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Materiais de Moldagem

Professor: Fagner Lima


Moldagem odontológica
Registro da forma ou relação entre
os dentes e os tecidos orais,
músculos, bases ósseas, frênulos.
Moldagem odontológica
Utilizada em diversas áreas da
odontologia
Prótese
Dentística
Ortodontia
Cirurgia
Moldagem odontológica
Propriedades desejáveis:
Reprodução fiel das estruturas
Ser fluido o bastante para se adaptar aos
tecidos
Ser viscoso o suficiente para ficar na
moldeira
Presa em tempo inferior a 7 min
Não sofrer distorção após removido
Biocompatível
Moldagem odontológica
Para manipulação destes
materiais:

Cubeta de borracha
Espátulas
Placa de vidro
Espátulas metálicas
Moldagem odontológica
Alginato
Ágar hidrocolóide
Elastômeros
Poliéter
Alginato
Também conhecido como
hidrocolóide irreversível

Mudam da fase sol para fase gel


de modo irreversível

Razoável estabilidade de forma


Alginato
Mistura pó-água

Manipulação feita por


espatulação vigorosa
Alginato
Confecção de moldagens inicial
para estudo

Moldagens ortodônticas

Moldagem pré-cirúrgica
Alginato

Deve ser vazado se possível


dentro de 10min.
Alginato
Respeitar a proporção do
fabricante
Alginato

Manipulação
Alginato
Tempo de espatulação de 1
minuto

Tempo de trabalho varia de 1:30


min. a 4:30 min.
Alginato

A moldagem deve ser lavada em


água

Desinfetada com hipoclorito de sódio


1%

Seca com jatos de ar


Alginato

Vídeo
Elastômeros para
moldagem
Polissulfetos

Silicona de adição

Silicona de condensação

poliéteres
Elastômeros para
moldagem
Propriedades de interesse:
Alto nível de detalhamento
Estabilidade dimensional maior em
poliéter e silicona por adição desde
que o molde seja vazado dentro de
30 min.
Resistência ao rasgamento
Biocompatiblidade
Elastômeros para
moldagem
Técnicas de moldagem

Técnica simultânea: o material


leve e pesado são inseridos ao
mesmo tempo sobre a área a ser
moldada. Os materiais leve e
pesado tomam presa juntos.
Elastômeros para
moldagem
Técnica de viscosidade única

Técnica pesado leve


A moldagem inicial é realizada com
material pesado antes do preparo do
dente.
Após o preparo, faz-se um desgaste no
molde confeccionado com o material
pesado, para inserir o material leve
(proporciona uma moldagem mais
precisa)
Elastômeros para
moldagem
Desinfecção:

Sempre é necessário
Glutaraldeído a 2% borrifado sobre o molde
Enrolar a moldagem em papel-toalha e
colocada em plástico auto-selante por
10min.
Lavagem em água corrente, secagem,
vazamento imediato
Elastômeros para
moldagem
Silicona:
Excelente estabilidade dimensional
Excelente detalhamento das
estruturas
Diferença entre adição e
condensação está na formação de
subprodutos
Elastômeros para
moldagem
Silicona de Adição:
Após moldagem e limpeza do
molde aguardar 1 hora
Pode ser vazado em até 7 dias
Melhor qualidade de moldagem
Elastômeros para
moldagem
Silicona de condensação
Formação de álcool etílico na
polimerização
Contração após presa
Biologicamente inerte
Enxofre de luvas de látex inibem
sua polimerização
Elastômeros para
moldagem
Silicona de condensação:

Tempo de trabalho 3min.


Tempo de presa 9 – 11 min.
Alta contração de polimerização
Elastômeros para
moldagem
Poliéter:
Forma de pasta base e pasta
aceleradora
Excelente estabilidade dimensional
Utilização de adesivo prévio na
moldeira
Alto custo
Armazenado até 7 dias
Video
Gesso
Derivado da gipsita
Diferentes tipos de
pureza,resistência e tamanho de
partículas
Tipos: comum, gesso-pedra,
gesso-pedra de alta resistência,
materiais para fundição
Gesso
Tipos:
Gesso tipo III – construção de modelos,
alta resistência
Gesso tipo IV – menor expansão de
presa, alta dureza,
Gesso tipo V – alta resistência a
compressão, diminuição da relação
água-pó, maior expansão que o tipo IV
Gesso
Para manipulação respeitar as
recomendações do fabricante
(proporção pó-água)
Sempre água antes do pó
Espatulação vigorosa com
movimento circular esfregando
na superfície interna do grau
Cerca de 1min. de espatulação
Gesso
A mistura deve ser vazada
lentamente com instrumento
pequeno

