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Resumo aula anterior

Tiago 3

Tiago adverte seus leitores sobre os perigos da língua

Tiago fala sobre sabedoria terrena, que não é espiritual e pertence ao diabo.

A sabedoria divina, porém, é pura, pacífica, indulgente, tratável, plena


de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimento.
Tema aula hoje
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus” Tiago Cap. Cap. 4:1-17
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”
Tiago Cap. Cap. 4:1, 11 e 12

Esse versículo 4 Tiago inicia falando sobre Guerras. E a pergunta é : hoje vivemos num
mundo de guerra? Se estamos esta guerra é contra quem?
Tiago declara que estamos em guerra
a) Com nosso próximo
b) Com nós mesmos: Claro que nossa luta não é contra carne ou sangue mas contra
principado e potestade (Efésios 6:12 )
c) Guerra com Deus

Guerra contra pessoas Ler 4:1 Tiago esta falando de relacionamento interpessoais mas
quem são esse “vós”? São os irmãos. Guerra dentro da igreja. Eu lido com o irmão como
se ele fosse meu inimigo, será que tem isso ainda na igreja de Cristo? Tem! Acompanhe
comigo Vers 11 e 12. Então tem 2 coisas aqui: Falar mal e Julgar. Ao falar mal de alguém
Eu estou me colocando melhor do que ele, e ao me colocar em uma posição superior a
ele eu já estou julgando (Percebe que a lei manda amar ao próximo como a mim mesmo)
Tiago nos leva a pensar em como viver naquilo que cremos? Se falamos mal do irmão
não obedecemos a lei. Essa é a primeira guerra que Tiago cita é a guerra com o próximo.
Contendas com irmão, falar mal do irmão. Se a gente declara nossa fé, que a bíblia é
nossa regra de fé esse não deveria ser nosso comportamento.
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”
Tiago Cap. Cap. 4:1, 2
A 2° guerra é contra nós mesmos Ver 1 parte B: De onde vem essas contendas...
Tiago está dizendo que essas contendas não procedem do irmão mas de mim, o nosso
coração é um laboratório de guerra (a maldade surge do coração Marcos 7:21).
O problema não está no irmão esta em mim! Os prazeres militam na carne, nos levam a
se considerar melhor que o outro, a ser superior ao irmão, a falar mal do irmão, a julgar
o irmão...ou seja entro em guerra com irmão sempre quando ele não atende minha
expectativa, os meus interesses.
A cobiça no vers 2 ler, é desejar ter o que não tenho e as vezes ate desejar com motivação
errada. A inveja eu olho para o outro, quero ser igual o outro, estou infeliz porque não
tenho o que outro tem e estou mais infeliz por não ser o que ele é.
A relação esta errada cobiçando, invejando e chegando ao ponto mais radical de matar
Como descrito no ver 2.
Tem gente que tem, mas não tem prazer no que tem. Não se satisfaz.
Por exemplo uma pessoa de bom poder aquisitivo gasta 1k reais no restaurante mas a
comida não te satisfaz, não sente sabor na comida, ela vai para o estomago mas o
coração está em guerra. É uma pessoa que veste uma roupa de grife mas não se sente
confortável com a roupa, mora em uma mansão e dorme em travesseiro de pena de
ganso mas não tem paz. A mente e coração esta atribulada. Falta a paz celestial, a paz de
Cristo é melhor que tudo isso.
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”
Tiago Cap. Cap. 4:4,5,7,8

