Você está na página 1de 89

Mod.

8 - Fitossanidade
Disciplina: MJR

INIMIGOS DAS CULTURAS
As culturas e os géneros agrícolas são
permanentemente ameaçados por múltiplos
inimigos – infestantes, pragas e doenças – que,
ao desenvolverem-se, influenciam negativamente as
colheitas, quer diretamente em termos de
quantidade e de qualidade, quer indiretamente
tornando mais difíceis e onerosas diversas
operações culturais..

Fitossanidade
Inimigos das culturas

INIMIGOS DAS CULTURAS
Os infestantes são criaturas (plantas – ervas
daninhas, invasoras,… ou animais) que
danificam as plantas cultivadas.
Os infestantes animais podem ser moluscos,
como lesmas, mamíferos, aves, aracnídeos,
como ácaros, e mais vulgarmente insetos.
Por vezes, os infestantes animais provocam
pragas.

INIMIGOS DAS CULTURAS Ervas daninhas Competem com as flores por luz. são pouco atrativas. nutrientes e água e algumas. como o sabugueiroanão e a corriola. são portadores de doenças que podem espalhar-se às plantas circundantes. . Além disso. e algumas das mais perniciosas. por exemplo o morrião. podem invadir todo um canteiro no espaço de um ano se não forem controladas.

INIMIGOS DAS CULTURAS Ervas daninhas .exemplos Plantago lanceolata .acata Cardamine pratensis – Agrião-dos-prados Achillea millefolium – erva-dos-carpinteiro Trifolium .trevo .

INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas Muitos infestantes escolhem sempre a mesma planta hospedeira. Estes insetos sugam a seiva das plantas. O problema é existirem tantas espécies de afídeos que pode haver muitas a atacar a mesma planta ao mesmo tempo. e transmitem vírus. . Por exemplo o piolho-negro (afídeos) restringem-se a uma série de plantas. outros injetam substâncias que regulam o seu crescimento e induzem distorções.

Muitos constroem esconderijos com as folhas e os formadores de galhas segregam químicos que induzem a planta a “criar-lhe” uma casa. como fios ou a “espuma” de que se rodeiam as cigarrinhas-daespuma e que reduz a eficácia dos pesticidas . Certos infestantes tampam-se com um revestimento especial.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas Muitas vezes só é possível identificar os infestantes pelos danos causados. são microscópicos. Alguns têm uma aspeto pouco caraterístico e outros como os ácaros e as anguílulas.

Deixam as folhas cheias de buracos (meio e margens). bolbos e tubérculos. herbáceas e trepadeiras. . exceto árvores e arbustos.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas As lesmas e os caracóis alimentam-se da maioria das plantas. Preferem plântulas. em especial à noite. Alimentam-se no tempo ameno e húmido.

. E distorcem a folhagem.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas As anguílulas desenvolvem-se na água depositada nas folhas. Deve-se eliminar as folhas mortas.

INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas As larvas de mosca-serra enrolam as folhas da roseira. As galhas são desagradáveis à vista. mas não causas danos sérios .

só dão mau aspetos as plantas.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas Os percevejos-do-pólen surgem nos meados do verão. Os capsídeos só se notam quando já é tarde de mais. Não danificam. .

Eles vivem em colónias e transmitem. que trazem sérios danos. de aparência delicada.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas Os pulgões (Myzus persicae e Aphis gossypii) são pequenos insetos. ao sugar as partes tenras das plantas doenças .

Algumas vêem-se bem e vivem em colónias. escondendo-se na folhagem durante o dia.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas As lagartas podem rasgar completamente uma folha. ou atuam de noite. em geral debaixo de uma rede de fios. Outras alimentam-se de raízes. .

Pode entrar no jardim através das raízes ou da parte aérea de plantas adquiridas. As suas larvas podem matar as plantas envasadas .INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas O gorgulho alimenta-se das folhas de variadíssimas plantas.

as manchas vão tomando toda a folha até ela amarelar e cair. . À medida que ocorre a piora.As folhas começam a apresentar manchas brancas como se fossem uma descoloração.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas Ácaros . Essas manchas são diferentes das causadas por fungos porque parecem estar dentro da folha e não ser algo superficial.

