CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA ...................................................................... 2 ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ........................... 5
ENDEREÇAMENTO .............................................................................................................................................. 5 QUALIFICAÇÃO DAS PARTES ............................................................................................................................... 6 PRELIMINAR ........................................................................................................................................................ 7 A) Comissão de Conciliação Prévia (CCP) ............................................................................................... 7 B) Tramitação Preferencial do Feito .......................................................................................................... 8 C) Justiça Gratuita .......................................................................................................................................... 9 MÉRITO ............................................................................................................................................................. 10 A) CONTRATO DE TRABALHO ................................................................................................................... 10 B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO ................................................................................. 11 C) RESPONSABILIDADE PATRONAL .......................................................................................................... 12
► ► ► ► ► Sucessão de empregadores .............................................................................................................................. 13 Grupo econômico ............................................................................................................................................. 17 Terceirização .................................................................................................................................................... 18 Empreitada e subempreitada ........................................................................................................................... 21 Cooperativa Ilícita ............................................................................................................................................ 24

D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO ...................................................................................................................... 26
► Salário e remuneração - definição ................................................................................................................... 27 ► Salário complessivo .......................................................................................................................................... 28 ► Reflexos ................................................................................................................................................................. 28 ► Salário “in natura” ................................................................................................................................................ 30

E) F)
► ► ► ► ► ► ►

EQUIPARAÇÃO SALARIAL ..................................................................................................................... 34 DURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................................... 37
Horas extras ..................................................................................................................................................... 37 Intervalo Intrajornada ...................................................................................................................................... 39 Intervalo Interjornada ...................................................................................................................................... 41 Descanso semanal remunerado ....................................................................................................................... 43 Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado ............................................................................... 44 Adicional noturno............................................................................................................................................. 45 Horas in itinere ................................................................................................................................................. 48

G) VERBAS RESCISÓRIAS ............................................................................................................................... 50 H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO................................................................................... 56
► ► ► ► ► ► ► Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) ................................................................... 56 Membros da CCP (Comissão de Conciliação Prévia) ........................................................................................ 57 Dirigente Sindical ............................................................................................................................................. 58 Gestante ........................................................................................................................................................... 61 Acidente do dE Trabalho .................................................................................................................................. 62 Diretor de Sociedade Cooperativa ................................................................................................................... 63 PEDIDO ............................................................................................................................................................. 64

I) RESCISÃO INDIRETA ............................................................................................................................. 66 J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA .................................................. 68 K) DANO MORAL ........................................................................................................................................... 69 L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA ......................................................................................... 72 M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ......................................................................................................... 77 N) MULTA DO ART. 467 DA CLT ............................................................................................................... 78 O) MULTA DO ART. 477 DA CLT ................................................................................................................ 79 PEDIDOS ............................................................................................................................................................ 81 REQUERIMENTOS FINAIS .................................................................................................................................. 81 VALOR DA CAUSA .............................................................................................................................................. 82

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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
ESTRUTURA COMPLETA DA RECLAMATÓRIA TRABA LHISTA

A reclamatória trabalhista observará a seguinte estrutura:

I. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA II. III. IV. V.

Preliminar de Mérito; Mérito; Pedidos; Requerimentos Finais; Valor da causa.

Segue estrutura geral para visualização da petição inicial:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA… VARA DO TRABALHO DE … .

NOME DO RECLAMANTE, qualificação e endereço completos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO), com escritório profissional no endereço completo, onde recebe intimações e notificações, com fulcro no artigo 840 da CLT, PROPOR:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA pelo rito (...)

em face de NOME DO RECLAMADO, qualificação e endereço completos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – PRELIMINAR DE MÉRITO

a) b)

A - Tramitação Preferencial do Feito: Idoso (art. 71, Lei 10741/2003 e art. 1.211-A, CPC) Portador de doença grave (art. 1.211-A, CPC)

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c) Dissídio que verse exclusivamente sobre salário ou empregador falido (art. 652, parágrafo único, CLT) B – JUSTIÇA GRATUITA (art. 790, § 3º, CLT e art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, Lei 1060/50)

II – MÉRITO

1.

DO CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pelo Reclamado no dia…, para exercer a função de …, recebendo por última remuneração a importância de …, sendo dispensado sem justa causa pelo Reclamado em …

2.

DO VÍNCULO DE EMPREGO §1 Fato §2 Fundamento §3 Pedido

III – PEDIDOS (Repetição dos requerimentos constantes no mérito da RT)

IV - REQUERIMENTOS FINAIS O Reclamante requer a NOTIFICAÇÃO da Reclamada para apresentar resposta à Reclamatória Trabalhista, sob pena de revelia. A PRODUÇÃO de todos os meios de PROVA em direito admitidos, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, a oitiva de testemunhas, prova pericial e juntada de novos documentos. Por fim, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos, com a condenação da Reclamada ao pagamento de todas as verbas postuladas, acrescidas de juros e correção monetária.

Atribui-se à causa valor superior a 40 salários mínimos. Nestes Termos, Pede deferimento. Local e data.

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Advogado OAB nº

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estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. se a proposta não informá-lo devemos deixar o espaço em branco. § 1º. 651. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional disposto em contrário. § 3º. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. na falta. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Na comarca onde não houver juiz do trabalho. CLT.br 5 . estabelecida neste artigo. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. § 2º. o juízo do local da prestação dos serviços: Art.com. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. 651 da CLT. em regra. o endereçamento deve ser realizado da seguinte maneira: www. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e. sendo. prestar serviços ao empregador. O endereçamento de uma reclamação trabalhista é simples e deve ser realizado da seguinte maneira: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA … VARA DO TRABALHO DE … Atenção! O último traço deve ser preenchido com o local da prestação do serviço. Em se tratado de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do controle de trabalho. será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ANÁLISE DETALHADA DE CADA UM DOS ITENS DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA ENDEREÇAMENTO A competência territorial é definida pelo art. reclamante ou reclamado. Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial. Nesse caso. a lei poderá investir o juiz de direito da jurisdição trabalhista.

estabelecida no endereço completo. com escritório profissional no endereço completo. nacionalidade. estado civil. PROPOR: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. OU NOME DO RECLAMANTE. estado civil. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). inscrita no CNPJ sob o nº. a Banca não informa todos os dados necessários para a qualificação completa das partes. Exemplo: NOME DO RECLAMANTE..br 6 .cers. em face de NOME DO RECLAMADO.com. profissão. pessoa jurídica de direito privado (se for o caso). vem respeitosamente perante Vossa Excelência. com escritório profissional no endereço completo. inscrito no CPF sob nº e no PIS sob o nº. o Examinando poderá utilizar a expressão “qualificação e endereço completos” ou utilizar o gênero destes dados (ex: nacionalidade. pelas razões de fato e de www. pelo rito . Diante disso. com fulcro no artigo 840 da CLT. etc. residente e domiciliado no endereço completo. em face de NOME DO RECLAMADO..CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA … VARA CÍVEL DA COMARCA DE … QUALIFICAÇÃO DAS PARTES Normalmente. onde recebe intimações e notificações. portador da CTPS nº. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. onde recebe intimações e notificações. vem respeitosamente perante Vossa Excelência. Não devem ser inventados dados que não estejam na proposta. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). com fulcro no artigo 840 da CLT. qualificação e endereço completos..). pelo rito.. qualificação e endereço completos. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. sob pena de identificação de prova. portador da Cédula de Identidade RG nº.

mas diante da suspensão da eficácia do art. deve fazê-lo na forma do exemplo a seguir: www. SEGUEM EXEMPLOS:A) COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP) A passagem pela CCP era obrigatória em função do disposto no artigo 625-D da CLT. a inicial deve revelar o nome do síndico e o endereço onde receberá as notificações. 625-D é desnecessária a referência à passagem pela Comissão. o STF suspendeu. Contudo. Antes da decisão referida.com. Na qualificação deve constar a razão social precedida da expressão “Massa Falida”. de modo que a tentativa conciliatória pela CCP é uma faculdade para o reclamante. PRELIMINAR AS PRELIMINARES REFEREM-SE AO PROCESSO E SÃO POUCAS AS HIPÓTESES DE OCORREREM NA PETIÇÃO INICIAL.br 7 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI direito que passa a expor. o candidato opte por mencioná-la.cers. era importante mencionar que a passagem do Reclamante pela CCP era obrigatória. Observação: se porventura a ação trabalhista for proposta contra a massa falida. a eficácia desse dispositivo. Caso. em caráter liminar (ADI 2139 e ADI 2160). ainda assim.

Observe a legislação referida: Art. A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. www. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. 01. O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. com união estável. § 2˚. maior de 60 (sessenta) anos. Dissídio originado pela falência do empregador (art. companheiro ou companheira. 1211-A.br 8 . b) o dissídio versar exclusivamente sobre salário (art. § ú. que determinará as providências a serem cumpridas. 652. nos termos das liminares concedidas pelo STF nas ADI’s 2139 e 2160. EM SÍNTESE: Idoso (art. Lei 10.741/2003 e art. 71. CPC). c) decorrer da falência do empregador (art. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. em qualquer instância. TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL Dissídio sobre salário (art. CLT). Lei 10. 1211-A. § ú. 2ª parte. CPC). É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. § ú. CLT). § 1˚. Parte ou interessado portador de doença grave (art. § ú).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI III.cers. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito.741/2003. 652. B) TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL DO FEITO Assegura-se a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: a) nos processos em que figurar como parte ou interessado idoso – pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (Lei 10. 71. CPC). uma vez que esta é uma faculdade do autor. 652. fazendo prova de sua idade.com. 652. CLT) e d) figurar como parte ou interessado portador de doença grave (art. PRELIMINAR DE MÉRITO Comissão de Conciliação Prévia O Reclamante esclarece que não passou pela Comissão de Conciliação Prévia.741/2003).1211-A.

Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: Parágrafo único. 790. 3º da Lei 1060/50. § 4˚. ed. Os requisitos para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita estão previstos no art.br 9 . que litigue na Justiça do Trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3˚. Carlos Henrique Bezerra Leite leciona que “a justiça gratuita pode ser concedida por qualquer juiz de qualquer instância a qualquer trabalhador. A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. Art. Curso de Direito Processual do Trabalho. Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. CLT. Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. 652. podendo o Presidente da Junta. ou portadora de doença grave. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. Nas Varas do Trabalho. 790. PARÁGRAFO ÚNICO. CPC. 1 LEITE. São Paulo: LTr. 2009. nos Juízos de Direito. § 3º. www. contrair processo em separado. Observe: Art. sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. Nesse sentido. Art. nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho. independentemente de estar sendo patrocinado por advogado ou sindicato. (VETADO)C) JUSTIÇA GRATUITA O benefício da justiça gratuita implica apenas a isenção do pagamento de despesas processuais previstas no art. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. p. 7. 1.cers. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. CLT. a pedido do interessado. desde que perceba salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal ou que declare que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento da próprio ou de sua família” 1.211-A. Carlos Henrique Bezerra. 370. CLT.com. Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador.

MÉRITO No mérito. que necessitarem recorrer à Justiça penal. Lei 1060/50. Gozarão dos benefícios desta Lei os nacionais ou estrangeiros residentes no país. TST). O pedido de justiça gratuita pode ser feito também em preliminar.Considera-se necessitado. requer a concessão dos benefícios previstos no art. § 3º da CLT e art. militar ou do trabalho. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder. parágrafo único. para os fins legais. Parágrafo único. civil. A) CONTRATO DE TRABALHO www. apenas os seguintes dados: admissão. inclusive quanto a traslados e instrumentos. Nos termos do art. 790.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI § 3o É facultado aos juízes. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. da Lei 1060/50 o reclamante faz jus aos benefícios da justiça gratuita. ou declararem.com. a requerimento ou de ofício.cers. 2º. na própria petição inicial (OJ 304. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. O benefício da justiça gratuita deve ser requerido sempre que o Examinador indicar que o reclamante não tem condições de arcar com as despesas do processo. mencionando. Justiça Gratuita O reclamante encontra-se desempregado. sem condições de arcar com as despesas do processo. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Diante do exposto. quando se tratar de relação de emprego. Os demais tópicos devem ser nominados de acordo com os demais pedidos formulados pelo autor. SDI-1. 3º da Lei 1060/50. último salário e data de demissão. Art. o fundamento e o pedido. 2º.br 10 . função. o benefício da justiça gratuita. o reclamante deve incluir o fato. . Abaixo seguem exemplos de tópicos que podem ser objeto do mérito. Após o título. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. A declaração da situação econômica do reclamante pode ser declarada. o Candidato deve destinar o primeiro tópico ao contrato de trabalho. Segue exemplo: I – Preliminar de Mérito 01. sob as penas da lei. pelo advogado.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quando se tratar de relação de emprego. 29.00 (seiscentos reais). salário e a data da demissão. CLT). nesse tópico o candidato deve mencionar apenas os seguintes dados: data de admissão. CLT). Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. Reconhecimento do vínculo de emprego O Reclamante foi admitido como trabalhador autônomo na empresa Reclamada. Salário. conforme exemplo a seguir: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2011. função. Desde www. o Candidato deve postular o reconhecimento do vínculo de emprego (arts. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011.00 (seiscentos reais). para exercer a função de … Sua última remuneração somava a quantia de R$ 600. Caso o examinador não mencione alguns desses dados.cers. onerosidade. Demissão. Segue exemplo: I – MÉRITO 02. Seguem exemplos: O Reclamante foi admitido em 28 de setembro de 2010. apesar de presentes os requisitos da relação de emprego (pessoalidade. para exercer a função de auxiliar administrativo.br 11 . B) RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO Quando o Examinador mencionar que o reclamante foi contratado como autônomo. EM SÍNTESE: Admissão. bem como. 2º e 3º. CONTRATO DE TRABALHO Função. não eventualidade e subordinação). o Candidato deve deixar o espaço relativo a eles em branco. a anotação na CTPS do Reclamante (art.com. quando foi dispensado sem justa causa em 30 de novembro de 2011.

o executado no domicílio do em pregado e o realizado a distância. de segunda a sexta.com. Os meios telemáticos e informatizados de comando. requer o reconhecimento do vínculo empregatício e que a Reclamada seja compelida a realizar as devidas anotações na CTPS do Reclamante. C) RESPONSABILIDADE PATRONAL A responsabilidade patronal deve ser analisada atentamente sempre que a relação de trabalho envolver mais de um empregador ou tomador dos serviços. comprovados todos os requisitos legais exigidos pelos arts. desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Depois. Em um primeiro momento. Parágrafo único. Verifica-se a presença da subordinação. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da relação de emprego. Restam.cers. CLT. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. Observe o teor do art. (Pedido) ATENÇÃO MÁXIMA! A Lei 12551/2011 inseriu o art. não eventualidade e subordinação. Por fim. que lhe orientava e punia e remunerava. o executado no domicílio do empregado e o realizado à distância. 2º e 3º da CLT. assim. 29 da CLT. como contraprestação pelos serviços prestados. as ordens do gerente do seu setor. a presença da pessoalidade. desde que caracterizados os pressupostos da relação de emprego. das 8h às 17h. dois pontos devem ser analisados.00. 2º e 3º da CLT. devemos explicar a responsabilidade dessas empresas e requerer sua condenação de forma solidária ou subsidiária. devemos analisar quais empresas ou pessoas físicas serão incluídas no polo passivo. demonstrando a presença da onerosidade. evidenciando-se. orientando-o e punindo-o. controle e supervisão se equiparam. previstos nos arts. Nesse caso. bem como. para fins de subordinação jurídica. 6º na CLT estabelecendo que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento do empregador. www. controle e supervisão do trabalho alheio. pois o reclamante prestava os serviços. portanto. 6º. o reclamante recebia a importância fixa mensal de R$ 1000. nos termos do art. uma vez que o Reclamado dirigia a prestação serviços do reclamante. quais sejam: pessoalidade. A não eventualidade também estava presente. (Fundamento) Diante do exposto. aos meios pessoais e diretos de comando. o reclamante tinha que prestar pessoalmente os serviços. 6º da CLT: Art.br 12 . O trabalhador não podia se fazer substituir por outro trabalhador. obedecia ao horário de trabalho (segunda a sexta-feira das 8h as 17h). no mérito. quando da qualificação das partes. A subordinação jurídica verifica-se também quando o controle e a supervisão ocorrem por meios telemáticos e informatizados.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI o início do contrato de trabalho. onerosidade.