A terceira Guerra com Deus acompanhe comigo vers 4 (Ler) O que é mundo aqui?
Ela representa “o sistema da humanidade como um todo (suas instituições, estruturas,
valores e costumes) organizado sem Deus.
Tiago diz que vc tem 2 estilos de vida: Aquele que o mundo dita e Aquele que Deus
estabelece. Se vivermos dentro do padrão do mundo seremos inimigos de Deus.
Qual o padrão do mundo? Ser esperto, levar vantagem, mentir para alcançar favores,
corromper para se enriquecer, viver uma vida que tudo pode e nada é proibido.
O ver 5 ler essa palavra ciúme é usada positivamente. Significa que Deus tem Zelo por
nós. Nós somos dele e ele não nos divide com ninguém, ele nos quer 100%.
Não dá para ficar lá e cá aquele que for amigo do mundo será inimigo de Deus não tem
jeito fazer as duas coisas. (exemplo transito/sair da faixa)
A relação com Deus é bilateral confira comigo o vers 8 ler, ou seja Deus esta sempre
disposto e pronto para nos receber, mas precisamos dar o passo, precisamos querer.
No vers 7 ler
Tiago não manda temer ao diabo. O que ele manda fazer? Resistir, mas antes de resistir
o que ele manda fazer? Sujeitai-vos a Deus, porque se não fizermos isso não teremos
força, não vencemos com nossa própria força, porque ela vem de Deus. Precisamos estar
firmados em Cristo
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”
Tiago Cap. Cap. 4:13,14
A partir do ver 13 Tiago vai tratar de como a gente conhece a vontade de Deus para
nossa vida. Ele trata de 3 coisas:
Aqueles que ignoram a vontade de Deus
Aqueles que desobecem a vontade de Deus
Aqueles que obecem a vontade de Deus

Vamos ver primeiro aqueles que ignoram a vontade de Deus, acompanhe comigo no
vers 13 e 14 aqui esta uma coisa simples e deveríamos mesmo ter um hábito.
Se alguém perguntar vai viajar amanhã? Vou se Deus quiser. Você vai na empresa
amanhã vou se Deus permitir. Que essa expressão não seja apenas um clichê mas sim a
compreensão de que não sabemos o que vai ocorrer amanhã, não temos domínio disso,
pois, nossa vidas está nas mãos de um Deus soberano e que reconhecemos isso
colocando ele em primeiro lugar em todos nossos planos.
a. Quando Paulo deixa Éfeso, diz aos judeus: “Se Deus quiser, voltarei para vós outros”
(At 18.21).
b. Diz aos coríntios: “Mas em breve irei visitar-vos, se o Senhor quiser” (ICo 4.19).
c. Ele promete aos crentes de Corinto passar algum tempo com eles “se o Senhor o
permitir” (ICo 16.7; comparar também com Fp 2.19,24; Hb 6.3).
“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”
Tiago Cap. Cap. 4:15, 17

Agora notem a desobediência vers 17 ler; é o pecado da omissão sei que devo fazer mas
eu não faço. Talvez irmão não tenha pecado tão grave aos olhos de Deus do que o
pecado da omissão. É o único pecado que a bíblia fala no dia do juízo é o pecado da
omissão(Com sede não me deste de beber, com fome não me deste de comer, estive nu e
não me vestiste, forasteiro e não me abrigaste).

Vamos ver os que obedecem a vontade de Deus leia comigo vers 15 ler
No ver 13 ele faz alguns planos iremos cidade tal, passaremos 1 ano, negociaremos,
teremos lucro. Tem projetos O que está faltando? Submetê-los a vontade de Deus, a
permissão de Deus. Tiago como sempre tratando de coisas práticas.

Lembra de Noé? : “Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e
bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e
não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt 24.38,39;
comparar também com Lc 17.26-29). Essas pessoas viviam como se Deus não existisse
Deus, zeloso - 4:5

(Deus zeloso que não tolera rival e que não compartilhará o coração humano com
ninguém. Ao insistir em seu exclusivo direito a ser adorado, Deus ordena nos
Dez Mandamentos com referência às imagens: “...Não as adorarás, nem lhes
darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso...” (Êxodo 20:5).
“O nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele” (Êxodo 34:14). Zeloso
vem da palavra grega zelos que implica a noção de ardente calor. A idéia é que
Deus ama os seres humanos com tal paixão que não pode tolerar nenhum amor
rival no coração deles.
Purificai as mãos- 4:8

A frase limpai as mãos é interessante. O judeu ortodoxo devia lavar


cerimonialmente as suas mãos antes de comer (Marcos 7:3). Mas os homens
chegaram a compreender que Deus requer muito mais que uma lavagem externa,
de maneira que a frase chegou a ter um significado de pureza moral. “Lavo as
mãos na inocência” (Salmo 26:6).
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“O homem caído e o conhecimento da vontade de Deus”