.INIMIGOS DAS CULTURAS Pragas As cochonilhas pertencem à família Coccoidea e se alimentam da seiva das plantas e normalmente onde há cochonilhas há formigas. essa substância pode facilitar o desenvolvimento de fungos na planta. porque elas segregam uma substância derivada da seiva que é adocicada que além de atrair formigas.

. chegados ao interior. multiplicam-se e a planta mais tarde ou mais cedo apresentará os sintomas e por vezes morre. mas algumas devem-se a bactérias ou outros microrganismos.INIMIGOS DAS CULTURAS Doenças A maioria das doenças das plantas tem origem fúngica. Penetram na planta através de uma ferida.

Reproduzem-se por esporos que são espalhados por ar.INIMIGOS DAS CULTURAS Doenças .Fungos Os fungos crescem em conjunto formando estruturas visíveis a olho nu. insetos ou sementes . Os 1ºs sinais são manchas. Os fungos são parasitas – depende do hospedeiro. podridão ou outras manifestações. a eles seguem-se o míldio. apodrecimentos ou a morte das extremidades. água (por ex: chuva e salpicos).

e germinam aquando de condições climatéricas favoráveis ou em presença de planta suscetível. pelo que as doenças fúngicas – míldio e podridão.INIMIGOS DAS CULTURAS Doenças . . por exe.Fungos Os esporos necessitam de humidade para germinar. são mais graves na época das chuvas. Alguns ficam no solo sobrevivendo ao tempo seco e quente.

Míldio Podridão .

como bolbos e rizomas. Outra doença bacteriana comum é a morte rápida. acompanhado pela emissão de odor desagradável.Bactérias O apodrecimento dos tecidos moles (necrose).INIMIGOS DAS CULTURAS Doenças . também são comuns. Os sintomas incluem a morte das extremidades dos ramos e folhas que parecem chamuscadas pelo fogo. é em geral causado por bactérias. como o da cerejeira. . Os cancros.

Podridão partes moles Cancro .

INIMIGOS DAS CULTURAS
Doenças - Bactérias
As formas de transmissão deste tipo de doença são:
- pelos insetos de flor para flor
- correntes de ar, chuva ou salpicos de água;
Muitas bactérias necessitam de ajuda para entrar nas
plantas, como:
- danos causados pelos infestantes;
- golpes das podas;
- cicatrizes.

INIMIGOS DAS CULTURAS
Doenças - Vírus
Os vírus têm mais
dificuldade em atacar as
plantas sem ajuda
Portadores:
- mosca-verde
- afídeos
- pulgão-branco
- tripes
-…

Fitossanidade
Meios de Luta

MEIOS DE LUTA
Há várias maneiras de interferir com a actividade
dos organismos nocivos.
Os meios de luta conhecidos e utilizados podem ordenar-se do
seguinte modo:
 Luta legislativa

 Luta biológica

 Luta genética

 Luta biotécnica

 Luta cultural

 Luta química

 Luta física

tal implica que ele seja inspecionado e venha acompanhado por certificados fitossanitários. Pode verificar-se relativamente a material vegetativo importado. Quanto a material vindo de outros países e continentes. ou produzido internamente. .LUTA LEGISLATIVA Trata-se de uma medida de luta indireta que tem por fim impedir a propagação de organismos prejudiciais a partir das suas áreas de origem.

sementes – uma vez que os meios de transporte e as embalagens podem também ser meios de infeção ou infestação.LUTA LEGISLATIVA Mas não é suficiente limitar o controlo ao material vegetal – plantas. estacas. bolbos. partes de plantas. .

são êxitos conhecidos a criação de linhas de cereais resistentes às ferrugens e variedades de meloeiro resistentes ao oídio.LUTA GENÉTICA É também um meio de luta indirecta. Há em Portugal instituições com larga experiência e provas dadas. Os objectivos foram sempre a criação de linhas de bom potencial produtivo e nalguns casos a resistência a determinadas pragas ou patogénios. na área do melhoramento das plantas. . No plano nacional.

