CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA ...................................................................... 2 ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ........................... 5
ENDEREÇAMENTO .............................................................................................................................................. 5 QUALIFICAÇÃO DAS PARTES ............................................................................................................................... 6 PRELIMINAR ........................................................................................................................................................ 7 A) Comissão de Conciliação Prévia (CCP) ............................................................................................... 7 B) Tramitação Preferencial do Feito .......................................................................................................... 8 C) Justiça Gratuita .......................................................................................................................................... 9 MÉRITO ............................................................................................................................................................. 10 A) CONTRATO DE TRABALHO ................................................................................................................... 10 B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO ................................................................................. 11 C) RESPONSABILIDADE PATRONAL .......................................................................................................... 12
► ► ► ► ► Sucessão de empregadores .............................................................................................................................. 13 Grupo econômico ............................................................................................................................................. 17 Terceirização .................................................................................................................................................... 18 Empreitada e subempreitada ........................................................................................................................... 21 Cooperativa Ilícita ............................................................................................................................................ 24

D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ...................................................................................................................... 26
► Salário e remuneração - definição ................................................................................................................... 27 ► Salário complessivo .......................................................................................................................................... 28 ► Reflexos ................................................................................................................................................................. 28 ► Salário “in natura” ................................................................................................................................................ 30

E) F)
► ► ► ► ► ► ►

EQUIPARAÇÃO SALARIAL ..................................................................................................................... 34 DURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................................... 37
Horas extras ..................................................................................................................................................... 37 Intervalo Intrajornada ...................................................................................................................................... 39 Intervalo Interjornada ...................................................................................................................................... 41 Descanso semanal remunerado ....................................................................................................................... 43 Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado ............................................................................... 44 Adicional noturno............................................................................................................................................. 45 Horas in itinere ................................................................................................................................................. 48

G) VERBAS RESCISÓRIAS ............................................................................................................................... 50 H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO................................................................................... 56
► ► ► ► ► ► ► Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) ................................................................... 56 Membros da CCP (Comissão de Conciliação Prévia) ........................................................................................ 57 Dirigente Sindical ............................................................................................................................................. 58 Gestante ........................................................................................................................................................... 61 Acidente do dE Trabalho .................................................................................................................................. 62 Diretor de Sociedade Cooperativa ................................................................................................................... 63 PEDIDO ............................................................................................................................................................. 64

I) RESCISÃO INDIRETA ............................................................................................................................. 66 J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA .................................................. 68 K) DANO MORAL ........................................................................................................................................... 69 L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA ......................................................................................... 72 M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ......................................................................................................... 77 N) MULTA DO ART. 467 DA CLT ............................................................................................................... 78 O) MULTA DO ART. 477 DA CLT ................................................................................................................ 79 PEDIDOS ............................................................................................................................................................ 81 REQUERIMENTOS FINAIS .................................................................................................................................. 81 VALOR DA CAUSA .............................................................................................................................................. 82

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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABA LHISTA

A reclamatória trabalhista observará a seguinte estrutura:

I. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA II. III. IV. V.

Preliminar de Mérito; Mérito; Pedidos; Requerimentos Finais; Valor da causa.

Segue estrutura geral para visualização da petição inicial:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA… VARA DO TRABALHO DE … .

NOME DO RECLAMANTE, qualificação e endereço completos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO), com escritório profissional no endereço completo, onde recebe intimações e notificações, com fulcro no artigo 840 da CLT, PROPOR:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA pelo rito (...)

em face de NOME DO RECLAMADO, qualificação e endereço completos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – PRELIMINAR DE MÉRITO

a) b)

A - Tramitação Preferencial do Feito: Idoso (art. 71, Lei 10741/2003 e art. 1.211-A, CPC) Portador de doença grave (art. 1.211-A, CPC)

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c) Dissídio que verse exclusivamente sobre salário ou empregador falido (art. 652, parágrafo único, CLT) B – JUSTIÇA GRATUITA (art. 790, § 3º, CLT e art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, Lei 1060/50)

II – MÉRITO

1.

DO CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pelo Reclamado no dia…, para exercer a função de …, recebendo por última remuneração a importância de …, sendo dispensado sem justa causa pelo Reclamado em …

2.

DO VÍNCULO DE EMPREGO §1 Fato §2 Fundamento §3 Pedido

III – PEDIDOS (Repetição dos requerimentos constantes no mérito da RT)

IV - REQUERIMENTOS FINAIS O Reclamante requer a NOTIFICAÇÃO da Reclamada para apresentar resposta à Reclamatória Trabalhista, sob pena de revelia. A PRODUÇÃO de todos os meios de PROVA em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, a oitiva de testemunhas, prova pericial e juntada de novos documentos. Por fim, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos, com a condenação da Reclamada ao pagamento de todas as verbas postuladas, acrescidas de juros e correção monetária.

Atribui-se à causa valor superior a 40 salários mínimos. Nestes Termos, Pede deferimento. Local e data.

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Advogado OAB nº

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O endereçamento de uma reclamação trabalhista é simples e deve ser realizado da seguinte maneira: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA … VARA DO TRABALHO DE … Atenção! O último traço deve ser preenchido com o local da prestação do serviço. em regra.cers. § 2º. o endereçamento deve ser realizado da seguinte maneira: www. § 1º. Em se tratado de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do controle de trabalho. Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial.br 5 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ENDEREÇAMENTO A competência territorial é definida pelo art. 651. Na comarca onde não houver juiz do trabalho. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. § 3º. a lei poderá investir o juiz de direito da jurisdição trabalhista. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. Nesse caso. 651 da CLT. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional disposto em contrário.com. CLT. prestar serviços ao empregador. na falta. o juízo do local da prestação dos serviços: Art. se a proposta não informá-lo devemos deixar o espaço em branco. estabelecida neste artigo. será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. sendo. reclamante ou reclamado.

por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). vem respeitosamente perante Vossa Excelência.cers. inscrita no CNPJ sob o nº. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. com fulcro no artigo 840 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE … QUALIFICAÇÃO DAS PARTES Normalmente. com escritório profissional no endereço completo. inscrito no CPF sob nº e no PIS sob o nº.. pelo rito. onde recebe intimações e notificações. em face de NOME DO RECLAMADO. em face de NOME DO RECLAMADO. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. Exemplo: NOME DO RECLAMANTE. Diante disso. sob pena de identificação de prova. estabelecida no endereço completo. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. portador da Cédula de Identidade RG nº. pelas razões de fato e de www. nacionalidade.). portador da CTPS nº. profissão. a Banca não informa todos os dados necessários para a qualificação completa das partes.. qualificação e endereço completos. residente e domiciliado no endereço completo. Não devem ser inventados dados que não estejam na proposta. qualificação e endereço completos.. OU NOME DO RECLAMANTE. pessoa jurídica de direito privado (se for o caso).br 6 .. PROPOR: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. o Examinando poderá utilizar a expressão “qualificação e endereço completos” ou utilizar o gênero destes dados (ex: nacionalidade.com. com escritório profissional no endereço completo. onde recebe intimações e notificações. estado civil. pelo rito . por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). etc. estado civil. com fulcro no artigo 840 da CLT.

de modo que a tentativa conciliatória pela CCP é uma faculdade para o reclamante. em caráter liminar (ADI 2139 e ADI 2160). a eficácia desse dispositivo. deve fazê-lo na forma do exemplo a seguir: www. o candidato opte por mencioná-la. o STF suspendeu.com. Na qualificação deve constar a razão social precedida da expressão “Massa Falida”. mas diante da suspensão da eficácia do art. Antes da decisão referida. era importante mencionar que a passagem do Reclamante pela CCP era obrigatória. PRELIMINAR AS PRELIMINARES REFEREM-SE AO PROCESSO E SÃO POUCAS AS HIPÓTESES DE OCORREREM NA PETIÇÃO INICIAL. 625-D é desnecessária a referência à passagem pela Comissão.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI direito que passa a expor. Observação: se porventura a ação trabalhista for proposta contra a massa falida. ainda assim. Caso.br 7 . Contudo. SEGUEM EXEMPLOS:A) COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP) A passagem pela CCP era obrigatória em função do disposto no artigo 625-D da CLT. a inicial deve revelar o nome do síndico e o endereço onde receberá as notificações.cers.

em qualquer instância.cers. CLT).741/2003).br 8 . PRELIMINAR DE MÉRITO Comissão de Conciliação Prévia O Reclamante esclarece que não passou pela Comissão de Conciliação Prévia. 1211-A. EM SÍNTESE: Idoso (art. 1211-A.com. 652. CLT) e d) figurar como parte ou interessado portador de doença grave (art. 2ª parte. 652. CPC). uma vez que esta é uma faculdade do autor. companheiro ou companheira.1211-A. CPC). anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. CPC). A prioridade não cessará com a morte do beneficiado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI III. § 1˚. maior de 60 (sessenta) anos. O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. 01. Dissídio originado pela falência do empregador (art. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Lei 10. nos termos das liminares concedidas pelo STF nas ADI’s 2139 e 2160. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. que determinará as providências a serem cumpridas. 652. 71. § ú. § ú. com união estável.741/2003 e art. § ú. 71. TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL Dissídio sobre salário (art. b) o dissídio versar exclusivamente sobre salário (art. Parte ou interessado portador de doença grave (art. c) decorrer da falência do empregador (art. 652. fazendo prova de sua idade. www. CLT). Observe a legislação referida: Art. § ú). B) TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL DO FEITO Assegura-se a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: a) nos processos em que figurar como parte ou interessado idoso – pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (Lei 10. Lei 10. § 2˚.741/2003.

contrair processo em separado. CLT. São Paulo: LTr. ou portadora de doença grave. www. Art. 3º da Lei 1060/50. Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: Parágrafo único. a pedido do interessado. 1. A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. CLT. Observe: Art.cers. ed. podendo o Presidente da Junta. CPC. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. Carlos Henrique Bezerra Leite leciona que “a justiça gratuita pode ser concedida por qualquer juiz de qualquer instância a qualquer trabalhador. § 4˚. Nas Varas do Trabalho. 7. independentemente de estar sendo patrocinado por advogado ou sindicato. Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. que litigue na Justiça do Trabalho. 370. Curso de Direito Processual do Trabalho. nos Juízos de Direito. Carlos Henrique Bezerra.br 9 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3˚. Art. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. 790. Nesse sentido. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. 1 LEITE. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador. 790. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Os requisitos para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita estão previstos no art. nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho. desde que perceba salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal ou que declare que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento da próprio ou de sua família” 1. 2009. (VETADO)C) JUSTIÇA GRATUITA O benefício da justiça gratuita implica apenas a isenção do pagamento de despesas processuais previstas no art. a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. p. sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. § 3º. PARÁGRAFO ÚNICO.com. 652. CLT.211-A. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária.

Nos termos do art. Justiça Gratuita O reclamante encontra-se desempregado. Abaixo seguem exemplos de tópicos que podem ser objeto do mérito. o fundamento e o pedido. o Candidato deve destinar o primeiro tópico ao contrato de trabalho. Diante do exposto. § 3º da CLT e art. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. último salário e data de demissão. que necessitarem recorrer à Justiça penal. MÉRITO No mérito. mencionando. O pedido de justiça gratuita pode ser feito também em preliminar. parágrafo único. 2º. Segue exemplo: I – Preliminar de Mérito 01. TST).cers. o benefício da justiça gratuita. função. da Lei 1060/50 o reclamante faz jus aos benefícios da justiça gratuita. Gozarão dos benefícios desta Lei os nacionais ou estrangeiros residentes no país. 3º da Lei 1060/50. civil. pelo advogado. apenas os seguintes dados: admissão.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3o É facultado aos juízes. 790. na própria petição inicial (OJ 304. sob as penas da lei. quando se tratar de relação de emprego. Após o título. Os demais tópicos devem ser nominados de acordo com os demais pedidos formulados pelo autor. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. para os fins legais. ou declararem. A) CONTRATO DE TRABALHO www.com.Considera-se necessitado. militar ou do trabalho. inclusive quanto a traslados e instrumentos. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. o reclamante deve incluir o fato. requer a concessão dos benefícios previstos no art. 2º. Lei 1060/50.br 10 . Parágrafo único. Art. sem condições de arcar com as despesas do processo. . a requerimento ou de ofício. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. SDI-1. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder. O benefício da justiça gratuita deve ser requerido sempre que o Examinador indicar que o reclamante não tem condições de arcar com as despesas do processo. A declaração da situação econômica do reclamante pode ser declarada.

br 11 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quando se tratar de relação de emprego. Caso o examinador não mencione alguns desses dados. não eventualidade e subordinação). Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600.00 (seiscentos reais). função. o Candidato deve postular o reconhecimento do vínculo de emprego (arts. Seguem exemplos: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2010. Segue exemplo: I – MÉRITO 02. EM SÍNTESE: Admissão. nesse tópico o candidato deve mencionar apenas os seguintes dados: data de admissão. Reconhecimento do vínculo de emprego O Reclamante foi admitido como trabalhador autônomo na empresa Reclamada. conforme exemplo a seguir: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2011.com. B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO Quando o Examinador mencionar que o reclamante foi contratado como autônomo. onerosidade. a anotação na CTPS do Reclamante (art. Desde www. 29. salário e a data da demissão. para exercer a função de … Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600.00 (seiscentos reais). Demissão. o Candidato deve deixar o espaço relativo a eles em branco. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. CONTRATO DE TRABALHO Função. apesar de presentes os requisitos da relação de emprego (pessoalidade. para exercer a função de auxiliar administrativo. Salário. CLT).cers. CLT). bem como. 2º e 3º.

de segunda a sexta. Nesse caso. (Fundamento) Diante do exposto. www. C) RESPONSABILIDADE PATRONAL A responsabilidade patronal deve ser analisada atentamente sempre que a relação de trabalho envolver mais de um empregador ou tomador dos serviços. requer o reconhecimento do vínculo empregatício e que a Reclamada seja compelida a realizar as devidas anotações na CTPS do Reclamante. Verifica-se a presença da subordinação. para fins de subordinação jurídica. não eventualidade e subordinação. controle e supervisão do trabalho alheio. (Pedido) ATENÇÃO MÁXIMA! A Lei 12551/2011 inseriu o art.cers. desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. 2º e 3º da CLT. A subordinação jurídica verifica-se também quando o controle e a supervisão ocorrem por meios telemáticos e informatizados. a presença da pessoalidade. nos termos do art. que lhe orientava e punia e remunerava. Depois. devemos explicar a responsabilidade dessas empresas e requerer sua condenação de forma solidária ou subsidiária. aos meios pessoais e diretos de comando. quais sejam: pessoalidade. devemos analisar quais empresas ou pessoas físicas serão incluídas no polo passivo. 6º da CLT: Art.br 12 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI o início do contrato de trabalho. comprovados todos os requisitos legais exigidos pelos arts. assim. portanto. pois o reclamante prestava os serviços. O trabalhador não podia se fazer substituir por outro trabalhador. as ordens do gerente do seu setor. A não eventualidade também estava presente. o executado no domicílio do empregado e o realizado à distância. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. Em um primeiro momento. demonstrando a presença da onerosidade. obedecia ao horário de trabalho (segunda a sexta-feira das 8h as 17h). no mérito. o executado no domicílio do em pregado e o realizado a distância. Observe o teor do art. das 8h às 17h. orientando-o e punindo-o.00. uma vez que o Reclamado dirigia a prestação serviços do reclamante. 6º na CLT estabelecendo que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. 29 da CLT. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da relação de emprego. Restam. quando da qualificação das partes. controle e supervisão se equiparam. Os meios telemáticos e informatizados de comando. dois pontos devem ser analisados. onerosidade. 2º e 3º da CLT. como contraprestação pelos serviços prestados. Parágrafo único. o reclamante recebia a importância fixa mensal de R$ 1000. 6º. bem como. evidenciando-se. CLT. previstos nos arts.com. desde que caracterizados os pressupostos da relação de emprego. o reclamante tinha que prestar pessoalmente os serviços. Por fim.

