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INTRODUÇÃO À ENFERMAGEM PEDIÁTRICA

O significado social e a existência de um grande número de crianças em qualquer população são


marcas de enfermagem pediátrica.
Grupo de pessoas: em constante crescimento e desenvolvimento e pela abordagem de ações
preventivas em seu cotidiano de assistência.
Pediatria como especialidade  Europa, alguns médicos começaram a observar e a estudar as
diferenças das doenças ocorridas em adultos e crianças.
Antes disso, o fato não tinha o menor significado tanto para médicos quanto para enfermeiras.
Primeiro departamento de Pediatria na Universidade de Havard: 1888.
Assistência de enfermagem à criança hospitalizada seguia condutas e procedimentos extremamente
rígidos.
Ausência de medicamentos antibióticos
Altíssimos índices de infecção
Grande número de crianças doentes
Despreparo de profissionais
Estabelecimento de regras de isolamento e repouso muitas vezes absurdas: uso de camisas - de -
força.
Risco de infecção cruzada e despreparados para atender as necessidades individuais da criança e dos
pais, os profissionais de saúde as mantinham isoladas, tanto uma das outras como da mãe e do restante da
família.
Psicologia: estudos de Freud e de outros sobre o comportamento humano deram início a uma
abordagem mais integral à criança, possibilitando a compreensão das suas necessidades emocionais, em suas
diversas fases de crescimento e desenvolvimento.

Conceitos

Pediatria:
Enfermagem pediátrica:
Neonatologia:
Puericultura:
Hebiatria:
Alojamento conjunto:
Método canguru:

Requisitos Para o Profissional que Deseja Trabalhar em Pediatria ?

Ser experiente e convicto: profissionais que passaram pela experiência incutem mais confiança nas
jovens mães e nos jovens pais e têm algo diferente para transmitirem aos outros.
Ter facilidade de relacionamento: é imprescindível uma perfeita integração da enfermagem com os
demais profissionais da saúde materno-infantil, de maneira que todos falando a mesma linguagem,
estabeleçam através de uma única diretriz a segurança necessária para o atendimento da mulher e da criança.
Ter atitude de apoio: deve estar disposto e capacitado para reduzir o temor e tranquilizar tanto a
gestante, parturiente, puérpera, lactente como os familiares.
Ser reencorajador: a mãe dependerá corretamente e adquirirá segurança no desempenho de suas
ações e cuidados com o filho e com a amamentação.
Ser comunicativo e gostar de ensinar, ter perseverança, coragem, ousadia, garra.
Ser prestativo: atender a mãe, os familiares e a comunidade sempre que estes solicitarem,
demostrarem insegurança ou medo.
Ser compreensivo: levar em consideração os sentimentos pessoais, sabendo que a individualidade
mãe-filho não se repete na mesma com outros filhos. Para cada mãe deve-se solucionar as situações que
obstacularizam o aleitamento, eliminar os fatores que são negativos e promover os facilitadores.
Ser perseverante e paciente: confiar na capacidade da mãe em amamentar o seu filho, ao mesmo
tempo em que ensina e orienta como proceder, ajuda a mãe a diminuir os temores e ansiedades que podem
prejudicar a amamentação, tantas vezes, quantas forem necessárias.
Brinquedo Terapêutico: Filme: Doutores da Alegria – Realizar a análise do filme, e relacionar o
mesmo com a Importância da brincadeira para a criança, tendo como base o texto abaixo.

LUDOTERAPIA

Psicoterapia infantil consiste na relação de cooperação entre o terapeuta e a criança. O terapeuta


clínico exerce o papel de facilitador do autoconhecimento, possibilitando à criança vivenciar e experienciar a
liberdade e o poder de decisão por meio de espaço, escuta, nominação de seus desejos e respeito pela sua
singularidade. Auxilia a criança ao reencontro consigo mesma e a ressignificar sofrimento psíquico em forma
de sintomas.
O trabalho terapêutico com criança ocorre através de técnicas lúdicas, é por meio do brincar que a
criança vive, revive e sente as experiências de sua relação com ela mesma e com o mundo exterior.
Consequentemente, cria-se o espaço do simbólico (imaginário) possibilitando a elaborar as partes do mundo”
faz-de-conta”. No lúdico a criança vivencia situações de ameaças, perigos, medos, e prazeres que conduzem
a fatos de sua vida real através do simbólico.
O terapeuta acessa a criança por meio do brincar, onde ela elabora situações traumáticas
psiquicamente através da transformação do que foi vivido passivamente em algo ativo, bem como expressa
fantasias e desejos de forma simbólica. Os brinquedos são de suma importância na vida das crianças, pois é
através deles que a criança interage socialmente, aprende a importância da negociação e da divisão, das
regras, a argumentar na resolução de conflitos que surgem, melhoram aprendizagem e desenvolve habilidade.
Em primeiro lugar a criança encontra-se com um ludo terapeuta que está treinado para promover
durante a sessão um ambiente de aceitação, empatia e compreensão. Depois, o brincar de que aqui falamos
não é semelhante ao brincar em que geralmente observamos as crianças, uma vez que a ludo terapia
simplesmente se apropria do brincar enquanto gesto natural da criança para exprimir as suas preocupações
em reação a situações de vida, utilizando objetos familiares à sua volta para compreender situações de stress
ou novas aprendizagens.

Na sala de ludo terapia, é a criança que conduz a brincadeira, quando quer e como quer, escolhendo
os brinquedos. Não se parte do princípio de que se vai transformar a criança ou fazer coisas para ela. O ludo
terapeuta está com a criança plenamente, utilizando os seus conhecimentos e técnicas para compreender a
criança, através do seu próprio olhar. Será como perguntar: “Como sente as coisas aquela criança?” Não
tentará resolver os seus problemas, mas sim compreender a criança. Assim, podemos encarar a ludo terapia
para as crianças como a psicoterapia para os adultos.
As crianças poderão sentir dificuldades na expressão das suas emoções e em compreender o impacto
que estas têm na sua vida. É frequente não saberem o que sentem nem como as controlar, uma vez que ainda
não estão suficientemente desenvolvidas ao nível emocional, cognitivo e linguístico. No entanto, estando na
presença de um adulto que as tenta compreender de forma empática, proporcionando segurança e utilizando
brinquedos selecionados e que possibilitam a sua expressão emocional criativa, dá-se um passo para a
expressão e exploração do seu self – sentimentos, pensamentos, experiências, comportamentos, dificuldades,
que vão potenciar a mudança terapêutica.
Nesta exploração, a criança enfrenta os seus sentimentos de frustração, agressividade, medo,
insegurança, confusão, entre tantos outros, aprendendo a controlá-los ou a abandoná-los, ao mesmo tempo
que vai percebendo que é uma pessoa autónoma e com direito a sentir todas essas emoções. Assim, o brincar
é a forma natural de a criança se expressar, tal como falar é a forma natural de o adulto se expressar. Na sala
dos brinquedos, estes são usados como palavras e o brincar é a linguagem da criança. Percebemos a
importância do brincar para a criança, não só pela sua utilização num contexto terapêutico, mas também pela
importância da brincadeira em todas as dimensões da vida da criança. Mas em que consiste, de fato, o
brincar? Uma ideia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções
mais importantes que entreter uma criança com atividades divertidas. Sabe-se atualmente que esta ideia está
completamente errada.
Bergman (1998) afirma que o brincar é uma forma de linguagem. A maior parte das características
desta linguagem pode ser constatada logo nos primeiros contatos das crianças com os seus pais ou com
aqueles que cuidam delas. As mães ou as pessoas responsáveis pelos cuidados dos bebés ajudam-nos a
brincar, desde muito pequenos, quando interagem com eles. Através de uma atitude e de uma linguagem
segura, esses adultos estabelecem com os bebés laços de confiança que possibilitam o início do brincar.
Este é considerado como uma linguagem, uma vez que permite às crianças comunicar com as outras
pessoas e iniciar a compreensão, desde muito cedo, de que podem suportar e representar a ausência
temporária das pessoas que amam, substituindo-as pelas primeiras brincadeiras. O processo do brincar é
apreciado tal como é pela criança e o produto final do brincar não é o mais importante desta atividade. A
maioria dos adultos é capaz de expressar sob a forma verbal os seus sentimentos, frustrações e angústias; no
entanto, a criança, por ainda não ter facilidade cognitiva e verbal, utiliza os brinquedos como palavras.
Podemos mesmo dizer que quando a criança brinca, o seu ser está totalmente presente. Entende-se então que
o brincar é realmente uma forma de atividade complexa, que envolve a criança física, mental, social e
emocionalmente, revelando os seus sentimentos, experiências e reações a essas mesmas experiências
(desejos, receios, percepção de si própria, entre outros).
Através do brincar, a criança conhece o Mundo, e com ele, conhece as pessoas, as relações e regras
sociais; pode imitar o adulto, expressando conflitos, além de, ao brincar, serem transmitidos conhecimentos
educacionais e este ser igualmente um indicativo do desenvolvimento da criança: as brincadeiras duma
criança podem ser indicativas de alguma dificuldade ou desenvolvimento tardio em determinado aspecto,
visível aos pais e outros adultos que contatam diariamente com a criança. O brincar está muito presente no
dia-a-dia de uma educadora de infância. É o instrumento principal pelo qual as crianças aprendem coisas
novas e crescem a cada dia, a todos os níveis: cognitivo, emocional, linguístico, social e motor.
É imprescindível haver este espaço para que as crianças se possam desenvolver. Além de fonte de
lazer, o brincar é simultaneamente fonte de conhecimento. É esta dupla natureza que nos leva a considerar o
brincar como parte integrante da atividade educativa, sobretudo no pré-escolar. Infelizmente, a brincadeira
começa a ganhar cada vez menos importância, à medida que as crianças crescem, começando a haver cada
vez mais exigências a nível intelectual. No dia-a-dia da sala de aula, o brincar, para além de possibilitar o
exercício daquilo que é próprio no processo de desenvolvimento e aprendizagem, possibilita situações em
que a criança constitui significados, sendo uma forma de assimilação dos papéis sociais e de compreensão
das relações afetivas que ocorrem no seu meio, assim como para a construção do conhecimento.
O jogo e a brincadeira são sempre situações em que a criança realiza, constrói e se apropria de
conhecimentos das mais diversas ordens. Eles possibilitam, igualmente, a construção de categorias e a
ampliação dos conceitos das várias áreas do conhecimento. Num contexto de creche (neste caso, 2 e 3 anos),
as crianças brincam imenso ao longo do dia, tanto mais quanto lhes for dado espaço para isso. É também
curioso perceber que, num grupo alargado de crianças, há algumas que procuram bastante a atenção do
adulto e brincar com ele, enquanto outras se envolvem completamente nas brincadeiras, individualmente e
em grupo. Cabe ao educador mediar estas situações, aproveitando para interagir e transmitir conhecimentos
através da brincadeira que ali se desenrola, uma vez que o lúdico possibilita uma das atividades mais
significativas para a aprendizagem. Diríamos até a mais significativa!
Nesta faixa etária, as crianças já desenvolveram capacidades emocionais e cognitivas para incluir
outras pessoas nas suas brincadeiras. Anteriormente, brincavam ao lado do outro, mas não com o outro. E é
percebendo a presença do outro que começam a ser criadas e respeitadas as regras. Conviver com outra
pessoa exige que se respeitem limites: os limites impostos pelo outro. Surgem por isso alguns conflitos,
sendo que é nesta fase que cresce nas famílias a preocupação com a possibilidade de o seu filho ser uma
criança violenta.
Normalmente não há motivo para preocupação, as crianças estão apenas a crescer e a aprender cada
vez mais sobre o comportamento humano! A imaginação começa a dominar e brincam muito o faz-de-conta.
Representam papéis, recriam situações, agradáveis ou não. Quando a criança recria estas situações, faz de
uma forma que ela é capaz de suportar, não correndo riscos reais. É comum ver, por exemplo, uma criança
que é a “mãe” ralhar com o bebê – “Senta na cadeira! E come a papa toda!” –, à semelhança do que ela
experimenta na realidade. Através do faz-de-conta, a criança traz para perto de si uma situação vivida,
adaptando-a à sua realidade e necessidades emocionais. Percebemos então a importância das brincadeiras na
casinha e na garagem, como os “pais e as mães”, o “médico”, o “supermercado”, “a oficina”, entre tantas
outras.
Portanto, a brincadeira e as situações de jogos são fundamentais para a vida saudável da criança e,
por que não dizê-lo, para o adulto também. Pode-se em relação a isto acrescentar que, envolvidos em
brincadeiras com as crianças, os adultos sentem-se igualmente divertidos, mais descontraídos e felizes, o que
é benéfico para o clima e ambiente na sala, onde deve existir cumplicidade e harmonia. E é igualmente
benéfico para os adultos como pessoas, se pensarmos no conceito de playfulness, associado, entre outros, ao
bom humor, capacidade lúdica e descontração. Algo que deveríamos manter como seres humanos depois da
infância! Como forma de conclusão, é importante salientar mais uma vez a importância do brincar e do
lúdico, que começam a ter cada vez mais relevância, apesar de ainda haver um grande caminho a percorrer.
Não só educadores e outros profissionais que trabalham com crianças, mas também os pais ajudariam
bastante os seus filhos ao serem esclarecidos e orientados sobre a necessidade de brincar com as crianças.
Como educadores de infância, é importante contribuirmos para esta mudança, alertando os pais e os
outros profissionais sobre estas questões, começando a construir um caminho para que, cada vez mais, as
crianças possam ser compreendidas da forma que elas melhor são capazes de se expressar: através do brincar.

