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Câmara Municipal de Aimorés

Lei Orgânica do Município de Aimorés – MG

Atualizada pela Emenda Revisional nº. 001/2006, de 08 de dezembro de 2006

Aimorés - MG 2007

2007

Todos os direitos reservados . Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, seja por meios mecânicos, eletrônico, seja via cópia xerográfica sem a autorização prévia.

VERE ADO RES REVISORES D A LEI ORG ÂNIC A M UNICI P AL

C ARLOS AL BERTO SERR ANO EDM AR TEIXEIR A D A SILVA GERCINO GOM ES DA SILV A GERSON FERN ANDES DE C ARV AL HO JOSE DA SILV A SO ARES M O ACIR FR ANCISCO V AZ RUBENS B ARCELOS SEBAS TI ÃO FERREIR A DE SOUZ A W ILSON TEIXEIRA FILHO

LE I O R G ÂN I C A A T U A LI Z A D A P E L A E M E N D A R E V I S I O N A L N º . 0 0 1 P R O M U L G A D A E M 08 D E D E Z E M B R O D E 20 0 6

SECRET ÁRI A D A C ÂM AR A M UNICIP AL M ARI A DE LURDES V. ERNANDES

AUGUS TO P AULI NO – ADV OG ADOS ASSOCI ADOS

SUPERVISÃO JURÍDICA

Av. Prudente de Morais, 287 – conj. 804 – Cidade Jardim Telefone: (31) 3296-8883 - Email: amcp@uai.com.br CEP 30380-160 – Belo Horizonte – MG

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CÂMARA MUNICIPAL DE AIMORÉS - MG
Avenida Raul Soares, 310 – 1º. Andar – Aimorés – MG CEP. 35.200-000

MESA REVISORA
RUBENS BARCELOS Presidente SEBASTIÃO FERREIRA DE SOUZA 1º. Vice-Presidente CARLOS ROBERTO SERRANO 2º. Vice-Presidente GERSON FERNANDES DE CARVALHO Secretário JOSÉ DA SILVA SOARES 2º. Secretário

MESA DIRETORA DO BIENIO 2007-2008
SEBASTIÃO FERREIRA DE SOUZA Presidente CARLOS ROBERTO SERRANO Vice-Presidente JOSÉ DA SILVA SOARES Secretário

..............Da Divisão Administrativa do Município..............Da Emenda à Lei Orgânica...............Remuneração dos Vereadores.........16 CAPÍTULO III ........................................46 SEÇÃO IX ...........................15 SEÇÃO III ......................................................................Das Comissões......................................40 Subseção V ..........Dos Deveres e Proibições.30 Subseção II .....37 Subseção IV .......Da Sustação de Atos Normativos........42 Subseção I .......................44 Subseção IV .....................................Dos limites das Despesas da Câmara..........Da Competência Comum............Do Poder Legislativo.......................Do Quorum para as Deliberações.......Da Competência Suplementar...............................20 SEÇÃO IV .......................................Da Câmara Municipal..............................10 CAPÍTULO I ..............18 SEÇÃO II .....Das Vedações....................42 Subseção II ...18 SEÇÃO I ............................................................................................27 SEÇÃO VI .........................................45 Subseção V ..............Da Competência do Município...................................................36 Subseção I .......Do Processo Legislativo............................11 SEÇÃO I ........................................Do Controle da Execução Administrativa............32 Subseção V ..................................................................................Da Competência da Câmara......36 Subseção II ..Do Controle Externo......24 SEÇÃO V .........Dos Vereadores...Da Posse....30 Subseção I ........Da Fiscalização Contábil.......11 SEÇÃO II ...................................... Financeira e Orçamentária...............................47 .......Dos Controles Internos.....................Dos Direitos do Vereador...........................................41 SEÇÃO VII .................................Introdução..45 Subseção VI .......................................09 TÍTULO II Da Organização Municipal..........37 Subseção III ..........10 CAPÍTULO II ...........Das Resoluções e dos Decretos Legislativos.....................................Das Leis.......................20 SEÇÃO III ...................Índice TÍTULO I Disposições Preliminares..Introdução................................................................Da Convocação de Suplentes........................................Do Controle de Constitucionalidade...................................................16 TÍTULO III Da Organização dos Poderes.........Da Mesa Diretora...........................................18 CAPÍTULO I ..Da Competência Privativa..43 Subseção III ....................................................35 Subseção VI .....................35 SEÇÃO VII .....

.........Do Orçamento..................Dos Atos Administrativos..............60 Seção II ........Das Limitações ao Poder de Tributar.......82 Subseção III ....Do Poder Executivo.54 Subseção III ......74 SEÇÃO I ......68 SEÇÃO IV ............Da Assistência Social....Disposições Gerais..............Da Guarda Municipal......Dos Direitos do Prefeito............Da Estrutura Administrativa..................Das Vedações Orçamentárias.................Dos Livros...........Das Responsabilidades.....Das informações..........................CAPÍTULO II ..................................................Das Obras e Serviços Municipais........................................................................Dos Crimes Comuns e de Responsabilidade..............................................................Dos Bens Municipais.................67 SEÇÃO II ...........................................................................66 CAPÍTULO I ...80 Subseção II ........54 Subseção IV .......................77 Seção III .............Dos Secretários Municipais..................................................85 Seção III .....................Da Transição Administrativa................85 SEÇÃO II ....Da Competência do Prefeito.......74 SEÇÃO II ...........................................................Da Administração Tributária e Financeira....................70 Seção I ..........Introdução......Da Publicidade dos Atos Municipais......................................52 Subseção I .....52 Seção IV ............................. do Direito de Petição e das Certidões.........52 Subseção II ...Dos Atos Municipais............Da Administração Pública.............69 CAPÍTULO III ...............Da Saúde.Da Remuneração do Prefeito e do Vice-Prefeito....................................................66 CAPÍTULO II ..............................................68 SEÇÃO III .........48 Seção I ..Da Gestão da Receita e da Despesa..........................Da Procuradoria Geral do Município.................Dos Deveres e das Proibições.........Disposições Gerais.73 CAPÍTULO V ................57 Seção VI ................................Introdução............86 .....58 Seção VII .......59 CAPÍTULO III .....................................67 SEÇÃO I ......Do Processo Legislativo Orçamentário.........................72 CAPÍTULO IV ....................63 TÍTULO IV Da Organização Administrativa Municipal......Dos Tributos Municipais.....Das Infrações Político-Administrativas........49 Seção III .............................................................................70 Seção II .........Dos Servidores e Empregados Públicos.........................................................Da Ordem Social....................................................85 CAPÍTULO I ..................................85 SEÇÃO I .48 Seção II ........80 Subseção I ...Disposições Gerais...............................83 TÍTULO V Da Ordem Social e Econômica....................................60 Seção I ..........................................57 Seção V ................78 SEÇÃO IV ........

.................................Da Participação do Cidadão e da Comunidade no Governo...............................112 Seção XI ..........................110 Seção IV ..........Do Turismo....... Do Idoso e do Portador de Deficiência............Do Exame das Contas................Da Família.109 Seção I ..Da Proteção ao Patrimônio Comum........................................Da Política Agrícola e Rural..............................................Das Reclamações Relativas aos Serviços Públicos..112 Seção X ...................................Da Iniciativa Popular no Processo Legislativo..............................................................................................................93 Seção VII .......96 Seção I ........100 Seção V ......... do Adolescente....111 Seção VIII ...............Do Desporto e do Lazer......................................109 Seção III ....Do Transporte Público..98 Seção III .Da Proteção aos Interesses Coletivos....................Da Moralidade Administrativa...........................110 Seção V ....103 Seção VI ...............................Do Meio Ambiente.................................................89 SEÇÃO V .............................................................99 Seção IV ..................................94 Seção VIII ...............Da Proteção ao Consumidor..........95 CAPÍTULO II ..................Do Abastecimento..............................................104 TÍTULO VI Do Meio Ambiente e da Proteção aos Interesses Coletivos...... da Criança.........111 Seção VII .....105 CAPÍTULO II .........................Da Educação.Da Manifestação Direta do Eleitor no Processo Legislativo...........................105 CAPÍTULO I ............Da Cultura.........................111 Seção VI .96 Seção II .............Da Habitação e do Saneamento Básico...................Da Cooperação Comunitária no Planejamento...Do Desenvolvimento Industrial e Comercial..........109 Seção II ....................................................................................Do Direito de Petição...............................................113 ...............SEÇÃO IV .....111 Seção IX ..92 Seção VI ......Do Direito à Informação..................................Da Ordem Econômica........113 TÍTULO VII Disposições Gerais e Transitórias...Da Política Urbana............

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE AIMORÉS – M. 2º . . idade e quaisquer outras formas de discriminação. sem preconceito de origem. tivemos a honra de adequar e inserir novas redações que objetivaram a atualização e revisão da LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE AIMORÉS – ESTADO DE MINAS GERAIS. pela Constituição Estadual e por esta Lei Orgânica. – Todo o poder do Município emana do povo. dotado de autonomia política. Estado de Minas Gerais.O Município de Aimorés. Art. investidos da responsabilidade e dedicação com que exercemos nossos mandatos e atentos às leis que regem nosso País e à Carta Magna. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. ou diretamente. administrativa. 1º . § 2º. sob a proteção de Deus. que o exerce diretamente por meio de seus representantes eleitos. eleitos para o Quadriênio 2005-2008. promovendo o bem estar geral. delegar atribuições. § 1º. sem privilégio de distritos ou bairros. a qualquer um deles. conforme assegurado pela Constituição Federal. PREÂMBULO Nós. – A ação municipal deve desenvolver-se em todo o seu território. pessoa jurídica de direito público interno. reduzindo as desigualdades setoriais e sociais. – Os poderes do Município são independentes e harmônicos entre si.O Governo do Município é exercido pelos Poderes Legislativo e o Executivo. raça. cor.G. sendo vedado. sexo. nos termos da Constituição Federal. é unidade territorial que integra a organização político-administrativa do Estado de Minas Gerais e da República Federativa do Brasil. § 1º. Vereadores da Câmara Municipal de Aimorés. financeira e legislativa. da Constituição Estadual e desta Lei Orgânica.

Art.A extinção do Distrito somente se efetuará mediante consulta plebiscitária à população da área interessada. dos membros da Câmara Municipal. 6º desta Lei Orgânica. sendo dispensada.O Distrito terá o nome da respectiva sede. para fins administrativos. direitos e ações que a qualquer título lhe pertençam. § 3º . em Distritos a serem criados. na povoação-sede.Constituem patrimônio do Município todos os bens móveis e imóveis. nessa hipótese. estadual e o atendimento aos requisitos estabelecidos no art. no mínimo. 5º . 3º . suprimidos ou fundidos. após consulta plebiscitária à população diretamente interessada. § 2º . o Hino e o Brasão representativos de sua cultura e história. que serão suprimidos. tudo mediante lei municipal. cuja categoria será a de vila. Art. de pelo menos cinqüenta moradias e escola pública. aprovada por dois terços. 6º .A criação de um Distrito poderá efetuar-se mediante fusão de dois.A sede do Município dá-lhe o nome e tem a categoria de cidade. 4º . 6º desta Lei Orgânica.São requisitados para a criação de Distrito: I – eleitorado não inferior a duzentos eleitores. organizados. corpóreos ou incorpóreos. ou mais Distritos. a verificação dos requisitos do art. § 1º . Art.O Município poderá dividir-se. observada a legislação federal. – São símbolos do Município a Bandeira. TÍTULO II Da Organização Municipal CAPÍTULO I Da Divisão Administrativa do Município Art. . II – existência.§ 2º.

dos quais dois serão indicados pelo Presidente da Câmara Municipal. pelo Prefeito Municipal. com base em relatório de Comissão Especial a ser designada.As divisas serão descritas trecho a trecho. nos trechos que coincidirem com os limites municipais. II – dar-se-á preferência. cujos extremos. Art. as seguintes atribuições: I . salvo. formas assimétricas. 10º – Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e ao bem-estar de sua população. 9º .III – demarcação dos limites. privativamente. obedecida a legislação federal e estadual pertinente. cabendo-lhe. Art. sejam facilmente identificáveis e tenham condições de fixidez. para a delimitação. § 1º . para evitar duplicidade.A comprovação de atendimento às exigências enumeradas neste artigo far-se-á mediante certidão emitida pela Prefeitura Municipal. 7º . estrangulamentos e alongamentos exagerados. § 2º .A instalação do Distrito far-se-á nos termos da legislação pertinente. dentre outras. IV – é vedada a interrupção de continuidade territorial do Município ou Distrito de origem. III – na inexistência de linhas naturais. CAPÍTULO II Da Competência do Município SEÇÃO I Da Competência Privativa Art.legislar sobre assuntos de interesse local. tanto quanto possível. 8º . às linhas naturais facilmente identificáveis. utilizar-se-á linha reta. com a aprovação do Plenário.A Comissão a que se refere o parágrafo anterior será composta de cinco membros. . Art. mediante Portaria. pontos naturais ou não.Na fixação das divisas distritais serão observadas as seguintes normas: I – evitar-se-ão.

XII .prestar. bem como aplicar suas rendas. f) iluminação pública. diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão os serviços públicos locais.promover a proteção do patrimônio histórico.suplementar a legislação federal e estadual no que III .realizar programas de apoio às práticas desportivas de caráter amadoras. VI . inclusive de combate a incêndios e prevenção de acidentes naturais. fiscalizar e cobrar preços e tarifas pela prestação de serviços públicos. a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual. VIII . d) cemitérios e serviços funerários. coleta domiciliar e destinação final do lixo. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. b) abastecimento de água e esgotamento sanitário. cultural. em coordenação com a União e o Estado.organizar e prestar. V – fixar. VII . programas de educação infantil e de ensino fundamental. c) mercados. e) limpeza pública.instituir e arrecadar tributos de sua competência. por necessidade ou utilidade pública.realizar atividades de defesa civil. dentre outros: a) transporte coletivo urbano e intramunicipal. XIII .II . com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. XI . serviços de atendimento à saúde da população. feiras. IV . IX . observada a legislação federal.dispor sobre a administração. o adequado ordenamento territorial. XIV . com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. couber. . utilização e alienação dos bens públicos. turístico e paisagístico local. mediante planejamento e controle do uso. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. ou por interesse social. artístico.adquirir bens mediante doação pura e simples ou mediante desapropriação.promover.estabelecer o regime jurídico dos servidores públicos e organizar os respectivos planos de carreira e de remuneração.manter.dispor sobre o plano plurianual de investimentos. X . XV . no que couber.

parques. inclusive à de seus concessionários. bem como regulamentar e fiscalizar sua utilização e definir as zonas de silêncio e de tráfego em condições especiais. jardins e hortos florestais. a cada dez anos.XVI .organizar e sinalizar as vias urbanas e rurais e estradas municipais. de arruamento e de zoneamento urbano e rural. fixando-lhes os locais de estacionamento e tarifa.ordenar as atividades urbanas. b) afixação de cartazes. à segurança ou aos . XIX . d) construção e conservação de estradas vicinais. d) realização de competições esportivas. observadas as diretrizes da legislação federal. anúncios. bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda. ao sossego. c) exercício de comércio eventual ou ambulante. XXVI . emblemas e utilização de alto falantes.regulamentar e fiscalizar os serviços de táxi e demais veículos de aluguel. XVIII . XX . XXV . XXII . bem como as limitações urbanísticas convenientes à ordenação do seu território. observadas as normas federais pertinentes.disciplinar os serviços de carga e descarga e fixar a tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias públicas municipais. de serviços e similares. pavimentação e conservação de vias.estabelecer normas de edificações. comerciais. XVII . no mínimo. c) construção e conservação de estradas.regulamentar e fiscalizar a utilização dos logradouros públicos. XXI . XXIII . b) drenagem pluvial. letreiros. de serviços e similares. fixando condições e horários para funcionamento de estabelecimentos industriais. e) edificação e conservação de prédios públicos municipais.executar obras de: a) abertura. XXIV . comerciais. espetáculos e divertimentos públicos. à higiene.estabelecer servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços.cassar a licença de estabelecimento que se tornar prejudicial à saúde.elaborar e executar o plano diretor de desenvolvimento integrado e proceder à sua revisão. de loteamento.conceder licença para: a) localização e funcionamento de estabelecimentos industriais.

XXX . XXXIII .prestar assistência nas emergências médicohospitalares de pronto-socorro.participar da criação de entidade intermunicipal para realização de obra. com a finalidade precípua de erradicar as moléstias de que possam ser portadores ou transmissores. XXXIX – dispor sobre registro. no perímetro urbano.coibir a discriminação racial em seus órgãos. organizar e suprimir distritos. combatendo toda e qualquer prática racista ou discriminatória. XXXI – direito de instituir a guarda municipal. exercício de atividade ou execução de serviço específico de interesse comum. inclusive de forma seletiva. para defesa de direitos e esclarecimentos de situações.bons costumes.associar-se a outros Municípios. fazendo cessar a atividade ou determinando o fechamento do estabelecimento. XLI – criar.organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício do seu poder de polícia administrativa.estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos. XXIX . sob planejamento. mediante convênio. podendo ainda fiscalizar pesos e medidas dos produtos comercializados. XXXVII . especialmente. XXVII . nos locais de vendas as condições sanitárias dos gêneros alimentícios. do mesmo complexo geoeconômico e social. XXXIV – tornar obrigatória a utilização da estação rodoviária e. remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza. cujas certidões deverão ser expedidas no prazo máximo de quinze dias. vacinação e captura de animais. XXXV – prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos. XL – assegurar a expedição de certidões requeridas às repartições administrativas municipais. boate e outros estabelecimentos de lazer e diversão que praticarem atos racistas ou discriminatórios.cassar a licença de clube. determinar o itinerário e os pontos de parada dos transportes coletivos e de táxi. . XXVIII . para a gestão. observada a legislação estadual e federal. XXXII . de forma permanente ou transitória. XXXVI .fiscalizar. por seus próprios serviços ou mediante convênios com instituição especializada. conforme dispuser a lei complementar. de funções públicas ou serviços de interesse comum. XXXVIII – dispor sobre o depósito e venda de animais e mercadorias apreendidas em decorrência de transgressão da legislação municipal.

as instituições culturais sem fins lucrativos. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. as obras e outros bens de valor histórico. da cultura e do lazer. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. de esgotos e de águas pluviais nos fundos dos vales.passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas pluviais com largura mínima de dois metros nos fundos dos lotes. notadamente no que diz respeito a: I – zelar pela observância da Constituição e das leis. o Município atuará no exercício das competências que lhe são cometidas pela Constituição Federal em comum com a União e os Estados. inclusive dos migrantes. a que se refere o inciso XVI deste artigo. a fauna. § 1º . os fatores de marginalização. VII – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. da educação. III – promover a assistência social junto às populações que dela necessitem. VIII – preservar as florestas. deverão exigir reserva de áreas destinadas a: I . os monumentos e as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. lagoas e especialmente os mananciais de água potável que abastecem a cidade.emendar esta lei. combatendo as causas da pobreza. cujo desnível seja superior a um metro da frente aos fundos.vias de tráfego e de passagem de canalizações públicas. III . e destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. assistindo prioritariamente a criança carente ou abandonada. os rios.XLII . II – cuidar da saúde. IV – cuidar da saúde e assistência pública. a flora. . 11 – Além das competências previstas no artigo anterior. IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. VI – impedir a evasão.As normas de loteamento e arruamento. SEÇÃO II Da Competência Comum Art. pela preservação das instituições democráticas e pela conservação do patrimônio público.zonas verdes e demais logradouros públicos. artístico e cultural. II . artístico e cultural. V – proteger os documentos.

de saneamento básico e de iluminação pública. CAPÍTULO III Das Vedações Art. a colaboração de interesse público. serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação. XIII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. rádio. IV – subvencionar ou auxiliar. televisão. subvencionálos. XVII – promover o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico. XII – registrar. SEÇÃO III Da Competência Suplementar Art. XVI – dispensar às microempresas e as empresas de pequeno porte. de qualquer modo. tratamento jurídico-fiscal diferenciado.X – proporcionar os meios de acesso à cultura. a juventude e a velhice. propaganda político-partidária ou fins estranhos à administração. 12 – Ao Município compete suplementar a legislação federal e a estadual no que couber e naquilo que disser respeito ao peculiar interesse municipal. à educação. III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. XV – proteger a infância. com recursos pertinentes aos cofres públicos. à ciência e ao esporte amador. na forma de lei. II – recusar fé aos documentos públicos. visando a adaptá-las à realidade local. acompanhar e fiscalizar as condições de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. XIV – promover a defesa do consumidor em todas as suas formas. ressalvada. . XI – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais. 13 – Ao Município é vedado: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas. quer pela imprensa.

obras. sob pena de nulidade do ato. § 2º . XIII – instituir impostos sobre: a) patrimônio. renda ou serviços da União. do Estado e de outros Municípios. rendas ou serviços dos partidos políticos. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público no que se refere ao patrimônio.As vedações do inciso XIII. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida.V – manter a publicidade de atos. à renda e aos serviços. b) templos de qualquer culto. periódicos e o papel destinado a sua impressão. c) patrimônio. títulos ou direitos. alínea “a” e do Parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. sem fins lucrativos. das entidades sindicais dos trabalhadores. serviços e campanhas de órgãos públicos que não tenham caráter educativo. de qualquer natureza. d) livros. IX – estabelecer diferença tributária entre bens e serviços. atendidos os requisitos da lei federal. ou permitir a remissão de dívidas. programas. das instituições de educação e de assistência social. à renda e aos serviços . inclusive suas fundações. jornais. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. sem interesse público justificado e em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. XI – utilizar tributos com efeito de confisco. VIII – instituir tratamento desigual entre os contribuintes que se encontrem em situação equivalente. de pessoas ou bens. § 1º . informativo ou de orientação social. em razão de sua procedência ou destino. assim como a publicidade da qual constem nomes. VI – outorgar isenções e anistias fiscais. X – cobrar tributos: a) em relação a fatos gerados ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. vinculados às finalidades essenciais ou às delas decorrentes. no território do município.A vedação do inciso XIII. VII – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. por meio de tributos. alínea “a”. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. XII – estabelecer limitações ao tráfego.

