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Artigos Sobre Intercessão

O documento discute as características de um intercessor, destacando a importância da persistência, fome pela oração, e a necessidade de ser cheio do Espírito. Exemplos de intercessores notáveis, como a irmã Maria e João Hyde, ilustram como a intercessão pode impactar vidas e comunidades. O texto enfatiza que a intercessão é um ministério vital que busca a glória de Deus e se coloca entre Ele e as pessoas necessitadas.
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Artigos Sobre Intercessão

O documento discute as características de um intercessor, destacando a importância da persistência, fome pela oração, e a necessidade de ser cheio do Espírito. Exemplos de intercessores notáveis, como a irmã Maria e João Hyde, ilustram como a intercessão pode impactar vidas e comunidades. O texto enfatiza que a intercessão é um ministério vital que busca a glória de Deus e se coloca entre Ele e as pessoas necessitadas.
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ARTIGOS SOBRE INTERCESSÃO

CARACTERÍSTICAS DE UM
INTERCESSOR
Publicado em 19 de junho de 2011 por Ronaldo Carvalho
CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR

Todos os filhos de Deus são chamados a interceder ante a face do Senhor.


Entretanto me parece que alguns cristãos possuem uma capacidade especial
que os leva, de forma sistemática, a orar por longos períodos diferentemente
de outros cristãos.
Nesses anos trabalhando no Ministério de intercessão, tenho descoberto
muitas irmãs e irmãos com o "dom da intercessão".
Dom da intercessão? Você pode estar se perguntando, e eu lhe digo com toda
convicção de que há pessoas possuidoras desse precioso dom.
Em 1989, conheci uma senhora de 86 anos que orava 8 horas por dia em prol
do avivamento de sua Igreja. Durante anos, ela amanhecia o dia orando por
sua denominação que estava morta espiritualmente e desacreditada na
Comunidade. Em novembro de 1989, ano de sua morte, fui chamado para
trabalhar nessa Igreja decadente (o seu Templo estava fechado, porque um
irmão da igreja havia assassinado a sua esposa com uma estaca. Esse caso
foi manchete nos principais jornais de Manaus). Foi naquela Igreja que Deus
pôs a irmã Maria como uma guerreira de oração. Muitos irmãos me
testemunharam da vida de oração que ela possuía. Quando Deus começou a
derramar o Avivamento naquela Igreja morta e desacreditada, lembrei-me das
orações daquela serva de Deus que partira para estar na presença do seu
Senhor. Um irmão antigo da Igreja, disse-me: "Pastor! O que está acontecendo
é um milagre, pois fazia 5 anos que ninguém se convertia na nossa Igreja, e 8
que não havia um batismo no Espírito Santo!". Ao ouvir estas palavras da boca
daquele irmão, disse-lhe: "Não me agradeça por nada, mas glorifique a Deus
pela vida da irmã Maria que derramou o seu coração perante o Pai por esta
Igreja. Provavelmente eu estou aqui em resposta de suas orações
intercessórias! Tudo que está acontecendo, hoje, no seio desta Igreja é fruto
das horas de intercessão de nossa saudosa irmã Maria!".
Durante esses anos, trabalhando no Ministério de oração, tenho conhecido
pessoas da estirpe da irmã Maria Botelho. Estou convencido de que existe o
"DOM DA INTERCESSÃO".

Mas quais são as características de um intercessor desse quilate? Vamos


analisar cada uma dessas características, pois Deus poderá despertar em você
esse EXTRAORDINÁRIO DOM DA INTERCESSÃO.

Persistência
Todos que oram devem possuir esta virtude, pois a oração exige persistência.
Entretanto, os que têm o dom da intercessão vivem uma vida de persistência
em oração intercessória. Comentando as milhares de respostas rápidas às
suas orações, George Muller, o apóstolo da oração, disse: "Alguém poderia
supor que todas as minhas orações foram... prontamente respondidas. Não.
Nem todas. As vezes, precisei esperar semanas, meses, ou anos; às vezes,
muitos anos. Durante as primeiras 6 semanas do ano de 1855, ouvi a respeito
de 6 pessoas, pelas quais eu estivera orando por muito tempo. Por uma delas,
orei entre 2 e 3 anos; por outra, orei entre 3 e 4 anos; por outra, cerca de 7
anos; pela quarta pessoa, 10 anos; pela quinta, cerca de 15 anos; e pela sexta,
por mais 20 anos". Isso é que é persistência! Aquela irmã que passou vários
anos orando 8 horas por dia pedindo avivamento para sua Igreja também é um
grande exemplo de persistência. Esta característica é marca registrada na vida
daqueles que são chamados ao EXTRAORDINÁRIO MINISTÉRIO DA
INTERCESSÃO!

Fome pela Oração


Um intercessor sente a necessidade de orar da mesma maneira que sente
fome por alimento. A oração para ele é vital da mesma maneira que a comida é
para o seu corpo, e o ar é para os seus pulmões. Todas as pessoas que
conheci envolvidas diretamente no ministério de intercessão, eram famintas
pela oração. Há um homem na história dos heróis da fé que me inspira a orar,
pois sua fome pela oração era algo sobrenatural, o seu nome era João Hyde,
cognominado de "o Homem que orava". A sua biografia já foi lida por milhões
de filhos de Deus; eu a li 5 vezes em jejum e oração. Mas o que é que João
Hyde tinha de especial? Uma sede imensurável e uma fome insaciável pela
oração. Os seus biógrafos dizem que Hyde não orava, mas vivia
permanentemente em oração; ele passava noites e mais noites em vigílias de
oração intercessória em prol da Índia. Uma missionária anônima escreveu o
seguinte a respeito dele: "Alguns dos que viviam com ele (João Hyde)
reconheciam que Deus o escolhera e o separara para ser "vigia". Ele viveu,
durante tanto tempo, tão perto de Jeová, que podia ouvir a sua voz e receber
ordens diretamente d?Ele acerca de tudo, mesmo para saber quando devia
vigiar e orar e quando devia dormir... orava noites inteiras, dias a fio, em
resposta à sua chamada e Deus até lhe tirava o sono, para que tivesse o
privilégio e a honra de vigiar com Ele sobre os negócios do seu reino". Antes
de ler sobre a vida de oração desse homem de Deus eu achava que era um
"homem de intercessão" por orar duas horas por dia, mas quando terminei de
lê-la fiquei envergonhado diante de Deus, e tive que lhe confessar: "Pai,
perdoa-me pelo orgulho mórbido do meu coração, pois me mostraste por meio
deste livro quanto oro pouco ou quase nada. Entretanto, concede-me apenas a
oportunidade de ser, diante de tua face, alguém que te busca com sinceridade.
Amém!".
Ser cheios do Espírito

Só uma pessoa cheia do Espírito pode suportar o "peso" da oração de


intercessão. "Peso"? Talvez essa palavra lhe pareça estranha, mas não é para
aqueles que estão familiarizados com a intercessão. Todos os que vivem uma
vida permanente de intercessão já sentiram e sempre estão sentido o "peso"
da oração de intercessão (Falaremos sobre esse assunto posteriormente).
Portanto, todos os que possuem o Ministério de intercessão são cheios do
Espírito de Deus. Nós que também somos chamados a interceder precisamos
ser cheios do Espírito!
Possui uma Visão Profética

Simeão, quando segurou o menino Jesus em seu colo, enxergou a realidade


de Cristo mais do que a própria Mãe d?Ele e do que o pai adotivo (Lc.2:25-39).
Por quê? Porque ele era um intercessor, pois passara muitas horas e dias
jejuando e orando sobre a vinda do Messias. E Deus permitiu que ele vivesse
até ver a resposta de suas orações intercessórias. Todos os envolvidos no
ministério de intercessão possuem UMA VISÃO PROFÉTICA das coisas que
estão para acontecer e das que estão acontecendo. O Senhor faz questão de
nos fazer participantes de sua "ótica profética", pois intercessão inclui nossa
participação na realização dos planos e propósitos de Deus. Isso me faz
lembrar das célebres palavras do Paul Y. Cho: "A oração de intercessão é
necessária para o cumprimento da vontade de Deus. Isso não quer dizer que
Deus seja incapaz de realizar sua vontade sozinho, mas Ele resolveu incluir
nossa participação na realização dela. Assim sendo, aqueles que assumem um
ministério de intercessão, na verdade se tornam parte integrante da realização
dos planos e propósitos de Deus" (Oração A Chave do Avivamento - p. 89).

Confia Plenamente no Senhor

Todos os que intercedem ante a face do Senhor confiam plenamente n?Ele.


Simeão tinha recebido a revelação de que veria a resposta de suas orações
antes de morrer. Então ele passou a ir ao Templo todos os dias, fielmente,
durante anos, até que chegou finalmente a ocasião em que Cristo foi
apresentado ali. Em 1986, conheci uma senhora de 65 anos de idade que vivia
para interceder ante a face do Senhor. Certa ocasião, ela me disse: "Filho,
Deus falou-me para que eu orasse pelo meu esposo que era alcoólatra, pois
iria salvar ele e fazer dele um profeta. Então passei a orar todos os dias por ele
confiando que Deus iria fazer a obra; vinte anos depois que eu ouvira a voz de
Deus, o meu esposo aceitou a Cristo como salvador e foi completamente
liberto do álcool. Hoje ele é um profeta usado poderosamente por Deus!".
Serve ao Senhor noite e dia com
Jejuns e Orações

Aqueles que possuem o "dom da intercessão" servem a Deus noite e dia em


contínua intercessão. Em Lucas 2:37, vemos Ana, uma viúva, que servia ao
Senhor, no Templo, com jejuns e orações noite e dia. Em Manaus, há uma
irmã, mãe de um pastor amigo meu, que ora por mim e muitos outros pastores
que estão no campo missionário. Ela passa noite e dia em contínua intercessão
orando pelos homens de Deus e principalmente por aqueles que estão
pregando o Evangelho nos países da janela 10/40. Certo dia, ela me
confessou: "Pr. Ronaldo, eu não sinto vontade de comer e nem de dormir, mas
sim de passar a noite em oração e jejum perante a face de Deus". Esse tipo de
desejo faz parte da vida daqueles que têm verdadeiramente o "DOM DA
INTERCESSÃO". Assim, dou graças a Deus pela vida da irmã Ducy, pois ela
me adotou como seu filho espiritual e ora pelo meu ministério todos os dias!
Aleluia! É muito poder!

Na Intercessão não há Limitações Físicas


Ela possuía o dom da intercessão!

Você já ouviu falar de William Carey, o pai das missões modernas? Ele foi
usado por Deus para mudar o curso da história mundial. Livros e mais livros
têm sido escritos a seu respeito. Contudo, jamais se escreveu um livro a
respeito da irmã dele. Por que haveria alguém de escrever um livro sobre ela?
Quase totalmente paralítica durante vinte e dois anos, ela era "inútil". Contudo,
estava sempre bem perto de Deus e bem perto do irmão. Ela era uma fiel
"intercessora". O seu irmão, Carey, lhe escrevera cartas a respeito de suas
dificuldades na produção de gramáticas, de dicionários. Descrevera-lhe os
problemas quanto à fundição de tipos, e impressão de Bíblias. Em suas cartas,
contara-lhe como desejava lançar jornais que promovessem o aprendizado da
leitura, como almejava fundar escolas, treinar professores, estabelecer igrejas
e educar pastores que cuidassem dos convertidos que Deus lhes dessem.
Todos os detalhes de suas preocupações eram enviados à irmã presa num
leito, em Londres, e horas após horas, semanas após semanas e meses após
meses, ela apresentava tais detalhes ao Senhor, em oração intercessória.
Ninguém, provavelmente, a valorizava como uma missionária, mas ela foi uma
poderosa "intercessora" usada extraordinariamente por Deus no secreto do seu
"quarto de escuta" para, na retaguarda da intercessão, ajudar o seu irmão a
fazer missões. Ela possuía o dom da intercessão e o exercia de modo
extraordinário!
Amado, agora eu pergunto a você: A quem atribuirá Deus o crédito pelas
vitórias alcançadas através deste homem notável? De que maneira dividirá Ele
os galardões? Para mim, a resposta se encontra num princípio estabelecido em
I Samuel: "...qual é a parte dos que descem à peleja, tal será a parte dos que
ficaram com a bagagem; receberão partes iguais" (30:24). Será que este
princípio concernente à guerra física de Israel, não se aplica também à nossa
guerra espiritual? Evidentemente que sim! A irmã paralítica na cama partilha de
partes iguais dos galardões de seu famoso irmão, William Carey. Ele foi um
grande missionário conhecido como "o pai das missões modernas"; entretanto,
por trás desse homem de Deus, estava uma frágil, porém, gigante intercessora
orando por ele na sala do "Trono da graça" para que Deus o abençoasse no
seu árduo trabalho missionário. A história dessa mulher de Deus, dotada do
dom da intercessão, nos deixou um grande exemplo de que não há limitações
físicas para quem deseja exercer o ministério de intercessão. Aleluia!

Shalom Uvrachot!
Paz e benções!

Pr. Ronaldo Carvalho,


Bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia e
Ciência da Religião-Fatem ?Am, e Especializado no Hebraico Bíblico.
dialogodepastores@hotmail.com
rbunyan@ig.com.br

https://www.webartigos.com/artigos/caracteristicas-de-um-intercessor/69127
O bom intercessor
20/10/15 - 03h00

Marcio Valadão em “O tempo”

A intercessão é a chave que move a mão de Deus; e o papel


da intercessão é exaltado em toda a Bíblia. Paulo disse que
essa é uma prática que deve ocupar sempre o primeiro lugar
em importância na vida da igreja.

O intercessor é aquele que levanta as mãos para Deus e diz:


“Senhor, me coloco diante de ti para lutar em favor desta
pessoa, por esta família. Senhor, me coloco diante de ti para
lutar por esta pessoa enferma, batalhando para que vitória
venha sobre o derrotado. Estou disposto a apresentar a minha
vida, a minha fé como argumento para que possas trazer o
teu favor e a expressão da tua misericórdia”.

O intercessor tem humildade, mas com ousadia luta em favor


do seu semelhante. Podemos ver nas Escrituras que a
necessidade do intercessor é várias vezes citada. Deus é um
ser tão grande, bom, maravilhoso, santo, justo, mas Ele
permite que passemos por situações que exigem uma
resposta.

Podemos observar na Bíblia que Deus busca poucas coisas:


Ele busca adoradores e intercessores.

O ministério de intercessão não é simplesmente algumas


horas de oração, é mais do que isso; e temos que colocar em
prática. O bom intercessor busca a glória do Senhor, e não a
sua própria glória.