Estrutura Desejada em Unidade Pediátrica

No hospital a unidade de alojamento pediátrico deve estar em um espaço especifico, ressaltando-se,


que deverá ser em um lugar de fácil acesso ao ambiente externo e que possua acomodação apropriada para
criança e ao acompanhante, bem como, ambiente para realização das atividades pelos profissionais de saúde.
A Portaria 1884/94 – MS normaliza a planta física e construções de ambientes de assistência a saúde.
Essas recomendações contidas nessa Portaria registram as recomendações necessárias para uma unidade
pediátrica, onde deverá possuir no mínimo, as seguintes áreas físicas:
Refeitório; Sala de admissão; Sala administrativa;
Expurgo; Rouparia; Copa;
Sala de procedimentos; Sala para preparo de medicamentos;
Deposito de material da unidade; Depósito de material de limpeza;
Sala de repouso para acompanhantes; Banheiro para funcionários;
Posto de enfermagem/prescrição médica; Banheiros e vestiário para acompanhantes;
Sala de repouso e lanche para funcionários; Quarto para isolamento com antessala e banheiro.
Enfermaria para lactente com 4,5 m2 por leito; Enfermaria para criança com 5,0 m2 por leito;
Sala de recreação, onde as crianças possam brincar;
Projeto:
Respeitar os padrões de segurança,
Diminuir riscos bacteriológicos,
Elétricos de incêndio.
Telecomunicações,
Tubulações de água fria e quente,
Ventilação,
Iluminação,
Canalização de oxigênio,
Ar comprimido e vácuo.
Cores claras contendo desenhos de motivos infantis nas paredes.
A superfície que recobre paredes e pisos deve ser de materiais laváveis, lisos, de fácil conservação e
limpeza e o piso deverá ser antiderrapante.
Espaço físico para cada leito: berço ou cama para criança, acomodação confortável para
acompanhante (sofá cama ou cama), criado mudo ou mesa de cabeceira e armário para guardar os pertences
pessoais da criança.
A cama ou berço deverá estar posicionado próximos às saídas de oxigênio, e ar comprimido e vácuo
e também de tomadas elétricas.

Alojamento Conjunto’

Para o funcionamento de uma unidade de alojamento conjunto pediátrico são necessários os


seguintes equipamentos:
Carro de emergência contendo:
Tubos endotraqueais de 2 a 9 mm, Pinça Magill, Cânula de Gedel,
Drenos de tórax; Fios de sutura, Lâminas de bisturi,
Seringa, Agulhas, Fitas adesivas,
Cânulas de traqueostomia, Torneira de três vias, Medicações de urgência;
Sondas de aspiração adequadas para todas as idades, Equipos,
Ambú completo com máscaras adequadas para todas as idades,
Cateteres para acesso vascular adequadas para todas as idades,
Laringoscópio com laminas retas e curvas e de tamanhos adequados para todas as idades.

Também é importante a presença de:


Respirador, Oximetro de pulso; Termômetro para monitoração
axilar; Bomba de infusão; Estetoscópio pediátrico; Desfibrilador/cardioversor;
Aparelho de ECG; Cama com grades removíveis; Balança digital para bebês;
Balança antropométrica; Umidificadore Equipamento para oxigenioterapia;
Foco de luz portátil; Negatoscópio Campânulas ou tendas de acrílico;
Esfignomanômetro com maguitos de vários tamanhos; Cilindro de oxigênio para transporte;
Monitores de frequência cardíaca, respiratória e de pressão arterial.

Os materiais necessários para a realização de procedimentos devem estar em pacotes ou caixas


estéreis:
Flebotomia; Punção arterial; Punção lombar;
Drenagem de tórax; Sondagem vesical; Curativos.

Com referências as medicações com urgência deverão conter:


Água destilada; Adrenalina; Aminofilina; Atropina;
Bicarbonato de Sódio; Cloreto de Ca e de K; Glucanato de Ca; Dopamina;
Naloxona; Dobutamina; Isoproterenol; Succinicolina;
Lanatossidio; Diasepan; Dogoxina; Dipirona;
Fenitoina; Fenobarbital; Fentanil; Lidocaína;
Meperidina; Midasolan; Morfina; Furosemida;
Dexametasona; Heparina; Hidrocortizona; Metoclopramida;
Nitroprussiato de sódio; Vitamina K; Glicose 50%; Manitol;
Salbutamol; Tiopental; SF e Soro glicosado 5 e 10%;

HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA

Primeiro passo é por questionário para implantar o hospital amigo da criança, é o enfermeiro que
implanta o projeto juntamente com a direção. Passa pela regional de saúde e depois pelo ministério da saúde.
Portaria 1016 de 26 de agosto de 1993: foi criado para incentivar o aleitamento materno e diminuir
o risco de infecção hospitalar, evitar complicações maternas e do RN, integrar as equipes multidisciplinar nas
diversas áreas ou níveis.
Para implantar o hospital amigo da criança: o dialogo no hospital tem que ser o mesmo: se o bebê
não mama deve-se colocar o leite materno no copinho para que o bebê sugue, o hospital inteiro deve dar a
mesma orientação.
Portaria: considerando o estatuto da criança e do adolescente no capitulo 1º, artigo 10, inciso 5, os
hospitais e demais estabelecimentos de atenção a saúde de gestantes, públicos e particulares são obrigados a
manter alojamento conjunto possibilitando ao neonato a permanência junto a mãe.
Unidade neonatal: é apenas para bebês patológicos, não existe mais berçário. E o pai deve
acompanhar o parto, pré parto e pós parto.
Alojamento Conjunto: é o sistema hospitalar em que o RN sadio, logo após o nascimento, permanece
ao lado da mãe, 24 h/dia, num mesmo ambiente até a alta hospitalar.

Vantagens do Alojamento Conjunto


Estimular e motivar o aleitamento materno, pois para se evitar hemorragias o aleitamento materno
contrai o útero mais rápido;
Fortalece a precocidade, intensidade e assiduidade do aleitamento materno;
Fortalecer laços afetivos entre mãe e filho;
Permitir a observação constante do RN pela mãe;
Oferecer condições à enfermagem para promover o treinamento materno;
Diminuir o risco de infecção hospitalar;
Facilitar o encontro da mãe com o pediatra;
Desativar o berçário para RN normal, se o RN tiver alguma patologia ele deve ir para a unidade
neonatal, a mesma coisa ocorre com a mãe se esta tiver alguma patologia.

Recursos Para Implantação do Alojamento Conjunto

Recursos humanos: em relação ao pessoal de enfermagem são necessários


1 enfermeiro para 30 binômios (mãe e filho) e
1 técnico de enfermagem para cada 8 binômios.
1 obstetra para 20 mães e
1 pediatra para 20 crianças.
Outros profissionais são o assistente social, psicólogo e nutricionista.
Recursos físicos: os quartos devem ter uma área de 4 m 2 para conjunto leito materno/berço. O berço
deve ficar com separação mínima de 2m do outro berço. Os sanitários devem ser de acordo com a RDC 50.
O número recomendável na enfermaria é de 6 pares (mãe e filho).
Normas básicas de alojamento conjunto: maior parte do território brasileiro não tem condições de
manter o alojamento conjunto, o mais importante segundo o MS é manter o bebê junto da mãe após o
nascimento.
Recursos materiais: cama, mesinha de cabeceira, berço, cadeira. Na enfermaria é necessário 1 lavabo
e 1 recipiente com tampa para roupas usadas.

