CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA ...................................................................... 2 ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ........................... 5
ENDEREÇAMENTO .............................................................................................................................................. 5 QUALIFICAÇÃO DAS PARTES ............................................................................................................................... 6 PRELIMINAR ........................................................................................................................................................ 7 A) Comissão de Conciliação Prévia (CCP) ............................................................................................... 7 B) Tramitação Preferencial do Feito .......................................................................................................... 8 C) Justiça Gratuita .......................................................................................................................................... 9 MÉRITO ............................................................................................................................................................. 10 A) CONTRATO DE TRABALHO ................................................................................................................... 10 B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO ................................................................................. 11 C) RESPONSABILIDADE PATRONAL .......................................................................................................... 12
► ► ► ► ► Sucessão de empregadores .............................................................................................................................. 13 Grupo econômico ............................................................................................................................................. 17 Terceirização .................................................................................................................................................... 18 Empreitada e subempreitada ........................................................................................................................... 21 Cooperativa Ilícita ............................................................................................................................................ 24

D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ...................................................................................................................... 26
► Salário e remuneração - definição ................................................................................................................... 27 ► Salário complessivo .......................................................................................................................................... 28 ► Reflexos ................................................................................................................................................................. 28 ► Salário “in natura” ................................................................................................................................................ 30

E) F)
► ► ► ► ► ► ►

EQUIPARAÇÃO SALARIAL ..................................................................................................................... 34 DURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................................... 37
Horas extras ..................................................................................................................................................... 37 Intervalo Intrajornada ...................................................................................................................................... 39 Intervalo Interjornada ...................................................................................................................................... 41 Descanso semanal remunerado ....................................................................................................................... 43 Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado ............................................................................... 44 Adicional noturno............................................................................................................................................. 45 Horas in itinere ................................................................................................................................................. 48

G) VERBAS RESCISÓRIAS ............................................................................................................................... 50 H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO................................................................................... 56
► ► ► ► ► ► ► Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) ................................................................... 56 Membros da CCP (Comissão de Conciliação Prévia) ........................................................................................ 57 Dirigente Sindical ............................................................................................................................................. 58 Gestante ........................................................................................................................................................... 61 Acidente do dE Trabalho .................................................................................................................................. 62 Diretor de Sociedade Cooperativa ................................................................................................................... 63 PEDIDO ............................................................................................................................................................. 64

I) RESCISÃO INDIRETA ............................................................................................................................. 66 J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA .................................................. 68 K) DANO MORAL ........................................................................................................................................... 69 L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA ......................................................................................... 72 M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ......................................................................................................... 77 N) MULTA DO ART. 467 DA CLT ............................................................................................................... 78 O) MULTA DO ART. 477 DA CLT ................................................................................................................ 79 PEDIDOS ............................................................................................................................................................ 81 REQUERIMENTOS FINAIS .................................................................................................................................. 81 VALOR DA CAUSA .............................................................................................................................................. 82

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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABA LHISTA

A reclamatória trabalhista observará a seguinte estrutura:

I. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA II. III. IV. V.

Preliminar de Mérito; Mérito; Pedidos; Requerimentos Finais; Valor da causa.

Segue estrutura geral para visualização da petição inicial:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA… VARA DO TRABALHO DE … .

NOME DO RECLAMANTE, qualificação e endereço completos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO), com escritório profissional no endereço completo, onde recebe intimações e notificações, com fulcro no artigo 840 da CLT, PROPOR:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA pelo rito (...)

em face de NOME DO RECLAMADO, qualificação e endereço completos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – PRELIMINAR DE MÉRITO

a) b)

A - Tramitação Preferencial do Feito: Idoso (art. 71, Lei 10741/2003 e art. 1.211-A, CPC) Portador de doença grave (art. 1.211-A, CPC)

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c) Dissídio que verse exclusivamente sobre salário ou empregador falido (art. 652, parágrafo único, CLT) B – JUSTIÇA GRATUITA (art. 790, § 3º, CLT e art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, Lei 1060/50)

II – MÉRITO

1.

DO CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pelo Reclamado no dia…, para exercer a função de …, recebendo por última remuneração a importância de …, sendo dispensado sem justa causa pelo Reclamado em …

2.

DO VÍNCULO DE EMPREGO §1 Fato §2 Fundamento §3 Pedido

III – PEDIDOS (Repetição dos requerimentos constantes no mérito da RT)

IV - REQUERIMENTOS FINAIS O Reclamante requer a NOTIFICAÇÃO da Reclamada para apresentar resposta à Reclamatória Trabalhista, sob pena de revelia. A PRODUÇÃO de todos os meios de PROVA em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, a oitiva de testemunhas, prova pericial e juntada de novos documentos. Por fim, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos, com a condenação da Reclamada ao pagamento de todas as verbas postuladas, acrescidas de juros e correção monetária.

Atribui-se à causa valor superior a 40 salários mínimos. Nestes Termos, Pede deferimento. Local e data.

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Advogado OAB nº

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a lei poderá investir o juiz de direito da jurisdição trabalhista. Nesse caso.br 5 . o juízo do local da prestação dos serviços: Art. se a proposta não informá-lo devemos deixar o espaço em branco. 651.cers. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e. Em se tratado de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do controle de trabalho. será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. § 2º. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. o endereçamento deve ser realizado da seguinte maneira: www. Na comarca onde não houver juiz do trabalho. 651 da CLT. estabelecida neste artigo.com. em regra. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. na falta. sendo. prestar serviços ao empregador. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. reclamante ou reclamado. CLT. § 1º. O endereçamento de uma reclamação trabalhista é simples e deve ser realizado da seguinte maneira: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA … VARA DO TRABALHO DE … Atenção! O último traço deve ser preenchido com o local da prestação do serviço. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional disposto em contrário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ENDEREÇAMENTO A competência territorial é definida pelo art. § 3º. Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial.

). nacionalidade. pelas razões de fato e de www. com fulcro no artigo 840 da CLT.. Exemplo: NOME DO RECLAMANTE. vem respeitosamente perante Vossa Excelência.cers. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.. com fulcro no artigo 840 da CLT. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). pelo rito. profissão. Diante disso. qualificação e endereço completos.. em face de NOME DO RECLAMADO. PROPOR: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. estado civil. Não devem ser inventados dados que não estejam na proposta. sob pena de identificação de prova. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. pessoa jurídica de direito privado (se for o caso). etc. estabelecida no endereço completo. onde recebe intimações e notificações. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). inscrito no CPF sob nº e no PIS sob o nº. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. com escritório profissional no endereço completo.com. em face de NOME DO RECLAMADO. a Banca não informa todos os dados necessários para a qualificação completa das partes. portador da Cédula de Identidade RG nº. qualificação e endereço completos. portador da CTPS nº..br 6 . residente e domiciliado no endereço completo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE … QUALIFICAÇÃO DAS PARTES Normalmente. onde recebe intimações e notificações. o Examinando poderá utilizar a expressão “qualificação e endereço completos” ou utilizar o gênero destes dados (ex: nacionalidade. com escritório profissional no endereço completo. pelo rito . OU NOME DO RECLAMANTE. estado civil. inscrita no CNPJ sob o nº.

cers. Contudo. mas diante da suspensão da eficácia do art. SEGUEM EXEMPLOS:A) COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP) A passagem pela CCP era obrigatória em função do disposto no artigo 625-D da CLT. ainda assim. 625-D é desnecessária a referência à passagem pela Comissão. a inicial deve revelar o nome do síndico e o endereço onde receberá as notificações.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI direito que passa a expor. o candidato opte por mencioná-la. era importante mencionar que a passagem do Reclamante pela CCP era obrigatória. Na qualificação deve constar a razão social precedida da expressão “Massa Falida”.br 7 . a eficácia desse dispositivo. Caso. o STF suspendeu. Observação: se porventura a ação trabalhista for proposta contra a massa falida. deve fazê-lo na forma do exemplo a seguir: www. de modo que a tentativa conciliatória pela CCP é uma faculdade para o reclamante. em caráter liminar (ADI 2139 e ADI 2160). PRELIMINAR AS PRELIMINARES REFEREM-SE AO PROCESSO E SÃO POUCAS AS HIPÓTESES DE OCORREREM NA PETIÇÃO INICIAL.com. Antes da decisão referida.

que determinará as providências a serem cumpridas. 652. maior de 60 (sessenta) anos. § ú. uma vez que esta é uma faculdade do autor.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI III.741/2003 e art. c) decorrer da falência do empregador (art. 2ª parte.br 8 .741/2003). § 2˚. A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. b) o dissídio versar exclusivamente sobre salário (art.com. Lei 10. 652. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. 652. CPC). É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. § ú). § 1˚. 71. 01. B) TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL DO FEITO Assegura-se a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: a) nos processos em que figurar como parte ou interessado idoso – pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (Lei 10. 1211-A. com união estável. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite.cers. CLT) e d) figurar como parte ou interessado portador de doença grave (art. O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo.1211-A. § ú. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL Dissídio sobre salário (art. CLT). em qualquer instância. nos termos das liminares concedidas pelo STF nas ADI’s 2139 e 2160. 652. 1211-A. Observe a legislação referida: Art. CPC). Dissídio originado pela falência do empregador (art. fazendo prova de sua idade. Parte ou interessado portador de doença grave (art. www. CLT).741/2003. CPC). § ú. companheiro ou companheira. 71. PRELIMINAR DE MÉRITO Comissão de Conciliação Prévia O Reclamante esclarece que não passou pela Comissão de Conciliação Prévia. Lei 10. EM SÍNTESE: Idoso (art.

PARÁGRAFO ÚNICO. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador. Nesse sentido. Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. 790. 1. São Paulo: LTr. a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. Carlos Henrique Bezerra Leite leciona que “a justiça gratuita pode ser concedida por qualquer juiz de qualquer instância a qualquer trabalhador. contrair processo em separado. 3º da Lei 1060/50. Nas Varas do Trabalho. 7. a pedido do interessado. Art. Curso de Direito Processual do Trabalho. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. Os requisitos para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita estão previstos no art. independentemente de estar sendo patrocinado por advogado ou sindicato. Carlos Henrique Bezerra.cers.br 9 . Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: Parágrafo único. CLT. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3˚. podendo o Presidente da Junta. (VETADO)C) JUSTIÇA GRATUITA O benefício da justiça gratuita implica apenas a isenção do pagamento de despesas processuais previstas no art. p. ed. que litigue na Justiça do Trabalho. ou portadora de doença grave. 2009. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. CLT. A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária.com. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. 652. 1 LEITE. nos Juízos de Direito. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. desde que perceba salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal ou que declare que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento da próprio ou de sua família” 1.211-A. Observe: Art. 790. 370. CLT. § 3º. CPC. sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. www. nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho. § 4˚.

o reclamante deve incluir o fato. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. 3º da Lei 1060/50. Gozarão dos benefícios desta Lei os nacionais ou estrangeiros residentes no país. Parágrafo único. A declaração da situação econômica do reclamante pode ser declarada. pelo advogado.Considera-se necessitado. o benefício da justiça gratuita. MÉRITO No mérito. Justiça Gratuita O reclamante encontra-se desempregado. sob as penas da lei. último salário e data de demissão. ou declararem. Diante do exposto. O benefício da justiça gratuita deve ser requerido sempre que o Examinador indicar que o reclamante não tem condições de arcar com as despesas do processo.com. o fundamento e o pedido. 2º. Os demais tópicos devem ser nominados de acordo com os demais pedidos formulados pelo autor. TST). militar ou do trabalho. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder.br 10 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3o É facultado aos juízes. na própria petição inicial (OJ 304. Segue exemplo: I – Preliminar de Mérito 01. 2º. O pedido de justiça gratuita pode ser feito também em preliminar. para os fins legais. Abaixo seguem exemplos de tópicos que podem ser objeto do mérito. requer a concessão dos benefícios previstos no art.cers. inclusive quanto a traslados e instrumentos. o Candidato deve destinar o primeiro tópico ao contrato de trabalho. sem condições de arcar com as despesas do processo. apenas os seguintes dados: admissão. 790. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. Lei 1060/50. a requerimento ou de ofício. parágrafo único. § 3º da CLT e art. . Art. quando se tratar de relação de emprego. civil. da Lei 1060/50 o reclamante faz jus aos benefícios da justiça gratuita. A) CONTRATO DE TRABALHO www. função. mencionando. que necessitarem recorrer à Justiça penal. SDI-1. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Após o título. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Nos termos do art.

00 (seiscentos reais). conforme exemplo a seguir: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2011.br 11 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quando se tratar de relação de emprego. Segue exemplo: I – MÉRITO 02. o Candidato deve deixar o espaço relativo a eles em branco. para exercer a função de auxiliar administrativo. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. Salário. CLT). CONTRATO DE TRABALHO Função. o Candidato deve postular o reconhecimento do vínculo de emprego (arts. não eventualidade e subordinação). 2º e 3º. nesse tópico o candidato deve mencionar apenas os seguintes dados: data de admissão. onerosidade.com. Reconhecimento do vínculo de emprego O Reclamante foi admitido como trabalhador autônomo na empresa Reclamada. Demissão.00 (seiscentos reais). 29.cers. Desde www. apesar de presentes os requisitos da relação de emprego (pessoalidade. Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. bem como. salário e a data da demissão. CLT). EM SÍNTESE: Admissão. para exercer a função de … Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. Caso o examinador não mencione alguns desses dados. B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO Quando o Examinador mencionar que o reclamante foi contratado como autônomo. função. a anotação na CTPS do Reclamante (art. Seguem exemplos: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2010.

Verifica-se a presença da subordinação. A não eventualidade também estava presente.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI o início do contrato de trabalho. onerosidade. para fins de subordinação jurídica. 2º e 3º da CLT.cers. dois pontos devem ser analisados. Depois. nos termos do art. CLT. demonstrando a presença da onerosidade. que lhe orientava e punia e remunerava. a presença da pessoalidade. Em um primeiro momento. o executado no domicílio do em pregado e o realizado a distância. (Pedido) ATENÇÃO MÁXIMA! A Lei 12551/2011 inseriu o art. quais sejam: pessoalidade. C) RESPONSABILIDADE PATRONAL A responsabilidade patronal deve ser analisada atentamente sempre que a relação de trabalho envolver mais de um empregador ou tomador dos serviços.00. Por fim. o reclamante tinha que prestar pessoalmente os serviços.br 12 . 6º. obedecia ao horário de trabalho (segunda a sexta-feira das 8h as 17h). Nesse caso. não eventualidade e subordinação. devemos analisar quais empresas ou pessoas físicas serão incluídas no polo passivo. orientando-o e punindo-o. devemos explicar a responsabilidade dessas empresas e requerer sua condenação de forma solidária ou subsidiária. das 8h às 17h. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da relação de emprego. 6º na CLT estabelecendo que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. 6º da CLT: Art. O trabalhador não podia se fazer substituir por outro trabalhador. assim. requer o reconhecimento do vínculo empregatício e que a Reclamada seja compelida a realizar as devidas anotações na CTPS do Reclamante. quando da qualificação das partes. pois o reclamante prestava os serviços. 29 da CLT. o executado no domicílio do empregado e o realizado à distância. Parágrafo único. www. desde que caracterizados os pressupostos da relação de emprego. evidenciando-se. as ordens do gerente do seu setor. previstos nos arts. 2º e 3º da CLT. controle e supervisão do trabalho alheio.com. desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Restam. o reclamante recebia a importância fixa mensal de R$ 1000. de segunda a sexta. (Fundamento) Diante do exposto. Os meios telemáticos e informatizados de comando. portanto. no mérito. uma vez que o Reclamado dirigia a prestação serviços do reclamante. como contraprestação pelos serviços prestados. A subordinação jurídica verifica-se também quando o controle e a supervisão ocorrem por meios telemáticos e informatizados. controle e supervisão se equiparam. comprovados todos os requisitos legais exigidos pelos arts. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. Observe o teor do art. aos meios pessoais e diretos de comando. bem como.

