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Aula nº 10/11

Alergia e Imunologia
Considerações sobre
resposta imune
e
Diagnóstico clínico
laboratorial na alergia
A Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico
a uma substância estranha ao organismo.

Umma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo


específico.

Os portadores de alergias são chamados de “atópicos”


O organismo tecido ou célula capaz de apresentar uma
reacção de hipersensibilidade diz-se estar sensibilizado. As
reacções alérgicas, sendo reacções imunológicas, são
extremamente específicas, reagindo o organismo
sensibilizado exclusivamente ao determinante antigénico
usado como imunogéneo ou estrutura semelhante.

As reacções de hipersensibilidade são classificadas de de


acordo com o tempo decorrido entre o contacto do
organismo sensibilizado com o antígeno e a visualização
macroscópica do fenómeno alérgico.

Assim, enquanto as chamadas reacções de hipersensibilidade


imediata exigem apenas minutos ou algumas horas para seu
aparecimento;

as reacções de hipersensibilidade tardia só se desenvolvem


depois de muitas horas.
Alergia, Dúvidas e
Recomendações
Especiais
O QUE É ALERGIA

• Os Linfócitos são as células mais importantes do


sistema imunológico humano e são as únicas
células do organismo que, através de receptores
específicos para antígenos, têm a capacidade de
reconhecer e agir contra substâncias estranhas.
Cerca de metade dos linfócitos é constituída por
células B e metade por células T.
• Vómitos, cólicas ou diarreias, podem ser
reacções do seu organismo contra um
tipo de alimento ingerido. Os alimentos
que frequentemente provocam este tipo
de reacção são os camarões,
condimentos, outros frutos do mar e
chocolates. No entanto, qualquer
alimento pode causar reacção alérgica,
dependendo da sensibilidade da pessoa.
• Já os olhos irritados são sintomas de
alergia a substâncias encontradas no ar.
A secreção lacrimal é o sintoma
seguinte, o qual provoca uma inflamação
da membrana do olho, chamada de
conjuntiva. Este tipo de alergia é comum
quando ocorrem mudanças bruscas de
temperatura ou em ambientes com altos
níveis de poluição.
• Já os olhos irritados são sintomas de
alergia a substâncias encontradas no ar.
A secreção lacrimal é o sintoma
seguinte, o qual provoca uma inflamação
da membrana do olho, chamada de
conjuntiva. Este tipo de alergia é comum
quando ocorrem mudanças bruscas de
temperatura ou em ambientes com altos
níveis de poluição.
• Tosse e falta de ar são sintomas de alergia
respiratória. Pode ser provocada por
inúmeras substâncias, sendo a mais comum
a poeira, na qual se encontra o ácaro. Esse
tipo de hipersensibilidade pode estar
associado ao desenvolvimento de asma, em
indivíduos predispostos. A mudança de
temperatura (quente para o frio) também
pode ser um agente causador deste tipo de
alergia.
• Espirros constantes são reacções
primárias dos agentes causadores da
alergia, antes que eles venham a
chegar aos pulmões. Poeiras,
desinfectantes, insecticidas,
perfumes são os mais comuns.
O QUE É ALERGIA

• A única função conhecida das células B é produzir


anticorpos (imunoglobulinas). Num indivíduo
normal são produzidas pelo menos 5 classes de
imunoglobulinas (IgM, IgA, IgG, IgE, IgD), cada
uma com propriedades biológicas totalmente
distintas. Durante as reações contra a maioria dos
antígenos, células T modulam a síntese de
imunoglobulinas, mas as células T não possuem
capacidade própria de produzir anticorpos.
• Até aqui aula 10

• Início da aula 11
O QUE É ALERGIA

• De um modo geral, a alergia pode ser


definida como um tipo de reação
imunológica do organismo quando em
contato com substâncias estranhas,
também chamadas de ANTIGENEOS.
ATOPIA