Normas Gerais

O alojamento conjunto não é método de assistência utilizado para economizar pessoal de


enfermagem.
O exame clínico do RN deve ser feito no próprio berço ou no leito materno, examina-se no quarto, a
mãe deve retirar toda a roupa do bebê.
Os cuidados higiênicos do RN devem ser feitos no alojamento conjunto, pede-se para a mãe trazer
fraldas descartáveis.
A pesagem do RN deve ser diária e as visitas são diárias e a presença do pai deve ser estimulada e
facilitada.
A equipe deve estimular o contato precoce mãe/filho na sala de parto.
Encorajar o aleitamento sobre livre demanda e não dar bicos artificiais ou chupeta. Não dar ao RN
nenhum outro alimento ou bebida. Proibir que as mães amamentem outros RN que não os seus.
Orientar a participação gradual da mãe no atendimento ao RN.
O enfermeiro deve realizar visitas diárias as puérperas.
Ministrar palestras e aulas para as mães, abordando conceitos de higiene, saúde e nutrição
(principalmente o pós-parto e cuidados que ela deve ter no puerpério).
Enfatizar para as mães sobre a continuidade do atendimento no serviço de saúde.

MÉTODO CANGURÚ

Posição canguru: manter o recém-nascido de baixo peso em contato pele a pele, na posição vertical,
junto ao peito da mãe, pai ou de outros familiares.
Equipe de saúde: treinada para orientar de maneira segura os pais a realizar a posição canguru.
O bebê prematuro é colocado em contato pele a pele com sua mãe ou com seu pai. Isto ocorre de
forma gradativa. Inicialmente os pais tocam seu filho, para depois colocá-lo na posição canguru. Este contato
do recém-nascido com os seus pais inicia de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, pelo
tempo que os pais se sentirem confortáveis.
Permite que os pais tenham uma maior participação nos cuidados neonatais. Ocorre em três etapas:
Primeira etapa: inicia no pré-natal na gestação de alto risco, e, após, na internação do recém-
nascido prematuro na Unidade Neonatal. Os pais devem ser acolhidos na Unidade Neonatal, receber
informações sobre as condições de saúde do seu filho, os cuidados dispensados, as rotinas, o funcionamento
da unidade e a equipe que cuidará de seu filho. Os pais devem ter livre acesso à Unidade e serem encorajados
a tocar no bebê. A participação do pai é muito importante. Ele deve ser estimulado a participar em todas as
atividades desenvolvidas na unidade. Os estímulos ambientais prejudiciais da unidade neonatal, como ruídos,
iluminação e odores devem ser atenuados.
Segunda etapa: o bebê permanece de maneira contínua com sua mãe e a posição canguru deve ser
realizada o maior tempo possível. A mãe participa ativamente dos cuidados do prematuro, e deve estar apta
para colocar o bebê na posição canguru.
Terceira etapa: o bebê vai para casa e é acompanhado, juntamente com sua família, no ambulatório
e/ou em casa até atingir o peso de 2.500 g.
A transferência para a terceira etapa exige alguns critérios:
A mãe deve estar segura, motivada, orientada e os familiares conscientes dos cuidados necessários
para o bebê em casa;
A mãe e a família devem assumir o compromisso de realizar a posição canguru pelo maior tempo
possível;
O peso mínimo é de 1.600 g;
O acompanhamento ambulatorial deve ser assegurado até o peso de 2.500 g;
O ganho de peso deve estar adequado durante três dias antes da alta;
O bebê deve estar em amamentação exclusiva no seio materno ou, em situações especiais, a mãe e a
família devem estar habilitados a realizar a complementação;
Após a alta, a primeira consulta deve ser realizada em até 48h, e as demais no mínimo uma vez por
semana;
O atendimento na unidade hospitalar de origem deve ser garantido até a alta da terceira etapa.

Benefícios

Método Canguru quando comparado ao Método de Incubadora, favorece o ganho de peso do recém-
nascido, estimula a formação dos laços afetivos entre o bebê e a mãe.
Cuidado humanizado que reúne estratégias de intervenção biopsicossocial
Estimula o aleitamento materno: O volume de leite diário é maior nas mães que realizam o contato
pele a pele com seu bebê. É sabido, também, que as mães que fazem o contato pele a pele mantêm a
amamentação de seus bebês por mais tempo.
Favorece um melhor desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo do recém-nascido de
baixo peso e causa estimulação sensorial adequada do recém-nascido;
Reduz o estresse e a dor do recém-nascido de baixo peso;
Proporciona um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde;
Possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com seu filho.
Mostrar o Método Canguru na Prática

PUERICULTURA

A Puericultura trata de um conjunto de ações básica de saúde, ou seja, de meios que visam assegurar
o perfeito desenvolvimento físico, mental e moral da criança e a integridade na assistência prestada à criança,
no seu processo de crescimento e desenvolvimento de 0 a 18 meses de idade por uma equipe
multiprofissional de saúde contendo médico, enfermeira, nutricionista, psicólogo, assistente social, técnico
de enfermagem e dentista. A puericultura ocupa-se da infância normal, da promoção da saúde e prevenção da
doença na criança. Relaciona a evolução da criança, nos aspectos físicos, sociais e psíquicos, com o ambiente
onde ela está inserida e com o comportamento das pessoas que lhe prestam os cuidados nas etapas de seu
desenvolvimento.
Abrange ainda a educação dos pais, pois se os diretamente responsáveis pela criança não forem
instruídos a respeito dos riscos a que a criança está exposta e dos meios que tem à sua disposição para
protege-la, todo o restante será inútil.

Objetivos Gerais

Prestar atendimento de puericultura às crianças de 0 a 18 meses de idade, em todas as unidades de


saúde, visando à promoção, prevenção e recuperação da saúde, através de ações integradas de vacinação,
acompanhamento e avaliação de crescimento e desenvolvimento da criança;
Controle das doenças diarreicas e demais doenças mais comuns na infância;
Orientações quanto aos cuidados de higiene, nutrição e importância do aleitamento materno;
Assegurar atendimentos eventuais, tanto para a clientela inscrita na puericultura, como as demais.

Objetivos Específicos

Prevenir doenças infecto contagiosas, comuns na infância através da vacinação, segundo o


calendário oficial;
Acompanhar o crescimento pondo-estatural e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança de 0 a
18 meses;
Promover assistência nos processos diarreicos infantis, através de TRO;
Prestar assistência a criança, nas doenças comuns e de alta frequência na infância;
Promover orientações de educação em saúde, em todos os atendimentos prestados à criança;
Prevenir a desnutrição através do estímulo ao aleitamento materno e de orientações alimentares
adequadas ao desenvolvimento da criança;
Prestar assistência médico-psiquiátrica e psicológica à criança e familiar que necessitar;
Esclarecer a família da criança sobre aspectos relativos ao seu desenvolvimento emocional, psico
afetivo e importância do relacionamento familiar neste contexto.

Normatização

Toda a equipe de profissionais atuante em hospitais, unidades sanitários e agentes de saúde, deverão
incentivar os responsáveis para a inscrição neste atendimento;
As crianças de risco deverão ser inscritas na puericultura, mesmo após os 9 meses de idade;
A inscrição da criança na puericultura poderá ser feita pelo técnico de enfermagem ou agente de
saúde, que agendará a consulta de rotina o mais breve;
Os atendimentos de puericultura, individuais às crianças inscritas, serão realizadas pelo médico e/ou
enfermeiro. Caso não haja estes profissionais à disposição durante as 8 h diárias o atendimento poderá ser
realizado pelo técnico de enfermagem ou agente de saúde;
Quando detectado alterações de saúde ou por solicitação da mãe, deverão também receber
atendimento médico.

Promoção da Saúde da Criança e Equipe de Saúde da Família

Ações de promoção da saúde tais como higiene, alimentação e estímulo ao desenvolvimento e ações
de prevenção de agravos como, vacinação, higiene pessoal e ambiental, cuidado com acidentes no lar,
identificação e tratamento precoce dos problemas de saúde da criança, fazem parte da competência técnica
dos profissionais que realizam a puericultura.
O Agente de Saúde, durante as visitas domiciliares observa e avalia a dinâmica familiar, as atitudes
dos membros da família que possam interferir na produção da saúde da criança; identifica situações de risco
ambiental ou familiar; acompanha prioritariamente as famílias em maior risco; verifica a situação das
crianças conforme definição anterior; orienta condutas pertinentes; refere e encaminha para atendimento em
Unidade de Saúde.
O Médico generalista faz o atendimento da criança recém-nascida, da criança que vem encaminhada
pela enfermeira que acompanha a evolução da mesma no ambiente domiciliar, familiar, comunitário e em
Unidade do Sistema de Saúde, identifica e trata algum agravo a saúde da mesma.
O enfermeiro é o profissional que, juntamente com o técnico de enfermagem, monitoriza a evolução
da criança, apoia e orienta a família interagindo com a mesma, compreendendo e lidando com os efeitos de
determinantes culturais, sociais e ambientais, intervindo de forma apropriada para manter saudável esse
pequenino ser.
O odontólogo realiza procedimentos para recuperar a saúde bucal e, principalmente, junto com os
auxiliares específicos, faz orientações para prevenção da cárie dental e outros agravos a saúde bucal.

Atenção na Consulta de Puericultura

O atendimento da criança saudável – consulta de puericultura é realizado pelo enfermeiro na UBS.


Nessa consulta o enfermeiro realiza atividades voltadas para acompanhamento e avaliação da criança com
subsequente orientação às mães/familiares, com vistas aos seguintes focos de atenção:
Desenvolvimento neuropsicomotor, social e afetivo;
Crescimento físico e nutrição;
Vacinação, higiene pessoal, mental, domiciliar e ambiental, atividades lúdicas, vínculo afetivo,
autoestima, análise e orientação à família sobre o ambiente da criança (berço, quarto, casa quintal, nicho
ecológico) marcante para a saúde da criança;
Segurança e proteção contra acidentes;
Identificação de agravos e situações de risco;
Comunicação com a mãe e familiares;
Encaminhamento para outros setores ou unidades quando for indicado e conforme organização do
sistema de saúde.
Este processo de trabalho pode ser facilitado se estabelecermos uma rotina e tivermos o
conhecimento de tudo que não pode deixar de ser avaliado e orientado e se desenvolvermos uma relação de
confiança paciência e carinho com a criança e com a família.
Um bom começo é o contato com a gestante, momento no qual se estabelece a relação do
profissional com a futura mãe, com a família e com o bebê que está sendo esperado.
As consultas de puericultura começam portanto, preferencialmente no pré natal para que se conheça
as prováveis condições de saúde da criança no momento do parto, para dar oportunidade de identificar
intervenções resolutivas e para transmitir à gestante algumas informações importantes para o melhor
desenvolvimento e nutrição do feto e da criança.
Toda a criança que nasce em boas condições, ou seja, de baixo risco no pré natal, no parto e sem
fator de risco pessoal poderá ser acompanhada pelo enfermeiro e quando houver indicação passará também
por consulta médica. O ideal é que a consulta do recém-nascido, em sala de parto, seja realizada por médico,
de preferência pediatra. Durante o primeiro mês de vida a criança deve ser examinada novamente pelo
médico. Se a criança não foi examinada por um médico na ocasião do nascimento, a consulta médica no 1º
mês de vida passa a ser obrigatória.
Todos os nascidos que apresentem características reconhecidas como fatores de risco, tais como
prematuridade, baixo peso, e que sejam egressos de UTI deverão ser acompanhados preferencialmente por
médico pediatra, ou por médico generalista na impossibilidade do primeiro.
A criança normal ou de baixo risco, idealmente, deverá receber consulta médica ao nascer, no 1º mês
de vida, de preferência na 1ª semana de vida também, durante a visita domiciliar, no sexto mês e no final do
1º ano.

