Regulação CNU 2025
Regulação CNU 2025
ARCE
ESTADO REGULADOR
Prof. Nick Simonek
AGÊNCIAS REGULADORAS
A regulação é vista como uma ferramenta do governo para corrigir falhas de
mercado, como monopólios naturais, externalidades e assimetrias de
informação. Por exemplo, em um mercado monopolista (como o fornecimento
de eletricidade), o governo regula para evitar abusos de poder de mercado,
como preços excessivos ou serviços de má qualidade.
Nesse sentido, o Estado, por meio da regulação, busca maximizar o bem-estar
social, equilibrando eficiência econômica, qualidade dos serviços e proteção
aos consumidores. Ou seja, o regulador deve tentar estabelecer um equilíbrio
entre o controle dos preços, qualidade dos serviços e rentabilidade das
empresas.
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AGÊNCIAS REGULADORAS
A teoria oferece uma variedade de instrumentos que podem ser utilizados
para regular mercados, como controle de preços, definição de padrões de
qualidade, concessões, licitações e a implementação de sistemas de
monitoramento e fiscalização.
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AGÊNCIAS REGULADORAS
A Teoria da Captura foi popularizada por George Stigler e sugere que as
agências reguladoras podem ser "capturadas" pelos próprios interesses das
empresas que elas devem regular. Em outras palavras, em vez de proteger o
interesse público e garantir uma regulação justa, as agências podem acabar
trabalhando a favor das empresas reguladas.
A captura ocorre quando os reguladores, muitas vezes devido à proximidade
com as empresas reguladas ou à pressão dos grupos de interesse, adotam
políticas que favorecem as empresas em detrimento dos consumidores e da
sociedade. Isso pode acontecer por meio de lobby, troca de favores, ou até
mesmo a "rotação de portas" entre empresas e agências (quando os
funcionários públicos assumem cargos nas empresas que regulam).
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As empresas reguladas geralmente têm muito mais informações sobre suas
operações e mercados do que os reguladores. Isso pode permitir que elas
manipulem o processo regulatório em seu benefício.
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A Teoria do Agente Principal é uma abordagem que lida com a relação entre
duas partes: o principal (quem delega a tarefa) e o agente (quem executa a
tarefa). No contexto da regulação, o Estado é o principal, e a agência
reguladora é o agente. O problema é que, enquanto o principal deseja que o
agente atue em seu interesse (ou seja, para o bem da sociedade), o agente
pode ter seus próprios interesses e informações, o que pode levar a resultados
subótimos.
O agente regulador pode ter mais informações técnicas do que o principal (o
governo ou a sociedade). Isso cria um desafio para o principal, que não sabe
exatamente se o agente está tomando as melhores decisões para o bem
público.
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A teoria sugere que o principal (o governo) pode estabelecer incentivos ou
"contratos" para garantir que o agente (a agência reguladora) atue conforme os
seus objetivos. Porém, o principal pode ter dificuldades em monitorar ou medir
corretamente as ações do agente.
O agente pode tomar decisões que não estão alinhadas com os interesses do
principal. Por exemplo, a agência reguladora pode favorecer uma empresa do
setor que regula por questões políticas, financeiras ou pessoais, prejudicando os
consumidores.
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FORMAS DE REGULAÇÃO:
REGULAÇÃO DE PREÇO;
REGULAÇÃO DE ENTRADA;
REGULAÇÃO DE QUALIDADE
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A regulação de preço refere-se ao controle das tarifas cobradas pelas
empresas para os serviços que prestam. Ela é frequentemente utilizada em
setores onde não há competição suficiente (como em monopólios naturais) e
visa proteger os consumidores de preços excessivos ou abusivos.
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Vamos a alguns exemplos: Regulação de tarifas de energia elétrica, água, gás,
transporte público, telecomunicações, entre outros. No Brasil, a ANEEL
(Agência Nacional de Energia Elétrica) e a ANATEL (Agência Nacional de
Telecomunicações) são exemplos de agências que regulam preços nesses
setores.
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O objetivo é controlar a quantidade de empresas que podem atuar em um
mercado, assegurando que haja concorrência suficiente para estimular a
eficiência, mas também evitando que o mercado seja saturado por empresas
que não têm condições de prestar serviços de qualidade.
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A regulação de qualidade envolve o controle dos padrões de serviço que as
empresas devem oferecer aos consumidores. Ela é usada para assegurar que os
serviços prestados sejam adequados, seguros e atendam aos requisitos mínimos
de qualidade, mesmo em mercados com pouca ou nenhuma concorrência.
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ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO E ANÁLISE DE
RESULTADO REGULATÓRIO
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Logo, o objetivo da análise de impacto regulatório é justamente verificar as
consequências jurídicas e econômicas dos atos de regulação emanados, por
exemplo, de agências reguladoras.
Perceba que os dispositivos da Lei de nº 13.848/2019 que trata sobre as
agências reguladoras e da Lei de nº 13.874/2019 (Lei de Liberdade
Econômica), falam na disposição por regulamento. Para tanto, foi expedido o
Decreto de nº 10.411/2020, a qual regulamenta ambas as leis nesse ponto.
Vamos então ao Decreto
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Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se
decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam
consideradas as consequências práticas da decisão.
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§ 5º Nos casos em que não for realizada a AIR, deverá ser
disponibilizada, no mínimo, nota técnica ou documento equivalente
que tenha fundamentado a proposta de decisão.
Art. 5º As propostas de edição e de alteração de atos normativos de
interesse geral de agentes econômicos ou de usuários dos serviços
prestados, editadas por órgão ou entidade da administração pública
federal, incluídas as autarquias e as fundações públicas, serão
precedidas da realização de análise de impacto regulatório, que
conterá informações e dados sobre os possíveis efeitos do ato
normativo para verificar a razoabilidade do seu impacto
econômico. (Regulamento)
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Parágrafo único. Regulamento disporá sobre a data de início da
exigência de que trata o caput deste artigo e sobre o conteúdo, a
metodologia da análise de impacto regulatório, os quesitos mínimos a
serem objeto de exame, as hipóteses em que será obrigatória sua
realização e as hipóteses em que poderá ser dispensada.
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BOAS PRÁTICAS REGULATÓRIAS
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Esse planejamento é essencial para orientar o trabalho da agência e garantir
que a regulação esteja alinhada com os desafios e as necessidades do setor
regulado.
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O processo de participação e controle social envolve a atuação ativa de
cidadãos, organizações da sociedade civil, empresas, sindicatos e outras partes
interessadas no processo regulatório. Esse processo visa garantir que a
regulação seja feita de maneira democrática, transparente e inclusiva,
respeitando os direitos e interesses de todos os envolvidos.
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Em relação as Audiências públicas, trata-se de eventos em que representantes
das agências reguladoras, especialistas e cidadãos têm a oportunidade de
discutir questões regulatórias e expressar suas preocupações ou sugestões. As
audiências públicas são uma forma de promover o debate amplo sobre temas
regulatórios e garantir que as vozes de diferentes grupos sociais sejam ouvidas.
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Desconcentração x Descentralização: A administração no sentido subjetivo
diz respeito a divisão e composição da administração que se divide em
administração pública direta e indireta a depender da atividade a que está se
prestando. Trata-se aqui da organização administrativa em um conjunto de
regras jurídicas que dizem respeito a competência, relações hierárquicas,
formas de atuação e pessoas, tudo no exercício da denominada função
administrativa.
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Na descentralização administrativa o Estado cria outra pessoa jurídica para
exercer a função administrativa não havendo, nesse caso, subordinação, mas
mera vinculação administrativa. É o que ocorre, por exemplo, com as
autarquias federais, fundações federais, sociedades de economia mista e
empresas públicas federais, em relação a União Federal.