A intenção do Senhor era destruir, acabar com aquele povo e


fazer um novo, começando por Moisés, como uma nova
geração. Já imaginaram a glória e a honra que esse homem
teria? Era uma proposta tentadora, mas a atitude de Moisés
foi como vemos no verso 11 de Êxodo 32: “Senhor, por que se
acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do
Egito com grande força e com forte mão? Por que hão de falar
os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos
montes, e para destruí-los da face da Terra?”.
Moisés estava preocupado com a reputação de Deus e não
com a sua própria salvação.
A marca do intercessor é o amor, ele não é um oportunista,
não é um interesseiro, mas alguém que busca sempre a glória
de Deus.

O intercessor se coloca entre Deus e a pessoa. Moisés foi um


homem que colocou a sua vida em jogo, ele era pastor de
rebanho e amava o povo de Israel. Em muitas ocasiões, se
colocou como anteparo diante de Deus, rogando pela sua
geração ainda que o povo fosse tão marcado pela rebeldia.
Salmo 106, verso 23 diz assim: “Pelo que os teria destruído,
como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse
interposto diante dele, para desviar a sua indignação, a fim de
que não os destruísse”.

O intercessor baseia-se nas promessas do Senhor. Quando


Moisés conversou com o Senhor, ele se armou da Palavra de
Deus e disse: “Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel,
teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, e lhes disseste:
Multiplicarei os vossos descendentes como as estrelas do céu,
e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a
possuirão por herança para sempre” (Êx 32.13).

O povo estava celebrando uma festa idólatra diante de um


bezerro de ouro, uma orgia, depravação, mas Moisés, como
um intercessor, se apegou às promessas de Deus, e sabedor
de que Deus não pode mentir, clamou pelo povo.

Deus vela sobre sua Palavra para cumpri-la, e Ele cumprirá


todas as suas promessas.
Moisés constrange o próprio coração do Senhor dizendo:
“Senhor, poupe, perdoe o povo, dê-lhe uma nova chance”. O
intercessor é aquele que se coloca diante de uma situação e
diante de Deus. O povo estava diante de toda aquela
transgressão, mas Moisés se colocou ali, intercedendo.
Sabemos que satanás tem desenvolvido estratégias contra o
povo de Deus; as ciladas são constantes e uma maneira de
Deus nos livrar delas é por meio da intercessão, nos levando a
orar, desfazendo todos os laços.

Deus se importa com você e tem o melhor para a sua vida. E


a vontade do Senhor é que cada um de seus filhos seja um
intercessor. Viva essa realidade!

Deus os abençoe!
MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO

O Ministério de Intercessão, é uma das prioridades da nossa Igreja. Seguimos a orientação do Apóstolo
a Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões, ações de
graça, em favor de todos os homens ” (1 Tm. 2:1).

Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa, como se fora sua própria. É estar entre
Deus e os homens, a favor destes, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade permanecendo em
oração até a vitória na vida daquele por quem intercede.

Intercessões e súplicas por todos, é práticas em nossas vidas. Este ministério está atento as necessidades
diárias, não deixamos passar um dia sem interceder pela nossa nação, nossa Igreja, necessidade de cada
um, enfermos, governantes e também pelos pedidos que nos chegam. Cada oração nossa realiza milagre
no reino espiritual.

Somos chamados a interceder. Não responder a esse chamado do Trono é ser negligente no Ministério
estabelecido por Deus para nós. O profeta Samuel diante do pedido do povo para que clamasse a seu
favor, para que não morressem por causa dos seus próprios pecados, fez uma tremenda declaração que
deveria ser um desafio para nós também:

“E quanto a mim, longe de mim esteja o pecar contra o Senhor, deixando de orar por vós; eu vos
ensinarei o caminho bom e direito” (1 Sm. 12:23).
Deus tem um propósito para o homem em Seu coração, e precisa dos Seus filhos para que esse propósito
se estabeleça.

Há muitas definições que nós poderíamos dar sobre intercessão. A mais simples está na Bíblia: “Orai uns
pelos outros” (Tg 5:16). Abraão suplicou por Ló e este foi liberto da destruição de Sodoma e Gomorra;
Moisés intercedeu por Israel apóstata e foi ouvido; Samuel orou constantemente pela nação; Daniel orou
pela libertação do seu povo do cativeiro; Davi suplicou pelo povo; Cristo rogou por Seus discípulos e fez
especial intercessão por Pedro; Paulo é exemplo de constante intercessão. Toda a Igreja é chamada ao
fascinante ministério da intercessão.

O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas em razão dos outros. Ele se coloca
numa posição de sacerdote, entre Deus e o homem, para pleitear a sua causa.

 http://www.catedralrio.org.br/ministerios/ministerio-de-intercessao/
O Ministério da Intercessão
“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante
mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” –
Ezequiel 22:30
“Antes de tudo, pois exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões,
ações de graças, em favor de todos os homens…” – I Tm 2:1

Há três ministérios para os quais fomos


chamados: Adoração, Intercessão e Testemunho. A maioria de nós tem praticado o
primeiro e o último. Há falta, contudo, de genuína intercessão.
Interceder significa literalmente “interpor-se”, “colocar-se entre”. É se colocar entre
Satanás e a sua força de destruição e aquele a quem ele quer destruir, e livrar o
oprimido. É colocar-se entre Deus e alguém que carece do favor divino, e clamar por
libertação. É se por na brecha do muro em prol daqueles pelos quais Cristo derramou o
seu preciosíssimo sangue, e clamar para que a graça de Deus os alcance… Interceder é
gastar horas a sós na presença de Deus em fervente oração, em prol de alguém ou de
alguma causa. Intercessão é o parto de alma espiritual que traz à luz filhos espirituais.

Há na Bíblia registros de intercessões maravilhosas, como por exemplo a de Abrão


quando o Senhor estava para destruir as cidades de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:
22-33); Moisés clamou e Deus mudou os seus desígnios para com o povo, retirando o
mal que dissera havia de fazer (Êxodo 32:11-14); no dia seguinte, novamente Moisés
intercedeu com profundidade de alma: “Agora, pois perdoa-lhes o pecado; ou, se não,
risca-me, peço-te, do livro que escreveste.” (Êxodo 32: 30-25). O salmo 106:23 testifica
sobre o resultado destas intercessões de Moisés dizendo: “Tê-los-ia exterminado,
como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se houvesse interposto, impedindo que
sua cólera os destruísse.“

O maior exemplo contudo é o do Senhor Jesus que “pelos transgressores intercedeu”


(Is 53:12 – Mc 15:28 – Lc 22:37). Intercedeu por Pedro (Lc 22:31,32). Pelos seus
escolhidos, na oração sacerdotal (João 17). Jesus gastou apenas três anos e meio no
exercício do seu ministério público entre os homens, e já há quase dois mil anos “está
à direita de Deus” a interceder por nós (Rm 8:34) e “pode salvar totalmente os que
por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” (Hb 7:25).
Antes do Pentecostes, houve incessante oração no Cenáculo. A oração no Monte
precedeu aos Dez Mandamentos. A intercessão de Estevão resultou na conversão de
Saulo de Tarso, que veio a ser o grande Apóstolo Paulo (Atos 6:57-60).
A intercessão precede a salvação. É Getsêmani antes do Calvário! Antes da sua morte
na cruz, o Senhor Jesus agonizou em intercessão por nós no jardim do Getsêmani, e
fomos salvos. Em Isaías 59:16 já estava previsto que o Senhor não acharia quem o
ajudasse a interceder, assim, Jesus lutou sozinho em parto de alma para gerar filhos
espirituais. É o que está escrito em Isaías 66:8 “pois Sião, antes que lhe viessem as
dores, deu à luz seus filhos”.
Ana agonizou em oração pedindo um filho, e, mesmo sendo ela uma mulher estéril, o
milagre ocorreu, e o filho lhe foi dado por Deus (I Sm 1:9-18).
David Brainerd, jovem missionário enviado para pregar no terrível oeste americano,
para os sanguinários índios peles-vermelha, morreu com apenas trinta e três anos de
idade, tuberculoso, dentro de uma cisterna onde procurava se esconder da friagem,
clamando: “Dá-me almas, senão eu morro”. Após a sua morte ocorreu um fenômeno:
– milhares de índios se converteram por toda parte!

Suzana Wesley, mesmo sendo mãe de dezenove filhos, orava cerca de uma hora por
dia. Dois dos seus filhos juntos ganharam milhares de almas para Cristo. São eles João
Wesley, o Pregador, e Carlos Wesley, o Poeta e Compositor, autor de mais de 1500
hinos!

João Oxtoby, orava com tal fervor que passou a ser conhecido como “Joãozinho da
oração”. O concílio da Igreja Metodista estava para tomar a decisão de fechar o campo
missionário de Filey, uma vez que vários pregadores já haviam sido enviados e não
estavam alcançando resultados. Joãozinho comovido pediu mais uma chance para
aquele povo. O concílio decidiu atender. Como não havia nenhum obreiro disposto a ir,
Joãozinho se apresentou e foi! Nas primeiras pregações nada ocorreu… Joãozinho
então se embrenhou na mata e, em agonia de alma, orava, mais ou menos assim: “Não
podes fazer de mim um palhaço! Eu disse aos crentes lá em Bridlington que tu
vivificarias a tua obra, e agora é preciso que assim o faças. De outro modo nunca mais
terei coragem de lhes mostrar o rosto… então o que dirá o povo sobre a oração e a
fé…” Depois clamou: “Filey está conquistada! Filey está conquistada! E saiu cantando e
clamando pelas ruas: “Voltai-vos para o Senhor e buscai a salvação”. Milhares se
converteram. – transcrito do Livro: Paixão Pelas Almas, de Oswald J. Smith.
John Hyde, conhecido como “O Homem que Orava”, foi missionário na Índia.
Inicialmente nas suas intercessões pedia a Deus que lhe desse a conversão de uma
alma por dia. Deus ouviu e atendeu a sua oração. Passou, então, a solicitar duas almas
por dia. Deus lhas deu. Aumentou o número para quatro! Milhares se converteram na
Índia. Na sua biografia “O Homem Que Orava”, é registrado que John Hyde orava com
tamanha intensidade de alma, que uma certa feita, um seu companheiro de oração
não suportou permanecer ao seu lado, porque um calor muito forte encheu todo o
aposento…

No texto de Ezequiel 22:30 o Senhor diz que não achou intercessores, que se pusessem
na brecha do muro e clamassem pelo povo. Esta falta ainda continua sendo sentida em
muitas igrejas. Quando há intercessões, almas se convertem.

Há registros históricos de que “diversos membros da congregação de Jônatas Edwards


haviam passado a noite inteira em oração, antes dele haver pregado o seu memorável
sermão: “Os pecadores nas Mãos de Um Deus Irado”. O Espírito Santo se derramou em
catadupas tão poderosas, e Deus se manifestou de tal maneira, em santidade e
majestade, durante a pregação daquele sermão, que os anciãos lançaram os braços
em redor das colunas do templo clamando: “Senhor, salva-nos, que estamos caindo no
inferno!” – transcrito do Livro: Paixão Pelas Almas, de Oswald J. Smith.

A base para o crescimento da igreja está na oração de intercessão. Aprouve a Deus


estabelecer assim. Se queremos contemplar conversões precisamos semear na
comunidade profundo amor e paixão pelas almas perdidas, e insistir neste mister até
que, voluntariamente, comecemos a ver nas reuniões de oração da igreja lágrimas
sendo vertidas em prol dos pecadores perdidos.

Não há fórmulas, métodos, ou estratégias mais eficazes para a conversão de


pecadores, do que a fervorosa intercessão.
A igreja precisa entrar em parto de alma para gerar os seus filhos espirituais.

https://www.estudosdecelulas.com.br/o-ministerio-da-intercessao/
Reflexão
“Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os
homens”
(l Tm 2.1).
VERDADE PRÁTICA = O crente, em seu ministério sacerdotal, deve interceder Por todos, sem distinção
social, racial, política, religiosa ou filosófica.
INTRODUÇÃO
A vida de Abraão é, indiscutivelmente, um. modelo para o cristão moderno. Sua fé, coragem, amor,
desprendimento e comunhão com Deus o coloca como um autêntico protótipo para a nossa vida
espiritual. No episódio do capítulo 18, temos uma demonstração dessas qualidades e, ainda mais, uma
sensibilidade humana e espiritual para com as pessoas carentes. Pode-se definir a intercessão como a
oração contrita e reverente, com fé e perseverança, mediante a qual o crente suplica a Deus em favor de
outra pessoa ou pessoas que extremamente necessitem da intervenção divina. A oração de Daniel no
cap. 9 é uma oração intercessória, pois ele ora contritamente em favor da restauração de Jerusalém e de
todo o povo de Israel. A Bíblia nos fala da intercessão de Cristo e do Espírito Santo, e de numerosos
santos, homens e mulheres do antigo e do novo concerto.Dn 9.3

