Você está na página 1de 23

Nesta lição, veremos como se deu a chamada dos

filhos de Levi para o ministério sacerdotal. Entre outras


perguntas, responderemos a estas: Quem eram os
levitas? E por que a sua chamada foi necessária?
Veremos ainda como eles deveriam exercer o seu ofício.
À semelhança dos levitas, nós também fomos
chamados a trabalhar na expansão do Reino de Deus.
Nesse sentido, atuamos como nação santa, profética e
sacerdotal, proclamando o Evangelho e intercedendo
tanto pelos crentes quanto pelos que ainda não
creem. Que o Espírito Santo nos ajude neste estudo.
Quem eram os Levitas?

Para entendermos a esta pergunta precisamos conhecer um pouco sobre


Levi, de quem descendem os levitas.

1- O nascimento de Levi.

Levi era filho de Lia ou Léia (conforme a tradução). Sua mãe era a
esposa desprezada de Jacó.
Ao dar a luz ao seu terceiro filho, chamou o seu nome Levi, que significa
em hebraico: ligado, unido ou vinculado. Porque dizia ela: “Agora, esta
vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado”
(Gn 29.34)
2- O zelo dos levitas.
(Fatos que demonstram a postura zelosa de Levi)

A) O episódio de Diná:
Uma das características fortes de Levi, sem dúvida, está na sua firmeza,
dura demais em elação à honra. Vimos isso, no episódio, quando sua
irmã Diná foi abusada por Siquém. Juntamente com Simeão seu irmão,
Levi se vinga dizendo: “Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse
prostituta?” (Gn 34.31)
B) O combate à idolatria juntamente com Moisés:
Mais tarde, seus descendentes, os levitas, juntam-se a Moisés no
combate à idolatria gerada pelo bezerro de ouro. Eram considerados
homens da maior firmeza.
3- A vocação sacerdotal dos levitas.

Levi tinha três filhos: Gérson, Coate e Merari.


Quando o tabernáculo era removido, os coatitas levavam a mobília, os
gersonitas, as cortinas e seus pertences, e os meraritas transportavam
e instalavam o Tabernáculo.

Tendo em vista o caráter santo e distintivo da tribo de Levi, aprouve ao


Senhor separá-los para o sacerdócio.

Ao invés de cada família entregar o seu primogênito ao serviço divino,


a tribo de Levi foi separada pelo Altíssimo das demais, para dedicar-se
inteiramente a Deus.
Um ponto muito importante à destacar, é que: Nem todo levita
era sacerdote, porém todo sacerdote era levita.

Os sacerdotes eram da descendência dos coatitas, de onde


nasceram Miriã, Arão e Moisés.

Para ser mais específico, os sacerdotes eram diretamente


descendentes de Arão. Por isso, todo sacerdote é levita, pois
descendem de Levi, mas, nem todo levita é sacerdote, pois nem
todos descendem de Arão.
1- Descendente de Arão.

a) O sumo sacerdote era o principal representante do culto


divino. Conhecido também como o principal dos sacerdotes.

b) Ele era duplamente separado, primeiro, era necessário ser


da tribo de Levi, segundo, tinha de ser da casa de Arão.

Dessa forma, o sumo sacerdote, era o símbolo da plenitude


espiritual requerida pelo Deus de Israel.
2- Ungido para o ofício.

O Senhor, assim determinou acerca do sumo sacerdote, que este, fosse


ungido, a fim de dignificá-lo como ministro extraordinário do culto
divino.
Aspergido com sangue: Moisés tomou do sangue do carneiro da
consagração e o pôs sobre:
a) O polegar da mão direita: fala de destreza para o trabalho
sacerdotal.
b) O dedão do pé direito: fala sobre o ministro andar em justiça e
trilhar por caminhos retos.
c) A ponta da orelha direita: a capacidade de ouvir o Espírito Santo e
prontamente atender as suas ordens.
3- Vitalício no cargo.

O sumo sacerdote deveria permanecer no cargo enquanto vivesse,


foi o que aconteceu com Arão. Antes de morrer, Moisés o despiu
das vestes sacerdotais e passou a seu filho Eleazar, este,
posteriormente, por ocasião de sua morte, foi substituído por seu
filho Fineias.

No tempo do Novo Testamento, ao que tudo indica, a vitaliciedade


já não era observada, havia um rodízio entre os principais
membros da família de Arão. E isto, por influência do governo.
4- Servo de Deus.

Mesmo ocupando um cargo de grande relevância, o sumo


sacerdote não estava acima da lei de Deus.
Sua obrigação era servir o altar e conservar-se puro, afim de que,
o nome do Senhor fosse exaltado entre os israelitas e entre os
gentios.

O mesmo, o Senhor Jesus requer dos seus ministros hoje:


“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas;
porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como os que te
ouvem.” (1 Tm 4.16)
1- Viver do altar.

Os levitas eram descendentes de Levi. Por serem separados


para o serviço de Deus, não se esperava que fossem à guerra
ou plantassem seus próprios alimentos, pois dedicavam-se
exclusivamente ao serviço divino. Estes, deveriam ser
sustentados com os dízimos do povo. A eles, não seria
reservada qualquer herança na nova terra, pois “Deus seria a
sua herança”.
2- Santificar-se ao Senhor.

Em virtude de seu ofício, deveriam os levitas, mui


especialmente os sacerdotes, erguerem-se em Israel, como
referência de santidade e pureza.

Caso o sacerdote profanasse o seu ofício, seria punido com


todo rigor, inclusive à morte, como foi o caso de Nadabe e
Abiú, filhos de Arão, que ofereceram fogo estranho perante o
Senhor e por isso Deus os matou.
3- Tornar-se uma referência espiritual e moral.

Além da natureza espiritual e religiosa dos sacerdotes, eles


trasbordaram o limite religioso, transformando-se em
referencial ético e moral para todo Israel.
Era comum, eles exercerem papéis de conselheiros do Rei,
como por exemplo no reinado de Davi.
A eles, cabia também a responsabilidade de ensinar ao povo a
Lei, o livro da Torá.
O sacerdócio levítico era glorioso; seus membros eram
considerados príncipes de Deus (Zc 3.8). Todavia, o Senhor
Jesus Cristo é superior ao sacerdócio levítico, pois é eterno (Sl
110.4; Hb 7.13-17). Quanto a nós, somos uma nação santa,
profética e sacerdotal, pois recebemos a incumbência de
proclamar o Evangelho e interceder pelos que perecem (1 Pe
2.9).