14 – O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal. de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 30 de dezembro. 16 – A Câmara Municipal reunir-se-á ordinariamente. em data e hora a ser fixado pelo Regimento Interno. . § 4º . compreendem somente o patrimônio. na forma da Constituição Federal.As vedações expressas no inciso XIII. na sede do Município.As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente. TÍTULO III Da Organização dos Poderes CAPÍTULO I Do Poder Legislativo SEÇÃO I Da Câmara Municipal Art. Parágrafo Único – O número de vereadores será fixado pela Justiça Eleitoral. § 3º . de 1º. Art.relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis e empreendimentos privados. Art. compreendendo cada ano uma sessão legislativa. tendo em vista a população do Município. 15 – A Câmara Municipal é composta de Vereadores eleitos para mandato de quatro anos. Parágrafo Único – Cada legislatura terá a duração de quatro anos. alíneas “b” e “c”. observados os limites estabelecidos pela Constituição Federal. quando recaírem em sábados. domingos ou feriados. que se divide em períodos. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. mediante pleito direto. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.As vedações expressas nos incisos VII e XIII serão reguladas em lei complementar federal. § 1º .

bem como para preenchimento de qualquer vaga. presente a maioria de seus membros. 17 – As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria de votos. IV – na votação de veto aposto pelo Prefeito. II – pelo Prefeito. secretas. no ato de verificação da ocorrência. § 3º . III – na votação de decreto legislativo para concessão de qualquer honraria. poderão ser realizadas reuniões em outro local designado pelo Juiz de Direito da Comarca. solenes ou especiais.Na reunião legislativa extraordinária. exceto nos seguintes casos: I – no julgamento dos Vereadores.§ 2º . far-se-á: I – pelo Presidente da Câmara. considerando-se nulas as que se realizarem fora dele.A Câmara reunir-se-á em reuniões ordinárias. § 2º .As reuniões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara. do Prefeito e do VicePrefeito.A Câmara poderá se reunir itinerantemente em qualquer parte do Município. quando este a entender necessária. § 1º . deste artigo. conforme dispuser o seu Regimento Interno. Art.A convocação extraordinária da Câmara Municipal. Parágrafo Único – O voto será sempre público nas deliberações da Câmara. § 4º . § 3º . IV – pela Comissão Representativa da Câmara. Art. . mediante proposta escrita de qualquer vereador e aprovada por maioria absoluta de seus membros. Art. II – na eleição dos membros da Mesa e dos substitutos.Comprovada a impossibilidade de acesso ao recinto da Câmara. a Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocada. no caso de urgência ou de interesse público relevante. 19 – As reuniões da Câmara deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento. III – por iniciativa da maioria absoluta dos vereadores. 18 – A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a deliberação sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA). mediante deliberação prévia do Plenário. extraordinárias. observado o disposto no § 3º. ou outra causa que impeça a sua utilização. salvo disposição em contrário constante da Constituição Federal. da Constituição Estadual e nesta Lei Orgânica.

observar as leis. Parágrafo Único – Considerar-se-á presente à reunião o Vereador que assinar o livro de presença até o início da Ordem do Dia. os demais prestarão compromisso e tomarão posse. § 1º .No ato da posse. SEÇÃO II Da Posse Art. 22 – No dia 1º de janeiro do primeiro ano de legislatura.” § 4º .Art. desempenhar o mandato que me foi confiado e trabalhar pelo progresso do Município de Aimorés e pelo bem-estar de seu povo". participar dos trabalhos do plenário e das votações. independente de número. salvo deliberação em contrário. quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar. a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal. § 5º . 21 – As reuniões somente poderão ser abertas com a presença de. salvo motivo justo. como previsto neste artigo. dentro dos quinze dias subseqüentes. deverá fazê-lo perante o Presidente da Câmara. que declarará: “Assim o prometo. 22. os Vereadores deverão desincompatibilizar-se.Sob a presidência do Vereador mais votado. o Secretário que por este for designado fará a chamada nominal de cada Vereador. Na mesma ocasião. ressalvado o disposto no art. § 2º .O Vereador que não tomar posse. § 3º . a qual ficará arquivada na Câmara. em sessão solene de instalação. deverão fazer declaração de seus bens.No ato da posse. SEÇÃO III . tomada pela maioria absoluta de seus membros. 20 – As reuniões serão públicas. entre os presentes. constando nas respectivas atas o seu resumo. na sede do Município. aceito pela maioria absoluta dos membros da Câmara. e ao término do mandato. sob pena de perda do mandato. às dez horas. um terço (1/3) dos membros da Câmara.Prestado o compromisso pelo Presidente. o Presidente proferirá o seguinte compromisso: "Prometo cumprir a Constituição Federal. Art. a Câmara Municipal se reunirá. no mínimo.

§ 5º . 23 .Da Mesa Diretora Art.Na ausência dos membros da Mesa. b) a sessão convocada para a eleição da Mesa Diretora será presidida pelo presidente em exercício. § 3º . vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. transformação e extinção dos cargos. dentre os presentes. ser observado o seguinte: a) não havendo a eleição na data regimental. elegerão os componentes da Mesa Diretora. § 6º . assumirá a Presidência. o regime jurídico único e os planos de carreira dos servidores públicos municipais.Na composição da Mesa Diretora. registrado o comparecimento da maioria absoluta dos membros da Câmara. permanecerá na presidência. o mais votado.O Regimento Interno disporá sobre o exercício ou preenchimento dos cargos da Mesa. que ficarão automaticamente empossados. se necessário. 24 – Compete à Mesa Diretora. . os Vereadores se reunirão sob a presidência do mais votado. devendo. § 1º – O mandato da Mesa Diretora será de dois anos. para o mesmo horário.No caso de não haver número suficiente de Vereadores para a eleição da Mesa Diretora. VicePresidente e Secretário. e assim sucessivamente. no caso de impedimento ou vacância. entre eles. considerando-se empossados os eleitos a partir da 1º de janeiro do ano subseqüente. § 4º . e convocará reuniões diárias. o vereador mais votado assumirá a Presidência e convocará reuniões diárias até que seja eleita a Mesa Diretora. ou funções públicas dos serviços de sua Secretaria. Art. observados os parâmetros da lei de diretrizes orçamentárias. § 2º . será assegurada. b) abertura de créditos suplementares ou especiais.A eleição para o segundo biênio far-se-á na última reunião ordinária da segunda sessão legislativa. tanto quanto possível. o Vereador mais votado. os quais se substituirão nesta ordem. ou seu substituto legal. através de anulação parcial ou total da dotação da Câmara. e.Imediatamente após a posse a que se refere o artigo anterior. bem como fixar a remuneração. formada do Presidente. além de outras atribuições previstas no Regimento Interno: I – propor projetos de leis que versem: a) a criação. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara. entre os presentes. até que seja eleita a Mesa.

VII – solicitar intervenção no Município. observado o que dispõe os arts. ainda. no desempenho de suas atribuições. I da Constituição Federal. por tempo determinado. e fazer a discriminação analítica das dotações do orçamento da Câmara. até o dia primeiro de março. VIII – declarar extinto o mandato de Vereador e o do Prefeito e Vice-Prefeito. 153. 150. II. quando a ausência exceder quinze dias. X – promulgar a Lei Orgânica e suas emendas. à Mesa Diretora: . XI. as contas do exercício anterior. mediante a anulação parcial ou total de dotações da Câmara. § 2º. 39. II – propor projetos de resoluções e/ou decretos legislativos que versem: a) a organização administrativa dos serviços da Secretaria da Câmara Municipal. d) a autorização para o Prefeito ausentar-se do Município.Compete. bem como alterá-las. nos casos previstos nesta Lei Orgânica. e) a mudança temporária do local de reunião da Câmara Municipal. III – elaborar e encaminhar ao Prefeito. do Estado. nos casos admitidos na constituição. 37. g) código de ética. § 1º . às Comissões e ao Plenário. a previsão de despesas do Poder Legislativo. observada a lei de diretrizes orçamentárias. b) o Regimento Interno da Câmara Municipal e suas modificações. IV – aprovar crédito suplementar. c) subsídios dos Vereadores. V – devolver ao órgão de tesouraria da Prefeitura o saldo de caixa não utilizado até o final do exercício. IX – enviar ao Prefeito. Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais. conduta e decoro parlamentar. f) contratação. observadas as normas e critérios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica. ou solicitar tais recursos do Poder Executivo. III e 153. VI – assegurar aos Vereadores. na forma da lei. nos limites autorizados. e o Vice-Prefeito. a ser incluída na proposta orçamentária do Município. os recursos materiais e técnicos previstos em sua organização administrativa. § 4º . até trinta e um de agosto de cada ano.c) subsídios de Prefeito. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse púbico.

III . II – interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno. X – autorizar e/ou ordenar as despesas da Câmara. nos casos da renúncia por escrito ou falecimento. 25 – Compete ao Presidente. VI – declarar a extinção de mandato de Vereador ou do mandato do Prefeito ou Vice-Prefeito. XIV – declarar a extinção de mandato de Vereador ou o do Prefeito e Vice-Prefeito. conceder licença e promover. . VIII – dar posse. em juízo ou fora dele.exercer outras atribuições previstas em lei. podendo solicitar o auxílio da Polícia Militar. II – mudança temporária do local de Reunião da Câmara. ouvidos os demais integrantes da Mesa Diretora e nos termos da lei. aos Vereadores e convocar o suplente. propor Projetos de Resoluções que versem: I – Regimento Interno da Câmara e suas modificações. Art. II – defender a lei e o ato normativo municipal. XI – requisitar os recursos financeiros destinados a ocorrer às despesas da Câmara. também. do Estado. quando a ausência exceder quinze dias. IX – praticar os atos de administração do pessoal da Secretaria da Câmara. V – promulgar como leis os projetos com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pela Câmara. e o Vice-Prefeito. § 2º . em ação direta que vise a declarar-lhes a inconstitucionalidade. ressalvado ao autor recurso para o plenário. exonerar. em face da Constituição do Estado ou da República. IV – promulgar as resoluções e decretos legislativos da Câmara. VII – impugnar as proposições que lhes pareçam contrárias à Constituição. na forma prevista na legislação pertinente. aposentar. relativas a cada exercício. III – dirigir a Câmara e superintender sua Secretaria.I – propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. incluídos os de nomear. nos casos previstos em lei.Um terço da Câmara poderá. III – autorização para o Prefeito ausentar-se do Município. XII – manter a ordem no recinto da Câmara. a esta lei e ao Regimento Interno. além de outras atribuições previstas no Regimento Interno: I – representar a Câmara. XIII – apresentar ao Tribunal de Contas as contas da Mesa Diretora.

XV – fazer publicar os atos da mesa, bem como as resoluções, os decretos legislativos e as leis por ele promulgadas. XVI – apresentar ao plenário, até o dia vinte de cada mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e as despesas realizadas correspondentes ao mês anterior; XVII – convocar a Câmara extraordinariamente, quando houver matéria de interesse público e urgente a deliberar; XVIII - aplicar sanções aos Vereadores, conforme dispuser o Regimento Interno; XIX - exercer, em substituição, a chefia do Executivo Municipal, nos casos previstos em lei. Art. 26 - O Presidente da Câmara, ou quem o substituir, somente manifestará o seu voto nas seguintes hipóteses: I - na eleição da Mesa Diretora; II – nos escrutínios secretos; III – quando a matéria exigir, para a sua aprovação, os votos de 2/3 (dois terços) e de maioria absoluta dos membros da Câmara; IV - quando ocorrer empate em qualquer votação no Plenário. Art. 27 - Compete ao Vice-Presidente da Câmara, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno: I - substituir o Presidente da Câmara em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças; II - auxiliar nos trabalhos das reuniões da Câmara Municipal; III - promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as resoluções e os decretos legislativos sempre que o Presidente da Câmara, ainda que se ache em exercício, deixe de fazê-lo no prazo estabelecido; IV - promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as leis, quando o Prefeito e o Presidente da Câmara, sucessivamente, tenham deixado de fazê-lo, sob pena de perda do mandato de membro da Mesa. Art. 28 - Compete ao Secretário da Câmara, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno: I - redigir as atas das reuniões secretas e das reuniões da Mesa Diretora; II - acompanhar e supervisionar a redação das atas das demais reuniões e proceder à sua leitura; III - zelar pelos documentos, assinando-os juntamente com o Presidente da Câmara; IV – verificar, através de lista, a presença dos Vereadores;

V - registrar, em livro próprio, os precedentes firmados na aplicação do Regimento Interno; VI - fazer a inscrição dos oradores na pauta dos trabalhos; VII - substituir os demais membros da Mesa, quando necessário. Art. 29 - Qualquer dos membros da Mesa Diretora poderá ser destituído pelo voto de dois terços dos membros da Câmara, nos casos de ineficácia, omissão, ilegalidade ou abuso de poder, no desempenho de suas atribuições. Parágrafo Único – Será disciplinado no Regimento Interno o processo de substituição de membro da Mesa Diretora, incluída a que se der em decorrência de destituição do titular. SEÇÃO IV Das Comissões Art. 30 – A Câmara terá Comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma do Regimento Interno, com as atribuições nele previstas, ou as constantes do ato de sua criação. § 1º. As comissões permanentes têm por finalidade o estudo de assuntos submetidos a seu exame, sobre eles se manifestando, na forma do Regimento Interno, competindo-lhes, ainda, em razão da matéria de sua competência: I - emitir parecer sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas; II - fiscalizar os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração indireta; III - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; IV – realizar audiências públicas em regiões do Município, para subsidiar o processo legislativo; V - convocar os Secretários Municipais ou dirigentes de entidade de administração indireta para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições, sob pena de responsabilidade; VI - convocar qualquer outra autoridade ou servidor público municipal, para prestar informação sobre assunto inerente às suas atribuições, constituindo infração administrativa a recusa ou o não atendimento, no prazo de quinze dias; VII - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões de autoridades ou entidades públicas;

VIII - solicitar depoimento de qualquer cidadão ou autoridade não municipal para prestar informações; IX - acompanhar junto à Prefeitura Municipal a elaboração da proposta orçamentária, bem como sua posterior execução. X - apreciar plano de desenvolvimento e programa de obras do município; XI - acompanhar a implantação dos planos e programas de que trata o inciso anterior e fiscalizar a aplicação dos recursos municipais nelas investidos; XII – exercer, no âmbito de sua competência, a fiscalização dos atos do Executivo e da Administração Indireta. § 2º. As comissões temporárias serão constituídas para proceder estudo de assunto específico, desincumbir-se de missão atribuída pelo Plenário, não cometida a outra comissão, e representar a Câmara Municipal em atos externos de caráter oficial, dentro ou fora do território do Município. § 3º. Na formação das comissões, assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares que participam da Câmara Municipal. Art. 31 - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara Municipal mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. § 1º. - As Comissões Parlamentares de Inquérito, no interesse da investigação, além dos casos previstos no Regimento Interno, poderão: I – proceder as vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais e entidades descentralizadas, onde terão livre acesso e permanência e requisitar de seus responsáveis a exibição ou o fornecimento de cópia de qualquer documento, no prazo de quarenta e oito horas, independente de prévia autorização superior, e a prestação de esclarecimentos necessários; II – transportar-se aos lugares onde se fizer mister sua presença, ali realizando os atos de sua competência. § 2º. - No exercício de suas atribuições poderão, ainda, as Comissões Parlamentares de Inquérito, por intermédio de seu Presidente: I – determinar as diligências que reputarem necessárias; II – requerer a convocação de Secretário Municipal;

papéis e documentos dos órgãos da Administração direta e indireta. a proporcionalidade das representações partidárias.As testemunhas serão intimadas de acordo com as prescrições estabelecidas na legislação federal específica e. e especialmente: I – legislar sobre assuntos de interesse local. 34 – Cabe a Câmara Municipal. haverá uma comissão representativa da Câmara Municipal. com a sanção do Prefeito. ainda. terá poderes próprios. legislar sobre todas as matérias de competência do Município a que se referem os art. 32 . tanto quanto possível. e será criada pela Câmara Municipal. IV – proceder as verificações contábeis em livros.III – tomar o depoimento de qualquer servidor municipal. § 3º . II – o Presidente da Câmara integrará a Comissão. por decoro ou infração político-administrativa e terá. II – legislar sobre tributos municipais. . intimar testemunhas e inquiri-las sob o compromisso. a ela presidindo. Art. composta de três membros. 33 . e inelegíveis para o período subseqüente. em caso de não comparecimento sem motivo justificado. bem como autorizar isenções e anistias fiscais e a remissão de dívidas. mediante denúncia aceita por 2/3 (dois terços) dos Vereadores. nos termos que dispuser o Regimento Interno. inclusive suplementando a legislação federal e estadual. observado o seguinte: I – dois de seus membros são eleitos na última reunião de cada período da sessão legislativa ordinária. para processar Prefeito e Vereadores. Art. SEÇÃO V Da Competência da Câmara Art. observadas as normas previstas na Constituição Federal. Constituição Estadual e Leis Complementares.A Comissão Processante.Durante o recesso. III – suas atribuições e funcionamento serão definidas no Regimento Interno. 10 a 12 desta Lei Orgânica. observada em sua composição. a intimação será solicitada à autoridade judiciária da localidade onde residirem ou se encontrarem. o prazo máximo improrrogável de 90 (noventa) dias para conclusão do Processo e o Julgamento.

III – organizar seus serviços administrativos. empregos e funções públicas da administração pública direta. criar. da cidade ou de bairros. XIX – planos e programas municipais de desenvolvimento. Art. IV – deliberar sobre a obtenção e concessão de empréstimo e operações de crédito. XIII – criar. XV – normatizar a iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município. X – aprovar o Plano Diretor e/ou sua revisão. através de manifestação de. autarquias. vias e logradouros públicos bem como a sua alteração. alterar e extinguir cargos. II – elaborar o Regimento Interno. XI – delimitar o perímetro urbano e a zona de expansão urbana. V – autorizar a concessão de auxílio e subvenções. transformação. VIII – autorizar a concessão administrativa de uso de bens municipais. bem como a forma e as condições de pagamento. bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais. empregos e funções na administração da . XVII – criação. das autarquias e das fundações. VII – autorizar a concessão de direito real de uso de bens municipais. XX – fixação e modificação do efetivo da Guarda Municipal. bem como destituí-la na forma regimental. XVIII – transferência temporária da sede do Governo Municipal. XVI – criação e estruturação das Secretarias Municipais. sociedades de economia mista. XIV – normatizar a cooperação das associações representativas no planejamento municipal. XII – atribuir denominações a próprios. alterar ou extinguir cargo. o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias.III – votar o orçamento anual. extinção e estruturação de empresas públicas. cinco por cento do eleitorado local. pelo menos. VI – autorizar a concessão de serviços públicos. IX – dispor sobre afetação ou desafetação de bens públicos. 35 – É de competência exclusiva da Câmara Municipal: I – eleger sua Mesa. fundos especiais e fundações públicas municipais.

conhecer de sua renúncia e quando for o caso. . b) decorridos noventa dias sem deliberação da Câmara. VII – fixar através de Lei. imediatamente remetidas ao Ministério Público. observadas as normas do Regimento Interno. por infração à legislativa pertinente. XIII – julgar o Prefeito. V – conceder licença ao Prefeito e ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastamento do cargo na forma prevista no Regimento Interno da Câmara Municipal. na forma da lei. sobrestando-se às demais deliberações até que se ultime a votação. anualmente. nesta Lei Orgânica e na legislação federal competente. em cada legislatura para a subseqüente. XV – tomar e julgar as contas do Prefeito e da Mesa. por meio de decreto legislativo.Câmara. para fins de direito. ausentar-se do Município por mais de quinze dias. XVI – remeter ao Ministério Público. observados os seguintes preceitos: a) o parecer do Tribunal só poderá ser rejeitado por decisão de dois terços dos membros da Câmara. nos casos indicados na Constituição Federal. os subsídios do Prefeito Municipal. afastá-los definitivamente do exercício do cargo. VIII – criar comissões parlamentares de inquérito e processantes. as contas rejeitadas. Constituição Estadual e nesta Lei Orgânica. XII – autorizar a realização de referendo e plebiscito. na forma prevista no Regimento Interno da Câmara Municipal. o Parecer será incluído na Ordem do Dia. relativos à administração municipal. bem como estabelecer o regime jurídico dos servidores. serão estas. IV – dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito. IX – requerer informações ao Prefeito e aos Secretários Municipais sobre assuntos determinados. XIV – decidir sobre a perda do mandato do Vereador. observadas as normas inseridas na Constituição Federal. dos Secretários Municipais e dos Vereadores. o Vice-Prefeito e os Vereadores. VI – autorizar o Prefeito. c) rejeitadas as contas. X – convocar os Secretários Municipais para prestar informações sobre a matéria de sua competência. sobre assuntos de sua economia interna e. Vice-Prefeito. nos demais casos de sua competência privativa. XI – deliberar. no prazo de noventa dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado. mediante resolução. nos casos previstos em lei e decretar a perda do mandato dos mesmos.

através de comissão especial.proceder à tomada de contas do Prefeito. XVIII – conceder título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem a pessoas que. ressalvado o disposto no art.XVII – deliberar sobre proposições e vetos de iniciativa do Executivo e sobre projetos de lei de iniciativa popular. § 2º . na conformidade da legislação federal. inciso I. § 3º . no todo ou em parte. para expor assunto de relevância de sua Secretaria. dentro de noventa dias após a abertura da sessão legislativa. no mínimo. o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta prestem as informações solicitadas pelo Poder Legislativo na forma do disposto nesta Lei e no Regimento Interno da Câmara. pelo seu Presidente. XX – mudar temporariamente sua sede.Os Secretários Municipais podem comparecer à Câmara Municipal ou a qualquer de suas comissões. desta Lei. prestar informações sobre assunto previamente determinado. a intervenção do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação. em escrutínio secreto. § 1º. prorrogáveis por igual período. XXI – fiscalizar e controlar. na forma regimental. tenham prestado relevantes serviços ao Município. os atos do Poder Executivo. por sua iniciativa e mediante entendimentos com o Presidente respectivo. na forma prevista no Regimento Interno. mediante decreto legislativo aprovado pelo voto de. ou por qualquer de suas comissões. incluindo os da administração indireta. pode convocar Secretário Municipal para. reconhecidamente. no prazo de quinze dias. § 4º . quando não apresentadas à Câmara Municipal. XXII. pessoalmente. SEÇÃO VI Dos Vereadores Subseção I . dois terços de seus membros.. XIX – sustar. desde que solicitado e devidamente justificado. importando crime contra a administração pública a ausência sem justificação ou a prestação de informações falsas.É fixado em quinze dias. § 1º . 31.O não atendimento ao prazo estipulado no parágrafo anterior faculta ao Presidente da Câmara solicitar.A Câmara Municipal. os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentar ou limites da delegação legislativa.

incluídos congressos. § 2º . nos termos de laudo médico. § 1º . III – por cento e vinte dias. mediante autorização desta. em período único. nas repartições públicas municipais. para a qual tenha sido designado ou.Inclui-se entre os direitos do Vereador. II – votar e ser votado. organização comunitária e assuntos ligados à ciência política. § 3º .Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar. III e IV. a prevista no § 1º.É direito do Vereador licenciar-se: I – para se investir em cargo de Secretário Municipal ou equivalente. V – exercer fiscalização do poder público municipal. seminários e cursos intensivos de administração pública. sem qualquer remuneração. IV – participar de comissões.Os Vereadores são invioláveis. Art. para participar de eventos relacionados com o exercício da vereança. por suas opiniões. de interesse da Câmara. sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. no caso da Vereadora gestante. IV – para desempenhar missões temporárias de interesse do Município. na plenitude de suas atribuições e prerrogativas. VII – desincumbir-se de missão de representação. no cumprimento de sua atividade de fiscalização. no exercício do mandato. no exercício do mandato e na circunscrição do Município. a ser periodicamente renovado. limitado a cento e vinte dias por sessão legislativa. perante a Câmara Municipal. direito municipal. nos termos da lei ou do Regimento Interno: I – exercer a vereança.É remunerada a licença a que se referem os incisos II. . III – requerer e fazer indicações.Ao Vereador pode ser concedida licença para tratar de interesse particular. 36 .Dos Direitos do Vereador Art. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.É assegurado o livre trânsito dos Vereadores. VI – ser remunerado pelo exercício da vereança. § 2º . § 1º . palavras e votos. II – por motivo de doença. hipótese em que poderá optar pela remuneração do cargo de Vereador. 37 .

no desempenho do cargo de Vereador.A licença para tratar de assuntos particulares a que se refere § 1º. em virtude de processo criminal em curso.A responsabilidade penal decorre dos crimes imputados ao Vereador. 38 – Pelo irregular exercício de suas atribuições. § 2º . Art. b) aceitar ou exercer cargo. e com empresa concessionária de serviço público municipal. II – desde a posse: . salvo quando o contrato obedecer às cláusulas uniformes.A responsabilidade político-administrativa resulta de atos comissivos ou omissivos. dentro de cinco dias após a reunião. ou de que seja demissível “ad nutum”. § 4º . considera-se automaticamente licenciado o Vereador.Fica mantida a remuneração do Vereador durante os afastamentos nos termos do inciso VII. do art. o respectivo atestado médico. responde o Vereador civil. temporariamente. não poderá ser inferior a trinta dias e o Vereador não poderá assumir o exercício do mandato antes do término da licença.Com a investidura de que cogita o inciso I. sob pena de desconto sobre o subsídio. em qualquer das entidades mencionadas na alínea anterior.§ 3º . de sua liberdade. § 6º . de administração indireta. em virtude de concurso público. § 7º . § 5º . nesta qualidade. 39 – É vedado ao Vereador: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com o Município. com transgressão de norma pertinente ao exercício da vereança ou funcionamento da Câmara. penal e político-administrativamente. considerar-seá como licença o não-comparecimento às reuniões de Vereador privado. ou entidade sua. § 8º . 36. emprego ou função pública de que não seja ou não se tenha tornado titular em caráter efetivo.O Vereador que faltar à reunião por motivo de doença. § 1º .O Regimento Interno disporá complementarmente sobre as licenças. Subseção II Dos Deveres e Proibições Art. deverá apresentar à Secretaria da Câmara. § 3º .Independentemente de requerimento.