Assenta na tomada de medidas indiretas tendentes ao bom desenvolvimento da cultura ou à fuga do inimigo.LUTA CULTURAL Trata-se da adoção de medidas naturais com vista a controlar os inimigos. A luta cultural é tão velha quanto a própria agricultura. existindo desde que o homem começou a cultivar plantas para a sua subsistência. .

o regas e colheita. o preparação do solo. o amanhos e granjeios. o rotações. A poda e a poda em verde podem também ser aqui integradas. o fertilizações.LUTA CULTURAL São exemplos: o seleção das espécies a cultivar. . adaptação do solo à cultura. o sementeira e plantação.

destruição de restos de culturas infectadas ou infestadas. eliminação de órgãos ou frutos infectados. alagamentos de solo e lavagem de árvores.LUTA FÍSICA A luta física contempla as acções que envolvem meios mecânicos. electromagnéticos e sonoros. • Os meios mecânicos contemplam mobilizações do solo. mondas manuais de infestantes e de frutos. . que têm por fim erradicar ou afastar os inimigos. a colocação de armadilhas contra roedores. etc. térmicos. apanha de insectos à mão.

água quente e vapor de água) para destruição de vírus e tratamento de órgãos de propagação vegetal. até níveis térmicos de sensibilidade e o controlo de algumas doenças por refrigeração. a solarização do solo contra fungos. .LUTA FÍSICA • Os meios térmicos envolvem a termoterapia (ar quente. nemátodos. a exposição direta de certos organismos à chama.

LUTA FÍSICA • Os meios eletromagnéticos envolvem radiação eletromagnética – raios x. . raios γ e luz UV – para o controlo de doenças. • Ruídos sonoros incluem os ultrassons usados para afugentar aves.

LUTA BIOLÓGICA A luta biológica. atuando como predadores. parasitas. consiste no emprego de organismos vivos para controlar organismos nocivos. . Baseia-se na ação de organismos antagonistas naturais. reduzem as populações de inimigos das culturas. indígenas ou introduzidos que.

com atividade parasitóide. sobre inimigos das culturas.LUTA BIOLÓGICA Para uma boa compreensão convém definir alguns dos termos usados: Auxiliar: organismo antagonista. . predadora ou patogénica.

normalmente da classe Insecta.LUTA BIOLÓGICA • Parasitóide: organismo. acabando por provocar a sua morte e tendo vida livre na forma adulta. . que se desenvolve total ou parcialmente à custa de um indivíduo de outra espécie.

vs afídeos . Coccinella spp. normalmente capturado como presa.LUTA BIOLÓGICA • Predador: organismo que necessita do consumo de mais de um indivíduo. tendo vida livre em todas as formas móveis. para completar o seu desenvolvimento.

bactérias e vírus responsáveis por provocar doenças específicas em certas pragas – Fungos: penetram na cutícula do inseto. segue-se a paragem de alimentação e a morte por septicémia .LUTA BIOLÓGICA • Patogénico: Fungos. provocam uma infeção. – Bactérias e vírus: são ingeridos. produzem uma toxina que o paralisa e acaba por matar.

As aves insectívoras são um exemplo.LUTA BIOLÓGICA Para além dos casos assinalados lembra-se a possibilidade de existência na natureza de outras espécies que podem também ter uma atividade útil neste processo. .

organismos nocivos que é necessário combater e organismos úteis que é necessário proteger. Nas culturas podem existir e existem de facto. . quando a ele exposto. em simultâneo.LUTA BIOLÓGICA A eficácia de um Produto fitofarmacêutico sobre qualquer organismo biológico resulta da toxicidade do Produto fitofarmacêutico sobre esse organismo.

Tarefa aliciante cujo sucesso passa sempre pela escolha da solução (Produto fitofarmacêutico) e nalguns casos pelo momento correto da aplicação. . ser não tóxico ou ser pouco tóxico. Tolerado significa. neste caso. então esse produto deve ser tóxico para o organismo nocivo e tolerado pelo auxiliar.LUTA BIOLÓGICA Se a decisão do controlo do inimigo passa pela aplicação de um dado Produto fitofarmacêutico.

Abrange os Reguladores de Crescimento dos Insetos (RCI). quer ao seu habitat e assim provocar a sua morte. os semi-químicos e a luta autocida. quer ligadas ao organismo nocivo.LUTA BIOTÉCNICA É uma medida de luta direta que compreende todos os modos suscetíveis de alterar negativamente e de forma profunda certas funções vitais. .

passando por mudas e metamorfoses. Ora. diferentes tipos de inseticidas RCI interferem com o sistema hormonal. em momentos de rigorosa precisão. perturbando-o. São as hormonas quem age sobre o sistema de regulação endócrina de mudas e metamorfoses. . por influência de hormonas.LUTA BIOTÉCNICA Reguladores de Crescimento dos Insetos (RCI) Os insetos crescem e desenvolvem-se ao longo da sua vida.