O prazer do homem ou a vontade de Deus? - 4:1-3


Conseqüências da vida dominada pelo prazer - 4:1-3 (cont.)
Infidelidade a Deus - 4:4-7
Amizade com o mundo e inimizade com Deus - 4:4-7 (cont.)
Deus, o amante zeloso - 4:4-7 (cont.)
A glória da humildade e a tragédia do orgulho - 4:4-7 (cont.)
Pureza piedosa - 4:8-10
Tristeza piedosa - 4:8-10 (cont.)
Humildade piedosa - 4:8-10 (cont.)
O pecado de julgar os outros - 4:11-12
Confiança infundada - 4:13-17
“O prazer do homem ou a vontade de Deus?” - 4:1-3
O prazer do homem ou a vontade de Deus? - 4:1-3

Tiago está confrontando aqui a seus leitores com esta pergunta básica: Vocês têm o seu
propósito na vida submeter-se à vontade de Deus ou, pelo contrário, vocês querem
gratificar seus próprios desejos com os prazeres deste mundo? Então adverte que se o
prazer for o propósito que domina a vida, nada pode surgir disso, mas sim contendas,
ódios e divisões. O resultado da dominante busca de prazer é polemoi e macai. Polemos é
guerra e maqué é batalha; ou seja que se o que domina é o desejo de prazer e a busca
febril do mesmo, isto terminará em ressentimentos de longa duração que são como
guerras, e em repentinas explosões e choques de inimizade que são como batalhas.
No Novo Testamento claramente se manifesta que o tirânico desejo dos prazeres deste
mundo está sempre ameaçando perigosamente a vida espiritual. São os cuidados, as
riquezas e os prazeres desta vida os que se combinam para afogar a boa semente (Lucas
8:14). A pessoa pode tornar-se escrava de suas concupiscências e prazeres e, ao fazê-lo, a
malícia, a inveja e o ódio entram na vida (Tito 3:3).
“Conseqüências da vida dominada pelo prazer ”

Conseqüências da vida dominada pelo prazer - 4:1-3 (cont.)

Esta vida dominada pelo prazer tem certas conseqüências inevitáveis.


(1) Faz com que os homens se lancem uns contra outros. Os desejos, tal como
Tiago os vê, são poderes típica e intrinsecamente belicosos. Não quer dizer
que combatam dentro do homem — ainda que isto também é verdade — mas
sim lançam os homens em luta uns contra outros. A obediência à vontade de
Deus aproxima os homens entre si, porque a vontade divina é que os homens
se amem e se sirvam uns aos outros. Mas ao obedecer às cobiças dos prazeres
os indivíduos se apartam uns de outros já que o prazer os conduz a
sangrentas rivalidades, a competências e a lutas pelas mesmas coisas.
Obedecer à vontade de Deus é ser essencialmente generoso; pelo contrário,
servir à vontade dos prazeres é ser essencialmente egoísta.
(2) A cobiça de prazeres conduz os homens a obras vergonhosas. Ela os conduz à
inveja, ao ciúme, e à inimizade e até pode levá-los ao assassinato. Todos os
crimes deste mundo se originaram no desejo, que o princípio era só um
sentimento no coração mas que, alimentado durante suficiente tempo, chegou
por fim a converter-se em ação.
“Conseqüências da vida dominada pelo prazer ”

Conseqüências da vida dominada pelo prazer - 4:1-3 (cont.)

(3) A sede de prazeres finalmente fecha a porta à oração. Se as orações de uma


pessoa são simplesmente para pedir coisas que satisfaçam seus desejos, então
essas orações são essencialmente egoístas e, portanto, não é possível que Deus as
responda favoravelmente porque essa resposta não seria outra coisa que prover o
homem de meios para pecar. O verdadeiro propósito da oração quer dizer a
Deus: "Seja feita tua vontade"; mas a oração do homem que está dominado pelo
desejo de prazeres é: "Sejam satisfeitos os meus desejos". Então, se quando uma
pessoa ora, sua petição é só pelas coisas que podem ajudá-la a satisfazer seus
próprios desejos, nesse caso dirigiu a Deus uma oração que Ele não pode
responder. Um dos atos mais desalentadores é que o homem egoísta dificilmente
pode orar dirigindo-se a Deus em forma correta. Nunca poderemos orar como é
devido até que não arranquemos nosso ego do centro de nossa vida e ponhamos
a Deus ali.
“Infidelidade a Deus” - 4:4-7