incorporação e cisão de empresas. Maurício Godinho. Assim. fusão. 2007. Por isso. 10 e 448 da CLT. São exemplos de sucessão: a transferência de titularidade da empresa (venda). Tem por fundamentos os princípios continuidade do contrato de trabalho. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos”. quem responde pelo crédito trabalhista é a empresa. 448. São Paulo: LTr. 2 DELGADO. não importando quem seja o proprietário ou administrador. Empreitada e Subempreitada. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalhos dos respectivos empregados. p. 10. e na inalterabilidade do contrato de trabalho. ► Sucessão de empregadores Segundo o professor Maurício Godinho Delgado2: “sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts. 408.cers. b) continuidade da prestação dos serviços ou continuidade do negócio. Grupo econômico. Observe o teor dos artigos 10 e 448 da CLT: Art. segundo a FGV: a) transferência de uma unidade econômico-jurídica. A sucessão trabalhista está disciplinada nos artigos 10 e 448.br 13 . Cooperativas Ilícitas. despersonalização do empregador.com. arrendamento e concessão. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. 6ª Edição.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RESPONSABILIDADE PATRONAL Sucessão de empregadores. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. www. Terceirização. são requisitos para a sucessão trabalhista. Art. Curso de Direito do Trabalho. da CLT.

do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: Questão 4 a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista (0.2). como esta foi realizada com o www.br 14 .2). então ambas deverão ser incluídas no polo passivo. os requisitos para a sucessão são: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade da prestação dos serviços após a sucessão. apenas para transferir a este a responsabilidade por eles. fusão. Nota-se que a Banca admitiu a corrente adotada pela doutrina clássica e também pela moderna. a qual deve responder pelos direitos trabalhistas e. EM SÍNTESE: Sucessão legal: a) qualificação: inclusão apenas da empresa sucessora no polo passivo. para a empresa sucessora. Consequentemente. sucessora e sucedida. requer a sua condenação no pagamento de todas as verbas postuladas na RT. “a”.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Observe a resposta da Banca FGV à questão 4. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO e explicar o fato (venda da empresa. 10 e 448 da CLT afirmar que a alteração na titularidade ou estrutura jurídica da empresa não afetam os contratos de trabalho ou os direitos dos empregados. a transferência da unidade econômico-jurídica tenha sido realizada para sucessor sem condições de arcar com os débitos trabalhistas dos empregados. a fim de fraudar direitos trabalhistas. entretanto. Assim. explicando no mérito a ocorrência da sucessão. etc).65) Resposta: Transferência de uma unidade econômico-jurídica (0. 10 e 448 da CLT na hipótese de sucessão a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. que se mantém vinculados à empresa. Segundo o art. a sucessão é nula. por fim. sendo irrelevante a continuidade da prestação dos serviços. a sucessão tenha sido fraudulenta. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. no polo passivo. Sucessão fraudulenta: a) qualificação: incluir ambas as empresas. 10 e 448 da CLT. ou seja. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”.cers. cabendo a ambas responder solidariamente pelos débitos trabalhistas.25) e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação dos serviços (0. Indicação dos arts. Segundo a clássica. 9º da CLT. “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. razão pela qual devemos ajuizar a RT apenas contra esta. explicar a fraude conforme os dados relatados na proposta. Caso. com fundamento nos arts. ocorrendo ou não a continuidade da prestação de serviços. 10 e 448 da CLT (0. com fundamento nos arts. Para a doutrina moderna basta que haja: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio pela empresa sucessora. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO. Explicar que embora nos termos dos arts.com.

ou registrador. inclusive no que diz respeito às despesas de custeio. de modo que todas as empresas devem ser condenadas a pagar de forma solidária. É delegado o exercício da atividade notarial e de registro. 3º. por mais de seis meses. CF. Assim. II. Art. OJ-SDI1-225 SERVIÇO CONTRATO PÚBLICO. Dessa forma. Tal hipótese enquadra-se na OJ 225. TST.com. 3º da Lei 8935/94. Por se tratar de uma delegação recebida pelo Estado. condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços. é nula de pleno direito. cabendo-lhe estabelecer normas. Lei 8935/94. nos termos do art.cers.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. Cuidado! Já caiu na prova da FGV sucessão de cartório. Nos termos do art. por delegação do Poder Público. O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do respectivo titular. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. oficial de registro e registrador são profissionais do direito. dos oficiais de registro e de seus prepostos. e oficial de registro. os serviços de notário. a sucessão somente ocorrerá se houver continuidade na prestação de serviços pelos empregados. Art. investimento e pessoal. § 3º . com fundamento no art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI propósito de obstar direitos dos empregados.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. Lei 8935/94. tabelião. dotados de fé pública. DE CONCESSÃO DE RESPONSABILIDADE www. Notário. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. ou tabelião. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. 236. por inexistir a referida continuidade é de responsabilidade exclusiva do respectivo titular as obrigações assumidas durante o período que exerce o encargo de notário. § 2º .br 15 . SDI-1. cabe ao antecessor a responsabilidade pelo período anterior à nomeação no novo tabelião. dotados de fé pública. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. 21. Art. 21 da Lei 8935/94. são profissionais do direito. § 1º .Lei regulará as atividades. 9º da CLT.

Nelson é sucessor? (valor 0. no mesmo local e com noivos empregados. Com base no caso acima. Ainda acerca da sucessão. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. II . na condição de sucessora. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson.com.65) Transferência de uma unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação de serviços. bens de sua propriedade: I . pois ele não aproveitou nenhum dos empregados (0. Nelson. vale ressaltar que esta pode ser reconhecida pelo juiz em qualquer fase do processo. Em razão disso. Observe a questão 4 do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: OAB IV EXAME DE ORDEM – QUESTÃO 4. 592 do CPC: www.cers. (nova redação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TRABALHISTA. 10 OU 448 da CLT.6) Não. a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (valor 0. Nelson iniciou seus serviços como notário. pois lá iria alocar empregados de sua confiança. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato.04. a título transitório. trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. Indicação dos arts. Lá chegando. Alguns dias depois. a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria. ou qualquer outra forma contratual.2005) Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária).em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão. nos termos do art. inclusive na execução. aprovado em segundo lugar nos certame. Informado disso. responda os itens a seguir.br 16 . no todo ou em parte. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão. Um Estado da federação realizou concurso público para notário. entregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam. b) No caso em tela. a segunda concessionária. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. DJ 20. independentemente do reclamante ter participado da fase de conhecimento.4) e tratava-se de delegação recebida do Estado. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial. mediante arrendamento.

Observe o teor da súmula: Súmula 205. A responsabilidade de um grupo econômico é solidária. As obrigações trabalhistas. SDI – 1. inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. personalidade jurídica própria. OJ 261. controle ou administração de outra. mesmo não tendo participado da fase de conhecimento. Para o TST. TST. portanto. CPC. § 2º. tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. as agências. estiverem sob a direção. Com o cancelamento da súmula 205. os direitos e deveres contratuais. para os efeitos da relação de emprego.cers. integrante do grupo econômico. cada uma delas. constituindo grupo industrial. são de responsabilidade do sucessor. 592. No caso de sucessão de bancos. que não participou da relação processual como reclamado e que. apresenta uma definição de grupo econômico: Art. o TST firmou posicionamento no sentido de que é possível que qualquer uma das empresas do grupo seja sujeito passivo na execução. tendo. (CANCELADA) www. ► GRUPO ECONÔMICO O artigo 2º. a OJ 261 da SDI-1 expressa o entendimento do TST. O responsável solidário. Ficam sujeitos à execução os bens: I . CLT. §2º da CLT.do sucessor a título singular. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. o grupo caracteriza-se como empregador único.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. não consta no título executivo judicial como devedor.br 17 . não pode ser sujeito passivo na execução. embora. TST. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. 2º. serão. uma vez que a este foram transferidos os ativos. caracterizando típica sucessão trabalhista. Sempre que uma ou mais empresas. que corrobora a disposição dos artigos da CLT.

cers. EM SÍNTESE: a) qualificação: incluir todas as empresas do mesmo grupo econômico. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico.2011 I . para mais de uma empresa do grupo econômico. Observe o teor da súmula: Súmula 129. ► TERCEIRIZAÇÃO A terceirização consiste em uma relação jurídica triangular em que a empresa prestadora dos serviços realiza determinado e específico serviço à empresa tomadora. salvo ajuste em contrário. 174/2011.05. 30 e 31. 2º. § 2º da CLT expor que as empresas do mesmo grupo econômico respondem de forma solidária. por se tratar de empregador único.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. Por fim.889/73.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O TST entende também que o trabalho prestado pelo empregado. requer a condenação de todas as empresas reclamadas de forma solidária. característica que influenciará diretamente na responsabilidade da empresa tomadora dos serviços. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços.com. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Essa terceirização pode ser lícita ou ilícita. salvo disposição em contrário (Súmula129. salvo no caso de trabalho www.br 18 . não gera duplo contrato de trabalho. Explicar que o empregado foi contratado pela empresa X. § 2º da Lei 5. Com fundamento no art. TST).Res. TST. A terceirização é tratada na súmula 331 do TST: SÚMULA 331. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. DEJT divulgado em 27. durante a mesma jornada de trabalho. durante a mesma jornada. b) mérito: abrir um tópico denominado grupo econômico ou responsabilidade solidária. 3º. O grupo econômico de empresas rurais está previsto no art. que pertence ao mesmo grupo econômico de Y e Z.

01. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Serviços especializados ligados a atividademeio do tomador Serviços ligados à atividade fim do tomador Trabalho temporário (Lei 6019/74) 3 Também será ilícita se.Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI temporário (Lei nº 6.666. conservação.06.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. mediante empresa interposta. para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. 37. indireta ou fundacional (art. limpeza e serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador estiverem presentes a pessoalidade e subordinação direta entre trabalhador 3 Segundo o art. de 03. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.A contratação irregular de trabalhador. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. da CF/1988). IV . Observe o quadro de resumo das hipóteses de terceirização lícita e terceirização ilícita.cers. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.1993. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 2º.1983) e de conservação e limpeza. www.102. de 21. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. V .º 8.br 19 . II. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. por parte do empregador. 2º da Lei 6019/74 a contratação de trabalhador temporário apenas poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente e acréscimo extraordinário de serviço. Lei 6019/74 . nas mesmas condições do item IV. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.com. III . II .06.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.1974). de 20.019. nas hipóteses de vigilância. Observe-se: Art.

deve-se explicar que a tomadora contratou a empresa de vigilância. Por fim. b) mérito: sob o título de terceirização ou responsabilidade subsidiária. A responsabilidade da administração será subsidiária apenas quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. requer a condenação da empresa tomadora de forma subsidiária. 29 da CLT e condenação solidária da prestadora dos serviços. Expor. os quais foram executados pelo reclamante.666. do TST). Explicar que neste caso embora a terceirização seja lícita. III. 9º. Atividades de vigilância (Lei 7102/83) Conservação e limpeza Consequência: formação de vínculo de emprego com o tomador dos serviços e Consequência: responsabilidade condenação solidária da empresa terceirizada subsidiária do tomador dos serviços e (art. II.cers. com base no art. Ainda que a terceirização seja irregular não há formação de vínculo de emprego com o poder público sem concurso público (art. de 21/06/1993. explicar os fatos. CF e súmula 331. 37. EM SÍNTESE: Terceirização Lícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. IV. Em regra. www. II. b) mérito: sob o título de terceirização ilícita. Com fundamento na súmula 331. CLT) principal ou direta da prestadora de serviços. a responsabilidade da tomadora se dá de forma subsidiária (súmula 331. do TST explicar que se trata de terceirização ilícita. Por fim. razão pela qual a empresa contratada deve responder de forma solidária. formando-se vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços. I. requerer a formação de vínculo de emprego com a empresa tomadora e a anotação da CTPS na forma do art. 9º da CLT. nos termos da súmula 331. a administração não responde pelo inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa contratada. TST.com.º 8. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.br 20 . TST).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI terceirizado e tomador de serviços. que os atos praticados com o intuito de obstar direitos trabalhistas são nulos. Terceirização Ilícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo.

6 DELGADO. e ampl. 5. 7 CASSAR. p. São Paulo: LTr. cabendo. nos termos da súmula 363 do TST. que se encarrega de executá-los com seus próprios elementos.com. sem prévia aprovação em concurso público. www. 5 Op. após a CF/1988. 2010. Cit. 2011. CLT.cers. 4 BARROS. 5ª ed. Observe-se: Súmula 363. II e § 2º. 121/2003. p. EFEITOS (nova redação) . Maurício Godinho Delgado 6 e Vólia Bomfim Cassar 7 . 455. São Paulo. os transfere para outrem (pessoa física ou jurídica) chamado subempreiteiro. TST. DIREITO DO TRABALHO. 9ª ed. subsidiária com fundamento na súmula 331. 20 e 21. 2009. 37. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. encontra óbice no respectivo art. Vólia Bomfim. “o empreiteiro principal.br 21 . TST. todavia. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. IV. inclusive com seus trabalhadores4”. estabelece que o empreiteiro responde pelas obrigações não cumpridas pelo subempreiteiro: Art. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. 458. p. Alice Monteiro de. 383.11. rev. CONTRATO NULO.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Vale ressaltar que o contrato firmado pelo poder público sem concurso público é nulo. o direto de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. Para Alice Monteiro de Barros 5 . 384. Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. Maurício Godinho. O artigo 455. ► EMPREITADA E SUBEMPREITADA Segundo Alice Monteiro de Barros. São Paulo: LTr. em relação ao número de horas trabalhadas. Discute-se se a responsabilidade seria solidária ou subsidiária. respeitado o valor da hora do salário mínimo. assegurando ao trabalhador apenas salários e depósitos do FGTS.ed.2003 A contratação de servidor público. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. o posicionamento majoritário é pela responsabilidade. DJ 19. aos empregados.Res. não considerando conveniente executar todas as obras ou serviços que lhe foram confiados. Ímpetus.