1 – O MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se


colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém
achei.” – Ezequiel 22:30
“Antes de tudo, pois exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em
favor de todos os homens…” – I Tm 2:1
Há três ministérios para os quais fomos chamados: Adoração, Intercessão e Testemunho. A maioria de
nós tem praticado o primeiro e o último. Há falta, contudo, de genuína intercessão.
Interceder significa literalmente “interpor-se”, “colocar-se entre”. É se colocar entre Satanás e a sua força
de destruição e aquele a quem ele quer destruir, e livrar o oprimido. É colocar-se entre Deus e alguém
que carece do favor divino, e clamar por libertação. É se por na brecha do muro em prol daqueles pelos
quais Cristo derramou o seu preciosismo sangue, e clamar para que a graça de Deus os alcance…
Interceder é gastar horas a sós na presença de Deus em fervente oração, em prol de alguém ou de
alguma causa. Intercessão é o parto de alma espiritual que traz à luz filhos espirituais.
Há na Bíblia registros de intercessões maravilhosas, como por exemplo a de Abrão quando o Senhor
estava para destruir as cidades de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18: 22-33); Moisés clamou e Deus
mudou os seus desígnios para com o povo, retirando o mal que dissera havia de fazer (Êxodo 32:11-
14); no dia seguinte, novamente Moisés intercedeu com profundidade de alma:
“Agora, pois perdoa-lhes o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste.” (Êxodo 32:
30-25). O salmo 106:23 testifica sobre o resultado destas intercessões de Moisés dizendo: “Tê-los-ia
exterminado, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se houvesse interposto, impedindo que sua
cólera os destruísse.”
O maior exemplo contudo é o do Senhor Jesus que “pelos transgressores intercedeu” (Is 53:12 – Mc
15:28 – Lc 22:37). Intercedeu por Pedro (Lc 22:31,32). Pelos seus escolhidos, na oração
sacerdotal (João 17). Jesus gastou apenas três anos e meio no exercício do seu ministério público entre
os homens, e já há quase dois mil anos “está à direita de Deus” a interceder por nós (Rm 8:34) e “pode
salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” (Hb 7:25).
Antes do Pentecostes, houve incessante oração no Cenáculo. A oração no Monte precedeu aos Dez
Mandamentos. A intercessão de Estevão resultou na conversão de Saulo de Tarso, que veio a ser o
grande Apóstolo Paulo (Atos 6:57-60).
A intercessão precede a salvação. É Getsêmani antes do Calvário! Antes da sua morte na cruz, o Senhor
Jesus agonizou em intercessão por nós no jardim do Getsêmani, e fomos salvos. Em Isaías 59:16 já
estava previsto que o Senhor não acharia quem o ajudasse a interceder, assim, Jesus lutou sozinho em
parto de alma para gerar filhos espirituais. É o que está escrito em Isaías 66:8 “pois Sião, antes que lhe
viessem as dores, deu à luz seus filhos”. Ana agonizou em oração pedindo um filho, e, mesmo sendo ela
uma mulher estéril, o milagre ocorreu, e o filho lhe foi dado por Deus (I Sm 1:9-18).
David Brainerd, jovem missionário enviado para pregar no terrível oeste americano, para os sanguinários
índios peles-vermelha, morreu com apenas trinta e três anos de idade, tuberculoso, dentro de uma
cisterna onde procurava se esconder da friagem, clamando: “Dá-me almas, senão eu morro”. Após a sua
morte ocorreu um fenômeno: – milhares de índios se converteram por toda parte!
Suzana Wesley, mesmo sendo mãe de dezenove filhos, orava cerca de uma hora por dia. Dois dos seus
filhos juntos ganharam milhares de almas para Cristo. São eles João Wesley, o Pregador, e Carlos
Wesley, o Poeta e Compositor, autor de mais de 1500 hinos!
João Oxtoby, orava com tal fervor que passou a ser conhecido como “Joãozinho da oração”. O concílio da
Igreja Metodista estava para tomar a decisão de fechar o campo missionário de Filey, uma vez que vários
pregadores já haviam sido enviados e não estavam alcançando resultados. Joãozinho comovido pediu
mais uma chance para aquele povo. O concílio decidiu atender. Como não havia nenhum obreiro disposto
a ir, Joãozinho se apresentou e foi! Nas primeiras pregações nada ocorreu… Joãozinho então se
embrenhou na mata e, em agonia de alma, orava, mais ou menos assim: “Não podes fazer de mim um
palhaço! Eu disse aos crentes lá em Bridlington que tu vivificarias a tua obra, e agora é preciso que assim
o faças. De outro modo nunca mais terei coragem de lhes mostrar o rosto… então o que dirá o povo
sobre a oração e a fé…” Depois clamou: “Filey está conquistada! Filey está conquistada! E saiu cantando
e clamando pelas ruas: “Voltai-vos para o Senhor e buscai a salvação”. Milhares se converteram. –
transcrito do Livro: Paixão Pelas Almas, de Oswald J. Smith.
John Hyde, conhecido como “O Homem que Orava”, foi missionário na Índia. Inicialmente nas suas
intercessões pedia a Deus que lhe desse a conversão de uma alma por dia. Deus ouviu e atendeu a sua
oração. Passou, então, a solicitar duas almas por dia. Deus lhas deu. Aumentou o número para quatro!
Milhares se converteram na Índia. Na sua biografia “O Homem Que Orava”, é registrado que John Hyde
orava com tamanha intensidade de alma, que uma certa feita, um seu companheiro de oração não
suportou permanecer ao seu lado, porque um calor muito forte encheu todo o aposento…
No texto de Ezequiel 22:30 o Senhor diz que não achou intercessores, que se pusessem na brecha do
muro e clamassem pelo povo. Esta falta ainda continua sendo sentida em muitas igrejas. Quando há
intercessões, almas se convertem.
Há registros históricos de que “diversos membros da congregação de Jônatas Edwards haviam passado a
noite inteira em oração, antes dele haver pregado o seu memorável sermão: “Os pecadores nas Mãos de
Um Deus Irado”. O Espírito Santo se derramou em catadupas tão poderosas, e Deus se manifestou de tal
maneira, em santidade e majestade, durante a pregação daquele sermão, que os anciãos lançaram os
braços em redor das colunas do templo clamando: “Senhor, salva-nos, que estamos caindo no inferno!” –
transcrito do Livro: Paixão Pelas Almas, de Oswald J. Smith.
A base para o crescimento da igreja está na oração de intercessão. Aprouve a Deus estabelecer assim.
Se queremos contemplar conversões precisamos semear na comunidade profundo amor e paixão pelas
almas perdidas, e insistir neste mister até que, voluntariamente, comecemos a ver nas reuniões de oração
da igreja lágrimas sendo vertidas em prol dos pecadores perdidos.
Não há fórmulas, métodos, ou estratégias mais eficazes para a conversão de pecadores, do que a
fervorosa intercessão. A igreja precisa entrar em parto de alma para gerar os seus filhos espirituais.

2. A INTERCESSÃO PRECEDIDA PELA VISÃO PESSOAL DE DEUS


2.1. Deus não oculta nada a Abraão (18.17). Depois daquela conversação agradável, o Anjo do Senhor
achou por bem revelar sua identidade, porque tinha a Abraão como amigo, e declara: “Ocultarei a Abraão
o que faço?”
As razões para tal revelação eram fortes, pois havia um piano estabelecido e importante na história para
esse homem.
2.2. Deus revela um segredo a Abraão (Gn 18.19). Além do Senhor ter declarado que não ocultaria
nada ao seu amigo Abraão, revelou-lhe algo mais importante que o juízo contra Sodoma e Gomorra.
Alguma coisa além da sua justa intervenção sobre aquelas cidades, e que envolvia a posteridade do
velho patriarca. Algo que ele não veria com os olhos naturais, pois ultrapassava a fronteira do tempo, e,
somente, poderia vislumbrar com os olhos da fé um povo numeroso, descendente de Isaque, a sua
semente. E a Bíblia dá testemunho da sua fé (Hb 11.8-12).
Deus ainda revela segredos pessoais aos seus servos, dentro das dimensões da sua imutável Palavra.
Ele não se contradiz. Por isso, é preciso ter cuidado com os falsos profetas, os quais extrapolam as
Escrituras Sagradas e ensinam doutrinas e conceitos espúrios. Compare Números 12.6; 1 Samuel 315.
Salmo25.12.
2.3. Deus revela à Abraão a destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18.20-22). Sodoma e Gomorra,
além de outras pequenas cidades adjacentes, como Adama, Zeboim e Zoar foram condenadas à
destruição, ao juízo divino por causa do pecado dos seus moradores. Eram, de fato, pocilgas de
iniqüidade, e deviam ser eliminadas da presença de Deus.
O Senhor revelou a Abraão que “o clamor dessas cidades” havia subido diante dele e, por isso, Ele
visitaria estes lugares com um terrível juízo de destruição sobre os seus habitantes. Abraão estava em
Hebrom, edificada no monte, distante apenas poucos quilômetros destas cidades, as quais se situavam
no vale.

III. A RAZÃO DA INTERCESSÃO DE ABRAÃO


1. O clamor de Sodoma e Gomorra (vs.20,21). A palavra “ela-. mor” significa grito de súplica ou
protesto, queixa; brado, rogo, voz, O texto bíblico declara: “O clamor de Sodoma e Gomorra se tem
multiplicado tanto”, ou “tem subido à presença de Deus”. Isto deixa transparecer que havia alguns justos
que habitavam naquelas cidades. Por isso, o Senhor disse a Abraão: “Descerei e verei de fato o que tem
praticado” (v.2l). A expressão tinha por objetivo mostrar à humanidade que aquelas cidades seriam um
exemplo da severidade de Deus contra o pecado e os que o praticam.
2. A intercessão de Abraão (vs. 22-33). No início, da visita, três homens estiveram com Abraão. Agora,
dois deles foram para Sodoma e Gomorra e o terceiro ficou com Abraão. Este terceiro homem era o
próprio Senhor, conforme o texto declara: “Mas Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor”. Que
privilégio especial teve Abraão em estar diante do Senhor, dialogando com Ele sobre o futuro daquelas
cidades.
3. Abraão questiona com Deus, acerca do juízo sobre Sodoma e Gomorra (vs.24-32), Abraão não
duvidava do caráter moral de Deus, ao fazer este questionamento. Ele apenas não compreendia a
questão cio juízo divino, envolvendo “o justo com o injusto”(v.23). Destruiria o Senhor o justo como
injusto? Não! Havia algo mais sério nesta questão, e Abraão queria entender. Indiscutivelmente, Abraão
tinha uma clara concepção sobre o caráter moral de Deus e, por isso, ele interroga: “Não fará justiça o
Juiz de toda a terra”? (v.25). No mesmo versículo o próprio Abraão responde: “Longe de ti que faças tal
coisa, que mates o justo com o ímpio “.

IV. O PODER DA INTERCESSÃO


1. O intercessor tem consciência do seu papel sacerdotal. A Bíblia nos fala do ministério sacerdotal.
No Antigo Testamento, a sua função era a de representar o povo diante de Deus, somente os da
linhagem de Arão podiam exercê-lo. No Novo, ele tem um caráter individual e geral, cada crente é um
sacerdote de Deus, conforme declara Pedro em sua epístola: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio
real” (1 Pe 2.9). E, ainda: “Também. vós mesmos.., sois edificados. ..para serdes sacerdócio santo, a fim
de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pe 2.5).
2. O ministério da intercessão no Novo Testamento. No capítulo 17 do evangelho de João, como
exemplo, temos a bela oração intercessória de Jesus, em prol dos seus discípulos. A obra da salvação foi
completa no Calvário. Somente Ele pôde começá-la e concluí-la, perfeitamente (Is 53.1-12). Porém, como
intercessor, seu ofício continua. Na cruz, como sacerdote do Altíssimo, ofereceu-se a si mesmo, para
expiar a nossa culpa com o seu próprio sangue, e entrou no Céu, para interceder por todos.
a) A oração intercessória deve ser espontânea. Ainda que signifique uma batalha espiritual, porque
lutamos contra as hostes satânicas, a oração não deve ser forçada, nem mecanizada. Ela deve brotar do
coração como uma nascente de água que jorra da terra com toda a força. Não devemos interceder sem
fé, sem acreditar no poder desse tipo de oração.
b) a oração intercessória deve ser feita com um coração disposto, sincero e consciente, perante o
Senhor. Não se trata, como alguns pensam, de se expressar palavras bonitas e poéticas, sem uma
disposição consciente do coração. E o tipo de oração que revela a sensibilidade para com as
necessidades das outras pessoas. É um derramar da alma perante o Senhor (SI 42.2-4; 62.8)..
c) a oração intercessória é um ato em que o íntimo se revela, afetuosamente, em favor das
pessoas. Esta afetuosidade na oração é o testemunho do Espírito contra o egoísmo.

V. A INTERCESSÃO DE CRISTO E DO ESPÍRITO SANTO.


(1) Jesus, no seu ministério terreno, orava pelos perdidos, os quais Ele viera buscar e salvar (Lc
19.10). Chorou, quebrantado, por causa da indiferença da cidade de Jerusalém (Lc 19.41). Orava pelos
seus discípulos, tanto individualmente (ver Lc 22.32)como pelo grupo todo (Jo 17.6-26). Orou até por
seus inimigos, quando pendurado na cruz (Lc 23.34).
(2) Um aspecto permanente do ministério atual de Cristo é o de interceder pelos crentes diante do
trono de Deus (Rm 8.34; Hb 7.25; 9.24; ver 7.25 nota); João refere-se a Jesus como “um Advogado
para com o Pai” (ver 1Jo 2.1 nota). A intercessão de Cristo é essencial à nossa salvação (cf. Is
53.12). Sem a sua graça, misericórdia e ajuda, que recebemos mediante a sua intercessão, nós nos
desviaríamos de Deus e voltaríamos à escravidão do pecado.
(3) O Espírito Santo também está empenhado na intercessão. Paulo declara: “não sabemos o que
havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis” (Rm 8.26 nota). O Espírito Santo, através do espírito do crente, intercede “segundo
Deus” (Rm 8.27). Portanto, Cristo intercede pelo crente, no céu, e o Espírito intercede dentro do crente,
na terra.
VI. A INTERCESSÃO DO CRENTE.
A Bíblia refere-se constantemente às orações intercessórias do crente e registra numerosos exemplos de
orações notáveis e poderosas.
(1) No AT, os líderes do povo de Deus, tais como os reis (1Cr 21.17; 2Cr 6.14-42), profetas (1Rs 18.41-
45; Dn 9) e sacerdotes (Ed 9.5-15; Jl 1.13; 2.17,18), deviam ser exemplos na oração intercessória em
prol da nação. Exemplos marcantes de intercessão no AT, são as orações de Abraão em favor de
Ismael (Gn 17.18) e de Sodoma e Gomorra (Gn 18.23-32), as orações de Davi em favor de seus
filhos (2Sm 12.16; 1Cr 29.19), e as de Jó em favor de seus filhos (Jó 1.5).
Na vida de Moisés, temos o exemplo supremo no AT, quanto ao poder da oração intercessória. Em várias
ocasiões ele orou intensamente para Deus alterar a sua vontade, mesmo depois de o Senhor declarar-lhe
aquilo que Ele já resolvera executar.
Por exemplo, quando os israelitas se rebelaram e se recusaram a entrar em Canaã, Deus falou a Moisés
que iria destruí-los e fazer de Moisés uma nação maior (Nm 14.1-12). Moisés, então, levou o assunto ao
Senhor em oração e implorou em favor dos israelitas(Nm 14.13-19); no fim da sua oração, Deus lhe
disse: “Conforme à tua palavra, lhe perdoei” (Nm 14.20; ver também Êx 32.11-14; Nm 11.2; 12.13; 21.7;
27.5 ). Outros poderosos intercessores do AT são Elias (1Rs 18.21-26; Tg 5.16-18), Daniel (9.2-23) e
Neemias(Ne 1.3-11).
(2) O NT apresenta mais exemplos, ainda, de orações intercessórias. Os evangelhos registram como
os pais e outras pessoas intercediam com Jesus em favor dos seus entes queridos. Os pais rogavam a
Jesus para que curasse seus filhos doentes (Mc 5.22-43; Jo 4.47-53); um grupo de mães pediu que
Jesus abençoasse seus filhos (Mc 10.13). Certo homem de posição implorou, pedindo a cura de seu
servo (Mt 8.6-13), e a mãe de Tiago e João intercedeu diante de Jesus em favor deles (Mt 20.20,21).
(3) A igreja do NT intercedia constantemente pelos fiéis. Por exemplo, a igreja de Jerusalém reuniu-se
a fim de orar pela libertação de Pedro da prisão (At 12.5, 12). A igreja de Antioquia orou pelo êxito do
ministério de Barnabé e de Paulo (At 13.3). Tiago ordena expressamente que os presbíteros da igreja
orem pelos enfermos (Tg 5.14) e que todos os cristãos orem “uns pelos outros” (Tg 5.16; cf. Hb
13.18,19). Paulo vai mais além, e pede que se faça oração em favor de todos (1Tm 2.1-3).
(4) O apóstolo Paulo, quanto à intercessão, merece menção especial. Em muitas das suas epístolas,
discorre a respeito das suas próprias orações em favor de várias igrejas e indivíduos (e.g., Rm 1.9,10;
2Co 13.7; Fp 1.4-11; Cl 1.3,9-12; 1Ts 1.2,3; 2Ts 1.11,12; 2Tm 1.3; Fm .4-6). Vez por outra fala das suas
orações intercessórias (e.g., Ef 1.16-18; 3.14-19; 1Ts 3.11-13). Ao mesmo tempo, também pede as
orações das igrejas por ele, pois sabe que somente através dessas orações é que o seu ministério terá
plena eficácia (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.18-20; Fp 1.19; Cl 4.3,4; 1Ts 5.25; 2Ts 3.1,2).
VII. PROPÓSITOS DA ORAÇÃO INTERCESSÓRIA.
Nas numerosas orações intercessórias da Bíblia, os santos de Deus intercediam para que Deus sustasse
o seu juízo (Gn 18.23-32; Nm 14.13-19; Jl 2.17), que restaurasse o seu povo (Ne 1; Dn 9), que livrasse
as pessoas do perigo (At 12.5,12; Rm 15.31), e que abençoasse o seu povo (Nm 6.24-26; 1Rs 18.41-45;
Sl 122.6-8).
Os intercessores também oravam para que o poder do Espírito Santo viesse sobre os crentes (At 8.15-
17; Ef 3.14-17), para que alguém fosse curado (1Rs 17.20-23; At 28.8; Tg 5.14-16), pelo perdão dos
pecados (Ed 9.5-15; Dn 9; At 7.60), para Deus dar capacidade às pessoas investidas de autoridade para
governarem bem (1Cr 29.19; 1Tm 1.1,2), pelo crescimento na vida cristã (Fp 1.9-11; Cl 1.10,11), por
pastores para que sejam capazes (2Tm 1.3-7), pela obra missionária (Mt 9.38; Ef 6.19,20), pela salvação
do próximo (Rm 10.1) e para que os povos louvem a Deus (Sl 67.3-5). Qualquer coisa que a Bíblia revele
como a perfeita vontade de Deus para o seu povo pode ser um motivo apropriado para a oração
intercessória.

