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Espírito Santo

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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Instrumentação
Procedimento de Segurança
e Higiene do Trabalho

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Departamento Regional do Espírito Santo 1
Espírito Santo
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Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho - Instrumentação

© SENAI - ES, 1999

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


CETEC-AF – Centro de Educação e Tecnologia Arivaldo Fontes
Departamento Regional do Espírito Santo
Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2235
Bento Ferreira - Vitória - ES.
CEP 29052-121
Telefone: (027) 334-5211
Telefax: (027) 334-5217

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão


Departamento de Recursos Humanos
AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES.
CEP 29160-972
Telefone: (027) 348-1286
Telefax: (027) 348-1077

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Sumário

Segurança e Higiene do Trabalho.......................................... 05


• Introdução ......................................................................... 05

Acidente do Trabalho ............................................................. 06


• Definição ........................................................................... 06
• Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado ............. 07
• Identificação das Causas do Acidente ............................... 08
• Classificação do Acidente.................................................. 11
• Padrão Operacional........................................................... 12

Equipamento de Proteção...................................................... 13
• Introdução ......................................................................... 13
• Equipamento de Proteção Coletiva.................................... 13
• Equipamento de Proteção Individual ................................. 14

Riscos Ambientais.................................................................. 21
• Introdução ......................................................................... 21
• Classificação dos Riscos ................................................... 21
• Fatores que Colaboram para que os Produtos ou Agentes causem
danos à Saúde .................................................................. 22
• Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo....... 23
• Riscos Químicos................................................................ 24
• Riscos Físicos.................................................................... 26
• Riscos Biológicos............................................................... 28
• Principais Medidas e Controle dos Riscos Ambientais....... 29
• Medidas Relativas ao ambiente ......................................... 29
• Medidas Relativas ao pessoal ........................................... 31

Riscos de Eletricidade............................................................ 33
• Introdução ......................................................................... 33
• O que é Eletricidade .......................................................... 33
• Lei de OHM ....................................................................... 34
• Efeitos da Corrente Elétrica ............................................... 35
• Principais Sintomas Causados pelo Choque ..................... 36
• Riscos Elétricos ................................................................. 37

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• Cuidados nas Instalações Elétricas ................................... 38


• Medidas Preventivas em Instalações Elétricas .................. 39
• Aterramento Elétrico .......................................................... 40
Noções Básicas de Demarcações de Segurança ..... .............41
• Introdução........................................................ .............41
• Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho...........41

Noções Básicas de Combate à Incêndio.. ................ .............49


• Princípios Básicos do Fogo.............................. .............49
• Condições Propícias para a Combustão.......... .............52
• Combustão ...................................................... .............56
• Combate à Incêndio......................................... .............66
• Tipos de Equipamentos para Combate à Incêndios......69

Primeiros Socorros ................................................... .............79


• Introdução........................................................ .............79
• Material necessário para Emergência.............. .............80
• Ferimentos....................................................... .............81
• Hemorragias .................................................... .............85
• Queimaduras ................................................... .............88
• Choque Elétrico ............................................... .............89
• Calor ................................................................ .............90
• Frio .................................................................. .............92
• Estado de Choque ........................................... .............93
• Desmaios......................................................... .............94
• Convulsão........................................................ .............95
• Intoxicações e Envenenamentos ..................... .............96
• Corpos Estranhos ............................................ .............98
• Fraturas e Lesões de Articulação .................... .............99
• Acidentes por Animais Peçonhentos................ ...........101
• Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca ......................103
• Parada Respiratória - Respiração Artificial ..................105
• Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas..........107

Controle Ambiental ...............................................................115


• Meio Ambiente.............................................................115
• Poluição.......................................................................115
• Controle Ambiental na CST .........................................118
• Padronização Ambiental ..............................................118
• Responsabilidade Ambiental ..........................................119
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Segurança e Higiene do Trabalho

Introdução

É sabido que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega à Prevenção, seja ela de


acidentes do trabalho ou não.
A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de
Prevenção de Acidentes, nem ao menos com a sua necessidade. Assim, até o nosso
ingresso no mercado de trabalho e, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e,
pior ainda, da empresa em que trabalharemos, é que teremos o primeiro contato com a
Prevenção de Acidentes, isso, já na idade adulta!
Na verdade, embora de forma precária, a única vez em que normalmente temos
alguma noção de prevenção é no lar, através da mãe, ao nos puxar a orelha, dar-nos
umas palmadas por alguma travessura, mas, incoerentemente, é, também, no próprio
lar que somos desafiados, pela primeira vez, a demonstrar coragem, praticando o Ato
Inseguro, juntamente, pelo próprio pai.
Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos, investir
em treinamento, em equipamentos e em métodos de trabalho para incutir em seu
pessoal o Espírito Prevencionista e, através de técnicas e de sensibilização, combater
em seu meio o Acidentes do Trabalho que, conforme tem sido demonstrado, atinge
forte e danosamente a Qualidade, a Produção e o Custo.

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Acidente do Trabalho

Definição

O Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não,


que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. Se
tal ocorrência estiver relacionada com o exercício do trabalho, estará, então,
caracterizado o Acidente de Trabalho. Trocando o conceito em miúdos:
A ocorrência é imprevista por não ter um momento pré-determinado (dia ou hora) para
acontecer. É preciso distinguir previsto/imprevisto de previsível/imprevisível.
O "previsto" significa programa, enquanto o "previsível" sugere possibilidade. Assim,
pode-se dizer que o acidente é previsível em função de circunstâncias (uma escada de
degraus defeituosos, um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto é,
existe a possibilidade, clara, de ocorrer o acidente. No entanto, a ocorrência não está
prevista, por não estar programada.
O indesejável, é óbvio, é por não se querer o acidente. Daí, se alguém,
intencionalmente, joga, por exemplo, um alicate contra outro e o atinge, caracteriza-se
o acidente, apesar de o indivíduo ter desejado atingir o outro. Isso se dá porque a
ocorrência é caracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claro que ela
não queria ser atacada.
O "instantânea ou não" faz a diferença entre o acidente típico, como o conhecemos
(queda, impacto sofrido, aprisionamento, etc.) e a doença ocupacional ou do trabalho
(asbestose, saturnismo, silicose, etc.). Esclarecendo: o acidente propriamente dito é a
ocorrência que tem conseqüência (lesão) imediata em relação ao momento da
ocorrência (queda = fratura, luxação, escoriações). A Doença Ocupacional é
conseqüência mediata em relação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo
hoje, saturnismo após algum tempo).
O acidente, não implica, necessariamente em lesão, podendo ficar somente no risco de
provocá-la (acidente sem vítima). Assim, a queda de uma marreta, por exemplo, é o
acidente que pode ser com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém).
A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB 18 (Norma Brasileira
o
n 18) focaliza o acidente sob os seguintes aspectos:
Tipo: Classifica o acidente quanto à sua espécie, como Impacto de Pessoa Contra (que
se aplica aos casos em que a lesão foi produzida por impacto do acidentado contra um
objeto parado, exceto em casos de queda); Impacto Sofrido (o movimento é de objeto);
Queda com Diferença de Nível (ação da gravidade, com o objeto de contato estando
abaixo da superfície em que se encontra o acidentado); Queda em Mesmo Nível
(movimentado devido à perda de equilíbrio, com o objeto de contato estando no mesmo
nível ou acima da superfície de apoio do acidentado); Atrito ou Abrasão;
Aprovisionamento, etc.
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Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado

Sob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente do trabalho apresenta
fatores altamente negativos no que se refere ao aspecto humano, social e econômico,
cujas conseqüências se constituem num forte argumento de apoio a qualquer ações de
controle e prevenção dos infortúnios ocasionais.

Aspecto Humano
Bastaria a consulta as estatísticas oficiais, que registram os acidentes que prejudicam a
integridade física do empregado, para conhecimento do grande índice de pessoas
incapacitadas para o trabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como conseqüência a
desestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúnios repercutem por tempo
indeterminado.

Aspecto Social
Em referência a este aspecto, vamos analisar o acidente do trabalho e suas
conseqüências sociais, visando a estes dois aspectos:

• o acidente do trabalho como efeito;


• o acidente do trabalho como causa.

Pode-se considerar o acidente do trabalho como efeito quando ele resulta de uma ação
imprudente ou de condições inadequadas, isto é, quando ele resulta de uma
inobservância das normas de segurança; pode-se considerá-lo como causa quando se
tem em vista as conseqüências dele advindas.
Como se deduz, são imensuráveis, em termos de extensão e proporção, as
conseqüências dos acidentes do trabalho. Mas, o importante diante de todos os
aspectos que possam ser apresentados, é que as pessoas se inteiram dessa realidade,
interessando-se pela aplicação correta das medidas de prevenção do acidente, para
não se tornarem vítimas do mesmo.

Aspecto Econômico
Um dos fatores altamente negativos, resultante dos acidentes do trabalho, é o prejuízo
econômico cujas conseqüências atingem ao empregado, a empresa, a sociedade e,
em uma concepção mas ampla, a própria nação.
Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e das indenizações recebidas por
ele ou por seus familiares através da Previdência Social, no caso de acidentar-se, os
prejuízos econômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização não lhe garante
necessariamente o mesmo padrão de vida mantido até então. E, dependendo do tipo
de lesão sofrida, tais benefícios, por melhores que sejam, não repararão uma invalidez
ou a perda de uma vida.
Na empresa, os prejuízos econômicos derivados dos acidentes variam em função da
importância que ela dedica à prevenção de acidentes. A perda ainda que de alguns
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minutos de atividade no trabalho traz prejuízo econômico, o mesmo acontecendo com a


danificação de máquinas, equipamentos, perda de materiais etc. Outro tipo de prejuízo
econômico refere-se ao acidente que atinge o empregado, variando as proporções
quanto ao tempo de afastamento do mesmo, devido à gravidade da lesão.
As conseqüências podem ser, dentre outras: a paralisação do trabalho por tempo
indeterminado, devido à impossibilidade de substituição do acidentado por um elemento
treinado para aquele tipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica negativa que
atinge os demais empregados e que interfere no rítmo normal do trabalho, levando
sempre a uma grande queda da produção.
Em termos gerais, esses são alguns fatores que muito contribuem para os prejuízos
econômicos tanto do empregado quanto da empresa.

Identificação das Causas do Acidente

É fundamental que se entenda que a busca da causa de um acidente não tem,


absolutamente, o objetivo de punição, mas, sim, o de encontrar a partir das causas, as
medidas que possibilitem impedir ocorrências semelhantes.
A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança sangüínea) ou de
meio-ambiente (cultura). Pode, também, originar-se de falha pessoal. Clareando: a
Hereditariedade, processo de transmissão de características físicas e mentais dos
ascendentes (pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos, netos, etc.), quando o
ambiente é propício, manifesta-se sob a forma de fobias, principalmente as
claustrofobia ( medo de lugares fechados), acrofobia (medo de altura), etc., e de outras
formas. Tal manifestação interfere na formação do homem, dando oportunidade ao
afloramento das falhas pessoais (atitudes impróprias, inadequadas, por exemplo:
imprudência, negligência, exibicionismo, insubordinação, etc.).
A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer Atos Inseguros ou criar/permitir
Condições Inseguras.
Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários e no meio-ambiente
da primeira infância do homem. As características indesejáveis, herdadas
(hereditariedade) ou adquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falha
pessoal que, por sua vez, induz o homem a criar ou permitir a condição insegura e/ou
praticar o ato inseguro, que são as causas aparentes do acidente que pode, ou não,
resultar em lesão pessoal.
Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admite um novo empregado
que terá a ocupação de escarfador. O candidato selecionado é jovem e a CST é sua
primeira empresa. Até então, trabalhará no quiosque do pai, na praia de Camburi, o dia
todo, à vontade, de sunga, vez por outra tomando uma aguinha de coco, enquanto
inspecionava biquínis e similares. Pois bem, esse rapaz começa a trabalhar na CST e,
após treinamento, se vê todo equipado para o trabalho; possivelmente, não se
adaptará, sentir-se-á agoniado, preso: A SITUAÇÃO É MUITO DIFERENTE E A
TENDÊNCIA É CHEGAR AO ACIDENTE.

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Ato Inseguro
O Ato Inseguro é a desobediência a um procedimento seguro, comumente aceito. Não
é necessariamente a desobediência a norma ou procedimento escrito, mas também
àquelas normas de conduta ditadas pelo bom senso, tacitamente aceitas. Na
caracterização do Ato Inseguro cabe a seguinte questão: nas mesmas circunstâncias
uma pessoa prudente agiria da mesma maneira?
Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que oriente para não se segurar,
na palma da mão, um ferro elétrico aquecido, porém, se alguém o fizer, estará
cometendo um Ato Inseguro.
O Ato Inseguro ocorre em três modalidades:
Omissão: A pessoa Não Faz o que deveria fazer.
Exemplo: Deixar de impedir equipamento.

Comissão: A pessoa faz o que Não Deveria Fazer


Exemplo: Operar equipamento sem estar capacitado e/ou autorizado.

Variação: A pessoa faz algo De Modo Diferente do que deveria fazer.


Exemplo: Para "encurtar caminho", salta da plataforma em lugar de descer pela
escada.

É claro que a "Omissão" implica em existência/conhecimento de norma/procedimento


específico. Quanto às "Comissão" e "Variação", a desobediência pode ocorrer ao
próprio bom senso, não, necessariamente a normas/procedimentos/instruções.

Condição Insegura
A Condição Insegura são as condições de ambiente, cuja correção não são da alçada
do acidentado. A Condição Insegura compreende máquinas, equipamentos, materiais,
métodos de trabalho e deficiência administrativa.
Para efeito de maior clareza, podemos classificar a condição insegura em quatro
classes:
Mecânica: máquina/ferramenta/equipamento defeituoso, sem proteção, inadequado,
etc.

Física: "Lay-out" (arrumação, passagens, espaço, acesso, etc.).

Ambiental: Ventilação, iluminação, poluição, ruído, etc.

Método: Procedimento de Trabalho inadequado, padrão inexistente, processo perigoso,


método arriscado, supervisão deficiente, etc.

A Condição Insegura ocorre, também, em três modalidades, todas elas, derivadas das
posições de comando:
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Negligência: (corresponde à omissão do Ato Inseguro): deixar de fazer o que deve ser
feito.
Exemplo: Deixar de reparar escada defeituosa. Permitir práticas inseguras.
Imperícia: derivada da falta de conhecimento/experiência específica. Mandar Fazer
sem Estabelecer Procedimento
Exemplo: Não fixar padrão/procedimento de trabalho.

Imprudência: Mandar fazer de forma diferente do estabelecido.


Exemplo: Mandar improvisar ferramenta.

É importante frisar que a Condição Insegura e Ato Inseguro são a causa final de um
acidente, ou seja, a ação que deflagrou a ocorrência, a "gota d'água" que fez
transbordar o conteúdo do copo, mas outros fatores concorreram para a ocorrência e
esses fatores, "as causas de causa" precisam ser identificadas para a prevenção. Daí,
a importância de estudar as "Hereditariedade e Meio-Ambiente" (muito difícil para a
indústria comum) e as "Falhas Pessoais", estas mais visíveis, a partir das convivência e
observação. Aliás, as convivência e observação precisam ser valorizadas. A
observação é tão importante que a sua negligência tem o poder de alterar o Ato
Inseguro para a Condição Insegura. É verdade, a norma diz que se um ato inseguro
vem sendo cometido repetidas vezes, por tempo suficiente para ter sido "observado" e
"corrigido" e não é, deixa de ser Ato para ser Condição Insegura, enquadrando-se como
"Negligência" da supervisão.

Classificação do Acidente

O acidente pessoal, em termos de gravidade da lesão que provoca, é classificado de


duas maneiras:
1º Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de retornar ao trabalho, em
suas funções, no dia imediato ao da ocorrência, ele é dito Com Lesão, Com
Afastamento, o conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Mesmo que o acidentado
possa trabalhar, em suas funções, no dia seguinte ao da ocorrência, a lesão pode
ser classificada de "Com Afastamento" (CPT), desde que dela resulte uma
incapacidade permanente, por exemplo, a perda de uma falange (nó) de um dedo.

2º Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de trabalhar no dia


seguinte ao da ocorrência, temos o conhecido SPT (Sem Perda de Tempo),
oficialmente classificado de Lesão Sem Afastamento.

É importante frisar que tal classificação se refere unicamente à gravidade da lesão e do


acidente. Podemos ter acidentes até mesmo impessoais de alta gravidade.
Padrão Operacional

É o estabelecimento do método correto e, consequentemente, seguro de execução


do trabalho. Fundamentado no conhecimento do trabalho, exige constante
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aperfeiçoamento, adequando-se quanto ao como, onde, quando e com o que fazer.


O Padrão Operacional somente pode ser considerado se estiver registrado (escrito),
ser conhecido e estar ao alcance de todos os envolvidos no trabalho. Seu ponto
chave é o Detalhe, o detalhe que não pode ser negligenciado ou esquecido, já que,
de imediato, a curto, médio ou longo prazos pode representar o fracasso do trabalho,
do seu trabalho.
Ninguém está mais capacitado que você para saber qual a melhor maneira de
executar o seu trabalho. Organizando a tarefa, discutindo-a com seus colegas,
aperfeiçoando-a sempre e mantendo o seu registro, você chegará naturalmente ao
Padrão ideal quer requer constantes avaliações e adequações, obtidas através de
Análise de Riscos que é, em resumo, a ferramenta de atualização do Padrão.
Lembre-se, o Padrão Operacional precisa ser registrado, escrito e receber
constantes adequações. O bom Padrão Operacional não sobrevive sem retoques.
Busque o Padrão junto ao seu Gerente Supervisor, é ele o centralizador, o catalisador
do Padrão, você é o usuário, o gerador de aperfeiçoamento do mesmo. Zele por ele
que é seu melhor companheiro.

A IMPORTÂNCIA DO DETALHE:
"Pela falta de um cravo, a ferradura foi perdida;
Pela falta da ferradura, o cavalo foi perdido;
pela perda do cavalo, o cavaleiro se perdeu;
pela perda do cavaleiro, a batalha foi perdida,
pela perda da batalha, o reino foi perdido,
e tudo porque um cravo de ferradura foi perdido!"
Benjamim Frankilin

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Equipamentos de Proteção

Introdução

A CST, conforme Portaria 3.214 do MTb, NR4, é uma empresa enquadrada no Grau de
Risco 4 (risco elevado de acidentes) e portanto, podem existir nos locais de trabalho,
condições que poderão acasionar danos à saúde ou à integridade física do empregado.
Estes riscos devem ser neutralizados ou eliminados por meio da utilização dos
equipamentos de proteção, que oferecem:

Proteção Coletiva: beneficiam a todos os empregados indistintamente.

Proteção Individual: protegem apenas a pessoa que utiliza o equipamento.

Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao


risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes
circunstâncias:
a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou
não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho
e/ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
c) Para atender situação de emergência.

Equipamento de Proteção Coletiva - EPC

São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria fonte.


As proteções em furadeiras, serras, prensas; os sistemas de isolamento de operações
ruidosas; os exaustores de gases e vapores; as barreiras de proteção; aterramentos
elétricos; os dispositivos de proteção em escadas, corredores, guindastes e esteiras
transportadoras são exemplos de proteção coletivas.
Equipamento de Proteção Individual - EPI

Definição
O equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de
fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física
do trabalhador.

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Seleção do EPI
A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só dos equipamentos
como, também, das condições em que o trabalho é executado.
É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e, principalmente, o grau de
proteção que o equipamento deverá proporcionar.

Características e Classificação dos EPI


Pode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte do corpo que devem
proteger:

Proteção da Cabeça
Capacete: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado e de impacto contra
objeto imóvel e somente estará completo e em condições adequadas de uso se
composto de:
*Casco: é o capacete propriamente dito;
*Carneira: armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro
cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto;
*Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça.

O capacete de celeron se presta, também, à proteção contra radiação térmica.

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Proteção dos Olhos


Óculos de segurança: Protegem os olhos de impacto de materiais projetados e de
impacto contra objetos imóveis. Os óculos de segurança utilizados na CST são,
comprovadamente, muito eficazes quanto à proteção contra impactos.
Para a proteção contra aerodispersóides (poeira), a CST fornece os óculos ampla
visão, que envolvem totalmente a região ocular.
Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença de aerodispersóides (poeira),
a afetiva proteção dos olhos se obtém com o uso dos dois EPI - óculos de segurança
(óculos basculavel) óculos ampla visão, ao mesmo tempo.

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Proteção Facial
Protetor facial: Protege todo o rosto de impacto de materiais projetados e de calor
radiante, podendo ser acoplado ao capacete. É articulado e tem perfil côncavo e
tamanho e altura que permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído em
acrílico, alumínio ou tela de aço inox.

Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça

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Capuz: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca) de projeção de


fagulhas, poeiras e similares. Para uso em ambientes de alta temperatura, o capuz é
equipado com filtros de luz, permitindo proteção também contra queimaduras.

Proteção Respiratória
Máscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos, asfixiantes e contra
aerodispersóides (poeira). Elas protegem não somente de envenenamento e asfixias,
mas, também, da inalação de substâncias que provocam doenças ocupacionais
(silicose, siderose, etc.).
Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com ou sem alimentação de
ar respirável.

Proteção de Membros Superiores


Protetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço, inclusive o punho,
contra impactos cortantes e perfurantes, queimaduras, choque elétrico, abrasão e
radiações ionizantes e não ionizantes.

Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes, de calor,


choques elétricos, abrasão e radiações ionizantes.

Proteção Auditiva
Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra
o aparelho auditivo. Existem em dois tipos básicos:
*Tipo Plug (de borracha macia, espuma, de poliuretano ou PVC), que é
introduzido no canal auditivo.

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*Tipo Concha, que cobre todo o aparelho auditivo e


protege também o sistema auxiliar de audição
(ósseo).

O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que


é o som indesejável) a níveis compatíveis com a saúde auditiva.
Isso significa que, mesmo usando o protetor auricular, ouve-se o
som mais o ruído, sem que este afete o usuário.

Proteção do Tronco
Paletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações,
projeções de materiais particulados e de abrasão, calor radiante
e de frio.

Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros


inferiores - alguns modelos (tipo barbeiro) protegem também os
membros superiores - contra queimaduras, calor, radiante,
perfurações, projeção de materiais particulados, ambos
permitindo uma boa mobilidade ao usuário.

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Proteção da Pele
Luva química: Creme que protege a pele, membros superiores,
contra a ação dos solventes, lubrificantes e outros produtos
agressivos.

Proteção dos Membros Inferiores


Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos de
objetos que caem ou são projetados, impactos contra objetos
imóveis e contra perfurações. Por norma, somente é de
segurança o calçado que possui biqueira de aço para proteção
dos dedos.

Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas,


fagulhas, limalhas, etc., principalmente de materiais quentes.

Proteção Global Contra Quedas


Cinto de segurança: Cinturões anti-quedas que protegem o
homem nas atividades exercidas em locais com altura igual ou
superior a 2 (dois) metros, composto de cinturão, propriamente
dito, e de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço,
etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.

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Guarda e Conservação do EPI


Quando na troca de usuário
De um modo geral, os EPI devem ser limpos e desinfetados,
cada vez em que há troca de usuário.

Guarda do EPI
O empregado deve conservar o seu equipamento de proteção
individual e estar conscientizado de que, com a conservação,
ele estará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento.

Conservação do EPI
O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso.
Sempre que possível, a verificação e a limpeza destes
equipamentos devem ser confiados a uma pessoa habilitada
para esse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar
desta tarefa, desde que receba orientação para isso.
Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não
observância do uso de EPI. A eficácia de um EPI depende do
uso correto e constante no trabalho onde exista o risco.

Exigência Legal para Empresa e Empregado


O uso de equipamento de proteção individual, além da indicação
técnica para operações locais e empregados determinados, é
exigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V
da CLT, cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois
artigos, a saber:

"Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados,


gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao
risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento,
sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos
empregados."

"Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à


venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação
do Ministério do Trabalho - CA.

Por outro lado, a regulamentação de segurança e medicina do


trabalho em sua Norma Regulamentadora 1 - item 1.8, cuida
minuciosamente do Equipamento de Proteção Individual,
mencionando, entre outras coisas, as obrigações do
empregado, que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida
pela empresa.
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Riscos Ambientais

Introdução

Os ambientes de trabalho podem conter, dependendo da


atividade que neles é desenvolvida, um ou mais fatores ou
agentes que, dentro de certas condições, irão causar danos à
saúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscos
ambientais. Os riscos ambientais exigem a observação de
certos cuidados e a tomada de medidas corretivas nos
ambientes, se pretende evitar o aparecimento das chamadas
doenças do trabalho.
A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho do
Ministério do Trabalho na sua Norma Regulamentadora de nº
09, contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais -
PPRA - que tem como objetivo de antecipação, identificação,
avaliação e controle de todos os fatores do ambiente de trabalho
que podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados.
Segue-se uma série de informações básicas relativas aos
Riscos Ambientais, com enumeração dos principais fatores, das
condições possíveis de risco para a saúde e das medidas gerais
para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.

Classificação dos Riscos

Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos


químicos, riscos físicos e riscos biológicos.

Riscos Químicos
São representados por um grande número de substâncias que
podem contaminar o ambiente de trabalho.

Riscos Físicos
São representados por fatores do ambiente de trabalho que
podem causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o
ruído ou barulho, as radiações, o trabalho com pressões
anormais, a vibração e a má iluminação.

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Riscos Biológicos
São representados por uma variedade de microrganismos com
os quais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu
tipo de atividade, e que podem causar doenças.

Fatores que colaboram para que os Produtos ou


Agentes causem danos à Saúde

Nem todo produto ou agente, presente no ambiente, irá causar


obrigatoriamente um dano à saúde. Para que isso ocorra, é
preciso que haja uma inter-relação entre os fatores que serão
expostos a seguir:

O tempo de exposição
Quanto maior o tempo de exposição, de contato, maiores são as
possibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa.

A concentração do contaminante no ambiente


Quanto maiores as concentrações, maiores as chances de
aparecerem problemas.

O quanto a substância é tóxica


Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se
comparadas em relação a uma mesma concentração.

A forma em que o contaminante se encontra


Isto é, se em forma de gás, líquido ou neblina, ou poeira. Isto
tem relação com a forma de entrada do tóxico no organismo,
como será visto adiante.

A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias


Algumas substâncias só são capazes de entrar no organismo
por inalação ou, então, pela pele.
Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em
separado. Havendo dúvida quanto à existência ou não de
perigo, o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do
Serviço Especializado ou, ainda, o seu gerente.

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Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo

Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem


penetrar no organismo humano:

Por inalação
Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver
uma substância nociva por inalação, isto é, pela respiração.

Por contato com a pele, ou via cutânea


A pele pode absorver certas substâncias se houver contato,
mesmo que por poucos instantes. Dessa forma, o tóxico pode
atingir o sangue e causar dano à saúde.

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Por ingestão
ou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontece
muito quando são comidos ou bebidos alimentos que estão
contaminados com quantidades não visíveis de substâncias
nocivas. É por essa razão que nunca se deve fazer as refeições
no próprio posto de trabalho. E, também, não se deve ir para o
refeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio
pessoal: lavar as mãos e rosto com sabão e bastante água.

Riscos Químicos

As substâncias químicas podem estar na forma de gases,


vapores, líquidos, fumos, poeiras e névoas ou neblinas. Por
exemplo:

Vapores
Emanados de solventes como o benzol, o toluol, "thinners" em
geral, desengraxantes como o tetracloreto de carbono, o
tricloroetileno.

Gases
Monóxido de carbono, gases dos processos industriais como o
gás sulfídrico.

Líquidos
Que podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica,
ou irritantes, causando doenças da pele. Muitos líquidos
também podem ser absorvidos pela pele, causando prejuízo à
saúde.

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Névoas ou neblinas
Nos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros processos,
onde se formam névoas ou neblinas de ácidos.

Fumos
Nos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos são
pequenas partículas de metal ou de seus compostos,
provenientes do banho que ficam suspensos no ar.

Poeiras ou pós
Pó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas no
jateamento de areia ou granalha de aço.

Principais Efeitos no Organismo


Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-
se, como principais, os seguintes:

Irritação
Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões, da pele.
Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontram
na forma de gás ou vapor, mas podem, também, estar no
estado líquido ou sólido. Exemplos: vapores de ácidos, a amônia
(amoníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelo
contato direto com líquidos ou poeiras, sendo exemplos os
solventes "thinners", e a poeira de caviúna.

Asfixia
Ou seja, falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido
de carbono (CO), gás carbônico (CO2), acetileno.

Anestesia
Isto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causando
estado de sonolência ou tonturas. Geralmente, as substâncias
anestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos:
vapores de éter etílico, acetona.

Intoxicação
Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a
pele ou ingestão acidental do tóxico, que pode estar na forma
sólida, líquida ou gasosa. Exemplos: benzol, toluol,
tricloroetileno, metanol, gasolina, inseticidas, fumos de chumbo,
pó de chumbo (nas tipografias).
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Pneumoconiose
Isto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a uma
alteração no pulmão da pessoa. As substâncias que causam
esse tipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: poeira
de sílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia,
carepa de fundição (areia), poeira de amianto ou asbesto, pós
de algodão.

Riscos Físicos

Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo


aos limites de excesso ou falta, podem tornar-se responsáveis
por variadas alterações na saúde do empregado.

Calor
O calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas,
cerâmicas, indústrias de vidro, etc. Quanto aos efeitos, sabe-se
que o organismo pode adaptar-se aos ambientes quentes,
dentro de certos limites. Quando há exposição excessiva ao
calor, pode ocorrer uma série de problemas, como câimbras,
insolação ou intermação, ou, ainda, uma afecção nos olhos
chamada de catarata.

Ruído ou barulho
Ocorre na indústria em geral, mas, principalmente, nas
tecelagens, estamparias, no rebarbamento por marteletes nas
fundições, etc. O ruído excessivo tem vários efeitos no ser
humano, variando de pessoa para pessoa, como a irritabilidade,
entre outros. Entretanto, seu efeito principal, comprovado
quando as pessoas são expostas a altos níveis de ruído por
tempos longos, é o dano à audição, que leva a vários graus de
surdez.

Radiação infravermelho
É o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os
mencionados acima em "calor". Onde há corpos aquecidos, há
calor radiante que é emitido em todas as direções.

Radiação ultravioleta
É um tipo de radiação que está presente principalmente nas
seguintes operações: solda elétrica, fusão de metais a
temperatura muito alta, nas lâmpadas germicidas, nos
geradores de ozona. Seus efeitos são térmicos, causando
queimaduras, eritemas (vermelhidão) na pele, e, também,

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inflamação nos olhos (conjuntivite). Os efeitos são retardados,


aparecendo com maior força 6 a 12 horas após a exposição.
Radiações ionizantes
Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de
aparelhos especiais. Exemplos: aparelhos de raio-x (quando
indevidamente utilizados), radiografias industriais de controle
(gamagrafia). Os efeitos das exposições descontroladas a
radiações ionizantes, por mau controle dos processos, são em
geral sérios: anemia, leucemia, certos tipos de câncer e efeitos
que só aparecem nas gerações seguintes (genéticos).

Trabalhos com pressões anormais


São os trabalhos em que o homem é submetido a pressões
diferentes da atmosférica, na qual vive normalmente. Esses
trabalhos exigem um controle rígido das operações,
principalmente na etapa de descompressão e volta à pressão
normal. Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho em
tubulações e caixões pneumáticos. Os efeitos são: problemas
nas articulações, desde dores até paralisia, e outros problemas
mais graves que podem ser fatais.

Vibrações
As vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinas
pesadas: tratores, escavadeiras, máquinas de terraplanagem,
que fazem vibrar o corpo inteiro, e nas ferramentas manuais
motorizadas que fazem vibrar as mãos, braços e ombros. Os
problemas provenientes das vibrações aparecem em geral após
longo tempo de exposição (vários anos). No caso de vibração do
corpo inteiro, podem aparecer dores na coluna, problemas nos
rins, enjôos (mal de mar); no caso de vibrações localizadas nas
mãos e braços, podem aparecer problemas circulatórios (má
circulação do sangue) e problemas nas articulações. O tempo
longo de exposição e fatores como o frio têm muita influência no
aparecimento desses problemas.

Má iluminação
A iluminação inadequadas nos locais de trabalho pode levar,
além de ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço, a
uma maior probabilidade de ocorrência de certos tipos de
acidentes e a uma redução da capacidade visual das pessoas, o
que é um efeito negativo muito importante em alguns tipos de
trabalho que exigem atenção e boa visão.

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Riscos Biológicos

São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que


podem trazer doenças de natureza moderada e, mesmo, grave.
Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo visíveis somente
ao microscópio. Exemplos: as bactérias, bacilos, vírus, fungos,
parasitas e outros.
Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes, seja
em decorrência de ferimentos e machucaduras, seja pela
presença de colegas doentes ou por contaminação alimentar.

Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre


outras, a infecção por tétano que pode até matar o
empregado.
Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os
micróbios que causam hepatite, tuberculose, micose
das unhas e da pele.
Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e
asseio, pode ocorrer contaminação das refeições,
tendo como possível conseqüência as diarréias.

Para prevenção, usam-se as seguintes medidas:


• vacinação;

• equipamento de proteção individual;

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• rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de


trabalho;

• controle médico permanente.

Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais

As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem


referir-se ao ambiente ou ao pessoal:

Medidas relativas ao ambiente

Substituição do produto tóxico


O produto tóxico pode ser substituído por outro produto menos
tóxico ou inofensivo. Esta é a medida ideal, desde que o
substituto tenha qualidades próximas às do original. Também,
deve-se tomar cuidado para não se criar um risco maior,
substituindo um produto tóxico por outro menos tóxico mas
altamente inflamável. Exemplos de substituições corretas:
benzeno substituído pelo tolueno; substituição de tintas à base

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de chumbo por tintas à base de zinco; jateamento com areia


substituído por jateamento de óxido de alumínio, etc.

Mudança do processo ou equipamento


Certas modificações em processos ou equipamentos podem
reduzir muito os riscos ou, até, eliminá-los. Exemplos: pintura a
imersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formação
de vapores dos solventes); rebitagem substituída por solda
(menor barulho).

Enclausuramento ou confinamento
Consiste em isolar determinada operação do resto da área,
diminuindo assim o número de pessoas expostas ao risco.
Exemplos: cabine de jateamento de areia; enclausuramento de
uma máquina ruidosa.

Ventilação
Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de
formação do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga
ar limpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado.
Exemplos: nos tanques de solventes, nas operações com colas,
nas operações geradoras de poeiras, nos rebolos de
rebarbamento de peças fundidas.

Umidificação
Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou
diminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações,
feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde.
Exemplos: mistura de areias de fundição, varredura a úmido.

Segregação
Segregação quer dizer separação. Nesta medida de controle,
separa-se a operação ou equipamento do restante, seja no
tempo seja no espaço. Separar no tempo quer dizer fazer a
operação fora do horário normal do resto do pessoal; separar no
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espaço significa colocar a operação a distância, longe dos


demais. O número de pessoas expostas ficará bastante
reduzido e aqueles que devem ficar junto à operação irão
receber proteção especial.
Boa manutenção e conservação
Rigorosamente, estas medidas não podem ser consideradas
formas específicas de prevenção de riscos. Entretanto, são
complementos de quaisquer outras medidas. Muitas vezes, a
má manutenção é a causa principal dos problemas ambientais.
Os programas e cronogramas de manutenção devem ser
seguidos à risca, dentro dos prazos propostos pelos fabricantes
dos equipamentos. Exemplos: ruído excessivo em estruturas e
mancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaquecimento.

Ordem e limpeza
Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um
lugar-chave nos sistemas de proteção ambiental. O pó, em
bancadas, rodapés e pisos, que se deposita nas horas calmas,
pode rapidamente ser redispersado, no ar da sala, por correntes
de ar, movimento de pessoas ou funcionamento de
equipamentos. O asseio é sempre importante e onde há
materiais tóxicos é importantíssimo, é primordial. A limpeza
imediata de qualquer derramamento de produtos tóxicos é
importante medida de controle. Para a limpeza de poeira, deve
ser preferida a aspiração a vácuo; nunca o pó deve ser soprado
com bicos de ar comprimido, para efeito de limpeza. É
impossível manter um bom programa de prevenção de riscos
ambientais sem um preocupação constante nos aspectos de
ordem e limpeza.

Medidas relativas ao pessoal

Equipamento de Proteção Individual


O equipamento de proteção individual deve ser sempre
considerado como uma segunda linha de defesa, após serem
tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nas
situações onde não são eficientes medidas gerais e coletivas
relativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma de
proteção, aliada à limitação da exposição.

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O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimento


das suas limitações e vantagens, são aspectos que todo
empregado deve conhecer através de treinamento específico,
coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho.
Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência
do EPI, sob pena de o mesmo se tornar uma arma de dois
gumes, fornecendo ao empregado confiança numa proteção
inexistente.

Limitação de exposição
A redução dos períodos de trabalho tornam-se importante
medida de controle onde e quando todas as outras forem
impraticáveis por motivos técnicos, locais (físicos) ou
econômicos, não se conseguindo reduzir ou eliminar o risco.
Assim, a limitação da exposição, dentro de critérios bem
definidos tecnicamente, pode tornar-se uma solução eficiente
em muitos casos. Exemplos: controle do tempo de exposição ao
calor. às pressões anormais, às radiações ionizantes.

Controle Médico
Exames médicos pré-admissionais e periódicos são medidas
fundamentais de caráter permanente, constituindo-se numa das
atividades principais dos serviços médicos da empresa. Uma
boa seleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas
que têm maior sensibilidade e que poderiam adquirir doenças
relacionadas com certas atividades. Os exames médicos
periódicos dos empregados possibilitam, além de um controle
de saúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de
fatores que podem levar a uma doença profissional, num estágio
ainda inicial e com pouca probabilidade de danos.

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Riscos de Eletricidade

Introdução

A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando


muito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas e
equipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar em
casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios
televisores, geladeiras, aquecedores etc.
A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica)
transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muito
conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères
(A) e watts (W).
A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se
fazer analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se
ter várias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde
existe tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para
acionar pequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores e
equipamentos e, mesmo, tensões maiores.
A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia
com a rede de água, é a vazão. A corrente depende da
solicitação do aparelho elétrico, assim como a vazão da torneira
depende de quando se abre a válvula.
A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência
(P), que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor).
Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica
(R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser
comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um
escoamento de fluido.
Mas, enquanto uma rede d'água não mata, quando se toca na
tubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode
matar pelo choque elétrico.

O que é Eletricidade

Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados


pela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumas
características da eletricidade.
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Lei de OHM

A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa


um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e
em proporção inversa à resistência do condutor.

SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE


V Corrente volts (V)
I Tensão ampères (A)
R Resistência Ohms (Ω)

Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R.


Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa
(110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica
menor será a corrente.
Exemplo:
V = 110 volts Para R = 10
I = 110/10 = 11 Ampères

V = 110 volts Para R = 20


I = 110/20 = 5,5 Ampères

Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é


necessário que passe pelo seu corpo uma determinada corrente
e, conforme o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa
corrente, ter-se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente.
Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da
resistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo
corpo humano depende da resistência elétrica do mesmo.
A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos
fatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de
pele, os meios internos como vasos sangüíneos e sistema
nervoso, tipo de contato e condição da pele.
Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano,
sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de
valores, dependendo da espessura da pele no local, da umidade
da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir
valores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, varia
menos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente.
Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500
a 100.000 Ohms, em média.

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Efeitos da Corrente Elétrica

Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar


acidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500
Ohms para o corpo humano, tem-se:

V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V

Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes


fatais em casos especiais de contato.

Intensidade Estado Possível Perturbações Possíveis Resultado Final


(miliampères) de Choque Provável
1 Normal Nenhuma Normal
1a3 Normal Pequena sensação Normal
desagradável
3a9 Normal Sensação de choque Normal
desagradável; contrações
musculares
9 a 20 Morte Sensações dolorosas; Restabelecimento
aparente contrações musculares ou Morte
violentas;
dificuldade de respirar;
perturbações circulatórias
20 a 100 Morte Sensação insuportável; Restabelecimento
aparente contrações musculares ou Morte
violentas;
asfixia;
perturbação circulatória;
desmaios.
acima de 100 Morte Desmaios; Morte
aparente asfixia imediata;
fibrilação ventricular.

O tempo de contato com a corrente é muito importante na


gravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela
anterior, determinadas intensidades de corrente produzem
contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação
ventricular, o que, por tempo prolongado, causa acidente fatal
ou, então dificulta a recuperação. Estima-se em menos de 2
minutos o tempo de choque em que as contrações musculares
levam à asfixia.
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O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência


para as conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil
reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um
processo de massagem cardíaca, difícil de se executar, do que
uma pessoa que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser
reanimada com o processo de respiração artificial.
Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de
corrente elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que
passa pelo coração:

Principais Sintomas Causados pelo Choque

As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem


ser divididas em dois tipos; os que causam:

Choques que não causam lesões orgânicas


• Os casos de pequenos choques elétricos de simples
descargas elétricas de baixa intensidade num intervalo de
tempo pequeno, sem causar danos, em que a vítima sente
apenas um formigamento no local de contato;
• Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco
tempo, quando a pessoa atingida sofre uma violenta
contração muscular;
• Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta
contração muscular, sofre um estado de comoção que se
dissipa rapidamente;
• Os choques elétricos que, causando a contração dos
músculos das regiões próximas à do contato, levam a lesões
profundas, como queimadura no local e outros acidentes, por
exemplo, quedas.
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Choques que causam lesões orgânicas:


A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente
devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:

• Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao


choque elétrico os músculos respiratórios se contraem
violentamente e perdem a sua capacidade muscular,
podendo levar à parada respiratória;
• Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de
uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes
entram num estado de batimento insatisfatório, fazendo que
o coração não execute a sua função de bombear sangue.

Riscos Elétricos

Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar
um acidente fatal em determinadas condições. Como a maioria
das instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou
mais, sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos.
Os principais tipos de riscos elétricos são:
• Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que
poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento
de que estejam energizados.
• Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com
suas carcaças energizadas, devido a falha do isolamento
interno da sua fiação, poderão causar choques elétricos
quando não aterradas eletricamente e quando a mão do
operador estiver úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem
calçados apropriados.

Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma


diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso a
passagem de corrente elétrica através do seu corpo.
Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear
outros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que
a vítima, após o contato com partes energizadas da instalação
em lugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma
queda, se não estiver devidamente segura no local.
Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor
subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, a
corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele
pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em
deterioração, com conseqüente curto-circuito.
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Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior


resistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação.
Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer
com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca),
o que poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde se
armazenam inflamáveis.

Cuidados nas Instalações Elétricas

Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim:


• Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como,
por exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos
expostos que possam ser tocados por pessoas. Em casos
de emergência, colocar placas de advertência de forma bem
visível com o nome do responsável;
• Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de
força expostos, com suas partes energizadas oferecendo
riscos de contato acidental;
• Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de
guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não
oferecem perigo;
• Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola
da mesma de acordo com a carga (corrente) que irá
conduzir, usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-
3 da ABNT;
• Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e
disjuntores para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja
desligado, queimando o fusível ou desligando o disjuntor,
provocando o corte do fornecimento de energia e com isso
não danificando a instalação elétrica e o equipamento;
• Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma
ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a
tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e
se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha,
provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou
danos na fiação elétrica;
• Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma
tomada de corrente;
• Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico;
• Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não,
através do detector de tensão;
• Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e
colocar placas de advertência.
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Medidas Preventivas em Instalações Elétricas

As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de


acidentes.

• Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de


qualidade comprovada;
• Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais
qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no
país;
• Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de
conservação e manutenção;
• Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas,
mesmo as de baixa tensão;
• Usar somente fios com capacidade adequada para o
equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra
toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos
mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por
eletroduto (conduíte) rígido ou flexível;
• Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas
dos equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar
adequadamente máquinas e equipamentos;
• Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão,
colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com
barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada).

Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais


poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de
socorros forem postas imediatamente em prática, já que o
tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no
agravamento deste tipo de acidentes.
E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros
socorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelo
menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o
risco de choques elétricos é alto.
Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns
cuidados como, por exemplo:
• antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito
elétrico, com segurança e rapidez;
• não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para
cortar o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões
isolantes;

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• verificar se o desligamento da corrente não causará uma


grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um
meio de ampará-la.
Passos a seguir na reanimação:
a) desligar imediatamente circuito;
b) mover o menos possível a vítima;
c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire
objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for
o caso;
d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do
Capítulo de Primeiros Socorros;
e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre
circulação;
f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca.

Aterramento Elétrico

O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar


os riscos:
Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos
elétricos e causado por processos industriais;
Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de
produtos inflamáveis e/ou explosivos.

Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente


utilizado com o propósito de oferecer segurança aos
equipamentos e às instalações elétricas.
O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de
equipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quer
como meio de proteção às instalações elétricas, quer como
meio de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos
dispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhas
aéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou,
então, a evitar a interferência que surge em equipamentos
eletrônicos devido à falta do aterramento elétrico.
Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem
observados na instalação não são tão críticos quanto aqueles
dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de
choque elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de
incêndios e explosões.

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A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida


de controle dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é
dada pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do
Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10,
"Instalações e Serviços em Eletricidade".
Noções Básicas de Demarcações de Segurança

Introdução

Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem


(aproximadamente 87% das sensações recebidas passam pelo
órgão da visão), e como em muito caso há necessidade de uma
rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização
de certos equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se
padronizar o uso das cores.
Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de
incêndio, localizar os equipamentos de combate ao fogo, com
rapidez, distinguir os dispositivos de parada de emergência de
máquinas ou notar suas partes perigosas.
O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite
distinguir cada elemento transportado em uma tubulação entre
diversas tubulações existentes dentro de uma empresa.

Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho

Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos
locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os
equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as
canalizações empregadas nas empresas para a condução de
líquidos e gases, e advertindo contra riscos.
Deverão ser adotadas cores para segurança em
estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e
advertir acerca dos riscos existentes.
A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas
de prevenção de acidentes.
O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de
não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.
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As cores aqui adotadas serão as seguintes:

• Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja,


púrpura, lilás, cinza, alumínio, marrom.
A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente
quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho,
será acompanhada dos sinais convencionais ou a identificação
por palavras.

Vermelho
O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar
equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.
Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser
de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta
visibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta).
É empregado para identificar:

• Caixa de alarme de incêndio;


• Hidrantes;
• Bombas de incêndio;
• Sirene de alarme de incêndio;
• Extintores e sua localização;
• Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área
de uso do extintor);
• Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada
no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho);
• Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de
água;
• Transporte com equipamentos de combate a incêndio;
• Portas de saídas de emergência;
• Rede de água para incêndio (SPRINKLERS);
• Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).

A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de


advertência de perigo:

• Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de


construções e quaisquer outras obstruções temporárias;
• Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas
de emergência.

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Amarelo
Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar
gases não liqüefeitos.

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Departamento Regional do Espírito Santo 43
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O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!",


assinalando:

• Partes baixas de escadas portáteis;


• Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas
que apresentem risco;
• Espelhos de degraus de escadas;
• Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas
subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter
corrimões;
• Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham
verticalmente;
• Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de
carregamento;
• Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção;
• Paredes de fundo de corredores sem saída;
• Vigas colocadas à baixa altura;
• Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc;
• Equipamentos de transporte e manipulação de material tais
como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes,
vagonetes, reboques, etc;
• Fundos de letreiros e avisos de advertência;
• Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da
estrutura e equipamentos em que se possa esbarrar;
• Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas;
• Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto);
• Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco;
• Pára-choques para veículos de transporte pesados, com
listras pretas.

Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão


usados sobre o amarelo quando houver necessidade de
melhorar a visibilidade da sinalização.

Branco
O branco será empregado em:
• Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas
(localização e largura);
• Direção e circulação, por meio de sinais;
• Localização e coletores de resíduos;
• Localização de bebedouros;
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• Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de


combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência;
• Áreas destinadas à armazenagem;
• Zonas de segurança.

Preto
O preto será empregado para indicar as canalizações de
inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.: óleo
lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.).
O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou
combinado a este quando condições especiais o exigirem.

Azul
O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu
emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de
equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço.

• Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a


serem localizadas nos pontos de comando, de partida, ou
fontes de energia dos equipamentos.

Será também empregado em:

• Canalizações de ar comprimido;
• Prevenção contra movimento acidental de qualquer
equipamento em manutenção;
• Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de
potência.

Verde
O verde é a cor que caracteriza "segurança".
Deverá ser empregado para identificar:
• Canalizações de água;
• Caixas de equipamentos de socorro de urgência;
• Caixas contendo máscaras contra gases;
• Chuveiros de segurança;
• Macas;
• Fontes lavadoras de olhos;
• Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de
segurança, etc;

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Departamento Regional do Espírito Santo 45
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• Porta de entrada de salas de curativos de urgência;


• Localização de EPI; caixas contendo EPI;
• Emblemas de segurança;
• Dispositivos de segurança;
• Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).

Laranja
O laranja deverá ser empregado para identificar:

• Canalizações contendo ácidos;


• Partes móveis de máquinas e equipamentos;
• Partes internas das guardas de máquinas que possam ser
removidas ou abertas;
• Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;
• Faces externas de polias e engrenagens;
• Botões de arranque de segurança;
• Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas;

Púrpura
A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes
das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas
nucleares.
Deverá ser empregada a púrpura em:

• Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se


manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais
contaminados pela radioatividade;
• Locais onde tenham sido enterrados materiais e
equipamentos contaminados;
• Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de
materiais e equipamentos contaminados;
• Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de
radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas
nucleares.

Lilás
O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que
contenham álcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o
lilás para a identificação de lubrificantes.

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Cinza
Cinza Claro
O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em
vácuo.

Cinza Escuro
O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos.

Alumínio
O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases
liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.:
óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.).

Marrom
O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para
identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores.

Cores em Máquinas
O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou
verde.

Cores em Canalizações
As canalizações industriais, para condução de líquidos e gases,
deverão receber a aplicação de cores, em toda sua extensão, a
fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.
Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser
diferenciada das demais.
Quando houver a necessidade de uma identificação mais
detalhada (concentração, temperatura, pressões, pureza, etc.),
a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes,
aplicadas sobre a cor básica.
A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que
possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da
canalização.
Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores
básicas de acordo com a natureza do produto a ser
transportado.
O sentido de transporte de fluido, quando necessário, será
indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a
cor básica da tubulação.

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Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que as


canalizações.
Sinalização para Armazenamento de Substância Perigosas
O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir
padrões internacionais.
Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância
perigosa todo o material que seja, isoladamente ou não,
corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu
manejo, armazenamento, processamento, embalagem,
transporte, possa conduzir efeitos prejudiciais sobre
trabalhadores, equipamentos, ambiente de trabalho.

Símbolos para Identificação dos Recipientes na


Movimentação de Materiais
Na movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo,
aéreo e intermodal, deverão ser seguidas as normas técnicas
sobre simbologia vigentes no país.

Rotulagem Preventiva
A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá
ser feita segundo as normas constantes deste item.
Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas,
redigidas em termos simples e de fácil compreensão.
A linguagem deverá ser prática, não se baseando somente nas
propriedades inerentes a uma produto, mas dirigida de modo a
evitar os riscos resultantes do uso, manipulação e
armazenagem do produto.
Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substâncias
químicas, com propriedades que variem, em tipo ou grau
daquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulo
deverá destacar as propriedades perigosas do produto final.
Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos:
• Nome Técnico do Produto;
• Palavra de Advertência, designando o grau de risco;
• Indicações de Risco;
• Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas;
• Primeiros Socorros;
• Informações Para Médicos, em casos de acidentes;
• Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou
Vazamento, quando for o caso.

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No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar


o seguinte procedimento:
Nome Técnico Completo
O rótulo especificando a natureza do produto químico. Exemplo:
"Ácido Corrosivo", "Composto de Chumbo" etc. Em qualquer
situação a identificação deverá ser adequada, para permitir a
escolha do tratamento médico correto, no caso de acidente.

Palavra de Advertência
As palavras de advertência que devem ser usadas são:
"PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco.
"ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve.

Indicação de Risco
As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao
manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do
produto. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se
Absorvido Através da Pele", etc.

Medidas Preventivas
Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem
tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos
indicados. Exemplos: "Mantenha Afastado do Calor, Faíscas e
Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira".

Primeiros Socorros
Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada
do médico.

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Noções Básicas de Combate à Incêndio

Princípios Básicos do Fogo

Para nossa própria segurança, devem-se conhecer os dois


aspectos fundamentais da proteção contra incêndio.
O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitar
que ocorra o fogo, utilizando certas medidas básicas, as quais
envolvem a necessidade de se conhecerem, entre outros itens:

a) as características do fogo;
b) as propriedades de risco dos materiais;
c) as causas de incêndios;
d) o estudo dos combustíveis.

Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio,


é importante que ele seja combatido de forma eficiente, para
que sejam minimizadas suas conseqüências. A fim de que esse
combate seja eficaz, deve-se, ainda:

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a) conhecer os agentes extintores;


b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios;
c) saber avaliar as características do incêndio, o que
determinará a melhor atitude a ser tomada.

Pode-se definir o fogo como a conseqüência de uma reação


química denominada combustão, que produz calor ou calor e
luz.
Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no
mínimo, dois reagentes que, a partir da existência de uma
circunstância favorável, poderão combinar-se.
Os elementos essenciais do fogo são:

• combustível (carbono, hidrogênio)


• comburente (oxigênio);
• calor (energia de ativação).

Combustível
Em síntese, combustível é todo material, toda substância que
possui a propriedade de queimar, de entrar em combustão.

Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos:


• sólido (madeira, papel, tecidos, etc.);
• líquido (álcool, éter, gasolina, etc.);
• gasoso (acetileno, butano, propano, etc.).
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Comburente
Normalmente, o oxigênio combina-se com o material
combustível, dando início à combustão.
O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% de
oxigênio.
Para demonstrar a importância do oxigênio na reação,
recomendamos a seguinte experiência:

1º acender uma vela;


2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de
vidro sobre a vela.

Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção


do fogo; isso porque o oxigênio existente no recipiente vai sendo
consumido na reação, até atingir uma quantidade insuficiente
para mantê-la.

Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosa


que contém o oxidante em concentração suficiente para que em
seu meio se desenvolva a reação de combustão".

Calor
É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para
iniciar a reação entre o combustível e o comburente, mantendo
e propagando a combustão, como a chama de um palito de
fósforos.
Note-se que o calor propicia:

a) elevação da temperatura;
b) aumento do volume dos corpos;
c) mudança no estado físico das substância.

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Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente


já serve como fonte de calor, como o magnésio, por exemplo.

Condições Propícias para a Combustão

Além dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de


que as condições em que esses elementos se apresentam
sejam propícias para o início da combustão.
Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma
lâmpada incandescente de 100 watts e, além disso, ela fuma,
haverá no ambiente:

Combustível: mesa, cadeira, papel, etc.;


Comburente: oxigênio presente na atmosfera;
Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo
cigarro acesso.

Apesar de esses três elementos estarem presentes no


ambiente, só ocorrerá incêndio, se, por distração da pessoa que
está trabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar no
cigarro aceso.
Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este
começará a liberar vapores que, em contato com a fonte de
calor (brasa do cigarro), se combinará com o oxigênio do ar e
entrará em combustão.

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Departamento Regional do Espírito Santo 53
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IMPORTANTE: Somente quando o combustível se apresentar


sob a forma de vapor (ou gás), ele poderá, normalmente, entrar
em ignição. Se esse combustível estiver no estado sólido ou
líquido, haverá necessidade de que seja aquecido, para que
comece a liberar vapores ou gases.

Esquematicamente, podem-se considerar vários casos:

aquecimento
a) sólido ----------------------------------> vapor
Exemplo: Papel

aquecimento aquecimento
b) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vapor

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Exemplo: Parafina
aquecimento
c) líquido ----------------------------------> vapor
Exemplo: Óleos combustíveis

d) gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão)


Exemplo: Acetileno

Quanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, em


porcentagens adequadas.
Para cada combustível haverá a necessidade da presença de
uma porcentagem mínima de oxigênio, a partir da qual a mistura
poderá entrar em combustão. A concentração de oxigênio
abaixo desse limite inviabiliza a combustão, pois a mistura
combustível-comburente estará muito "rica".

Reação em Cadeia
Toda reação química envolve troca de energia. Na combustão,
parte da energia desprendida é dissipada no ambiente,
provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; o
restante continua a aquecer o combustível, fornecendo a
energia (fonte de calor)) necessária para que o processo
continue.
Didaticamente, representa-se a reação química da seguinte
forma:

COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ +


CALOR + FUMOS + GASES (vapor)

Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionada


com diversos fatores, tais como temperatura, umidade do ar,
características inerentes ao material combustível, forma física
desse material (sólido bruto ou particulado, líquido, etc.),
condições de ventilação aspectos que serão adiante analisados:

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Departamento Regional do Espírito Santo 55
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ER - Energia das substâncias reagentes


EA - Energia de ativação
EI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reação
EP = Energia final dos produtos da reação
∆E1 = parte da energia desprendida que é reaproveitada no
processo, continuando a aquecer as substâncias reagentes;
∆E2 = parte da energia desprendida que é dissipada no
ambiente.

Triângulo do Fogo
Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são,
portanto, o material combustível, o comburente e a fonte de
ignição ou fonte de calor. A representação gráfica desse
conjunto é tradicionalmente chamada de Triângulo do Fogo.

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Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vai


depender da existência de energia suficiente para manter a
reação em cadeia.
Combustão

A combinação dos três elementos do triângulo do fogo sob


condições propícias permite a ignição e a continuação das
reações químicas, as quais podem ser classificadas em:
• oxidação lenta,
• combustão simples,
• deflagração,
• detonação,
• explosão.

O parâmetro empregado para classificar as combustões é a


velocidade de propagação.

A velocidade de propagação é definida como a velocidade de


deslocamento da frente de reação, ou a velocidade de
deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos
produtos da reação) e a área ainda não atingida pela reação
(zona não destruída).

Classificação
Oxidação lenta - A energia despendida na reação é dissipada
no meio ambiente sem criar um aumento de temperatura na
área atingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre
com a ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica
amarelecido. A propagação ocorre lentamente, com velocidade
praticamente nula.

Combustão simples - Há percepção visual do deslocamento da


frente de reação, porém a velocidade de propagação é inferior a
1 metro por segundo (m/s). Os incêndios normais, como a
combustão de madeira, papel, algodão, são exemplos de
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combustão simples, onde a energia desprendida na reação é


dissipada, indo parte para o ambiente e sendo parte utilizada
para manter a reação em cadeia, ativando a mistura
combustível-comburente.
Deflagração - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s,
mas inferior a 400 m/s. Surge o fenômeno de elevação da
pressão com valores limitados entre 1 e 10 vezes a pressão
inicial. Ocorre a deflagração com a pólvora, misturas de pós
combustíveis e vapores líquidos inflamáveis.

Detonação - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s.


Pela descontinuidade das ondas de pressão geradas, cria-se
uma onda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão
inicial. Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina,
e, em circunstâncias especiais, com mistura de gases e vapores
em espaços confinados.

Explosão - O termo pode ser aplicado genericamente aos


fenômenos onde o surgimento de ondas de pressão produzem
efeitos destrutivos, quando o ambiente onde ocorre a reação
não pode suportar a pressão gerada.

Comportamento do Combustível
Pelos efeitos possíveis de uma combustão em função da
velocidade de propagação, fica evidente a necessidade de se
conhecerem os fatores que influem na velocidade de
propagação, para que o técnico prevencionista possa calcular
os riscos oriundos de determinada mistura combustível-
comburente.

Estado Físico
Para avaliação do risco de incêndio, o estado físico do
combustível é o primeiro aspecto a ser analisado:
Combustível sólido - em condições normais, o aquecimento de
um combustível no estado sólido provoca inicialmente a
vaporização da umidade, obtendo-se um resíduo sólido
(carbono fixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados
compostos gasosos que reagirão com o oxigênio em presença
do calor, até que seja consumida toda a matéria combustível.

Combustível líquido - a combustão dos líquidos, de


composição CN Hm, é decorrente de dois processos:

Teoria da Hidroxilização

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Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, quando sob


a ação do oxigênio e do calor, em compostos hidroxilados (tipo
aldeído) de cadeia menor. A ação contínua do calor e do
oxigênio acaba por transformar estes compostos em espécies
químicas mais simples, como monóxido de carbono e
hidrogênio, que sofrerão nova combustão, produzindo,
finalmente, dióxido de carbono e água. Assim, a chama azul
produzida no Bico de Bunsem, indicativa de combustão de
monóxido de carbono e hidrogênio, teria explicação através
desta teoria, pois no interior do Bico teríamos um gradiente de
temperatura e a conseqüente formação de compostos
hidroxilados complexos.

Teoria do "Craking"
Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao
serem submetidos a um aquecimento brusco, cindem,
produzindo diretamente carbono e hidrogênio, que reagirão com
o oxigênio, resultando dióxido de carbono e água como
produtos finais. Esta teoria pode ser explicada através da
queima de uma vela, pois a parafina liqüefeita, ao se vaporizar
no pavio, cinde diretamente em carbono e hidrogênio, quando
em contato com a chama. A presença do carbono pode ser
facilmente detectada por meio de introdução de uma superfície
fria no interior da chama, o que implicará um deposito de
fuligem (carbono) sobre aquela.
Convém notar que na prática, esses dois processos ocorrem
simultaneamente, com predominância de um ou outro,
dependendo do caso.

Combustível gasoso - em mistura com o oxigênio em


proporções adequadas pode entrar em combustão pela ação de
um pequeno arco voltaico, ou faísca gerada por atrito.

Pelas teorias apresentadas, conclui-se que o combustível sólido


ou líquido entra em combustão somente após a vaporização ou
produção de gás, a partir de sua decomposição, resultante da
ação do calor e do oxigênio.
No entanto, há substâncias que são excluídas da regra geral,
como o carvão vegetal e os metais piróforos, que, expostos ao
oxigênio, entram espontaneamente em combustão.

Temperatura
Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de
outros, em relação ao nível de combustibilidade. Por exemplo,
pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não
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ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o


calor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente para
levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele
liberasse vapores combustíveis.
Cada material, dependendo da temperatura a que estiver
submetido, liberará maior ou menor quantidade de vapores.
Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas
variáveis, denominadas:

• ponto de fulgor;
• ponto de combustão;
• temperatura de ignição.

Ponto de fulgor - É a temperatura mínima em que um


combustível começa a desprender vapores que, se entrarem em
contato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. Só
que as chamas não se mantém, não se sustentam, por não
existirem vapores suficientes. Se aquecermos pedaços de
madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, a certa
temperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapor
não pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo ponto
começarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se um
fósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas. Por
aí, nota-se que um combustível sólido (a madeira), a acerta
temperatura, desprende gases que se misturam ao oxigênio
(comburente) e que se inflamam em contacto com a chama do
fósforo aceso.
O fogo não continua porque os gases são insuficientes, formam-
se em pequena quantidade. O fenômeno observado indica o
"ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de
150ºC (cento e cinqüenta grau centígrados). O ponto de fulgor
varia de combustível a combustível: para a gasolina ele é de -
42ºC (menos quarenta e dois graus centígrados); já para o
asfalto é de 204ºC (duzentos e quatro graus centígrados).

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Ponto de combustão - Na experiência da madeira, se o


aquecimento prosseguir, a quantidade de gás expelida do tubo
aumentará. Entrando em contato com a chama do fósforo,
ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo seja
retirado. A queima, portanto, não para. Foi atingido o "ponto de
combustão", isto é, a temperatura mínima a que esse
combustível sólido, a madeira, sendo aquecido, desprende
gases que, em contacto com fonte externa de calor, se
incendeiam, mantendo-se as chamas. No ponto de combustão,
portanto, acontece um fato diferente, ou seja, as chamas
continuam.

Temperatura de ignição - Continuando o aquecimento da


madeira, os gases, naturalmente, continuarão se desprendendo.
Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com o
oxigênio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade da
chama do fósforo. Ocorre, então, um fato novo: não há mais
necessidade da fonte externa de calor. Os gases desprendidos
do combustível, apenas ao contato com o comburente, pegam
fogo e, evidentemente, mantêm-se em chamas. Foi atingida a
"temperatura de ignição", que é a temperatura mínima em que
gases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo
simples contacto com o oxigênio do ar. O etér atinge sua
temperatura de ignição a 180ºC (cento e oitenta graus
centígrados) e o enxofre a 232ºC (duzentos e trinta e dois graus
centígrados).
Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto
de combustão. Quando ela alcançar a temperatura de ignição,
bastará que seus gases entrem em contacto com o oxigênio
para pegar fogo, não havendo necessidade de chama ou de
outra fonte de calor para provocá-lo. Convém lembrar que,
mesmo que o combustível esteja no ponto de combustão, se
não houver chama ou outra fonte de calor não se verificará o
fogo.
Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gases
combustíveis contêm grandes quantidades de carbono e/ou de
hidrogênio. Citamos como exemplo o gás propano, cujas
porcentagens em petracloreto de carbono, considerado não
combustível, tem aproximadamente, 82% de carbono e 18% de
hidrogênio. O tetracloreto de carbono, considerado não
combustível, tem aproximadamente, em peso, 8% de carbono e
92% de cloro.

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Ventilação
Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão,
mais viva ela será, pois haverá renovação do ar com a entrada
de mais oxigênio, permitindo manter a reação em cadeia.

É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas


estejam em chamas, que não corra, pois, dessa forma,
aumentará a ventilação e, consequentemente, as chamas. A
pessoa deve deitar-se e rolar pelo chão até abafarem-se as
chamas.

Forma física
Quanto mais subdividido estiver o material, mais rapidamente
entrará em combustão. A figura mostra um exemplo clássico,
pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem do
que na madeira maciça, embora a composição seja a mesma.
Isso se deve a maior superfície de contato entre combustível e
comburente.

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Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de


dimensões diferentes.
Na figura seguinte a queima será muito mais rápida e intensa no
2º caso, embora a quantidade de líquido seja a mesma.

Comportamento do Comburente
Considerando genericamente a combustão como uma reação
de oxidação, a composição química das substâncias
determinará o grau de combustibilidade do material.
Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições,
como o cloreto de potássio. Outras podem funcionar como
comburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo cloro. Tais
casos são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma
complementação de conhecimentos.
Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao
próprio ar atmosférico que em sua composição, possui cerca de
21% de oxigênio.
A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente, já pode haver
combustão com labaredas, e quanto maior a presença de
oxigênio, mais via será essa combustão.
Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%,
não haverá labaredas, e numa proporção ainda menor,
praticamente não haverá combustão.
Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipule
oxigênio puro (100%), deve ser feita uma análise de riscos mais
severa.
Na presença de gases combustíveis, como propano, butano,
metano, o limite inferior de concentração de oxigênio necessário
para a combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esse
limite está próximo a 5%.

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Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser


intensificadas.
Fontes de Calor
As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais
variadas:

• a chama de um fósforo;
• a brasa de um cigarro aceso;
• uma lâmpada;
• a chama de um maçarico, etc.

A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material


combustível; é o caso da gasolina, cujo ponto de fulgor é de,
aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o ponto de
combustão é superior em apenas alguns graus, a uma
temperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização.
O calor pode atingir determinada área por condução, convecção
ou radiação.

Condução
A propagação do calor é feita de molécula para molécula do
corpo, por movimento vibratório. A taxa de condução do calor
vai depender basicamente da condutividade térmica do material,
bem como de sua superfície e espessura. É importante destacar
a necessidade da existência de um meio físico.

Convecção
É uma forma característica dos fluídos. Pelo aquecimento, as
moléculas expandem-se e tendem a elevar-se, criando correntes
ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às
moléculas mais frias. É um fenômeno bastante comum em
edifícios, pois através de aberturas, como janelas, poços de
elevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andares
superiores.

Radiação
É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente
emite radiações que vão atingir os corpos frios. O calor do sol é
transmitido por esse processo. São radiações de calor as que as
pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente.

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Classes de Incêndio
Os incêndios em seu início, são muito mais fáceis de serem
controlados e extintos. Quanto mais rápido for a ataque às
chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, de
eliminá-las. E a principal preocupação, no ataque, consiste em
desfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas que tipo de
ataque se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve
ser tentada? Como os incêndios são de diversos tipos, as
soluções serão diferentes e os equipamentos de combate
também serão de tipos diversos.
É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai
combater, para escolher o equipamento correto. Um erro na
escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater
as chamas ou pode piorar a situação, aumentando as chamas,
espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-
circuitos).
Os incêndios são divididos em quatro (4) classes:

Classe A - Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, como


tecidos, madeira, papel, fibras, etc., que têm a propriedade de
queimar em sua superfície e profundidade, e que deixam
resíduos.

Classe B - Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, como


óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc., que queimam
somente em sua superfície, não deixando resíduos.

Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados, como


motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

Classe D - Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, o


zircônio, o titânio, etc.
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Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C)


são fogos de qualquer tipo de combustível em instalações
elétricas o em suas proximidades. São classificados
separadamente pelo risco suplementar envolvido.
Atualmente, não são considerados como classe de incêndio
pelas normas de alguns países, exigindo-se apenas que
substâncias extintoras que conduzam eletricidade não sejam
utilizadas em instalações elétricas.

Riscos Inerentes
A avaliação dos riscos deve considerar ainda características
inerentes a cada substância. As principais são:

Limite de Inflamabilidade ou Explosividade


São concentrações de vapor ou gás em ar, abaixo ou acima das
quais a propagação da chama não ocorre, quando em presença
de fonte de ignição. O limite inferior é a concentração mínima,
abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muito
pequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. O limite
superior é a concentração máxima acima da qual a quantidade
de vapor combustível é muito grande (mistura rica) para queimar
ou explodir).

Intervalo de Inflamabilidade ou Explosividade


É o intervalo entre os limites inferior e o superior de
inflamabilidade ou explosividade.

Densidade de Vapor ou Gás


É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou
vapor puro e o ar seco, nas mesmas condições de temperatura
e pressão.
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Combustão Expontânea
Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como
os metais piróforos ou pirofóricos, ao entrarem em contato com
o oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. Por um processo de
aquecimento espontâneo, ao atingir a sua temperatura de
ignição, entram em combustão.
Esse aquecimento, na maioria dos casos, processa-se
lentamente, como, por exemplo, em estopas embebidas em
graxa. O controle de elevação da temperatura e a armazenagem
em recipientes de segurança são medidas recomendadas.

Combate à Incêndio

Quando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os


trabalhadores devem estar preparados para o combate ao
princípio de incêndio o mais rápido possível, pois quanto mais
tempo durar o incêndio, maiores serão as conseqüências.
Para que o combate seja eficaz, é necessário que:

• existam equipamentos de combate a incêndios em


quantidade suficiente e adequados ao tipo de material em
combustão;
• o pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área,
saiba como usar esses equipamentos e possa avaliar a
capacidade de extinção.

Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, de combustão, de


oxidação; é um fenômeno químico, uma reação química, que
provoca alterações profundas na substância que se queima. Um
pedaço de papel ou madeira que se inflama transforma-se em
substância muito diferente.. O mesmo acontece com o óleo,
com a gasolina ou com um gás que pegue fogo.
A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode
ser lenta, como no caso da ferrugem. Trata-se de uma queima
muito lenta, sem chamas. Já na combustão de papel, há
chamas, sendo uma oxidação mais rápida. Na explosão do
dinamite, a queima, a oxidação, é instantânea e violenta.
Chama-se oxidação porque é o oxigênio que entra na
transformação, ajudando na queima das substâncias.
O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta
chamas e/ou brasas.

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Métodos de Extinção
Consideremos o triângulo do fogo:

Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão.


Tem-se aí uma indicação muito importante de como se pode
acabar com o fogo. Pode-se eliminar a substância que está
sendo queimada (esta é uma solução que nem sempre é
possível). Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento
no ponto em que ocorre a combustão e a queima. Pode-se,
ainda, eliminar ou afastar o comburente (o oxigênio) do lugar da
queima, por abafamento, introduzindo outro gás que não seja
comburente.
O triângulo do fogo é como um tripé; eliminando-se uma das
pernas, acaba a sustentação, isto é, o fogo extingue-se.
De tudo isso, conclui-se que, impedindo-se a ligação dos pontos
do triângulo, ou seja, dos elementos essenciais, indispensáveis
para o fogo, este não surgirá, ou deixará de existir, se já tiver
começado.
Quando num poço de petróleo que está em chamas é
provocada uma explosão para combater o incêndio, o que se
deseja é afastar momentaneamente o oxigênio, que é o
comburente, um dos elementos do triângulo do fogo, para que o
incêndio acabe, se extinga.
Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se um
aviso de que é proibido fumar; com isso, pretende-se evitar a
formação do triângulo do fogo, isto é, combustível,
comburente e calor. O calor, neste caso, é a brasa do cigarro.
Sem este calor, o combustível e o comburente não poderão
transformar-se em fogo.
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Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação de


resfriamento ou abafamento, ou por uma união das duas ações.

Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material


incendiado a níveis inferiores ao do ponto de fulgor ou de
combustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá
a emissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.

Ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pela


aplicação de um agente extintor que deslocará o ar da superfície
do material em combustão.

Dependendo do tipo de agente extintor, ou da forma como


alguns deles são empregados, outros efeitos podem ser
conseguidos, como a diluição de um líquido combustível em
água ou a interferência na reação química.
A retirada do material combustível (o que está queimando ou o
que esteja próximo) evita a propagação do incêndio, sem a
necessidade de se utilizar um agente extintor.

Agentes Extintores
São considerados agentes extintores, em virtude da sua
atuação sobre o fogo, conforme os métodos expostos
anteriormente, as seguintes substâncias:

• água;
• espuma;
• pó químico seco;
• gás carbônico;
• gases halogenados.

A água apresenta como característica principal a capacidade de


diminuir a temperatura dos materiais em combustão, agindo,
portanto, por resfriamento, quando utilizada sob a forma de jato.
Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergida
em gotículas, isto é, sob a forma de neblina.
A espuma pode ser química, quando resultante da mistura de
duas substâncias (p. ex., bicarbonato de sódio e sulfato de
alumínio, ambos em solução aquosa) ou mecânica (extrato
adicionado à água, com posterior agitação da solução para
formação da espuma). Sua ação principal é de abafamento,

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criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio


(comburente).
Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico,
também conhecido por dióxido de carbono ou CO2. É mais
pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e
ventilados. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente
em locais abertos e ventilados.
O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por
abafamento; é preferível ao CO2 em locais abertos. Quando se
trata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", eles se
fundem em contato com o metal pirofórico, formando uma
"camada protetora" que isola o oxigênio, interrompendo a
combustão.

Tipos de Equipamento para Combate a Incêndios

Os mais utilizados são:

• extintores;
• hidrantes.

Tipos de Extintor
É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois para
cada classe de incêndio há um agente extintor mais indicado.

Extintor de espuma
Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: o
sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em
água.

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A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro do


aparelho estão o bicarbonato de sódio e um agente estabilizador
de espuma, normalmente o alcaçuz; num cilindro menor, é
carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as
duas misturas vão encontrar-se, acontecendo a reação química.
O manejo do extintor de espuma é bastante simples:

• O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição


normal;
• Inverte a posição do extintor;
• Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o
fogo de classe B, dirigindo o jato para a parede do recipiente.

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Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma


formada pela reação rapidamente se dissolve, perdendo o seu
efeito de abafamento. Esse tipo de extintor é utilizado apenas
em incêndios classe A, denominando-se "carga líquida".
No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de
50, 75, 100 e 150 litros. Embora simples, o extintor de espuma
necessita de uma série de cuidados para que, quando houver
necessidade, ele possa ser eficazmente usado:

• A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma


idônea. É um teste em que é usada a pressão da água para
verificação da resistência do extintor à pressão da água para
verificação da resistência do extintor à pressão que se forma
dentro dele, quando em uso;
• A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado
novamente;
• Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato
deverá ser desobstruído, ou desentupido, se for o caso.

É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitando


que, num fogo já dominado, recomece a ignição, ou seja, que
voltem as chamas.

Extintor de água
O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:

Pressurizado
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É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão,


que impulsiona a água, geralmente é o gás carbônico ou o
nitrogênio. Existem alguns a ar.

O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte


forma:

• O operador leva o extintor ao local do fogo;


• Retira a trava ou o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua
base.

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Pressurizar
Há uma ampola de gás e, uma vez aberto o registro da ampola,
o gás é liberado, pressionando a água. A ampola pode ser
interna ou externa ao cilindro que contém a água.
Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém
devem ser tomados os seguintes cuidados:

• Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos;


• Anualmente, deve ser descarregado.

São fornecidos extintores portáteis ou em carretas.


O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado
da seguinte forma:

• O operador leva o extintor ao local do fogo;


• Abre o cilindro de gás;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua
base.

Extintor de gás carbônico (CO2)


O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de
61 atmosferas.
Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um
tubo sifão, indo até o difusor, onde é expelido na forma de
nuvem.
Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser
pesado a cada 3 (três) meses, e toda vez que houver perda de
mais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado
e recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo
de 6 (seis) meses para a pesagem).
Como não deixa resíduos, é ideal para equipamentos elétricos
comuns. São fornecidos extintores portáteis de 1 kg até carretas
de 50 kg ou mais.

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Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador:

• Leva o extintor ao local do fogo;


• Retira o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida.

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Extintor de pó químico seco


Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve
umidade) e um agente propulsor que fornece a pressão, que
pode ser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido para uso
manual ou em carretas, e pode ser sob pressão permanente (pó
químico seco pressurizado) ou com pressão injetada (pó
químico seco a pressurizar).
Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico,
tendo seu controle feito pelo manômetro e, quando a pressão
baixa, devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto,
aos extintores de água.
Os extintores de pó químico seco devem ser operados da
seguinte forma:
Pressurizado

• O operador leva o extintor ao local do fogo;


• Retira a trava ou o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de
cobrir a área atingida.

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A pressurizar
• O operador leva o extintor ao local do fogo;
• Abre o cilindro de gás;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de
cobrir a área atingida.
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Há outros tipos de extintores de pó químico seco, que podem


ser utilizados com eficiência nos incêndios classe A. São
chamados extintores de pó tipo ABC ou Monex.

Utilização de Extintores
Tipo de Extintor
Classe de Incêndio Água Espuma CO2 Pó Químico
Seco
Papel
Madeira
"A" Sim Sim Não Não
Tecidos
Fibras
Óleo
Gasolina
"B" Graxa Não Sim Sim Sim
Tinta
GLP
Equipamentos
"C" Elétricos Não Não Sim Sim
Energizados
Magnésio Sim
"D" Zircônio Não Não Não Obs: um pó
Titânio químico
especial

NOTA: Variante para classe "D": usar o método de abafamento


por meio de areia seca ou limalha de ferro fundido.
* Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a
forma de neblina.
** Pode ser usado em seu início.
*** Existem pós químicos especiais (tipo ABC)

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Hidrantes
As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações
de água com reservatórios apropriados - normalmente têm
direito a descontos na tarifa de seguro-incêndio. Para tanto,
devem estar enquadrados nas especificações do IRB (Instituto
de Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da
Susep.
Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da
empresa por meio de dois jatos simultâneos, dentro de uma raio
de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do jato).
Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das
mangueiras (30 m ou 15 m), devem-se escolher requintes que
possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de
neblina (requinte tipo universal).

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Primeiros Socorros

Introdução

Na área de prevenção de acidentes, deve haver a concentração


de esforços de uma equipe de profissionais especializados,
assim como de empresário, empregados e leigos. Com o
desenvolvimento, a complexidade das tarefas, o aumento da
mecanização, o perigo se torna cada vez mais presente e
iminente, o que requer providências urgentes no sentido de
evitar a ocorrência de fatos catastróficos.
Entretanto é praticamente impossível anulá-los. Dai a
necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros nos
acidentes do trabalho que, nestas circunstâncias, desempenha
um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido.
Por definição, Primeiros Socorros são os cuidados imediatos
que devem ser dispensados à pessoa, vítima de acidente ou mal
súbito. Via de regra, os Primeiros Socorros serão prestados no
local da ocorrência, até a chegada de um médico, e se destinam
a salvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem os
males de que a vítima está acometida.
Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros,
conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Sem
ficar na dúvida, a primeira providência é controlar-se a si
mesmo, porém o controle de outras pessoas é igualmente
importante.
A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a
provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem
enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência.
Se não se diz nada, aumentar-se-á com isto o medo e a
ansiedade, mas, se se falar demasiado, poder-se-á provocar um
alarme e uma situação de desespero desnecessária. As ações
falam mais alto que as palavras.
O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado
sensação de encontrar-se em boas mãos, e que a pessoa que o
está atendendo não se encontra alterada. A prática de
emergência simuladas ajudará a realizar manobras corretas,
serenas, suaves e seguras.
Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial, devido
aos perigos ou processos implicados, entretanto, ainda assim,
serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros.
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82 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Material necessário para Emergência

Instrumento
Termômetro;
Tesoura.

Material para curativo


Algodão hidrófilo;
Gaze esterilizada;
Esparadrapo;
Ataduras de crepe;
Band-Aid.

Anti-sépticos
Solução de ido;
Solução de temerosal;
Água oxigenada, 10 volumes;
Álcool;
Água boricada.

Medicamentos (a critério médico)


Analgésicos em gotas e em comprimidos;
Colírio neutro;
Sal de cozinha;
Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa
Soro fisiológico.

Outros
Conta-gotas;
Copos de papel.

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Departamento Regional do Espírito Santo 83
Espírito Santo
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Ferimentos

Toda vez que um agente traumático, como faca, prego ou um


golpe forte, entra em contato com a pele, produzindo rotura,
teremos a ocorrência de um ferimento. Se houver lesão apenas
das camadas superficiais da pele, diremos que houve apenas
uma escoriação local, porém se o trauma rompe todas as
camadas da pele, teremos uma ferida.
Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que
é a perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido ao
rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo da
quantidade, poderá ser fatal.
O ferimento é lesão das mais freqüentes e, na indústria, pode
ocorrer pelos mais variados motivos, entre os quais batidas em
ferramentas, máquinas, mesas, quedas, acontecendo também
no trajeto residência-empresa-residência.

Ferimentos leves, superficiais e com hemorragia moderada


Conduta:

• lavar as mãos com água e sabão, antes de fazer o curativo;


• lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local
eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc;
• passar um anti-séptico, se houver;
• cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e
esparadrapo, não deixando o ferimento descoberto;
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
tratamentos precisos.

Ferimentos profundos, extensos e com hemorragia nos


membros
Conduta
a) estancar a hemorragia da seguinte maneira:
• manter o membro atingido em elevação e comprimir o local
com gaze esterilizada ou pano limpo, até parar a hemorragia;
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84 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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• se compressão não for suficiente para estancar a


hemorragia, aplicar o torniquete, da seguinte maneira:
− enrolar no membro uma tira de pano largo,
aproximadamente 5 cm acima do ferimento (não usar fios,
barbantes ou corda no lugar do pano);
− fazer um meio nó;
− colocar um pedaço de madeira no meio do nó;
− completar o nó acima da madeira;
− torcer a madeira até parar o sangramento, sem no
entanto, apertar demais;
− desapertar o torniquete a cada 10 minutos. É importante
marcar no relógio o início da compressão, para saber
quando desapertar;
− o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido
de 10 minutos, quando notarmos que as extremidades dos
dedos estão arroxeadas ou frias.

Estes procedimentos estão ilustrados a seguir:

− Passe a tira ao redor do braço ou da perna;

− Dê um meio nó;

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Departamento Regional do Espírito Santo 85
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− Coloque um pedaço de madeira (lápis, caneta, etc.);

− Dê um nó completo no pano, sobre a vareta;

− Aperte o torniquete fazendo girar a vareta;

− Fixe a vareta com as pontas do pano.

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b) lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo;

c) lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local


eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.;

d) passar um anti-séptico, se houver;

e) cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo;

f) encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela


necessidade de tratamento.

Ferimentos com exposição de órgãos internos


Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e
profundo. quando isso acontece, através da ferida, podemos ver
os órgãos internos como os músculos, tendões, ossos, pulmões,
intestinos, etc.
Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãos
poderão inclusive sair pela ferida. Nesse caso, não se deve
tentar colocar órgãos afetados no lugar.

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Departamento Regional do Espírito Santo 87
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São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se


faz urgente, chamando-se assistência médica e observando-se
sinais vitais (pulso, batimentos cardíacos, respiração, etc.;).

Conduta
• passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos
órgãos expostos;
• cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizadas,
molhadas, com água oxigenada, sem, no entanto, tentar
recolocar no lugar os órgãos expostos;
• prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo,
sem apertar.
Ferimentos na cabeça
Numa queda, tombo, ou cai sobre a cabeça um objeto pesado,
pode ocorrer ferimento do crânio, assim como uma hemorragia
intensa.
Não acontecendo a hemorragia, pode o acidentado ficar
desmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local do
choque traumático um hematoma, também conhecido como
"galo".
O que fazer:

• deitar a vítima de costas, sem travesseiro;


• afrouxar todas as roupas;
• ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em
ferimentos hemorrágicos, comprimido bem o curativo.

Hemorragias

Hemorragia é a perda de sangue através de ferimentos e


cavidades naturais como nariz, boca, etc.; pode ser também
interna, resultante de um traumatismo.

Hemorragia nasal
Pode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas
ou então provocada choque traumático.
O que fazer:

• sentar a vítima em uma cadeira, acalmando-a;


• comprimir a narina sangrante com os dedos;
• usar um chumaço de algodão tapando a narina sangrante;
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88 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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• colocar compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e


na fronte.

Hemorragia por tosse


Em ambientes onde existam muitas poeiras, podem acontecer
crises de tosse. Em algumas crises, a tosse é acompanhada de
escarro, e este de sangue. Neste caso, está acontecendo algum
problema pulmonar.
O que fazer:

• sentar a vítima, acalmando-a;


• deixar tossir à vontade, evitar com que a vítima fale e não dar
líquidos para beber;
• procurar a assistência médica imediatamente, para a
orientação adequada.

Hemorragia digestiva
Acontece nas pessoas que ingerem produtos químicos
corrosivos, por acidente, ou é provocada por alguma doença no
estômago.
O que fazer:

• deitar imediatamente a pessoa, acalmando-a;


• afrouxar todas as roupas;
• colocar uma bolsa de gelo na região do estômago;
• dar pequenas quantidades de água, mas não outras bebidas;
• deixar vomitar à vontade, colocando a vítima de lado para
que não aspire o vômito;
• chamar a assistência médica imediatamente, para orientação
adequada.

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Departamento Regional do Espírito Santo 89
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Hemorragia interna
Uma colisão, um choque com objeto pesado pode acarretar ao
trabalho, muitas vezes, uma hemorragia interna. A hemorragia
se traduz pelo rompimento de vasos (veias ou artérias)
internamente, ou de órgãos importantes como o fígado ou baço.
Como não vemos o sangramento, temos que prestar atenção a
alguns sinais externos, para podermos diagnosticar e
encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o
estado de choque.

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90 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Pulsação
Temos em nosso corpo vários pontos onde podemos sentir a
pulsação. Colocando dois dedos (o indicador e o médio),
conforme figura 2 (pulso radial) ou figura 1 (pulso carotídeo ou
fumeral), podemos notar, nesses casos, se o pulso está fraco ou
acelerado.

Pele
Está fria, com bastante suor. Apresenta-se pálida, e as mucosas
dos olhos e da boca estão brancas.
Estando consciente, sentirá o acidentado muita sede e tonturas
e, com o tempo, poderá ir ao estado de choque clínico.

Mãos e dedos
Ficam arroxeados pela diminuição da irrigação sangüínea
provocada pela hemorragia.
O que fazer:
• observar rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca
e respiratória;
• deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que
o do corpo, mantendo-o mais imóvel possível;

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Departamento Regional do Espírito Santo 91
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• colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do


traumatismo.
Queimaduras

Queimaduras é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação do


calor sobre o corpo do empregado.
Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicos
elétricos. Temos como exemplos:

• contato com metais incandescentes;


• contato direto com o fogo;
• vapores quentes ou líquidos ferventes;
• substâncias químicas como ácidos em geral, soda cáustica,
potassa cáustica, etc.;
• contato elétrico;
• radiação infravermelhas e ultravioletas emanadas por fornos
industriais.

Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a sua


ocorrência na indústria se dá potencialmente em qualquer
atividades, variando em função das condições de trabalho.

Classificação da queimaduras
Quanto à profundidade

1º grau - quando a lesão é superficial, provocando apenas a


vermelhidão da pele, sem formar bolhas.
2º grau - quando provoca a formação de bolhas e apresenta
restos da pele queimada soltos.
3º grau - além da formação de bolhas, atinge os músculos e a
camada interna do corpo.

Quanto à extensão
É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada.
Quanto maior a extensão da queimadura, maior é o risco que
corre o empregado. Uma queimadura de 1º grau que abranja
uma vasta extensão será considerada de muita gravidade.

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92 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Procedimento em Queimaduras
Agentes Químicos
Retirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância
química pode causar danos enquanto estiver em contato com a
pele.
Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria.
Fogo, Metais Incandescentes, Líquidos Ferventes e Vapores
Apagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-
se o cuidado para não atingir os olhos. Pode-se abafar com
cobertor ou rolar o acidentado no chão. No caso de metais
incandescentes, líquidos ferventes e vapores, afastar o
acidentado desses agentes.
Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria.

Eletricidade
Tirar a vítima do contato elétrico, com toda a precaução
necessária, desligando-se a energia.

Por Radiação Infravermelha e Ultravioleta (solar)


Afastar o acidentado da fonte de calor radiante
O Uso de Pomadas, Líquidos e Cremes
Existem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes
para queimaduras. Elas poderão ser utilizadas, mas somente
em queimaduras de 1º grau, com orientação médica. Nas de
2º e 3º graus, estão formalmente contra-indicadas.
O que fazer:

• retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário,


usar uma tesoura para cortá-la;
• lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se
houver), do centro para fora, com cuidado, para não perfurar
as bolhas;
• dar de beber água, se a vítima estiver consciente;
• cobrir, sem tocar com as mãos, a região com gaze
esterilizada (se houver) ou com pano limpo;
• encaminhar logo à assistência médica, para tratamento.

Choque Elétrico

A eletricidade pode produzir inúmeros acidentes, muitos dos


quais mortais.

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Departamento Regional do Espírito Santo 93
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Quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa


por seu corpo e as conseqüências podem ser mais ou menos
graves, dependendo da intensidade da corrente elétrica,
resistência e voltagem.
Na indústria, encontramos esse acidente quando há falta de
segurança em eletricidade como: fios descascados, falta de
aterramento elétrico, ferramentas portáteis, parte elétrica de um
motor que, por defeito, está em contato com sua carcaça, etc.
O que fazer:

• antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica,


desligando a chave geral de força, retirando os fusíveis da
instalação ou puxando o fio da tomada;
• se o item anterior não for possível, usar luvas de borracha
grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos e
afastar da vítima o fio ou aparelho elétrico:
• se o acidente ocorrer ao ar livre, afastar o fio da vítima com o
auxílio de uma vara comprida e seca ou um galho de árvore
seco, fazendo esta operação com todo o cuidado para não
encostar no fio;

• se o choque foi leve, seguir os itens do Estados de Choque;


• se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou
respiratória, fazer as manobras de reanimação conforme
Parada Cardíaca e Para Respiratória;
• se houver queimaduras, proceder conforme Queimaduras;
• encaminhar ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento
preciosos.

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94 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Calor

O empregado que exerce a sua atividade em ambientes cuja


temperatura é alta está sujeito a uma série de alteração em seu
organismo, com graves consequências à sua saúde.
São ambientes onde, geralmente, existem fornos, forjas,
caldeiras, fundições, etc.
Os transtornos térmicos mais comuns são:

• problemas circulatório;
• anidrose (deficiência de suor).

O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação e


geralmente acontece com indivíduos inaptos ao ambiente. A
pessoa sente cansaço, náuseas, calafrios e apresenta
respiração superficial e irregular, palidez ou tonalidade azulada
no rosto, temperatura do corpo elevada, pele úmida e fria,
diminuição da pressão arterial.
O que fazer

• retirar a vítima do ambiente de trabalho, onde esteja exposta


ao calor;
• deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo;
• afrouxar a roupa da vítima;
• se estiver consciente, dar de beber água fresca, em pequena
quantidade;
• levar imediatamente ao atendimento médico, para
tratamento.

A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte da


superfície corpórea não transpira. A vítima sente a pela seca,
vermelha e quente. Apresenta pulsação rápida, dificuldade
respiratória, náuseas, vômitos, convulsão, desmaios,
temperatura do corpo elevada, podendo chegar até a morte.
O que fazer

• levar a vítima a um lugar arejado e fresco, despir suas roupas


e colocar sua cabeça sobre um travesseiro;
• banhar o corpo da vítima com água fria;
• envolver a vítima com lençol úmido;

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Departamento Regional do Espírito Santo 95
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• se a vítima estiver consciente, dar líquidos para ela tomar,


mas nunca bebidas alcoólicas ou estimulantes como café,
chá, etc.;
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
diagnóstico e tratamento preciosos.

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96 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Frio

Temos acidentes por frio nas empresas que trabalham com


industrialização de alimentos congelados, armazenamento de
alimentos e medicamentos que necessitam de temperaturas
baixas.
O equipamento de proteção individual; que serve isolar do frio,
pode causar dificuldades na movimentação, quer para segurar
objetos, quer porque a visão fica prejudicada. As luvas e as
botas, com a umidade, podem congelar as mãos e pés. Isso
tudo pode levar a acidentes do trabalho, como quedas,
derrubada de materiais, congelamento das mãos e dos pés,
desmaios, etc.

No caso de congelamento dos pés ou das mãos


O que fazer

• levar a pessoa a um lugar aquecido, mantendo-a deitada;


• tirar imediatamente as botas, meias e luvas;
• aquecer as partes congeladas com água quente (não
fervente) ou panos molhados com água quente, realizando
massagens delicadas para ativar a circulação nas partes
próximas do membro congelado;
• dar bebidas quentes, como café ou chá (nunca bebidas
alcoólicas);
• pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos,
para ajudar a recuperação da circulação (nunca massagear a
parte congelada).

No caso de desmaios em ambientes frios


O que fazer:

• retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho;


• retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado
com as mesmas roupas).
• cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna;
• fornecer bebidas quentes como chá ou café, se estiver
consciente, nunca bebidas alcoólicas;
• observar sinais vitais (pulso, respiração, batimentos
cardíacos, etc.);
• levar imediatamente à assistência médica.

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Departamento Regional do Espírito Santo 97
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Estado de Choque

O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre


o coração, vasos sangüíneos (artérias ou veias) e o sangue,
instalando-se um desequilíbrio no organismo.
As causas que levam ao estado de choque podem ser
cardíacas: infartos, taquicardias (coração trabalhando de modo
acelerado), bradicardias (coração trabalhando lentamente),
processos inflamatórios do coração; diminuição da quantidade
de sangue dentro dos vasos: hemorragias, alteração dos vasos,
traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras.
Na indústria, todas as causas citadas acima podem ocorrer,
merecendo especial atenção os acidentes graves com
hemorragias extensas, com perda de substâncias orgânicas em
prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou por
envenenamentos por produtos químicos, ou por exposição a
temperaturas extremas.
O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez,
arroxeamento dos lábios, suor intenso, respiração rápida, curta
e irregular, batimentos do coração mais freqüentes, agitação,
pele fria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido.
O que fazer:

• deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés;


• afrouxar as roupas da vítima;
• agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas,
jornais;
• estancar a hemorragia, se houver, conforme o capítulo -
Hemorragia;
• observar para cardiorrespiratória (pulso, respiração,
batimentos cardíacos, etc.);
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
diagnóstico e tratamento precisos.

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98 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Desmaios

É a perda de consciência temporária e repentina, devida à


diminuição de sangue e oxigênio no cérebro.
O desmaio pode-se dar por falta de alimentos, emoção, susto,
acidentes, principalmente os que envolvem perda sangüínea,
ambiente fechado e quente, mudança brusca de posição.

Na indústria, o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade,


desde que esteja presente alguma das causas acima citadas.
Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensação de falta
de ar, tontura, zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos.
A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir há
escurecimento da vista, falta de controle dos músculos e ela cai,
perdendo os sentidos.
O que fazer:

• manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros


em posição mais baixa em relação ao resto do corpo;
• afrouxar as roupas;
• manter o ambiente arejado;
• se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a
sua cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo;
• se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a
respiração artificial;
• nos desmaios causados por calor intenso, depois de
reanimar a pessoa, e esta estiver consciente, oferecer água à
vítima.

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Departamento Regional do Espírito Santo 99
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Convulsão

É a perda súbita da consciência, acompanhada de contrações


musculares bruscas e involuntárias.
Como causas de convulsões, podemos citar a febre muito alta,
traumatismo na cabeça, intoxicações, epilepsia e outras
doenças.
Na indústria, podemos encontrar esta afecção em indivíduos de
qualquer função e tanto em pessoas com história anterior de
convulsão, como o aparecimento do quadro pode dar-se já na
condição de empregados de empresas. De modo específico,
podemos encontrar empregados com convulsão quando
expostos a agentes químicos de poder convulsígeno, tais como
os inseticidas clorados e o óxido de etileno.
No ataque típico, o indivíduo perde a consciência, pode parecer
que pára a sua respiração e, ao mesmo tempo, seu corpo vai se
tornando rígido. Aparecem movimentos incontrolados das
pernas e braços. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo.
Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4
minutos, tornando-se, então menos violentos e o paciente vai se
recuperando gradativamente. Mas as contrações podem variar
na sua gravidade e duração.
Durante a recuperação há perda da memória, que retorna aos
poucos.
O que fazer:

• amparar a cabeça;
• acomodar o indivíduo;
• retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos;
• afrouxar as roupas da vítima;
• virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por vômitos ou
secreções;
• colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda
a língua ou a engula provocando asfixia;
• afastar o indivíduo de objetos pontiagudos, que possam
causar traumatismos durante as contrações;
• deixar repousar até que volte a consciência;

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100 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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• não estimular a vítima com sacudidas, álcool, amoníaco,


vinagre, etc.;
• não jogar água;
• não ficar com medo da salivação;
• encaminhar ao Serviço médico para orientação e tratamento
adequado.

Intoxicações e Envenenamentos

São muito freqüentes, numa indústria, os casos de


envenenamentos e/ou intoxicações por substâncias químicas.
Essas substâncias podem ser diversas naturezas, dependendo
do tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza.
Os meios de intoxicação são: via oral, via respiratória e pele.
A via oral é importantes, em virtude de o acidente provocado
através dela ocorrer quase acidentalmente. O hábito de fumar,
lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos, portanto a faltas
de higiene, pode levar ao acidente.
A via respiratória, quando se fala em intoxicações industriais, é
a mais importante. O empregado exposto a agentes químicos
acima de determinadas quantidades, sem o uso de equipamento
de proteção respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se.
Ocorre intoxicação pela pele, quando alguns agentes penetram
através das roupas, contaminando a pessoa.
Para socorrer um acidentado, devemos conhecer todas as
substâncias químicas que são utilizadas na empresa.

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Departamento Regional do Espírito Santo 101
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Intoxicação por via oral


Substâncias ácidas
O que fazer:

• retirar o intoxicado do local de trabalho;


• se estiver consciente, dar de beber água em pequena
quantidade, para diluir o ácido; dar leite de magnésia ou leite
comum, ou 1/4 de copo de azeite;
• se estiver inconsciente, retirar todos os objetos que estão
dentro da boca, como dentaduras, restos de comida, saliva,
vômito, etc.

Intoxicação por via respiratória


O que fazer:

• retirar o acidentado do local de trabalho;


• verificar a respiração da pessoa intoxicada;
• se houver parada respiratória, iniciar imediatamente a
respiração artificial.

Intoxicação por pele


O que fazer:

• retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um


lugar fresco e arejado;
• retirar toda a roupa do acidentado;
• lavar com bastante água o corpo.

Substâncias alcalinas (solda, potassa)


O que fazer:

• retirar o intoxicado do local de trabalho;


• se estiver inconsciente, retirar todos os corpos estranhos da
boca;
• eventualmente se pode dar 1/4 de copo de azeite.

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102 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Outras substâncias
O que fazer:
• retirar o intoxicado do local de trabalho;
• estando inconsciente, prevenir a parada cardiorrespiratória,
observando as pulsações e a respiração.

Corpos Estranhos

Chamamos de corpo estranho qualquer elemento que possa


entrar nas cavidades naturais, como os olhos, ouvidos, nariz e
garganta. Geralmente, nas partes desprotegidas do empregado.

Corpo estranho nos olhos


Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o
trabalho e, portanto, mais suscetíveis de receber corpo
estranho, seja estilhaço, farpas, estrepes, pó de metal ou de
terra e produtos químicos.

Tratamento:
• pedir para que a vítima feche os olhos, pois as lágrimas
poderão retirar o corpo estranho; não esfregar ou mexer o
olho atingido;
• se for uma quantidade grande de poeira ou produto químico,
lavar com bastante água corrente, de preferência água que
foi fervida anteriormente (águas desligada). No caso de ter o
"lava-olhos", usá-lo adequadamente mas não tentar retirar o
objeto com qualquer instrumento ou assoprar o olho;
• se com essas medidas não sair o corpo estranho, tapar o
olho afetado com gaze esterilizada ou pano limpo limpo sem
comprimir. Encaminhar ao médico imediatamente.

Corpo estranho no ouvido


O ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de
corpos estranhos.
Geralmente são colocados grãos de feijão, soja, pequenas
pérolas, etc.., voluntariamente, pelas crianças, ignorantes do
perigo. Pode ser ainda que insetos, como besouros, moscas,
entrem involuntariamente.

O que fazer:
• Levar imediatamente ao médico, para atendimento
especializado.

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 103
Espírito Santo
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Corpo estranho no nariz


Incidente raro ambientes de trabalho e comum entre as
crianças, no lar. Estas, quando cometem este ato, geralmente
não o comunicam aos pais, ele pode se notado pela obstrução,
dores nas narinas, secreção nasal purulenta e sangramento. Os
objetos podem ser diversos, por exemplo, grãos de cereais e
pequenos artefatos de plásticos, madeira ou papelão.
O que pode ser feito:

• fechar a narina que está livre e, mantendo a boca fechada,


assoar com força, impelindo para foras o objeto;
• se não der resultado, não tentar retirar com instrumentos
pontudos, pinças, palitos, agulhas e levar ao médico
imediatamente.

Corpo estranho na garganta


Geralmente, um corpo estranho na garganta provém de
ingestão voluntária ou não de pedaços grandes de qualquer
elemento que não consegue passar dessa região. O problema
maior que pode causar é a asfixia e a morte por insuficiência
respiratória.
As crianças, por curiosidade, por ingenuidade, ingerem botões,
moedas, bolas de gude, etc., causando transtornos sérios.
O que se pode fazer:
• baixar a cabeça e o tórax, batendo levemente entre as
omoplatas, provocando a tosse;
• encaminhar imediatamente ao médico.

Fraturas e Lesões de Articulação

É o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem.


As fraturas podem ser fechadas, quando a pele não é rompida
pelo osso quebrado, e expostas ou abertas, quando o osso
atravessa a pele e fica exposto.
Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem ser
imobilizadas.
Nas indústrias, a fratura pode ocorrer em razão de quedas e
movimentos bruscos do empregado, batidas contra objetos,
ferramentas, maquinário, assim como quedas dos mesmos
sobre o empregado.

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104 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando houver


sido constatado pelo menos dois itens abaixo mencionados:
• dor intensa no local, que aumente ao menor movimento ou
toque na região;
• edema local (inchaço);
• crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de
papel);
• hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no
local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele),
que aparece horas após a fratura;
• paralisia (lesão dos nervos).

Observação: nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. Isso


deverá ser feito em local e por pessoal qualificado.

O que fazer:
A) em caso de fraturas:
• colocar a vítima deitada em posição confortável;
• estancar eventual hemorragia, conforme o Hemorragias, em
caso de fraturas expostas ou abertas;
• imobilizar as articulações mais próximas do local cm suspeita
de fratura, a fim de impedir a movimentação, utilizando
jornais, revistas, tábuas, papelão, etc.; convém acolchoar
com algodão, lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão
em contato com a tala;
• não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o
segmento fraturados;
• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e
tratamento precisos;

B) em caso de lesão articular: (entorses, luxações e contusões)


• colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável;
• nas primeiras 24 horas, aplicar frio intenso no local com bolsa
de gelo ou compressas frias úmidas; posteriormente, aplicar
calor local;
• imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir
os movimentos, diminuindo assim a dor;
• após decorridas as primeiras 24 horas, pode-se aplicar calor
no local e imobilizá-lo, mantendo a região aquecida;
• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e
tratamento preciosos.

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Observação: não massagear ou friccionar o local afetado.

Acidentes por Animais Peçonhentos

Serpente ou cobras
Não é comum, se não rara, a ocorrência de acidentes no meio
urbano por animais peçonhentos, que são as serpentes,
aranhas e escorpiões.
Usualmente, temos mais acidentes com escorpiões e aranhas.
Como é difícil distinguir quais as espécies venenosas e as não-
venenosas, deve-se agir como se fossem todas venenosas e
potencialmente perigosas para a vítima.
O que se deve fazer:

A) Dentro dos primeiros trinta minutos:


• deitar a vítima o mais rápido possível, mantendo-a calma;
• manter o membro lesado num nível inferior ao do coração,
para que o veneno inoculado e já circulante na corrente
sangüínea tenha seu processo de difusão retardado;
• afrouxar as roupas da vítima, retirando calçados, anéis,
relógio, prevenindo assim complicações decorrentes de
edemas que freqüentemente ocorrem em picadas de cobras;
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106 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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• não deixar a vítima andar ou correr, o que favoreceria o


agravamento da lesão no local da picada e ira acelerar o
processo de difusão do veneno, podendo levar à morte;
• observar os sinais vitais, evitando parada cardíaca e choque;
• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico
e, caso tenha sido possível matar o réptil, enviá-lo juntamente
para identificação e aplicação do soro específico.

B) Após decorridos 30 minutos:


Passados trinta minutos da picada, as providencias acima se
tornam desnecessárias. Levar imediatamente o acidentado a um
hospital, para a aplicação do soro adequado; se possível, enviar
juntamente o réptil para identificação e aplicação do soro
específico.

Escorpiões
Os escorpiões vivem em casas velhas, sob montes de lenhas,
telhas e pedra, madeiras velhas e úmidas. No Brasil, os mais
conhecidos são os amarelos e os de coloração vermelho-
escura, quase pretos.

Conduta
O que se deve fazer:

• colocar a vítima deitada;


• colocar compressas frias sobre o local afetado de retardar a
disseminação do veneno na corrente sangüínea;
• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico
e, caso tenha sido possível matar o animal, enviá-lo
juntamente para identificação e aplicação do soro específico;
• tratando-se de criança, agir com maior rapidez, pois, se o
tratamento demorar ou não for realizado em tempo hábil, isto
poderá levar a vítima à morte.

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Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca

A parada cardíaca é a interrupção do funcionamento do


coração, que pode ser constatada quando não se percebe os
batimentos do mesmo (ao encostar o ouvido na região anterior
do tórax da vítima), não se puder palpar o pulso e ainda quando
houver dilatação das pupilas (menina dos olhos).
O indivíduo acometido apresenta palidez, ausência de pulsação
tanto nos membros como no pescoço, dilatação das pupilas,
inconsciência e aparência de estar morto. Geralmente
apresenta, concomitantemente, parada da respiração.
A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio
(coração), choque elétrico, intoxicação medicamentosa,
monóxido de carbono, defensivos agrícolas e outros, casos de
hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos,
acidentes graves e afogamentos.
No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atenção aos
trabalhos com monóxido de carbono, defensivos agrícolas,
especialmente organosfosforados, e trabalhos em eletricidade,
embora o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa
ocorrer nas mais variadas situações, inclusive no trajeto
residência-empresa-residência.

O que fazer:
• colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura;

• se a vítima for adulta, dar dois a três golpes no peito, na parte


mediana do tórax sobre o osso externo, na sua parte inferior;

• logo a seguir, apoiar a metade inferior da palma de uma mão


nesse local e colocar a outra mão por cima da primeira. os
dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no
tórax da vítima;

• fazer regularmente compressões curtas e fortes, cerca de 60


por minuto;

• concomitantemente, associar a respiração aplicada (vide


Parada respiratória - Respiração artificial), caso haja 2
socorristas;

• no caso de 1 socorrista deverão ser feitas 15 compressões


cardíacas para 2 respirações aplicadas;

• continuar a massagem cardíaca até que a vítima seja


atendida por um médico.
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Parada Respiratória - Respiração Artificial

Chamamos de parada respiratória o cessamento total da


respiração, devido a falta de oxigênio e excesso de gás
carbônico no sangue. Pode ocorrer por afogamento, choque
elétrico, intoxicação por medicamentos, monóxido de carbono,
defensivos agrícolas, etc.
A parada respiratória pode ser constatada pela coloração
azulada da face, lábios e extremidades e pela não-
movimentação do tórax. Através de um espelho ou metal polido
colocado próximo ao nariz, nota-se o não-embaçamento que
ocorreria normalmente.
O oxigênio é vital para o cérebro e, quando há falta de oxigênio
e excesso de gás carbônico no sangue, ocorre o cessamento
total da respiração, chamado de parada respiratória.
O que fazer:

A - Respiração Boca-a-Boca
• agir com rapidez, deitando a vítima de costas sobre uma
superfície dura;
• afrouxar as roupas da vítima;
• retirar da boca da vítima dentaduras, pontes, lama ou outros
corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um
lenço ou pano limpo;
• levantar a nuca da vítima com uma das mãos e com a outra
inclinar a cabeça para trás ao máximo, ficando a ponta do
queixo voltada para cima. Manter a vítima nesta posição
durante toda a respiração artificial, estabelecendo uma
passagem livre para o ar;
• tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de
uma mão e abrir completamente a boca da vítima;
• encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima,
sem deixar nenhuma abertura, e assoprar com força até
perceber que o tórax da vítima está elevando;
• afastar a boca e destampar as narinas da vítima, deixando
que os pulmões se esvaziem naturalmente e enquanto isso
inspirar novamente, prosseguindo num ritmo de 12 vezes por
minuto;
• se não houver pulsação, efetuar concomitamente a
massagem cardíaca. No caso de haver um único socorrista,
fazer 15 compressões cardíacas e, com rapidez, aplicar duas
respirações artificiais;
• se houver dois socorristas, um fará a respiração artificial
alternadamente com a outra pessoa, que fará massagem
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110 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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cardíaca. Nesse caso, fazer 5 compressões cardíacas para


uma respiração aplicada;
• levar a vítima ao Ambulatório Médico ou Pronto Socorro, mas
mantendo a respiração artificial durante todo percurso.

B - Respiração Boca-a-Nariz
É usada em bebês e quando a vítima sofreu fratura da
mandíbula, cortes com hemorragia na boca ou quando não se
conseguir abrir sua boca:

• executar os itens a, b, c e d, do método Respiração Boca-a-


Boca;
• apertar os maxilares para evitar a saída de ar pela boca
(soprada pelas narinas);
• colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e
sobrar com força;
• afastar a boca;
• abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o
esvaziamento natural dos pulmões;
• recomeçar a operação e prosseguir num ritmo de 12 vezes
por minuto;
• levar a vítima para o Ambulatório Médico ou Pronto Socorro
mantendo a respiração artificial durante o percurso.

Observação: a freqüência respiratória média é a seguinte:


homens = 16 a 18 movimentos/minuto;
mulheres = 18 a 20 movimentos/minuto;
crianças = 20 a 25 movimentos/minuto;

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crianças menor de um ano = 30 a 40


movimentos/minuto.
Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas

Antes de transportar o acidentado, deve-se lembrar que uma


manipulação sem cuidado pode causar problemas, às vezes, até
irreversíveis para a vítima, principalmente se houver ferimentos
na coluna, tórax, bacia ou crânio.
Ao socorrer uma vítima que tenha caído de uma altura
considerável ou tenha sido atropelada, devemos sempre
considerar a possibilidade de fraturas, hemorragias, parada
cardíaca ou respiratória e, portanto, devemos tomar muito
cuidado para transportá-la ou mudá-la de posição. Só se pode
iniciar o transporte, conhecendo-se o estado da vítima.
O socorrista deverá saber identificar a extensão do perigo, bem
como ser capaz de resolver o problema, evitando expor-se,
inutilmente, a riscos.
Transporte de acidentado com suspeita de lesão na coluna
O indivíduo com fraturas de coluna pode apresentar dor intensa,
impossibilidade de movimentação do tronco, formigamento ou
paralisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade de
respiração.
Aja sempre com o máximo cuidado.
O que fazer:
Colocar a vítima sobre uma tábua, chapa de metal ou qualquer
superfície firme e lisa (para não curvar ou deslocar a espinha):

• colocar a tábua de madeira no chão, no lado da vítima; rolar


o acidentado sobre seu próprio corpo e a seguir, sobre a
maca, sem dobrar a coluna;
• se possível, socorrer em três pessoas, sendo que a primeira
segura a cabeça do acidentado e as costas; a segunda, as
nádegas e as coxas; e a terceira, as pernas e os pés. Todos,
ao mesmo tempo, levantam o acidentado e o colocam sobre
a tábua de madeira, tomando cuidado para não dobrar-lhe a
coluna. Prestar muita atenção para que a cabeça da vítima
gire junto com o corpo, sem ficar deslocada para trás ou para
os lados. Se houver suspeita de fratura da região cervical
(pescoço), tomar cuidado para não movimentar a cabeça do
acidentado;
• prevenir o estado de choque;
• imobilizar a vítima antes do transporte: colocar almofadas de
panos ou toalhas de cada lado da cabeça e amarrar a testa à
tábua com uma faixa ou qualquer tira de pano; amarrar
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112 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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também o corpo à tábua, na altura do peito, quadril, joelhos e


próximo aos pés. Se o acidentado apresentar deformação na
coluna, é melhor imobilizá-lo sobre a maca na posição
adotada pela coluna, evitando o agravamento dos males;
• encaminhar a vítima para atendimento médico.

Resgate de vítima de incêndio


O que fazer:

• envolver o corpo da vítima em pano de algodão (cortina,


toalha, tapete, cobertor, lençol ou outro material semelhante);
• apagar, primeiramente, as chamas na cabeça, ombros, tórax
e seguir em sentido descendente até os pés;
• deixar-lhe o rosto descoberto para que não inale fumaça;
• retirar sua roupa para evitar que cole e arranque a pele
lesada, envolvendo-o com um lençol limpo;
• dar-lhe água para beber, se estiver consciente;
• encaminhá-la imediatamente para um serviço médico para
diagnóstico e tratamento precisos.

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Departamento Regional do Espírito Santo 113
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Transporte de acidentado consciente por uma pessoa


A - Quando a vítima está deitada e com ferimentos leves,
podendo andar com o auxílio de uma pessoa;
• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo
no chão;
• passar o braço direito logo abaixo das axilas e segurar firme
sob a axila direita do acidentado;
• fazer a vítima segurar em torno de sua nuca e, com a mão
esquerda, segurar a mão esquerda da vítima;
• levantar-se, puxando a vítima junto.

B - Quando a vitima está deitada e não pode caminhar, mas tem


ferimentos leves:
• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo
no chão;
• passar o braço direito sob suas costas na altura das axilas;
• passar o braço esquerdo sob seus joelho;
• falar para a vítima segurar firmemente no seu pescoço;
• levantar-se, carregando-a no colo.

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114 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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C - Quando a vítima é muito pesada:


• colocá-la em pé e dar-lhe as costas, inclinando-se um pouco
para a frente;
• sustentar as pernas da vítima, segurando-lhe os joelhos, e
pedir a ela que se apoie no socorrista.

Transporte de acidentado inconsciente por uma pessoa

• colocar o acidentado de bruços;


• segurá-la por debaixo das axilas;
• levantá-lo até que fique de joelhos;
• apoiá-lo de pé colocando sua axila direita sobre a nuca;
• levantá-lo e carregá-lo sobre suas costas;
• somente realizar o transporte tendo a certeza de não haver
lesão de coluna.

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Departamento Regional do Espírito Santo 115
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Transporte de acidentado consciente por duas pessoas

A - se a vítima puder andar, os dois socorridos colocam-se ao


seu lado e ela se apoia nos seus pescoços;

B - quando a vítima não puder andar, usar o método da


"cadeirinha":

• os dois socorridos ajoelham-se perto da vítima, que porá os


braços sobre os seus ombros;
• os dois socorridos fazem a "cadeirinha", levantando-se ao
mesmo tempo e andam com os passos desencontrados.

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116 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Transporte de acidentado inconsciente por duas pessoas

• colocar a vítima sentada em uma cadeira;


• um dos socorristas levantará a cadeira pelo espaldar;
• o outro socorrista, de costas, levantará a cadeira pelas
pernas da frente, próximo ao assento;
• a cadeira deve ficar inclinada para que o peso do acidentado
se apoie no espaldar.

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Departamento Regional do Espírito Santo 117
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Este tipo de transporte dever ser utilizado em elevadores onde a


maca não consiga entrar.

Transporte por três pessoas

• os três socorristas devem alinhar-se de um dos lados da


vítima;
• o primeiro colocará suas mãos debaixo da cabeça, ombros e
dorso do acidentado;
• o segundo colocará suas mãos sob as nádegas;
• o terceiro as colocará sob as pernas e coxas;
• os três devem suspender o acidentado e caminhar
lentamente, marcando o passo;

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118 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Este tipo de transporte é o mais seguro e indicado para


acidentados com suspeita de lesão de coluna.
Como improvisar uma maca

• com cabos de vassoura, galhos de árvores, guarda-chuvas


ou qualquer material semelhante e resistente;
• pegar dois paletós, enfiar as mangas para dentro deles,
abotoá-los inteiramente e enfiar os cabos mangas do paletó;
• enrolar uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois
cabos;
• também podem ser utilizadas tábuas ou portas para
transportar principalmente os acidentados com lesão de
coluna.

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Departamento Regional do Espírito Santo 119
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Controle Ambiental

Meio Ambiente

Constitui-se num conjunto de elementos e fatores


indispensáveis à vida, de ordem física, química e biológica.

Poluição

É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades


que direta ou indiretamente:

• Prejudicam a saúde, a segurança e o bem estar da


população;
• Criam condições adversas as atividades sociais e
econômicas;
• Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna;
• Afetam as condições estáticas ou sanitárias do Meio
Ambiente;
• Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos.

Poluição do Solo/Resíduos
São modificações ocasionais no solo adivinhas de disposição
inadequada de materiais sólidos, líquidos e gazes.
Exemplo: Rejeitos industriais, lixo doméstico, etc.

Controle da Poluição por Resíduos


O controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas
no controle da sua disposição, mas principalmente na redução
da geração, reutilização, reciclagem e comercialização.

Sistemática para Controle da Poluição por Resíduos


Segregação - Consiste em separar os resíduos para que não
haja contaminação entre eles.
Exemplo: Papel/papelão, vidro, metal, lixo orgânico/rejeito.
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Departamento Regional do Espírito Santo 121
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Acondicionamento - consiste em depositar cada material


separadamente em recipientes específicos.
Exemplo: Papel/papelão na lixeira de papel; plástico na lixeira
de plástico; vidro na lixeira de vidro; metal na lixeira
de metal; lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo; óleo
em tambores; etc.

Baias de Contenção
consiste em uma área com proteção de mureta normalmente em
tijolo/bloco ou concreto, para que o material ali depositado, não
seja carregado pela a chuva para as pistas e sistema de
drenagem.

Disposição Adequada
consiste em depositar o material em recipientes apropriados.
Exemplo: Lixeira, cestos, tambores, caixas e baias de
contenção, etc.

Pátios Apropriados
Consiste em áreas pré-estabelecidas para depositar um
determinado tipo de material, e com proteção de muretas,
cortinas de proteção com árvores e sistema de drenagem
apropriado para o escoamento da água e recolhimento do
material ali depositado.

C.A.S.P.
2
A CST dispõe em uma área de 360.000 m , com 14 pátios
separados com a finalidade de estocar materiais que ainda não
estão sendo reutilizados na usina e/ou comercializados, com
disposição adequada para que não haja contaminação entre
eles.
Esta área chamada de “C.A.S.P”, ou seja, uma Central de
Armazenamento de subprodutos que foi construída na área de
expansão da C.S.T.

Poluição Atmosférica
São alterações no ar atmosférico em sua composição natural,
por introdução de elemento estranho fora dos padrões
ambientais, ou por desequilíbrio na porção de seus
componentes, de maneira a causar prejuízos ambientais com
danos a saúde e à economia.
Exemplo: Poeira, fumaça, gases, etc.
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122 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Controle da Poluição Atmosférica


O controle das emissões atmosférica industriais deve ser feito
através de introdução adequada dos equipamentos industriais
que são na sua maioria despoeiramento e instalação de
sistemas específicos para controle da poluição.

Equipamentos de Controle da Poluição Atmosférica

• Precipitadores Eletrostáticos - a poeira é carregada


eletricamente e a seguir retirada por ação magnética.
• Filtros de Mangas - indicados para a remoção de poeiras,
estas são retidas ao atravessarem um tecido industrial
(similar ao aspirador de pó).
• Ciclones - removem poeiras mais grossas, por ação de força
centrífuga.
• Lavadores - a poeira é retirado do ar por spray de água à alta
pressão.

Poluição Hídrica
São alterações na composição e nas características da água,
provocada por lançamentos de efluentes industriais e esgotos.
Exemplo: Vazamento de óleo, lamas, esgotos sem tratamento,
materiais sólidos, etc.

Controle da Poluição Hídrica


O controle da poluição hídrica é feita através de técnicas de
tratamento, que tem por finalidade reduzir as impurezas
melhorando a qualidade da água sobre os seguintes aspectos:
sanitário, estético e econômico.

Sistemas de Controle da Poluição Hídrica


• Tratamento Biológico (valor de oxidação) - o tratamento
biológico do esgoto doméstico ou industrial, consiste na
decomposição biológica, através de microorganismos que
consomem o material poluente nos esgotos.
• Caixa de Separação óleos e graxas - este tratamento
consiste em separar o óleo presente nos efluentes
principalmente de oficinas, em função da diferença de
densidade entre o óleo e a água.
• Bacias de decantação - consiste em se passar o efluente por
tanques de decantação, com períodos de detenção que
possibilitam a decantação do material em suspensão
presente nos efluentes.
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Departamento Regional do Espírito Santo 123
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• Tratamento Químico - são processos de neutralização e ou


coagulamento através dos quais substâncias químicas
tóxicas / ou não, são eliminados dos efluentes industriais.

Controle Ambiental na CST

• Diariamente os técnicos de meio ambiente da IDC percorrem


todas as áreas da usina, verificando se existe algum
procedimento que possa causar dano ambiental. Caso seja
encontrado alguma ocorrência ambiental, é feito um contato
com o gerente da área para providenciar ações corretivas.
Semanalmente todas estas ocorrências são relatadas em
documento denominado Boletim Ambiental para se informar a
todo corpo gerencial, e para posteriores providências.
• A CST recebe freqüentemente fiscalização por parte dos
Órgãos Ambientais que acompanham o desempenho dos
equipamentos, os lançamentos hídricos e disposição dos
resíduos sólidos. Caso o desempenho ambiental não esteja
em conformidade com a legislação, a empresa é notificada
com prazo estabelecido corrigir o desvio encontrado.
• A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão
da empresa, que tem como objetivo avaliar o cumprimento
dos padrões, legislação e melhoria do desempenho da
Empresa.
• Para analisar o desempenho ambiental de cada
empreendimento, são realizados monitoramento para avaliar,
a quantidade do ar ambiental, emissões das fontes
(chaminés) e do corpo recepto (mar). No caso específico de
siderurgia os principais parâmetro são: Dióxido de enxofre,
material particulado, e poeira sedimentável no ar e sólidos em
suspensão, pH, amônia, cianeto, fenol em efluentes hídricos.

Padronização Ambiental

A Empresa tem como diretriz, que todas as ativadas que são


desenvolvidas de forma repetitiva, devam ser padronizadas. Em
vista disto, as áreas operacionais, de manutenção e de apoio
vem implantando seus respectivos padrões, contemplando
inclusive o item meio ambiente e segurança.
A padronização do meio ambiente à nível de usina, compete a
área ambiental a sua elaboração e aprovação (IDC). Desta
forma, a IDC já implantou Padrões Técnicos Ambientais de
emissão e de lançamento para cada área da Companhia, e
alguns de caracter geral dentre os quais podemos citar:

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124 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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• PA-11 - Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais


que regulamenta as responsabilidade da área em comunicar
toda e qualquer ocorrência que afete meio ambiente no
âmbito da empresa.
• PA-14 - Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais -
Este padrão orienta os responsáveis por cada centro de
custos, como processar a apuração dos gastos relacionados
com os sistemas ou equipamentos de controle ambiental.
• PA-15 - Procedimento de Meio Ambiente para Contratadas -
Este padrão tem por objetivo informar as empresas que
prestam serviços à CST, quais são suas obrigações para
com o meio ambiente.

Para controle das emissões das chaminés. a CST tem


estabelecido para cada Equipamento de Controle Ambiental um
padrão de emissão, cujo valor não pode ser ultrapassado sob
risco de penalização por parte dos Órgãos de Meio Ambiente.
Para conhecer o desempenho dos equipamentos de Controle
Ambiental, a Empresa mantém um programa de
acompanhamento onde são realizadas medições periódicas
para avaliar se suas emissões encontram-se enquadradas aos
padrões.
Para controle das emissões hídricas todo lançamento efetuado
pelas áreas devem estar dentro dos padrões de lançamento
estabelecidos pela legislação. Para controlar seus lançamentos,
a Empresa dispõe de um programa de monitoramento hídrico
nas diversas áreas da usina.

Responsabilidade Ambiental

Como toda instituição jurídica a CST tem suas obrigações para


com o meio ambiente. Assim, sua obrigação primeira é exercer
suas atividade sempre em conformidade com que determina a
legislação, ou seja, atendendo aos padrões de controle
ambiental. Outra responsabilidade da Empresa e o Termo de
Compromisso, que contempla melhorias com objetivo
aperfeiçoar ainda mais o seu desempenho ambiental.
Para que estes compromissos se tornem uma validade, o corpo
gerencial tem como um de suas atribuições fazer cumprir as
obrigações assumidas pela Empresa.
Para que o objetivo da empresa seja alcançado, no que se
refere ao meio ambiente, é necessário que cada empregado,
exerça suas atividade sem agredir o meio ambiente, procurando

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reconhecer entre suas tarefas, quais as práticas ambientalmente


correta para executá-las.

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