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Intervenção Precoce

 Intervir Precocemente significa agir com as Famílias


para prevenir ou minimizar problemas no
desenvolvimento da Criança.
Intervenção Precoce

 A Intervenção Precoce consiste num


conjunto de serviços multidisciplinares
fornecidos a crianças com deficiências, ou
vulneráveis no seu desenvolvimento e
respectivas famílias.
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Destina-se a crianças desde o nascimento


até aos três anos de idade.
 Risco ambiental – meio

 Risco biológico – prematuros

 Risco estabelecido – S. Down


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Nos Estados Unidos da América, os serviços e


programas de apoio a crianças e suas famílias,
surgem enquadrados em dois âmbitos:

 Entre os 0 e os 3 anos

 Entre os 3 e os 6 anos
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Estes programas, são concebidos com os


seguintes objectivos:
 Facilitar o desenvolvimento da criança;
 Minimizar potenciais atrasos;
 Remediar problemas existentes;
 Prevenir futuros problemas ou deficiências
 Promover um funcionamento familiar adequado;
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 No século XX – investigações influenciaram


e realçaram a importância da Intervenção
Precoce.

 Freud – defende que o desenvolvimento da


personalidade era produto das experiências
vividas na infância.
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 Gesell – realça a importância de uma boa


estimulação precoce.

 Piaget – enfatizou a interacção entre os


factores biológicos e do ambiente. Chamou a
atenção para se intervir o mais cedo
possível.
 Bowlby – focou a sua atenção na
importância da relação mãe/filho.

 Brazelton – em 1986, tinha sugerido a ideia


de prevenção, intervenção e qualidade de
vida como pistas fundamentais para todas
as disciplinas relacionadas com disfunções
médicas ou psicológicas.
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 Segundo Meisels e Shonkoff (1992), os


objectivos da intervenção precoce são
atingidos através do fornecimento de
serviços educativos e terapêuticos à criança
bem como do apoio e formação fornecidos
às respectivas famílias
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Dupla valência

 -Prevenção
 -(Re)Habilitação

 Habilitar – estruturas ainda em fase de


crescimento e maturação.
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 Prevenção primária – antes que surjam


situações problemáticas.
 Prevenção secundária – no sentido de evitar
o agravamento de um problema já existente.
 Prevenção terciária – no sentido de reduzir
sequelas já existentes.
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Porque se deve intervir precocemente?

 A extrema plasticidade que caracterizam a


estrutura e função do sistema nervoso
central nas idades mais precoces.
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 Bases Neurológicas da IP

Folha.pdf
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 Segundo Brazelton (1986) o esforço da


criança para compensar deficiências
depende:

- Do “timing”da intervenção e da sua qualidade, que deve


promover o sentimento de competência da criança;

- Da energia do envolvimento no suporte aos esforços de


aprendizagens e funcionamentos compensatórios;
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Modelo que envolve:

 A maturação
 Força interior (motivação,afectos)
 Um envolvimento que reforce, tanto os
comportamentos compensatórios, como um
sentimento global de realização, à medida que
a criança progride.
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 A importância do “timing”da intervenção –

estabelecimento de padrões interactivos

(estão na base do crescimento de


competências, quer na criança, quer nos pais).
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“As necessidades de despistagem,


identificação e diagnostico são cada vez
mais prementes, porque em termos de
potencial humano, não há tempo a perder.”
Fonseca(1990)
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 Guralnick(1997) – Os primeiros anos de vida


constituem oportunidade única para
influenciar o desenvolvimento da criança e
apoiar as famílias, uma oportunidade que
pode bem maximizar os benefícios a longo
prazo.
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 A recente introdução da filosofia do


”empowerment” no âmbito da intervenção
precoce, tem como pressuposto o
desenvolvimento e optimização das
capacidades e competências individuais.
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Objectivos da IP
1 – Apoiar as famílias na realização dos seus
objectivos;
2- Promover o empenhamento da criança, a sua
independência e sua mestria;
3 – Promover o desenvolvimento da criança em
domínios-chave;
4 – Facilitar e apoiar o desenvolvimento da
competência social;
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5 – Promover a generalização dos “skills”;


6 – Fornecer a oportunidade para experiências de vida
normalizadas;
7 – Prevenir o aparecimento de futuros problemas;
8 – Fornecer informação, apoio e assistência às
famílias;
9 – Apostar na melhoria da competência parental;
IP

10 – Promover o desenvolvimento de
interacções positivas entre os pais,
promovendo sentimentos mútuos de
competência e satisfação.
IP

 O quadro conceptual de referência, que


serve de suporte aos modelos
contemporâneos de intervenção precoce, foi
construído com base num conjunto de
influências e contributos multi e
interdisciplinares.
IP

 Não é alheio à história da educação


especial, que em momentos particulares
originaram transformações nas atitudes e
expectativas sociais relativas às crianças em
diversas situações de risco e respectivas
famílias.
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 Evolução da legislação no âmbito da saúde


materno – infantil;

 Evolução da investigação relativa ao


desenvolvimento da criança;

 Evolução dos modelos de educação precoce e


do pré - escolar;
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 Esta consciência registada nos domínios


referidos, levam à criação de legislação
determinante no âmbito da protecção à
criança e mais tarde à família.
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 O desenvolvimento da criança;
 O reconhecimento progressivo das competências da
criança;
 O impacto do envolvimento no processo de
desenvolvimento;
 O reconhecimento da importância das experiências
e interacções;
 A identificação de padrões de estimulação
envolvimental;
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 Dão origem aos actuais modelos, (a


aprendizagem através do jogo, a ênfase na
socialização precoce fora do contexto
familiar, assim como da relevância dos
primeiros anos para o desenvolvimento
posterior da criança.)
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 Jardim de Infância
 Creche
 Educação especial

 - Período do “esquece e esconde”


 - Período do “despista mas segrega”
 - Período do “identifica e ajuda”
IP

 Identificar necessidades especiais e


proporcionar serviços adequados, de acordo
com uma perspectiva de prevenção e
habilitação, na criança e na família.
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 Evolução Histórica da intervenção precoce

 ANOS 60
 SERVIÇOS → família → criança

 - um espaço próprio como local de intervenção.


 Os professores como agentes de intervenção.
 Crianças em risco ambiental apoiadas a partir dos 3
anos.
IP Anos 70 / 80

Serviços Família

Criança
IP

 Princípio da precocidade
 -Domicilio como local privilegiado de
intervenção.
 - Maior preparação dos técnicos.
 - Maior duração dos programas.
 - Alargamento da população abrangida (risco
ambiental, biológico , estabelecido)
 Maior grau de envolvimento das famílias.
IP
Anos 90

 Fronteiras entre as diversas disciplinas;


 Repensar os modelos dos diversos serviços e sua
coordenação;
 Necessidade de modelos de relação entre
profissionais, mais cooperativos, menos
hierarquizados;
 Modelos que enfatizem o papel dos pais no
desenvolvimento dos filhos;
IP

 Formação dos técnicos das diferentes áreas


(competências e sensibilidade);
 Adequação dos objectivos às necessidades;
 Estudos sobre a eficácia dos programas de
IP;
 Pesquisa resultante dos modelos ecológicos
e sistémicos;
IP ANOS 90

Serviços Família

Criança
IP

 A intervenção deve respeitar:


 a diversidade;
 privilegiar práticas e procedimentos que
encaram a família como um sistema que
integra múltiplas componentes que são
interdependentes e se interpenetram,
influenciando-se mutuamente.