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1.

Plano de Benefícios da Previdência Social:


1.1. Beneficiários,
1.2. Espécies de prestações,
1.3. Benefícios,
1.4. Disposições gerais e específicas,
1.5. Períodos de carência,
1.6. Salário-de-benefício,
1.7. Renda mensal do benefício,
1.8. Reajustamento do valor dos benefícios.

I. Beneficiários

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO I
DOS BENEFICIÁRIOS

Art. 8º São beneficiários do Regime Geral de como segurados e dependentes, nos termos das
Previdência Social as pessoas físicas classificadas Seções I e II deste Capítulo.

Seção I
Dos Segurados

Art. 9º São segurados obrigatórios da d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e


previdência social as seguintes pessoas físicas: contratado no Brasil para trabalhar como
empregado em empresa domiciliada no exterior
I - como empregado: com maioria do capital votante pertencente a
empresa constituída sob as leis brasileiras, que
a) aquele que presta serviço de natureza urbana tenha sede e administração no País e cujo
ou rural a empresa, em caráter não eventual, controle efetivo esteja em caráter permanente
sob sua subordinação e mediante remuneração, sob a titularidade direta ou indireta de pessoas
inclusive como diretor empregado; físicas domiciliadas e residentes no País ou de
entidade de direito público interno;
b) aquele que, contratado por empresa de
trabalho temporário, por prazo não superior a e) aquele que presta serviço no Brasil a missão
três meses, prorrogável, presta serviço para diplomática ou a repartição consular de carreira
atender a necessidade transitória de estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a
substituição de pessoal regular e permanente ou membros dessas missões e repartições,
a acréscimo extraordinário de serviço de outras excluídos o não-brasileiro sem residência
empresas, na forma da legislação própria; permanente no Brasil e o brasileiro amparado
pela legislação previdenciária do país da
c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e respectiva missão diplomática ou repartição
contratado no Brasil para trabalhar como consular;
empregado no exterior, em sucursal ou agência
de empresa constituída sob as leis brasileiras e f) o brasileiro civil que trabalha para a União no
que tenha sede e administração no País; exterior, em organismos oficiais internacionais
dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda
que lá domiciliado e contratado, salvo se Art. 37. A administração pública direta e
amparado por regime próprio de previdência indireta de qualquer dos Poderes da União,
social; dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de
g) o brasileiro civil que presta serviços à União legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao
no exterior, em repartições governamentais
seguinte: IX - a lei estabelecerá os casos de
brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive contratação por tempo determinado para
o auxiliar local de que tratam os arts. 56 e 57 da atender a necessidade temporária de
Lei nº 11.440, de 29 de dezembro de 2006, este excepcional interesse público.
desde que, em razão de proibição legal, não
possa filiar-se ao sistema previdenciário m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal
local; (Redação dada pelo Decreto nº 6.722, de ou Município, incluídas suas autarquias e
2008). fundações, ocupante de emprego público;

Art. 56. Auxiliar Local é o brasileiro ou o n) (Revogada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
estrangeiro admitido para prestar serviços
ou desempenhar atividades de apoio que o) o escrevente e o auxiliar contratados por
exijam familiaridade com as condições de
titular de serviços notariais e de registro a partir
vida, os usos e os costumes do país onde
esteja sediado o posto.
de 21 de novembro de 1994, bem como aquele
que optou pelo Regime Geral de Previdência
Art. 57. As relações trabalhistas e Social, em conformidade com a Lei nº 8.935, de
previdenciárias concernentes aos Auxiliares 18 de novembro de 1994; e
Locais serão regidas pela legislação vigente
no país em que estiver sediada a repartição. p) o exercente de mandato eletivo federal,
estadual ou municipal, desde que não vinculado
h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a regime próprio de previdência social; (Redação
a empresa, em desacordo com a Lei no 11.788, dada pelo Decreto nº 5.545, de 2005)
de 25 de setembro de 2008; (Redação dada pelo
Decreto nº 6.722, de 2008). q) o empregado de organismo oficial
internacional ou estrangeiro em funcionamento
i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal no Brasil, salvo quando coberto por regime
ou Município, incluídas suas autarquias e próprio de previdência social; (Incluída pelo
fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo Decreto nº 3.265, de 1999)
em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração; r) o trabalhador rural contratado por produtor
rural pessoa física, na forma do art. 14-A da Lei
j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou nº 5.889, de 8 de junho de 1973, para o
Município, bem como o das respectivas exercício de atividades de natureza temporária
autarquias e fundações, ocupante de cargo por prazo não superior a dois meses dentro do
efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja período de um ano; (Incluído pelo Decreto nº
amparado por regime próprio de previdência 6.722, de 2008).
social;
Art. 14-A. O produtor rural pessoa física
l) o servidor contratado pela União, Estado, poderá realizar contratação de trabalhador
Distrito Federal ou Município, bem como pelas rural por pequeno prazo para o exercício de
respectivas autarquias e fundações, por tempo atividades de natureza temporária. (Incluído
pela Lei nº 11.718, de 2008)
determinado, para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público, nos
termos do inciso IX do art. 37 da Constituição
Federal;
II - como empregado doméstico - aquele que e) o titular de firma individual urbana ou
presta serviço de natureza contínua, mediante rural; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito 1999)
residencial desta, em atividade sem fins
lucrativos; f) o diretor não empregado e o membro de
conselho de administração na sociedade
III e IV (Revogados pelo Decreto nº 3.265, de anônima; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265,
1999) de 1999)

V - como contribuinte individual: (Redação g) todos os sócios, nas sociedades em nome


dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)) coletivo e de capital e indústria; (Incluída pelo
Decreto nº 3.265, de 1999)
a) a pessoa física, proprietária ou não, que
explora atividade agropecuária, a qualquer h) o sócio gerente e o sócio cotista que recebam
título, em caráter permanente ou temporário, remuneração decorrente de seu trabalho e o
em área, contínua ou descontínua, superior a administrador não empregado na sociedade por
quatro módulos fiscais; ou, quando em área cotas de responsabilidade limitada, urbana ou
igual ou inferior a quatro módulos fiscais ou rural; (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de
atividade pesqueira ou extrativista, com auxílio 2003)
de empregados ou por intermédio de prepostos;
ou ainda nas hipóteses dos §§ 8º e 23 deste i) o associado eleito para cargo de direção em
artigo; (Redação dada pelo Decreto nº 6.722, de cooperativa, associação ou entidade de
2008). qualquer natureza ou finalidade, bem como o
síndico ou administrador eleito para exercer
§ 8º Não é segurado especial o membro de atividade de direção condominial, desde que
grupo familiar que possuir outra fonte de recebam remuneração; (Incluída pelo Decreto
rendimento, exceto se decorrente de: nº 3.265, de 1999)

§ 23 O segurado especial fica excluído dessa j) quem presta serviço de natureza urbana ou
categoria:
rural, em caráter eventual, a uma ou mais
empresas, sem relação de emprego; (Incluída
b) a pessoa física, proprietária ou não, que
pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
explora atividade de extração mineral - garimpo
-, em caráter permanente ou temporário, l) a pessoa física que exerce, por conta própria,
diretamente ou por intermédio de prepostos, atividade econômica de natureza urbana, com
com ou sem o auxílio de empregados, utilizados fins lucrativos ou não; (Incluída pelo Decreto nº
a qualquer título, ainda que de forma não 3.265, de 1999)
contínua; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265,
de 1999) m) o aposentado de qualquer regime
previdenciário nomeado magistrado classista
c) o ministro de confissão religiosa e o membro temporário da Justiça do Trabalho, na forma
de instituto de vida consagrada, de congregação dos incisos II do § 1º do art. 111 ou III do art.
ou de ordem religiosa; (Redação dada pelo 115 ou do parágrafo único do art. 116 da
Decreto nº 4.079, de 2002) Constituição Federal, ou nomeado magistrado
da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do
d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para
art. 119 ou III do § 1º do art. 120 da Constituição
organismo oficial internacional do qual o Brasil é
Federal; (Incluída pelo Decreto nº 3.265, de
membro efetivo, ainda que lá domiciliado e
1999)
contratado, salvo quando coberto por regime
próprio de previdência social; (Redação dada n) o cooperado de cooperativa de produção que,
pelo Decreto nº 3.265, de 1999) nesta condição, presta serviço à sociedade
cooperativa mediante remuneração ajustada ao
trabalho executado; e (Incluída pelo Decreto nº de: (Redação dada pelo Decreto nº 6.722, de
4.032, de 2001) 2008).

o) (Revogado pelo Decreto nº 7.054, de 2009) a) produtor, seja ele proprietário, usufrutuário,
possuidor, assentado, parceiro ou meeiro
p) o Micro Empreendedor Individual - MEI de outorgados, comodatário ou arrendatário rurais,
que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei que explore atividade: (Incluído pelo Decreto nº
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 6.722, de 2008).
2006, que opte pelo recolhimento dos impostos
e contribuições abrangidos pelo Simples 1. agropecuária em área contínua ou não de até
Nacional em valores fixos mensais; (Incluído quatro módulos fiscais; ou (Incluído pelo
pelo Decreto nº 6.722, de 2008). Decreto nº 6.722, de 2008).

VI - como trabalhador avulso - aquele que, 2. de seringueiro ou extrativista vegetal na


sindicalizado ou não, presta serviço de natureza coleta e extração, de modo sustentável, de
urbana ou rural, a diversas empresas, sem recursos naturais renováveis, e faça dessas
vínculo empregatício, com a intermediação atividades o principal meio de vida; (Incluído
obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
termos da Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de
1993, ou do sindicato da categoria, assim b) pescador artesanal ou a este assemelhado,
considerados: que faça da pesca profissão habitual ou principal
meio de vida; e (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
a) o trabalhador que exerce atividade portuária de 2008).
de capatazia, estiva, conferência e conserto de
carga, vigilância de embarcação e bloco; c) cônjuge ou companheiro, bem como filho
maior de dezesseis anos de idade ou a este
b) o trabalhador de estiva de mercadorias de equiparado, do segurado de que tratam as
qualquer natureza, inclusive carvão e minério; alíneas “a” e “b” deste inciso, que,
comprovadamente, tenham participação ativa
c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para nas atividades rurais do grupo familiar. (Incluído
carga e descarga de navios); pelo Decreto nº 6.722, de 2008).

d) o amarrador de embarcação; § 1º O aposentado pelo Regime Geral de


Previdência Social que voltar a exercer atividade
e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; abrangida por este regime é segurado
obrigatório em relação a essa atividade, ficando
f) o trabalhador na indústria de extração de sal; sujeito às contribuições de que trata este
Regulamento.
g) o carregador de bagagem em porto;
§ 2º Considera-se diretor empregado aquele
h) o prático de barra em porto; que, participando ou não do risco econômico do
empreendimento, seja contratado ou promovido
i) o guindasteiro; e para cargo de direção das sociedades anônimas,
mantendo as características inerentes à relação
j) o classificador, o movimentador e o de emprego.
empacotador de mercadorias em portos; e
§ 3º Considera-se diretor não empregado aquele
VII - como segurado especial: a pessoa física que, participando ou não do risco econômico do
residente no imóvel rural ou em aglomerado empreendimento, seja eleito, por assembleia
urbano ou rural próximo que, individualmente geral dos acionistas, para cargo de direção das
ou em regime de economia familiar, ainda que sociedades anônimas, não mantendo as
com o auxílio eventual de terceiros, na condição características inerentes à relação de emprego.
§ 4º Entende-se por serviço prestado em caráter reembalagem, marcação, remarcação,
não eventual aquele relacionado direta ou carimbagem, etiquetagem, abertura de volumes
indiretamente com as atividades normais da para vistoria e posterior recomposição;
empresa.
V - vigilância de embarcações - a atividade de
§ 5º Entende-se como regime de economia fiscalização da entrada e saída de pessoas a
familiar a atividade em que o trabalho dos bordo das embarcações atracadas ou fundeadas
membros da família é indispensável à própria ao largo, bem como da movimentação de
subsistência e ao desenvolvimento mercadorias nos portalós, rampas, porões,
socioeconômico do núcleo familiar e é exercido conveses, plataformas e em outros locais da
em condições de mútua dependência e embarcação; e
colaboração, sem a utilização de empregados
permanentes. (Redação dada pelo Decreto nº VI - bloco - a atividade de limpeza e conservação
6.722, de 2008). de embarcações mercantes e de seus tanques,
incluindo batimento de ferrugem, pintura,
§ 6º Entende-se como auxílio eventual de reparo de pequena monta e serviços correlatos.
terceiros o que é exercido ocasionalmente, em
condições de mútua colaboração, não existindo § 8º Não é segurado especial o membro de
subordinação nem remuneração. grupo familiar que possuir outra fonte de
rendimento, exceto se decorrente de: (Redação
§ 7º Para efeito do disposto na alínea "a" do dada pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
inciso VI do caput, entende-se por:
I - benefício de pensão por morte, auxílio-
I - capatazia - a atividade de movimentação de acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não
mercadorias nas instalações de uso público, supere o do menor benefício de prestação
compreendendo o recebimento, conferência, continuada da previdência social; (Redação dada
transporte interno, abertura de volumes para pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
conferência aduaneira, manipulação, arrumação
e entrega, bem como o carregamento e II - benefício previdenciário pela participação em
descarga de embarcações, quando efetuados plano de previdência complementar instituído
por aparelhamento portuário; nos termos do inciso III do § 18 deste
artigo; (Redação dada pelo Decreto nº 6.722, de
II - estiva - a atividade de movimentação de 2008).
mercadorias nos conveses ou nos porões das
embarcações principais ou auxiliares, incluindo III - exercício de atividade remunerada em
transbordo, arrumação, peação e despeação, período de entressafra ou do defeso, não
bem como o carregamento e a descarga das superior a cento e vinte dias, corridos ou
mesmas, quando realizados com equipamentos intercalados, no ano civil, observado o disposto
de bordo; no § 22 deste artigo; (Incluído pelo Decreto nº
6.722, de 2008).
III - conferência de carga - a contagem de
volumes, anotação de suas características, IV - exercício de mandato eletivo de dirigente
procedência ou destino, verificação do estado sindical de organização da categoria de
das mercadorias, assistência à pesagem, trabalhadores rurais; (Incluído pelo Decreto nº
conferência do manifesto e demais serviços 6.722, de 2008).
correlatos, nas operações de carregamento e
descarga de embarcações; V - exercício de mandato de vereador do
município onde desenvolve a atividade rural, ou
IV - conserto de carga - o reparo e a restauração de dirigente de cooperativa rural constituída
das embalagens de mercadoria, nas operações exclusivamente por segurados especiais,
de carregamento e descarga de embarcações, observado o disposto no § 22 deste
artigo; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de dessas atividades, observada, para os segurados
2008). inscritos até 29 de novembro de 1999 e sujeitos
a salário-base, a tabela de transitoriedade de
VI - parceria ou meação outorgada na forma e que trata o § 2º do art. 278-A e, para os
condições estabelecidas no inciso I do § 18 segurados inscritos a partir daquela data, o
deste artigo; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de disposto no inciso III do caput do art.
2008). 214. (Redação dada pelo Decreto nº 3.452, de
2000)
VII - atividade artesanal desenvolvida com
matéria-prima produzida pelo respectivo grupo § 14. Considera-se pescador artesanal aquele
familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de que, individualmente ou em regime de
outra origem, desde que, nesse caso, a renda economia familiar, faz da pesca sua profissão
mensal obtida na atividade não exceda ao habitual ou meio principal de vida, desde
menor benefício de prestação continuada da que: (Redação dada pelo Decreto nº 3.668, de
previdência social; e (Incluído pelo Decreto nº 2000)
6.722, de 2008).
I - não utilize embarcação; ou (Redação dada
VIII - atividade artística, desde que em valor pelo Decreto nº 8.424, de 2015)
mensal inferior ao menor benefício de prestação
continuada da previdência social. (Incluído pelo II - utilize embarcação de pequeno porte, nos
Decreto nº 6.722, de 2008). termos da Lei nº 11.959, de 29 de junho de
2009. (Redação dada pelo Decreto nº 8.424, de
§ 9º Para os fins previstos nas alíneas "a" e "b" 2015)
do inciso V do caput, entende-se que a pessoa
física, proprietária ou não, explora atividade III - (Revogado pelo Decreto nº 8.424, de 2015)
através de prepostos quando, na condição de
parceiro outorgante, desenvolve atividade § 15. Enquadram-se nas situações previstas nas
agropecuária, pesqueira ou de extração de alíneas "j" e "l" do inciso V do caput, entre
minerais por intermédio de parceiros ou outros: (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de
meeiros. 1999)

§ 10. O dirigente sindical mantém, durante o I - o condutor autônomo de veículo rodoviário,


exercício do mandato, o mesmo enquadramento assim considerado aquele que exerce atividade
no Regime Geral de Previdência Social de antes profissional sem vínculo empregatício, quando
da investidura no cargo. proprietário, co-proprietário ou promitente
comprador de um só veículo;
§ 11. O magistrado da Justiça Eleitoral,
nomeado na forma do inciso II do art. 119 ou III II - aquele que exerce atividade de auxiliar de
do § 1º do art. 120 da Constituição Federal, condutor autônomo de veículo rodoviário, em
mantém o mesmo enquadramento no Regime automóvel cedido em regime de colaboração,
Geral de Previdência Social de antes da nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de
investidura no cargo. (Redação dada pelo 1974;
Decreto nº 4.729, de 2003)
III - aquele que, pessoalmente, por conta
§ 12. O exercício de atividade remunerada própria e a seu risco, exerce pequena atividade
sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de comercial em via pública ou de porta em porta,
Previdência Social. como comerciante ambulante, nos termos da Lei
nº 6.586, de 6 de novembro de 1978;
§ 13. Aquele que exerce, concomitantemente,
mais de uma atividade remunerada sujeita ao IV - o trabalhador associado a cooperativa que,
Regime Geral de Previdência Social - RGPS é nessa qualidade, presta serviços a terceiros;
obrigatoriamente filiado em relação a cada uma
V - o membro de conselho fiscal de sociedade § 16. Aplica-se o disposto na alínea "i" do inciso
por ações; I do caput ao ocupante de cargo de Ministro de
Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou
VI - aquele que presta serviço de natureza não Municipal, sem vínculo efetivo com a União,
contínua, por conta própria, a pessoa ou família, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos; autarquias, ainda que em regime especial, e
fundações. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de
VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros 1999)
ou registrador, titular de cartório, que detêm a
delegação do exercício da atividade notarial e de § 17. (Revogado pelo Decreto nº 8.424, de
registro, não remunerados pelos cofres públicos, 2015)
admitidos a partir de 21 de novembro de 1994;
§ 18. Não descaracteriza a condição de
VIII - aquele que, na condição de pequeno segurado especial: (Redação dada pelo Decreto
feirante, compra para revenda produtos nº 6.722, de 2008).
hortifrutigranjeiros ou assemelhados;
I - a outorga, por meio de contrato escrito de
IX - a pessoa física que edifica obra de parceria, meação ou comodato, de até
construção civil; cinquenta por cento de imóvel rural cuja área
total, contínua ou descontínua, não seja
X - o médico residente de que trata a Lei superior a quatro módulos fiscais, desde que
nº 6.932, de 7 de julho de 1981. (Redação dada outorgante e outorgado continuem a exercer a
pelo Decreto nº 4.729, de 2003) respectiva atividade, individualmente ou em
regime de economia familiar; (Incluído pelo
XI - o pescador que trabalha em regime de Decreto nº 6.722, de 2008).
parceria, meação ou arrendamento, em
embarcação de médio ou grande porte, nos II - a exploração da atividade turística da
termos da Lei nº 11.959, de 2009; (Redação propriedade rural, inclusive com hospedagem,
dada pelo Decreto nº 8.424, de 2015) por não mais de cento e vinte dias ao
ano; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
XII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei
nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964. III - a participação em plano de previdência
complementar instituído por entidade classista a
XIII - o bolsista da Fundação Habitacional do que seja associado, em razão da condição de
Exército contratado em conformidade com a Lei trabalhador rural ou de produtor rural em
nº 6.855, de 18 de novembro de 1980; regime de economia familiar; (Incluído pelo
e (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999) Decreto nº 6.722, de 2008).

XIV - o árbitro e seus auxiliares que atuam em IV - a participação como beneficiário ou


conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de integrante de grupo familiar que tem algum
março de 1998.(Incluído pelo Decreto nº 3.265, componente que seja beneficiário de programa
de 1999) assistencial oficial de governo; (Incluído pelo
Decreto nº 6.722, de 2008).
XV - o membro de conselho tutelar de que trata
o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de V - a utilização pelo próprio grupo familiar de
1990, quando remunerado; (Incluído pelo processo de beneficiamento ou industrialização
Decreto nº 4.032, de 2001) artesanal, na exploração da atividade, de acordo
com o disposto no § 25; e (Incluído pelo Decreto
XVI - o interventor, o liquidante, o administrador nº 6.722, de 2008).
especial e o diretor fiscal de instituição
financeira de que trata o § 6º do art.
201. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
VI - a associação a cooperativa b) se enquadrar em qualquer outra categoria de
agropecuária. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, segurado obrigatório do Regime Geral de
de 2008). Previdência Social, ressalvado o disposto nos
incisos III, V, VII e VIII do § 8º deste artigo, sem
§ 19. Os segurados de que trata o art. 199-A prejuízo do disposto no art. 13; e (Incluído pelo
terão identificação específica nos registros da Decreto nº 6.722, de 2008).
Previdência Social. (Incluído pelo Decreto nº
6.042, de 2007). c) se tornar segurado obrigatório de outro
regime previdenciário; (Incluído pelo Decreto nº
§ 20. Para os fins deste artigo, considera-se que 6.722, de 2008).
o segurado especial reside em aglomerado
urbano ou rural próximo ao imóvel rural onde II - a contar do primeiro dia do mês subsequente
desenvolve a atividade quando resida no mesmo ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que
município de situação do imóvel onde pertence exceder o limite de: (Incluído pelo
desenvolve a atividade rural, ou em município Decreto nº 6.722, de 2008).
contíguo ao em que desenvolve a atividade
rural. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008). a) utilização de trabalhadores nos termos do §
21 deste artigo; (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
§ 21. O grupo familiar poderá utilizar-se de de 2008).
empregado, inclusive daquele referido na alínea
“r” do inciso I do caput deste artigo, ou de b) dias em atividade remunerada estabelecidos
trabalhador de que trata a alínea “j” do inciso V, no inciso III do § 8º deste artigo; e (Incluído
em épocas de safra, à razão de no máximo cento pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
e vinte pessoas/dia dentro do ano civil, em
períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por c) dias de hospedagem a que se refere o inciso II
tempo equivalente em horas de trabalho, à do § 18 deste artigo. (Incluído pelo Decreto nº
razão de oito horas/dia e quarenta e quatro 6.722, de 2008).
horas/semana. (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
de 2008). § 24. Aplica-se o disposto na alínea “a” do
inciso V do caput deste artigo ao cônjuge ou
§ 22. O disposto nos incisos III e V do § 8º deste companheiro do produtor que participe da
artigo não dispensa o recolhimento da atividade rural por este explorada. (Incluído pelo
contribuição devida em relação ao exercício das Decreto nº 6.722, de 2008).
atividades de que tratam os referidos
incisos. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de § 25. Considera-se processo de beneficiamento
2008). ou industrialização artesanal aquele realizado
diretamente pelo próprio produtor rural pessoa
§ 23. O segurado especial fica excluído dessa física, observado o disposto no § 5º do art. 200,
categoria: (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de desde que não esteja sujeito à incidência do
2008). Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI
§ 26. É considerado MEI o empresário individual
I - a contar do primeiro dia do mês em a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de
que: (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008). 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, que tenha
auferido receita bruta, no ano-calendário
a) deixar de satisfazer as condições anterior, de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil
estabelecidas no inciso VII do caput deste reais), optante pelo Simples Nacional e que não
artigo, sem prejuízo do disposto no art. 13, ou esteja impedido de optar pela sistemática de
exceder qualquer dos limites estabelecidos no recolhimento mencionada na alínea “p” do
inciso I do § 18 deste artigo; (Incluído pelo inciso V do caput. (Incluído pelo Decreto nº
Decreto nº 6.722, de 2008). 6.722, de 2008).
Art. 10. O servidor civil ocupante de cargo IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que
efetivo ou o militar da União, Estado, Distrito presta serviço no exterior;
Federal ou Município, bem como o das
respectivas autarquias e fundações, são V - aquele que deixou de ser segurado
excluídos do Regime Geral de Previdência Social obrigatório da previdência social;
consubstanciado neste Regulamento, desde que
amparados por regime próprio de previdência VI - o membro de conselho tutelar de que trata
social. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de
1999) 1990, quando não esteja vinculado a qualquer
regime de previdência social;
§ 1º Caso o servidor ou o militar, amparados por
regime próprio de previdência social, sejam VII - o bolsista e o estagiário que prestam
requisitados para outro órgão ou entidade cujo serviços a empresa de acordo com a Lei
regime previdenciário não permita a filiação nº 6.494, de 1977;
nessa condição, permanecerão vinculados ao
regime de origem, obedecidas às regras que VIII - o bolsista que se dedique em tempo
cada ente estabeleça acerca de sua integral a pesquisa, curso de especialização, pós-
contribuição. (Redação dada pelo Decreto nº graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou
3.265, de 1999) no exterior, desde que não esteja vinculado a
qualquer regime de previdência social;
§ 2º Caso o servidor ou o militar venham a
exercer, concomitantemente, uma ou mais IX - o presidiário que não exerce atividade
atividades abrangidas pelo Regime Geral de remunerada nem esteja vinculado a qualquer
Previdência Social, tornar-se-ão segurados regime de previdência social; (Redação dada
obrigatórios em relação a essas pelo Decreto nº 7.054, de 2009)
atividades. (Redação dada pelo Decreto nº
3.265, de 1999) X - o brasileiro residente ou domiciliado no
exterior, salvo se filiado a regime previdenciário
§ 3º Entende-se por regime próprio de de país com o qual o Brasil mantenha acordo
previdência social o que assegura pelo menos as
internacional; e (Redação dada pelo Decreto nº
aposentadorias e pensão por morte previstas
7.054, de 2009)
no art. 40 da Constituição Federal. (Redação
dada pelo Decreto nº 3.452, de 2000))
XI - o segurado recolhido à prisão sob regime
Art. 11. É segurado facultativo o maior de fechado ou semi-aberto, que, nesta condição,
dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime preste serviço, dentro ou fora da unidade penal,
Geral de Previdência Social, mediante a uma ou mais empresas, com ou sem
contribuição, na forma do art. 199, desde que intermediação da organização carcerária ou
não esteja exercendo atividade remunerada que entidade afim, ou que exerce atividade artesanal
o enquadre como segurado obrigatório da por conta própria. (Incluído pelo Decreto nº
previdência social. 7.054, de 2009)

§ 1º Podem filiar-se facultativamente, entre § 2º É vedada a filiação ao Regime Geral de


outros: Previdência Social, na qualidade de segurado
facultativo, de pessoa participante de regime
I - a dona-de-casa; próprio de previdência social, salvo na hipótese
de afastamento sem vencimento e desde que
II - o síndico de condomínio, quando não não permitida, nesta condição, contribuição ao
remunerado; respectivo regime próprio.

III - o estudante;
§ 3º A filiação na qualidade de segurado II - empregador doméstico - aquele que admite
facultativo representa ato volitivo, gerando a seu serviço, mediante remuneração, sem
efeito somente a partir da inscrição e do finalidade lucrativa, empregado doméstico.
primeiro recolhimento, não podendo retroagir e
não permitindo o pagamento de contribuições Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para
relativas a competências anteriores à data da os efeitos deste Regulamento: (Redação dada
inscrição, ressalvado o § 3º do art. 28. pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

§ 4º Após a inscrição, o segurado facultativo I - o contribuinte individual, em relação a


somente poderá recolher contribuições em segurado que lhe presta serviço; (Redação dada
atraso quando não tiver ocorrido perda da pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
qualidade de segurado, conforme o disposto no
inciso VI do art. 13. II - a cooperativa, a associação ou a entidade de
qualquer natureza ou finalidade, inclusive a
Art. 12. Consideram-se: missão diplomática e a repartição consular de
carreiras estrangeiras;
I - empresa - a firma individual ou a sociedade
que assume o risco de atividade econômica III - o operador portuário e o órgão gestor de
urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem mão-de-obra de que trata a Lei nº 8.630, de
como os órgãos e as entidades da administração 1993; e
pública direta, indireta e fundacional; e
IV - o proprietário ou dono de obra de
construção civil, quando pessoa física, em
relação a segurado que lhe presta serviço.

Seção II
Dos Dependentes

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de econômica na forma estabelecida no § 3º do


Previdência Social, na condição de dependentes art. 22, o enteado e o menor que esteja sob sua
do segurado: tutela e desde que não possua bens suficientes
para o próprio sustento e educação. (Redação
I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
filho não emancipado de qualquer condição,
menor de vinte e um anos ou inválido; § 4º O menor sob tutela somente poderá ser
equiparado aos filhos do segurado mediante
II - os pais; ou apresentação de termo de tutela.

III - o irmão não emancipado, de qualquer § 5º Considera-se companheira ou companheiro


condição, menor de vinte e um anos ou inválido. a pessoa que mantenha união estável com o
segurado ou segurada.
§ 1º Os dependentes de uma mesma classe
concorrem em igualdade de condições. § 6o Considera-se união estável aquela
configurada na convivência pública, contínua e
§ 2º A existência de dependente de qualquer duradoura entre o homem e a mulher,
das classes deste artigo exclui do direito às estabelecida com intenção de constituição de
prestações os das classes seguintes. família, observado o § 1º do art. 1.723 do
Código Civil, instituído pela Lei nº 10.406, de 10
§ 3º Equiparam-se aos filhos, nas condições do de janeiro de 2002. (Redação dada pelo Decreto
inciso I, mediante declaração escrita do nº 6.384, de 2008).
segurado, comprovada a dependência
§ 7º A dependência econômica das pessoas de b) do casamento; (Incluído pelo Decreto nº
que trata o inciso I é presumida e a das demais 6.939, de 2009)
deve ser comprovada.
c) do início do exercício de emprego público
Art. 17. A perda da qualidade de dependente efetivo; (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de
ocorre: 2009)

I - para o cônjuge, pela separação judicial ou d) da constituição de estabelecimento civil ou


divórcio, enquanto não lhe for assegurada a comercial ou da existência de relação de
prestação de alimentos, pela anulação do emprego, desde que, em função deles, o menor
casamento, pelo óbito ou por sentença judicial com dezesseis anos completos tenha economia
transitada em julgado; própria; ou (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de
2009)
II - para a companheira ou companheiro, pela
cessação da união estável com o segurado ou e) da concessão de emancipação, pelos pais, ou
segurada, enquanto não lhe for garantida a
de um deles na falta do outro, mediante
prestação de alimentos;
instrumento público, independentemente de
III - para o filho e o irmão, de qualquer condição, homologação judicial, ou por sentença do juiz,
ao completarem vinte e um anos de idade, salvo ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos
se inválidos, desde que a invalidez tenha completos; e (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de
ocorrido antes: (Redação dada pelo Decreto nº 2009)
6.939, de 2009)
IV - para os dependentes em geral:
a) de completarem vinte e um anos de
idade; (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de 2009) a) pela cessação da invalidez; ou

b) pelo falecimento.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Capítulo I
DOS BENEFICIÁRIOS

Art. 10. Os beneficiários do Regime Geral de segurados e dependentes, nos termos das
Previdência Social classificam-se como Seções I e II deste capítulo.

Seção I
Dos Segurados

Art. 11. São segurados obrigatórios da sob sua subordinação e mediante remuneração,
Previdência Social as seguintes pessoas inclusive como diretor empregado;
físicas: (Redação dada pela Lei nº 8.647, de
1993) b) aquele que, contratado por empresa de
trabalho temporário, definida em legislação
I - como empregado: (Redação dada pela Lei nº específica, presta serviço para atender a
8.647, de 1993) necessidade transitória de substituição de
pessoal regular e permanente ou a acréscimo
a) aquele que presta serviço de natureza urbana extraordinário de serviços de outras empresas;
ou rural à empresa, em caráter não eventual,
c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e família, no âmbito residencial desta, em
contratado no Brasil para trabalhar como atividades sem fins lucrativos;
empregado em sucursal ou agência de empresa
nacional no exterior; III (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999)
IV - (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999)
d) aquele que presta serviço no Brasil a missão a) (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999)
diplomática ou a repartição consular de carreira b) (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999)
estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a
membros dessas missões e repartições, V - como contribuinte individual: (Redação
excluídos o não-brasileiro sem residência dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
permanente no Brasil e o brasileiro amparado
pela legislação previdenciária do país da a) a pessoa física, proprietária ou não, que
respectiva missão diplomática ou repartição explora atividade agropecuária, a qualquer
consular; título, em caráter permanente ou temporário,
em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais;
e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no ou, quando em área igual ou inferior a 4
exterior, em organismos oficiais brasileiros ou (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira,
internacionais dos quais o Brasil seja membro com auxílio de empregados ou por intermédio
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§
salvo se segurado na forma da legislação vigente 9º e 10 deste artigo; (Redação dada pela Lei nº
do país do domicílio; 11.718, de 2008)

f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e b) a pessoa física, proprietária ou não, que


contratado no Brasil para trabalhar como explora atividade de extração mineral - garimpo,
empregado em empresa domiciliada no exterior, em caráter permanente ou temporário,
cuja maioria do capital votante pertença a diretamente ou por intermédio de prepostos,
empresa brasileira de capital nacional; com ou sem o auxílio de empregados, utilizados
a qualquer título, ainda que de forma não
g) o servidor público ocupante de cargo em contínua; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de
comissão, sem vínculo efetivo com a União, 26.11.99)
Autarquias, inclusive em regime especial, e
Fundações Públicas Federais. (Incluída pela Lei c) o ministro de confissão religiosa e o membro
nº 8.647, de 1993) de instituto de vida consagrada, de congregação
ou de ordem religiosa; (Redação dada pela Lei
h) o exercente de mandato eletivo federal, nº 10.403, de 8.1.2002)
estadual ou municipal, desde que não vinculado
a regime próprio de previdência social; (Incluída d) (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999)
pela Lei nº 9.506, de 1997)
e) o brasileiro civil que trabalha no exterior para
i) o empregado de organismo oficial organismo oficial internacional do qual o Brasil é
internacional ou estrangeiro em funcionamento membro efetivo, ainda que lá domiciliado e
no Brasil, salvo quando coberto por regime contratado, salvo quando coberto por regime
próprio de previdência social; (Incluída pela Lei próprio de previdência social; (Redação dada
nº 9.876, de 26.11.99) pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

j) o exercente de mandato eletivo federal, f) o titular de firma individual urbana ou rural, o


estadual ou municipal, desde que não vinculado diretor não empregado e o membro de conselho
a regime próprio de previdência social; (Incluído de administração de sociedade anônima, o sócio
pela Lei nº 10.887, de 2004) solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e
o sócio cotista que recebam remuneração
II - como empregado doméstico: aquele que decorrente de seu trabalho em empresa urbana
presta serviço de natureza contínua a pessoa ou
ou rural, e o associado eleito para cargo de c) cônjuge ou companheiro, bem como filho
direção em cooperativa, associação ou entidade maior de 16 (dezesseis) anos de idade ou a este
de qualquer natureza ou finalidade, bem como o equiparado, do segurado de que tratam as
síndico ou administrador eleito para exercer alíneas a e b deste inciso, que,
atividade de direção condominial, desde que comprovadamente, trabalhem com o grupo
recebam remuneração; (Incluído pela Lei nº familiar respectivo. (Incluído pela Lei nº 11.718,
9.876, de 26.11.99) de 2008)

g) quem presta serviço de natureza urbana ou § 1º Entende-se como regime de economia


rural, em caráter eventual, a uma ou mais familiar a atividade em que o trabalho dos
empresas, sem relação de emprego; (Incluído membros da família é indispensável à própria
pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) subsistência e ao desenvolvimento
socioeconômico do núcleo familiar e é exercido
h) a pessoa física que exerce, por conta própria, em condições de mútua dependência e
atividade econômica de natureza urbana, com colaboração, sem a utilização de empregados
fins lucrativos ou não; (Incluído pela Lei nº permanentes. (Redação dada pela Lei nº 11.718,
9.876, de 26.11.99) de 2008)

