CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA ...................................................................... 2 ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ........................... 5
ENDEREÇAMENTO .............................................................................................................................................. 5 QUALIFICAÇÃO DAS PARTES ............................................................................................................................... 6 PRELIMINAR ........................................................................................................................................................ 7 A) Comissão de Conciliação Prévia (CCP) ............................................................................................... 7 B) Tramitação Preferencial do Feito .......................................................................................................... 8 C) Justiça Gratuita .......................................................................................................................................... 9 MÉRITO ............................................................................................................................................................. 10 A) CONTRATO DE TRABALHO ................................................................................................................... 10 B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO ................................................................................. 11 C) RESPONSABILIDADE PATRONAL .......................................................................................................... 12
► ► ► ► ► Sucessão de empregadores .............................................................................................................................. 13 Grupo econômico ............................................................................................................................................. 17 Terceirização .................................................................................................................................................... 18 Empreitada e subempreitada ........................................................................................................................... 21 Cooperativa Ilícita ............................................................................................................................................ 24

D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ...................................................................................................................... 26
► Salário e remuneração - definição ................................................................................................................... 27 ► Salário complessivo .......................................................................................................................................... 28 ► Reflexos ................................................................................................................................................................. 28 ► Salário “in natura” ................................................................................................................................................ 30

E) F)
► ► ► ► ► ► ►

EQUIPARAÇÃO SALARIAL ..................................................................................................................... 34 DURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................................... 37
Horas extras ..................................................................................................................................................... 37 Intervalo Intrajornada ...................................................................................................................................... 39 Intervalo Interjornada ...................................................................................................................................... 41 Descanso semanal remunerado ....................................................................................................................... 43 Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado ............................................................................... 44 Adicional noturno............................................................................................................................................. 45 Horas in itinere ................................................................................................................................................. 48

G) VERBAS RESCISÓRIAS ............................................................................................................................... 50 H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO................................................................................... 56
► ► ► ► ► ► ► Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) ................................................................... 56 Membros da CCP (Comissão de Conciliação Prévia) ........................................................................................ 57 Dirigente Sindical ............................................................................................................................................. 58 Gestante ........................................................................................................................................................... 61 Acidente do dE Trabalho .................................................................................................................................. 62 Diretor de Sociedade Cooperativa ................................................................................................................... 63 PEDIDO ............................................................................................................................................................. 64

I) RESCISÃO INDIRETA ............................................................................................................................. 66 J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA .................................................. 68 K) DANO MORAL ........................................................................................................................................... 69 L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA ......................................................................................... 72 M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ......................................................................................................... 77 N) MULTA DO ART. 467 DA CLT ............................................................................................................... 78 O) MULTA DO ART. 477 DA CLT ................................................................................................................ 79 PEDIDOS ............................................................................................................................................................ 81 REQUERIMENTOS FINAIS .................................................................................................................................. 81 VALOR DA CAUSA .............................................................................................................................................. 82

www.cers.com.br

1

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABA LHISTA

A reclamatória trabalhista observará a seguinte estrutura:

I. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA II. III. IV. V.

Preliminar de Mérito; Mérito; Pedidos; Requerimentos Finais; Valor da causa.

Segue estrutura geral para visualização da petição inicial:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA… VARA DO TRABALHO DE … .

NOME DO RECLAMANTE, qualificação e endereço completos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO), com escritório profissional no endereço completo, onde recebe intimações e notificações, com fulcro no artigo 840 da CLT, PROPOR:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA pelo rito (...)

em face de NOME DO RECLAMADO, qualificação e endereço completos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – PRELIMINAR DE MÉRITO

a) b)

A - Tramitação Preferencial do Feito: Idoso (art. 71, Lei 10741/2003 e art. 1.211-A, CPC) Portador de doença grave (art. 1.211-A, CPC)

www.cers.com.br

2

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

c) Dissídio que verse exclusivamente sobre salário ou empregador falido (art. 652, parágrafo único, CLT) B – JUSTIÇA GRATUITA (art. 790, § 3º, CLT e art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, Lei 1060/50)

II – MÉRITO

1.

DO CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pelo Reclamado no dia…, para exercer a função de …, recebendo por última remuneração a importância de …, sendo dispensado sem justa causa pelo Reclamado em …

2.

DO VÍNCULO DE EMPREGO §1 Fato §2 Fundamento §3 Pedido

III – PEDIDOS (Repetição dos requerimentos constantes no mérito da RT)

IV - REQUERIMENTOS FINAIS O Reclamante requer a NOTIFICAÇÃO da Reclamada para apresentar resposta à Reclamatória Trabalhista, sob pena de revelia. A PRODUÇÃO de todos os meios de PROVA em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, a oitiva de testemunhas, prova pericial e juntada de novos documentos. Por fim, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos, com a condenação da Reclamada ao pagamento de todas as verbas postuladas, acrescidas de juros e correção monetária.

Atribui-se à causa valor superior a 40 salários mínimos. Nestes Termos, Pede deferimento. Local e data.

www.cers.com.br

3

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

Advogado OAB nº

www.cers.com.br

4

CLT. Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ENDEREÇAMENTO A competência territorial é definida pelo art. O endereçamento de uma reclamação trabalhista é simples e deve ser realizado da seguinte maneira: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA … VARA DO TRABALHO DE … Atenção! O último traço deve ser preenchido com o local da prestação do serviço. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e.cers. em regra. na falta.br 5 . ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Na comarca onde não houver juiz do trabalho. estabelecida neste artigo. a lei poderá investir o juiz de direito da jurisdição trabalhista.com. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. Em se tratado de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do controle de trabalho. 651. Nesse caso. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional disposto em contrário. será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. § 2º. reclamante ou reclamado. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. 651 da CLT. o endereçamento deve ser realizado da seguinte maneira: www. prestar serviços ao empregador. o juízo do local da prestação dos serviços: Art. § 3º. sendo. § 1º. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. se a proposta não informá-lo devemos deixar o espaço em branco. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro.

com escritório profissional no endereço completo. pelas razões de fato e de www. qualificação e endereço completos.. portador da Cédula de Identidade RG nº. portador da CTPS nº. sob pena de identificação de prova. inscrita no CNPJ sob o nº.). estado civil. em face de NOME DO RECLAMADO. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. profissão. Não devem ser inventados dados que não estejam na proposta. onde recebe intimações e notificações. em face de NOME DO RECLAMADO. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. nacionalidade. PROPOR: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA.... inscrito no CPF sob nº e no PIS sob o nº. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. pelo rito . onde recebe intimações e notificações.br 6 . residente e domiciliado no endereço completo. com escritório profissional no endereço completo. OU NOME DO RECLAMANTE. estabelecida no endereço completo. qualificação e endereço completos. a Banca não informa todos os dados necessários para a qualificação completa das partes. pessoa jurídica de direito privado (se for o caso). pelo rito.com. Diante disso.cers. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). o Examinando poderá utilizar a expressão “qualificação e endereço completos” ou utilizar o gênero destes dados (ex: nacionalidade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE … QUALIFICAÇÃO DAS PARTES Normalmente. estado civil. com fulcro no artigo 840 da CLT. Exemplo: NOME DO RECLAMANTE. etc. com fulcro no artigo 840 da CLT. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

a eficácia desse dispositivo. ainda assim. o STF suspendeu. mas diante da suspensão da eficácia do art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI direito que passa a expor. de modo que a tentativa conciliatória pela CCP é uma faculdade para o reclamante. Antes da decisão referida. em caráter liminar (ADI 2139 e ADI 2160). Contudo.br 7 . a inicial deve revelar o nome do síndico e o endereço onde receberá as notificações. era importante mencionar que a passagem do Reclamante pela CCP era obrigatória. Na qualificação deve constar a razão social precedida da expressão “Massa Falida”. 625-D é desnecessária a referência à passagem pela Comissão. deve fazê-lo na forma do exemplo a seguir: www. PRELIMINAR AS PRELIMINARES REFEREM-SE AO PROCESSO E SÃO POUCAS AS HIPÓTESES DE OCORREREM NA PETIÇÃO INICIAL. Observação: se porventura a ação trabalhista for proposta contra a massa falida.cers. Caso.com. o candidato opte por mencioná-la. SEGUEM EXEMPLOS:A) COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP) A passagem pela CCP era obrigatória em função do disposto no artigo 625-D da CLT.

c) decorrer da falência do empregador (art. 71. § ú. em qualquer instância. Dissídio originado pela falência do empregador (art. CLT). CPC). O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. 652. Lei 10. 1211-A. TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL Dissídio sobre salário (art. 652. maior de 60 (sessenta) anos. com união estável.com.741/2003. 1211-A. CLT) e d) figurar como parte ou interessado portador de doença grave (art. companheiro ou companheira. 01. 71. b) o dissídio versar exclusivamente sobre salário (art. § ú. que determinará as providências a serem cumpridas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI III. 652. § 1˚.br 8 . anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo.cers. 652. § ú. PRELIMINAR DE MÉRITO Comissão de Conciliação Prévia O Reclamante esclarece que não passou pela Comissão de Conciliação Prévia. EM SÍNTESE: Idoso (art. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. fazendo prova de sua idade. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito.741/2003 e art. § ú). CPC). www. § 2˚.1211-A. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. CPC). Lei 10. nos termos das liminares concedidas pelo STF nas ADI’s 2139 e 2160. 2ª parte. A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. Parte ou interessado portador de doença grave (art. Observe a legislação referida: Art. B) TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL DO FEITO Assegura-se a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: a) nos processos em que figurar como parte ou interessado idoso – pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (Lei 10. uma vez que esta é uma faculdade do autor. CLT).741/2003).

nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho.cers. Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3˚. CPC. 1. 1 LEITE.211-A. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. 2009. 7. PARÁGRAFO ÚNICO. Carlos Henrique Bezerra Leite leciona que “a justiça gratuita pode ser concedida por qualquer juiz de qualquer instância a qualquer trabalhador. São Paulo: LTr. Art. podendo o Presidente da Junta. Art. 790. (VETADO)C) JUSTIÇA GRATUITA O benefício da justiça gratuita implica apenas a isenção do pagamento de despesas processuais previstas no art.br 9 . terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. CLT. § 3º. www. a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. nos Juízos de Direito. § 4˚. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. CLT. desde que perceba salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal ou que declare que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento da próprio ou de sua família” 1. Os requisitos para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita estão previstos no art. 652. independentemente de estar sendo patrocinado por advogado ou sindicato. Nesse sentido. 370. A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. que litigue na Justiça do Trabalho. Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: Parágrafo único. CLT. a pedido do interessado. Observe: Art. p.com. Nas Varas do Trabalho. 790. ed. ou portadora de doença grave. Carlos Henrique Bezerra. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. 3º da Lei 1060/50. Curso de Direito Processual do Trabalho. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador. contrair processo em separado.

br 10 . Justiça Gratuita O reclamante encontra-se desempregado. 790. requer a concessão dos benefícios previstos no art. SDI-1. TST). militar ou do trabalho.Considera-se necessitado. função. civil. apenas os seguintes dados: admissão. . O pedido de justiça gratuita pode ser feito também em preliminar. ou declararem. que necessitarem recorrer à Justiça penal. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. o reclamante deve incluir o fato. Segue exemplo: I – Preliminar de Mérito 01. para os fins legais. Parágrafo único. 3º da Lei 1060/50. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.cers. da Lei 1060/50 o reclamante faz jus aos benefícios da justiça gratuita. 2º. MÉRITO No mérito. sob as penas da lei. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. o fundamento e o pedido. na própria petição inicial (OJ 304. A declaração da situação econômica do reclamante pode ser declarada. Os demais tópicos devem ser nominados de acordo com os demais pedidos formulados pelo autor. Abaixo seguem exemplos de tópicos que podem ser objeto do mérito. Nos termos do art. Gozarão dos benefícios desta Lei os nacionais ou estrangeiros residentes no país. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. último salário e data de demissão. Lei 1060/50. § 3º da CLT e art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3o É facultado aos juízes. mencionando. A) CONTRATO DE TRABALHO www. Diante do exposto. 2º. inclusive quanto a traslados e instrumentos.com. o benefício da justiça gratuita. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder. parágrafo único. quando se tratar de relação de emprego. Após o título. Art. a requerimento ou de ofício. sem condições de arcar com as despesas do processo. O benefício da justiça gratuita deve ser requerido sempre que o Examinador indicar que o reclamante não tem condições de arcar com as despesas do processo. pelo advogado. o Candidato deve destinar o primeiro tópico ao contrato de trabalho.

Demissão.00 (seiscentos reais). Caso o examinador não mencione alguns desses dados.00 (seiscentos reais). CLT). bem como. conforme exemplo a seguir: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2011. o Candidato deve postular o reconhecimento do vínculo de emprego (arts. nesse tópico o candidato deve mencionar apenas os seguintes dados: data de admissão. CONTRATO DE TRABALHO Função. apesar de presentes os requisitos da relação de emprego (pessoalidade.br 11 . função.com.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quando se tratar de relação de emprego. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011. para exercer a função de … Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. Seguem exemplos: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2010. Segue exemplo: I – MÉRITO 02. para exercer a função de auxiliar administrativo. Reconhecimento do vínculo de emprego O Reclamante foi admitido como trabalhador autônomo na empresa Reclamada. a anotação na CTPS do Reclamante (art. 2º e 3º. salário e a data da demissão. 29. onerosidade. CLT). não eventualidade e subordinação). EM SÍNTESE: Admissão. B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO Quando o Examinador mencionar que o reclamante foi contratado como autônomo. Desde www. o Candidato deve deixar o espaço relativo a eles em branco. Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. Salário. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011.

devemos explicar a responsabilidade dessas empresas e requerer sua condenação de forma solidária ou subsidiária. devemos analisar quais empresas ou pessoas físicas serão incluídas no polo passivo. o executado no domicílio do empregado e o realizado à distância.00. não eventualidade e subordinação. para fins de subordinação jurídica. a presença da pessoalidade. (Fundamento) Diante do exposto. pois o reclamante prestava os serviços. dois pontos devem ser analisados. requer o reconhecimento do vínculo empregatício e que a Reclamada seja compelida a realizar as devidas anotações na CTPS do Reclamante. Verifica-se a presença da subordinação. Os meios telemáticos e informatizados de comando. orientando-o e punindo-o. 6º. 29 da CLT. obedecia ao horário de trabalho (segunda a sexta-feira das 8h as 17h). evidenciando-se. das 8h às 17h. como contraprestação pelos serviços prestados. demonstrando a presença da onerosidade. o reclamante tinha que prestar pessoalmente os serviços. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da relação de emprego. portanto. aos meios pessoais e diretos de comando. www. quais sejam: pessoalidade. Restam. de segunda a sexta. C) RESPONSABILIDADE PATRONAL A responsabilidade patronal deve ser analisada atentamente sempre que a relação de trabalho envolver mais de um empregador ou tomador dos serviços. o reclamante recebia a importância fixa mensal de R$ 1000. A não eventualidade também estava presente. 6º da CLT: Art. controle e supervisão se equiparam. (Pedido) ATENÇÃO MÁXIMA! A Lei 12551/2011 inseriu o art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI o início do contrato de trabalho. 2º e 3º da CLT. 6º na CLT estabelecendo que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento do empregador.com. onerosidade. A subordinação jurídica verifica-se também quando o controle e a supervisão ocorrem por meios telemáticos e informatizados. Parágrafo único. desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Depois. que lhe orientava e punia e remunerava. desde que caracterizados os pressupostos da relação de emprego. controle e supervisão do trabalho alheio. CLT. uma vez que o Reclamado dirigia a prestação serviços do reclamante. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador.br 12 . bem como. Por fim. o executado no domicílio do em pregado e o realizado a distância. assim. no mérito. quando da qualificação das partes. Nesse caso. nos termos do art.cers. as ordens do gerente do seu setor. O trabalhador não podia se fazer substituir por outro trabalhador. Em um primeiro momento. 2º e 3º da CLT. Observe o teor do art. comprovados todos os requisitos legais exigidos pelos arts. previstos nos arts.

