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PRÁTICA JURÍDICA II - MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA 2

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EXMO.(a). SR(a). DR(a).

JUIZ(a) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG

XXX, brasileira, casada, portadora do RG nº. XXX e inscrita no CPF sob o nº XXX, representado por sua filha XXX, brasileira, casada, portadora do RG nº. XXX e inscrita no CPF sob o nº. XXX, residentes e domiciliadas na rua XX, bairro XXX, Juiz de Fora/MG, por seus procuradores devidamente constituídos, vem, respeitosamente, à presença de V. Exa., com fulcro no art. 5º, inciso LXIX, da CF/88 e na Lei nº. 12016/09, impetrar

MANDADO DE SEGURANÇA
COM PEDIDO LIMINAR URGENTE contra ato do Excelentíssimo Sr. Secretário de Saúde do Município de Juiz de Juiz de Fora/MG, XXX, com endereço nesta cidade, na XXX, pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: 1 – DOS FATOS Em meados de 2008, após exame de tomografia computadorizada, constatou-se que a ora Impetrante possuía um tumor cerebral maligno, o qual foi devidamente extraído por delicado procedimento médico-cirúrgico. Posteriormente, por determinação médica,

passou a sofrer convulsões e apresentou sintomas de uma forte gripe. já atestado pela profissional competente. Diante da urgência do quadro clínico. na data de 25/05/2009. onde foi constatado que padecia de pneumonia grave. foi submetida a tratamento quimioterápico e radioterápico. possibilitando o tratamento de que a ora Impetrante necessita. nesta cidade. fato é que. sendo certo que tal negativa persiste até o presente momento. seja na rede pública seja na rede particular às expensas do Município. Ocorre que. o caso em apreço não vem sendo conduzido com a diligência que merece. conforme se extrai da declaração emitida pela Dra. Ora. é dever da Autoridade Coatora viabilizar a prestação adequada do serviço público de saúde.em virtude de provável recidiva do câncer. em virtude da doença. anexada ao presente mandamus. como ordinariamente ocorre diante de situações de emergência dessa natureza? Não se pode admitir tal omissão por parte do administrador público.XXX. XXX. a Impetrante. atualmente suspenso. fez 03 (três) dias sem que qualquer providência fosse tomada. Acaso. mormente em virtude do risco de morte. no dia 28/05/2009. já com a saúde sobremaneira debilitada. sob a alegação de ausência de vagas na rede pública de saúde coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). CRM-MG nº. tendo em vista o risco de morte iminente. o que não se pode admitir. determinando a imediata internação da Impetrante em Centro de Terapia Intensiva em hospital com condições de oferecer o tratamento adequado para o caso. Entretanto. 196 da Constituição Federal de 1988: . durante a semana não teria surgido nenhuma vaga em toda a rede pública municipal?! Se não. de um direito subjetivo da Impetrante. por que razão ainda não foi determinada a transferência da paciente. foi imediatamente internada no Hospital Regional Leste. não houve outra alternativa senão impetrar o presente Mandado de Segurança. tal medida foi de pronto negada pela Autoridade Coatora. ora Impetrante. ainda mais quando se trata. 2 – DO DIREITO De acordo com o art. os médicos locais determinaram que a ora Impetrante fosse imediatamente transferida da unidade de urgência do Hospital Regional Leste para o internamento em Centro de Terapia Intensiva (CTI). Com efeito. Dessa forma. ainda que se considere a hipótese de ausência de leitos no CTI para clinicar caso médico de tamanha seriedade e urgência. datada de 28/05/2009. a fim de que a Autoridade Coatora supra a omissão perpetrada. in casu. para um leito da rede particular. Sendo assim. Por certo.