VI - como trabalhador avulso: quem presta, a § 2º Todo aquele que exercer,


diversas empresas, sem vínculo empregatício, concomitantemente, mais de uma atividade
serviço de natureza urbana ou rural definidos no remunerada sujeita ao Regime Geral de
Regulamento; Previdência Social é obrigatoriamente filiado em
relação a cada uma delas.
VII – como segurado especial: a pessoa física
residente no imóvel rural ou em aglomerado § 3º O aposentado pelo Regime Geral de
urbano ou rural próximo a ele que, Previdência Social–RGPS que estiver exercendo
individualmente ou em regime de economia ou que voltar a exercer atividade abrangida por
familiar, ainda que com o auxílio eventual de este Regime é segurado obrigatório em relação
terceiros, na condição de: (Redação dada pela a essa atividade, ficando sujeito às contribuições
Lei nº 11.718, de 2008) de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, para fins de custeio da Seguridade
a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, Social. (Incluído pela Lei nº 9.032, de 1995)
possuidor, assentado, parceiro ou meeiro
outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, § 4º O dirigente sindical mantém, durante o
que explore atividade: (Incluído pela Lei nº exercício do mandato eletivo, o mesmo
11.718, de 2008) enquadramento no Regime Geral de Previdência
Social-RGPS de antes da investidura. (Incluído
1. agropecuária em área de até 4 (quatro) pela Lei nº 9.528, de 1997)
módulos fiscais; (Incluído pela Lei nº 11.718, de
2008) § 5º Aplica-se o disposto na alínea g do inciso I
do caput ao ocupante de cargo de Ministro de
2. de seringueiro ou extrativista vegetal que Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou
exerça suas atividades nos termos do inciso XII Municipal, sem vínculo efetivo com a União,
do caput do art. 2º da Lei nº 9.985, de 18 de Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
julho de 2000, e faça dessas atividades o autarquias, ainda que em regime especial, e
principal meio de vida; (Incluído pela Lei nº fundações. (Incluído pela Lei nº 9.876, de
11.718, de 2008) 26.11.99)

b) pescador artesanal ou a este assemelhado § 6º Para serem considerados segurados


que faça da pesca profissão habitual ou principal especiais, o cônjuge ou companheiro e os filhos
meio de vida; e (Incluído pela Lei nº 11.718, de maiores de 16 (dezesseis) anos ou os a estes
2008)
equiparados deverão ter participação ativa nas VI - a associação em cooperativa agropecuária;
atividades rurais do grupo familiar. (Incluído pela e (Redação dada pela Lei nº 12.873, de 2013)
Lei nº 11.718, de 2008)
VII - a incidência do Imposto Sobre Produtos
§ 7º O grupo familiar poderá utilizar-se de Industrializados - IPI sobre o produto das
empregados contratados por prazo determinado atividades desenvolvidas nos termos do §
ou de trabalhador de que trata a alínea g do 12. (Incluído pela Lei nº 12.873, de
inciso V do caput, à razão de no máximo 120 2013) (Produção de efeito)
(cento e vinte) pessoas por dia no ano civil, em
períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por § 9º Não é segurado especial o membro de
tempo equivalente em horas de trabalho, não grupo familiar que possuir outra fonte de
sendo computado nesse prazo o período de rendimento, exceto se decorrente de: (Incluído
afastamento em decorrência da percepção de pela Lei nº 11.718, de 2008)
auxílio-doença. (Redação dada pela Lei nº
12.873, de 2013) I – benefício de pensão por morte, auxílio-
acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não
§ 8º Não descaracteriza a condição de segurado supere o do menor benefício de prestação
especial: (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) continuada da Previdência Social; (Incluído pela
Lei nº 11.718, de 2008)
I – a outorga, por meio de contrato escrito de
parceria, meação ou comodato, de até 50% II – benefício previdenciário pela participação
(cinquenta por cento) de imóvel rural cuja área em plano de previdência complementar
total não seja superior a 4 (quatro) módulos instituído nos termos do inciso IV do § 8º deste
fiscais, desde que outorgante e outorgado artigo; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008)
continuem a exercer a respectiva atividade,
individualmente ou em regime de economia III - exercício de atividade remunerada em
familiar; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) período não superior a 120 (cento e vinte) dias,
corridos ou intercalados, no ano civil, observado
II – a exploração da atividade turística da o disposto no § 13 do art. 12 da Lei nº 8.212, de
propriedade rural, inclusive com hospedagem, 24 de julho de 1991; (Redação dada pela Lei nº
por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao 12.873, de 2013)
ano; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008)
IV – exercício de mandato eletivo de dirigente
III – a participação em plano de previdência sindical de organização da categoria de
complementar instituído por entidade classista a trabalhadores rurais; (Incluído pela Lei nº
que seja associado em razão da condição de 11.718, de 2008)
trabalhador rural ou de produtor rural em
regime de economia familiar; e (Incluído pela Lei V – exercício de mandato de vereador do
nº 11.718, de 2008) Município em que desenvolve a atividade rural
ou de dirigente de cooperativa rural constituída,
IV – ser beneficiário ou fazer parte de grupo exclusivamente, por segurados especiais,
familiar que tem algum componente que seja observado o disposto no § 13 do art. 12 da Lei
beneficiário de programa assistencial oficial de nº 8.212, de 24 de julho de 1991; (Incluído pela
governo; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) Lei nº 11.718, de 2008)

V – a utilização pelo próprio grupo familiar, na VI – parceria ou meação outorgada na forma e


exploração da atividade, de processo de condições estabelecidas no inciso I do §
beneficiamento ou industrialização artesanal, na 8º deste artigo; (Incluído pela Lei nº 11.718, de
forma do § 11 do art. 25 da Lei nº 8.212, de 24 2008)
de julho de 1991; e (Incluído pela Lei nº 11.718,
de 2008) VII – atividade artesanal desenvolvida com
matéria-prima produzida pelo respectivo grupo
familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de b) dias em atividade remunerada estabelecidos
outra origem, desde que a renda mensal obtida no inciso III do § 9º deste artigo; e (Incluído pela
na atividade não exceda ao menor benefício de Lei nº 11.718, de 2008)
prestação continuada da Previdência Social;
e (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) c) dias de hospedagem a que se refere o inciso II
do § 8º deste artigo. (Incluído pela Lei nº
VIII – atividade artística, desde que em valor 11.718, de 2008)
mensal inferior ao menor benefício de prestação
continuada da Previdência Social. (Incluído pela § 11. Aplica-se o disposto na alínea a do inciso V
Lei nº 11.718, de 2008) do caput deste artigo ao cônjuge ou
companheiro do produtor que participe da
§ 10. O segurado especial fica excluído dessa atividade rural por este explorada. (Incluído pela
categoria: (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) Lei nº 11.718, de 2008)

I – a contar do primeiro dia do mês em § 12. A participação do segurado especial em


que: (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) sociedade empresária, em sociedade simples,
como empresário individual ou como titular de
a) deixar de satisfazer as condições empresa individual de responsabilidade limitada
estabelecidas no inciso VII do caput deste de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou
artigo, sem prejuízo do disposto no art. 15 desta agroturístico, considerada microempresa nos
Lei, ou exceder qualquer dos limites termos da Lei Complementar no 123, de 14 de
estabelecidos no inciso I do § 8º deste dezembro de 2006, não o exclui de tal categoria
artigo; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) previdenciária, desde que, mantido o exercício
da sua atividade rural na forma do inciso VII
b) enquadrar-se em qualquer outra categoria de do caput e do § 1º, a pessoa jurídica componha-
segurado obrigatório do Regime Geral de se apenas de segurados de igual natureza e
Previdência Social, ressalvado o disposto nos sedie-se no mesmo Município ou em Município
incisos III, V, VII e VIII do § 9º e no § 12, sem limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas
prejuízo do disposto no art. 15; (Redação dada atividades. (Incluído pela Lei nº 12.873, de
pela Lei nº 12.873, de 2013) 2013) (Produção de efeito)

c) tornar-se segurado obrigatório de outro § 13. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.873, de
regime previdenciário; e (Redação dada pela Lei 2013) (Produção de efeito)
nº 12.873, de 2013)
Art. 12. O servidor civil ocupante de cargo
d) participar de sociedade empresária, de efetivo ou o militar da União, dos Estados, do
sociedade simples, como empresário individual Distrito Federal ou dos Municípios, bem como o
ou como titular de empresa individual de das respectivas autarquias e fundações, são
responsabilidade limitada em desacordo com as excluídos do Regime Geral de Previdência Social
limitações impostas pelo § 12; (Incluído pela Lei consubstanciado nesta Lei, desde que
nº 12.873, de 2013) (Produção de efeito) amparados por regime próprio de previdência
social. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de
II – a contar do primeiro dia do mês 26.11.99)
subsequente ao da ocorrência, quando o grupo
familiar a que pertence exceder o limite § 1º Caso o servidor ou o militar venham a
de: (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) exercer, concomitantemente, uma ou mais
atividades abrangidas pelo Regime Geral de
a) utilização de terceiros na exploração da Previdência Social, tornar-se-ão segurados
atividade a que se refere o § 7º deste obrigatórios em relação a essas atividades.
artigo; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
§ 2º Caso o servidor ou o militar, amparados por II - até 12 (doze) meses após a cessação das
regime próprio de previdência social, sejam contribuições, o segurado que deixar de exercer
requisitados para outro órgão ou entidade cujo atividade remunerada abrangida pela
regime previdenciário não permita a filiação, Previdência Social ou estiver suspenso ou
nessa condição, permanecerão vinculados ao licenciado sem remuneração;
regime de origem, obedecidas as regras que
cada ente estabeleça acerca de sua III - até 12 (doze) meses após cessar a
contribuição. (Incluído pela Lei nº 9.876, de segregação, o segurado acometido de doença de
26.11.99) segregação compulsória;

Art. 13. É segurado facultativo o maior de 14 IV - até 12 (doze) meses após o livramento, o
(quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de segurado retido ou recluso;
Previdência Social, mediante contribuição,
desde que não incluído nas disposições do art. V - até 3 (três) meses após o licenciamento, o
11. segurado incorporado às Forças Armadas para
prestar serviço militar;
Art. 14. Consideram-se:
VI - até 6 (seis) meses após a cessação das
I - empresa - a firma individual ou sociedade que contribuições, o segurado facultativo.
assume o risco de atividade econômica urbana
ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como § 1º O prazo do inciso II será prorrogado para
os órgãos e entidades da administração pública até 24 (vinte e quatro) meses se o segurado já
direta, indireta ou fundacional; tiver pago mais de 120 (cento e vinte)
contribuições mensais sem interrupção que
II - empregador doméstico - a pessoa ou família acarrete a perda da qualidade de segurado.
que admite a seu serviço, sem finalidade
lucrativa, empregado doméstico. § 2º Os prazos do inciso II ou do § 1º serão
acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado
Parágrafo único. Equipara-se a empresa, para os desempregado, desde que comprovada essa
efeitos desta Lei, o contribuinte individual em situação pelo registro no órgão próprio do
relação a segurado que lhe presta serviço, bem Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
como a cooperativa, a associação ou entidade
de qualquer natureza ou finalidade, a missão § 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado
diplomática e a repartição consular de carreira conserva todos os seus direitos perante a
estrangeiras. (Redação dada pela Lei nº 9.876, Previdência Social.
de 26.11.99)
§ 4º A perda da qualidade de segurado ocorrerá
Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, no dia seguinte ao do término do prazo fixado
independentemente de contribuições: no Plano de Custeio da Seguridade Social para
recolhimento da contribuição referente ao mês
I - sem limite de prazo, quem está em gozo de imediatamente posterior ao do final dos prazos
benefício; fixados neste artigo e seus parágrafos.

Seção II
Dos Dependentes

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o


Previdência Social, na condição de dependentes filho não emancipado, de qualquer condição,
do segurado: menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou
que tenha deficiência intelectual ou mental que
o torne absoluta ou relativamente incapaz,
assim declarado judicialmente; (Redação dada § 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-
pela Lei nº 12.470, de 2011) se a filho mediante declaração do segurado e
desde que comprovada a dependência
II - os pais; econômica na forma estabelecida no
Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528,
III - o irmão não emancipado, de qualquer de 1997)
condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou
inválido ou que tenha deficiência intelectual ou § 3º Considera-se companheira ou companheiro
mental que o torne absoluta ou relativamente a pessoa que, sem ser casada, mantém união
incapaz, assim declarado judicialmente; estável com o segurado ou com a segurada, de
(Redação dada pela Lei nº 12.470, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição
2011) (Vide Lei nº 13.135, de 2015) Federal.

IV - (Revogada pela Lei nº 9.032, de 1995) § 4º A dependência econômica das pessoas


indicadas no inciso I é presumida e a das demais
§ 1º A existência de dependente de qualquer deve ser comprovada.
das classes deste artigo exclui do direito às
prestações os das classes seguintes.

II. Espécies de prestações

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção I
Das Espécies de Prestação

Art. 25. O Regime Geral de Previdência Social f) salário-família;


compreende as seguintes prestações, expressas
em benefícios e serviços: g) salário-maternidade; e

I - Quanto ao segurado: h) auxílio-acidente;

a) aposentadoria por invalidez; II - Quanto ao dependente:

b) aposentadoria por idade; a) pensão por morte; e

c) aposentadoria por tempo de contribuição; b) auxílio-reclusão; e

d) aposentadoria especial; III - Quanto ao segurado e dependente:


reabilitação profissional.
e) auxílio-doença;
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Seção I
Das Espécies de Prestações

Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social § 2º O aposentado pelo Regime Geral de
compreende as seguintes prestações, devidas Previdência Social–RGPS que permanecer em
inclusive em razão de eventos decorrentes de atividade sujeita a este Regime, ou a ele
acidente do trabalho, expressas em benefícios e retornar, não fará jus a prestação alguma da
serviços: Previdência Social em decorrência do exercício
dessa atividade, exceto ao salário-família e à
I - Quanto ao segurado: reabilitação profissional, quando
empregado. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de
a) aposentadoria por invalidez; 1997)

b) aposentadoria por idade; § 3º O segurado contribuinte individual, que


trabalhe por conta própria, sem relação de
c) aposentadoria por tempo de trabalho com empresa ou equiparado, e o
contribuição; (Redação dada pela Lei segurado facultativo que contribuam na forma
Complementar nº 123, de 2006) do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de
julho de 1991, não farão jus à aposentadoria por
d) aposentadoria especial; tempo de contribuição. (Incluído pela Lei
Complementar nº 123, de 2006)
e) auxílio-doença;
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre
f) salário-família; pelo exercício do trabalho a serviço de empresa
ou de empregador doméstico ou pelo exercício
g) salário-maternidade; do trabalho dos segurados referidos no inciso
VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão
h) auxílio-acidente; corporal ou perturbação funcional que cause a
morte ou a perda ou redução, permanente ou
i) (Revogada pela Lei nº 8.870, de 1994) temporária, da capacidade para o
trabalho. (Redação dada pela Lei Complementar
II - Quanto ao dependente: nº 150, de 2015)
a) pensão por morte; § 1º A empresa é responsável pela adoção e uso
das medidas coletivas e individuais de proteção
b) auxílio-reclusão;
e segurança da saúde do trabalhador.
III - quanto ao segurado e dependente:
§ 2º Constitui contravenção penal, punível com
multa, deixar a empresa de cumprir as normas
a) (Revogada pela Lei nº 9.032, de 1995)
de segurança e higiene do trabalho.
b) serviço social;
§ 3º É dever da empresa prestar informações
pormenorizadas sobre os riscos da operação a
c) reabilitação profissional.
executar e do produto a manipular.
§ 1º Somente poderão beneficiar-se do auxílio-
§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência
acidente os segurados incluídos nos incisos I, II,
Social fiscalizará e os sindicatos e entidades
VI e VII do art. 11 desta Lei. (Redação dada pela
representativas de classe acompanharão o fiel
Lei Complementar nº 150, de 2015)
cumprimento do disposto nos parágrafos II - o acidente sofrido pelo segurado no local e
anteriores, conforme dispuser o Regulamento. no horário do trabalho, em consequência de:

Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo


nos termos do artigo anterior, as seguintes praticado por terceiro ou companheiro de
entidades mórbidas: trabalho;

I - doença profissional, assim entendida a b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro,


produzida ou desencadeada pelo exercício do por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
trabalho peculiar a determinada atividade e
constante da respectiva relação elaborada pelo c) ato de imprudência, de negligência ou de
Ministério do Trabalho e da Previdência Social; imperícia de terceiro ou de companheiro de
trabalho;
II - doença do trabalho, assim entendida a
adquirida ou desencadeada em função de d) ato de pessoa privada do uso da razão;
condições especiais em que o trabalho é
realizado e com ele se relacione diretamente, e) desabamento, inundação, incêndio e outros
constante da relação mencionada no inciso I. casos fortuitos ou decorrentes de força maior;

§ 1º Não são consideradas como doença do III - a doença proveniente de contaminação


trabalho: acidental do empregado no exercício de sua
atividade;
a) a doença degenerativa;
IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que
b) a inerente a grupo etário; fora do local e horário de trabalho:

c) a que não produza incapacidade laborativa; a) na execução de ordem ou na realização de


serviço sob a autoridade da empresa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado
habitante de região em que ela se desenvolva, b) na prestação espontânea de qualquer serviço
salvo comprovação de que é resultante de à empresa para lhe evitar prejuízo ou
exposição ou contato direto determinado pela proporcionar proveito;
natureza do trabalho.
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive
§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a para estudo quando financiada por esta dentro
doença não incluída na relação prevista nos de seus planos para melhor capacitação da mão-
incisos I e II deste artigo resultou das condições de-obra, independentemente do meio de
especiais em que o trabalho é executado e com locomoção utilizado, inclusive veículo de
ele se relaciona diretamente, a Previdência propriedade do segurado;
Social deve considerá-la acidente do trabalho.
d) no percurso da residência para o local de
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho ou deste para aquela, qualquer que
trabalho, para efeitos desta Lei: seja o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora
não tenha sido a causa única, haja contribuído § 1º Nos períodos destinados a refeição ou
diretamente para a morte do segurado, para descanso, ou por ocasião da satisfação de outras
redução ou perda da sua capacidade para o necessidades fisiológicas, no local do trabalho
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção ou durante este, o empregado é considerado no
médica para a sua recuperação; exercício do trabalho.
§ 2º Não é considerada agravação ou pena de multa variável entre o limite mínimo e o
complicação de acidente do trabalho a lesão limite máximo do salário de contribuição,
que, resultante de acidente de outra origem, se sucessivamente aumentada nas reincidências,
associe ou se superponha às consequências do aplicada e cobrada pela Previdência
anterior. Social. (Redação dada pela Lei Complementar nº
150, de 2015)
Art. 21-A. A perícia médica do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) considerará § 1º Da comunicação a que se refere este artigo
caracterizada a natureza acidentária da receberão cópia fiel o acidentado ou seus
incapacidade quando constatar ocorrência de dependentes, bem como o sindicato a que
nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e corresponda a sua categoria.
o agravo, decorrente da relação entre a
atividade da empresa ou do empregado § 2º Na falta de comunicação por parte da
doméstico e a entidade mórbida motivadora da empresa, podem formalizá-la o próprio
incapacidade elencada na Classificação acidentado, seus dependentes, a entidade
Internacional de Doenças (CID), em sindical competente, o médico que o assistiu ou
conformidade com o que dispuser o qualquer autoridade pública, não prevalecendo
regulamento. (Redação dada pela Lei nestes casos o prazo previsto neste artigo.
Complementar nº 150, de 2015)
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não
§ 1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar exime a empresa de responsabilidade pela falta
o disposto neste artigo quando demonstrada a do cumprimento do disposto neste artigo.
inexistência do nexo de que trata o caput deste
artigo. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006) § 4º Os sindicatos e entidades representativas
de classe poderão acompanhar a cobrança, pela
§ 2º A empresa ou o empregador doméstico Previdência Social, das multas previstas neste
poderão requerer a não aplicação do nexo artigo.
técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá
recurso, com efeito suspensivo, da empresa, do § 5º A multa de que trata este artigo não se
empregador doméstico ou do segurado ao aplica na hipótese do caput do art. 21-
Conselho de Recursos da Previdência A. (Incluído pela Lei nº 11.430, de 2006)
Social. (Redação dada pela Lei Complementar nº
150, de 2015) Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no
caso de doença profissional ou do trabalho, a
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico data do início da incapacidade laborativa para o
deverão comunicar o acidente do trabalho à exercício da atividade habitual, ou o dia da
Previdência Social até o primeiro dia útil segregação compulsória, ou o dia em que for
seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, realizado o diagnóstico, valendo para este efeito
de imediato, à autoridade competente, sob o que ocorrer primeiro.

III. Benefícios

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção VI
Dos Benefícios

Subseção I
Da Aposentadoria por Invalidez
Art. 43. A aposentadoria por invalidez, uma vez § 2º Durante os primeiros quinze dias de
cumprida a carência exigida, quando for o caso, afastamento consecutivos da atividade por
será devida ao segurado que, estando ou não motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao
segurado empregado o salário. (Redação dada
em gozo de auxílio-doença, for considerado
pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
incapaz para o trabalho e insuscetível de
reabilitação para o exercício de atividade que lhe § 3º A concessão de aposentadoria por
garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga invalidez, inclusive mediante transformação de
enquanto permanecer nessa condição. auxílio-doença concedido na forma do art. 73,
está condicionada ao afastamento de todas as
§ 1º A concessão de aposentadoria por invalidez atividades.
dependerá da verificação da condição de
incapacidade, mediante exame médico-pericial a Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez
cargo da previdência social, podendo o do segurado que necessitar da assistência
segurado, às suas expensas, fazer-se permanente de outra pessoa será acrescido de
acompanhar de médico de sua confiança. vinte e cinco por cento, observada a relação
constante do Anexo I, e:
§ 2º A doença ou lesão de que o segurado já era
portador ao filiar-se ao Regime Geral de I - devido ainda que o valor da aposentadoria
Previdência Social não lhe conferirá direito à atinja o limite máximo legal; e
aposentadoria por invalidez, salvo quando a
incapacidade sobrevier por motivo de II - recalculado quando o benefício que lhe deu
progressão ou agravamento dessa doença ou origem for reajustado.
lesão.
Parágrafo único. O acréscimo de que trata
Art. 44. A aposentadoria por invalidez consiste o caput cessará com a morte do aposentado,
numa renda mensal calculada na forma do não sendo incorporado ao valor da pensão por
inciso II do caput do art. 39 e será devida a morte.
contar do dia imediato ao da cessação do
auxílio-doença, ressalvado o disposto no § 1º. Art. 46. O segurado aposentado por invalidez
está obrigado, a qualquer tempo, sem prejuízo
§ 1º Concluindo a perícia médica inicial pela do disposto no parágrafo único e
existência de incapacidade total e definitiva para independentemente de sua idade e sob pena de
o trabalho, a aposentadoria por invalidez será suspensão do benefício, a submeter-se a exame
devida: médico a cargo da previdência social, processo
de reabilitação profissional por ela prescrito e
I - ao segurado empregado a contar do décimo custeado e tratamento dispensado
sexto dia do afastamento da atividade ou a gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão
partir da data da entrada do requerimento, se de sangue, que são facultativos.
entre o afastamento e a entrada do
requerimento decorrerem mais de trinta dias; Parágrafo único. Observado o disposto
e (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de no caput, o aposentado por invalidez fica
1999) obrigado, sob pena de sustação do pagamento
do benefício, a submeter-se a exames médico-
II - ao segurado empregado doméstico, periciais, a realizarem-se bienalmente.
contribuinte individual, trabalhador avulso,
especial ou facultativo, a contar da data do início Art. 47. O aposentado por invalidez que se julgar
da incapacidade ou da data da entrada do apto a retornar à atividade deverá solicitar a
requerimento, se entre essas datas decorrerem realização de nova avaliação médico-pericial.
mais de trinta dias. (Redação dada pelo Decreto
nº 3.265, de 1999) Parágrafo único. Se a perícia médica do
Instituto Nacional do Seguro Social concluir pela
recuperação da capacidade laborativa, a II - quando a recuperação for parcial ou ocorrer
aposentadoria será cancelada, observado o após o período previsto no inciso I, ou ainda
disposto no art. 49. quando o segurado for declarado apto para o
exercício de trabalho diverso do qual
Art. 48. O aposentado por invalidez que retornar habitualmente exercia, a aposentadoria será
voluntariamente à atividade terá sua mantida, sem prejuízo da volta à atividade:
aposentadoria automaticamente cessada, a
partir da data do retorno. a) pelo seu valor integral, durante seis meses
contados da data em que for verificada a
Art. 49. Verificada a recuperação da capacidade recuperação da capacidade;
de trabalho do aposentado por invalidez,
excetuando-se a situação prevista no art. 48, b) com redução de cinquenta por cento, no
serão observadas as normas seguintes: período seguinte de seis meses; e

I - quando a recuperação for total e ocorrer c) com redução de setenta e cinco por cento,
dentro de cinco anos contados da data do início também por igual período de seis meses, ao
da aposentadoria por invalidez ou do auxílio- término do qual cessará definitivamente.
doença que a antecedeu sem interrupção, o
benefício cessará: Art. 50. O segurado que retornar à atividade
poderá requerer, a qualquer tempo, novo
a) de imediato, para o segurado empregado que benefício, tendo este processamento normal.
tiver direito a retornar à função que
desempenhava na empresa ao se aposentar, na Parágrafo único. Se o segurado requerer
forma da legislação trabalhista, valendo como qualquer benefício durante o período citado no
documento, para tal fim, o certificado de artigo anterior, a aposentadoria por invalidez
capacidade fornecido pela previdência social; ou somente será cessada, para a concessão do
novo benefício, após o cumprimento do período
b) após tantos meses quantos forem os anos de de que tratam as alíneas "b" do inciso I e "a" do
duração do auxílio-doença e da aposentadoria inciso II do art. 49.
por invalidez, para os demais segurados; e

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção I
Da Aposentadoria por Invalidez

Art. 42. A aposentadoria por invalidez, uma vez segurado, às suas expensas, fazer-se
cumprida, quando for o caso, a carência exigida, acompanhar de médico de sua confiança.
será devida ao segurado que, estando ou não
em gozo de auxílio-doença, for considerado § 2º A doença ou lesão de que o segurado já era
incapaz e insusceptível de reabilitação para o portador ao filiar-se ao Regime Geral de
exercício de atividade que lhe garanta a Previdência Social não lhe conferirá direito à
subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto aposentadoria por invalidez, salvo quando a
permanecer nesta condição. incapacidade sobrevier por motivo de
progressão ou agravamento dessa doença ou
§ 1º A concessão de aposentadoria por invalidez lesão.
dependerá da verificação da condição de
incapacidade mediante exame médico-pericial a
cargo da Previdência Social, podendo o
Art. 43. A aposentadoria por invalidez será Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez
devida a partir do dia imediato ao da cessação do segurado que necessitar da assistência
do auxílio-doença, ressalvado o disposto nos §§ permanente de outra pessoa será acrescido de
1º, 2º e 3º deste artigo. 25% (vinte e cinco por cento).

§ 1º Concluindo a perícia médica inicial pela Parágrafo único. O acréscimo de que trata este
existência de incapacidade total e definitiva para artigo:
o trabalho, a aposentadoria por invalidez será
devida: (Redação dada pela Lei nº 9.032, de a) será devido ainda que o valor da
1995) aposentadoria atinja o limite máximo legal;

a) ao segurado empregado, a contar do décimo b) será recalculado quando o benefício que lhe
sexto dia do afastamento da atividade ou a deu origem for reajustado;
partir da entrada do requerimento, se entre o
afastamento e a entrada do requerimento c) cessará com a morte do aposentado, não
decorrerem mais de trinta dias; (Redação Dada sendo incorporável ao valor da pensão.
pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
Art. 46. O aposentado por invalidez que retornar
b) ao segurado empregado doméstico, voluntariamente à atividade terá sua
trabalhador avulso, contribuinte individual, aposentadoria automaticamente cancelada, a
especial e facultativo, a contar da data do início partir da data do retorno.
da incapacidade ou da data da entrada do
requerimento, se entre essas datas decorrerem Art. 47. Verificada a recuperação da capacidade
mais de trinta dias. (Redação Dada pela Lei nº de trabalho do aposentado por invalidez, será
9.876, de 26.11.99) observado o seguinte procedimento:

§ 2º Durante os primeiros quinze dias de I - quando a recuperação ocorrer dentro de 5


afastamento da atividade por motivo de (cinco) anos, contados da data do início da
invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado aposentadoria por invalidez ou do auxílio-
empregado o salário. (Redação Dada pela Lei nº doença que a antecedeu sem interrupção, o
benefício cessará:
9.876, de 26.11.99)
a) de imediato, para o segurado empregado que
§ 3º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995)
tiver direito a retornar à função que
desempenhava na empresa quando se
Art. 44. A aposentadoria por invalidez, inclusive
aposentou, na forma da legislação trabalhista,
a decorrente de acidente do trabalho, consistirá
valendo como documento, para tal fim, o
numa renda mensal correspondente a 100%
certificado de capacidade fornecido pela
(cem por cento) do salário-de-benefício,
Previdência Social; ou
observado o disposto na Seção III,
especialmente no art. 33 desta Lei. (Redação b) após tantos meses quantos forem os anos de
dada pela Lei nº 9.032, de 1995) duração do auxílio-doença ou da aposentadoria
por invalidez, para os demais segurados;
§ 1º (Revogado pela Lei nº 9.528, de 1997)
II - quando a recuperação for parcial, ou ocorrer
§ 2º Quando o acidentado do trabalho estiver após o período do inciso I, ou ainda quando o
em gozo de auxílio-doença, o valor da segurado for declarado apto para o exercício de
aposentadoria por invalidez será igual ao do trabalho diverso do qual habitualmente exercia,
auxílio-doença se este, por força de a aposentadoria será mantida, sem prejuízo da
reajustamento, for superior ao previsto neste volta à atividade:
artigo.
a) no seu valor integral, durante 6 (seis) meses c) com redução de 75% (setenta e cinco por
contados da data em que for verificada a cento), também por igual período de 6 (seis)
recuperação da capacidade; meses, ao término do qual cessará
definitivamente.
b) com redução de 50% (cinquenta por cento),
no período seguinte de 6 (seis) meses;

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção II
Da Aposentadoria por Idade

Art. 51. A aposentadoria por idade, uma vez mulher. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
cumprida a carência exigida, será devida ao 2008).
segurado que completar sessenta e cinco anos
de idade, se homem, ou sessenta, se mulher, § 3º Para efeito do § 2º, o cálculo da renda
reduzidos esses limites para sessenta e mensal do benefício será apurado na forma do
cinquenta e cinco anos de idade para os disposto no inciso II do caput do art. 32,
trabalhadores rurais, respectivamente homens e considerando-se como salário-de-contribuição
mulheres, referidos na alínea "a" do inciso I, na mensal do período como segurado especial o
alínea "j" do inciso V e nos incisos VI e VII limite mínimo do salário-de-contribuição da
do caput do art. 9º, bem como para os previdência social. (Incluído pelo Decreto nº
segurados garimpeiros que trabalhem, 6.722, de 2008).
comprovadamente, em regime de economia
familiar, conforme definido no § 5º do art. § 4º Aplica-se o disposto nos §§ 2º e 3º ainda
9º. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de que na oportunidade do requerimento da
1999) aposentadoria o segurado não se enquadre
como trabalhador rural. (Incluído pelo Decreto
§ 1º Para os efeitos do disposto no caput, o nº 6.722, de 2008).
trabalhador rural deve comprovar o efetivo
exercício de atividade rural, ainda que de forma Art. 52. A aposentadoria por idade será devida:
descontínua, no período imediatamente
anterior ao requerimento do benefício ou, I - ao segurado empregado, inclusive o
conforme o caso, ao mês em que cumpriu o doméstico:
requisito etário, por tempo igual ao número de
meses de contribuição correspondente à a) a partir da data do desligamento do emprego,
carência do benefício pretendido, computado o quando requerida até noventa dias depois dela;
período a que se referem os incisos III a VIII do § ou
8º do art. 9º. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
008). b) a partir da data do requerimento, quando não
houver desligamento do emprego ou quando for
§ 2º Os trabalhadores rurais de que trata requerida após o prazo da alínea "a"; e
o caput que não atendam ao disposto no § 1º,
mas que satisfaçam essa condição, se forem II - para os demais segurados, a partir da data da
considerados períodos de contribuição sob entrada do requerimento.
outras categorias do segurado, farão jus ao
benefício ao completarem sessenta e cinco anos Art. 53. A aposentadoria por idade consiste
de idade, se homem, e sessenta anos, se numa renda mensal calculada na forma do
inciso III do caput do art. 39.
Art. 54. A aposentadoria por idade pode ser na legislação trabalhista, considerada como data
requerida pela empresa, desde que o segurado da rescisão do contrato de trabalho a
tenha cumprido a carência, quando este imediatamente anterior à do início da
completar setenta anos de idade, se do sexo aposentadoria.
masculino, ou sessenta e cinco, se do sexo
feminino, sendo compulsória, caso em que será Art. 55. (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de
garantida ao empregado a indenização prevista 2008).

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção II
Da Aposentadoria por Idade

Art. 48. A aposentadoria por idade será devida § 4º Para efeito do § 3º deste artigo, o cálculo
ao segurado que, cumprida a carência exigida da renda mensal do benefício será apurado de
nesta Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos acordo com o disposto no inciso II do caput do
de idade, se homem, e 60 (sessenta), se art. 29 desta Lei, considerando-se como salário-
mulher. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de de-contribuição mensal do período como
1995) segurado especial o limite mínimo de salário-de-
contribuição da Previdência Social. (Incluído pela
§ 1º Os limites fixados no caput são reduzidos Lei nº 11,718, de 2008)
para sessenta e cinquenta e cinco anos no caso
de trabalhadores rurais, respectivamente Art. 49. A aposentadoria por idade será devida:
homens e mulheres, referidos na alínea a do
inciso I, na alínea g do inciso V e nos incisos VI I - ao segurado empregado, inclusive o
e VII do art. 11. (Redação Dada pela Lei nº doméstico, a partir:
9.876, de 26.11.99)
a) da data do desligamento do emprego, quando
§ 2º Para os efeitos do disposto no § 1º deste requerida até essa data ou até 90 (noventa) dias
artigo, o trabalhador rural deve comprovar o depois dela; ou
efetivo exercício de atividade rural, ainda que de
forma descontínua, no período imediatamente b) da data do requerimento, quando não houver
anterior ao requerimento do benefício, por desligamento do emprego ou quando for
tempo igual ao número de meses de requerida após o prazo previsto na alínea "a";
contribuição correspondente à carência do
benefício pretendido, computado o período a II - para os demais segurados, da data da
que se referem os incisos III a VIII do § 9º do entrada do requerimento.
art. 11 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
11,718, de 2008) Art. 50. A aposentadoria por idade, observado o
disposto na Seção III deste Capítulo,
§ 3º Os trabalhadores rurais de que trata o § especialmente no art. 33, consistirá numa renda
1º deste artigo que não atendam ao disposto no mensal de 70% (setenta por cento) do salário-
§ 2º deste artigo, mas que satisfaçam essa de-benefício, mais 1% (um por cento) deste, por
condição, se forem considerados períodos de grupo de 12 (doze) contribuições, não podendo
contribuição sob outras categorias do segurado, ultrapassar 100% (cem por cento) do salário-de-
farão jus ao benefício ao completarem 65 benefício.
(sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e
60 (sessenta) anos, se mulher. (Incluído pela Lei Art. 51. A aposentadoria por idade pode ser
nº 11,718, de 2008) requerida pela empresa, desde que o segurado
empregado tenha cumprido o período de
carência e completado 70 (setenta) anos de
idade, se do sexo masculino, ou 65 (sessenta e trabalhista, considerada como data da rescisão
cinco) anos, se do sexo feminino, sendo do contrato de trabalho a imediatamente
compulsória, caso em que será garantida ao anterior à do início da aposentadoria.
empregado a indenização prevista na legislação

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção III
Da Aposentadoria por Tempo de Contribuição

Art. 56. A aposentadoria por tempo de § 5º O segurado oriundo de regime próprio de


contribuição será devida ao segurado após trinta previdência social que se filiar ao Regime Geral
e cinco anos de contribuição, se homem, ou de Previdência Social a partir de 16 de dezembro
trinta anos, se mulher, observado o disposto no de 1998 fará jus à aposentadoria por tempo de
art. 199-A. (Redação dada pelo Decreto nº contribuição nos termos desta Subseção, não se
6.042, de 2007). lhe aplicando o disposto no art. 188. (Incluído
pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 1º A aposentadoria por tempo de contribuição
do professor que comprove, exclusivamente, Art. 57. A aposentadoria por tempo de
tempo de efetivo exercício em função de contribuição consiste numa renda mensal
magistério na educação infantil, no ensino calculada na forma do inciso IV do caput do art.
fundamental ou no ensino médio, será devida 39.
ao professor aos trinta anos de contribuição e à
professora aos vinte e cinco anos de Art. 58. A data do início da aposentadoria por
contribuição. (Redação dada pelo Decreto nº tempo de contribuição será fixada conforme o
6.722, de 2008). disposto nos incisos I e II do art. 52.