segundo a FGV: a) transferência de uma unidade econômico-jurídica. Observe o teor dos artigos 10 e 448 da CLT: Art. Assim. arrendamento e concessão. Cooperativas Ilícitas. 6ª Edição. 2007. despersonalização do empregador. e na inalterabilidade do contrato de trabalho. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalhos dos respectivos empregados. Por isso. Tem por fundamentos os princípios continuidade do contrato de trabalho. Terceirização. ► Sucessão de empregadores Segundo o professor Maurício Godinho Delgado2: “sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts. Grupo econômico. não importando quem seja o proprietário ou administrador. p.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RESPONSABILIDADE PATRONAL Sucessão de empregadores. quem responde pelo crédito trabalhista é a empresa. São exemplos de sucessão: a transferência de titularidade da empresa (venda). 448. b) continuidade da prestação dos serviços ou continuidade do negócio. 10 e 448 da CLT. São Paulo: LTr. fusão. Empreitada e Subempreitada. 10.cers. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos”. www. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. são requisitos para a sucessão trabalhista. A sucessão trabalhista está disciplinada nos artigos 10 e 448. 2 DELGADO. Curso de Direito do Trabalho.com. Maurício Godinho. incorporação e cisão de empresas.br 13 . Art. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. da CLT. 408.

entretanto.com. Consequentemente. Indicação dos arts. então ambas deverão ser incluídas no polo passivo. fusão. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO. EM SÍNTESE: Sucessão legal: a) qualificação: inclusão apenas da empresa sucessora no polo passivo.65) Resposta: Transferência de uma unidade econômico-jurídica (0. 10 e 448 da CLT (0. que se mantém vinculados à empresa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Observe a resposta da Banca FGV à questão 4. os requisitos para a sucessão são: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade da prestação dos serviços após a sucessão. 10 e 448 da CLT na hipótese de sucessão a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. etc). a sucessão é nula. sucessora e sucedida. ocorrendo ou não a continuidade da prestação de serviços. Segundo a clássica. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO e explicar o fato (venda da empresa. a sucessão tenha sido fraudulenta. do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: Questão 4 a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista (0. 9º da CLT. Caso. “a”. Para a doutrina moderna basta que haja: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio pela empresa sucessora.2). 10 e 448 da CLT afirmar que a alteração na titularidade ou estrutura jurídica da empresa não afetam os contratos de trabalho ou os direitos dos empregados. a qual deve responder pelos direitos trabalhistas e. por fim. sendo irrelevante a continuidade da prestação dos serviços. 10 e 448 da CLT. como esta foi realizada com o www. Explicar que embora nos termos dos arts.2).br 14 . “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar.cers. no polo passivo. razão pela qual devemos ajuizar a RT apenas contra esta. apenas para transferir a este a responsabilidade por eles. Nota-se que a Banca admitiu a corrente adotada pela doutrina clássica e também pela moderna. requer a sua condenação no pagamento de todas as verbas postuladas na RT. a fim de fraudar direitos trabalhistas.25) e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação dos serviços (0. Sucessão fraudulenta: a) qualificação: incluir ambas as empresas. ou seja. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. com fundamento nos arts. para a empresa sucessora. a transferência da unidade econômico-jurídica tenha sido realizada para sucessor sem condições de arcar com os débitos trabalhistas dos empregados. Segundo o art. explicando no mérito a ocorrência da sucessão. Assim. cabendo a ambas responder solidariamente pelos débitos trabalhistas. explicar a fraude conforme os dados relatados na proposta. com fundamento nos arts.

condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços. 21. é nula de pleno direito.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. ou registrador. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. tabelião. Lei 8935/94. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. por mais de seis meses. Assim. dotados de fé pública. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. É delegado o exercício da atividade notarial e de registro. oficial de registro e registrador são profissionais do direito.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. II. 236. Nos termos do art.com. 21 da Lei 8935/94. dotados de fé pública. dos oficiais de registro e de seus prepostos. de modo que todas as empresas devem ser condenadas a pagar de forma solidária. DE CONCESSÃO DE RESPONSABILIDADE www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI propósito de obstar direitos dos empregados. § 2º . os serviços de notário.Lei regulará as atividades. Art. CF. cabendo-lhe estabelecer normas. 3º da Lei 8935/94. cabe ao antecessor a responsabilidade pelo período anterior à nomeação no novo tabelião. por inexistir a referida continuidade é de responsabilidade exclusiva do respectivo titular as obrigações assumidas durante o período que exerce o encargo de notário. nos termos do art. 3º. OJ-SDI1-225 SERVIÇO CONTRATO PÚBLICO. § 1º . a sucessão somente ocorrerá se houver continuidade na prestação de serviços pelos empregados. § 3º . O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do respectivo titular. por delegação do Poder Público. Tal hipótese enquadra-se na OJ 225. Notário. Lei 8935/94. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. com fundamento no art. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. Por se tratar de uma delegação recebida pelo Estado.cers. SDI-1. TST. são profissionais do direito. e oficial de registro. Dessa forma. ou tabelião.br 15 . Cuidado! Já caiu na prova da FGV sucessão de cartório. investimento e pessoal. inclusive no que diz respeito às despesas de custeio. Art. Art. 9º da CLT.

Em razão disso. Alguns dias depois. Indicação dos arts. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada. entregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. pois ele não aproveitou nenhum dos empregados (0. Informado disso. 10 OU 448 da CLT. a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão. nos termos do art. Um Estado da federação realizou concurso público para notário. a segunda concessionária. II .04. inclusive na execução. a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (valor 0. 592 do CPC: www.cers.em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão. independentemente do reclamante ter participado da fase de conhecimento. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson. Nelson.6) Não. o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria.com. Nelson iniciou seus serviços como notário. Nelson é sucessor? (valor 0.2005) Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária).4) e tratava-se de delegação recebida do Estado. pois lá iria alocar empregados de sua confiança. aprovado em segundo lugar nos certame. trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. b) No caso em tela. Lá chegando. (nova redação. mediante arrendamento. responda os itens a seguir. na condição de sucessora.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TRABALHISTA. Observe a questão 4 do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: OAB IV EXAME DE ORDEM – QUESTÃO 4. Com base no caso acima. a título transitório. no todo ou em parte. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam. bens de sua propriedade: I .65) Transferência de uma unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação de serviços. Ainda acerca da sucessão.br 16 . ou qualquer outra forma contratual. vale ressaltar que esta pode ser reconhecida pelo juiz em qualquer fase do processo.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. no mesmo local e com noivos empregados. DJ 20.

portanto. A responsabilidade de um grupo econômico é solidária.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. embora. 592. CLT. inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. a OJ 261 da SDI-1 expressa o entendimento do TST. TST. integrante do grupo econômico. Para o TST. apresenta uma definição de grupo econômico: Art. (CANCELADA) www.cers. são de responsabilidade do sucessor.com. estiverem sob a direção. tendo. No caso de sucessão de bancos. controle ou administração de outra. para os efeitos da relação de emprego. as agências. não consta no título executivo judicial como devedor. o TST firmou posicionamento no sentido de que é possível que qualquer uma das empresas do grupo seja sujeito passivo na execução. Sempre que uma ou mais empresas. TST. tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. §2º da CLT.br 17 . solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. serão. constituindo grupo industrial. Observe o teor da súmula: Súmula 205. As obrigações trabalhistas. O responsável solidário. OJ 261. não pode ser sujeito passivo na execução. SDI – 1. que não participou da relação processual como reclamado e que.do sucessor a título singular. CPC. uma vez que a este foram transferidos os ativos. caracterizando típica sucessão trabalhista. que corrobora a disposição dos artigos da CLT. personalidade jurídica própria. mesmo não tendo participado da fase de conhecimento. o grupo caracteriza-se como empregador único. Ficam sujeitos à execução os bens: I . comercial ou de qualquer outra atividade econômica. cada uma delas. Com o cancelamento da súmula 205. ► GRUPO ECONÔMICO O artigo 2º. os direitos e deveres contratuais. 2º. § 2º.

cers. EM SÍNTESE: a) qualificação: incluir todas as empresas do mesmo grupo econômico. 2º. salvo no caso de trabalho www. para mais de uma empresa do grupo econômico. por se tratar de empregador único. b) mérito: abrir um tópico denominado grupo econômico ou responsabilidade solidária.889/73.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. ► TERCEIRIZAÇÃO A terceirização consiste em uma relação jurídica triangular em que a empresa prestadora dos serviços realiza determinado e específico serviço à empresa tomadora. TST. durante a mesma jornada. característica que influenciará diretamente na responsabilidade da empresa tomadora dos serviços.2011 I . TST). O grupo econômico de empresas rurais está previsto no art. não gera duplo contrato de trabalho. 3º. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.br 18 . Essa terceirização pode ser lícita ou ilícita. Observe o teor da súmula: Súmula 129.Res. que pertence ao mesmo grupo econômico de Y e Z.05. DEJT divulgado em 27. § 2º da Lei 5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O TST entende também que o trabalho prestado pelo empregado. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico. durante a mesma jornada de trabalho. Por fim. Explicar que o empregado foi contratado pela empresa X. 30 e 31. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. 174/2011. Com fundamento no art.com. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. A terceirização é tratada na súmula 331 do TST: SÚMULA 331. requer a condenação de todas as empresas reclamadas de forma solidária. salvo disposição em contrário (Súmula129. salvo ajuste em contrário. § 2º da CLT expor que as empresas do mesmo grupo econômico respondem de forma solidária.

por parte do empregador. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. nas mesmas condições do item IV. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. III . especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. mediante empresa interposta.A contratação irregular de trabalhador. 37. de 21. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. 2º da Lei 6019/74 a contratação de trabalhador temporário apenas poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente e acréscimo extraordinário de serviço. II. II .666. da CF/1988).com.1983) e de conservação e limpeza. Lei 6019/74 . Observe-se: Art. 2º. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. Observe o quadro de resumo das hipóteses de terceirização lícita e terceirização ilícita. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.019. www. conservação. indireta ou fundacional (art. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. IV . de 03.br 19 . para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. nas hipóteses de vigilância. V . limpeza e serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador estiverem presentes a pessoalidade e subordinação direta entre trabalhador 3 Segundo o art.Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa.06.cers.06.102. de 20.º 8.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI temporário (Lei nº 6. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Serviços especializados ligados a atividademeio do tomador Serviços ligados à atividade fim do tomador Trabalho temporário (Lei 6019/74) 3 Também será ilícita se. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador.1993.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.1974).01.

CLT) principal ou direta da prestadora de serviços. com base no art. TST.666. requer a condenação da empresa tomadora de forma subsidiária. b) mérito: sob o título de terceirização ou responsabilidade subsidiária. www. formando-se vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços. requerer a formação de vínculo de emprego com a empresa tomadora e a anotação da CTPS na forma do art. I. a administração não responde pelo inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa contratada. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 9º. EM SÍNTESE: Terceirização Lícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. 29 da CLT e condenação solidária da prestadora dos serviços. A responsabilidade da administração será subsidiária apenas quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Atividades de vigilância (Lei 7102/83) Conservação e limpeza Consequência: formação de vínculo de emprego com o tomador dos serviços e Consequência: responsabilidade condenação solidária da empresa terceirizada subsidiária do tomador dos serviços e (art. Explicar que neste caso embora a terceirização seja lícita. 37. Em regra.com.º 8. II. de 21/06/1993. IV. CF e súmula 331. que os atos praticados com o intuito de obstar direitos trabalhistas são nulos.cers. nos termos da súmula 331. Expor. explicar os fatos. do TST explicar que se trata de terceirização ilícita. Por fim. TST). Ainda que a terceirização seja irregular não há formação de vínculo de emprego com o poder público sem concurso público (art. II. 9º da CLT. a responsabilidade da tomadora se dá de forma subsidiária (súmula 331. deve-se explicar que a tomadora contratou a empresa de vigilância. razão pela qual a empresa contratada deve responder de forma solidária. Terceirização Ilícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI terceirizado e tomador de serviços. Por fim. b) mérito: sob o título de terceirização ilícita. os quais foram executados pelo reclamante. III.br 20 . do TST). Com fundamento na súmula 331.

37. 5. cabendo. que se encarrega de executá-los com seus próprios elementos. todavia. p. Maurício Godinho Delgado 6 e Vólia Bomfim Cassar 7 . TST. não considerando conveniente executar todas as obras ou serviços que lhe foram confiados. Vólia Bomfim. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.com. assegurando ao trabalhador apenas salários e depósitos do FGTS. p.cers. CLT. O artigo 455. 7 CASSAR. Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. o direto de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. 5ª ed. após a CF/1988. 458. Para Alice Monteiro de Barros 5 . TST. respeitado o valor da hora do salário mínimo. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. encontra óbice no respectivo art. 6 DELGADO. 455. DIREITO DO TRABALHO. subsidiária com fundamento na súmula 331. 2011. aos empregados. São Paulo: LTr. Ímpetus. os transfere para outrem (pessoa física ou jurídica) chamado subempreiteiro. “o empreiteiro principal. 383. Maurício Godinho. inclusive com seus trabalhadores4”. EFEITOS (nova redação) .br 21 . Cit. Observe-se: Súmula 363. www. 5 Op. 20 e 21. DJ 19. p. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. o posicionamento majoritário é pela responsabilidade. II e § 2º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Vale ressaltar que o contrato firmado pelo poder público sem concurso público é nulo. 384. Alice Monteiro de.Res. sem prévia aprovação em concurso público. estabelece que o empreiteiro responde pelas obrigações não cumpridas pelo subempreiteiro: Art. nos termos da súmula 363 do TST. rev. São Paulo: LTr. 121/2003. IV. 4 BARROS.2003 A contratação de servidor público. e ampl. em relação ao número de horas trabalhadas. 9ª ed. 2009.11. 2010. Discute-se se a responsabilidade seria solidária ou subsidiária. ► EMPREITADA E SUBEMPREITADA Segundo Alice Monteiro de Barros.ed. CONTRATO NULO. São Paulo.

Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). 455 DA CLT.2009. ou seja. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro.(Processo: AIRR. Data de Julgamento: 11/5/2011. www.cers. Recurso de Revista não conhecido-. 455 da CLT consigna que o empregado pode ajuizar a reclamação contra o empreiteiro.com. sob pena de ofensa ao princípio da non reformatio in pejus. 455 da CLT. tendo o Regional.br 22 .5. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. entendendo que a responsabilidade é solidária. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. nos termos do art.(Processo: AIRR-106100-54. 4ª Turma. não há como restabelecer a condenação solidária.5. se ficar comprovada a sua insuficiência econômica.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Entretanto. SUBEMPREITADA. contra o subempreiteiro ou contra os dois conjuntamente. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção.. Relator Ministro: Milton de Moura França.2010. o subempreiteiro para depois. visto que o art. Data de Julgamento: 4/5/2011. aplicado a responsabilidade subsidiária. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Data de Publicação: DEJT 20/5/2011). Agravo de instrumento não provido. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. ajuizar a reclamação contra o empreiteiro principal. No entanto. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST.15. ART. a responsabilidade do empreiteiro principal pelas obrigações do subempreiteiro é a solidária. 8ª Turma. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011). RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO.24. 4ª Turma. AGRAVO DE INSTRUMENTO.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. Diante disso. não disciplinando que a responsabilidade do empreiteiro principal é apenas subsidiária nem que haja necessidade de acionar. EMPREITADA. segundo a qual o art. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. RECURSO DE REVISTA.0000. SUBEMPREITADA. Agravo de instrumento conhecido e não provido. a jurisprudência defende que a própria CLT consagra a responsabilidade solidária.1880-55. Consignado pelo Regional a existência de relação de subempreitada. conforme entendimento reiterado desta Corte.0071. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. primeiro.18. o TST tem se posicionado em sentido contrário. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.48839.5.2010. (Processo: RR .

Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. 4ª Turma.. Segundo o TST. I.1880-55.5. segundo a qual o art. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro.Res. o dono da obra não responde nem de forma solidária.0154.5. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST.com. IV.18. OJ 191. 3ª Turma. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção.cers. 8ª Turma. SUBEMPREITADA. RECURSO DE REVISTA. Recurso de Revista não conhecido-.15. demandaria o reexame de fatos e provas. 455 DA CLT.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011.05. CONTRATO DE EMPREITADA. ou seja. 175/2011. Agravo de instrumento conhecido e não provido.2009. no acórdão regional. 455 da CLT responsabiliza solidariamente o empreiteiro e o subempreiteiro. conforme entendimento reiterado desta Corte. que a relação entre as rés foi de subempreitada. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. 2.. 3. DEJT divulgado em 27.2011 Diante da inexistência de previsão legal específica. 1. com óbice na Súmula 126/TST. (Processo: RR . nem de forma subsidiária. a partir das alegações trazidas na revista.(Processo: RR32700-98. Data de Julgamento: 11/5/2011. RESPONSABILIDADE (nova redação) . adotar entendimento diverso. Ileso o referido preceito consolidado e não contrariada a Súmula 331. Não configurada a divergência jurisprudencial pretendida (Súmula 296. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Data de Publicação: DEJT 1º/4/2011). circunstância que enseja a responsabilização solidária. SUBEMPREITADA. Data de Julgamento: 23/3/2011. ART. A jurisprudência reiterada desta Corte firmou entendimento no sentido de que o art. em caso de inadimplemento das obrigações contratuais. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). 30 e 31. SDI-1. TST). RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.2010. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora (OJ 191.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RECURSO DE REVISTA.br 23 . Relatora Ministra: Rosa Maria Weber. Assentado.5. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT.(Processo: AIRR. EMPREITADA. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011).0000. do TST). o www. do TST.2010. TST.48839. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. SDI-1.15.

b) mérito: utilizar a mesma fundamentação acima exposta: Empreiteiro. ► COOPERATIVA ILÍCITA Nos termos do parágrafo único do art. IV. IV. e. TST) e a condenação subsidiária do dono da obra (súmula 331.com. pessoa física: a) qualificação: incluir no polo passivo apenas o empreiteiro e o subempreiteiro. subempreiteiro e dono da obra. subempreiteiro e dono da obra. subsidiária. www. construtora ou incorporadora: a) qualificação: incluir todas as empresas no polo passivo. I. se a terceirização foi ilícita (relacionada a sua atividade fim). relatar os fatos. se a terceirização for lícita (serviços especializados. consequentemente. b) mérito: Sob o título de subempreitada. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. 455. nos termos do art. “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. EM SÍNTESE: Empreiteiro e subempreiteiro: a) qualificação: incluir no polo passivo o empreiteiro e o subempreiteiro. o vínculo de emprego deve ser postulado. Por fim. requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária e. (súmula 331. sucessivamente. IV do TST. b) mérito: requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária (art. Explicar que nos termos do art. Alegar que sua responsabilidade é solidária. subsidiária (súmula 331. o próprio associado é um dos beneficiários dos serviços prestados pela cooperativa. Empreiteiro. por exemplo) ou solidária. Há uma presunção de ausência de vínculo de emprego. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. nos termos da súmula 331. O princípio da dupla qualidade informa que o filiado acumula as funções de cooperado e cliente. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”.br 24 . CLT) e. sucessivamente. 442 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro.cers. como gesso. Caso não sejam observados os dois princípios que regem as cooperativas (dupla qualidade e retribuição pessoal diferenciada) e estejam presentes os requisitos da relação de emprego. TST). TST). sucessivamente. 455 CLT. subsidiária. 455 da CLT o empreiteiro responde pelas obrigações não adimplidas pelo subempreiteiro.

retribuição pessoal superior àquela alcançada caso atuasse isoladamente. 442. 2º. dada a inaplicabilidade do artigo citado na questão (art. da CLT) em caso de fraude (0. entretanto. Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral.com. além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. I.8) Resposta: Não cabe por não ter sido a real empregadora (0. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda. na condição de tomador dos serviços prestados. pois atuava como real empregadora. I. Observe: João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda.1). afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes. que o trabalhador não era beneficiário dos serviços da cooperativa e/ou que a contraprestação recebida correspondia à valor inferior ao padrão médio do mercado para o profissional que atua isoladamente estarão ausentes os dois ou um dos dois princípios obrigatórios do cooperativismo. No mérito. Com base na situação hipotética. refutando a configuração d i i i relação empregatícia. Por fim. uma vez que o artigo 442. Na contestação.45). na peça de defesa.3). Esse é o entendimento da FGV. aduziu que foi dispensado sem justa causa.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pelo princípio da retribuição pessoal diferenciada assegura-se ao associado. do TST. do TST. 3º ou 9º da CLT OU Súmula 331. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. (0. Não a a a a i idad di a U i i a . ai da. parágrafo único. observado. Indicação do art. conforme se extrai da questão nº 2 do IV Exame de Ordem Unificado (2011. restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra. da CLT a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. nos termos da Súmula 331. b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. Na instrução processual. Na petição i i ia . a primeira suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. no caso concreto. a i i i ad a i ia ai a para prestar serviços i a d a ad . ja ai a d da i i a r . ainda que potencialmente. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. Assim.br 25 . parágrafo único. requerendose a condenação da cooperativa de forma solidária e não subsidiária. quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados. hipótese em que deve-se requerer a formação de vínculo de emprego com a cooperativa. O segundo reclamado. o vínculo deve ser formado com a tomadora (súmula 331. d a a di ada A . Caso.2) No mesmo sentido segue julgado: www. TST).cers. a cooperativa funcione apenas como intermediadora de mãode-obra. item IV.a) cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0.45) Resposta: Não cabimento. responda aos itens a seguir. nem foi convocado para qualquer assembleia.

manteve-se o vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços .cers.com. presentes os requisitos da relação de emprego. 2 º e 3º da CLT).br 26 .0017 . 2º. e não pelos associados. sobretudo por não observar os princípios da dupla qualidade e da retribuição pessoal diferenciada e por estarem presentes os requisitos da relação de emprego (arts.36900-31. onerosidade. Na espécie. TOMADOR DOS SERVIÇOS.o Hospital. a contratação de trabalhadores por meio de empresa interposta é ilegal.5. Precedente. Assim.06. que o reclamante foi obrigado a associar-se a cooperativa para prestar serviços ao reclamado. TST. a Corte Regional consignou que não havia autonomia na prestação do serviço. § 4º. Cooperativa ilícita: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa. diante da fraude perpetrada e da presença dos requisitos configuradores da relação de emprego (subordinação. o que configurava fraude na intermediação ilícita de mão-deobra para atividade-fim do reclamado. Data de Publicação: 03/02/2012) EM SÍNTESE: Cooperativa lícita: Não há formação de vínculo de emprego. (RR . I. por exemplo. Cooperativa ilícita – prestação de serviços a terceiros de forma pessoal e direta: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa e a tomadora dos serviços. Data de Julgamento: 14/12/2011. FRAUDE À COOPERATIVA. VÍNCULO DE EMPREGO. portanto. Requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a tomadora em razão da intermediação da mão de obra e existência de pessoalidade e subordinação em relação a esta (súmula 331. arts. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. 2ª Turma. Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos. D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO www. Requer a condenação solidária da cooperativa. nos moldes previstos no artigo 3º da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. 3º 3 9º da CLT). b) mérito: sob o título de vínculo de emprego alegar que a cooperativa é ilícita. Relatar ainda que os serviços eram prestados com pessoalidade e subordinação à empresa tomadora estando. e as reuniões mensais eram para entrega de pagamentos. Recurso de revista de que não se conhece. Relatar. o horário de trabalho era pré-determinado por superior hierárquico.2006. da CLT. I. Expor que a ausência de vínculo de emprego nas cooperativas é apenas uma presunção relativa. b) mérito: abrir um tópico da cooperativa. Inteligência da Súmula nº 331. pessoalidade e não-eventualidade). que jamais compareceu a sede da ré ou participou de qualquer assembleia. Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896.

gratificações.com. férias. enquanto a remuneração caracteriza-se pela soma dos salários pagos pelo empregador.DEFINIÇÃO O salário é a retribuição dos serviços prestados pago diretamente pelo empregador. como contraprestação do serviço. etc. § 3º. 457. em contrapartida. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. percentagens.). Não se incluem nos salários as ajudas de custo. como o adicional de periculosidade (Súmula 191. são calculadas sobre o valor do salário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ► SALÁRIO E REMUNERAÇÃO . para todos os efeitos legais. tais parcelas compõe a remuneração do empregado para cálculo das verbas que incidem sobre esta parcela. como também as comissões. 13º salário. Compreendem-se na remuneração do empregado. comissões. incluindo o salário base e os sobressalários (salário “in natura”. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. A distinção entre os institutos é relevante. como adicional nas contas a qualquer título. Integram o salário não só a importância fixa estipulada. Nesse sentido é o art. § 1º. tendo em vista que algumas verbas trabalhistas são calculadas sobre o valor da remuneração (FGTS. 457 da CLT. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. www. adicionais. Observe: Art. diárias de viagem que ultrapassem a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado e os abonos pagos pelo empregador etc. Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. por exemplo. assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado. TST) ou sobre o salário mínimo. incluindo outras importâncias auferidas de terceiros em decorrência do contrato de trabalho.br 27 . as gorjetas. outras. como as gorjetas. como o adicional de insalubridade etc.) e  verbas pagas por terceiro. Juntas. as gueltas (trata-se de pagamento indireto que visa estimular as vendas ou a produção) e etc. as gorjetas que receber. § 2º. Depreende-se dos artigos 457 e 458 da CLT que a REMUNERAÇÃO do empregado é composta das seguintes verbas:  salário pago diretamente pelo empregador.cers. gratificações ajustadas. e destinada à distribuição aos empregados.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

SALÁRIO COMPLESSIVO

O salário, em sentido amplo, pode ser composto de diversas parcelas: saláriobase, adicionais diversos (de insalubridade, de periculosidade, adicional noturno, etc.), comissões, horas extras, etc. O chamado salário complessivo é observado quando se estabelece uma retribuição fixa para quitar, de forma global, vários direitos do empregado. O salário complessivo é vedado pelo direito brasileiro, por conseguinte, a cláusula contratual que estabelece o chamado salário complessivo é nula. Nesse caso, a parcela fixa representa tão somente o salário-base do empregado, como prevê a Súmula 91 do TST:

Súmula 91, TST. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

Nesse caso, o Examinando deve entender que o valor pago correspondia tão somente ao salário-base do reclamante e ele deve requerer a condenação do reclamado ao pagamento das outras verbas englobadas pelo salário pago.

► REFLEXOS

Observe passo a passo o procedimento de pensamento que deve ser adotado para identificação e formulação do pedido de reflexos:
1º Passo 2º Passo Verificar se a parcela postulada tem natureza salarial 3º Passo DSR? Lembrar que o DSR é devido SEMPRE. 4º Passo OLHAR para o pedido formulado: 5º Passo Pedir reflexos no ―Pa á i ‖:  aviso prévio;  13º;  Férias + 1/3;  FGTS (depósitos + multa de 40%;

Formular o pedido.

+

 se o DSR já estiver incluído no pedido (parcela O legislador quer mensal ou que o empregado quinzenal) = não receba quando está pedir reflexos nele. descansando o mesmo que recebe  se o DSR não estiver incluído quando está

www.cers.com.br

28

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

Habitualidade

trabalhando.

no pedido (parcela por hora, dia ou produção) = pedir reflexos nele. Como formular o pedido: R :― x em DSR e com estes em…‖

Não tem natureza salarial, dentre outras, as seguintes: o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367, I/TST), a alimentação ou o vale-alimentação fornecido em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76 e OJ 133, SDI-1, TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional(art. 9º da Lei 7238/84), a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal), a multa e o depósito do FGTS, ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (art. 458 da CLT). EM SÍNTESE:

 Parcela postulada mensal ou quinzenal: desnecessário postular reflexo em DSR. Basta requer reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: adicional de periculosidade, adici a d i a idad , i a açã a a ia , a á i ―in natura‖,  Parcela postulada variável (pagas por hora, dia ou produção): requerer a condenação da reclamada ao pagamento de reflexos em DRS e COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: hora extra, sobreaviso, intervalos, adicional noturno, comissões, etc.

Os quadros abaixo apresentam alguns exemplos da forma do pedido das verbas trabalhistas e seus reflexos.

 adicional de periculosidade

ADICIONAL PERICULOSIDADE

CALCULADO SOBRE O SALÁRIO-BASE (parcela mensal)

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

www.cers.com.br

29

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional de periculosidade, no importe de 30% do salário-base do reclamante, BEM COMO os reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

 horas extras

HORAS EXTRAS HABITUAIS

CALCULADA SOBRE O VALOR DA HORA

DSR EXCLUÍDO DO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: necessário requerer reflexos em DSR

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento de horas extras assim consideradas as excedentes a oitava diária e a quadragésima quarta semanal, acrescidas de 50%, como estabelecem os arts. 7º, XVI da CF e art. 59, § 1º, da CLT, BEM COMO, reflexos em DSR E COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

equiparação salarial

EQUIPARAÇÂO SALARIAL

DIFERENÇAS HABITUAIS

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento das diferenças salariais, BEM COMO reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

► SALÁRIO “IN NATURA”

O caput do artigo 458, CLT, refere-se ao salário pago em utilidades como a habitação, a alimentação, o vestuário, dentre outros. É o chamado salário “in natura”. “As

www.cers.com.br

30

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

utilidades salariais são aquelas que se destinam a atender às necessidades individuais do trabalhador, de tal modo que, se não as recebesse, ele deveria despender de parte do seu salário para adquiri-las (fornecidas PELO TRABALHO). As utilidades salariais não se confundem com as que são fornecidas para melhor execução do trabalho (fornecidas PARA O TRABALHO). Estas se equiparam a instrumento de trabalho e, consequentemente, não tem feição salarial8”.

