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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

FACULDADE DE MEDICINA

Alana Santos Bernardo, RA: 1024100190

Alessandro Veloso de Oliveira, RA: 1024100129

Beatriz Antonia Silva Giacometto, RA: 1024100138

Bruna Lombizani do Carmo, RA: 1024100187

Carolina Sakae Pena Utino, RA: 1024100018

Gabriel de Araújo Brandão, RA: 1024100078

Heloisa Nogueira Valder, RA: 1024100155

João Antônio Linhares Moura Rezende, RA: 1024100021

Maria Eduarda Sindeaux Paiva, RA: 1024100134

Maydh Salman Ho, RA: 1024100119

Renata Patricio Lima, RA: 1024100024

Sumara Alves Costa, RA: 1024100045

Tarik Shigaki El Kadri, RA: 1024100047

IMUNIZAÇÃO DE ADULTOS NA REDE PÚBLICA: ANÁLISE DA ADESÃO ÀS


VACINAS DE INDICAÇÃO NACIONAL

GUARULHOS

2025
Alana Santos Bernardo, RA: 1024100190

Alessandro Veloso de Oliveira, RA: 1024100129

Beatriz Antonia Silva Giacometto, RA: 1024100138

Bruna Lombizani do Carmo, RA: 1024100187

Carolina Sakae Pena Utino, RA: 1024100018

Gabriel de Araújo Brandão, RA: 1024100078

Heloisa Nogueira Valder, RA: 1024100155

João Antônio Linhares Moura Rezende, RA: 1024100021

Maria Eduarda Sindeaux Paiva, RA: 1024100134

Maydh Salman Ho, RA: 1024100119

Renata Patricio Lima, RA: 1024100024

Sumara Alves Costa, RA: 1024100045

Tarik Shigaki El Kadri, RA: 1024100047

IMUNIZAÇÃO DE ADULTOS NA REDE PÚBLICA: ANÁLISE DA ADESÃO ÀS


VACINAS DE INDICAÇÃO NACIONAL

GUARULHOS

2025
RESUMO.

Alinhado às diretrizes da OMS e com apoio do Unicef, o Programa Nacional de


Imunização (PNI), instituído em 1973 no Brasil, disponibiliza 19 vacinas para
crianças, gestantes e idosos, visando uma cobertura de 90% a 95%. A vacinação é
uma estratégia eficaz para prevenir doenças e promover a imunidade coletiva. Com
48 imunobiológicos e cerca de 300 milhões de doses anuais, o PNI tem sido eficaz
na erradicação de doenças como poliomielite e sarampo. Contudo, a desinformação
nas redes sociais, muitas vezes iniciada por políticos e outras pessoas públicas, tem
levado à queda na adesão vacinal, exemplificada pelo ressurgimento do sarampo. A
metodologia deste estudo incluiu um questionário aplicado a 30 usuários da UBS
Jurema, em Guarulhos, em 17 de maio de 2025. Notou-se que fatores como sexo,
faixa etária e nível de escolaridade influenciam a aceitação vacinal. A maior
cobertura foi observada entre mulheres, enquanto a baixa escolaridade se associou
à hesitação. Em conclusão, apesar da importância da vacinação para a proteção
individual e coletiva ser evidente, a adesão completa por parte da população ainda
enfrenta desafios, especialmente entre homens e em relação à vacina contra o HPV.
É urgente investir na formação de profissionais de saúde e em métodos de combate
contra a desinformação para melhor promover a saúde pública.


Palavras-chave: Vacinação. Programa Nacional de Imunização. Adesão vacinal.
UBS-Juracema.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 4

2. OBJETIVO.....................................................................................................7

3. METODOLOGIA............................................................................................8

4. RESULTADOS............................................................................................ 10

5. DISCUSSÃO............................................................................................... 12

6. CONCLUSÃO..............................................................................................15

7. REFERÊNCIAS........................................................................................... 16

APÊNDICE...................................................................................................... 18
4

1.​ INTRODUÇÃO.

Em 1973, foi instituído no Brasil o Programa Nacional de Imunização (PNI),


com o objetivo de normatizar e coordenar as ações de imunização em âmbito
nacional, visando ao controle e à erradicação de doenças transmissíveis. Integrado
às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e com apoio técnico do
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o PNI representa uma das
principais estratégias de saúde pública do país. Por meio do Sistema Único de
Saúde (SUS), o programa disponibiliza 19 tipos de vacinas, atendendo a diversos
grupos populacionais, como crianças, adolescentes, gestantes, idosos,
trabalhadores e populações indígenas, entre outros. O PNI estabelece metas
ambiciosas, como a cobertura vacinal de 90% a 95% da população, visando garantir
a proteção coletiva contra doenças imunopreveníveis (BRITTO DE ALVES, 2022).

