autor: Faiçal Massad.
Editora: Editora Oficina de Textos.
Sinopse: O conhecimento das características dos solos e a
determinação de suas propriedades por meio de ensaios
são fundamentais para a obtenção dos parâmetros dos
solos, necessários para projetar e realizar obras seguras e
econômicas. A mecânica dos solos experimental aborda desde
as propriedades físicas de constituição e classificação dos
solos, análise granulométrica e mineralogia das argilas até a
compactação, permeabilidade e adensamento. O conhecimento
do comportamento do solo confrontado com a sua observação
dos ensaios permite ao autor uma reflexão crítica que em muito
enriquece o livro.
FILME/VÍDEO
Filme: Brumadinho - O Filme
Ano: 2020.
Sinopse: Este filme mostra o que aconteceu antes, durante
e após a tragédia de Brumadinho. Uma história de ficção
baseada em fatos reais, que gira em torno de 4 amigos que
trabalhavam dentro de uma das maiores mineradoras do país,
mas o que esses amigos nunca poderiam imaginar, era que
suas vidas teriam em comum; a terrível tragédia, através do
rompimento da barragem de Brumadinho. 4 amigos, diversas
famílias e sonhos que nunca vão se realizar, fazem parte desta
emocionante história que envolve lutas, esperança e amor,
mas que também nos revela às lágrimas que se misturam aos
gritos de desespero. Um grito daqueles que ficaram, mas que
sonham um dia, conquistar justiça. Porque essa triste fatalidade
de Brumadinho, marca uma tragédia que nunca será esquecida
pelas famílias.
Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=pIOQXR-
PxAGk&t=1s
UNIDADE 4 ADENSAMENTO E RESISTÊNCIA DOS SOLOS 55
REFERÊNCIAS
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12007/1990. Solo - Ensaio de
adensamento unidimensional. Rio de Janeiro, 1990. Disponível em: https://www.normas.
com.br/visualizar/abnt-nbr-nm/4729/abnt-nbr12007-solo-ensaio-de-adensamento-unidi-
mensional Acesso em: 27 jun. 2022.
BARNES, G. Mecânica dos Solos - Princípios e Práticas. [Digite o Local da Editora]: Grupo
GEN, 2016. 9788595155084. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788595155084/. Acesso em: 10 jun. 2022.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos Solos: Teoria e Aplicações. [Digite o Local
da Editora]: Grupo GEN, 2022. 9788521638032. Disponível em: https://integrada.minhabi-
blioteca.com.br/#/books/9788521638032/. Acesso em: 10 jun. 2022.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos Solos: Teoria e Aplicações. Porto Ale-
gre: Grupo GEN, 2022. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788521638032/ Acesso em: 13 jun. 2022.
DE SOUSA PINTO, C. Curso básico de Mecânica dos Solos. Oficina de Textos, 2016.
DOS SANTOS, P. R. C; DAIBERT, J. D. Análise dos Solos. Porto Alegre: Editora Saraiva,
2013. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536518589/
Acesso em: 13 jun. 2022.
FERREIRA, R. R. M. Recuperação de Voçorocas de Grande Porte, [s.l.: s.n.], 2015. Dis-
ponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1025952/1/25736.pdf
Acesso em: 27 jun. 2022.
56
MARANGON, M. Compressibilidade e Adensamento dos Solos. Faculdade de Engenharia –
NuGeo/Núcleo de Geotecnia, 2018. Disponível em: https://www.ufjf.br/nugeo/files/2013/06/
MARANGON-M.-Dez-2018-Cap%c3%adtulo-03-Compressibilidade-e-Adensamento-dos-
-Solos.pdf Acesso em: 27 jun. 2022.
MURRIETA, P. Mecânica dos Solos. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN,
2018. 9788595156074. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788595156074/. Acesso em: 21 jun. 2022.
MURRIETA, P. Mecânica dos Solos. São Paulo: Grupo GEN, 2018. Disponível em: https://
integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595156074/ Acesso em: 13 jun. 2022.
