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Código do Trabalho 2009

Código do Trabalho 2009

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Código do Trabalho 2009 - Portugal
Código do Trabalho 2009 - Portugal

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1

CÓDIGO DO TRABALHO
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161º da Constituição, para
valer como lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1º
Aprovação do Código do Trabalho
aprovado o C!digo do "rabal#o, $ue se publica em ane%o & presente lei e $ue dela 'a( parte
integrante)
Artigo 2º
Transposição de directivas comunitárias
Com a aprovação do C!digo do "rabal#o * e'ectuada a transposição, parcial ou total, das seguintes
directivas comunit+rias:
a) ,irectiva do Consel#o nº -./11-/C00, de 11 de 2evereiro, relativa & apro%imação das legislaç3es dos
0stados membros no $ue se re'ere & aplicação do princípio da igualdade de remuneração entre
os trabal#adores masculinos e 'emininos4
b) ,irectiva do Consel#o nº -6/51-/C00, de 6 de 2evereiro, relativa & concreti(ação do princípio da
igualdade de tratamento entre #omens e mul#eres no $ue se re'ere ao acesso ao emprego, &
'ormação e promoção pro'issionais e &s condiç3es de trabal#o, alterada pela ,irectiva nº 5115/-7/C0,
do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 57 de 9etembro4
c) ,irectiva do Consel#o nº 61/.77/C00, de 1: de ;utubro, relativa & obrigação de o empregador
in'ormar o trabal#ador sobre as condiç3es aplic+veis ao contrato ou & relação de trabal#o4
d) ,irectiva nº 65/<./C00, do Consel#o, de 16 de ;utubro, relativa & implementação de medidas
destinadas a promover a mel#oria da segurança e da saúde das trabal#adoras gr+vidas, pu*rperas
ou lactantes no trabal#o4
e) ,irectiva nº 67/11:/C0, do Consel#o, de 57 de =ovembro, relativa a determinados aspectos da
organi(ação do tempo de trabal#o, alterada pela ,irectiva nº 5111/7:/C0, do 8arlamento 0uropeu e
do Consel#o, de 55 de >un#o4
') ,irectiva nº 6:/77/C0, do Consel#o, de 55 de >un#o, relativa & protecção dos ?ovens no trabal#o4
g) ,irectiva nº 6:/:./C0, do Consel#o, de 55 de 9etembro, relativa & instituição de um consel#o de
empresa europeu ou de um procedimento de in'ormação e consulta dos trabal#adores nas empresas
ou grupos de empresas de dimensão comunit+ria4
#) ,irectiva nº 66/7:/C0, do Consel#o, de 7 de >un#o, relativa ao acordo $uadro sobre a licença
parental celebrado pela @nião das Con'ederaç3es da Andústria e dos 0mpregadores da 0uropa
B@=AC0), pelo Centro 0uropeu das 0mpresas 8úblicas BC008) e pela Con'ederação 0uropeia dos
9indicatos BC09)4
i) ,irectiva nº 66/-1/C0, do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 16 de ,e(embro, relativa ao
destacamento de trabal#adores no Cmbito de uma prestação de serviços4
?) ,irectiva nº 6-/<1/C0, do Consel#o, de 1. de ,e(embro, relativa ao !nus da prova nos casos de
discriminação baseada no se%o4
l) ,irectiva nº 6-/<1/C0, do Consel#o, de 1. de ,e(embro, respeitante ao acordo $uadro relativo ao
trabal#o a tempo parcial celebrado pela @=AC0, pelo C008 e pela C094
m) ,irectiva nº 6</.6/C0, do Consel#o, de 51 de >ul#o, relativa & apro%imação das legislaç3es dos
0stados membros respeitantes aos despedimentos colectivos, $ue codi'ica e revoga a ,irectiva nº
-./156/C00, do Consel#o, de 1- de 2evereiro, e a ,irectiva nº 65/.6/C00, do Consel#o, de 5: de
>un#o, $ue a alterou4
n) ,irectiva nº 1666/-1/C0, do Consel#o, de 5< de >un#o, respeitante ao acordo $uadro C09, @=AC0
e C008 relativo a contratos de trabal#o a termo4
o) ,irectiva nº 5111/:7/C0, do Consel#o, de 56 de >un#o, $ue aplica o princípio da igualdade de
tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou *tnica4
p) ,irectiva nº 5111/-</C0, do Consel#o, de 5- de =ovembro, $ue estabelece um $uadro geral de
igualdade de tratamento no emprego e na actividade pro'issional4
$) ,irectiva nº 5111/57/C0, do Consel#o, de 15 de Darço, relativa & apro%imação das legislaç3es dos
0stados membros respeitantes & manutenção dos direitos dos trabal#adores em caso de
trans'erEncia de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de
estabelecimentos, $ue codi'ica e revoga a ,irectiva nº --/1<-/C00, do Consel#o, de 1: de 2evereiro, com a
redacção $ue l#e 'oi dada pela ,irectiva nº 6</.1/C0, do Consel#o, de 56 de >un#o4
r) ,irectiva nº 5115/1:/C0, do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 11 de Darço, $ue estabelece um
$uadro geral relativo & in'ormação e & consulta dos trabal#adores na Comunidade 0uropeia)
Artigo 3º
Entrada em vigor
1 F ; C!digo do "rabal#o entra em vigor no dia 1 de ,e(embro de 5117)
5 F ;s artigos 77º a -1º, -6º a 61º, a alínea e) do nº 5 do artigo 55.º e os artigos 5<1º a 715º, 76:º e
65:º s! se aplicam depois da entrada em vigor da legislação especial para a $ual remetem)

5

7 F ; disposto no nº 5 do artigo 176º s! se aplica depois da entrada em vigor da legislação especial
prevista no artigo 17<º
Artigo º
!egi"es Autónomas
1 F =a aplicação do C!digo do "rabal#o &s Regi3es Aut!nomas são tidas em conta as competEncias legais
atribuídas aos respectivos !rgãos e serviços regionais)
5 F =as Regi3es Aut!nomas as publicaç3es são 'eitas nas respectivas s*ries dos ?ornais o'iciais)
7 F =as Regi3es Aut!nomas, a 'i%ação das condiç3es de admissibilidade de emissão de
regulamentos de e%tensão e de condiç3es mínimas compete &s respectivas Assembleias Gegislativas
Regionais)
: F As Regi3es Aut!nomas podem estabelecer, de acordo com as suas tradiç3es, outros 'eriados, para
al*m dos 'i%ados no C!digo do "rabal#o, desde $ue correspondam a usos e pr+ticas ?+
consagrados)
. F As Regi3es Aut!nomas podem ainda regular outras mat*rias laborais de interesse especí'ico, nos termos
gerais)
Artigo #º
$uncionários e agentes
9em pre?uí(o do disposto em legislação especial, são aplic+veis & relação ?urídica de emprego
público $ue con'ira a $ualidade de 'uncion+rio ou agente da Administração 8ública, com as
necess+rias adaptaç3es, as seguintes disposiç3es do C!digo do "rabal#o:
a) Artigos 55º a 75º, sobre igualdade e não discriminação4
b) Artigos 77º a .5º, sobre protecção da maternidade e da paternidade4
c) Artigos :61º a :-1º, sobre constituição de comiss3es de trabal#adores4
d) Artigos .61º a 616º, sobre o direito & greve)
Artigo %º
Trabalhadores de pessoas colectivas p&blicas
Ao trabal#ador de pessoa colectiva pública $ue não se?a 'uncion+rio ou agente da Administração
8ública aplicaFse o disposto no C!digo do "rabal#o, nos termos previstos em legislação especial,
sem pre?uí(o dos princípios gerais em mat*ria de emprego público)
Artigo 'º
!emiss"es
As remiss3es de normas contidas em diplomas legislativos ou regulamentares para a legislação
revogada por e'eito do artigo 51º consideramFse re'eridas &s disposiç3es correspondentes do C!digo
do "rabal#o)
Artigo (º
Aplicação no tempo
1 F 9em pre?uí(o do disposto nos artigos seguintes, 'icam su?eitos ao regime do C!digo do "rabal#o
os contratos de trabal#o e os instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o celebrados ou
aprovados antes da sua entrada em vigor, salvo $uanto &s condiç3es de validade e aos e'eitos de 'actos
ou situaç3es totalmente passados anteriormente &$uele momento)
5 F As estruturas de representação colectiva de trabal#adores e de empregadores constituídas antes
da entrada em vigor do C!digo do "rabal#o 'icam su?eitas ao regime nele instituído, salvo $uanto &s
condiç3es de validade e aos e'eitos relacionados com a respectiva constituição ou modi'icação)
Artigo )º
!egras especiais de aplicação no tempo de normas relativas ao contrato de trabalho
; regime estabelecido no C!digo do "rabal#o não se aplica ao conteúdo das situaç3es constituídas
ou iniciadas antes da sua entrada em vigor, relativas a:
a) 8eríodo e%perimental4
b) 8ra(os de prescrição e de caducidade4
c) 8rocedimentos para aplicação de sanç3es, bem como para a cessação do contrato de trabal#o)
Artigo 1*º
!egime do tempo de trabalho
; disposto na alínea a) do artigo 1.6º do C!digo do "rabal#o não * aplic+vel at* & entrada em vigor
de convenção colectiva $ue dispon#a sobre a mat*ria, mantendoFse em vigor, durante esse período,
o previsto no artigo 1º da Gei nº 51/66, de 57 de >ul#o, e na alínea a) do nº 1 do artigo 5º da Gei nº

7

-7/6<, de 11 de =ovembro)
Artigo 11º
+arantias de retribuição e trabalho nocturno
1 F A retribuição au'erida pelo trabal#ador não pode ser redu(ida por mero e'eito da entrada em vigor
do C!digo do "rabal#o)
5 F ; trabal#ador $ue ten#a prestado, nos 15 meses anteriores & publicação do C!digo do "rabal#o, pelo
menos cin$uenta #oras entre as 51 e as 55 ou cento e cin$uenta #oras de trabal#o nocturno depois das
55 #oras mant*m o direito ao acr*scimo de retribuição sempre $ue reali(ar a sua
prestação entre as 51 e as 55 #oras)
Artigo 12º
Conselhos de empresa europeus
; disposto nos artigos :-1º a :-:º do C!digo do "rabal#o, relativo aos consel#os de empresa
europeus, não se aplica a empresas ou grupos de empresas de dimensão comunit+ria em $ue
e%istia, em 55 de 9etembro de 1666, e en$uanto vigorar, um acordo sobre in'ormação e consulta
transnacionais aplic+vel a todos os trabal#adores ou dois ou mais acordos $ue, no seu con?unto,
abran?am todos os trabal#adores)
Artigo 13º
Convenç"es vigentes
;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o negociais vigentes a$uando da entrada em vigor
do C!digo do "rabal#o podem ser denunciados, com e'eitos imediatos, desde $ue ten#a decorrido,
pelo menos, um ano ap!s a sua última alteração ou entrada em vigor)
Artigo 1º
,alidade das convenç"es colectivas
1 F As disposiç3es constantes de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o $ue
dispon#am de modo contr+rio &s normas imperativas do C!digo do "rabal#o tEm de ser alteradas no pra(o
de 15 meses ap!s a entrada em vigor deste diploma, sob pena de nulidade)
5 F ; disposto no número anterior não convalida as disposiç3es de instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o nulas ao abrigo da legislação revogada)
Artigo 1#º
Escolha de convenção aplicável
1 F =os casos em $ue, ap!s a entrada em vigor do C!digo do "rabal#o, se?a outorgado instrumento
de regulamentação colectiva de trabal#o negocial aplic+vel em empresa na $ual se encontrem em vigor
um ou mais instrumentos outorgados antes da data da entrada em vigor do C!digo do "rabal#o,
os trabal#adores da empresa, $ue não se?am 'iliados em sindicato outorgante, susceptíveis de serem
abrangidos pelo Cmbito sectorial ou pro'issional de aplicação do instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o negocial em causa, podem escol#er, por escrito, o instrumento $ue l#es *
aplic+vel)
5 F =o caso previsto no número anterior, a convenção aplicaFse aos trabal#adores at* ao 'inal do
pra(o $ue dela e%pressamente constar ou, sendo esta ob?ecto de alteração, at* & sua entrada em vigor)
7 F =o caso de a convenção colectiva não ter pra(o de vigEncia, os trabal#adores são abrangidos
durante o pra(o mínimo de um ano)
Artigo 1%º
-enores
1 F ; menor com idade in'erior a 16 anos não pode ser contratado para reali(ar uma actividade
remunerada prestada com autonomia)
5 F ; menor com idade in'erior a 16 anos $ue ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria pode ser
contratado para prestar uma actividade remunerada, desempen#ada com autonomia, desde $ue se
trate de trabal#os leves)
7 F H celebração do contrato previsto no número anterior aplicamFse as regras gerais previstas no
C!digo Civil)
: F ConsideramFse trabal#os leves para e'eitos do nº 5 os $ue assim 'orem de'inidos para o contrato
de trabal#o celebrado com menores)
. F Ao menor $ue reali(a actividades com autonomia aplicamFse as limitaç3es estabelecidas para o
contrato de trabal#o celebrado com menores)
Artigo 1'º

:

Trabalhador.estudante
; disposto nos artigos <1º e <:º do C!digo do "rabal#o assim como a regulamentação prevista no artigo
<.º, sobre o regime especial con'erido ao trabal#adorFestudante, aplicaFse, com as necess+rias adaptaç3es,
ao trabal#ador por conta pr!pria, ao estudante $ue 're$uente curso de 'ormação pro'issional ou
programa de ocupação tempor+ria de ?ovens, desde $ue com duração igual ou superior a seis
meses, e &$uele $ue, estando abrangido pelo 0statuto do "rabal#adorF0studante, se encontre entretanto
em situação de desemprego involunt+rio, inscrito em centro de emprego)
Artigo 1(º
Acidentes de trabalho e doenças pro/issionais
1 F ; regime relativo a acidentes de trabal#o e doenças pro'issionais, previsto nos artigos 5<1º a 715º
do C!digo do "rabal#o, com as necess+rias adaptaç3es, aplicaFse igualmente:
a) Aos trabal#adores $ue prestem a sua actividade mediante contrato e$uiparado ao contrato de
trabal#o4
b) Aos praticantes, aprendi(es, estagi+rios e demais situaç3es $ue devam considerarFse de 'ormação
pro'issional4
c) Aos administradores, directores, gerentes ou e$uiparados $ue, sem contrato de trabal#o, se?am
remunerados por essa actividade4
d) Aos prestadores de trabal#o $ue, sem subordinação ?urídica, desenvolvam a sua actividade na
dependEncia econ!mica da pessoa servida)
5 F ;s trabal#adores $ue e%erçam uma actividade por conta pr!pria devem e'ectuar um seguro $ue
garanta o pagamento das prestaç3es previstas nos artigos indicados no número anterior e respectiva
legislação regulamentar)
Artigo 1)º
!egulamentação
A regulamentação do C!digo do "rabal#o * 'eita por lei, decretoFlei ou acto regulamentar, consoante
a nature(a das mat*rias)
Artigo 2*º
!evisão
; C!digo do "rabal#o deve ser revisto no pra(o de $uatro anos a contar da data da sua entrada em vigor)
Artigo 21º
0orma revogatória
1 F Com a entrada em vigor do C!digo do "rabal#o são revogados os diplomas respeitantes &s
mat*rias nele reguladas, designadamente os seguintes:
a) ,ecretoFGei nº :6:1<, de 5: de =ovembro de 1666 Blei do contrato de trabal#o)4
b) ,ecretoFGei nº :16/-1, de 5- de 9etembro Blei da duração do trabal#o)4
c) ,ecretoFGei nº 51.FC/-., de 71 de Abril Blei das associaç3es patronais)4
d) ,ecretoFGei nº <-:/-6, de 5< de ,e(embro Blei das '*rias, 'eriados e 'altas)4
e) Gei nº 6./--, de 56 de Agosto Blei da greve)4
') Gei nº 16/-6, de 56 de Daio Bparticipação dos trabal#adores na elaboração da legislação do
trabal#o)4
g) ,ecretoFGei nº .16FC1/-6, de 56 de ,e(embro Blei dos instrumentos de regulamentação colectiva
de trabal#o)4
#) ,ecretoFGei nº 76</<7, de 5 de =ovembro Bredução ou suspensão da prestação de trabal#o)4
i) ,ecretoFGei nº :51/<7, de 5 de ,e(embro Blei do trabal#o suplementar)4
?) ,ecretoFGei nº 66/<., de 1< de Darço Bmora do empregador)4
l) ,ecretoFGei nº 66FA/<-, de 6 de 2evereiro Blei do sal+rio mínimo)4
m) ,ecretoFGei nº 6:FA/<6, de 5- de 2evereiro Blei da cessação do contrato de trabal#o e do contrato
a termo)4
n) Artigos 56º a 71º do ,ecretoFGei nº 7.</<6, de 1- de ;utubro Blei do trabal#o tempor+rio e
da cedEncia ocasional)4
o) ,ecretoFGei nº 561/61, de 5. de >ul#o Blei da pr*Fre'orma)4
p) ,ecretoFGei nº :11/61, de 16 de ;utubro Blei do despedimento por inadaptação)4
$) ,ecretoFGei nº :1:/61, de 16 de ;utubro Btrabal#o em comissão de serviço)4
r) ,ecretoFGei nº ./6:, de 11 de >aneiro Bobrigação de in'ormação)4
s) ,ecretoFGei nº <</66, de 7 de >ul#o Blei do subsídio de =atal)4
t) Gei nº 51/66, de 57 de >ul#o Bredução dos períodos de trabal#o e polivalEncia)4
u) Gei nº 7</66, de 71 de Agosto Bregras sobre cessação por mútuo acordo e por rescisão do
trabal#ador e sobre contrato a termo)4
v) Gei nº -7/6<, de 11 de =ovembro Borgani(ação do tempo de trabal#o)4
%) Gei nº 76/66, de 56 de Daio Bparticipação das associaç3es de empregadores na elaboração da

.

legislação do trabal#o)4
() Gei nº 117/66, de 56 de >ul#o Btrabal#o a tempo parcial)4
aa) Gei nº 116/66, de : de Agosto BcontraFordenaç3es laborais)4
ab) Gei nº <1/5111, de 5< de >ul#o B$uoti(aç3es sindicais))
5 F Com a entrada em vigor das normas regulamentares são revogados os seguintes diplomas:
a) ,ecretoFGei nº 51.FI/-., de 71 de Abril Blei sindical)4
b) Gei nº :6/-6, de 15 de 9etembro Blei das comiss3es de trabal#adores)4
c) ,ecretoFGei nº 765/-6, de 51 9etembro Bigualdade e não discriminação em 'unção do se%o)4
d) Gei nº :/<:, de . de Abril Blei de protecção da maternidade e da paternidade), com a numeração e
redacção constantes da Gei nº -1/5111, de : de Daio4
e) Gei nº 1-/<6, de 1: de >un#o Blei dos sal+rios em atraso)4
') ,ecretoFGei nº 766/61, de 16 de ;utubro Btrabal#o de menores)4
g) Gei nº 111/6-, de 17 de 9etembro Blei dos acidentes de trabal#o e das doenças pro'issionais)4
#) Gei nº 11./6-, de 17 de 9etembro Bigualdade no trabal#o e no emprego)4
i) Gei nº 116/6-, de : de =ovembro B0statuto do "rabal#adorF0studante)4
?) Gei nº 51/6<, de 15 de Daio Btrabal#o de estrangeiros)4
l) ,ecretoFGei nº 1:7/66, de 71 de Abril Bregulamento dos acidentes de trabal#o)4
m) ,ecretoFGei nº 516/66, de 1. de >un#o B'undo de garantia salarial)4
n) Gei nº .</66, de 71 de >un#o Blei aplic+vel ao trabal#o subordinado e regulamentação do emprego
de menores)4
o) ,ecretoFGei nº 5:</66, de 5 de >ul#o Bregulamento das doenças pro'issionais)4
p) Gei nº 6/5111, de 1. de >un#o Btrabal#adores destacados)4
$) ,ecretoFGei nº 111/5111, de : de >ul#o Bregulamentação da Gei nº 17:/66, de 5< de Agosto)4
r) ,ecretoFGei nº 571/5111, de 57 de 9etembro Bregulamentação do regime de protecção da
maternidade e da paternidade)4
s) ,ecretoFGei nº 11-/5111, de 6 de Abril Blei aplic+vel aos menores no $ue respeita aos trabal#os leves
e actividades proibidas ou condicionadas)4
t) Gei nº 66/5111, de 51 de Agosto Bprivil*gios credit!rios)4
u) ,ecretoFGei nº .</5115, de 1. de Darço Badmissão de trabal#o de menores)4
v) ,ecreto Regulamentar nº 16/5115, de 1. de Darço B'ormação pro'issional de menores)4
%) Gei nº :1/66, de 6 de >un#o Bconsel#os de empresa europeus))
7 F ; regime sancionat!rio constante do livro AA não revoga $ual$uer disposição do C!digo 8enal) Aprovada
em 1. de >ul#o de 5117)
; 8residente da Assembleia da República, >oão Iosco Dota Amaral) 8romulgada em : de Agosto de 5117)
8ubli$ueFse)
; 8residente da República, >;RJ0 9AD8AA;) Re'erendada em < de Agosto de 5117)
; 8rimeiroFDinistro, >os* Danuel ,urão Iarroso)
12,!3 2
4arte geral
T5T613 2
$ontes e aplicação do direito do trabalho
Artigo 1º
$ontes espec7/icas
; contrato de trabal#o est+ su?eito, em especial, aos instrumentos de regulamentação colectiva de
trabal#o, assim como aos usos laborais $ue não contrariem o princípio da boa '*)
Artigo 2º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
1 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o podem ser negociais ou não negociais)
5 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o negociais são a convenção colectiva, o acordo
de adesão e a decisão de arbitragem volunt+ria)
7 F As convenç3es colectivas podem ser:
a) Contratos colectivos F as convenç3es celebradas entre associaç3es sindicais e associaç3es de
empregadores4
b) Acordos colectivos F as convenç3es celebradas por associaç3es sindicais e uma pluralidade de
empregadores para di'erentes empresas4
c) Acordos de empresa F as convenç3es subscritas por associaç3es sindicais e um empregador para uma
empresa ou estabelecimento)
: F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o não negociais são o regulamento de
e%tensão, o regulamento de condiç3es mínimas e a decisão de arbitragem obrigat!ria)
Artigo 3º
8ubsidiariedade

6

;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o não negociais s! podem ser emitidos na 'alta
de instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o negociais, salvo tratandoFse de arbitragem
obrigat!ria)
Artigo º
4rinc7pio do tratamento mais /avorável
1 F As normas deste C!digo podem, sem pre?uí(o do disposto no número seguinte, ser a'astadas por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, salvo $uando delas resultar o contr+rio)
5 F As normas deste C!digo não podem ser a'astadas por regulamento de condiç3es mínimas)
7 F As normas deste C!digo s! podem ser a'astadas por contrato de trabal#o $uando este estabeleça
condiç3es mais 'avor+veis para o trabal#ador e se delas não resultar o contr+rio)
Artigo #º
Aplicação de disposiç"es
9empre $ue numa disposição deste C!digo se determinar $ue a mesma pode ser a'astada por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, entendeFse $ue o não pode ser por cl+usula de
contrato de trabal#o)
Artigo %º
1ei aplicável ao contrato de trabalho
1 F ; contrato de trabal#o regeFse pela lei escol#ida pelas partes)
5 F =a 'alta de escol#a de lei aplic+vel, o contrato de trabal#o * regulado pela lei do 0stado com o $ual
apresente uma cone%ão mais estreita)
7 F =a determinação da cone%ão mais estreita, al*m de outras circunstCncias, atendeFse:
a) H lei do 0stado em $ue o trabal#ador, no cumprimento do contrato, presta #abitualmente o seu
trabal#o, mesmo $ue este?a temporariamente a prestar a sua actividade noutro 0stado4
b) H lei do 0stado em $ue este?a situado o estabelecimento onde o trabal#ador 'oi contratado, se este não
presta #abitualmente o seu trabal#o no mesmo 0stado)
: F ;s crit*rios enunciados no número anterior podem não ser atendidos $uando, do con?unto de
circunstCncias aplic+veis & situação, resulte $ue o contrato de trabal#o apresenta uma cone%ão mais
estreita com outro 0stado, caso em $ue se aplicar+ a respectiva lei)
. F 9endo aplic+vel a lei de determinado 0stado, por 'orça dos crit*rios enunciados nos números
anteriores, pode ser dada prevalEncia &s disposiç3es imperativas da lei de outro 0stado com o $ual a
situação apresente uma cone%ão estreita se, e na medida em $ue, de acordo com o direito deste
último 0stado essas disposiç3es 'orem aplic+veis, independentemente da lei reguladora do contrato)
6 F 8ara e'eito do disposto no número anterior deve terFse em conta a nature(a e o ob?ecto das
disposiç3es imperativas, bem como as conse$uEncias resultantes tanto da aplicação como da não
aplicação de tais preceitos)
- F A escol#a pelas partes da lei aplic+vel ao contrato de trabal#o não pode ter como conse$uEncia privar
o trabal#ador da protecção $ue l#e garantem as disposiç3es imperativas deste C!digo, caso 'osse a lei
portuguesa a aplic+vel nos termos do nº 5)
Artigo 'º
9estacamento em território portugu:s
1 F ; destacamento pressup3e $ue o trabal#ador, contratado por um empregador estabelecido noutro
0stado e en$uanto durar o contrato de trabal#o, preste a sua actividade em territ!rio portuguEs num
estabelecimento do empregador ou em e%ecução de contrato celebrado entre o empregador e o
bene'ici+rio da actividade, ainda $ue em regime de trabal#o tempor+rio)
5 F As normas deste C!digo são aplic+veis, com as limitaç3es decorrentes do artigo seguinte, ao
destacamento de trabal#adores para prestar trabal#o em territ!rio portuguEs e $ue ocorra nas
situaç3es contempladas em legislação especial)
Artigo (º
Condiç"es de trabalho
9em pre?uí(o de regimes mais 'avor+veis constantes da lei aplic+vel & relação laboral ou previstos no
contrato de trabal#o e ressalvadas as e%cepç3es constantes de legislação especial, os trabal#adores
destacados nos termos do artigo anterior tEm direito &s condiç3es de trabal#o previstas neste C!digo
e na regulamentação colectiva de trabal#o de e'ic+cia geral vigente em territ!rio nacional respeitantes
a:
a) 9egurança no emprego4
b) ,uração m+%ima do tempo de trabal#o4
c) 8eríodos mínimos de descanso4
d) 2*rias retribuídas4

-

e) Retribuição mínima e pagamento de trabal#o suplementar4
') Condiç3es de cedEncia de trabal#adores por parte de empresas de trabal#o tempor+rio4
g) Condiç3es de cedEncia ocasional de trabal#adores4
#) 9egurança, #igiene e saúde no trabal#o4
i) 8rotecção da maternidade e paternidade4
?) 8rotecção do trabal#o de menores4
l) Agualdade de tratamento e não discriminação)
Artigo )º
9estacamento para outros Estados
; trabal#ador contratado por uma empresa estabelecida em 8ortugal, se prestar a sua actividade no
territ!rio de outro 0stado, tanto num estabelecimento do empregador como em e%ecução de contrato
celebrado entre o empregador e o bene'ici+rio da actividade, ainda $ue em regime de trabal#o
tempor+rio, en$uanto durar o contrato de trabal#o e sem pre?uí(o de regimes mais 'avor+veis
constantes da lei aplic+vel & relação laboral ou previstos contratualmente, tem direito &s condiç3es de
trabal#o constantes do artigo anterior)
T5T613 22
Contrato de trabalho
CA45T613 2
9isposiç"es gerais
8EC;<3 2
0oção e =mbito
Artigo 1*º
0oção
Contrato de trabal#o * a$uele pelo $ual uma pessoa se obriga, mediante retribuição, a prestar a sua
actividade a outra ou outras pessoas, sob a autoridade e direcção destas)
Artigo 11º
!egimes especiais
Aos contratos de trabal#o com regime especial aplicamFse as regras gerais deste C!digo $ue não se?am
incompatíveis com a especi'icidade desses contratos)
Artigo 12º
4resunção
8resumeFse $ue as partes celebraram um contrato de trabal#o sempre $ue, cumulativamente:
a) ; prestador de trabal#o este?a inserido na estrutura organi(ativa do bene'ici+rio da actividade e
reali(e a sua prestação sob as orientaç3es deste4
b) ; trabal#o se?a reali(ado na empresa bene'ici+ria da actividade ou em local por esta controlado,
respeitando um #or+rio previamente de'inido4
c) ; prestador de trabal#o se?a retribuído em 'unção do tempo despendido na e%ecução da actividade
ou se encontre numa situação de dependEncia econ!mica 'ace ao bene'ici+rio da actividade4
d) ;s instrumentos de trabal#o se?am essencialmente 'ornecidos pelo bene'ici+rio da actividade4
e) A prestação de trabal#o ten#a sido e%ecutada por um período, ininterrupto, superior a 61 dias)
Artigo 13º
Contratos e>uiparados
2icam su?eitos aos princípios de'inidos neste C!digo, nomeadamente $uanto a direitos de
personalidade, igualdade e não discriminação e segurança, #igiene e saúde no trabal#o, sem pre?uí(o
de regulamentação em legislação especial, os contratos $ue ten#am por ob?ecto a prestação de
trabal#o, sem subordinação ?urídica, sempre $ue o trabal#ador deva considerarFse na dependEncia
econ!mica do bene'ici+rio da actividade)
8EC;<3 22
8u?eitos
86@8EC;<3 2
Capacidade
Artigo 1º

<

4rinc7pio geral
A capacidade para celebrar contratos de trabal#o regulaFse nos termos gerais e pelo disposto neste
C!digo)
86@8EC;<3 22
9ireitos de personalidade
Artigo 1#º
1iberdade de eApressão e de opinião
recon#ecida no Cmbito da empresa a liberdade de e%pressão e de divulgação do pensamento e
opinião, com respeito dos direitos de personalidade do trabal#ador e empregador, incluindo as
pessoas singulares $ue o representam, e do normal 'uncionamento da empresa)
Artigo 1%º
!eserva da intimidade da vida privada
1 F ; empregador e o trabal#ador devem respeitar os direitos de personalidade da contraparte,
cabendoFl#es, designadamente, guardar reserva $uanto & intimidade da vida privada)
5 F ; direito & reserva da intimidade da vida privada abrange $uer o acesso, $uer a divulgação de
aspectos atinentes & es'era íntima e pessoal das partes, nomeadamente relacionados com a vida
'amiliar, a'ectiva e se%ual, com o estado de saúde e com as convicç3es políticas e religiosas)
Artigo 1'º
4rotecção de dados pessoais
1 F ; empregador não pode e%igir ao candidato a emprego ou ao trabal#ador $ue preste in'ormaç3es
relativas & sua vida privada, salvo $uando estas se?am estritamente necess+rias e relevantes para avaliar
da respectiva aptidão no $ue respeita & e%ecução do contrato de trabal#o e se?a 'ornecida por escrito a
respectiva 'undamentação)
5 F ; empregador não pode e%igir ao candidato a emprego ou ao trabal#ador $ue preste in'ormaç3es
relativas & sua saúde ou estado de gravide(, salvo $uando particulares e%igEncias inerentes &
nature(a da actividade pro'issional o ?usti'i$uem e se?a 'ornecida por escrito a respectiva
'undamentação)
7 F As in'ormaç3es previstas no número anterior são prestadas a m*dico, $ue s! pode comunicar ao
empregador se o trabal#ador est+ ou não apto a desempen#ar a actividade, salvo autori(ação escrita deste)
: F ; candidato a emprego ou o trabal#ador $ue #a?a 'ornecido in'ormaç3es de índole pessoal go(a
do direito ao controlo dos respectivos dados pessoais, podendo tomar con#ecimento do seu teor e dos
'ins a $ue se destinam, bem como e%igir a sua recti'icação e actuali(ação)
. F ;s 'ic#eiros e acessos in'orm+ticos utili(ados pelo empregador para tratamento de dados
pessoais do candidato a emprego ou trabal#ador 'icam su?eitos & legislação em vigor relativa &
protecção de dados pessoais)
Artigo 1(º
2ntegridade /7sica e moral
; empregador, incluindo as pessoas singulares $ue o representam, e o trabal#ador go(am do direito
& respectiva integridade 'ísica e moral)
Artigo 1)º
Testes e eAames mBdicos
1 F 8ara al*m das situaç3es previstas na legislação relativa a segurança, #igiene e saúde no trabal#o,
o empregador não pode, para e'eitos de admissão ou permanEncia no emprego, e%igir ao candidato a
emprego ou ao trabal#ador a reali(ação ou apresentação de testes ou e%ames m*dicos, de $ual$uer
nature(a, para comprovação das condiç3es 'ísicas ou psí$uicas, salvo $uando estes ten#am por
'inalidade a protecção e segurança do trabal#ador ou de terceiros, ou $uando particulares e%igEncias
inerentes & actividade o ?usti'i$uem, devendo em $ual$uer caso ser 'ornecida por escrito ao candidato
a emprego ou trabal#ador a respectiva 'undamentação)
5 F ; empregador não pode, em circunstCncia alguma, e%igir & candidata a emprego ou &
trabal#adora a reali(ação ou apresentação de testes ou e%ames de gravide()
7 F ; m*dico respons+vel pelos testes e e%ames m*dicos s! pode comunicar ao empregador se o
trabal#ador est+ ou não apto para desempen#ar a actividade, salvo autori(ação escrita deste)
Artigo 2*º
-eios de vigil=ncia a dist=ncia

6

1 F ; empregador não pode utili(ar meios de vigilCncia a distCncia no local de trabal#o, mediante o
emprego de e$uipamento tecnol!gico, com a 'inalidade de controlar o desempen#o pro'issional do
trabal#ador)
5 F A utili(ação do e$uipamento identi'icado no número anterior * lícita sempre $ue ten#a por
'inalidade a protecção e segurança de pessoas e bens ou $uando particulares e%igEncias inerentes &
nature(a da actividade o ?usti'i$uem)
7 F =os casos previstos no número anterior o empregador deve in'ormar o trabal#ador sobre a
e%istEncia e 'inalidade dos meios de vigilCncia utili(ados)
Artigo 21º
Con/idencialidade de mensagens e de acesso a in/ormação
1 F ; trabal#ador go(a do direito de reserva e con'idencialidade relativamente ao conteúdo das
mensagens de nature(a pessoal e acesso a in'ormação de car+cter não pro'issional $ue envie,
receba ou consulte, nomeadamente atrav*s do correio electr!nico)
5 F ; disposto no número anterior não pre?udica o poder de o empregador estabelecer regras de
utili(ação dos meios de comunicação na empresa, nomeadamente do correio electr!nico)
86@8EC;<3 222
2gualdade e não discriminação
92,28<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 22º
9ireito C igualdade no acesso ao emprego e no trabalho
1 F "odos os trabal#adores tEm direito & igualdade de oportunidades e de tratamento no $ue se re'ere
ao acesso ao emprego, & 'ormação e promoção pro'issionais e &s condiç3es de trabal#o)
5 F =en#um trabal#ador ou candidato a emprego pode ser privilegiado, bene'iciado, pre?udicado,
privado de $ual$uer direito ou isento de $ual$uer dever em ra(ão, nomeadamente, de ascendEncia, idade,
se%o, orientação se%ual, estado civil, situação 'amiliar, patrim!nio gen*tico, capacidade de trabal#o
redu(ida, de'iciEncia, doença cr!nica, nacionalidade, origem *tnica, religião, convicç3es políticas ou
ideol!gicas e 'iliação sindical)
Artigo 23º
4roibição de discriminação
1 F ; empregador não pode praticar $ual$uer discriminação, directa ou indirecta, baseada,
nomeadamente, na ascendEncia, idade, se%o, orientação se%ual, estado civil, situação 'amiliar,
patrim!nio gen*tico, capacidade de trabal#o redu(ida, de'iciEncia ou doença cr!nica, nacionalidade, origem
*tnica, religião, convicç3es políticas ou ideol!gicas e 'iliação sindical)
5 F =ão constitui discriminação o comportamento baseado num dos 'actores indicados no número
anterior, sempre $ue, em virtude da nature(a das actividades pro'issionais em causa ou do conte%to
da sua e%ecução, esse 'actor constitua um re$uisito ?usti'ic+vel e determinante para o e%ercício da
actividade pro'issional, devendo o ob?ectivo ser legítimo e o re$uisito proporcional)
7 F Cabe a $uem alegar a discriminação 'undament+Fla, indicando o trabal#ador ou trabal#adores em
relação aos $uais se considera discriminado, incumbindo ao empregador provar $ue as di'erenças de
condiç3es de trabal#o não assentam em nen#um dos 'actores indicados no nº 1)
Artigo 2º
AssBdio
1 F Constitui discriminação o ass*dio a candidato a emprego e a trabal#ador)
5 F 0ntendeFse por ass*dio todo o comportamento indese?ado relacionado com um dos 'actores
indicados no nº 1 do artigo anterior, praticado a$uando do acesso ao emprego ou no pr!prio
emprego, trabal#o ou 'ormação pro'issional, com o ob?ectivo ou o e'eito de a'ectar a dignidade da
pessoa ou criar um ambiente intimidativo, #ostil, degradante, #umil#ante ou desestabili(ador)
7 F Constitui, em especial, ass*dio todo o comportamento indese?ado de car+cter se%ual, sob 'orma
verbal, não verbal ou 'ísica, com o ob?ectivo ou o e'eito re'eridos no número anterior)
Artigo 2#º
-edidas de acção positiva
=ão são consideradas discriminat!rias as medidas de car+cter tempor+rio concretamente de'inido de
nature(a legislativa $ue bene'iciem certos grupos des'avorecidos, nomeadamente em 'unção do se%o,
capacidade de trabal#o redu(ida, de'iciEncia ou doença cr!nica, nacionalidade ou origem *tnica, com
o ob?ectivo de garantir o e%ercício, em condiç3es de igualdade, dos direitos previstos neste C!digo e

11

de corrigir uma situação 'actual de desigualdade $ue persista na vida social)
Artigo 2%º
3brigação de indemniDação
9em pre?uí(o do disposto no livro AA, a pr+tica de $ual$uer acto discriminat!rio lesivo de um
trabal#ador ou candidato a emprego con'ereFl#e o direito a uma indemni(ação, por danos
patrimoniais e não patrimoniais, nos termos gerais)
92,28<3 22
2gualdade e não discriminação em /unção do seAo
Artigo 2'º
Acesso ao empregoE actividade pro/issional e /ormação
1 F "oda a e%clusão ou restrição de acesso de um candidato a emprego ou trabal#ador em ra(ão do
respectivo se%o a $ual$uer tipo de actividade pro'issional ou & 'ormação e%igida para ter acesso a essa
actividade constitui uma discriminação em 'unção do se%o)
5 F ;s anúncios de o'ertas de emprego e outras 'ormas de publicidade ligadas & pr*Fselecção e ao
recrutamento não podem conter, directa ou indirectamente, $ual$uer restrição, especi'icação ou
pre'erEncia baseada no se%o)
Artigo 2(º
Condiç"es de trabalho
1 F assegurada a igualdade de condiç3es de trabal#o, em particular $uanto & retribuição, entre
trabal#adores de ambos os se%os)
5 F As di'erenciaç3es retributivas não constituem discriminação se assentes em crit*rios ob?ectivos,
comuns a #omens e mul#eres, sendo admissíveis, nomeadamente, distinç3es em 'unção do m*rito,
produtividade, assiduidade ou antiguidade dos trabal#adores)
7 F ;s sistemas de descrição de tare'as e de avaliação de 'unç3es devem assentar em crit*rios
ob?ectivos comuns a #omens e mul#eres, de 'orma a e%cluir $ual$uer discriminação baseada no
se%o)
Artigo 2)º
Carreira pro/issional
"odos os trabal#adores, independentemente do respectivo se%o, tEm direito ao pleno
desenvolvimento da respectiva carreira pro'issional)
Artigo 3*º
4rotecção do património genBtico
1 F 9ão proibidos ou condicionados os trabal#os $ue se?am considerados, por regulamentação em
legislação especial, susceptíveis de implicar riscos para o patrim!nio gen*tico do trabal#ador ou dos seus
descendentes)
5 F As disposiç3es legais previstas no número anterior devem ser revistas periodicamente, em 'unção dos
con#ecimentos cientí'icos e t*cnicos e, de acordo com esses con#ecimentos, ser actuali(adas, revogadas
ou tornadas e%tensivas a todos os trabal#adores)
7 F A violação do disposto no nº 1 do presente artigo con'ere ao trabal#ador direito a indemni(ação, por
danos patrimoniais e não patrimoniais, nos termos gerais)
Artigo 31º
!egras contrárias ao princ7pio da igualdade
1 F As disposiç3es de $ual$uer instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o $ue
estabeleçam pro'iss3es e categorias pro'issionais $ue se destinem especi'icamente a trabal#adores
do se%o 'eminino ou masculino tEmFse por aplic+veis a ambos os se%os)
5 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o devem incluir, sempre $ue possível,
disposiç3es $ue visem a e'ectiva aplicação das normas da presente divisão)
Artigo 32º
1egislação complementar
; regime da presente subsecção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)

11

86@8EC;<3 2,
4rotecção da maternidade e da paternidade
Artigo 33º
-aternidade e paternidade
1 F A maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes)
5 F A mãe e o pai tEm direito & protecção da sociedade e do 0stado na reali(ação da sua
insubstituível acção em relação aos 'il#os, nomeadamente $uanto & sua educação)
Artigo 3º
9e/iniç"es
8ara e'eitos do e%ercício dos direitos con'eridos na presente subsecção, entendeFse por:
a) "rabal#adora gr+vida F toda a trabal#adora $ue in'orme o empregador do seu estado de gestação, por
escrito, com apresentação de atestado m*dico4
b) "rabal#adora pu*rpera F toda a trabal#adora parturiente e durante um período de cento e vinte dias
imediatamente posteriores ao parto, $ue in'orme o empregador do seu estado, por escrito, com
apresentação de atestado m*dico4
c) "rabal#adora lactante F toda a trabal#adora $ue amamenta o 'il#o e in'orme o empregador do seu
estado, por escrito, com apresentação de atestado m*dico)
Artigo 3#º
1icença por maternidade
1 F A trabal#adora tem direito a uma licença por maternidade de 151 dias consecutivos, 61 dos $uais
necessariamente a seguir ao parto, podendo os restantes ser go(ados, total ou parcialmente, antes
ou depois do parto)
5 F =o caso de nascimentos múltiplos, o período de licença previsto no número anterior * acrescido
de 71 dias por cada gemelar al*m do primeiro)
7 F =as situaç3es de risco clínico para a trabal#adora ou para o nascituro, impeditivo do e%ercício de
'unç3es, independentemente do motivo $ue determine esse impedimento, caso não l#e se?a
garantido o e%ercício de 'unç3es ou local compatíveis com o seu estado, a trabal#adora go(a do
direito a licença, anterior ao parto, pelo período de tempo necess+rio para prevenir o risco, 'i%ado por
prescrição m*dica, sem pre?uí(o da licença por maternidade prevista no nº 1)
: F obrigat!rio o go(o de, pelo menos, seis semanas de licença por maternidade a seguir ao parto)
. F 0m caso de internamento #ospitalar da mãe ou da criança durante o período de licença a seguir
ao parto, este período * suspenso, a pedido da$uela, pelo tempo de duração do internamento)
6 F A licença prevista no nº 1, com a duração mínima de 1: dias e m+%ima de 71 dias, * atribuída &
trabal#adora em caso de aborto espontCneo, bem como nas situaç3es previstas no artigo 1:5º do
C!digo 8enal)
Artigo 3%º
1icença por paternidade
1 F ; pai tem direito a uma licença por paternidade de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, $ue são
obrigatoriamente go(ados no primeiro mEs a seguir ao nascimento do 'il#o)
5 F ; pai tem ainda direito a licença, por período de duração igual &$uele a $ue a mãe teria direito nos
termos do nº 1 do artigo anterior, ou ao remanescente da$uele período caso a mãe ?+ ten#a go(ado
alguns dias de licença, nos seguintes casos:
a) Ancapacidade 'ísica ou psí$uica da mãe, e en$uanto esta se mantiver4
b) Dorte da mãe4
c) ,ecisão con?unta dos pais)
7 F =o caso previsto na alínea b) do número anterior o período mínimo de licença assegurado ao pai
* de 71 dias)
: F A morte ou incapacidade 'ísica ou psí$uica da mãe não trabal#adora durante o período de 151
dias imediatamente a seguir ao parto con'ere ao pai os direitos previstos nos ns) 5 e 7)
Artigo 3'º
Assist:ncia a menor com de/ici:ncia
1 F A mãe ou o pai tEm direito a condiç3es especiais de trabal#o, nomeadamente a redução do
período normal de trabal#o, se o menor 'or portador de de'iciEncia ou doença cr!nica)
5 F ; disposto no número anterior * aplic+vel, com as necess+rias adaptaç3es, & tutela, & con'iança
?udicial ou administrativa e & adopção, de acordo com o respectivo regime)
Artigo 3(º
Adopção

15

1 F 0m caso de adopção de menor de 1. anos, o candidato a adoptante tem direito a 111 dias
consecutivos de licença para acompan#amento do menor de cu?a adopção se trate, com início a partir
da con'iança ?udicial ou administrativa a $ue se re'erem os diplomas legais $ue disciplinam o regime
?urídico da adopção)
5 F 9endo dois os candidatos a adoptantes, a licença a $ue se re'ere o número anterior pode ser
repartida entre eles)
Artigo 3)º
9ispensas para consultasE amamentação e aleitação
1 F A trabal#adora gr+vida tem direito a dispensa de trabal#o para se deslocar a consultas pr*Fnatais, pelo
tempo e número de ve(es necess+rios e ?usti'icados)
5 F A mãe $ue, comprovadamente, amamente o 'il#o tem direito a dispensa de trabal#o para o e'eito,
durante todo o tempo $ue durar a amamentação)
7 F =o caso de não #aver lugar a amamentação, a mãe ou o pai tEm direito, por decisão con?unta, &
dispensa re'erida no número anterior para aleitação, at* o 'il#o per'a(er um ano)
Artigo *º
$altas para assist:ncia a menores
1 F ;s trabal#adores tEm direito a 'altar ao trabal#o, at* um limite m+%imo de 71 dias por ano, para
prestar assistEncia inadi+vel e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a 'il#os, adoptados ou
a enteados menores de 11 anos)
5 F 0m caso de #ospitali(ação, o direito a 'altar estendeFse pelo período em $ue a$uela durar, se se tratar
de menores de 11 anos, mas não pode ser e%ercido simultaneamente pelo pai e pela mãe ou e$uiparados)
7 F ; disposto nos números anteriores * aplic+vel aos trabal#adores a $uem ten#a sido de'erida a tutela,
ou con'iada a guarda da criança, por decisão ?udicial ou administrativa)
Artigo 1º
$altas para assist:ncia a netos
; trabal#ador pode 'altar at* 71 dias consecutivos, a seguir ao nascimento de netos $ue se?am 'il#os
de adolescentes com idade in'erior a 16 anos, desde $ue consigo vivam em comun#ão de mesa e
#abitação)
Artigo 2º
$altas para assist:ncia a pessoa com de/ici:ncia ou doença crónica
; disposto no artigo :1º aplicaFse, independentemente da idade, caso o 'il#o, adoptado ou 'il#o do
cKn?uge $ue com este resida se?a portador de de'iciEncia ou doença cr!nica)
Artigo 3º
1icença parental e especial para assist:ncia a /ilho ou adoptado
1 F 8ara assistEncia a 'il#o ou adoptado e at* aos 6 anos de idade da criança, o pai e a mãe $ue não
este?am impedidos ou inibidos totalmente de e%ercer o poder paternal tEm direito, alternativamente:
a) A licença parental de trEs meses4
b) A trabal#ar a tempo parcial durante 15 meses, com um período normal de trabal#o igual a metade
do tempo completo4
c) A períodos intercalados de licença parental e de trabal#o a tempo parcial em $ue a duração total
da ausEncia e da redução do tempo de trabal#o se?a igual aos períodos normais de trabal#o de trEs
meses)
5 F ; pai e a mãe podem go(ar $ual$uer dos direitos re'eridos no número anterior de modo
consecutivo ou at* trEs períodos interpolados, não sendo permitida a acumulação por um dos
progenitores do direito do outro)
7 F ,epois de esgotado $ual$uer dos direitos re'eridos nos números anteriores, o pai ou a mãe tEm
direito a licença especial para assistEncia a 'il#o ou adoptado, de modo consecutivo ou interpolado, at* ao
limite de dois anos)
: F =o caso de nascimento de um terceiro 'il#o ou mais, a licença prevista no número anterior *
prorrog+vel at* trEs anos)
. F ; trabal#ador tem direito a licença para assistEncia a 'il#o de cKn?uge ou de pessoa em união de 'acto
$ue com este resida, nos termos do presente artigo)
6 F ; e%ercício dos direitos re'eridos nos números anteriores depende de aviso pr*vio dirigido ao
empregador, com antecedEncia de 71 dias relativamente ao início do período de licença ou de
trabal#o a tempo parcial)
- F 0m alternativa ao disposto no nº 1, o pai e a mãe podem ter ausEncias interpoladas ao trabal#o com
duração igual aos períodos normais de trabal#o de trEs meses, desde $ue reguladas em
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)

17

Artigo º
1icença para assist:ncia a pessoa com de/ici:ncia ou doença crónica
1 F ; pai ou a mãe tEm direito a licença por período at* seis meses, prorrog+vel com limite de $uatro anos,
para acompan#amento de 'il#o, adoptado ou 'il#o de cKn?uge $ue com este resida, $ue se?a portador de
de'iciEncia ou doença cr!nica, durante os primeiros 15 anos de vida)
5 F H licença prevista no número anterior * aplic+vel, com as necess+rias adaptaç3es, inclusivamente
$uanto ao seu e%ercício, o estabelecido para a licença especial de assistEncia a 'il#os no artigo
anterior)
Artigo #º
Tempo de trabalho
1 F ; trabal#ador com um ou mais 'il#os menores de 15 anos tem direito a trabal#ar a tempo parcial
ou com 'le%ibilidade de #or+rio)
5 F ; disposto no número anterior aplicaFse, independentemente da idade, no caso de 'il#o com
de'iciEncia, nos termos previstos em legislação especial)
7 F A trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante tem direito a ser dispensada de prestar a actividade em
regime de adaptabilidade do período de trabal#o)
: F ; direito re'erido no número anterior pode estenderFse aos casos em $ue não #+ lugar a
amamentação, $uando a pr+tica de #or+rio organi(ado de acordo com o regime de adaptabilidade
a'ecte as e%igEncias de regularidade da aleitação)
Artigo %º
Trabalho suplementar
1 F A trabal#adora gr+vida ou com 'il#o de idade in'erior a 15 meses não est+ obrigada a prestar
trabal#o suplementar)
5 F ; regime estabelecido no número anterior aplicaFse ao pai $ue bene'iciou da licença por
paternidade nos termos do nº 5 do artigo 76º
Artigo 'º
Trabalho no per7odo nocturno
1 F A trabal#adora * dispensada de prestar trabal#o entre as 51 #oras de um dia e as - #oras do dia
seguinte:
a) ,urante um período de 115 dias antes e depois do parto, dos $uais pelo menos metade antes da data
presumível do parto4
b) ,urante o restante período de gravide(, se 'or apresentado atestado m*dico $ue certi'i$ue $ue tal
* necess+rio para a sua saúde ou para a do nascituro4
c) ,urante todo o tempo $ue durar a amamentação, se 'or apresentado atestado m*dico $ue
certi'i$ue $ue tal * necess+rio para a sua saúde ou para a da criança)
5 F H trabal#adora dispensada da prestação de trabal#o nocturno deve ser atribuído, sempre $ue
possível, um #or+rio de trabal#o diurno compatível)
7 F A trabal#adora * dispensada do trabal#o sempre $ue não se?a possível aplicar o disposto no
número anterior)
Artigo (º
!einserção pro/issional
A 'im de garantir uma plena reinserção pro'issional do trabal#ador, ap!s o decurso da licença para
assistEncia a 'il#o ou adoptado e para assistEncia a pessoa com de'iciEncia ou doença cr!nica o
empregador deve 'acultar a sua participação em acç3es de 'ormação e reciclagem pro'issional)
Artigo )º
4rotecção da segurança e sa&de
1 F A trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante tem direito a especiais condiç3es de segurança e saúde
nos locais de trabal#o, de modo a evitar a e%posição a riscos para a sua segurança e saúde, nos termos
dos números seguintes)
5 F 9em pre?uí(o de outras obrigaç3es previstas em legislação especial, nas actividades susceptíveis
de apresentarem um risco especí'ico de e%posição a agentes, processos ou condiç3es de trabal#o, o
empregador deve proceder & avaliação da nature(a, grau e duração da e%posição da trabal#adora
gr+vida, pu*rpera ou lactante, de modo a determinar $ual$uer risco para a sua segurança e saúde e
as repercuss3es sobre a gravide( ou a amamentação, bem como as medidas a tomar)
7 F 9em pre?uí(o dos direitos de in'ormação e consulta previstos em legislação especial, a
trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante tem direito a ser in'ormada, por escrito, dos resultados da
avaliação re'erida no número anterior, bem como das medidas de protecção $ue se?am tomadas)
: F 9empre $ue os resultados da avaliação re'erida no nº 5 revelem riscos para a segurança ou saúde

1:

da trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante ou repercuss3es sobre a gravide( ou amamentação, o
empregador deve tomar as medidas necess+rias para evitar a e%posição da trabal#adora a esses
riscos, nomeadamente:
a) 8roceder & adaptação das condiç3es de trabal#o4
b) 9e a adaptação re'erida na alínea anterior 'or impossível, e%cessivamente demorada ou
demasiado onerosa, atribuir & trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante outras tare'as compatíveis com
o seu estado e categoria pro'issional4
c) 9e as medidas re'eridas nas alíneas anteriores não 'orem vi+veis, dispensar do trabal#o a
trabal#adora durante todo o período necess+rio para evitar a e%posição aos riscos)
. F vedado & trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante o e%ercício de todas as actividades cu?a
avaliação ten#a revelado riscos de e%posição aos agentes e condiç3es de trabal#o, $ue pon#am em perigo
a sua segurança ou saúde)
6 F As actividades susceptíveis de apresentarem um risco especí'ico de e%posição a agentes,
processos ou condiç3es de trabal#o re'eridos no nº 5, bem como os agentes e condiç3es de trabal#o
re'eridos no número anterior, são determinados em legislação especial)
Artigo #*º
!egime das licençasE /altas e dispensas
1 F =ão determinam perda de $uais$uer direitos e são consideradas, salvo $uanto & retribuição, como
prestação e'ectiva de serviço, as ausEncias ao trabal#o resultantes:
a) ,o go(o das licenças por maternidade e em caso de aborto espontCneo ou nas situaç3es previstas
no artigo 1:5º do C!digo 8enal4
b) ,o go(o das licenças por paternidade, nos casos previstos no artigo 76º4
c) ,o go(o da licença por adopção4
d) ,as 'altas para assistEncia a menores4
e) ,as dispensas ao trabal#o da trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante, por motivos de
protecção da sua segurança e saúde4
') ,as dispensas de trabal#o nocturno4
g) ,as 'altas para assistEncia a 'il#os com de'iciEncia ou doença cr!nica)
5 F As dispensas para consulta, amamentação e aleitação não determinam perda de $uais$uer
direitos e são consideradas como prestação e'ectiva de serviço)
7 F ;s períodos de licença parental e especial previstos nos artigos :7º e ::º são tomados em
consideração para a ta%a de 'ormação das pens3es de invalide( e vel#ice dos regimes de segurança
social)
Artigo #1º
4rotecção no despedimento
1 F ; despedimento de trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante carece sempre de parecer pr*vio
da entidade $ue ten#a competEncia na +rea da igualdade de oportunidades entre #omens e
mul#eres)
5 F ; despedimento por 'acto imput+vel a trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante presumeFse 'eito sem
?usta causa)
7 F ; parecer re'erido no nº 1 deve ser comunicado ao empregador e & trabal#adora nos 71 dias
subse$uentes & recepção do processo de despedimento pela entidade competente)
: F inv+lido o procedimento de despedimento de trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante, caso não
ten#a sido solicitado o parecer re'erido no nº 1, cabendo o !nus da prova deste 'acto ao
empregador)
. F 9e o parecer re'erido no nº 1 'or des'avor+vel ao despedimento, este s! pode ser e'ectuado pelo
empregador ap!s decisão ?udicial $ue recon#eça a e%istEncia de motivo ?usti'icativo)
6 F A suspensão ?udicial do despedimento de trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante s! não *
decretada se o parecer re'erido no nº 1 'or 'avor+vel ao despedimento e o tribunal considerar $ue e%iste
probabilidade s*ria de veri'icação da ?usta causa)
- F 9e o despedimento de trabal#adora gr+vida, pu*rpera ou lactante 'or declarado ilícito, esta tem
direito, em alternativa & reintegração, a uma indemni(ação calculada nos termos previstos no nº : do
artigo :76º ou estabelecida em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel, sem
pre?uí(o, em $ual$uer caso, de indemni(ação por danos não patrimoniais e do disposto no livro AA
deste C!digo)
< F ; empregador não se pode opor & reintegração prevista no nº 5 do artigo :7<º de trabal#adora
gr+vida, pu*rpera ou lactante)
Artigo #2º
1egislação complementar
; disposto na presente subsecção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
86@8EC;<3 ,

1.