A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalhos dos respectivos empregados. segundo a FGV: a) transferência de uma unidade econômico-jurídica. Terceirização. Observe o teor dos artigos 10 e 448 da CLT: Art. 448. Assim. Grupo econômico. e na inalterabilidade do contrato de trabalho. quem responde pelo crédito trabalhista é a empresa. Tem por fundamentos os princípios continuidade do contrato de trabalho. fusão. da CLT. 10 e 448 da CLT. p. Cooperativas Ilícitas. b) continuidade da prestação dos serviços ou continuidade do negócio. 408. A sucessão trabalhista está disciplinada nos artigos 10 e 448. 2 DELGADO. 10. não importando quem seja o proprietário ou administrador. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. São Paulo: LTr. são requisitos para a sucessão trabalhista.br 13 . 6ª Edição. 2007. Consiste no instituto justrabalhista em virtude do qual se opera no contexto da transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. www.cers. uma completa transmissão de crédito e assunção de dívidas trabalhistas entre alienante e adquirente envolvidos”. Maurício Godinho. Por isso. Empreitada e Subempreitada.com. arrendamento e concessão. ► Sucessão de empregadores Segundo o professor Maurício Godinho Delgado2: “sucessão de empregadores é figura regulada pelos arts. São exemplos de sucessão: a transferência de titularidade da empresa (venda). despersonalização do empregador. Curso de Direito do Trabalho. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RESPONSABILIDADE PATRONAL Sucessão de empregadores. incorporação e cisão de empresas.

65) Resposta: Transferência de uma unidade econômico-jurídica (0. 10 e 448 da CLT. apenas para transferir a este a responsabilidade por eles. a fim de fraudar direitos trabalhistas. com fundamento nos arts.com. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. com fundamento nos arts. razão pela qual devemos ajuizar a RT apenas contra esta. Segundo a clássica.2). b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO. do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: Questão 4 a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista (0.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Observe a resposta da Banca FGV à questão 4. Nota-se que a Banca admitiu a corrente adotada pela doutrina clássica e também pela moderna. ocorrendo ou não a continuidade da prestação de serviços. 10 e 448 da CLT afirmar que a alteração na titularidade ou estrutura jurídica da empresa não afetam os contratos de trabalho ou os direitos dos empregados. sendo irrelevante a continuidade da prestação dos serviços. Explicar que embora nos termos dos arts. Assim. a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. Para a doutrina moderna basta que haja: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio pela empresa sucessora. Caso. no polo passivo. a sucessão tenha sido fraudulenta. explicar a fraude conforme os dados relatados na proposta. “a”. sucessora e sucedida. Segundo o art. fusão. que se mantém vinculados à empresa.25) e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação dos serviços (0. a transferência da unidade econômico-jurídica tenha sido realizada para sucessor sem condições de arcar com os débitos trabalhistas dos empregados. EM SÍNTESE: Sucessão legal: a) qualificação: inclusão apenas da empresa sucessora no polo passivo. Indicação dos arts. os requisitos para a sucessão são: transferência da unidade econômico-jurídica e continuidade da prestação dos serviços após a sucessão. ou seja. explicando no mérito a ocorrência da sucessão. a sucessão é nula. 10 e 448 da CLT na hipótese de sucessão a responsabilidade pelos débitos trabalhistas é da empresa sucessora. cabendo a ambas responder solidariamente pelos débitos trabalhistas.br 14 . Consequentemente. etc). 9º da CLT. “serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. requer a sua condenação no pagamento de todas as verbas postuladas na RT. entretanto.cers. como esta foi realizada com o www. 10 e 448 da CLT (0. para a empresa sucessora.2). então ambas deverão ser incluídas no polo passivo. por fim. a qual deve responder pelos direitos trabalhistas e. b) mérito: abrir um tópico denominado SUCESSÃO e explicar o fato (venda da empresa. Sucessão fraudulenta: a) qualificação: incluir ambas as empresas.

OJ-SDI1-225 SERVIÇO CONTRATO PÚBLICO. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. 21. É delegado o exercício da atividade notarial e de registro. 3º da Lei 8935/94. os serviços de notário. § 3º . Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. ou registrador.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI propósito de obstar direitos dos empregados. Art. inclusive no que diz respeito às despesas de custeio.br 15 . Art. II. por delegação do Poder Público. Tal hipótese enquadra-se na OJ 225. por inexistir a referida continuidade é de responsabilidade exclusiva do respectivo titular as obrigações assumidas durante o período que exerce o encargo de notário. por mais de seis meses. dos oficiais de registro e de seus prepostos. Por se tratar de uma delegação recebida pelo Estado. nos termos do art. são profissionais do direito. Nos termos do art. condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. TST. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do respectivo titular. 9º da CLT. cabendo-lhe estabelecer normas. oficial de registro e registrador são profissionais do direito. Assim. de modo que todas as empresas devem ser condenadas a pagar de forma solidária. e oficial de registro. Dessa forma. 236. tabelião.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. investimento e pessoal. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. cabe ao antecessor a responsabilidade pelo período anterior à nomeação no novo tabelião. § 2º . 21 da Lei 8935/94. com fundamento no art. é nula de pleno direito. Lei 8935/94.Lei regulará as atividades. ou tabelião. dotados de fé pública. Cuidado! Já caiu na prova da FGV sucessão de cartório. Notário. a sucessão somente ocorrerá se houver continuidade na prestação de serviços pelos empregados. 3º. dotados de fé pública. § 1º . Art. SDI-1. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. Lei 8935/94. CF. DE CONCESSÃO DE RESPONSABILIDADE www.com.cers. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários.

mediante arrendamento. (nova redação.br 16 . Alguns dias depois. pois lá iria alocar empregados de sua confiança. independentemente do reclamante ter participado da fase de conhecimento. bens de sua propriedade: I . a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (valor 0. a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. Nelson é sucessor? (valor 0. entregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. na condição de sucessora. Nelson iniciou seus serviços como notário. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson. Nelson. Com base no caso acima. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam. 592 do CPC: www. Ainda acerca da sucessão. Indicação dos arts. 10 OU 448 da CLT. DJ 20.2005) Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) outorga a outra (segunda concessionária). a título transitório. a segunda concessionária.com.6) Não. Um Estado da federação realizou concurso público para notário.no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão. Informado disso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TRABALHISTA.65) Transferência de uma unidade econômico-jurídica e continuidade do negócio E/OU continuidade da prestação de serviços. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato. Observe a questão 4 do IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: OAB IV EXAME DE ORDEM – QUESTÃO 4. pois ele não aproveitou nenhum dos empregados (0.em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão.cers. vale ressaltar que esta pode ser reconhecida pelo juiz em qualquer fase do processo. no todo ou em parte. responde pelos direitos decorrentes do contrato de trabalho. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. nos termos do art. ou qualquer outra forma contratual.4) e tratava-se de delegação recebida do Estado. II . Lá chegando. o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria. aprovado em segundo lugar nos certame. b) No caso em tela. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial. Em razão disso.04. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada. trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. no mesmo local e com noivos empregados. inclusive na execução. sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos trabalhistas contraídos até a concessão. responda os itens a seguir.

A responsabilidade de um grupo econômico é solidária.cers.com. TST. são de responsabilidade do sucessor. Sempre que uma ou mais empresas. SDI – 1. Observe o teor da súmula: Súmula 205. que não participou da relação processual como reclamado e que. As obrigações trabalhistas. (CANCELADA) www. as agências. 2º. CLT. inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para o banco sucedido. controle ou administração de outra. o grupo caracteriza-se como empregador único. uma vez que a este foram transferidos os ativos. que corrobora a disposição dos artigos da CLT. tendo. 592. tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória. caracterizando típica sucessão trabalhista.br 17 . §2º da CLT. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. No caso de sucessão de bancos. embora. os direitos e deveres contratuais. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. integrante do grupo econômico.do sucessor a título singular. OJ 261. apresenta uma definição de grupo econômico: Art. Ficam sujeitos à execução os bens: I . Para o TST. mesmo não tendo participado da fase de conhecimento. serão. para os efeitos da relação de emprego. personalidade jurídica própria. não pode ser sujeito passivo na execução. § 2º. o TST firmou posicionamento no sentido de que é possível que qualquer uma das empresas do grupo seja sujeito passivo na execução. portanto. O responsável solidário. não consta no título executivo judicial como devedor. ► GRUPO ECONÔMICO O artigo 2º. a OJ 261 da SDI-1 expressa o entendimento do TST. estiverem sob a direção. CPC. Com o cancelamento da súmula 205. constituindo grupo industrial. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. cada uma delas.

salvo ajuste em contrário. Por fim. DEJT divulgado em 27.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O TST entende também que o trabalho prestado pelo empregado. durante a mesma jornada. salvo disposição em contrário (Súmula129. por se tratar de empregador único.Res. não gera duplo contrato de trabalho. Observe o teor da súmula: Súmula 129. 2º.com. 174/2011. 3º. TST.889/73. salvo no caso de trabalho www. A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. durante a mesma jornada de trabalho. 30 e 31. O grupo econômico de empresas rurais está previsto no art. requer a condenação de todas as empresas reclamadas de forma solidária. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços.05. Explicar que o empregado foi contratado pela empresa X. Essa terceirização pode ser lícita ou ilícita. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) .br 18 . característica que influenciará diretamente na responsabilidade da empresa tomadora dos serviços. Com fundamento no art. b) mérito: abrir um tópico denominado grupo econômico ou responsabilidade solidária. § 2º da CLT expor que as empresas do mesmo grupo econômico respondem de forma solidária. TST). EM SÍNTESE: a) qualificação: incluir todas as empresas do mesmo grupo econômico.2011 I . A terceirização é tratada na súmula 331 do TST: SÚMULA 331. que pertence ao mesmo grupo econômico de Y e Z. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho. § 2º da Lei 5.cers. ► TERCEIRIZAÇÃO A terceirização consiste em uma relação jurídica triangular em que a empresa prestadora dos serviços realiza determinado e específico serviço à empresa tomadora. para mais de uma empresa do grupo econômico.

caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. V .666. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Serviços especializados ligados a atividademeio do tomador Serviços ligados à atividade fim do tomador Trabalho temporário (Lei 6019/74) 3 Também será ilícita se.º 8. de 21.1974). nas hipóteses de vigilância. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.06.1983) e de conservação e limpeza.102. da CF/1988). A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. Observe-se: Art. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.019.br 19 .1993. limpeza e serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador estiverem presentes a pessoalidade e subordinação direta entre trabalhador 3 Segundo o art. III . por parte do empregador.cers. IV .com. II .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. II. 2º da Lei 6019/74 a contratação de trabalhador temporário apenas poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente e acréscimo extraordinário de serviço. www. de 03.Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa. 2º. nas mesmas condições do item IV. conservação. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.A contratação irregular de trabalhador.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI temporário (Lei nº 6.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços.01. mediante empresa interposta. de 20. 37. indireta ou fundacional (art. Lei 6019/74 . Observe o quadro de resumo das hipóteses de terceirização lícita e terceirização ilícita. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador.06.

CF e súmula 331.com. EM SÍNTESE: Terceirização Lícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. A responsabilidade da administração será subsidiária apenas quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. do TST). II. II. 9º. a responsabilidade da tomadora se dá de forma subsidiária (súmula 331. de 21/06/1993. www. TST. requer a condenação da empresa tomadora de forma subsidiária. os quais foram executados pelo reclamante.cers. explicar os fatos. Por fim. IV. Ainda que a terceirização seja irregular não há formação de vínculo de emprego com o poder público sem concurso público (art. 29 da CLT e condenação solidária da prestadora dos serviços. a administração não responde pelo inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa contratada. requerer a formação de vínculo de emprego com a empresa tomadora e a anotação da CTPS na forma do art. formando-se vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços. Com fundamento na súmula 331. Terceirização Ilícita: a) qualificação: incluir a empresa tomadora e a contratada no polo passivo. deve-se explicar que a tomadora contratou a empresa de vigilância.º 8.666. 37. razão pela qual a empresa contratada deve responder de forma solidária. III. Explicar que neste caso embora a terceirização seja lícita. TST). nos termos da súmula 331.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI terceirizado e tomador de serviços. 9º da CLT. b) mérito: sob o título de terceirização ou responsabilidade subsidiária. CLT) principal ou direta da prestadora de serviços. b) mérito: sob o título de terceirização ilícita. Em regra. Por fim. I. Atividades de vigilância (Lei 7102/83) Conservação e limpeza Consequência: formação de vínculo de emprego com o tomador dos serviços e Consequência: responsabilidade condenação solidária da empresa terceirizada subsidiária do tomador dos serviços e (art.br 20 . Expor. do TST explicar que se trata de terceirização ilícita. que os atos praticados com o intuito de obstar direitos trabalhistas são nulos. com base no art. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.

2003 A contratação de servidor público. O artigo 455. 2010.ed. respeitado o valor da hora do salário mínimo. TST.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Vale ressaltar que o contrato firmado pelo poder público sem concurso público é nulo. CLT. 2009. 4 BARROS. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO.11. em relação ao número de horas trabalhadas. Ímpetus.com. assegurando ao trabalhador apenas salários e depósitos do FGTS. São Paulo: LTr. nos termos da súmula 363 do TST. o posicionamento majoritário é pela responsabilidade. após a CF/1988. p. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. estabelece que o empreiteiro responde pelas obrigações não cumpridas pelo subempreiteiro: Art. Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. encontra óbice no respectivo art. 5. Para Alice Monteiro de Barros 5 . aos empregados. 20 e 21. 5 Op. Maurício Godinho. 6 DELGADO. “o empreiteiro principal. p. DJ 19. todavia. p. IV. e ampl. São Paulo: LTr. cabendo. CONTRATO NULO. 2011. 384. TST. Vólia Bomfim. Observe-se: Súmula 363. Cit.Res. 121/2003. o direto de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. que se encarrega de executá-los com seus próprios elementos. 37. inclusive com seus trabalhadores4”. os transfere para outrem (pessoa física ou jurídica) chamado subempreiteiro. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. 9ª ed. 7 CASSAR. Alice Monteiro de. Maurício Godinho Delgado 6 e Vólia Bomfim Cassar 7 .cers. www. DIREITO DO TRABALHO. 5ª ed. 458. Discute-se se a responsabilidade seria solidária ou subsidiária. 455. ► EMPREITADA E SUBEMPREITADA Segundo Alice Monteiro de Barros. não considerando conveniente executar todas as obras ou serviços que lhe foram confiados. 383.br 21 . EFEITOS (nova redação) . II e § 2º. São Paulo. sem prévia aprovação em concurso público. rev. subsidiária com fundamento na súmula 331.

www.2009. EMPREITADA. tendo o Regional.2010. primeiro.5. Data de Julgamento: 4/5/2011. 455 da CLT consigna que o empregado pode ajuizar a reclamação contra o empreiteiro. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011). 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro. Data de Publicação: DEJT 20/5/2011). Relatora Ministra: Dora Maria da Costa.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). 455 da CLT. (Processo: RR . RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Entretanto. conforme entendimento reiterado desta Corte. Agravo de instrumento conhecido e não provido. ou seja.com.(Processo: AIRR-106100-54. SUBEMPREITADA.2010. o TST tem se posicionado em sentido contrário. aplicado a responsabilidade subsidiária. Relator Ministro: Milton de Moura França. sob pena de ofensa ao princípio da non reformatio in pejus. circunstância que enseja a responsabilização solidária. Data de Julgamento: 11/5/2011. se ficar comprovada a sua insuficiência econômica. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. Recurso de Revista não conhecido-. segundo a qual o art.48839. No entanto. RECURSO DE REVISTA. ajuizar a reclamação contra o empreiteiro principal. Consignado pelo Regional a existência de relação de subempreitada. Agravo de instrumento não provido.15.br 22 .5. entendendo que a responsabilidade é solidária. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.24.1880-55. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. 4ª Turma. a responsabilidade do empreiteiro principal pelas obrigações do subempreiteiro é a solidária.. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST. o subempreiteiro para depois. visto que o art. nos termos do art.(Processo: AIRR. não há como restabelecer a condenação solidária.5.18. 4ª Turma. SUBEMPREITADA. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. Diante disso.0071. 455 DA CLT. a jurisprudência defende que a própria CLT consagra a responsabilidade solidária. contra o subempreiteiro ou contra os dois conjuntamente. ART. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção.0000. não disciplinando que a responsabilidade do empreiteiro principal é apenas subsidiária nem que haja necessidade de acionar. 8ª Turma. AGRAVO DE INSTRUMENTO.cers.