• O termo ATOPIA foi originalmente usado para


descrever alergia clínica de natureza hereditária

• Actualmente este termo é usado para definir uma


tendência hereditária aumentada de produzir
anticorpos IgE após uma exposição “natural” a
pequena quantidade de antígenos e um risco
aumentado para desenvolver Asma, Urticária,
Rinoconjuntivite e Eczema Atópico
ATOPIA

• Os primeiros sinais de ATOPIA aparecem,


em geral, nos primeiros anos de vida,
frequentemente sob forma de Eczema
Atópico e/ ou Asma Alérgica, enquanto a
Rinite Alérgica costuma aparecer quando a
criança atinge a idade escolar ou no início
da idade adulta.
ATOPIA

• Dados estatísticos da Europa e dos


Estados Unidos estimam que
aproximadamente 20% das crianças
atendidas nas clínicas pediátricas são
atópicas.
• Os antígenos (também chamados alérgenos)
mais comuns como causa de alergia das vias
respiratórias são a poeira doméstica, os
ácaros da poeira, os fungos, pólen,
caspa e pêlos animais. Substâncias
ingeridas ou injectadas, como por ex.
alimentos e medicamentos, bem como
picadas de insectos, podem ser responsáveis
por alergia do tipo imediato
QUEM SE TORNA ALÉRGICO

• Actualmente aceita-se que uma hereditariedade


poligénica, juntamente com os factores adjuvantes
especiais (como por ex. as infecções) determinam o
desenvolvimento da sensibilização e posteriormente
dos primeiros sintomas da enfermidade.

• Embora qualquer indivíduo possa desenvolver uma


alergia, a probabilidade aumenta se um ou ambos os
pais apresentarem alguma condição alérgica.
QUEM SE TORNA ALÉRGICO

• De facto, a presença de um outro


individuo alérgico na família é o factor
mais importante para se predizer alergia
numa criança.
Tipos
Tipos de
de reacções
reacções de
de
hipersensibilidade
hipersensibilidade

Tipo
TipoI:I: anafilática
anafiláticaououimediata
imediata
Tipo
TipoII:
II: citotóxica
citotóxica(substâncias tóxicas às células)
(substâncias tóxicas às células)

Tipo
TipoIII:
III: Imune
Imunecomplexos
complexos(unidade bactéria-anticorpo recebe o nome de complexo imune) - tardia
(unidade bactéria-anticorpo recebe o nome de complexo imune) - tardia

Tipo
TipoIV:
IV: mediada
mediadaporporcélulas
célulasou outardia
tardia
Reacção de
hipersensibilidade do tipo I
• Esta resposta é induzida por um certo tipo de alergénio (agente que
causa a alergia) que desencadeia uma resposta humoral.

• Contudo este tipo de resposta humoral é diferente de outras, devido à


segregação de IgE no citoplasma das células.

• A IgE liga-se com grande afinidade através dos receptores Fc à


membrana dos mastócitos ou dos basófilos, ficando estes sensibilizados.
Uma nova exposição ao mesmo alergénio vai provocar a degranulação
dos mastócitos, libertando mediadores, como a histamina, provocando
vasodilatação e contracção muscular (sistémica ou localizadas -
dependendo da duração da libertação do mediador).

• RECEPTORES FC: Moléculas encontradas na superfície de algumas, mas


não de todos os linfócitos B, linfócitos T e macrófagos que reconhecem e
se combinam com a porção Fc (cristalizável) das imunoglobulinas.
Alergénios associados à
resposta do tipo I
• Proteínas
• Pólen de plantas
• Medicamentos
– Penicilina
• Alimentos
– Amêndoas
– Ovos
– Feijão, ervilha
– Leite
• Produtos de insectos
– Veneno de abelha
– Veneno de vespa
– Veneno de formiga
• Pêlos de animais
Agentes farmaceuticos que
mediam as reacções do tipo
I
• Os mediadores podem ser classificados como primários
ou secundários.

• Os mediadores primários são produzidos antes da


degranulação e do armazenamento nos grânulos, são
exemplos: histamina, proteases e heparina.