A vacinação é amplamente reconhecida como uma das estratégias mais


eficazes para garantir a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e
resiliente. Além de prevenir doenças graves, ela desempenha um papel fundamental
na redução da disseminação de agentes infecciosos, protegendo também aqueles
que não podem ser vacinados por questões de saúde. Por isso, a imunização é uma
ferramenta essencial para o bem-estar coletivo. A vacinação estimula o sistema
imunológico a produzir anticorpos específicos contra agentes patogênicos,
prevenindo doenças que podem resultar em óbitos ou sequelas graves. Os
imunizantes são compostos por antígenos atenuados ou inativados, que, ao serem
introduzidos no organismo, induzem a produção de anticorpos e a formação de
memória imunológica. Dessa forma, quando o indivíduo vacinado é exposto ao
agente patogênico em sua forma ativa, seu sistema imunológico está preparado
para combatê-lo, evitando o desenvolvimento da doença ou suas complicações. A
vacinação não apenas protege o indivíduo, mas também contribui para a imunidade
coletiva, reduzindo a propagação de doenças na população (BRASIL. Ministério da
Saúde, 2024; BRASIL. Ministério da Saúde, 2025).

No Brasil, a política de vacinação é coordenada pelo Programa Nacional de


Imunizações (PNI), que, sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, abrange
tanto as vacinas do calendário nacional quanto aquelas destinadas a grupos com
condições clínicas especiais. Essas vacinas são aplicadas, principalmente, em
5

Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), atendendo pessoas


com doenças como HIV, câncer e insuficiência renal, entre outras condições.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação em massa previne
anualmente de duas a três milhões de mortes, com potencial de salvar mais 1,5
milhão de vidas caso haja ampliação da cobertura vacinal global. No Brasil, o PNI
disponibiliza atualmente 48 imunobiológicos, incluindo vacinas, soros e
imunoglobulinas, distribuídos em aproximadamente 38 mil salas de vacinação em
todo o território nacional. Anualmente, são administradas cerca de 300 milhões de
doses de vacinas, abrangendo um calendário vacinal que contempla desde crianças
até idosos. Doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche, que
eram comuns no passado, deixaram de representar um problema de saúde pública
graças à eficácia das campanhas de vacinação (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO
ESTADO DE GOIÁS, 2023; BRASIL. Ministério da Saúde, 2025).

A vacina contra a febre amarela (VFA) é altamente eficaz, oferecendo


imunidade em 95% a 99% dos adultos e cerca de 90% das crianças pequenas,
sendo utilizada desde 1937 e feita com o vírus atenuado cepa 17DD. A vacina BCG
previne as formas graves da tuberculose, como a meníngea e miliar, e é composta
pelo bacilo Calmette-Guérin, uma versão enfraquecida da bactéria. Já a vacina
contra o HPV, administrada em três doses, é recomendada antes do início da vida
sexual para proteger indivíduos de infecções por HPV, prevenindo a transmissão do
vírus. Uma das vacinas mais importantes do calendário vacinal é a tríplice
bacteriana. O imunizante protege contra algumas das doenças infecciosas mais
graves: difteria, tétano e coqueluche, contendo os toxóides diftérico e tetânico
(derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças), e
componentes da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), sal de
alumínio como adjuvante, fenoxietanol, cloreto de sódio e água para injeção.
Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença. As vacinas
contra as hepatites A e B são altamente eficazes, estimulando o sistema
imunológico a produzir anticorpos contra os vírus, prevenindo infecções causadas
pelos vírus da hepatite A (HAV) e da hepatite B (HBV). A vacina contra a hepatite A
tem uma eficácia superior a 95%. É composto por antígeno do vírus da hepatite A,
sal de alumínio amorfo, estabilizante (varia conforme o fabricante), e cloreto de sódio
a 0,9%. Pode conter traços de antibiótico (neomicina), fenoxietanol e formaldeído.
6

Após a aplicação das duas doses recomendadas, a proteção contra a infecção é


quase completa e pode durar de 20 a 25 anos, ou até mesmo por toda a vida. A
vacina contra a hepatite B é extremamente eficaz, com uma taxa de eficácia superior
a 95% na prevenção da infecção. A vacina contra hepatite B consiste em partículas
não infecciosas do antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg). Essas partículas
são produzidas a partir do DNA. Quando administrada de acordo com o esquema
recomendado (três doses), a vacina proporciona proteção duradoura (BRASIL.
Ministério da Saúde, 2023; BRASIL. Ministério da Saúde, 2024; SOCIEDADE
BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES, 2025).