Trabalho de menores
Artigo #3º
4rinc7pios gerais
1 F ; empregador deve proporcionar ao menor condiç3es de trabal#o ade$uadas & respectiva idade $ue
prote?am a sua segurança, saúde, desenvolvimento 'ísico, psí$uico e moral, educação e 'ormação,
prevenindo, de modo especial, $ual$uer risco resultante da 'alta de e%periEncia, da inconsciEncia
dos riscos e%istentes ou potenciais ou do grau de desenvolvimento do menor)
5 F ; empregador deve, de modo especial, avaliar os riscos relacionados com o trabal#o antes de o menor
começar a trabal#ar e sempre $ue #a?a $ual$uer alteração importante das condiç3es de trabal#o,
incidindo nomeadamente sobre:
a) 0$uipamentos e organi(ação do local e do posto de trabal#o4
b) =ature(a, grau e duração da e%posição aos agentes 'ísicos, biol!gicos e $uímicos4
c) 0scol#a, adaptação e utili(ação de e$uipamentos de trabal#o, incluindo agentes, m+$uinas e
aparel#os e a respectiva utili(ação4
d) Adaptação da organi(ação do trabal#o, dos processos de trabal#o e da sua e%ecução4
e) Jrau de con#ecimento do menor no $ue se re'ere & e%ecução do trabal#o, aos riscos para a
segurança e a saúde e &s medidas de prevenção)
7 F ; empregador deve in'ormar o menor e os seus representantes legais dos riscos identi'icados e das
medidas tomadas para a prevenção desses riscos)
: F ; empregador deve assegurar a inscrição do trabal#ador menor ao seu serviço no regime geral da
segurança social, nos termos da respectiva legislação)
. F A emancipação não pre?udica a aplicação das normas relativas & protecção da saúde, educação e
'ormação do trabal#ador menor)
Artigo #º
$ormação pro/issional
1 F ; 0stado deve proporcionar aos menores $ue ten#am concluído a escolaridade obrigat!ria a
'ormação pro'issional ade$uada & sua preparação para a vida activa)
5 F ; empregador deve assegurar a 'ormação pro'issional do menor ao seu serviço, solicitando a
colaboração dos organismos competentes sempre $ue não dispon#a de meios para o e'eito)
Artigo ##º
Admissão ao trabalho
1 F 9! pode ser admitido a prestar trabal#o, $ual$uer $ue se?a a esp*cie e modalidade de pagamento,
o menor $ue ten#a completado a idade mínima de admissão, ten#a concluído a escolaridade
obrigat!ria e dispon#a de capacidades 'ísica e psí$uica ade$uadas ao posto de trabal#o)
5 F A idade mínima de admissão para prestar trabal#o * de 16 anos)
7 F ; menor com idade in'erior a 16 anos $ue ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria pode prestar
trabal#os leves $ue, pela nature(a das tare'as ou pelas condiç3es especí'icas em $ue são reali(adas, não
se?am susceptíveis de pre?udicar a sua segurança e saúde, a sua assiduidade escolar, a sua
participação em programas de orientação ou de 'ormação e a sua capacidade para bene'iciar da
instrução ministrada, ou o seu desenvolvimento 'ísico, psí$uico, moral, intelectual e cultural em
actividades e condiç3es a determinar em legislação especial)
: F ; empregador deve comunicar & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, nos oito dias subse$uentes, a
admissão de menor e'ectuada nos termos do número anterior)
Artigo #%º
Admissão ao trabalho sem escolaridade obrigatória ou sem >uali/icação pro/issional
1 F ; menor com idade in'erior a 16 anos $ue ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria mas não
possua uma $uali'icação pro'issional bem como o menor $ue ten#a completado a idade mínima de
admissão sem ter concluído a escolaridade obrigat!ria ou $ue não possua $uali'icação pro'issional s! podem
ser admitidos a prestar trabal#o desde $ue se veri'i$uem cumulativamente as seguintes condiç3es:
a) 2re$uente modalidade de educação ou 'ormação $ue con'ira a escolaridade obrigat!ria e uma
$uali'icação pro'issional, se não concluiu a$uela, ou uma $uali'icação pro'issional, se concluiu a
escolaridade4
b) "ratandoFse de contrato de trabal#o a termo, a sua duração não se?a in'erior & duração total da
'ormação, se o empregador assumir a responsabilidade do processo 'ormativo, ou permita reali(ar um
período mínimo de 'ormação, se esta responsabilidade estiver a cargo de outra entidade4
c) ; período normal de trabal#o inclua uma parte reservada & 'ormação correspondente a pelo
menos :1L do limite m+%imo constante da lei, da regulamentação colectiva aplic+vel ou do período
praticado a tempo completo, na respectiva categoria4
d) ; #or+rio de trabal#o possibilite a participação nos programas de educação ou 'ormação
pro'issional)

16

5 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel ao menor $ue apenas preste trabal#o durante as '*rias
escolares)
7 F ; empregador deve comunicar & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, nos oito dias subse$uentes, a
admissão de menores e'ectuada nos termos do número anterior)
Artigo #'º
$ormação e comunicação
A concreti(ação do disposto no nº 1 do artigo anterior, bem como os incentivos e apoios 'inanceiros &
'ormação pro'issional dos menores, são ob?ecto de legislação especial)
Artigo #(º
Celebração do contrato de trabalho
1 F v+lido o contrato de trabal#o celebrado directamente com o menor $ue ten#a completado 16 anos
de idade e ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria, salvo oposição escrita dos seus
representantes legais)
5 F ; contrato celebrado directamente com o menor $ue não ten#a completado 16 anos de idade ou não
ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria s! * v+lido mediante autori(ação escrita dos seus
representantes legais)
7 F A oposição a $ue se re'ere o nº 1, bem como a revogação da autori(ação e%igida no número
anterior, podem ser declaradas a todo o tempo, tornandoFse e'ica(es decorridos 71 dias)
: F =a declaração de oposição ou de revogação da autori(ação, o representante legal pode redu(ir at*
metade o pra(o previsto no número anterior, demonstrando $ue tal * necess+rio & 're$uEncia de
estabelecimento de ensino ou de acção de 'ormação pro'issional)
. F ; menor tem capacidade para receber a retribuição devida pelo seu trabal#o, salvo $uando
#ouver oposição escrita dos seus representantes legais)
Artigo #)º
9en&ncia do contrato pelo menor
1 F 9e o menor, na situação re'erida no artigo .6º, denunciar o contrato de trabal#o sem termo
durante a 'ormação, ou num período imediatamente subse$uente de duração igual &$uela, deve
compensar o empregador em valor correspondente ao custo directo com a 'ormação, desde $ue
comprovadamente assumido por este)
5 F ; disposto no número anterior * igualmente aplic+vel se o menor denunciar o contrato de trabal#o
a termo depois de o empregador l#e #aver proposto por escrito a conversão do mesmo em contrato sem
termo)
7 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel ao menor $ue apenas preste trabal#o durante as '*rias
escolares)
Artigo %*º
+arantias de protecção da sa&de e educação
1 F 9em pre?uí(o das obrigaç3es estabelecidas em disposiç3es especiais, o empregador deve
submeter o trabal#ador menor a e%ames m*dicos para garantia da sua segurança e saúde,
nomeadamente:
a) 0%ame de saúde $ue certi'i$ue a sua capacidade 'ísica e psí$uica ade$uada ao e%ercício das
'unç3es, a reali(ar antes do início da prestação do trabal#o, ou at* 1. dias depois da admissão se esta
'or urgente e com o consentimento dos representantes legais do menor4
b) 0%ame m*dico anual, para prevenir $ue do e%ercício da actividade pro'issional não resulte pre?uí(o para a
sua saúde e para o seu desenvolvimento 'ísico e mental)
5 F A prestação de trabal#os $ue, pela sua nature(a ou pelas condiç3es em $ue são prestados, se?am
pre?udiciais ao desenvolvimento 'ísico, psí$uico e moral dos menores * proibida ou condicionada por
legislação especial)
Artigo %1º
9ireitos especiais do menor
1 F 9ão, em especial, assegurados ao menor os seguintes direitos:
a) Gicença sem retribuição para a 're$uEncia de programas de 'ormação pro'issional $ue con'iram
grau de e$uivalEncia escolar, salvo $uando a sua utili(ação 'or susceptível de causar pre?uí(o grave
ao empregador, e sem pre?uí(o dos direitos especiais con'eridos neste C!digo ao trabal#adorF
estudante4
b) 8assagem ao regime de trabal#o a tempo parcial, relativamente ao menor na situação a $ue se
re'ere a alínea a) do nº 1 do artigo .6º, 'i%andoFse, na 'alta de acordo, a duração semanal do trabal#o num
número de #oras $ue, somada & duração escolar ou de 'ormação, per'aça $uarenta #oras
semanais)
5 F =o caso previsto na alínea b) do número anterior, pode ser concedida ao menor, pelo período de um

1-

ano, renov+vel, #avendo aproveitamento, uma bolsa para compensação da perda de retribuição, tendo em
conta o rendimento do agregado 'amiliar e a remuneração perdida, nos termos e condiç3es
a de'inir em legislação especial)
Artigo %2º
1imites máAimos do per7odo normal de trabalho
1 F ; período normal de trabal#o dos menores, ainda $ue em regime de adaptabilidade do tempo de
trabal#o, não pode ser superior a oito #oras em cada dia e a $uarenta #oras em cada semana)
5 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o devem redu(ir, sempre $ue possível, os limites
m+%imos dos períodos normais de trabal#o dos menores)
7 F =o caso de trabal#os leves e'ectuados por menores com idade in'erior a 16 anos, o período
normal de trabal#o não pode ser superior a sete #oras em cada dia e trinta e cinco #oras em cada
semana)
Artigo %3º
9ispensa de horários de trabalho com adaptabilidade
; trabal#ador menor tem direito a dispensa de #or+rios de trabal#o organi(ados de acordo com o
regime de adaptabilidade do tempo de trabal#o se 'or apresentado atestado m*dico do $ual conste $ue
tal pr+tica pode pre?udicar a sua saúde ou segurança no trabal#o)
Artigo %º
Trabalho suplementar
; trabal#ador menor não pode prestar trabal#o suplementar)
Artigo %#º
Trabalho no per7odo nocturno
1 F proibido o trabal#o de menor com idade in'erior a 16 anos entre as 51 #oras de um dia e as -
#oras do dia seguinte)
5 F ; menor com idade igual ou superior a 16 anos não pode prestar trabal#o entre as 55 #oras de um
dia e as - #oras do dia seguinte, sem pre?uí(o do disposto no nº 7)
7 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o o menor com idade igual ou superior a
16 anos pode prestar trabal#o nocturno em sectores de actividade especí'icos, e%cepto no período
compreendido entre as 1 e as . #oras)
: F ; menor com idade igual ou superior a 16 anos pode prestar trabal#o nocturno, incluindo o
período compreendido entre as 1 e as . #oras, sempre $ue tal se ?usti'i$ue por motivos ob?ectivos, em
actividades de nature(a cultural, artística, desportiva ou publicit+ria, desde $ue l#e se?a concedido
um descanso compensat!rio com igual número de #oras, a go(ar no dia seguinte ou no mais pr!%imo
possível)
. F =os casos dos ns) 7 e :, o menor deve ser vigiado por um adulto durante a prestação do trabal#o
nocturno, se essa vigilCncia 'or necess+ria para protecção da sua segurança ou saúde)
6 F ; disposto nos ns) 5, 7 e : não * aplic+vel se a prestação de trabal#o nocturno por parte
de menor com idade igual ou superior a 16 anos 'or indispens+vel, devido a 'actos anormais e
imprevisíveis ou a circunstCncias e%cepcionais ainda $ue previsíveis, cu?as conse$uEncias não
podiam ser evitadas, desde $ue não #a?a outros trabal#adores disponíveis e por um período não
superior a cinco dias úteis)
- F =as situaç3es re'eridas no número anterior, o menor tem direito a descanso compensat!rio com igual
número de #oras, a go(ar durante as trEs semanas seguintes)
Artigo %%º
2ntervalo de descanso
1 F ; período de trabal#o di+rio do menor deve ser interrompido por um intervalo de duração entre uma
e duas #oras, por 'orma $ue não preste mais de $uatro #oras de trabal#o consecutivo, se tiver idade
in'erior a 16 anos, ou $uatro #oras e trinta minutos, se tiver idade igual ou superior a 16 anos)
5 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o pode ser estabelecida uma duração do
intervalo de descanso superior a duas #oras, bem como a 're$uEncia e a duração de outros intervalos
de descanso no período de trabal#o di+rio ou, no caso de menor com idade igual ou superior a 16
anos, pode o intervalo ser redu(ido at* trinta minutos)
Artigo %'º
9escanso diário
1 F ; #or+rio de trabal#o de menor com idade in'erior a 16 anos deve assegurar um descanso di+rio
mínimo de cator(e #oras consecutivas, entre os períodos de trabal#o de dois dias sucessivos)
5 F ; #or+rio de trabal#o de menor com idade igual ou superior a 16 anos deve assegurar um

1<

descanso di+rio mínimo de do(e #oras consecutivas, entre os períodos de trabal#o de dois dias
sucessivos)
7 F 0m relação a menor com idade igual ou superior a 16 anos, o descanso di+rio previsto no número
anterior pode ser redu(ido por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o se 'or ?usti'icado por
motivos ob?ectivos, desde $ue não a'ecte a sua segurança ou saúde e a redução se?a
compensada nos trEs dias seguintes:
a) 8ara e'ectuar trabal#os nos sectores do turismo, #otelaria, restauração, em #ospitais e outros
estabelecimentos de saúde e em actividades caracteri(adas por períodos de trabal#o 'raccionados ao longo
do dia4
b) =a medida do necess+rio para assegurar os intervalos de descanso do período normal de trabal#o di+rio)
: F ; disposto no nº 5 não se aplica a menor com idade igual ou superior a 16 anos $ue
preste trabal#o ocasional por pra(o não superior a um mEs ou trabal#o cu?a duração normal não
se?a
superior a vinte #oras por semana:
a) 0m serviço dom*stico reali(ado em agregado 'amiliar4
b) =uma empresa 'amiliar e desde $ue não se?a nocivo, pre?udicial ou perigoso para o menor)
Artigo %(º
9escanso semanal
1 F ; menor tem direito a dois dias de descanso, se possível consecutivos, em cada período de sete dias,
salvo se, relativamente a menor com idade igual ou superior a 16 anos, ra(3es t*cnicas ou de organi(ação
do trabal#o a de'inir por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ?usti'icarem $ue
o descanso semanal ten#a a duração de trinta e seis #oras consecutivas)
5 F ; descanso semanal pode ser de um dia relativamente a menor com idade igual ou superior a 16 anos
$ue preste trabal#o ocasional por pra(o não superior a um mEs ou trabal#o cu?a duração normal não se?a
superior a vinte #oras por semana, desde $ue a redução se ?usti'i$ue por motivos ob?ectivos
e o menor ten#a descanso ade$uado:
a) 0m serviço dom*stico reali(ado em agregado 'amiliar4
b) =uma empresa 'amiliar e desde $ue não se?a nocivo, pre?udicial ou perigoso para o menor)
7 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, pode ser de um dia o descanso
semanal do menor com idade igual ou superior a 16 anos $ue trabal#e em embarcaç3es da marin#a
do com*rcio, #ospitais e estabelecimentos de saúde, na agricultura, turismo, #otelaria, restauração e em
actividades caracteri(adas por períodos de trabal#o 'raccionados ao longo do dia, desde $ue a
redução se ?usti'i$ue por motivos ob?ectivos e o menor ten#a descanso ade$uado)
Artigo %)º
9escanso semanal em caso de pluriemprego
1 F 9e o menor trabal#ar para v+rios empregadores, os descansos semanais devem ser coincidentes
e a soma dos períodos de trabal#o não deve e%ceder os limites m+%imos do período normal de
trabal#o)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, o menor ou, se este tiver idade in'erior a 16 anos, os seus
representantes legais devem in'ormar por escrito:
a) ; empregador, antes da admissão, da e%istEncia de outro emprego e da duração do trabal#o e
descansos semanais correspondentes4
b) Cada um dos empregadores, da duração do trabal#o e descansos semanais praticados ao serviço dos
outros)
7 F ; empregador $ue, sendo previamente in'ormado nos termos do número anterior, celebre contrato
de trabal#o com o menor ou $ue altere a duração do trabal#o ou dos descansos semanais *
respons+vel pelo cumprimento do disposto no nº 1)
Artigo '*º
4articipação de menores em espectáculos e outras actividades
A participação de menores em espect+culos e outras actividades de nature(a cultural, artística ou
publicit+ria * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
86@8EC;<3 ,2
Trabalhador com capacidade de trabalho reduDida
Artigo '1º
4rinc7pio geral
1 F ; empregador deve 'acilitar o emprego ao trabal#ador com capacidade de trabal#o redu(ida,
proporcionandoFl#e ade$uadas condiç3es de trabal#o, nomeadamente a adaptação do posto de
trabal#o, retribuição e promovendo ou au%iliando acç3es de 'ormação e aper'eiçoamento pro'issional

16

apropriadas)
5 F ; 0stado deve estimular e apoiar, pelos meios $ue 'orem tidos por convenientes, a acção das
empresas na reali(ação dos ob?ectivos de'inidos no número anterior)
7 F Andependentemente do disposto nos números anteriores, podem ser estabelecidas, por lei ou
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, especiais medidas de protecção dos
trabal#adores com capacidade de trabal#o redu(ida, particularmente no $ue respeita & sua admissão
e condiç3es de prestação da actividade, tendo sempre em conta os interesses desses trabal#adores
e dos empregadores)
Artigo '2º
1egislação complementar
; regime da presente subsecção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
86@8EC;<3 ,22
Trabalhador com de/ici:ncia ou doença crónica
Artigo '3º
2gualdade de tratamento
1 F ; trabal#ador com de'iciEncia ou doença cr!nica * titular dos mesmos direitos e est+ adstrito aos
mesmos deveres dos demais trabal#adores no acesso ao emprego, & 'ormação e promoção
pro'issionais e &s condiç3es de trabal#o, sem pre?uí(o das especi'icidades inerentes & sua situação)
5 F ; 0stado deve estimular e apoiar a acção do empregador na contratação de trabal#adores com
de'iciEncia ou doença cr!nica)
7 F ; 0stado deve estimular e apoiar a acção do empregador na readaptação pro'issional de
trabal#ador com de'iciEncia ou doença cr!nica superveniente)
Artigo 'º
-edidas de acção positiva do empregador
1 F ; empregador deve promover a adopção de medidas ade$uadas para $ue uma pessoa com
de'iciEncia ou doença cr!nica ten#a acesso a um emprego, o possa e%ercer ou nele progredir, ou para
$ue l#e se?a ministrada 'ormação pro'issional, e%cepto se tais medidas implicarem encargos
desproporcionados para o empregador)
5 F ; 0stado deve estimular e apoiar, pelos meios $ue 'orem tidos por convenientes, a acção do
empregador na reali(ação dos ob?ectivos re'eridos no número anterior)
7 F ;s encargos re'eridos no nº 1 não são considerados desproporcionados $uando 'orem, nos
termos previstos em legislação especial, compensados por apoios do 0stado em mat*ria de pessoa
com de'iciEncia ou doença cr!nica)
Artigo '#º
9ispensa de horários de trabalho com adaptabilidade
; trabal#ador com de'iciEncia ou doença cr!nica tem direito a dispensa de #or+rios de trabal#o
organi(ados de acordo com o regime de adaptabilidade do tempo de trabal#o se 'or apresentado
atestado m*dico do $ual conste $ue tal pr+tica pode pre?udicar a sua saúde ou a segurança no
trabal#o)
Artigo '%º
Trabalho suplementar
; trabal#ador com de'iciEncia ou doença cr!nica não est+ su?eito & obrigação de prestar trabal#o
suplementar)
Artigo ''º
Trabalho no per7odo nocturno
; trabal#ador com de'iciEncia ou doença cr!nica * dispensado de prestar trabal#o entre as 51 #oras
e as - #oras do dia seguinte se 'or apresentado atestado m*dico do $ual conste $ue tal pr+tica pode
pre?udicar a sua saúde ou a segurança no trabal#o)
Artigo '(º
-edidas de protecção
Andependentemente do disposto na presente subsecção podem ser estabelecidas por lei ou
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o especiais medidas de protecção do trabal#ador

51

com de'iciEncia ou doença cr!nica, particularmente no $ue respeita & sua admissão, condiç3es de
prestação da actividade, adaptação de postos de trabal#o e incentivos ao trabal#ador e ao
empregador tendo sempre em conta os respectivos interesses)
86@8EC;<3 ,222
Trabalhador.estudante
Artigo ')º
0oção
1 F ConsideraFse trabal#adorFestudante a$uele $ue presta uma actividade sob autoridade e direcção
de outrem e $ue 're$uenta $ual$uer nível de educação escolar, incluindo cursos de p!sFgraduação, em
instituição de ensino)
5 F A manutenção do 0statuto do "rabal#adorF0studante * condicionada pela obtenção de
aproveitamento escolar, nos termos previstos em legislação especial)
Artigo (*º
Forário de trabalho
1 F ; trabal#adorFestudante deve bene'iciar de #or+rios de trabal#o especí'icos, com 'le%ibilidade
a?ust+vel & 're$uEncia das aulas e & inerente deslocação para os respectivos estabelecimentos de
ensino)
5 F Muando não se?a possível a aplicação do regime previsto no número anterior o trabal#adorF
estudante bene'icia de dispensa de trabal#o para 're$uEncia de aulas, nos termos previstos em
legislação especial)
Artigo (1º
4restação de provas de avaliação
; trabal#adorFestudante tem direito a ausentarFse para prestação de provas de avaliação, nos termos
previstos em legislação especial)
Artigo (2º
!egime de turnos
1 F ; trabal#adorFestudante $ue preste serviço em regime de turnos tem os direitos con'eridos no
artigo <1º, desde $ue o a?ustamento dos períodos de trabal#o não se?a totalmente incompatível com o
'uncionamento da$uele regime)
5 F =os casos em $ue não se?a possível a aplicação do disposto no número anterior o trabal#ador tem
pre'erEncia na ocupação de postos de trabal#o compatíveis com a sua aptidão pro'issional e com a
possibilidade de participar nas aulas $ue se propon#a 're$uentar)
Artigo (3º
$Brias e licenças
1 F ; trabal#adorFestudante tem direito a marcar as '*rias de acordo com as suas necessidades
escolares, salvo se daí resultar comprovada incompatibilidade com o mapa de '*rias elaborado pelo
empregador)
5 F ; trabal#adorFestudante tem direito, em cada ano civil, a bene'iciar de licença prevista em
legislação especial)
Artigo (º
E/eitos pro/issionais da valoriDação escolar
Ao trabal#adorFestudante devem ser proporcionadas oportunidades de promoção pro'issional
ade$uadas & valori(ação obtida nos cursos ou pelos con#ecimentos ad$uiridos, não sendo, todavia,
obrigat!ria a respectiva reclassi'icação pro'issional por simples obtenção desses cursos ou
con#ecimentos)
Artigo (#º
1egislação complementar
; regime da presente subsecção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
86@8EC;<3 2G
Trabalhador estrangeiro

51

Artigo (%º
Hmbito
9em pre?uí(o do estabelecido $uanto & lei aplic+vel e em relação ao destacamento de trabal#adores,
a prestação de trabal#o subordinado em territ!rio portuguEs por cidadão estrangeiro est+ su?eita &s
normas desta subsecção)
Artigo ('º
2gualdade de tratamento
; trabal#ador estrangeiro $ue este?a autori(ado a e%ercer uma actividade pro'issional subordinada em
territ!rio portuguEs go(a dos mesmos direitos e est+ su?eito aos mesmos deveres do trabal#ador com
nacionalidade portuguesa)
Artigo ((º
$ormalidades
1 F ; contrato de trabal#o celebrado com um cidadão estrangeiro, para a prestação de actividade
e%ecutada em territ!rio portuguEs, para al*m de revestir a 'orma escrita, deve cumprir as
'ormalidades reguladas em legislação especial)
5 F ; disposto neste artigo não * aplic+vel & celebração de contratos de trabal#o com cidadãos
nacionais dos países membros do 0spaço 0con!mico 0uropeu e dos países $ue consagrem a
igualdade de tratamento com os cidadãos nacionais, em mat*ria de livre e%ercício de actividades
pro'issionais)
Artigo ()º
9everes de comunicação
1 F A celebração ou cessação de contratos de trabal#o a $ue se re'ere esta subsecção determina o
cumprimento de deveres de comunicação & entidade competente, regulados em legislação especial)
5 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel & celebração de contratos de trabal#o com
cidadãos nacionais dos países membros do 0spaço 0con!mico 0uropeu ou outros relativamente aos $uais
vigore idEntico regime)
Artigo )*º
Apátridas
; regime constante desta subsecção aplicaFse ao trabal#o de ap+tridas em territ!rio portuguEs)
86@8EC;<3 G
Empresas
Artigo )1º
Tipos de empresas
1 F ConsideraFse:
a) Dicroempresa a $ue empregar no m+%imo 11 trabal#adores4
b) 8e$uena empresa a $ue empregar mais de 11 at* ao m+%imo de .1 trabal#adores4
c) D*dia empresa a $ue empregar mais de .1 at* ao m+%imo de 511 trabal#adores4
d) Jrande empresa a $ue empregar mais de 511 trabal#adores)
5 F 8ara e'eitos do número anterior, o número de trabal#adores * calculado com recurso & m*dia do ano
civil antecedente)
7 F =o ano de início da actividade, a determinação do número de trabal#adores * reportada ao dia da
ocorrEncia do 'acto $ue determina o respectivo regime)
Artigo )2º
4luralidade de empregadores
1 F ; trabal#ador pode obrigarFse a prestar trabal#o a v+rios empregadores entre os $uais e%ista uma
relação societ+ria de participaç3es recíprocas, de domínio ou de grupo, sempre $ue se observem
cumulativamente os seguintes re$uisitos:
a) ; contrato de trabal#o conste de documento escrito, no $ual se estipule a actividade a $ue o
trabal#ador se obriga, o local e o período normal de trabal#o4
b) 9e?am identi'icados todos os empregadores4
c) 9e?a identi'icado o empregador $ue representa os demais no cumprimento dos deveres e no
e%ercício dos direitos emergentes do contrato de trabal#o)
5 F ; disposto no número anterior aplicaFse tamb*m a empregadores $ue, independentemente da

55

nature(a societ+ria, manten#am estruturas organi(ativas comuns)
7 F ;s empregadores bene'ici+rios da prestação de trabal#o são solidariamente respons+veis pelo
cumprimento das obrigaç3es $ue decorram do contrato de trabal#o celebrado nos termos dos
números anteriores cu?o credor se?a o trabal#ador ou terceiros)
: F Cessando a veri'icação dos pressupostos enunciados nos ns) 1 e 5, consideraFse $ue o
trabal#ador 'ica unicamente vinculado ao empregador a $ue se re'ere a alínea c) do nº 1, salvo
acordo em contr+rio)
. F A violação dos re$uisitos indicados no nº 1 con'ere ao trabal#ador o direito de optar pelo
empregador relativamente ao $ual 'ica unicamente vinculado)
8EC;<3 222
$ormação do contrato
86@8EC;<3 2
0egociação
Artigo )3º
Culpa na /ormação do contrato
Muem negoceia com outrem para a conclusão de um contrato de trabal#o deve, tanto nos
preliminares como na 'ormação dele, proceder segundo as regras da boa '*, sob pena de responder pelos
danos culposamente causados)
86@8EC;<3 22
Contrato.promessa
Artigo )º
4romessa de contrato de trabalho
1 F A promessa de contrato de trabal#o s! * v+lida se constar de documento no $ual se e%prima, em
termos ine$uívocos, a vontade de o promitente ou promitentes se obrigarem a celebrar o contrato
de'initivo, a esp*cie de trabal#o a prestar e a respectiva retribuição)
5 F ; não cumprimento da promessa de contrato de trabal#o d+ lugar a responsabilidade nos termos
gerais)
7 F =ão * aplic+vel ao contrato previsto no nº 1 o disposto no artigo <71º do C!digo Civil)
86@8EC;<3 222
Contrato de adesão
Artigo )#º
Contrato de trabalho de adesão
1 F A vontade contratual pode mani'estarFse, por parte do empregador, atrav*s dos regulamentos
internos de empresa e, por parte do trabal#ador, pela adesão e%pressa ou t+cita aos ditos
regulamentos)
5 F 8resumeFse a adesão do trabal#ador $uando este não se opuser por escrito no pra(o de 51 dias,
a contar do início da e%ecução do contrato ou da divulgação do regulamento, se esta 'or posterior)
Artigo )%º
Cláusulas contratuais gerais
; regime das cl+usulas contratuais gerais aplicaFse aos aspectos essenciais do contrato de trabal#o em
$ue não ten#a #avido pr*via negociação individual, mesmo na parte em $ue o seu conteúdo se determine
por remissão para cl+usulas de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
86@8EC;<3 2,
2n/ormação
Artigo )'º
9ever de in/ormação
1 F ; empregador tem o dever de in'ormar o trabal#ador sobre aspectos relevantes do contrato de
trabal#o)
5 F ; trabal#ador tem o dever de in'ormar o empregador sobre aspectos relevantes para a prestação
da actividade laboral)

57

Artigo )(º
3b?ecto do dever de in/ormação
1 F ; empregador deve prestar ao trabal#ador, pelo menos, as seguintes in'ormaç3es relativas ao
contrato de trabal#o:
a) A respectiva identi'icação, nomeadamente, sendo sociedade, a e%istEncia de uma relação de
coligação societ+ria4
b) ; local de trabal#o, bem como a sede ou o domicílio do empregador4
c) A categoria do trabal#ador e a caracteri(ação sum+ria do seu conteúdo4
d) A data de celebração do contrato e a do início dos seus e'eitos4
e) A duração previsível do contrato, se este 'or su?eito a termo resolutivo4
') A duração das '*rias ou, se não 'or possível con#ecer essa duração, os crit*rios para a sua
determinação4
g) ;s pra(os de aviso pr*vio a observar pelo empregador e pelo trabal#ador para a cessação do
contrato ou, se não 'or possível con#ecer essa duração, os crit*rios para a sua determinação4
#) ; valor e a periodicidade da retribuição4
i) ; período normal de trabal#o di+rio e semanal, especi'icando os casos em $ue * de'inido em
termos m*dios4
?) ; instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel, $uando se?a o caso)
5 F ; empregador deve ainda prestar ao trabal#ador a in'ormação relativa a outros direitos e deveres $ue
decorram do contrato de trabal#o)
7 F A in'ormação sobre os elementos re'eridos nas alíneas '), g), #) e i) do nº 1 pode ser substituída
pela re'erEncia &s disposiç3es pertinentes da lei, do instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o aplic+vel ou do regulamento interno de empresa)
Artigo ))º
-eio de in/ormação
1 F A in'ormação prevista no artigo anterior deve ser prestada por escrito, podendo constar de um s!
ou de v+rios documentos, os $uais devem ser assinados pelo empregador)
5 F Muando a in'ormação se?a prestada atrav*s de mais de um documento, um deles, pelo menos, deve
conter os elementos re'eridos nas alíneas a), b), c), d), #) e i) do nº 1 do artigo anterior)
7 F ; dever prescrito no nº 1 do artigo anterior consideraFse cumprido $uando, sendo o contrato de
trabal#o redu(ido a escrito, ou sendo celebrado um contratoFpromessa de contrato de trabal#o, deles
constem os elementos de in'ormação em causa)
: F ;s documentos re'eridos nos números anteriores devem ser entregues ao trabal#ador nos 61 dias
subse$uentes ao início da e%ecução do contrato)
. F A obrigação estabelecida no número anterior deve ser observada ainda $ue o contrato de trabal#o cesse
antes de decorridos os 61 dias aí previstos)
Artigo 1**º
2n/ormação relativa C prestação de trabalho no estrangeiro
1 F 9e o trabal#ador cu?o contrato de trabal#o se?a regulado pela lei portuguesa e%ercer a sua
actividade no territ!rio de outro 0stado, por período superior a um mEs, o empregador deve prestarF l#e,
por escrito e at* & sua partida, as seguintes in'ormaç3es complementares:
a) ,uração previsível do período de trabal#o a prestar no estrangeiro4
b) Doeda em $ue * e'ectuada a retribuição e respectivo lugar do pagamento4
c) Condiç3es de eventual repatriamento4
d) Acesso a cuidados de saúde)
5 F As in'ormaç3es re'eridas nas alíneas b) e c) do número anterior podem ser substituídas pela
re'erEncia &s disposiç3es legais, aos instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o ou ao
regulamento interno de empresa $ue 'i%em as mat*rias nelas re'eridas)
Artigo 1*1º
2n/ormação sobre alteraç"es
1 F Navendo alteração de $ual$uer dos elementos re'eridos no nº 1 do artigo 6<º e no nº 1 do artigo
anterior, o empregador deve comunicar esse 'acto ao trabal#ador, por escrito, nos 71 dias
subse$uentes & data em $ue a alteração produ( e'eitos)
5 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel $uando a alteração resultar da lei, do instrumento
de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel ou do regulamento interno de empresa)
7 F ; trabal#ador deve prestar ao empregador in'ormação sobre todas as alteraç3es relevantes para
a prestação da actividade laboral, no pra(o previsto no nº 1)
86@8EC;<3 ,
$orma

5:

Artigo 1*2º
!egra geral
; contrato de trabal#o não depende da observCncia de 'orma especial, salvo $uando se determinar o
contr+rio)
Artigo 1*3º
$orma escrita
1 F 0stão su?eitos a 'orma escrita, nomeadamente:
a) ContratoFpromessa de trabal#o4
b) Contrato para prestação subordinada de teletrabal#o4
c) Contrato de trabal#o a termo4
d) Contrato de trabal#o com trabal#ador estrangeiro, salvo disposição legal em contr+rio4
e) Contrato de trabal#o em comissão de serviço4
') Contrato de trabal#o com pluralidade de empregadores4
g) Contrato de trabal#o a tempo parcial4
#) Contrato de pr*Fre'orma4
i) Contrato de cedEncia ocasional de trabal#adores)
5 F ,os contratos em $ue * e%igida 'orma escrita deve constar a identi'icação e a assinatura das
partes)
8EC;<3 2,
4er7odo eAperimental
Artigo 1*º
0oção
1 F ; período e%perimental corresponde ao tempo inicial de e%ecução do contrato e a sua duração
obedece ao 'i%ado nos artigos seguintes)
5 F As partes devem, no decurso do período e%perimental, agir de modo a permitir $ue se possa
apreciar o interesse na manutenção do contrato de trabal#o)
7 F A antiguidade do trabal#ador contaFse desde o início do período e%perimental)
Artigo 1*#º
9en&ncia
1 F ,urante o período e%perimental, $ual$uer das partes pode denunciar o contrato sem aviso pr*vio nem
necessidade de invocação de ?usta causa, não #avendo direito a indemni(ação, salvo acordo escrito em
contr+rio)
5 F "endo o período e%perimental durado mais de 61 dias, para denunciar o contrato nos termos
previstos no número anterior, o empregador tem de dar um aviso pr*vio de - dias)
Artigo 1*%º
Contagem do per7odo eAperimental
1 F ; período e%perimental começa a contarFse a partir do início da e%ecução da prestação do
trabal#ador, compreendendo as acç3es de 'ormação ministradas pelo empregador ou 're$uentadas por
determinação deste, desde $ue não e%cedam metade do período e%perimental)
5 F 8ara e'eitos da contagem do período e%perimental não são tidos em conta os dias de 'altas, ainda $ue
?usti'icadas, de licença e de dispensa, bem como de suspensão do contrato)
Artigo 1*'º
Contratos por tempo indeterminado
=os contratos de trabal#o por tempo indeterminado, o período e%perimental tem a seguinte duração:
a) 61 dias para a generalidade dos trabal#adores4
b) 1<1 dias para os trabal#adores $ue e%erçam cargos de comple%idade t*cnica, elevado grau de
responsabilidade ou $ue pressupon#am uma especial $uali'icação, bem como para os $ue
desempen#em 'unç3es de con'iança4
c) 5:1 dias para pessoal de direcção e $uadros superiores)
Artigo 1*(º
Contratos a termo
=os contratos de trabal#o a termo, o período e%perimental tem a seguinte duração:
a) 71 dias para contratos de duração igual ou superior a seis meses4

5.

b) 1. dias nos contratos a termo certo de duração in'erior a seis meses e nos contratos a termo
incerto cu?a duração se preve?a não vir a ser superior &$uele limite)
Artigo 1*)º
Contratos em comissão de serviço
1 F =os contratos em comissão de serviço, a e%istEncia de período e%perimental depende de
estipulação e%pressa no respectivo acordo)
5 F ; período e%perimental não pode, nestes casos, e%ceder 1<1 dias)
Artigo 11*º
!edução e eAclusão
1 F A duração do período e%perimental pode ser redu(ida por instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o ou por acordo escrito das partes)
5 F ; período e%perimental pode ser e%cluído por acordo escrito das partes)
8EC;<3 ,
3b?ecto
Artigo 111º
3b?ecto do contrato de trabalho
1 F Cabe &s partes de'inir a actividade para $ue o trabal#ador * contratado)
5 F A de'inição a $ue se re'ere o número anterior pode ser 'eita por remissão para categoria constante
do instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel ou de regulamento interno de
empresa)
7 F Muando a nature(a da actividade para $ue o trabal#ador * contratado envolver a pr+tica de
neg!cios ?urídicos, o contrato de trabal#o implica a concessão &$uele dos necess+rios poderes, salvo nos
casos em $ue a lei e%pressamente e%igir instrumento especial)
Artigo 112º
Autonomia tBcnica
A su?eição & autoridade e direcção do empregador por 'orça da celebração de contrato de trabal#o não
pre?udica a autonomia t*cnica inerente & actividade para $ue o trabal#ador 'oi contratado, nos termos
das regras legais ou deontol!gicas aplic+veis)
Artigo 113º
T7tulo pro/issional
1 F 9empre $ue o e%ercício de determinada actividade se encontre legalmente condicionado & posse
de carteira pro'issional ou título com valor legal e$uivalente, a sua 'alta determina a nulidade do
contrato)
5 F 9e posteriormente & celebração do contrato, por decisão $ue ?+ não admite recurso, a carteira
pro'issional ou título com valor legal e$uivalente vier a ser retirado ao trabal#ador, o contrato caduca logo
$ue as partes disso se?am noti'icadas pela entidade competente)
7 F ; disposto nos números anteriores não pre?udica a aplicação de outras sanç3es previstas na lei)
8EC;<3 ,2
2nvalidade do contrato de trabalho
Artigo 11º
2nvalidade parcial do contrato
1 F A nulidade ou a anulação parcial não determina a invalidade de todo o contrato de trabal#o, salvo
$uando se mostre $ue este não teria sido concluído sem a parte viciada)
5 F As cl+usulas do contrato de trabal#o $ue violem normas imperativas consideramFse substituídas por
estas)
Artigo 11#º
E/eitos da invalidade do contrato
1 F ; contrato de trabal#o declarado nulo ou anulado produ( e'eitos como se 'osse v+lido em relação
ao tempo durante o $ual esteve em e%ecução)
5 F Aos actos modi'icativos inv+lidos do contrato de trabal#o aplicaFse o disposto no número anterior, desde

56

$ue não a'ectem as garantias do trabal#ador)
Artigo 11%º
2nvalidade e cessação do contrato
1 F Aos 'actos e%tintivos ocorridos antes da declaração de nulidade ou anulação do contrato de
trabal#o aplicamFse as normas sobre cessação do contrato)
5 F 9e, por*m, 'or declarado nulo ou anulado o contrato celebrado a termo e ?+ e%tinto, a
indemni(ação a $ue #a?a lugar tem por limite o valor estabelecido nos artigos ::1º e ::<º,
respectivamente para os casos de despedimento ilícito ou de denúncia sem aviso pr*vio)
7 F H invocação da invalidade pela parte de m+ '*, estando a outra de boa '*, seguida de imediata
cessação da prestação de trabal#o, aplicaFse o regime da indemni(ação prevista no nº 1 do artigo
:76º ou no artigo ::<º para o despedimento ilícito ou para a denúncia sem aviso pr*vio, con'orme os
casos)
: F A m+ '* consiste na celebração do contrato ou na manutenção deste com o con#ecimento da
causa de invalidade)
Artigo 11'º
Contrato com ob?ecto ou /im contrário C leiE C ordem p&blica ou o/ensivo dos bons costumes
1 F 9e o contrato tiver por ob?ecto ou 'im uma actividade contr+ria & lei, & ordem pública ou o'ensiva dos
bons costumes, a parte $ue con#ecia a ilicitude perde a 'avor do Anstituto de Jestão 2inanceira
da 9egurança 9ocial todas as vantagens au'eridas decorrentes do contrato de trabal#o)
5 F A parte $ue con#ecia a ilicitude não pode e%imirFse ao cumprimento de $ual$uer obrigação
contratual ou legal, nem reaver a$uilo $ue prestou ou o seu valor, $uando a outra parte ignorar essa
ilicitude)
Artigo 11(º
Convalidação do contrato
1 F Cessando a causa da invalidade durante a e%ecução do contrato, este consideraFse convalidado desde
o início)
5 F ; disposto no número anterior não se aplica aos contratos a $ue se re'ere o artigo anterior, em
relação aos $uais a convalidação s! produ( e'eitos a partir do momento em $ue cessar a causa da
invalidade)
8EC;<3 ,22
9ireitosE deveres e garantias das partes
86@8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 11)º
4rinc7pio geral
1 F ; empregador e o trabal#ador, no cumprimento das respectivas obrigaç3es, assim como no
e%ercício dos correspondentes direitos, devem proceder de boa '*)
5 F =a e%ecução do contrato de trabal#o devem as partes colaborar na obtenção da maior
produtividade, bem como na promoção #umana, pro'issional e social do trabal#ador)
Artigo 12*º
9everes do empregador
9em pre?uí(o de outras obrigaç3es, o empregador deve:
a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o trabal#ador4
b) 8agar pontualmente a retribuição, $ue deve ser ?usta e ade$uada ao trabal#o4
c) 8roporcionar boas condiç3es de trabal#o, tanto do ponto de vista 'ísico como moral4
d) Contribuir para a elevação do nível de produtividade do trabal#ador, nomeadamente
proporcionandoFl#e 'ormação pro'issional4
e) Respeitar a autonomia t*cnica do trabal#ador $ue e%erça actividades cu?a regulamentação
pro'issional a e%i?a4
') 8ossibilitar o e%ercício de cargos em organi(aç3es representativas dos trabal#adores4
g) 8revenir riscos e doenças pro'issionais, tendo em conta a protecção da segurança e saúde do
trabal#ador, devendo indemni(+Flo dos pre?uí(os resultantes de acidentes de trabal#o4
#) Adoptar, no $ue se re'ere & #igiene, segurança e saúde no trabal#o, as medidas $ue decorram, para a
empresa, estabelecimento ou actividade, da aplicação das prescriç3es legais e convencionais vigentes4
i) 2ornecer ao trabal#ador a in'ormação e a 'ormação ade$uadas & prevenção de riscos de acidente e
doença4

5-

?) Danter permanentemente actuali(ado o registo do pessoal em cada um dos seus estabelecimentos, com
indicação dos nomes, datas de nascimento e admissão, modalidades dos contratos, categorias, promoç3es,
retribuiç3es, datas de início e termo das '*rias e 'altas $ue impli$uem perda da retribuição ou
diminuição dos dias de '*rias)
Artigo 121º
9everes do trabalhador
1 F 9em pre?uí(o de outras obrigaç3es, o trabal#ador deve:
a) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o empregador, os superiores #ier+r$uicos, os
compan#eiros de trabal#o e as demais pessoas $ue este?am ou entrem em relação com a empresa4
b) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade4
c) Reali(ar o trabal#o com (elo e diligEncia4
d) Cumprir as ordens e instruç3es do empregador em tudo o $ue respeite & e%ecução e disciplina do
trabal#o, salvo na medida em $ue se mostrem contr+rias aos seus direitos e garantias4
e) Juardar lealdade ao empregador, nomeadamente não negociando por conta pr!pria ou al#eia em
concorrEncia com ele, nem divulgando in'ormaç3es re'erentes & sua organi(ação, m*todos de
produção ou neg!cios4
') Oelar pela conservação e boa utili(ação dos bens relacionados com o seu trabal#o $ue l#e 'orem
con'iados pelo empregador4
g) 8romover ou e%ecutar todos os actos tendentes & mel#oria da produtividade da empresa4
#) Cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para a mel#oria do sistema de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o, nomeadamente por interm*dio dos representantes dos trabal#adores
eleitos para esse 'im4
i) Cumprir as prescriç3es de segurança, #igiene e saúde no trabal#o estabelecidas nas disposiç3es legais
ou convencionais aplic+veis, bem como as ordens dadas pelo empregador)
5 F ; dever de obediEncia, a $ue se re'ere a alínea d) do número anterior, respeita tanto &s ordens e
instruç3es dadas directamente pelo empregador como &s emanadas dos superiores #ier+r$uicos do
trabal#ador, dentro dos poderes $ue por a$uele l#es 'orem atribuídos)
Artigo 122º
+arantias do trabalhador
proibido ao empregador:
a) ;porFse, por $ual$uer 'orma, a $ue o trabal#ador e%erça os seus direitos, bem como despediFlo,
aplicarFl#e outras sanç3es, ou trat+Flo des'avoravelmente por causa desse e%ercício4
b) ;bstar, in?usti'icadamente, & prestação e'ectiva do trabal#o4
c) 0%ercer pressão sobre o trabal#ador para $ue actue no sentido de in'luir des'avoravelmente nas
condiç3es de trabal#o dele ou dos compan#eiros4
d) ,iminuir a retribuição, salvo nos casos previstos neste C!digo e nos instrumentos de
regulamentação colectiva de trabal#o4
e) Iai%ar a categoria do trabal#ador, salvo nos casos previstos neste C!digo4
') "rans'erir o trabal#ador para outro local de trabal#o, salvo nos casos previstos neste C!digo e nos
instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o, ou $uando #a?a acordo4
g) Ceder trabal#adores do $uadro de pessoal pr!prio para utili(ação de terceiros $ue sobre esses
trabal#adores e%erçam os poderes de autoridade e direcção pr!prios do empregador ou por pessoa
por ele indicada, salvo nos casos especialmente previstos4
#) ;brigar o trabal#ador a ad$uirir bens ou a utili(ar serviços 'ornecidos pelo empregador ou por
pessoa por ele indicada4
i) 0%plorar, com 'ins lucrativos, $uais$uer cantinas, re'eit!rios, economatos ou outros
estabelecimentos directamente relacionados com o trabal#o, para 'ornecimento de bens ou prestação
de serviços aos trabal#adores4
?) 2a(er cessar o contrato e readmitir o trabal#ador, mesmo com o seu acordo, #avendo o prop!sito
de o pre?udicar em direitos ou garantias decorrentes da antiguidade)
86@8EC;<3 22
$ormação pro/issional
Artigo 123º
4rinc7pio geral
1 F ; empregador deve proporcionar ao trabal#ador acç3es de 'ormação pro'issional ade$uadas & sua
$uali'icação)
5 F ; trabal#ador deve participar de modo diligente nas acç3es de 'ormação pro'issional $ue l#e
se?am proporcionadas, salvo se #ouver motivo atendível)
7 F Compete ao 0stado, em particular, garantir o acesso dos cidadãos & 'ormação pro'issional,
permitindo a todos a a$uisição e a permanente actuali(ação dos con#ecimentos e competEncias,

5<

desde a entrada na vida activa, e proporcionar os apoios públicos ao 'uncionamento do sistema de
'ormação pro'issional)
Artigo 12º
3b?ectivos
9ão ob?ectivos da 'ormação pro'issional:
a) Jarantir uma $uali'icação inicial a todos os ?ovens $ue ten#am ingressado ou pretendam ingressar
no mercado de trabal#o sem ter ainda obtido essa $uali'icação4
b) 8romover a 'ormação contínua dos trabal#adores empregados, en$uanto instrumento para a
competitividade das empresas e para a valori(ação e actuali(ação pro'issional, nomeadamente
$uando a mesma * promovida e desenvolvida com base na iniciativa dos empregadores4
c) Jarantir o direito individual & 'ormação, criando condiç3es ob?ectivas para $ue o mesmo possa ser
e%ercido, independentemente da situação laboral do trabal#ador4
d) 8romover a $uali'icação ou a reconversão pro'issional de trabal#adores desempregados, com vista
ao seu r+pido ingresso no mercado de trabal#o4
e) 8romover a reabilitação pro'issional de pessoas com de'iciEncia, em particular da$ueles cu?a
incapacidade 'oi ad$uirida em conse$uEncia de acidente de trabal#o4
') 8romover a integração s!cioFpro'issional de grupos com particulares di'iculdades de inserção,
atrav*s do desenvolvimento de acç3es de 'ormação pro'issional especial)
Artigo 12#º
$ormação cont7nua
1 F =o Cmbito do sistema de 'ormação pro'issional, compete ao empregador:
a) 8romover, com vista ao incremento da produtividade e da competitividade da empresa, o
desenvolvimento das $uali'icaç3es dos respectivos trabal#adores, nomeadamente atrav*s do acesso
& 'ormação pro'issional4
b) ;rgani(ar a 'ormação na empresa, estruturando planos de 'ormação e aumentando o investimento em
capital #umano, de modo a garantir a permanente ade$uação das $uali'icaç3es dos seus
trabal#adores4
c) Assegurar o direito & in'ormação e consulta dos trabal#adores e dos seus representantes,
relativamente aos planos de 'ormação anuais e plurianuais e%ecutados pelo empregador4
d) Jarantir um número mínimo de #oras de 'ormação anuais a cada trabal#ador, se?a em acç3es a
desenvolver na empresa, se?a atrav*s da concessão de tempo para o desenvolvimento da 'ormação por
iniciativa do trabal#ador4
e) Recon#ecer e valori(ar as $uali'icaç3es ad$uiridas pelos trabal#adores, atrav*s da introdução de
cr*ditos & 'ormação ou outros bene'ícios, de modo a estimular a sua participação na 'ormação)
5 F A 'ormação contínua de activos deve abranger, em cada ano, pelo menos 11L dos trabal#adores com
contrato sem termo de cada empresa)
7 F Ao trabal#ador deve ser assegurada, no Cmbito da 'ormação contínua, um número mínimo de
vinte #oras anuais de 'ormação certi'icada)
: F ; número mínimo de #oras anuais de 'ormação certi'icada a $ue se re'ere o número anterior * de
trinta e cinco #oras a partir de 5116)
. F As #oras de 'ormação certi'icada a $ue se re'erem os ns) 7 e : $ue não 'oram organi(adas sob a
responsabilidade do empregador por motivo $ue l#e se?a imput+vel são trans'ormadas em cr*ditos
acumul+veis ao longo de trEs anos, no m+%imo)
6 F A 'ormação prevista no nº 1 deve ser complementada por outras acç3es previstas em instrumento
de regulamentação colectiva de trabal#o)
- F A 'ormação a $ue se re'ere o nº 1 impende igualmente sobre a empresa utili(adora de mãoFdeF obra
relativamente ao trabal#ador $ue, ao abrigo de um contrato celebrado com o respectivo
empregador, nela desempen#e a sua actividade por um período, ininterrupto, superior a 1< meses)
< F ; disposto no presente artigo não pre?udica o cumprimento das obrigaç3es especí'icas em
mat*ria de 'ormação pro'issional a proporcionar ao trabal#ador contratado a termo)
Artigo 12%º
1egislação complementar
; disposto na presente subsecção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
8EC;<3 ,222
Cláusulas acessórias
86@8EC;<3 2
Condição e termo
Artigo 12'º
Condição e termo suspensivos

56

Ao contrato de trabal#o pode ser aposta, por escrito, condição ou termo suspensivos, nos termos
gerais)
Artigo 12(º
Termo resolutivo
Ao contrato de trabal#o su?eito a termo resolutivo são aplic+veis os preceitos das subsecç3es
seguintes, $ue podem ser a'astados ou modi'icados por instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o, e%cepto no $ue respeita ao disposto na alínea b) do nº 7 do artigo 156º
86@8EC;<3 22
Termo resolutivo
92,28<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 12)º
Admissibilidade do contrato
1 F ; contrato de trabal#o a termo s! pode ser celebrado para a satis'ação de necessidades
tempor+rias da empresa e pelo período estritamente necess+rio & satis'ação dessas necessidades)
5 F ConsideramFse, nomeadamente, necessidades tempor+rias da empresa as seguintes:
a) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador ausente ou $ue, por $ual$uer ra(ão, se encontre
temporariamente impedido de prestar serviço4
b) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador em relação ao $ual este?a pendente em ?uí(o acção
de apreciação da licitude do despedimento4
c) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador em situação de licença sem retribuição4
d) 9ubstituição de trabal#ador a tempo completo $ue passe a prestar trabal#o a tempo parcial por
período determinado4
e) Actividades sa(onais ou outras actividades cu?o ciclo anual de produção apresente irregularidades
decorrentes da nature(a estrutural do respectivo mercado, incluindo o abastecimento de mat*riasF
primas4
') Acr*scimo e%cepcional de actividade da empresa4
g) 0%ecução de tare'a ocasional ou serviço determinado precisamente de'inido e não duradouro4
#) 0%ecução de uma obra, pro?ecto ou outra actividade de'inida e tempor+ria, incluindo a e%ecução,
direcção e 'iscali(ação de trabal#os de construção civil, obras públicas, montagens e reparaç3es
industriais, em regime de empreitada ou em administração directa, incluindo os respectivos pro?ectos
e outras actividades complementares de controlo e acompan#amento)
7 F Al*m das situaç3es previstas no nº 1, pode ser celebrado um contrato a termo nos seguintes
casos:
a) Gançamento de uma nova actividade de duração incerta, bem como início de laboração de uma
empresa ou estabelecimento4
b) Contratação de trabal#adores & procura de primeiro emprego ou de desempregados de longa
duração ou noutras situaç3es previstas em legislação especial de política de emprego)
Artigo 13*º
Iusti/icação do termo
1 F A prova dos 'actos $ue ?usti'icam a celebração de contrato a termo cabe ao empregador)
5 F ConsideraFse sem termo o contrato de trabal#o no $ual a estipulação da cl+usula acess!ria ten#a por
'im iludir as disposiç3es $ue regulam o contrato sem termo ou o celebrado 'ora dos casos
previstos no artigo anterior)
Artigo 131º
$ormalidades
1 F ,o contrato de trabal#o a termo devem constar as seguintes indicaç3es:
a) =ome ou denominação e domicílio ou sede dos contraentes4
b) Actividade contratada e retribuição do trabal#ador4
c) Gocal e período normal de trabal#o4
d) ,ata de início do trabal#o4
e) Andicação do termo estipulado e do respectivo motivo ?usti'icativo4
') ,ata da celebração do contrato e, sendo a termo certo, da respectiva cessação)
5 F =a 'alta da re'erEncia e%igida pela alínea d) do número anterior, consideraFse $ue o contrato tem início
na data da sua celebração)
7 F 8ara e'eitos da alínea e) do nº 1, a indicação do motivo ?usti'icativo da aposição do termo deve ser 'eita
pela menção e%pressa dos 'actos $ue o integram, devendo estabelecerFse a relação entre a

71

?usti'icação invocada e o termo estipulado)
: F ConsideraFse sem termo o contrato em $ue 'alte a redução a escrito, a assinatura das partes, o
nome ou denominação, ou, simultaneamente, as datas da celebração do contrato e de início do
trabal#o, bem como a$uele em $ue se omitam ou se?am insu'icientes as re'erEncias e%igidas na
alínea e) do nº 1)
Artigo 132º
Contratos sucessivos
1 F A cessação, por motivo não imput+vel ao trabal#ador, de contrato de trabal#o a termo impede nova
admissão a termo para o mesmo posto de trabal#o, antes de decorrido um período de tempo e$uivalente
a um terço da duração do contrato, incluindo as suas renovaç3es)
5 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel nos seguintes casos:
a) =ova ausEncia do trabal#ador substituído, $uando o contrato de trabal#o a termo ten#a sido
celebrado para a sua substituição4
b) Acr*scimos e%cepcionais da actividade da empresa, ap!s a cessação do contrato4
c) Actividades sa(onais4
d) "rabal#ador anteriormente contratado ao abrigo do regime aplic+vel & contratação de
trabal#adores & procura de primeiro emprego, sem pre?uí(o do previsto nos ns) 1 e 5 do artigo 176º
7 F ConsideraFse sem termo o contrato celebrado entre as mesmas partes em violação do disposto no
nº 1, contando para a antiguidade do trabal#ador todo o tempo de trabal#o prestado para o
empregador em cumprimento dos sucessivos contratos)
Artigo 133º
2n/ormaç"es
1 F ; empregador deve comunicar, no pra(o m+%imo de cinco dias úteis, & comissão de
trabal#adores e, tratandoFse de trabal#ador 'iliado em associação sindical, & respectiva estrutura
representativa a celebração, com indicação do respectivo 'undamento legal, e a cessação do contrato
a termo)
5 F ; empregador deve comunicar, trimestralmente, & AnspecçãoFJeral do "rabal#o os elementos a $ue se
re'ere o número anterior)
7 F ; empregador deve comunicar, no pra(o m+%imo de cinco dias úteis, & entidade $ue ten#a
competEncia na +rea da igualdade de oportunidades entre #omens e mul#eres o motivo da não
renovação de contrato de trabal#o a termo sempre $ue estiver em causa uma trabal#adora gr+vida,
pu*rpera ou lactante)
: F ; empregador deve a'i%ar in'ormação relativa & e%istEncia de postos de trabal#o permanentes $ue
se encontrem disponíveis na empresa ou estabelecimento)
Artigo 13º
3brigaç"es sociais
; trabal#ador admitido a termo * incluído, segundo um c+lculo e'ectuado com recurso & m*dia no ano
civil anterior, no total dos trabal#adores da empresa para determinação das obrigaç3es sociais
relacionadas com o número de trabal#adores ao serviço)
Artigo 13#º
4re/er:ncia na admissão
1 F At* 71 dias ap!s a cessação do contrato, o trabal#ador tem, em igualdade de condiç3es,
pre'erEncia na celebração de contrato sem termo, sempre $ue o empregador proceda a recrutamento
e%terno para o e%ercício de 'unç3es idEnticas &$uelas para $ue 'oi contratado)
5 F A violação do disposto no número anterior obriga o empregador a indemni(ar o trabal#ador no valor
correspondente a trEs meses de retribuição base)
7 F Cabe ao trabal#ador alegar a violação da pre'erEncia prevista no nº 1 e ao empregador a prova do
cumprimento do disposto nesse preceito)
Artigo 13%º
2gualdade de tratamento
; trabal#ador contratado a termo tem os mesmos direitos e est+ adstrito aos mesmos deveres do
trabal#ador permanente numa situação compar+vel, salvo se ra(3es ob?ectivas ?usti'icarem um
tratamento di'erenciado)
Artigo 13'º
$ormação
1 F ; empregador deve proporcionar 'ormação pro'issional ao trabal#ador contratado a termo sempre $ue a
duração do contrato, inicial ou com renovaç3es, e%ceda seis meses)

71

5 F A 'ormação tem de corresponder aos seguintes limites:
a) 9e o contrato durar menos de um ano, a 'ormação corresponde a um número de #oras igual a 1L
do período normal de trabal#o4
b) 9e o contrato durar entre um e trEs anos, a 'ormação corresponde a um número de #oras igual a
5L do período normal de trabal#o4
c) 9e o contrato durar mais de trEs anos, a 'ormação corresponde a um número de #oras igual a 7L
do período normal de trabal#o)
7 F A +rea em $ue * ministrada a 'ormação pro'issional pode ser 'i%ada por acordo e, na 'alta
de acordo, * determinada pelo empregador)
: F 9endo 'i%ada pelo empregador, a +rea de 'ormação pro'issional tem de coincidir ou ser a'im com a
actividade desenvolvida pelo trabal#ador nos termos do contrato)
. F ; incumprimento do disposto nos ns) 1 e 5 con'ere ao trabal#ador um cr*dito correspondente ao
valor da 'ormação $ue devia ter sido reali(ada)
Artigo 17<º
"a%a social única
1 F A ta%a social única pode ser aumentada relativamente ao empregador em 'unção do número de
trabal#adores contratados a termo na empresa e da respectiva duração dos seus contratos de
trabal#o, nos termos a de'inir em legislação especial)
5 F ; disposto no número anterior não se aplica nas situaç3es previstas na alínea b) do nº 7 do artigo
156º
92,28<3 22
Termo certo
Artigo 13)º
9uração
1 F ; contrato a termo certo dura pelo período acordado, não podendo e%ceder trEs anos, incluindo
renovaç3es, nem ser renovado mais de duas ve(es, sem pre?uí(o do disposto no número seguinte)
5 F ,ecorrido o período de trEs anos ou veri'icado o número m+%imo de renovaç3es a $ue se re'ere o
número anterior, o contrato pode, no entanto, ser ob?ecto de mais uma renovação desde $ue a
respectiva duração não se?a in'erior a um nem superior a trEs anos)
7 F A duração m+%ima do contrato a termo certo, incluindo renovaç3es, não pode e%ceder dois anos
nos casos previstos no nº 7 do artigo 156º, salvo $uando se tratar de trabal#adores & procura de
primeiro emprego cu?a contratação a termo não pode e%ceder 1< meses)
Artigo 1*º
!enovação do contrato
1 F 8or acordo das partes, o contrato a termo certo pode não estar su?eito a renovação)
5 F ; contrato renovaFse no 'inal do termo estipulado, por igual período, na 'alta de declaração das
partes em contr+rio)
7 F A renovação do contrato est+ su?eita & veri'icação das e%igEncias materiais da sua celebração, bem
como &s de 'orma no caso de se estipular pra(o di'erente)
: F ConsideraFse sem termo o contrato cu?a renovação ten#a sido 'eita em desrespeito dos
pressupostos indicados no número anterior)
. F ConsideraFse como único contrato a$uele $ue se?a ob?ecto de renovação)
Artigo 11º
Contrato sem termo
; contrato consideraFse sem termo se 'orem e%cedidos os pra(os de duração m+%ima ou o número
de renovaç3es a $ue se re'ere o artigo 176º, contandoFse a antiguidade do trabal#ador desde o início
da prestação de trabal#o)
Artigo 12º
Estipulação de praDo in/erior a seis meses
1 F ; contrato s! pode ser celebrado por pra(o in'erior a seis meses nas situaç3es previstas nas
alíneas a) a g) do nº 5 do artigo 156º
5 F =os casos em $ue * admitida a celebração do contrato por pra(o in'erior a seis meses a sua
duração não pode ser in'erior & prevista para a tare'a ou serviço a reali(ar)
7 F 9empre $ue se veri'i$ue a violação do disposto no nº 1, o contrato consideraFse celebrado pelo
pra(o de seis meses)
92,28<3 222
Termo incerto

75

Artigo 13º
Admissibilidade
9em pre?uí(o do previsto no nº 1 do artigo 156º, s! * admitida a celebração de contrato de trabal#o a
termo incerto nas seguintes situaç3es:
a) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador ausente ou $ue, por $ual$uer ra(ão, se encontre
temporariamente impedido de prestar serviço4
b) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador em relação ao $ual este?a pendente em ?uí(o acção
de apreciação da licitude do despedimento4
c) 9ubstituição directa ou indirecta de trabal#ador em situação de licença sem retribuição4
d) Actividades sa(onais ou outras actividades cu?o ciclo anual de produção apresente irregularidades
decorrentes da nature(a estrutural do respectivo mercado4
e) 0%ecução de tare'a ocasional ou serviço determinado precisamente de'inido e não duradouro4
') Acr*scimo e%cepcional de actividade da empresa4
g) 0%ecução de uma obra, pro?ecto ou outra actividade de'inida e tempor+ria, incluindo a e%ecução,
direcção e 'iscali(ação de trabal#os de construção civil, obras públicas, montagens e reparaç3es
industriais, em regime de empreitada ou em administração directa, incluindo os respectivos pro?ectos
e outras actividades complementares de controlo e acompan#amento)
Artigo 1º
9uração
; contrato de trabal#o a termo incerto dura por todo o tempo necess+rio para a substituição do
trabal#ador ausente ou para a conclusão da actividade, tare'a, obra ou pro?ecto cu?a e%ecução
?usti'ica a celebração)
Artigo 1#º
Contrato sem termo
1 F ConsideraFse contratado sem termo o trabal#ador $ue permaneça no desempen#o da sua
actividade ap!s a data da produção de e'eitos da denúncia ou, na 'alta desta, decorridos 1. dias
depois da conclusão da actividade, serviço, obra ou pro?ecto para $ue #a?a sido contratado ou o
regresso do trabal#ador substituído ou a cessação do contrato deste)
5 F =a situação a $ue se re'ere o número anterior, a antiguidade do trabal#ador contaFse desde o início
da prestação de trabal#o)
86@8EC;<3 222
Cláusulas de limitação da liberdade de trabalho
Artigo 1%º
4acto de não concorr:ncia
1 F 9ão nulas as cl+usulas dos contratos de trabal#o e de instrumento de regulamentação colectiva
de trabal#o $ue, por $ual$uer 'orma, possam pre?udicar o e%ercício da liberdade de trabal#o, ap!s a
cessação do contrato)
5 F lícita, por*m, a cl+usula pela $ual se limite a actividade do trabal#ador no período m+%imo de dois
anos subse$uentes & cessação do contrato de trabal#o, se ocorrerem cumulativamente as
seguintes condiç3es:
a) Constar tal cl+usula, por 'orma escrita, do contrato de trabal#o ou do acordo de cessação deste4
b) "ratarFse de actividade cu?o e%ercício possa e'ectivamente causar pre?uí(o ao empregador4
c) AtribuirFse ao trabal#ador uma compensação durante o período de limitação da sua actividade, $ue pode
so'rer redução e$uitativa $uando o empregador #ouver despendido somas avultadas com a sua 'ormação
pro'issional)
7 F 0m caso de despedimento declarado ilícito ou de resolução com ?usta causa pelo trabal#ador com
'undamento em acto ilícito do empregador o montante re'erido na alínea c) do número anterior *
elevado at* ao e$uivalente & retribuição base devida no momento da cessação do contrato, sob pena
de não poder ser invocada a cl+usula de não concorrEncia)
: F 9ão dedu(idas no montante da compensação re'erida no número anterior as importCncias
percebidas pelo trabal#ador no e%ercício de $ual$uer actividade pro'issional iniciada ap!s a cessação
do contrato de trabal#o at* ao montante 'i%ado nos termos da alínea c) do nº 5)
. F "ratandoFse de trabal#ador a'ecto ao e%ercício de actividades cu?a nature(a supon#a especial
relação de con'iança ou com acesso a in'ormação particularmente sensível no plano da concorrEncia,
a limitação a $ue se re'ere o nº 5 pode ser prolongada at* trEs anos)
Artigo 1'º
4acto de perman:ncia

77

1 F lícita a cl+usula pela $ual as partes convencionem, sem diminuição de retribuição, a
obrigatoriedade de prestação de serviço durante certo pra(o, não superior a trEs anos, como
compensação de despesas e%traordin+rias comprovadamente 'eitas pelo empregador na 'ormação
pro'issional do trabal#ador, podendo este desobrigarFse restituindo a soma das importCncias
despendidas)
5 F 0m caso de resolução do contrato de trabal#o pelo trabal#ador com ?usta causa ou $uando, tendo sido
declarado ilícito o despedimento, o trabal#ador não opte pela reintegração, não e%iste a obrigação
de restituir as somas re'eridas no número anterior)
Artigo 1(º
1imitação de liberdade de trabalho
9ão proibidos $uais$uer acordos entre empregadores no sentido de limitarem a admissão de
trabal#adores $ue a eles ten#am prestado serviço)
CA45T613 22
4restação do trabalho
8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 1)º
4rinc7pio geral
As condiç3es de prestação de trabal#o devem 'avorecer a compatibili(ação da vida pro'issional com
a vida 'amiliar do trabal#ador, bem como assegurar o respeito das normas aplic+veis em mat*ria de
segurança, #igiene e saúde no trabal#o)
Artigo 1#*º
4oder de direcção
Compete ao empregador, dentro dos limites decorrentes do contrato e das normas $ue o regem, 'i%ar
os termos em $ue deve ser prestado o trabal#o)
Artigo 1#1º
$unç"es desempenhadas
1 F ; trabal#ador deve, em princípio, e%ercer 'unç3es correspondentes & actividade para $ue 'oi
contratado)
5 F A actividade contratada, ainda $ue descrita por remissão para categoria pro'issional constante de
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou regulamento interno de empresa,
compreende as 'unç3es $ue l#e se?am a'ins ou 'uncionalmente ligadas, para as $uais o trabal#ador
deten#a a $uali'icação pro'issional ade$uada e $ue não impli$uem desvalori(ação pro'issional)
7 F 8ara e'eitos do número anterior, e salvo regime em contr+rio constante de instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o, consideramFse a'ins ou 'uncionalmente ligadas,
designadamente, as actividades compreendidas no mesmo grupo ou carreira pro'issional)
: F ; disposto nos números anteriores con'ere ao trabal#ador, sempre $ue o e%ercício das 'unç3es
acess!rias e%igir especiais $uali'icaç3es, o direito a 'ormação pro'issional não in'erior a de( #oras
anuais, nos termos previstos nos ns) 7 a . do artigo 17-º
. F ; empregador deve procurar atribuir a cada trabal#ador, no Cmbito da actividade para $ue 'oi
contratado, as 'unç3es mais ade$uadas &s suas aptid3es e $uali'icação pro'issional)
Artigo 1#2º
E/eitos retributivos
A determinação pelo empregador do e%ercício, ainda $ue acess!rio, das 'unç3es a $ue se re'ere o nº
5 do artigo anterior, a $ue corresponda uma retribuição mais elevada, con'ere ao trabal#ador o direito
a esta en$uanto tal e%ercício se mantiver)
Artigo 1#3º
!egulamento interno de empresa
1 F ; empregador pode elaborar regulamentos internos de empresa contendo normas de organi(ação
e disciplina do trabal#o)
5 F =a elaboração do regulamento interno de empresa * ouvida a comissão de trabal#adores, $uando e%ista)
7 F ; empregador deve dar publicidade ao conteúdo do regulamento interno de empresa,
designadamente a'i%andoFo na sede da empresa e nos locais de trabal#o, de modo a possibilitar o
seu pleno con#ecimento, a todo o tempo, pelos trabal#adores)

7:

: F ; regulamento interno de empresa s! produ( e'eitos depois de recebido na AnspecçãoFJeral do
"rabal#o para registo e dep!sito)
. F A elaboração de regulamento interno de empresa sobre determinadas mat*rias pode ser tornada
obrigat!ria por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial)
8EC;<3 22
1ocal de trabalho
Artigo 1#º
0oção
1 F ; trabal#ador deve, em princípio, reali(ar a sua prestação no local de trabal#o contratualmente
de'inido, sem pre?uí(o do disposto nos artigos 71.º a 71-º
5 F ; trabal#ador encontraFse adstrito &s deslocaç3es inerentes &s suas 'unç3es ou indispens+veis & sua
'ormação pro'issional)
8EC;<3 222
9uração e organiDação do tempo de trabalho
86@8EC;<3 2
0oç"es e princ7pios gerais
Artigo 1##º
Tempo de trabalho
ConsideraFse tempo de trabal#o $ual$uer período durante o $ual o trabal#ador est+ a desempen#ar a
actividade ou permanece adstrito & reali(ação da prestação, bem como as interrupç3es e os
intervalos previstos no artigo seguinte)
Artigo 1#%º
2nterrupç"es e intervalos
ConsideramFse compreendidos no tempo de trabal#o:
a) As interrupç3es de trabal#o como tal consideradas em instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o, em regulamento interno de empresa ou resultantes dos usos reiterados da empresa4
b) As interrupç3es ocasionais no período de trabal#o di+rio, $uer as inerentes & satis'ação de
necessidades pessoais inadi+veis do trabal#ador, $uer as resultantes do consentimento do
empregador4
c) As interrupç3es de trabal#o ditadas por motivos t*cnicos, nomeadamente limpe(a, manutenção ou
a'inação de e$uipamentos, mudança dos programas de produção, carga ou descarga de
mercadorias, 'alta de mat*riaFprima ou energia, ou 'actores climat*ricos $ue a'ectem a actividade da
empresa, ou por motivos econ!micos, designadamente $uebra de encomendas4
d) ;s intervalos para re'eição em $ue o trabal#ador ten#a de permanecer no espaço #abitual de
trabal#o ou pr!%imo dele, adstrito & reali(ação da prestação, para poder ser c#amado a prestar
trabal#o normal em caso de necessidade4
e) As interrupç3es ou pausas nos períodos de trabal#o impostas por normas especiais de segurança, #igiene
e saúde no trabal#o)
Artigo 1#'º
4er7odo de descanso
0ntendeFse por período de descanso todo a$uele $ue não se?a tempo de trabal#o)
Artigo 1#(º
4er7odo normal de trabalho
; tempo de trabal#o $ue o trabal#ador se obriga a prestar, medido em número de #oras por dia e por
semana, denominaFse Pperíodo normal de trabal#oQ)
Artigo 1#)º
Forário de trabalho
1 F 0ntendeFse por #or+rio de trabal#o a determinação das #oras do início e do termo do período
normal de trabal#o di+rio, bem como dos intervalos de descanso)
5 F ; #or+rio de trabal#o delimita o período de trabal#o di+rio e semanal)
7 F ; início e o termo do período de trabal#o di+rio podem ocorrer em dias de calend+rio
consecutivos)

7.