• Os mediadores secundários são sintetizados depois da


activação da célula alvo ou pela libertação da membrana
fosfolipídica durante o processo de degranulação.

• Nestes mediadores incluem-se os factores de activação


das plaquetas e várias citoquinas
• DOENÇAS RELACIONADAS COM A
HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO I
Muitos
Muitos órgãos
órgãos são
são afectados
afectados na
na
“alergia””
“alergia

Nasofaringe

Rinite alérgica
Rinite alérgica
• Definição: estado inflamatório da mucosa nasal
mediada por IgE. Esta mucosa continua pela mucosa
dos bronquios constituindo uma via aérea única.

• Sintomas: Espirros, prurido e obstrução

• Sinais: respiração pela boca, voz anasalada, mucosa


pálida
Muitos
Muitos órgãos
órgãos são
são afectados
afectados na
na
“alergia””
“alergia

Pulmões

asma
ALERGIAS MAIS COMUNS - ASMA

• A Asma caracteriza-se pela contracção dos


brônquios. Os sintomas mais característicos são a
dispneia (falta de ar) e a presença de ruídos
sibilantes à ausculta.

• A Asma pode ser de origem alérgica. Na criança,


sintomas de obstrução brônquica aparecem
frequentemente após infecções do trato
respiratório, especialmente as provocadas por
vírus.

• A asma é a principal causa de tosse crónica em


crianças e está entre as principais causas de tosse
crónica em adultos
Muitos
Muitos órgãos
órgãos são
são afectados
afectados
na “alergia””
na “alergia

Olhos

conjuntivite
ALERGIAS MAIS COMUNS -
CONJUNTIVITE ALÉRGICA

• Os sintomas oculares estão


frequentemente associados aos de rinite
nos casos de alergia, o que não ocorre
com as rinites vasomotoras.
Dermatite atópica
ALERGIAS MAIS COMUNS - DERNMATITE ATÓPICA

• O Eczema Atópico pode aparecer durante os primeiros


meses de vida, continuando após os dois anos de idade
com formas mais localizadas, por exemplo na parte
interna dos cotovelos, na parte posterior dos joelhos, no
pescoço, tornozelos, punhos e dorso das mãos.

• Na maioria dos casos, o eczema tende a desaparecer


durante a puberdade.
Alergia alimentar
Alergia alimentar
• A alergia alimentar ocorre com maior prevalência nos primeiros
anos de vida. Na infância a prevalência situa-se entre 2,5% e 8,0%.
Entre os lactentes, o principal alimento desencadeante da alergia é
a proteína do leite de vaca, sendo que em geral após os 2 ou 3 anos
de vida essas crianças desenvolvem tolerância a esse alimento.

• Basicamente, três factores estão relacionados ao desenvolvimento


da doença alérgica:

• Factores genéticos;
• Contacto com o alérgénio;
• Fatores ambientais (tipos e frequência de infecções, se são virais ou
bacterianas e a idade em que ocorreram etc).
Urticária
ALERGIAS MAIS COMUNS - URTICÁRIA

• Urticária é o nome que é dado a um tipo de erupção


cutânea, pruriginosa, caracterizada por placas
salientes, que se assemelham às produzidas pelas
urtigas.

• A pele torna-se avermelhada e quente. As lesões


urticariais podem desaparecer em poucas horas, ou
durar no máximo 48 horas, sem deixar sequelas.

• Esta reacção pode aparecer em todos as idades,


mas é mais comum nos jovens.
Angiodema
Anafilaxia
• Anafilaxia (ou anafilaxis) é uma reacção alérgica
sistémica, severa e rápida, a uma determinada
substância, chamada alergénico ou alérgeno,
caracterizada pela diminuição da pressão
arterial, taquicardia e distúrbios gerais da
circulação sanguínea, acompanhada ou não de
edema de glote.

• A reacção anafiláctica pode ser provocada por


quantidades minúsculas da substância
alergénica. O tipo mais grave de anafilaxia — o
choque anafiláctico — termina geralmente em
morte caso não seja tratada.
Reações de hipersensibilidade do tipo I
podem ser controladas por
medicamentos
• A prevenção é sem dúvida o melhor remédio.