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Formas de Intervenção do Estado na Economia
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Em relação ao primeiro questionamento, vale lembrar que foi com a
Constituição de 1934 que se estabeleceu um verdadeiro capítulo sobre ordem
econômica e formas de atuação do Estado na economia, sendo certo que
anteriormente o que havia eram autorizações esparsas ao longo dos textos
constitucionais.
Com o passar dos anos e com a promulgação da Constituição Federal de 1988
tentou o constituinte originário, a partir do art. 170, da CF/88 estabelecer
fundamentos e princípios a serem respeitados pelo sistema econômico e os
atores que aí atuam, tendo o Estado ganhado protagonismo em sua forma de
atuação em alguns dos dispositivos que tratam da ordem econômica
constitucional vigente.
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Considerando que a figura do Estado para atuar na economia, seja como
agente econômico ou como ente regulador, precisa de um efetivo arcabouço
jurídico constitucional, a CF/88 prevê exatamente tais atividades em ao menos
03 dispositivos que nos interessam, quais sejam os arts. 173 e 174, todos da
CF/88. Vamos ao caput de cada um deles:
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SECRETARIA DE FAZENDA MUNICIPAL FORTALEZA-CEBRASPE-
2023
Determinado município constatou a presença de elevado número de
hotéis em um determinado bairro da cidade. A pedido da associação
dos hotéis, o município passou a proibir a instalação de novos hotéis
naquela região.
A partir da situação hipotética apresentada, julgue o seguinte item.
A decisão do Poder Público é juridicamente correta, dada a sua função
de realizar o planejamento do desenvolvimento, conforme o art. 174
da Constituição Federal de 1988.
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Estado Regulador
Inicialmente o que temos aqui é a função do Estado editando normas
específicas para regular determinado nicho da economia.
Em relação ao conceito de regulação temos uma atividade estatal no campo
econômico que objetiva justamente a criação de regras sobre determinados
nichos econômicos a fim de evitar justamente o abuso do poder e garantir a
defesa da concorrência
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Estado Regulador
Pode-se conceituar, objetivamente, a regulação como o conjunto de atos e
medidas estatais que têm por fim, garantir a observância dos princípios
norteadores da ordem econômica no mercado, bem como a devida e correta
prestação de serviços públicos, além do incentivo e fomento para a
implementação das políticas públicas respectivas para direcionamento de
cada nicho da economia.
Sob um aspecto subjetivo, pode-se conceituar a regulação como o processo
estatal de normatização, de fiscalização, de incentivo, de planejamento e de
mediação da atividade econômica dos particulares, conjugando os interesses
privados destes com os interesses público e coletivo envolvidos no ciclo
econômico do respectivo mercado.
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Estado Regulador
Assim, da junção dos dois aspectos conceituais acima delineados, a regulação
se trata de toda medida estatal, envidada no sentido de garantir a prevalência
dos princípios da ordem econômica, bem como do respectivo interesse
coletivo, a fim de efetivar a observância das políticas públicas norteadoras do
planejamento econômico estatal.
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Reforma do Estado e Desestatização
No ordenamento jurídico nacional, o instituto da desestatização se deu com a
Lei de nº 8.031/90, posteriormente revogada pela Lei de nº 9491/97, que
institui o plano nacional de desestatização. Explique-se. Após a Constituição
Federal de 1988, determinadas atividades, por opção governamental seguindo
influência mundial, passaram a iniciativa privada sob a justificativa de melhor
prestação dos serviços e num verdadeiro programa de retirar da máquina
pública atividade que não lhe competem.
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Reforma do Estado e Desestatização
As privatizações, umas das formas de retirada do controle do Estado de
determinada atividade, foram levadas a cabo a partir da década de 90 no Brasil.
Somado a isso, vimos um movimento muito grande de concessões e permissões
de serviços públicos, mantendo o Estado seu papel de regulador e indutor da
atividade econômica, fato que deu origem a implementação das atividades
reguladoras
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Reforma do Estado e Desestatização
Para tanto, era necessária uma legislação que garantisse a legalidade da
desestatização almejada, sendo a Lei de nº 8.031/90 o marco temporal para tal
acontecimento. Dois dos principais objetivos eram a melhor prestação da
atividade transferida e a redução do déficit público à época. Veja, o tamanho
do Estado à época era incompatível com o que pretendeu o constituinte.
Nesse sentido, surge a Lei de nº 9491/97, a qual dispõe altera procedimentos
relativos ao Programa Nacional de Desestatização, revogando a Lei n° 8.031/90.
Passaremos aos principais pontos.
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Reforma do Estado e Desestatização
Como objetivos do programa nacional de desestatização na Lei de nº 9491/97,
temos: 1) reordenar a posição estratégica do Estado na economia,
transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo
setor público; 2) contribuir para a reestruturação econômica do setor público,
especialmente através da melhoria do perfil e da redução da dívida pública
líquida; 3) permitir a retomada de investimentos nas empresas e atividades
que vierem a ser transferidas à iniciativa privada;
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Reforma do Estado e Desestatização
4) contribuir para a reestruturação econômica do setor privado, especialmente
para a modernização da infra-estrutura e do parque industrial do País,
ampliando sua competitividade e reforçando a capacidade empresarial nos
diversos setores da economia, inclusive através da concessão de crédito; 5)
permitir que a Administração Pública concentre seus esforços nas atividades
em que a presença do Estado seja fundamental para a consecução das
prioridades nacionais; e 6) contribuir para o fortalecimento do mercado de
capitais, através do acréscimo da oferta de valores mobiliários e da
democratização da propriedade do capital das empresas que integrarem o
Programa.
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Reforma do Estado e Desestatização
Em relação ao conceito legal de desestatização, temos que se trata de: 1)
alienação, pela União, de direitos que lhe assegurem, diretamente ou através
de outras controladas, preponderância nas deliberações sociais e o poder de
eleger a maioria dos administradores da sociedade; 2) a transferência, para a
iniciativa privada, da execução de serviços públicos explorados pela União,
diretamente ou através de entidades controladas, bem como daqueles de sua
responsabilidade; 3) a transferência ou outorga de direitos sobre bens móveis
e imóveis da União.
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Reforma do Estado e Desestatização
Formas: alienação de participação societária, inclusive de controle acionário,
preferencialmente mediante a pulverização de ações; abertura de capital;
aumento de capital, com renúncia ou cessão, total ou parcial, de direitos de
subscrição; alienação, arrendamento, locação, comodato ou cessão de bens e
instalações; dissolução de sociedades ou desativação parcial de seus
empreendimentos, com a conseqüente alienação de seus ativos; concessão,
permissão ou autorização de serviços pú[Link], remição de foro,
permuta, cessão, concessão de direito real de uso resolúvel e alienação
mediante venda de bens imóveis de domínio da União
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Reforma do Estado e Desestatização
Perceba que uma das formas de se operacionalizar tais atividades foi através
da privatização das empresas estatais. Por privatização temos uma das formas
de desestatização das atividades com a alienação dos ativos da empresa ao
setor privado transferindo integralmente o poder de controle sobre a
companhia vendida. No entanto, não bastava apenas privatizar e o particular,
de acordo com seu livre arbítrio, exercer a atividade, sendo necessária,
conforme exigência constitucional a regulação.
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Reforma do Estado e Desestatização
Ponto, muito importante é a desestatização dos serviços públicos que
pressupõe a delegação, pelo Poder Público, de concessão ou permissão do
serviço, objeto da exploração, observada a legislação aplicável ao serviço.
Além disso, os princípios gerais e as diretrizes específicas aplicáveis à
concessão, permissão ou autorização, elaborados pelo Poder Público, deverão
constar do edital de desestatização.