br 22 . o TST tem se posicionado em sentido contrário.5. SUBEMPREITADA.5. 455 DA CLT. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. Consignado pelo Regional a existência de relação de subempreitada. segundo a qual o art. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. a jurisprudência defende que a própria CLT consagra a responsabilidade solidária. 455 da CLT. No entanto. Relator Ministro: Milton de Moura França. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011).2009. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.18. tendo o Regional. Agravo de instrumento não provido. Agravo de instrumento conhecido e não provido. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011). O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Entretanto. entendendo que a responsabilidade é solidária. contra o subempreiteiro ou contra os dois conjuntamente. Data de Publicação: DEJT 20/5/2011). se ficar comprovada a sua insuficiência econômica. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. 4ª Turma. AGRAVO DE INSTRUMENTO. circunstância que enseja a responsabilização solidária.0071. ART. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO.cers. Data de Julgamento: 4/5/2011. a responsabilidade do empreiteiro principal pelas obrigações do subempreiteiro é a solidária.5.0000.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011.. RECURSO DE REVISTA. sob pena de ofensa ao princípio da non reformatio in pejus. o subempreiteiro para depois. ou seja.1880-55. www.15.48839. visto que o art. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. aplicado a responsabilidade subsidiária. ajuizar a reclamação contra o empreiteiro principal. Data de Julgamento: 11/5/2011.(Processo: AIRR-106100-54. primeiro. EMPREITADA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.com. (Processo: RR .(Processo: AIRR. Recurso de Revista não conhecido-.2010.24. 455 da CLT consigna que o empregado pode ajuizar a reclamação contra o empreiteiro. 4ª Turma. não disciplinando que a responsabilidade do empreiteiro principal é apenas subsidiária nem que haja necessidade de acionar. Diante disso. SUBEMPREITADA. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro.2010. não há como restabelecer a condenação solidária. conforme entendimento reiterado desta Corte. nos termos do art. 8ª Turma.

do TST). do TST. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.br 23 . demandaria o reexame de fatos e provas. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. nem de forma subsidiária.2010.0000. RECURSO DE REVISTA. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011).5. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora (OJ 191. SDI-1.com. segundo a qual o art.(Processo: AIRR. DEJT divulgado em 27. 175/2011. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO.2009. TST). o www. em caso de inadimplemento das obrigações contratuais. no acórdão regional. Não configurada a divergência jurisprudencial pretendida (Súmula 296. o dono da obra não responde nem de forma solidária. ou seja. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing.2011 Diante da inexistência de previsão legal específica. TST. Recurso de Revista não conhecido-. Relatora Ministra: Rosa Maria Weber. (Processo: RR . adotar entendimento diverso. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011).2010.1880-55. EMPREITADA.. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST. conforme entendimento reiterado desta Corte. 455 DA CLT. Segundo o TST. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro. 2.18. SDI-1. que a relação entre as rés foi de subempreitada. 3. 455 da CLT responsabiliza solidariamente o empreiteiro e o subempreiteiro. CONTRATO DE EMPREITADA. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Ileso o referido preceito consolidado e não contrariada a Súmula 331. Assentado. a partir das alegações trazidas na revista. 8ª Turma.Res. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa.05.(Processo: RR32700-98. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ART.15. IV. 3ª Turma.48839. OJ 191.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. Data de Julgamento: 11/5/2011. SUBEMPREITADA. Data de Julgamento: 23/3/2011. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL.. 4ª Turma. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. Data de Publicação: DEJT 1º/4/2011). RESPONSABILIDADE (nova redação) .15.0154. A jurisprudência reiterada desta Corte firmou entendimento no sentido de que o art. Agravo de instrumento conhecido e não provido.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RECURSO DE REVISTA.5. I. SUBEMPREITADA. com óbice na Súmula 126/TST. 30 e 31.cers. 1.5.

cers. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”. 455 da CLT o empreiteiro responde pelas obrigações não adimplidas pelo subempreiteiro. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. b) mérito: requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária (art. subsidiária. Empreiteiro. subempreiteiro e dono da obra.br 24 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. IV. (súmula 331. www. se a terceirização foi ilícita (relacionada a sua atividade fim). Por fim. subsidiária. se a terceirização for lícita (serviços especializados. sucessivamente. O princípio da dupla qualidade informa que o filiado acumula as funções de cooperado e cliente. por exemplo) ou solidária. ► COOPERATIVA ILÍCITA Nos termos do parágrafo único do art. requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária e. b) mérito: utilizar a mesma fundamentação acima exposta: Empreiteiro. e. Caso não sejam observados os dois princípios que regem as cooperativas (dupla qualidade e retribuição pessoal diferenciada) e estejam presentes os requisitos da relação de emprego. TST). TST) e a condenação subsidiária do dono da obra (súmula 331. 455 CLT. o próprio associado é um dos beneficiários dos serviços prestados pela cooperativa. relatar os fatos. construtora ou incorporadora: a) qualificação: incluir todas as empresas no polo passivo.com. como gesso. nos termos da súmula 331. pessoa física: a) qualificação: incluir no polo passivo apenas o empreiteiro e o subempreiteiro. sucessivamente. sucessivamente. nos termos do art. b) mérito: Sob o título de subempreitada. subsidiária (súmula 331. consequentemente. o vínculo de emprego deve ser postulado. 455. “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. EM SÍNTESE: Empreiteiro e subempreiteiro: a) qualificação: incluir no polo passivo o empreiteiro e o subempreiteiro. Alegar que sua responsabilidade é solidária. CLT) e. IV do TST. I. subempreiteiro e dono da obra. 442 da CLT. Explicar que nos termos do art. TST). não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. IV. Há uma presunção de ausência de vínculo de emprego.

retribuição pessoal superior àquela alcançada caso atuasse isoladamente. hipótese em que deve-se requerer a formação de vínculo de emprego com a cooperativa. Na contestação. TST). b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. conforme se extrai da questão nº 2 do IV Exame de Ordem Unificado (2011.45).45) Resposta: Não cabimento. I. a i i i ad a i ia ai a para prestar serviços i a d a ad . item IV. Indicação do art. observado. 3º ou 9º da CLT OU Súmula 331. do TST. Assim.br 25 . nos termos da Súmula 331. a primeira suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. do TST. quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados.1). entretanto. Por fim. restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra. uma vez que o artigo 442. da CLT a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda. afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador. parágrafo único. responda aos itens a seguir. requerendose a condenação da cooperativa de forma solidária e não subsidiária. nem foi convocado para qualquer assembleia. No mérito. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. Na petição i i ia . Não a a a a i idad di a U i i a . empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. na peça de defesa. parágrafo único. da CLT) em caso de fraude (0. no caso concreto. refutando a configuração d i i i relação empregatícia. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes. Caso. O segundo reclamado. 2º.a) cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0.com. Na instrução processual.3). ai da. que o trabalhador não era beneficiário dos serviços da cooperativa e/ou que a contraprestação recebida correspondia à valor inferior ao padrão médio do mercado para o profissional que atua isoladamente estarão ausentes os dois ou um dos dois princípios obrigatórios do cooperativismo.cers. ainda que potencialmente. Com base na situação hipotética. ja ai a d da i i a r . na condição de tomador dos serviços prestados.8) Resposta: Não cabe por não ter sido a real empregadora (0. 442. Observe: João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda. d a a di ada A . além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. Esse é o entendimento da FGV. o vínculo deve ser formado com a tomadora (súmula 331. (0. pois atuava como real empregadora.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pelo princípio da retribuição pessoal diferenciada assegura-se ao associado. I.2) No mesmo sentido segue julgado: www. aduziu que foi dispensado sem justa causa. Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral. a cooperativa funcione apenas como intermediadora de mãode-obra. dada a inaplicabilidade do artigo citado na questão (art.

2º. Relatar ainda que os serviços eram prestados com pessoalidade e subordinação à empresa tomadora estando. 2ª Turma. VÍNCULO DE EMPREGO. que jamais compareceu a sede da ré ou participou de qualquer assembleia. Requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a tomadora em razão da intermediação da mão de obra e existência de pessoalidade e subordinação em relação a esta (súmula 331. Na espécie. Data de Publicação: 03/02/2012) EM SÍNTESE: Cooperativa lícita: Não há formação de vínculo de emprego. a Corte Regional consignou que não havia autonomia na prestação do serviço. Expor que a ausência de vínculo de emprego nas cooperativas é apenas uma presunção relativa. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior. Requer a condenação solidária da cooperativa. onerosidade. TST.2006. que o reclamante foi obrigado a associar-se a cooperativa para prestar serviços ao reclamado. FRAUDE À COOPERATIVA. Cooperativa ilícita: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa. presentes os requisitos da relação de emprego. I. D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO www. b) mérito: sob o título de vínculo de emprego alegar que a cooperativa é ilícita. Cooperativa ilícita – prestação de serviços a terceiros de forma pessoal e direta: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa e a tomadora dos serviços. e não pelos associados. sobretudo por não observar os princípios da dupla qualidade e da retribuição pessoal diferenciada e por estarem presentes os requisitos da relação de emprego (arts. Assim. I.0017 .o Hospital. § 4º.br 26 . pessoalidade e não-eventualidade).06. Inteligência da Súmula nº 331. Recurso de revista de que não se conhece. o horário de trabalho era pré-determinado por superior hierárquico.5. 3º 3 9º da CLT). manteve-se o vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços .cers. Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos.com. Data de Julgamento: 14/12/2011. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. TOMADOR DOS SERVIÇOS. o que configurava fraude na intermediação ilícita de mão-deobra para atividade-fim do reclamado. Relatar. a contratação de trabalhadores por meio de empresa interposta é ilegal. 2 º e 3º da CLT). (RR . Precedente. por exemplo. Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896. arts. portanto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA.36900-31. nos moldes previstos no artigo 3º da CLT. b) mérito: abrir um tópico da cooperativa. e as reuniões mensais eram para entrega de pagamentos. da CLT. diante da fraude perpetrada e da presença dos requisitos configuradores da relação de emprego (subordinação.

www. incluindo o salário base e os sobressalários (salário “in natura”. tais parcelas compõe a remuneração do empregado para cálculo das verbas que incidem sobre esta parcela. gratificações ajustadas. 457. incluindo outras importâncias auferidas de terceiros em decorrência do contrato de trabalho.cers.br 27 .). § 1º. 457 da CLT. TST) ou sobre o salário mínimo. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. como contraprestação do serviço. outras. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. Compreendem-se na remuneração do empregado. diárias de viagem que ultrapassem a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado e os abonos pagos pelo empregador etc. são calculadas sobre o valor do salário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ► SALÁRIO E REMUNERAÇÃO . Juntas. § 2º. comissões. etc. as gueltas (trata-se de pagamento indireto que visa estimular as vendas ou a produção) e etc. Nesse sentido é o art. enquanto a remuneração caracteriza-se pela soma dos salários pagos pelo empregador. tendo em vista que algumas verbas trabalhistas são calculadas sobre o valor da remuneração (FGTS. férias. em contrapartida. § 3º. adicionais. como adicional nas contas a qualquer título. como o adicional de insalubridade etc. Integram o salário não só a importância fixa estipulada. por exemplo.) e  verbas pagas por terceiro. como também as comissões. Depreende-se dos artigos 457 e 458 da CLT que a REMUNERAÇÃO do empregado é composta das seguintes verbas:  salário pago diretamente pelo empregador. e destinada à distribuição aos empregados. gratificações.com. as gorjetas. Observe: Art. como as gorjetas. as gorjetas que receber. 13º salário.DEFINIÇÃO O salário é a retribuição dos serviços prestados pago diretamente pelo empregador. A distinção entre os institutos é relevante. como o adicional de periculosidade (Súmula 191. Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. percentagens. assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado. Não se incluem nos salários as ajudas de custo. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. para todos os efeitos legais.

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SALÁRIO COMPLESSIVO

O salário, em sentido amplo, pode ser composto de diversas parcelas: saláriobase, adicionais diversos (de insalubridade, de periculosidade, adicional noturno, etc.), comissões, horas extras, etc. O chamado salário complessivo é observado quando se estabelece uma retribuição fixa para quitar, de forma global, vários direitos do empregado. O salário complessivo é vedado pelo direito brasileiro, por conseguinte, a cláusula contratual que estabelece o chamado salário complessivo é nula. Nesse caso, a parcela fixa representa tão somente o salário-base do empregado, como prevê a Súmula 91 do TST:

Súmula 91, TST. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

Nesse caso, o Examinando deve entender que o valor pago correspondia tão somente ao salário-base do reclamante e ele deve requerer a condenação do reclamado ao pagamento das outras verbas englobadas pelo salário pago.

► REFLEXOS

Observe passo a passo o procedimento de pensamento que deve ser adotado para identificação e formulação do pedido de reflexos:
1º Passo 2º Passo Verificar se a parcela postulada tem natureza salarial 3º Passo DSR? Lembrar que o DSR é devido SEMPRE. 4º Passo OLHAR para o pedido formulado: 5º Passo Pedir reflexos no ―Pa á i ‖:  aviso prévio;  13º;  Férias + 1/3;  FGTS (depósitos + multa de 40%;

Formular o pedido.

+

 se o DSR já estiver incluído no pedido (parcela O legislador quer mensal ou que o empregado quinzenal) = não receba quando está pedir reflexos nele. descansando o mesmo que recebe  se o DSR não estiver incluído quando está

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Habitualidade

trabalhando.

no pedido (parcela por hora, dia ou produção) = pedir reflexos nele. Como formular o pedido: R :― x em DSR e com estes em…‖

Não tem natureza salarial, dentre outras, as seguintes: o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367, I/TST), a alimentação ou o vale-alimentação fornecido em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76 e OJ 133, SDI-1, TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional(art. 9º da Lei 7238/84), a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal), a multa e o depósito do FGTS, ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (art. 458 da CLT). EM SÍNTESE:

 Parcela postulada mensal ou quinzenal: desnecessário postular reflexo em DSR. Basta requer reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: adicional de periculosidade, adici a d i a idad , i a açã a a ia , a á i ―in natura‖,  Parcela postulada variável (pagas por hora, dia ou produção): requerer a condenação da reclamada ao pagamento de reflexos em DRS e COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: hora extra, sobreaviso, intervalos, adicional noturno, comissões, etc.

Os quadros abaixo apresentam alguns exemplos da forma do pedido das verbas trabalhistas e seus reflexos.

 adicional de periculosidade

ADICIONAL PERICULOSIDADE

CALCULADO SOBRE O SALÁRIO-BASE (parcela mensal)

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

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Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional de periculosidade, no importe de 30% do salário-base do reclamante, BEM COMO os reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

 horas extras

HORAS EXTRAS HABITUAIS

CALCULADA SOBRE O VALOR DA HORA

DSR EXCLUÍDO DO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: necessário requerer reflexos em DSR

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento de horas extras assim consideradas as excedentes a oitava diária e a quadragésima quarta semanal, acrescidas de 50%, como estabelecem os arts. 7º, XVI da CF e art. 59, § 1º, da CLT, BEM COMO, reflexos em DSR E COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

equiparação salarial

EQUIPARAÇÂO SALARIAL

DIFERENÇAS HABITUAIS

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento das diferenças salariais, BEM COMO reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

► SALÁRIO “IN NATURA”

O caput do artigo 458, CLT, refere-se ao salário pago em utilidades como a habitação, a alimentação, o vestuário, dentre outros. É o chamado salário “in natura”. “As

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utilidades salariais são aquelas que se destinam a atender às necessidades individuais do trabalhador, de tal modo que, se não as recebesse, ele deveria despender de parte do seu salário para adquiri-las (fornecidas PELO TRABALHO). As utilidades salariais não se confundem com as que são fornecidas para melhor execução do trabalho (fornecidas PARA O TRABALHO). Estas se equiparam a instrumento de trabalho e, consequentemente, não tem feição salarial8”.