PELO TRABALHO SALÁRI ―IN NATURA‖ PARA O TRABALHO

CARÁTER SALARIAL

NÃO tem caráter salarial

O valor da parcela paga in natura integra o salário do empregado quando preenchidos os seguintes requisitos: a) a utilidade houver sido concedida de forma habitual; b) gratuita; c) pelos serviços prestados; d) destituída de caráter nocivo à saúde do empregado (bebidas alcoólicas, drogas, cigarros – art. 458, CLT e súmula 367, II, TST) e e) quando não houver lei retirando a natureza salarial da parcela (art. 458, § 2º, CLT). Dessa forma, influenciarão no cálculo de todas as verbas trabalhistas que tem como base de cálculo o próprio salário (art. 458, caput, CLT).

Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º. Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. 81 e 82). (...) § 3º. A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 4º. Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo
8

BARROS. Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 5.ed. rev e ampl. São Paulo: Ltr, 2009. p. 753.

www.cers.com.br

31

integrando a remuneração do empregado. TST). SDI – 1. Os percentuais fixados no parágrafo terceiro do art. Atenção! Na recente OJ 413 da SDI-1. Súmula 241. Observe: OJ 413. OJ 133. nas demais. TST. não tem caráter salarial. TST. SDI-1. A alimentação fornecida pelo empregador não terá natureza salarial quando: a) estiver pactuado. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. não integra o salário para nenhum efeito legal. Os percentuais fixados em lei relativos ao salário "in natura" apenas se referem às hipóteses em que o empregado percebe salário mínimo. Ressalte-se que a alimentação fornecida pelo empregador tem natureza salarial (art. tem caráter salarial. o real valor da utilidade. TST. Portanto. instituído pela Lei 6321/76. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI número de co-ocupantes. caput.br 32 . NORMA www. para todos os efeitos legais. SDI-1.cers. 458. fornecido por força do contrato de trabalho. em norma coletiva que o “auxílio-alimentação” terá caráter indenizatório ou b) quando a empresa aderir ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador (OJ 133. vedada. 458 da CLT aplicam-se apenas quando os empregados recebem salário mínimo (súmula 258.com. A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. apurando-se. em qualquer hipótese. da CLT e súmula 241 do TST). O vale para refeição. TST. TST). o TST esclareceu que o caráter indenizatório da alimentação fornecida pelo empregador somente se aplica aos empregados contratados após a pactuação em norma coletiva que assegure caráter indenizatório ao auxílio ou após a adesão ao PAT. Súmula 258. ALTERAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI COLETIVA OU ADESÃO AO PAT. seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. no caso de veículo. já percebiam o benefício. Não tem natureza salarial as utilidades fornecidas pelo empregador descritas no art. Caso o Examinador relate que o empregador fornecia em caráter habitual o “auxílio-alimentação”. Para os efeitos previstos neste artigo. para aqueles empregados que. (DEJT divulgado em 14. Art. e 241 do TST. o Examinando deve alegar a ocorrência de redução salarial e requerer a sua integração (soma) ao salário desde a supressão para fins de gerar reflexos das demais parcelas.cers. TST. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. compreendendo os valores relativos a matrícula. por exemplo. CLT. quando indispensáveis para a realização do trabalho. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. § 2º.com. ainda que.2012)A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba "auxílioalimentação" ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT — não altera a natureza salarial da parcela. II – educação. venha a considerá-lo de natureza indenizatório. V – seguros de vida e de acidentes pessoais. hospitalar e odontológica. mensalidade. 458.02.O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. em percurso servido ou não por transporte público. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. 458. computando-o no salário do reclamante para o cálculo das demais verbas e. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. VI – previdência privada. habitualmente. a teor das Súmulas nos 51. § 2º da CLT e súmula 367. anuidade. I. não têm natureza salarial. instituída anteriormente. a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado. VII – (vetado) Súmula 367. para a prestação do serviço. livros e material didático. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde.A habitação. www. I . IV – assistência médica. do TST. 15 e 16. II .br 33 . em razão de adesão ao PAT. posteriormente.

bem como reflexos nos consectários legais. CLT). www. apenas para que ele tivesse mais conforto. Salário in natura O reclamado pagava mensalmente em favor do reclamante. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho.cers. apenas para que ele tenha mais conforto. § 2º. Por fim. portanto. nacionalidade e idade.00 mensais. a importância para a prova práticoprofissional está em saber que quando o empregador fornece ao empregado salário in natura seu valor integra-se (soma-se) ao seu salário para fins de gerar reflexo em outras parcelas. (Pedido) E) EQUIPARAÇÃO SALARIAL Assim como na Constituição Federal. 458. gratuita. independentemente de sexo. a CLT inseriu os ditames do Princípio da Isonomia nas suas normas. requer a retificação CTPS do reclamante. da seguinte maneira: II . nos termos do artigo 29 da CLT. garantindo a todos os trabalhadores a igualdade de salário para trabalho de igual valor. de modo a contar o seu real salário. Proposta: Podemos citar como exemplo o caso em que empregador paga para seu empregado. possuem natureza salarial. Caso o Examinador relate que isso não ocorria.00 mensais. da CLT as utilidades fornecidas pelo empregador de forma habitual. Nesse caso. (Fundamento) Diante do exposto.br 34 . sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. o aluguel de um veículo. integrar o seu salário para fins de projeções legais. Na hipótese de o empregador não computar tal valor em seu salário para fins de aviso prévio. pelos serviços prestados. décimo terceiro. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. devendo. requer a integração do valor do aluguel pago mensalmente pela reclamada para fins de reflexos em aviso prévio.com. no valor de R$ 500. devemos postular a integração da parcela. aluguel de um veículo. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. no valor de R$ 500. como no caso em questão. destituída de caráter nocivo à saúde do empregado e quando não há lei retirando a natureza salarial da parcela (art.Mérito 02. considerando a equiparação salarial.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quanto ao salário in natura de modo geral. (Fato) Nos termos do art. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos + multa de 40%) o Examinando deve pedir a integração de tal valor ao salário do reclamante e as projeções. então cabe ao Examinando requerer tal integração. décimo terceiro. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). 458.

desempenhando as mesmas tarefas. apenas.É desnecessário que. enquanto a Súmula 6 do TST enuncia o entendimento do Tribunal com relação aos requisitos deste instituto. CF. CLT. § 3º – No caso do parágrafo anterior. 7º. a mesma denominação. Art. para os fins deste Capítulo. autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI A Constituição da Republica proíbe a diferença de salários para exercício de iguais funções. na mesma localidade. IV . só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. XXX. I . corresponderá igual salário. proibição de diferença de salários. O artigo 461 do CLT trata da equiparação salarial. a todo trabalho de igual valor. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. nacionalidade ou idade. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. prestado ao mesmo empregador. não importando se os cargos têm. dentro de cada categoria profissional. Art. § 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.br 35 . II . será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antigüidade. idade. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. III . ou não. Súmula 6. 461. § 1º – Trabalho de igual valor. excluindo-se. sem distinção de sexo.cers. reclamante e paradigma www. 461 da CLT. cor ou estado civil.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. § 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função. Sendo idêntica a função. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.Para os fins previstos no § 2º do art.com.

(DEJT divulgado em 12. da CLT.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial.com. ou a municípios distintos que.Presentes os pressupostos do art. X . sem prever a alternância desses critérios. cuja aferição terá critérios objetivos.2012)Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. previsto no art. 461 da CLT. prevê critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade. é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. comprovadamente. Atenção! A recente OJ 418 do TST estabelece que não obsta à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. 461 da CLT.Na ação de equiparação salarial. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica.04. AUSÊNCIA DE ALTERNÂNCIA DE CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E MERECIMENTO. APROVAÇÃO POR INSTRUMENTO COLETIVO. o requisito de alternância dos critérios.É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. referendado por norma coletiva. conforme exemplo a seguir exposto: www. IX . modificativo ou extintivo da equiparação salarial. ao mesmo município.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. 461. 461 da CLT refere-se. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior. Caso a Banca Examinadora relate a desigualdade de função entre reclamante e paradigma lembre-se: o pedido é de diferenças salariais. não atendendo. V . é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. em princípio. SDI-1. 13 e 16. § 2º. VIII .cers. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. Observe: OJ 418. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente. estabeleça como critério de promoção antiguidade ou merecimento.Desde que atendidos os requisitos do art. portanto. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI estejam a serviço do estabelecimento. referendado por norma coletiva. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS.br 36 . VI . pertençam à mesma região metropolitana. VII . se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante.

cers. XXX. requer a retificação CTPS do reclamante. a todo trabalho de igual valor. (Fato) Nos termos do art. de modo a contar o seu real salário. décimo terceiro salário. na mesma localidade. os reflexos em aviso prévio. (Pedido) F) DURAÇÃO DO TRABALHO ► HORAS EXTRAS Vários doutrinadores distinguem as expressões: jornada de trabalho e horário de trabalho. www. com igual produtividade e perfeição técnica que o coordenador do departamento. e ampl. aguardando ou executando ordens. 9 BARROS. Equiparação Salarial O reclamante era supervisor do departamento de marketing da empresa reclamada. Alice Monteiro de Barros leciona que “jornada é o período.com. (Fundamento) Diante do exposto. nacionalidade ou idade. 4. Já o horário de trabalho abrange o período que vai do início ao término da jornada. CLT. como também os intervalos que existem durante o seu cumprimento9”. Alice Monteiro de. a denominação dos cargos é irrelevante para fins de caracterização da equiparação salarial. CLT). Curso de Direito do Trabalho.00 àquele pago ao seu colega. prestado ao mesmo empregador. salvo disposição especial expressamente consignada. Ademais. Art. Considera-se como de serviço o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. rev. requer a condenação da reclamada ao pagamento das diferenças salariais mensais. Por fim. considerando a equiparação salarial. 7º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI II – Mérito 02. p. nos termos do artigo 29 da CLT. trabalhando ou aguardando ordens (art. desempenhando as mesmas tarefas. 2009. corresponderá igual salário. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). São Paulo: LTr. 5. sendo idêntica a função. 461 da CLT. o salário do reclamante era inferior em R$ 500. Apesar de exercer as mesmas funções. importante frisar que.ed. Para tanto. 4°. III do TST. 662. bem como. basta que o empregado e o paradigma exerçam a mesma função. nos termos da súmula6. sem distinção de sexo. durante um dia em que o empregado permanece à disposição do empregador.br 37 . CF e art.

(Fundamento) Diante do exposto. obrigatoriamente. 7º. § 1º. durante todo o pacto laboral laborou de segunda à sábado. nos termos do art. no mínimo. Segue exemplo de pedido: I – MÉRITO 02. A duração normal do trabalho. os quais foram extrapolados. conforme o (art. mediante acordo escrito entre empregador e empregado. pelo menos. acrescidas do adicional de 50%. XIII. da CF e do artigo 58. XVI. 58. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho[. é um direito do trabalhador a duração máxima do trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais.cers. ou mediante contrato coletivo de trabalho. da CF. desde que não seja fixado expressamente outro limite. Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. 58. CF e art. [. CLT. as horas excedentes devem ser postuladas como horas extras.. 7º.. Horas extras O Reclamante. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. CF. XIII. 7º. sendo que nunca recebeu pelas horas extras trabalhadas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O limite da jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias (art.com. assim consideradas todas as horas excedentes da 8ª diária e 44ª semanal. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. § 1º. 7. XVI. CLT. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. reflexos em descanso semanal remunerado e www.] Art. CF e art. a importância remuneração da hora suplementar. 59. Art. da CF). acrescidas do adicional de 50% .] XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. em número não excedente de duas. 7º. 59. nos termos do art. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. CLT. para os empregados em qualquer atividade privada.. 7º. da CLT. das 8h às 22h.br 38 . Observe a legislação referida: Art. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. XIII.. Extrapolado qualquer deles. CLT) e 44 horas semanais. (Fato) Nos termos do art. não excederá de 8 (oito) horas diárias. que será. em cinqüenta por cento à do normal. postula-se o pagamento das horas extraordinárias. bem como.

72 da CLT e Súmula 346. CLT). salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho que poderão elastecer o intervalo. PRORROGAÇÃO HABITUAL. da CLT. Nesse sentido é a OJ 380 da SDI-1. "caput" e § 4. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. APLICAÇÃO DO ART. www. Mesmo que a jornada contratual de trabalho do empregado seja de 6 (seis) horas.br 39 . obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. empregados que trabalham em minas e subsolo tem direito a intervalo de 15 minutos para cada 3 horas de trabalho (art. 20 e 22. CLT. décimo terceiro salário. se extrapolada habitualmente. TST) ou quando esta mesma estabelecer que devam ser computados. DA CLT (DEJT divulgado em 19. CLT). Art.cers. dentre outros. 71. TST: OJ 380 da SDI-1. é devido intervalo de no mínimo (uma) 1 hora. Seguem exemplos em que o próprio legislador estabelece que os intervalos serão computados na jornada de trabalho: empregados que atuam no serviço permanente de mecanografia e digitação tem direito a 10 minutos de intervalo para cada 90 minutos trabalhados consecutivamente (art. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. 298.com. Quando a jornada ultrapassar 6 (seis) horas diárias. 71. 71. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%) (Pedido) ► INTERVALO INTRAJORNADA O intervalo intrajornada é concedido para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho. TST). salvo quando não estiver previstos em lei (súmula 118. o intervalo deverá ser de no mínimo 1 (uma) e no máximo 2 (duas) horas. "CAPUT" E § 4º.04.2010) Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. 253. CLT). INTERVALO INTRAJORNADA. TST. empregados que trabalham em câmaras frias tem direito a 20 minutos de descanso para cada 1 hora e 40 minutos de trabalho (art. acrescido do respectivo adicional. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS DIÁRIAS.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. 71. na forma prevista no art. O intervalo intrajornada não é computado na jornada de trabalho (art. § 2º. o qual será no mínimo. de uma hora e. Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas.