Estudos recentes, como o realizado em parceria entre a Avaaz e a Sociedade


Brasileira de Imunizações (SBIm), destacam que a circulação de desinformação
sobre vacinas nas redes sociais e aplicativos de mensagens tem contribuído para a
queda nas coberturas vacinais. Notícias falsas, sem embasamento científico, geram
dúvidas e desconfiança, especialmente em comunidades mais vulneráveis,
aumentando o risco de surtos e epidemias de doenças já controladas. Exemplo
disso foi o recente ressurgimento do sarampo em regiões do Norte do Brasil, após
anos sem registros da doença (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE
GOIÁS, 2023).

Diante desse contexto, torna-se urgente reforçar as estratégias de


comunicação e educação em saúde, combatendo a desinformação e buscando
orientar sobre a importância da vacinação. A manutenção de altas coberturas
vacinais é essencial não apenas para a proteção individual, mas também para a
saúde coletiva, garantindo a prevenção de doenças e a sustentabilidade do sistema
de saúde pública. Este estudo busca analisar os desafios atuais do PNI, com foco na
hesitação vacinal e no impacto das fake news, propondo reflexões e estratégias para
fortalecer a adesão às campanhas de imunização no Brasil (HOSPITAL
PRESIDENTE, 2024).
7

2.​ OBJETIVO.

Descrever a adesão vacinal de usuários adultos em relação às vacinas de


indicação nacional considerando fatores como idade, escolaridade e sexo e o
impacto da desinformação na cobertura vacinal.


8

3.​ METODOLOGIA.

Foi realizado no dia 17 de maio de 2025, na UBS Jurema localizada na Rua


Primeira cruz número 104, um breve questionário (Apêndice - Questionário aplicado
aos usuários da UBS) com cinco perguntas relacionadas especificamente à
vacinação do indivíduo abordado, mais o período de introdução no início e também,
para encerrar, foi concedida a oportunidade aos entrevistados de sanar dúvidas que
possam ter emergido durante a entrevista.

Os representantes chegaram ao local da UBS Jurema por volta das 7 horas e


50 minutos, horário acordado com a gerente responsável pela mesma. Seguido da
chegada de todos, a gerente discorreu uma breve instrução e os orientou sobre o
funcionamento da ação e horário de abertura.

As abordagens tiveram início por volta das 8 horas e 15 minutos, durando em


torno de 1 hora e 30 minutos. Primeiramente, houve a identificação dos estudantes
aos trinta indivíduos, individualmente, que se predispuseram a participar, seguida de
uma breve contextualização sobre a importância da vacinação e a sua relevância na
saúde pública. Em detalhes, discorreram sobre dados locais e nacionais. Os
participantes então foram informados sobre locais que oferecem o serviço de
vacinação. Após esta breve introdução, iniciou-se a entrevista em si ao indagá-los
por meio do questionário. Três das questões cobriam aspectos gerais da pessoa,
como idade, sexo biológico, grau de escolaridade, e as duas últimas foram
relacionadas a vacinação do individuo: a primeira sendo uma lista com vacinas
disponibilizadas pelo SUS, para que a pessoa em questão assinale as quais já
imunizou-se (Tríplice bacteriana, Febre Amarela, HPV, Hepatite B e a BCG) em
seguida, um questionamento para caso não tenha se vacinado com alguma delas,
qual seria o motivo.

Após o recolhimento do questionário, foi disponibilizado espaço para conversa


e sanação de dúvidas. Ao longo do diálogo, o coletivo escutou com atenção e deu
diretrizes, enfatizando a relevância do suporte comunitário e da formação contínua
sobre o assunto. Adicionalmente, foram destacados novamente os recursos locais,
tais como as inúmeras Unidades Básicas de Saúde que estão distribuídas pelo
9

município de Guarulhos, bem como a relevância de manter todas as principais


vacinas em dia.
10

4.​ RESULTADOS.

