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Doutrina da Trindade - Suma e essência da teologia cristã – cf. CIC Geni Maria
Doutrina da Trindade
- Suma e essência da teologia cristã –
cf. CIC
Geni Maria Hoss
Geni.maria@yahoo.com.br
Disse Nosso Senhor: "Ensinai todas as gentes, e batizai- as em nome do Pai, e
Disse Nosso Senhor: "Ensinai todas as gentes, e batizai-
as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt
28, 19).
Na sua última prece, o Salvador pede que seus discípulos
sejam um como seu Pai e Ele são um. (Jo., 17, 21).
Também afirma: "Meu Pai e eu somos um"
(Jo., 10, 30),
deixando clara a unidade de natureza entre o Pai e o
Filho.
Na promessa de enviar o Espírito Santo, Nosso Senhor, antes de se elevar ao Céu,
Na promessa de enviar o Espírito Santo, Nosso Senhor,
antes de se elevar ao Céu, anunciou aos Apóstolos que o
Pai lhes enviará o Espírito Santo, que os ensinaria e os
fortaleceria na fé:
"Rogarei a meu Pai e Ele vos mandará outro consolador"
(Jo 14, 16, 26), "o espírito da verdade" que "vos ensinará
tudo" (Jo, 14, 26).
Em II Cor, 13, 13 está escrito: "Estejam com todos vós a graça de Nosso
Em II Cor, 13, 13 está escrito:
"Estejam com todos vós a graça de Nosso Senhor Jesus
Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito
Santo"!.
No "batismo" de Nosso Senhor, ao sair da água, os
céus se abriram e o "Espírito, como uma pomba",
desceu sobre Nosso Senhor e uma voz "veio dos Céus:
"Tu és o meu filho amado, em ti me comprazo".
O Pai: "Só o Pai conhece o Filho e o Filho conhece o Pai“ (Mt
O Pai:
"Só o Pai conhece o Filho e o Filho conhece o Pai“
(Mt 11, 27; Lc. 10, 22).
O Espírito Santo "procede do Pai", que é "enviado pelo
Filho" (Jo 15, 26; 16, 7).
"Felipe, quem me viu, viu também o Pai. Como é que
dizes: Mostra-nos o Pai? Então não crês que eu estou
no Pai e que o Pai está em mim" (Jo, 14, 9 e 10).
O mesmo que Jesus Cristo explica da sua união com o Pai, afirma-o igualmente do
O mesmo que Jesus Cristo explica da sua união com o
Pai, afirma-o igualmente do Espírito Santo.
"Quando tiver vindo o Consolador que eu vos mandarei
de junto de meu Pai, o Espírito de verdade que procede
do Pai, Ele dará testemunho de mim" (Jo, 15, 26).
Eu creio! Encantamento! Adesão! Comunhão!
Eu creio!
Encantamento!
Adesão!
Comunhão!
Eu creio! Num Deus UNO? Num Deus TRINO? Num Deus TRIUNO?
Eu creio!
Num Deus UNO?
Num Deus TRINO?
Num Deus TRIUNO?
Eu creio! Creio em um só Deus! Porque eu sou Deus e não há nenhum
Eu creio! Creio em um só Deus! Porque eu sou Deus e não há nenhum
Eu creio! Creio em um só Deus! Porque eu sou Deus e não há nenhum

Eu creio!

Creio em um só Deus!

Porque eu sou Deus e não há nenhum outro!

