Apostila 01 - FV MASTERCLASS
Apostila 01 - FV MASTERCLASS
INTENSIVO
GUILHERME MENEZES
GRUPO SANTA FÉ DE INVESTIMENTOS LTDA
3 de março de 2023
Seja bem vindo ao curso intensivo sobre energia
fotovoltaica da Santa Fé Solar. Aqui você verá alguns
detalhes teóricos e técnicos sobre energia solar, desde a
conversão de luz solar em eletricidade através de painéis
solares fotovoltaicos até o dimensionamento do sistema
solar para atender às necessidades do cliente.
SUMÁRIO
................................................................................................................................................................. 1
1. Introdução à energia solar fotovoltaica .......................................................................................... 3
1.1. O que é energia solar fotovoltaica? ........................................................................................ 3
1.2. Histórico e evolução da tecnologia ......................................................................................... 3
1.3. Vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica ....................................................... 3
2. Funcionamento dos painéis solares ................................................................................................ 4
2.1. Células solares e semicondutores ........................................................................................... 4
2.2. Tipos de painéis solares .......................................................................................................... 4
2.3. Eficiência e fatores que afetam a produção de energia ......................................................... 5
3. Componentes de um sistema fotovoltaico ..................................................................................... 6
3.1. Inversor ................................................................................................................................... 6
3.2. Controlador de carga............................................................................................................... 6
3.3. Bateria ..................................................................................................................................... 7
3.4. Monitoramento e medição ..................................................................................................... 8
4. Dimensionamento do sistema solar................................................................................................ 8
4.1. Cálculo da demanda de energia .............................................................................................. 8
4.2. Escolha do sistema de montagem........................................................................................... 9
4.3. Posicionamento e orientação dos painéis solares .................................................................. 9
4.4. Dimensionamento do inversor................................................................................................ 9
5. Instalação e manutenção do sistema fotovoltaico ....................................................................... 10
5.1. Planejamento e projeto da instalação .................................................................................. 10
5.2. Instalação dos componentes do sistema .............................................................................. 10
5.3. Testes e comissionamento do sistema ................................................................................. 11
5.4. Manutenção e cuidados com o sistema ................................................................................ 11
6. Exemplos de aplicações da energia solar fotovoltaica.................................................................. 12
6.1. Sistemas autônomos ............................................................................................................. 12
6.2. Sistemas conectados à rede elétrica ..................................................................................... 12
6.3. Sistemas híbridos .................................................................................................................. 13
7. Conclusão ...................................................................................................................................... 13
7.1. Tendências e perspectivas para a energia solar fotovoltaica ............................................... 13
7.2. Oportunidades e desafios no setor ....................................................................................... 14
7.3. Próximos passos e recomendações para os participantes do curso ..................................... 14
1. INTRODUÇÃO À ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Nessa parte do curso, será apresentado aos participantes o que é energia solar fotovoltaica, ou
seja, a tecnologia que permite a conversão direta de energia luminosa em energia elétrica por meio
de painéis solares. Serão abordados tópicos como a história e a evolução da tecnologia, as vantagens
e desvantagens da energia solar fotovoltaica em relação a outras fontes de energia, e as aplicações
práticas dessa tecnologia.
Desde então, a tecnologia fotovoltaica evoluiu muito e hoje é amplamente utilizada em todo o
mundo. A eficiência das células fotovoltaicas melhorou significativamente, e novos materiais, como o
silício amorfo, foram desenvolvidos para produzir células mais leves, flexíveis e duráveis.
Nos últimos anos, o custo da energia solar fotovoltaica caiu drasticamente, tornando-a uma das
formas mais baratas de geração de energia elétrica em muitos países. A energia solar fotovoltaica é
uma das tecnologias mais importantes na transição energética global para um futuro mais
sustentável e livre de carbono.
• É uma fonte de energia renovável e limpa, que não emite gases de efeito estufa ou outros
poluentes;
• É uma fonte de energia abundante, especialmente em países ensolarados;
• É uma tecnologia modular, que pode ser instalada em pequena ou grande escala,
dependendo das necessidades;
• Tem baixos custos de manutenção e vida útil longa, geralmente de 25 anos ou mais.
No entanto, também existem algumas desvantagens a serem consideradas:
Apesar das desvantagens, a energia solar fotovoltaica é considerada uma das tecnologias mais
promissoras para a transição para um futuro mais sustentável e livre de carbono.
Os materiais semicondutores são compostos de átomos que têm uma camada externa de
elétrons incompleta, que pode ser preenchida pela transferência de elétrons de outros átomos.
Quando a luz do sol atinge um material semicondutor, ela transfere energia aos elétrons livres,
fazendo com que se movam e criem uma corrente elétrica.