50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. SDI – 1. O empregador que não conceder o intervalo intrajornada fica obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de. Não excedendo de seis horas o trabalho. a não concessão total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo. logo. entretanto. 71 da CLT). TST. Portanto. CLT e OJ 307. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (CINQÜENTA POR CENTO) SOBRE O VALOR DA REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO. o empregador deverá remunerar a hora “cheia” acrescida do adicional de 50%. O limite mínimo de uma hora para repouso e refeição poderá ser REDUZIDO por ato do Ministério do Trabalho. no mínimo. previsto neste artigo. § 4º. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. SDI-1. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. será.cers. § 1º. Após a edição da Lei nº 8. quando. Quando o intervalo para repouso e alimentação. 71. o empregador será obrigado a indenizar o empregado no valor correspondente ao período integral do repouso. não for concedido pelo empregador. ainda que parcial.923/94.br 40 .com. obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. § 4º. quando devida no mínimo uma hora de intervalo). implica o pagamento total do período correspondente. Isso porque a supressão do intervalo intrajornada. § 2º. TST). com acréscimo de.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI salvo acordo ou contrato coletivo em contrário. que é de garantir ao empregado tempo adequado para alimentação e repouso. ouvido o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. não poderá exceder de duas horas. inviabiliza a sua finalidade. para repouso e alimentação. Observe o disposto na OJ 307. TST: OJ 307. Mesmo que a supressão do intervalo seja parcial (concessão de intervalo de 45 (quarenta e cinco) minutos. www. no mínimo. uma hora acrescida de 50% (cinquenta por cento). se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. SDI-1. § 3º.

reflexos. Intervalo Intrajornada O Reclamante cumpria a jornada de 7 horas diárias. assim. nos termos da OJ 354 da SDI-1 do TST. TST. Diante da exposição. em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. Observe os dispositivos legais: www. 11 horas.2008 Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71. Segue exemplo de pedido do intervalo: II . pelo menos. SDI-1. (Pedido) ► INTERVALO INTERJORNADA O intervalo interjornada refere-se ao intervalo entre um dia e outro de trabalho. isto é. entre duas jornadas de trabalho. Em razão disso sempre que o Examinando postular a condenação do reclamado ao pagamento do intervalo intrajornada deve postular também os reflexos.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Ressalte-se que o intervalo tem natureza salarial. bem como. requer a condenação do Reclamado ao pagamento da hora cheia do intervalo acrescida do adicional de 50%. 71. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL.cers. § 4º.com. uma vez que o intervalo tem natureza salarial nos termos da OJ 354 da SDI1 do TST. Observe: OJ 354. com redação introduzida pela Lei nº 8. repercutindo. SDI-1. § 4º. de 27 de julho de 1994.923. no cálculo de outras parcelas salariais. nos termos do art. DJ 14.Mérito 01. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). da CLT e OJ 307.br 41 . quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. usufruindo apenas de 30 minutos para repouso e alimentação. INTERVALO INTRAJORNADA.03. A duração do intervalo interjornada é de. NÃO CON-CESSÃO OU REDUÇÃO. décimo terceiro salário. da CLT. TST. (Fato) Nos termos do art. § 4º. ART. 71 da CLT o empregado que trabalho mais de 6 horas diárias faz jus a no mínimo 1 hora de intervalo intrajornada para descanso e alimentação. DA CLT. 71.

INOBSERVÂNCIA. TST. HORAS EX-TRAS. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. o qual não foi observado. por analogia. 71 DA CLT. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas. reflexos em descanso semanal remunerado e www. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 horas extras semanais acrescidas do adicional de 50%. o empregado fará jus a 3 (três) horas acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). acrescidas do respectivo adicional.br 42 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas.03. INTERVALO (mantida) .11. Caso entre uma jornada de trabalho e a seguinte. 66 da CLT acarreta. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA.cers. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. Observe o exemplo: I – MÉRITO 02. 20 e 21. 66. bem como. CLT.2008O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. por analogia. Diante do exposto. Súmula 110. inclusive com o respectivo adicional.com. às 2h. 121/2003. 71. DJ 19. 66 DA CLT. TST. SDI-1. devem ser remuneradas como extraordinárias. por exemplo. Intervalo Interjornada Durante todo o período contratual o reclamante lavorava nas segundas-feiras das 9h às 18h. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. OJ 355. o período de descanso seja de apenas 8 (oito) horas.2003 No regime de revezamento. INTERVALO INTERJORNADAS. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. ou seja. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. por aplicação analógica do art. Nos termos do art. usufruindo apenas 8 horas de intervalo interjornada. TST). 66 da CLT acarreta. acrescidas do respectivo adicional. JORNADA DE TRABALHO. SDI-1. DJ 14. 66 da CLT entre 2 (duas) jornadas de trabalho deverá haver um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. ART. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. § 4º da CLT e súmula 110 do TST (OJ 355.Res. iniciando sua jornada de trabalho nas terças-feiras.

6º. preferentemente aos domingos e. Nesse sentido seguem os dispositivos referidos: Art. cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Lei 605/49. não compensado. CLT. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. CF.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior. Parágrafo único. nos feriados civis e religiosos. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XV . que deve ocorrer preferencialmente aos domingos. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. ► DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Nos termos do art. Art. [. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. Nesses casos. com exceção quanto aos elencos teatrais. sem motivo justificado. deve ser pago em dobro (súmula 146. Não será devida a remuneração quando. TST). 1º.br 43 . XV. e ao descanso remunerado nos feriados civis e religiosos. será estabelecida escala de revezamento. Art. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. deverá coincidir com o domingo. 7º. § 1º São motivos justificados: www. 1º da lei 605/49 também estabelece que todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. Art. Lei 605/49. 7. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). no todo ou em parte.com. nos limites das exigências técnicas das empresas. de acordo com a tradição local. da CF e 67 da CLT. preferencialmente aos domingos. preferentemente aos domingos. décimo terceiro salário. O trabalho prestado em domingos e em feriados. Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. todo trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado.repouso semanal remunerado.. 6º. O art. Lei 605/49)..].cers. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. Para fazer jus ao descanso semanal remunerado os requisitos são assiduidade e pontualidade (art. o empregado perderá tão somente a remuneração do dia de descanso e não o direito de não trabalhar. o qual. 67.

Diante do exposto. ► INTERVALO INTERJORNADA E DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Há uma peculiaridade no que concerne o intervalo interjornada e o descanso semanal remunerado. na falta deste e sucessivamente. XV da CF. Sua inobservância implica o pagamento em dobro do período correspondente. I – MÉRITO 01. preferencialmente aos domingos. a critério da administração do estabelecimento. Nos termos do art. e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho. em virtude do seu casamento. de médico da empresa ou por ela designado. retornando a trabalhar apenas na segunda-feira. 67 da CLT e art. trata-se de direito dos trabalhadores. tal descanso. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. Quando o empregado termina sua jornada de trabalho no sábado. por se tratar o domingo de dia de descanso semanal remunerado. f) a doença do empregado. d) a ausência do empregado. ou não existindo estes. nos termos da súmula 146 do TST. por conveniência do empregador. Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual o reclamante jamais usufruiu de descanso semanal remunerado.br 44 . deve ser pago em dobro. c) a paralisação do serviço nos dias em que.cers. não compensado. estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública. de 24 horas.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho. requer a condenação do reclamado ao pagamento dos dias de descanso semanal remunerado em dobro. por exemplo. § 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado.com. deve usufruir 35 (trinta e cinco) horas de descanso www. devidamente comprovada. de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. e. 1º da Lei 605/49. 7º. não tenha havido trabalho. até três dias consecutivos. TST. de médico a serviço de representação federal. O trabalho prestado em domingos e feriados. b) a ausência do empregado devidamente justificada. Quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. de médico de sua escolha. na localidade em que trabalhar. Súmula 146.

com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI entre o término da jornada no sábado e o início da seguinte. o qual estabelece que se considera noturno. de 24 horas. XV da CF. das 20h às 4h. 7º da Lei 5889/73. na pecuária. bem como reflexos em DSR e com este em aviso prévio. aviso prévio e FGTS (depósito e multa de 40%). IX. sendo 11 (onze) horas relativas ao intervalo interjornada e 24 (vinte e quatro) em razão do DSR. assegura-se um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna (art. ► ADICIONAL NOTURNO O horário noturno. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 (três. mas sim à 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. 67 da CLT e art. Segue exemplo: I – MÉRITO 01. Diante do exposto. Tal disposição. CLT). Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual. O art. 73. o trabalho noturno é disciplinado pelo art. Ao trabalho no período noturno. que em seu art. na segunda. As horas faltantes para completar as 35 (trinta e cinco) deverão ser pagas como horas extras acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). é das 22h às 5h. preferencialmente aos domingos. 73 da CLT afasta dos empregados que trabalham em turnos ininterruptos de revezamento o direito ao adicional noturno. No meio rural. Este não foi observado. uma vez por mês. o trabalho executado das 2h às 5h e. 66 da CLT. uma vez que o período de descanso totalizou apenas 32 horas.cers. no meio urbano.br 45 . www. Assim. STF). CF. 7º. entretanto. décimo terceiro salário. Nos termos do art. quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. assegura a todos indistintamente o direto ao adicional noturno (súmula 213. totalizando um período de descanso de 35 horas. horas extras acrescidas do adicional de 50%. não foi recepcionada pela Constituição de 1998. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). 1º da Lei 605/49.o trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. A hora noturna não corresponde a 60 (sessenta) minutos. 7º. na lavoura. entre duas jornadas de trabalho deve ser observado um intervalo mínimo de descanso de 11 (onze) horas e conforme estabelece o art. o reclamante laborava nos sábados até as 22h e iniciava sua jornada na segunda-feira subsequente às 6h.

CLT. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e. para os efeitos deste artigo. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos.) IX . pelo menos. STF.br 46 . será feito.com. no mínimo. pela natureza de suas atividades.cers. para esse efeito. para efeitos desse artigo. www. ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento). § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. tem-se que: a) considera-se noturno. 7º. sobre a hora diurna. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. b) o adicional noturno é de. trabalho noturno habitual. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. § 2º Considera-se noturno. assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. já acrescido da percentagem. 73. 73 da CLT. em se tratando de empresas que não mantêm. Em síntese.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. a que se refere o presente artigo. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. c) a hora de trabalho noturno será computada como sendo de 52 minutos e 30 segundos. nos termos do art. § 4º Nos horários mistos. Súmula 213. § 3º O acréscimo.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.. CF. É devido o adicional de serviço noturno. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (.. Art. não sendo devido quando exceder desse limite.

bem como. § 5º. I . § único. Súmula 265. TST. integra o salário do empregado para todos os efeitos. pago com habitualidade. 73. reflexos em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. Observe: Súmula 60. quando chegava o outro empregado do reclamado. no importe de 20% do valor da hora diurna. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).br 47 . por se tratar de alteração contratual mais benéfica para a saúde do trabalhador (art. (Fato) Nos termos do art.cers. TST). da CLT. STF: a duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar. 7°.com. devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Acerca do adicional noturno é importante destacar: ● O doméstico não faz jus ao adicional noturno (art. Exegese do art. Segue o exemplo: II – MÉRITO 01.O adicional noturno. Adicional este que jamais foi pago ao reclamante. (Pedido) É possível transferir o empregado do período noturno para o diurno. retirandolhe o adicional noturno. Adicional noturno A jornada do reclamante iniciava às 22 horas e encerrava às 5 horas do dia seguinte. IX da Constituição Federal. Apesar de trabalhar no período noturno. o reclamante sempre recebeu o mesmo salário que o empregado que laborava no período diurno. que não dispensa o salário adicional. 7º. CF) ● É vedado ao menor o trabalho noturno (art. 468 da CLT e súmula 265. o trabalho prestado no período noturno terá remuneração superior ao do período diurno.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Destaca-se acerca do adicional noturno a Súmula 60 do TST. II . décimo terceiro salário. ● Súmula 214. www. (Fundamento) Diante do exposto. em relação às horas trabalhadas no período noturno. requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional noturno. 73 da CLT estabelece que o adicional deve ser de 20% sobre o valor da hora diurna. XXXIII. CF). 7º. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. O art. TST.Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta.

tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. não será computado na jornada de trabalho. com adicional de 25% (vinte cinco por cento). 20. bem como. Portanto. 58. SDI – 1. para o seu retorno. salvo quando. STF: o vigia noturno tem direito a salário adicional.cers. não será computado na jornada de trabalho. sendo que ambos devem coexistir para caracterizar a exceção prevista nesse dispositivo: Local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular + Condução fornecida pelo empregador de forma gratuita ou onerosa www. CLT. 4º. as horas in itinere possuem dois requisitos. o trabalho executado das 2h às 5h e. §3. Art. ► HORAS IN ITINERE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho. o empregador fornecer a condução. ● Advogados – art. ● Portuário – art. SDI – 1. § 2˚. 58. CLT). TST: o adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno. ● Súmula 402. TST: hora noturna de sessenta minutos. por qualquer meio de transporte. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. Lei 8906/94: o trabalho noturno é o compreendido entre as 20h e 5h.com. das 20h às 4h. o qual estabelece que se considera noturno. salvo se o local de trabalho for de difícil acesso ou não servido de transporte público e o empregador fornecer a condução (art. ● No meio rural: o trabalho noturno é disciplinado pelo art. na pecuária. por qualquer meio de transporte. 7º da Lei 5889/73. § 2º. Lei 4860/65 e OJ 60. na lavoura.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ● OJ 97.br 48 .

deve postular as excedentes com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento). XVI.Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. em caso de transporte fornecido pelo empregador.com. até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. por meio de acordo ou convenção coletiva.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. para as microempresas e empresas de pequeno porte. estabelece que “poderão ser fixados. em condução fornecida pelo empregador. o tempo médio despendido pelo empregado. CF e art.br 49 . Súmula 320. 58. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. Segue exemplo: www. é computável na jornada de trabalho. e para o seu retorno. com fundamento no art. bem como a forma e a natureza da remuneração”. 59. o Candidato deve explicar porque as horas de percurso estão sendo computadas na jornada (art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Nesse sentido é o entendimento jurisprudencial enunciado pelas súmulas 90 e 320. III . Deparando-se com qualquer dessas hipóteses o Examinando deve somar as horas de percurso às horas efetivamente laboradas e. V . Primeiramente. § 1º.O tempo despendido pelo empregado. ou não servido por transporte regular.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". II . CLT) e pedir as horas excedentes.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". 58 da CLT. IV .cers. importância pelo transporte fornecido. CF e art. § 3º. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. da CLT. O fato de o empregador cobrar. 7º. I . CLT. XIII. acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). parcialmente ou não. 7º. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "In itinere". Súmula 90. Atenção! O art. caso extrapolem os limites de 8 horas diárias e/ou 44 semanais. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. com fundamento no art. TST. § 2º. para local de difícil acesso. 58.

sendo extrapolada em 1 (uma) hora a jornada máxima diária. XXI. nos termos do inciso V da súmula90. CLT e pelo inciso I da Súmula 90 do TST. a condução era fornecida gratuitamente pela empresa aos empregados. bem como os reflexos em DSR e com este em aviso prévio. 18.aviso prévio (art.saldo de salário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI I – Mérito 02. 487. O tempo despendido no percurso não era computado na jornada de trabalho do Reclamante.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3.décimo terceiro proporcional.cers. CF. Pedido de demissão . (Fato) O fato exposto preenche ambos os requisitos legais exigidos pelo artigo 58. ou seja. Horas in itinere A empresa Reclamada está localizada muito distante do centro urbano e devido à falta de transporte público.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (art. . . .com. quais sejam: a empresa não era servida de transporte público regular e o empregador fornecia a condução. 7º. são as parcelas que devem ser pagas pelo empregador na ocasião da rescisão contratual.br 50 .saldo de salário. caput e § 1º. CLT). TST.décimo terceiro proporcional.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO Forma de Extinção Dispensa sem justa causa Verbas Rescisórias Devidas . . para que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho. www. décimo terceiro salário. . § 1º. Lei 8036/90). § 2˚. (Pedido) G) VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias são provenientes da extinção do contrato de trabalho. art. (Fundamento) Ante o cumprimento das normas referidas. o acréscimo do adicional respectivo às horas que ultrapassarem a jornada legal. . férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). requer que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho e. TST) e para liberação do FGTS.