Artigo 1%*º
4er7odo de /uncionamento
1 F 0ntendeFse por período de 'uncionamento o intervalo de tempo di+rio durante o $ual os
estabelecimentos podem e%ercer a sua actividade)
5 F ; período de 'uncionamento dos estabelecimentos de venda ao público denominaFse Pperíodo de
aberturaQ)
7 F ; período de 'uncionamento dos estabelecimentos industriais denominaFse Pperíodo de
laboraçãoQ)
Artigo 1%1º
!itmo de trabalho
; empregador $ue pretenda organi(ar a actividade laboral segundo um certo ritmo deve observar o
princípio geral da adaptação do trabal#o ao #omem, com vista, nomeadamente, a atenuar o trabal#o
mon!tono e o trabal#o cadenciado em 'unção do tipo de actividade e das e%igEncias em mat*ria de
segurança e saúde, em especial no $ue se re'ere &s pausas durante o tempo de trabal#o)
Artigo 1%2º
!egisto
; empregador deve manter um registo $ue permita apurar o número de #oras de trabal#o prestadas pelo
trabal#ador, por dia e por semana, com indicação da #ora de início e de termo do trabal#o)
86@8EC;<3 22
1imites C duração do trabalho
Artigo 1%3º
1imites máAimos dos per7odos normais de trabalho
1 F ; período normal de trabal#o não pode e%ceder oito #oras por dia nem $uarenta #oras por
semana)
5 F N+ tolerCncia de $uin(e minutos para as transacç3es, operaç3es e serviços começados e não
acabados na #ora estabelecida para o termo do período normal de trabal#o di+rio, não sendo, por*m,
de admitir $ue tal tolerCncia dei%e de revestir car+cter e%cepcional, devendo o acr*scimo de trabal#o ser
pago $uando per'i(er $uatro #oras ou no termo de cada ano civil)
7 F ; período normal de trabal#o di+rio dos trabal#adores $ue prestem trabal#o e%clusivamente nos dias
de descanso semanal dos restantes trabal#adores da empresa ou estabelecimento pode ser
aumentado, no m+%imo, em $uatro #oras di+rias, sem pre?uí(o do disposto em instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 1%º
Adaptabilidade
1 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, o período normal de trabal#o pode ser
de'inido em termos m*dios, caso em $ue o limite di+rio 'i%ado no nº 1 do artigo anterior pode ser
aumentado at* ao m+%imo de $uatro #oras, sem $ue a duração do trabal#o semanal e%ceda
sessenta #oras, s! não contando para este limite o trabal#o suplementar prestado por motivo de 'orça
maior)
5 F ; período normal de trabal#o de'inido nos termos previstos no número anterior não pode e%ceder
cin$uenta #oras em m*dia num período de dois meses)
Artigo 1%#º
!egime especial de adaptabilidade
1 F 8or acordo, o empregador e os trabal#adores podem de'inir o período normal de trabal#o em
termos m*dios, observando o disposto nos números seguintes)
5 F ; acordo a $ue se re'ere o número anterior pode ser obtido mediante proposta dirigida pelo
empregador aos trabal#adores, presumindoFse a sua aceitação pelos trabal#adores $ue, no pra(o de
51 dias a contar do respectivo con#ecimento, incluindo os períodos a $ue se re'erem os ns) 5 e 7 do artigo
1-7º, não se opon#am por escrito)
7 F ; período normal de trabal#o di+rio pode ser aumentado at* ao m+%imo de duas #oras, sem $ue
a duração do trabal#o semanal e%ceda cin$uenta #oras, s! não contando para este limite o trabal#o
suplementar prestado por motivo de 'orça maior)
: F =as semanas em $ue a duração do trabal#o se?a in'erior a $uarenta #oras, a redução di+ria não pode
ser superior a duas #oras, mas as partes podem tamb*m acordar na redução da semana de
trabal#o em dias ou meios dias, sem pre?uí(o do direito ao subsídio de re'eição)
. F ; regime previsto nos números anteriores mant*mFse at* ao termo do período de re'erEncia em

76

e%ecução & data da entrada em vigor de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o $ue incida
sobre a mat*ria)
Artigo 1%%º
4er7odo de re/er:ncia
1 F A duração m*dia do trabal#o deve ser apurada por re'erEncia ao período $ue este?a 'i%ado em
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel, não podendo ser superior a 15
meses, ou, na 'alta de tal previsão, por re'erEncia a períodos m+%imos de : meses)
5 F ; período de re'erEncia de $uatro meses re'erido no número anterior pode ser alargado para seis meses
nas seguintes situaç3es:
a) "rabal#adores 'amiliares do empregador4
b) "rabal#adores $ue ocupem cargos de administração e de direcção ou com poder de decisão
aut!nomo4
c) Navendo a'astamento entre o local de trabal#o e o local de residEncia do trabal#ador ou entre
di'erentes locais de trabal#o do trabal#ador4
d) 8essoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de segurança,
designadamente $uando se trate de guardas ou porteiros)
7 F ; disposto no número anterior * ainda aplic+vel a actividades caracteri(adas pela necessidade de
assegurar a continuidade do serviço ou de produção, nomeadamente recepção, tratamento ou
cuidados de saúde em #ospitais ou estabelecimentos semel#antes, instituiç3es residenciais e
pris3es, incluindo os m*dicos em 'ormação:
a) 8ortos ou aeroportos4
b) Amprensa, r+dio, televisão, produção cinematogr+'ica, correios, telecomunicaç3es, serviço de
ambulCncias, sapadoresFbombeiros ou protecção civil4
c) 8rodução, transmissão e distribuição de g+s, +gua, electricidade, recol#a de li%o ou instalaç3es de
incineração4
d) Andústrias em $ue o processo de trabal#o não possa ser interrompido por motivos t*cnicos4
e) Anvestigação e desenvolvimento4
') Agricultura4
g) "ransporte de passageiros em serviços regulares de transporte urbano4
#) "ransporte 'errovi+rio em relação a trabal#adores $ue prestem trabal#o intermitente, em comboios
ou a$ueles cu?a prestação este?a ligada & continuidade e regularidade do tr+'ego 'errovi+rio4
i) Navendo acr*scimo previsível de actividade no turismo e nos serviços postais entre outras4
?) Caso 'ortuito ou motivo de 'orça maior4
l) 0m caso de acidente ou de risco de acidente iminente)
: F 9alvo $uando e%pressamente previsto em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, o
período de re'erEncia apenas pode ser alterado durante a sua e%ecução $uando ?usti'icado por
circunstCncias ob?ectivas e o total de #oras de trabal#o prestadas 'or in'erior ou igual &s $ue teriam sido
reali(adas caso não vigorasse um regime de adaptabilidade, aplicandoFse com as necess+rias adaptaç3es
o disposto no nº : do artigo 16.º
Artigo 1%'º
EAcepç"es aos limites máAimos dos per7odos normais de trabalho
1 F ;s limites dos períodos normais de trabal#o 'i%ados no artigo 167º s! podem ser ultrapassados nos
casos e%pressamente previstos neste C!digo, salvo o disposto no número seguinte)
5 F ; acr*scimo dos limites do período normal de trabal#o pode ser determinado em instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o:
a) 0m relação ao pessoal $ue preste serviço em actividades sem 'ins lucrativos ou estreitamente
ligadas ao interesse público, desde $ue se mostre absolutamente incomport+vel a su?eição do seu
período de trabal#o a esses limites4
b) 0m relação &s pessoas cu?o trabal#o se?a acentuadamente intermitente ou de simples presença)
7 F 9empre $ue as actividades re'eridas na alínea a) do número anterior ten#am car+cter industrial, o
período normal de trabal#o * 'i%ado de modo a não ultrapassar a m*dia de $uarenta #oras por
semana no termo do número de semanas estabelecido no respectivo instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o)
Artigo 1%(º
!edução dos limites máAimos dos per7odos normais de trabalho
1 F A redução dos limites m+%imos dos períodos normais de trabal#o pode ser estabelecida por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
5 F ,a redução dos limites m+%imos dos períodos normais de trabal#o não pode resultar diminuição
da retribuição dos trabal#adores)
Artigo 1%)º
9uração mBdia do trabalho

7-

1 F 9em pre?uí(o dos limites previstos nos artigos 167º a 16-º, a duração m*dia do trabal#o semanal,
incluindo trabal#o suplementar, não pode e%ceder $uarenta e oito #oras, num período de re'erEncia 'i%ado
em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, não devendo, em caso algum, ultrapassar
15 meses ou, na 'alta de 'i%ação em instrumento de regulamentação colectiva, num período de
re'erEncia de : meses, $ue pode ser de 6 meses nos casos previstos nos ns) 5 e 7 do artigo 166º
5 F =o c+lculo da m*dia re'erida no número anterior, os dias de '*rias são subtraídos ao período de
re'erEncia em $ue são go(ados)
7 F ;s dias de ausEncia por doença, bem como os dias de licença por maternidade e paternidade e
de licença especial do pai ou da mãe para assistEncia a pessoa com de'iciEncia e a doente cr!nico são
considerados com base no correspondente período normal de trabal#o)
: F ; disposto nos ns) 1 e 5 não * aplic+vel a trabal#adores $ue ocupem cargos de administração e
de direcção ou com poder de decisão aut!nomo $ue este?am isentos de #or+rio de trabal#o)
86@8EC;<3 222
Forário de trabalho
Artigo 1'*º
9e/inição do horário de trabalho
1 F Compete ao empregador de'inir os #or+rios de trabal#o dos trabal#adores ao seu serviço, dentro dos
condicionalismos legais)
5 F As comiss3es de trabal#adores ou, na sua 'alta, as comiss3es intersindicais, as comiss3es
sindicais ou os delegados sindicais devem ser consultados previamente sobre a de'inição e a
organi(ação dos #or+rios de trabal#o)
Artigo 1'1º
Forário de trabalho e per7odos de /uncionamento
1 F ; empregador legalmente su?eito a regime de período de 'uncionamento deve respeitar esse
regime na organi(ação dos #or+rios de trabal#o para os trabal#adores ao seu serviço)
5 F ;s períodos de 'uncionamento constam de legislação especial)
Artigo 1'2º
CritBrios especiais de de/inição do horário de trabalho
1 F =a de'inição do #or+rio de trabal#o, o empregador deve 'acilitar ao trabal#ador a 're$uEncia de
cursos escolares, em especial os de 'ormação t*cnica ou pro'issional)
5 F =a de'inição do #or+rio de trabal#o são priorit+rias as e%igEncias de protecção da segurança e saúde
dos trabal#adores)
7 F Navendo trabal#adores pertencentes ao mesmo agregado 'amiliar, a 'i%ação do #or+rio de
trabal#o deve tomar sempre em conta esse 'acto)
Artigo 1'3º
Alteração do horário de trabalho
1 F =ão podem ser unilateralmente alterados os #or+rios individualmente acordados)
5 F "odas as alteraç3es dos #or+rios de trabal#o devem ser precedidas de consulta aos trabal#adores
a'ectados, & comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, & comissão sindical ou intersindical ou aos
delegados sindicais, ser a'i%adas na empresa com antecedEncia de sete dias, ainda $ue vigore um regime
de adaptabilidade, e comunicadas & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, nos termos previstos em legislação
especial)
7 F ; pra(o a $ue se re'ere o número anterior * de trEs dias em caso de microempresa)
: F 0%ceptuaFse do disposto no nº 5 a alteração do #or+rio de trabal#o cu?a duração não e%ceda uma
semana, não podendo o empregador recorrer a este regime mais de trEs ve(es por ano, desde $ue se?a
registada em livro pr!prio com a menção de $ue 'oi previamente in'ormada e consultada a
comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, a comissão sindical ou intersindical ou os delegados
sindicais)
. F As alteraç3es $ue impli$uem acr*scimo de despesas para os trabal#adores con'erem o direito a
compensação econ!mica)
Artigo 1'º
2ntervalo de descanso
A ?ornada de trabal#o di+ria deve ser interrompida por um intervalo de descanso, de duração não
in'erior a uma #ora, nem superior a duas, de modo $ue os trabal#adores não prestem mais de cinco #oras
de trabal#o consecutivo)

7<

Artigo 1'#º
!edução ou dispensa de intervalo de descanso
1 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o pode ser estabelecida a prestação de
trabal#o at* seis #oras consecutivas e o intervalo di+rio de descanso ser redu(ido, e%cluído ou ter uma
duração superior & prevista no artigo anterior, bem como ser determinada a 're$uEncia e a duração
de $uais$uer outros intervalos de descanso do período de trabal#o di+rio)
5 F Compete & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, mediante re$uerimento do empregador, instruído com
declaração escrita de concordCncia do trabal#ador abrangido e in'ormação & comissão de
trabal#adores da empresa e ao sindicato representativo do trabal#ador em causa, autori(ar a redução
ou e%clusão dos intervalos de descanso, $uando tal se mostre 'avor+vel aos interesses dos
trabal#adores ou se ?usti'i$ue pelas condiç3es particulares de trabal#o de certas actividades)
7 F =ão * permitida a alteração aos intervalos de descanso prevista nos ns) 1 e 5, se ela implicar a
prestação de mais de seis #oras consecutivas de trabal#o, e%cepto $uanto a actividades de pessoal
operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de segurança e indústrias
em $ue o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos t*cnicos e, bem assim,
$uanto a trabal#adores $ue ocupem cargos de administração e de direcção e outras pessoas com poder
de decisão aut!nomo $ue este?am isentos de #or+rio de trabal#o)
: F ; pedido de redução ou dispensa de intervalo de descanso previsto no nº 5 consideraFse
tacitamente de'erido se não 'or pro'erida a decisão 'inal dentro do pra(o de 1. dias a contar da
apresentação do re$uerimento)
Artigo 1'%º
9escanso diário
1 F garantido ao trabal#ador um período mínimo de descanso de on(e #oras seguidas entre dois
períodos di+rios de trabal#o consecutivos)
5 F ; disposto no número anterior não * aplic+vel a trabal#adores $ue ocupem cargos de
administração e de direcção ou com poder de decisão aut!nomo $ue este?am isentos de #or+rio de
trabal#o, nem $uando se?a necess+ria a prestação de trabal#o suplementar por motivo de 'orça
maior, ou por ser indispens+vel para prevenir ou reparar pre?uí(os graves para a empresa ou para a
sua viabilidade devidos a acidente ou a risco de acidente iminente)
7 F A regra constante do nº 1 não * aplic+vel $uando os períodos normais de trabal#o se?am
'raccionados ao longo do dia com 'undamento nas características da actividade, nomeadamente no caso
dos serviços de limpe(a)
: F ; disposto no nº 1 não * aplic+vel a actividades caracteri(adas pela necessidade de assegurar a
continuidade do serviço ou da produção, nomeadamente as actividades a seguir indicadas, desde
$ue atrav*s de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o se?am garantidos ao trabal#ador
os correspondentes descansos compensat!rios:
a) 8essoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de segurança4
b) Recepção, tratamento e cuidados dispensados em #ospitais ou estabelecimentos semel#antes,
instituiç3es residenciais e pris3es4
c) 8ortos e aeroportos4
d) Amprensa, r+dio, televisão, produção cinematogr+'ica, correios ou telecomunicaç3es, ambulCncias,
sapadoresFbombeiros ou protecção civil4
e) 8rodução, transporte e distribuição de g+s, +gua ou electricidade, recol#a de li%o e incineração4
') Andústrias em $ue o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos t*cnicos4
g) Anvestigação e desenvolvimento4
#) Agricultura)
. F ; disposto no número anterior * e%tensivo aos casos de acr*scimo previsível de actividade no
turismo)
Artigo 1''º
Condiç"es de isenção de horário de trabalho
1 F 8or acordo escrito, pode ser isento de #or+rio de trabal#o o trabal#ador $ue se encontre numa das
seguintes situaç3es:
a) 0%ercício de cargos de administração, de direcção, de con'iança, de 'iscali(ação ou de apoio aos
titulares desses cargos4
b) 0%ecução de trabal#os preparat!rios ou complementares $ue, pela sua nature(a, s! possam ser
e'ectuados 'ora dos limites dos #or+rios normais de trabal#o4
c) 0%ercício regular da actividade 'ora do estabelecimento, sem controlo imediato da #ierar$uia)
5 F 8odem ser previstas em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o outras situaç3es de
admissibilidade de isenção de #or+rio de trabal#o para al*m das indicadas nas alíneas do número
anterior)
7 F ; acordo re'erido no nº 1 deve ser enviado & AnspecçãoFJeral do "rabal#o)
Artigo 1'(º
E/eitos da isenção de horário de trabalho

76

1 F =os termos do $ue 'or acordado, a isenção de #or+rio pode compreender as seguintes
modalidades:
a) =ão su?eição aos limites m+%imos dos períodos normais de trabal#o4
b) 8ossibilidade de alargamento da prestação a um determinado número de #oras, por dia ou por
semana4
c) ;bservCncia dos períodos normais de trabal#o acordados)
5 F =a 'alta de estipulação das partes o regime de isenção de #or+rio segue o disposto na alínea a)
do número anterior)
7 F A isenção não pre?udica o direito aos dias de descanso semanal obrigat!rio, aos 'eriados
obrigat!rios e aos dias e meios dias de descanso complementar, nem ao descanso di+rio a $ue se re'ere o
nº 1 do artigo 1-6º, e%cepto nos casos previstos no nº 5 desse artigo)
: F =os casos previstos no nº 5 do artigo 1-6º deve ser observado um período de descanso $ue
permita a recuperação do trabal#ador entre dois períodos di+rios de trabal#o consecutivos)
Artigo 1')º
-apas de horário de trabalho
1 F 9em pre?uí(o do disposto no nº : do artigo 1-7º, em todos os locais de trabal#o deve ser a'i%ado, em
lugar bem visível, um mapa de #or+rio de trabal#o, elaborado pelo empregador de #armonia com
as disposiç3es legais e com os instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+veis)
5 F ; empregador deve enviar c!pia do mapa de #or+rio de trabal#o & AnspecçãoFJeral do "rabal#o com a
antecedEncia mínima de $uarenta e oito #oras relativamente & sua entrada em vigor)
7 F As condiç3es de publicidade dos #or+rios de trabal#o do pessoal a'ecto & e%ploração de veículos
autom!veis, propriedade de empresas de transportes ou privativos de outras entidades su?eitas &s
disposiç3es deste C!digo, são estabelecidas em portaria dos Dinistros respons+veis pela +rea
laboral e pelo sector dos transportes, ouvidas as organi(aç3es sindicais e de empregadores
interessadas)
86@8EC;<3 2,
Trabalho a tempo parcial
Artigo 1(*º
0oção
1 F ConsideraFse trabal#o a tempo parcial o $ue corresponda a um período normal de trabal#o
semanal igual ou in'erior a -.L do praticado a tempo completo numa situação compar+vel)
5 F ; limite percentual re'erido no número anterior pode ser aumentado por instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o)
7 F ; trabal#o a tempo parcial pode, salvo estipulação em contr+rio, ser prestado em todos ou alguns dias
da semana, sem pre?uí(o do descanso semanal, devendo o número de dias de trabal#o ser
'i%ado por acordo)
: F 8ara e'eitos da presente subsecção, se o período normal de trabal#o não 'or igual em cada
semana, * considerada a respectiva m*dia num período de $uatro meses ou período di'erente
estabelecido por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 1(1º
1iberdade de celebração
A liberdade de celebração de contratos de trabal#o a tempo parcial não pode ser e%cluída por
aplicação de disposiç3es constantes de instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 1(2º
8ituaç"es comparáveis
1 F As situaç3es de trabal#adores a tempo parcial e de trabal#adores a tempo completo são
compar+veis $uando, no mesmo estabelecimento, prestem idEntico tipo de trabal#o, devendo ser
levadas em conta a antiguidade e a $uali'icação t*cnica ou pro'issional)
5 F Muando não e%ista no estabelecimento nen#um trabal#ador a tempo completo em situação
compar+vel, o ?uí(o de comparação pode ser 'eito com trabal#ador de outro estabelecimento da
mesma empresa onde se desenvolva idEntica actividade)
7 F 9e não e%istir trabal#ador em situação compar+vel nos termos dos números anteriores, atenderF
seF+ ao regime 'i%ado em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou na lei para
trabal#ador em tempo completo e com a mesma antiguidade e $uali'icação t*cnica ou pro'issional)
: F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o podem ser estabelecidos crit*rios de
comparação para al*m do previsto no nº 1)
Artigo 1(3º

:1

4re/er:ncia na admissão ao trabalho a tempo parcial
1 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o devem estabelecer, para a admissão em
regime de tempo parcial, pre'erEncias em 'avor dos trabal#adores com responsabilidades 'amiliares,
dos trabal#adores com capacidade de trabal#o redu(ida, pessoa com de'iciEncia ou doença cr!nica e
dos trabal#adores $ue 're$uentem estabelecimentos de ensino m*dio ou superior)
5 F ; trabal#ador $ue pretenda usu'ruir do regime de re'orma parcial bene'icia, independentemente
de previsão em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, da pre'erEncia prevista no
número anterior)
Artigo 1(º
$orma e /ormalidades
1 F ,o contrato de trabal#o a tempo parcial deve constar a indicação do período normal de trabal#o di+rio
e semanal com re'erEncia comparativa ao trabal#o a tempo completo)
5 F Muando não ten#a sido observada a 'orma escrita, presumeFse $ue o contrato 'oi celebrado por tempo
completo)
7 F 9e 'altar no contrato a indicação do período normal de trabal#o semanal, presumeFse $ue o
contrato 'oi celebrado para a duração m+%ima do período normal de trabal#o admitida para o contrato
a tempo parcial pela lei ou por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel)
Artigo 1(#º
Condiç"es de trabalho
1 F Ao trabal#o a tempo parcial * aplic+vel o regime previsto na lei e na regulamentação colectiva $ue,
pela sua nature(a, não impli$ue a prestação de trabal#o a tempo completo, não podendo os
trabal#adores a tempo parcial ter um tratamento menos 'avor+vel do $ue os trabal#adores a tempo
completo numa situação compar+vel, a menos $ue um tratamento di'erente se?a ?usti'icado por
motivos ob?ectivos)
5 F As ra(3es ob?ectivas atendíveis nos termos do nº 1 podem ser de'inidas por instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o)
7 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o, sempre $ue tal 'or consentido pela
nature(a das actividades ou pro'iss3es abrangidas, devem conter normas sobre o regime de trabal#o
a tempo parcial)
: F ; trabal#ador a tempo parcial tem direito & retribuição base prevista na lei ou na regulamentação
colectiva, ou, caso se?a mais 'avor+vel, & au'erida por trabal#adores a tempo completo numa situação
compar+vel, em proporção do respectivo período normal de trabal#o semanal)
. F ; trabal#ador a tempo parcial tem direito a outras prestaç3es, com ou sem car+cter retributivo,
previstas na regulamentação colectiva ou, caso se?a mais 'avor+vel, au'eridas por trabal#adores a
tempo completo numa situação compar+vel, nos termos constantes dessa regulamentação ou, na sua 'alta,
em proporção do respectivo período normal de trabal#o semanal)
6 F ; trabal#ador a tempo parcial tem direito ao subsídio de re'eição previsto na regulamentação
colectiva ou, caso se?a mais 'avor+vel, ao de'inido pelos usos da empresa, e%cepto $uando a sua
prestação de trabal#o di+rio se?a in'erior a cinco #oras, sendo então calculado em proporção do
respectivo período normal de trabal#o semanal)
Artigo 1(%º
Alteração da duração do trabalho
1 F ; trabal#ador a tempo parcial pode passar a trabal#ar a tempo completo, ou o inverso, a título
de'initivo ou por período determinado, mediante acordo escrito com o empregador)
5 F ; acordo re'erido no número anterior pode cessar por iniciativa do trabal#ador at* ao s*timo dia
seguinte & data da respectiva celebração, mediante comunicação escrita enviada ao empregador)
7 F 0%ceptuaFse do disposto no número anterior o acordo de modi'icação do período de trabal#o
devidamente datado e cu?as assinaturas se?am ob?ecto de recon#ecimento notarial presencial)
: F Muando a passagem de trabal#o a tempo completo para trabal#o a tempo parcial, nos termos do
nº 1, se veri'icar por período determinado, at* ao m+%imo de trEs anos, o trabal#ador tem direito a
retomar a prestação de trabal#o a tempo completo)
. F ; pra(o re'erido no número anterior pode ser elevado por instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o ou por acordo entre as partes)
Artigo 1('º
9everes do empregador
1 F 9empre $ue possível, o empregador deve tomar em consideração:
a) ; pedido de mudança do trabal#ador a tempo completo para um trabal#o a tempo parcial $ue se torne
disponível no estabelecimento4
b) ; pedido de mudança do trabal#ador a tempo parcial para um trabal#o a tempo completo, ou de
aumento do seu tempo de trabal#o, se surgir esta possibilidade4

:1

c) As medidas destinadas a 'acilitar o acesso ao trabal#o a tempo parcial em todos os níveis da
empresa, incluindo os postos de trabal#o $uali'icados e os cargos de direcção e, se pertinente, as
medidas destinadas a 'acilitar o acesso do trabal#ador a tempo parcial & 'ormação pro'issional, para
'avorecer a progressão e a mobilidade pro'issionais)
5 F ; empregador deve, ainda:
a) 2ornecer, em tempo oportuno, in'ormação sobre os postos de trabal#o a tempo parcial e a tempo
completo disponíveis no estabelecimento, de modo a 'acilitar as mudanças a $ue se re'erem as
alíneas a) e b) do número anterior4
b) 2ornecer aos !rgãos de representação dos trabal#adores in'ormaç3es ade$uadas sobre o trabal#o
a tempo parcial na empresa)
86@8EC;<3 ,
Trabalho por turnos
Artigo 1((º
0oção
ConsideraFse trabal#o por turnos $ual$uer modo de organi(ação do trabal#o em e$uipa em $ue os
trabal#adores ocupem sucessivamente os mesmos postos de trabal#o, a um determinado ritmo,
incluindo o ritmo rotativo, $ue pode ser de tipo contínuo ou descontínuo, o $ue implica $ue os
trabal#adores podem e%ecutar o trabal#o a #oras di'erentes no decurso de um dado período de dias
ou semanas)
Artigo 1()º
3rganiDação
1 F ,evem ser organi(ados turnos de pessoal di'erente sempre $ue o período de 'uncionamento
ultrapasse os limites m+%imos dos períodos normais de trabal#o)
5 F ;s turnos devem, na medida do possível, ser organi(ados de acordo com os interesses e as
pre'erEncias mani'estados pelos trabal#adores)
7 F A duração de trabal#o de cada turno não pode ultrapassar os limites m+%imos dos períodos
normais de trabal#o)
: F ; trabal#ador s! pode ser mudado de turno ap!s o dia de descanso semanal)
. F ;s turnos no regime de laboração contínua e dos trabal#adores $ue assegurem serviços $ue não
possam ser interrompidos, nomeadamente pessoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento
de sistemas electr!nicos de segurança, devem ser organi(ados de modo $ue aos trabal#adores de
cada turno se?a concedido, pelo menos, um dia de descanso em cada período de sete dias, sem
pre?uí(o do período e%cedente de descanso a $ue o trabal#ador ten#a direito)
Artigo 1)*º
4rotecção em matBria de segurançaE higiene e sa&de
1 F ; empregador deve organi(ar as actividades de segurança, #igiene e saúde no trabal#o de 'orma $ue
os trabal#adores por turnos bene'iciem de um nível de protecção em mat*ria de segurança e saúde
ade$uado & nature(a do trabal#o $ue e%ercem)
5 F ; empregador deve assegurar $ue os meios de protecção e prevenção em mat*ria de segurança
e saúde dos trabal#adores por turnos se?am e$uivalentes aos aplic+veis aos restantes trabal#adores
e se encontrem disponíveis a $ual$uer momento)
Artigo 1)1º
!egisto dos trabalhadores em regime de turnos
; empregador $ue organi(e um regime de trabal#o por turnos deve ter registo separado dos
trabal#adores incluídos em cada turno)
86@8EC;<3 ,2
Trabalho nocturno
Artigo 1)2º
0oção
1 F ConsideraFse período de trabal#o nocturno o $ue ten#a a duração mínima de sete #oras e m+%ima
de on(e #oras, compreendendo o intervalo entre as 1 e as . #oras)
5 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o podem estabelecer o período de
trabal#o nocturno, com observCncia do disposto no número anterior)
7 F =a ausEncia de 'i%ação por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, consideraFse
período de trabal#o nocturno o compreendido entre as 55 #oras de um dia e as - #oras do dia
seguinte)

:5

Artigo 1)3º
Trabalhador nocturno
0ntendeFse por trabal#ador nocturno a$uele $ue e%ecute, pelo menos, trEs #oras de trabal#o normal
nocturno em cada dia ou $ue possa reali(ar durante o período nocturno uma certa parte do seu
tempo de trabal#o anual, de'inida por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou, na sua 'alta,
correspondente a trEs #oras por dia)
Artigo 1)º
9uração
1 F ; período normal de trabal#o di+rio do trabal#ador nocturno, $uando vigore regime de
adaptabilidade, não deve ser superior a oito #oras di+rias, em m*dia semanal, salvo disposição
diversa estabelecida em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
5 F 8ara o apuramento da m*dia re'erida no número anterior não se contam os dias de descanso
semanal obrigat!rio ou complementar e os dias 'eriados)
7 F ; trabal#ador nocturno cu?a actividade impli$ue riscos especiais ou uma tensão 'ísica ou mental
signi'icativa não deve prest+Fla por mais de oito #oras num período de vinte e $uatro #oras em $ue
e%ecute trabal#o nocturno)
: F ; disposto nos números anteriores não * aplic+vel a trabal#adores $ue ocupem cargos de
administração e de direcção ou com poder de decisão aut!nomo $ue este?am isentos de #or+rio de
trabal#o)
. F ; disposto no nº 7 não * igualmente aplic+vel:
a) Muando se?a necess+ria a prestação de trabal#o suplementar por motivo de 'orça maior, ou por ser
indispens+vel para prevenir ou reparar pre?uí(os graves para a empresa ou para a sua viabilidade devido
a acidente ou a risco de acidente iminente4
b) A actividades caracteri(adas pela necessidade de assegurar a continuidade do serviço ou da
produção, nomeadamente as actividades indicadas no número seguinte, desde $ue atrav*s de
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial se?am garantidos ao trabal#ador os
correspondentes descansos compensat!rios)
6 F 8ara e'eito do disposto na alínea b) do número anterior atenderFseF+ &s seguintes actividades:
a) 8essoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de segurança4
b) Recepção, tratamento e cuidados dispensados em #ospitais ou estabelecimentos semel#antes,
instituiç3es residenciais e pris3es4
c) 8ortos e aeroportos4
d) Amprensa, r+dio, televisão, produção cinematogr+'ica, correios ou telecomunicaç3es, ambulCncias,
sapadoresFbombeiros ou protecção civil4
e) 8rodução, transporte e distribuição de g+s, +gua ou electricidade, recol#a de li%o e incineração4
') Andústrias em $ue o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos t*cnicos4
g) Anvestigação e desenvolvimento4
#) Agricultura)
- F ; disposto no número anterior * e%tensivo aos casos de acr*scimo previsível de actividade no
turismo)
Artigo 1)#º
4rotecção do trabalhador nocturno
1 F ; empregador deve assegurar $ue o trabal#ador nocturno, antes da sua colocação e,
posteriormente, a intervalos regulares e no mínimo anualmente, bene'icie de um e%ame m*dico
gratuito e sigiloso, destinado a avaliar o seu estado de saúde)
5 F ; empregador deve assegurar, sempre $ue possível, a trans'erEncia do trabal#ador nocturno $ue so'ra
de problemas de saúde relacionados com o 'acto de e%ecutar trabal#o nocturno para um trabal#o
diurno $ue este?a apto a desempen#ar)
7 F AplicaFse ao trabal#ador nocturno o disposto no artigo 161º
Artigo 1)%º
+arantia
9ão de'inidas em legislação especial as condiç3es ou garantias a $ue est+ su?eita a prestação de trabal#o
nocturno por trabal#adores $ue corram riscos de segurança ou de saúde relacionados com o trabal#o durante
o período nocturno, bem como as actividades
$ue impli$uem para o trabal#ador nocturno riscos especiais ou uma tensão 'ísica ou mental signi'icativa,
con'orme o re'erido no nº 7 do artigo 16:º
86@8EC;<3 ,22
Trabalho suplementar
Artigo 1)'º

:7

0oção
1 F ConsideraFse trabal#o suplementar todo a$uele $ue * prestado 'ora do #or+rio de trabal#o)
5 F =os casos em $ue ten#a sido limitada a isenção de #or+rio de trabal#o a um determinado número
de #oras de trabal#o, di+rio ou semanal, consideraFse trabal#o suplementar o $ue se?a prestado 'ora desse
período)
7 F Muando ten#a sido estipulado $ue a isenção de #or+rio de trabal#o não pre?udica o período
normal de trabal#o di+rio ou semanal consideraFse trabal#o suplementar a$uele $ue e%ceda a
duração do período normal de trabal#o di+rio ou semanal)
: F =ão se compreende na noção de trabal#o suplementar:
a) ; trabal#o prestado por trabal#ador isento de #or+rio de trabal#o em dia normal de trabal#o, sem
pre?uí(o do previsto no número anterior4
b) ; trabal#o prestado para compensar suspens3es de actividade, independentemente da causa, de
duração não superior a $uarenta e oito #oras seguidas ou interpoladas por um dia de descanso ou
'eriado, $uando #a?a acordo entre o empregador e o trabal#ador4
c) A tolerCncia de $uin(e minutos prevista no nº 5 do artigo 167º4
d) A 'ormação pro'issional, ainda $ue reali(ada 'ora do #or+rio de trabal#o, desde $ue não e%ceda duas
#oras di+rias)
Artigo 1)(º
3brigatoriedade
; trabal#ador * obrigado a reali(ar a prestação de trabal#o suplementar, salvo $uando, #avendo
motivos atendíveis, e%pressamente solicite a sua dispensa)
Artigo 1))º
Condiç"es da prestação de trabalho suplementar
1 F ; trabal#o suplementar s! pode ser prestado $uando a empresa ten#a de 'a(er 'ace a acr*scimos
eventuais e transit!rios de trabal#o e não se ?usti'i$ue a admissão de trabal#ador)
5 F ; trabal#o suplementar pode ainda ser prestado #avendo motivo de 'orça maior ou $uando se torne
indispens+vel para prevenir ou reparar pre?uí(os graves para a empresa ou para a sua
viabilidade)
7 F ; trabal#o suplementar previsto no número anterior apenas 'ica su?eito aos limites decorrentes do
nº 1 do artigo 166º
Artigo 2**º
1imites da duração do trabalho suplementar
1 F ; trabal#o suplementar previsto no nº 1 do artigo anterior 'ica su?eito, por trabal#ador, aos
seguintes limites:
a) =o caso de microempresa e pe$uena empresa, cento e setenta e cinco #oras de trabal#o por ano4
b) =o caso de m*dias e grandes empresas, cento e cin$uenta #oras de trabal#o por ano4
c) ,uas #oras por dia normal de trabal#o4
d) @m número de #oras igual ao período normal de trabal#o di+rio nos dias de descanso semanal,
obrigat!rio ou complementar, e nos 'eriados4
e) @m número de #oras igual a meio período normal de trabal#o di+rio em meio dia de descanso
complementar)
5 F ; limite m+%imo a $ue se re'erem as alíneas a) e b) do número anterior pode ser aumentado at*
du(entas #oras por ano, por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
7 F ;s limites do trabal#o suplementar prestado para assegurar o 'uncionamento dos turnos de
serviço das 'arm+cias de venda ao público são ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
Artigo 2*1º
Trabalho a tempo parcial
1 F ; limite anual de #oras de trabal#o suplementar para 'a(er 'ace a acr*scimos eventuais de
trabal#o, aplic+vel a trabal#ador a tempo parcial, * de oitenta #oras por ano ou o correspondente &
proporção entre o respectivo período normal de trabal#o e o de trabal#ador a tempo completo em
situação compar+vel, $uando superior)
5 F Dediante acordo escrito entre o trabal#ador e o empregador, o trabal#o suplementar pode ser
prestado, para 'a(er 'ace a acr*scimos eventuais de trabal#o, at* cento e trinta #oras por ano ou, desde
$ue previsto em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, du(entas #oras por ano)
Artigo 2*2º
9escanso compensatório
1 F A prestação de trabal#o suplementar em dia útil, em dia de descanso semanal complementar e em
dia 'eriado con'ere ao trabal#ador o direito a um descanso compensat!rio remunerado,

::

correspondente a 5.L das #oras de trabal#o suplementar reali(ado)
5 F ; descanso compensat!rio venceFse $uando per'i(er um número de #oras igual ao período
normal de trabal#o di+rio e deve ser go(ado nos 61 dias seguintes)
7 F =os casos de prestação de trabal#o em dia de descanso semanal obrigat!rio, o trabal#ador tem direito
a um dia de descanso compensat!rio remunerado, a go(ar num dos trEs dias úteis seguintes)
: F =a 'alta de acordo, o dia do descanso compensat!rio * 'i%ado pelo empregador)
. F ; descanso compensat!rio do trabal#o prestado para assegurar o 'uncionamento dos turnos de
serviço das 'arm+cias de venda ao público * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
Artigo 2*3º
Casos especiais
1 F =os casos de prestação de trabal#o suplementar em dia de descanso semanal obrigat!rio
motivado pela 'alta imprevista do trabal#ador $ue deveria ocupar o posto de trabal#o no turno
seguinte, $uando a sua duração não ultrapassar duas #oras, o trabal#ador tem direito a um descanso
compensat!rio de duração igual ao período de trabal#o suplementar prestado na$uele dia, 'icando o seu
go(o su?eito ao regime do nº 5 do artigo anterior)
5 F Muando o descanso compensat!rio 'or devido por trabal#o suplementar não prestado em dias de
descanso semanal, obrigat!rio ou complementar, pode o mesmo, por acordo entre o empregador e o
trabal#ador, ser substituído por prestação de trabal#o remunerado com um acr*scimo não in'erior a
111L)
7 F =as microempresas e nas pe$uenas empresas, ?usti'icandoFse por motivos atendíveis
relacionados com a organi(ação do trabal#o, o descanso compensat!rio a $ue se re'ere o nº 1 do artigo
anterior pode ser substituído por prestação de trabal#o remunerado com um acr*scimo não in'erior
a 111L ou, veri'icados os pressupostos constantes do nº 5 do artigo anterior, por um dia de descanso a
go(ar nos 61 dias seguintes)
Artigo 2*º
!egisto
1 F ; empregador deve possuir um registo de trabal#o suplementar onde, antes do início da
prestação e logo ap!s o seu termo, são anotadas as #oras de início e termo do trabal#o suplementar)
5 F ; registo das #oras de trabal#o suplementar deve ser visado pelo trabal#ador imediatamente a
seguir & sua prestação)
7 F ,o registo previsto no número anterior deve constar sempre a indicação e%pressa do 'undamento
da prestação de trabal#o suplementar, al*m de outros elementos 'i%ados em legislação especial)
: F =o mesmo registo devem ser anotados os períodos de descanso compensat!rio go(ados pelo
trabal#ador)
. F ; empregador deve possuir e manter durante cinco anos a relação nominal dos trabal#adores $ue
e'ectuaram trabal#o suplementar, com discriminação do número de #oras prestadas ao abrigo dos
ns) 1 ou 5 do artigo 166º e indicação do dia em $ue go(aram o respectivo descanso compensat!rio, para
'iscali(ação da AnspecçãoFJeral do "rabal#o)
6 F =os meses de >aneiro e >ul#o de cada ano o empregador deve enviar & AnspecçãoFJeral do
"rabal#o relação nominal dos trabal#adores $ue prestaram trabal#o suplementar durante o semestre
anterior, com discriminação do número de #oras prestadas ao abrigo dos ns) 1 ou 5 do artigo 166º,
visada pela comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, em caso de trabal#ador 'iliado, pelo
respectivo sindicato)
- F A violação do disposto nos ns) 1 a : con'ere ao trabal#ador, por cada dia em $ue ten#a
desempen#ado a sua actividade 'ora do #or+rio de trabal#o, o direito & retribuição correspondente ao valor
de duas #oras de trabal#o suplementar)
86@8EC;<3 ,222
9escanso semanal
Artigo 2*#º
9escanso semanal obrigatório
1 F ; trabal#ador tem direito a, pelo menos, um dia de descanso por semana)
5 F ; dia de descanso semanal s! pode dei%ar de ser o domingo $uando o trabal#ador preste serviço
a empregador $ue este?a dispensado de encerrar ou suspender a laboração um dia completo por
semana ou $ue se?a obrigado a encerrar ou a suspender a laboração num dia $ue não se?a o
domingo)
7 F 8ode tamb*m dei%ar de coincidir com o domingo o dia de descanso semanal:
a) ,e trabal#ador necess+rio para assegurar a continuidade de serviços $ue não possam ser
interrompidos ou $ue devam ser desempen#ados em dia de descanso de outros trabal#adores4
b) ,o pessoal dos serviços de limpe(a ou encarregado de outros trabal#os preparat!rios e
complementares $ue devam necessariamente ser e'ectuados no dia de descanso dos restantes
trabal#adores4

:.

c) ,e pessoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de
segurança4
d) ,e trabal#ador $ue e%erça actividade em e%posiç3es e 'eiras4
e) =os demais casos previstos em legislação especial)
: F 9empre $ue se?a possível, o empregador deve proporcionar aos trabal#adores $ue pertençam ao
mesmo agregado 'amiliar o descanso semanal no mesmo dia)
Artigo 2*%º
9escanso semanal complementar
1 F 8ode ser concedido, em todas ou em determinadas semanas do ano, meio dia ou um dia de
descanso, al*m do dia de descanso semanal prescrito por lei)
5 F ; dia de descanso complementar previsto no número anterior pode ser repartido e descontinuado em
termos a de'inir por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 2*'º
9uração do descanso semanal obrigatório
1 F Ao dia de descanso semanal obrigat!rio adicionaFse um período de on(e #oras, correspondente
ao período mínimo de descanso di+rio estabelecido no artigo 1-6º
5 F ; período de on(e #oras re'erido no número anterior consideraFse cumprido, no todo ou em parte, pela
concessão de descanso semanal complementar, se este 'or contíguo ao dia de descanso semanal)
7 F ; disposto no nº 1 não * aplic+vel a trabal#adores $ue ocupem cargos de administração e de
direcção ou com poder de decisão aut!nomo $ue este?am isentos de #or+rio de trabal#o)
: F ; disposto no nº 1 não * igualmente aplic+vel:
a) Muando se?a necess+ria a prestação de trabal#o suplementar por motivo de 'orça maior, ou por ser
indispens+vel para prevenir ou reparar pre?uí(os graves para a empresa ou para a sua viabilidade
devidos a acidente ou a risco de acidente iminente4
b) Muando os períodos normais de trabal#o são 'raccionados ao longo do dia com 'undamento nas
características da actividade, nomeadamente serviços de limpe(a4
c) A actividades caracteri(adas pela necessidade de assegurar a continuidade do serviço ou da
produção, nomeadamente &s actividades indicadas no número seguinte, desde $ue atrav*s de
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou de acordo individual se?am garantidos ao
trabal#ador os correspondentes descansos compensat!rios)
. F 8ara e'eito do disposto na alínea c) do número anterior atenderFseF+ &s seguintes actividades:
a) 8essoal operacional de vigilCncia, transporte e tratamento de sistemas electr!nicos de segurança4
b) Recepção, tratamento e cuidados dispensados em #ospitais ou estabelecimentos semel#antes,
instituiç3es residenciais e pris3es4
c) 8ortos e aeroportos4
d) Amprensa, r+dio, televisão, produção cinematogr+'ica, correios ou telecomunicaç3es, ambulCncias,
sapadoresFbombeiros ou protecção civil4
e) 8rodução, transporte e distribuição de g+s, +gua ou electricidade, recol#a de li%o e incineração4
') Andústrias em $ue o processo de laboração não possa ser interrompido por motivos t*cnicos4
g) Anvestigação e desenvolvimento4
#) Agricultura)
6 F ; disposto na alínea c) do nº : * e%tensivo aos casos de acr*scimo previsível de actividade no
turismo)
86@8EC;<3 2G
$eriados
Artigo 2*(º
$eriados obrigatórios
1 F 9ão 'eriados obrigat!rios:
1 de >aneiro4
9e%taF2eira 9anta4 ,omingo de 8+scoa4
5. de Abril4
1 de Daio4
Corpo de ,eus B'esta m!vel)4
11 de >un#o4
1. de Agosto4
. de ;utubro4
1 de =ovembro4
1, < e 5. de ,e(embro)
5 F ; 'eriado de 9e%taF2eira 9anta pode ser observado em outro dia com signi'icado local no período
da 8+scoa)
7 F Dediante legislação especial, determinados 'eriados obrigat!rios podem ser observados na

:6

segundaF'eira da semana subse$uente)
Artigo 2*)º
$eriados /acultativos
1 F Al*m dos 'eriados obrigat!rios, apenas podem ser observados a terçaF'eira de Carnaval e o
'eriado municipal da localidade)
5 F 0m substituição de $ual$uer dos 'eriados re'eridos no número anterior, pode ser observado, a
título de 'eriado, $ual$uer outro dia em $ue acordem empregador e trabal#ador)
Artigo 21*º
2mperatividade
9ão nulas as disposiç3es de contrato de trabal#o ou de instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o $ue estabeleçam 'eriados di'erentes dos indicados nos artigos anteriores)
86@8EC;<3 G
$Brias
Artigo 211º
9ireito a /Brias
1 F ; trabal#ador tem direito a um período de '*rias retribuídas em cada ano civil)
5 F ; direito a '*rias deve e'ectivarFse de modo a possibilitar a recuperação 'ísica e psí$uica do
trabal#ador e assegurarFl#e condiç3es mínimas de disponibilidade pessoal, de integração na vida
'amiliar e de participação social e cultural)
7 F ; direito a '*rias * irrenunci+vel e, 'ora dos casos previstos neste C!digo, o seu go(o e'ectivo não pode
ser substituído, ainda $ue com o acordo do trabal#ador, por $ual$uer compensação econ!mica
ou outra)
: F ; direito a '*rias reportaFse, em regra, ao trabal#o prestado no ano civil anterior e não est+
condicionado & assiduidade ou e'ectividade de serviço, sem pre?uí(o do disposto no nº 7 do artigo
seguinte e do nº 5 do artigo 575º
Artigo 212º
A>uisição do direito a /Brias
1 F ; direito a '*rias ad$uireFse com a celebração do contrato de trabal#o e venceFse no dia 1 de
>aneiro de cada ano civil, salvo o disposto nos números seguintes)
5 F =o ano da contratação, o trabal#ador tem direito, ap!s seis meses completos de e%ecução do
contrato, a go(ar 5 dias úteis de '*rias por cada mEs de duração do contrato, at* ao m+%imo de 51 dias
úteis)
7 F =o caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decorrido o pra(o re'erido no número anterior ou
antes de go(ado o direito a '*rias, pode o trabal#ador usu'ruiFlo at* 71 de >un#o do ano civil
subse$uente)
: F ,a aplicação do disposto nos ns) 5 e 7 não pode resultar para o trabal#ador o direito ao go(o de um
período de '*rias, no mesmo ano civil, superior a 71 dias úteis, sem pre?uí(o do disposto em
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 213º
9uração do per7odo de /Brias
1 F ; período anual de '*rias tem a duração mínima de 55 dias úteis)
5 F 8ara e'eitos de '*rias, são úteis os dias da semana de segundaF'eira a se%taF'eira, com e%cepção dos
'eriados, não podendo as '*rias ter início em dia de descanso semanal do trabal#ador)
7 F A duração do período de '*rias * aumentada no caso de o trabal#ador não ter 'altado ou na
eventualidade de ter apenas 'altas ?usti'icadas, no ano a $ue as '*rias se reportam, nos seguintes
termos:
a) "rEs dias de '*rias at* ao m+%imo de uma 'alta ou dois meios dias4
b) ,ois dias de '*rias at* ao m+%imo de duas 'altas ou $uatro meios dias4
c) @m dia de '*rias at* ao m+%imo de trEs 'altas ou seis meios dias)
: F 8ara e'eitos do número anterior são e$uiparadas &s 'altas os dias de suspensão do contrato de
trabal#o por 'acto respeitante ao trabal#ador)
. F ; trabal#ador pode renunciar parcialmente ao direito a '*rias, recebendo a retribuição e o subsídio
respectivos, sem pre?uí(o de ser assegurado o go(o e'ectivo de 51 dias úteis de '*rias)
Artigo 21º
9ireito a /Brias nos contratos de duração in/erior a seis meses

:-

1 F ; trabal#ador admitido com contrato cu?a duração total não atin?a seis meses tem direito a go(ar dois
dias úteis de '*rias por cada mEs completo de duração do contrato)
5 F 8ara e'eitos da determinação do mEs completo devem contarFse todos os dias, seguidos ou
interpolados, em $ue 'oi prestado trabal#o)
7 F =os contratos cu?a duração total não atin?a seis meses, o go(o das '*rias tem lugar no momento
imediatamente anterior ao da cessação, salvo acordo das partes)
Artigo 21#º
Cumulação de /Brias
1 F As '*rias devem ser go(adas no decurso do ano civil em $ue se vencem, não sendo permitido
acumular no mesmo ano '*rias de dois ou mais anos)
5 F As '*rias podem, por*m, ser go(adas no primeiro trimestre do ano civil seguinte, em acumulação
ou não com as '*rias vencidas no início deste, por acordo entre empregador e trabal#ador ou sempre $ue
este pretenda go(ar as '*rias com 'amiliares residentes no estrangeiro)
7 F 0mpregador e trabal#ador podem ainda acordar na acumulação, no mesmo ano, de metade do
período de '*rias vencido no ano anterior com o vencido no início desse ano)
Artigo 21%º
Encerramento da empresa ou estabelecimento
; empregador pode encerrar, total ou parcialmente, a empresa ou o estabelecimento, nos seguintes
termos:
a) 0ncerramento at* 1. dias consecutivos entre 1 de Daio e 71 de ;utubro4
b) 0ncerramento por período superior a 1. dias consecutivos ou 'ora do período entre 1 de Daio e 71
de ;utubro, $uando assim estiver 'i%ado em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou
mediante parecer 'avor+vel da comissão de trabal#adores4
c) 0ncerramento por período superior a 1. dias consecutivos entre 1 de Daio e 71 de ;utubro,
$uando a nature(a da actividade assim o e%igir4
d) 0ncerramento durante as '*rias escolares do =atal, não podendo, todavia, e%ceder cinco dias úteis
consecutivos)
Artigo 21'º
-arcação do per7odo de /Brias
1 F ; período de '*rias * marcado por acordo entre empregador e trabal#ador)
5 F =a 'alta de acordo, cabe ao empregador marcar as '*rias e elaborar o respectivo mapa, ouvindo para o
e'eito a comissão de trabal#adores)
7 F 9em pre?uí(o do disposto no artigo anterior, o empregador s! pode marcar o período de '*rias entre
1 de Daio e 71 de ;utubro, salvo parecer 'avor+vel em contr+rio da entidade re'erida no número
anterior ou disposição diversa de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
: F =a marcação das '*rias, os períodos mais pretendidos devem ser rateados, sempre $ue possível,
bene'iciando, alternadamente, os trabal#adores em 'unção dos períodos go(ados nos dois anos
anteriores)

:<

. F 9alvo se #ouver pre?uí(o grave para o empregador, devem go(ar '*rias em idEntico período os
cKn?uges $ue trabal#em na mesma empresa ou estabelecimento, bem como as pessoas $ue vivam em
união de 'acto ou economia comum nos termos previstos em legislação especial)
6 F ; go(o do período de '*rias pode ser interpolado, por acordo entre empregador e trabal#ador e desde
$ue se?am go(ados, no mínimo, 11 dias úteis consecutivos)
- F ; mapa de '*rias, com indicação do início e termo dos períodos de '*rias de cada trabal#ador, deve
ser elaborado at* 1. de Abril de cada ano e a'i%ado nos locais de trabal#o entre esta data e 71
de ;utubro)
< F ; disposto no nº 7 não se aplica &s microempresas)
Artigo 21(º
Alteração da marcação do per7odo de /Brias
1 F 9e, depois de marcado o período de '*rias, e%igEncias imperiosas do 'uncionamento da empresa
determinarem o adiamento ou a interrupção das '*rias ?+ iniciadas, o trabal#ador tem direito a ser
indemni(ado pelo empregador dos pre?uí(os $ue comprovadamente #a?a so'rido na pressuposição de $ue
go(aria integralmente as '*rias na *poca 'i%ada)
5 F A interrupção das '*rias não pode pre?udicar o go(o seguido de metade do período a $ue o
trabal#ador ten#a direito)
7 F N+ lugar a alteração do período de '*rias sempre $ue o trabal#ador, na data prevista para o seu início,
este?a temporariamente impedido por 'acto $ue não l#e se?a imput+vel, cabendo ao
empregador, na 'alta de acordo, a nova marcação do período de '*rias, sem su?eição ao disposto no
nº 7 do artigo anterior)
: F "erminando o impedimento antes de decorrido o período anteriormente marcado, o trabal#ador deve
go(ar os dias de '*rias ainda compreendidos neste, aplicandoFse $uanto & marcação dos dias restantes o
disposto no número anterior)
. F =os casos em $ue a cessação do contrato de trabal#o este?a su?eita a aviso pr*vio, o empregador
pode determinar $ue o período de '*rias se?a antecipado para o momento imediatamente anterior & data
prevista para a cessação do contrato)
Artigo 21)º
9oença no per7odo de /Brias
1 F =o caso de o trabal#ador adoecer durante o período de '*rias, são as mesmas suspensas desde $ue o
empregador se?a do 'acto in'ormado, prosseguindo, logo ap!s a alta, o go(o dos dias de '*rias
compreendidos ainda na$uele período, cabendo ao empregador, na 'alta de acordo, a marcação dos dias de
'*rias não go(ados, sem su?eição ao disposto no nº 7 do artigo 51-º
5 F Cabe ao empregador, na 'alta de acordo, a marcação dos dias de '*rias não go(ados, $ue podem
decorrer em $ual$uer período, aplicandoFse neste caso o nº 7 do artigo seguinte)
7 F A prova da doença prevista no nº 1 * 'eita por estabelecimento #ospitalar, por declaração do
centro de saúde ou por atestado m*dico)
: F A doença re'erida no número anterior pode ser 'iscali(ada por m*dico designado pela segurança social,
mediante re$uerimento do empregador)
. F =o caso de a segurança social não indicar o m*dico a $ue se re'ere o número anterior no pra(o
de vinte e $uatro #oras, o empregador designa o m*dico para e'ectuar a 'iscali(ação, não podendo este
ter $ual$uer vínculo contratual anterior ao empregador)
6 F 0m caso de desacordo entre os pareceres m*dicos re'eridos nos números anteriores, pode ser
re$uerida por $ual$uer das partes a intervenção de ?unta m*dica)
- F 0m caso de incumprimento das obrigaç3es previstas no artigo anterior e nos ns) 1 e 5, bem como
de oposição, sem motivo atendível, & 'iscali(ação re'erida nos ns) :, . e 6, os dias de alegada doença são
considerados dias de '*rias)
< F A apresentação ao empregador de declaração m*dica com intuito 'raudulento constitui 'alsa
declaração para e'eitos de ?usta causa de despedimento)
6 F ; disposto neste artigo * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
Artigo 22*º
E/eitos da suspensão do contrato de trabalho por impedimento prolongado
1 F =o ano da suspensão do contrato de trabal#o por impedimento prolongado, respeitante ao
trabal#ador, se se veri'icar a impossibilidade total ou parcial do go(o do direito a '*rias ?+ vencido, o
trabal#ador tem direito & retribuição correspondente ao período de '*rias não go(ado e respectivo
subsídio)
5 F =o ano da cessação do impedimento prolongado o trabal#ador tem direito &s '*rias nos termos
previstos no nº 5 do artigo 515º
7 F =o caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decorrido o pra(o re'erido no número anterior ou antes
de go(ado o direito a '*rias, pode o trabal#ador usu'ruíFlo at* 71 de Abril do ano civil
subse$uente)

:6

: F Cessando o contrato ap!s impedimento prolongado respeitante ao trabal#ador, este tem direito &
retribuição e ao subsídio de '*rias correspondentes ao tempo de serviço prestado no ano de início da
suspensão)
Artigo 221º
E/eitos da cessação do contrato de trabalho
1 F Cessando o contrato de trabal#o, o trabal#ador tem direito a receber a retribuição correspondente
a um período de '*rias, proporcional ao tempo de serviço prestado at* & data da cessação, bem
como ao respectivo subsídio)
5 F 9e o contrato cessar antes de go(ado o período de '*rias vencido no início do ano da cessação, o
trabal#ador tem ainda direito a receber a retribuição e o subsídio correspondentes a esse período, o $ual *
sempre considerado para e'eitos de antiguidade)
7 F ,a aplicação do disposto nos números anteriores ao contrato cu?a duração não atin?a, por
$ual$uer causa, 15 meses, não pode resultar um período de '*rias superior ao proporcional & duração
do vínculo, sendo esse período considerado para e'eitos de retribuição, subsídio e antiguidade)
Artigo 222º
,iolação do direito a /Brias
Caso o empregador, com culpa, obste ao go(o das '*rias nos termos previstos nos artigos anteriores,
o trabal#ador recebe, a título de compensação, o triplo da retribuição correspondente ao período em 'alta,
$ue deve obrigatoriamente ser go(ado no primeiro trimestre do ano civil subse$uente)
Artigo 223º
EAerc7cio de outra actividade durante as /Brias
1 F ; trabal#ador não pode e%ercer durante as '*rias $ual$uer outra actividade remunerada, salvo se
?+ a viesse e%ercendo cumulativamente ou o empregador o autori(ar a isso)
5 F A violação do disposto no número anterior, sem pre?uí(o da eventual responsabilidade disciplinar
do trabal#ador, d+ ao empregador o direito de reaver a retribuição correspondente &s '*rias e
respectivo subsídio, da $ual metade reverte para o Anstituto de Jestão 2inanceira da 9egurança
9ocial)
7 F 8ara os e'eitos previstos no número anterior, o empregador pode proceder a descontos na
retribuição do trabal#ador at* ao limite de um se%to, em relação a cada um dos períodos de
vencimento posteriores)
86@8EC;<3 G2
$altas
Artigo 22º
0oção
1 F 2alta * a ausEncia do trabal#ador no local de trabal#o e durante o período em $ue devia
desempen#ar a actividade a $ue est+ adstrito)
5 F =os casos de ausEncia do trabal#ador por períodos in'eriores ao período de trabal#o a $ue est+
obrigado, os respectivos tempos são adicionados para determinação dos períodos normais de
trabal#o di+rio em 'alta)
7 F 8ara e'eito do disposto no número anterior, caso os períodos de trabal#o di+rio não se?am
uni'ormes, consideraFse sempre o de menor duração relativo a um dia completo de trabal#o)
Artigo 22#º
Tipos de /altas
1 F As 'altas podem ser ?usti'icadas ou in?usti'icadas)
5 F 9ão consideradas 'altas ?usti'icadas:
a) As dadas, durante 1. dias seguidos, por altura do casamento4
b) As motivadas por 'alecimento do cKn?uge, parentes ou a'ins, nos termos do artigo 55-º4
c) As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino, nos termos da legislação
especial4
d) As motivadas por impossibilidade de prestar trabal#o devido a 'acto $ue não se?a imput+vel ao
trabal#ador, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigaç3es legais4
e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistEncia inadi+vel e imprescindível a membros
do seu agregado 'amiliar, nos termos previstos neste C!digo e em legislação especial4
') As ausEncias não superiores a $uatro #oras e s! pelo tempo estritamente necess+rio, ?usti'icadas pelo
respons+vel pela educação de menor, uma ve( por trimestre, para deslocação & escola tendo em vista
inteirarFse da situação educativa do 'il#o menor4
g) As dadas pelos trabal#adores eleitos para as estruturas de representação colectiva, nos termos do artigo

