EMEB Júlio de Grammont
5º Ano - Professoras Nólia, Belmarina e Beatriz
POVOS ANTIGOS DA AMÉRICA – OS MESOAMERICANOS
Antes da chegada dos europeus a partir do
século XV, calcula-se que havia na América cerca de
oitenta e oito milhões de habitantes, divididos em
pelo menos três mil nações indígenas. Muitas nações
eram aparentadas, outras tinham características bem
diferentes. Alguns povos, na verdade a maioria, eram
seminômades, vivendo da caça, da pesca, da coleta e
de uma agricultura muito simples, baseada no cultivo
da mandioca e do milho. Outros povos já eram muito
avançados, alcançando o estágio de civilização (como
Culto a Kukulcán, o deus serpente, na pirâmide
os maias, os incas e os astecas). Vejamos como viviam
de Chichen Itza
estes últimos, os povos pré-colombianos.
1. MAIAS
Vindos da América do Norte, após décadas vagando pela América Central, os mais estabeleceram-
se estabeleceram no Yucatán e áreas próximas, por volta de 900 a.C. Plantavam algodão, tomate, feijão,
batata, cacau e milho. Fabricavam tecidos de algodão e outras fibras, objetos de cerâmica e pedras
preciosas, além de estabelecer um comércio com os povos vizinhos. Cada cidade maia era como se fosse
um “mini-país”, isto é, uma cidade Estado com seu próprio governo, suas próprias leis. El Caracol, por
exemplo, possuiu entre 120.000 a 180.000 habitantes. Os camponeses e artesãos maias pagavam impostos
em produtos para uma monarquia hereditária e cujo poder era baseado na origem divina (os deuses davam
poder aos reis). Localizavam-se na península de Iucatã, América Central. Sua religião era politeísta, com
deuses ligados às forças da natureza.
Quando os espanhóis chegaram à América, essa
civilização já estava em decadência. As terras pouco
férteis da região obrigavam os maias a realizar um rodízio,
que geralmente mantinha a terra boa durante oito a dez
anos. Após esse período era necessário procurar novas
terras, cada vez mais distantes das aldeias e cidades. O
esgotamento das terras, as distâncias cada vez maiores
entre elas e as cidades e o aumento da população
impuseram à civilização maia uma dura realidade. A fome
foi um dos fatores que a levaram à decadência. Além
disso, as lutas internas, as catástrofes naturais
(terremotos, epidemias, etc.), as guerras externas e
principalmente, o declínio da agricultura levou a
sociedade maia à decadência. Assim, quando os europeus
chegaram à região, em 1559, os sinais de
enfraquecimento dos maias eram evidentes, tornando a
conquista mais fácil. E, em 1697, a última cidade maia –
Tayasal - é conquistada e destruída pelos colonizadores.
2. ASTECAS
O imperador do Império Asteca comandava
vários povos que foram dominados pelos astecas e
deviam-lhe impostos. Sua capital, Tenochtitlám,
tinha templos, palácios, ruas bem traçadas,
mercados, praças e monumentos artísticos (ver
figura logo abaixo). Plantavam milho, tabaco, feijão,
pimenta, tomate, baunilha, algodão, abóbora,
melão, em jardins flutuantes (espécies de ilhas
artificiais construídas no Lago Texcoco). Essas ilhas
eram chamadas de chinampas. Dividiam o ano em 18
Ruínas de Tenochtitlán
meses de 20 dias. Todas as terras eram do Estado
(governo). Havia um intenso comércio, onde as
trocas eram feitas de produto por produto (não usavam moeda). As pedras preciosas (jade, turquesa)
valiam mais que o ouro e também usavam sementes de cacau como moeda. Produziam tecidos de fibras
vegetais e outros instrumentos de cobre, joias, cerâmicas. Sacerdotes, comerciantes, nobres e chefes
guerreiros eram as camadas mais favorecidas da sociedade.
Os camponeses e artesãos pagavam pesados tributos (impostos), em produtos, ao Estado. Havia
também escravos (prisioneiros de guerra, criminosos ou quem não podia pagar suas dívidas). O Estado
também era comandado por uma monarquia hereditária e cujo poder era baseado na origem divina (os
deuses davam poder ao rei). Sua religião era politeísta e havia sacrifícios humanos aos deuses ligados às
forças da natureza. Localizavam-se no México.
3. INCAS
Os Incas plantavam batata-doce, tomate, goiaba, abacate, amendoim, ananás (espécie de abacaxi)
e milho. Construíram canais de irrigação, tanques e terraços (“degraus”) nas montanhas para o plantio.
Domesticaram o lhama, o guanaco, a vicunha e a alpaca, que serviam para o transporte e fornecimento de
carne, lã e couro. O comércio era feito na base da troca de produto por produto. As terras pertenciam ao
Estado e em cada “ayllu” (comunidade) eram divididas em: propriedades do Inca (imperador), dos
sacerdotes e da própria comunidade local.
Os camponeses eram obrigados a trabalhar primeiro nas terras do Inca e dos sacerdotes, além de
construírem obras públicas e trabalhar na mineração. Esse tipo de trabalho era chamado de “mita”. Os
grupos mais privilegiados eram os funcionários do
Estado, os chefes guerreiros, os sacerdotes e os
“curacas” (o chefe local dos “ayllus”). O povo era
governado por uma monarquia hereditária e de
origem divina. Sua religião era politeísta e ligada
às forças da natureza (deus do trovão, do arco-íris,
dos planetas. Localizavam-se no Peru, ao longo da
Cordilheira dos Andes.
A cidade de Cusco, situada a 3400 metros
acima do nível do mar, era o mais importante
centro administrativo e cultural do império Inca.
Machu Picchu é atualmente um dos grandes
As paredes de granito do palácio inca ainda estão
símbolos da civilização inca
lá, bem como monumentos como alguns
monumentos