.br 51 . Dispensa por Justa Causa (falta grave do empregado) .férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. .décimo Terceiro proporcional. . .com. guias para recebimento do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego.saldo de salário. TST). NÃO recebe aviso prévio.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Forma de Extinção No prazo Verbas Rescisórias Devidas . 487.aviso prévio. multa de 40% do FGTS.décimo Terceiro proporcional. Rescisão (falta grave do empregador) . . multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI .férias vencidas (a última).cers. . www. guias para percepção do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389.saldo de salário. § 2º CLT).férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3 (súmula 261. Aviso prévio: caso não cumprido o empregador pode descontar o valor correspondente a ele (art.férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3. . TST) e para liberação do FGTS.saldo de salário. NÃO recebe aviso prévio.

férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. www.cers. NÃO recebe aviso prévio.com.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .br 52 .são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado pede demissão.saldo de salário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . . . Dispensa antecipada por ato do empregado  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: . CLT. multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (há divergência. TST). Dispensa antecipada por ato empresarial  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: .guia para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389.são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado é dispensado por justa causa. . NÃO recebe aviso prévio.décimo terceiro proporcional.multa do art.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. . 479 da CLT. guia para percepção do seguro desemprego.multa do art.guia: e para liberação do FGTS. .saldo de e salário.décimo terceiro proporcional. . .  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada . NÃO recebe guias para liberação do FGTS e percepção do seguro desemprego. mas devemos pedir na inicial). . 480.

o o Brasília. Segue a lei: LEI Nº 12. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo Guido Mantega Carlos Lupi Fernando Damata Pimentel Miriam Belchior o www. XXI da CF assegura aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. assegurando-o na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que com menos de 1 (um) ano de serviço na mesma empresa..cers.com. DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. 190 da Independência e 123 da República. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. 7º. (Fatos) Diante disso. em 13/10/2011.br 53 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Segue exemplo: II – MÉRITO 03. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. Ademais. CF. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452. VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante foi dispensado sem justa causa pelo reclamado no dia . A lei 12506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação. acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa quando completarem um ano e assim sucessivamente. 1 O aviso prévio. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. até o máximo de 60 (sessenta) dias. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. Assim. requer a condenação do Reclamado ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes desta dissolução do contrato de trabalho. Parágrafo único. de 1º de maio de 1943. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.. regulamentando o aviso prévio proporcional previsto no art. (Pedido) Cuidado! O art. nos termos da lei. tais regras se aplicam aos contratos extintos após 13/10/2011. 7º. 11 de outubro de 2011. aviso prévio. sendo no mínimo de 30 (trinta) dias. requer a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa..506. o Art. até o máximo de 60 (sessenta) dias. décimo terceiro salário proporcional. XXI. quais sejam saldo de salário. e não recebeu suas verbas rescisórias.

10.506. a jornada reduzida ou faculdade de ausência no trabalho. 4. prevista no art. a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. não foram alterados pela Lei 12.br 54 . faz jus o empregado despedido à indenização prevista na lei nº 7. 6. computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa. conforme resumo constante na própria Nota. e 7. Recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base. As cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas.238/84. www. desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei nº 12. 488 da CLT.com.cers. 1º da norma sob comento aplica-se. estabelece o seguinte: “III. a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado.2011 O Ministério do Trabalho expediu Nota Técnica nº 184/2012 tratando da aplicabilidade na nova lei. 5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Garibaldi Alves Filho Luis Inácio Lucena Adams Este texto não substitui o publicado no DOU de 13. em benefício do empregado. 3.506/11. Em síntese. estes são os entendimentos que se submete à consideração superior para fins de aprovação: 1. 2. de 2011. o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador. exclusivamente. Conclusão Em síntese. durante o aviso prévio. A projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais.

cers.br 55 . www.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Ministério do Trabalho e Emprego.com. na referida Nota Técnica apresenta o seguinte quadro: Tempo de Serviço (anos completos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 73 75 78 81 84 87 90 Atenção! Caso o Examinador não forneça dados suficientes o Candidato deve indicar o número de dias do saldo de salário postulado e a proporcionalidade das férias e décimo terceiro.

O empregador designará. “a”. ADCT e no art. Os representantes dos empregados. fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção das Comissões Internas de Prevenção de Acidente (CIPA). titulares e suplentes.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO O empregado que possui estabilidade provisória no emprego somente pode ser despedido por justa causa. independentemente de filiação sindical. sucessivamente. serão por ele designados. titulares e suplentes. dentre eles. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano. A estabilidade provisória está assegurada nos arts. Somente os membros eleitos pelos empregados serão detentores de estabilidade. 164. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados. durante o seu mandato. a que se refere o art. www. I da CF. O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que. exclusivamente os empregados interessados. dentre os seus representantes. § 2º.br 56 . II. o VicePresidente. “a”. permitida uma reeleição. Os representantes dos empregadores. de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único anterior. CLT. 10. o Presidente da CIPA e os empregados elegerão. § 3º. sendo os primeiros indicados pelo empregador e os últimos eleitos pelos empregados. indenização substitutiva. serão eleitos em escrutínio secreto do qual participem. 7º. Segue análise das principais hipóteses de estabilidades provisórias: ► MEMBROS DA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE) A CIPA será composta por representantes da empresa e dos empregados. Art. ADCT estabelece que até a promulgação de lei complementar.cers. § 4º. tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. 165 da CLT. desde o registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o final do seu mandato.com. O artigo 10. anualmente. II. § 1º. A dispensa sem justa causa enseja-lhe o direito de postular sua reintegração no emprego e. § 5º.

Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária. “a”. dentre eles. o presidente da CIPA. TST.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. Ressalte-se que apenas os membros da CIPA representantes dos empregados são eleitos. Esse Tribunal também se posiciona no sentido de que a extinção do estabelecimento torna possível a dispensa dos representantes dos empregados. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. O empregador designará. 10. CLT . 165. que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. II. os representantes do empregador são simplesmente indicados.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. Extinto o estabelecimento. 10. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. "a". econômico ou financeiro. II.cers. 7º. enquanto os empregados elegerão. sendo impossível a reintegração é indevida a indenização do período estabilitário. ► MEMBROS DA CCP (COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA) www. não se verifica a despedida arbitrária. sem direito à indenização. Portanto. CF/1988. da Constituição: II . técnico. I. SUPLENTE. anualmente. não gozando de estabilidade. §5° da CLT. de acordo com o artigo 164.br 57 . GARANTIA DE EMPREGO.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. II . ADCT. dentre os seus representantes. Súmula 339. o vice-presidente. O TST entende que o suplente do empregado eleito para a CIPA também goza da estabilidade prevista no art. Art. I . apenas o vice-presidente da CIPA é detentor de estabilidade. ADCT. CIPA.com. 10.

haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. Nesse sentido. suspenso ou dispensado pelo empregador (art. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia.cers. segundo a qual não cabe mandado de segurança da decisão liminar que ordena a reintegração do dirigente sindical. Caso o registro da candidatura ocorra durante o aviso prévio o empregado não terá estabilidade no emprego. Além da estabilidade provisória. no máximo.o mandato dos seus membros. § 2º. ► DIRIGENTE SINDICAL O dirigente sindical também é detentor de estabilidade provisória. afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. CLT. 625-B. X. A entidade sindical tem a obrigação de comunicar o empregador da candidatura do empregado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Assim como na CIPA. nos termos da lei. dois e. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade. pois tal www. Art. e observará as seguintes normas: I . fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional. titulares e suplentes. é de um ano. Inclusive. enquanto os empregados elegerão os seus. II . titulares e suplentes. caso eleito. permitida uma recondução.br 58 . III . há previsão expressa na CLT para concessão de medida liminar visando reintegrar dirigente sindical afastado. CLT). Esse benefício visa garantir um desempenho adequado dos representantes dos empregados no exercício de suas funções na comissão. em escrutínio secreto. A estabilidade provisória atinge apenas os membros eleitos pelos empregados (art. 659. 625-B.a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados. § 1º. a qual vigora a partir do registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o seu mandato. CLT). SDI – 2 do TST. o artigo 543 da CLT assevera que o empregador não pode transferir o dirigente sindical. sendo que o período dessa estabilidade é de até 1 (um) ano após o final do seu mandato. cita-se a OJ 65. no mínimo. o empregador indicará os seus representantes para compor a Comissão de Conciliação Prévia. dez membros. até um ano após o final do mandato. salvo se cometerem falta grave. O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa.

o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo. fornecendo. ressalvada a hipótese de falta grave (art.] VIII . Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. nem transferido para lugar impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. por qualquer modo. se eleito. ainda que suplente. sua eleição e posse. até um ano após o final do mandato. Considera-se cargo de direção ou representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei.cers.br 59 . § 3º. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. procurar impedir que o empregado se associe a sindicato. fica www. 494 da CLT). O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. É livre a associação profissional ou sindical. outrossim. organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado. inclusive como suplente. Considera-se de licença não remunerada. comprovante no mesmo sentido. 8. CF. O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional.. em igual prazo. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. § 6º. a este.com. até 1 (um) ano após o final do seu mandato.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI decisão não fere direito líquido e certo. A estabilidade provisória do dirigente sindical está prevista nos seguintes dispositivos: Art. § 5º.. CLT. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º. 543. § 1º. Para os fins deste artigo. dentro de 24 (vinte e quatro) horas. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. observado o seguinte: [. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. a entidade sindical comunicará por escrito à empresa. § 4º. salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual. § 2º. em face da previsão do inciso X do artigo 659 da CLT. caso seja eleito. A empresa que. Art.

cuja função restringe-se a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e às empresas. IV .Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato. 522. em que mediante procuração. Súmula 369. 522 da CLT. Súmula 379. 543 da CLT. conforme o artigo 522. exceto nas situações. § 2 da CLT.É indispensável a comunicação. TST). 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 553. foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.O art. inteligência dos arts. b) delegados sindicais. www. sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado. que deverá ser comprovada por meio de inquérito judicial para apuração de falta grave (súmula379. pela entidade sindical. O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial. na forma do § 5º do art. I . O dirigente sindical só perderá a estabilidade se cometer falta grave. TST e 197 do STF). não há razão para subsistir a estabilidade. não lhe assegura a estabilidade. Súmula 197.Despedida .O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. 494 e 543. que limita a sete o número de dirigentes sindicais. ao empregador.br 60 . TST. § 2º. TST. visto que inaplicável a regra do § 3º do art.com. da CLT. V . III . pois. ainda que indenizado. este não possui qualquer cargo de direção.cers. §3º. II .O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. Atenção! Não tem estabilidade provisória no emprego: a) membro do conselho fiscal do sindicato.Inquérito em que se Apure Falta Grave O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. SDI-1. os delegados representem a diretoria do sindicato (OJ 369.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI sujeita à penalidade prevista na letra (a) do Art. STF. CLT). Empregado com Representação Sindical . limitando-se a atuar na gestão financeira do sindicato (OJ 365 da SDI-1 do TST e art.

Constituirão atribuirão exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais.Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. 7º. eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a demissão sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação (concepção) da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. 522. ► GESTANTE O art. de 3 (três) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (três) membros. visto que a extinção www. dentre os seus membros. Do contrário. II . Súmula 244. § 2º. 523. no mínimo.O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. quando for admitida mediante contrato de experiência não gozará de estabilidade. de 7 (sete) e. salvo mandatário com poderes outorgados por procuração da Diretoria. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. ADCT. § 3º. o Presidente do Sindicato. TST. no máximo. Art. III . A Súmula 224 do TST prevê uma exceção à estabilidade da empregada gestante.com. a que se refere o Art. a representação e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e as empresas. ou associado investido em representação prevista em lei. I. A competência do Conselho Fiscal é limitada à fiscalização da gestão financeira do Sindicato. A administração do Sindicato será exercida por uma diretoria constituída.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. CLT.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. 10. A diretoria elegerá. da Constituição: II . § 1º. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. I .cers.br 61 .

e) desabamento. o acidente sofrido no percurso do trabalho para casa e vice-versa é considerado acidente de trabalho por equiparação (art. 21. os acidentes de trabalho e os acidentes de trabalho por equiparação. Lei 8213/91. III . Art. ► ACIDENTE DO DE TRABALHO Esta estabilidade abrange. Por exemplo. O segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. Lei 8213/91. para efeitos desta Lei: I .a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. embora não tenha sido a causa única. O empregado acidentado só gozará dessa estabilidade provisória diante do cumprimento de dois requisitos legais: a) permanecer mais de 15 dias afastado do serviço e b) perceber auxílio-doença acidentário do INSS. Art. II . exclusivamente. www. não constitui dispensa. em face do término do prazo. Lei 8213/91). b) ofensa física intencional. em conseqüência de: a) ato de agressão.br 62 .com.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. 21. no mínimo. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. pelo prazo mínimo de doze meses. c) ato de imprudência. o prazo começará a fluir somente a partir do retorno ao emprego.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho.cers. portanto. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. inclusive de terceiro. após a cessação do auxílio doença acidentário. independentemente de percepção de auxílio-acidente. 118.o acidente ligado ao trabalho que. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. O período de estabilidade do empregado acidentado é de. Equiparam-se também ao acidente do trabalho. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. IV . inundação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI da relação de emprego. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho.

Por fim. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. no local do trabalho ou durante este. TST. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. após a despedida. independentemente do meio de locomoção utilizado. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. II . o empregado é considerado no exercício do trabalho.br 63 . inclusive veículo de propriedade do segurado. TST. sob pena de perder o direito à estabilidade provisória. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. qualquer que seja o meio de locomoção. ► DIRETOR DE SOCIEDADE COOPERATIVA www. Súmula 378. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. pois. a partir do momento em que o empregado estiver apto para retornar ao trabalho. c) em viagem a serviço da empresa. I . Isto é. salvo se constatada. ele terá o prazo de 30 (trinta) dias para retornar ao serviço. nesse caso.com. inclusive veículo de propriedade do segurado.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. § 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. destaca-se a súmula 32 do TST que concede prazo de 30 (trinta) dias para o empregado retornar ao emprego após a cessação do auxílio. Súmula 32.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. resultante de acidente de outra origem. estaria caracterizado o abandono de emprego.

bem como. gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n. LEI Nº 5. 55 da Lei 5764/71 assegura aos diretores eleitos de sociedades cooperativas estabilidade provisória no emprego. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (Súmula 389. aviso prévio. www. quais sejam: saldo de salário. 543 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O art. de 1° de maio de 1943). décimo terceiro salário. desde o registro da candidatura e.452.com. se eleito.03. indenização substitutiva. TST). 55 da Lei nº 5. na reclamação trabalhista o reclamante deve narrar os fatos. isto é. e c) sucessivamente. apresentar os fundamentos que asseguram ao empregado estabilidade provisória no emprego e por fim PEDIR: a) nulidade da dispensa. 5. Inserida em 13. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. EM SÍNTESE.764/71. SDI-1. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas. não abrangendo os membros suplentes. 55. COOPERATIVA.br 64 . Lei 5764/71. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. ► PEDIDO APENAS quando o empregado for detentor de ESTABILIDADE PROVISÓRIA no emprego é possível pedir a sua reintegração e. CONSELHO FISCAL. sucessivamente. TST. Art.cers.02O art. TST). SDI-1. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. SUPLENTE. Requer. a baixa da CTPS do reclamante. NÃO ASSEGURADA. por fim. até 1 (um) ano após o término do mandato. OJ 253. Tal estabilidade não foi assegurada aos membros do conselho fiscal e aos suplentes (OJ 253. Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas. na forma do art.