Participaram deste trabalho 30 pacientes. Do total, 73,3% eram do sexo


feminino (correspondendo a 22 pessoas) e 26,7% do sexo masculino
(correspondendo a 8 pessoas). A distribuição vacinal por sexo pode ser visualizada
na Figura 1. Entre os pacientes do sexo masculino, 37,5% tomaram todas as
vacinas questionadas (equivalente a 3 pessoas), 25% não tomaram a vacina do
HPV (equivalente a 2 pessoas), 12,5% não tomaram a tríplice bacteriana e HPV
(correspondendo a 1 pessoa), 12,5% não tomaram a BCG e HPV (correspondendo a
1 pessoa) e 12,5% tomaram apenas a BCG (correspondendo a 1 pessoa). 100% dos
homens tomaram pelo menos uma das vacinas mencionadas. Quanto à faixa etária,
37,5% tinham 60 anos ou mais (3 pessoas), 25% estavam na faixa de 30 a 39 anos
(2 pessoas), 12,5% tinham entre 50 e 59 anos (1 pessoa), 12,5% entre 40 e 49 anos
(1 pessoa) e 12,5% entre 18 e 29 anos (1 pessoa). Em relação à escolaridade,
62,5% possuíam ensino médio completo (5 pessoas) e 37,5% apenas o ensino
fundamental (3 pessoas).

Já em relação ao sexo feminino, cerca de 63,63% tomaram todas as vacinas


mencionadas (correspondendo a 14 pessoas), 13,63% não tomaram a vacina
correspondente ao HPV (3 pessoas), 4,54% não tomaram a tríplice bacteriana e a
vacina do HPV (1 pessoa), 4,54% não tomaram hepatite B e HPV (1 pessoa), 4,54%
alegaram não ter tomado as vacinas BCG e hepatite B (1 pessoa), 4,54% não
tomaram a BCG (1 pessoa) e 4,54% não tomaram a vacina contra febre amarela (1
pessoa). Assim como os homens, 100% das mulheres tomaram pelo menos uma
das vacinas questionadas. Quanto à faixa etária, 27,27% tinham entre 50 e 59 anos
(6 pessoas), 27,27% entre 30 e 39 anos (6 pessoas), 22,72% tinham entre 18 e 29
anos (5 pessoas), 13,63% tinham 60 anos ou mais (3 pessoas) e 9,09% pertenciam
ao grupo de 40 a 49 anos (2 pessoas). A distribuição da faixa etária por sexo pode
ser visualizada na Figura 2. Sobre o grau de escolaridade, 36,36% possuíam ensino
médio completo (8 pessoas), 31,81% ensino fundamental (7 pessoas), 27,27%
ensino superior (6 pessoas) e 4,54% eram pós-graduadas (1 pessoa).
11
12

5.​ DISCUSSÃO.

Os dados obtidos a partir da aplicação do questionário na Unidade Básica de


Saúde (UBS) Jurema, em Guarulhos - São Paulo, permitiram identificar padrões
relevantes de adesão vacinal entre os participantes, com destaque para variáveis
como sexo, faixa etária e nível de escolaridade. Apesar da amostra reduzida (n =
30), os achados revelam tendências consistentes que dialogam sobre imunização e
saúde pública no Brasil.

A totalidade dos participantes relatou ter recebido, pelo menos, uma das
vacinas investigadas, o que demonstra uma inserção mínima da prática vacinal
nesse público. Contudo, a análise detalhada evidencia que a adesão completa às
vacinas recomendadas ainda é um desafio. A vacina contra o HPV apresentou os
menores índices de cobertura entre os respondentes, especialmente entre os
homens, que apontam menor percepção de risco e engajamento preventivo da
população masculina (BRITTO DE ALVES, 2022).

No questionário aplicado, as diferenças observadas entre os sexos também


merecem um devido destaque. Mulheres representaram 73,3% da amostra e
apresentaram maior adesão plena às vacinas (63,63%) em comparação aos homens
(37,5%). Essa discrepância pode estar relacionada a fatores comportamentais e
culturais, como a maior frequência das mulheres aos serviços de saúde e seu maior
envolvimento com ações preventivas. Por outro lado, a menor procura dos homens
por vacinação pode ser compreendida à luz da masculinidade hegemônica, que
valoriza atributos como força, invulnerabilidade e autossuficiência. Esse modelo, ao
recusar a vulnerabilidade, reduz a procura masculina por serviços preventivos,
aumenta a mortalidade e dificulta que esses homens sintam-se acolhidos pelos
serviços de saúde (GOMES et al., 2007; MACHIN et al., 2011).