• Uma terapia imunológica utilizada é o monoclonal anti-IgE humano.

• Os anti – histamínicos têm sido as drogas mais usadas para o tratamento dos
sintomas da rinite alérgica. Actuam pela ligação aos receptores de histamina nas
células alvos, bloqueando a ligação da histamina. Os receptores H1 são bloqueadas
pelos anti-histamínicos clássicos, e os receptores H2 por uma nova gama de anti-
histamínicos.

• Teofilina é administrada no tratamento da asma, bloqueando fosforiastema.

• Epiniferina é administrada durante choques anafiláticos.

• A cortisona e alguns inflamatórios também servem para reduzir a reacção do tipo I.


Alergias Tipo II

• Estas alergias também são


conhecidas por reacções citotóxicas,
envolvendo anticorpos mediadores
que destroem as células.
Exemplos de hipersensibilidade do
tipo II

• Transfusões sanguíneas: incompatibilidade ABO


• Rejeição hiperaguda a transplantes de órgãos
• Doenças auto-imunes
– Anemias Hemolíticas
– Síndrome de goodposture
– Miostenia grave
– Diabetes mellitus juvenil
– Pinfigo
– Castrite reumadóide
– Lúpus eritemotora sistémica
Anemia hemolítica
• Anemia hemolítica é uma anemia devido à hemólise, a quebra
anormal de hemácias nos vasos sanguíneos (hemólise
intravascular) num outro lugar do corpo (extravascular).

• Esta doença possui diversas causas, podendo ser inofensiva


ou até mesmo ameaçar a vida. A classificação geral da anemia
hemolítica é a de sua origem se é adquirida ou surge
espontaneamente (idiopática). O tratamento depende da causa
e natureza da quebras das hemácias.

• A Anemia Hemolítica pode ser congénita ou adquirida.


Síndrome de goodposture
• Este distúrbio é caracterizado por depósitos
de anticorpos nas membranas basais,
provocando sangramento pulmonar. Não
se conhece a causa exacta.

• Algumas vezes, o distúrbio é desencadeado


por uma infecção vírica ou pela inalação de
gasolina ou de solventes de
hidrocarbonetos.
Miostenia grave
• A miostenia grave é uma doença auto-imune
caracterizada pelo aparecimento de debilidade
muscular como consequência de um funcionamento
anormal da junção neuromuscular.

• Na miastenia grave, o sistema imune produz anticorpos


que atacam os receptores situados no lado do músculo
da junção neuromuscular. Os receptores que
manifestam uma disfunção são os que recebem o sinal
nervoso por acção da acetilcolina, uma substância
química que transmite os impulsos nervosos ao longo
da junção neuromuscular (um neurotransmissor).
Diabetes mellitus juvenil

• Diabetes mellitus juvenil insulino-dependente

• Ac. Contra células B.

• Evidências apontam que o diabetes juvenil insulino-dependente aumenta


não somente o risco de perdas fetais, mas também de malformações
congénitas, sendo que a magnitude global do aumento destes riscos para
feto é de duas a três vezes maior do que o risco da população em geral.
Pinfigo ou Penfigo

• O pinfigo é uma doença pouco frequente, por vezes


mortal, em que bolhas de diversos tamanhos
aparecem sobre a pele, na mucosa da boca, na vagina,
na membrana que cobre o pénis e noutras membranas
mucosas.

• O penfigo costuma aparecer em pessoas de meia-


idade ou em idosos. Muito raramente afecta crianças.
A doença é causada por um ataque auto-
imune contra as estruturas das superfícies das células
epidérmicas que mantêm o contacto intercelular e a
textura do tecido.
Castrite reumadóide
• Lesão das articulações.
Lúpus eritemotora sistémica
• Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória
de causa desconhecida.

