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TCC Joice Formatado Final

TCC para ajudar futuros formandos.

Enviado por

Joice Fernandes
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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TÍTULO DO SEU ARTIGO: Subtítulo (se houver)

(centralizado, fonte Arial, tamanho 12)

Seu nome completo1

RESUMO

Esse texto deve ser escrito na 3ª pessoa do singular, dissertando como se o seu trabalho
fosse o sujeito da fala. Apresente o problema da pesquisa, os objetivos, a justificativa,
as referências de autores mais relevantes, a metodologia e no final os resultados da
pesquisa. Exemplo: Este Artigo tem o objetivo de..., utilizou-se da metodologia... Nada de
escrever: o propósito da nossa pesquisa. Em todo o seu Artigo você pode se incluir (usando
a voz neutra ou o nós, jamais o eu), exceto no Resumo. Ele deve ser composto de 250 a
300 palavras (e não mais que 500 palavras). Fonte 11, espaçamento entre linhas do resumo
é de 1.0.

PALAVRAS-CHAVE: de 3 a 5 palavras separadas por ponto (.) e que constam no Resumo.


(Obrigatório)

1 INTRODUÇÃO (caixa alta – em negrito)

Na Introdução do seu artigo científico, como já dissemos na Unidade II, deve


reunir os seguintes elementos: problema da pesquisa, objetivos geral e
específicos, justificativa (o porquê da escolha do tema) e metodologia e deve
colocar também os teóricos que o ajudaram na pesquisa. Digite aqui a
delimitação do tema, que deve “fechar” o foco do objeto de estudos. Ao final
relacione os tópicos com seus títulos e o que cada um se compõe. Esse tópico
deve ser constituído por um texto de, no mínimo duas e, no máximo 3 páginas que
contenha a descrição do tema, com uma breve contextualização sobre ele e sobre o
que o(a) leitor(a) encontrará neste trabalho. (O espaçamento entre linhas do seu
texto é de 1.5, a fonte deve ser Arial)
Assumimos aqui uma posição em relação ao trabalho científico. Lembre-se
que todas as citações apresentadas devem estar em conformidade com as normas
da ABNT, mas não use citações diretas na introdução, nem excesso de
paráfrases. Após digitar o texto referente a este item, delete esta informação.
Cuidado para não perder as configurações deste texto.

1
Seu nome completo, concluinte do Curso de Pedagogia, Faculdade.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA (Caixa alta – em negrito)

Digite aqui o texto referente à Revisão de Literatura. Lohn (2005) nos diz que
na revisão bibliográfica fazem-se esclarecimentos sobre conceitos importantes,
apresentam-se os teóricos que tratam do tema da pesquisa e relaciona-os com a
pesquisa realizada. Mostra-se conhecimento sobre o tema. Discutem-se questões
polêmicas, problematizando-as. Assume-se posição em relação ao trabalho
científico.

2.1 Subtítulo (caso seja necessário subdividir o tópico em seções e subseções, siga
este modelo)

A fundamentação teórica é importante porque favorece a definição de


contornos mais precisos da problemática a ser estudada. Serve também de revisão
dos trabalhos publicados mais importantes sobre o assunto a ser pesquisado. Em
suma, é a contextualização do tema dentro de uma base teórica pré-existente, com
a sua contribuição pessoal ligando os diversos autores que abordam o tema.
Neste item o(a) pesquisador(a) deve apresentar ao leitor as teorias principais
que se relacionam com o tema da pesquisa. O que se diz sobre o tema na
atualidade, qual o enfoque que está recebendo hoje, quais lacunas ainda existem
etc. Para começar esta construção procure bibliografias que tratam do assunto em
seguida selecione algumas citações que possam conceituar o tema. Informe
também sobre alguns estudos realizados na área. Apresente novas abordagens que
os pesquisadores estão tratando sobre o assunto escolhido. Crie uma base
conceitual sobre o referido conteúdo para deixar o leitor do seu trabalho um pouco
mais familiarizado sobre o tema. Utilize nossos livros didáticos que forma estudados
no decorrer do Curso, algumas teorias trabalhadas podem também embasar, pelo
menos genericamente, o tema.

2.2 Subtítulo – (Se houver)

3 METODOLOGIA
Introduza aqui, de maneira breve, o percurso metodológico adotado nessa
sua pesquisa. Dividimos em subtópicos que você deve elaborar de acordo com sua
proposta (tema/problema/objetivos).

