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Património rural e urbano

Freguesia de Belver – Pontos de


Interesse
Castelo de Belver

Historia

O Castelo de Belver, no Alentejo, localiza-se na freguesia de Belver, Concelho do


Gavião, distrito de Portalegre, Portugal.

Considerado um dos mais completos da arquitectura militar medieval portuguesa,


ergue-se isolado no alto de um monte granítico, a oeste da vila, em posição
dominante sobre a confluência da ribeira de Belver com a margem direita do rio
Tejo, guarnecendo a então chamada linha do Tejo.
História

O seu orago é Nossa Senhora da Visitação.

O território da actual povoação de Belver deverá ter sido ocupado pela


primeira vez em épocas muito longínquas, pois a julgar pela região em que se
insere, onde se encontram vestígios de fixação humana pré-histórica, como por
exemplo, a anta do Penedo Gordo na Torre Fundeira, não se pode excluir a
hipótese de essas populações se terem espalhado por toda aquela área,
inclusivamente para a de Belver.
História

O repovoamento fixo e permanente do território da freguesia foi iniciado por D.


Sancho I que, por carta de 13 de Junho de 1194, fez doação à Ordem do Hospital
de S. João de Jerusalém das terras denominadas “Guidimtesta’, com a condição de
na “Vila de Guidimtesta’, edificarem um castelo, a que o próprio monarca impôs o
nome de “Belver”, cuja interpretação é “Bela Vista”; facto concordante com a
localização do referido castelo, que se situa no alto de um morro, na margem
direita do rio Tejo, de onde se tem a panorâmica da freguesia.
O castelo foi fundado por Gualdim Pais, dos Hospitalários; esta Ordem estava
familiarizada com as inúmeras experiências em arquitectura militar avançada, o
que permitiu a construção de uma fortaleza muito bem delineada.
Julga-se que o castelo terá sido ocupado pelos cavaleiros da Ordem antes mesmo da
sua conclusão, em1212.
História

O Foral Novo atribuído por D. Manuel 1, a 18 de Maio de 1518, instituiu o


concelho de Belver; porém, no século XVII, o seu termo estava muito mais
reduzido, sendo apenas composto por Belver e Comenda.
O concelho de Belver acabava por ser extinto em 1836, na sequência de uma
reorganização administrativa do país. Belver ficava então integrada no
concelho de Mação e, em 1898, passava para o de Gavião, ao qual ainda hoje
pertence.
O castelo é o mais valioso património cultural da povoação e a Barragem de Belver
um dos locais de maior interesse turístico.
A sua situação geográfica e as dificuldades económicas, fizeram da povoação um
dos pontos onde a emigração chegou a atingir valores significativos, levando
muitos dos seus habitantes a procurar noutras zonas do país e do mundo,
trabalho com melhor remuneração, visto que no local, a actividade dominante é
a agricultura, sendo a produção olivícola a que mais se destaca.
No artesanato local, ressaltam os tapetes e as colchas em lã ou linho.
Símbolos

Brasão: Escudo de verde, castelo de prata lavrado de negro, aberto e


iluminado de vermelho, entre dois ramos de oliveira de ouro, frutados de
negro; em chefe, cruz da Ordem de Malta; campanha diminuta ondada de
prata e azul de quatro peças. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel
branco, com a legenda a negro: "BELVER - GAVIÃO".

Bandeira: Esquartelada de amarelo e verde. Cordão e borlas de ouro


e verde. Haste e lança de ouro.