• Para que se desencadeie a doença, agentes externos


desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação
ultravioleta) entram em contacto com o sistema imune de um
indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo
produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são
dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos)
provocando lesões nos tecidos e também alterações nas
células sanguíneas.

• Atinge principalmente mulheres (9:1) após a puberdade,


iniciando-se mais comummente entre 20 e 40 anos. Pode ser
bastante benigno ou extremamente grave e fatal.
Ocorrências de hipersensibilidadedo tipo II
• 1.Transfusões sanguíneas :incompatíveis ABO, inclusive DHRN (é mais difícil no sistema RH).
• 2. Rejeição hiperaguda a transplantes de órgãos.
• 3.Doenças auto-imunes
• · Anemias hemolíticas:Ac contra Ags de eritrócitos ou Ags adsorvidos (as hemácias próprias
são vistas como Ag)
• · Tireodite de hashimoto: As células tireoidianas são vistos como Ag (produção de anticorpos).
• · Síndrome de goodposture: contra membrana basal dos alvéolos.
• · Miostenia graves: Ac. Contra receptores de acetilcolina.
• · Diabetes mellitus juvenil: Ac. Contra células B.
• · Pinfigo: Ac. Contra molécula de adesão das junções intercelulares (a pele descama).
• · Castrite reumadóide (LES): lesão de articulações
• · Lupus eritemotora sistémica: Ac. Contra quase todos os componentes celulares.

• Ac – anticorpos
• Ag - antigéneos
Reacção de hipersensibilidade do tipo III

• As reacções do tipo III também são conhecidas


por reacções por imunocomplexos. Geralmente
estes complexos de antigénios com anticorpos
facilitam a limpeza por células fagocíticas. Em
alguns casos, sem restrição, grande quantidade
de imunocomplexos pode conduzir ao dano dos
tecidos.

• A reacção de hipersensibilidade do tipo III


desenrola-se quando os complexos imunes
activam o sistema de complemento.
As reacções do tipo III podem ser locais

• Esta reacção é do tipo semi-


retardado, já que os sinais clínicos
surgem entre as 4 e 6 horas após a
exposição ao antigénio.
As reacções do tipo III podem ser
sistémicas

• Tipicamente, após uma semana a quinze


dias da exposição ao antigénio o indivíduo
começa a manifestar sintomas chamados
de “serum sikness” (febre, debilidade,
edemas e artrites).

• Este doença contudo depende da


quantidade de imunocomplexos formados.
Alguns exemplos de respostas a reacções do
tipo III

• Doenças auto imunes (artrite


reumática e sindroma de
goodposture)
• Reacção a medicamentos (alergia à
penicilina)
• Doenças infecciosas (meningite,
hepatite, malária e doença do sono)
Reacções de hipersensibilidade do tipo IV

• Trata-se de uma reacção retardada, pois apenas se


manifesta 24 a 72 horas após o contacto ao antigénio.

• As reacções do tipo IV ocorrem por intermédio dos


linfócitos T capazes de identificar determinados
antigénios e reagir à sua presença. Estas reacções levam
a lesões inflamatórias nos tecidos que podem ser
irreversíveis (rejeição de transplantes e alergia
cutâneas). Este tipo de reacção pode ocorrer em
qualquer indivíduo (ao contrário da reacção do tipo I que
aparece em indivíduos com predisposição genética).
ALERGIAS MAIS COMUNS - ECZEMA DE CONTATO

• No Eczema de Contacto os sintomas são semelhantes aos


do Eczema Atópico, mas a reacção alérgica é de outro tipo,
ou seja, tipo IV (Células T).