VIII. INTERCESSÃO NO MINISTÉRIO DE JESUS


Intercessão era uma das grandes marcas do ministério de Jesus. O capítulo 53 de Isaías descreve sua
obra expiatória e conclui com este versículo: “Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte e com os
poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os
transgressores, contudo levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.”
Há quatro fatos registrados neste versículo a respeito de Jesus. Primeiro, ele derramou a sua alma na
morte. Levítico 17.11 diz que a alma de toda carne esta no sangue, portanto Jesus derramou sua alma na
morte quando derramou seu sangue. Segundo, ele foi contado com os transgressores; ele foi crucificado
com os dois ladrões. Terceiro, levou sobre si o pecado de muitos; tornou-se a oferta pelo pecado por
todos nós. Quarto, pelos transgressores intercedeu; isto ele fez na cruz quando disse: “Pai, perdoa-lhes,
porque não sabem o que fazem”. Ele estava dizendo: “Que o juízo que eles merecem caia sobre mim”, E
assim foi.
Hebreus 7 fala de Jesus depois da sua morte, ressurreição e ascensão. Somos informados que Jesus é
nosso sumo sacerdote à destra de Deus. Por ter um sacerdócio imutável que nunca passará dele, Jesus
“pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb
7:25).
Se fizermos um estudo da vida e ministério de Jesus, chegaremos a um contraste bem interessante: ele
passou trinta anos na obscuridade, numa vida familiar perfeita; três anos e meio num dramático ministério
público; e praticamente dois mil anos em intercessão, invisível aos olhos naturais. Desde que subiu aos
céus, ele está intercedendo por nós diante do Pai

IX. QUALIFICAÇÕES DO INTERCESSOR


Concluindo, eu gostaria de dar quatro qualificações que vejo em todo verdadeiro intercessor.
Primeiro, um intercessor, como Abraão, precisa ter uma convicção absoluta da justiça de Deus: que Deus
nunca trará sobre os justos o juízo que somente os ímpios merecem. Ao mesmo tempo, ele precisa ter
uma visão cristalina da justiça absoluta e da inevitabilidade do juízo de Deus sobre os ímpios.
Segundo, ele precisa ter uma profunda preocupação com a glória de Deus, como Moisés que recusou
duas vezes a oferta de Deus de fazer dele o originador do maior povo na terra. A glória de Deus lhe era
mais importante do que sua reputação pessoal.
Terceiro, um intercessor precisa ter um relacionamento íntimo com Deus. Ele deve ser alguém que possa
estar diante de Deus e falar com franqueza total, porém com reverência.
Quarto, um intercessor precisa demonstrar grande coragem pessoal. Ele deve estar preparado para
arriscar sua própria vida, como Arão que desprezou o contágio da praga a fim de tomar sua posição entre
os mortos e os vivos. Não existe um chamamento mais alto que o intercessor. Quando você se torna um
intercessor, terá chegado ao trono. Você não será visto pelos homens, porque esta é uma posição
invisível a eles, atrás do segundo véu; mas no reino de Deus sua vida terá valor no tempo e na
eternidade.
O Brasil ainda não tem experimentado um avivamento autêntico, com uma soberana visitação do Espírito
de Deus, tal como tem ocorrido em muitos outros países no passado e mesmo em tempos mais recentes.
Nossa pátria precisa ver Jesus vivo no meio das igrejas! (Ap 1:12-20). Enquanto as nuvens escuras do
juízo divino se ajuntam, enquanto a dissolução moral, social, econômica, e política vai aumentando, o
Brasil precisa de uma coisa acima de tudo: Intercessores!

CONCLUSÃO
No episódio da intercessão de Abraão, por aquelas cidades, a resposta foi negativa. Nem sempre Deus
responde as nossas orações, conforme desejamos e esperamos, porque a justiça divina não se baseia
em meros sentimentos humanos.
Não importa quantas vezes oramos por dia, o ideal é andarmos com Deus. Note, porém, que andar com
Deus não é orar. Também não é só dizer “oi Deus, estou aqui”. Orar é um momento especial de fortalecer
o espírito, recebendo a vida de Deus, de ampliar as perspectivas de vida, de unir-se ao criador e de
regozijar-se nele. Na vida não há maior experiência do que esta: promover um encontro com o nosso Pai
celestial.

https://ibemanuel.com.br/ministerio/ministerio-de-intercessao/
O QUE É MINISTÉRIO DE
INTERCESSÃO
JONYMAX13 DE JUNHO DE 2018

“O intercessor não é aquele que somente faz à Deus uma oração de


pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe
que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus,
através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.”

Escrever sobre o ministério de intercessão é, para mim, uma grande


alegria, dado que nutro um grande amor a este ministério, que
acredito ser o sustentáculo das grandes obras que Deus realiza no
meio do seu povo.

Este ministério é como o alicerce de um grande edifício, que não é


viso nem admirado, mas sem o qual o edifício não poderia erguer-se.
Eu creio que este artigo será de grande esclarecimento e importância
para todos os que lideram comunidades e desempenham este
ministério dentro do trabalho que o Senhor os chama a realizar.

Leia este artigo com o desejo de que o Espírito Santo venha revelar
no seu coração as verdades mais profundas, porque muito mais do
que aqui está escrito o Senhor tem a falar no seu coração.

Quando, há algum tempo atrás, eu comecei a questionar o que era o


ministério, eu pedi ao Senhor que me esclarecesse verdadeiramente
o que é da sua vontade no que se refere a ministério na
espiritualidade da Renovação Carismática. O Senhor me fez entender
primeiramente que há uma diferença muito grande entre dom e
ministério, coisa que muitas pessoas confundem bastante.

PROPAGANDA
Possuir um ministério do Senhor não é a mesma coisa que receber
um dom do Espírito Santo. Para que recebamos os dons do Espírito
Santo, nós precisamos ser abertos às moções e inspirações que este
Espírito suscita em nós. Para possuirmos um ministério do Senhor, é
preciso que este nos seja dado por Jesus que deseja que nós
desempenhamos uma missão especial em seu Nome.

PROPAGANDA

Em I Cor 12,4-5 encontramos o seguinte texto: “Há diversidade de


dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de ministérios, mas o
Senhor é o mesmo”. Refletindo sobre este texto vamos entender que
os dons são manifestações do Espírito para proveito da comunidade,
naquele momento de necessidade, enquanto que o ministério é algo
dado pelo Senhor Jesus, que envia os seus discípulos a desempenhar
missões; missões estas que são bem específicas dentro do seu corpo,
que é sua Igreja.

Quando estamos reunidos em nossas comunidades, grupos de


oração, grupos de partilha, etc. no momento que oramos, precisamos
e devemos estar abertos às moções do Espírito Santo que pode
naquele momento estar desejando que profetizemos, ou que digamos
uma palavra de ciência para a cura interior de alguém do grupo. Mas,
tão somente porque alguém esteve aberto a estes dons, não implica
dizer que ele tenha o ministério de profetizar, ou o ministério de cura
interior.

Em Jer 1,5 vamos encontrar um trecho que nos esclarece muito mais
a cerca da diferença entre o Dom e o ministério: “O Senhor disse a
Jeremias: ‘Antes mesmo de te formar no ventre de tua mãe, eu te
conheci, antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí
profeta para as nações’”. E é isso o ministério carismático. O Senhor
desde toda eternidade já conhecia Jeremias, desde toda eternidade
também já o havia consagrado ao ministério da profecia. Observemos
que Jeremias era ungido e enviado pelo Senhor a ser profeta, não
como um dom que iria se manifestar através dele numa hora de
necessidade, mas como ministeriável.

Era pelo serviço dele no ministério profético que iria ser reconhecido
no meio do povo como homem de Deus. Porém, se formos ler a
profecia de Jeremias na Bíblia, vamos encontrar este profeta, por
várias vezes, usando os dons do Espírito Santo para bem
desempenhar o seu ministério.

PROPAGANDA

Um pequeno trecho que melhor ilustra este fato encontramos em I


Reis 19,19-21 e II Reis 2,15 quando o profeta Elias unge Eliseu para
que ele exerça o ministério da profecia no seu lugar. No exercício do
ministério profético, Eliseu utiliza os dons de milagres (II Reis 2,19) e
cura (II Reis 5,1-15), mas o seu ministério é o de Profecia, que para
melhor ser desempenhado precisa da graça do Espírito Santo através
dos seus dons.

Assim sendo, o ministério de intercessão é um ministério que o


Senhor dá a algumas pessoas a fim de que estas possam ser
intercessoras pelas causas do Reino de Deus. As pessoas que
exercem este ministério são escolhidas, eleitas, como foi o profeta
Jeremias (Jr 1,5), antes que no seio materno fosse formado.

Este ministério de intercessão, como os outros ministérios do Senhor,


está dentro do seu coração e o Senhor abençoa aqueles que ele são
chamados com todas as bençãos necessárias para o seu bom
desempenho.

QUEM É O INTERCESSOR

A palavra interceder significa “colocar-se entre”, ou seja, o


intercessor e aquele que se coloca entre aquele que pode dar e
aquele que deseja receber. No caso do ministério de intercessão, o
intercessor é aquele que se encontra entre Deus Pai e a sua criação.
Ele é como um advogado no Reino de Deus, um advogado de defesa,
que defende as causas do Reino.

Na Bíblia, vamos encontrar muitos personagens com características


de intercessores e exercendo fielmente este papel. Em Ex 34, 8-9
vamos encontrar Moisés intercedendo pelo povo de Israel: “Moisés
inclinou-se incontinente até à terra e prostrou-se dizendo> ‘Se tenho
o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um
povo de cabeça dura, mas perdoai-nos as nossas iniquidades e
nossos pecados e aceitai-nos como propriedade vossa’”. O povo de
Israel havia cometido o grande pecado de adorar o bezerro de ouro,
proclamando-o seu Deus.

Sabendo disso, Moisés, como escolhido, chamado, eleito por Deus


para dirigir seu povo, diz para o Senhor assim: “Senhor, se tenho
vosso favor…”. Esta oração de Moisés não tem mais sentido para nós
próprios, mas pedimos em nome de Jesus e a oração dos
intercessores é assim: “Senhor, em nome de Jesus, que tem o teu
favor, concede-me…”

Como Moisés, hoje em nosso grupos precisamos ser esses


intercessores que se colocam aos pés de Deus a fim de interceder
pelo povo pecador. Nossos grupos, nossas comunidades necessitam
urgentemente dessas sentinelas que estejam a colocar-se entre Deus
e a sua Igreja pecadora.

O intercessor não é aquele que somente faz a Deus uma oração de


pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe
que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus,
através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.

O intercessor apropria-se das palavras da Escritura que trazem as


promessas de salvação e restauração. Ele conhece o Senhor pela
oração e pela Escritura e é aí que está o segredo dessa intimidade
entre Deus e o intercessor; intimidade esta que faz com que todos os
pedidos dos intercessores atinjam o coração de Deus, pois são feitos
por meio de Cristo Jesus para glória de Deus Pai.
INTERCESSÃO, UM MINISTÉRIO DE CONSOLAÇÃO

No Evangelho de São João 12,1-12 vamos nos deparar com um jantar,


na cidade de Betânia, na casa de Lázaro, Marta e Maria. Este trecho
vem nos mostrar o episódio em que Maria tem um perfume de nardo
puro e derrama aos pés de Jesus. Ora, Maria tinha o coração
inflamado de amor por Jesus, e no seu amor insensato, eufórico, ela
desejava consolar o coração de Jesus que já se encontrava triste por
sua paixão que se aproximava.

Os convidados não foram capazes de entender a atitude de Maria e


se limitaram a simplesmente criticar sua atitude, por causa do
estrago que ela fazia em derramar aquele perfume, pois o mesmo
poderia ser vendido e o dinheiro poderia ser aplicado em algo mais
valioso do que os pobres pés cansados e calejados de Jesus. Mas para
Maria não era assim.

Ela amava Jesus e o amor fazia com que ela ficasse na expectativa
das necessidades de Jesus e por isso, derramar o nardo puríssimo e
preciosíssimo aos seus pés era o que de mais coerente ela poderia
fazer, pois ela sabia que, com aquele gesto de amor, consolaria o
coração do Senhor.

E isso é intercessão. Nesta fase da vida de Jesus, nada agradou tanto


o coração do Pai como a atitude de Maria, pois ela se colocava entre o
coração dolorido do Pai, por ter que cumprir seu plano de Salvação
em Jesus, e o povo pecador que não merecia esta salvação. Maria
através de sua intercessão, mostrou aos céus que a entrega de Jesus
valeria a pena para a humanidade, pois tudo o que ela fazia era
mostrar o seu amor a Jesus.