PELO TRABALHO SALÁRI ―IN NATURA‖ PARA O TRABALHO

CARÁTER SALARIAL

NÃO tem caráter salarial

O valor da parcela paga in natura integra o salário do empregado quando preenchidos os seguintes requisitos: a) a utilidade houver sido concedida de forma habitual; b) gratuita; c) pelos serviços prestados; d) destituída de caráter nocivo à saúde do empregado (bebidas alcoólicas, drogas, cigarros – art. 458, CLT e súmula 367, II, TST) e e) quando não houver lei retirando a natureza salarial da parcela (art. 458, § 2º, CLT). Dessa forma, influenciarão no cálculo de todas as verbas trabalhistas que tem como base de cálculo o próprio salário (art. 458, caput, CLT).

Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º. Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. 81 e 82). (...) § 3º. A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 4º. Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo
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BARROS. Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 5.ed. rev e ampl. São Paulo: Ltr, 2009. p. 753.

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SDI-1. o TST esclareceu que o caráter indenizatório da alimentação fornecida pelo empregador somente se aplica aos empregados contratados após a pactuação em norma coletiva que assegure caráter indenizatório ao auxílio ou após a adesão ao PAT. Súmula 258. O vale para refeição. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. ALTERAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA. Súmula 241. A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. Os percentuais fixados em lei relativos ao salário "in natura" apenas se referem às hipóteses em que o empregado percebe salário mínimo. 458.br 32 . Observe: OJ 413. não integra o salário para nenhum efeito legal.com. da CLT e súmula 241 do TST). OJ 133. em qualquer hipótese. vedada. fornecido por força do contrato de trabalho. nas demais. TST. não tem caráter salarial. NORMA www. A alimentação fornecida pelo empregador não terá natureza salarial quando: a) estiver pactuado. TST.cers. apurando-se. instituído pela Lei 6321/76. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. TST). caput. o real valor da utilidade. Atenção! Na recente OJ 413 da SDI-1. Ressalte-se que a alimentação fornecida pelo empregador tem natureza salarial (art. TST. TST. para todos os efeitos legais. Portanto. em norma coletiva que o “auxílio-alimentação” terá caráter indenizatório ou b) quando a empresa aderir ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador (OJ 133. TST).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI número de co-ocupantes. SDI-1. integrando a remuneração do empregado. 458 da CLT aplicam-se apenas quando os empregados recebem salário mínimo (súmula 258. tem caráter salarial. SDI – 1. Os percentuais fixados no parágrafo terceiro do art.

br 33 . 458.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI COLETIVA OU ADESÃO AO PAT.2012)A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba "auxílioalimentação" ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT — não altera a natureza salarial da parcela. computando-o no salário do reclamante para o cálculo das demais verbas e. anuidade.com. em percurso servido ou não por transporte público. o Examinando deve alegar a ocorrência de redução salarial e requerer a sua integração (soma) ao salário desde a supressão para fins de gerar reflexos das demais parcelas. a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado. 458. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. IV – assistência médica. compreendendo os valores relativos a matrícula.O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. já percebiam o benefício. por exemplo. mensalidade. § 2º da CLT e súmula 367. Art. V – seguros de vida e de acidentes pessoais. VII – (vetado) Súmula 367. CLT. seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. livros e material didático.A habitação. Para os efeitos previstos neste artigo. venha a considerá-lo de natureza indenizatório. VI – previdência privada.02. e 241 do TST. TST. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. Não tem natureza salarial as utilidades fornecidas pelo empregador descritas no art. Caso o Examinador relate que o empregador fornecia em caráter habitual o “auxílio-alimentação”. I . habitualmente. www. a teor das Súmulas nos 51. II – educação. II . em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. 15 e 16. no caso de veículo. (DEJT divulgado em 14. para a prestação do serviço. hospitalar e odontológica. I. quando indispensáveis para a realização do trabalho. § 2º. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. instituída anteriormente. do TST. ainda que. não têm natureza salarial. em razão de adesão ao PAT. para aqueles empregados que.cers. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde. posteriormente.

apenas para que ele tenha mais conforto. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. § 2º. como no caso em questão. requer a integração do valor do aluguel pago mensalmente pela reclamada para fins de reflexos em aviso prévio. Por fim. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. da CLT as utilidades fornecidas pelo empregador de forma habitual. de modo a contar o seu real salário. aluguel de um veículo. (Fundamento) Diante do exposto.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quanto ao salário in natura de modo geral. (Pedido) E) EQUIPARAÇÃO SALARIAL Assim como na Constituição Federal. www.00 mensais. o aluguel de um veículo. (Fato) Nos termos do art. Proposta: Podemos citar como exemplo o caso em que empregador paga para seu empregado. CLT). da seguinte maneira: II . a CLT inseriu os ditames do Princípio da Isonomia nas suas normas. 458. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. gratuita.br 34 . pelos serviços prestados. décimo terceiro.Mérito 02. requer a retificação CTPS do reclamante.cers. no valor de R$ 500. integrar o seu salário para fins de projeções legais. bem como reflexos nos consectários legais. décimo terceiro. nos termos do artigo 29 da CLT. 458. devendo.com. a importância para a prova práticoprofissional está em saber que quando o empregador fornece ao empregado salário in natura seu valor integra-se (soma-se) ao seu salário para fins de gerar reflexo em outras parcelas. portanto. independentemente de sexo. garantindo a todos os trabalhadores a igualdade de salário para trabalho de igual valor. possuem natureza salarial. considerando a equiparação salarial. apenas para que ele tivesse mais conforto.00 mensais. Salário in natura O reclamado pagava mensalmente em favor do reclamante. devemos postular a integração da parcela. Caso o Examinador relate que isso não ocorria. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos + multa de 40%) o Examinando deve pedir a integração de tal valor ao salário do reclamante e as projeções. então cabe ao Examinando requerer tal integração. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. no valor de R$ 500. nacionalidade e idade. Na hipótese de o empregador não computar tal valor em seu salário para fins de aviso prévio. Nesse caso. destituída de caráter nocivo à saúde do empregado e quando não há lei retirando a natureza salarial da parcela (art.

ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. XXX. excluindo-se. Art. 461. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. 461 da CLT. na mesma localidade. ou não. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.br 35 . não importando se os cargos têm. apenas.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função.É desnecessário que. corresponderá igual salário. dentro de cada categoria profissional. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antigüidade. Sendo idêntica a função. a mesma denominação. TST. § 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. idade.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. desempenhando as mesmas tarefas.com. enquanto a Súmula 6 do TST enuncia o entendimento do Tribunal com relação aos requisitos deste instituto. cor ou estado civil. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho. IV . I .cers. reclamante e paradigma www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI A Constituição da Republica proíbe a diferença de salários para exercício de iguais funções. proibição de diferença de salários. III . a todo trabalho de igual valor. sem distinção de sexo. O artigo 461 do CLT trata da equiparação salarial. CF. para os fins deste Capítulo. Art. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. Súmula 6. prestado ao mesmo empregador. § 3º – No caso do parágrafo anterior. 7º. § 1º – Trabalho de igual valor. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos.Para os fins previstos no § 2º do art. CLT. nacionalidade ou idade. § 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. II .

13 e 16. o requisito de alternância dos critérios.04. modificativo ou extintivo da equiparação salarial. TST. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior. ou a municípios distintos que. prevê critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade. Atenção! A recente OJ 418 do TST estabelece que não obsta à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. em princípio. referendado por norma coletiva. AUSÊNCIA DE ALTERNÂNCIA DE CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E MERECIMENTO. Observe: OJ 418. 461 da CLT. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. cuja aferição terá critérios objetivos. IX . da CLT. conforme exemplo a seguir exposto: www. EQUIPARAÇÃO SALARIAL.com. X . SDI-1. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. APROVAÇÃO POR INSTRUMENTO COLETIVO. V . não atendendo. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. portanto.Desde que atendidos os requisitos do art. referendado por norma coletiva. (DEJT divulgado em 12. VIII . PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS.2012)Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. Caso a Banca Examinadora relate a desigualdade de função entre reclamante e paradigma lembre-se: o pedido é de diferenças salariais.cers. 461 da CLT refere-se. comprovadamente. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante.É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. 461 da CLT.Presentes os pressupostos do art. 461.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. ao mesmo município. VI . pertençam à mesma região metropolitana.br 36 . § 2º. VII . é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente. sem prever a alternância desses critérios.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI estejam a serviço do estabelecimento. estabeleça como critério de promoção antiguidade ou merecimento. previsto no art.Na ação de equiparação salarial.

Curso de Direito do Trabalho. bem como. Art. nos termos da súmula6. 7º. Já o horário de trabalho abrange o período que vai do início ao término da jornada. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). sendo idêntica a função. Por fim. considerando a equiparação salarial.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI II – Mérito 02. (Pedido) F) DURAÇÃO DO TRABALHO ► HORAS EXTRAS Vários doutrinadores distinguem as expressões: jornada de trabalho e horário de trabalho. salvo disposição especial expressamente consignada. 4. durante um dia em que o empregado permanece à disposição do empregador. requer a retificação CTPS do reclamante. 461 da CLT. os reflexos em aviso prévio. Alice Monteiro de. Considera-se como de serviço o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. o salário do reclamante era inferior em R$ 500.cers. Para tanto. décimo terceiro salário. basta que o empregado e o paradigma exerçam a mesma função. Ademais. na mesma localidade. São Paulo: LTr. trabalhando ou aguardando ordens (art. III do TST. CLT. p. nacionalidade ou idade. Apesar de exercer as mesmas funções.00 àquele pago ao seu colega. corresponderá igual salário. a denominação dos cargos é irrelevante para fins de caracterização da equiparação salarial. (Fundamento) Diante do exposto. prestado ao mesmo empregador. a todo trabalho de igual valor. CLT).br 37 . nos termos do artigo 29 da CLT. 5. desempenhando as mesmas tarefas. 4°. CF e art. rev. aguardando ou executando ordens. Alice Monteiro de Barros leciona que “jornada é o período. importante frisar que.ed. (Fato) Nos termos do art. requer a condenação da reclamada ao pagamento das diferenças salariais mensais. XXX. como também os intervalos que existem durante o seu cumprimento9”. Equiparação Salarial O reclamante era supervisor do departamento de marketing da empresa reclamada. www.com. de modo a contar o seu real salário. 662. 9 BARROS. com igual produtividade e perfeição técnica que o coordenador do departamento. sem distinção de sexo. 2009. e ampl.

nos termos do art. 7º. CF e art. conforme o (art.com. XIII. assim consideradas todas as horas excedentes da 8ª diária e 44ª semanal. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. das 8h às 22h. da CF e do artigo 58. A duração normal do trabalho. não excederá de 8 (oito) horas diárias.] Art. (Fundamento) Diante do exposto. 58. reflexos em descanso semanal remunerado e www. 59. 7º. bem como. CLT. pelo menos. Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. XIII.. postula-se o pagamento das horas extraordinárias. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. § 1º. é um direito do trabalhador a duração máxima do trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais. para os empregados em qualquer atividade privada. XVI.br 38 . CLT) e 44 horas semanais. obrigatoriamente. Segue exemplo de pedido: I – MÉRITO 02. da CLT. 7º. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho[. 59. a importância remuneração da hora suplementar.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O limite da jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias (art. os quais foram extrapolados. acrescidas do adicional de 50%.. no mínimo. [. ou mediante contrato coletivo de trabalho. da CF). desde que não seja fixado expressamente outro limite.cers. CF e art. CF. § 1º. (Fato) Nos termos do art. XIII. acrescidas do adicional de 50% . em cinqüenta por cento à do normal. que será. Extrapolado qualquer deles. nos termos do art. CLT. Observe a legislação referida: Art. sendo que nunca recebeu pelas horas extras trabalhadas. em número não excedente de duas. durante todo o pacto laboral laborou de segunda à sábado. Horas extras O Reclamante. as horas excedentes devem ser postuladas como horas extras. 7.] XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. CLT. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. 58. da CF.. 7º. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. 7º. XVI. Art.

"caput" e § 4. 20 e 22. PRORROGAÇÃO HABITUAL. Art. § 2º. TST. CLT). "CAPUT" E § 4º. Nesse sentido é a OJ 380 da SDI-1. salvo quando não estiver previstos em lei (súmula 118.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. é devido intervalo de no mínimo (uma) 1 hora. INTERVALO INTRAJORNADA. O intervalo intrajornada não é computado na jornada de trabalho (art. www. salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho que poderão elastecer o intervalo. o intervalo deverá ser de no mínimo 1 (uma) e no máximo 2 (duas) horas. 253. 298. décimo terceiro salário. CLT. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. da CLT. Quando a jornada ultrapassar 6 (seis) horas diárias. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%) (Pedido) ► INTERVALO INTRAJORNADA O intervalo intrajornada é concedido para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho. TST) ou quando esta mesma estabelecer que devam ser computados. de uma hora e. se extrapolada habitualmente. empregados que trabalham em câmaras frias tem direito a 20 minutos de descanso para cada 1 hora e 40 minutos de trabalho (art. 71. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS DIÁRIAS. empregados que trabalham em minas e subsolo tem direito a intervalo de 15 minutos para cada 3 horas de trabalho (art. 72 da CLT e Súmula 346. Mesmo que a jornada contratual de trabalho do empregado seja de 6 (seis) horas. dentre outros. APLICAÇÃO DO ART.2010) Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho.com. o qual será no mínimo. TST: OJ 380 da SDI-1. Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas. DA CLT (DEJT divulgado em 19. na forma prevista no art.04. acrescido do respectivo adicional. CLT). 71.cers. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação.br 39 . 71. TST). 71. CLT). Seguem exemplos em que o próprio legislador estabelece que os intervalos serão computados na jornada de trabalho: empregados que atuam no serviço permanente de mecanografia e digitação tem direito a 10 minutos de intervalo para cada 90 minutos trabalhados consecutivamente (art.

previsto neste artigo. Quando o intervalo para repouso e alimentação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI salvo acordo ou contrato coletivo em contrário. não for concedido pelo empregador. entretanto. O empregador que não conceder o intervalo intrajornada fica obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de. www. 71 da CLT). inviabiliza a sua finalidade. no mínimo. Observe o disposto na OJ 307. ainda que parcial.br 40 . será. logo. obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. para repouso e alimentação. não poderá exceder de duas horas. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. Após a edição da Lei nº 8.923/94. SDI-1. TST). § 3º.com. o empregador deverá remunerar a hora “cheia” acrescida do adicional de 50%. o empregador será obrigado a indenizar o empregado no valor correspondente ao período integral do repouso. que é de garantir ao empregado tempo adequado para alimentação e repouso. TST: OJ 307. Portanto. quando. Isso porque a supressão do intervalo intrajornada. § 2º. Não excedendo de seis horas o trabalho. Mesmo que a supressão do intervalo seja parcial (concessão de intervalo de 45 (quarenta e cinco) minutos. TST. implica o pagamento total do período correspondente. O limite mínimo de uma hora para repouso e refeição poderá ser REDUZIDO por ato do Ministério do Trabalho. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. ouvido o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. CLT e OJ 307. § 4º. quando devida no mínimo uma hora de intervalo). 71. no mínimo. uma hora acrescida de 50% (cinquenta por cento). SDI-1.cers. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (CINQÜENTA POR CENTO) SOBRE O VALOR DA REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO. 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. § 4º. com acréscimo de. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. a não concessão total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo. SDI – 1. § 1º.