§ 2º Para os fins do disposto no § 1º, considera- Art. 59. Considera-se tempo de contribuição o
se função de magistério a exercida por tempo, contado de data a data, desde o início
professor, quando exercida em estabelecimento até a data do requerimento ou do desligamento
de educação básica em seus diversos níveis e de atividade abrangida pela previdência social,
modalidades, incluídas, além do exercício da descontados os períodos legalmente
docência, as funções de direção de unidade estabelecidos como de suspensão de contrato
escolar e as de coordenação e assessoramento de trabalho, de interrupção de exercício e de
pedagógico. (Redação dada pelo Decreto nº desligamento da atividade.
6.722, de 2008).
§ 1º Cabe ao contribuinte individual comprovar
§ 3º Se mais vantajoso, fica assegurado o direito a interrupção ou o encerramento da atividade
à aposentadoria, nas condições legalmente pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser
previstas na data do cumprimento de todos os considerado em débito no período sem
requisitos previstos no caput, ao segurado que contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de
optou por permanecer em atividade. 2003)

§ 4º Para efeito do disposto no parágrafo § 2º A comprovação da interrupção ou


anterior, o valor inicial da aposentadoria, encerramento da atividade do contribuinte
apurado conforme o § 9º do art. 32, será individual será feita, no caso dos segurados
comparado com o valor da aposentadoria enquadrados nas alíneas "j" e "l" do inciso V do
calculada na forma da regra geral deste art. 9º, mediante declaração, ainda que
Regulamento, mantendo-se o mais vantajoso, extemporânea, e, para os demais, com base em
considerando-se como data de início do distrato social, alteração contratual ou
benefício a data da entrada do requerimento. documento equivalente emitido por junta
comercial, secretaria federal, estadual, distrital Legislativo nº 18, de 15 de dezembro de 1961,
ou municipal ou por outros órgãos oficiais, ou pelo Decreto-Lei nº 864, de 12 de setembro de
outra forma admitida pelo INSS. (Incluído pelo 1969, ou que, em virtude de pressões ostensivas
Decreto nº 4.729, de 2003) ou expedientes oficiais sigilosos, tenha sido
demitido ou compelido ao afastamento de
Art. 60. Até que lei específica discipline a atividade remunerada no período de 18 de
matéria, são contados como tempo de setembro de 1946 a 5 de outubro de 1988;
contribuição, entre outros:
VIII - o tempo de serviço público federal,
I - o período de exercício de atividade estadual, do Distrito Federal ou municipal,
remunerada abrangida pela previdência social inclusive o prestado a autarquia ou a sociedade
urbana e rural, ainda que anterior à sua de economia mista ou fundação instituída pelo
instituição, respeitado o disposto no inciso XVII; Poder Público, regularmente certificado na
forma da Lei nº 3.841, de 15 de dezembro de
II - o período de contribuição efetuada por 1960, desde que a respectiva certidão tenha
segurado depois de ter deixado de exercer sido requerida na entidade para a qual o serviço
atividade remunerada que o enquadrava como foi prestado até 30 de setembro de 1975,
segurado obrigatório da previdência social; véspera do início da vigência da Lei nº 6.226, de
14 de junho de 1975;
III - o período em que o segurado esteve
recebendo auxílio-doença ou aposentadoria por IX - o período em que o segurado esteve
invalidez, entre períodos de atividade; recebendo benefício por incapacidade por
acidente do trabalho, intercalado ou não;
IV - o tempo de serviço militar, salvo se já
contado para inatividade remunerada nas Forças X - o tempo de serviço do segurado trabalhador
Armadas ou auxiliares, ou para aposentadoria rural anterior à competência novembro de 1991;
no serviço público federal, estadual, do Distrito
Federal ou municipal, ainda que anterior à XI - o tempo de exercício de mandato classista
filiação ao Regime Geral de Previdência Social, junto a órgão de deliberação coletiva em que,
nas seguintes condições: nessa qualidade, tenha havido contribuição para
a previdência social;
a) obrigatório ou voluntário; e
XII - o tempo de serviço público prestado à
b) alternativo, assim considerado o atribuído administração federal direta e autarquias
pelas Forças Armadas àqueles que, após federais, bem como às estaduais, do Distrito
alistamento, alegarem imperativo de Federal e municipais, quando aplicada a
consciência, entendendo-se como tal o legislação que autorizou a contagem recíproca
decorrente de crença religiosa e de convicção de tempo de contribuição;
filosófica ou política, para se eximirem de
atividades de caráter militar; XIII - o período de licença remunerada, desde
que tenha havido desconto de contribuições;
V - o período em que a segurada esteve
recebendo salário-maternidade; XIV - o período em que o segurado tenha sido
colocado pela empresa em disponibilidade
VI - o período de contribuição efetuada como remunerada, desde que tenha havido desconto
segurado facultativo; de contribuições;

VII - o período de afastamento da atividade do XV - o tempo de serviço prestado à Justiça dos


segurado anistiado que, em virtude de Estados, às serventias extrajudiciais e às
motivação exclusivamente política, foi atingido escrivanias judiciais, desde que não tenha
por atos de exceção, institucional ou havido remuneração pelos cofres públicos e que
complementar, ou abrangido pelo Decreto
a atividade não estivesse à época vinculada a § 1º Não será computado como tempo de
regime próprio de previdência social; contribuição o já considerado para concessão de
qualquer aposentadoria prevista neste
XVI - o tempo de atividade patronal ou Regulamento ou por outro regime de
autônoma, exercida anteriormente à vigência previdência social.
da Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, desde
que indenizado conforme o disposto no art. 122; § 2º (Revogado pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

XVII - o período de atividade na condição de § 3º O tempo de contribuição de que trata este


empregador rural, desde que comprovado o artigo será considerado para cálculo do valor da
recolhimento de contribuições na forma da Lei renda mensal de qualquer benefício.
nº 6.260, de 6 de novembro de 1975, com
indenização do período anterior, conforme o § 4º O segurado especial que contribui na forma
disposto no art. 122; do § 2º do art. 200 somente fará jus à
aposentadoria por idade, tempo de contribuição
XVIII - o período de atividade dos auxiliares e especial após o cumprimento da carência
locais de nacionalidade brasileira no exterior, exigida para estes benefícios, não sendo
amparados pela Lei nº 8.745, de 1993, considerado como período de carência o tempo
anteriormente a 1º de janeiro de 1994, desde de atividade rural não contributivo.
que sua situação previdenciária esteja
regularizada junto ao Instituto Nacional do § 5º Não se aplica o disposto no inciso VII ao
Seguro Social; segurado demitido ou exonerado em razão de
processos administrativos ou de aplicação de
XIX - o tempo de exercício de mandato eletivo política de pessoal do governo, da empresa ou
federal, estadual, distrital ou municipal, desde da entidade a que estavam vinculados, assim
que tenha havido contribuição em época própria como ao segurado ex-dirigente ou ex-
e não tenha sido contado para efeito de representante sindical que não comprove prévia
aposentadoria por outro regime de previdência existência do vínculo empregatício mantido com
social; a empresa ou sindicato e o consequente
afastamento da atividade remunerada em razão
XX - o tempo de trabalho em que o segurado dos atos mencionados no referido inciso.
esteve exposto a agentes nocivos químicos,
físicos, biológicos ou associação de agentes § 6º Caberá a cada interessado alcançado pelas
prejudiciais à saúde ou à integridade física, disposições do inciso VII comprovar a condição
observado o disposto nos arts. 64 a 70; e de segurado obrigatório da previdência social,
mediante apresentação dos documentos
XXI - o tempo de contribuição efetuado pelo contemporâneos dos fatos ensejadores da
servidor público de que tratam as alíneas "i", "j" demissão ou afastamento da atividade
e "l" do inciso I do caput do art. 9º e o § 2º do remunerada, assim como apresentar o ato
art. 26, com base nos arts. 8º e 9º da Lei declaratório da anistia, expedido pela
nº 8.162, de 8 de janeiro de 1991, e no art. 2º da autoridade competente, e a consequente
Lei nº 8.688, de 21 de julho de 1993. comprovação da sua publicação oficial.

XXII - o tempo exercido na condição de aluno- § 7º Para o cômputo do período a que se refere
aprendiz referente ao período de aprendizado o inciso VII, o Instituto Nacional do Seguro
profissional realizado em escola técnica, desde Social deverá observar se no ato declaratório da
que comprovada a remuneração, mesmo que anistia consta o fundamento legal no qual se
indireta, à conta do orçamento público e o fundou e o nome do órgão, da empresa ou da
vínculo empregatício. (Incluído pelo Decreto nº entidade a que estava vinculado o segurado à
6.722, de 2008). época dos atos que ensejaram a demissão ou o
afastamento da atividade remunerada.
§ 8º É indispensável para o cômputo do período contemporâneos dos fatos a comprovar e
a que se refere o inciso VII a prova da relação de mencionar as datas de início e término e,
causa entre a demissão ou afastamento da quando se tratar de trabalhador avulso, a
atividade remunerada e a motivação referida no duração do trabalho e a condição em que foi
citado inciso. prestado.(Redação dada pelo Decreto nº 4.079,
de 2002)
Art. 61. Observado o disposto no art. 19, são
contados como tempo de contribuição, para § 1º As anotações em Carteira Profissional e/ou
efeito do disposto nos §§ 1º e 2º do art. Carteira de Trabalho e Previdência Social
56: (Redação dada pelo Decreto nº 4.079, de relativas a férias, alterações de salários e outras
2002) que demonstrem a sequência do exercício da
atividade podem suprir possível falha de registro
I - o de serviço público federal, estadual, do de admissão ou dispensa.(Redação dada pelo
Distrito Federal ou municipal; Decreto nº 4.729, de 2003)

II - o de recebimento de benefício por § 2º Subsidiariamente ao disposto no art. 19,


incapacidade, entre períodos de atividade; e servem para a prova do tempo de contribuição
que trata o caput: (Redação dada pelo Decreto
III - o de benefício por incapacidade decorrente nº 6.722, de 2008).
de acidente do trabalho, intercalado ou não.
I - para os trabalhadores em geral, os
§ 1º A comprovação da condição de professor documentos seguintes: (Redação dada pelo
far-se-á mediante a apresentação: Decreto nº 6.722, de 2008).

I - do respectivo diploma registrado nos órgãos a) o contrato individual de trabalho, a Carteira


competentes federais e estaduais, ou de Profissional, a Carteira de Trabalho e Previdência
qualquer outro documento que comprove a Social, a carteira de férias, a carteira sanitária, a
habilitação para o exercício do magistério, na caderneta de matrícula e a caderneta de
forma de lei específica; e contribuições dos extintos institutos de
aposentadoria e pensões, a caderneta de
II - dos registros em Carteira Profissional e/ou inscrição pessoal visada pela Capitania dos
Carteira de Trabalho e Previdência Social Portos, pela Superintendência do
complementados, quando for o caso, por Desenvolvimento da Pesca, pelo Departamento
declaração do estabelecimento de ensino onde Nacional de Obras Contra as Secas e declarações
foi exercida a atividade, sempre que necessária da Secretaria da Receita Federal do
essa informação, para efeito e caracterização do Brasil; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
efetivo exercício da função de magistério, nos
termos do § 2º do art. 56. b) certidão de inscrição em órgão de fiscalização
profissional, acompanhada do documento que
§ 2º É vedada a conversão de tempo de serviço prove o exercício da atividade; (Incluído pelo
de magistério, exercido em qualquer época, em Decreto nº 6.722, de 2008).
tempo de serviço comum.
c) contrato social e respectivo distrato, quando
Art. 62. A prova de tempo de serviço, for o caso, ata de assembleia geral e registro de
considerado tempo de contribuição na forma do empresário; ou (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
art. 60, observado o disposto no art. 19 e, no de 2008).
que couber, as peculiaridades do segurado de
que tratam as alíneas "j" e "l" do inciso V d) certificado de sindicato ou órgão gestor de
do caput do art. 9º e do art. 11, é feita mão-de-obra que agrupa trabalhadores
mediante documentos que comprovem o avulsos; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
exercício de atividade nos períodos a serem 2008).
contados, devendo esses documentos ser
II - de exercício de atividade rural, l) certidão fornecida pela Fundação Nacional do
alternativamente: (Redação dada pelo Decreto Índio - FUNAI, certificando a condição do índio
nº 6.722, de 2008). como trabalhador rural, desde que homologada
pelo INSS. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
a) contrato individual de trabalho ou Carteira de 2008).
Trabalho e Previdência Social; (Incluído pelo
Decreto nº 6.722, de 2008). III - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).

b) contrato de arrendamento, parceria ou IV - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).


comodato rural; (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
de 2008). V - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).

c) declaração fundamentada de sindicato que VI - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).


represente o trabalhador rural ou, quando for o
caso, de sindicato ou colônia de pescadores, VII - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
desde que homologada pelo INSS; (Incluído pelo
Decreto nº 6.722, de 2008). VIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de
2008).
d) comprovante de cadastro do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária - § 3º Na falta de documento contemporâneo
INCRA; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de podem ser aceitos declaração do empregador
2008). ou seu preposto, atestado de empresa ainda
existente, certificado ou certidão de entidade
e) bloco de notas do produtor rural; (Incluído oficial dos quais constem os dados previstos
pelo Decreto nº 6.722, de 2008). no caput deste artigo, desde que extraídos de
registros efetivamente existentes e acessíveis à
f) notas fiscais de entrada de mercadorias, de fiscalização do Instituto Nacional do Seguro
que trata o § 24 do art. 225, emitidas pela Social. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de
empresa adquirente da produção, com indicação 2003)
do nome do segurado como vendedor; (Incluído
pelo Decreto nº 6.722, de 2008). § 4º Se o documento apresentado pelo
segurado não atender ao estabelecido neste
g) documentos fiscais relativos a entrega de artigo, a prova exigida pode ser complementada
produção rural à cooperativa agrícola, por outros documentos que levem à convicção
entreposto de pescado ou outros, com indicação do fato a comprovar, inclusive mediante
do segurado como vendedor ou justificação administrativa, na forma do Capítulo
consignante; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de VI deste Título. (Redação dada pelo Decreto nº
2008). 4.729, de 2003)

h) comprovantes de recolhimento de § 5º A comprovação realizada mediante


contribuição à Previdência Social decorrentes da justificação administrativa ou judicial só produz
comercialização da produção; (Incluído pelo efeito perante a previdência social quando
Decreto nº 6.722, de 2008). baseada em início de prova material. (Redação
dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
i) cópia da declaração de imposto de renda, com
indicação de renda proveniente da § 6º A prova material somente terá validade
comercialização de produção rural; (Incluído para a pessoa referida no documento, não
pelo Decreto nº 6.722, de 2008). sendo permitida sua utilização por outras
pessoas. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729,
j) licença de ocupação ou permissão outorgada de 2003)
pelo INCRA; ou (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
de 2008).
§ 7º A empresa colocará à disposição de arrendatário, comodatário, ou outra modalidade
servidor designado por dirigente do Instituto de outorgado, o documento deverá identificar e
Nacional do Seguro Social as informações ou qualificar o outorgante. (Incluído pelo Decreto
registros de que dispuser, relativamente a nº 6.722, de 2008).
segurado a seu serviço e previamente
identificado, para fins de instrução ou revisão de § 10. A segunda via da declaração prevista na
processo de reconhecimento de direitos e alínea “c” do inciso II do § 2º deverá ser
outorga de benefícios do Regime Geral de mantida na própria entidade, com numeração
Previdência Social. (Incluído pelo Decreto nº sequencial em ordem crescente, à disposição do
6496, de 2008) INSS e demais órgãos de fiscalização e
controle. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
§ 8º A declaração mencionada na alínea “c” do 2008).
inciso II do § 2º, além da identificação da
entidade e do emitente da declaração, com § 11. Na hipótese de inexistência de sindicato
indicação do respectivo mandato: (Incluído pelo que represente o trabalhador rural, a declaração
Decreto nº 6.722, de 2008). mencionada na alínea “c” do inciso II do §
2º poderá ser suprida pela apresentação de
I - deverá ser fornecida em duas vias, em papel duas declarações firmadas por autoridades
timbrado da entidade, com numeração administrativas ou judiciárias locais, desde que
sequencial controlada e ininterrupta; (Incluído exerçam cargos ou funções de juízes federais ou
pelo Decreto nº 6.722, de 2008). estaduais ou do Distrito Federal, promotores de
justiça, delegados de polícia, comandantes de
II - deverá conter a identificação, a qualificação unidades militares do Exército, Marinha,
pessoal do beneficiário e a categoria de Aeronáutica ou de forças auxiliares, titulares de
produtor a que pertença; (Incluído pelo Decreto representação local do Ministério do Trabalho e
nº 6.722, de 2008). Emprego e de diretores titulares de
estabelecimentos públicos de ensino
III - deverá consignar os documentos e fundamental e médio. (Incluído pelo Decreto nº
informações que serviram de base para a sua 6.722, de 2008).
emissão, bem como, se for o caso, a origem dos
dados extraídos de registros existentes na § 12. As autoridades mencionadas no § 11
própria entidade declarante ou em outro órgão, somente poderão fornecer declaração relativa a
entidade ou empresa, desde que idôneos e período anterior à data do início das suas
acessíveis à previdência social; (Incluído pelo funções na localidade se puderem fundamentá-
Decreto nº 6.722, de 2008). la com documentos contemporâneos do fato
declarado, que evidenciem plena convicção de
IV - não poderá conter informação referente a sua veracidade. (Incluído pelo Decreto nº 6.722,
período anterior ao início da atividade da de 2008).
entidade declarante, salvo se baseada em
documento que constitua prova material do § 13. A declaração de que trata o § 11, sujeita à
exercício da atividade; e (Incluído pelo Decreto homologação pelo INSS, e a certidão a que se
nº 6.722, de 2008). refere a alínea “l” do inciso II do § 2º deverão
obedecer, no que couber, ao disposto no §
V - deverá consignar dados relativos ao período 8º. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
e forma de exercício da atividade rural na forma
estabelecida pelo INSS. (Incluído pelo Decreto nº Art. 63. Não será admitida prova exclusivamente
6.722, de 2008). testemunhal para efeito de comprovação de
tempo de serviço ou de contribuição, salvo na
§ 9º Sempre que a categoria de produtor ocorrência de motivo de força maior ou caso
informada na declaração de que trata a alínea fortuito, observado o disposto no § 2º do art.
“c” do inciso II do § 2º for de parceiro, meeiro, 143.
§ 14. A homologação a que se refere a alínea especial o atendimento dos incisos II, III e V
“l” do inciso II do § 2º se restringe do § 8º. (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de
às informações relativas à atividade rural, em 2009)

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção III
Da Aposentadoria por Tempo de Serviço

Art. 52. A aposentadoria por tempo de serviço I - o tempo de serviço militar, inclusive o
será devida, cumprida a carência exigida nesta voluntário, e o previsto no § 1º do art. 143 da
Lei, ao segurado que completar 25 (vinte e Constituição Federal, ainda que anterior à
cinco) anos de serviço, se do sexo feminino, ou filiação ao Regime Geral de Previdência Social,
30 (trinta) anos, se do sexo masculino. desde que não tenha sido contado para
inatividade remunerada nas Forças Armadas ou
Art. 53. A aposentadoria por tempo de serviço, aposentadoria no serviço público;
observado o disposto na Seção III deste Capítulo,
especialmente no art. 33, consistirá numa renda II - o tempo intercalado em que esteve em gozo
mensal de: de auxílio-doença ou aposentadoria por
invalidez;
I - para a mulher: 70% (setenta por cento) do
salário-de-benefício aos 25 (vinte e cinco) anos III - o tempo de contribuição efetuada como
de serviço, mais 6% (seis por cento) deste, para segurado facultativo; (Redação dada pela Lei nº
cada novo ano completo de atividade, até o 9.032, de 1995)
máximo de 100% (cem por cento) do salário-de-
benefício aos 30 (trinta) anos de serviço; IV - o tempo de serviço referente ao exercício de
mandato eletivo federal, estadual ou municipal,
II - para o homem: 70% (setenta por cento) do desde que não tenha sido contado para efeito
salário-de-benefício aos 30 (trinta) anos de de aposentadoria por outro regime de
serviço, mais 6% (seis por cento) deste, para previdência social; (Redação dada pela Lei nº
cada novo ano completo de atividade, até o 9.506, de 1997)
máximo de 100% (cem por cento) do salário-de-
benefício aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. V - o tempo de contribuição efetuado por
segurado depois de ter deixado de exercer
Art. 54. A data do início da aposentadoria por atividade remunerada que o enquadrava no art.
tempo de serviço será fixada da mesma forma 11 desta Lei;
que a da aposentadoria por idade, conforme o
disposto no art. 49. VI - o tempo de contribuição efetuado com base
nos artigos 8º e 9º da Lei nº 8.162, de 8 de
Art. 55. O tempo de serviço será comprovado na janeiro de 1991, pelo segurado definido no
forma estabelecida no Regulamento, artigo 11, inciso I, alínea "g", desta Lei, sendo
compreendendo, além do correspondente às tais contribuições computadas para efeito de
atividades de qualquer das categorias de carência. (Incluído pela Lei nº 8.647, de 1993)
segurados de que trata o art. 11 desta Lei,
mesmo que anterior à perda da qualidade de § 1º A averbação de tempo de serviço durante o
segurado: qual o exercício da atividade não determinava
filiação obrigatória ao anterior Regime de
Previdência Social Urbana só será admitida
mediante o recolhimento das contribuições força maior ou caso fortuito, conforme disposto
correspondentes, conforme dispuser o no Regulamento.
Regulamento, observado o disposto no §
2º. (Vide Lei nº 8.212, de 1991) § 4º Não será computado como tempo de
contribuição, para efeito de concessão do
§ 2º O tempo de serviço do segurado benefício de que trata esta subseção, o período
trabalhador rural, anterior à data de início de em que o segurado contribuinte individual ou
vigência desta Lei, será computado facultativo tiver contribuído na forma do § 2º do
independentemente do recolhimento das art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
contribuições a ele correspondentes, exceto salvo se tiver complementado as contribuições
para efeito de carência, conforme dispuser o na forma do § 3º do mesmo artigo. (Incluído
Regulamento. pela Lei Complementar nº 123, de 2006)

§ 3º A comprovação do tempo de serviço para Art. 56. O professor, após 30 (trinta) anos, e a
os efeitos desta Lei, inclusive mediante professora, após 25 (vinte e cinco) anos de
justificação administrativa ou judicial, conforme efetivo exercício em funções de magistério
o disposto no art. 108, só produzirá efeito poderão aposentar-se por tempo de serviço,
quando baseada em início de prova material, com renda mensal correspondente a 100% (cem
não sendo admitida prova exclusivamente por cento) do salário-de-benefício, observado o
testemunhal, salvo na ocorrência de motivo de disposto na Seção III deste Capítulo.

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção IV
Da Aposentadoria Especial

Art. 64. A aposentadoria especial, uma vez II - da exposição do segurado aos agentes
cumprida a carência exigida, será devida ao nocivos químicos, físicos, biológicos ou a
segurado empregado, trabalhador avulso e associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
contribuinte individual, este somente quando integridade física. (Incluído pelo Decreto nº
cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou 8.123, de 2013)
de produção, que tenha trabalhado durante
quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme o § 2º Consideram-se condições especiais que
caso, sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde e a integridade física aquelas
prejudiquem a saúde ou a integridade nas quais a exposição ao agente nocivo ou
física. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de associação de agentes presentes no ambiente de
2003)
trabalho esteja acima dos limites de tolerância
§ 1º A concessão da aposentadoria especial estabelecidos segundo critérios quantitativos ou
prevista neste artigo dependerá da esteja caracterizada segundo os critérios da
comprovação, durante o período mínimo fixado avaliação qualitativa dispostos no § 2º do art.
no caput: (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, 68. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de
de 2013) 2013)

I - do tempo de trabalho permanente, não Art. 65. Considera-se tempo de trabalho


ocasional nem intermitente; e (Incluído pelo permanente aquele que é exercido de forma
Decreto nº 8.123, de 2013) não ocasional nem intermitente, no qual a
exposição do empregado, do trabalhador avulso
ou do cooperado ao agente nocivo seja
indissociável da produção do bem ou da disposto nesta Subseção, serão resolvidas
prestação do serviço. (Redação dada pelo pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo
Decreto nº 8.123, de 2013) Ministério da Previdência e Assistência Social.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto § 2º A avaliação qualitativa de riscos e agentes


no caput aos períodos de descanso nocivos será comprovada mediante descrição:
determinados pela legislação trabalhista, (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de 2013)
inclusive férias, aos de afastamento decorrentes
de gozo de benefícios de auxílio-doença ou I - das circunstâncias de exposição ocupacional a
aposentadoria por invalidez acidentários, bem determinado agente nocivo ou associação de
como aos de percepção de salário-maternidade, agentes nocivos presentes no ambiente de
desde que, à data do afastamento, o segurado trabalho durante toda a jornada; (Incluído pelo
estivesse exposto aos fatores de risco de que Decreto nº 8.123, de 2013)
trata o art. 68. (Redação dada pelo Decreto nº II - de todas as fontes e possibilidades de
8.123, de 2013) liberação dos agentes mencionados no inciso I;
Art. 66. Para o segurado que houver exercido e (Incluído pelo Decreto nº 8.123, de 2013)
duas ou mais atividades sujeitas a condições III - dos meios de contato ou exposição dos
especiais prejudiciais à saúde ou à integridade trabalhadores, as vias de absorção, a
física, sem completar em qualquer delas o prazo intensidade da exposição, a frequência e a
mínimo exigido para a aposentadoria especial, duração do contato. (Incluído pelo Decreto nº
os respectivos períodos de exercício serão 8.123, de 2013)
somados após conversão, devendo ser
considerada a atividade preponderante para § 3º A comprovação da efetiva exposição do
efeito de enquadramento. (Redação dada pelo segurado aos agentes nocivos será feita
Decreto nº 8.123, de 2013) mediante formulário emitido pela empresa ou
seu preposto, com base em laudo técnico de
§ 1º Para fins do disposto no caput, não serão condições ambientais do trabalho expedido por
considerados os períodos em que a atividade médico do trabalho ou engenheiro de segurança
exercida não estava sujeita a condições do trabalho. (Redação dada pelo Decreto nº
especiais, observado, nesse caso, o disposto no 8.123, de 2013)
art. 70. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123,
de 2013) § 4º A presença no ambiente de trabalho, com
possibilidade de exposição a ser apurada na
§ 2º A conversão de que trata o caput será feita forma dos §§ 2º e 3º, de agentes nocivos
segundo a tabela abaixo: (Redação dada pelo reconhecidamente cancerígenos em humanos,
Decreto nº 8.123, de 2013) listados pelo Ministério do Trabalho e Emprego,
será suficiente para a comprovação de efetiva
Art. 67. A aposentadoria especial consiste numa
exposição do trabalhador. (Redação dada pelo
renda mensal calculada na forma do inciso V
do caput do art. 39. Decreto nº 8.123, de 2013)

§ 5º No laudo técnico referido no § 3º, deverão


Art. 68. A relação dos agentes nocivos químicos,
constar informações sobre a existência de
físicos, biológicos ou associação de agentes
prejudiciais à saúde ou à integridade física, tecnologia de proteção coletiva ou individual, e
considerados para fins de concessão de de sua eficácia, e deverá ser elaborado com
aposentadoria especial, consta do Anexo IV. observância das normas editadas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego e dos
§ 1º As dúvidas sobre o enquadramento dos procedimentos estabelecidos pelo
agentes de que trata o caput, para efeito do
INSS. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de § 10. O trabalhador ou seu preposto terá acesso
2013) às informações prestadas pela empresa sobre o
seu perfil profissiográfico, podendo inclusive
§ 6º A empresa que não mantiver laudo técnico solicitar a retificação de informações quando em
atualizado com referência aos agentes nocivos desacordo com a realidade do ambiente de
existentes no ambiente de trabalho de seus trabalho, conforme orientação estabelecida em
trabalhadores ou que emitir documento de ato do Ministro de Estado da Previdência
comprovação de efetiva exposição em Social. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de
desacordo com o respectivo laudo estará sujeita 2013)
às penalidades previstas na legislação. (Redação
dada pelo Decreto nº 8.123, de 2013) § 11. A cooperativa de trabalho e a empresa
contratada para prestar serviços mediante
§ 7º O INSS estabelecerá os procedimentos para cessão ou empreitada de mão de obra
fins de concessão de aposentadoria especial, atenderão ao disposto nos §§ 3º, 4º e 5º com
podendo, se necessário, confirmar as base nos laudos técnicos de condições
informações contidas nos documentos ambientais de trabalho emitidos pela empresa
mencionados nos § 2º e 3º. contratante, quando o serviço for prestado em
estabelecimento da contratante. (Redação dada
§ 8º A empresa deverá elaborar e manter
pelo Decreto nº 8.123, de 2013)
atualizado o perfil profissiográfico do
trabalhador, contemplando as atividades § 12. Nas avaliações ambientais deverão ser
desenvolvidas durante o período laboral, considerados, além do disposto no Anexo IV, a
documento que a ele deverá ser fornecido, por metodologia e os procedimentos de avaliação
cópia autêntica, no prazo de trinta dias da estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat
rescisão do seu contrato de trabalho, sob pena Figueiredo de Segurança e Medicina do
de sujeição às sanções previstas na legislação Trabalho - FUNDACENTRO. (Incluído pelo
aplicável. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, Decreto nº 8.123, de 2013)
de 2013)
§ 13. Na hipótese de não terem sido
§ 9º Considera-se perfil profissiográfico, para os estabelecidos pela FUNDACENTRO a
efeitos do § 8º, o documento com o metodologia e procedimentos de avaliação, cabe
históricolaboral do trabalhador, segundo modelo ao Ministério do Trabalho e Emprego definir
instituído pelo INSS, que, entre outras outras instituições que os
informações, deve conter o resultado das estabeleçam. (Incluído pelo Decreto nº 8.123,
avaliações ambientais, o nome dos responsáveis de 2013)
pela monitoração biológica e das avaliações
ambientais, os resultados de monitoração Art. 69. A data de início da aposentadoria
biológica e os dados administrativos especial será fixada: (Redação dada pelo Decreto
correspondentes. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de 2013)
nº 8.123, de 2013)
I - para o segurado empregado: (Incluído pelo
Decreto nº 8.123, de 2013)

a) a partir da data do desligamento do emprego,


quando requerida a aposentadoria especial, até
noventa dias após essa data; ou (Incluída pelo
Decreto nº 8.123, de 2013)
b) a partir da data do requerimento, quando não
houver desligamento do emprego ou quando a MULTIPLICADORES
aposentadoria for requerida após o prazo
estabelecido na alínea “a”; e (Incluída pelo TEMPO A
Decreto nº 8.123, de 2013) CONVERTER MULHER
HOMEM
(PARA
(PARA 35)
II - para os demais segurados, a partir da data da 30)
entrada do requerimento. (Incluído pelo Decreto
nº 8.123, de 2013)
DE 15 ANOS 2,00 2,33
Parágrafo único. O segurado que retornar ao
exercício de atividade ou operação que o sujeite
aos riscos e agentes nocivos constantes do DE 20 ANOS 1,50 1,75
Anexo IV, ou nele permanecer, na mesma ou em
outra empresa, qualquer que seja a forma de
prestação do serviço ou categoria de segurado, DE 25 ANOS 1,20 1,40
será imediatamente notificado da cessação do
pagamento de sua aposentadoria especial, no
prazo de sessenta dias contado da data de § 1º A caracterização e a comprovação do
emissão da notificação, salvo comprovação, tempo de atividade sob condições especiais
nesse prazo, de que o exercício dessa atividade obedecerá ao disposto na legislação em vigor na
ou operação foi encerrado. época da prestação do serviço. (Incluído pelo
Decreto nº 4.827, de 2003)
Art. 70. A conversão de tempo de atividade sob
§ 2º As regras de conversão de tempo de
condições especiais em tempo de atividade
atividade sob condições especiais em tempo de
comum dar-se-á de acordo com a seguinte
atividade comum constantes deste artigo
tabela: (Redação dada pelo Decreto nº 4.827, de
aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer
2003)
período. (Incluído pelo Decreto nº 4.827, de
2003)

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção IV
Da Aposentadoria Especial

Art. 57. A aposentadoria especial será devida, cento) do salário-de-benefício. (Redação dada
uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, pela Lei nº 9.032, de 1995)
ao segurado que tiver trabalhado sujeito a
condições especiais que prejudiquem a saúde § 2º A data de início do benefício será fixada da
ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 mesma forma que a da aposentadoria por idade,
(vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme conforme o disposto no art. 49.
dispuser a lei. (Redação dada pela Lei nº 9.032,
de 1995) § 3º A concessão da aposentadoria especial
dependerá de comprovação pelo segurado,
§ 1º A aposentadoria especial, observado o perante o Instituto Nacional do Seguro Social–
disposto no art. 33 desta Lei, consistirá numa INSS, do tempo de trabalho permanente, não
renda mensal equivalente a 100% (cem por ocasional nem intermitente, em condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a relação referida no art. 58 desta Lei. (Incluído
integridade física, durante o período mínimo pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
fixado. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de
1995) Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos,
físicos e biológicos ou associação de agentes
§ 4º O segurado deverá comprovar, além do prejudiciais à saúde ou à integridade física
tempo de trabalho, exposição aos agentes considerados para fins de concessão da
nocivos químicos, físicos, biológicos ou aposentadoria especial de que trata o artigo
associação de agentes prejudiciais à saúde ou à anterior será definida pelo Poder
integridade física, pelo período equivalente ao Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de
exigido para a concessão do benefício. (Redação 1997)
dada pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 1º A comprovação da efetiva exposição do
§ 5º O tempo de trabalho exercido sob segurado aos agentes nocivos será feita
condições especiais que sejam ou venham a ser mediante formulário, na forma estabelecida
consideradas prejudiciais à saúde ou à pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
integridade física será somado, após a respectiva emitido pela empresa ou seu preposto, com
conversão ao tempo de trabalho exercido em base em laudo técnico de condições ambientais
atividade comum, segundo critérios do trabalho expedido por médico do trabalho ou
estabelecidos pelo Ministério da Previdência e engenheiro de segurança do trabalho nos
Assistência Social, para efeito de concessão de termos da legislação trabalhista. (Redação dada
qualquer benefício. (Incluído pela Lei nº 9.032, pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
de 1995)
§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo
§ 6º O benefício previsto neste artigo será anterior deverão constar informação sobre a
financiado com os recursos provenientes da existência de tecnologia de proteção coletiva ou
contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da individual que diminua a intensidade do agente
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas agressivo a limites de tolerância e
alíquotas serão acrescidas de doze, nove ou seis recomendação sobre a sua adoção pelo
pontos percentuais, conforme a atividade estabelecimento respectivo. (Redação dada pela
exercida pelo segurado a serviço da empresa Lei nº 9.732, de 11.12.98)
permita a concessão de aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de § 3º A empresa que não mantiver laudo técnico
contribuição, respectivamente. (Redação dada atualizado com referência aos agentes nocivos
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Vide Lei nº existentes no ambiente de trabalho de seus
9.732, de 11.12.98) trabalhadores ou que emitir documento de
comprovação de efetiva exposição em
§ 7º O acréscimo de que trata o parágrafo desacordo com o respectivo laudo estará sujeita
anterior incide exclusivamente sobre a à penalidade prevista no art. 133 desta
remuneração do segurado sujeito às condições Lei. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei
nº 9.732, de 11.12.98) § 4º A empresa deverá elaborar e manter
atualizado perfil profissiográfico abrangendo as
§ 8º Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado atividades desenvolvidas pelo trabalhador e
aposentado nos termos deste artigo que fornecer a este, quando da rescisão do contrato
continuar no exercício de atividade ou operação de trabalho, cópia autêntica desse documento.
que o sujeite aos agentes nocivos constantes da (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


Subseção IV-A
(Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)

Das Aposentadorias por Tempo de Contribuição e por Idade


do Segurado com Deficiência

Art. 70-A. A concessão da aposentadoria por contribuam facultativamente, de acordo com o


tempo de contribuição ou por idade ao disposto no art. 199 e no § 2º do art.
segurado que tenha reconhecido, em avaliação 200. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
médica e funcional realizada por perícia própria
do INSS, grau de deficiência leve, moderada ou Art. 70-C. A aposentadoria por idade da pessoa
grave, está condicionada à comprovação da com deficiência, cumprida a carência, é devida
condição de pessoa com deficiência na data da ao segurado aos 60 (sessenta) anos de idade, se
entrada do requerimento ou na data da homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade,
implementação dos requisitos para o se mulher. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de
benefício. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
2013)
§ 1º Para efeitos de concessão da aposentadoria
Art. 70-B. A aposentadoria por tempo de que trata o caput, o segurado deve contar
de contribuição do segurado com deficiência, com no mínimo 15 (quinze) anos de tempo de
cumprida a carência, é devida ao segurado contribuição, cumpridos na condição de pessoa
empregado, inclusive o doméstico, trabalhador com deficiência, independentemente do grau,
avulso, contribuinte individual e facultativo, observado o disposto no art. 70-D. (Incluído
observado o disposto no art. 199-A e os pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
seguintes requisitos: (Incluído pelo Decreto nº
8.145, de 2013) § 2º Aplica-se ao segurado especial com
deficiência o disposto nos §§ 1º a 4º do art. 51,
I - aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de e na hipótese do § 2º será considerada a idade
contribuição na condição de pessoa com prevista no caput deste artigo, desde que o
deficiência, se homem, e 20 (vinte) anos, se tempo exigido para a carência da aposentadoria
mulher, no caso de segurado com deficiência por idade seja cumprido na condição de pessoa
grave; (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013) com deficiência. (Incluído pelo Decreto nº 8.145,
de 2013)
II - aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de
contribuição na condição de pessoa com Art. 70-D. Para efeito de concessão da
deficiência, se homem, e 24 (vinte e quatro) aposentadoria da pessoa com deficiência,
anos, se mulher, no caso de segurado com compete à perícia própria do INSS, nos termos
deficiência moderada; e (Incluído pelo Decreto de ato conjunto do Ministro de Estado Chefe da
nº 8.145, de 2013) Secretaria de Direitos Humanos da Presidência
da República, dos Ministros de Estado da
III - aos 33 (trinta e três) anos de tempo de Previdência Social, da Fazenda, do
contribuição na condição de pessoa com Planejamento, Orçamento e Gestão e do
deficiência, se homem, e 28 (vinte e oito) anos, Advogado-Geral da União: (Incluído pelo
se mulher, no caso de segurado com deficiência Decreto nº 8.145, de 2013)
leve. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
I - avaliar o segurado e fixar a data provável do
Parágrafo único. A aposentadoria de que trata início da deficiência e o seu grau; e (Incluído
o caput é devida aos segurados especiais que pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
II - identificar a ocorrência de variação no grau § 1º O grau de deficiência preponderante será
de deficiência e indicar os respectivos períodos aquele em que o segurado cumpriu maior
em cada grau. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, tempo de contribuição, antes da conversão, e
de 2013) servirá como parâmetro para definir o tempo
mínimo necessário para a aposentadoria por
§ 1º A comprovação da deficiência anterior à tempo de contribuição da pessoa com
data da vigência da Lei Complementar no 142, de deficiência e para a conversão. (Incluído pelo
8 de maio de 2013, será instruída por Decreto nº 8.145, de 2013)
documentos que subsidiem a avaliação médica e
funcional, vedada a prova exclusivamente § 2º Quando o segurado contribuiu
testemunhal. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de alternadamente na condição de pessoa sem
2013)
deficiência e com deficiência, os respectivos
períodos poderão ser somados, após aplicação
§ 2º A avaliação da pessoa com deficiência será
realizada para fazer prova dessa condição da conversão de que trata o caput. (Incluído
exclusivamente para fins pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
previdenciários. (Incluído pelo Decreto nº 8.145,
de 2013) Art. 70-F. A redução do tempo de contribuição
da pessoa com deficiência não poderá ser
§ 3º Considera-se pessoa com deficiência aquela acumulada, no mesmo período contributivo,
que tem impedimentos de longo prazo de com a redução aplicada aos períodos de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, contribuição relativos a atividades exercidas sob
os quais, em interação com diversas barreiras, condições especiais que prejudiquem a saúde
podem obstruir sua participação plena e efetiva ou a integridade física. (Incluído pelo Decreto nº
na sociedade em igualdade de condições com as 8.145, de 2013)
demais pessoas. (Incluído pelo Decreto nº 8.145,
de 2013) § 1º É garantida a conversão do tempo de
contribuição cumprido em condições especiais
§ 4º Ato conjunto do Ministro de Estado Chefe que prejudiquem a saúde ou a integridade física
da Secretaria de Direitos Humanos da do segurado, inclusive da pessoa com
Presidência da República, dos Ministros de deficiência, para fins da aposentadoria de que
Estado da Previdência Social, da Fazenda, do trata o art. 70-B, se resultar mais favorável ao
Planejamento, Orçamento e Gestão e do segurado, conforme tabela abaixo: (Incluído
Advogado-Geral da União definirá impedimento pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
de longo prazo para os efeitos deste
Decreto. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de § 2º É vedada a conversão do tempo de
2013) contribuição da pessoa com deficiência para fins
de concessão da aposentadoria especial de que
Art. 70-E. Para o segurado que, após a filiação trata a Subseção IV da Seção VI do Capítulo
ao RGPS, tornar-se pessoa com deficiência, ou II. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
tiver seu grau alterado, os parâmetros
mencionados nos incisos I, II e III do caput do § 3º Para fins da aposentadoria por idade da
art. 70-B serão proporcionalmente ajustados e pessoa com deficiência é assegurada a
os respectivos períodos serão somados após conversão do período de exercício de atividade
conversão, conforme as tabelas abaixo, sujeita a condições especiais que prejudiquem a
considerando o grau de deficiência saúde ou a integridade física, cumprido na
preponderante, observado o disposto no art. 70- condição de pessoa com deficiência,
A: (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013) exclusivamente para efeito de cálculo do valor
da renda mensal, vedado o cômputo do tempo
convertido para fins de carência. (Incluído pelo reavaliação do grau de deficiência. (Incluído pelo
Decreto nº 8.145, de 2013) Decreto nº 8.145, de 2013)