Art. controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela ser a qualquer título remunerado. entre eles. quando: I – Utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa. que ocupe em caráter efetivo. II – Fixar residência fora do Município. exceto para promoção por merecimento. II – observar as normas legais e regulamentares. poderá exercer cumulativamente seu cargo. ficará afastado de seu cargo. o exercício da cidadania plena e a organização e fortalecimento comunitário. Parágrafo Único – Ao Vereador que seja servidor público aplicamse as seguintes regras: a) havendo compatibilidade de horário. V – exercer com equilíbrio e firmeza o dever de fiscalizar o governo local. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. com assiduidade e pontualidade. emprego ou função para o exercício da vereança. conducentes à realização dos objetivos prioritários do Município. § 1º – O Vereador poderá ter o seu mandato cassado. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. III – Proceder de modo incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com o decoro na sua conduta pública.a) ser proprietário. 41 – A Câmara poderá cassar ou extinguir o mandato do Vereador nos casos previstos nesta Lei Orgânica e na legislação federal pertinente. emprego ou função. c) no caso de afastamento do cargo. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades referidas na alínea a do inciso anterior. nos termos da alínea b do inciso anterior. b) não havendo compatibilidade de horário. . d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. função ou emprego. Art. 40 – São deveres do Vereador: I – comparecer nas reuniões da Câmara. VI – empenhar-se na difusão e prática dos valores democráticos. b) ocupar cargo. função ou emprego. IV – colaborar na edição de leis justas. III – zelar pela autonomia da Câmara. sem prejuízo da respectiva remuneração.

sob pena de nulidade. mas não poderá integrar a comissão de processo. § 5º . e. do § 1º deste artigo. em cada sessão legislativa anual.Se o denunciante for Vereador. o declarar incurso em qualquer das infrações especificadas na denúncia e previstas nos incisos I a III. § 9º . precedida de processo a cargo de Comissão da Câmara.§ 2º . o Presidente da Câmara. § 8º . licença ou missão autorizada pela Edilidade. nos casos. III – deixar de comparecer. dentro do prazo estabelecido em lei. a critério da Câmara. ainda. cassação dos direitos políticos ou condenação por crime funcional ou eleitoral. no prazo fixado em lei ou pela Câmara. § 3º . Partido Político ou qualquer eleitor.O processo pode ser precedido de sindicância. § 4º . na qual os fatos sejam objetivamente expostos e as provas indicadas. II – Deixar de tomar posse. à terça parte das reuniões ordinárias da Câmara Municipal. salvo comprovado motivo de doença. deixar de comparecer a cinco reuniões extraordinárias convocadas pelo Prefeito. § 7º . quando: I – Ocorrer falecimento. salvo se a convocação ocorrer durante o recesso parlamentar. ficará impedido de votar sobre a denúncia ou no julgamento das conclusões do relatório e de integrar a comissão processante.O suplente do Vereador impedido de votar será convocado para substituí-lo nas deliberações pertinentes ao processo.O Vereador terá extinto o seu mandato e assim será declarado pelo Presidente da Câmara. por escrito e mediante recibo de recebimento. o suplente do . pelo voto secreto de dois terços de seus membros. estabelecidos em lei e não se desincompatibilizar até a posse. supervenientes.A cassação de mandato será. em face de denúncia escrita da Mesa Diretora. ou. sem motivo justo aceito pela Câmara. comunicará ao plenário e fará constar da ata a declaração da extinção do mandato e convocará imediatamente o respectivo suplente. renúncia por escrito. na primeira reunião. por esta instituída pelo voto da maioria de seus membros.Ocorrido e comprovado o ato ou fato extintivo. IV – incidir nos impedimentos para o exercício do mandato. § 6º .Se o Presidente da Câmara omitir-se nas providências previstas no parágrafo anterior. Vereador. para a apreciação de matéria urgente.Considerar-se-á definitivamente cassado o mandato do Vereador se a Câmara.

dentro das vinte e quatro horas subseqüentes. mencionados nos parágrafos anteriores. ou para tratar de interesse particular. Subseção IV Remuneração dos Vereadores . § 11º . dentro de quarenta e oito horas. ao Tribunal Regional Eleitoral.O Regimento Interno baixará normas complementares sobre a convocação de suplentes de que trata este artigo. que deverá tomar posse dentro de quinze dias. 42 – Não perderá o mandato o Vereador: I – investido no cargo de Secretário Municipal. neste caso. a contar da convocação. Parágrafo único – Na hipótese do inciso I acima. o Presidente da Câmara convocará o suplente. Subseção III Da Convocação de Suplentes Art.Em qualquer dos casos de cassação ou declaração de extinção de mandato. § 1º . sem remuneração e por período não excedente a cento e vinte dias por sessão legislativa.Ocorrendo vaga e não havendo suplente. § 10º . salvo motivo justo. por via judicial. a critério da Câmara. sob pena de ficar caracterizada a renúncia. o vereador considerar-se-á automaticamente licenciado e poderá optar pela remuneração do mandato.Vereador ou o Prefeito Municipal poderá requerer a declaração de extinção do mandato. ao Vereador será assegurada ampla defesa. § 3º . o contraditório. observados entre outros requisitos de validade. 69 da presente Lei Orgânica. o quorum para as deliberações da Câmara será apurado em função dos Vereadores remanescentes. § 2º . II – licenciado por motivo de doença.No caso de cassação de mandato deverá ser obedecido o rito previsto no art.Enquanto não preenchida a vaga a que se refere o parágrafo anterior. III – licenciado para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse geral do Município. a publicidade e o despacho ou decisão motivados. o Presidente da Câmara comunicará o fato. Art. 43 – Ocorrendo vacância do cargo de Vereador ou no caso de licenciamento de seu titular.

aos Deputados Estaduais. expresso em moeda corrente do País. sem motivo justo. § 3º inciso VII desta Lei Orgânica. na fixação dos subsídios dos Vereadores serão observados os seguintes limites: I – o subsídio do Vereador não poderá ser maior que trinta por cento daquele estabelecido. em cada legislatura para a subseqüente. III e 150. observadas as vedações legais e constitucionais. X da CF/88. 57. com base em critérios propostos pela Mesa Diretora e aprovados pela Câmara. 44 – Os subsídios dos Vereadores serão fixados por lei de iniciativa da Câmara. § 3º .Os Vereadores serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. § 5º . II. em face da responsabilidade e relevância do cargo. conforme art. II – o total da despesa com os subsídios e a parcela indenizatória previstos nesta lei não poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do Município. 37.O Regimento Interno baixará normas complementares sobre os subsídios de que trata este artigo.No caso da Câmara não fixar os subsídios conforme estabelecido no caput deste artigo. alimentação e estada. I).A remuneração de que trata este artigo sofrerá uma revisão geral e anual. 36.Art. § 4º .Os Vereadores serão ressarcidos. terá direito a subsídio correspondente a 120% (cento e vinte por cento) dos subsídios dos demais Vereadores. 150. § 7º . 39. § 1º . nos afastamentos previstos no art. § 4º. § 8º . extraordinárias e reuniões de comissão a que houver faltado. § 2º. prevalecerá o subsídio do mês de dezembro do último ano da legislatura.O Presidente da Câmara. na forma do Regimento Interno. 153.Dos subsídios do Vereador será deduzido o correspondente às reuniões ordinárias. das despesas de transporte. visando recompor a perda inflacionária do valor nominal da remuneração. em espécie. § 6º . observado o que dispõe a Constituição Federal (arts. § 7º.Além de outros previstos na Constituição Federal. § 2º . até sessenta dias antes das eleições municipais. SEÇÃO VII Do Processo Legislativo . inc. a Constituição Estadual e os critérios estabelecidos nesta Lei Orgânica.

na forma do Regimento Interno: I – a indicação. § 1º . 46 – A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta: I – de. V – o pedido de providência. o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Municipal. ainda.Subseção I Introdução Art.São. III – a moção.Na ausência de norma legal específica nesta Lei Orgânica. reuniões do Poder Legislativo e toda matéria concernente à competência deste Poder. II – leis complementares. . III – leis ordinárias. II – o requerimento. em ambos. § 3º . IV – leis delegadas. § 2º . com o respectivo número de ordem. considerando-se aprovada quando obtiver. § 1º . VI . V – decretos legislativos. com interstício mínimo de dez dias. objeto de deliberações da Câmara Municipal.qualquer outra codificação. no mínimo. § 2º . um terço dos membros da Câmara Municipal.A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência dos estado de sítio ou estado de defesa. II – do Prefeito. Subseção II Da Emenda à Lei Orgânica Art. caberá ao Regimento Interno da Câmara Municipal definir e dispor sobre a forma de tramitação das proposições. inclusive “quorum” para votação. 45 – O processo legislativo municipal compreende a elaboração de: I – emendas à Lei Orgânica Municipal. nem quando o Município estiver sob intervenção estadual.A emenda será promulgada pela Mesa Diretora da Câmara. IV – o anteprojeto. VI – resoluções.A proposta de emenda será discutida e votada em dois turnos.

§ 4º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada, não poderá retornar a plenário na mesma sessão legislativa. Subseção III Das Leis Art. 47 – A iniciativa de lei complementar e ordinária caberá a qualquer Vereador ou Comissão da Câmara, ao Prefeito e ao eleitorado na forma e nos casos definidos nesta Lei Orgânica. § 1º – São de iniciativa exclusiva do Prefeito, entre outros, os projetos de leis que versem: I – a criação, transformação e extinção dos cargos e funções públicas da Prefeitura, autarquias públicas, bem como a fixação de respectiva remuneração, observados os parâmetros da lei de diretrizes orçamentárias e o regime jurídico único e os planos de carreira dos servidores públicos; II – o regime jurídico único e os planos de carreira dos servidores públicos do Município, autarquias e fundações públicas; III – o quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob controle direto ou indireto do Município; IV – a criação, estruturação, atribuições e extinção de órgãos, na administração municipal e em entidade de administração indireta; V – os planos plurianuais; VI – as diretrizes orçamentárias; VII – os orçamentos anuais; VIII – a matéria tributária que implique redução de receita tributária; IX – desafetação, alienação e concessão de bens imóveis municipais; X – obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem como a forma e os meios de pagamento; XI – concessão de auxílios e subvenções; XII – concessão de direito real de uso de bens municipais; XIII – concessão administrativa; XIV – aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação para o Município, sem encargo. § 2º - Não será admitida emenda que aumente a despesa prevista nos projetos de lei de iniciativa exclusiva do Prefeito, ressalvadas as exceções previstas nesta Lei Orgânica.

§ 3º - A Lei Complementar será aprovada por maioria absoluta da Câmara. § 4º - São leis complementares, entre outras matérias previstas nesta Lei Orgânica, as concernentes às seguintes matérias: I – Plano Diretor; II – Código de Obras e Edificações; III – Código Tributário do Município; IV – Código de Posturas; V – Código Sanitário; VI – Plano Rodoviário Municipal; VII – Estatuto dos Servidores Públicos; VIII – Lei de Uso e Ocupação do Solo e de Parcelamento do Solo Urbano; IX – Lei de plano de cargos e salários. § 5º. – A iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, poderá ser exercida através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado. Art. 48 – O Prefeito poderá solicitar urgência para a apreciação de projeto de lei de sua iniciativa. § 1º - Solicitada a urgência, se a Câmara não se manifestar, em até quarenta e cinco dias, sobre o projeto, será ele incluído na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação sobre os demais assuntos para que se ultime a votação. § 2º - O prazo do parágrafo anterior não corre em período de recesso da Câmara, nem se aplica a projeto de código ou lei estatutária. Art. 49 – A proposição de lei, resultante de projeto aprovado pela Câmara, será enviado ao Prefeito que no prazo de quinze dias úteis, contados da data de seu recebimento: I – se aquiescer, o sancionará; II – se considerar, no todo ou em parte, inconstitucional ou ilegal, ou contrário ao interesse público, a vetará, total ou parcialmente, e, dentro de quarenta e oito horas, comunicará seus motivos ao Presidente da Câmara. § 1º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. § 2º - O silêncio do Prefeito, decorrido o prazo, importa sanção. § 3º - A Câmara, dentro de trinta dias contados do recebimento da comunicação do veto, sobre ele decidirá, em escrutínio secreto, e sua rejeição somente ocorrerá pelo voto da maioria absoluta de seus membros.

§ 4º - Rejeitado o veto, será a proposição de lei enviada ao Prefeito para promulgação. § 5º - Esgotado o prazo estabelecido no § 3º sem deliberação, o veto será incluído na Ordem do Dia da reunião imediata, sobrestadas todas as demais proposições, até sua votação final ressalvada a matéria de que o art. 48, desta Lei. § 6º - Se, nos casos dos §§ 2º e 4º a lei não for, dentro de quarenta e oito horas, promulgada pelo Prefeito, o Presidente da Câmara a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. § 7º – A matéria constante do projeto rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria dos membros da Câmara. Art. 50 – As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que deverá solicitar delegação à Câmara Municipal. § 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência privativa da Câmara Municipal, a matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos. § 2º - A delegação ao Prefeito será efetuada através de decreto legislativo, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. § 3º - Se o decreto legislativo determinar a apreciação do projeto pela Câmara Municipal este se fará em votação única, vedada qualquer emenda. § 4º - O decreto legislativo, para o fim colimado no § 2º deste artigo, só será expedido se aprovado por maioria de 2/3 (dois terços) dos Vereadores. Subseção IV Das Resoluções e dos Decretos Legislativos Art. 51 – A resolução será destinada a regular matéria político-administrativa da Câmara e de sua competência originária e exclusiva, para produzir seus principais efeitos no interior da Câmara. § 1º - A resolução aprovada pelo Plenário em um só turno de votação, será promulgada pelo Presidente da Câmara. § 2º - As matérias a ser regulada pela Câmara através de Resolução são, dentre outras, as seguintes: I – organização administrativa dos serviços da Secretaria da Câmara, bem como a criação, alteração, transformação ou

§ 2º . V – autorização ao Prefeito para elaborar leis delegadas. . mas não se sujeitam a sanção e veto do Executivo. II – aprovação de contas. VI – outras matérias que possam produzir seus principais efeitos fora da Câmara. III – outorga de título de cidadão honorário e qualquer outra honraria ou homenagem. dentre outras. IV – aprovação de convênios e consórcios. aprovado pelo Plenário em um só turno de votação. 53 – A Resolução e o Decreto Legislativo obedecem ao processo legislativo das leis. III – concessão de licença a Vereadores.O decreto legislativo. sendo que o Regimento Interno da Câmara poderá dispor complementarmente sobre a matéria. 52 – O decreto legislativo será destinado a regular matéria político-administrativa de competência exclusiva da Câmara Municipal. Art. desde que presentes mais da metade de seus membros. dentre outras previstas nesta Lei Orgânica.extinção de cargo. IV– contratação de empréstimo de entidade privada.As matérias a ser regulada pela Câmara. III – concessão de títulos honoríficos.Depende do voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 54 – As deliberações da Câmara são tomadas por maioria de votos. § 1º . Subseção V Do Quorum para as Deliberações Art. V – rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas. II – Regimento Interno da Câmara e suas modificações. Art. empregos e funções na administração da Câmara. para produzir seus principais efeitos fora limites da Câmara. será promulgado pelo Presidente da Câmara. através de decreto legislativo são. as seguintes: I – cassação de mandatos. IV – aprovação de precedentes regimentais. V – qualquer outra matéria de natureza interna corporis da Câmara. a aprovação dos projetos que versem: I – emenda à Lei Orgânica. § 1º . II – aquisição de bem imóvel por doação com encargo.

III– aprovação e modificação do Regimento Interno. Prefeito e VicePrefeito. VII – perdão de dívida ativa.rejeição de veto do Prefeito Municipal.VI– cassação do mandato de Vereador. em matéria de obras e edificações. somente admitida nos casos de calamidade pública. IX – alienação de bem imóvel. SEÇÃO VI Da Fiscalização Contábil. sistema de lazer ou recreio. Financeira e Orçamentária Subseção I .O Presidente da Câmara. devidamente justificado. foram efetivados sem autorização. dependente de autorização do Senado Federal. VIII – concessão de direito real de uso de bem imóvel.decreto legislativo autorizando o Prefeito a elaboração de uma lei delegada. somente manifestará o seu voto nas hipóteses previstas no art. II – codificação. tributária e demais posturas que envolvem o exercício de política administrativa local. X – destituição de membro da Mesa Diretora. VIII – aprovação de empréstimo. V – regime jurídico único dos servidores. áreas verdes. § 2º . ou quem o substituir. X – desafetação de praças públicas. operação de crédito e acordo externo. incluído o zoneamento e o parcelamento do solo. vias públicas e quaisquer outras áreas de uso comum do povo.A aprovação pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. dentre outras previstas nesta Lei Orgânica. será exigida quando se tratar de projetos que versem: I – autorização para o Prefeito celebrar convênios ou ratificar aqueles que. XI . IV– aquisição de bem imóvel. 26 desta Lei Orgânica. de qualquer natureza. VII – concessão de serviços públicos. criação. § 3º . IX – modificação de denominação de logradouro público com mais de dez anos. por motivo de urgência ou de relevante interesse público. VI . alteração e/ou extinção de cargos.

III – o cumprimento de programa de trabalho expresso em termos monetários. pelo próprio órgão e entidade envolvida. em nome do Município ou de entidade de administração indireta. cujas associações deverão ter no mínimo um ano de existência e funcionamento regular atestado pelo Ministério Público. a realização de obra e a prestação de serviço. § 1º . II – a fidelidade funcional do agente responsável por bem ou valor público. § 3º . § 2º . 55 manterão. 55 . mediante amplo e irrestrito exercício do direito de petição perante qualquer órgão de administração direta e entidade de administração indireta. 56 – Os órgãos e entidades referidos no art. bem como das entidades de administração indireta se sujeitarão: I – a controles internos. guardar. de forma integrada. arrecadar. b – assumir. exercidos. economicidade e razoabilidade de ato gerador de despesa ou determinante de despesa e de que resulte nascimento ou extinção de direito ou obrigação. legitimidade.A fiscalização e os controles internos e externos de que trata o presente artigo abrangem: I – a moralidade. com o auxilio do Tribunal de Contas. a cargo da Câmara Municipal.Introdução Art. legalidade. orçamentária.As disponibilidades de caixa do Município e dos órgãos ou entidades de administração indireta serão depositadas em instituição financeira oficial. sistema de controle interno. Subseção II Dos Controles Internos Art. obrigações de natureza pecuniária. bem ou valor público ou pelos quais responda o Município ou entidade da administração indireta.Prestará contas a pessoa física que: a – utilizar. gerenciar ou administrar dinheiro. III – controle direto pelo cidadão e associações representativas da comunidade. operacional e patrimonial da Mesa Diretora da Câmara e do Poder Executivo. de forma integrada. II – a controle externo. com a finalidade de: .A fiscalização contábil. financeira.

V – em tomada de contas. IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. fundamentalmente: I – na emissão de parecer prévio sobre as contas. ainda. impessoalidade. VI – Exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração. o exame e avaliação direta dos fatos e o de . inspeções e diligências. quanto à eficácia e eficiência. Parágrafo Único – O controle abrange. ilegalidade ou ofensa aos princípios da legalidade. sob pena de responsabilidade solidária. § 1º . III – em parecer prévio sobre os empréstimos externos.A lei disciplinará o funcionamento e a organização do controle interno municipal. IV – em parecer sobre empréstimos ou operações de crédito interno realizados pelo Município. 57 – O auxílio do Tribunal de Contas se exprimirá. moralidade e publicidade. V – verificar o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000). II – em auditorias financeiras e orçamentárias sobre a aplicação de recursos na administração municipal. a cargo da Câmara. e da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. e o de seus direitos e haveres. operações e acordos da mesma natureza. fiscalizando sua aplicação. II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade. III – exercer o controle de operações de crédito. dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado. avais e garantias. da gestão orçamentária. § 2º .Os responsáveis pelo controle interno. mediante acompanhamento. vencimento ou salário de seus membros ou servidores. financeira e patrimonial dos órgãos da administração direta e das entidades da administração indireta.I – avaliar o cumprimento das metas previstas nos respectivos planos plurianuais e a execução dos programas de governo e orçamentos. nos casos em que não tenham sido prestadas no prazo legal. Subseção III Do Controle Externo Art.