Eu creio! Creio em um só Deus! Porque eu sou Deus e não há nenhum outro!
Eu creio! Creio em um só Deus! Porque eu sou Deus e não há nenhum outro!
232) Os cristãos são batizados "em nome do Pai, do Filho e dó Espírito Santo"
232) Os cristãos são batizados
"em nome do Pai, do Filho e dó
Espírito Santo" (Mt 28,19).
Antes disso, eles respondem
"Creio" à tríplice pergunta que os
manda confessar sua fé no Pai, no
Filho e no Espírito [
]
- A fé de
todos os cristãos consiste na
Trindade.
234) O mistério da Santíssima Trindade é, portanto, a fonte de todos os outros mistérios
234) O mistério da Santíssima Trindade é, portanto, a fonte de todos os outros mistérios

234) O mistério da Santíssima

Trindade é, portanto, a fonte de

todos os outros mistérios da fé, é

a luz que os ilumina. É o

ensinamento mais fundamental e

essencial na "hierarquia das verdades de

da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na
da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na

DEUS PAI

DEUS PAI
DEUS PAI
DEUS PAI
DEUS PAI
"Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios
"Toda a história da salvação
não é senão a história da via e
dos meios pelos quais o Deus
verdadeiro e Único, Pai, Filho e
Espírito Santo, se revela,
reconcilia consigo e une a si os
homens que se afastam do
pecado.”
238) A invocação de Deus como "Pai" é conhecida em muitas religiões. A divindade é
238) A invocação de Deus como
"Pai" é conhecida em muitas
religiões. A divindade é muitas
vezes considerada "pai dos
deuses e dos homens". Em Israel,
Deus é chamado de Pai enquanto
Criador do mundo . Deus é Pai,
mais ainda, em razão da Aliança,
e do dom da Lei a Israel, seu "filho
primogênito" (Ex 4,22).
E também chamado de Pai do rei de Israel. Muito particularmente Ele é "o Pai
E também chamado de Pai do rei
de Israel. Muito particularmente
Ele é "o Pai dos pobres", do órfão
e da viúva que estão sob sua
proteção de amor.
239) Ao designar a Deus com o nome de "Pai", a linguagem da fé indica
239) Ao designar a Deus com o
nome de "Pai", a linguagem da fé
indica principalmente
dois aspectos: que Deus é origem
primeira de tudo autoridade
transcendente, e que ao mesmo
tempo é bondade e solicitude de
amor para todos os seus filhos.
Esta ternura paterna de Deus pode também ser
expressa pela imagem da maternidade, que
indica mais imanência de Deus, a intimidade
entre Deus e sua criatura.
A linguagem da fé inspira-se, assim, na experiência humana dos pais (genitores), que são de
A linguagem da fé inspira-se,
assim, na experiência
humana dos pais (genitores), que
são de certo modo os primeiros
representantes de Deus para o
homem.
Mas esta experiência humana ensina
também que os pais humanos são falíveis e
que podem desfigurar o rosto da
paternidade e da maternidade. Convém
então lembrar que Deus transcende a
distinção humana dos sexos.
Ele não é nem homem nem mulher, é Deus. Transcende também a paternidade e a
Ele não é nem homem nem
mulher, é Deus.
Transcende também a
paternidade e a maternidade
humanas embora seja a sua
origem e a medida: ninguém é pai
como Deus o é.

240) Jesus revelou que Deus é "Pai" num sentido inaudito: não o

é somente enquanto Criador, mas

é eternamente Pai em relação a

seu Filho único, que só é eternamente Filho em relação a seu Pai:

"Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e

ninguém conhece O Pai senão o Filho, e

aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt

11,27.

241) E por isso que os apóstolos confessam Jesus como "o Verbo"

que "no início estava

junto de Deus" e que "é Deus" (Jo 1,1), como "a imagem do Deus

invisível" (Cl 1,15), como "o

resplendor de sua glória e a expressão do seu ser" (Hb 1,3).

a Igreja, no ano de 325, no primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia, confessou que o
a Igreja, no ano de 325, no primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia, confessou que o

a Igreja, no ano de 325, no

primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia, confessou que o Filho é "consubstancial" ao Pai, isto é, um só Deus com Ele.

ao Pai, isto é, um só Deus com Ele. O segundo Concílio Ecumênico, reunido em Constantinopla

O segundo Concílio Ecumênico, reunido em Constantinopla em 381, conservou esta expressão em sua formulação do Credo de Nicéia e confessou "o Filho Único de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado,

consubstancial ao Pai”.

