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PORÍFEROS

PORÍFEROS

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Todas as Características dos Poríferos.
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Published by: Lia Lopes on May 03, 2009
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Lia Lopes

liia_lopes@hotmail.com

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PORÍFEROS

Uma das principais características do grupo é apresentar o corpo perfurado por inúmeros poros. Todos os poríferos são aquáticos. A maioria vive no mar, mas também há poríferos em águas doces. Recebem a denominação de séssil, pois ficam presos a substratos submersos não podendo se movimentar. Não são simétricas e algumas nascem encobrindo o substrato, sendo ásperas ao tato. Outras têm forma de vaso, com simetria radial. As cores variam bastante. São encontradas em toda parte do mar, mas estão mais concentradas nos mares tropicais. Diversas espécies de poríferos produzem substâncias tóxicas, provavelmente uma proteção contra os predadores. Algumas dessas substâncias estão sendo avaliadas por seus efeitos farmacêuticos, como antitumorais, antibióticos e antiinflamatórios.

ORGANIZAÇÃO CORPORAL DOS PORÍFEROS

Na estrutura de uma esponja simples podemos dizer que contém base fechada, uma abertura relativamente grande no topo, o ósculo. Possui poros, lugar por onde penetra a água. Possui uma cavidade interna, a espongiocela (ou átrio), dali a água é expelida pelo ósculo, de modo que há fluxo líquido contínuo.

 Alimentam-se de partículas orgânicas presentes na água que circula em seu corpo,
entrando pelos poros e saindo pelo ósculo. Por isso são chamados de animais filtradores. Nessa água que circula também se encontra O2 e minerais.

TIPOS DE CÉLULA

 Pinacócitos: são células achatadas que revestem externamente o corpo da esponja.  Porócito: são células presentes entre os pinacócitos e têm canais que passa pelo
citoplasma de lado a lado, formando os poros por onde entra a água.

 Coanócito: reveste a cavidade central da esponja, a espongiocela. As ondulações de
seus flagelos impulsionam a água, criando uma corrente líquida que traz partículas nutritivas e O2 , além de remover excreções e gás carbônica resultante da atividade celular. Ele captura o alimento por fagocitose ou pinocitose, podendo digerir intracelularmente ou passar para o amebócito.

Lia Lopes
liia_lopes@hotmail.com

 Amebócitos ou arqueócitos: localizam-se no meso-hilo. São células totipotentes, pois
são capazes de originar todos os outros tipos de célula animal. Sua principal função é distribuir nutrientes pelo corpo da esponja. Eles capturam por endocitose partículas alimentares transferidas pelos coanócitos e as digerem intracelularmente. Os nutrientes gerados nessa digestão são transferidos para todas as células durante o deslocamento dos amebócitos no meso-hilo.

SUSTENTAÇÃO ESQUELÉTICA

 O corpo das esponjas é mantido por elementos esqueléticos de dois tipos: fibras
protéicas ou estruturas minerais em forma de estrela, agulha etc., constituídas por sílica (SiO2) ou carbonato cálcio (CaO3).  Espículas: são elementos silicosos e calcários. As espículas são produzidas pelos escleroblastos (células especiais), que se diferenciam a partir dos amebócitos e assim como eles também se localizam no meso-hilo. Essas fibras protéicas são constituídas por uma proteína semelhante ao colágeno, a espongina, secretada pelos espongioblastos, células que também se diferenciam no amebócito. As fibras da espongina formam uma trama ramificada entre as células corporais, constituindo um esqueleto flexível e resistente.

TIPOS DE ESTRUTURA CORPORAL

 Asconóides: são as mais simples. Tem forma de vaso. Seu topo contém uma abertura
chamada ósculo. Os canais dos porócitos que perfura a parede passam diretamente pela espongiocela, que é revestida pelos coanócitos. A movimentação dos flagelos dos coanócitos é que gera o fluxo contínuo da água. O caminho da água nos asconóides é: meio externo  poros  espongiocela  ósculo  meio externo.