§ 5º . para exame e apreciação. da Mesa Diretora e das entidades de administração indireta serão apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado. Art. de apuração de responsabilidade.As contas de que trata este artigo serão julgadas pela Câmara. 57.Decorrido o prazo sem deliberação da Câmara.O parecer prévio do Tribunal de Contas somente deixará de prevalecer pelo voto de dois terços dos membros da Câmara. a contar do recebimento do parecer mencionado no art. durante o qual as contas ficarão à disposição dos que as tenham prestado. sob pena de infração político-administrativa. sujeitando-se à cassação do mandato.As contas do Município deverão ficar anualmente. a partir de 15 de abril. § 3º .A Câmara publicará edital. o qual poderá questionar-lhe a legitimidade nos termos da lei. à disposição de qualquer contribuinte. e defesa. inciso I. aprovado pela maioria dos membros da Câmara. associação ou sindicato é parte legítima para. a título de subsídio para a tomada de contas. durante sessenta dias. § 4º . a Câmara. na forma da lei. em local de fácil acesso. obrigatoriamente. § 7º . com o prazo improrrogável de trinta dias. nos termos do Regimento Interno. e por cópia autenticada. com base em parecer da comissão competente. para complementação de dados e documentos.demonstrativos e relatórios fornecidos à Câmara pelos órgãos e entidades. colocado em pauta pelo Presidente da Câmara. § 6º – No caso das contas não serem prestadas no prazo legal. dentro dos trinta dias seguintes. § 1º . Subseção IV Do Controle de Constitucionalidade . instaurará inquérito. será enviado ao Tribunal de Contas. § 2º . a Câmara. o julgamento do Parecer Prévio deverá ser. até o último dia útil do mês de março do exercício subseqüente. se for o caso. cujo relatório final. no prazo de noventa dias. 58 – As contas do Prefeito. denunciar irregularidades ou ilegalidades perpetradas pelo Poder Executivo ou pela Mesa da Câmara perante o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.Qualquer munícipe. partido político. e ao Ministério Público. nos termos do parecer prévio do Tribunal de Contas.

em decreto e em igual prazo. Subseção V Da Sustação de Atos Normativos Art. programa ou projeto de governo. que reconsidere o ato de sustação. dentro de cinco dias. o órgão de assessoramento jurídico. pelo voto de dois terços de seus membros. 60 – Compete a Câmara. contados da comunicação do Tribunal de Justiça. a Mesa Diretora dará início ao processo legislativo. Subseção VI Do Controle da Execução Administrativa Art. dentro de quinze dias. dentro de cinco dias.No caso de omissão imputada a órgão administrativo. § 4º). § 1º . com base em parecer unânime e fundamentado das comissões. § 3º .No caso da inconstitucionalidade ser conhecida com fundamento em omissão de medida de competência da Câmara.A sustação se dará em resolução da Câmara. os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar. 59 – Cabe a Câmara.Art. para tornar efetiva norma da constituição. 61 – É dever do Vereador e da Câmara manterem-se correta e oportunamente informados de ato. comunicada ao Prefeito. servidor ou empregado público.Ao Prefeito é facultado pedir fundamentadamente a Câmara. determinará a sustação do ato. a execução da lei ou do ato normativo municipal declarado inconstitucional. no todo ou em parte. fato ou omissão imputáveis à Mesa Diretora ou a agente político. . III – inexecução ou execução insuficiente ou tardia de plano. ainda. a Câmara manterá sob controle a prática do ato que deverá dar-se dentro de trinta dias (Constituição do Estado: art. de que tenha resultado ou possa resultar: I – ofensa à moralidade administrativa. suspender. § 2º . 118. sustar. sob pena de responsabilidade. § 2º A deliberação da Câmara será. que. total ou parcialmente. II – propaganda enganosa do Poder Público. à vista de comunicação do Tribunal de Justiça. § 1º . ouvido. ao patrimônio público e aos demais interesses legítimos da comunidade.

de natureza administrativa ou civil. 212). IX. compreendidos e provenientes de transferências (Constituição da República: art. V – demonstrativo das despesas com a manutenção e desenvolvimento do ensino. envolvendo. tendo em vista o correto atendimento ao interesse público.IV – prática ilegal de atos. III – propor ou adotar medidas de apuração de responsabilidade. confrontados com as receitas correntes efetivamente arrecadadas. em matéria criminal em face dos dados objetivamente apurados. e. licitação e contrato administrativo. nelas incluídas as pertinentes aos agentes políticos. com as seguintes informações fundamentais. VII – demonstrativo das obras com execução iniciada ou concluída. II – recomendar medidas de revisão. ou na análise de informações eventualmente solicitadas ou constantes de Relatório de Ação Executiva. entre outros itens. nomeação ou admissão de servidor ou empregado público. § 1º . que couberem. confrontada com as receitas resultantes de impostos. as . fundamentalmente: I – obter e avaliar criticamente informações à Câmara prestadas.O acompanhamento e fiscalização mencionados baseiam-se na observação direta de fatos ou documentos ou naqueles de que tenha o Vereador ou a Câmara conhecimento por meio de denúncia. § 2º . VI – demonstrativo de dívida fundada do Município. § 3º . relativas ao quadrimestre vencido. ou representar ao Ministério Público. III – demonstrativo das despesas de pessoal. IV – demonstrativo das despesas de publicidade com os órgãos de comunicação especificados os veículos ou agências de comunicação. maio e setembro de cada ano. qualquer que tenha sido a forma de provimento. correção e aperfeiçoamento de práticas administrativas. indicados os respectivos procedimentos licitatórios. da Constituição da República. 37. desde que fundamentada.O exercício do dever de que trata este artigo envolve. no exercício: I – cargos.O Relatório a que alude o parágrafo anterior será pelo Prefeito encaminhado ao Legislativo até o último dia dos meses de janeiro. acumuladamente. de modo cabal e com oportunidade. empregos e funções providos. II – contratos celebrados e rescindidos nos termos do art. comissivos ou omissivos. sobre os atos e fatos da administração. entre outras.

III – a divulgar. II – a fazer publicar. IX – demonstrativo da evolução da despesa de investimento. os montantes de cada um dos tributos arrecadados e os recursos recebidos (Constituição da República: art. por espécie de tributo. § 1º . relativo ao mês anterior. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. CAPÍTULO II Do Poder Executivo Seção I Introdução Art. 63 – O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito.Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1º deste artigo. os valores contratados e já quitados e as características das obras. VIII – a evolução da receita efetivamente arrecadada.A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento. incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos. 165.Obriga-se ainda o Prefeito: I – a remeter à Câmara. não poderá ultrapassar ao percentual de oito por cento relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. até o dia vinte de cada mês. . 162). relatório resumido da execução orçamentária (Constituição da República: art. § 3º). cópia do balancete da receita e da despesa. 62 – O total das despesas da Câmara Municipal. efetivamente realizado no exercício anterior pelo município. SEÇÃO IX Dos limites das Despesas da Câmara Art. 158 e 159. § 2º . auxiliado pelos Secretários Municipais. todos da Constituição Federal.datas dos contratos celebrados. § 4º . até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação.

e a posse ocorrerá no dia primeiro de janeiro subseqüente. para o mandato de quatro anos. a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal. será por esta declarado vago o respectivo cargo.A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito. § 2º . assumirá o cargo de Prefeito o Presidente da Câmara. decorridos quinze dias. as quais serão transcritas em livro próprio. sob pena de extinção do respectivo mandato. constando de ata o seu resumo. dentre os brasileiros maiores de vinte e um anos no exercício de seus direitos políticos. desempenhar o mandato que me foi confiado e trabalhar pelo progresso do Município de Aimorés e pelo bem-estar de seu povo".§ 1º .Se. envolve. observado ao mais. o Secretário Municipal da Prefeitura. § 7º . .No ato da posse e ao término do mandato o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração pública de seus bens. auxiliar o Prefeito sempre que por ele convocado para missões especiais. III – não se recusar a substituí-lo. a posse do prefeito e do Vice-Prefeito poderá efetivar-se perante o Juiz de Direito da Comarca ou na falta deste. mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País. observar as leis. perante o da Comarca mais próxima. II – além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei. de mais idade. impedido este.O exercício do cargo de Vice-Prefeito. o disposto no art. salvo motivo de força maior. o Procurador Geral do Município. § 5º . o Prefeito ou o VicePrefeito não tiver tomado posse. em reunião subseqüente à instalação desta. e no seu impedimento ou impossibilidade de assumir. § 4º .O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse perante a Câmara. fundamentalmente: I – substituir o Prefeito em caso de licença ou impedimento e o suceder no caso de vaga ocorrida após a diplomação. § 8º . quando prestarão o seguinte compromisso: "Prometo cumprir a Constituição Federal. na data prevista neste artigo.No caso de impedimento do Prefeito e do VicePrefeito ou no de vacância dos respectivos cargos. se realizará no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato do seu antecessor. 77 da Constituição da República. será chamado a responder pelo expediente da Prefeitura. devidamente comprovado perante a Câmara. § 3º .A eleição do Prefeito importará a do Vice-Prefeito com ele registrado. § 6º .Se a Câmara não se reunir.

assumindo o Prefeito todos os direitos e obrigações inerentes ao cargo. Seção II Da Competência do Prefeito Art.Ocorrendo a vacância dos cargos de Prefeito e VicePrefeito. regulamentos para sua fiel execução.O exercício do mandato dar-se-á. plano plurianual e orçamento anual. IX – remeter mensagem e plano de governo à Câmara por ocasião de abertura de sessão legislativa. na forma e nos casos previstos nesta Lei. à direção superior do Poder Executivo. XII – prestar. III – nomear e exonerar os secretários municipais.A transmissão de cargo. por meio de decretos. XI – dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal. proceder-se-á a eleição dentro dos sessenta dias a contar da abertura da última vaga. X – enviar à Câmara os projetos de leis de diretrizes orçamentárias. promulgar e fazer publicar as leis. na forma da lei. hipótese em que assumirá o cargo de Prefeito o Presidente da Câmara ou no caso de impedimento e/ou recusa deste. com o auxílio dos secretários municipais. após a posse. quando houver. VI – vetar proposições de leis. com a posse. as contas relativas ao exercício anterior. anualmente. VIII – prover os cargos de direção das autarquias e fundações públicas. V – sancionar. salvo se faltarem menos de quinze meses para o término do mandato. dar-se-á no Gabinete do Prefeito. VII – prover os cargos. além de outras atribuições previstas nesta Lei Orgânica: I – representar o Município. bem como expedir. automaticamente. aquele que a Câmara eleger. . expondo a situação do Município e salientando as providências que julgar necessárias. § 10º . 64 – Compete ao Prefeito. empregos e as funções públicas do Poder Executivo. IV – iniciar o processo legislativo. total ou parcialmente. § 11º . em Juízo e fora dele: II – exercer.§ 9º . tudo na forma da lei eleitoral.

XVII – declarar a necessidade e utilidade pública ou o interesse social. XVI – remeter à Câmara ou fazer publicar os balancetes. .XIII – extinguir por decreto. XXVI – resolver sobre os requerimentos. mediante prévia autorização da Câmara. 61. XIX – convocar extraordinariamente a Câmara. XXVII – enviar à Câmara. de um duodécimo do total das dotações de seu orçamento anual. XIV – celebrar convênios. ajustes e contratos. segundo critérios estabelecidos em lei municipal. observados as disponibilidades orçamentárias e os créditos autorizados pela Câmara. autorizando as despesas e os pagamentos. XVIII – prestar as informações solicitadas pela Câmara. na forma da lei. relatórios ou demonstrativos mencionados no § 4º do art. bem como daqueles explorados pelo próprio Município. obedecidos os preceitos desta lei. à razão. para fins de desapropriação. cargo desnecessário no Quadro da Prefeitura. XXV – realizar audiências públicas com entidades e cidadãos da Comunidade. permitidos ou autorizados. externo ou interno. XXI – decretar estado de calamidade pública. compreendidos os créditos suplementares e especiais. até o dia vinte de cada mês. e efetivá-la. reclamações ou representações que lhe forem dirigidos. para o debate de assuntos de interesse público local. desde que vago ou ocupado por servidor não estável. dentro de quinze dias ou em prazo maior que solicitar. XXII – fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos. XX – solicitar o concurso das autoridades policiais do Estado para assegurar o cumprimento de seus atos. e fazer operação ou acordo externo de qualquer natureza. bem como a guarda e aplicação da receita. XXIII – requerer à autoridade competente a prisão administrativa de servidor público municipal omisso ou remisso na prestação de contas dos dinheiros públicos. observados os demais requisitos. em face da complexidade da matéria ou de dificuldade no levantamento e organização dos dados solicitados. observados os prazos legais. XV – contrair empréstimo. os recursos financeiros para acorrer às suas despesas. por mês. bem como fazer uso da Guarda Municipal. XXIV – superintender a arrecadação dos tributos e preços.

exercer outras atribuições previstas em Lei. o reconhecimento da validade da proposta orçamentária anual acaso rejeitada globalmente. perante a Câmara para prestar informações. XXXV – expedir decretos. 65 – Incluem-se entre os direitos do Prefeito: I – exercer. até 31 de março.defender a lei e o ato normativo municipal. voluntariamente. pugnar por interesses do Executivo ou defender-se de imputação de prática de irregularidade. a prestação de contas. Parágrafo Único – É indelegável a prática de qualquer ato cuja formalização deve ser feita por decreto. dele se deslocar. estada e alimentação. XXXVII . especificar. quando. IV – participar de associação microrregional. XXXIII . sem motivação ou sem fundamentação jurídica. em ação direta que vise a declarar-lhes a inconstitucionalidade. XXXI – celebrar consórcios com outros municípios. como representante de seu Município. XXXII . V – postular. para realização de objetivos de interesse público. XXIX – enviar à Câmara Municipal projeto de lei sobre o regime de concessão ou permissão de serviços públicos. visando estritamente à desconcentração administrativa. em sua plenitude. XXXVI – fazer publicar os atos oficiais. em juízo. arruamento e zoneamento urbano ou para fins urbanos. na forma da lei. III – ser remunerado pelo exercício do cargo e representação dele decorrente e ser ressarcido das despesas com transporte. a serviço do Município. bem como os balanços do exercício findo. em face da Constituição do Estado ou da República. na forma da lei.delegar atribuições que. . em decreto. Seção III Dos Direitos do Prefeito Art. XXXIV – aprovar projetos de edificação e planos de loteamento. no exercício do cargo.XXVIII – encaminhar à Câmara Municipal. II – comparecer. as atribuições e prerrogativas de seu cargo. XXX – propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. portarias e outros atos administrativos.

as dotações orçamentárias que lhe forem destinadas. deveres do Prefeito: I – Respeitar. economia e a participação comunitária. visando a sua transparência. VII – Empenhar-se na difusão e prática dos valores democráticos. entre outros. nos termos de laudo de médico.O Vice-Prefeito. a Lei Orgânica Municipal e as demais leis do País e tratar com respeito e dignidade os poderes constituídos e seus representantes. em matéria de remuneração. função ou emprego. entre eles. . durante trinta dias no ano continuados ou não. as contas municipais do exercício anterior. no caso de Prefeita-Gestante. o exercício da cidadania plena e o desenvolvimento comunitário. § 4º . colaborando para o seu bom funcionamento e respeitando seus membros. defender e cumprir as Constituições Federal e Estadual. VIII – Sustar os efeitos de ato normativo que exorbite do poder regulamentar. quando no exercício de cargo ou atribuição na Administração. no tempo e forma regulares. VI – Encaminhar ao Tribunal de Contas. e por cento e vinte dias. optará. II – Planejar as ações comunitárias. sendo-lhe facultado optar por sua remuneração. V – Colocar à disposição da Câmara Municipal. bem como o afastamento nos termos do § 1º e para missão de representação do Município. 66 – São. solicitados pela Câmara Municipal. IV – Prestar esclarecimentos e informações.VI – licenciar-se por motivo de doença.O servidor público investido no mandato de Prefeito ficará afastado do cargo. no prazo estipulado. § 2º . Seção IV Das Responsabilidades Subseção I Dos Deveres e das Proibições Art. a ser periodicamente renovado. em gozo de férias.É remunerada a licença a que se refere o inciso VI. no prazo estabelecido.Ao Prefeito é facultado afastar-se do cargo. III – Tratar com dignidade o Legislativo Municipal. § 1º . § 3º . eficiência.

VI – fixar residência fora do Município. nos crimes comuns e de responsabilidade. controlador ou diretor de empresas que gozem de favor decorrente de contrato celebrado com o Município ou nela exercer função remunerada. nos termos da legislação federal. empresas públicas. Subseção II Dos Crimes Comuns e de Responsabilidade Art. § 3º . nomeará comissão especial para apurar os fatos que. sociedades de economia mista. o disposto no artigo 38. 29-A da Constituição Federal. – O Prefeito. .Constitui.§ 1º. IV – patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades mencionadas no inciso I deste artigo. no prazo de trinta dias. II – aceitar ou exercer cargo. aplicando-se. nesta hipótese. . na vigência de seu mandato. da Constituição Federal. desde a posse. inclusive os de que seja demissível “ad nutum”. § 2º. crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I – efetuar repasse que supere os limites definidos no art.Se o plenário entender procedentes as acusações determinará o envio do apurado à Procuradoria Geral da Justiça . ou III – enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. na administração Pública direta ou indireta. dentre outros. ressalvada a posse em virtude de concurso público. tomando conhecimento de qualquer ato do Prefeito que possa configurar crime de responsabilidade. 67 – O Prefeito será processado e julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado.O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão. II – não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês. III – ser titular de mais de um mandato eletivo. § 2º. sob pena de perda de mandato: I – firmar ou manter contrato com o Município ou com suas autarquias. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. fundações ou empresas concessionárias de serviço público municipal.A Câmara Municipal. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. V – ser proprietário. . deverão ser apreciados pelo Plenário. § 1º. função ou emprego remunerado.

para as providências. o plano plurianual ou o orçamento anual. § 4º .Recebida a denúncia contra o Prefeito. pelo Tribunal de Justiça. VI – Descumprir as leis orçamentárias do município. no devido tempo. VIII – Omitir-se ou negligenciar na defesa de bens. 68 – São infrações político-administrativas do Prefeito Municipal. especialmente: I – Impedir ou comprometer o funcionamento regular da Câmara. na forma preconizada pela legislação federal de regência. X – Proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. III – Desatender. determinará o arquivamento. por tempo superior ao permitido em lei. Subseção III Das Infrações Político-Administrativas Art. a proposta de diretrizes orçamentárias. a Câmara decidirá sobre a designação de Procurador para assistente de acusação. bem como a verificação de obras e serviços municipais. rendas. 69 – O processo de cassação do mandato do Prefeito pela Câmara de Vereadores. com a exposição dos fatos e a indicação das . sem autorização da Câmara Municipal. sem motivo justo. VII – Praticar contra expressa disposição de lei. publicando as conclusões da decisão. IV – Retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade. as convocações ou os pedidos de informações da Câmara. se não. direitos ou interesses do município. o seguinte rito: I – A denúncia escrita da infração poderá ser feita por qualquer eleitor. IX – Ausentar-se do Município. por comissão da Câmara ou por auditoria regularmente instituída. 68 desta lei. quando feitos a tempo e em forma regular. qualquer que seja ela. por atos comissivos ou omissivos. Art. sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato. II – Impedir o exame de livros. ou afastar-se do cargo. documentos que devam constar dos arquivos da Prefeitura. e em forma regular. obedecerá. ato de sua competência ou omitir-se na sua prática. V – Deixar de apresentar à Câmara. sujeitos à administração da Prefeitura. por infrações definidas no art.

dentro em cinco dias. todavia. sendo-lhe permitido assistir às diligências e audiência. na mesma sessão será constituída a Comissão Processante. pessoalmente. pela procedência ou improcedência da acusação. os quais elegerão. a notificação far-se-á por edital. neste caso. ou na pessoa de seu procurador. o Presidente designará. o início da instrução. será aberta vista do processo ao denunciado. o qual. desde logo. publicado duas vezes. para que. com a remessa de cópia da denúncia e documentos que a instruírem. o qual não poderá integrar a Comissão Processante. e determinará os atos. Se a Comissão opinar pelo prosseguimento. e solicitará ao Presidente da Câmara a convocação da sessão para julgamento. podendo. a Comissão Processante emitirá parecer dentro em cinco dias. e após.provas. Será convocado o suplente do Vereador impedido de votar. o Presidente da Câmara. II – de posse da denúncia. com a antecedência. pelo menos. bem como formular perguntas e reperguntas as testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa. para o depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas. passará a Presidência ao substituto legal. de vinte e quatro horas. III – Recebendo o processo. será submetido ao Plenário. por escrito. pelo menos. na primeira sessão. diligências e audiências que se fizerem necessários. para razões escritas. com três vereadores sorteados entre os desimpedidos. Na sessão de julgamento. contado o prazo da primeira publicação. apresente defesa prévia. Decidido o recebimento. indique as provas que pretender produzir e arrole testemunhas. no órgão oficial. o processo será lido. ficará impedido de votar sobre a denúncia e de integrar a comissão processante. IV – O denunciado deverá ser intimado de todos os atos do processo. integralmente. desde logo. a Comissão processante emitirá parecer final. pelo voto da maioria absoluta. no prazo de cinco dias. a seguir. até o máximo de dez. no prazo de dez dias. determinará sua leitura e consultará a Câmara sobre seu recebimento. Decorrido o prazo de defesa. notificando o denunciado. para os atos do processo e só votará se necessário para completar o quorum de julgamento. V – Concluída a instrução. o Presidente e o Relator. o Presidente da Comissão iniciará os trabalhos. os Vereadores que o desejarem poderão manifestar-se . praticar todos os atos de acusação. Se o denunciante for Vereador. com intervalo de três dias. opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia. e. Se estiver ausente do Município. Se o denunciante for o Presidente da Câmara.

o Presidente determinará o arquivamento do processo. 70 – Extingue-se o mandato do Prefeito ou VicePrefeito e assim deve ser declarado pelo Presidente da Câmara. o denunciado. estabelecidos em lei. nos prazos que a lei ou a Câmara fixar. sem motivo justo aceito pela Câmara. a que se refere este artigo. Considerar-se-á afastado. nos casos supervenientes. pelo tempo máximo de quinze minutos cada um. o disposto neste artigo. incurso em qualquer das infrações especificadas na denúncia. ou seu procurador. deverá estar concluído dentro de noventa dias. Parágrafo Único: A extinção do mandato independe de deliberação do plenário e se tornará efetiva desde a declaração do fato ou ato extintivo pelo Presidente e sua inserção em ata. o denunciado que for declarado pelo voto de dois terços. o processo será arquivado.verbalmente. III – incidir nos impedimentos para o exercício do cargo. se houver condenação. o Presidente da Câmara comunicará à Justiça Eleitoral o resultado. Se o resultado da votação for absolutório. para produzir sua defesa oral. 71 – Os subsídios do Prefeito e do Vice-Prefeito serão fixados por lei específica de iniciativa da Câmara Municipal. Subseção IV Da Remuneração do Prefeito e do Vice-Prefeito Art. do cargo. o Presidente da Câmara proclamará imediatamente o resultado e fará lavrar ata que consigne a votação nominal sobre cada infração e. e. VII – O processo. dos membros da Câmara. dentro do prazo estabelecido em Lei. quantas forem às infrações articuladas na denúncia. cassação dos direitos políticos ou condenação por crime funcional ou eleitoral. Transcorrido o prazo sem o julgamento. Art. Concluído o julgamento. Em qualquer dos casos. quando: I – ocorrer falecimento. VI – Concluída a defesa. pelo menos. definitivamente. renúncia por escrito. observados os limites e critérios estabelecidos na . § 1º – O processo de cassação do mandato de Vereador obedecerá no que couber. expedirá o competente decreto legislativo de cassação do mandato do Prefeito. e não se desincompatibilizar até a posse e. terá o prazo máximo de duas horas. sem prejuízo de nova denúncia ainda que sobre os mesmos fatos. ao final. II – deixar de tomar posse. proceder-se-á a tantas votações nominais. contados da data em que se efetivar a notificação do acusado.

V – expedir instruções para a execução das leis. poderão ser revistos à época da revisão geral da remuneração dos servidores públicos. serão escolhidos dentre os brasileiros maiores de 21 (vinte e um) anos de idade. § 1º . § 4º . Seção V Dos Secretários Municipais Art. além das atribuições que esta Lei Orgânica e outras leis estabelecerem: I – exercer a orientação. estada e outras. 72 – Os Secretários Municipais. § 2º . . coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração Municipal. bem como sua extinção. poderá optar pelo seu subsídio ou pela remuneração do cargo que ocupar. expresso em moeda corrente do País. a serviço deste. nos casos e para os fins previstos nesta lei.A remuneração do Vice-Prefeito corresponderá. pertinentes a sua área de competência.O Prefeito e o Vice-Prefeito serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. regulamentos e decretos. VI – comparecer perante o Plenário ou Comissão da Câmara.Compete ao Secretário Municipal. § 3º .O Prefeito será ressarcido. observadas as vedações legais e constitucionais. na área de sua competência. § 2º .Constituição Federal e na forma do que dispuser o Regimento Interno. com base em critérios estabelecidos em lei. caso exerça atividades na Administração Municipal. das despesas de transporte. no exercício dos direitos políticos. nos termos deste artigo. de livre nomeação e exoneração. a um terço do subsídio atribuído ao Prefeito. nos deslocamentos do Município. respeitadas as normas e vedações constitucionais.Os subsídios de que trata este artigo. alimentação. II – referendar os atos e decretos assinados pelo Prefeito. III – apresentar ao Prefeito relatório mensal dos serviços realizados na Secretaria. § 5º . estruturação e atribuições das secretarias. § 1º .Lei Municipal disporá sobre a criação. IV – praticar os atos pertinentes as atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Prefeito.O Vice-Prefeito.