.1

:..º4
#) As dadas por candidatos a eleiç3es para cargos públicos, durante o período legal da respectiva
campan#a eleitoral4
i) As autori(adas ou aprovadas pelo empregador4
?) As $ue por lei 'orem como tal $uali'icadas)
7 F 9ão consideradas in?usti'icadas as 'altas não previstas no número anterior)
Artigo 22%º
2mperatividade
As disposiç3es relativas aos tipos de 'altas e & sua duração não podem ser ob?ecto de instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o, salvo tratandoFse das situaç3es previstas na alínea g) do nº 5
do artigo anterior ou de contrato de trabal#o)
Artigo 22'º
$altas por motivo de /alecimento de parentes ou a/ins
1 F =os termos da alínea b) do nº 5 do artigo 55.º, o trabal#ador pode 'altar ?usti'icadamente:
a) Cinco dias consecutivos por 'alecimento de cKn?uge não separado de pessoas e bens ou de
parente ou a'im no 1º grau na lin#a recta4
b) ,ois dias consecutivos por 'alecimento de outro parente ou a'im na lin#a recta ou em 5º grau da
lin#a colateral)
5 F AplicaFse o disposto na alínea a) do número anterior ao 'alecimento de pessoa $ue viva em união
de 'acto ou economia comum com o trabal#ador nos termos previstos em legislação especial)
Artigo 22(º
Comunicação da /alta ?usti/icada
1 F As 'altas ?usti'icadas, $uando previsíveis, são obrigatoriamente comunicadas ao empregador com
a antecedEncia mínima de cinco dias)
5 F Muando imprevisíveis, as 'altas ?usti'icadas são obrigatoriamente comunicadas ao empregador
logo $ue possível)
7 F A comunicação tem de ser reiterada para as 'altas ?usti'icadas imediatamente subse$uentes &s
previstas nas comunicaç3es indicadas nos números anteriores)
Artigo 22)º
4rova da /alta ?usti/icada
1 F ; empregador pode, nos 1. dias seguintes & comunicação re'erida no artigo anterior, e%igir ao
trabal#ador prova dos 'actos invocados para a ?usti'icação)
5 F A prova da situação de doença prevista na alínea d) do nº 5 do artigo 55.º * 'eita por
estabelecimento #ospitalar, por declaração do centro de saúde ou por atestado m*dico)
7 F A doença re'erida no número anterior pode ser 'iscali(ada por m*dico, mediante re$uerimento do
empregador dirigido & segurança social)
: F =o caso de a segurança social não indicar o m*dico a $ue se re'ere o número anterior no pra(o
de vinte e $uatro #oras, o empregador designa o m*dico para e'ectuar a 'iscali(ação, não podendo este
ter $ual$uer vínculo contratual anterior ao empregador)
. F 0m caso de desacordo entre os pareceres m*dicos re'eridos nos números anteriores, pode ser
re$uerida a intervenção de ?unta m*dica)
6 F 0m caso de incumprimento das obrigaç3es previstas no artigo anterior e nos ns) 1 e 5 deste
artigo, bem como de oposição, sem motivo atendível, & 'iscali(ação re'erida nos ns) 7, : e ., as 'altas são
consideradas in?usti'icadas)
- F A apresentação ao empregador de declaração m*dica com intuito 'raudulento constitui 'alsa
declaração para e'eitos de ?usta causa de despedimento)
< F ; disposto neste artigo * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
Artigo 23*º
E/eitos das /altas ?usti/icadas
1 F As 'altas ?usti'icadas não determinam a perda ou pre?uí(o de $uais$uer direitos do trabal#ador, salvo
o disposto no número seguinte)
5 F 9em pre?uí(o de outras previs3es legais, determinam a perda de retribuição as seguintes 'altas ainda
$ue ?usti'icadas:
a) 8or motivo de doença, desde $ue o trabal#ador bene'icie de um regime de segurança social de
protecção na doença4
b) 8or motivo de acidente no trabal#o, desde $ue o trabal#ador ten#a direito a $ual$uer subsídio ou
seguro4
c) As previstas na alínea ?) do nº 5 do artigo 55.º, $uando superiores a 71 dias por ano4
d) As autori(adas ou aprovadas pelo empregador)

.1

7 F =os casos previstos na alínea d) do nº 5 do artigo 55.º, se o impedimento do trabal#ador
se prolongar e'ectiva ou previsivelmente para al*m de um mEs, aplicaFse o regime de suspensão
da prestação do trabal#o por impedimento prolongado)
: F =o caso previsto na alínea #) do nº 5 do artigo 55.º as 'altas ?usti'icadas con'erem, no m+%imo,
direito & retribuição relativa a um terço do período de duração da campan#a eleitoral, s! podendo o
trabal#ador 'altar meios dias ou dias completos com aviso pr*vio de $uarenta e oito #oras)
Artigo 231º
E/eitos das /altas in?usti/icadas
1 F As 'altas in?usti'icadas constituem violação do dever de assiduidade e determinam perda da
retribuição correspondente ao período de ausEncia, o $ual ser+ descontado na antiguidade do
trabal#ador)
5 F "ratandoFse de 'altas in?usti'icadas a um ou meio período normal de trabal#o di+rio,
imediatamente anteriores ou posteriores aos dias ou meios dias de descanso ou 'eriados, consideraF
se $ue o trabal#ador praticou uma in'racção grave)
7 F =o caso de a apresentação do trabal#ador, para início ou reinício da prestação de trabal#o, se
veri'icar com atraso in?usti'icado superior a trinta ou sessenta minutos, pode o empregador recusar a
aceitação da prestação durante parte ou todo o período normal de trabal#o, respectivamente)
Artigo 232º
E/eitos das /altas no direito a /Brias
1 F As 'altas não tEm e'eito sobre o direito a '*rias do trabal#ador, salvo o disposto no número
seguinte)
5 F =os casos em $ue as 'altas determinem perda de retribuição, as ausEncias podem ser
substituídas, se o trabal#ador e%pressamente assim o pre'erir, por dias de '*rias, na proporção de 1 dia de
'*rias por cada dia de 'alta, desde $ue se?a salvaguardado o go(o e'ectivo de 51 dias úteis de
'*rias ou da correspondente proporção, se se tratar de '*rias no ano de admissão)
8EC;<3 2,
Teletrabalho
Artigo 233º
0oção
8ara e'eitos deste C!digo, consideraFse teletrabal#o a prestação laboral reali(ada com subordinação
?urídica, #abitualmente 'ora da empresa do empregador, e atrav*s do recurso a tecnologias de
in'ormação e de comunicação)
Artigo 23º
$ormalidades
1 F ,o contrato para prestação subordinada de teletrabal#o devem constar as seguintes indicaç3es:
a) Adenti'icação dos contraentes4
b) Cargo ou 'unç3es a desempen#ar, com menção e%pressa do regime de teletrabal#o4
c) ,uração do trabal#o em regime de teletrabal#o4
d) Actividade antes e%ercida pelo teletrabal#ador ou, não estando este vinculado ao empregador,
a$uela $ue e%ercer+ a$uando da cessação do trabal#o em regime de teletrabal#o, se 'or esse o caso4
e) 8ropriedade dos instrumentos de trabal#o a utili(ar pelo teletrabal#ador, bem como a entidade
respons+vel pela respectiva instalação e manutenção e pelo pagamento das inerentes despesas de
consumo e de utili(ação4
') Adenti'icação do estabelecimento ou departamento da empresa ao $ual deve reportar o
teletrabal#ador4
g) Adenti'icação do superior #ier+r$uico ou de outro interlocutor da empresa com o $ual o
teletrabal#ador pode contactar no Cmbito da respectiva prestação laboral)
5 F =ão se considera su?eito ao regime de teletrabal#o o acordo não escrito ou em $ue 'alte a menção
re'erida na alínea b) do número anterior)
Artigo 23#º
1iberdade contratual
1 F ; trabal#ador pode passar a trabal#ar em regime de teletrabal#o por acordo escrito celebrado
com o empregador, cu?a duração inicial não pode e%ceder trEs anos)
5 F ; acordo re'erido no número anterior pode cessar por decisão de $ual$uer das partes durante os
primeiros 71 dias da sua e%ecução)
7 F Cessado o acordo, o trabal#ador tem direito a retomar a prestação de trabal#o, nos termos
previstos no contrato de trabal#o ou em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)

.5

: F ; pra(o re'erido no nº 1 pode ser modi'icado por instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o)
Artigo 23%º
2gualdade de tratamento
; teletrabal#ador tem os mesmos direitos e est+ adstrito &s mesmas obrigaç3es dos trabal#adores $ue
não e%erçam a sua actividade em regime de teletrabal#o tanto no $ue se re'ere & 'ormação e promoção
pro'issionais como &s condiç3es de trabal#o)
Artigo 23'º
4rivacidade
1 F ; empregador deve respeitar a privacidade do teletrabal#ador e os tempos de descanso e de
repouso da 'amília, bem como proporcionarFl#e boas condiç3es de trabal#o, tanto do ponto de vista 'ísico
como moral)
5 F 9empre $ue o teletrabal#o se?a reali(ado no domicílio do trabal#ador, as visitas ao local de
trabal#o s! devem ter por ob?ecto o controlo da actividade laboral da$uele, bem como dos respectivos
e$uipamentos e apenas podem ser e'ectuadas entre a 6 e as 16 #oras, com a assistEncia do
trabal#ador ou de pessoa por ele designada)
Artigo 23(º
2nstrumentos de trabalho
1 F =a ausEncia de $ual$uer estipulação contratual, presumeFse $ue os instrumentos de trabal#o
utili(ados pelo teletrabal#ador no manuseamento de tecnologias de in'ormação e de comunicação
constituem propriedade do empregador, a $uem compete a respectiva instalação e manutenção, bem como
o pagamento das inerentes despesas)
5 F ; teletrabal#ador deve observar as regras de utili(ação e 'uncionamento dos e$uipamentos e
instrumentos de trabal#o $ue l#e 'orem disponibili(ados)
7 F 9alvo acordo em contr+rio, o teletrabal#ador não pode dar aos e$uipamentos e instrumentos de
trabal#o $ue l#e 'orem con'iados pelo empregador uso diverso do inerente ao cumprimento da sua
prestação de trabal#o)
Artigo 23)º
8egurançaE higiene e sa&de no trabalho
1 F ; teletrabal#ador * abrangido pelo regime ?urídico relativo & segurança, #igiene e saúde no
trabal#o, bem como pelo regime ?urídico dos acidentes de trabal#o e doenças pro'issionais)
5 F ; empregador * respons+vel pela de'inição e e%ecução de uma política de segurança, #igiene e saúde
$ue abran?a os teletrabal#adores, aos $uais devem ser proporcionados, nomeadamente, e%ames
m*dicos peri!dicos e e$uipamentos de protecção visual)
Artigo 2*º
4er7odo normal de trabalho
; teletrabal#ador est+ su?eito aos limites m+%imos do período normal de trabal#o di+rio e semanal
aplic+veis aos trabal#adores $ue não e%ercem a sua actividade em regime de teletrabal#o)
Artigo 21º
2senção de horário de trabalho
; teletrabal#ador pode estar isento de #or+rio de trabal#o)
Artigo 22º
9everes secundários
1 F ; empregador deve proporcionar ao teletrabal#ador 'ormação especí'ica para e'eitos de utili(ação
e manuseamento das tecnologias de in'ormação e de comunicação necess+rias ao e%ercício da
respectiva prestação laboral)
5 F ; empregador deve proporcionar ao teletrabal#ador contactos regulares com a empresa e demais
trabal#adores, a 'im de evitar o seu isolamento)
7 F ; teletrabal#ador deve, em especial, guardar segredo sobre as in'ormaç3es e as t*cnicas $ue l#e
ten#am sido con'iadas pelo empregador)
Artigo 23º
4articipação e representação colectivas
1 F ; teletrabal#ador * considerado para o c+lculo do limiar mínimo e%igível para e'eitos de

.7

constituição das estruturas representativas dos trabal#adores previstas neste C!digo, podendo
candidatarFse a essas estruturas)
5 F ; teletrabal#ador pode participar nas reuni3es promovidas no local de trabal#o pelas comiss3es
de trabal#adores ou associaç3es sindicais, nomeadamente atrav*s do emprego das tecnologias de
in'ormação e de comunicação $ue #abitualmente utili(a na prestação da sua actividade laboral)
7 F As comiss3es de trabal#adores e as associaç3es sindicais podem, com as necess+rias
adaptaç3es, e%ercer, atrav*s das tecnologias de in'ormação e de comunicação #abitualmente
utili(adas pelo teletrabal#ador na prestação da sua actividade laboral, o respectivo direito de a'i%ação
e divulgação de te%tos, convocat!rias, comunicaç3es ou in'ormaç3es relativos & vida sindical e aos
interesses s!cioFpro'issionais dos trabal#adores)
8EC;<3 ,
Comissão de serviço
Artigo 2º
3b?ecto
8odem ser e%ercidos em comissão de serviço os cargos de administração ou e$uivalentes, de
direcção dependentes da administração e as 'unç3es de secretariado pessoal relativas aos titulares
desses cargos, bem como outras, previstas em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, cu?a
nature(a tamb*m supon#a, $uanto aos mesmos titulares, especial relação de con'iança)
Artigo 2#º
$ormalidades
1 F ,o acordo para o e%ercício de cargos em regime de comissão de serviço devem constar as
seguintes indicaç3es:
a) Adenti'icação dos contraentes4
b) Cargo ou 'unç3es a desempen#ar, com menção e%pressa do regime de comissão de serviço4
c) Actividade antes e%ercida pelo trabal#ador ou, não estando este vinculado ao empregador, a$uela $ue
vai e%ercer a$uando da cessação da comissão de serviço, se 'or esse o caso)
5 F =ão se considera su?eito ao regime de comissão de serviço o acordo não escrito ou em $ue 'alte a
menção re'erida na alínea b) do número anterior)
Artigo 2%º
Cessação da comissão de serviço
Mual$uer das partes pode pKr termo & prestação de trabal#o em comissão de serviço, mediante
comunicação escrita & outra, com a antecedEncia mínima de 71 ou 61 dias, consoante a prestação de
trabal#o em regime de comissão de serviço ten#a durado, respectivamente, at* dois anos ou por
período superior)
Artigo 2'º
E/eitos da cessação da comissão de serviço
1 F Cessando a comissão de serviço, o trabal#ador tem direito:
a) A e%ercer a actividade desempen#ada antes da comissão de serviço ou as 'unç3es
correspondentes & categoria a $ue entretanto ten#a sido promovido ou, se contratado para o e'eito, a
e%ercer a actividade correspondente & categoria constante do acordo, se tal tiver sido convencionado pelas
partes4
b) A resolver o contrato de trabal#o nos 71 dias seguintes & decisão do empregador $ue pon#a termo
& comissão de serviço4
c) A uma indemni(ação correspondente a um mEs de retribuição base au'erida no desempen#o da
comissão de serviço, por cada ano completo de antiguidade na empresa, sendo no caso de 'racção
de ano o valor de re'erEncia calculado proporcionalmente, no caso previsto na alínea anterior e
sempre $ue a e%tinção da comissão de serviço determine a cessação do contrato de trabal#o do
trabal#ador contratado para o e'eito)
5 F 9alvo acordo em contr+rio, o trabal#ador $ue denuncie o contrato de trabal#o na pendEncia da
comissão de serviço não tem direito & indemni(ação prevista na alínea c) do número anterior)
7 F A indemni(ação prevista na alínea c) do nº 1 não * devida $uando a cessação da comissão de serviço
resultar de despedimento por 'acto imput+vel ao trabal#ador)
: F ;s pra(os previstos no artigo anterior e o valor da indemni(ação previsto na alínea c) do nº 1
podem ser aumentados por instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o ou contrato de
trabal#o)
Artigo 2(º
Contagem do tempo de serviço

.:

; tempo de serviço prestado em regime de comissão de serviço conta como se tivesse sido prestado
na categoria de $ue o trabal#ador * titular)
CA45T613 222
!etribuição e outras atribuiç"es patrimoniais
8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 2)º
4rinc7pios gerais
1 F 9! se considera retribuição a$uilo a $ue, nos termos do contrato, das normas $ue o regem ou dos usos,
o trabal#ador tem direito como contrapartida do seu trabal#o)
5 F =a contrapartida do trabal#o incluiFse a retribuição base e todas as prestaç3es regulares e
peri!dicas 'eitas, directa ou indirectamente, em din#eiro ou em esp*cie)
7 F At* prova em contr+rio, presumeFse constituir retribuição toda e $ual$uer prestação do
empregador ao trabal#ador)
: F A $uali'icação de certa prestação como retribuição, nos termos dos ns) 1 e 5, determina a
aplicação dos regimes de garantia e de tutela dos cr*ditos retributivos previstos neste C!digo)
Artigo 2#*º
Cálculo de prestaç"es complementares e acessórias
1 F Muando as disposiç3es legais, convencionais ou contratuais não dispon#am em contr+rio,
entendeFse $ue a base de c+lculo das prestaç3es complementares e acess!rias nelas estabelecidas
* constituída apenas pela retribuição base e diuturnidades)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, entendeFse por:
a) Retribuição base F a$uela $ue, nos termos do contrato ou instrumento de regulamentação colectiva
de trabal#o, corresponde ao e%ercício da actividade desempen#ada pelo trabal#ador de acordo com
o período normal de trabal#o $ue ten#a sido de'inido4
b) ,iuturnidade F a prestação pecuni+ria, de nature(a retributiva e com vencimento peri!dico, devida
ao trabal#ador, nos termos do contrato ou do instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, com
'undamento na antiguidade)
Artigo 2#1º
-odalidades de retribuição
A retribuição pode ser certa, vari+vel ou mista, isto *, constituída por uma parte certa e outra vari+vel)
Artigo 2#2º
!etribuição certa e retribuição variável
1 F certa a retribuição calculada em 'unção do tempo de trabal#o)
5 F 8ara determinar o valor da retribuição vari+vel tomaFse como tal a m*dia dos valores $ue o
trabal#ador recebeu ou tin#a direito a receber nos últimos 15 meses ou no tempo da e%ecução do
contrato, se este tiver durado menos tempo)
7 F 9e não 'or pratic+vel o processo estabelecido no número anterior, o c+lculo da retribuição vari+vel
'a(Fse segundo o disposto nos instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o e, na sua 'alta,
segundo o prudente arbítrio do ?ulgador)
: F ; trabal#ador não pode, em cada mEs de trabal#o, receber montante in'erior ao da retribuição
mínima garantida aplic+vel)
Artigo 2#3º
!etribuição mista
1 F ; empregador deve procurar orientar a retribuição dos seus trabal#adores no sentido de incentivar
a elevação de níveis de produtividade & medida $ue l#e 'or sendo possível estabelecer, para al*m do
simples rendimento do trabal#o, bases satis'at!rias para a de'inição de produtividade)
5 F As bases re'eridas no número anterior devem ter em conta os elementos $ue contribuam para a
valori(ação do trabal#ador, compreendendo designadamente as $ualidades pessoais com re'le%o na
prestação do trabal#o)
7 F 8ara os e'eitos do disposto no nº 1, deve a retribuição consistir numa parcela 'i%a e noutra
vari+vel, com o nível de produtividade determinado a partir das respectivas bases de apreciação)
Artigo 2#º
8ubs7dio de 0atal

..

1 F ; trabal#ador tem direito a subsídio de =atal de valor igual a um mEs de retribuição, $ue deve ser pago
at* 1. de ,e(embro de cada ano)
5 F ; valor do subsídio de =atal * proporcional ao tempo de serviço prestado no ano civil, nas
seguintes situaç3es:
a) =o ano de admissão do trabal#ador4
b) =o ano da cessação do contrato de trabal#o4
c) 0m caso de suspensão do contrato de trabal#o, salvo se por 'acto respeitante ao empregador)
Artigo 2##º
!etribuição do per7odo de /Brias
1 F A retribuição do período de '*rias corresponde & $ue o trabal#ador receberia se estivesse em
serviço e'ectivo)
5 F Al*m da retribuição mencionada no número anterior, o trabal#ador tem direito a um subsídio de '*rias
cu?o montante compreende a retribuição base e as demais prestaç3es retributivas $ue se?am
contrapartida do modo especí'ico da e%ecução do trabal#o)
7 F 9alvo acordo escrito em contr+rio, o subsídio de '*rias deve ser pago antes do início do período
de '*rias e proporcionalmente nos casos previstos no nº 6 do artigo 51-º
: F A redução do período de '*rias nos termos do nº 5 do artigo 575º não implica redução
correspondente na retribuição ou no subsídio de '*rias)
Artigo 2#%º
2senção de horário de trabalho
1 F 8or instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o pode 'i%arFse a retribuição mínima a $ue tem
direito o trabal#ador abrangido pela isenção de #or+rio de trabal#o)
5 F =a 'alta de disposiç3es incluídas em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, o
trabal#ador isento de #or+rio de trabal#o tem direito a uma retribuição especial, $ue não deve ser
in'erior & retribuição correspondente a uma #ora de trabal#o suplementar por dia)
7 F =a 'alta de disposiç3es incluídas em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o,
$uando se trate de regime de isenção de #or+rio com observCncia dos períodos normais de trabal#o,
o trabal#ador tem direito a uma retribuição especial, $ue não deve ser in'erior & retribuição
correspondente a duas #oras de trabal#o suplementar por semana)
: F 8ode renunciar & retribuição re'erida nos números anteriores o trabal#ador $ue e%erça 'unç3es de
administração ou de direcção na empresa)
Artigo 2#'º
Trabalho nocturno
1 F ; trabal#o nocturno deve ser retribuído com um acr*scimo de 5.L relativamente & retribuição do
trabal#o e$uivalente prestado durante o dia)
5 F ; acr*scimo retributivo previsto no número anterior pode ser 'i%ado em instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o atrav*s:
a) ,e uma redução e$uivalente dos limites m+%imos do período normal de trabal#o4
b) ,e aumentos 'i%os das retribuiç3es base, $uando se trate de pessoal incluído em turnos rotativos,
e desde $ue esses aumentos 'i%os não importem tratamento menos 'avor+vel para os trabal#adores)
7 F ; disposto no nº 1 não se aplica ao trabal#o prestado durante o período nocturno, salvo se
previsto em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o:
a) Ao serviço de actividades $ue se?am e%ercidas e%clusiva ou predominantemente durante esse
período, designadamente as de espect+culos e divers3es públicas4
b) Ao serviço de actividades $ue, pela sua nature(a ou por 'orça da lei, devam necessariamente
'uncionar & disposição do público durante o mesmo período, designadamente em empreendimentos
turísticos, estabelecimentos de restauração e de bebidas e em 'arm+cias, nos períodos de serviço ao
público4
c) Muando a retribuição ten#a sido estabelecida atendendo & circunstCncia de o trabal#o dever ser
prestado em período nocturno)
Artigo 2#(º
Trabalho suplementar
1 F A prestação de trabal#o suplementar em dia normal de trabal#o con'ere ao trabal#ador o direito aos
seguintes acr*scimos:
a) .1L da retribuição na primeira #ora4
b) -.L da retribuição, nas #oras ou 'racç3es subse$uentes)
5 F ; trabal#o suplementar prestado em dia de descanso semanal, obrigat!rio ou complementar, e em
dia 'eriado con'ere ao trabal#ador o direito a um acr*scimo de 111L da retribuição, por cada #ora
de trabal#o e'ectuado)
7 F A compensação #or+ria $ue serve de base ao c+lculo do trabal#o suplementar * apurada segundo
a '!rmula do artigo 56:º, considerandoFse, nas situaç3es de determinação do período normal de

.6

trabal#o semanal em termos m*dios, $ue n signi'ica o número m*dio de #oras do período normal de
trabal#o semanal e'ectivamente praticado na empresa)
: F ;s montantes retributivos previstos nos números anteriores podem ser 'i%ados em instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o)
. F e%igível o pagamento de trabal#o suplementar cu?a prestação ten#a sido pr*via e
e%pressamente determinada, ou reali(ada de modo a não ser previsível a oposição do empregador)
Artigo 2#)º
$eriados
1 F ; trabal#ador tem direito & retribuição correspondente aos 'eriados, sem $ue o empregador os possa
compensar com trabal#o suplementar)
5 F ; trabal#ador $ue reali(a a prestação em empresa legalmente dispensada de suspender o
trabal#o em dia 'eriado obrigat!rio tem direito a um descanso compensat!rio de igual duração ou ao
acr*scimo de 111L da retribuição pelo trabal#o prestado nesse dia, cabendo a escol#a ao
empregador)
Artigo 2%*º
A?udas de custo e outros abonos
1 F =ão se consideram retribuição as importCncias recebidas a título de a?udas de custo, abonos de
viagem, despesas de transporte, abonos de instalação e outras e$uivalentes, devidas ao trabal#ador por
deslocaç3es, novas instalaç3es ou despesas 'eitas em serviço do empregador, salvo $uando, sendo
tais deslocaç3es ou despesas 're$uentes, essas importCncias, na parte $ue e%ceda os respectivos
montantes normais, ten#am sido previstas no contrato ou se devam considerar pelos usos como
elemento integrante da retribuição do trabal#ador)
5 F ; disposto no número anterior aplicaFse, com as necess+rias adaptaç3es, ao abono para 'al#as e
ao subsídio de re'eição)
Artigo 2%1º
+rati/icaç"es
1 F =ão se consideram retribuição:
a) As grati'icaç3es ou prestaç3es e%traordin+rias concedidas pelo empregador como recompensa ou pr*mio
dos bons resultados obtidos pela empresa4
b) As prestaç3es decorrentes de 'actos relacionados com o desempen#o ou m*rito pro'issionais, bem como
a assiduidade do trabal#ador, cu?o pagamento, nos períodos de re'erEncia respectivos, não
este?a antecipadamente garantido)
5 F ; disposto no número anterior não se aplica &s grati'icaç3es $ue se?am devidas por 'orça do
contrato ou das normas $ue o regem, ainda $ue a sua atribuição este?a condicionada aos bons
serviços do trabal#ador, nem &$uelas $ue, pela sua importCncia e car+cter regular e permanente,
devam, segundo os usos, considerarFse como elemento integrante da retribuição da$uele)
7 F ; disposto no nº 1 não se aplica, igualmente, &s prestaç3es relacionadas com os resultados
obtidos pela empresa $uando, $uer no respectivo título atributivo $uer pela sua atribuição regular e
permanente, revistam car+cter est+vel, independentemente da variabilidade do seu montante)
Artigo 2%2º
4articipação nos lucros
=ão se considera retribuição a participação nos lucros da empresa, desde $ue ao trabal#ador este?a
assegurada pelo contrato uma retribuição certa, vari+vel ou mista, ade$uada ao seu trabal#o)
8EC;<3 22
9eterminação do valor da retribuição
Artigo 2%3º
4rinc7pios gerais
=a determinação do valor da retribuição deve terFse em conta a $uantidade, nature(a e $ualidade do
trabal#o, observandoFse o princípio de $ue para trabal#o igual, sal+rio igual)
Artigo 2%º
Cálculo do valor da retribuição horária
8ara os e'eitos do presente diploma, o valor da retribuição #or+ria * calculado segundo a seguinte
'!rmula:
BRm % 15):B.5 % n)

.-

em $ue Rm * o valor da retribuição mensal e n o período normal de trabal#o semanal)
Artigo 2%#º
$iAação ?udicial da retribuição
1 F Compete ao ?ulgador, tendo em conta a pr+tica na empresa e os usos do sector ou locais, 'i%ar a
retribuição $uando as partes o não 'i(eram e ela não resulte das normas de instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel ao contrato)
5 F Compete ainda ao ?ulgador resolver as dúvidas $ue 'orem suscitadas na $uali'icação como
retribuição das prestaç3es recebidas pelo trabal#ador $ue l#e ten#am sido pagas pelo empregador)
8EC;<3 222
!etribuição m7nima
Artigo 2%%º
!etribuição m7nima mensal garantida
1 F A todos os trabal#adores * garantida uma retribuição mínima mensal com o valor $ue anualmente
'or 'i%ado por legislação especial, ouvida a Comissão 8ermanente de Concertação 9ocial)
5 F =a de'inição dos valores da retribuição mínima mensal garantida são ponderados, entre outros
'actores, as necessidades dos trabal#adores, o aumento de custo de vida e a evolução da
produtividade)
8EC;<3 2,
Cumprimento
Artigo 2%'º
$orma do cumprimento
1 F A retribuição deve ser satis'eita em din#eiro ou, estando acordado, parcialmente em prestaç3es
de outra nature(a)
5 F As prestaç3es não pecuni+rias devem destinarFse & satis'ação de necessidades pessoais do
trabal#ador ou da sua 'amília e para nen#um e'eito pode serFl#es atribuído valor superior ao corrente
na região)
7 F A parte da retribuição satis'eita em prestaç3es não pecuni+rias não pode e%ceder a parte paga em
din#eiro, salvo se outra coisa 'or estabelecida em instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o)
: F ; empregador pode e'ectuar o pagamento por meio de c#e$ue banc+rio, vale postal ou dep!sito & ordem
do trabal#ador, observadas $ue se?am as seguintes condiç3es:
a) ; montante da retribuição deve estar & disposição do trabal#ador na data do vencimento ou no dia útil
imediatamente anterior4
b) As despesas comprovadamente 'eitas com a conversão dos títulos de cr*dito em din#eiro ou com
o levantamento, por uma s! ve(, da retribuição, são suportadas pelo empregador)
. F =o acto do pagamento da retribuição, o empregador deve entregar ao trabal#ador documento do $ual
conste a identi'icação da$uele e o nome completo deste, o número de inscrição na instituição de segurança
social respectiva, a categoria pro'issional, o período a $ue respeita a retribuição, discriminando a
retribuição base e as demais prestaç3es, os descontos e deduç3es e'ectuados e o montante lí$uido a
receber)
Artigo 2%(º
1ugar do cumprimento
1 F 9em pre?uí(o do disposto no nº : do artigo anterior, a retribuição deve ser satis'eita no lugar onde
o trabal#ador presta a sua actividade, salvo se outro 'or acordado)
5 F "endo sido estipulado lugar diverso do da prestação de trabal#o, o tempo $ue o trabal#ador gastar para
receber a retribuição consideraFse tempo de trabal#o)
Artigo 2%)º
Tempo do cumprimento
1 F A obrigação de satis'a(er a retribuição venceFse por períodos certos e iguais, $ue, salvo
estipulação ou usos diversos, são a semana, a $uin(ena ou o mEs do calend+rio)
5 F ; cumprimento deve e'ectuarFse nos dias úteis, durante o período de trabal#o ou imediatamente a
seguir a este)
7 F Muando a retribuição 'or vari+vel e a duração da unidade $ue serve de base ao c+lculo e%ceder 1.
dias, o trabal#ador pode e%igir $ue o cumprimento se 'aça em prestaç3es $uin(enais)
: F ; empregador 'ica constituído em mora se o trabal#ador, por 'acto $ue não l#e 'or imput+vel, não

.<

puder dispor do montante da retribuição na data do vencimento)
8EC;<3 ,
+arantias
Artigo 2'*º
Compensaç"es e descontos
1 F =a pendEncia do contrato de trabal#o, o empregador não pode compensar a retribuição em dívida com
cr*ditos $ue ten#a sobre o trabal#ador, nem 'a(er $uais$uer descontos ou deduç3es no montante
da re'erida retribuição)
5 F ; disposto no número anterior não se aplica:
a) Aos descontos a 'avor do 0stado, da segurança social ou de outras entidades, ordenados por lei, por
decisão ?udicial transitada em ?ulgado ou por auto de conciliação, $uando da decisão ou do auto ten#a sido
noti'icado o empregador4
b) Hs indemni(aç3es devidas pelo trabal#ador ao empregador, $uando se ac#arem li$uidadas por
decisão ?udicial transitada em ?ulgado ou por auto de conciliação4
c) H sanção pecuni+ria a $ue se re'ere a alínea c) do artigo 766º4
d) Hs amorti(aç3es de capital e pagamento de ?uros de empr*stimos concedidos pelo empregador ao
trabal#ador4
e) Aos preços de re'eiç3es no local de trabal#o, de utili(ação de tele'ones, de 'ornecimento de
g*neros, de combustíveis ou de materiais, $uando solicitados pelo trabal#ador, bem como a outras
despesas e'ectuadas pelo empregador por conta do trabal#ador, e consentidas por este4
') Aos abonos ou adiantamentos por conta da retribuição)
7 F Com e%cepção da alínea a) os descontos re'eridos no número anterior não podem e%ceder, no seu
con?unto, um se%to da retribuição)
: F ;s preços de re'eiç3es ou de outros 'ornecimentos ao trabal#ador, $uando relativos & utili(ação
de cooperativas de consumo, podem, obtido o acordo destas e dos trabal#adores, ser descontados
na retribuição em percentagem superior & mencionada no nº 7)
Artigo 2'1º
2nsusceptibilidade de cessão
; trabal#ador não pode ceder, a título gratuito ou oneroso, os seus cr*ditos a retribuiç3es na medida em
$ue estes se?am impen#or+veis)
CA45T613 2,
8egurançaE higiene e sa&de no trabalho
Artigo 2'2º
4rinc7pios gerais
1 F ; trabal#ador tem direito & prestação de trabal#o em condiç3es de segurança, #igiene e saúde
asseguradas pelo empregador)
5 F ; empregador * obrigado a organi(ar as actividades de segurança, #igiene e saúde no trabal#o $ue
visem a prevenção de riscos pro'issionais e a promoção da saúde do trabal#ador)
7 F A e%ecução de medidas em todas as 'ases da actividade da empresa, destinadas a assegurar a
segurança e saúde no trabal#o, assenta nos seguintes princípios de prevenção:
a) 8lani'icação e organi(ação da prevenção de riscos pro'issionais4
b) 0liminação dos 'actores de risco e de acidente4
c) Avaliação e controlo dos riscos pro'issionais4
d) An'ormação, 'ormação, consulta e participação dos trabal#adores e seus representantes4
e) 8romoção e vigilCncia da saúde dos trabal#adores)
Artigo 2'3º
3brigaç"es gerais do empregador
1 F ; empregador * obrigado a assegurar aos trabal#adores condiç3es de segurança, #igiene e
saúde em todos os aspectos relacionados com o trabal#o)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, o empregador deve aplicar as medidas necess+rias, tendo
em conta os seguintes princípios de prevenção:
a) 8roceder, na concepção das instalaç3es, dos locais e processos de trabal#o, & identi'icação dos
riscos previsíveis, combatendoFos na origem, anulandoFos ou limitando os seus e'eitos, por 'orma a
garantir um nível e'ica( de protecção4
b) Antegrar no con?unto das actividades da empresa, estabelecimento ou serviço e a todos os níveis a
avaliação dos riscos para a segurança e saúde dos trabal#adores, com a adopção de convenientes

.6

medidas de prevenção4
c) Assegurar $ue as e%posiç3es aos agentes $uímicos, 'ísicos e biol!gicos nos locais de trabal#o não
constituam risco para a saúde dos trabal#adores4
d) 8lani'icar a prevenção na empresa, estabelecimento ou serviço num sistema coerente $ue ten#a em
conta a componente t*cnica, a organi(ação do trabal#o, as relaç3es sociais e os 'actores materiais
inerentes ao trabal#o4
e) "er em conta, na organi(ação dos meios, não s! os trabal#adores, como tamb*m terceiros
susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos da reali(ação dos trabal#os, $uer nas instalaç3es,
$uer no e%terior4
') ,ar prioridade & protecção colectiva em relação &s medidas de protecção individual4
g) ;rgani(ar o trabal#o, procurando, designadamente, eliminar os e'eitos nocivos do trabal#o
mon!tono e do trabal#o cadenciado sobre a saúde dos trabal#adores4
#) Assegurar a vigilCncia ade$uada da saúde dos trabal#adores em 'unção dos riscos a $ue se
encontram e%postos no local de trabal#o4
i) 0stabelecer, em mat*ria de primeiros socorros, de combate a incEndios e de evacuação de
trabal#adores, as medidas $ue devem ser adoptadas e a identi'icação dos trabal#adores
respons+veis pela sua aplicação, bem como assegurar os contactos necess+rios com as entidades
e%teriores competentes para reali(ar a$uelas operaç3es e as de emergEncia m*dica4
?) 8ermitir unicamente a trabal#adores com aptidão e 'ormação ade$uadas, e apenas $uando e
durante o tempo necess+rio, o acesso a (onas de risco grave4
l) Adoptar medidas e dar instruç3es $ue permitam aos trabal#adores, em caso de perigo grave e
iminente $ue não possa ser evitado, cessar a sua actividade ou a'astarFse imediatamente do local de
trabal#o, sem $ue possam retomar a actividade en$uanto persistir esse perigo, salvo em casos
e%cepcionais e desde $ue assegurada a protecção ade$uada4
m) 9ubstituir o $ue * perigoso pelo $ue * isento de perigo ou menos perigoso4
n) ,ar instruç3es ade$uadas aos trabal#adores4
o) "er em consideração se os trabal#adores tEm con#ecimentos e aptid3es em mat*rias de
segurança e saúde no trabal#o $ue l#es permitam e%ercer com segurança as tare'as de $ue os
incumbir)
7 F =a aplicação das medidas de prevenção, o empregador deve mobili(ar os meios necess+rios,
nomeadamente nos domínios da prevenção t*cnica, da 'ormação e da in'ormação, e os serviços
ade$uados, internos ou e%teriores & empresa, estabelecimento ou serviço, bem como o e$uipamento
de protecção $ue se torne necess+rio utili(ar, tendo em conta, em $ual$uer caso, a evolução da
t*cnica)
: F Muando v+rias empresas, estabelecimentos ou serviços desenvolvam, simultaneamente,
actividades com os respectivos trabal#adores no mesmo local de trabal#o, devem os empregadores,
tendo em conta a nature(a das actividades $ue cada um desenvolve, cooperar no sentido da
protecção da segurança e da saúde, sendo as obrigaç3es asseguradas pelas seguintes entidades:
a) A empresa utili(adora, no caso de trabal#adores em regime de trabal#o tempor+rio ou de cedEncia
de mãoFdeFobra4
b) A empresa em cu?as instalaç3es os trabal#adores prestam serviço4
c) =os restantes casos, a empresa ad?udicat+ria da obra ou serviço, para o $ue deve assegurar a
coordenação dos demais empregadores atrav*s da organi(ação das actividades de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o, sem pre?uí(o das obrigaç3es de cada empregador relativamente aos
respectivos trabal#adores)
. F ; empregador deve, na empresa, estabelecimento ou serviço, observar as prescriç3es legais e as
estabelecidas em instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o, assim como as directri(es das
entidades competentes respeitantes & segurança, #igiene e saúde no trabal#o)
Artigo 2'º
3brigaç"es gerais do trabalhador
1 F Constituem obrigaç3es dos trabal#adores:
a) Cumprir as prescriç3es de segurança, #igiene e saúde no trabal#o estabelecidas nas disposiç3es legais
e em instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o, bem como as instruç3es
determinadas com esse 'im pelo empregador4
b) Relar pela sua segurança e saúde, bem como pela segurança e saúde das outras pessoas $ue possam
ser a'ectadas pelas suas acç3es ou omiss3es no trabal#o4
c) @tili(ar correctamente, e segundo as instruç3es transmitidas pelo empregador, m+$uinas,
aparel#os, instrumentos, substCncias perigosas e outros e$uipamentos e meios postos & sua
disposição, designadamente os e$uipamentos de protecção colectiva e individual, bem como cumprir
os procedimentos de trabal#o estabelecidos4
d) Cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para a mel#oria do sistema de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o4
e) Comunicar imediatamente ao superior #ier+r$uico ou, não sendo possível, aos trabal#adores $ue
ten#am sido designados para se ocuparem de todas ou algumas das actividades de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o, as avarias e de'iciEncias por si detectadas $ue se l#e a'igurem
susceptíveis de originar perigo grave e iminente, assim como $ual$uer de'eito veri'icado nos sistemas
de protecção4

61

') 0m caso de perigo grave e iminente, não sendo possível estabelecer contacto imediato com o
superior #ier+r$uico ou com os trabal#adores $ue desempen#em 'unç3es especí'icas nos domínios
da segurança, #igiene e saúde no local de trabal#o, adoptar as medidas e instruç3es estabelecidas para
tal situação)
5 F ;s trabal#adores não podem ser pre?udicados por causa dos procedimentos adoptados na
situação re'erida na alínea ') do número anterior, nomeadamente em virtude de, em caso de perigo
grave e iminente $ue não possa ser evitado, se a'astarem do seu posto de trabal#o ou de uma +rea
perigosa, ou tomarem outras medidas para a sua pr!pria segurança ou a de terceiros)
7 F 9e a conduta do trabal#ador tiver contribuído para originar a situação de perigo, o disposto no
número anterior não pre?udica a sua responsabilidade, nos termos gerais)
: F As medidas e actividades relativas & segurança, #igiene e saúde no trabal#o não implicam
encargos 'inanceiros para os trabal#adores, sem pre?uí(o da responsabilidade disciplinar e civil
emergente do incumprimento culposo das respectivas obrigaç3es)
. F As obrigaç3es dos trabal#adores no domínio da segurança e saúde nos locais de trabal#o não
e%cluem a responsabilidade do empregador pela segurança e a saúde da$ueles em todos os
aspectos relacionados com o trabal#o)
Artigo 2'#º
2n/ormação e consulta dos trabalhadores
1 F ;s trabal#adores, assim como os seus representantes na empresa, estabelecimento ou serviço, devem
dispor de in'ormação actuali(ada sobre:
a) ;s riscos para a segurança e saúde, bem como as medidas de protecção e de prevenção e a
'orma como se aplicam, relativos $uer ao posto de trabal#o ou 'unção, $uer, em geral, & empresa,
estabelecimento ou serviço4
b) As medidas e as instruç3es a adoptar em caso de perigo grave e iminente4
c) As medidas de primeiros socorros, de combate a incEndios e de evacuação dos trabal#adores em caso
de sinistro, bem como os trabal#adores ou serviços encarregados de as pKr em pr+tica)
5 F 9em pre?uí(o da 'ormação ade$uada, a in'ormação a $ue se re'ere o número anterior deve ser
sempre proporcionada ao trabal#ador nos seguintes casos:
a) Admissão na empresa4
b) Dudança de posto de trabal#o ou de 'unç3es4
c) Antrodução de novos e$uipamentos de trabal#o ou alteração dos e%istentes4
d) Adopção de uma nova tecnologia4
e) Actividades $ue envolvam trabal#adores de diversas empresas)
7 F ; empregador deve consultar por escrito e, pelo menos, duas ve(es por ano, previamente ou em
tempo útil, os representantes dos trabal#adores ou, na sua 'alta, os pr!prios trabal#adores sobre:
a) A avaliação dos riscos para a segurança e saúde no trabal#o, incluindo os respeitantes aos grupos
de trabal#adores su?eitos a riscos especiais4
b) As medidas de segurança, #igiene e saúde antes de serem postas em pr+tica ou, logo $ue se?a
possível, em caso de aplicação urgente das mesmas4
c) As medidas $ue, pelo seu impacte nas tecnologias e nas 'unç3es, ten#am repercussão sobre a
segurança, #igiene e saúde no trabal#o4
d) ; programa e a organi(ação da 'ormação no domínio da segurança, #igiene e saúde no trabal#o4
e) A designação e a e%oneração dos trabal#adores $ue desempen#em 'unç3es especí'icas nos
domínios da segurança, #igiene e saúde no local de trabal#o4
') A designação dos trabal#adores respons+veis pela aplicação das medidas de primeiros socorros,
de combate a incEndios e de evacuação de trabal#adores, a respectiva 'ormação e o material
disponível4
g) ; recurso a serviços e%teriores & empresa ou a t*cnicos $uali'icados para assegurar o
desenvolvimento de todas ou parte das actividades de segurança, #igiene e saúde no trabal#o4
#) ; material de protecção $ue se?a necess+rio utili(ar4
i) As in'ormaç3es re'eridas na alínea a) do nº 14
?) A lista anual dos acidentes de trabal#o mortais e dos $ue ocasionem incapacidade para o trabal#o
superior a trEs dias úteis, elaborada at* ao 'inal de Darço do ano subse$uente4
l) ;s relat!rios dos acidentes de trabal#o4
m) As medidas tomadas de acordo com o disposto nos ns) 6 e 6)
: F ;s trabal#adores e os seus representantes podem apresentar propostas, de modo a minimi(ar
$ual$uer risco pro'issional)
. F 8ara e'eitos do disposto nos números anteriores, deve ser 'acultado o acesso:
a) Hs in'ormaç3es t*cnicas ob?ecto de registo e aos dados m*dicos colectivos não individuali(ados4
b) Hs in'ormaç3es t*cnicas provenientes de serviços de inspecção e outros organismos competentes
no domínio da segurança, #igiene e saúde no trabal#o)
6 F ; empregador deve in'ormar os trabal#adores com 'unç3es especí'icas no domínio da segurança,
#igiene e saúde no trabal#o sobre as mat*rias re'eridas nas alíneas a), b), #), ?) e l) do nº 7 e no nº .
deste artigo)
- F As consultas, respectivas respostas e propostas re'eridas nos ns) 7 e : deste artigo devem
constar de registo em livro pr!prio organi(ado pela empresa)
< F ; empregador deve in'ormar os serviços e os t*cnicos $uali'icados e%teriores & empresa $ue

61

e%erçam actividades de segurança, #igiene e saúde no trabal#o sobre os 'actores $ue recon#ecida
ou presumivelmente a'ectam a segurança e saúde dos trabal#adores e as mat*rias re'eridas na
alínea a) do nº 1 e na alínea ') do nº 7 deste artigo)
6 F A empresa em cu?as instalaç3es os trabal#adores prestam serviço deve in'ormar os respectivos
empregadores sobre as mat*rias re'eridas na alínea a) do nº 1 e na alínea ') do nº 7 deste artigo,
devendo tamb*m ser assegurada in'ormação aos trabal#adores)
Artigo 2'%º
8erviços de segurançaE higiene e sa&de no trabalho
; empregador deve garantir a organi(ação e o 'uncionamento dos serviços de segurança, #igiene e saúde
no trabal#o, nos termos previstos em legislação especial)
Artigo 2''º
!epresentantes dos trabalhadores
1 F ;s representantes dos trabal#adores para a segurança, #igiene e saúde no trabal#o são eleitos pelos
trabal#adores por voto directo e secreto, segundo o princípio da representação pelo m*todo de Nondt)
5 F 9! podem concorrer listas apresentadas pelas organi(aç3es sindicais $ue ten#am trabal#adores
representados na empresa ou listas $ue se apresentem subscritas, no mínimo, por 51L dos
trabal#adores da empresa, não podendo nen#um trabal#ador subscrever ou 'a(er parte de mais de
uma lista)
7 F Cada lista deve indicar um número de candidatos e'ectivos igual ao dos lugares elegíveis e igual
número de candidatos suplentes)
: F ;s representantes dos trabal#adores não poderão e%ceder:
a) 0mpresas com menos de 61 trabal#adores F um representante4
b) 0mpresas de 61 a 1.1 trabal#adores F dois representantes4
c) 0mpresas de 1.1 a 711 trabal#adores F trEs representantes4
d) 0mpresas de 711 a .11 trabal#adores F $uatro representantes4
e) 0mpresas de .11 a 1111 trabal#adores F cinco representantes4
') 0mpresas de 1111 a 1.11 trabal#adores F seis representantes4
g) 0mpresas com mais de 1.11 trabal#adores F sete representantes)
. F ; mandato dos representantes dos trabal#adores * de trEs anos)
6 F A substituição dos representantes dos trabal#adores s! * admitida no caso de renúncia ou
impedimento de'initivo, cabendo a mesma aos candidatos e'ectivos e suplentes pela ordem indicada
na respectiva lista)
- F ;s representantes dos trabal#adores disp3em, para o e%ercício das suas 'unç3es, de um cr*dito
de cinco #oras por mEs)
< F ; cr*dito de #oras re'erido no número anterior não * acumul+vel com cr*ditos de #oras de $ue o
trabal#ador bene'icie por integrar outras estruturas representativas dos trabal#adores)
Artigo 2'(º
$ormação dos trabalhadores
1 F ; trabal#ador deve receber uma 'ormação ade$uada no domínio da segurança, #igiene e saúde
no trabal#o, tendo em atenção o posto de trabal#o e o e%ercício de actividades de risco elevado)
5 F Aos trabal#adores e seus representantes, designados para se ocuparem de todas ou algumas das
actividades de segurança, #igiene e saúde no trabal#o, deve ser assegurada, pelo empregador, a
'ormação permanente para o e%ercício das respectivas 'unç3es)
7 F A 'ormação dos trabal#adores da empresa sobre segurança, #igiene e saúde no trabal#o deve ser
assegurada de modo $ue não possa resultar pre?uí(o para os mesmos)
Artigo 2')º
2nspecção
1 F A 'iscali(ação do cumprimento da legislação relativa a segurança, #igiene e saúde no trabal#o, assim
como a aplicação das correspondentes sanç3es, compete & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, sem pre?uí(o de
competEncia 'iscali(adora especí'ica atribuída a outras entidades)
5 F Compete & AnspecçãoFJeral do "rabal#o a reali(ação de in$u*ritos em caso de acidente de
trabal#o mortal ou $ue evidencie uma situação particularmente grave)
7 F =os casos de doença pro'issional ou de $uais$uer outros danos para a saúde ocorridos durante o
trabal#o ou com ele relacionados, a ,irecçãoFJeral da 9aúde, atrav*s das autoridades de saúde,
bem como o Centro =acional de 8rotecção contra os Riscos 8ro'issionais, podem, igualmente,
promover a reali(ação dos in$u*ritos)
: F ;s representantes dos trabal#adores podem apresentar as suas observaç3es por ocasião das
visitas e 'iscali(aç3es e'ectuadas & empresa ou estabelecimento pela AnspecçãoFJeral do "rabal#o
ou outra autoridade competente, bem como solicitar a sua intervenção se as medidas adoptadas e os
meios 'ornecidos pelo empregador 'orem insu'icientes para assegurar a segurança, #igiene e saúde
no trabal#o)

65

Artigo 2(*º
1egislação complementar
; regime do presente capítulo * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
CA45T613 ,
Acidentes de trabalho
8EC;<3 2
Hmbito
Artigo 2(1º
@ene/iciários
1 F ; trabal#ador e seus 'amiliares tEm direito & reparação dos danos emergentes de acidentes de
trabal#o nos termos previstos neste capítulo e demais legislação regulamentar)
5 F "em direito & reparação o trabal#ador vinculado por contrato de trabal#o $ue preste $ual$uer
actividade, se?a ou não e%plorada com 'ins lucrativos)
Artigo 2(2º
Trabalhador estrangeiro
1 F ; trabal#ador estrangeiro $ue e%erça actividade em 8ortugal *, para os e'eitos deste capítulo,
e$uiparado ao trabal#ador portuguEs)
5 F ;s 'amiliares do trabal#ador estrangeiro re'erido no número anterior bene'iciam igualmente da
protecção estabelecida relativamente aos 'amiliares do sinistrado)
7 F ; trabal#ador estrangeiro sinistrado em acidente de trabal#o em 8ortugal ao serviço de empresa
estrangeira, sua agEncia, sucursal, representante ou 'ilial pode 'icar e%cluído do Cmbito deste regime
desde $ue e%erça uma actividade tempor+ria ou intermitente e, por acordo entre 0stados, se ten#a
convencionado a aplicação da legislação relativa & protecção do sinistrado em acidente de trabal#o em
vigor no 0stado de origem)
Artigo 2(3º
Trabalhador no estrangeiro
; trabal#ador portuguEs e o trabal#ador estrangeiro residente em 8ortugal sinistrados em acidente
de trabal#o no estrangeiro ao serviço de empresa portuguesa tEm direito &s prestaç3es previstas
neste capítulo, salvo se a legislação do 0stado onde ocorreu o acidente l#es recon#ecer direito &
reparação, caso em $ue o trabal#ador poder+ optar por $ual$uer dos regimes)
8EC;<3 22
9elimitação do acidente de trabalho
Artigo 2(º
0oção
1 F acidente de trabal#o o sinistro, entendido como acontecimento súbito e imprevisto, so'rido pelo
trabal#ador $ue se veri'i$ue no local e no tempo de trabal#o)
5 F 8ara e'eitos deste capítulo, entendeFse por:
a) Gocal de trabal#o todo o lugar em $ue o trabal#ador se encontra ou deva dirigirFse em virtude do seu
trabal#o e em $ue este?a, directa ou indirectamente, su?eito ao controlo do empregador4
b) "empo de trabal#o al*m do período normal de trabal#o, o $ue precede o seu início, em actos de
preparação ou com ele relacionados, e o $ue se l#e segue, em actos tamb*m com ele relacionados,
e ainda as interrupç3es normais ou 'orçosas de trabal#o)
Artigo 2(#º
EAtensão do conceito
ConsideraFse tamb*m acidente de trabal#o o ocorrido:
a) =o tra?ecto de ida para o local de trabal#o ou de regresso deste, nos termos de'inidos em
legislação especial4
b) =a e%ecução de serviços espontaneamente prestados e de $ue possa resultar proveito econ!mico para o
empregador4
c) =o local de trabal#o, $uando no e%ercício do direito de reunião ou de actividade de representante
dos trabal#adores, nos termos previstos no C!digo4
d) =o local de trabal#o, $uando em 're$uEncia de curso de 'ormação pro'issional ou, 'ora do local de

67

trabal#o, $uando e%ista autori(ação e%pressa do empregador para tal 're$uEncia4
e) 0m actividade de procura de emprego durante o cr*dito de #oras para tal concedido por lei aos
trabal#adores com processo de cessação de contrato de trabal#o em curso4
') 2ora do local ou do tempo de trabal#o, $uando veri'icado na e%ecução de serviços determinados
pelo empregador ou por este consentidos)
Artigo 2(%º
9ano
1 F ConsideraFse dano a lesão corporal, perturbação 'uncional ou doença $ue determine redução na
capacidade de trabal#o ou de gan#o ou a morte do trabal#ador resultante directa ou indirectamente
de acidente de trabal#o)
5 F 9e a lesão corporal, perturbação ou doença 'or recon#ecida a seguir a um acidente, presumeFse
conse$uEncia deste)
7 F 9e a lesão corporal, perturbação ou doença não 'or recon#ecida a seguir a um acidente, compete
ao sinistrado ou aos bene'ici+rios legais provar $ue 'oi conse$uEncia dele)
Artigo 2('º
4redisposição patológica e incapacidade
1 F A predisposição patol!gica do sinistrado num acidente não e%clui o direito & reparação integral, salvo
$uando tiver sido ocultada)
5 F Muando a lesão ou doença consecutiva ao acidente 'or agravada por lesão ou doença anterior, ou
$uando esta 'or agravada pelo acidente, a incapacidade avaliarFseF+ como se tudo dele resultasse, a não
ser $ue pela lesão ou doença anterior o sinistrado ?+ ten#a sido indemni(ado)
7 F =o caso de o sinistrado estar a'ectado de incapacidade permanente anterior ao acidente, a
reparação * apenas a correspondente & di'erença entre a incapacidade anterior e a $ue 'or calculada como
se tudo 'osse imputado ao acidente)
: F 9em pre?uí(o do disposto no número anterior, $uando do acidente resulte a inutili(ação ou
dani'icação dos aparel#os de pr!tese ou ortopedia de $ue o sinistrado ?+ era portador, o mesmo tem direito
& sua reparação ou substituição)
. F Con'ere tamb*m direito & reparação a lesão ou doença $ue se mani'este durante o tratamento
subse$uente a um acidente de trabal#o e $ue se?a conse$uEncia de tal tratamento)
8EC;<3 222
EAclusão e redução da responsabilidade
Artigo 2((º
0ulidade
1 F nula a convenção contr+ria aos direitos ou garantias con'eridos neste capítulo ou com eles
incompatível)
5 F 9ão igualmente nulos os actos e contratos $ue visem a renúncia aos direitos con'eridos neste
capítulo)
Artigo 2()º
4roibição de descontos na retribuição
; empregador não pode descontar $ual$uer $uantia na retribuição dos trabal#adores ao seu serviço
a título de compensação pelos encargos resultantes deste regime, sendo nulos os acordos reali(ados com
esse ob?ectivo)
Artigo 2)*º
$actos >ue diDem respeito ao trabalhador
1 F ; empregador não tem de indemni(ar os danos decorrentes do acidente $ue:
a) 2or dolosamente provocado pelo sinistrado ou provier de seu acto ou omissão, $ue importe
violação, sem causa ?usti'icativa, das condiç3es de segurança estabelecidas pelo empregador ou
previstas na lei4
b) 8rovier e%clusivamente de negligEncia grosseira do sinistrado4
c) Resultar da privação permanente ou acidental do uso da ra(ão do sinistrado, nos termos do C!digo Civil,
salvo se tal privação derivar da pr!pria prestação do trabal#o, 'or independente da vontade do sinistrado
ou se o empregador ou o seu representante, con#ecendo o estado do sinistrado, consentir
na prestação)
5 F ; trabal#ador deve evitar o agravamento do dano, colaborando na recuperação da incapacidade, sob
pena de redução ou e%clusão do direito & indemni(ação nos termos do nº 1 do artigo .-1º do C!digo
Civil)

6:

Artigo 2)1º
$orça maior
1 F ; empregador não tem de proceder & indemni(ação do acidente $ue provier de motivo de 'orça maior)
5 F 9! se considera motivo de 'orça maior o $ue, sendo devido a 'orças inevit+veis da nature(a,
independentes de intervenção #umana, não constitua risco criado pelas condiç3es de trabal#o nem
se produ(a ao e%ecutar serviço e%pressamente ordenado pelo empregador em condiç3es de perigo
evidente)
Artigo 2)2º
8ituaç"es especiais
1 F =ão #+ igualmente obrigação de indemni(ar os acidentes ocorridos na prestação de serviços
eventuais ou ocasionais, de curta duração, a pessoas singulares em actividades $ue não ten#am por
ob?ecto e%ploração lucrativa)
5 F As e%clus3es previstas no número anterior não abrangem os acidentes $ue resultem da utili(ação
de m+$uinas e de outros e$uipamentos de especial perigosidade)
Artigo 2)3º
4rimeiros socorros
A veri'icação das circunstCncias previstas nos artigos 561º a 565º não dispensa o empregador da
prestação dos primeiros socorros ao trabal#ador e do seu transporte para o local onde possa ser
clinicamente socorrido)
Artigo 2)º
Acidente causado por outro trabalhador ou por terceiro
1 F Muando o acidente 'or causado por outro trabal#ador ou por terceiro, o direito & indemni(ação
devida pelo empregador não pre?udica o direito de acção contra a$ueles, nos termos gerais)
5 F 9e o sinistrado em acidente receber de outro trabal#ador ou de terceiro indemni(ação superior &
devida pelo empregador, este consideraFse desonerado da respectiva obrigação e tem direito a ser
reembolsado pelo sinistrado das $uantias $ue tiver pago ou despendido)
7 F 9e a indemni(ação arbitrada ao sinistrado ou aos seus representantes 'or de montante in'erior ao dos
bene'ícios con'eridos em conse$uEncia do acidente, a e%clusão da responsabilidade * limitada &$uele
montante)
: F ; empregador ou a sua seguradora $ue #ouver pago a indemni(ação pelo acidente pode subF rogarF
se no direito do lesado contra os respons+veis re'eridos no nº 1, se o sinistrado não l#es tiver e%igido
?udicialmente a indemni(ação no pra(o de um ano a contar da data do acidente)
. F ; empregador e a sua seguradora tamb*m são titulares do direito de intervir como parte principal
no processo em $ue o sinistrado e%igir aos respons+veis a indemni(ação pelo acidente a $ue se
re'ere este artigo)
8EC;<3 2,
Agravamento da responsabilidade
Artigo 2)#º
Actuação culposa
1 F Muando o acidente tiver sido provocado pelo empregador, seu representante ou entidade por
a$uele contratada, ou resultar de 'alta de observação, por a$ueles, das regras sobre segurança,
#igiene e saúde no trabal#o, a indemni(ação abrange a totalidade dos pre?uí(os, patrimoniais e não
patrimoniais, so'ridos pelo trabal#ador e seus 'amiliares, nos termos gerais)
5 F ; disposto no número anterior não pre?udica a responsabilidade criminal em $ue o empregador,
ou o seu representante, ten#a incorrido)
7 F 9e, nas condiç3es previstas neste artigo, o acidente tiver sido provocado pelo representante do
empregador, este ter+ direito de regresso contra a$uele)
8EC;<3 ,
2ndemniDação
Artigo 2)%º
4rinc7pio geral
1 F ; direito & indemni(ação compreende as seguintes prestaç3es:
a) 0m esp*cie F prestaç3es de nature(a m*dica, cirúrgica, 'armacEutica, #ospitalar e $uais$uer
outras, se?a $ual 'or a sua 'orma, desde $ue necess+rias e ade$uadas ao restabelecimento do estado

6.