Não se faz referência aqui ao adultério físico, mas sim ao espiritual. Todo o
conceito está baseado na idéia do Antigo Testamento que apresenta ao Senhor
como o marido de Israel e a Israel como a esposa do Senhor. Esta figura é comum
em todo o Antigo Testamento. “Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR
dos Exércitos é o seu nome” (Isaías 54:5). Deus adverte a Moisés que chegará o
dia quando o povo “se prostituirá, indo após deuses estranhos na terra para cujo
meio vai”, e que eles abandonariam ao verdadeiro Deus (Deuteronômio 31:16).
Neste mesmo sentido espiritual o Novo Testamento fala de "geração má e
adúltera" (Mateus 12:39; 16:4; Marcos 8:38).
Amizade com o mundo e inimizade com Deus - 4:4-
7

Nesta passagem Tiago afirma que amar ao mundo é inimizar-se com Deus e que
aquele que é amigo do mundo por isso mesmo se constitui em inimigo de Deus.
Já vimos que o Novo Testamento usa com freqüência a palavra kosmos, que
ordinariamente significa mundo no sentido de mundo separado de Deus, o mundo
ímpio, o mundo que não leva em conta a Deus, o mundo que se opõe às normas
de Deus, o mundo que insiste em seus próprios caminhos e rechaça o caminho de
Deus.
Deus, zeloso - 4:5

(Deus zeloso que não tolera rival e que não compartilhará o coração humano com
ninguém. Ao insistir em seu exclusivo direito a ser adorado, Deus ordena nos
Dez Mandamentos com referência às imagens: “...Não as adorarás, nem lhes
darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso...” (Êxodo 20:5).
“O nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele” (Êxodo 34:14). Zeloso
vem da palavra grega zelos que implica a noção de ardente calor. A idéia é que
Deus ama os seres humanos com tal paixão que não pode tolerar nenhum amor
rival no coração deles.
A glória da humildade e a tragédia do orgulho -
4:4-7

Deus como um amante ciumento. Se Deus for assim, haverá alguém capaz de
prestar-lhe a devoção que Ele requer? A resposta de Tiago é que se Deus faz
grandes demandas, também concede abundante graça para cumpri-las e que,
quanto maior é a demanda, maior também é a graça que concede. Somente a
graça divina pode nos capacitar a corresponder o amor de Deus.
“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. Esta é uma citação de
Provérbios 3:34, que se encontra novamente em 1 Pedro 5:5.
O que é, então, este orgulho destrutivo? A palavra grega equivalente a orgulho é
hyperefanos a qual literalmente significa alguém que se mostra a si mesmo como
superior a outros.
Purificai as mãos- 4:8

A frase limpai as mãos é interessante. O judeu ortodoxo devia lavar


cerimonialmente as suas mãos antes de comer (Marcos 7:3). Mas os homens
chegaram a compreender que Deus requer muito mais que uma lavagem externa,
de maneira que a frase chegou a ter um significado de pureza moral. “Lavo as
mãos na inocência” (Salmo 26:6).
Tristeza piedosa - 4:8-10

(Ao requerer uma piedosa tristeza Tiago está retornando àquilo que Jesus havia
dito: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (Mateus
5:4; Lucas 6:20-26). Tiago não está negando a alegria da vida cristã. Não está
exigindo que os homens vivam uma existência sombria num mundo escurecido.
Humildade piedosa - 4:8-10

Tiago conclui com uma demanda de piedosa humildade. Através de toda a Bíblia
se manifesta a convicção de que somente aquele que se humilha pode conhecer
as bênçãos de Deus. Deus salvará a pessoa humilde (Jó 22:29).
Somente quando o homem percebe sua própria ignorância, pode pedir a guia de
Deus. Só quando compreende sua própria pobreza nas coisas realmente
importantes, rogará pelas riquezas da graça de Deus.
O pecado de julgar os outros - 4:11-12