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Reforma do Estado e Desestatização
Prosseguindo, vale ressaltar a existência de um Conselho Nacional de
Desestatização - CND, diretamente subordinado ao Presidente da República,
com função de decisão e composto por 1) Ministro de Estado do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, na qualidade de Presidente; 2)
Chefe da Casa Civil da Presidência da República; 3) Ministro de Estado da
Fazenda e 4) Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão
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Como visto, o Estado transferiu à iniciativa privada parte das atividades que
este próprio explorava, ficando com o poder regulatório dos nichos da
economia.
Surgem então, no Brasil, as agências reguladoras com capacidade normativa
técnica e autonomia administrativa, financeira e decisória que tem por objetivo
regular os nichos da economia.
Logo, o aspecto histórico das agências reguladoras no país se dá a partir da
década de 90 quando diversos agentes privados passam a prestar serviços antes
públicos no contexto de um movimento de desestatização, tendo a constituição
imposto o aspecto regulatório ao Estado
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É como se o Estado falasse: podem prestar as atividades, mas a regulação
destas atividades continua de minha competência.
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O Estado ao intervir na economia com função tipicamente regulatória, o faz
via agências reguladoras, ou seja, autarquias componentes da administração
indireta, com personalidade jurídica de direito público, estando sujeitas a um
regime especial a que a elas é inerente, com vinculação ao ministério
competente da atividade, tão somente para fins organizacionais. Não há, aqui,
subordinação hierárquica
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O que se tem aqui é a criação por meio de lei de agências que contenham
tecnicidade sobre a regulação em determinado setor da economia, sem
prejuízo do controle, também, das atividades prestadas via concessão ou
permissão dos serviços públicos delegados.
No ordenamento jurídico nacional, o surgimento de tais agências se deu com
a Lei de nº 8.031/90, posteriormente revogada pela Lei de nº 9494/97, que
institui o plano nacional de desestatização. Explique-se. Após a Constituição
Federal de 1988, determinadas atividades, por opção governamental,
passaram a iniciativa privada sob a justificativa de melhor prestação dos
serviços e num verdadeiro programa de retirar da máquina pública atividade
que não lhe competem.
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Para tanto, era necessária uma legislação que garantisse a legalidade da
desestatização almejada, sendo a Lei de nº 8.031/90 o marco temporal para
tal acontecimento. Dois dos principais objetivos eram a melhor prestação da
atividade transferida e a redução do déficit público à época. Veja, o tamanho
do Estado à época era incompatível com o que pretendeu o constituinte.
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Uma das formas de se operacionalizar tais atividades foi através da
privatização das empresas estatais. Por privatização temos uma das formas de
desestatização das atividades com a alienação dos ativos da empresa ao setor
privado transferindo integralmente o poder de controle sobre a companhia
vendida. No entanto, não bastava apenas privatizar e o particular, de acordo
com seu livre arbítrio, exercer a atividade, sendo necessária, conforme
exigência constitucional a regulação.
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Frise-se, por fim, que nem sempre há a nomenclatura em tais pessoas jurídicas
de agência, mas por exercerem atividades nitidamente similares, devem,
também, ser consideradas como agências reguladoras, como por exemplo, a
Comissão de Valores Mobiliários – CVM, agência reguladora com função
específica de regular o mercado de valores mobiliários.
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Modelo Adotado
Via de regra é de se mencionar que dois modelos internacionais influenciaram
a criação das agências reguladoras no Brasil: 1) Modelo Americano; 2) Modelo
Inglês.
Pelo modelo americano, as agências reguladoras foram criadas para função de
normatizar a economia e os serviços públicos delegados, que são em verdade
de utilidade pública., havendo nessa forma de modelo uma interveniência e
influência estatal sobre o controle das atividades exercidas pelos agentes
econômicos
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Modelo Adotado
Foi a partir de 1930 que surgem as denominadas agencies que via de regra
possuíam o poder de implementar políticas públicas economicamente
estudadas de forma independente do Estado. Houve aqui o desenvolvimento
das atividades normativas, executivas e judicantes. Posteriormente, foi editada
a Lei do Administrative Procedural Act – APA, a qual constitui o marco legal
das agencies americanas. Trata-se de norma geral de procedimento
administrativo relativo as atividades reguladoras. Nessa época a
independência das agências era de tal forma que não era permitida a revisão
das normas pelo poder judiciário, fato que muda com o surgimento do
Judicial Review.
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Modelo Adotado
Em síntese, passou o poder judiciário a analisar e revisar eventuais atos
normativos editados de caráter técnico e discricionário.
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Modelo Adotado
A título de curiosidade, existem diversas espécies de agencies no direito
americano a depender da natureza dos poderes atribuídos e a independência
em relação ao Poder Executivo, conforme bem aponta a doutrina, podendo
ser divididas em: 1) reguladoras: aquelas que tem poderes normativos
delegados pelo congresso nacional para expedição de atos normativos em
determinados nichos da economia; 2) não reguladoras: prestam apenas
atividades de natureza social; 3) executivas: em que os diretores podem ser
demitidos livremente; 4) independentes: em que os dirigentes possuem
estabilidade.
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Modelo Adotado
No que diz respeito ao modelo inglês, as agências foram criadas com o intuito
nítido de evitar a influência política em questões técnicas que cabem a uma
entidade criada para tal fim. Em contrapartida, tais agências não detém poder
normativo, ou seja, não expedem atos normativos para regular a economia.
Sendo assim e diante dos inúmeros modelos, o correto a se dizer é que o
ordenamento nacional foi influenciado tanto pelo modelo americano como
pelo modelo inglês de agências reguladoras, não havendo nítida semelhança
em todas as características de cada modelo
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Características
Nessa linha e trazendo o máximo de características possíveis, podemos dividi-
las em: 1) Personalidade Jurídica; 2) Capacidade Técnica; 3) Permeabilidade; 4)
Independência; 5) Autonomia; 6) Regime Jurídico dos Servidores; 7) Disciplina
Normativa; 8) Teoria da Captura; 9) Doutrina Chenery.
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Personalidade Jurídica
Ponto de crucial importância para fins de concurso público é a personalidade
jurídica das agências reguladoras. Em regra, se trata de autarquias, pessoas
jurídicas de direito público, componentes da administração indireta. Trata-se
do fenômeno da descentralização administrativa em que a pessoa jurídica de
direito público é criada.
Por possuírem regime jurídico especial em razão, por exemplo, do poder
normativo técnico que lhes é conferido, sem prejuízo do microssistema
legislativo que abarca tais agências, a Lei de nº 13.848/2019, é comum a
citação como autarquias em regime especial.
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Personalidade Jurídica
1) Autarquias em regime especial;
2) Pessoas Jurídicas de Direito Público;
3) Integrantes da Administração Indireta
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Capacidade Técnica e Permeabilidade – Poder Normativo
Em relação a capacidade técnica, o que se tem são pessoas jurídicas com
poder de editar atos normativos e normas técnicas que versem sobre
determinado nicho da economia. A partir daí, surge a seguinte pergunta: A
iniciativa para propor leis não foi definida especificamente pelo constituinte
originário nos artigos da CF/88?
A questão que é aqui colocada é o fenômeno jurídico denominado de
deslegalização ou deslegificação, ou seja, a Lei que criou a agência reguladora
lhe conferiu poderes específicos para edição de atos normativos técnicos em
determinado ramo da economia a qual exerce a atividade regulatória.
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Capacidade Técnica e Permeabilidade – Poder Normativo
De qualquer forma, os atos normativos técnicos estão sujeitos a controle de
legalidade na via judicial. O que deve se entender é que cabe as agências
editarem atos normativos regulatórios gerais e técnicos e que incidam no
nicho da economia a qual estão regulando.