Selo: Nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de


Belver - Gavião".
Pontos de interesse

• 1. Ponte sobre o Rio Tejo

• Nota Histórico-Artistica: Ano de construção da Ponte foi em 1905

• Foto:
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• 2. Miradouro do Outeirinho

• Nota Histórico-Artistica: sem conteúdo

• Foto:
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• 3. Ermida de Nossa Sra. do Pilar

• Nota Histórico-Artistica: Edificada fora do perímetro da povoação de Belver, a


ermida de Nossa Senhora do Pilar é um exemplar da arquitectura religiosa rural de
finais do século XVII. De reduzidas dimensões, foi mandada edificar por D. António
Álvares Heitor, vigário de Belver, como atesta o Levantamento Geral de 1759.
O templo apresenta planta desenvolvida longitudinalmente, composta pelo volume
da nave, ao qual foram adossadas a sacristia, do lado da Epístola, e a torre sineira, do
lado do Evangelho.
A fachada possui portal de moldura rectangular, ladeado por dois janelos e encimado
por óculo. Na empena foi gravada a inscrição : "PADRE NOSSO AVE MARIA POR
QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA / HEITOR".

• Fotos:
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• 4. Igreja Matriz de Belver

• Nota Histórico-Artistica: A Construção da Igreja foi dedicada a nossa Senhora da Visitação


parece datar de meados do século XVI, embora tenha sofrido modificações ulteriores. Como
obras de arte de importância contam-se um quadro representando S. Miguel no Purgatório,
sobre o Altar das Almas, e atribuído ao pintor Pedro Alexandrino que viveu entre 1729 e
1810. Uma outra pintura, no Altar-Mor, mostrando a Visitação de Nossa Senhora a Santa
Isabel não está assinada, desconhecendo-se o autor, admitindo-se, contudo, ser do mesmo
pintor.

• Fotos:
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• 5. Capela de S. Brás (Castelo de Belver)

• Nota Histórico-Artistica: Construção de capela tem data muito provavelmente de fins


do século XVI.
O Retábulo do altar, de madeira entalhada, foi oferecido pelo Infante D. Luis filho de
D. Manuel I, que foi Grão Prior de Ordem do Hospital.

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• 6. Anta do Penedo Gordo (Torre da Fundeira)

• Nota Histórico-Artistica: A Anta do Penedo Gordo situa-se numa zona acidentada,


com afloramentos graníticos, formando uma pequena chã, a uma cota média de
cerca de 157m.
O acesso é feito por um caminho carreteiro com cerca de 1.000 metros, a partir da
povoação de Torre Fundeira.
É um monumento megalítico de corredor médio, apresentando vestígios de ?? e
está classificado como "Imóvel de Valor Concelhio" desde 3 de Janeiro de 1996.

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• 7. Castelo de Belver

• Nota Histórico-Artistica: Belver foi o primeiro castelo edificado pelos Hospitalários


no nosso país, a fim de defender o território raiano do vale do Tejo, e um dos mais
imponentes que a Ordem construiu em Portugal ao longo da Baixa Idade Média. Ele
tem origem em 1194, ano em que D. Sancho I doou a Afonso Paes, prior da Ordem, as
chamadas terras de Gimdintesta, com a condição de aí se construir um castelo.

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• 8. Museu de Domingos da Vinha

• Nota Histórico-Artistica: O museu está situado em Domingos da Vinha, aldeia


pertencente à Freguesia de Belver, e explica as tradições e cultura dos habitantes da
mesma povoação.

Os visitantes podem observar todos os instrumentos necessários ao fabrico do vinho


utilizados no passado, como é o caso do fuso de madeira, peça única trabalhada em
madeira de azinheira, entre outras peças oferecidas pelos naturais da aldeia, bem
como, cereais e utensílios usados no fabrico do pão, dado que, as searas são uma
característica da zona.

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• 9. Praia fluvial do Alamal

• Nota Histórico-Artistica: Praia fluvial do Alamal (Gavião), margem esquerda do rio


Tejo, a montante da barragem de Belver. Apoios: sanitários, balneários, primeiros
socorros, snack-bar. Percursos pedestres (em vias de sinalização). Centro Aventura do
Alamal (centro integrado de lazer, inauguração em Janeiro de 2001). Acesso:
sinalizado na estrada Gavião - Belver.
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