1
UNIVERSIDADE PITÁGORAS ANHANGUERA UNOPAR-PALMAS
AGRONOMIA - BACHARELADO
ROTAÇÃO DE CULTURAS PARA A QUALIDADE DO SOLO NO
CULTIVO DE SOJA
WELLINGTON BERTOLO
2
UNIVERSIDADE PITÁGORAS ANHANGUERA UNOPAR-PALMAS
AGRONOMIA - BACHARELADO
WELLINGTON BERTOLO
ROTAÇÃO DE CULTURAS PARA A QUALIDADE DO SOLO NO
CULTIVO DE SOJA
Nome do aluno
PALMAS-TO
2025
3
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO – TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO..............................4
2. JUSTIFICATIVA.................................................................................7
3. OBJETIVOS.......................................................................................8
3.1 GERAL.......................................................................................................... 8
3.2 ESPECÍFICOS.............................................................................................. 8
4. REFERENCIAIS TEÓRICOS.............................................................8
5. METODOLOGIA DA PESQUISA.....................................................10
6. CRONOGRAMA...............................................................................10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................11
4
1. INTRODUÇÃO – TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO
A soja (Glycine max L.) é considerada uma cultura de grande importância
econômica, devido ao fato de ser a oleaginosa mais consumida no mundo. O Brasil
é o segundo maior produtor dessa leguminosa, atrás apenas dos EUA, com
produções médias de 86 mil toneladas, nos últimos anos agrícolas. A cultura da soja
tem papel de destaque no cenário de produção de grãos do Brasil, ocupando
aproximadamente 55% da área total cultivada com grãos (CONAB, 2017).
A produção de soja está entre as atividades econômicas que, nas últimas
décadas, apresentaram crescimentos mais expressivos. Isso pode ser atribuído a
diversos fatores, dentre os quais: desenvolvimento e estruturação de um sólido
mercado internacional relacionado com o comércio de produtos do complexo
agroindustrial da soja; consolidação da oleaginosa como importante fonte de
proteína vegetal, especialmente para atender demandas crescentes dos setores
ligados à produção de produtos de origem animal; geração e oferta de tecnologias,
que viabilizaram a expansão da exploração sojícola para diversas regiões do mundo
(HIRAKURI; LAZZAROTTO, 2014).
Esses autores ainda dizem que o Brasil possui significativa participação na
oferta e demanda de produtos do complexo agroindustrial da soja pelo
estabelecimento e progresso contínuo de uma cadeia produtiva bem estruturada e
que desempenha papel fundamental para o desenvolvimento econômico-social de
várias regiões do País. A expansão da cultura da soja no Brasil nas duas últimas
décadas alcançou grandes proporções trazendo importantes mudanças para o
modelo de ocupação do espaço territorial e para o desenvolvimento da economia
nacional. Segundo maior produtor mundial do grão e maior exportador desde 2003,
o Brasil tem aumentado sua produção acompanhando a tendência mundial de
crescimento da demanda e da oferta de soja. Esse aumento da produção brasileira
estaria, por um lado, relacionado à demanda internacional e de outro, à própria
demanda interna advinda, principalmente do setor agroindustrial, no que se refere ao
suprimento das necessidades dos setores de carnes (suínos e aves), leite e óleo
comestível (LIMA, 2005). A produtividade da soja é definida pela interação entre a
5
planta, o ambiente e o manejo (GILIOLI et al., 1995).
Evidencia-se que a soja é uma das principais culturas para compor os
sistemas de integração lavoura-pecuária, não só pelos aspectos econômicos, como
também por ser uma eficiente fixadora de nitrogênio atmosférico (KLUTHCOUSKI;
STONE, 2003).
Após elucidar a relevância da produção de soja para a economia mundial
(BARREÑA et al., 2020) e destacando que a mesma vem se expandindo de forma
crescente e rápida (AMARAL et al., 2020; LOPES et al., 2021), evidencia-se a
importância de adotar práticas de manejo e conservação do solo (PILLON; ÁVILA,
2020) nesta cultura, haja vista que o solo é um importante recurso natural.