(A palavra que Tiago emprega para expressar a idéia de murmurar a respeito de


outros é o verbo grego katalalein. Geralmente este verbo significa falar mal de
alguém que está ausente, criticá-lo, insultá-lo, caluniá-lo sem que esteja presente
para defender-se. Este pecado de caluniar, de insultar, de falar mal do próximo é
condenado através de toda a Bíblia. O salmista acusa ao homem mau: “Sentas-te
para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe” (Salmo 50:20).
É uma infração à lei régia/real. Esta lei diz que devemos amar a nosso próximo
como a nós mesmos (Tiago 2:8; Lev. 19:18). Evidentemente, a pessoa não pode
amar a seu próximo e, ao mesmo tempo, falar escandalosamente a respeito dele.
Julgar a outro é apropriar-nos de um direito que unicamente pertence a Deus;
Confiança infundada - 4:13-17

Tiago quer dizer é que não há homem que tenha possibilidades de fazer
confiantemente planos para o futuro porque não há pessoa que saiba sequer o
que um só dia pode proporcionar-lhe. O homem pode propor, mas Deus é quem
dispõe, porque o futuro está em suas mãos.
Jesus relatou a história do homem rico e insensato que fez fortuna e traçou
planos para o futuro esquecendo que naquela mesma noite podia lhe ser
requerida sua alma (Lucas 12:16-21).
Conclusão
Tiago conclui com uma ameaça. Se alguém souber que uma coisa está errada
continua fazendo-a, peca. Em realidade Tiago está dizendo: "Vocês foram
advertidos; a verdade foi posta agora diante de seus olhos." Persistir no hábito de
confiar em si mesmo tratando de dispor da própria vida é pecado, porque o
homem foi já enfaticamente advertido de que o futuro não está em suas mãos, mas
nas mãos de Deus.
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Tiago Cap. Cap. 4:1-17
Tiago Cap. Cap. 4:1-17

4.1-12 A. Submissão em Vida e Espírito

4.1-3 1. Questionando com a motivação errada


4.4-6 2. Tendo amizade com o mundo
4.7-10 3. Aproximando-se de Deus
4.11,12 4. Julgando um irmão

4.13-17 B. Submissão à Vontade de Deus

4.13-15 1. Exemplo
4.16,17 2. Bem e mal
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

Temos a impressão de que a igreja cristã primitiva era marcada pela paz e
harmonia. Pense no tempo depois do Pentecoste, quando “da multidão dos que
creram era um o coração e a alma” (At 4.32). Esse retrato da igreja, porém, vai se
dissipando com o passar de uma ou mais décadas. Os destinatários da Epístola de
Tiago brigam, contendem e estão cheios de sentimentos facciosos que os levam a
pecar.

1. Questionando com a motivação errada 4.1-3


A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

1. Questionando com a motivação errada 4.1-3


O que leva às brigas e contendas no seu meio? Acaso elas não vêm de seus desejos,
que lutam dentro de vocês?
Tiago responde sua própria indagação com uma pergunta retórica de resposta
afirmativa: “acaso elas não vêm de seus desejos, que lutam dentro de vocês?”
O termo desejos (note o plural) é a palavrachave. Significa que, durante sua vida, a
pessoa escolhe prazeres carnais contrários à vontade de Deus.2 Como Jesus diz na
parábola do semeador, “... as demais ambições... sufocam a palavra [de Deus],
ficando ela infrutífera” (Mc 4.19; ver também Lc 8.14). Com o tempo, o homem
toma-se escravo dos prazeres que seu coração deseja e separa-se de Deus (Rm 1.24;
2Tm 4.3; Tg 1.14; 2Pe 3.3; Jd 16,18). Quando Deus não mais govema a vida do ser
humano, a busca pelos prazeres assume o controle e a paz é perturbada pelas
brigas e contendas freqüentes.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

2 Vocês não conseguem aquilo que querem. Contendem e


brigam. Vocês não têm, porque não pedem a Deus.

