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Esquemas-síntese do poema

«Esparsa sua ao desconcerto


do mundo»
(p. 155)
Esparsa: sem mote; uma única estrofe de dez versos (décima);
redondilha maior.

Tema: a denúncia do desconcerto do mundo (o Homem como vítima de leis


perversas e arbitrárias).

Jogo de antíteses Bons ≠ maus


Tormentos ≠ contentamentos
Eu ≠ mundo
Tese inicial: o sofrimento dos «bons» (v. 1) e a recompensa dos «maus» (v. 4).

Virtuosos/íntegros/justos/retos/
Bons
benévolos/humanos
Divisão do mundo em
dois campos opostos
Maus Levianos/corruptos/injustos/ímpios/
perversos/cruéis
1.ª parte
(vv. 1-5)
«sempre passar […] graves tormentos»
Bons
Inquietação constante
Recompensas incoerentes
com a natureza das pessoas «sempre nadar […] mar
Maus de contentamentos»
Felicidade constante

Realça a ideia de regra fixa,


Repetição do advérbio
«sempre» ( vv. 1 e 4) de norma de funcionamento do mundo,
de valor temporal
de lei absoluta e universal

Conclusão O Bem atinge-se através do Mal


Simbologia do «mar de contentamentos» (v. 5):

Metáfora

Imagem do mar — longa extensão

Circunstâncias positivas,
imensidão, abundância
Conclusão da reflexão proposta: o sujeito poético condenado eternamente
ao fracasso, pois as leis da Ética só funcionam em relação a ele próprio.

Estratégia adotada Mudança de Atingir a felicidade através


pelo sujeito poético comportamento de ações negativas

«fui mau» (v. 8) «o bem tão mal ordenado» (v. 7)


2.ª parte
(vv. 6-10)

MAS (v. 8) Conjunção adversativa

Consequências da ação «fui castigado»


Foi punido por ter agido mal
do sujeito poético (v. 8)

Mundo concertado para o eu — desânimo, frustração, revolta