Sendo assim, objetivou-se identificar quais são os impactos gerados ao solo
com a produção de soja em diferentes sistemas de preparo do solo (através da
rotação de culturas).
A rotação de culturas é uma técnica agrícola de conservação que visa manter
ou elevar a qualidade do solo que se baseia no cultivo de plantas diferentes dentro
do sistema de rotação e é um dos princípios básicos para o sucesso do sistema de
plantio direto (SPD) de culturas como a soja. O processo de rotação consiste na
alternância de culturas em uma mesma área, sendo elas de diferentes espécies
vegetais, que não devem ser repetidas no mesmo talhão dentro do período de um
ano. É importante destacar que rotação de culturas é diferente de sucessão de
culturas. Esta pode ser definida como um sequenciamento de culturas, um exemplo
é o cultivo de plantas popularmente chamadas de “culturas de inverno”, como trigo
ou aveia, seguidas por uma cultivar de ciclo curto como a soja, tudo isso feito
anualmente sem alteração.
A implantação da rotação de culturas é responsável por diversos benefícios
para o solo e para o sistema de plantio direto. Ao utilizar a alternância de espécies
vegetais, são perceptíveis algumas vantagens, como: a quebra do ciclo dos
patógenos de uma monocultura; diferenciação da explosão de crescimento radicular,
ocasionando maior área de absorção de água e nutrientes; produção de biomassa,
controlando plantas daninhas (redução do uso de herbicidas) e incrementando a
fertilidade do solo.
Na produção de soja é importante o uso do milho na rotação para o sucesso
no plantio futuro da soja, pois é uma forma de trazer proveito ao solo e rentabilidade
ao produtor e deveria ser posto pelo menos a cada três anos no talhão que se
6
cultivaria soja, comprovado por meio de uma pesquisa feita pela Pioneer Sementes.
Entre os benefícios pode-se citar o controle de doenças da soja como as podridões,
mofo branco e antracnose devido a diminuição do inóculo destas pela transformação
da matéria orgânica e exaustão do substrato; controle de plantas daninhas como
azevém, buva, capim branco e capim amargoso, pois a palhada resultante do plantio
de milho reduz o banco de sementes dessas espécies, além de serem controladas
por herbicidas (triazinas) associados ao cultivo de milho; proteção do solo e
ciclagem de nutrientes pela complementação entre as raízes de soja (pivotante) e
milho (fasciculada) absorvendo elementos de diferentes nichos; alto teor de potássio
e nitrogênio, componentes essenciais para a cultura da soja. A rotação de culturas
requer alto conhecimento sobre o sistema de produção e das boas práticas aliadas
ao manejo visando lucratividade e cuidados para com o meio ambiente. Além do
aumento da produtividade, é possível melhorar o solo em suas partes físicas,
químicas e biológicas do talhão de produção e descobrir que sempre há a
possibilidade de melhorar o uso da terra de forma sustentável.
7
2. JUSTIFICATIVA
A soja (Glycine max) é uma cultura que desempenha um papel fundamental
na segurança alimentar e na economia global. Vários estudos têm explorado fatores
que afetam a produtividade da soja e investigado estratégias para melhorar o
rendimento dessa cultura. Um estudo realizado por Li et al. (2019) analisou a
relação entre práticas de manejo e produtividade da soja em diferentes regiões. Os
resultados revelaram que a adoção de práticas de manejo sustentáveis, como a
rotação de culturas, o controle de pragas e doenças, e a aplicação balanceada de
fertilizantes, foi crucial para melhorar a produtividade da soja. Além disso, o estudo
destacou a importância da seleção de variedades de soja adaptadas às condições
locais para obter altos rendimentos.