A massa deve percorrer o molde


limpo sob vigração

Antes de remover o modelo esperar


de 45 a 60min.
Vídeo
Parte 2

A SAÚDE BUCAL NA
ATENÇÃO POR
CONDIÇÃO
SISTÊMICA
Odontologia e Condições
sistêmicas
Período gestacional
Pacientes diabéticos
Pacientes hipertensos
Portadores de doenças infecciosas
• Tubercuose
• Hanseníase
• AIDS
Período gestacional
 Resposta imunológica diferenciada
(gengivites)

 Alterações hormonais (granuloma


piogênico)

 Relação
doença periodontal e parto
prematuro

 Mãe como exemplo para os filhos


Período gestacional
Atividades educativas em saúde
para a gestante e do bebê
Abordagem multiprofissional
 Acompanhar a saúde geral da
paciente (evitando emergências)
Período gestacional
Evitar sessões prolongadas
Evitar reclinar totalmente a cadeira
odontológica
Intervenções odontológicas mais
serias no período de 2° trimestre
Urgências odontológicas – alivio de
dor
Evitar radiografias no 1° trimestre
Diabetes
Baixa produção de insulina pelo
organismo

Falta de resposta do organismo à


insulina

Aumento de glicose sérica


Diabetes
Sinais e sintomas:
Polidipsia
Poliúria
Polifagia
Emagrecimento
Fadiga
Diabetes
Sinais e sintomas
Xerostomia
Dor nas pernas
Dificuldade de cicatrização
Alterações da visão
Diabetes
Relevante:
Agravamento de infecções
agudas
Agravamento de reações
inflamatórias
Agravamento dos problemas de
cicatrização
Diabetes
Quadros de hipoglicemia
Glicose abaixo de 45mg
Suor frio e pegajoso
Tremor
Palidez
fraqueza
Diabetes
Quadro de hipoglicemia
Convulsões
Inconsciência
coma
diabetes

Como assim? Se o diabetes é


excesso de glicose no sangue,
como o paciente pode apresentar
hipoglicemia?
Diabetes
Razões:
Excessivas doses de insulina
Jejum prolongado
Aumento da atividade física
ansiedade
diabetes
Conduta:
Procedimento odontológico
interrompido
Solução açucarada ministrada
Solicitar presença médica
Diabetes
Cetoacidose (acidificação do
sangue)
Causas: não uso da insulina ou a
resistência a ela, infecções,
fraqueza.
Sinais: glicose
alta,desidratação,desorientação,re
spiração rápida e intensa
Diabetes
Manifestações bucais:
Xerostomia
Fissuras na mucosa oral
Ardor bucal
Alteração de floracbacteriana
Maior incidência de cáries
Maior severidade das doenças
periodontais
Diabetes
Deveres da equipe:

Orientar quanto ao controle de placa


dental
Consultas realizadas
preferencialmente no meio da manhã
Alimentação normal antes das
consultas
Doença crônica caracterizada por
elevados níveis de pressão
sanguínea nas artérias, o que faz
com que o coração tenha de
bombear, com mais esforço que o
normal o sangue através dos
vasos
Hipertensão
Causas:
Genética
Obesidade
Diabetes
Dieta rica em sódio
Tabagismo
Estresse
sedentarismo
Hipertensão
25% da população brasileira
50% em maiores de 60 anos

normotensos Menor ou igual a


12x8
Pré-hipertensos 12x8 – 13x9
Hipertensos grau I 14x9 – 15x9
Hipertenso grau II Maiores que 16x10
Hipertensão
No consultório:
Tempo de intervenção breve
Cadeira odontológica menos reclinada
Evitar mudança brusca de postura
(hipotensão arterial)
Avaliar necessidade de tranquilizantes
Tratamento interrompido frente a
qualquer desconforto
hipertensão
Sintomas a que devemos estar
atentos:
Dor de cabeça
Náusea
Vômito
Sonolência
Visão turva
hemiparesia
Tuberculose
Causada pelo Mycobacterium
tuberculosis

O local habitual da lesão inicial é o


pulmão

Transmitida através de aerossóis de


secreção respiratória, turbina, sprays
de água, ultrassom
Tuberculose
Sintomas e sinais:
Fadiga
Emagrecimento
Febre vespertina baixa
Sudorese noturna excessiva
Falta de apetite
Tosse persistente
Escarros com sangue
Tuberculose
Caso de doença ativa:
O tratamento pode ser adiado ou
receber terapia medicamentosa
em casos de urgências.
Respeitar todas normas de
biossegurança e uso de EPI
Hanseníase