408. segundo a FGV: a) transferência de uma unidade econômico-jurídica. p. Observe o teor dos artigos 10 e 448 da CLT: Art. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalhos dos respectivos empregados.cers.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RESPONSABILIDADE PATRONAL Sucessão de empregadores. Curso de Direito do Trabalho. Terceirização. Grupo econômico. Por isso. São Paulo: LTr. são requisitos para a sucessão trabalhista. 10 e 448 da CLT. 2 DELGADO. ► Sucessão de empregadores Segundo o professor Maurício Godinho Delgado2: “sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts. 6ª Edição. incorporação e cisão de empresas. Cooperativas Ilícitas. da CLT. arrendamento e concessão. Empreitada e Subempreitada. 10. e na inalterabilidade do contrato de trabalho. www. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. Assim. Tem por fundamentos os princípios continuidade do contrato de trabalho. 2007. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos”. não importando quem seja o proprietário ou administrador. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. 448. despersonalização do empregador. quem responde pelo crédito trabalhista é a empresa. fusão. b) continuidade da prestação dos serviços ou continuidade do negócio. Maurício Godinho. A sucessão trabalhista está disciplinada nos artigos 10 e 448. São exemplos de sucessão: a transferência de titularidade da empresa (venda).br 13 . Art.

Nota-se que a Banca admitiu a corrente adotada pela doutrina clássica e também pela moderna. a sucessão tenha sido fraudulenta.65) Resposta: Transferência de uma unidade econômico-jurídica (0. Segundo a clássica. 10 e 448 da CLT na hipótese de sucessão a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. a qual deve responder pelos direitos trabalhistas e. 10 e 448 da CLT afirmar que a alteração na titularidade ou estrutura jurídica da empresa não afetam os contratos de trabalho ou os direitos dos empregados. com fundamento nos arts. sendo irrelevante a continuidade da prestação dos serviços. com fundamento nos arts. do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: Questão 4 a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista (0. entretanto. 10 e 448 da CLT (0. por fim. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO e explicar o fato (venda da empresa. Explicar que embora nos termos dos arts. então ambas deverão ser incluídas no polo passivo. cabendo a ambas responder solidariamente pelos débitos trabalhistas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Observe a resposta da Banca FGV à questão 4. como esta foi realizada com o www. ou seja. Sucessão fraudulenta: a) qualificação: incluir ambas as empresas. etc). sucessora e sucedida. que se mantém vinculados à empresa. Segundo o art. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO.2). os requisitos para a sucessão são: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade da prestação dos serviços após a sucessão. “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. explicar a fraude conforme os dados relatados na proposta. 9º da CLT. razão pela qual devemos ajuizar a RT apenas contra esta. para a empresa sucessora. apenas para transferir a este a responsabilidade por eles. fusão. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. ocorrendo ou não a continuidade da prestação de serviços. Consequentemente. no polo passivo.com.cers. requer a sua condenação no pagamento de todas as verbas postuladas na RT. Assim. “a”. Caso. a transferência da unidade econômico-jurídica tenha sido realizada para sucessor sem condições de arcar com os débitos trabalhistas dos empregados. 10 e 448 da CLT. Para a doutrina moderna basta que haja: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio pela empresa sucessora. EM SÍNTESE: Sucessão legal: a) qualificação: inclusão apenas da empresa sucessora no polo passivo. a fim de fraudar direitos trabalhistas.br 14 .25) e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação dos serviços (0.2). Indicação dos arts. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. a sucessão é nula. explicando no mérito a ocorrência da sucessão.

Notário. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. Por se tratar de uma delegação recebida pelo Estado. TST. Cuidado! Já caiu na prova da FGV sucessão de cartório. dotados de fé pública. a sucessão somente ocorrerá se houver continuidade na prestação de serviços pelos empregados. Lei 8935/94. 9º da CLT. inclusive no que diz respeito às despesas de custeio. investimento e pessoal. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. dos oficiais de registro e de seus prepostos. e oficial de registro. SDI-1. CF. 21. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. § 1º . § 2º . Art. O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do respectivo titular. 3º. Assim.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. Tal hipótese enquadra-se na OJ 225. com fundamento no art. Lei 8935/94. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. por mais de seis meses. Art.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. cabendo-lhe estabelecer normas. são profissionais do direito. ou registrador. dotados de fé pública. OJ-SDI1-225 SERVIÇO CONTRATO PÚBLICO. Nos termos do art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI propósito de obstar direitos dos empregados. cabe ao antecessor a responsabilidade pelo período anterior à nomeação no novo tabelião. § 3º . É delegado o exercício da atividade notarial e de registro. oficial de registro e registrador são profissionais do direito. DE CONCESSÃO DE RESPONSABILIDADE www.br 15 . nos termos do art. os serviços de notário.com. 3º da Lei 8935/94.cers.Lei regulará as atividades. por inexistir a referida continuidade é de responsabilidade exclusiva do respectivo titular as obrigações assumidas durante o período que exerce o encargo de notário. Dessa forma. ou tabelião. tabelião. Art. de modo que todas as empresas devem ser condenadas a pagar de forma solidária. II. por delegação do Poder Público. é nula de pleno direito. condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. 21 da Lei 8935/94. 236.

a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. entregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.4) e tratava-se de delegação recebida do Estado. Um Estado da federação realizou concurso público para notário. Lá chegando. II . a título transitório. nos termos do art. Nelson é sucessor? (valor 0. pois lá iria alocar empregados de sua confiança.cers. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada.com.2005) Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária). Em razão disso. 592 do CPC: www. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson. Nelson. inclusive na execução. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho.br 16 . Indicação dos arts. Alguns dias depois.65) Transferência de uma unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação de serviços.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TRABALHISTA. (nova redação. responda os itens a seguir.em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão.04. Observe a questão 4 do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: OAB IV EXAME DE ORDEM – QUESTÃO 4. b) No caso em tela. Ainda acerca da sucessão. o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão. a segunda concessionária.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial. no mesmo local e com noivos empregados. Com base no caso acima. Informado disso. ou qualquer outra forma contratual. vale ressaltar que esta pode ser reconhecida pelo juiz em qualquer fase do processo. DJ 20. mediante arrendamento. trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (valor 0. 10 OU 448 da CLT.6) Não. no todo ou em parte. bens de sua propriedade: I . aprovado em segundo lugar nos certame. Nelson iniciou seus serviços como notário. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato. na condição de sucessora. pois ele não aproveitou nenhum dos empregados (0. independentemente do reclamante ter participado da fase de conhecimento.

inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. integrante do grupo econômico. §2º da CLT. que não participou da relação processual como reclamado e que. mesmo não tendo participado da fase de conhecimento. constituindo grupo industrial. o grupo caracteriza-se como empregador único. CLT. § 2º. serão. os direitos e deveres contratuais. O responsável solidário. 2º.br 17 . tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. para os efeitos da relação de emprego. 592. Ficam sujeitos à execução os bens: I . o TST firmou posicionamento no sentido de que é possível que qualquer uma das empresas do grupo seja sujeito passivo na execução. No caso de sucessão de bancos.cers. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. cada uma delas. que corrobora a disposição dos artigos da CLT. não consta no título executivo judicial como devedor. A responsabilidade de um grupo econômico é solidária.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. tendo. uma vez que a este foram transferidos os ativos. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. Observe o teor da súmula: Súmula 205. Sempre que uma ou mais empresas. caracterizando típica sucessão trabalhista. portanto. OJ 261.com. Para o TST. SDI – 1. controle ou administração de outra. as agências. personalidade jurídica própria. CPC. a OJ 261 da SDI-1 expressa o entendimento do TST. estiverem sob a direção. ► GRUPO ECONÔMICO O artigo 2º. TST. As obrigações trabalhistas. (CANCELADA) www. são de responsabilidade do sucessor.do sucessor a título singular. apresenta uma definição de grupo econômico: Art. Com o cancelamento da súmula 205. embora. não pode ser sujeito passivo na execução. TST.

cers. § 2º da CLT expor que as empresas do mesmo grupo econômico respondem de forma solidária. não gera duplo contrato de trabalho. DEJT divulgado em 27.2011 I .A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. durante a mesma jornada. Com fundamento no art.05.889/73.br 18 . salvo no caso de trabalho www. b) mérito: abrir um tópico denominado grupo econômico ou responsabilidade solidária. durante a mesma jornada de trabalho. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . § 2º da Lei 5.com. para mais de uma empresa do grupo econômico.Res. Observe o teor da súmula: Súmula 129. por se tratar de empregador único. salvo ajuste em contrário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O TST entende também que o trabalho prestado pelo empregado. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. 2º. que pertence ao mesmo grupo econômico de Y e Z. TST). A terceirização é tratada na súmula 331 do TST: SÚMULA 331. salvo disposição em contrário (Súmula129. 174/2011. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. ► TERCEIRIZAÇÃO A terceirização consiste em uma relação jurídica triangular em que a empresa prestadora dos serviços realiza determinado e específico serviço à empresa tomadora. Por fim. O grupo econômico de empresas rurais está previsto no art. Essa terceirização pode ser lícita ou ilícita. característica que influenciará diretamente na responsabilidade da empresa tomadora dos serviços. TST. requer a condenação de todas as empresas reclamadas de forma solidária. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. 30 e 31. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EM SÍNTESE: a) qualificação: incluir todas as empresas do mesmo grupo econômico. Explicar que o empregado foi contratado pela empresa X. 3º.

desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. nas mesmas condições do item IV.019. II. V .º 8.01. Observe-se: Art. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI temporário (Lei nº 6. 2º da Lei 6019/74 a contratação de trabalhador temporário apenas poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente e acréscimo extraordinário de serviço. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. nas hipóteses de vigilância.102. II . limpeza e serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador estiverem presentes a pessoalidade e subordinação direta entre trabalhador 3 Segundo o art. 37.06. www. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. da CF/1988). por parte do empregador. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. de 20. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Serviços especializados ligados a atividademeio do tomador Serviços ligados à atividade fim do tomador Trabalho temporário (Lei 6019/74) 3 Também será ilícita se.A contratação irregular de trabalhador.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. 2º. indireta ou fundacional (art. mediante empresa interposta.1993.com.Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. III .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Observe o quadro de resumo das hipóteses de terceirização lícita e terceirização ilícita.1983) e de conservação e limpeza.06.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.1974). para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. de 21.cers.666. IV .br 19 . Lei 6019/74 . conservação. de 03.

www. Explicar que neste caso embora a terceirização seja lícita. A responsabilidade da administração será subsidiária apenas quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8. Terceirização Ilícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. I. 29 da CLT e condenação solidária da prestadora dos serviços. 9º da CLT. IV. b) mérito: sob o título de terceirização ou responsabilidade subsidiária. III. CF e súmula 331. Atividades de vigilância (Lei 7102/83) Conservação e limpeza Consequência: formação de vínculo de emprego com o tomador dos serviços e Consequência: responsabilidade condenação solidária da empresa terceirizada subsidiária do tomador dos serviços e (art. II.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI terceirizado e tomador de serviços. Por fim. os quais foram executados pelo reclamante. requer a condenação da empresa tomadora de forma subsidiária. CLT) principal ou direta da prestadora de serviços. do TST explicar que se trata de terceirização ilícita. Ainda que a terceirização seja irregular não há formação de vínculo de emprego com o poder público sem concurso público (art. deve-se explicar que a tomadora contratou a empresa de vigilância. explicar os fatos.br 20 . II. razão pela qual a empresa contratada deve responder de forma solidária. formando-se vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços. do TST). b) mérito: sob o título de terceirização ilícita. requerer a formação de vínculo de emprego com a empresa tomadora e a anotação da CTPS na forma do art.666. a responsabilidade da tomadora se dá de forma subsidiária (súmula 331. Expor. 37. a administração não responde pelo inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa contratada.com. de 21/06/1993. EM SÍNTESE: Terceirização Lícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. Por fim. Em regra. com base no art. Com fundamento na súmula 331. TST). 9º.cers. TST. nos termos da súmula 331. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. que os atos praticados com o intuito de obstar direitos trabalhistas são nulos.

rev. 6 DELGADO. Alice Monteiro de. TST. 458. Maurício Godinho. CONTRATO NULO. encontra óbice no respectivo art.cers. EFEITOS (nova redação) . Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. O artigo 455. TST. 5 Op. estabelece que o empreiteiro responde pelas obrigações não cumpridas pelo subempreiteiro: Art. 37. www. respeitado o valor da hora do salário mínimo. 9ª ed. que se encarrega de executá-los com seus próprios elementos. não considerando conveniente executar todas as obras ou serviços que lhe foram confiados. Discute-se se a responsabilidade seria solidária ou subsidiária. Maurício Godinho Delgado 6 e Vólia Bomfim Cassar 7 . Para Alice Monteiro de Barros 5 . CLT. 2010. sem prévia aprovação em concurso público. p.com. 2009. 383. 5ª ed. Ímpetus. o posicionamento majoritário é pela responsabilidade. subsidiária com fundamento na súmula 331. inclusive com seus trabalhadores4”. São Paulo: LTr. p. DIREITO DO TRABALHO. os transfere para outrem (pessoa física ou jurídica) chamado subempreiteiro. todavia. Cit. São Paulo: LTr. cabendo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Vale ressaltar que o contrato firmado pelo poder público sem concurso público é nulo.ed. 4 BARROS. o direto de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. aos empregados. IV. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. 455.br 21 . 5. 20 e 21.2003 A contratação de servidor público. 121/2003. “o empreiteiro principal. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. nos termos da súmula 363 do TST. 384. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. assegurando ao trabalhador apenas salários e depósitos do FGTS. II e § 2º. após a CF/1988. Vólia Bomfim. e ampl.11. em relação ao número de horas trabalhadas. 7 CASSAR. ► EMPREITADA E SUBEMPREITADA Segundo Alice Monteiro de Barros. Observe-se: Súmula 363.Res. São Paulo. 2011. p. DJ 19.

a jurisprudência defende que a própria CLT consagra a responsabilidade solidária. 4ª Turma.2010. o subempreiteiro para depois. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. não há como restabelecer a condenação solidária. Diante disso. www. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011).com. SUBEMPREITADA. a responsabilidade do empreiteiro principal pelas obrigações do subempreiteiro é a solidária. conforme entendimento reiterado desta Corte. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro.0000. segundo a qual o art. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Relator Ministro: Milton de Moura França.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011.24.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Entretanto.2009. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.0071. 4ª Turma. contra o subempreiteiro ou contra os dois conjuntamente. Agravo de instrumento conhecido e não provido. aplicado a responsabilidade subsidiária.br 22 . RECURSO DE REVISTA. o TST tem se posicionado em sentido contrário. Agravo de instrumento não provido.5.cers. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.(Processo: AIRR. Consignado pelo Regional a existência de relação de subempreitada. entendendo que a responsabilidade é solidária. 8ª Turma. ART. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Recurso de Revista não conhecido-. ou seja. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. 455 da CLT. tendo o Regional. EMPREITADA. nos termos do art..2010. Data de Julgamento: 4/5/2011.15. SUBEMPREITADA.(Processo: AIRR-106100-54.1880-55.5. visto que o art. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. Data de Julgamento: 11/5/2011. sob pena de ofensa ao princípio da non reformatio in pejus. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ajuizar a reclamação contra o empreiteiro principal. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011).48839. não disciplinando que a responsabilidade do empreiteiro principal é apenas subsidiária nem que haja necessidade de acionar. se ficar comprovada a sua insuficiência econômica. 455 da CLT consigna que o empregado pode ajuizar a reclamação contra o empreiteiro. Data de Publicação: DEJT 20/5/2011).18. 455 DA CLT. primeiro.5. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. (Processo: RR . No entanto.