A Consulta de Puericultura na Prática

A consulta de puericultura deve ser realizada segundo o calendário de atendimento da criança. Tem o
objetivo principal de promover a saúde da criança através de acompanhamento de seu desenvolvimento,
vacinação e orientações às mães sobre as condutas mais adequadas para o desenvolvimento infantil. Outro
objetivo da consulta de puericultura é identificar doenças e/ou sinais de alarme para tratamento e/ou
encaminhamento adequado das crianças para atenção apropriada.
A equipe de saúde tem entre as suas atribuições realizar o seguimento das crianças saudáveis, sendo
o profissional de enfermagem o organizador principal responsável por esta atividade.

Passos da Consulta

O profissional de enfermagem recebe a criança e sua mãe ou outro acompanhante e faz os


cumprimentos habituais;
Observar o comportamento da criança e da mãe e outros familiares quando estiverem presente, atenta
ao relacionamento estabelecido entre eles;
Verificar no prontuário e/ou na ficha de atendimento da criança, informações socioambientais, os
dados da consulta anterior, se pertinente, e as informações atuais já registradas durante o preparo da criança,
tais como peso, temperatura, estatura e perímetro cefálico;
Conversar com a mãe e com a criança, se pertinente, para obter informações relativas aos focos de
atenção que serão avaliados durante a consulta;
Solicitar cartão da criança, realizar o exame físico, fazer análise das anotações anteriores, registrar os
achados na ficha/prontuário e no cartão da criança;
Conversar com a mãe ou acompanhante informando sobre a avaliação realizada e elogiar as atitudes
positivas;
Orientar, explicar e verificar sua compreensão sobre as informações e condutas necessárias para o
bom desenvolvimento e manutenção do estado de saúde da criança, reforçar a importância do próximo
retorno;
Quando for indicado, providenciar encaminhamento para consulta médica, informar e orientar a
mãe/acompanhante sobre a necessidade desta consulta.

Calendário de Atendimento

As consultas de puericultura atenderão, sempre que for possível, o seguinte calendário:


Consulta do bebê no pré-natal, no 3º trimestre da gravidez;
Consulta no nascimento, na sala de parto;
Consulta na 1º semana de vida, entre o 3º e o 7º dia em visita domiciliar ou ambulatorial;
Consulta ao final do 1º mês, aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, 9 meses, 12 meses, 18 meses e 24
meses;
A partir da consulta dos 24 meses deve ser realizada uma consulta anual até os 10 anos de idade.
É importante proceder a busca de crianças para promover e garantir a realização de todas as
consultas programadas evitando possíveis agravos à saúde infantil.
Como pode ser observado, as consultas serão realizadas segundo as datas de aplicação das vacinas de
modo que, sem prejuízo do acompanhamento do desenvolvimento da criança, sejam otimizadas as atividades
nas Unidades de Saúde e o deslocamento das mães.
O crescimento ocorre por aumento do número e tamanho das células do organismo. É determinado
por fatores genéticos e controlado por fatores neuroendócrinos.
Para que este processo ocorra de maneira adequada, é fundamental que as células recebam nutrientes
necessários e, para tanto, o organismo necessita de um aporte adequado de alimentos e um ambiente que
ofereça bem estar emocional e social.
O leite materno é o alimento mais completo para atender as necessidades das crianças até os seis
meses de idade quando usado exclusivamente. A introdução de alimentos complementares tem início a partir
dos seis meses, mantendo-se o alimento materno até os dois anos. Os alimentos complementares deverão ser
escolhidos conforme a região e hábitos familiares. No entanto, os profissionais deverão sempre
informar/orientar sobre uma alimentação saudável.
É importante saber sobre crescimento e desenvolvimento físico tendo em vista que o nível de
desenvolvimento físico da criança estabelece limites em sua interação com o ambiente, ou seja, a qualidade
do crescimento interfere direta e/ou indiretamente no processo do desenvolvimento infantil.

EXAME FÍSICO EM NEONATOLOGIA


Antes de receber o RN, o neonatologista deve preencher a História Materna para avaliar o grau de
risco da gravidez e parto. Acompanhar a evolução do parto (ficar atento às manobras obstétricas e o uso de
medicamentos), oferecer apoio emocional e efetivo à parturiente e seus familiares se presente na sala de
parto.
Logo após a assistência imediata o RN deverá ser mantido em ambiente aquecido até a estabilização
da temperatura. Diminuir o máximo possível o período de separação mãe – filho, liberando o RN para o
Alojamento Conjunto, tão logo as condições clínicas permitam. O objetivo é que o bebê vá direto da sala de
parto para o Alojamento Conjunto.
Neste período inicial, observar rigorosamente o RN (o ritmo respiratório, palidez, cianose, tremores,
gemidos, hipo ou hipertonia, malformações, tipo de choro, etc..). Avaliar a idade gestacional, pesar e
classificar o RN, assim como a placenta, estimando o risco de patologias (monitorização da glicemia com
fitas reagentes para RN PIG (pequeno para a idade gestacional), GIG (recém-nascido grande para a idade
gestacional), sorologia para infecção congênita, etc..). Aplicar 1 mg IM de vitamina K1 (Kanakion) para
prevenção da doença hemorrágica do RN. Instilar uma gota de nitrato de prata a 1% em cada um dos olhos
do RN para prevenção da oftalmia gonocócica. Aplicar o Engerix B (0,5 ml IM) para todos os RN na
prevenção da Hepatite pelo vírus B.
Fazer o exame físico completo após o nascimento, que deverá ser minucioso e tem, como objetivos:
1. Detectar anormalidades anatômicas 2. Determinar estado de saúde do RN
Histórico Materno: Paridade, antecedentes maternos (uso de drogas, tabagismo, álcool),
informações sobre gestações, trabalho de parto e partos anteriores, intercorrências no pré-natal.
Histórico Familiar: Enfermidades atuais e significantes em membros da família, consanguinidade.
Histórico Neonatal: Ocorrências no pré-parto e sala de parto, Boletim de Apgar, necessidade de
reanimação, amamentação.
Placenta: Peso, coloração, odor, relação do peso da placenta com peso do RN (classificação da
placenta e do RN através das respectivas curvas - consultar Avaliação da Idade Gestacional), cordão
umbilical.
Avaliação da idade gestacional:
DUM (Data da Última Menstruação): 15/05/2018 e Consulta: 10/10/2018
Total de dias do mês da DUM: 31 dias do mês de maio
31 dias do mês de maio
- 15 dias de amenorreia
16 dias do mês de maio
30 dias do mês de junho
+31 dias do mês de julho
31 dias do mês de agosto
30 dias do mês de setembro
10 dias do mês de outubro
148 dias de amenorreia  divididos por 7 dias da semana

128 / 7
-14 21
008
- 7
1 = 21 semanas e 1 dia

Dados Biométricos, Sinais Vitais e Medidas ao Nascer

Peso: a avaliação do peso é extremamente importante para avaliarmos o crescimento da criança e o


seu estado nutritivo. Ele deve ser verificado nos RNs, nas crianças maiores, a cada consulta médica em
crianças sadias e em crianças hospitalizadas deve ser tomado diariamente.
Valores normais: aumento médio de peso nos dois primeiros anos de vida. No primeiro ano de vida
consideramos um RN que, em média, pesou 3000 gramas ao nascer. É normal aos RN apresentarem nos
primeiros dias perda de peso considerada fisiológica, que é avaliada aproximadamente 10% que vai até o 4 º
ou 5 º dia de vida, quando o bebe começa, gradativamente, a aumentar de peso alcançando o de nascimento
por volta do 10º até 15º dia de vida. Pode-se calcular:
Até 03 meses: 750 a 900 g/mês De 03 meses a 06 meses: 600 g/mês
De 05 meses a 01 anos: 300 a 400 g/mês De 01 a 02 anos: 200 a 300 g/mês
Evolução de peso de 0 a 2 anos (cálculo válido apenas para estimativas mais grosseiras, não deve ser
utilizado no acompanhante de puericultura):
Peso do nascimento (PN): 3.300 ± 500 gramas; Peso ± 05 meses = PN . 2
Peso ± 01 ano = PN . 3; Peso ± 02 anos = PN . 4;
Fórmula prática para saber quanto deve pesar uma criança: Peso= idade da criança x 2 + 8
Por exemplo, qual seria o peso de uma criança de 5 anos: 5 x 2 + 8 =18 kg
Ou seja, uma criança de 5 anos deveria pesar aproximadamente 18 quilos.
Obviamente este cálculo ou fórmula prática para saber quanto deve pesar uma criança não
substitui as tabelas de percentis, já que estas podem dar uma informação mais detalhada e completa da
evolução do crescimento de uma criança, além disso neste cálculo não se leva em conta a altura da criança.
Ganho de peso ponderal anual de 02 a 07 anos:
De 02 a 03 anos 1.800 gramas a 2000 gramas por ano De 03 a 04 anos 1.800 gramas por ano
De 04 a 05 anos 1650 gramas por ano De 05 a 07 anos 1.500 gramas por ano
Técnica de pesagem: toda balança deve ser zerada antes do uso. A colocação de forros transitórios
sobre o prato da balança deve ter o peso descontado do total. Crianças até os 2 anos devem ser pesadas sem
fraldas e no máximo com uma camiseta fina. Crianças acima de 2 anos deverão estar trajando no máximo um
calção e uma camiseta leve.
Valor do peso versus estatura: a variação do peso ocorre de maneira rápida em função das
intercorrências clínicas, sendo por isso um bom indicador de saúde para períodos curtos. Para períodos
maiores a estatura é mais fidedigna. Uma criança com a direção da curva de crescimento ponderal
inadequada, mas com boa curva de crescimento estatural, demonstra que houve uma doença recente e de
curta duração. Quando ambas as curvas de crescimento, ponderal e estatural estão inadequadas, a criança
apresenta uma enfermidade grave e prolongada.
Gráficos de crescimento: a variação normal da estatura e do peso pode ser identificada em tabelas ou
gráficos de estudos populacionais. Os gráficos são superiores às tabelas, pois permitem uma avaliação
dinâmica do crescimento. Esta variação da normalidade pode ser expressa em desvio padrão ou percentil. Os
atuais gráficos apresentam-se em percentil, uma vez que possibilitam a visualização de canais de crescimento
mais estreitos. Percentil é a posição que uma determinada medida ocupa numa série ordenada de 100. O
gráfico simplificado de peso, utilizado no cartão da criança, tem por função principal a conscientização da
mãe quanto ao estado nutricional da criança. É necessário, portanto, que seja explicado à mãe o seu valor e a
sua interpretação, em linguagem acessível. Deve ser atualizado periodicamente e o seu uso constantemente
valorizado.
Estatura e Comprimento: a avaliação do crescimento permite saber se todos os fatores envolvidos
no crescimento estão ocorrendo de maneira adequada. O monitoramento do crescimento permite o
diagnóstico precoce de doenças e da desnutrição, principalmente as formas subclínicas, que muitas vezes
passam desapercebidas. Auxilia também, na avaliação da eficácia da conduta terapêutica, através da
mudança da direção da curva de crescimento.
Técnica de medição para crianças até os 2 anos: medição em plano horizontal, em colchão firme,
com o auxílio do antropômetro, a cabeça deverá estar no mesmo eixo do tronco, evitando-se lateralizações,
flexões e extensões do pescoço, os pés deverão estar em posição plantar, evitando ficar na ponta dos pés.
RN deitado sobre a régua e a medida é feita do calcanhar à protuberância occipital. A altura é uma
medida extremamente importante do crescimento muscular e esquelético da criança e deve ser seguida
cuidadosamente desde o nascimento até a idade adulta. A altura geralmente é uma característica familiar e
antes de verificarmos qualquer alteração no gráfico da criança, devemos investigar quais são suas
características hereditárias.
Criança após os 2 anos: medição em plano vertical, com o auxilio de régua, apoiando em 4 pontos,
ou seja, calcanhares, nádegas, costas e cabeça. A cabeça deverá estar num plano onde a porção superior da
implantação da orelha e canto externo do olho esteja num ângulo reto com o plano vertical.
A alta estatura pode ser devida a hereditariedade, super nutrição, retardamento mental ou, ocasional a
hormônios de crescimento super estimulados. A estatura anormalmente baixa pode ser devida à má nutrição,
deficiência de hormônios do crescimento, infecção crônica, alergias ou problemas renais e cardíacos, como
também pode ser herdado.