E Deus retribui todo esse amor a Maria, pois a intercessores como ela
o Pai nada lhes nega.
São esses intercessores, que estão muito mais preocupados com
Jesus do que com os problemas, que verdadeiramente conhecem seu
coração aflito e consola-o, e só lhe dirigem preces que entram em
profundo acordo com a sua vontade.
Os verdadeiros intercessores precisam deixar os seus corações
inflamarem-se por este amor que deixa-os totalmente dependentes
de Jesus e na expectativa de seus desejos.
Em nossos grupos, comunidades, precisam urgentemente aparecer
novas Marias de Betânia que fiquem aos pés de Jesus para lhes
consolar o coração e se coloquem aos pés da cruz, ao lado de Maria
Santíssima, vítimas de expiação juntos com Jesus sofredor, pelos
pecados do mundo inteiro.

Foi isso que pessoas como Santa Margarida Maria Alacoque, Irmã
Faustina, Santa Terezinha do Menino Jesus e muitos outros santos da
Igreja entenderam e por isso foram grandes intercessores pelas
causas do Reino.

O MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO NA BÍBLIA.

O livro do Gênesis nos mostra Abraão, que se coloca como intercessor


entre Deus e os habitantes de uma cidade que deveria ser destruída
por causa de seus pecados. Em Gn 18,16-33 lemos: “Os homens
levantaram-se e partiram na direção de Sodoma, e Abraão os ia
acompanhando.

O Senhor disse então: Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou


fazer? (…) os homens partiram, pois, na direção de Sodoma,
enquanto Abraão ficou em presença do Senhor. Abraão aproximou-se
e disse: Fareis o justo perecer com o ímpio? Talvez haja cinqüenta
justos na cidade: fá-los hei perecer? Não perdoareis a cidade, em
atenção aos cinqüenta justos que nela podereis encontrar? Não, vós
não podereis agir assim, matando o justo com o ímpio! Longe de vós
tal pensamento! Não exerceria o Juiz de toda a terra a Justiça?

O Senhor disse: Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos,


perdoarei a toda a cidade em atenção a eles. Abraão continuou: Não
leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora eu seja pó e
cinza. Se porventura faltar cinco aos cinqüenta justos (…) Abraão
replicou: Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez: Que
será se lá forem achados dez? E Deus respondeu: Não a destruirei por
causa desses dez. E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com
Abraão, e este voltou para a sua casa. ”

Tomado a posição de intercessor do povo na qual Abraão se colocou,


ressaltamos, com este texto, uma característica no relacionamento
entre Abraão e Deus: Eles eram íntimos. Deus havia tomado a decisão
de destruir Sodoma, por causa do seu pecado e Ele sentiu a
necessidade de que Abraão soubesse disso. Ao saber disso Abraão
conversa com Deus através da intercessão, coloca aquilo que ele
sente, argumenta e deixa a decisão final para Deus.

É assim, como Abraão, que os intercessores de hoje devem agir.


Primeiramente devem estar na escuta de Deus que a qualquer
momento vai lhes falar, para lhes comunicar suas decisões.
Isso acontece num ato de profundo amor de Deus para o homem. Ele
suscita ao homem a interpelar diante dele como imagem de seu Filho
Jesus na cruz que se coloca entre o céu e a terra, entre Deus e a
humanidade.

E o intercessor carismático, ao argumentar, diante do Pai amoroso,


por seu povo amado, deixa-se levar pela oração intercessora que toca
o mais profundo do seu amor e assim Ele cede deixando-se levar por
sua misericórdia, impulsionado pelo seu grande amor.
Outra características dos intercessores é buscar os interesses do Pai,
a exemplo de Abraão que diz: “Não fará justiça o juiz de toda a
terra?”.

E se caminharmos através da Bíblia veremos em Gn 20,3-7 e Gn


20,17 como Abraão se colocou como intercessor e poderemos,
espelhados nele, fazer crescer o nosso ministério. É no livro do êxodo
onde vamos encontrar o verdadeiro ministério de intercessão na
pessoa carismática de Moisés. Moisés é o amigo íntimo de Deus.
Trazia em si a fundamental característica do intercessor, que é esta
intimidade.

Ele encarna em si todas as característica que são natas, essenciais e


vitais ao intercessor. Moisés é conhecido por argumentar diante de
Deus em favor de seu povo, porque amava a Deus e conhecia o seu
amor. Moisés acalmava o coração ferido de Deus e por isso
confortava-lhe. Em Ex 32,33 e 34 é que vamos encontrar o ponto alto
onde todas as características que mencionamos acima vão se
evidenciar.

Como fez com Abraão, o Senhor confidencia a Moisés, pois esta é a


sua maneira de conversar com os intercessores.
Quando Deus compartilha as dores de seu coração com seu escolhido
(o intercessor), o que este pode fazer é transbordar o seu amor pelo
Pai e, através da adoração, consolá-lo. Esta é a plenitude do
relacionamento carismático do intercessor com Deus. E é neste
relacionamento que o intercessor vai aplacar o coração ferido de
Deus.

Em Ex 32,1-14 vamos presenciar o episódio onde Moisés, no Monte


Sinai, se encontra com Deus. Devido a insegurança do deserto e a
sua própria fraqueza carnal, o povo já não vê Moisés, nem a imagem
de Deus que ele transmitia para aquele povo tão frágil. Por causa
disso, o povo constrói um bezerro de ouro, o proclama Deus e o
adora. O coração de Deus ficou em profunda ferida. O seu povo
amado estava em adultério e o havia abandonado. E é neste
momento que o Senhor fala com Moisés, que nada sabia do que
estava acontecendo, e diz: “Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste
sair da terra do Egito, perverteu-se.

Depressa se desviou do caminho que eu lhes havia ordenado… Tenho


visto a este povo: é um povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me
para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma e farei
de ti uma grande nação. Moisés, porém, suplicou a Iahweh seu Deus e
disse: Por que, ó Iahweh, se acende a tua ira contra teu povo, que
fizeste sair do Egito?… Por que os egípcios haveriam de dizer: Ele os
fez sair com engano?… Abranda o furor da tua ira e renuncia ao
castigo com o qual havia ameaçado o povo”.

É incrível vermos num texto, de maneira tão certa, a concretização de


tudo quanto nos inspira o Espírito Santo a falar acerca do intercessor.
É maravilhoso vermos o poder de Deus agindo tão fortemente através
da oração de intercessão. Ainda podemos aprofundar a nossa
compreensão sobre ministério de intercessão em textos como Ex
32,30-35; Ex 33,13-17 e Ex 34,8-10, e meditando com eles o Senhor
nos levará ao entendimento profundo da intimidade dele com o
intercessor.

No livro do profeta Isaías, nós encontramos textos que nos farão


compreender profundamente o ministério de intercessão. Em Is 62,6
vemos: “Sobre os teus muros, ó Jerusalém, postei guardas; eles não
se calarão nem de dia, nem de noite”. Vemos neste texto que é um
desejo do coração de Deus, e mais que um desejo é uma promessa,
que não faltará aos seus escolhidos (pessoas e obras), intercessores,
sentinelas que jamais se calarão. São esses os intercessores que o
Senhor deseja, homens que não descansem e nem dêem a Ele
descanso “até que se estabeleça Jerusalém”.

É uma outra característica forte do intercessor. Ele não desiste


facilmente e se apóia firmemente nas promessas do próprio Deus,
naquilo que Ele próprio prometera.
No livro do profeta Ezequiel, o Senhor se queixa e o seu coração se
encontra muito triste por não ter encontrado um só intercessor, como
vemos: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se
colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu
não a destruísse; mas a ninguém, achei”.

Por isso se faz urgente em nossos grupos, comunidades, etc, que


surjam intercessores para tapar as brechas do que são os pecados e
as fraquezas de seu povo. Não são os grupos, as comunidades que
clamam por intercessores, mas é Deus quem os procura,
ansiosamente. É ele quem os quer, quem os deseja.

Para você que lê este artigo, no seu grupo, na sua comunidade, você
não pode mais deixar o Senhor esperar. Forme, anime o ministério de
intercessão e a voz do Senhor se fará ouvir com muito maior
constância e as coisas caminharão com maior liberdade.
No novo testamento vemos como São Paulo, quando escreve aos
efésios, exorta-os a intensificar o ministério de intercessão, isto é,
fazê-lo crescer, quando diz: “Intensificai as vossas invocações e
súplicas.

Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em


intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. (Ef 6,18). Também
repete a mesma coisa aos Filipenses quando diz: “Não vos inquieteis
com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas
preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graça” (Fl
4,6). Paulo, ainda, confiando no ministério de intercessão dos
colossenses, anima-os e pede a intercessão por ele: “Sede
perseverantes, sede vigilantes na oração, acompanhada de ações de
graça. Orai também por nós. Pedi a Deus que dê livre curso à nossa
Palavra para que possamos anunciar o ministério de Cristo” (Col 4,2-
3).

Certamente Paulo era bem conhecedor daquele trecho da profecia de


Ezequiel que anteriormente meditamos com ele. E vendo a
necessidade, e sabendo como Deus procura as sentinelas, os
intercessores, era que ele exortava as comunidades às comunidades
a terem firme e perseverante este ministério, que seria para ele
sustentáculo, alicerce em relação a vontade de Deus.

Ainda falando dos intercessores vemos através do livro do Apocalipse


que eles terão a função importantíssima na vida dos salvos:
“Adiantou-se um outro e pôs-se junto do altar, com um turíbulo de
ouro na mão. Foram-lhes dados muitos perfumes para que os
oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro que
está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo
junto com a oração dos santos, diante de Deus.”

A oração dos intercessores subirá ao trono de Deus, juntamente com


a fumaça que sairá dos turíbulos que os anjos trarão na mão como
sacrifício de agradável odor ao Senhor.
Nota-se que no livro do Apocalipse os intercessores são chamados de
“santos” dando-nos a entender que os íntimos de Senhor são os
santos, aqueles que se deixam encher pelo Espírito Santo e se
santificar.

O MINISTÉRIO INTERCESSOR DE JESUS

Jesus é o intercessor por excelência, aliás, Ele é “o intercessor”. É Ele


que se coloca entre o céu e a terra na sua cruz como expiação pelos
nossos pecados. É dele que São Paulo fala em Rm 8,34: “Quem
condenará os escolhidos de Deus? Cristo Jesus, que morreu, melhor,
que ressuscitou, que está a mão direita de Deus, é quem intercede
por nós”.

É dele também que nos fala São João em I Jo 2,1 quando diz:
“Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se
alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o
Justo. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos
nossos, mas também pelos de todo o mundo”.

E o próprio Jesus se apresenta aos discípulos como intercessor


quando diz em Jo 14,12-14: “Em verdade, em verdade vos: aquele
que crê em mim fará também as obras que faço, e fará ainda maiores
que estas: porque eu vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao
Pai em meu nome, vo-lo darei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Qualquer coisa que pedirdes em meu nome, vo-lo darei”.

Então, de posse destas três passagens nós vamos entender que Jesus
é o intercessor, nosso advogado de defesa diante do Pai. Jesus se
oferece como vítima imolada diante do Pai para pagar nossos
pecados.
Nós dirigimos nossos pedidos ao Pai, que olha para Jesus e por causa
de Jesus, Ele nos concede o que estamos desejando.

É por Jesus, só por Jesus, que o Pai atende aos intercessores. É Jesus
quem fica diante do Pai a interceder por nossos pecados. A Ele, nada
o Pai pode negar, pois, Ele todo já se deu ao Pai, para o resgate da
humanidade.
É por isso que o pedido do intercessor deve ser feito ao Pai em nome
de Jesus como nos manda a Sagrada Escritura em Jo 14,13; Jo 15,7; Jo
16,23-28.

MARIA, A INTERCESSORA:

Tomemos Jo 2,1-12.nesta passagem encontramos a narrativa das


Bodas de Caná. Esta festa de casamento que aconteceu na cidade de
Caná na Galiléia, teve as honrosas presenças de Jesus e Maria.

Maria, assumindo o seu papel de mãe da humanidade, assume nesta


festa a sua total maternidade. Como toda e qualquer mãe, Maria se
preocupa com aqueles seus filhos que anfitrionavam a festa pois o
vinho deles havia acabado. Ela por si própria nada podia fazer. Porém
ela se lembra que Deus a fizera bendita e que ela era agradável a
Deus. Também ela se lembra que Jesus estava naquela festa.

Nada mais há para fazer do que se dirigir a Jesus, pois tudo Ele pode
e Maria bem sabia disso. Mas ela apenas comunica a Ele. A decisão
final cabe a Jesus, pois Ele é que é Deus. Maria, porém, realiza um ato
de fé, e se aproxima dos empregados dizendo-lhes que façam o que
Ele mandar, pois a fé dela lhe dizia que Jesus ia se manifestar.

Maria, a grande mãe de Deus e nossa mãe, é aquela que, atenta às


nossa necessidades, apresenta-as a Jesus, deixando para Ele a
decisão de realizar ou não os prodígios, segundo a Sua vontade.

É essencial a nossa devoção filial à Virgem Maria. É algo que devemos


estar sempre buscando aperfeiçoar porque sempre precisamos mais.
Apresentemos a ela as nossas necessidades e tenhamos a certeza de
que enquanto nós levamos os nossos pedidos em bandejas de latão,
Maria leva os mesmos em suas bandejas de ouro. E porque é muito
mais íntima do Senhor que nós, muito mais ela saberá como atingir o
coração de seu amado Deus e de Seu amado Filho.

Como fez em Caná, Maria apresenta a Jesus nossas necessidades; e


Jesus as apresenta ao Pai, que dispensar-nos-á as graças de acordo
com a sua Vontade e os méritos de Jesus.
NOVE PASSOS PARA UMA INTERCESSÃO EFICAZ.

1. Que o coração esteja limpo diante de Deus, depois de ter dado


tempo ao Espírito Santo de convencê-lo do pecado ainda não
confessado. Sl 65,18: “Se intentasse no coração o mal, não me teria
ouvido o Senhor.”

2. Reconheça que você não pode orar sem a orientação e o poder do


Espírito Santo. Rm 8,26: “Outrossim, o Espírito vem em auxílio a
nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar
como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos
inefáveis.”

3. Renuncie as próprias idéias, desejos e preocupações por aquilo que


se deve orar. Prov. 3,5: “Que teu coração deposite toda confiança no
Senhor! Não te firmes em sua própria sabedoria”. Is 55,8: “Pois meus
pensamentos não são os vossos, e o vosso modo de agir não são os
meus, diz o Senhor”.

4. Peça a orientação do Espírito Santo, “buscai a plenitude do


Espírito” (Ef 5,18 ) e agradeça-o pois “sem fé é impossível agradá-lo”
(Heb 11,6).

5. Louve o Senhor agora, na fé, pelo ministério maravilhoso que Ele


lhe concede.

6. Seja agressivo com o inimigo. Vá contra Ele com o poderoso nome


de Jesus e com a “espada do Espírito”, que é a Palavra de Deus. Tg
4,7: “Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio e ele fugirá para
longe de vós.”