SDI-1. do TST). A jurisprudência reiterada desta Corte firmou entendimento no sentido de que o art. o www. 30 e 31. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora (OJ 191. OJ 191. SUBEMPREITADA. Recurso de Revista não conhecido-. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 2. Assentado. (Processo: RR . 1. TST). SUBEMPREITADA.15. RESPONSABILIDADE (nova redação) .0000.(Processo: AIRR.05.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RECURSO DE REVISTA. 455 DA CLT. Não configurada a divergência jurisprudencial pretendida (Súmula 296.15. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Ileso o referido preceito consolidado e não contrariada a Súmula 331. Data de Julgamento: 11/5/2011. Segundo o TST. no acórdão regional.2010. TST. do TST.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. Agravo de instrumento conhecido e não provido. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. ou seja. 175/2011. RECURSO DE REVISTA.48839. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro. CONTRATO DE EMPREITADA. a partir das alegações trazidas na revista.. 8ª Turma. I. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Relatora Ministra: Rosa Maria Weber. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.cers. ART.(Processo: RR32700-98. IV.18. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. demandaria o reexame de fatos e provas. que a relação entre as rés foi de subempreitada. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL.5.com.1880-55.br 23 .0154.5. Data de Julgamento: 23/3/2011. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). conforme entendimento reiterado desta Corte.Res. segundo a qual o art. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. o dono da obra não responde nem de forma solidária..2011 Diante da inexistência de previsão legal específica. SDI-1. nem de forma subsidiária. Data de Publicação: DEJT 1º/4/2011). com óbice na Súmula 126/TST. 3. em caso de inadimplemento das obrigações contratuais.2010. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011).2009. 455 da CLT responsabiliza solidariamente o empreiteiro e o subempreiteiro. 4ª Turma.5. 3ª Turma. EMPREITADA. DEJT divulgado em 27. adotar entendimento diverso.

EM SÍNTESE: Empreiteiro e subempreiteiro: a) qualificação: incluir no polo passivo o empreiteiro e o subempreiteiro. www. b) mérito: requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária (art. subsidiária. TST) e a condenação subsidiária do dono da obra (súmula 331.br 24 . Explicar que nos termos do art. consequentemente. IV. nos termos do art. se a terceirização for lícita (serviços especializados. O princípio da dupla qualidade informa que o filiado acumula as funções de cooperado e cliente. 442 da CLT.cers. o próprio associado é um dos beneficiários dos serviços prestados pela cooperativa. requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária e. o vínculo de emprego deve ser postulado. pessoa física: a) qualificação: incluir no polo passivo apenas o empreiteiro e o subempreiteiro. Empreiteiro. TST). subempreiteiro e dono da obra. relatar os fatos. e. IV. construtora ou incorporadora: a) qualificação: incluir todas as empresas no polo passivo. Por fim. CLT) e. como gesso. b) mérito: utilizar a mesma fundamentação acima exposta: Empreiteiro. TST). sucessivamente. se a terceirização foi ilícita (relacionada a sua atividade fim). 455 CLT. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. subsidiária. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. I. sucessivamente. subempreiteiro e dono da obra. por exemplo) ou solidária.com. b) mérito: Sob o título de subempreitada. 455 da CLT o empreiteiro responde pelas obrigações não adimplidas pelo subempreiteiro. IV do TST. nos termos da súmula 331. 455. Caso não sejam observados os dois princípios que regem as cooperativas (dupla qualidade e retribuição pessoal diferenciada) e estejam presentes os requisitos da relação de emprego. subsidiária (súmula 331.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. (súmula 331. ► COOPERATIVA ILÍCITA Nos termos do parágrafo único do art. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”. Alegar que sua responsabilidade é solidária. “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. Há uma presunção de ausência de vínculo de emprego. sucessivamente.

do TST. nos termos da Súmula 331. parágrafo único. na condição de tomador dos serviços prestados.45) Resposta: Não cabimento. observado. uma vez que o artigo 442.br 25 . restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra. Indicação do art.com. da CLT a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. Na contestação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pelo princípio da retribuição pessoal diferenciada assegura-se ao associado. a cooperativa funcione apenas como intermediadora de mãode-obra. retribuição pessoal superior àquela alcançada caso atuasse isoladamente. 442. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. na peça de defesa. da CLT) em caso de fraude (0. no caso concreto. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. d a a di ada A . Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral. Assim. ai da. refutando a configuração d i i i relação empregatícia. o vínculo deve ser formado com a tomadora (súmula 331. aduziu que foi dispensado sem justa causa. Na petição i i ia . Por fim. requerendose a condenação da cooperativa de forma solidária e não subsidiária. Observe: João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda. b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. Com base na situação hipotética.8) Resposta: Não cabe por não ter sido a real empregadora (0. 2º. Esse é o entendimento da FGV. I. a i i i ad a i ia ai a para prestar serviços i a d a ad . hipótese em que deve-se requerer a formação de vínculo de emprego com a cooperativa. pois atuava como real empregadora.cers. Não a a a a i idad di a U i i a . responda aos itens a seguir. do TST. quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados. 3º ou 9º da CLT OU Súmula 331. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda.2) No mesmo sentido segue julgado: www. item IV. ja ai a d da i i a r .3). O segundo reclamado. I.a) cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0. entretanto. Na instrução processual. que o trabalhador não era beneficiário dos serviços da cooperativa e/ou que a contraprestação recebida correspondia à valor inferior ao padrão médio do mercado para o profissional que atua isoladamente estarão ausentes os dois ou um dos dois princípios obrigatórios do cooperativismo. dada a inaplicabilidade do artigo citado na questão (art. Caso.45). No mérito. parágrafo único. a primeira suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. (0. conforme se extrai da questão nº 2 do IV Exame de Ordem Unificado (2011. ainda que potencialmente. nem foi convocado para qualquer assembleia.1). TST). afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador.

§ 4º. Recurso de revista de que não se conhece.36900-31. que jamais compareceu a sede da ré ou participou de qualquer assembleia. Na espécie. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior. Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896. onerosidade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. arts. o horário de trabalho era pré-determinado por superior hierárquico.06. 2 º e 3º da CLT). e as reuniões mensais eram para entrega de pagamentos. e não pelos associados. Data de Publicação: 03/02/2012) EM SÍNTESE: Cooperativa lícita: Não há formação de vínculo de emprego. 3º 3 9º da CLT).5. Requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a tomadora em razão da intermediação da mão de obra e existência de pessoalidade e subordinação em relação a esta (súmula 331. VÍNCULO DE EMPREGO. I. b) mérito: abrir um tópico da cooperativa. FRAUDE À COOPERATIVA. Relatar ainda que os serviços eram prestados com pessoalidade e subordinação à empresa tomadora estando.2006. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. manteve-se o vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços . Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos. a Corte Regional consignou que não havia autonomia na prestação do serviço. I. TST. que o reclamante foi obrigado a associar-se a cooperativa para prestar serviços ao reclamado. (RR . 2º. Expor que a ausência de vínculo de emprego nas cooperativas é apenas uma presunção relativa. TOMADOR DOS SERVIÇOS. presentes os requisitos da relação de emprego.cers. a contratação de trabalhadores por meio de empresa interposta é ilegal. Requer a condenação solidária da cooperativa. Relatar. Data de Julgamento: 14/12/2011.com. nos moldes previstos no artigo 3º da CLT. Precedente. sobretudo por não observar os princípios da dupla qualidade e da retribuição pessoal diferenciada e por estarem presentes os requisitos da relação de emprego (arts. Assim. o que configurava fraude na intermediação ilícita de mão-deobra para atividade-fim do reclamado. 2ª Turma. portanto. da CLT. pessoalidade e não-eventualidade). por exemplo.0017 . Cooperativa ilícita: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa.br 26 . D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO www.o Hospital. b) mérito: sob o título de vínculo de emprego alegar que a cooperativa é ilícita. Inteligência da Súmula nº 331. Cooperativa ilícita – prestação de serviços a terceiros de forma pessoal e direta: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa e a tomadora dos serviços. diante da fraude perpetrada e da presença dos requisitos configuradores da relação de emprego (subordinação.

as gorjetas que receber. e destinada à distribuição aos empregados.DEFINIÇÃO O salário é a retribuição dos serviços prestados pago diretamente pelo empregador. A distinção entre os institutos é relevante.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ► SALÁRIO E REMUNERAÇÃO . incluindo outras importâncias auferidas de terceiros em decorrência do contrato de trabalho. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. TST) ou sobre o salário mínimo. gratificações ajustadas. percentagens.com. Observe: Art. Não se incluem nos salários as ajudas de custo. em contrapartida. Depreende-se dos artigos 457 e 458 da CLT que a REMUNERAÇÃO do empregado é composta das seguintes verbas:  salário pago diretamente pelo empregador. as gorjetas. Juntas. 457. Nesse sentido é o art. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. outras. como o adicional de insalubridade etc. gratificações. www. 457 da CLT. por exemplo. tendo em vista que algumas verbas trabalhistas são calculadas sobre o valor da remuneração (FGTS. incluindo o salário base e os sobressalários (salário “in natura”. Integram o salário não só a importância fixa estipulada. como o adicional de periculosidade (Súmula 191. para todos os efeitos legais. Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. diárias de viagem que ultrapassem a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado e os abonos pagos pelo empregador etc. etc.cers. férias. § 1º.) e  verbas pagas por terceiro. adicionais.br 27 . 13º salário. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. as gueltas (trata-se de pagamento indireto que visa estimular as vendas ou a produção) e etc. assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado.). são calculadas sobre o valor do salário. § 2º. Compreendem-se na remuneração do empregado. enquanto a remuneração caracteriza-se pela soma dos salários pagos pelo empregador. tais parcelas compõe a remuneração do empregado para cálculo das verbas que incidem sobre esta parcela. como as gorjetas. como contraprestação do serviço. comissões. como adicional nas contas a qualquer título. § 3º. como também as comissões.

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SALÁRIO COMPLESSIVO

O salário, em sentido amplo, pode ser composto de diversas parcelas: saláriobase, adicionais diversos (de insalubridade, de periculosidade, adicional noturno, etc.), comissões, horas extras, etc. O chamado salário complessivo é observado quando se estabelece uma retribuição fixa para quitar, de forma global, vários direitos do empregado. O salário complessivo é vedado pelo direito brasileiro, por conseguinte, a cláusula contratual que estabelece o chamado salário complessivo é nula. Nesse caso, a parcela fixa representa tão somente o salário-base do empregado, como prevê a Súmula 91 do TST:

Súmula 91, TST. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

Nesse caso, o Examinando deve entender que o valor pago correspondia tão somente ao salário-base do reclamante e ele deve requerer a condenação do reclamado ao pagamento das outras verbas englobadas pelo salário pago.

► REFLEXOS

Observe passo a passo o procedimento de pensamento que deve ser adotado para identificação e formulação do pedido de reflexos:
1º Passo 2º Passo Verificar se a parcela postulada tem natureza salarial 3º Passo DSR? Lembrar que o DSR é devido SEMPRE. 4º Passo OLHAR para o pedido formulado: 5º Passo Pedir reflexos no ―Pa á i ‖:  aviso prévio;  13º;  Férias + 1/3;  FGTS (depósitos + multa de 40%;

Formular o pedido.

+

 se o DSR já estiver incluído no pedido (parcela O legislador quer mensal ou que o empregado quinzenal) = não receba quando está pedir reflexos nele. descansando o mesmo que recebe  se o DSR não estiver incluído quando está

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Habitualidade

trabalhando.

no pedido (parcela por hora, dia ou produção) = pedir reflexos nele. Como formular o pedido: R :― x em DSR e com estes em…‖

Não tem natureza salarial, dentre outras, as seguintes: o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367, I/TST), a alimentação ou o vale-alimentação fornecido em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76 e OJ 133, SDI-1, TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional(art. 9º da Lei 7238/84), a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal), a multa e o depósito do FGTS, ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (art. 458 da CLT). EM SÍNTESE:

 Parcela postulada mensal ou quinzenal: desnecessário postular reflexo em DSR. Basta requer reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: adicional de periculosidade, adici a d i a idad , i a açã a a ia , a á i ―in natura‖,  Parcela postulada variável (pagas por hora, dia ou produção): requerer a condenação da reclamada ao pagamento de reflexos em DRS e COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: hora extra, sobreaviso, intervalos, adicional noturno, comissões, etc.

Os quadros abaixo apresentam alguns exemplos da forma do pedido das verbas trabalhistas e seus reflexos.

 adicional de periculosidade

ADICIONAL PERICULOSIDADE

CALCULADO SOBRE O SALÁRIO-BASE (parcela mensal)

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

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Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional de periculosidade, no importe de 30% do salário-base do reclamante, BEM COMO os reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

 horas extras

HORAS EXTRAS HABITUAIS

CALCULADA SOBRE O VALOR DA HORA

DSR EXCLUÍDO DO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: necessário requerer reflexos em DSR

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento de horas extras assim consideradas as excedentes a oitava diária e a quadragésima quarta semanal, acrescidas de 50%, como estabelecem os arts. 7º, XVI da CF e art. 59, § 1º, da CLT, BEM COMO, reflexos em DSR E COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

equiparação salarial

EQUIPARAÇÂO SALARIAL

DIFERENÇAS HABITUAIS

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento das diferenças salariais, BEM COMO reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

► SALÁRIO “IN NATURA”

O caput do artigo 458, CLT, refere-se ao salário pago em utilidades como a habitação, a alimentação, o vestuário, dentre outros. É o chamado salário “in natura”. “As

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utilidades salariais são aquelas que se destinam a atender às necessidades individuais do trabalhador, de tal modo que, se não as recebesse, ele deveria despender de parte do seu salário para adquiri-las (fornecidas PELO TRABALHO). As utilidades salariais não se confundem com as que são fornecidas para melhor execução do trabalho (fornecidas PARA O TRABALHO). Estas se equiparam a instrumento de trabalho e, consequentemente, não tem feição salarial8”.

