Você está na página 1de 24

METABOLISMO DAS

PORFIRINAS
MONITORIA

VISÃO GERAL
 As porfirinas são compostos cíclicos que ligam-se facilmente a íons metálicos.  A metaloporfirina mais abundante em humanos é o heme.  O heme é o grupo prostético da hemoglobina.  Essas hemeproteínas degradadas. são rapidamente sintetizadas e

» água . » monóxido de carbono.ESTRUTURA  As porfirinas possui um núcleo porfirínico ligado ao Fe+2 Ligação de oxigênio  Anel de porfirina  Fe+2 ligado aos 4 N no centro do anel Ligação com: » oxigênio.

ESTRUTURA .

BIOSSÍNTESE DO HEME  O principal sítio p/ a biossíntese do heme é o fígado. medula óssea (céls produtoras de eritrócitos) Fígado: A velocidade de síntese depende da quantidade de heme na célula.  Outros sítios: a. Medula óssea: Velocidade constante .

.  Os passos intermediários da via biossintética ocorrem no citosol.  Eritrócitos maduros não apresentam mitocôndria e são incapazes de sintetizar o heme.BIOSSÍNTESE DO HEME Nota:  A reação inicial e os últimos 03 passos na formação das porfirinas ocorrem na mitocôndria.

.FORMAÇÃO DO ALA ALA: ácido aminolevulínico  Todos os carbonos e nitrogênios da molécula de porfirina são fornecidos por dois blocos construtivos: a. succinil-CoA (intermediário do ciclo de Krebs)  A glicina e a succinil-CoA condensam p/ formar o ALA através da ALA-sintetase  Essa reação é o passo controlador da velocidade. glicina (aa não essencial) b.

o heme acumula e é convertido em hemina pela oxidação do Fe+2 e Fe+3  A hemina diminui a atividade da ALA-sintetase hepática. a síntese do heme está sob o controle da eritropoietina e da disponibilidade de ferro intracelular.  Nas céls eritróides.INIBIÇÃO PELA HEMINA  Quando a produção de porfirinas excede a disponibilidade de globina. . por meio de uma redução na síntese da enzima.

 Cerca de 85% do heme destinado à degradação é proveniente dos eritrócitos.DEGRADAÇÃO DO HEME  Após 120 dias na circulação. especialmente no fígado e no baço.  Os outros 15% provêm da renovação de eritrócitos imaturos e citocromos de tecidos extra-eritróides. . os eritrócitos são captados e degradados pelo sistema reticuloendotelial.

 A biliverdina é reduzida. formando o composto bilirrubina.FORMAÇÃO DE BILIRRUBINA  Clivagem do anel da porfirina  O íon férrico (Fe+3) e o monóxido de carbono são liberados. a biliverdina. resultando na produção de um pigmento verde. .  A bilirrubina e seus derivados são coletivamente denominados pigmentos biliares.

BILIRRUBINA – ALBUMINA  BAÇO e SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL  METAHEMOGLOBINA   GLOBINA ANEL HEME  PORFIRÍNICO (Aberto / Oxidado) (liberação do Fe3+)  BILIVERDINA (biliverdina redutase)  BILIRRUBINA INDIRETA .

.CAPTAÇÃO HEPÁTICA  A bilirrubina é apenas ligeiramente solúvel no plasma e. assim sendo. é transportada para o fígado ligada à albumina.

ficando assim “presa” dentro do hepatócito.  A bilirrubina conjugada liga-se com muito mais dificuldade a albumina. a solubilidade da bilirrubina é aumentada pela adição de duas moléculas de ácido glicurônico (conjugação)  A reação é catalisada pela billirubina-glicuronil-sintetase. utilizando ADP ácido glicurônico como doador de glicuronato. .CONJUGAÇÃO  No hepatócito.

SINUSOIDE HEPATÓCITO CANALÍCULO CONJUGADA – ATRAVESSA CANALÍCULOS NÃO CONJUGADA – NÃO ATRAVESSA CANALÍCULOS .

 A bilirrubina não conjugada normalmente não é excretada. é limitante da velocidade e suscetível a prejuízo em casos de doença hepática. para bile.  Esse passo depende de energia e. .EXCREÇÃO DA BILIRRUBINA  O diglicurato de bilirrubina é transportado ativamente contra um gradiente de concentração para dentro dos canalículos biliares e. a seguir.

que dá às fezes sua cor marrom.  A maior parte do urubilinogênio é oxidada. .UROBILINAS  O diglicurato de bilirrubina é hidrolisado e reduzido por bactérias no intestino.  No entanto. por bactérias. a estercobilina. produzindo urobilinogênio. parte do urubilinogênio é reabsorvida a partir do intestino e entra no sangue no sistema porta.

que é amarela e que. e então novamente excretado na bile. ao ser excretada. no qual ele é captado pelo fígado. dá à urina sua cor característica.  O restante do urubilinogênio é transportado pelo sangue para os rins.UROBILINAS  Uma certa porção desse urubilinogênio participa do ciclo entero-hepático do urobilinogênio. onde é convertido em urubilina. .

DESCONJUGAÇÃO.CANALÍCULOS     INTESTINO  METABOLISMO BACTERIANO  (OXIDAÇÃO. REDUÇÃO)   UROBILINOGÊNIO e UROBILINA   (REABSORVIDO)  FÍGADO  e RINS  ESTERCOBILINA OBS: UROBILINOGÊNIO    URINA .

DESARRANJOS DO METABOLISMO HEMÓLISE  DESTRUIÇÃO DE HEMÁCIAS  LIBERAÇÃO DE HEMOGLOBINA  LIBERA HEME e GLOBINA   VELOCIDADE DE FORMAÇÃO DE BILIRRUBINA  MAIOR A VELOCIDADE DE FORMAÇÃO QUE A CAPACIDADE DE CONJUGAÇÃO (BILIRRUBINA INDIRETA) .

SÍNDROME DE GILBERT DEFICIÊNCIA DE TRANSP. P/ HEPATÓCITO (TRANSP. PASSIVO)  ELEVAÇÃO DISCRETA – ADULTO 20 a 30 ANOS – BILIRRUBINA INDIRETA SÍNDROME de CRIGLER – NAJJAR  GLICURONIL TRANSFERASE (DEF. ou AUSENTE) KERNICTERUS   BI no INTERIOR do HEPATÓCITO  DIFUNDE RETROGRADAMENTE .

.

OBSTRUÇÃO BILIAR  CRISTAIS DE BILIRRUBINA ou COLESTEROL BILIRRUBINA DIRETA .SÍNDROME DE DUBIN – JOHNSON  DEFEITOS na MEMBRANA do HEPATÓCITO (CANALÍCULOS)   BILIRRUBINA DIRETA DENTRO do HEPATÓCITO – DIFUNDE RETROGRADAMENTE P/ SANGUE.

.

HEPATITES  VIRAL. DESTRUIÇÃO DO HEPATÓCITO  DIFICULDADE DE CONJUGAÇÃO =  BILIRRUBINA INDIRETA  DIFICULDADE DE EXCREÇÃO da BD =  BILIRRUBINA DIRETA .  TRAUMÁTICA.  TÓXICA.

.

$ # &  $   % $3.#/4!% %   & $  ##&#% %# /4!% %  &#%# #%!.

$& $%#&@ #  #$%$##&4: $%#  ##&#% .

.

!%%$  '#  %   %#& % $%#&@  !% %  & &@  ##& #%  &#@ /. ##& #% .