3.1 Caracterização do estudo

Digite aqui a caracterização do estudo conforme sua proposta realizada.


Defina se este trabalho será uma pesquisa na forma de um estudo de caso,
bibliográfica, ou pesquisa de campo, por exemplo. Defina também se será
DESCRITIVA, EXPLORATÓRIA ou EXPLICATIVA. Defina a abordagem se é
QUALITATIVA ou QUANTITATIVA.

3.2 População e Amostra (Se houver)

Digite aqui a população e amostra conforme sua proposta da sua pesquisa.


Se a pesquisa for bibliográfica, tal subtópico não existe.

3.3 Instrumentos de coleta de dados

Aqui você vai dissertar acerca dos instrumentos de dados usados por você.
Exemplos:

Entrevista - Definir pessoa ou grupo de pessoas com quem a entrevista será


realizada (Não é necessário nomear pessoas, pode-se definir pessoas por seus
cargos ou funções). Se abordar um grupo, definir quantas pessoas serão
entrevistadas. Definir qual a finalidade da entrevista e o que se pretende alcançar
com ela.
Observação direta dos participantes - Definir cenário, ambiente, situação ou
fatos que serão observados. Definir o que se pretende alcançar com a observação.
Documentos - Definir que tipos de documentos serão pesquisados (manuais,
relatórios, documentos, artigos, livros, etc.). Definir o que se pretende alcançar com
o uso de documentos
Dados Arquivados - Definir que tipos de dados arquivados nos computadores
da empresa serão pesquisados (documentos on-line, sites, artigos digitais). Definir o
que se pretende alcançar com o uso de dados arquivados
Atenção! Você só deve explicitar o instrumento que você utilizou. Não tem
que utilizar todos. Nem tem que fazer a coleta de dados. Uma Revisão de Literatura,
por exemplo, não tem que se utilizar desse demonstrativo.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Nesse espaço você vai discutir os gráficos, estatísticas, se houver. Esses


dados devem conter as informações da sua coleta de dados. E é nesse tópico que
você deve discutir as teorias com os resultados obtidos. Estabeleça as relações
dialógicas entre esses dois elementos.
Nesta etapa do seu Artigo você formaliza o tema apresentando a contribuição
teórica de diversos autores e ligando-as com suas inferências pessoais. É
importante a sua posição frente às teorias levantadas. A construção do seu texto
não pode ser fragmentada, tente formar um texto coeso com a sua presença de
forma marcante, mas com base em citações diretas ou indiretas que possam servir
de arcabouços para as suas afirmações.
Devemos formatar um texto coeso com início, meio e fim. A sugestão é que
você possa intercalar citações de outros conhecidos que abordam o seu tema, com
a sua posição frente ao que foi apresentado na citação. Sua posição serve de
costura entre as falas dos diferentes autores apresentados.
Evite escrever tudo com suas palavras sem sequer citar a fonte de seus
conceitos. Muito do que escrevemos, apensar de ser citação indireta, não
caracterizam senso comum, e se não for citada a fonte podemos estar
parafraseando um autor sem a devida referência e isto é considerado PLÁGIO,
cuidado com isto.
Lembre-se de formatar as citações com base nas normas da ABNT. Ex.:

 Citação indireta (paráfrase, onde citamos a ideia geral do autor):


Ex. Para Fulano (2004), o tema aborda...
 Citação direta curta (menos de 4 linhas, onde citamos o texto
extraído tal e qual foi dito pelo autor): Ex. Segundo Beltrano (2004,
p. 37) “...Gestão de pessoas é....”
 Citação direta longa (mais de 4 linhas, onde citamos o texto
extraído tal e qual foi dito pelo autor): formatada em espaçamento
simples, sem aspas, ajustado a 4 cm da margem esquerda e a
referência fica logo abaixo da citação entre parênteses: (Fulano,
2004, p.37).

Todo autor citado no corpo do trabalho já deve estar descrito também na


parte final do TCC II, no item REFERÊNCIAS. Não podemos deixar de digitar os
dados do autor nas referências, se deixarmos isto para o final do trabalho, podemos
perder os dados desta citação e se isto acontecer somos obrigados a retirar a
citação por não estar relacionada na parte final.