Sobre a permeabilidade, o que se tem é a necessidade de abertura de diálogo
entre os agentes econômicos regulados e a agência reguladora responsável
pelo bom funcionamento do mercado em níveis regulatórios. Como exemplo,
a Lei de nº 13.848/2019 que trata especificamente sobre as agências
reguladoras, trouxe em seu art. 10, trouxe um exemplo do que se tem por
permeabilidade.
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Capacidade Técnica e Permeabilidade – Poder Normativo
Art. 10. A agência reguladora, por decisão colegiada, poderá convocar
audiência pública para formação de juízo e tomada de decisão sobre matéria
considerada relevante.
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Independência
Por independência, temos a impossibilidade de intervenções externas ou
mesmo internas no exercício das atividades da agência reguladora. É que as
agências reguladoras não estão subordinadas ao governo central, tampouco a
política administrativa ou econômica ali estabelecida.
A revisão de seus atos só pode se dar na via judicial, em hipótese alguma por
recurso hierárquico ao governo central, dado a questão técnica que é decidida
nas agências. Essa é a regra de ouro das agências reguladoras, a autonomia
técnica nos atos normativos expedidos e em suas decisões.
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Independência
Frise-se que há posicionamento doutrinário admitindo o recurso hierárquico
impróprio, ou seja, recurso de uma decisão técnica ou de um ato normativo
expedido pela agência reguladora, mas direcionado ao governo central para
revisão. No entanto, esta não é a melhor alternativa para fins de concurso
público.
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Independência
Inclusive, a própria Lei de nº 13.848/2019 que trata sobre agências reguladoras,
não trouxe qualquer dispositivo que garanta a modalidade de recurso
hierárquico impróprio de forma a pacificar de certa medida a questão.
Logo, por independência, deve-se se entender como a ausência de influências
políticas externas nas atividades realizadas pela agência reguladora
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Independência
TCPB – CEBRASPE – 2022 Julgue o item que se segue, a respeito de temas
contemporâneos da gestão pública brasileira.
Agências reguladoras são exemplos de fundações públicas de direito privado.
Certo.
Errado.
Resposta: ERRADO
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
A autonomia das agências não deve ser confundida como independência para
tomada de qualquer tipo de decisão, pois não vige aqui o princípio do livre
convencimento motivado, mas sim o princípio da legalidade. Logo,
independência quer dizer a ausência de pressões externas em sua atividade.
Em relação a autonomia, o que se tem é a liberalidade, respeitado o princípio
da legalidade, para: 1) decidir; 2) administrar; 3) ter recursos próprios. Logo,
vamos a cada forma de autonomia.
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
A primeira autonomia é a decisória, ou seja, a capacidade de decidir eventuais
conflitos administrativos envolvendo os agentes econômicos regulados, os
usuários dos serviços prestados, bem como de eventuais concessionários de
serviço público.
O que se está aqui a dizer é que eventuais disputas administrativas dependem
de decisão técnica por parte da agência reguladora, respeitados os princípios
administrativos, bem como as condições impostas na Lei de nº 13.848/2019, as
quais serão tratadas quando da disciplina normativa.
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
Por autonomia administrativa temos a capacidade da agência de se organizar,
sem prejuízo do fato de que seus diretores têm investidura a termo com prazo
fixado em lei, sem qualquer subordinação após a nomeação. Trata-se de
verdadeiros agentes administrativos que prestam serviço público, mas que são
indicados por nomeação específica. Vejamos o art. 3º, da Lei de nº
13.848/2019
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AGÊNCIAS REGULADORAS
Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
Art. 3º A natureza especial conferida à agência reguladora é
caracterizada pela ausência de tutela ou de subordinação hierárquica,
pela autonomia funcional, decisória, administrativa e financeira e pela
investidura a termo de seus dirigentes e estabilidade durante os
mandatos, bem como pelas demais disposições constantes desta Lei
ou de leis específicas voltadas à sua implementação.
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
§ 1º Cada agência reguladora, bem como eventuais fundos a ela
vinculados, deverá corresponder a um órgão setorial dos Sistemas de
Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira
Federal, de Pessoal Civil da Administração Federal, de Organização e
Inovação Institucional, de Administração dos Recursos de Tecnologia
da Informação e de Serviços Gerais.
§ 2º A autonomia administrativa da agência reguladora é
caracterizada pelas seguintes competências:
I - solicitar diretamente ao Ministério da Economia:
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
a) autorização para a realização de concursos públicos;
b) provimento dos cargos autorizados em lei para seu quadro de
pessoal, observada a disponibilidade orçamentária;
c) alterações no respectivo quadro de pessoal, fundamentadas em
estudos de dimensionamento, bem como alterações nos planos de
carreira de seus servidores
II - conceder diárias e passagens em deslocamentos nacionais e
internacionais e autorizar afastamentos do País a servidores da
agência;
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
III - celebrar contratos administrativos e prorrogar contratos em vigor
relativos a atividades de custeio, independentemente do valor.
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Autonomia Administrativa, Financeira e Decisória
Por fim, em relação a autonomia financeira, temos a situação de que tais
pessoas jurídicas possuem recursos próprios e dotações orçamentárias
específicas para gestão de seus órgãos, valendo como exemplo a instituição
de taxas de fiscalização ou taxas de regulação sobre os serviços prestados.
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Regime Jurídico dos Servidores
Em relação aos servidores da autarquia estes são servidores públicos que
prestaram concurso público, com vinculação estatutária e que estão sujeitas as
regras da Lei de nº 8.112/91.
Inicialmente, havia uma discussão trazida pela Lei de nº 9986/2000, incluindo
tais servidores no regime da consolidação das leis trabalhistas, mas que
posteriormente foi revogada pela Lei de nº 10.871/2000 a qual criou diversas
carreiras específicas e organizou os respectivos quadros das agências
reguladoras.
Logo, atualmente, necessário o concurso público, nos termos do art. 37, II, da
CF/88, para composição dos quadros das agências.
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Regime Jurídico dos Servidores
Vale frisar que continuam vigentes os dispositivos da Lei de nº 9986/2000
relativos as regras para nomeação de diretores de agências reguladoras, com
as inclusões feitas pela Lei de nº 13.848/2019. Art. 8º-A. É vedada a indicação
para o Conselho Diretor ou a Diretoria Colegiada: (Incluído pela Lei nº
13.848, de 2019):
I - de Ministro de Estado, Secretário de Estado, Secretário Municipal, dirigente
estatutário de partido político e titular de mandato no Poder Legislativo de
qualquer ente da federação, ainda que licenciados dos cargos; (Incluído pela
Lei nº 13.848, de 2019)
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Regime Jurídico dos Servidores
II - de pessoa que tenha atuado, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como
participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho
vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral;
(Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
III - de pessoa que exerça cargo em organização sindical; (Incluído pela Lei nº
13.848, de 2019) Vigência
IV - de pessoa que tenha participação, direta ou indireta, em empresa ou
entidade que atue no setor sujeito à regulação exercida pela agência
reguladora em que atuaria, ou que tenha matéria ou ato submetido à
apreciação dessa agência reguladora;
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Regime Jurídico dos Servidores
V - de pessoa que se enquadre nas hipóteses de inelegibilidade previstas no
inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de
1990; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
VII - de membro de conselho ou de diretoria de associação, regional ou
nacional, representativa de interesses patronais ou trabalhistas ligados às
atividades reguladas pela respectiva agência. (Incluído pela Lei nº 13.848, de
2019) Vigência
Parágrafo único. A vedação prevista no inciso I do caput estende-se também
aos parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau das pessoas nele
mencionadas. (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
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AGÊNCIAS REGULADORAS
Disciplina Normativa – Lei de n. 13.848/2019
Inicialmente, o tema fora regulado pela Lei de nº 9.986/2000 que versava
especificamente sobre a gestão de pessoas das agências reguladoras, mas
que se encontra com vários dispositivos revogados. Isso porque, em 2019,
fora editada a Lei de nº 13.848/2019 que trata especificamente sobre as
agências reguladoras, legislação que pode ser dividida da seguinte forma: 1)
Normas Gerais; 2) Regras de processo decisório; 3) Prestação de contas e
controle social; 4) Interação entre as Agências e o Órgão de Defesa da
Concorrência; 5) Articulação das Agências e os Órgãos de defesa do meio
ambiente e do consumidor; 6) Articulação entre as Agências; 7) Da interação
entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis Federativos
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Disciplina Normativa – Lei de n. 13.848/2019
O que se pretendeu com a referida legislação foi, primeiro, trazer unificação de
temas considerando as diversas agências reguladoras existentes com leis
específicas para cada qual, bem como conferir segurança jurídica e
transparência as atividades inerentes as agências.