PELO TRABALHO SALÁRI ―IN NATURA‖ PARA O TRABALHO

CARÁTER SALARIAL

NÃO tem caráter salarial

O valor da parcela paga in natura integra o salário do empregado quando preenchidos os seguintes requisitos: a) a utilidade houver sido concedida de forma habitual; b) gratuita; c) pelos serviços prestados; d) destituída de caráter nocivo à saúde do empregado (bebidas alcoólicas, drogas, cigarros – art. 458, CLT e súmula 367, II, TST) e e) quando não houver lei retirando a natureza salarial da parcela (art. 458, § 2º, CLT). Dessa forma, influenciarão no cálculo de todas as verbas trabalhistas que tem como base de cálculo o próprio salário (art. 458, caput, CLT).

Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º. Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. 81 e 82). (...) § 3º. A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 4º. Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo
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BARROS. Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 5.ed. rev e ampl. São Paulo: Ltr, 2009. p. 753.

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em norma coletiva que o “auxílio-alimentação” terá caráter indenizatório ou b) quando a empresa aderir ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador (OJ 133. O vale para refeição. Ressalte-se que a alimentação fornecida pelo empregador tem natureza salarial (art. A alimentação fornecida pelo empregador não terá natureza salarial quando: a) estiver pactuado. TST). SDI – 1. tem caráter salarial. caput. A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. SDI-1. SDI-1. Os percentuais fixados no parágrafo terceiro do art. Súmula 258. nas demais. vedada. 458. o TST esclareceu que o caráter indenizatório da alimentação fornecida pelo empregador somente se aplica aos empregados contratados após a pactuação em norma coletiva que assegure caráter indenizatório ao auxílio ou após a adesão ao PAT. fornecido por força do contrato de trabalho. OJ 133. TST. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. Atenção! Na recente OJ 413 da SDI-1. apurando-se. instituído pela Lei 6321/76. ALTERAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA. em qualquer hipótese. Os percentuais fixados em lei relativos ao salário "in natura" apenas se referem às hipóteses em que o empregado percebe salário mínimo. da CLT e súmula 241 do TST). TST. Portanto. não integra o salário para nenhum efeito legal. Observe: OJ 413.cers. TST).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI número de co-ocupantes. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. TST. NORMA www. para todos os efeitos legais. integrando a remuneração do empregado. o real valor da utilidade. TST. não tem caráter salarial.com.br 32 . Súmula 241. 458 da CLT aplicam-se apenas quando os empregados recebem salário mínimo (súmula 258.

O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. TST. I. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. e 241 do TST. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. www. 458. Para os efeitos previstos neste artigo.2012)A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba "auxílioalimentação" ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT — não altera a natureza salarial da parcela. compreendendo os valores relativos a matrícula. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. instituída anteriormente. Caso o Examinador relate que o empregador fornecia em caráter habitual o “auxílio-alimentação”. I . 458. livros e material didático. já percebiam o benefício. a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado. V – seguros de vida e de acidentes pessoais. CLT. ainda que. anuidade. computando-o no salário do reclamante para o cálculo das demais verbas e. para aqueles empregados que. quando indispensáveis para a realização do trabalho. para a prestação do serviço. o Examinando deve alegar a ocorrência de redução salarial e requerer a sua integração (soma) ao salário desde a supressão para fins de gerar reflexos das demais parcelas. II .02. em razão de adesão ao PAT. do TST. venha a considerá-lo de natureza indenizatório. no caso de veículo. VII – (vetado) Súmula 367. Não tem natureza salarial as utilidades fornecidas pelo empregador descritas no art. II – educação. VI – previdência privada. (DEJT divulgado em 14. não têm natureza salarial. 15 e 16.A habitação. habitualmente. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. a teor das Súmulas nos 51. Art.br 33 . § 2º. hospitalar e odontológica. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde.com. § 2º da CLT e súmula 367.cers. IV – assistência médica. seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. em percurso servido ou não por transporte público.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI COLETIVA OU ADESÃO AO PAT. posteriormente. mensalidade. por exemplo.

(Fato) Nos termos do art. (Pedido) E) EQUIPARAÇÃO SALARIAL Assim como na Constituição Federal. devendo. CLT). durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. independentemente de sexo. no valor de R$ 500. integrar o seu salário para fins de projeções legais.com. pelos serviços prestados. aluguel de um veículo. requer a integração do valor do aluguel pago mensalmente pela reclamada para fins de reflexos em aviso prévio. de modo a contar o seu real salário. da CLT as utilidades fornecidas pelo empregador de forma habitual. décimo terceiro. Caso o Examinador relate que isso não ocorria. Na hipótese de o empregador não computar tal valor em seu salário para fins de aviso prévio. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. Salário in natura O reclamado pagava mensalmente em favor do reclamante. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). nos termos do artigo 29 da CLT. no valor de R$ 500. devemos postular a integração da parcela. www. o aluguel de um veículo. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho.00 mensais. a CLT inseriu os ditames do Princípio da Isonomia nas suas normas. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. 458.00 mensais. possuem natureza salarial. 458. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos + multa de 40%) o Examinando deve pedir a integração de tal valor ao salário do reclamante e as projeções. como no caso em questão. Proposta: Podemos citar como exemplo o caso em que empregador paga para seu empregado. gratuita. a importância para a prova práticoprofissional está em saber que quando o empregador fornece ao empregado salário in natura seu valor integra-se (soma-se) ao seu salário para fins de gerar reflexo em outras parcelas. da seguinte maneira: II . considerando a equiparação salarial. apenas para que ele tivesse mais conforto. garantindo a todos os trabalhadores a igualdade de salário para trabalho de igual valor. destituída de caráter nocivo à saúde do empregado e quando não há lei retirando a natureza salarial da parcela (art. requer a retificação CTPS do reclamante. décimo terceiro.cers. apenas para que ele tenha mais conforto. nacionalidade e idade. Por fim. então cabe ao Examinando requerer tal integração. bem como reflexos nos consectários legais. § 2º. portanto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quanto ao salário in natura de modo geral.Mérito 02. Nesse caso.br 34 . (Fundamento) Diante do exposto.

nacionalidade ou idade. O artigo 461 do CLT trata da equiparação salarial. CLT. III . enquanto a Súmula 6 do TST enuncia o entendimento do Tribunal com relação aos requisitos deste instituto. Art. excluindo-se. 7º. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. dentro de cada categoria profissional. TST. Súmula 6. idade. proibição de diferença de salários. § 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. XXX. a mesma denominação. 461. desempenhando as mesmas tarefas. na mesma localidade. Sendo idêntica a função. II . § 1º – Trabalho de igual valor. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento. CF. corresponderá igual salário.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho. prestado ao mesmo empregador. § 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. 461 da CLT. não importando se os cargos têm.É desnecessário que.cers. sem distinção de sexo. reclamante e paradigma www. apenas. a todo trabalho de igual valor. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antigüidade. § 3º – No caso do parágrafo anterior. I . Art. cor ou estado civil.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. IV .com.Para os fins previstos no § 2º do art. ou não.br 35 . de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI A Constituição da Republica proíbe a diferença de salários para exercício de iguais funções. para os fins deste Capítulo.

o requisito de alternância dos critérios.Desde que atendidos os requisitos do art. conforme exemplo a seguir exposto: www. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente.2012)Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. portanto. desde que o pedido se relacione com situação pretérita.cers. se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. 461 da CLT refere-se. estabeleça como critério de promoção antiguidade ou merecimento. § 2º. em princípio. Caso a Banca Examinadora relate a desigualdade de função entre reclamante e paradigma lembre-se: o pedido é de diferenças salariais.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica. VII .É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. (DEJT divulgado em 12. ou a municípios distintos que. ao mesmo município. 461 da CLT. comprovadamente. modificativo ou extintivo da equiparação salarial. não atendendo.br 36 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI estejam a serviço do estabelecimento. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual.Presentes os pressupostos do art. da CLT. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. Atenção! A recente OJ 418 do TST estabelece que não obsta à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. 13 e 16. AUSÊNCIA DE ALTERNÂNCIA DE CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E MERECIMENTO. pertençam à mesma região metropolitana. é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma. SDI-1. cuja aferição terá critérios objetivos. referendado por norma coletiva. IX .04.Na ação de equiparação salarial. prevê critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade. previsto no art. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. 461 da CLT. sem prever a alternância desses critérios. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior. 461. referendado por norma coletiva. APROVAÇÃO POR INSTRUMENTO COLETIVO. VI . X . V .com. VIII . TST. Observe: OJ 418.

2009. sem distinção de sexo. de modo a contar o seu real salário. requer a condenação da reclamada ao pagamento das diferenças salariais mensais. salvo disposição especial expressamente consignada. 461 da CLT. décimo terceiro salário. nos termos do artigo 29 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI II – Mérito 02. trabalhando ou aguardando ordens (art. Já o horário de trabalho abrange o período que vai do início ao término da jornada. Apesar de exercer as mesmas funções. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). corresponderá igual salário. 662. Curso de Direito do Trabalho. bem como.com. p. CF e art. Alice Monteiro de. nacionalidade ou idade. prestado ao mesmo empregador. Ademais. Considera-se como de serviço o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. importante frisar que.00 àquele pago ao seu colega. Art. www. aguardando ou executando ordens. sendo idêntica a função. 5. São Paulo: LTr. na mesma localidade. CLT). XXX. CLT. 7º. basta que o empregado e o paradigma exerçam a mesma função. Por fim. Equiparação Salarial O reclamante era supervisor do departamento de marketing da empresa reclamada. a denominação dos cargos é irrelevante para fins de caracterização da equiparação salarial. os reflexos em aviso prévio. como também os intervalos que existem durante o seu cumprimento9”. (Fundamento) Diante do exposto. nos termos da súmula6. 4.ed. a todo trabalho de igual valor. III do TST. considerando a equiparação salarial. 9 BARROS.br 37 . desempenhando as mesmas tarefas. Alice Monteiro de Barros leciona que “jornada é o período. durante um dia em que o empregado permanece à disposição do empregador.cers. rev. (Fato) Nos termos do art. requer a retificação CTPS do reclamante. e ampl. com igual produtividade e perfeição técnica que o coordenador do departamento. Para tanto. (Pedido) F) DURAÇÃO DO TRABALHO ► HORAS EXTRAS Vários doutrinadores distinguem as expressões: jornada de trabalho e horário de trabalho. 4°. o salário do reclamante era inferior em R$ 500.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O limite da jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias (art. 59. bem como. CLT) e 44 horas semanais. desde que não seja fixado expressamente outro limite. postula-se o pagamento das horas extraordinárias. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. A duração normal do trabalho. Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar.cers. 58. 7º. a importância remuneração da hora suplementar. XIII.. acrescidas do adicional de 50%. CF e art. da CF. Segue exemplo de pedido: I – MÉRITO 02. reflexos em descanso semanal remunerado e www. XVI. é um direito do trabalhador a duração máxima do trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais.] XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. CLT.. em número não excedente de duas. (Fato) Nos termos do art. [. nos termos do art.br 38 . 7º. das 8h às 22h. Observe a legislação referida: Art. obrigatoriamente. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. não excederá de 8 (oito) horas diárias. 7º. § 1º. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. para os empregados em qualquer atividade privada. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho[. em cinqüenta por cento à do normal. XIII. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. conforme o (art. ou mediante contrato coletivo de trabalho. assim consideradas todas as horas excedentes da 8ª diária e 44ª semanal.com.. CLT. CF e art. pelo menos. 7. 59. 7º. da CF). os quais foram extrapolados. Extrapolado qualquer deles. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. § 1º. acrescidas do adicional de 50% . as horas excedentes devem ser postuladas como horas extras. sendo que nunca recebeu pelas horas extras trabalhadas. XIII. 58. 7º. (Fundamento) Diante do exposto.. que será. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. Art. durante todo o pacto laboral laborou de segunda à sábado. CLT.] Art. da CLT. XVI. no mínimo. nos termos do art. da CF e do artigo 58. CF. Horas extras O Reclamante.

da CLT. "caput" e § 4. TST. CLT). o intervalo deverá ser de no mínimo 1 (uma) e no máximo 2 (duas) horas. Mesmo que a jornada contratual de trabalho do empregado seja de 6 (seis) horas. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. salvo quando não estiver previstos em lei (súmula 118.04.br 39 . TST: OJ 380 da SDI-1. CLT). CLT). salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho que poderão elastecer o intervalo. Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas. PRORROGAÇÃO HABITUAL. § 2º. na forma prevista no art. 71. INTERVALO INTRAJORNADA. 253. 71. obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. www. 71. 20 e 22. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%) (Pedido) ► INTERVALO INTRAJORNADA O intervalo intrajornada é concedido para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho. CLT. é devido intervalo de no mínimo (uma) 1 hora. TST). 72 da CLT e Súmula 346.cers.2010) Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. acrescido do respectivo adicional. "CAPUT" E § 4º. o qual será no mínimo.com. de uma hora e. 71. 298. Nesse sentido é a OJ 380 da SDI-1. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS DIÁRIAS. Seguem exemplos em que o próprio legislador estabelece que os intervalos serão computados na jornada de trabalho: empregados que atuam no serviço permanente de mecanografia e digitação tem direito a 10 minutos de intervalo para cada 90 minutos trabalhados consecutivamente (art. empregados que trabalham em câmaras frias tem direito a 20 minutos de descanso para cada 1 hora e 40 minutos de trabalho (art. Quando a jornada ultrapassar 6 (seis) horas diárias. APLICAÇÃO DO ART. TST) ou quando esta mesma estabelecer que devam ser computados. DA CLT (DEJT divulgado em 19. se extrapolada habitualmente. dentre outros. empregados que trabalham em minas e subsolo tem direito a intervalo de 15 minutos para cada 3 horas de trabalho (art. décimo terceiro salário. O intervalo intrajornada não é computado na jornada de trabalho (art.

se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. não poderá exceder de duas horas. TST: OJ 307. Mesmo que a supressão do intervalo seja parcial (concessão de intervalo de 45 (quarenta e cinco) minutos. § 1º.923/94. SDI – 1. inviabiliza a sua finalidade. logo. o empregador será obrigado a indenizar o empregado no valor correspondente ao período integral do repouso. § 4º.br 40 . O empregador que não conceder o intervalo intrajornada fica obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de. previsto neste artigo. Portanto. www. no mínimo. § 3º. CLT e OJ 307. § 2º. uma hora acrescida de 50% (cinquenta por cento). quando. 71.cers. entretanto. no mínimo. será. para repouso e alimentação. o empregador deverá remunerar a hora “cheia” acrescida do adicional de 50%. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. SDI-1. TST. Não excedendo de seis horas o trabalho. Isso porque a supressão do intervalo intrajornada. § 4º.com. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. TST). com acréscimo de. 71 da CLT). que é de garantir ao empregado tempo adequado para alimentação e repouso. não for concedido pelo empregador. 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. ouvido o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. ainda que parcial. implica o pagamento total do período correspondente. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (CINQÜENTA POR CENTO) SOBRE O VALOR DA REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO. quando devida no mínimo uma hora de intervalo). Após a edição da Lei nº 8. Observe o disposto na OJ 307. SDI-1. a não concessão total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo. Quando o intervalo para repouso e alimentação. obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. O limite mínimo de uma hora para repouso e refeição poderá ser REDUZIDO por ato do Ministério do Trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI salvo acordo ou contrato coletivo em contrário.