Aleloquímicos – promovem a comunicação entre indivíduos de espécies diferentes. interferem no comportamento de organismos recetores da mesma espécie ou de outra. Compreendem as feromonas e os aleloquímicos. .LUTA BIOTÉCNICA b) Semioquímicos Os semioquímicos são substâncias ou mistura de substâncias que. emitidas por uma espécie.

de alarme. de pista. de dispersão. . são específicas para várias espécies e podem exercer efeitos de vária ordem sobre indivíduos da mesma espécie – efeito de agregação.LUTA BIOTÉCNICA b) Semioquímicos Feromonas – são produzidas em glândulas existentes em vários pontos do corpo dos insetos. de marcação e sexuais.

.LUTA BIOTÉCNICA c) Luta autocida Este método utiliza artrópodes contra artrópodes. Estes machos acasalam com as fêmeas. em determinados momentos e em determinados locais. Já foi usado no Algarve onde esta praga chega a ter seis gerações anuais. donde resultam ovos não férteis. O uso prático mais conhecido é na mosca da fruta (Ceratitis capitata). e consiste na largada de machos esterilizados. mas sexualmente competitivos.

obtidos portanto por via química. A base de suporte é fornecida pelos Produtos fitofarmacêuticos. Quando se fala de substâncias naturais.LUTA QUÍMICA Este método de luta consiste no uso de substâncias naturais ou de síntese na protecção das plantas. . estão. o grande grupo que aqui se inclui é o dos Produtos fitofarmacêuticos de síntese. normalmente. Todavia. no sentido de as proteger da influência de factores bióticos. (pampilho) ou a nicotina proveniente do Nicotiana tabacum (tabaco). a referir-se produtos de origem vegetal como o Pyretrum (Piretrina) proveniente de uma planta Crysanthemum spp.

– na protecção e aumento de organismos auxiliares. em teoria. – nas práticas agrícolas sem impacte negativo nos ecossistemas.CRITÉRIOS DE ESCOLHA Os métodos de luta atrás definidos permitem. – na aplicação de medidas menos selectivas. que se baseiam: – no uso optimizado dos recursos naturais. . equacionar dois tipos distintos de intervenção: • A prevenção – corresponde a medidas indirectas. que assentam: – no uso de medidas que agem exclusivamente sobre os organismos nocivos a combater. • O controlo – corresponde a medidas directas.

O que são realmente estes produtos? . pesticidas ou agroquímicos.PRODUTO FITOFARMACÊUTICO Produtos fitofarmacêuticos. são três modos vulgarmente usados para dizer o mesmo.

. com exceção das substâncias nutritivas (exemplo: os reguladores de crescimento). desde que essas substâncias ou preparações não estejam a seguir definidas de outro modo. b) exercer uma ação sobre os processos vitais das plantas.PRODUTO FITOFARMACÊUTICO São as substâncias ativas e as preparações contendo uma ou mais substâncias ativas que sejam apresentadas sob a forma em que são fornecidas ao utilizador e se destinem a: a) proteger as plantas ou os seus produtos de todos os organismos prejudiciais ou impedir a sua ação.

d) destruir a vegetação indesejável. .PRODUTO FITOFARMACÊUTICO c) assegurar a conservação das plantas. desde que tais substâncias ou preparações não sejam objecto de disposições comunitárias especiais relativas a conservantes.

COMPOSIÇÃO Cada Produto fitofarmacêutico tem na sua composição uma ou mais substâncias ativas (sa) e um conjunto variável de outras substâncias genericamente designadas formulantes. ou seja a sua eficácia. A substância activa é a componente do Produto fitofarmacêutico responsável pelo seu comportamento biológico. .

viscosidade. . poder absorvente.) O produto formulado é afinal o Produto fitofarmacêutico. tais como estabilidade e efeito aplicabilidade (solubilidade. mas imprimem determinadas características e propriedades que são fundamentais ao conjunto. molhabilidade. nem química nem biologicamente.COMPOSIÇÃO Além da(s) substância(s) activa(s) o Produto fitofarmacêutico tem ainda na sua composição um conjunto variável de outras substâncias denominadas: Formulantes. as quais não interferem com a substância activa. ou seja. etc. capacidade de suspensão. ao produto formulado (pf).

Assim: Pf = produto formulado = substância activa + formulantes .