o Poder Público. A interpretação da norma programática não pode transformá-la em promessa constitucional inconseqüente.” O direito à saúde é direito subjetivo de todo cidadão e é dotado de eficácia plena. no plano institucional. qualquer que seja a esfera institucional de sua atração no plano da organização federativa brasileira. sob pena de o Poder Público.“A saúde é direito de todos e dever do Estado.” Em consonância com o preceito constitucional. O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa conseqüência constitucional indissociável do direito à vida. ainda que por censurável omissão. O Poder Público. inclusive àqueles que visem a garantir. devendo o Estado promover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. inclusive àqueles portadores do vírus HIV. sob pena de incidir. a quem incube formular – e implementar – políticas sociais e econômicas idôneas que visem a garantir. em grave comportamento inconstitucional. haja vista a cláusula de aplicabilidade imediata contida no § 1º do artigo 5° da Constituição Federal. o art. por cuja integridade deve velar. fraudando justas . imediatamente oponível à Administração Pública. aos cidadãos. aos cidadãos.196 da Carta Política – que por destinatários todos os entes políticos que compõe. De fato. da Lei 8. de maneira responsável. não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população. reitera e densifica a garantia ao afirmar que: “A saúde é um direito fundamental do ser humano. reiteradas vezes. a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. que afasta qualquer possibilidade de discricionariedade desse âmbito de atuação do administrador. portanto. Há muito o direito à saúde deixou de ser encarado como mera norma programática e passou a ser reconhecido em todas as instâncias do Poder Judiciário como uma garantia efetiva e vinculante das ações da Administração. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção.196). proteção e recuperação da saúde. Assim sendo. Veja-se: “O DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO À SAÚDE REPRESENTA PRERROGATIVA JURÍDICA INDISPONÍVEL ASSEGURADA À GENERALIDADE DAS PESSOAS PELA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 9ART. 2º. escapa ao juízo de oportunidade e conveniência do administrador oferecê-lo ao cidadão. o Supremo Tribunal Federal tem se manifestado no sentido de dotar a garantia constitucional de máxima eficácia. que dispõe sobre as condições para a promoção. proteção e recuperação. Traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado. a organização federativa do Estado brasileiro – não pode converter-se em promessa constitucional inconseqüente. o acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica e médico-hospitalar.080/90. O caráter programático da regra inscrita no art.

DJ de 2-2-07. em razão da necessidade da prova pré-constituída e da impossibilidade de dilação probatória.179000-0-1.expectativas nele depositadas pela coletividade. um gesto reverente e solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas. dá efetividade a preceitos fundamentais da Constituição da República (arts. Rel. Foi exatamente para proteger o indivíduo de omissões ilegais perpetradas pela Administração Pública que a Carta Magna.196 e 198 da CR/1998. Data da publicação:13/04/2007) Nesse exato sentido. a não ser a consciência de sua própria humanidade e de sua essencial dignidade. a Corte Estadual Mineira tem entendido que a prova lastreada na declaração do profissional da saúde responsável pelo atendimento é a mais idônea para ensejar o provimento de urgência. lastreado em provas que evidenciam. fosse amparado por procedimento mais célere. instituiu o Mandado de Segurança como remédio para assegurar a efetivação de direito líquido e certo do cidadão. nos autos.136569/001. Dessa forma.1 – Conquanto o mandado de segurança não seja a via adequada à obtenção de medicamentos o de tratamento específico junto à rede conveniada do Sistema Único de Saúde. inciso LXIX. já no ato de sua propositura. especialmente daquelas que nada têm e nada possuem.Min.) O reconhecimento judicial da validade jurídica de programas de distribuição gratuita de medicamentos a pessoas carentes. no artigo 5°. que ateste a gravidade do quadro clínico e o risco para a vida daquele paciente. consagrado nos arts. a concessão da segurança para determinar a internação do enfermo deve ser deferida. da declaração de médico conveniado ao SUS. substituir.04.286-AgR. do qual decorrem todos os demais direitos fundamentais. julgamento em 12-12-06. 3 – Preliminares rejeitadas. diante da existência.0145. há que se resguardá-lo como forma de preservação da vida.196 E 198 DA CR/1988. de maneira ilegítima. (. prejudicando o recurso voluntário. transcrevendo integralmente a ementa acima.. Ciente de tais objetivos. Desembargador Edgard Penna Amorim reafirma a idoneidade da declaração do médico responsável pelo atendimento para a comprovação do .04. por um gesto irresponsável de infidelidade governamental ao que determina a própria Lei Fundamental do Estado.0145. na concreção do seu alcance. Data do acórdão: 01/02/2007. e 196) e representa.5. o cumprimento de seu impostergável dever. inclusive àquelas portadoras do vírus HIV/AIDS. em que o Exmo. caput. o desrespeito ao direito do cidadão. Precedentes do STF” (RE 271..Celso de Mello. 2 – Em se tratando do direito constitucional à saúde. Veja-se: MANDADO DE SEGURANÇA – ADMINISTRATIVO – INTERNAÇÃO PELO SUS – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – MÉDICO CONVENIADO – ADMISSIBILIDADE – ESPECIFICAÇÃO DO CASO – INTELIGÊNCIA DOS ARTS. quis o Constituinte Originário que um direito de tamanha importância como o direito à saúde. Relator: EDGARD PENNA AMORIM. confira-se no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a apreciação do REEXAME NECESSÁRIO N° 1. bem maior tutelado pela Lei Maior. (APELAÇÃO CÍVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1.