§ 4º. da CLT e OJ 307. NÃO CON-CESSÃO OU REDUÇÃO. em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. pelo menos. (Pedido) ► INTERVALO INTERJORNADA O intervalo interjornada refere-se ao intervalo entre um dia e outro de trabalho.03. bem como. A duração do intervalo interjornada é de. nos termos do art. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Ressalte-se que o intervalo tem natureza salarial.br 41 . Observe os dispositivos legais: www. 71. INTERVALO INTRAJORNADA. reflexos. DA CLT. 71. (Fato) Nos termos do art. décimo terceiro salário. usufruindo apenas de 30 minutos para repouso e alimentação.923. SDI-1. requer a condenação do Reclamado ao pagamento da hora cheia do intervalo acrescida do adicional de 50%.cers. repercutindo. § 4º. isto é. entre duas jornadas de trabalho. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. de 27 de julho de 1994. Em razão disso sempre que o Examinando postular a condenação do reclamado ao pagamento do intervalo intrajornada deve postular também os reflexos. TST. ART.com. Diante da exposição. 71. SDI-1.Mérito 01. Intervalo Intrajornada O Reclamante cumpria a jornada de 7 horas diárias. da CLT. assim. § 4º.2008 Possui natureza salarial a parcela prevista no art. DJ 14. Observe: OJ 354. uma vez que o intervalo tem natureza salarial nos termos da OJ 354 da SDI1 do TST. 11 horas. Segue exemplo de pedido do intervalo: II . 71 da CLT o empregado que trabalho mais de 6 horas diárias faz jus a no mínimo 1 hora de intervalo intrajornada para descanso e alimentação. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL. TST. com redação introduzida pela Lei nº 8. nos termos da OJ 354 da SDI-1 do TST. no cálculo de outras parcelas salariais.

TST. § 4º da CLT e súmula 110 do TST (OJ 355. 66 da CLT entre 2 (duas) jornadas de trabalho deverá haver um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. acrescidas do respectivo adicional. bem como. 121/2003. por exemplo. OJ 355.03. devem ser remuneradas como extraordinárias. Diante do exposto. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. TST. Observe o exemplo: I – MÉRITO 02.com. 66 DA CLT. acrescidas do respectivo adicional. Intervalo Interjornada Durante todo o período contratual o reclamante lavorava nas segundas-feiras das 9h às 18h. DJ 19. 71.2003 No regime de revezamento. reflexos em descanso semanal remunerado e www. o empregado fará jus a 3 (três) horas acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). Caso entre uma jornada de trabalho e a seguinte. INTERVALO (mantida) . às 2h.cers.11. por analogia. 71 DA CLT. Nos termos do art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. iniciando sua jornada de trabalho nas terças-feiras. 20 e 21. com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 horas extras semanais acrescidas do adicional de 50%. o qual não foi observado. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas.Res. INOBSERVÂNCIA. TST).br 42 . 66. CLT. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. SDI-1. Súmula 110. inclusive com o respectivo adicional. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 66 da CLT acarreta.2008O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. usufruindo apenas 8 horas de intervalo interjornada. INTERVALO INTERJORNADAS. DJ 14. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta. o período de descanso seja de apenas 8 (oito) horas. JORNADA DE TRABALHO. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. por aplicação analógica do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. HORAS EX-TRAS. por analogia. SDI-1. ou seja. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. ART.

Nesses casos. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XV . o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior. sem motivo justificado. O art. [. preferentemente aos domingos. Nesse sentido seguem os dispositivos referidos: Art. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. de acordo com a tradição local. será estabelecida escala de revezamento. preferentemente aos domingos e. Lei 605/49. Não será devida a remuneração quando.. décimo terceiro salário.br 43 . no todo ou em parte. CLT. Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. preferencialmente aos domingos. 1º da lei 605/49 também estabelece que todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. não compensado. Lei 605/49. deve ser pago em dobro (súmula 146. todo trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. nos limites das exigências técnicas das empresas.].CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. Lei 605/49). Art. 7. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). e ao descanso remunerado nos feriados civis e religiosos. 6º. 6º. o empregado perderá tão somente a remuneração do dia de descanso e não o direito de não trabalhar. cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.cers. Art. TST). Parágrafo único. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. 7º. Art. XV. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização.. que deve ocorrer preferencialmente aos domingos. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. o qual. deverá coincidir com o domingo. § 1º São motivos justificados: www. 1º. O trabalho prestado em domingos e em feriados.com. Para fazer jus ao descanso semanal remunerado os requisitos são assiduidade e pontualidade (art. com exceção quanto aos elencos teatrais. 67. da CF e 67 da CLT. ► DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Nos termos do art.repouso semanal remunerado. nos feriados civis e religiosos. CF.

cers. XV da CF. por exemplo. 7º. retornando a trabalhar apenas na segunda-feira. e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho. I – MÉRITO 01. não tenha havido trabalho. por se tratar o domingo de dia de descanso semanal remunerado. Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual o reclamante jamais usufruiu de descanso semanal remunerado. até três dias consecutivos. § 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho. O trabalho prestado em domingos e feriados. e. tal descanso. ou não existindo estes. por conveniência do empregador. b) a ausência do empregado devidamente justificada. Súmula 146. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. em virtude do seu casamento. na falta deste e sucessivamente. a critério da administração do estabelecimento. na localidade em que trabalhar. de 24 horas.br 44 . d) a ausência do empregado. de médico de sua escolha. de médico a serviço de representação federal. estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública. deve usufruir 35 (trinta e cinco) horas de descanso www.com. nos termos da súmula 146 do TST. Diante do exposto. devidamente comprovada. trata-se de direito dos trabalhadores. f) a doença do empregado. deve ser pago em dobro. ► INTERVALO INTERJORNADA E DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Há uma peculiaridade no que concerne o intervalo interjornada e o descanso semanal remunerado. preferencialmente aos domingos. Sua inobservância implica o pagamento em dobro do período correspondente. Quando o empregado termina sua jornada de trabalho no sábado. Quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. de médico da empresa ou por ela designado. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. c) a paralisação do serviço nos dias em que. 67 da CLT e art. 1º da Lei 605/49. requer a condenação do reclamado ao pagamento dos dias de descanso semanal remunerado em dobro. Nos termos do art. não compensado. TST. de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria.

Tal disposição. No meio rural. 66 da CLT.cers. XV da CF. sendo 11 (onze) horas relativas ao intervalo interjornada e 24 (vinte e quatro) em razão do DSR. Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual. Segue exemplo: I – MÉRITO 01. no meio urbano. 7º da Lei 5889/73. assegura a todos indistintamente o direto ao adicional noturno (súmula 213. 73. 1º da Lei 605/49. preferencialmente aos domingos. Assim. CF. Diante do exposto. A hora noturna não corresponde a 60 (sessenta) minutos. ► ADICIONAL NOTURNO O horário noturno. na segunda. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 (três. Este não foi observado. CLT).br 45 . 73 da CLT afasta dos empregados que trabalham em turnos ininterruptos de revezamento o direito ao adicional noturno. www. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. décimo terceiro salário. quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado.o trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. Ao trabalho no período noturno. uma vez por mês. uma vez que o período de descanso totalizou apenas 32 horas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI entre o término da jornada no sábado e o início da seguinte. horas extras acrescidas do adicional de 50%. entretanto. 7º. 7º. assegura-se um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna (art. totalizando um período de descanso de 35 horas. o qual estabelece que se considera noturno. de 24 horas. o trabalho noturno é disciplinado pelo art. IX. o trabalho executado das 2h às 5h e. entre duas jornadas de trabalho deve ser observado um intervalo mínimo de descanso de 11 (onze) horas e conforme estabelece o art. O art. que em seu art. na pecuária. na lavoura. das 20h às 4h. o reclamante laborava nos sábados até as 22h e iniciava sua jornada na segunda-feira subsequente às 6h. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). bem como reflexos em DSR e com este em aviso prévio. Nos termos do art. mas sim à 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. As horas faltantes para completar as 35 (trinta e cinco) deverão ser pagas como horas extras acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). STF). é das 22h às 5h. aviso prévio e FGTS (depósito e multa de 40%). 67 da CLT e art. não foi recepcionada pela Constituição de 1998.com.

Súmula 213. § 3º O acréscimo. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades. será feito. para efeitos desse artigo.. sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento). § 2º Considera-se noturno.. pela natureza de suas atividades.cers. b) o adicional noturno é de. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (. CLT. já acrescido da percentagem. tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. sobre a hora diurna. assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. tem-se que: a) considera-se noturno.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. 7º. pelo menos. c) a hora de trabalho noturno será computada como sendo de 52 minutos e 30 segundos. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. 73. Art. www. 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. para esse efeito. trabalho noturno habitual. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. É devido o adicional de serviço noturno. no mínimo.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. STF. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e. § 4º Nos horários mistos. para os efeitos deste artigo.) IX . ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. não sendo devido quando exceder desse limite. a que se refere o presente artigo. nos termos do art. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. 73 da CLT.br 46 . em se tratando de empresas que não mantêm. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Em síntese. CF.

devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. quando chegava o outro empregado do reclamado. 73 da CLT estabelece que o adicional deve ser de 20% sobre o valor da hora diurna. ● Súmula 214. o trabalho prestado no período noturno terá remuneração superior ao do período diurno.O adicional noturno.Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta. reflexos em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. (Fato) Nos termos do art. II . por se tratar de alteração contratual mais benéfica para a saúde do trabalhador (art. 7º. 7º. TST. no importe de 20% do valor da hora diurna. (Pedido) É possível transferir o empregado do período noturno para o diurno. Acerca do adicional noturno é importante destacar: ● O doméstico não faz jus ao adicional noturno (art. em relação às horas trabalhadas no período noturno. Adicional este que jamais foi pago ao reclamante. décimo terceiro salário. bem como. STF: a duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar. retirandolhe o adicional noturno.com. 7°. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).cers. XXXIII. pago com habitualidade. www. Adicional noturno A jornada do reclamante iniciava às 22 horas e encerrava às 5 horas do dia seguinte. 73. TST). Segue o exemplo: II – MÉRITO 01. § 5º.br 47 . Apesar de trabalhar no período noturno. Observe: Súmula 60. CF) ● É vedado ao menor o trabalho noturno (art. (Fundamento) Diante do exposto. da CLT. 468 da CLT e súmula 265. o reclamante sempre recebeu o mesmo salário que o empregado que laborava no período diurno. CF). TST. Súmula 265.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Destaca-se acerca do adicional noturno a Súmula 60 do TST. que não dispensa o salário adicional. § único. integra o salário do empregado para todos os efeitos. O art. Exegese do art. requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional noturno. IX da Constituição Federal. I .

TST: o adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno. bem como.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ● OJ 97. CLT. Art. 4º. o trabalho executado das 2h às 5h e. 20. salvo quando.cers. por qualquer meio de transporte. das 20h às 4h. ► HORAS IN ITINERE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. salvo se o local de trabalho for de difícil acesso ou não servido de transporte público e o empregador fornecer a condução (art. ● No meio rural: o trabalho noturno é disciplinado pelo art. Portanto. ● Portuário – art. por qualquer meio de transporte. não será computado na jornada de trabalho. CLT). na pecuária. Lei 8906/94: o trabalho noturno é o compreendido entre as 20h e 5h. 58. o qual estabelece que se considera noturno. § 2º. STF: o vigia noturno tem direito a salário adicional. Lei 4860/65 e OJ 60. para o seu retorno. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. ● Súmula 402. SDI – 1. as horas in itinere possuem dois requisitos. sendo que ambos devem coexistir para caracterizar a exceção prevista nesse dispositivo: Local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular + Condução fornecida pelo empregador de forma gratuita ou onerosa www. não será computado na jornada de trabalho. 58. o empregador fornecer a condução. § 2˚. 7º da Lei 5889/73. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). SDI – 1. §3. ● Advogados – art. TST: hora noturna de sessenta minutos. O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. com adicional de 25% (vinte cinco por cento). na lavoura.br 48 .com.

Súmula 90. é computável na jornada de trabalho. 58. estabelece que “poderão ser fixados. 58 da CLT. Súmula 320. XIII. CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Nesse sentido é o entendimento jurisprudencial enunciado pelas súmulas 90 e 320. 58.O tempo despendido pelo empregado.br 49 . § 2º. e para o seu retorno.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". ou não servido por transporte regular. acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). III . o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. o Candidato deve explicar porque as horas de percurso estão sendo computadas na jornada (art.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". § 3º. Primeiramente. deve postular as excedentes com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento). da CLT. TST. Atenção! O art. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. I .com. em caso de transporte fornecido pelo empregador. 59. parcialmente ou não. o tempo médio despendido pelo empregado. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "In itinere". CF e art. IV . § 1º. importância pelo transporte fornecido. para as microempresas e empresas de pequeno porte. até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. Deparando-se com qualquer dessas hipóteses o Examinando deve somar as horas de percurso às horas efetivamente laboradas e. para local de difícil acesso. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. caso extrapolem os limites de 8 horas diárias e/ou 44 semanais. bem como a forma e a natureza da remuneração”.cers. 7º. CLT) e pedir as horas excedentes. CF e art. V .Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. por meio de acordo ou convenção coletiva. com fundamento no art. O fato de o empregador cobrar. em condução fornecida pelo empregador. com fundamento no art. Segue exemplo: www. 7º. II . XVI.

requer que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho e.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI I – Mérito 02. sendo extrapolada em 1 (uma) hora a jornada máxima diária. décimo terceiro salário.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (art. (Pedido) G) VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias são provenientes da extinção do contrato de trabalho. . Pedido de demissão .saldo de salário. nos termos do inciso V da súmula90.décimo terceiro proporcional. 7º.br 50 . Horas in itinere A empresa Reclamada está localizada muito distante do centro urbano e devido à falta de transporte público.aviso prévio (art. O tempo despendido no percurso não era computado na jornada de trabalho do Reclamante. CLT e pelo inciso I da Súmula 90 do TST.saldo de salário. CLT). CF. § 2˚. TST) e para liberação do FGTS. . 18. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). . Lei 8036/90). . 487. quais sejam: a empresa não era servida de transporte público regular e o empregador fornecia a condução. caput e § 1º. www. bem como os reflexos em DSR e com este em aviso prévio. TST. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO Forma de Extinção Dispensa sem justa causa Verbas Rescisórias Devidas . (Fundamento) Ante o cumprimento das normas referidas. § 1º.com. o acréscimo do adicional respectivo às horas que ultrapassarem a jornada legal. . art.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. para que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho. (Fato) O fato exposto preenche ambos os requisitos legais exigidos pelo artigo 58. .décimo terceiro proporcional.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. a condução era fornecida gratuitamente pela empresa aos empregados. são as parcelas que devem ser pagas pelo empregador na ocasião da rescisão contratual.cers. XXI. ou seja.

TST). . . NÃO recebe aviso prévio. NÃO recebe aviso prévio. § 2º CLT).multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. Dispensa por Justa Causa (falta grave do empregado) . Aviso prévio: caso não cumprido o empregador pode descontar o valor correspondente a ele (art. TST) e para liberação do FGTS.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . .guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. . . guias para percepção do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. 487. multa de 40% do FGTS.décimo Terceiro proporcional. .férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3 (súmula 261.férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3.saldo de salário.aviso prévio.saldo de salário.br 51 . Rescisão (falta grave do empregador) .saldo de salário. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. guias para recebimento do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Forma de Extinção No prazo Verbas Rescisórias Devidas .décimo Terceiro proporcional.férias vencidas (a última). www. . .com.cers.