.O QUE É A FORMULAÇÃO? Designa o processo de fabrico de um Produto fitofarmacêutico e também. refere o modo como o Produto fitofarmacêutico fisicamente se apresenta. mais vulgarmente.

) e toxicológicas. as características da aplicação (distribuição). o grau de aceitação por parte dos utilizadores finais. estabilidade. os efeitos ambientais. há que ter em conta aspetos como a ação biológica. o processo de fabrico. as propriedades físicoquímicas (solubilidade. o embalamento e a vertente económica do projeto. a disponibilidade dos formulantes (matéria prima).O QUE É A FORMULAÇÃO? Na formulação. . etc.

TIPOS DE FORMULAÇÃO .

resolverem. têm capacidade para. recorrer-se a determinadas substâncias. os problemas para que foram desenvolvidos e homologados. Contudo. pode. por si só. com eficácia e eficiência. . tal como foram descritos atrás.O QUE SÃO ADJUVANTES? A maioria dos Produtos fitofarmacêuticos são aplicados em pulverização sob a forma de calda e. por vezes. misturando-as nessa calda. no momento da preparação duma calda e com o fim de melhorar as suas características.

acentuando ou imprimindo determinadas características. mas melhoram as características da calda.ADJUVANTES Estes agentes extemporâneos são designados ADJUVANTES. não têm ação biológica. .

 etc.  agentes compatibilizantes.  agentes anti arrastamento.  agentes anti espuma.  agentes aderentes. consoante o fim a que se destinam:  agentes anti-drift (espessantes).  agentes dispersantes.  agentes penetrantes. .ADJUVANTES Têm designações várias.  agentes molhantes.

CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS .

 Trata-se de um documento oficialmente aprovado pela Autoridade de Registo – a DGPC – e sobre o qual inúmeros técnicos especializados em diversos áreas se debruçaram.Rótulo  O rótulo de cada Produto fitofarmacêutico é. o documento mais importante para a sua caracterização.  É o «cartão de identidade» do Produto fitofarmacêutico  No Rótulo de um produto há a considerar quatro «campos» com quatro tipos de informação distinta: . sem dúvida.

º de lote. . composição quantitativa e qualitativa. tipo de formulação.º de Autorização de Venda (AV).Rótulo . designação da substância ativa.Identificação do produto e da empresa – – – – – – nome comercial. conteúdo líquido. – n. n.

Identificação do produto e da empresa – nome. endereço e contacto do titular da AV. respeitar as instruções de utilização». «Para evitar riscos para os seres humanos e para o ambiente. . – Frase: «Manter fora do alcance das crianças». – Frases derivadas da Diretiva das Preparações Perigosas: «Este produto destina-se a ser utilizado por agricultores e outros aplicadores de Produtos fitofarmacêuticos».Rótulo .

. herbicida. inseticida. – que patogénicos. pragas e infestantes controla.Rótulo .Finalidades e usos – que tipo de produto: fungicida. sua identidade. . etc.

Rótulo . intervalo entre aplicações. número de aplicações. – volume de calda.Condições de utilização – – – – – modo de preparar a calda. estados fenológicos aconselhados. . doses ou concentrações preconizadas.

Intervalo de Segurança (IS). . ecotoxicológicas e ambientais – – – – – símbolos toxicológicos (homem e ambiente). frases de risco. frases de segurança.Precauções toxicológicas. tratamento de emergência em caso de acidente.Rótulo .

. para o combate às pragas e doenças das plantas.  Ler com atenção o rótulo e seguir as suas indicações.  Não esquecer que nesta fase se manuseia produto concentrado  Manter pessoas e animais afastados do local onde se prepara a calda.Preparação da calda em função das formulações  CALDA – Solução de produto fitossanitário.

–Luvas de nitrilo. . –Viseira facial. deve utilizar-se no mínimo: –Botas de borracha. –Fato de proteção homologado. –Máscara para pós (sempre que manusear pós).Preparação da calda em função das formulações  Utilizar os EPI´s -equipamentos de proteção individual adequados:  Para além das referências específicas feitas (na etiqueta) no rótulo do produto.

tomar cuidado para evitar o gorgolejo.Preparação da calda em função das formulações  Sempre que seja possível preparar a calda diretamente no pulverizador e não fazer diluições prévias em recipiente à parte.  Ao verter uma embalagem de grandes dimensões.  Depois de medir a quantidade de produto necessária. . fechar as embalagens para prevenir derrames.  Preparar a quantidade de calda exata evitando sobras.  Colocar as embalagens e utensílios de medição sobre superfícies planas para evitar derrames.