RESPONSABILIDADE (nova redação) . TST. CONTRATO DE EMPREITADA. EMPREITADA. que a relação entre as rés foi de subempreitada. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DECISÃO REGIONAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. SDI-1. conforme entendimento reiterado desta Corte. Data de Julgamento: 11/5/2011.Res. o dono da obra não responde nem de forma solidária. de contratação para realização de subempreitada no ramo da construção. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. SDI-1.2009. 455 da CLT responsabiliza solidariamente o empreiteiro e o subempreiteiro. RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO PRINCIPAL PELOS HAVERES TRABALHISTAS DOS EMPREGADOS DO SUBEMPREITEIRO. Data de Publicação: DEJT 05/08/2011). (Processo: RR . Ileso o referido preceito consolidado e não contrariada a Súmula 331.18. ART. Recurso de Revista não conhecido-. 4ª Turma. RECURSO DE REVISTA.5. SUBEMPREITADA. Segundo o TST.2011 Diante da inexistência de previsão legal específica. a partir das alegações trazidas na revista. A decisão regional encontra-se alinhada à jurisprudência do TST. Assentado. 3. O Regional consignou que a hipótese dos autos é a descrita no artigo 455 da CLT. OJ 191. com óbice na Súmula 126/TST.. o www. DEJT divulgado em 27. 1. 455 da CLT veicula hipótese de responsabilidade solidária do empreiteiro principal com o subempreiteiro. Data de Publicação: DEJT 1º/4/2011).5.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI RECURSO DE REVISTA.0154. Data de Publicação: DEJT 16/5/2011). do TST..05. nem de forma subsidiária. do TST).15. 8ª Turma.(Processo: RR32700-98. Não configurada a divergência jurisprudencial pretendida (Súmula 296. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora (OJ 191. IV.48839. 2.2010.1880-55. segundo a qual o art. Agravo de instrumento conhecido e não provido. 3ª Turma. I.com. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. 455 DA CLT.(Processo: AIRR.15. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. circunstância que enseja a responsabilização solidária. adotar entendimento diverso.0000. demandaria o reexame de fatos e provas.2010. em caso de inadimplemento das obrigações contratuais. TST). A jurisprudência reiterada desta Corte firmou entendimento no sentido de que o art. Relatora Ministra: Dora Maria da Costa.cers. ou seja.0073 Data de Julgamento: 29/06/2011. no acórdão regional. Relatora Ministra: Rosa Maria Weber.5. 175/2011. Data de Julgamento: 23/3/2011. 30 e 31.br 23 . SUBEMPREITADA.

Empreiteiro. (súmula 331. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. subempreiteiro e dono da obra.cers. se a terceirização for lícita (serviços especializados. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”. 455. relatar os fatos. IV. sucessivamente. subsidiária. b) mérito: Sob o título de subempreitada. I.com. nos termos do art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. construtora ou incorporadora: a) qualificação: incluir todas as empresas no polo passivo. Por fim. CLT) e. se a terceirização foi ilícita (relacionada a sua atividade fim). EM SÍNTESE: Empreiteiro e subempreiteiro: a) qualificação: incluir no polo passivo o empreiteiro e o subempreiteiro.br 24 . por exemplo) ou solidária. subempreiteiro e dono da obra. ► COOPERATIVA ILÍCITA Nos termos do parágrafo único do art. TST). Caso não sejam observados os dois princípios que regem as cooperativas (dupla qualidade e retribuição pessoal diferenciada) e estejam presentes os requisitos da relação de emprego. o próprio associado é um dos beneficiários dos serviços prestados pela cooperativa. b) mérito: requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária (art. nos termos da súmula 331. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. IV do TST. b) mérito: utilizar a mesma fundamentação acima exposta: Empreiteiro. sucessivamente. sucessivamente. www. consequentemente. requerer a condenação do empreiteiro de forma solidária e. subsidiária (súmula 331. O princípio da dupla qualidade informa que o filiado acumula as funções de cooperado e cliente. 442 da CLT. Há uma presunção de ausência de vínculo de emprego. como gesso. pessoa física: a) qualificação: incluir no polo passivo apenas o empreiteiro e o subempreiteiro. e. Alegar que sua responsabilidade é solidária. 455 CLT. o vínculo de emprego deve ser postulado. TST). subsidiária. TST) e a condenação subsidiária do dono da obra (súmula 331. IV. Explicar que nos termos do art. “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. 455 da CLT o empreiteiro responde pelas obrigações não adimplidas pelo subempreiteiro.

com. a primeira suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. pois atuava como real empregadora.45). que o trabalhador não era beneficiário dos serviços da cooperativa e/ou que a contraprestação recebida correspondia à valor inferior ao padrão médio do mercado para o profissional que atua isoladamente estarão ausentes os dois ou um dos dois princípios obrigatórios do cooperativismo. ai da. uma vez que o artigo 442. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes. No mérito. na peça de defesa. da CLT) em caso de fraude (0. Na petição i i ia . Com base na situação hipotética. na condição de tomador dos serviços prestados.br 25 . requerendose a condenação da cooperativa de forma solidária e não subsidiária. 3º ou 9º da CLT OU Súmula 331. observado. ja ai a d da i i a r . empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. nem foi convocado para qualquer assembleia. (0. nos termos da Súmula 331.8) Resposta: Não cabe por não ter sido a real empregadora (0. hipótese em que deve-se requerer a formação de vínculo de emprego com a cooperativa.2) No mesmo sentido segue julgado: www. Esse é o entendimento da FGV. Não a a a a i idad di a U i i a . no caso concreto. entretanto. a cooperativa funcione apenas como intermediadora de mãode-obra. Assim. O segundo reclamado.3). Por fim. TST). além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. retribuição pessoal superior àquela alcançada caso atuasse isoladamente. aduziu que foi dispensado sem justa causa. do TST. I. Caso. da CLT a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. Observe: João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda. I. parágrafo único.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pelo princípio da retribuição pessoal diferenciada assegura-se ao associado. o vínculo deve ser formado com a tomadora (súmula 331. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda. b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. a i i i ad a i ia ai a para prestar serviços i a d a ad . Indicação do art. Na contestação. do TST. Na instrução processual.cers. d a a di ada A . 2º.1). Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral. 442. dada a inaplicabilidade do artigo citado na questão (art.45) Resposta: Não cabimento.a) cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0. conforme se extrai da questão nº 2 do IV Exame de Ordem Unificado (2011. ainda que potencialmente. responda aos itens a seguir. parágrafo único. item IV. refutando a configuração d i i i relação empregatícia. afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador. quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados.

I. por exemplo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. o horário de trabalho era pré-determinado por superior hierárquico. b) mérito: abrir um tópico da cooperativa. da CLT.com. Expor que a ausência de vínculo de emprego nas cooperativas é apenas uma presunção relativa. D) SALÁRIO E REMUNERAÇÃO www. Inteligência da Súmula nº 331. I. 3º 3 9º da CLT). Requer a condenação solidária da cooperativa. § 4º. Cooperativa ilícita: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa. 2ª Turma. TOMADOR DOS SERVIÇOS. pessoalidade e não-eventualidade). Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896. 2º. b) mérito: sob o título de vínculo de emprego alegar que a cooperativa é ilícita. Precedente. FRAUDE À COOPERATIVA.5. que o reclamante foi obrigado a associar-se a cooperativa para prestar serviços ao reclamado. diante da fraude perpetrada e da presença dos requisitos configuradores da relação de emprego (subordinação. Recurso de revista de que não se conhece. que jamais compareceu a sede da ré ou participou de qualquer assembleia.cers. Assim. o que configurava fraude na intermediação ilícita de mão-deobra para atividade-fim do reclamado. presentes os requisitos da relação de emprego. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. Relatar ainda que os serviços eram prestados com pessoalidade e subordinação à empresa tomadora estando. Na espécie.0017 . Data de Publicação: 03/02/2012) EM SÍNTESE: Cooperativa lícita: Não há formação de vínculo de emprego. manteve-se o vínculo de emprego diretamente com o tomador dos serviços . portanto. Cooperativa ilícita – prestação de serviços a terceiros de forma pessoal e direta: a) qualificação: incluir no polo passivo a cooperativa e a tomadora dos serviços. arts. TST. 2 º e 3º da CLT). e não pelos associados. nos moldes previstos no artigo 3º da CLT.2006. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior. Requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a tomadora em razão da intermediação da mão de obra e existência de pessoalidade e subordinação em relação a esta (súmula 331.o Hospital. a contratação de trabalhadores por meio de empresa interposta é ilegal. a Corte Regional consignou que não havia autonomia na prestação do serviço. sobretudo por não observar os princípios da dupla qualidade e da retribuição pessoal diferenciada e por estarem presentes os requisitos da relação de emprego (arts.36900-31. e as reuniões mensais eram para entrega de pagamentos. onerosidade. Relatar.br 26 . (RR . Data de Julgamento: 14/12/2011. VÍNCULO DE EMPREGO. Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos.06.

como também as comissões. como as gorjetas. 457 da CLT. tendo em vista que algumas verbas trabalhistas são calculadas sobre o valor da remuneração (FGTS. por exemplo.cers. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. gratificações. incluindo o salário base e os sobressalários (salário “in natura”. e destinada à distribuição aos empregados. Observe: Art. Compreendem-se na remuneração do empregado. para todos os efeitos legais.DEFINIÇÃO O salário é a retribuição dos serviços prestados pago diretamente pelo empregador. § 2º. A distinção entre os institutos é relevante.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ► SALÁRIO E REMUNERAÇÃO . 457. Nesse sentido é o art.com. como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente. outras. diárias de viagem que ultrapassem a 50% (cinquenta por cento) do salário do empregado e os abonos pagos pelo empregador etc. § 3º. como o adicional de periculosidade (Súmula 191. incluindo outras importâncias auferidas de terceiros em decorrência do contrato de trabalho. www. férias.) e  verbas pagas por terceiro. TST) ou sobre o salário mínimo. enquanto a remuneração caracteriza-se pela soma dos salários pagos pelo empregador. 13º salário. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. em contrapartida. como adicional nas contas a qualquer título. comissões. § 1º. as gueltas (trata-se de pagamento indireto que visa estimular as vendas ou a produção) e etc. como o adicional de insalubridade etc. as gorjetas que receber. gratificações ajustadas. assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado. as gorjetas. percentagens. Integram o salário não só a importância fixa estipulada.). etc. são calculadas sobre o valor do salário. Não se incluem nos salários as ajudas de custo. Depreende-se dos artigos 457 e 458 da CLT que a REMUNERAÇÃO do empregado é composta das seguintes verbas:  salário pago diretamente pelo empregador. Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado.br 27 . adicionais. tais parcelas compõe a remuneração do empregado para cálculo das verbas que incidem sobre esta parcela. como contraprestação do serviço. Juntas.

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SALÁRIO COMPLESSIVO

O salário, em sentido amplo, pode ser composto de diversas parcelas: saláriobase, adicionais diversos (de insalubridade, de periculosidade, adicional noturno, etc.), comissões, horas extras, etc. O chamado salário complessivo é observado quando se estabelece uma retribuição fixa para quitar, de forma global, vários direitos do empregado. O salário complessivo é vedado pelo direito brasileiro, por conseguinte, a cláusula contratual que estabelece o chamado salário complessivo é nula. Nesse caso, a parcela fixa representa tão somente o salário-base do empregado, como prevê a Súmula 91 do TST:

Súmula 91, TST. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.

Nesse caso, o Examinando deve entender que o valor pago correspondia tão somente ao salário-base do reclamante e ele deve requerer a condenação do reclamado ao pagamento das outras verbas englobadas pelo salário pago.

► REFLEXOS

Observe passo a passo o procedimento de pensamento que deve ser adotado para identificação e formulação do pedido de reflexos:
1º Passo 2º Passo Verificar se a parcela postulada tem natureza salarial 3º Passo DSR? Lembrar que o DSR é devido SEMPRE. 4º Passo OLHAR para o pedido formulado: 5º Passo Pedir reflexos no ―Pa á i ‖:  aviso prévio;  13º;  Férias + 1/3;  FGTS (depósitos + multa de 40%;

Formular o pedido.

+

 se o DSR já estiver incluído no pedido (parcela O legislador quer mensal ou que o empregado quinzenal) = não receba quando está pedir reflexos nele. descansando o mesmo que recebe  se o DSR não estiver incluído quando está

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Habitualidade

trabalhando.

no pedido (parcela por hora, dia ou produção) = pedir reflexos nele. Como formular o pedido: R :― x em DSR e com estes em…‖

Não tem natureza salarial, dentre outras, as seguintes: o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367, I/TST), a alimentação ou o vale-alimentação fornecido em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76 e OJ 133, SDI-1, TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional(art. 9º da Lei 7238/84), a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal), a multa e o depósito do FGTS, ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (art. 458 da CLT). EM SÍNTESE:

 Parcela postulada mensal ou quinzenal: desnecessário postular reflexo em DSR. Basta requer reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: adicional de periculosidade, adici a d i a idad , i a açã a a ia , a á i ―in natura‖,  Parcela postulada variável (pagas por hora, dia ou produção): requerer a condenação da reclamada ao pagamento de reflexos em DRS e COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40% - quarenta por cento). São exemplos: hora extra, sobreaviso, intervalos, adicional noturno, comissões, etc.

Os quadros abaixo apresentam alguns exemplos da forma do pedido das verbas trabalhistas e seus reflexos.

 adicional de periculosidade

ADICIONAL PERICULOSIDADE

CALCULADO SOBRE O SALÁRIO-BASE (parcela mensal)

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

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Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional de periculosidade, no importe de 30% do salário-base do reclamante, BEM COMO os reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

 horas extras

HORAS EXTRAS HABITUAIS

CALCULADA SOBRE O VALOR DA HORA

DSR EXCLUÍDO DO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: necessário requerer reflexos em DSR

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento de horas extras assim consideradas as excedentes a oitava diária e a quadragésima quarta semanal, acrescidas de 50%, como estabelecem os arts. 7º, XVI da CF e art. 59, § 1º, da CLT, BEM COMO, reflexos em DSR E COM ESTE EM aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

equiparação salarial

EQUIPARAÇÂO SALARIAL

DIFERENÇAS HABITUAIS

DSR INCLUÍDO NO PEDIDO PRINCIPAL

Conclusão: desnecessário requerer reflexos em DSR.

Diante do exposto, requer a condenação do Reclamado ao pagamento das diferenças salariais, BEM COMO reflexos em aviso prévio, décimo terceiro salário, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).

► SALÁRIO “IN NATURA”

O caput do artigo 458, CLT, refere-se ao salário pago em utilidades como a habitação, a alimentação, o vestuário, dentre outros. É o chamado salário “in natura”. “As

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utilidades salariais são aquelas que se destinam a atender às necessidades individuais do trabalhador, de tal modo que, se não as recebesse, ele deveria despender de parte do seu salário para adquiri-las (fornecidas PELO TRABALHO). As utilidades salariais não se confundem com as que são fornecidas para melhor execução do trabalho (fornecidas PARA O TRABALHO). Estas se equiparam a instrumento de trabalho e, consequentemente, não tem feição salarial8”.