SILVA, C. P. Ensaio de adensamento com deformação controlada (CRS): desenvolvimento de
uma ferramenta para análise e interpretação dos resultados. Universidade Federal de Viçosa,
Minas Gerais. 2018. Disponível em: https://www.locus.ufv.br/bitstream/123456789/20118/1/
texto%20completo.pdf Acesso em: 27 jun. 2022.
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CONSIDERAÇÃO GERAL
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito da mecânica
dos solos. Para tanto abordamos as definições teóricas e, neste aspecto acreditamos que
tenha ficado claro o quanto é importante para nós responsáveis técnicos da área que tenhamos
compreensão e entendimento sobre todos os aspectos citados até então dentro desta disciplina.
Destacamos também a importância dos itens que estão inseridos em cada tópico
citado neste material. Além dos aspectos teóricos que contribuíram profundamente para o
entendimento dos assuntos aqui abordados, trouxemos vários elementos para uma melhor
compreensão sobre esse tema.
Levantamos também aspectos que nos levaram a chegar nas formulações, processos
e técnicas que hoje aplicamos para ter um bom e eficiente controle relacionado com a mecânica
dos solos. Esse olhar facilita o entendimento sobre o presente e sobre o modo como podemos
olhar o futuro e buscar melhorar em aspectos que ainda precisam ser aprimorados, como por
exemplo, em normas, legislações e treinamentos voltados para essa área.
Ao pensarmos nesses elementos temos que sempre levar em consideração
o conhecimento, o diálogo, o respeito e o ouvir nossos parceiros de trabalho, nossos
colaboradores e todos aqueles que integram nossa equipe. A partir de agora acreditamos que
você já está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades
voltadas para situações nessa área.
Desse modo, encerrando a Unidade I desta disciplina, podemos concluir que os
solos são originados da decomposição ou da desagregação das rochas, sendo que esse
processo ocorre devido ao intemperismo, ou seja, ações ocasionadas por chuva, sol e
outros elementos temporais.
Com relação aos índices físicos podemos concluir que são grandezas que
representam porções de pesos e volumes entre as fases do solo (água, sólido e ar).
Já com relação a granulometria podemos concluir que é um estudo contido dentro das
propriedades das partículas sólidas do solo. Por meio dela é possível determinar as porções
que formam os solos, bem como classificá-los desde solos do tipo argila até pedregulho.
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Quanto à Unidade II desta disciplina, podemos concluir que a capilaridade é um
fenômeno que nos solos a água se eleva por meio dos mesmos em locais onde existem
vazios, sendo que a altura que essa água pode chegar depende do tipo de solo. Já a
plasticidade é um fenômeno no qual o solo possui a capacidade de ser moldado inúmeras
vezes sem sofrer variação em seu volume.
Com relação a classificação dos solos podemos concluir que os solos podem
ser classificados por meio de métodos como: diagramas trilineares, Sistema Unificado
de Classificação dos Solos – SUCS, Sistema de Classificação AASHTO ou HRB e a
classificação denominada de MCT.
Já com relação a compactação dos solos podemos concluir que ela pode ser
definida resumidamente como o reajuste das partículas dos solos que ocorre por meio
de uma tensão aplicada verticalmente sobre o mesmo juntamente com os vazios que vão
diminuindo nesse mesmo solo e ganhando maior resistência mecânica.
Quanto a Unidade III desta disciplina, podemos concluir que as tensões nos solos
podem ser do tipo cisalhamento que são aquelas que podem ser decompostas em tensões
no plano e do tipo normais que são aquelas normais no plano.
Já com relação ao fluxo de água nos solos podemos concluir que pode ser dos
tipos uni, bi e tridimensionais.
Por fim, quanto a Unidade IV desta disciplina, podemos concluir que o adensamento
nos solos ocorre quando o volume dos mesmos reduz gradativamente desde que estejam
saturados e com baixa permeabilidade quando estão sofrendo uma variação de tensão.
Já com relação à resistência ao cisalhamento nos solos podemos concluir que a
resistência ao cisalhamento do solo é a tensão cisalhante que ocorre no plano de ruptura
no instante da ruptura do mesmo.
Até uma próxima oportunidade. Muito obrigada!
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