Art.70-G. É facultado ao segurado com Parágrafo único. Após a concessão das


deficiência optar pela percepção de qualquer aposentadorias na forma dos arts. 70-B e 70-C,
outra espécie de aposentadoria do RGPS que lhe será observado o disposto nos arts. 347 e 347-
seja mais vantajosa. (Incluído pelo Decreto nº A. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
8.145, de 2013)
Art. 70-I. Aplicam-se à pessoa com deficiência as
Art. 70-H. A critério do INSS, o segurado com demais normas relativas aos benefícios do
deficiência deverá, a qualquer tempo, submeter- RGPS. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
se a perícia própria para avaliação ou

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção V
Do Auxílio-doença

Art. 71. O auxílio-doença será devido ao o doméstico; (Redação dada pelo Decreto nº
segurado que, após cumprida, quando for o 3.265, de 1999)
caso, a carência exigida, ficar incapacitado para
o seu trabalho ou para a sua atividade habitual II - a contar da data do início da incapacidade,
por mais de quinze dias consecutivos. para os demais segurados; ou

§ 1º Não será devido auxílio-doença ao III - a contar da data de entrada do


segurado que se filiar ao Regime Geral de requerimento, quando requerido após o
Previdência Social já portador de doença ou trigésimo dia do afastamento da atividade, para
lesão invocada como causa para a concessão do todos os segurados.
benefício, salvo quando a incapacidade
sobrevier por motivo de progressão ou § 1º Quando o acidentado não se afastar do
agravamento dessa doença ou lesão. trabalho no dia do acidente, os quinze dias de
responsabilidade da empresa pela sua
§ 2º Será devido auxílio-doença, remuneração integral são contados a partir da
independentemente de carência, aos segurados data do afastamento.
obrigatório e facultativo, quando sofrerem
acidente de qualquer natureza. § 2º (Revogado pelo Decreto nº 3.668, de 2000)

Art. 72. O auxílio-doença consiste numa renda § 3º O auxílio-doença será devido durante o
mensal calculada na forma do inciso I curso de reclamação trabalhista relacionada
do caput do art. 39 e será devido: com a rescisão do contrato de trabalho, ou após
a decisão final, desde que implementadas as
I - a contar do décimo sexto dia do afastamento condições mínimas para a concessão do
da atividade para o segurado empregado, exceto benefício, observado o disposto nos §§ 2º e
3º do art. 36.
Art. 73. O auxílio-doença do segurado que § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço
exercer mais de uma atividade abrangida pela médico próprio ou em convênio o exame
previdência social será devido mesmo no caso médico e o abono das faltas correspondentes
de incapacidade apenas para o exercício de uma aos primeiros quinze dias de afastamento.
delas, devendo a perícia médica ser
conhecedora de todas as atividades que o § 2º Quando a incapacidade ultrapassar quinze
mesmo estiver exercendo. dias consecutivos, o segurado será encaminhado
à perícia médica do Instituto Nacional do Seguro
§ 1º Na hipótese deste artigo, o auxílio-doença Social.
será concedido em relação à atividade para
a qual o segurado estiver incapacitado, § 3º Se concedido novo benefício decorrente da
considerando-se para efeito de carência mesma doença dentro de sessenta dias
somente as contribuições relativas a essa contados da cessação do benefício anterior, a
atividade. empresa fica desobrigada do pagamento relativo
aos quinze primeiros dias de afastamento,
§ 2º Se nas várias atividades o segurado exercer prorrogando-se o benefício anterior e
a mesma profissão, será exigido de imediato o descontando-se os dias trabalhados, se for o
afastamento de todas. caso.

§ 3º Constatada, durante o recebimento do § 4º Se o segurado empregado, por motivo de


auxílio-doença concedido nos termos deste doença, afastar-se do trabalho durante quinze
artigo, a incapacidade do segurado para cada dias, retornando à atividade no décimo sexto
uma das demais atividades, o valor do benefício dia, e se dela voltar a se afastar dentro de
deverá ser revisto com base nos respectivos sessenta dias desse retorno, em decorrência da
salários-de-contribuição, observado o disposto mesma doença, fará jus ao auxílio doença a
nos incisos I a III do art. 72. partir da data do novo afastamento. (Redação
dada pelo Decreto nº 5.545, de 2005)
§ 4º Ocorrendo a hipótese do § 1º, o valor do
auxílio-doença poderá ser inferior ao salário § 5º Na hipótese do § 4º, se o retorno à
mínimo desde que somado às demais atividade tiver ocorrido antes de quinze dias do
remunerações recebidas resultar valor superior afastamento, o segurado fará jus ao auxílio-
a este. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003) doença a partir do dia seguinte ao que
completar aquele período. (Incluído pelo
Art. 74. Quando o segurado que exercer mais de Decreto nº 4.729, de 2003)
uma atividade se incapacitar definitivamente
para uma delas, deverá o auxílio-doença ser Art. 76. A previdência social deve processar de
mantido indefinidamente, não cabendo sua ofício o benefício, quando tiver ciência da
transformação em aposentadoria por invalidez, incapacidade do segurado sem que este tenha
enquanto essa incapacidade não se estender às requerido auxílio-doença.
demais atividades.
Art. 76-A. É facultado à empresa protocolar
Parágrafo único. Na situação prevista no caput, requerimento de auxílio-doença ou documento
o segurado somente poderá transferir-se das dele originário de seu empregado ou de
demais atividades que exerce após o contribuinte individual a ela vinculado ou a seu
conhecimento da reavaliação médico-pericial. serviço, na forma estabelecida pelo
INSS. (Incluído pelo Decreto nº 5.699, de 2006)
Art. 75. Durante os primeiros quinze dias
consecutivos de afastamento da atividade por Parágrafo único. A empresa que adotar o
motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao procedimento previsto no caput terá acesso às
segurado empregado o seu salário. (Redação decisões administrativas a ele relativas. (Incluído
dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) pelo Decreto nº 5.699, de 2006)
Art. 77. O segurado em gozo de auxílio-doença forma estabelecida pelo Ministério da
está obrigado, independentemente de sua idade Previdência Social. (Incluído pelo Decreto nº
e sob pena de suspensão do benefício, a 5.844 de 2006)
submeter-se a exame médico a cargo da
previdência social, processo de reabilitação § 3º O documento de concessão do auxílio-
profissional por ela prescrito e custeado e doença conterá as informações necessárias para
tratamento dispensado gratuitamente, exceto o o requerimento da nova avaliação médico-
cirúrgico e a transfusão de sangue, que são pericial. (Incluído pelo Decreto nº 5.844 de
facultativos. 2006)

Art. 78. O auxílio-doença cessa pela recuperação Art. 79. O segurado em gozo de auxílio-doença,
da capacidade para o trabalho, pela insuscetível de recuperação para sua atividade
transformação em aposentadoria por invalidez habitual, deverá submeter-se a processo de
ou auxílio-acidente de qualquer natureza, neste reabilitação profissional para exercício de outra
caso se resultar sequela que implique redução atividade, não cessando o benefício até que seja
da capacidade para o trabalho que dado como habilitado para o desempenho de
habitualmente exercia. nova atividade que lhe garanta a subsistência
ou, quando considerado não recuperável, seja
§ 1º O INSS poderá estabelecer, mediante aposentado por invalidez.
avaliação médico-pericial, o prazo que entender
suficiente para a recuperação da capacidade Art. 80. O segurado empregado em gozo de
para o trabalho do segurado, dispensada nessa auxílio-doença é considerado pela empresa
hipótese a realização de nova perícia. (Incluído como licenciado.
pelo Decreto nº 5.844 de 2006)
Parágrafo único. A empresa que garantir ao
§ 2º Caso o prazo concedido para a recuperação segurado licença remunerada ficará obrigada a
se revele insuficiente, o segurado poderá pagar-lhe durante o período de auxílio-doença a
solicitar a realização de nova perícia médica, na eventual diferença entre o valor deste e a
importância garantida pela licença.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção V
Do Auxílio-Doença

Art. 59. O auxílio-doença será devido ao Art. 60. O auxílio-doença será devido ao
segurado que, havendo cumprido, quando for o segurado empregado a contar do décimo sexto
caso, o período de carência exigido nesta Lei, dia do afastamento da atividade, e, no caso dos
ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a demais segurados, a contar da data do início da
sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) incapacidade e enquanto ele permanecer
dias consecutivos. incapaz. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de
26.11.99)
Parágrafo único. Não será devido auxílio-doença
ao segurado que se filiar ao Regime Geral de § 1º Quando requerido por segurado afastado
Previdência Social já portador da doença ou da da atividade por mais de 30 (trinta) dias, o
lesão invocada como causa para o benefício, auxílio-doença será devido a contar da data da
salvo quando a incapacidade sobrevier por entrada do requerimento.
motivo de progressão ou agravamento dessa
doença ou lesão. § 2º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 3º Durante os primeiros 15 (quinze) dias subsistência poderá ter o benefício cancelado a
consecutivos ao do afastamento da atividade partir do retorno à atividade. (Incluído pela Lei
por motivo de doença, incumbirá à empresa nº 13.135, de 2015)
pagar ao segurado empregado o seu salário
integral. (Redação Dada pela Lei nº 9.876, de § 7º Na hipótese do § 6º, caso o segurado,
26.11.99) durante o gozo do auxílio-doença, venha a
exercer atividade diversa daquela que gerou o
§ 4º A empresa que dispuser de serviço médico, benefício, deverá ser verificada a incapacidade
próprio ou em convênio, terá a seu cargo o para cada uma das atividades
exame médico e o abono das faltas exercidas. (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
correspondentes ao período referido no § 3º,
somente devendo encaminhar o segurado à Art. 61. O auxílio-doença, inclusive o decorrente
perícia médica da Previdência Social quando a de acidente do trabalho, consistirá numa renda
incapacidade ultrapassar 15 (quinze) dias. mensal correspondente a 91% (noventa e um
por cento) do salário-de-benefício, observado o
§ 5º Nos casos de impossibilidade de realização disposto na Seção III, especialmente no art. 33
de perícia médica pelo órgão ou setor próprio desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de
competente, assim como de efetiva 1995)
incapacidade física ou técnica de
implementação das atividades e de atendimento Art. 62. O segurado em gozo de auxílio-doença,
adequado à clientela da previdência social, o insusceptível de recuperação para sua atividade
INSS poderá, sem ônus para os segurados, habitual, deverá submeter-se a processo de
celebrar, nos termos do regulamento, convênios, reabilitação profissional para o exercício de
termos de execução descentralizada, termos de outra atividade. Não cessará o benefício até que
fomento ou de colaboração, contratos não seja dado como habilitado para o desempenho
onerosos ou acordos de cooperação técnica para de nova atividade que lhe garanta a subsistência
realização de perícia médica, por delegação ou ou, quando considerado não-recuperável, for
simples cooperação técnica, sob sua aposentado por invalidez.
coordenação e supervisão, com: (Incluído pela
Lei nº 13.135, de 2015) Art. 63. O segurado empregado, inclusive o
doméstico, em gozo de auxílio-doença será
I - órgãos e entidades públicos ou que integrem considerado pela empresa e pelo empregador
o Sistema Único de Saúde (SUS); (Incluído pela doméstico como licenciado. (Redação dada pela
Lei nº 13.135, de 2015) Lei Complementar nº 150, de 2015)

II - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.135, de Parágrafo único. A empresa que garantir ao
2015) segurado licença remunerada ficará obrigada a
pagar-lhe durante o período de auxílio-doença a
III - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.135, de eventual diferença entre o valor deste e a
2015) importância garantida pela licença.

§ 6º O segurado que durante o gozo do auxílio- Art. 64. (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995)
doença vier a exercer atividade que lhe garanta

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção VI
Do Salário-família
Art. 81. O salário-família será devido, § 4º As cotas do salário-família, pagas pela
mensalmente, ao segurado empregado, exceto o empresa, deverão ser deduzidas quando do
doméstico, e ao trabalhador avulso que tenham recolhimento das contribuições sobre a folha de
salário-de-contribuição inferior ou igual a R$ salário.
360,00 (trezentos e sessenta reais), na
proporção do respectivo número de filhos ou Art. 83. A partir de 1o de maio de 2004, o valor
equiparados, nos termos do art. 16, observado o da cota do salário-família por filho ou
disposto no art. 83. equiparado de qualquer condição, até 14
(quatorze) anos de idade ou inválido, é
Art. 82. O salário-família será pago de: (Redação dada pelo Decreto nº 5.545, de
mensalmente: 2005)

I - ao empregado, pela empresa, com o I - R$ 20,00 (vinte reais), para o segurado com
respectivo salário, e ao trabalhador avulso, pelo remuneração mensal não superior a R$ 390,00
sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra, (trezentos e noventa reais); e (Incluído pelo
mediante convênio; Decreto nº 5.545, de 2005)

II - ao empregado e trabalhador avulso II - R$ 14,09 (quatorze reais e nove centavos),


aposentados por invalidez ou em gozo de para o segurado com remuneração mensal
auxílio-doença, pelo Instituto Nacional do superior a R$ 390,00 (trezentos e noventa reais)
Seguro Social, juntamente com o benefício; e igual ou inferior a R$ 586,19 (quinhentos e
oitenta e seis reais e dezenove
III - ao trabalhador rural aposentado por idade centavos). (Incluído pelo Decreto nº 5.545, de
aos sessenta anos, se do sexo masculino, ou 2005)
cinquenta e cinco anos, se do sexo feminino,
pelo Instituto Nacional do Seguro Social, Art. 84. O pagamento do salário-família será
juntamente com a aposentadoria; e devido a partir da data da apresentação da
certidão de nascimento do filho ou da
IV - aos demais empregados e trabalhadores documentação relativa ao equiparado, estando
avulsos aposentados aos sessenta e cinco anos condicionado à apresentação anual de atestado
de idade, se do sexo masculino, ou sessenta de vacinação obrigatória, até seis anos de idade,
anos, se do sexo feminino, pelo Instituto e de comprovação semestral de frequência à
Nacional do Seguro Social, juntamente com a escola do filho ou equiparado, a partir dos sete
aposentadoria. anos de idade. (Redação dada pelo Decreto nº
3.265, de 1999)
§ 1º No caso do inciso I, quando o salário do
empregado não for mensal, o salário-família § 1º A empresa deverá conservar, durante dez
será pago juntamente com o último pagamento anos, os comprovantes dos pagamentos e as
relativo ao mês. cópias das certidões correspondentes, para
exame pela fiscalização do Instituto Nacional do
§ 2º O salário-família do trabalhador avulso Seguro Social, conforme o disposto no § 7º do
independe do número de dias trabalhados no art. 225. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de
mês, devendo o seu pagamento corresponder 1999)
ao valor integral da cota.
§ 2º Se o segurado não apresentar o atestado de
§ 3º Quando o pai e a mãe são segurados vacinação obrigatória e a comprovação de
empregados ou trabalhadores avulsos, ambos frequência escolar do filho ou equiparado, nas
têm direito ao salário-família. datas definidas pelo Instituto Nacional do
Seguro Social, o benefício do salário-família será
suspenso, até que a documentação seja
apresentada.(Incluído pelo Decreto nº 3.265, de II - quando o filho ou equiparado completar
1999) quatorze anos de idade, salvo se inválido, a
contar do mês seguinte ao da data do
§ 3º Não é devido salário-família no período aniversário;
entre a suspensão do benefício motivada pela
falta de comprovação da frequência escolar e o III - pela recuperação da capacidade do filho ou
seu reativamento, salvo se provada a frequência equiparado inválido, a contar do mês seguinte
escolar regular no período. (Incluído pelo ao da cessação da incapacidade; ou
Decreto nº 3.265, de 1999)
IV - pelo desemprego do segurado.
§ 4º A comprovação de frequência escolar será
feita mediante apresentação de documento Art. 89. Para efeito de concessão e manutenção
emitido pela escola, na forma de legislação do salário-família, o segurado deve firmar termo
própria, em nome do aluno, onde consta o de responsabilidade, no qual se comprometa a
registro de frequência regular ou de atestado do comunicar à empresa ou ao Instituto Nacional
estabelecimento de ensino, comprovando a do Seguro Social qualquer fato ou circunstância
regularidade da matrícula e frequência escolar que determine a perda do direito ao benefício,
do aluno. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de ficando sujeito, em caso do não cumprimento,
1999) às sanções penais e trabalhistas.

Art. 85. A invalidez do filho ou equiparado maior Art. 90. A falta de comunicação oportuna de
de quatorze anos de idade deve ser verificada fato que implique cessação do salário-família,
em exame médico-pericial a cargo da bem como a prática, pelo empregado, de fraude
previdência social. de qualquer natureza para o seu recebimento,
autoriza a empresa, o Instituto Nacional do
Art. 86. O salário-família correspondente ao mês Seguro Social, o sindicato ou órgão gestor de
de afastamento do trabalho será pago mão-de-obra, conforme o caso, a descontar dos
integralmente pela empresa, pelo sindicato ou pagamentos de cotas devidas com relação a
órgão gestor de mão-de-obra, conforme o caso, outros filhos ou, na falta delas, do próprio
e o do mês da cessação de benefício pelo salário do empregado ou da renda mensal do
Instituto Nacional do Seguro Social. seu benefício, o valor das cotas indevidamente
recebidas, sem prejuízo das sanções penais
Art. 87. Tendo havido divórcio, separação cabíveis, observado o disposto no § 2º do art.
judicial ou de fato dos pais, ou em caso de 154.
abandono legalmente caracterizado ou perda do
pátrio-poder, o salário-família passará a ser pago Art. 91. O empregado deve dar quitação à
diretamente àquele a cujo cargo ficar o sustento empresa, sindicato ou órgão gestor de mão-de-
do menor, ou a outra pessoa, se houver obra de cada recebimento mensal do salário-
determinação judicial nesse sentido. família, na própria folha de pagamento ou por
outra forma admitida, de modo que a quitação
Art. 88. O direito ao salário-família cessa fique plena e claramente caracterizada.
automaticamente:
Art. 92. As cotas do salário-família não serão
I - por morte do filho ou equiparado, a contar do incorporadas, para qualquer efeito, ao salário ou
mês seguinte ao do óbito; ao benefício.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção VI
Do Salário-Família
Art. 65. O salário-família será devido, apresentação anual de atestado de vacinação
mensalmente, ao segurado empregado, obrigatória e de comprovação de frequência à
inclusive o doméstico, e ao segurado escola do filho ou equiparado, nos termos do
trabalhador avulso, na proporção do respectivo regulamento. (Redação Dada pela Lei nº 9.876,
número de filhos ou de 26.11.99)
equiparados nos termos do § 2º do art. 16 desta
Lei, observado o disposto no art. 66. (Redação Parágrafo único. O empregado doméstico deve
dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015) apresentar apenas a certidão de nascimento
referida no caput. (Incluído pela Lei
Parágrafo único. O aposentado por invalidez ou Complementar nº 150, de 2015)
por idade e os demais aposentados com 65
(sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do Art. 68. As cotas do salário-família serão pagas
sexo masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, pela empresa ou pelo empregador doméstico,
se do feminino, terão direito ao salário-família, mensalmente, junto com o salário, efetivando-se
pago juntamente com a aposentadoria. a compensação quando do recolhimento das
contribuições, conforme dispuser o
Art. 66. O valor da cota do salário-família por Regulamento. (Redação dada pela Lei
filho ou equiparado de qualquer condição, até Complementar nº 150, de 2015)
14 (quatorze) anos de idade ou inválido de
qualquer idade é de: § 1º A empresa ou o empregador doméstico
conservarão durante 10 (dez) anos os
I - Cr$ 1.360,00 (um mil trezentos e sessenta comprovantes de pagamento e as cópias das
cruzeiros), para o segurado com remuneração certidões correspondentes, para fiscalização da
mensal não superior a Cr$ 51.000,00 (cinquenta Previdência Social. (Redação dada pela Lei
e um mil cruzeiros); Atualizações decorrentes de Complementar nº 150, de 2015)
normas de hierarquia inferior
§ 2º Quando o pagamento do salário não for
II - Cr$ 170,00 (cento e setenta cruzeiros), para o mensal, o salário-família será pago juntamente
segurado com remuneração mensal superior a com o último pagamento relativo ao mês.
Cr$ 51.000,00 (cinquenta e um mil
cruzeiros). Atualizações decorrentes de normas Art. 69. O salário-família devido ao trabalhador
de hierarquia inferior avulso poderá ser recebido pelo sindicato de
classe respectivo, que se incumbirá de elaborar
Art. 67. O pagamento do salário-família é as folhas correspondentes e de distribuí-lo.
condicionado à apresentação da certidão de
nascimento do filho ou da documentação Art. 70. A cota do salário-família não será
relativa ao equiparado ou ao inválido, e à incorporada, para qualquer efeito, ao salário ou
ao benefício.

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção VII
Do Salário-maternidade

Art. 93. O salário-maternidade é devido à § 1º Para a segurada empregada, inclusive a


segurada da previdência social, durante 120 doméstica, observar-se-á, no que couber, as
(cento e vinte) dias, com início 28 (vinte e oito) situações e condições previstas na legislação
dias antes e término 91 (noventa e um) dia trabalhista relativas à proteção à maternidade.
depois do parto, podendo ser prorrogado na
forma prevista no § 3º. (Redação dada pelo § 2º Será devido o salário-maternidade à
Decreto nº 4.862, de 2003) segurada especial, desde que comprove o
exercício de atividade rural nos últimos dez § 2º O salário-maternidade não é devido
meses imediatamente anteriores à data do quando o termo de guarda não contiver a
parto ou do requerimento do benefício, quando observação de que é para fins de adoção ou só
requerido antes do parto, mesmo que de forma contiver o nome do cônjuge ou
descontínua, aplicando-se, quando for o caso, o companheiro. (Incluído pelo Decreto nº 4.729,
disposto no parágrafo único do art. de 2003)
29. (Redação dada pelo Decreto nº 5.545, de
2005) § 3º Para a concessão do salário-maternidade é
indispensável que conste da nova certidão de
§ 3º Em casos excepcionais, os períodos de nascimento da criança, ou do termo de guarda,
repouso anterior e posterior ao parto podem ser o nome da segurada adotante ou guardiã, bem
aumentados de mais duas semanas, mediante como, deste último, tratar-se de guarda para fins
atestado médico específico. (Redação dada pelo de adoção. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de
Decreto nº 3.668, de 2000) 2003)

§ 4º Em caso de parto antecipado ou não, a § 4º Quando houver adoção ou guarda judicial


segurada tem direito aos 120 (cento e vinte) dias para adoção de mais de uma criança, é devido
previstos neste artigo. um único salário-maternidade relativo à criança
de menor idade, observado o disposto no art.
§ 5º Em caso de aborto não criminoso, 98. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
comprovado mediante atestado médico, a
segurada terá direito ao salário-maternidade § 5º A renda mensal do salário-maternidade é
correspondente a duas semanas. (Redação dada calculada na forma do disposto nos arts. 94, 100
pelo Decreto nº 3.668, de 2000) ou 101, de acordo com a forma de contribuição
da segurada à Previdência Social. (Incluído pelo
§ 6º (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001) Decreto nº 4.729, de 2003)

Art. 93-A. O salário-maternidade é devido à § 6º O salário-maternidade de que trata este


segurada da Previdência Social que adotar ou artigo é pago diretamente pela previdência
obtiver guarda judicial para fins de adoção de social. (Incluído pelo Decreto nº 4.862, de 2003)
criança com idade: (Incluído pelo Decreto nº
4.729, de 2003) Art. 94. O salário-maternidade para a segurada
empregada consiste numa renda mensal igual à
I - até 1 (um) ano completo, por 120 (cento e sua remuneração integral e será pago pela
vinte) dias; (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de empresa, efetivando-se a compensação,
2003) observado o disposto no art. 248 da
Constituição, quando do recolhimento das
II - a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos contribuições incidentes sobre a folha de
completos, por 60 (sessenta) dias; ou (Incluído salários e demais rendimentos pagos ou
pelo Decreto nº 4.729, de 2003) creditados, a qualquer título, à pessoa física que
lhe preste serviço, devendo aplicar-se à renda
III - a partir de 4 (quatro) anos até completar 8 mensal do benefício o disposto no art.
(oito) anos, por 30 (trinta) dias. (Incluído pelo 198. (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de
Decreto nº 4.729, de 2003) 2003)

§ 1º O salário-maternidade é devido à segurada §§ 1º e 2º. (Revogados pelo Decreto nº 3.265,


independentemente de a mãe biológica ter de 1999)
recebido o mesmo benefício quando do
nascimento da criança. (Incluído pelo Decreto nº § 3º A empregada deve dar quitação à empresa
4.729, de 2003) dos recolhimentos mensais do salário-
maternidade na própria folha de pagamento ou
por outra forma admitida, de modo que a Art. 98. No caso de empregos concomitantes, a
quitação fique plena e claramente caracterizada. segurada fará jus ao salário-maternidade
(Incluído pelo Decreto nº 4.862, de 2003) relativo a cada emprego.

§ 4º A empresa deve conservar, durante 10 (dez) Art. 99. Nos meses de início e término do
anos, os comprovantes dos pagamentos e os salário-maternidade da segurada empregada, o
atestados ou certidões correspondentes para salário-maternidade será proporcional aos dias
exame pela fiscalização do INSS, conforme o de afastamento do trabalho.
disposto no § 7º do art. 225. (Incluído pelo
Decreto nº 4.862, de 2003) Art. 100. O salário-maternidade da segurada
trabalhadora avulsa, pago diretamente pela
Art. 95. Compete à interessada instruir o previdência social, consiste numa renda mensal
requerimento do salário-maternidade com os igual à sua remuneração integral equivalente a
atestados médicos necessários. (Redação dada um mês de trabalho, devendo aplicar-se à renda
pelo Decreto nº 3.668, de 2000) mensal do benefício o disposto no art.
198. (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de
Parágrafo único. Quando o benefício for 2003)
requerido após o parto, o documento
comprobatório é a Certidão de Nascimento, Art. 101. O salário-maternidade, observado o
podendo, no caso de dúvida, a segurada ser disposto nos arts. 35, 198, 199 ou 199-A, pago
submetida à avaliação pericial junto ao Instituto diretamente pela previdência social,
Nacional do Seguro Social. (Redação dada pelo consistirá: (Redação dada pelo Decreto nº 6.722,
Decreto nº 3.668, de 2000) de 2008).

Art. 96. O início do afastamento do trabalho da I - em valor correspondente ao do seu último


segurada empregada será determinado com salário-de-contribuição, para a segurada
base em atestado médico ou certidão de empregada doméstica; (Incluído pelo Decreto nº
nascimento do filho. (Redação dada pelo 3.265, de 1999)
Decreto nº 4.862, de 2003)
II - em um salário mínimo, para a segurada
§§ 1º e 2º. (Revogado pelo Decreto nº 4.729, de especial; (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de
2003) 1999)

Art. 97. O salário-maternidade da segurada III - em um doze avos da soma dos doze últimos
empregada será devido pela previdência social salários-de-contribuição, apurados em período
enquanto existir relação de emprego, não superior a quinze meses, para as seguradas
observadas as regras quanto ao pagamento contribuinte individual, facultativa e para as que
desse benefício pela empresa. (Redação dada mantenham a qualidade de segurada na forma
pelo Decreto nº 6.122, de 2007) do art. 13. (Redação dada pelo Decreto nº
6.122, de 2007)
Parágrafo único. Durante o período de graça a
que se refere o art. 13, a segurada §§ 1º e 2º. (Revogados pelo Decreto nº 3.265,
desempregada fará jus ao recebimento do de 1999)
salário-maternidade nos casos de demissão
antes da gravidez, ou, durante a gestação, nas § 3º O documento comprobatório para
requerimento do salário-maternidade da
hipóteses de dispensa por justa causa ou a
segurada que mantenha esta qualidade é a
pedido, situações em que o benefício será pago
certidão de nascimento do filho, exceto nos
diretamente pela previdência social. (Incluído casos de aborto espontâneo, quando deverá ser
pelo Decreto nº 6.122, de 2007) apresentado atestado médico, e no de adoção
ou guarda para fins de adoção, casos em que
serão observadas as regras do art. 93-A,
devendo o evento gerador do benefício ocorrer, incapacidade, conforme o caso, deverá ser
em qualquer hipótese, dentro do período suspenso enquanto perdurar o referido
previsto no art. 13. (Incluído pelo Decreto nº pagamento, ou terá sua data de início adiada
6.122, de 2007) para o primeiro dia seguinte ao término do
período de cento e vinte dias.
Art. 102. O salário-maternidade não pode ser
acumulado com benefício por incapacidade. Art. 103. A segurada aposentada que retornar à
atividade fará jus ao pagamento do salário-
Parágrafo único. Quando ocorrer incapacidade maternidade, de acordo com o disposto no art.
em concomitância com o período de pagamento 93.
do salário-maternidade, o benefício por

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção VII

Do Salário-Maternidade

Art. 71. O salário-maternidade é devido à Art. 71-B. No caso de falecimento da segurada


segurada da Previdência Social, durante 120 ou segurado que fizer jus ao recebimento do
(cento e vinte) dias, com início no período entre salário-maternidade, o benefício será pago, por
28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de todo o período ou pelo tempo restante a que
ocorrência deste, observadas as situações e teria direito, ao cônjuge ou companheiro
condições previstas na legislação no que sobrevivente que tenha a qualidade de
concerne à proteção à maternidade. (Redação segurado, exceto no caso do falecimento do
dada pala Lei nº 10.710, de 5.8.2003) filho ou de seu abandono, observadas as normas
aplicáveis ao salário-maternidade. (Incluído pela
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.528, Lei nº 12.873, de 2013) (Vigência)
de 1997)
§ 1º O pagamento do benefício de que trata
Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da o caput deverá ser requerido até o último dia do
Previdência Social que adotar ou obtiver guarda prazo previsto para o término do salário-
judicial para fins de adoção de criança é devido maternidade originário. (Incluído pela Lei nº
salário-maternidade pelo período de 120 (cento 12.873, de 2013) (Vigência)
e vinte) dias. (Redação dada pela Lei nº 12.873,
de 2013) § 2º O benefício de que trata o caput será pago
diretamente pela Previdência Social durante o
§ 1º O salário-maternidade de que trata este período entre a data do óbito e o último dia do
artigo será pago diretamente pela Previdência término do salário-maternidade originário e será
Social. (Redação dada pela Lei nº 12.873, de calculado sobre: (Incluído pela Lei nº 12.873, de
2013) 2013) (Vigência)

§ 2º Ressalvado o pagamento do salário- I - a remuneração integral, para o empregado e


maternidade à mãe biológica e o disposto no trabalhador avulso; (Incluído pela Lei nº 12.873,
art. 71-B, não poderá ser concedido o benefício de 2013) (Vigência)
a mais de um segurado, decorrente do mesmo
processo de adoção ou guarda, ainda que os II - o último salário-de-contribuição, para o
cônjuges ou companheiros estejam submetidos empregado doméstico; (Incluído pela Lei nº
a Regime Próprio de Previdência Social. (Incluído 12.873, de 2013) (Vigência)
pela Lei nº 12.873, de 2013)
III - 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) lhe preste serviço. (Incluído pela Lei nº 10.710,
últimos salários de contribuição, apurados em de 5.8.2003)
um período não superior a 15 (quinze) meses,
para o contribuinte individual, facultativo e § 2º A empresa deverá conservar durante 10
desempregado; e (Incluído pela Lei nº 12.873, (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e
de 2013) (Vigência) os atestados correspondentes para exame pela
fiscalização da Previdência Social. (Incluído pela
IV - o valor do salário mínimo, para o segurado Lei nº 10.710, de 5.8.2003)
especial. (Incluído pela Lei nº 12.873, de
2013) (Vigência) § 3º O salário-maternidade devido à
trabalhadora avulsa e à empregada do
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo ao microempreendedor individual de que trata
segurado que adotar ou obtiver guarda judicial o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14
para fins de adoção. (Incluído pela Lei nº 12.873, de dezembro de 2006, será pago diretamente
de 2013) (Vigência) pela Previdência Social. (Redação dada pela Lei
nº 12.470, de 2011)
Art. 71-C. A percepção do salário-maternidade,
inclusive o previsto no art. 71-B, está Art. 73. Assegurado o valor de um salário-
condicionada ao afastamento do segurado do mínimo, o salário-maternidade para as demais
trabalho ou da atividade desempenhada, sob seguradas, pago diretamente pela Previdência
pena de suspensão do benefício. (Incluído pela Social, consistirá: (Redação dada pela Lei nº
Lei nº 12.873, de 2013) (Vigência) 10.710, de 5.8.2003)

Art. 72. O salário-maternidade para a segurada I - em um valor correspondente ao do seu


empregada ou trabalhadora avulsa consistirá último salário-de-contribuição, para a segurada
numa renda mensal igual a sua remuneração empregada doméstica; (Incluído pela lei nº
integral. (Redação Dada pela Lei nº 9.876, de 9.876, de 26.11.99)
26.11.99)
II - em um doze avos do valor sobre o qual
§ 1º Cabe à empresa pagar o salário- incidiu sua última contribuição anual, para a
maternidade devido à respectiva empregada segurada especial; (Incluído pela lei nº 9.876, de
gestante, efetivando-se a compensação, 26.11.99)
observado o disposto no art. 248 da
Constituição Federal, quando do recolhimento III - em um doze avos da soma dos doze últimos
das contribuições incidentes sobre a folha de salários-de-contribuição, apurados em um
salários e demais rendimentos pagos ou período não superior a quinze meses, para as
creditados, a qualquer título, à pessoa física que demais seguradas. (Incluído pela lei nº 9.876, de
26.11.99)

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção VIII
Do Auxílio-acidente

Art. 104. O auxílio-acidente será concedido, as situações discriminadas no anexo III, que
como indenização, ao segurado empregado, implique: (Redação dada pelo Decreto nº 4.729,
exceto o doméstico, ao trabalhador avulso e ao de 2003)
segurado especial quando, após a consolidação
das lesões decorrentes de acidente de qualquer
natureza, resultar sequela definitiva, conforme
I - redução da capacidade para o trabalho que I - que apresente danos funcionais ou redução
habitualmente exerciam; (Redação dada pelo da capacidade funcional sem repercussão na
Decreto nº 4.729, de 2003) capacidade laborativa; e