De acordo com Pereira et al. (2019), o fosfito é um importante recurso para a
nutrição de plantas em solos com deficiência de fósforo. Os autores explicam que o
fosfito é um composto facilmente absorvido pelas plantas, o que o torna uma fonte
de fósforo mais eficiente do que outras formas inorgânicas de fósforo.
Além disso, Basso et al. (2019) destacam a ação do fosfito como um agente
antioxidante em plantas, protegendo as células contra danos oxidativos e
melhorando a tolerância das plantas a estresses ambientais. A rotação de culturas é
uma prática amplamente adotada na agricultura que envolve a alternância
sistemática de diferentes espécies de plantas em uma determinada área ao longo do
tempo. Essa prática tem sido reconhecida como uma estratégia eficaz para melhorar
a qualidade do solo e reduzir a compactação.
A rotação de culturas envolve o cultivo alternado de diferentes espécies
agrícolas na mesma área ao longo do ano, visando preservar e melhorar a qualidade
do solo. Esta prática tem um impacto positivo direto no crescimento das plantas e
desempenha um papel crucial na redução do desgaste do solo causado pelo plantio
contínuo, Mesmo em solos muito compactados, a rotação contribui para o
desenvolvimento radicular, formando galerias e ajudando a quebrar a compactação
do substrato. Para maximizar os benefícios, é recomendável escolher espécies com
alto crescimento, grande produção de biomassa, capacidade de fixação de
nitrogênio e sistemas radiculares e necessidades nutricionais variadas, favorecendo
assim a reciclagem de nutrientes.
8
3. OBJETIVOS
3.1 GERAL
Compreender a rotação de culturas é uma prática amplamente adotada na
agricultura que envolve a alternância sistemática de diferentes espécies de plantas
em uma determinada área ao longo do tempo. Prática esta que tem sido
reconhecida como uma estratégia eficaz para melhorar a qualidade do solo e reduzir
a compactação.
3.2 ESPECÍFICOS
A hipótese desse estudo é que com rotação de culturas, juntamente com
diferentes consórcios, auxilia a evitar a compactação de solo. Diante disso, esta
pesquisa teve como objetivo especifico avaliar em sistema de plantio de soja, os
efeitos de diferentes consórcios de plantas sobre a compactação do solo
4. REFERENCIAIS TEÓRICOS
A adoção de medidas de cultivo que minimizem a degradação do solo, como
a semeadura direta, auxiliam na sustentabilidade da utilização do solo agrícola. Essa
prática apresenta como princípios básicos o não revolvimento do solo (apenas
revolvimento mínimo nas linhas de semeadura), a manutenção da cobertura do solo
permanentemente (cobertura viva ou morta), e o emprego da rotação e/ou
associação de culturas com objetivo de maximizar a biodiversidade (MADALOSSO,
2015).
Na atualidade com grande atenção e preocupação em se realizar uma
agricultura sustentável, o preparo do solo deve ser visto como um sistema que
deverá manter toda a estrutura do solo com uma baixa probabilidade de ocorrência
de degradação, como por exemplo a ocorrência de erosões, seja por chuvas, que
ocorre quando o solo não está preparado para receber determinada quantidade de
água, por ter uma baixa taxa de infiltração e a ausência de terraços, ou erosões
eólicas que ocorrem devido ao vento na ausência de uma cobertura adequada
9
(CRUZ et al., 2006).
A não adoção dos princípios básicos do sistema de semeadura direta
acarreta em baixo aproveitamento dos fertilizantes, baixa eficiência do calcário,
aumento na resistência do solo à penetração das raízes e estagnação de
produtividade da cultura da soja. Portanto, é necessário utilizar medidas para que
um solo de qualidade seja alcançado, com a manutenção do potencial produtivo da
área de cultivo (RALISCH et al., 2017).