A Procuradoria Geral do Município é órgão que representa. dentre os Procuradores Municipais. § 5º . atendendo-se. inciso XII e 39. de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito. de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito.O ingresso na classe inicial da carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. § 4º. § 1º . da Constituição Federal e. e.A Procuradoria Geral do Município terá ainda o cargo de Sub-Procurador Geral do Município. . as atividades de assessoramento ao Poder Executivo. judicial e extrajudicialmente.A Procuradoria Geral do Município. observado o que dispõe o art. § 3º . privativamente a execução da dívida ativa de natureza tributária. sem justificativa aceita pela Câmara. o Município.§ 3º .Os Secretários Municipais.A infringência do inciso VI do parágrafo anterior. junto com este. § 4º . auxiliares diretos e de confiança do Prefeito.A Procuradoria Geral do Município reger-se-á por lei própria. cabendo-lhe. praticarem. ordenarem ou referendarem no exercício do cargo. com caráter de Secretaria. ainda. as normas do Regimento Interno. importará em crime de responsabilidade. como advocacia geral. Seção VI Da Procuradoria Geral do Município Art. enquanto nele permanecer. sempre nomeados em comissão. são solidariamente responsáveis. nos termos da lei que dispuser sobre sua organização e funcionamento. com relação aos seus integrantes. § 1º da Constituição Federal. dentre os advogados de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada. pelos atos que assinarem. ainda.Os subsídios dos Secretários Municipais serão fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal. § 2º .Os Secretários Municipais. e terão os mesmos impedimentos dos Vereadores. § 6º . o disposto nos artigos 37. que substituirá o Procurador Geral do Município nos seus impedimentos. 39. farão declaração de bens no ato da posse e quando deixar de exercer o cargo. § 4º . suspeições e ausências. 73 . tem por chefe o Procurador Geral do Município.

O subsídio e/ou vencimento do Sub-Procurador do Município não poderá ser superior a 85% (oitenta e cinco por cento) do que receber o Procurador Geral do Município a título de remuneração. III – medidas necessárias à regularização das contas municipais perante o Tribunal de Contas ou órgão equivalente. dentre outras. de iniciativa do Prefeito. seu custo. sob pena de praticar infração político-administrativa. informando ao Prefeito eleito sobre a capacidade da administração municipal realizar operações de crédito de qualquer natureza. relatório da situação da Administração Municipal. IX – situação dos servidores do Município. VII – transferências a serem recebidas da União e do Estado por força de mandamento constitucional ou convênios. contendo.§ 5º . informando sobre o que foi realizado e pago e o que há por executar e pagar. V – situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos para efeito de possível regularização. acelerar seu andamento ou retirá-los. inclusive das dívidas em longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito. dos resultados das eleições municipais. 74 – Até 30 (trinta) dias antes do término do mandato do Prefeito Municipal e logo após a divulgação. com prazos respectivos. Seção VII Da Transição Administrativa Art. informações sobre: I – dívidas do Município por credor. pela Justiça Eleitoral. bem como do recebimento de subvenções e auxílios. II – situação do endividamento do Município. . quantidade e órgãos em que estão lotados e em exercício. pelo menos até a data de seu levantamento. ou apenas formalizados. VIII – projetos de leis em curso na Câmara Municipal. IV – prestações de contas de convênios celebrados com organismos da União e do Estado. se for o caso. com as datas dos respectivos vencimentos. o Prefeito deve preparar e entregar ao seu sucessor e à Câmara Municipal. para permitir que a nova administração decida quanto à conveniência de lhes dar prosseguimento. VI – estado dos contratos de obras e serviços em execução.

Entende-se por duodécimo da despesa prevista a parcela correspondente a 1/12 (um doze avos) da dotação específica consignada no orçamento para seu atendimento. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado. para execução de programas ou projetos não previsto na Lei do Orçamento. eficiência e também ao seguinte: I – os cargos. no último mês de mandato do Prefeito Municipal. § 5º . publicidade.As disposições dos parágrafos anteriores não se aplicam nos casos comprovados de calamidade pública. observada a ordem de . por igual período. § 2º . moralidade. observando as normas de finanças públicas e de responsabilidade para a gestão fiscal. que ultrapassem o término do seu mandato. II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. prorrogável uma vez. § 3º – É vedado ao Prefeito Municipal assumir por qualquer forma. de qualquer dos poderes do Município. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei. III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação.É vedado o empenho. compromissos financeiros. de livre nomeação e exoneração. sem prejuízo da responsabilidade do Prefeito Municipal. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.Serão nulos e não produzirão nenhum efeito os empenhos e atos praticados em desacordo com o disposto neste artigo. obedecerá aos princípios de legalidade. § 4º . de mais do que seu duodécimo da despesa prevista no orçamento vigente. CAPÍTULO III Da Administração Pública Seção I Disposições Gerais Art. impessoalidade. salvo os que estejam previstos no plano plurianual de investimentos.§ 1º . 75 – A administração Pública direta e indireta.

b) a de um cargo de professor com outro. para fins de concessão de acréscimos ulteriores. V – a lei municipal definirá os cargos públicos de confiança. defender. para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. XI – a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. como limite máximo. no que couber. observados. bem como os critérios objetivos para provimento do cargo. VI – é garantido ao servidor civil o direito à livre associação sindical. sendo vedadas ao Poder Público a interferência e intervenção na organização sindical da categoria. XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. XIV – os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público municipal não serão computados nem acumulados. . pelo Prefeito. VII – é assegurado o direito de greve. XV – os vencimentos dos servidores públicos municipais são irredutíveis. por meio dele. nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal. em espécie. XIII – é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos. ainda. de livre provimento em comissão e exoneração. IX – a lei estabelecerá os casos de contração por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. as demais legislações pertinentes. competindo aos servidores públicos municipais decidir a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam. nos termos do inciso IX da Constituição Federal. VIII – lei municipal reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiências e definirá os critérios de sua admissão. assumir cargo ou emprego na carreira. os valores percebidos como remuneração. técnico ou científico. com prioridade sobre novos concursos para. ressalvado o disposto no inciso anterior e outras exceções previstas nesta Lei Orgânica. exceto quando houver compatibilidade de horários: a) a de dois cargos de professor. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. X – a revisão geral da remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre na mesma data.classificação. XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. observado.

a criação de subsidiária das entidades mencionadas no inciso anterior assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. deste artigo. predominantemente. com profissões regulamentadas. § 3º . XIX – depende de autorização legislativa. XX – observadas as normas gerais estabelecidas pela legislação federal. sociedade de economia mista. suas subsidiárias. emprego ou função pública. § 4º . sempre na mesma data e sem distinção de índices. as cores oficiais do município. os cargos eletivos e os cargos de comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. programas. pelo Poder Público. 39.As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei. e sociedades controladas. podendo constar apenas o brasão e. nos termos da Lei.c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. sem prejuízo da ação penal cabível. XXII – é vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração de cargo.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Lei Orgânica e na Constituição Federal. XVIII – somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas. obrigatória para a contratação de obras. da Constituição Federal somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. o Município disciplinará o procedimento de licitação. § 1º . alienação. XVII – a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. XXI – a remuneração dos servidores públicos municipais e o subsídio de que trata o § 4º. serviço. concessão de serviço público e concessão de direito real de uso. empresas públicas. na forma e gradação previstas em lei. observada a iniciativa privativa de cada caso. obras. em cada caso. direta ou indiretamente. § 2º . símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos. a perda da função pública. sociedades de economia mista. do art. implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. a disponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. compra. . informativo ou de orientação social.A não observância do disposto nos incisos II e IX. autarquias ou fundações pública. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. fundações. assegurada a revisão geral anual.A publicidade dos atos. dela não podendo constar nomes.

XXII.§ 5º . XIII. § 2º . comprovadas as necessidades. os artigos 37 ao 41 da Constituição Federal. XV. Seção II Dos Servidores e Empregados Públicos Art. § 1º . XX. aplica-se aos servidores municipais da Administração Pública direta. XVIII. indireta ou fundacional. VIII. . IX. ou para o exercício de cargo de confiança. dependerá de lei. observados. a denominação e o número de cargos. § 3º .A cessão de servidores públicos municipais a empresas ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos. nesta qualidade. servidor ou não. XIX. XXIII e XXX da Constituição Federal. 76 – O Município instituirá regime jurídico único e plano de cargos e salários para os servidores da administração pública direta. salvo a órgãos do mesmo Poder ou entre Poderes do Município. que causem prejuízos ao erário. XVII. o disposto no art. isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. assegurando-lhes o direito de férias-prêmio e anuênio. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. empregos ou funções na administração direta. no que couber. 7º.O Município e os prestadores de serviços públicos municipais responderão pelos danos que seus agentes. será definida em lei. § 4º . VI. 77 – A lei assegurará aos servidores da administração direta.A lei Federal estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza e ao local de trabalho. XVI. bem como a forma de seu provimento e o seu padrão de vencimentos ou salário. causarem a terceiros. assegurado o direito de regresso contra os responsáveis nos casos de dolo ou culpa. § 6º . IV. bem como demais limites e princípios constitucionais.A criação. Art. XII. indireta ou fundacional.Caberá à Câmara dispor sobre o pessoal necessário aos seus serviços. das autarquias e das fundações pública.Além da legislação municipal. VII. inclusive a iniciativa de lei para fixar a remuneração de seus servidores. Parágrafo Único – Lei Municipal disporá sobre vantagens a serem concedidas aos servidores e empregados públicos. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

a atualização e a reciclagem dos conhecimentos técnicos de seus servidores. emprego ou função. III – investido no mandato de Vereador. devendo. e. II – investido no mandato de Prefeito. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade.A aposentadoria. § 6º . será aplicada a norma do inciso anterior.Os Poderes Públicos Municipais deverão promover o aperfeiçoamento profissional. a produtividade. V – para efeito de benefício previdenciário. emprego ou função. . IV – em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. II . da Constituição Federal. mediante a concessão de prêmios e da progressão horizontal. na forma da lei. ser observado o disposto no art. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. exceto para promoção por merecimento. a eficiência administrativa e a responsabilidade funcional na forma da lei. contudo. perceberá as vantagens de seu cargo. será afastado do cargo. § 8º . Art. no caso de afastamento. 41. ficará afastado de seu cargo.O tempo de serviço público federal.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. o zelo.Os Poderes Públicos Municipais incentivarão. pensão por morte e demais benefícios previdenciários serão concedidos aos servidores públicos municipais na forma prevista na Constituição Federal e na legislação do regime previdenciário ao qual estejam filiados. § 4º. através de cursos periódicos ministrados por profissionais especializados. § 1º . ou estadual. assegurada ampla defesa.O Servidor Público estável só perderá o cargo: I . não havendo compatibilidade. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. emprego ou função. após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. havendo compatibilidade de horários. 79 – São estáveis. Art. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. § 7º . 78 – Ao servidor público com exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I – tratando-se de mandato eletivo federal.§ 5º .

sistema de mérito objetivamente apurado para ingresso no serviço e desenvolvimento na carreira. § 4º . Art. V . pensões ou outra espécie remuneratória. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos.remuneração compatível com a complexidade e a responsabilidade das tarefas e com a escolaridade exigida para seu desempenho. IV .A política de pessoal obedecerá às seguintes diretrizes: I . 81 .O membro de Poder. autárquica e fundacional. TÍTULO IV Da Organização Administrativa Municipal . § 3º . até o seu adequado aproveitamento em outro cargo. abono. sem direito a indenização. com remuneração proporcional ao tempo de serviço.§ 2º . III . o dispositivo nesta Lei e na Constituição Federal. será ele reintegrado e o eventual ocupante da vaga.Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. o servidor estável ficará em disponibilidade. se estável. Art. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. 80 – A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. do Prefeito.Como condição para a aquisição da estabilidade. o detentor de mandato eletivo e os Secretários Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. adicional. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. II . obedecido. dos membros de qualquer dos Poderes do Município. em espécie. § 1º . aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. funções e empregos públicos da administração direta.valorização e dignificação da função pública e do servidor público. reconduzido ao cargo de origem. não poderão exceder o subsídio mensal. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. prêmio. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. em qualquer caso. mediante formação e aperfeiçoamento de administradores.profissionalização e aperfeiçoamento do servidor público.Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade.constituição de quadro dirigente. verba de representação ou outra espécie remuneratória.

para executar atividades típicas da administração pública.A entidade de que trata o inciso IV do § 2º adquire personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. criada por lei para exploração de atividades econômicas que o Município seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.Os órgãos da administração direta que compõem a estrutura administrativa da Prefeitura se organizam e se coordenam atendendo aos princípios técnicos recomendáveis ao bom desempenho de suas atribuições. patrimônio e receita próprios. cujas ações com direito a voto pertençam. patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção. que requeiram. para seu melhor funcionamento. criado por ele.As entidades dotadas de personalidade jurídica própria que compõem a administração indireta do Município se classificam em: I – autarquia – o serviço autônomo. com patrimônio e capital do Município. . criada em virtude de autorização legislativa. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgão ou entidades de direito público com autonomia administrativa. podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. gestão administrativa e financeira descentralizada. em sua maioria. sob a forma de sociedade anônima. para exploração de atividades econômicas. § 3º . IV – fundação pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. com personalidade jurídica. não se lhe aplicando as demais disposições do Código civil concernentes às fundações. e funcionamento custeado por recursos do Município e de outras fontes. criada por lei. § 1º . II – empresa pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. § 2º . ao Município ou a entidade da administração indireta. III – sociedade de economia mista – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado.CAPÍTULO I Da Estrutura Administrativa Art. 82 – A administração municipal é constituída dos órgãos integrados na estrutura administrativa da Prefeitura e de entidades dotadas de personalidade jurídica própria.

leis complementares. do balanço patrimonial. os de: I – Termo de compromisso e posse.A escolha do órgão de imprensa para a divulgação das leis e atos administrativos far-se-á através de licitação.Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação. § 1º . até 31 de março. emendas à lei orgânica do município. regulamentos. tiragem e distribuição. as contas da administração. IV – Registro de leis. constituídas do balanço financeiro. III – Ata das reuniões da Câmara. o balancete resumido da receita e da despesa. definidos em lei. Art. 85 – O Município manterá os livros que forem necessários ao registro de seus serviços e. em que se levarão em conta não só as condições de preço. . § 2º . V – Registro de inscrição de débitos em dívida ativa. III – anualmente. os montantes de cada um dos tributos arrecadados e os recursos recebidos. decretos. obrigatoriamente. como as circunstâncias de freqüência. 83 – A publicidade das leis e atos municipais far-se-á em órgãos da imprensa local ou regional ou por afixação na sede da Prefeitura. do balanço orçamentário e demonstração de variações patrimoniais em forma sintética. resoluções. 84 – O Prefeito fará publicar: I – mensalmente. instruções e portarias. da Câmara Municipal e outros locais públicos. horário. SEÇÃO II Dos Livros Art. II – Declaração de Bens. II – mensalmente. decretos legislativos. relativas ao exercício anterior.CAPÍTULO II Dos Atos Municipais SEÇÃO I Da Publicidade dos Atos Municipais Art.

§ 2º . especialmente os relativos a licitações.O livros referidos neste artigo poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema.A correspondência oficial expedida e recebida e os processos administrativos em geral. c) abertura de créditos especiais e suplementares. não privativas de lei. g) aprovação de regulamentos e regimentos dos órgãos da Administração direta. rubricados e encerrados pelo Prefeito ou pelo Presidente da Câmara. .A lei disciplinará a microfilmagem e a incineração de documentos oficiais. quando autorizadas em lei. d) declaração de necessidade e utilidade pública ou de interesse social para efeito de desapropriação ou servidão administrativa. quando autorizada em lei. quando se tratar de: a) regulamentação de lei. 86 – A formalização dos atos administrativos de competência do Prefeito far-se-á: I – mediante decreto. j) permissão para a exploração de serviços públicos e para uso de bens municipais. assim como de créditos extraordinários. h) aprovação do estatuto dos órgãos da administração descentralizada. ou por funcionário designado para tal fim. § 4º . b) criação ou extinção de gratificações. § 3º .§ 1º . até o limite autorizado por lei. deverão ser arquivados organizadamente. i) fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo Município e aprovação dos preços dos serviços concedidos ou autorizados.Os livros serão abertos. alteração de órgãos da Prefeitura. convenientemente autenticado. f) definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura. SEÇÃO III Dos Atos Administrativos Art. e) criação. numerado em ordem cronológica. conforme o caso. l) aprovação de planos de trabalho dos órgãos da Administração direta.

autárquicos ou fundacionais. de acordo com lei. .As requisições judiciais deverão ser atendidas no mesmo prazo. o) estabelecimento de normas de efeitos externos. II – mediante portaria. não privativas de lei. de desenvolvimento integrado. não sejam objeto de lei ou decreto. não privativos de lei. 88 – São assegurados a todos. n) medidas executórias do plano diretor. Art. d) instituição e dissolução de grupos de trabalho. f) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades. do Direito de Petição e das Certidões Art. c) criação de comissões e designações de seus membros. por sua natureza ou finalidade.m) criação. SEÇÃO IV Das informações. Parágrafo Único – Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo. extinção. independente do pagamento de taxas: I – o direito de petição aos Poderes Públicos Municipais para defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder. 87 – Todos têm direito a receber dos órgãos públicos municipais. contratos.As certidões deverão ser fornecidas no prazo máximo de quinze dias úteis. sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade ou das instituições públicas. se outro não for fixado por autoridade judiciária. quando se tratar de: a) provimento e vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais. II – a obtenção de certidões em repartições públicas. decisões ou pareceres. § 1º . declaração ou modificação de direitos dos administrados. § 2º . relativas a atos. b) lotação e relotação nos quadros de pessoal. para defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. g) outros atos que. e) autorização para contratação de servidores por prazo determinado e dispensa.

ressalvadas as praças e vias públicas. Art. 93 . garantindo-se o acesso às informações neles contidas. os prazos de seu cumprimento e a cláusula de retrocessão do imóvel. Art. será incluído o inventário de todos os bens municipais. respeitada a competência da Câmara quando àqueles utilizados em seus serviços. devendo constar obrigatoriamente do contrato. 89 – Compete ao Prefeito Municipal a administração dos bens municipais. Parágrafo Único – Deverá ser feita anualmente a conferência da escrituração patrimonial com os bens existentes e na prestação de contas de cada exercício. sob pena de nulidade do ato. II – em relação a cada serviço. b) permuta. 92 – Os bens patrimoniais do Município deverão ser classificados: I – pela sua natureza. II – quando móveis.CAPÍTULO III Dos Bens Municipais Seção I Disposições Gerais Art. dependerá de licitação. Parágrafo único – O cadastramento e a identificação técnica dos imóveis do Município.A alienação de bens municipais. que desde logo serão consideradas bens de uso comum do povo. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I – quando imóveis dependerá de autorização legislativa e concorrência. os encargos do donatário. Art. dispensada esta nos seguintes casos: . 90 – Os bens do patrimônio municipal devem ser cadastrados. Parágrafo único – As áreas transferidas ao Município em decorrência da aprovação de loteamentos serão consideradas bens dominicais enquanto não se efetivarem benefícios que lhes dêem outra destinação. preservados e tecnicamente identificados. devem ser anualmente atualizados. Art. 91 – A afetação e a desafetação de bens municipais dependerão de lei. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação.

99 – Nenhum servidor será dispensado. resultantes de obra pública. que será obrigatoriamente efetuada em bolsa. o Município poderá ceder a particulares. será dispensada a fixação de prazos para o cumprimento dos encargos do donatário. § 2º . matadouros.A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de área urbana. inclusive os da Administração indireta.Na autorização para a doação de imóveis a entidades governamentais ou sociedades de economia mista. Art. Art. quer. praças. a remuneração arbitrada e assine termo de responsabilidade pela conservação e devolução dos bens cedidos. desde que atendido o interesse público. jardins ou largos públicos. exonerado ou terá aceito o seu pedido de exoneração ou rescisão em que o órgão responsável pelo controle dos bens patrimoniais . salvo a concessão de pequenos espaços destinados à venda de jornais e revistas. 98 – A utilização e administração dos bens públicos de uso especial. sejam aproveitadas ou não. Art. As áreas resultantes de modificação de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições. recintos de espetáculos e campos de esporte. Art. venda ou concessão de uso de qualquer fração dos parques. permissão ou autorização. 97 – Em atendimento a programa municipal de desenvolvimento rural. desde que os serviços da Municipalidade não sofram prejuízo e o interessado recolha. b) permuta. Parágrafo Único – O Município poderá ceder seus bens a outros entes públicos.a) doação que será permitida exclusivamente para fins de interesse social. conforme o interesse público o exigir. remanescentes e inaproveitáveis para edificação. serão feitas na forma da lei e regulamentos respectivos. dependerá apenas de prévia avaliação e autorização legislativa. conforme regulamentação a ser expedida pelo Prefeito Municipal. a ser disciplinado por lei. como mercados. dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa. para a execução de obras ou serviços de interesse público. máquina e operadores da Prefeitura. c) venda de ações. 94 – A aquisição de bens imóveis. previamente. transferido. 96 – O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão. § 1º . Art. por compra ou permuta. Art. 95 – É proibida a doação. estações. para serviços de caráter transitório.

se for o caso. outorgará concessão de direito real de uso.A concorrência poderá ser dispensada. Parágrafo Único . serviços e instalações. . que estavam sob sua guarda.A Lei Municipal disciplinará a organização. . através da Polícia Militar. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. § 1º. prestar serviços públicos. quando o uso se destinar a concessionária do serviço público. devidamente justificado. sempre que forem apresentadas denúncias contra o extravio ou danos de bens municipais. por lei. 100 – O órgão competente do Município será obrigado. preferentemente à venda ou doação de seus bens imóveis. respeitadas as legislações federal e estadual. o funcionamento. a entidades assistenciais.Para a consecução dos objetivos da Guarda Municipal o Município poderá celebrar convênio com a União e o Estado. a competente ação civil e penal contra qualquer servidor. bem como realizar obras públicas. mediante a licitação e de conformidade com os interesses e as necessidades da população. Seção II Da Guarda Municipal Art. vantagens e regime de trabalho da Guarda Municipal e seus integrantes. 101 – O Município. podendo contratá-las com particulares através de processo licitatório. os direitos e deveres.da Prefeitura ou da Câmara ateste que o mesmo devolveu os bens do Município. mediante prévia autorização legislativa e concorrência pública. destinada a proteção de seus bens. 103 – É de responsabilidade do Município. com caráter preventivo. ou quando houver relevante interesse público. a abrir inquérito administrativo e a propor. Art. independentemente de despacho de qualquer autoridade. Art. 102 – O Município poderá constituir sua Guarda Municipal. § 2º. CAPÍTULO IV Das Obras e Serviços Municipais Art. .