Completar o enchimento com a restante água. 3.Preparação da calda em função das formulações Tipo de formulação Aglomerados (grânulos) desprezíveis em água Produtos Preparação Não fazer diluição prévia. 2. Colocar no deposito metade da água necessária e agitar. mantendo a agitação . A calda deve ser preparada diretamente no deposito do pulverizador: 1. Verter o produto diretamente no deposito mantendo o agitador em movimento.

agitando até se obter uma pasta homogénea. Completar o volume de água. Deitar esta mistura no depósito do pulverizador o qual deve conter metade da água necessária e agitar. agitando sempre . 2.Preparação da calda em função das formulações Tipo de formulação Pó molhável Produtos Preparação A calda deve ser preparada num recipiente à parte. Colocar um pouco de água e deitar a quantidade de produto necessária. fazendo uma diluição prévia: 1. 3.

3. Completar o enchimento com água mantendo a agitação . A calda pode ser preparada diretamente no depósito do pulverizador: 1. Colocar no depósito metade da água necessária e agitar. Verter o produto diretamente no depósito mantendo o agitador em funcionamento. 2. no caso das formulações “suspensão” a embalagem deve ser agitada antes de realizar a medição.Preparação da calda em função das formulações Tipo de formulação Concentração para emulsão Emulsão óleo em água Solução aquosa Suspensão aquosa Suspensão concentrada Suspensão oleosa Produtos Preparação Estas formulações não necessitam de uma diluição prévia.

 a frio.  pneumáticos.  centrífugos.  Distribuição – feita por distribuidores de grânulos.  de jacto transportado.Métodos de aplicação  Polvilhação – feita por polvilhadores ou espalhamento  Pulverização – feita por pulverizadores:  de jacto projetado. de grânulos .  Nebulização – feita por nebulizadores:  térmicos.

Braço da bomba. Bico de pulverização. Bomba. 3 3. 6. Tampa.Pulverizador 6 2 4 5  Constituição: 1. Manípulo de pressão. 4. 5. Depósito. 2. 1 .

• De 6 em 6 meses. fazer trabalhar o pulverizador durante alguns minutos com água limpa. • No caso de se ter usado herbicida.Pulverizador .Manutenção: • No final de cada utilização. desmontar a bomba e limpar todas as peças da mesma. finalizando com uma lavagem de água limpa. fazer a lavagem diluindo na água 1% de carbonato de sódio. .

. Utilização de botas homologadas.Cuidados na utilização: • • • • • Utilizar óculos e máscara de proteção. Manter uma postura correta. Utilizar um fato e luvas adequados. Chapéu.Pulverizador .

Aplicação da Calda  Proceder à tripla lavagem das embalagens em que se recomenda esta prática. .  A água da lavagem deverá ser adicionada à calda.

 Para além das indicações expressas no rótulo do produto referente à utilização de EPI. deve utilizar-se no mínimo: .Aplicação da Calda  Manter afastadas pessoas e animais.

. –Calor excessivo.Aplicação da Calda  Verificar as condições de funcionamento do equipamento de aplicação. não tratar com: –Vento forte.  Ter atenção às condições meteorológicas.

 A roupa muito contaminada deve ser lavada duas vezes.  Limpar o equipamento de proteção individual:  Fato reutilizável –seguir as instruções do fabricante. deixando-o pronto para futura utilização.  Lavar sempre o fato de proteção separado da roupa de uso diário.Após aplicação  Limpar e fazer a manutenção do material de aplicação. .

.  A lavagem das luvas prolonga a sua duração e evita a penetração dos produtos no seu interior.Após aplicação  Limpar o equipamento de proteção individual:  Lavar as luvas com água corrente antes de as retirar.

 A lavagem das botas deve fazer-se com água corrente. nunca debaixo de água.Após aplicação  Limpar o equipamento de proteção individual:  Lavar as botas após cada dia de trabalho.  Lavar a viseira e os óculos em água corrente.  As máscaras de filtros devem limpar-se com pano húmido. .

Higiene e Segurança .

Higiene e Segurança .

Hig ien ee Se gur anç a .

Vídeo de HST na aplicação de fitofármacos .