de saúde e da capacidade de trabal#o ou de gan#o do sinistrado e & sua recuperação para a vida
activa4
b) 0m din#eiro F indemni(ação por incapacidade tempor+ria absoluta ou parcial para o trabal#o4
indemni(ação em capital ou pensão vitalícia correspondente & redução na capacidade de trabal#o ou
de gan#o, em caso de incapacidade permanente4 indemni(aç3es devidas aos 'amiliares do sinistrado4
subsídio por situaç3es de elevada incapacidade permanente4 subsídio para readaptação de
#abitação4 subsídio por morte e despesas de 'uneral)
5 F As prestaç3es mencionadas no número anterior são ob?ecto de regulamentação em legislação
especial, da $ual podem constar limitaç3es percentuais ao valor das indemni(aç3es)
Artigo 2)'º
FospitaliDação
1 F ; internamento e os tratamentos previstos na alínea a) do nº 1 do artigo anterior devem ser 'eitos em
estabelecimento ade$uado ao restabelecimento e reabilitação do sinistrado)
5 F ; recurso, $uando necess+rio, a estabelecimento #ospitalar 'ora do territ!rio nacional ser+ 'eito ap!s
parecer de ?unta m*dica comprovando a impossibilidade de tratamento em #ospital no territ!rio nacional)
Artigo 2)(º
3bserv=ncia de prescriç"es cl7nicas e cir&rgicas
1 F ; sinistrado em acidente deve submeterFse ao tratamento e observar as prescriç3es clínicas e
cirúrgicas do m*dico designado pela entidade respons+vel, necess+rias & cura da lesão ou doença e
& recuperação da capacidade de trabal#o, sem pre?uí(o do direito a solicitar o e%ame pericial do
tribunal)
5 F 9endo a incapacidade conse$uEncia de in?usti'icada recusa ou 'alta de observCncia das
prescriç3es clínicas ou cirúrgicas, a indemni(ação pode ser redu(ida ou e%cluída nos termos
prescritos no nº 5 do artigo 561º
7 F ConsideraFse sempre ?usti'icada a recusa de intervenção cirúrgica $uando, pela sua nature(a ou pelo
estado do sinistrado, pon#a em risco a vida deste)
Artigo 2))º
!ecidiva ou agravamento
1 F =os casos de recidiva ou agravamento, o direito &s prestaç3es previstas na alínea a) do nº 1 do artigo
566º mant*mFse ap!s a alta, se?a $ual 'or a situação nesta de'inida, e abrange as doenças
relacionadas com as conse$uEncias do acidente)
5 F ; direito & indemni(ação por incapacidade tempor+ria absoluta ou parcial para o trabal#o, previsto
na alínea b) do nº 1 do artigo 566º, em caso de recidiva ou agravamento, mant*mFse:
a) Ap!s a atribuição ao sinistrado de nova bai%a4
b) 0ntre a data da alta e a da nova bai%a seguinte, se esta última vier a ser dada no pra(o de oito dias)
7 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, * considerado o valor da retribuição & data do
acidente actuali(ado pelo aumento percentual da retribuição mínima mensal garantida mais elevada)
Artigo 3**º
Cálculo da indemniDação em dinheiro
1 F 8ara o c+lculo das indemni(aç3es previstas na alínea b) do nº 1 do artigo 566º, incluemFse na
retribuição mensal todas as prestaç3es recebidas com car+cter de regularidade $ue não se destinem
a compensar o sinistrado por custos aleat!rios)
5 F 8ara e'eitos do número anterior na retribuição anual incluemFse 15 retribuiç3es mensais
acrescidas dos subsídios de =atal e de '*rias e outras prestaç3es anuais a $ue o sinistrado ten#a direito
com car+cter de regularidade)
7 F 9e a retribuição correspondente ao dia do acidente 'or di'erente da retribuição normal, esta *
calculada pela m*dia dos dias de trabal#o e a respectiva retribuição au'erida pelo sinistrado no
período de um ano anterior ao acidente)
: F =a 'alta dos elementos indicados nos números anteriores o c+lculo 'a(Fse segundo o prudente
arbítrio do ?ui(, tendo em atenção a nature(a dos serviços prestados, a categoria pro'issional do
sinistrado e os usos)
Artigo 3*1º
1ugar do pagamento das prestaç"es
1 F ; pagamento das prestaç3es previstas na alínea b) do nº 1 do artigo 566º * e'ectuado no lugar da
residEncia do sinistrado ou dos seus 'amiliares, se outro não 'or acordado)
5 F 9e o credor das prestaç3es se ausentar para o estrangeiro, o pagamento * e'ectuado no local
acordado, sem pre?uí(o do disposto em convenç3es internacionais ou acordos de reciprocidade)

66

8EC;<3 ,2
+arantia de cumprimento
Artigo 3*2º
2nalienabilidadeE impenhorabilidade e irrenunciabilidade dos crBditos e garantias
;s cr*ditos provenientes do direito & indemni(ação estabelecida neste capítulo são inalien+veis,
impen#or+veis e irrenunci+veis e go(am das garantias consignadas nos artigos 7--º e seguintes)
Artigo 3*3º
8istema e unidade de seguro
1 F ; empregador * obrigado a trans'erir a responsabilidade pela indemni(ação prevista neste
capítulo para entidades legalmente autori(adas a reali(ar este seguro)
5 F A obrigação prevista no nº 1 vale igualmente em relação ao empregador $ue contrate
trabal#adores e%clusivamente para prestar trabal#o noutras empresas)
7 F Oeri'icandoFse alguma das situaç3es re'eridas no nº 1 do artigo 56.º, a responsabilidade nela
prevista, dependendo das circunstCncias, recai sobre o empregador ou sobre a empresa utili(adora
de mãoFdeFobra, sendo a seguradora apenas subsidiariamente respons+vel pelas prestaç3es $ue
seriam devidas caso não #ouvesse actuação culposa)
: F Muando a retribuição declarada para e'eito do pr*mio de seguro 'or in'erior & real, a seguradora s!
* respons+vel em relação &$uela retribuição)
. F =o caso previsto no número anterior, o empregador responde pela di'erença e pelas despesas
e'ectuadas com a #ospitali(ação e assistEncia clínica, na respectiva proporção)
Artigo 3*º
Apólice uni/orme
1 F A ap!lice uni'orme do seguro de acidentes de trabal#o ade$uada &s di'erentes pro'iss3es e
actividades, de #armonia com os princípios estabelecidos neste capítulo e respectiva legislação
regulamentar, * aprovada por portaria con?unta dos ministros respons+veis pelas +reas das 'inanças
e laboral, sob proposta do Anstituto de 9eguros de 8ortugal, ouvidas as associaç3es representativas das
empresas de seguros e mediante parecer pr*vio do Consel#o 0con!mico e 9ocial)
5 F A ap!lice uni'orme obedece ao princípio da graduação dos pr*mios de seguro em 'unção do grau
de risco do acidente, tidas em conta a nature(a da actividade e as condiç3es de prevenção
implantadas nos locais de trabal#o)
7 F ,eve ser prevista na ap!lice uni'orme a revisão do valor do pr*mio, por iniciativa da seguradora
ou a pedido do empregador, com base na modi'icação e'ectiva das condiç3es de prevenção de
acidentes nos locais de trabal#o)
: F 9ão nulas as cl+usulas adicionais $ue contrariem os direitos ou garantias estabelecidos na ap!lice
uni'orme prevista neste artigo)
Artigo 3*#º
+arantia e actualiDação de indemniDaç"es
1 F A garantia do pagamento das indemni(aç3es estabelecidas neste capítulo $ue não possam ser pagas
pela entidade respons+vel, nomeadamente por motivo de incapacidade econ!mica, * assumida
e suportada pelo 2undo de Acidentes de "rabal#o, nos termos regulamentados em legislação
especial)
5 F 9ão igualmente da responsabilidade do 'undo re'erido no número anterior as actuali(aç3es do
valor das indemni(aç3es devidas por incapacidade permanente igual ou superior a 71L ou por morte
e outras responsabilidades nos termos regulamentados em legislação especial)
7 F ; 'undo re'erido nos números anteriores constituiFse credor da entidade economicamente incapa(,
ou da respectiva massa 'alida, cabendo aos seus cr*ditos, caso a entidade incapa( se?a uma
empresa de seguros, graduação idEntica & dos credores especí'icos de seguros)
: F 9e no Cmbito de um processo de recuperação de empresa esta se encontrar impossibilitada de pagar
os pr*mios dos seguros de acidentes de trabal#o dos respectivos trabal#adores, o gestor da empresa
deve comunicar tal impossibilidade ao 'undo re'erido nos números anteriores 61 dias antes
do vencimento do contrato, por 'orma a $ue o 'undo, $uerendo, possa substituirFse & empresa nesse
pagamento, sendo neste caso aplic+vel o disposto no nº 7)
8EC;<3 ,22
3cupação e reabilitação do trabalhador
Artigo 3*%º
3cupação e despedimento durante a incapacidade temporária
1 F ,urante o período de incapacidade tempor+ria parcial, o empregador * obrigado a ocupar o

6-

trabal#ador sinistrado em acidente de trabal#o, ocorrido ao seu serviço, em 'unç3es compatíveis com
o estado desse trabal#ador, nos termos regulamentados em legislação especial)
5 F A retribuição devida ao trabal#ador sinistrado ocupado em 'unç3es compatíveis tem por base a do dia do
acidente, e%cepto se entretanto a retribuição da categoria correspondente tiver sido ob?ecto de
alteração, caso em $ue * esta a considerada)
7 F A retribuição a $ue alude o número anterior nunca * in'erior & devida pela capacidade restante)
: F ; despedimento sem ?usta causa de trabal#ador temporariamente incapacitado em resultado de
acidente de trabal#o con'ere &$uele, sem pre?uí(o de outros direitos consagrados neste C!digo, caso
não opte pela reintegração, o direito a uma indemni(ação igual ao dobro da $ue l#e competiria por
despedimento ilícito)
Artigo 3*'º
!eabilitação
1 F Ao trabal#ador a'ectado de lesão $ue l#e redu(a a capacidade de trabal#o ou de gan#o, em
conse$uEncia de acidente de trabal#o, * assegurada pela empresa ao serviço da $ual ocorreu o
acidente a ocupação em 'unç3es compatíveis com o respectivo estado, nos termos previstos em
legislação especial)
5 F Ao trabal#ador re'erido no número anterior * assegurada, pelo empregador, a 'ormação
pro'issional, a adaptação do posto de trabal#o, o trabal#o a tempo parcial e a licença para 'ormação
ou novo emprego, nos termos previstos em legislação especial)
7 F ; Joverno deve criar serviços de adaptação ou readaptação pro'issionais e de colocação,
garantindo a coordenação entre esses serviços e os ?+ e%istentes, $uer do 0stado, $uer das
instituiç3es, $uer dos empregadores e seguradoras, e utili(ando esses serviços tanto $uanto possível)
8EC;<3 ,222
EAerc7cio de direitos
Artigo 3*(º
4rescrição
1 F ; direito de indemni(ação prescreve no pra(o de um ano a contar da data da alta clínica
'ormalmente comunicada ao sinistrado ou, se do evento resultar a morte, no pra(o de trEs anos a
contar desta)
5 F Hs prestaç3es estabelecidas por acordo ou decisão ?udicial aplicaFse o pra(o ordin+rio de
prescrição)
7 F ; pra(o de prescrição não começa a correr en$uanto os bene'ici+rios não tiverem con#ecimento
pessoal da 'i%ação das prestaç3es)
CA45T613 ,2
9oenças pro/issionais
Artigo 3*)º
!emissão
Hs doenças pro'issionais aplicamFse, com as devidas adaptaç3es, as normas relativas aos acidentes
de trabal#o constantes do capítulo O, sem pre?uí(o das regras seguintes)
Artigo 31*º
1ista das doenças pro/issionais
1 F As doenças pro'issionais constam da lista organi(ada e publicada no ,i+rio da República)
5 F A lesão corporal, a perturbação 'uncional ou a doença não incluídas na lista a $ue se re'ere o nº 1 deste
artigo são indemni(+veis desde $ue se prove serem conse$uEncia, necess+ria e directa, da actividade
e%ercida e não representem normal desgaste do organismo)
Artigo 311º
2ndemniDação
1 F ; direito & indemni(ação emergente de doenças pro'issionais previstas no nº 1 do artigo anterior
pressup3e $ue, cumulativamente, se veri'i$uem as seguintes condiç3es:
a) 0star o trabal#ador a'ectado pela correspondente doença pro'issional4
b) "er estado o trabal#ador e%posto ao respectivo risco pela nature(a da indústria, actividade ou
condiç3es, ambiente e t*cnicas do trabal#o #abitual)
5 F =a reparação emergente das doenças pro'issionais, as indemni(aç3es e pens3es são calculadas com
base na retribuição au'erida pelo doente no ano anterior & cessação da e%posição ao risco ou & data do

6<

diagn!stico 'inal da doença, se este a preceder)
7 F As responsabilidades re'eridas no artigo 71.º, no $ue respeita &s doenças pro'issionais, são
assumidas pelo Centro =acional de 8rotecção contra os Riscos 8ro'issionais)
: F Hs prestaç3es estabelecidas pelo Centro =acional de 8rotecção contra os Riscos 8ro'issionais aplicaF
se o pra(o ordin+rio de prescrição)
Artigo 312º
AvaliaçãoE graduação e reparação das doenças pro/issionais
A avaliação, graduação e reparação das doenças pro'issionais diagnosticadas * da e%clusiva
responsabilidade do Centro =acional de 8rotecção contra os Riscos 8ro'issionais)
CA45T613 ,22
,icissitudes contratuais
8EC;<3 2
-obilidade
Artigo 313º
-udança de categoria
1 F ; trabal#ador s! pode ser colocado em categoria in'erior &$uela para $ue 'oi contratado ou a $ue
'oi promovido $uando tal mudança, imposta por necessidades prementes da empresa ou por estrita
necessidade do trabal#ador, se?a por este aceite e autori(ada pela AnspecçãoFJeral do "rabal#o)
5 F 9alvo disposição em contr+rio, o trabal#ador não ad$uire a categoria correspondente &s 'unç3es $ue
e%erça temporariamente)
Artigo 31º
-obilidade /uncional
1 F ; empregador pode, $uando o interesse da empresa o e%i?a, encarregar temporariamente o
trabal#ador de 'unç3es não compreendidas na actividade contratada, desde $ue tal não impli$ue
modi'icação substancial da posição do trabal#ador)
5 F 8or estipulação contratual as partes podem alargar ou restringir a 'aculdade con'erida no número
anterior)
7 F ; disposto no nº 1 não pode implicar diminuição da retribuição, tendo o trabal#ador direito a
au'erir das vantagens inerentes & actividade temporariamente desempen#ada)
: F A ordem de alteração deve ser ?usti'icada, com indicação do tempo previsível)
Artigo 31#º
-obilidade geográ/ica
1 F ; empregador pode, $uando o interesse da empresa o e%i?a, trans'erir o trabal#ador para outro local
de trabal#o se essa trans'erEncia não implicar pre?uí(o s*rio para o trabal#ador)
5 F ; empregador pode trans'erir o trabal#ador para outro local de trabal#o se a alteração resultar da
mudança, total ou parcial, do estabelecimento onde a$uele presta serviço)
7 F 8or estipulação contratual as partes podem alargar ou restringir a 'aculdade con'erida nos
números anteriores)
: F =o caso previsto no nº 5, o trabal#ador pode resolver o contrato se #ouver pre?uí(o s*rio, tendo
nesse caso direito & indemni(ação prevista no nº 1 do artigo ::7º
. F ; empregador deve custear as despesas do trabal#ador impostas pela trans'erEncia decorrentes
do acr*scimo dos custos de deslocação e resultantes da mudança de residEncia)
Artigo 31%º
Trans/er:ncia temporária
1 F ; empregador pode, $uando o interesse da empresa o e%i?a, trans'erir temporariamente o
trabal#ador para outro local de trabal#o se essa trans'erEncia não implicar pre?uí(o s*rio para o
trabal#ador)
5 F 8or estipulação contratual as partes podem alargar ou restringir a 'aculdade con'erida no número
anterior)
7 F ,a ordem de trans'erEncia, al*m da ?usti'icação, deve constar o tempo previsível da alteração, $ue,
salvo condiç3es especiais, não pode e%ceder seis meses)
: F ; empregador deve custear as despesas do trabal#ador impostas pela trans'erEncia tempor+ria
decorrentes do acr*scimo dos custos de deslocação e resultantes do alo?amento)
Artigo 31'º
4rocedimento

66

9alvo motivo imprevisível, a decisão de trans'erEncia de local de trabal#o tem de ser comunicada ao
trabal#ador, devidamente 'undamentada e por escrito, com 71 dias de antecedEncia, nos casos
previstos no artigo 71.º, ou com < dias de antecedEncia, nos casos previstos no artigo 716º
8EC;<3 22
Transmissão da empresa ou estabelecimento
Artigo 31(º
Transmissão da empresa ou estabelecimento
1 F 0m caso de transmissão, por $ual$uer título, da titularidade da empresa, do estabelecimento ou
de parte da empresa ou estabelecimento $ue constitua uma unidade econ!mica, transmiteFse para o
ad$uirente a posição ?urídica de empregador nos contratos de trabal#o dos respectivos trabal#adores, bem
como a responsabilidade pelo pagamento de coima aplicada pela pr+tica de contraFordenação
laboral)
5 F ,urante o período de um ano subse$uente & transmissão, o transmitente responde solidariamente pelas
obrigaç3es vencidas at* & data da transmissão)
7 F ; disposto nos números anteriores * igualmente aplic+vel & transmissão, cessão ou reversão da
e%ploração da empresa, do estabelecimento ou da unidade econ!mica, sendo solidariamente
respons+vel, em caso de cessão ou reversão, $uem imediatamente antes e%erceu a e%ploração da
empresa, estabelecimento ou unidade econ!mica)
: F ConsideraFse unidade econ!mica o con?unto de meios organi(ados com o ob?ectivo de e%ercer uma
actividade econ!mica, principal ou acess!ria)
Artigo 31)º
Casos especiais
1 F ; disposto no artigo anterior não * aplic+vel $uanto aos trabal#adores $ue o transmitente, at* ao
momento da transmissão, tiver trans'erido para outro estabelecimento ou parte da empresa ou
estabelecimento $ue constitua uma unidade econ!mica, continuando a$ueles ao seu serviço, sem
pre?uí(o do disposto no artigo 71.º
5 F ; disposto no número anterior não pre?udica a responsabilidade do ad$uirente do estabelecimento
ou de parte da empresa ou estabelecimento $ue constitua uma unidade econ!mica pelo pagamento
de coima aplicada pela pr+tica de contraFordenação laboral)
7 F "endo cumprido o dever de in'ormação previsto no artigo seguinte, o ad$uirente pode 'a(er a'i%ar um
aviso nos locais de trabal#o no $ual se dE con#ecimento aos trabal#adores $ue devem reclamar
os seus cr*ditos no pra(o de trEs meses, sob pena de não se l#e transmitirem)
Artigo 32*º
2n/ormação e consulta dos representantes dos trabalhadores
1 F ; transmitente e o ad$uirente devem in'ormar os representantes dos respectivos trabal#adores ou,
na 'alta destes, os pr!prios trabal#adores, da data e motivos da transmissão, das suas
conse$uEncias ?urídicas, econ!micas e sociais para os trabal#adores e das medidas pro?ectadas em relação
a estes)
5 F A in'ormação re'erida no número anterior deve ser prestada por escrito, em tempo útil, antes da
transmissão e, sendo o caso, pelo menos 11 dias antes da consulta re'erida no número seguinte)
7 F ; transmitente e o ad$uirente devem consultar previamente os representantes dos respectivos
trabal#adores com vista & obtenção de um acordo sobre as medidas $ue pretendam tomar em
relação a estes em conse$uEncia da transmissão, sem pre?uí(o das disposiç3es legais e
convencionais aplic+veis &s medidas ob?ecto de acordo)
: F 8ara e'eitos dos números anteriores, consideramFse representantes dos trabal#adores as
comiss3es de trabal#adores, bem como as comiss3es intersindicais, as comiss3es sindicais e os
delegados sindicais das respectivas empresas)
Artigo 321º
!epresentação dos trabalhadores após a transmissão
1 F 9e a empresa, estabelecimento ou parte da empresa ou estabelecimento $ue constitua uma
unidade econ!mica transmitida mantiver a sua autonomia, o estatuto e a 'unção dos representantes dos
trabal#adores a'ectados pela transmissão não se altera)
5 F 9e a empresa, estabelecimento ou parte da empresa ou estabelecimento $ue constitua uma
unidade econ!mica transmitida 'or incorporada na empresa do ad$uirente e nesta não e%istir
comissão de trabal#adores, a comissão ou subcomissão de trabal#adores $ue na$ueles e%ista
continua em 'unç3es por um período de dois meses a contar da transmissão ou at* $ue nova
comissão entretanto eleita inicie as respectivas 'unç3es ou, ainda, por mais dois meses, se a eleição
'or anulada)

-1

7 F =a situação prevista no número anterior, a subcomissão e%erce os direitos pr!prios das comiss3es
de trabal#adores durante o período em $ue continuar em 'unç3es, em representação dos
trabal#adores do estabelecimento transmitido)
: F ;s membros da comissão ou subcomissão de trabal#adores cu?o mandato cesse, nos termos do
nº 5, continuam a bene'iciar da protecção estabelecida nos ns) 5 a : do artigo :.6º e em instrumento
de regulamentação colectiva de trabal#o, at* & data em $ue o respectivo mandato terminaria)
8EC;<3 222
Ced:ncia ocasional
Artigo 322º
0oção
A cedEncia ocasional de trabal#adores consiste na disponibili(ação tempor+ria e eventual do
trabal#ador do $uadro de pessoal pr!prio de um empregador para outra entidade, a cu?o poder de
direcção o trabal#ador 'ica su?eito, sem pre?uí(o da manutenção do vínculo contratual inicial)
Artigo 323º
4rinc7pio geral
A cedEncia ocasional de trabal#adores s! * admitida se regulada em instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o ou nos termos dos artigos seguintes)
Artigo 32º
Condiç"es
A cedEncia ocasional de trabal#adores * lícita $uando se veri'i$uem cumulativamente as seguintes
condiç3es:
a) ; trabal#ador cedido este?a vinculado ao empregador cedente por contrato de trabal#o sem termo
resolutivo4
b) A cedEncia ocorra no $uadro de colaboração entre sociedades coligadas, em relação societ+ria de
participaç3es recíprocas, de domínio ou de grupo, ou entre empregadores, independentemente da
nature(a societ+ria, $ue manten#am estruturas organi(ativas comuns4
c) ; trabal#ador mani'este a sua vontade em ser cedido, nos termos do nº 5 do artigo seguinte4
d) A duração da cedEncia não e%ceda um ano, renov+vel por iguais períodos at* ao limite m+%imo de cinco
anos)
Artigo 32#º
Acordo
1 F A cedEncia ocasional de um trabal#ador deve ser titulada por documento assinado pelo cedente e pelo
cession+rio, identi'icando o trabal#ador cedido temporariamente, a actividade a e%ecutar, a data
de início da cedEncia e a duração desta)
5 F ; documento s! torna a cedEncia legítima se contiver declaração de concordCncia do trabal#ador)
7 F Cessando o acordo de cedEncia e em caso de e%tinção ou de cessação da actividade da empresa
cession+ria, o trabal#ador cedido regressa & empresa cedente, mantendo os direitos $ue detin#a & data
do início da cedEncia, contandoFse na antiguidade o período de cedEncia)
Artigo 32%º
En>uadramento dos trabalhadores cedidos ocasionalmente
1 F ; trabal#ador cedido ocasionalmente não * incluído no e'ectivo do pessoal da entidade
cession+ria para determinação das obrigaç3es relativas ao número de trabal#adores empregados,
e%cepto no $ue respeita & organi(ação dos serviços de segurança, #igiene e saúde no trabal#o)
5 F A entidade cession+ria * obrigada a comunicar & comissão de trabal#adores, $uando e%ista, no pra(o
de cinco dias úteis, a utili(ação de trabal#adores em regime de cedEncia ocasional)
Artigo 32'º
!egime da prestação de trabalho
1 F ,urante a e%ecução do contrato de cedEncia ocasional, o trabal#ador cedido 'ica su?eito ao regime
de trabal#o aplic+vel & entidade cession+ria no $ue respeita ao modo, lugar, duração de trabal#o e
suspensão da prestação de trabal#o, segurança, #igiene e saúde no trabal#o e acesso aos seus
e$uipamentos sociais)
5 F A entidade cession+ria deve in'ormar o empregador cedente e o trabal#ador cedido sobre os
riscos para a segurança e saúde do trabal#ador inerentes ao posto de trabal#o a $ue * a'ecto)
7 F =ão * permitida a utili(ação de trabal#ador cedido em postos de trabal#o particularmente
perigosos para a sua segurança ou saúde, salvo se 'or essa a sua $uali'icação pro'issional)

-1

: F A entidade cession+ria deve elaborar o #or+rio de trabal#o do trabal#ador cedido e marcar o seu
período de '*rias, sempre $ue estas se?am go(adas ao serviço da$uela)
. F ;s trabal#adores cedidos ocasionalmente não são considerados para e'eito do balanço social,
sendo incluídos no número de trabal#adores da empresa cedente, de acordo com as adaptaç3es a de'inir
em legislação especial)
6 F 9em pre?uí(o da observCncia das condiç3es de trabal#o resultantes do respectivo contrato, o
trabal#ador pode ser cedido ocasionalmente a mais de uma entidade)
Artigo 32(º
!etribuição e /Brias
1 F ; trabal#ador cedido ocasionalmente tem direito a au'erir a retribuição mínima 'i%ada na lei ou no
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel & entidade cession+ria para a
categoria pro'issional correspondente &s 'unç3es desempen#adas, a não ser $ue outra mais elevada se?a
por esta praticada para o desempen#o das mesmas 'unç3es, sempre com ressalva de retribuição
mais elevada consagrada em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o aplic+vel ao
empregador cedente)
5 F ; trabal#ador tem ainda direito, na proporção do tempo de duração do contrato de cedEncia
ocasional, a '*rias, subsídios de '*rias e de =atal e a outros subsídios regulares e peri!dicos $ue pela
entidade cession+ria se?am devidos aos seus trabal#adores por idEntica prestação de trabal#o)
Artigo 32)º
Conse>u:ncias do recurso il7cito C ced:ncia ocasional
1 F ; recurso ilícito & cedEncia ocasional de trabal#adores, bem como a ine%istEncia ou irregularidade
de documento $ue a titule, con'ere ao trabal#ador cedido o direito de optar pela integração na
empresa cession+ria, em regime de contrato de trabal#o sem termo resolutivo)
5 F ; direito de opção previsto no número anterior deve ser e%ercido at* ao termo da cedEncia,
mediante comunicação &s entidades cedente e cession+ria, atrav*s de carta registada com aviso de
recepção)
8EC;<3 2,
!edução da actividade e suspensão do contrato
86@8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 33*º
$actos >ue determinam a redução ou a suspensão
1 F A redução do período normal de trabal#o ou a suspensão do contrato de trabal#o pode
'undamentarFse na impossibilidade tempor+ria, respectivamente, parcial ou total, da prestação do
trabal#o, por 'acto respeitante ao trabal#ador, ou por 'acto respeitante ao empregador, e no acordo das
partes)
5 F 8ermitem tamb*m a redução do período normal de trabal#o ou a suspensão do contrato de
trabal#o, nomeadamente:
a) A necessidade de assegurar a viabilidade da empresa e a manutenção de postos de trabal#o em
situação de crise empresarial4
b) A celebração, entre trabal#ador e empregador, de um acordo de pr*Fre'orma)
7 F ,etermina ainda redução do período normal de trabal#o a situação de re'orma parcial nos termos
da legislação especial)
Artigo 331º
E/eitos da redução e da suspensão
1 F ,urante a redução ou suspensão mantEmFse os direitos, deveres e garantias das partes na
medida em $ue não pressupon#am a e'ectiva prestação do trabal#o)
5 F ; tempo de redução ou suspensão contaFse para e'eitos de antiguidade)
7 F A redução ou suspensão não interrompe o decurso do pra(o para e'eitos de caducidade, nem obsta
a $ue $ual$uer das partes 'aça cessar o contrato nos termos gerais)
Artigo 332º
1egislação complementar
; regime da presente secção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
86@8EC;<3 22

-5

8uspensão do contrato de trabalho por /acto respeitante ao trabalhador
Artigo 333º
$actos determinantes
1 F ,etermina a suspensão do contrato de trabal#o o impedimento tempor+rio por 'acto não imput+vel
ao trabal#ador $ue se prolongue por mais de um mEs, nomeadamente o serviço militar obrigat!rio ou
serviço cívico substitutivo, doença ou acidente)
5 F ; contrato consideraFse suspenso, mesmo antes de decorrido o pra(o de um mEs, a partir do
momento em $ue se?a previsível $ue o impedimento vai ter duração superior &$uele pra(o)
7 F ; contrato de trabal#o caduca no momento em $ue se torne certo $ue o impedimento * de'initivo)
: F ; impedimento tempor+rio por 'acto imput+vel ao trabal#ador determina a suspensão do contrato
de trabal#o nos casos previstos na lei)
Artigo 33º
!egresso do trabalhador
=o dia imediato ao da cessação do impedimento, o trabal#ador deve apresentarFse ao empregador, para
retomar a actividade, sob pena de incorrer em 'altas in?usti'icadas)
86@8EC;<3 222
!edução temporária do per7odo normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho por
/acto respeitante ao empregador
92,28<3 2
8ituaç"es de crise empresarial
Artigo 33#º
!edução ou suspensão
1 F ; empregador pode redu(ir temporariamente os períodos normais de trabal#o ou suspender os
contratos de trabal#o, desde $ue, por motivos de mercado, estruturais ou tecnol!gicos, cat+stro'es ou
outras ocorrEncias $ue ten#am a'ectado gravemente a actividade normal da empresa, tais medidas
se mostrem indispens+veis para assegurar a viabilidade da empresa e a manutenção dos postos de
trabal#o)
5 F A redução a $ue se re'ere o número anterior pode assumir as seguintes 'ormas:
a) Anterrupção da actividade por um ou mais períodos normais de trabal#o, di+rios ou semanais,
podendo abranger, rotativamente, di'erentes grupos de trabal#adores4
b) ,iminuição do número de #oras correspondente ao período normal de trabal#o, di+rio ou semanal)
Artigo 33%º
Comunicaç"es
1 F ; empregador deve comunicar, por escrito, & comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, &
comissão intersindical ou comiss3es sindicais da empresa representativas dos trabal#adores a
abranger, a intenção de redu(ir ou suspender a prestação do trabal#o, 'a(endo acompan#ar a
comunicação dos seguintes elementos:
a) ,escrição dos respectivos 'undamentos econ!micos, 'inanceiros ou t*cnicos4
b) Muadro de pessoal, discriminado por secç3es4
c) Andicação dos crit*rios $ue servirão de base & selecção dos trabal#adores a abranger4
d) Andicação do número de trabal#adores a abranger pelas medidas de redução e de suspensão, bem como
das categorias pro'issionais abrangidas4
e) Andicação do pra(o de aplicação das medidas4
') Sreas de 'ormação a 're$uentar pelos trabal#adores durante o período de redução ou suspensão
do trabal#o, sendo caso disso)
5 F =a 'alta das entidades re'eridas no nº 1, o empregador deve comunicar, por escrito, a cada um dos
trabal#adores $ue possam vir a ser abrangidos, a intenção de redu(ir ou suspender a prestação
de trabal#o, podendo estes designar, de entre eles, no pra(o de cinco dias contados da data de
recepção da$uela comunicação, uma comissão representativa com o m+%imo de trEs ou cinco
elementos, consoante as medidas abran?am at* 51 ou mais trabal#adores)
7 F =o caso previsto no número anterior o empregador deve enviar & comissão nele designada os
documentos re'eridos no nº 1)
Artigo 33'º
4rocedimento de in/ormação e negociação

-7

1 F =os cinco dias contados da data da comunicação prevista nos ns) 1 e 7 do artigo anterior, tem lugar
uma 'ase de in'ormação e negociação entre o empregador e a estrutura representativa dos
trabal#adores, com vista & obtenção de um acordo sobre a dimensão e duração das medidas a
adoptar)
5 F ,as reuni3es de negociação * lavrada acta contendo a mat*ria acordada e, bem assim, as
posiç3es divergentes das partes, com as opini3es, sugest3es e propostas de cada uma)
7 F Celebrado o acordo ou, na 'alta deste, decorridos 11 dias sobre a data da comunicação re'erida nos
ns) 1 e 7 do artigo anterior, o empregador deve comunicar, por escrito, a cada trabal#ador, a
medida $ue decidiu aplicar, com menção e%pressa do motivo e da data de início e termo da sua
aplicação)
: F =a data em $ue 'orem e%pedidas as comunicaç3es re'eridas no número anterior, o empregador deve
remeter & estrutura representativa dos trabal#adores e aos serviços de conciliação do minist*rio respons+vel
pela +rea laboral a acta a $ue se re'ere o nº 5 deste artigo, bem como relação de $ue
conste o nome dos trabal#adores, morada, data de nascimento e de admissão na empresa, situação
perante a segurança social, pro'issão, categoria e retribuição e, ainda, a medida individualmente
adoptada com indicação da data de início e termo da aplicação)
. F =a 'alta da acta a $ue se re'ere o nº 5 do presente artigo, o empregador, para os e'eitos re'eridos
no número anterior, deve enviar documento em $ue ?usti'i$ue a$uela 'alta, descrevendo as ra(3es $ue
obstaram ao acordo, bem como as posiç3es 'inais das partes)
Artigo 33(º
3utros deveres de in/ormação e consulta
1 F ; empregador deve consultar os trabal#adores abrangidos sobre a elaboração do plano de
'ormação re'erido no nº 5 do artigo 7::º
5 F ; plano de 'ormação deve ser submetido a parecer da estrutura representativa dos trabal#adores
previamente & sua aprovação)
7 F ; parecer re'erido no número anterior deve ser emitido no pra(o indicado pelo empregador, $ue não
pode ser in'erior a cinco dias)
: F ; empregador deve in'ormar trimestralmente as estruturas representativas dos trabal#adores da
evolução das ra(3es $ue ?usti'icam o recurso & redução ou suspensão da prestação de trabal#o)
Artigo 33)º
9uração
1 F A redução ou suspensão determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnol!gicos deve ter
uma duração previamente de'inida, não podendo, por*m, ser superior a seis meses)
5 F 0m caso de cat+stro'e ou outra ocorrEncia $ue ten#a a'ectado gravemente a actividade normal da
empresa, o pra(o re'erido no número anterior pode ter a duração m+%ima de um ano)
7 F ;s pra(os re'eridos nos números anteriores podem ser prorrogados at* ao m+%imo de seis
meses, desde $ue, comunicada a intenção de prorrogação por escrito e de 'orma 'undamentada &
estrutura representativa dos trabal#adores, esta não se opon#a, igualmente por escrito, dentro dos
cinco dias seguintes, ou $uando o trabal#ador abrangido pela prorrogação mani'este, por escrito, o seu
acordo)
: F A data de início da aplicação da redução ou suspensão não pode veri'icarFse antes de decorridos
11 dias sobre a data da comunicação a $ue se re'ere o nº 7 do artigo anterior, salvo se se veri'icar
impedimento imediato & prestação normal de trabal#o $ue se?a con#ecido pelo trabal#ador, caso em $ue o
início da medida poder+ ser imediato)
. F "erminado o período de redução ou suspensão, são restabelecidos todos os direitos e deveres das
partes decorrentes do contrato de trabal#o)
Artigo 3*º
$iscaliDação
1 F ,urante a redução ou suspensão, os serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea
laboral, por iniciativa pr!pria ou a re$uerimento de $ual$uer dos interessados, deve pKr termo &
aplicação do regime, relativamente a todos ou a alguns dos trabal#adores, nos seguintes casos:
a) =ão veri'icação dos motivos invocados, $uando não ten#a #avido o acordo mencionado nos ns) 1
e 7 do artigo 77-º4
b) 2alta das comunicaç3es ou recusa de participação no processo negocial por parte do empregador4
c) 2alta de pagamento pontual da compensação retributiva devida aos trabal#adores4
d) Admissão de novos trabal#adores para 'unç3es susceptíveis de serem desempen#adas por
trabal#adores em regime de redução ou suspensão da prestação do trabal#o)
5 F A decisão $ue pon#a termo & aplicação das medidas deve indicar os trabal#adores a $ue se
aplica)
7 F 9ão restabelecidos todos os direitos e deveres das partes decorrentes do contrato de trabal#o a
partir do momento em $ue o empregador se?a noti'icado da decisão $ue p3e termo & aplicação do
regime de redução ou suspensão)

-:

Artigo 31º
9ireitos do trabalhador
1 F ,urante o período de redução ou suspensão, constituem direitos do trabal#ador:
a) Au'erir retribuição mensal não in'erior & retribuição mínima mensal legalmente garantida, nos
termos do disposto no nº 54
b) Danter todas as regalias sociais e as prestaç3es da segurança social, calculadas na base da sua
retribuição normal, sem pre?uí(o do disposto no nº 74
c) 0%ercer actividade remunerada 'ora da empresa)
5 F 9empre $ue a retribuição mensal au'erida pelo trabal#ador em regime de prestação normal de
trabal#o se?a in'erior & retribuição mínima mensal garantida, o trabal#ador mant*m o direito a esta)
7 F 0m caso de doença, o trabal#ador cu?o contrato este?a suspenso mant*m o direito & compensação
retributiva, nos termos do artigo 7:7º, não l#e sendo atribuível o respectivo subsídio pecuni+rio da
segurança social e cessando o $ue, porventura, l#e este?a a ser concedido)
: F ConsideraFse retribuição normal a $ue * constituída pela retribuição base, pelas diuturnidades e
por todas as prestaç3es regulares e peri!dicas inerentes & prestação do trabal#o)
Artigo 32º
9everes do empregador
1 F ,urante o período de redução ou suspensão o empregador 'ica obrigado a:
a) 8agar pontualmente a compensação retributiva4
b) 8agar pontualmente as contribuiç3es para a segurança social re'erentes & retribuição
e'ectivamente au'erida pelo trabal#ador4
c) =ão distribuir lucros, sob $ual$uer 'orma, nomeadamente a título de levantamento por conta4
d) =ão aumentar as remuneraç3es dos membros dos corpos sociais, en$uanto se veri'icar a
comparticipação 'inanceira da segurança social na compensação retributiva concedida aos
trabal#adores)
5 F ; empregador não pode admitir novos trabal#adores ou renovar contratos para o preenc#imento
de postos de trabal#o susceptíveis de serem ocupados por trabal#adores em regime de redução ou
suspensão)
Artigo 33º
Compensação retributiva
1 F ,urante a redução ou suspensão, o trabal#ador tem direito a receber uma compensação
retributiva, $uando e na medida em $ue tal se torne necess+rio para l#e assegurar uma retribuição
mensal e$uivalente a dois terços da sua retribuição normal ilí$uida ou & retribuição mínima prevista
na alínea a) do nº 1 do artigo 7:1º
5 F A compensação retributiva, por si ou con?untamente com a retribuição de trabal#o prestado na
empresa ou 'ora dela, não pode implicar uma retribuição mensal superior ao triplo da retribuição
mínima mensal garantida)
Artigo 3º
Comparticipação na compensação retributiva
1 F A compensação retributiva devida a cada trabal#ador * suportada em 71L do seu montante pelo
empregador e em -1L pela segurança social)
5 F Muando, durante o período de redução ou suspensão, os trabal#adores 're$uentem cursos de
'ormação pro'issional ade$uados & 'inalidade de viabili(ação da empresa, de manutenção dos postos
de trabal#o ou de desenvolvimento da $uali'icação pro'issional dos trabal#adores $ue aumente a sua
empregabilidade, em con'ormidade com um plano de 'ormação aprovado pelo serviço público
competente, a compensação retributiva * suportada por estes serviços e, at* ao m+%imo de 1.L,
pelo empregador, en$uanto decorrer a 'ormação pro'issional)
7 F ; disposto no número anterior não pre?udica regimes mais 'avor+veis relativos aos apoios &
'ormação pro'issional)
: F ; organismo competente da segurança social ou o serviço público competente na +rea da
'ormação pro'issional, consoante os casos, deve entregar a parte $ue l#es compete ao empregador,
de modo $ue este possa pagar pontualmente a compensação retributiva)
Artigo 3#º
9everes do trabalhador
1 F ,urante o período de redução ou suspensão, constituem deveres do trabal#ador:
a) 8agar, mediante desconto, contribuiç3es para a segurança social com base na retribuição
e'ectivamente au'erida, se?a a título de contrapartida do trabal#o prestado, se?a a título de
compensação retributiva4
b) Comunicar ao empregador, no pra(o m+%imo de cinco dias, $ue e%erce uma actividade

-.

remunerada 'ora da empresa, para e'eitos de eventual redução na compensação retributiva4
c) 2re$uentar cursos ade$uados de 'ormação pro'issional, desde $ue tal 'aculdade l#e se?a o'erecida pelo
empregador ou pelo serviço competente na +rea da 'ormação pro'issional)
5 F ; incumprimento in?usti'icado do disposto na alínea b) do número anterior determina para o
trabal#ador a perda do direito & compensação retributiva e a obrigação de repor o $ue l#e tiver sido
pago a este título, constituindo ainda in'racção disciplinar grave)
7 F A recusa de 're$uEncia dos cursos re'eridos na alínea c) do nº 1 determina a perda do direito &
compensação retributiva)
Artigo 3%º
$Brias
1 F 8ara e'eito do direito a '*rias, o tempo de redução ou suspensão contaFse como serviço
e'ectivamente prestado em condiç3es normais de trabal#o)
5 F A redução ou suspensão não pre?udica a marcação e o go(o de '*rias, nos termos gerais, tendo o
trabal#ador direito ao subsídio de '*rias $ue l#e seria devido em condiç3es normais de trabal#o)
Artigo 3'º
8ubs7dio de 0atal
; trabal#ador tem direito ao subsídio de =atal por inteiro)
Artigo 3(º
!epresentantes sindicais e membros das comiss"es de trabalhadores
A redução do período normal de trabal#o ou a suspensão do contrato de trabal#o relativas a
trabal#ador $ue se?a representante sindical ou membro da comissão de trabal#adores não pre?udica o direito
ao e%ercício normal dessas 'unç3es no interior da empresa)
Artigo 3)º
9eclaração da empresa em situação económica di/7cil
; regime da redução ou suspensão previsto nesta divisão aplicaFse aos casos em $ue essas
medidas se?am determinadas, na se$uEncia de declaração da empresa em situação econ!mica di'ícil ou,
com as necess+rias adaptaç3es, em processo de recuperação de empresa)
92,28<3 22
Encerramento temporário do estabelecimento ou diminuição temporária da actividade
Artigo 3#*º
Caso /ortuito ou motivo de /orça maior
Muando o encerramento tempor+rio do estabelecimento ou a diminuição tempor+ria da actividade
'orem devidos a caso 'ortuito ou motivo de 'orça maior, o empregador passa a pagar -.L da
retribuição aos trabal#adores)
Artigo 3#1º
$acto imputável ao empregador
=o caso de encerramento tempor+rio do estabelecimento ou diminuição de actividade por 'acto
imput+vel ao empregador ou por motivo do interesse deste, os trabal#adores a'ectados mantEm o
direito & retribuição)
Artigo 3#2º
9edução
,o valor da prestação a satis'a(er pelo empregador, ao abrigo dos artigos anteriores, deve dedu(irFse
o $ue o trabal#ador porventura receba por $ual$uer outra actividade remunerada $ue passe a e%ercer
durante o período em $ue o impedimento subsista e $ue não pudesse desempen#ar não 'ora o
encerramento)
Artigo 3#3º
Cessação do impedimento
Oeri'icada a cessação do impedimento, deve o empregador avisar desse 'acto os trabal#adores cu?a
actividade est+ suspensa, sem o $ue não podem a$ueles considerarFse obrigados a retomar o
cumprimento da prestação do trabal#o)

-6

86@8EC;<3 2,
1icenças
Artigo 3#º
Concessão e recusa da licença
1 F ; empregador pode conceder ao trabal#ador, a pedido deste, licenças sem retribuição)
5 F 9em pre?uí(o do disposto em legislação especial ou em instrumento de regulamentação colectiva
de trabal#o, o trabal#ador tem direito a licenças sem retribuição de longa duração para 're$uEncia de
cursos de 'ormação ministrados sob responsabilidade de uma instituição de ensino ou de 'ormação
pro'issional ou no Cmbito de programa especí'ico aprovado por autoridade competente e e%ecutado
sob o seu controlo pedag!gico ou 're$uEncia de cursos ministrados em estabelecimento de ensino)
7 F ; empregador pode recusar a concessão da licença prevista no número anterior nas seguintes
situaç3es:
a) Muando ao trabal#ador ten#a sido proporcionada 'ormação pro'issional ade$uada ou licença para
o mesmo 'im, nos últimos 5: meses4
b) Muando a antiguidade do trabal#ador na empresa se?a in'erior a trEs anos4
c) Muando o trabal#ador não ten#a re$uerido a licença com uma antecedEncia mínima de 61 dias em
relação & data do seu início4
d) Muando se trate de microempresa ou de pe$uena empresa e não se?a possível a substituição
ade$uada do trabal#ador, caso necess+rio4
e) 8ara al*m das situaç3es re'eridas nas alíneas anteriores, tratandoFse de trabal#adores incluídos em
níveis de $uali'icação de direcção, c#e'ia, $uadros ou pessoal $uali'icado, $uando não se?a
possível a substituição dos mesmos durante o período da licença, sem pre?uí(o s*rio para o
'uncionamento da empresa ou serviço)
: F 8ara e'eitos do disposto no nº 5, consideraFse de longa duração a licença superior a 61 dias)
Artigo 3##º
E/eitos
1 F A concessão da licença determina a suspensão do contrato de trabal#o, com os e'eitos previstos
no artigo 771º
5 F ; trabal#ador bene'ici+rio da licença sem retribuição mant*m o direito ao lugar)
7 F 8ode ser contratado um substituto do trabal#ador na situação de licença sem retribuição, nos
termos previstos para o contrato a termo)
86@8EC;<3 ,
4rB.re/orma
Artigo 3#%º
0oção de prB.re/orma
ConsideraFse pr*Fre'orma a situação de redução ou de suspensão da prestação do trabal#o em $ue o
trabal#ador com idade igual ou superior a cin$uenta e cinco anos mant*m o direito a receber do
empregador uma prestação pecuni+ria mensal at* & data da veri'icação de $ual$uer das situaç3es
previstas no nº 1 do artigo 761º
Artigo 3#'º
Acordo de prB.re/orma
1 F A situação de pr*Fre'orma constituiFse por acordo entre o empregador e o trabal#ador)
5 F ,o acordo de pr*Fre'orma devem constar as seguintes indicaç3es:
a) ,ata de início da situação de pr*Fre'orma4
b) Dontante da prestação de pr*Fre'orma4
c) 2orma de organi(ação do tempo de trabal#o no caso de redução da prestação de trabal#o)
7 F ; empregador deve remeter o acordo de pr*Fre'orma & segurança social, con?untamente com a 'ol#a
de retribuiç3es relativa ao mEs da sua entrada em vigor)
Artigo 3#(º
9ireitos do trabalhador
1 F ; trabal#ador em situação de pr*Fre'orma tem os direitos constantes do acordo celebrado com o
empregador, sem pre?uí(o do disposto nos artigos seguintes)
5 F ; trabal#ador em situação de pr*Fre'orma pode desenvolver outra actividade pro'issional
remunerada)

--

Artigo 3#)º
4restação de prB.re/orma
1 F A prestação de pr*Fre'orma inicialmente 'i%ada não pode ser in'erior a 5.L da última retribuição
au'erida pelo trabal#ador, nem superior ao montante desta retribuição)
5 F 9alvo estipulação em contr+rio constante do acordo de pr*Fre'orma, a prestação re'erida no
número anterior * actuali(ada anualmente em percentagem igual & do aumento de retribuição de $ue
o trabal#ador bene'iciaria se estivesse no pleno e%ercício das suas 'unç3es ou, não #avendo tal
aumento, & ta%a de in'lação)
7 F A prestação de pr*Fre'orma go(a de todas as garantias e privil*gios recon#ecidos & retribuição)
Artigo 3%*º
0ão pagamento da prestação de prB.re/orma
=o caso de 'alta culposa de pagamento da prestação de pr*Fre'orma ou, independentemente de
culpa, se a mora se prolongar por mais de 71 dias, o trabal#ador tem direito a retomar o pleno
e%ercício de 'unç3es, sem pre?uí(o da sua antiguidade, ou a resolver o contrato, com direito &
indemni(ação prevista nos ns) 5 e 7 do artigo seguinte)
Artigo 3%1º
EAtinção da situação de prB.re/orma
1 F A situação de pr*Fre'orma e%tingueFse:
a) Com a passagem & situação de pensionista por limite de idade ou invalide(4
b) Com o regresso ao pleno e%ercício de 'unç3es por acordo entre o trabal#ador e o empregador ou nos
termos do artigo anterior4
c) Com a cessação do contrato de trabal#o)
5 F 9empre $ue a e%tinção da situação de pr*Fre'orma resulte de cessação do contrato de trabal#o $ue
con'erisse ao trabal#ador direito a indemni(ação ou compensação caso estivesse no pleno e%ercício
das suas 'unç3es, a$uele tem direito a uma indemni(ação correspondente ao montante das prestaç3es de
pr*Fre'orma at* & idade legal de re'orma)
7 F A indemni(ação re'erida no número anterior tem por base a última prestação de pr*Fre'orma
devida & data da cessação do contrato de trabal#o)
Artigo 3%2º
!e>uerimento da re/orma por velhice
; trabal#ador em situação de pr*Fre'orma * considerado re$uerente da re'orma por vel#ice logo $ue
complete a idade legal, salvo se at* essa data tiver ocorrido a e%tinção da situação de pr*Fre'orma)
CA45T613 ,222
2ncumprimento do contrato
8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 3%3º
4rinc7pio geral
9e uma das partes 'altar culposamente ao cumprimento dos seus deveres tornaFse respons+vel pelo
pre?uí(o causado & contraparte)
Artigo 3%º
-ora
1 F 9e o empregador 'altar culposamente ao cumprimento de prestaç3es pecuni+rias constituiFse na
obrigação de pagar os correspondentes ?uros de mora)
5 F ; trabal#ador tem a 'aculdade de suspender a prestação de trabal#o ou de resolver o contrato
decorridos, respectivamente, 1. ou 61 dias ap!s o não pagamento da retribuição, nos termos
previstos em legislação especial)
8EC;<3 22
4oder disciplinar
Artigo 3%#º
4oder disciplinar
1 F ; empregador tem poder disciplinar sobre o trabal#ador $ue se encontre ao seu serviço, en$uanto

-<

vigorar o contrato de trabal#o)
5 F ; poder disciplinar tanto pode ser e%ercido directamente pelo empregador como pelo superior
#ier+r$uico do trabal#ador, nos termos por a$uele estabelecidos)
Artigo 3%%º
8anç"es disciplinares
; empregador pode aplicar, dentro dos limites 'i%ados no artigo 76<º, as seguintes sanç3es
disciplinares, independentemente de outras 'i%adas em instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o e sem pre?uí(o dos direitos e garantias gerais do trabal#ador:
a) Repreensão4
b) Repreensão registada4
c) 9anção pecuni+ria4
d) 8erda de dias de '*rias4
e) 9uspensão do trabal#o com perda de retribuição e de antiguidade4
') ,espedimento sem $ual$uer indemni(ação ou compensação)
Artigo 3%'º
4roporcionalidade
A sanção disciplinar deve ser proporcional & gravidade da in'racção e & culpabilidade do in'ractor, não
podendo aplicarFse mais de uma pela mesma in'racção)
Artigo 3%(º
1imites Cs sanç"es disciplinares
1 F As sanç3es pecuni+rias aplicadas a um trabal#ador por in'racç3es praticadas no mesmo dia não podem
e%ceder um terço da retribuição di+ria, e, em cada ano civil, a retribuição correspondente a 71 dias)
5 F A perda de dias de '*rias não pode pKr em causa o go(o de 51 dias úteis de '*rias)
7 F A suspensão do trabal#o não pode e%ceder por cada in'racção 71 dias e, em cada ano civil, o total
de 61 dias)
Artigo 3%)º
Agravamento das sanç"es disciplinares
1 F 9empre $ue o ?usti'i$uem as especiais condiç3es de trabal#o, * lícito elevar at* ao dobro, por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, os limites 'i%ados nos ns) 1 e 7 do artigo
anterior)
5 F As sanç3es re'eridas no artigo 766º podem ser agravadas pela respectiva divulgação dentro da
empresa)
Artigo 3'*º
9estino da sanção pecuniária
1 F ; produto da sanção pecuni+ria aplicada ao abrigo da alínea c) do artigo 766º reverte
integralmente para o Anstituto de Jestão 2inanceira da 9egurança 9ocial, 'icando o empregador
respons+vel perante este)
5 F A retribuição perdida pelo trabal#ador em conse$uEncia da sanção prevista na alínea e) do artigo
766º não reverte para o Anstituto de Jestão 2inanceira da 9egurança 9ocial, mas o pagamento &s
instituiç3es de segurança social das contribuiç3es devidas, tanto por a$uele como pelo empregador, sobre
as remuneraç3es correspondentes ao período de suspensão, não 'ica dispensado)
Artigo 3'1º
4rocedimento
1 F A sanção disciplinar não pode ser aplicada sem audiEncia pr*via do trabal#ador)
5 F 9em pre?uí(o do correspondente direito de acção ?udicial, o trabal#ador pode reclamar para o
escalão #ierar$uicamente superior na competEncia disciplinar &$uele $ue aplicou a sanção ou,
sempre $ue e%istam, recorrer a mecanismos de composição de con'litos previstos em instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o ou na lei)
7 F Aniciado o procedimento disciplinar, pode o empregador suspender o trabal#ador, se a presença deste
se mostrar inconveniente, mas não l#e * lícito suspender o pagamento da retribuição)
Artigo 3'2º
EAerc7cio da acção disciplinar
1 F ; procedimento disciplinar deve e%ercerFse nos 61 dias subse$uentes &$uele em $ue o
empregador, ou o superior #ier+r$uico com competEncia disciplinar, teve con#ecimento da in'racção)
5 F A in'racção disciplinar prescreve ao 'im de um ano a contar do momento em $ue teve lugar, salvo

-6

se os 'actos constituírem igualmente crime, caso em $ue são aplic+veis os pra(os prescricionais da
lei penal)
Artigo 3'3º
Aplicação da sanção
A aplicação da sanção s! pode ter lugar nos trEs meses subse$uentes & decisão)
Artigo 3'º
8anç"es abusivas
1 F ConsideraFse abusiva a sanção disciplinar motivada pelo 'acto de o trabal#ador:
a) Naver reclamado legitimamente contra as condiç3es de trabal#o4
b) RecusarFse a cumprir ordens a $ue não devesse obediEncia, nos termos da alínea d) do nº 1 e do
nº 5 do artigo 151º4
c) 0%ercer ou candidatarFse a 'unç3es em organismos de representação de trabal#adores4
d) 0m geral, e%ercer, ter e%ercido, pretender e%ercer ou invocar os direitos e garantias $ue l#e
assistem)
5 F 8resumeFse abusivo o despedimento ou a aplicação de $ual$uer sanção sob a aparEncia de
punição de outra 'alta, $uando ten#a lugar at* seis meses ap!s $ual$uer dos 'actos mencionados nas
alíneas a), b) e d) do número anterior)
Artigo 3'#º
Conse>u:ncias gerais da aplicação de sanção abusiva
1 F ; empregador $ue aplicar alguma sanção abusiva nos casos previstos nas alíneas do nº 1 do artigo
anterior 'ica obrigado a indemni(ar o trabal#ador nos termos gerais, com as alteraç3es constantes
dos números seguintes)
5 F 9e a sanção consistir no despedimento, o trabal#ador tem o direito de optar entre a reintegração e uma
indemni(ação calculada de modo idEntico ao previsto no nº : do artigo :76º
7 F "ratandoFse de sanção pecuni+ria ou suspensão, a indemni(ação não deve ser in'erior a 11 ve(es
a importCncia da$uela ou da retribuição perdida)
: F ; empregador $ue aplicar alguma sanção abusiva no caso previsto na alínea c) do nº 1 do artigo
anterior, indemni(a o trabal#ador nos seguintes termos:
a) ;s mínimos 'i%ados no número anterior são elevados para o dobro4
b) 0m caso de despedimento, a indemni(ação nunca * in'erior & retribuição base e diuturnidades
correspondentes a 15 meses de serviço)
Artigo 3'%º
!egisto das sanç"es disciplinares
; empregador deve manter devidamente actuali(ado, a 'im de o apresentar &s autoridades
competentes sempre $ue o re$ueiram, o registo das sanç3es disciplinares, escriturado de 'orma a
poder veri'icarFse 'acilmente o cumprimento das disposiç3es anteriores)
8EC;<3 222
+arantias dos crBditos
Artigo 3''º
4rivilBgios creditórios
1 F ;s cr*ditos emergentes do contrato de trabal#o e da sua violação ou cessação, pertencentes ao
trabal#ador, go(am dos seguintes privil*gios credit!rios:
a) 8rivil*gio mobili+rio geral4
b) 8rivil*gio imobili+rio especial sobre os bens im!veis do empregador nos $uais o trabal#ador preste
a sua actividade)
5 F A graduação dos cr*ditos 'a(Fse pela ordem seguinte:
a) ; cr*dito com privil*gio mobili+rio geral * graduado antes dos cr*ditos re'eridos no nº 1 do artigo
-:-º do C!digo Civil4
b) ; cr*dito com privil*gio imobili+rio especial * graduado antes dos cr*ditos re'eridos no artigo -:<º
do C!digo Civil e ainda dos cr*ditos de contribuiç3es devidas & segurança social)
Artigo 3'(º
!esponsabilidade solidária das sociedades em relação de dom7nio ou de grupo
8elos montantes pecuni+rios resultantes de cr*ditos emergentes do contrato de trabal#o e da sua
violação ou cessação, vencidos #+ mais de trEs meses, respondem solidariamente o empregador e
as sociedades $ue com este se encontrem em relação de participaç3es recíprocas, de domínio ou de grupo,

<1

nos termos previstos nos artigos :<1º e seguintes do C!digo das 9ociedades Comerciais)
Artigo 3')º
!esponsabilidade dos sócios
1 F ; s!cio $ue, s! por si ou ?untamente com outros a $uem este?a ligado por acordos parassociais,
se encontre numa das situaç3es previstas no artigo <7º do C!digo das 9ociedades Comerciais
responde nos termos do artigo anterior, desde $ue se veri'i$uem os pressupostos dos artigos -<º, -6º
e <7º da$uele diploma e nos moldes aí estabelecidos)
5 F ;s gerentes, administradores ou directores respondem nos termos previstos no artigo anterior
desde $ue se veri'i$uem os pressupostos dos artigos -<º e -6º do C!digo das 9ociedades
Comerciais e nos moldes aí estabelecidos)
Artigo 3(*º
+arantia de pagamento
A garantia do pagamento dos cr*ditos emergentes do contrato de trabal#o e da sua violação ou
cessação, pertencentes ao trabal#ador, $ue não possam ser pagos pelo empregador por motivo de
insolvEncia ou de situação econ!mica di'ícil * assumida e suportada pelo 2undo de Jarantia 9alarial, nos
termos previstos em legislação especial)
8EC;<3 2,
4rescrição
Artigo 3(1º
4rescrição e regime de provas dos crBditos resultantes do contrato de trabalho
1 F "odos os cr*ditos resultantes do contrato de trabal#o e da sua violação ou cessação,
pertencentes ao empregador ou ao trabal#ador, e%tinguemFse por prescrição, decorrido um ano a
partir do dia seguinte &$uele em $ue cessou o contrato de trabal#o)
5 F ;s cr*ditos resultantes da indemni(ação por 'alta do go(o de '*rias, pela aplicação de sanç3es
abusivas ou pela reali(ação de trabal#o suplementar, vencidos #+ mais de cinco anos, s! podem,
todavia, ser provados por documento id!neo)
CA45T613 2G
Cessação do contrato
8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo 3(2º
4roibição de despedimento sem ?usta causa
9ão proibidos os despedimentos sem ?usta causa ou por motivos políticos ou ideol!gicos)
Artigo 3(3º
0atureDa imperativa
1 F ; regime 'i%ado no presente capítulo não pode ser a'astado ou modi'icado por instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o ou por contrato de trabal#o, salvo o disposto nos números
seguintes ou em outra disposição legal)
5 F ;s crit*rios de de'inição de indemni(aç3es, os pra(os de procedimento e de aviso pr*vio
consagrados neste capítulo podem ser regulados por instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o)
7 F ;s valores de indemni(aç3es podem, dentro dos limites 'i%ados neste C!digo, ser regulados por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
Artigo 3(º
-odalidades de cessação do contrato de trabalho
; contrato de trabal#o pode cessar por:
a) Caducidade4
b) Revogação4
c) Resolução4
d) ,enúncia)
Artigo 3(#º

<1

9ocumentos a entregar ao trabalhador
1 F Muando cesse o contrato de trabal#o, o empregador * obrigado a entregar ao trabal#ador um
certi'icado de trabal#o, indicando as datas de admissão e de saída, bem como o cargo ou cargos $ue
desempen#ou)
5 F ; certi'icado não pode conter $uais$uer outras re'erEncias, salvo pedido do trabal#ador nesse
sentido)
7 F Al*m do certi'icado de trabal#o, o empregador * obrigado a entregar ao trabal#ador outros
documentos destinados a 'ins o'iciais $ue por a$uele devam ser emitidos e $ue este solicite,
designadamente os previstos na legislação de segurança social)
Artigo 3(%º
9evolução de instrumentos de trabalho
Cessando o contrato, o trabal#ador deve devolver imediatamente ao empregador os instrumentos de
trabal#o e $uais$uer outros ob?ectos $ue se?am pertença deste, sob pena de incorrer em
responsabilidade civil pelos danos causados)
8EC;<3 22
Caducidade
Artigo 3('º
Causas de caducidade
; contrato de trabal#o caduca nos termos gerais, nomeadamente:
a) Oeri'icandoFse o seu termo4
b) 0m caso de impossibilidade superveniente, absoluta e de'initiva de o trabal#ador prestar o seu
trabal#o ou de o empregador o receber4
c) Com a re'orma do trabal#ador, por vel#ice ou invalide()
Artigo 3((º
Caducidade do contrato a termo certo
1 F ; contrato caduca no termo do pra(o estipulado desde $ue o empregador ou o trabal#ador
comuni$ue, respectivamente, 1. ou < dias antes de o pra(o e%pirar, por 'orma escrita, a vontade de o 'a(er
cessar)
5 F A caducidade do contrato a termo certo $ue decorra de declaração do empregador con'ere ao
trabal#ador o direito a uma compensação correspondente a trEs ou dois dias de retribuição base e
diuturnidades por cada mEs de duração do vínculo, consoante o contrato ten#a durado por um
período $ue, respectivamente, não e%ceda ou se?a superior a seis meses)
7 F 8ara e'eitos da compensação prevista no número anterior a duração do contrato $ue corresponda
a 'racção de mEs * calculada proporcionalmente)
Artigo 3()º
Caducidade do contrato a termo incerto
1 F ; contrato caduca $uando, prevendoFse a ocorrEncia do termo incerto, o empregador comuni$ue
ao trabal#ador a cessação do mesmo, com a antecedEncia mínima de -, 71 ou 61 dias, con'orme o
contrato ten#a durado at* seis meses, de seis meses at* dois anos ou por período superior)
5 F "ratandoFse de situaç3es previstas nas alíneas d) e g) do artigo 1:7º, $ue dEem lugar &
contratação de v+rios trabal#adores, a comunicação a $ue se re'ere o número anterior deve ser 'eita,
sucessivamente, a partir da veri'icação da diminuição gradual da respectiva ocupação, em
conse$uEncia da normal redução da actividade, tare'a ou obra para $ue 'oram contratados)
7 F A 'alta da comunicação a $ue se re'ere o nº 1 implica para o empregador o pagamento da
retribuição correspondente ao período de aviso pr*vio em 'alta)
: F A cessação do contrato con'ere ao trabal#ador o direito a uma compensação calculada nos
termos do nº 5 do artigo anterior)
Artigo 3)*º
-orte do empregador e eAtinção ou encerramento da empresa
1 F A morte do empregador em nome individual 'a( caducar o contrato de trabal#o na data do
encerramento da empresa, salvo se os sucessores do 'alecido continuarem a actividade para $ue o
trabal#ador 'oi contratado ou se se veri'icar a transmissão da empresa ou estabelecimento)
5 F A e%tinção da pessoa colectiva empregadora, $uando se não veri'i$ue a transmissão da empresa
ou estabelecimento, determina a caducidade do contrato de trabal#o)
7 F ; encerramento total e de'initivo da empresa determina a caducidade do contrato de trabal#o,
devendo, em tal caso, seguirFse o procedimento previsto nos artigos :16º e seguintes, com as