Tiago repete os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte. Jesus diz: “Pedi, e dar-
se-vos-á; ... Pois todo que pede, recebe” (Mt 7.7,8). Deixar de pedir a Deus em
oração é deixar de receber. Podemos pensar que os descrentes é que se recusam a
orar, mas os crentes muitas vezes também deixam de “levar tudo a Deus em
oração”.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

3 Quando pedem não recebem, pois pedem pelos motivos errados,


para que possam gastar o que receberem com seus prazeres.

Tiago ensina uma lição sobre a oração. Afirma que, mesmo quando oramos, não
recebemos uma resposta. A causa disso não está em Deus, mas no ser humano.
Quando o crente ora a Deus em nome de Jesus, deve não apenas crer que Deus irá
ouvir e responder sua oração, deve também se perguntar se seu pedido santificará o
nome de Deus, fará avançar a causa do reino de Deus e estará em harmonia com a
vontade de Deus (Mt 6.9,10). Se esses forem os motivos do crente quando ora, Deus
lhe concederá o seu pedido.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

2. Tendo amizade com o mundo 4.4-6

Como todo motorista sabe, sair da sua faixa é perigoso, pois ele foi ensinado a ficar
do seu lado da estrada. Essa é uma regra de trânsito básica para dirigir de modo
seguro. Um cristão também não pode sair da linha. Ele não pode ser um amigo de
Deus e um amigo do mundo, pois “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou
há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará o
outro” (Mt 6.24).
Jesus chama os fariseus, saduceus e intérpretes da lei de “geração má e adúltera” (Mt
12.39; 16.4;Mc 8.38;). Além disso, Jesus se refere a si mesmo indiretamente como o
noivo (Mt 9.15) e Paulo diz que Cristo é o esposo da igreja (2Co 11.2; Ef 5.22-25;).
Que esposo permite que sua esposa tenha um relacionamento ilícito com outro
homem? E o que pensar de uma esposa que abre mão do amor matrimonial para
envolver-se em relações adúlteras? Qual você acha que é a reação de Deus quando
um crente se apaixona
pelo mundo? O que significa a palavra mundo? Ela representa “o sistema da
humanidade como um todo (suas instituições, estruturas, valores e
costumes) organizado sem Deus
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

2. Tendo amizade com o mundo 4.4-6

O cristão foi colocado no mundo apesar de não ser do mundo (Jo 17.16,18). O
apóstolo João adverte: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se
alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (lJo 2.15). Quando uma pessoa
intencionalmente se volta para o mundo, para tomar-se parte dele, ela tomou uma
decisão consciente de rejeitar Deus e os ensinamentos de sua Palavra.13 Assim,
qualquer um que deliberadamente escolhe em favor do mundo e contra Deus terá
Deus como seu inimigo.
Uma pessoa do mundo ama a si mesma e aos prazeres do mundo. Seu coração está
repleto de orgulho, o que a toma indiferente a Deus e à sua Palavra. Mesmo que
freqüente os cultos na igreja e participe das devocionais da família, ela se recusa a
aproximar-se de Deus, pois sabe que Deus condena seu orgulho.
Deus detesta “olhos altivos” (Pv 6.17) e abomina aqueles que têm “coração
arrogante” (Pv 16.5). A soberba causa contendas (Pv 13.10) e leva à ruína (Pv 16.18).
“Tendo em vista que Deus resiste aos soberbos, o crente deve aprender a detestar o
orgulho e a envolver-se com as vestes da humildade”.21 Deus, porém, terá em
alta estima aquele que está “aflito e abatido de espírito” (Is 66.2).
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

2. Tendo amizade com o mundo 4.4-6


Pessoas orgulhosas tendem a ser amigas do mundo, pois sabem que não é Deus,
mas o mundo, que satisfaz seu orgulho. Os humildes, pelo contrário, percebem que
são totalmente dependentes de Deus. São gratos a ele pela rica e transbordante
graça que ele oferece para encher sua vida.
O orgulho impede que haja graça. Se um paciente se recusa a tomar o medicamento
receitado pelo médico, jamais irá se recuperar. Se um filho rejeita o conselho sábio
de seus pais, pode esperar ter problemas. O orgulho entra no coração humano,
porque o homem mede a si mesmo pelos padrões humanos, e não pelos padrões de
Deus.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