Monitoramento do Crescimento das Crianças: o monitoramento tem sido uma estratégia usada
em programas nacionais, em busca de melhor qualidade de vida e saúde para a criança. Não há dúvida de que
simplesmente pesar uma criança não vai fazê-la crescer, no entanto, o acompanhamento do crescimento
através do peso pode sinalizar precocemente a necessidade de ações corretivas que poderão evitar grande
número de desnutridos. Mais importante do que monitorar é promover o crescimento para evitar a
desnutrição infantil. A tomada sistemática de peso tem sido utilizada para identificar precocemente crianças
com risco de deficiência nutricional. Desta forma é importante que as crianças sejam acompanhadas nas
UBS através das consultas de puericultura. As crianças que apresentam fatores de risco para o seu
crescimento, desvios na curva de crescimento, deverão receber atendimento conforme planejado para a
necessidade incluindo atendimento médico e visitas domiciliares específicas. Será planejada também
alimentação mais rica de nutrientes o que inclui a administração de óleo cru (soja, girassol ou milho) a 5%
em cada alimentação da criança.
A seleção das crianças, baseada em critérios de risco, será feita através de dados constantes no
cadastro ou coletados especificamente para esse fim, possibilitando o preenchimento da ficha anteriormente
apresentada e serão analisados conjuntamente pela equipe com cada agente de saúde, para identificação de
crianças com necessidades específicas. Após a identificação, estas crianças deverão ser acompanhadas
sistematicamente na Unidade de Saúde.
Perímetro cefálico (PC): deverá ser a maior medida da circunferência craniana. É cerca de 2 cm
maior na apresentação pélvica. Até 32 semanas é maior que o perímetro abdominal, de 32 a 36 semanas são
aproximadamente iguais, e após 36 semanas será menor. Medida principalmente durante o 1º ano de vida,
uma circunferência que cresce mais rapidamente que o esperado, deve ser investigada, para uma hidrocefalia
enquanto que nenhum ou pouco crescimento pode indicar microcefalia. Lembrar sempre de Classificar o RN
conforme a idade gestacional.
Temperatura: a temperatura corporal normal representa uma estabilidade entre o calor produzido e
o perdido pelo corpo, sendo influenciado pelos meios físicos e químicos e também de estimulação do sistema
nervoso. Valores normais comparados com os do adulto:
Criança Adulto
Oral 36,4 a 37,4 ºC 37 ºC
Retal 36,2 a 37, 8 ºC 37, 5 ºC
Axilar 36,5 a 37,2 ºC 36, 7 ºC
Frequência Respiratória (FR): é o número de movimentos respiratórios determinados num espaço
de tempo. Existem dois tipos principais de movimentos respiratórios: torácico ou costa e abdominal ou
diafragmática.
Frequência Cardíaca (FC): é o número de batimentos cardíacos em um espaço de tempo, medidos em
batimentos por minuto.

Classificação da infância em grupos etários:

LACTENTE: Neonatal: 0 – 28 dias / Lactente: 1-12 meses

1ª INFÂNCIA: Todller : 2anos e 11 meses/ Pré-escolar: 3 – 5 anos e 11 meses

2ª INFÂNCIA: Escolar: 6 anos e 11 meses a 11 anos e 11 meses

INFÂNCIA TARDIA: Adolescente: a partir dos 12 anos

Trabalhar com o Filme Crianças Invisíveis – 7 realidades


Cada grupo deverá trabalhar uma realidade – montar um cartaz com fotos, e relacionar essas
realidades aos direitos da criança e ao ECA, após isso cada grupo deverá apresentar seu cartaz na sala de aula
e então os cartazes serão expostos na escola.

DIREITOS DA CRIANÇA:

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS:


Em 1924, os direitos da criança foram declarados pela ONU, mas o reconhecimento da Declaração
Universal dos Direitos Humanos aconteceu em 1959. Objetivando afirmar que toda criança merece uma
infância feliz e que possa gozar de direitos e liberdades, essa declaração enunciou os seguintes princípios:

“ Toda criança gozará de todos os direitos enunciados na Declaração” :

A criança gozará de proteção especial e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidade, a fim


de facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social de forma sadia e normal e em
condições de dignidade.
Toda criança terá direito a nome e nacionalidade, desde o nascimento;
A criança gozará os benefícios da previdência social,a criança terá direito à alimentação, habitação,
recreação e assistência médica adequadas;
À criança incapacitada física ou mentalmente, serão proporcionados o tratamento, a educação e os
cuidados especiais;
Para o desenvolvimento completo e harmonioso da sua personalidade, a criança precisa de amor e de
compreensão.
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e obrigatória, pelo menos no grau
primário;
A criança figurará, em qualquer circunstância, entre os primeiros a receber proteção e socorro;
A criança deve ser protegida contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração;
A criança gozará de proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de
qualquer outra natureza (ONU, 1959).

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE:

O Estatuto da criança e do adolescente foi legalizado em 1990, pela Lei Federal nº 8.069. Ao prestar sua
assistência, os técnicos e os auxiliares de enfermagem, assim como os demais profissionais de saúde,
deverão considerar os direitos prescritos por esse Estatuto, sob pena de serem acionados judicialmente. No
Brasil, com relação à saúde, as crianças e os adolescentes têm os seguintes direitos:
Art.7º. A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e a saúde, mediante a efetivação de
políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições
dignas de existência.
Art. 8º. É assegurado à gestante, através do SUS, o atendimento pré e perinatal.
Art 9º. O Poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao
aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
Art 10º. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e
particulares, são obrigados a: I- manter registro das atividades desenvolvidas pelo prazo de 18 anos; II-
Identificar o recém-nascido; III- Proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades
no metabolismo do recém-nascido, bem como, a orientação aos pais; IV- Fornecer declaração de nascimento
onde constem as intercorrências do parto e do desenvolvimento de neonato.
Art 11º. È assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente, através do SUS, garantindo o
acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde.
Art 12º. Os estabelecimentos de atendimentos á saúde deverão proporcionar condições para a
permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou
adolescente.
Art 13º. Os casos de suspeita ou maus tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente
comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade.
Art 14º. O SUS promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais,
educadores e alunos.
Parágrafo único: É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades
sanitária (MS, 2001).

VACINAÇÃO
BCG

Composição: Bacilo Calmette-Guérin liofilizado, obtido por atenuação do M. bovis, cepa Mooron-
Rio.
Idade: a partir do nascimento e revacinação quando não houver cicatriz vacinal.
Indicação: em especial nas crianças menores de 5 anos e preferencialmente nos menores de 1 ano. O
mais precocemente em crianças HIV positivas assintonáticas.
Dosagem e via de administração: 0,1ml ID na inserção inferior do deltóide.
Agulha: 13x3,8
Tempo de validade após aberto o frasco: 06 horas.
Eventos adversos: formação de abscesso e/ou ulceração (axilar).
Contra-indicação: imunodeficiência congênita ou adquirida; HIV sintomático; < 2000g, afecções
dermatológicas extensas (escabiose, impetigo= adiamento).
Conservação: +2 + 8ºC inativada quando exposta à luz artificial.

HEPATITE B

Composição: Há 2 tipos : 1 partícula viral tratada com formol (2 recombinação do RNA viral através
de engenharia genética).
Idade: nas primeiras 12 horas de vida.
Esquema: 0,1,6 meses – 1ª dose para 2ª dose intervalo de 30 dias e da 1ª dose para 3ª dose um
intervalo de 6 meses.
Dosagem e via de administração: 0,5 ml ou de acordo com o fabricante, IM profunda no Vasto
Lateral da Coxa (VLC) em crianças até 2 anos e deltóide em crianças maiores.
Agulha: 20x5,5 (menores de 2 anos) 25x6 ou 25x7 (maiores de 2 anos).
Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco.
Eventos adversos: dor no local da injeção e febre baixa.
Contra-indicação: reação anafilática sistêmica na dose anterior.
Conservação: + 2º+ 8º, congelamento inativa.