<5

necess+rias adaptaç3es)
: F ; disposto no número anterior não se aplica &s microempresas, de cu?o encerramento o
trabal#ador deve, não obstante, ser in'ormado com 61 dias de antecedEncia)
. F Oeri'icandoFse a caducidade do contrato nos casos previstos nos números anteriores, o
trabal#ador tem direito & compensação estabelecida no artigo :11º, pela $ual responde o patrim!nio
da empresa)
Artigo 3)1º
2nsolv:ncia e recuperação de empresa
1 F A declaração ?udicial de insolvEncia do empregador não 'a( cessar os contratos de trabal#o,
devendo o administrador da insolvEncia continuar a satis'a(er integralmente as obrigaç3es $ue dos
re'eridos contratos resultem para os trabal#adores en$uanto o estabelecimento não 'or
de'initivamente encerrado)
5 F 8ode, todavia, o administrador da insolvEncia, antes do encerramento de'initivo do
estabelecimento, 'a(er cessar os contratos de trabal#o dos trabal#adores cu?a colaboração não se?a
indispens+vel & manutenção do 'uncionamento da empresa)
7 F Com e%cepção das microempresas, a cessação do contrato de trabal#o decorrente do
encerramento previsto no nº 1 ou reali(ada nos termos do nº 5 deve ser antecedida de procedimento
previsto nos artigos :16º e seguintes, com as necess+rias adaptaç3es)
: F ; disposto no número anterior aplicaFse em caso de processo de insolvEncia $ue possa
determinar o encerramento do estabelecimento)
Artigo 3)2º
!e/orma por velhice
1 F A permanEncia do trabal#ador ao serviço decorridos 71 dias sobre o con#ecimento, por ambas as
partes, da sua re'orma por vel#ice determina a aposição ao contrato de um termo resolutivo)
5 F ; contrato previsto no número anterior 'ica su?eito, com as necess+rias adaptaç3es, ao regime
de'inido neste C!digo para o contrato a termo resolutivo, ressalvadas as seguintes especi'icidades:
a) dispensada a redução do contrato a escrito4
b) ; contrato vigora pelo pra(o de seis meses, sendo renov+vel por períodos iguais e sucessivos, sem
su?eição a limites m+%imos4
c) A caducidade do contrato 'ica su?eita a aviso pr*vio de 61 dias, se 'or da iniciativa do empregador,
ou de 1. dias, se a iniciativa pertencer ao trabal#ador4
d) A caducidade não determina o pagamento de $ual$uer compensação ao trabal#ador)
7 F Muando o trabal#ador atin?a os -1 anos de idade sem ter #avido caducidade do vínculo por
re'orma, * aposto ao contrato um termo resolutivo, com as especi'icidades constantes do número
anterior)
8EC;<3 222
!evogação
Artigo 3)3º
Cessação por acordo
; empregador e o trabal#ador podem 'a(er cessar o contrato de trabal#o por acordo, nos termos do
disposto no artigo seguinte)
Artigo 3)º
EAig:ncia da /orma escrita
1 F ; acordo de cessação deve constar de documento assinado por ambas as partes, 'icando cada uma
com um e%emplar)
5 F ; documento deve mencionar e%pressamente a data da celebração do acordo e a de início da
produção dos respectivos e'eitos)
7 F =o mesmo documento podem as partes acordar na produção de outros e'eitos, desde $ue não
contrariem o disposto neste C!digo)
: F 9e, no acordo de cessação, ou con?untamente com este, as partes estabelecerem uma
compensação pecuni+ria de nature(a global para o trabal#ador, presumeFse $ue na$uela 'oram pelas
partes incluídos e li$uidados os cr*ditos ?+ vencidos & data da cessação do contrato ou e%igíveis em
virtude dessa cessação)
Artigo 3)#º
Cessação do acordo de revogação
1 F ;s e'eitos do acordo de revogação do contrato de trabal#o podem cessar por decisão do
trabal#ador at* ao -º dia seguinte & data da respectiva celebração, mediante comunicação escrita)
5 F =o caso de não ser possível assegurar a recepção da comunicação prevista no número anterior, o

<7

trabal#ador deve remetEFla ao empregador, por carta registada com aviso de recepção, no dia útil
subse$uente ao 'im desse pra(o)
7 F A cessação prevista no nº 1 s! * e'ica( se, em simultCneo com a comunicação, o trabal#ador
entregar ou puser por $ual$uer 'orma & disposição do empregador, na totalidade, o valor das
compensaç3es pecuni+rias eventualmente pagas em cumprimento do acordo, ou por e'eito da
cessação do contrato de trabal#o)
: F 0%ceptuaFse do disposto nos números anteriores o acordo de revogação do contrato de trabal#o
devidamente datado e cu?as assinaturas se?am ob?ecto de recon#ecimento notarial presencial)
8EC;<3 2,
Cessação por iniciativa do empregador
86@8EC;<3 2
!esolução
92,28<3 2
9espedimento por /acto imputável ao trabalhador
Artigo 3)%º
Iusta causa de despedimento
1 F ; comportamento culposo do trabal#ador $ue, pela sua gravidade e conse$uEncias, torne
imediata e praticamente impossível a subsistEncia da relação de trabal#o constitui ?usta causa de
despedimento)
5 F 8ara apreciação da ?usta causa deve atenderFse, no $uadro de gestão da empresa, ao grau de lesão
dos interesses do empregador, ao car+cter das relaç3es entre as partes ou entre o trabal#ador
e os seus compan#eiros e &s demais circunstCncias $ue no caso se mostrem relevantes)
7 F Constituem, nomeadamente, ?usta causa de despedimento os seguintes comportamentos do
trabal#ador:
a) ,esobediEncia ilegítima &s ordens dadas por respons+veis #ierar$uicamente superiores4
b) Oiolação dos direitos e garantias de trabal#adores da empresa4
c) 8rovocação repetida de con'litos com outros trabal#adores da empresa4
d) ,esinteresse repetido pelo cumprimento, com a diligEncia devida, das obrigaç3es inerentes ao
e%ercício do cargo ou posto de trabal#o $ue l#e este?a con'iado4
e) Gesão de interesses patrimoniais s*rios da empresa4
') 2alsas declaraç3es relativas & ?usti'icação de 'altas4
g) 2altas não ?usti'icadas ao trabal#o $ue determinem directamente pre?uí(os ou riscos graves para a
empresa ou, independentemente de $ual$uer pre?uí(o ou risco, $uando o número de 'altas
in?usti'icadas atingir, em cada ano civil, . seguidas ou 11 interpoladas4
#) 2alta culposa de observCncia das regras de #igiene e segurança no trabal#o4
i) 8r+tica, no Cmbito da empresa, de violEncias 'ísicas, de in?úrias ou outras o'ensas punidas por lei sobre
trabal#adores da empresa, elementos dos corpos sociais ou sobre o empregador individual não pertencente
aos mesmos !rgãos, seus delegados ou representantes4
?) 9e$uestro e em geral crimes contra a liberdade das pessoas re'eridas na alínea anterior4
l) Ancumprimento ou oposição ao cumprimento de decis3es ?udiciais ou administrativas4
m) Reduç3es anormais de produtividade)
92,28<3 22
9espedimento colectivo
Artigo 3)'º
0oção
1 F ConsideraFse despedimento colectivo a cessação de contratos de trabal#o promovida pelo
empregador e operada simultCnea ou sucessivamente no período de trEs meses, abrangendo, pelo
menos, dois ou cinco trabal#adores, con'orme se trate, respectivamente, de microempresa e de
pe$uena empresa, por um lado, ou de m*dia e grande empresa, por outro, sempre $ue a$uela
ocorrEncia se 'undamente em encerramento de uma ou v+rias secç3es ou estrutura e$uivalente ou
redução de pessoal determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnol!gicos)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior consideramFse, nomeadamente:
a) Dotivos de mercado F redução da actividade da empresa provocada pela diminuição previsível da
procura de bens ou serviços ou impossibilidade superveniente, pr+tica ou legal, de colocar esses
bens ou serviços no mercado4
b) Dotivos estruturais F dese$uilíbrio econ!micoF'inanceiro, mudança de actividade, reestruturação da
organi(ação produtiva ou substituição de produtos dominantes4
c) Dotivos tecnol!gicos F alteraç3es nas t*cnicas ou processos de 'abrico, automati(ação dos
instrumentos de produção, de controlo ou de movimentação de cargas, bem como in'ormati(ação de

<:

serviços ou automati(ação de meios de comunicação)
Artigo 3)(º
Aviso prBvio
1 F A decisão de despedimento, com menção e%pressa do motivo, deve ser comunicada, por escrito,
a cada trabal#ador com uma antecedEncia não in'erior a 61 dias relativamente & data prevista para a
cessação do contrato)
5 F A inobservCncia do aviso pr*vio a $ue se re'ere o número anterior não determina a imediata
cessação do vínculo e implica para o empregador o pagamento da retribuição correspondente ao
período de antecedEncia em 'alta)
Artigo 3))º
CrBdito de horas
1 F ,urante o pra(o de aviso pr*vio o trabal#ador tem direito a utili(ar um cr*dito de #oras
correspondente a dois dias de trabal#o por semana, sem pre?uí(o da retribuição)
5 F ; cr*dito de #oras pode ser dividido por alguns ou por todos os dias da semana, por iniciativa do
trabal#ador)
7 F ; trabal#ador deve comunicar ao empregador o modo de utili(ação do cr*dito de #oras com trEs dias
de antecedEncia, salvo motivo atendível)
Artigo **º
9en&ncia
,urante o pra(o de aviso pr*vio, o trabal#ador pode, mediante declaração com a antecedEncia
mínima de trEs dias úteis, denunciar o contrato, sem pre?uí(o do direito & compensação)
Artigo *1º
Compensação
1 F ; trabal#ador cu?o contrato cesse em virtude de despedimento colectivo tem direito a uma
compensação correspondente a um mEs de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo
de antiguidade)
5 F =o caso de 'racção de ano, o valor de re'erEncia previsto no número anterior * calculado
proporcionalmente)
7 F A compensação a $ue se re'ere o nº 1 não pode ser in'erior a trEs meses de retribuição base e
diuturnidades)
: F 8resumeFse $ue o trabal#ador aceita o despedimento $uando recebe a compensação prevista
neste artigo)
92,28<3 222
9espedimento por eAtinção de posto de trabalho
Artigo *2º
0oção
A e%tinção do posto de trabal#o determina o despedimento ?usti'icado por motivos econ!micos, tanto
de mercado como estruturais ou tecnol!gicos, relativos & empresa, nos termos previstos para o
despedimento colectivo)
Artigo *3º
!e>uisitos
1 F ; despedimento por e%tinção do posto de trabal#o s! pode ter lugar desde $ue, cumulativamente,
se veri'i$uem os seguintes re$uisitos:
a) ;s motivos indicados não se?am devidos a uma actuação culposa do empregador ou do
trabal#ador4
b) 9e?a praticamente impossível a subsistEncia da relação de trabal#o4
c) =ão se veri'i$ue a e%istEncia de contratos a termo para as tare'as correspondentes &s do posto de
trabal#o e%tinto4
d) =ão se apli$ue o regime previsto para o despedimento colectivo4
e) 9e?a posta & disposição do trabal#ador a compensação devida)
5 F Navendo na secção ou estrutura e$uivalente uma pluralidade de postos de trabal#o de conteúdo
'uncional idEntico, o empregador, na concreti(ação de postos de trabal#o a e%tinguir, deve observar, por
re'erEncia aos respectivos titulares, os crit*rios a seguir indicados, pela ordem estabelecida:
1º Denor antiguidade no posto de trabal#o4
5º Denor antiguidade na categoria pro'issional4

<.

7º Categoria pro'issional de classe in'erior4
:º Denor antiguidade na empresa)
7 F A subsistEncia da relação de trabal#o tornaFse praticamente impossível desde $ue, e%tinto o posto
de trabal#o, o empregador não dispon#a de outro $ue se?a compatível com a categoria do
trabal#ador)
: F ; trabal#ador $ue, nos trEs meses anteriores & data do início do procedimento para e%tinção do posto
de trabal#o, ten#a sido trans'erido para determinado posto de trabal#o $ue vier a ser e%tinto,
tem direito a reocupar o posto de trabal#o anterior, com garantia da mesma retribuição base, salvo se
este tamb*m tiver sido e%tinto)
Artigo *º
9ireitos dos trabalhadores
Ao trabal#ador cu?o contrato de trabal#o cesse nos termos da presente divisão aplicaFse o disposto nos
artigos 76<º a :11º
92,28<3 2,
9espedimento por inadaptação
Artigo *#º
0oção
Constitui 'undamento de despedimento do trabal#ador a sua inadaptação superveniente ao posto de
trabal#o, nos termos dos artigos seguintes)
Artigo *%º
8ituaç"es de inadaptação
1 F A inadaptação veri'icaFse em $ual$uer das situaç3es previstas nas alíneas seguintes, $uando,
sendo determinadas pelo modo de e%ercício de 'unç3es do trabal#ador, tornem praticamente
impossível a subsistEncia da relação de trabal#o:
a) Redução continuada de produtividade ou de $ualidade4
b) Avarias repetidas nos meios a'ectos ao posto de trabal#o4
c) Riscos para a segurança e saúde do pr!prio, dos restantes trabal#adores ou de terceiros)
5 F Oeri'icaFse ainda inadaptação do trabal#ador $uando, tratandoFse de cargos de comple%idade
t*cnica ou de direcção, não ten#am sido cumpridos os ob?ectivos previamente 'i%ados e 'ormalmente
aceites por escrito, sendo tal determinado pelo modo de e%ercício de 'unç3es e desde $ue se torne
praticamente impossível a subsistEncia da relação de trabal#o)
Artigo *'º
!e>uisitos
1 F ; despedimento por inadaptação a $ue se re'ere o nº 1 do artigo anterior s! pode ter lugar desde $ue,
cumulativamente, se veri'i$uem os seguintes re$uisitos:
a) "en#am sido introdu(idas modi'icaç3es no posto de trabal#o resultantes de alteraç3es nos
processos de 'abrico ou de comerciali(ação, da introdução de novas tecnologias ou e$uipamentos
baseados em di'erente ou mais comple%a tecnologia, nos seis meses anteriores ao início do
procedimento previsto no artigo :56º4
b) "en#a sido ministrada acção de 'ormação pro'issional ade$uada &s modi'icaç3es introdu(idas no posto
de trabal#o, sob controlo pedag!gico da autoridade competente ou de entidade por esta
credenciada4
c) "en#a sido 'acultado ao trabal#ador, ap!s a 'ormação, um período não in'erior a 71 dias de
adaptação ao posto de trabal#o ou, 'ora deste, sempre $ue o e%ercício de 'unç3es na$uele posto se?a
susceptível de causar pre?uí(os ou riscos para a segurança e saúde do pr!prio, dos restantes
trabal#adores ou terceiros4
d) =ão e%ista na empresa outro posto de trabal#o disponível e compatível com a $uali'icação
pro'issional do trabal#ador4
e) A situação de inadaptação não ten#a sido determinada pela 'alta de condiç3es de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o imput+vel ao empregador4
') 9e?a posta & disposição do trabal#ador a compensação devida)
5 F A cessação do contrato prevista no nº 5 do artigo anterior s! pode ter lugar desde $ue,
cumulativamente, se veri'i$uem os seguintes re$uisitos:
a) A introdução de novos processos de 'abrico, de novas tecnologias ou e$uipamentos baseados em
di'erente ou mais comple%a tecnologia impli$ue modi'icação nas 'unç3es relativas ao posto de
trabal#o4
b) A situação de inadaptação não ten#a sido determinada pela 'alta de condiç3es de segurança,
#igiene e saúde no trabal#o imput+vel ao empregador4
c) 9e?a posta & disposição do trabal#ador a compensação devida)

<6

Artigo *(º
!eocupação do anterior posto de trabalho
; trabal#ador $ue, nos trEs meses anteriores & data do início do procedimento previsto no artigo
:56º, ten#a sido trans'erido para posto de trabal#o em relação ao $ual se veri'i$ue a inadaptação tem
direito a reocupar o posto de trabal#o anterior, com garantia da mesma retribuição base, salvo se
este tiver sido e%tinto)
Artigo *)º
9ireitos dos trabalhadores
Ao trabal#ador cu?o contrato cesse nos termos desta divisão aplicaFse o disposto nos artigos 76<º a
:11º
Artigo 1*º
-anutenção do n7vel de emprego
1 F ,a cessação do contrato de trabal#o com 'undamento na inadaptação do trabal#ador não pode
resultar diminuição do volume de emprego na empresa)
5 F A manutenção do volume de emprego deve ser assegurada no pra(o de 61 dias, a contar da
cessação do contrato, admitindoFse, para o e'eito, $ual$uer das seguintes situaç3es:
a) Admissão de trabal#ador4
b) "rans'erEncia de trabal#ador no decurso de processo visando a e%tinção do respectivo posto de
trabal#o)
86@8EC;<3 22
4rocedimento
92,28<3 2
9espedimento por /acto imputável ao trabalhador
Artigo 11º
0ota de culpa
1 F =os casos em $ue se veri'i$ue algum comportamento susceptível de integrar o conceito de ?usta causa
enunciado no nº 1 do artigo 766º, o empregador comunica, por escrito, ao trabal#ador $ue ten#a
incorrido nas respectivas in'racç3es a sua intenção de proceder ao despedimento, ?untando nota de
culpa com a descrição circunstanciada dos 'actos $ue l#e são imputados)
5 F =a mesma data * remetida & comissão de trabal#adores da empresa c!pia da$uela comunicação
e da nota de culpa)
7 F 9e o trabal#ador 'or representante sindical, * ainda enviada c!pia dos dois documentos &
associação sindical respectiva)
: F A comunicação da nota de culpa ao trabal#ador interrompe a contagem dos pra(os estabelecidos
no artigo 7-5º
Artigo 12º
2nstauração do procedimento
A instauração do procedimento pr*vio de in$u*rito interrompe os pra(os a $ue se re'ere o nº : do artigo
anterior, desde $ue, mostrandoFse a$uele procedimento necess+rio para 'undamentar a nota
de culpa, se?a iniciado e condu(ido de 'orma diligente, não mediando mais de 71 dias entre a suspeita
de e%istEncia de comportamentos irregulares e o início do in$u*rito, nem entre a sua conclusão e a
noti'icação da nota de culpa)
Artigo 13º
!esposta C nota de culpa
; trabal#ador disp3e de 11 dias úteis para consultar o processo e responder & nota de culpa,
dedu(indo por escrito os elementos $ue considere relevantes para o esclarecimento dos 'actos e da sua
participação nos mesmos, podendo ?untar documentos e solicitar as diligEncias probat!rias $ue
se mostrem pertinentes para o esclarecimento da verdade)
Artigo 1º
2nstrução
1 F ; empregador, por si ou atrav*s de instrutor $ue ten#a nomeado, procede &s diligEncias
probat!rias re$ueridas na resposta & nota de culpa, a menos $ue as considere patentemente
dilat!rias ou impertinentes, devendo, nesse caso, aleg+Flo 'undamentadamente por escrito)
5 F ; empregador não * obrigado a proceder & audição de mais de 7 testemun#as por cada 'acto

<-

descrito na nota de culpa, nem mais de 11 no total, cabendo ao trabal#ador assegurar a respectiva
comparEncia para o e'eito)
7 F Concluídas as diligEncias probat!rias, o processo * apresentado, por c!pia integral, & comissão
de trabal#adores e, no caso do nº 7 do artigo :11º, & associação sindical respectiva, $ue podem, no pra(o
de cinco dias úteis, 'a(er ?untar ao processo o seu parecer 'undamentado)
Artigo 1#º
9ecisão
1 F ,ecorrido o pra(o re'erido no nº 7 do artigo anterior, o empregador disp3e de 71 dias para pro'erir
a decisão, sob pena de caducidade do direito de aplicar a sanção)
5 F A decisão deve ser 'undamentada e constar de documento escrito)
7 F =a decisão são ponderadas as circunstCncias do caso, a ade$uação do despedimento &
culpabilidade do trabal#ador, bem como os pareceres $ue ten#am sido ?untos nos termos do nº 7 do artigo
anterior, não podendo ser invocados 'actos não constantes da nota de culpa, nem re'eridos na de'esa
escrita do trabal#ador, salvo se atenuarem ou diminuírem a responsabilidade)
: F A decisão 'undamentada * comunicada, por c!pia ou transcrição, ao trabal#ador e & comissão de
trabal#adores, bem como, no caso do nº 7 do artigo :11º, & associação sindical)
Artigo 1%º
Cessação
1 F A declaração de despedimento determina a cessação do contrato logo $ue c#ega ao poder do
trabal#ador ou * dele con#ecida)
5 F tamb*m considerada e'ica( a declaração de despedimento $ue s! por culpa do trabal#ador não
'oi por ele oportunamente recebida)
Artigo 1'º
8uspensão preventiva do trabalhador
1 F Com a noti'icação da nota de culpa, o empregador pode suspender preventivamente o
trabal#ador, sem perda de retribuição, sempre $ue a sua presença se mostrar inconveniente)
5 F A suspensão a $ue se re'ere o número anterior pode ser determinada 71 dias antes da noti'icação
da nota de culpa, desde $ue o empregador, por escrito, ?usti'i$ue $ue, tendo em conta indícios de 'actos
imput+veis ao trabal#ador, a sua presença na empresa * inconveniente, nomeadamente para a averiguação
de tais 'actos, e $ue não 'oi ainda possível elaborar a nota de culpa)
Artigo 1(º
-icroempresas
1 F =as microempresas são dispensadas, no procedimento de despedimento, as 'ormalidades
previstas nos ns) 5 e 7 do artigo :11º, no artigo :17º, nos ns) 1 e 7 do artigo :1:º e no artigo :1.º
5 F garantida a audição do trabal#ador, $ue a pode substituir, no pra(o de 11 dias úteis contados da
noti'icação da nota de culpa, por alegação escrita dos elementos $ue considere relevantes para o
esclarecimento dos 'actos e da sua participação nos mesmos, podendo re$uerer a audição de
testemun#as)
7 F A decisão do despedimento deve ser 'undamentada com discriminação dos 'actos imputados ao
trabal#ador, sendoFl#e comunicada por escrito)
: F =o caso de o trabal#ador ser membro da comissão de trabal#adores ou representante sindical, o
processo disciplinar segue os termos dos artigos :11º e seguintes)
92,28<3 22
9espedimento colectivo
Artigo 1)º
Comunicaç"es
1 F ; empregador $ue pretenda promover um despedimento colectivo comunica, por escrito, &
comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, & comissão intersindical ou &s comiss3es sindicais da
empresa representativas dos trabal#adores a abranger a intenção de proceder ao despedimento)
5 F A comunicação a $ue se re'ere o número anterior deve ser acompan#ada de:
a) ,escrição dos motivos invocados para o despedimento colectivo4
b) Muadro de pessoal, discriminado por sectores organi(acionais da empresa4
c) Andicação dos crit*rios $ue servem de base para a selecção dos trabal#adores a despedir4
d) Andicação do número de trabal#adores a despedir e das categorias pro'issionais abrangidas4
e) Andicação do período de tempo no decurso do $ual se pretende e'ectuar o despedimento4
') Andicação do m*todo de c+lculo de $ual$uer eventual compensação gen*rica a conceder aos
trabal#adores a despedir, para al*m da indemni(ação re'erida no nº 1 do artigo :11º ou da

<<

estabelecida em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o)
7 F =a mesma data deve ser enviada c!pia da comunicação e dos documentos previstos no número
anterior aos serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
: F =a 'alta das entidades re'eridas no nº 1, o empregador comunica, por escrito, a cada um
dos trabal#adores $ue possam vir a ser abrangidos, a intenção de proceder ao despedimento, podendo
estes designar, de entre eles, no pra(o de cinco dias úteis contados da data da recepção da$uela
comunicação, uma comissão representativa, com o m+%imo de trEs ou cinco elementos, consoante o
despedimento abran?a at* cinco ou mais trabal#adores)
. F =o caso previsto no número anterior, o empregador envia & comissão nele designada e aos
serviços mencionados no nº 7 os elementos re'eridos no nº 5)
Artigo 2*º
2n/ormaç"es e negociaç"es
1 F =os 11 dias posteriores & data da comunicação prevista nos ns) 1 ou . do artigo anterior tem lugar uma
'ase de in'ormaç3es e negociação entre o empregador e a estrutura representativa dos
trabal#adores, com vista & obtenção de um acordo sobre a dimensão e e'eitos das medidas a aplicar
e, bem assim, sobre a aplicação de outras medidas $ue redu(am o número de trabal#adores a
despedir, designadamente:
a) 9uspensão da prestação de trabal#o4
b) Redução da prestação de trabal#o4
c) Reconversão e reclassi'icação pro'issional4
d) Re'ormas antecipadas e pr*Fre'ormas)
5 F 9e no decurso de um procedimento de despedimento colectivo se vierem a adoptar as medidas
previstas nas alíneas a) e b) do nº 1, aos trabal#adores abrangidos não se aplica o disposto nos
artigos 776º e 77-º
7 F A aplicação das medidas previstas nas alíneas c) e d) do nº 1 pressup3em o acordo do
trabal#ador)
: F ; empregador e a estrutura representativa dos trabal#adores podem cada $ual 'a(erFse assistir por
um perito nas reuni3es de negociação)
. F ,as reuni3es de negociação * lavrada acta contendo a mat*ria aprovada e, bem assim, as
posiç3es divergentes das partes, com as opini3es, sugest3es e propostas de cada uma)
Artigo 21º
2ntervenção do ministBrio responsável pela área laboral
1 F ;s serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral participam no processo de
negociação previsto no artigo anterior, com vista a assegurar a regularidade da sua instrução
substantiva e procedimental e a promover a conciliação dos interesses das partes)
5 F A pedido de $ual$uer das partes ou por iniciativa da entidade re'erida no número anterior, os
serviços regionais do emprego e da 'ormação pro'issional e a segurança social de'inem as medidas
de emprego, 'ormação pro'issional e de segurança social aplic+veis, de acordo com o
en$uadramento previsto na lei para as soluç3es $ue vierem a ser adoptadas)
Artigo 22º
9ecisão
1 F Celebrado o acordo ou, na 'alta deste, decorridos 51 dias sobre a data da comunicação re'erida nos
ns) 1 ou . do artigo :16º, o empregador comunica, por escrito, a cada trabal#ador a despedir a decisão
de despedimento, com menção e%pressa do motivo e da data da cessação do respectivo contrato,
indicando o montante da compensação, assim como a 'orma e o lugar do seu pagamento)
5 F =a data em $ue 'or e%pedida aos trabal#adores a decisão de despedimento, o empregador deve
remeter ao serviço competente do minist*rio respons+vel pela +rea laboral a acta a $ue se re'ere o nº
. do artigo :51º, bem como um mapa, mencionando, em relação a cada trabal#ador, nome, morada, data
de nascimento e de admissão na empresa, situação perante a segurança social, pro'issão,
categoria e retribuição e ainda a medida individualmente aplicada e a data prevista para a sua
e%ecução)
7 F =a mesma data * enviada c!pia do re'erido mapa & estrutura representativa dos trabal#adores)
: F =a 'alta da acta a $ue se re'ere o nº . do artigo :51º, o empregador, para os e'eitos do re'erido no
nº 5 do presente artigo, deve enviar ?usti'icação da$uela 'alta, descrevendo as ra(3es $ue obstaram
ao acordo, bem como as posiç3es 'inais das partes)
92,28<3 222
9espedimento por eAtinção de posto de trabalho
Artigo 23º
Comunicaç"es

<6

1 F =o caso de despedimento por e%tinção de posto de trabal#o, o empregador comunica, por escrito,
& comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, & comissão intersindical ou comissão sindical
respectiva a necessidade de e%tinguir o posto de trabal#o e o conse$uente despedimento do
trabal#ador $ue o ocupe)
5 F A comunicação a $ue se re'ere o número anterior * igualmente 'eita a cada um dos trabal#adores
envolvidos e enviada ao sindicato representativo dos mesmos, $uando se?am representantes
sindicais)
7 F A comunicação a $ue se re'erem os números anteriores * acompan#ada de:
a) Andicação dos motivos invocados para a e%tinção do posto de trabal#o, com identi'icação da
secção ou unidade e$uivalente a $ue respeitam4
b) Andicação das categorias pro'issionais e dos trabal#adores abrangidos)
Artigo 2º
Consultas
1 F =os 11 dias posteriores & data da comunicação prevista no artigo anterior, a estrutura
representativa dos trabal#adores, em caso de oposição ao despedimento, emite parecer
'undamentado do $ual constam as respectivas ra(3es, nomeadamente $uanto aos motivos
invocados, $uanto & não veri'icação dos re$uisitos previstos nas alíneas a) a d) do nº 1 do artigo :17º
ou $uanto & violação das prioridades a $ue se re'ere o nº 5 do mesmo artigo, bem como as
alternativas $ue permitam atenuar os seus e'eitos)
5 F ,entro do mesmo pra(o os trabal#adores abrangidos podem pronunciarFse nos termos do número
anterior)
7 F A estrutura representativa dos trabal#adores e cada um dos trabal#adores abrangidos podem, nos
trEs dias úteis posteriores & comunicação re'erida nos ns) 1 e 5 do artigo anterior, solicitar a
intervenção dos serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral para 'iscali(ar a
veri'icação dos re$uisitos previstos nas alíneas c) e d) do nº 1 e no nº 5 do artigo :17º
: F ;s serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral, no pra(o de sete dias
contados da data de recepção do re$uerimento re'erido no número anterior, devem elaborar relat!rio sobre
a mat*ria su?eita & sua 'iscali(ação, o $ual * enviado ao re$uerente e ao empregador)
Artigo 2#º
9ecisão
1 F ,ecorridos cinco dias sobre o termo do pra(o previsto nos ns) 1 e 5 do artigo anterior, em caso de
cessação do contrato de trabal#o, o empregador pro'ere, por escrito, decisão 'undamentada de $ue
conste:
a) Dotivo da e%tinção do posto de trabal#o4
b) Con'irmação dos re$uisitos previstos nas alíneas a) a d) do nº 1 do artigo :17º, com ?usti'icação de
ine%istEncia de alternativas & cessação do contrato do ocupante do posto de trabal#o e%tinto ou
menção da recusa de aceitação das alternativas propostas4
c) 8rova do crit*rio de prioridades, caso se ten#a veri'icado oposição $uanto a este4
d) Dontante da compensação, assim como a 'orma e o lugar do seu pagamento4
e) ,ata da cessação do contrato)
5 F A decisão * comunicada, por c!pia ou transcrição, & entidade re'erida no nº 1 do artigo :57º e,
sendo o caso, & mencionada no nº 5 do mesmo artigo e, bem assim, aos serviços competentes do
minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
92,28<3 2,
9espedimento por inadaptação
Artigo 2%º
Comunicaç"es
1 F =o caso de despedimento por inadaptação, o empregador comunica, por escrito, ao trabal#ador e
& comissão de trabal#adores ou, na sua 'alta, & comissão intersindical ou comissão sindical
respectiva, a necessidade de 'a(er cessar o contrato de trabal#o)
5 F A comunicação a $ue se re'ere o número anterior * acompan#ada de:
a) Andicação dos motivos invocados para a cessação do contrato de trabal#o4
b) Andicação das modi'icaç3es introdu(idas no posto de trabal#o, dos resultados da 'ormação
ministrada e do período de adaptação 'acultado, nos casos do nº 1 do artigo :1-º4
c) Andicação da ine%istEncia de outro posto de trabal#o $ue se?a compatível com a $uali'icação
pro'issional do trabal#ador, no caso da alínea d) do nº 1 do artigo :1-º
Artigo 2'º
Consultas
1 F ,entro do pra(o de 11 dias a contar da comunicação a $ue se re'ere o artigo anterior, a estrutura

61

representativa dos trabal#adores emite parecer 'undamentado $uanto aos motivos invocados para o
despedimento)
5 F ,entro do mesmo pra(o o trabal#ador pode dedu(ir oposição & cessação do contrato de trabal#o,
o'erecendo os meios de prova $ue considere pertinentes)
Artigo 2(º
9ecisão
1 F ,ecorridos cinco dias sobre o termo do pra(o a $ue se re'ere o nº 1 do artigo anterior, em caso de
cessação do contrato de trabal#o, o empregador pro'ere, por escrito, decisão 'undamentada de $ue
conste:
a) Dotivo da cessação do contrato de trabal#o4
b) Oeri'icação dos re$uisitos previstos no artigo :1-º, com ?usti'icação de ine%istEncia de posto de
trabal#o alternativo ou menção da recusa de aceitação das alternativas propostas4
c) Dontante da compensação, assim como a 'orma e o lugar do seu pagamento4
d) ,ata da cessação do contrato)
5 F A decisão * comunicada, por c!pia ou transcrição, ao trabal#ador e &s estruturas de
representação colectiva de trabal#adores nos termos estabelecidos no nº 1 do artigo :56º e, bem
assim, aos serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
86@8EC;<3 222
2licitude do despedimento
Artigo 2)º
4rinc7pio geral
9em pre?uí(o do disposto nos artigos seguintes e em legislação especial, $ual$uer tipo de
despedimento * ilícito:
a) 9e não tiver sido precedido do respectivo procedimento4
b) 9e se 'undar em motivos políticos, ideol!gicos, *tnicos ou religiosos, ainda $ue com invocação de
motivo diverso4
c) 9e 'orem declarados improcedentes os motivos ?usti'icativos invocados para o despedimento)
Artigo 3*º
9espedimento por /acto imputável ao trabalhador
1 F ; despedimento por 'acto imput+vel ao trabal#ador * ainda ilícito se tiverem decorrido os pra(os
de prescrição estabelecidos no artigo 7-5º ou se o respectivo procedimento 'or inv+lido)
5 F ; procedimento s! pode ser declarado inv+lido se:
a) 2altar a comunicação da intenção de despedimento ?unta & nota de culpa ou não tiver esta sido
elaborada nos termos previstos no artigo :11º4
b) =ão tiver sido respeitado o princípio do contradit!rio, nos termos enunciados nos artigos :17º, :1:º
e no nº 5 do artigo :1<º4
c) A decisão de despedimento e os seus 'undamentos não constarem de documento escrito, nos
termos do artigo :1.º ou do nº 7 do artigo :1<º
Artigo 31º
9espedimento colectivo
1 F ; despedimento colectivo * ainda ilícito sempre $ue o empregador:
a) =ão tiver 'eito as comunicaç3es e promovido a negociação previstas nos ns) 1 ou : do artigo :16º
e nº 1 do artigo :51º4
b) =ão tiver observado o pra(o para decidir o despedimento, re'erido no nº 1 do artigo :55º4
c) =ão tiver posto & disposição do trabal#ador despedido, at* ao termo do pra(o de aviso pr*vio, a
compensação a $ue se re'ere o artigo :11º e, bem assim, os cr*ditos vencidos ou e%igíveis em
virtude da cessação do contrato de trabal#o, sem pre?uí(o do disposto no número seguinte)
5 F ; re$uisito constante da alínea c) do número anterior não * e%igível na situação prevista no artigo
761º nem nos casos regulados em legislação especial sobre recuperação de empresas e
reestruturação de sectores econ!micos)
Artigo 32º
9espedimento por eAtinção de posto de trabalho
; despedimento por e%tinção de posto de trabal#o * ainda ilícito sempre $ue o empregador:
a) =ão tiver respeitado os re$uisitos do nº 1 do artigo :17º4
b) "iver violado o crit*rio de determinação de postos de trabal#o a e%tinguir, enunciado no nº 5 do
artigo :17º4
c) =ão tiver 'eito as comunicaç3es previstas no artigo :57º4

61

d) =ão tiver colocado & disposição do trabal#ador despedido, at* ao termo do pra(o de aviso pr*vio,
a compensação a $ue se re'ere o artigo :11º e, bem assim, os cr*ditos vencidos ou e%igíveis em
virtude da cessação do contrato de trabal#o)
Artigo 33º
9espedimento por inadaptação
; despedimento por inadaptação * ainda ilícito se:
a) 2altarem os re$uisitos do nº 1 do artigo :1-º4
b) =ão tiverem sido 'eitas as comunicaç3es previstas no artigo :56º4
c) =ão tiver sido posta & disposição do trabal#ador despedido, at* ao termo do pra(o de aviso pr*vio,
a compensação a $ue se re'ere o artigo :11º, bem assim os cr*ditos vencidos ou e%igíveis em virtude
da cessação do contrato de trabal#o)
Artigo 3º
8uspensão do despedimento
; trabal#ador pode, mediante providEncia cautelar regulada no C!digo de 8rocesso do "rabal#o,
re$uerer a suspensão preventiva do despedimento no pra(o de cinco dias úteis a contar da data da
recepção da comunicação de despedimento)
Artigo 3#º
2mpugnação do despedimento
1 F A ilicitude do despedimento s! pode ser declarada por tribunal ?udicial em acção intentada pelo
trabal#ador)
5 F A acção de impugnação tem de ser intentada no pra(o de um ano a contar da data do
despedimento, e%cepto no caso de despedimento colectivo em $ue a acção de impugnação tem de ser
intentada no pra(o de seis meses contados da data da cessação do contrato)
7 F =a acção de impugnação do despedimento, o empregador apenas pode invocar 'actos e
'undamentos constantes da decisão de despedimento comunicada ao trabal#ador)
Artigo 3%º
E/eitos da ilicitude
1 F 9endo o despedimento declarado ilícito, o empregador * condenado:
a) A indemni(ar o trabal#ador por todos os danos, patrimoniais e não patrimoniais, causados4
b) A reintegr+Flo no seu posto de trabal#o sem pre?uí(o da sua categoria e antiguidade)
5 F =o caso de ter sido impugnado o despedimento com base em invalidade do procedimento
disciplinar, este pode ser reaberto at* ao termo do pra(o para contestar, iniciandoFse o pra(o
interrompido nos termos do nº : do artigo :11º, não se aplicando, no entanto, este regime mais do $ue
uma ve()
Artigo 3'º
Compensação
1 F 9em pre?uí(o da indemni(ação prevista na alínea a) do nº 1 do artigo anterior, o trabal#ador tem
direito a receber as retribuiç3es $ue dei%ou de au'erir desde a data do despedimento at* ao trCnsito em
?ulgado da decisão do tribunal)
5 F Ao montante apurado nos termos da segunda parte do número anterior dedu(emFse as
importCncias $ue o trabal#ador ten#a comprovadamente obtido com a cessação do contrato e $ue não
receberia se não 'osse o despedimento)
7 F ; montante do subsídio de desemprego au'erido pelo trabal#ador * dedu(ido na compensação,
devendo o empregador entregar essa $uantia & segurança social)
: F ,a importCncia calculada nos termos da segunda parte do nº 1 * dedu(ido o montante das
retribuiç3es respeitantes ao período decorrido desde a data do despedimento at* 71 dias antes da data
da propositura da acção, se esta não 'or proposta nos 71 dias subse$uentes ao despedimento)
Artigo 3(º
!eintegração
1 F ; trabal#ador pode optar pela reintegração na empresa at* & sentença do tribunal)
5 F 0m caso de microempresa ou relativamente a trabal#ador $ue ocupe cargo de administração ou
de direcção, o empregador pode oporFse & reintegração se ?usti'icar $ue o regresso do trabal#ador *
gravemente pre?udicial e perturbador para a prossecução da actividade empresarial)
7 F ; 'undamento invocado pelo empregador * apreciado pelo tribunal)
: F ; disposto no nº 5 não se aplica sempre $ue a ilicitude do despedimento se 'undar em motivos
políticos, ideol!gicos, *tnicos ou religiosos, ainda $ue com invocação de motivo diverso, bem como
$uando o ?ui( considere $ue o 'undamento ?usti'icativo da oposição & reintegração 'oi culposamente criado

65

pelo empregador)
Artigo 3)º
2ndemniDação em substituição da reintegração
1 F 0m substituição da reintegração pode o trabal#ador optar por uma indemni(ação, cabendo ao
tribunal 'i%ar o montante, entre 1. e :. dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano
completo ou 'racção de antiguidade, atendendo ao valor da retribuição e ao grau de ilicitude
decorrente do disposto no artigo :56º
5 F 8ara e'eitos do número anterior, o tribunal deve atender a todo o tempo decorrido desde a data do
despedimento at* ao trCnsito em ?ulgado da decisão ?udicial)
7 F A indemni(ação prevista no nº 1 não pode ser in'erior a trEs meses de retribuição base e
diuturnidades)
: F Caso a oposição & reintegração nos termos do nº 5 do artigo anterior se?a ?ulgada procedente, a
indemni(ação prevista no nº 1 deste artigo * calculada entre 71 e 61 dias nos termos estabelecidos nos
números anteriores)
. F 9endo a oposição & reintegração ?ulgada procedente, a indemni(ação prevista no número anterior
não pode ser in'erior a seis meses de retribuição base e diuturnidades)
Artigo *º
!egras especiais relativas ao contrato a termo
1 F Ao contrato de trabal#o a termo aplicamFse as regras gerais de cessação do contrato, com as
alteraç3es constantes do número seguinte)
5 F 9endo o despedimento declarado ilícito, o empregador * condenado:
a) =o pagamento da indemni(ação pelos pre?uí(os causados, não devendo o trabal#ador receber
uma compensação in'erior & importCncia correspondente ao valor das retribuiç3es $ue dei%ou de
au'erir desde a data do despedimento at* ao termo certo ou incerto do contrato, ou at* ao trCnsito em
?ulgado da decisão do tribunal se a$uele termo ocorrer posteriormente4
b) =a reintegração do trabal#ador, sem pre?uí(o da sua categoria, caso o termo ocorra depois do
trCnsito em ?ulgado da decisão do tribunal)
8EC;<3 ,
Cessação por iniciativa do trabalhador
86@8EC;<3 2
!esolução
Artigo 1º
!egras gerais
1 F ;correndo ?usta causa, pode o trabal#ador 'a(er cessar imediatamente o contrato)
5 F Constituem ?usta causa de resolução do contrato pelo trabal#ador, nomeadamente, os seguintes
comportamentos do empregador:
a) 2alta culposa de pagamento pontual da retribuição4
b) Oiolação culposa das garantias legais ou convencionais do trabal#ador4
c) Aplicação de sanção abusiva4
d) 2alta culposa de condiç3es de segurança, #igiene e saúde no trabal#o4
e) Gesão culposa de interesses patrimoniais s*rios do trabal#ador4
') ;'ensas & integridade 'ísica ou moral, liberdade, #onra ou dignidade do trabal#ador, puníveis por lei,
praticadas pelo empregador ou seu representante legítimo)
7 F Constitui ainda ?usta causa de resolução do contrato pelo trabal#ador:
a) =ecessidade de cumprimento de obrigaç3es legais incompatíveis com a continuação ao serviço4
b) Alteração substancial e duradoura das condiç3es de trabal#o no e%ercício legítimo de poderes do
empregador4
c) 2alta não culposa de pagamento pontual da retribuição)
: F A ?usta causa * apreciada nos termos do nº 5 do artigo 766º, com as necess+rias adaptaç3es)
Artigo 2º
4rocedimento
1 F A declaração de resolução deve ser 'eita por escrito, com indicação sucinta dos 'actos $ue a
?usti'icam, nos 71 dias subse$uentes ao con#ecimento desses 'actos)
5 F 9e o 'undamento da resolução 'or o da alínea a) do nº 7 do artigo anterior, o trabal#ador deve
noti'icar o empregador logo $ue possível)
Artigo 3º
2ndemniDação devida ao trabalhador

67

1 F A resolução do contrato com 'undamento nos 'actos previstos no nº 5 do artigo ::1º con'ere ao
trabal#ador o direito a uma indemni(ação por todos os danos patrimoniais e não patrimoniais
so'ridos, devendo esta corresponder a uma indemni(ação a 'i%ar entre 1. e :. dias de retribuição base
e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade)
5 F =o caso de 'racção de ano o valor de re'erEncia previsto na segunda parte do número anterior *
calculado proporcionalmente, mas, independentemente da antiguidade do trabal#ador, a
indemni(ação nunca pode ser in'erior a trEs meses de retribuição base e diuturnidades)
7 F =o caso de contrato a termo, a indemni(ação prevista nos números anteriores não pode ser
in'erior & $uantia correspondente &s retribuiç3es vincendas)
Artigo º
2mpugnação da resolução
1 F A ilicitude da resolução do contrato pode ser declarada por tribunal ?udicial em acção intentada pelo
empregador)
5 F A acção tem de ser intentada no pra(o de um ano a contar da data da resolução)
7 F =a acção em $ue 'or apreciada a ilicitude da resolução apenas são atendíveis para a ?usti'icar os 'actos
constantes da comunicação re'erida no nº 1 do artigo ::5º
Artigo #º
!esolução il7cita
=o caso de ter sido impugnada a resolução do contrato com base em ilicitude do procedimento
previsto no nº 1 do artigo ::5º, o trabal#ador pode corrigir o vício at* ao termo do pra(o para
contestar, não se aplicando, no entanto, este regime mais de uma ve()
Artigo %º
!esponsabilidade do trabalhador em caso de resolução il7cita
A resolução do contrato pelo trabal#ador com invocação de ?usta causa, $uando esta não ten#a sido
provada, con'ere ao empregador o direito a uma indemni(ação pelos pre?uí(os causados não in'erior
ao montante calculado nos termos do artigo ::<º
86@8EC;<3 22
9en&ncia
Artigo 'º
Aviso prBvio
1 F ; trabal#ador pode denunciar o contrato independentemente de ?usta causa, mediante
comunicação escrita enviada ao empregador com a antecedEncia mínima de 71 ou 61 dias, con'orme ten#a,
respectivamente, at* dois anos ou mais de dois anos de antiguidade)
5 F ; instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o e o contrato de trabal#o podem alargar o pra(o
de aviso pr*vio at* seis meses, relativamente a trabal#adores $ue ocupem cargos de
administração ou direcção, bem como 'unç3es de representação ou de responsabilidade)
7 F 9endo o contrato a termo, o trabal#ador $ue se pretenda desvincular antes do decurso do pra(o
acordado deve avisar o empregador com a antecedEncia mínima de 71 dias, se o contrato tiver
duração igual ou superior a seis meses, ou de 1. dias, se 'or de duração in'erior)
: F =o caso de contrato a termo incerto, para o c+lculo do pra(o de aviso pr*vio a $ue se re'ere o
número anterior atenderFseF+ ao tempo de duração e'ectiva do contrato)
Artigo (º
$alta de cumprimento do praDo de aviso prBvio
9e o trabal#ador não cumprir, total ou parcialmente, o pra(o de aviso pr*vio estabelecido no artigo
anterior, 'ica obrigado a pagar ao empregador uma indemni(ação de valor igual & retribuição base e
diuturnidades correspondentes ao período de antecedEncia em 'alta, sem pre?uí(o da
responsabilidade civil pelos danos eventualmente causados em virtude da inobservCncia do pra(o de aviso
pr*vio ou emergentes da violação de obrigaç3es assumidas em pacto de permanEncia)
Artigo )º
0ão produção de e/eitos da declaração de cessação do contrato
1 F A declaração de cessação do contrato de trabal#o por iniciativa do trabal#ador, tanto por
resolução como por denúncia, sem assinatura ob?ecto de recon#ecimento notarial presencial, pode por
este ser revogada por $ual$uer 'orma at* ao -º dia seguinte & data em $ue c#ega ao poder do

6:

empregador)
5 F =o caso de não ser possível assegurar a recepção da comunicação prevista no número anterior, o
trabal#ador deve remetEFla ao empregador, por carta registada com aviso de recepção, no dia útil
subse$uente ao 'im desse pra(o)
7 F A cessação prevista no nº 1 s! * e'ica( se, em simultCneo com a comunicação, o trabal#ador
entregar ou puser por $ual$uer 'orma & disposição do empregador, na totalidade, o valor das
compensaç3es pecuni+rias eventualmente pagas em conse$uEncia da cessação do contrato de
trabal#o)
: F 8ara a cessação do vínculo, o empregador pode e%igir $ue os documentos de onde conste a
declaração prevista no nº 1 do artigo ::5º e o aviso pr*vio a $ue se re'ere o nº 1 do artigo
::-º ten#am a assinatura do trabal#ador ob?ecto de recon#ecimento notarial presencial)
. F =o caso a $ue se re'ere o número anterior, entre a data do recon#ecimento notarial e a da
cessação do contrato não pode mediar um período superior a 61 dias)
Artigo #*º
Abandono do trabalho
1 F ConsideraFse abandono do trabal#o a ausEncia do trabal#ador ao serviço acompan#ada de 'actos $ue,
com toda a probabilidade, revelem a intenção de o não retomar)
5 F 8resumeFse abandono do trabal#o a ausEncia do trabal#ador ao serviço durante, pelo menos, 11
dias úteis seguidos, sem $ue o empregador ten#a recebido comunicação do motivo da ausEncia)
7 F A presunção estabelecida no número anterior pode ser ilidida pelo trabal#ador mediante prova da
ocorrEncia de motivo de 'orça maior impeditivo da comunicação da ausEncia)
: F ; abandono do trabal#o vale como denúncia do contrato e constitui o trabal#ador na obrigação de
indemni(ar o empregador pelos pre?uí(os causados, não devendo a indemni(ação ser in'erior ao
montante calculado nos termos do artigo ::<º
. F A cessação do contrato s! * invoc+vel pelo empregador ap!s comunicação por carta registada com
aviso de recepção para a última morada con#ecida do trabal#ador)
T5T613 222
9ireito colectivo
86@T5T613 2
8u?eitos
CA45T613 2
Estruturas de representação colectiva dos trabalhadores
8EC;<3 2
4rinc7pios
86@8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo #1º
Estruturas de representação colectiva dos trabalhadores
8ara de'esa e prossecução colectivas dos seus direitos e interesses, podem os trabal#adores
constituir:
a) Comiss3es de trabal#adores e subcomiss3es de trabal#adores4
b) Consel#os de empresa europeus4
c) Associaç3es sindicais)
Artigo #2º
Autonomia e independ:ncia
1 F 9em pre?uí(o das 'ormas de apoio previstas neste C!digo, não podem os empregadores,
individualmente ou atrav*s das suas associaç3es, promover a constituição, manter ou 'inanciar o
'uncionamento, por $uais$uer meios, das estruturas de representação colectiva dos trabal#adores ou, por
$ual$uer modo, intervir na sua organi(ação e direcção, assim como impedir ou di'icultar o e%ercício
dos seus direitos)
5 F As estruturas de representação colectiva são independentes do 0stado, dos partidos políticos, das
instituiç3es religiosas e de $uais$uer associaç3es de outra nature(a, sendo proibida $ual$uer
ingerEncia destes na sua organi(ação e direcção, bem como o seu recíproco 'inanciamento)
7 F ; 0stado pode apoiar as estruturas de representação colectiva dos trabal#adores, nos termos
previstos na lei)
: F ; 0stado não pode discriminar as estruturas de representação colectiva dos trabal#adores
relativamente a $uais$uer outras entidades associativas)

6.

Artigo #3º
4roibição de actos discriminatórios
proibido e considerado nulo todo o acordo ou acto $ue vise:
a) 9ubordinar o emprego do trabal#ador & condição de este se 'iliar ou não se 'iliar numa associação
sindical ou de se retirar da$uela em $ue este?a inscrito4
b) ,espedir, trans'erir ou, por $ual$uer modo, pre?udicar um trabal#ador devido ao e%ercício dos
direitos relativos & participação em estruturas de representação colectiva ou pela sua 'iliação ou não
'iliação sindical)
86@8EC;<3 22
4rotecção especial dos representantes dos trabalhadores
Artigo #º
CrBdito de horas
1 F Iene'iciam de cr*dito de #oras, nos termos previstos neste C!digo, os trabal#adores eleitos para
as estruturas de representação colectiva)
5 F ; cr*dito de #oras * re'erido ao período normal de trabal#o e conta como tempo de serviço
e'ectivo)
7 F 9empre $ue pretendam e%ercer o direito ao go(o do cr*dito de #oras, os trabal#adores devem
avisar, por escrito, o empregador com a antecedEncia mínima de dois dias, salvo motivo atendível)
Artigo ##º
$altas
1 F As ausEncias dos trabal#adores eleitos para as estruturas de representação colectiva no
desempen#o das suas 'unç3es e $ue e%cedam o cr*dito de #oras consideramFse 'altas ?usti'icadas e
contam, salvo para e'eito de retribuição, como tempo de serviço e'ectivo)
5 F Relativamente aos delegados sindicais, apenas se consideram ?usti'icadas, para al*m das $ue
correspondam ao go(o do cr*dito de #oras, as ausEncias motivadas pela pr+tica de actos
necess+rios e inadi+veis no e%ercício das suas 'unç3es, as $uais contam, salvo para e'eito de
retribuição, como tempo de serviço e'ectivo)
7 F As ausEncias a $ue se re'erem os números anteriores são comunicadas, por escrito, com um dia
de antecedEncia, com re'erEncia &s datas e ao número de dias de $ue os respectivos trabal#adores
necessitam para o e%ercício das suas 'unç3es, ou, em caso de impossibilidade de previsão, nas
$uarenta e oito #oras imediatas ao primeiro dia de ausEncia)
: F A inobservCncia do disposto no número anterior torna as 'altas in?usti'icadas)
Artigo #%º
4rotecção em caso de procedimento disciplinar e despedimento
1 F A suspensão preventiva de trabal#ador eleito para as estruturas de representação colectiva não obsta
a $ue o mesmo possa ter acesso aos locais e actividades $ue se compreendam no e%ercício normal
dessas 'unç3es)
5 F ; despedimento de trabal#ador candidato a corpos sociais das associaç3es sindicais, bem como
do $ue e%erça ou #a?a e%ercido 'unç3es nos mesmos corpos sociais #+ menos de trEs anos,
presumeFse 'eito sem ?usta causa)
7 F =o caso de o trabal#ador despedido ser representante sindical, membro de comissão de
trabal#adores ou membro de consel#o de empresa europeu, tendo sido interposta providEncia
cautelar de suspensão do despedimento, esta s! não * decretada se o tribunal concluir pela
e%istEncia de probabilidade s*ria de veri'icação da ?usta causa invocada)
: F As acç3es de impugnação ?udicial do despedimento dos trabal#adores re'eridos no número
anterior tEm nature(a urgente)
. F =ão #avendo ?usta causa, o trabal#ador despedido tem o direito de optar entre a reintegração na
empresa e uma indemni(ação calculada nos termos previstos nos ns) : e . do artigo :76º ou
estabelecida em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o, e nunca in'erior & retribuição
base e diuturnidades correspondentes a seis meses)
Artigo #'º
4rotecção em caso de trans/er:ncia
1 F ;s trabal#adores eleitos para as estruturas de representação colectiva não podem ser trans'eridos
de local de trabal#o sem o seu acordo, salvo $uando a trans'erEncia resultar da mudança total ou
parcial do estabelecimento onde a$ueles prestam serviço)
5 F A trans'erEncia dos trabal#adores re'eridos no número anterior carece, ainda, de pr*via
comunicação & estrutura a $ue pertencem)

66

86@8EC;<3 222
9ever de reserva e con/idencialidade
Artigo #(º
2n/ormaç"es con/idenciais
1 F ;s membros das estruturas de representação colectiva dos trabal#adores não podem revelar aos
trabal#adores ou a terceiros as in'ormaç3es $ue, no e%ercício legítimo da empresa ou do
estabelecimento, l#es ten#am sido comunicadas com menção e%pressa da respectiva
con'idencialidade)
5 F ; dever de con'idencialidade mant*mFse ap!s a cessação do mandato dos membros das
estruturas de representação colectiva dos trabal#adores)
7 F A violação do dever de sigilo estabelecido nos números anteriores d+ lugar a responsabilidade civil,
nos termos gerais, sem pre?uí(o das sanç3es aplic+veis em procedimento disciplinar)
Artigo #)º
1imite aos deveres de in/ormação e consulta
; empregador não * obrigado a prestar in'ormaç3es ou a proceder a consultas cu?a nature(a se?a
susceptível de pre?udicar ou a'ectar gravemente o 'uncionamento da empresa ou do estabelecimento)
Artigo %*º
Iusti/icação e controlo ?udicial
1 F "anto a $uali'icação das in'ormaç3es como con'idenciais como a não prestação de in'ormação ou
a reali(ação de consultas ao abrigo do disposto no artigo anterior devem ser ?usti'icadas por escrito, com
base em crit*rios ob?ectivamente a'eríveis e $ue assentem em e%igEncias de gestão)
5 F A $uali'icação como con'idenciais das in'ormaç3es prestadas e a recusa 'undamentada de
prestação de in'ormação ou da reali(ação de consultas podem ser impugnadas pelas estruturas de
representação colectiva em causa, nos termos previstos no C!digo de 8rocesso do "rabal#o)
8EC;<3 22
Comiss"es de trabalhadores
86@8EC;<3 2
ConstituiçãoE estatutos e eleição das comiss"es e das subcomiss"es de trabalhadores
Artigo %1º
4rinc7pios gerais
1 F direito dos trabal#adores criarem em cada empresa uma comissão de trabal#adores para
de'esa dos seus interesses e para o e%ercício dos direitos previstos na Constituição)
5 F =as empresas com estabelecimentos geogra'icamente dispersos, os respectivos trabal#adores
poderão constituir subcomiss3es de trabal#adores)
7 F 8odem ser criadas comiss3es coordenadoras para mel#or intervenção na reestruturação
econ!mica, para articulação de actividades das comiss3es de trabal#adores constituídas nas
empresas em relação de domínio ou de grupo, bem como para o desempen#o de outros direitos
consignados na lei e neste C!digo)
Artigo %2º
4ersonalidade e capacidade
1 F As comiss3es de trabal#adores ad$uirem personalidade ?urídica pelo registo dos seus estatutos
no minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
5 F A capacidade das comiss3es de trabal#adores abrange todos os direitos e obrigaç3es necess+rios
ou convenientes para a prossecução dos 'ins previstos na lei)
Artigo %3º
!emissão
A constituição, estatutos e eleição das comiss3es, das subcomiss3es de trabal#adores e das
comiss3es coordenadoras * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
Artigo %º
Composição das comiss"es de trabalhadores

6-

; número de membros das comiss3es de trabal#adores não pode e%ceder os seguintes:
a) 0m microempresas e pe$uenas empresas F 5 membros4
b) 0m m*dias empresas F 7 membros4
c) 0m grandes empresas com 511 a .11 trabal#adores F 7 a . membros4
d) 0m grandes empresas com .11 a 1111 trabal#adores F . a - membros4
e) 0m grandes empresas com mais de 1111 trabal#adores F - a 11 membros)
Artigo %#º
8ubcomiss"es de trabalhadores
1 F ; número de membros das subcomiss3es de trabal#adores não pode e%ceder os seguintes:
a) 0stabelecimentos com .1 a 511 trabal#adores F trEs membros4
b) 0stabelecimentos com mais de 511 trabal#adores F cinco membros)
5 F =os estabelecimentos com menos de .1 trabal#adores, a 'unção das subcomiss3es de
trabal#adores * assegurada por um s! trabal#ador)
86@8EC;<3 22
9ireitos em geral
Artigo %%º
9ireitos das comiss"es e das subcomiss"es de trabalhadores
1 F As comiss3es de trabal#adores tEm os direitos $ue l#es são con'eridos na Constituição,
regulamentados em legislação especial)
5 F ;s direitos das subcomiss3es de trabal#adores são regulamentados em legislação especial)
7 F As comiss3es e as subcomiss3es de trabal#adores não podem, atrav*s do e%ercício dos seus
direitos e do desempen#o das suas 'unç3es, pre?udicar o normal 'uncionamento da empresa)
Artigo %'º
CrBdito de horas
1 F 8ara o e%ercício da sua actividade, cada um dos membros das seguintes entidades disp3e de cr*dito
de #oras não in'erior aos seguintes montantes:
a) 9ubcomiss3es de trabal#adores F oito #oras mensais4
b) Comiss3es de trabal#adores F vinte e cinco #oras mensais4
c) Comiss3es coordenadoras F vinte #oras mensais)
5 F =as microempresas, o cr*dito de #oras re'erido no número anterior * redu(ido a metade)
7 F =as empresas com mais de 1111 trabal#adores, as comiss3es de trabal#adores podem optar por um
montante global, $ue * apurado pela seguinte '!rmula:
C T n % 5.
em $ue C * o cr*dito de #oras e n o número de membros da comissão de trabal#adores)
: F "em de ser tomada por unanimidade a opção prevista no número anterior, bem como a
distribuição do montante global do cr*dito de #oras pelos diversos membros da comissão de
trabal#adores, não podendo ser atribuídas a cada um mais de $uarenta #oras mensais)
. F ;s membros das entidades re'eridas no nº 1 'icam obrigados, para al*m do limite aí estabelecido
e ressalvado o disposto nos ns) 5 e 7, & prestação de trabal#o nas condiç3es normais)
6 F =ão pode #aver lugar a acumulação de cr*dito de #oras pelo 'acto de um trabal#ador pertencer a mais
de uma das entidades re'eridas no nº 1)
- F =as empresas do sector empresarial do 0stado com mais de 1111 trabal#adores, e
independentemente dos cr*ditos previstos no nº 1, as comiss3es de trabal#adores podem dispor de
um dos seus membros durante metade do seu período normal de trabal#o, desde $ue observado o
disposto no nº 7 no $ue respeita & unanimidade)
< F =os casos previstos no número anterior não se aplica a possibilidade de opção contemplada no nº
7)
Artigo %(º
!euni"es dos trabalhadores
1 F 9alvo o disposto nos números seguintes, as comiss3es de trabal#adores devem marcar as
reuni3es gerais a reali(ar nos locais de trabal#o 'ora do #or+rio de trabal#o observado pela
generalidade dos trabal#adores e sem pre?uí(o da e%ecução normal da actividade no caso de
trabal#o por turnos ou de trabal#o suplementar)
5 F 8odem reali(arFse reuni3es gerais de trabal#adores nos locais de trabal#o durante o #or+rio de
trabal#o observado pela generalidade dos trabal#adores at* um m+%imo de $uin(e #oras por ano,
desde $ue se assegure o 'uncionamento dos serviços de nature(a urgente e essencial)
7 F 8ara e'eito do número anterior, as comiss3es ou as subcomiss3es de trabal#adores são obrigadas
a comunicar aos !rgãos de gestão da empresa a reali(ação das reuni3es com a antecedEncia