II - redução da capacidade para o trabalho que II - de mudança de função, mediante


habitualmente exerciam e exija maior esforço readaptação profissional promovida pela
para o desempenho da mesma atividade que empresa, como medida preventiva, em
exerciam à época do acidente; ou decorrência de inadequação do local de
trabalho.
III - impossibilidade de desempenho da
atividade que exerciam à época do acidente, § 5º A perda da audição, em qualquer grau,
porém permita o desempenho de outra, após somente proporcionará a concessão do auxílio-
processo de reabilitação profissional, nos casos acidente quando, além do reconhecimento do
indicados pela perícia médica do Instituto nexo entre o trabalho e o agravo, resultar,
Nacional do Seguro Social. comprovadamente, na redução ou perda da
capacidade para o trabalho que o segurado
§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a habitualmente exercia. (Redação dada pelo
cinquenta por cento do salário-de-benefício que Decreto nº 6.939, de 2009)
deu origem ao auxílio-doença do segurado,
corrigido até o mês anterior ao do início do § 6º No caso de reabertura de auxílio-doença
auxílio-acidente e será devido até a véspera de por acidente de qualquer natureza que tenha
início de qualquer aposentadoria ou até a data dado origem a auxílio-acidente, este será
do óbito do segurado. suspenso até a cessação do auxílio-doença
reaberto, quando será reativado.
§ 2º O auxílio-acidente será devido a contar do
dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, § 7º Cabe a concessão de auxílio-acidente
independentemente de qualquer remuneração oriundo de acidente de qualquer natureza
ou rendimento auferido pelo acidentado, ocorrido durante o período de manutenção da
vedada sua acumulação com qualquer qualidade de segurado, desde que atendidas às
aposentadoria. condições inerentes à espécie. (Redação dada
pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
§ 3º O recebimento de salário ou concessão de
outro benefício, exceto de aposentadoria, não § 8º Para fins do disposto no caput considerar-
prejudicará a continuidade do recebimento do se-á a atividade exercida na data do acidente.
auxílio-acidente. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003)

§ 4º Não dará ensejo ao benefício a que se


refere este artigo o caso:

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção XI
Do Auxílio-Acidente

Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como § 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a


indenização, ao segurado quando, após cinquenta por cento do salário-de-benefício e
consolidação das lesões decorrentes de acidente será devido, observado o disposto no § 5º, até a
de qualquer natureza, resultarem sequelas que véspera do início de qualquer aposentadoria ou
impliquem redução da capacidade para o até a data do óbito do segurado. (Redação dada
trabalho que habitualmente exercia. (Redação pela Lei nº 9.528, de 1997)
dada pela Lei nº 9.528, de 1997)
§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do acidente. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de
dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, 1997)
independentemente de qualquer remuneração
ou rendimento auferido pelo acidentado, § 4º A perda da audição, em qualquer grau,
vedada sua acumulação com qualquer somente proporcionará a concessão do auxílio-
aposentadoria. (Redação dada pela Lei nº 9.528, acidente, quando, além do reconhecimento de
de 1997) causalidade entre o trabalho e a doença,
resultar, comprovadamente, na redução ou
§ 3º O recebimento de salário ou concessão de perda da capacidade para o trabalho que
outro benefício, exceto de aposentadoria, habitualmente exercia. (Restabelecido com nova
observado o disposto no § 5º, não prejudicará a redação pela Lei nº 9.528, de 1997)
continuidade do recebimento do auxílio-
§ 5º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995)

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção IX
Da Pensão por Morte

Art. 105. A pensão por morte será devida ao Parágrafo único. O valor da pensão por morte
conjunto dos dependentes do segurado que devida aos dependentes do segurado recluso
falecer, aposentado ou não, a contar da data: que, nessa condição, exercia atividade
remunerada será obtido mediante a realização
I - do óbito, quando requerido até trinta dias de cálculo com base no novo tempo de
depois deste; (Redação dada pelo Decreto nº contribuição e salários-de-contribuição
5.545, de 2005) correspondentes, neles incluídas as
contribuições recolhidas enquanto recluso,
II - do requerimento, quando requerida após o facultada a opção pela pensão com valor
prazo previsto no inciso I; ou correspondente ao do auxílio-reclusão, na forma
do disposto no § 3º do art. 39. (Incluído pelo
III - da decisão judicial, no caso de morte Decreto nº 4.729, de 2003)
presumida.
Art. 107. A concessão da pensão por morte não
§ 1º No caso do disposto no inciso II, a data de será protelada pela falta de habilitação de outro
início do benefício será a data do óbito, possível dependente, e qualquer habilitação
aplicados os devidos reajustamentos até a data posterior que importe em exclusão ou inclusão
de início do pagamento, não sendo devida de dependente somente produzirá efeito a
qualquer importância relativa ao período contar da data da habilitação.
anterior à data de entrada do
requerimento. (Redação dada pelo Decreto nº Art. 108. A pensão por morte somente será
5.545, de 2005) devida ao filho e ao irmão cuja invalidez tenha
ocorrido antes da emancipação ou de completar
§ 2º (Revogado pelo Decreto nº 5.545, de 2005) a idade de vinte e um anos, desde que
reconhecida ou comprovada, pela perícia
Art. 106. A pensão por morte consiste numa médica do INSS, a continuidade da invalidez até
renda mensal calculada na forma do § 3º do art. a data do óbito do segurado. (Redação dada
39. pelo Decreto nº 6.939, de 2009)
Parágrafo único. (Revogado pelo Decreto nº Art. 113. A pensão por morte, havendo mais de
6.722, de 2008). um pensionista, será rateada entre todos, em
partes iguais.
Art. 109. O pensionista inválido está obrigado,
independentemente de sua idade e sob pena de Parágrafo único. Reverterá em favor dos demais
suspensão do benefício, a submeter-se a exame dependentes a parte daquele cujo direito à
médico a cargo da previdência social, processo pensão cessar.
de reabilitação profissional por ela prescrito e
custeado e tratamento dispensado Art. 114. O pagamento da cota individual da
gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão pensão por morte cessa:
de sangue, que são facultativos.
I - pela morte do pensionista;
Art. 110. O cônjuge ausente somente fará jus ao
benefício a partir da data de sua habilitação e II - para o pensionista menor de idade, ao
mediante prova de dependência econômica, não completar vinte e um anos, salvo se for inválido,
excluindo do direito a companheira ou o ou pela emancipação, ainda que inválido,
companheiro. exceto, neste caso, se a emancipação for
decorrente de colação de grau científico em
Art. 111. O cônjuge divorciado ou separado curso de ensino superior; ou (Redação dada pelo
judicialmente ou de fato, que recebia pensão de Decreto nº 3.265, de 1999)
alimentos, receberá a pensão em igualdade de
condições com os demais dependentes referidos III - para o pensionista inválido, pela cessação da
no inciso I do art. 16. invalidez, verificada em exame médico-pericial a
cargo da previdência social.
Art. 112. A pensão poderá ser concedida, em
caráter provisório, por morte presumida: IV - pela adoção, para o filho adotado que
receba pensão por morte dos pais
I - mediante sentença declaratória de ausência, biológicos. (Incluído pelo Decreto nº 5.545, de
expedida por autoridade judiciária, a contar da 2005)
data de sua emissão; ou
§ 1º Com a extinção da cota do último
II - em caso de desaparecimento do segurado pensionista, a pensão por morte será
por motivo de catástrofe, acidente ou desastre, encerrada. (Incluído pelo Decreto nº 5.545, de
a contar da data da ocorrência, mediante prova 2005)
hábil.
§ 2º Não se aplica o disposto no inciso IV
Parágrafo único. Verificado o reaparecimento do do caput quando o cônjuge ou companheiro
segurado, o pagamento da pensão cessa adota o filho do outro. (Incluído pelo Decreto nº
imediatamente, ficando os dependentes 5.545, de 2005)
desobrigados da reposição dos valores
recebidos, salvo má-fé. Art. 115. O dependente menor de idade que se
invalidar antes de completar vinte e um anos
deverá ser submetido a exame médico-pericial,
não se extinguindo a respectiva cota se
confirmada a invalidez.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção VIII
Da Pensão por Morte
Art. 74. A pensão por morte será devida ao a partir da data de sua habilitação e mediante
conjunto dos dependentes do segurado que prova de dependência econômica.
falecer, aposentado ou não, a contar da
data: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) § 2º O cônjuge divorciado ou separado
judicialmente ou de fato que recebia pensão de
I - do óbito, quando requerida até trinta dias alimentos concorrerá em igualdade de
depois deste; (Incluído pela Lei nº 9.528, de condições com os dependentes referidos no
1997) inciso I do art. 16 desta Lei.

II - do requerimento, quando requerida após o Art. 77. A pensão por morte, havendo mais de
prazo previsto no inciso anterior; (Incluído pela um pensionista, será rateada entre todos em
Lei nº 9.528, de 1997) parte iguais. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de
1995)
III - da decisão judicial, no caso de morte
presumida. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) § 1º Reverterá em favor dos demais a parte
daquele cujo direito à pensão cessar. (Redação
§ 1º Perde o direito à pensão por morte, após o dada pela Lei nº 9.032, de 1995)
trânsito em julgado, o condenado pela prática
de crime de que tenha dolosamente resultado a § 2º O direito à percepção de cada cota
morte do segurado. (Incluído pela Lei nº 13.135, individual cessará: (Redação dada pela Lei nº
de 2015) 13.135, de 2015)

§ 2º Perde o direito à pensão por morte o I - pela morte do pensionista; (Incluído pela Lei
cônjuge, o companheiro ou a companheira se nº 9.032, de 1995)
comprovada, a qualquer tempo, simulação ou
fraude no casamento ou na união estável, ou a II - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão,
formalização desses com o fim exclusivo de de ambos os sexos, ao completar 21 (vinte e um)
constituir benefício previdenciário, apuradas em anos de idade, salvo se for inválido ou com
processo judicial no qual será assegurado o deficiência; (Redação dada pela Lei nº 13.135,
direito ao contraditório e à ampla de 2015)
defesa. (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
III - para filho ou irmão inválido, pela cessação
Art. 75. O valor mensal da pensão por morte da invalidez; (Redação dada pela Lei nº 13.135,
será de cem por cento do valor da de 2015)
aposentadoria que o segurado recebia ou
daquela a que teria direito se estivesse IV - pelo decurso do prazo de recebimento de
aposentado por invalidez na data de seu pensão pelo cônjuge, companheiro ou
falecimento, observado o disposto no art. 33 companheira, nos termos do § 5º. (Incluído pela
desta lei. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de Medida Provisória nº 664, de
1997) 2014) (Vigência) (Vide Lei nº 13.135, de
2015)
Art. 76. A concessão da pensão por morte não
será protelada pela falta de habilitação de outro V - para cônjuge ou companheiro: (Incluído pela
possível dependente, e qualquer inscrição ou Lei nº 13.135, de 2015)
habilitação posterior que importe em exclusão
ou inclusão de dependente só produzirá efeito a a) se inválido ou com deficiência, pela cessação
contar da data da inscrição ou habilitação. da invalidez ou pelo afastamento da deficiência,
respeitados os períodos mínimos decorrentes da
§ 1º O cônjuge ausente não exclui do direito à aplicação das alíneas “b” e “c”; (Incluído pela Lei
pensão por morte o companheiro ou a nº 13.135, de 2015)
companheira, que somente fará jus ao benefício
b) em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem § 2º-B. Após o transcurso de pelo menos 3
que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) (três) anos e desde que nesse período se
contribuições mensais ou se o casamento ou a verifique o incremento mínimo de um ano
união estável tiverem sido iniciados em menos inteiro na média nacional única, para ambos os
de 2 (dois) anos antes do óbito do sexos, correspondente à expectativa de
segurado; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015) sobrevida da população brasileira ao nascer,
poderão ser fixadas, em números inteiros, novas
c) transcorridos os seguintes períodos, idades para os fins previstos na alínea “c” do
estabelecidos de acordo com a idade do inciso V do § 2º, em ato do Ministro de Estado
beneficiário na data de óbito do segurado, se o da Previdência Social, limitado o acréscimo na
óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) comparação com as idades anteriores ao
contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) referido incremento. (Incluído pela Lei nº
anos após o início do casamento ou da união 13.135, de 2015)
estável: (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
§ 3º Com a extinção da parte do último
1) 3 (três) anos, com menos de 21 (vinte e um) pensionista a pensão extinguir-se-á. (Incluído
anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.135, de pela Lei nº 9.032, de 1995)
2015)
§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº
2) 6 (seis) anos, entre 21 (vinte e um) e 26 (vinte 13.135, de 2015)
e seis) anos de idade; (Incluído pela Lei nº
13.135, de 2015) § 5º O tempo de contribuição a Regime Próprio
de Previdência Social (RPPS) será considerado na
3) 10 (dez) anos, entre 27 (vinte e sete) e 29 contagem das 18 (dezoito) contribuições
(vinte e nove) anos de idade; (Incluído pela Lei mensais de que tratam as alíneas “b” e “c” do
nº 13.135, de 2015) inciso V do § 2º. (Incluído pela Lei nº 13.135, de
2015)
4) 15 (quinze) anos, entre 30 (trinta) e 40
(quarenta) anos de idade; (Incluído pela Lei nº Art. 78. Por morte presumida do segurado,
13.135, de 2015) declarada pela autoridade judicial competente,
depois de 6 (seis) meses de ausência, será
5) 20 (vinte) anos, entre 41 (quarenta e um) e 43 concedida pensão provisória, na forma desta
(quarenta e três) anos de idade; (Incluído pela Subseção.
Lei nº 13.135, de 2015)
§ 1º Mediante prova do desaparecimento do
6) vitalícia, com 44 (quarenta e quatro) ou mais segurado em consequência de acidente,
anos de idade. (Incluído pela Lei nº 13.135, de desastre ou catástrofe, seus dependentes farão
2015) jus à pensão provisória independentemente da
declaração e do prazo deste artigo.
§ 2º-A. Serão aplicados, conforme o caso, a
regra contida na alínea “a” ou os prazos § 2º Verificado o reaparecimento do segurado, o
previstos na alínea “c”, ambas do inciso V do § pagamento da pensão cessará imediatamente,
2º, se o óbito do segurado decorrer de acidente desobrigados os dependentes da reposição dos
de qualquer natureza ou de doença profissional valores recebidos, salvo má-fé.
ou do trabalho, independentemente do
Art. 79. Não se aplica o disposto no art. 103
recolhimento de 18 (dezoito) contribuições
desta Lei ao pensionista menor, incapaz ou
mensais ou da comprovação de 2 (dois) anos de
ausente, na forma da lei.
casamento ou de união estável. (Incluído pela
Lei nº 13.135, de 2015)

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


Subseção X
Do Auxílio-reclusão

Art. 116. O auxílio-reclusão será devido, nas regime fechado ou semi-aberto que contribuir
mesmas condições da pensão por morte, aos na condição de segurado de que trata a alínea
dependentes do segurado recolhido à prisão "o" do inciso V do art. 9º ou do inciso IX do §
que não receber remuneração da empresa nem 1º do art. 11 não acarreta perda do direito ao
estiver em gozo de auxílio-doença, recebimento do auxílio-reclusão pelos seus
aposentadoria ou abono de permanência em dependentes. (Incluído pelo Decreto nº 4.729,
serviço, desde que o seu último salário-de- de 2003)
contribuição seja inferior ou igual a R$ 360,00
(trezentos e sessenta reais). Art. 117. O auxílio-reclusão será mantido
enquanto o segurado permanecer detento ou
§ 1º É devido auxílio-reclusão aos dependentes recluso.
do segurado quando não houver salário-de-
contribuição na data do seu efetivo § 1º O beneficiário deverá apresentar
recolhimento à prisão, desde que mantida a trimestralmente atestado de que o segurado
qualidade de segurado. continua detido ou recluso, firmado pela
autoridade competente.
§ 2º O pedido de auxílio-reclusão deve ser
instruído com certidão do efetivo recolhimento § 2º No caso de fuga, o benefício será suspenso
do segurado à prisão, firmada pela autoridade e, se houver recaptura do segurado, será
competente. restabelecido a contar da data em que esta
ocorrer, desde que esteja ainda mantida a
§ 3º Aplicam-se ao auxílio-reclusão as normas qualidade de segurado.
referentes à pensão por morte, sendo
necessária, no caso de qualificação de § 3º Se houver exercício de atividade dentro do
dependentes após a reclusão ou detenção do período de fuga, o mesmo será considerado
segurado, a preexistência da dependência para a verificação da perda ou não da qualidade
econômica. de segurado.

§ 4º A data de início do benefício será fixada na Art. 118. Falecendo o segurado detido ou
data do efetivo recolhimento do segurado à recluso, o auxílio-reclusão que estiver sendo
prisão, se requerido até trinta dias depois desta, pago será automaticamente convertido em
ou na data do requerimento, se posterior, pensão por morte.
observado, no que couber, o disposto no inciso I
do art. 105. (Redação dada pelo Decreto nº Parágrafo único. Não havendo concessão de
4.729, de 2003) auxílio-reclusão, em razão de salário-de-
contribuição superior a R$ 360,00 (trezentos e
§ 5º O auxílio-reclusão é devido, apenas, sessenta reais), será devida pensão por morte
durante o período em que o segurado estiver aos dependentes se o óbito do segurado tiver
recolhido à prisão sob regime fechado ou semi- ocorrido dentro do prazo previsto no inciso IV
aberto. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de do art. 13.
2003)
Art. 119. É vedada a concessão do auxílio-
§ 6º O exercício de atividade remunerada pelo reclusão após a soltura do segurado.
segurado recluso em cumprimento de pena em

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Subseção IX
Do Auxílio-Reclusão

Art. 80. O auxílio-reclusão será devido, nas Parágrafo único. O requerimento do auxílio-
mesmas condições da pensão por morte, aos reclusão deverá ser instruído com certidão do
dependentes do segurado recolhido à prisão, efetivo recolhimento à prisão, sendo obrigatória,
que não receber remuneração da empresa nem para a manutenção do benefício, a apresentação
estiver em gozo de auxílio-doença, de de declaração de permanência na condição de
aposentadoria ou de abono de permanência em presidiário.
serviço.

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção XI
Do Abono Anual

Art. 120. Será devido abono anual ao segurado valor da renda mensal do benefício do mês de
e ao dependente que, durante o ano, recebeu dezembro de cada ano. (Incluído pelo Decreto
auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria, nº 4.032, de 2001)
salário-maternidade, pensão por morte ou
auxílio-reclusão. (Redação dada pelo Decreto nº § 2º O valor do abono anual correspondente ao
4.032, de 2001) período de duração do salário-maternidade será
pago, em cada exercício, juntamente com a
§ 1º O abono anual será calculado, no que última parcela do benefício nele devida.
couber, da mesma forma que a gratificação (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
natalina dos trabalhadores, tendo por base o

IV. Disposições gerais e específicas

V. Períodos de carência

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção II
Da Carência

Art. 26. Período de carência é o tempo descontínua, igual ao número de meses


correspondente ao número mínimo de necessário à concessão do benefício requerido.
contribuições mensais indispensáveis para que o
beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a § 2º Será considerado, para efeito de carência, o
partir do transcurso do primeiro dia dos meses tempo de contribuição para o Plano de
de suas competências. Seguridade Social do Servidor Público anterior
à Lei nº 8.647, de 13 de abril de 1993, efetuado
§ 1º Para o segurado especial, considera-se pelo servidor público ocupante de cargo em
período de carência o tempo mínimo de efetivo comissão sem vínculo efetivo com a União,
exercício de atividade rural, ainda que de forma autarquias, ainda que em regime especial, e
fundações públicas federais.
§ 3º Não é computado para efeito de carência o II - para o segurado empregado doméstico,
tempo de atividade do trabalhador rural contribuinte individual, observado o disposto no
anterior à competência novembro de 1991. § 4º do art. 26, e facultativo, inclusive o
segurado especial que contribui na forma do §
§ 4º Para efeito de carência, considera-se 2º do art. 200, da data do efetivo recolhimento
presumido o recolhimento das contribuições do da primeira contribuição sem atraso, não sendo
segurado empregado, do trabalhador avulso e, consideradas para esse fim as contribuições
relativamente ao contribuinte individual, a partir recolhidas com atraso referentes a
da competência abril de 2003, as contribuições competências anteriores, observado, quanto ao
dele descontadas pela empresa na forma do art. segurado facultativo, o disposto nos §§ 3o e
216. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 4º do art. 11. (Redação dada pelo Decreto nº
2003) 6.042, de 2007).

§ 5º Observado o disposto no § 4º do art. 13, as § 1º Para o segurado especial que não contribui
contribuições vertidas para regime próprio de na forma do § 2º do art. 200, o período de
previdência social serão consideradas para todos carência de que trata o § 1º do art. 26 é contado
os efeitos, inclusive para os de carência. a partir do efetivo exercício da atividade rural,
(Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999) mediante comprovação, na forma do disposto
no art. 62. (Redação dada pelo Decreto nº
Art. 27. (Revogado pelo Decreto nº 5.399, de 6.042, de 2007).
2005)
§ 2º O período a que se refere o inciso XVIII do
Art. 27-A. Havendo perda da qualidade de art. 60 será computado para fins de carência.
segurado, as contribuições anteriores a essa
perda somente serão computadas para efeito de § 3º Para os segurados a que se refere o inciso
carência depois que o segurado contar, a partir II, optantes pelo recolhimento trimestral na
da nova filiação ao Regime Geral de Previdência forma prevista nos §§ 15 e 16 do art. 216, o
Social, com, no mínimo, um terço do número de período de carência é contado a partir do mês
contribuições exigidas para o cumprimento da de inscrição do segurado, desde que efetuado o
carência definida no art. 29. (Incluído pelo recolhimento da primeira contribuição no prazo
Decreto nº 5.545, de 2005) estipulado no referido § 15.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto Art. 29. A concessão das prestações pecuniárias
no caput ao segurado oriundo de regime do Regime Geral de Previdência Social,
próprio de previdência social que se filiar ao ressalvado o disposto no art. 30, depende dos
Regime Geral de Previdência Social após os seguintes períodos de carência:
prazos a que se refere o inciso II do caput e o §
1º do art. 13. (Incluído pelo Decreto nº 5.545, I – 12 (doze) contribuições mensais, nos casos
de 2005) de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez;
e
Art. 28. O período de carência é contado:
II – 180 (cento e oitenta) contribuições mensais,
I - para o segurado empregado e trabalhador nos casos de aposentadoria por idade, tempo de
avulso, da data de filiação ao Regime Geral de contribuição e especial.
Previdência Social; e
III – 10 (dez) contribuições mensais, no caso de Social, for acometido de alguma das doenças ou
salário-maternidade, para as seguradas afecções especificadas em lista elaborada pelos
contribuinte individual, especial e facultativa, Ministérios da Saúde e da Previdência e
respeitado o disposto no § 2º do art. 93 e no Assistência Social a cada três anos, de acordo
inciso II do art. 101. (Redação dada pelo com os critérios de estigma, deformação,
Decreto nº 3.452, de 2000) mutilação, deficiência ou outro fator que lhe
confira especificidade e gravidade que mereçam
Parágrafo único. Em caso de parto antecipado, tratamento particularizado;
o período de carência a que se refere o inciso III
será reduzido em número de contribuições IV - aposentadoria por idade ou por invalidez,
equivalente ao número de meses em que o auxílio-doença, auxílio-reclusão ou pensão por
parto foi antecipado. (Incluído pelo Decreto nº morte aos segurados especiais, desde que
3.265, de 1999) comprovem o exercício de atividade rural no
período imediatamente anterior ao
Art. 30. Independe de carência a concessão das requerimento do benefício, ainda que de forma
seguintes prestações: descontínua, igual ao número de meses
correspondente à carência do benefício
I - pensão por morte, auxílio-reclusão, salário- requerido; e
família e auxílio-acidente de qualquer natureza;
V - reabilitação profissional.
II - salário-maternidade, para as seguradas
empregada, empregada doméstica e Parágrafo único. Entende-se como acidente de
trabalhadora avulsa; (Redação dada pelo qualquer natureza ou causa aquele de origem
Decreto nº 3.265, de 1999) traumática e por exposição a agentes exógenos
(físicos, químicos e biológicos), que acarrete
III - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez lesão corporal ou perturbação funcional que
nos casos de acidente de qualquer natureza ou cause a morte, a perda, ou a redução
causa, bem como nos casos de segurado que, permanente ou temporária da capacidade
após filiar-se ao Regime Geral de Previdência laborativa.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Seção II
Dos Períodos de Carência

Art. 24. Período de carência é o número mínimo mínimo, 1/3 (um terço) do número de
de contribuições mensais indispensáveis para contribuições exigidas para o cumprimento da
que o beneficiário faça jus ao benefício, carência definida para o benefício a ser
consideradas a partir do transcurso do primeiro requerido. (Vide Medida Provisória nº 242, de
dia dos meses de suas competências. 2005)

Parágrafo único. Havendo perda da qualidade Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias
de segurado, as contribuições anteriores a essa do Regime Geral de Previdência Social depende
data só serão computadas para efeito de dos seguintes períodos de carência, ressalvado o
carência depois que o segurado contar, a partir disposto no art. 26:
da nova filiação à Previdência Social, com, no
I - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez: fator que lhe confira especificidade e gravidade
12 (doze) contribuições mensais; que mereçam tratamento
particularizado; (Redação dada pela Lei nº
II - aposentadoria por idade, aposentadoria por 13.135, de 2015)
tempo de serviço e aposentadoria especial: 180
contribuições mensais. (Redação dada pela Lei III - os benefícios concedidos na forma do inciso
nº 8.870, de 1994) I do art. 39, aos segurados especiais referidos no
inciso VII do art. 11 desta Lei;
III - salário-maternidade para as seguradas de
que tratam os incisos V e VII do art. 11 e o art. IV - serviço social;
13: 10 (dez) contribuições mensais, respeitado o
disposto no parágrafo único do art. 39 desta V - reabilitação profissional.
Lei. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
VI – salário-maternidade para as seguradas
Parágrafo único. Em caso de parto antecipado, o empregada, trabalhadora avulsa e empregada
período de carência a que se refere o inciso III doméstica. (Incluído pela Lei nº 9.876, de
será reduzido em número de contribuições 26.11.99)
equivalente ao número de meses em que o
parto foi antecipado. (Incluído pela Lei nº 9.876, Art. 27. Para cômputo do período de carência,
de 26.11.99) serão consideradas as contribuições: (Redação
dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
Art. 26. Independe de carência a concessão das
seguintes prestações: I - referentes ao período a partir da data de
filiação ao Regime Geral de Previdência Social
I - pensão por morte, auxílio-reclusão, salário- (RGPS), no caso dos segurados empregados,
família e auxílio-acidente; (Redação dada pela inclusive os domésticos, e dos trabalhadores
Lei nº 9.876, de 26.11.99) avulsos; (Redação dada pela Lei Complementar
nº 150, de 2015)
II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez
nos casos de acidente de qualquer natureza ou II - realizadas a contar da data de efetivo
causa e de doença profissional ou do trabalho, pagamento da primeira contribuição sem atraso,
bem como nos casos de segurado que, após não sendo consideradas para este fim as
filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das contribuições recolhidas com atraso referentes a
doenças e afecções especificadas em lista competências anteriores, no caso dos segurados
elaborada pelos Ministérios da Saúde e da contribuinte individual, especial e facultativo,
Previdência Social, atualizada a cada 3 (três) referidos, respectivamente, nos incisos V e VII
anos, de acordo com os critérios de estigma, do art. 11 e no art. 13. (Redação dada pela Lei
deformação, mutilação, deficiência ou outro Complementar nº 150, de 2015)

VI. Salário-de-benefício

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


Seção III
Do Salário-de-benefício

Art. 31. Salário-de-benefício é o valor básico empregado, a qualquer título, sob forma de
utilizado para cálculo da renda mensal dos moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais
benefícios de prestação continuada, inclusive os tenha incidido contribuição previdenciária.
regidos por normas especiais, exceto o salário-
família, a pensão por morte, o salário- § 5º Não será considerado, no cálculo do salário-
maternidade e os demais benefícios de de-benefício, o aumento dos salários-de-
legislação especial. contribuição que exceder o limite legal, inclusive
o voluntariamente concedido nos 36 (trinta e
Parágrafo único. O INSS terá até cento e oitenta seis) meses imediatamente anteriores ao início
dias, contados da data do pedido, para fornecer do benefício, salvo se homologado pela Justiça
ao segurado as informações constantes do CNIS do Trabalho, resultante de promoção regulada
sobre contribuições e remunerações utilizadas por normas gerais da empresa, admitida pela
no cálculo do salário-de-benefício. (Incluído pelo legislação do trabalho, de sentença normativa
Decreto nº 4.079, de 2002) ou de reajustamento salarial obtido pela
categoria respectiva.
Art. 32. O salário-de-benefício
consiste: (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, § 6º Se, no período básico de cálculo, o
de 1999) segurado tiver recebido benefício por
incapacidade, considerar-se-á como salário-de-
I - para as aposentadorias por idade e por tempo contribuição, no período, o salário-de-benefício
de contribuição, na média aritmética simples que serviu de base para o cálculo da renda
dos maiores salários-de-contribuição mensal, reajustado nas mesmas épocas e nas
correspondentes a 80% (oitenta) por cento de mesmas bases dos benefícios em geral, não
todo o período contributivo, multiplicada pelo podendo ser inferior ao salário mínimo nem
fator previdenciário; (Incluído pelo Decreto nº superior ao limite máximo do salário-de-
3.265, de 1999) contribuição.

II - para as aposentadorias por invalidez e § 7º Exceto para o salário-família e o auxílio-


especial, auxílio-doença e auxílio-acidente na acidente, será pago o valor mínimo de benefício
média aritmética simples dos maiores salários- para as prestações referidas no art. 30, quando
de-contribuição correspondentes a 80% não houver salário-de-contribuição no período
(oitenta) por cento de todo o período básico de cálculo.
contributivo; (Redação dada pelo Decreto nº
5.545, de 2005) § 8º Para fins de apuração do salário-de-
benefício de qualquer aposentadoria precedida
III - (Revogado pelo Decreto nº 5.545, de 2005) de auxílio-acidente, o valor mensal deste será
somado ao salário-de-contribuição antes da
§ 1º (Revogado pelo Decreto nº 3.265, de 1999) aplicação da correção a que se refere o art. 33,
não podendo o total apurado ser superior ao
§ 2º (Revogado pelo Decreto nº 5.399, de 2005) limite máximo do salário-de-contribuição.

§ 3º O valor do salário-de-benefício não será § 9º No caso dos §§ 3º e 4º do art. 56, o valor


inferior ao de um salário mínimo, nem superior inicial do benefício será calculado considerando-
ao limite máximo do salário-de-contribuição na se como período básico de cálculo os meses de
data de início do benefício. contribuição imediatamente anteriores ao mês
em que o segurado completou o tempo de
§ 4º Serão considerados para cálculo do salário- contribuição, trinta anos para a mulher e trinta e
de-benefício os ganhos habituais do segurado cinco anos para o homem, observado o disposto
no § 2º do art. 35 e a legislação de § 13. Publicada a tábua de mortalidade, os
regência. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, benefícios previdenciários requeridos a partir
de 1999) dessa data considerarão a nova expectativa de
sobrevida. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de
§ 10. Para os segurados contribuinte individual 1999)
e facultativo optantes pelo recolhimento
trimestral na forma prevista no § 15 do art. 216, § 14. Para efeito da aplicação do fator
que tenham solicitado qualquer benefício previdenciário ao tempo de contribuição do
previdenciário, o salário-de-benefício consistirá segurado serão adicionados: (Incluído pelo
na média aritmética simples de todos os Decreto nº 3.265, de 1999)
salários-de-contribuição integrantes da
contribuição trimestral, desde que efetivamente I – 5 (cinco) anos, quando se tratar de mulher;
recolhidos. (Redação dada pelo Decreto nº ou (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
3.265, de 1999)
II – 5 (cinco) ou 10 (dez) anos, quando se tratar,
§ 11. O fator previdenciário será calculado respectivamente, de professor ou professora,
considerando-se a idade, a expectativa de que comprovem exclusivamente tempo de
sobrevida e o tempo de contribuição do efetivo exercício das funções de magistério na
segurado ao se aposentar, mediante a educação infantil e no ensino fundamental e
fórmula: (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de médio. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
1999)
§ 15. No cálculo do salário-de-benefício serão
considerados os salário-de-contribuição vertidos
para regime próprio de previdência social de
segurado oriundo desse regime, após a sua
filiação ao Regime Geral de Previdência Social,
onde: de acordo com o disposto no art. 214. (Incluído
pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
f = fator previdenciário;
§ 16. Na hipótese do § 23 do art. 216, enquanto
Es = expectativa de sobrevida no momento da as contribuições não forem complementadas, o
aposentadoria; salário-de-contribuição será computado, para
efeito de benefício, proporcionalmente à
Tc = tempo de contribuição até o momento da contribuição efetivamente recolhida. (Incluído
aposentadoria; pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

Id = idade no momento da aposentadoria; e § 17. No caso do parágrafo anterior, não serão


considerados como tempo de contribuição, para
a = alíquota de contribuição correspondente a o fim de concessão de benefício previdenciário,
0,31. enquanto as contribuições não forem
complementadas, o período correspondente às
§ 12. Para efeito do disposto no parágrafo competências em que se verificar recolhimento
anterior, a expectativa de sobrevida do segurado de contribuição sobre salário-de-contribuição
na idade da aposentadoria será obtida a partir menor que um salário mínimo. (Incluído pelo
da tábua completa de mortalidade construída Decreto nº 3.265, de 1999)
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, para toda a população brasileira, § 18. O salário-de-benefício, para fins de cálculo
considerando-se a média nacional única para da prestação teórica dos benefícios por
ambos os sexos. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, totalização, no âmbito dos acordos
de 1999) internacionais, do segurado com contribuição
para a previdência social brasileira, será
apurado: (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de § 22. Considera-se período
2003) contributivo: (Incluído pelo Decreto nº 6.939, de
2009)
I - quando houver contribuído, no Brasil, em
número igual ou superior a sessenta por cento I - para o empregado, empregado doméstico e
do número de meses decorridos desde a trabalhador avulso: o conjunto de meses em
competência julho de 1994, mediante a que houve ou deveria ter havido contribuição
aplicação do disposto no art. 188-A e seus §§ em razão do exercício de atividade remunerada
1º e 2º; (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de sujeita a filiação obrigatória ao regime de que
2003) trata este Regulamento; ou (Incluído pelo
Decreto nº 6.939, de 2009)
II - quando houver contribuído, no Brasil, em
número inferior ao indicado no inciso I, com II - para os demais segurados, inclusive o
base no valor da média aritmética simples de facultativo: o conjunto de meses de efetiva
todos os salários-de-contribuição contribuição ao regime de que trata este
correspondentes a todo o período contributivo Regulamento. (Incluído pelo Decreto nº 6.939,
contado desde julho de 1994, multiplicado pelo
de 2009)
fator previdenciário, observados o § 2º do art.
188-A, o § 19 e, quando for o caso, o § 14,
§ 23. É garantida a aplicação do fator
ambos deste artigo; e (Incluído pelo Decreto nº
4.729, de 2003) previdenciário no cálculo das aposentadorias
por tempo de contribuição e por idade devidas
III - sem contribuição, no Brasil, a partir da ao segurado com deficiência, se resultar em
competência julho de 1994, com base na média renda mensal de valor mais elevado, devendo o
aritmética simples de todo o período INSS, quando da concessão do benefício,
contributivo, multiplicado pelo fator proceder ao cálculo da renda mensal inicial com
previdenciário, observados o disposto no § e sem a aplicação do fator
2º do art. 188-A e, quando for o caso, no § 14 previdenciário. (Incluído pelo Decreto nº 8.145,
deste artigo. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de de 2013)
2003)
§ 24. Para efeitos do disposto no § 23, na
§ 19. Para a hipótese de que trata o § 18, o
aplicação do fator previdenciário, será
tempo de contribuição a ser considerado na
aplicação da fórmula do fator previdenciário é o considerado o tempo de contribuição
somatório do tempo de contribuição para a computado para fins de cálculo do salário-de-
previdência social brasileira e o tempo de benefício. (Incluído pelo Decreto nº 8.145, de
contribuição para a previdência social do país 2013)
acordante. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de
2003) Art. 33. Todos os salários-de-contribuição
utilizados no cálculo do salário-de-benefício
§ 20. (Revogado pelo Decreto nº 6.939, de serão corrigidos, mês a mês, de acordo com a
2009) variação integral do Índice Nacional de Preço ao
Consumidor - INPC, referente ao período
§ 21. O salário-de-benefício do segurado decorrido a partir da primeira competência do
especial consiste no valor equivalente ao salário- salário-de-contribuição que compõe o período
mínimo, ressalvado o disposto no inciso II do § básico de cálculo até o mês anterior ao do início
2º do art. 39 deste Regulamento. (Incluído pelo do benefício, de modo a preservar o seu valor
Decreto nº 6.722, de 2008). real. (Redação dada pelo Decreto nº 5.545, de
2005)
Art. 34. O salário-de-benefício do segurado que § 2º Quando o exercício de uma das atividades
contribui em razão de atividades concomitantes concomitantes se desdobrar por atividades
será calculado com base na soma dos salários- sucessivas, o tempo a ser considerado para os
de-contribuição das atividades exercidas até a efeitos deste artigo será a soma dos períodos de
data do requerimento ou do óbito ou no contribuição correspondentes.
período básico de cálculo, observado o disposto
no art. 32 e nas normas seguintes: § 3º Se o segurado se afastar de uma das
atividades antes da data do requerimento ou do
I - quando o segurado satisfizer, em relação a óbito, porém em data abrangida pelo período
cada atividade, as condições para obtenção do básico de cálculo do salário-de-benefício, o
benefício requerido, o salário-de-benefício será respectivo salário-de-contribuição será
calculado com base na soma dos respectivos computado, observadas, conforme o caso, as
salários-de-contribuição; normas deste artigo.