Em relação à faixa etária, verificou-se uma presença significativa de


indivíduos com 60 anos ou mais entre os homens (37,5%) e de adultos entre 30 e 59
anos entre as mulheres. Esses dados reforçam a necessidade de abordagens
segmentadas por faixa etária, uma vez que idosos compõem um grupo prioritário
para imunização devido à imunossenescência e à maior susceptibilidade a
infecções. Conforme destacado por Lima-Costa et al. (2022), a intenção de se
13

vacinar entre idosos é alta, o que evidencia a importância de estratégias específicas


para este público. Além disso, Figueiredo et al. (2020) ressaltam que o
estabelecimento de grupos prioritários para vacinação, baseado em indicadores
epidemiológicos e vulnerabilidade, é essencial para o sucesso das campanhas
imunizantes.

No que tange à escolaridade, a maioria dos entrevistados possuía ensino


médio (43,3%) ou ensino fundamental (33,3%), o que demonstra um perfil
educacional médio-baixo na amostra. Níveis de escolaridade estão associados a
maior hesitação vacinal, seja por desconhecimento sobre as vacinas oferecidas pelo
SUS, seja pela influência da desinformação. Silva et al. (2023) destacam que a
hesitação vacinal está relacionada a fatores como escolaridade, idade, estado civil,
posicionamento político, religião, confiança em autoridades de saúde, percepção de
risco e exposição a fake news. Esse cenário reforça a importância de estratégias
educativas com linguagem acessível e abordagem comunitária para promover o
esclarecimento e combater mitos sobre vacinas.

A propagação de informações falsas sobre vacinas em redes sociais tem sido


apontada por diversos estudos como um dos principais fatores que contribuem para
a hesitação vacinal. Esse fenômeno, aliado a baixa escolaridade, representa um
obstáculo significativo às metas de cobertura do Programa Nacional de Imunizações
(PNI). (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE GOIÁS, 2023).

Apesar de seus resultados relevantes, este estudo apresenta limitações,


como a amostragem não probabilística, o número reduzido de participantes e a
delimitação geográfica a uma única unidade de saúde. No entanto, os dados obtidos
oferecem subsídios importantes para o planejamento de ações de educação em
saúde e reforçam a necessidade de estratégias específicas voltadas a população
adulta, especialmente aos grupos menos engajados nos serviços de imunização.

Em síntese, os resultados apontam para uma boa aceitação inicial da


vacinação, mas revelam fragilidades estruturais e comunicacionais que
comprometem a adesão plena. Reforça-se, portanto, a importância de campanhas
informativas permanentes, da capacitação contínua dos profissionais da atenção
14

básica e do combate ativo à desinformação para garantir a eficácia das políticas


públicas de imunização no Brasil.

Diante do exposto, considerando as informações obtidas na bibliografia e no


questionário aplicado (Apêndice), os dados obtidos evidenciam que, embora a
maioria dos participantes tenha recebido pelo menos uma das vacinas ofertadas
pelo SUS, a adesão completa ao calendário vacinal ainda enfrenta barreiras
importantes. Entre os principais achados, destacam-se a maior cobertura vacinal
entre mulheres, especialmente em relação à vacina contra o HPV, e a associação
entre baixa escolaridade e menor conhecimento ou engajamento com as campanhas
de imunização.

De acordo com Silva et al. (2023), o baixo envolvimento e a desinformação


foram os principais motivos apontados para a não vacinação. Esses acontecimentos,
intensificados pelas redes sociais e pela circulação de fake news, representam um
desafio para o sucesso das campanhas de imunização. A ausência de informações
acessíveis e confiáveis, especialmente em comunidades mais vulneráveis, reforça a
necessidade de ações educativas voltadas à promoção da saúde e ao fortalecimento
da confiança nas vacinas.

A não adesão às vacinas acarreta riscos diretos e indiretos. Do ponto de vista


individual, aumenta a vulnerabilidade a doenças evitáveis, podendo levar a
complicações graves, hospitalizações ou até óbitos. Coletivamente, a baixa
cobertura vacinal compromete a chamada imunidade de rebanho, favorecendo o
ressurgimento de enfermidades previamente controladas e sobrecarregando os
serviços de saúde. Além disso, pode provocar surtos localizados, afetando
principalmente populações já em situação de fragilidade social.
15

6.​ CONCLUSÃO.