Existem dois tipos principais de materiais semicondutores utilizados em células solares: o silício
cristalino e o silício amorfo. O silício cristalino é usado principalmente em células solares comerciais e
tem uma eficiência de conversão mais alta. O silício amorfo é mais flexível e pode ser usado em
aplicações de película fina, como em painéis solares flexíveis.
• Painéis solares de silício cristalino: são os mais comuns e utilizados em sistemas residenciais
e comerciais. Possuem uma eficiência de conversão relativamente alta e uma vida útil longa.
• Painéis solares de filme fino: são feitos de materiais semicondutores depositados em
camadas finas sobre um substrato, como vidro ou plástico. Têm uma eficiência de conversão
mais baixa do que os painéis de silício cristalino, mas são mais flexíveis e leves, podendo ser
usados em aplicações onde os painéis rígidos não seriam adequados.
• Painéis solares de silício monocristalino: são fabricados a partir de um único cristal de silício,
o que lhes confere uma eficiência de conversão mais alta do que os painéis de silício
policristalino. No entanto, são mais caros de produzir e menos comuns no mercado.
• Painéis solares de silício policristalino: são fabricados a partir de blocos de silício fundido, que
são resfriados lentamente para formar cristais múltiplos. Têm uma eficiência de conversão
um pouco menor do que os painéis de silício monocristalino, mas são mais baratos e mais
comuns no mercado.
• Painéis solares bifaciais: são capazes de capturar a luz solar tanto na parte frontal quanto na
parte traseira do painel, o que aumenta a quantidade de energia que podem gerar. Podem
ser de silício monocristalino ou policristalino.
Cada tipo de painel solar tem suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha do tipo mais
adequado dependerá das necessidades e do orçamento do projeto.
Alguns dos fatores que afetam a eficiência e a produção de energia de um sistema fotovoltaico
incluem:
• Intensidade da luz solar: quanto maior a intensidade da luz solar, maior a produção de
energia. Isso significa que sistemas instalados em locais com alta incidência de luz solar
produzem mais energia.
• Ângulo de incidência da luz solar: a produção de energia é maximizada quando os raios
solares atingem o painel solar perpendicularmente. Painéis solares são tipicamente
instalados com um ângulo de inclinação adequado para maximizar a produção de energia.
• Temperatura: a temperatura afeta a eficiência do painel solar, pois quanto mais quente o
painel, menor a eficiência de conversão. É importante escolher materiais e tecnologias de
construção que minimizem o aumento da temperatura.
• Sombreamento: sombras em um ou mais painéis solares podem reduzir significativamente a
produção de energia de todo o sistema. É importante considerar a localização e orientação
do sistema fotovoltaico para minimizar o sombreamento.
• Sujeira e obstruções: poeira, sujeira, neve ou outros detritos podem se acumular na
superfície dos painéis solares e reduzir a produção de energia. É importante manter os
painéis limpos e livres de obstruções.
• Especificações do sistema: o tamanho do sistema, a capacidade de armazenamento de
energia e o controlador de carga também afetam a produção de energia de um sistema
fotovoltaico. É importante dimensionar corretamente o sistema para garantir a produção de
energia adequada para as necessidades do projeto.
3. COMPONENTES DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO
Essa seção do curso irá detalhar os principais componentes de um sistema fotovoltaico, que são
o inversor, o controlador de carga, a bateria e o sistema de monitoramento e medição. Será
apresentado o papel de cada um desses componentes no funcionamento do sistema, bem como os
diferentes tipos de cada componente e os critérios para escolher o componente mais adequado para
cada situação.
3.1. INVERSOR
O inversor é um componente fundamental de um sistema fotovoltaico, pois converte a corrente
contínua (DC) gerada pelos painéis solares em corrente alternada (AC), que é usada para alimentar
dispositivos elétricos e eletrônicos em edifícios e residências.
• Inversores de string: são os mais comuns e são usados em sistemas fotovoltaicos residenciais
e comerciais de pequeno a médio porte. Os painéis solares são conectados em série em um
único circuito de corrente contínua que alimenta o inversor.
• Microinversores: são dispositivos menores que são conectados individualmente a cada painel
solar em um sistema. Cada microinversor converte a corrente contínua gerada pelo painel
em corrente alternada, reduzindo as perdas de energia e melhorando o desempenho do
sistema.
• Inversores centrais: são usados em sistemas fotovoltaicos maiores, como usinas solares. Eles
convertem a corrente contínua de múltiplos strings de painéis solares em corrente alternada
e são projetados para lidar com grandes quantidades de energia.