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
Em relação as normas gerais, a lei tem por objetivo dispor sobre a gestão, a
organização, o processo decisório e o controle social das agências
reguladoras. Para tanto, inclui como agências reguladoras sujeitas a lei:
I - a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
II - a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
III - a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
IV - a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
V - a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
VI - a Agência Nacional de Águas (ANA);
VII - a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);
VIII - a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
IX - a Agência Nacional do Cinema (Ancine);
X - a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac);
XI - a Agência Nacional de Mineração (ANM).
Parágrafo único. Ressalvado o que dispuser a legislação específica, aplica-se o
disposto nesta Lei às autarquias especiais caracterizadas, nos termos desta Lei,
como agências reguladoras e criadas a partir de sua vigência.
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
Chama-se atenção pelo dispositivo acima que algumas agências que não
possuem tal nomenclatura também estariam albergadas pelos ditames da lei,
bastando ter características de autarquias especiais previstas na legislação
correlata. Ademais, possui a lei efeito pro-futuro a partir do momento que
também se aplica a agências reguladoras que venham a ser criadas no futuro.
Tudo bem até aí?
A partir do dispositivo acima, surge a seguinte dúvida: quais seriam as
características necessárias para determinada autarquia ser considerada
especial? A fim de sanar qualquer tipo de questionamento, o próprio art. 3º,
da Lei de nº 13.848/2019, já trouxe tal conceito
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
Art. 3º A natureza especial conferida à agência reguladora é caracterizada pela
ausência de tutela ou de subordinação hierárquica, pela autonomia funcional,
decisória, administrativa e financeira e pela investidura a termo de seus dirigentes e
estabilidade durante os mandatos, bem como pelas demais disposições constantes
desta Lei ou de leis específicas voltadas à sua implementação.
§ 2º A autonomia administrativa da agência reguladora é caracterizada pelas seguintes
competências:
I - solicitar diretamente ao Ministério da Economia:
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
a) autorização para a realização de concursos públicos;
b) provimento dos cargos autorizados em lei para seu quadro de pessoal, observada a
disponibilidade orçamentária;
c) alterações no respectivo quadro de pessoal, fundamentadas em estudos de
dimensionamento, bem como alterações nos planos de carreira de seus servidores;
II - conceder diárias e passagens em deslocamentos nacionais e internacionais e
autorizar afastamentos do País a servidores da agência;
III - celebrar contratos administrativos e prorrogar contratos em vigor relativos a
atividades de custeio, independentemente do valor.
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
§ 3º As agências reguladoras devem adotar práticas de gestão de riscos e de controle
interno e elaborar e divulgar programa de integridade, com o objetivo de promover a
adoção de medidas e ações institucionais destinadas à prevenção, à detecção, à
punição e à remediação de fraudes e atos de corrupção
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Normas Gerais = Agências Reguladoras no Brasil
Pelo texto, para ser considerada autarquia sob regime especial, necessário o
preenchimento das seguintes características: 1) Ausência de subordinação
hierárquica; 2) Autonomia em diferentes frentes; 3) Práticas de gestão de risco e
controle interno e divulgação de programas de integridade
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Processo Decisório Em relação as regras de processo decisório, buscou o
legislador trazer uniformidade, objetividade e a regra do colegiado para
edição de atos normativos técnicos, sem prejuízo da análise de impacto
regulatório já prevista na Lei de Liberdade Econômica, Lei de nº 13.784/2019.
Vamos tratar sobre esse tema em capítulo específico.
Perceba que o intuito da legislação é justamente evitar que todo e qualquer
ato normativo seja futuramente judicializado, considerando a capacidade
técnica e a melhor decisão a determinado nicho da economia, garantindo
eficiência e bom funcionamento do mercado regulado. Busca-se objetividade
e normas que efetivamente sejam publicadas quando realmente necessárias.
Vejamos os arts. 4º a 6º, da Lei de nº 13.848/2019, que podem aparecer em sua
prova:
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Art. 4º A agência reguladora deverá observar, em suas atividades, a devida
adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e
sanções em medida superior àquela necessária ao atendimento do interesse
público.
Art. 5º A agência reguladora deverá indicar os pressupostos de fato e de
direito que determinarem suas decisões, inclusive a respeito da edição ou não
de atos normativos.
Art. 6º A adoção e as propostas de alteração de atos normativos de interesse
geral dos agentes econômicos, consumidores ou usuários dos serviços
prestados serão, nos termos de regulamento, precedidas da realização de
Análise de Impacto Regulatório (AIR), que conterá informações e dados sobre
os possíveis efeitos do ato normativo
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Regras do Processo Decisório
Ademais, todas as decisões da agência reguladora devem ser tomadas em
caráter de colegiado, com caráter público e devidamente gravadas,
corroborando a necessidade de tecnicidade da decisão.
O que chama a atenção é a evolução da legislação ao prever consultas
públicas no caso de alteração de normas técnicas já existentes ou audiência
pública quando da tomada de decisões em matérias consideradas
relevantes, sem prejuízo de outros meios de participação previstos em
regimento interno. Vejamos
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Regras do Processo Decisório
Art. 9º Serão objeto de consulta pública, previamente à tomada de decisão
pelo conselho diretor ou pela diretoria colegiada, as minutas e as propostas
de alteração de atos normativos de interesse geral dos agentes
econômicos, consumidores ou usuários dos serviços prestados.
§ 1º A consulta pública é o instrumento de apoio à tomada de decisão por
meio do qual a sociedade é consultada previamente, por meio do envio de
críticas, sugestões e contribuições por quaisquer interessados, sobre
proposta de norma regulatória aplicável ao setor de atuação da agência
reguladora.
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AGÊNCIAS REGULADORAS
Art. 10. A agência reguladora, por decisão colegiada, poderá convocar
audiência pública para formação de juízo e tomada de decisão sobre
matéria considerada relevante.
§ 1º A audiência pública é o instrumento de apoio à tomada de decisão por
meio do qual é facultada a manifestação oral por quaisquer interessados
em sessão pública previamente destinada a debater matéria relevante.
Art. 11. A agência reguladora poderá estabelecer, em regimento interno,
outros meios de participação de interessados em suas decisões,
diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente
reconhecidas, aplicando-se o § 5º do art. 9º às contribuições recebidas.
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Prestação de Contas e Controle Social
Quanto ao controle sobre as agências reguladoras, considerando a
autonomia que lhe é atribuída, este será exercido pelo Congresso Nacional
com auxílio do Tribunal de Contas da União.
Ademais, estão as agências obrigadas a elaborarem relatórios e planos
específicos atendendo a finalidade de suas atividades. Nessa linha, cabem
as agências editarem relatório anual circunstanciado de suas atividades,
destacando o cumprimento da política do setor, definida pelos Poderes
Legislativo e Executivo.
