CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA ...................................................................... 2 ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ........................... 5
ENDEREÇAMENTO .............................................................................................................................................. 5 QUALIFICAÇÃO DAS PARTES ............................................................................................................................... 6 PRELIMINAR ........................................................................................................................................................ 7 A) Comissão de Conciliação Prévia (CCP) ............................................................................................... 7 B) Tramitação Preferencial do Feito .......................................................................................................... 8 C) Justiça Gratuita .......................................................................................................................................... 9 MÉRITO ............................................................................................................................................................. 10 A) CONTRATO DE TRABALHO ................................................................................................................... 10 B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO ................................................................................. 11 C) RESPONSABILIDADE PATRONAL .......................................................................................................... 12
► ► ► ► ► Sucessão de empregadores .............................................................................................................................. 13 Grupo econômico ............................................................................................................................................. 17 Terceirização .................................................................................................................................................... 18 Empreitada e subempreitada ........................................................................................................................... 21 Cooperativa Ilícita ............................................................................................................................................ 24

D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ...................................................................................................................... 26
► Salário e remuneração - definição ................................................................................................................... 27 ► Salário complessivo .......................................................................................................................................... 28 ► Reflexos ................................................................................................................................................................. 28 ► Salário “in natura” ................................................................................................................................................ 30

E) F)
► ► ► ► ► ► ►

EQUIPARAÇÃO SALARIAL ..................................................................................................................... 34 DURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................................... 37
Horas extras ..................................................................................................................................................... 37 Intervalo Intrajornada ...................................................................................................................................... 39 Intervalo Interjornada ...................................................................................................................................... 41 Descanso semanal remunerado ....................................................................................................................... 43 Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado ............................................................................... 44 Adicional noturno............................................................................................................................................. 45 Horas in itinere ................................................................................................................................................. 48

G) VERBAS RESCISÓRIAS ............................................................................................................................... 50 H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO................................................................................... 56
► ► ► ► ► ► ► Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) ................................................................... 56 Membros da CCP (Comissão de Conciliação Prévia) ........................................................................................ 57 Dirigente Sindical ............................................................................................................................................. 58 Gestante ........................................................................................................................................................... 61 Acidente do dE Trabalho .................................................................................................................................. 62 Diretor de Sociedade Cooperativa ................................................................................................................... 63 PEDIDO ............................................................................................................................................................. 64

I) RESCISÃO INDIRETA ............................................................................................................................. 66 J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA .................................................. 68 K) DANO MORAL ........................................................................................................................................... 69 L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA ......................................................................................... 72 M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ......................................................................................................... 77 N) MULTA DO ART. 467 DA CLT ............................................................................................................... 78 O) MULTA DO ART. 477 DA CLT ................................................................................................................ 79 PEDIDOS ............................................................................................................................................................ 81 REQUERIMENTOS FINAIS .................................................................................................................................. 81 VALOR DA CAUSA .............................................................................................................................................. 82

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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABA LHISTA

A reclamatória trabalhista observará a seguinte estrutura:

I. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA II. III. IV. V.

Preliminar de Mérito; Mérito; Pedidos; Requerimentos Finais; Valor da causa.

Segue estrutura geral para visualização da petição inicial:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA… VARA DO TRABALHO DE … .

NOME DO RECLAMANTE, qualificação e endereço completos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO), com escritório profissional no endereço completo, onde recebe intimações e notificações, com fulcro no artigo 840 da CLT, PROPOR:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA pelo rito (...)

em face de NOME DO RECLAMADO, qualificação e endereço completos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – PRELIMINAR DE MÉRITO

a) b)

A - Tramitação Preferencial do Feito: Idoso (art. 71, Lei 10741/2003 e art. 1.211-A, CPC) Portador de doença grave (art. 1.211-A, CPC)

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c) Dissídio que verse exclusivamente sobre salário ou empregador falido (art. 652, parágrafo único, CLT) B – JUSTIÇA GRATUITA (art. 790, § 3º, CLT e art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, Lei 1060/50)

II – MÉRITO

1.

DO CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pelo Reclamado no dia…, para exercer a função de …, recebendo por última remuneração a importância de …, sendo dispensado sem justa causa pelo Reclamado em …

2.

DO VÍNCULO DE EMPREGO §1 Fato §2 Fundamento §3 Pedido

III – PEDIDOS (Repetição dos requerimentos constantes no mérito da RT)

IV - REQUERIMENTOS FINAIS O Reclamante requer a NOTIFICAÇÃO da Reclamada para apresentar resposta à Reclamatória Trabalhista, sob pena de revelia. A PRODUÇÃO de todos os meios de PROVA em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, a oitiva de testemunhas, prova pericial e juntada de novos documentos. Por fim, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos, com a condenação da Reclamada ao pagamento de todas as verbas postuladas, acrescidas de juros e correção monetária.

Atribui-se à causa valor superior a 40 salários mínimos. Nestes Termos, Pede deferimento. Local e data.

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Advogado OAB nº

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O endereçamento de uma reclamação trabalhista é simples e deve ser realizado da seguinte maneira: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA … VARA DO TRABALHO DE … Atenção! O último traço deve ser preenchido com o local da prestação do serviço. a lei poderá investir o juiz de direito da jurisdição trabalhista. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. § 3º. Em se tratado de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do controle de trabalho. em regra. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. se a proposta não informá-lo devemos deixar o espaço em branco. 651 da CLT. Nesse caso. Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial.com. sendo. reclamante ou reclamado. 651. CLT. estabelecida neste artigo. § 2º. será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. na falta. o endereçamento deve ser realizado da seguinte maneira: www. o juízo do local da prestação dos serviços: Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ENDEREÇAMENTO A competência territorial é definida pelo art. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional disposto em contrário. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e. Na comarca onde não houver juiz do trabalho. prestar serviços ao empregador.br 5 . § 1º.cers.

pessoa jurídica de direito privado (se for o caso). inscrito no CPF sob nº e no PIS sob o nº.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE … QUALIFICAÇÃO DAS PARTES Normalmente. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. onde recebe intimações e notificações. pelo rito . profissão. nacionalidade. Exemplo: NOME DO RECLAMANTE.com. OU NOME DO RECLAMANTE.. portador da CTPS nº. pelo rito..br 6 . pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. Diante disso. portador da Cédula de Identidade RG nº. com fulcro no artigo 840 da CLT. PROPOR: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. onde recebe intimações e notificações. residente e domiciliado no endereço completo. com escritório profissional no endereço completo. a Banca não informa todos os dados necessários para a qualificação completa das partes.). por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). estado civil. estabelecida no endereço completo.cers. estado civil. Não devem ser inventados dados que não estejam na proposta. etc. com escritório profissional no endereço completo. em face de NOME DO RECLAMADO. sob pena de identificação de prova. qualificação e endereço completos. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. com fulcro no artigo 840 da CLT.. qualificação e endereço completos. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. inscrita no CNPJ sob o nº. em face de NOME DO RECLAMADO. pelas razões de fato e de www.. o Examinando poderá utilizar a expressão “qualificação e endereço completos” ou utilizar o gênero destes dados (ex: nacionalidade.

Na qualificação deve constar a razão social precedida da expressão “Massa Falida”. Antes da decisão referida. a inicial deve revelar o nome do síndico e o endereço onde receberá as notificações. a eficácia desse dispositivo. ainda assim.com. era importante mencionar que a passagem do Reclamante pela CCP era obrigatória.cers. Contudo. SEGUEM EXEMPLOS:A) COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP) A passagem pela CCP era obrigatória em função do disposto no artigo 625-D da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI direito que passa a expor. o STF suspendeu. de modo que a tentativa conciliatória pela CCP é uma faculdade para o reclamante. em caráter liminar (ADI 2139 e ADI 2160).br 7 . Observação: se porventura a ação trabalhista for proposta contra a massa falida. mas diante da suspensão da eficácia do art. Caso. 625-D é desnecessária a referência à passagem pela Comissão. deve fazê-lo na forma do exemplo a seguir: www. PRELIMINAR AS PRELIMINARES REFEREM-SE AO PROCESSO E SÃO POUCAS AS HIPÓTESES DE OCORREREM NA PETIÇÃO INICIAL. o candidato opte por mencioná-la.

O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. 2ª parte. EM SÍNTESE: Idoso (art. www.cers.741/2003 e art. 652. em qualquer instância. A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. 1211-A. B) TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL DO FEITO Assegura-se a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: a) nos processos em que figurar como parte ou interessado idoso – pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (Lei 10. 652. Observe a legislação referida: Art.1211-A. b) o dissídio versar exclusivamente sobre salário (art. CPC). com união estável. Dissídio originado pela falência do empregador (art. § 1˚.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI III. fazendo prova de sua idade. TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL Dissídio sobre salário (art. maior de 60 (sessenta) anos. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. § 2˚. § ú. § ú). companheiro ou companheira. § ú. 71. CPC).741/2003).741/2003. Parte ou interessado portador de doença grave (art. uma vez que esta é uma faculdade do autor. 652. CLT) e d) figurar como parte ou interessado portador de doença grave (art. PRELIMINAR DE MÉRITO Comissão de Conciliação Prévia O Reclamante esclarece que não passou pela Comissão de Conciliação Prévia.com. c) decorrer da falência do empregador (art. que determinará as providências a serem cumpridas. 01. 652. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. Lei 10. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. 71. nos termos das liminares concedidas pelo STF nas ADI’s 2139 e 2160.br 8 . Lei 10. CLT). 1211-A. § ú. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. CLT). CPC).

2009. Carlos Henrique Bezerra. Art. CLT. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3˚. 1. CPC. Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: Parágrafo único. que litigue na Justiça do Trabalho. Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. CLT. nos Juízos de Direito. Nesse sentido. nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho. § 3º. 1 LEITE. a pedido do interessado. PARÁGRAFO ÚNICO. 790. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis.cers. § 4˚. sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. p. 652. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Art. Os requisitos para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita estão previstos no art. CLT. Carlos Henrique Bezerra Leite leciona que “a justiça gratuita pode ser concedida por qualquer juiz de qualquer instância a qualquer trabalhador. desde que perceba salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal ou que declare que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento da próprio ou de sua família” 1.br 9 . 3º da Lei 1060/50. 790. contrair processo em separado. ou portadora de doença grave. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador. podendo o Presidente da Junta. www. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. São Paulo: LTr.com. A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. 370. Observe: Art. Curso de Direito Processual do Trabalho. a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. 7. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. Nas Varas do Trabalho. ed. (VETADO)C) JUSTIÇA GRATUITA O benefício da justiça gratuita implica apenas a isenção do pagamento de despesas processuais previstas no art. independentemente de estar sendo patrocinado por advogado ou sindicato.211-A.

requer a concessão dos benefícios previstos no art. sem condições de arcar com as despesas do processo. O benefício da justiça gratuita deve ser requerido sempre que o Examinador indicar que o reclamante não tem condições de arcar com as despesas do processo.br 10 .Considera-se necessitado. TST). pelo advogado. A declaração da situação econômica do reclamante pode ser declarada. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. militar ou do trabalho. § 3º da CLT e art. na própria petição inicial (OJ 304. quando se tratar de relação de emprego. Diante do exposto. Segue exemplo: I – Preliminar de Mérito 01. para os fins legais. Art. 790. Gozarão dos benefícios desta Lei os nacionais ou estrangeiros residentes no país. SDI-1. civil. 2º. a requerimento ou de ofício.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3o É facultado aos juízes. O pedido de justiça gratuita pode ser feito também em preliminar.com. último salário e data de demissão. Nos termos do art. mencionando. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder.cers. Os demais tópicos devem ser nominados de acordo com os demais pedidos formulados pelo autor. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Abaixo seguem exemplos de tópicos que podem ser objeto do mérito. apenas os seguintes dados: admissão. o Candidato deve destinar o primeiro tópico ao contrato de trabalho. Após o título. inclusive quanto a traslados e instrumentos. o fundamento e o pedido. da Lei 1060/50 o reclamante faz jus aos benefícios da justiça gratuita. 3º da Lei 1060/50. Lei 1060/50. Justiça Gratuita O reclamante encontra-se desempregado. 2º. ou declararem. parágrafo único. MÉRITO No mérito. Parágrafo único. . função. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. sob as penas da lei. o benefício da justiça gratuita. que necessitarem recorrer à Justiça penal. o reclamante deve incluir o fato. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. A) CONTRATO DE TRABALHO www.

com. Reconhecimento do vínculo de emprego O Reclamante foi admitido como trabalhador autônomo na empresa Reclamada. função. CONTRATO DE TRABALHO Função. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. bem como. EM SÍNTESE: Admissão. para exercer a função de auxiliar administrativo. salário e a data da demissão.00 (seiscentos reais). nesse tópico o candidato deve mencionar apenas os seguintes dados: data de admissão.cers. apesar de presentes os requisitos da relação de emprego (pessoalidade. 2º e 3º. a anotação na CTPS do Reclamante (art.br 11 . 29. Salário. Caso o examinador não mencione alguns desses dados. Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. não eventualidade e subordinação). Demissão. Segue exemplo: I – MÉRITO 02.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quando se tratar de relação de emprego. onerosidade. B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO Quando o Examinador mencionar que o reclamante foi contratado como autônomo. o Candidato deve deixar o espaço relativo a eles em branco. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. Desde www.00 (seiscentos reais). Seguem exemplos: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2010. CLT). para exercer a função de … Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. CLT). o Candidato deve postular o reconhecimento do vínculo de emprego (arts. conforme exemplo a seguir: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2011.

orientando-o e punindo-o. Em um primeiro momento. 29 da CLT. pois o reclamante prestava os serviços. Restam. 2º e 3º da CLT. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da relação de emprego. C) RESPONSABILIDADE PATRONAL A responsabilidade patronal deve ser analisada atentamente sempre que a relação de trabalho envolver mais de um empregador ou tomador dos serviços. devemos analisar quais empresas ou pessoas físicas serão incluídas no polo passivo. nos termos do art. controle e supervisão do trabalho alheio. A subordinação jurídica verifica-se também quando o controle e a supervisão ocorrem por meios telemáticos e informatizados. www. (Pedido) ATENÇÃO MÁXIMA! A Lei 12551/2011 inseriu o art. portanto. uma vez que o Reclamado dirigia a prestação serviços do reclamante. 6º. desde que caracterizados os pressupostos da relação de emprego. A não eventualidade também estava presente. 2º e 3º da CLT. O trabalhador não podia se fazer substituir por outro trabalhador. desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Parágrafo único. demonstrando a presença da onerosidade.00. 6º na CLT estabelecendo que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. CLT. que lhe orientava e punia e remunerava. quando da qualificação das partes. o executado no domicílio do em pregado e o realizado a distância. requer o reconhecimento do vínculo empregatício e que a Reclamada seja compelida a realizar as devidas anotações na CTPS do Reclamante. o executado no domicílio do empregado e o realizado à distância. assim. previstos nos arts. para fins de subordinação jurídica. quais sejam: pessoalidade. Observe o teor do art. o reclamante tinha que prestar pessoalmente os serviços. onerosidade. das 8h às 17h. Por fim. (Fundamento) Diante do exposto. a presença da pessoalidade. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. Nesse caso.br 12 . Os meios telemáticos e informatizados de comando. Verifica-se a presença da subordinação. controle e supervisão se equiparam.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI o início do contrato de trabalho. não eventualidade e subordinação. o reclamante recebia a importância fixa mensal de R$ 1000. devemos explicar a responsabilidade dessas empresas e requerer sua condenação de forma solidária ou subsidiária. 6º da CLT: Art. comprovados todos os requisitos legais exigidos pelos arts. de segunda a sexta. bem como. como contraprestação pelos serviços prestados. dois pontos devem ser analisados. as ordens do gerente do seu setor.com. aos meios pessoais e diretos de comando.cers. obedecia ao horário de trabalho (segunda a sexta-feira das 8h as 17h). Depois. evidenciando-se. no mérito.

448. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. 10.cers. e na inalterabilidade do contrato de trabalho. p. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos”. Maurício Godinho. despersonalização do empregador. Curso de Direito do Trabalho. fusão. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalhos dos respectivos empregados. são requisitos para a sucessão trabalhista. Tem por fundamentos os princípios continuidade do contrato de trabalho. Observe o teor dos artigos 10 e 448 da CLT: Art. São exemplos de sucessão: a transferência de titularidade da empresa (venda). Empreitada e Subempreitada. A sucessão trabalhista está disciplinada nos artigos 10 e 448. arrendamento e concessão. 6ª Edição. 408. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. quem responde pelo crédito trabalhista é a empresa. da CLT. www. 2007. Cooperativas Ilícitas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RESPONSABILIDADE PATRONAL Sucessão de empregadores. Grupo econômico. 10 e 448 da CLT. segundo a FGV: a) transferência de uma unidade econômico-jurídica. São Paulo: LTr. Art. 2 DELGADO. ► Sucessão de empregadores Segundo o professor Maurício Godinho Delgado2: “sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts.com. Por isso.br 13 . incorporação e cisão de empresas. Assim. Terceirização. não importando quem seja o proprietário ou administrador. b) continuidade da prestação dos serviços ou continuidade do negócio.

Explicar que embora nos termos dos arts. etc). Consequentemente. apenas para transferir a este a responsabilidade por eles. a fim de fraudar direitos trabalhistas. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. por fim. com fundamento nos arts. a qual deve responder pelos direitos trabalhistas e. no polo passivo. Indicação dos arts. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO e explicar o fato (venda da empresa. como esta foi realizada com o www. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO. explicar a fraude conforme os dados relatados na proposta. requer a sua condenação no pagamento de todas as verbas postuladas na RT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Observe a resposta da Banca FGV à questão 4. ou seja.com. sendo irrelevante a continuidade da prestação dos serviços. a transferência da unidade econômico-jurídica tenha sido realizada para sucessor sem condições de arcar com os débitos trabalhistas dos empregados. entretanto. 10 e 448 da CLT na hipótese de sucessão a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. EM SÍNTESE: Sucessão legal: a) qualificação: inclusão apenas da empresa sucessora no polo passivo. Sucessão fraudulenta: a) qualificação: incluir ambas as empresas. 10 e 448 da CLT. explicando no mérito a ocorrência da sucessão. Segundo o art. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: Questão 4 a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista (0. ocorrendo ou não a continuidade da prestação de serviços. a sucessão tenha sido fraudulenta. 10 e 448 da CLT (0. Caso. então ambas deverão ser incluídas no polo passivo. a sucessão é nula. fusão. “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. Segundo a clássica. 10 e 448 da CLT afirmar que a alteração na titularidade ou estrutura jurídica da empresa não afetam os contratos de trabalho ou os direitos dos empregados. que se mantém vinculados à empresa. Para a doutrina moderna basta que haja: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio pela empresa sucessora. com fundamento nos arts. “a”.cers. para a empresa sucessora.65) Resposta: Transferência de uma unidade econômico-jurídica (0. Assim. razão pela qual devemos ajuizar a RT apenas contra esta.2). sucessora e sucedida. cabendo a ambas responder solidariamente pelos débitos trabalhistas. 9º da CLT.25) e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação dos serviços (0. os requisitos para a sucessão são: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade da prestação dos serviços após a sucessão.br 14 .2). Nota-se que a Banca admitiu a corrente adotada pela doutrina clássica e também pela moderna.

II.com. 3º da Lei 8935/94. 236. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. § 2º . de modo que todas as empresas devem ser condenadas a pagar de forma solidária. § 3º . Tal hipótese enquadra-se na OJ 225. Assim. § 1º .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI propósito de obstar direitos dos empregados. Dessa forma. ou registrador. Lei 8935/94. inclusive no que diz respeito às despesas de custeio. tabelião. oficial de registro e registrador são profissionais do direito. DE CONCESSÃO DE RESPONSABILIDADE www.cers. por inexistir a referida continuidade é de responsabilidade exclusiva do respectivo titular as obrigações assumidas durante o período que exerce o encargo de notário.br 15 . e oficial de registro.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. Art. É delegado o exercício da atividade notarial e de registro. cabe ao antecessor a responsabilidade pelo período anterior à nomeação no novo tabelião. investimento e pessoal. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. 21 da Lei 8935/94. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. são profissionais do direito. Por se tratar de uma delegação recebida pelo Estado. por delegação do Poder Público. Cuidado! Já caiu na prova da FGV sucessão de cartório. O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do respectivo titular. por mais de seis meses. OJ-SDI1-225 SERVIÇO CONTRATO PÚBLICO. é nula de pleno direito. SDI-1. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. dos oficiais de registro e de seus prepostos. Nos termos do art. 9º da CLT. condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços. TST. dotados de fé pública. Lei 8935/94. ou tabelião.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. os serviços de notário. a sucessão somente ocorrerá se houver continuidade na prestação de serviços pelos empregados. nos termos do art. 21. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro.Lei regulará as atividades. CF. Art. 3º. Notário. dotados de fé pública. Art. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. com fundamento no art. cabendo-lhe estabelecer normas.

entregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. 10 OU 448 da CLT. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TRABALHISTA. a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (valor 0. Lá chegando. Observe a questão 4 do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: OAB IV EXAME DE ORDEM – QUESTÃO 4.em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão.4) e tratava-se de delegação recebida do Estado. inclusive na execução. Com base no caso acima.cers. Nelson iniciou seus serviços como notário. b) No caso em tela. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson. ou qualquer outra forma contratual.6) Não. independentemente do reclamante ter participado da fase de conhecimento. responda os itens a seguir. Nelson. Um Estado da federação realizou concurso público para notário. na condição de sucessora. II . pois lá iria alocar empregados de sua confiança. a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. nos termos do art. bens de sua propriedade: I . vale ressaltar que esta pode ser reconhecida pelo juiz em qualquer fase do processo. a título transitório. pois ele não aproveitou nenhum dos empregados (0. Informado disso. Indicação dos arts. Em razão disso. DJ 20. o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão.04. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada. (nova redação.br 16 . Nelson é sucessor? (valor 0. 592 do CPC: www. Ainda acerca da sucessão. mediante arrendamento. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato. a segunda concessionária.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. Alguns dias depois. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial.2005) Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária).com. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. aprovado em segundo lugar nos certame. no mesmo local e com noivos empregados.65) Transferência de uma unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação de serviços. trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. no todo ou em parte.

o TST firmou posicionamento no sentido de que é possível que qualquer uma das empresas do grupo seja sujeito passivo na execução. uma vez que a este foram transferidos os ativos. 592.cers. integrante do grupo econômico. portanto. que corrobora a disposição dos artigos da CLT. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. estiverem sob a direção. a OJ 261 da SDI-1 expressa o entendimento do TST. No caso de sucessão de bancos. as agências.com. são de responsabilidade do sucessor. o grupo caracteriza-se como empregador único. OJ 261. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. 2º. constituindo grupo industrial. Ficam sujeitos à execução os bens: I . As obrigações trabalhistas. ► GRUPO ECONÔMICO O artigo 2º. §2º da CLT. tendo. caracterizando típica sucessão trabalhista. mesmo não tendo participado da fase de conhecimento. Para o TST. que não participou da relação processual como reclamado e que. embora. (CANCELADA) www. não pode ser sujeito passivo na execução. SDI – 1. os direitos e deveres contratuais. TST. A responsabilidade de um grupo econômico é solidária. Sempre que uma ou mais empresas. para os efeitos da relação de emprego. TST. apresenta uma definição de grupo econômico: Art. controle ou administração de outra. inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. serão. O responsável solidário. personalidade jurídica própria. § 2º. CPC.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. não consta no título executivo judicial como devedor.do sucessor a título singular. cada uma delas. CLT. Observe o teor da súmula: Súmula 205. Com o cancelamento da súmula 205.br 17 .

b) mérito: abrir um tópico denominado grupo econômico ou responsabilidade solidária. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . 2º. que pertence ao mesmo grupo econômico de Y e Z. DEJT divulgado em 27. 30 e 31.2011 I .cers. Com fundamento no art. requer a condenação de todas as empresas reclamadas de forma solidária. não gera duplo contrato de trabalho. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Por fim. § 2º da CLT expor que as empresas do mesmo grupo econômico respondem de forma solidária. TST). Essa terceirização pode ser lícita ou ilícita. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. característica que influenciará diretamente na responsabilidade da empresa tomadora dos serviços. EM SÍNTESE: a) qualificação: incluir todas as empresas do mesmo grupo econômico. por se tratar de empregador único. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. A terceirização é tratada na súmula 331 do TST: SÚMULA 331. durante a mesma jornada de trabalho. para mais de uma empresa do grupo econômico. 174/2011.05. O grupo econômico de empresas rurais está previsto no art. § 2º da Lei 5. ► TERCEIRIZAÇÃO A terceirização consiste em uma relação jurídica triangular em que a empresa prestadora dos serviços realiza determinado e específico serviço à empresa tomadora. salvo disposição em contrário (Súmula129. Observe o teor da súmula: Súmula 129.br 18 . durante a mesma jornada.889/73. TST. 3º.Res. salvo ajuste em contrário.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O TST entende também que o trabalho prestado pelo empregado. salvo no caso de trabalho www.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. Explicar que o empregado foi contratado pela empresa X.

Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa. mediante empresa interposta. 37.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. II. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Observe o quadro de resumo das hipóteses de terceirização lícita e terceirização ilícita. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. V . 2º.01. IV .019. III . VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI temporário (Lei nº 6. nas hipóteses de vigilância. da CF/1988).A contratação irregular de trabalhador. para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.1983) e de conservação e limpeza. de 21. conservação. nas mesmas condições do item IV. II . Lei 6019/74 .1993.º 8. indireta ou fundacional (art. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.102. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.com.cers. de 03. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Serviços especializados ligados a atividademeio do tomador Serviços ligados à atividade fim do tomador Trabalho temporário (Lei 6019/74) 3 Também será ilícita se.06.1974).666. Observe-se: Art. www. 2º da Lei 6019/74 a contratação de trabalhador temporário apenas poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente e acréscimo extraordinário de serviço.06.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. de 20. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. limpeza e serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador estiverem presentes a pessoalidade e subordinação direta entre trabalhador 3 Segundo o art. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.br 19 . por parte do empregador.

Terceirização Ilícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. Por fim. formando-se vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços. I. razão pela qual a empresa contratada deve responder de forma solidária.cers. CF e súmula 331.br 20 . www. 37. Em regra. 29 da CLT e condenação solidária da prestadora dos serviços. deve-se explicar que a tomadora contratou a empresa de vigilância. Expor.com. b) mérito: sob o título de terceirização ou responsabilidade subsidiária. TST. b) mérito: sob o título de terceirização ilícita. a administração não responde pelo inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa contratada. II. do TST). IV. III. Por fim. Ainda que a terceirização seja irregular não há formação de vínculo de emprego com o poder público sem concurso público (art. TST). especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Atividades de vigilância (Lei 7102/83) Conservação e limpeza Consequência: formação de vínculo de emprego com o tomador dos serviços e Consequência: responsabilidade condenação solidária da empresa terceirizada subsidiária do tomador dos serviços e (art. EM SÍNTESE: Terceirização Lícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. 9º da CLT. de 21/06/1993. A responsabilidade da administração será subsidiária apenas quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. requer a condenação da empresa tomadora de forma subsidiária. os quais foram executados pelo reclamante.º 8. a responsabilidade da tomadora se dá de forma subsidiária (súmula 331. requerer a formação de vínculo de emprego com a empresa tomadora e a anotação da CTPS na forma do art. Explicar que neste caso embora a terceirização seja lícita. explicar os fatos. que os atos praticados com o intuito de obstar direitos trabalhistas são nulos. com base no art.666. II. nos termos da súmula 331. Com fundamento na súmula 331. CLT) principal ou direta da prestadora de serviços. do TST explicar que se trata de terceirização ilícita.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI terceirizado e tomador de serviços. 9º.

o direto de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. 121/2003. 6 DELGADO. São Paulo: LTr. assegurando ao trabalhador apenas salários e depósitos do FGTS. nos termos da súmula 363 do TST. DIREITO DO TRABALHO. Observe-se: Súmula 363. 2009. cabendo. inclusive com seus trabalhadores4”. encontra óbice no respectivo art. “o empreiteiro principal. 37. em relação ao número de horas trabalhadas. subsidiária com fundamento na súmula 331. São Paulo: LTr. Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Vale ressaltar que o contrato firmado pelo poder público sem concurso público é nulo. CLT.cers. sem prévia aprovação em concurso público. www. aos empregados. TST. 5ª ed. São Paulo. 20 e 21. p. CONTRATO NULO.11. estabelece que o empreiteiro responde pelas obrigações não cumpridas pelo subempreiteiro: Art. p.br 21 . 7 CASSAR. após a CF/1988. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. p. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. 383. DJ 19. e ampl. IV. não considerando conveniente executar todas as obras ou serviços que lhe foram confiados. 384. Discute-se se a responsabilidade seria solidária ou subsidiária.Res. 5 Op.com. Maurício Godinho. 455. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO.2003 A contratação de servidor público. o posicionamento majoritário é pela responsabilidade. os transfere para outrem (pessoa física ou jurídica) chamado subempreiteiro. ► EMPREITADA E SUBEMPREITADA Segundo Alice Monteiro de Barros. 2010. que se encarrega de executá-los com seus próprios elementos. O artigo 455. II e § 2º. rev. TST. respeitado o valor da hora do salário mínimo. Cit. Ímpetus. Para Alice Monteiro de Barros 5 . Vólia Bomfim. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. 2011. 9ª ed. Alice Monteiro de. Maurício Godinho Delgado 6 e Vólia Bomfim Cassar 7 . 4 BARROS. todavia.ed. EFEITOS (nova redação) . 5. 458.

RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. Data de Publicação: DEJT 20/5/2011).2010.48839.15. Data de Julgamento: 11/5/2011. (Processo: RR . AGRAVO DE INSTRUMENTO.5.0071.(Processo: AIRR.5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Entretanto. SUBEMPREITADA. 455 da CLT consigna que o empregado pode ajuizar a reclamação contra o empreiteiro.2009. nos termos do art. 455 da CLT. contra o subempreiteiro ou contra os dois conjuntamente. tendo o Regional. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. RECURSO DE REVISTA. visto que o art. SUBEMPREITADA. Agravo de instrumento não provido.br 22 . Recurso de Revista não conhecido-.1880-55. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. se ficar comprovada a sua insuficiência econômica. Agravo de instrumento conhecido e não provido. No entanto. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.0000. EMPREITADA. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Diante disso. primeiro. aplicado a responsabilidade subsidiária. a responsabilidade do empreiteiro principal pelas obrigações do subempreiteiro é a solidária. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011). 8ª Turma. 4ª Turma. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.2010.com. o TST tem se posicionado em sentido contrário. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. a jurisprudência defende que a própria CLT consagra a responsabilidade solidária. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. Data de Julgamento: 4/5/2011. 4ª Turma. www. Consignado pelo Regional a existência de relação de subempreitada. ajuizar a reclamação contra o empreiteiro principal. ou seja. o subempreiteiro para depois. Relator Ministro: Milton de Moura França. não há como restabelecer a condenação solidária.18. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. conforme entendimento reiterado desta Corte. 455 DA CLT.. segundo a qual o art. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). ART. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa.24. não disciplinando que a responsabilidade do empreiteiro principal é apenas subsidiária nem que haja necessidade de acionar.5. sob pena de ofensa ao princípio da non reformatio in pejus. entendendo que a responsabilidade é solidária.(Processo: AIRR-106100-54.cers.

Assentado. DEJT divulgado em 27.. segundo a qual o art. o www. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. 175/2011. em caso de inadimplemento das obrigações contratuais. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.(Processo: RR32700-98.2009. OJ 191. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Data de Publicação: DEJT 1º/4/2011). I. Data de Julgamento: 23/3/2011. do TST. 3ª Turma. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro. 2.5.Res. o dono da obra não responde nem de forma solidária. SUBEMPREITADA. SDI-1.2010. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Relatora Ministra: Rosa Maria Weber. a partir das alegações trazidas na revista. do TST). Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. com óbice na Súmula 126/TST.0000. Segundo o TST.(Processo: AIRR. RESPONSABILIDADE (nova redação) . Data de Publicação: DEJT 05/08/2011).15. 455 da CLT responsabiliza solidariamente o empreiteiro e o subempreiteiro. Agravo de instrumento conhecido e não provido. IV. adotar entendimento diverso.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011.05.com. demandaria o reexame de fatos e provas. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. ou seja.. conforme entendimento reiterado desta Corte. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST.15.1880-55. Ileso o referido preceito consolidado e não contrariada a Súmula 331. 8ª Turma. nem de forma subsidiária.5. 3.18. SUBEMPREITADA. Data de Julgamento: 11/5/2011. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. SDI-1. (Processo: RR . RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. RECURSO DE REVISTA.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RECURSO DE REVISTA. TST). ART.5. EMPREITADA. Recurso de Revista não conhecido-. 30 e 31.2011 Diante da inexistência de previsão legal específica. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora (OJ 191.br 23 . O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. A jurisprudência reiterada desta Corte firmou entendimento no sentido de que o art.48839.0154. TST. que a relação entre as rés foi de subempreitada. Não configurada a divergência jurisprudencial pretendida (Súmula 296. 4ª Turma. no acórdão regional. 455 DA CLT.cers.2010. CONTRATO DE EMPREITADA. 1.

pessoa física: a) qualificação: incluir no polo passivo apenas o empreiteiro e o subempreiteiro. 455 CLT. 455 da CLT o empreiteiro responde pelas obrigações não adimplidas pelo subempreiteiro. Explicar que nos termos do art. se a terceirização foi ilícita (relacionada a sua atividade fim). “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. Empreiteiro. nos termos do art. sucessivamente. IV do TST. Por fim. b) mérito: Sob o título de subempreitada. sucessivamente. como gesso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. nos termos da súmula 331. 455. ► COOPERATIVA ILÍCITA Nos termos do parágrafo único do art.com. Alegar que sua responsabilidade é solidária. Caso não sejam observados os dois princípios que regem as cooperativas (dupla qualidade e retribuição pessoal diferenciada) e estejam presentes os requisitos da relação de emprego. b) mérito: requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária (art. www. subempreiteiro e dono da obra. o vínculo de emprego deve ser postulado.br 24 . 442 da CLT. IV. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”. subempreiteiro e dono da obra. relatar os fatos. se a terceirização for lícita (serviços especializados.cers. TST). e. subsidiária. construtora ou incorporadora: a) qualificação: incluir todas as empresas no polo passivo. consequentemente. TST) e a condenação subsidiária do dono da obra (súmula 331. sucessivamente. O princípio da dupla qualidade informa que o filiado acumula as funções de cooperado e cliente. (súmula 331. requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária e. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. subsidiária. por exemplo) ou solidária. CLT) e. subsidiária (súmula 331. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. I. EM SÍNTESE: Empreiteiro e subempreiteiro: a) qualificação: incluir no polo passivo o empreiteiro e o subempreiteiro. b) mérito: utilizar a mesma fundamentação acima exposta: Empreiteiro. Há uma presunção de ausência de vínculo de emprego. TST). o próprio associado é um dos beneficiários dos serviços prestados pela cooperativa. IV.

restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra. Assim. uma vez que o artigo 442. O segundo reclamado. Não a a a a i idad di a U i i a . I. além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. Esse é o entendimento da FGV. 2º. I. pois atuava como real empregadora. do TST. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. Observe: João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda. a cooperativa funcione apenas como intermediadora de mãode-obra. que o trabalhador não era beneficiário dos serviços da cooperativa e/ou que a contraprestação recebida correspondia à valor inferior ao padrão médio do mercado para o profissional que atua isoladamente estarão ausentes os dois ou um dos dois princípios obrigatórios do cooperativismo. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes. b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. Por fim. Indicação do art.a) cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0. hipótese em que deve-se requerer a formação de vínculo de emprego com a cooperativa.3). conforme se extrai da questão nº 2 do IV Exame de Ordem Unificado (2011. Na instrução processual. Com base na situação hipotética. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. entretanto. Caso. No mérito. na condição de tomador dos serviços prestados. da CLT a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. da CLT) em caso de fraude (0. afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador.cers. Na petição i i ia . aduziu que foi dispensado sem justa causa. parágrafo único. no caso concreto.2) No mesmo sentido segue julgado: www. ainda que potencialmente. refutando a configuração d i i i relação empregatícia. item IV. responda aos itens a seguir.45) Resposta: Não cabimento. dada a inaplicabilidade do artigo citado na questão (art. ai da. requerendose a condenação da cooperativa de forma solidária e não subsidiária. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda. Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral. nos termos da Súmula 331. a i i i ad a i ia ai a para prestar serviços i a d a ad .com. a primeira suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. TST). retribuição pessoal superior àquela alcançada caso atuasse isoladamente.45). 442. d a a di ada A . do TST.8) Resposta: Não cabe por não ter sido a real empregadora (0.br 25 . Na contestação.1).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pelo princípio da retribuição pessoal diferenciada assegura-se ao associado. na peça de defesa. 3º ou 9º da CLT OU Súmula 331. nem foi convocado para qualquer assembleia. parágrafo único. o vínculo deve ser formado com a tomadora (súmula 331. (0. quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados. ja ai a d da i i a r . observado.

sobretudo por não observar os princípios da dupla qualidade e da retribuição pessoal diferenciada e por estarem presentes os requisitos da relação de emprego (arts. que o reclamante foi obrigado a associar-se a cooperativa para prestar serviços ao reclamado. Na espécie.o Hospital. Data de Julgamento: 14/12/2011. I. Requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a tomadora em razão da intermediação da mão de obra e existência de pessoalidade e subordinação em relação a esta (súmula 331. a Corte Regional consignou que não havia autonomia na prestação do serviço. da CLT. TOMADOR DOS SERVIÇOS. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. Assim. pessoalidade e não-eventualidade). onerosidade. e as reuniões mensais eram para entrega de pagamentos. Recurso de revista de que não se conhece. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior. que jamais compareceu a sede da ré ou participou de qualquer assembleia. Relatar ainda que os serviços eram prestados com pessoalidade e subordinação à empresa tomadora estando. o horário de trabalho era pré-determinado por superior hierárquico.cers. presentes os requisitos da relação de emprego.com. Precedente. b) mérito: sob o título de vínculo de emprego alegar que a cooperativa é ilícita. 2ª Turma. Relatar. VÍNCULO DE EMPREGO. manteve-se o vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços . § 4º. (RR . por exemplo. a contratação de trabalhadores por meio de empresa interposta é ilegal. diante da fraude perpetrada e da presença dos requisitos configuradores da relação de emprego (subordinação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. TST. portanto. Expor que a ausência de vínculo de emprego nas cooperativas é apenas uma presunção relativa.br 26 . e não pelos associados. 2 º e 3º da CLT). Cooperativa ilícita – prestação de serviços a terceiros de forma pessoal e direta: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa e a tomadora dos serviços.5. arts. Cooperativa ilícita: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa.36900-31. o que configurava fraude na intermediação ilícita de mão-deobra para atividade-fim do reclamado. I. Inteligência da Súmula nº 331.06. Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896. Requer a condenação solidária da cooperativa. b) mérito: abrir um tópico da cooperativa. 2º. Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos. D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO www. FRAUDE À COOPERATIVA.2006.0017 . Data de Publicação: 03/02/2012) EM SÍNTESE: Cooperativa lícita: Não há formação de vínculo de emprego. nos moldes previstos no artigo 3º da CLT. 3º 3 9º da CLT).

como o adicional de periculosidade (Súmula 191. comissões. assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado. Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. as gorjetas que receber. gratificações. como o adicional de insalubridade etc. adicionais. § 2º. A distinção entre os institutos é relevante. enquanto a remuneração caracteriza-se pela soma dos salários pagos pelo empregador. 457. outras. Compreendem-se na remuneração do empregado. tendo em vista que algumas verbas trabalhistas são calculadas sobre o valor da remuneração (FGTS. § 1º.com. como contraprestação do serviço. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. diárias de viagem que ultrapassem a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado e os abonos pagos pelo empregador etc. tais parcelas compõe a remuneração do empregado para cálculo das verbas que incidem sobre esta parcela. www. gratificações ajustadas. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente.cers. como as gorjetas. incluindo o salário base e os sobressalários (salário “in natura”.) e  verbas pagas por terceiro. por exemplo. TST) ou sobre o salário mínimo. Não se incluem nos salários as ajudas de custo. 457 da CLT. as gueltas (trata-se de pagamento indireto que visa estimular as vendas ou a produção) e etc. § 3º. como também as comissões. para todos os efeitos legais. etc. Juntas. incluindo outras importâncias auferidas de terceiros em decorrência do contrato de trabalho. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. Nesse sentido é o art. as gorjetas. e destinada à distribuição aos empregados. como adicional nas contas a qualquer título. 13º salário. Depreende-se dos artigos 457 e 458 da CLT que a REMUNERAÇÃO do empregado é composta das seguintes verbas:  salário pago diretamente pelo empregador.br 27 . Observe: Art. em contrapartida. percentagens.DEFINIÇÃO O salário é a retribuição dos serviços prestados pago diretamente pelo empregador.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ► SALÁRIO E REMUNERAÇÃO . são calculadas sobre o valor do salário. Integram o salário não só a importância fixa estipulada.). férias.

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SALÁRIO COMPLESSIVO

O salário, em sentido amplo, pode ser composto de diversas parcelas: saláriobase, adicionais diversos (de insalubridade, de periculosidade, adicional noturno, etc.), comissões, horas extras, etc. O chamado salário complessivo é observado quando se estabelece uma retribuição fixa para quitar, de forma global, vários direitos do empregado. O salário complessivo é vedado pelo direito brasileiro, por conseguinte, a cláusula contratual que estabelece o chamado salário complessivo é nula. Nesse caso, a parcela fixa representa tão somente o salário-base do empregado, como prevê a Súmula 91 do TST:

Súmula 91, TST. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

Nesse caso, o Examinando deve entender que o valor pago correspondia tão somente ao salário-base do reclamante e ele deve requerer a condenação do reclamado ao pagamento das outras verbas englobadas pelo salário pago.

► REFLEXOS

Observe passo a passo o procedimento de pensamento que deve ser adotado para identificação e formulação do pedido de reflexos:
1º Passo 2º Passo Verificar se a parcela postulada tem natureza salarial 3º Passo DSR? Lembrar que o DSR é devido SEMPRE. 4º Passo OLHAR para o pedido formulado: 5º Passo Pedir reflexos no ―Pa á i ‖:  aviso prévio;  13º;  Férias + 1/3;  FGTS (depósitos + multa de 40%;

Formular o pedido.

+

 se o DSR já estiver incluído no pedido (parcela O legislador quer mensal ou que o empregado quinzenal) = não receba quando está pedir reflexos nele. descansando o mesmo que recebe  se o DSR não estiver incluído quando está

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Habitualidade

trabalhando.

no pedido (parcela por hora, dia ou produção) = pedir reflexos nele. Como formular o pedido: R :― x em DSR e com estes em…‖

Não tem natureza salarial, dentre outras, as seguintes: o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367, I/TST), a alimentação ou o vale-alimentação fornecido em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76 e OJ 133, SDI-1, TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional(art. 9º da Lei 7238/84), a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal), a multa e o depósito do FGTS, ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (art. 458 da CLT). EM SÍNTESE:

 Parcela postulada mensal ou quinzenal: desnecessário postular reflexo em DSR. Basta requer reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: adicional de periculosidade, adici a d i a idad , i a açã a a ia , a á i ―in natura‖,  Parcela postulada variável (pagas por hora, dia ou produção): requerer a condenação da reclamada ao pagamento de reflexos em DRS e COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: hora extra, sobreaviso, intervalos, adicional noturno, comissões, etc.

Os quadros abaixo apresentam alguns exemplos da forma do pedido das verbas trabalhistas e seus reflexos.

 adicional de periculosidade

ADICIONAL PERICULOSIDADE

CALCULADO SOBRE O SALÁRIO-BASE (parcela mensal)

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

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Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional de periculosidade, no importe de 30% do salário-base do reclamante, BEM COMO os reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

 horas extras

HORAS EXTRAS HABITUAIS

CALCULADA SOBRE O VALOR DA HORA

DSR EXCLUÍDO DO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: necessário requerer reflexos em DSR

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento de horas extras assim consideradas as excedentes a oitava diária e a quadragésima quarta semanal, acrescidas de 50%, como estabelecem os arts. 7º, XVI da CF e art. 59, § 1º, da CLT, BEM COMO, reflexos em DSR E COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

equiparação salarial

EQUIPARAÇÂO SALARIAL

DIFERENÇAS HABITUAIS

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento das diferenças salariais, BEM COMO reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

► SALÁRIO “IN NATURA”

O caput do artigo 458, CLT, refere-se ao salário pago em utilidades como a habitação, a alimentação, o vestuário, dentre outros. É o chamado salário “in natura”. “As

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utilidades salariais são aquelas que se destinam a atender às necessidades individuais do trabalhador, de tal modo que, se não as recebesse, ele deveria despender de parte do seu salário para adquiri-las (fornecidas PELO TRABALHO). As utilidades salariais não se confundem com as que são fornecidas para melhor execução do trabalho (fornecidas PARA O TRABALHO). Estas se equiparam a instrumento de trabalho e, consequentemente, não tem feição salarial8”.

