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Queda Livre e Lançamentos Verticais na Física

[1] Galileu Galilei realizou experimentos na Torre de Pisa que mostraram que todos os corpos caem com a mesma aceleração, independente de sua massa. [2] A aceleração da gravidade na superfície da Terra é aproximadamente 9,8 m/s2. [3] O documento discute conceitos como queda livre, lançamento vertical e propriedades do movimento uniformemente variado.

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Queda Livre e Lançamentos Verticais na Física

[1] Galileu Galilei realizou experimentos na Torre de Pisa que mostraram que todos os corpos caem com a mesma aceleração, independente de sua massa. [2] A aceleração da gravidade na superfície da Terra é aproximadamente 9,8 m/s2. [3] O documento discute conceitos como queda livre, lançamento vertical e propriedades do movimento uniformemente variado.

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Ciências da Natureza – Física Prof.

: Luiz Felipe

Movimento vertical no vácuo


Dizem que, por volta de 1590, Galileu
Galilei subiu ao alto da Torre de Pisa e de lá
abandonou, simultaneamente, duas
pequenas esferas de massas diferentes.
Elas chegaram juntas ao solo. Galileu
concluiu então que elas foram igualmente
aceleradas, embora fossem de massas
diferentes.
No final do século XVI, portanto, o
homem percebeu que todo corpo
abandonado em queda livre (desprezando a
resistência do ar) cai com uma aceleração
aproximadamente constante (desprezam-se
variações na altitude e outros efeitos)
quando próximo da superfície da Terra.
Essa aceleração foi chamada de aceleração
da gravidade e representada por g. Seu
valor a uma latitude de 45º e ao nível do
mar é:
g  9,80655 m / s 2
Ciências da Natureza – Física Prof.: Luiz Felipe

Galileu Galilei nasceu em Pisa, em 1564. Em 1632, quando já existia na Itália uma
carregada atmosfera de perseguição cultural, iniciada por Urbano VIII, Galileu publicou uma
obra confirmando a teoria de Copérnico. O conteúdo desse trabalho foi considerado pela Igreja
Católica uma heresia, e Galileu passou a ser perseguido pela Santa Inquisição.
Em 1633, foi convocado para se apresentar em Roma e obrigado a desmentir
publicamente o que dissera, sendo condenado ao exílio. Somente em 1992 a Igreja Católica,
através de João Paulo II, reconheceu seu erro e absolveu Galileu de suas ‘heresias”.

Galileu Galilei

Urbano VIII
Ciências da Natureza – Física Prof.: Luiz Felipe

“Abjuro, amaldiçoo e detesto os supraditos erros e heresias, e geralmente qualquer


outro erro, heresia e seita contrária à Santa Igreja.”
Galileu Galileu em Roma, 1633

 Obs.: David Scott (missão Apollo 15) na superfície da Lua, em 1971


Ciências da Natureza – Física Prof.: Luiz Felipe

 A queda livre dos corpos


Todo corpo em movimento vertical para baixo tem aceleração constante e igual à aceleração da
gravidade. O que percebemos então é que a queda livre trata-se de um movimento
uniformemente variado na vertical com aceleração igual a g.

 Equacionamento

 Queda livre => v0 = 0


 Lançamento vertical para baixo => v0 ≠ 0
0 
v0
 Para as equações horárias do MUV temos:

g v  v0  at  v  v0  gt

a g
S  S0  v0t  t 2  S  v0t  t 2
2 2
H
 Obs.: cálculo do tempo de queda

S H
g 2
t  t
2H
2 g
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 Lançamento vertical para cima


Um corpo, ao ser lançado verticalmente para cima e desprezando-se a resistência do ar, passa
por duas etapas (lembrando que nesse movimento ele possui aceleração igual à aceleração da
gravidade g):
1ª etapa: durante a subida o movimento é retardado. O módulo da velocidade inicial vai
diminuindo até chegar a zero, quando o corpo atinge sua altura máxima. Logo, no ponto de
altura máxima: v = 0.
2ª etapa: durante a descida, o movimento é acelerado. Nessa situação o módulo da
velocidade vai aumentando.

ponto mais alto (v = 0)


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 Equacionamento

 Obs.: durante todo o trajeto a = – g


S


Para as equações horárias do MUV temos:

H máx
a g
S  S0  v0t  t 2  S  S0  v0t  t 2
2 2


g v  v0  at  v  v0  gt

v0
H0
 no ponto mais alto temos v = 0 e, com
isso, determinamos o tempo de subida!!