7. Espere, em silêncio expectante na obediência e na fé, que o Senhor


lhe fale. Jo 10,27: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as
conheço e elas me seguem”.

8. Use a Sagrada Escritura para orientação e confirmação. Sl 118,105:


“Vossa Palavra é um facho que ilumina meus passos. É uma luz em
meu caminho”.
9. Quando terminarem as intercessões, louve e agradeça ao Senhor
pelo que Ele fez lembrando-se de que “tudo é dele, por Ele e para Ele.
A Ele a glória pelos séculos.” (Rm 11,36).

Fortalecei minha alma, preparando-a primeiro, ó Bem de todos os


bens! Ó meu Jesus! Em seguida ordenai os meios de fazer eu alguma
coisa por vós. Já não há quem suporte receber tanto sem nada pagar.
Custe o que custar, Senhor, não permitais que me apresente diante
de vós com as mãos tão vazias, pois o prêmio será de acordo com as
obras. Eis aqui minha vida, eis aqui minha honra e minha vontade.
Tudo já vos dei. Sou vosso. Disponde de mim como quiserdes.

O DOM DE LÍNGUAS E O MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO.

“Outrossim, o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza, porque não


sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o
Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis, e Aquele
que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, que intercede
pelos cristãos segundo a vontade de Deus”. (Rm 8,26-27)

O Espírito Santo que mora em nosso coração é fruto da plenitude do


Amor que há entre o Pai e o Filho. E este Espírito que nos foi dado
para nossa santificação vem auxiliar a nossa fraqueza. Quando a
vontade de Deus parece obscura para nós, quando não entendemos
os desígnios de Deus para a nossa vida, ou para a vida do irmão por
quem intercedemos, podemos, com toda certeza, orar na língua do
Espírito Santo e deixar que os “gemidos inefáveis” cheguem ao Trono
de Deus, na certeza de que o Espírito só intercede dentro da vontade
de Deus e jamais sairá dela.

Com isto, vimos que o dom das línguas, sinal que acompanha os
discípulos de Jesus é o próprio Espírito orando em nós. O ministro de
intercessão jamais poderá deixar de orar nesta língua, porque ele tem
a certeza de que o Espírito Santo caminha muito além do que se pode
perceber ou experimentar, pois Ele penetra até mesmo as
profundezas de Deus. (I Cor 2,10).

CONCLUSÃO
Este artigo cumprirá o seu objetivo se as pessoas que o lerem o
levarem os seus grupos ou comunidades que já têm o ministério de
intercessão a se aprofundarem no estudo e na escuta do Senhor. E
também, se os grupos que não têm o ministério de intercessão
sentirem-se por ele motivados a iniciarem este ministério que está no
coração de Deus, ansioso por atuarem em nosso meio.

https://estudos.gospelmais.com.br/o-que-e-ministerio-de-intercessao.html
A Importância do Ministério de Intercessão para o Grupo de
Oração

Interceder é colocar-se diante do Senhor em favor de alguém ou


alguma situação, rogando pelas causas e necessidades. Na
intercessão, aquele que intercede “não procura seus próprios
interesses, mas, sobretudo os dos outros” (Fl 2, 4). Muitas conversões
se perdem por falta de intercessão e, o Grupo de Oração, por ser um
local de anúncio da Palavra de Deus e de Batismo no Espírito Santo,
proporciona o momento oportuno para que muitas pessoas tenham
uma experiência pessoal com Jesus e, impulsionado por esse
encontro com o Senhor, inicie um caminho de conversão e se una ao
Corpo Místico de Jesus que é a Igreja.
Assim, a intercessão é um Ministério fundamental para resguardar o
Grupo de Oração, pois enfrenta inúmeras batalhas espirituais para
trazer à luz os filhos de Deus. Logo o intercessor precisa estar
empenhado para defender e garantir a proteção espiritual assumindo
o posto de sentinela e guardião do Grupo de Oração.
O intercessor deve ter consciência da sua função para poder dar a
melhor qualidade possível ao Ministério de Intercessão, e a partir
dessa consciência colaborar com o objetivo do Ministério que é salvar
almas para Jesus.
Portanto, da mesma forma que a oração sustenta a nossa vida
espiritual, a intercessão deve sustentar toda a Renovação Carismática
Católica, os Grupos de Oração, os Ministérios, os servos, as lideranças
e os eventos de evangelização da RCC. E isso não deve ser para o
intercessor motivo de orgulho ou vaidade, mas precisa lhe dar o
entendimento de que a intercessão é um suporte imprescindível para
RCC. Dessa forma, o Ministério de Intercessão assume a
responsabilidade de ser o alicerce do Movimento, sustentando-o pela
oração contínua e fervorosa.
O alicerce é uma estrutura que sustenta uma edificação, fica na base
a ponto de não ser visto, assim é o intercessor. Mas, não é porque
não é visto que deve ser esquecido, por isso torna-se imprescindível o
cuidado e a atenção com o Ministério de Intercessão no Grupo de
Oração. Compete ao coordenador do Grupo de Oração o zelo, a
vistoria cuidadosa a fim de ter o conhecimento da existência de
fendas, brechas ou situações vulneráveis que necessitam de reparo,
reforma ou intervenção no alicerce desse grande mover de Deus que
é a RCC, como nos diz em (Jo 2,17) “O zelo da tua casa me consome”
e assim seremos movidos pelo mesmo ardor em todos os âmbitos
dessa obra do Senhor.
Por esse motivo, deve-se ter o cuidado para discernir pessoas para a
equipe/Ministério de Intercessão. A equipe de intercessão é formada
pelo discernimento do núcleo do Grupo de Oração, assim como as
demais equipes de serviço do Grupo. Entretanto, alguns problemas
têm sido gerados no Ministério de Intercessão pela forma equivocada
de escolher os servos para a intercessão, pois não podemos designar
pessoas para servir no Ministério utilizando outro critério que não seja
o carisma do servo para este chamado, visto que não se pode admitir
que escolha pessoas para intercessão simplesmente porque são
tímidas, ou idosas ou porque são consideradas “sem carismas”.
Essa falta de cuidado no processo de discernimento do intercessor
tem gerado servos feridos e resistentes ao exercício do Ministério de
Intercessão, pois se sentem rejeitados e desvalorizados em suas
capacidades, talentos e dons.
Portanto, primeiramente para discernir servos que vão compor a
equipe de intercessão, o núcleo do Grupo de Oração precisa observar
alguns critérios humanos que auxiliam na escolha das pessoas, como:
ter vida sacramental (confissão e comunhão), ser sigiloso, discreto,
ser assíduo ao Grupo de Oração, ter vida de oração, ser obediente à
coordenação do Grupo, assumir o compromisso de reunir-se
semanalmente para a intercessão e ter concluído o módulo da fase
querigmática e as apostilasdeIdentidade, Carismas e Grupo de
Oração, do processo formativo da Renovação Carismática Católica. E,
após ter-se observado estes critérios, seleciona-se os nomes, e em
oração os que forem discernidos e confirmados pelo núcleo, serão
convidados para equipe de intercessão. Os nomes que não foram
unanimemente confirmados deverão continuar sendo discernidos até
um maior esclarecimento espiritual. Contudo, não se trata de uma
rigidez no discernimento, mas requer CHAMADO do Senhor para
exercer o Ministério de Intercessão, pois o Senhor capacita os seus
escolhidos conforme a abertura e docilidade dos seus servos.
É necessário valorizar a pessoa do intercessor, por isso, é primordial
tomar o cuidado para evitar que sejam chamados servos para o
Ministério de Intercessão sem a observância dos critérios e o devido
discernimento. O intercessor, assim como os demais servos, precisa
ser cuidado e pastoreado pelo coordenador do Grupo de Oração. O
intercessor devidamente pastoreado gera vigor ao Grupo, por isso,
todo Grupo de Oração deve ter Ministério de Intercessão.
O coordenador de Grupo de Oração é o primeiro pastor dos servos,
portanto, o pastoreio do coordenador do Grupo de Oração é essencial
para produzir maturidade, qualidade e unidade ao Ministério de
Intercessão, pois a ausência do pastor provoca deficiências, brechas e
dispersão no Ministério. A falta de pastoreio no Ministério causa
intercessores desanimados, cansados, indispostos e que só
intercedem por suas necessidades.
Principais ações que competem ao coordenador de Grupo de
Oração priorizar no Ministério de Intercessão:
1- Zelar para que a equipe de intercessão tenha o número mínimo de
6 e no máximo 12 intercessores que devem se reunir semanalmente
em dia e horário fixo. A reunião da equipe de intercessão é restrita
aos intercessores, podendo dela participar eventualmente o
coordenador do Grupo de Oração e coordenadores das instâncias da
intercessão. A equipe de intercessão deve se reunir em um dia da
semana diferente do Grupo de Oração, pois os intercessores precisam
se abastecer no Grupo, participando de forma efetiva interagindo nos
momentos da música, da pregação e da oração com o grupo, não
sendo necessário ficar em um local à parte ou ficar em volta do grupo
intercedendo, pois a intercessão pela reunião do Grupo de Oração já
foi feita e essa é suficiente.
É importante ressaltar que não é atribuição da equipe de intercessão
oferecer orientações ao núcleo do Grupo de Oração. O núcleo do
Grupo que é a instância de governo (em sua reunião) é responsável
por orar e ter o discernimento pelo andamento do Grupo de Oração,
inclusive pelo tema e pelo rhema da reunião de oração.
Na reunião da equipe de intercessão, os intercessores independem do
tema e do rhema discernido pelo núcleo, pois intercedem
profeticamente para que a vontade de Deus aconteça no Grupo de
Oração. A equipe de intercessão de Grupo de Oração da RCC tem
como principal foco a intercessão pelo G. O, Ministérios, os pedidos da
caixa de oração e todas as necessidades do Grupo, devendo
encaminhar para o coordenador do Grupo de Oração as palavras
proféticas que o Senhor revelar.
2- Discernir o representante do Ministério de Intercessão, aquele que
será responsável pela equipe de intercessão, porém é comum
escolher a pessoa que mais reza para representar o Ministério de
Intercessão, mas esse não deve ser o principal critério, pois o
coordenador da intercessão seja a nível nacional, estadual, diocesano
ou de Grupo de Oração, por exercer uma função de liderança no
ministério, deve estar disposto/apto a formar, articular, comunicar,
pastorear e obedecer, esse perfil precisa ser observado quando se
escolhe alguém para coordenar o Ministério de Intercessão, a fim de
não comprometer muitas outras atribuições fundamentais para o
desenvolvimento e amadurecimento do Ministério.
3- Orientar o intercessor sobre a necessidade da formação para estar
capacitado para o exercício da intercessão. É importante que o
coordenador de Grupo de Oração se certifique se os intercessores
estão recebendo a formação específica dos Módulos de Formação do
Ministério de Intercessão, e também tornar acessível as apostilas do
Ministério e se estas estão sendo ministradas conforme o
direcionamento da Escola Permanente de Formação de Intercessores
(EPFI), esse cuidado evita que o intercessor receba formações que
não seja direcionamento para o Ministério. Cabe ao coordenador do
Grupo de Oração conhecer qual o alimento e quem está alimentando
as suas ovelhas, para que não ocorra oportunidades para os
mercenários, ameaças que podem enfraquecer ou exterminar o
pequeno rebanho de intercessores.
Sabemos que a RCC nasceu no coração de Deus e devemos nos
manter fiéis à inspiração da difusão da Cultura de Pentecoste, dessa
forma o Ministério de Intercessão faz parte desse designío de Deus,
para o qual é chamado a colaborar para manter a chama acesa, por
meio da oração, e sustentar o Movimento.
É imprescindível estarmos empenhados para formar e fortalecer o
Ministério de Intercessão nos Grupos de Oração, e assim, evitaremos
o perigo de edificar uma preciosa construção sem alicerce e sem
sustentação, pois não queremos ver a Obra do Senhor ruir ou
desmoronar por falta de intercessão. “Sobre tuas muralhas,
Jerusalém, coloquei vigias; nem de dia nem de noite devem calar-se.
Vós, que deveis manter desperta a memória do Senhor, não vos
concedais descanso algum” (Is 62,6).
https://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/rede-de-intercessao/1805-a-
importancia-do-ministerio-de-intercessao-para-o-grupo-de-oracao.html
O QUE É MINISTÉRIO DE
INTERCESSÃO

“O intercessor não é aquele que somente faz à Deus uma oração de


pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe
que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus,
através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.”

Escrever sobre o ministério de intercessão é, para mim, uma grande


alegria, dado que nutro um grande amor a este ministério, que
acredito ser o sustentáculo das grandes obras que Deus realiza no
meio do seu povo. Este ministério é como o alicerce de um grande
edifício, que não é viso nem admirado, mas sem o qual o edifício não
poderia erguer-se.
Eu creio que este artigo será de grande esclarecimento e importância
para todos os que lideram comunidades e desempenham este
ministério dentro do trabalho que o Senhor os chama a realizar.
Leia este artigo com o desejo de que o Espírito Santo venha revelar
no seu coração as verdades mais profundas, porque muito mais do
que aqui está escrito o Senhor tem a falar no seu coração.

O QUE É MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO

Quando, há algum tempo atrás, eu comecei a questionar o que era o


ministério, eu pedi ao Senhor que me esclarecesse verdadeiramente
o que é da sua vontade no que se refere a ministério na
espiritualidade da Renovação Carismática. O Senhor me fez entender
primeiramente que há uma diferença muito grande entre dom e
ministério, coisa que muitas pessoas confundem bastante.
Possuir um ministério do Senhor não é a mesma coisa que receber
um dom do Espírito Santo. Para que recebamos os dons do Espírito
Santo, nós precisamos ser abertos às moções e inspirações que este
Espírito suscita em nós. Para possuirmos um ministério do Senhor, é
preciso que este nos seja dado por Jesus que deseja que nós
desempenhamos uma missão especial em seu Nome.
Em I Cor 12,4-5 encontramos o seguinte texto: “Há diversidade de
dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de ministérios, mas o
Senhor é o mesmo”. Refletindo sobre este texto vamos entender que
os dons são manifestações do Espírito para proveito da comunidade,
naquele momento de necessidade, enquanto que o ministério é algo
dado pelo Senhor Jesus, que envia os seus discípulos a desempenhar
missões; missões estas que são bem específicas dentro do seu corpo,
que é sua Igreja.
Quando estamos reunidos em nossas comunidades, grupos de
oração, grupos de partilha, etc. no momento que oramos, precisamos
e devemos estar abertos às moções do Espírito Santo que pode
naquele momento estar desejando que profetizemos, ou que digamos
uma palavra de ciência para a cura interior de alguém do grupo. Mas,
tão somente porque alguém esteve aberto a estes dons, não implica
dizer que ele tenha o ministério de profetizar, ou o ministério de cura
interior.
Em Jer 1,5 vamos encontrar um trecho que nos esclarece muito mais
a cerca da diferença entre o Dom e o ministério: “O Senhor disse a
Jeremias: ‘Antes mesmo de te formar no ventre de tua mãe, eu te
conheci, antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí
profeta para as nações’”. E é isso o ministério carismático. O Senhor
desde toda eternidade já conhecia Jeremias, desde toda eternidade
também já o havia consagrado ao ministério da profecia. Observemos
que Jeremias era ungido e enviado pelo Senhor a ser profeta, não
como um dom que iria se manifestar através dele numa hora de
necessidade, mas como ministeriado. Era pelo serviço dele no
ministério profético que iria ser reconhecido no meio do povo como
homem de Deus. Porém, se formos ler a profecia de Jeremias na
Bíblia, vamos encontrar este profeta, por várias vezes, usando os
dons do Espírito Santo para bem desempenhar o seu ministério.
Um pequeno trecho que melhor ilustra este fato encontramos em I
Reis 19,19-21 e II Reis 2,15 quando o profeta Elias unge Eliseu para
que ele exerça o ministério da profecia no seu lugar. No exercício do
ministério profético, Eliseu utiliza os dons de milagres (II Reis 2,19) e
cura (II Reis 5,1-15), mas o seu ministério é o de Profecia, que para
melhor ser desempenhado precisa da graça do Espírito Santo através
dos seus dons.
Assim sendo, o ministério de intercessão é um ministério que o
Senhor dá a algumas pessoas a fim de que estas possam ser
intercessoras pelas causas do Reino de Deus. As pessoas que
exercem este ministério são escolhidas, eleitas, como foi o profeta
Jeremias (Jr 1,5), antes que no seio materno fosse formado.
Este ministério de intercessão, como os outros ministérios do Senhor,
está dentro do seu coração e o Senhor abençoa aqueles que ele são
chamados com todas as bençãos necessárias para o seu bom
desempenho.