PELO TRABALHO SALÁRI ―IN NATURA‖ PARA O TRABALHO

CARÁTER SALARIAL

NÃO tem caráter salarial

O valor da parcela paga in natura integra o salário do empregado quando preenchidos os seguintes requisitos: a) a utilidade houver sido concedida de forma habitual; b) gratuita; c) pelos serviços prestados; d) destituída de caráter nocivo à saúde do empregado (bebidas alcoólicas, drogas, cigarros – art. 458, CLT e súmula 367, II, TST) e e) quando não houver lei retirando a natureza salarial da parcela (art. 458, § 2º, CLT). Dessa forma, influenciarão no cálculo de todas as verbas trabalhistas que tem como base de cálculo o próprio salário (art. 458, caput, CLT).

Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º. Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. 81 e 82). (...) § 3º. A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 4º. Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo
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BARROS. Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 5.ed. rev e ampl. São Paulo: Ltr, 2009. p. 753.

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em norma coletiva que o “auxílio-alimentação” terá caráter indenizatório ou b) quando a empresa aderir ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador (OJ 133. não tem caráter salarial. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. Ressalte-se que a alimentação fornecida pelo empregador tem natureza salarial (art. instituído pela Lei 6321/76. em qualquer hipótese. TST. 458 da CLT aplicam-se apenas quando os empregados recebem salário mínimo (súmula 258. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. Os percentuais fixados no parágrafo terceiro do art. apurando-se. TST. 458. Portanto.cers. não integra o salário para nenhum efeito legal. o real valor da utilidade. nas demais. TST. OJ 133. O vale para refeição. SDI-1. SDI-1. da CLT e súmula 241 do TST). A alimentação fornecida pelo empregador não terá natureza salarial quando: a) estiver pactuado. TST. Atenção! Na recente OJ 413 da SDI-1. SDI – 1.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI número de co-ocupantes.com. tem caráter salarial. NORMA www. fornecido por força do contrato de trabalho. vedada. TST). TST). Súmula 241. Os percentuais fixados em lei relativos ao salário "in natura" apenas se referem às hipóteses em que o empregado percebe salário mínimo. ALTERAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA. Súmula 258.br 32 . para todos os efeitos legais. o TST esclareceu que o caráter indenizatório da alimentação fornecida pelo empregador somente se aplica aos empregados contratados após a pactuação em norma coletiva que assegure caráter indenizatório ao auxílio ou após a adesão ao PAT. integrando a remuneração do empregado. caput. Observe: OJ 413.

não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. livros e material didático. § 2º da CLT e súmula 367. hospitalar e odontológica. I. no caso de veículo.br 33 . prestada diretamente ou mediante seguro-saúde. do TST. em percurso servido ou não por transporte público. Para os efeitos previstos neste artigo. por exemplo. (DEJT divulgado em 14. para aqueles empregados que. www.2012)A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba "auxílioalimentação" ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT — não altera a natureza salarial da parcela. posteriormente. TST. anuidade. instituída anteriormente. Art. ainda que.02. 458. a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado. habitualmente. Não tem natureza salarial as utilidades fornecidas pelo empregador descritas no art.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI COLETIVA OU ADESÃO AO PAT. II . § 2º. quando indispensáveis para a realização do trabalho. Caso o Examinador relate que o empregador fornecia em caráter habitual o “auxílio-alimentação”. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. já percebiam o benefício. o Examinando deve alegar a ocorrência de redução salarial e requerer a sua integração (soma) ao salário desde a supressão para fins de gerar reflexos das demais parcelas. V – seguros de vida e de acidentes pessoais.A habitação. VII – (vetado) Súmula 367. 458. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. compreendendo os valores relativos a matrícula. 15 e 16. venha a considerá-lo de natureza indenizatório. e 241 do TST. mensalidade. seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. II – educação. CLT. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. não têm natureza salarial. computando-o no salário do reclamante para o cálculo das demais verbas e.O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. a teor das Súmulas nos 51.com. para a prestação do serviço. VI – previdência privada. em razão de adesão ao PAT. I . IV – assistência médica.

férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). Nesse caso. garantindo a todos os trabalhadores a igualdade de salário para trabalho de igual valor. CLT). nos termos do artigo 29 da CLT. Proposta: Podemos citar como exemplo o caso em que empregador paga para seu empregado.00 mensais. destituída de caráter nocivo à saúde do empregado e quando não há lei retirando a natureza salarial da parcela (art.Mérito 02. nacionalidade e idade. 458. independentemente de sexo. o aluguel de um veículo. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quanto ao salário in natura de modo geral. devemos postular a integração da parcela. Salário in natura O reclamado pagava mensalmente em favor do reclamante. aluguel de um veículo. Por fim. considerando a equiparação salarial. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. § 2º. integrar o seu salário para fins de projeções legais. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho.com. de modo a contar o seu real salário. décimo terceiro.00 mensais. (Fundamento) Diante do exposto. da seguinte maneira: II . bem como reflexos nos consectários legais.br 34 . requer a retificação CTPS do reclamante. a importância para a prova práticoprofissional está em saber que quando o empregador fornece ao empregado salário in natura seu valor integra-se (soma-se) ao seu salário para fins de gerar reflexo em outras parcelas. como no caso em questão. requer a integração do valor do aluguel pago mensalmente pela reclamada para fins de reflexos em aviso prévio. décimo terceiro. então cabe ao Examinando requerer tal integração. apenas para que ele tivesse mais conforto. devendo. (Pedido) E) EQUIPARAÇÃO SALARIAL Assim como na Constituição Federal. (Fato) Nos termos do art. www.cers. a CLT inseriu os ditames do Princípio da Isonomia nas suas normas. gratuita. no valor de R$ 500. 458. da CLT as utilidades fornecidas pelo empregador de forma habitual. possuem natureza salarial. Caso o Examinador relate que isso não ocorria. portanto. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos + multa de 40%) o Examinando deve pedir a integração de tal valor ao salário do reclamante e as projeções. apenas para que ele tenha mais conforto. Na hipótese de o empregador não computar tal valor em seu salário para fins de aviso prévio. no valor de R$ 500. pelos serviços prestados.

de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. ou não. TST. 461 da CLT. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.Para os fins previstos no § 2º do art. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho. Sendo idêntica a função. Art.br 35 . enquanto a Súmula 6 do TST enuncia o entendimento do Tribunal com relação aos requisitos deste instituto. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. nacionalidade ou idade. prestado ao mesmo empregador. Art. dentro de cada categoria profissional. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento. 7º. IV .É desnecessário que. I . 461. III . proibição de diferença de salários. XXX. cor ou estado civil.cers.com. § 1º – Trabalho de igual valor. Súmula 6. na mesma localidade. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antigüidade. corresponderá igual salário. sem distinção de sexo. idade. a mesma denominação. apenas. para os fins deste Capítulo. não importando se os cargos têm. CF. a todo trabalho de igual valor. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. excluindo-se. § 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. desempenhando as mesmas tarefas. § 3º – No caso do parágrafo anterior. reclamante e paradigma www. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. CLT.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função. O artigo 461 do CLT trata da equiparação salarial. § 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI A Constituição da Republica proíbe a diferença de salários para exercício de iguais funções. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. II .

461 da CLT. Observe: OJ 418.Desde que atendidos os requisitos do art.cers. estabeleça como critério de promoção antiguidade ou merecimento. 461 da CLT. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. o requisito de alternância dos critérios. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior. comprovadamente. ou a municípios distintos que.04. é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma. em princípio. referendado por norma coletiva. X . V . da CLT. ao mesmo município. não atendendo. modificativo ou extintivo da equiparação salarial.2012)Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente. prevê critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. IX . 461 da CLT refere-se.br 36 . VIII . cuja aferição terá critérios objetivos.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. conforme exemplo a seguir exposto: www. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica.Na ação de equiparação salarial. SDI-1. § 2º. sem prever a alternância desses critérios. VII . AUSÊNCIA DE ALTERNÂNCIA DE CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E MERECIMENTO. se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. 13 e 16. APROVAÇÃO POR INSTRUMENTO COLETIVO. previsto no art. (DEJT divulgado em 12. Atenção! A recente OJ 418 do TST estabelece que não obsta à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. pertençam à mesma região metropolitana. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI estejam a serviço do estabelecimento. Caso a Banca Examinadora relate a desigualdade de função entre reclamante e paradigma lembre-se: o pedido é de diferenças salariais. referendado por norma coletiva. VI .É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo.Presentes os pressupostos do art. portanto.com. 461.

(Pedido) F) DURAÇÃO DO TRABALHO ► HORAS EXTRAS Vários doutrinadores distinguem as expressões: jornada de trabalho e horário de trabalho. 4°. nos termos do artigo 29 da CLT. como também os intervalos que existem durante o seu cumprimento9”.00 àquele pago ao seu colega. desempenhando as mesmas tarefas.com. de modo a contar o seu real salário. requer a retificação CTPS do reclamante. aguardando ou executando ordens.ed. trabalhando ou aguardando ordens (art. Apesar de exercer as mesmas funções. Considera-se como de serviço o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. requer a condenação da reclamada ao pagamento das diferenças salariais mensais. corresponderá igual salário. XXX. décimo terceiro salário.br 37 . 662. e ampl. a denominação dos cargos é irrelevante para fins de caracterização da equiparação salarial. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). Para tanto. Alice Monteiro de. Ademais.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI II – Mérito 02. CF e art. nacionalidade ou idade. considerando a equiparação salarial. (Fato) Nos termos do art. o salário do reclamante era inferior em R$ 500. 4. Art. durante um dia em que o empregado permanece à disposição do empregador. Curso de Direito do Trabalho. Equiparação Salarial O reclamante era supervisor do departamento de marketing da empresa reclamada. os reflexos em aviso prévio. Por fim. São Paulo: LTr. a todo trabalho de igual valor. 7º. prestado ao mesmo empregador. www. (Fundamento) Diante do exposto.cers. sendo idêntica a função. CLT. p. rev. nos termos da súmula6. salvo disposição especial expressamente consignada. importante frisar que. sem distinção de sexo. basta que o empregado e o paradigma exerçam a mesma função. CLT). bem como. com igual produtividade e perfeição técnica que o coordenador do departamento. 461 da CLT. 9 BARROS. III do TST. 5. 2009. Já o horário de trabalho abrange o período que vai do início ao término da jornada. Alice Monteiro de Barros leciona que “jornada é o período. na mesma localidade.

CF e art. Observe a legislação referida: Art.br 38 . 59. Art. CF. XIII. a importância remuneração da hora suplementar. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. não excederá de 8 (oito) horas diárias. em número não excedente de duas.cers. nos termos do art. em cinqüenta por cento à do normal. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho[. da CF). CF e art. sendo que nunca recebeu pelas horas extras trabalhadas.com. conforme o (art. (Fato) Nos termos do art. no mínimo. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. A duração normal do trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O limite da jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias (art. Segue exemplo de pedido: I – MÉRITO 02. XVI. assim consideradas todas as horas excedentes da 8ª diária e 44ª semanal. durante todo o pacto laboral laborou de segunda à sábado. § 1º. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. CLT... XIII. [. nos termos do art. da CF. 7º. pelo menos. CLT. 7º. as horas excedentes devem ser postuladas como horas extras. 58. das 8h às 22h. é um direito do trabalhador a duração máxima do trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais. bem como. 7. XIII. 7º. § 1º. para os empregados em qualquer atividade privada. (Fundamento) Diante do exposto. da CF e do artigo 58. 7º. 59. da CLT. ou mediante contrato coletivo de trabalho. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.] Art. Extrapolado qualquer deles. os quais foram extrapolados. CLT. 7º. postula-se o pagamento das horas extraordinárias. desde que não seja fixado expressamente outro limite. CLT) e 44 horas semanais. XVI. Horas extras O Reclamante. acrescidas do adicional de 50% . 58... Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. reflexos em descanso semanal remunerado e www. obrigatoriamente. acrescidas do adicional de 50%. que será.] XVI – remuneração do serviço extraordinário superior.

CLT). Nesse sentido é a OJ 380 da SDI-1. 253. CLT). 71. CLT). salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho que poderão elastecer o intervalo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas. www. empregados que trabalham em minas e subsolo tem direito a intervalo de 15 minutos para cada 3 horas de trabalho (art. "caput" e § 4. décimo terceiro salário.04. é devido intervalo de no mínimo (uma) 1 hora. "CAPUT" E § 4º. INTERVALO INTRAJORNADA. Seguem exemplos em que o próprio legislador estabelece que os intervalos serão computados na jornada de trabalho: empregados que atuam no serviço permanente de mecanografia e digitação tem direito a 10 minutos de intervalo para cada 90 minutos trabalhados consecutivamente (art. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora.2010) Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. dentre outros. acrescido do respectivo adicional.com. TST. Quando a jornada ultrapassar 6 (seis) horas diárias. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%) (Pedido) ► INTERVALO INTRAJORNADA O intervalo intrajornada é concedido para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho. CLT. empregados que trabalham em câmaras frias tem direito a 20 minutos de descanso para cada 1 hora e 40 minutos de trabalho (art. salvo quando não estiver previstos em lei (súmula 118. O intervalo intrajornada não é computado na jornada de trabalho (art. obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. 71. § 2º.br 39 . o intervalo deverá ser de no mínimo 1 (uma) e no máximo 2 (duas) horas. de uma hora e. na forma prevista no art.cers. o qual será no mínimo. se extrapolada habitualmente. APLICAÇÃO DO ART. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS DIÁRIAS. DA CLT (DEJT divulgado em 19. 298. Art. 71. da CLT. 72 da CLT e Súmula 346. TST). Mesmo que a jornada contratual de trabalho do empregado seja de 6 (seis) horas. TST) ou quando esta mesma estabelecer que devam ser computados. PRORROGAÇÃO HABITUAL. 20 e 22. 71. TST: OJ 380 da SDI-1.

SDI-1. quando devida no mínimo uma hora de intervalo). uma hora acrescida de 50% (cinquenta por cento). quando. ouvido o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. logo. ainda que parcial. Não excedendo de seis horas o trabalho. TST: OJ 307. § 2º. www. o empregador deverá remunerar a hora “cheia” acrescida do adicional de 50%. previsto neste artigo.br 40 . TST).com. no mínimo. 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. não poderá exceder de duas horas.923/94. obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. SDI – 1. CLT e OJ 307. § 4º. SDI-1. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. O empregador que não conceder o intervalo intrajornada fica obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de. Portanto. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (CINQÜENTA POR CENTO) SOBRE O VALOR DA REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO.cers. Observe o disposto na OJ 307. não for concedido pelo empregador. com acréscimo de. O limite mínimo de uma hora para repouso e refeição poderá ser REDUZIDO por ato do Ministério do Trabalho. § 1º. Isso porque a supressão do intervalo intrajornada. para repouso e alimentação. que é de garantir ao empregado tempo adequado para alimentação e repouso. 71 da CLT). a não concessão total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo. Após a edição da Lei nº 8. o empregador será obrigado a indenizar o empregado no valor correspondente ao período integral do repouso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI salvo acordo ou contrato coletivo em contrário. § 3º. Quando o intervalo para repouso e alimentação. será. § 4º. implica o pagamento total do período correspondente. TST. no mínimo. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. entretanto. inviabiliza a sua finalidade. 71. Mesmo que a supressão do intervalo seja parcial (concessão de intervalo de 45 (quarenta e cinco) minutos.