Art. IV – a viabilidade do empreendimento. salvo os casos de extrema urgência devidamente justificados. precedido de concorrência pública. em jornais e rádios locais inclusive em órgãos da imprensa da capital do Estado. III – a indicação dos recursos financeiros para o atendimento das respectivas despesas. § 1º . bem como qualquer autorização para a exploração de serviços público. 108 – O Município poderá consorciar-se com outros municípios para a realização de obras ou prestação de serviços públicos de interesse comum.As concorrências para a concessão de serviço público deverão ser precedidas de ampla publicidade. § 2º . Art. Art. 107 – A permissão de serviço público a título precário será outorgada por decreto do Prefeito. Art. sendo que a concessão só será feita com autorização legislativa. § 1º . II – o orçamento do seu custo. nos consórcios. bem como daqueles que se revelarem manifestamente insatisfatórios para o atendimento dos usuários. mediante edital ou comunicação. de órgão consultivo constituído por cidadãos não pertencentes ao serviço público municipal. será realizada sem que conste: I – o respectivo projeto. Art. 109 – Ao Município é facultado conveniar com a União ou com o Estado a prestação de serviços públicos de sua . sua conveniência e oportunidade para o interesse público. feitas em desacordo com o estabelecimento neste artigo. Parágrafo Único – O Município deverá proporcionar meios para criação. 106 – O Município poderá revogar a concessão ou a permissão dos serviços que forem executados em desconformidade com o contrato ou ato pertinente. resumido. 105 – A concessão ou a permissão de serviço público somente será efetivada com autorização da Câmara Municipal e mediante contrato. mediante contrato. cabendo ao Prefeito Municipal aprovar as tarifas respectivas.Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e à fiscalização da Administração Municipal. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente.Serão nulas de pleno direito as concessões e as permissões. 104 – Nenhuma obra pública.Art. precedido de licitação. V – os prazos para o seu início e término.

b) transmissão "inter-vivos". II – propor critérios para fixação de tarifas. a qualquer título. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nas normas gerais de direito tributário. não compreendido na competência do Estado. bem como cessão de direitos à sua aquisição. II . de bens imóveis.imposto sobre: a) propriedade predial e territorial urbana. exceto os de garantia.competência privativa. nos termos da Constituição Federal e da Legislação Complementar especifica. decorrentes de obras públicas. tendo como limite total a despesa realizada e como limite . instituídos por lei municipal. CAPÍTULO V Da Administração Tributária e Financeira SEÇÃO I Dos Tributos Municipais Art. por natureza ou acessão física. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva em potencial. 111 – São tributos municipais os impostos.taxas. e de direitos reais sobre imóveis. as taxas e as contribuições de melhoria. que poderá ser cobrada dos proprietários de imóveis valorizados por obras públicas municipais. 110 – A Criação pelo Município de entidade de Administração indireta para execução de obras ou prestação de serviços públicos só será permitida caso a entidade possa assegurar sua auto-sustentação financeira. d) outros tributos que venham a ser de sua competência. Parágrafo Único – Na celebração de convênios de que trata este artigo deverá o Município: I – propor os planos de expansão dos serviços públicos. Art. c) serviço de qualquer natureza. por ato oneroso. ou quando houver interesse mútuo para a celebração do convênio. quando lhe faltarem recursos técnicos ou financeiros para a execução do serviço em padrões adequados. III – realizar avaliação periódica da prestação dos serviços. III . de serviços públicos específicos e divisíveis.contribuição de melhoria. Art. 112 – Ao Município compete instituir: I .

aprovada pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.A concessão de isenção.individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. que envolva matéria tributária. identificar. . 114 .As alíquotas do imposto previsto na alínea “c”. nestes casos a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos. do inciso I. termos da lei. incorporação.Qualquer anistia. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. 113 .O imposto previsto na alínea "b" do inciso I. poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel e ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. salvo se. anistia ou moratória não gera direito adquirido e será revogada de ofício sempre que se apure que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições impostas para a sua concessão. § 2º . do inciso I. não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a sua concessão. só poderá ser concedida mediante lei específica. inciso II. observando-se as normas relativas às finanças públicas e plena gestão da responsabilidade fiscal. 115 – Sempre que possível. da Constituição Federal. § 4º. Art. não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica. nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão. § 3º . observada a legislação federal e estadual sobre consumo. de iniciativa do Poder Executivo. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. o imposto previsto na alínea ‘a’. § 1º . o patrimônio. a isenção ou remissão. Parágrafo Único – As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. § 1º . facultado à administração municipal.A lei determinará medidas para que os contribuintes sejam esclarecidos acerca dos impostos municipais que incidam sobre mercadorias e serviços. § 2º . de forma a assegurar o cumprimento da função social.A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer nos casos de calamidade pública. Art. obedecerá ao disposto na lei complementar federal. respeitados os direitos individuais e. Art. em realização de capital. deste artigo.Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o artigo 182. cisão ou extinção de pessoa jurídica. locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.

II – lançamento dos tributos. designados pelo Prefeito. § 2º . o qual será definido em lei. emprego ou função. na forma da lei. 117 – A Administração tributária é atividade vinculada. qualquer que seja seu cargo. principalmente no que se refere a: I – cadastramento dos contribuintes e atividades econômicas. contra autoridade municipal.O Município poderá criar órgão colegiado constituído por servidores municipais. em dezembro de cada ano. multas. 116 – O Prefeito Municipal promoverá. § 1º . § 3º . criminal e administrativamente pela prescrição ou decadência ocorrida sob sua responsabilidade.Lei Complementar Municipal definirá o limite mínimo do valor inscrito em dívida ativa que será objeto de execução fiscal. de acordo com índice oficial. considerando os custos com o ajuizamento e o poder aquisitivo do povo aimoreense. com prazo de pagamento fixado pela legislação. cumprindo-lhe indenizar o Município do valor dos créditos prescritos ou não lançados. IV – inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou encaminhamento para cobrança judicial. Art. e independentemente do vínculo que possuir com o Município. essencial ao Município e deverá estar dotada de recursos humanos e materiais necessários ao fiel exercício de suas atribuições. com atribuições de decidir em grau de recurso as reclamações fiscais. responderá civil.Ocorrendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário ou a prescrição da ação de cobrá-lo. Art.Art. antes do término do exercício. taxas. Parágrafo Único . e representantes de contribuintes indicados por entidade de classe. abrir-se-á inquérito administrativo para apurar as responsabilidades. por contrato ou por decisão proferida em processo regular de apuração ou fiscalização. decorrentes ou não de infrações à legislação tributária. na forma da lei. . preços e quaisquer outros créditos do Município. 118 – É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal a inscrição em dívida ativa dos créditos provenientes de impostos. contribuição de melhoria.A base de cálculo do imposto predial e territorial urbano – IPTU será atualizado anualmente. a atualização da base de cálculo dos tributos municipais. III – fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias.

inclusive suas fundações. . 119 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. autárquicas ou fundacionais. os recursos serão decididos pelo Chefe do Poder Executivo. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. VII – outorgar isenções ou anistias fiscais. é vedado ao Município: I – exigir ou aumentar tributo sem que a lei o estabeleça. do Estado e de outros Municípios. jornais. sem fins lucrativos. por meio de tributos. atendidos os requisitos da lei. das instituições de educação e de assistência social. III – cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. d) livros.§ 4º . ou permitir a remissão de dívidas. sob pena de nulidade do ato. renda ou serviços dos partidos políticos. das entidades sindicais dos trabalhadores. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. b) os templos de qualquer culto. renda ou serviços da União. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Município.Enquanto não for constituído o órgão previsto no parágrafo anterior. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. VIII – cobrar taxas: a) pelo exercício do direito de petição a administração pública em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. títulos ou direitos. SEÇÃO II Das Limitações ao Poder de Tributar Art. VI – cobrar impostos sobre: a) o patrimônio. c) o patrimônio. V – estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. b) para a obtenção de certidões em repartições municipais. IV – utilizar tributo com efeito de confisco. II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. periódicos e o papel destinado a sua impressão.

A proibição do inciso VI. bem como suas autarquias e fundações públicas (Constituição da República: art. deste artigo. § 2º . . pelo Município. alínea “a”. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nela mencionadas. da participação em tributos da União e do Estado. incidente na fonte. alínea “a”. § 4º . é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. a renda e os serviços. alíneas “b” e “c”. a qualquer título. 158.A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos municipais que incidam sobre serviços. atividades e de outros ingressos.As proibições do inciso VI. deste artigo. compreendem somente o patrimônio. 122 – Pertencem. deste artigo.A receita municipal constituir-se-á da arrecadação dos tributos municipais. ainda. III). 158. à renda e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados ou que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. 120 . no que se refere ao patrimônio.§ 1º . vinculados aos seus fins essenciais ou deles decorrentes. relativamente aos imóveis nele situados (Constituição da República: art. 158. II – cinqüenta por cento do produto de arrecadação do Imposto da União sobre propriedade rural. II) Art. 121 – Pertencem ao Município: I – o produto da arrecadação do imposto da união sobre renda e proventos de qualquer natureza. e a do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. sobre rendimentos pagos.As vedações expressas no inciso VI. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. serviços. dos recursos resultantes do Fundo de Participação dos Municípios e da utilização de seus bens. ao município: I – cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seu território (Constituição da República: art. Art. § 3º . a renda e aos serviços. Seção III Da Gestão da Receita e da Despesa Art. I).

Considera-se notificação a entrega do aviso de lançamento no domicílio fiscal do contribuinte. 153 da Constituição da República. salvo a que correr por conta de crédito extraordinário. observado o § 5º. 124 – Nenhum contribuinte será obrigado ao pagamento de qualquer tributo lançado pela Prefeitura. alínea b). contados da notificação. V – a quota que lhe couber no produto de arrecadação do imposto a que se refere o inciso V do art. § 2º . 159. III – a quota que lhe couber. simultaneamente. Art. nos termos da legislação federal pertinente. II e § 3º. Art. sem prévia notificação. 158 da Constituição da República e art. Parágrafo Único – As tarifas dos serviços públicos deverão cobrir os seus custos. Art. 159. serviços e atividades municipais. a ser creditado na forma dos incisos I e II do art. inciso II. assegurado para sua interposição o prazo de 15 (quinze) dias. 150. sendo reajustáveis quando se tornarem deficientes ou excedentes. 126 – Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem que exista recurso disponível e crédito votado pela Câmara. I. III).II – a quota que lhe couber do produto da arrecadação pelo Estado do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações. inciso II e § 1º da Constituição do Estado. Art. será feita pelo Prefeito Municipal mediante edição de decreto. de toda a população. IV – a quota que lhe couber. 20. .Considerando que o IPTU é um tributo periódico e abrangente. do mesmo artigo. 150. ou compensação financeira por essa exploração. 123 – A fixação dos preços públicos. § 3º . Parágrafo Único – Tem ainda o Município direito à participação no resultado da exploração de recursos minerais no seu território. 125 – A despesa pública atenderá aos princípios estabelecidos na Constituição Federal e às normas de direito financeiro. no produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados (Constituição da República: art. devidos pela utilização de bens. Constituição do Estado: art. na forma da lei federal (Constituição da República: art. § 1º . § 1º). o contribuinte que não receber o aviso de lançamento deverá reivindicá-lo junto à Prefeitura.Do lançamento do tributo cabe recurso ao Prefeito. no Fundo de Participação dos Municípios (Constituição da República: art. considerando-se notificado dez dias após a retirada do aviso.

As diretrizes orçamentárias compreenderão: I .os orçamentos anuais. pela Administração direta ou indireta. a qualquer título. incluindo a despesa de capital para o exercício financeiro subseqüente. SEÇÃO IV Do Orçamento Subseção I Disposições Gerais Art.autorização para concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. 127 – Nenhuma lei que crie ou aumente despesa será executada sem que dela conste a indicação do recurso para atendimento de correspondente cargo. seus fundos. órgãos e entidades da Administração direta e indireta. A lei orçamentária anual compreenderá: I .o plano plurianual. . § 2º. II . § 3º. bem como a admissão ou contratação de pessoal.investimentos de execução plurianual. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras.as prioridades da Administração direta e indireta. IV . objetivos e metas para as ações municipais de execução plurianual.alterações na legislação tributária. a criação de cargos. II . III .Art. 129 – Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I . com as respectivas metas. § 1º.o orçamento fiscal referente aos Poderes do Município. O plano plurianual compreenderá: I . salvo os casos previstos em lei. III .As disponibilidades de caixa do Município.diretrizes.gastos com a execução de programas de duração continuada.orientações para a elaboração da lei orçamentária anual. Art. 128 .as diretrizes orçamentárias. III . II . de suas autarquias e fundações e das empresas por ele controladas serão depositadas em instituições financeiras oficiais.

As alterações orçamentárias durante o exercício serão representadas: I .o orçamento de investimento das empresas em que o Município. . O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito. § 4º. VI desta Lei Orgânica. direta ou indiretamente. em virtude de sentença judiciária. 131 . respectivamente. evidenciando os programas e políticas do Governo Municipal.À exceção dos créditos de natureza alimentícia. Art. § 5º.II .pelos créditos adicionais suplementares. da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. transferências e transposições de recursos de uma categoria de programação para outra. tributária e creditícia. remissões. subsídios e benefícios de natureza financeira. sobre as receitas e despesas.pelos remanejamentos. excluindose as autorizações para abertura de créditos suplementares e contratações de operações de crédito de qualquer natureza e objetivo. 133. detenha a maioria do capital com direito a voto. especiais e extraordinários. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. b) vigência. elaboração e organização do plano plurianual. A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. 130 – Os planos e os programas municipais de execução plurianual ou anual serão elaborados em consonância com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias. observado o disposto no art. os pagamentos devidos pela Fazenda Municipal. decorrente de isenções. Os orçamentos previstos no parágrafo anterior serão compatibilizados com o plano plurianual e as diretrizes orçamentárias. bem como instituição e funcionamento de fundos.Obedecerão as disposições de lei complementar federal específica a legislação municipal referente a: a) exercício financeiro. Art. prazos. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. Art. II . anistias. § 6º. e apreciados pela Câmara Municipal. 132 . § 7º. c) normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. .

III . apresentados até primeiro de julho. fixadas na Constituição Federal. fundações e fundos especiais. IV . As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário. fundos ou despesas. ressalvadas as autorizações mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa.a utilização. sem autorização legislativa específica. a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino e a prestação de garantia às operações de crédito por antecipação de receita. conforme previsto nesta Lei Orgânica e na legislação pertinente.São vedados: I . data em que serão atualizados seus valores. II .a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. É obrigatória a inclusão.o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. recolhidas as importâncias respectivas à repartição competente. sem prévia autorização legislativa. sem prévia autorização legislativa. de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas. VII . VIII . fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. VI . IX .a instituição de fundos especiais de qualquer natureza.a concessão ou utilização de créditos ilimitados. ressalvadas as transferências oriundas de impostos federais e estaduais. de verba necessária ao pagamento de seus débitos constantes de precatórios judiciais. Subseção II Das Vedações Orçamentárias Art. no orçamento. aprovada pela Câmara Municipal por maioria absoluta.a vinculação de receita de impostos a órgãos.a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital. § 2º.a transposição.a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. V .§ 1º. . 133 .

reabertos nos limites de seus saldos. que sobre elas emitirá parecer. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. como as decorrentes de calamidade pública. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. § 2º. As emendas serão apresentadas na Comissão permanente. caso em que. a qual caberá: I . às diretrizes orçamentárias. na forma do Regimento Interno. Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados.§ 1º.examinar e emitir pareceres sobre os planos e programas municipais e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária. A abertura de créditos extraordinários somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes. § 3º. As emendas ao projeto de lei orçamentária anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I .indiquem os recursos necessários. serão apreciados por Comissão permanente da Câmara Municipal. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa.sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões. § 1º. . II . Subseção III Do Processo Legislativo Orçamentário Art. § 2º. cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a inclusão.examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual.sejam compatíveis com o plano plurianual. 134 . excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. ao orçamento anual e aos créditos adicionais suplementares e especiais. e apreciadas na forma regimental pelo Plenário da Câmara Municipal. b) serviços de dívida. II . diretrizes orçamentárias e orçamento anual e sobre as contas do Município apresentadas anualmente pelo Prefeito. III . Nenhum investimento. sem prejuízo da atuação das demais Comissões da Câmara Municipal.Os projetos de lei relativos ao plano plurianual.

a lei orçamentária do exercício. b) Lei de Diretrizes Orçamentárias: até o dia 30 (trinta) de abril de cada exercício e devolvido até o dia 30 (trinta) de junho. § 4º.b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. com valores corrigidos monetariamente pelos índices oficiais de correção monetária do período anual imediatamente anterior. convocadas pelo Presidente. da parte cuja alteração é proposta. será a mesma incluída na ordem do dia em reuniões extraordinárias diárias. com prévia autorização legislativa. § 8º. § 5º. na Comissão permanente. enquanto não iniciada a votação. as demais normas relativas ao processo legislativo. – Aplicam-se aos projetos de lei mencionados neste artigo. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. prevalecerá. até o fim da sessão legislativa. § 3º. Os projetos de lei a que se refere este artigo serão enviados pelo Prefeito para apreciação da Câmara Municipal nos prazos assim definidos: a) Lei do Plano Plurianual: até o dia 30 (trinta) de março. conforme o caso. § 7º . para o ano seguinte.A Mesa Diretora da Câmara Municipal enviará ao Prefeito sua proposta parcial orçamentária com antecedência de 30 (trinta) dias do prazo fixado para a elaboração da lei orçamentária pelo Poder Executivo. em decorrência de veto. mediante créditos especiais ou suplementares. até que se ultime a votação. – Os recursos que. O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos de lei a que se refere este artigo. § 6º. – Se até 31 de dezembro a Câmara Municipal não devolver a proposta do orçamento anual do Prefeito para sanção. nos termos do Regimento Interno. 135 . Art. As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. ou rejeitá-la integralmente. § 9º. no que não contrariar o disposto nesta Subseção. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados. . sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos. do primeiro ano de mandato do Prefeito recém eleito e devolvido para sanção até o dia 30 (trinta) de maio. c) Lei Orçamentária Anual: até o dia 30 (trinta) de setembro de cada exercício e devolvido para sanção até o dia 15 (quinze) de dezembro.No caso da Câmara não se manifestar sobre a proposta do orçamento no prazo previsto no parágrafo anterior.

creches municipais para atendimento às crianças carentes. § 2º . relacionadas sobretudo com a saúde e alimentação. 138 – As ações do Município por meio de programas e projetos na área de promoção e assistência social. no sentido de que sejam criadas. à adolescência e à velhice. para cuja execução. cujas creches deverão ser implantadas no distrito da cidade e em todas as vilas do município. Art. objetivando. o Município poderá firmar convênios com entidades privadas de assistência social ou organizações representativas da comunidade local. à infância. à gestante. III – a promoção de integração ao mercado de trabalho.TÍTULO V Da Ordem Social e Econômica CAPÍTULO I Da Ordem Social SEÇÃO I Introdução Art. II – o amparo às crianças e adolescentes carentes. os programas de ação governamental na área de assistência social. IV – a habilitação e a reabilitação das pessoas portadoras de deficiências e a promoção de sua integração à vida comunitária. 137 – O Município executará na sua circunscrição territorial. serão . dentro de sua competência. que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem estar e a justiça social. à maternidade. acompanhadas de estudos técnicos.O plano de assistência de que trata este artigo requer medidas prontas. na forma da lei. § 1º . 136 – O Município. SEÇÃO II Da Assistência Social Art.O Município adotará providências. com recursos da seguridade social. organizará a ordem social. principalmente: I – a proteção à família. consoante normas gerais federais.

Art. alimentação. . III – prestação de contas para fins de renovação de subvenção. proteção e recuperação. mediante prévia autorização legislativa. Art. moradia.Para efeitos de subvenção municipal as entidades de assistência social atenderão aos seguintes requisitos: I – integração dos serviços à política municipal de assistência social. declaradas de utilidade pública por lei municipal. 139 – É facultado ao Município: I – conceder subvenções a entidades assistenciais privadas. IV – subordinação dos serviços à fiscalização e supervisão da Secretaria Municipal de Assistência Social. compatibilizando programas e recursos e evitando a duplicidade de atendimento entre as esferas municipal e estadual. II – descentralização administrativa. respeitada a legislação federal. Art. com entidade pública ou privada para prestação de serviços de assistência social à comunidade local. saneamento. por todos os meios ao seu alcance: I – condições dignas de trabalho. considerando o Município e as comunidades como instâncias básicas para o atendimento e a realização dos programas. assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem a eliminação do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção. II – garantia de qualidade dos serviços. 142 – Para atingir os objetivos estabelecidos no artigo anterior. educação.organizadas. II – respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental. transporte e lazer. executadas e acompanhadas com base nos seguintes princípios: I – participação da comunidade. Seção III Da Saúde Art. elaboradas. III – integração das ações dos órgãos e entidades da administração em geral. 140 . 141 – A saúde é direito de todos os munícipes e dever do Poder Público. o Município promovera. II – firmar convênio.

III – gerir. 143 – As ações de saúde são de relevância pública. no âmbito do sistema único de saúde: I – planejar. controlar e avaliar as ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho. VIII – gerir laboratório público de saúde. estadual e municipal e normas do SUS – Serviço Unificado de Saúde. V – planejar e executar a política de saneamento básico em articulação com o Estado e a União. XI – ampla assistência à saúde. desde a assistência ambulatorial até a assistência odontológica e farmacêutica. em todos os níveis de atendimento. nacional. VII – integrar e/ou formar consórcios intermunicipais de saúde. programar e organizar a rede regionalizada e hierarquizada do SUS. Parágrafo Único – É vedado ao Município cobrar do usuário pela prestação de serviços de assistência à saúde mantidos pelo Poder Público ou contratados com terceiros. X – autorizar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento. controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde. c) alimentação e nutrição. com entidades privadas prestadoras de serviços de saúde. 144 – São atribuições do município. junto aos órgãos estaduais e federais competentes. b) vigilância sanitária. em estreita articulação com a União e com o Estado. . complementarmente. VI – fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar. Art. IX – avaliar e controlar a execução de convênios e contratos. para controlá-las. sem qualquer discriminação. mediante campanhas esclarecedoras e exames em geral. disciplinados em lei. II – planejar. priorizando os serviços preventivos contra as doenças em geral. devendo sua execução ser feita preferencialmente através de serviços públicos e. celebrados pelo Município. IV – executar serviços de: a) vigilância epidemiológica. Art. proteção e recuperação de saúde.III – acesso universal e igualitário de todos os habitantes do Município às ações e serviços de promoção. executar. gerir. organizar. através de serviços de terceiros. conforme códigos sanitários.

em nível de decisão. no Município. Art. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I – comando único exercido pela Secretaria Municipal de Saúde. II – planejar e fiscalizar a distribuição dos recursos destinados à saúde. dentre outras que vierem a ser fixadas na legislação federal específica: I – formular a política municipal de saúde. atendidas as diretrizes do plano municipal de saúde. III – organização de distritos sanitários com alocação de recursos técnicos e práticos de saúde adequadas à realidade epidemiológica local. do Sistema Único de Saúde. Art. da União e da seguridade social. será financiado com recurso do orçamento do Município. II – integração na prestação das ações de saúde.Art. § 1º . conforme dispuser a lei. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. 147 – A lei disporá sobre a organização e funcionamento do Conselho Municipal de Saúde. IV – participação. que terá as seguintes atribuições. do Estado. Art.Os recursos destinados às ações e aos serviços de saúde. gestão e controle da política municipal e das ações de saúde através de conselho Municipal de caráter deliberativo e paritário. com ampla participação da sociedade. V – direito do indivíduo de obter informações e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes à promoção. no âmbito do Município. quando julgar necessário. constituirão o Fundo Municipal de Saúde. 149 – O Sistema Único de Saúde. III – aprovar a instalação e o funcionamento de novos serviços públicos ou privados de saúde. Art. 148 – As instituições privadas poderão participar de forma complementar. o Conselho Municipal de Saúde para avaliar a situação do Município. proteção e recuperação de sua saúde e da coletividade. de entidades representativas dos representantes governamentais na formulação. a partir das diretrizes emanadas da conferência municipal de saúde. e fixará as diretrizes gerais da política de saúde do município. mediante contrato de direito público ou convênio. 146 – O Prefeito convocará anualmente. além de outras fontes. . 145 – As ações e os serviços de saúde realizados no Município integram uma rede regionalizada e hierarquizada constituindo o Sistema Único de Saúde no âmbito do Município.