Intervalo Intrajornada O Reclamante cumpria a jornada de 7 horas diárias. (Pedido) ► INTERVALO INTERJORNADA O intervalo interjornada refere-se ao intervalo entre um dia e outro de trabalho. no cálculo de outras parcelas salariais. Segue exemplo de pedido do intervalo: II . nos termos do art. DA CLT. uma vez que o intervalo tem natureza salarial nos termos da OJ 354 da SDI1 do TST. § 4º. bem como. ART. assim. isto é.com. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). entre duas jornadas de trabalho. com redação introduzida pela Lei nº 8. TST. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. Diante da exposição.br 41 . da CLT. Em razão disso sempre que o Examinando postular a condenação do reclamado ao pagamento do intervalo intrajornada deve postular também os reflexos. § 4º. de 27 de julho de 1994. requer a condenação do Reclamado ao pagamento da hora cheia do intervalo acrescida do adicional de 50%. SDI-1.03. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Ressalte-se que o intervalo tem natureza salarial. da CLT e OJ 307. INTERVALO INTRAJORNADA. 71. DJ 14. nos termos da OJ 354 da SDI-1 do TST.923. repercutindo. Observe: OJ 354. reflexos. (Fato) Nos termos do art. NÃO CON-CESSÃO OU REDUÇÃO. em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. 11 horas. usufruindo apenas de 30 minutos para repouso e alimentação.2008 Possui natureza salarial a parcela prevista no art. SDI-1. TST. décimo terceiro salário. § 4º.Mérito 01. 71. A duração do intervalo interjornada é de. pelo menos. 71 da CLT o empregado que trabalho mais de 6 horas diárias faz jus a no mínimo 1 hora de intervalo intrajornada para descanso e alimentação. Observe os dispositivos legais: www. 71.cers.

por analogia. JORNADA DE TRABALHO.11. TST. acrescidas do respectivo adicional. DJ 19. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. TST). com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. SDI-1.2003 No regime de revezamento. 71. por analogia. 121/2003. INOBSERVÂNCIA. 66 DA CLT. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 horas extras semanais acrescidas do adicional de 50%. Nos termos do art. inclusive com o respectivo adicional. § 4º da CLT e súmula 110 do TST (OJ 355. Observe o exemplo: I – MÉRITO 02. HORAS EX-TRAS.com. usufruindo apenas 8 horas de intervalo interjornada. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. reflexos em descanso semanal remunerado e www. ART.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art.2008O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art.br 42 . Súmula 110. 71 DA CLT. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. iniciando sua jornada de trabalho nas terças-feiras. OJ 355. às 2h. o empregado fará jus a 3 (três) horas acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). 66 da CLT acarreta. Caso entre uma jornada de trabalho e a seguinte. o qual não foi observado. INTERVALO INTERJORNADAS. o período de descanso seja de apenas 8 (oito) horas. DJ 14. 20 e 21. Intervalo Interjornada Durante todo o período contratual o reclamante lavorava nas segundas-feiras das 9h às 18h. Diante do exposto. por exemplo. acrescidas do respectivo adicional. SDI-1. 66 da CLT entre 2 (duas) jornadas de trabalho deverá haver um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST.03. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art.cers. CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. ou seja. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. TST. devem ser remuneradas como extraordinárias. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. 66.Res. por aplicação analógica do art. INTERVALO (mantida) . 66 da CLT acarreta. bem como.

preferentemente aos domingos. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XV . [. que deve ocorrer preferencialmente aos domingos. 6º. 6º. preferentemente aos domingos e. Lei 605/49. será estabelecida escala de revezamento. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%).. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. 7. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. TST).. 1º da lei 605/49 também estabelece que todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. Art. preferencialmente aos domingos. Nesse sentido seguem os dispositivos referidos: Art. o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior. com exceção quanto aos elencos teatrais. Lei 605/49. Não será devida a remuneração quando. Nesses casos. não compensado. todo trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. CLT. ► DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Nos termos do art. deve ser pago em dobro (súmula 146. nos limites das exigências técnicas das empresas.repouso semanal remunerado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio.com. O art. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. e ao descanso remunerado nos feriados civis e religiosos. 67. deverá coincidir com o domingo.]. Para fazer jus ao descanso semanal remunerado os requisitos são assiduidade e pontualidade (art. 7º. § 1º São motivos justificados: www.br 43 .cers. Art. o qual. Lei 605/49). cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Art. de acordo com a tradição local. nos feriados civis e religiosos. 1º. XV. sem motivo justificado. o empregado perderá tão somente a remuneração do dia de descanso e não o direito de não trabalhar. O trabalho prestado em domingos e em feriados. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. Parágrafo único. no todo ou em parte. da CF e 67 da CLT. décimo terceiro salário. CF.

retornando a trabalhar apenas na segunda-feira. Nos termos do art. c) a paralisação do serviço nos dias em que. Súmula 146. não tenha havido trabalho. na localidade em que trabalhar. Quando o empregado termina sua jornada de trabalho no sábado. de médico a serviço de representação federal. I – MÉRITO 01. de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria. 67 da CLT e art. estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública. § 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado. por se tratar o domingo de dia de descanso semanal remunerado. trata-se de direito dos trabalhadores.br 44 . Diante do exposto. de 24 horas. por conveniência do empregador. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. ou não existindo estes. devidamente comprovada. d) a ausência do empregado. 1º da Lei 605/49. preferencialmente aos domingos. deve ser pago em dobro. Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual o reclamante jamais usufruiu de descanso semanal remunerado. f) a doença do empregado. e.com. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. 7º. por exemplo. ► INTERVALO INTERJORNADA E DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Há uma peculiaridade no que concerne o intervalo interjornada e o descanso semanal remunerado. e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho. Quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. tal descanso. b) a ausência do empregado devidamente justificada. O trabalho prestado em domingos e feriados. deve usufruir 35 (trinta e cinco) horas de descanso www. não compensado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho. na falta deste e sucessivamente. Sua inobservância implica o pagamento em dobro do período correspondente. TST. requer a condenação do reclamado ao pagamento dos dias de descanso semanal remunerado em dobro. até três dias consecutivos. a critério da administração do estabelecimento. de médico de sua escolha. nos termos da súmula 146 do TST.cers. de médico da empresa ou por ela designado. em virtude do seu casamento. XV da CF.

horas extras acrescidas do adicional de 50%. na lavoura. o qual estabelece que se considera noturno. das 20h às 4h. Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual. As horas faltantes para completar as 35 (trinta e cinco) deverão ser pagas como horas extras acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). Tal disposição. no meio urbano. entretanto. totalizando um período de descanso de 35 horas. 7º.o trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. não foi recepcionada pela Constituição de 1998. décimo terceiro salário. www.br 45 . uma vez que o período de descanso totalizou apenas 32 horas. de 24 horas. aviso prévio e FGTS (depósito e multa de 40%). o trabalho noturno é disciplinado pelo art. preferencialmente aos domingos. mas sim à 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. No meio rural. sendo 11 (onze) horas relativas ao intervalo interjornada e 24 (vinte e quatro) em razão do DSR.cers. A hora noturna não corresponde a 60 (sessenta) minutos. assegura-se um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna (art. 73. STF). 66 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI entre o término da jornada no sábado e o início da seguinte. uma vez por mês. bem como reflexos em DSR e com este em aviso prévio. assegura a todos indistintamente o direto ao adicional noturno (súmula 213. 67 da CLT e art. é das 22h às 5h. 7º. o reclamante laborava nos sábados até as 22h e iniciava sua jornada na segunda-feira subsequente às 6h.com. CF. na segunda. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). XV da CF. entre duas jornadas de trabalho deve ser observado um intervalo mínimo de descanso de 11 (onze) horas e conforme estabelece o art. 1º da Lei 605/49. 7º da Lei 5889/73. Segue exemplo: I – MÉRITO 01. que em seu art. quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. O art. Nos termos do art. Ao trabalho no período noturno. 73 da CLT afasta dos empregados que trabalham em turnos ininterruptos de revezamento o direito ao adicional noturno. na pecuária. CLT). ► ADICIONAL NOTURNO O horário noturno. Este não foi observado. Diante do exposto. Assim. o trabalho executado das 2h às 5h e. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. IX. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 (três.

73.com. trabalho noturno habitual. STF. CF. 7º. pela natureza de suas atividades. para os efeitos deste artigo. b) o adicional noturno é de. a que se refere o presente artigo. sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento). São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Art.. será feito. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. § 4º Nos horários mistos. para efeitos desse artigo. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. § 2º Considera-se noturno. Em síntese. no mínimo. para esse efeito. sobre a hora diurna. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art.br 46 . ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. É devido o adicional de serviço noturno. em se tratando de empresas que não mantêm. c) a hora de trabalho noturno será computada como sendo de 52 minutos e 30 segundos. pelo menos. nos termos do art. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.. já acrescido da percentagem. www. tem-se que: a) considera-se noturno. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (. assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. CLT. § 3º O acréscimo. 73 da CLT. o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e. Súmula 213.cers.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante.) IX . não sendo devido quando exceder desse limite.

STF: a duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar. 7º. que não dispensa o salário adicional.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Destaca-se acerca do adicional noturno a Súmula 60 do TST. integra o salário do empregado para todos os efeitos.Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta.cers. TST).br 47 . § 5º. Acerca do adicional noturno é importante destacar: ● O doméstico não faz jus ao adicional noturno (art.O adicional noturno. (Fato) Nos termos do art. (Pedido) É possível transferir o empregado do período noturno para o diurno. I . A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. Súmula 265. da CLT. O art. o reclamante sempre recebeu o mesmo salário que o empregado que laborava no período diurno. bem como. Exegese do art. o trabalho prestado no período noturno terá remuneração superior ao do período diurno. Adicional este que jamais foi pago ao reclamante. Segue o exemplo: II – MÉRITO 01. ● Súmula 214. 468 da CLT e súmula 265. TST. XXXIII. § único. 7°. décimo terceiro salário. por se tratar de alteração contratual mais benéfica para a saúde do trabalhador (art. 73 da CLT estabelece que o adicional deve ser de 20% sobre o valor da hora diurna. Apesar de trabalhar no período noturno. TST. CF) ● É vedado ao menor o trabalho noturno (art. pago com habitualidade. IX da Constituição Federal. (Fundamento) Diante do exposto. www. devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. reflexos em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. retirandolhe o adicional noturno. 73.com. quando chegava o outro empregado do reclamado. Adicional noturno A jornada do reclamante iniciava às 22 horas e encerrava às 5 horas do dia seguinte. requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional noturno. Observe: Súmula 60. em relação às horas trabalhadas no período noturno. CF). no importe de 20% do valor da hora diurna. II . férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). 7º.

Art. TST: o adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno. para o seu retorno.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ● OJ 97. § 2˚. na lavoura.com. STF: o vigia noturno tem direito a salário adicional. CLT). ● Súmula 402. o trabalho executado das 2h às 5h e. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). Lei 4860/65 e OJ 60. não será computado na jornada de trabalho. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. § 2º. das 20h às 4h. sendo que ambos devem coexistir para caracterizar a exceção prevista nesse dispositivo: Local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular + Condução fornecida pelo empregador de forma gratuita ou onerosa www.cers. SDI – 1. O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. salvo se o local de trabalho for de difícil acesso ou não servido de transporte público e o empregador fornecer a condução (art. 58. Portanto. 58. ► HORAS IN ITINERE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. 20. na pecuária. o qual estabelece que se considera noturno. salvo quando. não será computado na jornada de trabalho. ● No meio rural: o trabalho noturno é disciplinado pelo art. §3. as horas in itinere possuem dois requisitos. bem como. por qualquer meio de transporte. Lei 8906/94: o trabalho noturno é o compreendido entre as 20h e 5h. com adicional de 25% (vinte cinco por cento). ● Portuário – art. SDI – 1. por qualquer meio de transporte. o empregador fornecer a condução. TST: hora noturna de sessenta minutos. CLT.br 48 . 7º da Lei 5889/73. 4º. ● Advogados – art.

em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. com fundamento no art. Súmula 90. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Deparando-se com qualquer dessas hipóteses o Examinando deve somar as horas de percurso às horas efetivamente laboradas e. o Candidato deve explicar porque as horas de percurso estão sendo computadas na jornada (art.Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho.O tempo despendido pelo empregado. XIII. parcialmente ou não. bem como a forma e a natureza da remuneração”. estabelece que “poderão ser fixados. para local de difícil acesso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Nesse sentido é o entendimento jurisprudencial enunciado pelas súmulas 90 e 320. O fato de o empregador cobrar. da CLT. Súmula 320. com fundamento no art. CF e art. § 2º. e para o seu retorno.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". em condução fornecida pelo empregador. por meio de acordo ou convenção coletiva. ou não servido por transporte regular. XVI. Atenção! O art. acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). deve postular as excedentes com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento). 7º. § 3º. 58.br 49 . III . 58 da CLT. em caso de transporte fornecido pelo empregador. § 1º. I . é computável na jornada de trabalho. CLT) e pedir as horas excedentes. CLT. CF e art. para as microempresas e empresas de pequeno porte.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". II . até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. 59. TST. o tempo médio despendido pelo empregado.cers. 58. IV .com. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. importância pelo transporte fornecido. Segue exemplo: www. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "In itinere". V . 7º. Primeiramente. caso extrapolem os limites de 8 horas diárias e/ou 44 semanais.

Pedido de demissão . sendo extrapolada em 1 (uma) hora a jornada máxima diária. .férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. Horas in itinere A empresa Reclamada está localizada muito distante do centro urbano e devido à falta de transporte público.saldo de salário. CLT). CF. . (Fundamento) Ante o cumprimento das normas referidas. caput e § 1º. .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI I – Mérito 02. (Pedido) G) VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias são provenientes da extinção do contrato de trabalho. TST. requer que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho e. § 2˚. TST) e para liberação do FGTS. 7º. a condução era fornecida gratuitamente pela empresa aos empregados. . o acréscimo do adicional respectivo às horas que ultrapassarem a jornada legal. www.saldo de salário. décimo terceiro salário. CLT e pelo inciso I da Súmula 90 do TST. quais sejam: a empresa não era servida de transporte público regular e o empregador fornecia a condução.décimo terceiro proporcional. bem como os reflexos em DSR e com este em aviso prévio. O tempo despendido no percurso não era computado na jornada de trabalho do Reclamante.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389.décimo terceiro proporcional.com.cers. são as parcelas que devem ser pagas pelo empregador na ocasião da rescisão contratual. 487. art.aviso prévio (art. (Fato) O fato exposto preenche ambos os requisitos legais exigidos pelo artigo 58.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (art. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). 18. XXI. § 1º. . Lei 8036/90). CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO Forma de Extinção Dispensa sem justa causa Verbas Rescisórias Devidas . nos termos do inciso V da súmula90.br 50 . para que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho. ou seja. .

com. Rescisão (falta grave do empregador) . . .férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3 (súmula 261.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI .saldo de salário. 487. guias para recebimento do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. . § 2º CLT).multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.férias vencidas (a última).br 51 . www. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.décimo Terceiro proporcional. . TST). . NÃO recebe aviso prévio.décimo Terceiro proporcional. guias para percepção do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. multa de 40% do FGTS. TST) e para liberação do FGTS.aviso prévio. . . Dispensa por Justa Causa (falta grave do empregado) .saldo de salário.férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3.saldo de salário.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. .cers. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Forma de Extinção No prazo Verbas Rescisórias Devidas .férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. NÃO recebe aviso prévio. Aviso prévio: caso não cumprido o empregador pode descontar o valor correspondente a ele (art.