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Prestação de Contas e Controle Social
Além disso, deverá editar os seguintes planos bem definidos pela
legislação: 1) de comunicação; 2) estratégico; 3) de gestão anual. Deverá,
também, editar a agenda regulatória. Vamos aos artigos correlatos na Lei
de nº 13.848/2019:
Art. 16. A agência reguladora deverá implementar, em cada exercício,
plano de comunicação voltado à divulgação, com caráter informativo e
educativo, de suas atividades e dos direitos dos usuários perante a agência
reguladora e as empresas que compõem o setor regulado.
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Prestação de Contas e Controle Social
Art. 17. A agência reguladora deverá elaborar, para cada período
quadrienal, plano estratégico que conterá os objetivos, as metas e os
resultados estratégicos esperados das ações da agência reguladora
relativos a sua gestão e a suas competências regulatórias, fiscalizatórias e
normativas, bem como a indicação dos fatores externos alheios ao controle
da agência que poderão afetar significativamente o cumprimento do plano.
Art. 18. O plano de gestão anual, alinhado às diretrizes estabelecidas no
plano estratégico, será o instrumento anual do planejamento consolidado
da agência reguladora e contemplará ações, resultados e metas
relacionados aos processos finalísticos e de gestão.
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Prestação de Contas e Controle Social
Art. 21. A agência reguladora implementará, no respectivo âmbito de
atuação, a agenda regulatória, instrumento de planejamento da atividade
normativa que conterá o conjunto dos temas prioritários a serem
regulamentados pela agência durante sua vigência.
§ 1º A agenda regulatória deverá ser alinhada com os objetivos do plano
estratégico e integrará o plano de gestão anual.
§ 2º A agenda regulatória será aprovada pelo conselho diretor ou pela
diretoria colegiada e será disponibilizada na sede da agência e no
respectivo sítio na internet
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Prestação de Contas e Controle Social
O real objetivo da legislação é dar reforçar a legitimidade de atuação das
agências reguladoras com a necessidade de edição de planos
demonstrando transparência na gestão.
Sobre o controle social, a Lei de nº 13.848/2019, previu a necessidade de
criação de ouvidoria específica por parte de cada agência reguladora em que
o ouvidor atuará de forma independente sem qualquer tipo de pressão
externa.
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Prestação de Contas e Controle Social
Art. 22. Haverá, em cada agência reguladora, 1 (um) ouvidor, que atuará
sem subordinação hierárquica e exercerá suas atribuições sem acumulação
com outras funções.
§ 1º São atribuições do ouvidor:
I - zelar pela qualidade e pela tempestividade dos serviços prestados pela
agência;
II - acompanhar o processo interno de apuração de denúncias e
reclamações dos interessados contra a atuação da agência;
III - elaborar relatório anual de ouvidoria sobre as atividades da agência.
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AGÊNCIAS REGULADORAS
Prestação de Contas e Controle Social
Vale dizer que a função de ouvidor depende de escolha pelo Presidente da
República e por ele nomeado, após prévia aprovação do Senado Federal,
devendo não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas no
inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de
1990, e ter notório conhecimento em administração pública ou em regulação
de setores econômicos, ou no campo específico de atuação da agência
reguladora.
O ouvidor terá mandato de 3 (três) anos, vedada a recondução, no curso do
qual somente perderá o cargo em caso de renúncia, condenação judicial
transitada em julgado ou condenação em processo administrativo disciplinar.
Não pode o ouvidor ter participação, direta ou indireta, em empresa sob
regulação da respectiva agência reguladora
AGÊNCIAS REGULADORAS
Prestação de Contas e Controle Social
Eventual processo administrativo contra o ouvidor somente poderá ser
instaurado pelo titular do ministério ao qual a agência está vinculada, por
iniciativa de seu ministro ou do Ministro de Estado da Controladoria-Geral da
União, em decorrência de representação promovida pelo conselho diretor ou
pela diretoria colegiada da respectiva agência.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Prestação de Contas e Controle Social
SEFAZ CE CEBRASPE 2022 No que se refere às modalidades de intervenção
do Estado brasileiro na ordem econômica, julgue o item a seguir,
considerando a legislação pertinente e o entendimento do Supremo Tribunal
Federal.
As agências reguladoras exercem o poder normativo em ampla delegação
do Poder Legislativo, podendo, no exercício dos seus misteres, inovar na
ordem jurídica, criando direitos e obrigações para o setor regulado.
Certo.
Errado.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa da
Concorrência
Trata-se de verdadeira inovação trazida pela legislação baseada no
princípio da cooperação que deve permear a atuação da administração
pública. Isso porque, pretendeu o legislador garantir que as agências
estejam atentas as práticas do mercado regulado e que eventuais condutas
que possam gerar conflito de natureza concorrencial sejam informadas aos
órgãos de defesa da concorrência, quais sejam o Conselho Administrativo
de Defesa Econômica - CADE e a Secretaria de Acompanhamento
Econômico do Ministério da Fazenda, nos termos da Lei 12.529/2011, sem
prejuízo de outros órgãos atuantes.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa da
Concorrência
A pretensão do legislador é justamente que a cultura de defesa da
concorrência seja implementada nos diferentes setores da economia
através do incentivo das outras agências reguladoras. Nesse sentido, os
arts. 25 a 28, da Lei de nº 13.848/2019:
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa da
Concorrência
Art. 25. Com vistas à promoção da concorrência e à eficácia na
implementação da legislação de defesa da concorrência nos mercados
regulados, as agências reguladoras e os órgãos de defesa da concorrência
devem atuar em estreita cooperação, privilegiando a troca de experiências.
Art. 26. No exercício de suas atribuições, incumbe às agências reguladoras
monitorar e acompanhar as práticas de mercado dos agentes dos setores
regulados, de forma a auxiliar os órgãos de defesa da concorrência na
observância do cumprimento da legislação de defesa da concorrência, nos
termos da Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011 (Lei de Defesa da
Concorrência).
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa da
Concorrência
Art. 27. Quando a agência reguladora, no exercício de suas atribuições,
tomar conhecimento de fato que possa configurar infração à ordem
econômica, deverá comunicá-lo imediatamente aos órgãos de defesa da
concorrência para que esses adotem as providências cabíveis.
Art. 28. Sem prejuízo de suas competências legais, o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) notificará a agência reguladora
do teor da decisão sobre condutas potencialmente anticompetitivas
cometidas no exercício das atividades reguladas, bem como das decisões
relativas a atos de concentração julgados por aquele órgão, no prazo
máximo de 48 (quarenta e oito) horas após a publicação do respectivo
acórdão, para que sejam adotadas as providências legais.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa do Meio
Ambiente e do Consumidor
Na mesma linha do que se escreveu sobre a defesa da concorrência,
buscou o legislador constituir um microssistema de informações entre as
agências reguladoras e os órgãos de defesa do meio ambiente e do
consumidor, através do compartilhamento de dados, tudo em prol dos
bens jurídicos tutelados.
Prevê aqui, além da interação, a articulação entre as agências e os órgãos
protetores dos bens jurídicos tutelados com possibilidade, inclusive de
termos de ajustamento de condutas a serem celebrados. Vejamos os
dispositivos autoexplicativos Lei de nº 13.848/2019
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa do Meio
Ambiente e do Consumidor
Art. 31. No exercício de suas atribuições, e em articulação com o Sistema
Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) e com o órgão de defesa do
consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incumbe às
agências reguladoras zelar pelo cumprimento da legislação de defesa do
consumidor, monitorando e acompanhando as práticas de mercado dos
agentes do setor regulado.