PELO TRABALHO SALÁRI ―IN NATURA‖ PARA O TRABALHO

CARÁTER SALARIAL

NÃO tem caráter salarial

O valor da parcela paga in natura integra o salário do empregado quando preenchidos os seguintes requisitos: a) a utilidade houver sido concedida de forma habitual; b) gratuita; c) pelos serviços prestados; d) destituída de caráter nocivo à saúde do empregado (bebidas alcoólicas, drogas, cigarros – art. 458, CLT e súmula 367, II, TST) e e) quando não houver lei retirando a natureza salarial da parcela (art. 458, § 2º, CLT). Dessa forma, influenciarão no cálculo de todas as verbas trabalhistas que tem como base de cálculo o próprio salário (art. 458, caput, CLT).

Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º. Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts. 81 e 82). (...) § 3º. A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário contratual. § 4º. Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo
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BARROS. Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 5.ed. rev e ampl. São Paulo: Ltr, 2009. p. 753.

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Portanto.br 32 . apurando-se. integrando a remuneração do empregado. nas demais. SDI – 1. Atenção! Na recente OJ 413 da SDI-1. OJ 133. Os percentuais fixados em lei relativos ao salário "in natura" apenas se referem às hipóteses em que o empregado percebe salário mínimo. O vale para refeição. A alimentação fornecida pelo empregador não terá natureza salarial quando: a) estiver pactuado. NORMA www. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. fornecido por força do contrato de trabalho. Súmula 241. SDI-1. o TST esclareceu que o caráter indenizatório da alimentação fornecida pelo empregador somente se aplica aos empregados contratados após a pactuação em norma coletiva que assegure caráter indenizatório ao auxílio ou após a adesão ao PAT. o real valor da utilidade. Observe: OJ 413. em norma coletiva que o “auxílio-alimentação” terá caráter indenizatório ou b) quando a empresa aderir ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador (OJ 133. 458 da CLT aplicam-se apenas quando os empregados recebem salário mínimo (súmula 258. não tem caráter salarial. para todos os efeitos legais. da CLT e súmula 241 do TST).com. TST. SDI-1. TST). A ajuda alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador. Súmula 258. TST. 458. TST. tem caráter salarial. TST. instituído pela Lei 6321/76. Ressalte-se que a alimentação fornecida pelo empregador tem natureza salarial (art. vedada.cers. TST). a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. não integra o salário para nenhum efeito legal. ALTERAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA. Os percentuais fixados no parágrafo terceiro do art. caput.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI número de co-ocupantes. em qualquer hipótese.

instituída anteriormente. ainda que. no caso de veículo. do TST.com. I. mensalidade.O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. venha a considerá-lo de natureza indenizatório. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. TST. quando indispensáveis para a realização do trabalho. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. IV – assistência médica. (DEJT divulgado em 14. seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. o Examinando deve alegar a ocorrência de redução salarial e requerer a sua integração (soma) ao salário desde a supressão para fins de gerar reflexos das demais parcelas.2012)A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba "auxílioalimentação" ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT — não altera a natureza salarial da parcela. § 2º da CLT e súmula 367. a teor das Súmulas nos 51. livros e material didático. VI – previdência privada.br 33 . II – educação. Art. 458. compreendendo os valores relativos a matrícula. já percebiam o benefício. para a prestação do serviço. www. § 2º. Não tem natureza salarial as utilidades fornecidas pelo empregador descritas no art. 15 e 16. 458. em percurso servido ou não por transporte público.A habitação. CLT.cers. para aqueles empregados que. Caso o Examinador relate que o empregador fornecia em caráter habitual o “auxílio-alimentação”. computando-o no salário do reclamante para o cálculo das demais verbas e. habitualmente. anuidade. V – seguros de vida e de acidentes pessoais. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI COLETIVA OU ADESÃO AO PAT.02. VII – (vetado) Súmula 367. hospitalar e odontológica. por exemplo. I . não têm natureza salarial. II . III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. e 241 do TST. posteriormente. em razão de adesão ao PAT. Para os efeitos previstos neste artigo.

como no caso em questão. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. pelos serviços prestados. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). possuem natureza salarial. (Fato) Nos termos do art. Na hipótese de o empregador não computar tal valor em seu salário para fins de aviso prévio. devemos postular a integração da parcela. (Fundamento) Diante do exposto. destituída de caráter nocivo à saúde do empregado e quando não há lei retirando a natureza salarial da parcela (art. Proposta: Podemos citar como exemplo o caso em que empregador paga para seu empregado. da seguinte maneira: II . integrar o seu salário para fins de projeções legais. requer a integração do valor do aluguel pago mensalmente pela reclamada para fins de reflexos em aviso prévio.Mérito 02. Caso o Examinador relate que isso não ocorria.com.br 34 . no valor de R$ 500. sendo absolutamente desnecessário para o trabalho. 458. aluguel de um veículo. 458. décimo terceiro. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. então cabe ao Examinando requerer tal integração. de modo a contar o seu real salário. (Pedido) E) EQUIPARAÇÃO SALARIAL Assim como na Constituição Federal.cers. durante os cinco anos em que perdurou o contrato de trabalho. Salário in natura O reclamado pagava mensalmente em favor do reclamante. requer a retificação CTPS do reclamante. a CLT inseriu os ditames do Princípio da Isonomia nas suas normas. www. a importância para a prova práticoprofissional está em saber que quando o empregador fornece ao empregado salário in natura seu valor integra-se (soma-se) ao seu salário para fins de gerar reflexo em outras parcelas. nacionalidade e idade. no valor de R$ 500. devendo. § 2º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Quanto ao salário in natura de modo geral. CLT).00 mensais. garantindo a todos os trabalhadores a igualdade de salário para trabalho de igual valor. Por fim. portanto. nos termos do artigo 29 da CLT. da CLT as utilidades fornecidas pelo empregador de forma habitual. apenas para que ele tivesse mais conforto. Nesse caso. independentemente de sexo. considerando a equiparação salarial. décimo terceiro. gratuita.00 mensais. bem como reflexos nos consectários legais. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos + multa de 40%) o Examinando deve pedir a integração de tal valor ao salário do reclamante e as projeções. apenas para que ele tenha mais conforto. o aluguel de um veículo.

a todo trabalho de igual valor.A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI A Constituição da Republica proíbe a diferença de salários para exercício de iguais funções. III . XXX. Art. só é válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho. CF. prestado ao mesmo empregador. dentro de cada categoria profissional.É desnecessário que. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. dessa exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta. para os fins deste Capítulo. enquanto a Súmula 6 do TST enuncia o entendimento do Tribunal com relação aos requisitos deste instituto. 461 da CLT. II . excluindo-se. CLT. Súmula 6.cers.com. na mesma localidade. ou não. cor ou estado civil. § 3º – No caso do parágrafo anterior. idade. nacionalidade ou idade. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. TST. corresponderá igual salário. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antigüidade. a mesma denominação. não importando se os cargos têm. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. O artigo 461 do CLT trata da equiparação salarial. IV . autárquica e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. apenas. desempenhando as mesmas tarefas. § 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira.Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual. § 1º – Trabalho de igual valor. 461. reclamante e paradigma www. 7º. conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.Para os fins previstos no § 2º do art.br 35 . I . proibição de diferença de salários. ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial. § 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. sem distinção de sexo. Art. Sendo idêntica a função. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento.

ao mesmo município. desde que o pedido se relacione com situação pretérita. modificativo ou extintivo da equiparação salarial. IX . ou a municípios distintos que.cers. em princípio. 461.com. VIII . portanto.Desde que atendidos os requisitos do art. Observe: OJ 418. exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior. que pode ser avaliado por sua perfeição técnica. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. prevê critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade.O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. sem prever a alternância desses critérios. APROVAÇÃO POR INSTRUMENTO COLETIVO. estabeleça como critério de promoção antiguidade ou merecimento. § 2º.br 36 .2012)Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que.Presentes os pressupostos do art. 461 da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI estejam a serviço do estabelecimento. comprovadamente. o requisito de alternância dos critérios. cuja aferição terá critérios objetivos. 461 da CLT refere-se. SDI-1. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. Atenção! A recente OJ 418 do TST estabelece que não obsta à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que. da CLT. referendado por norma coletiva. é irrelevante a circunstância de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma.Na ação de equiparação salarial. 13 e 16. se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. não atendendo.A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial. AUSÊNCIA DE ALTERNÂNCIA DE CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E MERECIMENTO. pertençam à mesma região metropolitana.É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. 461 da CLT. previsto no art. referendado por norma coletiva. VII . VI .04. é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual. Caso a Banca Examinadora relate a desigualdade de função entre reclamante e paradigma lembre-se: o pedido é de diferenças salariais. (DEJT divulgado em 12. embora exercida a função em órgão governamental estranho à cedente. V . X . conforme exemplo a seguir exposto: www. a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. TST.

na mesma localidade. 4°.cers.00 àquele pago ao seu colega. requer a condenação da reclamada ao pagamento das diferenças salariais mensais. Ademais. CLT). nacionalidade ou idade.ed. considerando a equiparação salarial. CLT. prestado ao mesmo empregador. requer a retificação CTPS do reclamante. salvo disposição especial expressamente consignada. o salário do reclamante era inferior em R$ 500. Considera-se como de serviço o período em que o empregado esteja à disposição do empregador. bem como. décimo terceiro salário. basta que o empregado e o paradigma exerçam a mesma função.br 37 . férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). e ampl. 5. III do TST. Apesar de exercer as mesmas funções. Alice Monteiro de. 7º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI II – Mérito 02. durante um dia em que o empregado permanece à disposição do empregador. importante frisar que. rev. corresponderá igual salário. Art. de modo a contar o seu real salário. (Fundamento) Diante do exposto. (Fato) Nos termos do art. nos termos da súmula6. com igual produtividade e perfeição técnica que o coordenador do departamento. nos termos do artigo 29 da CLT. como também os intervalos que existem durante o seu cumprimento9”. trabalhando ou aguardando ordens (art. a todo trabalho de igual valor. 662. sem distinção de sexo. Já o horário de trabalho abrange o período que vai do início ao término da jornada. a denominação dos cargos é irrelevante para fins de caracterização da equiparação salarial. www. 461 da CLT. os reflexos em aviso prévio. XXX. Equiparação Salarial O reclamante era supervisor do departamento de marketing da empresa reclamada. CF e art. 2009.com. sendo idêntica a função. aguardando ou executando ordens. Curso de Direito do Trabalho. Para tanto. 4. p. São Paulo: LTr. 9 BARROS. Alice Monteiro de Barros leciona que “jornada é o período. desempenhando as mesmas tarefas. (Pedido) F) DURAÇÃO DO TRABALHO ► HORAS EXTRAS Vários doutrinadores distinguem as expressões: jornada de trabalho e horário de trabalho. Por fim.

Extrapolado qualquer deles. bem como. 58. CLT) e 44 horas semanais.. pelo menos.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O limite da jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias (art. das 8h às 22h. CF e art. [. (Fato) Nos termos do art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. da CF e do artigo 58. CF e art. acrescidas do adicional de 50%. da CF). sendo que nunca recebeu pelas horas extras trabalhadas. mediante acordo escrito entre empregador e empregado.. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. Horas extras O Reclamante. Art. CLT. XVI. § 1º. durante todo o pacto laboral laborou de segunda à sábado. Segue exemplo de pedido: I – MÉRITO 02. nos termos do art..com. no mínimo. postula-se o pagamento das horas extraordinárias. 7º. é um direito do trabalhador a duração máxima do trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais.br 38 . XIII. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho[. (Fundamento) Diante do exposto. Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. XIII. XVI. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. Observe a legislação referida: Art. que será. reflexos em descanso semanal remunerado e www. da CF. 59. a importância remuneração da hora suplementar. da CLT. obrigatoriamente.] Art. assim consideradas todas as horas excedentes da 8ª diária e 44ª semanal. CLT. desde que não seja fixado expressamente outro limite. as horas excedentes devem ser postuladas como horas extras. 7º. A duração normal do trabalho. nos termos do art. § 1º. ou mediante contrato coletivo de trabalho. em número não excedente de duas. 59. 58. para os empregados em qualquer atividade privada.. 7º. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. 7.cers.] XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. CF. conforme o (art. XIII. os quais foram extrapolados. CLT. 7º. não excederá de 8 (oito) horas diárias. em cinqüenta por cento à do normal. acrescidas do adicional de 50% .

CLT). 72 da CLT e Súmula 346. é devido intervalo de no mínimo (uma) 1 hora. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%) (Pedido) ► INTERVALO INTRAJORNADA O intervalo intrajornada é concedido para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho. dentre outros. na forma prevista no art. CLT). Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas. 71. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. Nesse sentido é a OJ 380 da SDI-1. Art. APLICAÇÃO DO ART. O intervalo intrajornada não é computado na jornada de trabalho (art.com. o qual será no mínimo. empregados que trabalham em câmaras frias tem direito a 20 minutos de descanso para cada 1 hora e 40 minutos de trabalho (art.br 39 . décimo terceiro salário. TST).04. se extrapolada habitualmente. 71. 253. CLT). 298. § 2º. www. o intervalo deverá ser de no mínimo 1 (uma) e no máximo 2 (duas) horas. Quando a jornada ultrapassar 6 (seis) horas diárias. de uma hora e. Seguem exemplos em que o próprio legislador estabelece que os intervalos serão computados na jornada de trabalho: empregados que atuam no serviço permanente de mecanografia e digitação tem direito a 10 minutos de intervalo para cada 90 minutos trabalhados consecutivamente (art. TST: OJ 380 da SDI-1. salvo quando não estiver previstos em lei (súmula 118.cers. acrescido do respectivo adicional. "caput" e § 4.2010) Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho. salvo acordo ou convenção coletiva de trabalho que poderão elastecer o intervalo. PRORROGAÇÃO HABITUAL. DA CLT (DEJT divulgado em 19. é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora. Mesmo que a jornada contratual de trabalho do empregado seja de 6 (seis) horas. TST) ou quando esta mesma estabelecer que devam ser computados. 20 e 22. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS DIÁRIAS. "CAPUT" E § 4º. TST. empregados que trabalham em minas e subsolo tem direito a intervalo de 15 minutos para cada 3 horas de trabalho (art. INTERVALO INTRAJORNADA. 71.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio. 71. da CLT. obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra. CLT.

para repouso e alimentação. uma hora acrescida de 50% (cinquenta por cento). § 4º. logo. TST. não poderá exceder de duas horas. implica o pagamento total do período correspondente. TST: OJ 307. O limite mínimo de uma hora para repouso e refeição poderá ser REDUZIDO por ato do Ministério do Trabalho. quando devida no mínimo uma hora de intervalo). este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (CINQÜENTA POR CENTO) SOBRE O VALOR DA REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO. 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. que é de garantir ao empregado tempo adequado para alimentação e repouso. CLT e OJ 307. Isso porque a supressão do intervalo intrajornada.br 40 . ouvido o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho.923/94. no mínimo. obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas.cers. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.com. 71.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI salvo acordo ou contrato coletivo em contrário. Observe o disposto na OJ 307. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. previsto neste artigo. § 3º. não for concedido pelo empregador. entretanto. SDI – 1. o empregador será obrigado a indenizar o empregado no valor correspondente ao período integral do repouso. www. será. a não concessão total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo. o empregador deverá remunerar a hora “cheia” acrescida do adicional de 50%. SDI-1. § 1º. Quando o intervalo para repouso e alimentação. com acréscimo de. inviabiliza a sua finalidade. Não excedendo de seis horas o trabalho. ainda que parcial. Após a edição da Lei nº 8. Portanto. no mínimo. O empregador que não conceder o intervalo intrajornada fica obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de. § 2º. 71 da CLT). TST). SDI-1. quando. § 4º. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. Mesmo que a supressão do intervalo seja parcial (concessão de intervalo de 45 (quarenta e cinco) minutos.

71. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação.2008 Possui natureza salarial a parcela prevista no art. Segue exemplo de pedido do intervalo: II . nos termos da OJ 354 da SDI-1 do TST. 71 da CLT o empregado que trabalho mais de 6 horas diárias faz jus a no mínimo 1 hora de intervalo intrajornada para descanso e alimentação. ART. TST. de 27 de julho de 1994. nos termos do art.com. Diante da exposição. Observe: OJ 354. INTERVALO INTRAJORNADA. uma vez que o intervalo tem natureza salarial nos termos da OJ 354 da SDI1 do TST. repercutindo. no cálculo de outras parcelas salariais. 71. § 4º. com redação introduzida pela Lei nº 8. décimo terceiro salário. pelo menos. SDI-1.br 41 . Observe os dispositivos legais: www.Mérito 01. bem como. reflexos. (Fato) Nos termos do art.cers. DA CLT.03. DJ 14. da CLT. 71. isto é. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). A duração do intervalo interjornada é de. TST. assim. da CLT e OJ 307. requer a condenação do Reclamado ao pagamento da hora cheia do intervalo acrescida do adicional de 50%. Em razão disso sempre que o Examinando postular a condenação do reclamado ao pagamento do intervalo intrajornada deve postular também os reflexos.923. (Pedido) ► INTERVALO INTERJORNADA O intervalo interjornada refere-se ao intervalo entre um dia e outro de trabalho. Intervalo Intrajornada O Reclamante cumpria a jornada de 7 horas diárias. usufruindo apenas de 30 minutos para repouso e alimentação. § 4º. § 4º. NÃO CON-CESSÃO OU REDUÇÃO.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Ressalte-se que o intervalo tem natureza salarial. SDI-1. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL. em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio. 11 horas. entre duas jornadas de trabalho.

inclusive com o respectivo adicional. DJ 19. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. o qual não foi observado. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST.com. às 2h. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. 66 DA CLT. por aplicação analógica do art. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. por analogia. Diante do exposto. INTERVALO (mantida) . Intervalo Interjornada Durante todo o período contratual o reclamante lavorava nas segundas-feiras das 9h às 18h. Súmula 110. por analogia. 66 da CLT entre 2 (duas) jornadas de trabalho deverá haver um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. acrescidas do respectivo adicional. 66 da CLT acarreta. requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 horas extras semanais acrescidas do adicional de 50%.cers. 121/2003. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. OJ 355. bem como. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 DA CLT. § 4º da CLT e súmula 110 do TST (OJ 355. acrescidas do respectivo adicional. as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas. Nos termos do art. TST). 20 e 21. reflexos em descanso semanal remunerado e www. DJ 14. o período de descanso seja de apenas 8 (oito) horas. CLT. HORAS EX-TRAS. o empregado fará jus a 3 (três) horas acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). Observe o exemplo: I – MÉRITO 02.11.03. iniciando sua jornada de trabalho nas terças-feiras. 66. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art.2003 No regime de revezamento. TST.Res. SDI-1.br 42 . INTERVALO INTERJORNADAS. Caso entre uma jornada de trabalho e a seguinte. ou seja. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. SDI-1. JORNADA DE TRABALHO. 66 da CLT acarreta. TST. INOBSERVÂNCIA. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. por exemplo. 71.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. devem ser remuneradas como extraordinárias.2008O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. usufruindo apenas 8 horas de intervalo interjornada.

que deve ocorrer preferencialmente aos domingos. deverá coincidir com o domingo. preferencialmente aos domingos. Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. O trabalho prestado em domingos e em feriados. O art. nos feriados civis e religiosos. preferentemente aos domingos. será estabelecida escala de revezamento. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XV . ► DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Nos termos do art. Art. [. preferentemente aos domingos e. Art. e ao descanso remunerado nos feriados civis e religiosos. Parágrafo único. o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior.com. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.repouso semanal remunerado. CLT. 1º. Nesses casos. 7. no todo ou em parte. o empregado perderá tão somente a remuneração do dia de descanso e não o direito de não trabalhar.. Lei 605/49. Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. 6º. 67. Nesse sentido seguem os dispositivos referidos: Art. XV. não compensado. 7º. deve ser pago em dobro (súmula 146. sem motivo justificado. de acordo com a tradição local. o qual. Para fazer jus ao descanso semanal remunerado os requisitos são assiduidade e pontualidade (art. § 1º São motivos justificados: www. décimo terceiro salário. cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Lei 605/49. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. 1º da lei 605/49 também estabelece que todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. Lei 605/49)..]. Não será devida a remuneração quando. nos limites das exigências técnicas das empresas. Art.br 43 . CF. da CF e 67 da CLT. TST). todo trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado.cers. com exceção quanto aos elencos teatrais. férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa de 40%). 6º.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI com este em aviso prévio.

de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria. de médico da empresa ou por ela designado. retornando a trabalhar apenas na segunda-feira. ► INTERVALO INTERJORNADA E DESCANSO SEMANAL REMUNERADO Há uma peculiaridade no que concerne o intervalo interjornada e o descanso semanal remunerado. preferencialmente aos domingos. em virtude do seu casamento. § 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado. de 24 horas. c) a paralisação do serviço nos dias em que. na falta deste e sucessivamente. b) a ausência do empregado devidamente justificada. Quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. a critério da administração do estabelecimento.com. deve ser pago em dobro. O trabalho prestado em domingos e feriados. requer a condenação do reclamado ao pagamento dos dias de descanso semanal remunerado em dobro.cers. TST. por se tratar o domingo de dia de descanso semanal remunerado. Diante do exposto. estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública. XV da CF. ou não existindo estes. até três dias consecutivos. 7º. de médico de sua escolha. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual o reclamante jamais usufruiu de descanso semanal remunerado. Nos termos do art. não tenha havido trabalho. I – MÉRITO 01. Quando o empregado termina sua jornada de trabalho no sábado. deve usufruir 35 (trinta e cinco) horas de descanso www. devidamente comprovada. na localidade em que trabalhar. 67 da CLT e art. e. de médico a serviço de representação federal. trata-se de direito dos trabalhadores. sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal.br 44 . nos termos da súmula 146 do TST. Súmula 146. por conveniência do empregador. f) a doença do empregado.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho. 1º da Lei 605/49. tal descanso. Sua inobservância implica o pagamento em dobro do período correspondente. não compensado. por exemplo. d) a ausência do empregado. e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho.

br 45 . aviso prévio e FGTS (depósito e multa de 40%). bem como reflexos em DSR e com este em aviso prévio. CF. Intervalo Interjornada e Descanso Semanal Remunerado Durante todo o período contratual.com. na segunda. preferencialmente aos domingos. No meio rural. O art.o trabalhador tem direito a um dia de descanso semanal remunerado. ► ADICIONAL NOTURNO O horário noturno. Segue exemplo: I – MÉRITO 01. totalizando um período de descanso de 35 horas. entretanto. Nos termos do art. o trabalho executado das 2h às 5h e. IX. Ao trabalho no período noturno. entre duas jornadas de trabalho deve ser observado um intervalo mínimo de descanso de 11 (onze) horas e conforme estabelece o art. o trabalho noturno é disciplinado pelo art. 66 da CLT. horas extras acrescidas do adicional de 50%. uma vez por mês. na lavoura. 73 da CLT afasta dos empregados que trabalham em turnos ininterruptos de revezamento o direito ao adicional noturno. 73. www. A hora noturna não corresponde a 60 (sessenta) minutos. o reclamante laborava nos sábados até as 22h e iniciava sua jornada na segunda-feira subsequente às 6h.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI entre o término da jornada no sábado e o início da seguinte. 7º. das 20h às 4h. 7º da Lei 5889/73. CLT). requer a condenação do reclamado ao pagamento de 3 (três. mas sim à 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Assim. Tal disposição. de 24 horas. 67 da CLT e art.cers. As horas faltantes para completar as 35 (trinta e cinco) deverão ser pagas como horas extras acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). que em seu art. 7º. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). é das 22h às 5h. não foi recepcionada pela Constituição de 1998. quando entre uma jornada de trabalho e outra estiver o repouso semanal remunerado. décimo terceiro salário. STF). Diante do exposto. o qual estabelece que se considera noturno. assegura a todos indistintamente o direto ao adicional noturno (súmula 213. na pecuária. no meio urbano. este deve ser somado ao intervalo interjornada de 11 horas. sendo 11 (onze) horas relativas ao intervalo interjornada e 24 (vinte e quatro) em razão do DSR. uma vez que o período de descanso totalizou apenas 32 horas. 1º da Lei 605/49. Este não foi observado. assegura-se um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna (art. XV da CF.

para efeitos desse artigo. 7º. c) a hora de trabalho noturno será computada como sendo de 52 minutos e 30 segundos. tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. em se tratando de empresas que não mantêm. pela natureza de suas atividades. 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. Em síntese. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal.cers. b) o adicional noturno é de. Art. já acrescido da percentagem. § 2º Considera-se noturno. será feito. § 4º Nos horários mistos. para esse efeito.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e. sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento). não sendo devido quando exceder desse limite. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.. no mínimo.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. Súmula 213. sobre a hora diurna. o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. CLT. para os efeitos deste artigo. § 3º O acréscimo. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. 73 da CLT. pelo menos. STF. a que se refere o presente artigo. É devido o adicional de serviço noturno. assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos.com. www. tem-se que: a) considera-se noturno. ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades.) IX . 73.br 46 . trabalho noturno habitual. nos termos do art. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (. CF..

7°.br 47 . Observe: Súmula 60. I . Súmula 265. § único. o reclamante sempre recebeu o mesmo salário que o empregado que laborava no período diurno. 73.Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta. quando chegava o outro empregado do reclamado. o trabalho prestado no período noturno terá remuneração superior ao do período diurno. O art. bem como. (Pedido) É possível transferir o empregado do período noturno para o diurno. www. STF: a duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar. Apesar de trabalhar no período noturno. devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. 7º. pago com habitualidade. Exegese do art. 468 da CLT e súmula 265. Adicional este que jamais foi pago ao reclamante. 73 da CLT estabelece que o adicional deve ser de 20% sobre o valor da hora diurna. no importe de 20% do valor da hora diurna. TST). IX da Constituição Federal. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). CF) ● É vedado ao menor o trabalho noturno (art. por se tratar de alteração contratual mais benéfica para a saúde do trabalhador (art. TST. II . retirandolhe o adicional noturno. (Fundamento) Diante do exposto.cers. reflexos em descanso semanal remunerado e com este em aviso prévio.com. Adicional noturno A jornada do reclamante iniciava às 22 horas e encerrava às 5 horas do dia seguinte. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. décimo terceiro salário. da CLT. § 5º. Segue o exemplo: II – MÉRITO 01. integra o salário do empregado para todos os efeitos. CF). TST. (Fato) Nos termos do art. que não dispensa o salário adicional. requer a condenação do Reclamado ao pagamento do adicional noturno. ● Súmula 214.O adicional noturno. 7º. XXXIII.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Destaca-se acerca do adicional noturno a Súmula 60 do TST. Acerca do adicional noturno é importante destacar: ● O doméstico não faz jus ao adicional noturno (art. em relação às horas trabalhadas no período noturno.

§ 2˚. ► HORAS IN ITINERE O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho.com. sendo que ambos devem coexistir para caracterizar a exceção prevista nesse dispositivo: Local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular + Condução fornecida pelo empregador de forma gratuita ou onerosa www. 7º da Lei 5889/73. 58. 20. §3. o trabalho executado das 2h às 5h e. SDI – 1. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. § 2º. TST: hora noturna de sessenta minutos. ● Portuário – art. o empregador fornecer a condução. na lavoura. salvo se o local de trabalho for de difícil acesso ou não servido de transporte público e o empregador fornecer a condução (art. não será computado na jornada de trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI ● OJ 97. ● Advogados – art. por qualquer meio de transporte. na pecuária. STF: o vigia noturno tem direito a salário adicional. 58. ● Súmula 402. o qual estabelece que se considera noturno. CLT. ● No meio rural: o trabalho noturno é disciplinado pelo art. por qualquer meio de transporte. TST: o adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno.cers. O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. das 20h às 4h. CLT).br 48 . Lei 8906/94: o trabalho noturno é o compreendido entre as 20h e 5h. para o seu retorno. Art. 4º. Lei 4860/65 e OJ 60. com adicional de 25% (vinte cinco por cento). bem como. Portanto. as horas in itinere possuem dois requisitos. SDI – 1. não será computado na jornada de trabalho. A hora noturna é de 60 (sessenta) minutos e o adicional é de 25% (vinte e cinco por cento). salvo quando.

até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. 59. CF e art. e para o seu retorno. CLT) e pedir as horas excedentes. o tempo médio despendido pelo empregado. O fato de o empregador cobrar. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. bem como a forma e a natureza da remuneração”. 58 da CLT.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere".cers. § 1º.com. V . parcialmente ou não. em condução fornecida pelo empregador. Súmula 320. caso extrapolem os limites de 8 horas diárias e/ou 44 semanais. CF e art. IV . I . Atenção! O art. com fundamento no art.O tempo despendido pelo empregado. por meio de acordo ou convenção coletiva. com fundamento no art. II . CLT. ou não servido por transporte regular. Deparando-se com qualquer dessas hipóteses o Examinando deve somar as horas de percurso às horas efetivamente laboradas e. 58. TST. 58.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere".Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. acrescidas do adicional de 50% (cinquenta por cento). 7º. é computável na jornada de trabalho. XVI. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. III .br 49 . importância pelo transporte fornecido. o Candidato deve explicar porque as horas de percurso estão sendo computadas na jornada (art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Nesse sentido é o entendimento jurisprudencial enunciado pelas súmulas 90 e 320. XIII. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. § 2º. Súmula 90. § 3º. para as microempresas e empresas de pequeno porte. Segue exemplo: www. 7º. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "In itinere".Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. estabelece que “poderão ser fixados. deve postular as excedentes com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento). Primeiramente. para local de difícil acesso. da CLT. em caso de transporte fornecido pelo empregador.

Pedido de demissão . requer que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho e. (Pedido) G) VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias são provenientes da extinção do contrato de trabalho. Horas in itinere A empresa Reclamada está localizada muito distante do centro urbano e devido à falta de transporte público. . para que o tempo do percurso seja computado na jornada de trabalho. 7º. TST.multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (art. 487.saldo de salário. . nos termos do inciso V da súmula90. ou seja. CLT e pelo inciso I da Súmula 90 do TST. . . décimo terceiro salário.décimo terceiro proporcional. sendo extrapolada em 1 (uma) hora a jornada máxima diária. . . TST) e para liberação do FGTS. são as parcelas que devem ser pagas pelo empregador na ocasião da rescisão contratual.guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. § 1º.cers. a condução era fornecida gratuitamente pela empresa aos empregados.saldo de salário. CLT). (Fundamento) Ante o cumprimento das normas referidas. www.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO INDETERMINADO Forma de Extinção Dispensa sem justa causa Verbas Rescisórias Devidas . art. CF. bem como os reflexos em DSR e com este em aviso prévio. O tempo despendido no percurso não era computado na jornada de trabalho do Reclamante. o acréscimo do adicional respectivo às horas que ultrapassarem a jornada legal. quais sejam: a empresa não era servida de transporte público regular e o empregador fornecia a condução. (Fato) O fato exposto preenche ambos os requisitos legais exigidos pelo artigo 58.br 50 .aviso prévio (art. 18. XXI. Lei 8036/90). § 2˚.décimo terceiro proporcional. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%).com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI I – Mérito 02. caput e § 1º.