bem como. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. tenha sido despedido sem justa causa e tenha recebido as verbas rescisórias deve PEDIR: a) nulidade da dispensa.11. TST) e as verbas rescisórias. 129/2005.Exaurido o período de estabilidade. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativamente aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. TST.04.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Caso o reclamante seja detentor de estabilidade provisória no emprego. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA PETITA" (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 106 e 116 da SBDI-1) . Caso o período da estabilidade tenha se exaurido. TST). por fim. e c) sucessivamente.com. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. quais sejam: saldo de salário.br 65 . a baixa da CTPS do reclamante.1997) II . pleitear o pagamento da indenização substitutiva.10. DJ 20. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade. 496 da CLT. aviso prévio. Requerer. décimo terceiro salário. deduzidos os valores pagos a título de verbas rescisória. (exOJ nº 106 da SBDI-1 .inserida em 20. são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade. 22 e 25. Reintegração www. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade (Súmula 396. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.Nã há idad j a ― x a i a‖ da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. o reclamante deve PEDIR apenas: a) indenização substitutiva. não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. (ex-OJ nº 116 da SBDI-1 inserida em 01.2005 I . dados os termos do art.Res. Súmula 396.1997) Segue exemplo: I – MÉRITO 01. se for o caso.

quando: a) permanecer afastado por período superior a 15 (quinze) dias e b) receber auxílio-doença acidentário. requer a nulidade da dispensa sem justa causa e a consequente reintegração do Reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários dos meses havidos entre a rescisão e o retorno às atividades. (Fatos) Nos termos do artigo 118 da Lei 8213/91 e súmula 378. Caso o empregador não cumpra com tais deveres ou pratique qualquer falta grave. c) correr perigo manifesto de mal considerável. Observe: Art. o empregado. o empregado pode requerer ao Poder Judiciário a rescisão indireta do contrato. (pedido) I) RESCISÃO INDIRETA O empregador. defesos por Lei. momento em que o empregador o demitiu sem justa causa. caso não seja este o entendimento deste Juízo.cers. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. No dia seguinte a cessação do auxílio. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. 483 da CLT elenca diversas hipóteses de falta grave por parte do empregador. (Fundamento) Diante do exposto.com. a condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes da demissão sem justa causa. www. requer o pagamento de indenização substitutiva referente aos salários e demais vantagens relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. permanecendo afastado por 3 (três) meses. mas sim pelo Poder Judiciário. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças. vítima de acidente de trabalho. o Reclamante compareceu na empresa. frise-se. contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato. bem como. do TST. aviso prévio. Sucessivamente. tendo em vista que não é realizada pelas partes envolvidas. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. O art. II. décimo terceiro salário. percebendo auxílio doença acidentário. Requisitos esses preenchidos pelo reclamante. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% do FGTS. possui obrigações oriundas do contrato de trabalho. assim como o empregado. quais sejam: saldo de salário. A rescisão indireta pressupõe CONTRATO DE TRABALHO EM CURSO.br 66 . para que seja possível tal decisão judicial é imprescindível a existência de um contrato de trabalho em curso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Reclamante sofreu sério acidente de trabalho. Logo. assim como. tem assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. 483.

a ausência de pagamento de salários motiva o pedido de rescisão indireta da relação contratual. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. a baixa da CTPS do reclamante. § 2º.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI e) praticar o empregador ou seus prepostos. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. bem como. sendo este por peça ou tarefa. salvo em caso de legítima defesa. na fundamentação apontar o(s) artigo(s) que classifica(m) tal conduta como falta grave e PEDIR: a) a rescisão indireta do contrato de trabalho. décimo terceiro. e b) a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. própria ou de outrem. poderá o empregado preitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. g) O empregador reduzir o seu trabalho. O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. ―d‖ da CLT. incompatíveis com continuação do serviço.br 67 . é facultado ao empregador rescindir o contrato de trabalho. Requerer ainda a concessão das guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. na reclamação trabalhista o reclamante deverá relatar a falta grave cometida pelo empregador. se for o caso. Sendo a principal obrigação do empregador em uma relação de trabalho a contraprestação pelos serviços prestados pelo empregado. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. quais sejam: saldo de salário. (Fundamento) www.cers. (Fatos) N d a 48 . § 3º. § 1º. quando tiver de desempenhar obrigações legais. Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho Há três meses o reclamante não recebe seus salários. aviso prévio. contra ele ou pessoas de sua família ato lesivo da honra e boa fama. Nas hipóteses das letras d e g. Por não suportar mais esta situação pretende a rescisão do contrato de trabalho por culpa do empregador. EM SÍNTESE. o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando o empregador não cumprir com as obrigações do contrato.

férias acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. posto que outras legislações também preveem condutas consideradas falta grave. aviso prévio. a baixa da CTPS. CLT)PEDIR: i. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. se não for detentor de estabilidade provisória no emprego: a reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa e a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. quais sejam: saldo de salário. a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa.cers. quais sejam: saldo de salário. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. o artigo 482 da CLT apresenta diversas hipóteses de falta grave.com. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração e c). o título do tópico no mérito será mesmo denominado “reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa”. afirma que tal conduta não caracteriza falta grave (exemplo: recusar-se a se submeter a revista íntima (art. Por exemplo.br 68 . 373A. Requer ainda as guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. Esse rol é exemplificativo. décimo terceiro salário proporcional. requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho. VI. se for o caso. TST) e a baixa da CTPS do reclamante (Pedido) J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA Ensejam a dispensa do empregado por justa causa apenas a prática de condutas tipificadas em lei como de falta grave.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. Neste caso. ii. férias acrescidas de um terço e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. sucessivamente. Requer-se ainda a guia para levantamento do FGTS e para percepção do seguro desemprego (súmula 389. tal como. décimo terceiro salário. EM SÍNTESE. quais sejam: saldo de salário. aviso prévio. se for detentor de estabilidade provisória no emprego: a) nulidade da dispensa. bem como. aviso prévio. Para tanto poderá: a. décimo terceiro salário e férias acrescidas do terço constitucional. Segue exemplo: I – MÉRITO www. negar a conduta (exemplo: negar a prática de ato de improbidade) ou b. na petição inicial o reclamante deverá: a) afastar a falta grave que lhe foi imputada.

Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI .cers. pois não se submeteu a revista íntima imposta pelo Reclamado. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. Todos são iguais perante a lei.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI 02. tendo em vista que tal conduta é vedada ao empregador nos termos do art.. (Fundamento) Diante do exposto. aviso prévio. bem como. Portanto. à igualdade.] O dano moral é configurado diante da presença dos três requisitos da responsabilidade civil: culpa. e sua fundamentação jurídica está positivada no artigo 5°. decorrentes da relação de trabalho.. (Fatos) A recusa em submeter-se a revista íntima não caracteriza falta grave. 114. a d a não constitui ato de indisciplina e insubordinação. (Pedido) K) DANO MORAL A EC 45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho. Requer ainda a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego (súmula 389. Reversão da Dispensa por Justa em Causa em sem Justa Causa A Reclamante foi dispensada por justa causa. nos termos seguintes: X . requer a reversão da demissão por justa causa para demissão sem justa causa. CF.. sem distinção de qualquer natureza. 373-A. a Reclamante não d d i ida j a a a da a i 482. [. que a demitiu alegando que se tratava de ato de indisciplina e insubordinação. bem como a condenação do Reclamante ao pagamento de todas as verbas rescisórias. 114.] www. 186 e 927 do CC. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. VI da CF). garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.. a honra e a imagem das pessoas.são invioláveis a intimidade. ―h‖ da CLT. VI da CLT. [. Art. incluindo as ações de indenização por danos morais oriundas da relação de trabalho (art. Art. à segurança e à propriedade. a vida privada. à liberdade. TST). CF.br 69 . 5. a baixa da CTPS.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial.com. dano e nexo causal. X da CF e nos artigos. décimo terceiro salário proporcional. quais sejam: saldo de salário.

CLT). violar direito e causar dano a outrem. Art. Parágrafo único. por ato ilícito (arts.com. 186 e 187). 927. causar dano a outrem. É desnecessária a demonstração da culpa quando a atividade do empregador for de risco (art. o empregado for demitido injustamente por justa causa. independentemente de culpa. pretendendo por isto. CC. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. em valor a ser fixado pelo juiz.3/PR para identificação do pedido de indenização por danos morais e gabarito. ser indenizado em valor a ser fixado pelo juiz. ú. fica obrigado a repará-lo. por sua natureza. com fundamento na responsabilidade civil do empregador (ausência de pagamento de salário – culpa. www. nos casos especificados em lei. ● ● o empregador praticar falta grave. risco para os direitos de outrem. sendo que esta situação está lhe causando profunda humilhação perante seus familiares e colegas. 186. 3º EXAME DA ORDEM 2005/PR: Em razão dos atrasos nos salários. Aquele que. CC. nexo causal).br 70 . bastando o dano e o nexo para que seja devida a indenização. CC. 927. Art. Tomi tornou-se inadimplente no pagamento das mensalidades escolares vendo-se obrigado a retirar seu único filho do colégio particular em que estudava. fica obrigado a repará-lo. Atenção! Deve-se verificar se o dano moral precisa ser postulado principalmente quando: ● a proposta indicar o abalo emocional do empregado causado pelo empregador. negligência ou imprudência. Haverá obrigação de reparar o dano. por ato ilícito (arts. 927. comete ato ilícito. Abaixo trecho da proposta do Exame de Ordem 2005. Aquele que. 186 e 187).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. par. ainda que exclusivamente moral. CRITÉRIO DE CORREÇÃO: Pagamento de indenização por danos morais. Aquele que. causar dano a outrem. por ação ou omissão voluntária. humilhação por tirar o filho do colégio – dano.cers.

ainda. Destaca-se. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. quais sejam: culpa. vida privada. a violação do artigo 5. DO DANO MORAL A reclamada a partir de janeiro de 2012 passou a descumprir o contrato de trabalho.com. quais sejam: culpa. uma vez que deixou de efetuar o pagamento do salário do Reclamante. (Fato) Encontram-se presentes os todos requisitos da responsabilidade civil. d a d a i 48 . o qual se obrigou a fazer empréstimos de familiares e amigos para pagamento das dívidas que em razão da ausência dos salários não conseguiu pagar. 114. CF.br 71 . conduta vedada expressamente pelo artigo 373-A. VI da CLT. honra e imagem das pessoas. CF e súmula 392. X. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. DO DANO MORAL A Reclamada tentou submeter a Reclamante a revista íntima por funcionários do sexo oposto. Destaca-se.cers. a violação do artigo 5. (Fundamento) www. ainda. X. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. motivo pelo qual foi dispensada por justa causa. que sustenta a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. que é obrigação da Reclamada e quando d ida i i a a a d ad . o que está lhe causando profunda humilhação. Seguem exemplos: I – MÉRITO 01. VI. desta forma. resta demonstrado também o nexo causal. A Reclamante não aceitou tal constrangimento. Observe: A culpa é verificada na tentativa da Reclamada de submeter a Reclamante à revista íntima. previstos nos artigos 186 e 927 do CC.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Atenção! Sempre que a RT contiver pedido de dano moral. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. ―d‖ da CLT Já dano está configurado pelo constrangimento sofrido pelo Reclamante diante da impossibilidade de pagamento das dívidas que possui. TST) requer a sua condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. (Pedido) II – MÉRITO 02. CF. dano e nexo. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da responsabilidade civil. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. o rito do processo será o ordinário. dano e nexo. Observe-se: A culpa é verificada pela falta de pagamento. restando demonstrado o nexo causal. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. (Fundamento) Diante do exposto.

Destaca-se. ó i d az -la pedir demissão. Nesse caso o Examinando deve: a) denominar o tópico. ― ia. ainda. que no último ano do contrato de trabalho humilhou reiteradamente a Reclamante perante seus colegas e clientes da empresa. Tal conduta prolongada caracteriza o ASSÉDIO MORAL.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. está demonstrado o nexo causal. (Pedido) Atenção! Quando a conduta do empregador for contínua. estará caracterizado o assédio moral. dessa forma. quais sejam: culpa. considerando que o dano decorreu do assédio Segue exemplo: II – MÉRITO DO ASSÉDIO MORAL/DANO MORAL No último ano do contrato de trabalho a Reclamada humilha a reclamante perante seus colegas de trabalho e clientes da empresa. TST) requer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. CF e súmula 392. 114. (Pedido) L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA www. requerer a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. de “assédio/dano moral”. c) apontar a mesma fundamentação do pedido de indenização por danos morais e d) por fim. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. Observe: A culpa é verificada pela conduta do Reclamado. b) contar os fatos e ao final do parágrafo afirmar que tal conduta reiterada caracteriza assédio moral. (Fundamento) Diante do exposto. em virtude de uma conduta reiterada do empregador. O fundamento legal no caso de assédio moral é o mesmo do pedido de indenização por danos morais. restará configurado o assédio moral. ia d d . 114. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. chamando-a de incomp .br 72 . CF e súmula 392. a i a d a ad di demissão. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. honra e imagem das pessoas. no mérito. ia d d ‖. (Fato) Encontram-se presentes os requisitos da responsabilidade civil. dano e nexo. TST) requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. VI. considerando que o dano decorreu do assédio. afirmando que a Reclamante é a pior e mais incompetente i á ia da a. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. se a situação humilhante para o empregado se prolongar no tempo. portanto. a d ― ia. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. vida privada. ia.cers. a violação do artigo 5.com. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. CF. VI. X.