3. Aproximando-se de Deus 4.7-10

Placas ao longo da estrada orientam o viajante sobre como chegar ao seu destino em
segurança. Essas placas são, necessariamente, breves, descritivas e diretas. Tiago nos
oferece várias placas que são de ajuda ao viajarmos pela estrada da vida.
Ler 7 ao 10
Como placas de estrada que instruem o motorista a obedecer às leis de trânsito para
dirigir com segurança, essas orações dizem ao leitor como ir até Deus. Observe que a
primeira (v. 7a) e a última ordem (v. 10a) são paralelas; entre elas está a mensagem ao
leitor: achegai-vos a Deus. Além disso, o termo humilhai-vos, no versículo 10, forma
uma ligação verbal com a última palavra da citação do Antigo Testamento no versículo
6. A seqüência dessas ordens é: Submissao, Preparação, arrependimento, humildade.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

4. Julgando um irmão 4.11,12

Tiago repete o ensinamento sobre o julgamento de outros que foi


apresentado por Jesus no Sermão do Monte. “Não julgueis para que
não sejais julgados. Pois com o critério que julgares, sereis julgados”
(Mt 7.1,2). Julgar é uma tarefa muito difícil, pois envolve não apenas outras pessoas, mas
a própria lei. Tiago coloca nestes termos:
Ler vers11
O elo entre os versículos 7 e 11 encontra-se na palavra diabo (v. 7) e no verbo maldizer.
No original, o substantivo diabolos (diabo) significa “difamador”. Tiago, portanto,
exorta seus leitores a não difamarem uns aos outros, pois isso é obra do diabo. Está
pedindo que ponham um fim nessa prática perversa à qual têm se dedicado.
Mas o fato é, todavia, que o maldizer é um pecado contra a pessoa acusada e contra
Deus, que proíbe esse pecado em sua lei divina.
A. Submissão em Vida e Espírito 4.1-12

4. Julgando um irmão 4.11,12

Ler vers12
Em última análise, Deus é o único Legislador que delega poder aos
seres humanos para servirem de legisladores e juizes. Só ele é o Juiz divino. Deus não
pode permitir que o homem assuma a posição que pertence somente a ele.
As Escrituras ensinam que todos nós teremos que nos apresentar diante de Deus no dia
do julgamento e que, nessa ocasião, prestaremos contas de “toda palavra frívola” (Mt
12.36) que proferimos. Deus nos responsabiliza pelas palavras que dizemos e
especialmente por aquelas que são ditas contra nosso próximo.
Todos nós somos culpados por causa de nossos pecados. Estamos sob a lei e no mesmo
nível que nosso próximo. Somos os acusados. Assim, ao invés de nos colocarmos acima
da lei e assumirmos a posição de um juiz, devemos encorajar, confortar e amar nosso
próximo.
Devemos, então, fechar nossos olhos quando vemos um irmão caindo em pecado?
Certamente que não! Tiago termina sua epístola aconselhando de maneira objetiva:
“Aquele que converte o pecador do seu caminho errado, salvará da morte a alma dele, e
cobrirá multidão de pecados” (5.20).
B. Submissão à Vontade de Deus 4.13-17

1. Exemplo 4.13-15

Ler vers13
O orgulho cega o ser humano para a realidade, de modo que ele não vê o ridículo de
seus atos. O ser humano faz planos e fala como se fosse senhor de sua vida e Deus não
existisse. Temos aqui o exemplo de pessoas que fazem todo o seu planejamento e
trabalham sem pensar em Deus. Ao ignorar Deus, elas mostram tanta arrogância como
aquele que difama seu irmão.
Lembra de Noé? : “Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e
bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e
não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt 24.38,39;
comparar também com Lc 17.26-29). Essas pessoas viviam como se Deus não existisse.
Se não temos nenhuma idéia daquilo que o futuro próximo nos reserva, então qual é o
propósito da vida?
B. Submissão à Vontade de Deus 4.13-17