Os dados obtidos na bibliografia e no questionário aplicado revelam que,


embora muitos participantes tenham recebido ao menos uma vacina do SUS, a
adesão completa ao calendário vacinal ainda enfrenta obstáculos, como a
desinformação e o baixo engajamento, especialmente entre pessoas com menor
escolaridade. A maior cobertura foi observada entre mulheres, destacando-se a
vacina contra o HPV. A circulação de fake news e a falta de informações acessíveis
prejudicam a confiança nas vacinas, exigindo ações educativas.

Com isso, reafirma-se que a vacinação é uma ferramenta essencial para a


proteção individual e coletiva. O fortalecimento das políticas públicas de imunização
depende diretamente da mobilização social, da valorização do conhecimento
científico e do combate ativo à desinformação. Fica evidente a urgência de ampliar o
acesso à informação de qualidade, de investir na formação dos profissionais de
saúde e de desenvolver abordagens mais humanizadas e direcionadas aos
diferentes públicos.
16

7.​ REFERÊNCIAS.

ALVES. Vacina contra o HPV: a melhor e mais eficaz forma de proteção


contra o câncer de colo de útero | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em:
<[Link]
otecao-contra-o-cancer-de-colo-de-utero/>. Visualizado em: 16, mar. 2025

BRASIL. Ministério da Saúde. BCG. Disponível


em:<[Link] Acesso em: 16,
mar. 2025.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Vacina tríplice


bacteriana acelular do tipo adulto – dTpa. Disponível em:
<[Link]
lular-do-tipo-adulto-dtpa>. Visualizado em: 16, mar. 2025

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Vacina hepatite A.


Disponível em:
<[Link]
Visualizado em: 16, mar. 2025

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE GOIÁS. Desinformação e a queda na


cobertura vacinal no Brasil. 2023.

BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações – PNI:


dados institucionais. Brasília, DF: MS, 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Imunização no Brasil: calendário nacional e


vacinas disponíveis. Brasília, DF: MS, 2025.

SBIM – SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vacina tríplice


bacteriana acelular do tipo adulto – dTpa. Disponível em:
<[Link]
lular-do-tipo-adulto-dtpa>. Acesso em: 16 mar. 2025.

SATO, A. P. S. Programa Nacional de Imunizações: sistema, política e saúde


nas práticas de vacinação. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 10, p. 3215–3222,
2018.

LIMA, T. M. et al. Fatores associados à hesitação vacinal em adultos: revisão


integrativa. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 55, p. 123, 2021.

OPAS – ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Imunização no


Brasil: avanços e desafios. Brasília, DF: OPAS, 2023. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 16 mar. 2025.

GOMES, R. et al. A saúde do homem em debate. Ciência & Saúde Coletiva,


Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 183–192, 2007.
17

MACHIN, R. et al. Masculinidades e saúde: uma revisão sistemática sobre os


fatores associados à não utilização dos serviços de saúde pelos homens. Ciência &
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 5, p. 2181–2190, 2011.

LIMA-COSTA, M. F. et al. Hesitação vacinal contra a COVID-19 em idosos


brasileiros: uma análise baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD Contínua). Revista Espaço para a Saúde, v. 31, e2021469, 2022.
Disponível em:
<[Link]
703&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 18 maio 2025.

FIGUEIREDO, A. E. et al. Estratégias para o alcance da vacinação em grupos


prioritários no Brasil: análise da implementação e desafios. Revista Brasileira de
Geriatria e Gerontologia, v. 23, 2020. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 18 maio
2025.
18

APÊNDICE.

Questionário aplicado aos usuários da UBS.

1) Você já recebeu as seguintes vacinas?

A. Tríplice bacteriana ( ) sim ( ) não

B. Febre amarela ( ) sim ( ) não

C. HPV ( ) sim ( ) não

D. Hepatite B ( ) sim ( ) não

E. BCG ( ) sim ( ) não

2) Caso tenha recebido apenas uma ou nenhuma das vacinas, qual o principal motivo?

( ) falta de conhecimento sobre a distribuição da vacina pelo SUS.

( ) perdeu o prazo vacinal.

( ) dificuldade de acesso.

( ) receio.

3) A qual faixa etária pertence? 4) Qual seu grau de escolaridade?

( ) 18 a 29 anos ( ) ensino fundamental

( ) 30 a 39 anos ( ) ensino médio

( ) 40 a 49 anos ( ) ensino superior

( ) 50 a 59 anos ( ) pós graduado

( ) 60 ou mais ( ) mestrado

( ) doutorado

5) Qual seu sexo biológico?

( ) Feminino ( ) Masculino

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