4.1 Subtítulo (Se houver)

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesse espaço você vai retomar as ideias que constituíram a sua Introdução,
citar seus objetivos e fechar esses pensamentos que você deixou em aberto no
início do trabalho. Mesmo não sendo uma Conclusão, esse tópico deve dar ideia de
fechamento para que o seu texto fique bem redondinho. Aqui você deve escrever 3
ou 4 parágrafos.

REFERÊNCIAS

As referências do seu trabalho devem incluir todas as fontes consultadas.


Elas DEVEM ser colocadas RIGOROSAMENTE em ORDEM ALFABÉTICA PELO
SOBRENOME e precisam seguir a orientação a ABNT. Cuidado com isso, pois este
segmento é muito importante para o seu artigo. Exemplo de referência:

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37.ed. revista, ampliada e


atualizada conforme o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2009.

Verificar quando forem referências de revistas, documentos eletrônicos e outros em


que cada um possui sua formatação. O seu trabalho deve ter de 15 a 20 páginas.
Apêndice e anexos não contam páginas.

APÊNDICE (Se houver)


ANEXOS (Se houver)
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 8
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................. 13
4.1 Caracterização do estudo .................................................................................. 14
4.2 Universo da pesquisa..........................................................................................14
4.3 Instrumentos de coleta de dados ....................................................................... 14
5 REFERÊNCIAS .....................................................................................................15
INTRODUÇÃO
O movimento voltado para a inclusão de crianças portadoras de Necessidades
Educativas Especiais (NEE) no ambiente escolar tem alcançado abrangência global.
A partir da década de 1990, notabiliza-se a Declaração de Jomtien, também
identificada como Declaração Mundial de Educação para Todos, promulgada pela
UNESCO em 1990, concomitantemente à Convenção sobre os Direitos da Criança,
instaurada pela UNESCO em 1988, e a Declaração de Salamanca, emanada pela
UNESCO em 1994. Estes documentos corroboraram a premissa de que todo
indivíduo, independentemente da faixa etária, deve desfrutar das oportunidades
educativas alinhadas às suas exigências de aprendizado. Desta maneira,
considerando a atenção particular requerida por pessoas com deficiência, são
imperativas medidas que assegurem a equidade no acesso à educação,
incorporando-as plenamente ao sistema educacional.
Sob essa perspectiva, a configuração do sistema educativo sofreu reestruturações
substanciais em prol da inclusão escolar. Este processo engendrou transformações
significativas, principalmente no modo de interação dos profissionais que operam no
domínio educacional. Mediante uma abordagem interdisciplinar, esses profissionais
foram compelidos a investigar o processo de aprendizagem de cada indivíduo,
compreendendo que, devido à presença de deficiência, tal processo se
desenvolveria de maneira singular. Tal singularidade deveria refletir-se na adaptação
do currículo e na formulação das séries de ensino. Nesse contexto, a educação
especial passou a desempenhar um papel crucial no oferecimento de atendimento
educativo especializado, atuando como um suporte complementar ao ambiente de
sala de aula e às dinâmicas escolares (ANJOS; ANDRADE; PEREIRA, 2009).
No cenário brasileiro, o governo instituiu políticas e diretrizes que propiciaram as
condições necessárias para o acesso a espaços e recursos pedagógicos
imprescindíveis à concretização da inclusão. Além disso, foram implementadas
ferramentas que viabilizam a capacitação dos profissionais para atuar de forma
adequada e que propiciam uma compreensão aprofundada do conceito de inclusão
escolar. Essas medidas também visam a organizar o processo de aprendizagem de
modo a valorizar as diferenças, com o intuito de satisfazer as necessidades
educativas dos alunos. Tais políticas estimulam, ainda, a formação de professores
aptos a prover um atendimento especializado às crianças com deficiência, além de
programas incentivadores da participação da família e das comunidades no âmbito
escolar.
No entanto, pesquisas revelam que, mesmo em face do apoio governamental,
subsistem diversos obstáculos à efetivação da inclusão escolar (ÁVILA;
TACHIBANA; VAISBERG, 2008; RODRIGUES; MOREIRA; LERNER, 2012). Estes
obstáculos espelham a necessidade de uma capacitação aprimorada e assistência
técnica no trabalho junto aos alunos, bem como uma compreensão mais profunda,
por parte do docente, do conceito de inclusão, em virtude das modificações no
cotidiano profissional e, primordialmente, no processo educacional, ainda
intrinsecamente vinculado ao modelo tradicional de ensino-aprendizagem, que se
fundamenta na correção ou ajuste do indivíduo, um paradigma inadequado para
viabilizar o processo de inclusão (ROSA, 2018; MONTEIRO; MANZINI, 2008).