1. Exemplo 4.13-15

O autor de Eclesiastes menciona várias vezes a brevidade da vida e, de modo


característico, diz como não faz sentido o homem buscar os bens materiais. Ainda
assim, na conclusão de seu livro, ele afirma o propósito da vida: “Teme a Deus, e guarda
os seus mandamentos, porque isso é o dever de todo homem” (Ec 12.13). Teólogos do
século 17 lançaram a seguinte pergunta: “Qual é o fim principal do homem?” E a
resposta foi: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo p ara sempre”.
Tiago ensina que Deus é soberano sobre nossa vida. Em nossos
planos, ações e realizações devemos reconhecer nossa submissão a
Deus. Assim, depois de um comentário sobre a brevidade da vida, ele
volta ao assunto apresentado no versículo 13. Diz que, ao invés de
ignorar Deus em nossas atividades diárias, devemos colocá-lo em primeiro
lugar e dizer: “Se for da vontade do Senhor, viveremos e faremos
isto ou aquilo”.
B. Submissão à Vontade de Deus 4.13-17

1. Exemplo 4.13-15

Que não seja apenas um clichê “se Deus quiser”, por causa de seu uso repetitivo,
Mas que seja para mostrar que nossa vidas está nas mãos de um Deus soberano e que
reconhecemos isso colocando ele em primeiro lugar em todos nossos planos.

a. Quando Paulo deixa Éfeso, diz aos judeus: “Se Deus quiser,
voltarei para vós outros” (At 18.21).

b. Diz aos coríntios: “Mas em breve irei visitar-vos, se o Senhor


quiser” (ICo 4.19).

c. Ele promete aos crentes de Corinto passar algum tempo com


eles “se o Senhor o permitir” (ICo 16.7; comparar também
com Fp 2.19,24; Hb 6.3).
B. Submissão à Vontade de Deus 4.13-17

2. Bem e mal 4.16,17

Ler Ver 16

Esse versículo serve para nos lembrar da advertência séria feita


por Tiago quando citou o Antigo Testamento: “Deus se opõe ao soberbo,
mas dá graça ao humilde” (v. 6; Pv 3.34). A jactância humana não vale nada, pois dá a
glória ao homem, e não a Deus. Essa jactância inclui gloriar-se em suas realizações. Por
meio da experiência pessoal com um espinho na carne, Paulo é capaz de ensinar que a
única coisa da qual podemos nos gloriar é nossa fraqueza; nessa fraqueza, o poder de
Cristo tomase evidente (2Co 11.30; 12.5,9). Um cristão, portanto, pode gloriar-se apenas
“de que sua vida é vivida na dependência de Deus e em responsabilidade para com
ele”.
B. Submissão à Vontade de Deus 4.13-17

2. Bem e mal 4.16,17

Ler Ver 17

Tiago se dirige à pessoa que sabe que deve fazer o bem. Ele não está falando para
pessoas que cometem o pecado na ignorância. Assim diz Paulo para os filósofos
atenienses no Areópago: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância;
agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam” (At 17.30).
Pecado é transgressão da lei, diz João em uma de suas epístolas (lJo 3.4). Quer seja este o
pecado de ação ou omissão, é uma afronta a Deus, especialmente quando o pecador
conhece os
mandamentos de Deus.
Conclusão

Tiago nos alerta para nos submetermos a Deus. Ele observa que as brigas e contendas
que há entre eles têm por origem o coração que não está em harmonia com a vontade de
Deus. Os leitores oram, mas pelos motivos errados: seus pedidos são orações egoístas.
Os leitores estão desenvolvendo uma amizade com o mundo que os transforma em
inimigos de Deus.
Devemos resistir ao diabo, purificar-se do pecado, arrepender-se de seus atos, cessar o
maldizer e parar de julgar os outros.
Tiago conclui esta seção lembrando aos crentes, especialmente aos negociantes, que
devem confiar em Deus, e não no lucro financeiro.
Eles sabem como fazer o bem, portanto, têm a obrigação de servir a Deus e fazer sua
vontade. Se não o fizerem, pecam.
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