. .  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .guia: e para liberação do FGTS.saldo de e salário. . .são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado pede demissão. NÃO recebe aviso prévio.são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado é dispensado por justa causa. TST). 480. .guia para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. CLT.multa do art. . mas devemos pedir na inicial).multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (há divergência.multa do art.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3.br 52 . guia para percepção do seguro desemprego.cers. Dispensa antecipada por ato empresarial  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: . www.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada . 479 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . Dispensa antecipada por ato do empregado  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: .décimo terceiro proporcional. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.com.décimo terceiro proporcional. NÃO recebe guias para liberação do FGTS e percepção do seguro desemprego. . .férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. NÃO recebe aviso prévio.saldo de salário.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Segue exemplo: II – MÉRITO 03. (Fatos) Diante disso. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452. em 13/10/2011.com. o Art. décimo terceiro salário proporcional. requer a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. quais sejam saldo de salário. sendo no mínimo de 30 (trinta) dias. 7º. aviso prévio. acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa quando completarem um ano e assim sucessivamente. regulamentando o aviso prévio proporcional previsto no art. nos termos da lei. o o Brasília. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.br 53 . CF. A lei 12506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação.. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. (Pedido) Cuidado! O art. até o máximo de 60 (sessenta) dias. assegurando-o na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que com menos de 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. 190 da Independência e 123 da República. requer a condenação do Reclamado ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes desta dissolução do contrato de trabalho. Parágrafo único.. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo Guido Mantega Carlos Lupi Fernando Damata Pimentel Miriam Belchior o www.cers.. e não recebeu suas verbas rescisórias. VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante foi dispensado sem justa causa pelo reclamado no dia . até o máximo de 60 (sessenta) dias. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. 11 de outubro de 2011. XXI. Segue a lei: LEI Nº 12. de 1º de maio de 1943. 1 O aviso prévio. Assim. Ademais. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. tais regras se aplicam aos contratos extintos após 13/10/2011. XXI da CF assegura aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.506. 7º. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa.

6.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Garibaldi Alves Filho Luis Inácio Lucena Adams Este texto não substitui o publicado no DOU de 13. não foram alterados pela Lei 12.cers. Conclusão Em síntese. a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. de 2011. 4. exclusivamente.238/84. Em síntese. 5. Recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base. 3. estes são os entendimentos que se submete à consideração superior para fins de aprovação: 1. a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado.2011 O Ministério do Trabalho expediu Nota Técnica nº 184/2012 tratando da aplicabilidade na nova lei.10. em benefício do empregado. conforme resumo constante na própria Nota. A projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais.506.com. computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa. faz jus o empregado despedido à indenização prevista na lei nº 7. a jornada reduzida ou faculdade de ausência no trabalho. As cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas.506/11. www. 488 da CLT. durante o aviso prévio. o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador.br 54 . e 7. prevista no art. estabelece o seguinte: “III. 1º da norma sob comento aplica-se. 2. desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei nº 12.

br 55 . www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Ministério do Trabalho e Emprego.com.cers. na referida Nota Técnica apresenta o seguinte quadro: Tempo de Serviço (anos completos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 73 75 78 81 84 87 90 Atenção! Caso o Examinador não forneça dados suficientes o Candidato deve indicar o número de dias do saldo de salário postulado e a proporcionalidade das férias e décimo terceiro.

Os representantes dos empregadores. § 5º. Segue análise das principais hipóteses de estabilidades provisórias: ► MEMBROS DA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE) A CIPA será composta por representantes da empresa e dos empregados. independentemente de filiação sindical.br 56 . O artigo 10. § 3º. Somente os membros eleitos pelos empregados serão detentores de estabilidade. anualmente.cers. dentre eles. www. § 4º. ADCT e no art. § 1º. “a”. O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que. sucessivamente. 10. 165 da CLT. 7º. dentre os seus representantes. O empregador designará. titulares e suplentes. CLT. de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único anterior. serão por ele designados. 164. sendo os primeiros indicados pelo empregador e os últimos eleitos pelos empregados. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano. § 2º. Os representantes dos empregados. ADCT estabelece que até a promulgação de lei complementar. o VicePresidente.com. I da CF. durante o seu mandato. serão eleitos em escrutínio secreto do qual participem. permitida uma reeleição.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO O empregado que possui estabilidade provisória no emprego somente pode ser despedido por justa causa. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados. exclusivamente os empregados interessados. a que se refere o art. A dispensa sem justa causa enseja-lhe o direito de postular sua reintegração no emprego e. indenização substitutiva. A estabilidade provisória está assegurada nos arts. tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção das Comissões Internas de Prevenção de Acidente (CIPA). II. II. titulares e suplentes. o Presidente da CIPA e os empregados elegerão. “a”. desde o registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o final do seu mandato. Art.

Art. dentre eles. ADCT. CF/1988. GARANTIA DE EMPREGO. TST. SUPLENTE. "a".br 57 . O empregador designará. 10.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. Esse Tribunal também se posiciona no sentido de que a extinção do estabelecimento torna possível a dispensa dos representantes dos empregados. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. sem direito à indenização. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. I . Portanto. não se verifica a despedida arbitrária. ADCT. os representantes do empregador são simplesmente indicados. dentre os seus representantes. o vice-presidente. sendo impossível a reintegração é indevida a indenização do período estabilitário. ► MEMBROS DA CCP (COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA) www. anualmente. apenas o vice-presidente da CIPA é detentor de estabilidade. O TST entende que o suplente do empregado eleito para a CIPA também goza da estabilidade prevista no art. da Constituição: II . Ressalte-se que apenas os membros da CIPA representantes dos empregados são eleitos. 10. não gozando de estabilidade. 10. CIPA.Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. de acordo com o artigo 164. técnico. enquanto os empregados elegerão. “a”.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art.cers. CLT . 7º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. II. que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Súmula 339. II.com. II . o presidente da CIPA.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. Extinto o estabelecimento. I. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. econômico ou financeiro. §5° da CLT. 165.

Nesse sentido. 659. Esse benefício visa garantir um desempenho adequado dos representantes dos empregados no exercício de suas funções na comissão. e observará as seguintes normas: I . sendo que o período dessa estabilidade é de até 1 (um) ano após o final do seu mandato. salvo se cometerem falta grave. A estabilidade provisória atinge apenas os membros eleitos pelos empregados (art. CLT).haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. titulares e suplentes. Inclusive. 625-B.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Assim como na CIPA. até um ano após o final do mandato. a qual vigora a partir do registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o seu mandato. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. há previsão expressa na CLT para concessão de medida liminar visando reintegrar dirigente sindical afastado. § 1º. III . Art. A entidade sindical tem a obrigação de comunicar o empregador da candidatura do empregado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. SDI – 2 do TST. o empregador indicará os seus representantes para compor a Comissão de Conciliação Prévia.com. Além da estabilidade provisória. dois e. dez membros. II . cita-se a OJ 65. nos termos da lei. 625-B.a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados. O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa.cers. afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. segundo a qual não cabe mandado de segurança da decisão liminar que ordena a reintegração do dirigente sindical. suspenso ou dispensado pelo empregador (art. em escrutínio secreto. no máximo.o mandato dos seus membros. o artigo 543 da CLT assevera que o empregador não pode transferir o dirigente sindical. § 2º. é de um ano.br 58 . titulares e suplentes. Caso o registro da candidatura ocorra durante o aviso prévio o empregado não terá estabilidade no emprego. X. fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional. ► DIRIGENTE SINDICAL O dirigente sindical também é detentor de estabilidade provisória. CLT. enquanto os empregados elegerão os seus. CLT). pois tal www. permitida uma recondução. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade. caso eleito. no mínimo. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de.

inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional.. fornecendo. 543. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. em igual prazo. organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado. O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. 494 da CLT). ressalvada a hipótese de falta grave (art. Considera-se cargo de direção ou representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei. Art. O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional. Considera-se de licença não remunerada.] VIII . outrossim. a este. ainda que suplente. por qualquer modo.. o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e.com. 8. É livre a associação profissional ou sindical.br 59 . a entidade sindical comunicará por escrito à empresa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI decisão não fere direito líquido e certo. § 5º. comprovante no mesmo sentido. § 2º. em face da previsão do inciso X do artigo 659 da CLT. CF. fica www. sua eleição e posse. A empresa que. inclusive como suplente. § 6º. procurar impedir que o empregado se associe a sindicato. A estabilidade provisória do dirigente sindical está prevista nos seguintes dispositivos: Art. § 1º. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. se eleito. CLT. até um ano após o final do mandato. Para os fins deste artigo. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º. dentro de 24 (vinte e quatro) horas. nem transferido para lugar impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. § 4º. observado o seguinte: [.cers.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. caso seja eleito. salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual. § 3º.

Inquérito em que se Apure Falta Grave O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. limitando-se a atuar na gestão financeira do sindicato (OJ 365 da SDI-1 do TST e art. ao empregador. cuja função restringe-se a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e às empresas. pela entidade sindical. os delegados representem a diretoria do sindicato (OJ 369. SDI-1. § 2 da CLT. exceto nas situações.O art. TST. foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. 522 da CLT.Despedida . TST). www.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. Atenção! Não tem estabilidade provisória no emprego: a) membro do conselho fiscal do sindicato.com. não há razão para subsistir a estabilidade. pois. CLT). b) delegados sindicais. TST e 197 do STF). Súmula 379. STF. IV . da CLT. Súmula 369. este não possui qualquer cargo de direção. ainda que indenizado. não lhe assegura a estabilidade. V . 543 da CLT. III . inteligência dos arts. conforme o artigo 522.br 60 . O dirigente sindical só perderá a estabilidade se cometer falta grave. TST.cers. na forma do § 5º do art. § 2º. 553. que deverá ser comprovada por meio de inquérito judicial para apuração de falta grave (súmula379. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 522. que limita a sete o número de dirigentes sindicais. II . 494 e 543. O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. Súmula 197. I .O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. em que mediante procuração.É indispensável a comunicação. visto que inaplicável a regra do § 3º do art. sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI sujeita à penalidade prevista na letra (a) do Art. §3º. Empregado com Representação Sindical .

fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. A Súmula 224 do TST prevê uma exceção à estabilidade da empregada gestante.br 61 . ADCT. § 3º. Art. ou associado investido em representação prevista em lei.O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade. dentre os seus membros. 10. § 2º. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 523. A competência do Conselho Fiscal é limitada à fiscalização da gestão financeira do Sindicato. eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. A diretoria elegerá. quando for admitida mediante contrato de experiência não gozará de estabilidade. da Constituição: II . III . salvo mandatário com poderes outorgados por procuração da Diretoria.Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. visto que a extinção www. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a demissão sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação (concepção) da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto. § 1º. 522. A administração do Sindicato será exercida por uma diretoria constituída. de 7 (sete) e. de 3 (três) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (três) membros. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. a representação e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e as empresas. Do contrário. TST. a que se refere o Art. no mínimo. II . CLT. no máximo. ► GESTANTE O art.cers. I . o Presidente do Sindicato.com. 7º. Constituirão atribuirão exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. I. Súmula 244.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art.

inundação. b) ofensa física intencional. IV . incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Art.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. 21. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. independentemente de percepção de auxílio-acidente. d) ato de pessoa privada do uso da razão.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI da relação de emprego. 118. c) ato de imprudência. e) desabamento. portanto. Equiparam-se também ao acidente do trabalho.o acidente ligado ao trabalho que. exclusivamente. www.com. III . haja contribuído diretamente para a morte do segurado. não constitui dispensa. inclusive de terceiro. O período de estabilidade do empregado acidentado é de. no mínimo. Lei 8213/91. II . a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Lei 8213/91. em conseqüência de: a) ato de agressão.a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário. os acidentes de trabalho e os acidentes de trabalho por equiparação. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. Art. Por exemplo. pelo prazo mínimo de doze meses. 21. após a cessação do auxílio doença acidentário. O segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. embora não tenha sido a causa única. ► ACIDENTE DO DE TRABALHO Esta estabilidade abrange. em face do término do prazo. para efeitos desta Lei: I .br 62 .cers. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. Lei 8213/91).o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho. O empregado acidentado só gozará dessa estabilidade provisória diante do cumprimento de dois requisitos legais: a) permanecer mais de 15 dias afastado do serviço e b) perceber auxílio-doença acidentário do INSS. o acidente sofrido no percurso do trabalho para casa e vice-versa é considerado acidente de trabalho por equiparação (art. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. o prazo começará a fluir somente a partir do retorno ao emprego.

cers. salvo se constatada. Por fim. o empregado é considerado no exercício do trabalho.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. a partir do momento em que o empregado estiver apto para retornar ao trabalho. Súmula 32.com. c) em viagem a serviço da empresa. qualquer que seja o meio de locomoção. após a despedida. inclusive veículo de propriedade do segurado. ► DIRETOR DE SOCIEDADE COOPERATIVA www. resultante de acidente de outra origem. inclusive veículo de propriedade do segurado. nesse caso. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. II . ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. I .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. destaca-se a súmula 32 do TST que concede prazo de 30 (trinta) dias para o empregado retornar ao emprego após a cessação do auxílio. TST. no local do trabalho ou durante este. Isto é.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. sob pena de perder o direito à estabilidade provisória. TST. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. ele terá o prazo de 30 (trinta) dias para retornar ao serviço. estaria caracterizado o abandono de emprego. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. § 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. independentemente do meio de locomoção utilizado. pois.br 63 . se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. Súmula 378.

764/71. SDI-1. OJ 253.02O art. aviso prévio. LEI Nº 5. Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas. Art. CONSELHO FISCAL. até 1 (um) ano após o término do mandato.com. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (Súmula 389. ► PEDIDO APENAS quando o empregado for detentor de ESTABILIDADE PROVISÓRIA no emprego é possível pedir a sua reintegração e. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. décimo terceiro salário. quais sejam: saldo de salário.452.br 64 . SDI-1. Inserida em 13. Tal estabilidade não foi assegurada aos membros do conselho fiscal e aos suplentes (OJ 253. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. indenização substitutiva. gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. de 1° de maio de 1943).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O art. Requer.03. 55 da Lei nº 5. 543 da CLT. 55 da Lei 5764/71 assegura aos diretores eleitos de sociedades cooperativas estabilidade provisória no emprego. TST). apresentar os fundamentos que asseguram ao empregado estabilidade provisória no emprego e por fim PEDIR: a) nulidade da dispensa. TST. 5. na reclamação trabalhista o reclamante deve narrar os fatos. bem como. por fim. na forma do art. SUPLENTE. EM SÍNTESE.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas. a baixa da CTPS do reclamante. não abrangendo os membros suplentes. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. COOPERATIVA. isto é. desde o registro da candidatura e. NÃO ASSEGURADA. e c) sucessivamente. www. sucessivamente. Lei 5764/71. 55. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias. TST).cers. se eleito.

Caso o período da estabilidade tenha se exaurido.inserida em 20. DJ 20. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade (Súmula 396. não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Caso o reclamante seja detentor de estabilidade provisória no emprego. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativamente aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. bem como. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. a baixa da CTPS do reclamante. (exOJ nº 106 da SBDI-1 .cers. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. dados os termos do art. e c) sucessivamente. 129/2005. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade.04. tenha sido despedido sem justa causa e tenha recebido as verbas rescisórias deve PEDIR: a) nulidade da dispensa. (ex-OJ nº 116 da SBDI-1 inserida em 01.com. são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade. 496 da CLT. Súmula 396.Nã há idad j a ― x a i a‖ da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. Reintegração www. 22 e 25.1997) Segue exemplo: I – MÉRITO 01. deduzidos os valores pagos a título de verbas rescisória.11. aviso prévio.2005 I . quais sejam: saldo de salário.br 65 . se for o caso. o reclamante deve PEDIR apenas: a) indenização substitutiva.1997) II . TST) e as verbas rescisórias. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA PETITA" (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 106 e 116 da SBDI-1) .Res. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. por fim. Requerer. TST. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO.Exaurido o período de estabilidade.10. TST). décimo terceiro salário.

vítima de acidente de trabalho. o Reclamante compareceu na empresa.com. percebendo auxílio doença acidentário. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. momento em que o empregador o demitiu sem justa causa. Requisitos esses preenchidos pelo reclamante. No dia seguinte a cessação do auxílio. décimo terceiro salário. www. Logo. a condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes da demissão sem justa causa. contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato. tem assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% do FGTS. O art. A rescisão indireta pressupõe CONTRATO DE TRABALHO EM CURSO. (pedido) I) RESCISÃO INDIRETA O empregador. (Fatos) Nos termos do artigo 118 da Lei 8213/91 e súmula 378. caso não seja este o entendimento deste Juízo. II. frise-se. 483. 483 da CLT elenca diversas hipóteses de falta grave por parte do empregador. defesos por Lei. aviso prévio.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Reclamante sofreu sério acidente de trabalho. tendo em vista que não é realizada pelas partes envolvidas. quais sejam: saldo de salário. assim como o empregado. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. mas sim pelo Poder Judiciário. bem como. possui obrigações oriundas do contrato de trabalho. c) correr perigo manifesto de mal considerável. permanecendo afastado por 3 (três) meses. o empregado pode requerer ao Poder Judiciário a rescisão indireta do contrato. Sucessivamente. quando: a) permanecer afastado por período superior a 15 (quinze) dias e b) receber auxílio-doença acidentário. para que seja possível tal decisão judicial é imprescindível a existência de um contrato de trabalho em curso. do TST. requer a nulidade da dispensa sem justa causa e a consequente reintegração do Reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários dos meses havidos entre a rescisão e o retorno às atividades. o empregado. requer o pagamento de indenização substitutiva referente aos salários e demais vantagens relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa.br 66 . b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. Observe: Art. assim como. Caso o empregador não cumpra com tais deveres ou pratique qualquer falta grave.cers. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças. (Fundamento) Diante do exposto.

br 67 . O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. poderá o empregado preitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. g) O empregador reduzir o seu trabalho. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. Sendo a principal obrigação do empregador em uma relação de trabalho a contraprestação pelos serviços prestados pelo empregado. § 2º. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. (Fundamento) www. EM SÍNTESE. aviso prévio. ―d‖ da CLT. na reclamação trabalhista o reclamante deverá relatar a falta grave cometida pelo empregador. § 1º. de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho Há três meses o reclamante não recebe seus salários. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. Requerer ainda a concessão das guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando o empregador não cumprir com as obrigações do contrato. quais sejam: saldo de salário. na fundamentação apontar o(s) artigo(s) que classifica(m) tal conduta como falta grave e PEDIR: a) a rescisão indireta do contrato de trabalho. (Fatos) N d a 48 .com. contra ele ou pessoas de sua família ato lesivo da honra e boa fama. a ausência de pagamento de salários motiva o pedido de rescisão indireta da relação contratual. § 3º. quando tiver de desempenhar obrigações legais. a baixa da CTPS do reclamante. é facultado ao empregador rescindir o contrato de trabalho. e b) a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. própria ou de outrem.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI e) praticar o empregador ou seus prepostos. Nas hipóteses das letras d e g. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo.cers. sendo este por peça ou tarefa. bem como. salvo em caso de legítima defesa. Por não suportar mais esta situação pretende a rescisão do contrato de trabalho por culpa do empregador. décimo terceiro. se for o caso. incompatíveis com continuação do serviço.

décimo terceiro salário e férias acrescidas do terço constitucional. Segue exemplo: I – MÉRITO www. quais sejam: saldo de salário. o título do tópico no mérito será mesmo denominado “reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa”. Requer ainda as guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho. negar a conduta (exemplo: negar a prática de ato de improbidade) ou b.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. décimo terceiro salário. EM SÍNTESE. a baixa da CTPS. se for detentor de estabilidade provisória no emprego: a) nulidade da dispensa. décimo terceiro salário proporcional. se não for detentor de estabilidade provisória no emprego: a reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa e a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. TST) e a baixa da CTPS do reclamante (Pedido) J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA Ensejam a dispensa do empregado por justa causa apenas a prática de condutas tipificadas em lei como de falta grave. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. VI. Esse rol é exemplificativo. quais sejam: saldo de salário. posto que outras legislações também preveem condutas consideradas falta grave. 373A. a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa.cers. bem como.com. ii. férias acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. Para tanto poderá: a. aviso prévio. Neste caso. na petição inicial o reclamante deverá: a) afastar a falta grave que lhe foi imputada. se for o caso. o artigo 482 da CLT apresenta diversas hipóteses de falta grave. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração e c). Requer-se ainda a guia para levantamento do FGTS e para percepção do seguro desemprego (súmula 389. Por exemplo. tal como. quais sejam: saldo de salário. férias acrescidas de um terço e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. aviso prévio. afirma que tal conduta não caracteriza falta grave (exemplo: recusar-se a se submeter a revista íntima (art. aviso prévio. sucessivamente.br 68 . CLT)PEDIR: i.

Art. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. bem como. requer a reversão da demissão por justa causa para demissão sem justa causa. CF. Reversão da Dispensa por Justa em Causa em sem Justa Causa A Reclamante foi dispensada por justa causa. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI . à liberdade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI 02. bem como a condenação do Reclamante ao pagamento de todas as verbas rescisórias. a d a não constitui ato de indisciplina e insubordinação. nos termos seguintes: X ..as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. 373-A. Todos são iguais perante a lei. tendo em vista que tal conduta é vedada ao empregador nos termos do art. aviso prévio. (Pedido) K) DANO MORAL A EC 45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho. VI da CLT. 114. [. TST). 5. quais sejam: saldo de salário. ―h‖ da CLT.] www. a vida privada. a honra e a imagem das pessoas. Portanto.br 69 . sem distinção de qualquer natureza. decorrentes da relação de trabalho.com.cers. dano e nexo causal. e sua fundamentação jurídica está positivada no artigo 5°. VI da CF). à segurança e à propriedade. à igualdade. 114.são invioláveis a intimidade. que a demitiu alegando que se tratava de ato de indisciplina e insubordinação.. X da CF e nos artigos. (Fundamento) Diante do exposto. Requer ainda a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego (súmula 389. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. incluindo as ações de indenização por danos morais oriundas da relação de trabalho (art.. décimo terceiro salário proporcional..] O dano moral é configurado diante da presença dos três requisitos da responsabilidade civil: culpa. pois não se submeteu a revista íntima imposta pelo Reclamado. Art. (Fatos) A recusa em submeter-se a revista íntima não caracteriza falta grave. a baixa da CTPS. 186 e 927 do CC. CF. a Reclamante não d d i ida j a a a da a i 482. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. [.

nos casos especificados em lei. Aquele que. Haverá obrigação de reparar o dano. causar dano a outrem. 927. nexo causal). É desnecessária a demonstração da culpa quando a atividade do empregador for de risco (art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art.3/PR para identificação do pedido de indenização por danos morais e gabarito. 3º EXAME DA ORDEM 2005/PR: Em razão dos atrasos nos salários. fica obrigado a repará-lo. 186 e 187). Art. www. CRITÉRIO DE CORREÇÃO: Pagamento de indenização por danos morais. comete ato ilícito. ainda que exclusivamente moral. par. 186. risco para os direitos de outrem. negligência ou imprudência. causar dano a outrem. pretendendo por isto. Aquele que. Atenção! Deve-se verificar se o dano moral precisa ser postulado principalmente quando: ● a proposta indicar o abalo emocional do empregado causado pelo empregador. independentemente de culpa. sendo que esta situação está lhe causando profunda humilhação perante seus familiares e colegas. CC. Aquele que. humilhação por tirar o filho do colégio – dano.br 70 . Parágrafo único. por sua natureza.com. 927. 186 e 187). ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. por ação ou omissão voluntária. Art. em valor a ser fixado pelo juiz. bastando o dano e o nexo para que seja devida a indenização. por ato ilícito (arts. CC.cers. Tomi tornou-se inadimplente no pagamento das mensalidades escolares vendo-se obrigado a retirar seu único filho do colégio particular em que estudava. violar direito e causar dano a outrem. ● ● o empregador praticar falta grave. Abaixo trecho da proposta do Exame de Ordem 2005. fica obrigado a repará-lo. CLT). 927. com fundamento na responsabilidade civil do empregador (ausência de pagamento de salário – culpa. por ato ilícito (arts. o empregado for demitido injustamente por justa causa. ser indenizado em valor a ser fixado pelo juiz. ú. CC.

(Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da responsabilidade civil. dano e nexo. uma vez que deixou de efetuar o pagamento do salário do Reclamante. que é obrigação da Reclamada e quando d ida i i a a a d ad . o rito do processo será o ordinário. VI da CLT. Seguem exemplos: I – MÉRITO 01. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. conduta vedada expressamente pelo artigo 373-A. d a d a i 48 . resta demonstrado também o nexo causal. quais sejam: culpa. CF. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. DO DANO MORAL A Reclamada tentou submeter a Reclamante a revista íntima por funcionários do sexo oposto. (Fato) Encontram-se presentes os todos requisitos da responsabilidade civil.br 71 . ―d‖ da CLT Já dano está configurado pelo constrangimento sofrido pelo Reclamante diante da impossibilidade de pagamento das dívidas que possui. honra e imagem das pessoas. (Fundamento) Diante do exposto. X. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. desta forma. X. Observe: A culpa é verificada na tentativa da Reclamada de submeter a Reclamante à revista íntima. previstos nos artigos 186 e 927 do CC.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Atenção! Sempre que a RT contiver pedido de dano moral. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. dano e nexo. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. vida privada. DO DANO MORAL A reclamada a partir de janeiro de 2012 passou a descumprir o contrato de trabalho.com. ainda. restando demonstrado o nexo causal.cers. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. (Pedido) II – MÉRITO 02. CF e súmula 392. CF. motivo pelo qual foi dispensada por justa causa. quais sejam: culpa. 114. a violação do artigo 5. ainda. a violação do artigo 5. o qual se obrigou a fazer empréstimos de familiares e amigos para pagamento das dívidas que em razão da ausência dos salários não conseguiu pagar. A Reclamante não aceitou tal constrangimento. que sustenta a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Destaca-se. (Fundamento) www. VI. Observe-se: A culpa é verificada pela falta de pagamento. o que está lhe causando profunda humilhação. Destaca-se. TST) requer a sua condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz.

a i a d a ad di demissão. quais sejam: culpa. dessa forma. b) contar os fatos e ao final do parágrafo afirmar que tal conduta reiterada caracteriza assédio moral. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. no mérito.cers. Observe: A culpa é verificada pela conduta do Reclamado. portanto. Tal conduta prolongada caracteriza o ASSÉDIO MORAL. (Fato) Encontram-se presentes os requisitos da responsabilidade civil. dano e nexo. requerer a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. ó i d az -la pedir demissão. se a situação humilhante para o empregado se prolongar no tempo. está demonstrado o nexo causal. 114. X. VI. TST) requer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. CF e súmula 392. (Fundamento) Diante do exposto. restará configurado o assédio moral. ia. ― ia. em virtude de uma conduta reiterada do empregador. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. considerando que o dano decorreu do assédio. afirmando que a Reclamante é a pior e mais incompetente i á ia da a. que no último ano do contrato de trabalho humilhou reiteradamente a Reclamante perante seus colegas e clientes da empresa. considerando que o dano decorreu do assédio Segue exemplo: II – MÉRITO DO ASSÉDIO MORAL/DANO MORAL No último ano do contrato de trabalho a Reclamada humilha a reclamante perante seus colegas de trabalho e clientes da empresa.br 72 . estará caracterizado o assédio moral. Nesse caso o Examinando deve: a) denominar o tópico. TST) requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. vida privada. CF. ia d d ‖. (Pedido) Atenção! Quando a conduta do empregador for contínua. a violação do artigo 5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. O fundamento legal no caso de assédio moral é o mesmo do pedido de indenização por danos morais. (Pedido) L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA www. ia d d .com. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. a d ― ia. VI. CF e súmula 392. c) apontar a mesma fundamentação do pedido de indenização por danos morais e d) por fim. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. chamando-a de incomp . ainda. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. de “assédio/dano moral”. Destaca-se. honra e imagem das pessoas. 114.

que recebe o nome de tutela de urgência. preveem as duas únicas situações em que a CLT expressamente prevê a concessão de tutela antecipada no processo do trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI “O direito processual moderno concebeu uma tutela jurisdicional diferenciada. www.br 73 . desdobrada. Curso de Direito Processual Civil – Teoria Geral do Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. 2009. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. X. 10 THEODORO JÚNIOR. Artigos 659. X – conceder em medida liminar. Humberto. CLT (impedir a transferência abusiva do empregado). 2.cers. 659. Empregado possui estabilidade provisória no emprego e ainda não se exauriu o período da estabilidade. por meio de liminares ou de medidas incidentais. 4. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do Art. muito embora seja cabível em diversas outras situações quando preenchidos seus requisitos. 50ª ed. CLT. suspenso ou dispensado pelo empregador. Empregador retém ilegalmente a CTPS do empregado.com. CLT. 469. além das que lhes forem conferidos neste Título e das decorrentes de seu cargo. 53. CLT e súmula 43. CLT (dirigente sindical que foi despedido sem justo motivo). Art. 6. que apenas preserva a utilidade e eficiência do futuro e eventual provimento. permite à parte. em duas espécies distintas: a) a tutela cautelar. 469 desta Consolidação.conceder medida liminar. as seguintes atribuições: IX . Empregador não emite e fornece as guias do FGTS e/ou do seguro-desemprego. Atenção! Os incisos IX e X do artigo 659. Artigos 659. usufruir. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. que. O inciso IX do artigo acima autoriza a concessão de medida liminar que vise tornar sem efeito a transferência do empregado para localidade diversa daquela previamente definida no contrato de trabalho. 8. p. no direito brasileiro. Empregador exige atestado de esterilização de empregadas em idade fértil. do direito subjetivo resistido pelo adversário10” 1. Empregador mantém trabalhador adolescente em ambiente insalubre ou perigoso. provisoriamente. IX. b) a tutela antecipada. 3. quando não houver anuência do empregado e/ou a comprovação da necessidade do serviço pelo empregador (art. TST). Rio de Janeiro: Forense. antes do julgamento definitivo de mérito. 7.