de todos os séculos, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial
243) Antes de sua Páscoa, Jesus anuncia o envio de "outro Paráclito" (Defensor), o Espírito
243) Antes de sua Páscoa,
Jesus anuncia o envio de "outro
Paráclito" (Defensor), o Espírito
Santo Em ação desde a
criação, depois de ter outrora
"falado pelos profetas e ele
estar agora junto dos discípulos
e neles, a fim de ensiná-los e
conduzi-los "a verdade inteira"
(Jo 16,13).
O Espírito Santo é assim revelado
como outra pessoa divina em
relação a Jesus e ao Pai.
244) A origem eterna do Espírito revela-se em sua missão tem temporal. O Espírito Santo
244) A origem eterna do Espírito
revela-se em sua missão tem
temporal. O Espírito Santo é
enviado aos apóstolos e à Igreja
tanto pelo Pai, em nome do Filho,
como pelo Filho em pessoa,
depois que este tiver voltado para
junto do Pai.
O envio da pessoa do Espírito
após a glorificação de Jesus
revela em plenitude o mistério
da Santíssima Trindade.

SANTÍSSIMA TRINDADE

SANTÍSSIMA TRINDADE
SANTÍSSIMA TRINDADE
SANTÍSSIMA TRINDADE
SANTÍSSIMA TRINDADE
"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual
"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual

"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual

ao Pai e ao Filho, da mesma substância e

Contudo,

não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho".

também da mesma natureza

O Credo da Igreja do Concilio de Constantinopla, confessa:

"Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória "

do Concilio de Constantinopla, confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração
do Concilio de Constantinopla, confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração
245) A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em
245) A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em

245) A fé apostólica no tocante

ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em

381, em Constantinopla:

"Cremos no Espírito Santo, que é Senhor e que dá a vida; ele procede do

Pai". Com isso a Igreja reconhece o Pai

como "a fonte e a origem de toda a divindade". Mas a origem eterna do Espírito Santo não deixa de estar

vinculada à do Filho:

"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus,

uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e também da

mesma natureza

Contudo,

não se diz que Ele é somente o

da mesma natureza Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas

Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho".

Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo
246) A tradição latina do Credo confessa que o Espírito "procede do Pai e do
246) A tradição latina do Credo confessa que o Espírito
"procede do Pai e do Filho (Filio que)". O Concílio de
Florença, em 1438, explicita: "O Espírito Santo tem sua
essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e
do Filho e procede eternamente de Ambos como de um
só Princípio e por uma única expiração
E uma vez que tudo O que é do Pai o Pai mesmo o deu ao
seu Filho Único ao gerá-lo, excetuado seu ser de Pai, esta
própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a
tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente".
247) A afirmação do filioque não figurava no símbolo professado em 381 em Constantinopla. Mas,
247) A afirmação do filioque não figurava no símbolo
professado em 381 em Constantinopla. Mas, com base
em uma antiga tradição latina e alexandrina, o papa
São Leão o havia já confessado dogmaticamente e em
447, antes que Roma conhecesse e recebesse, em 451,
no Concílio de Calcedônia, o símbolo de 381. O uso
desta fórmula no Credo foi sendo admitido pouco a
pouco na liturgia latina (entre os séculos VIII e

248) A tradição oriental põe primeiramente em relevo o caráter de origem primeira do Pai em relação ao

Espírito. Ao confessar o Espírito como "procedente do

Pai" (Jo 15,26), ela afirma que o Espírito procede do Pai pelo Filho. A tradição ocidental põe primeiramente em relevo a comunhão consubstancial entre o Pai e o

Filho, afirmando que o Espírito procede do Pai e do

Filho (Filioque).

Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a ordem eterna das pessoas divinas
Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a ordem eterna das pessoas divinas

Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a ordem

eterna das pessoas divinas em sua comunhão

consubstancial implica não só que o Pai seja a origem primeira do Espírito enquanto "princípio sem princípio, mas também, enquanto Pai do Filho Único, que seja com

ele "o único princípio do qual procede o Espírito Santo".