Práticas conservacionistas como plantio direto e preparo reduzido se baseiam
em programas de rotação de culturas e caracterizam-se pelo cultivo em terreno
coberto por palha e/ou plantas em desenvolvimento e em ausência de preparo do
solo, por tempo indeterminado. Consiste também na aplicação de todas as técnicas
recomendadas para os diferentes cultivos e condições edafoclimáticas, e de todos
os cuidados com a preservação e melhoria da qualidade ambiental (HERNANI;
SALTON, 1998).
Há muitas opções de culturas para a utilização na formação da palhada, onde
um estudo das condições edafoclimáticas do local permitem a escolha de uma
cultura adequada a este fim (DEUBER, 1999).
Um solo de qualidade é aquele que apresenta capacidade para desempenhar
suas funções essenciais e sustenta as plantas, animais e seres humanos (DORAN;
PARKIN, 1994).
O uso da rotação de culturas é uma prática milenar em diversas civilizações
da antiguidade, visando primordialmente o aumento da variedade de produtos
cultivados em relação à monocultura continuamente. Teve origem através da
pesquisa dos agricultores que praticavam o monocultivo em uma mesma área, e
observaram que esta prática reduzia a produtividade das cultivares implantadas. Os
primeiros registros escritos sobre a realização de rotação de culturas são na Grécia
e Roma Antiga. Onde as duas civilizações aderiram esta prática agronômica de
início na região mediterrânea e, em seguida, espalhou-se para várias outras regiões
dos impérios (FRANCHINI et al., 2011).
10
5. METODOLOGIA DA PESQUISA
A metodologia utilizada neste trabalho será de natureza teórica, ou seja, baseada
em autores que permitem discutir e formular indagações sobre um certo campo de
estudo ou pesquisa. Nesse sentido, Gil (2002) afirma que, este tipo de pesquisa
possibilita maior alcance de informações, além de permitir uma melhor construção e
definição do quadro conceitual de estudo. O levantamento bibliográfico, assim como a
busca das fontes de dados foram direcionados para que os autores que pudessem
descrever e responder quais são os principais tipos de revisões de literatura, suas
definições e discussões para a sua realização. Posto isso, nesta pesquisa utilizaremos
um multirreferencial da área de ensino relacionados com a temática. Seguimos, assim,
duas etapas, a escolha do tema e o levantamento bibliográfico na plataforma digital
Google Acadêmico, uma ferramenta de busca que possibilita a obtenção de diversos
tipos de documentos científicos, como por exemplo, teses, dissertações, livros, resumos,
artigos científicos entre outros (SILVA, 2016).
6. CRONOGRAMA
Atividades Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov
Pesquisa do x
tema
Pesquisa x
bibliográfica
Coleta de x
Dados (se for
o caso)
Apresentação x x
e discussão
dos dados
Elaboração x x
do trabalho
11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, A. M. R. de. Rotação de culturas. Edição 449. Disponível
em: http://www.coamo.com.br/jornal/conteudo.php?ed=18&id=284. Acesso em: 27
Fev 2025.
Rotação de culturas: Saiba quais são os benefícios. BRASMAX GENÉTICA, Cambé
PR, 27 de março de 2019. Disponível
em: https://www.brasmaxgenetica.com.br/blog/rotacao-de-culturas-beneficios/. Aces
so em: 27 Fev 2025
DEUBER, R. Manejo integrado de plantas infestantes na cultura do algodoeiro.
In: Cultura do algodoeiro. Piracicaba: POTAFÓS, 1999. 286 p
FRANCHINI, J.C.; DEBIASI, H.; NEPOMUCENO, A.; FARIAS J. Manejo do solo
para redução das perdas de produtividade pela seca: Embrapa Soja; 2009.
SANTOS, H.G.; JACOMINE, P.K.T.; ANJOS, L.H.C., OLIVEIRA, V.A.; LUBRERAS,
J.F.; COELHO, M.R.; ALMEIDA, J.A.; CUNHA, T.J.F.; OLIVEIRA, J.B. (Ed.).
Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3. ed. rev. ampl. Brasília: Embrapa,
2013. 353 p