6<

mínima de $uarenta e oito #oras)
Artigo %)º
Apoio Cs comiss"es de trabalhadores
1 F ;s !rgãos de gestão das empresas devem pKr & disposição das comiss3es ou subcomiss3es de
trabal#adores as instalaç3es ade$uadas, bem como os meios materiais e t*cnicos necess+rios ao
desempen#o das suas atribuiç3es)
5 F As comiss3es e subcomiss3es de trabal#adores tEm igualmente direito a distribuir in'ormação
relativa aos interesses dos trabal#adores, bem como & sua a'i%ação em local ade$uado $ue 'or
destinado para esse e'eito)
Artigo '*º
EAerc7cio abusivo
1 F ; e%ercício dos direitos por parte dos membros das comiss3es de trabal#adores, comiss3es
coordenadoras e subcomiss3es de trabal#adores, $uando considerado abusivo, * passível de
responsabilidade disciplinar, civil ou criminal, nos termos gerais)
5 F ,urante a tramitação do respectivo processo ?udicial, o membro ou membros visados mantEmFse em
'unç3es, não podendo ser pre?udicados, $uer nas suas 'unç3es no !rgão a $ue pertençam, $uer
na sua actividade pro'issional)
8EC;<3 222
Conselhos de empresa europeus
Artigo '1º
3b?ecto
1 F ;s trabal#adores de empresas ou de grupos de empresas de dimensão comunit+ria tEm direito a
in'ormação e consulta, nos termos previstos em legislação especial)
5 F 8ara o e'eito pode ser instituído um consel#o de empresa europeu ou um procedimento de
in'ormação e consulta dos trabal#adores)
7 F ; consel#o de empresa europeu e o procedimento de in'ormação e consulta abrangem todos os
estabelecimentos da empresa de dimensão comunit+ria ou todas as empresas do grupo situados nos
0stados membros, ainda $ue a sede principal e e'ectiva da administração este?a situada num 0stado não
membro)
Artigo '2º
Hmbito
1 F ConsideraFse empresa de dimensão comunit+ria a $ue empregar, pelo menos, 1111 trabal#adores nos
0stados membros e 1.1 trabal#adores em cada um de dois 0stados membros di'erentes)
5 F ; grupo 'ormado pela empresa $ue e%erce o controlo e uma ou mais empresas controladas * de
dimensão comunit+ria se, pelo menos, empregar 1111 trabal#adores nos 0stados membros e tiver duas
empresas em dois 0stados membros com 1.1 ou mais trabal#adores cada)
7 F ConsideraFse administração a direcção da empresa de dimensão comunit+ria ou a direcção da
empresa $ue e%erce o controlo do grupo de empresas de dimensão comunit+ria)
: F ConsideramFse 0stados membros os 0stados membros da @nião 0uropeia ou signat+rios do
acordo sobre o espaço econ!mico europeu)
Artigo '3º
Empresa >ue eAerce o controlo
ConsideraFse $ue uma empresa com sede em territ!rio nacional e pertencente a um grupo de
empresas de dimensão comunit+ria e%erce o controlo do grupo se tiver uma in'luEncia dominante
sobre uma ou mais empresas resultante, por e%emplo, da titularidade do capital social ou das
disposiç3es $ue a regem)
Artigo 'º
1egislação complementar
; processo de negociaç3es, os acordos sobre in'ormação e consulta e a instituição do consel#o de
empresa europeu são regulamentados em legislação especial)
8EC;<3 2,
Associaç"es sindicais

66

86@8EC;<3 2
9isposiç"es preliminares
Artigo '#º
9ireito de associação sindical
1 F ;s trabal#adores tEm o direito de constituir associaç3es sindicais a todos os níveis para de'esa e
promoção dos seus interesses s!cioFpro'issionais)
5 F As associaç3es sindicais abrangem sindicatos, 'ederaç3es, uni3es e con'ederaç3es)
7 F ;s estatutos das 'ederaç3es, uni3es ou con'ederaç3es podem admitir a representação directa dos
trabal#adores não representados em sindicatos)
Artigo '%º
0oç"es
0ntendeFse por:
a) 9indicato F associação permanente de trabal#adores para de'esa e promoção dos seus interesses s!cioF
pro'issionais4
b) 2ederação F associação de sindicatos de trabal#adores da mesma pro'issão ou do mesmo sector
de actividade4
c) @nião F associação de sindicatos de base regional4
d) Con'ederação F associação nacional de sindicatos4
e) 9ecção sindical de empresa F con?unto de trabal#adores de uma empresa ou estabelecimento
'iliados no mesmo sindicato4
') Comissão sindical de empresa F organi(ação dos delegados sindicais do mesmo sindicato na
empresa ou estabelecimento4
g) Comissão intersindical de empresa F organi(ação dos delegados das comiss3es sindicais de
empresa de uma con'ederação, desde $ue abran?am no mínimo cinco delegados sindicais, ou de
todas as comiss3es sindicais da empresa ou estabelecimento)
Artigo ''º
9ireitos
As associaç3es sindicais tEm, nomeadamente, o direito de:
a) Celebrar convenç3es colectivas de trabal#o4
b) 8restar serviços de car+cter econ!mico e social aos seus associados4
c) 8articipar na elaboração da legislação do trabal#o4
d) Aniciar e intervir em processos ?udiciais e em procedimentos administrativos $uanto a interesses dos
seus associados, nos termos da lei4
e) 8articipar nos processos de reestruturação da empresa, especialmente no respeitante a acç3es de
'ormação ou $uando ocorra alteração das condiç3es de trabal#o4
') 0stabelecer relaç3es ou 'iliarFse em organi(aç3es sindicais internacionais)
Artigo '(º
4rinc7pios
As associaç3es sindicais devem regerFse pelos princípios da organi(ação e da gestão democr+ticas)
Artigo ')º
1iberdade sindical individual
1 F =o e%ercício da liberdade sindical, * garantida aos trabal#adores, sem $ual$uer discriminação, a
liberdade de inscrição em sindicato $ue, na +rea da sua actividade, represente a categoria respectiva)
5 F ; trabal#ador não pode estar simultaneamente 'iliado a título da mesma pro'issão ou actividade em
sindicatos di'erentes)
7 F 8ode manter a $ualidade de associado o prestador de trabal#o $ue dei%e de e%ercer a sua
actividade, mas não passe a e%ercer outra não representada pelo mesmo sindicato ou não perca a
condição de trabal#ador subordinado)
: F ; trabal#ador pode retirarFse a todo o tempo do sindicato em $ue este?a 'iliado, mediante
comunicação escrita enviada com a antecedEncia mínima de 71 dias)
86@8EC;<3 22
3rganiDação sindical
Artigo (*º
Auto.regulamentaçãoE eleição e gestão

111

As associaç3es sindicais regemFse por estatutos e regulamentos por elas aprovados, elegem livre e
democraticamente os titulares dos corpos sociais de entre os associados e organi(am a sua gestão e
actividade)
Artigo (1º
2ndepend:ncia
incompatível o e%ercício de cargos de direcção de associaç3es sindicais com o e%ercício de
$uais$uer cargos de direcção em partidos políticos, instituiç3es religiosas ou outras associaç3es
relativamente &s $uais e%ista con'lito de interesses)
Artigo (2º
!egime subsidiário
1 F As associaç3es sindicais estão su?eitas ao regime geral do direito de associação em tudo o $ue não
contrarie este C!digo ou a nature(a especí'ica da autonomia sindical)
5 F =ão são aplic+veis &s associaç3es sindicais as normas do regime geral do direito de associação
susceptíveis de determinar restriç3es inadmissíveis & liberdade de organi(ação dos sindicatos)
Artigo (3º
!egisto e a>uisição de personalidade
1 F As associaç3es sindicais ad$uirem personalidade ?urídica pelo registo dos seus estatutos no
minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
5 F ; re$uerimento do registo de $ual$uer associação sindical, assinado pelo presidente da mesa da
assembleia constituinte ou de assembleia de representantes de associados, deve ser acompan#ado
dos estatutos aprovados, de certidão ou c!pia certi'icada da acta da assembleia, com as 'ol#as de
presenças e respectivos termos de abertura e encerramento)
7 F ; minist*rio respons+vel pela +rea laboral, ap!s o registo:
a) 8ublica os estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego nos 71 dias posteriores & sua recepção4
b) Remete certidão ou 'otoc!pia certi'icada da acta da assembleia constituinte ou de assembleia de
representantes de associados, dos estatutos e do pedido de registo, acompan#ados de uma
apreciação 'undamentada sobre a legalidade da constituição da associação e dos estatutos, dentro
do pra(o de oito dias a contar da publicação, ao magistrado do Dinist*rio 8úblico no tribunal
competente)
: F =o caso de a constituição ou os estatutos da associação serem descon'ormes com a lei, o
magistrado do Dinist*rio 8úblico promove, dentro do pra(o de 1. dias, a contar da recepção, a
declaração ?udicial de e%tinção da associação)
. F As associaç3es sindicais s! podem iniciar o e%ercício das respectivas actividades depois da
publicação dos estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego ou, na 'alta desta, depois de decorridos
71 dias ap!s o registo)
Artigo (º
Alteraç"es dos estatutos
1 F A alteração dos estatutos 'ica su?eita a registo e ao disposto nos ns) 5 a : do artigo anterior, com
as necess+rias adaptaç3es)
5 F As alteraç3es a $ue se re'ere o número anterior s! produ(em e'eitos em relação a terceiros ap!s
a publicação dos estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego ou, na 'alta desta, depois de
decorridos 71 dias a contar do registo)
Artigo (#º
Conte&do dos estatutos
1 F Com os limites dos artigos seguintes, os estatutos devem conter e regular:
a) A denominação, a localidade da sede, o Cmbito sub?ectivo, ob?ectivo e geogr+'ico, os 'ins e a
duração, $uando a associação não se constitua por período indeterminado4
b) A$uisição e perda da $ualidade de associado, bem como os respectivos direitos e deveres4
c) 8rincípios gerais em mat*ria disciplinar4
d) ;s respectivos !rgãos, entre os $uais deve #aver uma assembleia geral ou uma assembleia de
representantes de associados, um !rgão colegial de direcção e um consel#o 'iscal, bem como o
número de membros e de 'uncionamento da$ueles4
e) =o caso de estar prevista uma assembleia de representantes, os princípios reguladores da
respectiva eleição, tendo em vista a representatividade desse !rgão4
') ; e%ercício do direito de tendEncia4
g) ; regime de administração 'inanceira, o orçamento e as contas4
#) ; processo de alteração dos estatutos4
i) A e%tinção, dissolução e conse$uente li$uidação, bem como o destino do respectivo patrim!nio)
5 F A denominação deve identi'icar o Cmbito sub?ectivo, ob?ectivo e geogr+'ico da associação e não pode

111

con'undirFse com a denominação de outra associação e%istente)
7 F =o caso de os estatutos preverem a e%istEncia de uma assembleia de representantes de
associados, nomeadamente um congresso ou consel#o geral, esta e%erce os direitos previstos na lei
para a assembleia geral)
Artigo (%º
4rinc7pios da organiDação e da gestão democráticas
=o respeito pelos princípios da organi(ação e da gestão democr+ticas, as associaç3es sindicais
devem regerFse, nomeadamente, em obediEncia &s seguintes regras:
a) "odo o associado no go(o dos seus direitos sindicais tem o direito de participar na actividade da
associação, incluindo o de eleger e ser eleito para a direcção e ser nomeado para $ual$uer cargo
associativo, sem pre?uí(o de poderem estabelecerFse re$uisitos de idade e de tempo de inscrição4
b) A assembleia geral reúneFse ordinariamente, pelo menos, uma ve( por ano4
c) ,eve ser possibilitado a todos os associados o e%ercício e'ectivo do direito de voto, podendo os
estatutos prever para tanto a reali(ação simultCnea de assembleias gerais por +reas regionais ou
secç3es de voto, ou outros sistemas compatíveis com as deliberaç3es a tomar4
d) =en#um associado pode estar representado em mais do $ue um dos !rgãos electivos4
e) 9ão asseguradas iguais oportunidades a todas as listas concorrentes &s eleiç3es para a direcção,
devendo constituirFse para 'iscali(ar o processo eleitoral uma comissão eleitoral composta pelo
presidente da mesa da assembleia geral e por representantes de cada uma das listas concorrentes4
') Com as listas, os proponentes apresentam o seu programa de acção, o $ual, ?untamente com
a$uelas, deve ser amplamente divulgado, por 'orma a $ue todos os associados dele possam ter
con#ecimento pr*vio, nomeadamente pela sua e%posição em lugar bem visível na sede da
associação durante o pra(o mínimo de oito dias4
g) ; mandato dos membros da direcção não pode ter duração superior a $uatro anos, sendo
permitida a reeleição para mandatos sucessivos4
#) ;s corpos sociais podem ser destituídos por deliberação da assembleia geral, devendo os
estatutos regular os termos da destituição e da gestão da associação sindical at* ao início de 'unç3es
de novos corpos sociais4
i) As assembleias gerais devem ser convocadas com ampla publicidade, indicandoFse a #ora, local e
ob?ecto, e devendo ser publicada a convocat!ria com antecedEncia mínima de trEs dias em um dos ?ornais
da localidade da sede da associação sindical ou, não o #avendo, em um dos ?ornais aí mais lidos4
?) A convocação das assembleias gerais compete ao presidente da respectiva mesa, por sua iniciativa
ou a pedido da direcção, ou de 11L ou 511 dos associados)
Artigo ('º
!egime disciplinar
; regime disciplinar deve assegurar o procedimento escrito e o direito de de'esa do associado,
devendo a sanção de e%pulsão ser apenas aplicada aos casos de grave violação de deveres
'undamentais)
Artigo ((º
A>uisição e impenhorabilidade de bens
1 F ;s bens m!veis e im!veis cu?a utili(ação se?a estritamente indispens+vel ao 'uncionamento das
associaç3es sindicais são impen#or+veis)
5 F ;s bens im!veis destinados ao e%ercício de actividades compreendidas nos 'ins pr!prios das
associaç3es sindicais não go(am da impen#orabilidade estabelecida no número anterior sempre $ue,
cumulativamente, se veri'i$uem as seguintes condiç3es:
a) A a$uisição, construção, reconstrução, modi'icação ou bene'iciação desses bens se?a 'eita
mediante recurso a 'inanciamento por terceiros com garantia real, previamente registada4
b) ; 'inanciamento por terceiros e as condiç3es de a$uisição se?am ob?ecto de deliberação da
assembleia geral de associados ou de !rgão deliberativo estatutariamente competente)
Artigo ()º
4ublicidade dos membros da direcção
; presidente da mesa da assembleia geral deve remeter a identi'icação dos membros da direcção, bem
como c!pia da acta da assembleia $ue os elegeu, ao minist*rio respons+vel pela +rea laboral no pra(o de
de( dias ap!s a eleição, para publicação imediata no Ioletim do "rabal#o e 0mprego)
Artigo )*º
9issolução e destino dos bens
0m caso de dissolução de uma associação sindical, os respectivos bens não podem ser distribuídos pelos
associados)
Artigo )1º

115

Cancelamento do registo
A e%tinção ?udicial ou volunt+ria da associação sindical deve ser comunicada ao minist*rio
respons+vel pela +rea laboral $ue procede ao cancelamento do respectivo registo, produ(indo e'eitos
a partir da respectiva publicação no Ioletim do "rabal#o e 0mprego)
86@8EC;<3 222
JuotiDação sindical
Artigo )2º
+arantias
1 F ; trabal#ador não pode ser obrigado a pagar $uotas para associação sindical em $ue não este?a
inscrito)
5 F A aplicação do sistema de cobrança e entrega de $uotas sindicais não pode implicar para o
trabal#ador $ual$uer discriminação, nem o pagamento de outras $uotas ou indemni(aç3es, ou
provocarFl#e sanç3es $ue, de $ual$uer modo, atin?am a sua liberdade de trabal#o)
7 F ; empregador pode proceder ao tratamento automati(ado de dados pessoais dos trabal#adores,
re'erentes a 'iliação sindical, desde $ue, nos termos da lei, se?am e%clusivamente utili(ados no
processamento do sistema de cobrança e entrega de $uotas sindicais, previsto nesta secção)
Artigo )3º
Carteiras pro/issionais
A 'alta de pagamento das $uotas não pode pre?udicar a passagem de carteiras pro'issionais ou de
$uais$uer outros documentos essenciais & actividade pro'issional do trabal#ador, $uando a emissão desses
documentos se?a da competEncia das associaç3es sindicais)
Artigo )º
Cobrança de >uotas
1 F ; sistema de cobrança e entrega de $uotas sindicais determina para o empregador a obrigação
de proceder & dedução do valor da $uota sindical na retribuição do trabal#ador, entregando essa
$uantia & associação sindical em $ue a$uele est+ inscrito at* ao dia 1. do mEs seguinte)
5 F A responsabilidade pelas despesas necess+rias para a entrega & associação sindical do valor da $uota
dedu(ida pelo empregador pode ser de'inida por instrumento de regulamentação colectiva de
trabal#o ou por acordo entre empregador e trabal#ador)
7 F ; sistema de cobrança e entrega de $uotas sindicais re'erido no nº 1 pode resultar de:
a) Anstrumento de regulamentação colectiva de trabal#o4
b) 8edido e%presso do trabal#ador dirigido ao empregador)
: F =a situação prevista na alínea a) do número anterior, a cobrança de $uotas por dedução na
retribuição do trabal#ador com a conse$uente entrega & respectiva associação sindical depende
ainda de declaração do trabal#ador autori(ando a re'erida dedução)
. F =a situação prevista na alínea b) do nº 7, o pedido e%presso do trabal#ador constitui mani'estação
ine$uívoca da sua vontade de l#e serem descontadas na retribuição as $uotas sindicais)
Artigo )#º
9eclaraçãoE pedido e revogação
1 F ; sistema de cobrança e entrega de $uotas sindicais, previsto no artigo anterior, mant*mFse em vigor
en$uanto o trabal#ador não revogar a sua declaração com as seguintes indicaç3es:
a) =ome e assinatura do trabal#ador4
b) 9indicato em $ue o trabal#ador est+ inscrito4
c) Oalor da $uota estatutariamente estabelecida)
7 F ; trabal#ador deve enviar c!pia ao sindicato respectivo da declaração de autori(ação ou do
pedido de cobrança, previstos no artigo anterior, bem como da respectiva revogação)
: F A declaração de autori(ação ou o pedido de cobrança, previstos no artigo anterior, bem como a
respectiva revogação, produ(em e'eitos a partir do 1º dia do mEs seguinte ao da sua entrega ao
empregador)
86@8EC;<3 2,
EAerc7cio da actividade sindical na empresa
Artigo )%º
Acção sindical na empresa
;s trabal#adores e os sindicatos tEm direito a desenvolver actividade sindical no interior da empresa,
nomeadamente atrav*s de delegados sindicais, comiss3es sindicais e comiss3es intersindicais)

117

Artigo )'º
!euni"es de trabalhadores
1 F ;s trabal#adores podem reunirFse nos locais de trabal#o, 'ora do #or+rio de trabal#o observado pela
generalidade dos trabal#adores, mediante convocação de um terço ou .1 dos trabal#adores do respectivo
estabelecimento, ou da comissão sindical ou intersindical, sem pre?uí(o do normal 'uncionamento,
no caso de trabal#o por turnos ou de trabal#o suplementar)
5 F ;s trabal#adores podem reunirFse durante o #or+rio de trabal#o observado pela generalidade dos
trabal#adores at* um período m+%imo de $uin(e #oras por ano, $ue contam como tempo de serviço
e'ectivo, desde $ue assegurem o 'uncionamento dos serviços de nature(a urgente e essencial)
7 F A convocação das reuni3es re'eridas nos números anteriores * regulada nos termos previstos em
legislação especial)
Artigo )(º
9elegado sindicalE comissão sindical e comissão intersindical
1 F ;s delegados sindicais são eleitos e destituídos nos termos dos estatutos dos respectivos
sindicatos, em escrutínio directo e secreto)
5 F =as empresas em $ue o número de delegados o ?usti'i$ue, ou $ue compreendam v+rios
estabelecimentos, podem constituirFse comiss3es sindicais de delegados)
7 F 9empre $ue numa empresa e%istam delegados de mais de um sindicato pode constituirFse uma
comissão intersindical de delegados)
Artigo ))º
Comunicação ao empregador sobre eleição e destituição dos delegados sindicais
1 F As direcç3es dos sindicatos comunicam por escrito ao empregador a identi'icação dos delegados
sindicais, bem como da$ueles $ue 'a(em parte de comiss3es sindicais e intersindicais de delegados, sendo
o teor dessa comunicação publicitado nos locais reservados &s in'ormaç3es sindicais)
5 F ; mesmo deve ser observado no caso de substituição ou cessação de 'unç3es)
Artigo #**º
0&mero de delegados sindicais
1 F ; número m+%imo de delegados sindicais $ue bene'iciam do regime de protecção previsto neste
C!digo * determinado da seguinte 'orma:
a) 0mpresa com menos de .1 trabal#adores sindicali(ados F um membro4
b) 0mpresa com .1 a 66 trabal#adores sindicali(ados F dois membros4
c) 0mpresa com 111 a 166 trabal#adores sindicali(ados F trEs membros4
d) 0mpresa com 511 a :66 trabal#adores sindicali(ados F seis membros4
e) 0mpresa com .11 ou mais trabal#adores sindicali(ados F o número de delegados resultante da
'!rmula 6 U VBn F .11):511W, representando n o número de trabal#adores)
5 F ; resultado apurado nos termos da alínea e) do número anterior * sempre arredondado para a
unidade imediatamente superior)
Artigo #*1º
9ireito a instalaç"es
1 F =as empresas ou estabelecimentos com 1.1 ou mais trabal#adores, o empregador * obrigado a pKr &
disposição dos delegados sindicais, desde $ue estes o re$ueiram, a título permanente, local situado no
interior da empresa, ou na sua pro%imidade, e $ue se?a apropriado ao e%ercício das suas 'unç3es)
5 F =as empresas ou estabelecimentos com menos de 1.1 trabal#adores o empregador * obrigado a pKr &
disposição dos delegados sindicais, sempre $ue estes o re$ueiram, um local apropriado para o e%ercício das
suas 'unç3es)
Artigo #*2º
9ireito de a/iAação e in/ormação sindical
;s delegados sindicais tEm o direito de a'i%ar, no interior da empresa e em local apropriado, para o e'eito
reservado pelo empregador, te%tos, convocat!rias, comunicaç3es ou in'ormaç3es relativos & vida
sindical e aos interesses s!cioFpro'issionais dos trabal#adores, bem como proceder & sua
distribuição, mas sem pre?uí(o, em $ual$uer dos casos, do 'uncionamento normal da empresa)
Artigo #*3º
9ireito a in/ormação e consulta
1 F ;s delegados sindicais go(am do direito a in'ormação e consulta relativamente &s mat*rias
constantes das suas atribuiç3es)

11:

5 F ; direito a in'ormação e consulta abrange, para al*m de outras re'eridas na lei ou identi'icadas em
convenção colectiva, as seguintes mat*rias:
a) A in'ormação sobre a evolução recente e a evolução prov+vel das actividades da empresa ou do
estabelecimento e a sua situação econ!mica4
b) A in'ormação e consulta sobre a situação, a estrutura e a evolução prov+vel do emprego na
empresa ou no estabelecimento e sobre as eventuais medidas de antecipação previstas,
nomeadamente em caso de ameaça para o emprego4
c) A in'ormação e consulta sobre as decis3es susceptíveis de desencadear mudanças substanciais a nível da
organi(ação do trabal#o ou dos contratos de trabal#o)
7 F ;s delegados sindicais devem re$uerer, por escrito, respectivamente, ao !rgão de gestão da
empresa ou de direcção do estabelecimento os elementos de in'ormação respeitantes &s mat*rias
re'eridas nos artigos anteriores)
: F As in'ormaç3es sãoFl#es prestadas, por escrito, no pra(o de 11 dias, salvo se, pela sua
comple%idade, se ?usti'icar pra(o maior, $ue nunca deve ser superior a 71 dias)
. F Muando este?a em causa a tomada de decis3es por parte do empregador no e%ercício dos
poderes de direcção e de organi(ação decorrentes do contrato de trabal#o, os procedimentos de
in'ormação e consulta deverão ser condu(idos, por ambas as partes, no sentido de alcançar, sempre
$ue possível, o consenso)
6 F ; disposto no presente artigo não * aplic+vel &s microempresas, &s pe$uenas empresas e aos
estabelecimentos onde prestem actividade menos de 51 trabal#adores)
Artigo #*º
CrBdito de horas dos delegados sindicais
Cada delegado sindical disp3e, para o e%ercício das suas 'unç3es, de um cr*dito de cinco #oras por mEs
ou, tratandoFse de delegado $ue 'aça parte da comissão intersindical, de um cr*dito de oito #oras
por mEs)
86@8EC;<3 ,
-embros da direcção das associaç"es sindicais
Artigo #*#º
CrBdito de horas e /altas dos membros da direcção
1 F 8ara o e%ercício das suas 'unç3es cada membro da direcção bene'icia de um cr*dito de #oras por mEs e
do direito a 'altas ?usti'icadas para o e%ercício de 'unç3es sindicais)
5 F ; cr*dito de #oras a $ue se re'ere o número anterior, bem como o regime aplic+vel &s 'altas
?usti'icadas para o e%ercício de 'unç3es sindicais, * atribuído em 'unção da dimensão das empresas e
do número de 'iliados no sindicato, nos termos previstos em legislação especial)
CA45T613 22
Associaç"es de empregadores
8EC;<3 2
9isposiç"es preliminares
Artigo #*%º
9ireito de associação
1 F ;s empregadores tEm o direito de constituir associaç3es para de'esa e promoção dos seus
interesses empresariais)
5 F =o e%ercício do direito de associação, * garantida aos empregadores, sem $ual$uer
discriminação, a liberdade de inscrição em associação de empregadores $ue, na +rea da sua
actividade, os possa representar)
7 F As associaç3es de empregadores abrangem 'ederaç3es, uni3es e con'ederaç3es)
: F ;s estatutos das 'ederaç3es, uni3es ou con'ederaç3es podem admitir a possibilidade de
representação directa de empregadores não representados em associaç3es de empregadores)
Artigo #*'º
Autonomia e independ:ncia
1 F As associaç3es de empregadores são independentes do 0stado, dos partidos políticos, das
instituiç3es religiosas e de $uais$uer associaç3es de outra nature(a, sendo proibida $ual$uer
ingerEncia destes na sua organi(ação e direcção, bem como o seu recíproco 'inanciamento)
5 F ; 0stado pode apoiar as associaç3es de empregadores nos termos previstos na lei)
7 F ; 0stado não pode discriminar as associaç3es de empregadores relativamente a $uais$uer outras
entidades associativas)
Artigo #*(º
0oç"es

11.

0ntendeFse por:
a) Associação de empregadores F organi(ação permanente de pessoas, singulares ou colectivas, de direito
privado, titulares de uma empresa, $ue ten#am, #abitualmente, trabal#adores ao seu serviço4
b) 2ederação F organi(ação de associaç3es de empregadores do mesmo sector de actividade4
c) @nião F organi(ação de associaç3es de empregadores de base regional4
d) Con'ederação F organi(ação nacional de associaç3es de empregadores)
Artigo #*)º
2ndepend:ncia
incompatível o e%ercício de $uais$uer cargos de direcção em partidos políticos, instituiç3es
religiosas ou outras associaç3es relativamente &s $uais e%ista con'lito de interesses com o e%ercício
de cargos de direcção de associaç3es de empregadores)
Artigo #1*º
9ireitos
1 F As associaç3es de empregadores tEm, nomeadamente, o direito de:
a) Celebrar convenç3es colectivas de trabal#o4
b) 8restar serviços aos seus associados4
c) 8articipar na elaboração de legislação do trabal#o4
d) Aniciar e intervir em processos ?udiciais e em procedimentos administrativos $uanto a interesses dos
seus associados, nos termos da lei4
e) 0stabelecer relaç3es ou 'iliarFse em organi(aç3es internacionais de empregadores)
5 F As associaç3es de empregadores, sem pre?uí(o do disposto na alínea b) do número anterior, não podem
dedicarFse & produção ou comerciali(ação de bens ou serviços ou de $ual$uer modo intervir
no mercado)
8EC;<3 22
Constituição e organiDação
Artigo #11º
Auto.regulamentaçãoE eleição e gestão
As associaç3es de empregadores regemFse por estatutos e regulamentos por elas aprovados,
elegem os corpos sociais e organi(am a sua gestão e actividade)
Artigo #12º
!egime subsidiário
As associaç3es de empregadores estão su?eitas ao regime geral do direito de associação em tudo o $ue
não contrarie este C!digo)
Artigo #13º
!egistoE a>uisição da personalidade e eAtinção
1 F As associaç3es de empregadores ad$uirem personalidade ?urídica pelo registo dos seus estatutos
no minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
5 F ; re$uerimento do registo de $ual$uer associação de empregadores, assinado pelo presidente da mesa
da assembleia constituinte, deve ser acompan#ado dos estatutos aprovados, de certidão ou c!pia
certi'icada da acta da assembleia, com as 'ol#as de presenças e os respectivos termos de
abertura e encerramento)
7 F ; minist*rio respons+vel pela +rea laboral, ap!s o registo:
a) 8ublica os estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego nos 71 dias posteriores & sua recepção4

116

b) Remete certidão ou 'otoc!pia certi'icada da acta da assembleia constituinte, dos estatutos e do
pedido de registo, acompan#ados de uma apreciação 'undamentada sobre a legalidade da
constituição da associação e dos estatutos, dentro do pra(o de oito dias a contar da publicação, ao
magistrado do Dinist*rio 8úblico no tribunal competente)
: F =o caso de a constituição ou os estatutos da associação serem descon'ormes com a lei, o
magistrado do Dinist*rio 8úblico promove, dentro do pra(o de 1. dias, a contar da recepção, a
declaração ?udicial de e%tinção da associação)
. F As associaç3es de empregadores s! podem iniciar o e%ercício das respectivas actividades depois
da publicação dos estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego ou, na 'alta desta, depois de
decorridos 71 dias ap!s o registo)
Artigo #1º
Alteração estatutária e registo
1 F As alteraç3es de estatutos 'icam su?eitas a registo e ao disposto nos ns) 5 a : do artigo anterior,
devendo o re$uerimento ser assinado pela direcção e acompan#ado de c!pia da acta da respectiva
assembleia geral)
5 F As alteraç3es a $ue se re'ere o número anterior s! produ(em e'eitos em relação a terceiros ap!s
a publicação dos estatutos no Ioletim do "rabal#o e 0mprego ou, na 'alta desta, depois de
decorridos 71 dias a contar do registo)
Artigo #1#º
Conte&do dos estatutos
1 F Com observCncia dos limites de'inidos neste C!digo, os estatutos devem conter e regular:
a) A denominação, a localidade da sede, o Cmbito sub?ectivo, ob?ectivo e geogr+'ico, os 'ins e a
duração, $uando a associação não se constitua por período indeterminado4
b) A a$uisição e perda da $ualidade de associado, bem como os respectivos direitos e deveres4
c) 8rincípios gerais em mat*ria disciplinar4
d) ;s respectivos !rgãos, entre os $uais deve #aver uma assembleia geral ou uma assembleia de
representantes de associados, um !rgão colegial de direcção e um consel#o 'iscal, bem como o
número de membros e o 'uncionamento da$ueles4
e) =o caso de estar prevista uma assembleia de representantes, os princípios reguladores da
respectiva eleição tendo em vista a representatividade desse !rgão4
') ; regime de administração 'inanceira, o orçamento e as contas4
g) ; processo de alteração dos estatutos4
#) A e%tinção, dissolução e conse$uente li$uidação, bem como o destino do respectivo patrim!nio)
5 F A denominação deve identi'icar o Cmbito sub?ectivo, ob?ectivo e geogr+'ico da associação e não pode
con'undirFse com a denominação de outra associação e%istente)
7 F =o caso de os estatutos preverem a e%istEncia de uma assembleia de representantes de
associados, esta e%erce os direitos e deveres previstos na lei para a assembleia geral)
Artigo #1%º
+estão democrática e liberdade de associação
1 F A organi(ação das associaç3es de empregadores deve respeitar os princípios da gestão
democr+tica, nomeadamente as regras das alíneas seguintes:
a) "odo o associado no go(o dos seus direitos tem o direito de participar na actividade da
associação, incluindo o de eleger e ser eleito para os corpos sociais e ser nomeado para $ual$uer
cargo associativo, sem pre?uí(o de poderem estabelecerFse re$uisitos de idade e de tempo de
inscrição4
b) A assembleia geral reúneFse ordinariamente, pelo menos, uma ve( por ano4
c) ,eve ser possibilitado a todos os associados o e%ercício e'ectivo do direito de voto, podendo os
estatutos prever para tanto a reali(ação simultCnea de assembleias gerais por +reas regionais ou
secç3es de voto, ou outros sistemas compatíveis com as deliberaç3es a tomar4
d) =o caso de os estatutos con'erirem mais do $ue um voto a certos associados, em 'unção das
dimens3es das empresas, não pode esse associado dispor de um número de votos superior ao
d*cuplo do número de votos do associado $ue tiver o menor número4
e) =en#um associado pode estar representado em mais do $ue um dos !rgãos electivos4
') 9ão asseguradas iguais oportunidades a todas as listas concorrentes &s eleiç3es para os corpos sociais,
devendo constituirFse para 'iscali(ar o processo eleitoral uma comissão eleitoral composta
pelo presidente da mesa da assembleia geral e por representantes de cada uma das listas
concorrentes4
g) ; mandato dos membros da direcção não pode ter duração superior a $uatro anos, sendo
permitida a reeleição para mandatos sucessivos4
#) ;s corpos sociais podem ser destituídos por deliberação da assembleia geral, devendo os
estatutos regular os termos da destituição e da gestão da associação sindical at* ao início de 'unç3es

11-

de novos corpos sociais4
i) As assembleias gerais devem ser convocadas com ampla publicidade, indicandoFse a #ora, local e
ob?ecto, e devendo ser publicada a convocat!ria com antecedEncia mínima de trEs dias em um dos ?ornais
da localidade da sede da associação sindical ou, não o #avendo, em um dos ?ornais aí mais lidos4
?) A convocação das assembleias gerais compete ao presidente da respectiva mesa, por sua iniciativa
ou a pedido da direcção, ou de 11L ou 511 dos associados)
5 F ; empregador go(a da liberdade de se inscrever em associação $ue represente a sua actividade, desde
$ue preenc#a os re$uisitos estatut+rios, não podendo a sua admissão estar dependente de uma decisão
discricion+ria da associação)
7 F ; empregador inscrito numa associação pode retirarFse dela a todo o tempo, mediante
comunicação enviada com a antecedEncia mínima de 71 dias)
Artigo #1'º
!egime disciplinar
1 F ; regime disciplinar deve assegurar o procedimento escrito e o direito de de'esa do associado,
devendo a sanção de e%pulsão ser apenas aplicada aos casos de grave violação de deveres
'undamentais)
5 F ; regime disciplinar não pode conter normas $ue inter'iram com a actividade econ!mica e%ercida pelos
empregadores)
Artigo #1(º
A>uisição e impenhorabilidade de bens
1 F ;s bens m!veis e im!veis cu?a utili(ação se?a estritamente indispens+vel ao 'uncionamento das
associaç3es de empregadores são impen#or+veis)
5 F ;s bens im!veis destinados ao e%ercício de actividades compreendidas nos 'ins pr!prios das
associaç3es de empregadores não go(am da impen#orabilidade estabelecida no número anterior
sempre $ue, cumulativamente, se veri'i$uem as seguintes condiç3es:
a) A a$uisição, construção, reconstrução, modi'icação ou bene'iciação desses bens se?a 'eita
mediante recurso a 'inanciamento por terceiros com garantia real, previamente registada4
b) ; 'inanciamento por terceiros e as condiç3es de a$uisição se?am ob?ecto de deliberação da
assembleia geral de associados ou de !rgão deliberativo estatutariamente competente)
Artigo #1)º
4ublicidade dos membros da direcção
; presidente da mesa da assembleia geral deve remeter a identi'icação dos membros da direcção, bem
como c!pia da acta da assembleia $ue os elegeu, ao minist*rio respons+vel pela +rea laboral no pra(o de 11
dias ap!s a eleição, para publicação imediata no Ioletim do "rabal#o e 0mprego)
Artigo #2*º
9issolução e destino dos bens
0m caso de dissolução de uma associação de empregadores, os respectivos bens não podem ser
distribuídos pelos associados)
Artigo #21º
Cancelamento do registo
A e%tinção ?udicial ou volunt+ria da associação de empregadores deve ser comunicada ao minist*rio
respons+vel pela +rea laboral $ue procede ao cancelamento do respectivo registo produ(indo e'eitos
a partir da respectiva publicação no Ioletim do "rabal#o e 0mprego)
Artigo #22º
A>uisição e perda da >ualidade de associação de empregadores
As associaç3es de empres+rios constituídas ao abrigo do regime geral do direito de associação
podem ad$uirir a $ualidade de associação de empregadores, pelo processo de'inido no artigo .17º, desde
$ue preenc#am os re$uisitos constantes deste C!digo, e podem perder essa $ualidade por vontade
dos associados ou por decisão ?udicial tomada nos termos do nº : da$uele artigo)
Artigo #23º
2nscrição em associação de empregadores
;s empres+rios $ue não empreguem trabal#adores, ou as suas associaç3es, podem 'iliarFse em
associaç3es de empregadores, não podendo, contudo, intervir nas decis3es respeitantes &s relaç3es
de trabal#o)

11<

CA45T613 222
4articipação na elaboração da legislação do trabalho
Artigo #2º
0oção de legislação do trabalho
1 F 0ntendeFse por legislação do trabal#o a $ue regula os direitos e obrigaç3es dos trabal#adores e
empregadores, en$uanto tais, e as suas organi(aç3es)
5 F 9ão considerados legislação do trabal#o os diplomas $ue regulam, nomeadamente, as seguintes
mat*rias:
a) Contrato de trabal#o4
b) ,ireito colectivo de trabal#o4
c) 9egurança, #igiene e saúde no trabal#o4
d) Acidentes de trabal#o e doenças pro'issionais4
e) 2ormação pro'issional4
') 8rocesso do trabal#o)
7 F ConsideraFse igualmente mat*ria de legislação de trabal#o o processo de aprovação para
rati'icação das convenç3es da ;rgani(ação Anternacional do "rabal#o)
Artigo #2#º
4reced:ncia de discussão
=en#um pro?ecto ou proposta de lei, pro?ecto de decretoFlei ou pro?ecto ou proposta de decreto
regional relativo & legislação de trabal#o pode ser discutido e votado pela Assembleia da República, pelo
Joverno da República, pelas Assembleias Regionais ou pelos Jovernos Regionais sem $ue as comiss3es de
trabal#adores ou as respectivas comiss3es coordenadoras, as associaç3es sindicais e
as associaç3es de empregadores se ten#am podido pronunciar sobre ele)
Artigo #2%º
4articipação da Comissão 4ermanente de Concertação 8ocial
A Comissão 8ermanente de Concertação 9ocial pode pronunciarFse sobre $ual$uer pro?ecto ou
proposta de acto legislativo previsto no artigo .5:º, podendo ser convocada por decisão do
8residente mediante re$uerimento de $ual$uer dos seus membros)
Artigo #2'º
4ublicação dos pro?ectos e propostas
1 F 8ara e'eitos do disposto no artigo .5.º, e para mais ampla divulgação, os pro?ectos e propostas são
publicados previamente em separata das seguintes publicaç3es o'iciais:
a) ,i+rio da Assembleia da República, tratandoFse de legislação a aprovar pela Assembleia da
República4
b) Ioletim do "rabal#o e 0mprego, tratandoFse de legislação a aprovar pelo Joverno da República4
c) ,i+rios das Assembleias Regionais, tratandoFse de legislação a aprovar pelas Assembleias
Regionais4
d) >ornal ;'icial, tratandoFse de legislação a aprovar pelos governos regionais)
5 F As separatas re'eridas no número anterior contEm, obrigatoriamente:
a) ; te%to integral das propostas ou pro?ectos, com os respectivos números4
b) A designação sint*tica da mat*ria da proposta ou pro?ecto4
c) ; pra(o para apreciação pública)
7 F A Assembleia da República, o Joverno da República, as Assembleias Regionais e os Jovernos
Regionais 'a(em anunciar, atrav*s dos !rgãos de comunicação social, a publicação da separata e a
designação das mat*rias $ue se encontram em 'ase de apreciação pública)
Artigo #2(º
4raDo de apreciação p&blica
1 F ; pra(o de apreciação pública não pode ser in'erior a 71 dias)
5 F ; pra(o pode, todavia, ser redu(ido para 51 dias, a título e%cepcional e por motivo de urgEncia,
devidamente ?usti'icado no acto $ue determina a publicação)
Artigo #2)º
4areceres e audiç"es das organiDaç"es representativas
,entro do pra(o de apreciação pública, as entidades re'eridas no artigo .5.º podem pronunciarFse sobre
os pro?ectos e propostas, de acordo com o modelo regulamentado, e $ue * obrigatoriamente transcrito
em cada separata, e solicitar & Assembleia da República, ao Joverno da República, &s Assembleias
Regionais ou aos Jovernos Regionais audição oral, nos termos da regulamentação pr!pria da

116

orgCnica interna de cada um destes !rgãos)
Artigo #3*º
!esultados da apreciação p&blica
1 F As posiç3es das entidades re'eridas no artigo .5.º constantes de pareceres ou e%pressas nas
audiç3es são tidas em conta pelo legislador como elementos de trabal#o)
5 F ; resultado da apreciação pública consta:
a) ,o preCmbulo do decretoFlei ou do decreto regional4
b) ,o relat!rio ane%o ao parecer da comissão especiali(ada da Assembleia da República ou das
comiss3es das assembleias regionais)
86@T5T613 22
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
CA45T613 2
4rinc7pios gerais
8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo #31º
4rinc7pio do tratamento mais /avorável
As disposiç3es dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o s! podem ser a'astadas por
contrato de trabal#o $uando este estabeleça condiç3es mais 'avor+veis para o trabal#ador e se da$uelas
disposiç3es não resultar o contr+rio)
Artigo #32º
$orma
;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o revestem a 'orma escrita, sob pena de
nulidade)
Artigo #33º
1imites
1 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o não podem:
a) Contrariar as normas legais imperativas4
b) 0stabelecer regulamentação das actividades econ!micas, nomeadamente no tocante aos períodos
de 'uncionamento das empresas, ao regime 'iscal e & 'ormação dos preços4
c) Con'erir e'ic+cia retroactiva a $ual$uer das suas cl+usulas, salvo tratandoFse de cl+usulas de
nature(a pecuni+ria de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial)
5 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o podem instituir regimes complementares
contratuais $ue atribuam prestaç3es complementares do subsistema previdencial na parte não
coberta por este, nos termos da lei)
Artigo #3º
4ublicidade
; empregador deve a'i%ar na empresa, em local apropriado, a indicação dos instrumentos de
regulamentação colectiva de trabal#o aplic+veis)
8EC;<3 22
Concorr:ncia de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
Artigo #3#º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho negociais verticais
; instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial de um sector de actividade a'asta a
aplicação de um instrumento da mesma nature(a cu?o Cmbito se de'ine por pro'issão ou pro'iss3es
relativamente &$uele sector de actividade)
Artigo #3%º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho negociais
1 F 9empre $ue e%istir concorrEncia entre instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o

111

negociais, são observados os seguintes crit*rios de pre'erEncia:
a) ; acordo de empresa a'asta a aplicação do acordo colectivo e do contrato colectivo4
b) ; acordo colectivo a'asta a aplicação do contrato colectivo)
5 F ;s crit*rios de pre'erEncia previstos nas alíneas a) e b) do número anterior podem ser a'astados por
instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial, designadamente atrav*s da previsão
de cl+usulas de articulação entre convenç3es colectivas de di'erente nível)
7 F 0m todos os outros casos, compete aos trabal#adores da empresa em relação aos $uais se
veri'i$ue concorrEncia, escol#er, por maioria, no pra(o de 71 dias, o instrumento aplic+vel,
comunicando a escol#a ao empregador interessado e aos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral)
: F A declaração e a deliberação previstas no número anterior são irrevog+veis at* ao termo da
vigEncia do instrumento por eles adoptado)
. F =a ausEncia de escol#a pelos trabal#adores, * aplic+vel o instrumento de publicação mais
recente)
6 F =o caso de os instrumentos concorrentes terem sido publicados na mesma data, aplicaFse o $ue
regular a principal actividade da empresa)
Artigo #3'º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho não negociais
1 F 9empre $ue e%istir concorrEncia entre instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o de
nature(a não negocial, são observados os seguintes crit*rios de pre'erEncia:
a) A decisão de arbitragem obrigat!ria a'asta a aplicação dos outros instrumentos4
b) ; regulamento de e%tensão a'asta a aplicação do regulamento de condiç3es mínimas)
5 F 0m caso de concorrEncia entre regulamentos de e%tensão aplicaFse o previsto nos ns) 7 a 6 do artigo
anterior)
Artigo #3(º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho negociais e não negociais
A entrada em vigor de um instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial a'asta a
aplicação, no respectivo Cmbito, de um anterior instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o não
negocial)
CA45T613 22
Convenção colectiva
8EC;<3 2
4rinc7pio geral
Artigo #3)º
4romoção da contratação colectiva
; 0stado deve promover a contratação colectiva, de modo $ue os regimes previstos em convenç3es
colectivas se?am aplic+veis ao maior número de trabal#adores e empregadores)
8EC;<3 22
!epresentaçãoE ob?ecto e conte&do
Artigo #*º
!epresentantes
1 F As convenç3es colectivas são assinadas pelos representantes das associaç3es sindicais e,
con'orme os casos, pelos representantes das associaç3es de empregadores ou pelos pr!prios
empregadores)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, consideramFse representantes:
a) ;s membros das direcç3es das associaç3es sindicais e de empregadores com poderes para
contratar4
b) As pessoas mandatadas pelas direcç3es das associaç3es acima re'eridas4
c) ;s gerentes, administradores, directores, desde $ue com poderes para contratar4
d) =o caso das empresas do sector público, os membros dos consel#os de gerEncia ou !rgãos
e$uiparados, desde $ue com poderes para contratar4
e) Muais$uer pessoas, desde $ue titulares de mandato escrito com poderes para contratar)
7 F A revogação do mandato s! * e'ica( ap!s comunicação escrita & outra parte at* & data da
assinatura da convenção colectiva)
Artigo #1º
Conte&do

111

As convenç3es colectivas de trabal#o devem, designadamente, regular:
a) As relaç3es entre as partes outorgantes, em particular $uanto & veri'icação do cumprimento da
convenção e aos meios de resolução de con'litos decorrentes da sua aplicação e revisão4
b) As acç3es de 'ormação pro'issional, tendo presente as necessidades do trabal#ador e do
empregador4
c) As condiç3es de prestação do trabal#o relativas & segurança, #igiene e saúde4
d) ; Cmbito temporal, nomeadamente a sobrevigEncia e o pra(o de denúncia4
e) ;s direitos e deveres recíprocos dos trabal#adores e dos empregadores4
') ;s processos de resolução dos litígios emergentes de contratos de trabal#o, instituindo
mecanismos de conciliação, mediação e arbitragem4
g) A de'inição de serviços mínimos e dos meios necess+rios para os assegurar em caso de greve)
Artigo #2º
Comissão paritária
1 F A convenção colectiva deve prever a constituição de uma comissão 'ormada por igual número de
representantes das entidades signat+rias com competEncia para interpretar e integrar as suas
cl+usulas)
5 F ; 'uncionamento da comissão * regulado pela convenção colectiva)
7 F A comissão parit+ria s! pode deliberar desde $ue este?a presente metade dos representantes de cada
parte)
: F A deliberação tomada por unanimidade consideraFse para todos os e'eitos como integrando a
convenção a $ue respeita, devendo ser depositada e publicada nos mesmos termos da convenção
colectiva)
. F A deliberação tomada por unanimidade pode ser ob?ecto de regulamento de e%tensão)
Artigo #3º
Conte&do obrigatório
A convenção colectiva deve re'erir:
a) ,esignação das entidades celebrantes4
b) =ome e $ualidade em $ue intervEm os representantes das entidades celebrantes4
c) Srea geogr+'ica e Cmbito do sector de actividade e pro'issional de aplicação4
d) ,ata de celebração4
e) Convenção alterada e respectiva data de publicação, caso e%ista4
') 8ra(o de vigEncia, caso e%ista4
g) Oalores e%pressos da retribuição base para todas as pro'iss3es e categorias pro'issionais, caso
ten#am sido acordadas4
#) =úmero de empregadores e trabal#adores abrangidos pela convenção colectiva)
8EC;<3 222
0egociação
Artigo #º
4roposta
1 F ; processo de negociação iniciaFse com a apresentação & outra parte da proposta de celebração
ou de revisão de uma convenção colectiva)
5 F A proposta deve revestir 'orma escrita, ser devidamente 'undamentada e conter os seguintes
elementos:
a) ,esignação das entidades $ue a subscrevem em nome pr!prio e em representação de outras4
b) Andicação da convenção $ue se pretende rever, sendo caso disso, e respectiva data de publicação)
Artigo ##º
!esposta
1 F A entidade destinat+ria da proposta deve responder, de 'orma escrita e 'undamentada, nos 71
dias seguintes & recepção da$uela, salvo se #ouver pra(o convencionado ou pra(o mais longo
indicado pelo proponente)
5 F A resposta deve e%primir uma posição relativa a todas as cl+usulas da proposta, aceitando,
recusando ou contrapropondo)
7 F A 'alta de resposta ou de contraproposta, no pra(o 'i%ado no nº 1 e nos termos do nº 5, legitima a
entidade proponente a re$uerer a conciliação)
Artigo #%º
4rioridade em matBria negocial

115

1 F As partes devem, sempre $ue possível, atribuir prioridade &s mat*rias da retribuição, da duração e
organi(ação do tempo de trabal#o, tendo em vista o a?uste do acr*scimo global de encargos daí
resultante, bem como & segurança, #igiene e saúde no trabal#o)
5 F A inviabilidade do acordo inicial sobre as mat*rias re'eridas no número anterior não ?usti'ica a
ruptura de negociação)
Artigo #'º
@oa /B na negociação
1 F As partes devem respeitar, no processo de negociação colectiva, o princípio de boa '*,
nomeadamente respondendo com a m+%ima brevidade possível &s propostas e contrapropostas,
observando, caso e%ista, o protocolo negocial e 'a(endoFse representar em reuni3es e contactos
destinados & prevenção ou resolução de con'litos)
5 F ;s representantes legítimos das associaç3es sindicais e de empregadores devem,
oportunamente, 'a(er as necess+rias consultas aos trabal#adores e aos empregadores interessados, não
podendo, no entanto, invocar tal necessidade para obterem a suspensão ou interrupção de
$uais$uer actos)
7 F Cada uma das partes do processo deve, na medida em $ue daí não resulte pre?uí(o para a de'esa dos
seus interesses, 'acultar & outra os elementos ou in'ormaç3es $ue ela solicitar)
: F =ão pode ser recusado, no decurso de processos de negociação dos acordos colectivo e de
empresa, o 'ornecimento dos relat!rios e contas das empresas ?+ publicados e, em $ual$uer caso, do
número de trabal#adores, por categoria pro'issional, envolvidos no processo $ue se situem no Cmbito
da aplicação do acordo a celebrar)
Artigo #(º
Apoio tBcnico da Administração
1 F =a preparação da proposta e respectiva resposta e durante as negociaç3es, os serviços
competentes dos minist*rios respons+veis pela +rea laboral e pela +rea de actividade 'ornecem &s partes
a in'ormação necess+ria de $ue disp3em e $ue por elas se?a re$uerida)
5 F As partes devem enviar as propostas e respostas, com a respectiva 'undamentação, ao minist*rio
respons+vel pela +rea laboral nos 1. dias seguintes & sua apresentação)
8EC;<3 2,
9epósito
Artigo #)º
9epósito
1 F A convenção colectiva, bem como a respectiva revogação, * entregue para dep!sito, nos serviços
competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral, nos cinco dias subse$uentes & data da
assinatura)
5 F ; dep!sito consideraFse 'eito se não 'or recusado nos 1. dias seguintes & recepção da convenção nos
serviços re'eridos no número anterior)
Artigo ##*º
!ecusa de depósito
1 F ; dep!sito das convenç3es colectivas * recusado:
a) 9e não obedecerem ao disposto no artigo .:7º4
b) 9e não 'orem acompan#adas dos títulos de representação e%igidos no artigo .:1º4
c) 9e os su?eitos outorgantes carecerem de capacidade para a sua celebração4
d) 9e não tiver decorrido o pra(o de 11 meses ap!s a data da entrada em vigor da convenção4
e) 9e não 'or entregue o te%to consolidado, no caso de ter #avido 7 alteraç3es ou modi'icaç3es em mais
de 11 cl+usulas)
5 F A decisão de recusa do dep!sito, com a respectiva 'undamentação, * imediatamente noti'icada &s
partes e devolvida a respectiva convenção colectiva)
Artigo ##1º
Alteração das convenç"es atB ao depósito
1 F 8or acordo das partes, e en$uanto o dep!sito não 'or e'ectuado, pode ser introdu(ida $ual$uer
alteração 'ormal ou substancial no conteúdo da convenção entregue para esse e'eito)
5 F A alteração re'erida no número anterior interrompe o pra(o de dep!sito)
8EC;<3 ,
Hmbito pessoal
Artigo ##2º

117

4rinc7pio da /iliação
1 F A convenção colectiva de trabal#o obriga os empregadores $ue a subscrevem e os inscritos nas
associaç3es de empregadores signat+rias, bem como os trabal#adores ao seu serviço $ue se?am
membros das associaç3es sindicais outorgantes)
5 F A convenção outorgada pelas uni3es, 'ederaç3es e con'ederaç3es obriga os empregadores e os
trabal#adores inscritos, respectivamente, nas associaç3es de empregadores e nos sindicatos
representados nos termos dos estatutos da$uelas organi(aç3es $uando outorguem em nome pr!prio
ou em con'ormidade com os mandatos a $ue se re'ere o artigo .:1º
Artigo ##3º
E/eitos da /iliação
As convenç3es colectivas abrangem os trabal#adores e os empregadores $ue este?am 'iliados nas
associaç3es signat+rias no momento do início do processo negocial, bem como os $ue nelas se 'iliem
durante o período de vigEncia das mesmas convenç3es)
Artigo ##º
E/eitos da des/iliação
1 F 0m caso de des'iliação dos trabal#adores, dos empregadores ou das respectivas associaç3es, dos
su?eitos outorgantes, a convenção colectiva aplicaFse at* ao 'inal do pra(o $ue dela
e%pressamente constar ou, sendo esta ob?ecto de alteração, at* & sua entrada em vigor)
5 F =o caso de a convenção colectiva não ter pra(o de vigEncia, os trabal#adores e os empregadores,
ou as respectivas associaç3es, $ue se ten#am des'iliado dos su?eitos outorgantes são abrangidos
durante o pra(o mínimo de um ano)
Artigo ###º
E/eitos da transmissão da empresa ou estabelecimento
1 F 0m caso de transmissão, por $ual$uer título, da titularidade da empresa, do estabelecimento ou
de parte de empresa ou estabelecimento $ue constitua uma unidade econ!mica, o instrumento de
regulamentação colectiva de trabal#o $ue vincula o transmitente * aplic+vel ao ad$uirente at* ao
termo do respectivo pra(o de vigEncia, e no mínimo durante 15 meses a contar da data da
transmissão, salvo se, entretanto, outro instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o negocial
passar a aplicarFse ao ad$uirente)
5 F ; disposto no número anterior * aplic+vel & transmissão, cessão ou reversão da e%ploração da
empresa, do estabelecimento ou de uma unidade econ!mica)
8EC;<3 ,2
Hmbito temporal
Artigo ##%º
,ig:ncia
1 F A convenção colectiva vigora pelo pra(o $ue dela constar, não podendo ser in'erior a um ano, sem
pre?uí(o do previsto no artigo seguinte)
5 F A convenção colectiva pode ter di'erentes períodos de vigEncia para cada mat*ria ou grupo
#omog*neo de cl+usulas)
Artigo ##'º
8obrevig:ncia
1 F ,ecorrido o pra(o de vigEncia previsto no nº 1 do artigo anterior, a convenção colectiva renovaFse nos
termos nela previstos)
5 F =o caso de a convenção colectiva não regular a mat*ria prevista no número anterior, aplicaFse o
seguinte regime:
a) A convenção renovaFse sucessivamente por períodos de um ano4
b) Navendo denúncia, a convenção colectiva renovaFse por um período de um ano e, estando as
partes em negociação, por novo período de um ano4
c) ,ecorridos os pra(os previstos nas alíneas anteriores, a convenção colectiva mant*mFse em vigor, desde
$ue se ten#a iniciado a conciliação ou a mediação, at* & conclusão do respectivo
procedimento, não podendo a sua vigEncia durar mais de seis meses)
7 F =o caso de se ter iniciado a arbitragem durante o período 'i%ado no número anterior, a convenção
colectiva mant*m os seus e'eitos at* & entrada em vigor da decisão arbitral)
: F ,ecorrida a sobrevigEncia prevista nos números anteriores, a convenção cessa os seus e'eitos)
Artigo ##(º
9en&ncia

11:

1 F A convenção colectiva pode ser denunciada, por $ual$uer das outorgantes, mediante
comunicação escrita dirigida & outra parte, desde $ue se?a acompan#ada de uma proposta negocial)
5 F A denúncia deve ser 'eita com uma antecedEncia de, pelo menos, trEs meses, relativamente ao termo
de pra(o de vigEncia previsto no artigo ..6º ou na alínea a) do nº 5 do artigo ..-º
Artigo ##)º
!evogação
,ecorrido o pra(o de vigEncia mínimo de um ano, a convenção colectiva pode cessar os seus e'eitos
mediante revogação por acordo das partes)
Artigo #%*º
8ucessão de convenç"es colectivas
1 F A convenção posterior revoga integralmente a convenção anterior, salvo nas mat*rias
e%pressamente ressalvadas pelas partes)
5 F A mera sucessão de convenç3es colectivas não pode ser invocada para diminuir o nível de
protecção global dos trabal#adores)
7 F ;s direitos decorrentes de convenção colectiva s! podem ser redu(idos por nova convenção de
cu?o te%to conste, em termos e%pressos, o seu car+cter globalmente mais 'avor+vel)
: F =o caso previsto no número anterior, a nova convenção pre?udica os direitos decorrentes de
convenção anterior, salvo se, na nova convenção, 'orem e%pressamente ressalvados pelas partes)
8EC;<3 ,22
Cumprimento
Artigo #%1º
EAecução
1 F =o cumprimento da convenção colectiva devem as partes, tal como os respectivos 'iliados,
proceder de boa '*)
5 F ,urante a e%ecução da convenção colectiva atenderFseF+ &s circunstCncias em $ue as partes
'undamentaram a decisão de contratar)
Artigo #%2º
2ncumprimento
A parte outorgante da convenção colectiva, bem como os respectivos 'iliados $ue 'altem
culposamente ao cumprimento das obrigaç3es dela emergentes são respons+veis pelo pre?uí(o
causado, nos termos gerais)
CA45T613 222
Acordo de adesão
Artigo #%3º
Adesão a convenç"es colectivas e a decis"es arbitrais
1 F As associaç3es sindicais, as associaç3es de empregadores e os empregadores podem aderir a
convenç3es colectivas ou decis3es arbitrais em vigor)
5 F A adesão operaFse por acordo entre a entidade interessada e a$uela ou a$uelas $ue se l#e
contraporiam na negociação da convenção, se nela tivessem participado)
7 F ,a adesão não pode resultar modi'icação do conteúdo da convenção colectiva ou da decisão
arbitral ainda $ue destinada a aplicarFse somente no Cmbito da entidade aderente)
: F Aos acordos de adesão aplicamFse as regras re'erentes ao dep!sito e a publicação das
convenç3es colectivas)
CA45T613 2,
Arbitragem
8EC;<3 2
Arbitragem voluntária
Artigo #%º
Admissibilidade
A todo o tempo as partes podem acordar em submeter a arbitragem, nos termos $ue de'inirem ou, na 'alta
de de'inição, segundo o disposto nos artigos seguintes, as $uest3es laborais $ue resultem,

11.