Esta legítima complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério confessado.

complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério
complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério
III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NA DOUTRINA DA FÉ A FORMAÇÃO DO DOGMA TRINITÁRIO 249) A
III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NA
DOUTRINA DA FÉ A FORMAÇÃO DO
DOGMA TRINITÁRIO
249) A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve
desde as origens na raiz da fé viva da Igreja,
principalmente por meio do Batismo. Ela encontra sua
expressão na regra da fé batismal, formulada na
pregação, na catequese e na oração da Igreja. Tais
formulações encontram-se já nos escritos apostólicos,
como na seguinte saudação, retomada na liturgia
eucarística: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de
Deus e a comunhão do Espírito Santo
estejam com todos vós" (2Cor 13,13).
250) No decurso dos primeiros séculos, a Igreja procurou formular mais explicitamente sua fé trinitária,
250) No decurso dos primeiros séculos, a Igreja procurou
formular mais explicitamente sua fé trinitária, tanto para
aprofundar sua própria compreensão da fé como para
defendê-la de erros que a estavam deformando. Isso foi
obra dos Concílios antigos, ajudados pelo trabalho
teológico dos Padres da Igreja e apoiados pelo senso da
fé do povo cristão.

251) Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de desenvolver uma terminologia própria,

recorrendo a noções de origem filosófica:

"substância", "pessoa" ou "hipóstase", "relação" etc.

Ao fazer isso, não submeteu a fé a uma sabedoria humana, mas imprimiu um sentido novo, inaudito, a esses termos, chamados a significar a partir daí também um Mistério inefável, que "supera infinitamente tudo o que nó podemos compreender

dentro do limite humano".

252) A Igreja utiliza o termo "substância" (traduzido também, às vezes, por "essência" ou por
252) A Igreja utiliza o termo "substância" (traduzido
também, às vezes, por "essência" ou por "natureza")
para designar ser divino em sua unidade, o termo
"pessoa" ou "hipóstase” para
designar o Pai, o Filho e o Espírito Santo em sua
distinção real entre si, e o termo "relação" para
designar o fato de a distinção entre eles residir na
referência de uns aos outros.
DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE 253) A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas só
DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE
253) A Trindade é Una. Não professamos três deuses,
mas só Deus em três pessoas: "a Trindade
consubstancial". As pessoas divinas não dividem entre si
a
única divindade, mas cada uma delas é Deus por
inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que
é
o Pai, O Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho,
isto é, um só Deus por natureza". "Cada uma das três
pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência
ou a natureza divina".

254) As pessoas divinas são realmente distintas entre si.

"Deus é único, mas não solitário". "Pai", "Filho", "Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos

entre si: "Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que

é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho". São distintos entre si por suas relações de origem: "E o Pai que gera, o Filho que é

gerado, o Espírito Santo que procede".