Os inversores também podem ter funções adicionais, como monitoramento de energia, proteção
contra sobretensão e sistemas de armazenamento de energia. É importante escolher o inversor certo
para o sistema fotovoltaico específico para garantir o desempenho adequado e a confiabilidade do
sistema.
• Controlador de carga simples: é uma opção básica para sistemas menores e mais simples,
geralmente usados em aplicações em que a bateria é usada apenas para alimentar um
dispositivo de baixa tensão, como uma luz ou bomba. O controlador de carga simples regula
a tensão da bateria e evita sobrecarga e descarga profunda, protegendo a bateria e
prolongando sua vida útil.
• Controlador de carga MPPT: é uma opção mais avançada para sistemas maiores e mais
complexos, que utilizam baterias para armazenar energia. O controlador MPPT (Maximum
Power Point Tracking) usa um algoritmo para rastrear o ponto de máximo poder do painel
solar, permitindo que ele extraia a maior quantidade possível de energia do painel e, em
seguida, converta essa energia em tensão e corrente adequadas para a bateria. O
controlador MPPT é mais eficiente que o controlador simples, permitindo que o sistema gere
mais energia com menos perdas.
3.3. BATERIA
As baterias são componentes fundamentais em sistemas fotovoltaicos, pois armazenam a
energia gerada pelos painéis solares para uso durante períodos em que não há sol. Existem diversos
tipos de baterias utilizadas em sistemas fotovoltaicos, cada uma com características específicas de
desempenho, vida útil e custo.
• Bateria de chumbo-ácido: é a opção mais comum e acessível para sistemas fotovoltaicos. Ela
é composta por placas de chumbo imersas em ácido sulfúrico, e é capaz de fornecer tensões
entre 6 e 12 volts. As baterias de chumbo-ácido são relativamente pesadas e ocupam muito
espaço, e sua vida útil é de cerca de 5 a 7 anos.
• Bateria de íons de lítio: é uma opção mais moderna e eficiente que a bateria de chumbo-
ácido, e tem se tornado cada vez mais popular em sistemas fotovoltaicos residenciais e
comerciais. A bateria de íons de lítio é mais leve e compacta que a bateria de chumbo-ácido,
além de possuir uma vida útil mais longa, de cerca de 10 a 15 anos. No entanto, ela é mais
cara que a bateria de chumbo-ácido.
• Bateria de níquel-cádmio: é uma opção antiga, que foi amplamente utilizada em sistemas
fotovoltaicos no passado. Ela é mais cara que a bateria de chumbo-ácido, mas tem uma vida
útil mais longa, de cerca de 10 a 15 anos. No entanto, ela é menos eficiente que a bateria de
íons de lítio e menos comum no mercado atualmente.
Além disso, é importante fazer inspeções regulares no sistema para verificar a integridade dos
equipamentos e identificar possíveis problemas, como perda de eficiência dos painéis solares ou
danos nas baterias. Com um monitoramento e medição adequados, é possível garantir a eficiência e
a durabilidade do sistema fotovoltaico.
Uma forma de realizar esse cálculo é utilizar as contas de luz anteriores como referência e somar
o consumo total em kWh durante um período de um ano. É importante considerar fatores sazonais,
como a variação do consumo devido a mudanças climáticas, e fazer uma média diária para chegar ao
consumo diário médio.
Outra forma de calcular a demanda de energia é utilizar ferramentas online, como calculadoras
de consumo de energia. Essas ferramentas levam em consideração diversos fatores, como o número
de pessoas na residência ou empresa, o tipo e a quantidade de aparelhos eletrônicos e a localização
geográfica.
Existem diferentes tipos de sistemas de montagem, que variam de acordo com a inclinação
do telhado, o tipo de telhado, a resistência do vento, entre outros fatores. Os principais sistemas de
montagem utilizados são:
O primeiro passo é escolher o local da instalação, que deve ser ensolarado e sem sombras para
maximizar a produção de energia. Em seguida, é preciso determinar a capacidade do sistema,
levando em conta a demanda de energia do usuário e as características do local da instalação.
A escolha dos componentes deve ser baseada na capacidade do sistema e nas características do
local da instalação, levando em conta a qualidade e a compatibilidade dos componentes.
O layout dos painéis solares deve ser definido com base na orientação e inclinação do telhado ou
do terreno, para garantir a máxima exposição aos raios solares.
O diagrama unifilar é um esquema que mostra a conexão elétrica dos componentes do sistema
fotovoltaico, desde os painéis solares até a rede elétrica convencional. Esse diagrama é importante
para garantir a segurança do sistema e facilitar a manutenção.
Por fim, a avaliação dos custos inclui o orçamento dos componentes, a mão de obra e os custos
adicionais, como os custos de licenciamento e de interconexão com a rede elétrica convencional.