0
v02
Para a altura máxima: v  v  2aS  0  v  2   g  H máx  H máx
2 2
0
2 2
0 
2g
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 Propriedades do lançamento vertical para cima

1ª propriedade: um corpo, quando lançado verticalmente para


cima, passa duas vezes por um mesmo ponto: uma vez subindo e
outra descendo. Pode-se demonstrar que ele passa por essa posição
com a mesma velocidade escalar, em módulo, ou seja:

vsub  vdes

2ª propriedade: a contar do ponto de lançamento, o intervalo de


tempo que o corpo “gasta” para subir é o mesmo que ele “gasta”
para descer. Ou seja, se ele percorrer um certo trajeto AB durante a
subida e levar para isso um tempo Δtsub, na descida ele levará o
mesmo tempo para percorrer o trajeto BA. Logo:

tsub  tdes
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 Obs.: demonstração das propriedades do lançamento vertical para cima

1ª propriedade vsub  vdes

v 2  v02  2aS  v22  v12  2a.0  v2  v1

2ª propriedade tsub  tdes

v v v v v
Na subida: a   g  B A  tsub  A B
t t sub g
v  v A   vB  v v
Na descida: a  g   tdes  A B
t tdes g

 Regra de Galileu

Para qualquer MUV com v0 = 0, os espaços percorridos (em intervalos de tempo


iguais) são proporcionais a d, 3d, 5d, ...
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De acordo com a propriedade dos gráficos velocidade versus tempo, temos:


• para o instante t:

N b.hN t.gt gt 2
S  Área   S   d
2 2 2
• para o intervalo entre t e 2t:

N
S  Área 
N B  b h
 S 
 2 gt  gt  t 3gt 2
  3d
2 2 2
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(SANTA MARCELINA-2019) Um ornamento da fachada de um prédio se desprende e cai por


20m até atingir um toldo. O toldo é rasgado e o objeto continua sua queda, com 10% da
velocidade com a qual o atingiu, terminando finalmente sua queda ao chegar à calçada.

Sabendo que a altura do toldo até a calçada é de 3m, que a aceleração da gravidade vale 10
m/s2 e que a influência do ar pode ser desprezada, a velocidade com a qual o ornamento toca
o chão é
a) 8 m/s. b) 4 m/s. c) 6 m/s. d) 9 m/s. e) 2 m/s.

RESOLUÇÃO

De acordo com o texto, o toldo está a 3m do chão e o objeto cai em queda livre por 20m,
logo:
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m
v 2  v02  2aS  v 2  02  2.10.20  v  20
s
Após a colisão com o toldo, a velocidade do objeto cai para 10% da velocidade
imediatamente antes da colisão, logo:

vapós  10%v  vapós  2m / s


Usando a equação de Torricelli novamente, temos:

v 2  v02  2aS  v 2  2 2  2.10.3  v 2  64  v  8m / s

A
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(UNIFIMES-2016) Dois corpos, A e B, considerados pontos materiais e posicionados na


mesma vertical, onde A está acima de B, estão inicialmente separados por uma distância de
50 metros. Ao mesmo tempo, A é solto com velocidade inicial nula, enquanto B é lançado
para cima com velocidade de 50 m/s. A figura mostra o instante inicial do movimento de
ambos.

Considerando que não há resistência do ar e que a aceleração da gravidade é 10 m/s 2, o


tempo para o encontro dos dois corpos, em segundos, é igual a
a) 1,25. b) 0,50. c) 0,25. d) 0,75. e) 1,00.
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RESOLUÇÃO

Estabelecendo um eixo dos espaços comum às partículas, temos:

y ( m)