Art. 32. Para o cumprimento do disposto nesta Lei, as agências reguladoras
são autorizadas a celebrar, com força de título executivo extrajudicial,
termo de ajustamento de conduta com pessoas físicas ou jurídicas sujeitas a
sua competência regulatória, aplicando-se os requisitos do art. 4º-A da Lei
nº 9.469, de 10 de julho de 1997.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa do Meio
Ambiente e do Consumidor
§ 1º Enquanto perdurar a vigência do correspondente termo de
ajustamento de conduta, ficará suspensa, em relação aos fatos que deram
causa a sua celebração, a aplicação de sanções administrativas de
competência da agência reguladora à pessoa física ou jurídica que o houver
firmado.
§ 2º A agência reguladora deverá ser comunicada quando da celebração
do termo de ajustamento de conduta a que se refere o § 6º do art. 5º da
Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, caso o termo tenha por objeto
matéria de natureza regulatória de sua competência.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação das Agências Reguladoras com Órgãos de Defesa do Meio
Ambiente e do Consumidor
Art. 33. As agências reguladoras poderão articular-se com os órgãos de
defesa do meio ambiente mediante a celebração de convênios e acordos
de cooperação, visando ao intercâmbio de informações, à padronização de
exigências e procedimentos, à celeridade na emissão de licenças
ambientais e à maior eficiência nos processos de fiscalização
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação entre as Agências Reguladoras
Pretendeu o legislador trazer a possibilidade de edição de atos normativos
em conjunto entre diferentes agências, considerando a similaridade entre a
matéria envolvida naquele nicho de mercado.
É que em determinadas situações a atividade econômica pode estar sujeita
a diferentes controles das agências o que faz com que seja necessária a
atuação em conjunto, desde que respeitados os requisitos similares a
edição de um ato em separado. Nesse sentido, os arts. 29 e 30 da Lei de nº
13.848/2019:
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação entre as Agências Reguladoras
Art. 29. No exercício de suas competências definidas em lei, duas ou mais
agências reguladoras poderão editar atos normativos conjuntos dispondo
sobre matéria cuja disciplina envolva agentes econômicos sujeitos a mais
de uma regulação setorial.
§ 1º Os atos normativos conjuntos deverão ser aprovados pelo conselho
diretor ou pela diretoria colegiada de cada agência reguladora envolvida,
por procedimento idêntico ao de aprovação de ato normativo isolado,
observando-se em cada agência as normas aplicáveis ao exercício da
competência normativa previstas no respectivo regimento interno.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação entre as Agências Reguladoras
§ 2º Os atos normativos conjuntos deverão conter regras sobre a
fiscalização de sua execução e prever mecanismos de solução de
controvérsias decorrentes de sua aplicação, podendo admitir solução
mediante mediação, nos termos da Lei nº 13.140, de 26 de junho de 2015
(Lei da Mediação), ou mediante arbitragem por comissão integrada, entre
outros, por representantes de todas as agências reguladoras envolvidas.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Articulação entre as Agências Reguladoras
Art. 30. As agências reguladoras poderão constituir comitês para o
intercâmbio de experiências e informações entre si ou com os órgãos
integrantes do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC),
visando a estabelecer orientações e procedimentos comuns para o
exercício da regulação nas respectivas áreas e setores e a permitir a
consulta recíproca quando da edição de normas que impliquem mudanças
nas condições dos setores regulados.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
Um primeiro ponto que deve ser explicitado é que o legislador tomou o
devido cuidado ao não desrespeitar o princípio federativo. É que numa
federação existem competências determinadas constitucionalmente para
cada ente, de forma a não ser possível a violação das regras constitucionais.
Nessa linha, é possível, mediante acordo entre as agências, promover a
articulação de suas atividades com as de agências reguladoras ou órgãos
de regulação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas
respectivas áreas de competência, implementando, a seu critério e
mediante acordo de cooperação, a descentralização de suas atividades
fiscalizatórias, sancionatórias e arbitrais, exceto quanto a atividades do
Sistema Único de Saúde (SUS), que observarão o disposto em legislação
própria. O que não é possível é a delegação de competências normativas.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
Nesse sentido, vale a leitura dos arts. 34 e 35, da Lei 13.848/2019:
Art. 34. As agências reguladoras de que trata esta Lei poderão promover a
articulação de suas atividades com as de agências reguladoras ou órgãos
de regulação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas
respectivas áreas de competência, implementando, a seu critério e
mediante acordo de cooperação, a descentralização de suas atividades
fiscalizatórias, sancionatórias e arbitrais, exceto quanto a atividades do
Sistema Único de Saúde (SUS), que observarão o disposto em legislação
própria.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
§ 1º É vedada a delegação de competências normativas.
§ 2º A descentralização de que trata o caput será instituída desde que a
agência reguladora ou o órgão de regulação da unidade federativa
interessada possua serviços técnicos e administrativos competentes
devidamente organizados e aparelhados para a execução das respectivas
atividades, conforme condições estabelecidas em regimento interno da
agência reguladora federal.
§ 3º A execução, por agência reguladora ou órgão de regulação estadual,
distrital ou municipal, das atividades delegadas será permanentemente
acompanhada e avaliada pela agência reguladora federal, nos termos do
respectivo acordo.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
§ 4º Na execução das atividades de fiscalização objeto de delegação, a
agência reguladora ou o órgão regulador estadual, distrital ou municipal
que receber a delegação observará as normas legais e regulamentares
federais pertinentes.
§ 5º É vedado à agência reguladora ou ao órgão regulador estadual,
distrital ou municipal conveniado, no exercício de competência fiscalizatória
delegada, exigir de concessionária ou permissionária obrigação não
prevista previamente em contrato.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
§ 6º Além do disposto no § 2º deste artigo, a delegação de competências
fiscalizatórias, sancionatórias e arbitrais somente poderá ser efetivada em
favor de agência reguladora ou órgão de regulação estadual, distrital ou
municipal que gozar de autonomia assegurada por regime jurídico
compatível com o disposto nesta Lei.
§ 7º Havendo delegação de competência, a agência reguladora delegante
permanecerá como instância superior e recursal das decisões tomadas no
exercício da competência delegada.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Interação entre as Agências Reguladoras de Diferentes Níveis
Art. 35. No caso da descentralização prevista no caput do art. 34, parte da
receita arrecadada pela agência reguladora federal poderá ser repassada à
agência reguladora ou ao órgão de regulação estadual, distrital ou
municipal, para custeio de seus serviços, na forma do respectivo acordo de
cooperação.
Parágrafo único. O repasse referido no caput deste artigo deverá ser
compatível com os custos da agência reguladora ou do órgão de regulação
local para realizar as atividades delegadas.
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Teoria da Captura
Pela teoria da captura temos a situação em que o poder regulatório resta
comprometido em razão da captura da agência reguladora ou de seus
servidores por parte dos agentes econômicos ou mesmo do governo
central através de influências político econômicas que comprometem a
independência e tecnicidade da agência reguladora.
É que o sistema das agências reguladoras lhe garante independência e
autonomia para a edição de atos normativos e tomada de decisões
específicas em cada caso, de forma que pela teoria em comento a agência
seria capturada em razão de influências desmedidas seja por parte do
governo central seja pelo agente econômico regulado.
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Teoria da Captura
Nessa linha, é como se a agência tomasse decisões baseadas em relação
promíscua com o agente regulado ou mesmo com o governo central,
favorecendo-os em determinadas situações. Haveria verdadeira cooptação
da agência reguladora e prejuízo das funções que lhes foram designadas.
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Doutrina Chenery
Como visto anteriormente, goza a agência reguladora de capacidade
técnica suficiente para edição de atos normativos e tomada de decisões em
razão do fenômeno denominado de deslegificação, ou seja, a lei que cria a
agência delega a esta a possibilidade de edição de atos normativos e
tomadas de decisões dada a complexidade da matéria.