SEÇÃO IV Da Educação Art. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. segundo a capacidade de cada um. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. . por meio do ensino em instituições próprias e vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. deverá ser desenvolvida.O montante das despesas de saúde não será inferior a 15% (quinze por cento) das despesas globais do orçamento anual do Município. II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. 150 . condições profissionais de trabalho para o exercício. preferencialmente na rede regular de ensino. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. 152 – Na promoção da educação escolar pública. adequado às condições do educando. inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria. Art. admissão através de concurso.Compete ao Município. IV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a cinco anos de idade. garantir aos profissionais de saúde planos de carreira e plano de cargos e salários.§ 2º . Parágrafo Único – A educação escolar no Município. exceto em casos em que o interesse público exigir. 151 – A educação. com segurança. de suas atividades em todos os níveis. § 3º . incentivos à dedicação exclusiva e tempo integral. V – acesso aos níveis mais elevados do ensino. III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais. capacitação e reciclagem permanentes. da pesquisa e da criação artística.É vedada a destinação de recursos públicos para auxilio ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. na forma da legislação específica. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. Art. o Município assegurará: I – ensino fundamental obrigatório e gratuito. direito de todos e dever do Estado e da família. VI – oferta de ensino noturno regular.

. no ensino fundamental público. mediante: a) reciclagem periódica dos profissionais de educação. junto aos pais ou responsáveis. VIII – gestão democrática do ensino público. Art. por aluno. III – zelar. VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. § 1º . que conduza o educando à formação de uma postura ética e social próprias. II – liberdade de aprender. 153 – O ensino no Município será ministrado com base nos seguintes princípios: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. com garantia de plano de carreira para o magistério público. IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância. V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. transporte. IX – garantia de padrão de qualidade. II – fazer-lhes a chamada pública. pesquisar e divulgar a cultura. estéticas e religiosas. § 2º . com piso de vencimento profissional. III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.Compete ao Município em regime de colaboração com o Estado e com a assistência da União: I – recensear. ensinar. definidos como a variedade e quantidade mínimas. filosóficas. políticas. de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem. com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades. garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola. o pensamento. pela freqüência à escola. exclusivamente. na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino. anualmente. a população em idade escolar para o ensino fundamental e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso.VII – oferta de educação escolar para jovens e adultos. por meio de programas suplementares de material didático-escolar. alimentação e assistência à saúde. a arte e o saber. VIII – atendimento ao educando.O transporte escolar referido no inciso VIII é assegurado a todos os alunos da Educação Fundamental. por concurso público de provas e títulos. IX – padrões mínimos de qualidade de ensino. pagamento por habilitação e ingresso. VII – valorização do profissional da educação escolar.

conforme dispuser a lei orçamentária e no limite por ela estabelecido. § 2º .b) avaliação cooperativa periódica por órgão próprio de sistema educacional. § 1º . 208 da Constituição Federal. associação comunitária. acionar o Poder Público para exigi-lo. X – valorização da experiência extra-escolar. c) funcionamento de bibliotecas.Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório. educação para segurança do trânsito. 156 – Fica assegurado relativamente a cada unidade do sistema municipal de ensino. compreendida a proveniente de transferências. aquisição de equipamentos e materiais didático-pedagógicos. Art. organização sindical. acessíveis também à população. é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos . XII – garantia do princípio do mérito. na carreira de magistério. práticas agrícolas e preservação do meio ambiente. nunca menos de vinte e cinco por cento da receita resultante de impostos. 157 – O currículo escolar do ensino fundamental e do ensino médio das escolas municipais incluirá conteúdos programáticos sobre a prevenção do uso de drogas. vigilância. favorecendo o reaproveitamento dos mesmos. entidade de classe ou outra legalmente constituída e. 155 – O Município aplicará. de matrícula facultativa. pelo corpo docente. laboratórios.Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário. podendo qualquer cidadão. poderá dita autoridade incorrer em crime de responsabilidade. o trabalho e as práticas sociais. Art. manutenção. salas de multimeios. anualmente.É vedada a adoção de livros didáticos que dissemine qualquer forma de discriminação ou preconceito. o fornecimento de recursos necessários à sua conservação. § 2º . pelos alunos e pelos seus responsáveis. equipamentos pedagógicos próprios e rede física adequada ao ensino ministrado. na hipótese do § 2º do art. § 1º . 154 – O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo. exclusivamente na manutenção e expansão do ensino público municipal. ainda. Art. objetivamente apurado. o Ministério Público. grupo de cidadãos.As unidades municipais de ensino adotarão livros didáticos não consumíveis.O Ensino Religioso. Art. § 1º . XI – vinculação entre a educação escolar.

160 – A educação infantil. obrigatoriamente. constituídas pelas diferentes denominações religiosas. III – adequação à natureza do trabalho na zona rural.Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos de ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. vedadas quaisquer formas de proselitismo. 161 – O ensino fundamental. Art. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. § 2º . Art. Art. obrigatório e gratuito na escola pública. II – organização escolar própria. incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política do Brasil. terá por objetivo a formação básica do cidadão. Art. em seu aspecto físico.Os sistemas de ensino ouvirão entidades civis. com duração mínima de três anos. etapa final da educação básica. para a definição dos conteúdos do ensino religioso.horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. psicológico. com as adaptações preconizadas no artigo anterior. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil. primeira etapa da educação básica. 162 – O ensino médio. 159 – Os currículos do ensino fundamental e médio no município. intelectual e social. 158 – Na oferta de educação básica para a população rural. SEÇÃO V . Art. Parágrafo Único – O ensino médio. § 3º . 163 – Lei Municipal disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Educação. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. Art. atendida a formação geral do educando. devem abranger. com duração mínima de nove anos. especialmente: I – conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. terá por objetivo a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. o estudo da língua portuguesa e da matemática. o sistema de ensino do Município promoverá as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural. complementando a ação da família e da comunidade.

165 – O Poder Público Municipal poderá considerar de valor histórico e artístico. através de exposições e feiras livres. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. § 1º .A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para o Município.O Município protegerá as manifestações das culturas populares e dos grupos étnicos participantes do processo civilizatório nacional e promoverá. § 3º . das artes.Cumpre ainda ao Município promover e estimular o artesanato local. nos termos da lei. observado o disposto na Constituição Federal. 166 – O Município apoiará e incentivará o lazer e o reconhecerá como forma de promoção social. das letras e da cultura em geral. Art. a educação sobre a história local e a dos povos indígenas e de origem africana. culturais e paisagísticas. Parágrafo Único – Os parques. segundo política democraticamente elaborada. pelos meios ao seu alcance. a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.Da Cultura Art. quando necessário. § 5º . Art. sendo seu tombamento autorizado pela Câmara Municipal. Art.Ao Município cumpre proteger os documentos. Art. § 2º . 167 – O Município estimulará o desenvolvimento das ciências. os monumentos. praças e quarteirões fechados são espaços privilegiados para o lazer.A administração municipal cabe. 168 – O Município auxiliará. culturais e amadoristas. valorizará. as organizações beneficentes. edificações e logradouros. jardins. campos e instalações de propriedade do Município. difundirá as manifestações culturais da comunidade.Ao Município compete suplementar. na forma da lei. . § 4º . Parágrafo Único . as obras e outros bens de valor histórico e cultural. Parágrafo Único – Ficam isentos do pagamento do imposto predial e territorial urbano os imóveis tombados pelo Município em razão de suas características históricas. sendo que as amadoristas e as colegiais terão prioridade no uso de estádios. em todos os níveis das escolas municipais. 164 – O Município incentivará. a legislação federal e a estadual dispondo sobre a cultura.

O Poder Público ampliará as áreas reservadas a pedestres e ciclistas. em caráter definitivo. povoados e comunidades rurais. III – aproveitamento e adaptação de rios. área destinada a praça ou campo de esporte e lazer comunitário. Art. . para desenvolvimento de programa de construção de centro esportivo. nos estabelecimentos de ensino público municipal e nos projetos dos novos conjuntos habitacionais. ginásio. 172 – O Município apoiará e incentivará o lazer e o reconhecerá como forma de promoção social. os campos de futebol na sede do município. IV – apoio a programa desportivo e de educação física especificamente dirigida à infância e à juventude. ao Município: I – reservar ou exigir que se reserve. Art. como locais de passeio e distração. áreas de lazer e campos de futebol. sem prejudicar o meio ambiente. instrução e treinamento por profissionais habilitados e promovendo a participação de atletas e esportistas em competição dentro e fora do Município. ainda. de parques infantis. vales. construir ou reconstruir. nos projetos urbanísticos. jardins. praças e quarteirões fechados e assemelhados. bosques. II . nas vilas. oferecendo equipamentos esportivos.Seção VI Do Desporto e do Lazer Art. Parágrafo único .construção e equipamentos. matas e outros recursos naturais. § 2º . Art. 169 – O Município apoiará e incentivará as práticas esportivas.É vedado ao Município subvencionar entidades desportivas profissionais. cedido ou desapropriado. § 1º . mediante: I – reserva de espaços verdes ou livres. praça de esporte. nos segmentos mais carentes da sociedade. 170 – O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade. necessários à demanda do esporte amador dos bairros da cidade. IV – preservar. centros de juventude e centros comunitários.Os parques. em caráter amadorístico. como direito de todos. colinas. 171 – Cabe. lagos. II – utilizar-se de terreno próprio. são espaços privilegiados para o lazer e a recreação urbana. III – incluir a educação física como disciplina nos estabelecimentos oficiais de ensino.

Seção VIII Da Família. integrada à da União e do Estado. do Adolescente. tendo como objetivo tornar a cidade mais agradável e humana. na forma da lei. IV – garantia de projeto-padrão para a construção de moradias populares.O Município promoverá política habitacional. VII – ajardinar as praças e calçadas sempre que possível. tarifas sociais para os serviços de água. 173 . atendendo à população de baixa renda com soluções adequadas e de baixo custo para o abastecimento de águas e esgoto sanitário. 174 – O Município priorizará a execução de programas de saneamento básico nas zonas urbana e rural em relação a qualquer outra obra pública. IV – levar à prática. II – incentivos à formação de cooperativa popular de habitação. com o objetivo fundamental de promover a defesa preventiva da saúde pública. pelas autoridades competentes. VI – regularização fundiária e urbanização específica para áreas ocupadas por população de baixa renda. Parágrafo único – A ação do Município deverá orientarse para: I – ampliar progressivamente a responsabilidade local pela prestação de serviços de saneamento básico. II – executar programas de saneamento em áreas pobres. mediante a execução das seguintes metas em benefício das famílias mais carentes do Município: I – concessão de usos de lotes urbanizados. objetivando a solução da carência de moradias. Art. Do Idoso e do Portador de Deficiência . da Criança.Seção VII Da Habitação e do Saneamento Básico Art. III – formação de programas habitacionais pelo sistema de mutirão e autoconstrução. V – assessoria técnica gratuita à construção da casa própria popular. III – executar programas de educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento.

à cultura. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. criará e manterá: I – programas sócio-educativos destinados a atendimento de criança e adolescente privados das condições necessárias ao pleno desenvolvimento. abrangente da gratuidade de transporte coletivo de passageiros aos idosos e aos portadores de deficiência. 178 – São prioritários. ao lazer. Parágrafo Único – O Município assegurará ainda condições de prevenção das deficiências físicas. à alimentação. com absoluta prioridade. III – adotará medidas que garanta ao portador de deficiência. d) facilitação de acesso a bens e serviços coletivos. além de colocálos a salvo de toda a forma de negligência. com o objetivo de criar condições para a realização de seu relevante papel. mediante apoio técnico financeiro. fisioterapia. Art.Lei Municipal definirá a política de proteção e assistência de que trata esta Seção. manterá programas de assistência à família. Art. notadamente em matéria de tóxicos. com prioridade para a assistência pré-natal e à infância. Art. . comunicação. nos limites de sua competência e em colaboração com a União e o Estado. no que respeite à sua dignidade e bem-estar. e) apoio para sua habilitação e reabilitação. discriminação. II – criará condições que assegurem amparo à pessoa idosa. mediante medicamentos. em especial do adolescente. ao direito à vida. os programas de proteção à infância e à juventude. c) informação. psicológica e emocional. crueldade e opressão. e incentivará tais programas. o Município se empenhará em dar afetividade. 175 – O Município. transporte e material escolar gratuito.Art. sensoriais e mental. bebidas alcoólicas e aids. 176 – Juntamente com a família. à saúde. juntamente com a sociedade. nos termos da lei: a) integração social. § 1º . b) assistência física. de iniciativa da comunidade. drogas afins. 177 – O Município. ao respeito. dignidade. exames médicos. violência. com eliminação de preconceitos e remoção de obstáculos arquitetônicos. exploração. à profissionalização. em favor da criança e do adolescente. com a participação da comunidade. a sociedade e as demais entidades estatais. à educação. transporte e segurança.

§ 5º . assim como a preservação do patrimônio ambiental e cultural. § 4º . para as quais será exigido aproveitamento adequado nos termos previstos na Constituição Federal. .O plano diretor deverá ser elaborado com a participação das entidades representativas da comunidade diretamente interessada. CAPÍTULO II Da Ordem Econômica Seção I Da Política Urbana Art.O plano diretor fixará os critérios que assegurem a função social da propriedade imobiliária. a ser formulada no âmbito do processo de planejamento municipal.O plano diretor deverá considerar a totalidade das zonas urbanas e de expansão urbana do Município. comunicação. aprovado pela Câmara Municipal. 179 – A política urbana. § 2 º . o Poder Executivo deverá utilizar os instrumentos jurídicos. em consonância com as políticas sociais e econômicas do Município.O plano diretor definirá as áreas de interesse social. abastecimento. § 1º . Parágrafo único – O planejamento urbano está condicionado às funções sociais da cidade. § 3º . saúde. é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão a ser executada pelo Município. b) justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização. Art. educação.§ 2º .Para assegurar as funções sociais da cidade. urbanístico ou ambiental. 180 – O plano diretor. energia elétrica. saneamento. terá por objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e o bem estar dos seus habitantes. gás. transporte público. especialmente no que concerne a: a) adequação do direito de construir às normas urbanísticas. iluminação pública. compreendidas como direito de acesso de todo cidadão à moradia. lazer e segurança.A concessão de benefício em matéria de transporte coletivo de passageiros preservará o equilíbrio econômicofinanceiro na exploração do referido serviço.

planejar.parcelamento ou edificação compulsórios. que promova seu adequado aproveitamento. índices urbanísticos. financeiros e de controle urbanístico existentes e a disposição do Município. II – imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressiva no tempo. o livre acesso a edifícios públicos e particulares de freqüência ao público. com prazo de resgate de até dez anos. . normas sobre zoneamento. tráfego. 183 – É facultado ao Município. poda e erradicação de árvores no perímetro urbano. serão prestados diretamente ou sob regime de concessão ou permissão nos termos da lei. uso e ocupação do solo. Parágrafo único – O Município disciplinará o plantio. Art. Art. 181 – Nas normas relativas ao desenvolvimento urbano o Município assegurará às pessoas portadoras de deficiências. III – desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal. mediante lei especifica para área incluída no plano diretor. Art. proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes. subutilizado ou não utilizado. incluído o de transporte escolar. loteamento. Seção II Do Transporte Público Art. exigir. iguais ou sucessivas.Os serviços a que se refere o presente artigo. parcelamento. respeitada a legislação federal e estadual. assegurados o valor real da indenização e os juros legais. sob pena. 184 – O exercício do direito de propriedade atenderá à sua função social e deverá condicionar-se às funções sociais da cidade. na forma da lei. nos termos da lei federal. de: I . coordenar. trânsito e sistema viário municipal. delegar e controlar a prestação de serviços públicos ou de utilidade pública relativos a transporte coletivo e individual de passageiros. executar. dirigir. organizar. 185 – Incumbe ao Município. em parcelas anuais. a logradouros públicos e ao transporte coletivo. 182 – O Município estabelecerá mediante lei. sucessivamente. em conformidades com as diretrizes do plano diretor.tributários. Art. § 1º . do proprietário do solo urbano não edificado.

em especial. conforme dispuser a lei. Art.É assegurado o direito ao transporte coletivo a todos os habitantes do Município. acessar às pessoas portadoras de deficiência física. na prestação de serviços de transporte público. na ordem. V – integração entre sistemas e meios de transporte e racionalização de itinerários. Parágrafo Único – O Município incentivará os proprietários rurais para que os mesmos cuidem das margens das estradas que cortam suas propriedades. Art. 190 – As vias integrantes dos itinerários das linhas de transporte coletivo de passageiros terão prioridade para pavimentação e conservação. fará obedecer aos seguintes princípios básicos: I – segurança e conforto dos passageiros.O Município. III – tarifa social. Art. 189 – O serviço de táxi será permitido preferencialmente. III – pessoa jurídica. cabendo ao Poder público tomar as medidas necessárias para garantir linha regular de transporte coletivo em todas as vilas dos distritos e povoados. IV – proteção ambiental contra a poluição atmosférica e sonora. II – cooperativa ou associação de motoristas profissionais autônomos. Art. visando um melhor e mais produtivo trabalho das máquinas da Prefeitura. funcionamento e fiscalização dos serviços de transporte coletivo e de táxi. assegurada a gratuidade aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos.Art. e de estacionamento público serão fixadas pelo Poder Executivo. II – prioridade a pedestre e usuários dos serviços. garantido. roçando e capinando referidas margens. 188 – As tarifas de serviços de transporte coletivo e de táxi. mediante o pagamento de tarifas. 187 – Lei Municipal disporá sobre a organização. Seção III Do Abastecimento . 186 . § 1º . devendo ser fixadas diretrizes de caracterização precisa e proteção eficaz do interesse público e dos direitos do usuário. a: I – motorista profissional autônomo. VI – participação das entidades representativas da comunidade e dos usuários no planejamento e na fiscalização dos serviços.

garantir assistência técnica ao pequeno produtor hortifrutigranjeiros. Seção IV Da Política Agrícola e Rural Art. nas nascentes. V – implantar agrovias.A proteção a que alude o § 1º. II . . agrovilas e agroindústrias. em áreas de concentração de consumidores de menor renda. II – do plantio de árvores nas encostas e ao longo dos cursos d’àgua. a eles se garantindo o acesso de produtores e varejistas.incentivar a criação de granjas.Art. nascentes e cursos d’água. inciso I. e a utilização de equipamentos agrícolas do patrimônio municipal. visando a estabelecer condições de acesso a alimentos pela população. III . feiras cobertas e feiraslivres.implantar equipamentos de mercado atacadista e varejista. 191 – O Município. Parágrafo Único – Entre os itens de programa de abastecimento. organizar o abastecimento alimentar. IV . 192 – O Município colaborará com a União e o Estado. § 2º . constará essencialmente: I – da construção de uma cerca de arame farpado de 50 m por 50 m. como galpões comunitários. § 1º – Inclui-se nos programas: I – preservar a cobertura vegetal de proteção das encostas.executar programas de hortas comunitárias especialmente entre a população de baixa renda. promover o bem-estar do homem que vive do trabalho da terra e fixá-lo no campo. sítios e chácaras destinadas à produção alimentar básica. na execução de programas de desenvolvimento rural destinados a fomentar a produção agropecuária.incentivar a melhoria do sistema de distribuição varejista. a cargo do Município. II – proteger e defender os ecossistemas. III – propiciar refúgio à fauna. nos limites de sua competência e em cooperação com a União e o Estado. participará no esforço do abastecimento local. especialmente a de baixo poder aquisitivo. inserem-se os de: I . V . IV – implantar parques naturais.

cabe ao Poder Público entre outras medidas: I – planejar e executar programas de abastecimento alimentar de forma integrada com os programas especiais de nível federal. feiras cobertas e feiras livres. destinando-lhes recursos para atender as necessidades dos micros e pequenos produtores rurais. IV – implantar e ampliar os equipamentos de mercado atacadista e varejista. VI – instalar bancos de produção e comercialização de sementes. à geração de empregos e à melhoria das condições de vida e bem-estar da população rural. estadual. XI – sinalização adequada em todo Município destinada ao bom funcionamento do trânsito e placas indicando os lugares públicos e as comunidades mais populosas do Município. em qualidade. quantidade e valor dos alimentos básicos consumidos pelo município buscando a auto-suficiência alimentar. de varejistas e de consumidores. assegurado os escoamentos de produtos e o atendimento da necessidade dos distritos. . visando a regularização da comercialização e do abastecimento.Art. III – efetuar os levantamentos e estudos necessários ao conhecimento das características e potencialidades da zona rural. IX – adotar programas de armazenamento para a pequena produção. . através de suas entidades representativas. V – garantir a destinação de recursos orçamentários para programas que atendem a população de baixa renda situada na zona rural. arrendatários e parceiros. garantindo o acompanhamento e participação de produtores. à garantia do abastecimento alimentar. VIII – incentivar o associativismo e o cooperativismo de micro e pequenos produtores rurais. visando preservar áreas de cultura alimentar. VII – ampliar e conservar as estradas vicinais destinadas ao escoamento da produção rural. regional e intermunicipal. II – dimensionar a demanda.Para assegurar a efetividade do Plano de Desenvolvimento Rural Integrado. X – regulamentar a implantação de projetos de reflorestamento. § 1º. como galpões comunitários. 193 – O Município terá um plano de Desenvolvimento Rural Integrado visando ao aumento da produção e da produtividade.

armazenamento. devendo. acesso ao crédito e preço justo. meios de produção e de trabalho. com co-participação técnica e financeira do Estado e da União. comercialização. Art. trabalhadores rurais. o Poder Executivo. em conjunto com os produtores rurais. como serviço de transporte aos enfermos que necessitarem. treinamento de pessoal paramédico nos postos de saúde e nas comunidades. bem-estar social e assistência técnica e extensão rural gratuita. ensinamentos e informações sobre: .O Município adotará programas de promoção e desenvolvimento rural destinados a promover a permanência do homem na zona rural. assistirá os pequenos produtores. Art. ouvir em reuniões. programas de educação para saúde. comprovadamente carentes. bem como proporcionando boas condições de trabalho aos profissionais de ensino que atuarem na zona rural. suas famílias e organizações. Parágrafo único – É de competência do Município e do Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (mantido coparticipativamente). Art. facilidades de comercialização de seus produtos. ministrando assistência alimentar e médico-odontológica. consumo. IV – garantir o acesso da população rural a um serviço de saúde de boa qualidade através de atendimento médicoodontológico. 196 – O Município. encontrar soluções técnicas e econômicas adequadas aos problemas de produção agropecuária. energia. nos distritos e povoados. beneficiamento. procurando proporcionar-lhes entre outros benefícios. saúde. II – garantir o acesso da população rural do Município à educação obrigatória e gratuita. III – garantir dotação orçamentária específica para a educação do meio rural. as partes interessadas num melhor andamento dos serviços a serem prestados. com base nas seguintes diretrizes: I – acatar as prioridades de obras e serviços públicos. bem-estar e de preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. 194 . transporte. gerência das unidades de produção. 195 – O Município buscará co-participação técnica e financeira da União e do Estado para manter serviços de assistência técnica e extensão rural com a função básica de. assim. zelando pela boa qualidade do ensino.Parágrafo Único – Lei Municipal deverá dispor sobre o funcionamento das medidas referidas no inciso IV do presente artigo. fornecendo material didático aos alunos. incluir na programação educativa. ainda.

envolvendo produtores e trabalhadores rurais. o exercício das seguintes atividades: I – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. Conservação e Recuperação dos Recursos Naturais. II – preservar os recursos naturais. a segurança dos trabalhadores rurais e a qualidade dos produtos agrícolas destinados à alimentação. – O Município buscará co-participação financeira do Estado e da União. pelo Poder Público. V – assistência técnica e extensão rural aos pequenos e médios produtores e trabalhadores rurais e suas famílias. água. VI – oferta de programas de controle de erosão. de infra-estrutura de armazenamento. de manutenção de fertilidade e de recuperação de solos degradados. Art. 198 . destino de resíduos e embalagens e períodos de carência. Defesa Sanitária Animal e Vegetal. de competência comum. III – incentivar o uso de tecnologias adequadas ao manejo do solo. IV – programas de fornecimento de insumos básicos e serviços de mecanização agrícola. 197 – O Poder Público manterá e dinamizará os serviços essenciais ao desenvolvimento rural. II – uso adequado dos agrotóxicos nas atividades agropecuárias. VII – organizar currículos e cronogramas escolares e ano letivo compatíveis com o meio rural. bem como os setores de . V – oferta.I – conservação do solo e da água. observada a Lei Complementar Federal.A Política Rural será planejada e executada com a participação efetiva do setor de produção. IV – divulgação de dados técnicos relevantes concernentes à política rural. da União e do Estado. de garantia de sistema viário adequado para o escoamento da produção. especialmente quanto à escolha dos produtos. respeitando as estações de plantio e colheita. flora e fauna. Art. § 2º. Proteção do Meio Ambiente. visando a proteção dos recursos naturais e do meio ambiente. para execução do proposto neste artigo. § 1º. preparo e diluição. gratuitamente. aplicação. dentre outros assim definidos em lei. – É de competência administrativa do Município. III – preservação e controle da saúde animal. solo. especialmente Assistência Técnica e Extensão Rural.