 Siconóides: Tem corpo tubular. Ósculo em uma das extremidades. A parede apresenta
fendas que levam a canais aferentes, nas paredes dos quais localizam os porócitos. Estes se comunicam com os canais radiais revestidos por coanócitos. A movimentação dos flagelos dos coanócitos dos canais radias fazem com que a água passe pela espongiocela (menor que nas asconóides e não é revestido pelos coanócitos) . O caminho é: meio externo  canais aferentes  poros  canais radiais  espongiocela  ósculo  meio externo.

 Leuconóides: grandes e complexas. Há aberturas que levam a canais aferentes, os
quais saem em câmaras revestidas de coanócitos, as câmaras vibráteis. Esta, por sua vez, comunica-se por canais eferentes com a espongiocela, que se comunica com o meio externo através do ósculo. A movimentação dos flagelos dos coanócitos das câmaras vibráteis faz com que a água circule, sempre entrando pelos poros e saindo

Lia Lopes
liia_lopes@hotmail.com

pelo ósculo. O caminho é: meio externo  canais aferentes  poros  câmaras vibráteis  canais eferentes  espongiocela  ósculo  meio externo.

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPONJAS

Classe Calcarea: os representantes dessa classe são todos marinhos e caracterizamse por apresentar predominantemente espículas de carbonato de cálcio (elemento de sustentação esquelética). Podem apresentar organização asconóide, sicionóide e leuconóide. Tamanho pequeno e forma tubular. Classe Desmospongiae: maioria marinha, mas há alguns em águas doces. Caracterizam-se por apresentar espículas silicosas, fibras de espongina ou ambas, como elementos de sustentação esquelética. Maioria é assimétrica, incrustadas e apresenta organização leuconóide, como meso-hilo espesso. Classe Hexactinellidae: exclusivamente marinhas, vivem em grandes profundidades. Sua particularidade é que são abundantes da Antártida. Crescem eretas e apresentam formas cilíndricas, com simetria radial. Seus elementos de sustentação são espículas silicosas. Algumas dessas espículas apresentam seis raios e isso a diferencia da classe Desmospongiae. Um casal de camarões penetra pelo ósculo da esponja atrás de abrigo, e fica preso, pois cresce e não consegue mais sair, mas quando nascem filhotes eles conseguem sair, pois são pequenos. Fica lá até a esponja morrer.

REPRODUÇÃO DOS PORÍFEROS

Regeneração e reprodução assexuada:

Lia Lopes
liia_lopes@hotmail.com

A capacidade de regeneração das esponjas se deve aos amebócitos, que são células totipotentes capazes de se multiplicar e originar todos os outros tipos de célula, reconstituindo a parte perdida. A maioria das esponjas apresenta reprodução assexuada por brotamento. Esse processo acontece com o crescimento da esponja e a separação do organismo genitor, formando outros indivíduos, mas pode também não haver separação, formando colônias.

 Gêmulas: estão presentes em esponjas de água doce. São estruturas resistentes a
condições ambientais precárias. As gêmulas têm parede espessa com espículas e em seu interior amebócitos.

Reprodução sexuada:

 A maioria das esponjas que apresentam reprodução sexuada é monóica, ou seja,
hermafroditas (forma gametas de ambos os sexos). Algumas são dióicas, com indivíduos produtores de óvulos e indivíduos produtores de espermatozóides.  Em algumas espécies os óvulos e espermatozóides são produzidos pelos amebócitos e em outras os óvulos são por amebócitos e espermatozóides na transformação dos coanócitos. Os espermatozóides são liberados na água e o óvulo permanece no mesohilo. Fecundação interna ocorre quando o espermatozóide que entra no corpo da esponjafêmea funde-se a coanócitos, transformando-se em amebócitos e vão para o óvulo, transferindo o núcleo do espermatozóide ao óvulo. Desenvolvimento direto: a blástula origina diretamente um organismo jovem bastante semelhante aos adultos. Desenvolvimento indireto: a blástula origina um organismo bastante diferente dos adultos, genericamente chamada de larva.

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