II - quando não se verificar a hipótese do inciso § 4º O percentual a que se referem a alínea "b"
anterior, o salário-de-benefício corresponderá à do inciso II e o inciso III do caput não pode ser
soma das seguintes parcelas: superior a cem por cento do limite máximo do
salário-de-contribuição.
a) o salário-de-benefício calculado com base nos
salários-de-contribuição das atividades em § 5º No caso do § 3º do art. 73, o salário-de-
relação às quais são atendidas as condições do benefício da aposentadoria por invalidez deve
benefício requerido; e corresponder à soma das parcelas seguintes:

b) um percentual da média do salário-de- I - o valor do salário-de-benefício do auxílio-


contribuição de cada uma das demais doença a ser transformado em aposentadoria
atividades, equivalente à relação entre o por invalidez, reajustado na forma do § 6º do
número de meses completos de contribuição e art. 32; e
os do período da carência do benefício
requerido; e II - o valor correspondente ao percentual da
média dos salários-de-contribuição de cada uma
III - quando se tratar de benefício por tempo de das demais atividades não consideradas no
contribuição, o percentual de que trata a alínea cálculo do auxílio-doença a ser transformado,
"b" do inciso anterior será o resultante da percentual este equivalente à relação entre os
relação entre os anos completos de atividade e meses completos de contribuição, até o máximo
o número de anos de contribuição considerado de doze, e os estipulados como período de
para a concessão do benefício. carência para a aposentadoria por invalidez.

§ 1º O disposto neste artigo não se aplica ao § 6º Não se aplica o disposto neste artigo ao
segurado que, em obediência ao limite máximo segurado que tenha sofrido redução dos
do salário-de-contribuição, contribuiu apenas salários-de-contribuição das atividades
por uma das atividades concomitantes. concomitantes em respeito ao limite desse
salário.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção I
Do Salário-de- Benefício

Art. 28. O valor do benefício de prestação especial e o decorrente de acidente do trabalho,


continuada, inclusive o regido por norma exceto o salário-família e o salário-maternidade,
será calculado com base no salário-de- seis) meses imediatamente anteriores ao início
benefício. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de do benefício, salvo se homologado pela Justiça
1995) do Trabalho, resultante de promoção regulada
por normas gerais da empresa, admitida pela
§ 1º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) legislação do trabalho, de sentença normativa
ou de reajustamento salarial obtido pela
§ 2º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) categoria respectiva.

§ 3º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) § 5º Se, no período básico de cálculo, o


segurado tiver recebido benefícios por
§ 4º (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) incapacidade, sua duração será contada,
considerando-se como salário-de-contribuição,
Art. 29. O salário-de-benefício no período, o salário-de-benefício que serviu de
consiste: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de base para o cálculo da renda mensal, reajustado
26.11.99) nas mesmas épocas e bases dos benefícios em
geral, não podendo ser inferior ao valor de 1
I - para os benefícios de que tratam as (um) salário mínimo.
alíneas b e c do inciso I do art. 18, na média
aritmética simples dos maiores salários-de- § 6º O salário-de-benefício do segurado especial
contribuição correspondentes a oitenta por consiste no valor equivalente ao salário-mínimo,
cento de todo o período contributivo, ressalvado o disposto no inciso II do art. 39 e
multiplicada pelo fator previdenciário; (Incluído nos §§ 3º e 4º do art. 48 desta Lei. (Redação
pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) dada pela Lei nº 11.718, de 2008)

II - para os benefícios de que tratam as I (Revogado pela Lei nº 11.718, de 2008)


alíneas a, d, e e h do inciso I do art. 18, na
média aritmética simples dos maiores salários- II (Revogado pela Lei nº 11.718, de 2008)
de-contribuição correspondentes a oitenta por
cento de todo o período contributivo. (Incluído § 7º O fator previdenciário será calculado
pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) considerando-se a idade, a expectativa de
sobrevida e o tempo de contribuição do
§ 1º (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.1999) segurado ao se aposentar, segundo a fórmula
constante do Anexo desta Lei. (Incluído pela Lei
§ 2º O valor do salário-de-benefício não será nº 9.876, de 26.11.99) (Vide Decreto nº 3.266,
inferior ao de um salário mínimo, nem superior de 1.999)
ao do limite máximo do salário-de-contribuição
na data de início do benefício. § 8º Para efeito do disposto no § 7º, a
expectativa de sobrevida do segurado na idade
§ 3º Serão considerados para cálculo do salário- da aposentadoria será obtida a partir da tábua
de-benefício os ganhos habituais do segurado completa de mortalidade construída pela
empregado, a qualquer título, sob forma de Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais Estatística - IBGE, considerando-se a média
tenha incidido contribuições previdenciárias, nacional única para ambos os sexos. (Incluído
exceto o décimo-terceiro salário (gratificação pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
natalina). (Redação dada pela Lei nº 8.870, de
1994) § 9º Para efeito da aplicação do fator
previdenciário, ao tempo de contribuição do
§ 4º Não será considerado, para o cálculo do segurado serão adicionados: (Incluído pela Lei
salário-de-benefício, o aumento dos salários-de- nº 9.876, de 26.11.99)
contribuição que exceder o limite legal, inclusive
o voluntariamente concedido nos 36 (trinta e I – 5 (cinco) anos, quando se tratar de
mulher; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)
II – 5 (cinco) anos, quando se tratar de professor § 2º O segurado poderá solicitar, a qualquer
que comprove exclusivamente tempo de efetivo momento, a inclusão, exclusão ou retificação de
exercício das funções de magistério na educação informações constantes do CNIS, com a
infantil e no ensino fundamental e apresentação de documentos comprobatórios
médio; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) dos dados divergentes, conforme critérios
definidos pelo INSS. (Redação dada pela Lei
III – 10 (dez) anos, quando se tratar de Complementar nº 128, de 2008)
professora que comprove exclusivamente tempo
de efetivo exercício das funções de magistério § 3º A aceitação de informações relativas a
na educação infantil e no ensino fundamental e vínculos e remunerações inseridas
médio. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) extemporaneamente no CNIS, inclusive
retificações de informações anteriormente
§ 10. O auxílio-doença não poderá exceder a inseridas, fica condicionada à comprovação dos
média aritmética simples dos últimos 12 (doze) dados ou das divergências apontadas, conforme
salários-de-contribuição, inclusive em caso de critérios definidos em regulamento. (Incluído
remuneração variável, ou, se não alcançado o pela Lei Complementar nº 128, de 2008)
número de 12 (doze), a média aritmética
simples dos salários-de-contribuição existentes. § 4º Considera-se extemporânea a inserção de
(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015) dados decorrentes de documento inicial ou de
retificação de dados anteriormente informados,
§ 11. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.135, de quando o documento ou a retificação, ou a
2015) informação retificadora, forem apresentados
após os prazos estabelecidos em regulamento.
§ 12. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.135, de (Incluído pela Lei Complementar nº 128, de
2015) 2008)

§ 13. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.135, de § 5º Havendo dúvida sobre a regularidade do
2015) vínculo incluído no CNIS e inexistência de
informações sobre remunerações e
Art. 29-A. O INSS utilizará as informações contribuições, o INSS exigirá a apresentação dos
constantes no Cadastro Nacional de Informações documentos que serviram de base à anotação,
Sociais – CNIS sobre os vínculos e as sob pena de exclusão do período. (Incluído pela
remunerações dos segurados, para fins de Lei Complementar nº 128, de 2008)
cálculo do salário-de-benefício, comprovação de
filiação ao Regime Geral de Previdência Social, Art. 29-B. Os salários-de-contribuição
tempo de contribuição e relação de considerados no cálculo do valor do benefício
emprego. (Redação dada pela Lei Complementar serão corrigidos mês a mês de acordo com a
nº 128, de 2008) variação integral do Índice Nacional de Preços
ao Consumidor - INPC, calculado pela Fundação
§ 1º O INSS terá até 180 (cento e oitenta) dias, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
contados a partir da solicitação do pedido, para IBGE. (Incluído pela Lei nº 10.877, de 2004)
fornecer ao segurado as informações previstas
no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº Art. 29-C. O segurado que preencher o requisito
10.403, de 8.1.2002) para a aposentadoria por tempo de contribuição
poderá optar pela não incidência do fator
previdenciário, no cálculo de sua aposentadoria,
quando o total resultante da soma de sua idade
e de seu tempo de contribuição, incluídas as
frações, na data de requerimento da
aposentadoria, for: (Incluído pela Medida
Provisória nº 676, de 2015)
I - igual ou superior a 95 (noventa e cinco) disposto no art. 29 e no art. 86, §
pontos, se homem, observando o tempo 5º. (Restabelecido com nova redação pela Lei nº
mínimo de contribuição de 35 (trinta e cinco) 9.528, de 1997)
anos; ou (Incluído pela Medida Provisória nº
676, de 2015) Art. 32. O salário-de-benefício do segurado que
contribuir em razão de atividades concomitantes
será calculado com base na soma dos salários-
II - igual ou superior a 85 (oitenta e cinco)
de-contribuição das atividades exercidas na data
pontos, se mulher, observando o tempo mínimo
do requerimento ou do óbito, ou no período
de contribuição de 30 (trinta) anos. (Incluído básico de cálculo, observado o disposto no art.
pela Medida Provisória nº 676, de 2015) 29 e as normas seguintes:

§ 1º As somas de idade e de tempo de I - quando o segurado satisfizer, em relação a


contribuição previstas no caput serão majoradas cada atividade, as condições do benefício
em um ponto em: (Incluído pela Medida requerido, o salário-de-benefício será calculado
Provisória nº 676, de 2015) com base na soma dos respectivos salários-de-
contribuição;
I - 1º de janeiro de 2017; (Incluído pela Medida
Provisória nº 676, de 2015) II - quando não se verificar a hipótese do inciso
anterior, o salário-de-benefício corresponde à
II - 1º de janeiro de 2019; (Incluído pela Medida soma das seguintes parcelas:
Provisória nº 676, de 2015)
a) o salário-de-benefício calculado com base nos
salários-de-contribuição das atividades em
III - 1º de janeiro de 2020; (Incluído pela Medida relação às quais são atendidas as condições do
Provisória nº 676, de 2015) benefício requerido;

IV - 1º de janeiro de 2021; e (Incluído pela b) um percentual da média do salário-de-


Medida Provisória nº 676, de 2015) contribuição de cada uma das demais
atividades, equivalente à relação entre o
V - 1º de janeiro de 2022. (Incluído pela Medida número de meses completo de contribuição e os
Provisória nº 676, de 2015) do período de carência do benefício requerido;

§ 2º Para efeito de aplicação do disposto III - quando se tratar de benefício por tempo de
no caput e no § 1º, serão acrescidos cinco serviço, o percentual da alínea "b" do inciso II
será o resultante da relação entre os anos
pontos à soma da idade com o tempo de
completos de atividade e o número de anos de
contribuição do professor e da professora que
serviço considerado para a concessão do
comprovarem exclusivamente tempo de efetivo
benefício.
exercício de magistério na educação infantil e no
ensino fundamental e médio. (Incluído pela § 1º O disposto neste artigo não se aplica ao
Medida Provisória nº 676, de 2015) segurado que, em obediência ao limite máximo
do salário-de-contribuição, contribuiu apenas
Art. 30. (Revogado pela Lei nº 9.032, de 1995) por uma das atividades concomitantes.

Art. 31. O valor mensal do auxílio-acidente § 2º Não se aplica o disposto neste artigo ao
integra o salário-de-contribuição, para fins de segurado que tenha sofrido redução do salário-
cálculo do salário-de-benefício de qualquer de-contribuição das atividades concomitantes
aposentadoria, observado, no que couber, o em respeito ao limite máximo desse salário.
VII. Renda mensal do benefício
DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção IV
Da Renda Mensal do Benefício

Art. 35. A renda mensal do benefício de respectiva cobrança e da aplicação das


prestação continuada que substituir o salário- penalidades cabíveis; e
de-contribuição ou o rendimento do trabalho do
segurado não terá valor inferior ao do salário II - para o segurado empregado, o trabalhador
mínimo nem superior ao limite máximo do avulso e o segurado especial, o valor do auxílio-
salário-de-contribuição, exceto no caso previsto acidente, considerado como salário-de-
no art. 45. contribuição para fins de concessão de qualquer
aposentadoria, nos termos do § 8º do art. 32.
§ 1º A renda mensal dos benefícios por
totalização, concedidos com base em acordos § 1º Para os demais segurados somente serão
internacionais de previdência social, pode ter computados os salários-de-contribuição
valor inferior ao do salário mínimo. referentes aos meses de contribuição
efetivamente recolhida.
§ 2º A renda mensal inicial, apurada na forma do
§ 9º do art. 32, será reajustada pelos índices de § 2º No caso de segurado empregado ou de
reajustamento aplicados aos benefícios, até a trabalhador avulso que tenham cumprido todas
data da entrada do requerimento, não sendo as condições para a concessão do benefício
devido qualquer pagamento relativamente a pleiteado, mas não possam comprovar o valor
período anterior a esta data. dos seus salários-de-contribuição no período
básico de cálculo, considerar-se-á para o cálculo
§ 3º Na hipótese de a média apurada na forma do benefício, no período sem comprovação do
do art. 32 resultar superior ao limite máximo do valor do salário-de-contribuição, o valor do
salário-de-contribuição vigente no mês de início salário mínimo, devendo esta renda ser
do benefício, a diferença percentual entre esta recalculada quando da apresentação de prova
média e o referido limite será incorporada ao dos salários-de-contribuição. (Redação dada
valor do benefício juntamente com o primeiro pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
reajuste do mesmo após a concessão, observado
que nenhum benefício assim reajustado poderá § 3º Para o segurado empregado doméstico que,
superar o limite máximo do salário-de- mesmo tendo satisfeito as condições exigidas
contribuição vigente na competência em que para a concessão do benefício requerido, não
ocorrer o reajuste. possa comprovar o efetivo recolhimento das
contribuições devidas, será concedido o
Art. 36. No cálculo do valor da renda mensal do benefício de valor mínimo, devendo sua renda
benefício serão computados: ser recalculada quando da apresentação da
prova do recolhimento das contribuições.
I - para o segurado empregado e o trabalhador
avulso, os salários-de-contribuição referentes § 4º Nos casos dos §§ 2º e 3º, após a concessão
aos meses de contribuições devidas, ainda que do benefício, o órgão concessor deverá notificar
não recolhidas pela empresa, sem prejuízo da o setor de arrecadação do Instituto Nacional do
Seguro Social, para adoção das providências Art. 39. A renda mensal do benefício de
previstas nos arts. 238 a 246. prestação continuada será calculada aplicando-
se sobre o salário-de-benefício os seguintes
§ 5º Sem prejuízo do disposto nos §§ 2º e 3º, percentuais:
cabe à previdência social manter cadastro dos
segurados com todos os informes necessários I - Auxílio-doença – 91 (noventa e um) por cento
para o cálculo da renda mensal. do salário-de-benefício;

§ 6º Para o segurado especial que não contribui II - Aposentadoria por invalidez – 100 (cem) por
facultativamente, o disposto no inciso II será cento do salário-de-benefício;
aplicado somando-se ao valor da aposentadoria
a renda mensal do auxílio-acidente vigente na III - Aposentadoria por idade – 70 (setenta) por
data de início da referida aposentadoria, não cento do salário-de-benefício, mais um por
sendo, neste caso, aplicada a limitação contida cento deste por grupo de 12 (doze)
no inciso I do § 2º do art. 39 e do art. 183. contribuições mensais, até o máximo de 30
(trinta) por cento;
§ 7º A renda mensal inicial da aposentadoria por
invalidez concedida por transformação de IV - Aposentadoria por tempo de contribuição:
auxílio-doença será de cem por cento do salário-
de-benefício que serviu de base para o cálculo a) para a mulher – 100 (cem) por cento do
da renda mensal inicial do auxílio doença, salário-de-benefício aos 30 (trinta) anos de
reajustado pelos mesmos índices de correção contribuição;
dos benefícios em geral.
b) para o homem – 100 (cem) por cento do
Art. 37. A renda mensal inicial, recalculada de salário-de-benefício aos 35 (trinta e cinco) anos
acordo com o disposto nos §§ 2º e 3º do art. 36, de contribuição; e
deve ser reajustada como a dos benefícios
c) 100 (cem) por cento do salário-de-benefício,
correspondentes com igual data de início e
para o professor aos 30 (trinta) anos, e para a
substituirá, a partir da data do requerimento de
professora aos 25 (vinte e cinco) anos de
revisão do valor do benefício, a renda mensal
contribuição e de efetivo exercício em função de
que prevalecia até então.
magistério na educação infantil, no ensino
Parágrafo único. Para fins da substituição de fundamental ou no ensino médio;
que trata o caput, o requerimento de revisão
d) 100 (cem) por cento do salário-de-benefício,
deve ser aceito pelo Instituto Nacional do
para o segurado que comprovar, na condição de
Seguro Social a partir da concessão do benefício
pessoa com deficiência, o tempo de
em valor provisório e processado quando da
contribuição disposto no art. 70-B; (Incluído
apresentação de prova dos salários-de-
pelo Decreto nº 8.145, de 2013)
contribuição ou de recolhimento das
contribuições. V - Aposentadoria especial – 100 (cem) por
cento do salário-de-benefício; e
Art. 38. Para o cálculo da renda mensal do
benefício referido no inciso III do caput do art. VI - Auxílio-acidente – 50 (cinquenta) por cento
39, deverá ser considerado o tempo de do salário-de-benefício.
contribuição de que trata o art. 60.
§ 1º Para efeito do percentual de acréscimo de § 3º O valor mensal da pensão por morte ou do
que trata o inciso III do caput, assim auxílio-reclusão será de cem por cento do valor
considerado o relativo a cada grupo de doze da aposentadoria que o segurado recebia ou
contribuições mensais, presumir-se-á efetivado daquela a que teria direito se estivesse
o recolhimento correspondente, quando se aposentado por invalidez na data de seu
tratar de segurado empregado ou trabalhador falecimento, observado o disposto no § 8ºdo
avulso. art. 32.

§ 2º Para os segurados especiais, inclusive os § 4º Se na data do óbito o segurado estiver


com deficiência, é garantida a concessão, recebendo aposentadoria e auxílio-acidente, o
alternativamente: (Redação dada pelo Decreto valor mensal da pensão por morte será
nº 8.145, de 2013) calculado conforme o disposto no parágrafo
anterior, não incorporando o valor do auxílio-
I - de aposentadoria por idade ou por invalidez, acidente.
de auxílio-doença, de auxílio-reclusão ou de
pensão por morte, no valor de um salário § 5º Após a cessação do auxílio-doença
mínimo, observado o disposto no inciso III do decorrente de acidente de qualquer natureza ou
art. 30; ou causa, tendo o segurado retornado ou não ao
trabalho, se houver agravamento ou sequela
II - dos benefícios especificados neste que resulte na reabertura do benefício, a renda
Regulamento, observados os critérios e a forma mensal será igual a noventa e um por cento do
de cálculo estabelecidos, desde que contribuam, salário-de-benefício do auxílio-doença cessado,
facultativamente, de acordo com o disposto no corrigido até o mês anterior ao da reabertura do
§ 2º do art. 200. benefício, pelos mesmos índices de correção dos
benefícios em geral.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Subseção II
Da Renda Mensal do Benefício

Art. 33. A renda mensal do benefício de pela empresa ou pelo empregador doméstico,
prestação continuada que substituir o salário- sem prejuízo da respectiva cobrança e da
de-contribuição ou o rendimento do trabalho do aplicação das penalidades cabíveis, observado o
segurado não terá valor inferior ao do salário- disposto no § 5º do art. 29-A; (Redação dada
mínimo, nem superior ao do limite máximo do pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
salário-de-contribuição, ressalvado o disposto
no art. 45 desta Lei. II - para o segurado empregado, inclusive o
doméstico, o trabalhador avulso e o segurado
Art. 34. No cálculo do valor da renda mensal do especial, o valor mensal do auxílio-acidente,
benefício, inclusive o decorrente de acidente do considerado como salário de contribuição para
trabalho, serão computados: (Redação dada fins de concessão de qualquer aposentadoria,
pela Lei Complementar nº 150, de 2015) nos termos do art. 31; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 150, de 2015)
I - para o segurado empregado, inclusive o
doméstico, e o trabalhador avulso, os salários de
contribuição referentes aos meses de
contribuições devidas, ainda que não recolhidas
III - para os demais segurados, os salários-de- Art. 38-A. O Ministério da Previdência Social
contribuição referentes aos meses de desenvolverá programa de cadastramento dos
contribuições efetivamente recolhidas. (Incluído segurados especiais, observado o disposto nos
pela Lei nº 9.528, de 1997) §§ 4º e 5º do art. 17 desta Lei, podendo para
tanto firmar convênio com órgãos federais,
Art. 35. Ao segurado empregado, inclusive o estaduais ou do Distrito Federal e dos
doméstico, e ao trabalhador avulso que tenham Municípios, bem como com entidades de classe,
cumprido todas as condições para a concessão em especial as respectivas confederações ou
do benefício pleiteado, mas não possam federações. (Incluído pela Lei nº 11.718, de
comprovar o valor de seus salários de 2008)
contribuição no período básico de cálculo, será
concedido o benefício de valor mínimo, devendo § 1º O programa de que trata o caput deste
esta renda ser recalculada quando da artigo deverá prever a manutenção e a
apresentação de prova dos salários de atualização anual do cadastro e conter todas as
contribuição. (Redação dada pela Lei informações necessárias à caracterização da
Complementar nº 150, de 2015) condição de segurado especial. (Redação dada
pela Lei nº 13.134, de 2015)
Art. 36. Para o segurado empregado doméstico
que, tendo satisfeito as condições exigidas para § 2º Da aplicação do disposto neste artigo não
a concessão do benefício requerido, não poderá resultar nenhum ônus para os
comprovar o efetivo recolhimento das segurados, sejam eles filiados ou não às
contribuições devidas, será concedido o entidades conveniadas. (Incluído pela Lei nº
benefício de valor mínimo, devendo sua renda 11.718, de 2008)
ser recalculada quando da apresentação da
prova do recolhimento das contribuições. § 3º O INSS, no ato de habilitação ou de
concessão de benefício, deverá verificar a
Art. 37. A renda mensal inicial, recalculada de condição de segurado especial e, se for o caso, o
acordo com o disposto no art. 35, deve ser pagamento da contribuição previdenciária, nos
reajustada como a dos benefícios termos da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991,
correspondentes com igual data de início e considerando, dentre outros, o que consta do
substituirá, a partir da data do requerimento de Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS)
revisão do valor do benefício, a renda mensal de que trata o art. 29-A desta Lei. (Incluído pela
que prevalecia até então. (Redação dada pela Lei Lei nº 13.134, de 2015)
Complementar nº 150, de 2015)
Art. 38-B. O INSS utilizará as informações
Art. 38. Sem prejuízo do disposto no art. 35, constantes do cadastro de que trata o art. 38-A
cabe à Previdência Social manter cadastro dos para fins de comprovação do exercício da
segurados com todos os informes necessários atividade e da condição do segurado especial e
para o cálculo da renda mensal dos do respectivo grupo familiar. (Incluído pela Lei
benefícios. (Redação dada pela Lei nº 13.134, de 2015)
Complementar nº 150, de 2015)
Parágrafo único. Havendo divergências de
informações, para fins de reconhecimento de
direito com vistas à concessão de benefício, o
INSS poderá exigir a apresentação dos
documentos previstos no art. 106 desta
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.134, de 2015)

Art. 39. Para os segurados especiais, referidos


no inciso VII do art. 11 desta Lei, fica garantida a
concessão:
I - de aposentadoria por idade ou por invalidez, no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que
de auxílio-doença, de auxílio-reclusão ou de comprove o exercício de atividade rural, ainda
pensão, no valor de 1 (um) salário mínimo, e de que de forma descontínua, nos 12 (doze) meses
auxílio-acidente, conforme disposto no art. 86, imediatamente anteriores ao do início do
desde que comprove o exercício de atividade benefício. (Incluído pela Lei nº 8.861, de 1994)
rural, ainda que de forma descontínua, no
período, imediatamente anterior ao Art. 40. É devido abono anual ao segurado e ao
requerimento do benefício, igual ao número de dependente da Previdência Social que, durante
meses correspondentes à carência do benefício o ano, recebeu auxílio-doença, auxílio-acidente
requerido; ou (Redação dada pela Lei nº 12.873, ou aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-
de 2013) reclusão. (Vide Decreto nº 6.927, de
2009) (Vide Decreto nº 6.525, de
II - dos benefícios especificados nesta Lei, 2008) (Vide Decreto nº 6.927, de
observados os critérios e a forma de cálculo 20089) (Vide Decreto nº 7.782, de
estabelecidos, desde que contribuam 2012) (Vide Decreto nº 8.064, de 2013)
facultativamente para a Previdência Social, na
forma estipulada no Plano de Custeio da Parágrafo único. O abono anual será calculado,
Seguridade Social. no que couber, da mesma forma que a
Gratificação de Natal dos trabalhadores, tendo
Parágrafo único. Para a segurada especial fica por base o valor da renda mensal do benefício
garantida a concessão do salário-maternidade do mês de dezembro de cada ano.

VIII. Reajustamento do valor dos benefícios.

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção V
Do Reajustamento do Valor do Benefício

Art. 40. É assegurado o reajustamento dos quinto dia útil do mês subsequente ao de sua
benefícios para preservar-lhes, em caráter competência, observada a distribuição
permanente, o valor real da data de sua proporcional do número de beneficiários por dia
concessão. de pagamento. (Redação dada pelo Decreto nº
6.722, de 2008).
§ 1º Os valores dos benefícios em manutenção
serão reajustados, anualmente, na mesma data § 3º (Revogado pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
do reajuste do salário mínimo, pro rata, de
acordo com suas respectivas datas de início ou § 4º Os benefícios com renda mensal no valor
do último reajustamento, com base no Índice de até um salário mínimo serão pagos no
Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, período compreendido entre o quinto dia útil
apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de que anteceder o final do mês de sua
Geografia e Estatística - IBGE. (Redação dada competência e o quinto dia útil do mês
pelo Decreto nº 6.042, de 2007). subsequente, observada a distribuição
proporcional dos beneficiários por dia de
§ 2º Os benefícios com renda mensal superior a pagamento. (Redação dada pelo Decreto nº
um salário mínimo serão pagos do primeiro ao 6.722, de 2008).
§ 5º Para os efeitos dos §§ 2º e 4º, considera-se do disposto no art. 40 e não varia de acordo
dia útil aquele de expediente bancário com com o salário-de-contribuição do segurado.
horário normal de atendimento. (Incluído pelo
Decreto nº 6.722, de 2008). Art. 42. Nenhum benefício reajustado poderá
exceder o limite máximo do salário-de-benefício
§ 6º Para os benefícios que tenham sido na data do reajustamento, respeitados os
majorados devido à elevação do salário mínimo, direitos adquiridos, nem inferior ao valor de um
o referido aumento deverá ser compensado no salário mínimo. (Redação dada pelo Decreto nº
momento da aplicação do disposto no § 1º, de 6.722, de 2008).
acordo com normas a serem baixadas pelo
Ministério da Previdência Social. (Incluído pelo Parágrafo único. O auxílio-acidente, o abono de
Decreto nº 6.722, de 2008). permanência em serviço, o auxílio-suplementar,
o salário-família e a parcela a cargo do Regime
Art. 41. O valor mensal do abono de Geral de Previdência Social dos benefícios por
permanência em serviço, do auxílio-suplementar totalização, concedidos com base em acordos
e do auxílio-acidente será reajustado na forma internacionais de previdência social, poderão ter
valor inferior ao do salário mínimo.

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Seção IV
Do Reajustamento do Valor dos Benefícios

Art. 41. (Revogado pela lei nº 11.430, de 2006) proporcional do número de beneficiários por dia
de pagamento. (Redação dada pelo Lei nº
Art. 41-A. O valor dos benefícios em 11.665, de 2008).
manutenção será reajustado, anualmente, na
mesma data do reajuste do salário mínimo, pro § 3º Os benefícios com renda mensal no valor
rata, de acordo com suas respectivas datas de de até um salário mínimo serão pagos no
início ou do último reajustamento, com base no período compreendido entre o quinto dia útil
Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, que anteceder o final do mês de sua
apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de competência e o quinto dia útil do mês
Geografia e Estatística - IBGE. (Incluído pela Lei subseqüente, observada a distribuição
nº 11.430, de 2006) proporcional dos beneficiários por dia de
pagamento. (Redação dada pelo Lei nº 11.665,
§ 1º Nenhum benefício reajustado poderá de 2008).
exceder o limite máximo do salário-de-benefício
na data do reajustamento, respeitados os § 4º Para os efeitos dos §§ 2º e 3º deste artigo,
direitos adquiridos. (Incluído pela Lei nº 11.430, considera-se dia útil aquele de expediente
de 2006) bancário com horário normal de
atendimento. (Redação dada pelo Lei nº 11.665,
§ 2º Os benefícios com renda mensal superior a de 2008).
um salário mínimo serão pagos do primeiro ao
quinto dia útil do mês subsequente ao de sua § 5º O primeiro pagamento do benefício será
competência, observada a distribuição efetuado até quarenta e cinco dias após a data
da apresentação, pelo segurado, da o referido aumento deverá ser compensado no
documentação necessária a sua momento da aplicação do disposto
concessão. (Incluído pelo Lei nº 11.665, de no caput deste artigo, de acordo com normas a
2008). serem baixadas pelo Ministério da Previdência
Social. (Incluído pelo Lei nº 11.665, de 2008).
§ 6º Para os benefícios que tenham sido
majorados devido à elevação do salário mínimo,

2. Manutenção, perda e restabelecimento da qualidade de segurado.

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Subseção Única
Da Manutenção e da Perda da Qualidade de Segurado

Art. 13. Mantém a qualidade de segurado, I - sem limite de prazo, quem está em gozo de
independentemente de contribuições: benefício;
II - até 12 (doze) meses após a cessação de § 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado
benefício por incapacidade ou após a cessação conserva todos os seus direitos perante a
das contribuições, o segurado que deixar de previdência social.
exercer atividade remunerada abrangida pela
§ 4º Aplica-se o disposto no inciso II do caput e
previdência social ou estiver suspenso ou
no § 1º ao segurado que se desvincular de
licenciado sem remuneração;
regime próprio de previdência social. (Incluído
III - até 12 (doze) meses após cessar a pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
segregação, o segurado acometido de doença de
§ 5º A perda da qualidade de segurado não será
segregação compulsória;
considerada para a concessão das
IV - até 12 (doze) meses após o livramento, o aposentadorias por tempo de contribuição e
segurado detido ou recluso; especial. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de
2003)
V - até 3 (três) meses após o licenciamento, o
segurado incorporado às Forças Armadas para § 6º Aplica-se o disposto no § 5º à
prestar serviço militar; e aposentadoria por idade, desde que o segurado
conte com, no mínimo, o número de
VI - até 6 (seis) meses após a cessação das
contribuições mensais exigido para efeito de
contribuições, o segurado facultativo.
carência na data do requerimento do
benefício. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de
§ 1º O prazo do inciso II será prorrogado para
2003)
até 24 (vinte e quatro) meses, se o segurado já
tiver pago mais de 120 (cento e vinte)
Art. 14. O reconhecimento da perda da
contribuições mensais sem interrupção que
qualidade de segurado no termo final dos prazos
acarrete a perda da qualidade de segurado.
fixados no art. 13 ocorrerá no dia seguinte ao do
vencimento da contribuição do contribuinte
§ 2º O prazo do inciso II ou do § 1º será
individual relativa ao mês imediatamente
acrescido de 12 (doze) meses para o segurado
posterior ao término daqueles prazos. (Redação
desempregado, desde que comprovada essa
dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
situação por registro no órgão próprio do
Ministério do Trabalho e Emprego.
Art. 15. (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de
2001)

Restabelecimento da qualidade de segurado.


LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.
Art. 24, parágrafo único. Havendo perda da com, no mínimo, 1/3 (um terço) do número de
qualidade de segurado, as contribuições contribuições exigidas para o cumprimento da
anteriores a essa data só serão computadas para carência definida para o benefício a ser
efeito de carência depois que o segurado contar, requerido. (Vide Medida Provisória nº 242, de
a partir da nova filiação à Previdência Social, 2005)

3. Financiamento da Seguridade Social.


3.1. Receitas da União.
3.2. Receitas das contribuições sociais:
3.2.1. Dos segurados;
3.2.2. Das empresas;
3.2.3. Do empregador doméstico;
3.2.4. Do produtor rural;
3.2.5. Do clube de futebol profissional;
3.2.6. Sobre a receita de concursos de prognósticos;
3.2.7. Receitas de outras fontes.

1. Financiamento da Seguridade Social.


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

TÍTULO I
DO FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL

CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO

Art. 194. A seguridade social é financiada por III - as dos trabalhadores, incidentes sobre seu
toda a sociedade, de forma direta e indireta, salário-de-contribuição;
mediante recursos provenientes dos orçamentos
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos IV - as das associações desportivas que mantêm
Municípios e de contribuições sociais. equipe de futebol profissional, incidentes sobre
a receita bruta decorrente dos espetáculos
Art. 195. No âmbito federal, o orçamento da desportivos de que participem em todo
seguridade social é composto de receitas território nacional em qualquer modalidade
provenientes: desportiva, inclusive jogos internacionais, e de
qualquer forma de patrocínio, licenciamento de
I - da União; uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e transmissão de espetáculos
II - das contribuições sociais; e desportivos;

III - de outras fontes. V - as incidentes sobre a receita bruta


proveniente da comercialização da produção
Parágrafo único. Constituem contribuições rural;
sociais:
VI - as das empresas, incidentes sobre a receita
I - as das empresas, incidentes sobre a ou o faturamento e o lucro; e
remuneração paga, devida ou creditada aos
segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, VII - as incidentes sobre a receita de concursos
mesmo sem vínculo empregatício; de prognósticos.

II - as dos empregadores domésticos, incidentes


sobre o salário-de-contribuição dos empregados
domésticos a seu serviço;

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

TÍTULO VI

DO FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL

INTRODUÇÃO

Art. 10. A Seguridade Social será financiada por termos do art. 195 da Constituição Federal e
toda sociedade, de forma direta e indireta, nos desta Lei, mediante recursos provenientes da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos a) as das empresas, incidentes sobre a
Municípios e de contribuições sociais. remuneração paga ou creditada aos segurados a
seu serviço; (Vide art. 104 da lei nº 11.196, de
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da 2005)
Seguridade Social é composto das seguintes
receitas: b) as dos empregadores domésticos;

I - receitas da União; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu


salário-de-contribuição; (Vide art. 104 da lei nº
II - receitas das contribuições sociais; 11.196, de 2005)

III - receitas de outras fontes. d) as das empresas, incidentes sobre


faturamento e lucro;
Parágrafo único. Constituem contribuições
sociais: e) as incidentes sobre a receita de concursos de
prognósticos.

1.1. Receitas da União.


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO II
DA CONTRIBUIÇÃO DA UNIÃO

Art. 196. A contribuição da União é constituída continuada da previdência social, na forma da


de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, Lei Orçamentária anual.
fixados obrigatoriamente na Lei Orçamentária
anual. Art. 197. Para pagamento dos encargos
previdenciários da União poderão contribuir os
Parágrafo único. A União é responsável pela recursos da seguridade social referidos no inciso
cobertura de eventuais insuficiências financeiras VI do parágrafo único do art. 195, na forma da
da seguridade social, quando decorrentes do Lei Orçamentária anual, assegurada a destinação
pagamento de benefícios de prestação de recursos para as ações de saúde e assistência
social.

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

CAPÍTULO II

DA CONTRIBUIÇÃO DA UNIÃO

Art. 16. A contribuição da União é constituída de da Seguridade Social, quando decorrentes do


recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados pagamento de benefícios de prestação
obrigatoriamente na lei orçamentária anual. continuada da Previdência Social, na forma da
Lei Orçamentária Anual.
Parágrafo único. A União é responsável pela
cobertura de eventuais insuficiências financeiras
Art. 17. Para pagamento dos encargos Art. 19. O Tesouro Nacional repassará
previdenciários da União, poderão contribuir os mensalmente recursos referentes às
recursos da Seguridade Social referidos na contribuições mencionadas nas alíneas "d" e
alínea "d" do parágrafo único do art. 11 desta "e" do parágrafo único do art. 11 desta Lei,
Lei, na forma da Lei Orçamentária anual, destinados à execução do Orçamento da
assegurada a destinação de recursos para as Seguridade Social. (Redação dada pela Lei nº
ações desta Lei de Saúde e Assistência 9.711, de 1998).
Social. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de
1998). § 1º Decorridos os prazos referidos
no caput deste artigo, as dotações a serem
Art. 18. Os recursos da Seguridade Social repassadas sujeitar-se-ão a atualização
referidos nas alíneas "a", "b", "c" e "d" do monetária segundo os mesmos índices utilizados
parágrafo único do art. 11 desta Lei poderão para efeito de correção dos tributos da União.
contribuir, a partir do exercício de 1992, para o
financiamento das despesas com pessoal e § 2º Os recursos oriundos da majoração das
administração geral apenas do Instituto Nacional contribuições previstas nesta Lei ou da criação
do Seguro Social-INSS, do Instituto Nacional de de novas contribuições destinadas à Seguridade
Assistência Médica da Previdência Social- Social somente poderão ser utilizados para
INAMPS, da Fundação Legião Brasileira de atender as ações nas áreas de saúde,
Assistência-LBA e da Fundação Centro Brasileira previdência e assistência social.
para Infância e Adolescência.

