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POLITICAS PUBLICAS

LUIZ CARLOS FERREIRA


Aspectos Históricos
• A crise do sistema de saúde no Brasil está
presente no nosso dia a dia
• podendo ser constatada através de fatos
amplamente conhecidos e divulgados
• pela mídia, como :
Crise
• · filas frequentes de pacientes nos serviços de
saúde;
• · falta de leitos hospitalares para atender a
demanda da população;

• · escassez de recursos financeiros, materiais e


humanos para manter .
Crise
• baixos valores pagos pelo SUS aos diversos
procedimentos médicos hospitalares;
• · aumento de incidência e o ressurgimento de
diversas doenças transmissíveis;
• · denúncias de abusos cometidos pelos planos
privados e pelos seguros de saúde.
Crise
• .Assim como
• nós somos frutos do nosso passado e da nossa
história, o setor saúde também
• sofreu as influências de todo o contexto
político-social pelo qual o Brasil passou
• ao longo do tempo.
Início
• Um país colonizado, basicamente por
degredados e aventureiros.
• descobrimento até a instalação do império,
não dispunha de nenhum modelo de
• atenção à saúde da população e nem mesmo
o interesse, por parte do governo
• colonizador (Portugal) , em criá-lo.
Início
• Deste modo, a atenção à saúde limitava-se aos
próprios recursos da terra
• (plantas, ervas) e, àqueles que, por
conhecimentos empíricos (curandeiros),
• desenvolviam as suas habilidades na arte de
curar.
Família Real
• A vinda da família real ao Brasil criou a
necessidade da organização de uma
• estrutura sanitária mínima, capaz de dar
suporte ao poder que se instalava na
• cidade do Rio de Janeiro.
Família Real
• Até 1850 as atividades de saúde pública
estavam limitadas ao seguinte:
• 1 - Delegação das atribuições sanitárias as
juntas municipais;
• 2 - Controle de navios e saúde dos portos;
Família Real
• Verifica-se que o interesse primordial estava
limitado ao estabelecimento de
• um controle sanitário mínimo da capital do
império, tendência que se alongou
• por quase um século.
Família Real
• O tipo de organização política do império era
de um regime de governo
• unitário e centralizador, e que era incapaz de
dar continuidade e eficiência na
• transmissão e execução a distância das
determinações emanadas dos comandos
• centrais.
Colônia
• A carência de profissionais médicos no Brasil
Colônia e no Brasil Império
• era enorme, para se ter uma ideia, no Rio de
Janeiro, em 1789, só existiam quatro
• médicos exercendo a profissão (SALLES, 1971).
Em outros estados brasileiros
• eram mesmo inexistentes.
Boticários
• A inexistência de uma assistência médica
estruturada, fez com que
• proliferassem pelo país os Boticários
(farmacêuticos).
Boticários
• Aos boticários cabiam a manipulação das
fórmulas prescritas pelos
• médicos, mas a verdade é que eles próprios
tomavam a iniciativa de indicá-los,
• fato comuníssimo até hoje.
Boticários
• Não dispondo de um aprendizado acadêmico.
• função consistia tão somente em acompanhar
um serviço de uma botica já existente.

• Em 1808, Dom João VI fundou na Bahia o


Colégio Médico - Cirúrgico .
• No mesmo mês, inaugurou a Escola Cirúrgica
no Rio de Janeiro.
Período Colonial
• O pau-brasil tinha um grande valor no
mercado europeu, pois sua seiva, de cor
avermelhada, era muito utilizada para tingir
tecidos. Para executar esta exploração, os
portugueses utilizaram o escambo, ou seja,
deram espelhos, apitos, chocalhos e outras
bugigangas aos nativos em troca do trabalho
(corte do pau-brasil e carregamento até as
caravelas).
A fase do Açúcar
• O açúcar era um produto de muita aceitação na
Europa e alcançava um grande valor. Após as
experiências positivas de cultivo no Nordeste, já
que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e
ao solo nordestino, começou o plantio em larga
escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o
comércio do açúcar, além de começar o
povoamento do Brasil. A mão-obra-obra escrava,
de origem africana, foi utilizada nesta fase.

Engenho de açucar
Capitanias
• Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu
dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias.
• O território foi dividido em faixas de terras
que foram doadas aos donatários.
• Estes podiam explorar os recursos da terra,
porém ficavam encarregados de povoar,
proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-
açúcar.
Ciclo do Ouro
Ciclo do ouro
• Após a descoberta das primeiras minas de
ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua
extração. Interessado nesta nova fonte de
lucros, já que o comércio de açúcar passava
por uma fase de declínio, ele começou a
cobrar o quinto. O quinto nada mais era do
que um imposto cobrado pela coroa
portuguesa e correspondia a 20% .
Ciclo do ouro
• A descoberta de ouro e o início da exploração
da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais,
Mato Grosso e Goiás) provocou uma
verdadeira "corrida do ouro" para estas
regiões. Procurando trabalho na região,
desempregados de várias regiões do país
partiram em busca do sonho de ficar rico da
noite para o dia.
Desenvolvimento urbano nas cidades
mineiras
• Cidades começaram a surgir e o
desenvolvimento urbano e cultural aumentou
muito nestas regiões.
• Foi neste contexto que apareceu um dos mais
importantes artistas plásticos do Brasil .
Revoltas Coloniais e Conflitos

• Em função da exploração exagerada da


metrópole ocorreram várias revoltas e
conflitos neste período:
Revolta
• Guerra dos Emboabas : os bandeirantes
queriam exclusividade na exploração do ouro
nas minas que encontraram.
• Entraram em choque com os paulistas que
estavam explorando o ouro das minas.
Revolta
• Revolta de Filipe dos Santos : em Vila Rica,
representou a insatisfação dos donos de
minas de ouro com a cobrança do quinto e das
Casas de Fundição.
• O líder Filipe dos Santos foi preso e
condenado a morte pela coroa portuguesa.
Revolta
• Guerra dos Mascates - entre 1710 e 1711 na
capitania de Pernambuco, foi uma rebelião
nativista pela disputa de poder político entre
as cidades de Olinda e Recife.
• O conflito ocorreu, principalmente, entre a
aristocracia açucareira de Olinda e os
mascates (comerciantes portugueses) de
Recife.

Revolta
• Inconfidência Mineira (1789) : liderada por
Tiradentes , os inconfidentes mineiros
queriam a libertação do Brasil de Portugal.
• O movimento foi descoberto pelo rei de
Portugal e os líderes condenados.