Causada pelo Mycobacterium


leprae
Atinge pele e nervos periféricos
Doença curável de evolução lenta
Doença de notificação compulsória
no Brasil
Hanseníase
Infecção mais provável por via
respiratória
Através da inalação de gotículas
eliminadas pelos doentes
Somente um percentual de 5% das
pessoas que tiveram contato com o
bacilo adoecem
Após iniciado tratamento os pacientes
passam a não infectantes
Hanseníase
Sinais e sintomas:
Sensação de formigamento,
fisgada ou dormência nas
extremidades
Manchas brancas ou avermelhadas
Perda de sensibilidade a frio, calor,
dor, tato
Hanseníase
Sinais e sintomas em boca:
Insensibilidade de mucosa
Úlceras, nódulos, placas,
fibroses, alterações gengivais
Comunicação bucosinusal
hanseníase
Tratamento gratuito em unidades
de saúde
Quanto mais precoce mais rápida
e fácil a cura
Tratamento por poliquimioterapia
Prevenção baseada em exame
dermato-neurológico
Vacina BCG
AIDS
Síndrome da imunodeficiência
adquirida
Agente causador HIV
AIDS
Cuidados:
Garantir um tratamento digno e
humano
Sigilo profissional
Respeitar as normas universais de
biossegurança
Dar continuidade aos procedimentos
de rotina odontológica
AIDS
Cuidados:
Observar as manifestações bucais do
HIV
Interagir com a equipe multiprofissional
Manter-se atualizados sobre todos
aspectos da doença
Relação de confiança
usuário/profissional
AIDS
Cuidados:
Os cuidados clínicos com a saúde
bucal destes pacientes são os
mesmos que de outros pacientes
Uso de soluções antibacterianas
AIDS
Dificuldades:
Muitos pacientes desconhecem
que são portadores ou não
informam por medo de
preconceito ou não ser atendido
AIDS
Sinais e sintomas:
Aumento do volume de
linfonodos do pescoço
Lesões de pele
AIDS
Sinais e sintomas bucais:
Podem ser os primeiros sinais
clínicos da doença
20% a 50% dos HIV apresentam
lesões bucais
Alto índice de cárie (medicamentos
com glicose ou que causam
xerostomia)
AIDS
Sinais e sintomas bucais:
Doença periodontal de evolução
rápida
Gengivite não condizente com a
quantidade de placa
GUN e PUN
AIDS
Sinais e sintomas bucais
Infecções fúngicas (Candidíase e
queilite angular)

Leucoplasia pilosa (lesão branca,


enrugada, não removível por
raspagem, não necessita de
tratamento)
AIDS
Sinais e sintomas bucais:
Sarcoma de Kaposi:
Tumor maligno, vasos sanguíneos,
coloração avermelhada, com ou
sem ulceração, afetando palato e
gengiva
Afeta 15% a 20% dos portadores de
HIV
AIDS
As três ultimas
alterações são forte
sinais que indicam
infecção por HIV
MANUTENÇÃO DAS
PEÇAS DE MÃO DE ALTA
E BAIXA ROTAÇÃO
Alta e baixa rotação
Aparelhos usados com brocas,
escovas, pontas e discos abrasivos
com a finalidade de corte ou
abrasão
Podem ser impulsionadas por ar
comprimido, água e gás
Utilizam como fonte um
compressor de ar
Alta e baixa rotação
Cuidados:
Não bater com sua ponta ativa
Lubrificar 2 a 3 vezes por dia
Lubrificação com óleo mineral
leve com baixa viscosidade
Alta e baixa rotação
Cuidados:
Idealmente devem ser
esterilizadas entre pacientes
Esterilização nunca em estufas
(ressecamento de borrachas,
evaporação do lubrificante)
Alta rotação com refrigeração e
baixa rotação sem refrigeração
Alta e baixa rotação
Cuidados:
Remover brocas com saca-brocas
ou push button
Não usar brocas mal inseridas
Também esterilizar o saca brocas
Descartar brocas antigas
Alta e baixa rotação
Na escolha:

Ser silenciosa
Baixa vibração
Não deixar as brocas cheias de
resíduos
PACIENTES COM
NECESSIDADES
ESPECIAIS
Pacientes com necessidades
especiais
É considerado paciente com
necessidade especial aquele que
apresente um limite tão acentuado
no que se refere aos padrões de
normalidade para o ser humano,
que o impossibilite ou que demande
uma abordagem diferenciada.
Pacientes com necessidades
especiais
1° entrevista com os pais ou
acompanhante para entender o
estado de saúde do paciente