POLIOMIELITE ORAL (VOP)

Composição: vírus vivo atenuado em cultura de células.


Idade: a partir dos 2 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias.
Esquema: 3 doses a partir dos 2 meses de idade, com intervalos de 60 dias e no mínimo 30 dias; dose
de reforço aos 15 meses.
Dosagem e via de administração: 2 gotas oral.
Tempo de validade após aberto o frasco: 05 dias.
Contra-indicação: crianças com imunodeficiência (congênita ou adquirida); pessoas submetidas a
transplante de medula; crianças HIV+ sintomáticas (AIDS).
Conservação:geladeira, +2+8ºC.
Observação: Retornar ao refrigerador ou isopor imediatamente após a vacinação.

TETRAVALENTE

Composição: vacina que contém toxidóide diftérico, tetânico e Bordetella pertussis, além de
polissacarídeo capsulares (Poliribosol-ribtol-fosfato- PRP) do Haemophilus influenza conjugada com uma
proteína carreadora tetânica.
Idade: até 11 meses e 29 dias.
Via de administração: IM ou VLC.
Esquema: 3 doses de 0,5ml a partir dos 2 meses de idade, com intervalo entre as doses de 60 dias e
no mínimo 30 dias.
Agulha: 20x5,5.
Tempo de validade após aberto o frasco: 05 dias.
OBS: Não administrar em crianças maiores de 1 ano. Caso, o esquema não esteja completo,
completar com DTP.
Eventos adversos: dor, vermelhidão, febre, mal-estar e irritabilidade nas 24-48h.
Contra-indicação: crinaças que desencadeiam reação anafilática não administrar dose seguinte.
Conservação: +2 +8ºC.

TRÍPLICE BACTERIANA – DTP

Composição: a vacina tríplice DTP contém toxóide diftérico, toxóide tetânico e Bordetella pertussis
inativada em suspensão, tendo como adjuvante hidóxido ou fosfato de alumínio.
Idade: 1º primeiro reforço aos 15 meses e o 2º reforço entre 4-6 anos. Idade mínima aos 12 meses.
Esquema: 2 doses de 0,5 mal a partir dos 15 meses de idade.
Via de administração: IM profunda no VLC e em crianças maiores de 2 anos administrar no deltóide.
Agulha: 20x5,5 (menores de 2 anos) 25x6 ou 27x7 (maiores de 2 anos).
Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco.
Evento adversos: dor, vermelhidão, febre, mal-estar geral e irritabilidade nas primeiras 24 a 48 horas.
Contra-indicações: a aplicação da vacina tríplice DTP é contra-indicada em crianças que tenham
apresentado após a aplicação da dose anterior – reação anafilática.

TRÍPLICE VIRAL

Composição: vacina combinada do vírus vivo atenuado, liofilizado contra sarampo a rubéola e
caxumba.
Idade: a partir dos 12 meses de idade, recomenda-se aos 15 meses para coincidir com o reforço da
DTP e pólio.
Via de administração: SC.
Esquema: 0,5 ml dose única e reforço entre 4 – 6 anos de idade.
Agulha: 13x4,5 .
Tempo de validade após aberto o frasco: 8 horas.
Efeitos adversos: febre e erupções de curta duração, entre o 5º e o 10º dia de pós-vacina, artralgia e
artrite, mais freqüentemente em mulheres adultas.
Contra-indicação: reação sistêmica ao ovo de galinha (urticária, edema da glote, dificuldade
respiratória, hipotensão ou choque), gravidez.
Conservação: +2+8ºC.

FEBRE AMARELA

Composição: vacina derivada da cepa 17, vírus da febre amarela, Sacarose 8 mg e 3 mg de glutamato
de sódio.
Idade: a partir dos 9 meses.
Indicação: contra a febre amarela.
Via de administração: SC no deltóide.
Esquema: 1ª dose aos 9 meses e reforço a cada 10 anos.
Agulha: 13x 4,5.
Tempo de validade após aberto o frasco: 4 horas.
Eventos adversos: dor local, cefaléia e febre.
Contra-indicação: crianças menores de 6 meses; portadores de imunodeficiência (congênita ou
adquirida), neoplasias malignas e pacientes HIV+ sintomáticos; uso de corticoesteróides em doses elevadas;
pessoas com história de reação anafilática após consumo de ovo.
Conservação: +2+8ºC, quando congelada inativa.

ROTAVÍRUS
Composição: é uma vacina elaborada com vírus isolados de humanos e atenuados para manter a
capacidade imunogênica, porém não patogênica.
Idade: mínima 1 m e 15 dias e idade máxima 5 meses 15 dias.
Indicação: gastroenterite provocada pelo vírus rotavírus.
Vias de administração: Cada dose corresponde a 1 ml (exclusivamente oral).
Tempo de validade após aberto o frasco: 24 horas após a preparação da vacina.
Esquema: 2 doses; 2 meses e 4 meses, com intervalo entre as doses de 60 dias e no mínimo 30 dias.
Eventos adversos: reação sistêmica grave até 2 h após a administração; presença de sangue nas fezes
até 42 dias após vacinação; internação por abdome agudo até 42 após a dose da vacina.
Justificativas para a sua inclusão no calendário vacinal infantil:
1.Os rotavírus constituem a principal causa de gastroenterites em crianças, sendo responsável por
mais de 400.000 óbitos por ano em países em desenvolvimento.
2.A maior incidência das infecções por rotavírus se concentra na faixa etária de 6 a 24 meses, com o
quadro clínico clássico caracterizado-se por diarréia precedida de febre e vômitos, evoluindo rapidamente
para desidratação.

VACINA DUPLA BACTERIANA – dT

Composição: toxóide diftérico+tetânica com hidróxido de alumínio ou fosfato de alumínio como


adjuvante.
Idade: dT administrar em crianças maiores de 7 anos e adultos.
Dosagem e via de administração: 0,5 ml IM profunda no deltóide.
Esquema: 3 doses com intervalo entre as doses de 60 dias e no mínimo 30 dias. O reforço é aplicado
a cada 10 anos.
Agulha: 25x6 ou 25x7.
Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco

VACINA PENTAVALENTE

Composição: são compostas por toxóides de difteria e tétano, suspensão celular inativada de
Bordetella pertussis, antígeno de superfície de hepatite B (HBs-Ag), oligossacarídeos conjugados de
Haemophilus influenzae do tipo b)
Idade: é indicada para imunização ativa de crianças a partir de doismeses de idade contra difteria,
tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas porHaemophilus influenzae tipo b.
Esquema: A vacinação básica consiste na aplicação de 3 doses, com intervalo de 60 dias (mínimo de
30 dias), a partir de 2 meses de idade.Os dois reforços necessários serão realizados com a vacina DTP
(difteria, tétano e pertussis). O primeiro reforço aos de 15 meses de e o segundo reforço aos 4 anos. A idade
máxima para aplicação da DTP é de 6 anos 11meses e 29 dias.Ressalta-se também que fará parte deste
esquema, para os recém-nascidos, a primeira dose nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras
12 horas, com a vacina hepatite B(recombinante).
Dose e Via de Administração: Administrar dose de 0,5 mL da vacina DTP/HB/Hib por via
intramuscular, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas
crianças acima de dois anos de idade.

VACINA MENINGOCÓCICA

Composição: As vacinas meningocócicas disponíveis contra os diversos sorogrupos, incluindo o


sorogrupo C podem ser divididas em duas categorias: as que contêm polissacarídeos e as conjugadas. As de
polissacarídeos da cápsula da bactéria conferem proteção por tempo limitado (3-5 anos) e exclusivamente
para os sorogrupos contidos na vacina, com reduzida eficácia em crianças de baixa idade (particularmente
abaixo de 2 anos).
Via de Administração : A vacina deve ser administrada exclusivamente pela via intramuscular
profunda, de preferência na área ântero-lateral da coxa direita da criança
Esquema vacinal : O esquema de vacinação primário consiste na aplicação de duas doses, em
crianças menores de um ano de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses (mínimo de 30 dias), aos 3 e 5
meses de idade. Um único reforço é recomendado aos 12 meses de idade, respeitando-se o intervalo mínimo
de 2 meses, após a aplicação da última dose.

POLIOMIELITE INATIVADA (VIP)

Composição : A vacina inativada poliomielite (VIP) foi desenvolvida em 1955 pelo Dr. Jonas Salk.
Também chamado de "vacina Salk", a VIP é constituída por cepas inativadas (mortas) dos três tipos (1, 2 e 3)
de poliovírus e produz anticorpos contra todos eles.
Esquema Vacinal : O esquema vacinal será sequencial (VIP/VOP) de quatro doses para crianças
menores de 1 ano de idade que estiverem iniciando o esquema vacinal. A VIP deverá ser administrada aos 2
meses (1ª dose) e 4 meses (2ª dose) de idade, e a VOP aos 6 meses (3ª dose) e 15 meses de idade (reforço). A
preferência para a administração da VIP aos 2 e 4 meses de idade tem a finalidade de evitar o risco, que é
raríssimo, de evento adverso pós-vacinação.
Dose e via de administração: A via de administração preferencial da VIP é a intramuscular,
entretanto, a via subcutânea também pode ser usada, mas em situações especiais (casos de discrasias
sanguíneas). O local de aplicação preferencial para injeção intramuscular em bebês é o músculo vasto-lateral
da coxa ou região ventroglútea e para crianças maiores o músculo deltóide.

NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA HOSPITALIZADA

Ao lidar com crianças é necessário considerar as necessidades biológicas fundamentais: sede, desejo
de urinar, respirar, evacuar, movimentar-se ou não, de sentir um desconforto térmico, além de considerar
também as necessidades afetivas. Dentre as necessidades básicas da criança hospitalizada podemos
encontrar: higiene; sono e repouso; eliminações; hidratação;alimentação; medidas de segurança e proteção
(física, terapêutica e psicológica) e recreação.

HIGIENE

Desde pequena, a criança sente conforto ao ter seu corpo limpo. De 2 a 6 anos a criança desenvolve a
capacidade de controlar os esfíncteres, o que deve ser ensinado com carinho e sem castigo, além de ser
estimulada a lavar as mãos antes e após as refeições e escovar os dentes. O banho é um procedimento
exclusivo da enfermagem, devendo o enfermeiro prescrevê-lo, indicando o tipo de banho e o melhor horário
de acordo com o estado geral da criança e , sempre que possível, respeitando os hábitos e costumes da
mesma.
Na higienização da criança, o técnico de enfermagem deve seguir os seguintes procedimentos:
1. Respeitar sua individualidade, procurando realizar a higiene da criança maior em ambiente
privado.
2. Cortar as unhas da criança sempre que necessário ( para evitar lesões de pele)
3. Lavar os cabelos da criança em dias alternados de acordo com as condições higiênicas do couro
cabeludo.
4. Fechar a porta ou as janelas durante o banho, evitando-se correntes de ar.
5. Sempre que possível deixar a mãe ou acompanhante participar dos cuidados de higiene do seu
filho.
Objetivo: promover e proteger a saúde da criança.