.saldo de salário. NÃO recebe aviso prévio. . guias para percepção do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego. Aviso prévio: caso não cumprido o empregador pode descontar o valor correspondente a ele (art.saldo de salário.décimo Terceiro proporcional. . multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.décimo Terceiro proporcional. www. guias para recebimento do seguro desemprego e levantamento do FGTS e perde a proteção das garantias de emprego.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI .guias: CD/SD (seguro desemprego – súmula 389. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Forma de Extinção No prazo Verbas Rescisórias Devidas .férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3.cers. . TST) e para liberação do FGTS.aviso prévio.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3 (súmula 261.br 51 .multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. NÃO recebe aviso prévio. Dispensa por Justa Causa (falta grave do empregado) . TST).férias vencida (a última) e proporcionais + 1/3.com. . Rescisão (falta grave do empregador) . . multa de 40% do FGTS.saldo de salário.férias vencidas (a última). § 2º CLT). 487. . .

saldo de e salário. mas devemos pedir na inicial). 480.cers. .são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado é dispensado por justa causa.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3.guia: e para liberação do FGTS.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI . Dispensa antecipada por ato do empregado  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: . . NÃO recebe aviso prévio.guia para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. www.décimo terceiro proporcional. . TST). .multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS (há divergência.saldo de salário.férias vencidas (a última) e proporcionais + 1/3.multa do art.décimo terceiro proporcional. . CLT.multa do art. guia para percepção do seguro desemprego. NÃO recebe guias para liberação do FGTS e percepção do seguro desemprego. .são devidas as mesmas verbas do contrato de trabalho por prazo indeterminado em que o empregado pede demissão. NÃO recebe aviso prévio.com. . Dispensa antecipada por ato empresarial  sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada: . multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .br 52 . . 479 da CLT.  com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada .

requer a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo Guido Mantega Carlos Lupi Fernando Damata Pimentel Miriam Belchior o www. VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante foi dispensado sem justa causa pelo reclamado no dia . até o máximo de 60 (sessenta) dias. 7º. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452.cers. 1 O aviso prévio. XXI. CF.. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. regulamentando o aviso prévio proporcional previsto no art. 11 de outubro de 2011. décimo terceiro salário proporcional. Segue a lei: LEI Nº 12.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Segue exemplo: II – MÉRITO 03. até o máximo de 60 (sessenta) dias. Parágrafo único. A lei 12506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. o Art. de 1º de maio de 1943.. tais regras se aplicam aos contratos extintos após 13/10/2011. Assim. quais sejam saldo de salário.. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. 7º. 190 da Independência e 123 da República. assegurando-o na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que com menos de 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. nos termos da lei. Ademais. o o Brasília.com. (Pedido) Cuidado! O art. e não recebeu suas verbas rescisórias. sendo no mínimo de 30 (trinta) dias. aviso prévio. requer a condenação do Reclamado ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes desta dissolução do contrato de trabalho.br 53 . XXI da CF assegura aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. (Fatos) Diante disso. acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa quando completarem um ano e assim sucessivamente. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. em 13/10/2011.506.

computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa. A projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais. estabelece o seguinte: “III.10. de 2011. Conclusão Em síntese. e 7. 6. a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado.238/84. Em síntese.506. durante o aviso prévio. www. o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador. conforme resumo constante na própria Nota. a jornada reduzida ou faculdade de ausência no trabalho.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Garibaldi Alves Filho Luis Inácio Lucena Adams Este texto não substitui o publicado no DOU de 13. 488 da CLT.2011 O Ministério do Trabalho expediu Nota Técnica nº 184/2012 tratando da aplicabilidade na nova lei. a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art.com. prevista no art. não foram alterados pela Lei 12. estes são os entendimentos que se submete à consideração superior para fins de aprovação: 1.506/11.br 54 . exclusivamente. desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei nº 12. 3.cers. faz jus o empregado despedido à indenização prevista na lei nº 7. em benefício do empregado. 2. As cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas. 1º da norma sob comento aplica-se. Recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base. 4. 5.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Ministério do Trabalho e Emprego.cers. www. na referida Nota Técnica apresenta o seguinte quadro: Tempo de Serviço (anos completos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Aviso Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (nº de dias) 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 69 73 75 78 81 84 87 90 Atenção! Caso o Examinador não forneça dados suficientes o Candidato deve indicar o número de dias do saldo de salário postulado e a proporcionalidade das férias e décimo terceiro.br 55 .com.

Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados. A dispensa sem justa causa enseja-lhe o direito de postular sua reintegração no emprego e. www. CLT. indenização substitutiva.com. exclusivamente os empregados interessados. de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único anterior. Os representantes dos empregados. Art. Segue análise das principais hipóteses de estabilidades provisórias: ► MEMBROS DA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE) A CIPA será composta por representantes da empresa e dos empregados. sucessivamente. titulares e suplentes. I da CF. 7º. II. tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. § 2º. anualmente. sendo os primeiros indicados pelo empregador e os últimos eleitos pelos empregados.br 56 . “a”. permitida uma reeleição. a que se refere o art. o Presidente da CIPA e os empregados elegerão. desde o registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o final do seu mandato. titulares e suplentes. serão eleitos em escrutínio secreto do qual participem. § 4º. 165 da CLT. 10. o VicePresidente. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano. Somente os membros eleitos pelos empregados serão detentores de estabilidade. durante o seu mandato. ADCT e no art. dentre eles. O empregador designará. serão por ele designados. ADCT estabelece que até a promulgação de lei complementar. dentre os seus representantes. § 3º. O artigo 10. § 5º.cers. O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que. independentemente de filiação sindical. 164.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI H) ESTABILIDADE – REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO O empregado que possui estabilidade provisória no emprego somente pode ser despedido por justa causa. “a”. A estabilidade provisória está assegurada nos arts. II. Os representantes dos empregadores. fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção das Comissões Internas de Prevenção de Acidente (CIPA). § 1º.

do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. Ressalte-se que apenas os membros da CIPA representantes dos empregados são eleitos.br 57 .Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária. O empregador designará. SUPLENTE. não se verifica a despedida arbitrária. §5° da CLT. II. o presidente da CIPA.cers. da Constituição: II .com. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. dentre os seus representantes. dentre eles. técnico.O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. sem direito à indenização. CF/1988. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art. ► MEMBROS DA CCP (COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA) www. “a”. sendo impossível a reintegração é indevida a indenização do período estabilitário. de acordo com o artigo 164. CIPA. os representantes do empregador são simplesmente indicados. I. II. que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. 10. enquanto os empregados elegerão. ADCT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. TST. ADCT. apenas o vice-presidente da CIPA é detentor de estabilidade.A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal. 7º. o vice-presidente. GARANTIA DE EMPREGO. não gozando de estabilidade. Portanto. Extinto o estabelecimento. CLT . anualmente. Art. "a". O TST entende que o suplente do empregado eleito para a CIPA também goza da estabilidade prevista no art. entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar. 10.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. Súmula 339. mas garantia para as atividades dos membros da CIPA. econômico ou financeiro. II . I . 10. 165. Esse Tribunal também se posiciona no sentido de que a extinção do estabelecimento torna possível a dispensa dos representantes dos empregados.

a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados. o empregador indicará os seus representantes para compor a Comissão de Conciliação Prévia. salvo se cometerem falta grave. § 1º. A entidade sindical tem a obrigação de comunicar o empregador da candidatura do empregado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. Além da estabilidade provisória. Nesse sentido. permitida uma recondução. II . CLT). sendo que o período dessa estabilidade é de até 1 (um) ano após o final do seu mandato. dez membros. sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade. Caso o registro da candidatura ocorra durante o aviso prévio o empregado não terá estabilidade no emprego. titulares e suplentes. SDI – 2 do TST. X. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de. 625-B.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Assim como na CIPA.br 58 . fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional. A estabilidade provisória atinge apenas os membros eleitos pelos empregados (art. Inclusive. afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador. pois tal www. 625-B. § 2º. até um ano após o final do mandato. caso eleito. titulares e suplentes. O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa.haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares. segundo a qual não cabe mandado de segurança da decisão liminar que ordena a reintegração do dirigente sindical. III . suspenso ou dispensado pelo empregador (art. CLT. ► DIRIGENTE SINDICAL O dirigente sindical também é detentor de estabilidade provisória. no máximo. cita-se a OJ 65. nos termos da lei. o artigo 543 da CLT assevera que o empregador não pode transferir o dirigente sindical. dois e. enquanto os empregados elegerão os seus. e observará as seguintes normas: I . há previsão expressa na CLT para concessão de medida liminar visando reintegrar dirigente sindical afastado.cers. a qual vigora a partir do registro de sua candidatura até 1 (um) ano após o seu mandato. é de um ano. em escrutínio secreto. no mínimo.o mandato dos seus membros. CLT). 659.com. Esse benefício visa garantir um desempenho adequado dos representantes dos empregados no exercício de suas funções na comissão. Art.

§ 2º. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. § 3º. 543. dentro de 24 (vinte e quatro) horas.] VIII . 8. inclusive como suplente. não poderá ser impedido do exercício de suas funções. ressalvada a hipótese de falta grave (art. em face da previsão do inciso X do artigo 659 da CLT. o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo. até um ano após o final do mandato. Considera-se cargo de direção ou representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei. É livre a associação profissional ou sindical. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. A empresa que. fica www. até 1 (um) ano após o final do seu mandato. nem transferido para lugar impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. 494 da CLT). comprovante no mesmo sentido. O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita. a este. o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e. § 6º.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. em igual prazo.. inclusive junto a órgão de deliberação coletiva. observado o seguinte: [.br 59 .com. § 1º. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º. por qualquer modo. A estabilidade provisória do dirigente sindical está prevista nos seguintes dispositivos: Art. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI decisão não fere direito líquido e certo. § 4º. se eleito. CLT. sua eleição e posse. caso seja eleito. CF. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado. procurar impedir que o empregado se associe a sindicato. fornecendo. a entidade sindical comunicará por escrito à empresa. O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional. Considera-se de licença não remunerada.cers. salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual. Para os fins deste artigo. outrossim. ainda que suplente.. organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado. § 5º.

www. TST). II . não há razão para subsistir a estabilidade. Súmula 369.O art. ao empregador. este não possui qualquer cargo de direção. em que mediante procuração. que limita a sete o número de dirigentes sindicais.Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato.br 60 . limitando-se a atuar na gestão financeira do sindicato (OJ 365 da SDI-1 do TST e art. pela entidade sindical. na forma do § 5º do art.Despedida . III . STF. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Atenção! Não tem estabilidade provisória no emprego: a) membro do conselho fiscal do sindicato. Empregado com Representação Sindical . § 2 da CLT. sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado. I .É indispensável a comunicação. inteligência dos arts. TST e 197 do STF).CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI sujeita à penalidade prevista na letra (a) do Art. IV . da CLT.com. pois. visto que inaplicável a regra do § 3º do art.O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. cuja função restringe-se a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e às empresas. CLT). os delegados representem a diretoria do sindicato (OJ 369.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. que deverá ser comprovada por meio de inquérito judicial para apuração de falta grave (súmula379. Súmula 197. Súmula 379. SDI-1. 543 da CLT. § 2º. 522.cers. TST. TST. não lhe assegura a estabilidade. b) delegados sindicais. exceto nas situações. 553. 494 e 543.Inquérito em que se Apure Falta Grave O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta grave. 522 da CLT. §3º. foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. V . O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial. conforme o artigo 522. ainda que indenizado. O dirigente sindical só perderá a estabilidade se cometer falta grave.

O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a demissão sem justa causa da empregada gestante desde a confirmação (concepção) da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto. 7º.Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. Súmula 244. TST. I. § 2º.com. salvo mandatário com poderes outorgados por procuração da Diretoria. a que se refere o Art. CLT. 522. Art. a representação e a defesa dos interesses da entidade perante os poderes públicos e as empresas. ► GESTANTE O art. dentre os seus membros. ADCT. A Súmula 224 do TST prevê uma exceção à estabilidade da empregada gestante. de 3 (três) membros e de um Conselho Fiscal composto de 3 (três) membros. de 7 (sete) e. o Presidente do Sindicato. A administração do Sindicato será exercida por uma diretoria constituída. visto que a extinção www. no mínimo. Constituirão atribuirão exclusiva da Diretoria do Sindicato e dos Delegados Sindicais. a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. § 3º. ou associado investido em representação prevista em lei.br 61 . desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. A diretoria elegerá. A competência do Conselho Fiscal é limitada à fiscalização da gestão financeira do Sindicato.cers. III . quando for admitida mediante contrato de experiência não gozará de estabilidade.fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. 10. no máximo. § 1º.A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. II . eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. da Constituição: II . I . 523. Do contrário. Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o Art.

a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Art. o acidente sofrido no percurso do trabalho para casa e vice-versa é considerado acidente de trabalho por equiparação (art.o acidente ligado ao trabalho que. Art. IV . ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.br 62 . 12 (doze) meses após a cessação do auxílio doença acidentário. independentemente de percepção de auxílio-acidente. para efeitos desta Lei: I . 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho. Lei 8213/91.com. o prazo começará a fluir somente a partir do retorno ao emprego. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. ► ACIDENTE DO DE TRABALHO Esta estabilidade abrange. O empregado acidentado só gozará dessa estabilidade provisória diante do cumprimento de dois requisitos legais: a) permanecer mais de 15 dias afastado do serviço e b) perceber auxílio-doença acidentário do INSS. não constitui dispensa. b) ofensa física intencional. embora não tenha sido a causa única. Lei 8213/91). e) desabamento. d) ato de pessoa privada do uso da razão. 21.cers. O segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. III . II . exclusivamente. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. O período de estabilidade do empregado acidentado é de.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. Lei 8213/91.a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. após a cessação do auxílio doença acidentário. c) ato de imprudência.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI da relação de emprego. no mínimo. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. Por exemplo. www. os acidentes de trabalho e os acidentes de trabalho por equiparação. inundação. em conseqüência de: a) ato de agressão.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho. inclusive de terceiro. 118. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. em face do término do prazo. pelo prazo mínimo de doze meses. portanto. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho.

se associe ou se superponha às conseqüências do anterior. ► DIRETOR DE SOCIEDADE COOPERATIVA www. salvo se constatada. § 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que. no local do trabalho ou durante este. após a despedida. I . o empregado é considerado no exercício do trabalho. resultante de acidente de outra origem. Por fim. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. pois. TST. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. inclusive veículo de propriedade do segurado.cers. estaria caracterizado o abandono de emprego. sob pena de perder o direito à estabilidade provisória. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. Súmula 378. Súmula 32. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela.com.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. ele terá o prazo de 30 (trinta) dias para retornar ao serviço. a partir do momento em que o empregado estiver apto para retornar ao trabalho.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado.br 63 . qualquer que seja o meio de locomoção. II . independentemente do meio de locomoção utilizado. destaca-se a súmula 32 do TST que concede prazo de 30 (trinta) dias para o empregado retornar ao emprego após a cessação do auxílio. inclusive veículo de propriedade do segurado.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. c) em viagem a serviço da empresa. Isto é. nesse caso.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. TST.