Toda a conduta durante o


atendimento odontológico deve
ser esclarecida a família
Pacientes com necessidades
especiais
È recomendado que sempre os
atendimentos sejam feitos na
presença de um acompanhante

Orientar acompanhantes ou
responsáveis sobre medidas de
higiene e dieta a serem tomadas
em casa
Pacientes com necessidades
especiais
Na primeira visita deve ser
realizada a adaptação do
comportamento e do ambiente,
sem procedimentos clínicos
Mostrar os equipamentos, deixar o
paciente se familiarizar com o
toque, sons, luzes inerentes ao
funcionamento
Pacientes com necessidades
especiais
Pode ser necessário o uso de
acessórios para abertura de boca
visando segurança e conforto
para o paciente, o profissional e o
responsável
Pacientes com necessidades
especiais
TODA PROTOCOLO ADOTADO
DEVE SER DE CONHECIMENTO E
ACEITAÇÃO ANTERIOR DO
RESPOSÁVEL
Pacientes com necessidades
especiais
Técnicas de controle de
comportamento:
Comunicação verbal
Controle vocal e de expressões facial
Distração
Dizer – mostrar – fazer
Contenção física (resguarda o
paciente e equipe)
Pacientes com necessidades
especiais
A prevenção, orientação a família
deve ser adotada mesmo antes
da erupção dos primeiros dentes
de modo a minimar intervenções
ao longo da vida
Pacientes com necessidades
especiais

Cuidados acentuados a depender


da alimentação ou medicações
que o paciente faz uso
Pacientes com necessidades
especiais
A higiene bucal do paciente deve
sempre ser orientada ou realizada
pelo acompanhante adaptando-se
as condições de saúde do
paciente. Seja em cadeira de
rodas, cama, banheiro, etc.
Pacientes com necessidades
especiais
Quando todas as alternativas
falham, recomenda-se
atendimento sob anestesia geral
Avaliação médica prévia a
anestesia geral
Paralisia cerebral

Função alterada tanto do sistema


nervoso central quanto muscular

Deve-se a uma lesão cerebral


antes ou após o nascimento
Paralisia cerebral
Comprometimento da atividade
motora

Forçasmusculares interagem de
modo anormal

Convulsões, déficit mental,


alteração de fala, e sensorial
Paralisia cerebral
A paralisia pode ser classifica em:

Espástica:
Assimetria física, deformidades,
espasmos musculares, dificuldade
de deglutição, salivação excessiva,
alteração de linguagem, déficit
mental e crises convulsivas
Paralisia cerebral
Atetóide:
Movimentos involuntários,
vagarosos, mímica facial,
dificuldade de deglutição
mastigação, fala, convulsões,
menor comprometimento
intelectual
Paralisia cerebral
Atáxica:

Falta de coordenação muscular,


salivação abundante, falta de
atenção, movimentos
involuntários dos olhos,
problemas de equilíbrio
Paralisia cerebral
Problemas bucais:
Normalmente ligados a má
higienização, maloclusões,
bruxismo.
Paralisia cerebral
No atendimento: a contenção
física muitas vezes é
recomendada
Abridores de boca
Aspiração de liquido durante toda
intervenção clínica
Deficiência mental
Característica: prejuízo da função
intelectual e das habilidades
adaptativas (fala, escrever...)
Deficiência mental
Retardo mental leve (educáveis):
conseguem independência nas
atividades diárias

Retardo mental moderado


(treináveis): capazes de
desempenhar certas atividades do
dia a dia com supervisão
Deficiência mental
Retardo mental severo
(semidependentes): desempenham
apenas tarefas muito simples, idade
mental inferior a 7 anos

Retardo mental profundo


(dependentes): comprometimento
profundo das funções, visão
audição.
Síndrome de Down
Causada por uma variação
cromossômica

São educados, carinhosos,


colaboradores

Susceptíveisa infecções e
problemas cardiacos
Síndrome de Down
Aspectos bucais:
Micrognatia
Língua fissurada
Tendência a manter a boca aberta
Atraso na erupção dentária
Salivação abundante
Respiradores bucais crônicos
Síndrome de Down
O atendimento odontológico varia
em função dos níveis de retardo
mental
Maior dificuldade é a birra e teimosia

Pacientes com deficit mental de


moderado a grave normalmente
tratado sob anestesia geral
FIM