. . TST).são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado pede demissão. NÃO recebe aviso prévio. .saldo de e salário.cers.guia para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389.são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado é dispensado por justa causa. CLT. 480. NÃO recebe aviso prévio.multa do art.br 52 .guia: e para liberação do FGTS.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. mas devemos pedir na inicial). Dispensa antecipada por ato do empregado  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: .férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (há divergência.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .décimo terceiro proporcional. .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . . . .com. guia para percepção do seguro desemprego. Dispensa antecipada por ato empresarial  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: .saldo de salário.décimo terceiro proporcional. www. .multa do art. 479 da CLT. NÃO recebe guias para liberação do FGTS e percepção do seguro desemprego.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .

até o máximo de 60 (sessenta) dias. Assim.cers. (Pedido) Cuidado! O art.com. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. o o Brasília.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Segue exemplo: II – MÉRITO 03. e não recebeu suas verbas rescisórias. 11 de outubro de 2011. Parágrafo único. aviso prévio. 1 O aviso prévio.br 53 . quais sejam saldo de salário. Segue a lei: LEI Nº 12. o Art.. tais regras se aplicam aos contratos extintos após 13/10/2011. CF. requer a condenação do Reclamado ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes desta dissolução do contrato de trabalho. XXI da CF assegura aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. XXI. 190 da Independência e 123 da República. requer a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego. 7º. em 13/10/2011. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. sendo no mínimo de 30 (trinta) dias.506. (Fatos) Diante disso. regulamentando o aviso prévio proporcional previsto no art. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. nos termos da lei. assegurando-o na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que com menos de 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. de 1º de maio de 1943. A lei 12506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação. 7º. décimo terceiro salário proporcional. até o máximo de 60 (sessenta) dias. acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa quando completarem um ano e assim sucessivamente. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo Guido Mantega Carlos Lupi Fernando Damata Pimentel Miriam Belchior o www. Ademais.. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante foi dispensado sem justa causa pelo reclamado no dia .

de 2011.br 54 .cers. durante o aviso prévio. exclusivamente. Conclusão Em síntese. o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador. 2. 3. 1º da norma sob comento aplica-se.com. prevista no art. A projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais. a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. As cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Garibaldi Alves Filho Luis Inácio Lucena Adams Este texto não substitui o publicado no DOU de 13. Recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base. estabelece o seguinte: “III. a jornada reduzida ou faculdade de ausência no trabalho. em benefício do empregado.10. Em síntese. 6. 5. conforme resumo constante na própria Nota. faz jus o empregado despedido à indenização prevista na lei nº 7. não foram alterados pela Lei 12.2011 O Ministério do Trabalho expediu Nota Técnica nº 184/2012 tratando da aplicabilidade na nova lei. estes são os entendimentos que se submete à consideração superior para fins de aprovação: 1. 488 da CLT. e 7. desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei nº 12.506/11. 4.506. a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado.238/84. computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa. www.

cers.br 55 . na referida Nota Técnica apresenta o seguinte quadro: Tempo de Serviço (anos completos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 73 75 78 81 84 87 90 Atenção! Caso o Examinador não forneça dados suficientes o Candidato deve indicar o número de dias do saldo de salário postulado e a proporcionalidade das férias e décimo terceiro. www.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Ministério do Trabalho e Emprego.

10. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano. www. exclusivamente os empregados interessados. sucessivamente. II. 164. dentre eles. permitida uma reeleição. O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que. titulares e suplentes. fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção das Comissões Internas de Prevenção de Acidente (CIPA). o Presidente da CIPA e os empregados elegerão. I da CF. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados. de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único anterior. 165 da CLT. ADCT e no art. II. “a”. § 1º. § 4º.com. desde o registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o final do seu mandato. O artigo 10. Os representantes dos empregados. A estabilidade provisória está assegurada nos arts. serão por ele designados. “a”. § 2º. § 3º. A dispensa sem justa causa enseja-lhe o direito de postular sua reintegração no emprego e. a que se refere o art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO O empregado que possui estabilidade provisória no emprego somente pode ser despedido por justa causa. indenização substitutiva. durante o seu mandato.cers.br 56 . ADCT estabelece que até a promulgação de lei complementar. sendo os primeiros indicados pelo empregador e os últimos eleitos pelos empregados. O empregador designará. Os representantes dos empregadores. 7º. dentre os seus representantes. o VicePresidente. tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. titulares e suplentes. § 5º. Somente os membros eleitos pelos empregados serão detentores de estabilidade. serão eleitos em escrutínio secreto do qual participem. CLT. independentemente de filiação sindical. anualmente. Segue análise das principais hipóteses de estabilidades provisórias: ► MEMBROS DA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE) A CIPA será composta por representantes da empresa e dos empregados. Art.

não gozando de estabilidade. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. Súmula 339. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 10. CF/1988. I . o presidente da CIPA. que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. ADCT. econômico ou financeiro. sem direito à indenização.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. Esse Tribunal também se posiciona no sentido de que a extinção do estabelecimento torna possível a dispensa dos representantes dos empregados. 10. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. II . da Constituição: II . §5° da CLT. os representantes do empregador são simplesmente indicados. de acordo com o artigo 164.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. anualmente.com. II. apenas o vice-presidente da CIPA é detentor de estabilidade. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. CIPA. ADCT. 7º. enquanto os empregados elegerão.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. ► MEMBROS DA CCP (COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA) www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. Extinto o estabelecimento. GARANTIA DE EMPREGO. dentre os seus representantes.br 57 . II. O empregador designará. "a". o vice-presidente. 10.Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária. “a”. CLT . Portanto. Ressalte-se que apenas os membros da CIPA representantes dos empregados são eleitos. O TST entende que o suplente do empregado eleito para a CIPA também goza da estabilidade prevista no art. sendo impossível a reintegração é indevida a indenização do período estabilitário. técnico. Art. não se verifica a despedida arbitrária. I. 165. SUPLENTE.cers. TST. dentre eles.

625-B. CLT).cers. em escrutínio secreto. no mínimo.com. nos termos da lei. o empregador indicará os seus representantes para compor a Comissão de Conciliação Prévia. Esse benefício visa garantir um desempenho adequado dos representantes dos empregados no exercício de suas funções na comissão.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Assim como na CIPA. é de um ano. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. cita-se a OJ 65. titulares e suplentes. Nesse sentido. a qual vigora a partir do registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o seu mandato.a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados. CLT). 659.o mandato dos seus membros. fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional. § 2º. no máximo. CLT. § 1º. II . A estabilidade provisória atinge apenas os membros eleitos pelos empregados (art. enquanto os empregados elegerão os seus. permitida uma recondução. e observará as seguintes normas: I . salvo se cometerem falta grave. afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. o artigo 543 da CLT assevera que o empregador não pode transferir o dirigente sindical. SDI – 2 do TST. titulares e suplentes. segundo a qual não cabe mandado de segurança da decisão liminar que ordena a reintegração do dirigente sindical. Art. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de. ► DIRIGENTE SINDICAL O dirigente sindical também é detentor de estabilidade provisória. O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa. Inclusive. dois e. até um ano após o final do mandato.br 58 . caso eleito. dez membros. sendo que o período dessa estabilidade é de até 1 (um) ano após o final do seu mandato. Além da estabilidade provisória. A entidade sindical tem a obrigação de comunicar o empregador da candidatura do empregado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. há previsão expressa na CLT para concessão de medida liminar visando reintegrar dirigente sindical afastado. pois tal www. Caso o registro da candidatura ocorra durante o aviso prévio o empregado não terá estabilidade no emprego. suspenso ou dispensado pelo empregador (art.haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. III . 625-B. X.

com. por qualquer modo. a este. dentro de 24 (vinte e quatro) horas. organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado. O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional. comprovante no mesmo sentido. salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual. fornecendo.. a entidade sindical comunicará por escrito à empresa. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º. 494 da CLT). § 6º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI decisão não fere direito líquido e certo. § 4º. até um ano após o final do mandato. O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. É livre a associação profissional ou sindical.br 59 . salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. CLT. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo. Art.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. 543. Considera-se de licença não remunerada. 8. Para os fins deste artigo. § 2º. caso seja eleito. procurar impedir que o empregado se associe a sindicato. Considera-se cargo de direção ou representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei.cers. § 3º. ainda que suplente. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. A estabilidade provisória do dirigente sindical está prevista nos seguintes dispositivos: Art. nem transferido para lugar impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. inclusive como suplente. sua eleição e posse. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. em face da previsão do inciso X do artigo 659 da CLT. se eleito. em igual prazo.] VIII . ressalvada a hipótese de falta grave (art. o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e. § 5º. fica www.. outrossim. A empresa que. CF. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. observado o seguinte: [. § 1º.

O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI sujeita à penalidade prevista na letra (a) do Art. pois. I . inteligência dos arts. 522 da CLT. § 2º. TST.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. Súmula 379. foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.É indispensável a comunicação. Súmula 197.Despedida . Atenção! Não tem estabilidade provisória no emprego: a) membro do conselho fiscal do sindicato. b) delegados sindicais.Inquérito em que se Apure Falta Grave O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. 522. não há razão para subsistir a estabilidade. Súmula 369. que limita a sete o número de dirigentes sindicais. exceto nas situações.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. SDI-1.O art. II . TST).cers. na forma do § 5º do art. O dirigente sindical só perderá a estabilidade se cometer falta grave. este não possui qualquer cargo de direção. pela entidade sindical. O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial. ao empregador. limitando-se a atuar na gestão financeira do sindicato (OJ 365 da SDI-1 do TST e art.com. 494 e 543. TST e 197 do STF). visto que inaplicável a regra do § 3º do art. §3º. os delegados representem a diretoria do sindicato (OJ 369. STF. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. não lhe assegura a estabilidade. 553. ainda que indenizado. Empregado com Representação Sindical . 543 da CLT. em que mediante procuração. § 2 da CLT. TST. cuja função restringe-se a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e às empresas. sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado. que deverá ser comprovada por meio de inquérito judicial para apuração de falta grave (súmula379.br 60 . www. IV . CLT). III . V . da CLT. conforme o artigo 522.

§ 2º. da Constituição: II . de 7 (sete) e. A competência do Conselho Fiscal é limitada à fiscalização da gestão financeira do Sindicato. Do contrário. 10. 522.cers.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. ADCT. Art. no mínimo. quando for admitida mediante contrato de experiência não gozará de estabilidade. TST. eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. A Súmula 224 do TST prevê uma exceção à estabilidade da empregada gestante. no máximo. dentre os seus membros. 7º. 523. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a demissão sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação (concepção) da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto. I . visto que a extinção www. II . CLT. § 1º. a que se refere o Art. de 3 (três) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (três) membros. A diretoria elegerá. o Presidente do Sindicato. A administração do Sindicato será exercida por uma diretoria constituída. Súmula 244.O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. III .fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. salvo mandatário com poderes outorgados por procuração da Diretoria. ou associado investido em representação prevista em lei. ► GESTANTE O art.Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. I. a representação e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e as empresas.br 61 . Constituirão atribuirão exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. § 3º.com. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

21. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. em conseqüência de: a) ato de agressão. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. ► ACIDENTE DO DE TRABALHO Esta estabilidade abrange. Lei 8213/91). não constitui dispensa. Art. Lei 8213/91. 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário. Equiparam-se também ao acidente do trabalho. 21. Lei 8213/91. Por exemplo. pelo prazo mínimo de doze meses. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. inundação. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. exclusivamente. www. após a cessação do auxílio doença acidentário. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. os acidentes de trabalho e os acidentes de trabalho por equiparação.a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI da relação de emprego. O empregado acidentado só gozará dessa estabilidade provisória diante do cumprimento de dois requisitos legais: a) permanecer mais de 15 dias afastado do serviço e b) perceber auxílio-doença acidentário do INSS. III . 118. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. d) ato de pessoa privada do uso da razão. O período de estabilidade do empregado acidentado é de. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho.cers.o acidente ligado ao trabalho que. O segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. independentemente de percepção de auxílio-acidente. b) ofensa física intencional. embora não tenha sido a causa única. no mínimo. IV .br 62 .o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho. Art.com. II . o prazo começará a fluir somente a partir do retorno ao emprego.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. e) desabamento. em face do término do prazo. o acidente sofrido no percurso do trabalho para casa e vice-versa é considerado acidente de trabalho por equiparação (art. c) ato de imprudência. inclusive de terceiro. para efeitos desta Lei: I . portanto.

São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. resultante de acidente de outra origem. ► DIRETOR DE SOCIEDADE COOPERATIVA www. Súmula 378. Por fim. inclusive veículo de propriedade do segurado. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. c) em viagem a serviço da empresa. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. independentemente do meio de locomoção utilizado. inclusive veículo de propriedade do segurado. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. destaca-se a súmula 32 do TST que concede prazo de 30 (trinta) dias para o empregado retornar ao emprego após a cessação do auxílio.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. após a despedida.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. pois.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. I . estaria caracterizado o abandono de emprego. Isto é. qualquer que seja o meio de locomoção. ele terá o prazo de 30 (trinta) dias para retornar ao serviço. § 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que.br 63 .com.cers. sob pena de perder o direito à estabilidade provisória. se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. o empregado é considerado no exercício do trabalho. TST. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. salvo se constatada. TST. no local do trabalho ou durante este. II . nesse caso. a partir do momento em que o empregado estiver apto para retornar ao trabalho. Súmula 32.

gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n. aviso prévio. 5. ESTABILIDADE PROVISÓRIA.br 64 . 543 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O art. www.cers. décimo terceiro salário. TST. isto é. LEI Nº 5. na reclamação trabalhista o reclamante deve narrar os fatos. OJ 253. COOPERATIVA. sucessivamente. SDI-1. Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas. por fim. SUPLENTE. Art. desde o registro da candidatura e. CONSELHO FISCAL.02O art. na forma do art. de 1° de maio de 1943). EM SÍNTESE. ► PEDIDO APENAS quando o empregado for detentor de ESTABILIDADE PROVISÓRIA no emprego é possível pedir a sua reintegração e.03.452. Inserida em 13.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas. TST). até 1 (um) ano após o término do mandato. se eleito. Tal estabilidade não foi assegurada aos membros do conselho fiscal e aos suplentes (OJ 253. apresentar os fundamentos que asseguram ao empregado estabilidade provisória no emprego e por fim PEDIR: a) nulidade da dispensa. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (Súmula 389. a baixa da CTPS do reclamante. Requer. 55 da Lei nº 5. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração.com. Lei 5764/71. 55. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. não abrangendo os membros suplentes. TST). SDI-1. e c) sucessivamente. NÃO ASSEGURADA. indenização substitutiva. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias. 55 da Lei 5764/71 assegura aos diretores eleitos de sociedades cooperativas estabilidade provisória no emprego.764/71. quais sejam: saldo de salário. bem como. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.