nomeadamente, da interpretação, integração, celebração ou revisão de uma convenção colectiva)
Artigo #%#º
$uncionamento
1 F A arbitragem * reali(ada por trEs +rbitros, um nomeado por cada uma das partes e o
terceiro escol#ido por estes)
5 F ; minist*rio respons+vel pela +rea laboral deve ser in'ormado pelas partes do início e do termo do
respectivo procedimento)
7 F ;s +rbitros podem ser assistidos por peritos e tEm o direito a obter das partes, do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral e do minist*rio respons+vel pela +rea de actividade a in'ormação
necess+ria de $ue estas dispon#am)
: F ;s +rbitros enviam o te%to da decisão &s partes e ao minist*rio respons+vel pela +rea laboral, para
e'eitos de dep!sito e publicação, no pra(o de 1. dias a contar da decisão)
. F ; regime geral da arbitragem volunt+ria * subsidiariamente aplic+vel)
Artigo #%%º
E/eitos da decisão arbitral
1 F A decisão arbitral produ( os e'eitos da convenção colectiva)
5 F AplicamFse &s decis3es arbitrais, com as necess+rias adaptaç3es, as regras sobre conteúdo
obrigat!rio e dep!sito previstas para as convenç3es colectivas)
8EC;<3 22
Arbitragem obrigatória
Artigo #%'º
Admissibilidade
1 F =os con'litos $ue resultem da celebração ou revisão de uma convenção colectiva de trabal#o
pode ser tornada obrigat!ria a reali(ação de arbitragem, $uando, depois de negociaç3es prolongadas
e in'rutí'eras, tendoFse 'rustrado a conciliação e a mediação, as partes não acordem, no pra(o de dois meses
a contar do termo da$ueles procedimentos, em submeter o con'lito a arbitragem volunt+ria)
5 F A arbitragem obrigat!ria pode, a $ual$uer momento, ser suspensa, por uma s! ve(, mediante
re$uerimento con?unto das partes)
7 F =o caso previsto no número anterior, compete ao tribunal arbitral 'i%ar a duração da suspensão, por
um período m+%imo de trEs meses, 'indo o $ual * reiniciada a arbitragem obrigat!ria)
Artigo #%(º
9eterminação
1 F Dediante re$uerimento de $ual$uer das partes, a arbitragem obrigat!ria pode ser determinada por
despac#o, devidamente 'undamentado, do ministro respons+vel pela +rea laboral, $ue deve atender:
a) Ao número de trabal#adores e empregadores a'ectados pelo con'lito4
b) H relevCncia da protecção social dos trabal#adores abrangidos pela convenção4
c) Aos e'eitos sociais e econ!micos da e%istEncia do con'lito)
5 F ; despac#o previsto no número anterior pode igualmente ser emitido na se$uEncia de
recomendação da Comissão 8ermanente de Concertação 9ocial, sendo obrigat!rio sempre $ue estiver
em causa um con'lito entre partes 'iliadas em associaç3es de trabal#adores e empregadores com assento
na$uela Comissão e 'or apresentado re$uerimento con?unto por elas subscrito)
7 F ; despac#o previsto nos números anteriores deve ser precedido de audiEncia das entidades
reguladoras e de supervisão do sector de actividade em causa)
: F ; regime previsto no C!digo do 8rocedimento Administrativo * subsidiariamente aplic+vel)
Artigo #%)º
$uncionamento
1 F =as $uarenta e oito #oras subse$uentes & noti'icação do despac#o $ue determina a reali(ação de
arbitragem obrigat!ria, as partes nomeiam o respectivo +rbitro, cu?a identi'icação * comunicada, no pra(o
de vinte e $uatro #oras, & outra parte, aos serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral
e ao secret+rioFgeral do Consel#o 0con!mico e 9ocial)
5 F =o pra(o de setenta e duas #oras a contar da comunicação re'erida no número anterior, os
+rbitros procedem & escol#a do terceiro +rbitro, cu?a identi'icação * comunicada, nas vinte e $uatro #oras
subse$uentes, &s entidades re'eridas na parte 'inal do número anterior)
7 F =o caso de não ter sido 'eita a designação do +rbitro a indicar por uma das partes, o secret+rioF geral
do Consel#o 0con!mico e 9ocial procede, no pra(o de vinte e $uatro #oras, ao sorteio do +rbitro
em 'alta de entre os +rbitros constantes da lista de +rbitros dos representantes dos
trabal#adores ou dos empregadores, consoante o caso, podendo a parte 'altosa o'erecer outro, em sua
substituição, nas $uarenta e oito #oras seguintes, procedendo, neste caso, os +rbitros indicados

116

& escol#a do terceiro +rbitro, nos termos do número anterior)
: F =o caso de não ter sido 'eita a designação do terceiro +rbitro, o secret+rioFgeral do Consel#o
0con!mico e 9ocial procede ao respectivo sorteio de entre os +rbitros constantes da lista de +rbitros
presidentes, no pra(o de vinte e $uatro #oras)
. F ; secret+rioFgeral do Consel#o 0con!mico e 9ocial noti'ica os representantes da parte
trabal#adora e empregadora do dia e #ora do sorteio, reali(andoFse este & #ora marcada na presença
de todos os representantes ou, na 'alta destes, uma #ora depois com os $ue estiveram presentes)
6 F ; regime da arbitragem volunt+ria estabelecido na secção anterior * subsidiariamente aplic+vel, sem
pre?uí(o da regulamentação prevista em legislação especial)
Artigo #'*º
1istas de árbitros
1 F As listas de +rbitros dos trabal#adores e dos empregadores são elaboradas, no pra(o de dois
meses ap!s a entrada em vigor do C!digo, pelos respectivos representantes na Comissão
8ermanente de Concertação 9ocial)
5 F A lista de +rbitros presidentes * elaborada, no pra(o de dois meses ap!s a elaboração das listas
re'eridas no número anterior, por uma comissão composta pelo presidente do Consel#o 0con!mico e
9ocial, $ue preside, e por dois representantes das associaç3es sindicais e dois representantes das
associaç3es de empregadores com assento na Comissão 8ermanente de Concertação 9ocial)
7 F Cada lista * composta por oito +rbitros e vigora durante um período de cinco anos)
: F =o caso de $ual$uer das listas de +rbitros não ter sido 'eita nos termos dos números anteriores, a
competEncia para a sua elaboração * atribuída & comissão a $ue se re'ere o nº 5, $ue delibera por
maioria, no pra(o de um mEs)
. F =o caso de $ual$uer das listas de +rbitros não ter sido 'eita nos termos do número anterior, a
competEncia para a sua elaboração * de'erida ao presidente do Consel#o 0con!mico e 9ocial, $ue a
constitui no pra(o de um mEs)
6 F =a elaboração das listas de +rbitros a $ue se re'ere o número anterior, o presidente do Consel#o
0con!mico e 9ocial nomeia pessoas independentes e de recon#ecida competEncia)
- F ; disposto nos números anteriores aplicaFse aos casos de substituição de +rbitros)
Artigo #'1º
E/eitos da decisão arbitral
A decisão arbitral produ( os e'eitos da arbitragem volunt+ria)
Artigo #'2º
1egislação complementar
; regime da presente secção * ob?ecto de regulamentação em legislação especial)
CA45T613 ,
!egulamento de eAtensão
Artigo #'3º
EAtensão de convenç"es colectivas ou decis"es arbitrais
; Cmbito de aplicação de'inido nas convenç3es colectivas ou decis3es arbitrais pode ser estendido, ap!s a
sua entrada em vigor, por regulamentos de e%tensão)
Artigo #'º
Compet:ncia
1 F Compete ao minist*rio respons+vel pela +rea laboral a emissão de regulamentos de e%tensão, nos
termos dos artigos seguintes)
5 F A competEncia para a emissão dos regulamentos de e%tensão * con?unta com a do ministro
respons+vel pelo sector de actividade em causa $uando a oposição a $ue se re'ere o nº 5 do artigo
.-6º se 'undamentar em motivos de ordem econ!mica)
Artigo #'#º
Admissibilidade de emissão de regulamentos de eAtensão
1 F ; ministro respons+vel pela +rea laboral, atrav*s da emissão de um regulamento, pode
determinar a e%tensão, total ou parcial, de convenç3es colectivas ou decis3es arbitrais a
empregadores do mesmo sector de actividade e a trabal#adores da mesma pro'issão ou pro'issão
an+loga, desde $ue e%erçam a sua actividade na +rea geogr+'ica e no Cmbito sectorial e pro'issional
'i%ados na$ueles instrumentos)
5 F ; ministro respons+vel pela +rea laboral pode ainda, atrav*s da emissão de um regulamento,
determinar a e%tensão, total ou parcial, de convenç3es colectivas ou decis3es arbitrais a

11-

empregadores e a trabal#adores do mesmo Cmbito sectorial e pro'issional, desde $ue e%erçam a sua
actividade em +rea geogr+'ica diversa da$uela em $ue os instrumentos se aplicam, $uando não
e%istam associaç3es sindicais ou de empregadores e se veri'i$ue identidade ou semel#ança
econ!mica e social)
7 F 0m $ual$uer caso, a emissão do regulamento de e%tensão s! * possível estando em causa
circunstCncias sociais e econ!micas $ue a ?usti'i$uem)
Artigo #'%º
4rocedimento de elaboração do regulamento de eAtensão
1 F ; ministro respons+vel pela +rea laboral manda publicar o pro?ecto de regulamento de e%tensão a emitir
no Ioletim do "rabal#o e 0mprego)
5 F =os 1. dias seguintes ao da publicação do aviso, podem os interessados no procedimento de
e%tensão dedu(ir, por escrito, oposição 'undamentada)
7 F "Em legitimidade para intervir no procedimento $uais$uer particulares, pessoas singulares ou
colectivas, $ue possam ser, ainda $ue indirectamente, a'ectados pela emissão do regulamento de
e%tensão)
: F ; regime previsto no C!digo do 8rocedimento Administrativo * subsidiariamente aplic+vel)
CA45T613 ,2
!egulamento de condiç"es m7nimas
Artigo #''º
Compet:ncia
Compete ao ministro respons+vel pela +rea laboral e ao ministro da tutela ou ao ministro respons+vel pelo
sector de actividade a emissão de regulamentos de condiç3es mínimas, nos termos dos artigos seguintes)
Artigo #'(º
Admissibilidade de emissão de regulamentos de condiç"es m7nimas
=os casos em $ue não se?a possível o recurso ao regulamento de e%tensão, veri'icandoFse a
ine%istEncia de associaç3es sindicais ou de empregadores e estando em causa circunstCncias sociais
e econ!micas $ue o ?usti'i$uem, pode ser emitido um regulamento de condiç3es mínimas de trabal#o)
Artigo #')º
4rocedimento de elaboração do regulamento de condiç"es m7nimas
1 F A emissão de um regulamento de condiç3es mínimas * precedida de estudos preparat!rios)
5 F A elaboração de estudos preparat!rios compete a uma comissão t*cnica, constituída para o e'eito por
despac#o do ministro respons+vel pela +rea laboral)
7 F =a comissão t*cnica são incluídos, sempre $ue se mostre possível assegurar a necess+ria
representação, assessores designados pelos trabal#adores e pelos empregadores interessados)
: F ; número dos assessores * 'i%ado no despac#o constitutivo da comissão)
. F ; regime previsto para a elaboração dos regulamentos de e%tensão * subsidiariamente aplic+vel)
Artigo #(*º
4raDo para a conclusão dos trabalhos
1 F 0ntre a data do despac#o estabelecido no nº 5 do artigo anterior e o termo dos trabal#os da
comissão t*cnica não podem decorrer mais de 61 dias)
5 F ; ministro respons+vel pela +rea laboral pode, em situaç3es e%cepcionais e mediante
re$uerimento devidamente 'undamentado do representante do minist*rio respons+vel pela +rea
laboral na comissão t*cnica, prorrogar o pra(o previsto no número anterior)
CA45T613 ,22
4ublicação e entrada em vigor
Artigo #(1º
4ublicação e entrada em vigor dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
1 F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o, bem como a revogação são publicados
no Ioletim do "rabal#o e 0mprego e entram em vigor, ap!s a sua publicação, nos mesmos termos das
leis)
5 F Compete aos serviços do minist*rio respons+vel pela +rea laboral proceder & publicação no
Ioletim do "rabal#o e 0mprego de avisos sobre a data da cessação da vigEncia de convenç3es
colectivas)
7 F ;s regulamentos de e%tensão e de condiç3es mínimas são tamb*m publicados no ,i+rio da
República)

11<

: F ;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o $ue se?am ob?ecto de trEs alteraç3es ou $ue
ten#am sido modi'icados em mais de de( cl+usulas são integralmente republicados)
86@T5T613 222
Con/litos colectivos
CA45T613 2
!esolução de con/litos colectivos
8EC;<3 2
4rinc7pio geral
Artigo #(2º
@oa /B
=a pendEncia de um con'lito colectivo de trabal#o as partes devem agir de boa '*)
8EC;<3 22
Conciliação
Artigo #(3º
Admissibilidade
1 F ;s con'litos colectivos de trabal#o, designadamente os $ue resultam da celebração ou revisão de uma
convenção colectiva, podem ser dirimidos por conciliação)
5 F =a 'alta de regulamentação convencional da conciliação, aplicamFse as disposiç3es constantes dos
artigos seguintes)
Artigo #(º
$uncionamento
1 F A conciliação pode ser promovida em $ual$uer altura:
a) 8or acordo das partes4
b) 8or uma das partes, no caso de 'alta de resposta & proposta de celebração ou de revisão, ou 'ora desse
caso, mediante aviso pr*vio de oito dias, por escrito, & outra parte)
5 F ,o re$uerimento de conciliação deve constar a indicação do respectivo ob?ecto)
7 F A conciliação * e'ectuada, caso se?a re$uerida, pelos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral, assessorados, sempre $ue necess+rio, pelos serviços competentes do
minist*rio respons+vel pelo sector de actividade)
: F =o caso de a conciliação não ter sido re$uerida aos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral, este minist*rio deve ser in'ormado pelas partes do início e do termo do
respectivo procedimento)
. F =o procedimento conciliat!rio * sempre dada prioridade & de'inição das mat*rias sobre as $uais o
mesmo vai incidir)
Artigo #(#º
Convocatória pelos serviços do ministBrio responsável pela área laboral
1 F As partes são convocadas para o início do procedimento de conciliação, no caso de ter sido
re$uerido aos serviços do minist*rio respons+vel pela +rea laboral, nos $uin(e dias seguintes &
apresentação do pedido neste minist*rio)
5 F ;s serviços competentes do minist*rio respons+vel pela +rea laboral devem convidar a participar
na conciliação $ue ten#a por ob?ecto a revisão de uma convenção colectiva as associaç3es sindicais
ou de empregadores participantes no processo de negociação e $ue não re$ueiram a conciliação)
7 F As associaç3es sindicais ou de empregadores re'eridas no número anterior devem responder ao convite
no pra(o de cinco dias úteis)
: F As partes são obrigadas a comparecer nas reuni3es de conciliação)
Artigo #(%º
Trans/ormação da conciliação em mediação
A conciliação pode ser trans'ormada em mediação, nos termos dos artigos seguintes)
8EC;<3 222
-ediação
Artigo #('º
Admissibilidade

116

1 F As partes podem a todo o tempo acordar em submeter a mediação os con'litos colectivos,
nomeadamente os $ue resultem da celebração ou revisão de uma convenção colectiva)
5 F =a 'alta do acordo previsto no número anterior, uma das partes pode re$uerer, um mEs ap!s o início
da conciliação, a intervenção dos serviços de mediação do minist*rio respons+vel pela +rea laboral)
7 F ,o re$uerimento de mediação deve constar a indicação do respectivo ob?ecto)
Artigo #((º
$uncionamento
1 F A mediação * e'ectuada, caso se?a re$uerida, pelos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral, assessorados, sempre $ue necess+rio, pelos serviços competentes do
minist*rio respons+vel pelo sector de actividade, competindo &$ueles a nomeação do mediador)
5 F =o caso de a mediação não ter sido re$uerida aos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral, este minist*rio deve ser in'ormado pelas partes do início e do termo do
respectivo procedimento)
7 F 9e a mediação 'or re$uerida apenas por uma das partes, o mediador deve solicitar & outra parte
$ue se pronuncie sobre o respectivo ob?ecto)
: F 9e as partes discordarem sobre o ob?ecto da mediação, o mediador decide tendo em
consideração a viabilidade de acordo das partes)
. F 8ara a elaboração da proposta, o mediador pode solicitar &s partes e a $ual$uer departamento do
0stado os dados e in'ormaç3es de $ue estes dispon#am e $ue a$uele considere necess+rios)
6 F ; mediador deve remeter &s partes a sua proposta por carta registada no pra(o de trinta dias a
contar da sua nomeação)
- F A proposta do mediador consideraFse recusada se não #ouver comunicação escrita de ambas as partes
a aceit+Fla no pra(o de 11 dias a contar da sua recepção)
< F ,ecorrido o pra(o 'i%ado no número anterior, o mediador comunica, em simultCneo, a cada uma das
partes, no pra(o de cinco dias, a aceitação ou recusa das partes)
6 F ; mediador est+ obrigado a guardar sigilo de todas as in'ormaç3es col#idas no decurso do
procedimento $ue não se?am con#ecidas da outra parte)
Artigo #()º
Convocatória pelos serviços do ministBrio responsável pela área laboral
1 F At* ao termo do pra(o re'erido na parte 'inal do nº - do artigo anterior, o mediador pode reali(ar
todos os contactos, com cada uma das partes em separado, $ue considere convenientes e vi+veis no sentido
da obtenção de um acordo)
5 F As partes são obrigadas a comparecer nas reuni3es convocadas pelo mediador)
8EC;<3 2,
Arbitragem
Artigo #)*º
Arbitragem
; con'litos colectivos podem ser dirimidos por arbitragem nos termos previstos nos artigos .6:º a
.-5º
CA45T613 22
+reve
Artigo #)1º
9ireito C greve
1 F A greve constitui, nos termos da Constituição, um direito dos trabal#adores)
5 F Compete aos trabal#adores de'inir o Cmbito de interesses a de'ender atrav*s da greve)
7 F ; direito & greve * irrenunci+vel)
Artigo #)2º
Compet:ncia para declarar a greve
1 F ; recurso & greve * decidido pelas associaç3es sindicais)
5 F 9em pre?uí(o do direito recon#ecido &s associaç3es sindicais no número anterior, as assembleias
de trabal#adores podem decidir do recurso & greve, por voto secreto, desde $ue na respectiva
empresa a maioria dos trabal#adores não este?a representada por associaç3es sindicais e $ue a
assembleia se?a e%pressamente convocada para o e'eito por 51L ou 511 trabal#adores)
7 F As assembleias re'eridas no número anterior deliberam validamente desde $ue participe na
votação a maioria dos trabal#adores da empresa e $ue a declaração de greve se?a aprovada pela
maioria dos votantes)

151

Artigo #)3º
!epresentação dos trabalhadores
1 F ;s trabal#adores em greve serão representados pela associação ou associaç3es sindicais ou por uma
comissão eleita para o e'eito, no caso a $ue se re'ere o nº 5 do artigo anterior)
5 F As entidades re'eridas no número anterior podem delegar os seus poderes de representação)
Artigo #)º
4i>uetes de greve
A associação sindical ou a comissão de greve pode organi(ar pi$uetes para desenvolver actividades
tendentes a persuadir os trabal#adores a aderirem & greve, por meios pací'icos, sem pre?uí(o do
recon#ecimento da liberdade de trabal#o dos não aderentes)
Artigo #)#º
Aviso prBvio
1 F As entidades com legitimidade para decidirem o recurso & greve devem dirigir ao empregador ou &
associação de empregadores, e ao minist*rio respons+vel pela +rea laboral, por meios id!neos,
nomeadamente por escrito ou atrav*s dos meios de comunicação social, um aviso pr*vio, com o
pra(o mínimo de cinco dias úteis)
5 F 8ara os casos das alíneas do nº 5 do artigo .6<º, o pra(o de aviso pr*vio * de 11 dias úteis)
7 F ; aviso pr*vio deve conter uma proposta de de'inição dos serviços necess+rios & segurança e
manutenção do e$uipamento e instalaç3es, bem como, sempre $ue a greve se reali(e em empresa
ou estabelecimento $ue se destine & satis'ação de necessidades sociais impreteríveis, uma proposta
de de'inição de serviços mínimos)
Artigo #)%º
4roibição de substituição dos grevistas
1 F ; empregador não pode, durante a greve, substituir os grevistas por pessoas $ue & data do aviso pr*vio
re'erido no número anterior não trabal#avam no respectivo estabelecimento ou serviço, nem pode, desde
a$uela data, admitir novos trabal#adores para a$uele e'eito)
5 F A concreta tare'a desempen#ada pelo trabal#ador em greve não pode, durante esse período, ser
reali(ada por empresa especialmente contratada para o e'eito, salvo no caso de não estarem
garantidos a satis'ação das necessidades sociais impreteríveis ou os serviços necess+rios &
segurança e manutenção do e$uipamento e instalaç3es)
Artigo #)'º
E/eitos da greve
1 F A greve suspende, no $ue respeita aos trabal#adores $ue a ela aderirem, as relaç3es emergentes
do contrato de trabal#o, nomeadamente o direito & retribuição e, em conse$uEncia, desvinculaFos dos
deveres de subordinação e assiduidade)
5 F Relativamente aos vínculos laborais dos grevistas, mantEmFse, durante a greve, os direitos,
deveres e garantias das partes na medida em $ue não pressupon#am a e'ectiva prestação do
trabal#o, assim como os direitos previstos na legislação sobre segurança social e as prestaç3es
devidas por acidentes de trabal#o e doenças pro'issionais)
7 F ; período de suspensão não pode pre?udicar a antiguidade e os e'eitos dela decorrentes,
nomeadamente no $ue respeita & contagem de tempo de serviço)
Artigo #)(º
3brigaç"es durante a greve
1 F =as empresas ou estabelecimentos $ue se destinem & satis'ação de necessidades sociais
impreteríveis 'icam as associaç3es sindicais e os trabal#adores obrigados a assegurar, durante a
greve, a prestação dos serviços mínimos indispens+veis para ocorrer & satis'ação da$uelas
necessidades)
5 F 8ara e'eitos do disposto no número anterior, consideramFse empresas ou estabelecimentos $ue
se destinam & satis'ação de necessidades sociais impreteríveis os $ue se integram, nomeadamente, em
alguns dos seguintes sectores:
a) Correios e telecomunicaç3es4
b) 9erviços m*dicos, #ospitalares e medicamentosos4
c) 9alubridade pública, incluindo a reali(ação de 'unerais4
d) 9erviços de energia e minas, incluindo o abastecimento de combustíveis4
e) Abastecimento de +guas4
') Iombeiros4
g) 9erviços de atendimento ao público $ue assegurem a satis'ação de necessidades essenciais cu?a

151

prestação incumba ao 0stado4
#) "ransportes, incluindo portos, aeroportos, estaç3es de camin#o de 'erro e de camionagem,
relativos a passageiros, animais e g*neros alimentares deterior+veis e a bens essenciais & economia
nacional, abrangendo as respectivas cargas e descargas4
i) "ransporte e segurança de valores monet+rios)
7 F As associaç3es sindicais e os trabal#adores 'icam obrigados a prestar, durante a greve, os
serviços necess+rios & segurança e manutenção do e$uipamento e instalaç3es)
Artigo #))º
9e/inição dos serviços m7nimos
1 F ;s serviços mínimos previstos nos ns) 1 e 7 do artigo anterior devem ser de'inidos por instrumento
de regulamentação colectiva de trabal#o ou por acordo com os representantes dos trabal#adores)
5 F =a ausEncia de previsão em instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o e não #avendo
acordo anterior ao aviso pr*vio $uanto & de'inição dos serviços mínimos previstos no nº 1 do artigo
anterior, o minist*rio respons+vel pela +rea laboral convoca os representantes dos trabal#adores
re'eridos no artigo .67º e os representantes dos empregadores, tendo em vista a negociação de um
acordo $uanto aos serviços mínimos e $uanto aos meios necess+rios para os assegurar)
7 F =a 'alta de um acordo at* ao termo do 7º dia posterior ao aviso pr*vio de greve, a de'inição dos
serviços e dos meios re'eridos no número anterior * estabelecida, sem pre?uí(o do disposto no nº :, por
despac#o con?unto, devidamente 'undamentado, do ministro respons+vel pela +rea laboral e do
ministro respons+vel pelo sector de actividade)
: F =o caso de se tratar de serviços da administração directa do 0stado ou de empresa $ue se inclua
no sector empresarial do 0stado, e na 'alta de um acordo at* ao termo do 7º dia posterior ao aviso
pr*vio de greve, a de'inição dos serviços e meios re'eridos no nº 5 compete a um col*gio arbitral
composto por trEs +rbitros constantes das listas de +rbitros previstas no artigo .-1º, nos termos
previstos em legislação especial)
. F ; despac#o previsto no nº 7 e a decisão do col*gio arbitral prevista no número anterior produ(em
e'eitos imediatamente ap!s a sua noti'icação aos representantes re'eridos no nº 5 e devem ser
a'i%ados nas instalaç3es da empresa ou estabelecimento, nos locais #abitualmente destinados &
in'ormação dos trabal#adores)
6 F ;s representantes dos trabal#adores a $ue se re'ere o artigo .67º devem designar os
trabal#adores $ue 'icam adstritos & prestação dos serviços re'eridos no artigo anterior, at* $uarenta e oito
#oras antes do início do período de greve, e, se não o 'i(erem, deve o empregador proceder a essa
designação)
- F A de'inição dos serviços mínimos deve respeitar os princípios da necessidade, da ade$uação e da
proporcionalidade)
Artigo %**º
!egime de prestação dos serviços m7nimos
1 F ;s trabal#adores a'ectos & prestação de serviços mínimos mantEmFse, na estrita medida
necess+ria & prestação desses serviços, sob a autoridade e direcção do empregador, tendo direito,
nomeadamente, & retribuição)
5 F ; disposto no número anterior * aplic+vel a trabal#adores $ue prestem durante a greve os
serviços necess+rios & segurança e manutenção do e$uipamento e instalaç3es)
Artigo %*1º
2ncumprimento da obrigação de prestação dos serviços m7nimos
=o caso de não cumprimento da obrigação de prestação de serviços mínimos, sem pre?uí(o dos
e'eitos gerais, o Joverno pode determinar a re$uisição ou mobili(ação, nos termos previstos em
legislação especial)
Artigo %*2º
Termo da greve
A greve termina por acordo entre as partes ou por deliberação das entidades $ue a tiverem
declarado, cessando imediatamente os e'eitos previstos no artigo .6-º
Artigo %*3º
4roibição de discriminaç"es devidas C greve
nulo e de nen#um e'eito todo o acto $ue impli$ue coacção, pre?uí(o ou discriminação sobre
$ual$uer trabal#ador por motivo de adesão ou não & greve)
Artigo %*º
2nobserv=ncia da lei

155

1 F A greve declarada ou e%ecutada de 'orma contr+ria & lei 'a( incorrer os trabal#adores grevistas no
regime de 'altas in?usti'icadas)
5 F ; disposto no número anterior não pre?udica a aplicação, $uando a tal #a?a lugar, dos princípios gerais
em mat*ria de responsabilidade civil)
Artigo %*#º
1ocK.out
1 F proibido o locXFout)
5 F ConsideraFse locXFout $ual$uer decisão unilateral do empregador $ue se tradu(a na paralisação total
ou parcial da empresa ou na interdição do acesso aos locais de trabal#o a alguns ou & totalidade dos
trabal#adores e, ainda, na recusa em 'ornecer trabal#o, condiç3es e instrumentos de trabal#o $ue
determine ou possa determinar a paralisação de todos ou alguns sectores da empresa ou desde $ue, em
$ual$uer caso, vise atingir 'inalidades al#eias & normal actividade da empresa)
Artigo %*%º
Contratação colectiva
1 F 8ara al*m das mat*rias re'eridas no nº 1 do artigo .66º, pode a contratação colectiva estabelecer
normas especiais relativas a procedimentos de resolução dos con'litos susceptíveis de determinar o
recurso & greve, assim como limitaç3es, durante a vigEncia do instrumento de regulamentação
colectiva de trabal#o, & declaração de greve por parte dos sindicatos outorgantes com a 'inalidade de
modi'icar o conteúdo dessa convenção)
5 F As limitaç3es previstas na segunda parte do número anterior não pre?udicam, nomeadamente a
declaração de greve com 'undamento:
a) =a alteração anormal das circunstCncias a $ue se re'ere o nº 5 do artigo .61º4
b) =o incumprimento da convenção colectiva)
7 F ; trabal#ador não pode ser responsabili(ado pela adesão a greve declarada em incumprimento das
limitaç3es previstas no nº 1)
12,!3 22
!esponsabilidade penal e contra.ordenacional
CA45T613 2
!esponsabilidade penal
8EC;<3 2
9isposição geral
Artigo %*'º
!esponsabilidade das pessoas colectivas
As pessoas colectivas respondem pela pr+tica dos crimes previstos no presente C!digo)
8EC;<3 22
Crimes
Artigo %*(º
6tiliDação indevida de trabalho de menor
1 F A utili(ação do trabal#o de menor em violação do disposto no nº 1 do artigo ..º e do nº 5 do artigo
61º * punida com pena de prisão at* 5 anos ou com pena de multa at* 5:1 dias, se pena mais grave não
couber por 'orça de outra disposição legal)
5 F =o caso de o menor não ter ainda completado a idade mínima de admissão nem ter concluído a
escolaridade obrigat!ria, os limites das penas são elevados para o dobro)
7 F =o caso de reincidEncia, os limites mínimos das penas previstas nos números anteriores são
elevados para o triplo)
Artigo %*)º
9esobedi:ncia
Muando a AnspecçãoFJeral do "rabal#o veri'icar a violação do disposto no nº 1 do artigo ..º ou das
normas relativas a trabal#os proibidos a $ue se re'ere o nº 5 do artigo 61º, noti'ica, por escrito, o
in'ractor para 'a(er cessar de imediato a actividade do menor, com a cominação de $ue, se o não 'i(er,
incorre no crime de desobediEncia $uali'icada)
Artigo %1*º
8anç"es aplicáveis a pessoas colectivas

157

Hs pessoas colectivas respons+veis pela pr+tica dos crimes previstos nos artigos 61<º e 616º pode ser
aplicada, isolada ou cumulativamente, pena de multa, de interdição tempor+ria do e%ercício de actividade
de dois meses a dois anos ou de privação do direito a subsídios ou subvenç3es, outorgados por
entidades ou serviços públicos, de um a cinco anos)
Artigo %11º
,iolação da autonomia e da independ:ncia sindicais
1 F As entidades ou organi(aç3es $ue violem o disposto nos ns) 1 e 5 do artigo :.5º e no artigo :.7º
são punidas com pena de multa at* 151 dias)
5 F ;s administradores, directores ou gerentes e os trabal#adores $ue ocupem lugares de c#e'ia,
respons+veis pelos actos re'eridos no número anterior, são punidos com pena de prisão at* um ano)
7 F 8erdem as regalias $ue l#es são atribuídas por este C!digo os dirigentes sindicais ou delegados
sindicais $ue 'orem condenados nos termos do número anterior)
Artigo %12º
!etenção de >uota sindical
A retenção e não entrega & associação sindical da $uota sindical cobrada pelo empregador * punida com a
pena prevista para o crime de abuso de con'iança)
Artigo %13º
,iolação do direito C greve
1 F A violação do disposto nos artigos .66º e 617º * punida com pena de multa at* 151 dias)
5 F A violação do disposto no artigo 61.º * punida com pena de prisão at* 5 anos ou com pena de multa
at* 5:1 dias)
CA45T613 22
!esponsabilidade contra.ordenacional
8EC;<3 2
!egime geral
86@8EC;<3 2
9isposiç"es gerais
Artigo %1º
9e/inição
Constitui contraFordenação laboral todo o 'acto típico, ilícito e censur+vel $ue consubstancie a
violação de uma norma $ue consagre direitos ou impon#a deveres a $ual$uer su?eito no Cmbito das
relaç3es laborais e $ue se?a punível com coima)
Artigo %1#º
!egime
As contraFordenaç3es laborais são reguladas pelo disposto neste C!digo e, subsidiariamente, pelo regime
geral das contraFordenaç3es)
Artigo %1%º
0eglig:ncia
A negligEncia nas contraFordenaç3es laborais * sempre sancion+vel)
Artigo %1'º
8u?eitos
1 F Muando um tipo contraFordenacional tiver por agente o empregador abrange tamb*m a pessoa
colectiva, a associação sem personalidade ?urídica, bem como a comissão especial)
5 F 9e um subcontratante, ao e%ecutar toda ou parte do contrato nas instalaç3es do contratante ou sob
a sua responsabilidade, violar disposiç3es a $ue corresponda uma in'racção muito grave, o
contratante * respons+vel solidariamente pelo pagamento da correspondente coima, salvo
demonstrando $ue agiu com a diligEncia devida)
7 F 9e o in'ractor re'erido no número anterior 'or pessoa colectiva ou e$uiparada, respondem pelo
pagamento da coima, solidariamente com a$uela, os respectivos administradores, gerentes ou
directores)
Artigo %1(º

15:

Cumprimento do dever omitido
9empre $ue a contraFordenação laboral consista na omissão de um dever, o pagamento da coima não
dispensa o in'ractor do seu cumprimento se este ainda 'or possível)
Artigo %1)º
Escal"es de gravidade das in/racç"es laborais
8ara determinação da coima aplic+vel e tendo em conta a relevCncia dos interesses violados, as
in'racç3es classi'icamFse em leves, graves e muito graves)
Artigo %2*º
,alores das coimas
1 F A cada escalão de gravidade das in'racç3es laborais corresponde uma coima vari+vel em 'unção
do volume de neg!cios da empresa e do grau da culpa, salvo o disposto no artigo seguinte)
5 F ;s limites das coimas correspondentes &s in'racç3es leves tEm os seguintes valores:
a) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios in'erior a Beuro) 11111111, de 5 @C a . @C
em caso de negligEncia e de 6 @C a 6 @C em caso de dolo4
b) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 11111111, de 6 @C
a 6 @C em caso de negligEncia e de 11 @C a 1. @C em caso de dolo)
7 F ;s limites das coimas correspondentes &s in'racç3es graves tEm os seguintes valores:
a) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios in'erior a Beuro) .11111, de 6 @C a 15 @C em caso
de negligEncia e de 17 @C a 56 @C em caso de dolo4
b) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) .11111 e in'erior
Beuro) 5.11111, de - @C a 1: @C em caso de negligEncia e de 1. @C a :1 @C em caso de dolo4
c) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 5.11111 euros e
in'erior a Beuro) .111111, de 11 @C a 51 @C em caso de negligEncia e de 51 @C a :. @C em caso de dolo4
d) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) .111111 e in'erior a
Beuro) 11111111, de 15 @C a 5. @C em caso de negligEncia e de 56 @C a .1 @C em caso de dolo4
e) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 11111111, de 1.
@C a :1 @C em caso de negligEncia e de .. @C a 6. @C em caso de dolo)
: F ;s limites das coimas correspondentes &s in'racç3es muito graves tEm os seguintes valores:
a) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios in'erior a Beuro) .11111, de 51 @C a :1 @C
em caso de negligEncia e de :. @C a 6. @C em caso de dolo4
b) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) .11111 e in'erior
Beuro) 5.11111, de 75 @C a <1 @C em caso de negligEncia e de <. @C a 161 @C em caso de dolo4
c) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 5.11111 e in'erior a
Beuro) .111111, de :5 @C a 151 @C em caso de negligEncia e de 151 @C a 5<1 @C em caso de dolo4
d) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) .111111 e in'erior a
Beuro) 11111111, de .. @C a 1:1 @C em caso de negligEncia e de 1:. @C a :11 @C em caso de dolo4
e) 9e praticadas por empresa com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 11111111, de 61
@C a 711 @C em caso de negligEncia e de 711 @C a 611 @C em caso de dolo)
. F ; volume de neg!cios reportaFse ao ano civil anterior ao da pr+tica da in'racção)
6 F 9e a empresa não tiver actividade no ano civil anterior, consideraFse o volume de neg!cios do ano mais
recente)
- F =o ano do início de actividade serão aplic+veis os limites previstos para as empresas com volume
de neg!cios in'erior a Beuro) .11111)
< F 9empre $ue o empregador não indi$ue o volume de neg!cios aplicamFse os limites previstos para
as empresas com volume de neg!cios igual ou superior a Beuro) 11111111)
Artigo %21º
3utros casos de valores das coimas
1 F A cada escalão de gravidade das in'racç3es nos casos em $ue o agente não * uma empresa
correspondem as coimas re'eridas nos números seguintes)
5 F Hs in'racç3es leves correspondem coimas de 1 @C a 5 @C em caso de negligEncia e de 5 @C a
7,. @C em caso de dolo)
7 F Hs in'racç3es graves correspondem coimas de 7 @C a - @C em caso de negligEncia e de - @C a
1: @C em caso de dolo)
: F Hs in'racç3es muito graves correspondem coimas de 11 @C a 5. @C em caso de negligEncia e de
5. @C a .1 @C em caso de dolo)
Artigo %22º
CritBrios especiais de medida da coima
1 F ;s valores m+%imos das coimas aplic+veis a in'racç3es muito graves previstos no nº : do artigo
651º são elevados para o dobro nas situaç3es de violação de normas sobre trabal#o de menores,
segurança, #igiene e saúde no trabal#o, de direitos dos organismos representativos dos

15.

trabal#adores, nomeadamente das comiss3es de trabal#adores, bem como de direitos das
associaç3es sindicais, dos dirigentes e delegados sindicais ou e$uiparados e, ainda, do direito &
greve)
5 F 0m caso de pluralidade de agentes respons+veis pela mesma in'racção * aplic+vel a coima
correspondente & empresa com maior volume de neg!cios)
Artigo %23º
9olo
; desrespeito das medidas recomendadas no auto de advertEncia * ponderado pela autoridade
administrativa competente ou pelo ?ulgador em caso de impugnação ?udicial, designadamente, para
e'eitos de a'erição da e%istEncia de conduta dolosa)
Artigo %2º
4luralidade de in/racç"es
Muando a violação da lei a'ectar uma pluralidade de trabal#adores individualmente considerados, o
número de in'racç3es corresponde ao número de trabal#adores concretamente a'ectados, nos termos
e com os limites previstos em legislação especial)
Artigo %2#º
9eterminação da medida da coima
1 F =a determinação da medida da coima, al*m do disposto no regime geral das contraFordenaç3es, são
ainda atendíveis a medida do incumprimento das recomendaç3es constantes do auto de
advertEncia, a coacção, a 'alsi'icação, a simulação ou outro meio 'raudulento usado pelo agente)
5 F =o caso de in'racç3es a normas de segurança, #igiene e saúde no trabal#o, são tamb*m
atendíveis os princípios gerais de prevenção a $ue devem obedecer as medidas de protecção, bem
como a permanEncia ou transitoriedade da in'racção, o número de trabal#adores potencialmente
a'ectados e as medidas e instruç3es adoptadas pelo empregador para prevenir os riscos)
Artigo %2%º
!eincid:ncia
1 F sancionado como reincidente $uem cometer uma in'racção grave praticada com dolo ou uma
in'racção muito grave, depois de ter sido condenado por outra in'racção grave praticada com dolo ou
in'racção muito grave, se entre as duas in'racç3es não tiver decorrido um pra(o superior ao da
prescrição da primeira)
5 F 0m caso de reincidEncia, os limites mínimo e m+%imo da coima são elevados em um terço do
respectivo valor, não podendo esta ser in'erior ao valor da coima aplicada pela in'racção anterior
desde $ue os limites mínimo e m+%imo desta não se?am superiores aos da$uela)
Artigo %2'º
8anç"es acessórias
1 F =o caso de reincidEncia em contraFordenação muito grave, praticada com dolo ou negligEncia
grosseira e $ue ten#a e'eitos gravosos para o trabal#ador, podem ser aplicadas ao agente as
seguintes sanç3es acess!rias:
a) Anterdição tempor+ria do e%ercício de actividade no estabelecimento, unidade 'abril ou estaleiro
onde se veri'icou a in'racção por um período at* seis meses4
b) 8rivação de participar em arremataç3es ou concursos públicos por um período at* seis meses4
c) 8ublicidade da decisão condenat!ria, nos casos previstos na lei)
5 F A publicidade da decisão condenat!ria, $uando prevista, consiste na publicação de um e%tracto com
a caracteri(ação da in'racção e da norma violada, a identi'icação do in'ractor e a sanção aplicada:
a) =um ?ornal di+rio de Cmbito nacional e numa publicação peri!dica local ou regional, da +rea da sede
do in'ractor, a e%pensas deste4
b) =a 5)Y s*rie do ,i+rio da República, no último dia útil de cada trimestre, em relação aos
empregadores condenados no trimestre anterior)
7 F As publicaç3es re'eridas no número anterior são promovidas pelo tribunal competente, em relação
&s in'racç3es ob?ecto de decisão ?udicial, e pela AnspecçãoFJeral do "rabal#o, nos restantes casos)
Artigo %2(º
9estino das coimas
1 F 0m processos cu?a instrução este?a cometida & AnspecçãoFJeral do "rabal#o, metade do produto das
coimas aplicadas reverte para esta, a título de compensação de custos de 'uncionamento e
despesas processuais, tendo o remanescente o seguinte destino:
a) 2undo de Jarantia e Actuali(ação de 8ens3es, no caso de coimas aplicadas em mat*ria de
segurança, #igiene e saúde no trabal#o4

156

b) 7.L para o Anstituto de Jestão 2inanceira da 9egurança 9ocial e 1.L para o ;rçamento do
0stado, relativamente &s demais coimas)
5 F A AnspecçãoFJeral do "rabal#o trans'ere, trimestralmente, para as entidades re'eridas no número
anterior as importCncias a $ue tEm direito)
Artigo %2)º
!egisto individual
1 F A AnspecçãoFJeral do "rabal#o organi(a um registo individual dos su?eitos respons+veis pelas
in'racç3es laborais, de Cmbito nacional, do $ual constam as in'racç3es graves praticadas com dolo e
as in'racç3es muito graves, as datas em $ue 'oram cometidas, as coimas e as sanç3es acess!rias
aplicadas, assim como as datas em $ue as decis3es condenat!rias se tornaram irrecorríveis)
5 F ;s tribunais e os departamentos das administraç3es regionais dos Açores e da Dadeira com
competEncia para a aplicação de coimas remetem & AnspecçãoFJeral do "rabal#o os elementos
re'eridos no número anterior)
86@8EC;<3 22
4rocedimento
Artigo %3*º
Compet:ncia para o procedimento e aplicação de coimas
1 F ; procedimento das contraFordenaç3es laborais compete & AnspecçãoFJeral do "rabal#o)
5 F "em competEncia para aplicação das coimas correspondentes &s contraFordenaç3es laborais o
inspectorFgeral do "rabal#o)
Artigo %31º
Compet:ncia territorial
9ão territorialmente competentes para o procedimento das contraFordenaç3es laborais as delegaç3es
ou subdelegaç3es dos serviços indicados no artigo anterior em cu?a +rea se #a?a veri'icado a
in'racção)
Artigo %32º
Auto de advert:ncia
1 F Muando a contraFordenação consistir em irregularidade san+vel e da $ual ainda não ten#a
resultado pre?uí(o grave para os trabal#adores, para a administração do trabal#o ou para a
segurança social, o inspector do trabal#o pode levantar auto de advertEncia, com a indicação da
in'racção veri'icada, das medidas recomendadas ao in'ractor e do pra(o para o seu cumprimento)
5 F ; inspector do trabal#o noti'ica ou entrega imediatamente o auto de advertEncia ao in'ractor,
avisandoFo de $ue o incumprimento das medidas recomendadas determina a instauração de
processo por contraFordenação e in'lui na determinação da medida da coima)
7 F 9e o cumprimento da norma a $ue respeita a in'racção 'or comprov+vel por documentos, o su?eito
respons+vel apresenta os documentos comprovativos do cumprimento na AnspecçãoFJeral do
"rabal#o, dentro do pra(o 'i%ado)
: F =o caso de in'racção não abrangida pelo disposto no número anterior, o inspector do trabal#o pode
ordenar ao su?eito respons+vel pela in'racção $ue, dentro do pra(o 'i%ado, comuni$ue & delegação
ou subdelegação territorialmente competente dos serviços indicados no número anterior $ue tomou as
medidas necess+rias para cumprir a norma)
. F ; disposto nos números anteriores não pre?udica a aplicação das normas gerais relativas &
desistEncia)
Artigo %33º
Auto de not7cia ou participação
1 F 9em pre?uí(o do disposto no artigo anterior, o inspector do trabal#o levanta o respectivo auto de
notícia $uando, no e%ercício das suas 'unç3es, veri'icar ou comprovar, pessoal e directamente, ainda $ue
por 'orma não imediata, $ual$uer in'racção a normas su?eitas & 'iscali(ação da AnspecçãoFJeral
do "rabal#o sancionada com coima)
5 F Relativamente &s in'racç3es de nature(a contraFordenacional cu?a veri'icação não tiver
comprovado pessoalmente, o inspector do trabal#o elabora participação instruída com os elementos
de prova de $ue disp3e e a indicação de, pelo menos, duas testemun#as e at* ao m+%imo de trEs por cada
in'racção)
Artigo %3º
Elementos do auto de not7cia e da participação
1 F ; auto de notícia e a participação re'eridos no artigo anterior mencionam especi'icadamente os 'actos

15-

$ue constituem a contraFordenação, o dia, a #ora, o local e as circunstCncias em $ue 'oram cometidos e
o $ue puder ser averiguado acerca da identi'icação e residEncia do arguido, o nome e categoria do
autuante ou participante e, ainda, relativamente & participação, a identi'icação e residEncia das
testemun#as)
5 F Muando o respons+vel pela contraFordenação se?a uma pessoa colectiva ou e$uiparada, indicaFse,
sempre $ue possível, a identi'icação e residEncia dos respectivos gerentes, administradores ou
directores)
7 F =o caso de subcontrato, indicaFse, sempre $ue possível, a identi'icação e residEncia do
subcontratante e do contratante principal)
Artigo %3#º
Tramitação do auto
; auto de notícia * noti'icado ao arguido, para, no pra(o de 1. dias, apresentar resposta escrita,
devendo ?untar os documentos probat!rios de $ue dispon#a e arrolar testemun#as, at* ao m+%imo de trEs
por cada in'racção, ou comparecer, para ser ouvido, em dia determinado)
Artigo %3%º
4agamento voluntário da coima
1 F Relativamente a in'racç3es leves e graves, bem como a in'racç3es muito graves praticadas com
negligEncia, o arguido pode proceder ao pagamento volunt+rio da coima no pra(o re'erido no artigo
anterior)
5 F 9e a in'racção consistir na 'alta de entrega de mapas, relat!rios ou outros documentos ou na
omissão de comunicaç3es obrigat!rias, o pagamento volunt+rio da coima s! * possível se o arguido sanar
a 'alta no mesmo pra(o)
7 F =o pagamento volunt+rio, a coima * li$uidada pelo valor mínimo $ue corresponda & in'racção
praticada com negligEncia, devendo ter em conta o agravamento a título de reincidEncia)
: F =os casos re'eridos no número anterior, se o in'ractor agir com desrespeito das medidas
recomendadas no auto de advertEncia, a coima pode ser elevada at* ao valor mínimo do grau $ue
corresponda & in'racção praticada com dolo)
. F 8ara e'eitos do nº 1 do artigo 656º, o pagamento volunt+rio da coima e$uivale a condenação)
Artigo %3'º
8u?eitos solidariamente responsáveis pelo pagamento da coima
; disposto nos artigos 67.º e 676º * aplic+vel, com as necess+rias adaptaç3es, ao su?eito
solidariamente respons+vel pelo pagamento da coima)
Artigo %3(º
4agamento da coima em prestaç"es
=os casos em $ue se?a autori(ado o pagamento da coima em prestaç3es, os cr*ditos laborais em $ue o
empregador ten#a sido condenado são pagos com a primeira prestação)
Artigo %3)º
Entidades instrutórias
1 F A instrução dos processos de contraFordenaç3es laborais * con'iada a 'uncion+rios dos $uadros
t*cnicos e t*cnicos de inspecção, $ue podem ser coad?uvados por pessoal t*cnicoFpro'issional ou
administrativo)
5 F ; autuante ou participante não pode e%ercer 'unç3es instrut!rias no mesmo processo)
7 F ; pra(o para a instrução * de 61 dias)
: F 9e a instrução não puder terminar no pra(o indicado no número anterior, a entidade competente para
a aplicação da coima pode, sob proposta 'undamentada do instrutor, prorrogar o respectivo pra(o
por um período at* 61 dias)
. F 2inda a instrução, o 'uncion+rio ou o t*cnico re'erido no nº 1 pode elaborar proposta de decisão no
pra(o de 1. dias, dirigida & autoridade administrativa competente para a aplicação da coima, cu?a
decisão, $uando concordante, pode ser e%pressa por simples remissão para os respectivos
'undamentos)
Artigo %*º
1egitimidade das associaç"es sindicais como assistentes
1 F =os processos instaurados para aplicação das coimas previstas neste C!digo, podem constituirF
se assistentes as associaç3es sindicais representativas dos trabal#adores relativamente aos $uais se
veri'i$ue a contraFordenação)
5 F H constituição de assistente são aplic+veis, com as necess+rias adaptaç3es, as disposiç3es do
C!digo de 8rocesso 8enal)

15<

7 F 8ela constituição de assistente não são devidas $uais$uer prestaç3es pecuni+rias)
8EC;<3 22
Contra.ordenaç"es em especial
Artigo %1º
9ireitos de personalidade
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto nos ns) 1, 5 e 7 do artigo 1-º, nos ns) 1
e 5 do artigo 16º e no nº 1 do artigo 51º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº 7 do artigo 51º
7 F A decisão condenat!ria pode ser ob?ecto de publicidade)
Artigo %2º
2gualdade
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no nº 5 do artigo 55º, no nº 1 do
artigo 57º, nos artigos 5:º e 5-º, no nº 1 do artigo 5<º, no artigo 56º e no nº 1 do artigo 71º
5 F A decisão condenat!ria pode ser ob?ecto de publicidade)
Artigo %3º
4rotecção da maternidade e da paternidade
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no artigo 7.º e nos ns) 1, 5, : e .
do artigo :6º, de acordo com a regulamentação prevista no nº 6 do mesmo artigo)
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos 76º a :5º, nos ns) 1, 5, 7, :, .
e - do artigo :7º, no nº 1 do artigo ::º, no nº 7 do artigo :6º, no artigo .1º e no nº 1 do artigo .1º
7 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos artigos :.º e :6º
Artigo %º
Trabalho de menores
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto nos ns) 1, 5, 7 e : do artigo .7º, no
nº 1 do artigo .6º e a imposição a menores de trabal#os proibidos pelo regime previsto no nº 5 do
artigo 61º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº . do artigo .<º, no nº 1 do artigo
61º, no nº 1 do artigo 61º, nos ns) 1 e 7 do artigo 65º, nos artigos 67º e 6:º, nos ns) 1 e 5 do artigo
6.º, no nº 1 do artigo 66º, no artigo 6-º, no nº 1 do artigo 6<º e no nº 1 do artigo 66º
7 F 0m caso de violação do disposto no nº 1 do artigo 66º, são respons+veis pela in'racção todos os
empregadores para $uem o menor trabal#e)
: F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº : do artigo ..º e no nº 7 do artigo .6º
. F A decisão condenat!ria pode ser ob?ecto de publicidade)
Artigo %#º
Trabalhador com capacidade de trabalho reduDida
Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no nº 1 do artigo -1º
Artigo %%º
Trabalhador com de/ici:ncia ou doença crónica
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no nº 1 do artigo -7º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos -.º a --º
Artigo %'º
Trabalhador.estudante
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos <1º a <7º
Artigo %(º
Trabalhador estrangeiro
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo <-º
Artigo %)º
4restação de trabalho a vários empregadores
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo 65º

156

5 F 9ão respons+veis pela in'racção todos os bene'ici+rios da prestação)
Artigo %#*º
9ever de in/ormação
Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no artigo 6<º, nos ns) 1, 5, : e . do artigo 66º,
no artigo 111º e no nº 1 do artigo 111º
Artigo %#1º
4erda de vantagens em caso de contrato de trabalho com ob?ecto il7cito
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 1 do artigo 11-º
Artigo %#2º
!egisto de pessoal
Constitui contraFordenação leve a violação do disposto na alínea ?) do artigo 151º
Artigo %#3º
+arantias do trabalhador
Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no artigo 155º
Artigo %#º
$ormação pro/issional
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1, 5, 7, :, . e - do artigo 15.º
Artigo %##º
Contrato a termo
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto nos artigos 156º, 17-º e 1:7º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto na alínea e) do nº 1 e no nº 7 do artigo
171º, no nº 1 do artigo 175º e no nº 1 do artigo 17.º
7 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no artigo 177º
Artigo %#%º
EAerc7cio de /unç"es a/ins ou /uncionalmente ligadas C actividade contratada
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº : do artigo 1.1º e no artigo 1.5º
Artigo %#'º
!egulamento de empresa
Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos ns) 5 e 7 do artigo 1.7º
Artigo %#(º
9uração do trabalho
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos 1.6º, 165º a 16.º e no nº : do
artigo 166º
Artigo %#)º
Forário de trabalho
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos 1-5º a 1-:º, no nº 7 do artigo
1-.º, no nº 1 do artigo 1-6º, no nº 7 do artigo 1--º, nos ns) 7 e : do artigo 1-<º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº 5 do artigo 1-1º e no nº 1 do artigo
1-6º
Artigo %%*º
Trabalho a tempo parcial
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 1<7º, nos ns) 1, :, . e 6 do
artigo 1<.º e no nº : do artigo 1<6º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº 5 do artigo 1<-º
Artigo %%1º
Trabalho por turnos

171

Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 7, :, e . do artigo 1<6º e nos artigos
161º e 161º
Artigo %%2º
Trabalho nocturno
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e 7 do artigo 16:º, no artigo 16.º,
assim como a violação das condiç3es e garantias de'inidas nos termos do artigo 166º
Artigo %%3º
Trabalho suplementar
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no artigo 166º, no nº 1 do artigo
511º e no nº 1 do artigo 515º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 5 do artigo 511º, no nº 1 do artigo
511º, no nº 7 do artigo 515º, no nº 1 do artigo 517º e nos ns) 1, 5, 7, : e 6 do artigo 51:º
7 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº . do artigo 51:º
Artigo %%º
9escanso semanal
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 1 do artigo 51.º e no nº 1 do artigo
51-º
Artigo %%#º
$Brias
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1, 5 e : do artigo 511º, no nº 5 do
artigo 515º, nos ns) 1 e . do artigo 517º, no artigo 51:º, nos artigos 51.º e 516º, no nº 1 do artigo
516º, nos ns) 1 e 5 do artigo 551º, nos ns) 1 e 5 do artigo 551º e no artigo 555º
5 F 0m caso de violação do disposto nos ns) 1, 5 e : do artigo 511º, no nº 5 do artigo 515º, nos ns) 1 e
. do artigo 517º, no artigo 51:º, no nº 1 do artigo 516º e nos ns) 1 e 5 do artigo 551º, se o arguido
tiver cumprido o disposto no artigo 551º e proceder ao pagamento volunt+rio da coima, esta *
li$uidada pelo valor correspondente & contraFordenação leve)
7 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no artigo 51-º, nos ns) 1 e 5 do artigo 51<º,
no nº 5 do artigo 516º e no nº 7 do artigo 551º
Artigo %%%º
$altas
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 55-º, no nº 1 do artigo 571º e no nº
1 do artigo 575º
Artigo %%'º
Teletrabalho
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 7 do artigo 57.º, no artigo 57-º, no
artigo 5:1º e no nº 5 do artigo 5:7º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº 1 do artigo 57:º
Artigo %%(º
Comissão de serviço
1 F Constitui contraFordenação grave:
a) A 'alta de redução a escrito da menção re'erida na alínea b) do nº 1 do artigo 5:.º, salvo se o
empregador recon#ecer e%pressamente e por escrito $ue o cargo ou 'unção * e%ercido com car+cter
permanente4
b) A violação das alíneas a) e c) do nº 1 do artigo 5:-º
5 F Constitui contraFordenação leve a 'alta da 'orma escrita prevista no nº 1 do artigo 5:.º e a violação das
alíneas a) e c) do mesmo número)
Artigo %%)º
!etribuição
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no nº : do artigo 5.5º, nos artigos
5.:º e 5..º, no nº 1 do artigo 5.-º, nos ns) 1, 5 e . do artigo 5.<º, no nº 1 do artigo 566º, no nº 1 do
artigo 56-º e no nº 1 do artigo 5-1º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 5.6º, na alínea a) do nº : do

171

artigo 56-º e no artigo 7:-º, $uando a 'alta de pagamento do subsídio de =atal se prolongue por mais
de 71 dias)
7 F =os casos a $ue se re'erem os ns) 1 e 5, a decisão $ue aplicar a coima deve conter a ordem de
pagamento do $uantitativo da retribuição em dívida a e'ectuar no pra(o estabelecido para o
pagamento da coima)
: F 0m caso de não pagamento da retribuição em dívida, a decisão re'erida no número anterior serve
de base & e%ecução e'ectuada nos termos do artigo <6º do ,ecretoFGei nº :77/<5, de 5- de ;utubro,
aplicandoFse as normas do processo comum de e%ecução para pagamento de $uantia certa)
. F A decisão condenat!ria pode ser ob?ecto de publicidade)
Artigo %'*º
$eriados
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 5.6º
Artigo %'1º
8egurançaE higiene e sa&de no trabalho
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no artigo 5-7º, na alínea b) do nº 1
do artigo 5-:º e nos ns) 1, 5 e 7 do artigo 5-.º
5 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 5-<º
7 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos ns) ., 6, -, < e 6 do artigo 5-.º
Artigo %'2º
Acidentes de trabalho e doenças pro/issionais
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos artigos 5<<º, 5<6º e 567º, nos ns) 1 e
. do artigo 717º, no nº 1 do artigo 716º e nos ns) 1 e 5 do artigo 71-º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº : do artigo 71.º
Artigo %'3º
-obilidade /uncional
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1, 7 e : do artigo 71:º
Artigo %'º
Trans/er:ncia do local de trabalho
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e . do artigo 71.º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no nº 7 do artigo 716º
Artigo %'#º
Transmissão de estabelecimento ou de empresa
1 F Constitui contraFordenação muito grave a violação do disposto no nº 1 e na primeira parte do nº 7
do artigo 71<º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo 751º
Artigo %'%º
Ced:ncia ocasional de trabalhadores
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 75:º, no nº 7 do artigo 75.º, nos ns)
5, 7 e : do artigo 75-º e no artigo 75<º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo 75.º e no nº 5 do
artigo 756º
Artigo %''º
!edução da actividade e suspensão do contrato
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo 771º, no artigo
776º, nos ns) 1, 5 e 7 do artigo 7:1º, no artigo 7:5º no nº 1 do artigo 7:7º e nos artigos 7:6º, 7:<º,
7.1º e 7.1º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos artigos 77-º, 77<º e nos ns) 1 e 5 do
artigo 776º
Artigo %'(º
1icenças
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 5 do artigo 7.:º e no nº 5 do artigo

175

7..º
Artigo %')º
4rB.!e/orma
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no nº 7 do artigo 7.-º
Artigo %(*º
8anç"es disciplinares
1 F Constitui contraFordenação grave a violação do disposto no artigo 76<º, no nº 1 do artigo 766º, no
nº 1 do artigo 7-1º, no nº 1 do artigo 7-1º e no artigo 7-7º, bem como a aplicação de sanção abusiva nos
termos do artigo 7-:º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto no artigo 7-6º
Artigo %(1º
Cessação do contrato de trabalho
1 F Constitui contraFordenação grave:
a) A violação do disposto no nº 5 do artigo 7<<º, no nº : do artigo 7<6º, no nº . do artigo 761º, no nº 1
do artigo :11º, no nº 1 do artigo :76º e no nº 5 do artigo ::1º, bem como a violação do direito &
retribuição no caso previsto no nº 1 do artigo :1-º4
b) ; despedimento do trabal#ador com 'undamento em ?usta causa com violação do disposto nos ns)
1, 5 e 7 do artigo :11º, nos artigos :17º a :1.º e :1<º4
c) ; despedimento colectivo com violação do disposto nos ns) 1, 5 e : do artigo :16º, nos ns) 1 e 7
do artigo :51º e no nº 1 do artigo :55º4
d) ; despedimento com 'undamento na e%tinção do posto de trabal#o com violação do disposto nos ns) 1,
5 e : do artigo :17º, no artigo :57º e no nº 1 do artigo :5.º4
e) ; despedimento com 'undamento na inadaptação com violação do disposto no nº 1 do artigo :1-º,
e nos artigos :1<º, :11º e :56º, bem como a 'alta de 'undamentação da comunicação de
despedimento, nos termos do nº 1 do artigo :5<º
5 F 0%cluemFse do disposto nas alíneas b), c), d) e e) do número anterior os casos em $ue, e%istindo
'undamento para a ilicitude do despedimento, o empregador assegure ao trabal#ador os direitos
previstos no artigo :76º
7 F =o caso de violação do disposto no artigo :11º, o não cumprimento da obrigação no pra(o 'i%ado pela
autoridade administrativa constitui uma nova in'racção punida com o dobro da coima prevista no
nº 1 deste artigo)
: F Constitui contraFordenação leve a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo 76:º, nos ns) 1 e 5
do artigo 766º, incluindo $uando aplic+veis em caso de despedimento por e%tinção do posto de
trabal#o ou por inadaptação do trabal#ador, no nº 7 do artigo :16º, nos ns) 5, 7 e : do artigo :55º, no
nº 5 do artigo :5.º, assim como o impedimento & participação dos serviços competentes do minist*rio
respons+vel pela +rea laboral no processo de negociação re'erido no nº 1 do artigo :51º
Artigo %(2º
Autonomia e independ:ncia
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo :.5º e no artigo :.7º,
no nº 1 do artigo :.:º, nos artigos :.-º e :.6º, nos artigos .11º, .15º e .1:º, no nº 1 do artigo .1.º e
no nº 1 do artigo .1-º
Artigo %(3º
JuotiDação sindical
Constitui contraFordenação muito grave a recusa ou 'alta de cobrança, pelo empregador, da $uota
sindical, atrav*s da dedução na retribuição do trabal#ador $ue a #a?a autori(ado ou pedido
e%pressamente, nos termos do nº 1 do artigo :6:º
Artigo %(º
2mpedimento do eAerc7cio da actividade sindical
; empregador $ue impedir o legítimo e%ercício da actividade sindical na respectiva empresa,
proibindo a reunião de trabal#adores ou o acesso legítimo de representante dos trabal#adores &s
instalaç3es da empresa comete contraFordenação muito grave)
Artigo %(#º
Comiss"es de trabalhadores
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1, 5, 7 e - do artigo :6-º, nos ns) 1 e
5 do artigo :6<º e no artigo :66º

177

Artigo %(%º
0egociação colectiva
Constitui contraFordenação grave a violação do disposto nos ns) 1 e 5 do artigo .:.º
Artigo %('º
2nstrumentos de regulamentação colectiva de trabalho
1 F A violação das disposiç3es dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o respeitante
a uma generalidade de trabal#adores constitui contraFordenação grave)
5 F A violação das disposiç3es dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o constitui
contraFordenação leve por cada trabal#ador em relação ao $ual se veri'icar a in'racção)
7 F ; disposto no nº 1 não se aplica se, com base no nº 5, 'orem aplic+veis ao empregador coimas em
$ue o somat!rio dos valores mínimos se?a igual ou superior ao $uantitativo mínimo da coima
aplic+vel de acordo com o nº 1)
: F Comete contraFordenação grave a associação sindical, a associação de empregadores ou o
empregador $ue não se 'i(er representar em reunião convocada nos termos do nº 1 do artigo .:-º,
do nº 5 do artigo .<.º ou do nº 5 do artigo .<6º
. F A decisão $ue aplicar a coima deve conter, sendo caso disso, a ordem de pagamento de
$uantitativos em dívida ao trabal#ador, a e'ectuar dentro do pra(o estabelecido para o pagamento da
coima)
6 F 0m caso de não pagamento dos $uantitativos em dívida, a decisão re'erida no número anterior
serve de base & e%ecução e'ectuada nos termos do artigo <6º do ,ecretoFGei nº :77/<5, de 5- de
;utubro, aplicandoFse as normas do processo comum de e%ecução para pagamento de $uantia certa)
Artigo %((º
0ão nomeação de árbitro
1 F Constitui contraFordenação muito grave a não nomeação de +rbitro nos termos do nº 1 do artigo
.6.º e do nº 1 do artigo .66º
5 F Constitui contraFordenação leve a violação do nº 5 do artigo .6.º
Artigo %()º
+reve e locK.out
Constitui contraFordenação muito grave todo o acto do empregador $ue impli$ue coacção sobre o
trabal#ador no sentido de não aderir & greve ou $ue o pre?udi$ue ou discrimine por motivo de aderir
ou não & greve, bem como a violação do disposto nos artigos .66º e 61.º)

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