Instituto Superior Politécnico
Tundavala
Escola de Engenharia
MECÂNICA DOS SOLOS I
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D E P A RTA M E N T O D E E N G E N H A R I A C I V I L
MECÂNICA DOS SOLOS I
Como se formam os Solos?
É preciso em primeiro lugar referir que há
várias definições de solos.
Para o Agrónomo, para o Geólogo ou para o
Engenheiro Civil os conceitos são variáveis, já
que são distintos os objectivos com que
procuram compreen-dê-los e utilizá-los.
Digamos que para a Engenharia Civil os SOLOS
são agregados naturais, formados por
partículas de diferentes tamanhos e diferente
origem, separáveis por meios mecânicos
pouco intensos e que constituem a interface
ou o suporte de praticamente todas as
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construções.
MECÂNICA DOS SOLOS I
Atendendo à definição dada atrás, poderemos
perceber que o Engenheiro Civil considera como
ROCHAS os materiais naturais que não se
desagregam facilmente obrigando à utilização de
meios mecânicos potentes ou ao emprego de
explosivos.
Há uma fronteira relativamente difusa entre os
dois campos, SOLOS e ROCHAS, que ocorrem no
caso de solos muito compactos ou de rochas
decompostas.
Todavia essas situações não constituem em regra
qualquer tipo de problema em termos da utilização
pretendida de um ou outro material nem quanto à
determinação das suas propriedades.
É inquestionável que os solos provém das rochas
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Os solos provêm da desagregação das rochas.
E as rochas , vêm de onde ?
É conveniente perceber um pouco a forma
com o planeta Terra se formou.
No início era uma BOLA DE FOGO.
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Depois, em contacto com o espaço aberto, muito
frio, o planeta começou a arrefecer e adoptou a
forma esférica. Porquê?
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Hoje o planeta apresenta-se parcialmente
arrefecido, com uma crosta superficial com
temperaturas entre os -10 e os 20ºC, fracturada
devido às tensões interiores.
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Internamente o Planeta apresenta diversas
camadas, com temperaturas crescentes.
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Vamos analisar o Ciclo Geológico que se
verifica em permanência
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MECÂNICA DOS SOLOS I
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MECÂNICA DOS SOLOS I
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Os solos são essencialmente formados por
meteori-zação.
E os processos de meteorização podem ocorrer
de dois modos:
1. Processo físico da meteorização
Diminuição de tensões devido à remoção de camadas
superiores de solo e rocha
Dilatação e contracção térmica
Ciclos molhagem / secagem
Ciclos gelo / desgelo
Acção orgânica
Vento e água
Este processo desagrega as rochas e dá origem a pedras,
gravilhas, areias e siltes 11
MECÂNICA DOS SOLOS I
2. Processo químico da meteorização
Hidrólise (reacção com a água que envolve
normalmente dissolução da sílica e a alumina do solo)
Troca catiónica
Oxidação
Carbonatação
Este é o processo que dá origem às argilas e
solos coloidais
Verifica-se assim, em resumo, que os solos granulares
consti-tuídos por partículas sólidas soltas facilmente
separáveis à mão (por exemplo areias e siltes) são
obtidos por via física.
E as partículas argilosas e coloidais, praticamente
invisíveis a olho nu (em particular as argilas), resultam
de processos químicos. 12
MECÂNICA DOS SOLOS I
Diferenças Fundamentais entre Rochas e
Solos
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Eluviões ou Solos Residuais
São os que permanecem no local de formação (taxa
de formação é mais rápida do que taxa de
transporte).
Dito de outro modo os SOLOS RESIDUAIS resultam
da alteração in-situ da rocha-mãe sendo mais
rapidamente decompostos que transportados.
Os depósitos ou jazidas podem ter várias centenas
de metros de profundidade.
Exemplos:
1. Granito decomposto – “Saprólitos” - rocha
apodrecida ou solos com características ainda
semelhantes à rocha mãe.
2. “Crosta Laterítica” - muito diferentes já da rocha
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Solos Aluvionares (transportados)
São transportados pelos rios, pelas linhas de
água, escorrências superficiais ou vento - são
os mais comuns e encontram-se na proximidade
do leito dos rios
Possuem normalmente grandes aquíferos
Verifica-se uma segregação em tamanho ao
longo do transporte fluvial:
partículas mais largas (cascalho e areia): – no
início
partículas mais pequenas (silte e argila) –
mais para jusante junto à foz.
Os solos eólicos, transportados pelo vento, são
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Solos Glaciares (transportados)
A acção dos glaciares quebra os solos e rochas
e transporta os materiais ao longo de grandes
distâncias.
O material resultante é muito heterogéneo,
partículas com diferentes tamanhos e
propriedades mecânicas.
A designação “Glacial-Till” ou “Solos de
Moreia” é muito comum na designação deste
tipo de solos.
Solos Coluviais (transportados)
Transportados pela gravidade de forma lenta
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ou rápida (encostas)
MECÂNICA DOS SOLOS I
Nas zonas equatoriais e tropicais em toda a
volta do Planeta, aparecem uns solos
vermelhos, com vários matizes podendo
chegar ao tom de laranja forte, que são
conhecidos por LATERITES.
São de um modo geral solos aluvionares que
resultam de processos de lixiviação devido às
precipitações intensas.
A água provoca a diluição e arrastamento dos
componentes solúveis presentes nos solos
(sódio, potássio, boro, fósforo, cálcio, etc.)
ficando os solos ricos nos componentes
insolúveis (ferro e alumínio).
As laterites onde predomina o ferro são
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Carta Geológica
de Angola
(1965)
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Carta Geológica
do Namibe
(1998)
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MECÂNICA DOS SOLOS I
Carta Geológica
da Huíla (1998)
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