1. Teste dos componentes individuais: Antes de instalar o sistema, é importante testar cada
componente individualmente para verificar se estão funcionando corretamente.
2. Conexão dos componentes: Depois de testar cada componente, é hora de conectá-los em
conjunto para formar o sistema completo.
3. Verificação das conexões elétricas: É importante verificar cuidadosamente todas as conexões
elétricas para garantir que estejam conectadas corretamente.
4. Teste do sistema completo: Depois de conectar todos os componentes, é hora de testar o
sistema completo para garantir que esteja funcionando corretamente.
5. Monitoramento e manutenção: Após a instalação do sistema, é importante monitorar e fazer
a manutenção regularmente para garantir que continue funcionando corretamente ao longo
do tempo.
Os sistemas autônomos são compostos pelos mesmos componentes básicos dos sistemas
conectados à rede, incluindo painéis solares, inversor, controlador de carga e baterias. No entanto,
como não estão conectados à rede elétrica, a escolha dos componentes e o dimensionamento do
sistema devem ser mais rigorosos e precisos para garantir a suficiência de energia durante todo o
período de operação. A manutenção dos sistemas autônomos também é mais crítica, pois qualquer
falha nos componentes pode levar à perda total de energia.
Os sistemas conectados à rede elétrica são mais comuns e oferecem algumas vantagens em
relação aos sistemas autônomos, como a eliminação da necessidade de armazenamento de energia
em baterias, o que reduz o custo do sistema e aumenta sua eficiência geral. Além disso, esses
sistemas permitem a compensação de energia (créditos de energia) com a concessionária, o que
significa que o excedente de energia produzido pelo sistema pode ser utilizado para abater o
consumo de energia da rede elétrica em momentos em que o sistema não estiver gerando energia
suficiente, como em dias nublados ou à noite.
Entretanto, é importante ressaltar que os sistemas conectados à rede elétrica só podem ser
instalados com autorização da concessionária de energia local e devem atender a regulamentações
específicas. Além disso, em caso de falha na rede elétrica, o sistema conectado também é afetado e
pode parar de funcionar temporariamente, o que pode ser um inconveniente em regiões com rede
elétrica pouco confiável.
Essa opção é interessante em locais que sofrem com interrupções frequentes no fornecimento
de energia elétrica, ou que possuem demandas de energia que variam ao longo do dia. A utilização
de baterias pode garantir uma maior autonomia do sistema e reduzir o consumo de energia elétrica
da rede durante o horário de pico.
7. CONCLUSÃO
Por fim, essa seção do curso irá apresentar as tendências futuras da energia solar fotovoltaica e o
papel que ela pode desempenhar na transição para um futuro mais sustentável e livre de carbono.
Será discutido o impacto da tecnologia na redução das emissões de gases de efeito estufa e na
mitigação das mudanças climáticas, bem como o papel da energia solar fotovoltaica na segurança
energética e no desenvolvimento econômico.
Além disso, a tecnologia de energia solar fotovoltaica tem evoluído rapidamente nos últimos
anos, o que tem permitido o desenvolvimento de sistemas mais eficientes e com maior capacidade
de geração de energia elétrica. Hoje em dia, é possível encontrar no mercado diferentes tipos de
painéis solares, inversores e outros componentes que permitem a criação de sistemas fotovoltaicos
cada vez mais adaptados às necessidades dos consumidores.
Com isso, a energia solar fotovoltaica tem se consolidado como uma das principais
alternativas para a produção de energia elétrica no mundo, contribuindo para a redução das
emissões de gases do efeito estufa e para a construção de um futuro mais sustentável e limpo.
7.2. OPORTUNIDADES E DESAFIOS NO SETOR
A energia solar fotovoltaica é um setor em crescimento e apresenta diversas oportunidades de
negócio e investimento. Entre as oportunidades estão:
• Geração de energia em locais remotos ou isolados, como comunidades rurais ou ilhas, onde
a construção de linhas de transmissão seria inviável;
• Geração de energia em grandes áreas urbanas, onde o espaço para construção de novas
usinas térmicas ou hidrelétricas é limitado;
• Geração de energia em edifícios e residências, através de sistemas conectados à rede elétrica
ou autônomos;
• Desenvolvimento de tecnologias de armazenamento de energia, como baterias, para tornar
a energia solar mais estável e confiável;
• Exportação de tecnologia e know-how para países em desenvolvimento que buscam
expandir sua capacidade energética de forma sustentável.
Por fim, é importante ressaltar que a energia solar fotovoltaica é uma tecnologia em
constante evolução, com tendências de crescimento e ampliação de mercado, especialmente no
Brasil. Portanto, é uma área com muitas oportunidades para quem deseja se especializar e atuar
profissionalmente.