QUEM É O INTERCESSOR

A palavra interceder significa “colocar-se entre”, ou seja, o


intercessor e aquele que se coloca entre aquele que pode dar e
aquele que deseja receber. No caso do ministério de intercessão, o
intercessor é aquele que se encontra entre Deus Pai e a sua criação.
Ele é como um advogado no Reino de Deus, um advogado de defesa,
que defende as causas do Reino.
Na Bíblia, vamos encontrar muitos personagens com características
de intercessores e exercendo fielmente este papel. Em Ex 34, 8-9
vamos encontrar Moisés intercedendo pelo povo de Israel: “Moisés
inclinou-se incontinente até à terra e prostrou-se dizendo> ‘Se tenho
o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um
povo de cabeça dura, mas perdoai-nos as nossas iniquidades e
nossos pecados e aceitai-nos como propriedade vossa’”. O povo de
Israel havia cometido o grande pecado de adorar o bezerro de ouro,
proclamando-o seu Deus. Sabendo disso, Moisés, como escolhido,
chamado, eleito por Deus para dirigir seu povo, diz para o Senhor
assim: “Senhor, se tenho vosso favor…”. Esta oração de Moisés não
tem mais sentido para nós próprios, mas pedimos em nome de Jesus
e a oração dos intercessores é assim: “Senhor, em nome de Jesus,
que tem o teu favor, concede-me…”
Como Moisés, hoje em nosso grupos precisamos ser esses
intercessores que se colocam aos pés de Deus a fim de interceder
pelo povo pecador. Nossos grupos, nossas comunidades necessitam
urgentemente dessas sentinelas que estejam a colocar-se entre Deus
e a sua Igreja pecadora.
O intercessor não é aquele que somente faz a Deus uma oração de
pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe
que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus,
através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.
O intercessor apropria-se das palavras da Escritura que trazem as
promessas de salvação e restauração. Ele conhece o Senhor pela
oração e pela Escritura e é aí que está o segredo dessa intimidade
entre Deus e o intercessor; intimidade esta que faz com que todos os
pedidos dos intercessores atinjam o coração de Deus, pois são feitos
por meio de Cristo Jesus para glória de Deus Pai.

INTERCESSÃO, UM MINISTÉRIO DE CONSOLAÇÃO

No Evangelho de São João 12,1-12 vamos nos deparar com um jantar,


na cidade de Betânia, na casa de Lázaro, Marta e Maria. Este trecho
vem nos mostrar o episódio em que Maria tem um perfume de nardo
puro e derrama aos pés de Jesus. Ora, Maria tinha o coração
inflamado de amor por Jesus, e no seu amor insensato, eufórico, ela
desejava consolar o coração de Jesus que já se encontrava triste por
sua paixão que se aproximava.
Os convidados não foram capazes de entender a atitude de Maria e
se limitaram a simplesmente criticar sua atitude, por causa do
estrago que ela fazia em derramar aquele perfume, pois o mesmo
poderia ser vendido e o dinheiro poderia ser aplicado em algo mais
valioso do que os pobres pés cansados e calejados de Jesus. Mas para
Maria não era assim. Ela amava Jesus e o amor fazia com que ela
ficasse na expectativa das necessidades de Jesus e por isso, derramar
o nardo puríssimo e preciosíssimo aos seus pés era o que de mais
coerente ela poderia fazer, pois ela sabia que, com aquele gesto de
amor, consolaria o coração do Senhor.
E isso é intercessão. Nesta fase da vida de Jesus, nada agradou tanto
o coração do Pai como a atitude de Maria, pois ela se colocava entre o
coração dolorido do Pai, por ter que cumprir seu plano de Salvação
em Jesus, e o povo pecador que não merecia esta salvação. Maria
através de sua intercessão, mostrou aos céus que a entrega de Jesus
valeria a pena para a humanidade, pois tudo o que ela fazia era
mostrar o seu amor a Jesus. E Deus retribui todo esse amor a Maria,
pois a intercessores como ela o Pai nada lhes nega.
São esses intercessores, que estão muito mais preocupados com
Jesus do que com os problemas, que verdadeiramente conhecem seu
coração aflito e consola-o, e só lhe dirigem preces que entram em
profundo acordo com a sua vontade.
Os verdadeiros intercessores precisam deixar os seus corações
inflamarem-se por este amor que deixa-os totalmente dependentes
de Jesus e na expectativa de seus desejos.
Em nossos grupos, comunidades, precisam urgentemente aparecer
novas Marias de Betânia que fiquem aos pés de Jesus para lhes
consolar o coração e se coloquem aos pés da cruz, ao lado de Maria
Santíssima, vítimas de expiação juntos com Jesus sofredor, pelos
pecados do mundo inteiro.
Foi isso que pessoas como Santa Margarida Maria Alacoque, Irmã
Faustina, Santa Terezinha do Menino Jesus e muitos outros santos da
Igreja entenderam e por isso foram grandes intercessores pelas
causas do Reino.

O MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO NA BÍBLIA.

O livro do Gênesis nos mostra Abraão, que se coloca como intercessor


entre Deus e os habitantes de uma cidade que deveria ser destruída
por causa de seus pecados. Em Gn 18,16-33 lemos: “Os homens
levantaram-se e partiram na direção de Sodoma, e Abraão os ia
acompanhando. O Senhor disse então: Acaso poderei ocultar a
Abraão o que vou fazer? (…) os homens partiram, pois, na direção de
Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor. Abraão
aproximou-se e disse: Fareis o justo perecer com o ímpio? Talvez haja
cinqüenta justos na cidade: fá-los hei perecer? Não perdoareis a
cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela podereis
encontrar? Não, vós não podereis agir assim, matando o justo com o
ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o Juiz de toda a
terra a Justiça? O Senhor disse: Se eu encontrar em Sodoma
cinqüenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles.
Abraão continuou: Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu
Senhor, embora eu seja pó e cinza. Se porventura faltar cinco aos
cinqüenta justos (…) Abraão replicou: Que o Senhor não se irrite se
falo ainda uma última vez: Que será se lá forem achados dez? E Deus
respondeu: Não a destruirei por causa desses dez. E o Senhor retirou-
se, depois de ter falado com Abraão, e este voltou para a sua casa. ”
Tomado a posição de intercessor do povo na qual Abraão se colocou,
ressaltamos, com este texto, uma característica no relacionamento
entre Abraão e Deus: Eles eram íntimos. Deus havia tomado a decisão
de destruir Sodoma, por causa do seu pecado e Ele sentiu a
necessidade de que Abraão soubesse disso. Ao saber disso Abraão
conversa com Deus através da intercessão, coloca aquilo que ele
sente, argumenta e deixa a decisão final para Deus.
É assim, como Abraão, que os intercessores de hoje devem agir.
Primeiramente devem estar na escuta de Deus que a qualquer
momento vai lhes falar, para lhes comunicar suas decisões.
Isso acontece num ato de profundo amor de Deus para o homem. Ele
suscita ao homem a interpelar diante dele como imagem de seu Filho
Jesus na cruz que se coloca entre o céu e a terra, entre Deus e a
humanidade. E o intercessor carismático, ao argumentar, diante do
Pai amoroso, por seu povo amado, deixa-se levar pela oração
intercessora que toca o mais profundo do seu amor e assim Ele cede
deixando-se levar por sua misericórdia, impulsionado pelo seu grande
amor.
Outra características dos intercessores é buscar os interesses do Pai,
a exemplo de Abraão que diz: “Não fará justiça o juiz de toda a
terra?”. E se caminharmos através da Bíblia veremos em Gn 20,3-7 e
Gn 20,17 como Abraão se colocou como intercessor e poderemos,
espelhados nele, fazer crescer o nosso ministério. É no livro do êxodo
onde vamos encontrar o verdadeiro ministério de intercessão na
pessoa carismática de Moisés. Moisés é o amigo íntimo de Deus.
Trazia em si a fundamental característica do intercessor, que é esta
intimidade. Ele encarna em si todas as característica que são natas,
essenciais e vitais ao intercessor. Moisés é conhecido por argumentar
diante de Deus em favor de seu povo, porque amava a Deus e
conhecia o seu amor. Moisés acalmava o coração ferido de Deus e por
isso confortava-lhe. Em Ex 32,33 e 34 é que vamos encontrar o ponto
alto onde todas as características que mencionamos acima vão se
evidenciar.
Como fez com Abraão, o Senhor confidencia a Moisés, pois esta é a
sua maneira de conversar com os intercessores.
Quando Deus compartilha as dores de seu coração com seu escolhido
(o intercessor), o que este pode fazer é transbordar o seu amor pelo
Pai e, através da adoração, consolá-lo. Esta é a plenitude do
relacionamento carismático do intercessor com Deus. E é neste
relacionamento que o intercessor vai aplacar o coração ferido de
Deus.
Em Ex 32,1-14 vamos presenciar o episódio onde Moisés, no Monte
Sinai, se encontra com Deus. Devido a insegurança do deserto e a
sua própria fraqueza carnal, o povo já não vê Moisés, nem a imagem
de Deus que ele transmitia para aquele povo tão frágil. Por causa
disso, o povo constrói um bezerro de ouro, o proclama Deus e o
adora. O coração de Deus ficou em profunda ferida. O seu povo
amado estava em adultério e o havia abandonado. E é neste
momento que o Senhor fala com Moisés, que nada sabia do que
estava acontecendo, e diz: “Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste
sair da terra do Egito, perverteu-se. Depressa se desviou do caminho
que eu lhes havia ordenado… Tenho visto a este povo: é um povo de
dura cerviz. Agora, pois, deixa-me para que se acenda contra eles a
minha ira e eu os consuma e farei de ti uma grande nação. Moisés,
porém, suplicou a Iahweh seu Deus e disse: Por que, ó Iahweh, se
acende a tua ira contra teu povo, que fizeste sair do Egito?… Por que
os egípcios haveriam de dizer: Ele os fez sair com engano?… Abranda
o furor da tua ira e renuncia ao castigo com o qual havia ameaçado o
povo”.
É incrível vermos num texto, de maneira tão certa, a concretização de
tudo quanto nos inspira o Espírito Santo a falar acerca do intercessor.
É maravilhoso vermos o poder de Deus agindo tão fortemente através
da oração de intercessão. Ainda podemos aprofundar a nossa
compreensão sobre ministério de intercessão em textos como Ex
32,30-35; Ex 33,13-17 e Ex 34,8-10, e meditando com eles o Senhor
nos levará ao entendimento profundo da intimidade dele com o
intercessor.
No livro do profeta Isaías, nós encontramos textos que nos farão
compreender profundamente o ministério de intercessão. Em Is 62,6
vemos: “Sobre os teus muros, ó Jerusalém, postei guardas; eles não
se calarão nem de dia, nem de noite”. Vemos neste texto que é um
desejo do coração de Deus, e mais que um desejo é uma promessa,
que não faltará aos seus escolhidos (pessoas e obras), intercessores,
sentinelas que jamais se calarão. São esses os intercessores que o
Senhor deseja, homens que não descansem e nem dêem a Ele
descanso “até que se estabeleça Jerusalém”.
É uma outra característica forte do intercessor. Ele não desiste
facilmente e se apóia firmemente nas promessas do próprio Deus,
naquilo que Ele próprio prometera.
No livro do profeta Ezequiel, o Senhor se queixa e o seu coração se
encontra muito triste por não ter encontrado um só intercessor, como
vemos: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se
colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu
não a destruísse; mas a ninguém, achei”.
Por isso se faz urgente em nossos grupos, comunidades, etc, que
surjam intercessores para tapar as brechas do que são os pecados e
as fraquezas de seu povo. Não são os grupos, as comunidades que
clamam por intercessores, mas é Deus quem os procura,
ansiosamente. É ele quem os quer, quem os deseja.
Para você que lê este artigo, no seu grupo, na sua comunidade, você
não pode mais deixar o Senhor esperar. Forme, anime o ministério de
intercessão e a voz do Senhor se fará ouvir com muito maior
constância e as coisas caminharão com maior liberdade.
No novo testamento vemos como São Paulo, quando escreve aos
efésios, exorta-os a intensificar o ministério de intercessão, isto é,
fazê-lo crescer, quando diz: “Intensificai as vossas invocações e
súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai
em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. (Ef 6,18).
Também repete a mesma coisa aos Filipenses quando diz: “Não vos
inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as
vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de
graça” (Fl 4,6). Paulo, ainda, confiando no ministério de intercessão
dos colossenses, anima-os e pede a intercessão por ele: “Sede
perseverantes, sede vigilantes na oração, acompanhada de ações de
graça. Orai também por nós. Pedi a Deus que dê livre curso à nossa
Palavra para que possamos anunciar o ministério de Cristo” (Col 4,2-
3).
Certamente Paulo era bem conhecedor daquele trecho da profecia de
Ezequiel que anteriormente meditamos com ele. E vendo a
necessidade, e sabendo como Deus procura as sentinelas, os
intercessores, era que ele exortava as comunidades às comunidades
a terem firme e perseverante este ministério, que seria para ele
sustentáculo, alicerce em relação a vontade de Deus.
Ainda falando dos intercessores vemos através do livro do Apocalipse
que eles terão a função importantíssima na vida dos salvos:
“Adiantou-se um outro e pôs-se junto do altar, com um turíbulo de
ouro na mão. Foram-lhes dados muitos perfumes para que os
oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro que
está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo
junto com a oração dos santos, diante de Deus.”
A oração dos intercessores subirá ao trono de Deus, juntamente com
a fumaça que sairá dos turíbulos que os anjos trarão na mão como
sacrifício de agradável odor ao Senhor.
Nota-se que no livro do Apocalipse os intercessores são chamados de
“santos” dando-nos a entender que os íntimos de Senhor são os
santos, aqueles que se deixam encher pelo Espírito Santo e se
santificar.