1997) Segue exemplo: I – MÉRITO 01.10. Reintegração www. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade (Súmula 396. 22 e 25. Súmula 396. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. TST) e as verbas rescisórias.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Caso o reclamante seja detentor de estabilidade provisória no emprego.Exaurido o período de estabilidade. (ex-OJ nº 116 da SBDI-1 inserida em 01. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. tenha sido despedido sem justa causa e tenha recebido as verbas rescisórias deve PEDIR: a) nulidade da dispensa. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA PETITA" (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 106 e 116 da SBDI-1) . b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativamente aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração.11.com. Caso o período da estabilidade tenha se exaurido. aviso prévio.2005 I . Requerer. 496 da CLT.1997) II . não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade.Nã há idad j a ― x a i a‖ da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. DJ 20. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. o reclamante deve PEDIR apenas: a) indenização substitutiva. TST. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. décimo terceiro salário. bem como. dados os termos do art. (exOJ nº 106 da SBDI-1 .br 65 . PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. a baixa da CTPS do reclamante.04. quais sejam: saldo de salário.cers.Res. 129/2005. e c) sucessivamente. se for o caso. deduzidos os valores pagos a título de verbas rescisória. por fim. TST). são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade.inserida em 20.

possui obrigações oriundas do contrato de trabalho. permanecendo afastado por 3 (três) meses. Caso o empregador não cumpra com tais deveres ou pratique qualquer falta grave. frise-se. Requisitos esses preenchidos pelo reclamante. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. vítima de acidente de trabalho. O art. para que seja possível tal decisão judicial é imprescindível a existência de um contrato de trabalho em curso. aviso prévio. (pedido) I) RESCISÃO INDIRETA O empregador. do TST. assim como. o Reclamante compareceu na empresa. tendo em vista que não é realizada pelas partes envolvidas. Observe: Art. quais sejam: saldo de salário. caso não seja este o entendimento deste Juízo. 483 da CLT elenca diversas hipóteses de falta grave por parte do empregador. defesos por Lei. a condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes da demissão sem justa causa. c) correr perigo manifesto de mal considerável. Sucessivamente. quando: a) permanecer afastado por período superior a 15 (quinze) dias e b) receber auxílio-doença acidentário. momento em que o empregador o demitiu sem justa causa. A rescisão indireta pressupõe CONTRATO DE TRABALHO EM CURSO.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Reclamante sofreu sério acidente de trabalho. requer o pagamento de indenização substitutiva referente aos salários e demais vantagens relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa.cers. tem assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. II.br 66 . mas sim pelo Poder Judiciário. www. contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% do FGTS. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. percebendo auxílio doença acidentário. décimo terceiro salário. No dia seguinte a cessação do auxílio.com. o empregado. assim como o empregado. 483. (Fundamento) Diante do exposto. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças. o empregado pode requerer ao Poder Judiciário a rescisão indireta do contrato. requer a nulidade da dispensa sem justa causa e a consequente reintegração do Reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários dos meses havidos entre a rescisão e o retorno às atividades. bem como. (Fatos) Nos termos do artigo 118 da Lei 8213/91 e súmula 378. Logo.

de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. e b) a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. (Fundamento) www. Por não suportar mais esta situação pretende a rescisão do contrato de trabalho por culpa do empregador.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI e) praticar o empregador ou seus prepostos. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. § 1º. se for o caso. salvo em caso de legítima defesa. O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. bem como. § 3º. é facultado ao empregador rescindir o contrato de trabalho. quando tiver de desempenhar obrigações legais. na fundamentação apontar o(s) artigo(s) que classifica(m) tal conduta como falta grave e PEDIR: a) a rescisão indireta do contrato de trabalho. g) O empregador reduzir o seu trabalho. ―d‖ da CLT. aviso prévio. a baixa da CTPS do reclamante. § 2º. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. a ausência de pagamento de salários motiva o pedido de rescisão indireta da relação contratual. Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho Há três meses o reclamante não recebe seus salários. Sendo a principal obrigação do empregador em uma relação de trabalho a contraprestação pelos serviços prestados pelo empregado. poderá o empregado preitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. décimo terceiro. na reclamação trabalhista o reclamante deverá relatar a falta grave cometida pelo empregador. o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando o empregador não cumprir com as obrigações do contrato. EM SÍNTESE. Nas hipóteses das letras d e g. contra ele ou pessoas de sua família ato lesivo da honra e boa fama. (Fatos) N d a 48 .br 67 . incompatíveis com continuação do serviço. Requerer ainda a concessão das guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. quais sejam: saldo de salário. sendo este por peça ou tarefa. própria ou de outrem. Segue exemplo: II – MÉRITO 02.com.cers.

se não for detentor de estabilidade provisória no emprego: a reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa e a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. posto que outras legislações também preveem condutas consideradas falta grave. tal como. na petição inicial o reclamante deverá: a) afastar a falta grave que lhe foi imputada. Segue exemplo: I – MÉRITO www.com. quais sejam: saldo de salário. quais sejam: saldo de salário. afirma que tal conduta não caracteriza falta grave (exemplo: recusar-se a se submeter a revista íntima (art. o artigo 482 da CLT apresenta diversas hipóteses de falta grave. requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho. Por exemplo. aviso prévio. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. TST) e a baixa da CTPS do reclamante (Pedido) J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA Ensejam a dispensa do empregado por justa causa apenas a prática de condutas tipificadas em lei como de falta grave. Requer-se ainda a guia para levantamento do FGTS e para percepção do seguro desemprego (súmula 389. Neste caso. décimo terceiro salário e férias acrescidas do terço constitucional. ii. VI. a baixa da CTPS.br 68 . Requer ainda as guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. Para tanto poderá: a. a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. CLT)PEDIR: i. negar a conduta (exemplo: negar a prática de ato de improbidade) ou b. aviso prévio. se for o caso. férias acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. bem como. férias acrescidas de um terço e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. EM SÍNTESE. Esse rol é exemplificativo. o título do tópico no mérito será mesmo denominado “reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa”. décimo terceiro salário proporcional. aviso prévio. 373A. sucessivamente. se for detentor de estabilidade provisória no emprego: a) nulidade da dispensa. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração e c). décimo terceiro salário. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. quais sejam: saldo de salário.

e sua fundamentação jurídica está positivada no artigo 5°. [. à liberdade. (Fundamento) Diante do exposto. nos termos seguintes: X .. VI da CF). sem distinção de qualquer natureza. CF. a d a não constitui ato de indisciplina e insubordinação. tendo em vista que tal conduta é vedada ao empregador nos termos do art. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI .br 69 . pois não se submeteu a revista íntima imposta pelo Reclamado. a honra e a imagem das pessoas. X da CF e nos artigos. Portanto. requer a reversão da demissão por justa causa para demissão sem justa causa. incluindo as ações de indenização por danos morais oriundas da relação de trabalho (art. TST). 114.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI 02.. 186 e 927 do CC. 373-A. (Pedido) K) DANO MORAL A EC 45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho. bem como a condenação do Reclamante ao pagamento de todas as verbas rescisórias. bem como. aviso prévio. a vida privada.. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.] www. Todos são iguais perante a lei.] O dano moral é configurado diante da presença dos três requisitos da responsabilidade civil: culpa. a baixa da CTPS. à segurança e à propriedade. (Fatos) A recusa em submeter-se a revista íntima não caracteriza falta grave. CF. dano e nexo causal. Art. a Reclamante não d d i ida j a a a da a i 482. décimo terceiro salário proporcional. Requer ainda a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego (súmula 389. Reversão da Dispensa por Justa em Causa em sem Justa Causa A Reclamante foi dispensada por justa causa. à igualdade. que a demitiu alegando que se tratava de ato de indisciplina e insubordinação. VI da CLT.são invioláveis a intimidade.. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. [.com. Art. ―h‖ da CLT. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.cers. decorrentes da relação de trabalho. quais sejam: saldo de salário. 5. 114.

ú. Aquele que.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. 927. É desnecessária a demonstração da culpa quando a atividade do empregador for de risco (art. bastando o dano e o nexo para que seja devida a indenização. com fundamento na responsabilidade civil do empregador (ausência de pagamento de salário – culpa. ● ● o empregador praticar falta grave. www. ainda que exclusivamente moral. par. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. fica obrigado a repará-lo. 927. CLT). CC. comete ato ilícito. negligência ou imprudência.br 70 . risco para os direitos de outrem. pretendendo por isto. por ato ilícito (arts.com. em valor a ser fixado pelo juiz. ser indenizado em valor a ser fixado pelo juiz. por ato ilícito (arts.cers. nexo causal). 927. fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. CRITÉRIO DE CORREÇÃO: Pagamento de indenização por danos morais. 186 e 187). Aquele que. humilhação por tirar o filho do colégio – dano. Art. Aquele que. causar dano a outrem. o empregado for demitido injustamente por justa causa. violar direito e causar dano a outrem. 186 e 187). por sua natureza. por ação ou omissão voluntária. Atenção! Deve-se verificar se o dano moral precisa ser postulado principalmente quando: ● a proposta indicar o abalo emocional do empregado causado pelo empregador. Haverá obrigação de reparar o dano. CC. Abaixo trecho da proposta do Exame de Ordem 2005. Art. sendo que esta situação está lhe causando profunda humilhação perante seus familiares e colegas. Tomi tornou-se inadimplente no pagamento das mensalidades escolares vendo-se obrigado a retirar seu único filho do colégio particular em que estudava. causar dano a outrem. 186. independentemente de culpa. nos casos especificados em lei.3/PR para identificação do pedido de indenização por danos morais e gabarito. CC. 3º EXAME DA ORDEM 2005/PR: Em razão dos atrasos nos salários.

ainda. A Reclamante não aceitou tal constrangimento. (Fundamento) Diante do exposto. quais sejam: culpa. desta forma. que é obrigação da Reclamada e quando d ida i i a a a d ad . o que está lhe causando profunda humilhação. ―d‖ da CLT Já dano está configurado pelo constrangimento sofrido pelo Reclamante diante da impossibilidade de pagamento das dívidas que possui. Seguem exemplos: I – MÉRITO 01. conduta vedada expressamente pelo artigo 373-A. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. 114. a violação do artigo 5. (Fundamento) www. honra e imagem das pessoas. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. X. Observe: A culpa é verificada na tentativa da Reclamada de submeter a Reclamante à revista íntima. VI. dano e nexo. que sustenta a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas.br 71 . vida privada. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. Observe-se: A culpa é verificada pela falta de pagamento. VI da CLT. quais sejam: culpa. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. o qual se obrigou a fazer empréstimos de familiares e amigos para pagamento das dívidas que em razão da ausência dos salários não conseguiu pagar. motivo pelo qual foi dispensada por justa causa.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Atenção! Sempre que a RT contiver pedido de dano moral. DO DANO MORAL A reclamada a partir de janeiro de 2012 passou a descumprir o contrato de trabalho. a violação do artigo 5. uma vez que deixou de efetuar o pagamento do salário do Reclamante. Destaca-se. (Fato) Encontram-se presentes os todos requisitos da responsabilidade civil. DO DANO MORAL A Reclamada tentou submeter a Reclamante a revista íntima por funcionários do sexo oposto.cers. restando demonstrado o nexo causal. X. d a d a i 48 . dano e nexo. ainda. Destaca-se. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. resta demonstrado também o nexo causal. (Pedido) II – MÉRITO 02. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da responsabilidade civil. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. CF e súmula 392. TST) requer a sua condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. CF. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. CF. o rito do processo será o ordinário.

a violação do artigo 5. quais sejam: culpa. se a situação humilhante para o empregado se prolongar no tempo.br 72 . Nesse caso o Examinando deve: a) denominar o tópico. (Pedido) L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA www. ia d d . está demonstrado o nexo causal. b) contar os fatos e ao final do parágrafo afirmar que tal conduta reiterada caracteriza assédio moral. de “assédio/dano moral”. estará caracterizado o assédio moral. ainda. requerer a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. CF e súmula 392. Destaca-se. ia. CF. 114. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. a i a d a ad di demissão. ó i d az -la pedir demissão.com. Tal conduta prolongada caracteriza o ASSÉDIO MORAL. (Fundamento) Diante do exposto. (Fato) Encontram-se presentes os requisitos da responsabilidade civil. ― ia. que no último ano do contrato de trabalho humilhou reiteradamente a Reclamante perante seus colegas e clientes da empresa. VI. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. restará configurado o assédio moral. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. (Pedido) Atenção! Quando a conduta do empregador for contínua. honra e imagem das pessoas. 114. em virtude de uma conduta reiterada do empregador.cers. no mérito. VI. X. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. dano e nexo. ia d d ‖. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. c) apontar a mesma fundamentação do pedido de indenização por danos morais e d) por fim. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. dessa forma. afirmando que a Reclamante é a pior e mais incompetente i á ia da a. Observe: A culpa é verificada pela conduta do Reclamado. considerando que o dano decorreu do assédio Segue exemplo: II – MÉRITO DO ASSÉDIO MORAL/DANO MORAL No último ano do contrato de trabalho a Reclamada humilha a reclamante perante seus colegas de trabalho e clientes da empresa. vida privada. TST) requer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. TST) requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. a d ― ia. CF e súmula 392. chamando-a de incomp . considerando que o dano decorreu do assédio. O fundamento legal no caso de assédio moral é o mesmo do pedido de indenização por danos morais. portanto.

p. além das que lhes forem conferidos neste Título e das decorrentes de seu cargo. TST). 469 desta Consolidação. 6. 10 THEODORO JÚNIOR. Rio de Janeiro: Forense.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI “O direito processual moderno concebeu uma tutela jurisdicional diferenciada. Empregador retém ilegalmente a CTPS do empregado. provisoriamente. IX. 7. Art. 469. usufruir. Empregador não emite e fornece as guias do FGTS e/ou do seguro-desemprego. 8. CLT e súmula 43. antes do julgamento definitivo de mérito. Artigos 659. que. 3. 2009. Empregador exige atestado de esterilização de empregadas em idade fértil. preveem as duas únicas situações em que a CLT expressamente prevê a concessão de tutela antecipada no processo do trabalho. X. Curso de Direito Processual Civil – Teoria Geral do Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. 53.conceder medida liminar. b) a tutela antecipada. permite à parte. que apenas preserva a utilidade e eficiência do futuro e eventual provimento. suspenso ou dispensado pelo empregador.cers. 659.br 73 .com. as seguintes atribuições: IX . até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. desdobrada. no direito brasileiro. que recebe o nome de tutela de urgência. CLT. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do Art. Artigos 659. CLT. CLT (dirigente sindical que foi despedido sem justo motivo). em duas espécies distintas: a) a tutela cautelar. www. muito embora seja cabível em diversas outras situações quando preenchidos seus requisitos. 2. 50ª ed. por meio de liminares ou de medidas incidentais. Atenção! Os incisos IX e X do artigo 659. quando não houver anuência do empregado e/ou a comprovação da necessidade do serviço pelo empregador (art. Empregado possui estabilidade provisória no emprego e ainda não se exauriu o período da estabilidade. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. Humberto. 4. do direito subjetivo resistido pelo adversário10” 1. Empregador mantém trabalhador adolescente em ambiente insalubre ou perigoso. X – conceder em medida liminar. O inciso IX do artigo acima autoriza a concessão de medida liminar que vise tornar sem efeito a transferência do empregado para localidade diversa daquela previamente definida no contrato de trabalho. CLT (impedir a transferência abusiva do empregado).

§§ 4º e 5º. § 1º. quando presentes os respectivos pressupostos. § 5º. § 2º. possibilidade de reversão do provimento antecipado (revogar a concessão de liminar).br 74 . São condições da tutela antecipada. Concedida ou não a antecipação da tutela. CPC. prosseguirá o processo até final julgamento. antecipar. previstos no artigo 273 do CPC: prova inequívoca dos fatos. A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. O juiz poderá. mostrar-se incontroverso. Se o autor. a requerimento da parte. 273. a título de antecipação de tutela. 461. suspenso ou dispensado pelo empregador.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. poderá o juiz. e 461-A. Lembre-se! A tutela antecipada deve ser requerida. receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório. de modo claro e preciso. desde que. A efetivação da tutela antecipada observará. ou parcela deles. § 6º. existindo prova inequívoca.com. se convença da verossimilhança da alegação e: I . § 4º. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. § 7º. requerer providência de natureza cautelar. www. verossimilhança das alegações. A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. ou II . as normas previstas nos arts. em decisão fundamentada. no que couber e conforme sua natureza. o juiz indicará. total ou parcialmente.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Já o inciso X refere-se à concessão de liminar para reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. Na decisão que antecipar a tutela. § 3º. 588.cers. as razões do seu convencimento.

assim. Assim. o juiz poderá conceder a antecipação de tutela quando verificar que o réu abusa do direito de defesa ou atua de maneira a protelar injustificadamente o regular andamento do processo. Para o autor conseguir o deferimento do pedido de antecipação de tutela. por exemplo. c) Receio de Dano Irreparável ou de Difícil Reparação Aqui. 7. deturpando-as o sentido ou a sua aplicação ou. ainda. a nosso sentir. é alternativo açã a da a í a ― ‖ a E a palavras. São Paulo: LTr. EM SÍNTESE: 11 LEITE. Só que de vestimenta nova. É a aplicação plena do princípio do da mihi factum. quando provoca incidentes processuais infundados que não guardam relação com a lide etc. d) Abuso do Direito ou Manifesto Propósito Protelatório Esse requisito. mesmo se não existir periculum in mora. com grande intensidade. possibilitando. ao juiz a formação do seu convencimento certo. quando interpõe recursos manifestamente infundados. p. Mas é possível estabelecer alguns elementos que servem de apoio para o seu enquadramento. a existência da prova inequívoca dos fatos alegados.com. Vale dizer. 426-427. da verdade. b) Verossimilhança das Alegações Não basta. os fatos já devem estar demonstrados na petição inicial. incontestável e induvidoso sobre a inequivocidade da prova dos fatos alegados. o que se verifica.br 75 . temos outro instituto conhecido nas medidas cautelares: o periculum in mora. Outra hipótese para a concessão da tutela antecipada é o manifesto propósito protelatório do réu. www. E aqui nos parece que a verossimilhança das alegações há de ser entendida como a verossimilhança dos fundamentos jurídicos do pedido. o juiz deve sopesar se a não concessão da tutela antecipada poderá causar prejuízo irreparável ou de difícil reparação ao autor do pedido enquanto aguarda o desfecho da lide. e. ego dabo tibi jus (Dá-me os fatos que eu te dou o direito). Em outros termos. no quadro abaixo. Curso de Direito Processual do Trabalho. Carlos Henrique Bezerra. contudo. não há dúvida de que a prova inequívoca refere-se aos fatos da causa. já estando a matéria preclusa. há abuso do direito de defesa toda vez que o réu invocar teses que afrontam literalmente as normas que compõem o ordenamento jurídico. Não é unívoco o conceito de abuso do direito.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Veja. quando altera ou falta com a verdade. a definição do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite para cada um dos requisitos para a concessão da tutela antecipada: 11 a) Prova Inequívoca dos Fatos Embora omisso o dispositivo. fundamentos jurídicos verossímeis são aqueles que se aproximam. por isso mesmo. 2009. são de fácil convencimento sobre a sua existência.cers. É também requisito essencial que haja verossimilhança da alegação. ed. quando ele retém injustificada e reiteradamente os autos em seu poder.

b) no mérito: sugiro que o Examinando formule primeiro um tópico para o pedido e um outro denominado tutela antecipada. o que se comprova pela ata de eleição em anexo. verossimilhança das alegações e receio de dano irreparável ou de difícil reparação. no tópico da tutela antecipada relatar: a) que formulou o pedido e que tem urgência na concessão da providência.. A prova inequívoca dos fatos evidencia-se por se tratar o reclamante de dirigente sindical.) II . inscrita no CNPJ sob o nº.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O pedido de antecipação de tutela na petição inicial deve observar o seguinte: a) nome da peça: reclamação ou reclamatória trabalhista com pedido de tutela antecipada (liminar). 8º. e b. a concessão da liminar para fins de antecipar o provimento final.br 76 . c) por fim. CLT que asseguram ao dirigente estabilidade provisória no emprego desde o registro da candidatura. previstos nos artigos 273 do CPC. inquestionável seu direito ao emprego. VIII. DA TUTELA ANTECIPADA O Reclamante ocupa o cargo de dirigente sindical. 543. é imprescindível que a liminar seja requerida com fundamento nestes artigos. consequentemente. e se eleito. portanto.. c) no mérito. Na fundamentação. o candidato deve ainda indicar os fatos que demonstram a presença de cada um destes requisitos. previstos no art.cers. A verossimilhança das alegações decorre dos arts. que seriam reivindicados dentro de 15 dias. quais sejam: prova inequívoca dos fatos. CF e art. vem perante Vossa Excelência. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:(. É. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). o fundado receio de dano irreparável decorre da razão de ser de sua estabilidade que é em função do cargo de dirigente.MÉRITO 03. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA com pedido de tutela antecipada (liminar) em face de NOME DO RECLAMADO. com escritório profissional no endereço completo. b) que encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela antecipada. com fulcro no artigo 840 da CLT. contudo a dispensa sem justa causa do mesmo inviabilizará a manifestação dos empregados. 659. qualificação e endereço completos. Por fim. os quais sejam: prova inequívoca dos fatos. deve requerer: a. 273 do CPC. estabelecida no endereço completo.com. pessoa jurídica de direito privado. Segue exemplo: NOME DO RECLAMANTE. (Fatos) Encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão de tutela antecipada. onde recebe intimações e notificações. de forma que somente pode www. até 1 ano após o término do mandato. verossimilhança das alegações e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Atenção! Na hipótese de a prova tratar dos casos referidos nos arts. por isso faz-se necessária sua imediata reintegração. desenvolveu diversos projetos para sua categoria. § 3º. IX e X.

Na Justiça do Trabalho. TST. defendem que o “jus postulandi” não teria sido recepcionado pela Constituição da República. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. nos termos do artigo 659. Súmula 219. a proximidade da data das reivindicações tornam ainda mais urgente a sua reintegração. permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula 219 do Tribunal Superior do Trabalho. em seu art. uma vez que esta. Súmula 329. art.com. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. TST. TST).br 77 . determinando a imediata reintegração do Reclamante. 5º. Nesse caso os honorários são devidos a razão de até 15% (quinze por cento) reversíveis ao sindicato da categoria. Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988.Na Justiça do Trabalho. TST. Nas relações de emprego os honorários dependem do preenchimento de dois requisitos: a) tratar-se de reclamante beneficiário da justiça gratuita e b) a assistência por advogado de sindicato (219 e 319. SDI-1. entretanto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI agir em favor da categoria se estiver trabalhando na empresa. (Pedido) M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Nas relações de trabalho diversas das relações de emprego os honorários são devidos em razão da mera sucumbência (art. Entendem que nesse caso os honorários são sempre www. IN 27/2005. SDI – 1. X da CLT. OJ 305. TST. Alguns. OJ 305. Lei 5584/70). 14. 133.cers. requer a concessão liminar. sem a oitiva da outra parte. TST. Ademais. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato. nunca superiores a 15% (quinze por cento). estabeleceu que o advogado é essencial à Justiça. (Fundamentos) Diante de todo o exposto. I . devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.

N) MULTA DO ART. 20 do CPC. Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. OJ 305. 467 DA CLT A defesa do Reclamado. c) nas relações de emprego em que o advogado não pertence ao sindicato: com fundamento no art. 20. § 3º. momento em que deverá contestar todas as verbas pleiteadas pelo reclamante. TST. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. CPC. www. todas as verbas não contestadas pelo empregador são devidas ao empregado e devem ser quitadas em primeira audiência. no importe de 20%. c) a natureza e importância da causa. 20 do CPC. no Processo do Trabalho. sob pena de restarem incontroversas. também. nos termos do art. 5º. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. sob pena de multa de 50%. sempre será ofertada na primeira audiência. nos termos do art. b) nas relações de emprego em que o Examinador relata que fomos contratados como advogados de sindicato: com fundamento nas súmulas 219 e 329.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI devidos em razão da mera sucumbência. Essa verba honorária será devida. § 3º. 133 da CF alegar que o “jus postulandi” não foi recepcionado pela Constituição e requerer 20% (vinte por cento) de honorários. 14. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. Art. Nesse diapasão. pedir honorários a razão de 20% (vinte por cento). Lei 5584/70 pedir 15% (quinze por cento) de honorários. atendidos: a) o grau de zelo do profissional. SDI-1 e art.cers. sob pena de multa.com. nos termos do art. b) o lugar de prestação do serviço. 20. IN 27/2005. CPC. EM SÍNTESE: Na petição inicial devemos requerer honorários advocatícios sucumbenciais SEMPRE: a) nas relações de trabalho diversas das relações de emprego: com fundamento no art.br 78 .

§ 6º. O empregador. A alínea “b”. sob pena da incidência de multa de 50% sobre o valor correspondente. ao Distrito Federal. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. contado da data da notificação da www. sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. O parágrafo único do artigo referido prevê uma exceção ao caput: a multa não é aplicável à União. O pagamento das verbas rescisórias possui dois prazos distintos que são definidos em função do aviso prévio. §6º da CLT. 467. o Reclamante requer que o pagamento das verbas incontroversas seja realizado em primeira audiência. aos Estados. Parágrafo único. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas.br 79 . por sua vez. 467. se o aviso prévio for cumprido. ao efetuar esse pagamento.com. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. o pagamento das verbas rescisórias deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. afirma que. aos Estados. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. a parte incontroversa dessas verbas. afirma que. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. o pagamento deverá ser efetuado até o décimo dia. CLT Nos termos do artigo 467 da CLT. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. MULTA DO ART. ao Distrito Federal. Observe: AVISO PRÉVIO Cumprido Indenizado PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VR 1º dias útil após do término 10 dias corridos O artigo 477.cers. CLT. se o aviso prévio for indenizado. Segue exemplo: II – MÉRITO 02.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. O disposto no caput não se aplica à União. 477 DA CLT A rescisão de um contrato de trabalho enseja o pagamento das verbas rescisórias ao empregado. O) MULTA DO ART. alínea “a” da CLT. deve observar o prazo legal estipulado pelo artigo 477.

bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado.com. § 8º. Logo. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. Note que NÃO é o décimo dia útil. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI demissão. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. De acordo com essa orientação. A multa prevista pelo §8º do artigo 477 da CLT só incidirá se o empregador não respeitar o prazo legal previsto no §6º para o pagamento das verbas rescisórias. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. mesmo que www. a multa do artigo 477. §6º da CLT. em valor equivalente ao seu salário. 477. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. a partir do seu CANCELAMENTO. §8º da CLT.br 80 . Segue exemplo: II – MÉRITO 03. o Reclamante requer a condenação do Reclamado ao pagamento de multa no valor equivalente ao seu salário. era incabível quando houvesse fundada controvérsia quanto à existência da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa. § 6º.cers. CLT O Reclamado não respeitou o prazo para pagamento das parcelas rescisórias previsto no artigo 477. Cumpre destacar o CANCELAMENTO da OJ 351 da SDI-1 do TST ocorrido em novembro de 2009. Diante desse fato. nos termos do §8º do artigo 477 da CLT. ou b) até o décimo dia. Art. o trabalhador der causa à mora. salvo quando comprovadamente. MULTA DO ART. CLT. 477. o direito de haver do empregador uma indenização. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho. por trabalhador. É assegurado a todo empregado. contado da data da notificação da demissão. quando da ausência do aviso prévio. A contagem do prazo é de 10 (dez) dias a partir da dispensa. § 8º. A penalidade prevista corresponde ao valor de um salário do empregado percebido à época da dissolução do contrato de trabalho.

Os pedidos devem seguir a mesma ordem em que foram abordados no mérito. www.br 81 . é uma repetição de todos os requerimentos já realizados no desenvolvimento da reclamatória trabalhista. Segue exemplo: III . Este tópico compreende os seguintes pedidos: a notificação da reclamada. bem como. com reflexos no aviso prévio. c) a integração do adicional de insalubridade ao salário do autor. bem como a guia para a percepção do seguro desemprego. REQUERIMENTOS FINAIS Os requerimentos finais são indispensáveis à reclamatória trabalhista.com. acrescidas de juros e correção monetária. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). d) a condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias. É importante requerer a parcela principal. inserido logo após o mérito da peça.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI haja controvérsia acerca de uma determinada verba. com a condenação da reclamada ao pagamento das verbas postuladas. 13º salário. b) a equiparação salarial. PEDIDOS O tópico dos pedidos. o empregado poderá pleitear a incidência da referida multa. os seus reflexos. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). conforme exposto no item supra. requer: a) o reconhecimento de vínculo de emprego entre as partes. 13º salário. inclusive os reflexos no aviso prévio. bem como. a liberação de guia para levantamento do FGTS.PEDIDOS Diante de todo o exposto. a produção de todos os meios de prova em direito admitidos e a procedência dos pedidos.

determinado e líquido. acrescida de juros e correção monetária Segue exemplo: IV – REQUERIMENTOS FINAIS Diante do exposto. acrescidas de juros e correção monetária.com. b) no procedimento sumaríssimo: indicar o valor resultante da somatória de todos os pedidos e caso não seja possível escrever apenas que não “O valor da causa está acima de 2 e não ultrapassa 40 salários mínimos”.br 82 . sendo o valor da causa o resultado da somatória de todos eles. I e II. da seguinte maneira: a) no procedimento ordinário: basta escrever “Atribui-se a causa valor acima de 40 salários mínimos”. c) Por fim a procedência dos pedidos com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas pleiteadas. CLT estabelece que nesse procedimento o pedido deve ser certo. sob pena de revelia e confissão quanto a matéria de fato. consequentemente. requer: a) notificação da Reclamada para oferecer resposta à Reclamatória Trabalhista.cers. www. FINALIZE A SUA PEÇA! Termos em que. o reclamante deve indicar o valor correspondente a cada pedido. 852-B. b) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. Isso porque o art. em especial a prova documental. o Examinando deve tratar do valor da causa. VALOR DA CAUSA Por fim. o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI NOTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DE PROVA REQUERIMENTOS FINAIS PROCEDÊNCIA com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas postuladas.

data Advogado OAB nº www. Local.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pede deferimento.br 83 .cers.com.

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