mas de todos os que se dão a existir. Quanto mais vida. goza ela de presunção de legalidade. melhor a vida. tratando-se de prescrição firmada por agente público. “O direito atravessa fronteiras no mesmo passo do viver da humanidade. em que fica clara a orientação do Tribunal: “Não é o caso. dos Estados e Municípios. necessita vaga em enfermaria em caráter de urgência. Ademais.” “pela possibilidade jurídica. Não há como ignorar a supremacia da dignidade humana sobre qualquer outro valor albergado pelo ordenamento jurídico brasileiro. deferido liminarmente a f.08 – consistente na declaração de que o impetrante. indica-se a exigência de que deve existir. dentro do ordenamento jurídico. cuidando-se de internação de urgência em virtude do quadro clínico do autor. .” De fato.”. abstratamente. conforme se extrai da lapidar ementa de julgado da lavra do Desembargador Gouveia Rios: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – MUNICÍPIO – COMPETÊNCIA – LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO – ILIGITIMIDADE PASSIVA – POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO – INTERESSE PROCESSUAL – INTERNAÇÃO EM UTI – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – COMPROVAÇÃO – ARTIGO 196. da União. com a finalidade de garantir o direito constitucional à vida e à saúde.05. Data do acórdão: 13/12/2005.” (APELAÇÃO CÍVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1. é intuitiva a correspondência da necessidade do provimento com a realidade da situação. concorrentemente.” Presente o direito líquido e certo decorrente das provas produzidas nos autos. Não de um homem. Qualquer vida.I. “com diagnóstico de “S. todavia. até porque. consta nos autos o documento de f. mais direito. em que a impetração reclamou provimento judicial. não há como fechar os olhos para uma situação de emergência e deixar que o excesso de formalidade possa inviabilizar uma vida humana. Ou mais garantida em sua dignidade tranqüila e segura do outro e com o outro. um tipo de providência como a que se pede através da ação.A” – CID B-24. “A parte passiva no mandado de segurança é a pessoa jurídica de direito público a cujos quadros pertence a autoridade apontada como coatora. vez que a gestão do Sistema único de Saúde está a cargo. A ciência abre portas que o direito não pode ignorar e o direito cuida da vida.09.0145. Felizmente. Veja-se o excerto do voto. deve ser mantida a sentença que concedeu a segurança pleiteada. o que por si só representa a prova suficiente do direito líquido e certo do autor. por apresentar risco de vida” (‘sic) – subscrito por profisional da Medicina integrante da Secretaria Municipal de Saúde. dos autos. Data da publicação 20/01/2006.201468-8/001.D. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – SEGURANÇA CONCEDIDA. Quanto mais eficaz o direito.direito líquido e certo da paciente. A justiça Estadual é competente para apreciar Mandado de Segurança contra ato da autoridade municipal que nega internamento em UTI hospitalar. Relator: GOUVÊA RIOS Relator do Acórdão: GOUVÊA RIOS. essa tem sido a linha de atuação da Corte Estadual Mineira. gestora do Sistema Único de Saúde no âmbito daquele município. Com efeito. visando a compelir o Município a proceder a internação em UTI de paciente com iminente risco de morte.