• Substâncias como o níquel, cromio, produtos de borracha e


conservantes têm a capacidade de facilmente ligar-se à
proteínas, sendo então apresentadas aos linfócitos pela
células de Langerhans existente na epiderme.
ECZEMA DE CONTATO
ALERGIA A ALIMENTOS

• Hipersensibilidade a alimentos pode ocorrer por


mecanismos alérgicos ou não alérgicos. As
crianças são geralmente mais susceptíveis e
acredita-se que entre I0 a 20% das crianças
alérgicas apresentam reacções a alimentos. Os
alimentos que mais frequentemente causam
sintomas durante a primeira infância são: o leite
de vaca, ovos, peixes, citrinos e tomates.
ALERGIA A ALIMENTOS

• A maioria das crianças desenvolve tolerância a


parte da fruta em alguns anos, mas alergia a
peixe e nozes, por ex., pode continuar até a
idade adulta.
• No adulto, entretanto, aparecem outros
alimentos que podem produzir
hipersensibilidade, como por ex.: crustáceos,
queijos, cervejas vinhos e especiarias.
TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Para identificar os alérgenos reponsáveis pelo sintomas,


podemos utilizar os Testes Cutâneos.
• Os Testes de Puntura (Prick-teste) tornaram-se bastante
populares devido à facilidade de execução e ausência
de efeitos colaterais importantes. Gotas do alérgeno
são colocadas sobre a pele do antebraço, numa
disposição, predeterminada, e a pele é então perfurada
através das gotas com o auxílio de um puntor.
TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

•O teste é lido após 15 minutos. No caso de uma reacção positiva,


no local onde o alérgeno foi colocado aparece uma reação
no local onde o alérgeno foi colocado aparece uma reação
urticarial, com uma pápula rodeada de eritema pruriginoso.

• Os alérgenos suspeitos também podem ser injetados na pele


(teste cutâneo intradérmico). Os testes intradérmicos são
(teste cutâneo intradérmico). Os testes intradérmicos são
mais sensíveis que os testes de puntura, mas têm a desvantagem
de serem dolorosos e poderem provocar reacções colaterais,
inclusive generalizadas.
TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Vários factores podem influenciar os resultados


dos testes cutâneos. Os mais importantes são a
reactividade cutânea, a qualidade e
estabilidade dos extractos utilizados, a pureza e
a concentração dos alérgenos e os
medicamentos utilizados pelo paciente nas 24 a
48 horas que precedem o teste.
TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Testes falsamente positivos podem ser obtidos


devido a impurezas que eventualmente existam
no extracto e que podem provocar reacções de
irritação locais.
• Extractos com baixas concentrações de alérgeno
podem produzir reacções falsamente negativas.
TESTES DE LABORATÓRIO

•A determinação e a medida precisa da


quantidade de IgE no sangue são de importância
fundamental no diagnóstico da alergia.
• Em indivíduos adultos normais, os níveis de IgE
são extremamente baixos, cerca de 13kU/l ( uma
unidade de IgE é aproximadamente 2,4 ng). Em
crianças, os níveis de IgE total aumentam
progressivamente durante o primeiros 10 anos de
vida, até alcançarem os níveis de adultos.
QUANDO SE USAM OS TESTES SOROLÓGICOS

• Determinação da quantidade de IgE total


• Usa-se como auxilio no diagnóstico de alergia,
quando não é claro a existência de um fundo atópico
ou não. Os níveis de IgE estão relacionados com o
grau de estimulação imunogénica, isto é, ao grau de
exposição e ao número de alergéneos aos quais o
paciente é alérgico, e também à severidade de
sintomas que o paciente apresenta.
QUANDO SE USAM OS TESTES SOROLÓGICOS

• Como indicador de atopia;


• Em pacientes com sintomas alérgicos das vias aéreas;
• Para prever alergia em crianças sadias, com
hereditariedade para atopia;
• Para dar indícios de infestações por parasitas;
• Para dar indícios de moléstias raras que se caracterizam
por um alto nível de IgE, como por ex. Aspergilose, Pênfigo
e certas enfermidades com disfunção das Células T.
ALERGIA A ANIMAIS

• Reduzir o contacto com eles a um mínimo é muito


importante. Os sintomas tendem a desaparecer na
medida em que se eliminem pêlos e resíduos de
animais no meio ambiente.
• Em muitos casos, a remoção do animal caseiro é a
única solução. No caso da remoção do animal não ser
possível, entretanto, não se deve permitir a entrada
do animal principalmente no quarto de dormir do
paciente e a casa deve, se possível, ser aspirada
diariamente.
ALERGIA A PÓ CASEIRO