TIPOS DE HIGIENE:

Banho: È um procedimento de rotina no momento da admissão, diariamente e sempre que


necessário. O banho diário é indispensável a saúde, proporciona bem-estar, estimula a circulação sanguínea e
protege a pele contra diversas doenças. O momento do banho deve ser aproveitado para estimular a criança
com ( ou através de ) estímulos psico-emocionais ( acariciar), auditivos ( conversar e cantar) e psicomotores
( inclusive movimentos ativos com os membros)

Tipos de Banho:

Banho de chuveiro: Normalmente é indicado para crianças na faixa etária préescolar, escolar e
adolescente, que consigam deambular, sem exceder sua capacidade em situação de dor.
- Incentivar a criança a banhar-se sob supervisão ou, em caso de adolescente, que queiram
privacidade, permitir que tome banho sozinho.
- Quando for possível, ao término, verificar a limpeza da região atrás do pavilhão auditivo,mãos, pés
e genitais.

Banho de imersão (banheira): É indicado para lactentes e pré-escolares que estejam impossibilitados
de ir ao banheiro. Sua escolha dependerá do estado geral da criança.
- No caso de crianças em uso de oxigênio, verificar a possibilidade de outro profissional para segurar
a fonte de oxigênio durante o banho.
- Sempre que possível estimular a mãe ou acompanhante a participar do procedimento.
- É necessário que durante o procedimento se converse e explique para a criança, independentemente
da faixa etária, tudo o que está sendo feito, em tom de voz baixo e tranqüilo.

Banho no Leito: Refere-se ao banho da criança acamada (escolar e adolescente), sem condições de
receber o banho de imersão, seguindo todos os procedimentos anteriores.
-Deve-se lavar os cabelos antes de lavar o corpo ( evita que a criança fique com corpo exposto
durante muito tempo).

Banho Medicamentoso: É usado para limpeza de pele, servindo também para alívio do prurido que
acompanha algumas dermatites ( banho com permanganato de potássio, banho de luz, banho de sol etc.).

Banho do Couro Cabeludo: Deve ser feita de preferência durante o banho, em dias alternados, e de
acordo com as condições de higiene da criança.
- Lavar o couro cabeludo com as pontas dos dedos e não com as unhas, para evitar machucar a
criança, massageando delicadamente.
- Além da lavagem do couro cabeludo com água e sabão, é importante pentear os cabelos, o que dará
melhor aspecto à criança, sendo também uma oportunidade para detectar lesões ou presença de pediculose.

Higiene das mãos: Muitas infecções e doenças são transmitidas através das mãos, mas o ciclo pode
ser facilmente interrompido pela higiene adequada tanto das pessoas que cuidam das crianças, quanto delas
próprias, além de lembrar o indispensável cuidado com as unhas que devem ser mantidas curtas ( diminuem
o risco de lesões de pele).

Higiene Oral: É a limpeza adequada da boca da criança, tendo como objetivo obter uma dentição
permanente, equilibrada e intacta. É indicada nas crianças menores e/ou nas que apresentam lesões da
mucosa oral, após vômitos, crianças com sonda nasogástrica (SNG) ou em jejum.
-Nos lactentes sem dentes, deve ser realizada a limpeza da gengiva e da língua uma vez por dia, com
água filtrada e gaze.
-Nos lactentes com dentes, pré-escolares, escolares e adolescentes, deverá ser realizada com auxílio
de dentifrício ( preparado que serve para limpar os dentes) com flúor e escova com cerdas macias, realizando
movimentos circulares em todos os dentes, individualmente, e por último a língua, em movimento único de
dentro para fora.

Higiene do Coto Umbilical: Tem como objetivo prevenir infecções e hemorragias, além de acelerar
o processo de cicatrização.
-Manter o coto posicionado para cima, evitando contato com fezes e urina; efetuar higiene na
inserção e em toda extensão do coto umbilical, evitando que o excesso de álcool escorra pelo abdômen.
-Fazer curativo com álcool a 70% até a queda do coto umbilical ou de acordo coma rotina da
unidade.
-Observar e registrar as condições do coto ( presença de secreção ou sangramento) e região
periumbilical ( hiperemia e calor).

Higiene Perineal: É um procedimento importante que permite observar o aspecto e a consistência das
eliminações da criança e as condições da pele da criança. A criança hospitalizada necessita, na maioria das
vezes, de controle de diurese, sendo assim, a fralda descartável tem maior utilidade, pois além de oferecer
menos riscos de assadura, é mais fidedigno, porque a urina fica armazenada, ocorrendo menos vazamento.
- Para trocar a criança após evacuação, é necessário lavar a região glútea ( anal) com água e sabonete
com PH neutro.
Obs 1: nas meninas deve-se afastar os grandes lábios e limpar com movimentos longitudinais únicos
e sentido ântero-posterior.
Obs2: nos meninos, quando for possível, deve-se retrair a glande delicadamente.
Obs3: é importante que depois da limpeza a criança esteja com os glúteos, a virilha e os genitais
externos secos para colocação da fralda limpa. - O uso de hidratante é aconselhado para manter a resistência
da pele.
-Quando a criança pode deambular, supervisionar a higienização dos genitais e região anal após
micção e evacuação.
- A criança acamada com controle esficteriano deve ser orientada quanto ao uso de papagaio e/ou
comadre.

Higiene Nasal: É a remoção de muco acumulado nas narinas com o objetivo de facilitar a respiração
da criança.
-Fazer higiene com cotonete embebido em SF 0,9% ou água destilada, observar e registrar o aspecto
de secreção retirada.

Higiene Auricular: É a remoção de excesso de secreção (cerúmen) do conduto auditivo externo e a


remoção da sujeira do pavilhão auricular.
- Fazer higiene com cotonete embebido em SF 0,9% ou água destilada, observar e registrar o aspecto
da secreção retirada.

Higiene Ocular: É a retirada de secreções localizadas na face interna do globo ocular.


-Fazer higiene ocular com SF 0,9 % ou água destilada, observar e registrar o aspecto da secreção
retirada.
-Proceder a limpeza do ângulo interno do olho ao externo, utilizando o lado do cotonete somente
uma vez.

Vestuário: Fazer uma seleção da roupa adequada à temperatura ambiente, evitando frio,
superaquecimento ou sudorese excessiva. A mesma não deve provocar irritações cutâneas.

SONO E REPOUSO

O sono e repouso consiste no tempo de recuperação e de reconstrução necessários a cada indivíduo,


para que se sinta bem. Durante a hospitalização, é comum que a criança saia da sua rotina de repouso devido
a mudança de ambiente, agitação da unidade de internação ou constantes manipulações. É importante que o
enfermeiro pergunte a mãe e/ou responsável todos os hábitos da criança, inclusive os de sono e repouso
( escrever na ficha de admissão para que todos tenham acesso). Durante o sono, ocorre aumento da secreção
do hormônio de crescimento e por isso a criança precisa dormir o necessário para ter um desenvolvimento
adequado.
Ritmo e duração do sono: O sono se estrutura progressivamente de acordo com a faixa etária. Os
sinais de apelo do sono são: bocejos, queda das pálpebras, relaxamento do pescoço, diminuição da vigilância
e busca de posição confortável. Para despertar uma criança, quando necessário, acaricia-la e/ou cantar para
ela em tom suave.
Assistência de Enfermagem;

O sono não deve ser associado a idéias negativas como castigo;


Promover a companhia do familiar, oferecendo apoio, carinho e calor humano, para facilitar o
adormecer;
Procurar fazer com que a criança encontre a sua posição de nidação (posição confortável para
dormir)
Respeitar o despertar natural e calmo da criança;
Quando a necessidade de sono e repouso não for satisfeita, procurar investigar suas causas para
corrigi-las.
Os distúrbios mais freqüentes são: dificuldade de adormecer, sono agitado ou intranqüilo, sono
excessivo ou insuficiente, pesadelos, terror noturno, sonambulismo, bruxismo, falar durante o sono
(siniloquia)

ALIMENTAÇÃO

A alimentação consiste na ingestão de substâncias minerais e orgânicas destinadas à formação e


reparação dos tecidos do organismo. A alimentação é a condição essencial à saúde, crescimento e
desenvolvimento da criança. A alimentação natural é de muita importância para a vida das crianças, pois
além de atender as necessidades nutritivas e energéticas, auxiliam no desenvolvimento sadio de uma
personalidade.

Alimentação natural: O leite materno é o alimento mais perfeito e ideal para o RN, tanto do ponto de
vista nutritivo quanto afetivo e imunológico. Contém as quantidades suficientes de todos os componentes
essenciais para sua alimentação (água, proteínas totais, caseína, aminoácidos, lactoalbumina, gorduras, sais
minerais e vitaminas). O aleitamento materno previne o aparecimento de várias doenças na vida adulta.

Vantagens da Amamentação:
- Mais cômodo
- Menos trabalhosa;
-Mais econômico
-Temperatura adequada;
-Fácil digestão;
- Maior aproximação entre mãe e filho;
-Maior imunidade
- Mais inteligência;
-Sem risco de infecção ou contaminação para criança;

Colostro: Leite materno que contém células linfóides vivas e funcionais, com capacidade
imunológica e de produção de anticorpos e de colonialização adequada, evitando invasão de bactérias, como
a Escherischia coli.
Assistência de Enfermagem:

- Orientar a mãe a lavar as mãos antes de amamentar e lavar as mamas somente durante o banho;
- Orientar a mãe a fazer uma dieta balanceada (sobre a orientação do nutricionista) para evitar que o
bebê apresente cólicas;
- Amamentar em local calmo e agradável;
- A criança deve estar acordada, limpa e vestida de modo adequado, antes de iniciar a amamentação;
- Deixar a criança mamar até sentir-se satisfeita; - Orientar a mãe para fazer a criança eructar durante
e após as mamadas;
Após a mamada deitar a criança em decúbito lateral direito e um pouco elevado (facilitando o
esvaziamento do estômago e diminuindo o risco de regurgitação)
- Orientar a mãe a oferecer as duas mamas em cada mamada. Só passar para a seguinte quando a
primeira estiver vazia, e que sempre deve-se começar pela última mama que foi oferecida na mamada
anterior ( permite maior produção d leite e a criança recebe a quantidade adequada de gorduras em todas as
mamadas)

Alimentação Especial:

a) Nutrição enteral: Consiste na administração de vários tipos terapêuticos nutricional, utilizando o


trato gastrintestinal como via de entrada introduzindo-se uma sonda pela boca ou narina da criança, passando
pela faringe e pelo esôfago, até os estômago, duodeno ou jejuno, através da própria locação da sonda ou por
movimentos peristálticos.
Indicações: Insuficiência respiratória, prematuridade, desnutrição grave, diarréias crônicas, doenças
inflamatórias do trato gastrintestinal e comas.
Vias mais utilizadas: Oral, naso ou orogástrica, nasojejunal ou nasoduodenal e gastrostomia.

b) Nutrição Parenteral (NP): Consiste na infusão endovenosa de nutrientes (aminoácidos,


carboidratos, vitaminas, eletrólitos etc), necessários nos processos metabólicos que ocorrem normalmente no
organismo.
Indicações: Nos casos em que a via digestiva se encontra parcial ou totalmente interditada em
decorrência de doenças locais ou generalizadas ( diarréias prolongadas, f´stulas, peritonites, desnutrição,
neoplasias, coma e outras).