O MINISTÉRIO INTERCESSOR DE JESUS


Jesus é o intercessor por excelência, aliás, Ele é “o intercessor”. É Ele
que se coloca entre o céu e a terra na sua cruz como expiação pelos
nossos pecados. É dele que São Paulo fala em Rm 8,34: “Quem
condenará os escolhidos de Deus? Cristo Jesus, que morreu, melhor,
que ressuscitou, que está a mão direita de Deus, é quem intercede
por nós”.
É dele também que nos fala São João em I Jo 2,1 quando diz:
“Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se
alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o
Justo. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos
nossos, mas também pelos de todo o mundo”.
E o próprio Jesus se apresenta aos discípulos como intercessor
quando diz em Jo 14,12-14: “Em verdade, em verdade vos: aquele
que crê em mim fará também as obras que faço, e fará ainda maiores
que estas: porque eu vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao
Pai em meu nome, vo-lo darei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Qualquer coisa que pedirdes em meu nome, vo-lo darei”.
Então, de posse destas três passagens nós vamos entender que Jesus
é o intercessor, nosso advogado de defesa diante do Pai. Jesus se
oferece como vítima imolada diante do Pai para pagar nossos
pecados.
Nós dirigimos nossos pedidos ao Pai, que olha para Jesus e por causa
de Jesus, Ele nos concede o que estamos desejando.
É por Jesus, só por Jesus, que o Pai atende aos intercessores. É Jesus
quem fica diante do Pai a interceder por nossos pecados. A Ele, nada
o Pai pode negar, pois, Ele todo já se deu ao Pai, para o resgate da
humanidade.
É por isso que o pedido do intercessor deve ser feito ao Pai em nome
de Jesus como nos manda a Sagrada Escritura em Jo 14,13; Jo 15,7; Jo
16,23-28.

MARIA, A INTERCESSORA:

Tomemos Jo 2,1-12.nesta passagem encontramos a narrativa das


Bodas de Caná. Esta festa de casamento que aconteceu na cidade de
Caná na Galiléia, teve as honrosas presenças de Jesus e Maria.
Maria, assumindo o seu papel de mãe da humanidade, assume nesta
festa a sua total maternidade. Como toda e qualquer mãe, Maria se
preocupa com aqueles seus filhos que anfitrionavam a festa pois o
vinho deles havia acabado. Ela por si própria nada podia fazer. Porém
ela se lembra que Deus a fizera bendita e que ela era agradável a
Deus. Também ela se lembra que Jesus estava naquela festa. Nada
mais há para fazer do que se dirigir a Jesus, pois tudo Ele pode e
Maria bem sabia disso. Mas ela apenas comunica a Ele. A decisão
final cabe a Jesus, pois Ele é que é Deus. Maria, porém, realiza um ato
de fé, e se aproxima dos empregados dizendo-lhes que façam o que
Ele mandar, pois a fé dela lhe dizia que Jesus ia se manifestar.
Maria, a grande mãe de Deus e nossa mãe, é aquela que, atenta às
nossa necessidades, apresenta-as a Jesus, deixando para Ele a
decisão de realizar ou não os prodígios, segundo a Sua vontade.
É essencial a nossa devoção filial à Virgem Maria. É algo que devemos
estar sempre buscando aperfeiçoar porque sempre precisamos mais.
Apresentemos a ela as nossas necessidades e tenhamos a certeza de
que enquanto nós levamos os nossos pedidos em bandejas de latão,
Maria leva os mesmos em suas bandejas de ouro. E porque é muito
mais íntima do Senhor que nós, muito mais ela saberá como atingir o
coração de seu amado Deus e de Seu amado Filho.
Como fez em Caná, Maria apresenta a Jesus nossas necessidades; e
Jesus as apresenta ao Pai, que dispensar-nos-á as graças de acordo
com a sua Vontade e os méritos de Jesus.

NOVE PASSOS PARA UMA INTERCESSÃO EFICAZ.

1. Que o coração esteja limpo diante de Deus, depois de ter dado


tempo ao Espírito Santo de convencê-lo do pecado ainda não
confessado. Sl 65,18: “Se intentasse no coração o mal, não me teria
ouvido o Senhor.”

2. Reconheça que você não pode orar sem a orientação e o poder do


Espírito Santo. Rm 8,26: “Outrossim, o Espírito vem em auxílio a
nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar
como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos
inefáveis.”

3. Renuncie as próprias idéias, desejos e preocupações por aquilo que


se deve orar. Prov. 3,5: “Que teu coração deposite toda confiança no
Senhor! Não te firmes em sua própria sabedoria”. Is 55,8: “Pois meus
pensamentos não são os vossos, e o vosso modo de agir não são os
meus, diz o Senhor”.

4. Peça a orientação do Espírito Santo, “buscai a plenitude do


Espírito” (Ef 5,18 ) e agradeça-o pois “sem fé é impossível agradá-lo”
(Heb 11,6).

5. Louve o Senhor agora, na fé, pelo ministério maravilhoso que Ele


lhe concede.

6. Seja agressivo com o inimigo. Vá contra Ele com o poderoso nome


de Jesus e com a “espada do Espírito”, que é a Palavra de Deus. Tg
4,7: “Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio e ele fugirá para
longe de vós.”

7. Espere, em silêncio expectante na obediência e na fé, que o Senhor


lhe fale. Jo 10,27: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as
conheço e elas me seguem”.

8. Use a Sagrada Escritura para orientação e confirmação. Sl 118,105:


“Vossa Palavra é um facho que ilumina meus passos. É uma luz em
meu caminho”.

9. Quando terminarem as intercessões, louve e agradeça ao Senhor


pelo que Ele fez lembrando-se de que “tudo é dele, por Ele e para Ele.
A Ele a glória pelos séculos.” (Rm 11,36).

Fortalecei minha alma, preparando-a primeiro, ó Bem de todos os


bens! Ó meu Jesus! Em seguida ordenai os meios de fazer eu alguma
coisa por vós. Já não há quem suporte receber tanto sem nada pagar.
Custe o que custar, Senhor, não permitais que me apresente diante
de vós com as mãos tão vazias, pois o prêmio será de acordo com as
obras. Eis aqui minha vida, eis aqui minha honra e minha vontade.
Tudo já vos dei. Sou vosso. Disponde de mim como quiserdes.

O DOM DE LÍNGUAS E O MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO.

“Outrossim, o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza, porque não


sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o
Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis, e Aquele
que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, que intercede
pelos cristãos segundo a vontade de Deus”. (Rm 8,26-27)
O Espírito Santo que mora em nosso coração é fruto da plenitude do
Amor que há entre o Pai e o Filho. E este Espírito que nos foi dado
para nossa santificação vem auxiliar a nossa fraqueza. Quando a
vontade de Deus parece obscura para nós, quando não entendemos
os desígnios de Deus para a nossa vida, ou para a vida do irmão por
quem intercedemos, podemos, com toda certeza, orar na língua do
Espírito Santo e deixar que os “gemidos inefáveis” cheguem ao Trono
de Deus, na certeza de que o Espírito só intercede dentro da vontade
de Deus e jamais sairá dela.
Com isto, vimos que o dom das línguas, sinal que acompanha os
discípulos de Jesus é o próprio Espírito orando em nós. O ministro de
intercessão jamais poderá deixar de orar nesta língua, porque ele tem
a certeza de que o Espírito Santo caminha muito além do que se pode
perceber ou experimentar, pois Ele penetra até mesmo as
profundezas de Deus. (I Cor 2,10).

CONCLUSÃO

Este artigo cumprirá o seu objetivo se as pessoas que o lerem o


levarem os seus grupos ou comunidades que já têm o ministério de
intercessão a se aprofundarem no estudo e na escuta do Senhor. E
também, se os grupos que não têm o ministério de intercessão
sentirem-se por ele motivados a iniciarem este ministério que está no
coração de Deus, ansioso por atuarem em nosso meio.

https://comshalom.org/o-que-e-ministerio-de-intercessao/
Os Dois Aspectos da Intercessão

Intercessão tem dois aspectos: o primeiro é de colisão, luta, violência, choque e


denota confronto. O outro, de encontro, colocar-se entre, orar, suplicar. Esses são os
dois significados da palavra hebraica "paga". Portanto, interceder é enfrentar os
poderes das trevas, colidindo contra elas, pela batalha espiritual, e colocar-se diante
de Deus, firmado em Suas promessas, a fim de pleitear a causa de outros; no
encontro, falo com Deus numa atitude de quebrantamento e submissão e, no
confronto, guerreio com Satanás e as suas hostes, a favor dos homens.
1) Primeiro aspecto: Confronto = Quando estamos intercedendo, os poderes das
trevas se opõem fazendo resistência para que não recebamos as nossas bênçãos.
Saiba que não é Deus Quem retém as bênçãos do seu povo. Há muita gente
enganada pensando que Ele é o nosso problema. Absolutamente não! O Senhor,
Adonay-Jirê, não é o nosso problema, é a fonte inesgotável das nossas bênçãos. O
apóstolo Paulo escreveu: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que
nos tem abençoado com todas sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais"
(Ef.1:3). Para que você entenda o que estou falando, quero dar-lhes a seguinte
ilustração: Suponhamos que eu tenha dado um par de sapato para o Ariel Carvalho,
meu filho mais velho, e o Carlos, um desconhecido, o tenha segurado, impedindo que
ele chegue ao seu verdadeiro destino. Onde está o par de sapato? Já o despachei
para o meu filho. Se o par de sapato ainda não está em suas mãos, onde irá procurá-
lo? Contra quem irá lutar? Contra mim, ou contra quem o reteve? É claro que é contra
o Carlos.
O Pai Celestial já despachou do Céu tudo quanto é necessário para obtermos uma
vida de vitória. Em Cristo, todas as bênçãos já pertencem a nós! O Senhor Jesus já
pagou o preço lá no Calvário para que nós tenhamos a vitória, a paz, saúde e a
prosperidade. Tudo que é de Deus é nosso. Todos os tesouros do Pai pertencem a
nós, em Cristo. Por que, então, muitos cristãos estão vivendo uma vida depauperada,
escravizada, derrotada, oprimida e amarrada? Alguém no reino espiritual está
segurando as nossas bênçãos. Pois o Pai Celestial já as despachou desde a morte de
seu filho lá na cruz! Então vamos brigar com quem está retendo as nossas bênçãos. É
hora de nos voltarmos para Satanás e declararmos em sua cara asquerosa: "Tira as
tuas mãos sujas das minhas bênçãos. O Senhor Jesus pagou o preço, seu atrevido,
ladrão, pois eu vou entrar agora na guerra, munido da autoridade do NOME DE
JESUS!". Esta atitude na intercessão é chamada de combate ou guerra espiritual.
Paga = ir contra, confrontar e guerrear. Se Satanás chegar perto, ele verá que os
filhos de Deus são ousados como um leão enfurecido! É nesse aspecto que os
intercessores são chamados de "guerreiros de oração".
2) Segundo aspecto; Encontro = Neste segundo aspecto da intercessão, temos a sala
do "Trono da graça" onde se encontra Deus, o Grande Rei (Hb.4:16); pois é nessa
sala que podemos nos colocar diante do Pai celeste e trazermos perante Ele as
necessidades dos homens e orarmos derramando a nossa alma em favor deles . É
aqui que recebemos a compaixão Divina em nosso espírito, e nos identificamos e nos
associamos com Cristo em seu Ministério intercessório junto ao Pai. Portanto
podemos dizer que, interceder é encontrar-se com Deus Pai e identificar-se como seu
Filho numa sociedade intercessória na sala do "Trono da graça".
A intercessão nos identifica com Cristo e nos torna seus sócios na oração. Na oração
intercessória, encontro-me com Deus levando, no bojo de minha oração, as petições
em prol dos necessitados. Quando me encontro na sala do "Trono da graça", tenho
convicção de que estou na presença do Rei amoroso e eterno, pois estou identificado
e em sociedade com o Seu Filho, Jesus. Então os ouvidos do Rei estão inclinados e
prontos para ouvirem a voz intercessória de minha oração. Nesse ENCONTRO com o
"GRANDE REI", passo a obter de sua parte benefícios em prol de meus irmãos, bairro,
cidade, estado, nação e do mundo. Permitam-me lhes explicar melhor:
Por volta do ano de 474 a.C. , Assuero, o rei da Pérsia, perguntou três vezes a Ester,
sua esposa judia: "Qual é a tua petição?" (Et.5:3; 7.2; 9. 12). Nas três vezes, ele
garantiu que seu desejo se realizaria. Assuero, talvez o mesmo Xerxes, governava um
império que tinha 127 províncias, desde a Índia, ao sul da Ásia, até a Etiópia, ao norte
da África.
Trinta anos depois, provavelmente em 444 a.C., Artaxerxes, outro rei da Pérsia,
declarou ao seu copeiro judeu, chamado Neemias: "Que me pedes agora?" (Ne.2:4).
Quase cinco século depois, lá pelo ano 30 d.C., Herodes Antipas prometeu a Salomé:
"Pede-me o que quiseres, e eu to darei" (Mc.6:22).
Tanto Assuero quanto Herodes chegaram a declarar que dariam, se necessário, até a
metade de seus reinos (Et.5:3; Mc.6:23).
Todos os três, Ester, Neemias e Salomé, fizeram pedidos preciosos a Assuero, a
Artaxerxes e a Herodes. Ester obteve livramento dos judeus, condenados a morrer em
massa, em um só dia. Neemias obteve licença para se ausentar do trabalho por longo
período de tempo com o propósito de reconstruir Jerusalém. E Salomé obteve a
cabeça de João Batista!
Essa prontidão para atender os pedidos não se restringe somente aos poderosos
deste mundo. Deus, o nosso Grande Rei e Pai, também, mais do que eles, abre as
portas da sala do "Trono da graça" para outorgar bênçãos sem medidas na vida de
todos aqueles que, identificando-se e associando-se com o Seu Filho, Jesus, por meio
da intercessão, adentram a Sua presença para Lhe fazer orações intercessórias.

Shalom Uvrachot!
Paz e benções!
Pr. Ronaldo Carvalho,
Bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia e
Ciência da Religião-Fatem ?Am, e Especializado no Hebraico Bíblico.
dialogodepastores@hotmail.com
rbunyan@ig.com.br

https://www.webartigos.com/artigos/os-dois-aspectos-da-intercessao/69650

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