Na órbita da inclusão escolar, é também englobada a população afetada pelo
Transtorno do Espectro Autista (TEA). No Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais (DSM-IV), as classificações do Transtorno Autista, do
Transtorno de Asperger, da Síndrome de Rett, do Transtorno Desintegrativo na
Infância e do Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra Especificação eram
abarcadas sob a rubrica de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)
(American Psychiatric Association, 2014). Contudo, o DSM-5 (American Psychiatric
Association, 2014) promoveu alterações com a finalidade de facilitar a identificação
diagnóstica. O TEA, na nova edição do manual, foi categorizado sob o domínio dos
Transtornos de Neurodesenvolvimento, especificamente sob o epíteto de
Transtornos do Espectro Autista (TEA). Neste contexto, foram reunidos transtornos
que partilham características autísticas, a exemplo do Autismo, Asperger, Transtorno
Infantil Desintegrativo e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento sem outra
Especificação, com variações a depender do grau de gravidade no que concerne à
interação social e à comunicação (American Psychiatric Association, 2014). É digno
de nota que, para o escopo deste estudo, o termo "autismo" foi adotado na revisão
bibliográfica, relegando outros transtornos componentes do TEA devido à
predominância de publicações nesta vertente.
O indivíduo afetado pelo TEA, consoante os preceitos do DSM-5 (American
Psychiatric Association, 2014), se caracteriza por manifestar um desenvolvimento
social e comunicativo comprometido ou notavelmente anômalo, além de um
repertório restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno exibem
grande variação, invariavelmente vinculadas ao nível de desenvolvimento e à idade
cronológica. O atraso pode afetar pelo menos uma das seguintes áreas: interação
social, linguagem comunicativa e jogos simbólicos ou imaginativos (BAGAROLLO;
RIBEIRO; PANHOCA, 2013).
OBJETIVO GERAL
Investigar os meios por meio dos quais se dá a inclusão escolar do autista.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Traçar comentários gerais sobre o Transtorno Espectro Autista (TEA);
Evidenciar alguns direitos e as dificuldades do portador de TEA;
Trazer, por meio da revisão de literatura, os meios por meio dos quais se dá a
inclusão escolar do portador de TEA.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEA
São inúmeras as definições que se prestam a definir o Transtorno Espectro Autista
(TEA). A Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjuntura com a Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS) informam que o TEA refere-se às condições que
se caracterizam por determinado grau de comprometimento no comportamento
social, na comunicação e na linguagem, e por outros interesses e atividades únicos
para o indivíduo, realizadas, também, de forma repetitiva.
No mesmo sentido, o Ministério da Saúde qualifica o TEA como sendo distúrbio de
neurodesenvolvimento que se caracteriza pelo desenvolvimento atípico,
manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, bem
como padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (American Psychiatric
Association, 2014) informa que o TEA engloba diferentes transtornos antes
chamados de: autismo infantil precoce, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo
de alto funcionamento, autismo atípico, transtorno global do desenvolvimento sem
outra especificação, transtorno desintegrativo da infância e transtornos de Asperger.
Com o fim de informar sobre a caracterização do TEA, o mesmo estudo sintetiza
algumas condutas que podem ser observadas para o diagnóstico:
O transtorno do espectro autista caracteriza-se por déficits persistentes na
comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo déficits
na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados
para interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender
relacionamentos. Além dos déficits na comunicação social, o diagnóstico do
transtorno do espectro autista requer a presença de padrões restritos e repetitivos
de comportamento, interesses ou atividades. Considerando que os sintomas mudam
com o desenvolvimento, podendo ser mascarados por mecanismos compensatórios,
os critérios diagnósticos podem ser preenchidos com base em informações
retrospectivas, embora a apresentação atual deva causar prejuízo significativo
(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014)
A publicação da American Psychiatric Association foi de suma importância, pois
busca informar toda a comunidade, científica ou não, a respeito das diferentes
modalidades de transtornos, dentre os quais se insere o TEA. A importância desse
tipo de estudo, que demonstra a caracterização, sinais, condutas a serem tomadas
pelos pais (quando o autismo acomete a criança), dentre outros fatores, é ainda
mais evidenciada quando se analisam as estatísticas, tais como as apresentadas
pela OPAS (online), segundo a qual uma em cada 160 (cento e sessenta) crianças
são acometidas do TEA.