Pois bem, acontece que os atos normativos e as decisões das agências
estão sujeitas ao controle jurisdicional do Poder Judiciário, de forma que se
questiona até que ponto o poder judiciário poderia ou não anular
determinada conduta da agência se não gozaria de expertise técnica para
tanto. É o que se denomina de doutrina chenery.
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Doutrina Chenery
A respectiva teoria, oriunda do direito americano, surge em dois casos
emblemáticos que envolveram a companhia Chenery Corp. No primeiro
caso, a companhia adquiriu ações específicas no mercado tendo a Security
Exchange Comission - SEC anulado a operação. A partir daí a Chenery
Corp ingressou na Suprema Corte Americana e obteve decisão revertendo
a posição originária de anulação praticada pela SEC, tendo sido
determinada a reavaliação da decisão anulatória.
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Doutrina Chenery
Posteriormente, a SEC reviu a decisão e manteve a anulação por afronta ao
regulamento editado por esta. Após, a Suprema Corte Americana decidiu
favoravelmente à SEC, entendendo que a decisão proferida se encontrava
dentro do âmbito da função do órgão governamental, surgindo a partir daí
a Doutrina Chenery.
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Doutrina Chenery
No Brasil, tal teoria foi abraçada pelo Superior Tribunal de Justiça no
informativo 605, valendo a citação da decisão:
Informativo 605, STJ
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Doutrina Chenery
Por seu turno, a doutrina leciona que o Judiciário esbarra na dificuldade de
concluir se um ato administrativo cuja motivação alegadamente política
seria concretizado, ou não, caso o órgão público tivesse se valido tão
somente de metodologia técnica. De qualquer forma, essa discussão seria
inócua, pois, segundo a doutrina Chenery - a qual reconheceu o caráter
político da atuação da Administração Pública dos Estados Unidos da América
-, as cortes judiciais estão impedidas de adotarem fundamentos diversos
daqueles que o Poder Executivo abraçaria, notadamente nas questões
técnicas e complexas, em que os tribunais não têm a expertise para concluir
se os critérios adotados pela Administração são corretos.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Doutrina Chenery
Por todos esses motivos - inclusive em razão da impossibilidade de se
reconhecer, na presente via, que ocorreu aumento abusivo de tarifas, está
demonstrada, repita-se, acentuada ofensa à ordem pública - o que legitima
a decisão que cassou a tutela antecipada deferida nos autos da ação
popular, até o trânsito em julgado da decisão de mérito.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Portanto, em razão da tecnicidade do ato administrativo da agência
reguladora, não caberia ao poder judiciário em qualquer situação analisar
se os critérios adotados foram ou não corretos, ante a ausência de
expertise.
Vejamos outro julgado interessante do Superior Tribunal de Justiça que
bem detalha a capacidade técnica das agências reguladoras e porque suas
decisões devem ser respeitadas.
AGÊNCIAS REGULADORAS
ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
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ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
Frise-se que na outra ponta há a chamada revisão qualitativa de regulação que
busca manter os esforços do Estado Regulador, de forma a editar novos atos
normativos substituindo algo que já estaria superado.
Nesse sentido, o que importa para fins de prova é que houve a
implementação, a partir de recomendação da OCDE, do instituto da análise
de impacto regulatório no cenário nacional. Em tese são 03 leis que preveem
de forma expressa o instituto: 1) Decreto Lei de nº 4.657/42 (LINDB); 2) Lei de
nº 13.848/2019 que trata sobre as agências reguladoras; 3) Lei de nº
13.874/2019 (Lei de Liberdade Econômica). Vejamos os dispositivos:
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ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá
com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as
consequências práticas da decisão.
Art. 6º A adoção e as propostas de alteração de atos normativos de interesse
geral dos agentes econômicos, consumidores ou usuários dos serviços
prestados serão, nos termos de regulamento, precedidas da realização de
Análise de Impacto Regulatório (AIR), que conterá informações e dados sobre
os possíveis efeitos do ato normativo. (Regulamento)
§ 1º Regulamento disporá sobre o conteúdo e a metodologia da AIR, sobre os
quesitos mínimos a serem objeto de exame, bem como sobre os casos em que
será obrigatória sua realização e aqueles em que poderá ser dispensada.
ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
§ 2º O regimento interno de cada agência disporá sobre a operacionalização
da AIR em seu âmbito.
§ 3º O conselho diretor ou a diretoria colegiada manifestar-se-á, em relação
ao relatório de AIR, sobre a adequação da proposta de ato normativo aos
objetivos pretendidos, indicando se os impactos estimados recomendam sua
adoção, e, quando for o caso, quais os complementos necessários.
§ 4º A manifestação de que trata o § 3º integrará, juntamente com o relatório
de AIR, a documentação a ser disponibilizada aos interessados para a
realização de consulta ou de audiência pública, caso o conselho diretor ou a
diretoria colegiada decida pela continuidade do procedimento administrativo.
ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
§ 5º Nos casos em que não for realizada a AIR, deverá ser disponibilizada, no
mínimo, nota técnica ou documento equivalente que tenha fundamentado a
proposta de decisão.
Art. 5º As propostas de edição e de alteração de atos normativos de interesse
geral de agentes econômicos ou de usuários dos serviços prestados, editadas
por órgão ou entidade da administração pública federal, incluídas as
autarquias e as fundações públicas, serão precedidas da realização de análise
de impacto regulatório, que conterá informações e dados sobre os possíveis
efeitos do ato normativo para verificar a razoabilidade do seu impacto
econômico. (Regulamento)
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ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
Parágrafo único. Regulamento disporá sobre a data de início da exigência de
que trata o caput deste artigo e sobre o conteúdo, a metodologia da análise
de impacto regulatório, os quesitos mínimos a serem objeto de exame, as
hipóteses em que será obrigatória sua realização e as hipóteses em que
poderá ser dispensada.
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ANÁLISE DE IMPACTO
REGULATÓRIO
Logo, o objetivo da análise de impacto regulatório é justamente verificar as
consequências jurídicas e econômicas dos atos de regulação emanados, por
exemplo, de agências reguladoras.
Perceba que os dispositivos da Lei de nº 13.848/2019 que trata sobre as
agências reguladoras e da Lei de nº 13.874/2019 (Lei de Liberdade
Econômica), falam na disposição por regulamento. Para tanto, foi expedido o
Decreto de nº 10.411/2020, a qual regulamenta ambas as leis nesse ponto.
Vamos então ao Decreto!
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DECRETO 10.411/2020
Certo.
Errado.
Comentários: O item está errado, pois as agências reguladoras regulam tanto a
prestação de serviços públicos por empresas privadas como as atividades das
empresas estatais.
Gabarito: ERRADA
2. (CEBRASPE – ANA – 2024)
Certo.
Errado.
Comentários: O item está errado, pois as atividades da agência reguladora
incluem o poder de polícia
Gabarito: ERRADA
3. (CEBRASPE – ANA – 2024)
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, por ser uma autarquia sob
regime especial, inclui o poder normativo nas matérias de sua competência.
Certo.
Errado.
Comentários: O item está CERTO, pois as atividades da agência reguladora
incluem o poder normativo
Isso porque as agências reguladoras foram criadas para regular atividades sob
responsabilidade do poder público, o que nos permite concluir que tais
entidades foram dotadas de poder normativo para disciplinar questões de
índole técnica.
Gabarito: CERTA
4. (CEBRASPE – ANAC – 2024)
Certo.
Errado.
Comentários: As agências reguladoras são autarquias em regime especial,
criadas para exercer a regulação de atividades econômicas em sentido amplo.
Gabarito: ERRADO