O Município desenvolverá atividades dirigidas. § 2º. Seção VI . ou vierem a desenvolver no Município. através de leis específicas. Seção V Do Desenvolvimento Industrial e Comercial Art. terão isenção de suas obrigações tributárias. – Lei Municipal disporá sobre a criação e funcionamento de um Conselho Municipal de Política Agrícola – CMPA – de forma a assegurar a participação democrática referida anteriormente. sob diretrizes de estímulo à instalação de indústrias. à plena implantação do distrito industrial. tributárias e creditícias. atividades dirigidas à reciclagem de material poluente. de segurança. § 3º . ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.O Município coordenará ações junto ao comércio e entidades dele representativas. 199 – Fica o Município obrigado a empreender ampla divulgação das potencialidades locais e desenvolvimento econômico. em caráter precário. de silêncio. assim definidas em lei. permitirá às microempresas se estabelecerem na residência de seus titulares. § 2º .comercialização. de trânsito e de saúde pública. visando a obter sua efetiva participação no planejamento e execução de política de fomento do desenvolvimento econômico. desde que não prejudiquem as normas ambientais.As empresas que desenvolvem. cooperativismo e do setor de assistência técnica e extensão rural. § 4º . § 6º . terão prioridade para exercer o comércio eventual ou ambulante no Município. objetivando. e por prazo limitado definido em ato do Prefeito. assim como as pessoas idosas. armazenagem.O Município dispensará tratamento jurídico diferenciado à pequena e microempresa.O Município. com base em ampla divulgação das potencialidades da região. § 1º. § 1º . – O Município dará prioridade de atendimento aos pequenos produtores rurais e suas organizações comunitárias. visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas. em seu território.Os portadores de deficiência física e de limitação sensorial. § 5º .

fruição e proteção dos bens naturais e culturais de interesse turístico. terão em vista: I – adoção de plano integrado e permanente. V – conscientização do público para a preservação e difusão dos recursos naturais e do turismo como atividade econômica e fator de desenvolvimento. reconhecendo-o como fonte de promoção e desenvolvimento social e cultural. 201 – Todos têm direito ao ambiente ecologicamente equilibrado. II – desenvolvimento de infra-estrutura turística. II . IV – regulamentação do uso.Para assegurar a efetividade do direito a que se refere este artigo. quanto à . VI – incentivo à formação de pessoal especializado. garantindo o equilíbrio de todas as formas de vida em seu habitat e entre todos os recursos naturais renováveis ou não. exposições e eventos turístico e sua divulgação. ou atuar suplementarmente a este. observada a legislação pertinente. TÍTULO VI Do Meio Ambiente e da Proteção aos Interesses Coletivos CAPÍTULO I Do Meio Ambiente Art. incumbe ao Município: I . impondo-se à sociedade e também ao Município o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. visando a implantação e desenvolvimento do turismo. para o desenvolvimento do turismo no Município. com base em calendário. 200 – O Município apoiará e incentivará o turismo como atividade econômica. § 1º .Do Turismo Art.fiscalizar. articular-se-ão entre si e com as entidades culturais e educacionais do Município. na ausência do agente competente específico do Estado. § 2º . ocupação. § 1º – As diretrizes da política de turismo. III – estímulo e apoio à produção artesanal local. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.proteger o meio ambiente. às feiras.Os serviços municipais de esporte e recreação.

§ 1º . pessoas físicas ou jurídicas. cascalho ou pedreiras.assegurar. dos morros e topos de serras.levantar.exploração de produtos lenhosos. VIII . fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente. da água. de acordo com a gravidade da infração. visual ou sonora.O poder público manterá plano municipal de meio ambiente e recursos naturais.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. V . talvegues e margens dos recursos hídricos. IV .criar mecanismos e programas específicos para recuperação das encostas. na forma da lei. da dimensão quantitativa e dos recursos dos meios físico e biológico. III . Art. do solo. controlar. inclusive a redução. áreas reflorestadas das bacias e sub-bacias hidrográficas. VI .atuar complementarmente às instâncias superiores na fiscalização da exploração de recursos e produtos naturais. ainda. mapear e inventariar coberturas vegetais nativas. independentemente da obrigação de reparar os danos causados e de conformidade com que dispuser a lei. bem como as suas nascentes. X .garantir a preservação da cobertura vegetal do Município. a sanções administrativas. promovendo a reposição do volume retirado no próprio Município. § 2º . 202 . a participação do Município no resultado da exploração de recursos hídricos. inclusive extração de areia. nos termos da Constituição da República. com aplicação de multas diárias e progressivas no caso de continuidade da infração ou reincidência. bem como a rede de recursos hídricos do Município. propiciando assim a conservação dos solos agrícolas.Aquele que explorar recursos minerais. VII . interdição ou paralisação de atividade.assegurar a participação do Município nos processos de gerenciamento de bacias hidrográficas em níveis regionais. que contemplará o conhecimento das características. o diagnóstico da utilização dos recursos e as . Parágrafo único . estaduais e nacionais.O plano a que se refere este artigo definirá.prevenir. fiscalizar e autuar toda e qualquer forma de poluição seja ela do ar. para fins de geração de energia elétrica.criar programas específicos para o monitoramento da qualidade do ar no Município. IX . para recomposição da mata ciliar e reflorestamento das bacias da região.

mediante lei.exercer efetiva fiscalização sobre a extração. a incineração ou tratamento especial do lixo hospitalar e de outros resíduos de alto risco.implantar e ampliar a vegetação em áreas urbanas. bem como em seus distritos e nas comunidades mais destacadas do meio rural.estabelecer exigências. VI . considerando-se a proporcionalidade da área do empreendimento e o seu número de empregados. análise técnica e indicação de diretrizes de gestão de espaço. X . procurando.definir as formas de uso e ocupação do solo. II . através de planejamento que englobe diagnóstico. bem como as escavações. XI . VIII .controlar e fiscalizar a produção e estocagem de substâncias. bens e acervos históricos e paisagísticos. hídricos e minerais.diretrizes para o seu melhor aproveitamento no processo de desenvolvimento econônico-social. na forma da lei.adotar política de proteção. IX . métodos e instalações que importem em . os equipamentos. sobretudo: I . para instalação de obras ou atividades potencialmente causadoras de degradação do meio ambiente e de estudos ambientais condizentes com o potencial poluidor. no sentido de proteger a fauna e a flora e de coibir os atos que coloquem em risco sua função ecológica.disciplinar. comercialização e consumo de espécies e subprodutos. transporte. controle e conservação do meio ambiente.implantar estações de tratamento do esgoto doméstico em todo o perímetro urbano da sede do Município. visando a estabelecer normas para implantação. o transporte. exigindo-se a recomposição das áreas afetadas. VII . XII . que provoquem a extinção de espécies ou que submetam os animais a crueldades. ampliação. visando a proteger os cursos naturais de água. III . a comercialização e a utilização de técnicas. operação ou reforma de atividades industriais poluidoras.registrar e acompanhar a concessão do direito de pesquisa e exploração dos recursos florestais. produção. captura. segundo critérios de especificidade qualitativa definidos em lei.fixar as penalidades administrativas por danos cometidos contra o meio ambiente. respeitando a conservação da qualidade ambiental.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. IV . V . bem como critérios para sua recomposição.fiscalizar a utilização e exploração da faixa de terreno da margem dos rios e córregos.

que. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. para ouvir as entidades interessadas. incluindo material geneticamente alterado pela ação humana.Lei complementar disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. e de taxas incidentes sobre a utilização dos recursos ambientais. para a saudável qualidade de vida e do meio ambiente natural e de trabalho. XIII . sendo a alteração e a supressão autorizadas somente através de lei. bem como aqueles de custos de indenização e análise de projetos para licenciamentos pelo órgão ambiental executivo. reservas. § 4º .monitorar a qualidade da água fornecida para o consumo público. deverá analisar. entidades ambientalistas e representantes da sociedade civil. consultivo. § 1º . órgão colegiado.A administração do fundo a que se refere este artigo será regulamentada em lei. o Conselho Municipal de Meio Ambiente realizará audiências públicas. entre outras atribuições definidas em lei. § 3º . autônomo. estações ecológicas e outras unidades de conservação. normativo e recursal composto paritariamente por representantes do Poder Público. XIV .criar parques. § 2º . bem como a sua potabilidade. . verificando os índices permissíveis de sua composição biológica e físico-química. Art. oferecendo-lhes especial proteção e infra-estrutura indispensável às suas finalidades. 203 . XV .Os recursos oriundos de multas administrativas.definir os espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. deliberativo. com vistas a mantê-los dentro dos padrões científicos recomendáveis.risco. resíduos químicos e fontes de radioatividade.Para o julgamento de projetos a que se refere este artigo. por atos lesivos ao meio ambiente. especialmente com representantes da população atingida. XVI .A população gravemente atingida pelo impacto ambiental dos projetos referidos neste artigo. efetivo ou potencial.aferir os níveis sonoros relativos às fontes poluidoras localizadas no Município. serão destinados a um fundo para reparação de danos ao meio ambiente. deverá ser consultada obrigatoriamente. aprovar ou vetar qualquer projeto público ou privado que implique impacto ambiental.

205 . nos termos desta lei e demais legislações aplicáveis.Art. § 1º .As empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos e as prestadoras de serviços deverão atender rigorosamente aos dispositivos de proteção ambiental. § 2º . quando notificadas pelo órgão ambiental executivo. de acordo com os padrões exigidos pela lei ou tecnologia adequada e a devida licença do órgão ambiental. § 3º . § 4º .O Município deverá estabelecer como espaços especialmente protegidos e transformados em estações ecológicas todas as áreas verdes.É vedada a instalação de atividades econômicas que interfiram. sem receberem o prévio tratamento. § 1º . ou expostos ao meio ambiente. pertencentes ou não ao Município. ou potencialmente poluidoras. confrontação e dimensão de cada área mencionada no parágrafo anterior será regulamentada em lei complementar. CAPÍTULO II Da Proteção aos Interesses Coletivos Seção I Da Moralidade Administrativa . Art. obedecidas as exigências do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente e do órgão ambiental executivo. nascentes e quedas-d’água. § 2º .A definição da localização. 204 . no equilíbrio ecológico do Município.É obrigatória a recuperação da vegetação nativa das áreas protegidas por lei e todo aquele que não respeitar as restrições ao seu desmatamento deverá recuperá-las.Os efluentes líquidos e resíduos sólidos industriais produzidos no Município não poderão ser despejados nos cursos de água. ficando as infrações sujeitas a punição estabelecida em legislação específica. terão um prazo determinado para se equiparem com dispositivos que anule as atividades poluidoras. delimitação.Todas as empresas sediadas no Município que apresentem atividades poluidoras. de forma prejudicial ao meio ambiente.Todas as indústrias com equivalente potencial poluidor no Município ficam obrigadas a formar áreas verdes circundando seu parque industrial.

com a União. – Os atos de improbidade administrativa implicam. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário sem prejuízo da ação penal cabível. § 1º. Seção II Da Proteção ao Consumidor Art. entre outras sanções. § 2º. como instrumento de realização do interesse público. pondo-lhes ao alcance informações e mecanismos de acesso aos níveis de decisão e recurso.Art. e. III – colaborar. na criação de postos de correio. – O Município desenvolverá. II – assegurar a efetividade de seus direitos. V – colaborar. no sentido de melhorar nos distritos a questão da segurança pública. 206 – É dever dos dirigentes. com a União e o Estado. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. na execução de assistência aos distritos do Município. mediante convênio. mediante convênio. Seção III Da Proteção ao Patrimônio Comum Art. a perda de função pública. nas escolas de qualquer nível. 207 – Compete ao Município: I – esclarecer os usuários dos serviços públicos municipais. em qualquer nível de qualquer dos poderes ou em entidades descentralizadas. Seção IV Da Participação do Cidadão e da Comunidade no Governo . VI – criar o PROCON Municipal. na execução de programas de orientação e assistência ao consumidor. de modo especial. com o Estado. em geral. em todos os segmentos da sociedade. acerca das tarifas e tributos a que se sujeitam. ampla campanha de valorização do servidor e empregado público e do agente político. mediante convênio. 208 – O Município adotará medidas de efetiva proteção ao patrimônio cultural e histórico local. zelar pelo teor moral da administração pública. IV – colaborar.

III – nas entidades comunitárias. 209 – São formas de exercício direto. perante o Tribunal de Contas. VII . o encaminhamento e a tramitação da proposta de lei de iniciativa popular. 14. VI – a denúncia. XIII). II – o plebiscito e o referendo. Parágrafo Único – Constituem. postas à disposição de qualquer contribuinte (Constituição da República: art. alínea a). as associações de bairros. 5º.o direito de petição (Constituição da República: art. financeira. 31. 18. na Câmara Municipal (art.Art. orçamentária ou relativa à licitação. do art. no processo legislativo (Constituição da República: art. 47 desta lei. 29. . participação ou controle administrativo do poder público municipal: I – a iniciativa popular. § 3º). V – a reclamação relativa à prestação de serviço público (Constituição da República: art. 37. § 3º). ainda. I e II. entre elas. 210 – O Regimento Interno disciplinará a elaboração. § 4º. na forma da lei (Constituição da República: arts. formas especialmente prestigiadas de participação no governo as que se exprimem: I – nos conselhos municipais. no planejamento municipal (Constituição da República: art. XV). III – a cooperação das associações representativas. 211 – Associações representativas da comunidade serão convidadas a cooperar na elaboração do plano diretor do desenvolvimento municipal e do plano plurianual. XII). Seção V Da Iniciativa Popular no Processo Legislativo Art. incluído o comunitário distrital. Seção VI Da Cooperação Comunitária no Planejamento Art. entre outros. 53). IV – o exame das contas do Município. II – no uso da tribuna pelo cidadão. 29. XXXIV. de irregularidade em matéria contábil. e 49. a que se refere o § 5º.

inoportunidade ou inconveniência. em razão de interesse público. fará publicar edital. dentro de noventa dias da data do requerimento do interessado. Seção VII Do Exame das Contas Art. e afixadas no prédio da Câmara. abuso de poder. para exame e apreciação. o agente público que deixar injustificadamente de sanar. dentro dos três dias seguintes. § 2º .Obriga-se a autoridade a determinar a apuração da irregularidade ou ilegalidade e. § 4º . enviadas ao Tribunal de Contas. § 1º .Incide na penalidade de destituição de mandato administrativo ou cargo ou função de direção. ressalvada aquela cujo sigilo seja imprescindível. 213 – A todo cidadão é assegurado o direito de representar ao Presidente da Câmara. em órgão da administração direta ou entidade da administração indireta. o Presidente da Câmara. os prestadores delas. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. Seção VIII Do Direito de Petição Art. sob pena de responsabilidade. bem como a obtenção de certidão para a defesa de direito ou esclarecimento de situação de interesse pessoal. praticado com ilegalidade. em dez dias. se for o caso. pondo-as pelo prazo de sessenta dias. . § 3º . nos termos da lei. as questões suscitadas serão. em defesa do interesse coletivo ou para se opor a ato de autoridade.Independe do pagamento de taxa ou de emolumento ou de garantia de instância o exercício do direito de petição ou representação. omissão que inviabilize o exercício de direito constitucional. ao Prefeito e ao dirigente de entidade de administração indireta. ouvidos para defesa. à disposição de qualquer contribuinte.Todos têm direito de requerer e obter informação sobre projeto do poder público.Parágrafo Único – Lei Municipal disporá sobre o escopo e os critérios da cooperação de que trata este artigo. corrigi-la. Parágrafo Único – Vencido o prazo do parágrafo anterior. a qual será prestada no prazo da lei. 212 – Recebidas as contas da Mesa Diretora e do Prefeito.

Lei Municipal disporá sobre a composição.Terão preferência para a manifestação representantes de associações civis da comunidade local. imputáveis a órgão. órgão dotado de competência e instrumento de ação que lhe garantem eficácia. Seção X Das Reclamações Relativas aos Serviços Públicos Art. a associação comunitária e o sindicato são partes legítimas para denunciar. fato ou omissão.Seção IX Da Manifestação Direta do Eleitor no Processo Legislativo Art. em matéria de sua competência. § 2º . agente político. 216 – É direito da sociedade manter-se correta e oportunamente informada de ato.O Regimento Interno da Câmara disciplinará e disporá complementarmente sobre a matéria. § 1º . sendo que todas as reclamações deverão ser escritas.O cidadão. 214 – O eleitor que o desejar poderá usar da palavra durante a primeira discussão dos projetos de leis ou resoluções. 215 – O exame. o partido político. § 2º . servidor público ou empregado público. § 4º . em representação escrita e devidamente assinada. protocoladas e enviadas cópias para a Câmara de Vereadores. para opinar sobre eles.Não será permitido ao eleitor manifestar-se sobre tema não expressamente mencionado na inscrição. § 1º . diretamente subordinado ao Prefeito. a organização e o funcionamento da “Ouvidoria Municipal” referida no caput deste artigo. atendimento e controle das reclamações relativas aos serviços públicos ficarão a cargo de uma “Ouvidoria Municipal”.O Regimento Interno da Câmara fixará o número de eleitores a se manifestarem em cada reunião. . § 3º . Seção XI Do Direito à Informação Art. desde que se inscreva antes de iniciada a reunião. qualquer irregularidade ou ilegalidade perante o Tribunal de Contas.

se outro não for fixado pelo requisitante.§ 1º .O Município zelará pela guarda das Constituições Federal e do Estado de Minas Gerais. observará.A aprovação de loteamento somente se considerará definitiva quando o loteador tiver completado a implantação de infra-estrutura de serviços públicos essenciais. faculta ao Presidente da Câmara. de 04/05/2000. Art. quanto à despesa com pessoal. empregos e funções públicas para as pessoas portadoras de deficiência física e definirá os critérios de sua admissão. Art. exceto quando ocupar cargo em comissão ou desempenhar função de confiança.A Prefeitura e a Câmara são obrigadas a fornecer a qualquer interessado. das leis e das instituições democráticas. 217 . em cumprimento ao disposto no caput do art. contratos e decisões. Art. § 3º . 220 – É vedado ao servidor municipal desempenhar atividades que não sejam do cargo de que for titular.O Município de Aimorés. os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 101. 169 da Constituição Federal. a intervenção do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação.É fixado em 15 (quinze) dias.O não atendimento do prazo estipulado no parágrafo anterior. Art. 219 – Aplica-se ao Vereador a regra de suspensão de mandato prevista para o Prefeito. na conformidade da Legislação Federal. Art. na forma do disposto na presente Lei. desta Lei Orgânica Municipal. 221 . 223 . sendo permitido a todas as confissões religiosas praticar neles os seus ritos. o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta prestem as informações e encaminhem os documentos requisitados pelo Poder Legislativo. Art. 218 – A lei reservará percentual dos cargos. 222 – Os cemitérios no Município terão sempre caráter secular e serão administrados pela autoridade municipal. salvo motivo de força maior. TÍTULO VII Disposições Gerais e Transitórias Art. assim como atender em igual prazo às requisições judiciais. § 2º . sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar sua expedição. no que couber. certidões de atos. . solicitar. no prazo máximo de quinze dias.

muros. Conceição do Capim e Santo Antônio do Rio Doce. § 3º . as RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). nos moldes oficiais. § 2º . 224 – É vedado. contados da data da promulgação da Emenda Revisional nº 001. além das previstas em lei. Art. encaminhará projeto-de-lei à Câmara Municipal visando a regularização e delimitação as divisas interdistritais dos distritos de Alto Capim. esgoto sanitário e meio-fio. distritos. Art. casas de diversões e estabelecimentos comerciais de modo a preservar o sossego público. rede de abastecimento de água. de modo que se faça a mais ampla divulgação do seu conteúdo. aprovar projeto de edificação ou conceder “habite-se” a edificação em loteamento não aprovado definitivamente. meio-fios. obriga-se o loteador a reservar ao Poder Público.Nas áreas definidas pelo plano diretor físicoterritorial como setores especiais.abrangente das vias públicas. a infra-estrutura mínima exigível será a de rede de abastecimento d’água. postes de iluminação pública e telefonia.No prazo de 6 (seis) meses. São Sebastião da Vala. Art. Penha do Capim. Art. para distribuição nas escolas e a todas as entidades representativas da sociedade civil. 001. iluminação pública. vilas e povoados. sob as penas da lei. pavimentação. § 1º . de ruas e outros logradouros públicos desta cidade. 227 . 225 – Lei complementar estabelecerá condições e horários para a propaganda sonora e disciplinará o ruído nas boates. para o efeito de loteamentos de interesse social. Art. placas de identificação. afixar cartazes e faixas de propaganda comercial ou política em prédio público. . bares. o Município mandará imprimir o texto integral da Lei Orgânica Municipal. Tabaúna. Expedicionário Alicio.Nos loteamentos. 226 – O Município desenvolverá mecanismos no sentido de serem implantadas no Município. unidade sanitária e creche. a ser indicado pela Prefeitura. Mundo Novo de Minas.É vedado à Prefeitura sob pena de responsabilidade. gratuitamente. área destinada a escola. 228 . no prazo de 360 (trezentos e sessenta) dias. com todas as alterações estabelecidas através de emendas. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Parágrafo Único – Esta nova impressão deverá ser executada em edição popular. 229 – O Executivo Municipal. esgoto sanitário e outro serviço público essencial. Art.O Executivo Municipal providenciará. contados da data da promulgação da Emenda Revisional nº.

no prazo de 6 (seis) meses.Art. contados da data da promulgação da Emenda Revisional nº 001. contados da data da promulgação da respectiva resolução.Dentro de seis (seis) meses. 230 . a Câmara Municipal deverá revisar o seu Regimento Interno. a Câmara Municipal. adequando-o à nova realidade da Lei Orgânica Municipal. mandará imprimir o novo texto integral do Regimento Interno. Este livro foi composto em tipologia Garamond 10 e impresso em papel AP 70 g. contados da promulgação da Emenda Revisional nº. para distribuição gratuita nas escolas e a todas as entidades representativas da sociedade civil. na Editora Betânia. Art. 001. .A revisão geral da Lei Orgânica Municipal será realizada de cinco em cinco anos. 231 . Parágrafo Único – Concluída a revisão do Regimento Interno. em março de 2007. em edição popular.