A UNIDADE DIVINA É TRINA. 255) As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por
A UNIDADE DIVINA É TRINA.
255) As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por
não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas
entre si reside unicamente nas relações que as referem
umas às outras: "Nos nomes relativos das pessoas, o Pai é
referido ao Filho, o filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois;
quando se fala destas três pessoas considerando as
relações, crê-se todavia em uma só natureza ou
substância'.
Pois "tudo é uno [neles] l onde não se encontra a oposição de relação. "Por
Pois "tudo é uno [neles] l onde não se encontra a
oposição de relação. "Por causa desta unidade, o Pai
está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo;
o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito
Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro
no Filho”.
256) Aos Catecúmenos de Constantinopla, São Gregório Nazianzeno, denominado também "o Teólogo", confia o
256) Aos Catecúmenos de Constantinopla, São
Gregório Nazianzeno, denominado também "o
Teólogo", confia o seguinte resumo da fé trinitária:
Antes de todas as coisas, conservai-me este bom
depósito, pelo qual vivo e combato,
com o qual quero morrer, que me faz suportar todos
os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à
profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo
Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco
vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la
dou como companheira e dona de toda a vossa
vida.
Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os
Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos
Três, e que contém os Três de maneira distinta.
Divindade sem diferença de substância ou de natureza,
sem grau superior que eleve ou grau inferior que
rebaixe
A infinita conaturalidade é de três infinitos.
Cada um considerado em si mesmo é Deus todo
inteiro
Deus os Três considerados juntos. Nem
comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha
em seu esplendor.
IV. AS OBRAS DIVINAS E AS MISSÕES TRINITÁRIAS 257) O primordial Unidade”! Deus é beatitude
IV. AS OBRAS DIVINAS E AS MISSÕES
TRINITÁRIAS
257)
O primordial Unidade”! Deus é beatitude eterna,
vida imortal, luz sem ocaso. Deus é amor: Pai, Filho e
Espírito Santo livremente, Deus quer comunicar a glória
de sua vida bem-aventurada. Este é o "desígnio“ de
benevolência (Ef 1,9) que ele concebeu desde antes da
criação do mundo no seu Filho bem-amado
predestinando-nos à adoção filial neste" Ef 1,5), isto é,
"a reproduzir a imagem do seu Filho" (Rm 8,29) graças
ao "Espírito de adoção filial" (Rm 8,5).

Esta decisão prévia é uma "graça concedida antes de todos os séculos" (2Tm 1,9), proveniente diretamente do amor trinitário. Ele se desdobra na obra da criação, em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas pela missão da Igreja.

em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
259) Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a Economia divina dá a conhecer
259) Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a
Economia divina dá a conhecer tanto a propriedade das
pessoas divinas como sua única natureza. Outrossim,
toda a vida cristã é comunhão com cada uma das pessoas
divinas, sem de modo algum separá-las. Quem rende
glória ao Pai o faz pelo Filho no Espírito Santo; quem
segue a Cristo, o faz porque o Pai atrai e o Espírito o
impulsiona.
260) O fim último de toda a Economia divina é a entrada das criaturas na
260) O fim último de toda a Economia divina é a
entrada das criaturas na unidade perfeita da
Santíssima Trindade. Mas desde já somos chamados
a ser habitados pela Santíssima Trindade: "Se
alguém me ama - diz o Senhor-, guardará a minha
palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e
faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23):
Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer- me inteiramente para firmar-me em Vós,
Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-
me inteiramente para firmar-me em Vós, imóvel e
pacifica, como se a minha alma já estivesse na
eternidade: que nada consiga perturbar a minha paz
nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que
cada minuto me leve mais longe na profundidade do
vosso Mistério! Pacificai a minha alma! Fazei dela o vosso
céu, vossa amada morada e o lugar do vosso repouso.
Que nela eu nunca vos deixe só, mas que eu esteja aí,
toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda
adorante, toda entregue à vossa ação criadora.
RESUMINDO 261) O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da
RESUMINDO
261) O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central
da fé e da vida cristã. Só Deus no-lo pode dar a conhecer,
revelado-se como Pai, Filho e Espírito Santo
262) A Encarnação do Filho de Deus revela que Deus é o
Pai eterno, e que o Filho é consubstancial ao Pai, isto é,
que ele é no Pai e com o Pai o mesmo Deus único.
263) A missão do Espírito Santo, enviado pelo Pai em
nome do Filho e pelo Filho "de junto do Pai" (Jo 15,26),
revela que o Espírito é com eles o mesmo Deus único.
"Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado."
RESUMINDO 264) "O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna
RESUMINDO
264) "O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte
primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do
Pai e do Filho em comunhão”.
265) Pela graça do Batismo "em nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo" (Mt 28,19) somos chamados a
compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na
terra, na obscuridade da fé, e para além da morte, na luz
eterna.
RESUMINDO 266) A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e
RESUMINDO
266)
A
fé católica é esta: que veneremos o único
Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não
confundindo as pessoas, nem separando a substância:
pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a
do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a
majestade”
267) Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o
são naquilo que fazem. Mas na única operação divina
cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na
Trindade, sobretudo
nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom
do Espírito Santo.
RESUMINDO 266) A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e
RESUMINDO
266)
A
fé católica é esta: que veneremos o único
Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não
confundindo as pessoas, nem separando a substância:
pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a
do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a
majestade”
267) Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o
são naquilo que fazem. Mas na única operação divina
cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na
Trindade, sobretudo
nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom
do Espírito Santo.
"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual
"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual

"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual

ao Pai e ao Filho, da mesma substância e

Contudo,

não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho".

também da mesma natureza

O Credo da Igreja do Concilio de Constantinopla, confessa:

"Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória "

do Concilio de Constantinopla, confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração
do Concilio de Constantinopla, confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração
245) A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em
245) A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em

245) A fé apostólica no tocante ao

Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em

381, em Constantinopla:

"Cremos no Espírito Santo, que é Senhor e que dá a vida; ele procede do Pai".

Com isso a Igreja reconhece o Pai como

"a fonte e a origem de toda a divindade". Mas a origem eterna do Espírito Santo

não deixa de estar vinculada à do Filho:

"O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e

também da mesma natureza

Contudo,

não se diz que Ele

é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o

Espírito do Pai e do Filho".

Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo
Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo
246) A tradição latina do Credo confessa que o Espírito "procede do Pai e do
246) A tradição latina do Credo confessa que o Espírito
"procede do Pai e do Filho (Filio que)". O Concílio de
Florença, em 1438, explicita: "O Espírito Santo tem sua
essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e
do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só
Princípio e por uma única expiração
E uma vez que tudo O que é do Pai o Pai mesmo o deu ao
seu Filho Único ao gerá-lo, excetuado seu ser de Pai, esta
própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a
tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente".
247) A afirmação do filioque não figurava no símbolo professado em 381 em Constantinopla. Mas,
247) A afirmação do filioque não figurava no símbolo
professado em 381 em Constantinopla. Mas, com base
em uma antiga tradição latina e alexandrina, o papa São
Leão o havia já confessado dogmaticamente e em 447,
antes que Roma conhecesse e recebesse, em 451, no
Concílio de Calcedônia, o símbolo de 381. O uso desta
fórmula no Credo foi sendo admitido pouco a pouco na
liturgia latina (entre os séculos VIII e
248) A tradição oriental põe primeiramente em relevo o caráter de origem primeira do Pai
248) A tradição oriental põe primeiramente em relevo
o caráter de origem primeira do Pai em relação ao
Espírito. Ao confessar o Espírito como "procedente do
Pai" (Jo 15,26), ela afirma que o Espírito procede do
Pai pelo Filho. A tradição ocidental põe primeiramente
em relevo a comunhão consubstancial entre o Pai e o
Filho, afirmando que o Espírito procede do Pai e do
Filho (Filioque).
Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a ordem eterna das pessoas divinas
Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a ordem eterna das pessoas divinas

Ela o afirma "de forma legítima e racional", pois a

ordem eterna das pessoas divinas em sua comunhão

consubstancial implica não só que o Pai seja a origem primeira do Espírito enquanto "princípio sem princípio, mas também, enquanto Pai do Filho Único, que seja

com ele "o único princípio do qual procede o Espírito

Santo". Esta legítima complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério confessado.

complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério
complementaridade, se não for radicalizada, não afeta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério
III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NA DOUTRINA DA FÉ A FORMAÇÃO DO DOGMA TRINITÁRIO 249) A
III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NA
DOUTRINA DA FÉ A FORMAÇÃO DO
DOGMA TRINITÁRIO
249) A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve
desde as origens na raiz da fé viva da Igreja,
principalmente por meio do Batismo. Ela encontra sua
expressão na regra da fé batismal, formulada na
pregação, na catequese e na oração da Igreja. Tais
formulações encontram-se já nos escritos apostólicos,
como na seguinte saudação, retomada na liturgia
eucarística: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de
Deus e a comunhão do Espírito Santo
estejam com todos vós" (2Cor 13,13).
250) No decurso dos primeiros séculos, a Igreja procurou formular mais explicitamente sua fé trinitária,
250) No decurso dos primeiros séculos, a Igreja
procurou formular mais explicitamente sua fé trinitária,
tanto para aprofundar sua própria compreensão da fé
como para defendê-la de erros que a estavam
deformando. Isso foi obra dos Concílios antigos,
ajudados pelo trabalho teológico dos Padres da Igreja
e apoiados pelo senso da fé do povo cristão.

251) Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de desenvolver uma terminologia própria,

recorrendo a noções de origem filosófica:

"substância", "pessoa" ou "hipóstase", "relação" etc.

Ao fazer isso, não submeteu a fé a uma sabedoria humana, mas imprimiu um sentido novo, inaudito, a esses termos, chamados a significar a partir daí também um Mistério inefável, que "supera infinitamente tudo o que nó podemos compreender

dentro do limite humano".

252) A Igreja utiliza o termo "substância" (traduzido também, às vezes, por "essência" ou por "natureza")

para designar ser divino em sua unidade, o termo

"pessoa" ou "hipóstase” para designar o Pai, o Filho e o

Espírito Santo em sua distinção real entre si, e o termo "relação" para designar o fato de a distinção entre eles

residir na referência de uns aos outros.

DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE 253) A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas só
DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE
253) A Trindade é Una. Não professamos três deuses,
mas só Deus em três pessoas: "a Trindade
consubstancial". As pessoas divinas não dividem entre
si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por
inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo
que é o Pai, O Espírito Santo é aquilo que são o Pai e
o Filho, isto é, um só Deus por natureza". "Cada uma
das três pessoas é esta realidade, isto é, a
substância, a essência ou a natureza divina".
254) As pessoas divinas são realmente distintas entre si. "Deus é único, mas não solitário".
254) As pessoas divinas são realmente distintas entre si.
"Deus é único, mas não solitário". "Pai", "Filho", "Espírito
Santo” não são simplesmente nomes que designam
modalidades do ser divino, pois são realmente distintos
entre si: "Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que
é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que
é o Pai ou o Filho". São distintos entre si por suas
relações de origem: "E o Pai que gera, o Filho que é
gerado, o Espírito Santo que procede".
A UNIDADE DIVINA É TRINA. 255) As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por
A UNIDADE DIVINA É TRINA.
255) As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por
não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas
entre si reside unicamente nas relações que as referem
umas às outras: "Nos nomes relativos das pessoas, o Pai
é referido ao Filho, o filho ao Pai, o Espírito Santo aos
dois; quando se fala destas três pessoas considerando as
relações, crê-se todavia em uma só natureza ou
substância'.
Pois "tudo é uno [neles] l onde não se encontra a oposição de relação. "Por
Pois "tudo é uno [neles] l onde não se encontra a
oposição de relação. "Por causa desta unidade, o Pai
está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo;
o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito
Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro
no Filho”.
256) Aos Catecúmenos de Constantinopla, São Gregório Nazianzeno, denominado também "o Teólogo", confia o
256) Aos Catecúmenos de Constantinopla, São Gregório
Nazianzeno, denominado também "o Teólogo", confia o
seguinte resumo da fé trinitária: Antes de todas as
coisas, conservai-me este bom depósito, pelo qual vivo e
combato,com o qual quero morrer, que me faz suportar
todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me
à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo Eu
vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou
mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou
como companheira e dona de toda a vossa vida.
Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os
Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos
Três, e que contém os Três de maneira distinta.
Divindade sem diferença de substância ou de natureza,
sem grau superior que eleve ou grau inferior que
rebaixe
A infinita conaturalidade é de três infinitos.
Cada um considerado em si mesmo é Deus todo
inteiro
Deus os Três considerados juntos. Nem
comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha
em seu esplendor.
IV. AS OBRAS DIVINAS E AS MISSÕES TRINITÁRIAS 257) O primordial Unidade”! Deus é beatitude
IV. AS OBRAS DIVINAS E AS MISSÕES
TRINITÁRIAS
257)
O primordial Unidade”! Deus é beatitude
eterna, vida imortal, luz sem ocaso. Deus é amor: Pai,
Filho e Espírito Santo livremente, Deus quer comunicar
a glória de sua vida bem-aventurada. Este é o
"desígnio“ de benevolência (Ef 1,9) que ele concebeu
desde antes da criação do mundo no seu Filho bem-
amado predestinando-nos à adoção filial neste" Ef
1,5), isto é, "a reproduzir a imagem do seu Filho" (Rm
8,29) graças ao "Espírito de adoção filial" (Rm 8,5).