Inclusive, o diagnóstico do TEA tem aumentado, de acordo com o que demonstram
os estudos do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) dos Estados
Unidos da América. Segundo seu mais recente relatório, do ano de 2023, realizado
por meio de monitoramento de pesquisa por meio da Rede de Monitoramento de
Deficiências de Autismo de Desenvolvimento (ADDM), há prevalência do transtorno
é de que 1 em cada 36 (trinta e seis) pessoas possuem espectro autista. Importa
destacar os números dos relatórios anteriores: em 2004, o CDC havia divulgado o
número da prevalência de 1 a cada 166; em 2012, avançou para 1 a cada 88; em
2018, 1 para cada 59; em 2020, 1 para 54; em 2021, 1 para cada 44 (CDC, 2023).
Tanto houve crescimento estatístico com relação às pessoas com TEA, quanto
aumento significativo, tanto quantitativo quanto qualitativo do que diz respeito à
tecnologia, à literatura científica etc. que se prestam a identificar, diagnosticar e
assistir ao indivíduo que possui o TEA (CDC, 2023), de forma que parte do aumento
pode ser atribuído ao diagnóstico, cada vez mais recente, do TEA.
Entretanto, embora se saiba que todas as diferentes faixas etárias são acometidas
pelo TEA, sempre há especial atenção às crianças e aos adolescentes, que, ao que
demonstram os estudos, mais sofrem com o TEA; por outro lado, há parcela
populacional adulta que é acometida do TEA, mas que não possui a devida atenção.
DOS DIREITOS E DIFICULDADES DO PORTADOR DE TEA
Com o melhoramento no entendimento do transtorno, e pela necessidade de se
atribuir regulamentações específicas na proteção dos direitos da pessoa com TEA,
editou-se a Lei federal nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que instituiu a Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
que, para os efeitos da lei, restou caracterizada da seguinte forma:
Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com
Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro
autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes
incisos I ou II:
I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação
sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal
usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em
desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;
II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades,
manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por
comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de
comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.
§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com
deficiência, para todos os efeitos legais.
De acordo com o que traz Bárbara Parente (apud Guimarães, 2021), antes da
legislação, o autista ficava em um “limbo”, não sendo reconhecida como pessoa com
deficiência legalmente, mas também não se reconhecia a capacidade civil plena do
acometido com TEA. Assim, por meio da previsão do art. 1º, §2º acima, trouxe-se
benefícios e direitos a essas pessoas que, antes, não gozavam de direitos
específicos para lutar contra a desigualdade inerente à sua condição. No âmbito das
políticas públicas, então:
[...] o autismo não ficava em lugar nenhum, porque até 8 [ano da ratificação da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência] nem considerado
pessoa com deficiência ele era. Ele não era nada, ele não existia, era invisível. Era
uma síndrome invisível e ainda é, e a Lei [12.764/12] veio equacionar isso. [...] Logo
no artigo 1º, a Convenção da ONU diz quais são as deficiências e aí fala da
deficiência física, mental, intelectual e sensorial [...] e tem a deficiência psicossocial
também. Então, ali o autista estaria inserido, porque a deficiência psicossocial é dos
transtornos da mente e, além disso, ela fala também que deficiências são as
limitações que as pessoas têm com as barreiras de socialização... Então, ali está o
autista. Só que isso dependia de uma coisa que se chama hermenêutica jurídica,
dependia de interpretação. [...] A gente dependia, infelizmente, da boa vontade de
alguns juristas de terem o entendimento e aí tentar ajudar em alguma coisa. A lei da
Berenice Piana veio e resolveu isso, porque deixou claro [que o autista é pessoa
com deficiência] [...] Então, ele já foi tirado do limbo e já passou a ter os mesmo
direitos dessas pessoas.
Ademais, seus direitos foram trazidos pelo art. 3º, que assim prevê:
Art. 3º São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:
I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da
personalidade, a segurança e o lazer;
II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas
necessidades de saúde, incluindo:
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;
IV - o acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.
Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno
do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do
inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado.
Pouco tempo depois, com a sobrevinda do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei
federal nº 13.146/2015), que estabeleceu direitos e garantias às pessoas com
deficiência, somaram-se esses direitos e garantias daqueles já previstos na Lei
federal nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), o que trouxe indiscutível avanço aos
direitos dos indivíduos com TEA.
Posteriormente, houve alteração da Lei Berenice Piana por meio da Lei federal nº
13.977 de 2020, nomeada como Lei Romeo Mion, a qual criou a Carteira de
Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), incluindo,
assim, na redação da Lei Berenice Piana, o art. 3º-A:
Art. 3º-A. É criada a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do
Espectro Autista (Ciptea), com vistas a garantir atenção integral, pronto atendimento
e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em
especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.
§ 1º A Ciptea será expedida pelos órgãos responsáveis pela execução da Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante requerimento,
acompanhado de relatório médico, com indicação do código da Classificação
Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), e
deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
I - nome completo, filiação, local e data de nascimento, número da carteira de
identidade civil, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), tipo
sanguíneo, endereço residencial completo e número de telefone do identificado;
II - fotografia no formato 3 (três) centímetros (cm) x 4 (quatro) centímetros (cm) e
assinatura ou impressão digital do identificado;
III - nome completo, documento de identificação, endereço residencial, telefone e e-
mail do responsável legal ou do cuidador;
IV - identificação da unidade da Federação e do órgão expedidor e assinatura do
dirigente responsável.
§ 2º Nos casos em que a pessoa com transtorno do espectro autista seja imigrante
detentor de visto temporário ou de autorização de residência, residente fronteiriço ou
solicitante de refúgio, deverá ser apresentada a Cédula de Identidade de Estrangeiro
(CIE), a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou o Documento
Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM), com validade em todo o
território nacional.
§ 3º A Ciptea terá validade de 5 (cinco) anos, devendo ser mantidos atualizados os
dados cadastrais do identificado, e deverá ser revalidada com o mesmo número, de
modo a permitir a contagem das pessoas com transtorno do espectro autista em
todo o território nacional.
§ 4º Até que seja implementado o disposto no caput deste artigo, os órgãos
responsáveis pela execução da Política Nacional de Proteção dos Direitos da
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista deverão trabalhar em conjunto com os
respectivos responsáveis pela emissão de documentos de identificação, para que
sejam incluídas as necessárias informações sobre o transtorno do espectro autista
no Registro Geral (RG) ou, se estrangeiro, na Carteira de Registro Nacional
Migratório (CRNM) ou na Cédula de Identidade de Estrangeiro (CIE), válidos em
todo o território nacional.
É que, pelo autismo não ser uma deficiência visível, a CIPTEA permite a
comprovação da deficiência, evitando certos tipos de constrangimentos que a
pessoa possa passar em decorrência do TEA, abolindo a necessidade de portar
laudos médicos para comprovar a condição especial.
Observa-se, assim, esforço legislativo para a normatização de direitos e garantias
das pessoas com TEA, o que demonstra preocupação e um avanço incalculável se
comparados há pouco tempo. Bem assim, com a exclusão das pessoas com
deficiência do rol de absoluta ou relativamente incapazes, a priori aquele que é
acometido pelo TEA possui capacidade civil plena para o exercício dos atos de sua
vida civil; entretanto, conforme as palavras de Salgado (2017), o transtorno
apresente grau de comprometimento variável, podendo ser caracterizado como grau
alto (deficiência mental grau), até casos mais leves, em que a linguagem e o
intelecto são preservados.
Assim, percebe-se que mesmo com um alto grau de variabilidade, enfatizada pelos
diversos estudos médicos e psicológicos, o legislador brasileiro optou por enquadrar
os portadores do TEA dentro de um mesmo conceito de deficiência, o que faz com
que haja exclusão de parcela populacional que se enquadra no conceito de portador
de TEA.
Outrossim, embora o Estatuto da Pessoa com Deficiência mencione a possibilidade
de avaliação multiprofissional logo em seu art. 2º, §1º (vigência pelo Decreto nº
11.063 de 2022), não se trata de obrigatoriedade, mas tão somente de avaliação
“quando necessária”, que observará, por exemplo, impedimentos nas funções,
fatores psicológicos, limitação no desempenho de atividades, possibilitando, assim,
atestar-se se o indivíduo possui grau de comprometimento neste ou naquele grau.
Para tanto, o §2º do mesmo artigo previu que o Poder Executivo deve criar
instrumentos para a avalição das deficiências (vigência pelas Lei federais nº
13.846/2019 e 14.126/2021).

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