50  A E

50 m/s
B
0

Quando elas se encontrarem, os espaços serão iguais. Logo:

 a   a  10 10
S A  S B   S0  v0t  t 2    S0  v0t  t 2   50  t 2  50t  t 2  t  1s
 2 A  2 B 2 2
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(SANTA MARCELINA-2015/2) Suspenso a 21,5m de altura, o pintor de um prédio deixa cair


seu rolo de pintura. O rolo cai verticalmente, sem sofrer influência do ar, e em direção a uma
estreita calçada reta e horizontal que beira o prédio. No mesmo instante em que o rolo inicia a
queda, um jardineiro de 1,5m de altura andava pela calçada com velocidade de 2 m/s, indo em
direção ao ponto de impacto do rolo com o chão. Considerando que a aceleração da gravidade
vale 10 m/s2, a distância horizontal que esse jardineiro deve estar, em relação à trajetória da
queda, de modo que seja atingido em sua cabeça pelo rolo de pintura, é
a) 3,6m b) 2,4m c) 4,0m d) 1,5m e) 2,0m
RESOLUÇÃO

Esquematizando a situação, temos: C


 0
Calculando o tempo de queda do rolo de pintura:
g
a 10
S  S0  v0t  t 2  20  t 2
2 2
20m
Assim: t 2  4  t  2s

Supondo que o homem faça um MU, temos:


21,5m
S H S H
vH  2  S H  4m
t 2 S H y ( m)
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(IME) Uma pedra cai de um balão, que sobe com velocidade constante de 10 m/s. Se a pedra
demora 10s para atingir o solo, a que altura estava o balão no instante em que se iniciou a
queda da pedra? (g = 10 m/s2)

RESOLUÇÃO

Esquematizando a situação, temos:

y ( m)

10 m/s

H0  
Quando a pedra atingir o solo, temos S = 0. Logo:

a 10
S  S0  v0t  t 2  0  H 0  10.10  .10 2
g 2 2


Assim: H 0  500  100  H 0  400m
0
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(UNESP-2013) Em um dia de calmaria, um garoto sobre uma ponte deixa cair, verticalmente
e a partir do repouso, uma bola no instante t0 = 0. A bola atinge, no instante t4, um ponto
localizado no nível das águas do rio e à distância h do ponto de lançamento. A figura
apresenta, fora de escala, cinco posições da bola, relativas aos instantes t0, t1, t2, t3 e t4.
Sabe-se que entre os instantes t2 e t3 a bola percorre 6,25m e que g = 10 m/s2.

Desprezando a resistência do ar e sabendo que o intervalo de tempo entre duas posições


consecutivas apresentadas na figura é sempre o mesmo, pode-se afirmar que a distância h,
em metros, é igual a
a) 25. b) 28. c) 22. d) 30. e) 20.
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RESOLUÇÃO

• 1ª maneira: a partir das equações horárias do espaço


a
S  S0  v0t  t 2
0 2
10
.  2t   h2  20t 2
2
• Para h2: h2 
2t 2
h2
10
. 3t   h3  45t 2
2
• Para h3: h3 
2
h3
 3t Da figura, temos: h3  h2  6, 25
g
45t 2  20t 2  6, 25  25t 2  6, 25

h
Logo: t 2  0, 25  t  0,5s
4t
y ( m)
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Assim, para a altura total, temos que o tempo será de 4t = 4 · 0,5 = 2s. Logo:

10 2
h  .2  h  20m E
2

• 2ª maneira: regra de Galileu

Se no primeiro intervalo de tempo a partícula percorrer uma distância igual a x, então no


terceiro intervalo de tempo ela percorrerá 5x. Assim:

6, 25  5 x  x  1, 25m

A partir daí, a altura h será dada por:

h  x  3x  5 x  7 x  h  x.16  h  1, 25.16

Logo: h  20m
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(MACK) Um corpo lançado verticalmente para cima, no vácuo, com velocidade inicial v0,
atinge a altura máxima H. A altura h, alcançada por ele quando sua velocidade se reduz à
metade da inicial, equivale a:
a) H/2. b) H/4. c) 4H/3. d) 4H/5. e) 3H/4.

RESOLUÇÃO

Usando a equação de Torricelli para a altura máxima, temos:

v 2  v02  2aS  0 2  v02  2   g  H  v02  2 gH

No segundo caso, o corpo será lançado para cima com a mesma velocidade inicial de antes.
Quando sua velocidade for a metade da inicial, teremos:
2
 v0  v02 3v02 E
v  v  2aS     v0  2   g  h  2 gh  v0   2 gh 
2 2
0
2 2

2 4 4

3.2 gH 3
2 gh   h H
4 4

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