• No caso da alergia ao pó doméstico, a casa deve ser


limpa, de preferência com aspirador de pó,
diariamente, especialmente o quarto de dormir. A
limpeza deve ser realizada por uma pessoa não
alérgica.
• Deve evitar-se o uso de tapetes e móveis susceptíveis
ao acúmulo de pó.
• Os dormitórios, na medida do possível, devem ser
mantidos livres de pó, e os colchões e travesseiros
devem preferencialmente ser de material sintético.
ALERGIA A PÓ CASEIRO

• A alergia ao pó pode ser provocada pelos


ácaros existentes no pó doméstico.
• Estes são organismos microscópicos que
vivem nas roupas de cama e nos tapetes. Os
pacientes devem ser aconselhados a trocar a
roupa de cama com frequência, tomar banho
e trocar a roupa do corpo diariamente.
ALERGIA A FUNGOS

• No caso de alergia a fungos, evitar


dormitórios húmidos e especialmente não
usar humidificadores.
• A reacção alérgica pode ser provocada por
alimentos contendo ou contaminados com
fungos, como por ex. queijo, frutas secas,
cogumelos, molho de soja, vinhos e
cervejas.
• O pó doméstico pode conter grandes
quantidades de esporos de fungos.
ALERGIA A FUNGOS

• Os pacientes devem evitar áreas onde os


fungos proliferam, como por ex. montes de
folhas de árvores, toras de madeira, áreas
fortemente sombreadas ou de espessa
vegetação.
• Durante a época da colheita, deve-se evitar
as viagens ao campo.
• Arejar bem os ambientes que permaneçam
fechados durante muito tempo.
ALERGIA A PÓLENS

• Há necessidade de evitar o contacto direito


com o pólen, isto é, não colher flores e evitar
ter flores dentro de casa.
• Durante a polinização, as janelas dos
quartos de dormir devem se mantidas
fechadas para que o vento não introduza o
pólen. Alem disso, é aconselhável arejar a
roupa de cama na parte da manhã, quando o
nível de pólen no ar é mais baixo.
ALERGIA A PÓLENS

• Durante os dias secos e quentes,


pode haver necessidade do paciente
permanecer em casa com as portas e
janelas fechadas, uma vez que existe
grande quantidade de pólen no ar.
ALERGIA A INSECTOS

• É possível prevenir picadas de abelhas


evitando os locais que atraem estes insectos.
O mesmo pode-se dizer quanto a não usar
roupas que possam atraí-los.
• Ter sempre um insecticida especial em casa,
no local de trabalho e no automóvel.
ALERGIA A INSETOS

• Não usar perfumes ao ar livre.


• Não usar roupas soltas. Evitar as cores brilhantes
• Evitar expor as extremidades. Usar luvas e algo
que proteja a cabeça quando trabalhar no jardim.
• Revistar as áreas que circundam a moradia em
busca de casas de abelhas e eliminá-las.
• Não comer ao ar livre.
ALERGIA A INSETOS

• No caso de ser envolvido por


abelhas, afastar-se sem movimentos
bruscos, com a cabeça baixa.
• Ter sempre á mão o tratamento
recomendado pelo médico
CONCLUSÕES

• As enfermidades alérgicas não são um problema novo, mas


somente nas últimas décadas inúmeras descobertas
proporcionaram a base científica para a sua compreensão e
tratamento.
• Com o desenvolvimento da tecnologia, novas substâncias
potencialmente capazes de provocar sintomas alérgicos
foram introduzidas no meio ambiente. Isto explica, em parte,
o aumento na frequência das enfermidades alérgicas
observado através dos anos. Em favor desta hipótese, fala o
fato de que a frequência de alergias é mais elevada nos
países industrializados e inclusive nas grandes cidades, em
comparação com os países em desenvolvimento e o campo.