poderá o juiz. requerer providência de natureza cautelar. as razões do seu convencimento. 588. previstos no artigo 273 do CPC: prova inequívoca dos fatos. ou parcela deles. 273. prosseguirá o processo até final julgamento. São condições da tutela antecipada. total ou parcialmente. a título de antecipação de tutela.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.com. de modo claro e preciso. Na decisão que antecipar a tutela. §§ 4º e 5º. CPC. § 1º. § 4º. as normas previstas nos arts. § 2º. ou II .br 74 . quando presentes os respectivos pressupostos. § 7º. A efetivação da tutela antecipada observará. § 6º. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. Se o autor.cers. a requerimento da parte. A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. antecipar. se convença da verossimilhança da alegação e: I . no que couber e conforme sua natureza. O juiz poderá. receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório. desde que. em decisão fundamentada. mostrar-se incontroverso. verossimilhança das alegações. Art. § 5º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Já o inciso X refere-se à concessão de liminar para reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. Concedida ou não a antecipação da tutela. o juiz indicará. § 3º.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Lembre-se! A tutela antecipada deve ser requerida. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. 461. e 461-A. existindo prova inequívoca. suspenso ou dispensado pelo empregador. www. possibilidade de reversão do provimento antecipado (revogar a concessão de liminar).

já estando a matéria preclusa. não há dúvida de que a prova inequívoca refere-se aos fatos da causa. é alternativo açã a da a í a ― ‖ a E a palavras. Não é unívoco o conceito de abuso do direito. assim. 2009. a definição do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite para cada um dos requisitos para a concessão da tutela antecipada: 11 a) Prova Inequívoca dos Fatos Embora omisso o dispositivo. fundamentos jurídicos verossímeis são aqueles que se aproximam. contudo. são de fácil convencimento sobre a sua existência. E aqui nos parece que a verossimilhança das alegações há de ser entendida como a verossimilhança dos fundamentos jurídicos do pedido. ainda. É também requisito essencial que haja verossimilhança da alegação. quando provoca incidentes processuais infundados que não guardam relação com a lide etc. os fatos já devem estar demonstrados na petição inicial. É a aplicação plena do princípio do da mihi factum. c) Receio de Dano Irreparável ou de Difícil Reparação Aqui. Em outros termos. Só que de vestimenta nova. d) Abuso do Direito ou Manifesto Propósito Protelatório Esse requisito. temos outro instituto conhecido nas medidas cautelares: o periculum in mora. possibilitando. Mas é possível estabelecer alguns elementos que servem de apoio para o seu enquadramento. incontestável e induvidoso sobre a inequivocidade da prova dos fatos alegados. Assim. quando altera ou falta com a verdade. ed. da verdade. 426-427. por exemplo. Vale dizer. o que se verifica.cers. ao juiz a formação do seu convencimento certo.br 75 . com grande intensidade. e. mesmo se não existir periculum in mora. b) Verossimilhança das Alegações Não basta. 7. o juiz poderá conceder a antecipação de tutela quando verificar que o réu abusa do direito de defesa ou atua de maneira a protelar injustificadamente o regular andamento do processo. por isso mesmo. EM SÍNTESE: 11 LEITE. o juiz deve sopesar se a não concessão da tutela antecipada poderá causar prejuízo irreparável ou de difícil reparação ao autor do pedido enquanto aguarda o desfecho da lide. há abuso do direito de defesa toda vez que o réu invocar teses que afrontam literalmente as normas que compõem o ordenamento jurídico. a existência da prova inequívoca dos fatos alegados. www. a nosso sentir. Para o autor conseguir o deferimento do pedido de antecipação de tutela. no quadro abaixo. quando ele retém injustificada e reiteradamente os autos em seu poder.com. p. São Paulo: LTr. Outra hipótese para a concessão da tutela antecipada é o manifesto propósito protelatório do réu.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Veja. quando interpõe recursos manifestamente infundados. ego dabo tibi jus (Dá-me os fatos que eu te dou o direito). Carlos Henrique Bezerra. deturpando-as o sentido ou a sua aplicação ou. Curso de Direito Processual do Trabalho.

e se eleito. inquestionável seu direito ao emprego. os quais sejam: prova inequívoca dos fatos.cers. com escritório profissional no endereço completo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O pedido de antecipação de tutela na petição inicial deve observar o seguinte: a) nome da peça: reclamação ou reclamatória trabalhista com pedido de tutela antecipada (liminar).. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). consequentemente.) II . pessoa jurídica de direito privado. deve requerer: a. A prova inequívoca dos fatos evidencia-se por se tratar o reclamante de dirigente sindical. inscrita no CNPJ sob o nº. 543. previstos nos artigos 273 do CPC. no tópico da tutela antecipada relatar: a) que formulou o pedido e que tem urgência na concessão da providência. (Fatos) Encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão de tutela antecipada. a concessão da liminar para fins de antecipar o provimento final.. por isso faz-se necessária sua imediata reintegração. qualificação e endereço completos. contudo a dispensa sem justa causa do mesmo inviabilizará a manifestação dos empregados. 659. verossimilhança das alegações e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. quais sejam: prova inequívoca dos fatos. o fundado receio de dano irreparável decorre da razão de ser de sua estabilidade que é em função do cargo de dirigente.com. portanto. DA TUTELA ANTECIPADA O Reclamante ocupa o cargo de dirigente sindical. IX e X. de forma que somente pode www. CF e art. 8º. É. 273 do CPC. que seriam reivindicados dentro de 15 dias. Segue exemplo: NOME DO RECLAMANTE. onde recebe intimações e notificações. com fulcro no artigo 840 da CLT.br 76 . c) no mérito. desenvolveu diversos projetos para sua categoria. b) que encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela antecipada. e b. é imprescindível que a liminar seja requerida com fundamento nestes artigos. c) por fim. vem perante Vossa Excelência. § 3º. previstos no art. até 1 ano após o término do mandato. estabelecida no endereço completo. o candidato deve ainda indicar os fatos que demonstram a presença de cada um destes requisitos. VIII. A verossimilhança das alegações decorre dos arts. Na fundamentação. Por fim. CLT que asseguram ao dirigente estabilidade provisória no emprego desde o registro da candidatura. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:(. b) no mérito: sugiro que o Examinando formule primeiro um tópico para o pedido e um outro denominado tutela antecipada.MÉRITO 03. Atenção! Na hipótese de a prova tratar dos casos referidos nos arts. verossimilhança das alegações e receio de dano irreparável ou de difícil reparação. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA com pedido de tutela antecipada (liminar) em face de NOME DO RECLAMADO. o que se comprova pela ata de eleição em anexo.

Nesse caso os honorários são devidos a razão de até 15% (quinze por cento) reversíveis ao sindicato da categoria. SDI – 1. uma vez que esta. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato. nos termos do artigo 659.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI agir em favor da categoria se estiver trabalhando na empresa. Nas relações de emprego os honorários dependem do preenchimento de dois requisitos: a) tratar-se de reclamante beneficiário da justiça gratuita e b) a assistência por advogado de sindicato (219 e 319. Súmula 329. TST. (Fundamentos) Diante de todo o exposto. 5º. X da CLT. TST. entretanto. defendem que o “jus postulandi” não teria sido recepcionado pela Constituição da República. Na Justiça do Trabalho. art. OJ 305. Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988. TST). Ademais. Súmula 219. sem a oitiva da outra parte. permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula 219 do Tribunal Superior do Trabalho.br 77 . IN 27/2005. 14. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. em seu art. TST. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. Entendem que nesse caso os honorários são sempre www. determinando a imediata reintegração do Reclamante. a proximidade da data das reivindicações tornam ainda mais urgente a sua reintegração. estabeleceu que o advogado é essencial à Justiça. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. Lei 5584/70). SDI-1. I . requer a concessão liminar. 133. (Pedido) M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Nas relações de trabalho diversas das relações de emprego os honorários são devidos em razão da mera sucumbência (art.cers. OJ 305.com. TST. nunca superiores a 15% (quinze por cento).Na Justiça do Trabalho. TST. Alguns.

nos termos do art. sob pena de multa de 50%. também. EM SÍNTESE: Na petição inicial devemos requerer honorários advocatícios sucumbenciais SEMPRE: a) nas relações de trabalho diversas das relações de emprego: com fundamento no art. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. atendidos: a) o grau de zelo do profissional. 20 do CPC. pedir honorários a razão de 20% (vinte por cento). sob pena de multa. sob pena de restarem incontroversas. CPC. b) o lugar de prestação do serviço. www. N) MULTA DO ART. CPC. 20 do CPC. nos termos do art. § 3º. c) a natureza e importância da causa. 467 DA CLT A defesa do Reclamado.cers. Essa verba honorária será devida. sempre será ofertada na primeira audiência. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. no importe de 20%. SDI-1 e art. nos termos do art. OJ 305. 5º. no Processo do Trabalho. 20. b) nas relações de emprego em que o Examinador relata que fomos contratados como advogados de sindicato: com fundamento nas súmulas 219 e 329. Art. § 3º. Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação.br 78 . 14. todas as verbas não contestadas pelo empregador são devidas ao empregado e devem ser quitadas em primeira audiência. momento em que deverá contestar todas as verbas pleiteadas pelo reclamante. 133 da CF alegar que o “jus postulandi” não foi recepcionado pela Constituição e requerer 20% (vinte por cento) de honorários. TST.com. Lei 5584/70 pedir 15% (quinze por cento) de honorários. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. Nesse diapasão. IN 27/2005. c) nas relações de emprego em que o advogado não pertence ao sindicato: com fundamento no art. 20.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI devidos em razão da mera sucumbência.

cers. contado da data da notificação da www. ao Distrito Federal. o pagamento deverá ser efetuado até o décimo dia. Parágrafo único. por sua vez. afirma que. O pagamento das verbas rescisórias possui dois prazos distintos que são definidos em função do aviso prévio. O empregador. O disposto no caput não se aplica à União. 477 DA CLT A rescisão de um contrato de trabalho enseja o pagamento das verbas rescisórias ao empregado. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. aos Estados. O parágrafo único do artigo referido prevê uma exceção ao caput: a multa não é aplicável à União. 467. aos Estados. 467. A alínea “b”. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. se o aviso prévio for cumprido. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas.br 79 . sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. se o aviso prévio for indenizado. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. ao efetuar esse pagamento. § 6º. Observe: AVISO PRÉVIO Cumprido Indenizado PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VR 1º dias útil após do término 10 dias corridos O artigo 477. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. o Reclamante requer que o pagamento das verbas incontroversas seja realizado em primeira audiência. sob pena da incidência de multa de 50% sobre o valor correspondente. afirma que. a parte incontroversa dessas verbas. ao Distrito Federal. §6º da CLT. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. alínea “a” da CLT. o pagamento das verbas rescisórias deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. CLT Nos termos do artigo 467 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. O) MULTA DO ART.com. deve observar o prazo legal estipulado pelo artigo 477. MULTA DO ART. CLT.

e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho. Logo. em valor equivalente ao seu salário. 477.br 80 . A multa prevista pelo §8º do artigo 477 da CLT só incidirá se o empregador não respeitar o prazo legal previsto no §6º para o pagamento das verbas rescisórias. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. § 6º. CLT O Reclamado não respeitou o prazo para pagamento das parcelas rescisórias previsto no artigo 477. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. Segue exemplo: II – MÉRITO 03. o Reclamante requer a condenação do Reclamado ao pagamento de multa no valor equivalente ao seu salário. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. nos termos do §8º do artigo 477 da CLT. ou b) até o décimo dia. A contagem do prazo é de 10 (dez) dias a partir da dispensa. É assegurado a todo empregado.com. mesmo que www. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. Note que NÃO é o décimo dia útil. Diante desse fato. § 8º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI demissão. salvo quando comprovadamente. De acordo com essa orientação. 477. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. MULTA DO ART. Cumpre destacar o CANCELAMENTO da OJ 351 da SDI-1 do TST ocorrido em novembro de 2009. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. A penalidade prevista corresponde ao valor de um salário do empregado percebido à época da dissolução do contrato de trabalho. a partir do seu CANCELAMENTO.cers. §8º da CLT. Art. CLT. por trabalhador. a multa do artigo 477. §6º da CLT. quando da ausência do aviso prévio. era incabível quando houvesse fundada controvérsia quanto à existência da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa. contado da data da notificação da demissão. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. o direito de haver do empregador uma indenização. § 8º. o trabalhador der causa à mora.

Segue exemplo: III . c) a integração do adicional de insalubridade ao salário do autor. REQUERIMENTOS FINAIS Os requerimentos finais são indispensáveis à reclamatória trabalhista. PEDIDOS O tópico dos pedidos. b) a equiparação salarial. 13º salário. inserido logo após o mérito da peça. conforme exposto no item supra. acrescidas de juros e correção monetária. com a condenação da reclamada ao pagamento das verbas postuladas. o empregado poderá pleitear a incidência da referida multa. requer: a) o reconhecimento de vínculo de emprego entre as partes. Este tópico compreende os seguintes pedidos: a notificação da reclamada. inclusive os reflexos no aviso prévio. bem como. é uma repetição de todos os requerimentos já realizados no desenvolvimento da reclamatória trabalhista. bem como. a liberação de guia para levantamento do FGTS. bem como a guia para a percepção do seguro desemprego. 13º salário.br 81 . É importante requerer a parcela principal. com reflexos no aviso prévio.com. www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI haja controvérsia acerca de uma determinada verba. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). a produção de todos os meios de prova em direito admitidos e a procedência dos pedidos. os seus reflexos. Os pedidos devem seguir a mesma ordem em que foram abordados no mérito. d) a condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).PEDIDOS Diante de todo o exposto.cers.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI NOTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DE PROVA REQUERIMENTOS FINAIS PROCEDÊNCIA com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas postuladas.cers. I e II. o Examinando deve tratar do valor da causa. c) Por fim a procedência dos pedidos com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas pleiteadas. o reclamante deve indicar o valor correspondente a cada pedido. requer: a) notificação da Reclamada para oferecer resposta à Reclamatória Trabalhista. b) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. VALOR DA CAUSA Por fim. www.com. o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas. CLT estabelece que nesse procedimento o pedido deve ser certo. determinado e líquido.br 82 . sendo o valor da causa o resultado da somatória de todos eles. consequentemente. 852-B. acrescidas de juros e correção monetária. acrescida de juros e correção monetária Segue exemplo: IV – REQUERIMENTOS FINAIS Diante do exposto. b) no procedimento sumaríssimo: indicar o valor resultante da somatória de todos os pedidos e caso não seja possível escrever apenas que não “O valor da causa está acima de 2 e não ultrapassa 40 salários mínimos”. Isso porque o art. da seguinte maneira: a) no procedimento ordinário: basta escrever “Atribui-se a causa valor acima de 40 salários mínimos”. sob pena de revelia e confissão quanto a matéria de fato. FINALIZE A SUA PEÇA! Termos em que. em especial a prova documental.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pede deferimento.cers.br 83 .com. data Advogado OAB nº www. Local.

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