1.2. Receitas das contribuições sociais:


1.2.1. Dos segurados.
DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO III
DA CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO
Seção I
Da Contribuição do Segurado Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso

Art. 198. A contribuição do segurado Parágrafo único. A contribuição do segurado


empregado, inclusive o doméstico, e do trabalhador rural a que se refere à alínea “r” do
trabalhador avulso é calculada mediante a inciso I do art. 9º é de oito por cento sobre o
aplicação da correspondente alíquota, de forma respectivo salário-de-contribuição definido no
não cumulativa, sobre o seu salário-de- inciso I do art. 214. (Incluído pelo Decreto nº
contribuição mensal, observado o disposto no 6.722, de 2008).
art. 214, de acordo com a seguinte tabela:

SALÁRIOS-DE-
ALÍQUOTAS
CONTRIBUIÇÃO

até R$ 8,0 %

de R$ até R$ 9,0 %

de R$ até R$ 11,0 %
LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.
CAPÍTULO III

DA CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO

Seção I

Da Contribuição dos Segurados Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador


Avulso

Art. 20. A contribuição do empregado, inclusive vigor desta Lei, na mesma época e com os
o doméstico, e a do trabalhador avulso é mesmos índices que os do reajustamento dos
calculada mediante a aplicação da benefícios de prestação continuada da
correspondente alíquota sobre o seu salário-de- Previdência Social. (Redação dada pela Lei n°
contribuição mensal, de forma não cumulativa, 8.620, de 5.1.93)
observado o disposto no art. 28, de acordo com
a seguinte tabela: (Redação dada pela Lei n° § 2º O disposto neste artigo aplica-se também
9.032, de 28.4.95). (Vide Lei Complementar nº aos segurados empregados e trabalhadores
150, de 2015) avulsos que prestem serviços a
microempresas. (Parágrafo acrescentado pela
§ 1º Os valores do salário-de-contribuição serão Lei n° 8.620, de 5.1.93)
reajustados, a partir da data de entrada em

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção II
Da Contribuição dos Segurados Contribuinte Individual e Facultativo

(Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

Art. 199. A alíquota de contribuição dos trabalho com empresa ou equiparado; (Incluído
segurados contribuinte individual e facultativo é pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
de vinte por cento aplicada sobre o respectivo
salário-de-contribuição, observado os limites a II - do segurado facultativo; e (Incluído pelo
que se referem os §§ 3º e 5º do art. 214. Decreto nº 6.042, de 2007).
(Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
III - do MEI de que trata a alínea “p” do inciso V
Art. 199-A. A partir da competência em que o do art. 9º, cuja contribuição deverá ser
segurado fizer a opção pela exclusão do direito recolhida na forma regulamentada pelo Comitê
ao benefício de aposentadoria por tempo de Gestor do Simples Nacional. (Redação dada pelo
contribuição, é de onze por cento, sobre o valor Decreto nº 6.722, de 2008).
correspondente ao limite mínimo mensal do
salário-de-contribuição, a alíquota de § 1º O segurado, inclusive aquele com
contribuição: (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de deficiência, que tenha contribuído na forma
2007). do caput e pretenda contar o tempo de
contribuição correspondente, para fins de
I - do segurado contribuinte individual, que obtenção da aposentadoria por tempo de
trabalhe por conta própria, sem relação de contribuição ou de contagem recíproca do
tempo de contribuição, deverá complementar a cento, acrescido dos juros moratórios de que
contribuição mensal. (Redação dada pelo trata o § 3o do art. 5o da Lei no 9.430, de 27 de
Decreto nº 8.145, de 2013) dezembro de 1996. (Redação dada pelo Decreto
nº 8.145, de 2013)
§ 2º A complementação de que trata o § 1º dar-
se-á mediante o recolhimento sobre o valor § 3º A contribuição complementar a que se
correspondente ao limite mínimo mensal do refere os §§ 1º e 2º será exigida a qualquer
salário-de-contribuição em vigor na tempo, sob pena do indeferimento ou
competência a ser complementada da diferença cancelamento do benefício. (Incluído pelo
entre o percentual pago e o de 20 (vinte) por Decreto nº 8.145, de 2013)

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Seção II
Da Contribuição dos Segurados Contribuinte Individual e Facultativo
(Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).

Art. 21. A alíquota de contribuição dos relação de trabalho com empresa ou equiparado
segurados contribuinte individual e facultativo e do segurado facultativo, observado o disposto
será de 20 (vinte) por cento sobre o respectivo na alínea b do inciso II deste parágrafo;
salário-de-contribuição. (Redação dada pela Lei (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011)
nº 9.876, de 1999).
II - 5% (cinco por cento): (Incluído pela Lei nº
I - revogado; (Redação dada pela Lei nº 9.876, 12.470, de 2011)
de 1999).
a) no caso do microempreendedor individual, de
II - revogado. (Redação dada pela Lei nº 9.876, que trata o art. 18-A da Lei Complementar
de 1999). no 123, de 14 de dezembro de 2006; e (Incluído
pela Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de
§ 1º Os valores do salário-de-contribuição serão efeito)
reajustados, a partir da data de entrada em
vigor desta Lei, na mesma época e com os b) do segurado facultativo sem renda própria
mesmos índices que os do reajustamento dos que se dedique exclusivamente ao trabalho
benefícios de prestação continuada da doméstico no âmbito de sua residência, desde
Previdência Social. (Redação dada pela Lei nº que pertencente a família de baixa
9.711, de 1998). (Renumerado pela Lei renda. (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011)
Complementar nº 123, de 2006).
§ 3º O segurado que tenha contribuído na
§ 2º No caso de opção pela exclusão do direito forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o
ao benefício de aposentadoria por tempo de tempo de contribuição correspondente para fins
contribuição, a alíquota de contribuição de obtenção da aposentadoria por tempo de
incidente sobre o limite mínimo mensal do contribuição ou da contagem recíproca do
salário de contribuição será de: (Redação dada tempo de contribuição a que se refere o art. 94
pela Lei nº 12.470, de 2011) da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, deverá
complementar a contribuição mensal mediante
I - 11% (onze por cento), no caso do segurado recolhimento, sobre o valor correspondente ao
contribuinte individual, ressalvado o disposto no limite mínimo mensal do salário-de-contribuição
inciso II, que trabalhe por conta própria, sem
em vigor na competência a ser complementada, Programas Sociais do Governo Federal -
da diferença entre o percentual pago e o de 20% CadÚnico cuja renda mensal seja de até 2 (dois)
(vinte por cento), acrescido dos juros moratórios salários mínimos. (Redação dada pela Lei nº
de que trata o § 3o do art. 5o da Lei no 9.430, de 12.470, de 2011)
27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela
Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de efeito) § 5º A contribuição complementar a que se
refere o § 3º deste artigo será exigida a
§ 4º Considera-se de baixa renda, para os fins do qualquer tempo, sob pena de indeferimento do
disposto na alínea b do inciso II do § 2º deste benefício. (Incluído pela Lei nº 12.507, de 2011)
artigo, a família inscrita no Cadastro Único para

1.2.2. Das empresas


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO IV
DAS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E DO EMPREGADOR DOMÉSTICO

Seção I
Das Contribuições da Empresa

Art. 201. A contribuição a cargo da empresa, substituição às contribuições previstas no inciso


destinada à seguridade social, é de: I do caput e no art. 202, quando se tratar de
pessoa jurídica que tenha como fim apenas a
I – 20 (vinte) por cento sobre o total das atividade de produção rural. (Redação dada pelo
remunerações pagas, devidas ou creditadas, a Decreto nº 4.032, de 2001)
qualquer título, no decorrer do mês, aos
segurados empregado e trabalhador avulso, § 1º São consideradas remuneração as
além das contribuições previstas nos arts. 202 e importâncias auferidas em uma ou mais
204; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de empresas, assim entendida a totalidade dos
1999) rendimentos pagos, devidos ou creditados a
qualquer título, durante o mês, destinados a
II – 20 (vinte) por cento sobre o total das retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua
remunerações ou retribuições pagas ou forma, inclusive os ganhos habituais sob a forma
creditadas no decorrer do mês ao segurado de utilidades, ressalvado o disposto no § 9º do
contribuinte individual; (Redação dada pelo art. 214 e excetuado o lucro distribuído ao
Decreto nº 3.265, de 1999) segurado empresário, observados os termos do
inciso II do § 5º.
III – 15 (quinze) por cento sobre o valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, § 2º Integra a remuneração para os fins do
relativamente a serviços que lhes são prestados disposto nos incisos II e III do caput, a bolsa de
por cooperados por intermédio de cooperativas estudos paga ou creditada ao médico-residente
de trabalho, observado, no que couber, as participante do programa de residência médica
disposições dos §§ 7º e 8º do art. 219; (Redação de que trata o art. 4º da Lei nº 6.932, de 7 de
dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) julho de 1981, na redação dada pela Lei
nº 10.405, de 9 de janeiro de 2002. (Redação
IV – 2,5 (dois vírgula cinco) por cento sobre o dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
total da receita bruta proveniente da
comercialização da produção rural, em
§ 3º Não havendo comprovação dos valores do trabalho e a proveniente do capital social ou
pagos ou creditados aos segurados de que tratar-se de adiantamento de resultado ainda
tratam as alíneas "e" a "i" do inciso V do art. 9º, não apurado por meio de demonstração de
em face de recusa ou sonegação de qualquer resultado do exercício. (Redação dada pelo
documento ou informação, ou sua apresentação Decreto nº 4.729, de 2003)
deficiente, a contribuição da empresa referente
a esses segurados será de vinte por cento § 6º No caso de banco comercial, banco de
sobre: (Redação dada pelo Decreto nº 3.452, de investimento, banco de desenvolvimento, caixa
2000) econômica, sociedade de crédito, financiamento
e investimento, sociedade de crédito imobiliário,
I - o salário-de-contribuição do segurado nessa inclusive associação de poupança e empréstimo,
condição; (Incluído pelo Decreto nº 3.452, de sociedade corretora, distribuidora de títulos e
2000) valores mobiliários, inclusive bolsa de
mercadorias e de valores, empresa de
II - a maior remuneração paga a empregados da arrendamento mercantil, cooperativa de crédito,
empresa; ou (Incluído pelo Decreto nº 3.452, de empresa de seguros privados e de capitalização,
2000) agente autônomo de seguros privados e de
crédito e entidade de previdência privada,
III - o salário mínimo, caso não ocorra nenhuma aberta e fechada, além das contribuições
das hipóteses anteriores. (Incluído pelo Decreto referidas nos incisos I e II do caput e nos arts.
nº 3.452, de 2000) 202 e 204, é devida a contribuição adicional de
dois vírgula cinco por cento sobre a base de
§ 4º A remuneração paga ou creditada a cálculo definida nos incisos I e II
condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao do caput. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265,
auxiliar de condutor autônomo de veículo de 1999)
rodoviário, em automóvel cedido em regime de
colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 § 7º A pessoa jurídica enquadrada na condição
de agosto de 1974, pelo frete, carreto ou de microempresa ou de empresa de pequeno
transporte de passageiros, realizado por conta porte, na forma do art. 2º da Lei nº 9.317, de 5
própria, corresponde a vinte por cento do de dezembro de 1996, que optar pela inscrição
rendimento bruto.(Redação dada pelo Decreto no Sistema Integrado de Pagamento de
nº 4.032, de 2001) Impostos e Contribuições das Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte, contribuirá na
§ 5º No caso de sociedade civil de prestação de forma estabelecida no art. 23 da referida Lei, em
serviços profissionais relativos ao exercício de substituição às contribuições de que tratam os
profissões legalmente regulamentadas, a incisos I a IV do caput e os arts. 201-A, 202 e
contribuição da empresa referente aos 204. (Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de
segurados a que se referem as alíneas "g" a "i" 2001)
do inciso V do art. 9º, observado o disposto no
art. 225 e legislação específica, será de vinte por § 8º A contribuição será sempre calculada na
cento sobre: (Redação dada pelo Decreto nº forma do inciso II do caput quando a
3.265, de 1999) remuneração ou retribuição for paga ou
creditada a pessoa física, quando ausentes os
I - a remuneração paga ou creditada aos sócios requisitos que caracterizem o segurado como
em decorrência de seu trabalho, de acordo com empregado, mesmo que não esteja inscrita no
a escrituração contábil da empresa; ou Regime Geral de Previdência Social. (Redação
dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
II - os valores totais pagos ou creditados aos
sócios, ainda que a título de antecipação de §§ 9º a 14. (Revogados pelo Decreto nº 3.265,
lucro da pessoa jurídica, quando não houver de 1999)
discriminação entre a remuneração decorrente
§ 15. Para os efeitos do inciso IV do caput e do forma deste artigo e do art. 202. (Incluído pelo
§ 8º do art. 202, considera-se receita bruta o Decreto nº 4.032, de 2001)
valor recebido ou creditado pela
comercialização da produção, assim entendida a § 22. A pessoa jurídica, exceto a agroindústria,
operação de venda ou consignação, observadas que, além da atividade rural, explorar também
as disposições do § 5º do art. 200. outra atividade econômica autônoma, quer seja
comercial, industrial ou de serviços, no mesmo
§ 16. A partir de 14 de outubro de 1996, as ou em estabelecimento distinto,
contribuições de que tratam o inciso IV independentemente de qual seja a atividade
do caput e o § 8º do art. 202 são de preponderante, contribuirá de acordo com os
responsabilidade do produtor rural pessoa incisos I, II e III do art. 201 e art. 202. (Incluído
jurídica, não sendo admitida a sub-rogação ao pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
adquirente, consignatário ou cooperativa.
Art. 201-A. A contribuição devida pela
§ 17. O produtor rural pessoa jurídica continua agroindústria, definida como sendo o produtor
obrigado a arrecadar e recolher ao Instituto rural pessoa jurídica cuja atividade econômica
Nacional do Seguro Social a contribuição do seja a industrialização de produção própria ou
segurado empregado e do trabalhador avulso a de produção própria e adquirida de terceiros,
seu serviço, descontando-a da respectiva incidente sobre o valor da receita bruta
remuneração, nos mesmos prazos e segundo as proveniente da comercialização da produção,
mesmas normas aplicadas às empresas em em substituição às previstas no inciso I do art.
geral. 201 e art. 202, é de: (Incluído pelo Decreto nº
4.032, de 2001)
§ 18. (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
I – 2,5 (dois vírgula cinco) por cento destinados à
§ 19. A cooperativa de trabalho não está sujeita Seguridade Social; e (Incluído pelo Decreto nº
à contribuição de que trata o inciso II do caput, 4.032, de 2001)
em relação às importâncias por ela pagas,
distribuídas ou creditadas aos respectivos II – 0,1 (zero vírgula um) por cento para o
cooperados, a título de remuneração ou financiamento do benefício previsto nos arts. 64
retribuição pelos serviços que, por seu a 70, e daqueles concedidos em razão do grau
intermédio, tenham prestado a de incidência de incapacidade para o trabalho
empresas. (Redação dada pelo Decreto nº 3.452, decorrente dos riscos ambientais da
de 2000) atividade. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de
2001)
§ 20. A contribuição da empresa, relativamente
aos serviços que lhe são prestados por § 1º Para os fins deste artigo, entende-se por
cooperados por intermédio de cooperativas de receita bruta o valor total da receita proveniente
trabalho na atividade de transporte rodoviário da comercialização da produção própria e da
de carga ou passageiro, é de quinze por cento adquirida de terceiros, industrializada ou
sobre a parcela correspondente ao valor dos não. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
serviços prestados pelos cooperados, que não
será inferior a vinte por cento do valor da nota § 2º O disposto neste artigo não se aplica às
fiscal ou fatura. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, operações relativas à prestação de serviços a
de 2001) terceiros, cujas contribuições previdenciárias
continuam sendo devidas na forma do art. 201 e
§ 21. O disposto no inciso IV do caput não se 202, obrigando-se a empresa a elaborar folha de
aplica às operações relativas à prestação de salários e registros contábeis distintos. (Incluído
serviços a terceiros, cujas contribuições pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
previdenciárias continuam sendo devidas na
§ 3º Na hipótese do § 2º, a receita bruta pessoa física, no inciso IV do caput do art. 201 e
correspondente aos serviços prestados a no § 8º do art. 202, se pessoa jurídica. (Incluído
terceiros não integram a base de cálculo da pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
contribuição de que trata o caput. (Incluído pelo
Decreto nº 4.032, de 2001) § 1° A cooperativa deverá elaborar folha de
salários distinta e apurar os encargos
§ 4º O disposto neste artigo não se decorrentes da contratação de que trata o caput
aplica: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de separadamente dos relativos aos seus
2003) empregados regulares, discriminadamente por
cooperado, na forma definida pelo INSS.
I - às sociedades cooperativas e às (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
agroindústrias de piscicultura, carcinicultura,
suinocultura e avicultura; e (Incluído pelo § 2° A cooperativa é diretamente responsável
Decreto nº 4.862, de 2003) pela arrecadação e recolhimento da
contribuição previdenciária dos segurados
II - à pessoa jurídica que, relativamente à contratados na forma deste artigo. (Incluído
atividade rural, se dedique apenas ao pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
florestamento e reflorestamento como fonte de
matéria-prima para industrialização própria § 3º O disposto neste artigo aplica-se à
mediante a utilização de processo industrial que contribuição devida ao Serviço Nacional Rural.
modifique a natureza química da madeira ou a (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
transforme em pasta celulósica. (Incluído pelo
Decreto nº 4.862, de 2003) Art. 201-D. As alíquotas de que tratam os incisos
I e II do art. 201, em relação às empresas que
§ 5º Aplica-se o disposto no inciso II do § prestam serviços de tecnologia da informação - TI
4º ainda que a pessoa jurídica comercialize e de tecnologia da informação e comunicação -
resíduos vegetais ou sobras ou partes da TIC, ficam reduzidas de acordo com a aplicação
produção, desde que a receita bruta decorrente sucessiva das seguintes operações: (Incluído pelo
dessa comercialização represente menos de um
Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
por cento de sua receita bruta proveniente da
comercialização da produção. (Incluído pelo
I - subtrair do valor da receita bruta total de
Decreto nº 4.862, de 2003)
venda de bens e serviços relativa aos doze
Art. 201-B. Aplica-se o disposto no artigo meses imediatamente anteriores ao trimestre-
anterior, ainda que a agroindústria explore, calendário o valor correspondente aos impostos
também, outra atividade econômica autônoma, e às contribuições incidentes sobre
no mesmo ou em estabelecimento distinto, venda; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
hipótese em que a contribuição incidirá sobre o 2009) (Produção de efeito)
valor da receita bruta dela decorrente. (Incluído
pelo Decreto nº 4.032, de 2001) II - identificar, no valor da receita bruta total
resultante da operação prevista no inciso I, a
Art. 201-C. Quando a cooperativa de produção parte relativa aos serviços mencionados nos §§
rural contratar empregados para realizarem, 3º e 4º que foram exportados; (Incluído pelo
exclusivamente, a colheita da produção de seus Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
cooperados, as contribuições de que tratam o
art. 201, I, e o art. 202, relativas à folha de
III - dividir a receita bruta de exportação
salário destes segurados, serão substituídas pela
resultante do inciso II pela receita bruta total
contribuição devida pelos cooperados, cujas
colheitas sejam por eles realizadas, incidentes resultante do inciso I; (Incluído pelo Decreto nº
sobre a receita bruta da comercialização da 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
produção rural, na forma prevista no art. 200, se
IV - multiplicar a razão decorrente do inciso III IV - elaboração de programas de computadores,
por um décimo; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, inclusive de jogos eletrônicos; (Incluído pelo
de 2009) (Produção de efeito) Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)

V - multiplicar o valor encontrado de acordo V - licenciamento ou cessão de direito de uso de


com a operação do inciso IV por cem, para que programas de computação; (Incluído pelo
se chegue ao percentual de redução; (Incluído Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
pelo Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de
efeito) VI - assessoria e consultoria em
informática; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
VI - subtrair de vinte por cento o percentual 2009) (Produção de efeito)
resultante do inciso V, de forma que se obtenha
a nova alíquota percentual a ser aplicada sobre a VII - suporte técnico em informática, inclusive
base de cálculo da contribuição instalação, configuração e manutenção de
previdenciária. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, programas de computação e bancos de dados;
de 2009) (Produção de efeito) e (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
2009) (Produção de efeito)
§ 1º A alíquota apurada na forma do inciso VI
do caput será aplicada uniformemente nos VIII - planejamento, confecção, manutenção e
meses que compõem o trimestre- atualização de páginas eletrônicas. (Incluído pelo
calendário. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
2009) (Produção de efeito)
§ 4º O disposto neste artigo aplica-se também a
§ 2º No caso de empresa em início de atividades empresas que prestam serviços de call
ou sem receita de exportação até a data de center. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
publicação da Lei no 11.774, de 17 de setembro 2009) (Produção de efeito)
de 2008, a apuração de que trata
o caput poderá ser realizada com base em § 5º No caso das empresas que prestam
período inferior a doze meses, observado o serviços referidos nos §§ 3º e 4º, os valores das
mínimo de três meses anteriores. (Incluído pelo contribuições devidas a terceiros, denominados
Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito) outras entidades ou fundos, com exceção do
Fundo Nacional de Desenvolvimento da
§ 3º Para efeito do caput, consideram-se Educação - FNDE, ficam reduzidos no percentual
serviços de TI e TIC: (Incluído pelo Decreto nº resultante das operações referidas no caput e de
6.945, de 2009) (Produção de efeito) acordo com a aplicação sucessiva das seguintes
operações: (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
I - análise e desenvolvimento de 2009) (Produção de efeito)
sistemas; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
2009) (Produção de efeito) I - calcular a contribuição devida no mês a cada
entidade ou fundo, levando em consideração as
II - programação; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, regras aplicadas às empresas em geral; (Incluído
de 2009) (Produção de efeito) pelo Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de
efeito)
III - processamento de dados e
congêneres; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de II - aplicar o percentual de redução, resultante
2009) (Produção de efeito) do inciso V do caput, sobre o valor resultante do
inciso I; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
2009) (Produção de efeito)
III - subtrair, do valor apurado na forma do IV - (Revogado pelo Decreto nº 7.331, de 2010)
inciso I, o valor obtido no inciso II, o que
resultará no valor a ser recolhido a cada § 7º Sem prejuízo do disposto no § 6º, as
entidade ou fundo no mês. (Incluído pelo empresas dos setores de TI e de TIC só farão jus
Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito) às reduções de que tratam o caput e o § 5º se
aplicarem montante igual ou superior a dez por
§ 6º As reduções de que tratam o caput e o § cento do benefício auferido, alternativa ou
5º pressupõem o atendimento ao cumulativamente em despesas:(Incluído pelo
seguinte: (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
2009) (Produção de efeito)
I - para capacitação de pessoal, relacionada a
I - até 31 de dezembro de 2009, a empresa aspectos técnicos associados aos serviços de TI e
deverá implementar o Programa de Prevenção TIC, referidos no § 3º, bem como a serviços
de Riscos Ambientais e de Doenças de call centers, aí incluída a capacitação em
Ocupacionais previsto em lei, caracterizado pela temas diretamente relacionados com qualidade
plena execução do Programa de Prevenção de de produtos, processos ou sistemas, bem como
Riscos Ambientais - PPRA e do Programa de a proficiência em línguas estrangeiras; (Incluído
Controle Médico de Saúde Ocupacional - pelo Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de
PCMSO, conforme disciplinado nas normas efeito)
regulamentadoras do Ministério do Trabalho e
Emprego, devendo ainda estabelecer metas de II - relacionadas ao desenvolvimento de
melhoria das condições e do ambiente de atividades de avaliação de conformidade,
trabalho que reduzam a ocorrência de incluindo certificação de produtos, serviços e
benefícios por incapacidade decorrentes de sistemas, realizadas com entidades ou
acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais especialistas do País ou do exterior; (Incluído
em pelo menos cinco por cento em relação ao pelo Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de
ano anterior; (Redação dada pelo Decreto nº efeito)
7.331, de 2010)
III - realizadas com desenvolvimento tecnológico
II - até 31 de dezembro de 2010, a empresa que de produtos, processos e serviços, sendo
comprovar estar executando o programa de consideradas atividades de pesquisa e
prevenção de riscos ambientais e de doenças desenvolvimento em TI aquelas dispostas nos
ocupacionais implantado nos prazo e forma arts. 24 e 25 do Decreto no 5.906, de 26 de
estabelecidos no inciso I, terá presumido o setembro de 2006; ou (Incluído pelo Decreto nº
atendimento à exigência fixada no inciso I do § 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
9º do art. 14 da Lei no 11.774, de
2008; (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de IV - realizadas no apoio a projetos de
2009) (Produção de efeito) (Vide Decreto nº desenvolvimento científico ou tecnológico, por
6.945, de 2009) instituições de pesquisa e desenvolvimento,
conforme definidos nos arts. 27 e 28 do Decreto
III - a partir de 1o de janeiro de 2011, a empresa no 5.906, de 2006, devidamente credenciadas
deverá comprovar a eficácia do respectivo pelo Comitê da Área de Tecnologia da
programa de prevenção de riscos ambientais e Informação - CATI ou pelo Comitê das Atividades
de doenças ocupacionais, por meio de relatórios de Pesquisa e Desenvolvimento da
que atestem o atendimento da meta de redução Amazônia - CAPDA. (Incluído pelo Decreto nº
de sinistralidade nele estabelecida; (Incluído pelo 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de
efeito) (Vide Decreto nº 6.945, de 2009)
§ 8º O valor do benefício e a especificação das ensejando o recolhimento da diferença de
contrapartidas referidos no § 7º deverão ser contribuições com os acréscimos legais
declarados formalmente pelas empresas cabíveis. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
beneficiárias, a cada exercício, ao Ministério da 2009) (Produção de efeito)
Ciência e Tecnologia, na forma a ser definida em
ato daquele Ministério. (Incluído pelo Decreto nº Art. 202. A contribuição da empresa, destinada
6.945, de 2009) (Produção de efeito) ao financiamento da aposentadoria especial,
nos termos dos arts. 64 a 70, e dos benefícios
§ 9º Para fins do § 8º, as empresas beneficiadas concedidos em razão do grau de incidência de
pela Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, incapacidade laborativa decorrente dos riscos
poderão deduzir do montante previsto no § ambientais do trabalho corresponde à aplicação
dos seguintes percentuais, incidentes sobre o
7º as despesas efetivamente realizadas, no
total da remuneração paga, devida ou creditada
atendimento às exigências da referida Lei,
a qualquer título, no decorrer do mês, ao
observado o disposto no § 10. (Incluído pelo segurado empregado e trabalhador avulso:
Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de efeito)
I – 1 (um) por cento para a empresa em cuja
§ 10. O disposto no § 9º aplica-se atividade preponderante o risco de acidente do
exclusivamente às despesas de mesma natureza trabalho seja considerado leve;
das previstas no § 7º. (Incluído pelo Decreto nº
6.945, de 2009) (Produção de efeito) II – 2 (dois) por cento para a empresa em cuja
atividade preponderante o risco de acidente do
§ 11. A União compensará, mensalmente, o trabalho seja considerado médio; ou
Fundo do Regime Geral de Previdência Social, de
que trata o art. 68 da Lei Complementar no 101, III – 3 (três) por cento para a empresa em cuja
de 4 de maio de 2000, no valor correspondente atividade preponderante o risco de acidente do
trabalho seja considerado grave.
à renúncia previdenciária decorrente da
desoneração de que trata este artigo, de forma a
§ 1º As alíquotas constantes do caput serão
não afetar a apuração do resultado financeiro do acrescidas de doze, nove ou seis pontos
Regime Geral de Previdência Social. (Incluído percentuais, respectivamente, se a atividade
pelo Decreto nº 6.945, de 2009) (Produção de exercida pelo segurado a serviço da empresa
efeito) ensejar a concessão de aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de
§ 12. A renúncia de que trata o § 11 consistirá contribuição.
na diferença entre o valor da contribuição que
seria devido, como se não houvesse incentivo, e § 2º O acréscimo de que trata o parágrafo
o valor da contribuição efetivamente anterior incide exclusivamente sobre a
recolhido. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de remuneração do segurado sujeito às condições
2009) (Produção de efeito) especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física.
§ 13. O valor estimado da renúncia será incluído
§ 3º Considera-se preponderante a atividade
na Lei Orçamentária Anual, sem prejuízo do
que ocupa, na empresa, o maior número de
repasse enquanto não constar na mencionada segurados empregados e trabalhadores avulsos.
Lei. (Incluído pelo Decreto nº 6.945, de
2009) (Produção de efeito) § 4º A atividade econômica preponderante da
empresa e os respectivos riscos de acidentes do
§ 14. O não-cumprimento das exigências de que trabalho compõem a Relação de Atividades
tratam os §§ 6º e 7º implica a perda do direito Preponderantes e correspondentes Graus de
das reduções de que tratam o caput e o § 5º, Risco, prevista no Anexo V.
§ 5º É de responsabilidade da empresa realizar o § 12. Para os fins do § 11, será emitida nota
enquadramento na atividade preponderante, fiscal ou fatura de prestação de serviços
cabendo à Secretaria da Receita Previdenciária específica para a atividade exercida pelo
do Ministério da Previdência Social revê-lo a cooperado que permita a concessão de
qualquer tempo. (Redação dada pelo Decreto nº aposentadoria especial. (Incluído pelo Decreto
6.042, de 2007). nº 4.729, de 2003)

§ 6º Verificado erro no auto-enquadramento, a § 13. A empresa informará mensalmente, por


Secretaria da Receita Previdenciária adotará as meio da Guia de Recolhimento do Fundo de
medidas necessárias à sua correção, orientará o Garantia do Tempo de Serviço e Informações à
responsável pela empresa em caso de Previdência Social - GFIP, a alíquota
recolhimento indevido e procederá à notificação correspondente ao seu grau de risco, a
dos valores devidos. (Redação dada pelo respectiva atividade preponderante e a
atividade do estabelecimento, apuradas de
Decreto nº 6.042, de 2007).
acordo com o disposto nos §§ 3º e 5º. (Incluído
pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
§ 7º O disposto neste artigo não se aplica à
pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso
Art. 202-A. As alíquotas constantes nos incisos I
V do caput do art. 9º.
a III do art. 202 serão reduzidas em até
§ 8º Quando se tratar de produtor rural pessoa cinqüenta por cento ou aumentadas em até cem
jurídica que se dedique à produção rural e por cento, em razão do desempenho da
contribua nos moldes do inciso IV do caput do empresa em relação à sua respectiva atividade,
art. 201, a contribuição referida neste artigo aferido pelo Fator Acidentário de
corresponde a zero vírgula um por cento Prevenção - FAP. (Incluído pelo Decreto nº 6.042,
incidente sobre a receita bruta proveniente da de 2007).
comercialização de sua produção.
§ 1º O FAP consiste num multiplicador variável
§ 9º (Revogado pelo Decreto nº 3.265, de 1999) num intervalo contínuo de cinco décimos
(0,5000) a dois inteiros (2,0000), aplicado com
§ 10. Será devida contribuição adicional de doze, quatro casas decimais, considerado o critério de
nove ou seis pontos percentuais, a cargo da
arredondamento na quarta casa decimal, a ser
cooperativa de produção, incidente sobre a
aplicado à respectiva alíquota. (Redação dada
remuneração paga, devida ou creditada ao
cooperado filiado, na hipótese de exercício de pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
atividade que autorize a concessão de
aposentadoria especial após quinze, vinte ou § 2º Para fins da redução ou majoração a que se
vinte e cinco anos de contribuição, refere o caput, proceder-se-á à discriminação do
respectivamente. (Incluído pelo Decreto nº desempenho da empresa, dentro da respectiva
4.729, de 2003) atividade econômica, a partir da criação de um
índice composto pelos índices de gravidade, de
§ 11. Será devida contribuição adicional de frequência e de custo que pondera os
nove, sete ou cinco pontos percentuais, a cargo respectivos percentis com pesos de cinquenta
da empresa tomadora de serviços de cooperado por cento, de trinta cinco por cento e de quinze
filiado a cooperativa de trabalho, incidente por cento, respectivamente. (Redação dada pelo
sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de Decreto nº 6.957, de 2009)
prestação de serviços, conforme a atividade
exercida pelo cooperado permita a concessão de § 3º (Revogado pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
aposentadoria especial após quinze, vinte ou
vinte e cinco anos de contribuição, § 4º Os índices de freqüência, gravidade e custo
respectivamente. (Incluído pelo Decreto nº serão calculados segundo metodologia aprovada
4.729, de 2003) pelo Conselho Nacional de Previdência Social,
levando-se em conta: (Incluído pelo Decreto nº § 5º O Ministério da Previdência Social
6.042, de 2007). publicará anualmente, sempre no mesmo mês,
no Diário Oficial da União, os róis dos percentis
I - para o índice de freqüência, os registros de de frequência, gravidade e custo por Subclasse
acidentes e doenças do trabalho informados ao da Classificação Nacional de Atividades
INSS por meio de Comunicação de Acidente do Econômicas - CNAE e divulgará na rede mundial
Trabalho - CAT e de benefícios acidentários de computadores o FAP de cada empresa, com
estabelecidos por nexos técnicos pela perícia
as respectivas ordens de freqüência, gravidade,
médica do INSS, ainda que sem CAT a eles
custo e demais elementos que possibilitem a
vinculados; (Redação dada pelo Decreto nº
esta verificar o respectivo desempenho dentro
6.957, de 2009)
da sua CNAE-Subclasse. (Redação dada pelo
II - para o índice de gravidade, todos os casos de Decreto nº 6.957, de 2009)
auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria
por invalidez e pensão por morte, todos de § 6º O FAP produzirá efeitos tributários a partir
natureza acidentária, aos quais são atribuídos do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao
pesos diferentes em razão da gravidade da de sua divulgação. (Incluído pelo Decreto nº
ocorrência, como segue:(Redação dada pelo 6.042, de 2007).
Decreto nº 6.957, de 2009)
§ 7º Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados
a) pensão por morte: peso de cinquenta por os dados de janeiro a dezembro de cada ano, até
cento; (Incluído pelo Decreto nº 6.957, de 2009) completar o período de dois anos, a partir do
qual os dados do ano inicial serão substituídos
b) aposentadoria por invalidez: peso de trinta pelos novos dados anuais
por cento; e (Incluído pelo Decreto nº 6.957, de
incorporados. (Redação dada pelo Decreto nº
2009)
6.957, de 2009)
c) auxílio-doença e auxílio-acidente: peso de dez
por cento para cada um; e (Incluído pelo § 8º Para a empresa constituída após janeiro de
Decreto nº 6.957, de 2009) 2007, o FAP será calculado a partir de 1 o de
janeiro do ano seguinte ao que completar dois
III - para o índice de custo, os valores dos anos de constituição. (Redação dada pelo
benefícios de natureza acidentária pagos ou Decreto nº 6.957, de 2009)
devidos pela Previdência Social, apurados da
seguinte forma: (Redação dada pelo Decreto nº § 9º Excepcionalmente, no primeiro
6.957, de 2009) processamento do FAP serão utilizados os dados
de abril de 2007 a dezembro de 2008. (Redação
a) nos casos de auxílio-doença, com base no dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
tempo de afastamento do trabalhador, em
meses e fração de mês; e (Incluído pelo Decreto § 10. A metodologia aprovada pelo Conselho
nº 6.957, de 2009) Nacional de Previdência Social indicará a
sistemática de cálculo e a forma de aplicação de
b) nos casos de morte ou de invalidez, parcial ou índices e critérios acessórios à composição do
total, mediante projeção da expectativa de índice composto do FAP. (Incluído pelo Decreto
sobrevida do segurado, na data de início do nº 6.957, de 2009)
benefício, a partir da tábua de mortalidade
construída pela Fundação Instituto Brasileiro de Art. 202-B. O FAP atribuído às empresas pelo
Geografia e Estatística - IBGE para toda a Ministério da Previdência Social poderá ser
população brasileira, considerando-se a média contestado perante o Departamento de Políticas
nacional única para ambos os sexos. (Incluído de Saúde e Segurança Ocupacional da Secretaria
pelo Decreto nº 6.957, de 2009) Políticas de Previdência Social do Ministério da
Previdência Social, no prazo de trinta dias da sua
divulgação oficial. (Incluído pelo Decreto nº Art. 204. As contribuições a cargo da empresa,
7.126, de 2010) provenientes do faturamento e do lucro,
destinadas à seguridade social, são arrecadadas,
§ 1º A contestação de que trata o caput deverá normatizadas, fiscalizadas e cobradas pela
versar, exclusivamente, sobre razões relativas a Secretaria da Receita Federal. (Redação dada
divergências quanto aos elementos pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
previdenciários que compõem o cálculo do
FAP. (Incluído pelo Decreto nº 7.126, de 2010) I - até 31 de março de 1992, dois por cento
sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o
§ 2º Da decisão proferida pelo Departamento de disposto no § 1º do art. 1º do Decreto-lei
nº 1.940, de 25 de maio de 1982, com a redação
Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional,
dada pelo art. 22 do Decreto-lei n º 2.397, de 21
caberá recurso, no prazo de trinta dias da
de dezembro de 1987, e alterações posteriores;
intimação da decisão, para a Secretaria de
a partir de 1º de abril de 1992 até 31 de janeiro
Políticas de Previdência Social, que examinará a de 1999, dois por cento sobre o faturamento
matéria em caráter terminativo. (Incluído pelo mensal, assim considerado a receita bruta das
Decreto nº 7.126, de 2010) vendas de mercadorias, de mercadorias e
serviços e de serviços de qualquer natureza, nos
§ 3º O processo administrativo de que trata este termos da Lei Complementar nº 70, de 30 de
artigo tem efeito suspensivo. (Incluído pelo dezembro de 1991; a partir de 1º de fevereiro
Decreto nº 7.126, de 2010) de 1999, três por cento sobre o faturamento,
nos termos da Lei nº 9.718, de 27 de novembro
Art. 203. A fim de estimular investimentos de 1998; e
destinados a diminuir os riscos ambientais no
trabalho, o Ministério da Previdência e II - até 31 de dezembro de 1995, dez por cento
Assistência Social poderá alterar o sobre o lucro líquido do período-base, antes da
enquadramento de empresa que demonstre a provisão para o Imposto de Renda, ajustado na
melhoria das condições do trabalho, com forma do art. 2º da Lei nº 8.034, de 12 de abril
redução dos agravos à saúde do trabalhador, de 1990; a partir de 1º de janeiro de 1996, oito
obtida através de investimentos em prevenção e por cento sobre o lucro líquido, nos termos
em sistemas gerenciais de risco. da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995.