TST. Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. na forma do art. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. pleitear o pagamento da indenização substitutiva.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O art. 55 da Lei nº 5. Tal estabilidade não foi assegurada aos membros do conselho fiscal e aos suplentes (OJ 253. SUPLENTE.452. OJ 253.764/71. Art. NÃO ASSEGURADA. EM SÍNTESE.com. 55 da Lei 5764/71 assegura aos diretores eleitos de sociedades cooperativas estabilidade provisória no emprego.br 64 . indenização substitutiva.02O art. LEI Nº 5. COOPERATIVA. CONSELHO FISCAL. sucessivamente. SDI-1.cers. www.03. isto é. TST). apresentar os fundamentos que asseguram ao empregado estabilidade provisória no emprego e por fim PEDIR: a) nulidade da dispensa. TST). até 1 (um) ano após o término do mandato. ► PEDIDO APENAS quando o empregado for detentor de ESTABILIDADE PROVISÓRIA no emprego é possível pedir a sua reintegração e. quais sejam: saldo de salário. por fim. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. não abrangendo os membros suplentes. desde o registro da candidatura e.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas. na reclamação trabalhista o reclamante deve narrar os fatos. gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n. 543 da CLT. e c) sucessivamente. se eleito. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias. de 1° de maio de 1943). 5. décimo terceiro salário. aviso prévio. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (Súmula 389. 55. a baixa da CTPS do reclamante. SDI-1. Lei 5764/71. Requer. bem como. Inserida em 13.

inserida em 20. TST) e as verbas rescisórias.04. a baixa da CTPS do reclamante. 22 e 25.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Caso o reclamante seja detentor de estabilidade provisória no emprego. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. se for o caso. e c) sucessivamente. quais sejam: saldo de salário. (ex-OJ nº 116 da SBDI-1 inserida em 01.11. TST).2005 I .1997) Segue exemplo: I – MÉRITO 01. deduzidos os valores pagos a título de verbas rescisória. TST. bem como. aviso prévio. não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego. por fim.br 65 . CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO.com.Exaurido o período de estabilidade. o reclamante deve PEDIR apenas: a) indenização substitutiva. Reintegração www. são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade. (exOJ nº 106 da SBDI-1 . INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA PETITA" (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 106 e 116 da SBDI-1) .1997) II . correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade (Súmula 396. Súmula 396.cers. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego (súmula 389. pleitear o pagamento da indenização substitutiva.Nã há idad j a ― x a i a‖ da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. décimo terceiro salário.Res. DJ 20. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade. tenha sido despedido sem justa causa e tenha recebido as verbas rescisórias deve PEDIR: a) nulidade da dispensa. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativamente aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração. 129/2005.10. 496 da CLT. Requerer. Caso o período da estabilidade tenha se exaurido. dados os termos do art.

momento em que o empregador o demitiu sem justa causa. caso não seja este o entendimento deste Juízo. décimo terceiro salário. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. o empregado pode requerer ao Poder Judiciário a rescisão indireta do contrato. requer a nulidade da dispensa sem justa causa e a consequente reintegração do Reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários dos meses havidos entre a rescisão e o retorno às atividades. Sucessivamente. guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. do TST.cers. (Fatos) Nos termos do artigo 118 da Lei 8213/91 e súmula 378. possui obrigações oriundas do contrato de trabalho. Caso o empregador não cumpra com tais deveres ou pratique qualquer falta grave. (pedido) I) RESCISÃO INDIRETA O empregador. 483. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% do FGTS. O art. aviso prévio. permanecendo afastado por 3 (três) meses. requer o pagamento de indenização substitutiva referente aos salários e demais vantagens relativas ao período da estabilidade e as verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. quais sejam: saldo de salário. vítima de acidente de trabalho. defesos por Lei.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O Reclamante sofreu sério acidente de trabalho. mas sim pelo Poder Judiciário. Requisitos esses preenchidos pelo reclamante. quando: a) permanecer afastado por período superior a 15 (quinze) dias e b) receber auxílio-doença acidentário. tendo em vista que não é realizada pelas partes envolvidas. percebendo auxílio doença acidentário. frise-se. o empregado.com. (Fundamento) Diante do exposto. assim como. c) correr perigo manifesto de mal considerável. o Reclamante compareceu na empresa. tem assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. No dia seguinte a cessação do auxílio. Observe: Art. bem como. contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato. para que seja possível tal decisão judicial é imprescindível a existência de um contrato de trabalho em curso. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. A rescisão indireta pressupõe CONTRATO DE TRABALHO EM CURSO. a condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas rescisórias provenientes da demissão sem justa causa. Logo. 483 da CLT elenca diversas hipóteses de falta grave por parte do empregador. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças.br 66 . II. www. assim como o empregado.

própria ou de outrem. salvo em caso de legítima defesa. de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. g) O empregador reduzir o seu trabalho. O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato.cers. a ausência de pagamento de salários motiva o pedido de rescisão indireta da relação contratual. (Fundamento) www. décimo terceiro. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. sendo este por peça ou tarefa. ―d‖ da CLT. Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho Há três meses o reclamante não recebe seus salários. se for o caso. férias acrescidas de 1/3 e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. aviso prévio. na reclamação trabalhista o reclamante deverá relatar a falta grave cometida pelo empregador.com.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI e) praticar o empregador ou seus prepostos. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. EM SÍNTESE. incompatíveis com continuação do serviço. na fundamentação apontar o(s) artigo(s) que classifica(m) tal conduta como falta grave e PEDIR: a) a rescisão indireta do contrato de trabalho. e b) a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da extinção do contrato de trabalho sem justa causa. § 2º. é facultado ao empregador rescindir o contrato de trabalho. § 3º. quando tiver de desempenhar obrigações legais. o empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando o empregador não cumprir com as obrigações do contrato. Nas hipóteses das letras d e g. § 1º. (Fatos) N d a 48 .br 67 . Segue exemplo: II – MÉRITO 02. Requerer ainda a concessão das guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. a baixa da CTPS do reclamante. Por não suportar mais esta situação pretende a rescisão do contrato de trabalho por culpa do empregador. bem como. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. poderá o empregado preitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. Sendo a principal obrigação do empregador em uma relação de trabalho a contraprestação pelos serviços prestados pelo empregado. contra ele ou pessoas de sua família ato lesivo da honra e boa fama. quais sejam: saldo de salário.

tal como. requer seja declarada a rescisão indireta do contrato de trabalho. pleitear o pagamento da indenização substitutiva. VI. posto que outras legislações também preveem condutas consideradas falta grave. quais sejam: saldo de salário. Requer-se ainda a guia para levantamento do FGTS e para percepção do seguro desemprego (súmula 389. bem como. Para tanto poderá: a. Neste caso. ii. décimo terceiro salário proporcional. férias acrescidas de um terço e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS. o artigo 482 da CLT apresenta diversas hipóteses de falta grave. aviso prévio. Por exemplo.cers. b) reintegração do reclamante ao emprego com o pagamento de todos os salários e demais haveres trabalhistas relativos aos meses que compreendem a data da dispensa e a sua reintegração e c). quais sejam: saldo de salário. a baixa da CTPS. décimo terceiro salário.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. férias acrescidas do terço constitucional e multa de 40% do FGTS. negar a conduta (exemplo: negar a prática de ato de improbidade) ou b. Esse rol é exemplificativo. se não for detentor de estabilidade provisória no emprego: a reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa e a condenação do reclamado ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa.br 68 .com. quais sejam: saldo de salário. afirma que tal conduta não caracteriza falta grave (exemplo: recusar-se a se submeter a revista íntima (art. se for o caso. TST) e a baixa da CTPS do reclamante (Pedido) J) REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA EM SEM JUSTA CAUSA Ensejam a dispensa do empregado por justa causa apenas a prática de condutas tipificadas em lei como de falta grave. 373A. na petição inicial o reclamante deverá: a) afastar a falta grave que lhe foi imputada. Segue exemplo: I – MÉRITO www. aviso prévio. o título do tópico no mérito será mesmo denominado “reversão da dispensa por justa causa em sem justa causa”. EM SÍNTESE. correspondente aos salários e demais vantagem relativas ao período da estabilidade e verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. Requer ainda as guias para levantamento do FGTS e percepção do seguro desemprego. décimo terceiro salário e férias acrescidas do terço constitucional. CLT)PEDIR: i. a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa. sucessivamente. aviso prévio. se for detentor de estabilidade provisória no emprego: a) nulidade da dispensa.

são invioláveis a intimidade.com. 186 e 927 do CC.br 69 . (Fundamento) Diante do exposto. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. aviso prévio. VI da CF). a vida privada. dano e nexo causal.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. à segurança e à propriedade. Art. Todos são iguais perante a lei.] www. 5. VI da CLT. bem como a condenação do Reclamante ao pagamento de todas as verbas rescisórias. CF. nos termos seguintes: X . que a demitiu alegando que se tratava de ato de indisciplina e insubordinação.. [.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI 02. à igualdade. 373-A.] O dano moral é configurado diante da presença dos três requisitos da responsabilidade civil: culpa. décimo terceiro salário proporcional. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VI . a honra e a imagem das pessoas. a baixa da CTPS. [. decorrentes da relação de trabalho.cers. Reversão da Dispensa por Justa em Causa em sem Justa Causa A Reclamante foi dispensada por justa causa. ―h‖ da CLT. (Fatos) A recusa em submeter-se a revista íntima não caracteriza falta grave.. TST). quais sejam: saldo de salário. pois não se submeteu a revista íntima imposta pelo Reclamado. bem como. sem distinção de qualquer natureza. CF. X da CF e nos artigos. Art. tendo em vista que tal conduta é vedada ao empregador nos termos do art. incluindo as ações de indenização por danos morais oriundas da relação de trabalho (art. 114. à liberdade. e sua fundamentação jurídica está positivada no artigo 5°. 114. Requer ainda a guia para levantamento do FGTS e a guia para percepção do seguro desemprego (súmula 389. requer a reversão da demissão por justa causa para demissão sem justa causa. Portanto. (Pedido) K) DANO MORAL A EC 45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. a d a não constitui ato de indisciplina e insubordinação.. férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e multa de 40% (quarenta por cento) do FGTS.. a Reclamante não d d i ida j a a a da a i 482.

comete ato ilícito. 186. Art.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. 186 e 187). Atenção! Deve-se verificar se o dano moral precisa ser postulado principalmente quando: ● a proposta indicar o abalo emocional do empregado causado pelo empregador. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar.br 70 . por ato ilícito (arts. independentemente de culpa.com. por ação ou omissão voluntária. ● ● o empregador praticar falta grave. nexo causal). ú. 927. por sua natureza. CC. 927. fica obrigado a repará-lo. 186 e 187). causar dano a outrem.3/PR para identificação do pedido de indenização por danos morais e gabarito. CLT). sendo que esta situação está lhe causando profunda humilhação perante seus familiares e colegas. 927. ainda que exclusivamente moral. bastando o dano e o nexo para que seja devida a indenização. em valor a ser fixado pelo juiz. par. Haverá obrigação de reparar o dano.cers. negligência ou imprudência. CC. risco para os direitos de outrem. Aquele que. Tomi tornou-se inadimplente no pagamento das mensalidades escolares vendo-se obrigado a retirar seu único filho do colégio particular em que estudava. Abaixo trecho da proposta do Exame de Ordem 2005. É desnecessária a demonstração da culpa quando a atividade do empregador for de risco (art. 3º EXAME DA ORDEM 2005/PR: Em razão dos atrasos nos salários. o empregado for demitido injustamente por justa causa. CRITÉRIO DE CORREÇÃO: Pagamento de indenização por danos morais. www. Parágrafo único. violar direito e causar dano a outrem. fica obrigado a repará-lo. com fundamento na responsabilidade civil do empregador (ausência de pagamento de salário – culpa. por ato ilícito (arts. Art. ser indenizado em valor a ser fixado pelo juiz. Aquele que. humilhação por tirar o filho do colégio – dano. CC. causar dano a outrem. pretendendo por isto. Aquele que. nos casos especificados em lei.

CF. quais sejam: culpa. o rito do processo será o ordinário. honra e imagem das pessoas. ainda. Observe-se: A culpa é verificada pela falta de pagamento. dano e nexo. CF e súmula 392. desta forma. uma vez que deixou de efetuar o pagamento do salário do Reclamante. resta demonstrado também o nexo causal. Destaca-se. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. VI. 114. CF. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. d a d a i 48 .br 71 . X. que sustenta a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. o que está lhe causando profunda humilhação. quais sejam: culpa. (Fato) Encontram-se presentes os todos requisitos da responsabilidade civil. A Reclamante não aceitou tal constrangimento. (Pedido) II – MÉRITO 02. conduta vedada expressamente pelo artigo 373-A. que é obrigação da Reclamada e quando d ida i i a a a d ad .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Atenção! Sempre que a RT contiver pedido de dano moral. motivo pelo qual foi dispensada por justa causa. a violação do artigo 5. dano e nexo. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. o qual se obrigou a fazer empréstimos de familiares e amigos para pagamento das dívidas que em razão da ausência dos salários não conseguiu pagar. Observe: A culpa é verificada na tentativa da Reclamada de submeter a Reclamante à revista íntima.cers. VI da CLT. (Fato) Encontram-se presentes todos os requisitos da responsabilidade civil.com. restando demonstrado o nexo causal. vida privada. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. DO DANO MORAL A Reclamada tentou submeter a Reclamante a revista íntima por funcionários do sexo oposto. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. (Fundamento) Diante do exposto. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. Destaca-se. ―d‖ da CLT Já dano está configurado pelo constrangimento sofrido pelo Reclamante diante da impossibilidade de pagamento das dívidas que possui. Seguem exemplos: I – MÉRITO 01. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. ainda. TST) requer a sua condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. (Fundamento) www. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. a violação do artigo 5. X. DO DANO MORAL A reclamada a partir de janeiro de 2012 passou a descumprir o contrato de trabalho.

(Fato) Encontram-se presentes os requisitos da responsabilidade civil.cers. ainda. previstos nos artigos 186 e 927 do CC. ia d d . ― ia. restará configurado o assédio moral. ia. ó i d az -la pedir demissão. 114. CF. (Pedido) Atenção! Quando a conduta do empregador for contínua. Nesse caso o Examinando deve: a) denominar o tópico. honra e imagem das pessoas. a d ― ia. que sustenta a inviolabilidade da intimidade. que no último ano do contrato de trabalho humilhou reiteradamente a Reclamante perante seus colegas e clientes da empresa. chamando-a de incomp . TST) requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. (Pedido) L) TUTELA CAUTELAR E TUTELA ANTECIPADA www. VI. portanto. O fundamento legal no caso de assédio moral é o mesmo do pedido de indenização por danos morais. VI. em virtude de uma conduta reiterada do empregador. afirmando que a Reclamante é a pior e mais incompetente i á ia da a.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Diante do exposto. A conduta da Reclamada é a causa do constrangimento sofrido pela Reclamante. no mérito. Já o dano está configurado pelo constrangimento sofrido pela Reclamante. quais sejam: culpa. sendo-lhes assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. requerer a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. b) contar os fatos e ao final do parágrafo afirmar que tal conduta reiterada caracteriza assédio moral. Destaca-se. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. c) apontar a mesma fundamentação do pedido de indenização por danos morais e d) por fim. Observe: A culpa é verificada pela conduta do Reclamado. X. ia d d ‖. tendo em vista que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar pedidos de danos morais e patrimoniais decorrentes das relações de trabalho (art. considerando que o dano decorreu do assédio Segue exemplo: II – MÉRITO DO ASSÉDIO MORAL/DANO MORAL No último ano do contrato de trabalho a Reclamada humilha a reclamante perante seus colegas de trabalho e clientes da empresa. dano e nexo. de “assédio/dano moral”.br 72 . considerando que o dano decorreu do assédio. Tal conduta prolongada caracteriza o ASSÉDIO MORAL. a violação do artigo 5. dessa forma. a i a d a ad di demissão. vida privada. se a situação humilhante para o empregado se prolongar no tempo. (Fundamento) Diante do exposto. estará caracterizado o assédio moral. está demonstrado o nexo causal. 114. TST) requer a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais em valor a ser arbitrado pelo juiz. CF e súmula 392. CF e súmula 392.com.

por meio de liminares ou de medidas incidentais. 10 THEODORO JÚNIOR. 659. 4. IX. 6.com. 469. CLT. CLT e súmula 43.cers. O inciso IX do artigo acima autoriza a concessão de medida liminar que vise tornar sem efeito a transferência do empregado para localidade diversa daquela previamente definida no contrato de trabalho. 53. CLT. Humberto. 7. 469 desta Consolidação.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI “O direito processual moderno concebeu uma tutela jurisdicional diferenciada. Curso de Direito Processual Civil – Teoria Geral do Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. do direito subjetivo resistido pelo adversário10” 1. as seguintes atribuições: IX . Art. usufruir. que. além das que lhes forem conferidos neste Título e das decorrentes de seu cargo. 3. X – conceder em medida liminar. 2009. desdobrada. suspenso ou dispensado pelo empregador. TST). antes do julgamento definitivo de mérito. p.conceder medida liminar. Empregador não emite e fornece as guias do FGTS e/ou do seguro-desemprego. CLT (dirigente sindical que foi despedido sem justo motivo).br 73 . X. permite à parte. Artigos 659. www. Empregador exige atestado de esterilização de empregadas em idade fértil. em duas espécies distintas: a) a tutela cautelar. 2. 50ª ed. CLT (impedir a transferência abusiva do empregado). Artigos 659. que recebe o nome de tutela de urgência. no direito brasileiro. Rio de Janeiro: Forense. Empregador mantém trabalhador adolescente em ambiente insalubre ou perigoso. Empregador retém ilegalmente a CTPS do empregado. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. preveem as duas únicas situações em que a CLT expressamente prevê a concessão de tutela antecipada no processo do trabalho. muito embora seja cabível em diversas outras situações quando preenchidos seus requisitos. 8. até decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do Art. b) a tutela antecipada. provisoriamente. Empregado possui estabilidade provisória no emprego e ainda não se exauriu o período da estabilidade. Atenção! Os incisos IX e X do artigo 659. quando não houver anuência do empregado e/ou a comprovação da necessidade do serviço pelo empregador (art. que apenas preserva a utilidade e eficiência do futuro e eventual provimento.