X. Empregador não emite e fornece as guias do FGTS e/ou do seguro-desemprego.conceder medida liminar. X – conceder em medida liminar. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. 2009.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI “O direito processual moderno concebeu uma tutela jurisdicional diferenciada. Empregador mantém trabalhador adolescente em ambiente insalubre ou perigoso. IX. em duas espécies distintas: a) a tutela cautelar. Rio de Janeiro: Forense. 8. Empregador exige atestado de esterilização de empregadas em idade fértil. suspenso ou dispensado pelo empregador. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do Art. CLT e súmula 43. além das que lhes forem conferidos neste Título e das decorrentes de seu cargo. que apenas preserva a utilidade e eficiência do futuro e eventual provimento. 50ª ed. que recebe o nome de tutela de urgência. 10 THEODORO JÚNIOR. Artigos 659. permite à parte. provisoriamente. b) a tutela antecipada. 659. Curso de Direito Processual Civil – Teoria Geral do Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. Empregador retém ilegalmente a CTPS do empregado. muito embora seja cabível em diversas outras situações quando preenchidos seus requisitos. 4. as seguintes atribuições: IX .com. desdobrada. O inciso IX do artigo acima autoriza a concessão de medida liminar que vise tornar sem efeito a transferência do empregado para localidade diversa daquela previamente definida no contrato de trabalho. 469 desta Consolidação. www. Artigos 659. CLT (dirigente sindical que foi despedido sem justo motivo). 6. 7. Atenção! Os incisos IX e X do artigo 659. preveem as duas únicas situações em que a CLT expressamente prevê a concessão de tutela antecipada no processo do trabalho. CLT (impedir a transferência abusiva do empregado). 469. p. no direito brasileiro. que.cers. 3. Empregado possui estabilidade provisória no emprego e ainda não se exauriu o período da estabilidade. quando não houver anuência do empregado e/ou a comprovação da necessidade do serviço pelo empregador (art. 53. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. usufruir. por meio de liminares ou de medidas incidentais. do direito subjetivo resistido pelo adversário10” 1. CLT. CLT.br 73 . antes do julgamento definitivo de mérito. 2. Humberto. Art. TST).

com. O juiz poderá. § 4º. www. § 5º. Se o autor. §§ 4º e 5º. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. Concedida ou não a antecipação da tutela. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. o juiz indicará. as normas previstas nos arts. § 3º. ou II .haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. total ou parcialmente. A efetivação da tutela antecipada observará. 273. receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório. ou parcela deles. CPC.br 74 . quando presentes os respectivos pressupostos. se convença da verossimilhança da alegação e: I . existindo prova inequívoca. § 7º. 588. prosseguirá o processo até final julgamento. 461.cers. possibilidade de reversão do provimento antecipado (revogar a concessão de liminar). A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. a título de antecipação de tutela. poderá o juiz. § 6º. em decisão fundamentada.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. § 2º. Art. e 461-A. no que couber e conforme sua natureza. Na decisão que antecipar a tutela.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Já o inciso X refere-se à concessão de liminar para reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. as razões do seu convencimento. a requerimento da parte. antecipar. suspenso ou dispensado pelo empregador. A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. São condições da tutela antecipada. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. mostrar-se incontroverso. desde que. requerer providência de natureza cautelar. Lembre-se! A tutela antecipada deve ser requerida. § 1º. verossimilhança das alegações. de modo claro e preciso. previstos no artigo 273 do CPC: prova inequívoca dos fatos.

da verdade. assim. incontestável e induvidoso sobre a inequivocidade da prova dos fatos alegados. ego dabo tibi jus (Dá-me os fatos que eu te dou o direito). quando interpõe recursos manifestamente infundados.cers. Para o autor conseguir o deferimento do pedido de antecipação de tutela. São Paulo: LTr. temos outro instituto conhecido nas medidas cautelares: o periculum in mora. 426-427. Assim. ao juiz a formação do seu convencimento certo. e. d) Abuso do Direito ou Manifesto Propósito Protelatório Esse requisito. ed. quando altera ou falta com a verdade. a nosso sentir. EM SÍNTESE: 11 LEITE. Outra hipótese para a concessão da tutela antecipada é o manifesto propósito protelatório do réu. ainda.br 75 . a existência da prova inequívoca dos fatos alegados. mesmo se não existir periculum in mora. o juiz deve sopesar se a não concessão da tutela antecipada poderá causar prejuízo irreparável ou de difícil reparação ao autor do pedido enquanto aguarda o desfecho da lide. E aqui nos parece que a verossimilhança das alegações há de ser entendida como a verossimilhança dos fundamentos jurídicos do pedido. por isso mesmo. há abuso do direito de defesa toda vez que o réu invocar teses que afrontam literalmente as normas que compõem o ordenamento jurídico. Não é unívoco o conceito de abuso do direito.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Veja. os fatos já devem estar demonstrados na petição inicial. quando provoca incidentes processuais infundados que não guardam relação com a lide etc. b) Verossimilhança das Alegações Não basta. são de fácil convencimento sobre a sua existência. o que se verifica. 2009. não há dúvida de que a prova inequívoca refere-se aos fatos da causa. o juiz poderá conceder a antecipação de tutela quando verificar que o réu abusa do direito de defesa ou atua de maneira a protelar injustificadamente o regular andamento do processo. 7. Curso de Direito Processual do Trabalho. Carlos Henrique Bezerra. p. É a aplicação plena do princípio do da mihi factum. Vale dizer. quando ele retém injustificada e reiteradamente os autos em seu poder. contudo. é alternativo açã a da a í a ― ‖ a E a palavras. Só que de vestimenta nova. fundamentos jurídicos verossímeis são aqueles que se aproximam. possibilitando. deturpando-as o sentido ou a sua aplicação ou. Em outros termos. c) Receio de Dano Irreparável ou de Difícil Reparação Aqui. por exemplo. já estando a matéria preclusa. a definição do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite para cada um dos requisitos para a concessão da tutela antecipada: 11 a) Prova Inequívoca dos Fatos Embora omisso o dispositivo. Mas é possível estabelecer alguns elementos que servem de apoio para o seu enquadramento. no quadro abaixo. É também requisito essencial que haja verossimilhança da alegação.com. www. com grande intensidade.

verossimilhança das alegações e receio de dano irreparável ou de difícil reparação. no tópico da tutela antecipada relatar: a) que formulou o pedido e que tem urgência na concessão da providência. b) que encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela antecipada. b) no mérito: sugiro que o Examinando formule primeiro um tópico para o pedido e um outro denominado tutela antecipada. CLT que asseguram ao dirigente estabilidade provisória no emprego desde o registro da candidatura. é imprescindível que a liminar seja requerida com fundamento nestes artigos. quais sejam: prova inequívoca dos fatos. pessoa jurídica de direito privado. o fundado receio de dano irreparável decorre da razão de ser de sua estabilidade que é em função do cargo de dirigente. A prova inequívoca dos fatos evidencia-se por se tratar o reclamante de dirigente sindical. § 3º. Segue exemplo: NOME DO RECLAMANTE. c) no mérito.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O pedido de antecipação de tutela na petição inicial deve observar o seguinte: a) nome da peça: reclamação ou reclamatória trabalhista com pedido de tutela antecipada (liminar).br 76 .) II .. os quais sejam: prova inequívoca dos fatos. onde recebe intimações e notificações. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA com pedido de tutela antecipada (liminar) em face de NOME DO RECLAMADO.MÉRITO 03. A verossimilhança das alegações decorre dos arts. com escritório profissional no endereço completo. o candidato deve ainda indicar os fatos que demonstram a presença de cada um destes requisitos. e se eleito. previstos nos artigos 273 do CPC. de forma que somente pode www. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). consequentemente. 8º. a concessão da liminar para fins de antecipar o provimento final. (Fatos) Encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão de tutela antecipada. Na fundamentação. IX e X.cers. qualificação e endereço completos. vem perante Vossa Excelência.. inquestionável seu direito ao emprego. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:(. deve requerer: a. portanto. É. 543. inscrita no CNPJ sob o nº. Atenção! Na hipótese de a prova tratar dos casos referidos nos arts. desenvolveu diversos projetos para sua categoria. CF e art. VIII. que seriam reivindicados dentro de 15 dias. Por fim. contudo a dispensa sem justa causa do mesmo inviabilizará a manifestação dos empregados. por isso faz-se necessária sua imediata reintegração. estabelecida no endereço completo. o que se comprova pela ata de eleição em anexo. 273 do CPC. previstos no art. 659. c) por fim. e b. DA TUTELA ANTECIPADA O Reclamante ocupa o cargo de dirigente sindical. verossimilhança das alegações e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.com. com fulcro no artigo 840 da CLT. até 1 ano após o término do mandato.

em seu art. Súmula 219. Nesse caso os honorários são devidos a razão de até 15% (quinze por cento) reversíveis ao sindicato da categoria. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. TST. art. defendem que o “jus postulandi” não teria sido recepcionado pela Constituição da República. determinando a imediata reintegração do Reclamante. Na Justiça do Trabalho. sem a oitiva da outra parte. TST.br 77 . TST. Nas relações de emprego os honorários dependem do preenchimento de dois requisitos: a) tratar-se de reclamante beneficiário da justiça gratuita e b) a assistência por advogado de sindicato (219 e 319. I . uma vez que esta. Ademais. OJ 305. entretanto. TST). X da CLT. nos termos do artigo 659.Na Justiça do Trabalho. permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula 219 do Tribunal Superior do Trabalho. SDI – 1. 14. IN 27/2005. OJ 305.com. (Fundamentos) Diante de todo o exposto. a proximidade da data das reivindicações tornam ainda mais urgente a sua reintegração.cers. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. SDI-1. 133. estabeleceu que o advogado é essencial à Justiça. TST. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato. (Pedido) M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Nas relações de trabalho diversas das relações de emprego os honorários são devidos em razão da mera sucumbência (art. Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988. 5º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI agir em favor da categoria se estiver trabalhando na empresa. Entendem que nesse caso os honorários são sempre www. Alguns. nunca superiores a 15% (quinze por cento). Súmula 329. Lei 5584/70). requer a concessão liminar. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. TST.

A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. também. § 3º. 20 do CPC.br 78 . sob pena de multa. www.com. 467 DA CLT A defesa do Reclamado. sob pena de multa de 50%. Nesse diapasão. sob pena de restarem incontroversas. § 3º. pedir honorários a razão de 20% (vinte por cento). o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. b) o lugar de prestação do serviço. Essa verba honorária será devida. SDI-1 e art. CPC. Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. no Processo do Trabalho. IN 27/2005.cers. 20 do CPC. sempre será ofertada na primeira audiência. nos termos do art. nos termos do art. 20.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI devidos em razão da mera sucumbência. 133 da CF alegar que o “jus postulandi” não foi recepcionado pela Constituição e requerer 20% (vinte por cento) de honorários. 5º. 20. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. todas as verbas não contestadas pelo empregador são devidas ao empregado e devem ser quitadas em primeira audiência. atendidos: a) o grau de zelo do profissional. N) MULTA DO ART. Lei 5584/70 pedir 15% (quinze por cento) de honorários. CPC. momento em que deverá contestar todas as verbas pleiteadas pelo reclamante. c) a natureza e importância da causa. c) nas relações de emprego em que o advogado não pertence ao sindicato: com fundamento no art. 14. nos termos do art. Art. OJ 305. EM SÍNTESE: Na petição inicial devemos requerer honorários advocatícios sucumbenciais SEMPRE: a) nas relações de trabalho diversas das relações de emprego: com fundamento no art. no importe de 20%. b) nas relações de emprego em que o Examinador relata que fomos contratados como advogados de sindicato: com fundamento nas súmulas 219 e 329. TST.

cers. se o aviso prévio for cumprido. alínea “a” da CLT. sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. ao Distrito Federal. CLT Nos termos do artigo 467 da CLT. sob pena da incidência de multa de 50% sobre o valor correspondente. afirma que. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. afirma que. 467. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. §6º da CLT. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. § 6º.br 79 . 467. se o aviso prévio for indenizado. aos Estados. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. ao efetuar esse pagamento. Parágrafo único. a parte incontroversa dessas verbas. 477 DA CLT A rescisão de um contrato de trabalho enseja o pagamento das verbas rescisórias ao empregado. deve observar o prazo legal estipulado pelo artigo 477. aos Estados. O pagamento das verbas rescisórias possui dois prazos distintos que são definidos em função do aviso prévio. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. o pagamento das verbas rescisórias deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. O) MULTA DO ART. A alínea “b”. por sua vez. MULTA DO ART.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. CLT. contado da data da notificação da www. o pagamento deverá ser efetuado até o décimo dia. O parágrafo único do artigo referido prevê uma exceção ao caput: a multa não é aplicável à União. O empregador. o Reclamante requer que o pagamento das verbas incontroversas seja realizado em primeira audiência.com. O disposto no caput não se aplica à União. ao Distrito Federal. Observe: AVISO PRÉVIO Cumprido Indenizado PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VR 1º dias útil após do término 10 dias corridos O artigo 477.

§ 8º. De acordo com essa orientação. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. o trabalhador der causa à mora. A multa prevista pelo §8º do artigo 477 da CLT só incidirá se o empregador não respeitar o prazo legal previsto no §6º para o pagamento das verbas rescisórias. a multa do artigo 477. Art. Cumpre destacar o CANCELAMENTO da OJ 351 da SDI-1 do TST ocorrido em novembro de 2009. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI demissão. § 6º. mesmo que www. § 8º. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. É assegurado a todo empregado. MULTA DO ART. a partir do seu CANCELAMENTO. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho. salvo quando comprovadamente. A penalidade prevista corresponde ao valor de um salário do empregado percebido à época da dissolução do contrato de trabalho.br 80 . 477. Diante desse fato. em valor equivalente ao seu salário. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. contado da data da notificação da demissão.com. §8º da CLT. nos termos do §8º do artigo 477 da CLT. 477. Segue exemplo: II – MÉRITO 03. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. era incabível quando houvesse fundada controvérsia quanto à existência da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. A contagem do prazo é de 10 (dez) dias a partir da dispensa. quando da ausência do aviso prévio. CLT. por trabalhador. §6º da CLT. CLT O Reclamado não respeitou o prazo para pagamento das parcelas rescisórias previsto no artigo 477. Note que NÃO é o décimo dia útil. o direito de haver do empregador uma indenização. o Reclamante requer a condenação do Reclamado ao pagamento de multa no valor equivalente ao seu salário. Logo.cers. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. ou b) até o décimo dia.

é uma repetição de todos os requerimentos já realizados no desenvolvimento da reclamatória trabalhista.com.PEDIDOS Diante de todo o exposto. com a condenação da reclamada ao pagamento das verbas postuladas. inserido logo após o mérito da peça. Segue exemplo: III . Os pedidos devem seguir a mesma ordem em que foram abordados no mérito. a produção de todos os meios de prova em direito admitidos e a procedência dos pedidos. d) a condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias. o empregado poderá pleitear a incidência da referida multa.br 81 . b) a equiparação salarial. É importante requerer a parcela principal. requer: a) o reconhecimento de vínculo de emprego entre as partes. PEDIDOS O tópico dos pedidos. 13º salário. acrescidas de juros e correção monetária. os seus reflexos. bem como. conforme exposto no item supra. inclusive os reflexos no aviso prévio.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI haja controvérsia acerca de uma determinada verba. bem como. REQUERIMENTOS FINAIS Os requerimentos finais são indispensáveis à reclamatória trabalhista. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). Este tópico compreende os seguintes pedidos: a notificação da reclamada. a liberação de guia para levantamento do FGTS.cers. c) a integração do adicional de insalubridade ao salário do autor. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). 13º salário. bem como a guia para a percepção do seguro desemprego. www. com reflexos no aviso prévio.

I e II. www. FINALIZE A SUA PEÇA! Termos em que.br 82 . o Examinando deve tratar do valor da causa. o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas. b) no procedimento sumaríssimo: indicar o valor resultante da somatória de todos os pedidos e caso não seja possível escrever apenas que não “O valor da causa está acima de 2 e não ultrapassa 40 salários mínimos”. b) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. CLT estabelece que nesse procedimento o pedido deve ser certo.com. da seguinte maneira: a) no procedimento ordinário: basta escrever “Atribui-se a causa valor acima de 40 salários mínimos”.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI NOTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DE PROVA REQUERIMENTOS FINAIS PROCEDÊNCIA com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas postuladas. VALOR DA CAUSA Por fim. c) Por fim a procedência dos pedidos com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas pleiteadas. 852-B. requer: a) notificação da Reclamada para oferecer resposta à Reclamatória Trabalhista. Isso porque o art. consequentemente. em especial a prova documental. o reclamante deve indicar o valor correspondente a cada pedido. sob pena de revelia e confissão quanto a matéria de fato. determinado e líquido.cers. acrescidas de juros e correção monetária. acrescida de juros e correção monetária Segue exemplo: IV – REQUERIMENTOS FINAIS Diante do exposto. sendo o valor da causa o resultado da somatória de todos eles.

data Advogado OAB nº www. Local.br 83 .cers.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pede deferimento.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful