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URBANISMO MINERADOR: OURO PRETO

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS - UNIEVANGÉLICA
ARQUITETURA E URBANISMO
TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO II
PROFESSORA: Me. ANA AMÉLICA DE PAULA MOURA
ACADÊMICAS: JHENNEFER HISEN
THAYNARA LELIS
ANÁPOLIS, 18 DE MARÇO DE 2014.
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NÚCLEO INICIAL
“Estas cidades, de acordo com a
hierarquia da organização administrativa
colonial, se transformavam de pequenos
arraiais em vilas, com o aglomerado
usual da Igreja Matriz, com o Pelourinho
nas proximidades. Desse modo
apresentavam um conjunto urbano
específico, com edifícios oficiais – que
constituíam o centro dominante da
dinâmica cultural – balizando a imagem
urbana.” (PESTANA, 2001).
O núcleo inicial de Vila Rica foi formado
por dois arraiais, o de Antonio Dias e o de
Ouro Preto. Rivais por muito tempo
uniram-se e foram elevadas à sede de
município em 1711 para formar a vila que
se tornou rapidamente a terceira cidade
do Brasil Colonial. Nasceu Vila Rica de
Albuquerque. Mas a Coroa trocou o nome
para Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar
de Ouro Preto. Criada a Capitania de
Minas Gerais, Vila Rica foi elevada a
capital até a transferência da sede do
governo para Belo Horizonte, em 1897.
Ao ser elevada a cidade, em 1823,
recebeu a denominação definitiva de Ouro
Preto.
Vista do antigo Palácio dos Governadores, 1881,
Guilherme Libencan.
SENTIDO DE DESENVOLVIMENTO
Em Ouro Preto o organismo urbano é gerado a
partir da conurbação de uma série de arraiais de
exploração aurífera localizados nas margens do
córrego do Tripuí, unidos entre si por um caminho
direto que marcava a chegada e a saída da zona
de mineração. Esta chamada "estrada tronco"
define o nascimento espontâneo da antiga Vila
Rica, fruto do adensamento destes núcleos
independentes, absorvidos pelo "caminho velho",
deixando a vila com uma feição linear e orgânica.
Destaque para a Estrada Tronco
Para consolidar a vila e unificar seus dois
segmentos, a administração foi instalada em um
setor intermediário, em que foi aberta a Praça
Tiradentes, com a instalação do Palácio dos
Governadores e mais tarde, do lado oposto, a
Casa de Câmara e Cadeia.
URBANISMO MINERADOR: OURO PRETO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS - UNIEVANGÉLICA
ARQUITETURA E URBANISMO
TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO II
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THAYNARA LELIS
ANÁPOLIS, 18 DE MARÇO DE 2014.
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Vista da Praça Tiradentes, 1881, Guilherme Libencan
A Praça Tiradentes e o Palácio dos
Governadores, ao fundo, aparecem com
suas formas primitivas. O palácio foi
alterado pela construção de dois
pavilhões sobre os baluartes, nas laterais
da porta de acesso. A praça foi alterada
em fins do século XVIII, para chegar às
portas da Casa da Câmara.
Praça Tiradentes.Desenho elaborado
por volta de 1780.
SÍTIO
Situado em terreno extremamente
montanhoso e acidentado, somente a
febre aurífera escolheria este rincão como
palco de uma cidade. A relação ocupação
humana X relevo e geografia
proporcionaram a Ouro Preto algumas
especificidades históricas curiosas. A
evolução histórico-urbana dos núcleos de
povoamento pôde desta maneira, ser
estudada por dois vieses: a ocupação
gradual de determinadas áreas, segundo
o relevo, e a formação de caminhos-eixo
que condicionariam a feição atual da
cidade.
A cidade não é fruto
exclusivo de um plano
pré-concebido, e sim
acúmulo de camadas
históricas sucessivas,
complementárias.
Croqui 1 Croqui 2
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O TRAÇADO
O conjunto urbanístico de Ouro Preto distingue-se
por sua estrutura de traçado orgânico e sua
localização original. A configuração das ruas e
edificações se adequam à configuração do sítio, com
seus montes e encostas, gerando ruas tortuosas e
ladeiras. Rodeando ruas e praças, as construções de
um, dois ou mais andares, feitas de argamassa ou
tijolos, destacam-se pelo aspecto senhorial.
Vista de Ouro Preto, cerca de 1870, autor desconhecido
BIBLIOGRAFIA
BRENNA, Giovanna Rosso del. Medieval ou
Barroco. In: Revista do Barroco 12. Belo
Horizonte: Imprensa Universitária da UFMG.
ESPINHA, Rodrigo. OURO PRETO:
CIDADE BARROCA. Universidade
Tiradentes (UNIT). Universidade Federal da
Bahia (UFBA), Brasil.
PEREIRA, Larissa. Ouro Preto e a Estética
do Labirinto. Pontifícia Universidade
Católica de Campinas. 2011.
BASTOS, Rodrigo. O urbanismo
conveniente luso-brasileiro na formação de
povoações em Minas Gerais no século
XVIII. An. mus. paul. Vol.20 no.1 São Paulo
Jan./June 2012. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-
47142012000100008&script=sci_arttext>.
BARBOSA, Ana Aparecida. CIDADE E
HABITAÇÃO EM MINAS NOS SÉCULOS
XVIII - XIX. UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO - Escola de Engenharia de São
Carlos. São Carlos, novembro de 2004.
Disponível em:
<http://www.nomads.usp.br/disciplinas/SAP
5846/mono_Ana.htm>.