HIDRATAÇÃO

É o estado de se ter um conteúdo líquido adequado ao corpo. A água é o principal componente do


corpo humano, papel fundamental nos processos metabólicos por ser o substrato de todas as soluções
orgânicas.
Vias de eliminação da água: A eliminação da água no organismo humano se faz através dos rins,
pele, intestinos, secreção lacrimal e glândulas mamárias ( lactação)

Tipos de Hidratação:

a) Oral: (boca, sonda nasogátrica (SNG), sonda orogástrica(SOG).É a via preferível nos casos de
desidratação leve.
TRO – (terapia de reidratação oral)

Objetivos:
Reduzir a morbidade e a mortalidade pela diarréia;
Reduzir custos das hidratações em massa;
Reduzir as internações;
Corrigir as perdas de águas e eletrólitos.
b) Parenteral: Via utilizada nas doenças severas com vômitos graves, diarréia, desidratação grave,
perda de sangue e perda da consciência.

Assistência de Enfermagem no controle da hidratação da criança:

* Certificar-se dos líquidos prescritos para serem administrados pelas vias oral e parenteral;
* Orientar a mãe ou acompanhante para oferecer líquidos prescritos ( água ou chá) a criança nos
intervalos da alimentação;
*Administrar os líquidos via parenteral no tempo prescrito;
* Controlar rigorosamente o gotejamento do soro;
* Anotar toda a administração de líquidos pelas vias parenteral e oral;
* Anotar as eliminações de urina, fezes, vômitos, drenagens etc, descrevendo a quantidade e o
aspecto.

ELIMINAÇÕES

As eliminações são feitas através da pele (suor), pulmões (ar) e principalmente através dos aparelhos
urinários (urina) e intestinal (fezes). O controle das eliminações é um cuidado importante de enfermagem –
indica o funcionamento dos sistemas excretores da criança e auxiliam no seu diagnóstico.
Objetivos: Livrar o organismo dos restos de materiais em excesso para as necessidades orgânicas e
eliminar os resíduos de substâncias tóxicas do corpo para manter seu funcionamento normal
Eliminação Urinária: O sistema urinário desempenha papel importante na eliminação de resíduos e
no equilíbrio hidroeletrolítico do organismo. Algumas doenças de baixo volume urinário (oligúria) deixam a
urina mais concentrada e de cor mais escura. Algumas medicações e o aumento da ingesta líquida provocam
o maior volume de urina tornando-a mais líquida e clara. Alguns alimentos e drogas alteram o odor e o
aspecto da urina.
Eliminação Instestinal: O aparelho intestinal elimina as substâncias , que não são mais aproveitadas
pelo organismo através das fezes que são compostas, principalmente, por resíduos alimentares e água ( 60 a
80%).

Características das fezes:


Mecônio: Primeiras fezes (produto da degradação do líquido aminiótico e bile); de cor verde escuro,
quase preto, pegajosa e inodoro (desaparece aproximadamente no 3º dia de vida);
Fezes lácteas: são caracterizadas pelo tipo de leite que a criança ingere.
Leite Materno: as fezes são líquido-pastosas, de cor amarelo-ouro (eliminadas de 2 a 5 vezes por
dia);
Leite Artificial: são caracterizadas por fezes endurecidas, mais claras excretadas com menos
freqüência (eliminadas entre 2 a 3 vezes ao dia) A medida que a criança cresce as características das fezes
são mais semelhantes as do adulto, tornando-se de consistência pastosa e cor marrom ou castanho. São
esverdeadas quando o peristaltismo é ativo. São amareladas quando o alimento permanece por mais tempo
no intestino.
Vômitos: É a eliminação do conteúdo gástrico pela boca. È muito freqüente em crianças, podendo
estar ou não associado a doenças.
Características dos vômitos: As características dos vômitos são importantes para definir sua causa e
auxiliar no diagnóstico da criança. Deve-se observar o volume, a freqüência e o tipo de material eliminado.
Vômitos com alimentos coagulados e acidificados, indicam que os alimentos permanecem no
estômago;
Vômitos com alimentos quase ou totalmente inalterados indicam que o alimento não alcançou o
estômago e permaneceu pouco tempo no esôfago.
Vômitos com sangue (hematêmese): é a eliminação de sangue vivo pela boca, que não sofreu ação
dos ácidos do estômago;
Vômitos de aspectos de borra de café: é a eliminação de sangue, pela boca, que já sofreu ação dos
sucos gástricos no estômago;
Vômitos biliosos: é a presença de bile nos vômitos;
Vômitos de aspecto fecalóides: é a eliminação de fezes pela boca geralmente ocasionada por
obstruções intestinais.

Assistência de Enfermagem:
* A equipe de enfermagem é responsável direta pela obtenção dos dados relacionados às eliminações.
A precisão e objetividade destas informações. Muitas vezes permitem identificar a causa do choro e da
inquietação da criança.
* A observação e o registro preciso do aspecto das eliminações urinárias e intestinais auxiliam a
enfermeira a avaliar o funcionamento do aparelho intestinal, assim como ao médico a formular um
diagnóstico.
* Caso não haja contra-indicações, o técnico de enfermagem deve estimular, fornecer e administrar
líquidos a criança.
* A cada eliminação deve ser feita à anotação sobre as características seja vômito, fezes ou urina.
Comunicando as anormalidades e observando as características.

MEDIDAS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO

Todos os elementos das equipes de saúde e hospitalar (desde o porteiro, funcionários da limpeza,
copeiros etc) são responsáveis pela segurança e bem-estar da criança hospitalizada. Os pequenos acidentes
podem ser considerados, até certo ponto, como um acontecimento normal dentro da evolução da criança.
Eles auxiliam no desenvolvimento de sua auto – segurança e autoconfiança. São pequenas experiências
traumáticas que, de alguma forma, tornam a pessoa mais capaz de enfrentar, evitar ou proteger-se dos riscos
e dificuldades da vida. Nossa preocupação deve ser, portanto, a de evitar os acidentes maiores e trágicos que
colocam em risco a saúde e a vida da criança. No hospital, a equipe de enfermagem é a maior responsável
por prevenir acidentes à criança hospitalizada, pois permanece as 24 horas do dia junto a ela. As repercussões
da negligência na proteção e segurança física, terapêutica e psicológica da criança hospitalizada, tem
dimensões morais e sociais desastrosas.

Medidas de proteção e segurança física:


As grades do berço precisam ser mantidas suspensas e seguramente presas em todas as ocasiões;
O berço deve ficar afastado de unidades de aquecimento ou de cordões pendentes;
Quando colocar a criança em cadeirinhas próprias para alimentação ou em assentos de bebês,
prender a criança para evitar queda ou deslizamento;
Ao ser colocada em balança ou mesa para exames, deve ser constantemente protegida de quedas;
Os armários de medicamentos precisam ser mantidos fechados e os remédios não devem ser
deixados sobre a mesinha de cabeceiras;
As medicações ou alimentos oferecidos, não devem ser forçados quando a criança recusa (há perigo
de aspiração);
Os termostatos e interruptores devem permanecer cobertos e longe do alcance da criança;
Antes de iniciar o banho, testar a temperatura da água (evitar queimaduras ou resfriados).

Medidas de proteção e segurança terapêutica:

Medicação:
Observar e seguir rotinas de preparo, diluição e administração;
Verificar rigorosamente o nome e a dose correta – antes de administrar a medicação;
Evitar ultrapassar junto à criança enquanto ele ingere medicamentos orais;
Controlar rigorosamente o gotejamento do soro ( volumes excessivos em curtos períodos podem
provocar sérios distúrbios circulatórios, hepáticos e renais)

Procedimentos terapêuticos:
Oxigênio com alta concentração ao recém-nascido na incubadora por longo tempo pode ocorrer
retrofibroplasialental( cegueira);
Aspiração naso ou orotraqueal deve ser feita rapidamente e com intervalos (se demoram provocam
obstrução das VVSS);
Proteger os olhos da criança nas aplicações quentes e frias (bolsa revestida com toalha);
Uma simples administração incorreta da mamadeira pode resultar em aspiração, deixando a criança
com broncopneumonia (BCP), pneumonia e parada – cardiorrespiratória.

Exames:
Exames em jejum ( choro e desespero) – dar cuidado especial como : higiene, segurança, conforto e
carinho.

Cirurgias:
Nas cirurgias os riscos maiores, podem ocorrer secção de órgão, queimaduras e choques de origens
diversas.

Medidas de proteção e segurança psicológica

Várias situações ameaçam a segurança psicológica da criança durante a hospitalização:


- Internações sem acompanhantes;
- Horários rígidos e fixos de visitas;
- Sensações de dor, ansiedade e medo decorrentes da doença e dos procedimentos terapêuticos;
-Indiferença dos profissionais de saúde na assistência, os quais afetam pais e filhos.

Recreação:
Recrear é utilizar o tempo disponível da maneira mais agradável: brincando, lendo, jogando,
bordando, ouvindo música, etc.
O brinquedo é uma necessidade inata da criança. Representa a oportunidade para o aprendizado e
desenvolvimento de suas habilidades. A recreação funciona para criança como um apoio em suas novas
relações humanas, além de ajudá-las a lidar com o medo e a ansiedade causados pela hospitalização.
Brinquedos: Os brinquedos não precisam ser caros, devem ser simples, inofensivos, atraentes e
duráveis; O adulto precisa encarar o brinquedo com simpatia e seriedade A brincadeira não deve ser
interrompida até o desinteresse final da criança; Ao término, a criança deverá ser convidada a ajudar a
organizar o ambiente.