Esta decisão prévia é uma "graça concedida antes de todos os séculos" (2Tm 1,9), proveniente diretamente do amor trinitário. Ele se desdobra na obra da criação, em toda história da salvação após a queda, nas missões do

Filho e do Espírito, prolongadas pela missão da Igreja.

em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
em toda história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas
259) Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a Economia divina dá a conhecer
259) Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a
Economia divina dá a conhecer tanto a propriedade das
pessoas divinas como sua única natureza. Outrossim, toda a
vida cristã é comunhão com cada uma das pessoas divinas,
sem de modo algum separá-las. Quem rende glória ao Pai o
faz pelo Filho no Espírito Santo; quem segue a Cristo, o faz
porque o Pai atrai e o Espírito o impulsiona.
260) O fim último de toda a Economia divina é a entrada das criaturas na
260) O fim último de toda a Economia divina é a entrada
das criaturas na unidade perfeita da Santíssima Trindade.
Mas desde já somos chamados a ser habitados pela
Santíssima Trindade: "Se alguém me ama - diz o Senhor-,
guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a
ele, e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23):
Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer- me inteiramente para firmar-me em Vós,
Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-
me inteiramente para firmar-me em Vós, imóvel e
pacifica, como se a minha alma já estivesse na
eternidade: que nada consiga perturbar a minha paz
nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que
cada minuto me leve mais longe na profundidade do
vosso Mistério! Pacificai a minha alma! Fazei dela o
vosso céu, vossa amada morada e o lugar do vosso
repouso. Que nela eu nunca vos deixe só, mas que eu
esteja aí, toda inteira, completamente vigilante na minha
fé, toda adorante, toda entregue à vossa ação criadora.
RESUMINDO 261) O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da
RESUMINDO
261) O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central
da fé e da vida cristã. Só Deus no-lo pode dar a conhecer,
revelado-se como Pai, Filho e Espírito Santo
262) A Encarnação do Filho de Deus revela que Deus é o
Pai eterno, e que o Filho é consubstancial ao Pai, isto é,
que ele é no Pai e com o Pai o mesmo Deus único.
263) A missão do Espírito Santo, enviado pelo Pai em
nome do Filho e pelo Filho "de junto do Pai" (Jo 15,26),
revela que o Espírito é com eles o mesmo Deus único.
"Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado."
RESUMINDO 264) "O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna
RESUMINDO
264) "O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte
primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho,
do Pai e do Filho em comunhão”.
265) Pela graça do Batismo "em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19) somos
chamados a compartilhar da vida da Santíssima
Trindade, aqui na terra, na obscuridade
da fé, e para além da morte, na luz eterna.
RESUMINDO 266) A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e
RESUMINDO
266)
A
fé católica é esta: que veneremos o único
Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não
confundindo as pessoas, nem separando a
substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do
Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só é a
divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a
glória, co-eterna a majestade”
267) Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma
o são naquilo que fazem. Mas na única operação
divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio
na Trindade, sobretudo
nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom
do Espírito Santo.