§ 1º A alteração do enquadramento estará §§ 1º a 3º. (Revogado pelo Decreto nº 4.729, de


condicionada à inexistência de débitos em 2003)
relação às contribuições devidas ao Instituto
Nacional do Seguro Social e aos demais Art. 205. A contribuição empresarial da
requisitos estabelecidos pelo Ministério da associação desportiva que mantém equipe de
Previdência e Assistência Social. futebol profissional, destinada à seguridade
social, em substituição às previstas no inciso I
§ 2º O Instituto Nacional do Seguro Social, com do caput do art. 201 e no art. 202, corresponde
base principalmente na comunicação prevista no a cinco por cento da receita bruta decorrente
art. 336, implementará sistema de controle e dos espetáculos desportivos de que participe
acompanhamento de acidentes do trabalho. em todo território nacional, em qualquer
modalidade desportiva, inclusive jogos
§ 3º Verificado o descumprimento por parte da internacionais, e de qualquer forma de
empresa dos requisitos fixados pelo Ministério patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
da Previdência e Assistência Social, para fins de símbolos, publicidade, propaganda e
enquadramento de que trata o artigo anterior, o transmissão de espetáculos desportivos.
Instituto Nacional do Seguro Social procederá à
notificação dos valores devidos. § 1º Cabe à entidade promotora do espetáculo a
responsabilidade de efetuar o desconto de cinco
por cento da receita bruta decorrente dos todo espetáculo esportivo de que a associação
espetáculos desportivos e o respectivo desportiva referida no caput participe no
recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro território nacional.
Social, no prazo de até dois dias úteis após a
realização do evento. § 5º O não-recolhimento das contribuições a
que se referem os §§ 1º e 3º nos prazos
§ 2º Cabe à associação desportiva que mantém estabelecidos no § 1º deste artigo e na alínea
equipe de futebol profissional informar à "b" do inciso I do art. 216, respectivamente,
entidade promotora do espetáculo desportivo sujeitará os responsáveis ao pagamento de
todas as receitas auferidas no evento, atualização monetária, quando couber, juros
discriminando-as detalhadamente. moratórios e multas, na forma do art. 239.

§ 3º Cabe à empresa ou entidade que repassar § 6º O não-desconto ou a não-retenção das


recursos a associação desportiva que mantém contribuições a que se referem os §§ 1º e
equipe de futebol profissional, a título de 3º sujeitará a entidade promotora do
patrocínio, licenciamento de uso de marcas e espetáculo, a empresa ou a entidade às
símbolos, publicidade, propaganda e penalidades previstas no art. 283.
transmissão de espetáculos, a responsabilidade
de reter e recolher, no prazo estabelecido na § 7º O disposto neste artigo não se aplica às
alínea "b" do inciso I do art. 216, o percentual demais entidades desportivas, que continuam a
de cinco por cento da receita bruta, inadmitida contribuir na forma dos arts. 201, 202 e 204, a
qualquer dedução. partir da competência novembro de 1991.

§ 4º O Conselho Deliberativo do Instituto § 8º O disposto no caput e §§ 1º a 6º aplica-se à


Nacional de Desenvolvimento do Desporto associação desportiva que mantém equipe de
informará ao Instituto Nacional do Seguro Social, futebol profissional e que se organize na forma
com a antecedência necessária, a realização de da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998.

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

CAPÍTULO IV

DA CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA

Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, ainda, de convenção ou acordo coletivo de


destinada à Seguridade Social, além do disposto trabalho ou sentença normativa. (Redação dada
no art. 23, é de: pela Lei nº 9.876, de 1999). (Vide Medida
Provisória nº 680, de 2015) Vigência
I – 20 (vinte) por cento sobre o total das
remunerações pagas, devidas ou creditadas a II - para o financiamento do benefício previsto
qualquer título, durante o mês, aos segurados nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho
empregados e trabalhadores avulsos que lhe de 1991, e daqueles concedidos em razão do
prestem serviços, destinadas a retribuir o grau de incidência de incapacidade laborativa
trabalho, qualquer que seja a sua forma, decorrente dos riscos ambientais do trabalho,
inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a sobre o total das remunerações pagas ou
forma de utilidades e os adiantamentos creditadas, no decorrer do mês, aos segurados
decorrentes de reajuste salarial, quer pelos empregados e trabalhadores avulsos: (Redação
serviços efetivamente prestados, quer pelo dada pela Lei nº 9.732, de 1998).
tempo à disposição do empregador ou tomador
de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou,
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja deste artigo, a fim de estimular investimentos
atividade preponderante o risco de acidentes do em prevenção de acidentes.
trabalho seja considerado leve;
§ 4º O Poder Executivo estabelecerá, na forma
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja da lei, ouvido o Conselho Nacional da
atividade preponderante esse risco seja Seguridade Social, mecanismos de estímulo às
considerado médio; empresas que se utilizem de empregados
portadores de deficiências física, sensorial e/ou
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja mental com desvio do padrão médio.
atividade preponderante esse risco seja
considerado grave. § 5º (Revogado pela Lei nº 10.256, de 2001).

III – 20 (vinte) por cento sobre o total das § 6º A contribuição empresarial da associação
remunerações pagas ou creditadas a qualquer desportiva que mantém equipe de futebol
título, no decorrer do mês, aos segurados profissional destinada à Seguridade Social, em
contribuintes individuais que lhe prestem substituição à prevista nos incisos I e II deste
serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). artigo, corresponde a cinco por cento da receita
bruta, decorrente dos espetáculos desportivos
IV – 15 (quinze) por cento sobre o valor bruto da de que participem em todo território nacional
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, em qualquer modalidade desportiva, inclusive
relativamente a serviços que lhe são prestados jogos internacionais, e de qualquer forma de
por cooperados por intermédio de cooperativas patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.876, de símbolos, publicidade, propaganda e de
1999). transmissão de espetáculos
desportivos. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº
§ 1º No caso de bancos comerciais, bancos de 9.528, de 10.12.97).
investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, § 7º Caberá à entidade promotora do espetáculo
financiamento e investimento, sociedades de a responsabilidade de efetuar o desconto de
crédito imobiliário, sociedades corretoras, cinco por cento da receita bruta decorrente dos
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, espetáculos desportivos e o respectivo
empresas de arrendamento mercantil, recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro
cooperativas de crédito, empresas de seguros Social, no prazo de até dois dias úteis após a
privados e de capitalização, agentes autônomos realização do evento. (Parágrafo acrescentado
de seguros privados e de crédito e entidades de pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
previdência privada abertas e fechadas, além
das contribuições referidas neste artigo e no art. § 8º Caberá à associação desportiva que
23, é devida a contribuição adicional de dois mantém equipe de futebol profissional informar
vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo à entidade promotora do espetáculo desportivo
definida nos incisos I e III deste artigo. (Redação todas as receitas auferidas no evento,
dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (Vide Medida discriminando-as detalhadamente. (Parágrafo
Provisória nº 2.158-35, de 2001). acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).

§ 2º Não integram a remuneração as parcelas de § 9º No caso de a associação desportiva que


que trata o § 9º do art. 28. mantém equipe de futebol profissional receber
recursos de empresa ou entidade, a título de
§ 3º O Ministério do Trabalho e da Previdência patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
Social poderá alterar, com base nas estatísticas símbolos, publicidade, propaganda e
de acidentes do trabalho, apuradas em transmissão de espetáculos, esta última ficará
inspeção, o enquadramento de empresas para com a responsabilidade de reter e recolher o
efeito da contribuição a que se refere o inciso II percentual de cinco por cento da receita bruta
decorrente do evento, inadmitida qualquer de confissão religiosa, membros de vida
dedução, no prazo estabelecido na alínea "b", consagrada, de congregação ou de ordem
inciso I, do art. 30 desta Lei.(Parágrafo religiosa não são taxativos e sim
acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). exemplificativos; (Incluído pela Lei nº 13.137, de
2015)
§ 10. Não se aplica o disposto nos §§ 6º ao 9º às
demais associações desportivas, que devem II - os valores despendidos, ainda que pagos de
contribuir na forma dos incisos I e II deste artigo forma e montante diferenciados, em pecúnia ou
e do art. 23 desta Lei. (Parágrafo acrescentado a título de ajuda de custo de moradia,
pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). transporte, formação educacional, vinculados
exclusivamente à atividade religiosa não
§ 11. O disposto nos §§ 6º ao 9º deste artigo configuram remuneração direta ou
aplica-se à associação desportiva que mantenha indireta. (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015)
equipe de futebol profissional e atividade
econômica organizada para a produção e Art. 22A. A contribuição devida pela
circulação de bens e serviços e que se organize agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei,
regularmente, segundo um dos tipos regulados como sendo o produtor rural pessoa jurídica
nos arts. 1.039 a 1.092 da Lei nº 10.406, de 10 cuja atividade econômica seja a industrialização
de janeiro de 2002 - Código Civil. (Redação dada de produção própria ou de produção própria e
pela Lei nº 11.345, de 2006). adquirida de terceiros, incidente sobre o valor
da receita bruta proveniente da comercialização
§ 11-A. O disposto no § 11 deste artigo aplica- da produção, em substituição às previstas nos
se apenas às atividades diretamente incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de: (Incluído
relacionadas com a manutenção e pela Lei nº 10.256, de 2001).
administração de equipe profissional de futebol,
não se estendendo às outras atividades I – 2,5 (dois vírgula cinco) por cento destinados à
econômicas exercidas pelas referidas sociedades Seguridade Social; (Incluído pela Lei nº 10.256,
empresariais beneficiárias. (Incluído pela Lei nº de 2001).
11.505, de 2007).
II – 0,1 (zero vírgula um) por cento para o
§ 12. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.170, de financiamento do benefício previsto nos arts. 57
2000). e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e
daqueles concedidos em razão do grau de
§ 13. Não se considera como remuneração incidência de incapacidade para o trabalho
direta ou indireta, para os efeitos desta Lei, os decorrente dos riscos ambientais da
valores despendidos pelas entidades religiosas e atividade. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
instituições de ensino vocacional com ministro
de confissão religiosa, membros de instituto de § 1º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.256, de
vida consagrada, de congregação ou de ordem 2001).
religiosa em face do seu mister religioso ou para
sua subsistência desde que fornecidos em § 2º O disposto neste artigo não se aplica às
condições que independam da natureza e da operações relativas à prestação de serviços a
quantidade do trabalho executado. (Incluído terceiros, cujas contribuições previdenciárias
pela Lei nº 10.170, de 2000). continuam sendo devidas na forma do art. 22
desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 14. Para efeito de interpretação do § 13 deste
artigo: (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015) § 3º Na hipótese do § 2º, a receita bruta
correspondente aos serviços prestados a
I - os critérios informadores dos valores terceiros será excluída da base de cálculo da
despendidos pelas entidades religiosas e contribuição de que trata o caput. (Incluído pela
instituições de ensino vocacional aos ministros Lei nº 10.256, de 2001).
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica às Art. 22B. As contribuições de que tratam os
sociedades cooperativas e às agroindústrias de incisos I e II do art. 22 desta Lei são
piscicultura, carcinicultura, suinocultura e substituídas, em relação à remuneração paga,
avicultura. (Incluído pela Lei nº 10.256, de devida ou creditada ao trabalhador rural
2001). contratado pelo consórcio simplificado de
produtores rurais de que trata o art. 25A, pela
§ 5º O disposto no inciso I do art. 3º da Lei contribuição dos respectivos produtores rurais,
nº 8.315, de 23 de dezembro de 1991, não se calculada na forma do art. 25 desta
aplica ao empregador de que trata este artigo, Lei. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
que contribuirá com o adicional de 0,25 (zero
vírgula vinte e cinco) por cento da receita bruta Art. 23. As contribuições a cargo da empresa
proveniente da comercialização da produção, provenientes do faturamento e do lucro,
destinado ao Serviço Nacional de Aprendizagem destinadas à Seguridade Social, além do
Rural (SENAR). (Incluído pela Lei nº 10.256, de disposto no art. 22, são calculadas mediante a
2001). aplicação das seguintes alíquotas:

§ 6º Não se aplica o regime substitutivo de que I - 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta,
trata este artigo à pessoa jurídica que, estabelecida segundo o disposto no § 1º do art.
relativamente à atividade rural, se dedique 1º do Decreto-lei nº 1.940, de 25 de maio de
apenas ao florestamento e reflorestamento 1982, com a redação dada pelo art. 22, do
como fonte de matéria-prima para Decreto-lei nº 2.397, de 21 de dezembro de
industrialização própria mediante a utilização de 1987, e alterações posteriores;
processo industrial que modifique a natureza
química da madeira ou a transforme em pasta II - 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do
celulósica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de período-base, antes da provisão para o Imposto
2003). de Renda, ajustado na forma do art. 2º da Lei nº
8.034, de 12 de abril de 1990.
§ 7º Aplica-se o disposto no § 6º ainda que a
pessoa jurídica comercialize resíduos vegetais ou § 1º No caso das instituições citadas no § 1º do
sobras ou partes da produção, desde que a art. 22 desta Lei, a alíquota da contribuição
receita bruta decorrente dessa comercialização prevista no inciso II é de 15% (quinze por
represente menos de 1 (um) por cento de sua cento). 1
receita bruta proveniente da comercialização da
produção. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 2003). § 2º O disposto neste artigo não se aplica às
pessoas de que trata o art. 25.

1.2.3. Do empregador doméstico


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção III
Da Contribuição do Empregador Doméstico

Art. 211. A contribuição do empregador de-contribuição do empregado doméstico a seu


doméstico é de 12 (doze) por cento do salário- serviço.

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.


CAPÍTULO V
DA CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR DOMÉSTICO

Art. 24. A contribuição do empregador doméstico não poderá contratar


doméstico é de 12% (doze por cento) do salário- microempreendedor individual de que trata
de-contribuição do empregado doméstico a seu o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14
serviço. (Vide Lei Complementar nº 150, de de dezembro de 2006, sob pena de ficar sujeito
2015) a todas as obrigações dela decorrentes, inclusive
trabalhistas, tributárias e
Parágrafo único. Presentes os elementos da previdenciárias. (Incluído pela Lei nº 12.470, de
relação de emprego doméstico, o empregador 2011)

1.2.4. Do produtor rural

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Seção III
Da Contribuição do Produtor Rural Pessoa Física e do Segurado Especial

Art. 200. A contribuição do empregador rural forma do art. 199, observando ainda o disposto
pessoa física, em substituição à contribuição de nas alíneas "a" e "b" do inciso I do art. 216.
que tratam o inciso I do art. 201 e o art.202, e a
do segurado especial, incidente sobre a receita § 4º Integra a receita bruta de que trata este
bruta da comercialização da produção rural, é artigo, além dos valores decorrentes da
de: (Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de comercialização da produção relativa aos
2001) produtos a que se refere o § 5º, a receita
proveniente: (Redação dada pelo Decreto nº
I – 2 (dois) por cento para a seguridade social; e 6.722, de 2008).

II – 0,1 (zero vírgula um) por cento para o I - da comercialização da produção obtida em
financiamento dos benefícios concedidos em razão de contrato de parceria ou meação de
razão do grau de incidência de incapacidade parte do imóvel rural; (Incluído pelo Decreto nº
laborativa decorrente dos riscos ambientais do 6.722, de 2008).
trabalho.
II - da comercialização de artigos de artesanato
§ 1º (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001) de que trata o inciso VII do § 8º do art.
9º; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
§ 2º O segurado especial referido neste artigo,
além da contribuição obrigatória de que tratam III - de serviços prestados, de equipamentos
os incisos I e II do caput, poderá contribuir, utilizados e de produtos comercializados no
facultativamente, na forma do art. 199. imóvel rural, desde que em atividades turística e
(Redação dada pelo Decreto nº 6.042, de 2007). de entretenimento desenvolvidas no próprio
imóvel, inclusive hospedagem, alimentação,
§ 3º O produtor rural pessoa física de que trata a recepção, recreação e atividades pedagógicas,
alínea "a" do inciso V do caput do art. bem como taxa de visitação e serviços
9º contribui, também, obrigatoriamente, na especiais; (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
2008).
IV - do valor de mercado da produção rural dada intermediário pessoa física, exceto nos casos do
em pagamento ou que tiver sido trocada por inciso III;
outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade;
e (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008). II - pela pessoa física não produtor rural, que fica
sub-rogada no cumprimento das obrigações do
V - de atividade artística de que trata o inciso produtor rural pessoa física de que trata a alínea
VIII do § 8º do art. 9º. (Incluído pelo Decreto nº "a" do inciso V do caput do art. 9º e do
6.722, de 2008). segurado especial, quando adquire produção
para venda, no varejo, a consumidor pessoa
§ 5º Integram a produção, para os efeitos dos física; ou
incisos I e II do caput, observado o disposto no §
25 do art. 9º, os produtos de origem animal ou III - pela pessoa física de que trata alínea "a" do
vegetal, em estado natural ou submetidos a inciso V do caput do art. 9º e pelo segurado
processos de beneficiamento ou industrialização especial, caso comercializem sua produção com
rudimentar, assim compreendidos, entre outros, adquirente domiciliado no exterior, diretamente,
os processos de lavagem, limpeza, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro
descaroçamento, pilagem, descascamento, produtor rural pessoa física ou a outro segurado
lenhamento, pasteurização, resfriamento, especial.
secagem, socagem, fermentação, embalagem,
cristalização, fundição, carvoejamento, § 8º O produtor rural pessoa física continua
cozimento, destilação, moagem e torrefação, obrigado a arrecadar e recolher ao Instituto
bem como os subprodutos e os resíduos obtidos Nacional do Seguro Social a contribuição do
por meio desses processos. (Redação dada pelo segurado empregado e do trabalhador avulso a
Decreto nº 6.722, de 2008). seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração, nos mesmos prazos e segundo as
§ 6º (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008). mesmas normas aplicadas às empresas em
geral.
I - o produto vegetal destinado ao plantio e
reflorestamento; § 9º Sem prejuízo do disposto no inciso III do §
7º, o produtor rural pessoa física e o segurado
II - o produto vegetal vendido por pessoa ou especial são obrigados a recolher, diretamente,
entidade que, registrada no Ministério da a contribuição incidente sobre a receita bruta
Agricultura e do Abastecimento, se dedique ao proveniente: (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de
comércio de sementes e mudas no País; 2008).

III - o produto animal destinado à reprodução ou I - da comercialização de artigos de artesanato


criação pecuária ou granjeira; e elaborados com matéria-prima produzida pelo
respectivo grupo familiar; (Incluído pelo Decreto
IV - o produto animal utilizado como cobaia para nº 6.722, de 2008).
fins de pesquisas científicas no País.
II - de comercialização de artesanato ou do
§ 7º A contribuição de que trata este artigo será exercício de atividade artística, observado o
recolhida: disposto nos incisos VII e VIII do § 8º do art. 9º;
e (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
I - pela empresa adquirente, consumidora ou
consignatária ou a cooperativa, que ficam sub- III - de serviços prestados, de equipamentos
rogadas no cumprimento das obrigações do utilizados e de produtos comercializados no
produtor rural pessoa física de que trata a alínea imóvel rural, desde que em atividades turística e
"a" do inciso V do caput do art. 9º e do de entretenimento desenvolvidas no próprio
segurado especial, independentemente de as imóvel, inclusive hospedagem, alimentação,
operações de venda ou consignação terem sido recepção, recreação e atividades pedagógicas,
realizadas diretamente com estes ou com
bem como taxa de visitação e serviços endereço pessoal e o de sua propriedade rural,
especiais. (Incluído pelo Decreto nº 6.722, de bem como o respectivo registro no Instituto
2008). Nacional de Colonização e Reforma Agrária ou
informações relativas à parceria, arrendamento
§ 10. O segurado especial é obrigado a arrecadar ou equivalente e à matrícula no INSS de cada um
a contribuição de trabalhadores a seu serviço e a dos produtores rurais. (Incluído pelo Decreto nº
recolhê-la no prazo referido na alínea “b” do 4.032, de 2001)
inciso I do art. 216. (Incluído pelo Decreto nº
6.722, de 2008). § 2º O consórcio deverá ser matriculado no
INSS, na forma por este estabelecida, em nome
Art. 200-A. Equipara-se ao empregador rural do empregador a quem hajam sido outorgados
pessoa física o consórcio simplificado de os mencionados poderes. (Incluído pelo Decreto
produtores rurais, formado pela união de nº 4.032, de 2001)
produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a
um deles poderes para contratar, gerir e demitir Art. 200-B. As contribuições de que tratam o
trabalhadores rurais, na condição de inciso I do art. 201 e o art. 202, bem como a
empregados, para prestação de serviços, devida ao Serviço Nacional Rural, são
exclusivamente, aos seus integrantes, mediante substituídas, em relação à remuneração paga,
documento registrado em cartório de títulos e devida ou creditada ao trabalhador rural
documentos. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de contratado pelo consórcio simplificado de
2001) produtores rurais de que trata o art. 200-A, pela
contribuição dos respectivos produtores rurais.
§ 1º O documento de que trata o caput deverá (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
conter a identificação de cada produtor, seu

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

CAPÍTULO VI

DA CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL E DO PESCADOR


(Alterado pela Lei nº 8.398, de 7.1.92)

Art. 25. A contribuição do empregador rural § 1º O segurado especial de que trata este
pessoa física, em substituição à contribuição de artigo, além da contribuição obrigatória referida
que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do no caput, poderá contribuir, facultativamente,
segurado especial, referidos, respectivamente, na forma do art. 21 desta Lei. (Redação dada
na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 pela Lei nº 8.540, de 22.12.92)
desta Lei, destinada à Seguridade Social, é
de: (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). § 2º A pessoa física de que trata a alínea "a" do
inciso V do art. 12 contribui, também,
I - 2% da receita bruta proveniente da obrigatoriamente, na forma do art. 21 desta
comercialização da sua produção; (Redação Lei. (Redação dada pela Lei nº 8.540, de
dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). 22.12.92)

II - 0,1% da receita bruta proveniente da § 3º Integram a produção, para os efeitos deste


comercialização da sua produção para artigo, os produtos de origem animal ou vegetal,
financiamento das prestações por acidente do em estado natural ou submetidos a processos
trabalho. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de de beneficiamento ou industrialização
10.12.97). rudimentar, assim compreendidos, entre outros,
os processos de lavagem, limpeza,
descaroçamento, pilagem, descascamento,
lenhamento, pasteurização, resfriamento, finalidade; e (Incluído pela Lei nº 11.718, de
secagem, fermentação, embalagem, 2008).
cristalização, fundição, carvoejamento,
cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem V – de atividade artística de que trata o inciso
como os subprodutos e os resíduos obtidos VIII do § 10 do art. 12 desta Lei. (Incluído pela
através desses processos. (Parágrafo Lei nº 11.718, de 2008).
acrescentado pela Lei n º 8.540, de 22.12.92)
§ 11. Considera-se processo de beneficiamento
§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº ou industrialização artesanal aquele realizado
11.718, de 2008). diretamente pelo próprio produtor rural pessoa
física, desde que não esteja sujeito à incidência
§ 5º (VETADO na Lei nº 8.540, de 22.12.92) do Imposto Sobre Produtos Industrializados –
IPI. (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008).
§ 6º (Revogado pela Lei nº 10.256, de 2001).
Art. 25A. Equipara-se ao empregador rural
§ 7º (Revogado pela Lei nº 10.256, de 2001). pessoa física o consórcio simplificado de
produtores rurais, formado pela união de
§ 8º (Revogado pela Lei nº 10.256, de 2001). produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a
um deles poderes para contratar, gerir e demitir
§ 9º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.256, de trabalhadores para prestação de serviços,
2001). exclusivamente, aos seus integrantes, mediante
documento registrado em cartório de títulos e
§ 10. Integra a receita bruta de que trata este documentos. (Incluído pela Lei nº 10.256, de
artigo, além dos valores decorrentes da 2001).
comercialização da produção relativa aos
produtos a que se refere o § 3º deste artigo, a § 1º O documento de que trata o caput deverá
receita proveniente: (Incluído pela Lei nº 11.718, conter a identificação de cada produtor, seu
de 2008). endereço pessoal e o de sua propriedade rural,
bem como o respectivo registro no Instituto
I – da comercialização da produção obtida em Nacional de Colonização e Reforma Agrária -
razão de contrato de parceria ou meação de INCRA ou informações relativas a parceria,
parte do imóvel rural; (Incluído pela Lei nº arrendamento ou equivalente e a matrícula no
11.718, de 2008). Instituto Nacional do Seguro Social – INSS de
cada um dos produtores rurais. (Incluído pela Lei
II – da comercialização de artigos de artesanato nº 10.256, de 2001).
de que trata o inciso VII do § 10 do art. 12 desta
Lei; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008). § 2º O consórcio deverá ser matriculado no INSS
em nome do empregador a quem hajam sido
III – de serviços prestados, de equipamentos outorgados os poderes, na forma do
utilizados e de produtos comercializados no regulamento. (Incluído pela Lei nº 10.256, de
imóvel rural, desde que em atividades turística e 2001).
de entretenimento desenvolvidas no próprio
imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, § 3º Os produtores rurais integrantes do
recepção, recreação e atividades pedagógicas, consórcio de que trata o caput serão
bem como taxa de visitação e serviços responsáveis solidários em relação às obrigações
especiais; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008). previdenciárias. (Incluído pela Lei nº 10.256, de
2001).
IV – do valor de mercado da produção rural
dada em pagamento ou que tiver sido trocada § 4º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.256, de
por outra, qualquer que seja o motivo ou 2001).
1.2.5. Do clube de futebol profissional
DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

Art. 205. A contribuição empresarial da alínea "b" do inciso I do art. 216, o percentual
associação desportiva que mantém equipe de de cinco por cento da receita bruta, inadmitida
futebol profissional, destinada à seguridade qualquer dedução.
social, em substituição às previstas no inciso I
do caput do art. 201 e no art. 202, corresponde § 4º O Conselho Deliberativo do Instituto
a cinco por cento da receita bruta decorrente Nacional de Desenvolvimento do Desporto
dos espetáculos desportivos de que participe informará ao Instituto Nacional do Seguro Social,
em todo território nacional, em qualquer com a antecedência necessária, a realização de
modalidade desportiva, inclusive jogos todo espetáculo esportivo de que a associação
internacionais, e de qualquer forma de desportiva referida no caput participe no
patrocínio, licenciamento de uso de marcas e território nacional.
símbolos, publicidade, propaganda e
transmissão de espetáculos desportivos. § 5º O não-recolhimento das contribuições a
que se referem os §§ 1º e 3º nos prazos
§ 1º Cabe à entidade promotora do espetáculo a estabelecidos no § 1º deste artigo e na alínea
responsabilidade de efetuar o desconto de cinco "b" do inciso I do art. 216, respectivamente,
por cento da receita bruta decorrente dos sujeitará os responsáveis ao pagamento de
espetáculos desportivos e o respectivo atualização monetária, quando couber, juros
recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro moratórios e multas, na forma do art. 239.
Social, no prazo de até 2 (dois) dias úteis após a
realização do evento. § 6º O não-desconto ou a não-retenção das
contribuições a que se referem os §§ 1º e
§ 2º Cabe à associação desportiva que mantém 3º sujeitará a entidade promotora do
equipe de futebol profissional informar à espetáculo, a empresa ou a entidade às
entidade promotora do espetáculo desportivo penalidades previstas no art. 283.
todas as receitas auferidas no evento,
discriminando-as detalhadamente. § 7º O disposto neste artigo não se aplica às
demais entidades desportivas, que continuam a
§ 3º Cabe à empresa ou entidade que repassar contribuir na forma dos arts. 201, 202 e 204, a
recursos a associação desportiva que mantém partir da competência novembro de 1991.
equipe de futebol profissional, a título de
patrocínio, licenciamento de uso de marcas e § 8º O disposto no caput e §§ 1º a 6º aplica-se à
símbolos, publicidade, propaganda e associação desportiva que mantém equipe de
transmissão de espetáculos, a responsabilidade futebol profissional e que se organize na forma
de reter e recolher, no prazo estabelecido na da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998.

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, § 6º A contribuição empresarial da associação


destinada à Seguridade Social, além do disposto desportiva que mantém equipe de futebol
no art. 23, é de: profissional destinada à Seguridade Social, em
substituição à prevista nos incisos I e II deste § 9º No caso de a associação desportiva que
artigo, corresponde a cinco por cento da receita mantém equipe de futebol profissional receber
bruta, decorrente dos espetáculos desportivos recursos de empresa ou entidade, a título de
de que participem em todo território nacional patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
em qualquer modalidade desportiva, inclusive símbolos, publicidade, propaganda e
jogos internacionais, e de qualquer forma de transmissão de espetáculos, esta última ficará
patrocínio, licenciamento de uso de marcas e com a responsabilidade de reter e recolher o
símbolos, publicidade, propaganda e de percentual de cinco por cento da receita bruta
transmissão de espetáculos decorrente do evento, inadmitida qualquer
desportivos. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº dedução, no prazo estabelecido na alínea "b",
9.528, de 10.12.97). inciso I, do art. 30 desta Lei.(Parágrafo
acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
§ 7º Caberá à entidade promotora do espetáculo
a responsabilidade de efetuar o desconto de § 10. Não se aplica o disposto nos §§ 6º ao 9º às
cinco por cento da receita bruta decorrente dos demais associações desportivas, que devem
espetáculos desportivos e o respectivo contribuir na forma dos incisos I e II deste artigo
recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro e do art. 23 desta Lei. (Parágrafo acrescentado
Social, no prazo de até dois dias úteis após a pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
realização do evento. (Parágrafo acrescentado
pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 11. O disposto nos §§ 6º ao 9º deste artigo
aplica-se à associação desportiva que mantenha
§ 8º Caberá à associação desportiva que equipe de futebol profissional e atividade
mantém equipe de futebol profissional informar econômica organizada para a produção e
à entidade promotora do espetáculo desportivo circulação de bens e serviços e que se organize
todas as receitas auferidas no evento, regularmente, segundo um dos tipos regulados
discriminando-as detalhadamente. (Parágrafo nos arts. 1.039 a 1.092 da Lei nº 10.406, de 10
acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). de janeiro de 2002 - Código Civil. (Redação dada
pela Lei nº 11.345, de 2006).

1.2.6. Sobre a receita de concursos de prognósticos


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO V
DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS

Art. 212. Constitui receita da seguridade social a § 1º Consideram-se concurso de prognósticos


renda líquida dos concursos de prognósticos, todo e qualquer concurso de sorteio de
excetuando-se os valores destinados ao números ou quaisquer outros símbolos, loterias
Programa de Crédito Educativo. e apostas de qualquer natureza no âmbito
federal, estadual, do Distrito Federal ou § 3º Para o efeito do disposto no parágrafo
municipal, promovidos por órgãos do Poder anterior, entende-se como:
Público ou por sociedades comerciais ou civis.
I - renda líquida - o total da arrecadação,
§ 2º A contribuição de que trata este artigo deduzidos os valores destinados ao pagamento
constitui-se de: de prêmios, de impostos e de despesas com
administração;
I - renda líquida dos concursos de prognósticos
realizados pelos órgãos do Poder Público II - movimento global das apostas - total das
destinada à seguridade social de sua esfera de importâncias relativas às várias modalidades de
governo; jogos, inclusive o de acumulada, apregoadas
para o público no prado de corrida, subsede ou
II – 5 (cinco) por cento sobre o movimento outra dependência da entidade; e
global de apostas em prado de corridas; e
III - movimento global de sorteio de números - o
III – 5 (cinco) por cento sobre o movimento total da receita bruta, apurada com a venda de
global de sorteio de números ou de quaisquer cartelas, cartões ou quaisquer outras
modalidades de símbolos. modalidades, para sorteio realizado em
qualquer condição.

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

CAPÍTULO VII

DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS

Art. 26. Constitui receita da Seguridade Social a § 2º Para efeito do disposto neste artigo,
renda líquida dos concursos de prognósticos, entende-se por renda líquida o total da
excetuando-se os valores destinados ao arrecadação, deduzidos os valores destinados ao
Programa de Crédito Educativo. (Redação dada pagamento de prêmios, de impostos e de
pela Lei n° 8.436, de 25.6.92) despesas com a administração, conforme fixado
em lei, que inclusive estipulará o valor dos
§ 1º Consideram-se concursos de prognósticos direitos a serem pagos às entidades desportivas
todos e quaisquer concursos de sorteios de pelo uso de suas denominações e símbolos.
números, loterias, apostas, inclusive as
realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos § 3º Durante a vigência dos contratos assinados
federal, estadual, do Distrito Federal e até a publicação desta Lei com o Fundo de
municipal. Assistência Social-FAS é assegurado o repasse à
Caixa Econômica Federal-CEF dos valores
necessários ao cumprimento dos mesmos.

1.2.7. Receitas de outras fontes.


DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.

CAPÍTULO VI
DAS OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL

Art. 213. Constituem outras receitas da I - as multas, a atualização monetária e os juros


seguridade social: moratórios;
II - a remuneração recebida pela prestação de VII – 40 (quarenta) por cento do resultado dos
serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da
prestados a terceiros; Receita Federal; e

III - as receitas provenientes de prestação de VIII - outras receitas previstas em legislação


outros serviços e de fornecimento ou específica.
arrendamento de bens;
Parágrafo único. As companhias seguradoras
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e que mantém seguro obrigatório de danos
financeiras; pessoais causados por veículos automotores de
vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de 19
V- as doações, legados, subvenções e outras de dezembro de 1974, deverão repassar à
receitas eventuais; seguridade social cinquenta por cento do valor
total do prêmio recolhido, destinados ao
VI – 50 (cinquenta) por cento da receita obtida Sistema Único de Saúde, para custeio da
na forma do parágrafo único do art. 243 da assistência médico-hospitalar dos segurados
Constituição Federal, repassados pelo Instituto vitimados em acidentes de trânsito. (Redação
Nacional do Seguro Social aos órgãos dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
responsáveis pelas ações de proteção à saúde e
a ser aplicada no tratamento e recuperação de
viciados em entorpecentes e drogas afins;

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.

CAPÍTULO VIII

DAS OUTRAS RECEITAS

Art. 27. Constituem outras receitas da VI - 50% (cinquenta por cento) dos valores
Seguridade Social: obtidos e aplicados na forma do parágrafo único
do art. 243 da Constituição Federal;
I - as multas, a atualização monetária e os juros
moratórios; VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos
leilões dos bens apreendidos pelo
II - a remuneração recebida por serviços de Departamento da Receita Federal;
arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a
terceiros; VIII - outras receitas previstas em legislação
específica.
III - as receitas provenientes de prestação de
outros serviços e de fornecimento ou Parágrafo único. As companhias seguradoras
arrendamento de bens; que mantêm o seguro obrigatório de danos
pessoais causados por veículos automotores de
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de
financeiras; dezembro de 1974, deverão repassar à
Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do
V - as doações, legados, subvenções e outras valor total do prêmio recolhido e destinado ao
receitas eventuais; Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da
assistência médico-hospitalar dos segurados
vitimados em acidentes de trânsito.
1) Crimes contra a seguridade social.
A lei nº 9.983 de 14/07/2000 alterou o Decreto-Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal,
caracterizou os crimes contra Seguridade Social e determinou as respectivas penalidades, como se
segue:

1. Apropriação indébita previdenciária


“Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e na
forma legal ou convencional”
Pena: reclusão de 2 a 5 anos, e multa
Nas mesmas penas incorre quem deixar de:
– Recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha
sido descontada de pagamento efetuado a segurado, a terceiros ou arrecadada do público;
– Recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou
custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;
– Pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido
reembolsados à empresa pela previdência;
É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das
contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a multa, se o agente for primário e de
bons antecedentes, desde que:
– Tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da
contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou
– O valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela
previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções
fiscais.

2. Inserção de dados falsos em sistema de informações


” Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração
Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano”
Pena – reclusão de 2 a 12 anos, e multa.

3. Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações


“Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem
autorização ou solicitação de autoridade competente”
Pena – detenção de 3 meses a 2 anos, e multa.
As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a
Administração Pública ou para o administrado.

4. Sonegação de contribuição previdenciária


“Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes
condutas:
– Omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento ou de documento de informações
previsto pela legislação previdenciária segurados empregados, empresário, trabalhador avulso ou
trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços;
– Deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias
descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços;
– Omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditas e demais
fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias”
Pena – reclusão de 2 a 5 anos, e multa
É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições,
importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei
ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de
bons antecedentes, desde que o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou
inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o
ajuizamento de suas execuções fiscais.
Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1.625,67
(um mil, seiscentos e vinte e cinco reais e sessenta e sete centavos), o juiz poderá reduzir a pena de um
terço até a metade ou aplicar apenas a de multa.

5. Inviolabilidade dos segredos


” Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não
nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública”
Pena – detenção de 1 a 4 anos, e multa.

6. Falsidade documental
” Quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos
utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública”
Pena – reclusão de 2 a 6 anos, e multa.

7. Falsidade de documento público


”Quem insere ou faz inserir:
– Na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante à
previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório;
– Na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito
perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;
– Em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa
perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado”.
Pena – reclusão de 2 a 6 anos, e multa.
Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos acima mencionados nome do segurado e seus
dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.

8. Violação de sigilo funcional


“Incorre quem:
– Permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra
forma, ou acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da
Administração Pública;
– Se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. ”
Pena – detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa, se o fato não constituir crime mais grave.