Na decisão que antecipar a tutela. A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. 588. desde que. as normas previstas nos arts. existindo prova inequívoca. § 3º.cers.com. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. se convença da verossimilhança da alegação e: I . de modo claro e preciso. mostrar-se incontroverso. Se o autor. A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. no que couber e conforme sua natureza. antecipar. 461.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Já o inciso X refere-se à concessão de liminar para reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. a título de antecipação de tutela. quando presentes os respectivos pressupostos. em decisão fundamentada. requerer providência de natureza cautelar. ou II . possibilidade de reversão do provimento antecipado (revogar a concessão de liminar). Lembre-se! A tutela antecipada deve ser requerida. CPC. e 461-A. as razões do seu convencimento. § 7º. verossimilhança das alegações. suspenso ou dispensado pelo empregador. total ou parcialmente. § 2º. 273. A efetivação da tutela antecipada observará.br 74 . São condições da tutela antecipada.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. www. Art. Concedida ou não a antecipação da tutela. receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório. prosseguirá o processo até final julgamento. a requerimento da parte. § 5º. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. O juiz poderá. § 4º. o juiz indicará.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. § 1º. ou parcela deles. § 6º. previstos no artigo 273 do CPC: prova inequívoca dos fatos. §§ 4º e 5º. poderá o juiz. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado.

Mas é possível estabelecer alguns elementos que servem de apoio para o seu enquadramento. possibilitando. da verdade. o juiz deve sopesar se a não concessão da tutela antecipada poderá causar prejuízo irreparável ou de difícil reparação ao autor do pedido enquanto aguarda o desfecho da lide. assim. quando interpõe recursos manifestamente infundados.br 75 . 426-427. com grande intensidade. incontestável e induvidoso sobre a inequivocidade da prova dos fatos alegados. os fatos já devem estar demonstrados na petição inicial. Outra hipótese para a concessão da tutela antecipada é o manifesto propósito protelatório do réu. 7.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Veja. Em outros termos. É também requisito essencial que haja verossimilhança da alegação. São Paulo: LTr. p. É a aplicação plena do princípio do da mihi factum. não há dúvida de que a prova inequívoca refere-se aos fatos da causa. Para o autor conseguir o deferimento do pedido de antecipação de tutela. Não é unívoco o conceito de abuso do direito. há abuso do direito de defesa toda vez que o réu invocar teses que afrontam literalmente as normas que compõem o ordenamento jurídico. quando altera ou falta com a verdade. c) Receio de Dano Irreparável ou de Difícil Reparação Aqui. Vale dizer. por exemplo. deturpando-as o sentido ou a sua aplicação ou. Curso de Direito Processual do Trabalho. EM SÍNTESE: 11 LEITE. ainda. d) Abuso do Direito ou Manifesto Propósito Protelatório Esse requisito. o que se verifica. por isso mesmo. 2009. ego dabo tibi jus (Dá-me os fatos que eu te dou o direito). é alternativo açã a da a í a ― ‖ a E a palavras. Só que de vestimenta nova. contudo. ed. E aqui nos parece que a verossimilhança das alegações há de ser entendida como a verossimilhança dos fundamentos jurídicos do pedido. quando provoca incidentes processuais infundados que não guardam relação com a lide etc. temos outro instituto conhecido nas medidas cautelares: o periculum in mora.cers. a definição do doutrinador Carlos Henrique Bezerra Leite para cada um dos requisitos para a concessão da tutela antecipada: 11 a) Prova Inequívoca dos Fatos Embora omisso o dispositivo. mesmo se não existir periculum in mora. no quadro abaixo.com. Carlos Henrique Bezerra. já estando a matéria preclusa. a existência da prova inequívoca dos fatos alegados. o juiz poderá conceder a antecipação de tutela quando verificar que o réu abusa do direito de defesa ou atua de maneira a protelar injustificadamente o regular andamento do processo. ao juiz a formação do seu convencimento certo. a nosso sentir. Assim. b) Verossimilhança das Alegações Não basta. www. fundamentos jurídicos verossímeis são aqueles que se aproximam. quando ele retém injustificada e reiteradamente os autos em seu poder. são de fácil convencimento sobre a sua existência. e.

os quais sejam: prova inequívoca dos fatos.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI O pedido de antecipação de tutela na petição inicial deve observar o seguinte: a) nome da peça: reclamação ou reclamatória trabalhista com pedido de tutela antecipada (liminar). A verossimilhança das alegações decorre dos arts. previstos nos artigos 273 do CPC. verossimilhança das alegações e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. CLT que asseguram ao dirigente estabilidade provisória no emprego desde o registro da candidatura. 273 do CPC. § 3º.com. c) por fim. estabelecida no endereço completo. quais sejam: prova inequívoca dos fatos. A prova inequívoca dos fatos evidencia-se por se tratar o reclamante de dirigente sindical. vem perante Vossa Excelência. Na fundamentação. Atenção! Na hipótese de a prova tratar dos casos referidos nos arts. portanto. qualificação e endereço completos. VIII. com escritório profissional no endereço completo. inquestionável seu direito ao emprego. a concessão da liminar para fins de antecipar o provimento final. previstos no art. b) que encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela antecipada. propor: RECLAMATÓRIA TRABALHISTA com pedido de tutela antecipada (liminar) em face de NOME DO RECLAMADO. 659.. o que se comprova pela ata de eleição em anexo. 543. consequentemente.br 76 . e se eleito. Segue exemplo: NOME DO RECLAMANTE.MÉRITO 03. e b.) II . pessoa jurídica de direito privado. desenvolveu diversos projetos para sua categoria. no tópico da tutela antecipada relatar: a) que formulou o pedido e que tem urgência na concessão da providência. de forma que somente pode www.. (Fatos) Encontram-se presentes os requisitos autorizadores da concessão de tutela antecipada. verossimilhança das alegações e receio de dano irreparável ou de difícil reparação. é imprescindível que a liminar seja requerida com fundamento nestes artigos. inscrita no CNPJ sob o nº. o candidato deve ainda indicar os fatos que demonstram a presença de cada um destes requisitos. Por fim. onde recebe intimações e notificações. por intermédio de seu advogado adiante assinado (PROCURAÇÃO EM ANEXO). É. o fundado receio de dano irreparável decorre da razão de ser de sua estabilidade que é em função do cargo de dirigente. b) no mérito: sugiro que o Examinando formule primeiro um tópico para o pedido e um outro denominado tutela antecipada. até 1 ano após o término do mandato. CF e art. por isso faz-se necessária sua imediata reintegração.cers. c) no mérito. 8º. DA TUTELA ANTECIPADA O Reclamante ocupa o cargo de dirigente sindical. pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:(. contudo a dispensa sem justa causa do mesmo inviabilizará a manifestação dos empregados. deve requerer: a. com fulcro no artigo 840 da CLT. que seriam reivindicados dentro de 15 dias. IX e X.

br 77 . nunca superiores a 15% (quinze por cento). Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988.Na Justiça do Trabalho.com. entretanto. art. 5º. SDI-1. IN 27/2005. 14. Nas relações de emprego os honorários dependem do preenchimento de dois requisitos: a) tratar-se de reclamante beneficiário da justiça gratuita e b) a assistência por advogado de sindicato (219 e 319. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. TST. 133.cers. Entendem que nesse caso os honorários são sempre www. Súmula 219. a proximidade da data das reivindicações tornam ainda mais urgente a sua reintegração. sem a oitiva da outra parte. estabeleceu que o advogado é essencial à Justiça. defendem que o “jus postulandi” não teria sido recepcionado pela Constituição da República. TST). requer a concessão liminar. uma vez que esta. TST. TST. (Pedido) M) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Nas relações de trabalho diversas das relações de emprego os honorários são devidos em razão da mera sucumbência (art. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato. nos termos do artigo 659. I . Na Justiça do Trabalho. determinando a imediata reintegração do Reclamante. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. OJ 305. (Fundamentos) Diante de todo o exposto. SDI – 1. Lei 5584/70). TST. Súmula 329. Nesse caso os honorários são devidos a razão de até 15% (quinze por cento) reversíveis ao sindicato da categoria. em seu art. permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula 219 do Tribunal Superior do Trabalho. OJ 305.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI agir em favor da categoria se estiver trabalhando na empresa. Alguns. TST. Ademais. X da CLT.

sob pena de multa. b) o lugar de prestação do serviço. N) MULTA DO ART.cers. CPC. b) nas relações de emprego em que o Examinador relata que fomos contratados como advogados de sindicato: com fundamento nas súmulas 219 e 329.br 78 . atendidos: a) o grau de zelo do profissional. CPC. 133 da CF alegar que o “jus postulandi” não foi recepcionado pela Constituição e requerer 20% (vinte por cento) de honorários. 5º. IN 27/2005. § 3º. pedir honorários a razão de 20% (vinte por cento). www. no importe de 20%. Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. 20. nos termos do art. EM SÍNTESE: Na petição inicial devemos requerer honorários advocatícios sucumbenciais SEMPRE: a) nas relações de trabalho diversas das relações de emprego: com fundamento no art.com. também. 467 DA CLT A defesa do Reclamado. Art. 20 do CPC. todas as verbas não contestadas pelo empregador são devidas ao empregado e devem ser quitadas em primeira audiência. Nesse diapasão. c) a natureza e importância da causa. OJ 305. 14. § 3º. sob pena de multa de 50%. nos termos do art. Lei 5584/70 pedir 15% (quinze por cento) de honorários. TST. SDI-1 e art. 20. no Processo do Trabalho. momento em que deverá contestar todas as verbas pleiteadas pelo reclamante. c) nas relações de emprego em que o advogado não pertence ao sindicato: com fundamento no art. sob pena de restarem incontroversas. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI devidos em razão da mera sucumbência. 20 do CPC. Essa verba honorária será devida. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. nos termos do art. sempre será ofertada na primeira audiência.

§6º da CLT. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. aos Estados.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Art. contado da data da notificação da www. alínea “a” da CLT. o Reclamante requer que o pagamento das verbas incontroversas seja realizado em primeira audiência. 477 DA CLT A rescisão de um contrato de trabalho enseja o pagamento das verbas rescisórias ao empregado. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. CLT Nos termos do artigo 467 da CLT. deve observar o prazo legal estipulado pelo artigo 477. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. A alínea “b”. a parte incontroversa dessas verbas. por sua vez. afirma que. § 6º. 467. sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. O disposto no caput não se aplica à União. sob pena da incidência de multa de 50% sobre o valor correspondente. 467. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas.br 79 . O empregador. afirma que. Segue exemplo: II – MÉRITO 02. se o aviso prévio for indenizado. ao efetuar esse pagamento.cers. o pagamento das verbas rescisórias deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. MULTA DO ART. ao Distrito Federal. Parágrafo único. O) MULTA DO ART. ao Distrito Federal. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. O pagamento das verbas rescisórias possui dois prazos distintos que são definidos em função do aviso prévio. Observe: AVISO PRÉVIO Cumprido Indenizado PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VR 1º dias útil após do término 10 dias corridos O artigo 477. aos Estados. o pagamento deverá ser efetuado até o décimo dia.com. CLT. O parágrafo único do artigo referido prevê uma exceção ao caput: a multa não é aplicável à União. se o aviso prévio for cumprido. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas.

a partir do seu CANCELAMENTO. era incabível quando houvesse fundada controvérsia quanto à existência da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa. Segue exemplo: II – MÉRITO 03. por trabalhador. MULTA DO ART. §8º da CLT.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI demissão. a multa do artigo 477. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. CLT. A contagem do prazo é de 10 (dez) dias a partir da dispensa. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho. De acordo com essa orientação. o Reclamante requer a condenação do Reclamado ao pagamento de multa no valor equivalente ao seu salário. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. 477. salvo quando comprovadamente. nos termos do §8º do artigo 477 da CLT. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato.com. § 6º. paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. Logo. A penalidade prevista corresponde ao valor de um salário do empregado percebido à época da dissolução do contrato de trabalho. É assegurado a todo empregado. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato.br 80 . Note que NÃO é o décimo dia útil. o trabalhador der causa à mora. mesmo que www. Diante desse fato. §6º da CLT. contado da data da notificação da demissão. 477. Art.cers. Cumpre destacar o CANCELAMENTO da OJ 351 da SDI-1 do TST ocorrido em novembro de 2009. o direito de haver do empregador uma indenização. A multa prevista pelo §8º do artigo 477 da CLT só incidirá se o empregador não respeitar o prazo legal previsto no §6º para o pagamento das verbas rescisórias. ou b) até o décimo dia. quando da ausência do aviso prévio. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. § 8º. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. em valor equivalente ao seu salário. § 8º. CLT O Reclamado não respeitou o prazo para pagamento das parcelas rescisórias previsto no artigo 477.

conforme exposto no item supra. a produção de todos os meios de prova em direito admitidos e a procedência dos pedidos. PEDIDOS O tópico dos pedidos. b) a equiparação salarial. d) a condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias. acrescidas de juros e correção monetária.br 81 .CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI haja controvérsia acerca de uma determinada verba. 13º salário. com a condenação da reclamada ao pagamento das verbas postuladas. a liberação de guia para levantamento do FGTS. é uma repetição de todos os requerimentos já realizados no desenvolvimento da reclamatória trabalhista. 13º salário. bem como a guia para a percepção do seguro desemprego. Os pedidos devem seguir a mesma ordem em que foram abordados no mérito. Segue exemplo: III .PEDIDOS Diante de todo o exposto.cers. bem como. inclusive os reflexos no aviso prévio. Este tópico compreende os seguintes pedidos: a notificação da reclamada. c) a integração do adicional de insalubridade ao salário do autor.com. requer: a) o reconhecimento de vínculo de emprego entre as partes. REQUERIMENTOS FINAIS Os requerimentos finais são indispensáveis à reclamatória trabalhista. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). os seus reflexos. o empregado poderá pleitear a incidência da referida multa. bem como. É importante requerer a parcela principal. inserido logo após o mérito da peça. férias acrescidas do terço constitucional e FGTS (depósitos e multa de 40%). www. com reflexos no aviso prévio.

CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI NOTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DE PROVA REQUERIMENTOS FINAIS PROCEDÊNCIA com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas postuladas. FINALIZE A SUA PEÇA! Termos em que. acrescida de juros e correção monetária Segue exemplo: IV – REQUERIMENTOS FINAIS Diante do exposto. I e II. sendo o valor da causa o resultado da somatória de todos eles. b) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. o Examinando deve tratar do valor da causa. consequentemente. da seguinte maneira: a) no procedimento ordinário: basta escrever “Atribui-se a causa valor acima de 40 salários mínimos”. determinado e líquido.br 82 . em especial a prova documental. VALOR DA CAUSA Por fim. Isso porque o art. o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas. 852-B.cers. requer: a) notificação da Reclamada para oferecer resposta à Reclamatória Trabalhista. sob pena de revelia e confissão quanto a matéria de fato. www. CLT estabelece que nesse procedimento o pedido deve ser certo. acrescidas de juros e correção monetária.com. c) Por fim a procedência dos pedidos com a condenação do reclamado ao pagamento das verbas pleiteadas. b) no procedimento sumaríssimo: indicar o valor resultante da somatória de todos os pedidos e caso não seja possível escrever apenas que não “O valor da causa está acima de 2 e não ultrapassa 40 salários mínimos”. o reclamante deve indicar o valor correspondente a cada pedido.

com. Local.cers.CURSO DE SEGUNDA FASE – PRÁTICA TRABALHISTA VIII EXAME DE ORDEM PROFESSORA ARYANNA MANFREDINI Pede deferimento.br 83 . data Advogado OAB nº www.

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