Segue exemplo de pedido do intervalo: II .Mérito 01.com. § 4º. A duração do intervalo interjornada é de.cers. § 4º. pelo menos. usufruindo apenas de 30 minutos para repouso e alimentação. da CLT. Observe: OJ 354.923. requer a condenação do Reclamado ao pagamento da hora cheia do intervalo acrescida do adicional de 50%. assim. Intervalo Intrajornada O Reclamante cumpria a jornada de 7 horas diárias. isto é. repercutindo. Em razão disso sempre que o Examinando postular a condenação do reclamado ao pagamento do intervalo intrajornada deve postular também os reflexos. 11 horas. reflexos. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. 71 da CLT o empregado que trabalho mais de 6 horas diárias faz jus a no mínimo 1 hora de intervalo intrajornada para descanso e alimentação. TST. em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. com redação introduzida pela Lei nº 8.2008 Possui natureza salarial a parcela prevista no art. Diante da exposição. 71. nos termos da OJ 354 da SDI-1 do TST. SDI-1. § 4º. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). INTERVALO INTRAJORNADA. 71. da CLT e OJ 307.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Ressalte-se que o intervalo tem natureza salarial. 71. entre duas jornadas de trabalho. ART.br 41 . DA CLT. DJ 14.03. (Pedido) ► INTERVALO INTERJORNADA O intervalo interjornada refere-se ao intervalo entre um dia e outro de trabalho. TST. Observe os dispositivos legais: www. SDI-1. (Fato) Nos termos do art. nos termos do art. bem como. de 27 de julho de 1994. NÃO CON-CESSÃO OU REDUÇÃO. décimo terceiro salário. uma vez que o intervalo tem natureza salarial nos termos da OJ 354 da SDI1 do TST. no cálculo de outras parcelas salariais.

os mesmos efeitos previstos no § 4º do art.com.br 42 . 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST.2008O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. por analogia. reflexos em descanso semanal remunerado e www. o período de descanso seja de apenas 8 (oito) horas. devem ser remuneradas como extraordinárias. DJ 19. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. iniciando sua jornada de trabalho nas terças-feiras. DJ 14. bem como. às 2h. TST. JORNADA DE TRABALHO. SDI-1. INOBSERVÂNCIA.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. § 4º da CLT e súmula 110 do TST (OJ 355. por exemplo. acrescidas do respectivo adicional. 66. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 horas extras semanais acrescidas do adicional de 50%. 20 e 21. TST. Nos termos do art. com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas. o empregado fará jus a 3 (três) horas acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). por aplicação analógica do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST.11. Intervalo Interjornada Durante todo o período contratual o reclamante lavorava nas segundas-feiras das 9h às 18h. 66 da CLT acarreta. INTERVALO INTERJORNADAS. 71 DA CLT. OJ 355. 71. ou seja. INTERVALO (mantida) .2003 No regime de revezamento.cers. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 66 da CLT acarreta. usufruindo apenas 8 horas de intervalo interjornada. ART. CLT. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. Caso entre uma jornada de trabalho e a seguinte. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. HORAS EX-TRAS. Diante do exposto. SDI-1. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art.Res. 66 da CLT entre 2 (duas) jornadas de trabalho deverá haver um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. acrescidas do respectivo adicional. TST).03. o qual não foi observado. 121/2003. por analogia. Súmula 110. inclusive com o respectivo adicional. Observe o exemplo: I – MÉRITO 02.

nos limites das exigências técnicas das empresas. todo trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. XV. cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.. Lei 605/49. CF.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. Para fazer jus ao descanso semanal remunerado os requisitos são assiduidade e pontualidade (art. nos feriados civis e religiosos. 1º da lei 605/49 também estabelece que todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. Art. 7º. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. no todo ou em parte. deverá coincidir com o domingo.].br 43 . ► DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Nos termos do art. da CF e 67 da CLT. O trabalho prestado em domingos e em feriados. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. que deve ocorrer preferencialmente aos domingos. [. CLT. Art. Lei 605/49). e ao descanso remunerado nos feriados civis e religiosos. Nesses casos. Lei 605/49. O art. será estabelecida escala de revezamento. décimo terceiro salário. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XV . o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior. o empregado perderá tão somente a remuneração do dia de descanso e não o direito de não trabalhar.repouso semanal remunerado. 67. 7..com. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. Art. 1º. Parágrafo único. com exceção quanto aos elencos teatrais. TST). não compensado. preferentemente aos domingos e. preferentemente aos domingos. preferencialmente aos domingos. o qual. sem motivo justificado. § 1º São motivos justificados: www. 6º. Nesse sentido seguem os dispositivos referidos: Art. Não será devida a remuneração quando. de acordo com a tradição local. deve ser pago em dobro (súmula 146. 6º.cers.

TST. Diante do exposto. ► INTERVALO INTERJORNADA E DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Há uma peculiaridade no que concerne o intervalo interjornada e o descanso semanal remunerado. retornando a trabalhar apenas na segunda-feira. trata-se de direito dos trabalhadores. por conveniência do empregador. nos termos da súmula 146 do TST. d) a ausência do empregado. 1º da Lei 605/49. não tenha havido trabalho. requer a condenação do reclamado ao pagamento dos dias de descanso semanal remunerado em dobro. c) a paralisação do serviço nos dias em que. e. O trabalho prestado em domingos e feriados. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. na localidade em que trabalhar. e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho. devidamente comprovada. b) a ausência do empregado devidamente justificada. 67 da CLT e art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho. Quando o empregado termina sua jornada de trabalho no sábado. não compensado. estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública. tal descanso.br 44 . deve usufruir 35 (trinta e cinco) horas de descanso www. Nos termos do art. de 24 horas. Sua inobservância implica o pagamento em dobro do período correspondente. ou não existindo estes. Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual o reclamante jamais usufruiu de descanso semanal remunerado. preferencialmente aos domingos. de médico de sua escolha. deve ser pago em dobro. de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria.com. de médico a serviço de representação federal. 7º. f) a doença do empregado. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. por se tratar o domingo de dia de descanso semanal remunerado. por exemplo. em virtude do seu casamento. Quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. § 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado. de médico da empresa ou por ela designado. até três dias consecutivos. na falta deste e sucessivamente. XV da CF. I – MÉRITO 01. Súmula 146. a critério da administração do estabelecimento.cers.

73. CLT). não foi recepcionada pela Constituição de 1998. o reclamante laborava nos sábados até as 22h e iniciava sua jornada na segunda-feira subsequente às 6h. quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. que em seu art.br 45 . 7º. Tal disposição. Nos termos do art. 7º. no meio urbano. décimo terceiro salário. sendo 11 (onze) horas relativas ao intervalo interjornada e 24 (vinte e quatro) em razão do DSR. de 24 horas. Diante do exposto.cers. na lavoura. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). IX. STF). 7º da Lei 5889/73. Segue exemplo: I – MÉRITO 01. preferencialmente aos domingos. Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual. XV da CF.com. Este não foi observado. uma vez que o período de descanso totalizou apenas 32 horas. 1º da Lei 605/49. Ao trabalho no período noturno. Assim. 73 da CLT afasta dos empregados que trabalham em turnos ininterruptos de revezamento o direito ao adicional noturno. das 20h às 4h. é das 22h às 5h. horas extras acrescidas do adicional de 50%. mas sim à 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. O art. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. na segunda. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 (três. CF. totalizando um período de descanso de 35 horas. As horas faltantes para completar as 35 (trinta e cinco) deverão ser pagas como horas extras acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). entre duas jornadas de trabalho deve ser observado um intervalo mínimo de descanso de 11 (onze) horas e conforme estabelece o art. 66 da CLT. o qual estabelece que se considera noturno. 67 da CLT e art. assegura-se um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna (art. www. entretanto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI entre o término da jornada no sábado e o início da seguinte. o trabalho noturno é disciplinado pelo art. uma vez por mês. na pecuária. o trabalho executado das 2h às 5h e. assegura a todos indistintamente o direto ao adicional noturno (súmula 213. No meio rural. aviso prévio e FGTS (depósito e multa de 40%). ► ADICIONAL NOTURNO O horário noturno. A hora noturna não corresponde a 60 (sessenta) minutos. bem como reflexos em DSR e com este em aviso prévio.o trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado.

já acrescido da percentagem. 7º. c) a hora de trabalho noturno será computada como sendo de 52 minutos e 30 segundos. § 2º Considera-se noturno. 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento).) IX . assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. para efeitos desse artigo. em se tratando de empresas que não mantêm. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. a que se refere o presente artigo. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. É devido o adicional de serviço noturno.. para esse efeito. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. para os efeitos deste artigo.br 46 . Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e. § 3º O acréscimo. no mínimo. pelo menos.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. não sendo devido quando exceder desse limite. tem-se que: a) considera-se noturno. Súmula 213. § 4º Nos horários mistos.. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. pela natureza de suas atividades. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região.com. Em síntese. Art. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades. b) o adicional noturno é de. www. será feito. CF. tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. CLT. STF. nos termos do art.cers. 73. sobre a hora diurna. trabalho noturno habitual. 73 da CLT.

468 da CLT e súmula 265. STF: a duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar. CF). Acerca do adicional noturno é importante destacar: ● O doméstico não faz jus ao adicional noturno (art. TST. Exegese do art.cers. TST). integra o salário do empregado para todos os efeitos. o reclamante sempre recebeu o mesmo salário que o empregado que laborava no período diurno.O adicional noturno. quando chegava o outro empregado do reclamado. XXXIII. Súmula 265. (Fato) Nos termos do art. 73. O art. TST. 73 da CLT estabelece que o adicional deve ser de 20% sobre o valor da hora diurna. em relação às horas trabalhadas no período noturno. CF) ● É vedado ao menor o trabalho noturno (art. 7°. da CLT. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). www. 7º. Segue o exemplo: II – MÉRITO 01. § único. no importe de 20% do valor da hora diurna. Adicional noturno A jornada do reclamante iniciava às 22 horas e encerrava às 5 horas do dia seguinte. (Pedido) É possível transferir o empregado do período noturno para o diurno. § 5º. I . devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. retirandolhe o adicional noturno. reflexos em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. II .br 47 . ● Súmula 214. 7º. pago com habitualidade.com. Observe: Súmula 60. (Fundamento) Diante do exposto. o trabalho prestado no período noturno terá remuneração superior ao do período diurno. Apesar de trabalhar no período noturno. requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional noturno.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Destaca-se acerca do adicional noturno a Súmula 60 do TST. Adicional este que jamais foi pago ao reclamante.Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta. que não dispensa o salário adicional. décimo terceiro salário. por se tratar de alteração contratual mais benéfica para a saúde do trabalhador (art. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. IX da Constituição Federal. bem como.

Lei 4860/65 e OJ 60. o qual estabelece que se considera noturno. ● Portuário – art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ● OJ 97. por qualquer meio de transporte. salvo se o local de trabalho for de difícil acesso ou não servido de transporte público e o empregador fornecer a condução (art. SDI – 1. ● Advogados – art.br 48 . SDI – 1. 20. Portanto. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. na lavoura. sendo que ambos devem coexistir para caracterizar a exceção prevista nesse dispositivo: Local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular + Condução fornecida pelo empregador de forma gratuita ou onerosa www. CLT. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). não será computado na jornada de trabalho. o trabalho executado das 2h às 5h e. salvo quando. STF: o vigia noturno tem direito a salário adicional. § 2˚. 4º. com adicional de 25% (vinte cinco por cento). Lei 8906/94: o trabalho noturno é o compreendido entre as 20h e 5h. para o seu retorno. 58. as horas in itinere possuem dois requisitos. na pecuária.cers. das 20h às 4h. § 2º. o empregador fornecer a condução. Art. 58. O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. por qualquer meio de transporte. 7º da Lei 5889/73. §3. CLT). TST: o adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno. ● No meio rural: o trabalho noturno é disciplinado pelo art. ► HORAS IN ITINERE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. bem como.com. ● Súmula 402. não será computado na jornada de trabalho. TST: hora noturna de sessenta minutos.

Primeiramente. acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). § 3º. CF e art.cers. IV . XVI. o tempo médio despendido pelo empregado. para local de difícil acesso. com fundamento no art. § 1º. 58. CF e art.com. 59. da CLT. deve postular as excedentes com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento).br 49 . II . 7º. importância pelo transporte fornecido. Atenção! O art. por meio de acordo ou convenção coletiva. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. 58 da CLT. I . Súmula 320. estabelece que “poderão ser fixados. 58. CLT. bem como a forma e a natureza da remuneração”. § 2º. V . Segue exemplo: www. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. caso extrapolem os limites de 8 horas diárias e/ou 44 semanais. O fato de o empregador cobrar. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "In itinere".Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. e para o seu retorno.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". ou não servido por transporte regular. XIII. em condução fornecida pelo empregador.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". Súmula 90. o Candidato deve explicar porque as horas de percurso estão sendo computadas na jornada (art. com fundamento no art.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Nesse sentido é o entendimento jurisprudencial enunciado pelas súmulas 90 e 320. é computável na jornada de trabalho. 7º. para as microempresas e empresas de pequeno porte. Deparando-se com qualquer dessas hipóteses o Examinando deve somar as horas de percurso às horas efetivamente laboradas e. em caso de transporte fornecido pelo empregador. III . parcialmente ou não.O tempo despendido pelo empregado. CLT) e pedir as horas excedentes. TST.

com. 18. Horas in itinere A empresa Reclamada está localizada muito distante do centro urbano e devido à falta de transporte público.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. Lei 8036/90). (Fundamento) Ante o cumprimento das normas referidas. caput e § 1º.décimo terceiro proporcional. . são as parcelas que devem ser pagas pelo empregador na ocasião da rescisão contratual. ou seja. www.saldo de salário. requer que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho e. . férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). a condução era fornecida gratuitamente pela empresa aos empregados.cers. art.br 50 . décimo terceiro salário. Pedido de demissão . nos termos do inciso V da súmula90. CLT e pelo inciso I da Súmula 90 do TST.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (art. CF. . bem como os reflexos em DSR e com este em aviso prévio. 7º. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO Forma de Extinção Dispensa sem justa causa Verbas Rescisórias Devidas . . (Fato) O fato exposto preenche ambos os requisitos legais exigidos pelo artigo 58. (Pedido) G) VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias são provenientes da extinção do contrato de trabalho. para que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI I – Mérito 02.saldo de salário. . quais sejam: a empresa não era servida de transporte público regular e o empregador fornecia a condução. 487. CLT). O tempo despendido no percurso não era computado na jornada de trabalho do Reclamante. § 2˚. TST) e para liberação do FGTS. . XXI. sendo extrapolada em 1 (uma) hora a jornada máxima diária.aviso prévio (art. TST. o acréscimo do adicional respectivo às horas que ultrapassarem a jornada legal.décimo terceiro proporcional.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. § 1º.

CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Forma de Extinção No prazo Verbas Rescisórias Devidas .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . Rescisão (falta grave do empregador) .saldo de salário. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. TST) e para liberação do FGTS. . . § 2º CLT).saldo de salário. .aviso prévio. . . .férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. TST). 487. Dispensa por Justa Causa (falta grave do empregado) .saldo de salário. .décimo Terceiro proporcional.com.férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. Aviso prévio: caso não cumprido o empregador pode descontar o valor correspondente a ele (art.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389.br 51 . www. guias para percepção do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego.férias vencidas (a última). guias para recebimento do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. NÃO recebe aviso prévio.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. NÃO recebe aviso prévio.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3 (súmula 261. .cers.décimo Terceiro proporcional. multa de 40% do FGTS.

décimo terceiro proporcional. NÃO recebe aviso prévio.guia: e para liberação do FGTS.br 52 .multa do art.guia para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. . multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. www. . . 479 da CLT.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. Dispensa antecipada por ato empresarial  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: . mas devemos pedir na inicial).  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .multa do art. .décimo terceiro proporcional. . TST).saldo de e salário.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. . NÃO recebe guias para liberação do FGTS e percepção do seguro desemprego.saldo de salário. 480.são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado é dispensado por justa causa.com.são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado pede demissão. CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . Dispensa antecipada por ato do empregado  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: .cers. . guia para percepção do seguro desemprego. NÃO recebe aviso prévio.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (há divergência. .  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .

assegurando-o na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que com menos de 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. tais regras se aplicam aos contratos extintos após 13/10/2011. 11 de outubro de 2011.506. XXI.cers. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo Guido Mantega Carlos Lupi Fernando Damata Pimentel Miriam Belchior o www.. 7º. em 13/10/2011. A lei 12506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Segue exemplo: II – MÉRITO 03. Ademais. e não recebeu suas verbas rescisórias. sendo no mínimo de 30 (trinta) dias. Parágrafo único. Assim. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante foi dispensado sem justa causa pelo reclamado no dia .com. DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. 190 da Independência e 123 da República. XXI da CF assegura aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. o o Brasília. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. (Fatos) Diante disso. até o máximo de 60 (sessenta) dias. nos termos da lei. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. décimo terceiro salário proporcional. 1 O aviso prévio. regulamentando o aviso prévio proporcional previsto no art. requer a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego.br 53 . requer a condenação do Reclamado ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes desta dissolução do contrato de trabalho. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT... quais sejam saldo de salário. acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa quando completarem um ano e assim sucessivamente. CF. até o máximo de 60 (sessenta) dias. 7º. o Art. (Pedido) Cuidado! O art. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. aviso prévio. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. Segue a lei: LEI Nº 12. de 1º de maio de 1943. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452.

5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Garibaldi Alves Filho Luis Inácio Lucena Adams Este texto não substitui o publicado no DOU de 13. Recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base. estabelece o seguinte: “III. estes são os entendimentos que se submete à consideração superior para fins de aprovação: 1.cers. 6. a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art.br 54 . e 7. 488 da CLT. não foram alterados pela Lei 12. exclusivamente. durante o aviso prévio.506/11.10. 3.2011 O Ministério do Trabalho expediu Nota Técnica nº 184/2012 tratando da aplicabilidade na nova lei. prevista no art. desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei nº 12. Conclusão Em síntese. o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador. Em síntese. A projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais. a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado.com. As cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas. a jornada reduzida ou faculdade de ausência no trabalho. de 2011.238/84. em benefício do empregado. faz jus o empregado despedido à indenização prevista na lei nº 7. 1º da norma sob comento aplica-se. computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa. conforme resumo constante na própria Nota.506. 2. 4. www.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Ministério do Trabalho e Emprego. www.cers. na referida Nota Técnica apresenta o seguinte quadro: Tempo de Serviço (anos completos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 73 75 78 81 84 87 90 Atenção! Caso o Examinador não forneça dados suficientes o Candidato deve indicar o número de dias do saldo de salário postulado e a proporcionalidade das férias e décimo terceiro.br 55 .com.

fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção das Comissões Internas de Prevenção de Acidente (CIPA). independentemente de filiação sindical. titulares e suplentes. permitida uma reeleição. serão por ele designados. Os representantes dos empregados. O empregador designará. 165 da CLT. exclusivamente os empregados interessados. 7º. dentre eles. § 3º. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano. Segue análise das principais hipóteses de estabilidades provisórias: ► MEMBROS DA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE) A CIPA será composta por representantes da empresa e dos empregados.com. § 1º. dentre os seus representantes. 164.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO O empregado que possui estabilidade provisória no emprego somente pode ser despedido por justa causa. ADCT e no art. § 5º. serão eleitos em escrutínio secreto do qual participem. II. anualmente. www. “a”. § 2º. o VicePresidente. Somente os membros eleitos pelos empregados serão detentores de estabilidade. indenização substitutiva. titulares e suplentes. sendo os primeiros indicados pelo empregador e os últimos eleitos pelos empregados. 10. tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados. A dispensa sem justa causa enseja-lhe o direito de postular sua reintegração no emprego e. CLT. “a”. Os representantes dos empregadores.cers. O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que. ADCT estabelece que até a promulgação de lei complementar. durante o seu mandato. a que se refere o art. Art. O artigo 10. A estabilidade provisória está assegurada nos arts. o Presidente da CIPA e os empregados elegerão.br 56 . desde o registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o final do seu mandato. § 4º. I da CF. sucessivamente. II. de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único anterior.

anualmente. os representantes do empregador são simplesmente indicados. não se verifica a despedida arbitrária. o vice-presidente.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes.cers. técnico. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. TST. CLT . o presidente da CIPA. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art.Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária. 7º. da Constituição: II . CIPA. §5° da CLT. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. “a”. sem direito à indenização. não gozando de estabilidade. II.com. Art. GARANTIA DE EMPREGO. 165. apenas o vice-presidente da CIPA é detentor de estabilidade. ADCT.br 57 . ► MEMBROS DA CCP (COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA) www. Extinto o estabelecimento. dentre eles.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. dentre os seus representantes. CF/1988. 10.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. I .O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10. Portanto. 10. O TST entende que o suplente do empregado eleito para a CIPA também goza da estabilidade prevista no art. II. Ressalte-se que apenas os membros da CIPA representantes dos empregados são eleitos. ADCT. Esse Tribunal também se posiciona no sentido de que a extinção do estabelecimento torna possível a dispensa dos representantes dos empregados. que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. "a". II . Súmula 339. SUPLENTE. econômico ou financeiro. sendo impossível a reintegração é indevida a indenização do período estabilitário. enquanto os empregados elegerão. de acordo com o artigo 164. O empregador designará. I.

§ 2º. em escrutínio secreto. Art. no mínimo. o artigo 543 da CLT assevera que o empregador não pode transferir o dirigente sindical. afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. o empregador indicará os seus representantes para compor a Comissão de Conciliação Prévia. é de um ano. A estabilidade provisória atinge apenas os membros eleitos pelos empregados (art. enquanto os empregados elegerão os seus. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. ► DIRIGENTE SINDICAL O dirigente sindical também é detentor de estabilidade provisória. e observará as seguintes normas: I . 625-B. segundo a qual não cabe mandado de segurança da decisão liminar que ordena a reintegração do dirigente sindical. até um ano após o final do mandato. a qual vigora a partir do registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o seu mandato. 625-B. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade.cers. fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional. sendo que o período dessa estabilidade é de até 1 (um) ano após o final do seu mandato. salvo se cometerem falta grave. dez membros. Além da estabilidade provisória.o mandato dos seus membros. CLT). Caso o registro da candidatura ocorra durante o aviso prévio o empregado não terá estabilidade no emprego.br 58 . SDI – 2 do TST.a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados. Esse benefício visa garantir um desempenho adequado dos representantes dos empregados no exercício de suas funções na comissão. há previsão expressa na CLT para concessão de medida liminar visando reintegrar dirigente sindical afastado. III . CLT). § 1º. Nesse sentido. 659. no máximo. titulares e suplentes. nos termos da lei. X. CLT. A entidade sindical tem a obrigação de comunicar o empregador da candidatura do empregado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas.haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. dois e. caso eleito. titulares e suplentes.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Assim como na CIPA. permitida uma recondução. cita-se a OJ 65. pois tal www. Inclusive. suspenso ou dispensado pelo empregador (art. O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de. II .com.

Considera-se de licença não remunerada. A estabilidade provisória do dirigente sindical está prevista nos seguintes dispositivos: Art.br 59 . procurar impedir que o empregado se associe a sindicato.com. É livre a associação profissional ou sindical. Considera-se cargo de direção ou representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. CF. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. nem transferido para lugar impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. inclusive como suplente. o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo. dentro de 24 (vinte e quatro) horas. sua eleição e posse. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º. § 4º.] VIII . Art. A empresa que. o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e. § 6º. em face da previsão do inciso X do artigo 659 da CLT. comprovante no mesmo sentido. se eleito.cers. inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. outrossim. 8. a este. § 2º. 543.. fornecendo. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. CLT. em igual prazo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI decisão não fere direito líquido e certo. 494 da CLT). O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional. O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. ainda que suplente. até um ano após o final do mandato. ressalvada a hipótese de falta grave (art. a entidade sindical comunicará por escrito à empresa.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e.. por qualquer modo. Para os fins deste artigo. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. caso seja eleito. § 1º. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. § 3º. § 5º. fica www. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual. organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado. observado o seguinte: [.

Inquérito em que se Apure Falta Grave O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. este não possui qualquer cargo de direção. limitando-se a atuar na gestão financeira do sindicato (OJ 365 da SDI-1 do TST e art. pois. § 2º.cers. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. que limita a sete o número de dirigentes sindicais. exceto nas situações.Despedida . conforme o artigo 522. SDI-1. II . III . Súmula 369. § 2 da CLT. 522. Atenção! Não tem estabilidade provisória no emprego: a) membro do conselho fiscal do sindicato. V . TST). 494 e 543. cuja função restringe-se a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e às empresas. da CLT. os delegados representem a diretoria do sindicato (OJ 369.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. 543 da CLT. pela entidade sindical. Súmula 197. 553. www.É indispensável a comunicação. que deverá ser comprovada por meio de inquérito judicial para apuração de falta grave (súmula379. sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado. ao empregador. §3º. STF. Empregado com Representação Sindical .br 60 . não há razão para subsistir a estabilidade. CLT). IV . ainda que indenizado. foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. 522 da CLT. em que mediante procuração.com.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. b) delegados sindicais. visto que inaplicável a regra do § 3º do art.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. Súmula 379. O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial. TST. na forma do § 5º do art. inteligência dos arts. I .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI sujeita à penalidade prevista na letra (a) do Art. TST. não lhe assegura a estabilidade. TST e 197 do STF). O dirigente sindical só perderá a estabilidade se cometer falta grave.O art.

Súmula 244. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. Do contrário. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a demissão sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação (concepção) da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto. de 3 (três) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (três) membros. salvo mandatário com poderes outorgados por procuração da Diretoria. visto que a extinção www. 522. 7º. o Presidente do Sindicato. no mínimo. A Súmula 224 do TST prevê uma exceção à estabilidade da empregada gestante. § 3º. ou associado investido em representação prevista em lei.com. a que se refere o Art. da Constituição: II . ADCT. quando for admitida mediante contrato de experiência não gozará de estabilidade. Art. CLT. A administração do Sindicato será exercida por uma diretoria constituída.cers. III . ► GESTANTE O art. Constituirão atribuirão exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. dentre os seus membros. II .A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. a representação e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e as empresas. § 2º. TST.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. I . de 7 (sete) e. eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. no máximo. § 1º. 523. A diretoria elegerá.br 61 . a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade.O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade. A competência do Conselho Fiscal é limitada à fiscalização da gestão financeira do Sindicato. 10.Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. I.

exclusivamente. inundação. inclusive de terceiro. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. portanto. www. 21. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. 118. O segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI da relação de emprego. b) ofensa física intencional. II . O empregado acidentado só gozará dessa estabilidade provisória diante do cumprimento de dois requisitos legais: a) permanecer mais de 15 dias afastado do serviço e b) perceber auxílio-doença acidentário do INSS.a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. no mínimo. d) ato de pessoa privada do uso da razão. O período de estabilidade do empregado acidentado é de. após a cessação do auxílio doença acidentário. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. o acidente sofrido no percurso do trabalho para casa e vice-versa é considerado acidente de trabalho por equiparação (art. c) ato de imprudência. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Lei 8213/91). Equiparam-se também ao acidente do trabalho.cers. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho.br 62 . Por exemplo. Lei 8213/91. em face do término do prazo. e) desabamento. III . Lei 8213/91. independentemente de percepção de auxílio-acidente. pelo prazo mínimo de doze meses. ► ACIDENTE DO DE TRABALHO Esta estabilidade abrange. embora não tenha sido a causa única. em conseqüência de: a) ato de agressão. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. Art. o prazo começará a fluir somente a partir do retorno ao emprego. Art. não constitui dispensa.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho. os acidentes de trabalho e os acidentes de trabalho por equiparação. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. IV . 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário.o acidente ligado ao trabalho que. para efeitos desta Lei: I . 21.com.

► DIRETOR DE SOCIEDADE COOPERATIVA www. estaria caracterizado o abandono de emprego.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. resultante de acidente de outra origem. se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. a partir do momento em que o empregado estiver apto para retornar ao trabalho. o empregado é considerado no exercício do trabalho. Súmula 32. inclusive veículo de propriedade do segurado. § 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. salvo se constatada. II . pois. Súmula 378.com.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. sob pena de perder o direito à estabilidade provisória.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário.cers. independentemente do meio de locomoção utilizado. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. TST. destaca-se a súmula 32 do TST que concede prazo de 30 (trinta) dias para o empregado retornar ao emprego após a cessação do auxílio. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. inclusive veículo de propriedade do segurado. qualquer que seja o meio de locomoção. nesse caso. Por fim. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. c) em viagem a serviço da empresa. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. Isto é. ele terá o prazo de 30 (trinta) dias para retornar ao serviço. após a despedida. no local do trabalho ou durante este. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. I .br 63 . Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer.

55.02O art. desde o registro da candidatura e. LEI Nº 5. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. SDI-1. se eleito.cers. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ► PEDIDO APENAS quando o empregado for detentor de ESTABILIDADE PROVISÓRIA no emprego é possível pedir a sua reintegração e. SDI-1. TST).br 64 . a baixa da CTPS do reclamante. www.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. aviso prévio.452. quais sejam: saldo de salário.764/71.03. 5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O art. gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n. Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas. bem como. e c) sucessivamente. na reclamação trabalhista o reclamante deve narrar os fatos. TST). guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (Súmula 389. TST. CONSELHO FISCAL. 543 da CLT. não abrangendo os membros suplentes.com. NÃO ASSEGURADA. COOPERATIVA. até 1 (um) ano após o término do mandato. Tal estabilidade não foi assegurada aos membros do conselho fiscal e aos suplentes (OJ 253. Inserida em 13. décimo terceiro salário. isto é. sucessivamente. Lei 5764/71. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. de 1° de maio de 1943). OJ 253. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias. por fim. Requer. SUPLENTE. indenização substitutiva. Art. na forma do art. apresentar os fundamentos que asseguram ao empregado estabilidade provisória no emprego e por fim PEDIR: a) nulidade da dispensa. EM SÍNTESE. 55 da Lei 5764/71 assegura aos diretores eleitos de sociedades cooperativas estabilidade provisória no emprego. 55 da Lei nº 5.

b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativamente aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. a baixa da CTPS do reclamante.10. pleitear o pagamento da indenização substitutiva.1997) Segue exemplo: I – MÉRITO 01. aviso prévio.Res. tenha sido despedido sem justa causa e tenha recebido as verbas rescisórias deve PEDIR: a) nulidade da dispensa.inserida em 20. Caso o período da estabilidade tenha se exaurido. dados os termos do art. Súmula 396.br 65 . décimo terceiro salário. 22 e 25. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO.1997) II . (ex-OJ nº 116 da SBDI-1 inserida em 01. são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade. deduzidos os valores pagos a título de verbas rescisória.04.2005 I . DJ 20. se for o caso. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade (Súmula 396.com. não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Caso o reclamante seja detentor de estabilidade provisória no emprego. bem como. TST) e as verbas rescisórias.Exaurido o período de estabilidade. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade. Reintegração www.cers. (exOJ nº 106 da SBDI-1 . INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA PETITA" (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 106 e 116 da SBDI-1) .11. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. por fim. Requerer.Nã há idad j a ― x a i a‖ da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. 496 da CLT. quais sejam: saldo de salário. 129/2005. o reclamante deve PEDIR apenas: a) indenização substitutiva. TST. TST). e c) sucessivamente.

momento em que o empregador o demitiu sem justa causa. Observe: Art. frise-se. 483. (Fatos) Nos termos do artigo 118 da Lei 8213/91 e súmula 378. (Fundamento) Diante do exposto. décimo terceiro salário. para que seja possível tal decisão judicial é imprescindível a existência de um contrato de trabalho em curso.cers. Logo. Caso o empregador não cumpra com tais deveres ou pratique qualquer falta grave. II. caso não seja este o entendimento deste Juízo. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Reclamante sofreu sério acidente de trabalho. percebendo auxílio doença acidentário. vítima de acidente de trabalho. requer o pagamento de indenização substitutiva referente aos salários e demais vantagens relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. assim como. quais sejam: saldo de salário. A rescisão indireta pressupõe CONTRATO DE TRABALHO EM CURSO. aviso prévio. o Reclamante compareceu na empresa. O art. assim como o empregado. defesos por Lei. (pedido) I) RESCISÃO INDIRETA O empregador. a condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes da demissão sem justa causa. possui obrigações oriundas do contrato de trabalho. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% do FGTS. contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato. No dia seguinte a cessação do auxílio.br 66 . mas sim pelo Poder Judiciário. permanecendo afastado por 3 (três) meses. www. quando: a) permanecer afastado por período superior a 15 (quinze) dias e b) receber auxílio-doença acidentário. Sucessivamente. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. tem assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. requer a nulidade da dispensa sem justa causa e a consequente reintegração do Reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários dos meses havidos entre a rescisão e o retorno às atividades. o empregado pode requerer ao Poder Judiciário a rescisão indireta do contrato. do TST. 483 da CLT elenca diversas hipóteses de falta grave por parte do empregador. Requisitos esses preenchidos pelo reclamante. bem como. o empregado. tendo em vista que não é realizada pelas partes envolvidas. c) correr perigo manifesto de mal considerável.com.

Segue exemplo: II – MÉRITO 02. é facultado ao empregador rescindir o contrato de trabalho. (Fundamento) www. O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. aviso prévio. Nas hipóteses das letras d e g. Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho Há três meses o reclamante não recebe seus salários.br 67 . f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. Por não suportar mais esta situação pretende a rescisão do contrato de trabalho por culpa do empregador. Sendo a principal obrigação do empregador em uma relação de trabalho a contraprestação pelos serviços prestados pelo empregado. EM SÍNTESE.cers. bem como. e b) a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando o empregador não cumprir com as obrigações do contrato. salvo em caso de legítima defesa. na fundamentação apontar o(s) artigo(s) que classifica(m) tal conduta como falta grave e PEDIR: a) a rescisão indireta do contrato de trabalho. § 2º. ―d‖ da CLT. se for o caso. poderá o empregado preitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. a ausência de pagamento de salários motiva o pedido de rescisão indireta da relação contratual. décimo terceiro. § 3º. própria ou de outrem. (Fatos) N d a 48 . quando tiver de desempenhar obrigações legais. contra ele ou pessoas de sua família ato lesivo da honra e boa fama. a baixa da CTPS do reclamante. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI e) praticar o empregador ou seus prepostos. Requerer ainda a concessão das guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. g) O empregador reduzir o seu trabalho. incompatíveis com continuação do serviço. de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. § 1º.com. quais sejam: saldo de salário. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. sendo este por peça ou tarefa. na reclamação trabalhista o reclamante deverá relatar a falta grave cometida pelo empregador.

aviso prévio. se for o caso. Requer-se ainda a guia para levantamento do FGTS e para percepção do seguro desemprego (súmula 389. bem como. posto que outras legislações também preveem condutas consideradas falta grave. ii. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. férias acrescidas de um terço e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. negar a conduta (exemplo: negar a prática de ato de improbidade) ou b. Segue exemplo: I – MÉRITO www. aviso prévio. décimo terceiro salário e férias acrescidas do terço constitucional. Neste caso. se for detentor de estabilidade provisória no emprego: a) nulidade da dispensa. na petição inicial o reclamante deverá: a) afastar a falta grave que lhe foi imputada. Por exemplo.br 68 . se não for detentor de estabilidade provisória no emprego: a reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa e a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. VI. tal como. quais sejam: saldo de salário. o artigo 482 da CLT apresenta diversas hipóteses de falta grave. quais sejam: saldo de salário. Esse rol é exemplificativo.com.cers. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. sucessivamente. férias acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. TST) e a baixa da CTPS do reclamante (Pedido) J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA Ensejam a dispensa do empregado por justa causa apenas a prática de condutas tipificadas em lei como de falta grave. décimo terceiro salário. afirma que tal conduta não caracteriza falta grave (exemplo: recusar-se a se submeter a revista íntima (art. aviso prévio. a baixa da CTPS. a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. décimo terceiro salário proporcional. Requer ainda as guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. quais sejam: saldo de salário. EM SÍNTESE. o título do tópico no mérito será mesmo denominado “reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa”. 373A. CLT)PEDIR: i. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração e c). requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho. Para tanto poderá: a.

373-A. à igualdade. Portanto. a honra e a imagem das pessoas. a d a não constitui ato de indisciplina e insubordinação. 114. X da CF e nos artigos. que a demitiu alegando que se tratava de ato de indisciplina e insubordinação. Art. ―h‖ da CLT. TST).br 69 . dano e nexo causal. Requer ainda a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego (súmula 389.. a Reclamante não d d i ida j a a a da a i 482.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. incluindo as ações de indenização por danos morais oriundas da relação de trabalho (art. Todos são iguais perante a lei. [. pois não se submeteu a revista íntima imposta pelo Reclamado. (Fundamento) Diante do exposto. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI . Art. aviso prévio.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI 02. requer a reversão da demissão por justa causa para demissão sem justa causa. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.] O dano moral é configurado diante da presença dos três requisitos da responsabilidade civil: culpa. quais sejam: saldo de salário.cers. nos termos seguintes: X . bem como a condenação do Reclamante ao pagamento de todas as verbas rescisórias. bem como. decorrentes da relação de trabalho.são invioláveis a intimidade. décimo terceiro salário proporcional.. CF. à segurança e à propriedade.com.. CF. (Fatos) A recusa em submeter-se a revista íntima não caracteriza falta grave. a baixa da CTPS. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. sem distinção de qualquer natureza. e sua fundamentação jurídica está positivada no artigo 5°. a vida privada. à liberdade. 186 e 927 do CC.] www. tendo em vista que tal conduta é vedada ao empregador nos termos do art. 114. [.. VI da CLT. 5. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Reversão da Dispensa por Justa em Causa em sem Justa Causa A Reclamante foi dispensada por justa causa. VI da CF). (Pedido) K) DANO MORAL A EC 45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho.

causar dano a outrem. CRITÉRIO DE CORREÇÃO: Pagamento de indenização por danos morais. 927. nexo causal). ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. É desnecessária a demonstração da culpa quando a atividade do empregador for de risco (art. com fundamento na responsabilidade civil do empregador (ausência de pagamento de salário – culpa. independentemente de culpa. humilhação por tirar o filho do colégio – dano. pretendendo por isto. Art. ● ● o empregador praticar falta grave. por sua natureza. violar direito e causar dano a outrem. Haverá obrigação de reparar o dano. o empregado for demitido injustamente por justa causa. em valor a ser fixado pelo juiz. Aquele que.br 70 . Aquele que. Parágrafo único.3/PR para identificação do pedido de indenização por danos morais e gabarito. 186 e 187). 186 e 187). Tomi tornou-se inadimplente no pagamento das mensalidades escolares vendo-se obrigado a retirar seu único filho do colégio particular em que estudava. Atenção! Deve-se verificar se o dano moral precisa ser postulado principalmente quando: ● a proposta indicar o abalo emocional do empregado causado pelo empregador. CLT).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. comete ato ilícito. fica obrigado a repará-lo. Abaixo trecho da proposta do Exame de Ordem 2005. ú. sendo que esta situação está lhe causando profunda humilhação perante seus familiares e colegas. www. risco para os direitos de outrem. 927. negligência ou imprudência. 927. CC. ser indenizado em valor a ser fixado pelo juiz. par. fica obrigado a repará-lo. bastando o dano e o nexo para que seja devida a indenização. causar dano a outrem.cers. por ação ou omissão voluntária. nos casos especificados em lei. por ato ilícito (arts.com. 3º EXAME DA ORDEM 2005/PR: Em razão dos atrasos nos salários. CC. Art. ainda que exclusivamente moral. Aquele que. por ato ilícito (arts. CC. 186.

X. que sustenta a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. conduta vedada expressamente pelo artigo 373-A. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. o que está lhe causando profunda humilhação. Observe: A culpa é verificada na tentativa da Reclamada de submeter a Reclamante à revista íntima. X. ainda. (Pedido) II – MÉRITO 02. quais sejam: culpa. que é obrigação da Reclamada e quando d ida i i a a a d ad . sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. restando demonstrado o nexo causal. DO DANO MORAL A reclamada a partir de janeiro de 2012 passou a descumprir o contrato de trabalho. a violação do artigo 5. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. uma vez que deixou de efetuar o pagamento do salário do Reclamante.br 71 . A Reclamante não aceitou tal constrangimento. d a d a i 48 . CF e súmula 392. resta demonstrado também o nexo causal. DO DANO MORAL A Reclamada tentou submeter a Reclamante a revista íntima por funcionários do sexo oposto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Atenção! Sempre que a RT contiver pedido de dano moral. Destaca-se. o qual se obrigou a fazer empréstimos de familiares e amigos para pagamento das dívidas que em razão da ausência dos salários não conseguiu pagar. ―d‖ da CLT Já dano está configurado pelo constrangimento sofrido pelo Reclamante diante da impossibilidade de pagamento das dívidas que possui. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. dano e nexo. ainda. Seguem exemplos: I – MÉRITO 01. (Fato) Encontram-se presentes os todos requisitos da responsabilidade civil. vida privada. o rito do processo será o ordinário. motivo pelo qual foi dispensada por justa causa. desta forma. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. 114.com. dano e nexo. honra e imagem das pessoas. Observe-se: A culpa é verificada pela falta de pagamento. VI. VI da CLT. TST) requer a sua condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. CF. (Fundamento) Diante do exposto. CF. a violação do artigo 5. previstos nos artigos 186 e 927 do CC.cers. (Fundamento) www. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da responsabilidade civil. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. Destaca-se. quais sejam: culpa.

está demonstrado o nexo causal. CF e súmula 392. se a situação humilhante para o empregado se prolongar no tempo. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. a i a d a ad di demissão. (Fundamento) Diante do exposto. Destaca-se. estará caracterizado o assédio moral. CF e súmula 392. ― ia. 114. Tal conduta prolongada caracteriza o ASSÉDIO MORAL. ia. a violação do artigo 5. que no último ano do contrato de trabalho humilhou reiteradamente a Reclamante perante seus colegas e clientes da empresa. ainda. restará configurado o assédio moral. b) contar os fatos e ao final do parágrafo afirmar que tal conduta reiterada caracteriza assédio moral. requerer a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. vida privada. ia d d ‖. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. 114. (Fato) Encontram-se presentes os requisitos da responsabilidade civil.com. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. (Pedido) Atenção! Quando a conduta do empregador for contínua. dessa forma. ia d d . c) apontar a mesma fundamentação do pedido de indenização por danos morais e d) por fim. VI. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. honra e imagem das pessoas. de “assédio/dano moral”. considerando que o dano decorreu do assédio Segue exemplo: II – MÉRITO DO ASSÉDIO MORAL/DANO MORAL No último ano do contrato de trabalho a Reclamada humilha a reclamante perante seus colegas de trabalho e clientes da empresa. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. considerando que o dano decorreu do assédio. ó i d az -la pedir demissão. chamando-a de incomp . afirmando que a Reclamante é a pior e mais incompetente i á ia da a. (Pedido) L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA www. O fundamento legal no caso de assédio moral é o mesmo do pedido de indenização por danos morais. portanto. CF. Observe: A culpa é verificada pela conduta do Reclamado. a d ― ia. em virtude de uma conduta reiterada do empregador. TST) requer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. VI.cers. quais sejam: culpa. TST) requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz.br 72 . Nesse caso o Examinando deve: a) denominar o tópico. X. dano e nexo. no mérito.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto.

do direito subjetivo resistido pelo adversário10” 1. que. Empregador retém ilegalmente a CTPS do empregado. Humberto.com. provisoriamente. suspenso ou dispensado pelo empregador. Empregador não emite e fornece as guias do FGTS e/ou do seguro-desemprego. b) a tutela antecipada. X – conceder em medida liminar. que recebe o nome de tutela de urgência. 53. IX. Rio de Janeiro: Forense. Atenção! Os incisos IX e X do artigo 659. além das que lhes forem conferidos neste Título e das decorrentes de seu cargo. 7. 659. antes do julgamento definitivo de mérito.cers. quando não houver anuência do empregado e/ou a comprovação da necessidade do serviço pelo empregador (art. 6. Artigos 659. 469 desta Consolidação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI “O direito processual moderno concebeu uma tutela jurisdicional diferenciada. X.br 73 . Empregado possui estabilidade provisória no emprego e ainda não se exauriu o período da estabilidade. 8. as seguintes atribuições: IX . até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do Art. 2. usufruir. TST). CLT (dirigente sindical que foi despedido sem justo motivo). Empregador mantém trabalhador adolescente em ambiente insalubre ou perigoso. permite à parte. 4. 3. O inciso IX do artigo acima autoriza a concessão de medida liminar que vise tornar sem efeito a transferência do empregado para localidade diversa daquela previamente definida no contrato de trabalho. CLT. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. 469. p. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. CLT (impedir a transferência abusiva do empregado). desdobrada. Art. muito embora seja cabível em diversas outras situações quando preenchidos seus requisitos. www. no direito brasileiro. preveem as duas únicas situações em que a CLT expressamente prevê a concessão de tutela antecipada no processo do trabalho.conceder medida liminar. por meio de liminares ou de medidas incidentais. 50ª ed. 2009. Empregador exige atestado de esterilização de empregadas em idade fértil. em duas espécies distintas: a) a tutela cautelar. Artigos 659. CLT. que apenas preserva a utilidade e eficiência do futuro e eventual provimento. 10 THEODORO JÚNIOR. Curso de Direito Processual Civil – Teoria Geral do Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. CLT e súmula 43.

a título de antecipação de tutela. São condições da tutela antecipada. no que couber e conforme sua natureza. § 6º. receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório. requerer providência de natureza cautelar. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. § 5º.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.com. § 7º. a requerimento da parte. o juiz indicará. possibilidade de reversão do provimento antecipado (revogar a concessão de liminar). deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. § 3º. as razões do seu convencimento. as normas previstas nos arts. 588. A efetivação da tutela antecipada observará. Na decisão que antecipar a tutela. quando presentes os respectivos pressupostos.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. Art. verossimilhança das alegações. em decisão fundamentada. existindo prova inequívoca. prosseguirá o processo até final julgamento.cers. desde que. CPC. previstos no artigo 273 do CPC: prova inequívoca dos fatos. total ou parcialmente. § 2º. antecipar. 461. suspenso ou dispensado pelo empregador. ou parcela deles. poderá o juiz. e 461-A.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Já o inciso X refere-se à concessão de liminar para reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. ou II . O juiz poderá. Lembre-se! A tutela antecipada deve ser requerida. Se o autor.br 74 . os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. § 4º. § 1º. de modo claro e preciso. A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. mostrar-se incontroverso. Concedida ou não a antecipação da tutela. www. 273. se convença da verossimilhança da alegação e: I . §§ 4º e 5º.

Em outros termos. por isso mesmo. 2009. são de fácil convencimento sobre a sua existência. p. é alternativo açã a da a í a ― ‖ a E a palavras. o que se verifica. contudo. quando interpõe recursos manifestamente infundados. os fatos já devem estar demonstrados na petição inicial. ed. com grande intensidade. São Paulo: LTr. 426-427. É a aplicação plena do princípio do da mihi factum. b) Verossimilhança das Alegações Não basta. e.br 75 . incontestável e induvidoso sobre a inequivocidade da prova dos fatos alegados. a definição do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite para cada um dos requisitos para a concessão da tutela antecipada: 11 a) Prova Inequívoca dos Fatos Embora omisso o dispositivo. quando altera ou falta com a verdade. da verdade. ao juiz a formação do seu convencimento certo.com. c) Receio de Dano Irreparável ou de Difícil Reparação Aqui. Só que de vestimenta nova. Outra hipótese para a concessão da tutela antecipada é o manifesto propósito protelatório do réu. Não é unívoco o conceito de abuso do direito. ego dabo tibi jus (Dá-me os fatos que eu te dou o direito). no quadro abaixo. 7. Assim. por exemplo. a existência da prova inequívoca dos fatos alegados. É também requisito essencial que haja verossimilhança da alegação. Carlos Henrique Bezerra. www. Mas é possível estabelecer alguns elementos que servem de apoio para o seu enquadramento. quando provoca incidentes processuais infundados que não guardam relação com a lide etc. assim. ainda. a nosso sentir. deturpando-as o sentido ou a sua aplicação ou.cers. mesmo se não existir periculum in mora. quando ele retém injustificada e reiteradamente os autos em seu poder. EM SÍNTESE: 11 LEITE. possibilitando. Vale dizer. Curso de Direito Processual do Trabalho. já estando a matéria preclusa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Veja. fundamentos jurídicos verossímeis são aqueles que se aproximam. há abuso do direito de defesa toda vez que o réu invocar teses que afrontam literalmente as normas que compõem o ordenamento jurídico. E aqui nos parece que a verossimilhança das alegações há de ser entendida como a verossimilhança dos fundamentos jurídicos do pedido. Para o autor conseguir o deferimento do pedido de antecipação de tutela. temos outro instituto conhecido nas medidas cautelares: o periculum in mora. d) Abuso do Direito ou Manifesto Propósito Protelatório Esse requisito. o juiz poderá conceder a antecipação de tutela quando verificar que o réu abusa do direito de defesa ou atua de maneira a protelar injustificadamente o regular andamento do processo. o juiz deve sopesar se a não concessão da tutela antecipada poderá causar prejuízo irreparável ou de difícil reparação ao autor do pedido enquanto aguarda o desfecho da lide. não há dúvida de que a prova inequívoca refere-se aos fatos da causa.

br 76 . c) por fim. b) no mérito: sugiro que o Examinando formule primeiro um tópico para o pedido e um outro denominado tutela antecipada. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA com pedido de tutela antecipada (liminar) em face de NOME DO RECLAMADO. de forma que somente pode www. a concessão da liminar para fins de antecipar o provimento final. b) que encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela antecipada. Atenção! Na hipótese de a prova tratar dos casos referidos nos arts.com. VIII. e se eleito.MÉRITO 03. c) no mérito. DA TUTELA ANTECIPADA O Reclamante ocupa o cargo de dirigente sindical.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O pedido de antecipação de tutela na petição inicial deve observar o seguinte: a) nome da peça: reclamação ou reclamatória trabalhista com pedido de tutela antecipada (liminar). 543. CLT que asseguram ao dirigente estabilidade provisória no emprego desde o registro da candidatura. IX e X. É. pessoa jurídica de direito privado. Segue exemplo: NOME DO RECLAMANTE. contudo a dispensa sem justa causa do mesmo inviabilizará a manifestação dos empregados. com escritório profissional no endereço completo. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:(. verossimilhança das alegações e receio de dano irreparável ou de difícil reparação. consequentemente. que seriam reivindicados dentro de 15 dias. estabelecida no endereço completo. com fulcro no artigo 840 da CLT. o fundado receio de dano irreparável decorre da razão de ser de sua estabilidade que é em função do cargo de dirigente. inquestionável seu direito ao emprego. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). no tópico da tutela antecipada relatar: a) que formulou o pedido e que tem urgência na concessão da providência. CF e art. por isso faz-se necessária sua imediata reintegração. desenvolveu diversos projetos para sua categoria. vem perante Vossa Excelência. 8º. portanto.) II . § 3º. é imprescindível que a liminar seja requerida com fundamento nestes artigos. os quais sejam: prova inequívoca dos fatos. 659. e b. inscrita no CNPJ sob o nº.cers. A verossimilhança das alegações decorre dos arts. previstos no art. Na fundamentação. previstos nos artigos 273 do CPC. (Fatos) Encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão de tutela antecipada. onde recebe intimações e notificações. o candidato deve ainda indicar os fatos que demonstram a presença de cada um destes requisitos. A prova inequívoca dos fatos evidencia-se por se tratar o reclamante de dirigente sindical. deve requerer: a. o que se comprova pela ata de eleição em anexo. 273 do CPC. qualificação e endereço completos.. verossimilhança das alegações e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. até 1 ano após o término do mandato. Por fim.. quais sejam: prova inequívoca dos fatos.

uma vez que esta. Ademais. entretanto. permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula 219 do Tribunal Superior do Trabalho.cers. SDI-1. X da CLT. OJ 305. (Pedido) M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Nas relações de trabalho diversas das relações de emprego os honorários são devidos em razão da mera sucumbência (art. TST. requer a concessão liminar. Lei 5584/70). art. IN 27/2005. Súmula 329. Alguns. nunca superiores a 15% (quinze por cento). 5º. em seu art.br 77 . 133. nos termos do artigo 659. (Fundamentos) Diante de todo o exposto. a proximidade da data das reivindicações tornam ainda mais urgente a sua reintegração. sem a oitiva da outra parte. defendem que o “jus postulandi” não teria sido recepcionado pela Constituição da República. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988. TST. TST. I . TST. Súmula 219. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato. TST).Na Justiça do Trabalho. estabeleceu que o advogado é essencial à Justiça. Nas relações de emprego os honorários dependem do preenchimento de dois requisitos: a) tratar-se de reclamante beneficiário da justiça gratuita e b) a assistência por advogado de sindicato (219 e 319. Entendem que nesse caso os honorários são sempre www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI agir em favor da categoria se estiver trabalhando na empresa. determinando a imediata reintegração do Reclamante.com. SDI – 1. TST. OJ 305. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Nesse caso os honorários são devidos a razão de até 15% (quinze por cento) reversíveis ao sindicato da categoria. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. Na Justiça do Trabalho. 14.

Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. todas as verbas não contestadas pelo empregador são devidas ao empregado e devem ser quitadas em primeira audiência. sob pena de restarem incontroversas. IN 27/2005. sob pena de multa. www. também. b) o lugar de prestação do serviço. 14. 133 da CF alegar que o “jus postulandi” não foi recepcionado pela Constituição e requerer 20% (vinte por cento) de honorários. c) nas relações de emprego em que o advogado não pertence ao sindicato: com fundamento no art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI devidos em razão da mera sucumbência. nos termos do art.cers. EM SÍNTESE: Na petição inicial devemos requerer honorários advocatícios sucumbenciais SEMPRE: a) nas relações de trabalho diversas das relações de emprego: com fundamento no art. 20. TST. OJ 305. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. CPC. 5º. momento em que deverá contestar todas as verbas pleiteadas pelo reclamante. sob pena de multa de 50%. Essa verba honorária será devida. no importe de 20%. Lei 5584/70 pedir 15% (quinze por cento) de honorários. pedir honorários a razão de 20% (vinte por cento). § 3º. Nesse diapasão. atendidos: a) o grau de zelo do profissional. c) a natureza e importância da causa. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. 20 do CPC. sempre será ofertada na primeira audiência. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. no Processo do Trabalho. nos termos do art. N) MULTA DO ART.com. 467 DA CLT A defesa do Reclamado. SDI-1 e art. CPC. nos termos do art. § 3º. b) nas relações de emprego em que o Examinador relata que fomos contratados como advogados de sindicato: com fundamento nas súmulas 219 e 329. Art.br 78 . 20. 20 do CPC.

CLT Nos termos do artigo 467 da CLT. 477 DA CLT A rescisão de um contrato de trabalho enseja o pagamento das verbas rescisórias ao empregado. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. se o aviso prévio for cumprido. deve observar o prazo legal estipulado pelo artigo 477. afirma que. 467. o pagamento das verbas rescisórias deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. se o aviso prévio for indenizado. §6º da CLT.br 79 . A alínea “b”. ao Distrito Federal. o Reclamante requer que o pagamento das verbas incontroversas seja realizado em primeira audiência. O empregador. o pagamento deverá ser efetuado até o décimo dia. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. O parágrafo único do artigo referido prevê uma exceção ao caput: a multa não é aplicável à União. O) MULTA DO ART. Observe: AVISO PRÉVIO Cumprido Indenizado PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VR 1º dias útil após do término 10 dias corridos O artigo 477. O pagamento das verbas rescisórias possui dois prazos distintos que são definidos em função do aviso prévio.cers. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. por sua vez. aos Estados. alínea “a” da CLT. a parte incontroversa dessas verbas. sob pena da incidência de multa de 50% sobre o valor correspondente. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. Em caso de rescisão de contrato de trabalho.com. contado da data da notificação da www. afirma que. ao Distrito Federal.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. 467. O disposto no caput não se aplica à União. § 6º. Parágrafo único. aos Estados. CLT. MULTA DO ART. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. ao efetuar esse pagamento.

indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. quando da ausência do aviso prévio. § 8º. De acordo com essa orientação. 477. contado da data da notificação da demissão. Segue exemplo: II – MÉRITO 03. § 8º. era incabível quando houvesse fundada controvérsia quanto à existência da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa. Logo. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. A contagem do prazo é de 10 (dez) dias a partir da dispensa. nos termos do §8º do artigo 477 da CLT.cers.br 80 . Diante desse fato. A multa prevista pelo §8º do artigo 477 da CLT só incidirá se o empregador não respeitar o prazo legal previsto no §6º para o pagamento das verbas rescisórias. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. MULTA DO ART. §6º da CLT. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI demissão. em valor equivalente ao seu salário. § 6º. salvo quando comprovadamente. Cumpre destacar o CANCELAMENTO da OJ 351 da SDI-1 do TST ocorrido em novembro de 2009. por trabalhador. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. Art. o trabalhador der causa à mora. o Reclamante requer a condenação do Reclamado ao pagamento de multa no valor equivalente ao seu salário. É assegurado a todo empregado.com. CLT O Reclamado não respeitou o prazo para pagamento das parcelas rescisórias previsto no artigo 477. CLT. a multa do artigo 477. o direito de haver do empregador uma indenização. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. ou b) até o décimo dia. A penalidade prevista corresponde ao valor de um salário do empregado percebido à época da dissolução do contrato de trabalho. mesmo que www. a partir do seu CANCELAMENTO. §8º da CLT. 477. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. Note que NÃO é o décimo dia útil.

REQUERIMENTOS FINAIS Os requerimentos finais são indispensáveis à reclamatória trabalhista.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI haja controvérsia acerca de uma determinada verba. c) a integração do adicional de insalubridade ao salário do autor. d) a condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). bem como. bem como. os seus reflexos.br 81 . a produção de todos os meios de prova em direito admitidos e a procedência dos pedidos. inclusive os reflexos no aviso prévio. o empregado poderá pleitear a incidência da referida multa. 13º salário. Os pedidos devem seguir a mesma ordem em que foram abordados no mérito. É importante requerer a parcela principal. 13º salário. inserido logo após o mérito da peça. requer: a) o reconhecimento de vínculo de emprego entre as partes. b) a equiparação salarial. www. com a condenação da reclamada ao pagamento das verbas postuladas. PEDIDOS O tópico dos pedidos. é uma repetição de todos os requerimentos já realizados no desenvolvimento da reclamatória trabalhista. bem como a guia para a percepção do seguro desemprego. Segue exemplo: III .com. com reflexos no aviso prévio. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). acrescidas de juros e correção monetária. a liberação de guia para levantamento do FGTS.cers. conforme exposto no item supra. Este tópico compreende os seguintes pedidos: a notificação da reclamada.PEDIDOS Diante de todo o exposto.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI NOTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DE PROVA REQUERIMENTOS FINAIS PROCEDÊNCIA com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas postuladas. acrescidas de juros e correção monetária.cers. o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas. determinado e líquido. c) Por fim a procedência dos pedidos com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas pleiteadas. em especial a prova documental. sendo o valor da causa o resultado da somatória de todos eles.br 82 . Isso porque o art. da seguinte maneira: a) no procedimento ordinário: basta escrever “Atribui-se a causa valor acima de 40 salários mínimos”.com. acrescida de juros e correção monetária Segue exemplo: IV – REQUERIMENTOS FINAIS Diante do exposto. b) no procedimento sumaríssimo: indicar o valor resultante da somatória de todos os pedidos e caso não seja possível escrever apenas que não “O valor da causa está acima de 2 e não ultrapassa 40 salários mínimos”. o reclamante deve indicar o valor correspondente a cada pedido. sob pena de revelia e confissão quanto a matéria de fato. consequentemente. o Examinando deve tratar do valor da causa. VALOR DA CAUSA Por fim. b) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. I e II. 852-B. www. CLT estabelece que nesse procedimento o pedido deve ser certo. FINALIZE A SUA PEÇA! Termos em que. requer: a) notificação da Reclamada para oferecer resposta à Reclamatória Trabalhista.

data Advogado OAB nº www.br 83 .com.cers. Local.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pede deferimento.

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