Com efeito. garante a saúde como um direito de todos e dever do Estado. é uma completa afronta à moralidade administrativa e aos seus demais consectários o que vem ocorrendo na cidade. quando indispensáveis ao restabelecimento da saúde do necessitado.1 – Do “fumus boni iuris” Tendo em vista o direito fundamental à saúde.Min. Tais ocorrências demonstram o estado de descaso das autoridades locais com a saúde da população.196. não restam dúvidas de que a 1 RE 271. garantido pela Constituição Brasileira (art. não foi por acaso que todos os recentes precedentes da Corte Estadual Mineira colacionados neste mandamus versam sobre fatos ocorridos em Juiz de Fora. privilegiando-se obras faraônicas em detrimento do direito mais elementar do cidadão. De fato. envolvendo as autoridades de saúde desse Município. 3 – DOS REQUISITOS PARA ACONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR 3. 1 – A Constituição da República de 1988. De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. qual seja a saúde. pelo Poder Executivo. em cumprimento ao dispositivo. a qual precisa suplicar ao Poder Judiciário uma solução que deveria estar sendo viabilizada. posto que dele defluem todos os demais direitos que compõe o núcleo intangível de uma existência digna. bem como a prova préconstituída da situação de emergência. os precedentes demonstram que assiste razão à Impetrante em buscar o provimento de urgência pela via mandamental. uma vez comprovada a mora administrativa na sua prestação. não há vagas! Ora. julgamento em 12-9-00. para o Centro de Terapia Intensiva. Com efeito. DJ de 24-11-00.Talvez por isso o Constituinte originário tenha expressamente imposto a persecução de tal direito como sendo prioridade absoluta da Administração Pública. assegurar o acesso ao tratamento com fornecimento de medicamentos. a resistência em se tomar alguma atitude em casos idênticos é patente e o caso em exame não foge à regra: as alegações são sempre as mesmas. ora Impetrante. tendo em vista o quadro fático precário da paciente comprovado pelos médicos que a atenderam. cabendo a este. resta comprovada a fumaça do bom direito.Celso de Mello. . amparada nas reiteradas manifestações dos Tribunais acerca da idoneidade da declaração emitida pelo profissional médico responsável pelo atendimento para ensejar o provimento de urgência. de forma gratuita.286-AgR. Rel.196). e a omissão da Administração Pública local em viabilizar a sua efetivação com a imediata remoção da paciente. ou seja. devendo ser implementado antes de qualquer objetivo. de ofício. “o direito público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria Constituição da República”1 “e. em seu art. ² APELAÇÃO CÍVEL – MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL COM PEDIDO DE LIMINAR – NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO COM URGÊNCIA – ACESSO SÃO TRATAMENTO ATRAVÉS DO SUS – GARANTIA CONSTITUCIONAL – SEGURANÇA CONCEDIDA – DECISÃO CONFIRMADA.

.2005) . gratuitamente.conceder a MEDIDA LIMINAR. de modo que seja disponibilizada a imediata internação da Impetrante em Centro de Terapia Intensiva.determinar a intimação do Douto representante do Ministério Público.10. se digne em: .2 – Do “periculum in mora” Salta aos olhos a urgência de concessão do pleito liminar. emitindo-se ordem à Autoridade Coatora para que supra a omissão até então leva a efeito. . em rede pública ou particular durante o período necessário ao seu adequado tratamento.Impetrante faz jus ao apelo extremo. respirando com o auxílio de oxigênio e de medicação e sofrendo a incidência de úlceras de pressão por todo o corpo com tendência ao agravamento. 3. de sorte que seja determinada a imediata internação da Impetrante em Centro de Terapia Intensiva. em rede pública ou particular durante o período necessário ao seu adequado tratamento. manter a r. sentença. prejudicando o recurso voluntário. reclamando tratamento URGENTE. requer que v. reiterando os termos da liminar. (TJMG – Proc. qual seja a VIDA. Exa. resta evidenciado o periculum in mora. XXX. Sendo assim. exigindo a efetivação de seu direito pela via judicial” 2. a Impetrante está sofrendo de pneumonia bilateral. Conforme se extrai da declaração da Dra. via Mandado de Segurança. 2 Em reexame necessário.ao final.Batista Franco – DJMG 28. Com efeito. diante do iminente risco de morte por que padece a Impetrante. gratuitamente. 101450416280020011 – Rel.Des. inaudita altera pars e em caráter de urgência. CONCEDER DEFINITIVAMENTE A SEGURANÇA. já que o risco de morte é iminente se não for viabilizada a internação em tempo hábil. .determinar a notificação da Autoridade Coatora para que preste as informações no prazo legal. o quadro clínico da ora Impetrante é extremamente grave. levará por perecer o seu direito mais fundamental. A persistir a omissão da Autoridade Coatora em não viabilizar sua imediata internação em Centro de Terapia Intensiva. a ser disponibilizada. 4 – DO PEDIDO Ex positis.

nos termos da Lei 1. tendo em vista que a Impetrante. Protestando pela produção de prova documental e dá-se a causa o valor de R$ 465. pobre na acepção legal.00. requer sejam concedidos os benefícios da assistência judiciária gratuita. 01 de junho de 2009. Termos em que pede deferimento. ADVOGADO OAB . não pode arcar com as custas processuais e demais cominações de direito sem prejuízo de seu sustento e de sua família.060/50. Juiz de Fora.Por fim.

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